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Introdução à Contabilidade e Seus Fundamentos

O documento fornece um resumo introdutório sobre contabilidade, definindo-a como a ciência que estuda o patrimônio de uma entidade e fornece informações aos seus usuários. Explica os principais conceitos como escrituração, demonstrações contábeis, ativo, passivo e patrimônio líquido. Também descreve as principais funções da contabilidade de controlar o patrimônio e apurar lucros e prejuízos.

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Tiago Barbosa
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Introdução à Contabilidade e Seus Fundamentos

O documento fornece um resumo introdutório sobre contabilidade, definindo-a como a ciência que estuda o patrimônio de uma entidade e fornece informações aos seus usuários. Explica os principais conceitos como escrituração, demonstrações contábeis, ativo, passivo e patrimônio líquido. Também descreve as principais funções da contabilidade de controlar o patrimônio e apurar lucros e prejuízos.

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RESUMO CONTABILIDADE – AULA 00

O que é contabilidade?

Contabilidade é a ciência que estuda a pratica das funções de orientação, de controle e de


registro dos atos e fatos de uma administração econômica.

A contabilidade estuda e cuida do controle, do registro, de todos os fatos.

A principal finalidade da contabilidade é fornecer informações aos seus usuários.

Técnica contábil que reúne todos os documentos que contenham FATOS CONTÁBEIS,
lançando-os nos livros contábeis respectivos, que darão suporte para a elaboração e publicação
das demonstrações contábeis. Essa técnica contábil é chamada de ESCRITURAÇÃO.

EXEMPLO DE FATOS QUE SÃO ESCRITURADOS:

- Compra de mercadorias;

- Venda de mercadorias;

- Recebimento de clientes;

- Pagamento de fornecedores;

- Compra de terreno.

OBJETO DE ESTUDO DA CONTABILIDADE

O objeto de estudo da contabilidade é o PATRIMÔNIO. Por patrimônio, entenda o conjunto


de bens, direitos e obrigações da entidade.

RAZONETES

O total dos débitos sempre tem que ser igual ao total dos créditos. Essa regra, em uma
contabilidade regular, não comporta exceções.
Método das partidas dobradas: o total dos débitos sempre terá de ser igual ao total dos
créditos!

Depois da escrituração, nós temos de elaborar as demonstrações contábeis. A PRINCIPAL


DEMONSTRAÇÃO CONTÁBIL É O BALANÇO PATRIMONIAL.

O balanço patrimonial evidencia a situação patrimonial e financeira da entidade.

O balanço patrimonial é dividido em ativo, passivo e patrimônio líquido!

Equação fundamental da contabilidade → Ativo = Passivo + PL

Portanto, vamos classificar as contas que vimos até aqui:

- Capital social: Patrimônio líquido (capital dos sócios).

- Caixa: Ativo (bem) - Bancos: Ativo (direito)

- Estoques ou Mercadorias: Ativo (bem)

- Fornecedores: Passivo (obrigação).

OBJETO E CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE

Esse objeto é o patrimônio das entidades.

O patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade.

A CONTABILIDADE SE APLICA ÀS AZIENDAS. Por azienda devemos entender o


patrimônio de uma pessoa que é gerido de maneira organizada. A contabilidade se aplica a
entidades, QUE TENHAM FINS LUCRATIVOS (empresários), quer não (União, Estados,
associações, por exemplo).

A doutrina costuma classificar a azienda, quanto ao fim a que se destina, em três tipos, a saber:

1) azienda econômica: Como, por exemplo, as empresas. Objetivo de lucro.

2) aziendas econômico-sociais: são exemplo as associações, cuja sobra líquida é destinada a


outros fins que não a remuneração do capital empregado. Por exemplo, a associação de
moradores da Barra da Tijuca reverte o dinheiro que obteve ao término do exercício com a
limpeza e o cultivo de árvores na região.

3) aziendas sociais: Não possui escopo lucrativo, tal como a União, Estados, Municípios
(GOVERNO).

FINALIDADE DA CONTABILIDADE E USUÁRIOS DAS DEMONSTRAÇÕES

A finalidade principal da ciência contábil é FORNECER A SEUS USUÁRIOS


INFORMAÇÕES SOBRE A SITUAÇÃO PATRIMONIAL E FINANCEIRA DA
ENTIDADE.

As demonstrações contábeis são preparadas e apresentadas para USUÁRIOS EXTERNOS


em geral.

Os usuários das demonstrações contábeis podem ser externos ou internos.

Usuários INTERNOS - Empregados. Os empregados e seus representantes estão interessados


em informações sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores.
Usuários EXTERNOS - Investidores, Credores por empréstimos, Fornecedores, Clientes,
Governo e suas agências e o Público.

Os usuários primários são aqueles que não podem exigir à entidade informações diretas,
como nós, pessoas físicas, eu, você, ou alguém que vá emprestar dinheiro para a empresa. Esses
são os usuários primários.

FUNÇÕES DA CONTABILIDADE

A contabilidade tem em sua essência, basicamente, duas funções:

a) FUNÇÃO ADMINISTRATIVA: ajuda no controle do patrimônio.


b) FUNÇÃO ECONÔMICA: está atrelada à apuração do lucro ou prejuízo do exercício.
Tal apuração é feita na demonstração do resultado do exercício (DRE).

PATRIMÔNIO: COMPONENTES PATRIMONIAIS (ATIVO, PASSIVO E


PATRIMÔNIO LÍQUIDO)

Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade (ATIVOS)

Já as obrigações são chamadas de PASSIVOS.

BENS

Podem ser divididos em bens CORPÓREOS e INCORPÓREOS (os chamados ativos


intangíveis).

Bens de Uso: São os bens usados nas atividades da empresa. Normalmente ficam registrados no
ATIVO IMOBILIZADO. Exemplo:

- Imóveis

- Móveis e utensílios

- Veículos

- Máquinas e equipamentos

Bens de Renda: São os bens usados para gerar rendas. Normalmente ficam classificados em
“Investimentos”.

- Imóveis para alugar

- Terrenos não utilizados pela empresa


- Obras de arte

DIREITOS

Os direitos são aquelas quantias que nossa entidade tem a receber ou a recuperar em
negócios jurídicos celebrados com terceiros, tal como uma venda a prazo realizada, um
adiantamento feito a um fornecedor, um cheque que tenho a receber.

OBRIGAÇÕES

Grosso modo, são valores que a minha empresa deve a terceiros.

TÉCNICAS CONTÁBEIS

São QUATRO as técnicas utilizadas na contabilidade:

escrituração;

elaboração das demonstrações contábeis;

auditoria; e

análise das demonstrações contábeis.

1 - ESCRITURAÇÃO

A técnica utilizada para o registro de nota fiscal de compra de mercadorias, NF de vendas,


cada cheque emitido, cada compra de ativo imobilizado para a produção, tudo isso tem de
ser controlado através da TÉCNICA DE ESCRITURAÇÃO.

2 - ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇOES CONTÁBEIS

As entidades, em sua constituição, elegem o que chamamos de exercício social. O exercício


social terá duração de 1 (um) ano = 365 DIAS (OBS.: NÃO É 12 MESES = 360 DIAS) e a
data do término será fixada no estatuto.

PARAGRÁFO ÚNICO - Na constituição da companhia e nos casos de alteração


estatutária o exercício social poderá ter duração diversa.

3 - AUDITORIA

Uma vez elaborada as demonstrações contábeis, elas precisam passar pela verificação sobre se a
escrituração está correta nos termos do que prescrevem as normas contábeis. Esse processo é
chamado de auditoria.

4 - ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Depois que as demonstrações foram publicadas e auditadas, os seus usuários têm interesse nas
informações nelas contidas.

Um investidor desejará saber, por exemplo, o quanto essa empresa está dando de retorno para
cada ação do capital social.

O credor por empréstimo desejará saber o quanto tem de garantia para poder conceder
tranquilamente o empréstimo que deseja. E assim por diante.

Tudo isso é feito através da técnica contábil chamada de análise das demonstrações contábeis
ou análise de balanços.
BIZU DO CESPE: Patrimônio Líquido pode ser negativo!

12) (CESPE/TRE-RJ/Administrativa/Contabilidade/2012) Julgue o item seguinte, acerca do


patrimônio das empresas e dos principais fatos que provocam sua variação.

O capital próprio das entidades cujo patrimônio é controlado pela contabilidade corresponde ao
seu ativo total.

Comentários:

Errado, o capital próprio, também conhecido como patrimônio líquido, é representado pela
diferença entre os ativos e passivos de uma entidade, isto é, é o valor residual dos ativos de
uma azienda deduzidos seus passivos.

Gabarito: Errado

Conta de natureza devedora que não seja retificadora expressa uma aplicação de recurso.

Contas retificadoras: são contas que possuem natureza contrária ao grupo no qual estão
inseridas. Uma conta retificadora do ativo possui natureza credora e uma conta retificadora
do passivo, natureza devedora.

O objetivo científico da Contabilidade manifesta-se na correta apresentação do


Patrimônio e na apreensão e análise das causas das suas mutações. Já sob ótica pragmática,
a aplicação da Contabilidade a uma Entidade particularizada, busca prover os usuários com
informações sobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do Patrimônio da
Entidade e suas mutações, o que compreende registros, demonstrações, análises, diagnósticos e
prognósticos, expressos sob a forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas, e outros meios.

A escrituração será executada com base em documentos de origem externa ou interna ou,
na sua falta, em elementos que comprovem ou evidenciem os fatos e a prática de atos
administrativos.

(CESPE/SEPLAG/2009) Nas empresas que operam com seguros, a contabilidade é


padronizada por órgãos governamentais, no entanto, as técnicas contábeis mantém as suas
características.
Gabarito – certo

(CESPE/SEPLAG/2009) Uma empresa possui ou não possui passivo; logo, não existem
dívidas negativas.

Comentários
Decorrência lógica. Uma dívida não pode ser negativa. Assim, o passivo sempre será superior a
zero. O mesmo vale para o ativo. Você não pode ter – R$ 150,00 em caixa.

CONTAS DE RESULTADO
são as receitas e despesas.

Elas NÃO ESTÃO NO BALANÇO PATRIMONIAL e servem para saber se a empresa


apresentou lucro ou prejuízo. APARECEM NA DRE.
FUNÇÕES E ESTRUTURA DAS CONTAS

A conta tem por finalidade representar cada um dos itens contábeis, quer patrimoniais, quer de
resultado.

Algumas contas aumentam por meio de débito (contas de natureza devedora), outras por meio
de crédito (contas de natureza credora).

Contas de natureza devedora: contas de ativo (bens e direitos), contas de despesa;


Contas de natureza credora: contas do passivo (obrigações), contas do patrimônio líquido,
contas de receita.

As contas podem ser vistas por dois aspectos: QUALITATIVOS e QUANTITATIVOS.

PRINCIPAIS CONTAS UTILIZADAS

Dica: Todas as contas de reserva pertencem ao Patrimônio Líquido.

As contas de Resultado também pertencem ao Patrimônio Líquido.

ATENÇÃO!

TEORIA DAS CONTAS

As principais teorias das contas exploradas pelas bancas examinadoras são as seguintes:

1) Teoria PERSONALISTA;

2) Teoria MATERIALISTA; e

3) Teoria PATRIMONIALISTA.

TEORIA PERSONALISTA
Segundo a teoria personalista, AS CONTAS SÃO FICTAMENTE COMO PESSOAS.
Temos três tipos de pessoas: proprietários, correspondentes e agentes consignatários.

 Proprietários: São os responsáveis pelas contas do patrimônio líquido e pelas receitas,


despesas e PL da sociedade.

São contas dos proprietários: capital social, receita de vendas, CMV, ICMS sobre
vendas, devoluções de vendas, receitas financeiras, reserva legal.

 Agentes Correspondentes: São as pessoas que representam as contas de direitos (logo,


ativo) e obrigações (logo, passivo).

 Agentes Consignatários: São as pessoas a quem a entidade confia a guarda bens


(ativo).

TEORIA MATERIALÍSTICA

Para esta teoria, AS CONTAS NÃO SÃO PESSOAS, mas, tão-somente, entradas e saídas de
valores.

As contas são divididas em dois grupos:

 Contas integrais: Representam o ATIVO e PASSIVO exigível (bens, direitos e


obrigações);

 Contas diferenciais: Representam o PATRIMÔNIO LÍQUIDO, receitas e despesas.

TEORIA PATRIMONIALISTA

Utilizada na contabilidade hodierna (atual), as contas podem ser divididas em dois grandes
grupos:

 Contas patrimoniais: Representam as contas de ATIVO, PASSIVO e PL (bens,


direitos e obrigações).

 Contas de resultado: Representam as RECEITAS e DESPESAS.


ATOS E FATOS CONTÁBEIS

Os ATOS contábeis são acontecimentos que ocorrem na entidade e NÃO provocam


alterações do patrimônio, tais como admissão de empregados, assinatura de um contrato de
compra, venda, o aval de um título de crédito, uma fiança prestada em favor de terceiros.

Os ATOS RELEVANTES que façam parte das atividades da empresa devem ser
apresentados em NOTAS EXPLICATIVAS.

EXEMPLO: um treinamento de primeiros socorros oferecido pela empresa.

Os FATOS contábeis, PROVOCAM variações no patrimônio da entidade. São


contabilizados através das contas patrimoniais (ativo, passivo, pl) E/OU das contas de resultado
(receitas e despesas).

Os FATOS contábeis podem ser divididos em três tipos: permutativos, modificativos e

mistos.

MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS

Quatro são as técnicas que apresentamos: escrituração, elaboração das demonstrações


contábeis, auditoria e análise de balanços.

ATENÇÃO!

A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL DEVE SER EXECUTADA:

a) em idioma e em moeda corrente nacionais;

b) em forma contábil;
c) em ordem cronológica de dia, mês e ano;

d) com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras ou emendas; e

e) com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos
que comprovem ou evidenciem fatos contábeis.

O conjunto de todas as contas existentes dentro de uma entidade, é denominado PLANO


DE CONTAS.

DEFINIÇÃO:

Plano de contas: conjunto de todas as contas existentes dentro de uma entidade para
uniformizar os registros contábeis.

ATENÇÃO! O método das partidas dobradas também é conhecido pelo nome de método
veneziano.

CONTAS LANÇADAS A DÉBITO E A CRÉDITO

ATENÇÃO:

 As contas do ATIVO e as de DESPESA tem NATUREZA DEVEDORA.

 As contas do PASSIVO, PL e as de RECEITA tem NATUREZA CREDORA.

CONTAS RETIFICADORAS

São contas que DIMINUEM o valor do respectivo grupo de contas. Elas diminuem alguma
outra conta, seja por que registram desgaste, uso, diminuição de algum direito ou por que a lei
assim manda.

Exemplo de conta retificadora é a depreciação acumulada. O que é a depreciação acumulada?


Sabemos que os veículos, máquinas, equipamentos, etc, se desgastam. A contabilidade quer
retratar ao máximo a realidade da entidade, esse desgaste é reconhecido nas demonstrações
contábeis.

Outros exemplos: amortização acumulada, exaustão acumulada, encargos financeiros a


transcorrer, ações em tesouraria, capital a integralizar, ajuste com teste de recuperabilidade,
ajuste com perdas estimadas com devedores duvidosos, ajuste para perda com estoques, entre
outras.

O que devo saber por enquanto?

Basta saber o seguinte: Se uma conta do ativo aumenta a débito e diminui a crédito, então a
retificadora funciona ao contrário. Ela aumentará a crédito e diminuirá a débito. Então,
por exemplo, a conta depreciação acumulada aumentou com lançamentos a crédito, pois é
justamente o contrário do normal.
Para o passivo e PL o mesmo pensamento. Bom, as contas do passivo e do PL aumentam a
crédito e diminuem a débito. As contas retificadoras são o contrário, aumentam a débito e
diminuem a crédito.

ELEMENTOS ESSENCIAIS DE UM LANÇAMENTO

1) Local (pode ser suprimido, considerando-se feito no local do estabelecimento) e data;

2) Conta debitada;

3) Conta creditada;

4) Histórico; e

5) Valor.

BIZU

Quando no seu concurso aparecer a palavra DIVERSOS, saiba que há mais de uma conta
creditada ou debitada.

FÓRMULAS DO LANÇAMENTO

As contas de resultado (receita de prestação de serviço, neste caso), são apresentadas na


demonstração do resultado do exercício, mas, posteriormente, são transferidas para o
patrimônio líquido. Afinal, a DRE apura o lucro ou prejuízo do exercício, e estes, por seu turno,
serão acrescidos aos valores dos sócios.
RESUMO CONTABILIDADE – AULA 01

SITUAÇÃO LÍQUIDA E EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DO PATRIMÔNIO

TIPOS DE SITUAÇÃO LÍQUIDA EXISTENTES

A situação líquida/PL representa o quanto os sócios empregam de patrimônio à sociedade, com


recursos próprios.

CONTAS
CONTAS PATRIMONIAIS E DE RESULTADO.

As contas podem ser de dois tipos: patrimoniais e de resultado.

CONTAS PATRIMONIAIS

As patrimoniais são as que representam os bens, direitos, obrigações e o patrimônio líquido da


empresa, ou ATIVO, PASSIVO e PL.

CONTAS DE RESULTADO

As contas de resultado são as receitas e despesas.

Elas NÃO ESTÃO NO BALANÇO PATRIMONIAL, MAS, APARECEM NA (DRE).

TIPOS DE FATOS CONTÁBEIS

Dissemos que FATOS CONTÁBEIS são aqueles que têm por escopo promover
ALTERAÇÃO no patrimônio (conjunto de bens, direitos e obrigações) de uma entidade. Já os
atos contábeis são atos relevantes que NÃO ALTERAM o patrimônio da entidade, tal como a
contratação de empregados, conceder fiança a um terceiro ou avalizar um cheque.

FATO PERMUTATIVO ou QUALITATIVO

Os FATOS PERMUTATIVOS (ALTERAM o patrimônio somente em ASPECTOS


QUALITATIVOS). Seria como, por exemplo, trocar dinheiro por mercadorias, a compra de
mercadorias, etc.
Os fatos permutativos configuram apenas trocas, PERMUTAS, entre bens do ativo e passivo
exigível e do PL, sem que haja alteração no valor total do patrimônio líquido e contas de
resultado.

EX.: A compra de veículos à vista é fato permutativo entre elementos do ativo (sai
caixa, entra veículo) e deve ser registrado em lançamento de primeira fórmula.

FATO MODIFICATIVO OU QUANTITATIVO

Os FATOS MODIFICATIVOS/QUANTITATIVOS são aqueles que têm o condão de


ALTERAR, para mais ou para menos, o patrimônio líquido. Envolvem também conta de
resultados (receitas e despesas).

ATENÇÃO! As diversas bancas consideram que a integralização de capital social é fato


modificativo aumentativo. Todavia, o CESPE diverge neste ponto, CONSIDERANDO O
FATO COMO PERMUTATIVO.

FATO MISTO

É o que envolve, ao mesmo tempo, um fato PERMUTATIVO e um fato MODIFICATIVO.


Acarreta, alterações no ativo e PL, no passivo e no PL ou no ativo, passivo e PL.

RETIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO CONTÁBIL

É o processo técnico de correção de registro realizado com erro na escrituração contábil da


entidade e pode ser feito por meio de:

a) estorno; anulação total

b) transferência; transposição para a conta correta

c) complementação; posterior, aumentando ou diminuindo.

d) Ressalva; Correção antes do término do lançamento

ATENÇÃO!

Em qualquer das formas citadas acima, o histórico do lançamento deve precisar o motivo da
retificação, a data e a localização do lançamento de origem. A correção se dá com a utilização
de palavras tais como “DIGO”, “ou MELHOR”, “EM TEMPO”.

INSUBSISTÊNCIAS X SUPERVENIÊNCIAS

As SUPERVENIÊNCIAS ATIVAS (algo posterior) são fatos inesperados que acontecem e


AUMENTAM o PL, GERANDO RECEITAS.

As SUPERVENIÊNCIAS PASSIVAS. São fatos inesperados que DIMINUEM a situação


líquida patrimonial da empresa.

As INSUBSISTÊNCIAS ATIVAS ou INSUBSISTÊNCIA DO PASSIVO são fatos que


deixam de existir, gerando receitas para a empresa.
As INSUBSISTÊNCIAS PASSIVAS ou INSUBSISTÊNCIAS DO ATIVO são fatos que
deixam de existir, qualquer que seja o motivo, causando uma diminuição do PL, pela
geração de despesas.

LIVROS CONTÁBEIS E FISCAIS

O REGISTRO DOS FATOS CONTÁBEIS, em seu conjunto, denomina-se


ESCRITURAÇÃO.

É INDISPENSÁVEL e obrigatório o LIVRO DIÁRIO, que pode ser substituído por fichas
no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. Este livro está regulado pelo Código Civil.

O registro de uma operação no LIVRO DIÁRIO é denominado de “PARTIDA DE DIÁRIO”,


ou simplesmente “LANÇAMENTO”. Alguns requisitos existem para essas partidas de diário, a
saber:

a) data do registro contábil, ou seja, a data em que o fato contábil ocorreu;


b) conta devedora;
c) conta credora;
d) histórico que represente a essência econômica da transação ou o código de histórico
padronizado, neste caso baseado em tabela auxiliar inclusa em livro próprio;
e) valor do registro contábil;
f) informação que permita identificar, de forma unívoca, todos os registros que integram um
mesmo lançamento contábil.

OBS.: Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que NÃO EXCEDAM o
período de TRINTA DIAS.

ATENÇÃO!

LIVRO RAZÃO

É FACULTATIVO, principal (isto é, registram todos os fatos) e sistemático (leva em conta


principalmente a organização das informações).

LIVRO CAIXA

Registra as entradas e saídas de numerário. Os registros devem ser efetuados em ordem


cronológica e, por isso, pode ser utilizado como auxiliar do Livro Diário.
LIVRO REGISTRO DE INVENTÁRIO E ENTRADA E SAÍDA DE MERCADORIAS

Registra os bens de consumo, as mercadorias, as matérias-primas e outros materiais que se


achem estocados nas datas em que forem levantados os balanços.

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO

É um demonstrativo de caráter auxiliar em que são relacionadas todas as contas, sejam ela
patrimoniais ou de resultado. Sua elaboração baseia-se no método das
partidas dobradas.

ATENÇÃO!
Todas as informações para a confecção do balancete de verificação são extraídas do Livro
Razão.

Os elementos mínimos que devem constar do balancete são:

a) identificação da Entidade;

b) data a que se refere;

c) abrangência;

d) identificação das contas e respectivos grupos;

e) saldos das contas, indicando se devedores ou credores;

f) soma dos saldos devedores e credores.

OBS.: Informação que pode ser omitida no balancete de verificação, nome do contabilista
responsável.

Classificando as contas:
Apenas contas de Ativo Circulante e Passivo Circulante:

O referido balancete apresenta apenas contas patrimoniais.

A conta Fornecedores é classificada no Passivo Exigível, portanto, possui natureza credora e


não devedora.

Devemos considerar para o curto prazo as obrigações que vencerem nos 12 meses seguintes à
data das demonstrações contábeis.
Em nenhuma hipótese a SITUAÇÃO LÍQUIDA pode ser maior do que o ativo total.
O PASSIVO pode ser igual ou maior que zero, mas não menor que zero . Não existe Passivo
Negativo (se existisse, seria um valor que a empresa tem a receber, e, portanto, deveria ser
reclassificado para o ativo).

No caso de Passivo = zero, a equação fica assim:


Ativo = Passivo + PL
Ativo = zero + PL
Ativo = PL

Portanto, não há como o PL (que é a situação líquida, ou seja, Ativo – Passivo) ser maior que
o Ativo Total.

O aumento do capital social mediante a incorporação de reservas constitui um fato contábil


permutativo, sem alteração no total do ativo da empresa.

A situação líquida da entidade é aumentada pelo aumento do:


Desconto obtido na liquidação de passivos não circulantes.

Existem elementos patrimoniais e de resultados de uma mesma natureza que podem ser
agrupados em um único item e, denominado conta, que passa a representar tais elementos.
Na contabilidade, conta é o nome dado aos componentes patrimoniais (bens, direitos e
obrigações) e de resultado (despesas e receitas).

(CESPE/IBRAM/Técnico Contabilidade/2009) Quando uma entidade ultrapassa o limite de


saldo bancário, o seu banco pode conceder crédito. Supondo que determinada entidade tenha
emitido cheque acima do valor disponível em sua conta e que seu banco tenha acatado o cheque,
a rubrica contábil Banco Conta Movimento apresentará saldo credor.

Quando isso acontece, a conta vai para o passivo e muda de nome, para "Empréstimos" ou
"Cheque especial a pagar" ou algo assim. Deixa de ser "Banco Conta Movimento".
As contas de natureza devedoras são as contas do ativo. O ativo representa a aplicação (e não a
fonte) de recursos.

O regime de caixa exige o reconhecimento quando do recebimento e pagamento,


independente da ocorrência do fato gerador (entrega da mercadoria, prestação do serviço, etc).
Ao se registrar a aquisição de mercadorias a prazo pelo regime de caixa, o ativo não sofrerá
movimentação no momento de aquisição.

A contabilização pelo regime de caixa se dará somente quando do efetivo desembolso. Com a
compra a prazo, nenhum lançamento há que ser feito.

Conta RETIFICADORA do PL, AUMENTA quando ela é debitada e diminui quando ela é
creditada.

Quando os bens são vendidos ou os serviços são prestados em troca de bens ou serviços não
semelhantes, tais trocas são vistas como transações que geram receita. Nesses casos a receita é
mensurada pelo valor justo dos bens ou serviços recebidos, ajustados pela quantia transferida
em caixa ou equivalente.

ATENÇÃO!
(CESPE/Auditor Substituto/TCE/RN/2015) Um lançamento contábil é composto por, pelo
menos, um débito e um crédito.

Comentários:
O item parece, a princípio, estar correto é uma pergunta bem capciosa. Todavia, está incorreto.
Ele é composto também por outros elementos.
Um débito e um crédito NÃO são suficientes para completarmos um lançamento.

Vimos que os requisitos para um lançamento contábil são:

Elementos essenciais do lançamento


1) Local (pode ser suprimido, considerando-se feito no local do estabelecimento) e data;
2) Conta debitada;
3) Conta creditada;
4) Histórico;
5) Valor.

RESUMO CONTABILIDADE – AULA 02

LANÇAMENTOS CONTÁBEIS BÁSICOS

O balanço patrimonial é a nossa principal demonstração contábil, contendo ativo (bens e


direitos), passivo (obrigações) e patrimônio líquido (capital próprio, dos sócios).

ATIVO representa a APLICAÇÃO de recursos.


PASSIVO e PL são ORIGENS de recursos.

OBS.: algumas questões dizem que não há geração espontânea de patrimônio (essa assertiva
deve ser tida como correta).

O patrimônio líquido representa o dinheiro dos sócios investido na empresa.

Principais contas do patrimônio líquido: Capital Social, Reservas de Capital, Reservas de


Lucros, Ajuste de Avaliação Patrimonial, Ações em tesouraria.

As contas pertencentes ao ativo (bens e direitos) possuem natureza devedora.

As contas do passivo e do patrimônio líquido possuem natureza credora.

MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS

Método das partidas dobradas: Para um ou mais lançamentos a débitos corresponde um


ou mais lançamentos a créditos de igual valor.
As CONTAS dividem-se em CONTAS PATRIMONIAIS e CONTAS DE RESULTADO.
As contas patrimoniais são as contas do ativo, passivo e patrimônio
líquido.

Já as contas de resultado são as que irão compor a Demonstração do Resultado do Exercício.


São as contas de receita e as de despesa.

As CONTAS DE RECEITA têm NATUREZA CREDORA (aumentam a crédito e diminuem


a débito) e as CONTAS DE DESPESA têm NATUREZA DEVEDORA (aumentam a débito
e diminuem a crédito).

As contas do Resultado são classificadas no PL e fazem parte do balanço. Se as contas do


resultado não forem consideradas, os valores totais a débito e a crédito não batem.

O Balanço Patrimonial é a demonstração que evidencia o Ativo, o Passivo e o Patrimônio


Líquido da empresa.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO


...

ATENÇÃO!

Exemplo de contas retificadoras do ativo:


Depreciação acumulada, amortização acumulada, exaustão acumulada, ajuste ao valor
recuperável de ativos, ajuste para créditos de liquidação duvidosa, ajuste para perda de estoques,
entre outras que serão vistas adiante.

Exemplo de contas retificadoras do passivo e do PL:


Encargos financeiros a transcorrer (retificadora do passivo), capital social a integralizar
(retificadora do patrimônio líquido), ações em tesouraria (retificadora do patrimônio líquido),
prejuízos acumulados (retificadora do patrimônio líquido), entre outras.
Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 80. A constituição da companhia depende do cumprimento dos seguintes requisitos


preliminares:

I - Subscrição, pelo menos por 2 (duas) pessoas, de todas as ações em que se divide o capital
social fixado no estatuto;

II - Realização, como entrada, de 10% (dez por cento), no mínimo, do preço de emissão das
ações subscritas em dinheiro; o capital social pode ser composto por dinheiro e/ou bens
suscetíveis de
avaliação em dinheiro.

III - Depósito, no Banco do Brasil S/A., ou em outro estabelecimento bancário autorizado pela
Comissão de Valores Mobiliários, da parte do capital realizado em dinheiro.

A conta FORNECEDORES será sempre uma conta de passivo, para registrar as compras
de mercadorias realizadas a prazo. Pode ser uma conta de passivo circulante, se de curto
prazo, ou não circulante, se de longo prazo, e aumentará a crédito e diminuirá a débito. O
aumento a crédito se dá pela ocasião da tradição. O que é tradição? É a entrega da mercadoria à
empresa compradora. Assim, repetimos, só reconheceremos a conta fornecedores, em
contrapartida de mercadorias (ou estoques) no momento da entrega da mercadoria.

O ICMS é um imposto que incide sobre a circulação de mercadorias, ele é devido quando a
indústria vende para o atacado, quando o atacado vende para o varejo e quando o varejo vende
para o consumidor final. Em cada etapa da circulação há que se cogitar a incidência do tributo.

O CMV é uma conta de despesa. A contrapartida do custo da mercadoria vendida (CMV) é a


conta mercadorias (creditada, diminuindo o estoque), afinal, a mercadoria está sendo baixada do
estoque.

ATENÇÃO!
Portanto, gravem estes pontos: na venda à vista, debita caixa e credita receita de vendas. E,
para dar baixa, debitamos custo da mercadoria vendida, creditamos mercadorias ou estoque.

ATENÇÃO!
A venda de mercadoria se trata de fato modificativo. Por quê? Pois há uma modificação da
situação líquida (ou patrimônio líquido) da empresa. Se, na hipótese, a transação ocorrer com
LUCRO, aumentando o PL temos um FATO MODIFICATIVO AUMENTATIVO. Caso seja o
contrário, temos um FATO MODIFICATIVO DIMINUTIVO.

O ICMS sobre as vendas, por sua vez, é uma despesa . Gravem, o ICMS sobre vendas é uma
conta redutora da receita bruta de venda, de natureza de despesa. Ela ficará no resultado.

O ICMS é considerado pela Constituição como um imposto não cumulativo, isto é, incide
sobre o valor agregado, que é o que você gerou de lucro na operação.

EXEMPLO:
Se a empresa X adquire uma mercadoria Y, no valor de R$ 100, cujo ICMS monta a 20%,
pagará um imposto nesta operação no valor de R$ 20. O tributo já veio embutido nos R$
100,00, pois o ICMS é imposto por dentro. Ao revender essa mercadoria, pelo valor de R$ 200,
teria de pagar um imposto no valor de R$ 40, o que totalizaria um imposto total na operação de
R$ 60 (20 + 40). Contudo, face ao princípio da não cumulatividade ela poderá compensar o
que pagou na compra com o que pagou na venda. Assim, pagará somente mais R$ 20 (40 – 20),
totalizando R$ 40. Evita-se a tributação em cascata, o que acaba por onerar demasiadamente os
produtos.

Portanto, O ICMS A RECUPERAR (aquele que já vem embutido na compra) é


CLASSIFICADO NO ATIVO, enquanto que o ICMS A RECOLHER (o incidente sobre a
venda) é CLASSIFICADO NO PASSIVO.

ATENÇÃO!
- Receita de vendas: reconhecida quando da entrega da mercadoria
- Baixa do estoque: reconhecida quando da entrega da mercadoria

RECONHECIMENTO DE DIVIDENDOS

Diferença: Dividendos x salários x participações estatutárias!

 DIVIDENDOS: é uma espécie de remuneração do capital empregado pelos sócios


na empresa. Nada tem a ver com a participação dos sócios com trabalho nas atividades
da empresa. Se, por exemplo, o estatuto de determinada companhia prevê que 50% do
lucro será destinado ao pagamento de dividendos e o lucro foi de R$ 100.000,00, então,
temos que R$ 50.000,00 será pago a todos aqueles que tenham participação no capital
da entidade, de acordo com as normas ali previstas, mesmo que não tenham vinculação
alguma empregatícia com a entidade.

OBS.: Os dividendos NÃO SÃO considerados como DESPESA na DRE.


Para o seu cálculo, primeiro apuramos o valor do lucro do exercício (cálculo este feito na DRE).
Depois disso, transferimos esse lucro para o PL (pois o lucro faz parte do capital próprio da
empresa).
Feito isso, subtraímos o valor do dividendo (reduzindo a conta lucros acumulados) e criamos
uma conta de passivo, uma obrigação a pagar para os sócios, chamada dividendos a pagar.

Fica assim:
D – Lucros acumulados (diminuindo o PL) 50.000,00
C – Dividendos a pagar (aumentando o passivo/despesa) 50.000,00

Quando houver o pagamento destes valores aos sócios, lançamos:

D – Dividendos a pagar (liquidando a obrigação) 50.000,00


C – Caixa (diminuindo o ativo) 50.000,00

 PARTICIPAÇÃO ESTATUTÁRIA: é DESPESA no resultado do exercício (DRE). É


uma parte do resultado do exercício que é destinada a determinadas pessoas,
conforme autorização legal, como, por exemplo, empregados, debenturistas,
titulares de partes beneficiárias, administradores. É deduzida (diminuído) na DRE.

 Salários: são os valores devidos aos funcionários da empresa pelo mês trabalhado.
Grosso modo, a cada período de competência (cada mês), lançaremos os valores na
DRE.

D – Despesa de salários (resultado)


C – Salários a pagar (passivo)

ATENÇÃO!
Tudo que for ATIVO será DEVEDOR.
Tudo que for PASSIVO será CREDOR.
O PL pode ser de natureza DEVEDORA ou CREDORA.

OBS.: o ajuste de avalição patrimonial (AVP) no PL tem natura hibrida, tanto pode ser
devedor como credor.

(CESPE/TCE-RN) /Auditor/2015) Com relação aos princípios, às normas, às teorias e às


práticas contábeis vigentes, julgue o item que se segue.

No momento da aquisição de um bem financiado, a origem do recurso é registrada em uma


conta de natureza credora, e a aplicação, em uma conta do ativo.

As contas de receita têm natureza credora (aumentam por lançamentos a crédito e diminuem
por lançamentos a débito) e as contas de despesa têm natureza devedora (aumentam a débito
e diminuem através de lançamentos a crédito).
Comentários:

Por exemplo, compra de um veículo a prazo, vamos lançar:

D – Veículos (ativo – aplicação) 10.000,00


C – Financiamentos a pagar (passivo – origem) 10.000,00

Desconsideramos a incidência de juros apenas para fins didáticos.

Gabarito - Correto.

(CESPE/TRE-ES/Administrativa/Contabilidade/2011)
Os lançamentos de encerramento de contas de resultado foram realizados ao final de um período
contábil. Nessa situação, as contas de receitas, de despesas e de custos deverão ser zeradas em
contrapartida com uma conta de apuração de resultado do exercício.

Comentário:
EXEMPLO:
Demonstração do Resultado do Exercício:  

Receita de vendas 2.000 

(-) Custo da Mercadoria Vendida (1.500)

(=) Lucro Bruto 500 

(-) Despesas -  

(=) Lucro Líquido 500

Depois do enceramento do exercício, o valor apurado é transferido para uma conta


do PL, chamada lucros acumulados (ou prejuízos acumulados, a depender da
situação da empresa).  

As contas de resultado pertencem ao patrimônio líquido. Para apurarmos o resultado do


exercício, também chamado de rédito, devemos “encerrar” as contas de resultado, isto é, zerar
os saldos das contas de despesas e receitas transferindo-os para uma conta transitória chamada
Apuração do Resultado do Exercício ou DRE.

Nessa apuração temos as seguintes possibilidades:

Receita maior que despesa - Lucro


Despesa maior que receita - Prejuízo

Assim, depois do enceramento do exercício, o valor apurado é transferido para uma conta
do PL, chamada lucros acumulados (ou prejuízos acumulados, a depender da situação da
empresa).
(CESPE/TRT-10/Administrativa/Contabilidade/2013) Em relação às contas e à escrituração
contábil, julgue o item seguinte.

As contas analíticas são a base do sistema de acumulação contábil e têm o maior grau de
detalhamento das informações contábeis.

Comentários:
Na Contabilidade as CONTAS PODEM SER CLASSIFICADAS em SINTÉTICAS ou
ANALÍTICAS.

As CONTAS SINTÉTICAS são aquelas que pode agregar o saldo de outras contas analíticas.
Possuem grau de detalhamento menor do que as contas analíticas.

As CONTAS ANALÍTICAS são aquelas mais detalhadas e são resultantes de


desdobramentos de contas sintéticas.

Gabarito – Certo

(CESPE/TRT-10/Administrativa/Contabilidade/2013) Em relação às contas e à escrituração


contábil, julgue o item seguinte.

A estrutura básica de uma rubrica contábil (ex.: o RAZONETE) ou conta, contempla o nome da
conta, o período a que ela se refere, seu saldo em valor monetário e seu movimento em
determinado período.
CERTO

OBS.:
O aumento do capital social com reservas de capital, sem emissão de novas ações, dá-se com
um lançamento a DÉBITO das reservas de capital a serem utilizadas, em contrapartida de um
CRÉDITO na conta capital social.

(CESPE/SEFAZ-ES/Consultor do Executivo/2008) A contabilização da aquisição de ações da


própria empresa reduz o valor do disponível e também do patrimônio líquido. O oposto ocorre
quando os sócios resolvem aumentar o capital da empresa em dinheiro.

Comentários:

Essa afirmação está CORRETA, porque a conta ações em tesouraria ficará reduzindo o PL.
Afinal, está havendo uma redução do capital social. A contrapartida é a saída de dinheiro da
conta caixa ou bancos.

O oposto ocorre quando os sócios resolvem aumentar o capital da empresa em dinheiro.


Também está correto, visto que o aumento de capital social irá gera aumento no Patrimônio
Líquido e aumento no disponível da empresa.
(CESPE/DPF/Agente de Polícia Federal/2000) Com referência a movimentações do
patrimônio líquido, segundo a Lei nº 6.404/76, julgue o item abaixo.

No recebimento de dinheiro de acionistas para integralização do capital social subscrito, deverá


haver um registro a crédito do capital social ou da conta que registra o capital a integralizar.

Comentários:
O item está correto.

(CESPE/ (SUFRAMA)/Téc. Contabilidade/2014) Na venda a prazo de mercadorias por uma


empresa comercial, faz-se o registro a débito da conta de ICMS a recuperar, juntamente com as
contas a receber dos clientes.

Comentários:
O ICMS sobre as vendas é UMA DESPESA. Gravem, o ICMS sobre vendas é uma conta
redutora da receita bruta de venda, de natureza de despesa. Ela ficará no resultado. A
contrapartida será uma conta de passivo, chamada ICMS a recolher.

Na venda a prazo de mercadorias por uma empresa comercial, faz-se o registro a débito da conta
de ICMS sobre venda e crédito em ICMS a recolher.

(CESPE/TJ-RR/Contabilidade/2012) A respeito de alterações patrimoniais, julgue o item


subsequente.

Adiantamentos de clientes ocasionam aumento do ativo e do passivo.

Comentários:

Na contabilidade usamos como regra o Princípio da Competência e por esse princípio as


receitas de vendas somente serão reconhecidas quando ocorrerem os respectivos fatos
geradores, independentemente de recebimento e, no caso da venda de mercadorias,
consideramos ocorrido o fato gerado no momento da entrega das mercadorias.

Quando o cliente efetua um adiantamento não podemos reconhecer a receita de vendas, pelo
contrário, a empresa irá registrar a entrada de dinheiro no ativo, mas também irá registrar um
Passivo, pois ela agora possui a obrigação de entregar as mercadorias.

Gabarito – Correto

RESUMO CONTABILIDADE – AULA 03

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS PELA LEI DAS SOCIEDADES


POR AÇÕES
Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da
companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:

ATENÇÃO!
1. Segundo a Lei 6.404/76, nas COMPANHIAS ABERTAS, A DEMONSTRAÇÃO
DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PODE ESTAR
CONTIDA DENTRO DA DMPL.

2. A DMPL não consta como sendo obrigatória pela Lei 6.404/76. O CPC 26 considera
que a DMPL passa a ser obrigatória a todos os tipos societários.

3. A Demonstração de origens e aplicações de recursos, a DOAR, deixou de ser


obrigatória (mas não foi extinta) com as modificações contábeis introduzidas pelas
Leis 11.638 e 11.941.

4. A DRA é uma demonstração que evidencia “as receitas e despesas” que não são
reconhecidas no resultado, indo direto para o PL.
O CPC 26 arrola como obrigatórias a demonstração do resultado abrangente (DRA), a
demonstração das mutações do patrimônio Líquido (DMPL).

OBS.: Ademais, as notas explicativas constam como parte do conjunto completo! Isso não
significa que as notas explicativas são demonstrações contábeis. Apenas que compõem o
conjunto das demonstrações financeiras de uma entidade.

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS SEGUNDO O REGIME DE COMPETÊNCIA

As demonstrações contábeis devem ser elaboradas de acordo com o regime de


competência.

As demonstrações se referirão à data de encerramento do exercício social, e as receitas e


despesas consideradas ali são as que incorreram no exercício, independente de pagamento ou
recebimento.

A exceção fica por conta da DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC).


Esta É ELABORADA DE ACORDO COM O REGIME DE CAIXA!

BALANÇO PATRIMONIAL ou Posição Patrimonial ou Posição Financeira

Balanço Patrimonial é a principal demonstração contábil e se destina a evidenciar, seja de forma


qualitativa, seja de forma quantitativa, a posição patrimonial e financeira da entidade.
No BP, temos a apresentação dos bens, direitos e obrigações da empresa. Esta
INFORMAÇÃO É ESTÁTICA, pois funciona tal qual uma fotografia da entidade em
determinado momento.

REGRAS SOBRE A ELABORAÇÃO E PUBLICAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES


CONTÁBEIS

O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto.
Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter
duração diversa.

Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão
ser agregados, desde que indicada a sua natureza não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do
respectivo grupo de contas; mas É VEDADA a utilização de designações genéricas, como
"diversas contas" ou "contas-correntes".

Há também a exigência que NÃO SE ULTRAPASSE 10% do valor do respectivo grupo.


Portanto, se no exemplo, as aplicações somassem o valor de R$ 10.000,00 e o ativo circulante
montasse a R$ 50.000,00, não poderíamos agrupar, pois houve quebra do limite estabelecido
pela lei.

ATENÇÃO!
Não podemos, por exemplo, mesclar os investimentos do ativo circulante com os
investimentos do ativo não circulante. Os primeiros têm a característica principal de serem
destinado para negociação de curto prazo, enquanto que os não circulantes não têm essa
pretensão.

Observação: os GRUPOS DE CONTAS são ativo circulante, ativo não circulante:


realizável a longo prazo, investimentos, intangível, imobilizado.

As demonstrações financeiras serão assinadas pelos ADMINISTRADORES e por


CONTABILISTAS legalmente habilitados.
A expressão contabilista abrange tanto o técnico em contabilidade, como o bacharel em ciências
contábeis.

As demonstrações financeiras das COMPANHIAS ABERTAS observarão, as normas


expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente submetidas a
auditoria por auditores independentes nela registrados.

OBS.:
Não podemos confundir os contabilistas, que são os responsáveis por escriturar, elaborar e
publicar as demonstrações contábeis da entidade, com os auditores independentes. Estes últimos
são registrados na CVM e não têm vínculo algum com a empresa.

ATIVO, PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO:

CONCEITOS

Estrutura conceitual básica da contabilidade.

Definições para os grupos patrimoniais:

Definição de A, P e PL de acordo com o CPC 00:

Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual
se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade;

Passivo é uma OBRIGAÇÃO presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja


liquidação se espera que resulte em SAÍDA de recursos capazes de gerar benefícios
econômicos;

Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus
passivos. A – P = PL

OBS1.:
O ativo é resultado de algo que já ocorreu. Ou seja, a intenção de comprar estoques, ou de
vender estoques com lucro, não atende à definição de ativo.

OBS2.: o direito de propriedade não é essencial para a definição de ativo.

(CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016) Ativo é o conjunto de bens e direitos que


resultam de eventos passados e sobre os quais a entidade detém direitos de propriedade que lhe
permitem obter benefícios econômicos.

Gabarito - Errado

É requisito para reconhecimento que um ativo gere benefícios econômicos futuros. E se ele não
gerar?
Nesta hipótese, os gastos que tivermos deverão ser reconhecidos como despesa, na DRE.

Um ATIVO não deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando os gastos incorridos
não proporcionarem a expectativa provável de geração de benefícios econômicos para a
entidade além do período contábil corrente.

ELEMENTOS ESSENCIAIS NA DEFINIÇÃO DE UM ATIVO


são IRRELEVANTES para a definição de ativo (e isso está no CPC 00):

 Que a entidade tenha a propriedade legal;


 Que ele tenha forma física;
 Que a entidade tenha efetuado um gasto.
Gastos previstos e/ou esperados não constituem PASSIVOS. Por exemplo, se uma empresa de
aviação tem a previsão de trocar os motores de uma aeronave dentro de 2 anos, ao custo de
R$200.000,00, isto não constitui um passivo, pois não é obrigação presente. Dentro de dois
anos, a empresa pode vender o avião e não realizar a troca dos motores.

EVENTOS FUTUROS NÃO CONSTITUEM PASSIVO. Ainda que o pagamento seja feito
em data posterior, o evento que origina o passivo já deve ter ocorrido (obrigação deve ser
presente).

ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL

Assim se divide o balanço patrimonial:

GRUPOS PATRIMONIAIS

São três grandes classes de contas que se apresentam no balanço patrimonial: o ativo, o passivo
e patrimônio líquido.

ATIVO
As contas serão dispostas em ordem DECRESCENTE de grau de liquidez dos elementos nelas
registrados, nos seguintes grupos:
I – ativo circulante; e
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,
imobilizado e intangível.

A liquidez se refere à expectativa de conversão em dinheiro de um bem ou direito.

ATIVO CIRCULANTE
O ativo se divide em:

1) Ativo circulante; e
2) Ativo não circulante.

ATENÇÃO!
A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes, e passivos circulantes e não
circulantes, como grupos de contas SEPARADOS NO BALANÇO PATRIMONIAL, exceto
quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais
relevante. Quando essa exceção for aplicável, todos os ativos e passivos devem ser
apresentados por ordem de liquidez.

É permitido à entidade apresentar alguns dos seus ativos e passivos, utilizando-se da


classificação em circulante e não circulante e outros por ordem de liquidez quando esse
procedimento proporcionar informação confiável e mais relevante. A necessidade de
apresentação em base mista pode surgir quando a entidade tem diversos tipos de operações.

Portanto, em regra, utilizamos a classificação tradicional, em circulante e não circulante.


Todavia, quando a apresentação por liquidez for mais confiável, apresentamos as
informações com base na liquidez e não em circulante e não circulante.

ATENÇÃO! O termo liquidez é aqui utilizado de forma genérica. Liquidez, para o ativo, é
aquilo que tem maior grau de conversibilidade em dinheiro. Já para o passivo, são aquelas
dívidas que vencem primeiro (também chamado de exigibilidade).

DISPONIBILIDADES
As disponibilidades são elementos que representam dinheiro ou que nele possam ser
convertidos de forma imediata, como a conta caixa, bancos conta movimento.

Quais são as contas que compõem as disponibilidades? basicamente a conta caixa e


equivalentes de caixa.

ATENÇÃO!
Exemplos de disponibilidades:
- Caixa.
- Contas bancárias
- Numerários em trânsito, enquanto estiverem em trânsito.
- Aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em
montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de
valor.
DIREITO REALIZÁVEIS NO CURSO DO EXERCÍCIO SOCIAL SUBSEQUENTE

Podem ser reais ou pessoais. Os reais representam os bens (estoques de matérias-primas,


produtos acabados, em elaboração). Os pessoais representam os direitos (clientes,
adiantamentos a fornecedores, ICMS a recuperar).

Essa realização dita pela lei se dá pelo consumo ou venda destes bens.

OBSERVAÇÃO:
O ciclo operacional de uma empresa industrial é o prazo que a empresa leva para comprar
matéria-prima, produzir, vender e receber. Para uma empresa comercial, é o prazo médio entre
a aquisição de mercadorias, venda e recebimento dos clientes.

ATENÇÃO!

 Se a despesa ainda não ocorreu e não foi paga, NÃO IRÁ APARECER na
contabilidade.
 A despesa já incorrida e ainda não paga aparece como PASSIVO (despesa a pagar).
 A despesa já paga e ainda não incorrida aparece como ATIVO (despesa paga
antecipadamente).
 E a despesa já incorrida e já paga aparece apenas na DRE, como despesa.
ATIVO NÃO CIRCULANTE
É composto por:

1 – ativo não circulante realizável a longo prazo;


2 – investimentos;
3 – imobilizado;
4 – intangível.

O ativo não circulante realizável a longo prazo é composto por:

a) direitos realizáveis após o término do exercício seguinte;


b) direitos realizáveis derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades
coligadas ou controladas, diretores (administradores em geral), acionistas (ou sócios),
ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na
exploração do objeto (atividade) da companhia.

Investimentos com fins meramente especulativos são aqueles que não representam, por
exemplo, uma proposta de expansão da atuação da empresa. Imagine, por exemplo, que a
empresa Petrobrás faça aquisição de participação em outras empresas que explorem gás na
África. A ideia aqui é aumentar a sua atuação, ampliar seus negócios. Não uma simples
especulação. Portanto, comprando ações dessas empresas, a classificação será ativo não
circulante investimentos.

Agora, imagine que a mesma empresa tenha uma sobra de caixa e faça a aquisição de alguns
títulos de uma empresa na área de informática que acaba de abrir o seu capital, cujo vencimento
é de 6 meses. A ideia aqui é apenas auferir rendimentos e não expandir sua atuação. Havendo
uma boa oportunidade, a empresa venderá os títulos.

Dentro do subgrupo investimentos, é interessante que conheçamos, ainda, um novo tema, que
vem frequentemente sendo abordado em provas. Trata-se da propriedade para investimento.
OBS.: o tema veio insculpido no Pronunciamento Técnico n. 28 do Comitê de Pronunciamentos
Contábeis, (CPC). A lei 6.404/76 nada diz a respeito.

O que é a propriedade para investimento?

É a propriedade (terreno ou edifício – ou parte de edifício – ou ambos) mantida (pelo


proprietário ou pelo arrendatário em arrendamento financeiro) para auferir aluguel ou para
valorização do capital ou para ambas, E NÃO PARA:

 uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para finalidades


administrativas; ou
 venda no curso ordinário do negócio.

Propriedade para investimento:


- Aluguel
- Valorização de capital
- Ambas

A propriedade para investimento não necessita ser juridicamente da entidade que está
publicando as demonstrações contábeis. Pode, também, ser de um arrendatário, no caso de
arrendamento mercantil financeiro (cuidado: arrendamento operacional, em regra, não!).

Caso a propriedade seja mantida para uso na produção ou para fornecimento de bens ou
serviços, ou, ainda, para finalidades administrativas, recebe o nome de propriedade ocupada
pelo proprietário e a classificação é no ativo imobilizado.

DIFERENÇA PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO X ATIVO IMOBILIZADO


Propriedade para investimento é a propriedade (terreno ou edifício – ou parte de edifício – ou
ambos) mantida (pelo proprietário ou pelo arrendatário em arrendamento financeiro) para
auferir aluguel ou para valorização do capital ou para ambas.

Ativo imobilizado é o item tangível que:

 é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para


aluguel a outros, ou para fins administrativos; e
 se espera utilizar por mais de um período.

Leasing:
Pode ser de dois tipos: OPERACIONAL e FINANCEIRO. A diferença entre um e outro
reside principalmente no seguinte critério: o leasing transfere ou não os riscos e benefícios
inerentes à propriedade.

Se TRANSFERIR, será classificado como leasing FINANCEIRO. Se não, como leasing


OPERACIONAL.

E como saberemos se há ou não transferência dos riscos e benefícios?

Para se caracterizar um ARRENDAMENTO FINANCEIRO, basicamente cinco


características podem aparecer:

1) Transfere-se a propriedade ao final do contrato . Isto é, é esperado que o arrendatário


adquira a propriedade ao final.
2) Valor residual mais baixo que o valor justo . Isto é, o valor a pagar no final é menor do
que o valor justo (valor de mercado).
3) O prazo do arrendamento refere-se à maior parte da vida útil do ativo. Os pagamentos se
darão pela maior parte da vida útil de um ativo.
4) O valor presente dos pagamentos totaliza substancialmente o todo o valor justo do ativo .
Ou seja, o valor presente (valor que você pagaria hoje pelo ativo) é equivalente a maior
parte do valor de mercado do ativo.
5) O ativo arrendado é de tal forma especializado, que apenas o arrendatário pode usá-lo
sem grandes modificações.

ATENÇÃO! O bem objeto de LEASING FINANCEIRO deve ser reconhecido no balanço


patrimonial do ARRENDATÁRIO como ATIVO!

ATENÇÃO! O bem objeto de LEASING OPERACIONAL NÃO DEVE ser reconhecido


no balanço patrimonial do arrendatário como ativo!

Para o arrendamento operacional, não há diferença para o Imposto de Renda, pois a empresa só
contabiliza como despesa o valor da prestação paga.

EXEMPLO:

(CESPE/Auditor de Controle Externo/TCE/SC/2016) Os bens que sejam objeto de


arrendamento financeiro integram o imobilizado da empresa arrendadora.
Gabarito: Errado

Comentários:
Arrendamento mercantil financeiro é aquele em que há transferência substancial dos riscos e
benefícios inerentes à propriedade de um ativo. O título de propriedade pode ou não vir a ser
transferido.

Aplicando o princípio da primazia da essência sobre a forma, os bens que sejam objeto de
arrendamento financeiro integram o imobilizado da empresa ARRENDATÁRIA, e não da
arrendadora.

ATIVO NÃO CIRCULANTE – INTANGÍVEL


O que são ativos intangíveis?

Os INTANGÍVEIS são aqueles ativos que NÃO TÊM EXISTÊNCIA FÍSICA.

Como exemplos de intangíveis, temos: direitos de exploração de serviços públicos mediante


concessão ou permissão do Poder Público, marcas e patentes, fundo de comércio
adquirido.

ATENÇÃO:
Classificam-se no INTANGÍVEL os direitos que tenham por objeto BENS INCORPÓREOS
destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de
comércio adquirido.

OBSERVAÇÃO: o que é o fundo de comércio adquirido? Essa expressão é sinônima para


goodwill, que é o valor que se paga a mais por um ativo ou conjunto de ativos em virtude da
expectativa de rentabilidade/ganhos futuros.

Sem substância física é um ativo incorpóreo.

Exemplos de itens que se enquadram nessas categorias amplas são: softwares, patentes, direitos
autorais, direitos sobre filmes cinematográficos, listas de clientes, direitos sobre hipotecas,
licenças de pesca, quotas de importação, franquias, relacionamentos com clientes ou
fornecedores, fidelidade de clientes, participação no mercado e direitos de comercialização.

Segundo o CPC, três são as condições para que os itens acima sejam considerados ativos
intangíveis, a saber:
Caso um item não atenda à definição de ativo intangível, o gasto incorrido na sua aquisição ou
geração interna deve ser reconhecido como despesa quando incorrido.

O ágio por expectativa de rentabilidade futura é o excesso de preço pago pela compra de um
empreendimento ou patrimônio sobre o valor de mercado de seus ativos líquidos.

Exemplo.
Suponha que uma empresa seja avaliada pelo valor de mercado em $ 100.000. Todavia, um
comprador, interessado no negócio, examinando a situação da empresa resolve pagar $ 120.000.
Nesta situação temos um goodwill de $ 20.000. Não podemos identificar individualmente os
itens que compõem este ágio. O ágio, neste caso, pode ser considerado como o somatório de
vários itens não identificáveis como, por exemplo, capital intelectual, marca, tecnologia,
lealdade dos clientes.

ATIVO PERMANENTE DIFERIDO

No diferido: as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão,


efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem
tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional;

O diferido foi extinto com as modificações recentes ocorridas na contabilidade (MP 449
convertida na Lei 11.941/09).

Segundo o CPC 13 – Adoção inicial da Lei 11.638/2007 e 11.941/2009 (item 20), os saldos
porventura existentes deste grupo patrimonial (diferido) devem ser alocados a outro grupo
no balanço patrimonial.

Não havendo essa possibilidade, ficam no ativo diferido até sua completa amortização ou,
alternativamente, podem ser baixados à conta de lucros ou prejuízos acumulados, do
patrimônio líquido.

“Art. 299-A. O saldo existente em 31 de dezembro de 2008 no ativo diferido que, pela sua
natureza, não puder ser alocado a outro grupo de contas, poderá permanecer no ativo sob essa
classificação até sua completa amortização, sujeito à análise sobre a recuperação de que trata o
§ 3o do art. 183 desta lei.”

Portanto, caso permaneça no ativo diferido, a conta estará sujeita ao teste de


recuperabilidade.
No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:
VI - O ativo diferido, pelo valor do capital aplicado, deduzido do saldo das contas que registrem
a sua amortização.

OBSERVAÇÃO:

Os RECURSOS APLICADOS NO ATIVO DIFERIDO serão AMORTIZADOS


PERIODICAMENTE, em prazo NÃO SUPERIOR a 10 anos, a partir do início da operação
normal ou do exercício em que passem a ser usufruídos os benefícios deles decorrentes,
devendo ser registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os empreendimentos ou
atividades a que se destinavam, ou comprovado que essas atividades não poderão produzir
resultados suficientes para amortizá-los.

ATIVOS BIOLÓGICOS

Definição: Ativo biológico é um animal e/ou uma planta, VIVOS.

Os ativos biológicos são classificados no ATIVO NÃO CIRCULANTE IMOBILIZADO.

É muito importante que você entenda o seguinte. O CPC 29 é aplicável aos ativos biológicos e
aos produtos da colheita.

EXEMPLO:
De cada ativo biológico temos um ou mais tipos resultantes da colheita (são os chamados
produtos agrícolas). Por exemplo, do carneiro, temos a lã. E a partir da lã, temos produtos que
são resultantes de um processamento após a colheita. Por exemplo, da lã extraída do carneiro,
podemos produzir fios, tapetes.

O CPC 29 aplica-se até a fase dos produtos agrícolas! E NÃO aos produtos resultantes do
processamento.

ATENÇÃO!
Essa questão abaixo precisa ser estudada com atenção.
Gabarito – Certo
(CESPE/TCE-PA/ ACE /Ciências Atuariais /2016) As disponibilidades totais sofrerão
redução de valor sempre que a entidade utilizar recursos de seu caixa para aplicar em
investimentos de liquidez imediata.

Comentários:
As disponibilidades são elementos que representam dinheiro ou nele possam ser convertidos de
forma imediata, como a conta caixa, bancos conta movimento.

Exemplos de disponibilidades:
 Caixa.
 Contas bancárias
 Numerários em trânsito, enquanto estiverem em trânsito.
 Aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente
conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante
risco de mudança de valor.
Pontos de atenção!
 Contas bancárias da empresa quando o banco está em liquidação: não entram, devem
ser reclassificadas para contas a receber.
 Depósitos vinculados a operações de curto prazo: também não entram, já que não estão
prontamente disponíveis para serem sacados pela empresa.

Portanto, se a empresa utiliza recursos do caixa para aplicar em investimentos de liquidez


imediata, NÃO haverá alteração nas disponibilidades totais.

Gabarito-Errado

(CESPE/DPU/Contabilidade/2016) Com relação ao reconhecimento e à mensuração de itens


patrimoniais e de resultado, julgue o item subsecutivo.

Um imóvel arrendado poderá ser reconhecido como ativo contábil pela empresa arrendatária
caso a entidade passe a controlar os benefícios econômicos esperados desse bem.

Comentários:
De acordo com o CPC 00, ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de
eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a
entidade.
Percebemos que o controle, e não a propriedade jurídica, é determinante para a definição do
ativo. Assim, o arrendamento financeiro, no qual os bens pertencem ao arrendador, mas ficam
sob controle do arrendatário, DEVEM ser contabilizados como ativo.
Gabarito-Certo

(CESPE/Auditor de Controle Externo/TCE/SC/2016) Os bens que sejam objeto de


arrendamento financeiro integram o imobilizado da empresa arrendadora.

Comentários:
Arrendamento mercantil financeiro é aquele em que há transferência substancial dos riscos e
benefícios inerentes à propriedade de um ativo. O título de propriedade pode ou não vir a ser
transferido. Os bens que sejam objeto de arrendamento financeiro integram o imobilizado da
empresa arrendatária, e não da arrendadora.

(CESPE/Telebrás/2013) As demonstrações financeiras das companhias abertas estão sujeitas


às normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e, quando necessário, serão
submetidas a auditoria, realizada por auditores internos registrados nesta comissão.

Comentários:
As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas expedidas
pela Comissão de Valores Mobiliários e serão OBRIGATORIAMENTE submetidas a
auditoria por AUDITORES INDEPENDENTES nela registrados.

A frase: “... quando necessário, serão submetidas a auditoria, realizada por auditores internos
registrados nesta comissão.” está errada.
O correto seria:” ... serão obrigatoriamente submetidas a auditoria por auditores
independentes nela registrados.”

Gabarito - Errado

(CESPE/Telebrás/2013) Considere que determinada companhia tenha informado, em reais, os


saldos das contas, conforme mostrados na tabela abaixo.
Após a apuração do resultado, a empresa apresentou lucro de R$ 7.000,00. (10.000 – 1.000 –
2.000). Os 10.000 são referentes às receitas e os – 1.000 e – 2.000 são referentes às despesas do
período.

(CESPE/Contador/TJ/RO/2012) As demonstrações financeiras devem registrar a destinação


dos lucros segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua aprovação
pela assembleia geral.

Gabarito – Certo.

(CESPE/Contador/FUB/2011) O balanço patrimonial, que é uma demonstração estática,


apresenta a posição econômica, financeira e patrimonial da entidade em determinada data.

Comentários

O balanço patrimonial é como uma foto da entidade em determinado momento. Representa a


posição patrimonial e financeira da entidade. A posição econômica é evidenciada na DRE

Gabarito - Errado.

(CESPE/Analista Contábil/TRE/ES/2011) A estrutura do balanço patrimonial obedece a


regras rígidas, segundo as quais o grupo de realizável a longo prazo não pode ser demonstrado
depois do ativo permanente.

Comentários:
No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos
nelas registrados, nos seguintes grupos:

I – ativo circulante; e
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,
imobilizado e intangível.
A ordem acima, que é decrescente em grau de liquidez, deve ser respeitada. Mas é
interessante que a questão menciona o antigo grupo do Ativo Permanente, que era composto
pelos subgrupos Investimentos, Imobilizado e Diferido.

Gabarito – Correta

(CESPE/Auditor/CGE/PI/2015) Os adiantamentos concedidos a sociedades controladas e não


ligados à exploração do objeto social da empresa controladora devem ser registrados no ativo
não circulante da controladora.

Gabarito – Correta

(CESPE/Contabilidade/CADE/2014) Com relação a conceituação, classificação e conteúdos


do ativo, julgue o item que se segue, de acordo com a legislação vigente.
O ativo imobilizado pode, eventualmente, incluir bens incorpóreos.

Comentários

As contas serão classificadas do seguinte modo:

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade,
inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e
controle desses bens;

Gabarito - Errado

(CESPE/Agende de Polícia Federal/2014) Caso uma empresa compre mercadorias a prazo, no


momento do pagamento de uma das duplicatas referentes a essa compra ocorrerá um fato
permutativo.

Como não houve alteração do PL, temos que o fato é permutativo.

Gabarito – Correta

(CESPE/Agente de Polícia Federal/2014) No momento da apropriação mensal de um seguro


contratado para doze meses, o crédito deverá ser feito na conta bancos ou na conta caixa.

Comentários
Item incorreto! O lançamento, no momento da contratação, será:

D – Seguros a apropriar (ativo circulante)


C – Caixa ou bancos (ativo circulante)

Posteriormente, mês a mês, lançaremos:


D – Despesa de seguros (resultado)
C – Seguros a apropriar (ativo circulante)

Gabarito - Errado.

(CESPE/Agende de Polícia Federal/2014) O direito que uma empresa detém para a


exploração de recursos minerais de jazida que não seja de sua propriedade é considerado bem
incorpóreo

Comentários
O item está correto. Será classificado como um ativo intangível.

O que são ativos intangíveis? são ativos que não têm existência física.

Isto é muito importante para concursos: classificam-se no INTANGÍVEL os direitos que


tenham por objeto BENS INCORPÓREOS destinados à manutenção da companhia ou
exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido (goodwill).

Um item será intangível quando atender esses três requisitos CUMULATIVAMENTE:

Ser identificável;
Ser controlável;
Será gerador de benefícios futuros.

Gabarito - Correto.

(CESPE/Contabilidade/Contador/SUFRAMA/2014)
No balanço patrimonial encerrado em 31/12/2012 de uma empresa comercial com ciclo
operacional de um ano, a aplicação em instrumento financeiro mantido até o vencimento,
efetuada em dezembro de 2012, com vencimento em abril de 2014 e rendimentos prefixados,
deverá figurar no ativo circulante no balanço patrimonial, no grupo de disponibilidades.

Comentários
O prazo da aplicação é maior que um ano, portanto, a aplicação deve ser classificada no Ativo
Não Circulante.

Gabarito - Errado.
36) (CESPE/SUFRAMA/Técnico Contabilidade/2014) A empresa XYZ S.A. totalizou R$
540,00 em ativos e apurou R$ 5,00 de lucro no exercício.
Comentários: Vamos distribuir as contas pelos grupos do balanço:
O total do ativo é 420 + 160 = 580, e não 540. Já poderíamos marcar a assertiva como
errada.

Se as Duplicatas Descontadas fossem classificadas como Retificadora do Ativo, tal como era
feito até 2007, chegaríamos ao valor de 540. Mas essa alteração já é bem conhecida: atualmente,
Duplicatas Descontadas ficam no Passivo.

Vamos calcular o valor do Lucro/prejuízo do exercício, usando a equação básica da


contabilidade:

Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido

Lembramos que o Resultado pertence ao Patrimônio Líquido.


Assim, temos:

Ativo 420 + 160 = Passivo 255 + 140 + PL 140 + Lucro/prejuízo


580 = 395 + 180 + lucro/prejuízos
580 = 575 + lucro/prejuízos
580 - 575 = 5

Assim, o Lucro do exercício foi de 5. Essa parte da assertiva está correta.


Mas o valor do Ativo está errado, o que torna a assertiva incorreta.
Gabarito - Errado.

(CESPE/SUFRAMA/Técnico Contabilidade/2014) A conta duplicatas a receber deverá ser


apresentada do lado esquerdo do balanço, acima da conta estoques, tendo em vista que aquela é
mais líquida que esta.

Comentários:
No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos
nelas registrados, (...)

Normalmente, o plano de contas do Ativo Circulante segue a seguinte ordem:

Disponibilidades
Clientes OU Duplicatas a Receber
Estoques
Despesas pagas antecipadamente

A conta Duplicatas a Receber tem maior liquidez que os Estoques, pois estes ainda precisam ser
vendidos.

Gabarito - Correto.

(CESPE/Analista Contabilidade/CAPES/2012) Empréstimos a sociedades coligadas e


controladas que não representem negócios usuais na exploração do objeto da sociedade anônima
e que sejam realizáveis no curso do exercício social subsequente serão classificados no grupo
ativo circulante do balanço patrimonial.

Comentários
O ativo não circulante realizável a longo prazo é composto por:

direitos realizáveis após o término do exercício seguinte;

direitos realizáveis derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades


coligadas ou controladas, diretores (administradores em geral), acionistas (ou sócios), ou
participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do
objeto (atividade) da companhia.

A classificação é, pois, no ativo não circulante realizável a longo prazo.

Gabarito - Errado.

(CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRE/RJ/2012) O capital próprio das entidades


cujo patrimônio é controlado pela contabilidade corresponde ao seu ativo total.

Comentários

Corresponde ao patrimônio líquido.

Gabarito - Errado.

Algumas anotações importantes sobre o conceito de capital.

Ativo Fixo ou Bens Fixos – é o ativo imobilizado. Todavia, alguns autores entendem que é o
ativo permanente total.

Ativo Líquido ou Capital Líquido - é o ativo total menos o passível exigível. É equivalente ao
Patrimônio Líquido.

Ativo Médio ou Ativo Total Médio – é a média aritmética do ativo num determinado período.
Pode ser anual, semestral, mensal, etc.

Ativo Oculto – a expressão pode ser utilizada para indicar um elemento do ativo que não foi
reconhecido contabilmente ou a subavaliação do ativo. O ativo oculto representa os bens de
titularidade da entidade que não foram lançados em seus registros contábeis.

Ativo Operacional – corresponde aos elementos do ativo aplicados nas atividades usuais da
empresa. É o ativo total menos os investimentos temporários e permanentes, adiantamentos,
empréstimos e demais ativos não usuais à exploração das atividades da sociedade.

Ativo Real - são os elementos do ativo que efetivamente representam moeda ou que nela
possam ser convertidos. Normalmente, é o ativo total menos as despesas antecipadas e diferidas,
uma vez que essas, em regra, não são conversíveis em dinheiro.
Bens de Renda - são os ativos destinados a atividades não usuais da empresa que podem gerar
renda. É o caso dos imóveis destinados à locação e das participações no capital de outras
sociedades.

Bens de Venda – são os ativos destinados à comercialização. É o caso das matérias-primas, dos
produtos em elaboração, dos produtos acabados e das mercadorias.

Bens Numerários – são as disponibilidades financeiras (meios de pagamento), como, por


exemplo, dinheiro em tesouraria, depósitos bancários de livre movimentação, aplicações de
liquidez imediata, cheques em cobrança.

Capital Aplicado - é o ativo total.

Capital a Realizar – é a parte do capital social subscrito que os sócios ainda não realizaram.

Capital Autorizado – é um limite previsto no estatuto para novas subscrições de capital sem a
necessidade de alteração estatutária. É uma autorização prévia para novas subscrições de capital
dentro de certo limite.

Capital Circulante ou Capital De Giro: é o ativo circulante, vale dizer, os bens e direitos
realizáveis a curto prazo.

Capital Circulante Líquido ou Capital De Giro Líquido: é a diferença entre o ativo


circulante e o passivo circulante. (CCL = AC – PC)

Capital Circulante Próprio ou Capital De Giro Próprio: é a diferença positiva entre o ativo
circulante e o passivo circulante.

Capital de Terceiros ou Capital Alheio – o mesmo que recursos de terceiros. É o passivo


exigível. No balanço patrimonial, corresponde à soma do passivo circulante (dívidas de curto
prazo) com o passivo exigível a longo prazo (dívidas de longo prazo).

Capital Fixo – é o ativo permanente. Para alguns autores, porém, o capital fixo é formado
apenas pelo ativo imobilizado.

Capital Imobilizado: é o ativo permanente imobilizado, quer dizer, são os bens de uso de valor
relevante e, cumulativamente, vida útil superior a 1 ano.

Capital Nominal ou Capital Declarado – é o capital social fixado no estatuto ou contrato


social. Também é conhecido como capital social ou capital social subscrito.

Capital Próprio - o mesmo que recursos próprios. É representado pelo patrimônio líquido.

Capital Realizado – é a parte do capital social subscrito que os sócios já realizaram, em


dinheiro, outros bens ou créditos. É calculado pela diferença entre o capital subscrito e o capital
social a realizar: Capital Realizado = Capital Subscrito – Capital a Realizar.
Capital Social ou Capital Social Subscrito – é o capital social fixado no estatuto ou contrato
social. Os sócios devem subscrever (assumir o compromisso de realizar) todas as ações ou cotas
em que se divide o capital social, ainda que seja realizada apenas uma parte do capital subscrito.

Capital Total à Disposição - é a soma do capital próprio com o capital de terceiros.

Créditos de Financiamento – são as contas a receber, os adiantamentos concedidos e os


valores a compensar decorrentes das operações estranhas às atividades da empresa . É o caso
dos empréstimos a diretores e dos adiantamentos a acionistas.

Créditos de Funcionamento - são as contas a receber, os adiantamentos concedidos e os


valores a compensar decorrentes das atividades usuais da entidade. É o caso das duplicatas a
receber por vendas a prazo de mercadorias, dos adiantamentos a fornecedores de mercadoria, do
ICMS e IPI a recuperar.
Passivo Fictício – expressão utilizada para indicar o valor registrado no passivo exigível que
não corresponde efetivamente a uma obrigação. Exemplo: um valor registrado como
empréstimo bancário quando de fato não existiu o empréstimo.

Passivo Não Exigível: é o Patrimônio Líquido. São os recursos do passivo total que não
representam obrigações efetivas.

Passivo Real: é o passivo total menos o patrimônio líquido. Corresponde ao passivo exigível,
representando as obrigações efetivas da empresa.

Patrimônio Bruto: é o ativo total.

Subscrição – ato pelo qual os sócios assumem o compromisso de realizar determinado valor a
título de capital social. A subscrição pode ser relativa a compromisso de realização do capital
social ou a aumento do capital.

(CESPE/Analista /Controle Interno/MPE/PI/2012) O grupo contábil ativo permanente foi


extinto, tendo seus subgrupos imobilizado e investimentos sido incorporados ao grupo de ativos
não circulantes.

Comentários
O item está correto. O grupo ativo permanente, que era composto pelo imobilizado,
investimento e diferido foi extinto. Agora, temos o ativo não circulante, composto pelo
realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível.

(CESPE/Contador/TRE/RJ/2012) Os direitos vinculados a um imóvel de propriedade de


determinada empresa devem ser classificados no ativo circulante do balanço patrimonial, se
forem realizáveis no decurso do exercício seguinte. Se seu vencimento ocorrer após o término
do exercício seguinte, devem ser classificados no ativo realizável a longo prazo.

Comentários
Trata-se de uma propriedade para investimento, (terreno ou edifício – ou parte de edifício – ou
ambos) mantida para auferir aluguel ou para valorização do capital ou para ambas, e não para
uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para finalidades administrativas.
Trata-se do caso de imóvel no qual se investiu como uma forma de investimento, e não para ser
destinado ao uso da empresa nas suas atividades operacionais. A propriedade para investimento
é classificada no ativo não circulante, subgrupo investimentos.

Gabarito: Errado

RESUMO CONTABILIDADE – AULA 04

PASSIVO

Obrigações que a sociedade tem perante terceiros.

PASSIVO CIRCULANTE E PASSIVO NÃO CIRCULANTE


As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não
circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício
seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior.

Exemplo de obrigações temos: Impostos a pagar, provisão para contingências, salários a


pagar, ICMS a recolher, provisão para IR, FGTS a recolher, duplicatas a pagar,
fornecedores, entre outros.

EMPRÉSTIMOS DE CURTO PRAZO NO PASSIVO NÃO CIRCULANTE


A classificação do passivo circulante toma como base o curto prazo (12 meses) , enquanto que o
passivo não circulante toma como base o chamado longo prazo (posterior aos 12 meses).

Quando o refinanciamento (financiamento do financiamento) ou a substituição (roll over) da


obrigação não depender somente da entidade (por exemplo, se não houver um acordo de
refinanciamento), o simples potencial de refinanciamento não é considerado suficiente para
a classificação como não circulante e, portanto, a obrigação é classificada como circulante.

Assim, se a entidade tem um empréstimo de curto prazo, mas há grande possibilidade de que
(de modo unilateral) ela possa prorrogar a obrigação por um período maior e seja muito
provável que ela faça, então a dívida deve ser classificada no passivo não circulante.

Todavia, se tiver de existir um aval do banco ou se depender do aceite do credor, então a


classificação fica no passivo circulante.

RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS E RECEITAS DIFERIDAS

O grupo resultado de exercícios futuros – REF foi extinto.

Em seu lugar, deve ser usada a conta receitas diferidas, que fica no passivo não circulante. O
saldo que porventura existente no REF deve ser reclassificado para receita diferida.

A receita diferida é uma receita que a empresa já "ganhou" (não precisa devolver), mas
ainda não pode ir para o resultado por causa do regime de competência. Assim, não há
sentido colocá-la no passivo circulante, pois a receita diferida não será paga a ninguém. E
passivo implica em um pagamento a terceiro.

Quando o cliente adianta o valor a empresa, ele tem o direito a receber, por exemplo, a
mercadoria ou os serviços contratados. Para a empresa, de outro lado, surge uma obrigação,
portanto, um passivo.

CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O CICLO OPERACIONAL

Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício
social (1 ANO), a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse
ciclo.

O ciclo operacional de uma empresa industrial é o prazo que a empresa leva para comprar
matéria-prima, produzir, vender e receber.

(FCC/Analista Judiciário/TRT 3ª região/2009) A empresa A é uma indústria e produz


máquinas especiais, cujo processo demora 400 dias. Estas máquinas são adquiridas para
comercialização pela empresa B que leva aproximadamente 20 dias para comercializá-las, 40
dias para receber o valor das vendas realizadas a prazo, e 30 dias para pagar as máquinas
adquiridas. A empresa C é cliente da empresa B e utiliza as máquinas especiais em suas
operações.
Com base nestas informações, as máquinas especiais serão classificadas nas empresas A, B e C,
respectivamente, no

 ativo circulante, no ativo circulante e no ativo imobilizado.

Comentários
Empresa A: Demora 400 dias para produzir + 30 dias para receber (ciclo de 430). Portanto, seu
ciclo operacional será maior que o exercício social, e as máquinas produzidas ficarão no Ativo
Circulante.
Empresa B: Demora 20 dias para comercializar, 40 para receber o valor das vendas e 30 dias
para pagar as máquinas adquiridas. Portanto, tudo ocorre a curto prazo, nesta empresa. Ativo
Circulante.
Empresa C: Utiliza as máquinas em suas operações. Ativo Imobilizado.

Na companhia em que o ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social, a
classificação de contas no circulante ou longo prazo terá por base o prazo:

 do ciclo operacional

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

CONCEITO E ESTRUTURA
É considerado como sendo o capital dos sócios (capital próprio) empregado nas atividades
empresariais.
Patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação
patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.

CAPITAL SOCIAL

O capital social é a conta do PL composta pelas ações subscritas na constituição da sociedade


ou com o aumento de capital. É dividido em capital social e capital social a realizar.

O capital social poderá ser formado com contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de
bens suscetíveis de avaliação em dinheiro.

A SUBSCRIÇÃO é quando o acionista/sócio assume o compromisso de ingressar na


sociedade, formalizando através dos instrumentos jurídicos pertinentes. Ainda não houve
entrega dos recursos.

REQUISITOS PARA CONSTITUIÇÃO DA COMPANHIA

I - Subscrição, PELO MENOS POR 2 (DUAS) PESSOAS, de todas as ações em que se divide
o capital social fixado no estatuto;

II - Realização, como ENTRADA, de 10% (dez por cento), NO MÍNIMO, do preço de


emissão das ações subscritas em dinheiro;

III - Depósito, no Banco do Brasil S/A., ou em outro estabelecimento bancário autorizado pela
Comissão de Valores Mobiliários, da parte do capital realizado em dinheiro.

GASTOS NA EMISSÃO DE AÇÕES

Os gastos com emissão de ações, a partir de 2008, NÃO MAIS PODEM SER TRATADOS
COMO DESPESAS DO PERÍODO. Passam a figurar como redução do valor obtido do
capital social.

Despesa com Emissão de Ações


Os custos associados às transações destinadas à obtenção de recursos próprios , mediante a
distribuição primária de ações ou bônus de subscrição contabilizados no patrimônio líquido,
PODERÃO SER EXCLUÍDOS, na determinação do lucro real, quando incorridos.

A remuneração, os encargos, as despesas e demais custos, ainda que contabilizados no


patrimônio líquido, referentes a instrumentos de capital ou de dívida subordinada, emitidos pela
pessoa jurídica, exceto na forma de ações, poderão ser excluídos na determinação do lucro real
e da base de cálculo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido quando incorridos.

RESERVAS DE CAPITAL

Reservas são valores que representam elementos patrimoniais sem qualquer característica de
exigibilidade atual ou futura.

Temos DUAS espécies de reservas, ambas classificadas no patrimônio líquido: as DE


LUCROS e as DE CAPITAL.
ATENÇÃO!
Sempre que você vir uma conta iniciando com RESERVA, saiba que será uma conta integrante
do Patrimônio Líquido.

As RESERVAS DE CAPITAL são valores recebidos pela empresa (DOS SÓCIOS OU DE


TERCEIROS) que NÃO SE CONFIGURAM COMO RECEITA, isto é, NÃO
TRANSITAM PELO RESULTADO DO EXERCÍCIO, sendo contabilizadas diretamente à
conta de Patrimônio Líquido.

Serão classificadas como RESERVAS DE CAPITAL as contas que registrarem:

 Ágio na emissão de ações (ou seja, valor pago a maior pelas ações)
 Produto da alienação de partes beneficiárias (é a reserva formada pelo valor resultante
da venda de partes beneficiárias)
 Produto da alienação de bônus de subscrição (são títulos negociáveis emitidos por
sociedades por ações, que conferem aos seus titulares, o direito de subscrever ações do
capital social da companhia).

As DOAÇÕES e SUBVENÇÕES para investimento e os prêmios na emissão de debêntures


NÃO SERÃO MAIS CLASSIFICADOS COMO RESERVAS DE CAPITAL, devendo ser
registrados como receitas do exercício, de acordo com o Princípio da Competência.

(CESPE/Agente de Polícia Federal/2014) Se uma companhia alienar partes beneficiárias ou


bônus de subscrição, o produto da alienação deverá ser registrado como reserva de capital.

Gabarito - Correto.

UTILIZAÇÃO DAS RESERVAS DE CAPITAL

As RESERVAS DE CAPITAL somente poderão ser utilizadas para:

I. absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros;


II. resgate, reembolso ou compra de ações;
III. resgate de partes beneficiárias;
IV. incorporação ao capital social;
V. pagamento de dividendo a AÇÕES PREFERENCIAIS, quando essa vantagem lhes
for assegurada.

Parágrafo único.
A reserva constituída com o produto da venda de partes beneficiárias poderá ser destinada ao
resgate desses títulos.

OBSERVAÇÃO: as AÇÕES ORDINÁRIAS são aquelas que DÃO DIREITO A VOTO. As


preferenciais são aquelas que não dão, em regra, direito a voto, mas possuem outras
vantagens, geralmente relacionadas ao pagamento de maiores dividendos.

RESERVA DE ÁGIO NA EMISSÃO DE AÇÕES

Ágio, é o valor cobrado a maior por algo. Nas sociedades por ações o estatuto social deve
definir o valor do capital social, o número de ações em que o capital se divide e se elas terão ou
não valor nominal. A ação tem um valor pré-definido, o valor do capital social subscrito
dividido pelo número de ações emitidas.

O ágio na emissão de ações é o valor da contribuição do subscritor (quem está comprando a


ação) que ultrapassar o valor nominal das ações por ele adquiridas.

No caso de emissão de ações sem valor nominal, o ágio na emissão de ações será o valor da
contribuição do subscritor que ultrapassar a importância destinada ao capital social.

Explicando:

Quando formamos uma entidade, dizemos que cada ação terá o valor nominal de x (mas as
ações podem não ter valor nominal, sem problemas). Se a pessoa entrar na sociedade e
entregar x + 1, então esse 1 será o ágio na emissão da ação. O excesso é levado a uma conta de
reserva de capital, que recebe essa denominação.

Suponha-se que a empresa Estratégia Concursos possua um capital social de R$ 100.000,00,


configurando 100.000,00 ações a R$ 1,00 cada. Mostrando-se uma empresa extremamente
lucrativa, decide expandir o seu negócio oferecendo ao mercado mais 100.000,00 ações.
Todavia, cobra dos novos sócios não mais o aporte de R$ 1,00, mas, sim, de R$ 1,50. Mesmo
assim, as ações foram rapidamente vendidas e mais R$ 150.000,00 ingressaram aos cofres da
empresa.

O lançamento é o seguinte:

D – Caixa 150.000,00 (Ativo)


C – Capital Social 100.000,00 (PL)
C – Reserva de capital – Ágio na emissão de ações 50.000,00 (PL)

ALIENAÇÃO DE PARTES BENEFICIÁRIAS E BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO


Parte beneficiárias
Segundo a Lei das SA:

A companhia pode criar, a qualquer tempo, títulos negociáveis, sem valor nominal e estranhos
ao capital social, denominados "partes beneficiárias".

As partes beneficiárias conferirão aos seus titulares direito de crédito eventual contra a
companhia, consistente na participação nos lucros anuais.

O direito a lucro é eventual. Esta é a palavra-chave.

Por exemplo:
Temos uma companhia em que um senhor, fundador da companhia, já cansado da sua árdua
rotina, decide se aposentar. Os novos administradores decidem então que, como forma de
agradecimento, por todo o empenho, que ele terá direito a uma participação anual no lucro. Mas
não é assim, “de boca”. Essa operação há que ser formalizada. O senhor receberá então o que
chamamos de partes beneficiárias.

A EMISSÃO DAS PARTES BENEFICIÁRIAS É EXCLUSIVA DE CIAS FECHADAS. A


participação nos lucros deve ser menor do que 10%.

As partes beneficiárias poderão ser ALIENADAS pela companhia, nas condições


determinadas pelo estatuto ou pela assembleia-geral, ou atribuídas a fundadores, acionistas ou
terceiros, como remuneração de serviços prestados à companhia. Somente a alienação onerosa
(Alienação de bens é a transferência de domínio de bens de um indivíduo para
terceiros. Oneroso é tudo aquilo que implica gastos, despesas, ônus. É sinônimo de
dispendioso.) das partes beneficiárias gera lançamento contábil.

A reserva constituída com o produto da venda de partes beneficiárias poderá ser destinada ao
resgate desses títulos.

Bônus de subscrição

Segundo a LSA, a companhia poderá emitir, dentro do limite de aumento de capital autorizado
no estatuto, títulos negociáveis denominados "bônus de subscrição".

Os bônus de subscrição conferirão aos seus titulares, nas condições constantes do certificado,
direito de subscrever ações do capital social, que será exercido mediante apresentação do título
à companhia e pagamento do preço de emissão das ações. Os antigos acionistas detêm a
preferência para aquisição de novas ações emitidas por uma companhia. Todavia, o bônus de
subscrição retira este direito relativamente a algumas ações.

Vejamos:

O estatuto da companhia aberta que contiver autorização para o aumento do capital pode prever
a emissão, sem direito de preferência para os antigos acionistas, ou com redução do prazo de
que trata o § 4º do art. 171, de ações e debêntures conversíveis em ações, ou bônus de
subscrição, cuja colocação seja feita mediante:

 venda em bolsa de valores ou subscrição pública; ou


 permuta por ações, em oferta pública de aquisição de controle.

DOAÇÕES E SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTOS GOVERNAMENTAIS

(tão-somente, excluem-se as privadas) ERAM contabilizadas como reserva de capital.

São agora consideradas receitas, que transitam pelo resultado, podendo ser registradas
(depois da apuração do resultado) em uma reserva de lucros (de incentivos fiscais).

Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao longo do período
confrontada com as despesas que pretende compensar, em base sistemática, desde que
atendidas às condições desta Norma. A subvenção governamental não pode ser creditada
diretamente no patrimônio líquido.

É fundamental, pelo regime de competência, que a receita de subvenção governamental seja


reconhecida em bases sistemáticas e racionais, ao longo do período necessário e confrontada
com as despesas correspondentes. Assim, o reconhecimento da receita de subvenção
governamental no momento de seu recebimento somente é admitido nos casos em que não há
base de alocação da subvenção ao longo dos períodos beneficiados.
A receita de subvenção deve ser apropriada conforme vai ser realizando , e não numa única
etapa. Na maioria dos casos essa correlação pode ser feita, e a subvenção é reconhecida em
confronto com as despesas correspondentes.

Subvenção relacionada a ativo depreciável deve ser reconhecida como receita ao longo do
período da vida útil do bem e na mesma proporção de sua depreciação.
Após cumprir as condições, o valor da doação passa para receita diferida (já pertence à
empresa). Mas o reconhecimento da receita deve ser realizado por competência.

Para evitar a tributação, as empresas podem constituir uma reserva de Lucro, chamada reserva
de incentivos fiscais.

Subvenções Para Investimento


As subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou redução de impostos,
concedidas como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e as
doações feitas pelo poder público não serão computadas na determinação do lucro real,
desde que seja registrada em reserva de lucros que somente poderá ser utilizada para:

I - absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido totalmente absorvidas as


demais Reservas de Lucros, com exceção da Reserva Legal; ou
II - aumento do capital social.

RESUMINDO

PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES

Quando a empresa quer captar empréstimos junto ao público, ela pode optar pela emissão de
debêntures. Debênture é uma maneira de captar empréstimos sem recorrer às instituições
financeiras.

O Prêmio na emissão de debêntures era classificado como reserva de capital. Passou a ser
apropriado ao resultado como receita, conforme o regime de competência.

As debêntures são títulos exclusivos das sociedades anônimas.


Não podem ser confundidas com as ações, pois não são títulos de propriedade. Não se
confundem também com os empréstimos, uma vez que oferecidas ao público, não sendo
captados junto a instituições financeiras.

O prêmio na emissão de debêntures é justamente valor pago a mais pelo investidor, tendo
em vista uma expectativa maior de remuneração, juros, etc.

O valor apropriado ao resultado pode ser destinado à formação de reserva específica de


prêmios de debêntures, para evitar a tributação pelo Imposto de Renda.

Ressaltamos que é uma faculdade da empresa. Ela pode ou não constituir tal reserva. Se não
constituir, será tributada pelo IR.

A reserva específica de prêmio de debêntures é reserva de lucro, eis que esse valor transitou
pelo resultado do exercício (DRE).

AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL

Serve tanto para AUMENTAR como para reduzir valores de ativos e de passivos,
enquanto que a reavaliação SERVIA apenas para o aumento de bens do permanente.

Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no


resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos
ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua
avaliação a valor justo.

(CESPE/Analista/ANTAQ/2014) O ajuste a valor justo de itens do ativo e do passivo,


enquanto não transitar pelo resultado do exercício, deve ser registrado, em respeito ao regime de
competência, na conta ajustes de avaliação patrimonial.
GABARITO: CERTO.

AÇÕES EM TESOURARIA

São ações da empresa adquiridas pela própria empresa e mantidas na tesouraria. A


aquisição de ações de emissão própria e sua alienação são transações de capital da entidade com
seus sócios e igualmente não devem afetar o resultado da entidade.

A conta “ações em tesouraria” é redutora do Patrimônio Líquido (PL).


PARA ENTENDER MELHOR A SITUAÇÃO ACIMA

A regra geral é que a empresa não pode negociar as próprias ações, para evitar negociação
com informações privilegiada. Ou seja, a empresa não pode negociar suas próprias ações de
forma habitual. Não pode ficar comprando e vendendo em bolsa. É permitida, entretanto, a
aquisição, para permanência em tesouraria, sem a diminuição do Capital Social. Para isso, a
compra é suportada pelo saldo das reservas, exceto a reserva legal . Como assim? Quando a
empresa adquire suas próprias ações, ela está diminuindo o saldo do capital social. Quando a
empresa lança no mercado as ações é para aumentar seu capital. Quando ela mesma resgata,
esse aumento não ocorre na verdade.

O que acontece é que a empresa pode usar suas Reservas de Lucros ou Capital para "suportar"
essa compra. Isso na verdade é uma "ficção" jurídica, pois, o que efetivamente suporta a compra
de ações é o caixa da empresa!

AÇÕES EM TESOURARIA - PREVISÃO NA LEI 6.404/76:

As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução/redução/retirada da


conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
O resultado líquido proveniente da alienação de ações em tesouraria será apurado com base no
custo médio ponderado na data da operação e será contabilizado:

 se positivo (GANHO), como reserva de capital, a crédito de conta específica;


 se negativo (PERDA) fica no PL, e vai diminuir a reservas ou lucros que serviu de
lastro para a aquisição das ações em tesouraria.

ESCLARECENDO

A compra e a alienação de ações em tesouraria é transação com sócios. E o lucro ou


prejuízo (melhor dizer "ganho ou perda") em transações com sócios fica no PL, não no
Resultado.

QUESTÃO PARA FIXAR O ENTENDIMENTO:


RESERVAS DE LUCROS

São retenções de parcelas provenientes de ganhos do período, com o objetivo de preservar o


Patrimônio Líquido de uma sociedade, e posterior destinação. São, lucros que a empresa não
entrega aos acionistas, mas guarda para si, seja para investir em projetos, seja para resguardar o
capital social.

Ao final do exercício social as contas de resultado (receitas e despesas) são zeradas. O saldo,
lucro ou prejuízo, é transferido para o PL. No PL, podemos ter três destinações:

 Dividendos (o mesmo que dividir) (para os sócios);


 Reservas de lucros (para a empresa);
 Aumento do capital social (da empresa).

QUESTÃO PARA FIXAR O ENTENDIMENTO:


ATENÇÃO, ISSO CAI MUITO EM PROVAS! (parte de cima)

As reservas de lucros hoje existentes são as seguintes:

ATENÇÃO PARA O TÓPICO ACIMA, POIS PODE SER COBRADO EM PROVAS,


CONFORME ABAIXO:
Existe um limite MÁXIMO para essas reservas, a saber:

O saldo das reservas de lucros, EXCETO as PARA contingências, de incentivos fiscais e de


lucros a realizar, prêmio na emissão de debêntures, NÃO PODERÁ ULTRAPASSAR O
capital social. Atingindo esse limite, a ASSEMBLEIA deliberará sobre aplicação do excesso
na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos.

Isso equivale a dizer:


ATENÇÃO:
Reserva legal + Reserva estatutária + Reserva de retenção de lucros (orçamentária) +
Reserva especial para pagamento de dividendos < Capital Social
Na verdade, podemos dizer que é menor ou igual, pois se for igual não há ultrapassagem.

ATENÇÃO, ISSO CAI MUITO EM PROVAS!


O QUE DIZEM CADA UMA DESSAS RESERVAS:

RESERVA LEGAL
ÚNICA reserva de constituição obrigatória para a empresa.
Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer outra
destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do
capital social.

A companhia poderá deixar de constituir a RESERVA LEGAL no exercício em que o saldo


dessa reserva, acrescido do montante das RESERVAS DE CAPITAL, exceder de 30% (trinta
por cento) do capital social.
ATENÇÃO!
Reserva legal + reservas de capital atingir o montante de 30% do capital social => a
companhia poderá deixar de constituir a reserva legal.

RESUMINDO:
A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser
utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital.

Reserva legal -> 5% do LLE (lucro líquido do exercício) -> Limitado a 20% do capital
social.

CAPITAL SUBSCRITO OU REALIZADO PARA O LIMITE?

ATENÇÃO!
Para o cálculo da reserva legal, as bancas consideram o capital realizado, isto é capital
social – capital social a integralizar, o que sobra é o Capital integralizado - Usar este valor!

RESERVA LEGAL X PREJUÍZO ACUMULADO

O IR, as participações e as reservas devem ser calculados sobre o lucro. Mas, não há lucro se
a empresa tem prejuízos acumulados.

RESERVAS ESTATUTÁRIAS
São reservas constituídas com base no lucro líquido da companhia. E devem estar previstas no
estatuto.

(CESPE/Analista/MPU/2015) Um dos requisitos para a criação de reservas estatutárias é o


estabelecimento de um limite máximo de valor.

Gabarito - Correto.

RESERVA DE CONTINGÊNCIAS
Objetivam salvaguardar o capital social, de modo que se posteriormente algo acontecer,
decorrente de perda julgada provável cujo valor possa ser estimado, a companhia esteja
preparada.

A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro
líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a
diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável.

Podem ser constituídas reservas de contingências para:


 Geadas ou secas, que podem atingir empresas com plantações, criações ou estoques
nessas áreas, ou ainda as que dependem desses produtos para suas operações, como no
caso de empresas comerciais ou industriais que utilizem tais produtos como matérias-
primas em seu processo produtivo.

 Cheias, inundações e outros fenômenos naturais que podem ocorrer ciclicamente nas
áreas onde se localizam estoques ou instalações da empresa, gerando prejuízos efetivos
por perdas de bens, por paralisação temporária das operações.

Importante distinção entre a RESERVA para contingências X PROVISÃO para


contingências.

Os principais fundamentos para constituição da RESERVA para contingência são:

a) Dar cobertura a perdas ou prejuízos potenciais (extraordinários, não repetitivos)


AINDA NÃO INCORRIDOS, mediante segregação de parcela de lucros que seria
distribuída como dividendo;
b) Ocorrendo ou não o evento esperado, a parcela constituída será, em exercício futuro,
revertida para lucros acumulados, integrando a base de cálculo para efeito de
pagamento do dividendo e a perda, de fato ocorrendo, é registrada no resultado do
exercício;
c) É uma conta integrante do patrimônio líquido, no grupamento de reserva de lucros;
d) Representa uma destinação do lucro líquido do exercício, contrapartida da conta de
lucros acumulados, por isso sua constituição NÃO AFETA o resultado do exercício.

Os principais fundamentos para constituição da provisão para contingências são:

a) tem por finalidade dar cobertura a perdas ou despesas, CUJO FATO GERADOR JÁ
OCORREU, mas não tendo havido, ainda, o correspondente desembolso ou perda. Em
atenção ao regime de competência, entretanto, há necessidade de se efetuar o registro
contábil;

b) representa uma apropriação ao resultado do exercício, contrapartida de perdas


extraordinárias, despesas ou custos e sua constituição normalmente INFLUENCIA O
RESULTADO DO EXERCÍCIO ou os custos de produção;

c) deve ser constituída independentemente de a companhia apresentar, afinal, lucro ou


prejuízo no exercício;

d) visto que o evento que serviu de base à sua constituição já ocorreu, não há, em
princípio, reversão dos valores registrados nessa provisão.

e) não está sujeita à atualização monetária e sim à decorrente da natureza do evento que a
originou;
f) se a probabilidade for difícil de calcular ou se o valor não for mensurável , há
necessidade de uma nota explicativa esclarecendo o fato e mencionando tais
impossibilidades.

(CESPE/Contador/FUB/2015) O tempo é um fator que diferencia provisões para


contingências de reservas para contingências: as primeiras referem-se a eventos passados, e as
últimas, a futuros.

Gabarito - Correto.

RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS - RIF


A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a RIF a
parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para
investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório.

A RIF pode ser utilizada para compensar prejuízos, DESDE QUE as outras reservas já
tenham sido utilizadas. Além disso, quando houver lucro, a empresa deve recompor a
reserva imediatamente.

RESERVA DE LUCROS A REALIZAR

O intuito da reserva é: evitar que a companhia pague dividendos sobre receitas/lucros que
ainda NÃO foram realizados, que não entraram no caixa.

ATENÇÃO!
A constituição desta reserva é FACULTATIVA.
As reservas de lucros a realizar só podem ser utilizadas para dois fins: pagamento de
dividendos ou absorção de prejuízos!

No exercício em que o montante do dividendo obrigatório, ultrapassar a parcela realizada do


lucro líquido do exercício, a assembleia-geral poderá, destinar o excesso à constituição de
reserva de lucros a realizar.
EXEMPLIFICANDO:

Uma empresa X tem a seguinte situação no exercício de 2015:

- Lucro total apurado: R$ 300.000,00. Dos quais:


- Lucro derivado das vendas de curto prazo (recebimento em 2016): R$ 100.000,00
- Lucro derivado das vendas de longo prazo (recebimento em 2017 ou posteriormente): R$
200.000,00.
- Dividendos obrigatórios a pagar: R$ 150.000,00.

Neste caso, podemos considerar que os dividendos que teremos de pagar aos sócios ao termo de
2016 são maiores do que o que entrou no meu caixa durante o exercício. Teríamos R$ 50.000,00
(150.000 – 100.000,00) descobertos de recursos para pagamento deste dividendo.

Nesta hipótese, uma alternativa viável é constituir a reserva de lucros chamada de reserva de
lucros a realizar nesse valor (R$ 50.000,00) para pagamento em 2017 ou quando houve o
recebimento de lucros posteriores.

Explicando novamente!
O lucro contábil apurado é de R$ 300.000,00, mas, o Lucro Realizado é somente o de curto
prazo: 100.000! R$ 200.000 não foram realizados (lembrando que a realização está ligada ao
ingresso em caixa).

Como a obrigação de pagar dividendos é de R$ 150.000 e somente R$ 100.000 foi realizado, a


empresa pode constituir a Reserva de Lucros a Realizar pela diferença.

A reserva de lucros a realizar somente poderá ser utilizada para pagamento do dividendo
obrigatório e, serão considerados como integrantes da reserva os lucros a realizar de cada
exercício que forem os primeiros a serem realizados em dinheiro.

São considerados lucros NÃO realizados:

- Resultado positivo com equivalência patrimonial: a receita de equivalência patrimonial


não ingressa no caixa. Portanto, a sua receita é considerada ganha, mas não realizada.
Realização está ligado à entrada de dinheiro em caixa.

- Lucro, rendimento, ganhos cuja realização financeira se dê no longo prazo. Aqui é o caso
das vendas de longo prazo.

RESERVA ESPECIAL PARA DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS NÃO DISTRIBUÍDOS

Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, ao final de cada exercício
social, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto.

O dividendo não será obrigatório no exercício social em que os órgãos da administração


informarem à assembleia geral ordinária ser ele incompatível com a situação financeira da
companhia.
Na companhia aberta, seus administradores encaminharão à CVM, dentro de 5 (cinco) dias
da realização da assembleia-geral, exposição justificativa da informação transmitida à
assembleia.

Os lucros que deixarem de ser distribuídos serão registrados como reserva especial e, se não
absorvidos por prejuízos em exercícios subsequentes, deverão ser pagos como dividendo assim
que o permitir a situação financeira da companhia.

RESERVA DE PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES


É classificado como RECEITA conforme o regime de competência.
É uma faculdade da empresa. Ela pode ou não constituir tal reserva. Se não constituir, será
tributada pelo IR.

Prêmio na Emissão de Debêntures

Não será computado na determinação do lucro real, desde que:

 a titularidade da debênture não seja de sócio ou titular da pessoa jurídica emitente; e

 seja registrado em reserva de lucros específica , que somente poderá ser utilizada
para:

 absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido totalmente absorvidas as


demais Reservas de Lucros, com exceção da Reserva Legal; ou

 aumento do capital social.

 O prêmio na emissão de debêntures será tributado caso não seja dada destinação diversa
da que está prevista no caput, inclusive nas hipóteses de:

(Caput. a pessoa jurídica deverá recompor a reserva à medida que forem apurados lucros nos
períodos subsequentes).

 capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular,


mediante redução do capital social, hipótese em que a base para a incidência será o
valor restituído, limitado ao valor total das exclusões decorrentes do prêmio na emissão
de debêntures;

 serão considerados os sócios com participação igual ou superior a 10% (dez por cento)
do capital social da pessoa jurídica emitente.

 restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante redução do capital social, nos 5
(cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures, com posterior capitalização do
valor do prêmio na emissão de debêntures; ou

 integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios.


RESERVA DE RETENÇÃO DE LUCRO OU RESERVA ORÇAMENTÁRIA OU
RESERVA DE INVESTIMENTOS

Retenção de Lucros
A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, deliberar/decidir reter
parcela do lucro líquido do exercício prevista em orçamento de capital por ela previamente
aprovado.

ATENÇÃO!
A finalidade dessa reserva é financiar projetos de investimentos , e não pode afetar
(diminuir) os dividendos obrigatórios.

A justificação da retenção de lucros proposta, deverá compreender todas as fontes de recursos e


aplicações de capital, fixo ou circulante, e poderá ter a duração de até 5 (cinco) exercícios,
salvo no caso de execução, por prazo maior, de projeto de investimento.

O orçamento poderá ser aprovado pela assembleia-geral ordinária que deliberar/decidirá sobre
o balanço do exercício e revisado anualmente, quando tiver duração superior a um exercício
social.
Ao invés de distribuir todo o lucro na forma de dividendos adicionais, a empresa pode constituir
a reserva de retenção de lucros.

DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS

Os dividendos representam a remuneração do capital dos sócios.


Quando você emprega dinheiro em uma sociedade, espera receber um retorno. E o principal
recebimento dos sócios são os dividendos.

ATENÇÃO!
O estatuto é livre para fixar o percentual que pagará a título de dividendos obrigatórios.

 Se este (estatuto) for omisso, a importância é determinada de acordo com as seguintes


normas:

 metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores:

 importância destinada à constituição da reserva legal; e


 importância destinada à formação da reserva para contingências e reversão da mesma
reserva formada em exercícios anteriores;

Caso o estatuto seja OMISSO, temos de ajustar a base de acordo com o exposto acima.

ATENÇÃO!
OBS.: REVERSÃO – são alterações ocorridas nas contas que registram as reservas, mediante
a reversão de valores para a conta Lucros Acumulados, em virtude daqueles valores não serem
mais utilizados.

DIVIDENDOS ADICIONAIS

Estes serão contabilizados ou não, dependendo da data em que forem declarados.

EXEMPLO:
Se a empresa fechar as demonstrações contábeis em 31.12.X1, e declarar dividendos adicionais
em janeiro ou fevereiro de X2, tais dividendos não serão contabilizados no balanço de
31.12.X1. Serão apenas divulgados em Nota Explicativa.
ADIANTAMENTO PARA AUMENTO DE CAPITAL

Recurso recebido pela empresa de seus sócios/acionistas para ser utilizado no aumento do
capital social.

Quando houver a formalização da entrada do sócio, lançaremos:

D - Adiantamento para aumento de capital 100.000 (reduzindo o passivo)


C - Capital social 100.000 (patrimônio líquido)

É este o lançamento EM REGRA.

Esses adiantamentos também poderão ser classificados no patrimônio líquido, numa única
hipótese:

Quando os recursos forem recebidos com cláusula de absoluta condição de permanência na


sociedade. Nesta hipótese, o valor adiantado deve ser considerado como destacado do capital
social total da empresa.

LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

É uma conta do PL e o seu saldo é credor.

A conta LUCROS ACUMULADOS NÃO PODE MAIS CONSTAR NO BALANÇO


PATRIMONIAL, quando do fechamento da demonstração.
Ressalve-se, contudo, que a conta prejuízos acumulados diminui o PL, tendo, assim, saldo
devedor.

ATENÇÃO!

 A conta lucros acumulados é uma conta temporária do PL. Ela recebe o resultado do
exercício que não mais pode ficar ali.
 A conta prejuízos acumulados continua a existir normalmente.

De acordo com a Lei nº 11.638/07, assinale a opção que indica a conta que não deve constar do
patrimônio líquido de uma empresa brasileira, constituída na forma de sociedade por ações, na
data do encerramento do exercício social.

Lucros Acumulados.

Há uma ordem na absorção de prejuízos, caso existente. Segundo a Lei 6.404/76:


O PREJUÍZO DO EXERCÍCIO será obrigatoriamente absorvido pelos:

(1º) lucros acumulados;


(2º) reservas de lucros; e
(3º) reserva legal, nessa ordem.
(4º) reservas de capital (facultativamente).

CUSTO DAS TRANSAÇÕES

São somente aqueles incorridos e diretamente atribuíveis às atividades necessárias


exclusivamente à consecução das transações.

São, por natureza, gastos incrementais, já que não existiriam ou teriam sido evitados se essas
transações não ocorressem.

Exemplos de custos de transação:

 gastos com elaboração de prospectos e relatórios ;


 remuneração de serviços profissionais de terceiros (advogados, contadores, auditores,
consultores, profissionais de bancos de investimentos, corretores etc.);
 gastos com publicidade (inclusive os incorridos nos processos de road shows);
 taxas e comissões;
 custos de transferência;
 custos de registro etc.

O custo de transação deve ser contabilizado ao longo do tempo. Antigamente, o custo de


transação ia diretamente para o resultado.

Exemplo:
Se o empréstimo é de R$150 e foi parcelado em 3 meses, em cada mês subsequente vão sendo
abatidos R$50,00 reduzindo o passivo.

Além dos custos, a empresa também deve contabilizar os juros mensais da mesma forma, porém
somados com a parcela de R$ 50,00.

NOTAS EXPLICATIVAS

SEGUNDO A LEI 6.404/76

O patrimônio societário sofre constante movimento, haja vista que sofrem atos de gestão
contínua. Esses acontecimentos podem ser divididos basicamente em dois grandes grupos:

 Atos contábeis.
 Fatos contábeis.

Os ATOS CONTÁBEIS NÃO PROVOCAM ALTERAÇÕES NO PATRIMÔNIO, tais


como admissão de empregados, assinatura de um contrato de compra, venda, o aval de um título
de crédito, uma fiança prestada em favor de terceiros.
Os atos relevantes que façam parte das atividades da empresa devem ser apresentados em
notas explicativas.

As notas explicativas devem:

 apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das


práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos
significativos;

 divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não
estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras;

 fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações financeiras e


consideradas necessárias para uma apresentação adequada.

 Portanto, as Notas Explicativas, quando bem elaboradas, constituem informação


essencial para o correto entendimento e utilização das Demonstrações Financeiras.

 As notas devem ser apresentadas, tanto quanto seja praticável, de FORMA


SISTEMÁTICA. Cada item das demonstrações contábeis deve ter referência cruzada
com a respectiva informação apresentada nas notas explicativas.

A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas :

 a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das demonstrações


contábeis; e

 outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das
demonstrações contábeis.

A entidade DEVE divulgar nas notas explicativas informação acerca dos principais
pressupostos relativos ao futuro, e outras fontes principais da incerteza das estimativas à data do
balanço, que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis
de ativos e passivos durante o próximo.

As notas explicativas devem incluir detalhes informativos acerca:

 da sua natureza; e
 do seu valor contábil à data do balanço.

A entidade deve divulgar nas notas explicativas:

 o montante de dividendos propostos ou declarados ANTES da data em que as


demonstrações contábeis foram autorizadas para serem emitidas e não reconhecido
como uma distribuição aos proprietários durante o período abrangido pelas
demonstrações contábeis, bem como o respectivo valor por ação ou equivalente;
 a quantia de qualquer dividendo preferencial cumulativo não reconhecido.

A entidade deve divulgar, caso não for divulgado em outro local entre as informações
publicadas com as demonstrações contábeis, as seguintes informações:

 o domicílio e a forma jurídica da entidade, o seu país de registro e o endereço da sede


registrada (ou o local principal dos negócios, se diferente da sede registrada);

 a descrição da natureza das operações da entidade e das suas principais atividades; e

 o nome da entidade controladora e a entidade controladora do grupo em última


instância.

 se uma entidade constituída por tempo determinado , informação a respeito do tempo de


duração.

PRINCIPAIS MUDANÇAS DAS LEIS 11.638/2007 E 11.941/2009:

É NECESSÁRIO DECORAR!

Lei 11.638/2007:

 FIM DA OBRIGATORIEDADE da Demonstração de Origens e Aplicações de


Recursos (DOAR).

 Inclusão da Demonstração de Fluxos de Caixa (DFC) (companhias abertas e fechadas


com PL MAIOR ou SUPERIOR a dois milhões).

 Inclusão da Demonstração do Valor Adicionado ( DVA) para COMPANHIA


ABERTAS.

 O ATIVO, que antes era dividido em circulante, realizável a longo prazo e permanente
(investimento, imobilizado e diferido), PASSOU A SER DIVIDIDO EM
CIRCULANTE, REALIZÁVEL A LONGO PRAZO e PERMANENTE
(investimento, imobilizado, diferido e intangível).

 Permanecem no IMOBILIZADO somente os BENS CORPÓREOS. Os incorpóreos


vão para o intangível.

 Atenção: o diferido permaneceu vigente após a Lei 11.638/2007.

 Inclusão do teste de recuperabilidade para bens do ativo imobilizado, intangível e


diferido.

 PROIBIÇÃO da retenção injustificada de lucros acumulados . Somente pode figurar, a


partir de Lei 11.638 a existência no “balanço final” de prejuízos acumulados. Não pode
existir lucros acumulados (essa conta continua a existir transitoriamente).
 Extinção das reservas de capital de doações e subvenções e prêmio na emissão de
debêntures.

 Extinção da reserva de reavaliação.

 Criação do ajuste de avaliação patrimonial (AVP).

 Criação do ajuste a valor presente para ativos e passivos de longo prazo (sempre) e de
curto prazo (quando relevante).

 Aplicação de alguns conceitos da Lei 6.404/76 pra as sociedades de grande porte (ativo
total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a 300 milhões).

Lei 11.941/2009:

O ativo, que antes era dividido em circulante, realizável a longo prazo e permanente
(investimento, imobilizado, diferido e intangível), passou a ser dividido em circulante e não
circulante (realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível). O realizável a
longo prazo foi para dentro do não circulante.

Extinção do diferido.

O resultado de exercícios futuros FOI EXTINTO. As receitas diferidas (que surgiram no


lugar) foram para dentro do não circulante.
(CESPE/Auditor Governamental/CGE/PI/2015) A conta “duplicatas descontadas” representa
uma aplicação de recursos.

Comentários
O balanço patrimonial é composto por aplicações (ativo) e origens (passivo e patrimônio
líquido).

A conta duplicatas descontadas foi para o passivo, configurando origem de recurso.

Item errado.

(CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/2016) A conta ajuste de avaliação patrimonial


(AVP), que figura no patrimônio líquido — lado credor do balanço patrimonial —pode
apresentar saldo credor ou devedor.

Comentários:
O ajuste de avaliação patrimonial enquanto não computadas no resultado do exercício serve
tanto para aumentar como para reduzir valores de ativos e de passivos.

(CESPE/DPU/Contabilidade/2016) Com base nas normas de contabilidade aplicáveis às


demonstrações financeiras, julgue o item subsecutivo.

As ações em tesouraria representam as ações da companhia que são adquiridas pela própria
sociedade e devem ser registradas no patrimônio líquido, em conta credora, de modo a
aumentar, assim, o valor do capital social.

Comentários:
A conta “ações em tesouraria” é redutora do Patrimônio Líquido (PL), possui natureza
devedora.

Gabarito-Errado
ATENÇÃO!
A entidade deve divulgar, nas notas explicativas, informação acerca dos pressupostos relativos
ao futuro e outras fontes principais de incerteza nas estimativas ao término do período de
reporte que possuam risco significativo de provocar ajuste material nos valores contábeis de
ativos e passivos ao longo do próximo exercício social.

Os passivos contingentes (não reconhecidos ou incertos) e os compromissos contratuais não


reconhecidos são objeto de divulgação em notas explicativas.

(CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015) O patrimônio líquido das sociedades


anônimas de capital aberto divide-se em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação
patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e lucros ou prejuízos acumulados.

Comentários:

No PATRIMÔNIO LÍQUIDO temos as seguintes contas: capital social, reservas de capital,


ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos
acumulados.

O erro da questão é apresentar a conta LUCROS acumulados!

(CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015) As reservas para contingências são


constituídas com a finalidade de compensar, em exercício futuro, diminuições do lucro
decorrentes de perdas consideradas, pelas companhias, como de ocorrência remota.

Comentários:
A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro
líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a
diminuição do lucro decorrente de PERDA JULGADA PROVÁVEL cujo valor possa ser
estimado.
Uma perda cuja ocorrência é considerada remota não enseja a constituição da Reserva
para Contingências.

Gabarito-Errado

(CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015) Um dos requisitos para a criação de


reservas estatutárias é o estabelecimento de um limite máximo de valor.

Comentários:
As reservas estatutárias são reservas constituídas com base no lucro líquido da companhia. E
devem estar previstas no estatuto.

Reservas estatutárias. Podem ser previstas no estatuto, se:


Indicar a sua finalidade;
Fixar os critérios;
Fixar a parcela a ser destinada;
Estabelecer o limite máximo.
Gabarito-Certo

(CESPE/Auditor Federal de Controle Externo/TCU/2015) O lançamento contábil de


conversão de debêntures em ações pelo mesmo valor da emissão inicial não envolve contas de
ativo.

Comentários:
o lançamento da conversão NÃO ENVOLVE CONTAS DO ATIVO, apenas do passivo e PL.

Debêntures conversíveis em ações (Passivo);


Capital social (PL).

Gabarito-Certo
Obs.: essa questão foi anulada.

(CESPE/Agende de Polícia Federal/2014) Se uma companhia alienar partes beneficiárias ou


bônus de subscrição, o produto da alienação deverá ser registrado como reserva de capital.

Comentários

Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem:

O produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; não passa pelo


resultado (DRE)
As Reservas de Capital são valores recebidos pela empresa de sócios ou terceiros que
não transitam pelo resultado do exercício. São contabilizadas diretamente no PL, ficando
acumuladas para utilização posterior. 
a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço
de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à
formação do capital social.
OBS: As partes beneficiárias são valores mobiliários (títulos negociáveis) emitidos por
sociedades anônimas de capital fechado sem valor nominal, com a finalidade de captar
recursos por um prazo máximo de 10 anos. Esses títulos dão ao seu titular o direito de
participação no máximo em 10% dos lucros da empresa emissora. Os bônus de
subscrição, por sua vez, são valores mobiliários emitidos no limite do capital social
autorizado no estatuto por sociedades anônimas que conferem aos seus titulares o direito
de preferência na subscrição das ações da empresa, dentro de um prazo preestabelecido
e por um preço prefixado.

Gabarito-Certo

(CESPE/Contador/SUFRAMA/2014) Acerca de demonstrações contábeis e seus


componentes, julgue o próximo item.
A parte do lucro que uma sociedade anônima não destinar ao pagamento de dividendos deverá
ser contabilizada como reservas de capital.
Comentários:
O CESPE adora trocar uma palavra nos enunciados. Como neste caso:

“A parte do lucro que uma sociedade anônima não destinar ao pagamento de dividendos deverá
ser contabilizada como reservas de LUCRO.”

Gabarito - Errado.

(CESPE/Analista Administrativo/ANP/2013) As doações e as subvenções para incentivos


fiscais recebidas por sociedades anônimas devem ser registradas como reservas de capital no
balanço patrimonial.

Comentários

As doações e subvenções para investimento e os prêmios na emissão de debêntures não


serão mais classificados como reservas de capital, devendo ser registrados como receitas do
exercício.

Gabarito - Errado.

(CESPE/Analista/Controle Interno/MPE/PI/2012) A forma de contabilização da reserva de


capital prêmio na emissão de debêntures foi modificada.

Comentários
A contabilização da reserva de capital prêmio na emissão de debêntures FOI EXTINTA, e
não modificada.

Gabarito – Errado

ATENÇÃO PARA A QUESTÃO ABAIXO!


Treinar para resolver outras.
Caso haja lucro remanescente após o pagamento dos dividendos obrigatórios e destinação para
reservas, haverá distribuição como dividendo adicional.

(CESPE/Contador/TJ/RO/2012) Do lucro líquido do exercício, 5% devem ser aplicados, antes


de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não deve exceder a 20% do
patrimônio líquido.

Comentários
Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% serão aplicados, antes de qualquer outra destinação,
na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% do CAPITAL SOCIAL.

Gabarito - Errado.

(CESPE/TRE-MS/Técnico Contabilidade/2013) Balancete de verificação, classificado por


ordem crescente de saldos de contas.
Abaixo, a classificação de todas as contas:

(CESPE/Analista Contábil/TRE/ES/2011) Suponha que, em decorrência da aplicação do


critério da avaliação a valor justo, tenha havido aumento no valor de um bem do ativo. Nesse
caso, a contrapartida desse aumento será computada como reserva de reavaliação, um subgrupo
do patrimônio líquido.

Comentários:

Novas REAVALIAÇÕES de ativo estão PROIBIDAS no Brasil.

Gabarito – Errada

(CESPE/Analista Judiciário/TJ ES/2011) As empresas são livres para estabelecer os critérios


que desejarem para a determinação dos dividendos a distribuir, contanto que respeitem os
direitos dos acionistas.

Gabarito - Correto.

(CESPE/Analista Judiciário/TJ ES/2011) Na formalização do aumento de capital de uma


companhia, o adiantamento de capital correspondente será baixado, mediante lançamento a
débito, creditando-se o capital social.

Gabarito – Correto
RESUMO CONTABILIDADE – AULA 05

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO ATIVO E DO PASSIVO

MENSURAÇÃO DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS

Os ATIVOS e PASSIVOS são registrados pelo chamado CUSTO HISTÓRICO, isto é, pelo
valor que foi pago ou que vamos receber, no caso dos ativos, ou pelo valor que teremos de
desembolsar, no caso de passivos.

Estes itens podem variar:


Existem uma série que fatores que influenciam nos valores dos bens, direitos e obrigações de
uma entidade.
Depois do registro inicial, o custo histórico pode sofrer uma série de variações, já que,
como dissemos, o dinheiro não é constante no tempo e os bens estão sujeitos a uma série de
variações em suas características, como desgaste, ação da natureza.

Tipos de variações do custo histórico.


Diferença entre custo corrente, valor realizável e valor justo?

- Custo corrente: Valor na data das demonstrações contábeis (palavra-chave).


- Valor realizável: Valor de venda específico para a entidade (palavra-chave: de forma
ordenada).
- Valor justo: Transação sem influências. É uma transação sem favorecimentos (palavra-
chave).
Por exemplo, Tabela FIPE para veículos.
- Valore presente: fluxo de caixa descontado.

Gravar essas diferenças entre custo corrente, valor realizável e valor justo:

A PREMISSA DA CONTINUIDADE

As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas tendo como premissa que a


entidade está em atividade e irá manter-se em operação por um futuro previsível.
A continuidade está diretamente ligada à avaliação dos ativos e passivos da empresa.

Todo o ATIVO fica registrado por VALORES DE ENTRADA. Por exemplo: as máquinas e
equipamentos ficam registrados pelos valores que a empresa pagou, menos a depreciação
acumulada e eventual ajuste para perdas. Esse critério de avaliação é válido em função da
continuidade esperada da empresa.

Se não houver continuidade (se a empresa for fechar as portas), aí não importa mais quanto a
empresa pagou pelas máquinas; interessa saber por quanto elas serão vendidas.
Assim, na ausência de continuidade, saímos de uma contabilidade basicamente a preços de
entrada para uma contabilidade a preços de saída.

No caso do passivo, se a empresa tiver dívidas a longo prazo e houver descontinuidade, as


dívidas passam a ter vencimento antecipado.

DEFINIÇÃO DE ATIVO:

É um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se


espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade.

Nenhum ativo pode estar registrado na contabilidade por um valor superior ao seu futuro
benefício econômico.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO ATIVO

As contas do ativo precisam ser avaliadas periodicamente!

DISPONIBILIDADES

Principais contas: Caixa e Bancos conta Movimento.


Estas contas ficam registradas pelo valor original.

CONTAS A RECEBER/ DUPLICATAS A RECEBER/CLIENTES

Principais contas: Clientes, duplicatas a receber, contas a receber.


Ficam registrados pelo valor original (por quanto vendeu), menos estimativas de perdas
para reduzi-las ao valor provável de realização.

As contas registradas no ATIVO NÃO CIRCULANTE devem ser ajustadas a valor


presente.

As contas do ATIVO CIRCULANTE apenas são ajustadas a valor presente SE OS


EFEITOS FOREM RELEVANTES.

Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo (ativo não circulante) serão
ajustados a valor presente, sendo os demais (ativo circulante) ajustados quando houver efeito
relevante.

PERDAS ESTIMADAS COM DEVEDORES DUVIDOSOS


Registra as perdas esperadas com as contas a receber.
A PDD não é mais dedutível para efeito de Imposto de Renda.

OBS.: em caso de perdas com devedores duvidosos, existe o método da complementação ou


método da reversão a ser seguido.
ATIVOS DECORRENTES DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS

Uma empresa pode investir em outras. Sem problema algum. Quando isso acontece, nós temos
de olhar para que tipo de aplicação ela está realizando. Se é uma aplicação de curto prazo, com
caráter especulativo, se é uma aplicação de longo prazo ou mesmo se é uma participação que
não se tem a intenção de alienar, uma participação permanente.

Essas aplicações podem ser através de ações, debêntures, opções, títulos do Tesouro, enfim,
uma série de aplicações.

Os instrumentos financeiros são classificados em quatro grandes grupos:

1) Empréstimos realizados e recebíveis normais de transações comuns: como contas a


receber de clientes, fornecedores, contas e impostos a pagar etc.

Títulos de crédito são, por exemplo, documentos como cheques, nota promissórias, duplicatas.
São registrados pelos seus valores originais, sujeitos às provisões para perdas e ajuste a valor
presente.
Não estão destinados à negociação e a entidade fica com eles até seu vencimento.

Alterações trazidas pelo CPC 48.


Ao reconhecer, pela primeira vez, um ativo financeiro ou um passivo financeiro, a entidade
deve classificá-lo e mensurá-lo em três categorias:

1) Mensurados ao custo amortizado;


2) Ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes; ou
3) Ao valor justo por meio do resultado.

A classificação deve ser feita com base:

(a) no modelo de negócios da entidade para a gestão dos ativos financeiros; e


(b) nas características de fluxo de caixa contratual do ativo financeiro.

O modelo de negócios da entidade não depende das intenções da administração em relação


ao instrumento individual.

O modelo de negócios da entidade refere-se a como a entidade gerencia seus ativos


financeiros para gerar fluxos de caixa. Ou seja, o modelo de negócios da entidade determina
se os fluxos de caixa resultam do recebimento de fluxos de caixa contratuais, venda de ativos
financeiros ou ambos.

O modelo de negócios não é o que a empresa espera fazer com relação aos ativos financeiros; é
o que ela efetivamente faz com tais ativos.

CUSTO AMORTIZADO:
O ativo financeiro deve ser mensurado ao custo amortizado se ambas as seguintes condições
forem atendidas:
a) o ativo financeiro for mantido com o fim de receber fluxos de caixa contratuais; e
b) os termos contratuais do ativo financeiro derem origem exclusivamente, pagamentos de
principal e juros.

Os ativos financeiros dessa classificação não são ajustados ao valor justo.


ATIVO FINANCEIRO MENSURADO AO VALOR JUSTO POR MEIO DE OUTROS
RESULTADOS ABRANGENTES.

Se ambas as seguintes condições forem atendidas:

a) Mantido para receber fluxos de caixa contratuais ou para venda de ativos financeiros;

b) os termos contratuais do ativo financeiro derem origem a pagamentos de principal e


juros sobre o valor do principal em aberto.

Principal é o valor justo do ativo financeiro no reconhecimento inicial.

Parecidíssimo com o anterior, não é? A diferença é a seguinte: no custo amortizado, a empresa


vai receber os rendimentos (vai segurar os títulos até o vencimento). Mas pode negociar os
títulos em algum momento, se houver necessidade ou conveniência.

ATIVO FINANCEIRO MENSURADO AO VALOR JUSTO POR MEIO DO


RESULTADO.

Esta categoria é chamada de RESIDUAL.

Os ATIVOS que não forem mensurados pelo custo amortizado ou pelo valor justo por
meio de outros resultados abrangentes DEVEM ser mensurados pelo valor justo por meio
de resultado (classificação residual).

Os instrumentos para receber fluxo de caixa e para venda e os instrumentos financeiros


para negociação (categoria residual) são registrados inicialmente pelo preço de aquisição e,
posteriormente, ficam a valor justo, que é o valor de mercado.
ESTOQUES

AVALIAÇÃO SEGUNDO O CPC 16


Os estoques, de modo geral, compreendem as mercadorias que a empresa possui para
revenda, matéria-prima, etc. Hoje, há um Pronunciamento Técnico específico para tratar do
assunto, o CPC 16.

Conforme o Pronunciamento CPC 16 – Estoques:

Mensuração de estoque
Devem ser mensurados pelo VALOR DE CUSTO ou pelo valor realizável líquido, DOS
DOIS O MENOR.

O valor realizável líquido é o valor de venda específico para a entidade.

Embora pareça estranho, consta no pronunciamento os “estoques do prestador de serviços, que


devem incluir os custos do serviço”.

Assim como outros ativos, inicialmente o estoque é registrado inicialmente pelo custo
histórico. Posteriormente, a sua avaliação é pelo custo ou valor realizável líquido.

O que é compreendido no custo inicial de um ESTOQUE:

O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação,


bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização
atuais.

ATENÇÃO PARA ESTE ITEM!

CUSTOS DE AQUISIÇÃO

Compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os


recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros
diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos
comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação
do custo de aquisição.

Os tributos recuperáveis são:

a) Matéria prima: IPI, ICMS, PIS e Cofins (os dois últimos na modalidade não
cumulativa);
b) Mercadorias para revenda: ICMS, PIS e Cofins (os dois últimos na modalidade não
cumulativa).

DESCONTO COMERCIAL OU INCONDICIONAL X DESCONTO FINANCEIRO OU


CONDICIONAL
Os descontos comerciais, devoluções e os abatimentos devem ser deduzidos do custo de
aquisição.

Descontos comerciais ou incondicionais são aqueles que são negociados no momento da


compra, sem nenhuma condição.

Desconto financeiro ou condicional.


Ocorre quando o vendedor oferece um desconto para antecipar o pagamento. Por exemplo,
numa determinada venda, com vencimento em 30 dias, o vendedor pode oferecer um desconto
de 2% para pagamento em 15 dias. Esse tipo de desconto é contabilizado como RECEITA
FINANCEIRA, para o comprador, e NÃO AFETA O CUSTO DO ESTOQUE.

ABATIMENTO:
O abatimento ocorre num momento posterior à compra.

FRETE E ARMAZENAGEM
O frete integra o custo das compras de estoque.
O frete sobre as vendas da empresa (ou seja, o valor gasto para enviar os produtos acabados
aos clientes) deve ser tratado como despesa.
Quando a empresa COMPRA MATÉRIA PRIMA os gastos com armazenagem são
incluídos no CUSTO DA PRODUÇÃO.
Quando uma empresa adquire MERCADORIA PARA REVENDA, os gastos com
armazenagem são considerados DESPESAS. Pois a mercadoria já está pronta, já foi
produzida.

AVALIAÇÃO SEGUNDO A LEI 6.404/76

Critérios de avaliação do ativo

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:

Os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim
como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, são avaliados pelo
CUSTO DE AQUISIÇÃO ou PRODUÇÃO, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de
mercado, quando este for inferior;

ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS (FABRICAÇÃO PRÓPRIA)


Todos os custos necessários para transformar os materiais em produtos acabados são
incluídos no custo do produto.

A alocação de custos fixos indiretos de fabricação às unidades produzidas deve ser baseada na
capacidade normal de produção. Ou seja, as PERDAS NORMAIS DE PRODUÇÃO são
apropriadas aos custos; as PERDAS EXCEPCIONAIS devem ser apropriadas no
resultado do período como DESPESA.

Construção de ativo qualificável:


É um ativo que, necessariamente, demanda um período de tempo substancial para ficar
pronto para seu uso ou venda pretendidos.
Os CUSTOS DE EMPRÉSTIMOS incorridos para financiar a construção de ativos
qualificáveis são apropriados ao custo do ativo. Outros custos de empréstimos são
reconhecidos como despesa no período em que são incorridos.
Custos de empréstimos são juros e outros custos que a entidade incorre em conexão com o
empréstimo de recursos.

ESTOQUE DE MATÉRIAS PRIMAS


Compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos, bem como os
custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente relacionados com a aquisição dos
materiais.

No caso de compra a prazo, os juros e despesas financeiras NÃO DEVEM INTEGRAR O


CUSTO DO ESTOQUE. Devem ser apropriados como despesas financeiras
proporcionalmente ao prazo.
Descontos comerciais e abatimentos não integram o custo.

Considera-se valor justo:

 Das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser
repostos, mediante compra no mercado;

Os estoques de matérias-primas, via de regra, não se destinam a ser vendidos. Serão usados na
fabricação de produtos acabados. É por isso que o preço de reposição é considerado o valor
justo; é o preço pelo qual o fornecedor das matérias-primas irá vendê-la.

Os produtos acabados e as mercadorias destinam-se, apenas, à venda. A empresa só pode ganhar


dinheiro com tais estoques através da venda. Assim, quando o valor realizável líquido fica
abaixo do custo, o estoque deve ser ajustado, RECONHECENDO-SE UMA PERDA.
ESTOQUES DE MERCADORIAS FUNGÍVEIS
Destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor de mercado, quando esse for o costume
mercantil aceito pela técnica contábil.

As mercadorias fungíveis são as COMMODITIES, ou seja, soja, suco de laranja, café, etc.
As commodities possuem cotação na bolsa de mercadoria. Portanto, NORMALMENTE
FICAM REGISTRADAS NA CONTABILIDADE PELA COTAÇÃO DA BOLSA.

JUROS NA COMPRA DE ESTOQUES


CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO ATIVO NÃO CIRCULANTE

AJUSTE A VALOR PRESENTE NA LEI 6.404/76


No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:

 os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor


presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.

No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os seguintes critérios:

 as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante serão


ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito
relevante.

(CESPE/Contador/CADE/2014) Quando houver efeito relevante, os itens do ativo e do


passivo decorrentes de operações de curto prazo devem ser ajustados a valor presente.

Gabarito - Correto.

POR QUE UTILIZAR O AJUSTE A VALOR PRESENTE?


As vendas e as compras, quando feitas a prazo, inserem no valor da operação, juros e
encargos financeiros referentes à remuneração de um capital no futuro.

Exemplo: se determinada empresa compra mercadorias para pagar daqui a três anos, no
montante de R$ 150.000,00, com encargos de R$ 25.000,00, qual o seu valor presente, isto é,
hoje? Resposta: R$ 150.000,00 – R$ 25.000,00 = R$ 125.000,00.

Objetivos do ajuste a valor presente:

 Evitar que as demonstrações sejam superavaliadas;


 Diferenciar o resultado financeiro do resultado com as operações da atividade.

No caso de VENDA A PRAZO, os juros e despesas financeiras NÃO DEVEM INTEGRAR


O CUSTO DO ESTOQUE (ou imobilizado, ou intangível). Devem ser apropriados como
despesas financeiras proporcionalmente ao prazo, EXCETO no caso de financiamento de
ativos qualificáveis.

CONTABILIZAÇÃO DO AJUSTE A VALOR PRESENTE


...

FINANCIAMENTOS OBTIDOS JUNTO AO BNDES

NÃO ESTÃO SUJEITOS AO AJUSTE A VALOR PRESENTE!


(CESPE/Analista/STM/2018) A respeito de avaliação de itens patrimoniais diversos, julgue o
item subsequente.

Os financiamentos obtidos no BNDES, com juros abaixo dos padrões do mercado, têm de ser
ajustados a valor presente com base na média das taxas do mercado de dívidas de longo prazo.

Comentários:
No caso de empréstimos, financiamentos e mútuos com encargos financeiros diferentes das
atuais taxas de juros praticadas pelo mercado, deve ser feito o AVP?

Financiamentos do BNDES, contratados com taxas de juros diferentes das taxas praticadas pelo
mercado em geral para outras modalidades de empréstimos, estão sujeitos ao AVP?

Resposta - NÃO. Esses financiamentos reúnem características próprias e as condições definidas


nos contratos de financiamento do BNDES, entre partes independentes, e refletem as condições
para aqueles tipos de financiamentos. Em alguns casos, os encargos financeiros são inferiores às
taxas de juros aplicáveis para empréstimos em geral e/ou para capital de giro, mas deve-se levar
em consideração que o BNDES financia projetos, com características próprias, em geral
aplicando taxas que seriam aplicáveis a qualquer entidade, ajustadas apenas pelo risco
específico de crédito das entidades e projetos envolvidos.

Questão para poder revisar os critérios de avaliação de ativos e passivos previstos no CPC
00:
(CESPE/TRE-TO/Contabilidade/2017) O gerente comercial de uma empresa, querendo
informações acerca do estoque de mercadorias, recorre ao seu contador a fim de obter respostas
para as seguintes questões:

I Quanto de recursos financeiros será necessário para a empresa repor os estoques?


Resposta: custo corrente ou custo de reposição.

II Quanto gastou a empresa para adquirir os bens que se encontram atualmente em estoque?
Resposta: custo histórico.

III Quanto arrecadaria a empresa com a venda ordenada dos seus estoques?
Resposta: valor realizável.

IV Quanto teria a empresa de desembolsar caso queira quitar hoje a dívida de longo prazo que
tem com os seus fornecedores de mercadorias?
Resposta: Valor Presente.

A partir dessa situação hipotética, assinale a opção que apresenta, na ordem em que aparecem,
as bases de mensuração que o contador deve observar para responder cada questionamento,
considerando o disposto na estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório
contábil-financeiro, emitida pelo CPC.

a) custo corrente; custo histórico corrigido; valor presente; valor justo


b) custo corrente; custo histórico; valor realizável; valor presente
c) custo histórico corrigido; custo corrente; equivalente corrente de caixa; valor presente
d) valor realizável; custo histórico; custo corrente; valor presente
e) valor realizável; custo histórico; valor justo; valor de liquidação

Gabarito – B

(CESPE/SEDF/AGE/Contabilidade/2017) Julgue o item subsequente, a respeito dos


procedimentos para registro, mensuração e avaliação de ativos.

O cálculo do valor presente de um fluxo de caixa exige o conhecimento do valor do fluxo


futuro, da data de ocorrência desse fluxo e da taxa de desconto aplicável.

Gabarito-Correto.
ITEM – A - incorreto. INICIALMENTE os ativos e passivos são registrados pelo chamado
custo histórico, isto é, pelo valor que foi pago ou que vamos receber, no caso dos ativos, ou
pelo valor que teremos de desembolsar, no caso de passivos.

Ocorre que estes itens podem variar. A economia não para, existem uma série de fatores que
influenciam nos valores dos bens, direitos e obrigações de uma entidade.

Após o registro inicial, diferentes bases de mensuração podem ser utilizadas, ao longo do
tempo, a depender da natureza do item registrado na contabilidade.

Depois do registro inicial, o custo histórico pode sofrer uma série de variações, já que, como
dissemos, o dinheiro não é constante no tempo e os bens estão sujeitos a uma série de variações
em suas características, como desgaste, ação da natureza. Pode ser que uma parte de uma venda
não seja recebida. Enfim, há uma série de variáveis. Essas variáveis formam os critérios de
avaliação do ativo e do passivo.

ITEM – B - incorreto - De acordo com o CPC 00, este é o conceito de valor presente.

Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de
entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações.
Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de saídas líquidas
de caixa que se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações.

ITEM – C – CERTO

ITEM – D – incorreto - este é o conceito de custo corrente.


Custo corrente. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que
teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do
balanço. Os passivos são reconhecidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa, não
descontados, que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço.

ITEM – E – incorreto - não é uma reavaliação. É apenas uma correção do valor, dado que a
moeda não é constante ao longo do tempo.

Custo histórico 1.700,00


Custo corrente (reposição) 1.800,00

Agora, resta a discussão sobre o valor presente, valor justo e valor realizável. Vamos
explicar um pouco melhor!

O valor presente é o quanto a empresa obtém descontando o valor da venda a prazo pelo valor
à vista. No caso, o temos 2.500,00 – 300 = 2.200,00.

O valor justo, por seu turno, é o valor praticado pelo mercado, que nesta hipótese é 2.200,00. O
valor justo é uma mensuração baseada no mercado e não uma mensuração específica para a
entidade.

O valor realizável é de R$ 2.500,00 a prazo e R$ 2.200,00 à vista.

Gabarito - E.

(CESPE/FUNPRESP/Contabilidade e Finanças/2016) Acerca dos princípios e das


convenções contábeis, julgue o próximo item.
Custo corrente, conforme previsto no princípio do registro pelo valor original, é o valor pelo
qual um ativo pode ser trocado, entre partes interessadas em negociá-lo, sem que qualquer
dessas partes possua alguma informação privilegiada sobre a transação.

Comentários:
Item errado, pois apresentou a definição de VALOR JUSTO.

(CESPE/TCE-PR/Analista de Controle – Atuarial/2016) Prática tradicional da contabilidade


brasileira, a constituição de provisão ou perda estimada para créditos de liquidação duvidosa
atende ao princípio contábil fundamental da

a) prudência.
b) competência.
c) continuidade.
d) atualização monetária.
e) entidade.

Notícia veiculada a respeito da recuperação judicial do cliente, em atraso caracteriza uma


perda incorrida. Segundo o FIPECAFI, um dos critérios para registro das estimativas de
perdas em créditos de liquidação duvidosa é o denominado como Perdas Incorridas.
Sob essa alternativa são só reconhecidos como despesas os valores de perdas já de
conhecimento da investidora detentora dos créditos. Assim, somente inadimplências JÁ
existentes, atrasos fora do normal JÁ ocorridos, notícias JÁ veiculadas de falências,
RECUPERAÇÃO JUDICIAL, inadimplência junto a outras entidades etc. são fatos
originadores do reconhecimento de despesas.

(CESPE/Analista/Área 2/ANP/2013) A baixa de uma duplicata cujo valor está totalmente


provisionado não impactará o resultado contábil da empresa, que deverá lançar um débito na
conta retificadora de ativo em que está registrado o valor acumulado da provisão.

Gabarito – Certo.

(CESPE/Contador/FUB/2011) As contas a receber devem ser avaliadas pelo valor dos títulos
que as compõe menos as devidas estimativas de perdas prováveis na realização.

Gabarito – Certo.

(CESPE/SUFRAMA/Técnico Contabilidade/2014) No que se refere às noções básicas de


contabilidade, julgue o item que se segue.
O fato contábil consistente no desconto de duplicatas junto a um banco resulta em redução da
situação patrimonial líquida da empresa.

Gabarito – Certo.

RESUMO CONTABILIDADE – AULA 06


ATIVO NÃO CIRCULANTE

 INVESTIMENTOS

Os investimentos ou são de caráter TRANSITÓRIO, quando a empresa não tem a


intenção de permanecer com eles no longo prazo, sendo classificados no CIRCULANTE ou
NÃO CIRCULANTE realizável a longo prazo, ou, então, são de caráter PERMANENTE,
quando a empresa tem a intenção de mantê-los, sendo nesta hipótese classificados no ativo
NÃO CIRCULANTE.

Há duas formas de avaliar os investimentos PERMANENTES:

 pelo método de custo; ou


 pelo método da equivalência patrimonial.

Os investimentos em COLIGADAS e CONTROLADAS, sociedade do mesmo grupo e sob


controle comum são avaliados pelo MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL.

Os OUTROS INVESTIMENTOS, que não sejam em coligadas e controladas, serão


avaliados pelo MÉTODO DE CUSTO. Este critério é residual.

 MÉTODO DE CUSTO

Critérios de avaliação do ativo


No BALANÇO, os elementos do ATIVO serão avaliados segundo os seguintes critérios:

 os investimentos em participação no capital social de outras sociedades,


RESSALVADO o disposto nos artigos 248 a 250 (investimentos em coligadas e
controladas), pelo CUSTO DE AQUISIÇÃO, deduzido de provisão para perdas
prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como
permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a
companhia, de ações ou quotas bonificadas;

 os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às


perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao
valor de mercado, quando este for inferior;

ATENÇÃO!
Os investimentos do MÉTODO DE CUSTO são avaliados pelo CUSTO DE AQUISIÇÃO,
deduzido de provisão para perdas prováveis, se esta perda for comprovada como
permanente.

Portanto, inicialmente, os investimentos são avaliados pelo custo.

No final do exercício, a empresa avalia se há alguma perda que possa ser considerada como
permanente, que não será mais recuperada. Havendo, faz-se o ajuste. Sendo uma perda
temporária, decorrente, por exemplo, de uma variação normal no preço de mercado, nada há que
ser feito.

OBS.: quando investimos em algo esperamos algum retorno, o retorno do capital aplicado em
empresas geralmente é chamado de DIVIDENDOS.

Os dividendos distribuídos no MÉTODO DE CUSTO são contabilizados como RECEITA,


quando da distribuição.

Os dividendos distribuídos no PRAZO DE ATÉ 6 MESES após a aquisição do


investimento são considerados como uma recuperação de parte do investimento.

ATENÇÃO PARA O TÓPICO ABAIXO NA HORA DE RESOLVER AS QUESTÕES!

Para ser MEP (método da equivalência patrimonial) deve ser CONTROLADA (maioria das
ações com direito a voto ou poder de eleger maioria dos administradores), COLIGADA
(quando há influência significativa), sociedades do mesmo grupo ou sob controle comum.

Quando a questão menciona que o INVESTIMENTO adquirido não caracteriza controle nem
influência significativa sobre a investida, mas HÁ INTENÇÃO de permanecer com o
investimento, deverá ser avaliado pelo MÉTODO DE CUSTO.

 MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL


Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas

No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e


em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle
comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as
seguintes normas:

I. o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base


em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, na mesma data, ou até 60
(sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de
patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de
negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por
ela controladas;

II. o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de


patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no
capital da coligada ou controlada;

III. a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de
aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do
exercício:

a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada;


b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivas;
c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários.

Serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra
as coligadas e controladas.
A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá elaborar e fornecer o
balanço ou balancete de verificação previsto no número I.

CONCEITO DE CONTROLE

Controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais da entidade de forma a


obter benefícios de suas atividades.

Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras


controladas, É TITULAR de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente,
preponderância (domínio) nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos
administradores.

As AÇÕES de uma sociedade anônima podem ser ORDINÁRIAS ou PREFERENCIAIS.

As ORDINÁRIAS são as que DÃO DIREITO A VOTO, enquanto que as


PREFERENCIAIS, dão privilégios a seus detentores, como dividendo maior ou prioridade
para reembolso do capital, mas NÃO DÃO DIREITO A VOTO.
CONCEITO DE COLIGAÇÃO

São COLIGADAS as sociedades nas quais A INVESTIDORA TENHA INFLUÊNCIA


SIGNIFICATIVA.

Há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas


decisões das políticas financeira ou operacional da investida, SEM CONTROLÁ-LA.

É presumida influência significativa quando a INVESTIDORA for titular de 20% (vinte


por cento) ou mais do capital votante da investida (AÇÕES ORDINÁRIAS), SEM
CONTROLÁ-LA.

ATENÇÃO!
Essa presunção, entretanto, admite prova em contrário! Uma empresa pode ter mais de 20% e
não ter influência significativa e ter menos de 20% e ter influência significativa.

A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma


ou mais das seguintes formas:

a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;

b) participação nos processos de elaboração de políticas , inclusive em decisões sobre


dividendos e outras distribuições;

c) operações materiais entre o investidor e a investida;

d) intercâmbio de diretores ou gerentes; ou

e) fornecimento de informação técnica essencial .

CÁLCULO DO MEP: APROFUNDANDO


O Método da Equivalência Patrimonial (MEP) consiste em reconhecer o resultado
auferido pela investida NA MEDIDA EM QUE OCORRE, e não apenas quando há
distribuição de dividendos.
Como calcular o Método da Equivalência Patrimonial?
Patrimônio líquido da investida x Percentual de participação da investidora.

CONTABILIZAÇÃO DO MEP – COMPLETA


...

CONTABILIZAÇÃO DOS DIVIDENDOS


...
IMPORTANTE
No método de custo, o valor do investimento não se altera em função dos lucros ou prejuízos
da investida. Só irá se alterar se houver indício de perda permanente. Os dividendos são
contabilizados como receita.

Já no Método da Equivalência Patrimonial, o resultado da investida (lucro ou prejuízo)


reflete-se no balanço e no resultado da Investidora.

AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTO EM COLIGADAS OU CONTROLADAS –


CONTABILIZAÇÃO – COM MAIS VALIA E GOODWILL.

O ÁGIO (valor pago a maior) na aquisição de investimentos em coligadas e controladas deve


ser classificado em duas parcelas:

1) Mais Valia dos ativos líquidos e


2) Goodwill.

A diferença (-) entre o VALOR JUSTO e o VALOR CONTÁBIL dos ativos líquidos é a
MAIS VALIA.

E a diferença (-) entre o VALOR PAGO e o VALOR JUSTO é o GOODWILL.

Um exemplo:
A Cia KZ adquiriu 100% da Empresa XYZ por R$ 100.000. O valor justo do ativo líquido
da XYZ é de R$ 80.000 e o valor contábil é de R$ 70.000.

Mais Valia: Valor justo dos ativos líquidos (-) valor contábil
Mais Valia: R$ 80.000 – R$ 70.000 = R$ 10.000,00

Goodwill: É a diferença entre o valor pago pelo investimento e o valor justo do ativo líquido:
Goodwill: R$ 100.000 - R$ 80.000 = R$ 20.000,00

(Goodwill Negativo = Compra Vantajosa).

Exemplo:

A Cia KZ adquiriu 100% da Empresa XYZ por R$ 78.000. O valor justo do ativo líquido
da XYZ é de R$ 80.000 e o valor contábil é de R$ 70.000.

Cálculo da Mais Valia: Valor justo dos ativos líquidos (-) valor contábil
Mais Valia: R$ 80.000 – R$ 70.000 = R$ 10.000

Cálculo do Goodwill: É a diferença entre o valor pago pelo investimento e o valor justo do ativo
líquido:
Goodwill: R$ 78.000 - R$ 80.000 = - R$ 2.000.

INVESTIMENTOS PERMANENTES SEGUNDO AS NORMAS INTERNACIONAIS

Devem ser avaliados pelo CUSTO ou MEP.

Pelo MEP quando se tratar de coligada, controlada, sociedade sob controle comum ou
sociedades do mesmo grupo. Os demais devem ser avaliados pelo método de custo.

MEP: Coligada – Controlada – sociedade sob controle comum – sociedade do mesmo


grupo.

Existe TRÊS métodos possíveis para a avaliação de investimentos permanentes:


1 – Método da equivalência patrimonial – (MEP);
2 – Método do valor justo (MVJ);
3 – Método do custo (MC).
IMOBILIZADO

Critérios de Avaliação do Ativo

No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:

I. os direitos classificados no IMOBILIZADO, PELO CUSTO DE AQUISIÇÃO,


deduzido/abatido/descontado do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização
ou exaustão;

A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada
PERIODICAMENTE nas contas de:

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto
bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou
obsolescência;

b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de


direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou
exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal
ou contratualmente limitado;

c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de


direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa
exploração.

A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores


registrados no imobilizado (bens com existência física) e no intangível (bens sem existência
física), a fim de que sejam:
I. registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper
os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não
poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou

II. revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica
estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.

Os itens do ATIVO IMOBILIZADO (bens com existência física) são MENSURADOS


inicialmente PELO SEU CUSTO, o qual inclui todos os custos necessários para colocá-lo
em condições de uso.

O reconhecimento dos custos no valor contábil de um item do ativo imobilizado cessa


quando o item está no local e nas condições operacionais pretendidas pela administração.

QUESTÃO PARA FIXAR O CONTEUDO:

(FGV/Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2014) Em 01/01/2011, uma entidade adquiriu móveis para


seu escritório no valor de R$ 50.000,00. Os móveis têm vida útil estimada em seis anos e, ao
final do sexto ano, a entidade pretende doá-los.

Na data, são estimados gastos de R$ 2.000,00 (a valor presente) com a remoção. O frete para a
entrega dos móveis é de R$ 500,00, e os custos de montagem, de R$ 400,00.

No entanto, no momento em que a entrega foi feita, o funcionário da loja arranhou a parede, e a
entidade incorreu em gastos de R$ 1.000,00 para pintá-la novamente. Como pedido de
desculpas, o funcionário não cobrou pela montagem dos móveis. O valor contábil dos móveis,
em 31/12/2013,
era de:
(A) R$ 25.250,00.
(B) R$ 26.250,00.
(C) R$ 26.950,00.
(D) R$ 26.450,00.
(E) R$ 23.750,00.

Comentários:

Cálculos para o imobilizado:

Valor da compra: 50.000,00


Gastos com remoção: 2.000,00
Frete: 500,00
Total 52.500,00

Os móveis têm vida útil de 6 anos. Em 31/12/2013, já terão 3 anos (foram comprados em
01.01.2011).

Assim, em 31.12.2013 os móveis já foram depreciados na metade do seu valor, e, portanto, o


valor contábil será:

52.500/6 = 8.750
8.750 x 3 = 26.250

Valor original 52.500,00


(-) Depreciação Acumulada (26.250,00)
= Valor contábil 26.250,00

A pintura da parede será contabilizada como despesa de conservação. E a montagem (que não
foi cobrada) não será contabilizada.

Gabarito – B

REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS

Em síntese, é requisito para o reconhecimento de um ativo que ele traga benefícios econômicos
futuros. Quando os benefícios econômicos futuros que esse ativo vai trazer são menores do que
o valor pelo qual ele está registrado na contabilidade, devemos, então, fazer a redução do valor
desse mesmo ativo.
Exemplo:
Máquina em operação/produção dela em um determinado tempo = 100 mil
Custo dessa mesma máquina nesse mesmo dia tempo = 150 mil
Deve-se reduzir esse valor para 100 mil. O ativo não pode ficar registrado por valores
superiores ao de recuperação

Uma questão da ESAF indagou o seguinte (item incorreto):


(ESAF/Especialista em Regulação/ANAC/2016) Todos os ativos estão sujeitos ao impairment
test (ou teste de recuperabilidade).

O teste de recuperabilidade tem como finalidade principal apresentar o valor real pelo qual um
ativo será realizado. Essa realização poderá ser feita tanto pela venda do bem, quanto pela sua
utilização nas atividades empresariais.

Dissemos que o ativo não pode ficar registrado por valores superiores ao de recuperação. A
recuperação dos valores de um ativo pode se dar se nós decidirmos vender esse ativo ou então
se produzirmos mercadorias e vendermos, por exemplo. Então, é só comparar o valor contábil
com o maior desses valores (esse será o chamado valor recuperável).

Para fins de identificação de um ativo que pode estar desvalorizado, devemos considerar seu
valor contábil excedente ao seu valor recuperável.

PASSOS DETALHADOS PARA O CÁLCULO DO VALOR RECUPERÁVEL

1) Encontramos o valor contábil na data em que será feita a comparação.

O VALOR CONTÁBIL será encontrado do seguinte modo:

a) Pegamos o valor de aquisição


b) Retiramos a depreciação, amortização, exaustão existentes
c) Subtraímos de (a) o valor de (b)

2) Encontramos o valor recuperável: MAIOR entre valor justo e valor em uso.

2.1) Valor justo líquido de despesa de venda: Encontramos o valor pelo qual o ativo poderia
ser vendido no mercado e retiramos as despesas de venda.

2.2) Valor em uso: Pegamos o valor que podemos obter com a venda de produtos oriundos
deste ativo, trazendo a valor presente (a questão dará uma taxa de desconto). Somamos a isso o
valor pelo qual podemos vender o ativo no final do período.

3) Comparamos o valor recuperável com o valor contábil:

3.1) Valor contábil MAIOR que valor recuperável: fazemos a redução do valor do ativo.
3.2) Valor contábil menor que valor recuperável: nada há que ser feito, PRINCÍPIO DA
PRUDÊNCIA.

QUESTÃO PARA FIXAR:


PERIODICIDADE DE REALIZAÇÃO DO IMPAIRMENT TEST ou TESTE DE
RECUPERABILIDADE

A entidade deve avaliar ao fim de cada período de reporte se há alguma indicação de que um
ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver alguma indicação, a entidade deve estimar
o valor recuperável do ativo.
ATENÇÃO:
três ativos que DEVEM SER AVALIADOS formalmente, ainda que não haja indícios de
perda. São eles:

Goodwill
Intangível com vida INdefinida
Intangível que ainda NÃO ESTÁ em uso.

ESSES SÃO ATIVOS QUE TÊM CARACTERÍSTICA COMUM DE NÃO SOFRER


AMORTIZAÇÃO. Isto é, os SEUS VALORES NÃO DIMINUEM COM O CURSO
DO TEMPO, como ocorre com os outros ativos que têm amortização, depreciação, exaustão,
etc.

ATENÇÃO!
INDEPENDENTEMENTE de existir, ou não, qualquer indicação de redução ao valor
recuperável, a entidade deve:

a) testar, no mínimo ANUALMENTE, a redução ao valor recuperável de um ativo


intangível com vida útil INdefinida ou de um ativo intangível ainda NÃO
DISPONÍVEL PARA USO. Esse teste pode ser executado a qualquer momento no
período de um ano, desde que seja executado, todo ano, no mesmo período. ATIVOS
INTANGÍVEIS DIFERENTES podem ter o valor recuperável testado em períodos
diferentes. Entretanto, se tais ativos intangíveis foram inicialmente reconhecidos
durante o ano corrente, devem ter a redução ao valor recuperável TESTADA
ANTES DO FIM DO ANO CORRENTE; e

b) testar, ANUALMENTE, o ÁGIO (valor adicional cobrado em operações


financeiras) pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) em combinação de
negócios.

(CESPE/Contabilidade/ANATEL/2014) Acerca dos ativos intangíveis e do teste de


impairment, julgue o item a seguir.

Caso determinado ativo intangível tenha vida útil finita delimitada com precisão, é dispensável
o teste de impairment.

Comentários:
Para os ativos intangíveis com vida útil definida, é dispensável o teste de recuperabilidade, caso
não haja indício de desvalorização.

Gabarito - Correto.
AMORTIZAÇÃO
A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada
periodicamente nas contas de:
AMORTIZAÇÃO, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de
direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício
de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente
limitado.

REGRA - A amortização refere-se geralmente aos itens classificados no Intangível.


EXCEÇÃO - Mas pode ocorrer também com itens do Imobilizado, como no caso de
Benfeitoria em Propriedades de Terceiros, que pode ser depreciada ou amortizada.

A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida útil. Um ATIVO INTANGÍVEL


COM VIDA ÚTIL DEFINIDA DEVE SER AMORTIZADO, enquanto a de um ativo
intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado.
A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso,
ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar da
maneira pretendida pela administração.
A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou
incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda.

Exemplo:
A empresa KLS adquiriu um ativo intangível, no valor de R$ 120.000,00, com valor residual de
R$30.000,00 e vida útil de 5 anos.
Calcule o valor da amortização mensal.

Valor amortizável: $ 120.000 - $ 30.000 = $ 90.000


Prazo: 5 anos = 60 meses
Amortização mensal: $90.000 / 60 meses = $ 1.500 por mês.

EXAUSTÃO
A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada
periodicamente nas contas de:

exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo
objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração.

ARRENDAMENTO MERCANTIL

DEVE SER CONTABILIZADO NO IMOBILIZADO OU NO INTANGÍVEL, conforme a


natureza do bem adquirido.

ARRENDAMENTO MERCANTIL OPERACIONAL - CONTABILIZAÇÃO NO


ARRENDATÁRIO
A contabilização, neste tipo de arrendamento, é feita apenas pela utilização do bem, por
competência. Não gera contabilização no ativo.

ARRENDAMENTO MERCANTIL FINANCEIRO - CONTABILIZAÇÃO NO


ARRENDATÁRIO

Nas operações de arrendamento mercantil financeiro (também chamada de leasing financeiro),


uma empresa “aluga” um determinado bem, pagando várias prestações e com a opção de
compra do bem ao final do contrato, geralmente por um valor pequeno.

Por exemplo:
Leasing de um veículo, com valor de R$ 30.000, a ser pago em 60 prestações de R$ 520, e com
opção de compra ao final do contrato por R$ 2.000.

D – Veículo (Ativo Imobilizado) 30.000


D – Juros a transcorrer (Retificadora do Passivo) 3.200
C – Leasing a pagar (Passivo) 33.200
[(520x60) + 2000]
Reconhecimento inicial: dos dois o menor
1) valor justo da propriedade arrendada, OU
2) valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil

INTANGÍVEL

Critérios de Avaliação do Ativo

No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:

os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da


respectiva conta de amortização.

Os direitos classificados no INTANGÍVEL são avaliados pelo CUSTO DE AQUISIÇÃO,


deduzido da amortização acumulada, e devem ser submetidos ao teste de
recuperabilidade.

Um intangível será reconhecido se, CUMULATIVAMENTE, atender aos seguintes critérios:

 Atender ao conceito de intangível, ou seja, ser não monetário, identificável e sem


substância física;
 Ser identificável, controlável e gerar benefícios futuros.

Existem duas fases para a geração de ativo intangível interno:


1) fase de pesquisa; e
2) fase de desenvolvimento.

Caso não seja possível diferenciar, na entidade, a fase de pesquisa da de desenvolvimento,


deveremos considerar todas as despesas como incorridas na fase de pesquisa.

FASE DE PESQUISA

NENHUM ATIVO INTANGÍVEL RESULTANTE DE PESQUISA (ou da fase de


pesquisa de projeto interno) DEVE SER RECONHECIDO. Os gastos com pesquisa (ou da
fase de pesquisa de projeto interno) devem ser reconhecidos como despesa quando
incorridos.
São exemplos de atividades de pesquisa:

a) atividades destinadas à obtenção de novo conhecimento;


b) busca de alternativas para materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas ou
serviços;
c) busca, avaliação e seleção final das aplicações dos resultados de pesquisa ou outros
conhecimentos; e
d) formulação, projeto, avaliação e seleção final de alternativas possíveis para materiais,
dispositivos, produtos, processos, sistemas ou serviços novos ou aperfeiçoados.

FASE DE DESENVOLVIMENTO

IMPORTANTE: NESTA FASE PODEMOS reconhecer um ativo intangível gerado


internamente, na fase de pesquisa não podemos!

ATENÇÃO:
Marcas, títulos de publicações, listas de clientes e outros itens similares, GERADOS
INTERNAMENTE, não devem ser reconhecidos como ativos intangíveis, uma vez que
NÃO podem ser separados dos custos relacionados ao desenvolvimento do negócio como um
todo.

VIDA ÚTIL

A entidade deve atribuir vida útil indefinida a um ativo intangível quando, com base na análise
de todos os fatores relevantes, não existe um limite previsível para o período durante o qual o
ativo deverá gerar fluxos de caixa líquidos positivos para a entidade.

EXEMPLO PARA FIXAR:


Assim, como a empresa pretende renovar o contrato por mais 15 anos, e o custo da
renovação é insignificante, o prazo de vida útil deve incluir o período de renovação,
totalizando 20 anos (5 do contrato original mais 15 anos de renovação).

Gabarito – D

Gabarito – Errado

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO PASSIVO


PROVISÕES, PASSIVO CONTINGENTE E ATIVO CONTINGENTE

Todos são extremamente cobrados em provas de concurso.

DEFINIÇÕES

CONCEITO DE PROVISÃO

PROVISÃO é um PASSIVO de prazo ou de valor incertos.

CONCEITO DE PASSIVO “NORMAL”

Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja


liquidação se espera que resulte em saída de recursos da entidade capazes de gerar
benefícios econômicos.

CONCEITO DE PASSIVO CONTINGENTE

No PASSIVO CONTINGENTE, a possibilidade de perda é POSSÍVEL, mas é mais para não


do que para sim. Os PASSIVOS CONTINGENTES NÃO SÃO CONTABILIZADOS.

Essa não contabilização se dá:

 Porque a saída de recursos é somente possível.


 Pois você não consegue estimar com confiabilidade o valor desta obrigação.

CONCEITO DE ATIVO CONTINGENTE

É um ATIVO POSSÍVEL que resulta de eventos passados e cuja existência será


confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não
totalmente sob controle da entidade.
Os ATIVOS CONTINGENTES NÃO SÃO CONTABILIZADOS.

OUTROS CONCEITOS IMPORTANTES PARA O ENTENDIMENTO DO CPC 25

VAMOS APRONFUDAR OS CONCEITOS


DIFERENÇAS ENTRE PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES:

PROVISÕES: SÃO RECONHECIDAS COMO PASSIVOS (presumindo-se que possa ser


feita uma estimativa confiável) porque são obrigações presentes e é provável que uma saída de
recursos que incorporam benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação.

PASSIVOS CONTINGENTES – NÃO SÃO RECONHECIDOS COMO PASSIVOS


porque são:

 obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não
uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam
benefícios econômicos, ou

 obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento (não é provável


que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para
liquidar a obrigação, OU não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável
do valor da obrigação).

ATENÇÃO:
Passivo contingente não é reconhecido, pois a saída de recursos é somente possível. Na
provisão, a saída de recursos é provável.
Há, portanto, uma diferença fundamental entre Provisão e Passivo Contingente: AS
PROVISÕES SÃO CONTABILIZADAS, e os PASSIVOS CONTINGENTES NÃO SÃO.

Os passivos contingentes não são contabilizados, pois:

1) Ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente;

2) Ou existe a obrigação presente, mas não é provável que seja necessária uma
saída de recursos para liquidá-la;

3) Ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da


obrigação.

RECONHECIMENTO DAS PROVISÕES

PASSIVO CONTINGENTE

A entidade não deve reconhecer um passivo contingente. Ou seja, o passivo contingente


não é contabilizado. Sua DIVULGAÇÃO SERÁ FEITA TÃO-SOMENTE EM NOTAS
EXPLICATIVAS.
Se essa possibilidade de saída de recursos for remota (automática), dispensada está a
entidade da divulgação em notas explicativas.

REAVALIAÇÃO A CADA EXERCÍCIO

As PROVISÕES devem ser reavaliadas em cada data de balanço e ajustadas para refletir a
melhor estimativa corrente. Se já não for mais provável que seja necessária uma saída de
recursos que incorporam benefícios econômicos futuros para liquidar a obrigação, a provisão
deve ser revertida.

ATIVO CONTINGENTE

ATIVOS CONTINGENTES NÃO SÃO RECONHECIDOS nas


demonstrações contábeis. Devem, sim, ser evidenciado em notas explicativas (informações
relevantes que serve para complementar uma outra informação).
Os ATIVOS CONTINGENTES surgem normalmente de evento não planejado ou de
outros não esperados que dão origem à possibilidade de entrada de benefícios econômicos
para a entidade.

ATENÇÃO:
Ativos contingentes surgem da possibilidade da entrada de benefícios econômicos não
esperados ou não planejados.
RESUMO CONTABILIDADE – AULA 07

ATIVO IMOBILIZADO

As bancas adoram este tema.

CONCEITO DE IMOBILIZADO SEGUNDO A LEI 6.404/76 E CPC 27

No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem.

No ATIVO, as CONTAS serão dispostas em ordem DECRESCENTE de grau de


liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:

 Ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,
imobilizado e intangível.

As contas serão classificadas do seguinte modo:


 no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados
à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa
finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os
benefícios, riscos e controle desses bens;

Ativo imobilizado é o item TANGÍVEL que:

(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para


aluguel a outros, ou para fins administrativos; e
(b) se espera utilizar por mais de um período.

Classificam-se no IMOBILIZADO direitos que tenham por objeto BENS CORPÓREOS


destinados à manutenção das atividades da companhia como, por exemplo, os terrenos,
edificações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos. Os bens incorpóreos
passam a ficar no intangível.

A regra é a classificação de bens de propriedade da companhia. BENS LOCADOS NÃO


SATISFAZEM o critério para serem classificados como ativo.

O LEASING, pode ser de dois tipos:

OPERACIONAL e FINANCEIRO.

A diferença de um e outro é -> o leasing transfere ou não os riscos e benefícios inerentes à


propriedade.

Se TRANSFERIR, será classificado como LEASING FINANCEIRO.


Se não, como leasing operacional.
LEASING FINANCEIRO

ATENÇÃO:
O leasing FINANCEIRO DEVE SER RECONHECIDO no balanço patrimonial
do ARRENDATÁRIO (inquilino/quem aluga ou mora na casa) COMO ATIVO!

LEASING OPERACIONAL

ATENÇÃO:
O leasing OPERACIONAL NÃO deve ser reconhecido no balanço patrimonial do
ARRENDATÁRIO como ativo!

CUSTO DE UM ATIVO IMOBILIZADO

RECONHECIMENTO INICIAL

Critérios de avaliação do ativo

No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:

Os direitos classificados no IMOBILIZADO, pelo CUSTO DE AQUISIÇÃO,


deduzido/diminuído/subtraído do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou
exaustão;

Os itens do ATIVO IMOBILIZADO são MENSURADOS inicialmente pelo seu CUSTO, o


INCLUI TODOS OS CUSTOS NECESSÁRIOS PARA COLOCÁ-
qual
LO EM CONDIÇÕES DE USO.
MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE

A DIMINUIÇÃO do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada
periodicamente nas contas de:

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto
bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou
obsolescência;

b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de


direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou
exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal
ou contratualmente limitado;

c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de


direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa
exploração.
27
GASTOS DE CAPITAL VS GASTOS DO PERÍODO

GASTOS DE CAPITAL: são os que IRÃO BENEFICIAR MAIS DE UM EXERCÍCIO


SOCIAL e devem ser adicionados ao valor do ativo imobilizado, desde que atendam às
condições de reconhecimento de um ativo.
Exemplo: custo de aquisição do bem, custo de instalação e montagem, etc. São gastos de
capital.

GASTOS DO PERÍODO (DESPESAS): são os que devem ser agregados às contas de


despesas do período, pois SÓ BENEFICIAM UM EXERCÍCIO e são necessários para
manter o imobilizado em condições de operar, NÃO LHE AUMENTANDO O VALOR.
Não é provável que esses gastos tenham o potencial de gerar benefícios econômicos futuros
para a entidade. Logo, não podem ser reconhecidos como ativo, mas sim como despesa.
Exemplo: manutenção e reparos, etc. São gastos do período.

O método atual é de dar baixa no valor contábil do item substituído e capitalizar


(contabilizar como ativo) o novo item.

ATIVO CONSTRUÍDO PELA EMPRESA

Basicamente, se a empresa produz ativos para vender, mas resolve utilizar um ou alguns como
imobilizado, a mensuração deve ser feita pelos mesmos princípios do ativo adquirido, isto
é, você irá capitalizar a mão de obra, gastos com seguro, materiais, honorários de engenheiros,
entre outros.

EXEMPLO:
Se o ativo construído pela empresa custou R$ 300.000,00, e é vendido por R$ 500.000,00, ele
NÃO DEVEMOS RECONHECER
ficará contabilizado por R$ 300.000,00, pois
LUCROS GERADOS INTERNAMENTE.

O custo de valores ANORMAIS de materiais, de mão-de- obra ou de outros recursos


desperdiçados incorridos na construção de um ativo NÃO É INCLUÍDO NO CUSTO DO
ATIVO.
QUALIFICÁVEL
ATIVO QUALIFICÁVEL

Os juros de empréstimos contratados para a construção ou aquisição de ativo qualificável


(ativo que demanda um tempo substancial para ficar pronto para o seu uso ou venda
pretendidos) devem ser capitalizados/ contabilizados como custo do ativo qualificado.

Após o ativo qualificável estar pronto para o uso, os juros do empréstimo vão para
despesa financeira.

CONTABILIZAÇÃO DA CAPITALIZAÇÃO DOS CUSTOS DOS EMPRÉSTIMOS

No caso de ativos não qualificáveis é feita a débito de despesa financeira e crédito do passivo:

OBS: a contabilização acima refere-se à situação em que o custo do empréstimo é tratado como
despesa financeira. Ou seja, quando não estamos diante de um ativo qualificável.

No caso dos ativos qualificáveis, para capitalizar os custos dos empréstimos, debitamos o
Ativo que está sendo adquirido ou construído:

D – Ativo qualificado em construção


C – Empréstimo a pagar (passivo)

DIVISÃO DO IMOBILIZADO

Pode ser dividido em dois grupos:


 Bens em operação: Aqueles que estão sendo utilizados pela sociedade em suas
atividades fins.
 Imobilizados em andamento: Aqueles que ainda não estão operando.

CONTEÚDO DAS CONTAS DO IMOBILIZADO

TERRENOS

Se o terreno for destinado à atividade fim, mas ainda não estiver pronto, será classificado como
imobilizado em andamento.

Se não estiver sendo utilizado nas atividades fim da empresa, deverá ir para o ativo não
circulante investimentos.

MÁQUINAS, APARELHOS E EQUIPAMENTOS

Conjunto de bens corpóreos utilizado no processo de produção da empresa.


EQUIPAMENTOS DE PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE
EQUIPAMENTOS DE PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS –
HARDWARE - E SISTEMAS APLICATIVOS – SOFTWARE

Os hardwares adquiridos pela empresa ficam registrados à conta do ativo imobilizado.

Se o software for identificável, separável e puder ser segregado e transacionado pela entidade,
reconheceremos então um intangível, hipótese em que será amortizado.

VEÍCULOS

Registram-se nessa conta veículos sob controle da empresa. Se os veículos forem utilizados
diretamente na produção, tal como empilhadeira, escavadeira, etc, poderão ser agrupados na
conta equipamentos.

IMOBILIZADO BIOLÓGICO

São os animais, plantas VIVAS, mantidos para produção.

BENFEITORIAS EM IMÓVEIS DE TERCEIROS

Cujo VALOR SERÁ REVERTIDO AO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL ao final do


contrato de locação, SÃO CLASSIFICADAS NO ATIVO IMOBILIZADO.
Se o prazo do contrato for maior que a vida útil da benfeitoria, devemos depreciar estas
benfeitorias.
IMOBILIZADOS EM ANDAMENTO

Construções em andamento, bens em uso na fase de implantação, importações em andamento de


bens.
Pegadinha que pode aparecer em provas é a conta adiantamento a fornecedores de
imobilizado, classificada no ativo imobilizado.

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DO ATIVO IMOBILIZADO

É classificado pelo CUSTO DE AQUISIÇÃO, subtraído da depreciação, amortização,


exaustão, e/ou, ainda, ajuste por redução ao valor recuperável.

DEPRECIAÇÃO

Quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a
desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.

ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO X DEPRECIAÇÃO ACUMULADA!

O encargo de depreciação representa a conta do exercício, refere-se à depreciação deste


período, conta esta que é zerada no encerramento do exercício social. É uma CONTA DE
DESPESA, fica no resultado do exercício.

A depreciação acumulada, por sua vez, é uma conta retificadora do ativo. Como o próprio
nome sugere, ela computa a soma da depreciação acumulada ano a ano ou mês a mês. Esta
conta só é baixada, zerada, com o fim da vida útil do bem, e sua baixa ou alienação.

INÍCIO DA DEPRECIAÇÃO

Se inicia quando o ativo está pronto para uso.

MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO – (é cobrado em provas)

Há vários métodos para se calcular a depreciação.


Os principais abordados em prova são.

MÉTODO DA LINHA RETA OU LINEAR OU MÉTODO DAS QUOTAS


CONSTANTES:

OBS.: Se nada disser a questão sobre um método específico, devemos utilizar o da linha reta.

EXEMPLO:
máquina com vida útil de 10 anos e valor depreciável de 100.000.
Depreciação anual = $ 100.000 / 10 anos = $ 10.000/ano.

ATENÇÃO!
Se a questão der no enunciado uma vida útil e disser o prazo que é aceito pelo fisco,
UTILIZE O PRAZO CONTÁBIL.

ESTIMATIVA CONTÁBIL VERSUS CRITÉRIO FISCAL

DEPRECIAÇÃO DE BENS USADOS

A depreciação seja calculada pelo MAIOR prazo entre:

1) Pelo tempo de vida útil restante;


2) Pela metade da vida útil do bem novo.

Exemplificando.

Se adquirimos duas máquinas usadas, a primeira com 1 ano de vida e a segunda com 6 anos.

Máquina 1: Vida útil restante: 10 anos – 1 ano = 9 anos


Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos

Devemos usar o maior dos dois prazos, portanto a máquina será depreciada em 9 anos, o que
resultará um menor valor de depreciação.

Máquina 2: Vida útil restante: 10 anos – 6 anos = 4 anos


Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos

Neste caso, a máquina será depreciada em 5 anos.


DEPRECIAÇÃO NO PRONUNCIAMENTO CPC 27 – ATIVO IMOBILIZADO

Um item do ativo imobilizado com custo significativo em relação ao custo total do item deve
ser depreciado separadamente.

Por exemplo: a empresa pode depreciar uma aeronave em 10 anos e depreciar os motores da
aeronave em 5 anos.

Por exemplo: Uma empresa compra uma aeronave pelo valor total de $ 1.200.000. O custo do
motor (já incluído nesse total) é de $200.000. O motor tem vida útil de 5 anos, e o restante do
conjunto do avião tem vida útil de 10 anos, sem valor residual.

A depreciação anual fica assim:

Motor: 200.000 / 5 anos = 40.000 por ano


Avião (sem o motor): 1.000.000 / 10 anos = 100.000
Contabilização da depreciação:

D – Despesa de depreciação (resultado) 140.000


C – Depreciação acumulada – Motor 40.000
C – Depreciação acumulada – avião 100.000

ALTERAÇÃO DA VIDA ÚTIL DO IMOBILIZADO

O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida
útil estimada.

O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao final de cada
exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser
contabilizada como mudança de estimativa contábil, isto implica produzir efeitos
prospectivos.

VALOR RESIDUAL > VALOR CONTÁBIL

A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o seu valor contábil,
desde que o valor residual do ativo não exceda o seu valor contábil. A reparação e a
manutenção de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-lo.

O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu valor residual. Na prática,
o valor residual de um ativo frequentemente não é significativo e por isso imaterial para o
cálculo do valor depreciável.

O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de depreciação será zero enquanto o
valor residual subsequente for igual ou superior ao seu valor contábil.

Explicação.
Inicialmente o ativo é reconhecido pelo seu valor de aquisição. Subtraímos o valor residual
(valor de um ativo que sofre depreciação, ao final de sua vida útil) e encontramos o valor
depreciável.

Quando retiramos a depreciação anualmente, encontramos o que chamamos de valor contábil.

Pode acontecer muitas vezes de o valor justo (valor de mercado) ser superior ao valor contábil.
A depreciação é reconhecida mesmo se o valor justo exceder o valor contábil.

Todavia, como o valor residual pode aumentar, se ele exceder o valor contábil, então devemos
suspender a depreciação até que essa situação se inverta. O valor da depreciação será zero.

Se o valor justo for menor do que o valor contábil estamos diante de uma hipótese de ajuste
ao valor recuperável de ativos.

Fica assim:

ATENÇÃO: um veículo geralmente tem valor residual. Contudo, máquinas de produção não. A
empresa usa e depois desmancha, para não criar ou não fortalecer a concorrência.

REPARO E CONSERVAÇÃO DE BENS E SUBSTITUIÇÃO DE PEÇAS

Entre tais precauções, vários são os gastos realizados, tal como gastos com reparos, substituição
de peças, reposição, revisão.

GASTOS COM LIMPEZA, MANUTENÇÃO DO BEM, CONSERVAÇÃO

Gastos desta natureza são considerados, em regra, como despesa operacional no exercício em
que ocorrerem.

Materiais de consumo como (óleo, graxas, ferramentas e peças de pouca duração) devem ser
classificadas no ativo circulante. À medida que a empresa utilize ou consuma, apropriará tais
valores ao resultado ou custo do produto.

AMORTIZAÇÃO

A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada
periodicamente nas contas de:
 amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de
direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou
exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal
ou contratualmente limitado.

A amortização refere-se geralmente aos itens classificados no Intangível. Mas pode ocorrer
também com itens do Imobilizado, como no caso de Benfeitoria em Propriedades de Terceiros,
que pode ser depreciada ou amortizada.

A amortização baseia-se na vida útil do Intangível.

Ativo Intangível - define vida útil como o período de tempo no qual a entidade espera utilizar
um ativo; ou o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade
espera obter pela utilização do ativo.

Se o item a ser amortizado tiver um valor residual, o mesmo deve ser abatido do valor que será
amortizado.

EXAUSTÃO

CONCEITOS DA LEI 6.404/76 E CÁLCULO DA DEPRECIAÇÃO

A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada
periodicamente nas contas de:

 exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de


direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa
exploração.

Normalmente, a exaustão é calculada com base na possança (quantidade efetivamente explorada


no ano) do recurso mineral ou florestal. Mas, se o prazo de exploração for insuficiente para
esgotar os recursos, a exaustão deve ser calculada em função do prazo de concessão.

EXAUSTÃO DE BENS APLICADOS NA EXPLORAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS


E FLORESTAIS
Os BENS TANGÍVEIS usados na exploração dos recursos minerais e florestais SOFREM
DEPRECIAÇÃO.

CLASSIFICAÇÃO:

RECURSOS DE PROPRIEDADE DA EMPRESA X DIREITOS DE EXPLORAÇÃO EM


PROPRIEDADES DE TERCEIROS

As jazidas inesgotáveis ou de exaurimento indeterminável, como as de água mineral, não


sofrem exaustão.

Quando a EMPRESA ADQUIRE a PROPRIEDADE da mina, FICA


CLASSIFICADO NO IMOBILIZADO.

Quando adquire os DIREITOS DE EXPLORAÇÃO, fica no Intangível.

O contrato que estabelece os direitos da entidade sobre o uso do ativo intangível pode
especificar o uso do ativo intangível pela entidade como número predeterminado de anos (ou
seja, tempo), como número de unidades produzidas ou como montante total fixo da receita a ser
gerada. A identificação do fator limitante predominante pode servir de ponto de partida para a
identificação da base adequada da amortização .
(CESPE/Agente PF/2009) Suponha que uma empresa mineradora tenha adquirido os direitos
de exploração de uma mina por R$ 5 milhões, por meio de um contrato com cinco anos de
vigência. Nesse caso, após dois anos de exploração, se tiverem sido extraídos 30% da possança
da mina, o referido ativo, classificado no imobilizado, deverá estar avaliado no balanço da
empresa por R$ 3 milhões.

Comentário:
A classificação correta é no Intangível, assim já podemos marcar a questão como ERRADA.
Porque, quando a empresa adquire o direito de exploração, fica no INTANGÍVEL. Já quando
a empresa adquire a PROPRIEDADE, fica no IMOBILIZADO.

RECURSOS FLORESTAIS PRÓPRIOS

Podemos ter recursos renováveis (exemplo: uma plantação de café, que tem uma nova safra a
cada ano – ou seja aqui o produto se renova no seu tempo) ou exauríveis (exemplo: uma
plantação de arvores para corte, para extrair a madeira – cortou, extraiu, acabou, exaustou).

DIREITOS DE EXPLORAÇÃO DE FLORESTA

Temos as seguintes situações:

 Contrato INDETERMINADO: haverá EXAUSTÃO.

 Prazo DETERMINADO, MAIOR que a previsão para esgotar o recurso:


EXAUSTÃO.
 Prazo DETERMINADO, menor que o tempo previsto para esgotar o recurso:
AMORTIZAÇÃO (nesse caso, o tempo é o fator limitante, pois o contrato termina
antes de esgotar os recursos naturais).

(CESPE/MPOG/Contabilidade/2015) Julgue o item seguinte, relativo ao conceito e à forma


de avaliação de itens patrimoniais.

O conceito de depreciação implica o reconhecimento de perda de valor nos ativos fixos


tangíveis, em decorrência do uso, da desatualização, ou da obsolescência, e se constitui em
despesa para recuperar, de forma gradual, o dispêndio inicial, ainda que não exija desembolso
nem pagamento.

GABARITO - CERTO

Vejamos a contabilização da depreciação:

D – Despesa de Depreciação
C – Depreciação Acumulada.
Percebemos que há o reconhecimento da despesa de depreciação, mas não saída de caixa para o
seu reconhecimento. A evidenciação da depreciação acumulada no balanço patrimonial é
importante, pois temos a informação do custo histórico do ativo e como está o reconhecimento
da perda de seu valor contábil ao longo do tempo.

(CESPE/Analista Contábil/CNJ/2013) Uma entidade não deve reconhecer os custos da


manutenção periódica de um item do ativo imobilizado no valor contábil desse item. Pelo
contrário, quando incorridos, esses custos são reconhecidos no resultado quando incorridos.
Comentários

Gastos com limpeza, manutenção e conversão são considerados, em regra, como DESPESA
OPERACIONAL no exercício em que ocorrerem.

Gabarito - Correto.

(CESPE/Analista/Contabilidade/CNJ/2013) Atualmente, o reconhecimento dos custos no


valor contábil de um item do ativo imobilizado cessa quando o item está no local e nas
condições operacionais pretendidas pela administração. Entretanto, os custos incorridos no uso,
na transferência ou na reinstalação de um item são incluídos no seu valor contábil, como, por
exemplo, os custos de realocação ou reorganização de parte das operações da entidade.

Comentários

Os custos incorridos no uso ou na transferência ou reinstalação de um item NÃO SÃO


INCLUÍDOS NO SEU VALOR CONTÁBIL.

VALOR CONTÁBIL - é a quantia pela qual um ativo ou passivo está registrado na contabilidade
da empresa.

Gabarito - Errado.

(CESPE/Contabilidade/CADE/2014) Com relação a conceituação, classificação e conteúdos


do ativo, julgue o item que se segue, de acordo com a legislação vigente.

O ativo imobilizado pode, eventualmente, incluir bens incorpóreos.

Comentários

As contas serão classificadas do seguinte modo:

No ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade,
inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e
controle desses bens.

Gabarito - Errado.

(CESPE/Contador/PF/2014) O valor contábil de um ativo imobilizado é o valor pelo qual ele é


reconhecido na contabilidade, sendo deduzido da depreciação acumulada e da perda, também
acumulada, por redução ao valor recuperável.

Comentários:
Valor contábil é o valor pelo qual um ativo é reconhecido após a dedução da depreciação e da
perda por redução ao valor recuperável acumuladas.
Gabarito - Correto.
(CESPE/Contabilidade/ANTT/2014) Um bem adquirido por meio de um contrato de leasing
operacional deverá ser imediatamente registrado, pela empresa arrendatária, como ativo
imobilizado e, assim, passará a ser depreciado.

Comentários:

O leasing, basicamente, pode ser de dois tipos: operacional e financeiro.

Diferença entre um e outro:

O leasing transfere ou não os riscos e benefícios inerentes à propriedade.

Se transferir, será classificado como leasing financeiro. Se não, como leasing operacional.

Grave-se! O bem objeto de leasing financeiro deve ser reconhecido no balanço patrimonial
do arrendatário como ativo!

Grave-se! O bem objeto de leasing operacional não deve ser reconhecido no balanço
patrimonial do arrendatário como ativo!

Gabarito – Errado.

OBS.: a questão acima é fácil, contudo, carece de treino para não esquecer como resolver.
(CESPE/Analista Judiciário/TJ-CE/2014) Em determinadas situações, a depreciação de
ativos imobilizados não é reconhecida no resultado, podendo ser incluída no custo de outros
ativos.

Comentários:
Como acabamos de dizer, é o caso da depreciação dos bens da produção.
Gabarito - Correto.

(CESPE/Consultor Legislativo/CD/2014) Os bens tangíveis sofrem depreciação a partir do


momento em que são postos em condições de uso, processo esse que cessa quando esses bens
são retirados definitivamente de uso ou quando sua obsolescência é constatada.

Comentários:
A depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso normal, a não ser
que o ativo esteja totalmente depreciado. No entanto, de acordo com os métodos de depreciação
pelo uso, a despesa de depreciação pode ser zero enquanto não houver produção.

Gabarito – Errado

(CESPE/Analista/MPU/2015) A redução do valor residual de um ativo imobilizado


proporcionará aumento da cota de depreciação mensal desse ativo, caso sua vida útil seja
mantida inalterada.

Comentários:
Caso sua vida útil realmente seja mantida inalterada, sim.
Imagine que um ativo imobilizado tem um valor de 100.000

com o valor residual de 20.000

e a vida útil de 10 anos.

100.000 - 20.000 = 80.000/10 = 8.000 ao ano.

mas, o valor residual diminuiu para 10.000.

Logo,

10.000 - 10.000 = 90.000/10 = 9.000 ao ano.

Veja que, como diz a questão, a redução do valor residual de um ativo imobilizado
proporcionará aumento (antes 8.000 e agora 9.000) da cota de depreciação mensal desse
ativo, caso sua vida útil seja mantida inalterada.

Gabarito - Correto.

(CESPE/Analista/Área 2/ANP/2013) Os ativos com valor residual maior que zero estão
sujeitos à redução do seu valor depreciável. Isso faz que o valor contábil desses ativos, ao final
de sua vida útil, represente os benefícios econômicos futuros que a venda desses bens ainda será
capaz de proporcionar à empresa que detém o seu controle.
Comentários
O valor residual é o valor de um ativo ao final de sua vida útil.

Ex.: Um carro com vida útil de 5 anos, seu valor residual será o valor esperado da venda do
carro ao final dos 5 anos.

Para calcular a depreciação, retira-se o valor residual.


Valor Estimado de venda no final de sua vida útil - despesas estimadas de vendas = Valor
Residual.
VALOR RESIDUAL - é o montante líquido que a entidade espera, com razoável
segurança, obter por um ativo no fim de sua vida útil, deduzidos os custos
esperados para sua venda.

Gabarito - Correto.

(CESPE/Analista/Área 2/ANP/2013) Comparativamente aos métodos dos saldos decrescentes


e das unidades produzidas, o método linear resulta em despesas de depreciação inconstantes ao
longo da vida útil do ativo, refletindo um padrão instável do consumo dos benefícios
econômicos futuros esperados incorporados no ativo.

Comentários

- A DEPRECIAÇÃO PELO MÉTODO LINEAR resulta em despesa constante AO


LONGO DA VIDA ÚTIL
- DO ATIVO, caso o seu valor residual não se altere.
- O método dos saldos decrescentes resulta em despesa decrescente durante a vida útil.
- O método de unidades produzidas resulta em despesa baseada no uso ou produção esperados.

RESUMO CONTABILIDADE – AULA 08

ATENÇÃO:
A conta DUPLICATAS DESCONTADAS hoje É UMA CONTA DO PASSIVO
EXIGÍVEL. Antigamente, o entendimento é que ela fazia parte das contas retificadoras
do ativo. Os encargos financeiros, retifica a conta duplicatas descontadas.
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS: APROPRIAÇÃO, PRINCIPAL,
JUROS TRANSCORRIDOS E A TRANSCORRER.

Empréstimos recebidos de terceiros. O primeiro aspecto é que a contabilização se dá


com o recebimento dos recursos pela empresa.

Os encargos financeiros têm como contrapartida conta de despesa (devem ir para o


custo do ativo e não para o resultado), exceto no caso de ativos qualificáveis. Ativos
qualificáveis são aqueles que demandam substancial tempo para ficarem prontos.

QUESTÃO EXEMPLO - PARA FIXAR MELHOR O ASSUNTO:


VARIAÇÕES MONETÁRIAS

A VARIAÇÃO MONETÁRIA NÃO deve ser tratada como encargo financeiro.

Há que se ressaltar ainda que o registro é feito diretamente à conta que registra o valor
do empréstimo. Não há necessidade de se separar em subgrupos, tal como fazemos
com os encargos.

DESPESAS E RECEITAS FINANCEIRAS

A conta JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO. Embora figure com o nome de


juros, esta conta NÃO É uma despesa financeira, mas, sim, destinação do lucro,
como forma de remuneração do capital dos sócios.

Principais contas de RECEITAS financeiras:

1. Descontos obtidos: Provenientes de pagamentos antecipados de duplicatas.

2. Juros ativos, juros recebidos, juros auferidos: São os juros que a empresa
obtém de seus clientes, como remuneração de seu capital, que está sendo
utilizado por terceiros ou atraso de pagamentos nas obrigações com a empresa.

3. RECEITAS sobre outros investimentos temporários: Registra as receitas


obtidas em investimentos como, por exemplo, letra de câmbio.

4. Aluguéis ativos: Representa os aluguéis devidos à empresa.

Principais contas de DESPESAS financeiras:


1. Juros passivos, juros de empréstimos: representam os juros devidos em
operações com terceiros.

2. Descontos concedidos, desconto financeiro, desconto condicional concedido.

3. Comissões passivas e despesas bancárias: São despesas cobradas pelos bancos


e instituições financeiras, sejam em operações de desconto, seja em concessões
de crédito.

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

O JSCP (juros sobre capital próprio) deve ser contabilizado como destinação do lucro,
diretamente na conta lucros acumulado, SEM TRANSITAR PELO RESULTADO
DO EXERCÍCIO DRE.
Para efeito do Imposto de Renda, O JSCP DEVE SER CONTABILIZADO COMO
DESPESA FINANCEIRA, para que possa ser dedutível.

ATENÇÃO!
Portanto, para o CPC, a história de tratar o JSCP como despesa financeira, com
consequente reversão, não vale mais para provas de contabilidade para concursos!
Agora, os juros sobre capital próprio têm o mesmo tratamento que possuem os
dividendos.

DEPÓSITOS JUDICIAIS

É uma conta do ativo!

DESPESAS ANTECIPADAS E RECEITAS ANTECIPADAS

Elas não são reconhecidas como receitas ou despesas tão logo recebidas, mas tão-
somente quando o período a que elas se referem chegar.

FOLHA DE PAGAMENTOS: ELABORAÇÃO E CONTABILIZAÇÃO

Os salários são registrados como despesa da empresa.


VALOR DA FOLHA DE PAGAMENTOS

O CUSTO DA MÃO DE OBRA DEVE INCLUIR TODOS OS ENCARGOS


SOCIAIS, a provisão de férias e a provisão de décimo terceiro salário.
A questão pode indicar apenas alguns encargos. Devemos sempre seguir as instruções
da questão.

ENCARGOS SOCIAIS
Os principais encargos são o INSS e o FGTS.

INSS: Há dois tipos de recolhimentos que as empresas realizam:


INSS RETIDO DO FUNCIONÁRIO

O INSS dos funcionários NÃO É DESPESA para a empresa; e também não afeta o
valor das despesas de salários (a empresa apenas desconta e repassa, nada mais).

INSS PATRONAL

Constitui um ENCARGO (DESPESA) DA EMPRESA, que deve recolher 20% do


valor da folha salarial ao INSS.

FGTS

É encargo da empresa. Corresponde a 8% do valor do salário.

PROVISÃO PARA PAGAMENTO DE FÉRIAS


Obs.: este assunto é raro cair em provas.

A provisão de férias é dedutível para efeito de Imposto de Renda, e deve ser calculada
individualmente para cada funcionário.

Após 12 meses de trabalho, o funcionário terá direito a férias na seguinte proporção:

Até 5 faltas => 30 dias corridos


De 6 a 14 faltas => 24 dias corridos
De 15 a 23 faltas => 18 dias corridos
De 24 a 32 faltas => 12 dias corridos
Acima de 32 faltas => perde o direito às férias.

PROVISÃO PARA PAGAMENTO DE 13º SALÁRIO

A provisão para 13º é contabilizada como custo, para os funcionários da produção; e


como despesa, para os outros funcionários.

APLICAÇÕES FINANCEIRAS

...

Encargos financeiros são a soma das despesas financeiras, dos custos de transação,
prêmios, descontos, ágios, deságios e assemelhados, a qual representa a diferença entre
os valores recebidos e os valores pagos (ou a pagar) a terceiros.

OPERAÇÕES COM MERCADORIAS

OBS.: este assunto é recorrente em provas!


RESULTADO BRUTO COM MERCADORIAS ou resultado com mercadorias

Equivale ao lucro bruto na Demonstração do Resultado.

CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS (CMV)

AVALIAÇÃO DO ESTOQUE

O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de


transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua
condição e localização atuais.

Custos de aquisição
Compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os
recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e
outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços.
Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na
determinação do custo de aquisição.

Os tributos recuperáveis são:

1. Matéria prima: IPI, ICMS, PIS e Cofins (os dois últimos na


modalidade não cumulativa)

2. Mercadorias para revenda: ICMS, PIS e Cofins (os dois últimos


na modalidade não cumulativa)

DEVOLUÇÕES

A nota fiscal de devolução deve ser um espelho da nota fiscal de venda, incluindo
todos os itens que nela aparecem.
ATENÇÃO! Por que o ICMS não foi somado no valor total da nota? O ICMS é um
tributo por dentro. Portanto, ele já está incluso nos R$ 1.000,00. Diferentemente do IPI,
que é um tributo por fora. Ele deve ser somado ao preço da mercadoria.

Como foram os cálculos:

200 – 40(20%) = 160


160 + 20 = 180
28,80 - Não entra porque já está incluso do valor total da nota, 200,00, (ou seja, é um
desconto por dentro).

DESCONTOS COMERCIAIS OU INCONDICIONAIS

ABATIMENTO

Ocorre num momento POSTERIOR à compra.


Por exemplo, uma loja fecha um pedido de cadeiras por 100 reais a unidade e, quando
recebe a mercadoria, a cor está diferente do que foi pedido. Nesse caso, o vendedor
pode conceder um abatimento para que a mercadoria não seja devolvida. Digamos, um
abatimento de 3 reais por unidade. Nesse caso, a Nota Fiscal é emitida por 100 reais a
unidade, mas deverá entrar para o estoque apenas 97 reais (sem considerar impostos ou
outros custos).

FRETE

O custo do transporte INTEGRA o preço da mercadoria, QUANDO O VALOR


FOR PAGO PELO COMPRADOR. Se a despesa for por conta e risco do
vendedor, então não há ônus para o comprador.

TRIBUTOS RECUPERÁVEIS

São os tributos não cumulativos, ou seja, a empresa pode se creditar do imposto


cobrado nas operações anteriores. Compreendem o IPI, o ICMS, o PIS e o COFINS.

IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados: É um imposto “por fora”, o que


significa que não está incluído no preço do produto. Portanto, DEVE SER
ACRESCENTADO AO PREÇO. Normalmente, a questão informa qual a alíquota que
deve ser considerada ou o valor do IPI. Então, portanto, a questão vai dizer: o preço de
venda foi R$ 100,00 e o IPI tem alíquota de 10%. O total será de R$ 110,00,
correspondente ao preço da mercadoria + IPI, que é por fora.

ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços;

PIS – Programa de Integração Social;

COFINS – Contribuição para a Seguridade Social;


IMPOSTO POR DENTRO E POR FORA

Estoque matéria prima => É um ATIVO e, ativo aumenta a Débito;


ICMS a Recuperar => Aumenta o ATIVO a Débito;
IPI a Recuperar => Aumenta o ATIVO a Débito;
FORNECEDORES => DIMINUI o meu ativo, SAI DINHEIRO DO CAIXA, ou seja, é um
PASSIVO e, este aumenta a CRÉDITO.
Atentar para a seguinte “pegadinha”: se a questão mencionar o “valor da nota fiscal”
ou o “valor pago”, este já inclui o IPI.

Contabilização do ICMS.

A empresa KLS comprou mercadorias, no valor de R$ 10.000,00, as quais foram


revendidas por R$ 15.000. Nas operações de compra e venda, incidiu ICMS à alíquota
de 18%. As operações foram realizadas a vista.
Determine o valor do ICMS a Recolher e apure o lucro bruto.

Comentários:

ICMS sobre as compras: 10.000 x 18% = 1.800


ICMS sobre as vendas: 15.000 x 18% = 2.700

Contabilização da compra da mercadoria:

D – Estoque (Ativo) 8.200


D – ICMS a recuperar (Ativo) 1.800
C – Caixa/bancos (Ativo) 10.000

Contabilização da venda:

Baixa do estoque:
D – Custo da mercadoria vendida (resultado) 8.200
C – Estoque (Ativo) 8.200

Reconhecimento da Receita:

D – Caixa/bancos (Ativo) 15.000


C – Receita de Vendas (Resultado) 15.000

Contabilização do ICMS sobre as vendas:

D – Despesa com ICMS (Resultado) 2.700


C – ICMS a Recolher (Passivo) 2.700

Cálculo do ICMS a recolher: devemos confrontar o saldo das duas contas de ICMS (a
recuperar x a recolher). Se a conta ICMS a recuperar for maior, o saldo passa para o
próximo mês. Se a conta ICMS a recolher for maior, a empresa deve recolher a
diferença entre as contas. Para isso, vamos transferir o saldo do ativo (ICMS a
recuperar) para o passivo (ICMS a recolher).

D – ICMS a recolher (passivo) 1.800


C – ICMS a recuperar (Ativo) 1.800

Após esse lançamento, a conta ICMS a recuperar fica com saldo zero, e a conta ICMS a
Recolher fica com saldo de $2.700 - $1.800 = $900.

Pelo recolhimento:

D – ICMS a Recolher 900


C – Caixa/bancos 900
O imposto destacado nas operações anteriores é abatido do valor a recolher.

Apuração do Lucro Bruto:

Receita de vendas bruta 15.000


(-) ICMS sobre vendas (2.700)
Receita líquida 12.300
(-) CMV (8.200)
Lucro Bruto 4.100

OBS.: As bancas costumam cobrar apenas ICMS e IPI, nas questões sobre compra
de matéria-prima e/ou mercadorias.

COMPRA DE MATÉRIA PRIMA


Nesse caso, POR SE TRATAR DE MATÉRIA-PRIMA, DESTINADA À
PRODUÇÃO, O IPI É RECUPERÁVEL.
O valor do estoque é:

110.000 – 10.000(IPI) – 18.000 – 1.650 -7.600 = 72.750

COMPRA DE ATIVO IMOBILIZADO

ATENÇÃO!
 Se a mercadoria foi comprada para INDUSTRIALIZAÇÃO ou
COMERCIALIZAÇÃO: NÃO INCLUI o IPI na BC (base de cálculo) do
ICMS.
 Se a mercadorias foi comprada para CONSUMO/IMOBILIZADO: INCLUI o
IPI na BC do ICMS.

COMPRA DE MERCADORIA POR EMPRESA COMERCIAL (AQUISIÇÃO


DE INDÚSTRIA)

Neste caso, o IPI não é recuperável. Pois, estamos comprando mercadoria de uma
indústria para revender. Como se trata de mercadoria destinada à
comercialização, o IPI não entra na base de cálculo do ICMS.

Ou seja, o ICMS ficara com o Preço da Matéria Prima (sem IPI e com ICMS) 100.000,
contudo, será acrescido dos demais, PIS/Cofins.
EX.: ICMS (100.000 x 18%) 18.000
PIS (110.000 x 1,65%) 1.815
COFINS (110.000 x 7,6 %) 8.360

Valor da Nota Fiscal: 100.000 + IPI 10.000 = 110.000

Nesse caso, o IPI não é recuperável. O ICMS e o PIS/COFINS sim.

OBS.: esse comando quem vai estabelecer será a QUESTÃO.

COMPRA DE MERCADORIA POR EMPRESA COMERCIAL (AQUISIÇÃO


DE EMPRESA COMERCIAL)

QUADRO RESUMO – TRIBUTOS

CONTROLE DE ESTOQUE

Pode ser feito através do inventário permanente ou do inventário periódico.

INVENTÁRIO PERIÓDICO:

Os estoques são avaliados na data do balanço, através do inventário físico. Não há


lançamento operação por operação. A empresa não faz registro a cada compra ou a cada
venda na conta estoques.

No sistema de inventário periódico, usamos a Conta Mista Mercadorias.


EXEMPLO:
Custo Mercadoria Vendida: Estoque inicial (pode ser qualquer valor que já existia
antes no caixa/estoque) + compras – estoque final

CMV = 1.000 + 15.000 – 2.000


CMV = 14.000

Vendas 25.000
(-) CMV (14.000)
(=) Resultado com mercadorias (Lucro Bruto) 11.000
OBS.: veja que o custo da mercadoria vendida somente será conhecido ao final do
período.

ATENÇÃO: O valor das compras é conhecido no início do período.

INVENTÁRIO PERMANENTE

Nesse caso, a empresa controla o estoque de forma contínua, dando baixa em cada
operação de venda.

PEPS, UEPS E PREÇO MÉDIO

PEPS – PRIMEIRO QUE ENTRA PRIMEIRO QUE SAI


Também conhecido pela sigla em inglês FIFO (First in first out).

EXEMPLO PARA ENTENDER MELHOR O MODO PEPS:

Vamos supor que determinada empresa, tendo iniciado o ano com estoque zero, efetuou
duas compras do produto X: a primeira de 10 unidades, com custo unitário de R$10, e
a segunda de 20 unidades, com custo unitário de R$12.

Em seguida, a empresa efetuou a venda de 15 unidades do produto X, por 20 reais a


unidade.

1ª compra: 10 unidades a 10 reais = R$ 100


2ª compra: 20 unidades a 12 reais = R$ 240
Venda de 15 unidades X R$ 20 = R$ 300 (receita de venda) (10und x 20$ = $200 e
5und x 20$ = $100 –> total $300)

Usando o PEPS, valorizamos as unidades vendidas usando o custo das unidades que
entraram primeiro no estoque, ou seja, 10 unidades a R$ 10.

Custo das 15 unidades:


10 unidades a 10 reais = $ 100
5 unidades a 12 reais = $ 60

UEPS – ÚLTIMO QUE ENTRA PRIMEIRO QUE SAI


Conhecido pela sigla em inglês LIFO (Last In First Out).

OBS.: tomando como exemplo o caso acima, as primeiras unidades a saírem do estoque
serão as de $12, pois estas foram as últimas unidades compradas.
OBS.: proibido usar esse modo.

CUSTO MÉDIO

Para calcular o custo médio, podemos usar a média ponderada fixa ou a média
ponderada móvel.

Usamos o custo médio do estoque, para calcular o custo das vendas.

Retomando o exemplo acima, temos:

1ª compra: 10 unidades a 10 reais = R$ 100


2ª compra: 20 unidades a 12 reais = R$ 240

Custo médio: R$ 340 / 30 unidades = R$ 11,3333 por unidade.

CUSTO ESPECÍFICO

Suponha que uma agência de automóveis possua 10 unidades de um determinado


modelo em estoque. Três foram comprados há 6 meses, por R$ 20.000,00. Seis foram
comprados na última semana, por R$ 22.000,00. O último é um carro usado, que foi
aceito como parte de pagamento de um veículo novo, pelo custo de R$ 12.000,00.

A empresa pode atribuir o custo específico de cada item vendido.


PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS (PDD)

O nome tecnicamente mais correto seria PERDAS ESTIMADAS COM


DEVEDORES DUVIDOSOS, ou, se formos mais rigorosos, PERDAS ESTIMADAS
COM CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA.

Esta conta é RETIFICADORA (reduz, diminui) da CONTA


CLIENTES/DUPLICATAS A RECEBER.

Método da complementação:
Complementa o valor que faltar no próximo exercício.

Método da reversão:
Havendo sobra no período, revertemos todo o montante, constituindo nova
provisão no exercício subsequente.
Letras A – C - D - E, são DESPESAS, exceto a alternativa A.
Baseado no método do Custo Específico, a empresa pode vender qualquer um dos
veículos em estoque.

Na questão, o examinador afirma que foram vendidos três veículos, sendo que um dos
veículos vendido foi aquele adquirido em janeiro (custo de R$ 40.000) e, por
consequência, os outros dois foram os que estavam no saldo inicial (2x R$ 50.000 = R$
100.000). Com isso, já podemos calcular o CMV = 40.000 + 100.000 = R$ 140.000 e
descartamos a alternativa “E”.
Pois, com essa combinação de vendas citada acima, vê-se que o valor é menor do que o
informado na alternativa E. Nesse caso, a empresa pode atribuir o custo específico de
cada item vendido.

O lucro bruto auferido pela concessionária foi superior a 19% da receita líquida de
vendas. O lucro bruto é obtido pela expressão = Receita líquida de Venda – CMV = R$
180.000 - 140.000 = 40.000. Assim sendo, 40.000/180.000=0,22(22%) ou 4/18 =
0,22%.
Quando o devedor usa as ditas GARANTIAS REAIS, hipoteca penhor, por exemplo,
ele coloca seu próprio patrimônio como garantia de pagamento.

Assim, somente inadimplências já existentes, atrasos fora do normal já ocorridos,


notícias já veiculadas de falências, RECUPERAÇÃO JUDICIAL, inadimplência junto a
outras entidades etc. SÃO FATOS ORIGINADORES DO RECONHECIMENTO
DE DESPESAS.

Os bens que sejam objeto de ARRENDAMENTO FINANCEIRO integram o


IMOBILIZADO da empresa ARRENDATÁRIA.

(Cespe/TCE-RN/Auditor/2015) Com relação aos princípios, às normas, às teorias e às


práticas contábeis vigentes, julgue o item que se segue.

Em uma empresa que faz controle por inventário permanentemente, a contabilização


realizada no ato da compra de mercadorias a prazo, com juros identificáveis e
embutidos, gera um fato contábil modificativo.

Comentários:

Esse é o registro de um fato contábil permutativo.

A entidade geralmente compra estoques com condição para pagamento a prazo. A


negociação pode efetivamente conter um elemento de financiamento, como, por
exemplo, uma diferença entre o preço de aquisição em condição normal de pagamento e
o valor pago; essa diferença deve ser reconhecida como despesa de juros durante o
período do financiamento, ou seja, NÃO É CUSTO DO ESTOQUE.

Não reconhecemos a despesa financeira no momento da compra dos estoques, mas no


decurso da operação, conforme o regime de competência.
GABARITO: CERTO

(Cespe/MPU/Analista Finanças e Controle/2015) Julgue o item que se segue,


relativos à contabilização dos itens do ativo e do passivo.

O arrendamento mercantil operacional deve ser reconhecido pelo arrendatário em contas


específicas do ativo e do passivo no seu balanço por quantias iguais ao valor justo da
propriedade arrendada.
Comentários:
Nas operações de arrendamento mercantil FINANCEIRO (também chamada de
leasing financeiro).
Nessa modalidade de arrendamento o bem deve ser reconhecido pelo arrendatário em
contas específicas do ativo e do passivo no seu balanço por quantias iguais ao valor
justo da propriedade arrendada.

Por sua vez, no arrendamento operacional o bem não é registrado no ativo da empresa
arrendatária, mas ocorre apenas o reconhecimento das despesas de arrendamento
mercantil.

Gabarito – Errado

(Cespe/TJ-SE/Analista-Judiciário/2014) Com base nos pronunciamentos técnicos do


Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir.

Os estoques devem ser mensurados pelo menor valor apurado entre o valor realizável
líquido e o valor de custo, que inclui todos os custos incorridos para trazer os estoques à
condição de venda.

Comentários:
Os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido,
dos dois o menor.
Gabarito – CERTA
(POLÍCIA FEDERAL/2004/REGIONAL) O ICMS a recuperar (a empresa tem o
benefício/direito) representa um crédito tributário e será debitado no ativo (devolvido ou
abatido), quando a empresa adquirir mercadorias para revenda com incidência de ICMS.

Gabarito – CERTA

(POLÍCIA FEDERAL/2004/REGIONAL) Acerca do método das partidas dobradas,


das operações típicas de uma empresa comercial, do regime de competência e do regime
de caixa, julgue os itens a seguir.

Ao se adquirir mercadorias a prazo, com incidência de ICMS, o registro deverá ser


efetuado da seguinte maneira:

D - Mercadorias
C - ICMS a recuperar
C - Caixa

Comentário:
Vamos supor que a aquisição foi de mercadoria no valor de R$1.000,00, com ICMS de
18%, a prazo. A contabilização fica assim:

D – Estoque (ativo) 820,00


D – ICMS a recuperar (Ativo) 180,00
C – Fornecedores (Passivo) 1.000,00

Gabarito – ERRADA
OBS.: a conta ENCARGOS FINANCEIROS A TRANSCORRER é
RETIFICADORA do passivo circulante (obrigações de curto prazo) ou não
circulante (obrigações de longo prazo).

RESUMO CONTABILIDADE – AULA 09

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO - DRE


É a demonstração contábil que apresenta o CONFRONTO ENTRE RECEITAS E
DESPESAS da entidade. Tudo isso conforme o pressuposto contábil do regime de
competência.
DRE - objetiva evidenciar a situação econômica da entidade e integra o capital
próprio.

As contas que integram a DRE são zeradas ao fim do exercício.

A entidade deve apresentar todos os itens de receita e despesa reconhecidos no período


em duas demonstrações: (DRE) e(DRA).

ESTRUTURA DA DRE

As devoluções de vendas de EXERCÍCIOS ANTERIORES são consideradas como


DESPESAS OPERACIONAIS.
O abatimento é concedido após a emissão da nota fiscal. Assim, não afeta a base de
cálculo dos impostos (IPI, ICMS, PIS e COFINS).
OBS.: essa é a forma como é cobrado em provas, FICAR ATENTO!
O primeiro passo é calcular o valor das compras líquidas:

Logo, este é o valor que deverá constar da DRE como custo da mercadoria vendida.
Após esta dedução, chegaremos ao chamado lucro bruto ou resultado com mercadorias.
DESPESAS OPERACIONAIS

São aquelas pagas ou incorridas com o fito de se vender produtos e administrar a


empresa.

As despesas operacionais são:

1. Despesas de vendas: São gastos de promoção, colocação e distribuição dos


produtos da empresa. Exemplo: gastos com marketing, gastos com distribuição,
gasto com frete sobre vendas, gastos com pessoal da área de vendas, gasto com
comissões.

2. Despesas gerais e administrativas: Correspondem a atividades gerais que


beneficiam todo o negócio. Exemplo: honorários da administração, salário
administrativos, despesas com publicidade, despesas com material de limpeza,
despesa com assinaturas de revistas.

3. Despesas financeiras e receitas financeiras: As despesas financeiras


compreendem: juros passivos, descontos condicionais concedidos, comissões
passivas. Já as receitas financeiras compreendem, descontos obtidos, juros
ativos, receitas de títulos vinculados ao mercado aberto.

4. Outras receitas e despesas operacionais: São os resultados de investimentos


avaliados pelo método da equivalência patrimonial e pelo método de custo.

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO

Estão sujeitas ao pagamento da CSLL as pessoas jurídicas e as pessoas físicas a elas


equiparadas, domiciliadas no País.

IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA

É tributo instituído pela União.

As pessoas jurídicas estão sujeitas a um dos seguintes regimes jurídicos para apuração
do imposto de renda:
a) lucro presumido;
b) lucro arbitrado;
c) lucro real.

No LUCRO PRESUMIDO o imposto é calculado TRIMESTRALMENTE.

O LUCRO ARBITRADO é lançado de ofício pela Receita Federal, por meio de seus
auditores fiscais, geralmente, quando flagradas fraudes, vícios, omissões,
inconsistências na escrituração de sujeito passivo.

O LUCRO REAL, é o lucro líquido do período ajustado por adições (aumentam a


base do imposto), exclusões (reduz a base de cálculo do imposto) e compensações.

O diferimento/adiamento do Imposto de Renda é feito somente para fins fiscais no


LALUR, (Livro de Apuração do Lucro Real) NÃO ALTERANDO O LUCRO
LÍQUIDO NA CONTABILIDADE, pois em função do regime de competência, NA
CONTABILIDADE NÃO HÁ POSTERGAÇÃO DO RECONHECIMENTO DO
RESULTADO.

TOMAR NOTA

TRATAMENTO DO PREJUÍZO ACUMULADO


Para efeito do Imposto de Renda, é apurado no LALUR (Livro de Apuração do Lucro
Real).

Em relação ao Prejuízo contábil:


SÓ PODE ABATER 30% DO LUCRO REAL APURADO NO EXERCÍCIO. A
referência para os 30% é o lucro apurado no período e não o prejuízo acumulado
existente.

PARTICIPAÇÕES ESTATUTÁRIAS

A DRE discriminará:

As participações de debêntures, empregados, administradores e partes


beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos
de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa.
As participações estatutárias de empregados, administradores e partes beneficiárias
serão determinadas, sucessivamente e nessa ordem, com base nos lucros que
remanescerem depois de deduzida a participação anteriormente calculada.

Do resultado do exercício (DRE) serão deduzidos, antes de qualquer participação,


os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto sobre a Renda.

As participações devem ser retiradas na seguinte ordem:

Resultado após o Imposto de Renda e antes das participações (-) Participações


estatutárias sobre o lucro

Debenturistas
Empregados
Administradores
Partes beneficiárias
Fundo de assistência/previdência a empregados

“DEAPF”

Devemos seguir a ordem de participações definida acima, sendo que cada


participação diminui a base de cálculo da participação seguinte.

PARA ENTENDER MELHOR A SITUAÇÃO ACIMA:

Resolução:
A situação atual é a seguinte:

Lucro antes IR e das participações 160.000


(-) Provisão para IR e CSLL (Já calculada) (20.000)
Lucro antes das participações 140.000

Como a empresa possui prejuízos acumulados de R$40.000,00, este valor deve ser
diminuído da base de cálculo das participações.

OBS.: O PREJUÍZO ACUMULADO NÃO APARECE


NA DRE!

ATENÇÃO: após abater o IR, far-se-á os abatimentos das PARTICIPAÇÕES, e


por último, abater os prejuízos acumulados do lucro líquido que restar.

PASSO 1: Achar o lucro antes da apuração do IR: R$ 160.000,00.


PASSO 2: Retirar o IR: R$ 20.000,00.
PASSO 3: Achamos o lucro antes das participações: R$ 140.000,00.
PASSO 4: Ver se há prejuízo acumulado. Sim! R$ 40.000,00.
PASSO 5: Achar a base de cálculo para a primeira participação: R$ 140.000 –
40.000,00 = R$ 100.000,00.
PASSO 6: Achar o valor das participações. O valor de uma participação deve ser
deduzido para o cálculo da subsequente.
PASSO 7: Montar a demonstração do resultado do exercício.
Lucro antes do IR 160.000,00
(-) IR (20.000,00)
Lucro após o IR e antes das participações R$140.000,00
(-) Participações estatutárias
Debenturistas (10.000,00)
Empregados (9.000,00)
Administradores (8.100,00)
Partes beneficiárias (7.290,00)
Fundos de pensão (6.561,00
Lucro líquido do exercício 99.049,00

O Lucro Líquido vai para o PL, (conta lucros acumulados), como há prejuízos
acumulados de R$ 40.000,00, este valor será abatido.

R$ 99.049 – R$ 40.000 = R$ 59.049,00.

Após isso, abate-se também 5% da RESERVA


LEGAL(obrigatória), depois vem RESERVA PARA
CONTINGÊNCIAS, e o valor restante será distribuído como dividendos.

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO, LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO E


TRANSFERÊNCIA DO RESULTADO PARSERVAS

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONFORME O CPC 26


Determina que a entidade deve apresentar todos os itens de receita e despesa
reconhecidos no período em duas demonstrações:

1) demonstração do resultado do período (DRE); e


2) demonstração do resultado abrangente do período (DRA); esta última
COMEÇA COM O RESULTADO LÍQUIDO e inclui os outros
resultados abrangentes.

COMPARANDO O CPC 26 E A ESTRUTURA DA LEI 6.404/76


O CPC 26 NÃO TROUXE UMA ORDEM RÍGIDA para a
classificação dos itens. Todavia, a disposição dos itens está relacionada na estrutura
abaixo. Vamos comparar as duas estruturas:

PRINCIPAIS DIFERENÇAS

As principais diferenças são:


RECEITA BRUTA X RECEITA LÍQUIDA

A Lei das S.A.s (Lei 6404/76) inicia a DRE a partir da Receita Bruta, demonstrando as
deduções de vendas para chegar na receita líquida.

A estrutura que aparece no pronunciamento CPC 26 já inicia da Receita Líquida. AS


EMPRESAS ESTÃO PUBLICANDO SUAS DRES INICIANDO DA
RECEITA LÍQUIDA, CONFORME O MODELO DO CPC 26.

SEPARAÇÃO DAS DESPESAS E RECEITAS FINANCEIRAS


A separação do resultado financeiro evidencia com mais propriedade o resultado
oriundo das operações da empresa.

RESULTADO DAS OPERAÇÕES DESCONTINUADAS

EXEMPLOS:

1 – Venda de uma fábrica por uma empresa ou até mesmo de uma de suas filiais; (aqui é
OPERAÇÃO DESCONTINUADA).

2 – Venda de um ativo imobilizado (caminhão) por uma empresa, porém com intuito de
comprar outro novo para repor o que foi vendido. (aqui NÃO É OPERAÇÃO
DESCONTINUADA).
As operações descontinuadas são as vendas relativas a divisões, produtos ou atividades
que a empresa abandonou, que não existirão mais no futuro.

(FCC/MPE PB/Auditor de Contas Públicas/2015)


De acordo com a Resolução CFC no 1.255, os resultados apurados de operações
descontinuadas devem ser apresentados em

C) um MONTANTE ÚNICO na demonstração do resultado, DRE.

OUTRAS INSTRUÇÕES

Informação a ser apresentada na demonstração do resultado do período ou nas notas


explicativas
Quando os itens de receitas e despesas são materiais, sua natureza e montantes devem
ser divulgados separadamente.

OBS.: Uma informação é material se a sua omissão ou sua divulgação distorcida


(misstating) puder influenciar decisões que os usuários tomam com base na informação
contábil-financeira acerca de entidade específica que reporta a informação.
OBS.: Os itens de receitas e despesas que sejam materiais devem ser divulgados
separadamente.

A correção de erros e o efeito de alterações nas políticas contábeis.

Nestes casos, o efeito da alteração nas políticas contábeis e a correção de erro devem ser
ajustados no balanço inicial.

APRESENTAÇÃO DAS DESPESAS – MÉTODO DA FUNÇÃO X MÉTODO DA


NATUREZA

A entidade deve apresentar uma análise das despesas utilizando uma classificação
baseada na sua NATUREZA, se permitida legalmente, ou na sua FUNÇÃO dentro da
entidade, devendo eleger o critério que proporcionar informação confiável e mais
relevante.

ATENÇÃO: as empresas usam o método da função da despesa (também chamado


de “método do custo do produto ou serviço vendido”), no Brasil, pois esse é o
método que consta na Lei 6404/76.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE

(CESPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional –Contabilidade/ 2017) Resultado


abrangente é o conjunto de mudanças verificadas no patrimônio durante um
determinado período, exceto as resultantes de investimentos dos sócios e distribuições
aos sócios.
Gabarito – Certo

Todas as receitas e despesas do exercício devem ser reconhecidas em duas


demonstrações: a demonstração do resultado do exercício (DRE) e a demonstração
de resultados abrangentes (DRA).

O patrimônio líquido pode se alterar. As alterações, serão evidenciadas na demonstração


das mutações do patrimônio líquido (DMPL) por dois valores totais:

- Mutações ocorridas de operações com os sócios (integralização de capital, por


exemplo).
- Resultado abrangente total.

ATENÇÃO: E do que é composto o resultado abrangente?

Composição do resultado abrangente total.


 Resultado/lucro líquido do período.
 Outros resultados abrangentes.
 Reclassificação de outros resultados abrangentes para o resultado do período.

(CESPE/FUNPRESP-JUD/Secretariado Executivo /2016) Na demonstração do


resultado abrangente, o lucro líquido do período será apresentado como outros
resultados abrangentes.

O resultado/lucro líquido do período é uma parte da DRA. Os outros resultados


abrangentes são outra, conforme dito acima!

Gabarito - Errado.

As outras variações do patrimônio líquido, que, futuramente, poderão transitar pelo


resultado ou ir para lucros ou prejuízos acumulados são apresentadas como outros
resultados abrangentes, na chamada demonstração de resultados abrangentes, desde
que não sejam valores provenientes dos sócios.

Exemplo de resultados abrangentes:

 Ajustes de conversão do período e acumulados.


 Ajuste de avaliação patrimonial.

ATENÇÃO! É vedada a inclusão da DRA apenas na DMPL. Portanto, atualmente a


DRA deve ser apresentada como uma demonstração separada.

Vejam como o CESPE abordou este assunto:

(CESPE/Analista/TRT 7ª/2017) A demonstração dos resultados abrangentes deve ser


apresentada como coluna da demonstração de mutações do patrimônio líquido.

Gabarito – Errado

ATENÇÃO!
A entidade pode, se permitido legalmente, apresentar uma única demonstração do
resultado do período e outros resultados abrangentes, com a demonstração do resultado
e outros resultados abrangentes apresentados em duas seções.
Portanto, a legislação brasileira requer que a DRE seja apresentada
separadamente. Assim, no Brasil, a empresa não pode apresentar uma única
demonstração incluindo a DRE seguida da DRA. Dessa forma, a DRA deve ser
apresentada separadamente, iniciando pelo Lucro Líquido do Exercício.

DRA X DMPL

ATENÇÃO!
A DMPL demonstra o saldo inicial, as entradas e saídas e o saldo final para todas as
contas do Patrimônio Líquido, incluindo as contas do Resultado Abrangente.
Portanto, o Resultado Abrangente está incluído na DMPL. Fica faltando, apenas, o
Lucro Líquido do Exercício.

Outros resultados abrangentes compreendem itens de receita despesa (incluindo


ajustes de reclassificação) que não são reconhecidos na demonstração do resultado
como requerido ou permitido pelos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações
emitidos pelo CPC. Os componentes dos outros resultados abrangentes incluem:
ESQUEMATIZANDO:

Outros resultados abrangentes são “receitas” que não transitam pela DRE, como por
exemplo:

 Ajustes negativos de instrumentos financeiros


 Ajustes positivos por conversão do período de investimentos no exterior
 Tributos sobre ajustes negativos de instrumentos financeiros*
 Equivalência patrimonial sobre resultados abrangentes positivos
 Tributos sobre ajustes positivos de conversão do período de investimento no exterior.
Exemplo de resultado abrangente.

Efeito cambial sobre investimentos no exterior e reconhecimento do valor de mercado


dos instrumentos financeiros disponíveis para venda.
(CESPE/FUNPRESP-JUD/Contabilidade/2016) Acerca da apuração de resultados,
julgue o item subsequente.
A receita líquida com a venda de produtos corresponde à diferença entre a receita bruta
da venda dos produtos e o custo da sua produção.

Comentários:
Item errado: é o lucro bruto na DRE que corresponde à diferença entre a receita bruta
da venda dos produtos e o custo da sua produção. Feitas as deduções devidas da receita
bruta, chegamos à chamada receita líquida de vendas.

(CESPE/FUNPRESP-JUD/Contabilidade/2016) Acerca da apuração de resultados,


julgue o item subsequente.

No Brasil, o lucro líquido contabilmente apurado difere do lucro utilizado para a


apuração do imposto de renda, denominado lucro real.

Item correto.

Comentários:
Lucro Contábil é apurado pela escrituração contábil da entidade. Ou seja, aquele resultante na
DRE, confrontando Receitas x Custos e Despesas.

Já o Lucro Fiscal é o resultado contábil ajustado. O ajuste é feito por Adições e Exclusões, estas
permitidas pela legislação do Imposto de Renda) e compensações de prejuízos fiscais. Esse
valor "corrigido" é a base para o Imposto de Renda.

ATENÇÃO:
este modelo de questão abaixo costuma cair nas provas da POLÍCIA FEDERAL. Atentar
como são feitos os cálculos da RECEITA BRUTA e obter o RESULTADO LÍQUIDO.
O valor da receita líquida de vendas obtido a partir das contas apresentadas é superior a
R$ 900.000,00

Comentários:
A receita líquida é a diferença entre a receita bruta de vendas e as deduções da receita:

Gabarito - Errado.
ATENÇÃO!
As CONTAS DE RESULTADO são somente RECEITA e DESPESA!!!
Não fazem parte do Balanço Patrimonial, mas permitem apurar o resultado do exercício.

(CESPE/SUFRAMA/Contador/2014) A compensação do prejuízo acumulado deverá


ser demonstrada na apuração do resultado do exercício, após a dedução do imposto de
renda e da contribuição social sobre o lucro.

Comentário:
O Resultado do Exercício é transferido para a conta Lucro/prejuízos acumulados.

A lei 6404/76 determina, que eventuais prejuízos apurados pela empresa devem ser
obrigatoriamente absorvidos pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela
reserva LEGAL, NESSA ORDEM.
Atualmente, as empresas não podem mais manter a conta Lucros Acumulados no
Balanço, portanto, os prejuízos devem ser absorvidos pelas reservas de lucro e pela
reserva legal.

E essa compensação ocorre no Patrimônio Líquido, após a apuração do Resultado do


Exercício.

Gabarito – Errado
(CESPE/SUFRAMA/Contador/2014) Com relação ao reconhecimento, à mensuração
e à apresentação das contas patrimoniais e de resultado, julgue o item que se segue.

Na DRE de uma empresa comercial, para a apuração do lucro bruto operacional, as


deduções das vendas e o custo das mercadorias vendidas são subtraídos diretamente da
receita bruta de vendas.

Comentário:

Assim, as deduções das vendas são subtraídas da receita bruta, apurando-se a receita
líquida; e o CMV é subtraído da receita líquida.

Receita Bruta
(-) Deduções de vendas (descontos incondicionais, impostos, devoluções, abatimentos)
= Receita Líquida
(-) Custo das Mercadorias Vendidas
(-) Lucro Bruto

Gabarito – ERRADO
(CESPE/Contador/Telebrás/2013) As despesas podem ser classificadas na
demonstração do resultado do exercício de acordo com sua natureza ou função.
Gabarito – Certo.
OBS.: Essas contas acima, NÃO FAZEM PARTE DO BALANÇO, são contas de
RESULTADO e por isso permitem apurar a DRE.
(CESPE/Contador/SESA/ES) A demonstração do resultado do exercício é considerada
o relatório contábil que representa melhor o princípio da competência.

Comentários:

Gabarito - Correto.

Desconto Financeiro ou Desconto Condicional, que é concedido para incentivar o


pagamento antecipado. Tal desconto é classificado como “Despesa Financeira”. Já os
Descontos Incondicionais ou Descontos Comerciais são deduzidos da Receita Bruta.
A perda de capital com investimento avaliado pela equivalência patrimonial deve
integrar o conjunto das despesas operacionais.

Errado. A questão tenta induzir ao erro. A perda com equivalência patrimonial faz
parte das despesas operacionais. Já a perda de capital de investimentos (avaliados ou
não pela equivalência patrimonial) faz parte das Outras Despesas (antigamente chamado
de “Despesas Não Operacionais”).

A DRE discriminará:

I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e


os impostos;

II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços


vendidos e o lucro bruto;

III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, DEDUZIDAS DAS


RECEITAS, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;

IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;

V - o resultado do exercício antes do IR e a provisão para o imposto;

VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes


beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos
de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa;

VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital
social.
(CESPE/AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL/2004/NACIONAL) Ao se conceder
abatimento sobre vendas, a quantidade de mercadorias para revenda, em estoque, não
sofrerá alterações.

Comentários
Esta conta registra os descontos que são concedidos posteriormente à entrega dos
produtos, pelo fato de os produtos apresentarem defeitos de qualidade, quantidade,
defeitos do transporte, etc.

O abatimento é concedido após a emissão da nota fiscal. Assim, não afeta a base de
cálculo dos impostos (IPI, ICMS, PIS e COFINS).

Ao conceder abatimento sobre a venda não há alteração da quantidade em


estoque, nem do custo das mercadorias vendidas, já que a mercadoria não retorna
para o estabelecimento do vendedor.

Gabarito - Certo.
(CESPE/AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL/2004/CESPE) Na venda de
mercadorias, a despesa com fretes deve integrar o custo da mercadoria vendida.

Comentários
Os fretes sobre as vendas são despesas operacionais do VENDEDOR. NÃO DEVEM
INTEGRAR o custo da mercadoria vendida.

Gabarito - Errado.

A DRA começa do lucro líquido do exercício e consta também com outros resultados
abrangentes, que são aquelas “RECEITAS” que NÃO TRANSITAM pela
DRE (ajustes de avaliação patrimonial, ganhos e perdas com conversão de
demonstrações contábeis de empresas do exterior, ganhos e perdas com hedge,
(operação realizada no mercado que visa fixar antecipadamente o preço de uma mercadoria ou
ativo financeiro de forma a neutralizar o impacto de mudanças no nível de preços – a ex. de:
troca de moeda, aplicações em outra moeda, investimentos fora do país em outros tipos de
moedas) etc).

O capital social (aquele que os donos e/ou sócios aplicaram ou investiram para abrir
uma empresa) NÃO ENTRA no RESULTADO ABRANGENTE e o ganho na
alienação/venda de ativos imobilizados (carros, máquinas, equipamentos, móveis,
terrenos, construções em andamento, instalações industriais, benfeitoria em imóveis de
terceiros, edifícios e construções, dentre outros) já está dentro do lucro líquido do
exercício. NÃO HÁ NECESSIDADE DE COMPUTAR NOVAMENTE.

QUESTÃO: Além dos resultados operacionais presentes na demonstração do resultado


do exercício, a demonstração do resultado abrangente inclui os resultados não
realizados que tenham transitado no patrimônio líquido da entidade.

Comentários:
As outras variações do patrimônio líquido, que, futuramente, poderão transitar pelo
resultado ou irem para lucros ou prejuízos acumulados são apresentadas como outros
resultados abrangentes, na chamada demonstração de resultados abrangentes, desde
que não sejam valores provenientes dos sócios.

Como exemplo de resultados abrangentes temos:

- Ajustes de conversão do período e acumulados.


- Ajuste de avaliação patrimonial

Item correto
ATENÇÃO: o lucro abrangente é definido como a variação total do valor do capital e é
mais amplo do que o conceito de lucro líquido.

(CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade e Finanças/2016) Julgue o item a seguir,


relativos à consolidação das demonstrações financeiras.

Ao apurar os lucros no exercício, exceto aqueles computados no resultado abrangente,


a entidade que reporta a informação contábil deve atribuí-los aos proprietários e às
participações de não controladores.

Comentários:

A participação dos proprietários e às participações de não controladores devem ser


apresentadas na evidenciação do resultado do período e no resultado abrangente. A
assertiva erra ao excluir os lucros computados no resultado abrangente.

Gabarito-Errado.

OBS.:
Variações em outros resultados abrangentes = Ajustes de Avaliação Patrimonial +
ganhos pelo MEP (método da equivalência patrimonial).

OBS.: Itens incompletos para o Cespe, geralmente, são considerados como corretos e
essa questão confirma esse entendimento.
Portanto, o resultado abrangente é uma mutação ocorrida no Patrimônio Líquido.
Existem muitos tipos de mutações no patrimônio líquido e é correto afirmar que o
Resultado Abrangente é uma delas.

Gabarito – Certo

RESUMO CONTABILIDADE – AULA 10

CPC – 00: ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE


PRINCIPAIS ALTERAÇÕES (E QUE CAEM EM PROVAS) DA ÚLTIMA REVISÃO DO CPC 00
(REVISÃO 1):
a) as informações contidas nos relatórios contábil-financeiros se destinam
primariamente aos seguintes usuários externos: investidores, financiadores, e
outros credores, sem hierarquia de prioridade;

b) prover prontamente informação fidedigna e relevante pode melhorar a


confiança do usuário e assim contribuir para a promoção da estabilidade
econômica.

Divisão das características qualitativas da informação contábil-financeira:

características QUALITATIVAS FUNDAMENTAIS - relevância e representação


fidedigna - as mais críticas; e

características QUALITATIVAS DE MELHORIA - COmparabilidade, VErificabilidade,


TEmpestividade e COmpreensibilidade - menos críticas, mas ainda assim altamente
desejáveis.

Mnemonico – COCOTEVE
ATENÇÃO: a característica qualitativa CONFIABILIDADE foi redenominada de
representação fidedigna.

ATENÇÃO: a característica essência sobre a forma foi formalmente retirada da


condição de componente separado da representação fidedigna, por ser considerado
isso uma redundância.

ATENÇÃO: a característica PRUDÊNCIA (conservadorismo) foi também retirada da


condição de aspecto da representação fidedigna.

Usuários das informações contábeis:

INTRODUÇÃO
As demonstrações contábeis são preparadas para USUÁRIOS EXTERNOS em geral.

Esses usuários se utilizarão das demonstrações para diversos fins, tais como decidir
quando comprar e vender ações, avaliar a segurança quanto à recuperação de
recursos financeiros emprestados à entidade, entre outros.

FINALIDADE E STATUS

ATENÇÃO: a Estrutura Conceitual não é e não substitui um Pronunciamento Técnico.


Assim, não define normas ou procedimentos para qualquer questão particular. Se
houver divergência entre a Estrutura Conceitual e um Pronunciamento Técnico, uma
Interpretação ou uma Orientação, estes (pronunciamento técnico) devem prevalecer
sobre a Estrutura Conceitual.

Se houver divergência, prevalece o CPC específico em detrimento da Estrutura


Conceitual.
OBS.: o CPC 00 NÃO É um Pronunciamento Técnico propriamente dito, contudo, visa a
atender precipuamente usuários externos.

DIVISÃO DO CPC 00:


O CPC 00 divide-se em quatro capítulos:
CAPÍTULO 1 - OBJETIVO DO RELATÓRIO CONTÁBIL-FINANCEIRO DE PROPÓSITO
GERAL
OB1 - entidade que reporta a informação, as características qualitativas da informação
contábil-financeira útil e suas restrições, os elementos das demonstrações contábeis, o
reconhecimento, a mensuração, a apresentação e a evidenciação – fluem logicamente
desse objetivo.

OB1 - fornecer informações úteis a investidores existentes e em potencial, a credores


por empréstimos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao
fornecimento de recursos para a entidade.

ATENÇÃO: Demonstrações contábeis = Relatório contábil-financeiro de propósito


geral.

OB4 - Para avaliar as perspectivas da entidade em termos de entrada de fluxos de


caixa futuros, investidores existentes e em potencial, credores por empréstimo e
outros credores necessitam de informação acerca de recursos da entidade,
reivindicações contra a entidade, e o quão eficiente e efetivamente a administração
da entidade e seu conselho de administração têm cumprido com suas
responsabilidades no uso dos recursos da entidade.

Relatórios contábil-financeiros de propósito geral não atendem e não podem


atender a todas as informações de que necessitam os usuários/investidor, que
precisam considerar informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo,
condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e clima político, e
perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade.

(CESPE/Contador/DPU/2016) Os relatórios contábil-financeiros de propósitos gerais


não são os instrumentos que atendem a todas as informações de que os usuários
externos — investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e em
potencial-necessitam.

Gabarito - Correto.

As informações contábil-financeiras (ou melhor, relatórios contábil-financeiros de


propósito geral) AUXILIAM OS USUÁRIOS A ESTIMAR, mas NÃO
SÃO ELABORADOS PARA MOSTRAR O VALOR ECONÔMICO DA
ENTIDADE.
O Pronunciamento destaca as duas principais informações obtidas das
demonstrações contábil-financeiras:
a POSIÇÃO PATRIMONIAL E FINANCEIRA (obtida principalmente pelo Balanço
Patrimonial); e
o EFEITO DE TRANSAÇÕES E OUTROS EVENTOS QUE ALTERAM OS RECURSOS
ECONÔMICOS (DRE e DRA).

PERFORMANCE FINANCEIRA REFLETIDA PELO REGIME DE COMPETÊNCIA


A utilização do Regime de Competência fornece melhor base de avaliação da
performance passada e futura da entidade do que a informação puramente baseada
em recebimentos e pagamentos em caixa ao longo desse mesmo período.

No entanto, informações sobre os fluxos de caixa da entidade, também ajudam os


usuários a avaliar a capacidade de a entidade gerar fluxos de caixa futuros líquidos,
indicando como a empresa obtém e despende caixa, informações sobre seus
empréstimos e resgate de títulos de dívida, dividendos e outras distribuições para seus
investidores, e outros fatos que podem afetar a liquidez e a solvência da entidade.

CAPÍTULO 2: A ENTIDADE QUE REPORTA A INFORMAÇÃO


Ainda não foi produzido!
CAPÍTULO 3: CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL-
FINANCEIRA ÚTIL
Ela precisa ser relevante e representar com fidedignidade o que se propõe a
representar.

ATENÇÃO: a utilidade da informação contábil-financeira é melhorada se ela for


comparável, compreensível, verificável e tempestiva. (COCOTEVE)

As características qualitativas foram divididas em duas categorias:

 Características qualitativas fundamentais (relevância e representação


fidedigna); e
 Características qualitativas de melhoria (comparabilidade,
compreensibilidade, verificabilidade e tempestividade – CO-CO-TE-VE).
RELEVÂNCIA
Informação contábil-financeira relevante é aquela CAPAZ DE FAZER DIFERENÇA NAS
DECISÕES que possam ser tomadas pelos usuários.

A informação contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor


PREDITIVO, valor CONFIRMATÓRIO ou ambos.

A informação contábil-financeira tem VALOR PREDITIVO se puder ser utilizada pelos


usuários para predizer futuros resultados.

A informação contábil-financeira tem VALOR CONFIRMATÓRIO se retroalimentar –


servir de feedback – avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las).

ATENÇÃO: uma informação pode continuar sendo relevante, mesmo que um ou mais
usuários decidam não a levar em consideração ou se já souberem da informação por
outra maneira.

A INFORMAÇÃO É MATERIAL se a sua omissão ou sua divulgação distorcida


(misstating) puder influenciar decisões que os usuários tomam com base na
informação contábil-financeira acerca de entidade específica que reporta a
informação.

REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA
Para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter
três atributos. Ela tem que ser COMPLETA, NEUTRA e LIVRE DE ERRO.
RESTRIÇÃO DE CUSTO NA ELABORAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE RELATÓRIO CONTÁBIL-
FINANCEIRO ÚTIL
O custo para gerar a informação é uma restrição, que impede a geração de toda a
informação considerada relevante para o usuário. Se divulgar uma informação é mais
caro do que a informação propriamente dita, pode ser que seja necessário avaliar se
essa decisão é mesmo necessária para a divulgação das demonstrações contábeis.

ELEMENTOS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


Os elementos diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial e
financeira no balanço são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido.

Elementos diretamente relacionados com a mensuração do desempenho na


demonstração do resultado são as receitas e as despesas.

MANUTENÇÃO DO CAPITAL FÍSICO E FINANCEIRO


(CESPE/TCE–PR/Analista–Área Contábil/2016) Tendo em vista que, de acordo com a
deliberação CVM n. 675/2011, a seleção do conceito de capital determina o modelo
contábil a ser utilizado na elaboração das demonstrações contábeis, redija um texto
dissertativo que responda aos seguintes questionamentos.

1) Quando a entidade deve utilizar o conceito de capital físico para


determinar seu modelo contábil?

2) Quando a entidade deve utilizar o conceito de capital financeiro para


determinar seu modelo contábil?

Padrão de resposta:

R-1 - O conceito de CAPITAL FÍSICO é utilizado quando a ENTIDADE NECESSITA


CONHECER SUA CAPACIDADE OPERACIONAL. Por isso, é indicado para o controle
gerencial e para a tomada de decisões internas.

R-2 - No caso do conceito de CAPITAL FINANCEIRO, o capital é visto como SINÔNIMO


DE PATRIMÔNIO LÍQUIDO. Assim, o modelo contábil apoiado neste conceito é
adequado aos usuários externos, principalmente, aos acionistas.

Adendo:

O CONCEITO FINANCEIRO de capital é adotado pela maioria das entidades na


preparação de suas demonstrações contábeis.

O conceito de capital apropriado para a entidade deve estar baseado nas necessidades
dos usuários das demonstrações contábeis.

Assim, o conceito de capital financeiro deve ser adotado se os usuários das


demonstrações contábeis estiverem primariamente interessados na manutenção do
capital nominal investido ou no poder de compra do capital investido.

Se, contudo, a principal preocupação dos usuários for com a capacidade operacional
da entidade, o conceito de capital físico deve ser adotado. O conceito escolhido indica
o objetivo a ser alcançado na determinação do lucro, mesmo que possa haver algumas
dificuldades de mensuração ao tornar operacional o conceito.

Manutenção do capital financeiro

De acordo com esse conceito, o lucro é considerado auferido somente se o montante


financeiro (ou dinheiro) dos ativos líquidos no fim do período exceder o seu montante
financeiro (ou dinheiro) no começo do período, depois de excluídas quaisquer
distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. A
manutenção do capital financeiro pode ser medida em qualquer unidade monetária
nominal ou em unidades de poder aquisitivo constante.
Manutenção do capital físico
Aqui, o lucro é considerado auferido somente se a capacidade física produtiva (ou
capacidade operacional) da entidade no fim do período exceder a capacidade física
produtiva no início do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos
proprietários e seus aportes de capital durante o período.

O conceito de manutenção de capital está relacionado com a forma pela qual a


entidade define o capital que ela procura manter. Ele representa um elo entre os
conceitos de capital e os conceitos de lucro, pois fornece um ponto de referência para
medição do lucro; é uma condição essencial para distinção entre o retorno sobre o
capital da entidade e a recuperação do capital.

Dessa forma, somente os ingressos de ativos que excedam os montantes necessários


para manutenção do capital podem ser considerados como lucro e, portanto, como
retorno sobre o capital.

Portanto, o lucro é o montante remanescente depois que as despesas (inclusive os


ajustes de manutenção do capital, quando for apropriado) tiverem sido deduzidas do
resultado. Se as despesas excederem as receitas, o montante residual será um
prejuízo.

RESUMO DA AULA

(CESPE/TRT - 7ª/Contabilidade/2017) A aplicação da regra contábil do


conservadorismo na elaboração do balanço patrimonial pode provocar distorções,
erros e enviesar a informação contábil, o que demonstra que o conservadorismo está
em desacordo com a característica qualitativa da informação contábil útil denominada

a) verificabilidade.
b) relevância.
c) materialidade.
d) fidedignidade.
(CESPE/PC-PE/Perito Criminal – Ciências Contábeis/2016) As decisões dos usuários da
informação contábil implicam, muitas vezes, a escolha entre alternativas, como vender
ou manter um investimento, ou, ainda, investir em uma entidade ou em outra.
Conforme a NBC TG 1374/2011, essa necessidade dos usuários reforça, em especial, a
importância da característica qualitativa de melhoria denominada

a) comparabilidade.
b) compreensibilidade.
c) representação fidedigna.
d) relevância.
e) verificabilidade.

A questão fala de característica qualitativa de melhoria, assim sendo, já podemos


descartar as alternativas “C” e “D”, pois referem-se a características qualitativas
fundamentais.

(CESPE/FUNPRESP-JUD/ Analista – Contabilidade/2016) A respeito dos princípios de


contabilidade, julgue o item a seguir.

O princípio da competência pressupõe a simultaneidade da confrontação entre ativos


e passivos.
Gabarito-Errado.

Comentários:
Como consequência do Princípio da Competência, temos a CONFRONTAÇÃO ENTRE
RECEITAS E DESPESAS.
(CESPE/FUNPRESP-EXE/ Analista – Contabilidade e Finanças /2016) Acerca da
estrutura conceitual básica da contabilidade, dos planos de contas, dos lançamentos e
da apuração de resultados bem como da estrutura das demonstrações contábeis,
julgue o item que se segue.

Conterá o atributo da materialidade a informação cuja omissão ou distorção


influenciar nas decisões tomadas pelos usuários.

CERTO

Comentários:

A INFORMAÇÃO É MATERIAL se a sua omissão ou sua divulgação distorcida


(misstating) puder influenciar decisões que os usuários tomam com base na
informação contábil-financeira acerca de entidade específica que reporta a
informação. Em outras palavras, a materialidade é um aspecto de relevância
específico da entidade baseado na natureza ou na magnitude.

(CESPE/TCE-RN/Auditor/2015) Com relação aos princípios, às normas, às teorias e às


práticas contábeis vigentes, julgue o item que se segue.

A essência sobre a forma é conceito indispensável para o cumprimento da


característica qualitativa da representação fidedigna, ao passo que a prudência, por ser
inconsistente com a neutralidade, é incompatível com a representação fidedigna.

Gabarito-Correto.

BIZU DO CESPE: A intenção ou necessidade de uma entidade entrar em processo de


liquidação é CONDIÇÃO SUFICIENTE para que suas demonstrações contábeis
sejam elaboradas em bases distintas das utilizadas pelas entidades que têm a
continuidade como premissa.

(CESPE/Auditor Federal de Controle Externo/TCU/2013) A característica qualitativa da


comparabilidade é obtida quando são usados os mesmos métodos para os mesmos
itens, pressupondo-se que as características qualitativas de melhoria tenham sido
satisfeitas.

ERRADO

Comentários:

Consistência, embora esteja relacionada com a comparabilidade, não significa o


mesmo. CONSISTÊNCIA refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens,
tanto de um período para outro considerando a mesma entidade que reporta a
informação, quanto para um único período entre entidades. Comparabilidade é o
objetivo; a consistência auxilia a alcançar esse objetivo.
(CESPE/TC RO/Contador/2013) O direito de propriedade é condição essencial para
que seja configurada a existência de um ativo, o qual surge sempre em decorrência de
um direito legal.

Gabarito-Errado.

Comentário:

Ao determinar a existência de um ativo, o direito de propriedade não é essencial;


assim, por exemplo, um imóvel objeto de arrendamento é um ativo, desde que a
entidade controle os benefícios econômicos provenientes da propriedade.

(CESPE/TRE - RJ/CONTADOR/2012) A estrutura conceitual estabelecida pelo Comitê


de Pronunciamentos Contábeis não constitui uma norma propriamente dita nem
define normas ou procedimentos de qualquer espécie.

Gabarito-Certo.

RESUMO CONTABILIDADE – AULA 11

CPC 15 – COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS


Combinação ou qualquer evento em que um adquirente obtém controle de um ou
mais negócios.

Objetivo

Aumentar a relevância, a confiabilidade e a comparabilidade das informações que a


entidade fornece em suas demonstrações.
Ágio por rentabilidade futura (goodwill) é um ativo que representa benefícios
econômicos futuros resultantes dos ativos adquiridos em combinação de negócios, os
quais não são individualmente identificados e separadamente reconhecidos.

Identificação de combinação de negócios

A empresa deve determinar se uma operação é uma combinação de negócios ou


simples aquisição de ativo.

Combinação de negócios, adquirente obtém o controle de um ou mais negócios.


O adquirente pode obter o controle da adquirida de diversas formas, como por
exemplo:

Método de Aquisição
A entidade deve contabilizar cada combinação de negócios pela aplicação do método
de aquisição.

Identificação do adquirente

Quando não houver uma indicação clara sobre qual das entidades da combinação é o
adquirente, devem ser considerados seguintes fatores indicativos:

Em combinação de negócios efetivada fundamentalmente pela transferência de


dinheiro ou outros ativos ou assunção de passivos, o adquirente normalmente é a
entidade que transfere dinheiro ou outros ativos ou incorre em passivos;

Pela troca de participações de capital, o adquirente normalmente é a entidade que


emite instrumentos de participação societária.

Reconhecimento e mensuração de ativo líquido adquirido

Os ATIVOS e PASSIVOS que fazem parte da operação devem ser mensurados pelo
VALOR JUSTO.

Cálculo e alocação do goodwill

A empresa adquirente deverá calcular o custo da aquisição através do reconhecimento


dos ativos e passivos ao seu valor justo, NA DATA EM QUE A AQUISIÇÃO SE EFETIVAR.

O valor que a empresa pagar acima do Valor Justo é o Goodwill.


CPC -18 - INVESTIMENTO EM COLIGADA E EM CONTROLADA

Situações diferentes nas participações em outras empresas, conforme o grau de


controle exercido pela investidora:

Pouca ou nenhuma influência sobre a investida: Trata-se de um ATIVO FINANCEIRO,


onde o objetivo é a valorização do ATIVO. Deve ser reconhecido e mensurado pelo
valor justo (ou ao custo, se não houver uma mensuração confiável a valor justo);

Influência significativa sobre a investida: tal participação reconhecida e mensurada


conforme o CPC 18 – Investimentos em Coligadas e Controladas, através do método da
equivalência patrimonial. COLIGADA é uma investida na qual a INVESTIDORA
tem influência significativa, mas sem atingir o ponto de controle.
Controle conjunto sobre a investida: quando duas ou mais investidoras detêm, em
conjunto, o controle da entidade. A avaliação é pela equivalência patrimonial.

Controle sobre a investida: no balanço individual da controladora, deve ser usado o


método da equivalência patrimonial.

Coligada é a entidade sobre a qual o investidor tem influência significativa.


Demonstrações consolidadas, os fluxos de caixa da controladora e de suas controladas
são apresentados como se fossem uma única entidade econômica.

Se houver influência significativa, é coligada e deve ser usado o método da


equivalência patrimonial. Se não houver influência significativa e se tratar de
investimento permanente, deve ser avaliado pelo método de custo.
BIZU --> INVESTIDORA = COLIGADA = INFLUÊNCIA SIGNIFICATIVA

Método da equivalência patrimonial.

Deve ser inicialmente reconhecido pelo custo e o seu valor contábil será aumentado
ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor nos lucros ou
prejuízos do período.
As distribuições recebidas da investida reduzem o valor contábil do investimento.

Lucros não realizados

Quando uma empresa vende ativos a outra, coligada ou controlada, pode haver a
ocorrência de lucros não realizados. Considera-se realizado o lucro quando o ativo
for vendido para terceiros.
O lucro não realizado pode ocorrer na venda de estoque, investimento, instrumentos
financeiros de curto prazo, imobilizado ou intangível.

A maioria das questões de lucro não realizado refere-se a venda de


estoque.

Demonstrações Contábeis para aplicação do método da Equivalência Patrimonial.

Os pontos principais são:

 As demonstrações da coligada/controlada devem ser da mesma data que dá


investidora, sendo aceitável uma defasagem de 2 meses (60 dias). Nesse caso,
serão feitos ajustes, se necessário.

 As demonstrações devem ser elaboradas com as mesmas políticas e critérios


contábeis.

 A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis deve ser


igual, (no caso, 12 meses). Deve usar demonstração contábil mais recente.

Equivalência Patrimonial dos prejuízos apurados pela coligada/controlada.

COLIGADAS: Os prejuízos na coligada devem parar de ser reconhecidos pela


investidora, quando o valor da sua participação chegar a zero, a não ser que haja
obrigação legal ou construtiva (obrigação não formalizada) de fazer pagamentos pela
coligada.

CONTROLADAS: O prejuízo das controladas continua sendo reconhecido pela


equivalência patrimonial, mesmo depois de zerar o valor do investimento.
O valor dos ativos líquidos a ser considerado para o cálculo do goodwill é de R$
495.500,00.

O valor dos ativos líquidos é o ativo menos o passivo.

Ativo liquido = 495.500 – 195.800 = 299.700

Gabarito – Errado
ADENDO:
Um investidor que detiver, direta ou indiretamente, até 20% do poder de voto de uma
investida será detentor de influência significativa sobre esta.
Se o investidor tiver até 20% do poder de voto, não há influência significativa.
Contudo, deve ter 20% OU MAIS....

(CESPE/Secont/ES/Auditor/Ciências contábeis/2009) No balanço patrimonial de uma


companhia, os investimentos em coligadas ou controladas e em outras sociedades que
façam parte de um mesmo grupo, ou que estejam sob controle comum, são avaliados
pelo método da equivalência patrimonial. Gabarito - CERTO.

RESUMO CONTABILIDADE – AULA 12

CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.

São aquelas resultantes da agregação das demonstrações contábeis de duas ou mais


entidades, como se fossem as demonstrações de apenas uma entidade das quais uma
tem o controle direto ou indireto sobre a(s) outra(s).

Das demonstrações financeiras consolidadas SERÃO EXCLUÍDAS:

 as participações de uma sociedade em outra;

 os saldos de quaisquer contas entre as sociedades;

 as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo


de estoques ou do ativo não circulante que corresponderem a resultados, ainda não
realizados, de negócios entre as sociedades.
TÉCNICA DE CONSOLIDAÇÃO:

DATA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS USADAS PARA A CONSOLIDAÇÃO:

As demonstrações devem ter a mesma data base, sendo aceitável diferença de 2


meses. Assim, se a diferença de data for de 6 meses, a CONTROLADA deve elaborar
informações contábeis adicionais, para a consolidação.

POLÍTICAS CONTÁBEIS UNIFORME

Os balanços que serão consolidados devem ser elaborados de acordo com POLÍTICAS
CONTÁBEIS UNIFORMES. Caso contrário, a consolidação será feita somando ativos,
passivos, receitas e despesas apuradas com critérios de avaliação e registro diferentes
entre si, distorcendo as demonstrações consolidadas.

No caso de controlada no exterior, segue as normas contábeis do país em que atua.


Nesse caso, a controlada deve elaborar demonstrações com critérios utilizados pela
controladora.

Demonstrações consolidadas são as demonstrações contábeis de grupo econômico,


em que os ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos de caixa da
controladora e de suas controladas são apresentados como se fossem uma única
entidade econômica.

CONTROLE:
Um investidor controla a investida se atender aos três requisitos abaixo:

1. Tem poder sobre a investida;

2. Possui retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a investida; e

3. Tem capacidade de utilizar seu poder sobre a investida para afetar o valor de
seus retornos.

REQUISITOS CONTÁBEIS

A consolidação da investida se inicia a partir da data em que o investidor obtiver o


controle da investida e cessa quando o investidor perder o controle da investida.

PARTICIPAÇÃO DE NÃO CONTROLADORES

Fica no PL consolidado, SEPARADAMENTE do PL dos controladores.

SUBVENÇÃO GOVERNAMENTAL NA LEI 6.404/76

As DOAÇÕES e SUBVENÇÕES para investimentos governamentais (tão-somente,


excluem-se as privadas) ERAM contabilizadas como reserva de capital.
Contudo, com as alterações da Lei das S/A, são agora consideradas receitas, que
transitam pelo resultado, podendo ser registradas (depois da apuração do resultado)
em uma reserva de lucros (de incentivos fiscais) RIF.
OBS.:
A Doação e Subvenção para investimento ERA contabilizada como Reserva de Capital,
como mencionamos no início deste tópico. Agora, transita pelo Resultado do Exercício.
Isso leva a um aumento do lucro, que deveria resultar num aumento do Imposto de
Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Mas isso iria aumentar a carga
tributária, prejudicando as empresas.

Para evitar a tributação, as empresas podem constituir uma reserva de Lucro,


chamada Reserva de Incentivos Fiscais (RIF).

OBS.:
Os valores recebidos a título de doação e subvenção governamental PODEM SER
EXCLUÍDOS DA BASE DE CÁLCULO DOS DIVIDENDOS.

SUBVENÇÃO E ASSISTÊNCIA GOVERNAMENTAL

“subvenção governamental é uma assistência governamental”.

DEFINIÇÕES

ATENÇÃO: A ASSISTÊNCIA GOVERNAMENTAL GERA BENEFÍCIO ECONÔMICO


ESPECÍFICO. NÃO SE CONSIDERA ASSISTÊNCIA OS BENEFÍCIOS GERAIS, como, a
melhoria por parte do governo de um centro comercial que beneficiará a todos os
empresários do local.

A assistência pode ter várias formas. Por exemplo, o Governo pode doar um terreno
como forma de encorajar determinada indústria a se estabelecer em determinado
local e gerar empregos.

A subvenção governamental é também designada por: subsídio, incentivo fiscal,


doação, prêmio, etc.

RECONHECIMENTO DA SUBVENÇÃO

Não deve ser reconhecida/ contabilizada no valor do seu ativo até que exista
segurança de que:

 a entidade cumprirá todas as condições estabelecidas; e


 a subvenção será recebida.

Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao longo do


período confrontada com as despesas que pretende compensar, em base sistemática,
desde que atendidas às condições desta Norma. A SUBVENÇÃO GOVERNAMENTAL
NÃO PODE SER CREDITADA DIRETAMENTE NO PATRIMÔNIO LÍQUIDO.

A SUBVENÇÃO NÃO DEVE SER RECONHECIDA DE IMEDIATO EM SEU RECEBIMENTO.


EXEMPLO:

Vamos supor que a empresa tenha instalado o parque fabril (ao custo de 15.000.000,
e com vida útil estimada em 10 anos). Após a instalação, a empresa "ganhou" o
terreno (cumpriu a condição necessária).

Resumindo o tratamento da subvenção que esteja sujeita à condição.


Como resolvemos questões.
ATIVO NÃO MONETÁRIO OBTIDO COMO SUBVENÇÃO GOVERNAMENTAL

A subvenção governamental pode estar representada por ATIVO NÃO MONETÁRIO


(representam bens que tem a possibilidade de se valorizar num processo inflacionário , são
aqueles representados por ativos e passivos que não serão recebidos ou liquidados em
dinheiro), como terrenos, estoques, máquinas, edifícios e outros, tanto esse ativo
quanto a subvenção governamental devem ser reconhecidos pelo seu VALOR JUSTO.
Na impossibilidade de verificação desse valor justo pode ser a atribuição de VALOR
NOMINAL.

DIFERENÇAS ENTRE PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES:

As PROVISÕES são contabilizadas / reconhecidas no BP, os PASSIVOS contingentes


não, esses, são feitos em notas explicativas!

Se a saída de recursos for REMOTA (automática), DISPENSADA está a entidade da


divulgação em notas explicativas.

ATIVO CONTINGENTE

OBS.:
A entidade NÃO DEVE RECONHECER um ATIVO CONTINGENTE.
Esses, são evidenciados em notas explicativas.
ATIVO CONTINGENTE
Surgem normalmente de EVENTO NÃO PLANEJADO ou de outros NÃO ESPERADOS
que dão origem à possibilidade de entrada de benefícios econômicos para a
entidade.

EXEMPLO:
Reivindicação que a entidade esteja reclamando por meio de processos legais, em
que o desfecho seja incerto.

Ativo Contingente: A entrada de benefícios econômicos é:

Praticamente certa: Nesse caso, não é um ativo contingente. A Empresa contabiliza o


ativo.

Provável, mas não praticamente certa: não contabiliza, mas divulga.

A entrada não é provável (é possível ou remota): Não contabiliza e nem divulga.

A) Errado, a participação dos não controladores fica no PL, e não no Passivo.


B) Errado, a defasagem máxima admitida é de dois meses.
C) Correto.
D) Errado, as coligadas não entram na consolidação.
E) Errado, os balanços que serão consolidados devem ser elaborados de acordo com
políticas contábeis uniformes.

O Cespe gosta de copiar a lei 6.404/76 e alterar ou suprimir uma palavra ou expressão.
Nesse caso, “resultados, ainda não realizados, ...” virou “resultados realizados”, o que
torna a assertiva errada.

Gabarito - ERRADO.
Provisão é um passivo de prazo ou de valor incerto.

Passivo contingente é:
uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será
confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos
não totalmente sob controle da entidade; ou

Uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é
reconhecida porque:

não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja
exigida para liquidar a obrigação; ou

o valor da obrigação não pode ser mensurado com confiabilidade.

Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, uma vez
que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado.
RESUMO CONTABILIDADE – AULA 13
ASPECTOS INTRODUTÓRIOS

A Estrutura Conceitual possui o objetivo de ser uma “norma mãe”, estabelece os conceitos
básicos no desenvolvimento das demais NBCs TSP.

Objetivo principal das entidades do setor público é prestar serviços à sociedade.

Os RCPGs (demonstrações contábeis e informações complementares) fornecem informações


aos seus usuários para subsidiar os processos decisórios e a prestação de contas e
responsabilização.

CARACTERÍSTICAS DO SETOR PÚBLICO

Volume e significância das transações sem contraprestação

As transações sem contraprestação são comuns no setor público.

Natureza dos programas e longevidade do setor público


Muitos compromissos decorrentes dos programas do setor público e as prerrogativas para
cobrar e arrecadar tributos futuros não se encaixam nas definições de ativo e passivo
presentes na Estrutura Conceitual e, portanto, não são reconhecidos nas demonstrações
contábeis.

A continuidade das entidades do setor público (going concern principle) fundamenta a


elaboração das demonstrações contábeis.

Relacionamento com as estatísticas de finanças públicas (EFP)

A norma destaca que os objetivos das informações contábeis e das estatísticas de finanças
públicas são distintos e podem ocasionar interpretações diferentes para o mesmo fenômeno,
mas deve-se buscar, sempre que possível, o alinhamento entre essas informações.

O objetivo das demonstrações contábeis das entidades do setor público é o fornecimento de


informações úteis sobre a entidade que reporta a informação, voltadas para os usuários dos
RCPGs para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e para a tomada
de decisão.
Os relatórios de EFP são utilizados, principalmente, para:

a) analisar opções de política fiscal, definir essas políticas e avaliar os seus impactos;
b) determinar o impacto sobre a economia; e
c) comparar os resultados fiscais nacional e internacionalmente.

FUNÇÃO, AUTORIDADE E ALCANCE DA ESTRUTURA CONCEITUAL

FUNÇÃO

RCPGs, devem ser elaborados com base no regime de competência.

AUTORIDADE
Em caso de eventual conflito entre a estrutura conceitual e outras NBCs TSP, prevalecem as
disposições específicas vigentes nestas últimas em relação às constantes na primeira.

RELATÓRIO CONTÁBIL DE PROPÓSITO GERAL DAS ENTIDADES DO SETOR PÚBLICO (RCPG)

Os RCPGs são os componentes centrais da transparência da informação contábil dos governos


e de outras entidades do setor público. Os RCPGs são relatórios contábeis elaborados para
atender às necessidades dos usuários em geral, NÃO TENDO O PROPÓSITO DE ATENDER A
FINALIDADES OU NECESSIDADES ESPECÍFICAS DE DETERMINADOS GRUPOS DE USUÁRIOS.

Ainda, segundo a norma, os RCPGs podem compreender MÚLTIPLOS RELATÓRIOS. Os RCPGs


abrangem as demonstrações contábeis, incluindo as suas notas explicativas. Os RCPGs
abrangem também a apresentação de informações que aprimoram, complementam e
suplementam as demonstrações contábeis.

ALCANCE DA ESTRUTURA CONCEITUAL E DAS NBCS TSP


Segundo a norma, a Estrutura Conceitual e as demais NBCs TSP aplicam-se,
OBRIGATORIAMENTE, às ENTIDADES DO SETOR PÚBLICO quanto à elaboração e
divulgação dos RCPGs.

Demais entidades não compreendidas no conceito de “entidades do setor público”, incluindo


as estatais independentes, poderão aplicar a estrutura conceitual e as demais NBCs TSP de
maneira facultativa ou por determinação dos respectivos órgãos reguladores, fiscalizadores
e congêneres.

OBJETIVOS E USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL DE PROPÓSITO GERAL DAS ENTIDADES


DO SETOR PÚBLICO

OBJETIVOS DA ELABORAÇÃO E DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL

Os OBJETIVOS da elaboração e divulgação da informação contábil estão relacionados ao


fornecimento de informações sobre a entidade do setor público que são úteis aos usuários
dos RCPGs para a prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de
decisão.

USUÁRIOS DOS RCPGS


Assim, os USUÁRIOS PRIMÁRIOS dos RCPGs são os usuários dos serviços e seus
representantes (membros do Poder Legislativo) e os provedores de recursos e seus
representantes.

Os RCPGs, podem também fornecer informações úteis para outros indivíduos ou entidades
para propósitos distintos.

Agências reguladoras e supervisoras, entidades de auditoria, comissões do poder Legislativo


ou de outro órgão do governo, órgãos centrais de orçamento e controle, agências de
classificação de risco e, em alguns casos, entidades emprestadoras de recursos e de fomento.
Mesmo que esses outros indivíduos ou entidades encontrem informações úteis nos RCPGs,
eles NÃO SÃO USUÁRIOS PRIMÁRIOS desses relatórios.
OBS.: Os RCPGs não são elaborados e divulgados para atender a necessidades de
informações específicas ou particulares.

NECESSIDADE DE INFORMAÇÃO DOS USUÁRIOS DOS SERVIÇOS E DOS PROVEDORES DE


RECURSOS

A norma destaca que os CREDORES POR EMPRÉSTIMOS E OUTROS CREDORES


exigem informação como insumo para avaliações da liquidez da entidade e, portanto, se o
montante e o prazo para pagamento estarão em conformidade com o que foi contratado.
Já os DOADORES exigem informação para dar suporte às avaliações se a entidade está
utilizando os recursos com eficácia, eficiência e economicidade, e da maneira pretendida.
INFORMAÇÃO FORNECIDA PELOS RCPGS

Principais pontos passíveis de exigência na prova:


DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E A INFORMAÇÃO QUE AS APRIMORE, COMPLEMENTE E
SUPLEMENTE

A Estrutura Conceitual destaca que o alcance da informação contábil é mais abrangente do


que é evidenciado pelas demonstrações contábeis.

OUTRAS FONTES DE INFORMAÇÃO

É IMPROVÁVEL QUE OS RCPGS FORNEÇAM TODAS AS INFORMAÇÕES


QUE OS USUÁRIOS NECESSITEM para fins de prestação de contas e
responsabilização (accountability) e tomada de decisão.

Consequentemente, os usuários dos serviços e os provedores de recursos podem também


considerar informação de outras fontes.

CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS

As características qualitativas da informação incluída nos RCPGs são:

 Relevância;
 Representação Fidedigna;
 Compreensibilidade;
 Tempestividade;
 Comparabilidade; e
 Verificabilidade.
Como RESTRIÇÕES inerentes à informação contida nos RCPGs a Estrutura Conceitual
destaca as seguintes:

 materialidade;
 custo-benefício;
 alcance do equilíbrio apropriado entre as características qualitativas.

Na prática, a norma destaca que talvez não seja possível alcançar todas as características
qualitativas e, nesse caso, um equilíbrio ou compensação entre algumas delas poderá ser
necessário.

As características qualitativas se aplicam a todas as informações FINANCEIRAS e NÃO


FINANCEIRAS apresentadas nos RCPGs, inclusive às informações histórica e prospectiva, além
da informação explicativa.

RELEVÂNCIA
Para que as informações financeiras e não financeiras sejam capazes de exercer essa influência
elas devem ter valor confirmatório, preditivo ou ambos.

Valor Confirmatório: As informações financeiras e não financeiras têm valor confirmatório se


confirmarem ou alterarem expectativas passadas (ou presentes).

Valor Preditivo: Os RCPGs podem apresentar informação acerca dos objetivos, custos e
atividades previstas de prestação de serviços, além do montante e das fontes de recursos que
se destinam a serem alocadas na prestação de serviços no futuro. Tal informação voltada para
o futuro tem valor preditivo e é relevante para fins de prestação de contas e responsabilização
(accountability) e tomada de decisão.

REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA
É alcançada quando a representação do fenômeno é completa, neutra e livre de erro
material.

COMPREENSIBILIDADE
É a qualidade da informação que permite que os usuários compreendam o seu significado.

TEMPESTIVIDADE
Ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil
para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão.

COMPARABILIDADE
Possibilita aos usuários identificar semelhanças e diferenças entre dois conjuntos de
fenômenos.

A Estrutura Conceitual destaca que a comparabilidade difere da CONSISTÊNCIA. A


consistência se refere à utilização dos mesmos princípios ou políticas contábeis e da mesma
base de elaboração, seja de período a período dentro da entidade ou de um único período
entre duas ou mais entidades. A comparabilidade é o objetivo, enquanto que a consistência
auxilia a atingi-lo.

A comparabilidade também difere da UNIFORMIDADE. Para que a informação seja


comparável, coisas semelhantes devem parecer semelhantes e coisas distintas devem parecer
distintas. A ênfase demasiada na uniformidade pode reduzir a comparabilidade ao fazer com
que coisas distintas pareçam semelhantes.

RESTRIÇÕES ACERCA DA INFORMAÇÃO INCLUÍDA NOS RCPGS

Materialidade
A informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar o cumprimento do
dever de prestação de contas e responsabilização (accountability), ou as decisões que os
usuários tomam com base nos rcpgs elaborados para aquele exercício.

Os RCPGs podem englobar informação QUALITATIVA e QUANTITATIVA. Consequentemente,


não é possível especificar um limite quantitativo uniforme no qual determinada informação
se torna material.

A informação contábil impõe custos, e seus benefícios devem justificá-los, contudo, NÃO É
POSSÍVEL IDENTIFICAR TODOS OS CUSTOS E TODOS OS BENEFÍCIOS DA INFORMAÇÃO
INCLUÍDA NOS RCPGS.

Em alguns casos, o EQUILÍBRIO ou a COMPENSAÇÃO entre as características qualitativas


pode ser necessário para se alcançar os objetivos da informação contábil.

Nem sempre está claro se há usuários de serviços ou provedores de recursos que dependam
dos RCPGs de, por exemplo, departamentos ou órgãos individuais do governo, programas
especiais ou áreas identificáveis de atividades com informação para fins de prestação de
contas e responsabilização e tomada de decisão. Determinar se essas organizações, programas
ou atividades devem ser identificados como entidades que reportam a informação e,
consequentemente, serem exigidas a elaborarem os RCPGs envolve o exercício de julgamento
profissional.

A entidade que reporta a informação contábil do setor público pode ter personalidade
jurídica específica ou ser, por exemplo, organização, acordo administrativo ou programa sem
personalidade jurídica.

Bases de mensuração do ativo e do passivo:

Bases de mensuração para os ATIVOS, fornecem informação que satisfaça as características


qualitativas:

 custo histórico;
 valor de mercado / valor justo;
 custo de reposição ou substituição;
 preço líquido de venda;
 valor em uso.

Bases de mensuração para os PASSIVOS, fornecem informação que satisfaça as características


qualitativas:

 Custo histórico;
 Custo de cumprimento da obrigação;
 Valor de mercado;
 Custo de liberação; e
 Preço presumido.
Os AUMENTOS NO VALOR DO ATIVO NÃO SÃO REFLETIDOS no modelo do CUSTO
HISTÓRICO. No entanto, o montante do ativo pode ser reduzido ao se reconhecer a redução
ao valor recuperável.

Mensurações a valor corrente

 valor de mercado;
 custo de reposição ou substituição;
 preço líquido de venda; e
 valor em uso.

15. (INÉDITA) Determinada entidade necessita substituir um ativo para que seja mantido o
potencial de serviços inerente a este ativo. Nesse sentido, verificou que o valor a ser obtido do
ativo será maior do que o seu custo de reposição/substituição. Nessa situação, segundo a
Estrutura Conceitual aplicável ao Setor Público, é apropriado a entidade mensurar o ativo pelo
valor da obtenção, uma vez que ele inclui os benefícios das atividades futuras.

Para fixar! Segundo a Estrutura Conceitual, em alguns casos, o valor a ser obtido do ativo será
maior do que o seu custo de reposição. Contudo, não seria apropriado mensurar o ativo por
aquele valor (valor a maior da obtenção), uma vez que ele inclui os benefícios das atividades
futuras, em vez do potencial de serviços na data do relatório.

Gabarito: Errado
O custo de reposição é relevante para avaliações do custo dos serviços e da capacidade
operacional, mas não é relevante para avaliações da capacidade financeira.

O preço líquido de venda geralmente fornece informação compreensível e, na maioria dos


casos em que é relevante, o preço líquido de venda cumpre as características qualitativas da
representação fidedigna, da verificabilidade e da tempestividade.

O valor em uso é apropriado quando for menor do que o custo de reposição e maior do que
o seu preço líquido de venda.

Lembre-se que se o preço líquido de venda for MAIOR, é mais interessante para a entidade
vender o ativo do que continuar usando.

Da mesma forma, se o custo de reposição for menor do que o valor em uso, a entidade é
capaz de garantir o potencial de serviços equivalente pelo custo de reposição e, portanto, o
valor em uso como base de mensuração é de utilidade limitada.

BASES DE MENSURAÇÃO DO PASSIVO

O Custo histórico é uma base de mensuração do ativo a valor de entrada. Cabe destacar que
CUSTO HISTÓRICO NÃO É A ÚNICA BASE DE MENSURAÇÃO DO ATIVO A VALOR DE ENTRADA.

OBS.: Uma questão pode apresentar dizendo que essa base de mensuração é única e, ISSO
ESTÁ ERRADO!

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