Nome do Acadêmico Josias Correa Neto
Matrícula 0018920
Nome da Atividade Trabalho de parto
Período 7º período
Quais os objetivos / propostas da avaliação inicial (primeira etapa do trabalho de
parto) da gestante em trabalho do parto? Qual a propedêutica recomendada nesta
etapa? E a amniotomia? Deve ser realizada? A gestante nesta etapa pode se
alimentar? Quais as condições? Devemos utilizar quimioprofilaxia com antibióticos
sistêmicos?
Durante o trabalho de parto, a avaliação inicial da gestante tem múltiplos objetivos
e procedimentos essenciais: Determinar o estágio do trabalho de parto e avaliar a condição
materna e fetal; Monitorar os sinais vitais da mãe, incluindo pressão arterial, frequência
cardíaca e respiratória; Avaliar a dilatação cervical e a posição fetal; Identificar a
necessidade de intervenções médicas ou analgesia; Detectar possíveis complicações,
como pré-eclâmpsia ou hemorragia; Avaliar o bem-estar fetal através da ausculta dos
batimentos cardíacos.
A propedêutica recomendada inclui: Exame físico completo, abrangendo
avaliação dos genitais; Monitoramento contínuo dos batimentos cardíacos fetais;
Avaliação da dilatação cervical e posição fetal por toque vaginal; Verificação da pressão
arterial e dos sinais vitais da gestante.
A amniotomia, a ruptura artificial da bolsa amniótica, pode ser considerada para
acelerar o trabalho de parto em certas circunstâncias, com consentimento informado da
gestante e indicação médica.
Em relação à alimentação durante o trabalho de parto: Evitar alimentos sólidos,
especialmente em estágios avançados, para prevenir riscos de aspiração; Permitir líquidos
claros e leves, salvo contraindicações médicas específicas.
A quimioprofilaxia com antibióticos pode ser recomendada em casos de risco de
infecção neonatal por estreptococos do grupo B (GBS), seguindo as diretrizes médicas e
com administração intraparto para gestantes colonizadas por GBS ou com fatores de risco
específicos.
Referências:
LEAL, Maria do Carmo et al. Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e
parto em mulheres brasileiras de risco habitual. Cadernos de saúde pública, v. 30, p.
S17-S32, 2014.