TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Síndromes
PROFESSOR(A): FRANCILIO DE CARVALHO OLIVEIRA
DISCENTE: Moisés Rebouças Marques Neto
CURSO: MEDICINA
PERÍODO: 4º
TERESINA, 12 de MAIO de 2025
TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICS)- EIXO :SISTEMA
ORGÂNICOS INTEGRADOS
Quais os objetivos / propostas da avaliação inicial (primeira etapa do trabalho de
parto) da gestante em trabalho do parto? Qual a propedêutica recomendada
nesta etapa? E a amniotomia? Deve ser realizada? A gestante nesta etapa pode
se alimentar? Quais as condições? Devemos utilizar quimioprofilaxia com
antibióticos sistêmicos?
A avaliação inicial da gestante em trabalho de parto tem como principal
objetivo confirmar se a mulher está efetivamente em trabalho de parto, diferenciando a
fase latente da fase ativa e excluindo diagnósticos diferenciais, como pródromos ou
outras causas de dor abdominal. Além disso, busca-se avaliar o bem-estar materno e
fetal, identificar fatores de risco obstétricos ou clínicos, estimar a fase e o progresso
do trabalho de parto, e traçar um plano de assistência individualizado e seguro. É
também nesse momento que se decide pela internação ou conduta expectante,
conforme a evolução clínica.
A propedêutica nesta etapa inclui anamnese dirigida, com foco no tempo de
início e ritmo das contrações, presença de perda de líquido ou sangramento,
movimentação fetal e antecedentes obstétricos relevantes. O exame físico contempla
sinais vitais maternos (pressão arterial, temperatura, frequência cardíaca), avaliação
abdominal com manobras de Leopold para determinar a apresentação, posição e
altura do feto, e ausculta dos batimentos cardíacos fetais. O toque vaginal é
fundamental para avaliar dilatação, apagamento do colo, integridade da bolsa
amniótica, apresentação fetal e plano de De Lee. Exames complementares, como
cardiotocografia ou ultrassonografia, podem ser solicitados conforme a situação
clínica.
Quanto à amniotomia, ela não deve ser realizada rotineiramente. Sua
indicação deve ser individualizada, geralmente em casos de lentidão na progressão
do parto durante a fase ativa, necessidade de avaliação do líquido amniótico ou para
facilitar a monitorização interna. Deve-se evitar a amniotomia na fase latente, em
apresentação alta ou em situações de risco de prolapso de cordão. A conduta
expectante com bolsa íntegra é segura na maioria dos casos.
Sobre a alimentação, a gestante pode se alimentar durante a primeira etapa
do trabalho de parto, especialmente se estiver na fase latente. Recomenda-se uma
dieta leve e líquidos claros, sempre respeitando o estado clínico e o risco de
necessidade de intervenção cirúrgica. Em casos com risco anestésico aumentado ou
previsão de parto cesáreo, pode ser prudente manter jejum relativo ou orientado pela
equipe anestésica.
Por fim, a quimioprofilaxia com antibióticos sistêmicos também não é de
rotina e deve ser utilizada em situações específicas, como presença de colonização
por Streptococcus agalactiae (GBS) detectada no pré-natal, histórico de
recém-nascido anterior com infecção por GBS, ruptura de membranas superior a 18
horas, ou febre intraparto. O antibiótico mais utilizado é a penicilina cristalina ou
ampicilina intravenosa. A decisão deve considerar o histórico da gestante e o risco
neonatal.
.
RELAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA
Joana, 34 anos, G3P2, relata contrações fortes a cada 3 minutos, com
início há cerca de 1 hora. Ao exame: 5 cm de dilatação, apagamento completo,
apresentação cefálica, bolsa íntegra, plano -2. FCF 148 bpm. Classificada em
fase ativa do trabalho de parto e internada. Não realizada amniotomia, conduta
expectante.
.
Referências Bibliográficas
MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa; REZENDE FILHO, Jorge de.
Obstetrícia fundamental, Rezende. 14
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual técnico pré-natal e puerpério: atenção
qualificada e humanizada. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. (Série A. Normas
e Manuais Técnicos. Série Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, n. 5).