AFYA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA PARAÍBA
CURSO DE MEDICINA
CLÍNICA INTEGRADA II – SEMESTRE 2024.1
TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Estudante: Michel Adão de Oliveira Fernandes
Matrícula: 211103241
ATIVIDADE 8 – TRABALHO DE PARTO
Quais os objetivos / propostas da avaliação inicial (primeira etapa do trabalho de
parto) da gestante em trabalho do parto?
Qual a propedêutica recomendada nesta etapa?
E a amniotomia? Deve ser realizada?
A gestante nesta etapa pode se alimentar? Quais as condições?
Devemos utilizar quimioprofilaxia com antibióticos sistêmicos?
O primeiro período do trabalho de parto é a fase ativa. Sendo essa fase no mínimo
3 contrações em 10 minutos e dilatação acima de ≥ 5 cm. A internação da gestante ocorre a
partir da fase ativa do trabalho de parto.
Ausculta cardíaca fetal intermitente a cada 15-30 minutos se risco habitual ou
cardiotocografia se alto risco.
Duração é variável, nas primíparas é, geralmente, de 12h. Não utilizar o critério de 1
cm/h (prescrito). O toque vaginal deve ser feito a cada 4 horas.
Não administrar ocitocina de rotina, apenas em caso de distocia no parto ou na
necessidade de acelerar o trabalho de parto por motivo específico.
Não fazer pelvimetria de rotina, não deve guiar o trabalho de parto.
Importante fazer a evolução do trabalho de parto no partograma. É preciso registrar
os batimentos cardíacos fetais e contrações. É importante também registrar a evolução do
trabalho de parto: dilatação e descida da apresentação. É preciso registrar no partograma todas
as intervenções.
Além disso, a gestante na fase ativa do trabalho de parto deve ser estimulada a andar
e a adotar posições verticais. Pois, reduz o tempo de trabalho de parto (sendo a posição de
escolha da parturiente).
Deve-se estimular a alimentação e a ingestão de líquidos, não precisa ficar em
jejum.
Não fazer tricotomia e enemas.
A gestante deve ter opções de alívio de dor: não farmacológicas (banho, banheira,
massagem, bola etc.) e farmacológicas (anestesia peridural, opioides, analgésicos inalatórios
etc.).
Não fazer amniotomia de rotina se o trabalho de
parto está evoluindo bem. Deve ser feito se a paciente
apresentar algum sinal de distocia ou se precisar
acelerar o trabalho de parto por algum motivo
específico. Quando é necessária, faz-se no final da
contração e com controle dos BCF. O procedimento
tem complicações, como o maior risco de prolapso de
cordão e corioamnionite.
Não é indicado o uso de antibiótico profilático para partos não complicados ou para
episotomia.
Primeiro estágio
Indicado pela OMS Não indicado pela OMS
Fase ativa a partir de 5 cm de dilatação Dilatação cervical de 1 cm/h
Duração variável, em torno de 12h Intervenções de rotina < 5 cm
Controle intermitente dos BCFs a cada 15- Pelvimetria clínica
30 min
Toque vaginal a cada 4 horas Cardiotocografia para gestante de risco
habitual
Opções de alívio da dor Tricotomia e enemas
Ingestão de líquidos e alimentos Embrocação vaginal de rotina com
antissépticos
Encorajar movimentação e posição vertical Amniotomia para evitar parto prolongado
Ocitocina de rotina
Antiespasmódicos e fluidos endovenosos de
rotina
Uso de antibióticos profiláticos
Referências:
Estratégia MED – Curso para Residência Médica. Obstetrícia. Assistência ao Parto Normal.