Escola Sesi – Dionísio Marques de Almeida
Professora: Izabella Souza
Aluna: Millena Gomes de Sousa Alencar
Data: 10/03/2025
Competências e Habilidades:
SESI.EM13LP31.c.10
Lima Barreto
“Ele alegrou os outros e nunca teve alegria.”
– Biografia sobre Lima Barreto:
Lima Barreto é um escritor brasileiro pré-modernista nascido em 13 de maio de 1881
e falecido em 01 de novembro de 1922. Descendente de escravos, sentiu na pele a
exclusão social devido à sua origem, inclusive nos meios acadêmicos. Além do
alcoolismo, enfrentou diversos problemas de saúde em sua vida e foi internado em
hospício por mais de uma vez. O escritor Lima Barreto (Afonso Henriques de Lima
Barreto) nasceu no Rio de Janeiro. Era negro e de família pobre. Sua avó materna,
Geraldina Leocádia da Conceição, foi uma escrava alforriada. Sua mãe era professora
primária e morreu de tuberculose quando Lima Barreto tinha 6 anos. Seu pai era
tipógrafo, porém sofria de doença mental. Em 1905, trabalhou como jornalista no
Correio da Manhã. Lançou, em 1907, a revista Floreal. Em 1909, o seu primeiro
romance foi editado em Portugal: Recordações do escrivão Isaías Caminha. Já o
romance Triste fim de Policarpo Quaresma foi publicado, pela primeira vez, em 1911,
no Jornal do Comércio, em forma de folhetim. Em 1914, Lima Barreto foi internado em
um hospital psiquiátrico pela primeira vez.
– O Triste Fim de Policarpo Quaresma:
Introdução: O romance conta a história de Policarpo Quaresma, um funcionário
público e patriota idealista que deseja valorizar a cultura nacional. No final do século
XIX, ele trabalha no Rio de Janeiro como subsecretário do ministro da Guerra e propõe
que a língua tupi seja reconhecida como idioma oficial do Brasil, pois acredita que os
indígenas são os verdadeiros brasileiros. No entanto, sua ideia é vista como absurda, e
ele acaba sendo internado em um hospício.
Durante seu período de internação, apenas algumas pessoas, como sua afilhada
Olga, seu compadre e o professor de violão Ricardo Coração dos Outros, continuam a
apoiá-lo. Após sair do hospital, desiludido com a sociedade, decide se afastar e se
muda para o "Sítio do Sossego", localizado na cidade de Curuzu, onde se dedica à
agricultura. No entanto, ao longo do tempo, começa a interagir com políticos locais e se
envolve novamente com questões políticas.
Quando ocorre a Revolta da Armada, Quaresma decide apoiar o governo de
Floriano Peixoto contra os rebeldes da Marinha. Contudo, ao se aproximar do governo,
percebe a corrupção e a brutalidade do presidente, tornando-se cada vez mais
desencantado com sua visão nacionalista. Acusado de traição por Floriano, acaba
preso e condenado ao fuzilamento, morrendo desiludido com o país e o povo que tanto
admirava.
– Análise sobre a obra:
A obra "O Triste Fim de Policarpo Quaresma" tem como um dos seus objetivos
analisar e criticar sobre a sociedade brasileira da época. Lima fala sobre as questões
burocráticas, as injustiças, interesses pessoais, interesse político, entre outros.
O autor utiliza um 'tom profético' e recorre à ironia e ao humor para reforçar sua
crítica e denúncia social. O nacionalismo exagerado e a ingenuidade do protagonista
evidenciam essas críticas. A presença de Floriano Peixoto que é um dos personagens
reais da história do país, é visto como uma figura que é mais verdadeira aos fatos
apresentados, e a citação de eventos históricos, como a Revolta da Armada e a Guerra
do Paraguai, dão mais realismo à narrativa.
— Qual o motivo da morte de Policarpo Quaresma?
Foi acusado de traição, pois enquanto carcereiro da prisão dos marinheiros
insurgentes, presenciou o fato de alguns prisioneiros terem sido escolhidos
aleatoriamente para serem fuzilados. Policarpo decidiu denunciar o ocorrido ao
presidente Floriano Peixoto. Foi então acusado de traição e condenado à morte.
— Personagens da obra Triste fim de Policarpo Quaresma
Policarpo Quaresma: funcionário público e protagonista da obra. É um exímio
patriota, erudito e apaixonado por livros.
Ricardo Coração dos Outros: professor de violão de Quaresma.
Olga: afilhada de Policarpo.
Vicente Coleoni: pai de Olga.
Amando Borges: marido de Olga.
Adelaide: irmã de Quaresma que morava com ele.
Anastácio: caseiro de Quaresma.
Mané Candeeiro: empregado do sítio de Quaresma.
Felizardo: empregado do sítio de Quaresma.
Sinhá Chica: esposa de Felizardo.
Tenente Antonino Dutra: escrivão e funcionário da prefeitura de Curuzu.
Doutor Campos: presidente da Câmara de Curuzu.
General Albernaz: vizinho de Quaresma.
Dona Maricota: esposa do general Albernaz.
Lulu: aluno do Colégio Militar e filho do general.
Ismênia: filha mais velha do general Albernaz e de Dona Maricota. Também é
noiva de Cavalcanti.
Cavalcanti: estudante de odontologia e noivo de Ismênia.
Quinota: filha do general Albernaz e de Dona Maricota. É esposa de Genelício.
Genelício: escriturário do Ministério da Fazenda e noivo de Quinota.
Zizi: filha do general Albernaz e de Dona Maricota
Lalá: noiva do tenente Fontes, filha do general Albernaz e de Dona Maricota.
Tenente Fontes: artilheiro e noivo de Lalá.
Vivi: filha do general Albernaz e de Dona Maricota.
Contra-almirante Caldas: amigo do general Albernaz.
Doutor Florêncio: engenheiro e amigo do general Albernaz.
Senhor Bastos: contador e amigo do general Albernaz.
Capitão de bombeiros Segismundo: amigo do general Albernaz.
Marechal Floriano: governante do país. Foi presidente do Brasil de 1891 a
1894.
Referências Bibliográficas:
https://www.ebiografia.com/lima_barreto/
https://www.todamateria.com.br/lima-barreto/
https://www.todamateria.com.br/triste-fim-de-policarpo-quaresma/#:~:text=Foi
%20acusado%20de%20trai%C3%A7%C3%A3o%2C%20pois,trai
%C3%A7%C3%A3o%20e%20condenado%20%C3%A0%20morte.