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Relatório de Estágio Supervisionado I

O relatório de estágio supervisionado I documenta as experiências práticas e pedagógicas dos alunos durante o semestre, incluindo visitas a exposições e rodas de conversa com profissionais da área. Apesar das dificuldades enfrentadas, como greves que atrasaram o estágio em campo, os alunos participaram de atividades que enriqueceram sua formação em Artes Visuais. O relatório também aborda a importância da pesquisa em artes, destacando conceitos como cartografia e artografia.

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Relatório de Estágio Supervisionado I

O relatório de estágio supervisionado I documenta as experiências práticas e pedagógicas dos alunos durante o semestre, incluindo visitas a exposições e rodas de conversa com profissionais da área. Apesar das dificuldades enfrentadas, como greves que atrasaram o estágio em campo, os alunos participaram de atividades que enriqueceram sua formação em Artes Visuais. O relatório também aborda a importância da pesquisa em artes, destacando conceitos como cartografia e artografia.

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I

Relatório das vivências durante a disciplina


Estágio Supervisionado I, sob orientação do Prof.
Dr. Elinaldo da Silva Meira, quesito parcial para
as atividades de conclusão da disciplina.

Mariana Martins Teixeira Fernandes 201904050

GOIÂNIA
JUL/AGO DE 2024
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SUMÁRIO

1 Um pouco sobre a disciplina Estágio Supervisionado I 4


2 As vivências 4
3 Comentários sobre leitura 9
4 Referencias 11
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RESUMO

O relatório de estágio tem como objetivo mostrar nossas vivências durante o período
que tivemos o Estágio Supervisionado I, relatando nossas práticas pedagógicas , visitas
à exposições, atividades e leituras, com o objetivo de adquirir experiencias na área de
Artes Visuais Licenciatura.

Palavras-chave: Estágio Supervisionado. Práticas pedagógicas. Ensino


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1 Um pouco sobre a disciplina Estágio Supervisionado I

Durante a disciplina de estágio I, houveram várias dificuldades. Logo no começo


do semestre, os funcionários do administrativo entraram de greve por melhores
condições de salário, que, algumas semanas depois foi seguida pela greve dos
docentes e discentes da faculdade, o que resultou na ausência de aulas em um
intervalo de aproximadamente um mês. Infelizmente, não foi possível iniciar os
estágios em campo devido as greves que ocorreram na universidade, e, quando
retornamos às aulas, as escolas estavam entrando de férias.
A maior dificuldade foi a falta que uma aula em campo teve, principalmente
para os estudantes os estudantes que pegara o estágio I como o primeiro estágio
durante o curso, o que não foi o meu caso. É fundamental se ter o máximo de
experiência durante um curso, para que quando entrarmos de fato no mercado de
trabalho, não haja tantas dificuldades para nos adaptarmos. Felizmente, o estágio I é o
mais introdutório, e é onde os discentes do curso não são tão ativos em campo, e sim
estão mais como observadores.
Ainda que não houve nenhuma aula em campo de estágio, o professor deu o
seu melhor para cumprir o objetivo das aulas de estágio, que é termos experiencia de
campo em nossa área de formação, onde tivemos uma roda de conversa com dois
professores de artes formados em períodos diferentes, onde cada um falou de sua
experiência durante a profissão e visitamos dois locais, a exposição “Enraizamentos”,
localizada do Centro Cultural Octo Marques e a Catedral das Artes.

2 As vivências

Como não tivemos um estágio em campo, o professor propôs práticas


pedagógicas para compor nossas vivencias acadêmicas, para tentar minimizar o
máximo possível a deficiência que a falta do campo de estágio traria para nossa vida
acadêmica.

2.1 Prática pedagógica: pipas


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A primeira prática pedagógica que foi feita assim que retornamos da greve foi
com pipas. A prática ocorreu no dia 27 de junho, onde discutimos sobre a cultura e
história de empinar pipa, e vimos obras relacionadas, como a pintura de Candido
Portinari “Meninos Soltando Pipa”.
A turma então montou suas próprias pipas, onde em dupla fizemos as rabiolas
e amarramos nas pipas, e, depois disso fomos tentar solta-las, o que foi um desafio, já
não havia vento o suficiente para as manter no ar, mas isso não significa que não
houveram tentativas, e alguns quase conseguiram, o que não foi o meu caso.

Foi interessante os diálogos que tivemos durante a aula, sobre a importância de


ensinar com brincadeiras e também utilizar do cotidiano dos alunos para facilitar no
entendimento da dos conteúdos, não só de artes como de outras matérias também.

2.2 Visita à exposição coletiva “Enraizamentos”

Visitamos com o professor Elinaldo uma exposição localizada no Centro Cultural


Octo Marques no dia quatro de julho, titulada “Enraizamentos”. O encontro foi
marcado para ser às 09h, e cheguei pouco antes do horário. A exposição foi feita por
um grupo de professores da FAV, sendo eles : Flávia Leme, Glayson Arcanjo e Odinaldo
Costa, Adriana Mendonça, Eliane Chaud e Rubens Pileggi.
Na exposição, vimos as obras dos artistas, onde cada um utilizou de uma
técnica diferente para expressarem sobre suas raízes. Houveram desde gravura,
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instalação, fotografia e vídeos com performance, sendo um elemento com presença


constante a terra, ou quando não tinha a presença da terra, havia coisas que vinham
da terra, como no caso das peles de cobra nas obras da professora Adriana Mendonça.
Durante o tempo que estivemos no Centro Cultural Octo Marques, tivemos
uma roda de conversa sobre curadoria e como isso e a organização do catálogo e
expografia é importante para uma exposição de artes.

2.3 Roda de conversa com egressos: João Pedro Alves e Andrea Amorim

Dia 11 de julho, foram convidados para uma roda de conversa dois egressos:
João Pedro Alves e Andrea Amorim, onde ambos falaram sobre suas experiencias
lecionando artes. Foi interessante ouvir sobre as diferenças e semelhanças na área,
sendo que eles tem uma diferença de quase vinte anos em relação à quando saíram da
Faculdade de Artes Visuais.
João Pedro Alves se formou a pouco mais de um ano, tempo em que trabalha
como professor e durante a roda de conversas, contou sobre suas dificuldades do
trabalho, suas opiniões e formas de recém formados terem melhores condições no
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trabalho. Uma coisa interessante, foi que, mesmo Andrea Amorim tendo se formado
cerca de vinte anos atrás, ambos Alvez e Amorim relataram dificuldades parecidas em
relação às escolas, principalmente escolas particulares.

2.4 Visita ao espaço cultural Catedral das Artes

A Catedral da Artes é um instituto cultural construído pelo artista Noé Luiz da


Mota, sendo uma estrutura inspirada em um cupinzeiro e formas do cerrado, sendo
construída desde os anos 1980. Na Catedral das Artes podemos ver vários tipos de
obras de arte, feitas pelo próprio Noé ou doado por outros artistas.
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Nossa visitação ocorreu no dia 18 de julho, onde o artista Noé Mota nos
conduziu, mostrando as pinturas, esculturas e instalações enquanto falava um pouco
delas. Haviam várias obras pintadas pelo próprio Noé Mota, mas mais da metade eram
de outros artistas, sendo muitas dessas obras doada para a Catedral.
Outro ponto interessante é o amor de Mota pelo Cinema, tendo várias câmeras
e rolos de filme expostas na catedral, tendo ele mesmo produzido e estrelado filmes e
possui até mesmo seu próprio cinema. Durante nossa visita, o artista nos passou um
curta-metragem.

2.4 Produção dos cadernos

Uma das primeiras atividades que fizemos, antes mesmo da greve e de termos uma
sala fixa para os dias de quinta, foi a produção de cadernos. Foi durante nossa segunda
aula de Estágio Supervisionado I, sendo uma aula mais introdutória, tenda e
encadernação como uma ideia de aula para nossos possíveis futuros estudantes.
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3 Comentários sobre leitura

Durante o período que tivemos nossa aula de estágio supervisionado I,


nos deparamos com um artigo passado pelo professor, escrito por Leonardo Verde
Charréu e titulado “A CARTOGRAFIA E A ARTOGRAFIA COMO MÉTODOS VIVOS DE
INVESTIGAÇÃO EM ARTE E EM EDUCAÇÃO ARTÍSTICA”, que aborda sobre a pesquisa
em artes, utilizando como ferramentas a cartografia e a artografia.
Existe uma diferença na investigação científica clássica com a investigação
através das artes, mesmo que a pesquisa em artes seja inspirada ou subsidiária de
investigações em ciências sociais segundo o artigo de Charréu. “Se é certo que nem
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toda a experiência humana pode ser racionalizada e captada (e capturada) pela


linguagem, a arte parece surgir da necessidade de um preenchimento desse espaço”.
Ao meu ver, esse trecho sugere a complexidade da mente humana, e mesmo que
possamos a estudar, há um limite do que podemos entender com a linguagem, ou
seja, o que pode ser dito, mas que podemos superar esse limite com meios artísticos.
Leonardo Charréu afirma em seu artigo que, diferentemente de uma
investigação científica, a investigação através da arte não recolhe os dados e sim os
produzem.
“Nas metodologias artísticas de investigação, em particular nas de
índole visual, as imagens, mais do que ilustrar ou representar o texto,
dialogam com o que é escrito, tensionam essa escrita, por vezes
estabelecendo ou assumindo-se como uma espécie de mapas e,
enquanto imagens artísticas, não apenas documentais, devem ter
essa capacidade peculiar de estabelecer ressonâncias com o leitor”.
(Charréu, 2019).

Durante a leitura, nos deparamos com dois termos: Cartografia e


Artografia. Se entende como cartografia o estudo geográfico e representações de
locais em mapas, onde segundo Charréu, foi bastante importante principalmente
durante o século XVI para as navegações, permitindo o inicio do que hoje chamamos
de “Globalização”. A artografia tem como origem a palavra artography, que tem como
etimologia a/r/tography onde “a” vem de art (arte), “r” vem de rechercher
(pesquisador) e “t” de teacher (professor) e graphy vem do grego graphiem, que
significa escrever, representar graficamente.
Tanto a artografia quanto a cartografia podem ser usados para uma pesquisa
na área de artes, já que a cartografia não precisa estar apenas relacionada à locais
físicos, mas também na própria sociedade, mapeando suas práticas culturais e
artísticas. Como a artografia seria métodos para questionar a arte, os dois se
complementariam em uma pesquisa envolvendo arte e cultura.
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REFERÊNCIAS

CHARREU, Leonardo Verde. A cartografia e a artografia como métodos vivos de


investigação em arte e educação artística. In: DIACRÍTICA – revista do Centro de
Esudos Humanísticos. Lisboa: Centro de Estudos Humanísticos, 2019, volume 33, p. 87
-103. Disponível em:
[Link]
Acesso: 15 jul 2024.

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