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3 - Umbanda - Variações

A Umbanda é uma religião plural, com diversas correntes e formas de prática, que devem ser respeitadas e entendidas como contribuições para a consolidação da fé. A diversidade nas práticas não deve comprometer a unidade da Umbanda, que é definida por sua essência comum. Entre as variações da Umbanda, destacam-se a Umbanda Cristã, Trançada, Branca, Pura, Popular, Esotérica, e Sagrada, cada uma refletindo influências e características específicas de seus praticantes.
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3 - Umbanda - Variações

A Umbanda é uma religião plural, com diversas correntes e formas de prática, que devem ser respeitadas e entendidas como contribuições para a consolidação da fé. A diversidade nas práticas não deve comprometer a unidade da Umbanda, que é definida por sua essência comum. Entre as variações da Umbanda, destacam-se a Umbanda Cristã, Trançada, Branca, Pura, Popular, Esotérica, e Sagrada, cada uma refletindo influências e características específicas de seus praticantes.
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UMBANDA, e suas variações:

Dentro da Umbanda existem várias correntes de pensamento e muitas formas de


praticá-la. Há quem defenda um “tipo ideal” de Umbanda, descartando outras formas
de praticá-la. Assim uns reconhecem e outros negam as várias Umbandas, enquanto,
talvez, devêssemos buscar um caminho do meio, no qual a Umbanda é única em sua
essência e diversa nas formas de praticá-la. Assim, apesar das distinções em suas práticas,
nenhuma das correntes serão aqui consideradas melhores ou piores, tão pouco mais ou
menos importantes, já que todas que respeitam as leis de Umbanda, contribuem para a
consolidação desta prática religiosa.

O entendimento acima, nos conduz ao pensamento de que todas foram, são e


sempre serão boas e importantes na busca pelo estabelecimento da doutrina como está
hoje, bem como para a assimilação e incorporação de novas práticas ou conceitos
renovadores no futuro. Desta forma, é preciso evitarmos o julgamento sobre os diversos
contextos da prática da NOSSA fé, buscando entender que a Umbanda “correta”, é
aquela que abriga mais significado perante a nossa própria essência, aquela que traz
mais respostas positivas a nossa busca por crescimento e evolução, praticada dentro de
nós mesmo dia a dia em busca da FÉ, AMOR, CARIDADE e HUMILDADE!

A pluralidade deve existir enquanto não colocar em risco a unidade. É pela


unidade, que devemos definir a Umbanda e não pela diversidade. O conhecimento traz
o respeito. Se entre nós umbandistas não houver entendimento, será difícil que um dia
está fé seja reconhecida como algo bom em seu contexto geral, em sua UNIDADE.

De forma geral, cada casa, templo, tenda, terreiro de Umbanda em sua prática,
tem características que se aplicam segundo o quadrante de enquadramento no qual seu
dirigente experienciou sua vida religiosa. Por quadrante de enquadramento, devemos
entender então algo como o “espaço” de conhecimentos e de práticas utilizadas/aplicadas
pelo dirigente em sua casa.

Exemplo: Em uma casa onde o dirigente teve formação católica, provavelmente


veremos traços de uma “Umbanda Católica” na qual as qualidades cristãs e a presença
dos santos católicos levarão conforto e tranquilidade a quem entre neste templo
umbandista.

Para tratar desta pluralidade ou se preferir usar diversidade, traremos alguns tipos
de Umbanda praticadas no Brasil, além da Umbanda Cristã, citada acima com exemplo.
Dentre elas podemos citar a Umbanda Trançada, Mista e Omolocô. Estes são nomes
usados para identificar a Umbanda praticada com maior influência dos Cultos de Nação
ou do Candomblé Brasileiro onde se combina os fundamentos e preceitos oriundos das
culturas africanas com as entidades de Umbanda. Esta variação de Umbanda é conhecida
por muitos por Umbandomblé.

Temos também a Umbanda Branca, que tem como princípio a ideia de que a
Umbanda era uma “Linha/vertente” do Espiritismo ou simplesmente uma forma de
praticar o Espiritismo em si (Kardecismo). Geralmente usa-se esta qualificação, para
definir trabalhos de Umbanda com a ausência do que chamamos de “Linha da Esquerda”.
No contexto histórico-social, a nomenclatura teve por princípio conduzir a uma ideia mais
europeia que afro, ou seja, mais Espírita, pratica da fé mais aceita naquele momento.

Existe a Umbanda Pura termo proposto no Congresso de Umbanda em 1941,


que visava definir/criar uma “Umbanda desafricanizada e mais orientalizada”. Podemos
encontrar como variação da Umbanda, a Umbanda Popular, com perfil de não buscar
muito conhecimento de causa, sem estudo ou interesse em entender os fundamentos.
Variação da Umbanda, na qual o que vale é aquilo que foi dito e ensinado de forma direta
pelos espíritos.

Dentre toda essa diversificação, podemos encontrar nomenclaturas/variações


como a Umbanda Esotérica ou Iniciática, a Umbanda de Caboclo, a Umbanda de
Jurema, o Umbandaime além da Umbanda Eclética, sendo que cada uma destas
carrega elementos, filosofias e pensamentos ligados a uma diferenciação em sua prática,
sua ritualística. Entre os exemplos e variações da Umbanda mais conhecidas, por fim,
temos a Umbanda Sagrada, também nomeada como Umbanda Natural, sendo esta
variação, um caso não intencional, já que surgiu a partir da divulgação dos livros e
palestras ministradas por Rubens Saraceni, que não tinha a intenção direta de criar uma
“nova Umbanda”, mas sim, referir-se a ela como uma qualidade de ser sagrada e natural.

Assim, podemos entender que existem muitas outras variações dentro do culto
umbandista, muitos sem nome consolidado, e que assim como foi dito, diversos em seus
rituais, os quais levam em consideração os conhecimentos inserido no quadrante de
enquadramento de seu regente, não sendo está a certa ou errada. Portanto, indiferente a
forma de sua prática, quando for perguntado de qual Umbanda você faz parte, o mais
correto a se responder seria simplesmente “UMBANDA”, lembrando que é pela
UNIDADE que definimos a religião, e não pela DIVERSIDADE dela.

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