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Direito Ambiental

O documento aborda o Direito Ambiental no Brasil, incluindo sua evolução histórica, conceitos fundamentais, e a legislação pertinente, como a Lei 6938/81. Discute também a responsabilidade civil, penal e administrativa ambiental, além dos princípios que regem a proteção do meio ambiente. A repartição de competências entre diferentes esferas de governo e a natureza jurídica do meio ambiente como um bem difuso também são abordados.

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Direito Ambiental

O documento aborda o Direito Ambiental no Brasil, incluindo sua evolução histórica, conceitos fundamentais, e a legislação pertinente, como a Lei 6938/81. Discute também a responsabilidade civil, penal e administrativa ambiental, além dos princípios que regem a proteção do meio ambiente. A repartição de competências entre diferentes esferas de governo e a natureza jurídica do meio ambiente como um bem difuso também são abordados.

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Direito Ambiental

Daniel Braga Lourenço

daniel@[Link]

Bibliografia

Direito Ambiental Brasileiro – Paulo Afonso Leme Machado – Editora Malheiros

Edis Milaré

Paulo de Bessa Antunes

Assuntos:

AP1

1. Introdução à regulação ambiental


1.1. Breve História da legislação ambiental
1.2. Norma ambiental é diferente de Direito Ambiental
2. Conceitos Fundamentais da política nacional do meio-ambiente (Lei 6938/81)
3. Interesses coletivos
4. Princípios do Direito Ambiental
5. Repartição de competências em matéria ambiental
5.1. Competência legislativa
5.2. Competência administrativa
6. Ética ambiental

AP2

7. Responsabilidade Civil Ambiental


8. Tutela Processual Coletiva
8.1. Ação Popular
8.2. Ação Civil Pública
9. Responsabilidade Penal Ambiental
10. Responsabilidade Administrativa Ambiental
11. Licenciamento Ambiental
12. Espaços Territoriais Protegidos
12.1. UC
12.2. R.L.
12.3. A.P.P

Lei 9985/00

Lei 12.651/12

Aula 03/08/2023

1. Introdução à regulação ambiental


Por que Direito Ambiental?

Gerret Hardin

A tragédia das Commons -> propriedades de uso compartilhado

Área comum de pastoreio

a) A superexploração de recursos finitos em sistemas fechados leva a escassez


b) Direito de intervenção na livre iniciativa e uso da propriedade privada

Lynn White Jr.

As raízes históricas da nossa crise ecológica.

 Técnica
 Crise de valores (relação entre homem e natureza)

2. Evolução histórica das normas ambientais

Norma ambiental (sempre existem) difere de Direito ambiental (anos 70/80)

1. Economicista

1602 – Pesca das baleias

1605 – Regimento do Pau-Brasil

2. Políticas Setoriais Ambientais

1934 – Decreto 24.645/34 Fauna

Dec 23.791/34 florestas

Dec 24.642/34 Mineração

Dec 24.643/34 Aguas

Ocorreram inconsistências pois os decretos eram independentes, não relacionando os assuntos


que são relacionados.

L 4771/65 – segundo código florestal

L 5197/67 – nova norma sobre proteção da fauna


3. Sistematização

Lei 6938/81 – Políticia Nacional do MA (PNMA) – Lei que procura regular o Direito Ambiental

Originou a Lei 7347/85 (Ação Civil Pública)

4. Constitucionalização

A CRFB dedicou um capítulo para o Direito Ambiental

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum
do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o
dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.

5. “Ecologização” do Direito Ambiental – envolve uma ampliação dos destinatários do


Direito Ambiental – ampliação dos Direitos dos animais e direitos da natureza.

 Definição legal de meio ambiente – art 3º, I, Lei 6938/81 –


“meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de
ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas
as suas formas”. -> meio ambiente natural

Dimensão natural do meio ambiente (meio ambiente natural) – fauna, flora, ar,
agua, solo, subsolo – elementos naturais que compõem o meio ambiente.

Meio ambiente artificial – meio ambiente urbano (onde a grande parte dos
seres humanos vivem, cidades) e daí surge o Direito urbanístico, que tenta
colaborar com uma vida nas cidades menos caótica, trazendo instrumentos
que cuidam disso.
Por exemplo a Lei 10.257/01 – Estatuto das Cidades
Plano Diretor

Meio ambiente cultural – histórico, turístico, paisagístico, cultural – patrimônio


cultural brasileiro – CR art 215 e 216 (por exemplo, o acesso à cultura). Tanto
patrimônio material (monumentos, construções históricas) como imaterial
(ritmos musicais, tradições folclóricas, capoeira).

Meio ambiente do trabalho – local designado adequadamente para que o


trabalhador possa desempenhar suas funções

ADI 3540 – STF advoga uma missão mais ampla de meio ambiente
Crítica: art 225 tem uma definição tímida sobre o meio ambiente.

 Natureza jurídica do meio ambiente


Art. 225, Caput, CF, “bem de uso comum do povo”

O que são bens de uso comum do povo?


CC art 99, I, São bens públicos:

I – Bens de uso comum do povo

Daí se concluiria que o meio ambiente é bem público.

Porém o artigo anterior diz que são bens públicos os bens de domínio nacional
que pertencem as pessoas jurídico de direito publico interno, os demais são de
direito privado. Ou seja, União, estados, DF e municípios. No caso os bens
públicos precisam ser de propriedade desses entes.

O bem ambiental em sentido macro, não seriam bens de propriedade do


Estado. Esses entes seriam apenas gestores. O ar não é um bem público
tecnicamente. Em sentido macro, o meio ambiente é um direito difuso.

Concluindo, a expressão bem de uso comum do povo não é como se expressa


no Direito Civil e sim um bem difuso, um bem coletivo, um bem social. Ele não
é um bem público.

Art. 225 §4º


§ 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal
Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á,
na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente,
inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

Questão de prova:
Competência jurisdicional, quem julga?
Joao de maneira ilegal cortou árvores da floresta amazônica brasileira. Atividade
madeireira ilegal. O João será julgado diante da justiça federal ou justiça comum e por
que? A Justiça federal serve para julgar bens da União. Conforme explicado
anteriormente, a natureza do meio ambiente é de direito difuso e não bem público.
Portanto será julgado pela justiça estadual.

Se o bem ambiental é um bem difuso, será importante fazer uma revisão dos
interesses coletivos. Art 81, parágrafo único, I, II e II da lei 8078/90 (CDC)

- Interesses difusos

- Interesses coletivos

- Interesses individuais homogêneos

Leremos os dispositivos e extrairemos as características na próxima aula.

Aula 17/08/2023

CDC: Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das
vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo.

Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:


I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste
código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares
pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato;

II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste


código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo,
categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por
uma relação jurídica base;

III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os


decorrentes de origem comum.

Geralmente o meio ambiente está atrelado ao um bem difuso, pois o meio


ambiente é de todos.

Interesses Coletivos
CDC art 81 parágrado único, I, II, III - estabelece a diferença entre as categorias

Interesses Grupo Pretensão Origem

1 Difusos - inciso I Indeterminado Indivisível Fato (pessoas expostas a um fato)

2 Coletivos (em sentido estrito) determinado Indivisível vínculo jurídico

3 Individuais homogêneos determinado Divisíveis Fato

Conceitos – chave em matéria ambiental

Lei 6938/81 – Lei da Política Nacional do Meio Ambiente

Art 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:

I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações


de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em
todas as suas formas;

II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa (prejudicial)


das características do meio ambiente;

III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de


atividades que direta ou indiretamente: (causada pela ação humana, incluindo
pessoas jurídicas)

Obs: Pode ocorrer degradação e poluição. Degradação é gênero e poluição é


espécie.

IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado,


responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação
ambiental;
V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e
subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da
biosfera, a fauna e a flora.

Princípios ambientais

1. Fundamentalidade – matéria de meio ambiente é matéria de direitos humanos.


Art. 225 caput -essencial à qualidade de vida – art 1º, III, CF – dignidade da pessoa
humana.
ADI 3540/DF
DH de 3ª geração

Obs: Fontes do Direito Ambiental -> Tratados internacionais em matéria ambiental


CF art 5º
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do
regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República
Federativa do Brasil seja parte.

Qual é o valor de um tratado internacional sobre direitos humanos que o Brasil assinou e
ratificou, diante do art. 5º do §2º? Emenda. Tratados internacionais poderiam ter valor
constitucional.

Tratados internacionais de direitos humanos tem valor supralegal se não for aprovado por 3/5
duas vezes em cada casa. Se for aprovado, vale como emenda constitucional.

§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em


cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos
membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

Principio 2. Vedação de retrocesso em matéria sócio ambiental. Também chamado como


princípio da não regressão.

Canotilho diz: “proibição de evolução reacionária”

Princípio 3 – Indubio pró natura – na dúvida a favor da natureza – princípio de ordem


hermenêutica (interpretativo) -> Princípio pro homine – sempre priveliga a maximização do
direito ambiental. Norma ambiental traduz um direito humano.

Art 3º Lei 7347/85 – trata do objeto a ação civil publica


Princípio 4 – Acesso Equitativo -> ligado a igualdade e isonomia -> ligado ao caput do art 225
da CF

Racismo ambiental – pessoas prejudicadas por terem menor poder aquisitivo e estarem mais
sujeitas à poluição

Princípio 5 – Princípio Poluidor Pagador - Tem a ver com o fenômeno da internalização de


externalidades negativas.

Trabalha-se com a responsabilidade pré dano(melhor cenário) e pós dano (pior cenário)

Pré dano – mecanismos de compliance, Estado criar estímulos para que o empreendedor se
adeque à educação (incentivos fiscais por exemplo), mecanismos econômicos, treinamento.

Sanções civil, penal, administrativa

Princípio 6 – Usuário Pagador – aquele pessoa natural ou PJ que usa o bem ambiental, que usa
a natureza, especialmente para a finalidade comercial, lucrativa, deve pagar pelo uso. Ideia é
dar valoração econômica para os bens ambientais. O pagamento racionaliza o uso.

Lei 9433/97 – art 19 – outorga de uso de H2O – Política Nacional de Recursos Hídricos.

Princípio 7 – Protetor Recebedor – aquele agente pessoa natural ou PJ que adota uma postura
sustentável, deve ser incentivado. Desconto em impostos para quem economiza e preserva o
meio ambiente (IPTU, IPVA kit gas)

PROVA Princípio 8 – Prevenção e Precaução – tem a ver com antecipação de risco.

Na prevenção é um risco concreto que está inserido em um contexto de certeza científica.

Princípio 9 – Informação e Participação Popular

Lei 10.650/03 – Lei de acesso à informação ambiental

Art 2º acesso ao processo administrativo ambiental

Princípio 10 - Desenvolvimento Sustentável

Economia

Proteção do Meio Ambiente (ecologia)

Valor da sociedade, da função social da atividade econômica, da justiça social


Princípio 11 – Princípio da Responsabilidade – artigo 225 §3º da CF. – Infrator ambiental,
pessoa física ou jurídica, ficará sujeito à responsabilidade penal, responsabilidade
administrativa, independentemente da obrigação de reparar os danos causados
(responsabilidade civil). Decreto 6514/2008.

Aula 14/09/2023

Próxima aula -> dia 21/09 -> revisão da prova

Dia 28/09 – AP1

Repartição de competências –

1. legislativas (art 24, VI, CF) concorrente União, Estados, DF art 24 § 1º, 2º, 3º, 4º

§1 – União cria norma geral federal

§2º - Estados – Norma suplementar

Art. 30, I e II da CF

2. Administrativa
Tarefas administrativas voltadas a proteção do meio ambiente – poder de polícia
ambiental. Licenciamento (prévio) e fiscalização (posterior) – regulado pelo art 23, VI,
CF. – Competência comum, União, Estados, DF e Municípios – poder dever. Fazer
remissão no artigo 23 da CF para a Lei Complementar 140/11

IBAMA Federal – INEA Estadual – SEMAC – Municipal

Art 7º XIV

a. Zona de fronteira
b. Mar territorial
c. Terras indígenas
d. Unidades de conservação criadas pela União
e. Localizados em 2 ou mais estados – nesse caso o IBAMA que licencia
f. Construções de caráter militar
g. Energia nuclear / radioatividade

Art. 9º XVI – interesse local – resolução do conselho estadual de meio ambiente CONEMA

Art 8º XIV – competência residual – tudo q não for da união e do município cai no órgão
ambiental estadual

Fiscalização art 17 – LC 140/11


Licenciamento sempre precisa ser por um órgão, mas a lei diz que a fiscalização pode ser
conjunta. Um órgão pode atuar de maneira auxiliar, mas não podem ocorrer duas autuações
(LC 140/11, art 17 §3º)

Responsabilidade Civil ambiental

CF art 225, §3º, CF -> colocar remissão para o Art. 14, §1º Lei 6938/81 Política Nacional do M.A.

Elementos: conduta, dano, nexo causal

Responsabilidade civil objetiva

Nexo de causalidade

1. Teoria da equivalência das condições (causalidade indireta) – tudo que colabora para a
lesão pode ser causa para a lesão – teoria muito criticada.
2. Teoria da causalidade adequada – causa sem a qual o dano não ocorreria – aplica-se a
razoabilidade e proporcionalidade
3. Teoria da causalidade direta e imediata art 403 CC

Definição de poluidor art. 3º, IV, Lei 6938/81- poluidor – PF ou PJ – responsável direta ou
indiretamente. Ou seja, o direito ambiental admite a causalidade indireta, coisa que o direito
civil não admite.

4 exemplos de causalidade indireta:

1. Obrigações propter rem – obrigação de natureza real (direitos reais) – direito de


propriedade – posse – domínio útil
2. Omissão de fiscalização do Estado – art 37 §6º da CF - responsabilidade civil objetiva

Aula 21/09/2023

Revisão da prova

5 questões discursivas

1ª questão – Questão envolvendo responsabilidade civil ambiental (último assunto). Trata de


nexo causal. Legislação: CR-88 art 225 §3º e a Lei 6938/81 (pois nela temos artigo 14 §1º que
trata de respons civil). Caso concreto, problema para resolver de responsabilidade civil.

CRFB art 225 §3º - PF ou PJ deve responder em 3 dimensões, penal, administrativa e civil (nos
interessa) -> art 14§1º da Lei 6938/81

Elementos centrais são respectivamente a conduta, o dano e o nexo causal. Precisamos desses
elementos.

Começamos a conversar a partir do nexo causal. No Direito Civil houve uma tendencia de
restrição no exame da causalidade. Ex: Teoria da Equivalência das condições (criticamos em
aula). Direito Civil foi restringindo o exame da causalidade. No Direito brasileiro a teoria
prevalente é a causalidade direta. O Direito Civil quer afastar as causas indiretas.

IMPORTANTE: Temos uma grande diferença para o direito ambiental. No Direito Ambiental
(resposta), pode dizer que há uma definição importante no Dir Ambiental, no art 3º, IV, da Lei
6938/81 que é a definição legal de poluidor. Essa definição remete a causalidade indireta. Ela
vai dizer que poluidor é toda a PF ou PJ responsável direta ou indiretamente por dano
ambiental. Ao contrário do direito civil, o dir ambiental admite a causalidade indireta.

Causalidade Indireta

1. 1ª hipótese: Obrigações Propter Rem


Direitos de natureza real – direitos baseados na propriedade, na posse e no domínio de
determinado bem. Característica importante é a transmissibilidade. Fenomeno da sub-
rogação (obrigação se transmite ao sucessor, mesmo que o novo proprietário não
tenha a ver com o problema). Direito Tributário por ex tem como fato gerador a
propriedade de um bem (IPTU) – responsabilidade solidária em relação ao novo
adquirente do bem. Súmula 623 do STJ diz isso, que a obrigação é transmissível e
cobrado do adquirente.
2. Segunda hipótese – omissão de fiscalização do Estado. Existe um dever por parte do
Estado em exercer o poder de polícia ambiental. Incumbe ao poder público o dever de
defesa e de preservação do meio ambiente. Art 225, caput CFRB. O que acontece
quando o Estado deixa de fazer isso de maneira correta, o Estado pode ser
corresponsável? O Estado só poderia ser convocado a responder diante de uma
omissão especial (específica) – caso do artigo 70 §3º da Lei 9.605/98 – Quando o poder
público toma ciência do dano e nada faz (se omite). A omissão do Estado é subsidiária,
somente se o causador direto do dano não for localizado. Não pode agir diretamente
em face do Estado.
3. 3ª hipótese: Contratos de financiamento bancário – PJ precisando de capital procura
uma instituição financeiro pedindo crédito. A empresa tomadora executando a
atividade fim causa um dano ambiental. Nesse caso, existe um debate se a instituição
financeira responderia pelo ato do tomador do empréstimo. Uma corrente diz que não
é responsável, outra diz que sim, é responsável. A terceira corrente diz que a princípio
não responde, mas a partir do momento que o banco souber que a PJ está causando
um dano ambiental, o banco deve suspender a cessão de crédito. Se ele sabendo, não
fizer isso, seria responsável.
4. 4ª hipótese: crise de inadimplemento: Exemplo: pessoa jurídica esta causando dano
ambiental e é processada e condenada a pagar pelo dano ambiental. No momento de
executar, ela não tem patrimônio disponível. Uma das coisas é aplicar a teria da
desconsideração da personalidade jurídica. O art 4º da Lei 9.605/98 vai fazer com que
no direito ambiental, o incidente de desconsideração seja aplicado na teoria menor.
Não precisa demonstrar fraude, abuso. Basta não encontrar patrimônio do devedor.

Vai cair uma dessas 4 hipóteses.

2ª questão – Questão envolvendo tema dos interesses coletivos. Identificar qual espécie de
interesse coletivo está sendo tratado. Caso concreto. CDC Lei 8078/90 – art 81 parágrafo único,
I, II e III (dicas de características de cada uma das espécies de direito coletivo. Vai pedir que tipo
de interesse coletivo está tratando, difuso, homogêneo, sentido estrito etc).

Interesses Coletivos -> Lei 8078/90 art 81, parágrafo único I, II e III do CDC
Interesse / Grupo / Pretensão / Origem

Difusos / Indeterminado / indivisível / relação meramente de fato (não há vinculo entre as


pessoas)

Coletivos em sentido estrito, colocar na prova/ determinado/ indivisível / existe vínculo jurídico
entre as partes (ex. contrato de adesão com cláusula abusiva)

Individuais homogêneos (individual) / determinado / divisível / relação de fato (várias pessoas


individualmente tem os mesmos interesses entre si, ex: poluição de um rio, pode gerar ação
coletiva)

3ª questão – Questão de repartição de competência legislativa em matéria ambiental – CR-88


art 24, VI e art 30, I e II. Também é caso concreto.

Quem legisla em matéria ambiental – art 24, VI, CRFP, que vai estabelecer a competência
concorrente entre a União, Estados e o DF. O município poderá legislar sobre o meio ambiente,
de acordo com o art. 30, I e II da CF, que trata da competência legislativa municipal. Não incluir
o município no art 24. Municipio pode legislar assuntos de interesse ambiental loca.

Art 24 §§ 1º a 4º, existe uma dinâmica (explica como funciona). A União cria a norma geral
ambiental. Estados poderão suplementar a norma geral federal. Suplementar, quer dizer
complementar, qualificar.

4ª questão – Repartição de competência administrativa – CR-88 art.23, VI e com a Lei


complementar 140/2011. Caso concreto.

Tema: Poder de polícia ambiental – exercer uma tarefa administrativa voltada para a proteção
do meio ambiente. Estado tem o dever de proteger e defender o meio ambiente.

Duas formas do Estado atuar: Licenciamento ambiental (ainda não estudamos)

Outra tarefa é a Fiscalização.

Quem define quem pode licenciar e fiscalizar é o art 23, VI da CF. Nesse caso a competência é
comum. A competência comum é distribuída entre todos os entes da federação, podem e
devem exercer o poder de polícia. Não existe necessidade de tirar licença em todos os órgãos.
A forma de organização foi elaborada na Lei complementar 140/2011. Artigos mais relevantes
da lei. Art 7º (casos em que a União deve executar, quando o IBAMA atua, artigo 7º, XIV), 8º (se
não for União ou Município, cai no estado, que tem competência residual) e 9º, XIV, (trata dos
municípios, poder de polícia ambiental local, ou seja, atividades de porte pequena e de
pequena periculosidade).

Art 13 – licenciamento ambiental está em um único nível. Ou União ou estado ou município.


Não tem como licenciar em dois locais.

No caso da fiscalização qualquer ente pode fiscalizar. (IMPORTANTE) art 17 da Lei


Complementar 14, §3º. Possibilidade da fiscalização conjunta. Caso dois órgãos autuem, o
escolhido a ser pago será o ente que licenciou.

5ª questão – Questão sobre os princípios ambientais – Caso concreto – resolver esse caso em
um dos princípios que examinamos (Princípios ambientais).

Apenas estudar esses:


1. Fundamentalidade – ideia de que o direito ao meio ambiente é um direito humano que
está ligado a dignidade humana. A qualidade ambiental é um fator de direito
fundamental. Art 225 caput. Valor dos tratados internacionais de proteção ao meio
ambiente. Os tratados internacionais tratam de direitos humanos. CRFB art 5º §2º e 3º.
Se firmou no STF a tese que os tratados de direitos humanos têm valor supra legal.
Acima da lei, da lei ordinária. Acima da legislação comum, mas abaixo da constituição.
Mas depois entrou o art 5º 3º: Em tese um tratado internacional de direitos humanos
poderia ser aprovado de maneira especial, nesse caso 3/5 2x, e aí teria valor de
emenda constitucional.
2. Vedação de Retrocesso – tem a ver com o princípio da Fundamentalidade: uma vez
garantido um determinado direito humano, não seria permitido piorar, retirar eficácia
de um direito fundamental. Vale tanto no legislativo como em formatação de políticas
públicas. A vedação de retrocesso está presente no art 225 caput da CRFB, quando
determina a proteção do meio ambiente.
3. Acesso Equitativo – Trabalha com a ideia da igualdade, com a parte inicial do art 225
caput (todos tem direito ao meio ambiente).
4. Prevenção + Precaução – São princípios que tem a ver com antecipação de risco. Uma
postura precavida antecipa riscos. Diferença entre prevenção e precaução: tipo de risco
que será antecipado. Prevenção atua com riscos conhecidos que podem vir a existir e
precaução atua em relação a riscos desconhecidos, em um cenário de incerteza, riscos
que ainda não conhecemos, mas se existe chance de ocorrer o dano, deve haver a
precaução. Ex: novas tecnologias.

Questão do princípio, será com um caso e será pedido para avaliar com base nos princípios
ambientais, resolver esse caso.

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