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Trabalho Da Luyindula Novo 2025

O documento aborda o Sistema de Vigilância Epidemiológica em Angola, destacando sua importância na prevenção e controle de doenças. Ele descreve a história do Sistema Nacional de Saúde, as normas e procedimentos da vigilância, e os desafios enfrentados para garantir a saúde pública. A conclusão enfatiza a necessidade de fortalecer a rede de informação e capacitar profissionais de saúde para uma resposta eficaz às emergências sanitárias.

Enviado por

Paulo Manuel
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Trabalho Da Luyindula Novo 2025

O documento aborda o Sistema de Vigilância Epidemiológica em Angola, destacando sua importância na prevenção e controle de doenças. Ele descreve a história do Sistema Nacional de Saúde, as normas e procedimentos da vigilância, e os desafios enfrentados para garantir a saúde pública. A conclusão enfatiza a necessidade de fortalecer a rede de informação e capacitar profissionais de saúde para uma resposta eficaz às emergências sanitárias.

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Índice

Agradecimentos
Epígrafo
Introdução
2. História do sistema Nacional de saúde em Angola
2.1. Normas e instrumentos do sistema de vigilância epidemiológica
2.1.1. Importância do comprimento da norma
2.2. Procedimento dos sistemas de vigilância epidemiológica
2.3. Componentes da vigilância epidemiológica
2.4. Estratégia de vigilância
Conclusão
Bibliografia
Agradecimentos
Meus agradecimentos primeiro ao meu Deus que me deu o dom da vida;
Ao meu professor José Pedro Miduai, muito obrigado por ter-me dado as lições
académicas para que amanhã agente possa servir a sociedade e transmitir aos
outros.
Meus agradecimento também aos meus pais, mormente aos seios que me
amamentaram.
À minha família, aos meus colegas e meus amigos também muito obrigado.
Epígrafo
A contribuição da epidemiologia para o avanço da ciência médica foi expressa por
Frost em 1936: “A epidemiologia, num dado momento, é alguma coisa mais do que a
soma dos factos que estabeleceu. Ela inclui o seu arranjo ordenado em cadeias de
conclusões que se prolongam, mais ou menos, para além dos limites da observação
direta. Algumas dessas cadeias, estabelecidas com correção e verdade, conduzem
a investigação para os factos do futuro; outras, mal construídas, bloqueiam o
processo.” (Pereira, Carlos & Veiga, Nélio 2014, 130).
Introdução
Falar do sistema de vigilância epidemiológica, designado por sigla (SVE), entende-
se como o conjunto de atividades que visam monitorar e controlar as doenças e
agravos de saúde pública.
O seu objetivo principal é prevenir, detectar e controlar as doenças e agravos,
fornecendo informações para a tomada de decisão em saúde pública.
Os dados da vigilância epidemiológica são utilizados para orientar as ações de
saúde, desde a prevenção de doenças até o tratamento de pacientes.
Em Angola, a vigilância epidemiológica é um processo contínuo e dinâmico que
envolve a coleta, análise, interpretação e utilização de dados para a tomada de
decisões em saúde pública. As estratégias utilizadas visam garantir a deteção
precoce, o controle e a prevenção das doenças e agravos à saúde, contribuindo
para a melhoria da qualidade de vida da população.
2. História do sistema Nacional de saúde em Angola
A história do Sistema Nacional de Saúde (SNS) em Angola remonta à
independência nacional, em 1975, quando o Estado assumiu a responsabilidade
pela saúde da população, com o objetivo de garantir acesso universal e gratuito aos
cuidados de saúde. Em 1992, a Lei de Bases do SNS (Lei 21-B/92) estabeleceu as
regras para a organização e funcionamento do sistema, permitindo a participação do
sector privado na prestação de serviços.
2.1. Fases da Evolução
 Independência (1975): o Estado assume a responsabilidade pela saúde,
com foco na universalidade e gratuitidade, com o Serviço Nacional de Saúde
(SNS) socializado.
 Lei de Bases (1992): a Lei 21-B/92 introduz a participação do sector privado,
além do sector público, na prestação de serviços de saúde.
 Épocas Mais Recentes: a saúde é reconhecida como um direito fundamental
e um dever do Estado, com ênfase na universalidade, equidade, integralidade
e gestão participativa e descentralizada.
a) Principais Características
 Universalidade: a saúde é considerada um direito de todos os cidadãos, com
o Estado responsável por garantir o acesso.
 Gratuidade (tendencial): a maioria dos serviços do SNS são gratuitos,
embora a Lei de Bases de 1992 tenha introduzido a comparticipação através
de taxas moderadoras.
 Integralidade: os cuidados de saúde abrangem todas as etapas, desde a
promoção à prevenção e tratamento.
 Equidade: o SNS visa garantir o acesso a todos, independentemente da sua
condição social ou económica.
 Descentralização e Participação: A gestão do SNS é descentralizada, com
a participação de diversas entidades, incluindo a população.
b) Desafios e Perspectivas:
 Ainda há desafios na cobertura sanitária, no acesso a serviços,
especialmente em áreas rurais, e na qualidade dos serviços.
 O governo tem investido na melhoria da infraestrutura de saúde, no aumento
do orçamento do sector, na formação de recursos humanos e na promoção
de programas de saúde.
 A criação do Instituto Angolano de Controlo de Câncer (IACC) em 2014, com
integração no SNS, é um exemplo da expansão e modernização do sistema.
2.1. Normas e instrumentos do sistema de vigilância epidemiológica
As normas e instrumentos do sistema de vigilância epidemiológica são fundamentais
para a saúde pública, visando identificar, prevenir e controlar doenças e agravos à
saúde. O principal instrumento é a informação, que desencadeia o processo de
vigilância, investigação e controle.
a) Eis as normas:
 Legislação e Portarias:
Documentos que estabelecem as diretrizes e regras para a realização da vigilância
epidemiológica, incluindo a notificação de casos, investigação de surtos e ações de
controle.
 Planos Nacionais e Estaduais: Documentos que detalham as ações e
estratégias de vigilância em saúde, com foco em diferentes doenças e
agravos.
 Guias e Manuais: Documentos técnicos que orientam a coleta de dados,
análise de informações e tomada de decisões na vigilância epidemiológica.
b) Instrumentos:
 Sistemas de Informação: Plataformas que armazenam e gerenciam dados
sobre a saúde da população, como o Sistema de Informações sobre a
Atenção Básica (SIAB), o Sistema de Informações de Vigilância Alimentar e
Nutricional (Sisvan) e o Sistema de Informações do Programa Nacional de
Imunizações (SI-PNI).
 Notificação de Casos: Mecanismos para que profissionais de saúde e a
população notifiquem casos suspeitos ou confirmados de doenças de
interesse para a vigilância epidemiológica.
 Investigação de Surtos: Processo que visa identificar as causas de surtos e
epidemias, implementar medidas de controlo e prevenir novas ocorrências.
 Boletins e Relatórios Epidemiológicos: Publicações que apresentam os
dados da vigilância, incluindo a ocorrência de doenças, tendências e
resultados de ações de controlo.
 Hospitais e Clínicas Sentinela: Redes de hospitais e clínicas que coletam e
reportam dados sobre a ocorrência de doenças e agravos, permitindo o
monitoramento da saúde da população.
2.1.1. Importância do comprimento da norma
Na verdade, o comprimento de uma norma, seja ela uma norma técnica,
regulamentar ou de outra natureza, é crucial para garantir a sua efetividade e a sua
aplicação adequada.
A importância do comprimento da norma reside na precisão, clareza e abrangência
do texto, que permitem uma interpretação uniforme e um cumprimento adequado da
mesma.
O comprimento da norma (ou seja, a qualidade do texto da norma) é fundamental
para que ela seja eficaz e para que as pessoas e organizações possam cumprir as
suas exigências de forma adequada e eficiente.
2.2. Procedimento dos sistemas de vigilância epidemiológica
Os procedimentos dos sistemas de vigilância epidemiológica envolvem a coleta,
análise e interpretação contínua de dados sobre a ocorrência de doenças em uma
população, com o objetivo de identificar surtos, fatores de risco e avaliar a eficácia
de medidas de controlo. Etapas e Procedimentos:
a) Coleta e Processamento de Dados
 Notificação de casos: a vigilância epidemiológica depende da notificação de
casos de doenças, que podem ser feitos por profissionais de saúde,
laboratórios ou outros sistemas de informação.
 Definição de casos: é crucial ter uma definição de caso padronizada para
identificar e registrar os casos corretamente.
 Coleta de dados: os dados coletados incluem informações sobre a doença, o
paciente, a localidade e outros fatores relevantes.
 Processamento de dados: os dados são processados e organizados para
facilitar a análise.
b) Análise de Dados
 Análise descritiva: examina a frequência, distribuição e características dos
casos.
 Análise analítica: investiga as causas e fatores de risco associados às
doenças.
 Comparação com dados históricos: permite identificar tendências e
padrões na ocorrência de doenças.
c) Recomendações e Medidas de Controlo
 Identificação de surtos: a vigilância epidemiológica permite detectar surtos
de doenças, permitindo a adoção de medidas de controlo mais eficazes.
 Recomendações para profissionais de saúde: as recomendações são
baseadas nos resultados da análise de dados e são transmitidas aos
profissionais de saúde para que possam tomar as medidas apropriadas.
 Medidas de controlo: as medidas de controlo podem incluir ações de
prevenção, tratamento, vacinação e outras intervenções.
d) Avaliação e Divulgação
 Avaliação da eficácia das medidas: a vigilância epidemiológica permite
avaliar a eficácia das medidas de controlo adotadas.
 Divulgação de informações: as informações sobre a vigilância
epidemiológica são divulgadas para que a população possa estar informada e
adotar medidas de prevenção.
2.3. Componentes da vigilância epidemiológica
A vigilância epidemiológica é um sistema de monitoramento que permite identificar e
responder a eventos de saúde pública de forma rápida e eficaz. Para isso, ela utiliza
diversos componentes inter-relacionados, que são:
 Vigilância das doenças transmissíveis: Monitoramento de doenças
infecciosas e transmissíveis, como gripe, dengue, febre amarela, entre outras.
 Vigilância das doenças e agravos não transmissíveis: Monitoramento de
doenças crônicas e não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, câncer,
entre outras.
 Vigilância da situação de saúde: Análise da situação de saúde da
população em geral, incluindo indicadores de saúde, fatores de risco e
determinantes sociais.
 Vigilância ambiental em saúde: Avaliação dos riscos ambientais para a
saúde, como poluição do ar, água, solo, entre outros.
 Vigilância da saúde do trabalhador: Monitoramento da saúde dos
trabalhadores, identificando riscos ocupacionais e implementando medidas de
prevenção.
 Vigilância sanitária: Acompanhamento das condições sanitárias de
estabelecimentos, produtos e serviços, garantindo a segurança e a qualidade.
Para além desses componentes, a vigilância epidemiológica também utiliza diversos
recursos, como: a rede de vigilância, dados e informações, análise e interpretação
de dados, divulgação e comunicação e ações de controle.
2.4. Estratégia de vigilância
A vigilância epidemiológica, em essência, é um sistema de monitoramento contínuo
da saúde pública, com o objetivo de detectar e prevenir doenças e agravos à
saúde. Para atingir esse objetivo, diversas estratégias são empregadas, como
a coleta e análise de dados, a formulação de recomendações de prevenção e
controle, a promoção de ações de prevenção, a avaliação da eficácia das medidas
adotadas e a divulgação de informações relevantes.
 Coleta e Processamento de Dados:
A base da vigilância epidemiológica é a coleta e processamento de dados sobre a
incidência, prevalência e outras características das doenças e agravos de
interesse. Esses dados são coletados através de diversas fontes, como notificações
compulsórias de doenças, sistemas de informação de saúde, pesquisas
epidemiológicas, entre outros.
 Análise de Dados:
Os dados coletados são analisados para identificar tendências, padrões e fatores de
risco associados às doenças e agravos. Essa análise permite identificar os grupos
populacionais mais vulneráveis e as áreas geográficas com maior risco.
 Recomendações de Prevenção e Controle:
Com base na análise dos dados, são formuladas recomendações de prevenção e
controle para as doenças e agravos. Essas recomendações podem incluir medidas
de vacinação, tratamento, controle de vetores, educação em saúde, entre outras.
 Promoção de Ações de Prevenção:
As recomendações de prevenção e controle são implementadas através da
promoção de ações de prevenção e controle, como campanhas de vacinação,
distribuição de medicamentos, controle de vetores, educação em saúde, entre
outras.
 Avaliação da Eficácia das Medidas Adotadas:
A eficácia das medidas de prevenção e controle é avaliada através da monitorização
contínua dos indicadores de saúde e da análise dos dados sobre a incidência e
prevalência das doenças e agravos.
 Divulgação de Informações Pertinentes:
As informações coletadas, analisadas e utilizadas para a tomada de decisão são
divulgadas para os profissionais de saúde, a população e outros interessados. Essa
divulgação permite que todos estejam informados sobre os riscos de saúde e as
medidas a serem tomadas para preveni-los.
Conclusão
O Sistema de Vigilância Epidemiológica em Angola tem objectivo como: Fortalecer a
capacidade de resposta a emergências, Prevenir e controlar doenças, e Promover a
saúde da população.
E os desafios são imensos, por isso, é necessário fortalecer a rede de informação
sanitária para garantir que os dados estejam disponíveis e atualizados em tempo
real; outrossim, é importante capacitar os profissionais de saúde em questões de
vigilância epidemiológica, para que possam identificar e notificar os casos de forma
adequada; e não só, também é importante acompanhar de perto a evolução das
doenças e agravos, para identificar as tendências e adaptar as medidas de controlo.
Bibliografia
Queza, A.J.(2020). Rev. Ang. de Ciênc. da Saúde. 6-11Issn(Online):2789
-2832/Issn(Print): 2789 -[Link] Multidisciplinar de Profissionais de Saúde,
Docentes e Investigadores Nacionais. Acessado em: 13/05/2025.
[Link] Acessado em:13/05/2025
[Link]
nacional-de-vigilancia-epidemiologica-em-saude-animal. Acessado em: 13/05/2025.
MACHADO, J.M.H. (2011). Perspectivas e Pressupostos da Vigilância em Saúde do
Trabalhador no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ. Acessado em:13/05/2025
REPÚBLICA DE ANGOLA
INSTITUTO POLITÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE CAPITA

TRABALHO INDIVIDUAL

DISCIPLINA DE EPIDEMIOLOGIA

TEMA: Sistema de Vigilância epidemiológica em Angola

Nome: Luyindula Mvuanda Francisco


Classe: 12ª
Turma: C
Sala n.º 3
Curso: Enfermagem Geral
Orientado pelo professor
José Pedro Miduai

Uíge, aos 15 de Maio de 2025

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