Apostila de Eletrônica II
Apostila de Eletrônica II
GUIA DE ESTUDO
ELETRÔNICA II
REVISÃO - 2019
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ELETRÔNICA II
MARINHA DO BRASIL
2019
FINALIDADE: DIDÁTICA
1a EDIÇÃO
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ÍNDICE
PÁGINAS
Capítulo 1 – Dispositivos especiais....................................................................................................4
1.1 – Símbolos de fotodiodo, fototransistor, diodo emissor de luz e fotocélula..................................4
1.2 –Características elétricas dos dispositivos citados em 1.1.............................................................4
1.3 – Símbolos dos dispositivos: scr, scs, diac, triac, diodo shocley, diodogunn, diodo túnel,
Varicap e gto.......................................................................................................................................10
1.4 –Características elétricas dos dispositivos citados em 1.3............................................................11
1.5 –Chave controlada de silício (scs)................................................................................................14
1.6 - Diode alternating current switch (diac)......................................................................................15
1.7 – Triode alternating current switch (triac)....................................................................................16
1.8 –Diodoshockley............................................................................................................................17
1.9 – Diodogunn.................................................................................................................................19
1.10 – Diodotúnel...............................................................................................................................20
Anexo a – bibliografia....................................................................................................................48
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CAPÍTULO 1
DISPOSITIVOS ESPECIAIS
1.1 – SÍMBOLOS DE FOTODIODO, FOTOTRANSISTOR, DIODO EMISSOR DE LUZ E
FOTOCÉLULA
a) Fotodiodo b) Fototransistor
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1.2.2 – Simbologias do fotodiodo
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b) Circuitos de ligação automática de sistema de iluminação;
c) Fotômetros;
d) Leitura de cartão perfurado; e
e) Contagem de objetos de uma linha de montagem.
a) NPN b) PNP
Figura 1.5 – Fototransistor
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Figura 1.7 – Estrutura física do fototransistor PNP
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1.2.12 – Simbologias do LED (Fig. 1.8)
Exercício:
Qual a corrente que circula no LED do circuito abaixo?
I = V/R
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I LED = VFONTE − VLED
_______________
R
I LED = 10V − 2V
680Ω
1.2.16 – Simbologia
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1.3 – SÍMBOLOS DOS DISPOSITIVOS: SCR, SCS, DIAC, TRIAC, DIODO SHOCLEY, DIODO
GUNN, DIODO TÚNEL, VARICAP E GTO
1.4.2 – Simbologia
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Quando a corrente de gatilho é nula a tensão aplicada entre o anodo e o catodo deve atingir a
tensão de disparo (VBO). A medida que injetamos uma corrente no gatilho diminuímos o ponto
de disparo do SCR> Após o disparo do SCR pode-se retirar o sinal do gatilho que este continuará
conduzindo.
1.4.8 - Aplicação
a) controle de motores elétricos;
b) Circuito de comutação; e
c) Controle de intensidade de iluminação (DIMMER)
Figura 1.27 – Curva característica do SCR com sinal positivo à gate (gatilho)
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a) com o gatilho aberto, aumentarmos a tensão entre o anodo e catodo até atingir o ponto do
disparo VBO;
b) manter um nível constante no gatilho, e aumentar a tensão entre o anoto e o catodo até atingir
um ponto d disparo (VB1, VB2, VB3...) que será menor do que VBO, e
c) manter um nível constante entre o anodo e o catodo e aplicar um pulso no gatilho suficiente
para disparar o SCR.
1.5.1 - Simbologia
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1.5.3 – Circuito equivalente
Obs: a desvantagem do SCS em relação ao SCR é que a sua utilização restringe-se a aplicações
em baixa potência.
O DIAC é disparado em ambos os sentidos. Após disparo o DIAC só deixará de conduzir quando
a corrente no circuito for menor que a corrente de manutenção IH.
1.6.3 - Aplicação
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a) Controle de disparo
b) Circuito de proteção À sobre tensões
Exemplo: O capacitor C se carregará em função do resistor R. Quando houver o disparo do
DIAC a queda de tensão sobre o resistor R alimentará o circuito a ser comandado.
1.7.1 - Simbologia
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Figura 1.35 – Circuito equivalente ao TRIAC
1.7.3 - Curva característica
Quando a corrente de gatilho é nula a tensão aplicada entre o anodo e o catodo deve atingir a
tensão de disparo (VBO). À medida que injetamos uma corrente no gatilho diminuímos o ponto
de disparo dos SCR. Após o disparo dos SCR pode-se retirar o sinal do gatilho que estes
continuarão conduzindo.
1.7.4 - Aplicação
a) Controle de potência
b) Controle de intensidade de iluminação
1.8.1 - Simbologia
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Figura 1.37 – Diodo Shockley
1.8.4 - Características
As característica do diodo Shockley são as mesmas do SCR com corrente de gatilho IG = 0. Ele
só será ligado após atingir a tensão de avalanche (representação de curto circuito).
O disparo deste diodo ocorre quando o potencial do anodo fica positivo em relação ao do catodo.
1.8.5 - Aplicação
Pode ser aplicado como circuito de disparo para um SCR
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Exemplo: Quando o circuito é energizado a tensão nos terminais do capacitor começa a variar
em direção à fonte. Em certo momento ela será suficientemente alta para primeiro ligar o diodo
Shockley e então o SCR.
1.9.1 - Simbologias
1.10.1 - Simbologias
1.10.5 - Simbologias
Nota: Quando o Varicap for polarizado, teremos capacitância de difusão e quando for
polarizado inversamente teremos capacitância de transição.
1.10.9 - Simbologias
1.10.11 - Vantagem
Uma vantagem do GTO é que o tempo de disparo é praticamente igual ao tempo de
descomutação 1μS, que comparado ao SCR é muito menor pois no SCR os tempos são de 5 a
30μS; este fato faz com que se possa usar o GTO em circuitos de alta velocidade de comutação.
A maioria das aplicações dos GTOS são encontradas em circuitos contadores, geradores de
pulsos, multivibradores, reguladores de tensão e vários outros.
Nota: Tiristoressão dispositivos semicondutores que apresentam na sua estrutura quatro ou mais
camadas de materiais semicondutores. Sua característica principal é funcionar como uma chave
eletrônica. apresentando dois estados bem definidos que são o corte e a saturação.
Entre os tiristores mais comuns encontramos os SCR, SCS, TRIAC e GTO. Os DIACS, embora
não se enquadrem como tiristores, são estudados em conjunto com estes devido às suas
características.
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CAPÍTULO 2
O nome IGBT, é uma sigla de origem na Língua Inglesa e significa Insulated Gate Bipolar
Transistor ou, em Português Transistor Bipolar de Porta Isolada. O IGBT é um
semicondutor de potência que alia as características de chaveamento dos transistores bipolares
com a alta impedância dos MOSFETs apresentando baixa tensão de saturação e alta capacidade
de corrente. O IGBT destaca-se por possuir alta eficiência e rápido chaveamento.
Abaixo da região da porta (Gate), uma camada de inversão pode ser formada a partir da
aplicação de certa tensão entre a porta e o emissor, tal como é feito em um MOSFET para fazê-lo
entrar em condução.
A principal diferença entre essa estrutura do IGBT e a de um MOSFET é a inclusão de um
substrato p+ onde é conectado o terminal de coletor. Esta mudança tem como efeito a inclusão de
características bipolares ao dispositivo. Esta camada p+tem como objetivo a inclusão de lacunas
na região de arrastamento (Driftregion) como é feito em um transistor bipolar do tipo pnp.
Na estrutura do IGBT, é importante notar que o terminal de porta está conectado a duas
regiões isoladas do material semicondutor através de uma camada isolante de óxido de silício
(SiO2) ao invés de ser apenas uma região como costumamos ver em MOSFET’s. Assim, como
veremos, o IGBT apresenta formação de dois canais ao invés de apenas um.
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2.1.2 – Circuito equivalente
2.1.3 – Simbologia
2.1.4 – Funcionamento
O IGBT é frequentemente utilizado como uma chave, alternando os estados de condução (On-
state) e corte (Off-state) os quais são controlados pela tensão de gate, como em um MOSFET.
A entrada em condução é similar ao MOSFET, sendo um pouco mais lenta a queda da tensão
VCE, uma vez que isto depende da chegada dos portadores vindos da região P+. Para o
desligamento estes portadores devem ser retirados. Nos transistores bipolares de potência isto se
dá pela drenagem dos portadores via base, porém os IGBT possuem acionamento isolado, não
tornando isso possível. Então, em sua estrutura, as lacunas presentes em N+ recombinam-se com
rapidez fazendo com que as lacunas existentes na região N- refluam, apressando a extinção da
carga acumulada na região N-, possibilitando o restabelecimento da barreira de potencial e o
bloqueio do componente. Isso quer dizer que se aplicarmos uma pequena tensão de porta em
relação ao emissor, a junção N+ ficará reversamente polarizada e nenhuma corrente irá circular
nessa junção. Porém, se aplicarmos uma tensão positiva no terminal de porta fará com que se
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forme um campo elétrico na região de óxido de silício responsável pela repulsão das lacunas
pertencentes. Enquanto não houver condução de corrente na região abaixo dos terminais de
porta, não haverá condução de corrente entre o emissor e o coletor porque a junção p estará
reversamente polarizada. A única corrente que poderá fluir entre o coletor e o emissor será a
corrente de escape (leakage).
2.1.6 – Aplicações
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Figura 2.6 – Sinais de saídas do gerador de dente de serra com UJT
d) Operação
Este circuito pode ser utilizado para produzir sinais do tipo dente de serra, pulsos positivos e
pulsos com orientação negativa. No instante em que é alimentado o circuito a voltagem de
emissor é zero volt (voltagem sobre C1). A partir daí o capacitor C1começa a se carregar
exponencialmente tendendo para o valor da fonte + VBB, e esta variação estará presente no
emissor do transistor. A voltagem sobre o capacitor crescerá até atingir o ponto de condução do
UJT (VE = ηVBB + Vd), quando então o transistor conduzirá e o capacitor C1 se descarregará
rapidamente através da junção emissor base 1 e de R4, que tem baixo valor de resistência. A
descarga de C1 continua até o ponto de corte do transistor, quando então terá início um novo
ciclo de carga de C1. Devido ao exposto acima, o sinal gerado no emissor (eo1) será uma forma
de onda tipo dente de serra. O potenciômetro R1 serve para ajustar a constante de tempo de carga
do capacitor, conseqüentemente alterando o período e a freqüência do sinal gerado. Se
desejarmos pulsos positivos, devemos tirar o sinal na base B1 (eo3). Durante a carga de C1 o
transistor está no corte e a voltagem sobre R4 tem um valor muito pequeno. Quando a voltagem
sobre C1 atingir o ponto de condução e o transistor conduzir aparecerá na base 1 um pulso
positivo de curta duração, pois existirá apenas durante a descarga de C1 que é rápida. Se
desejarmos pulsos com orientação negativa devemos tirar na base 2 (eo2). Durante a carga de C1
o transistor está no corte e a voltagem na base 2 tem um nível alto, muito próximo de VBB.
Quando a voltagem sobre C1 atinge o ponto de condução do UJT e este conduz, a voltagem na
base 2 cai rapidamente durante a descarga de C1 e logo volta a ter um nível alto, pois o transistor
foi novamente ao corte. Isto resulta em um pulso com orientação negativa na base 2 (eo2).
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2.2.2 - Gerador Dente de Serra controlado por um GTO
Quando a fonte for ligada, o GTO é disparado; C1 começa a carregar em direção ao valor de
tensão da fonte. A tensão de C1 chegará até um valor maior que a tensão de condução do Zener,
tornando a porta negativa em relação ao catodo, provocando o corte do GTO. C1 descarrega-se
através de R3, até iniciar um novo ciclo para o GTO. Para que a onda de saída tome a forma de
um dente de serra é necessário ajustar-se os valores de C1 e R3 para que a constante de tempo
RC satisfaça as condições de operação desta onda.
Figura 2.8 – Forma de onda do gerador dente de serra controlado por GTO
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CAPÍTULO 3
CIRCUITOS ESPECIAIS
3.1 - CIRCUITOS LIMITADOR
3.1.1 - Limitador
Limitador é um circuito que tem a finalidade de eliminar uma parte do sinal que lhe é aplicado.
Podemos implementar um circuito limitador de diversas maneiras com válvulas, transistores ou
circuitos integrados, porém o limitador mais comum e simples é o que utiliza o diodo como elemento
limitador.
a) Limitador em série com a carga
I) Limitação positiva
Durante os pulsos negativos do sinal de entrada o diodo estará polarizado diretamente e conduzirá,
aparecendo sobre a carga (RL) o sinal de entrada, pulsos negativos, que serão o sinal de
saí[Link] os pulsos positivos do sinal de entrada o diodo não conduzirá, pois está polarizado
reversamente, conseqüentemente não haverá pulsos positivos no sinal de saída. Como o circuito
limita a parte positiva do sinal dizemos que é uma limitação positiva.
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II) Limitação negativa
Durante os pulsos positivos do sinal de entrada o diodo estará polarizado diretamente e conduzirá,
aparecendo sobre a carga (RL) o sinal de entrada o diodo não conduzirá, pois está polarizado
reversamente, consequentemente não haverá pulsos negativos no sinal de saída. Como o circuito
limita a parte negativa do sinal dizemos que é uma limitação negativa.
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Figura 3.6 – Sinais de entrada e saída no limitador negativo em paralelo com a carga
Durante os semiciclos positivos do sinal de entrada o diodo estará polarizado reversamente e não
conduzirá, consequentemente o sinal de entrada aparecerá sobre a carga. O resistor R tem valor
Ôhmico muito mento que RL, por conseguinte, praticamente todo o sinal de entrada estará presente
na saída.
Durante os semiciclos negativos do sinal de entrada o diodo conduzirá pois está polarizado
diretamente. Nesta situação o sinal de entrada não aparecerá sobre a carga pois se desenvolverá
através de R e do diodo.
A função do resistor R é evitar que a fonte de “Ei” fique em curto, quando o diodo estiver
conduzindo.
Figura 3.8 – Sinais de entrada e saída no limitador positivo em paralelo com a carga
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Durante os semiciclos negativos do sinal de entrada o diodo estará polarizado reversamente e não
conduzirá, consequentemente o sinal de entrada aparecerá sobre a carga. O resistor R tem valor
Ôhmico muito menor que RL, por conseguinte todo praticamente todo o sinal de entrada estará
presente na saída.
Durante os semiciclos positivos do sinal de entrada o diodo conduzirá, pois está polarizado
diretamente. Nesta situação o sinal de entrada não aparecerá sobre a carga, pois se desenvolverá
através de R e do diodo.
A função do resistor R é evitar que a fonte de “Ei” fique em curto, quando o diodo estiver
conduzindo.
Exercício:
1) Determine o tipo de limitação da figura abaixo.
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III) Limitação de parte do semiciclo positivo
a) Aplicação:
I Circuitos de televisores
II) Circuitos de sonares
III) Circuitos de radares e repetidoras
Obs: o período do sinal de entrada é aproximadamente dez vezes menor que o período do sinal de
saída.
a) Aplicação:
I) geradores de varreduras.
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3.3 - Circuito sujeitador
3.3.1 - Circuito sujeitador
É um circuito que tem a finalidade de manter a amplitude de um sinal de entrada em um determinado
nível de referência. Este nível pode ser nulo, positivo ou negativo.
Este circuito também é conhecido como fixador e clamp.
A operação deste circuito é idêntica à operação do fixador positivo. a única diferença é que o diodo
conduzirá durante o semiciclo positivo de sinal Ei.
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a) Contadores por armazenamento
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Figura 3.25 – Pulsos do circuito contador
Na figura observa-se que a voltagem plotada é função do número de pulsos e não do tempo. Se o
espaçamento no tempo da forma de onda de entrada for de forma regular, produzirá a forma de onda
representada na figura. Observa-se que os “steps” de voltagem ocorrem na borda posterior do pulso
de entrada.
Para o circuito se tornar útil adiciona-se em paralelo com C2 um circuito de chaveamento.
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1) Aplicações do contador por step ou armazenamento
I) Divisor de freqüência
Para (n) pulsos de entrada aplicados ao contador será produzido um pulso a saída, desde que o
circuito contador esteja acoplado a um outro circuito sensível à amplitude do sinal.
II) Gerador de voltagem em degrau.
III) Medidor de freqüência.
Podemos acoplar à saída de C2 um filtro RC proporcionando um nível DC que será proporcional à
FRI do sinal [Link] nível será acoplado a um circuito que determinará a freqüência de
repetição de impulso (FRI) do sinal.
IV) Medição de capacitância.
V) Repetidoras Radar.
Para produzir, por exemplo, uma varredura de cursor para cada varredura radar.
b) Contador com diodo
O contador de pulsos tem um princípio de funcionamento similar ao contador por steps. A única
diferença é a substituição do capacitor C2 por um resistor R.
Este circuito pode ser modificado invertendo-se as posições dos diodos para que possa contar pulsos
negativos ou positivos.
I) Contador de pulsos positivos
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As variações na queda de tensão sobre o resistor R, devido às variações da
corrente, podem ser suavizadas com um filtro convencional RC.
A tensão proporcional à FRI do sinal aplicado pode então ser aplicada a um amplificador controlando
a sua operação
A queda de tensão em R1 que é proporcional à FRI aplicado, após ser filtrada, será aplicada à base do
transistor, controlando a sua condução. A corrente de emissor do transistor deflexionará o
miliamperímetro. Então as indicações de corrente no instrumento são proporcionais à FRI dos pulsos
aplicados a entrada do circuito.
Exercícios:
1) Em uma linha de transmissão de 1000 metros de comprimento em que uma seção de 100 metros é
medida, são obtidos os valores: 0,25 mH de indutância 1 nF de capacitância. Determine a impedância
característica ZO e o retardo total da LT.
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Retardo total na linha de 1000 metros (10 x 100) = 10 x 0,5 = 5 μs.
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Nesta situação a sua voltagem de coletor é muito baixa, consequentemente a carga do capacitor C2 é
praticamente nula.
O transistor Q2, que com componentes associados forma um oscilador de bloqueio disparado, é
mantido no corte pela polarização negativa, proveniente da fonte + Vbb, através do divisor de
voltagem formado por R4 e R5, aplicado à sua base.
B) Pulso sendo aplicado
Um pulso negativo sendo aplicado ao circuito através do capacitor C1 chega à base do transistor Q1,
levando este transistor ao corte. A voltagem de coletor de Q1 não aumenta instantaneamente devido
ao tempo requerido para carregar o capacitor C2. Devido ao corte de Q1, a voltagem sobre C2 cresce
exponencialmente. Esta variação será acoplada através de C3 à base do transistor Q2. Quando esta
variação ultrapassa a polarização negativa aplicada à base de Q2, este transistor conduzirá.
O retardo na condução de Q2 é função na polarização aplicada à sua base e da constante de tempo
formada por R3 e C2.
Quando o transistor Q2 começa a conduzir, circula corrente de coleto. Esta corrente ao circular pelo
primário do transformador TI 9terminais 1 e 2), induzirá no secundário uma tensão (realimentação
positiva), que levará o transistor Q2 rapidamente à saturação. Quando estão a corrente de coletor se
torna constante e deixa de haver indução no transformador T1, pela ação do oscilador de bloqueio,
será produzido no coletor de Q2 um pulso negativo de saída que estará retardado em relação ao pulso
de entrada.
Ao término do pulso de entrada o transistor Q1 conduzirá novamente, descarregado o capacitor C2,
fazendo com que o transistor Q2 vá ao corte.
Consegue-se determinar o retardo total da linha artificial multiplicando-se o retardo de cada seção
pelo número de seção da linha.
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C = Capacitância em Faraday
3.5.8 - Impedância Característica (Zo)
Como a impedância característica de uma linha de transmissão (LT) independe do seu comprimento
físico, a impedância característica de uma linha artificial também independe do número de seções da
mesma. Assim sendo, a impedância característica da linha artificial pode ser calculada em função de
apenas uma única seção de uma linha de transmissão (LT).
3.5.9 - Linha artificial
Pode-se construir uma linha de transmissão artificial com base nos princípios de uma linha de
transmissão real.
Uma linha típica é constituída por vários capacitores e indutores ligados de maneira semelhante ao
circuito equivalente da linha de transmissão (LT).
Na linha artificial o elemento resistivo não aparece no circuito, embora ele exista, pois cada indutor
mostrado apresenta uma resistência em seu enrolamento. Entretanto, este elemento de resistência é
tão pequeno que, na prática, pode ser desprezado.
a) Aplicações da linha Artificial
Usa-se a linha artificial como retardo para obtenção de dois resultados diferentes.
Um sinal aplicado aos terminais de entrada é retirado nos terminais de saída T microssegundos
depois. Consegue-se isto casando-se a carga com alinha, ou seja,
ZL = Zo.
Um sinal aplicado aos terminais de entrada pode provocar o aparecimento de um segundo sinal nos
terminais de entrada 2T microssegundos depois (onda refletida).
Consegue-se isto com a aplicação de uma carga descasada a terminação da linha, ou seja, ZL
diferente de Zo. Os dois valores de carga usados com mais freqüência são a resistência zero (curto
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Exercício:
1) Determine o retardo total e a impedância característica de uma linha artificial de retardo de 20
seções em que cada seção possui um capacitor de 50pF e um indutor de 50mH:
L 2,5 x 10-12
Zo = RT= 20
C
50 x 10-3
Zo = RT= 20 2,5 x 10-6 segundos
50 x 10-12
1 x 10-3x 1012
Zo = RT= 20 2,5 microsegundos
Zo = 108x 10
Zo = 104 10
Zo = 1000 x 3,1622
Zo = 31622 ohms
RT = η L.C
RT = 20 2500x 10-15
1. EUA. US NAVY. Curso Completo de Eletrônica / Basic Electronics. HEMUS, São Paulo,
1980.
2. MALVINO, Albert Paul. Eletrônica. Makron Books, 4ª edição. Vol. I e II. 1997.
3. BOYLESTAD, Robert L. Dispositivos Eletrônicos e Teoria de Circuitos. Prentice-Hall do Brasil
Ltda. 6ª edição, 1998.
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