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O Psicólogo Escolar - 2

O documento aborda a psicologia escolar, destacando a importância do psicólogo escolar na promoção do desenvolvimento educacional e emocional dos alunos, especialmente após a implementação da Lei nº 13.935/2019. Ele explora as estratégias de atuação do psicólogo, a necessidade de intervenções que envolvam alunos e suas famílias, e os desafios contemporâneos enfrentados pelos estudantes, como os impactos da tecnologia e da pandemia. O objetivo é capacitar os profissionais para atender às demandas atuais e promover um ambiente escolar inclusivo e acolhedor.

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O Psicólogo Escolar - 2

O documento aborda a psicologia escolar, destacando a importância do psicólogo escolar na promoção do desenvolvimento educacional e emocional dos alunos, especialmente após a implementação da Lei nº 13.935/2019. Ele explora as estratégias de atuação do psicólogo, a necessidade de intervenções que envolvam alunos e suas famílias, e os desafios contemporâneos enfrentados pelos estudantes, como os impactos da tecnologia e da pandemia. O objetivo é capacitar os profissionais para atender às demandas atuais e promover um ambiente escolar inclusivo e acolhedor.

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O psicólogo escolar

Profª. Alissandra Marques Braga

Descrição Você aprenderá sobre a psicologia escolar e suas implicações nas relações com
o aluno, o papel do psicólogo escolar no acolhimento ao aluno e sua família,
assim como a criação de estratégias para solução de problemas para a evolução
educacional da criança.

Propósito Com a implantação da Lei nº 13.935/2019, que torna obrigatória a inclusão de


profissionais de psicologia e serviço social em todas as escolas da rede pública
de educação básica, discutir o papel da psicologia escolar, a atuação do
psicólogo escolar e as diferenças da psicologia escolar e clínica é fundamental
para desenvolver um bom trabalho no âmbito escolar.

Objetivos

Módulo 1 Módulo 2 Módulo 3


O trabalho do Interfaces com Aplicabilidade da
psicólogo escolar psicologia da psicologia escolar
com os alunos aprendizagem e do no processo de
desenvolvimento aprendizagem
Identificar estratégias de
atuação do psicólogo escolar
Reconhecer os níveis de Aplicar a psicologia escolar,
junto aos alunos.
desenvolvimento da criança e verificando seu impacto no
as intervenções necessárias processo de aprendizagem do
para promoção de aluno.
aprendizagem no âmbito
escolar.

 Introdução

A psicologia vem avançando em seu campo de atuação,


comprovando sua eficiência e contribuição frente a diversos
campos. A psicologia escolar, considerada uma área tradicional da
profissão de psicólogo no Brasil, busca se aprimorar e adequar-se
à nova realidade e aos novos alunos da atualidade, o que nos exige
constantemente repensarmos suas estratégias de ação.

Neste conteúdo, iremos além das reflexões, explorando as diversas


Neste conteúdo, iremos além das reflexões, explorando as diversas
possibilidades de atuação do psicólogo escolar em relação aos
alunos, bem como enfatizando a importância do trabalho
interdisciplinar tanto na escola como em qualquer outro ambiente
em que ocorra o processo de ensino-aprendizagem. Nosso objetivo
principal é compreender profundamente e promover melhorias que
permitam um desenvolvimento saudável do aluno durante esse
processo, visando assim uma escola que promova a saúde e não a
doença do discente.

Exploraremos os principais conceitos da psicologia escolar e


analisaremos as diferenças entre a psicologia escolar e clínica.
Isso permitirá uma compreensão mais clara de como ela contribui
para o processo de ensino-aprendizagem e para as intervenções
em conjunto com a equipe interdisciplinar, priorizando os alunos.
Abordaremos temas que têm impacto direto e indireto na relação
entre o psicólogo escolar e os alunos, reconhecendo que, muitas
vezes, para facilitar o processo de ensino e aprendizagem, é
necessário realizar intervenções que envolvam a família ou até
mesmo o corpo docente, incluindo professores, mediadores,
supervisores e outros profissionais da escola.

Este estudo tem como objetivo esclarecer conceitos e práticas que


ajudem você a adquirir conhecimento e aprimorar suas habilidades
práticas como psicólogo escolar, visto que com a implementação
da Lei nº 13.935/2019, espera-se aumentar o número de
psicólogos qualificados para atuar nessa área da psicologia.
1 - O trabalho do psicólogo escolar com os alunos
Ao final deste módulo, você será capaz de identificar estratégias de atuação do psicólogo
escolar junto aos alunos.

Quem é o aluno de hoje?


De acordo com o Conselho Federal de Psicologia (CFP), é importante
que os profissionais de psicologia se mantenham atualizados acerca
do papel do psicólogo escolar, principalmente após o Congresso
Nacional ter aprovado a Lei nº 13.935/2019, que dispõe sobre a
prestação de serviços de psicologia nas redes públicas de educação
básica. Assim, entre as várias atribuições do psicólogo na escola, o
foco no aluno é um dos mais desafiadores, tendo em vista a variedade
de conflitos e desafios enfrentados pelos discentes.

O psicólogo escolar realiza intervenções com os seguintes objetivos:

 Aperfeiçoar/desenvolver ou remediar os fenômenos inerentes à


interface psicoeducacional.
 Auxiliar os discentes quer seja nas adaptações impostas pelo
desenvolvimento, quer seja pelos conflitos gerados por relações
interpessoais tóxicas.

 Identificar possíveis atrasos no processo de aprendizagem, podendo


contribuir para minimizá-los, realizando encaminhamentos.

 Auxiliar na construção de atividades que possam diminuir o impacto


na aquisição do conhecimento do aluno.

Assim sendo, podemos dizer que há muita demanda de trabalho no


campo escolar. Mas será que o psicólogo está pronto para assumir
essa demanda?

Nesse contexto, faz-se necessário aprimorar tanto o conhecimento da


ação do psicólogo escolar quanto o perfil da clientela que compõe o
corpo discente escolar. Não se pode intervir quando não se conhece o
perfil da clientela, seus principais desafios, conflitos e
comportamentos.

Reflexão
A atuação do psicólogo escolar deverá contribuir para o humano, em uma lógica
construtiva, inclusiva e participativa. É importante compreender quem é o aluno na
atualidade. Se antes os alunos eram passivos, hoje são críticos e exigentes e lidam com
uma gama de situações que interferem em seu processo de desenvolvimento, como as
redes sociais, as exigências e competitividade do mercado e a necessidade de “likes”.
Tudo isso tem um impacto na autoestima. A inclusão também oferece novos desafios ao
psicólogo escolar. Diante de tantos enredos, é necessário não apenas discutir o papel
desse profissional, mas também refletir quem são os alunos atuais.

A psicologia escolar é uma área antiga do campo de atuação do


psicólogo, porém os alunos de hoje muito se diferem daqueles do
passado. Esse fenômeno se dá por conta de uma mudança histórica da
sociedade, com papéis familiares modificados, novas formas de
organização familiar e alterações na organização curricular. Incluem-se
ainda novas demandas, exigências e adaptação, principalmente frente
aos avanços tecnológicos, quando o aluno pode ter acesso ao
conhecimento de diversas formas.

Mas será que os alunos usam adequadamente essa


ferramenta tecnológica?

De que forma isso interfere nas relações interpessoais e no


processo de aprendizagem?

Crianças e adolescentes estão prontos para lidar com os


padrões impostos pelas redes sociais?

São muitas as indagações acerca do modo como tudo isso interfere no


desenvolvimento infantil. Porém, essa é uma realidade da qual não
podemos fugir. Não é possível isolar o aluno da internet, tampouco
deixá-lo livre nesse meio sem o acompanhamento de um adulto
verificando o que ele está consumido.

Considerando a realidade, é papel


do psicólogo escolar manter-se
atualizado com as polêmicas
“viralizadas” nas redes sociais,
para propor reflexões junto aos
alunos. Assim, discutir o perfil do
discente também é fundamental
para compreender nosso campo
para compreender nosso campo
de atuação junto a eles.

Com relação à educação Infantil, podemos investir em ações que


auxiliem a criança a manter a atenção. Assim, jogos nos quais o
psicólogo escolar possa interagir com a criança são importantes para
manejar essa dificuldade, escolhendo cuidadosamente os materiais
usados.

Na brincadeira, é interessante que se trace objetivos a serem


alcançados. Assim, sugere-se que, na atividade voltada para educação
infantil, devem estar presentes:

Movimentação corporal, ajuda na regulação sensorial.

Incentivo a certo contato visual (fator que as crianças autistas


evitam).

Interação direta e promoção de vínculo entre pessoas.

Motivação e imitação gestual e oral.

Estímulo a movimentação dos músculos da face.

Incentivo a contato físico e trabalho do controle de emoções.

Estímulo a novas descobertas sensoriais (paladar, visão,


audição, olfato e tato).

Psicologia escolar e o aluno na


atualidade
A psicologia escolar enfrenta atualmente muitos desafios por conta da
A psicologia escolar enfrenta atualmente muitos desafios por conta da
mudança social, da reforma do ensino e do advento da tecnologia, o
que permitiu aprimoramento em vários segmentos, além das mudanças
de comportamento pós-pandemia.

Os autores Souza, Ribeiro e Silva (2011) apontam a psicologia escolar


como uma área do conhecimento que visa auxiliar nos problemas de
aprendizagem e de comportamento dos alunos; logo, entender a
demanda deste público é fundamental.

Sendo um profissional com


formação específica com
competência para tratar as
inúmeras questões relacionadas
ao desenvolvimento humano,
cabe ao psicólogo escolar
entender como a
criança/adolescente de hoje
enfrenta seus desafios. Conflitos
atuais são diferentes dos antigos,
gerando assim a necessidade de
embasamento que permita uma
intervenção mais adequada,
mantendo como objetivo principal
o bem-estar do aluno no ambiente
escolar, promovendo inclusão,
respeito aos traços únicos de
cada aluno, auxiliando aquele
com mais dificuldades.

Neste momento, é fundamental realizarmos um recorte no perfil dos


alunos pós-pandemia de covid-19. Estudos evidenciam os impactos
psicossociais causados pelo isolamento social, durante a pandemia,
em crianças e adolescentes, trazendo ainda as repercussões no
contexto escolar.

Atenção!
Segundo a Organização Mundial de Saúde, houve um aumento de depressão e ansiedade
infantojuvenil. Esse aumento pode relacionar-se tanto ao estresse de enfrentamento das
incertezas e medos impostos pela pandemia, quanto ao isolamento social. A sociedade
foi impulsionada pela covid-19 a uma mudança drástica em seu estilo de vida, na tentativa
de impedir a disseminação da doença, assim as restrições de contato culminaram no
fechamento das escolas, restringindo a socialização na infância e juventude.

Esse fator de isolamento tem potencial para ameaçar a saúde mental,


visto que a socialização contribui para a evolução de aspectos éticos,
morais e culturais, preparando o sujeito para a vida em sociedade e
contribuindo para a formulação da identidade e autonomia. O
adoecimento mental desse público poderá trazer fortes repercussões
no processo de ensino-aprendizagem.

A escola que já era palco das manifestações de conflitos de crianças e


adolescentes agrega novas condições de comportamentos para
manejar. E será que a equipe escolar está preparada para esse desafio?
Vejamos essas novas condições a seguir.

A utilização de tecnologias, como celulares, computadores e jogos eletrônicos,


sofreu um aumento significativo no âmbito escolar, impactando as interações
sociais. Consequentemente, o modelo de ensino precisa sofrer adequações para
despertar o interesse desse novo público, com interesses e anseios
diversificados e dificuldades de interação social maiores.
São necessárias ações que estimulem a interação social, além de identificar o
que o aluno consome de informações. A socialização é parte importante no
processo de desenvolvimento, pois oportuniza criar estratégias de solução de
conflitos, planejamento, desenvolver liderança e senso de cooperação e empatia,
dentre outras habilidades importantes para convivência em sociedade.

É preciso compreender de modo mais profundo as demandas subjetivas dos


alunos escondidas atrás do comportamento e do rendimento escolar. Alunos
com transtorno de ansiedade tendem a apresentar dificuldades de atenção e
controle da impulsividade, além de medo de enfrentamento dos desafios. Já
alunos com depressão tendem a apresentar mais irritabilidade e desinteresse.

Mas como perceber tais particularidades em uma sala de aula repleta


de estudantes? Além do aumento de ansiedade e depressão, temos os
conflitos comuns da adolescência, como a construção de sua
identidade, necessidade de aceitação e sentimento de pertencimento
grupal. Há ainda o medo de fracasso, imposto por um sistema de
ensino que propõe um padrão do conhecimento reflexivo e crítico, mas
que cobra pela interface conteudista, sendo o Exame Nacional Ensino
Médio (Enem) um dos principais motivos de estresse, ansiedade e
depressão frente aos adolescentes (SCHÖNHOFEN et al., 2020).

Comentário
O campo de atuação do psicólogo escolar junto aos alunos é amplo e abrangente. Ele
desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de atividades que visam auxiliar
os alunos a enfrentar desafios e lidar com conflitos. Além disso, o psicólogo também tem
um papel direto no processo de aprendizagem, identificando necessidades de adaptação e
explorando o potencial dos estudantes. Isso contribui para o fortalecimento da autoestima
das crianças e adolescentes, independentemente dos rótulos que possam carregar.
Perfil do aluno e desafios da
 psicologia escolar
Neste vídeo, conheça o perfil do aluno de hoje, suas aflições, seus
conflitos e o papel da psicologia escolar diante dos desafios da
atualidade.

Intervenções junto aos alunos


Pensar estratégias de ação do psicólogo no contexto escolar é de
suma importância. Por esse motivo, destacamos a seguir algumas
alternativas essenciais de conduta do psicólogo no contexto escolar:

Auxílio na elaboração de projetos pedagógicos.

Avaliação dos alunos de acordo com o projeto pedagógico.

Intervenções em relações interpessoais, habilidades


educacionais e emocionais dos alunos em sala de aula.

Promoção de alternativas de atendimento e integração de


alunos com necessidades educacionais especiais.

Intervenções junto aos pais.

Orientações e desenvolvimento de habilidades profissionais


dos professores.

Diagnóstico e encaminhamento de casos que dizem respeito


às queixas escolares, entre outras.

Vamos nos ater às estratégias de atendimento ao aluno. Para melhorar


a prática do psicólogo escolar, devem ser propostas atividades práticas
que auxiliem tanto no desenvolvimento da criança quanto nas
intervenções de grupo.

O objetivo é discutir temáticas de


interesse dos alunos, levando-os
a reflexões, em uma proposta de
melhoria do ambiente escolar,
tornando-o mais acolhedor,
receptivo e respeitoso.

Devem ser pensadas, ainda,


ações direcionadas para alunos
de inclusão e aqueles que
estejam apresentando alterações
comportamentais devido
ansiedade e/ou depressão, além
de ações que levem a reflexões
acerca de temas pertinentes e
comuns dessa fase do
desenvolvimento.

Em se tratando de inclusão, saúde mental e estimulação cognitiva, o


psicólogo escolar tem um papel fundamental de oferecer suporte ao
professor, ao mediador e, principalmente ao aluno.

Atenção!

O psicólogo escolar deve atuar junto a crianças e adolescentes, no sentido de promover


espaços para que esses indivíduos se expressem com relação às suas dificuldades
educacionais. O foco da atuação desse profissional não deve ser em testes e avaliações,
mas sim na busca por soluções que fortaleçam a capacidade do aluno de enfrentar
desafios.

Cabe ao psicólogo escolar identificar as habilidades e desafios no


desenvolvimento de crianças, assim como no desenvolvimento infantil
no espectro autista. O objetivo é fazer adaptações no ambiente escolar
para incentivar sua autonomia, respeitando suas dificuldades e
estabelcendo estratégias para ajudá-las a superar obstáculos.

A inclusão da criança com autismo na escola tem


seus desafios, visto que, mesmo com a
implementação de leis que amparam os pais de seus
direitos quanto à oferta de escolas inclusivas, ainda
hoje, existe muita resistência à inclusão efetiva da
criança no ambiente escolar, sendo um desafio para o
psicólogo escolar mediar tais conflitos.

Segundo Nascimento e Cruz (2014), o autismo apresenta uma


variabilidade extensa de dificuldades na comunicação e no domínio da
linguagem ou na interação social. Nesses casos, faz-se necessária a
intervenção do psicólogo escolar.

Quando se trata de comunicação e habilidades linguísticas, é


importante prestar atenção aos limites individuais, para que as práticas
pedagógicas sejam aplicadas de forma a incentivar o sujeito a superar
seus limites. A criança com transtorno do espectro autista (TEA) é
capaz de aprender como as demais, mas as técnicas e as intervenções
devem ser adaptadas para facilitar esse processo.

Estratégias que facilitem o


desenvolvimento da comunicação
é fundamental e devem
considerar a individualidade de
cada criança, suas preferências e
ritmo de aprendizagem,
respeitando o seu modo de estar
no mundo.
no mundo.

A inclusão desses alunos no


ensino regular é importante para
seu desenvolvimento social.
Porém, não basta inserir esses
indivíduos em um contexto
escolar, é necessário considerar
suas peculiaridades
(NASCIMENTO; CRUZ, 2014).

O psicólogo escolar é o profissional responsável por desenvolver um


trabalho com crianças com TEA, pautado no afeto e na paciência, de
modo a conhecer as especificidades de cada criança/adolescente a fim
de potencializar suas habilidades. A psicoeducação é realizada em
conjunto com os profissionais da escola envolvidos diretamente com
este aluno.

É de suma importância considerar que essas crianças possuem


sensações que devem ser acolhidas e respeitadas. Desse modo,
podemos dizer que a inclusão feita com respeito e afeto proporcionará
melhorias na vida do indivíduo com TEA, sendo um facilitador para
promoção de melhoria na interação social, cognição e no
comportamento, sendo benéfico para o melhor desenvolvimento de
suas habilidades e competências sociais (COSTA, 2016; REIS; PEREIRA;
ALMEIDA, 2016).

Psicologia escolar e suas


 intervenções
Neste vídeo, conheça as estratégias de ação do psicólogo no contexto
Neste vídeo, conheça as estratégias de ação do psicólogo no contexto
escolar através das propostas de atividades práticas que auxiliam no
desenvolvimento da criança.

Falta pouco para atingir seus objetivos.

Vamos praticar alguns conceitos?

Questão 1

(Adaptada de banca Quadrix, 2012) Assinale a alternativa que indica


no que a função do psicólogo escolar se diferencia da função do
educador.

O psicólogo escolar tem o papel de intervir, visando


A aprimorar/desenvolver ou remediar os fenômenos
inerentes à interface psicoeducacional.

O psicólogo escolar terá a função de desenvolver


atividades clínicas, visando à melhora significativa da
B atividades clínicas, visando à melhora significativa da
situação problema.

O psicólogo escolar tem o dever de atuar de forma


C clínica e pedagógica, tendo por objetivo maior o bem-
estar dos alunos e da equipe escolar.

É papel do psicólogo escolar também atuar como


D educador, especialmente na intervenção com alunos
que apresentam dificuldades de aprendizagem.

Somente o psicólogo escolar pode atuar de forma


E clínica na escola, o que permite o atendimento da
equipe pedagógica, do aluno e da família.

Parabéns! A alternativa A está correta.

A intervenção do psicólogo escolar não é clínica tampouco educativa


apenas, seu papel é intervir de modo que ofereça estratégias para o
educador utilizar e assim trazer melhorias para o aluno.

Questão 2

(Adaptada de banca Quadrix, 2012) Torna-se imprescindível a


atuação do psicólogo escolar na elaboração de um projeto

interventivo que auxilie a equipe pedagógica dos diferentes níveis da


educação formal a lidar de forma mais eficaz com os alunos com
dificuldades de aprendizagem em função de sintomas de ansiedade
atrapalharem sua concentração. Com base nessa consideração,
assinale a alternativa que estaria coerente com a atuação do
psicólogo escolar.
Os professores podem ser orientados pelo psicólogo
escolar a lidarem de forma mais assertiva com os
A sintomas da ansiedade, realizando uma
psicoeducação para o corpo docente e encaminhando
o aluno para acompanhamento clínico, se for o caso.

Cabe ao psicólogo escolar atuar na interação entre


professores, alunos típicos e aluno com ansiedade,
B para que o aluno típico assuma o papel junto ao
professor de ser suporte para esse aluno com
dificuldades.

O psicólogo escolar poderia desenvolver um trabalho


C psicoterapêutico junto ao aluno com atendimento
clínico, dando suporte psicológico para esse aluno.

O psicólogo escolar poderia auxiliar a equipe


pedagógica na elaboração de atividades voltadas ao
D
aluno com ansiedade, de modo que elas fossem mais
fáceis que as atividades dos demais alunos.

O trabalho do psicólogo escolar poderia abranger a


orientação de pais de alunos com ansiedade, a fim de
E
orientar para acompanhamento medicamentoso com
psiquiatra.

Parabéns! A alternativa A está correta.

Orientar aos professores acerca de sintomas e prejuízos gerados por


um quadro de ansiedade severa pode facilitar a atuação do professor
junto ao aluno.
2 - Interfaces com psicologia da aprendizagem e do
desenvolvimento
Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer os níveis de desenvolvimento da criança
e as intervenções necessárias para promoção de aprendizagem no âmbito escolar.

Perspectiva piagetiana e sua relação


com o aluno
Para compreender a área de atuação da psicologia escolar, é
Para compreender a área de atuação da psicologia escolar, é
importante saber que esse campo de conhecimento esbarra no campo
da psicologia da aprendizagem e do desenvolvimento. Assim,
compreender de que modo ocorre o processo de aquisição do
conhecimento e as fases do desenvolvimento das crianças e
adolescentes contribui para uma intervenção mais assertiva no âmbito
escolar.

Enquanto Piaget trabalhou com o viés dos marcos biológicos, Vygotsky


apresentou a importância do contexto social como variável no
processo de desenvolvimento e da aquisição do conhecimento.
Compreender esses conceitos nos auxilia pensar em intervenções junto
aos alunos que promovam assertividade e, consequentemente,
mudança de comportamento no agir intervencionista de toda
comunidade escolar.

Buscando estudar o processo de


desenvolvimento e aprendizagem
dos seres humanos, tomaremos
por base as contribuições de
Jean Piaget (1896-1980), biólogo
suíço que influenciou a educação
a partir da metade do século XX
até os dias de hoje.

Piaget compreende o processo de


Estátua em homenagem a Jean Piaget.
aprendizagem como sendo a
interação do indivíduo como o
meio. Assim sendo, a carga
genética e o ambiente interferem
diretamente na aquisição do
conhecimento.

A aquisição do conhecimento ocorre por meio de desafios e da


necessidade de adaptação às condições do ambiente em que se está
inserido, de modo que o sujeito precisa lidar com problemas que
requerem dele uma constante readaptação cognitiva. Piaget é
influenciado pelas teorias evolutivas da biologia e aponta que a
capacidade de conhecimento tem estreita relação com a experiência do
indivíduo no processo de interação com o meio, que desafia o sujeito.
Comentário
A pandemia foi um processo desafiador que gerou fortes desestabilidades no
funcionamento cognitivo e emocional, exigindo novas formas de adaptação, o que trouxe
à psicologia escolar um novo desafio. Estudos pós-pandemia mostram um aumento nos
índices de ansiedade e depressão. Isso ressalta a importância de identificar e orientar o
manejo dessas situações, avaliando sua gravidade e riscos. É essencial fornecer suporte
técnico para acolher e auxiliar os alunos que enfrentam dificuldades de aprendizagem
causadas por esses problemas de saúde mental.

No desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, o ambiente


escolar é um palco que lhes permite experenciar os conflitos, que
podem ser mediados, por exemplo, por um psicólogo escolar, cuja uma
das funções é contribuir para que o processo de ensino-aprendizagem
ocorra de modo saudável.

Segundo a teoria de Piaget, também conhecida como teoria do


desenvolvimento, a infância é a fase de maior criatividade na vida
humana. O objetivo dessa teoria é mostrar como o sujeito evolui desde
os primeiros meses de vida até uma solidez e um embasamento
próprio que irá distingui-lo no contexto em que está inserido.

As transformações ocorridas na infância têm a


convivência social como um fator importante. Assim,
na infância, o isolamento social tem um impacto na
construção de habilidade de interação e na
adolescência afeta a consolidação de tais habilidades.

Tomando por base a escala de desenvolvimento criada por Piaget,


podemos ter um parâmetro dos aspectos esperados para cada etapa
do desenvolvimento humano.

Período sensório-motor (0-2 anos)

Período pré-operacional (2-7 anos)


Período pré-operacional (2-7 anos)

Período operacional de concreto (7-11)

Período operacional formal (11-19 aproximadamente)

Essa classificação auxiliará em sua compreensão acerca do que se


espera da criança em cada faixa etária. Lembre-se, é papel do
psicólogo escolar promover atividades que auxiliem o desenvolvimento
cognitivo e emocional dos alunos, estando atendo para promover ações
grupais que estimulem o desenvolvimento.

 Adaptação às condições do ambiente


Confira neste vídeo as contribuições de Piaget para a psicologia da
aprendizagem e do desenvolvimento.

Perspectiva de Vygotsky e sua


relação com o aluno

A teoria de Lev Semyonovich Vygotsky (1896-1934) defende que o


processo de ensino-aprendizagem ocorre por meio da interação social,
sendo o desenvolvimento humano o resultado de sua relação com o
outro e com o ambiente que o cerca. Nesse contexto, podemos supor o
impacto do isolamento no desenvolvimento de crianças e adolescentes
durante a pandemia de covid-19.

É importante para o psicólogo


É importante para o psicólogo
escolar identificar possíveis
entreves no desenvolvimento do
aluno, para propor ações
coletivas, a fim de minimizá-las.

A abordagem sociointeracionista,
elaborada por Vygotsky, objetiva
caracterizar aspectos tipicamente
do comportamento humano,
dividindo-os em três fases, para
apontar como esse
desenvolvimento ocorre durante a
vida do indivíduo.

Em sua teoria, Vygotsky (1999) teria considerado três zonas de


desenvolvimento, a saber:

 Zonal real

Aquilo que o indivíduo realiza sozinho, ou seja, a aprendizagem já


consolidada.
 Zonal potencial

Aquilo que pode ser realizado com auxílio de pessoas mais


experientes.

 Zonal proximal

Aquilo que está em processo de amadurecimento. É a diferença entre


o nível de desenvolvimento real, que é alcançado pela resolução
independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial,
que é alcançado com ajuda.

De acordo com Vygotsky, a formação da criança acontece em uma


relação direta entre o sujeito e a sociedade ao seu redor. O ambiente
escolar é um cenário importante nessa fase, por ser considerado um
microssistema social. Essa visão contribui para promover intervenções
mais assertivas do psicólogo escolar junto aos alunos, modificando o
padrão antigo que sustentava o imaginário acerca do seu papel. Desse
modo, passou-se a produzir novas formas para lidar com questões
relacionadas à indisciplina, à desmotivação e a dificuldades de
aprendizagem, buscando compreender a saúde mental e o modo como
ela interfere no processo ensino-aprendizagem.

A atuação do psicólogo escolar, seja na abordagem de


Piaget seja na teoria de Vygotsky, não é colocar-se
como o profissional que determina o que é normal ou
patológico na avaliação do desenvolvimento infantil. A
esse profissional cabe, com respaldo nessas teorias,
desenvolver ações que contribuam para sanar
prejuízos no desenvolvimento das relações
interpessoais, dificuldades/atraso cognitivo,
ansiedade, depressão, dentre outros aspectos que
podem gerar prejuízos na aprendizagem.

Em outras palavras, tomar a teoria por base para construir intervenções


de acordo com as possibilidades de entendimento e cada fase do
desenvolvimento, sabendo distinguir o que seria considerado atraso no
desenvolvimento, dificuldades ou o que seria aceitável de acordo com o
que se espera em cada etapa.

Exemplo
Afirmar que o aluno que se encontra no estágio sensório-motor, descrita por Piaget, tem
dificuldades de leitura seria incoerente uma vez que, nessa etapa, o sujeito não apresenta
habilidades desenvolvidas para essa ação. Caso o aluno, nessa fase, apresente
habilidades de leitura, estamos falando de uma exceção que deverá ser investigada.
Assim, cada investigação vai apontar para um caminho na intervenção e atuação do
psicólogo escolar junto aos alunos.

 Três zonas de desenvolvimento

Confira neste vídeo as contribuições de Vygotsky para a psicologia da


aprendizagem e do desenvolvimento humano.
Falta pouco para atingir seus objetivos.

Vamos praticar alguns conceitos?

Questão 1

(Adaptado da banca Avança Brasil, 2023) Piaget distinguiu quatro


grandes períodos no desenvolvimento das estruturas cognitivas,
intimamente relacionados ao desenvolvimento da afetividade e da
socialização da criança. Assinale a alternativa correta acerca desses
estágios:

O período sensório-motor (0-2 anos) é fundamental


para o desenvolvimento cognitivo, pois suas
A
realizações formam a base de todos os processos
cognitivos do indivíduo.
O período pré-operatório, compreendido entre 13-19
anos, é dominado pela representação simbólica, em
B
que os indivíduos começam a pensar simbolicamente,
com palavras e imagens para representação.

No período operatório concreto, com a aquisição da


C reversibilidade lógica, 2-7 anos, usa-se mais a lógica,
mas ainda com o pensamento muito concreto.

No período operatório formal, resultado da


experiência lógico matemática, o adolescente
consegue agrupar representações de representações
D
em estruturas equilibradas a partir de hipóteses, sem
ter necessidade de observação e manipulação reais,
este estágio compreende a fase de 7-12 anos.

No período pré-operatório, o instrumento principal de


apoio e de constituição de si mesmo e do mundo é a
E percepção, pela qual a criança estabelece relações
diretamente com o mundo exterior sendo o período de
0-2 anos.

Parabéns! A alternativa A está correta.

De acordo com Piaget, o período sensório-motor compreende a fase


de 0 a 2 anos de idade.

Questão 2

(Adaptada da banca Avança Brasil, 2023) Segundo Vygotsky, a zona


de desenvolvimento proximal (ZDP) é uma das três fases do
desenvolvimento, podendo ser considerada
a distância entre o nível de desenvolvimento real e o
A nível de desenvolvimento potencial, ou seja, aquilo
que está em amadurecimento.

aquela função já amadurecida, na qual a criança já


B tem autonomia para realizar qualquer coisa sem
orientação de um adulto.

a fase que permite delinear o futuro imediato da


criança e seu estado dinâmico de desenvolvimento,
C
mas ainda requerendo ajuda de pessoa mais
experiente.

a fase em que a criança está no período sensorial,


D adquirindo conhecimento por meio de experiências
sensoriais e manipulação de objetos.

a fase em que a criança vive as operações concretas,


E com pensamento mais lógico e organizado, embora
ainda concreto e literal.

Parabéns! A alternativa A está correta.

A zona de desenvolvimento proximal, definida por Vygotsky (1999),

representa a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se


costuma determinar por meio da solução independente de
problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado pela
solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em
colaboração com companheiro mais capaz, ou seja, aquilo que está
em amadurecimento.
3 - Aplicabilidade da psicologia escolar no processo de
aprendizagem
Ao final deste módulo, você será capaz de aplicar a psicologia escolar, verificando seu impacto
no processo de aprendizagem do aluno.

Atividades para crianças com TEA

Com o objetivo de auxiliar o trabalho do psicólogo escolar com alunos


com transtorno do espectro autista (TEA), vamos analisar algumas
estratégias recomendadas para a educação infantil e o ensino
fundamental.

As atividades das crianças matriculadas no ensino fundamental e que


estejam dentro do TEA, devem também despertar a atenção e estimular
a concentração. Essa habilidade é muito importante em todo segmento
a concentração. Essa habilidade é muito importante em todo segmento
escolar e, principalmente, no período de alfabetização.

Veja agora algumas atividades de interesse dessa fase, as quais


também têm como objetivo desenvolver habilidades prejudicadas:

Jogos digitais 

Essa atividade, quando usada de modo correto, pode ser muito


útil no desenvolvimento das crianças típicas e atípicas. Certos
jogos virtuais usados para estimular as crianças dentro do
espectro autista podem trazer benefícios, como os jogos que
estimulem a coordenação motora e o raciocínio (só não
esqueça de ver antes a sinalização de segurança).

Atividades que desenvolvam o raciocínio das crianças para


cores e formas geométricas também são bons exemplos.

Atividades e jogos presenciais 

Essa atividade usa massa de modelar, jogos de quebra-cabeça,


fantoches e pinturas, jogos de encaixe de formas, com o
objetivo de aprimorar a coordenação motora fina, a identificação
de cores e formas, podendo proporcionar maior desenvoltura e
maiores níveis de evolução pessoal.

Histórias Sociais (HS) 

Esse método é facilmente aplicado, tem a praticidade no


manuseio, agilidade e eficácia com relação à mediação do
comportamento. Auxilia o ensino de comportamentos
socialmente adequados e redução de comportamentos
socialmente inadequados. As histórias são utilizadas para
explicar possibilidades adequadas de comportamento, frente a
situações difíceis ou de birra para a criança (MOUSINHO et al.,
2010).
2010).

Jogo do ensino de palavras 

Essa atividade avalia a aprendizagem de leitura e escrita em


crianças com autismo ou deficiência intelectual. Ela ajuda o
psicólogo escolar a investigar a eficácia de atividades que
envolvem o ensino de sílabas e a associação com figuras,
visando melhorar as habilidades de leitura e escrita das
crianças. O uso de jogos adaptados à realidade escolar das
crianças com necessidades educacionais especiais é uma
forma facilitadora. As crianças conseguem associar as figuras
com as palavras, o que ocorre de forma indireta e permite ao
psicólogo escolar identificar os níveis de leitura e escrita, além
de auxiliar na construção dessas habilidades. É importante
destacar que os jogos tornam o processo de ensino mais fluido
e agradável, contribuindo para reduzir comportamentos
desfavoráveis durante o processo de aprendizagem.

Filmagem 

Essa atividade é usada para entender a interação da criança


com TEA. O objetivo é analisar como as crianças autistas
atribuem significado às suas interações sociais na sala de aula,
pois isso pode influenciar seu desenvolvimento e a qualidade
das relações. A filmagem é uma oportunidade de observar
características no comportamento social que podem passar
despercebidas, além de avaliar habilidades e comportamentos.

Essa atividade ajuda a desenvolver intervenções e coletar dados


que auxiliem a prática do psicólogo escolar com a criança e na
orientação à família.

Quais atividades posso utilizar para


Quais atividades posso utilizar para
 crianças com TEA?
Confira neste vídeo sugestões de atividades para trabalhar com
crianças com transtorno do espectro autista.

Atividades para crianças com TDAH

As crianças com diagnóstico de TDAH além da inquietação, podem


apresentar dificuldades para manter a concentração, planejamento,
além de agir por impulso.

Normalmente, os sintomas ficam mais evidenciados quando a criança


inicia a vida escolar, e os prejuízos mais acentuados na fase de
introdução à leitura e à escrita. Nesse contexto, o psicólogo escolar
pode propor alguma atividade que auxilie no controle da impulsividade,
pode propor alguma atividade que auxilie no controle da impulsividade,
planejamento, organização e concentração.

Normalmente, as crianças com sintomas de hiperatividade tendem a


ficar cansadas, pois não conseguem manter-se paradas por muito
tempo, logo a concentração fica prejudicada. Tendo isso em vista, veja
agora algumas sugestões de atividades para desacelerar crianças com
TDAH:

Jogo de memória 

Estimula habilidades como pensamento, memorização,


identificação de figuras, além de desenvolver o conceito de igual
e diferente e orientação espacial

Pintura e argila 

Proporciona às crianças a oportunidade de expressão, que não


sejam necessariamente a comunicação verbal. Em se tratando
da criança com TDAH, o psicólogo escolar pode aproveitar para
verificar sentimentos subjetivos, visto que as crianças com esse
quadro podem apresentar baixa autoestima e irritabilidade, que
poderão ser expressos nessa atividade, dando oportunidade de
intervenção psicológica. Essa atividade colabora ainda para
desenvolver a autoconfiança da criança, que se sente apta a
concluir a atividade.

Montagem de blocos 

Fortalece a autoconfiança da criança com TDAH. Uma das


características que lhes geram sofrimento é a dificuldade que
elas têm de terminar uma atividade. Normalmente, recebem
críticas por isso, o que contribui para impactar negativamente
sua autoestima, gerando frustrações e impaciência. Os blocos
sua autoestima, gerando frustrações e impaciência. Os blocos
de construção podem ser usados de diversas formas, seja para
compor uma história seja simplesmente para construir
pequenos cenários. Sendo fáceis de montar, com peças de fácil
manuseio, essa atividade pode auxiliar o psicólogo escolar no
trabalho de estimulação da autoconfiança e autoestima.

Adivinhação 

Estimula o pensamento lógico, a dedução, a atenção,


observação, nomeação, planejamento, dentre outras
habilidades. A forca pode também ser uma sugestão de
adivinhação assim como as perguntas do tipo “o que é, o que
é?”. Assim, o psicólogo escolar pode criar um torneio de
adivinhação ou simplesmente um desafio com a criança que
apresenta o TDAH, estimulando-a a buscar estratégias de
leitura, organização do pensamento, controle do impulso dentre
outros.

Morto-vivo ou o jogo da estátua 

Estimula a atenção e o controle da impulsividade, pode ser uma


estratégia para o psicólogo escolar intervir diretamente com o
aluno ou para sugerir que seja implementado nas aulas de
educação física.

Quais atividades posso utilizar para


 crianças com TDAH?
Confira neste vídeo sugestões de atividades para trabalhar com alunos
Confira neste vídeo sugestões de atividades para trabalhar com alunos
com diagnóstico de TDAH, buscando minimizar as dificuldades de
concentração e aprendizagem.

Atividades para crianças com


ansiedade ou depressão

O psicólogo escolar deve atuar como agente de promoção e prevenção


da saúde mental dos alunos no contexto escolar. Sendo assim, é
necessário propor ações que visem à prevenção, intervenção e
remediação por meio da reflexão sobre a saúde mental. Desenvolver
projetos de intervenção temáticos é de suma importância para que as
demandas do contexto possam ser atendidas.

Hoje em dia, os alunos têm enfrentado um aumento nos índices de


Hoje em dia, os alunos têm enfrentado um aumento nos índices de
ansiedade e depressão. É essencial desenvolver projetos que busquem
identificar aqueles que apresentam tais sintomas, avaliando se é
necessário encaminhá-los para profissionais de saúde. Portanto, é
importante realizar ações que priorizem a promoção da saúde mental,
com o objetivo de reduzir os sintomas de ansiedade e depressão.

Além de orientar o corpo docente, a atuação com projetos de


intervenção é fundamental para promover melhor manejo dos gatilhos,
visto que a escola é o local permeado por diversas situações
conflitantes, sendo um espaço de aprendizagem, mas também de
desenvolvimento emocional e social.

Comentário
A escola é um espaço não só de aprendizado cognitivo, mas também de desenvolvimento
emocional e social. As crianças e os adolescentes demonstram com seus
comportamentos o modo como têm se sentido emocionalmente, suas frustrações, medos
e dificuldades. Assim, o psicólogo escolar precisa estar sempre em contato com os
alunos para observar seus comportamentos, checando sempre com professores as suas
percepções acerca do comportamento dos estudantes. Um psicólogo escolar atento
mantém-se alerta sobre o que os alunos têm conversado, suas dúvidas e ao que estão
assistindo ou seguindo nas redes sociais, procurando construir reflexões críticas acerca
dos temas.

É preciso haver uma rotina na qual se desenvolva atividades que gerem,


junto aos alunos, discussões e reflexões sobre temas pertinentes para
cada faixa etária. Tendo isso em vista, veja a seguir sugestões de
técnicas com foco em ansiedade e depressão, podendo tais estratégias
serem utilizadas para outras temáticas de acordo com a necessidade
escolar.

Jogos coletivos de tabuleiros com regras

Verifica se a criança apresenta dificuldades em seguir regras e orientações e em


controlar seu impulso, pois precisa aprender a esperar a sua vez de jogar. Assim,
verifica-se a existência de dificuldades e possibilita ainda que se faça a
intervenção psicoeducando para que essas habilidades sejam desenvolvidas.
Técnicas de relaxamento

Ensina o controle da respiração diafragmática. Um exemplo dessa técnica é a


atividade de soprar para fazer uma grande bolha de sabão que demore a estourar.
A criança é induzida a uma respiração longa e lenta. Essa técnica reduz os
sintomas de ansiedade trazendo melhor oxigenação cerebral. O visual é bonito,
assim as crianças e adolescentes se distraem com as bolhas de sabão,
desviando o pensamento do gatilho ansioso. Também pode ser usado como uma
estratégia de interação.

Rodas de conversa

Explora a reflexão com alguma temática introduzida. Estimula o aluno a opinar


sobre um tema ou falar de suas próprias expectativas e medos. Essa técnica
pode ser usada tanto como psicoeducação quanto como uma estratégia para
acolhimento. O psicólogo escolar vai conduzindo um assunto de acordo com a
demanda, podendo usar desenhos, músicas e pinturas dentre outras como
ferramenta de intervenção na problemática levantada.

Vivências ou dramatizações, utilizando o conto/fábula

Desenvolve um tema voltado para ansiedade ou depressão, ou qualquer outra


demanda pertinente. Conta-se uma fábula com uma moral e organiza-se uma
encenação ou mesmo um debate acerca das possibilidades de solução para o
desfecho. O objetivo do psicólogo escolar é oportunizar expressão de
sentimentos, opiniões, podendo construir estratégias de enfrentamento de
sentimentos, opiniões, podendo construir estratégias de enfrentamento de
situações problemas, contribuindo para a construção do espaço de cuidado.

Como vimos, o psicólogo escolar tem grandes desafios a enfrentar,


tendo em vista a diversidade de alunos ocupando o mesmo espaço e
vivenciando conflitos diversos, em plena fase do desenvolvimento,
tornando a escola um palco onde as peças são encenadas. Assim, o
psicólogo escolar torna-se um profissional imprescindível para dirigir
com maestria este espetáculo chamado desenvolvimento humano.

Quais atividades posso utilizar para


 crianças com ansiedade ou
depressão?
Confira neste vídeo sugestões de atividades para trabalhar com
crianças com ansiedade ou depressão, buscando identificar e
minimizar os sintomas e desconfortos desenvolvidos.

Falta pouco para atingir seus objetivos.

Vamos praticar alguns conceitos?


Questão 1

O TDAH é caracterizado por sinais e sintomas com destaque para a


desatenção, hiperatividade e impulsividade. Indique a técnica mais
adequada para a intervenção do psicólogo escolar com crianças com
TDAH e sua respectiva descrição:

Pintura e argila: técnica com objetivo de trabalhar a


expressão, além da comunicação verbal. O psicólogo
A escolar poderá verificar sentimentos subjetivos, pois
crianças com esse diagnóstico podem apresentar
baixa autoestima e irritabilidade.
Rodas de conversa: explorar a reflexão, estimular a
B criança a falar e opinar acerca do tema ou falar de
suas próprias expectativas e medos.

Jogos coletivos de tabuleiros com regras: verificar se


a criança apresenta dificuldades em seguir regras e
C
orientações, além do controle do impulso, pois precisa
aprender a esperar a sua vez de jogar.

Jogos digitais: utilizar a tecnologia para estimular as


crianças no desenvolvimento da coordenação motora
D
e o raciocínio com cores e formas geométricas, por
exemplo.

Atividades e jogos presenciais: usar massa de


modelar, jogos de quebra-cabeça, fantoches e
E pinturas, jogos de encaixe de formas para aprimorar a
coordenação motora fina, identificação de cores e
formas.

Parabéns! A alternativa A está correta.

A técnica mais adequada para a intervenção do psicólogo escolar


com crianças com TDAH é pintura e argila, pela oportunidade de
expressão não verbal. As demais técnicas são recomendadas para
outros transtornos.

Questão 2

No período pós-pandemia podemos evidenciar um aumento


significativo de transtorno de ansiedade em crianças e adolescentes.
Assim, cabe ao psicólogo escolar promover atividades de prevenção
e intervenção neste sentido. Nesse contexto, para minimizar a
ansiedade, qual a opção adequada?

Técnicas de relaxamento ensinando a respiração


A diafragmática, melhorando a oxigenação do cérebro e
interrompendo o ciclo da ansiedade.

Técnicas hipnose visando introduzir conceitos novos


B
nos pensamentos do adolescente.

Hipnoterapia visando induzir a pensamentos


C
positivos.

Palestras para evitar que o aluno fale sobre ansiedade


D
ou exponha suas próprias expectativas e medos.

E Jogo de memória visando proporcionar distração.

Parabéns! A alternativa A está correta.

Uma das técnicas para minimizar a ansiedade é ensinar a respiração


diafragmática como estratégia de intervenção da crise de ansiedade,
visto que promove melhor oxigenação cerebral.

Considerações finais
As atribuições da psicologia escolar são guiadas pelo Conselho Federal
de Psicologia (CFP), que propõe um trabalho interdisciplinar e integrado
ao contexto escolar, que deve ser desenvolvido tanto individualmente
quanto coletivamente, em diferentes níveis, como promoção,
intervenção e prevenção. É preciso investir em aprimoramento e
aprofundamento acerca da atuação desse profissional junto à equipe
pedagógica e, principalmente, aos alunos.

Impossível pensar em psicologia escolar sem buscarmos


conhecimento nos campos da psicologia da aprendizagem e do
desenvolvimento, os quais propiciam a base para a tomada de decisão
de intervenções e promoções no campo escolar. Verificar o curso do
desenvolvimento saudável para compreender intercorrências auxilia o
profissional a elaborar estratégias e encaminhamentos de acordo com
a necessidade de cada caso. Essa área serve ainda de base para
reflexões acerca da inclusão escolar, propondo estratégias para que
haja acolhimento e desenvolvimento da criança com necessidades
especiais tanto no que diz respeito à aquisição de conhecimento e
aprendizagem quanto no que se refere ao desenvolvimento emocional,
corroborando para melhoria da autoestima, autoafirmação e segurança.

O psicólogo escolar atua em desenvolver e/ou aprimorar a criatividade,


pois das simples brincadeiras e jogos pode-se elaborar e executar
brilhantes intervenções. A brincadeira é coisa séria e deve ser
desenvolvida com objetivos e pautada em teóricos que sustentam a
efetividade do que se deseja intervir.

A psicologia escolar é um campo que tem potencial de trabalho, sendo


imprescindível para o bom desenvolvimento do aluno e de seu
aprendizado, justificando, assim, a criação da Lei nº 13.935/2019, que
garante a presença do psicólogo escolar na rede básica de ensino.
Lutar por nosso espaço, fazendo valer a lei, é assegurar a melhoria na

qualidade e na assistência aos alunos, sejam eles com necessidades


especiais (atípicos) ou não, buscando tornar o ambiente escolar um
cenário de acolhimento, paz e construção do conhecimento.
Explore +
Confira as indicações de filmes que separamos especialmente para
você!

Divertidamente, animação que trata os sentimentos, como tristeza,


alegria e raiva, de uma forma bastante madura e interessante. Todo o
filme se passa dentro da cabeça da Riley, uma menina de 11 anos que
está lidando com suas emoções e lembranças.

Vale explorar a animação para falar sobre emoções com seu aluno e
ajudá-lo a identificar o que ele sente. Pergunte, por exemplo, se ele se
recorda de alguma situação que sentiu alegria ou raiva. Use o filme
como estratégia para auxiliar os alunos a reconhecer suas emoções e
aprender a lidar com elas.

Entre os filmes para educação infantil e ensino fundamental que trazem


lições interessantes está Zootopia, animação que retrata a história da
coelha Judy, que quer ser policial em um mundo preconceituoso.

O longa fala de assuntos atuais, como respeito às diferenças,


tolerância, racismo e abuso de poder. Também ensina sobre
persistência para lidar com desafios e conquistar seus objetivos.

Referências
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. CFP. Resolução CFP nº
007/2003. Institui o Manual de Elaboração de Documentos Escritos
produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica e
revoga a Resolução CFP 17/2002. Brasília, 2003.

COSTA, D. Processo de Aprendizagem da criança com autismo na


escola regular. Universidade Federal da Bahia, 2016. Consultado na
internet em: 22 abr. 2023.

COSTA, L. M. B. et al. Autismo e suporte familiar: Relações afetivas


COSTA, L. M. B. et al. Autismo e suporte familiar: Relações afetivas

estabelecidas entre crianças com autismo. Revista Científica


Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, ano 05, v. 06, pp. 25-44, 2020.

MOUSINHO, R. et al. Mediação escolar e inclusão: revisão, dicas e


reflexões. Rev. psicopedag. São Paulo, v. 27, n. 82, p. 92-108, 2010.
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NASCIMENTO, F.; CRUZ, M. . Da realidade à inclusão: uma investigação


acerca da aprendizagem e do desenvolvimento do/a aluno/a com
Transtorno do Espectro Autista- TEA nas series iniciais do I segmento
do Ensino Fundamental. Rev. Polyphonia, Rio de Janeiro, 2014.
Consultado na internet em: 22 abr. 2023.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. OMS. Classificação de


transtornos mentais e decomportamento da CID-10. Porto Alegre:
Artmed, 1993.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. OMS. Transtorno do espectro


autista. [s.l.]: OPAS/OMS 2017. Consultado na internet em: 22 abr.
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RAPPAPORT, C. R. Psicologia do desenvolvimento. São Paulo, EPU


1981-1982

REIS, H. I. da S; PEREIRA, A. P. da S.; ALMEIDA, L. da S. As


características e especificidades da comunicação social na
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SOUZA, C. S.; RIBEIRO, M. J.; SILVA, S. M. C. A atuação do psicólogo


escolar na rede particular de ensino. Psicologia Escolar e Educacional,
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SCHÖNHOFEN, F. de L. et al. Transtorno de ansiedade Generalizada


entre estudantes de cursos de pré-vestibular. Jornal Brasileiro de
Psiquiatria. J. bras. Psiquiatr, v. 69, n. 3, Jul-Sep, 2020.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins


Fontes, 1999.
Fontes, 1999.

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