UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO UNIVERSITÁRIO NORTE DO ESPÍRITO SANTO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS E COMPUTAÇÃO

ADRIANA QUEMELLI MAGIONI BRUNA MARCHETE BRUNO CARVALHO COSWOSK FLÁVIA DANTAS LOSS TAINÁ VETTORAZZI VARGAS

AS TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO NO CONTEXTO DA ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL

São Mateus Março de 2012

.........1 5.................................... Metodologia .........................4 5...................... 8 Teoria Neoclássica (1954) .........................................................9 Teoria Científica (1903) ........................................................................................................................... 3 2........................................... 3 3.............. 4 5........6 5........................5 5...................................................................................... 5 Teoria das Relações Humanas (1932) ............................................8 5.... 4 Teoria Clássica (1916) .... Referencial Teórico ............... Objetivos .............. 7 Teoria Estruturalista (1947) ........................................................... 9 Teoria do Comportamento Organizacional (1957) .... 12 6.................. 11 Teoria da Contingência (1972)............................... 10 Teoria do Desenvolvimento Organizacional (1962) .................................................................... 6 Teoria Burocrática (1940) ...... Justificativa ................................. 3 5............................. Considerações Finais.............................................................................................................................................................................. 13 ...........................................................................................................2 5........................................................................................................................................................................................................................ 3 4...............................................7 5......................... Referências Bibliográficas ....................................3 5..................Sumário 1.................................. 13 7.......................................................... Introdução ..................................................................

não há ainda evidências da existência de indústrias. como ciência. entendendo as semelhanças e diferenças entre cada uma delas. No contexto da administração de empresas. começou a ser estruturada. Introdução Existem muitos conceitos e diferentes sentidos para a palavra administração. Após estes passos iniciais. Justificativa Embora alguns estudiosos digam que a administração é uma área nova. do trabalho. Na Revolução Industrial que começam a surgir fábricas. no início do século XX. estas que influenciam as idéias dos administradores até os dias atuais. . Esses dois estudiosos marcaram a gênese das chamadas teorias da administração. a moderna teoria geral da administração é formada por conceitos que surgiram e vem se reciclando há muito tempo. Em seguida. Por esse motivo se dá a importância de conhecer as teorias gerais da administração. enfoque. Objetivos Conhecer as teorias gerais da administração. 3.1. o que mostra o seu caráter interdisciplinar. dando importância a ênfase. 2. Com isso. A administração é praticada de diversas formas desde os primórdios da civilização. A administração passou a ganhar cada vez mais importância na sociedade. desencadeando um processo social que afeta a vida das pessoas. 4. Metodologia Este trabalho foi realizado com base em pesquisas bibliográficas. observa-se que até ocorrer a Revolução Industrial. diversas escolas e teorias foram sendo criadas para responderem aos desafios apresentados no decorrer da história. Fayol propôs um modelo cartesiano da organização e do gerenciamento. a partir dos estudos de Taylor. O modo da organização. A administração. compreender as teorias gerais da administração em seus respectivos contextos sócio-econômicos. muitos pesquisadores começaram a investigar o mundo organizacional. Especificamente. e do próprio comportamento humano foi se adequando aos cenários emergentes. precursores e características de cada uma delas.

pois assim cada funcionário realizaria a tarefa mais compatível com sua aptidão. não tendo assim motivação para aumentarem a produção. Seu trabalho se deu no chão de fábrica. e trouxe um novo sistema produtivo. não qualificados. Esse nome foi dado devido à tentativa de aplicação dos métodos da ciência aos problemas da Administração. Era. as tarefas deveriam ser divididas. Referencial Teórico 5. As máquinas eram rudimentares e havia uma fraca habilidade dos trabalhadores no manuseio das mesmas. pois uma vez simplificadas exigiria menor qualificação de mão de obra. 2003). com tarefas simplificadas. A proposta dessa teoria tornou-se útil no aprimoramento do desempenho organizacional. ele defendia a individualidade nas tarefas. empregavamse mais trabalhadores. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração (CHIAVENATO. 2003). melhorando a produção e reduzindo tempo. junto ao operariado.1 Teoria Científica (1903) A abordagem típica da Escola da Administração Cientifica é a ênfase nas tarefas. Além disso.1998). porém. Taylor pretendia definir princípios científicos para a administração das empresas (CARAVANTES.5. pois acreditava que a satisfação dos trabalhadores aumentava a produtividade e prosperidade da empresa (CHIAVENATO. Esta teoria teve origem na Revolução Industrial. Segundo Taylor. Taylor foi o primeiro a fazer a abordagem científica do trabalho. demasiadamente modesta para ajudar a entender a organização como um todo e permitir avanços mais significativos (CARAVANTES. a fim de alcançar elevada eficiência industrial. 2003).1998). Com a evolução das máquinas. a industrialização. porém. À tentativa de racionalizar a mão-de-obra substituindo métodos rudimentares por métodos científicos deu-se o nome de organização científica do trabalho (CHIAVENATO. . Ele verificou também que os trabalhadores que realizavam trabalho suplementar não recebiam qualquer contrapartida. Taylor preocupou-se com a organização científica do trabalho e a necessidade de incentivos salariais. Ele constatou que a produtividade baixa era resultado da falta de orientação dos trabalhadores que perdiam muito tempo na execução de suas tarefas.

Ainda que reconhecendo o emprego da palavra Administração como sinônimo de organização. Com essa visão. comandar fazendo com que os subordinados executem o que deve ser feito. 1998). 2002).2 Teoria Clássica (1916) Quase que simultaneamente. as funções administrativas coordenavam e sincronizavam as demais funções. disciplina. Para ele a administração é um todo do qual a organização é uma das partes (CHIAVENATO. uma vez que ocorre do todo (organização) para suas partes componentes (departamentos) (CHIAVENATO. ordem. comerciais. controlar estabelecendo padrões e medidas de desempenho e coordenar as atitudes e esforços da organização visando os objetivos traçados. . Esse grupo dava enfoque ao entendimento da organização a partir da cúpula. de segurança. organizar coordenando todos os recursos da empresa alocando-os da melhor forma seguindo o planejamento. Seu estudioso e defensor mais conhecido chama-se Henry Fayol (CARAVANTES. Fayol faz uma distinção entre ambas. . iniciativa e espírito de corpo (FERREIRA et al. 1998). estabilidade dos funcionários. e sim distribuída proporcionalmente entre os níveis hierárquicos (FERREIRA et al. Estes conceitos são até hoje discutidos e transmitidos nos cursos de Administração (CARAVANTES. centralização. 2003). prevalência dos interesses gerais. ainda define o ato de administrar como: planejar estabelecendo os objetivos da organização. unidade de direção. e administrativas. A preocupação básica desta corrente era aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e de suas interrelações industriais. contábeis.5. O estudioso enumerou ainda quatorze princípios básicos relacionados à divisão do trabalho. Para ele. Assim. 2003). a abordagem desta corrente é inversa à científica.A doutrina de Fayol está muito próxima dos conceitos empregados nas organizações atuais. E essas não são apenas funções da alta cúpula. Fayol afirmava que toda empresa devia apresentar seis funções: técnicas. sejam indústrias ou comércio. unidade de comando. equidade. estando sempre acima delas (CHIAVENATO. 2002). na Europa. 2003). remuneração. autoridade e responsabilidade. financeiras. Daí a ênfase na estrutura e funcionamento na organização. O estudioso. hierarquia. outro grupo passou a se preocupar com o desempenho organizacional. eles puderam perceber com mais clareza fatores como a estruturação da organização e seu funcionamento.

Delegação plena de autoridade. 4. dentre os quais pode-se destacar: A organização é tratada como um grupo de pessoas. Autonomia do empregado. Em 1924 foi realizado um estudo em Hawthorne. O objetivo era desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotar posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas. O estudo então foi prolongado de 1927 até 1932. [s. Morris Viteles e George C. A terceira fase visou analisar a organização informal dos operários e consequentemente fazer as relações com a organização formal da fábrica.d]): 1. desenvolvida entre 1927 e 1932. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. Na segunda fase o enfoque passou a ser as relações humanas e não mais a parte científica. A ênfase dada pelos pesquisadores estava em se manter o ritmo de produção. Através das conclusões da Experiência em Hawthorne foi delineado os princípios básicos da Teoria de Relações Humanas. A primeira fase teve como objetivo realizar um estudo da fadiga do trabalho. como consequência imediata das conclusões da experiência em Hawthorne. 3. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. sob a coordenação de Elton Mayo. O desenvolvimento das chamadas ciências humanas. A necessidade de humanizar e democratizar a administração. quando foi parado devido a crise de 1929. . constituído de 3 fases: Sala de provas de montagem de Relés.5. Entretanto. Kurt Lewin (1890/1947). Confiança nas pessoas e Dinâmica grupal e interpessoal. no qual se acreditava que variáveis como intensidade de iluminação afetavam diretamente o ritmo de produção. esse estudo apenas indicou que o ritmo de produção é afetado por fatores psicológicos. Homans. As conclusões da Experiência em Hawthorne. Precursores: Eltom Mayo (1880/1947). Confiança e abertura. As ideias da filosofia pragmática de John Dewey e da Psicologia Dinâmica de Kurt Lewin foram capitais para o humanismo na administração. A ênfase é nas pessoas. Inspirada em sistemas de psicologias.d]). 2. (OLIVEIRA. e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho. [s. principalmente a psicologia e a sociologia. A origem da Teoria das Relações Humanas são (OLIVEIRA. Surgiu nos Estados Unidos. John Dewey. Programa de Entrevistas e Sala de observações da montagem de terminais. controlando com maior exatidão algumas condições físicas.3 Teoria das Relações Humanas (1932) Ênfase: Pessoas.

funcionará tanto com uma pessoa como com outra. 2. Competência técnica e Meritocracia: a escolha dos funcionários e cargos depende exclusivamente do seu mérito e capacidades. Profissionalização dos funcionários. enquanto elementos da organização.4 Teoria Burocrática (1940) O sociólogo alemão Max Weber foi o fundador da teoria e a desenvolveu na administração. a burocracia caiu em desuso devido à impessoalidade que lhe está associada. para descrever uma cultura e estrutura de empresa rigidamente fixadas (NUNES. Uma organização é racional se os meios mais eficientes são escolhidos para a implementação das metas . Divisão do trabalho: cada elemento do grupo tem uma função específica. Separação entre propriedade e administração: os burocratas limitam-se a administrar os meios de produção . 7. 5. . A racionalidade no contexto burocrático significa eficiência. como está formalizado. 3. por volta dos anos 40. 8. Hierarquia: o sistema está organizado em pirâmide.havendo necessidade da existência de formas de avaliação objetivas. A Teoria da Burocracia nasceu da necessidade de definição rigorosa das hierarquias. de forma a evitar conflitos na atribuição de competências.não os possuem. segundo Weber são (CHIAVENATO.o sistema. 2007). à rigidez estrutural que depende (impedindo a inovação e a criatividade) e à morosidade que provoca nos processos (NUNES. Formalização: existem regras definidas e protegidas da alteração arbitrária ao serem formalizadas por escrito. Embora tivesse sido aplicada com relativo sucesso em numerosas organizações no início do século XX e continue a ser utilizada atualmente em diversas organizações. 4. 1999): 1. Completa previsibilidade do funcionamento: todos os funcionários deverão comportar-se de acordo com as normas e regulamentos da organização a fim de que esta atinja a máxima eficiência possível. limitam-se a cumprir as suas tarefas. das regras e regulamentos e das linhas de autoridade como forma de garantir a sobrevivência em longo prazo. de forma a permitir a coesão do funcionamento do sistema. Os princípios fundamentais dessa Teoria. podendo sempre serem substituídas por outras .5. Impessoalidade: as pessoas. 6. 2007). sendo as funções subalternas controladas pelas funções de chefia.

Diversidade de organizações: a medida que cresce as organizações passa-se a exigir uma adequada administração. iniciado pela Teoria das Relações Humanas. Para o estudo das organizações foi adotada uma abordagem múltipla que envolve (DUTRA. a fim de atingir objetivos específicos. Recompensas materiais e sociais 3. 4. Representa também uma visão bastante crítica da organização formal. "o homem social". 5. [s. O estruturalismo ampliou o estudo das interações entre os grupos sociais. 2002). As organizações são concebidas como unidades sociais (ou agrupamentos humanos) intencionalmente construídas e reconstruídas. Enquanto a Teoria Clássica caracteriza o "homo economicus" e a Teoria das Relações Humanas. o homem que desempenha papéis em diferentes organizações. Robert Prestus. ou seja. . A Teoria Estruturalista. surgiu a Teoria Estruturalista com a finalidade de sintetizar as duas teorias precursoras com o melhor de cada uma. procurando o equilíbrio dentre os elementos racionais e irracionais do comportamento humano. na sua estrutura interna e na interação com outras organizações. Análise Intra-organizacional e Interorganizacional: preocupação também com os fenômenos que ocorrem externamente nas organizações. Victor Tompson. As organizações são caracterizadas por um conjunto de relações sociais estáveis e deliberadamente criadas com a explícita intenção de alcançar objetivos ou propósitos. Reinhard Bendix. Para os estruturalistas.]): 1. Diferentes enfoques da organização: modelo racional e natural da organização. 2. a sociedade moderna e industrializada é uma sociedade de organizações. gerencial e técnico.]).d.5 Teoria Estruturalista (1947) Ênfase: Estrutura Precursores: Amitai Etzioni. Talcott Parsons. 6. Peter Blau. Níveis da organização: Institucional.d. Organização formal e informal: tenta relacionar as relações informais e formais dentro e fora da organização. A oposição entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas criou um impasse dentro da administração que mesmo a Teoria da Burocracia não teve condições de ultrapassar.5. a Teoria Estruturalista focaliza o "homem organizacional". para o das interações entre as organizações sociais. A Teoria Estruturalista concentra-se no estudo das organizações. (DUTRA. proposta em 1947. mas que afetam os que ocorrem internamente. Através da necessidade de uma posição ampla e compreensiva que abrangesse os aspectos que eram considerados pela teoria clássica e omitida pela das Relações Humanas ou vice-versa. [s. representa um desdobramento da Teoria da Burocracia e uma leve aproximação a Teoria das Relações Humanas. (CARVALHO NETO.

também os aspectos relacionados com a direção de pessoas dentro das organizações (AMBROSIO. Enfatiza a preocupação dos administradores em dar organização a uma série de modelos e técnicas administrativas (Revista Exame. e enfatizado como as funções do administrador. 2008). Louis Allen (Portal do Marketing. Os principais autores da Teoria Neoclássica são: Peter F. Isto leva à necessidade de o administrador conhecer. Morris Hurley. Ênfase nos resultados e objetivos: A organização deve ser estruturada. 2. Reafirmação relativa dos postulados clássicos: Os Neoclássicos retomam os aspectos da Teoria Clássica adaptando-os a uma nova realidade de acordo com a conjuntura da época. Drucker. Ralph Davis.5. 2009). 1999). Organizar e Controlar. Ênfase nos princípios gerais de administração: Os princípios são reanalisados como critérios mais ou menos elásticos para a busca de soluções administrativas práticas. Michael Jucius. Os princípios gerais são: Planejar. Ecletismo O ponto fundamental da Teoria Neoclássica é o de ser a Administração uma técnica social básica. dimensionada e orientada. 5. . George Terry.6 Teoria Neoclássica (1954) A Teoria Neoclássica surgiu na década de 1950 devido a um novo contexto de crescimento exacerbado das organizações e problemas admi nistrativos decorrentes da época. William Newman. 3. Harold Koontz. visando principalmente a ação administrativa. Esses princípios são apresentados e discutidos como comuns a todo e qualquer tipo de empreendimento humano. Um dos melhores produtos desta Teoria é o modelo de Administração por Objetivos. além dos aspectos técnicos e específicos de seu trabalho. 2008): 1. Cyril O’Donnell. Ernest Dale. A Teoria Neoclássica busca a eficiência ótima através da eficácia. de forma as desenvolver seus conceitos de forma prática e utilizável. 4. Ênfase na prática da administração: Os autores neoclássicos têm como objetivo resultados concretos e mensuráveis. As principais características da Teoria Neoclássica podem ser observadas nos tópicos abaixo (Portal do Marketing.

Douglas McGregor. nos Estados Unidos da América.5. como: Chester Barnard. ou seja.]). o administrador precisa conhecer as necessidades humanas para melhor compreender o comportamento humano e utilizar a motivação humana como poderoso meio para melhorar a qualidade de vida dentro das organizações (CHIAVENATO. 2003). Nesse caso. grupos e a estrutura têm sobre o comportamento dentro das organizações com o propósito de utilizar este conhecimento para melhorar a eficácia organizacional.d. Surgiu devido à oposição entre a Teoria das Relações Humanas e a Teoria Clássica. Essas informações são processadas de acordo com convicções individuais. surge no ramo da administração como uma redefinição dos conceitos administrativos e fundamenta-se no comportamento individual das pessoas. alguns autores foram muito importantes para o desenvolvimento da teoria. a organização é vista como um sistema de decisões. [s. utilizando conceitos de psicologia organizacional. com o lançamento do livro “O comportamento administrativo”. segundo a essa teoria. em que todos se comportam racionalmente apenas em relação a um conjunto de informações que conseguem obter a respeito de seus ambientes (CHIAVENATO. . Também chamada por Teoria Comportamental ou Teoria Behaviorista. Além do autor precursor.7 Teoria do Comportamento Organizacional (1957) O comportamento organizacional é o ramo que investiga o impacto que indivíduos. Chris Argyris (CHIAVENATO. Enfatiza o processo de decisões. A grande crítica feita com relação a essa teoria está no fato dela se preocupar mais em explicar e descrever características do comportamento do que em construir modelos e princípios de aplicação prática (ALFAYA. no qual qualquer indivíduo é capaz de tomar sua própria decisão. a Teoria Comportamental passou a representar uma nova tentativa de síntese da teoria da organização formal com o enfoque das relações humanas. Representa o desdobramento da Teoria das Relações Humanas e faz crítica à Teoria Clássica. Logo. Seu tema fundamental é a motivação humana. baseando-se nas informações que recebe do ambiente ao seu redor. a fim de reduzir ou eliminar aspectos negativos de conflitos entre objetivos individuais e objetivos organizacionais. Portanto. levando em conta atitudes. Aborda as ciências do comportamento. Se preocupa com o estudo do que as pessoas fazem nas organizações e de como este comportamento afeta o desempenho das empresas (SOUSA. 2003). cabe aos administradores buscar soluções satisfatórias tanto para organização. Rensis Likert. como para indivíduos envolvidos nessa organização. 2003). adotando posições explicativas e descritivas (CHIAVENATO. 2003). opiniões e pontos de vista. Teoria proposta por Herbert Alexander Simon. 2010 ).

a participação de todos os grupos que compõem a organização. É um desdobramento prático e operacional da Teoria Comportamental em direção à abordagem sistêmica. .5. [s. centralização de poder e opressão como formas de controlar uma organização. Surgiu como uma especialidade da psicologia organizacional e uma continuação do Behaviorismo. a confiança entre patrão e empregado. Não se trata de uma teoria propriamente dita. Sua principal função é converter as organizações a adotarem a união dos funcionários. mas de um movimento congregando vários autores no sentido de aplicar as ciências do comportamento na administração (CHIAVENATO. 2003). da organização e do ambiente. a descentralização do controle organizacional e a solução de conflitos através de negociações (DANTAS. tendo como precursor Leland Bradford. 2007). Com o desenvolvimento organizacional. 2003). a Teoria da Contingência estabeleceu suas bases definitivas (CHIAVENATO. Relacionada com os conceitos de mudança e de capacidade adaptativa da organização à mudança que ocorre no ambiente. a responsabilidade compartilhada. O desenvolvimento organizacional é uma resposta às mudanças e às inovações (CHIAVENATO. Os autores exploram a interdependência entre essas variáveis para diagnosticar a situação e intervir em aspectos estruturais e comportamentais para provocar mudanças que permitam o alcance simultâneo dos objetivos organizacionais e individuais. sendo um passo intermediário entre a Teoria Comportamental e a Teoria de Sistemas. interagir todas as partes da organização e proporcionar informações de retorno aos participantes. no sentido de facilitar o crescimento e o desenvolvimento das organizações.8 Teoria do Desenvolvimento Organizacional (1962) Surgiu a partir de 1962. organização.]). O desenvolvimento organizacional se opõe a organizações tradicionais que utilizam a imposição. Caracteriza-se por envolver a organização como um todo para que a mudança possa ocorrer definitivamente. grupo e indivíduo. Sua definição é de comportamentalismo característico que se refere à organização como um conjunto de atividades diferentes realizadas por pessoas diferentes que trabalham em prol da mesma. O desenvolvimento organizacional resultou dos esforços da Teoria do Comportamento Organizacional para promover mudança e flexibilidade organizacional. para verificar se as mudanças estabelecidas estão gerando resultados satisfatórios (PEREIRA.d. a teoria possui modelos que se baseiam em ambiente. 2003). rigidez. como um conjunto de ideias a respeito do homem.

na década de 60.5. STALKER pesquisaram algumas indústrias inglesas para verificar a relação entre as práticas administrativas e o ambiente externo dessas indústrias. Tudo é relativo. 2003). Os resultados surpreenderam. Tudo depende. demonstrando como a sua estrutura foi sendo continuamente adaptada e ajustada à sua estratégia (MELO et al. A abordagem contingencial explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização. CHANDLER realizou uma investigação histórica sobre as mudanças est ruturais de grandes organizações relacionando-as com a estratégia de negócios e examinou comparativamente essas corporações americanas. A conclusão de Burns e Stalker é que a forma mecanística de organização é apropriada para condições ambientais estáveis. A teoria surgiu.M. Os autores concluíram que os problemas organizacionais básicos são a diferenciação e a integração (CHIAVENATO. enquanto a forma orgânica é apropriada para condições ambientais de mudança e inovação. . 2008). existe um imperativo ambiental: o ambiente que determina a estrutura e o funcionamento das organizações (MELO et al. No fundo. 2003). TOM BURNS e G. LAWRENCE E LORSCH fizeram uma pesquisa sobre o defrontamento entre organização e ambiente que marca o aparecimento da Teoria da Contingência. Classificaram as empresas pesquisadas em dois tipos: organizações “mecanísticas” e “orgânicas”.9 Teoria da Contingência (1972) A Teoria da contingência enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. As variáveis ambientais são variáveis independentes. 2008). enquanto as técnicas administrativas são variáveis dependentes dentro de uma relação funcional (CHIAVENATO. há um imperativo tecnológico: a tecnologia adotada pela empresa determina a sua estrutura e comportamento organizacional (MELO et al. JOAN WOODWARD fez uma pesquisa para saber se os princípios de administração propostos pelas teorias administrativas se correlacionavam com o êxito do negócio. pois indicava que não havia uma forma melhor ou única. Em resumo ele verificou que. 2008). e sim que tanto a estrutura quanto o funcionamento das organizações dependiam da relação com o ambiente externo (MELO et al. a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos das estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. 2008).

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