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Transporte de fluidos:

tubulações, bombas e

compressores

Concurso UCS - Edição 2016

Aula __/__/17 - Fernanda Trindade Gonzalez Dias


EQUIPAMENTOS PARA O TRANSPORTE DE FLUIDOS

FLUIDOS?
Líquidos ou gases ou combinações de ambos, que participam de processos químicos.

EQUIPAMENTOS:
Transporte de líquidos  BOMBAS
Transporte de gases  COMPRESSORES, ventiladores e sopradores

OBJETIVOS:
• Fornecer energia ao fluido para mantê-lo em escoamento (sob a forma de energia
de pressão, cinética ou ambas);
• Transportar o fluido entre reservatórios com diferença de altura e/ou de pressão;
• Aumentar vazão;
• Aumentar pressão;
• Compensar perdas por atrito;
BOMBAS – CLASSIFICAÇÃO

 A escolha de uma bomba para uma determinada operação é influenciada pelos


seguintes fatores:
- Quantidade de líquido a transportar;
- Carga contra a qual bombeará o líquido;
- Natureza do líquido a bombear;
- Natureza da fonte de energia;
- Se a bomba é utilizada apenas intermitente;

 As bombas podem ser classificadas pela sua aplicação ou pela forma com que
a energia é cedida ao fluido;
BOMBAS – CLASSIFICAÇÃO
BOMBAS DE DESLOCAMENTO POSITIVO OU VOLUMÉTRICAS
BOMBAS DE DESLOCAMENTO POSITIVO OU VOLUMÉTRICAS

Bombas alternativas

Bomba tipo pistão com válvula de retenção

Bomba de água manual


Bomba de diafragma
(bomba de gasolina)
BOMBAS DE DESLOCAMENTO POSITIVO OU VOLUMÉTRICAS

Bombas rotativas

Bomba de lóbulos

Bomba de
engrenagens
BOMBAS DE DESLOCAMENTO POSITIVO OU VOLUMÉTRICAS

Bombas rotativas

Bomba parafuso Bomba helicoidal

Bomba peristáltica
Nesta bomba, o líquido não
entra em contato direto com o
equipamento, indicada para
fluidos biológicos.
BOMBAS DINÂMICAS OU TURBOBOMBAS
BOMBAS DINÂMICAS OU TURBOBOMBAS

Bombas centrífugas

Tipos de
escoamento
BOMBAS DINÂMICAS OU TURBOBOMBAS

Bombas centrífugas

Tipos de impelidores ou
rotores

• Rotor fechado: usado sempre que possível (maior eficiência);


• Rotor semi-fechado: presença de sólidos finos em suspensão (menor tendência a
entupimento);
• Rotor aberto: utilizado no bombeamento de esgotos, efluentes e de água com
areia ou pedregulho em suspensão (bombas de dragagem);
BOMBAS DINÂMICAS OU TURBOBOMBAS

Bombas centrífugas

Quanto ao número de impelidores

Empregadas quando se deseja


vencer grandes alturas
manométricas (H > 1000 m)
BOMBAS DINÂMICAS OU TURBOBOMBAS

Bombas centrífugas

CARCAÇA
Componente responsável pela contenção do fluido bombeado. Provê também as
condições para a conversão da energia cinética do fluido em energia de pressão.

a) Carcaça em voluta: mais usadas b) Carcaça com pás difusoras: usadas


em bombas de simples estágio. Boa em bombas de multiestágio. Eficiência
eficiência, baixo custo e simplicidade ligeiramente superior, mas são mais
mecânica. caras e de mecânica mais complexa.
COMPARAÇÃO ENTRE BOMBAS
COMPARAÇÃO ENTRE BOMBAS

Campo de aplicação de bombas


BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO

1. Capacidade (Q)

2. Carga (H)

3. Ponto de melhor eficiência

4. Potência da bomba (Pot)

5. Velocidade específica
BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO

1. Capacidade (Q)

É a vazão volumétrica [L3 T-1] com a qual o líquido é movido ou empurrado pela
bomba ao ponto desejado no processo.

Q depende de vários fatores:


 Propriedades do líquido de processo (densidade, viscosidade, etc);
 Tamanho da bomba e de suas seções de entrada e de saída;
 Tamanho do impelidor;
 Velocidade de rotação do impelidor (RPM);
 Condições de temperatura e pressão da sucção e descarga;
BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO

2. Carga (H) (altura manométrica)

É a quantidade de energia mecânica específica (potência útil por unidade de peso


do fluido em escoamento) que a bomba transfere ao fluido de trabalho.

Carga é uma medida da altura de uma coluna líquida que a bomba seria capaz de
elevar (HEAD).

Curva característica típica de


uma bomba centrífuga
(fornecida pelo fabricante)
BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO

2. Carga (H) (altura manométrica)

Curvas de desempenho:

- Q x H (Curva característica)

- Q x Pot (Curva de potência)

- Q x  (Curva de eficiência)

Curvas obtidas para 1 diâmetro


de impulsor e 1 rotação fixa
BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO

2. Carga (H) (altura manométrica)

O comportamento das bombas também pode ser apresentado em diagramas do


tipo:

Neste caso, a curva


característica foi obtida
para 3 diâmetros de
rotores e 1 velocidade de
rotação
BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO

 Fatores que influenciam as Curvas Características:

• Variação na rotação da bomba;


• Mudança no diâmetro do impelidor;
• Efeito da natureza do líquido que está sendo bombeado;
• Efeito do tempo de serviço (idade) da bomba;

Para o cálculo da nova curva característica da bomba, a partir da variação destes


parâmetros, será necessário utilizar a “LEI DE SEMELHANÇA DO ESCOAMENTO”
(análise dimensional).
BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO

EQUAÇÃO DE BERNOULLI:

P
: Carga devida à pressão estática local
Dimensão g
P V2
z  H  cte m  z : Carga de elevação
g 2g
V2
: Carga devida à pressão dinâmica local
2g
H : Carga total do escoamento

Considerações:
• Escoamento em regime permanente (sem acúmulo);
• Não há trabalho de eixo (We);
• Não há troca de calor (Q);
• Escoamento invíscido (não viscoso – sem perdas);
• Não há variação de temperatura (variação de energia interna = 0);
• Fluxo é incompressível (Δρ= cte);
BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO

Equação da energia para escoamentos incompressíveis e viscosos em tubos:


BERNOULLI MODIFICADA

• Escoamentos em regime permanente e EM TUBOS;


• Escoamento incompressível;
• Escoamento viscoso (gera perda de carga);

Se existir uma BOMBA na linha:

 P1  V
2
  P  V
2
 Dimensão
 1 1   2 2 
 g  z1  2 g   H BOMBA   g  z 2  2 g   hlt
2

   
m

Altura manométrica
no bombeamento
(m)
BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO
BOMBAS – PARÂMETROS DE DESEMPENHO
BOMBAS – ALTURA DE PROJETO

Características do sistema hidráulico

Carga requerida pelo sistema (Curva do Sistema)


Para especificar uma bomba, é necessário conhecer o valor do trabalho mecânico
agregado desse dispositivo na linha de escoamento do fluido.

Corresponde ao trabalho
necessário para comprimir,
elevar, acelerar e vencer as
perdas da unidade de peso
do fluido no escoamento.
BOMBAS – ALTURA DE PROJETO

Características do sistema hidráulico

H Altura de projeto
H  HD  HS
P 
H D   D  Z D  hD  Altura na descarga ou recalque
 g 
P 
H S   S  Z S  hS  Altura na sucção
 g 

P
: Altura de pressão
g
Z : Altura de posição
h : Altura de atrito (perda de carga)

As energias cinéticas são


desprezíveis
BOMBAS – ALTURA DE PROJETO

Características do sistema hidráulico

Curva do Sistema
 P  PS 
H   D   ( Z D  Z S )  (hS  hD ) [m]
 g  Obtida diretamente da
operação de bombeamento

A curva do sistema pode ser alterada por:

• fechamento parcial de uma válvula;

• alteração nas pressões dos reservatórios;

• mudança do diâmetro das linhas;

• alteração nas cotas dos níveis de líquido nos reservatórios;


BOMBAS – Relação entre altura de projeto e vazão operacional
BOMBAS – CURVA CARACTERÍSTICA DA BOMBA

 Diagrama H versus Q fornecida pelo fabricante;


Teoricamente, a altura entregue pela bomba é uma função da sua velocidade de
rotação (w) e da vazão (Q):

H  Aw2  BwQ

Sendo A e B constantes características da bomba.

Na prática, devido às perdas, a curva de uma bomba centrífuga assemelha-se à uma


parábola e sua operação é melhor descrita pela equação:

H  H 0  KQ 2 K: constante característica

A altura de carga ideal desenvolvida pela bomba para a vazão em volume zero é
denominada ‘altura de carga de bloqueio’ ou ‘shutoff’.
BOMBAS – CURVA CARACTERÍSTICA DA BOMBA
3. Ponto de Melhor Eficiência (BEP)

A intersecção das curvas características do sistema e da bomba define o Ponto de


Operação (BEP – Best Efficiency Point) da bomba e do sistema. O sistema operará
na combinação de altura de carga e vazão volumétrica para a qual o desempenho da
bomba encaixa-se exatamente com o requisito do sistema.

H BOMBA  H SISTEMA

O ponto de operação deve


estar localizado dentro da
região de maior eficiência
da bomba (BEP)
4. Potência da bomba (Pot)

O esquema ilustra o processo de transferência de energia para o fluido de trabalho


em uma bomba:

potência dissipada em perdas viscosas


no interior da bomba: perdas hidráulicas, potência dissipada em
perdas por choque, etc. perdas volumétricas

potência disponibilizada potência útil (efetivamente


pelo motor (elétrico, comb. Bomba transferida ao fluido de trabalho)
interna, etc)

potência dissipada em perdas mecânicas:


atrito em mancais, gaxetas, selos de vedação,
etc.

Potútil  gQH op [Watts]


Q e Hop: obtidos da curva H versus Q
no PONTO DE OPERAÇÃO.
Eficiência da Bomba (bomba)

( Pot ) Hidraulica
bomba  Potência hidráulica
( Pot ) Mecânica Potência mecânica para acionar
a bomba

gQH op
bomba 
wT
T: torque

w: velocidade angular de
rotação do rotor

2  N ( rpm )
w
60
BOMBAS - CAVITAÇÃO

 Fenômeno que ocorre quando a pressão local em um ponto do sistema de


bombeamento cai à pressão de vapor do líquido (P < PVAPOR).

Como resultado, parte do líquido evapora e bolhas de vapor são formadas que, ao
atingirem as regiões de maior pressão, colapsam rapidamente e geram elevadas
pressões localizadas.

As bolhas que colapsam perto de contornos sólidos (paredes da bomba)


podem provocar corrosão, erosão e fadiga da superfície sólida. Sinais de
cavitação em bombas incluem ruídos, vibração e redução de desempenho.

A cavitação também provoca a diminuição do rendimento da bomba.


BOMBAS - CAVITAÇÃO
BOMBAS - CAVITAÇÃO

LOCAIS MAIS PROVÁVEIS PARA A OCORRÊNCIA DE CAVITAÇÃO:


A probabilidade de ocorrer CAVITAÇÃO é maior nos locais onde há um aumento de
velocidade do líquido, uma vez que isto acarreta uma diminuição da pressão local.

• Restrições de área;
• Turbinas;
• Agitadores mecânicos;
• Hélices de embarcações;
• etc;

Em bombas centrífugas, a cavitação geralmente ocorre na entrada (olho) do


impelidor, pois neste ponto, o fluido está com a sua energia reduzida devido à
perda de carga na linha de sucção e na entrada da bomba.
BOMBAS

Altura de Sucção Positiva Líquida (NPSH - Net Positive Suction Head)

Parâmetro utilizado para designar o potencial para cavitação em um sistema de


bombeamento

NPSHrequerido ou nominal
É a quantidade mínima de energia que deve existir no flange de sucção da
bomba, acima da pressão de vapor, para que não ocorra cavitação.
(energia gasta pelo fluido para andar do flange de entrada até o olhau)
(fornecido pelo fabricante)

NPSHdisponível
É a energia disponível na entrada da bomba.
(calculado pelo projetista)

NPSH disponível  NPSH requerido  0,6m


BOMBAS

Altura de Sucção Positiva Líquida (NPSH - Net Positive Suction Head)

Escrevendo o balanço de energia entre os pontos 1 e 2 e considerando:


• P1 = PATM e P2 = PVAPOR (pressão mínima permissível quando a cavitação for
iminente);
 P ATM  PVAPOR  V12
NPSH      z  hsucção
 g  2g

Perda de
carga na linha
de sucção
5. Velocidade de rotação específica (NS)

 Representa a velocidade (rpm) na qual uma bomba teórica (geometricamente


semelhante à bomba real) operaria com o máximo de eficiência, se fosse
projetada para descarregar 1 gal/min contra uma pressão total de 1 ft.

Para bombas de estágio simples (ou para um estágio de uma bomba multiestágio):

Valores de Q e H no
n Q
N S = 0,75 ponto de máxima
H eficiência

Sendo: Ns = velocidade específica (rpm);


n = velocidade real da bomba (rpm);
H = carga total por estágio (ft);
Q = capacidade da bomba (gal/min) na velocidade de rotação n e na
carga total;
BOMBAS

LEI DE SEMELHANÇA DO ESCOAMENTO


Relações para o cálculo da nova curva característica da bomba quando
ocorrem variações nos parâmetros:

 ROTAÇÃO DA BOMBA (diâmetro do impelidor constante):

A alteração da rotação da bomba provoca a variação da vazão, da altura manométrica


desenvolvida e da potência absorvida:

n1  Q1  H1 Pot1
    3
n2  Q2  H2 Pot2

Para o caso de mudança de velocidade, pontos correspondentes nas duas situações


têm a mesma eficiência.

(Q1; H1 ) BEP  (Q2 ; H 2 ) BEP


BOMBAS

LEI DE SEMELHANÇA DO ESCOAMENTO


Relações para o cálculo da nova curva característica da bomba quando
ocorrem variações nos parâmetros:

 DIÂMETRO (velocidade do impelidor constante):

D1  Q1  H1 Pot1

  
3  5
D2  Q2  H2 Pot2

Válido até D  0,7 D MAX


BOMBAS

ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS

As bombas centrífugas podem ser combinadas EM SÉRIE para fornecer maior


altura de carga ou EM PARALELO para fornecer maior vazão.

 EM SÉRIE:
Perda de carga total do sistema =
somatório das perdas de carga em
H2
cada trecho (Soma os H’s);
Pop’

H1 H2
Pop
H1
BOMBAS

ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS

 EM PARALELO:
A curva de desempenho é obtida somando-se a capacidade (vazão) de cada bomba
para cada altura de carga (Soma os valores de Q);

Q/2 Q/2
Q

H
BOMBAS

SELEÇÃO DE BOMBAS

 A escolha de uma bomba apropriada para um serviço é uma questão imediata;

 O engenheiro de projeto pode escolher uma bomba a partir dos catálogos dos
fabricantes, porém é necessário o conhecimento de informações detalhadas
sobre a capacidade e a pressão de descarga que se deseja, bem como das
propriedades do líquido a ser bombeado;

• Capacidade:

Além da vazão em estado permanente, deve-se considerar também os picos de


vazão. É necessário incluir um fator de segurança para fazer frente às incertezas
do projeto;
BOMBAS

SELEÇÃO DE BOMBAS

• Pressão de descarga (altura manométrica da descarga da bomba):

Deve ser determinada pela análise cuidadosa do sistema de tubulações. As


perdas por atrito e as modificações de velocidade, de pressão, de pressões
estáticas, devem ser levadas em conta. Deve-se incluir um fator de segurança
para garantir as incertezas.

• Propriedades dos líquidos

Um fluido viscoso necessita de maior energia para ser bombeado. Para líquidos
que contenham sólidos em suspensão (como esgoto, líquidos de polpa de papel,
lamas e certos alimentos), é necessário dispor de bombas de modelo especial.
Para operações com sólidos abrasivos suspensos, é necessário que a bomba
seja revestida com borracha, plástico ou metais duros.
BOMBAS

TIPO DE BOMBA E DIMENSIONAMENTO

• O dimensionamento pode ser determinado pela pressão desenvolvida e pelas


exigências de capacidade. Uma vez que se tenha escolhido o tipo de bomba, a
escolha final do tamanho pode ser efetuada através de catálogos de fabricantes.

Q (m3/h)
COMPRESSÃO DE GASES

TRANSPORTE DE GASES
Ventiladores, Sopradores e Compressores

 Máquinas operatrizes de fluxo compressível – convertem energia mecânica


em movimento de fluidos gasosos;

 A diferença entre os equipamentos está na capacidade de compressão:

• Ventiladores: provocam aumento insignificante de pressão (até 0,03 atm)


(usados em sistemas de condicionamento de ar em ambientes residenciais,
comerciais e industriais);

• Sopradores: ocasionam aumento de pressão até 0,3 atm (usados na


manipulação de gases de processos nas indústrias química, farmacêutica,
alimentícia, etc);
COMPRESSÃO DE GASES

TRANSPORTE DE GASES
Ventiladores, Sopradores e Compressores

• Compressores: podem causar aumentos de pressão de 0,3 a 4000 atm;


São encontrados em:
 Serviços de pintura e acionamento de máquinas pneumáticas;
 Operações industriais: compressores de gás ou de processo (ex: inflador de ar
do forno de craqueamento catalítico das refinarias);
 Em sistemas pneumáticos e de fluidização,
para a conversão da energia mecânica em
energia de escoamento;
COMPRESSÃO DE GASES

CLASSIFICAÇÃO
Compressores de uso industrial
COMPRESSÃO DE GASES

CLASSIFICAÇÃO
Compressores de uso industrial

 Volumétricos ou de Deslocamento Positivo:

- A energia fornecida ao gás baseia-se na redução do seu volume;

- Assemelham-se às bombas de deslocamento positivo (são


constituídos por um pistão e um cilindro com válvulas para admissão e
exaustão);

 Dinâmicos ou turbocompressores:

- Proporcionam elevação de pressão por meio do fornecimento de


energia cinética e entálpica ao gás;

- Assemelham-se às turbobombas (possuem impelidores);


COMPRESSÃO DE GASES

Volumétricos ou de Deslocamento Positivo

Compressor alternativo do tipo


pistão Compressor alternativo do tipo
diafragma (trabalha com gases
perigosos e corrosivos)

Compressor rotativo
de palhetas
COMPRESSÃO DE GASES

Volumétricos ou de Deslocamento Positivo

Compressor rotativo de duplo parafuso

Compressor Lóbulos
COMPRESSÃO DE GASES
Dinâmicos ou Turbocompressores

Compressor axial
Compressor centrífugo
(fluxo radial) Adequado para altas pressões
Mais eficientes e mais caros que
Adequado para baixas pressões os radiais
COMPRESSÃO DE GASES

Seleção de compressores

 Informações necessárias:
• Temperatura de entrada;
• Máxima temperatura de saída;
• Variação de pressão;
• Vazão do gás;
• Propriedades do gás (composição, Tc, Pc, massa molar média, γ = cp/cv,
compressibilidade);

*Usualmente é necessário manter contato com o fabricante para a escolha do


tipo, potência, etc..
COMPRESSÃO DE GASES

Seleção de compressores – Faixas Operacionais

Além das características do gás,


a escolha de um compressor
depende das condições
operacionais de vazão e de
pressão.
COMPRESSÃO DE GASES

Necessidade de resfriamento:

Quando a pressão de um fluido compressível aumenta adiabaticamente, a


temperatura do fluido também aumenta.

Para uma mudança de pressão isentrópica (adiabática e sem atrito) de um gás


ideal, tem-se:

 1
cp
T2  P2  
onde 
   cv
T1  P1 

Durante a compressão do ar, o compressor libera grande quantidade de calor e


necessita ser resfriado. O resfriamento pode ser feito por: circulação do ar externo,
água (camisas de resfriamento) ou óleo (neste caso há necessidade de
bombeamento)
COMPRESSÃO DE GASES

CÁLCULO DA POTÊNCIA:

Compressores alternativos e centrífugos são essencialmente adiabáticos e sem


fricção. Estes compressores obedecem à um processo politrópico, no qual P e V
estão relacionados por:

cp
PV   cte 
cv

O balanço energético para um compressor


adiabático em escoamento ideal fica:

 1
 
u u2
RT     PD
2
  
H D
 S 
S
    1
2g gM    1   PS  
  Seções de entrada (S) e saída (D)
de um compressor adiabático
COMPRESSÃO DE GASES

CÁLCULO DA POTÊNCIA:

 1
  Carga associada ao trabalho
u u
2
RT     PD
2
  
H compressor  D
 S 
S
    1 realizado pelo compressor
2g gM    1   PS  
  (dimensão de altura)

Esta equação representa a variação máxima de densidade do fluido (ou taxa


de compressão) em um compressor adiabático ideal.

Se uD = uS (ié, o compressor não transfere energia cinética para o escoamento):

 1
 
RT     PD  
H compressor  S      1
gM    1   PS  
 
COMPRESSÃO DE GASES

CÁLCULO DA POTÊNCIA:

A variação relativa de densidade do gás atinge 4,2% quando H = 500 mmH2O. Este
valor de H estabelece um marco para a classificação de compressores:

Quando o compressor transfere carga inferior a 500 mmH2O, é dito de baixa


pressão e o gás é considerado incompressível.
COMPRESSÃO DE GASES

CÁLCULO DA POTÊNCIA:

A potência do motor de um compressor de único estágio é dada por:

gQH compressor
( Pot )compressor 

 1
onde Hcompressor:  
RTS     PD  
H compressor       1
gM    1   PS  
 

 1
 
   PD
   
    1
RT n
Para um compressor múltiplos estágios: H compressor  n S 
gM    1   PS  
 

Onde n = número de estágios de compressão


COMPRESSÃO DE GASES

AGRUPAMENTOS IMPORTANTES NA SELEÇÃO DE COMPRESSORES

 Velocidade Específica (NS): N Q


NS  3
4
(H c )

 Diâmetro Específico (DS):


1
4
D( H c )
DS  Seleção preliminar!
Q

N : Velocidade de rotação (rpm)


Q : Vazão (ft3/s)
H c : Carga (ft)
D : Diâmetro do rotor(ft)
COMPRESSÃO DE GASES

CURVA CARACTERÍSTICA DE UM COMPRESSOR

Parâmetros de desempenho: potência, rendimento e vazão

OBS: pressão estática (Pe) = (pressão total - Pt) – (pressão dinâmica na saída do
soprador - PV)

Pe  Pt  Pv
uD2
Pe  Pt 
2
COMPRESSÃO DE GASES

COMPRESSÃO DE GASES versus BOMBEAMENTO DE LÍQUIDOS

Os gases têm viscosidades e densidades menores que as dos líquidos,


mas são muito mais compressíveis.

Quando se comprime um gás em um compressor, a sua temperatura


aumenta significativamente (conforme prevê as leis da termodinâmica) e,
por isso, deve ser resfriado.
TUBULAÇÕES

Tubulação: nome dado ao conjunto de tubos, acessórios, válvulas e dispositivos que


participam de um processo.

O transporte por tubulações corresponde a 30 - 40% do custo de instalação de uma


empresa.

TUBOS:
 São dutos fechados de seção reta circular;

 Material de Construção: dependerá das características corrosivas e viscosas do


fluido a ser carreado, bem como da pressão exercida no escoamento.
Os materiais mais usados são o aço (aço-carbono, aço-liga e aço inoxidável), o ferro,
o cobre e o latão ou bronze.Também podem ser usados: plásticos (PVC, teflon, PE,
epóxi), cerâmicas, vidro, concreto, amianto, etc.
TUBULAÇÕES

TUBOS:
 Padronização de tamanho (diâmetro e espessura da parede)  Entidades
normalizadoras (ANSI - American National Standards Institute):
São caracterizados por:

• Diâmetro nominal: Independentemente da espessura da parede, tubos com o


mesmo diâmetro nominal têm o mesmo diâmetro externo (o que possibilita a troca de
acessórios);

• Espessura da parede: indicada por um número de série, que é função da pressão


interna e da tensão admissível. Usam-se correntemente dez séries: 10, 20, 30, 40,
60, 80, 100, 120, 140 e 160. A espessura da parede do tubo aumenta com o aumento
do nº da série.
P P: pressão interna operacional (força/área)
Número de série  1000 s: tensão admissível (força/área)
s
TUBULAÇÕES

ACESSÓRIOS:
 Peças capazes de:
1) Ligar duas seções de tubos:
 Luvas;
 Uniões;

2) Modificar a linha da direção de tubos:


 Joelhos;
 Tês;

3) Modificar o diâmetro de uma linha:


 Redutores;
 Buchas;

4) Interromper uma linha:


 Tampões;
 Válvulas;
TUBULAÇÕES

ACESSÓRIOS:

5) Reunir duas correntes para formar uma terceira: (peças em Y e tês);


 Peças em Y;
 Tês;

6) Controlar a vazão:
 Válvulas;

Em tubos pequenos, o acoplamento das seções se dá por conexões rosqueadas.


TUBULAÇÕES

VÁLVULAS:

 Usadas como dispositivo de controle de vazão ou dispositivo de interrupção de


escoamento do fluido;

 Em qualquer instalação, deve-se usar o menor número de válvulas possível,


porque são peças caras, sujeitas a vazamentos e que introduzem perdas de
carga;

 Principais tipos:
- Válvulas de bloqueio (interrupção de fluxo)
- Válvulas de regulagem (controle de vazão)
- Válvulas que permitem o escoamento em um só sentido
- Válvulas de controle de pressão

 Sistemas de operação:
1) Operação manual (por meio de volante, alavanca, engrenagens, parafusos, etc)
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS:
 Sistemas de operação:
2) Operação motorizada: pneumática, hidráulica e elétrica.

3) Operação automática: pelo próprio fluido (por diferença de pressões gerada pelo
escoamento), por meio de molas e contrapesos.
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS DE BLOQUEIO:
Destinam-se a estabelecer ou interromper o fluxo e devem funcionar completamente
abertas ou completamente fechadas.

 Válvulas gaveta:

É a válvula de uso mais comum. O fechamento nestas válvulas é feito pelo


movimento de uma peça denominada gaveta, que se desloca paralelamente ao
orifício da válvula.

Quando totalmente abertas, o fluxo de fluido é


reto e desimpedido, havendo pouca perda de
carga.
Quando parcialmente abertas, causam perdas de
carga muito elevadas e cavitação.
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS DE BLOQUEIO:

 Válvulas macho:

Uma das vantagens desta válvula sobre a


válvula gaveta é o menor espaço ocupado. O
fechamento se faz pela rotação de uma peça
(macho), na qual há um orifício, no interior do
corpo da válvula.

Quando o macho gira, o furo se alinha à


tubulação, dando passagem ao fluido. Quando
estão totalmente abertas, a perda de carga é
bem pequena, porque a trajetória do fluido é
reta e livre.
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS DE REGULAGEM:

São destinadas a controlar o escoamento, podendo trabalhar em qualquer posição


de fechamento parcial.

 Válvulas globo:

Nestas válvulas o fechamento é feito por meio de um


tampão que se ajusta contra uma única sede, cujo
orifício está geralmente em posição paralela ao
sentido do escoamento.

Causam, em qualquer posição de fechamento, fortes


perdas de carga, devido às mudanças de direção e
turbilhonamento do fluido dentro da válvula.
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS DE REGULAGEM:

 Válvulas borboleta:

São basicamente válvulas de regulagem, mas


também podem trabalhar como válvulas de
bloqueio.

O fechamento da válvula é feito por meio de


uma peça circular que pivota em torno de um
diâmetro perpendicular ao sentido de
escoamento do fluido. Podem ser manuais ou
com controle pneumático.

A válvula borboleta, além de ser barata, provoca


pequena perda de carga e pode ser usada com
líquidos de alta e baixa viscosidade.
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS DE REGULAGEM:

 Válvulas de diafragma:

Muito usadas para regulagem ou bloqueio de


fluidos corrosivos (alimentos ácidos).

A válvula se fecha por meio de um diafragma


flexível que é apertado contra a sede. O
mecanismo que controla o diafragma não tem
contato com o fluido e, por isso, são
recomendadas para processamentos estéreis.
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS QUE PERMITEM O ESCOAMENTO EM UM SÓ SENTIDO

 Válvulas de retenção:
Estas válvulas permitem a passagem do fluido em apenas um sentido, fechando-se
automaticamente por diferença de pressões, no caso de haver a tendência à
inversão no sentido do fluxo.

São, portanto, válvulas de operação automática. Costumam provocar elevada perda


de carga, como todas as válvulas.

Existem três tipos principais de válvulas de retenção:


A) Válvula de retenção de levantamento
B) Válvula de retenção de portinhola
C) Válvula de retenção de esfera
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS QUE PERMITEM O ESCOAMENTO EM UM SÓ SENTIDO


 Válvulas de retenção:

Válvula de retenção
de portinhola

Válvula de retenção de
levantamento

Válvula de retenção de
esfera
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS QUE PERMITEM O ESCOAMENTO EM UM SÓ SENTIDO

 Válvulas de pé:

São instaladas na extremidade livre da linha, ficando mergulhadas dentro do


líquido no reservatório de sucção.

Elas impedem o esvaziamento do tubo de sucção da bomba, colocada acima do


reservatório, eliminando a necessidade do escorvamento cada vez que a bomba é
posta em funcionamento.
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS CONTROLADORAS DE PRESSÃO

 Válvulas de segurança e alívio:

Estas válvulas abrem-se automaticamente quando a pressão ultrapassa um


determinado valor para o qual a válvula foi ajustada. Fecham-se em seguida
quando a pressão cai abaixo do valor de abertura. São denominadas de
"segurança” quando destinadas a trabalhar com fluidos compressíveis (vapor, ar,
gases) e "de alívio" quando trabalham com líquidos (fluidos incompressíveis).
TUBULAÇÕES

VÁLVULAS CONTROLADORAS DE PRESSÃO

 Válvulas redutoras de pressão:

Regulam a pressão dentro de limites pré-estabelecidos.


São automáticas e fecham-se por meio de molas de
tensão regulável, de acordo com a pressão desejada.

Este tipo de válvula mantém controle preciso de baixas


pressões, independente das variações de vazão ou da
pressão de entrada. São muito utilizadas nas instalações
de vapor e ar comprimido, nas redes de abastecimento
de água nas cidades e nas instalações de água em
prédios altos.
ATRITO EM TUBULAÇÕES

O atrito do fluido é uma função da rugosidade e das dimensões do tubo, das

propriedades do fluido e da velocidade do fluido. As perdas por atrito nos

acessórios são obtidas em termo do comprimento equivalente de um tubo

retilíneo. É possível também correlacionar os comprimentos equivalentes dos

acessórios por um coeficiente de resistência (K). Este coeficiente é definido

como o número de cargas cinéticas perdidas em consequência do acessório.


EQUILÍBRIO LÍQUIDO-VAPOR

Critério de Equilíbrio:

(dGt )T , P  0 A energia de Gibbs sempre diminui em um processo de


transferência de componente entre duas fases α e β

Pela termodinâmica (T e P constantes):   



(dG t )T , P   i dni   i dni   

i i

No equilíbrio: (dGt )T , P  0

sistema fechado:

dni  dni

   

Para  fases em equilíbrio: i   i   ...  i 


O equilíbrio é alcançado quando o potencial químico dos componentes é o
mesmo em todas as fases