Você está na página 1de 43

AS Regiões Demarcadas dos Vinhos de Portugal

Trabalho elaborado por:


Maria Helena Oliveira e Augusto Moura
Empregado de Restaurante e Bar
Introdução

Este trabalho foi elaborado em TIC e com a colaboração da


U12-Serviços de Vinhos.
O trabalho tem como tema as 14 regiões demarcadas dos
vinhos de Portugal e onde abordamos as características
das regiões, as características organolépticas e as castas.
As características organolépticas de um vinho são as suas
sensações olfatórias, gustativas e táteis, percebidas
durante a sua degustação.
Uma casta é uma variedade que produz uvas com
características especificas ou semelhantes.
Dão - características da região

Nesta região as vinhas situam-se entre os 400 e os 700


metros de altitude e em solos onde predominam os
pinheiros e as culturas de milho. A região do Dão,
rodeada de serras que a protegem dos ventos, produz
vinhos com elevada capacidade de envelhecimento em
garrafa.
Dão – características organolépticas

Esta região produz, maioritariamente, Vinhos Tintos


caracterizados por possuírem um teor alcoólico médio de
12ºC, uma inimitável coloração rubi, corpo redondo e
consistência aveludada na boca.

Convenientemente envelhecidos tornam-se mais macios e


suaves, ao passo que a coloração rubi toma subtis
reflexos atijolados, adquirindo, então, um esplendoroso
“bouquet” e um final longo.

Já os Vinhos Brancos – também com um teor alcoólico


médio de 12ºC – possuem, quando jovens, uma bela cor
citrina, aromas frutados relativamente complexos, mas
delicados, são frescos na boca e têm um final delicado e
elegante.
Dão – castas

As vinhas são constituídas por uma grande diversidade de


castas, entre as quais a Touriga Nacional, Alfrocheiro,
Jaen e Tinta Roriz (nas variedades tintas) e Encruzado,
Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho (nas variedades
brancas). Os vinhos brancos são bastantes aromáticos,
frutados e bastante equilibrados. Os tintos são bem
encorpados, aromáticos e podem ganhar bastante
complexidade após envelhecimento em garrafa.
Vinho Verde - Características da Região

Na região os solos são maioritariamente graníticos e pouco profundos.


Apresentam uma acidez elevada e baixo nível de fósforo, possuindo uma
fertilidade relativamente baixa. Contudo, devido acção do homem durante
séculos (construção de socalcos e utilização de adubos naturais), tornaram-se
mais férteis.
Vinho Verde - características organolépticas

Alvarinho de Monção é um vinho branco seco e bastante


encorpado, enquanto o Loureiro do vale do Lima é mais
suave e perfumado. O vinho tinto produzido na região dos
Verdes, outrora o vinho que dominava a produção da
região, é atualmente consumido quase exclusivamente
pelas populações locais. Este vinho é muito ácido e tem
uma cor vermelha bastante carregada. É elaborado a
partir de castas como Vinhão, Borraçal, Brancelho, entre
outras, sendo apreciado para acompanhar a gastronomia
típica da região.
Vinho verde - castas

Vinhão, Borraçal, Brancelho, entre outras, sendo apreciado


para acompanhar a gastronomia típica da região.
Porto e Douro - características da região

Há um vinho que caracteriza imediatamente a região do


Douro, o vinho do Porto. Este, embaixador dos vinhos
portugueses, nasce em terras pobres e encostas
escarpadas banhadas pelo rio Douro. Além do Porto, esta
região é cada vez mais reconhecia pelos excelentes
vinhos tintos e brancos.
Porto e Douro - características organolépticas

Vinhos tintos.
Ricos em cor e aroma,são aveludados e agradáveis ao sabor
e envelhecem novamente.
Vinhos brancos .
Finos leves,frescos,agradavelmente acídulos e muito
aromáticos.
Porto e Douro - castas

Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Aragonez


(na região denominada de Tinta Roriz) e Tinto Cão. As
novas quintas da região cultivam essencialmente estas
castas, mas também outras muito importantes e com
bastante expressão na região, como por exemplo, as
castas Trincadeira e Souzão. A produção de vinhos
brancos é essencialmente sustentada pela plantação de
castas como a Malvasia Fina, Gouveio, Rabigato e
Viosinho. Para a produção de Moscatel, planta-se a casta
Moscatel Galego.
Távora e Varosa - Características da região

As regiões da Beira Interior,


Távora-Varosa e Lafões
situam-se no interior do
país e dispersam-se entre
a zona da Beira Baixa e
da Beira Alta, junto à
fronteira com Espanha. As
suas denominações, uma
mais históricas que
outras, produzem vinhos
muito distintos fruto dos
diversos climas existentes
em cada sub-região.
Távora e Varosa - características organolépticas

Apesar da produção da região ser liderada por espumantes,


também são produzidos brancos frescos e tintos suaves.
Távora e Varosa - castas

As castas brancas são as predominantes na região (Malvasia


Fina, Cerceal, Gouveio, Chardonnay). As castas tintas
mais plantadas são a Touriga Francesa, Tinta Barroca,
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Pinot Noir. Apesar da
produção da região ser liderada por espumantes, também
são produzidos brancos frescos e tintos suaves.
Trás-os-Montes - características da Região

O nome Trás-os-Montes refere-se à localização da região:


situa-se para lá das serras do Marão e Alvão, a norte do
rio Douro. É uma zona montanhosa e de solos
essencialmente graníticos.
Trás-os-Montes - características organolépticas

Os vinhos tintos desta região são geralmente frutados e levemente


adstringentes. Os vinhos brancos são suaves e com aroma
floral.
Trás-os-Montes - castas

As castas tintas mais plantadas são a Trincadeira, Bastardo,


Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca. As
castas brancas de maior expressão na região são a Síria,
Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.
Bairrada - Características da região

É na Beira Litoral, entre Águeda e Coimbra, que se situa a região


da Bairrada. A zona é muito próxima do mar, por isso o seu
clima é tipicamente atlântico: Invernos amenos e chuvosos e
Verões suavizados pelos efeitos dos ventos atlânticos
Bairrada - características organolépticas

Os vinhos feitos a partir da casta Baga são carregados de cor e


ricos em ácidos, contudo são bem equilibrados e têm elevada
longevidade.
Bairrada - Castas

As castas brancas são plantadas nos solos arenosos da região,


sendo a casta Fernão Pires (na região denominada por Maria
Gomes) a mais plantada. Em quantidades mais reduzidas
existem as castas Arinto, Rabo de Ovelha, Cercial e
Chardonnay. Os brancos da região são delicados e aromáticos.
Tejo - características da Região

Diversidade de solos e climas aliados a explorações


vitivinícolas de grande dimensão com baixos custos de
produção são as principais características do Ribatejo.
Esta região fértil, outrora com elevadas produções que
abasteciam o mercado interno e as colónias em África,
produz vinhos brancos e tintos de qualidade a um preço
extremamente competitivo.
No Ribatejo o clima é mediterrânico, contudo sofre a
influência do rio, por isso as estações do ano são
amenas.
Tejo - características organolépticas

Ribatejo sente-se em qualquer vinho da região: brancos muito


frutados e de aromas tropicais ou florais e tintos jovens,
aromáticos e de taninos suaves
Tejo - castas

castas tradicionais da região (Trincadeira ou Castelão) mas


também de outras castas nobres, como a Touriga Nacional,
Cabernet Sauvignon ou Merlot. A casta branca mais plantada
na região é a Fernão Pires, sendo praticamente indispensável
na produção dos brancos ribatejanos. Por vezes, é lotada com
outras castas típicas da região como a Arinto, Tália,
Trincadeira das Pratas, Vital ou a internacional Chardonnay
Lisboa - características da região

A região de Lisboa, anteriormente conhecida por Estremadura,


situa-se a noroeste de Lisboa numa área de cerca de 40 km.
O clima é temperado em virtude da influência atlântica. Os
Verões são frescos e os Invernos suaves, apesar das zonas
mais afastadas do mar serem um pouco mais frias.
Lisboa - características organolépticas

Lisboa, os vinhos tintos são aromáticos, elegantes, ricos em taninos


e capazes de envelhecer alguns anos em garrafa. Os vinhos
brancos caracterizam-se pela sua frescura e carácter citrino.
Lisboa - castas

Apostou-se na plantação de novas castas como a Baga ou


Castelão e castas brancas como Arinto, Malvasia, Fernão
Pires, que partilham as terras com outras castas portuguesas e
internacionais, como por exemplo, a Chardonnay, Cabernet
Sauvignon, Aragonez, Touriga Nacional ou Trincadeira.
Península de Setúbal - características da região

Península de Setúbal apresenta dois tipos de paisagens. Uma


caracteriza-se pelo seu relevo mais acentuado com vinhas
plantadas em solos argilo-calcários, entre os 100 e os 500
metros, aproveitando as encostas da Serra da Arrábida que as
protegem do oceano Atlântico.
Península de Setúbal - características organolépticas

Península de Setúbal são os aromas florais nos brancos e os


sabores suaves a especiarias e frutos silvestres nos tintos.
Península de Setúbal - castas

Por vezes, a Castelão é misturada com a casta Alfrocheiro ou


Trincadeira.
Alentejo - características da região

O Alentejo situa-se no sul de Portugal. É uma zona muito soalheira


permitindo a perfeita maturação das uvas e onde as
temperaturas são muito elevadas no Verão, tornando-se
indispensável regar a vinha.
O tipo de relevo predominante na região é a planície, apesar da
região de Portalegre sofrer a influência da serra de São
Mamede. As vinhas são plantadas nas encostas íngremes da
serra ou em grandes planícies e em solos muito heterogéneos
de argila, granito, calcário ou xisto. Apesar disso, a pouca
fertilidade dos solos é um elemento comum a todos os solos
Alentejo - características organolépticas

Os vinhos brancos DOC alentejanos são geralmente suaves,


ligeiramente ácidos e apresentam aromas a frutos tropicais. Os
tintos são encorpados, ricos em taninos e com aromas a frutos
silvestres e vermelhos.
Alentejo - castas

No Alentejo há inúmeras castas plantadas, contudo umas são


mais relevantes que outras (seja pela qualidade ou pela área
plantada). As castas brancas mais importantes na região são a
Roupeiro, a Antão Vaz e a Arinto. Em relação às castas tintas,
salienta-se a importância da casta Trincadeira, Aragonez,
Castelão e Alicante Bouschet (uma variedade francesa que se
adaptou ao clima alentejano
Algarve - características da região

O Algarve situa-se no sul de Portugal. É uma região com um clima


muito específico: está próximo do mar, contudo também sofre a
influência da montanha (serras Espinhaço de Cão, Caldeirão e
Monchique). As serras são muito importantes na agricultura
algarvia, pois protegem as explorações de ventos provenientes
do norte. Deste modo, o clima é quente, seco, com reduzidas
amplitudes térmicas e com uma média de 3000 horas de sol
por ano.
Algarve - características organolépticas

Os vinhos algarvios são suaves e bastante frutados.


Algarve - castas

As castas tradicionais da região são a Castelão e a Negra


Mole (nas variedades tintas) e a Arinto e a Síria (nas
variedades brancas).
Madeira - características da região

A ilha da Madeira tem um clima tipicamente mediterrânico:


temperaturas amenas durante todo o ano e baixas amplitudes
térmicas, embora a humidade atmosférica seja sempre
elevada. Os solos são de origem vulcânica e pouco férteis. O
relevo da ilha é muito irregular, por isso as vinhas são
plantadas nas encostas de origem vulcânica.
Madeira - características organolépticas

as castas Sercial, Boal e Verdelho que conferem quatro


níveis de doçura ao vinho (doce, meio doce, meio seco e
seco).
Madeira - Castas

A casta Tinta Mole é a mais plantada na região, contudo


também existem castas mais raras como a Sercial, a
Boal, a Malvasia e Verdelho.
Açores - características da região

O arquipélago dos Açores, em pleno oceano Atlântico, é


constituído por solos vulcânicos e tem um clima profundamente
marítimo. As temperaturas são amenas durante todo o ano,
apesar do elevado nível de precipitação e humidade
atmosférica. Deste modo, as vinhas têm de ser plantadas em
locais onde fiquem naturalmente abrigadas ou são protegidas
por acção do Homem. Os currais, são muros de pedras onde
se plantam as vinhas que desta forma ficam protegidas do
vento e do ar salgado do mar.
Açores - características organolépticas

Os Açores destacam-se na produção de vinho generoso da


região do Pico e Graciosa. Na ilha Terceira produz-se um
vinho branco leve e seco.
Açores - castas

Produz-se vinho branco a partir das castas Verdelho, Arinto,


Terrantez, Boal e Fernão Pires. Na ilha Terceira, na região de
Biscoitos, as castas Verdelho, Arinto e Terrantez são utilizadas
para elaborar vinho generoso.
Conclusão

Ao pesquisar as 14 regiões demarcadas do vinho de


Portugal, verificamos que existem várias castas, algumas
com aromas e texturas diferentes, aromas adocicados,
amargos ou com acidez.
Relativamente às competências de TIC, foi possível
aplicarmos os procedimentos abordados nas sessões
sobre o criador de apresentações.
Não foi muito difícil mas aplicamos o que aprendemos.
Bibliografia

www.inforvini.pt - regiões-regiões Vitivinícolas


www.gastronomias.com/vinhos