CONTROLE DE ESTOQUES
O QUE SÃO ESTOQUES?
Qualquer quantidade de bens físico que sejam
conservados, de forma improdutiva, por algum intervalo
de tempo.
Constituem estoques, tanto produtos acabados, que
aguardam venda ou despacho, como matérias-primas e
componente que aguardam utilização na produção.
DILEMA DO GERENCIAMENTO DE
ESTOQUES
Desvantagens Vantagens
São custosos. Proporcionam alguma
Empatam considerável segurança em um
quantidade de capital. ambiente complexo e
Itens mantidos em incerto.
Facilitam a acomodação
estoque podem deteriorar,
tornar-se obsoletos, entre fornecimento e
perder-se. demanda.
ESTRUTURA DE CUSTOS EM ESTOQUES
Custo do item
É também chamado de custo unitário ou preço unitário.
É o custo de comprar ou produzir internamente uma unidade
do item, dependendo do uso.
O custo do item será indicado pela letra p e medido em R$.
ESTRUTURA DE CUSTOS EM ESTOQUES
Custo do pedido
É o custo de se encomendar a mercadoria, no caso de que seja
comprada externamente.
Será indicado por Cp e medido em R$/pedido.
O custo do pedido é a soma de todos os custos incorridos
desde o momento em que o pedido é feito até o momento em
que a mercadoria é estocado, o que inclui:
A manutenção de toda estrutura de compras, como os custos de
pessoal, aluguel, despesas de escritório, etc.
Custos de transporte da mercadoria;
Custos de inspecionar a mercadoria antes de remetê-la ao estoque.
ESTRUTURA DE CUSTOS EM ESTOQUES
Custo do pedido
A apropriação desses custos não é fácil, dado que as compras
nem sempre se referem a uma só mercadoria.
Quando se pede várias mercadorias diferentes é necessário
ratear os custos.
A teoria elementar dos estoques admite que geralmente o
custo do pedido não depende da quantidade comprada.
Assim, considerando apenas o custo do pedido, é mais
interessantes encomendar em grandes quantidades,
justamente para ratear esse custo por um número maior de
unidades
ESTRUTURA DE CUSTOS EM ESTOQUES
Custo unitário de manutenção
É o custo de se manter uma unidade de uma dada mercadoria
em estoque, por um tempo determinado. Os componentes do
custo unitário de manutenção são:
Custo do capital: estando o item em estoque o capital correspondente
não poderá ser aplicado, gerando custos de oportunidade.
Custo de armazenagem: inclui o custo do espaço ocupado pela
mercadoria, seguros, taxas, perdas, obsolescência do material ou sua
deterioração.
O custo unitário de manutenção será indicado por Cm e a sua
unidade de medida expressa em R$ por unidade da
mercadoria por unidade de tempo.
ESTRUTURA DE CUSTOS EM ESTOQUES
Custo de falta de estoque
Reflete as consequência econômicas da falta de estoque, tais
como vendas perdidas ou perda da imagem e futuros
negócios quando o material não está disponível ou demorar a
ser entregue ao consumidor.
É indicado por Cf e a sua unidade de medida expressa em R$
por unidade não disponível ou ordem não cumprida.
PADRÕES BÁSICOS DE CONSUMO
Existem dois padrões básicos de consumo de um item ao
longo do tempo chamados:
Demanda dependente
Demanda independente
GRÁFICO DENTE DE SERRA
O gráfico dente de serra mostra a evolução da quantidade
de um item ao longo do tempo.
Dois momentos importantes e que se repetem
constantemente são:
o instante em que um pedido é feito e
o instante que a mercadoria é recebida.
O tempo percorrido entre esses dois instantes é o tempo
de espera.
Outras grandezas importantes:
Taxa média de uso ou consumo da mercadoria;
Quantidade comprada da mercadoria
Estoque de reserva da mercadoria
GRÁFICO DENTE DE SERRA
Estoque
Q1
Q3
C
Q2
 A
B
QRes
t1 t2 t3 t4 t5 t6 TEMPO
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
Todo sistema de controle de estoques deve responder
quando e quanto se deve comprar de um item.
A pergunta “quando comprar” é respondida
indiretamente, considerando-se a hipótese simplificadora
relacionada ao comportamento do item quando em
estoque. Essa hipótese permite apontar para uma
quantidade remanescente em estoque, que quando
atingida, aciona imediatamente um pedido de compra.
Enquanto espera-se, gasta-se o que ainda ficou em
estoque.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
As hipóteses do sistema, referentes ao comportamento
do item em estoque e necessárias para descobrir quando
acionar o pedido de compra são:
A taxa de consumo do item é constante ao longo do tempo
O tempo de espera entre o pedido e a entrega da mercadoria é
constante.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
Gráfico dente de serra para o lote econômico de compra
Qc Qc Qc Qc
QMed
QRes
L L L L
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
As linhas inclinadas que representam o consumo do estoque são
agora retas paralelas, isso acontece porque a taxa de consumo é
constante.
A quantidade comprada é assumida como constante e indicada
com Qc.
Como a taxa de consumo e o tempo de espera são constantes é
possível calcular com exatidão quanto de mercadoria será
consumido durante o tempo de espera: (taxa de consumo)x(tempo
de espera).
Chamando de m à quantidade consumida no tempo de espera, d a
taxa de consumo e L o tempo de espera temos:
m =dL
O pedido deve ser feito quando a quantidade em estoque for igual
a m.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
Respondida a questão de “quando comprar”, a outra
indagação básica, referente à quantidade a comprar é
resolvida através da minimização dos custos associados
aos estoques.
As hipóteses necessárias são:
O preço unitário da mercadoria é constante;
O custo para se fazer um pedido do item é constante e
independente da quantidade comprada
O custo unitário de manutenção do item em estoque é
constante.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
Há duas classes de custos totais:
Custo Total Anual em estoque: leva em conta somente os
custos de pedir e de manter a mercadoria em estoque durante
o ano, desconsiderando portanto qualquer custo de falta de
mercadoria, indicado como CT.
Custo Total do Sistema: é a soma do Custo Total Anual com
o preço da mercadoria comprada durante o ano, designado
por CS.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
D = demanda anual da mercadoria, em unidades
Cp = custo do pedido
Cm = custo unitário de manutenção
QMED = Estoque médio da mercadoria
Qc = quantidade comprada de cada vez
QRES = Estoque de reserva da mercadoria
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
O LEC será a quantidade que tornar CT mínimo.
CT = (custo de pedir)+(custo de manter)
Custo de pedir = (custo do pedido)x(nº de pedidos no ano)
nº de pedidos no ano = D/Qc
Custo de pedir =
Custo de manter = (custo de manter uma unidade por
ano)x(nº médio de unidades em estoque).
Custo de manter = CmQMED
QMED = Qc/2 + QRES
Custo de manter =
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
CT = (custo de pedir)+(custo de manter)
CT = +
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA
CT = +
=
No ponto mínimo Qc = LEC e = 0
Logo, = 0
EXEMPLO
Para um item em estoque, a demanda anual é de 144.000
unidades. Estima-se que para emitir um pedido, contando-
se custos de transporte e inspeção, até colocar a mercadoria
no estoque são gastos R$100,00. Manter um item em
estoque acarreta um custo de R$20,00 por unidade e por
ano.
A) adotando quantidades compradas de 400, 700, 1.000 e
1.500 unidades, calcular o custo anual de pedir e de manter
o item em estoque, bem como o Custo Total Anual
correspondente. Assumindo que o estoque de reserva é
zero.
B) calcular o LEC
C) Calcular o custo total anual mínimo.
EXEMPLO A)
Quantidade de Custo de pedir Custo de manter Custo total anual
compra
+
400
700
1.000
1.500
EXEMPLO B)
EXEMPLO C)
CT = +
O LOTE ECONÔMICO COM DESCONTOS
POR QUANTIDADE
Em certas ocasiões, o fornecedor de determinada
mercadoria pode oferecê-la com variações no preço
dependendo da quantidade que o cliente compra;
Para o vendedor, trata-se de girar estoque e/ou aproveitar
economias de escala;
Para o comprador, quantidades maiores significam:
Um menor custo de pedir;
Maior custo de manutenção anual
Menor custos de aquisição da mercadoria necessária durante
o ano.
O LOTE ECONÔMICO COM DESCONTOS
POR QUANTIDADE
Para cada opção de preço existem uma curva de custo e
um LEC diferente pois CT e o LEC variam com o preço
da mercadoria.
O custo unitário de manutenção Cm pode ser escrito
como Cm=p(i+a), em que:
i é a taxa de juros anual média que a empresa poderia obter se
aplicasse o seu dinheiro. O custo anual de capital será o
produto dessa taxa pelo investimento médio anual.
a é a taxa de armazenagem, que multiplicada pelo
investimento médio anual em estoque dará a informação do
custo anual de armazenagem.
O LOTE ECONÔMICO COM DESCONTOS
POR QUANTIDADE
Logo, a fórmula CT = + pode ser reescritas como:
CT = +
E o LEC
Se, portanto, tivermos Cp, D, i, a e QRES constantes, as
variações no preço provocarão variações em CT e no
LEC.
O LOTE ECONÔMICO COM DESCONTOS
POR QUANTIDADE
Suponha que um vendedor ofereça o seguinte esquema
de descontos para a quantidade comprada Qc:
Qc ≤ x1 preço unitário p = p1
x1 < Qc ≤ x2 preço unitário p = p2
Qc > x2 preço unitário p = p3
Sendo p3 < p2 < p1
)
= f(p 1 )
CT f(p 2
CT = f(p 3)
C T=
Custos
Qc
O LOTE ECONÔMICO COM DESCONTOS
POR QUANTIDADE
A análise de uma situação de descontos por quantidade
pode seguir os seguintes passos:
PASSO 1:
Calcule o LEC considerando o menor dos preços oferecidos.
Geralmente a faixa de menor preço indica que a compra deve
ser feita em quantidades superiores a certo valor. Duas coisas
podem acontecer:
O LEC se encontra dentro da faixa na qual o preço é oferecido; neste
caso o LEC encontrado é a quantidade que se deve comprar.
O LEC é menor que a quantidade mínima que inicia a faixa. Neste
caso, calcular o Custo Total do Sistema considerando que a compra
será feita na quantidade mínima da faixa. Passar para o próximo
passo.
O LOTE ECONÔMICO COM DESCONTOS
POR QUANTIDADE
PASSO 2:
Calcule o LEC considerando, de cada vez, o segundo menor
preço, o terceiro menor, etc. até encontrar um valor do LEC
que esteja dentro da faixa na qual o preço respectivo é
oferecido.
Sempre que o LEC não estiver dentro da faixa de quantidade
que corresponde ao preço usado no cálculo, proceder à
determinação do Cs usando o valor mínimo da faixa.
Calcular o Cs também para o caso do LEC possível, isso é,
para aquele que caiu dentro da faixa que corresponde ao
preço usado no cálculo.
O LOTE ECONÔMICO COM DESCONTOS
POR QUANTIDADE
PASSO 3:
Compare os calores de Cs calculados anteriormente.
Opte pela quantidade que fornecer o menor valor de Cs.
EXEMPLO
O departamento de compras de uma empresa está estudando um
esquema de descontos por quantidade, proposto por um dos
fornecedores para um componente utilizado na montagem de
certos produtos.
Esse esquema prevê que, se a compra for feita em quantidade igual
ou inferior a 2.000 unidades, o preço unitário será de R$70,00;
para quantidades compradas acima de 2.000 ou iguais a 3.000 o
preço passa a R$ 69,00 e finalmente, para quantidades acima de
3.000 unidades, o preço baixa para R$68,50.
O custo de processar o pedido para o item em questão é R$1.500.
A demanda anual é estimada em cerca de 20.000 unidades e as
taxas de juros e armazenagem, juntas sobem a 50%.
Qual a quantidade a ser comprada de cada vez? Qual o Custo Total
Anual em estoque que acarreta? Qual o Custo Total do Sistema?
EXEMPLO
PASSO 1:
Calcular o LEC para o menor preço, R$68,50. Se o LEC for
compatível com a faixa correspondente (>3.000) o problema
estará resolvido:
LEC = unidades
Como o LEC < 3.000, deve-se calcular o Custo Total do
Sistema considerando a mínima quantidade de compra
possível:
Cs= + = 1.431.392
EXEMPLO
PASSO 2:
Tomando agora o segundo menor preço (R$69,00)
LEC = = 1.318 unidades
O Valor do LEC encontra-se fora da faixa, onde a compra
deve ser feita na mínima quantidade que é de 2.001 unidades.
O custo total do sistema, nessas condições, será:
Cs= + = 1.429.510
EXEMPLO
Para a última das faixas, que corresponde ao maior dos
preços, temos:
LEC = = 1.309 unidades
O valor do LEC está dentro da faixa e o Custo Total do
Sistema é:
Cs= + = 1.445.825
EXEMPLO
Passo 3:
Qc = 3.001 Cs = R$1.431.392
Qc = 2.001 Cs = R$1.429.510
Qc = 1.309 Cs = R$1.445.825
Observa-se que a compra em quantidade de 2.001 unidades é
a melhor opção, conduzindo ao menor Custo Total do
Sistema Cs.
O LOTE ECONÔMICO DE FABRICAÇÃO
Toda a teoria do LEC pode ser adaptada de forma a
cobrir o caso em que a empresa deseja saber quanto deve
fabricar internamente de certo produto.
A aplicação é possível, sempre que o item for fabricado
em lotes, utilizando-se máquinas que servem também a
outros produtos.
Á essa quantidade ótima que se irá produzir, dá-se o
nome de Lote Econômico de Fabricação (LEF).
O LOTE ECONÔMICO DE FABRICAÇÃO
Dado um lote fabricado do item, suponhamos que ele
seja entregue de uma só vez ao almoxarifado; a
expressão do estoque médio do item em estoque, sob a
suposição de entrega instantânea é:
QMED =
O custo unitário de manutenção do item depende do seu
preço unitário e das taxas de juros e armazenagem. Se p
designar o custo de fabricação, podemos escrever:
Cm = p(i+a)
Das expressões acima, temos que custo de manter é:
O LOTE ECONÔMICO DE FABRICAÇÃO
No caso da fabricação, fala-se agora em número de
rodadas de produção por ano:
Nº de rodadas de produção =
A maior diferença entre compra e fabricação ocorre pela
não existência de um custo do pedido no caso da
fabricação.
Considerando que a cada rodada, as máquinas precisam
ser ajustadas, podemos falar de custo de preparação das
máquinas, que funciona exatamente como o custo do
pedido.
Custo de preparação =
O LOTE ECONÔMICO DE FABRICAÇÃO
À fabricação para estoque corresponde um Custo Total
Anual em estoque CT, dado por:
CT = +
A equação é idêntica ao Custo de compra. Pode portanto
ser derivada para se chegar a quantidade ótima de
fabricação, definida como aquela que minimiza CT, ou
seja o LEF:
EXEMPLO
A GM Indústria de Móveis Ltda. está planejando as rodadas
anuais de produção para a linha de mesa de luxo para copa. Em
média, estima-se que o custo de preparação de máquinas esteja
em torno de R$2.000 havendo pouca diferenciação de um
modelo para outro. O custo unitário médio de fabricação foi
calculado em R$3.000, sobre o qual, para efeito de
armazenagem, incidirá uma taxa de retorno de 60% entre juros
e armazenagem. Estima-se que, para 2014, a demanda para a
linha luxo situar-se-á ao redor de 5.000 mesas. Determinar:
a) Quantas mesas devem ser produzidas de cada vez?
b) Qual será o intervalo entre duas rodadas consecutivas de produção,
em dias úteis, considerando que a GM terá 250 dias úteis de
trabalho no ano?
c) Qual o Custo Total Anual em estoques?
EXEMPLO
A) número de mesas a produzir de casa vez:
EXEMPLO
B) o intervalo entre rodadas de produção
O número de rodadas de produção é calculado como o
quociente da demanda anual pela quantidade fabricada, no
caso o LEF:
Nº de rodadas por ano =
Dado que o ano tem 250 dias úteis, o intervalo entre duas
rodadas consecutivas será de:
Intervalo entre rodadas =
EXEMPLO
C) Custo Total Anual em Estoque
CT = +
LOTE ECONÔMICO COM ENTREGA OU
FABRICAÇÃO CONTÍNUAS
Considerando o caso mais realista em que há produção
ou entrega concomitantemente ao consumo.
Definem-se uma taxa de consumo e uma taxa de
produção ou entrega, ambas referentes ao mesmo
período padrão.
É evidente que a taxa de produção (ou entrega) deve ser
maior que a taxa de consumo. Seja:
X = taxa de produção ou entrega da mercadoria
Y = taxa de consumo da mercadoria
O estoque não crescerá abruptamente, mas aumentará,
período a período, da quantidade (x-y).
LOTE ECONÔMICO COM ENTREGA OU
FABRICAÇÃO CONTÍNUAS
A grande diferença da situação atual em relação à
entrega instantânea é que o estoque médio irá diminuir
de valor, porque não existe mais um estoque máximo que
consiste na soma (Qc+QRES).
Chamemos de t o tempo no qual se dá produção e
consumo. Após decorrido o tempo t, não há mais
produção, apenas passa a atuar a taxa de consumo.
Durante o tempo t, a quantidade produzida é de tx,
enquanto que a quantidade consumida é de ty. O
acréscimo de estoque será de t(x-y). Designando QF à
quantidade fabricada, temos:
QF =tx
LOTE ECONÔMICO COM ENTREGA OU
FABRICAÇÃO CONTÍNUAS
Se a entrega fosse instantânea, o incremento final sobre o
estoque de reserva seria de QF’, dado o consumo
simultâneo, o incremento será de apenas parte de QF’.
Incremento no estoque =
O novo estoque médio, que será chamado de Q’MED, será
composto pelo estoque de reserva acrescido da metade
do incremento no estoque:
Q’MED =
O novo custo de manter o estoque médio durante o ano
será:
Custo de manter = CmQ’MED = Cm( )
LOTE ECONÔMICO COM ENTREGA OU
FABRICAÇÃO CONTÍNUAS
O custo anual de preparação das máquinas não se altera;
o número de rodadas de produção é D/QF e o custo de
preparação de máquinas Cprep
O Custo Total Anual em estoque terá a seguinte
expressão:
O Lote Econômico de fabricação será:
EXEMPLO
Retornando ao caso da produção das mesas da GM
Indústrias de Móveis Ltda.:
D = 5.000 mesas
Cprep = R$2.000
Cm = R$1.800 por unidade e por ano
Como o ano era de 250 dias, a taxa de consumo diária
será de 5.000/250=20 mesas. Suponhamos agora que, ao
invés de entregar o lote de uma só vez, ele seja
produzido à razão de 40 mesas por dia. Determinar :
a) O Lote Econômico de Fabricação
b) O Custo Total Anual em Estoque
EXEMPLO
A) O LEF é dado:
O LEF para entrega instantânea era de 105 unidades.
O consumo reduz o estoque médio à medida em que as
mesas vão sendo fabricadas, permite-se agora um Lote
econômico maior.
EXEMPLO
B) O custo Total Anual em estoque:
O Custo Total Anual em estoque para entrega simultânea
foi de .
A redução para o caso de entrega contínua se deve tanto
à queda do custo de pedir como do custo de manter: O
custo de pedir diminui já que o novo número de LEF
sendo maior conduz a menor número de pedidos durante
o ano; por outro lado, o custo de manter diminui devido
à queda no valor do estoque médio.
O LOTE ECONÔMICO COM MÁXIMA
RENTABILIDADE DO CAPITAL
Algumas vezes, a gestão de estoque pode adotar como
estratégia tentar obter maior remuneração para o capital
empatado em estoques, mesmo que isso acarrete em
maior Custo Total Anual de estoque.
A estratégia de maximização da rentabilidade do capital
tenderá a diminuir a quantidade comprada ou fabricada
de cada vez e consequentemente o estoque médio,
fazendo girar o estoque mais rapidamente.
O LOTE ECONÔMICO COM MÁXIMA
RENTABILIDADE DO CAPITAL
Deduziremos uma nova expressão para o Lote Econômico,
considerando o caso de fabricação interna com entrega
instantânea.
O quociente de rentabilidade R é a relação ente o lucro
derivado da venda anual de uma mercadoria e o capital
médio empatado em seu estoque durante o ano:
Queremos maximizar R em função da quantidade fabricada.
Temos que Lucro anual = Receita anual – custos anuais.
Receita anual é preço de venda p v multiplicado pela demanda
anual.
Custos anuais trata do Custo Total do Sistema.
O LOTE ECONÔMICO COM MÁXIMA
RENTABILIDADE DO CAPITAL
Receita anual: pvD
Custos anuais (supondo estoque de reserva nulo): +
Lucro anual =
O capital empatado durante o ano é simplesmente o
produto do custo de fabricação pelo estoque médio
mantido:
Capital médio =
O LOTE ECONÔMICO COM MÁXIMA
RENTABILIDADE DO CAPITAL
Voltando à definição do quociente de rentabilidade R,
temos:
Derivando a expressão em relação a QF e igualando a
zero o resultado, obtemos finalmente o Lote Econômico
com Máxima Rentabilidade de Capital LER:
EXEMPLO
O Fabricante de um componente usado na montagem de motores
para automóveis deseja produzir de forma a maximizar o
rendimento sobre o estoque médio que mantém do componente.
A cada rodada de produção são gastos R$4.000 na preparação
das máquinas. A demanda estimada para o próximo ano é de
200.000 unidades do componente, que é produzido a um custo
unitário de R$10 e vendido a um preço unitário de R$20. Os
custos de capital e armazenagem, juntos somam 60% do custo
unitário do componente.
a) Determinar a quantidade a fabricar ao mínimo custo em estoques;
b) Determinar essa quantidade quando o objetivo é maximizar a
rentabilidade do capital investido no estoque componente;
c) Calcular o Custo Total Anual em estoques em a) e b)
d) Calcular o coeficiente de rentabilidade nos casos a) e b)
EXEMPLO
D = 200.000
Cprep=R$4.000
p = R$10
pv = R$20
(i+a)=60%
A) Quantidade a fabricar com mínimo custo em estoque:
EXEMPLO
B) quantidade a fabricar com máxima rentabilidade de
capital
C) Custo Total Anual em estoque:
Para o LEF:
CT = +
Para o LER:
CT = +
EXEMPLO
D) coeficientes de rentabilidade
Para o LEF:
Para o LER
4
Enquanto que, fabricando-se em quantidades iguais ao LEF, o
lucro é de R$23,3 para cada real empatado em estoque, no
caso de fabricação feita pelo LER esse valor sobre a R$249,4
por real em estoque.
O lucro cai quando se fabrica pelo LER, mas a rentabilidade
sobre o capital é muito maior devido à queda mais que
proporcional no estoque médio.