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Interpretação Visual de Dados Geoespaciais

Este documento descreve os principais elementos e etapas da interpretação visual de dados, incluindo tonalidade, forma, padrão, textura e sombra. Também discute limitações como falta de estereoscopia e resolução espacial grosseira.

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Javierdias
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Este documento descreve os principais elementos e etapas da interpretação visual de dados, incluindo tonalidade, forma, padrão, textura e sombra. Também discute limitações como falta de estereoscopia e resolução espacial grosseira.

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INTERPRETAÇÃO VISUAL DE DADOS

· A análise visual baseia-se na identificação das feições de interesse a


partir da associação da acuidade visual do fotointérprete, com o
entendimento das características dos produtos e com o conhecimento
prévio do tema de estudo.

· Esta análise pode ser realizada a partir de dados originais e/ou


processados digitalmente.

NÍVEL DE DETALHES

a) Regional - Refere-se a escalas menores ou iguais que 1:


100.000.

b) Semi-Detalhe - Empregado geralmente para escalas de 1:


50.000.

c) Detalhe - Relacionado a escalas maiores que 1: 25.000.


 Definido o nível de detalhes do mapeamento, é
necessário avaliar a resolução dos sistemas sensores
disponíveis de modo a selecionar o produto a ser
interpretado.

 Para a extração de informações referentes à vegetação, a


partir da análise visual, deve-se levar em conta que:
- O comportamento espectral da vegetação reflete as
variações sazonais das espécies componentes (períodos
seco e úmido).
- O produto selecionado permite a detecção das características de
reflectância e absorção da REM apresentada pelo alvo em questão,
no do referido produto;

- A resolução espacial dos sensores determina as limitações às


escalas de trabalho.

· Como pré-requisito para o início dos trabalhos referentes à


aquisição de informações através de produtos de SR faz-se
necessário a seleção da época da tomada da cena, do produto a ser
analisado e da escala de trabalho.
FASES DE EXECUÇÃO

a) Fotoleitura - Corresponde à fase de reconhecimento ou


identificação de feições ou objetos presentes na cena e
precede qualquer análise referente aos parâmetros
determinantes das feições.

b) Fotoanálise - Favorece o estudo das relações entre as


características de interesse ao tema de estudo. Inicia-se a
interação do analisador da imagem com os padrões e
características da cena.

c) Fotointerpretação - Permite a extração de informações da


cena, a partir da associação das características das feições
extraídas ao raciocínio lógico dedutivo e indutivo; baseia-se
sobretudo na experiência e conhecimento do fotointérprete
ao tema de estudo.
ELEMENTOS DE
FOTOINTERPRETAÇÃO
A menor superfície contínua e homogênea distinguível em
uma imagem fotográfica (independente da resolução
espacial e escala) e passível de repetição, constitui um
elemento de reconhecimento ou fotointerpretação, sendo
os mais importantes o que se seguem.
TONALIDADE (OU COR)

· É associada à variação (matiz) de tons de cinza identificada pelo


olho humano, em uma amplitude que varia do preto ao branco, porém
limitada até duas dezenas de tons. Para os sensores ópticos, a
tonalidade de cinza pode estar relacionada com a quantidade de
energia refletida e/ou emitida, enquanto que no caso de imagens de
radar, diz respeito à intensidade do sinal de retorno.

· Em produtos coloridos, a tonalidade está associada às variações de


cores, em níveis de intensidade distintos entre si; no caso do olho
humano, podem estar associadas a identificação de milhares de
combinação de cores.
TONALIDADE (OU COR)

· A identificação de feições/objetos exclusivamente através dos


atributos de tonalidade de cinza ou cor, só é segura apenas em casos
muito específicos.

· Tais atributos nunca devem ser utilizados isoladamente como


parâmetro discriminatório ou como meio absoluto de identificação, a
menos que as fotografias tenham sido correlacionadas com as feições
observadas no campo.
FORMA
· É a expressão da disposição espacial de elementos fotográficos com propriedades
comuns, isto é, os elementos de uma mesma classe organizados em estruturas bem ou
mal definidas, resultam em formas identificáveis.

· Este elemento leva em consideração, também, o referencial utilizado pelas imagens


(cujas visadas são feitas sobre a cena), a resolução espacial do sensor e a escala dos
produtos, que determinam as formas visíveis.

· O atributo de forma baseia-se nos aspectos geométricos das feições analisadas,


permitindo principalmente a distinção entre os aspectos naturais e os de origem
antrópica, caracterizados em geral pela retilinearidade.
PADRÃO (OU ESTRUTURA)

· Atributo que exprime ou define o padrão de organização no espaço


dos elementos texturais, ou seja, é determinado pela união ou
extensão de formas, sendo possível distinguir estruturas segundo a
disposição dos elementos.

· Tal disposição pode ser no modo sequencial e aleatório; para o


modo sequencial (organizado) a combinação das feições lineares
resulta em padrões geométricos definidos, enquanto no modo
aleatório (desorganizado) a distribuição ocorre sob padrões
geométricos muito complexos e de difícil definição.
Modelos Correspondente
Teóricos sobre a imagem
temática

Agricultura Familiar
Pioneira

Agricultura Familiar
Estabelecida

Agricultura Familiar
Industrial
Modelos Correspondente
Teóricos sobre a imagem
temática

Agropecuária
Familiar

Pecuária Familiar

Fazendas
TEXTURA

· É proveniente do arranjo de elementos iguais ou similares que


estão em conjunto em uma mesma área, representando a imagem
de conjunto formada pela disposição das menores feições que
conservam a sua identidade.

· É definida pelo aspecto físico, provocado na visão humana, do


aglomerado de elementos.

· Com a variação da resolução espacial e da escala é possível


chegar a casos extremos, onde a textura fotográfica observada em
um produto de alta resolução e grande escala, pode ser avaliada
como um elemento de textura em um produto de baixa resolução
espacial e pequena escala.
TEXTURA

· A textura é um importante indicador da composição da floresta


em fotografias de pequena escala e das características de árvores
individuais em fotografias de grande escala.

· Em fotografias de escala intermediária, a combinação de textura e


padrão (arranjo espacial de elementos discretos) pode ajudar o
fotointérprete a determinar a composição das espécies, bem como a
estrutura de um "stand".
SOMBRA
· As sombras, para as imagens que registram a energia solar refletida, resultam da
iluminação oblíqua (pelo sol) sobre áreas que apresentam rugosidades no terreno;
relacionam-se aos ângulos de elevação e azimute solar e com o ângulo de visada do
sensor, favorecendo em grande parte impressões de relevo.

· Em mosaicos de radar de visada lateral, as sombras estão relacionadas a ausência de


sinal de retorno. A presença de sombras são fundamentais para os casos de imagens
fotográficas que não apresentam estereoscopia, pois conferem a estes tipos de
imagens a noção de relevo ou morfologia do terreno.

- Outros critérios que devem ser também considerados no processo de análise visual
referem-se ao tamanho (elemento diretamente associado à escala do produto e às
dimensões reais do alvo no terreno) e a posição geográfica ou regional (associada ao
conhecimento pelo analista do produto, da área e de suas características gerais).
LIMITAÇÕES NA ANÁLISE VISUAL
· Mesmo de posse dos elementos de fotointerpretação, alguns produtos de sensores
remotos apresentam algumas limitações à extração de informações a partir da análise
visual, como apresentado a seguir :

a) Falta de Estereoscopia - Impossibilita a visão tridimensional da cena a partir


da análise visual do produto fotográfico, como é o caso das imagens
TM/Landsat.

b) Resolução Espacial Grosseira - Limita a detecção de alvos que apresentam


dimensões espaciais compatíveis com o elemento de resolução do sensor e/ou
daqueles que tem contraste espectral intenso com relação à sua vizinhança.

c) Interferência Atmosférica - A degradação dos dados orbitais promovida pela


atmosfera atua de forma diferenciada em função do posicionamento no espectro
eletromagnético da banda espectral do sensor.

d) Contraste Espectral Baixo - Característica observada entre alguns alvos sob


determinadas condições.
COLORIMETRIA

· O olho humano além de estar mais acostumado a distinguir objetos através das cores, é capaz
de discriminar até 2.000 matizes de cor ao invés de dos 200 tons de cinza; assim a utilização de
produtos coloridos é mais favorável ao fotointérprete.

· Processo de Formação de Cores

a) Aditivo: este processo é obtido através da adição entre duas cores primárias (Azul,
Verde e Vermelho), resultando em cores secundárias.

b) Subtrativo: processo em que juntando-se duas cores secundárias (Amarelo,


Magenta e Cian), ocorre formação de cores primárias.

Processos aditivo (a) e subtrativo (b) de formação de cores


CORREÇÃO GEOMÉTRICA
• As fontes de distorções geométricas em imagens orbitais podem
ser atribuídas a fatores como a rotação e curvatura da Terra; erros
de instrumentação; padrão de varredura e campo de visada em
sensores; distorção panorâmica; e variações de altitude, atitude e
velocidade da plataforma.

• De um modo geral, em qualquer produto orbital fornecido aos


usuários, as correções geométricas necessárias já encontram-se
processadas com base nas informações registradas pelos
instrumentos a bordo da plataforma, sendo as mesmas enviadas às
estações de recepção no momento do imageamento.
GEOREFERENCIAMENTO

• Correção geométrica – reformatação da cena em uma dada base cartográfica


(georeferenciamento). A função dos programas de correção geométrica é
reorganizar os pixels da imagem em relação a determinado sistema de projeção
cartográfica.
• Para a reformatação, são necessários pontos de controle no terreno (coordenadas x
e y conhecidas), facilmente identificáveis na base cartográfica e na cena a ser
corrigida geometricamente.

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