Disciplina: Literatura 2
Aula: Lisbela e o Prisioneiro
Prof.: Flávio Barbosa
• Escritora e romancista, natural de Pernambuco.
ASPECTOS LITERÁRIOS
• Primeiro momento: estrutura linear, bem como
portadores de vozes narrativas unilaterais;
• Segundo momento: multiplicidade de vozes
narrativas, bem como por sua não-linearidade
• Romance experimental e de caráter
introspectivo;
Osmam Lins • Literatura engajada.
(1924 – 1978)
OBRAS:
• Avalovara (1973);
• Lisbela e o Prisioneiro (1964); - Teatro
• O fiel e a pedra (1961);
Espaço:
- Cidade: Vitória de Santo Antão - PE
- Delegacia, sede da polícia
e cadeia pública num único prédio.
Cenas: -
- interior do prédio –
- na calçada em frente ao prédio –
- no interior da cela
Temas possíveis:
- Sátira às autoridades corrompidas e nefastas (Ten. Guedes).
- Elogio da esperteza (Leléu) e dos bons sentimentos (Citonho,
Cabo Heliodoro) contra a tirania (Ten. Guedez), a violência e a
estupidez (Vela de Libra, Testa-Seca e Paraíba).
- Crítica ao cerceamento à mulher da sociedade patriarcal (Ten.
Guedes e Dr. Noêmio).
- Elogio da busca de autenticidade e da ousadia na busca de
uma vida que valha a pena ser vivida (Leléu e Lisbela).
Personagens:
- Lisbela
- Dr. Noêmio
- Tãozinho
- Lapiau
- Frederico
A polícia:
- Ten. Guedes
- Cabo Heliodoro
- Soldados Jaborandi e
Juvenal; mais dois que
não falam
- Carcereiro Citonho
Os prisioneiros:
- Testa-Seca
- Paraíba
- Leléu
Lisbela:
- Filha do Ten. Guedes
- Noiva do Advogado Noêmio
- Conheceu Leléu, quando este foi entreter sua festa de noivado
- Quando descobre a ameaça de assassinato de Leléu, vai alertá-lo na
cadeia
- Vai aos poucos sendo seduzida pela visão de mundo e charme de
Leléu
- Vai visita-lo três vezes na cadeia escondida
- Intervém com o pai para que este forneça uma corda a Leléu, sob o
pretexto de este precisar treinar o seu número.
Leléu Antônio da Anunciação:
- Acrobata (aramista), ator, violeiro – um artista itinerante.
- Seduzido pela beleza, faz da sua vida uma busca por ela,
principalmente na relação sexual com mulheres belas e jovens.
- Grande sedutor, responsável por casamentos falsos e
defloramentos.
- Preso por ter deflorado uma jovem de 15 anos.
- Levado para entreter o casamento da filha do tenente, foge.
- Tenente torna-se seu inimigo.
- É preso novamente, apanha do tenente.
- Tenente tenta primeiro induzir outros a castrá-lo; depois, tenta
induzir a matá-lo.
Divisão temporal – 1º ato:
- Conversa na cadeia sobre cinema
- Chega o tenente
- informação sobre a fuga e captura de Leléu
- Chegam Lisbela e Dr. Noêmio: autoridade do marido,
vegetarianismo
- Chega Tãozinho, nova oposição dos noivos, queixa do
vendedor - Todos saem, tentativa de currar Leléu,
- Chegada de Evandro: proposta de serviço a leleu
Divisão temporal – 2º ato:
- Leléu faz a faxina e conversa com Cabo Heliodoro – problema do casamento
deste.
- Problema de Jaborandi
- Chega Lapiau
- Chega Tãozinho novamente – nova queixa, divisão do dinheiro da mulher
- Chega Lisbela para informar do risco que ele corre, propõe mandálo para a
Detenção, Leléu se declara
- Presos querem ficar longe de Leléu, depois brigam entre si. Leléu os
harmoniza e combina uma fuga em grupo
- Tenente Guedes chega e quer isolar Leléu
- Heliodoro descobre que o que pretende matar Leléu e Vela de Libra são a
mesma pessoa
Divisão temporal – 3º ato:
- Citonho, Heliodoro e Lapiau bebem na frente da cadeia, pressos
“dormem”
- Chega o Tenente e se esforça por só deixar Cabo Heliodoro na
cadeia
- Descoberta da fuga dos presos
- Chegada do Dr. Noêmio – fuga de Lisbela
- Lisbela chega desalentada, Leléu fugiu sozinho
- 2 presos recapturados
- Toque da corneta no cinema – ordem de prisão contra Jaborandi
- História da captura, enganados com o golpe do dinheiro no violão
- Leléu se entrega e conta por que não fugiu com ela
Lisbela e o Prisioneiro é uma das obras de
destaque do autor pernambucano Osman Lins.
Escrita nos anos 60, foi sua primeira peça a ser
encenada, obtendo sucesso de público e de crítica.
O livro é escrito em formato de peça e é uma
comédia dividida em três atos.
A narrativa possui boa fluidez e o autor utiliza
muitas expressões populares no decorrer da
história.
A trama se passa dentro de uma cadeia na
cidade de Vitória de Santo Antão, em
Pernambuco.
Lá conhecemos diversos personagens de
nomes bem característicos, como o preso Testa-
Seca ou o soldado Jaborandi.
Mas os personagens de maior destaque são
Lisbela, filha do Tenente Guedes, e Leléu, um
artista de circo que se encontra preso e que é
conhecido pela sua fama de galanteador.
Dentro da cadeia e em meio a conversas e
devaneios de todos os gêneros, os personagens
demonstram características marcantes que são
responsáveis muitas vezes pelo tom cômico dos
diálogos.
No entanto, a centralidade da trama se baseia
no romance de Lisbela e Leléu, um amor impossível
que encontra diversas barreiras ante a sua
concretização.
Para quem é familiarizado com o filme,
provavelmente, ao ler a obra, sentirá falta de
alguns elementos, por exemplo:
- as cenas em outros espaços, pois, no livro, todas
as cenas se passam na cadeia;
- a comédia em si, pois, apesar de haver situações
e diálogos engraçados, eu não diria que foi um livro
que me arrancou risadas do início ao fim, mesmo
que tenha me divertido suficientemente, sem
dúvidas.