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Apostila_-_Numeros_complexos

Apostila_-_Numeros_complexos

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Apostila Completa de Numeros Complexos
Apostila Completa de Numeros Complexos

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Sum´ario

1 N
´
UMEROS COMPLEXOS 1
1. Introdu¸cao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
2. A forma alg´ebrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Plano de Argand-Gauss . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Adi¸c˜ ao de n´ umeros complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Multiplica¸c˜ ao de n´ umeros complexos . . . . . . . . . . . . . . . 5
Igualdade de n´ umeros complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Conjugado de n´ umeros complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Divis˜ao de n´ umeros complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Potˆencias de i . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Exerc´ıcios resolvidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3. A forma trinom´etrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Opera¸c˜oes na forma trigonom´etrica . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Multiplica¸c˜ ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Divis˜ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Potencia¸c˜ ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Radicia¸c˜ ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Atividade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Testes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
1
Cap´ıtulo 1
N
´
UMEROS COMPLEXOS
1. Introdu¸c˜ao
Resolver equa¸c˜oes sempre foi um assunto que fascinou matem´aticos ao
longo da hist´oria. Os matem´aticos antigos da Babilˆonia j´a conseguiam resolver
algumas equa¸c˜oes do 2
0
grau baseados no que hoje chamamos de
completamento de quadrado.
J´a, os matem´aticos gregos, que desempenharam importante papel no
desenvolvimento da matem´atica, resolviam alguns tipos de equa¸c˜ oes do 2
0
grau com r´egua e compasso.
Enquanto que, a conquista da Gr´ecia por Roma praticamente acabou com
o dom´ınio da matem´atica grega. Com o fim do Imp´erio Romano e a ascens˜ao
do cristianismo, a Europa entrou na Idade das Trevas e o desenvolvimento da
matem´atica ficou nas m˜aos dos ´arabes e dos hindus.
Os matem´aticos hindus avan¸caram nas pesquisas em
´
Algebra e Baskara ´e
o nome que imediatamente vem `a nossa mem´oria quando falamos de equa¸c˜ oes
do 2
0
grau. Entretanto, a f´ormula de Baskara n˜ao foi descoberta por ele, mas
sim pelo matem´atico hindu Sridhara, no s´eculo XI.
Relembrando, dada a equa¸c˜ao ax
2
+ bx + c = 0 com a ̸= 0 a f´ormula de
Baskara garante que suas ra´ızes s˜ao
x =
−b +

b
2
−4ac
2a
ou x =
−b −

b
2
−4ac
2a
·
Dependendo da equa¸c˜ao, poderia acontecer que o n´ umero ∆ = b
2
− 4ac
fosse negativo. Entretanto, isso n˜ao pertubava muito os matem´aticos da ´epoca.
Neste caso, eles simplesmente diziam que o problema n˜ao tinha solu¸c˜ ao.
O interesse pelo estudo da matem´atica ressurgiu na Europa, mais
especificamente na It´alia, em meados do s´eculo XVI, quando a ciˆencia europ´eia
ainda discutia a validade do emprego dos n´ umeros irracionais e negativos.
Foi, ent˜ao, quando os matem´aticos italianos, Tartaglia e Gerˆonimo Cardano,
descobriram um modo para resolver equa¸c˜oes do tipo x
3
+ ax + b = 0.
Em sua obra Ars magna, Cardano (1501-1576), apresentou pela primeira
vez a f´ormula
x =
3

b
a
+

b
2
4
+
a
3
27
+
3


b
a


b
2
4
+
a
3
27
como solu¸c˜ ao de uma equa¸c˜ao do tipo x
3
+ax+b = 0, onde a e b s˜ao n´ umeros
reais e positivos. No entanto, a f´ormula acima s´o poderia ser aplicada para
b
2
4
+
a
3
27
> 0, pois na ´epoca n˜ao era poss´ıvel extrair raiz quadrada de n´ umero
negativo.
Na mesma ´epoca, o matem´atico Raphael Bombelli (1526-1573), admirador
da obra Ars magna, achava que o estilo de exposi¸c˜ ao de Cardano n˜ao era claro
(ou, em suas pr´oprias palavras, ma nel dire f` u oscuro). Decidiu, ent˜ ao, escrever
um livro expondo os mesmos assuntos, mas de forma tal que um principiante
pudesse estud´a-los sem necessidade de nenhuma outra referˆencia. Publicou
l’Algebra, em trˆes volumes, em 1572, em Veneza, obra que viria a se tornar
muito influente. No cap´ıtulo II dessa obra, ele estuda a resolu¸c˜ao de equa¸c˜ oes
de grau n˜ao superior a quatro. Em particular, na p´agina 294 e nas seguintes,
ele considera a equa¸c˜ao x
3
= 15x + 4. Ao resolvˆe-lo, por c´alculo direto, ele
verificou que 4 era uma raiz da equa¸c˜ ao, pois
4
3
= 64 = 60 + 4 = 15 · 4 + 4
Em seguida, tentou verificar se encontrava a raiz 4, aplicando a f´ormula
de Cardano para o c´alculo de uma raiz. No entanto, obt´em
x =
3

2 +

−121 +
3

2 −

−121 (1)
Por causa desse resultado, Bombelli acreditava que a equa¸c˜ao n˜ao devia
ter solu¸c˜ao, pois

−121 n˜ao era um n´ umero real. Mas, ele sabia que x = 4
era uma das ra´ızes da equa¸c˜ ao.
Assim, pela primeira vez, nos deparamos com uma situa¸c˜ ao em que,
apesar de termos radicais de n´ umeros negativos, existe verdadeiramente uma
solu¸c˜ ao da equa¸c˜ao proposta.
´
E necess´ario, ent˜ ao, compreender o que est´a
acontecendo.
Para superar esse problema, Bombelli tentou encontrar regras para
trabalhar com ra´ızes quadradas de n´ umeros negativos. Foi, ent˜ao, que
passou a considerar

−1 como um n´ umero qualquer e, usando as mesmas
regras de ´algebra elementar, conseguiu mostrar que
x =
3

2 +

−121 +
3

2 −

−121
era a raiz da equa¸c˜ ao que ele estava tentando resolver.
Logo, concebe a existˆencia de express˜oes da forma
a +

−b e a −

−b (2)
que possam ser consideradas, respectivamente, como
3

2 +

−121 e
3

2 −

−121.
Substituindo as express˜oes (2) na igualdade (1), ele escreve
_
a +

−b
_
+
_
a −

−b
_
= 4.
Neste caso, felizmente, as quantidades n˜ao existentes se cancelam, obtendo
a = 2. Com esse resultado, pode-se voltar `a equa¸c˜ ao
_
a +

−b
_
3
= 2 +

−121
e deduzir que b = 1. Assim, obt´em
3

2 +

−121 = 2 +

−1
3

2 −

−121 = 2 −

−1
2
Portanto, o valor de x ´e
x = 2 +

−1 + 2 −

−1 = 4.
A partir da´ı, os matem´aticos passaram a estudar e a trabalhar com ra´ızes
quadradas de n´ umeros negativos de forma cada vez mais sistematizada. Nesse
trabalho, sempre que poss´ıvel, usavam as mesmas propriedades dos n´ umeros
reais em rela¸c˜ao `a adi¸c˜ ao, `a subtra¸c˜ao, `a multiplica¸ c˜ao, etc.
Albert Girard (1590-1633), introduziu em 1629 o s´ımbolo

−1 para
escrever as ra´ızes quadradas de n´ umeros negativos na form a + b

−1.
Assim,
2 +

−16 = 2 +

16 ×(−1) = 2 +

16 ×

−1 = 2 + 4

−1.
J´a em 1637, Ren´e Descartes (1596-1650) usando a nota¸c˜ao a+b

−1 chama
pela primeira vez, a de parte real e b de parte imagin´aria.
O s´ımbolo i foi usado pela primeira vez para representar

−1 por Leonhard
Euler(1707-1783) em 1777. Assim, uma express˜ao do tipo 3 + 5

−1 passou a
ser escrita como 3 + 5i.
No entanto, o aparecimento impresso de i pela primeira vez aconteceu em
1794 e se tornou amplamente aceito ap´os seu uso por Karl Friedrich Gauss
(1777-1855) em 1801.
Mas foi no final do s´eculo XVIII e in´ıcio do s´eculo XIX, especialmente a
partir dos trabalhos do matem´atico Gauss, que se passou a chamar os n´ umeros
da forma a + bi de complexos e que esses n´ umeros ganharam status de campo
num´erico, merecendo todo um estudo organizado em torno de suas aplica¸c˜oes
dentro e forma do interesse da matem´atica.
3
2. A forma alg´ebrica
Nesta se¸c˜ao, cada n´ umero complexo, ser´a representado na sua forma
alg´ebrica, e geometricamente, por um ponto, num plano de coordenadas
cartesianas, chamado de plano de Argand-Gauss ou plano complexo, em
homenagem ao matem´atico Gauss (1777-1855).
Um n´ umero complexo ´e uma express˜ao da forma z = x + yi, chamada
de forma alg´ebrica, onde x e y s˜ao n´ umeros rais e i =

−1 ´e a unidade
imagin´aria.
Exemplo 1.
a) z = 1 + 2i, onde x = 1 e y = 2;
b) z =

2i, x = 0 e y =

2;
c) z = 3, x = 3 e y = 0.
O conjunto formado pelos n´ umeros da forma z = x + yi, com x e y rais,
denotado por C, ´e chamado de conjunto dos n´ umeros complexos.
Aten¸c˜ao: R ⊂ C
Plano de Argand-Gauss
Por volta de 1800, Gauss deu um significado geom´etrico ao complexo
z = x + yi, associando um par ordenado (x, y) e representando-o como um
ponto do plano. Assim, fixando um sistema de coordenadas no plano,
conforme figura a seguir, o complexo z ´e representado pelo ponto P(x, y).
x
y
) , ( y x P
0
imaginário eixo
real eixo
Plano de Argand-Gauss
O ponto P(x, y) ´e chamado de imagem ou afixo do complexo z.
4
Tendo em vista que a correspondˆencia entre os complexos e suas imagens
´e biun´ıvica, isto ´e, um-a-um, podemos identificar os mesmos a suas imagens,
denotando z = x + yi = (x, y).
Observamos no plano de Argand-Gauss que os n´ umeros representados no
eixo dos x s˜ao da forma (x, 0) = x + 0i = x, isto ´e, s˜ao n´ umeros reais e os
representados no eixo dos y s˜ao da forma (0, y) = 0x + yi = yi, ou seja, s˜ao
n´ umeros imagin´arios, chamados de imagin´arios puros. O eixo dos x ´e chamado
de eixo real e o eixo dos y de eixo imagin´ario.
A abscissa do complexo (x, y), denotada por Re(z) = x, ´e chamada de
parte real de z e a oordenada, denotada por Im(z) = y, ´e chamada de parte
imagin´aria de z.
Aten¸c˜ ao
z ´e um n´ umero real se, e somente, se Im(z) = 0 e Re(z) ̸= 0
z ´e um imagin´ario puro se, e somente, se Re(z) = 0 e Re(z) ̸= 0
Exemplo 2. Determinar a e b reais para que z = (2a + 6) + (b
2
−121)i seja:
a) um n´ umero real;
b) um n´ umero imagin´ario puro.
Resolu¸c˜ ao:
a) Para que z seja um n´ umero real, devemos ter Im(z) = 0. Assim,
b
2
−121 = 0 =⇒b
2
= 121 =⇒b = ±

121 = ±11 =⇒ b = −11 ou b = 11
b) Para que z seja um imagin´ario puro, devemos ter Re(z) = 0. Da´ı,
2a + 6 = 0 =⇒2a = −6 =⇒a =
−6
2
=⇒ a = −3
Adi¸c˜ao de n´ umeros complexos
Sejam z = a + bi e w = c + di dois complexos, com a, b, c e d reais. Ent˜ ao,
z + w = (a + bi) + (c + di) = (a + c) + (b + d)i
Exemplo 3.
(3 + 2i) + (−4 + 7i) = (3 −4) + (2 + 7)i = −1 + 9i.
Multiplica¸c˜ao de n´ umeros complexos
Sejam z = a + bi e w = c + di dois complexos, com a, b, c e d reais. Ent˜ ao,
z · w = (a + bi)(c + di) = (ac + bd) + (ad + bc)i
Justificativa:
z · w = (a + bi)(c + di)
= ac + adi + bci + bd i
2
.¸¸.
−1
= (ac −bd) + (ad + bc)i.
5
Exemplo 4.
(1 + 2i)(−3 + 4i) = 1 · (−3) + 1 · 4i + 2i · (−3) + 2i · 4i
= −3 + 4i −6i + 8 i
2
.¸¸.
−1
= −3 −8 −2i
= −11 −2i.
Igualdade de n´ umeros complexos
Dois n´ umeros complexos s˜ao iguais se, e somente se, suas partes reais e
imagin´arias s˜ao, respectivamente, iguais.
Noutras palavras: se z = a + bi e w = c + di, com a, b, c e d reais, s˜ao dois
n´ umeros complexos, ent˜ ao
a + bi = c + di ⇐⇒a = c e b = d
Em particular: a + bi = 0 se, e somente se, a = 0 e b = 0.
Exemplo 5. Resolver a equa¸c˜ ao 3(a +bi) −(a −bi) = 2 +8i, com a e b reais.
Resolu¸c˜ ao: para resolver a equa¸c˜ ao, basta encontrar os valores de a e b. Assim,
3(a + bi) −(a −bi) = 3a + 3bi −a + bi = 2a + 4bi = 2 + 8i.
Pela igualdade de complexos, obtemos
2a = 2 =⇒a =
2
2
=⇒ a = 1 e 4b = 8 =⇒b =
8
4
=⇒ b = 2
Conjugado de n´ umeros complexos
Seja z = x + yi um n´ umero complexo, o conjugado de z, denotado por z, ´e o
n´ umero complexo z = x −yi, onde x e y s˜ao n´ umeros rais.
A figura abaixo, mostra que complexos conjugados tˆem imagens sim´etricas
em rela¸c˜ ao ao eixo real.
) Re( z
) Im(z
Afirma¸c˜ao 1: o produto de um n´ umero complexo pelo seu conjugado ´e um
n´ umero real.
De fato: sejam z = a +bi e z = a −bi dois complexos, com a e b reais. Ent˜ ao,
z · z = (a + bi)(a −bi) = a
2
−b
2
i
2
.¸¸.
−1
= a
2
+ b
2
.
Aten¸c˜ ao: no conjugado de um n´ umero complexo apenas o sinal da parte
imagin´aria do n´ umero complexo ´e trocado.
6
Exemplo 6.
a) se z = 1 −2i, ent˜ ao z = 1 + 2i;
b) se z =

3, ent˜ ao z =

3;
c) se z = 7i, ent˜ ao z = −7i.
Divis˜ao de n´ umeros complexos
Para dividir n´ umeros complexos, basta multiplicar o dividendo e divisor pelo
conjugado do divisor. Assim, o problema ´e transformado numa divis˜ao por um
n´ umero real.
Noutras palavras: se z = a + bi e w = c + di s˜ao complexos, com a, b, c e d
reais, ent˜ ao
z
w
=
z
w
·
w
w
Exemplo 7.
2 −i
3 + i
=
2 −i
3 + i
·
3 −i
3 −i
=
6 −2i −3i + i
2
3
2
−i
2
=
6 −5i −1
9 −(−1)
=
5 −5i
9 + 1
=
5/(1 −i)
5/ · 2
=
1 −i
2
=
1
2

1
2

Teorema 1. Se z e w s˜ao complexos, ent˜ ao
i) (z + w) = z + w;
ii) (z −w) = z −w;
iii) z · w = z · w;
iv) Se w ̸= 0, ent˜ ao
_
z
w
_
=
z
w
;
v) Se z ´e real, ent˜ ao z = z;
vi) z = z.
Prova: para provar os itens de i) a iv), consideremos z = a + bi e w = c + di,
com a, b, c e d reais.
i) Seja z + w = (a + bi) + (c + di) = (a + c) + (b + d)i. Ent˜ao,
z + w = (a + c) + (b + d)i
= (a + c) −(b + d)i
= a + c −bi −di
= (a −bi) + (c −di)
= z + w.
ii) Seja z −w = (a + bi) −(c + di) = (a −c) + (b −d)i. Ent˜ao,
z −w = (a −c) + (b −d)i
= (a −c) −(b −d)i
= a −c −bi + di
= (a −bi) −(c −di)
= z −w.
7
iii) Seja z · w = (a + bi) · (c + di) = (ac −bd) + (ad + bc)i. Ent˜ ao,
z · w = (ac −bd) + (ad + bc)i
= (ac −bd) −(ad + bc)i
= ac −bd −adi −bci
= (ac −adi) + (−bd −bci)
= a(c −di) + [(−1)
.¸¸.
i
2
b(d + ci)]
= a(c −di) + b(d + ci)i
2
= a(c −di) + bi(di + ci
2
)
= a(c −di) + bi(di −c)
= a(c −di) −bi(c −di)
= (a −bi) · (c −di)
= z · w.
iv) Seja
1
w
=
1
c + di
=
1
c + di
×
c −di
c −di
=
c −di
c
2
−d
2
· i
2
.¸¸.
−1
=
c −di
c
2
+ d
2
=
c
c
2
+ d
2

d
c
2
+ d
2

Ent˜ao,
_
1
w
_
=
_
c
c
2
+ d
2

d
c
2
+ d
2
i
_
=
c
c
2
+ d
2
+
d
c
2
+ d
2
i =
1
w
·
Assim,
_
z
w
_
=
_
z ·
1
w
_
= z ·
_
1
w
_
= z ·
1
w
=
z
w
·
v) Seja z = a + 0i, com a real. Ent˜ ao,
z = a + 0i = a −0i = a = a + 0i = z.
vi) Seja z = f + gi, com f e g reais. Ent˜ao,
z = (f + gi) = f −gi = f + gi = z.
Desafio: prove que se z ´e um complexo, ent˜ ao z
n
= z
n
, onde n ´e um inteiro
positivo.
8
Potˆencias de i
As potˆencias de i, com expoentes inteiros positivos, s˜ao definidas de modo
an´alogo aos das potˆencias de base real, por´em apresentam um comportamento
diferente. Por exemplo, o c´alculo das nove primeiras potˆencias.
i
0
= 1 i
5
= i
4
· i = 1 · i = i
i
1
= i i
6
= i
5
· i = i · i = i
2
= −1
i
2
= −1 i
7
= −1 · i = −i
i
3
= i
2
· i = (−1) · i = −i i
8
= −i · i = −i
2
= 1
i
4
= i
3
· i = (−i) · i = −i
2
= 1 i
9
= 1 · i = i
Observando o comportamento das potˆencias de i, acima, podemos afirmar
que:
• Afirma¸c˜ ao 2: as potˆencias de i se repetem em ciclos de 4.
De fato: seja n um inteiro e positivo. Ent˜ ao,
i
n+4
= i
n
· i
4
= i
n
· 1 = i
n
.
A afirma¸c˜ ao 2 nos permite estabelecer o seguinte algoritmo para o c´alculo
de potˆencias de i.
• Afirma¸c˜ ao 3: para calcular i
n
, onde n ´e um inteiro e positivo, basta
dividir n por 4. Se r ´e resto dessa divis˜ao, ent˜ ao i
n
= i
r
.
De fato: suponha que q ´e o quociente da divis˜ao de n por 4 e r o resto.
Ent˜ ao,
i
n
= i
4q+r
= i
4q
×i
r
= ( i
4
.¸¸.
1
)
q
×i
r
= 1
q
×i
r
= 1 ×i
r
= i
r
.
Aten¸c˜ ao: para determinar o valor de i
n
, com n inteiro e positivo, basta
determinar o resto da divis˜ao do n´ umero formado pelo ´ ultimo algarismo, no
caso dele ser maior ou igual a 4, e pelos dois ´ ultimos algarismos no caso do
´ ultimo algarismo ser menor do que 4.
Exemplo 8. Calcular i
1952
.
Resolu¸c˜ ao: como o ´ ultimo algarismo de 1952 ´e menor do que 4, ent˜ao devemos
determinar o resto da divis˜ao de 52 por 4. Assim,
52 4
0 13
Logo, i
1952
= i
0
= 1.
Exemplo 9. Calcular i
989784567
.
Resolu¸c˜ ao: como o ´ ultimo algarismo de 989784567 ´e maior do que 4, ent˜ ao
devemos determinar o resto da divis˜ao de 7 por 4. Assim,
7 4
3 1
Logo, i
999784567
= i
3
= −i.
9
Exerc´ıcios resolvidos
1. Determine as ra´ızes quadradas de 1 −2i.
Resolu¸c˜ao: queremos determinar os complexos z = a + bi, com a e b
reais, tais que z
2
= 1 −2i. Assim,
z
2
= (a + bi)
2
= a
2
+ 2abi + b
2
i
2
.¸¸.
−1
= (a
2
−b
2
) + 2abi = 1 −2i.
Pela igualdade de n´ umeros complexos, temos
_
¸
_
¸
_
a
2
−b
2
= 1
2ab = −2 =⇒a =
−2/
2/b
=⇒ a = −
1
b
Substituindo a = −
1
b
na equa¸c˜ ao a
2
−b
2
= 1, obtemos
_

1
b
_
2
−b
2
=
1
b
2
−b
2
=
1 −b
4
b
2
= 1 =⇒1 −b
4
= b
2
=⇒ b
4
+ b
2
= 1
Como b
4
+ b
2
= b
2
(b
2
+ 1) = 1, ent˜ao b
2
= 1 =⇒ b = ±1 ou
b
2
+ 1 = 1 =⇒ b
2
= 1 − 1 = 0 =⇒ b = 0. Note que b = 0 n˜ao
satisfaz o sistema. Da´ı, temos apenas duas possibilidades, b = −1 ou
b = 1.
Substituindo, respectivamente, b = −1 e b = 1 igualdade a = −
1
b
,
obtemos a = 1 ou a = −1.
Logo, as ra´ızes s˜ao 1 −i e −1 + i.
2. Der as condi¸c˜oes necess´arias e suficientes para que
a + bi
c + di
, com a, b, c e
d reais e c + di ̸= 0, seja:
a) imagin´ario puro;
b) real.
Resolu¸c˜ao: note que,
a + bi
c + di
=
a + bi
c + di
·
c −di
c −di
=
ac −adi + bci −bd
−1
¸..¸
i
2
c
2
−d
2
i
2
.¸¸.
−1
=
(ac + bd) + (bc −ad)i
c
2
+ d
2
=
ac + bd
c
2
+ d
2
+
bc −ad
c
2
+ d
2

a) Para que
a + bi
c + di
seja um imagin´ario puro ´e necess´ario e suficiente que
ac + bd
c
2
+ d
2
= 0 e
bc −ad
c
2
+ d
2
̸= 0, com bc −ad ̸= 0, c
2
+ d
2
̸= 0 e ac + bd = 0.
b) Para que
a + bi
c + di
seja real ´e necess´ario e suficiente que
bc −ad
c
2
+ d
2
= 0 e
ac + bd
c
2
+ d
2
̸= 0, com bc −ad = 0, c
2
+ d
2
̸= 0 e ac + bd ̸= 0.
10
3. Determine a real para que
2 + 2i
a + i
seja imagin´ario puro.
Resolu¸c˜ao: note que,
2 + 2i
a + i
=
2 + 2i
a + i
·
a −i
a −i
=
2a −2i + 2ai −2
−1
¸..¸
i
2
a
2
− i
2
.¸¸.
−1
=
(2a + 2) + (2a −2)i
a
2
+ 1
=
2a + 2
a
2
+ 1
+
2a −2
a
2
+ 1
i.
Para que
2 + 2i
a + i
seja imagin´ario puro ´e necess´ario e suficiente que
2a + 2
a
2
+ 1
= 0 e
2a −2
a
2
+ 1
̸= 0, com a
2
+ 1 ̸= 0, 2a + 2 = 0 e 2a −2 ̸= 0,
Como 2a + 2 = 0, ent˜ao
2a = −2 =⇒a =
−2
2
=⇒ a = −1
11
3. A forma trigonom´etrica
Nesta se¸c˜ao, cada n´ umero complexo n˜ao-nulo, z = x + yi, com x e y
reais, ser´a representado algebricamente na forma trigom´etrica ou forma polar
e geometricamente pelo vetor
−→
OP = (x, y), conforme figura a seguir.
Re
Im
Considerando o triˆangulo retˆangulo xOP, na figura acima, pelo teorema
de Pit´agoras, obtemos
ρ
2
= x
2
+ y
2
=⇒ρ = ±

x
2
+ y
2
.
Como ρ ´e a distˆancia da origem do sistema ao ponto P(x, y), ent˜ao a parte
negativa ´e descartada. Assim,
ρ =

x
2
+ y
2
´e chamado de m´odulo do complexo z = x + yi, denotado por |z|. Portanto,
|z| = ρ =

x
2
+ y
2
Al´em disso, pelas rela¸c˜ oes trigonom´etricas no triˆangulo retˆangulo, temos
senθ =
y
ρ
=⇒ y = ρ · senθ e cos θ =
x
ρ
=⇒ x = ρ · cos θ
Chamamos o ˆangulo θ, denotado por arg(z) = θ, de argumento de z. Da´ı,
todo complexo n˜ao-nulo tem uma infinidade de argumentos, pois dois quaisquer
deles diferem entre si por um m´ ultiplo de 2π. O argumento que pertence ao
intervalo ] − π, π] ´e chamado de argumento principal e ´e representado por
Arg(z).
Se θ ´e um argumento de z = x + yi ent˜ ao x = ρ · cos θ e = ρ · senθ, o que
permite escrever
z = x + yi = ρ · cos θ + iρ · senθ = ρ · (cos θ + isenθ).
Portanto,
z = ρ · (cos θ + isenθ)
´e chamada de forma trigonom´etrica ou polar do complexo z.
Aten¸c˜ ao: para encontrar os ˆangulos dos exemplos a seguir ser˜ao usados
os conhecimentos b´asicos de redu¸c˜ao ao primeiro quadrante.
12
Exemplo 10. Represente z na forma trigonom´etrica.
a) z =

3 + i.
Resolu¸c˜ ao: sejam x =

3, y = 1 e ρ =

x
2
+ y
2
. Ent˜ao,
ρ =

_

3
_
2
+ 1
2
=

3 + 1 =

4 = 2.
Al´em disso,
senθ =
y
ρ
=
1
2
e cos θ =
x
ρ
=

3
2
·
Como senθ e cos θ s˜ao positivos, ent˜ao θ encontra-se no 1
0
quadrante.
Assim, o ˆangulo cujo seno ´e
1
2
e cosseno

3
2
, ´e 30
0
ou
π
6
· Logo,
θ =
π
6
, para 0 ≤ θ < 2π
Portanto,
z = ρ(cos θ + isenθ) =⇒ z = 2
_
cos
π
6
+ isen
π
6
_
Geometricamente, temos
b) z = −1 −i.
Resolu¸c˜ ao: sejam x = −1, y = −1 e ρ =

x
2
+ y
2
. Ent˜ao,
ρ =

(−1)
2
+ (−1)
2
=

1 + 1 =

2.
Al´em disso,
senθ =
y
ρ
=
−1

2
= −

2
2
e cos θ =
x
ρ
=
−1

2
= −

2
2
·
Como senθ e cos θ s˜ao negativos, ent˜ ao θ encontra-se no 3
0
quadrante.
Assim, o ˆangulo cujo seno ´e −
1
2
e cosseno −

2
2
, ´e 225
0
ou

4
· Logo,
θ =

4
, para 0 ≤ θ < 2π
Portanto,
z = ρ(cos θ + isenθ) =⇒ z =

2
_
cos

4
+ isen

4
_
13
Geometricamente, temos
1 -
1 - 4
5p
Opera¸c˜ oes na forma trigonom´etrica
As opera¸c˜oes com n´ umeros complexos, na forma trigonom´etrica, s˜ao mais f´aceis
de serem efetuadas do que na forma alg´ebrica, exceto a adi¸c˜ ao e a subtra¸c˜ao.
Na prova das opera¸c˜ oes de multiplica¸c˜ ao e divis˜ao, usaremos as f´ormulas
a seguir, sendo as duas primeiras para a multiplica¸c˜ ao e as outras para a
divis˜ao.
• sen(a + b) = sena cos b + senb cos a.
• cos(a + b) = cos a cos b −senasenb.
• sen(a −b) = sena cos b −senb cos a.
• cos(a −b) = cos a cos b + senasenb.
Multiplica¸c˜ao
Sejam z = ρ(cos θ + isenθ) e w = ρ
1
(cos θ
1
+ isenθ
1
) dois complexos. Ent˜ ao,
z · w = ρ · ρ
1
[cos(θ + θ
1
) + isen(θ + θ
1
)]
De fato:
z · w = ρ(cos θ + isenθ) · ρ
1
(cos θ
1
+ isenθ
1
)
= ρ · ρ
1
(cos θ · cos θ
1
+ isenθ
1
· cos θ + isenθ · cos θ
1
+ i
2
senθ · senθ
1
)
= ρ · ρ
1
[(cos θ · cos θ
1
−senθ · senθ
1
) + i(senθ · cos θ
1
+ senθ
1
· cos θ)]
= ρ · ρ
1
[cos(θ + θ
1
) + isen(θ + θ
1
)].
14
Exemplo 11. Dados z = 2
_
cos
π
4
+ isen
π
4
_
e w =

2
_
cos

4
+ isen

4
_
,
calcule z · w.
Resolu¸c˜ ao: sejam ρ = 2, ρ
1
=

2, θ =
π
4
e θ
1
=

4
· Ent˜ ao,
z · w = ρ · ρ
1
[cos(θ + θ
1
) + i(sen(θ + θ
1
))]
= 2 ·

2
_
cos
_
π
4
+

4
_
+ isen
_
π
4
+

4
__
= 2

2
_
cos
_

4
_
+ isen
_

4
__
= 2

2 (cos 2π + isen2π)
= 2

2 (1 + i · 0)
= 2

2.
Divis˜ao
Sejam z = ρ(cos θ + isenθ) e w = ρ
1
(cos θ
1
+ isenθ
1
) dois complexos. Ent˜ ao,
z
w
=
ρ
ρ
1
[cos(θ −θ
1
) + isen(θ −θ
1
)]
De fato:
z
w
=
ρ(cos θ + isenθ)
ρ
1
(cos θ
1
+ isenθ
1
)
=
ρ
ρ
1
·
(cos θ + isenθ)
(cos θ
1
+ isenθ
1
)
·
(cos θ
1
−isenθ
1
)
(cos θ
1
−isenθ
1
)
=
ρ
ρ
1
·
cos θ · cos θ
1
−isenθ
1
· cos θ + isenθ · cos θ
1
−i
2
senθ · senθ
1
cos
2
θ
1
−i
2
sen
2
θ
1
=
ρ
ρ
1
·
cos θ · cos θ
1
−isenθ
1
· cos θ + isenθ · cos θ
1
−(−1)senθ · senθ
1
cos
2
θ
1
−(−1)sen
2
θ
1
=
ρ
ρ
1
·
cos θ · cos θ
1
−isenθ
1
· cos θ + isenθ · cos θ
1
+ senθ · senθ
1
cos
2
θ
1
+ sen
2
θ
1
. ¸¸ .
1
=
ρ
ρ
1
[(cos θ · cos θ
1
+ senθ · senθ
1
) + (senθ · cos θ
1
−senθ
1
· cos θ)]
=
ρ
ρ
1
[cos(θ −θ
1
) + sen(θ −θ
1
)].
15
Exemplo 12. Dados z = 3
_
cos

4
+ isen

4
_
e w =

5
_
cos
π
2
+ isen
π
2
_
,
calcule
z
w
·
Resolu¸c˜ ao: sejam ρ = 3, ρ
1
=

5, θ =

4
e θ
1
=
π
2
· Ent˜ ao,
z · w =
ρ
ρ
1
[cos(θ −θ
1
) + sen(θ −θ
1
)]
=
3

5
_
cos
_

4

π
2
_
+ isen
_

4

π
2
__
=
3

5
·

5

5
_
cos
_
(3π −2π)
4
_
+ isen
_
(3π −2π)
4
__
=
3

5
5
_
cos
π
4
+ isen
π
4
_
=
3

5
5
_

2
2
+ i

2
2
_
=
3

10
10
+
3

10
10
i.
As f´ormulas a seguir, usadas para o c´alculo de potˆencias e para
determinar ra´ızes n−´esimas de um complexo, respectivamente, s˜ao conhecidas
com o nome de De Moivre, em homenagem ao matem´atico francˆes Abraham
de Moivre (1667-1754).
AbrahamdeMoivre
Potencia¸c˜ao
1
a
f´ormula de De Moivre: seja z = ρ · (cos θ + isenθ) um complexo. Ent˜ ao,
z
n
= [ρ · (cos θ + isenθ)]
n
= ρ
n
· [cos(nθ) + isen(nθ)], com n inteiro
Prova: seja n inteiro. A prova ser´a feita em dois casos.
Primeiro caso: quando n ´e inteiro positivo. Neste caso, para n maior que 1,
a f´ormula decorre da aplica¸c˜ao reiterada da f´ormula de multiplica¸ c˜ao. Assim,
i) Para n = 0,
z
0
= 1
= 1 + i · 0
= cos 0 + isen0
= 1 · (cos 0 + isen0)
= ρ
0
· [cos(0 · θ) + isen(0 · θ)].
16
ii) Para n = 1,
z
1
= z
= ρ · (cos θ + isenθ)
= ρ
1
· [cos(1 · θ) + isen(1 · θ)].
iii) Para n = 2,
z
2
= z · z
= [ρ · (cos θ + isenθ)] · [ρ · (cos θ + isenθ)]
= ρ · ρ · [(cos θ + isenθ) · (cos θ + isenθ)]
= ρ
2
· [cos(θ + θ) + isen(θ + θ)]
= ρ
2
· [cos(2θ) + isen(2θ)].
iv) Para n = 3,
z
3
= z
2
· z
= [ρ
2
· (cos 2θ + isen2θ)] · [ρ · (cos θ + isenθ)]
= ρ
2
· ρ · [(cos 2θ + isen2θ) · (cos θ + isenθ)]
= ρ
3
· [cos(2θ + θ) + isen(2θ + θ)]
= ρ
3
· [cos(3θ) + isen(3θ)].
De modo an´alago, para n maior que 3, obtemos
z
n
= ρ
n
· [cos(nθ) + isen(nθ)]
Segundo caso: quando n ´e inteiro negativo. Neste caso, tomamos n = −m,
com m inteiro positivo. Assim,
z
n
= [ρ · (cos θ + isenθ)]
n
= [ρ · (cos θ + isenθ)]
−m
=
1
[ρ · (cos θ + isenθ)]
m
·
Substituindo 1 = 1 · (cos 0 + isen0) na ´ ultima igualdade acima, obtemos
z
n
=
1 · (cos 0 + isen0)
ρ
m
· [cos(mθ) + isen(mθ)]
=
1
ρ
m
·
(cos 0 + isen0)
cos(mθ) + isen(mθ)
=
1
ρ
m
· [cos(0 −mθ) + isen(0 −mθ)]
= ρ
−m
· [cos(−mθ) + isen(−mθ)]
= ρ
n
· [cos(nθ) + isen(nθ)].
Portanto, em qualquer caso,
z
n
= ρ
n
· [cos(nθ) + isen(nθ)]
17
Exemplo 13. Calcule
_
2 + 2

3i
_
10
.
Resolu¸c˜ ao: sejam x = 2 e y = 2

3. Ent˜ ao,
ρ =

x
2
+ y
2
=

2
2
+
_
2

3
_
2
=

4 + 4 · 3 =

16 = 4.
Al´em disso,
senθ =
y
ρ
=
2

3
4
=

3
2
cos θ =
x
ρ
=
2
4
=
1
2
_
¸
¸
¸
¸
_
¸
¸
¸
¸
_
=⇒ θ =
π
3
, para 0 ≤ θ < 2π
Como z = ρ · (cos θ + isenθ), ent˜ao z = 4 ·
_
cos
π
3
+ isen
π
3
_
Assim,
_
2 + 2

3i
_
10
= 4
10
·
_
cos
_
10π
3
_
+ isen
_
10π
3
__
= (2
2
)
10
·
_
cos
_
2π +

3
_
+ isen
_
2π +

3
__
= 2
20
·
_
cos
_

3
_
+ isen
_

3
__
= 2
20
·
_

1
2


3
2
i
_
= 2
20
·
1
2
·
_
−1 −

3i
_
= 2
20
· 2
−1
·
_
−1 −

3i
_
= 2
19
·
_
−1 −

3i
_
.
Exemplo 14. Calcule
_√
3 + i
_
−6
.
Resolu¸c˜ ao: sejam x =

3 e y = 1. Ent˜ ao,
ρ =

x
2
+ y
2
=

_

3
_
2
+ 1
2
=

3 + 1 =

4 = 2.
Al´em disso,
senθ =
y
ρ
=
1
2
cos θ =
x
ρ
=

3
2
_
¸
¸
¸
¸
_
¸
¸
¸
¸
_
=⇒ θ =
π
6
, para 0 ≤ θ < 2π
Como z = ρ · (cos θ + isenθ), ent˜ao z = 2 ·
_
cos
π
6
+ isen
π
6
_
Assim,
_

3 + i
_
6
= 2
6
·
_
cos
_

6
_
+ isen
_

6
__
= 64 · (cos π + isenπ)
= 64 · (−1 + i · 0)
= −64.
18
Portanto,
_√
3 + i
_
−6
=
1
_√
3 + i
_
6
= −
1
64
·
Radicia¸ c˜ao
Sejam z = ρ· (cosθ+isenθ) e w = ρ
1
· (cos θ
1
+isenθ
1
) dois complexos. Calcular
as ra´ızes n−´esimas de w ´e determinar os complexos w
k
, com n e k inteiros,
1 ≤ k ≤ n, tais que w
n
= z.
Como w
n
= z, ent˜ao w =
n

z. Al´em disso, pela 1
a
f´ormula de De Moire,
w
n
= z =⇒ ρ
n
1
· [cos(nθ
1
) + isen[nθ
1
]) = ρ · (cosθ + isenθ
Por defini¸c˜ao, dois complexos iguais tˆem m´odulos, partes reais e partes
imagin´arias, respectivamente, iguais. Assim, da ´ ultima igualdade acima,
obtemos
ρ
n
1
= ρ =⇒ ρ
1
=
n

ρ , cos(nθ
1
) = cosθ e isen(nθ
1
) = isenθ
Sendo as fun¸c˜ oes seno e cosseno peri´odicas, de per´ıodo 2π, ent˜ ao

1
= θ + 2kπ =⇒ θ
1
=
θ + 2kπ
n
, com n e k inteiros
Substituindo w =
n

z, ρ
1
=
n

ρ e θ
1
=
θ + 2kπ
n
no complexo w, obtemos
n

z =
n

ρ ·
_
cos
θ + 2kπ
n
+ isen
θ + 2kπ
n
_
.
Portanto,
w
k
=
n

z =
n

ρ ·
_
cos
θ + 2kπ
n
+ isen
θ + 2kπ
n
_
,
com n e k inteiros, 1 ≤ k ≤ n, ´e conhecida como a 2
a
f´ormula de De Moivre.
Usada para determinar as ra´ızes n−´esimas de w.
Exemplo 15. Determine e represente graficamente as ra´ızes c´ ubicas de z = 1.
Resolu¸c˜ ao: sejam x = 1 e y = 0. Ent˜ao,
ρ =

x
2
+ y
2
=

1
2
+ 0
2
=

1 + 0 =

1 = 1.
Al´em disso,
senθ =
y
ρ
=
0
1
= 0
cos θ =
x
ρ
=
1
1
= 1
_
¸
¸
¸
_
¸
¸
¸
_
=⇒ θ = 0, para 0 ≤ θ < 2π
Como z = ρ · (cos θ + isenθ), ent˜ao z = 1 · (cos 0 + isen0)
19
Logo,
w
k
=
3

1 · (cos 0 + isen0)
=
3

1 ·
_
cos
0 + 2kπ
3
+ isen
0 + 2kπ
3
_
= 1 ·
_
cos
2kπ
3
+ isen
2kπ
3
_
=
_
cos
2kπ
3
+ isen
2kπ
3
_
·
As ra´ızes de z s˜ao obtidas fazendo k = 0, 1, 2. Assim,
• w
0
=
_
cos
2 · 0 · π
3
+ isen
2 · 0 · π
3
_
= (cos 0 + isen0) = (1 + i · 0) = 1.
• w
1
=
_
cos
2 · 1 · π
3
+ isen
2 · 1 · π
3
_
=
_
cos

3
+ isen

3
_
=
_

1
2
+

3
2
i
_
.
• w
2
=
_
cos
2 · 2 · π
3
+ isen
2 · 2 · π
3
_
=
_
cos

3
+ isen

3
_
=
_

1
2


3
2
i
_
.
Graficamente, temos
3
2p
Im
Re
1
2
3
2
3
-
2
1
-
Observamos no gr´afico acima que w
0
, w
1
e w
2
s˜ao v´ertices de um triˆangulo
equil´atero inscrito no c´ırculo de centro na origem e raio 1.
Exemplo 16. Determine e represente graficamente as ra´ızes qu´articas de
z = 81.
Resolu¸c˜ ao: sejam x = 81 e y = 0. Ent˜ ao,
ρ =

x
2
+ y
2
=

81
2
+ 0
2
=

6561 + 0 =

6561 = 81.
Al´em disso,
senθ =
y
ρ
=
0
81
= 0
cos θ =
x
ρ
=
81
81
= 1
_
¸
¸
¸
_
¸
¸
¸
_
=⇒ θ = 0, para 0 ≤ θ < 2π
Como z = ρ · (cos θ + isenθ), ent˜ao z = 81 · (cos 0 + isen0)
20
Logo,
w
k
=
4

81 · (cos 0 + isen0)
=
4

81 ·
_
cos
0 + 2kπ
4
+ isen
0 + 2kπ
4
_
= 3 ·
_
cos
2kπ
4
+ isen
2kπ
4
_
= 3 ·
_
cos

2
+ isen

2
_
·
As ra´ızes de z s˜ao obtidas fazendo k = 0, 1, 2, 3. Assim,
• w
0
= 3 ·
_
cos
0 · π
2
+ isen
0 · π
2
_
= 3 · (cos 0 + isen0) = 3 · (1 + i · 0) = 3.
• w
1
= 3 ·
_
cos
1 · π
2
+ isen
1 · π
2
_
= 3 ·
_
cos
π
2
+ isen
π
2
_
= 3 · (0 + i · 1) = 3i.
• w
2
= 3 ·
_
cos
2 · π
2
+ isen
2 · π
2
_
= 3 · (cos π + isenπ) = 3 · (−1 + i · 0) = −3.
• w
3
= 3 ·
_
cos

2
+ isen

2
_
= 3 · (0 + i · (−1)) = −3i.
Graficamente, temos
Re
Im
3
3
3 -
3 -
Observamos no gr´afico acima que w
0
, w
1
, w
2
e w
3
s˜ao v´ertices de um
quadrado inscrito no c´ırculo de centro na origem e raio 3.
De modo geral,
Atividade
1. Identifique a parte real e a parte imagin´aria de cada um dos seguintes
n´ umeros complexos:
a) z
1
= 2 −3i b) z
2
= −1 −i c) z
3
=

3 i
d) z
4
= −10 e) z
5
=
1 −

2 i
2
f) z
7
= 0
2. Determine m ∈ R, de modo que z = −2 +(1 −m)i seja um n´ umero real.
3. Determine k ∈ R, de modo que z = 3 + (k
2
−9)i seja um n´ umero real.
21
4. Determine a ∈ R, de modo que z =
_
1 −
2m
3
_
+2i seja imagin´ario puro.
5. Dado z = (2 + x) + (x −1)i, determine os valores reais de x para que se
tenha:
a) Re(z) > 0 b) Im(z) < 0
6. Dado z = (m− 2) + (m
2
− 4)i, determine o m real de modo que z seja
um n´ umero real n˜ao nulo.
7. Resolva, em C, as seguintes equa¸c˜ oes:
a) x
2
−4x+13 = 0 c) 2x
2
−16 = 0 e) 9x
2
−36x+37 = 0
b) x
2
−8x + 17 = 0 d) 4x
2
−4x + 5 = 0
8. Determine m e p reais tais que (−p + 2) + 3i = 5 + (m−1)i.
9. Determine x ∈ R e y ∈ R para que se tenha:
a) 3 + 5ix = y −15i
b) (2 −x + 3y) + 2yi = 0
c) (3 −i)(x + yi) = 20
10. Efetuar as seguintes opera¸c˜oes indicadas:
a) (4 + i) + (−1 −3i) + (2 + i) e) (3 + 2i)(−4 + 3i)
b) 2 + (3 −i) + (−1 + 2i) + i f) (2 + i)
2
−i(2 + i)(2 −i)
c) (1 + 2i)
2
−(3 + 4i) g) (1 + i)
5
(1 −i)
5
d) (−4 + 3i) + 2i −(−3i −i) h) (1 + i)
3
11. Dados os n´ umeros complexos z
1
= 4 − 3i, z
2
= −1 + 5i e z
3
= −4 − 7i,
determine:
a) z
1
−z
2
−z
3
b) (i + z
1
) −(z
2
+ z
3
)
12. Determine x ∈ R e y ∈ R para que se tenha:
a) (2 −i)(x + yi) = 15 b) (x + yi)
2
= 4i
13. Qual ´e o valor de
_

2
2
(1 + i)
_
2
?
14. Efetue:
a) 1 + 2i b) 7 −4i−7 + 4i c) −3i+4(2−i)−(−3 −2i)
15. Efetue:
a)
3 + 2i
2 −i
b)
−5 + 3i
−3 + i
c)
3 + 4i
−2i
d)
2 + i
7 −3i
16. Determine o conjugado de
1 + i
i
.
17. Determine x ∈ R, de modo que z =
2 + xi
1 −xi
seja imagin´ario puro.
18. Calcule as seguintes potˆencias de i.
a) i
109
b) i
95
c) i
546
d) (−i)
59
22
19. Prove que (1 −i)
2
= −2i e calcule (1 −i)
96
+ (1 −i)
97
.
20. Se i ´e a unidade imagin´aria, qual o valor de i
25
+ i
39
−i
108
+ i · i
50
?
21. Determine os afixos de cada um dos seguintes n´ umeros complexos:
a) z
1
= 1 + 4i c) z
3
= 2 −i e) z
5
= 2
b) z
2
= −3 −i d) z
4
=
−1
2
+ 2i f) z
6
= −i
22. Os afixos dos n´ umeros complexos z
1
e z
2
s˜ao, respectivamente, (a, 2) e
(−1, b), no plano de Gauss. Determine os valores de a e b de modo que
o afixo de z
1
+ z
2
seja o mesmo da unidade imagin´aria.
23. Determine os m´odulos dos seguintes n´ umeros complexos.
a) z = −2 + 2i c) z =

3 −i e) z = −i
b) z = 8 −6i d) z = −2
24. Qual ´e o m´odulo de cada um dos seguintes n´ umeros complexos?
a) z =
2 −3i
1 −i
b) i
62
+ i
123
c) −i(3 + 4i)
25. Determine x, de modo que os m´odulos de z
1
= x+

20i e z
2
= (x−2)+6i
sejam iguais.
26. Represente graficamente no plano de Argand-Gauss os seguintes
subconjuntos de C:
a) A = {z ∈ C/|z| = 2} d) D = {z ∈ C/Im(z) < 1}
b) B = {z ∈ C/|z −1| = 1} e) E =
_
z ∈ C/Re
_
1
z
_
= 1
_
c) C = {z ∈ C/|z + 1| ≤ 3}
27. De todos os n´ umeros complexos de z de m´odulo 2, determine aqueles que
satisfazem a igualdade |z −i| =

2 · | −1 + i|.
28. Determine m´odulo e o argumento, colocar na forma trigonom´etrica.
a) 4 c) −2

3 + 2i e) −
1
2
+

3
2
i
b) 1 + i

3 d) −

2 i +

2
29. Colocar na forma alg´ebrica os seguintes n´ umeros:
a) z = 2(cos 30
0
+ isen30
0
) d) z = 2(cos 240
0
+ isen240
0
)
b) z = 3(cos π + isenπ) e) z = 4
_
cos
11π
6
+ isen
11π
6
_
c) z =

2
_
cos

4
+ isen

4
_
f) z = 4(cos 270
0
+ isen270
0
)
30. Sejam os n´ umeros complexos z
1
= 2
_

3
+ isen

3
_
, z
2
= 4
_
cos
π
6
+ isen
π
6
_
e z
3
= cos
π
2
+ isen
π
2
. Determine:
a) z
1
· z
2
b)
z
1
z
3
c)
z
2
z
3
d) z
2
· z
3
23
31. Sejam os n´ umeros complexos z
1
= 2
_
cos

8
+ isen

8
_
e
z
2
=

2
_
cos
11π
8
+ isen
11π
8
_
. Obtenha, na forma alg´ebrica, os se-
guintes complexos:
a) z
1
· z
2
b)
z
2
z
1
32. Calcule (1 + i)
8
.
33. Calcule (

3 + i)
3
.
34. Sendo z = 2
_
cos

4
+ isen

4
_
, calcule:
a) z
4
b) z
6
35. Mostre que o n´ umero complexo de z = cos 48
0
+isen48
0
´e raiz da equa¸c˜ ao
z
10
+ z
5
+ 1 = 0.
24
Testes
1. O m´odulo do complexo 1 + 2i + i(1 −i) −
2
1 + i
´e igual a:
a)

2 c)

5 e) 2
b)

3 d) 1
2. Seja o n´ umero complexo z = i
101
+ i
102
+ . . . + i
106
. Calculando-se z
2
,
obt´em-se:
a) −2i c) −1 + i e) −6 + 2i
b) 2i d) 2 −2i
3. Para que (5 −2i)(k + 3i) seja um n´ umero real, o valor de k dever´a ser.
a)
2
15
b) −
2
15
c)
15
2
d) −
15
2
e) 0
4. Considere um n´ umero complexo z tal que o seu m´odulo ´e 10 e a soma
dele com seu conjugado ´e 16. Sabendo que o afixo de z pertence ao 4
o
quadrante, pode-se afirmar que z ´e igual a:
a) 6 + 8i b) 8 + 6i c) 8 −6i d) 6 −8i e) 0
5. O conjunto de todos os n´ umeros complexos z, z ̸= 0, que satisfazem `a
igualdade
|z + 1 + i| =
¸
¸
|z| −|1 + i|
¸
¸
´e:
a)
_
z ∈ C; argz =

4
+ 2kπ, k ∈ Z
_
b)
_
z ∈ C; argz =
π
4
+ 2kπ, k ∈ Z
_
c)
_
z ∈ C; |z| = 1e arg z =
π
6
+ kπ, k ∈ Z
_
d)
_
z ∈ C; |z| =

2 e argz =
π
4
+ 2kπ, k ∈ Z
_
e)
_
z ∈ C; argz =
π
4
+ kπ, k ∈ Z
_
6. Um complexo z possui m´odulo igual a 2 e argumento
π
3
. Sendo z o
conjugado de z, a forma alg´ebrica do complexo z ´e:
a) 1 −i

3 c)

3 + i e) 1 + i

3
b)

3 −i d) 2

3 −2i
7. Sobre o n´ umero complexo (1 −i)
1000
, podemos afirmar que:
a) ´e igual a zero;
b) ´e um n´ umero imagin´ario puro;
c) ´e um n´ umero real negativo;
d) tem m´odulo igual a 1;
e) ´e um n´ umero real positivo.
25
8. O valor da potˆencia
_

2
1 + i
_
93
´e:
a)
−1 + i

2
c)
−1 −i

2
e) (

2)
93
+ i
b)
1 + i

2
d) (

2)
93
i
9. Considere o n´ umero complexo z =

3+i e n um n´ umero inteiro positivo.
Podemos afirmar corretamente que:
a) z
n
∈ R ⇐⇒n > 5 d) z
n
∈ R ⇐⇒n ´e m´ ultiplo de 4
b) z
n
∈ R ∀ n e) z
n
∈ R ⇐⇒n ´e m´ ultiplo de 4
c) z
n
∈ R ⇐⇒n ´e ´ımpar
10. Seja s o conjunto de n´ umeros complexos que satisfazem, simultˆaneamente,
`as equa¸c˜ oes |z − 3i| = 3 e |z + i| = |z − 2 − i|. O produto de todos os
elementos de s ´e igual a:
a) −2 +

3 i c) 3

3 −2

3ı e) −2 + 2i
b) 2

2 + 3

3 i d) −3 + 3i
11. Se x
2
+ y
2
= 1, ent˜ao
1 + x + yi
1 + x −yi
´e idˆentica a:
a) x −yi c) y e) y + xi
b) x d) x + yi
26

1

Cap´ ıtulo 1 ´ NUMEROS COMPLEXOS

1. Introdu¸˜o ca
Resolver equa¸˜es sempre foi um assunto que fascinou matem´ticos ao co a longo da hist´ria. Os matem´ticos antigos da Babilˆnia j´ conseguiam resolver o a o a algumas equa¸˜es do 20 grau baseados no que hoje chamamos de co completamento de quadrado. J´, os matem´ticos gregos, que desempenharam importante papel no a a desenvolvimento da matem´tica, resolviam alguns tipos de equa¸oes do 20 a c˜ grau com r´gua e compasso. e Enquanto que, a conquista da Gr´cia por Roma praticamente acabou com e o dom´ ınio da matem´tica grega. Com o fim do Imp´rio Romano e a ascens˜o a e a do cristianismo, a Europa entrou na Idade das Trevas e o desenvolvimento da matem´tica ficou nas m˜os dos ´rabes e dos hindus. a a a ´ Os matem´ticos hindus avan¸aram nas pesquisas em Algebra e Baskara ´ a c e o nome que imediatamente vem ` nossa mem´ria quando falamos de equa¸oes a o c˜ 0 do 2 grau. Entretanto, a f´rmula de Baskara n˜o foi descoberta por ele, mas o a sim pelo matem´tico hindu Sridhara, no s´culo XI. a e Relembrando, dada a equa¸˜o ax2 + bx + c = 0 com a ̸= 0 a f´rmula de ca o Baskara garante que suas ra´ s˜o ızes a √ √ −b + b2 − 4ac −b − b2 − 4ac x= ou x = · 2a 2a Dependendo da equa¸˜o, poderia acontecer que o n´mero ∆ = b2 − 4ac ca u fosse negativo. Entretanto, isso n˜o pertubava muito os matem´ticos da ´poca. a a e Neste caso, eles simplesmente diziam que o problema n˜o tinha solu¸ao. a c˜ O interesse pelo estudo da matem´tica ressurgiu na Europa, mais a especificamente na It´lia, em meados do s´culo XVI, quando a ciˆncia europ´ia a e e e ainda discutia a validade do emprego dos n´meros irracionais e negativos. u Foi, ent˜o, quando os matem´ticos italianos, Tartaglia e Gerˆnimo Cardano, a a o 3 descobriram um modo para resolver equa¸˜es do tipo x + ax + b = 0. co Em sua obra Ars magna, Cardano (1501-1576), apresentou pela primeira vez a f´rmula o √ √ √ √ 3 2 3 3 b a b b b2 a 3 + + + − − + x= a 4 27 a 4 27 como solu¸ao de uma equa¸˜o do tipo x3 + ax + b = 0, onde a e b s˜o n´meros c˜ ca a u reais e positivos. No entanto, a f´rmula acima s´ poderia ser aplicada para o o b2 a3 + > 0, pois na ´poca n˜o era poss´ extrair raiz quadrada de n´mero e a ıvel u 4 27 negativo. Na mesma ´poca, o matem´tico Raphael Bombelli (1526-1573), admirador e a c˜ a da obra Ars magna, achava que o estilo de exposi¸ao de Cardano n˜o era claro

Neste caso. na p´gina 294 e nas seguintes. ent˜o. usando as mesmas u regras de ´lgebra elementar. ele ca e a verificou que 4 era uma raiz da equa¸ao. nos deparamos com uma situa¸ao em que. Substituindo as express˜es (2) na igualdade (1). pois c˜ 43 = 64 = 60 + 4 = 15 · 4 + 4 Em seguida. concebe a existˆncia de express˜es da forma e o √ √ a + −b e a − −b (2) que possam ser consideradas. as quantidades n˜o existentes se cancelam. pode-se voltar ` equa¸ao a c˜ ( )3 √ √ a + −b = 2 + −121 e deduzir que b = 1.(ou. Ao resolvˆ-lo. em suas pr´prias palavras. pela primeira vez. Bombelli tentou encontrar regras para trabalhar com ra´ √ quadradas de n´meros negativos. ele sabia que x = 4 ca a u era uma das ra´ da equa¸ao. Em particular. obt´m e √ √ √ 3 2 + −121 = 2 + −1 √ √ √ 3 2 − −121 = 2 − −1 . E necess´rio. a a 3 ele considera a equa¸˜o x = 15x + 4. por c´lculo direto. Assim. c˜ apesar de termos radicais de n´meros negativos. em Veneza. como √ √ √ √ 3 3 2 + −121 e 2 − −121. felizmente. Bombelli acreditava que a equa¸˜o n˜o devia ca a √ ter solu¸˜o. Decidiu. ele estuda a resolu¸˜o de equa¸oes ca c˜ de grau n˜o superior a quatro. Publicou a e l’Algebra. obt´m a e √ √ √ √ 3 3 x = 2 + −121 + 2 − −121 (1) Por causa desse resultado. aplicando a f´rmula o de Cardano para o c´lculo de uma raiz. Foi. tentou verificar se encontrava a raiz 4. Mas. pois −121 n˜o era um n´mero real. No entanto. mas de forma tal que um principiante pudesse estud´-los sem necessidade de nenhuma outra referˆncia. c˜ Logo. ent˜o. em 1572. respectivamente. escrever o u a um livro expondo os mesmos assuntos. que ızes u a passou a considerar −1 como um n´mero qualquer e. ma nel dire f` oscuro). conseguiu mostrar que a √ √ √ √ 3 3 x = 2 + −121 + 2 − −121 era a raiz da equa¸ao que ele estava tentando resolver. existe verdadeiramente uma u ´ solu¸ao da equa¸˜o proposta. ızes c˜ Assim. No cap´ ıtulo II dessa obra. obra que viria a se tornar e muito influente. Com esse resultado. Para superar esse problema. obtendo a a = 2. ent˜o. compreender o que est´ c˜ ca a a a acontecendo. em trˆs volumes. ele escreve o ( √ ) ( √ ) a + −b + a − −b = 4.

` multiplica¸˜o. ca a c˜ a ca a ca √ Albert Girard (1590-1633). especialmente a e ıcio e partir dos trabalhos do matem´tico Gauss. √ √ √ √ √ 2 + −16 = 2 + 16 × (−1) = 2 + 16 × −1 = 2 + 4 −1. o aparecimento impresso de i pela primeira vez aconteceu em 1794 e se tornou amplamente aceito ap´s seu uso por Karl Friedrich Gauss o (1777-1855) em 1801. a √ O s´ ımbolo i foi usado pela primeira vez para representar −1√ Leonhard por Euler(1707-1783) em 1777. a de parte real e b de parte imagin´ria. usavam as mesmas propriedades dos n´meros u reais em rela¸˜o ` adi¸ao. Nesse u trabalho. a . Assim. o valor de x ´ e x=2+ √ √ −1 + 2 − −1 = 4. No entanto. sempre que poss´ ıvel.Portanto. introduziu em 1629 o s´ ımbolo −1 √ para escrever as ra´ ızes quadradas de n´meros negativos na form a + b −1. que se passou a chamar os n´meros a u da forma a + bi de complexos e que esses n´meros ganharam status de campo u num´rico. uma express˜o do tipo 3 + 5 −1 passou a a ser escrita como 3 + 5i. ` subtra¸˜o. √ J´ em 1637. a ızes quadradas de n´meros negativos de forma cada vez mais sistematizada. Ren´ Descartes (1596-1650) usando a nota¸˜o a+b −1 chama a e ca pela primeira vez. u Assim. A partir da´ os matem´ticos passaram a estudar e a trabalhar com ra´ ı. Mas foi no final do s´culo XVIII e in´ do s´culo XIX. merecendo todo um estudo organizado em torno de suas aplica¸˜es e co dentro e forma do interesse da matem´tica. etc.

x = 0 e y = 2. a) z = 1 + 2i. e geometricamente. onde x = 1 e y = 2. eixo imaginário y P ( x. y) e representando-o como um ponto do plano. chamada u e a √ de forma alg´brica. A forma alg´brica e Nesta se¸˜o. fixando um sistema de coordenadas no plano. associando um par ordenado (x. cada n´mero complexo. em homenagem ao matem´tico Gauss (1777-1855). chamado de plano de Argand-Gauss ou plano complexo. o complexo z ´ representado pelo ponto P (x. y) ´ chamado de imagem ou afixo do complexo z. Gauss deu um significado geom´trico ao complexo e z = x + yi. e . y ) 0 x eixo real Plano de Argand-Gauss O ponto P (x. num plano de coordenadas e cartesianas. por um ponto. ´ chamado de conjunto dos n´meros complexos. x = 3 e y = 0. a Exemplo 1. O conjunto formado pelos n´meros da forma z = x + yi. y). ser´ representado na sua forma ca u a alg´brica. e u Aten¸˜o: R ⊂ C ca Plano de Argand-Gauss Por volta de 1800.2. e conforme figura a seguir. onde x e y s˜o n´meros rais e i = −1 ´ a unidade e a u e imagin´ria. u denotado por C. com x e y rais. √ √ b) z = 2i. Assim. c) z = 3. a Um n´ mero complexo ´ uma express˜o da forma z = x + yi.

s˜o n´meros reais e os a e a u representados no eixo dos y s˜o da forma (0. ´ chamada de e parte real de z e a oordenada. Ent˜o. ou seja. 2a + 6 = 0 =⇒ 2a = −6 =⇒ a = −6 =⇒ a = −3 2 Adi¸˜o de n´ meros complexos ca u Sejam z = a + bi e w = c + di dois complexos. com a. se Re(z) = 0 e Re(z) ̸= 0 e a Exemplo 2. Da´ a ı. e denotando z = x + yi = (x. a z · w = (a + bi)(c + di) = (ac + bd) + (ad + bc)i Justificativa: z · w = (a + bi)(c + di) = ac + adi + bci + bd i2 −1 = (ac − bd) + (ad + bc)i. u b) um n´mero imagin´rio puro. e somente. O eixo dos x ´ chamado u a a e de eixo real e o eixo dos y de eixo imagin´rio. u a Resolu¸ao: c˜ a) Para que z seja um n´mero real. chamados de imagin´rios puros. (3 + 2i) + (−4 + 7i) = (3 − 4) + (2 + 7)i = −1 + 9i. Ent˜o. Assim. denotada por Re(z) = x. isto ´. isto ´. denotada por Im(z) = y. devemos ter Re(z) = 0. 0) = x + 0i = x. y) = 0x + yi = yi. . a Aten¸ao c˜ z ´ um n´mero real se. c e d reais.Tendo em vista que a correspondˆncia entre os complexos e suas imagens e ´ biun´ e ıvica. a z + w = (a + bi) + (c + di) = (a + c) + (b + d)i Exemplo 3. y). e somente. b. y). a A abscissa do complexo (x. podemos identificar os mesmos a suas imagens. se Im(z) = 0 e Re(z) ̸= 0 e u z ´ um imagin´rio puro se. ´ chamada de parte e imagin´ria de z. Multiplica¸˜o de n´ meros complexos ca u Sejam z = a + bi e w = c + di dois complexos. um-a-um. Determinar a e b reais para que z = (2a + 6) + (b2 − 121)i seja: a) um n´mero real. Observamos no plano de Argand-Gauss que os n´meros representados no u eixo dos x s˜o da forma (x. com a. s˜o a a n´meros imagin´rios. c e d reais. b. u √ b2 − 121 = 0 =⇒ b2 = 121 =⇒ b = ± 121 = ±11 =⇒ b = −11 ou b = 11 b) Para que z seja um imagin´rio puro. devemos ter Im(z) = 0.

Pela igualdade de complexos. Assim. u De fato: sejam z = a + bi e z = a − bi dois complexos. basta encontrar os valores de a e b. b. (1 + 2i)(−3 + 4i) = 1 · (−3) + 1 · 4i + 2i · (−3) + 2i · 4i = −3 + 4i − 6i + 8 i2 = −3 − 8 − 2i = −11 − 2i. u a u A figura abaixo. iguais. c˜ c˜ 3(a + bi) − (a − bi) = 3a + 3bi − a + bi = 2a + 4bi = 2 + 8i. com a e b reais. ent˜o u a a + bi = c + di ⇐⇒ a = c e b = d Em particular: a + bi = 0 se. onde x e y s˜o n´meros rais. Resolver a equa¸ao 3(a + bi) − (a − bi) = 2 + 8i. s˜o dois a n´meros complexos. obtemos 2 8 2a = 2 =⇒ a = =⇒ a = 1 e 4b = 8 =⇒ b = =⇒ b = 2 2 4 Conjugado de n´ meros complexos u Seja z = x + yi um n´mero complexo. e somente se. a a Noutras palavras: se z = a + bi e w = c + di. e somente se. o conjugado de z. −1 Aten¸ao: no conjugado de um n´mero complexo apenas o sinal da parte c˜ u imagin´ria do n´mero complexo ´ trocado. ´ o u e n´mero complexo z = x − yi. com a e b reais. com a. respectivamente. suas partes reais e u a imagin´rias s˜o. mostra que complexos conjugados tˆm imagens sim´tricas e e em rela¸ao ao eixo real. Ent˜o. a z · z = (a + bi)(a − bi) = a2 − b2 i2 = a2 + b2 . −1 Igualdade de n´ meros complexos u Dois n´meros complexos s˜o iguais se. Exemplo 5.Exemplo 4. a u e . c e d reais. c˜ Im(z ) Re( z ) Afirma¸˜o 1: o produto de um n´mero complexo pelo seu conjugado ´ um ca u e n´mero real. c˜ Resolu¸ao: para resolver a equa¸ao. a = 0 e b = 0. denotado por z.

u Noutras palavras: se z = a + bi e w = c + di s˜o complexos. ent˜o a = . o problema ´ transformado numa divis˜o por um e a n´mero real. b. a z−w = = = = = (a − c) + (b − d)i (a − c) − (b − d)i a − c − bi + di (a − bi) − (c − di) z − w. Se z e w s˜o complexos. ii) Seja z − w = (a + bi) − (c + di) = (a − c) + (b − d)i. com a. a Divis˜o de n´ meros complexos a u Para dividir n´meros complexos. e a vi) z = z. consideremos z = a + bi e w = c + di. com a. 2−i 2−i 3−i 6 − 2i − 3i + i2 6 − 5i − 1 = · = = 2 − i2 3+i 3+i 3−i 3 9 − (−1) / 5(1 − i) 5 − 5i 1−i 1 1 = = = = − i· / 9+1 5·2 2 2 2 Teorema 1. c e d a reais. a) se z = 1 − 2i. basta multiplicar o dividendo e divisor pelo u conjugado do divisor. a = √ b) se z = 3. iii) z · w = z · w. ent˜o a z z w = · w w w Exemplo 7. a z+w = = = = = (a + c) + (b + d)i (a + c) − (b + d)i a + c − bi − di (a − bi) + (c − di) z + w. ent˜o z √ 1 + 2i. w w v) Se z ´ real. Ent˜o. b. a c) se z = 7i. ent˜o z = 3. c e d reais. ii) (z − w) = z − w. . Prova: para provar os itens de i) a iv). ent˜o a a i) (z + w) = z + w. Ent˜o. ( ) z z iv) Se w ̸= 0.Exemplo 6. i) Seja z + w = (a + bi) + (c + di) = (a + c) + (b + d)i. ent˜o z = −7i. ent˜o z = z. Assim.

a z = (f + gi) = f − gi = f + gi = z. ent˜o z n = z n . c d = 2 − 2 i· c + d2 c + d2 Ent˜o. a ( ) ( ) 1 c d c d 1 = − 2 i = 2 + 2 i= · 2 + d2 2 2 2 w c c +d c +d c +d w Assim. a z·w = = = = = = = = = = = iv) Seja 1 1 1 c − di c − di c − di = = × = 2 = 2 2 · i2 w c + di c + di c − di c + d2 c −d −1 (ac − bd) + (ad + bc)i (ac − bd) − (ad + bc)i ac − bd − adi − bci (ac − adi) + (−bd − bci) a(c − di) + [(−1) b(d + ci)] i2 a(c − di) + b(d + ci)i2 a(c − di) + bi(di + ci2 ) a(c − di) + bi(di − c) a(c − di) − bi(c − di) (a − bi) · (c − di) z · w. Ent˜o. . Ent˜o. onde n ´ um inteiro e a e positivo. a z = a + 0i = a − 0i = a = a + 0i = z. (z) w ( ( ) ) 1 1 z 1 = z· =z· =z· = · w w w w v) Seja z = a + 0i. com f e g reais. vi) Seja z = f + gi. Desafio: prove que se z ´ um complexo. Ent˜o. com a real.iii) Seja z · w = (a + bi) · (c + di) = (ac − bd) + (ad + bc)i.

Calcular i1952 . e • Afirma¸ao 3: para calcular in . ent˜o in = ir . o c´lculo das nove primeiras potˆncias. no a u ´ caso dele ser maior ou igual a 4. ent˜o c˜ ´ e a devemos determinar o resto da divis˜o de 7 por 4. com expoentes inteiros positivos. e pelos dois ultimos algarismos no caso do ´ ultimo algarismo ser menor do que 4. Assim. Assim. Ent˜o. podemos afirmar e que: • Afirma¸ao 2: as potˆncias de i se repetem em ciclos de 4. 4 1 . a in = i4q+r = i4q × ir = ( i4 )q × ir = 1q × ir = 1 × ir = ir . c˜ e De fato: seja n um inteiro e positivo. e a Ent˜o. basta c˜ e dividir n por 4. ´ Exemplo 8. s˜o definidas de modo e a an´logo aos das potˆncias de base real. i1952 = i0 = 1. por´m apresentam um comportamento a e e diferente. basta c˜ determinar o resto da divis˜o do n´mero formado pelo ultimo algarismo. Resolu¸ao: como o ultimo algarismo de 1952 ´ menor do que 4. i999784567 = i3 = −i.Potˆncias de i e As potˆncias de i. a e i0 i1 i2 i3 i4 =1 =i = −1 = i2 · i = (−1) · i = −i = i3 · i = (−i) · i = −i2 = 1 i5 i6 i7 i8 i9 = i4 · i = 1 · i = i = i5 · i = i · i = i2 = −1 = −1 · i = −i = −i · i = −i2 = 1 =1·i=i Observando o comportamento das potˆncias de i. a 52 4 0 13 Logo. A afirma¸ao 2 nos permite estabelecer o seguinte algoritmo para o c´lculo c˜ a de potˆncias de i. 1 Aten¸ao: para determinar o valor de in . Exemplo 9. Resolu¸ao: como o ultimo algarismo de 989784567 ´ maior do que 4. Por exemplo. a in+4 = in · i4 = in · 1 = in . acima. a 7 3 Logo. ent˜o devemos c˜ ´ e a determinar o resto da divis˜o de 52 por 4. Calcular i989784567 . com n inteiro e positivo. Se r ´ resto dessa divis˜o. e a a De fato: suponha que q ´ o quociente da divis˜o de n por 4 e r o resto. onde n ´ um inteiro e positivo.

b = 1. −1 Pela igualdade de n´meros complexos. seja: a) imagin´rio puro. com a. as ra´ s˜o 1 − i e −1 + i. ent˜o b2 = 1 =⇒ b = ±1 ou a b2 + 1 = 1 =⇒ b2 = 1 − 1 = 0 =⇒ b = 0. b = −1 ou ı. tais que z 2 = 1 − 2i. Der as condi¸˜es necess´rias e suficientes para que co a d reais e c + di ̸= 0. respectivamente. c2 + d2 c + d2 b) Para que a + bi seja real ´ necess´rio e suficiente que e a c + di bc − ad ac + bd =0e 2 ̸= 0. Da´ temos apenas duas possibilidades. Resolu¸˜o: note que. temos u  2  a − b2 = 1  / −2 1 2ab = −2 =⇒ a = =⇒ a = −   / 2b b Substituindo a = − 1 na equa¸ao a2 − b2 = 1. Note que b = 0 n˜o a satisfaz o sistema. b. com a e b ca reais. b obtemos a = 1 ou a = −1. Logo. a b) real.Exerc´ ıcios resolvidos 1. z 2 = (a + bi)2 = a2 + 2abi + b2 i2 = (a2 − b2 ) + 2abi = 1 − 2i. 2 + d2 c c + d2 . 1 Substituindo. b = −1 e b = 1 igualdade a = − . c2 + d2 ̸= 0 e ac + bd = 0. ca −1 a + bi . c e c + di a + bi c − di ac − adi + bci − bd i2 a + bi = · = c + di c + di c − di c2 − d2 i2 −1 = (ac + bd) + (bc − ad)i ac + bd bc − ad = 2 + 2 i· 2 + d2 c c + d2 c + d2 a) Para que a + bi seja um imagin´rio puro ´ necess´rio e suficiente que a e a c + di bc − ad ac + bd =0e 2 ̸= 0. c2 + d2 ̸= 0 e ac + bd ̸= 0. obtemos c˜ b ( )2 1 1 1 − b4 − − b2 = 2 − b2 = = 1 =⇒ 1 − b4 = b2 =⇒ b4 + b2 = 1 2 b b b Como b4 + b2 = b2 (b2 + 1) = 1. com bc − ad = 0. Assim. ızes a 2. com bc − ad ̸= 0. ızes Resolu¸˜o: queremos determinar os complexos z = a + bi. Determine as ra´ quadradas de 1 − 2i.

a a+i −1 2 + 2i a − i 2a − 2i + 2ai − 2 i2 2 + 2i = · = a+i a+i a−i a2 − i2 −1 = (2a + 2) + (2a − 2)i 2a + 2 2a − 2 = 2 + 2 i. 2+1 a a +1 Como 2a + 2 = 0. com a2 + 1 ̸= 0. 2a + 2 = 0 e 2a − 2 ̸= 0. ca 2 + 2i seja imagin´rio puro.3. Determine a real para que Resolu¸˜o: note que. 2+1 a a +1 a +1 Para que 2 + 2i seja imagin´rio puro ´ necess´rio e suficiente que a e a a+i 2a − 2 2a + 2 =0 e 2 ̸= 0. ent˜o a 2a = −2 =⇒ a = −2 =⇒ a = −1 2 .

com x e y ca u a reais. ent˜o a parte e a a negativa ´ descartada. A forma trigonom´trica e Nesta se¸˜o. temos e c˜ e a a senθ = y x =⇒ y = ρ · senθ e cos θ = =⇒ x = ρ · cos θ ρ ρ Chamamos o ˆngulo θ. e o |z| = ρ = √ x2 + y 2 Al´m disso. z = ρ · (cos θ + isenθ) ´ chamada de forma trigonom´trica ou polar do complexo z. e ρ= √ x2 + y 2 ´ chamado de m´dulo do complexo z = x + yi. denotado por arg(z) = θ. O argumento que pertence ao u e intervalo ] − π. denotado por |z|. pelo teorema a a de Pit´goras. e e Aten¸ao: para encontrar os ˆngulos dos exemplos a seguir ser˜o usados c˜ a a os conhecimentos b´sicos de redu¸˜o ao primeiro quadrante. a ca . Portanto. pois dois quaisquer a deles diferem entre si por um m´ltiplo de 2π. todo complexo n˜o-nulo tem uma infinidade de argumentos.3. Assim. obtemos a √ ρ2 = x2 + y 2 =⇒ ρ = ± x2 + y 2 . y). cada n´mero complexo n˜o-nulo. na figura acima. y). Como ρ ´ a distˆncia da origem do sistema ao ponto P (x. z = x + yi. ser´ representado algebricamente na forma trigom´trica ou forma polar a e − → e geometricamente pelo vetor OP = (x. Portanto. o que e a permite escrever z = x + yi = ρ · cos θ + iρ · senθ = ρ · (cos θ + isenθ). pelas rela¸oes trigonom´tricas no triˆngulo retˆngulo. Im Re Considerando o triˆngulo retˆngulo xOP . de argumento de z. Da´ a ı. conforme figura a seguir. Se θ ´ um argumento de z = x + yi ent˜o x = ρ · cos θ e = ρ · senθ. π] ´ chamado de argumento principal e ´ representado por e Arg(z).

e √ y 1 x 3 senθ = = e cos θ = = · ρ 2 ρ 2 Como senθ e cos θ s˜o positivos. a a √ π 1 3 . c˜ a √( ) √ 2 √ √ ρ= 3 + 12 = 3 + 1 = 4 = 2. √ Resolu¸ao: sejam x = −1. ´ 2250 ou e · Logo. para 0 ≤ θ < 2π 4 . o ˆngulo cujo seno ´ e cosseno a e 2 2 6 θ= Portanto. Represente z na forma trigonom´trica. a a θ 5π 1 2 . y = −1 e ρ = x2 + y 2 . para 0 ≤ θ < 2π 6 b) z = −1 − i. c˜ a √ √ √ ρ = (−1)2 + (−1)2 = 1 + 1 = 2. Al´m disso. temos π . ´ 300 ou · Logo. ent˜o√ encontra-se no 30 quadrante. e √ √ y −1 x −1 2 2 senθ = = √ = − e cos θ = = √ = − · ρ 2 ρ 2 2 2 Como senθ e cos θ s˜o negativos. y = 1 e ρ = x2 + y 2 . ( π π) z = ρ(cos θ + isenθ) =⇒ z = 2 cos + isen 6 6 Geometricamente.Exemplo 10. Assim. Ent˜o. ( ) √ 5π 5π z = ρ(cos θ + isenθ) =⇒ z = 2 cos + isen 4 4 5π . e √ a) z = 3 + i. o ˆngulo cujo seno ´ − e cosseno − a e 2 2 4 θ= Portanto. ent˜o θ encontra-se no 10 quadrante. e Assim. Al´m disso. Ent˜o. √ √ Resolu¸ao: sejam x = 3.

a z · w = ρ · ρ1 [cos(θ + θ1 ) + isen(θ + θ1 )] De fato: z·w = = = = ρ(cos θ + isenθ) · ρ1 (cos θ1 + isenθ1 ) ρ · ρ1 (cos θ · cos θ1 + isenθ1 · cos θ + isenθ · cos θ1 + i2 senθ · senθ1 ) ρ · ρ1 [(cos θ · cos θ1 − senθ · senθ1 ) + i(senθ · cos θ1 + senθ1 · cos θ)] ρ · ρ1 [cos(θ + θ1 ) + isen(θ + θ1 )]. a • sen(a + b) = sena cos b + senb cos a.Geometricamente. . Multiplica¸˜o ca Sejam z = ρ(cos θ + isenθ) e w = ρ1 (cos θ1 + isenθ1 ) dois complexos. • cos(a − b) = cos a cos b + senasenb. • cos(a + b) = cos a cos b − senasenb. Ent˜o. s˜o mais f´ceis co u e a a de serem efetuadas do que na forma alg´brica. sendo as duas primeiras para a multiplica¸ao e as outras para a c˜ divis˜o. temos -1 5p 4 -1 Opera¸oes na forma trigonom´trica c˜ e As opera¸˜es com n´meros complexos. exceto a adi¸ao e a subtra¸˜o. • sen(a − b) = sena cos b − senb cos a. e c˜ ca Na prova das opera¸oes de multiplica¸ao e divis˜o. na forma trigonom´trica. usaremos as f´rmulas c˜ c˜ a o a seguir.

4 4 4 4 calcule z · w. Dados z = 2 cos + isen e w = 2 cos + isen . Ent˜o. ρ1 = 2. √ π 7π Resolu¸ao: sejam ρ = 2. θ = e θ1 = c˜ · Ent˜o. a z ρ = [cos(θ − θ1 ) + isen(θ − θ1 )] w ρ1 De fato: z ρ(cos θ + isenθ) = w ρ1 (cos θ1 + isenθ1 ) ρ (cos θ + isenθ) (cos θ1 − isenθ1 ) · · = ρ1 (cos θ1 + isenθ1 ) (cos θ1 − isenθ1 ) ρ cos θ · cos θ1 − isenθ1 · cos θ + isenθ · cos θ1 − i2 senθ · senθ1 = · ρ1 cos2 θ1 − i2 sen2 θ1 ρ cos θ · cos θ1 − isenθ1 · cos θ + isenθ · cos θ1 − (−1)senθ · senθ1 = · ρ1 cos2 θ1 − (−1)sen2 θ1 ρ cos θ · cos θ1 − isenθ1 · cos θ + isenθ · cos θ1 + senθ · senθ1 = · ρ1 cos2 θ1 + sen2 θ1 1 ρ = [(cos θ · cos θ1 + senθ · senθ1 ) + (senθ · cos θ1 − senθ1 · cos θ)] ρ1 ρ = [cos(θ − θ1 ) + sen(θ − θ1 )]. a 4 4 ( z · w = ρ · ρ1 [cos(θ + θ1 ) + i(sen(θ + θ1 ))] [ ( ) ( )] √ π 7π π 7π = 2 · 2 cos + + isen + 4 4 4 4 [ ( ) ( )] √ 8π 8π = 2 2 cos + isen 4 4 √ = 2 2 (cos 2π + isen2π) √ = 2 2 (1 + i · 0) √ = 2 2.( ) √ π π) 7π 7π Exemplo 11. ρ1 . Divis˜o a Sejam z = ρ(cos θ + isenθ) e w = ρ1 (cos θ1 + isenθ1 ) dois complexos.

. z0 = = = = = 1 1+i·0 cos 0 + isen0 1 · (cos 0 + isen0) ρ0 · [cos(0 · θ) + isen(0 · θ)]. ρ1 = 5.( ) √ ( 3π 3π π π) Exemplo 12. para n maior que 1. θ = c˜ 4 2 ρ z·w = [cos(θ − θ1 ) + sen(θ − θ1 )] ρ1 [ ( ) ( )] 3 3π π 3π π − + isen − = √ cos 4 2 4 2 5 √ [ ( ) ( )] 3 5 (3π − 2π) (3π − 2π) = √ · √ cos + isen 4 4 5 5 √ ( ) 3 5 π π = cos + isen 5 4 4 √ (√ √ ) 3 5 2 2 = +i 5 2 2 √ √ 3 10 3 10 = + i. a Primeiro caso: quando n ´ inteiro positivo. e a f´rmula decorre da aplica¸˜o reiterada da f´rmula de multiplica¸˜o. em homenagem ao matem´tico francˆs Abraham a e de Moivre (1667-1754). A prova ser´ feita em dois casos. 10 10 As f´rmulas a seguir. Dados z = 3 cos + isen e w = 5 cos + isen . o ca o ca i) Para n = 0. Neste caso. 4 4 2 2 z calcule · w √ π 3π e θ1 = · Ent˜o. a Resolu¸ao: sejam ρ = 3. o a z n = [ρ · (cos θ + isenθ)]n = ρn · [cos(nθ) + isen(nθ)]. Ent˜o. usadas para o c´lculo de potˆncias e para o a e determinar ra´ n−´simas de um complexo. Abraham de Moivre Potencia¸˜o ca 1a f´rmula de De Moivre: seja z = ρ · (cos θ + isenθ) um complexo. respectivamente. Assim. com n inteiro Prova: seja n inteiro. s˜o conhecidas ızes e a com o nome de De Moivre.

tomamos n = −m. z·z [ρ · (cos θ + isenθ)] · [ρ · (cos θ + isenθ)] ρ · ρ · [(cos θ + isenθ) · (cos θ + isenθ)] ρ2 · [cos(θ + θ) + isen(θ + θ)] ρ2 · [cos(2θ) + isen(2θ)]. em qualquer caso. z n = [ρ · (cos θ + isenθ)]n = [ρ · (cos θ + isenθ)]−m = 1 · [ρ · (cos θ + isenθ)]m Substituindo 1 = 1 · (cos 0 + isen0) na ultima igualdade acima. z1 = z = ρ · (cos θ + isenθ) = ρ1 · [cos(1 · θ) + isen(1 · θ)]. De modo an´lago. iii) Para n = 2.ii) Para n = 1. obtemos ´ 1 · (cos 0 + isen0) · [cos(mθ) + isen(mθ)] 1 (cos 0 + isen0) · m cos(mθ) + isen(mθ) ρ 1 · [cos(0 − mθ) + isen(0 − mθ)] ρm ρ−m · [cos(−mθ) + isen(−mθ)] ρn · [cos(nθ) + isen(nθ)]. Assim. z2 = = = = = iv) Para n = 3. e com m inteiro positivo. Neste caso. para n maior que 3. ρm zn = = = = = Portanto. z n = ρn · [cos(nθ) + isen(nθ)] . obtemos a z n = ρn · [cos(nθ) + isen(nθ)] Segundo caso: quando n ´ inteiro negativo. z3 = = = = = z2 · z [ρ2 · (cos 2θ + isen2θ)] · [ρ · (cos θ + isenθ)] ρ2 · ρ · [(cos 2θ + isen2θ) · (cos θ + isenθ)] ρ3 · [cos(2θ + θ) + isen(2θ + θ)] ρ3 · [cos(3θ) + isen(3θ)].

(√ )−6 Exemplo 14. √ Resolu¸ao: sejam x = 2 e y = 2 3.√ )10 ( Exemplo 13. e y 1 senθ = = ρ 2 √ 3 x cos θ = = ρ 2            =⇒ θ = π . [ ( ) ( )] (√ )6 6π 6π 6 3+i = 2 · cos + isen 6 6 = 64 · (cos π + isenπ) = 64 · (−1 + i · 0) = −64. e √ √ y 2 3 3 senθ = = = ρ 4 2 cos θ = x 2 1 = = ρ 4 2            =⇒ θ = π . √ Resolu¸ao: sejam x = 3 e y = 1. para 0 ≤ θ < 2π 6 ( π π) Como z = ρ · (cos θ + isenθ). c˜ a √ ( √ )2 √ √ √ ρ = x2 + y 2 = 22 + 2 3 = 4 + 4 · 3 = 16 = 4. [ ( ) ( )] ( √ )10 10π 10π 10 2 + 2 3i = 4 · cos + isen 3 3 [ ( ) ( )] 4π 4π 2 10 = (2 ) · cos 2π + + isen 2π + 3 3 [ ( ) ( )] 4π 4π = 220 · cos + isen 3 3 ( √ ) 3 1 = 220 · − − i 2 2 √ ) 1 ( = 220 · · −1 − 3i 2 ( √ ) 20 −1 = 2 · 2 · −1 − 3i ( √ ) = 219 · −1 − 3i . . Ent˜o. ent˜o z = 4 · cos + isen a 3 3 Assim. Al´m disso. Calcule 3+i . para 0 ≤ θ < 2π 3 ( π π) Como z = ρ · (cos θ + isenθ). Ent˜o. Calcule 2 + 2 3i . Al´m disso. c˜ a √( ) √ √ √ 2 √ ρ = x2 + y 2 = 3 + 12 = 3 + 1 = 4 = 2. ent˜o z = 2 · cos + isen a 6 6 Assim.

a ´ obtemos ρn = ρ =⇒ ρ1 = 1 √ n ρ . ızes e Exemplo 15. Ent˜o. Al´m disso. com n e k inteiros. obtemos 1 n [ ] √ θ + 2kπ θ + 2kπ √ n z = n ρ · cos + isen . ( ) √ θ + 2kπ θ + 2kπ √ n n ρ · wk = z = cos + isen . Al´m disso. ent˜o z = 1 · (cos 0 + isen0) a . respectivamente. (√ )−6 1 1 3+i = (√ )6 = − · 64 3+i Radicia¸˜o ca Sejam z = ρ·(cosθ +isenθ) e w = ρ1 ·(cos θ1 +isenθ1 ) dois complexos. da ultima igualdade acima. com n e k inteiros n Substituindo w = θ + 2kπ √ n ρ e θ = no complexo w. cos(nθ1 ) = cosθ e isen(nθ1 ) = isenθ Sendo as fun¸oes seno e cosseno peri´dicas. e  y 0  senθ = = = 0    ρ 1   x 1  cos θ = = = 1  ρ 1 =⇒ θ = 0. e o Usada para determinar as ra´ n−´simas de w. ent˜o w = n z. n n z. √ Como wn = z.Portanto. ρ1 = Portanto. pela 1a f´rmula de De Moire. para 0 ≤ θ < 2π Como z = ρ · (cos θ + isenθ). de per´ c˜ o ıodo 2π. ent˜o a nθ1 = θ + 2kπ =⇒ θ1 = √ n θ + 2kπ . iguais. a e o wn = z =⇒ ρn · [cos(nθ1 ) + isen[nθ1 ]) = ρ · (cosθ + isenθ 1 Por defini¸˜o. tais que w = z. c˜ a √ √ √ √ ρ = x2 + y 2 = 12 + 02 = 1 + 0 = 1 = 1. Determine e represente graficamente as ra´ c´bicas de z = 1. ´ conhecida como a 2a f´rmula de De Moivre. dois complexos iguais tˆm m´dulos. partes reais e partes ca e o imagin´rias. 1 ≤ k ≤ n. e e n 1 ≤ k ≤ n. Assim. n n com n e k inteiros. Calcular as ra´ ızes n−´simas de w ´ determinar os complexos wk . ızes u Resolu¸ao: sejam x = 1 e y = 0.

Resolu¸ao: sejam x = 81 e y = 0. a (ızes ) 2·0·π 2·0·π • w0 = cos = (cos 0 + isen0) = (1 + i · 0) = 1. para 0 ≤ θ < 2π Como z = ρ · (cos θ + isenθ). ent˜o z = 81 · (cos 0 + isen0) a . Determine e represente graficamente as ra´ ızes qu´rticas de a z = 81. Al´m disso. e 0 y =0 senθ = = ρ 81 x 81 cos θ = = =1 ρ 81          =⇒ θ = 0. Exemplo 16. Assim. Ent˜o. temos Im 3 2 2p 3 -1 2 1 Re - 3 2 a e a Observamos no gr´fico acima que w0 . wk = √ 3 1 · (cos 0 + isen0) ( ) √ 0 + 2kπ 0 + 2kπ 3 = 1 · cos + isen 3 3 ( ) 2kπ 2kπ = 1 · cos + isen 3 3 ( ) 2kπ 2kπ = cos + isen · 3 3 As ra´ de z s˜o obtidas fazendo k = 0. 2. 3 3 3 3 2 2 Graficamente. 3 3 3 3 2 2 √ ) ( ) ( ) ( 2·2·π 2·2·π 4π 4π 1 3 • w2 = cos + isen = cos + isen = − − i .Logo. + isen 3 3 √ ) ( ) ( ) ( 2·1·π 2π 1 3 2·1·π 2π • w1 = cos + isen = cos + isen = − + i . w1 e w2 s˜o v´rtices de um triˆngulo a equil´tero inscrito no c´ a ırculo de centro na origem e raio 1. 1. c˜ a √ √ √ √ ρ = x2 + y 2 = 812 + 02 = 6561 + 0 = 6561 = 81.

Determine k ∈ R. 2 2 ( ) 3π 3π w3 = 3 · cos + isen = 3 · (0 + i · (−1)) = −3i. 2 2 Graficamente. de modo que z = 3 + (k 2 − 9)i seja um n´mero real. Identifique a parte real e a parte imagin´ria de cada um dos seguintes a n´meros complexos: u √ a) z1 = 2 − 3i b) z2 = −1 − i c) z3 = 3 i √ 1− 2 i d) z4 = −10 e) z5 = f) z7 = 0 2 2. 3. w2 e w3 s˜o v´rtices de um a a e quadrado inscrito no c´ ırculo de centro na origem e raio 3. w1 . 2. de modo que z = −2 + (1 − m)i seja um n´mero real. wk = 81 · (cos 0 + isen0) ( ) √ 0 + 2kπ 0 + 2kπ 4 = + isen 81 · cos 4 4 ( ) 2kπ 2kπ = 3 · cos + isen 4 4 ( ) kπ kπ = 3 · cos + isen · 2 2 √ 4 • • • • As ra´ ( de z s˜o obtidas fazendo k = 0.Logo. 1. temos Im 3 -3 3 Re -3 Observamos no gr´fico acima que w0 . Atividade 1. 2 2 2 2 ) ( 2·π 2·π w2 = 3 · cos + isen = 3 · (cos π + isenπ) = 3 · (−1 + i · 0) = −3. w0 = 3 · cos 2 2 ( ) ( 1·π 1·π π π) w1 = 3 · cos + isen = 3 · cos + isen = 3 · (0 + i · 1) = 3i. Assim. u 3. u . Determine m ∈ R. De modo geral. ızes a ) 0·π 0·π + isen = 3 · (cos 0 + isen0) = 3 · (1 + i · 0) = 3.

Efetue: a) 1 + 2i 15. Determine x ∈ R e y ∈ R para que se tenha: a) (2 − i)(x + yi) = 15 b) (x + yi)2 = 4i )2 (√ 2 (1 + i) ? 13. u determine: a) z1 − z2 − z3 b) (i + z1 ) − (z2 + z3 ) 12. e a) i109 b) i95 c) i546 . em C. u a 7. Determine x ∈ R e y ∈ R para que se tenha: a) 3 + 5ix = y − 15i b) (2 − x + 3y) + 2yi = 0 c) (3 − i)(x + yi) = 20 10. Efetue: 3 + 2i a) 2−i b) 7 − 4i−7 + 4i −5 + 3i −3 + i 1+i . Determine o conjugado de 17. Calcule as seguintes potˆncias de i. Dado z = (m − 2) + (m2 − 4)i. z2 = −1 + 5i e z3 = −4 − 7i. 9. determine os valores reais de x para que se tenha: a) Re(z) > 0 b) Im(z) < 0 6. Efetuar as seguintes opera¸˜es indicadas: co a) (4 + i) + (−1 − 3i) + (2 + i) b) 2 + (3 − i) + (−1 + 2i) + i c) (1 + 2i)2 − (3 + 4i) d) (−4 + 3i) + 2i − (−3i − i) e) (3 + 2i)(−4 + 3i) f) (2 + i)2 − i(2 + i)(2 − i) g) (1 + i)5 (1 − i)5 h) (1 + i)3 11. Determine a ∈ R. determine o m real de modo que z seja um n´mero real n˜o nulo. a 3 5. de modo que z = 1 − +2i seja imagin´rio puro. Qual ´ o valor de e 2 14.( ) 2m 4. as seguintes equa¸oes: c˜ a) x2 −4x+13 = 0 b) x2 − 8x + 17 = 0 c) 2x2 −16 = 0 d) 4x2 − 4x + 5 = 0 e) 9x2 −36x+37 = 0 8. Dados os n´meros complexos z1 = 4 − 3i. de modo que z = 18. Dado z = (2 + x) + (x − 1)i. Determine x ∈ R. a 1 − xi d) (−i)59 c) −3i+4(2−i)−(−3 − 2i) 3 + 4i −2i 2+i 7 − 3i b) c) d) 16. Resolva. i 2 + xi seja imagin´rio puro. Determine m e p reais tais que (−p + 2) + 3i = 5 + (m − 1)i.

colocar na forma trigonom´trica. determine aqueles que u o √ satisfazem a igualdade |z − i| = 2 · | − 1 + i|. respectivamente.19. 20. Determine m´dulo e o argumento. Qual ´ o m´dulo de cada um dos seguintes n´meros complexos? e o u 2 − 3i b) i62 + i123 c) −i(3 + 4i) a) z = 1−i √ 25. Prove que (1 − i)2 = −2i e calcule (1 − i)96 + (1 − i)97 . Sejam os n´meros complexos z1 = 2 u π π e z3 = cos + isen . Colocar na forma alg´brica os seguintes n´meros: e u a) z = 2(cos 300 + isen300 ) b) z = 3(cos π + isenπ) ( ) √ 3π 3π c) z = 2 cos + isen 4 4 ( d) z = 2(cos 2400 + isen2400 ) ( ) 11π 11π + isen e) z = 4 cos 6 6 f) z = 4(cos 2700 + isen2700 ) 2π 2π + isen 3 3 ) π) π . o u √ a) z = −2 + 2i c) z = 3 − i e) z = −i b) z = 8 − 6i d) z = −2 24. Se i ´ a unidade imagin´ria. o e √ √ 1 3 a) 4 c) −2 3 + 2i e) − + i 2 2 √ √ √ b) 1 + i 3 d) − 2 i + 2 29. Determine os afixos de cada um dos seguintes n´meros complexos: u a) z1 = 1 + 4i b) z2 = −3 − i c) z3 = 2 − i −1 d) z4 = + 2i 2 e) z5 = 2 f) z6 = −i 22. 2) e u a (−1. b). z2 = 4 cos + isen 6 6 ( d) D = {z ∈ C/Im(z) < 1} { ( ) } 1 e) E = z ∈ C/Re =1 z 30. De todos os n´meros complexos de z de m´dulo 2. Represente graficamente no plano de Argand-Gauss os seguintes subconjuntos de C: a) A = {z ∈ C/|z| = 2} b) B = {z ∈ C/|z − 1| = 1} c) C = {z ∈ C/|z + 1| ≤ 3} 27. Determine x. no plano de Gauss. (a. 26. de modo que os m´dulos de z1 = x+ 20i e z2 = (x−2)+6i o sejam iguais. Determine: 2 2 z1 z2 a) z1 · z2 b) c) z3 z3 d) z2 · z3 . a 23. 28. Determine os valores de a e b de modo que o afixo de z1 + z2 seja o mesmo da unidade imagin´ria. qual o valor de i25 + i39 − i108 + i · i50 ? e a 21. Determine os m´dulos dos seguintes n´meros complexos. Os afixos dos n´meros complexos z1 e z2 s˜o.

Calcule (1 + i)8 . Obtenha. Mostre que o n´mero complexo de z = cos 480 +isen480 ´ raiz da equa¸ao u e c˜ z 10 + z 5 + 1 = 0. na forma alg´brica.31. ( ) 3π 3π 34. . Sendo z = 2 cos . √ 33. Calcule ( 3 + i)3 . calcule: + isen 4 4 a) z 4 b) z 6 35. os see 8 8 guintes complexos: z2 a) z1 · z2 b) z1 ( ) 3π 3π 2 cos + isen 8 8 32. Sejam os n´meros complexos z1 u = e ( ) √ 11π 11π z2 = 2 cos + isen .

Um complexo z possui m´dulo igual a 2 e argumento . . Sendo z o o 3 conjugado de z. O m´dulo do complexo 1 + 2i + i(1 − i) − o ´ igual a: e 1+i √ √ a) 2 c) 5 e) 2 √ b) 3 d) 1 2. a forma alg´brica do complexo z ´: e e √ √ √ a) 1 − i 3 c) 3 + i e) 1 + i 3 √ √ b) 3 − i d) 2 3 − 2i 7. Calculando-se z 2 . k ∈ Z 6 } √ π |z| = 2 e argz = + 2kπ. Para que (5 − 2i)(k + 3i) seja um n´mero real. e u d) tem m´dulo igual a 1. { e) z ∈ C. } 5π argz = + 2kπ. z ̸= 0. Seja o n´mero complexo z = i101 + i102 + . Sobre o n´mero complexo (1 − i)1000 . e b) ´ um n´mero imagin´rio puro. Considere um n´mero complexo z tal que o seu m´dulo ´ 10 e a soma u o e dele com seu conjugado ´ 16. pode-se afirmar que z ´ igual a: e a) 6 + 8i b) 8 + 6i c) 8 − 6i d) 6 − 8i e) 0 5. + i106 . O conjunto de todos os n´meros complexos z. k ∈ Z 4 } π argz = + kπ. podemos afirmar que: u a) ´ igual a zero. . u obt´m-se: e a) −2i b) 2i c) −1 + i d) 2 − 2i e) −6 + 2i 3. Sabendo que o afixo de z pertence ao 4o e quadrante. e u . u a 2 2 15 15 a) b) − c) d) − e) 0 15 15 2 2 4. π 6. o e) ´ um n´mero real positivo. k ∈ Z 4 { b) z ∈ C. que satisfazem ` u a igualdade |z + 1 + i| = |z| − |1 + i| ´: e a) { z ∈ C. k ∈ Z 4 } π argz = + 2kπ. o valor de k dever´ ser. { c) z ∈ C. e u a c) ´ um n´mero real negativo. { d) z ∈ C. k ∈ Z 4 } π |z| = 1e arg z = + kπ.Testes 2 1.

Se x2 + y 2 = 1. ent˜o a a) x − yi b) x 1 + x + yi ´ idˆntica a: e e 1 + x − yi c) y e) y + xi d) z n ∈ R ⇐⇒ n ´ m´ltiplo de 4 e u e) z n ∈ R ⇐⇒ n ´ m´ltiplo de 4 e u d) x + yi . u u Podemos afirmar corretamente que: a) z n ∈ R ⇐⇒ n > 5 b) z n ∈ R ∀ n c) z n ∈ R ⇐⇒ n ´ ´ e ımpar 10. Considere o n´mero complexo z = 3+i e n um n´mero inteiro positivo. O produto de todos os a c˜ elementos de s ´ igual a: e √ √ √ a) −2 + 3 i c) 3 3 − 2 3ı e) −2 + 2i √ √ b) 2 2 + 3 3 i d) −3 + 3i 11. Seja s o conjunto de n´meros complexos que satisfazem. u a `s equa¸oes |z − 3i| = 3 e |z + i| = |z − 2 − i|. simultˆneamente.( √ )93 2 8. O valor da potˆncia e ´: e 1+i −1 + i √ 2 1+i b) √ 2 a) −1 − i √ 2 √ d) ( 2)93 i c) √ e) ( 2)93 + i √ 9.

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