APOSTILA

DE

QUÍMICA ORGÂNICA II

CURSO DE QUÍMICA

UnG 2009

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Recomendações aos estudantes
A presente apostila foi montada pelos professores de Química Orgânica com o intuito de facilitar o estudo por parte dos alunos, diminuindo a necessidade de copiar esquemas reacionais e mecanísticos do quadro negro. Ela será utilizada em todas as aulas, portanto é imprescindível trazê-la sempre. A apostila serve como material de apoio às aulas da disciplina e não como substituto de livros textos. A simples leitura da mesma não garante a aprendizagem dos assuntos discutidos. A fixação dos conceitos só ocorrerá com a realização dos exercícios propostos, acompanhada de leituras complementares em livros de Química Orgânica de nível superior. Estão listadas abaixo algumas obras de referência na área, para que o aluno possa, dentre elas, escolher a que mais lhe agrada. 1- SOLOMONS, T.W.G; FRYHLE,C.B. Química Orgânica, Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 8a ed., vol 1 e 2, 2006. 2- MORRISON, R.; BOYD, R., Química Orgânica, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 14ª ed., 2005. 3- ALLINGER, N. Química Orgânica, Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 2ª ed., 1976. 4- BRUICE, P.Y., Química Orgânica, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 4ª.ed, vol 1 e 2, 2006. 5- McMURRY, J., Química Orgânica, São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 6ª. ed., vol 1 e 2, 2005. 6- BARBOSA, L.C.A., Introdução à Química Orgânica, São Paulo: Prentice Hall, 2008. Não gostaríamos de induzir os alunos a usar uma ou outra obra. Além das citadas, há certamente outras que também poderão ser utilizadas, uma vez que a grande maioria dois tópicos é abordada em todas, variando apenas a metodologia e os recursos empregados.

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ÍNDICE

PÁGINA 1- Hidrocarbonetos Aromáticos Exercícios 2- Haletos de Alquila / Arila Exercícios 3- Álcoois, Éteres e Epóxidos Exercícios 4- Aldeídos e Cetonas Exercícios 4 26 29 41 44 64 68 79

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HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS
1- Estrutura e estabilidade do benzeno No início da química orgânica, a palavra aromático foi utilizada para descrever algumas substâncias que possuíam fragrâncias, como o benzaldeído (responsável pelo aroma das cerejas, pêssegos e amêndoas), o tolueno (bálsamo) e o benzeno (do carvão destilado). Entretanto, logo se observou que essas substâncias denominadas aromáticas eram diferentes da maioria dos compostos orgânicos em relação ao comportamento químico.
O C H CH3

Benzeno

Benzaldeído

Tolueno

Hoje em dia usamos a palavra aromático para nos referir ao benzeno e seus derivados estruturais. Assim, os químicos do século XIX estavam corretos em relação à diferença entre os compostos aromáticos e os outro, porém a associação de aromaticidade com fragrância havia se perdido. Muitos compostos isolados de fontes naturais são, em parte, aromáticos. Além do benzeno, benzaldeído e tolueno, a substância hormonal estrona e o bastante conhecido analgésico morfina têm anéis aromáticos. Muitas drogas sintéticas também são aromáticas, o tranqüilizante diazepam é um exemplo.
CH3 O H O H HO Estrona H OH Morfina Diazepam (valium) N CH3 HO CH3 N Cl N O

Foi comprovado que a exposição prolongada ao benzeno causa depressão da medula óssea e conseqüentemente leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos). Dessa forma, o benzeno deve ser manuseado cuidadosamente se utilizado como solvente em laboratório. O mais comum dos compostos aromáticos é o benzeno. Sua estrutura, descrita abaixo com as possíveis representações, é um anel com seis átomos de carbono e três duplas ligações conjugadas. Essa estrutura é plana, pois só existem carbonos sp2 (geometria trigonal plana), e o ângulo de ligação entre eles é de 120o. Além disso, as ligações entre os carbonos no anel aromático têm o mesmo

3-cicloexadieno. Por ser um anel de duplas conjugadas.2 kcal mol-1) e o 1. No anel isto ocorre provavelmente pela ação das ligações sigma. por estarem muito comprimidas. tem ∆Hºhidrogenação = -230 kJ mol-1 (-55 kcal mol-1). Uma vez que 150 kJ mol-1 a menos de energia é liberado durante a hidrogenação do benzeno. sendo intermediárias entre uma ligação simples e uma ligação dupla. ou seja. A estrutura de Kekulé. Dando um passo adiante. A representação do anel aromático com um círculo no meio indica a ocorrência do fenômeno da ressonância. Como esperado o valor para o cicloexeno. Essa estrutura foi proposta em 1865 pelo químico alemão Friedrich August Kekulé e até hoje é aceita pelos químicos de todo o mundo. Em outras palavras. este deve ter 150 kJ mol-1 menos energia. aproximadamente 150 kJ mol-1 a menos do que o esperado.5 tamanho. permitindo uma maior distensão destas ligações. forçam as ligações pi a se deslocarem ciclicamente pelo anel. O cicloexeno. uma vez que os dienos conjugados são mais estáveis que os dienos isolados. as nuvens pi no benzeno assumem um aspecto contínuo. os elétrons são deslocalizados. portanto. . isto é. o benzeno possui 150 kJ mol-1 de estabilidade “extra”. explica satisfatoriamente os fatos verificados. um alceno isolado. um dieno conjugado. dentre os quais obteve-se três isômeros de um mesmo produto. esperamos que o valor de ∆Hºhidrogenação para o “cicloexatrieno” (benzeno) seja um pouco menor que -356 kJ mol-1. Veja abaixo os isômeros obtidos na substituição de dois hidrogênios por dois átomos de bromo: Podemos ter uma idéia quantitativa da estabilidade do benzeno pelos valores de calor de hidrogenação. tem ∆Hºhidrogenação = -118 kJ mol-1 (-28. Chegou-se a essa estrutura a partir de vários experimentos. que. quando se substituiu dois dos hidrogênios do anel benzênico.

2. Portanto. nas quais dois ligantes são substituídos por outros e a o sistema aromático de duplas ligações permanece intacto. o ciclo não é plano.A aromaticidade Para que um composto seja classificado como aromático. deve seguir rigorosamente três regras: Deve ter estrutura cíclica e plana e deve ter 4n + 2 elétrons pi. no anel aromático não pode existir carbonos sp3 (exceto como radicais). nas quais a dupla ligação se rompe e duas ligações sigma são formadas. As estruturas 2 e 5 são aromáticas. pois respeitam as três regras (lembre-se que um carbocátion tem geometria trigonal plana. OBS: Vale lembrar que não só os anéis homocíclios possuem caráter aromático. que têm geometria tetraédrica. Isso confirma a excepcional estabilidade do benzeno. já que o n deve ser um número inteiro. Muitos compostos heterocíclicos também apresentam propriedades aromáticas. Veja alguns exemplos abaixo: As estruturas 1 e 4 não são aromáticas porque possuem carbono sp3 no anel. tem um número de elétrons pi que não condiz com a fórmula 4n + 2. portanto. pois sustenta somente três ligações). onde n é obrigatoriamente um número inteiro. A estrutura 3.6 Benzeno 1.3-cicloexadieno -356 kJ/mol (esperado) -230 kJ/mol -118 kJ/mol cicloexano 150 kJ/mol (diferença) Cicloexeno -206 kJ/mol (atual) Os compostos insaturados geralmente sofrem reações de adição. apesar de ter somente carbonos de geometria trigonal. Já o benzeno e outros anéis aromáticos dão preferência às reações de substituição eletrofílica. .

A estrutura 3 não é uma estrutura de ressonância para o cátion alílico. A estrutura a seguir não é uma estrutura de ressonância para o radical alila. CH3 CH CH CH2 1 + CH3 CH CH CH2 2 + CH2 CH CH CH2 3 Esta não é uma estrutura de ressonância apropriada para o cátion alílico pois um átomo de hidrogênio foi retirado. H2C CH CH2 = H2C CH CH2 . c) Todas as estruturas devem ser estruturas de Lewis apropriadas. os radicais e os íons. Resumo das regras para a ressonância . pois para formá-la. H H -C O H + H Esta não é uma estrutura de ressonância apropriada para o metanol pois o carbono possui cinco ligações. As posições dos núcleos dos átomos devem continuar as mesmas em todas as estruturas. quando movemos os elétrons.3-butadieno aceita um próton Falando de um modo geral. podemos mover apenas os elétrons. não devemos escrever estruturas nas quais o carbono possui cinco ligações. para os quais uma estrutura de Lewis simples é inadequada. as estruturas de ressonância são úteis. teríamos que mover um átomo de hidrogênio e isso não é permitido. pois contém três elétrons não emparelhados e o radical alila contém apenas um. Escrevemos duas ou mais estruturas de Lewis.Regras para escrever estruturas de ressonância a) Estruturas de ressonância só existem no papel. Elementos da primeira fila principal da tabela periódica não podem ter mais que oito elétrons em sua camada de valência. pois permitem descrever as moléculas. Apesar de não possuírem existência própria real. Esta não é uma estrutura de ressonância apropriada para o radical alila pois não contém o mesmo número de elétrons desemparelhados que o CH2=CHCH2 . chamando-as de estruturas de ressonância ou contribuintes de ressonância. + Estas são estruturas de ressonância para o cátion alílico formado quando o 1. Por exemplo.1. Conectamos essas estruturas através de setas de duas cabeças (↔) e dizemos que a molécula real. b) Ao escrever estruturas de ressonância. movemos apenas aqueles de ligação π e aqueles de pares não-compartilhados. d) Todas as estruturas de ressonância devem possuir o mesmo número de elétrons nãoemparelhados. o radical ou o íon.7 2. por exemplo. é um híbrido de todas elas.

a começar por um dos carbonos com ramificação. a sua posição relativa pode indicar-se pelos números 1.4– ou mediante os prefixos o– (orto–). 1. os menores possíveis. a nomenclatura deve respeitar as seguintes regras: • • • Nomeiam-se normalmente os grupos substituintes como substituintes. aqueles que se podem considerar como resultantes da substituição de um ou mais hidrogênios do anel benzênico por radicais simples ou complexos.8 e) Todos os átomos que fazem parte do sistema deslocalizado devem ficar em um plano ou quase plano. Quando há apenas dois radicais. respectivamente. por exemplo: . Quando há mais do que um substituinte.2–. devem utilizar-se números. 3. os compostos aromáticos mononucleares. Alguns arenos recebem nomes especiais aceites pela IUPAC. m– (meta–) ou p– (para–). isto é.3–.Nomenclatura Considerando apenas os derivados mais simples. terminando o nome do composto por –BENZENO. 1.

9 Os substituintes podem ser de natureza aromática. Por exemplo.3-). o substituinte simples derivado do benzeno é conhecido pela designação especial de FENILO.4-) • Quando um grupo leva a um nome especial. com o seu nome vulgar: Compostos aromáticos monossubstituídos: OH CO 2H CHO NH2 COCH3 FENOL ÁC. e para (1. BENZÓICO BENZALDEÍDO ANILINA ACETOFENONA Compostos aromáticos dissubstituídos: Os dois grupos são localizados através dos nomes orto (1. indicando-se sua localização . meta (1. ATENÇÃO: quando o substituinte possui um grupo CH2 ligado entre o anel aromático e a cadeia CH2 principal este substituinte é chamado de BENZILO: A título de exemplo apresentam-se a seguir alguns hidrocarbonetos aromáticos polinucleares condensados. eles são listados em ordem alfabética. usualmente representado como: ou -C6H5 ou –Ph ou ainda -φ.2-). nomeia-se o composto como um derivado daquela molécula CH 3 NH 2 CO2 H NO2 Cl Br 4-Bromotolueno 3-Cloroanilina Ácido 2-nitrobenzóico (p-Bromotolueno) (m-Cloroanilina) (Ácido o-nitrobenzóico) • Quando nenhum dos grupos leva a nomes especiais. designando-se genericamente por substituintes ARILO (os outros substituintes derivados de hidrocarbonetos podem designar-se genericamente por ALQUILO).

Quanto mais elevada for a simetria de um composto. tolueno.águas amoniacais e alcatrão da hulha • Fração sólida .6. eles são listados em ordem alfabética.Métodos de obtenção e Fontes de hidrocarbonetos aromáticos O alcatrão da hulha é a melhor fonte natural de compostos aromáticos. os isômeros apresentam pontos de fusão diferentes. nomeia-se o composto como um derivado daquela molécula • Se nenhum grupo leva a nomes especiais. naftaleno etc. CH4. veja. Em um dialquil-benzeno. utilizando-se o menor conjunto de números possível para suas posições OH Br Br Br Br 2. .10 CH 2 CH 3 4 3 2 1 2 NO 2 1 Br Cl 1-Cloro-4-etilbenzeno (p-Cloroetilbenzeno) 1-Bromo-2-nitrobenzeno (o-Bromonitrobenzeno Compostos aromáticos polissubstituídos • Quando um grupo leva a um nome especial. e pode ser destilada em retortas especiais. Verifica-se experimentalmente que os pontos de fusão dos derivados crescem na seguinte ordem: orto < meta < para.fenol.carvão coque (praticamente carbono puro) O alcatrão da hulha é a parte mais densa e contém grande número de compostos aromáticos: o • Óleos leves (até 160 C) . A hulha é uma variedade do carvão mineral. Esse fato constitui um caso particular do efeito da simetria molecular sobre as forças cristalinas.tribromofenol CH2CH3 2-bromo-1-etil-4-nitrobenzeno NO 2 4.230 C) . piridina. apresentam basicamente as mesmas características dos demais hidrocarbonetos. o • Óleos médios (160 .benzeno. Os pontos de fusão dos aromáticos relativamente mais elevados que os equivalentes alicíclicos. CO e outros) • Fração líquida . o que permite uma melhor interação intermolecular.gás de iluminação (mistura de H2. por exemplo. tanto melhor será a ordenação segundo uma rede cristalina e por isso tanto mais alto será o ponto de fusão e mais baixa será a solubilidade. produzindo três frações: • Fração gasosa . os pontos de fusão dos isômeros do xileno (dimetil-benzeno): Orto-xileno: -25o C Meta-xileno: -48o C Para-xileno: 13o C 5. devido ao fato de as moléculas aromáticas serem planos.4.Propriedades físicas Como compostos de baixa polaridade. xileno etc.

ou seja. Outro método eficaz é a alquilação de Friedel-Crafts. naftóis.Propriedades químicas A reação mais comum de um composto aromático é a de substituição aromática eletrofílica. Pela escolha adequada dos reagentes. fenantreno. • • CH3 CH3 CH3 Benzeno Tolueno Xileno (orto. é possível: SO3H NO2 Sulfonação Nitração Alquilação O X H C R R Halogenação Acilação .11 Óleos pesados (230 .antraceno. meta ou para) Naftaleno Bifenil Antraceno 6.cresóis. que produz o benzeno.360o C) . que produz hidrocarbonetos aromáticos complexos a partir de outros mais simples. Óleos de antraceno (270 . H H H H H + H E + E H H H H + H H + Vários substituintes diferentes podem ser introduzidos no anel aromático por meio das reações de substituição eletrofílica. Uma reação laboratorial interessante é a trimerização do acetileno.270o C) . a alta pressão. anilina etc. um eletrófilo (E+) reage com o anel aromático e substitui um dos seus átomos de hidrogênio.

. Para que ocorra a bromação do benzeno. é possível preparar diversos compostos aromáticos substituídos. o átomo de hidrogênio eletrofílico se aproxima dos orbitais p da ligação dupla e forma uma ligação com o átomo de carbono. porém existem algumas diferenças. a habilidade de um composto em sofrer uma substituição eletrofílica é um bom teste de aromaticidade. bromo benzeno. Por exemplo.12 Começando com alguns materiais simples. + Benzeno Br2 FeBr3 Br + Bromobenzeno HBr As reações de substituição eletrofílica são características de todos os anéis aromáticos. O catalisador age sobre a molécula de Br2 tornando-a mais eletrofílica devida à formação da espécie FeBr4-Br+ que reage como fosse o Br+. Antes de estudarmos como as reações de substituição aromática eletrofílica ocorrem. Quando um reagente como o HCl é adicionado a um alceno. não apenas do benzeno e de seus análogos substituídos. PRINCIPAIS REAÇÕES DOS HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS 6. com seis elétrons π em um sistema cíclico conjugado é um local de densidade eletrônica. De fato. Esse intermediário carbocátion então reage com o íon nucleófilo Cl. deixando a carga positiva no outro átomo de carbono. o Br2 reage instantaneamente com a maioria dos alcenos. à temperatura ambiente.para formar o produto de adição. Além disso.1. Por exemplo. mas não reage com o benzeno. o benzeno age como um doador de elétrons (uma base de Lewis ou nucleófilos) em grande parte da sua química e a maioria das reações ocorre com reagentes receptores de elétrons (ácido de Lewis ou eletrófilos). Halogenação – Bromação de anéis aromáticos Um anel benzênico. os elétrons π do benzeno são acessíveis aos reagentes que se aproximam por causa de sua localização acima e abaixo do plano do anel. Uma dessas diferenças é que os anéis aromáticos são menos reativos que os alcenos em relação aos eletrófilos. vamos relembrar o que foi dito em alcenos sobre a reação de adição eletrofílica em alcenos. Assim. o benzeno reage com o Br2 na presença do catalisador FeBr3 para formar um produto de substituição. é necessária a presença de um catalisador como o FeBr3. Cl - H Cl C C + C C H Cl H C C Alceno carbocátion produto de adição Uma reação de substituição aromática eletrofílica começa de uma maneira semelhante.

a reação eletrofílica com o benzeno é endergômica. ele é muito menos estável que o próprio anel benzênico 150 kJ mol-1 de estabilidade aromática. Observe que a perda de H+ é semelhante ao que acontece na segunda etapa de uma reação E1. Esse carbocátion é duplamente alílico e tem três formas de ressonância: + Benzeno Br Br FeBr3 + Br + Br + Br Ainda que o intermediário dessa reação de substituição aromática eletrofílica seja estável em comparação com um típico carbocátion alquílico. o intermediário carbocátion perde H+ do átomo de carbono vizinho ao átomo que sofreu o ataque para formar um produto de substituição.para formar um produto de adição.13 Cargas momentâneas Br + Br FeBr3 Br3Fe + Br Br Bromo (eletrólito fraco) Bromo polarizado (eletrólito forte) A molécula de Br2 polarizada é então atacada pelos elétrons π do anel benzênico nucleófilico em uma etapa lenta. determinante da velocidade da reação. Assim. para formar um intermediário carbocátion não-aromático. Em vez de ocorre o ataque do Br. Outra diferença entre a reação de adição e a reação de substituição eletrofílica ocorre após a formação do intermediário carbocátion. portanto uma reação lenta. com uma energia de ativação relativamente alta e. O efeito líquido da reação de Br2 com o benzeno é a substituição de H+ por Br+ como mostra o mecanismo global da reação: .

O iodo por outro lado. I2 + 2 Cu +2 2 I + 2 Cu - + 6. íon arênio O íon bromo positivo ataca o benzeno para formar um íon arênio Etapa 3 H Br + Um próton é removido do íon arênio para torna-se bromobenzeno Br FeBr3 Br + HBr + FeBr3 O mecanismo de cloração é análogo ao da bromação utilizando cloreto férrico. Nitração aromática Os anéis aromáticos podem sofrer reações de nitração pela reação com uma mistura de ácido nítrico e sulfúrico concentrada. NO2+. tem tão pouca reatividade que é necessário utilizar um agente oxidante para que a iodação ocorra. o nitrobenzeno. O flúor reage rapidamente com o benzeno. gerado a partir de HNO3 pela protonação e perda de água.2. O eletrófilo nessa reação é o íon nitrônio.14 Etapa 1 Br Br + FeBr3 + Br Br FeBr3 Br + + FeBr4 - O bromo de combina com FeBr3 para formar um complexo que se dissocia para formar um íon bromo positivo e FeBr4- Etapa 2 H Br + H Br Br + + H Br Lenta + carbocátion não aromático. O íon nitrônio reage com o benzeno para formar um intermediário carbocátion da mesma maneira que o eletrófilo Br+. A perda de H+ do intermediário forma um produto de substituição neutro. .

dependendo das condições da reação. O eletrófilo reativo pode ser tanto o HSO3+ quanto o SO3. entretanto que a reação de sulfonação é reversível. Observe. A sulfonação é favorecida na presença de ácidos fortes. A reação de sulfonação também ocorre por um mecanismo de várias etapas como já discutido para as reações de nitração e bromação. H3O OH Nitrobenzeno + NH2 Anilina 6. o ácido nítrico aceita um próton do ácido mais forte. Sulfonação Aromática Os anéis aromáticos podem sofrer reação de sulfonação pela reação com o ácido sulfúrico fumegante. uma mistura de H2SO4 e SO3. . pois podem ocorrer em ambos os sentidos. mas a dessulfonação é favorecida em solução ácida diluída a quente. A nitração de um anel aromático é uma reação particularmente importante para a produção de corantes e agentes farmacêuticos. Etapa 4 + H NO 2 O H H NO 2 + H3O + O íon arênio então perde um próton para uma base de lewis (nucleófilo) e torna-se nitrobenzeno.3. o ácido sulfúrico Etapa 2 + O H O N + O H O H2O + N+ O Íon Nitrônio Agora que está protonado. NO2 SnCl2. ácido nítrico pode se dissociar para formar um íon nitrônio Etapa3 O N+ O Lenta + H NO 2 Outras formas de ressonância Íon arênio O íon nitrônio é o eletrófilo real na nitração. dependendo das condições de reação.15 Etapa 1 O HO 3SO H + H O N O + O + H O N + O H - HSO 4 Nessa etapa. ele reage com o benzeno para formar um íon arênio estabilizado por ressonância.

Charles Friedel e James Crafts relataram em 1877 que os anéis de benzeno podem sofrer alquilação pela reação com um cloreto de .16 Etapa 1 2 H2SO4 SO 3 + H3O + + HSO4 - Este equilíbrio produz SO3 em H2SO4 concentrado Etapa 2 O S O O + O S H O O - Outras estruturas de ressonância SO3 é o eletrófilo real que reage com benzeno para formar o íon arênio Etapa3 + HSO4 - O S H O O - Rápida O S O O - H2SO4 Um próton é removido do íon arênio para formar o íon benzenossulfonato Etapa 4 O S O O - + H O+ H H Rápida O S O O H + H2O O íon benzenossulfonato aceita um próton para tornar-se ácido benzenossulfônico. a reação de acoplamento de um grupo alquila no anel benzênico. uma reação com NaOH a quente forma o fenol. Os ácidos sulfônicos aromáticos também são muito úteis porque sofrem várias outras reações químicas. Alquilação de anéis aromáticos (Reação de Friedel-Crafts) p-cresol (fenol) Uma das mais importantes reações de substituição aromática eletrofílica é a alquilação. O + NaOH. Por exemplo. H3O H3C S O H H3C OH 300ºC O Ácido p-toluenossulfônico 6.4.

Etapa 2 + CH3 HC CH3 + CH3 CH H CH3 Outras estruturas de ressonância O carbocátion. também conhecido como cumeno CH3 Cl + CH3CHCH3 2-cloropropano AlCl3 CHCH3 + HCl Benzeno isopropilbenzeno (cumeno) A reação de alquilação Friedel-Crafts é uma substituição aromática eletrofílica em que o eletrófilo é um carbocátion. O cloreto de alumínio catalisa a reação auxiliando na dissociação do haleto de alquila da mesma forma que o FeBr3 catalisa as reações de bromação aromática polarizando a molécula de Br2. Etapa 3 + CH3 CH H CH3 Cl Cl Al Cl Cl - CH3 CH + CH3 HCl + AlCl3 . R+. Por exemplo. reage com benzeno para produzir um íon arênio. o benzeno reage com o 2cloropropano e AlCl3 para formar o isopropil benzeno. atuando como um eletrófilo. A perda de um próton completa a reação como mostra o mecanismo abaixo: Etapa 1 H3C H3C Cl CH Cl Cl Al Cl H3C H3C Cl + AlCH Cl Cl Cl H3C + CH H3C Cl Cl Al Cl Cl - Está é uma reação de ácido e base de Lewis O composto se dissocia para formar um carboncátion e AlCl4-.17 alquila na presença de cloreto de alumínio como catalisador.

Acilação de anéis aromáticos Um grupo acila.5. RCOCl. C(CH3)3 + (CH3)3CCl AlCl3 + C(CH3)3 C(CH3)3 4) Freqüentemente ocorre um rearranjo do grupo alquila durante a reação. 3) A dificuldade de cessar a reação após ter ocorrido uma única substituição.18 Ainda que a reação de alquilação de Friedel-Crafts seja muito ampla para síntese de alquilbenzenos. -CO2CH3). CH3 CH3CH2CH2CH2Cl AlCl3 Benzeno 0ºC sec-butilbenzeno CHCH2CH3 + butilbenzeno CH2CH2CH2CH3 6. é introduzido no anel quando um composto aromático reage com um cloreto de ácido. 1) Somente podem ser usados haletos de alquila. -CHO. ela apresenta algumas limitações. principalmente quando é empregado um haleto de alquila primário. -SO3H. -COR. Cl Cl Haleto de vinila Haleto de arila 2) A reação não ocorre quando o anel aromático é substituído por um grupo amino ou por um grupo retirador de elétrons forte (-NO2. na presença de AlCl3. -CN. Haletos de arila e vinila não reagem. -CO2H. Por exemplo: O O + CH3 C Cl AlCl3 80ºC C CH3 + HCl Benzeno Cloreto de acetila Acetofenona .

Como indicam as estruturas de ressonância na figura abaixo: R C + O R C O Cátion acila + Um cátion acila é estabilizado pela interação de um orbital vazio no átomo de carbono com um par de elétrons nos átomos de oxigênio vizinho. o cátion acila não sofre rearranjo. formado na reação entre o cloreto de acetila e o AlCl3. mas reage com o anel aromático para formar um produto de substituição sem rearranjo. O eletrófilo reativo é um cátion acila estabilizado por ressonância. Uma vez formado. Etapa 1 O R C Cl Etapa 2 O R C Cl + + + - O + AlCl3 R C Cl + Al Cl3 - Al Cl3 - R C O R C O Al Cl4 Cátion acila ressonância Etapa 3 H R C O Etapa 4 H + C O R + Al Cl4 + R + C O Outros compostos de ressonância R C O + HCl + AlCl3 .19 O mecanismo da reação de acilação de Friedel-Crafts é semelhante ao da alquilação.

mais facilmente ele será atacado pelo eletrófilo. Logo. portanto. Lembre-se de que.Doam elétrons para o anel. e. . com a entrada do eletrófilo no lugar de qualquer um dos hidrogênios do anel. Um segundo substituinte pode entrar em duas posições: meta ou orto/para. NHR. uma segunda substituição dependerá do grupamento já existente. O núcleo benzeno é susceptível a ataques eletrofílicos.20 7. ele é um grupo ativador. mais estável é a estrutura. a entrada de um eletrófilo se dará facilmente nestas posições.Orientação da segunda substituição no benzeno O benzeno pode sofrer mais de uma substituição. aumenta a reatividade do composto. dependendo da natureza do radical existente no anel. se o primeiro grupamento (OCH3) aumenta a densidade eletrônica do anel. Exemplo de reação de anisol com bromo. não existe a necessidade de catalisador. A explicação para esse fato está relacionada com o maior ou menor número de estruturas de ressonância possíveis para determinada posição. portanto. NHCOR • Fracamente ativadores: Radical fenilo. No entanto. Ativadores ou Orto-Para-dirigentes . A primeira substituição ocorre normalmente. Como é um ativante forte. NR2. Podem-se dividir os grupos ativadores em três subgrupos. de acordo com a reatividade que eles dão ao anel: • Fortemente ativadores: NH2. quanto maior o número de estruturas ressonante. quanto maior a densidade eletrônica no átomo. OH • Moderadamente ativadores: OR. já que são equivalentes. conforme pode ser visto no esquema a seguir. Os carbonos que apresentam maior densidade eletrônica estão nas posições orto e para. que então irá orientar a entrada do próximo grupo no anel. radicais alquilo Esses grupos geralmente apresentam ligações simples e possuem átomos que apresentam pares de elétrons não compartilhados. Ora.

o composto sofrerá facilmente ataques eletrófilos na posição meta. CHO. Exemplos: NO2. e diminui a reatividade do composto. COR. Logo. COOR. NR3 . etc. triplas ou coordenadas. COOH. ele é um grupo desativador. Estes grupos geralmente apresentam ligações duplas.21 Ou com reagente em excesso: Desativadores ou Meta-dirigentes . se o primeiro grupamento (NH3+) diminui a densidade eletrônica do anel. SO3H.Atraem para si elétrons do anel. pois ficam constantemente destituídos de elétrons. Os grupos desativadores orientam a segunda substituição preferencialmente na posição meta. + . Ora. CN. Veja que as posições orto e para possuem baixa densidade eletrônica. NH3+.

22 Um resumo destes efeitos dirigentes está mostrado na tabela a seguir. Substituintes doadores de elétrons são ativadores e tornam o benzeno mais reativo frente uma substituição eletrofílica • Substituinte fortemente ativante: • Substituintes moderadamente ativante: • Substituintes fracamente ativantes: .

23 • Substituintes fracamente desativantes: • Substituintes moderadamente desativantes: • Substituintes fortemente desativantes: O efeito sacador de elétrons diminui a reatividade a um ataque eletrofílico e aumenta a acidez e complementarmente. o efeito doador de elétrons aumenta a reatividade a um ataque eletrofílico e diminui a acidez. .

leva a formação de diferentes produtos. . Observe que a entrada inicial do grupo –SO3H ou do grupo –Br.24 O tamanho do grupo orto-para dirigente influencia na distribuição dos produtos: impedimento estérico: A ordem de entrada dos substituintes deve ser planejada.

Reação na cadeia lateral Anéis aromáticos alquílicos e insaturados podem ser oxidados para ácidos carboxílicos usando solução aquosa de KMnO4 aquecida.25 8. . tais como dicromato em meio ácido e oxigênio na presença de catalisador. Outros agentes oxidantes podem ser utilizados nesta oxidação da cadeia lateral.

Escrever a estrutura para cada um dos compostos mostrados abaixo: a) o-etilanisol d) ácido 2.3-dimetilbenzóico b) m-cloroestireno e) 2.6-trinitrotolueno c) p-nitroanilina f) 2-hidróxi-5-metoxibenzaldeído Fornecer os nomes para as estruturas abaixo. a) tratamento de cloreto de benzoíla (C6H5C(=O)Cl) com cloro e cloreto férrico b) tratamento de benzoato de metila (C6H5C(=O)OCH3) com HNO3 e H2SO4 c) nitração da propiofenona (C6H5C(=O)CH2CH2CH3) 5) 6) 7) 8) . usando um cloreto de ácido. Sugerir uma estrutura para este produto. Escrever a fórmula estrutural para o produto isolado de cada reação.26 Lista de Exercícios: Compostos Aromáticos 1) Desenhar as duas formas de Kekulé e a representação como um círculo no anel (ressonância) para o tolueno. Escrever a equação que descreve a preparação da acetofenona a partir do benzeno. Para cada um dos pares de compostos aromáticos mostrado abaixo. especificar qual deles reage mais rápido na reação de nitração: a) tolueno ou bromobenzeno b) benzeno ou fenol c) nitrobenzeno ou anilina Especificar quais produto(s) majoritário(s) de cada uma das reações mostradas abaixo: a) nitração do anisol b) nitração do ácido benzóico c) bromação do etilbenzeno d) nitração da acetofenona e) cloração do fenol f) acilação com CH3CH2COCl do nitrobenzeno g) alquilação com CH3CH2Br do ácido benzenossulfônico Os exemplos das reações descritas abaixo apresentam produtos com bons rendimentos. 2) 3) A 4) B C D E F A nitração do p-xileno fornece um único produto de fórmula molecular C8H9NO2.4.

OH ataque para H 2 SO 4 /HNO 3 OH ataque meta H 2 SO 4 /HNO 3 15) Representar . a) b) 11) O grupo hidroxila (-OH) é orto. e é usada como fragrância em perfume. OCH3 H3C + C O Br H + H A CH3 B 14) A cetona mostrada abaixo.para ou meta dirigente ? Justificar sua resposta através dos intermediários do cátion cicloexadienila. a) m-bromonitrobenzeno b) p-bromonitrobenzeno c) p-terc-butilnitrobenzeno d) m-cloronitrobenzeno e) p-nitroetilbenzeno f) m-bromoacetofenona g) ácido m-clorobenzenosulfônico das estruturas mostradas abaixo são aromáticas. isolada a partir da raiz de vários membros da família íris. na reação de nitração do fenol.27 9) Escrever as equações químicas mostrando como cada um dos compostos abaixo pode ser preparado como um produto principal. justificar através de estruturas de ressonância qual intermediário é o mais estável. que o grupo nitro (-NO2) é meta dirigente? Justificar sua resposta através dos intermediários do cátion cicloexadienila. Indicar os produtos formados. H3C C CH3 (p-isopropilacetofenona) HC H3C O as estruturas de ressonância (cátion cicloexadienila) para o ataque nas posições para e meta. Se alguma o for. 12) Por 13) Dados os dois intermediários de reação de substituição eletrofílica aromática. explicar sua c) d) e) 10) Determinar quais ressonância. Descrever a síntese para esta cetona mostrada a seguir. possui um odor similar ao das violetas. a partir do benzeno. partindo-se de benzeno e usando qualquer reagente orgânico e inorgânico.

para dirigentes e outros são meta dirigentes. 18) Completar as a) reações abaixo fornecendo o(s) produto(s) formado(s).28 16) Fornecer o mecanismo que explica tal transformação. O Cl AlCl3 O + HCl 17) Especificar qual(is) produto(s) majoritário(s) de cada uma das a) CH2CH3 HNO3 / H2SO4 reações mostradas abaixo: OCH3 b) Cl2 / FeCl3 O CH3C AlCl3 NO2 d) H2SO4 concentrado Cl c) CH3 Lembre-se que certos substituintes são orto. CH3 + HNO 3 O H2SO4 b) CH3 1) KMnO 4 2) H + c) CN + Cl 2 FeCl 3 d) C OH O + CH 3CH2CCl AlCl 3 . O C CH 3 + HNO 3 b) H 2 SO 4 CH 2 CH 3 1) KMnO 2) H + 4 c) OH + Cl 2 FeCl 3 d) NO 2 O + CH 3 CH 2 CCl AlCl 3 19) Completar as O a) O C reações abaixo fornecendo o(s) produto(s) formado(s).

Ex: Aril: Ph Cl : Cloreto de Fenila Ph CH2 I : Iodeto de Benzila Alquil: CH3 CH2 Cl (Cloro etano ou Cloreto de etila) A nomenclatura de haletos de alquila segue a nomenclatura usual dos hidrocarbonetos.5T. F = 4. e o halogênio.8. uma carga parcial negativa.4. mostrados a seguir. como os inseticidas DDT. Diversos pesticidas que foram largamente utilizados na agricultura são fabricados a base de compostos halogenados. O comprimento da ligação C.X aumenta com o raio atômico do halogênio.X é polarizada. clordane e dieldrin.0.Estrutura e Nomenclatura São os compostos que além de carbono e hidrogênio apresentam um ou mais átomos de halogênios em suas fórmulas. e os herbicidas 2. Br = 2. sp2 ou sp do carbono a um orbital p do halogênio. .5). Como os halogênios são mais eletronegativos que o carbono (eletronegatividade: C = 2. conforme já visto anteriormente.29 HALETOS DE ALQUILA /ARILA 1.5. a ligação C. Parâmetros para a ligação C-X em halometanos. ao passo que a sua energia de dissociação diminui. Cl = 3. e I = 2.4-D e 2. de forma que o átomo de carbono suporta uma carga parcial positiva.5. conforme pode ser visto na tabela a seguir. Nomenclatura oficial IUPAC: halogênio + hidrocarboneto A nomenclatura usual é empregada para haletos de alquila simples Nomenclatura usual: ânion do halogênio + de + substituinte orgânico Exemplos: • CH3CH2Br IUPAC: bromo etano / USUAL: brometo de etila • CH3CHClCH3 IUPAC: 2-cloro propano / USUAL: cloreto de isopropila A ligação carbono-halogênio e formada pela superposição de um orbital hibrido sp3. Podem se classificar em alquil-haletos (R—X) e aril-haletos (Ar—X).

tóxico. Consequentemente. o cloro-etano é usado como: • Anestésico • Reagente na produção do chumbo-tetraetila . provavelmente por não terem possibilidade de formarem ligações de hidrogênio. posteriormente. tri etc e para um polihaleto. Em particular. como armazéns e vagões de via férrea. Dissolvem-se apenas em solventes orgânicos. seja pelo aumento da massa do halogênio. Apresentam pontos de ebulição próximos aos alcanos de mesma massa molecular. . Os monofluoretos e os monocloretos são menos densos que a água. é uma substância de fácil preparação e baixo custo.4-D) Em virtude da polaridade existente na ligação carbono-halogênio. os haletos são usados como: • Matéria-prima para sínteses orgânicas • Solventes • Desengraxantes para metais • Composto para lavegem de roupas a seco Em particular.5-triclorofenóxiacético (2.4. CH3Br. O PE varia com o aumento da massa molecular do haleto. Os polihaletos em geral são bastante densos.Propriedades físicas Ácido 2. Os haletos mais simples. Os haletos mais importantes são líquidos incolores de cheiro agradável. Apesar da polaridade. Aumenta também passando de um mono para um di. É também efetivo na erradicação de infestações de insetos no solo e em plantações. brometos e iodetos. Ele é usado como "líquido de contraste" no estudo dos minerais ao microscópio.4. com até dois carbonos na cadeia.5-T) 2. o CH2I2 é o líquido de maior densidade (d = 3. eles se tornam líquidos e.Aplicações dos haletos Em geral. no entanto. À medida que a massa molecular aumenta.4-diclorofenóxiacético (2. os haletos não são solúveis em água. seja pelo aumento do radical orgânico. são gases. o PE aumenta ao passarmos dos fluoretos para cloretos. e é utilizado como inseticida na fumigação de grandes espaços. sólidos. porém. já os brometos e os iodetos são mais densos.antidetonante para gasolina O bromoetano. os haletos possuem pontos de ebulição levemente mais elevados do que os alcanos de mesmo peso molecular.32 g/ml). 3.30 Ácido 2.

NH3. CN-. Os haletos de alquila sofrem basicamente dois tipos de reação: Reação de Substituição Nucleofílica e Reação de eliminação. As reações SN2 ocorrem em uma única etapa que envolve a aproximação do nucleófilo atacante afastado 180º do grupo que está deixando a molécula. Reações SN2 ocorre preferencialmente em haletos de alquila primários (X = Cl. dieldrin etc) • Medicamentos (cloromicetina) 4.Reações de substituição nucleofílica em compostos alquílicos a) Reações SN2. Já os haletos aromáticos são menos reativos. 4. Isso porque quanto maior o haleto.1. Br. Essa grande reatividade dos haletos é explicada pela forte polaridade da ligação entre o halogênio e o carbono. lindane. Isso resulta em uma inversão da estereoquímica do tipo guarda-chuva (inversão de Walden). DDT.31 Alguns haletos polifluorados são usados como: • Lubrificantes inertes • Matéria-prima para fabricação de plásticos de alta resistência química (teflon) Alguns haletos aromáticos policlorados são usados como: • Inseticidas (BHC. CH3CO2-. I) e (Nu = CH3O . etc. causando na cadeia um efeito elétron-atraente. reage com mais facilidade.) CH3CH2CH2X + Nu - CH3CH2CH2Nu + X - A reação de substituição nucleofílica em compostos alquílicos é uma das reações mais comuns encontradas na química orgânica. Br C H H H - OH H H C OH H + Br - b) Reação SN1. mais polarizável ele se torna. pois o efeito elétron-atraente é contrabalanceado pelo efeito de ressonância que aparece devido à ressonância de um par eletrônico livre do halogênio com o anel aromático. CH3S-.PRINCIPAIS REAÇÕES DOS HALETOS Os haletos de alquila são muito reativos e a partir deles pode-se obter praticamente todas as funções orgânicas. HS-. Reações estas que se encontram resumidas a seguir. Isto os torna importantíssimos nas sínteses orgânicas. HO-. logo. A reatividade dos haletos de alquila cresce da seguinte maneira: R-I > R-Br > R-Cl > R-F. Reações SN1 ocorrem preferencialmente em haletos de alquila terciários Reação geral (CH3)3CX NuH (CH3)3CNu + HX . (CH3)3N.

32 Os haletos de alquila terciários sofrem reação de substituição nucleofílica por um mecanismo de duas etapas SN1. determinante da velocidade da reação. portanto. A etapa de dissociação é a mais lenta e. seguida por uma reação do carbocátion com o nucleófilo atacante. A reação ocorre pela dissociação espontânea do haleto de alquila formando um intermediário carbocátion. CH3 H3C C Br CH3 Haleto de alquila CH3 H3C C + + CH3 carbocátion CH3 H3C C OH + HBr CH3 produto de substituição Br - H2O Exemplos de reações de Substituição Nucleofílica: .

o mecanismo proposto é comprovado pela configuração invertida observada pelo produto. sofre reação de substituição. Cinética Lei cinética de reação da SN2: v = k [RX] [Nucleófilo]. A configuração daquele produto é invertida em relação a configuração do haleto de alquila. a reatividade do nucleófilo e a estrutura da porção alquila do substrato. apenas um produto é formado quando um haleto de alquila quiral. Estereoquímica Nas reações do tipo SN2 ocorrem com inversão de configuração. o produto da reação de substituição da reação do íon hidróxido com (R)-2-bromopentano é o (S)-2-pentanol. podemos representar da seguinte maneira a reação do tipo . Portanto.33 A) Mecanismo de Reação SN2 (Substituição Nucleofílica Bimolecular) A entrada do nucleófilo e saída do haleto ocorre de forma simultânea. CH3 CH3CH2CH2 H Br + OH - CH3 H HO CH2CH2CH3 + Br - SN2: Em termos de diagrama energético. a velocidade da reação depende tanto do haleto de alquila quanto do nucleófilo. Por exemplo. cujo átomo de halogênio está ligado ao carbono assimétrico. ou seja. incluindo a natureza do grupo de partida. A facilidade relativa das reações SN2 depende de diversos fatores.

. 2) Ataque do agente nucleófilo ao carbocátion formado. na reação de (R)-3-bromo-3-metil-hexano com água. e não depende da concentração do agente nucleófilo. Esse mecanismo ocorre em duas etapas: 1) Dissociação do substrato (que consome uma quantidade apreciável de energia). Esse tipo de mecanismo é favorecido por: a) Solvente polar.34 B) Mecanismo de Reação SN1 (Substituição Nucleofílica Unimolecular) Significa que a velocidade de uma reação que siga esse mecanismo depende da concentração de apenas um reagente (do substrato). Exemplo: Consideremos a reação do brometo de terc-butila com hidróxido de sódio (em meio a um solvente polar: água/etanol). b) Formação de um carbocátion terciário. conforme pode ser visto a seguir. a Lei cinética de reação da SN1 pode ser expressa por: v = k [RX]. ou seja. Estereoquímica Uma reação de SN1 de um haleto de alquila em que o grupo de saída está ligado a um carbono assimétrico forma dois estereoisômeros porque o ataque do nucleófilo de um lado do carbocátion planar forma um estereoisômero e o ataque do outro lado produz o outro estereoisômero. A primeira etapa é a dissociação do substrato e a segunda etapa é o ataque do nucleófilo ao carbocátion.

Reação com sais de ácidos carboxílicos Com os sais de ácidos carboxílicos os haletos produzem ésteres: . podemos representar da seguinte maneira a reação do tipo SN : 1 Exemplos de reações de Substituição Nucleofílica A.Reação com alcóxidos (síntese de Williamson) Com alcóxidos os haletos podem produzir éteres: B.35 Em termos de diagrama energético.

Na grande maioria destas reações os átomos ou grupos de átomos são perdidos de átomos de carbono adjacentes. -OH RHC CH2 RCH2CH2Br + H2O + Br - A) Reações de Eliminação Bimolecular (E2).Reações de eliminação em compostos alquílicos Reações de eliminação envolvem a remoção de dois átomos ou grupos de uma molécula.β): -HY Y C C H β H C C α .2 (ou α. os haletos de alquila reagem por um mecanismo E2. Y: ou Y-. resultando na formação de uma ligação dupla. Quando é empregada uma base forte como o íon hidróxido (HO-). As reações E2 ocorrem em uma única etapa que envolve a remoção do hidrogênio pela base ao mesmo tempo em que o íon haleto deixa a molécula H C Br C - OHNa + C C + H2O + NaBr .36 4. uma eliminação-1. C C Y C C Entre os exemplos mais familiares está a eliminação induzida por base de haleto de hidrogênio a partir de haletos de alquila. o íon alcóxido (RO-) ou o íon amida (NH2-).2. Os haletos de alquila sobrem reação de eliminação para formar os alcenos quando tratados com base. sem que haja a reposição dos mesmos. um deles muito freqüentemente sendo um próton e o outro um nucleófugo (ou grupo de partida).

37 Estereoquímica de Reações E2 A eliminação anti é favorecida sobre a eliminação sin. A reação ocorre em duas etapas: dissociação espontânea do haleto de alquila seguida de perda de H+ do intermediário carbocátion: . Os haletos de alquila terciários sofrem reações de eliminação por um mecanismo E1 em competição com a reação de substituição SN1 quando um nucleófilo não-básico é usado em um solvente hidroxílico. A eliminação anti evita a repulsão da base rica em elétrons O alceno formado depende da configuração absoluta do reagente: b) Reações de Eliminação Unimolecular (E1). Uma melhor sobreposição de orbitais é atingida por um ataque pela face oposta.

o carbocátion. A Regra de Zaitsev . não-determinante da velocidade.38 CH3 H3C C Br CH3 Haleto de alquila H CH3 H C C+ + H CH3 carbocátion Br - H2O H C H C CH3 + HBr CH3 alceno como produto Diagrama da coordenada de reação E1 do 2-cloro-2-metilbutano Se. então a equação de velocidade. geralmente por uma molécula de solvente. antes da perda do próton. para. por exemplo. V= k[MeCH2CMe2Cl] a eliminação global é então completada pela remoção rápida. como é normalmente o caso. como a seguir: Me Me MeH2CC Me OEt Me CCH2Me Me EtOH SN1 EtOH E1 MeHC C Me Alcenos inesperados podem surgir a partir do rearranjo do carbocátion intermediário. o cloreto MeCH2CMe2Cl é. é formado lentamente e sendo assim a etapa determinante da velocidade da reação.

E2 e E1 Características das Reações E1 e SN1: i) Ocorre com haletos secundários e terciários ii) Etapa determinante da velocidade: formação do carbocátion iii) Cinética: primeira ordem .Competição entre Substituição e Eliminação Os haletos de alquila têm um átomo de C que pode reagir com nucleófilos.39 O alceno mais substituído é obtido como produto quando um próton é removido do carbono-β ligado ao menor número de hidrogênios. SN1. Eles podem reagir de duas maneiras: substituição do grupo X pelo nucleófilo ou eliminação de HX para formar um alceno. Haletos de alquila podem sofrer SN2.3. Estereoquímica Nas reações que seguem um mecanismo de eliminação E1 será formado preferencialmente o alceno termodinamicamente mais estável. 4. conforme visto acima. portanto o alceno trans. Essas reações são competitivas e podem ocorrer simultaneamente. O alceno mais estável é geralmente o mais substituído.

. favorece E1 com relação a SN1. b) Estrutura da Base: Mais ramificada favorece a eliminação.40 iv) Rearranjos podem ocorrer Reatividade das Reações SN1 e E1: i) Haleto de Alquila: Terciário > Secundário > Primário ii) Grupo de Partida: Fluoretos << Cloretos < Brometos < Iodetos iii) Favorecida em Solventes polares próticos iv) Mais substituintes no alceno. ii) Comparação entre E2 e SN2 a) Estrutura do haleto de alquila: Haletos de alquila com maior quantidade de ramificações no carbono α ou no carbono β levam a uma maior quantidade do produto de eliminação (terciário > secundário > primário).

supondo partirmos de um haleto de alquila quiral. F a) Br Cl b) Br c) Cl Cl Cl OH Cl Cl I d) 3) Fornecer os nomes IUPAC para os haletos de alquila abaixo. secundário ou terciário. Cl CH3 CH3 CH3CH2CCH3 I B Br C CH3 H CH3 H CH2CH3 D A Cl 4) Explicar as diferenças entre os mecanismos SN1 e SN2 com relação a sua cinética de reação e sua estereoquímica. CH3 Cl CH3CH2 Br A H Cl B C CH3 H H H CH2CH3 CH3 Br D 2) Fornecer o nome IUPAC para cada um dos haletos orgânicos abaixo. secundário ou terciário. Especificar se a reação segue um mecanismo SN1 ou SN2. e classificá-los como primário. fornecendo os produtos de substituição. especificando a estereoquímica quando necessário. 5) Completar as equações abaixo. a) Br + CH3CO 2 Na + acetona b) Cl + CH3OH CH3OH . e classificá-los como primário.41 Lista de Exercícios – Haletos de alquila 1) Fornecer os nomes IUPAC para os haletos de alquila abaixo.

CH3 Cl H CH3 H CH2CH3 12) Um haleto de alquila pode sofrer tanto reação de substituição quanto reação de eliminação. 9) Fornecer os produtos de eliminação a partir das reações de KOH em etanol com: a) 1-fenil-2-cloro-propano b) 1-Bromo-2-metil-ciclo-hexano 10) Dizer quais são o(s) produto(s) de eliminação formado(s) quando cada cicloalcano é tratado com etóxido de sódio em etanol. Os haletos de alquila abaixo são secundários e sofrem os dois tipos de reação na presença de metóxido de sódio (CH3O-Na+).42 6) Completar as reações de substituição nucleofílica. a) Br + CH3CH2S-Na+ b) CH3CHCH2CH3 + H C O Na Cl O 7) Completar as equações abaixo. Diante de tal fato.Z) do alceno formado. supondo partirmos de um haleto de alquila quiral. fornecendo o nome do produto. Especificar se a reação segue um mecanismo SN1 ou SN2. dizer qual será o produto majoritário. fornecendo os produtos de substituição. + a) CH3CH2CH2CH2Br + K CN b) H3C Cl + CH3OH + - acetona CH3OH 8) Explicar as diferenças entre os mecanismos E1 e E2 com relação a sua cinética de reação e sua estereoquímica. Se dois ou mais produtos podem ser formados. Fornecer os nomes dos produtos. a) Cl EtO Na EtOH + b) Br EtO -Na + EtOH 11) O haleto abaixo sofre reação de eliminação via mecanismo E2. a) 2-bromo-4-metil-pentano b) Cloro-ciclo-pentano . Fornecer estes dois tipos de produtos (substituição e eliminação) para os haletos abaixo com metóxido de sódio. prever a estereoquímica (E.

a) CH3ONa + (CH3)2CHBr b) (CH3)2CHONa + CH3Br CH3OCH(CH3)2 + NaBr CH3OCH(CH3)2 + NaBr 16) Pode-se preparar éteres pela reação SN2 entre íons alcóxidos e haleto de alquila. a) benzil etil éter b) éter di-n-propílico c) butil i-propil éter 15) Você necessita preparar o metil iso-propil éter. (fenil-eteno: C6H5CH=CH2) pela desidro-halogenação de 1bromo-2-feniletano ou de 1-bromo-1-feniletano usando KOH em etanol. contrariando a formação do alceno mais substituído (Regra de Saytzev)? CH3 H CH3 KOH Br H 3-metil-ciclo-hexeno trans-1-bromo-2-metil-ciclo-hexano .43 13) Você necessita preparar estireno. Qual das reações fornecerá melhor rendimento? Explicar a sua escolha. Que produto você esperaria do tratamento do 4-bromo-1-butanol com base? BrCH2CH2CH2CH2OH NaOCH 3 BrCH 2CH2CH2CH2O-Na+ + CH3OH ? 18) Como você explicaria que o trans-1-bromo-2-metil-ciclo-hexano tratado com base fornece como produto de eliminação o 3-metil-ciclo-hexeno. ONa Rota A + CH3I OCH3 + NaI I Rota B CH3ONa + 17) A reação de SN2 pode ocorrer intramolecularmente (na mesma molécula). Se você quisesse preparar o ciclo-hexil-metil-éter que sequência dentre as seguintes você escolheria? Justifique a sua escolha. por uma das reações abaixo. Qual haleto de alquila você escolheria como seu material de partida se objetivado um melhor rendimento do alceno? Justificar a sua escolha. 14) Preparar os éteres abaixo via a síntese de Williamson (alcóxido de sódio + haletode alquila).

O átomo de carbono saturado pode ser de um grupo alquila simples. usando os números que correspondem às suas posições ao longo da cadeia de carbono. e acrescentando o sufixo –ol. Indicar a posição dos outros substituintes (como os prefixos). correspondente a esta cadeia. . ou o átomo de carbono pode ser um átomo de carbono saturado que é ligado a um anel benzênico. o seguinte procedimento deve ser observado: 1) Selecionar a cadeia de carbono mais comprida e contínua. à qual a hidroxila é diretamente ligada.44 ÁLCOOIS 1. Mudar o nome do alcano. como nos seguintes exemplos: Nomenclatura oficial IUPAC: Nomenclatura usual: prefixo + infixo + ol álcool + prefixo + ílico O átomo de carbono do álcool também pode ser um átomo de carbono saturado de um grupo alcenila ou alquinila. Para dar nomes substituivos da IUPAC aos álcoois. como localizadores. Compostos que possuem um grupo hidroxila ligado diretamente a um anel benzênico são chamados fenóis. abandonando o final o. 2) Numerar a cadeia de carbono mais comprida e contínua com o número menor para o átomo de carbono ligado ao grupo hidroxila.Estrutura e Nomenclatura de Álcoois Os álcoois são compostos cujas moléculas têm um grupo hidroxila ligado a um átomo de carbono saturado (sp3).

O etanol. Isto significa que não é possível concentrar o álcool além de 95% através da destilação fracionada. menos voláteis e menos solúveis em água. todavia. por possuírem o grupo polar OH. o grupo OH começa a perder importância. o grupo OH constitui importante porção da molécula. eles são chamados de dióis. Isso. até chegarmos a álcoois de massa molecular tão elevada que são sólidos e insolúveis em água.45 Os exemplos a seguir mostram como estas regras se aplicam: Os álcoois que contêm dois grupos hidroxila são normalmente chamados de glicóis. O etanol a 95% . quando misturado com a água na proporção de 95% de álcool e 5% de água. Com o aumento da cadeia carbônica. Por essa razão é possível misturar as duas substâncias. etanol e propanol). em especial. pode-se dizer. No sistema substituído da IUPAC.as ligações de hidrogênio. chamado álcool absoluto.Propriedades físicas As moléculas dos álcoois. O álcool puro. verificam-se apenas nos álcoois mais simples (metanol. A viscosidade e a solubilidade dos álcoois em água também aumentam se o número de hidroxilas aumentar. é muito mais caro e utiliza-se apenas quando estritamente necessário. 2. Quanto maior o número de grupos OH. Esta mistura comporta-se como um composto puro. são ligadas entre si pelos mesmos tipos de forças intermoleculares que agregam as moléculas de água umas às outras . Os álcoois então se tornam mais viscosos. mais intensas serão as interações intermoleculares e maiores serão os ponto de fusão e ebulição dos álcoois. Nesses álcoois. forma com esta uma mistura azeotrópica ou azeótropo. pois a maior parte da molécula é um hidrocarboneto. no entanto. que são líquidos incolores voláteis e de cheiro característico. sendo praticamente impossível separar os dois componentes.

5 g do álcool e 74 g do benzeno.CH2OH). 150 g de etanol a 95% (142. o que corresponde a 7. Para certos fins especiais tem de se remover mesmo o mais leve vestígio de água que possa ainda existir no álcool absoluto comercial.9o C (mistura de ponto de ebulição mínimo). Consegue-se isto por tratamento do álcool com magnésio metálico. Vejamos o que acontece se destilarmos uma mistura que contenha. por vezes.5% de etanol e 74% de benzeno é azeotrópica e tem ponto de ebulição 64. 18.15o C. permanecendo 124 g do álcool puro anidro. Na prática.3o C e água = 100o C). 3. O excesso é removido. porém. bastante inconvenientes podem frequentemente ser utilizados com vantagem prática.3o C). Esta. 18. A mistura do 7. como azeótropo binário com álcool (PE = 68. preparado pela oxidação do etileno por perácido.5% de água. A glicerina (CH2OH . Se o álcool a 95% não se pode concentrar mais por destilação. É muito usado como: • • • • Umectante.5 g de álcool e 7. e o álcool é então destilado.CHOH . é comum juntar-se um pouco mais de benzeno do que o estritamente necessário. toda a água e todo o benzeno. O caso do álcool etílico demonstra que os azeótropos embora.5 g de água.Aplicações dos álcoois Os álcoois mais simples são muito usados.CH2OH) é um triálcool de grande aplicação. dentre outras coisas.46 em água tem PE = 78.para baixar o ponto de congelamento da água de radiadores em países frios Fluido em breques hidráulicos. Quer dizer. com três componentes (azeótropo ternário). a água é transformada em Mg(OH)2 insolúvel. depois da destilação da mistura ternária. "Anti-freeze" .para baixar o ponto de solidificação Matéria-prima de inúmeras reações para obtenção de outros compostos orgânicos Combustível Componente de bebidas (etanol) Um diálcool (glicol) muito importante é o etileno-glicol (CH2OH . como é que se obtém o álcool etílico a 100% que também se encontra à venda e que se conhece por álcool absoluto? Tirando partido da existência de outra mistura azeotrópica. como: • • • • • Solventes na indústria e no laboratório Componentes de misturas "anti-freeze". Dentre os principais usos estão: • Solventes • Tintas • Plastificantes • Lubrificantes • Agente adoçante • Componente de cosméticos . Matéria-prima de plásticos e fibras (poliésteres). inferior aos pontos de ebulição de seus componentes (etanol = 78. por exemplo. mas apenas parte do álcool destilará. O primeiro material a destilar é o azeótropo ternário. onde destilará 100 g. Os azeótropos que possuem PE superior aos de seus componentes são chamados misturas de ponto de ebulição máximo.5 g de água) e 74 g de benzeno.

difícil de retirar de uma molécula. e mais fortemente ligado estará o hidrogênio. isto é. Alcóxidos são muito úteis tanto como base quanto como nucleófilos.PRINCIPAIS REAÇÕES DOS ÁLCOOIS O grupo OH dos álcoois é a sua parte mais reativa.47 4. Isso ocorre por causa do efeito atraente de elétrons do grupo alquila. conforme ilustrado no esquema a seguir: Os álcoois ainda funcionam como substâncias anfóteras. o oxigênio. maior será a densidade eletrônica no oxigênio. tornando o álcool ácido. ou seja. sendo o grupo OH um péssimo abandonador.Álcoois como ácidos O oxigênio pode acomodar a carga negativa. Preparação de alcóxidos: . A acidez dos álcoois se deve ao fato de existir um hidrogênio ligado a um átomo muito eletronegativo. 4. e estes compostos podem reagir de duas maneiras: rompendo a ligação O-H ou rompendo a ligação C-OH. Estudando o comportamento químico dos álcoois. O caráter ácido dos álcoois segue a seguinte ordem de intensidade: álcool primário > álcool secundário >álcool terciário.1. A base conjugada de um álcool é um íon alcóxido. pode-se conhecer muito do comportamento químico do grupo hidroxila em outros compostos. Quanto mais grupos alquila existirem. comportam-se às vezes como ácido e às vezes como base. geralmente utiliza-se protonar o grupamento. Os álcoois podem participar de reações de substituição nucleofílica e de eliminação. Neste último caso. Isso vai depender principalmente da natureza do outro reagente. ambos muito fracos. para facilitar a sua saída.

Desidratação Os álcoois podem ser desidratados com ácido sulfúrico concentrado a quente ou com Al2O3 (alumina). Exemplos de pKa: CH3OH H2O CH3CH2OH (CH3)3COH 15.um alceno. Mecanismo de desidratação (E1) para álcoois secundários e terciários: Exemplos: .9 18 4.2.48 Os álcoois apresentam acidez semelhante à da água. Trata-se de uma desidratação intramolecular.5 15. O produto formado dependerá basicamente da temperatura em que a reação for realizada. A cerca de 180o C o produto principal é de eliminação .74 15.

O alceno mais estável é geralmente (mas nem sempre) o mais substituído. for realizada a cerca de 140o C. porém.e Estereoquímica da Desidratação E1 (Regra de Zaitsev): O alceno mais substituído é obtido como produto quando um próton é removido do carbono-β ligado ao menor número de hidrogênios. o produto principal é de substituição . .um éter.49 Álcoois Primários sofrem desidratação por um Mecanismo E2: Se a reação. Veja: Em meio ácido (exemplo: H2SO4). Trata-se de uma desidratação intermolecular. os álcoois cíclicos podem ser desidratados. levando à formação de alcenos: OH + H + H + OH + H H2O + H3O + Regio.

O grupo –OH é um pobre grupo de partida. 4. Porém: existem outros mecanismos de eliminação que levam à formação do alceno menos estável. Br + H2O R Br R O H SN1 or + SN2 A natureza de R determina se a reação ocorrerá via mecanismo SN1 ou SN2.50 A razão para esta regra é a maior estabilização do Estado de Transição para a formação do alceno mais estável. Como no exemplo abaixo.3. produzindo haletos.Reação de Substituição • Reação com ácido HX Os álcoois podem ser tratados com ácidos halogenídricos (HX). o álcool está em equilíbrio com sua forma protonada. a molécula pode sofrer uma grande variedade de reações de substituição e/ou eliminação. mas –OH2+ é um excelente grupo de partida. para um álcool terciário. R-OH + H-Br → R-Br + H2O Exemplo: Em meio ácido. e uma vez que -OH está protonado. R O-H + H + H - Mecanismo SN1 para álcoois terciários: .

H H OH CH3 Cl - CH3 CH3 _ ZnCl2 ZnCl2 H OH H O + CH3 CH3 H CH3 - CH3 H Cl CH3 ZnCl2 H H 3 O + CH H _ ZnCl2 _ Cl H O + H H CH3 _ ZnCl2 H H Cl CH3 Limitações do uso de H-X 1) 2) 3) 4) • Funciona apenas com H-Cl e H-Br Baixos rendimentos para álcoois primários e secundários Frequentemente observa-se reação de eliminação Carbocátions podem levar a produtos de rearranjo Reação com cloreto de tionila Com cloreto de tionila. Cl + CH3 Álcoois secundários e terciários reagem via mecanismo SN1 com o reagente de Lucas. no entanto. A mistura de HCl e ZnCl2 é chamada de Reagente de Lucas. só que através de um mecanismo do tipo SN2. os álcoois produzem cloretos de alquila de acordo com a equação química abaixo. H Álcoois primários reagem de modo similar. ROH + SOCl2 R-Cl + SO2(g) + HCl(g) Exemplo: CH3CH2OH + SOCl2 CH3CH2Cl + SO2(g) + HCl(g) .51 Ácido clorídrico e o Reagente de Lucas H-Cl reage da mesma forma. frequentemente cloreto de zinco (um ácido de Lewis é adicionado para compensar a menor nucleofilicidade do ânion cloreto.

e o ponto positivo é que não leva a produtos de rearranjo. especialmente. O CH3CH2OH + Cl S Cl O S - + CH3CH2O H O Cl CH3CH2 O + S Cl + Cl - H Cl CH3CH2Cl + H OSOCl SO 2 + HCl • Reação com haletos de fósforo Pode-se obter haletos pela reação de um álcool com haletos de fósforo. num mecanismo tipo SN2. os cloretos. Mecanismo O oxigênio da hidroxila desloca o haleto (bom grupo de partida) que está ligado no fósforo. o qual pode ser isolado se necessário. R OH Br P Br Br Br- Br + R O P Br H Br R .52 O álcool reage formando um intermediário éster clorossulfito. HCl e o haleto de alquila. Exemplos: 3 R-OH + PCl3 → 3 R-Cl + P(OH)3 3 R-OH + PBr3 → 3 R-Br + P(OH)3 R-OH + PCl5 → R-Cl + POCl3 + HCl Exemplo: P Br3 OH o Et2O. O oxigênio carregado positivamente é um bom grupo de partida. esse éster reage com o íon cloreto produzindo SO2. sob aquecimento. Contudo. 35 C Br + H3P O3 (90%) Este tipo de reação não funciona com álcoois terciários. conforme pode ser visto abaixo.

Grande número destas reações é do tipo de oxidação e redução. Dependendo do oxidante. Veja os exemplos a seguir: . ou perda de X2. No caso da redução. temos a adição de H2 ou H. ocorre uma diminuição da densidade eletrônica na molécula. Esquema geral de oxidação-redução: Oxidation H R H H alkane R OH H R H primary alcohol OH H R R H R R secondary alcohol OH H R R R R tertiary alcohol O H R acid O OH aldehyde H R O R ketone H R Reduction Álcool Primário. A obtenção de ácidos carboxílicos pode ser realizada tanto com KMnO4 quanto com Cr(VI)/H2SO4.Reação de Oxidação de álcoois Álcoois são compostos orgânicos versáteis uma vez que eles sofrem uma série de transformações. Reagente de crômo(VI) é mais utilizado.4. perda de O ou O2. Oxidação é a perda de elétrons e redução é o ganho de elétrons. adição de X2.(hidreto). Em outras palavras ocorre um aumento da densidade eletrônica da molécula. adição de O ou O2. a oxidação significa a perda de H2. Ou seja. Em termos orgânicos.53 Resumo dos melhores álcoois para obtenção dos haletos de alquila Classificação Primário Secundário Terciário Cloreto SOCl2 SOCl2 HCl Brometo PBr3 PBr3 HBr Iodeto P/I2 P/I2 HI 4. a oxidação de um álcool primário pode levar a aldeídos ou ácidos carboxílicos.

Preparação do PCC: . que então elimina redutivamente a espécie de cromo. ácido sulfúrico Na2Cr2O7 + H2O + 2H2SO4 → 2 H2CrO4 + 2 NaHSO4 Mecanismo da oxidação R R H OH O HO Cr OH O chromic acid (CrVI) R R H H2O: O O Cr OH O R O R R R H O O Cr OH O + H2O chromate ester OH O Cr O(CrIV) H3O+ O álcool e o ácido crômico produzem um éster de cromato. Exemplo 2: A obtenção de aldeídos a partir de álcoois primários é feita pela oxidação com PCC.54 Exemplo 1 e água: Ácido crômico (H2CrO4) é produzido in situ pela reação de dicromato de sódio. o álcool é oxidado. O cromo é reduzido (VI →IV).

55 Exemplo de reação de oxidação de álcool primário a aldeído OH P CC / CH2Cl2 O A presença de água deve ser evitada. conforme está mostrado na equação geral a seguir. Exemplos de oxidações: . Exemplo: OH [O] O Álcool terciário não é oxidado nas mesmas condições. pois é através da formação de um hidrato que ocorre a oxidação do aldeído para o ácido carboxílico: Álcool secundário leva a formação de uma cetona.

A menos que exista na molécula algum grupo susceptível de produzir cor. umas às outras. Os mais simples. por ligações de hidrogênio. de cheiro forte e característico. os fenóis são incolores. São tóxicos e têm ação cáustica sobre a pele. Alguns exemplos importantes estão listados a seguir: OBS: Três hidroxilas também propiciam três isômeros: pirogalol. São. Veja: isômero orto-nitrofenol meta-nitrofenol para-nitrofenol PE (a 70 mmHg) 100 C 194 C decompõe-se o o solubilidade 0.35 g /100g de H2O 1. A comparação das propriedades físicas dos nitrofenóis isômeros faz ressaltar um aspecto importante. em geral. floroglucinol e oxiidroquinona. pouco solúveis ou insolúveis em água. 2. no entanto.2 g /100g de H2O 1. Oxidam-se facilmente. podem ser nomeados usando o anel aromático como cadeia principal e os grupos ligados a ele como substituintes.Propriedades físicas Os fenóis mais simples são líquidos ou sólidos de baixo ponto de fusão e ponto de ebulição elevado. devido à ligação das moléculas. como as aminas.56 FENÓIS 1. e muitos fenóis apresentam cor devido à presença de produtos de oxidação corados.Nomenclatura Os fenóis não seguem nenhuma regra fixa de nomenclatura.69 g /100g de H2O volatilidade em vapor d'água volátil em vapor d'água não volátil em vapor d'água não volátil em vapor d'água .

como por exemplo. não destilam. faz com que a ligação O-H nos fenóis seja mais fraca que nos álcoois 2. além de ser o único facilmente destilável em corrente de vapor d'água. podemos ver claramente que a pequena distância dos grupos NO2 e OH e as suas disposições no anel favorecem a formação de ligações de hidrogênio intramoleculares. Como se explicam essas diferenças? Consideremos primeiramente os isômeros meta e para. Como seria de se esperar. e podem ser convertidos nos respectivos sais por soluções aquosas de hidróxidos. Neste isômero. em relação ao com hibridização sp3 (nos álcoois). menos ácido que os ácidos carboxílicos (veja a comparação da força ácida destes compostos). A deslocalização da carga negativa por ressonância estabiliza o íon fenóxido. portanto. uma ponte de hidrogênio dentro da molécula. em relação ao íon alcóxido. 3. onde a solução fica com uma coloração roxa na presença de composto fenólico. . O efeito indutivo sacador de elétrons mais intenso do carbono com hibridização sp2 (nos fenóis). Sais de fenóis Como já foi dito. portanto. A solubilidade mais elevada se deve à formação de ligações de hidrogênio com as moléculas de água. Estes sais são conhecidos como fenóxidos ou fenolatos. a reação com cloreto férrico (FeCl3). as ligações de hidrogênio intramoleculares tomam o lugar das ligações de hidrogênio intermoleculares. ou seja. Observando-se o isômero orto-nitrofenol em um modelo molecular. A existência de ligações de hidrogênio intermoleculares impede a evaporação dos isômeros meta e para que. porém.57 Notamos que o orto-nitrofenol tem ponto de ebulição bem mais baixo e muito menor solubilidade em água que os outros isômeros.Propriedades químicas Os fenóis têm caráter relativamente ácido. Esse aumento na acidez dos fenóis em comparação com os álcoois pode ser explicado da seguinte maneira 1. quanto à solubilidade: os sais são solúveis em água e insolúveis em solventes orgânicos. A destilação em corrente de vapor depende de a substância apresentar apreciável pressão de vapor à temperatura de ebulição da água. Eles têm pontos de ebulição mais elevados devido à existência de ligações de hidrogênio intermoleculares. os fenóis e seus sais têm características opostas. os fenóis são compostos relativamente ácidos. Os fenóis podem ser facilmente diferenciados dos álcoois por meio de alguns testes simples em laboratório.

a hidroquinona é a mais importante. Uma substância insolúvel em água.Aplicações dos fenóis Os fenóis encontram diversas aplicações práticas. variando do amarelo ao vermelho. tem. – grupos alquila são doadores de elétrons – halogênios são sacadores de elétrons Os fenóis são ácidos fracos. solubilizada por soluções aquosas de hidróxido. A partir dela se produz as quinonas. que são compostos coloridos. mas não por soluções aquosas de bicarbonato. Entre estes o eugenol e o isoeugenol. tais como: • • • • Desinfetantes (fenóis e cresóis) Preparação de resinas e polímeros Preparação do ácido pícrico. gerando sais solúveis em água. mas menos acídica do que os ácidos carboxílicos.7 A força ácida dos fenóis e a solubilidade dos respectivos sais em água podem utilizar-se tanto em análise quanto em separações.95 ONa + H2O pKa= 15. fazem dela um revelador fotográfico de largo emprego. de ser mais acídica que do que a água. com NaOH(aq). Não apresentam caráter aromático. por meio da insolubilidade em bicarbonato é possível separá-los dos ácidos carboxílicos. a maioria dos compostos neste escalão de acidicidade são fenóis. sendo foretemente insaturados. As ações redutoras da hidroquinona. que à temperatura ambiente age com grande rapidez sobre os sais de prata. usado na preparação de explosivos Síntese da aspirina e de outros medicamentos Entre os diidroxifenóis. numerosos derivados do fenol estão difundidos na natureza. como por exemplo. podem separar-se os fenóis dos compostos não acídicos. conforme pode ser visto nos valores de pKa mostrados a seguir. por força.58 A substituição com grupos alquila e halogênios afeta a acidez via efeito indutivo. . que constituem essências de cravo e noz-moscada. Com base na solubilidade em meio alcalino. 4. Eles reagem com bases fortes. Enfim. OH + NaOH(aq) pKa = 9.

PRINCIPAIS REAÇÕES DOS FENÓIS 5.1. 5. produzindo éteres.Reação com haletos em meio básico Os fenóis podem ser reagidos com haletos em meio básico. como o anel apresenta um grupo direcionador ortopara (OH).2. em reações de substituição eletrofílica. No entanto. Geralmente utilizam-se os iodetos. Outros exemplos: . halogenação. semelhantes às que ocorrem com o benzeno (nitração. acilação. sulfonação.59 5. a entrada dos grupamentos será orientada nestas posições. alquilação).Substituições eletrofílicas Ao anel aromático do fenol pode ser adicionado um ou mais grupamentos funcionais. por ser o iodo um grupo de fácil saída.

os momentos de dipolo das duas ligações não se anulam mutuamente. Essa fraca polaridade. . O grupo RO. com o sufixo ico aduzido ao último.Nomenclatura Éteres simples são freqüentemente designados por nomes radicofuncionais comuns. com as moléculas de água. sendo aproximadamente igual ao do alcano de massa molecular e geometria correspondente. Alguns exemplos importantes: OBS: Os éteres podem ser cíclicos. não exerce efeito considerável sobre o ponto de ebulição do éter. Por isso os éteres apresentam certo momento de dipolo.Propriedades físicas Sendo o ângulo entre as ligações R-O-R diferente de 180o C. mas muito menor que o dos álcoois isômeros. devido ao efeito da repulsão dos pares eletrônicos não ligantes do oxigênio.é um grupo alcoxi. os éteres podem formar ligações de hidrogênio. 2. mas diferente de zero. Os dois grupos ligados ao átomo de oxigênio são listados simplesmente (em ordem alfabética). alcoxialcenos e alcoxiarenos.60 ÉTERES 1. ainda que pequeno. Isto se deve principalmente ao fato de que nos álcoois é possível a formação de ligações de hidrogênio entre as moléculas. já que. quando o heteroátomo de um ciclo é o oxigênio. os nomes substitutivos da IUPAC deveriam ser usados para éteres complicados e para compostos com mais de uma ligação de éter. Entretanto. no entanto. os éteres são denominados como alcoxialcanos. precedidos pela palavra éter. Nesse estilo da IUPAC. Nesse caso são chamados epóxidos. a solubilidade dos éteres em água é comparável à dos álcoois correspondentes. o que não ocorre nos éteres. Por outro lado.

gorduras. pois ele é reduzido pelo íon Fe2+. 3. se encontrem em baixa concentração. exigindo cuidado na sua manipulação. Também se pode eliminar o peróxido destilando o éter com ácido sulfúrico concentrado. Porém.Propriedades químicas Os éteres são pouco reativos. essências etc. Embora. o qual reage com o íon tiocianato. A presença de peróxido pode ser identificada pela adição de sulfato ferroso e tiocianato de potássio. Além disso. . Poucas reações dos éteres são importantes. Os éteres líquidos são incolores. pois podem dar origem a explosões violentas durante as destilações que se seguem às extrações com éter. em virtude da grande estabilidade das ligações C-O-C. O peróxido oxida o ferro II a ferro III. os éteres são altamente inflamáveis. Essa é também uma maneira de eliminar o peróxido. Por apresentarem um momento de dipolo desprezível. a reação com HX é um método interessante para a obtenção de álcoois e haletos. Dentre eles. a maioria dos éteres alifáticos transformam-se em peróxidos instáveis. o éter dietílico (éter comum) merece destaque: • • • Solvente no laboratório e na indústria Anestésico Extração de óleos. 4.Aplicações dos éteres Os éteres mais simples são usados principalmente como solventes. esses peróxidos são muito perigosos. os éteres podem servir como solventes apolares para substâncias orgânicas. de cheiro agradável. No entanto. em contato com o ar. produzindo um complexo de coloração vermelho-sangue característica. devido à ausência de ligações de hidrogênio).61 Os éteres são substâncias muito mais voláteis do que os álcoois correspondentes (mais uma vez.

Preparação dos epóxidos Eles podem ser preparados de diversas maneiras. Estes perácidos são facilmente obtidos pelo tratamento de ácidos carboxílicos com peróxido de hidrogênio (H2O2). . envolvendo interação entre a dupla do alceno e o oxigênio eletrofílico do peróxido.62 EPÓXIDOS 1. A reação provavelmente se processa via um mecanismo sincronizado. O anel de três membros altamente tensionado nas moléculas dos epóxidos torna-as muito reativas.Estrutura e Nomenclatura Epóxidos são éteres cíclicos com anéis de três membros. • USUAL: ÓXIDO + DE + alceno que deu origem ao epóxido. mas um dos métodos mais comuns consiste na oxidação de alcenos com perácidos. 2. conforme pode ser visto nos exemplos a seguir. Utilizando-se setas. o mecanismo pode ser representado conforme mostrado a seguir. seguido da palavra epóxi . Nomenclatura: • IUPAC: a função epóxi é indicada pelos números em que está ligada na cadeia principal.

trifluoroperacético. . Alguns exemplos dessa reação são apresentados a seguir.CCl4. 3. CH2Cl2. mcloroperbenzóico e perbenzóico. Solventes como CHCl3.Reações de abertura de epóxidos Abertura de epóxidos com água em meio ácido ou com ácidos halogenídricos concentrados: Abertura de epóxido assimétrico com catálise ácida e básico (regiosseletividade).63 Dentre os perácidos mais utilizados encontram-se os ácidos peracético. são largamente empregados para esse tipo de reação.

3) Fornecer a nomenclatura IUPAC para os compostos abaixo: 4) Indique quais estruturas do problema anterior contêm as funções: a) álcool 1o b) álcool 2o c) álcool 3o d) éter vinílico 5) Desenhar a fórmula estrutural dos compostos abaixo. Justifique a sua resposta.3-ciclo-hexanodiol g) 4-metóxi-2-metil-2-butanol 6) Colocar os compostos abaixo em ordem crescente de ponto de ebulição. Os valores em grau Celsius (oC) são: -42. -24. Éteres e Epóxidos 1) Nomear os álcoois mostrados abaixo: a) CH3CH2CH(OH)CH2CH3 b) (CH3)2CHCH(OH)CH2CH3 c) CH3CH(Cl)CH(OH)CH2CH3 d) CH3CH(Cl)CH2CH(OH)CH3 2) Mentol é um dos ingredientes em confeitos mentolados. e 78.Álcoois . é o flavorizante do tomilho.64 Lista de Exercícios .3-dimetoxitolueno e) 4-penten-2-ol f) 2-bromo-1. por isto. a) CH3CH2OH b) CH3OCH3 c) CH3CH2CH3 . outro aromático equivalente. é empregado em cosméticos e loções para barbear. Escreva os nomes oficiais dos mesmos. Timol. Ele produz uma sensação refrescante quando aplicado sobre a pele. a) 4-metóxi-2-metil-2-butanol b) trans-1-etóxi-3-metóxicicloexano c) óxido de cis-2-buteno d) 2.

fornecendo o(s) nome(s) do(s) produto(s). CH2CH2OH F A CH2CH2CH2OH F B CH3CH2OH C F CHCH2OH F D 8) Explicar porque o fenol (pka=10) é mais ácido do que o etanol (pKa=16). um álcool primário. H2SO4. com os reagentes mostrados abaixo. justificando sua resposta. para formar os correspondentes haletos de t-butila. calor d) K2Cr2O7. 10) Escrever uma equação para cada uma das reações mostradas abaixo: a) 2-metil-2-butanol + HCl b) ciclopentanol + PBr3 c) 1-metilciclopentanol + H2SO4 e calor d) 1-pentanol + Na e) 1-feniletanol + SOCl2 f) 1-pentanol + CrO3 em meio ácido g) 2-cicloexiletanol + PCC h) 1. HBr e HI. para os compostos abaixo.65 7) Colocar os compostos hidroxílicos em ordem decrescente de acidez.2-etanodiol com SOCl2 (cloreto de tionila) i) álcool benzílico (φCH2OH) com Na2Cr2O7 em meio ácido 11) Escrever as equações para a reação (quando aplicável) do 1-butanol. calor 12) Completar as reações abaixo para o 2-metil-ciclo-hexanol. a) sódio metálico b) solução aquosa de hidróxido de sódio c) H2SO4. a) 1-feniletanol b) 1-metilcicloexanol . 9) Explique porque o álcool t-butílico reage com velocidades iguais com HCl. H3PO4 / calor OH CH3 K2Cr2O7 SOCl2 13) Fornecer o(s) produto(s) da reação com H2SO4 concentrado e aquecimento.

fornecendo todos H3PO4 / ∆ os produtos possíveis. fornecendo o nome do produto e justificando sua escolha para a abertura do anel. Pergunta-se: a) Completar a reação abaixo. b) Propor um mecanismo para a reação acima.66 14) Os álcoois em meio ácido e com aquecimento fornece um produto de eliminação com perda de água. OH c) Qual produto será o majoritário? Por quê? 15) Escreva as estruturas dos produtos orgânicos que resultam de cada uma das seguintes reações: 16) Completar a reação abaixo de abertura de epóxido. com os seguintes reagentes: a) água b) fenol . em meio ácido. H2C CHCH3 O + CH3CH2ONa CH 3CH 2OH 17) Fornecer os produtos de reação do óxido de propeno.

20) Indique os reagentes nos seguintes esquemas: a) OH CH3 CH3 CH3 O CH3 OH OH a b c b) OH d Br e OCH3 .67 18) Como podemos preparar os éteres abaixo: a) O b) OH OCH3 c) O 19) Existem numerosas possibilidades de sínteses do etoxiciclopentano a partir do ciclopenteno. Sugerir uma rota de preparo deste composto.

68 ALDEÍDOS E CETONAS 1. O C H H R O C H O C H Aldeídos O C R R O C R O C Cetonas Grupo funcional em aldeídos e cetonas é trigonal planar. Nomenclatura de aldeídos: Nomenclatura oficial IUPAC: Nomenclatura usual I: Nomenclatura usual II: prefixo + infixo + al aldeído + prefixo + ílico prefixo + aldeído . Ângulos de ligação são aproximadamente 120 º.Estrutura e Nomenclatura São estruturalmente semelhantes. A diferença entre eles é que os primeiros possuem pelo menos um átomo de hidrogênio ligado ao carbono carbonílico. ao passo que o último possui dois grupos alquil e/ou aril. pois ambos têm a carbonila (C=O) como grupo funcional.

conforme exemplificado a seguir: O CH3CH2CH2CH3 Butano MM(g/mol) Tebulição (oC) 58 -0.2 CH3CH2CH2OH 1-Propanol 60 97. possuem temperaturas de ebulição mais altas que as dos alcanos de massas molares semelhantes.1 . Uma vez que os aldeídos e cetonas não podem formar ligações de hidrogênio intermoleculares.Propriedades físicas A ligação dupla carbono-oxigênio é polar. suas temperaturas de ebulição são mais baixas que as dos álcoois de massas molares semelhantes. R C R' + O - R + C O R' Como conseqüência da polaridade do grupo carbonila.5 CH3CH2CH Propanal 58 49 O CH3CCH3 Propanona 58 56. os aldeídos e cetonas encontram-se associados por meio de interações dipolo-dipolo e conseqüentemente. devido à maior eletronegatividade do oxigênio em relação ao carbono.69 Nomenclatura de cetonas: Nomenclatura oficial IUPAC: Nomenclatura usual: prefixo + infixo + ona grupamento menor + grupamento maior + cetona Alguns exemplos importantes: 2.

3. no caso de βdicarbonílicos. A forma cetônica é.Equilíbrio Ceto-Enólico As formas cetônica e enólica dos compostos carbonilados são isômeros constitucionais. Exemplos: Em alguns casos a forma enólica pode predominar. Como por exemplo. termodinamicamente mais estável do que a forma enólica.70 Com o aumento do número de átomos de carbono do aldeído e cetonas. e eles passam a ter temperaturas de ebulição próximas ás dos alcanos de massas molares semelhantes. já que a ligação π carbono-oxigênio é mais forte do que a π carbono-carbono. que são facilmente interconvertidos na presença de traços de ácidos e bases. As formas cetônica e enólica interconversíveis são chamadas de tautômeros e sua interconversão tautomerização. Tautômeros são isômeros estruturais que estão relacionados por uma transferência de um hidrogênio e uma ou mais ligações π. a influência do grupo carbonila sobre as propriedades físicas estes compostos diminui. na maioria dos casos. a forma enólica costuma ser predominante: Mecanismos: .

) • Na produção de anidrido acético • Na extração de óleos e gorduras de sementes • Na fabricação de vernizes Dentre as cetonas aromáticas. O aldeído fórmico é utilizado como: • • • • Desinfetante Líquido para conservação de cadáveres e peças anatômicas Matéria-prima na fabricação de plásticos Reagente para síntese de urotropina (medicamento renal) O aldeído acético (etanal) é utilizado para: • • • • • Produção de cloral (CCl3 . usado como hipnótico. . sem dúvida. a propanona (acetona comum).71 4. utilizada principalmente: • Como solvente no laboratório e na indústria • Na fabricação de pólvora sem fumaça • Na fabricação de medicamentos hipnóticos (clorofórmio. anidrido acético. utilizada principalmente como solvente na indústria de perfumaria e como intermediária em certas sínteses orgânicas. merece destaque a acetofenona.CHO). álcool n-butílico etc.Aplicações dos aldeídos e cetonas Os aldeídos mais importantes são os mais simples. sulfonal. Produção de resinas Fabricação de espelhos (usado como redutor da prata) Indústria de materiais fotográficos A cetona mais importante é. cloretona etc. como clarificador de tecidos animais e na produção de DDT Produção de ácido acético.

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5- PRINCIPAIS REAÇÕES DOS ALDEÍDOS E CETONAS 5.1- Reações de adição nucleofílica de aldeídos e cetonas Um nucleófilo, :Nu-, aproxima-se de um ângulo de cerca de 45º para o plano do grupo carbonila e adiciona-se ao átomo de carbono eletrofílico C=O Ao mesmo tempo ocorre a rehibridização do carbono do grupo carbonila a partir de sp2 para sp3, um par de elétrons move-se a partir da ligação dupla carbono-oxigênio em direção ao átomo de oxigênio negativo e é produzido um íon alcóxido tetraédrico intermediário.
HO H Nu: Negativos
-

HOH Neutros ROH H3N
-

R3C RO
-

N C

RNH2

H O O H3C C CH3 H
-

+

H OH H3C H3C C H + H2O

O H3C H3C C

-

H H

cetona ou aldeído

íon alcóxido

álcool

Reatividade relativa de aldeídos e cetonas Os aldeídos são geralmente mais reativos que as cetonas em reação de adição nucleofílica por razões estéricas e eletrônicas. Estericamente, a presença de apenas um grande substituinte ligado ao carbono C=O em um aldeído versus dois grandes substituintes em uma cetona significa que um nucleófilo está apto a se aproximar de um aldeído mais prontamente. Assim, o estado de transição leva a um intermediário tetraédrico menos empacotado e de menor energia para o aldeído que para uma cetona.

73
Nu: H H C C O H H C H H Cetona Maior impedimento estérico

Nu: H H C C O H H Aldeído

Eletronicamente, os aldeídos são mais reativos que as cetonas por causa da maior polarização dos grupos carbonilas dos aldeídos. Para ver essa diferença de polaridade, relembre a ordem de estabilidade de carbocátion. Um carbocátion primário tem maior energia e, dessa forma, é mais reativo que um secundário porque possui apenas um grupo alquila introduzindo a estabilidade na carga positiva, preferencialmente a duas. Um aldeído é assim um pouco mais eletrofílico e mais reativo que uma cetona.
H C R
+

H H C
+

Carbocátion 1º (menos estável, mais reativo) O C R H Aldeído (menos estabilizado, mais reativo)

R R' Carbocátion 2º (Mais estável, menos reativo) O C R R Cetona (mais estabilizado, menos reativo)

Uma comparação adicional: os aldeídos aromáticos, como o benzaldeído, são menos reativos em reações de adição nucleofílicas que os aldeídos alifáticos. O efeito de ressonância na doação de elétrons do anel aromático torna o grupo carbonila menos eletrofílico que o grupo carbonila de um aldeído alifático.

A) Adição Nucleofílica de água – reação de hidratação. Os aldeídos e as cetonas reagem com a água para produzir 1,1 dióis, ou diois geminais (Gem). A reação de hidratação é reversível e um diol Gem pode eliminar a água para regenerar um aldeído e uma cetona.
O C H3C CH3 + H2O OH H3C C H3C OH Dióis geminais Acetona hidratada (0,1%)

Acetona (99,9%)

O C H H + H2O

OH H C H OH Formaldeído hidratado (99,9%)

Formaldeído (0,1%)

74 A adição nucleofílica de água é lenta em água pura, mas é catalisada por ácidos e bases.
O H O BASE C
-

O C OH

-

H

OH C + OH
-

OH

OH

H O ÁCIDO C H O
+

H

+

O C

H

OH C O
+

OH C H OH + H3O
+

O H H

H O H H

B) Adição nucleofílica de alcoóis: Formação de acetais.
Os aldeídos e as cetonas reagem reversivelmente com dois alcoóis na presença de um catalisador ácido para formar os acetais (R2C(OR’)2) (algumas vezes chamados de cetais, se derivados de cetonas). É uma importante reação em processos de formação de oligossacarídeos e polissacarídeos. Mecanismo de reação:
O C H Cl
+

O C

H

O C

H - H3O O
+ +

O C

H OR

H Cl

R O H H

HOR álcool

H

Hemiacetal

H

O C

+

H C O O R R O H
+

R R R
+

R C O O R Acetal

O

C O H O H H

+ H3O

+

75 Exemplos de reações de formação de acetais.

C) Adição nucleofílica de Aminas primárias (RNH2). As aminas primárias reagem com os aldeídos ou cetonas formando iminas (R2C=NR), um composto importante em muitos caminhos metabólicos. Mecanismo da reação:
H
+

H O H H O
+

O H H H C N
+

O C R R' :NH2R

O

-

OH R C NHR R' Carbinolamina

H R

H R C + N HR R'

R C NHR R'

íon imínio

C N R Imina

+

H3O

+

Nos casos em que pelo menos um dos grupos ligados ao carbono ou ao nitrogênio do grupo imina for aromático, esta será bastante estável, conforme mostrado na reação abaixo.

Outros derivados da amônia como hidroxilamina (NH2OH), hidrazina (H2NNH2), fenilidrazina (PhNHNH2) e 2,4-dinitrofenilidrazina também reagem com aldeídos e cetonas formando produtos estiveis.

O reagente de Grignard funciona como doador de carbânion: . Os aldeídos e cetonas reagem com íons hidretos (:H-). mostrados a seguir: Outro agente redutor bastante utilizado é o LiAlH4 (hidreto de lítio e alumínio) E) Reação com Reagente de Grignard Os aldeídos e cetonas podem reagir com composto de Grignard e posterior hidratação em meio ácido. H + O H H OH R C H R' Álcool + H2O O C R R' - O - :H Aldeído ou cetona R C H R' íon alcóxido tetraédrico Veja os exemplos de reduções de aldeídos e cetonas.76 As 2. provenientes do NaBH4 e LiAlH4. D) Adição nucleofílica de hidretos: Formação de álcoois.4-dinitrofenilidrazonas são sólidos cristalinos amarelados e são úteis nas identificações de aldeídos e cetonas. produzindo álcoois. para formar um álcool.

77 Veja os exemplos a seguir para a reação entre um reagente de Grignard e um composto carbonílico (alceído ou cetona). Exemplos de reações entre reagente de Grignard e aldeídos ou cetonas. Outros exemplos: . O reagente de Grignard é formado a partir do haleto orgânico com magnésio metálico na presença de éter etílico anidro.

Ag2O. Uma desvantagem nessa oxidação com CrO3 é que este ocorre sob condições ácidas.Oxidação de aldeídos e cetonas Os aldeídos são facilmente oxidados para produzir os ácidos carboxílicos. .3. em uma molécula.Acidez dos hidrogênios α dos compostos carbonilados Os hidrogênios α são mais ácidos em relação a átomos de hidrogênios ligados a outros carbonos. Nesse caso. Quando o ânion estabilizado por ressonância aceita um próton. O C H Ag2O NH4OH. convertem os aldeídos em ácidos carboxílicos. O motivo desta acidez excepcional dos hidrogênios α dos compostos carbonilados é que o grupo carbonílico é um retirante forte de elétrons. a oxidação no laboratório de um aldeído pode ser executada usando-se uma solução de óxido de prata. A carga negativa do ânion é deslocalizada. H2O Etanol O C OH + Ag 5. sem danificar as ligações duplas carbono-carbono ou outros grupos funcionais sensíveis ao ácido. o ânion produzido fica estabilizado por ressonância. Os aldeídos são oxidados pelo reagente de Tollens com alto rendimento.78 5. incluindo KMnO4 e HNO3 a quente. no que é chamado de forma cetônica. e quando o composto carbonilado perde um próton α. mas as cetonas são normalmente inertes a oxidação. O C R O C R R' H O R O Não ocorre O C OH Muitos agentes oxidantes. ou pode aceitar no oxigênio para formar um enol (forma enólica). mas CrO3 em ácidos aquosos é uma escolha mais comum no laboratório. por não possuir um hidrogênio ligado a carbonila que diminui sua reatividade. o então conhecido reagente de Tollens. ele pode fazê-lo de qualquer uma das duas maneiras: ele pode aceitar o próton no carbono para formar o composto carbonilado original. em amônia aquosa. e as moléculas sensíveis algumas vezes sofrem reações laterais.2.

respectivamente.79 Lista de Exercícios de Aldeídos e Cetonas 1) Escrever os nomes IUPAC para os compostos a seguir. 4) O ponto de ebulição do 2-propanol. 5) 1-hexanol e o 1-hexanal possuem 157. a) O CH3 b) O CH3CH2CCH2CH=CH2 .3-ciclopentanodiona c) 4-hidroxi-4-metil-2-pentanona d) 3-etil-5-oxo-hexanal e) 2-metil-ciclopentanona f) hexanodial g) (Z)-2-metil-2-butenal h) Fenilacetaldeído i) Bromoacetona j) (S)-2-hidroxipropanal k) 4-cloro-2-pentanona l) Diisopropilcetona m) p-nitroacetofenona 3) Desenhar as fórmulas estruturais para as seis cetonas de fórmula molecular C6H12O e fornecer seus respectivos nomes. e 2-metilpropeno (seus pesos moleculares são aproximadamente os mesmos) são 82 oC. propanona. Justificar tais valores. A que se atribui esta diferença. a) CH3CCH=CHCH2CH3 O CH3O Cl H 3C O b) CH3CHCHO c) CHO d) 2) Fornecer as estruturas para os compostos carbonílicos listados a seguir: a) 3-metil-3-buten-2-ona b) 2-propil-1. sendo que ambos possuem praticamente o mesmo peso molecular? 6) Os compostos carbonílicos são mais solúveis em água do que os correspondentes alcanos. 57 oC e –7 oC. 7) Escrever a fórmula estrutural para a forma cetônica a partir do enol fornecido. a) O H C OH b) OH 8) Desenhar as fórmulas estruturais para a forma enólica a partir do composto carbonílico dado. Justificar este comportamento. mas são menos solúveis do que os correspondentes álcoois.5 oC e 131 oC como ponto de ebulição.

m-cloroperbenzóico 1-fenil-2-butanol 13) Mostrar como podemos realizar as conversões mostradas abaixo. Br + Mg éter (A) CO3H CO2H (B) + Cl CH3CH2CH=CH2 + Cl (A) + (B) ác. 12) O 1-fenil-2-butanol é usado em perfumes. a) O + 2 CH3 CH2 OH b) CH3CH2CH2CH O H+ H+ + 2 CH3 OH .80 9) Escrever as equações químicas para as reações do etanal com os seguintes reagentes. O a) CH CCH CH CH 3 2 2 3 b) O (i) OH CH3CCH2CH2CH3 H (ii) CH3C=CHCH2CH3 H (iii) OH (iv) Cl 14) Desenhar as fórmulas estruturais para os hemiacetais e acetais formados a partir de cada par de reagentes na presença de um catalisador ácido. a) K2Cr2O7 / H2SO4 b) LiAlH4 seguido de adição de água c) H2 / Pt 10) Escrever as fórmulas estruturais para todas as combinações de reagentes de Grignard e aldeído ou cetona que podem ser usadas para preparar os álcoois abaixo. e outros reagentes necessários. a) CH2CH3 CH3CCH2CH2CH3 OH b) CHCH2CH3 OH 11) Escrever as fórmulas estruturais para todas as combinações de reagentes de Grignard e aldeído ou cetona que podem ser usadas para preparar o 2-fenil-2-butanol. Completar as reações abaixo para obter este álcool a partir de bromobenzeno e 1-buteno.

20) Mostre os reagentes que fariam as seguintes conversões: . Escrever um mecanismo para esta reação. fornecer os produtos A. B e C. partindo-se de compostos carbonílicos via aminação redutiva. Para evitar a reação entre a carbonila e o reagente de Grignard realizamos a proteção do grupo carbonila através da reação de formação do acetal. usando qualquer outro reagente orgânico e inorgânico. mostrar como preparar os compostos mostrados a seguir. a) ciclo-hexeno b) 1-fenil-ciclo-hexeno 18) Para a seqüência mostrada abaixo. Fornecer o nome do produto C. 1) O Cl + 2 CH 3OH H+ A Mg éter etilico B CHO 2) H2O / H+ C 19) Desenhe fórmulas estruturais para o produto formado pelo tratamento de cada composto abaixo com brometo de propil-magnésio seguido de hidrólise em ácido aquoso. conforme mostrado abaixo.81 15) Os compostos carbonílicos são muito reativos diante de reagentes de Grignard. a) CH3CH2 H N CH2 b) H2N 17) Utilizando como matéria-prima a ciclo-hexanona. H Br O + 2 CH3OH + Br CH3O OCH3 + H2O 16) Mostrar como podemos converter as aminas abaixo.

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