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Estudo de Impacto Ambiental

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Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental

,S.A.

PROJECTO DE CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO DA CIDADELA DA MATOLA

ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL
Draft I
Maputo Março de 2011

Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental

,S.A.
Ficha Técnica
Felicidade Munguambe Cláudia Tomás John Hatton Mia Couto Paula Santos Sandra Fernandes Hélio Mahanjane Zefanias Muhate Lourenço Covane Mauro Simão Benilde Mourana Gestora do Projecto (Especialista em Consulta Pública)

Gestora do Projecto (Ligação com o proponente) Controle de Qualidade Ecologista/Especialista em EIA Socio-economista Assistente de Consulta Pública Engenheiro Civil Arquitecto (Planeamento Urbano) Especialista em SIG Avaliação do Tráfego Jurista

Elaborado por:
Impacto Lda. Av. Mártires da Machava, 968 Tel. (258) 21499636 E-mail: impacto@impacto.co.mz Maputo – Moçambique E Lis Moçambique, Lda. Av. 24 de Julho, 2096 Tel. (258) 21302464 Maputo – Moçambique lismocambiquesa@lismocambique.com

Preparado para:
Cidadela da Matola, S.A Av. Armando Tivane, 599 Maputo – Moçambique

Maputo Março de 2010

RESUMO NÃO TÉCNICO

Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico

A Cidadela da Matola, S.A, sociedade composta pela Public Investment Corporation, Mc Cormick Property Development e pelo Consórcio SPI, INFRA e FFF (S.I.F), é um grupo moçambicano, que se propõe a desenvolver um empreendimento denominado por Cidadela da Matola, no coração urbano do Município da Matola, na Província de Maputo. O empreendimento será composto por um conjunto de investimentos de primeira classe nas áreas residencial, comercial e de retalho. O projecto foi classificado pelo Ministério para a Coordenação Ambiental (MICOA) como sendo de Categoria A, estando sujeito, por isso, a realização de um Estudo de Impacto Ambiental, conforme previsto no Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental1. Para a elaboração do EIA criou-se um consórcio formado pelas empresas de consultoria ambiental Lis Moçambique, S.A e Impacto, Lda. A equipa responsável pelo estudo é uma equipa multidisciplinar, composta por diversos consultores com diferentes áreas de conhecimento. O presente documento constitui o Resumo não Técnico do Relatório do EIA. O EIA segue a abordagem e o conteúdo definidos nos termos da legislação moçambicana sobre AIA. O projecto localiza-se Centro Urbano do Município da Matola (no bairro da Matola A) no local antes ocupado pela Rádio Moçambique, E.P. como centro emissor e parque de antenas e ocupará uma área total aproximada de 54 hectares (Figura 2). Por outras palavras a localização do projecto pode ser assim definida: próximo ao cruzamento entre a Estrada Nacional nº4 (N4), a avenida do Zimbabwe e a Estrada Nacional nº2 (N2) – sendo o seu ponto central determinado pelas coordenadas 32º 27' 25.41” E; 25º 57' 32.87” S.

1

Decreto 45/2004 de 29 de Setembro, alterado pelo Decreto 42/2008 de 4 de Novembro. EIA

ii

Lis Moçambique, S.A & Impacto Lda

Hotel e Centro de Conferências. Centro Cultural e Museu. restaurantes e outros.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico Figura 1: Área proposta para o projecto A Cidadela da Matola será composta por um conjunto de áreas residenciais. Parque de Escritórios. Stands automóveis e serviços relacionados. Edifício para o Governo Provincial. S. Zonas residenciais. Praça Samora Machel. comerciais e de retalho (comércio de bens e serviços).A & Impacto Lda . Zonas autónomas para o desenvolvimento industrial. Restaurantes autónomos. Hospital e Spa. que incluirá o seguinte: Centro Comercial com lojas. EIA iii Lis Moçambique. Centro Desportivo.

S. constituída por uma largura de 30 metros a ser mantida ao longo dos lados Norte e Sul do desenvolvimento). rede de comunicação. e rede de energia eléctrica. a actividade terá impactos biofísicos negativos negligenciáveis e impactos socioeconómicos positivos. os usos e seus potenciais impactos nos ambientes biofísico e socioeconómico mostram que. No tocante às alternativas espaciais para a localização do empreendimento. sendo que existem já três alternativas. rede de saneamento. serão alvos de melhoramento e ampliação. As características da actividade proposta. Serão construídas infra-estruturas de apoio.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico De acordo com o proponente. Para além da área cimento (incluindo a zona asfaltada). fora da área da Cidadela. De referir que deverão ser desenvolvidos estudos ambientais específicos para a construção e operação da referida ETAR. no âmbito da implementação da actividade proposta. será construída uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR). construção e operação da Cidadela da Matola. A Cidadela da Matola contemplará ainda espaços para o parqueamento de viaturas. as quais. O local. tais como rede viária. foi classificado como um espaço urbanizável (área multifuncional e industrial). As principais questões inerentes à implementação do projecto foram analisadas de forma preliminar (no EPDA) e prendem-se com as alterações do tráfego automóvel e pedonal. padrões e normas de reserva de espaços verdes. o proponente pretende implementar a actividade num local onde já existem serviços e infra-estruturas básicas (electricidade. EIA iv Lis Moçambique. De realçar que. saneamento e abastecimento de água. abastecimento de água e rede viária). sendo que todo o empreendimento terá cerca de 5. emissão de ruídos e/ou poeiras. o projecto garantirá espaços verdes (uma “zona verde” paisagística de 5 m de largura ao longo de todas as estradas internas dentro do complexo urbanístico e zona de protecção de jardins interiores. 24. até ao final da construção.A & Impacto Lda . a alternativa de “não execução” da actividade proposta não deverá ser considerada. e não tendo sido encontrados obstáculos fatais ao desenho da proposta. nomeadamente o tipo de infraestruturas a serem edificadas. se forem tomadas medidas de mitigação adequadas. drenagem de águas pluviais. de acordo com o Plano de estrutura do Município. a alocação de espaços para o parqueamento de viaturas. rede de abastecimento de água. gestão de resíduos sólidos. as componentes do projecto serão realizadas através de parcerias com investidores locais e estrangeiros.18% da área total da Cidadela da Matola).91 há. mas estruturadas de modo a acomodar a participação de todos interessados.221 lugares para o estacionamento de viaturas (cerca de 12. Assim sendo.

o número de postos a serem disponibilizados dependerá. dentre outros factores. já alocado para o projecto. para as fases de construção e operação são resumidamente apresentados: Potenciais impactos positivos • Criação de postos de trabalho Nesta fase. • Promoção da Economia Formal e Informal Com a implementação do projecto. Contudo. nas suas várias fases. S.A & Impacto Lda . Detalhes a este respeito só serão conhecidos após selecção do empreiteiro. Esta procura poderá impulsionar não só o comércio informal como o formal e. Hospital. Localizações alternativas poderiam ser encontradas em áreas de expansão da cidade da Matola. o comércio informal poderá assumir alguma expressão devido ao aumento na procura de serviços diversos. • Aumento da oferta de bens e serviços A edificação de infra-estruturas como o Centro Comercial. No entanto. A análise dos impactos ambientais da actividade permite identificar e avaliar os potenciais impactos gerados durante a sua implementação. Considerando a taxa de desemprego na Província de Maputo considera-se este impacto como positivo. numa área que foi previamente usada como um parque de antenas e centro emissor da Rádio Moçambique. Hotel. uma vez que este poderá possuir um quadro de pessoal próprio. sendo fortemente ocupada por um graminal. A área do projecto não apresenta grandes variações em termos de topografia. Centro de Conferências. e suas medidas de mitigação. sobretudo na fase de construção. por sua vez criar oportunidades de aquisição de receitas para os comerciantes locais. essas localizações implicariam a provisão de infraestruturas básicas nem sempre disponíveis. Alguns dos potenciais impactos do projecto.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico A adequação da área de implantação foi debatida entre o investidor e as autoridades municipais. e reduzir a actual dependência em relação à Cidade de Maputo. estando a mesma entre os 30m e os 43m de altitude. edifícios do governo. EIA v Lis Moçambique. da necessidade de pessoal adicional por parte do empreiteiro. serão criados postos de trabalho. O projecto estará inserido num meio urbano. restaurantes. Centro cultural e Museu. contribuirá para solucionar a demanda em termos de bens e serviços na região. sendo que a maioria corresponderá a tarefas não especializadas.

a acumulação de águas pluviais nas zonas baixas. A gestão indevida dos mesmos comporta um potencial de poluição do solo. Deverão ser definidas áreas de acesso automóvel e pedonal que regulem a circulação e evitem o pisoteio desordenado. Tanto quanto tecnicamente possível. a circulação de maquinaria e viaturas pesadas irá resultar na compactação do solo. a áreas designadas para o efeito. deve ser limitada a circulação e manobras de maquinaria e veículos pesados. papelão. embalagens. conduzindo á alteração dos padrões naturais de escoamento e consequentemente. Medidas de Mitigação: 1. Este impacto será de intensidade baixa devido a natureza granular dos solos da área do projecto (Post Mananga) e a baixa declividade (0 à 5 %).) serão produzidos durante a fase de operação do empreendimento. um museu e um centro cultural que irão estimular o desenvolvimento cultural e social. reduz a capacidade de infiltração das águas pluviais.A & Impacto Lda . o que implica uma redução nos níveis de escoamento superficial. desporto e cultura O projecto contempla um centro desportivo. S. A compactação reduz a porosidade do solo.e. resíduos domésticos. e 2. através do funcionamento dos serviços e das infraestruturas existentes. Potenciais impactos negativos • Compactação dos solos / Alteração dos padrões naturais de escoamento Durante as obras. particularmente nas áreas de manobra de maquinaria e veículos envolvidos na construção. através da promoção de práticas recreativas e de lazer.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico • Criação de espaços de lazer. É importante notar que o acesso a estes serviços dependerá dos regimes de acesso e uso a serem implementados durante a fase de operação. papeis. • Poluição do solo por gestão inadequada de resíduos sólidos não perigosos Os resíduos sólidos (p. etc. EIA vi Lis Moçambique.

sem prejuízo das comunidades adjacentes.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico Medidas de Mitigação: 1. A criação de um sistema de recolha e gestão das águas pluviais. no local. S. o que representará um aumento dos níveis de escoamento superficial das águas pluviais que podem resultar em inundações nas zonas mais baixas da Matola A. • Aumento dos níveis de Escoamento das Aguas Pluviais por impermeabilização dos solos A construção das infraestruturas do projecto culminará com a impermeabilização de cerca de 70% da área do projecto. Reutilizar e Reciclar). Deverá ser estabelecido um sistema eficaz de gestão de resíduos sólidos. Medidas de Mitigação: 1. uma equipa responsável pela manutenção da limpeza. no sentido Sudeste. havendo. 3. Deverá ser incentivada a adopção do Princípio dos três R´s (Reduzir. dentro do recinto da Cidadela da Matola. 4. Devem-se colocar contentores de lixo nas proximidades dos edifícios e em todas as entradas e estes deverão ser periodicamente recolhidos. 2. EIA vii Lis Moçambique. de mecanismos de drenagem de águas pluviais (valas e aquedutos) que permitam o escoamento das águas pluviais para as bacias de retenção naturais. e 4. Criação de valas para escoar correctamente as águas em espaços impermeáveis.A & Impacto Lda . 3. Reutilização das águas para outros fins. 2. Articulação com as estruturas municipais. Zonas de armazenamento para resíduos sólidos domésticos devem ser identificadas na área do empreendimento. tais como a rega das áreas verdes e lavagem de pavimentos.

pois as mesmas retardam a decomposição biológica nas lagoas de oxidação – para degradação da matéria orgânica. serão gerados no Centro Comercial durante a fase de operação. é de se prever o surgimento de engarrafamentos.000 l/dia de efluentes provenientes de todo o empreendimento. pois estes estarão a uma distância reduzida em relação aos principais nós viários. de 02 de Junho). Evitar a deposição de substâncias inibidoras de actividade biológica (lixívia. Medidas de Mitigação: 1. Aliando a distância e o aumento da densidade. Existe ainda um risco de contaminação das águas subterrâneas em caso de avaria ou enchimento da fossa séptica e em casos de rupturas nas condutas do sistema de esgotos. na medida em que haverá um grande fluxo de viaturas (cerca de 4500) tendo como destino o empreendimento. e 5. Estes efluentes estarão sujeitos á um pré-tratamento através do emprego de fossas sépticas construídas em cada um dos lotes. 3. S. 2. sendo que. EIA viii Lis Moçambique. solventes. detergentes. Garantir que a emissão dos efluentes domésticos tratados seja feita de acordo com os valores constantes dos Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes (Decreto 18/2004.000 l/dia. sendo que existem três alternativas. 4. que compõem o empreendimento. cerca de 192.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico • Poluição do solo e das águas subterrâneas por efluentes domésticos Prevê-se a geração de 650. Este cenário será mais evidente nos quatro nós que servirão de acesso ao empreendimento. As mesmas deverão ser regularmente limpas.). Os efluentes gerados pela Cidadela da Matola serão tratados numa Estação de tratamento de Águas Residuais a ser construída fora da área do projecto.A & Impacto Lda . • Aumento do Tráfego e do risco de Acidentes Rodoviários A fase de operação irá implicar o reordenamento do tráfego. etc. Verificar periodicamente o funcionamento dos drenos e canalizações de modo a garantir a ausência de fugas e maus cheiros. Os sistemas de águas provenientes das cozinhas deverão estar equipados com caixas de retenção de gorduras. Efectuar Manutenção periódica das fossas sépticas (incluindo a limpeza) e mantê-las protegidas.

situada na Av. etc.U.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico Nesta fase. restrição de velocidade.). de forma a evitar situações de risco. Prevê-se. desvio de estrada. 2.e. sejam mantidas em condições seguras para a circulação. da Rádio e do Zimbabwe). do Zimbabwe.e.A. uma grande circulação pedonal próximo ao cruzamento entre a N2 e a Av. a Sul da área do projecto. nas áreas de trânsito mais intenso) deverão. Garantir o uso de equipamentos de protecção pessoal. influenciadas pela existência do centro comercial e das demais infraestruturas do projecto. Os acessos ao empreendimento deverão ser feitos a partir das estradas interiores (avenidas da Namaacha. Medidas de Mitigação: 1. 4. S. Deverão ser instaladas e mantidas. Sempre que necessário (p. da O. Medidas de Mitigação: 1. prevê-se um aumento considerável da circulação pedonal devido as infraestruturas a serem desenvolvidas. devidamente treinados para o apoio na orientação dos motoristas e transeuntes. adicionalmente. de modo a permitir uma maior fluidez do tráfego ao longo da N2. igualmente. 5. por se tratar de uma área onde estarão fixadas infraestruturas do Governo Provincial e de escritórios. sinais de chamada de atenção para áreas residenciais e comerciais. sinalizações oficiais de trânsito nas vias locais (p. Especial atenção deverá ser dada a área onde se localiza a EP1 30 de Janeiro. EIA ix Lis Moçambique.A & Impacto Lda . Contratar empresas qualificadas para a realização de trabalhos de manutenção e reparação. 2. • Riscos associados a trabalhos de manutenção Os trabalhadores afectos a trabalhos de manutenção (nas várias infraestruturas do empreendimento) poderão estar sujeitos a acidentes de trabalho. ser utilizados agentes reguladores do trânsito. O Proponente deve garantir que durante a fase de estabelecimento as vias de acesso em uso ou em reabilitação. Colocação de um lancil (separador central) ao longo da N2 (Kms 11 e 12). 3. A extensão da N2 que cruza a Avenida da Rádio (área conhecida por João Mateus). apresentará uma maior incidência de circulação em períodos de expediente.

Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico Sendo este um empreendimento composto por infra-estruturas fixas. restaurantes. abarca uma série de recomendações gerais e específicas que. na qualidade de Proponente do Projecto. assim como fornece listagem de obrigações e responsabilidades de cada uma das partes envolvidas no projecto. e em particular no Plano de Gestão Ambiental recai sobre a Cidadela da Matola. Em estreita coordenação com as autoridades municipais. • O Plano de Gestão Ambiental fornece indicações claras que permitem garantir que as fases de construção e operação do projecto proposto sejam executadas de acordo com padrões ambientalmente aceitáveis. não se antevê a sua desactivação. bem como potenciar os impactos positivos identificados.A. para o alívio das condições de circulação da zona. No entanto.A & Impacto Lda . etc. constituem a base da gestão (mitigação dos impactos) e do controlo ambiental. A análise da descrição do projecto proposto. As estradas internas poderão ser convertidas para estradas municipais. A maioria dos impactos identificados será localizada e de intensidade média á baixa. permite concluir que o projecto de construção e operação da Cidadela da Matola é ambientalmente viável. EIA x Lis Moçambique.). reaproveitar as infraestruturas existentes. caso ocorra. em cumprimento com a legislação ambiental Moçambicana e com os princípios gerais de actuação responsável. S. hotel e centro de conferências. lojas. • Os espaços públicos. tais como jardins. Este. colectivamente. A responsabilidade de implementação das acções de gestão ambiental formuladas no estudo. bem como da caracterização dos seus impactos. deverão ser implementadas as seguintes acções: 1. centro desportivo (campo de jogos) e museu da rádio poderão passar para a gestão municipal de modo a que os munícipes continuem desenvolvendo as suas actividades de lazer na área. habitações. S. contribuindo assim. as quais comportarão várias utilidades (rede viária interna. A implementação das medidas de mitigação identificadas no estudo irá minimizar os possíveis impactos negativos.

RELATÓRIO PRINCIPAL .

.................................................................... Objectivo do Estudo de Impacto Ambiental. 44 EIA 2 Lis Moçambique....2....................... Actividades associadas..........................................................2. 23 3............................ Património Cultural................. Área de Influencia Indirecta (AII) ....... SITUAÇÃO DE REFERÊNCIA DO LOCAL DE IMPLEMENTAÇÃO DA ACTIVIDADE.........................1.............1.........3............................................... 18 Rede de Estradas Internas e Parques de Estacionamento ...............2...........................................4............................................................................ 17 Protecção contra Incêndios ......... 25 5............... 12 2......2................................................................................................ 24 5..................... Organização Administrativa e social .. 38 5....................1.......10.....................................3......................................................... Infra-estruturas e Serviços ................................. Enquadramento da actividade ............................... Caracterização Socioeconómica da área do projecto................................................................................................. 13 3................................... 41 5..............................................................................2...................................... 25 5.....1...................................... 7 1.. Flora e vegetação ................................................................................................2................................. 33 5................... 8 1......................2..........................3...1............... 9 2.............................................................. 25 5....................1........6.. DEFINIÇÃO DA ACTIVIDADE............................... 42 5..... 42 5......... Metodologia do Estudo de Impacto Ambiental ..............................................................2................................2......................................................................................................Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Índice 1............................ Fase de construção da actividade......................1. 9 2................ DESCRIÇÃO DA ACTIVIDADE .................... 41 5...............................3............................... 32 5...... 24 4...........................................2.......................................................2............ 29 5......... Topografia..............................1............................. Fase de operação e manutenção....................................... 9 2.............................2......................... Resíduos sólidos e Saneamento ...... 24 4......................................................... geologia e solos ... 14 3.................................... Área de Influência Directa (AID) ..................... 10 2..... INTRODUÇÃO ........ Actividades Económicas.2.......1........ 23 4.................................... Mercados Municipais........ 14 3............................................3.......................................2......................... 9 2. Identificação do Proponente ..8............... 35 5... Localização da actividade .............. 8 2... 22 Sistemas de Saneamento ......................................................................................................5... Alternativas da actividade..................................................... 31 5.... 33 5........ Enquadramento Legal ................................................................ Transporte ..........................................................................................4..........9...1....................11 Uso do Solo Urbano.................................. S..................... 15 Abastecimento de Água ........... DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA..2.................................................. Área do projecto.....................................5......................... Fauna.............................................1.............................................................................. Clima..............7.... Demografia ......1 Outros instrumentos legais aplicáveis ao projecto........ 42 5.............. Corpo de bombeiros.......................................................................2...... Caracterização Biofísica da área do projecto...........A & Impacto Lda .................................1........3..... 32 5.................................2.......... 18 Drenagem de Águas Pluviais ..................... 30 5.....................2...................................

.5............. O proponente – Cidadela da Matola........................................... 86 7............................................... Introdução ..................5..........................2................................................................................... Princípios Básicos do Plano de Gestão Ambiental .......................................... CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ...... 91 8.............. S....................... Acções de Gestão Ambiental .. 43 Figura 17: Edifício da RM ............................................................................................................ Objectivos ......................................... Gestor Ambiental de Campo.......................................2........................ 82 7.....1..........................3.........Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 6........... 25 Figura 4: Tipos de Solos da área do projecto................................................... 89 EIA 3 Lis Moçambique..... Fase de Construção/Instalação................................................................ 14 Figura 2: Cruzamento de “João Mateus” ....................................................... 69 Figura 20: Escoamento superficial de infra-estruturas de acordo com as áreas pavimentadas........ 65 Impactos da actividade sobre o meio Socioeconómico .............................................................. 43 Figura 18: Direcção predominante do vento........... 46 Impactos da actividade sobre o meio Socioeconómico . 2010) 40 Figura 15: Mesquita Hamza Figura 16: Igreja de São Gabriel ................................. 70 Figura 21: Proposta de Sistema de Gestão de riscos para a construção civil ... 36 Figura 12: Centro Comercial da Matola (Shoprite) .... 81 7............... 81 7.. 30 Figura 8: Árvores existentes na área do projecto......................................... 105 9......4........................1........... Programa de Gestão e Monitoramento Ambiental dos Impactos do Projecto .............................. 26 Figura 5: Mapa Geológico da Área do Projecto ................................... 81 7..................................................................3........ 54 6.A & Impacto Lda .....................................................................................................................................2.................................... PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL......................................................................... 20 Figura 3: Mapa topográfico da área do projecto..........................................................................................6....... 72 7.................................................... Fase de Operação/Manutenção .......................... ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA ACTIVIDADE E MEDIDAS DE MITIGAÇÃO. 37 Figura 13: Escola localizada em frente ao local do projecto .....................................................7........ Âmbito . O Empreiteiro............................................................................................ 32 Figura 10: Estrutura etária do Município da Matola (PEUCM...... 83 7.................5.... 2010) ............................................................... 106 Lista de Figuras Figura 1: Área proposta para o projecto .................. 81 7.....................A ........................................... 30 Figura 9: Área do projecto e Limites do Município da Matola ............... 35 Figura 11: Espaço agrícola adjacente a área do projecto................... S.......................................................................................... 53 Figura 19: Drenagem natural das águas pluviais ................................................................................................5.......... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................1............. 45 6.................................................... 85 7.................... Obrigações e responsabilidades na Gestão Ambiental ................................................................. 28 Figura 6: Dados meteorológicos de Maputo............ 83 7.............................................................................................................................. 39 Figura 14: Mapa de abastecimento de água ao Grande Maputo (Fonte: PEUCM....... 29 Figura 7: Urocholoa mossambicensis ..................................... 82 7......................

.................................................................................................. 97 Tabela 11 Gestão e monitoramento dos impactos positivos e negativos do projecto no ambiente biofísico – fase de operação ...................................................................... 95 Tabela 10 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto na Saúde e Segurança Ocupacional – fase de construção ............... 104 ANEXOS Anexo 1 Anexo 2 Anexo 3 Carta de aprovação do EPDA TdR do EIA Análise do Quadro Jurídico-Legal e Institucional na área da Cidadela da Matola Anexo 4 Anexo 5 Anexo 6 Índice de Ocupação do Solo na área da Cidadela da Matola Plano de Desenvolvimento da Cidadela da Matola Relatório do Estudo do Tráfego automóvel e Pedonal na área da Cidadela da Matola EIA 4 Lis Moçambique...... 92 Tabela 9 Gestão e monitoramento dos impactos positivos e negativos do projecto no ambiente socioeconómico – fase de construção ......................... 100 Tabela 12 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto no ambiente socioeconómico – fase de operação.................................. 34 Tabela 3: Critérios para avaliação dos impactos................................................................Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Lista de Tabelas Tabela 1: Características do solo da área do projecto......... 52 Tabela 6: Padrões de emissão de efluentes líquidos domésticos ....................... 102 Tabela 13 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto na Saúde e Segurança Ocupacional – fase de operação ................................................................. 27 Tabela 2: Densidade Populacional da Matola..................................................................A & Impacto Lda ..................................................... 68 Tabela 7: Principais riscos associados á etapas da actividade de construção civil.................... S................................................................................................... 50 Tabela 5: Padrões de qualidade do ar...... ............................... 45 Tabela 4: Ruído emitido por equipamentos usados na construção num raio de 15 m..................... 88 Tabela 8: Gestão e monitoramento dos impactos do projecto no ambiente biofísico – fase de construção .......................................................................................

A & Impacto Lda .Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Acrónimos e Abreviaturas AdeM AIA EdM EIA E. S.P EP1 EP2 EPDA ESG ETAR FIPAG ITS MICOA MISAU MITRAB PI & As PGA PS SIDA TDM TdR TRAC Águas de Moçambique Avaliação de Impacto Ambiental Electricidade de Moçambique Estudo de Impacto Ambiental Empresa Pública Escola Primária do 1º grau Escola Primária do 2º grau Estudo de Pré-viabilidade Ambiental e Definição de Âmbito Ensino Secundário Geral Estação de Tratamento de Águas Residuais Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água Infecções Transmitidas Sexualmente Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental Ministério da Saúde Ministério do Trabalho Partes interessadas e afectadas Plano de Gestão Ambiental Posto de Saúde Sindroma de Imunodeficiência Adquirida Telecomunicações de Moçambique Termos de Referência Trans African Consessions EIA 5 Lis Moçambique.

Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal

Unidades
Unidade de comprimento m km metro Quilómetro

cm Centímetro Unidade de temperatura ºC Grau Célsius Unidade de precipitação mm Milímetro

Unidade de área m2 km2 ha hab/km2 Metro quadrado

Quilómetro quadrado Hectar

Habitante por Quilómetro quadrado Unidade de volume m3 Metro cúbico

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Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal

1. INTRODUÇÃO A Cidadela da Matola, S.A, sociedade composta pela Public Investment Corporation, Mc Cormick Property Development e pelo Consórcio SPI, INFRA e FFF (S.I.F), é um grupo moçambicano, que se propõe a desenvolver um empreendimento denominado por Cidadela da Matola, no coração urbano do Município da Matola, na Província de Maputo. O empreendimento tem um valor inicial de investimento estimado em USD 120.000.000 e será composto por um conjunto de investimentos de primeira classe nas áreas residencial, comercial e de retalho. Esta iniciativa compreende um projecto imobiliário multi-uso, que pretende trazer investimentos ao Município da Matola, de modo a prover o município de serviços e outros atractivos para o seu desenvolvimento económico e social. Para a elaboração do EIA criou-se um consórcio formado pelas empresas de consultoria ambiental Lis Moçambique, S.A e Impacto, Lda. A Lis Moçambique é uma sociedade registada, constituída a 23 de Junho de 2009, tendo os seus estatutos sido publicados no Boletim da República nº 618/09 III série – Número 29, de 28 de Julho de 2009. Esta desenvolve projectos de construção civil e obras públicas, imobiliária e serviços de consultoria diversos, incluindo nos sectores de mineração e turismo. A Impacto é uma empresa Moçambicana devidamente registada e financiada inteiramente por capital Moçambicano. Encontra-se registada no Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) para desenvolver Estudos de Impacto Ambiental (EIA´s) em Moçambique e possui uma vasta experiência nesse domínio. O presente documento constitui o Relatório do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para o projecto de construção e operação da Cidadela da Matola, proposto pela Cidadela da Matola, S.A. O projecto será implementado numa área de cerca de 54 ha. O Estudo de Pré-viabilidade Ambiental e Definição de Âmbito (EPDA) e os Termos de Referência (TdR) do projecto de construção e operação da Cidadela da Matola foram aprovados pela Direcção Provincial para a Coordenação da Acção Ambiental (DPCA) de Maputo (Carta de aprovação no Anexo 1 e Termos de Referência no Anexo 2). A elaboração do EIA teve como base os Termos de Referência e tomou em consideração as recomendações do MICOA, a legislação nacional, nomeadamente a Lei Quadro do Ambiente, o Regulamento sobre o Processo de Impacto Ambiental e a Directiva Geral para Estudos de Impacto Ambiental.

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Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal

1.1. Objectivo do Estudo de Impacto Ambiental O Estudo do Impacto Ambiental (EIA) teve como principal objectivo a avaliação dos potenciais impactos ambientais (biofísicos e socioeconómicos) negativos e positivos, derivados das diferentes fases do projecto. O relatório apresenta também recomendações e medidas de mitigação dos impactos negativos, tendo sido formulado um plano de monitoria e gestão ambiental. Estas medidas foram propostas com base na análise do projecto em causa e na situação de referência incluídos neste relatório. 1.2. Metodologia do Estudo de Impacto Ambiental O estudo compreendeu as seguintes tarefas principais: • • • •

Estudos desktop – Como contributo para a descrição biofísica e socioeconómica da área do projecto; Visitas de campo à área do projecto; Estudos especializados (avaliação do tráfego e drenagem de águas pluviais); Identificação dos principais impactos potenciais, tendo em conta as características do projecto confrontadas com as características biofísicas e socioeconómicas da área de implantação do projecto; Classificação dos impactos com base em critérios utilizados para o efeito a nível nacional e internacional (estatuto, probabilidade, extensão, duração, intensidade e significância); Formulação de medidas de mitigação dos impactos negativos e de medidas incrementadoras dos impactos positivos identificados; Formulação de medidas de gestão e monitoramento ambiental dos impactos do projecto, integradas num Plano de Gestão Ambiental.

• •

O Estudo envolveu igualmente consultas bibliográficas, incluindo de documentação diversa relacionada com o projecto.

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Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal

2. DEFINIÇÃO DA ACTIVIDADE 2.1. Identificação do Proponente O proponente do projecto é a Cidadela da Matola, S.A, sociedade composta pela Public Investment Corporation, Mc Cormick Property Development e pelo Consórcio SPI, INFRA e FFF (S.I.F), um grupo moçambicano com sede na Avenida Armando Tivane nº 599, na Cidade de Maputo. 2.2. Enquadramento da actividade O projecto de construção e operação da Cidadela da Matola enquadra-se nos planos de desenvolvimento desenhados pelo Município da Matola, na medida em que este, no seu Plano de Estrutura Urbana (PEUCM, 2010), Secção II (ESPAÇOS URBANIZÁVEIS), Artigo 51, define como o uso dominante da área de implantação do projecto: “Área destinada à localização predominante de actividades residenciais, complementadas com outras actividades, nomeadamente comerciais, de equipamento, de serviços e industriais ou armazenagem, desde que não criem condições de incompatibilidade com a função residencial, …”.

2.3. Enquadramento Legal O Projecto foi classificado pela DNAIA de Maputo como de Categoria A, requerendo, por isso, a realização de um Estudo Impacto Ambiental (EIA). Neste contexto, o EIA foi realizado em conformidade com o preconizado nos seguintes instrumentos legislativos relevantes (Anexo 3 - Análise do Quadro Jurídico-Legal e Institucional na área ambiental e de construção civil sobre o Projecto Cidadela da Matola): A Constituição da República de Moçambique, aprovada em 2004, contém uma alusão ao problema ambiental. Sendo a constituição a “Lei mãe “ no ordenamento jurídico moçambicano, constitui um importante instrumento de protecção do ambiente. O n.º 1 do artigo 90 determina que “todo o cidadão tem o direito de viver num ambiente equilibrado e o dever de o defender”. A implicação de tal construção é bastante relevante, tendo presente que o reconhecimento de um determinado valor como um direito fundamental pressupõe que a protecção do bem jurídico ambiente constitui pressuposto essencial para uma existência livre e condigna.

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económica e social. EIA 10 Lis Moçambique. a aquisição da Licença Ambiental está condicionada à realização de um Estudo Impacto Ambiental. O Artigo 15 determina que a implementação de actividades de desenvolvimento está sujeita à aquisição prévia de uma Licença Ambiental por parte do Proponente. 2. salubridade. susceptíveis de influenciar directa ou indirectamente o meio ambiente. o lançamento para a água ou para a atmosfera. tendo o projecto sido classificado de Categoria A.º 1976 de 10 de Março.A & Impacto Lda . Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental (Decreto 45/2004): O regulamento define os procedimentos e abrangência de cada uma das etapas do processo de Avaliação do Impacto Ambiental do projecto. fora dos limites legalmente estabelecidos. No presente caso. cujo relatório deve ser submetido à DNAIA de Maputo para aprovação. Directiva Geral para a Participação Pública no Processo de Avaliação de Impacto Ambiental (Diploma Ministerial nº130/2006 de 19 de Julho): ressalta a importância da Participação Pública na AIA. de quaisquer substâncias tóxicas e poluidoras.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Lei-quadro do Ambiente (Lei nº20/97 de 1 de Outubro): A Lei do Ambiente é aplicável a todas actividades públicas ou privadas. conforto e estética das edificações urbanas. deposição no solo e no subsolo. S. A Lei proíbe a poluição. sendo uma componente bastante auxiliadora para se lograr o desenvolvimento sustentável. Directiva Geral para Estudos de Impacto Ambiental (Diploma Ministerial nº129/2006 de 19 de Julho): esta directiva providencia orientações e parâmetros gerais para a Avaliação do Impacto Ambiental (AIA). de substâncias nocivas que possam determinar ou contribuir para a sua degradação”. Regulamento sobre os Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes (Decreto 18/2004 de 2 de Junho): este regulamento proíbe “o depósito no solo.1 Outros instrumentos legais aplicáveis ao projecto Para além destes instrumentos legislativos e relevantes para o processo de Avaliação de Impacto Ambiental do projecto.3. Não é permitida a produção. os seguintes instrumentos serão também utilizados para garantir a realização de um projecto ambientalmente e socialmente sustentável: O Regulamento Geral de Edificações Urbanas: aprovado pelo Diploma Legislativo n. onde são equacionadas conjuntamente as questões de índole ambiental. bem como qualquer outra forma de degradação do ambiente fora dos limites legalmente estabelecidos. Este Regulamento visa definir o ordenamento jurídico a que devem subordinar-se as construções de forma a garantir e preservar as condições mínimas de segurança.

acondicionamento (estabelecendo-se o código de identificação de resíduos perigosos).º 47 723 que revogou o Decreto n.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Regulamento sobre a Gestão de Resíduos (Decreto 13/2006 de 15 de Junho): estabelece regras relativas à produção. Regulamento de Estrutura de Betão Armado: aprovado pelo Decreto n. nos termos do seu artigo 1. definindo medidas e procedimentos regulamentares que assegurem a ocupação e utilização racional e sustentável dos recursos naturais. com mais detalhe. este documento estabelece os termos do direito de uso e aproveitamento da terra definindo a propriedade da terra e o domínio público (incluindo zonas de protecção parcial ou total com usos restritos). por qualquer forma. Lei de Terras (Lei 19/97 de 1 de Outubro): estabelece como princípio fundamental que em Moçambique “a terra é propriedade do Estado e não pode ser vendida ou. a aplicação de taxas de autorização segundo a localização. públicas ou privadas e estabelece competências para a gestão de resíduos. estabelece as regras a observar no projecto e na execução das estruturas de betão armado em geral e. culturais e sociais de cada região. Lei de Águas (Lei 16/91 de 3 de Agosto): esta Lei acentua a importância dos recursos hídricos em todos sectores da vida. o incremento da sua demanda e coloca um acento tónico na sua gestão sustentável de forma que “o uso da água pelos múltiplos interessados não prejudique as necessidades de alguns”. tratamento e valorização de resíduos.º 25 948 de 16 de Outubro de 1935. com a publicação do Regulamento da Lei de Terras (Decreto 66/1998. O Regulamento da Lei de Ordenamento do Território (Decreto 23/2008 de 1 de Julho): estabelece o regime jurídico dos instrumentos de ordenamento territorial. as competências do Estado. alienada. Estabelece ainda as condições de atribuição dos direitos de uso e aproveitamento de terras. Neste regulamento são definidas as obrigações das entidades produtoras e gestoras de resíduos estabelecendo-se regras para a recolha. S.A & Impacto Lda . hipotecada ou penhorada” (Artigo 3). Aplica-se a todas as pessoas singulares ou colectivas. Assim. EIA 11 Lis Moçambique. Através das suas principais características. a exclusividade que o Estado detém no seu controle. emissão ou deposição de qualquer substância tóxica ou poluidora de modo a prevenir ou minimizar os seus impactos negativos sobre a saúde e o ambiente. órgãos locais e comunidades no processo de titularidade. de 8 de Dezembro) onde se definem. Esta Lei foi regulamentada em 1998. movimentação. dimensão e finalidade de terrenos. particularmente das destinadas a edifícios e obras análogas. todos os resíduos são classificados em perigosos e não perigosos e subdivididos em classes ou categorias. O presente Regulamento. os procedimentos para a obtenção do direito de uso e aproveitamento da terra e onde se estabelece um sistema nacional de cadastro de terras.

Alternativas da actividade Segundo o Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental1. transporte. se forem tomadas medidas de mitigação adequadas. Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas: Aprovado pelo Decreto n. a Lei estabelece no seu Artigo 216 que “O empregador deve proporcionar aos seus trabalhadores boas condições físicas. Neste contexto. na gestão das águas.º 1. em número considerável de artigos. a actividade terá impactos biofísicos negativos negligenciáveis e impactos socioeconómicos positivos. transformação. 2. tendo como objecto. alínea d) do decreto 45/2004 de 29 de Setembro. 1 Artigo 13. Actividades de construção de infra-estruturas podem ser consideradas de alto risco. “Sempre que necessário. As características do projecto de construção e operação da Cidadela da Matola. o empregador deve fornecer equipamentos de protecção e roupas de trabalho apropriados com vista a prevenir os riscos de acidentes ou efeitos prejudiciais à saúde dos trabalhadores”.º 48/2007. preconiza. na sua alínea c) do seu n.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal A Lei de Águas tutela. O artigo 7 (Princípios de gestão de águas). nomeadamente o tipo de infraestruturas a serem edificadas. a questão ambiental.4. a alternativa de “não execução” da actividade não deverá ser considerada. através do Ministério das Obras Públicas e Habitação e da Direcção Nacional de Águas. que o Estado. informá-los sobre os riscos do seu posto de trabalho e instruí-los sobre o adequado cumprimento das regras de higiene e segurança no trabalho”. de 22 de Outubro. Assim sendo. “fixar as normas a seguir nas concessões de licenças para o estabelecimento e exploração de instalações destinadas à produção. EIA 12 Lis Moçambique. ambientais e morais de trabalho. distribuição e utilização de energia eléctrica para qualquer fim ou serviço”. e não tendo sido encontrados obstáculos fatais ao desenho da proposta. número 2.A & Impacto Lda . Lei do Trabalho (Lei 21/07 de 1 de Agosto): A relevância específica deste instrumento legal de carácter geral provém do facto de o mesmo conter cláusulas relativas à Saúde e Segurança dos Trabalhadores. A Lei estabelece ainda que. como forma de minimização dos riscos de Saúde e Segurança para os seus trabalhadores. S. devem ser identificadas alternativas viáveis para o projecto como parte do processo de AIA. nos termos do artigo 2. inspira-se na compatibilização da política de gestão de águas com a política geral de ordenamento territorial e de conservação do equilíbrio ambiental. os usos e seus potenciais impactos nos ambientes biofísico e socioeconómico mostram que.

Transporte de materiais diversos. 2. as quais. de acordo com o Plano de estrutura do Município. Contudo. abastecimento de água e rede viária). equipamentos e trabalhadores de. Localizações alternativas poderiam ser encontradas em áreas de expansão da cidade da Matola.A & Impacto Lda .5. até ao final da construção. O local. essas localizações implicariam a provisão de infraestruturas básicas nem sempre disponíveis.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal No tocante às alternativas espaciais para a localização do empreendimento. foi classificado como um espaço urbanizável (área multifuncional e industrial). Preparação do terreno nos espaços onde serão instaladas as infra-estruturas. A adequação da área de implantação foi debatida entre o investidor e as autoridades municipais. S. EIA 13 Lis Moçambique. Actividades associadas As actividades associadas poderão incluir as seguintes: Estabelecimento de estaleiros. e para as áreas de trabalho. o proponente pretende implementar a actividade num local onde já existem serviços e infra-estruturas básicas (electricidade. serão alvos de melhoramento e ampliação.

A Sul – Av. da O. DESCRIÇÃO DA ACTIVIDADE 3.87” S. Figura 1: Área proposta para o projecto O local do desenvolvimento é delimitado pelas seguintes componentes rodoviárias: A Norte – A Estrada N2 (Avenida de Namahacha) A Este – Avenida do Zimbabwe (ex Av.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 3. EIA 14 Lis Moçambique. da Rádio (ex Avenida 5 de Outubro). como centro emissor e parque de antenas e ocupará uma área total aproximada de 54 hectares (Figura 1). a avenida do Zimbabwe e a Estrada Nacional nº2 (N2) – sendo o seu ponto central determinado pelas coordenadas 32º 27' 25.A & Impacto Lda . S. A Oeste – Av.41” E. Abel Baptista). Localização da actividade O projecto localiza-se Centro Urbano do Município da Matola (no bairro da Matola A) no local antes ocupado pela Rádio Moçambique. Por outras palavras a localização do projecto pode ser assim definida: próximo ao cruzamento entre a Estrada Nacional nº4 (N4).P.U. E.A (ex Estrada Velha da Matola). 25º 57' 32.1.

Para além da área cimento (incluindo a zona asfaltada). mas estruturadas de modo a acomodar a participação de todos interessados.2. Serão igualmente construídas no âmbito do projecto. constituída por uma largura de 30 metros a ser mantida ao longo dos lados Norte e Sul do desenvolvimento. Adicionalmente. e Rede de energia eléctrica. Rede de saneamento. o uso de vegetação originária de Moçambique. sendo estes constituídos pela zona de protecção de jardins interiores. Parque de Escritórios. Edifício para o Governo Provincial. sempre que possível. Hospital e Spa. Stands automóveis e serviços relacionados. infra-estruturas de apoio. nomeadamente: Rede viária. que incluirá o seguinte: Um Centro Comercial com lojas. será realizado numa fase posterior. as componentes do projecto serão realizadas através de parcerias com investidores locais e estrangeiros. Nesta mesma sequência. o projecto garantirá espaços verdes. Zonas residenciais. Restaurantes autónomos. De acordo com o proponente. um projecto de execução de exteriores. Esta servirá igualmente de reserva de estrada para futuras intervenções de ampliação dos sistemas de estradas exteriores.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 3. Praça Samora Machel. Centro Cultural e Museu.A & Impacto Lda . haverá uma “zona verde” paisagística de 5 m de largura ao longo de todas as estradas internas dentro do complexo urbanístico. Rede de abastecimento de água. onde será incentivado. restaurantes e outros. comerciais e de retalho (comércio de bens e serviços). Centro Desportivo. Fase de construção da actividade A Cidadela da Matola será composta por um conjunto de áreas residenciais. Hotel e Centro de Conferências. Zonas autónomas para o desenvolvimento industrial. Rede de comunicação. S. EIA 15 Lis Moçambique.

as áreas previstas nas alíneas a) e b) deverão garantir a constituição de um espaço livre. deverão obedecer às seguintes disposições: a) Uma área de 20 m2 por cada 120 m2 de área bruta de construção destinada a habitação. cabos eléctricos. de utilização colectiva. Da análise da disponibilidade de espaços verdes desenhada para a Cidadela da Matola em relação aos espaços a edificar. e as restantes (duas) serão usadas como escritórios de apoio da equipe técnica responsável pelas obras. com a dimensão mínima de 0.) para os talhões 1. pode-se verificar que a mesma obedece ao disposto no PEUCM. indica que os espaços verdes ocuparão uma área de 16. 17 e 19.71% da área total da Cidadela da Matola. que envolverá a instalação das infra-estruturas gerais (tubagem de água. Esta fase incluirá actividades de terraplenagem para os edifícios e estradas. com uma duração de 5 meses. em edifícios multifamiliares ou por cada fogo de habitação unifamiliar.40 ha. 2. estabelece que nos grandes espaços urbanizáveis. No nº 2.A & Impacto Lda . O índice de ocupação do solo da área da Cidadela da Matola (Anexo 4). bem como. A implementação do projecto ocorrerá em fases distintas. EIA 16 Lis Moçambique. Prevê-se que esta fase inicie logo após a conclusão dos estudos detalhados de engenharia e dos estudos ambientais. A segunda fase do projecto compreenderá a construção do Centro comercial nos talhões 1 e 17. bem como a electricidade e estradas planeadas. c) Uma área de 15 m2 por 200 m2 de área bruta de construção. em edificações destinadas a indústria ou armazéns. etc. drenagem de águas pluviais e esgotos. em planos municipais de ordenamento do território. Duas das quais já foram devidamente planeadas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Das oito moradias existentes na área do projecto. A primeira fase.5 hectares por cada 3. Esta fase terá uma duração prevista de 16 meses. S. cerca de 30. O PEUCM estabelece. designadamente: 1.000 habitantes. compacto. no nº 1 do artigo 59 – Espaços verdes e de utilização colectiva – que as áreas para espaços verdes e de utilização colectiva previstas nos estudos de operações urbanísticas. compreendendo os talhões destinados ao Centro Comercial com 60 000 m2 e ao Hospital. b) Uma área de 20 m2 por cada 100 m2 de área bruta de construção em edifícios ou parte dos mesmos destinados a comércio ou serviços. As áreas verdes inicialmente desenhadas (para cada fase do projecto) deverão ser desenvolvidas em harmonia com o disposto no artigo 59 do PEUCM. seis serão demolidas no início das obras. sistema de abastecimento de água.

na área do projecto. de reservatórios de água. EIA 17 Lis Moçambique. incluindo tanques elevados. De uma forma geral. para permitir a entrada de luz natural para os corredores. será em conformidade com os Padrões e Regulamentos de Projecção vigentes no país. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal As restantes fases serão. Os passeios internos do centro comercial serão pavimentados com tijolos de pavimento de argila anti-derrapante. atingindo alguns. de forma a garantir o abastecimento de água para os 23 talhões.A & Impacto Lda . Abastecimento de Água O novo Centro Urbanístico será abastecido pela água proveniente da rede de abastecimento de água fornecida pelo operador Águas de Moçambique (ADeM). posteriormente. A demanda de água estimada para a fase de operação do empreendimento. com uma capacidade de abastecimento de 2 dias de uso contínuo de água. O. A estrutura do edifício do Centro Comercial (Centro Comercial de Moçambique) será de ferro moldado. até 5 pisos. reduzindo os requisitos de electricidade. e azulejos de porcelana para toda a área interna do centro comercial. da Rádio. e um abastecimento de água contínuo. sob coberturas impermeáveis externas. e Construção de um sistema de reticulação dentro da área do projecto. Cada um destes talhões será provido de um tanque e uma bomba propulsora. com paredes de tijolo com um acabamento rebocado e pintado. O vidro e o alumínio serão usados para as frentes das lojas. O telhado será coberto por chapas IBR chromadeck e incluirá espaços sobre as áreas internas do centro comercial com clarabóias de vidro verticais. Instalação de uma de rede de abastecimento de água interna. Para satisfazer a demanda acima citada.U. toda a concepção estrutural do empreendimento. Este edifício será desenvolvido a nível térreo. dos quais 240 000 l/dia serão para o Centro Comercial. concebida de forma a satisfazer a demanda após as fases de expansão. Este tipo de edifícios apresentará uma estrutura de betão armado com painéis de tijolos e vidros. que será implantado no cruzamento entre a Av. será de 790 000 l/dia. Grande parte dos empreendimentos a desenvolver (Anexo 5 – Plano de desenvolvimento da Cidadela da Matola) será composta por edifícios de múltiplos pisos. e permitindo igualmente uma melhor ventilação. planeadas conforme o progresso do projecto.A e a Av. no seu todo. serão desenvolvidas as seguintes intervenções: Instalação de uma conduta (250 mm de diâmetro) para permitir a canalização da água desde o centro de distribuição ao reservatório do local do empreendimento. com uma altura do tecto de 6 a 8 metros. Instalação.

a ser alimentada pela EDM. Rede de Estradas Internas e Parques de Estacionamento Serão construídas. no âmbito do presente projecto. A mesma será fornecida a cada talhão individual. Apesar de o edifício do centro comercial não vir a ser equipado com um sistema de aspersão.5 m de largura). dependendo do desenvolvimento no talhão. ao longo da N2. comunicação e evacuação de emergência e de alarme de incêndio. serão implementadas as seguintes medidas de protecção e prevenção contra incêndios: Criação de rotas de fuga. A energia restante (15 MVA) será conduzida pela linha de 66 kV adjacente à N4. EIA 18 Lis Moçambique. e Ilha de 4m no centro. Serão proporcionadas instalações de energia de emergência para garantir o funcionamento da iluminação de emergência e de segurança. Estas serão construídas por fases. a construção de uma subestação no limite norte do empreendimento. Fornecimento de mangueiras de incêndios. O empreendimento receberá energia da subestação local e será reticulada através de um cabo subterrâneo de 1 kV. Estabelecimento de medidas de controlo de fumos sob a forma de ventiladores. quatro entradas. S. sendo o fornecimento inicial de 5 MVA ministrado pela linha de 33 kV. e Instalação de sinalização de incêndio conforme necessário. O fornecimento ocorrerá em duas fases distintas. Instalação de sistemas de detecção de fumo. a uma distância de. em cada estrada circundante. 2 Faixas de saída (3. componentes de refrigeração. aproximadamente.A & Impacto Lda . a cerca de 1 km de distância do local do empreendimento. Protecção contra Incêndios O sistema de combate a incêndios dos edifícios será feito com base nos padrões Sulafricanos (SANS 0400-1990). conforme necessário e serão compostas por: Duas faixas de entrada (3. Instalação de iluminação de emergência. e outros fins. sistemas de água e bombas de combate a incêndios. que terá o(s) seu(s) próprio(s) transformador(es). uma. 2 km do local do empreendimento.5m de largura). Está prevista para uma fase posterior.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fornecimento de Energia A energia a ser fornecida à Cidadela da Matola será proveniente da rede de distribuição de energia eléctrica da Electricidade de Moçambique (EDM). Fornecimento de extintores de incêndio portáteis. A segunda fase está prevista para meados do ano 2013.

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As ruas internas serão igualmente construídas por fases, conforme necessário, e serão compostas por: 3 Faixas (3.5 m de largura); 2 Passeios de 1.5 m de cada lado das estradas; e 5 m de largura ajardinada. O alargamento das estradas circundantes será feito para acomodar o tráfego nas entradas, através de rotundas nos cruzamentos perto de cada entrada e nas entradas para o centro comercial. As ruas e áreas de estacionamento serão criadas para uma baixa intensidade de veículos pesados e para automóveis de passageiros. As estradas serão asfaltadas, usando blocos de pavimento de betão para as áreas de estacionamento e pavimento de betão para as áreas de carregamento nas estradas de serviço. De acordo com o Relatório do Estudo do Tráfego Automóvel e Pedonal na área da Cidadela da Matola (Anexo 6), actualmente, os volumes do tráfego variam ao longo do dia, com picos ao longo da manhã (entre as 7 e as 9 horas) e à noite (entre as 17 e as 19 horas). A velocidade varia em função da natureza da solicitação sobre a via. As avenidas da Rádio, da O.U.A, bem como a N2 (km 11 a 12) apresentam uma velocidade de circulação maior nas horas consideradas “mortas”, ou de menor volume de tráfego (entre as 9 e 12 horas, e entre as 14 e as 16 horas). A Av. do Zimbabwe não apresenta grandes solicitações, tendo um volume de tráfego bastante reduzido, e consequentemente velocidades de fluxo elevadas. A densidade do tráfego é essencialmente elevada ao longo do dia, no cruzamento entre a Avenida da Rádio e a N2, vulgarmente chamado de “João Mateus”, devido ao traçado geométrico da intercessão e à falta de sinalização luminosa (Figura 2). A circulação de peões na N2 (Km 11 a 12) é moderada e feita em via contígua e paralela, ao longo da berma direita, no sentido sul.

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Figura 2: Cruzamento de “João Mateus”

O cruzamento entre a N2, N4 e a Avenida do Zimbabwe apresenta uma densidade elevada nas horas de ponta e aos finais de semana, principalmente nas manhãs de sábado devido a movimentação de pessoas para o centro comercial da Matola (Shoprite) e para os bairros em expansão (Malhampsene e Txumene). O cruzamento entre as avenidas do Zimbabwe e da O.U.A apresenta uma densidade moderada a baixa ao longo do dia. Isto deve-se ao facto de se tratar de um cruzamento interior, onde o fluxo de tráfego já chega dissolvido. No tocante ao tráfego pedonal, as Avenidas do Zimbabwe e da O.U.A apresentam um tráfego reduzido, excepto no início e fim dos turnos da EP1 30 de Janeiro, com a movimentação de alunos. O cruzamento entre as Avenidas da O.U.A e da Rádio (zona ocupada por restaurantes e supermercados) apresenta um tráfego moderado ao longo da semana, tornando-se moderado a alto aos finais de semana devido a grande afluência de pessoas e viaturas para o Centro comercial Spar. No tocante as paragens de transportes públicos e semi-colectivos, o trecho da N2 que compreende os Kms 11 e 12 constitui a principal preocupação. Este trecho contém quatro paragens, as quais sofrem maior pressão nas horas de ponta. Existem também duas paragens na Avenida da Rádio, as quais são mais solicitadas em períodos de pico. A má travessia de peões é mais evidente nas avenidas da rádio, da O.U.A e na N2.

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A Cidadela da Matola contemplará espaços para o parqueamento de viaturas, sendo que todo o empreendimento terá cerca de 5.221 lugares para o estacionamento de viaturas (cerca de 12.91 há, 24.18% da área total da Cidadela da Matola). Para o centro comercial, será usada a relação de 4 compartimentos/lugares por 100m2 de área disponível, bem como espaços para táxis, o que segundo a memória descritiva do projecto, na totalidade perfaz 1937 lugares para o estacionamento de viaturas. Importa realçar que existem posturas e directivas (nacionais e internacionais) para o dimensionamento de parques de estacionamento para actividades distintas. O Plano de Estrutura Urbana da Cidade da Matola (PEUCM), no artigo 43 (Estacionamento Privativo) do seu Regulamento estabelece que: 2. A cada construção deverá corresponder dentro do lote que ocupa, estacionamento suficiente para responder às suas próprias necessidades, num mínimo de: a) Um lugar de estacionamento por cada fogo; b) Um lugar de estacionamento por cada 100 m2 de área bruta de construção destinada a comercio ou serviços; c) Um lugar de estacionamento por cada 200 m2 de área bruta de construção destinada a indústria ou armazéns. 3. Espaço eventualmente disponível, após o cumprimento do disposto no nº1 deste artigo poderá ser utilizado para aparcamento público, desde que seja garantido acesso próprio, ou para funções complementares das fracções destinadas a habitação. O artigo 44 do PEUCM (Regime especial de estacionamento privativo) estabelece que as regras respeitantes ao estacionamento privativo relativo a prédios reconstruídos, bem como a construções em zonas consolidadas serão definidas pontualmente em sede do licenciamento municipal da obra. Existem diversos modelos para padronizar a relação entre os parques de estacionamento e o número de utentes de uma área urbana. Para efeitos de relatório, a determinação do número de lugares de estacionamento é feita com base na área bruta ocupada pela infra-estrutura, seguindo o modelo Parking Lot Design Standards - City of Vicksburg - E.U.A. A seguir se apresenta a descrição das infra-estruturas na Cidadela da Matola e do modo como estes padrões se aplicariam para estas mesmas construções:

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1. Centro Comercial – 1 lugar por 60m2 de área ocupada; 2. Complexo Habitacional (complexo multi-familiar) – 2 lugares por apartamento; 3. Edifícios de Escritórios – 1 lugar por cada 75m2 de área ocupada; 4. Clínica – 2 lugares por quarto; 5. Hospital – 1 lugar por quarto (internamento) e 1 lugar por trabalhador, de acordo com os turnos; 6. Estâncias turísticas de alojamento (Hotel, pousada, pensão, etc.) – 1 lugar por quarto e 1 lugar por trabalhador, de acordo com os turnos; 7. Centro desportivo (ou Spa) – 1 lugar por 30m2 de área ocupada; 8. Edifício do Governo – 1 lugar por 30m2 de área ocupada; 9. Museu – 1 lugar por 30m2 de área ocupada; 10. Restaurantes (Classes A e B) – 1 lugar por 30m2 e 1 lugar por trabalhador, de acordo com os turnos. Drenagem de Águas Pluviais As águas pluviais serão mantidas na superfície e transportadas, na maioria, dentro das zonas paisagísticas de 5 m adjacentes às áreas reservadas para as estradas As áreas de 30 metros de largura do lado norte e sul do local do empreendimento, próximo à N2 e da Avenida da O.U.A serão usadas como zonas de retenção para as águas pluviais, onde irão infiltrar-se e/ou fluir na direcção do ponto mais baixo, no canto Sudeste do local do empreendimento. Onde for necessário, as águas pluviais serão escoadas por condutas de betão de 375mm de diâmetro posicionadas no solo. É importante realçar que o Município da Matola não possui infra-estruturas de drenagem de águas pluviais devido aos seguintes factores (Plano Estratégico de Saneamento da Cidade da Matola): A maior parte dos assentamentos habitacionais foram desenvolvidos sem um plano de urbanização e sem a consideração dos parâmetros de drenagem natural de águas pluviais, reduzindo significativamente o potencial de infiltração; Algumas das bacias de retenção existentes estão ocupadas e cobertas por assentamentos populacionais, reduzindo significativamente o potencial de infiltração dos solos na absorção de fluxos máximos de precipitação e desta forma, contribuindo para o aumento de problemas na identificação de locais adequados para atravessar canais em gravidade de drenagem.

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Lis Moçambique, S.A & Impacto Lda

3. para garantir a segurança e o bemestar dos utentes da Cidadela da Matola. A ETAR. Após o tratamento primário. Serão construídas fossas sépticas para o tratamento primário dos efluentes. Nessa fase. os efluentes serão conduzidos para a ETAR para o tratamento secundário e final. a ser construída fora da área da cidadela. Fase de operação e manutenção As infra-estruturas associadas ao projecto como estradas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Sistemas de Saneamento O Município da Matola não dispõe de nenhum sistema de esgotos. Os resíduos de embalagens do Centro Comercial serão armazenados no local. os efluentes conduzidos para uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR). será do tipo convencional. Esta questão será abordada com os operadores de reciclagem de Matola/Maputo. para serem recolhidos pelos devidos prestadores de serviços (privado e/ou municipal).3. e como exigido. como rega de jardins e outros. assim sendo. De referir que deverão ser desenvolvidos estudos ambientais específicos para a construção e operação da ETAR. sistema de drenagem e a rede de rega necessitarão de manutenção. prevê-se que o Centro Comercial gere um máximo de 60 m3/dia de resíduos sólidos/domésticos. A média mensal deverá ser por volta de 1500 m3/mês. num armazém de chão de betão. Durante a fase de construção do empreendimento. EIA 23 Lis Moçambique. No tocante aos resíduos sólidos. maquinaria. sendo que existem três alternativas. a ser construída no âmbito da Cidadela da Matola. A vazão de esgotos para o empreendimento inteiro está prevista para 650 000 L/dia. Serão instalados tubos PVC de 160 mm de diâmetro nas áreas de protecção das estradas para drenar os efluentes provenientes dos talhões individuais. Um sistema de monitoria e fiscalização periódica deverá ser implementado. serão removidos com frequência pelo serviço municipal de recolha de lixo ou através de um provedor de serviços do sector privado. e não só. Outros resíduos domésticos serão depositados em recipientes apropriados. os trabalhadores utilizarão sanitários móveis que serão colocados no local da obra. dos quais 192 000 L/dia serão provenientes do Centro Comercial.A & Impacto Lda . S. constituída por duas lagoas de oxidação e apresentará uma capacidade suficiente para satisfazer a demanda de tratamento de efluentes da Cidadela da Matola. serão estudadas formas de reaproveitamento das águas tratadas para diversos fins. Existe a opção de reciclagem dos materiais de embalagem.

2. Área de Influência Directa (AID) Foi definida como a área de influência directa a área de cerca de 54ha – área concebida para a edificação do projecto. EIA 24 Lis Moçambique. Área de Influencia Indirecta (AII) Foi definida como a área de influência indirecta do projecto. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 4. do Zimbabwe. da Rádio a N2 e parte da N4 (que vai até ao semáforo do Centro Comercial Shoprite). A mesma serviu de base de análise para a descrição dos ambientes socioeconómico e biofísico. o Bairro da Matola A.U. que será o principal alvo de impactos indirectos do projecto. as avenidas da O.A.1.A & Impacto Lda . as infraestruturas adjacentes ao limite do terreno. 4. DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA 4.

Caracterização Biofísica da área do projecto 5.A & Impacto Lda . Topografia.1.1. SITUAÇÃO DE ACTIVIDADE REFERÊNCIA DO LOCAL DE IMPLEMENTAÇÃO DA 5.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. Figura 3: Mapa topográfico da área do projecto EIA 25 Lis Moçambique. geologia e solos A área do projecto é caracterizada por altitudes que variam entre os 30m e os 43m de altitude (em relação ao nível médio das águas do mar) – Figura 3. mas no entanto um fluxo menos acentuado devido a reduzida declividade desta região que caracterizase por um relevo plano com uma declividade até os 5% segundo mostra a Figura 2. S. O perfil topográfico revela uma redução de altitude no sentido Noroeste – Sudeste.1. o que significa que a direcção do fluxo das águas toma o mesmo sentido.

A zona costeira é dominada pela presença de solos de aluviões argilosos e de sedimentos marinhos e estuarinos. conferindo aos mesmos uma permeabilidade que permite a infiltração das águas pluviais.A & Impacto Lda . Figura 4: Tipos de Solos da área do projecto EIA 26 Lis Moçambique. podendo ocorrer igualmente no seu interior solos arenosos de diversos tipos de coloração. moderadamente profundos a pouco profundos. S. castanho avermelhados.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Na Matola predominam solos de Post-Mananga. de boa drenagem. A área do projecto é totalmente coberta por solos do tipo Post-Mananga (PA). e facilita o processo de drenagem de águas pluviais (Ver Figura 4 e Tabela 1). arenosos. caracterizados por apresentar uma textura grossa e drenagem boa.

numa faixa de dunas interiores caracterizada pela presença de areias do tipo eólica vermelha (figura 5). S.5-10m) vermelhos do Pleistoceno Superior das encostas dos vales Forma de terreno Topografia e declive (%) Profundidade (cm) PA Solos de PostMananga com textura grossa Encostas Coluviais Suavemente Ondulado 05 70-120 A área do projecto encontra-se assente na província hidrogeológica da Bacia Sedimentar de Moçambique . solos moderadamente profundos e pouco profundos. EIA 27 Lis Moçambique. Esta região é caracterizada pela presença de aquíferos freáticos com profundidades de cerca de 50 metros e uma produtividade moderada que varia dos 3 a 10 m3/h. a existência de água salobra limita as probabilidades de encontrar água doce nos primeiros 20 m.A & Impacto Lda . Geologia Depósitos de (0.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 1: Características do solo da área do projecto Símbolo Agrupamento de solo Características dominantes do subsolo Franco-arenoso castanho avermelhado.a Sul do Save. No entanto devido a influência costeira nestas áreas.

A & Impacto Lda .Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 5: Mapa Geológico da Área do Projecto EIA 28 Lis Moçambique. S.

embora a precipitação.5%. Figura 6: Dados meteorológicos de Maputo EIA 29 Lis Moçambique.1. S. em geral. com cerca de 165.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5.2. Clima O clima da Província de Maputo (incluindo o Município da Matola onde se insere a área do projecto) é do tipo tropical húmido.A & Impacto Lda . O mês de Janeiro é o mais quente (temperatura média máxima de 30ºC) enquanto que o de Julho é o mais frio (temperatura média mínima de 14. O mês de Janeiro apresenta os valores de precipitação média mensal mais elevados. e os meses como menor humidade são Junho e Julho com 75% e 76%. Os meses com maior humidade relativa são Fevereiro e Março com 81% e 80. respectivamente. É caracterizado por uma estação seca e fria (Maio a Outubro) e uma estação húmida e quente (Novembro a Abril). respectivamente. varie muito de ano para ano. A humidade relativa média é de 78. A precipitação média anual é de 860 mm.3ºC). com pouca oscilação durante o ano. Para a análise do clima foram utilizados os dados da Estação Meteorológica de Maputo.9 mm.5%.

Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5.1. Flora e vegetação A vegetação natural da área do projecto e doutras regiões do Município da Matola foi substituída por uma cobertura vegetal que indica uma forte influência humana.havendo.A & Impacto Lda . S. no entanto algumas árvores de fruto (p. sendo que. da visita de campo efectuada a área do projecto constatou-se que a área do projecto é fortemente ocupada por um graminal (Urocholoa mossambicensis) – Figura 7 .3. Figura 7: Urocholoa mossambicensis Figura 8: Árvores existentes na área do projecto EIA 30 Lis Moçambique. Mangifera L) dispersas – Figura 8.e.

1.). etc. habitações. etc. gatos. EIA 31 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. cães. S. Não foram identificadas espécies protegidas e/ou em perigo de extinção. indústrias.1. Fauna A área circundante ao projecto (AID e AII) é fortemente urbanizada (pela existência de estradas.A & Impacto Lda .3. sendo que as espécies faunísticas são características de um meio urbano – pássaros.

Figura 9: Área do projecto e Limites do Município da Matola EIA 32 Lis Moçambique. Posto Administrativo (PA) da Matola. província de Maputo. Caracterização Socioeconómica da área do projecto 5. o qual conta com 13 bairros numa área de 61.2. S. no Município da Matola.A & Impacto Lda .41 Km2.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5.2.1. Área do projecto O projecto de construção e operação da Cidadela da Matola está localizado no Bairro da Matola A.

coberta de gramíneas (pertencente à fundação Agha khan). o qual é apoiado por vereadores que compreendem diferentes sectores ministeriais. S.3. cerca de 300 residências familiares.Rádio Moçambique (RM). não é habitada. O.2. cuja principal função é zelar pelos assuntos administrativos do bairro.2. o qual possui cerca de 223. uma mesquita (Hamza). 5. enquadrando-se. O Bairro da Matola A está sob tutela do secretário do bairro. uma estação de serviço e alguns restaurantes. Organização Administrativa e social Em Moçambique. indústria de pequena escala e serviços). Em torno da área podem ser encontrados: • • A Norte (junto a N2) lotes residenciais de média e alta renda. na Av.449 habitantes. podendo ser encontradas. Demografia A área para a construção da Cidadela da Matola. como já foi referido anteriormente.8 % da população do P.A & Impacto Lda .2. tem cerca de 62. portanto. e a Empresa Salvador Caetano. a região circunvizinha é densamente povoada. uma área mista composta por lotes residenciais de média e alta renda. com uma área aproximada de 18 km2. contém Infra-estruturas outrora pertencentes a empresa pública . um espaço misto composto por um centro comercial.A. A Oeste (ao longo da Av. num raio de 1 km à volta da área do projecto. o que corresponde a 27. e está localizada num espaço designado pelo município como sendo de categoria A (para fins de habitação. A estrutura de governação do Município da Matola é idêntica à existente na generalidade do país. A Este (junto a Av. no plano de estrutura urbana do município da Matola. comércio. entretanto.088 habitantes. 5. uma escola e lotes residências de média renda.A da Matola. O Bairro da Matola A. EIA 33 Lis Moçambique. do Zimbabwe) um vasta área sem utilização.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal A área de implantação do projecto (área não habitada). da Rádio Moçambique).U. cada Município tem no topo da sua estrutura um presidente. • • A Sul.

com uma densidade populacional de 3. conforme ilustra a pirâmide (Figura 10) abaixo. para além de outras.088 223. sendo esta muito elevada (quase o dobro).449 habitantes por Km2.41 Km2 341. respondendo e satisfazendo a actual necessidade (de bens e serviços) que se verifica na Matola. dadas as características da estrutura etária que é maioritariamente constituída por população extremamente jovem. pode ser considerado um crescimento contínuo no bairro da Matola A.A da Matola.639 2. devido ao elevado e rápido desenvolvimento que o Município tem vindo a observar nos últimos anos. 2010) conforme ilustra a Tabela 2.236 Densidade Hab/Km2 3. Tabela 2: Densidade Populacional da Matola Local Bairro da Matola A P.00 Km2 61.449 3.449 684.001 Através do quadro comparativo evidenciado na tabela acima.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Este bairro é o mais populoso do P.A & Impacto Lda . uma vez que irá permitir.89 Km2 Nº da População 62. Esta pirâmide reflecte um rápido crescimento populacional devido à uma significativa redução da mortalidade infantil e infanto-juvenil. S.A da Matola Município da Matola Área/Km2 18. comerciais e públicos.A da Matola. pode-se verificar a alta densidade populacional do Bairro da Matola “A” relativamente a outros bairros do P. e também pelo facto do bairro ser alvo preferencial da população. podendo-se afirmar que a Cidadela da Matola poderá beneficiar e responder à demanda verificada na área. EIA 34 Lis Moçambique. Tomando como base a pirâmide etária do Município da Matola. relativamente a densidade média da cidade da Matola (PEUCM. a criação de espaços habitacionais.

Da visita de campo realizada a área.4. 2010) 5. S. o qual está reservado para futuros projectos de expansão rodoviária. actualmente. existem sinais claros da prática de agricultura de pequena escala. constatou-se que o espaço é usado a título de empréstimo. Actividades Económicas Actualmente.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 10: Estrutura etária do Município da Matola (PEUCM. existindo.A & Impacto Lda . amendoim e mandioca (Figura 11). Espaço com uma extensão de 10 metros. onde se fazem pequenas machambas de milho. No entanto.2. EIA 2 35 Lis Moçambique. anexo a área do projecto. A actividade comercial (comercio de produtos e fornecimento de serviços comerciais) do sector terciário constitui a principal actividade económica na área adjacente ao local de implantação do projecto. Os residentes aproveitam o espaço para cultivo durante a época chuvosa. na reserva de estrada2 situada entre os km 11 e 12 da N2 (limite Norte da área do projecto). cerca de 100 pessoas a praticar agricultura de subsistência desde o ano de 2009. não se desenvolve nenhuma actividade na área prevista para a construção da Cidadela da Matola.

Os estabelecimentos comerciais existentes no Bairro da Matola A representam cerca de 16% do total de estabelecimentos existentes no Município da Matola o qual. dos quais se destacam 3 novos centros comerciais que contemplam bancos. na sua totalidade. restaurantes e lojas para comercialização de diversos tipos de produtos. O Município observou um crescimento de cerca de 31% em relação ao ano transacto. comércio e turismo.A & Impacto Lda . a poucos metros da área da cidadela. o Shoprite situa-se a Norte (N4) do local do projecto. um dos centros comerciais do Município. existem cerca de 100 estabelecimentos licenciados para actividades diversificadas como indústria. 2010). S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 11: Espaço agrícola adjacente a área do projecto De acordo com o Relatório Anual de 2010 do Bairro Municipal da Matola A. Como pode ser observado na figura abaixo. conta com 611 estabelecimentos licenciados. sendo que mais de 50% destes estabelecimentos estão localizados nas proximidades da área do projecto. EIA 36 Lis Moçambique. onde contava com 465 estabelecimentos licenciados para as mesmas actividades (BAÚ.

No que se refere ao turismo no bairro (acomodação e lazer). Há no entanto. EIA 37 Lis Moçambique. o nível de desemprego é alto. S.A & Impacto Lda . A Cidadela da Matola poderá fazer face a este aspecto através da geração de postos de trabalho durante as diferentes fases da sua implementação.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 12: Centro Comercial da Matola (Shoprite) O Posto Administrativo da Matola não possui dados referentes às taxas de desemprego. Visto que a Cidadela da Matola contempla a construção de uma unidade hoteleira. mas segundo o secretário do Bairro da Matola A. o que não difere do resto do Município da Matola. esta poderá ser uma mais-valia na oferta de acomodação. e promover a construção de unidades hoteleiras em zonas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do turismo. este é bastante limitado. necessidade de se apostar na qualidade de serviços oferecidos uma vez que esta área tende para um elevado desenvolvimento. podendo-se considerar muito fraco.

A rede viária que circunscreve a área do projecto é formada por cerca de 3 km (Google Earth) de estrada asfaltada. tradição. enquanto que o tipo de habitação mais precário. Estas são classificadas em 5 tipos distintos nomeadamente. Infra-estruturas e Serviços Na área de influência indirecta do projecto podem ser encontradas habitações do tipo moradias3.4km. que já estão previstas para servirem de áreas verdes. O Bairro da Matola A tem cerca de 58. resultando em aumentos no congestionamento verificado durante estas horas na portagem. Censo de 1997) EIA 38 Lis Moçambique. casas precárias e casas de madeira e zinco (INE. 2007). instalação de condutas e cabos eléctricos ao longo das estradas regionais e municipais (Shisaka. onde apenas 124. A Estrada N4 faz parte da concessão da TRAC (Trans African Concessions) que inclui igualmente a portagem de Maputo localizada à 6 km do eixo da Cidadela da Matola. apartamentos. moradias. A portagem apresenta uma capacidade instalada de 3000 carros/hora/faixa (Shisaka.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. 3 O tipo de habitação varia consoante diversos factores. S. 2010). No entanto. 28. são mais abundantes nas zonas suburbanas do bairro da Matola A. O bairro da Matola A é parcialmente atravessado pela N4 (Estrada Maputo . Da extensão total de estradas.9km são pertencentes a Matola-Sede. são pavimentadas (Vereação de obras e Infra-estruturas Municipais da Matola.Witbank). Este aspecto poderá ser agravado com a implementação do projecto devido ao potencial tráfego que este projecto poderá atrair para a região. mais característicos de zonas urbanas são inexistentes naquela zona) da população. construção de novos acessos às estradas existentes a partir de novos desenvolvimentos.2. o que corresponde à 8. palhotas. estrada que liga Maputo á África do Sul.14 km de estrada. que incluem questões culturais. já são verificadas grandes enchentes na portagem durante as horas de ponta. as quais representam uma marca do carácter urbano a periurbano (existem também apartamentos. como palhotas e casas de madeira e zinco. disponibilidade de materiais. e pela N2 que liga Maputo á Suazilândia e outros distritos da Província de Maputo. 2007). condições naturais e condições económicas. através da implementação de medidas de monitoramento das vias adjacentes e respectivas zonas de servidão.A & Impacto Lda . Este aspecto contribui para a caracterização desta rede viária num importante corredor de transportes. ou seja. uma vez que é usada pela maioria dos transportadores de carga e de passageiros provenientes ou com destino aos países vizinhos e aos distritos de Maputo. deposição inadequada de lixos sólidos na reserva de estrada.14% em relação as estradas do Município da Matola. 439.3%. Os principais constrangimentos enfrentados pelo Município da Matola e pela Administração Nacional de Estradas (ANE) na gestão da rede viária são a ocupação da reserva de estrada por assentamentos e mercados informais. O presente projecto deverá levar em conta estes aspectos de forma a reduzir os efeitos que poderão ser resultado do novo desenvolvimento.5.

A Cidadela da Matola irá se beneficiar do fornecimento da mesma. S.A & Impacto Lda . E. da O. e uma clínica privada. A energia eléctrica é abastecida pela Electricidade de Moçambique. pode afectar o trânsito na rodovia (Av. contando ainda com o serviço de correios (Correios da Matola. número este que não satisfaz a necessidade do bairro. número este que é insuficiente. Figura 13: Escola localizada em frente ao local do projecto No que refere a Unidades Sanitárias. duas escolas do EP2 e uma escola Secundária Privada. pode ser observada a Escola do EP1 30 de Janeiro. o Município está ligado às redes de telefonia móvel (Mcel e VodaCom) e fixa (das Telecomunicações de Moçambique). Na figura abaixo. EIA 39 Lis Moçambique. Este factor torna deficitários os serviços de saúde no bairro. a Matola A conta com 2 centros de Saúde dos quais. 1 está situado a sensivelmente 0. localizada em frente ao local do projecto.A) que serve a escola primária. Para tal.U. uma parte da energia será proveniente de uma linha situada acerca de 1km (na N2) e a restante será proveniente de uma linha situada acerca de 2Km na N4.P) e serviços de Internet oferecidos por diversos provedores privados.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Em termos de Comunicações. considerando o número de habitantes do bairro. inicialmente.15 km da área do projecto (Google Earth). Mais adiante se vera como a implantação do projecto. É importante realçar que a construção do Hospital previsto no âmbito do projecto Cidadela da Matola poderá contribuir para a redução do défice de serviços sanitários no bairro. A rede escolar do Bairro da Matola A é constituída por duas escolas do EP1.

85% da população beneficia de água canalizada e estando a restante em processo de regularização. de acordo com os planos de desenvolvimento da EDM (Master Plan em curso/execução) para o alargamento da capacidade distribuição de energia. A mesma irá permitir o acesso da água a mais clientes e o fornecimento de água 24 horas por dia. De acordo com dados da Secretaria do Bairro. a vila de Boane) (PEUCM. local de inserção do presente projecto.A & Impacto Lda . O abastecimento de água ao Bairro da Matola é actualmente feito a partir do sistema de abastecimento de água fornecido pelo FIPAG. O projecto de ampliação e melhoramento da rede de distribuição de água teve em conta o desenvolvimento de novos empreendimentos.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Posteriormente. contratado para gerir e operar o Sistema de Abastecimento de Água ao Grande Maputo (que abrange os Municípios de Maputo e Matola. sendo que o projecto não irá exercer uma sobrecarga na demanda de água. será construída uma linha dedicada de energia para o uso exclusivo da Cidadela da Matola. Á água chega ao bairro da Matola “A” a partir do Centro Distribuidor da Matola. 2009). com a instalação de novas condutas adutoras pelo FIPAG. Figura 14: Mapa de abastecimento de água ao Grande Maputo (Fonte: PEUCM. através do operador Águas de Moçambique (AdeM). S. 2010) EIA 40 Lis Moçambique. A rede de distribuição de água está sendo ampliada e melhorada. constituído por 3 reservatórios apoiados com capacidade de 10 000 m3 e é distribuída através de uma rede de reticulação para os diferentes Bairros incluindo o bairro da Matola “A”.

A recolha de resíduos nos bairros municipais é efectuada de acordo com uma calendarização/programa de recolha. estando em curso estudos e procura de financiamento para a construção de um aterro sanitário a ser explorado pelas cidades de Maputo e Matola. a área do projecto conta com 3 pontos de acesso á transportes públicos com destinos variados. o que resultará em acrescida mobilidade em redor da área.000. a de Malhampsene e a de Infulene. sendo necessário avaliar a disponibilidade e principais rotas dos transportes públicos existentes no Município da Matola. S. sendo que os potenciais candidatos poderão ser provenientes de diferentes locais. e com os serviços de transporte público. de modo a minimizar o tráfego na região. sendo a paragem de João Mateus. pois este não está acessível em todos os bairros da Matola. são exploradas duas lixeiras. De acordo com o Departamento de Serviços do Ambiente do Município da Matola. sendo que a recolha no bairro da Matola A ocorre apenas uma vez por semana. Resíduos sólidos e Saneamento De acordo com o trabalho de campo realizado no contexto do presente relatório. respectivamente.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. A cidadela da Matola apresenta um elevado potencial de geração de emprego. fazendo com que os residentes caminhem longas distâncias para ter acesso ao transporte.7. um camião “Skip” para contentores e seis tractores. a situar-se no Bairro de Mathlemele com uma capacidade estimada de 16. Os transportes públicos prestarão um papel fundamental neste exercício.6.A & Impacto Lda . constatou-se que o Município da Matola possui. Transporte No referente ao Transporte.000 de toneladas de resíduos. Apesar do grande número de transportadores. um dos pontos mais movimentados do bairro da Matola A. O bairro da Matola A apresenta uma geração diária de resíduos sólidos de cerca de 2530 toneladas. estimado em cerca de 8000 novos postos de trabalho. na fases de construção e cerca de 2000 postos. bem como promover o seu uso. 5. e conta também com várias ligações a nível da província de Maputo. conta com um grande número de transportadores privados com rotas traçadas a partir dos seus bairros para a Matola A.2. para a recolha de resíduos sólidos. de modo a permitir a cobertura a todos os outros bairros. a situação de transporte não é satisfatória. os quais efectuam a recolha nos diversos bairros do município. EIA 41 Lis Moçambique. um camião basculante. na fase de operação.2. O bairro da Matola A (considerado o coração da Matola).

2.8. apenas 1 (Mercado de Madruga) apresenta infra-estruturas mínimas como vedação. o Mercado de Madruga. sendo possível encontrar naquele Município famílias oriundas de várias partes do país. e outro que forem necessários para a segurança dos edifícios. 5. Os vendedores contribuem para a manutenção dos mercados municipais. Sendo a religião uma expressão significativa da cultura. A vereação de salubridade possui um camião tanque. usamse fossas e drenos.A & Impacto Lda . que dista sensivelmente a 500 metros. com maior destaque para os Rongas e Changanas. iluminação de emergência. e o Mercado de Santos. Dentre os aspectos favoráveis destes mercados destacam-se. Património Cultural A população no Município da Matola é caracterizada por uma miscigenação de culturas. e a aproximadamente 0.2.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal No que tange aos serviços de saneamento. que irão compreender equipamentos do tipo sensores de detenção de fumo. escritórios e sanitários públicos.5 km a Igreja católica São Gabriel. extintores portáteis. que dista sensivelmente a 300 metros da área do projecto. Contudo. sendo os seguintes: Venda de produtos de grande variedade.2. Corpo de bombeiros O Município da Matola não possui um corpo de bombeiros para o combate á incêndios.10.9. Proximidade de terminais e paragens de autocarros. Venda de produtos frescos. S. 5. mangueiras. e Existência de energia eléctrica. Mercados Municipais Existem no bairro. bancas. da Rádio) uma Mesquita (Hamza). próximos ao local do projecto dois mercados formais. EIA 42 Lis Moçambique. 5. pode ser encontrado mesmo em frente a área do projecto (na Av. o projecto contempla a instalação de sistemas de combate a incêndios. o qual presta serviços de recolha dos efluentes líquidos mediante requisição e pagamento pelos munícipes. por não existir uma rede de esgotos. Destes mercados.

S.A & Impacto Lda . o antigo edifício emissor da Rádio Moçambique (Figura 17). Figura 17: Edifício da RM EIA 43 Lis Moçambique. de relevância histórica para o Município. o qual será reabilitado e transformado em Museu.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 15: Mesquita Hamza Figura 16: Igreja de São Gabriel Em termos de património histórico existe dentro da área do projecto.

Não há pessoas vivendo na área do projecto. o qual é caracterizado por uma área multifuncional e industrial. o edifício da emissora nacional de rádio (Rádio Moçambique) será reabilitado e transformado em Museu.2. EIA 44 Lis Moçambique. actualmente. No âmbito do presente projecto. S. A área do projecto está inserida num meio urbano. tendo sido previamente usada como um parque de antenas e centro emissor da Rádio Moçambique. Existem. na área do projecto oito (08) casas e um edifício Emissor da Rádio Moçambique (RM).Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. a área da Cidadela da Matola está inserida na sua totalidade na classe de ocupação designada por espaço urbanizável.A & Impacto Lda .11 Uso do Solo Urbano De acordo com o Plano de Estrutura Urbana da Cidade da Matola. nem áreas de agricultura ou de implantação de comércio.

A & Impacto Lda .Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 6.impactos residuais. Permanente . nem mitigação ou gestão. Impactos de alta gravidade. A gravidade do impacto no local: Impacto de baixa gravidade – efeitos menores. Gravidade média – efeitos maiores. Moçambique e país(es) vizinho(s). Os distritos circundantes. ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA ACTIVIDADE E MEDIDAS DE MITIGAÇÃO A análise que se segue tem como objectivo a identificação dos potenciais impactos que poderão surgir durante a implementação do Projecto “Cidadela da Matola”. Muito provável. Exige mitigação e gestão para reduzir os impactos para níveis aceitáveis (se for negativo). Uma mudança ambiental adversa. O período durante o qual os impactos irão continuar: Dentro de um período de 6 meses. Para todo o tempo de vida do projecto. As províncias circundantes. S. Este estudo inclui a análise de impactos sobre os meios biofísicos e socioeconómicos e de saúde e segurança ocupacional. Deve influenciar uma decisão sobre o projecto se o impacto não puder ser mitigado ou gerido. A ocorrência não é provável. Uma possibilidade distinta. A área afectada pelo impacto: A área proposta para a construção. O nível de significância do impacto: Não exige mais investigação. Moçambique. Descrição da probabilidade de ocorrência do impacto: Definitiva. A análise dos potenciais impactos ambientais do projecto foi feita com base nos critérios apresentados na Tabela 3: Tabela 3: Critérios para avaliação dos impactos Adjectivo descritivo Estatuto: Positivo Negativo Probabilidade: Definitiva Altamente provável Provável Improvável Extensão: Local Sub-regional Regional Nacional Internacional Duração: De curto prazo De médio prazo De longo prazo Permanente Intensidade: Baixa Média Alta Significância: Nenhuma/baixa Moderada Alta Definição Natureza do impacto: Uma mudança ambiental benéfica. nas fases de construção e operação/manutenção. Num período de 6 meses a 2 anos. EIA 45 Lis Moçambique.

para servir aos trabalhadores da obra. neste caso. 2. por um provedor de serviços privado.1. Caso as águas residuais não sejam devidamente tratadas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 6.A & Impacto Lda . A recolha dos efluentes dos sanitários móveis deverá ser feita de forma eficiente. poderão constituir um risco de contaminação do solo e das águas subterrâneas na área de influência. Classificação do Impacto: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Curto prazo Média Moderada Baixa Medidas de Mitigação 1. Fase de Construção/Instalação Potenciais Impactos Biofísicos Impactos negativos • Contaminação biológica dos solos e das águas subterrâneas pelas águas residuais Prevê-se o uso de sanitários móveis durante a fase de construção. A deposição dos resíduos dos sanitários portáteis deve ser feita em local apropriado. EIA 46 Lis Moçambique. S. estes resíduos poderão ser depositados na ETAR de Infulene.

tanques sépticos. Derrame de águas residuais resultantes da produção e mistura de betão no local da obra. entulho de construção. Por outro lado. Quando a sua reutilização não for viável.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Poluição do solo Os resíduos sólidos gerados durante a fase de construção serão compostos principalmente por desperdícios metálicos. plástico e/ou metálicas. As mesmas devem ser impermeabilizadas e com condições de contenção. ser usados como material de enchimento em carreiros. 3. zonas de armazenamento temporário para resíduos da obra. O Empreiteiro deverá ainda conceber um plano de remoção e deposição final dos resíduos junto às autoridades municipais ou provedores (privados) de serviços. A gestão inadequada destes resíduos poderá conduzir à uma potencial contaminação do solo. papel e peças mecânicas usadas. estes desperdícios deverão ser reduzidos a pequenos pedaços e depositados no local acima indicado. Deverá haver uma equipa responsável pela manutenção da limpeza no local e recolha de todo o lixo sólido produzido pelos trabalhadores envolvidos no projecto. 2. Este impacto pode resultar de: Derrames durante o armazenamento. dentro dos limites do local da construção. etc. EIA 47 Lis Moçambique. Derrames durante a manutenção/reparação de viaturas e maquinaria diversa. Os desperdícios de betão e cimento deverão. Derrames durante a aplicação de tintas e produtos anticorrosivos. embalagens de cartão. S. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Médio prazo Baixa Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. sempre que possível. óleos e lubrificantes.A & Impacto Lda . o uso de substâncias químicas constituirá um risco de contaminação localizada do solo. manuseamento e transporte de produtos químicos como: tintas. Deverão ser identificadas.

sujeitos ao sistema de recolha. Deverão ser contactados comerciantes de sucata da Matola e/ou Maputo. Os resíduos devem ser acondicionados e transportados de forma segura. para procederem à remoção ou aquisição deste tipo de desperdícios. providenciando assim condições de isolamento e recolha de derrames. para evitar derrames durante o seu funcionamento. segurança ou ambiental). não devendo ser misturados com outras substâncias. A manutenção dos veículos e da maquinaria deverá ser feita regularmente.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 4. O armazenamento temporário de resíduos tóxicos deverá ser realizado numa área devidamente isolada.e. Evitar quaisquer derrames de óleo ou combustíveis para o solo. 9.A & Impacto Lda . Os óleos usados deverão ser armazenados em tambores selados. O transporte deve ser feito por veículos que ofereçam condições de segurança (p. madeira). Embalagens feitas de materiais biodegradáveis (como papéis. vedada e impermeabilizada. como gasolina e solventes. 6. não imponham qualquer risco de saúde. os desperdícios metálicos deverão ser removidos da área. a manutenção fora desta poderá ser permitida. 5. Todos os trabalhadores devem ser consciencializados sobre a necessidade de prevenção/minimização da poluição do solo. Em caso de contaminação do solo. EIA 48 Lis Moçambique. poderão ser depositados em contentores adequados. que não tenham contido produtos tóxicos. 7. este deverá ser imediatamente removido e tratado adequadamente. 10. Os mesmos poderão ser armazenados temporariamente nos mesmos recipientes para lixos domésticos. Se não for possível levar o veículo à oficina. Caso os haja. remoção e deposição de lixos domésticos. cartão. S. 8. desde que se cumpram as seguintes recomendações: Revestir o solo debaixo do veículo com uma lona.

a Mesquita Hamza. principalmente decorrente do funcionamento das máquinas (escavadoras. compressores. EIA 49 Lis Moçambique. o que implica uma redução nos níveis de escoamento superficial. britadeiras. Tanto quanto tecnicamente possível.A & Impacto Lda . A compactação reduz a porosidade do solo.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Compactação dos solos / Alteração dos padrões naturais de escoamento Durante as obras. conduzindo á alteração dos padrões naturais de escoamento e consequentemente. a áreas designadas para o efeito. etc. Deverão ser definidas áreas de acesso automóvel e pedonal que regulem a circulação e evitem o pisoteio desordenado. a acumulação de águas pluviais nas zonas baixas. gruas. reduz a capacidade de infiltração das águas pluviais. S. a circulação de maquinaria e viaturas pesadas irá resultar na compactação do solo. Este impacto será de intensidade baixa devido a natureza granular dos solos da área do projecto (Post Mananga) e a baixa declividade (0 à 5 %). Foram identificados como principais receptores de ruído na área adjacente ao local do projecto. particularmente nas áreas de manobra de maquinaria e veículos envolvidos na construção. • Emissão de Ruídos Haverá um aumento dos níveis de ruído e emissão de vibrações durante a fase de construção. deve ser limitada a circulação e manobras de maquinaria e veículos pesados. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Definitiva Local Médio prazo Baixa Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. e 2.) e da movimentação de veículos pesados envolvidos na construção das infra-estruturas. Escola Primária 30 de Janeiro e as direcções provinciais localizadas nas imediações da área.

No entanto. se houver uma exposição prolongada e se não forem tomadas medidas de mitigação eficientes. no número 1 do Artigo 20 refere que os níveis de ruído admissíveis para a salvaguarda da saúde e sossego público serão estabelecidos tendo em conta a fonte emissora do ruído. UK). Os valores máximos de exposição ao ruído situam-se entre os 87 dB (exposição diária) e um pico de pressão sonora de 140 dB (exposição pontual.A & Impacto Lda . os impactos da emissão de ruídos só se tornarão significativos. de 02 de Junho (Regulamento sobre os Padrões de Qualidade Ambiental e Emissão de Efluentes). mas não atingirão o pico de pressão sonora. ou seja.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal O decreto 18/2004. conclui-se que os níveis de ruído emitidos por alguns equipamentos excederão os valores máximos de exposição diária. de curta duração) (The Control of Noise at Work Regulations 2005. No entanto. Durante as obras de construção da Cidadela da Matola serão usados vários equipamentos. S. Moçambique não possui legislação específica sobre a matéria. a qual mostra os níveis de ruído emitidos pelos mesmos: Tabela 4: Ruído emitido por equipamentos usados na construção num raio de 15 m Equipamento Martelo pneumático Cortador de juntas de betão Grua Retroescavadora Betoneira Compressor Compactador Bulldozer Camião Basculante Gerador de <25 kVA Moto niveladora Nível de ruído (dB) 103 – 113 102 – 111 90 – 96 84 – 93 75 – 85 75 – 85 75-80 80-85 75-84 65-70 80-85 Fonte: agência americana responsável pela saúde e segurança ocupacional (OSHA) Da análise efectuada aos valores acima indicados. susceptíveis de provocar danos ao sistema auditivo. dentre os quais alguns são apresentados na tabela a seguir. EIA 50 Lis Moçambique.

Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Curto prazo Baixa Baixa Baixa Medidas de Mitigação: 1. EIA 51 Lis Moçambique. e 2. SO2. Efectuar a manutenção regular da maquinaria. doenças crónicas respiratórias e outros efeitos relacionados com a redução da visibilidade. especialmente para os receptores sensíveis identificados. redução da resistência às infecções. outro foco potencial de emissão de material particulado (MP) será a actividade de demolição (manual ou mecânica) das casas existentes na área do projecto. NO2. No caso de actividades potenciais geradoras de altos níveis de ruído e vibrações devem-se criar mecanismos de alerta para os receptores mais próximos.5). Para além das actividades de terraplenagem. • Alteração da qualidade do ar resultante da produção de fumos e poeiras (Poluição atmosférica) As actividades de construção (escavação e compactação dos solos. veículos e equipamentos. 4. Todos os equipamentos ruidosos deverão ser instalados nos estaleiros.A & Impacto Lda . etc. os quais poderão causar efeitos à saúde. de forma a manter os níveis de ruído no mínimo possível. S. alisamento de betão. limpeza por compressão. transporte de materiais. irritação dos olhos e da garganta. Garantir que os trabalhos que possam gerar maiores níveis de ruído não sejam realizados fora das horas normais de expediente. e MP. Os principais poluentes a serem emitidos durante as obras de construção são as partículas inaláveis (MP10) e as partículas inaláveis finas (MP2.) e a circulação de veículos e maquinaria pesada serão potenciais geradoras de poeiras e gases tais como CO. com o maior afastamento possível dos locais habitados na área envolvente. 3. tais como.

com). são estabelecidos na tabela que se segue: Tabela 5: Padrões de qualidade do ar. para que este mantenha a sua capacidade de auto-depuração e não tenha impacto negativo para a saúde pública e no equilíbrio ecológico. irá verificar-se em algumas fases das obras) e restrita às vizinhanças imediatas das áreas de construção. Esta influência na qualidade do ar será temporária (i. No entanto. o Artigo 7 do Capítulo II do Regulamento sobre a Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes estabelece que os parâmetros fundamentais que caracterizam a qualidade do ar. A dispersão de poeiras dependerá das condições naturais do local (direcção e velocidade do vento).A & Impacto Lda .e. para a baía de Maputo. regulação específica sobre a qualidade do ar para actividades de construção civil. realizada entre 2007 e 2010. e da duração da actividade geradora. com uma velocidade média de 15 km/h. os ventos tem tendência a se deslocar predominantemente na direcção Este.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Não existe em Moçambique. EIA 52 Lis Moçambique. implicando um baixo potencial de dispersão de material particulado (Windfinder. S. De acordo com estatísticas relativas ao comportamento dos ventos.

A & Impacto Lda . S. 2. 3. durante a execução das obras. veículos e equipamentos. Utilizar barreiras de segurança contra a dispersão de poeiras. Dever-se-á limitar a velocidade dos veículos (até 20Km/h) nos locais que constituam os principais focos de poeiras. EIA 53 Lis Moçambique. Efectuar a manutenção regular da maquinaria. de forma a minimizar a quantidade de gases de exaustão libertada.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 18: Direcção predominante do vento Não se espera uma redução significativa da qualidade do ar sob condições em que as medidas de mitigação aqui apresentadas sejam aplicadas. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Curto prazo Baixa Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1.

A & Impacto Lda . Recomenda-se a aspersão diária de água no solo. serão criados postos de trabalho. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Altamente provável Local Médio prazo Média Baixa Baixa EIA 54 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 4. de modo a minimizar a sua dispersão – para este efeito deve-se. de forma alternativa. dentre outros factores.e. o material deverá ser suficientemente humedecido. enrocamento) como forma de evitar o transporte de poeiras para as vias públicas adjacentes. 5. e 6. Recorrendo-se. Os acessos não pavimentados ao local do projecto deverão ser devidamente tratados (p. no caso de transporte de areia. racionalizar o uso da água destinada a usos nobres. Detalhes a este respeito só serão conhecidos após selecção do empreiteiro. ao reaproveitamento de águas pluviais. sendo que a maioria corresponderá a tarefas não especializadas. deverão ser providos de cobertura adequada ou. o número de postos a serem disponibilizados dependerá. Considerando a taxa de desemprego na Província de Maputo considera-se este impacto como positivo. S. da necessidade de pessoal adicional por parte do empreiteiro. Os veículos que serão usados para transportar materiais de construção nas vias públicas e com potencial para emissões visíveis. uma vez que este poderá possuir um quadro de pessoal próprio. Impactos da actividade sobre o meio Socioeconómico IMPACTOS POSITIVOS • Criação de postos de trabalho Nesta fase. nos locais que constituam os principais focos de poeiras. já alocado para o projecto. contudo. No entanto.

o empreiteiro deverá subcontratar investidores/empresas nacionais e se possível locais. o comércio informal poderá assumir alguma expressão devido ao aumento na procura de serviços diversos.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Medidas de potenciação 1. com a implementação do projecto. • Promoção da Economia Formal e Informal O comércio informal na área do projecto é relativamente fraco em relação ao formal. da segurança e da capacidade de efectuar o fornecimento numa base regular e satisfazer prazos rigorosos. Sempre que possível. 2. 3.A & Impacto Lda . da qualidade. para o fornecimento de bens serviços. seguindo critérios pré-estabelecidos e reconhecidos. Esta procura poderá impulsionar não só o comércio informal como o formal e. EIA 55 Lis Moçambique. Contudo. por sua vez criar oportunidades de aquisição de receitas para os comerciantes locais. de forma a não limitar as oportunidades de candidatura. As oportunidades de emprego deverão ser adequadamente divulgadas. a decisão de subcontratar dependerá do custo. S. sobretudo na fase de construção. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Altamente provável Local Longo prazo Média Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1. Contudo. O processo de contratação de trabalhadores deverá dar prioridade a cidadãos nacionais. O processo de contratação de pessoal deverá ser transparente. cabendo ao comércio nacional garantir a satisfação destas exigências.

recomenda-se que o empreiteiro tome medidas para que exista uma boa relação entre os seus trabalhadores e os comerciantes informais. a ausência de levantamentos estatísticos de tráfego no perímetro envolvente do projecto. Nesta fase. Este aumento de tráfego poderá levar à ocorrência de acidentes na área do projecto. da O. S. reflectindo-se principalmente nos cruzamentos que dão acesso directo ao empreendimento como o caso das paragens ao longo da N2 e estas poderão observar um grande aumento das enchentes (que actualmente são visíveis) nestas paragens e nas respectivas travessias. Para potenciar as vantagens que possam advir da actividade informal. em termos de volume. densidade e velocidade do tráfego automóvel.A & Impacto Lda . De acordo com o relatório. resultante da circulação de veículos.A) e Matola/Moamba. IMPACTOS NEGATIVOS • Alteração do tráfego automóvel e pedonal e risco de ocorrência de acidentes As questões ligadas as correntes de tráfego. O tráfego pedonal poderá aumentar como consequência da movimentação dos trabalhadores envolvidos nas obras.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 2. impedem a fundamentação estatística das tendências de comportamento de tráfego. O Relatório sobre o Estudo do Tráfego Automóvel e Pedonal da área da Cidadela da Matola (Anexo 5) identifica as principais rodovias a serem afectadas. durante a fase de construção do projecto verificar-se-á um aumento no tráfego das vias adjacentes. a circulação de veículos na área do projecto poderá aumentar no sentido Matola/Boane/Namaacha (N2 e Av. são em via de regra objecto de análise qualitativa e com suporte estatístico. principalmente de veículos pesados adstritos ao projecto. devido ao transporte de materiais de construção como pedra e areia que poderão ser retiradas das pedreiras e areeiros localizados nas regiões de Namaacha. No caso presente. as principais paragens de autocarros – pontos de maior aglomeração de pessoas e as principais variações. Boane e Moamba.U. EIA 56 Lis Moçambique.

uma sinalização oficial de trânsito nas vias locais (p.A & Impacto Lda . desvio de estrada) antes e durante a execução das obras. de acordo com o local de concentração das actividades. S. da O. Deverá ser instalada. Sempre que necessário. sendo sujeitos a acções disciplinares nos casos em que ignorem ou desrespeitem as velocidades estabelecidas. Recomenda-se a utilização de uma via de acesso para entrada e saída dos camiões transportadores de material.e. e 5. 2. restrição de velocidade. envolvidos na construção do empreendimento de forma a reduzir a pressão sobre as outras vias e congestionamentos nas horas de pico. e em períodos de tráfego intenso. 3.A onde se localiza a Escola Primária 30 de Janeiro). e permanentemente mantida. deverão ser usados agentes para o controlo e regularização do tráfego (com especial atenção para a Av. Os motoristas afectos ao projecto deverão estar conscientes das velocidades admissíveis. EIA 57 Lis Moçambique. Deverão ser definidas vias/rotas e horários específicos para a circulação dos veículos pesados.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente provável Local Médio prazo Média Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. 4. sinais de chamada de atenção para as obras.U.

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Alteração da qualidade paisagística

Ao nível da área de intervenção, as acções da fase de construção que apresentam maior impacto sobre a paisagem, dizem respeito a limpeza do terreno e à execução de terraplenagens e demolições que comportarão um impacto visual negativo. Por outro lado, a deposição inadequada dos resíduos de construção e doméstico na área do projecto poderá ainda conduzir a uma poluição visual, pelo que é recomendado para este fim, a implementação das medidas apresentadas para a gestão de resíduos sólidos provenientes da obra.

Classificação Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Localizada Médio prazo Baixa Moderada Baixa

Medidas de mitigação:

1. De acordo com o PEUCM, a definição dos tamanhos dos lotes (nas áreas multifuncionais) deverá ter em conta que neles serão implantados edifícios de grande porte, daí ser necessário: • • Considerar uma dimensão mínima de 1000 m2 para cada um dos lotes; O coeficiente de implantação do edificado deverá ser igual ou inferior a 0.3 e o coeficiente de ocupação deve ser no máximo de 3.

2. O empreiteiro deverá implementar um programa de gestão de resíduos que contemple a colecta, transporte, reciclagem, e/ou depósito dos resíduos sólidos (como papéis, cartolina, madeira) em sacos plásticos, contentores e plásticos e/ou metálicos;
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3. É recomendado o reaproveitamento do entulho no ciclo de vida do material, contribuindo deste modo, para a racionalização do consumo de energia e de recursos naturais. O reaproveitamento poderá ser feito para os seguintes fins: • • Uso de grandes fragmentos de betão como material de contenção para a prevenção de processos erosivos; O entulho triturado poderá ser utilizado em pavimentação de estradas, enchimento de fundações de construção e aterro das vias rodoviárias;

Aumento da prostituição e disseminação de Infecção de Transmissão sexual incluindo HIV/SIDA

A existência de um elevado número de trabalhadores na área do projecto poderá estimular a ocorrência de prostituição (das visitas de campo constatou-se a existência de pontos de fixação de prostitutas, situados na Av. da Rádio, próximo a área do projecto). A inserção dos trabalhadores na comunidade do Bairro da Matola A, o contacto permanente destes com os comerciantes informais, e o aparecimento de mulheres jovens e profissionais do sexo, abre um precedente para que se estabeleçam relações ocasionais desprotegidas, situação que poderá resultar em Infecções de Transmissão Sexual (ITS´s) e do HIV/SIDA. Classificação Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Localizada Médio prazo Baixa Moderada Baixa

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Medidas de Mitigação: 1. Implementação de acções de consciencialização e informação contínua sobre as formas de transmissão de ITS’s e HIV/SIDA, incluindo comportamentos de risco/prostituição, através de palestras, cartazes e sessões informais de informação; 2. O empreiteiro deve implementar medidas de controlo das infecções de ITS´s e HIV/SIDA, como por exemplo proceder à distribuição gratuita de preservativos no local de trabalho, encorajar os trabalhadores a submeterem-se a testes de HIV, através de um trabalho de consciencialização sobre os riscos associados à doença. 3. Caso sejam identificados trabalhadores seropositivos, o empreiteiro deve garantir que estes beneficiem de tratamento e acompanhamento. Nota: As acções de sensibilização relativas aos riscos associados a ITS’s e HIV/SIDA deverão ser implementadas por instituições/pessoas habilitadas e devidamente credenciadas para o efeito.

Potenciais impactos na Saúde e Segurança Ocupacional

IMPACTOS NEGATIVOS

Disseminação de doenças derivadas de condições de saneamento deficientes

Durante a fase de construção, a concentração de um grande número de trabalhadores poderá aumentar a possibilidade de ocorrência de doenças derivadas da falta de condições de higiene, particularmente num contexto de fracas condições de saneamento dos sanitários e refeitórios. Estas doenças podem ser: cólera, Hepatite A, febre tifóide, amebíase, malária e entre outras.

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Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Médio prazo Média Moderada Baixa

Medidas de mitigação: 1. Os sanitários devem ser cobertos, fechados, ventilados e devem possuir condições para a lavagem das mãos. Os sanitários devem ser disponibilizados ao rácio de pelo menos 1:10 (ou seja, 1 sanitário para cada 10 trabalhadores) e devem estar localizados num raio de 100 metros do local de trabalho; 2. O Empreiteiro deverá implementar acções de educação cívica e sanitária aos trabalhadores, através de distribuição panfletos e outro tipo de material informativo, garantindo a sua continuidade durante toda a fase de construção; 3. O empreiteiro deverá providenciar no local da obra, equipamento básico (kit para primeiros socorros), pessoal qualificado e mecanismos de atendimento para casos de emergência como serviços de ambulância. 4. O empreiteiro deve reservar um espaço para o refeitório e o mesmo deverá ser mantido em boas condições de higiene; 5. Deverão ser seguidas as medidas acima apresentadas sobre a gestão de efluentes e resíduos sólidos. •

Risco de acidentes de trabalho

O projecto actual compreenderá uma série de actividades de construção que poderão comportar riscos de acidentes aos trabalhadores da obra. Estes acidentes poderão ocorrer durante os seguintes processos: • • • Trabalhos em alturas elevadas (é prevista a construção de edifícios até 5 andares); Escavações profundas; Manuseamento de maquinaria e veículos pesados;
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EIA 62 Lis Moçambique. Para a realização de trabalhos em alturas. Na confecção de formas. betonagem e desforma. armações de aço. Escada de mão para acesso aos telhados. 2.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • • • Instalações eléctricas. fechamento de piso. 3. 6. bem como o uso de cinturões de segurança pelos operários. Transporte e manuseio de materiais. 4. devem ser previstas todas as medidas de protecção contra quedas.A & Impacto Lda . o empreiteiro deverá providenciar os seguintes equipamentos: • • • Andaimes. colocação de telas e redes. As escavações devem ser sinalizadas e isolados por barreiras. As actividades de risco acima apresentadas podem culminar em ferimentos ou fatalidades. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Médio prazo Média Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. 5. Rampas e passarelas provisórias. como a colocação de guarda-corpos. especialmente na ausência de medidas de segurança adequadas. A utilização de andaimes deve ser coordenada para que os mesmos sejam devidamente instalados. S. amarrados nas estruturas e providos de meios seguros de acesso. Os EPP´s deverão ser frequentemente inspeccionados de modo a garantir a integridade física dos trabalhadores. O empreiteiro deverá disponibilizar e garantir que todos os trabalhadores usem equipamentos de protecção pessoal (EPP) e que os mesmos sejam devidamente instruídos sobre o uso correcto destes equipamentos. Demolições (serão demolidas 5 casas).

A & Impacto Lda . deve-se dispor de escadas ou rampas para facilitar a saída dos operários. e deve ser efectuado o registo das referidas inspecções. Deve-se assegurar o cumprimento dos Regulamentos sobre Higiene. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Médio prazo Baixa Baixa Baixa EIA 63 Lis Moçambique. Deve-se assegurar que todos os trabalhadores conheçam a área em que os trabalhos serão desenvolvidos e os riscos associados às actividades específicas. S. 10. Todos os equipamentos e maquinaria deverão ser inspeccionados e declarados seguros antes do seu uso. Deve-se recorrer à aspersão regular dos taludes para garantir a sua estabilidade. 12. 9.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 7. • Problemas de saúde no seio dos trabalhadores devido à exposição a ruídos. poeiras e fumos No decurso das obras existe o potencial para a produção de poeiras e emissão de gases de exaustão e de ruídos (dos veículos e maquinaria).25 m de profundidade. 11. Para escavações de mais de 1. que podem vir a resultar em desconforto dos trabalhadores a estes expostos. 8. Saúde e Segurança no trabalho aplicáveis. Os operadores de maquinaria e equipamento pesado devem ser devidamente instruídos sobre o seu manuseio.

Os trabalhadores envolvidos no manuseamento e armazenamento de líquidos inflamáveis devem ser consciencializados sobre os potenciais riscos associados às suas actividades. 2. combustíveis) pode resultar na criação de focos de incêndio. O empreiteiro deverá garantir que todos os trabalhadores tenham equipamentos de protecção pessoal (protectores auriculares e máscaras de protecção disponíveis). • Risco de Explosões/incêndios associados ao uso e armazenamento de materiais inflamáveis O armazenamento inadequado de materiais inflamáveis (p. Todos os trabalhadores que manuseiem líquidos inflamáveis devem receber e usar equipamento de protecção pessoal apropriado.e.A & Impacto Lda . e 2. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Medidas de Mitigação: 1. Todos os líquidos inflamáveis usados no local de construção devem ser armazenados em local com ventilação adequada e de tal forma que não haja risco de incêndio ou explosão. solventes. 4. EIA 64 Lis Moçambique. podendo resultar em danos materiais e humanos. 3. Durante o uso de líquidos inflamáveis e no seu local de armazenamento. Inspeccionar e garantir o uso destes instrumentos de segurança ocupacional. Classificação do impacto: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Curto prazo Alta Moderada Baixa Medidas de Mitigação 1. deve ser imposta a proibição de fumar através de sinalização para o efeito.

etc. Os trabalhadores devem ser treinados em matéria de prevenção de incêndios e uso de extintores. a ser erguido na Cidadela da Matola. mangueiras e tanques de armazenamento de água. As outras infra-estruturas da cidadela. Material de combate a incêndios (p. concluiu que os centros comerciais produzem uma média de 0. tendo em conta que nem todas as áreas serão utilizadas para o comércio. supermercados.). pelo que a quantidade irá depender das suas dimensões e do número de pessoas que estas irão comportar. em 2000 no Reúno Unido. O centro comercial.e. Contudo. de acordo com a média de geração de resíduos definida pela Envirowise. etc. S. com cerca de 24. No entanto. papeis. 6. A gestão indevida dos mesmos comporta um potencial de poluição do solo. EIA 65 Lis Moçambique. resíduos domésticos. também serão potenciais focos de geração de resíduos. poderá gerar cerca de 721. através do funcionamento dos serviços e das infraestruturas existentes. 6.) serão produzidos durante a fase de operação do empreendimento.e.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. há estudos a nível internacional que dão indicações úteis. Um estudo desenvolvido pela Envirowise. embalagens.2. este valor poderá ser ligeiramente reduzido.03 toneladas de resíduos por metro quadrado de área comercialmente usada (lojas.) deverá estar disponível e acessível no local da obra e ser regularmente inspeccionando. Fase de Operação/Manutenção Potenciais Impactos Biofísicos IMPACTOS NEGATIVOS • Poluição do solo por gestão inadequada de resíduos sólidos não perigosos Os resíduos sólidos (p. extintores. Não existem estudos que definem de forma definitiva os valores médios de produção de resíduos em centros comerciais.2 toneladas de resíduos. papelão. etc. restaurantes.040 m2.A & Impacto Lda .

Deverá ser incentivada a adopção do Princípio dos três R´s (Reduzir. e Transporte (colecta selectiva ou diferenciada dos resíduos.). Reutilizar e Reciclar). S. 4. tais como lojas.). separando-se os resíduos orgânicos dos papéis. etc. 2. Devem-se colocar contentores de lixo nas proximidades dos edifícios e em todas as entradas e estes deverão ser periodicamente recolhidos. plásticos.A & Impacto Lda . 3. Zonas de armazenamento para resíduos sólidos domésticos devem ser identificadas na área do empreendimento. dísticos. etc. Sensibilização dos utentes sobre a gestão de resíduos na área do empreendimento através de cartazes. EIA 66 Lis Moçambique. metais e vidros. restaurantes. escritórios. Este sistema deverá priorizar estratégias tais como: Acondicionamento selectivo na fonte geradora (separação dos resíduos nos próprios pontos geradores. Colecta Selectiva ou Diferenciada. A deposição final dos resíduos deverá ser feita em local apropriado. e outros. havendo.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Longo prazo Moderada Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. Deverá ser estabelecido um sistema eficaz de gestão de resíduos sólidos. uma equipa responsável pela manutenção da limpeza. no local.

que compõem o empreendimento. sendo que. De acordo com os Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes (Decreto 18/2004. cerca de 192.000 l/dia de efluentes provenientes de todo o empreendimento.A & Impacto Lda . Existe ainda um risco de contaminação das águas subterrâneas em caso de avaria ou enchimento da fossa séptica e em casos de rupturas nas condutas do sistema de esgotos. Os efluentes gerados pela Cidadela da Matola serão tratados na Estação de tratamento de Águas Residuais a ser construída fora da área do projecto. S.000 l/dia. serão gerados no Centro Comercial durante a fase de operação.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Poluição do solo e das águas subterrâneas por efluentes domésticos Prevê-se a geração de 650. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Longo prazo Alta Alta Média Medidas de Mitigação: 1. de 02 de Junho). Estes efluentes estão sujeitos á um pré-tratamento através do emprego de fossas sépticas construídas em cada um dos lotes. sendo que existem três alternativas. os efluentes domésticos devem corresponder aos seguintes valores máximos seguintes: EIA 67 Lis Moçambique.

Verificar periodicamente o funcionamento dos drenos e canalizações de modo a garantir a ausência de fugas e maus cheiros. Efectuar Manutenção periódica das fossas sépticas (incluindo a limpeza) e mantê-las protegidas.0 – 9. de 2 de Junho) Parâmetro Cor Cheiro pH. 3. etc. As mesmas deverão ser regularmente limpas.). 4. Evitar a deposição de substâncias inibidoras de actividade biológica (lixívia. 25 C Temperatura Demanda química de Oxigénio (DQO) Sólidos suspensos totais (SST) Fósforo total Azoto total o Valor máximo admissível Diluição 1:20 Diluição 1:20 6. no sentido Sudeste.0 60.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 6: Padrões de emissão de efluentes líquidos domésticos (Anexo IV do Decreto 18/2004. pois as mesmas retardam a decomposição biológica nas lagoas de oxidação – para degradação da matéria orgânica. e 5.0 35 150. Os sistemas de águas provenientes das cozinhas deverão estar equipados com caixas de retenção de gorduras. detergentes.0 15. solventes. S. o que representará um aumento dos níveis de escoamento superficial das águas pluviais que podem resultar em inundações nas zonas mais baixas da Matola A.A & Impacto Lda . • Aumento dos níveis de Escoamento das Aguas Pluviais por impermeabilização dos solos A construção das infraestruturas do projecto culminará com a impermeabilização de cerca de 70% da área do projecto. EIA 68 Lis Moçambique.0 10.0 Unidades Presença/ausência Presença/ausência Escala de Sorensen o Observações Aumento no meio receptor 3 mg/l em zonas sensíveis - C mg/l O2 mg/l mg/l mg/l 2.

para infraestruturas com uma área pavimentada entre 75-100%. a 19m de altitude) As bacias situadas a sudeste da área do projecto (Bacias 2 e 3. respectivamente) A bacia situada no interior da companhia (Bacia 4. define um escoamento superficial de cerca de 55% do total das águas pluviais. S.A e do Zimbabwe está desprovido de sistemas de drenagem longitudinal (valas e/ou aquedutos). 1991. infiltração profunda (5%) e infiltração superficial (10%) – Figura 20. próximo ao cruzamento das avenidas da O. a 22m e 20m de altitude.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal O ponto mais baixo da área do projecto.U. Da análise da topografia da Matola A e dos canais de escorrência natural das águas pluviais. Minesota. EIA 69 Lis Moçambique. a 9m de altitude) Figura 19: Drenagem natural das águas pluviais De acordo com o índice de ocupação do solo (Anexo 4).99 ha. cerca de 70% da área. se antevê uma drenagem superficial em direcção a quatro pontos/bacias de retenção naturais (Figura 19): • • • A bacia de retenção situada próxima à fabrica BIC (Bacia 1.A & Impacto Lda . cenário característico em toda a área do município. a Cidadela da Matola terá uma área pavimentada total de 36. Os restantes 45% são divididos entre a evaporação (38%).

poderão aproximar-se ao valor acima referido. que terá cerca de 70% de área pavimentada.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Os valores do escoamento superficial na Cidadela da Matola. Figura 20: Escoamento superficial de infra-estruturas de acordo com as áreas pavimentadas Este escoamento poderá ser minimizado através da implementação das medidas de mitigação propostas. de mecanismos de drenagem de águas pluviais (valas e aquedutos) que permitam o escoamento das águas pluviais para as bacias de retenção naturais.A & Impacto Lda . sem prejuízo das comunidades adjacentes. S. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativa Altamente Provável Sub-regional Longo Prazo Média Alta Moderada Medidas de Mitigação: 1. Articulação com as estruturas municipais. EIA 70 Lis Moçambique.

O seu manuseio e gestão carecem de medidas específicas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 2. o qual irá incidir sobre a classificação. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Longo prazo Moderada Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. e 4. EIA 71 Lis Moçambique. tais como a rega das áreas verdes e lavagem de pavimentos. Criação de valas para escoar correctamente as águas em espaços impermeáveis. 3. S.A & Impacto Lda . e formas de deposição final. Este plano deverá ser elaborado por um consultor devidamente habilitado e o mesmo deverá ser aprovado pela entidade competente (MISAU e/ou MICOA). • Poluição por resíduos hospitalares Os resíduos hospitalares comportam um potencial de poluição do solo e das águas subterrâneas. A criação de um sistema de recolha e gestão das águas pluviais. dentro do recinto da Cidadela da Matola. bem como uma ameaça à saúde pública. Deverá ser elaborado um plano de gestão de resíduos hospitalares. 2. Reutilização das águas para outros fins. formas de gestão e acondicionamento.

para não limitar as oportunidades de candidatura. EIA 72 Lis Moçambique. tanto quanto possível. As oportunidades de emprego deverão ser devidamente divulgadas. O proponente deve providenciar cursos de capacitação do pessoal não qualificado. 2.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Impactos da actividade sobre o meio Socioeconómico IMPACTOS POSITIVOS • Criação de oportunidades de emprego A Cidadela da Matola irá gerar infra-estruturas de múltiplos usos desde áreas residenciais. S. com vista a qualifica-los e criar oportunidades de crescimento profissional.A & Impacto Lda . comerciais e de retalho com potencial de gerar cerca de 4500 oportunidades de emprego durante a sua operação integral. O processo de contratação de trabalhadores deverá. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Definitiva Local Longo prazo Média Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1. priorizar cidadãos nacionais. e 3.

e reduzir a actual dependência em relação à Cidade de Maputo. contribuirá para solucionar a demanda em termos de bens e serviços na região. Centro de Conferências.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Aumento da oferta de bens e serviços A edificação de infra-estruturas como o Centro Comercial. EIA 73 Lis Moçambique. • Criação de espaços de lazer. S. É importante notar que o acesso a estes serviços dependerá dos regimes de acesso e uso a serem implementados durante a fase de operação.A & Impacto Lda . através da promoção de práticas recreativas e de lazer. Centro cultural e Museu. restaurantes. edifícios do governo. O fornecimento de bens e serviços deve priorizar comerciantes nacionais de forma a promover o produto nacional e estimular o crescimento de uma produção local. um museu e um centro cultural que irão estimular o desenvolvimento cultural e social. Hotel. desporto e cultura O projecto contempla um centro desportivo. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Definitiva Local Longo prazo Média Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1. Hospital.

Criação de espaços verdes (jardins). para lazer e uso público.A & Impacto Lda . e para incrementar a qualidade de vida no espaço envolto.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Definitiva Local Longo prazo Baixa Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1. S. O proponente e os usuários devem garantir a manutenção e o uso racional destes espaços estabelecendo regulamentos internos. 2. e 3. Garantir a acessibilidade a estes espaços com vista a promoção das actividades socioculturais. EIA 74 Lis Moçambique.

Prevê-se.U. prevê-se um aumento considerável da circulação pedonal devido as infraestruturas a serem desenvolvidas. e outro recentemente instalado no cruzamento das Avenidas da Rádio e da O. Apesar de existir actualmente um semáforo no cruzamento entre a N2 e a N4. as condições de circulação nas áreas circundantes ao local do projecto não são satisfatórias devido ao intenso tráfego que se verifica nesses segmentos.A (vulgo Madruga). Aliando a distância e o aumento da densidade. Nesta fase. influenciadas pela existência do centro comercial e das demais infraestruturas do projecto. na medida em que haverá um grande fluxo de viaturas (cerca de 4500) tendo como destino o empreendimento. a Sul da área do projecto. A extensão da N2 que cruza a Avenida da Rádio (área conhecida por João Mateus). S. situada na Av.U. uma grande circulação pedonal próximo ao cruzamento entre a N2 e a Av.A & Impacto Lda . Este cenário será mais evidente nos quatro nós que servirão de acesso ao empreendimento.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal IMPACTOS NEGATIVOS • Aumento do Tráfego e do risco de Acidentes Rodoviários A fase de operação irá implicar o reordenamento do tráfego. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Permanente Média Moderada Baixa EIA 75 Lis Moçambique. Especial atenção deverá ser dada a área onde se localiza a EP1 30 de Janeiro. apresentará uma maior incidência de circulação em períodos de expediente. por se tratar de uma área onde estarão fixadas infraestruturas do Governo Provincial e de escritórios. do Zimbabwe. é de se prever o surgimento de engarrafamentos. igualmente. pois estes estarão a uma distância reduzida em relação aos principais nós viários. da O.A.

EIA 76 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Medidas de Mitigação: 1. As rotas para os peões no interior do recinto da Cidadela deverão ser desenhadas de forma a evitar que estes usem atalhos e. nas áreas de trânsito mais intenso) deverão. e 10. devidamente treinados para o apoio na orientação dos motoristas e transeuntes. Sempre que necessário (p. recomenda-se que: 8. Os sistemas de circulação interior deverão ser desenhados de forma a evitar conflitos entre veículos. 4. Em locais onde a circulação de peões cruze rotas de veículos. 3. bicicletas e peões. de forma a evitar situações de risco. 5.U. consequentemente. deverá ser providenciada uma passadeira. de modo a permitir uma maior fluidez do tráfego ao longo da N2. restrição de velocidade. ocorram acidentes. O tráfego de peões deverá prevalecer em relação ao tráfego de veículos.A. com principal enfoque para a EP1 30 de Janeiro. ser utilizados agentes reguladores do trânsito. Para a circulação interior. lombas ou sinalização adequada. 7. 2.e. adicionalmente. Instalação de pontes aéreas para a travessia de peões nas quatro rodovias adjacentes ao empreendimento.A & Impacto Lda .e. sinalizações oficiais de trânsito nas vias locais (p. S. Na impossibilidade da instalação de pontes de travessia de peões. da Rádio e do Zimbabwe). 9.). 6. poderá recorrer-se a meios alternativos de redução de velocidade tais como lombas e passadeiras. sejam mantidas em condições seguras para a circulação. desvio de estrada. O desenho de parques de estacionamento deverá. Deverão ser instaladas e mantidas. satisfazer aos requisitos de acesso a veículos de emergência (veículos de combate a incêndios e reboques). sinais de chamada de atenção para áreas residenciais e comerciais. igualmente. etc. Colocação de um lancil (separador central) ao longo da N2 (Kms 11 e 12). Os acessos ao empreendimento deverão ser feitos a partir das estradas interiores (avenidas da O. O Proponente deve garantir que durante a fase de estabelecimento as vias de acesso em uso ou em reabilitação.

S. notase que o abastecimento a Cidadela da Matola não irá prejudicar o abastecimento de água ao Município da Matola. dos quais.A & Impacto Lda . prevê-se uma demanda de abastecimento de água de 790 m3/dia.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Interferência com o abastecimento actual da água Durante a fase de operação do projecto. De acordo com a caracterização dos centros de distribuição de água feita pela Shisaka (Relatório de Diagnóstico do Município da Matola. as melhores práticas de gestão da água deverão ser implementadas.400 m3. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Definitiva Local Longo prazo Média Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1. na sua totalidade. 2007). Da análise dos valores apresentados. e EIA 77 Lis Moçambique. cerca de 240 m3/dia serão consumidos pelo centro comercial. Deve-se garantir que o sistema de reticulação a ser instalado no local do empreendimento seja devidamente dimensionado e instalado de forma a evitar perdas de água durante a sua operação. através de um sistema de canalização dedicada para o reservatório do local do empreendimento. o centro de distribuição da Matola apresenta uma capacidade de armazenamento de água de 30.000 m3 e um volume de distribuição de água na ordem dos 26. O proponente deve providenciar reservatórios de água com capacidade de armazenagem suficiente para garantir que não haja limitações no uso da mesma. O sistema de abastecimento de água à Cidadela da Matola estará inserido na rede de distribuição do bairro da Matola A. No entanto. 2.

bens de alto valor (viaturas.A & Impacto Lda . maquinaria. EIA 78 Lis Moçambique. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Longo Prazo Média Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. equipamento. 2. O proponente deverá contratar serviços de segurança pública e/ou privada para garantir a segurança de pessoas e bens no recinto da Cidadela da Matola. pagando devidamente a água consumida.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 3. • Alteração nas condições de segurança na região (criminalidade) A maior disponibilidade de valores monetários. etc. As autoridades municipais poderão tomar medidas para reforçar a polícia comunitária local em termos de vigilância/patrulha na área. através da atracção de pessoas ligadas a actividades ilícitas e de índole duvidosa.) a nível local e os afluxos de pessoas poderão conduzir ao aumento da criminalidade na área. S. Deve-se garantir que a manutenção dos contadores de água para garantir que os utentes da Cidadela da Matola cumpram com o seu dever de consumidor.

Garantir o uso de equipamentos de protecção pessoal. 2. S. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Longo prazo Baixa Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1.A & Impacto Lda .Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Potenciais Impactos para a Saúde e Segurança Ocupacional IMPACTOS NEGATIVOS • Riscos associados a trabalhos de manutenção Os trabalhadores afectos a trabalhos de manutenção (nas várias infraestruturas do empreendimento) poderão estar sujeitos a acidentes de trabalho. Contratar empresas qualificadas para a realização de trabalhos de manutenção e reparação. EIA 79 Lis Moçambique.

tais como jardins.). hotel e centro de conferências. As estradas internas poderão ser convertidas para estradas municipais.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 6. etc. habitações. • Os espaços públicos. para o alívio das condições de circulação da zona. No entanto. centro desportivo (campo de jogos) e museu da rádio poderão passar para a gestão municipal de modo a que os munícipes continuem desenvolvendo as suas actividades de lazer na área. reaproveitar as infraestruturas existentes. Em estreita coordenação com as autoridades municipais.3 Fase de Desactivação Sendo este um empreendimento composto por infra-estruturas fixas. restaurantes. S. lojas. contribuindo assim. as quais comportarão várias utilidades (rede viária interna. • EIA 80 Lis Moçambique. deverão ser implementadas as seguintes acções: 1. caso ocorra. não se antevê a sua desactivação.A & Impacto Lda .

Objectivos O objectivo do PGA é fornecer ao Proponente. no Município da Matola. Introdução O presente Plano de Gestão Ambiental (PGA) foi elaborado no âmbito do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Projecto de construção e operação da Cidadela da Matola. O PGA abarca uma série de recomendações gerais e específicas que. S. O PGA faz também uma listagem das obrigações e responsabilidades de cada uma das partes envolvidas no projecto. 7. S. Província de Maputo.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 7. O Plano contém instruções que visam permitir ao proponente – a Cidadela da Matola. constituem a base da gestão (mitigação dos impactos) e do controlo ambiental durante as fases de construção e operação do projecto. Âmbito O PGA contém uma série de medidas de Gestão e Monitoramento Ambiental dos impactos identificados no EIA. EIA 81 Lis Moçambique.1. dos métodos e procedimentos que devem ser seguidos e das acções de gestão ambiental que devem ser implementadas. tendo presente que o quadro de referência para os padrões ambientais é evitar afectar negativamente (i) o meio ambiente (biofísico e socioeconómico) e (ii) a saúde e segurança dos trabalhadores. empreiteiro/subempreiteiros indicações claras que permitam garantir que as fases de construção e operação do projecto proposto sejam executadas de acordo com padrões ambientalmente aceitáveis.A & Impacto Lda .2. PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL 7. sendo aplicável às fases de construção e operação do Projecto.3. em cumprimento com a legislação ambiental Moçambicana e com os princípios gerais de actuação responsável.A. colectivamente. 7. gerir e monitorar os potenciais impactos ambientais do projecto durante as suas fases de construção e operação.

• Princípio 3: Responsabilidade O proponente assume responsabilidade completa pela implementação e controlo das acções prescritas para administrar os impactos ambientais. S. Os Acordos contratuais entre o Proponente e o Empreiteiro devem incluir cláusulas que obriguem o Empreiteiro ao cumprimento dos requisitos de protecção ambiental. nos termos estabelecidos em tais acordos. na qualidade de Proponente do projecto. 7. o realce dos benefícios relacionados com o projecto proposto e a protecção do público e dos direitos individuais. na qualidade de Proponente do projecto. O proponente e empreiteiros devem controlar o ambiente durante o processo de construção e operação de acordo com o Plano de Gestão Ambiental. A efectividade das medidas de mitigação ambiental precisa de ser avaliada pelo proponente. A implementação da maior parte das medidas constantes no presente PGA é da responsabilidade do Empreiteiro. S.4. A mitigação implica a identificação das melhores opções a adoptar. que a responsabilidade final de cumprimento do PGA cabe à Cidadela da Matola. As medidas práticas são portanto. S. Princípios Básicos do Plano de Gestão Ambiental O Plano de Gestão Ambiental baseia-se nos seguintes princípios: • Princípio 1: Consciencialização Ambiental O proponente será sensível às necessidades do ambiente. Obrigações e responsabilidades na Gestão Ambiental A responsabilidade geral de cumprimento do PGA recai sobre a Cidadela da Matola. As fases de construção e operação terão que tomar em conta os aspectos ambientais e não degradar (ou degradar ao mínimo) as condições ambientais existentes.A deverá resultar em acção disciplinar. S. • Princípio 2: Mitigação Todas as actividades relacionadas com o ciclo de vida do projecto irão incluir medidas de mitigação apropriadas de modo a assegurar que os impactos negativos ambientais sejam devidamente mitigados e geridos. procuradas para reduzir os impactos adversos ou realçar os impactos benéficos do projecto.A.A.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 7.5.A & Impacto Lda . Deve-se notar. EIA 82 Lis Moçambique. contudo. a minimização ou eliminação dos impactos negativos. O não cumprimento dos mesmos ou do dever de reportar incidentes à Cidadela da Matola.

S. O Empreiteiro O Empreiteiro a ser contratado pela Cidadela da Matola. ambientais.A deverá desenvolver as seguintes acções: • Cumprir todos os requisitos do PGA e. Gerir as obras de modo a assegurar a mínima afectação possível da saúde e segurança dos trabalhadores.5. Disseminação de informação sobre o projecto.A a execução das seguintes acções: • • Obtenção de quaisquer licenças/autorizações/aprovações necessárias para a implementação do projecto.A tem de gerir as actividades do Projecto de tal modo que se proteja o ambiente e a saúde e segurança dos trabalhadores e do público em geral. • • EIA 83 Lis Moçambique. O proponente – Cidadela da Matola. segurança e protecção ambiental. a Cidadela da Matola. práticas e métodos de construção que assegurem o cumprimento de tais padrões bem como. É da responsabilidade da Cidadela da Matola. horários ou quaisquer outros aspectos relevantes para garantir a segurança dos trabalhos e minimizar o impacto social negativo. tendo em vista a protecção dos recursos humanos.5.A.A deve: • • • • • Incluir requisitos Ambientais e de Saúde e Segurança na documentação contratual. empregar técnicas. Monitorar e avaliar o desempenho relativo à saúde. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 7.2.1.A & Impacto Lda . evitar a poluição e minimizar os efeitos do projecto sobre os usuários e ocupantes das terras circunvizinhas e público em geral. garantindo a criação de condições para a minimização de tais efeitos. Para tal. para assegurar que o Empreiteiro possa ser por si responsabilizado pelo seu desempenho. em particular sobre os perigos das intervenções a executar. conforme necessário. S. saúde. Disponibilizar pessoal profissionalmente qualificado para apoiar nos compromissos relacionados com boas práticas de engenharia. Avaliar e aprovar os procedimentos de trabalho propostos pelo Empreiteiro. e Providenciar condições de capacitação técnica quando necessário. das comunidades e do público em geral.A A Cidadela da Matola. e Realização de inspecções ao local para monitorar as práticas de trabalho e assegurar que as mesmas estão em conformidade com o estabelecido no PGA. de acordo com padrões previamente acordados com a Cidadela da Matola. 7. segurança e protecção ambiental. minimizar os danos ambientais. controlar os resíduos gerados. S. em geral. S. S. S. as datas. culturais e físicos.

S. se assemelhe (ou supere) o existente antes do acidente/incidente. É da responsabilidade do Empreiteiro a execução das seguintes acções: • • • • • Estabelecer o manual de procedimentos/métodos ou documentos equivalentes para as obras a executar e submetê-los à aprovação da Cidadela da Matola.A. tendo em conta os requisitos ambientais.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • • • • • Prevenir ou minimizar a ocorrência de acidentes/incidentes que possam causar danos ao ambiente bem como os seus efeitos. Assegurar que todos os subempreiteiros estejam a par dos requisitos ambientais e dos Procedimentos/Métodos aprovados pela Cidadela da Matola.A (auditoria interna). Operar na base de licenças/aprovações/autorizações válidas para as actividades a executar. e O Empreiteiro deverá preparar e submeter planos à Cidadela da Matola. S. Caso as Autoridades Governamentais considerem que as actividades de construção causam danos ambientais inaceitáveis.A e os requisitos ambientais estabelecidos no PGA.A & Impacto Lda . o Empreiteiro deverá estabelecer e cumprir um programa de controlo interno das suas actividades. S. Por outro lado. caso ocorra um incidente/acidente reverter as condições ambientais a um estado que. para garantir a implementação efectiva do PGA. Iniciar a implementação das medidas de minimização dentro de um período razoável após a recepção de instruções escritas da Cidadela da Matola. o Empreiteiro deverá consultar imediatamente a Cidadela da Matola. de forma coordenada.A. Permitir a realização de auditorias ambientais periódicas. transporte e equipamento necessários para a realização do trabalho. demonstrando os métodos através dos quais será assegurado o cumprimento dos padrões ambientais.A antes do início da execução do trabalho. os Procedimentos / Métodos aprovados pela Cidadela da Matola. Implementar medidas adequadas de controlo da erosão e da poluição. Organizar o trabalho. os Planos do Projecto. acordar sobre as medidas correctivas a serem implementadas. S. para assegurar a reparação atempada de qualquer dano que possa ter ocorrido e evitar a ocorrência de danos subsequentes. S. A implementação das medidas acordadas deverá ser feita com a maior brevidade possível. S. Divulgar informação sobre os perigos associados aos trabalhos a realizar junto dos trabalhadores em seu serviço. sejam estas realizadas pelas autoridades governamentais (DPCA/MICOA) ou por um Consultor designado pela Cidadela da Matola. tanto quanto possível. S.A e as autoridades governamentais competentes para. S. Assegurar que os trabalhos executados por si ou por subempreiteiro(s) a seu serviço sejam realizadas de acordo com o Contrato. • • EIA 84 Lis Moçambique.A para o fazer.

Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal

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Zelar pela saúde e segurança dos seus trabalhadores, incluindo o fornecimento de Equipamento de Protecção Pessoal (EPP) e de assistência médica para o caso de acidentes ou doenças derivadas das suas funções de trabalho durante a execução do projecto; Subsequentemente a auditorias ou inspecções, implementar dentro de um prazo razoável todas as acções correctivas acordadas; e Gerir o processo de reclamações nos elementos que forem da sua competência, em função do estabelecido no processo contratual com a Cidadela da Matola, S.A ou encaminhar as reclamações à Cidadela da Matola, S.A quando necessário.

7.5.3. Gestor Ambiental de Campo O Empreiteiro deverá indicar um Gestor Ambiental de Campo para trabalhar de forma independente no local do projecto, monitorando as actividades de construção. O Gestor Ambiental de Campo será responsável por desenvolver as seguintes acções: • • • Comunicar, promover a comunicação e esclarecer os gestores de pessoal sobre os requisitos ambientais, assegurando que estes se mantenham actualizados no que diz respeito às suas responsabilidades relativas ao cumprimento do PGA; Verificar o nível de cumprimento de todas as obrigações ambientais por parte do Empreiteiro/subempreiteiro(s), de acordo com todos os requisitos contratuais e da legislação ambiental; Recomendar medidas correctivas para os problemas ambientais à medida que estes sejam previstos ou venham a ocorrer; investigar todos os acidentes e incidentes ambientais e propor medidas de rectificação dos problemas identificados; Orientar o Empreiteiro a respeito das acções a desencadear para a correcção de não-conformidades ambientais, que venham a emergir em resultado de auditorias ao projecto; Assegurar que as não conformidades sejam devidamente reportadas à Cidadela da Matola, S.A e corrigidas dentro do período estipulado pelo Gestor Ambiental e que medidas correctivas sejam efectivamente implementadas; e Estabelecer uma ligação regular com a Cidadela da Matola, S.A, mantendo-a actualizada sobre aspectos de gestão ambiental relacionados com o projecto.

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EIA

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Lis Moçambique, S.A & Impacto Lda

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7.6. Acções de Gestão Ambiental Gestão do saneamento e higiene do meio Deverá ser seguido o procedimento de Saúde e Segurança Ambiental (SSA) do Empreiteiro para o saneamento e a higiene do meio, como forma de gerir este aspecto do projecto. O empreiteiro deve obedecer às seguintes exigências: • • • O Empreiteiro deve fornecer um número suficiente de sanitários temporários para os seus trabalhadores. Deve-se fornecer um mínimo de um sanitário por 10 pessoas; O Empreiteiro deve fornecer um número suficiente de facilidades de serviços de alimentação para o seu pessoal e não se devem permitir fogos abertos fora dos limites da área do projecto; Caso necessário, procedimentos rigorosos de controlo ambiental devem ser seguidos para o manuseamento e armazenamento de produtos potencialmente perigosos (combustíveis e outros). As instalações de armazenamento e manuseamento devem obedecer a todos os regulamentos respeitantes ao armazenamento e manuseamento destes materiais; Após a conclusão da obra, deve-se executar uma operação de limpeza apropriada; Deverão ser envidados todos os esforços para reduzir, reutilizar ou reciclar o lixo produzido nas actividades de construção. O lixo deve ser gerido de tal forma, que se evite o perigo à saúde e segurança dos trabalhadores e do público, de modo a minimizar o impacto no meio ambiente; Deverão ser seguidos os mecanismos de deposição de resíduos sólidos aplicáveis nos termos da legislação moçambicana. Deverá ser dada atenção particular aos requisitos da Lei-quadro do ambiente de Outubro de 1997 e ao Regulamento sobre a Gestão de Resíduos (Decreto nº 13/2006 de 15 de Junho); Deverá existir e ser implementado um sistema de controlo e remoção dos resíduos sólidos. Os resíduos de origem doméstica deverão ser depositados em recipientes apropriados. Os recipientes de lixo deverão ser esvaziados diariamente. As áreas de trabalho deverão ser mantidas sempre limpas e arrumadas. Deverá evitar-se a deposição indiscriminada de resíduos sólidos.

• •

Se for necessário construir uma área para a deposição local dos resíduos sólidos, que se apliquem as seguintes regras: • Caso sejam identificados resíduos sólidos perigosos, devem ser tomadas medidas para garantir que todas as actividades que envolvam a sua transferência, armazenamento e a possibilidade de contaminação, sejam confinadas e devidamente cercadas. O uso, armazenamento e deposição destes materiais deverão seguir os procedimentos apropriados.

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Não se deve deixar os detritos da construção acumularem-se de tal maneira que representem um perigo de segurança para os trabalhadores ou que diminuam os valores estéticos da área do projecto. Estes materiais deverão ser removidos o mais rapidamente possível, à medida que são produzidos, para a área de deposição de resíduos sólidos.

Saúde e Segurança Ocupacional A consciencialização em relação à Saúde e Segurança desempenham um papel importante para que se alcance conformidade com a legislação Moçambicana sobre a saúde e segurança dos trabalhadores e a prevenção de acidentes. Os seguintes passos devem ser dados para garantir que todas as pessoas envolvidas na execução da obra estejam adequadamente informadas: • • • • • • • O Empreiteiro deverá nomear um elemento responsável pela Saúde e Segurança (Oficial de Saúde e Segurança, OSS), podendo ser, igualmente, o gestor ambiental; O Empreiteiro deverá elaborar um Manual de Regras e Procedimentos de Saúde e Segurança. A Cidadela da Matola, S.A irá analisar e aprovar o Manual; A Cidadela da Matola, S.A realizará auditorias de conformidade em relação à aplicação das normas de Saúde e Segurança, durante todo o período de execução do projecto; O Responsável pela Saúde e Segurança do Empreiteiro deverá dar informação a todos os trabalhadores, sub-empreiteiros e consultores sobre a Saúde e Segurança, como parte da sua preparação geral; O Responsável pela Saúde e Segurança do Empreiteiro irá promover a consciencialização dos trabalhadores no local sobre a Saúde e Segurança através de palestras, reuniões e promoções durante toda a fase de construção; Todos os incidentes de Saúde e Segurança que ocorram no local serão reportados e resolvidos, segundo o procedimento do Empreiteiro; Todos trabalhadores e visitantes deverão usar um equipamento de protecção pessoal, quando se encontrem no local de trabalho.

O principal objectivo é evitar a ocorrência de ferimentos e acidentes fatais durante a construção.

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Na Tabela 7, estão arrolados os principais riscos de acidentes associados às etapas da actividade de construção civil.
Tabela 7: Principais riscos associados á etapas da actividade de construção civil

Etapas da Obra 1. Infra-estruturas de apoio de obras 2. Fundação 3. Trabalhos em betão armado (fase estrutural)

Principais Riscos - Choque eléctrico; - Incêndio. - Queda. - Corte de mãos e dedos; - Queda de pessoas/peças/ferramentas; - Choques eléctricos; - Queda de materiais; - Incêndios; - Explosão; - Incêndio; - Projecção de fragmentos; - Quedas. - Choque eléctrico - Contusão - Corte e/ou ferimentos - Vazamentos de água e de gás; - Queda. - Quebra de partes moveis; - Projecção de peças ou partículas; - Ruptura de cabos e/ou amarras; - Corte de mãos e dedos.

4. Revestimentos e acabamentos

5. Instalações em geral

6. Máquinas e equipamento

Procedimentos para Resposta de Emergência A possibilidade de acidentes e outras situações de emergência sempre existe. Uma planificação e preparação eficazes podem reduzir o número de ferimentos, reduzir a perda de bens e minimizar a perda de produção. Um programa eficaz de preparação e resposta a emergências deve conter cláusulas para: • • • • • • • A avaliação da possibilidade de ocorrência de acidentes e emergências; As responsabilidades organizacionais chave; A prevenção de incidentes; Planos/procedimentos para responder a incidentes; A testagem periódica dos planos e procedimentos de emergência; A revisão periódica dos planos/procedimentos de emergência; Acordos com os provedores de apoio a emergências.
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A este respeito.A & Impacto Lda . Deve-se fazer saber o número exacto de oportunidades de emprego. A duração máxima provável do emprego deve ser indicada claramente. Não se deve admitir trabalhadores eventuais. EIA 89 Lis Moçambique. Gestão do Risco Redução do Risco Acesso ao Risco Caracterização da Actividade Identificação do Perigo Monitoramento Estimativa do Risco Tomada de Decisão Revisão ANÁLISE DO RISCO AVALIAÇÃO DO RISCO Opção de Análise Implementação Figura 21: Proposta de Sistema de Gestão de riscos para a construção civil Emprego O Empreiteiro deverá adoptar uma política de emprego que beneficie também os trabalhadores. numa base ad hoc. Procedimentos de Emprego devem ser elaborados para a contratação de trabalhadores não qualificados. o Empreiteiro deverá ser o mais objectivo e imparcial possível. S. semi-qualificados e qualificados. temporários. juntamente com as aptidões e qualificações associadas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal A Figura 21 representa o resumo esquemático do Sistema de Gestão de riscos para a construção civil. particularmente quando o emprego temporário chega ao fim. Ao considerar os pedidos de emprego. evitando conflitos. o Empreiteiro deverá tomar em conta as seguintes condições: • • • • Todo o recrutamento será feito em datas fixas e locais definidos.

Dever-se-á dar preferência aos trabalhadores que já possuem as aptidões e experiências necessárias.A & Impacto Lda . O local onde os trabalhadores são necessários. As autoridades municipais locais devem estar informadas sobre todas as actividades de recrutamento. S. as candidaturas devem ser feitas com a participação das autoridades municipais locais. O recrutamento poderá ser feito através das autoridades municipais locais. EIA 90 Lis Moçambique. selecção e admissão de trabalhadores temporários são da responsabilidade do Empreiteiro. Deverá ser compilado um inventário com o resumo das necessidades de trabalhadores temporários. em Português. devem ser disponibilizadas ao Secretário do Bairro/município e definido um prazo para a submissão das candidaturas. As aptidões e experiências que os trabalhadores devem preferivelmente ter. S. o 1) As fichas de candidaturas. 3) O Empreiteiro deve possuir um sistema de registo contendo toda a documentação relacionada com o processo de recrutamento. O inventário deve conter pelo menos a seguinte informação: o o o o O número de pessoas necessárias. A legislação e normas do Ministério do Trabalho (MITRAB) deverão ser respeitadas. para além do salário. para garantir transparência.A para um possível uso futuro. Sempre que possível. Todos os outros benefícios que os trabalhadores temporários irão ter. O procedimento para a contratação de trabalhadores temporários poderá ser o seguinte: • • • • A contratação de cidadãos Moçambicanos deve continuar uma prioridade. O período durante o qual os trabalhadores são necessários. As oportunidades de emprego devem estar disponíveis para homens e para mulheres. O recrutamento deve ser sujeito a monitoria e auditoria apropriadas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal O Empreiteiro deverá coordenar o acesso ao emprego com as autoridades municipais locais. 2) O recrutamento. selecção e admissão e disponibilizá-la à Cidadela da Matola.

conforme aplicável. EIA 91 Lis Moçambique.A & Impacto Lda . O curso de indução deve ser complementado com palestras sobre temas especializados e operações específicas. incluindo a força de trabalho do próprio Empreiteiro. o pessoal dos subempreiteiros e quaisquer consultores externos.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Formação Todo o pessoal.7. Programa de Gestão e Monitoramento Ambiental dos Impactos do Projecto Uma proposta de Plano de Gestão e Monitoramento dos vários impactos do projecto identificados ao longo do Estudo de Impacto Ambiental é apresentada nas tabelas seguintes. deverá ser submetido a uma formação introdutória combinada (Indução). 7. nas áreas da Saúde. Segurança e Ambiente (SSA).e. para lhe fornecer informação adicional sobre a gestão ambiental. Encarregado das Obras). S. Uma indução suplementar deve ser dada ao pessoal-chave (p.

que não tenham contido produtos tóxicos. Deverão ser contactados comerciantes de sucata das Cidades da Matola e Maputo. MICOA Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Auditor Independente EIA 92 Lis Moçambique. dissipadores de energia em linhas de drenagem. S. O seu transporte deve ser feito por veículos apropriados. poderão ser depositados em contentores sujeitos ao sistema de recolha. Identificar. tanques sépticos.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 8: Gestão e monitoramento dos impactos do projecto no ambiente biofísico – fase de construção Fase de construção Meio ambiente biofísico Impacto Contaminação biológica dos solos e das águas subterrâneas pelas águas residuais Medida de mitigação Recolha dos efluentes por um provedor de serviços privado. ser usados como material de enchimento em carreiros. sempre que possível. dentro dos limites do local da obra. etc. Os resíduos devem ser acondicionados e transportados de forma segura. Conceber e implementar um plano de gestão e recolha de resíduos. remoção e deposição de lixos domésticos. Consciencialização dos trabalhadores sobre a prevenção/minimização da poluição do solo. cartão. Os desperdícios de betão e cimento deverão. Gestor Ambiental de Campo Auditor Independente Poluição do solo Embalagens feitas de materiais biodegradáveis (como papéis. Implementação Monitoramento Auditoria MICOA Empreiteiro Deposição dos resíduos dos sanitários portáteis em local apropriado (ETAR de Infulene). Definir uma equipa responsável pela limpeza e recolha do lixo sólido produzido no local. para procederem à sua remoção ou aquisição. madeira).A & Impacto Lda . Os desperdícios metálicos deverão ser removidos da área. zonas de armazenamento temporário (impermeabilizadas e com condições de contenção) para resíduos da obra.

ao reaproveitamento de águas pluviais. Óleos usados deverão ser armazenados em tambores selados. S. de forma a minimizar a quantidade de gases de exaustão libertada. Os equipamentos ruidosos deverão ser instalados nos estaleiros. com o maior afastamento possível dos locais habitados na área envolvente. durante a execução das obras. veículos e equipamentos. Alteração da qualidade do ar resultante da produção de fumos e poeiras (Poluição atmosférica) Limitar a velocidade dos veículos (até 20Km/h) nos locais que constituam os principais focos de poeiras.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Meio ambiente biofísico Impacto Medida de mitigação Manutenção regular de veículos e máquinas. nos locais que constituam os principais focos de poeiras. de forma alternativa. Aspersão diária de água no solo. Utilizar barreiras de segurança contra a dispersão de poeiras. MICOA Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Auditor Independente Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Implementação Monitoramento Auditoria Compactação dos solos / Alteração dos padrões naturais de escoamento MICOA Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Auditor Independente MICOA Auditor Independente EIA 93 Lis Moçambique. – deve-se.A & Impacto Lda . Definir áreas de acesso automóvel e pedonal que regulem a circulação e evitem o pisoteio desordenado. a áreas designadas para o efeito Garantir que os trabalhos passíveis de gerar maiores níveis de ruído não são realizados fora das horas normais de expediente. de modo a evitar derrames. Limitar a circulação e manobras de maquinaria e veículos pesados. Efectuar a manutenção regular da maquinaria. Efectuar a manutenção regular da maquinaria. contudo. Emissão de ruídos Em casos de actividades geradoras de altos níveis de ruído. racionalizar o uso da água destinada a usos nobres. veículos e equipamentos. Recorrendo-se. criar mecanismos de alerta para os receptores mais próximos.

com potencial para emissões visíveis.A & Impacto Lda . EIA 94 Lis Moçambique. deverão ser providenciados com cobertura adequada.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Meio ambiente biofísico Impacto Medida de mitigação Implementação Monitoramento Auditoria Tratamento dos acessos não pavimentados para evitar o transporte de poeiras para as vias públicas adjacentes. S. ou o material deverá ser suficientemente humedecido. Os veículos usados para transportar material bruto.

A Direcção Provincial do Comércio IMPACTOS NEGATIVOS Impacto Medida de Mitigação Definir vias/rotas e horários específicos para a circulação dos veículos pesados. Alteração do tráfego automóvel e pedonal e risco de ocorrência de acidentes Os motoristas afectos ao projecto deverão estar conscientes das velocidades admissíveis. O empreiteiro deverá tomar medidas para que exista uma boa relação entre os trabalhadores e os comerciantes informais.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 9 Gestão e monitoramento dos impactos positivos e negativos do projecto no ambiente socioeconómico – fase de construção Fase de construção Meio ambiente socioeconómico Impacto IMPACTOS POSITIVOS O processo de contratação de trabalhadores deverá. para o fornecimento de bens e serviços. S. se possível. Medida de mitigação/ incrementação Implementação Monitoramento Auditoria Criação de postos de trabalho Empreiteiro Cidadela da Matola. de forma a não limitar as oportunidades de candidatura. seguindo critérios pré-estabelecidos e reconhecidos. S.A Autoridades municipais EIA 95 Lis Moçambique. S.A & Impacto Lda . envolvidos na construção do empreendimento. Instalação de sinalização oficial de trânsito nas vias Implementação Monitoramento Auditoria Empreiteiro Cidadela da Matola. O processo de contratação de pessoal deverá ser transparente. As oportunidades de emprego deverão ser adequadamente divulgadas. sendo sujeitos a acções disciplinares nos casos em que ignorem ou desrespeitem as velocidades estabelecidas.A Direcção Provincial do Trabalho Promoção das economias formal e informal Empreiteiro Cidadela da Matola. S. tanto quanto possível. priorizar cidadãos nacionais. O empreiteiro deverá subcontratar investidores/empresas nacionais e locais.

e/ou depósito dos resíduos sólidos. incluindo comportamentos de risco/prostituição. antes e durante a execução das obras. sempre que necessário.3 e o coeficiente de ocupação deve ser no máximo de 3. Alteração da qualidade paisagística De acordo com o PEUCM. Utilização de uma via de acesso para entrada e saída dos camiões transportadores de material. Cidadela da Matola. Aumento da prostituição e disseminação de ITS incluindo HIV/SIDA Consciencialização e informação contínua sobre as formas de transmissão de ITS’s e HIV/SIDA. Uso de agentes de trânsito para o controlo e regularização do tráfego. a definição dos tamanhos dos lotes (nas áreas multifuncionais) deverá ter em conta que neles serão implantados edifícios de grande porte. de acordo com o local de concentração das actividades.A & Impacto Lda . S. Reaproveitamento do entulho (para a prevenção de processos erosivos. S. daí ser necessário: Considerar uma dimensão mínima de 1000 m2 para cada um dos lotes. transporte.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Meio ambiente socioeconómico Impacto Medida de mitigação/ incrementação locais. em pavimentação de estradas. reciclagem. O coeficiente de implantação do edificado deverá ser igual ou inferior a 0. enchimento de fundações de construção e aterro das vias rodoviárias). Implementação Monitoramento Auditoria Implementação de um programa de gestão de resíduos que contemple a colecta.A Autoridades municipais DPCA Empreiteiro Empreiteiro EIA 96 Lis Moçambique.

Alocação de espaço para refeitório. S. EIA Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Implementação Monitoramento Auditoria Disseminação de doenças derivadas de condições de saneamento deficientes Direcção Provincial de Saúde DPCA Auditor Independente 97 Lis Moçambique. fechados. Os sanitários devem ser disponibilizados ao rácio de pelo menos 1:10 e devem estar localizados num raio de 100 metros do local de trabalho. através de distribuição panfletos e outro tipo de material informativo. Caso sejam identificados trabalhadores seropositivos. Implementação de acções de educação cívica e sanitária aos trabalhadores. Implementação Monitoramento Auditoria Tabela 10 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto na Saúde e Segurança Ocupacional – fase de construção Fase de construção Saúde e Segurança Ocupacional Impacto Medida de mitigação Os sanitários devem ser cobertos. o empreiteiro deve garantir que estes beneficiem de tratamento e acompanhamento.A & Impacto Lda . ventilados e devem possuir condições para a lavagem das mãos.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Meio ambiente socioeconómico Impacto Medida de mitigação/ incrementação Implementação de medidas de controlo de infecções de ITS´s e HIV/SIDA (distribuição gratuita de preservativos. Disponibilização de EPP e de pessoal qualificado para o atendimento á casos de emergência.

bem como o uso de cinturões de segurança pelos operários. Prov. armações de aço. betonagem e disforma. Saúde e Segurança no trabalho aplicáveis. A utilização de andaimes deve ser coordenada para que os mesmos sejam devidamente instalados. fato de trabalho. escadas e rampas para trabalhos em alturas. As escavações devem ser sinalizadas e isolados por barreiras. fechamento de piso. colocação de telas e redes. Aspersão regular dos taludes para garantir a sua estabilidade. Inspecção de todos os equipamentos e maquinaria. Trab. Colocação de guardacorpos. Trab e Saúde Auditor Independente 98 Lis Moçambique. Inspecção periódica dos EPP´s de modo a garantir a integridade física dos trabalhadores. máscaras.A & Impacto Lda . Assegurar o cumprimento dos Regulamentos sobre Higiene. etc.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Saúde e Segurança Ocupacional Impacto Medida de mitigação Disponibilização de andaimes. amarrados nas estruturas e providos de meios seguros de acesso. na confecção de formas. Os operadores de maquinaria e equipamento pesado devem ser devidamente instruídos sobre o seu manuseio. Trab e Saúde Auditor Independente Risco de explosões/incêndios associados ao uso e armazenamento de materiais inflamáveis Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Dir. Auditor Independente Problemas de saúde no seio dos trabalhadores devido à exposição a ruídos. Prov. Prov. S. Assegurar o uso de EPP (auriculares. óculos de protecção. poeiras e fumos Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Dir. Os trabalhadores envolvidos EIA Implementação Monitoramento Auditoria Risco de acidentes de trabalho Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Dir. Todos os líquidos inflamáveis usados no local de construção devem ser armazenados em local com ventilação adequada.) pelos trabalhadores.

deve ser imposta a proibição de fumar através de sinalização para o efeito. Durante o uso de líquidos inflamáveis.A & Impacto Lda . Implementação Monitoramento Auditoria EIA 99 Lis Moçambique. Disponibilização de materiais de combate a incêndios. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Saúde e Segurança Ocupacional Impacto Medida de mitigação no manuseamento e armazenamento de líquidos inflamáveis devem ser consciencializados sobre os potenciais riscos associados às suas actividades. Todos os trabalhadores que manuseiem líquidos inflamáveis devem receber e usar equipamento de protecção pessoal apropriado. Formação dos trabalhadores em matéria de prevenção de incêndios e uso de extintores.

Poluição do solo e das águas subterrâneas por efluentes domésticos Efectuar Manutenção periódica das fossas sépticas. e Transporte. Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo Implementação Monitoramento Auditoria DPCA 3. Evitar a deposição de substâncias inibidoras de actividade biológica (lixívia.A & Impacto Lda . 2. etc. Sensibilização dos utentes. Estabelecimento de um sistema de gestão de resíduos sólidos que priorize as seguintes estratégias: 1. Equipar as cozinhas com caixas de retenção de gorduras e limpá-las regularmente. A deposição final dos resíduos em local apropriado. Obedecer os Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes. Colecta Selectiva ou Diferenciada.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 11 Gestão e monitoramento dos impactos positivos e negativos do projecto no ambiente biofísico – fase de operação Fase de operação Ambiente Biofísico Impacto Medida de mitigação IMPACTOS NEGATIVOS Incentivo á adopção do Princípio do 3 R´s (Reduzir. Acondicionamento selectivo na fonte. pois as mesmas retardam a EIA100 Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo DPCA Lis Moçambique. 4. Identificação de Zonas de armazenamento para resíduos sólidos domésticos dentro da área do projecto. S. Reutilizar e Reciclar). solventes. detergentes. Colocação de contentores de lixo nas proximidades dos edifícios e em todas as entradas. Poluição do solo por gestão inadequada de resíduos sólidos não perigosos Recolha periódica dos resíduos.). Verificar periodicamente o funcionamento dos drenos e canalizações de modo a garantir a ausência de fugas e maus cheiros.

Prov. Reutilização das águas para outros fins.A Centro de saúde Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo Implementação Monitoramento Auditoria Aumento dos níveis de Escoamento das Aguas Pluviais por impermeabilização dos solos Cidadela da Matola. Elaboração de um plano de gestão de resíduos hospitalares. dentro do recinto da Cidadela da Matola. sem prejuízo das comunidades adjacentes. S. e formas de deposição final. S. tais como a rega das áreas verdes e lavagem de pavimentos. Criação de valas para escoar correctamente as águas em espaços impermeáveis. de mecanismos de drenagem de águas pluviais que permitam o escoamento das águas pluviais para as bacias de retenção naturais.A & Impacto Lda . Saúde EIA101 Lis Moçambique. S. A criação de um sistema de recolha e gestão das águas pluviais. Cidadela da Matola. que incida sobre a classificação. com as estruturas municipais.A Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo DPCA Poluição resíduos hospitalares por DPCA Dir.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de operação Ambiente Biofísico Impacto Medida de mitigação decomposição biológica nas lagoas de oxidação – para degradação da matéria orgânica. formas de gestão e acondicionamento. Articulação.

S. O fornecimento de bens e serviços deve priorizar comerciantes nacionais de forma a promover o produto nacional e estimular o crescimento de uma produção local. Criação de espaços de lazer. para não limitar as oportunidades de candidatura. Cidadela da Matola Gestor Ambiental de Campo Direcção Provincial do trabalho Implementação Monitoramento Auditoria Aumento da oferta de bens e serviços Cidadela da Matola Gestor Ambiental de Campo Direcção Provincial do Comércio Criação de espaços verdes (jardins). Aumento do Tráfego e de Acidentes Rodoviários Utilização de agentes de trânsito para o apoio na orientação dos motoristas e transeuntes. desporto e cultura Garantir a manutenção e o uso racional destes espaços estabelecendo regulamentos internos. Os acessos ao empreendimento deverão EIA102 Cidadela da Matola.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 12 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto no ambiente socioeconómico – fase de operação Fase de operação Ambiente Socioeconómico Impacto Medida de mitigação IMPACTOS POSITIVOS O processo de contratação de trabalhadores deverá. Garantir a acessibilidade a estes espaços com vista a promoção das actividades socioculturais.A Gestor Ambiental de Campo Conselho Municipal da Matola Conselho Municipal da Matola Lis Moçambique.A & Impacto Lda . Criação de oportunidades de emprego As oportunidades de emprego deverão ser devidamente divulgadas. tanto quanto possível. Direcções Provinciais da Educação e Cultura e desportos Cidadela da Matola Gestor Ambiental de Campo IMPACTOS NEGATIVOS Instalação de sinalização de trânsito nas vias locais. priorizar cidadãos nacionais. S. com vista a qualifica-los e criar oportunidades de crescimento profissional. Capacitação do pessoal não qualificado.

A & Impacto Lda . Instalação de pontes aéreas para a travessia de peões nas quatro rodovias adjacentes ao empreendimento.A Gestor Ambiental de Campo Conselho Municipal da Matola Conselho Municipal da Matola Águas de Maputo EIA103 Lis Moçambique. Os sistemas de circulação interior deverão ser desenhados de forma a evitar conflitos entre veículos. recomenda-se que: As rotas para os peões no interior do recinto sejam desenhadas de forma a evitar que estes usem atalhos. Em locais onde a circulação de peões cruze rotas de veículos. Colocação de um lancil ao longo da N2.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de operação Ambiente Socioeconómico Impacto Medida de mitigação ser feitos a partir das estradas interiores de modo a permitir uma maior fluidez do tráfego ao longo da N2. e O desenho de parques de estacionamento deverá satisfazer aos requisitos de acesso a veículos de emergência (veículos de combate a incêndios e reboques). Garantir que o sistema de reticulação a ser instalado no local do empreendimento seja Implementação Monitoramento Auditoria Interferência com o abastecimento actual da água Cidadela da Matola. S. lombas ou sinalização adequada. com principal enfoque para a EP1 30 de Janeiro. O tráfego de peões deverá prevalecer em relação ao tráfego de veículos. S. Providenciar reservatórios de água com capacidade de armazenagem suficiente para garantir que não haja limitações no uso da mesma. deverá ser providenciada uma passadeira. bicicletas e peões. Para a circulação interior.

botas.). ambientais e de segurança laboral.A Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo MITRAB EIA104 Lis Moçambique. Implementação Monitoramento Auditoria Riscos associados a trabalhos de manutenção Cidadela da Matola. S. cintos. Garantir que a manutenção dos contadores. Garantir o uso de EPP (luvas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de operação Ambiente Socioeconómico Impacto Medida de mitigação devidamente dimensionado e instalado de forma a evitar perdas de água durante a sua operação. Cidadela da Matola. Alteração nas condições de segurança na região (criminalidade) Contratação de serviços de segurança pública e/ou privada Reforço da patrulha na área. S. Cidadela da Matola.A Comando Provincial da PRM Ministério de Interior Governo Provincial/Conselho Municipal da Matola Implementação Monitoramento Auditoria Cidadela da Matola. S. S. S.A Gestor Ambiental de Campo Conselho Municipal da Matola Secretário do Bairro da Matola A Tabela 13 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto na Saúde e Segurança Ocupacional – fase de operação Fase de operação Saúde e Segurança Ocupacional Impacto Medida de mitigação Contratar uma empresa qualificada para a realização de trabalhos de manutenção e reparação.A & Impacto Lda .A Possíveis reclamações sobre assuntos relacionados com o empreendimento Indicação de um responsável pela gestão de reclamações e sobre aspectos sociais. etc.

A. Segurança e Ambiente (SSA) para os trabalhadores. bem como o Conselho Municipal da Cidade da Matola. a implementação de procedimentos para manuseamento e armazenamento de líquidos inflamáveis e materiais perigosos. por forma a que se possa propiciar a correcta avaliação estatística por parte das diferentes partes envolvidas no projecto. O presente estudo inclui ainda recomendações relacionadas com a elaboração de procedimentos para a gestão dos resíduos derivados das fases de construção e operação. incidentes e emergências. na qualidade de Proponente do Projecto. e a formação introdutória combinada (indução). socioeconómicos e de saúde e segurança laboral identificados serão localizados e de intensidade média á baixa. assim como o uso de equipamento de protecção pessoal. poluição por resíduos hospitalares. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A análise da descrição do projecto proposto. aumento dos níveis de escoamento de águas pluviais. A implementação das medidas de mitigação identificadas no presente estudo irá minimizar os possíveis impactos negativos. S. bem como da caracterização dos seus impactos. e em particular no Plano de Gestão Ambiental recai sobre a Cidadela da Matola. permite concluir que o projecto de construção e operação da Cidadela da Matola é ambientalmente viável. EIA105 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 8. bem como potenciar os impactos positivos identificados.A & Impacto Lda . e nas diferentes fases. no caso a Administração Nacional de Estradas (ANE). A responsabilidade de implementação das acções de gestão ambiental formuladas neste estudo. a elaboração de procedimentos para a gestão de acidentes. No que toca as alterações do tráfego automóvel e pedonal. gestão e monitorização ambiental formuladas no Plano de Gestão Ambiental (PGA). Os principais impactos ambientais negativos do projecto Cidadela da Matola são a contaminação biológica do solo e das águas subterrâneas por efluentes e gestão inadequada de resíduos sólidos. Estes impactos podem ser controlados através da implementação das medidas de mitigação. a alteração do tráfego automóvel e pedonal. A maioria dos impactos biofísicos. S. recomenda-se que sejam efectuados pelas autoridades competentes estudos base no perímetro envolvente do projecto. nas áreas da Saúde.

Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 9. Desenvolvimento Rural e Águas. Vereação de Mercados.. City of Vicksburg. Shisaka (2007).bvsde. Levantamento Ambiental da Área do Grande Maputo. University of Houston (2009). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • • • • • • Balcão de Atendimento Único. Sistema de Estacionamento. Moçambique. Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental Dario de Andrade Prata Filho. Levantamento Sócio Económico. Feiras.uk).uk. Plano de Estrutura Urbana da Cidade da Matola Cidadela da Matola (2010). 2010. Memória Descritiva: Cidadela da Matola.pdf) Envirowise (2002).envirowise. Balanço do Iº Semestre. Parking Lot Design Standards. Rodrigo Silva Imbelloni – Gestão de Resíduos Sólidos em Centros Comerciais. Minessota (1991). Maputo. The Control of Noise at Work Regulations 2005.A & Impacto Lda . (www.gov. Para o Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental. Reducing waste and utility use in managed shopping centres. www. Conselho Municipal da Cidade da Matola (2010).org/bvsaidis/resisoli/iii-116.windfinder.com • • • • • • • • EIA106 Lis Moçambique. Seco.legislation.paho. Protecting Water Quality in Urban Areas. (http://www. Impacto (2001). Anna Virgínia Muniz Machado. Alvaro Prof. S. Conselho Municipal da Matola. acessado em 05 de Dezembro de 2010. 2010. Matola Diagnostic Report_ Infrastrutures Component www. Decreto 45/2004 de 29 de Setembro.

Cidadela da Matola Anexos ANEXO 1 – CARTA DE APROVAÇÃO DO EPDA Lis Moçambique SA & Impacto Lda .

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A & Impacto Lda.Cidadela da Matola Anexos ANEXO 2 – TERMOS DE REFERÊNCIA DO EIA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S. .

TERMOS DE REFERÊNCIA DO EIA .

1 INTRODUÇÃO A Cidadela da Matola. A Cidadela da Matola pretende levar a cabo o projecto composto por um conjunto de investimentos de primeira classe nas áreas residencial. incluindo o seguinte: • • • • • • • • • • • • Um Centro Comercial com lojas.I. que se propõe a desenvolver um empreendimento denominado por Cidadela da Matola. Mc Cormick Property Development e o S. O projecto é composto por um conjunto de áreas residenciais. Stands automóveis e serviços relacionados.. fossas sépticas e drenos os quais serão ligados a ETAR (a construir em local por definir) e a construção de vias de acesso como forma de garantir a circulação interior. o qual pelas suas dimensões. comerciais e de retalho. 2 . e Centro Cultural e Museu. O projecto incluirá ainda a instalação de uma rede de abastecimento de água.F é um grupo moçambicano. Praça Samora Machel. restaurantes e outros. Restaurantes autónomos. Hospital e Spa. comercial. irá alterar as características urbanísticas da Matola. Hotel e Centro de Conferências. Centro Desportivo. S. sociedade composta pela Public Investment Corporation.A. e de retalho. Parque de Escritórios. situado na Província de Maputo. Zonas residenciais. Edifício para o Governo Provincial. no Município da Matola. Zonas autónomas para o desenvolvimento industrial.

com especial relevo para eventuais mudanças que se preveja venham a ocorrer no futuro.1 METODOLOGIA DO ESTUDO Estudos desktop Durante os estudos de desktop o consultor irá compilar e analisar os dados e estudos existentes sobre a área do projecto. líderes locais.2 Trabalho de campo Onde houver lacunas nos dados vai-se recolher dados primários para avaliar as características ambientais e socioeconómicas relevantes.2 2. 2. O ecologista e o socioeconomista farão um levantamento da área do projecto com os seguintes objectivos: • • Confirmar e/ou aprofundar no terreno os estudos desktop. em resultado da sua implementação. na envolvente do projecto. de solos. geomorfologia e topografia. sobre o projecto. de vegetação e de uso e cobertura da terra.). etc. incluindo mapas topográficos. Solos Vegetação e Fauna Meio socioeconómico • • • • • • • • Demografia Administração pública Uso da terra Infra-estruturas Actividades económicas Saúde Educação Áreas de interesse histórico-cultural O consultor deverá ainda elaborar uma descrição do projecto. governamentais e nãogovernamentais (Governos Provincial e Município. agentes económicos. 3 . geológicos. Com auxílio destes dados o consultor irá fazer uma descrição dos seguintes tópicos na área do projecto: Meio biofísico • • • • Clima Geologia. Auscultar a sensibilidade das entidades locais. Dever-se-á ter em conta as alterações das condições do tráfego automóvel e pedonal na área do projecto.

Os especialistas deverão elaborar um relatório de avaliação das condições na área do projecto. se forem tomadas medidas de mitigação adequadas. foi classificado como um espaço urbanizavel (área multifuncional e industrial). de acordo com todas as fases do projecto. o que até ao momento. o proponente escolheu um local urbanizavel.2. os usos e seus potenciais impactos nos ambientes biofísico e socioeconómico mostram que. de acordo com o Plano de estrutura do Município.3 Estudos especializados A avaliação do tráfego automóvel e pedonal. No tocante às alternativas espaciais para a localização do empreendimento. serão alvos de melhoramento e ampliação. a alternativa de “não execução” da actividade proposta não deverá ser considerada. Uma localização alternativa implicaria a exploração de uma nova área e a provisão de infraestruturas básicas. o impacto do tráfego actual e previsto para a região sobre o projecto. nomeadamente o tipo de infraestruturas. a serem elaborados por especialistas nas referidas áreas. o proponente pretende implementar a actividade num local onde já existem serviços e infra-estruturas básicas (electricidade. abastecimento de água e rede viária). a actividade terá impactos negativos diminutos e impactos socioeconómicos positivos. e d) propor mecanismos de gestão e melhoramento do tráfego e da drenagem de águas pluviais. Neste âmbito. as quais. é considerado menos viável. adaptado ás funções pretendidas. até ao final da construção. 3 ALTERNATIVAS CONSIDERADAS As características da Cidadela da Matola. c) as consequências do projecto sobre a drenagem de águas pluviais. a drenagem das águas pluviais e a gestão dos efluentes serão alvos de estudos especializados. Deste modo. 4 . no sentido inverso. o qual deverá conter: a) a descrição das condições actuais do tráfego (automóvel e pedonal) e de drenagem de águas pluviais na área do projecto. b) as consequências do projecto sobre o tráfego da região envolvente e. O local.

Para todo o tempo de vida do projecto. Significância moderada. Sub-regional. Média. Natureza do impacto: Definição Uma mudança ambiental benéfica. 5 . Regional. Uma possibilidade distinta. Negativo. Gravidade média – efeitos maiores.4 METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS Os impactos serão avaliados de acordo com critérios estabelecidos (ver Tabela 1) para avaliação de impactos. Num período de 6 meses a 2 anos. Nacional. A gravidade do impacto no local: Impacto de baixa gravidade – efeitos menores. Internacional. Intensidade: Baixa. Permanente. O período durante o qual os impactos irão continuar: Dentro de um período de 6 meses. Probabilidade: Definitiva. Os distritos circundantes. e serão propostas medidas de mitigação para minimizar os impactos negativos e medidas de potenciação para maximizar os impactos positivos. A área afectada pelo impacto: A área proposta para a construção. Impactos de alta gravidade. Moçambique. Descrição da probabilidade de ocorrência do impacto: Definitiva. Moçambique e país(es) vizinho(s). Extensão: Local. De médio prazo. Tabela 1: Critérios para avaliação dos impactos Adjectivo descritivo Estatuto: Positivo. Uma mudança ambiental adversa. Muito provável. Significância: Nenhuma/baixa significância. O nível de significância do impacto: Não exige mais investigação. nem mitigação ou gestão. Alta. Duração: De curto prazo. Exige mitigação e gestão para reduzir os impactos para níveis aceitáveis (se for negativo). Permanente – impactos residuais. As províncias circundantes. Improvável. De longo prazo. Provável. A ocorrência não é provável. Altamente provável.

Adjectivo descritivo Definição Deve influenciar uma decisão sobre o projecto se o impacto não puder ser mitigado ou gerido. Estes serão divididos por: biofísicos. Alta significância. 5 PREPARAÇÃO DO RELATÓRIO EIA A preparação do Relatório do EIA irá seguir o estabelecido na Directiva Geral para Estudos de Impacto Ambiental (Diploma Ministerial 129/2006) e irá apresentar a seguinte estrutura: i. Os impactos serão avaliados tanto para a fase de construção como para a fase de operação. ii. socioeconómicos e de saúde e segurança ocupacional. • • • Sumário Executivo Relatório Principal Índice Abreviaturas e acrónimos Introdução o o • Objectivo do EIA Metodologia do EIA Definição da actividade o o o o o Identificação do proponente Enquadramento da actividade Enquadramento legal Alternativas da actividade Actividades associadas • Descrição da actividade o o o Localização e disposição da actividade Fase de construção Fase de operação e manutenção • Delimitação da área de influência o o Área de Influência Directa Área de Influência Indirecta • Situação de referência do local de implantação da actividade 6 .

7 . Ela serve. 7 PROCESSO DE CONSULTA PÚBLICA A Consulta Pública. opiniões e comentários sobre qualquer assunto relevante para a Avaliação do Impacto Ambiental. A consulta pública permitirá que durante o período em que estiver decorrendo o EIA exista um canal de comunicação entre o público. como um fórum de levantamento de preocupações. a ser realizada no âmbito do processo de Avaliação do Impacto Ambiental (conforme previsto no Decreto 45/2004 de 29 de Setembro) e no Diploma Ministerial nº 130/2006 de 19 de Julho – Directiva Geral para Elaboração da Participação Pública no processo de Avaliação de Impacto Ambiental tem como objectivo auscultar a sensibilidade pública e das instituições potencialmente relacionadas com o Projecto sobre os assuntos chave que afectam ou poderão afectar o projecto em causa. iv. bem como para esclarecimento de aspectos relativos ao projecto. 6 Descrição de medidas de mitigação Conclusões e recomendações Referências bibliográficas Plano de Gestão Ambiental Relatório de Participação Pública PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL Como parte do EIA será preparado um Plano de Gestão Ambiental (PGA). o que facultará a identificação de possíveis preocupações da comunidade contribuindo na adequação das intervenções do projecto podendo reduzir os impactos ambientais negativos sobre as partes interessadas.o o o o o o o • Topografia. geologia e solos Clima Uso da terra e dos recursos naturais Paisagem Outros factores de qualidade do ambiente Caracterização socioeconómica Património cultural Análise dos impactos ambientais da actividade o o Impactos da actividade sobre o meio biofísico Impactos da actividade sobre o meio socioeconómico • • • iii. assim. os consultores e o cliente. O PGA irá definir claramente as responsabilidades na implementação das medidas de mitigação propostas no EIA e no monitoramento desta implementação.

8 IDENTIFICAÇÃO DO PROPONENTE O proponente do projecto é a Cidadela da Matola. Posteriormente. As Partes Interessadas e Afectadas (PI&As) serão informadas sobre o desenvolvimento do projecto e do EIA e serão comunicadas com uma antecedência mínima de 15 dias. de acordo com uma recomendação da DPCA de Maputo. para permitir a sua participação. 9 EQUIPA RESPONSÁVEL PELA REALIZAÇÃO DO EIA A equipa responsável pelo EIA é uma equipa multidisciplinar. o consultor e as PIAs. Cidade de Maputo. e envolve os seguintes especialistas: • • • • • • • • Controle de Qualidade Ecologista/Especialista em EIA Socioeconomista Assistente de Consulta Pública Engenheiro Civil Arquitecto/ Avaliação do Tráfego Especialista em SIG Jurista 8 .. a primeira reunião de Consulta Pública para a fase de EPDA. Será criada uma base de dados que permitirá manter uma comunicação entre o cliente. S. e contou com a participação de várias pessoas (dados da Reunião de Consulta Pública – Anexo 8).Neste contexto. através de convites dirigidos e publicação de anúncios em órgãos de comunicação social. A mesma serviu para apresentar o projecto e colher as sensibilidades das PI&As.A. a 1 de Dezembro do corrente ano. uma empresa moçambicana com sede na Avenida Armando Tivane nº599. será realizada uma reunião de consulta pública na Cidade da Matola. durante o Estudo de Impacto Ambiental (EIA). realizou-se.

A & Impacto Lda.Cidadela da Matola Anexos ANEXO 3 – ANÁLISE DO QUADRO JURÍDICO-LEGAL DA ÁREA DA CIDADELA DA MATOLA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S. .

Termos de Referência 1 .Estudo de Pré-Viabilidade Ambiental LOT.Estudo Ambiental Simplificado EDPA.Direcção Provincial Para Coordenação da Acção Ambiental EIA.Lei do Ordenamento do Território MOPH.Regulamento da Lei do Ordenamento do Território RSU.Regulamento do Solo Urbano TDR.Avaliação do Impacto Ambiental DNAIA.Estudo de Impacto Ambiental EAS.Regulamento Sobre o Processo de Avaliação de Impacto Ambiental RLOT.Direcção Nacional de Avaliação do Impacto Ambiental DPCA.Política do Ordenamento do Território RAIA.Lista de Abreviaturas e Acrónimos AIA.Ministério Para Coordenação da Acção Ambiental PNA.Programa Nacional de Gestão Ambiental POT.Ministério da Obras Públicas e Habitação MICOA.Política Nacional do Ambiente PNGA.

da Namaacha abrangendo uma área de 53.ANÁLISE DO QUADRO JURÍDICO-LEGAL E INSTITUCIONAL NA ÁREA AMBIENTAL E DE CONSTRUÇÃO CIVIL SOBRE O PROJECTO “CIDADELA DA MATOLA” Capítulo I – Introdução 1. O referido projecto será baseado em arquitectura contemporânea com um aspecto moderno/contemporâneo.1 Contextualização O empreendimento “Cidadela da Matola” é um projecto de ordenamento do território que. hotel e centro de conferências. bem como os materiais e elementos de projecção que não podem ser utilizados. centro hospitalar e de desportos. residências. lojas de venda a retalho. lojas de automóveis. Entre as utilizações propostas. 2 . Um documento de instruções de projecção será produzido para o empreendimento inteiro mostrando os vários aspectos de projecção que devem ser respeitados.3 hectares. estando dividido em aproximadamente 23 talhões. pretende transformar o local onde antes se situava a Rádio Moçambique num núcleo urbano de uso variado. Este projecto de desenvolvimento vai ser multifuncional. posto de gasolina. num período de fases. escritórios. importa destacar um centro comercial. O local está situado na esquina da Av. Abel Baptista com a Av.

identificar todos os intervenientes e seus respectivos papéis no processo de implementação do projecto. estratégicas. • Para cada política. tendo presente a finalidade de apresentar um conjunto de recomendações que possibilitem um tratamento melhor. identificar. legislação. • Identificar modelos dirigidos a influenciar a integração de medidas ambientais e de construção civil na implementação do projecto ora mencionado. 3 . em termos gerais. Actividades e Metodologia • Identificar e catalogar políticas. jurídico-legal e institucional sobre o projecto “Cidadela da Matola”. estratégia e programa referente ao projecto na área ambiental. assim como outros dispositivos administrativos na área ambiental e de construção relacionados com a implementação do projecto acima referido. • Identificar instituições e actores envolvidos nas questões ambientais e de construção civil da prossecução do projecto e definir seus papéis nestas áreas. analisar e compreender o quadro político-estratégico. Objectivos Específicos • Identificar as prioridades de desenvolvimento. programas e legislação. iniciativas de políticas e legislação em vigor sobre os procedimentos ambientais existentes para implementação do projecto “Cidadela da Matola.Objectivo Geral Com o presente Trabalho pretende-se. mais completo e integrado deste importante assunto no ordenamento jurídico moçambicano.

No segundo capítulo realizar-se-á uma indicação e breve análise das políticas. evidenciando em que medida estes instrumentos de carácter político e programático tratam os diferentes aspectos relacionados com o tema. e identificando. sempre que necessário. No quarto capítulo. estratégias e planos governamentais que poderão servir para nortear a definição do projecto “Cidadela da Matola”. garantindo que este esteja devidamente alinhado com as principais linhas programáticas e estratégicas do Estado moçambicano. procurando tratar sumariamente o papel de cada uma. procurando identificar em que medida estes instrumentos legislativos podem ser utilizados na implantação do projecto. actividades e metodologia. será feita uma identificação. No terceiro capítulo. estratégias e programas públicos sobre a protecção do ambiente e construção civil. indicar-se quais as principais entidades públicas com atribuições e competências quanto às questões ambientais e de construção civil. tratamento e análise das principais leis e regulamentos com relevância para o tema.Estrutura do trabalho O presente trabalho está estruturado em seis (6) capítulos conforme se segue: O primeiro capítulo apresenta-se uma contextualização do tema. teremos o quinto capítulo com as conclusões e o sexto capítulo com as recomendações. CAPÍTULO II: Políticas. seguidos dos objectivos. 4 . No final. Estratégias e planos sobre a área ambiental e de construção civil em Moçambique Passamos a enunciar algumas políticas.

os seguintes aspectos: • • • Assegurar uma qualidade de vida adequada aos cidadãos. Em termos de finalidade desta política. privilegiando a erradicação progressiva da pobreza e a melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos bem como a redução dos danos sobre o ambiente.1. de 3 de Agosto. no geral. através de um compromisso aceitável e realístico entre o progresso socioeconómico e a protecção do ambiente. de 30 de Maio. A PNA visa essencialmente a protecção do ambiente representando a base para um desenvolvimento sustentável do país. tem em vista.2. para o melhoramento da qualidade de vida dos cidadãos. que definiu os respectivos objectivos e funções. entre os diversos níveis da Administração Pública. dentre muitos. de 16 de Novembro. A PNA é da responsabilidade fundamental do Governo. bem como potenciar a 5 . considerando as suas condições específicas. assegurando a sustentabilidade dos recursos naturais”. em particular. tendo presente o artigo 1 do Decreto Presidencial n.2. de modo que mantenham a sua capacidade funcional e produtiva para as gerações presentes e futuras. 2. que tem como objectivos gerais: “contribuir para uma gestão sustentável dos recursos naturais e humanos do país.º 18/2007. Assegurar a gestão dos recursos naturais e do ambiente em geral.º 6/95. Política Nacional do Ambiente A Política Nacional do Ambiente (PNA) foi aprovada através da Resolução n. Assegurar a integração de considerações ambientais na planificação socioeconómica.º 5/95. e do Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA). Política Nacional do Ordenamento do Território Foi recentemente aprovada a Política de Ordenamento do Território (POT). através da Resolução n. conforme se pode ilustrar no desenrolar da mesma. através da compatibilização das políticas sectoriais e da coordenação das acções de planeamento nas várias escalas geográficas. tendo como grande objectivo “assegurar um desenvolvimento sustentável do país.

e dos artigos 2 e 3 do Regulamento Interno da Direcção Nacional de Águas. sem descurar o papel que possuem outros órgãos neste domínio. traduzida na disponibilidade de água “em quantidade e qualidade adequadas para as gerações actuais e futuras. de 21 de Agosto. com vista a permitir um melhor aproveitamento económico e social dos recursos.“integração dos instrumentos de ordenamento territorial na planificação económica e do desenvolvimento das unidades territoriais político-administrativas a todos os níveis. através da sua Direcção Nacional de Águas. ao MICOA. aprovado pelo Diploma Ministerial n. de 23 de Dezembro. de 8 de Agosto. em função da sua localização.3.º 46/2007. aprovado pelo Diploma Ministerial n. A Política Nacional de Águas é da competência fundamental e imediata do Ministério das Obras Públicas e Habitação.º 7/95. A nova Política parte da definição de uma visão. redução da pobreza e promoção do bem-estar e paz e onde se minimizem os efeitos negativos das cheias e secas”. 2. ° 250/2005. Política Nacional de Águas A Política Nacional de Águas foi aprovada através da Resolução n. de 23 de Maio. da ocupação actual da terra e dos factores de ordem espacial e ambiental”. servindo para o desenvolvimento sustentável. que tinha aprovado a Política antecessora (que vigorou de 1995 a 2007). em primeira linha.º 78/2001. principalmente ao nível local. que revogou igualmente a Resolução n. de 29 de Dezembro. segundo as alíneas a) e b) do artigo 6 do Estatuto Orgânico do MICOA. 6 . nos termos conjugados do artigo 4 do respectivo Estatuto Orgânico. através da Direcção Nacional de Planeamento e Ordenamento Territorial. da sua relação com as infra-estruturas existentes ou a criar. ° 217/98. aprovado pelo Diploma Ministerial n. A competência pela implementação da POT cabe.

Naquilo que importa para o Tema. Mais. como também da necessidade que se assume a nível nacional de preservação do meio ambiente”. a jogar um papel importante no mercado mundial de combinações de energias primárias. devido às imposições globais tais como: a segurança energética. daí que. Em segunda linha. cada vez mais. “nomeadamente a energia solar por incidência directa. de 14 de Outubro.º 5/98. gás natural.º 24/2000. carvão mineral. foi aprovada a Política de Desenvolvimento de Energias Novas e Renováveis. a Política Energética determinou que o Governo promoverá a sua utilização. as mudanças climáticas.2. Mais recentemente. mas também renováveis – é o caso da hidroelectricidade.º 62/2009.4. a foto-voltaica e a eólica uma vez que. se referiu ao facto de Moçambique ter assumido obrigações ao nível internacional sobre mudanças climáticas e redução das emissões de carbono. segundo a referida Estratégia. estas representam a solução economicamente mais viável no meio rural e m zonas remotas. em geral. de 3 de Outubro. Política e Estratégia de Energia A Política Energética foi aprovada pela Resolução n. adequando-se perfeitamente ao contexto disperso em que as populações vivem”. no capítulo sobre ambiente. por forma a satisfazer os níveis de consumo e as necessidades do desenvolvimento económico”. Em termos de políticas para as energias novas e renováveis. Quanto à Estratégia de Energia foi aprovada pela Resolução n. de 3 de Março. aprovada pela Resolução n. “esta Política insere-se no contexto das 7 . saúde e segurança. o Governo refere que “as energias novas e renováveis estão. que inclui como objectivo: “assegurar o fornecimento fiável de energia. Na introdução deste Instrumento. as considerações do risco financeiro e de prioridades energéticas com impacto na redução das diferenças de acesso às energias modernas entre o meio rural e urbano”. “os desenvolvimentos do sector de energia terão de ser coerentes com as obrigações do País não só ao abrigo destes acordos internacionais. ao mais baixo custo possível. petróleo. atenda-se ao objectivo de aumentar a disponibilidade energética através das mais diversas fontes energéticas não renováveis – carvão vegetal. veja-se que.

vilas e zonas costeiras e assegurar que as prioridades ambientais sejam devidamente integradas nos programas de desenvolvimento. de 13 de Abril. este plano sustenta que o sucesso do combate à pobreza pressupõe que em todas as áreas de actividade seja tomada em conta a preservação do ambiente. Promover a educação ambiental e difundir a pertinência da preservação do ambiente junto das comunidades. incluindo as questões das mudanças climáticas”. b) Área de Construção No que diz respeito à construção. 8 . o Plano Quinquenal faz uma alusão indirecta incluída na parte referente à promoção e atracção de investimento. 2.5. Plano Quinquenal do Governo O Plano Quinquenal do Governo referente ao período de 2010-2015 foi aprovado pela Resolução n. para efeitos do nosso Trabalho.políticas nacionais. Os objectivos estratégicos do plano quinquenal resumem-se em: • • • Promover a qualidade ambiental. com base numa planificação e controlo correcto das actividades humanas.º 4/2010. Promover o planeamento e ordenamento territorial à escala nacional com ênfase nas cidades. bem como políticas e estratégias de mitigação e adaptação as mudanças climáticas. os seguintes temas: a) Área do Ambiente No que diz respeito à matéria do ambiente. através do uso racional dos recursos naturais. Importa tomar em consideração. regionais internacionais que tratam da utilização equitativa e sustentável de energia.

Programa Nacional de Gestão Ambiental O Programa Nacional de Gestão Ambiental (PNGA) foi aprovado em 1996. o desenvolvimento social e económico e que coloca o Homem como epicentro do processo. seja. 2. bem como a recuperação e expansão de empreendimentos existentes. Promover a coordenação inter-sectorial.6. desflorestamento entre outros. nacional e estrangeiro com vista ao desenvolvimento do sector privado forte. na forma de uso dos recursos naturais do País. ultimamente os problemas ambientais não se resumem a estes. Entre os objectivos estratégicos para esta área. incluindo o estabelecimento de parques industriais em zonas com maior potencial para o seu rápido desenvolvimento. é um programa que pretende tornar sustentável. Integrar os aspectos ambientais no processo de desenvolvimento. Elaborar um conceito global de sustentabilidade para uma melhor compreensão. competitivo e inovativo com um particular enfoque para o sector da construção. temos o de dotar o país de uma rede de infraestruturas que facilitem o estabelecimento de novos empreendimentos. Conforme se pode ver. 9 . entre outros. Contribuir para erradicação progressiva da pobreza. a longo prazo. Contudo. a criação do PNGA é antigo comparativamente a consciência e educação ambiental no país. daí o facto deste instrumento fazer uma abordagem superficial da problemática ambiental no país. sendo um instrumento director para a gestão do ambiente em Moçambique. erosão. Este instrumento encontra-se desactualizado em alguns aspectos pois estão mais virados a poluição.Deste capítulo pode-se extrair a preocupação do Governo na continuidade das iniciativas de atracção de investimentos directo. vão mais longe. dinâmico. também se pode encontrar aspectos actuais dentro do PNGA como é o caso de alguns dos seus objectivos fundamentais: • • • • • Definir as prioridades nacionais de acção ambiental.

juntamente com o artigo 117.º 1 do artigo 117. “o Estado promove iniciativas para garantir o equilíbrio ecológico e a conservação e preservação do ambiente visando a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”. o dever essencial de todo e qualquer cidadão para com a comunidade. para além de outros. aprovada em 2004. que não tem qualquer correspondência no texto constitucional anterior. tendo presente que o reconhecimento de um determinado valor como um direito fundamental pressupõe que a protecção do bem jurídico ambiente constitui pressuposto essencial para uma existência livre e condigna. O n. a cargo de toda e qualquer pessoa. Assim. contém uma alusão ao problema ambiental. esta constitui um importante instrumento de protecção do ambiente. Ora. De acordo com o n.º 2 do presente artigo. “de defender e promover o ambiente”. alínea f). tendo o legislador optado por definir uma lista meramente exemplificativa de acções públicas a levar a cabo. nomeadamente: prevenir e controlar a poluição e a erosão. Por seu turno. o qual consagrou. o que acontece desde logo com a integração do artigo 45. A implicação de tal construção é bastante relevante. à luz do n.1. referente ao direito ao ambiente. que consubstancia o dever do Estado em proteger o ambiente. pública ou privada. Constituição da República de Moçambique A Constituição da República de Moçambique. Ao direito ao ambiente corresponde um dever de defender o ambiente. o legislador constitucional moçambicano reforçou significativamente a responsabilização do cidadão em relação ao ambiente. verifica-se uma consolidação das atribuições do Estado no domínio da protecção e conservação do ambiente.CAPÍTULO III: Leis e Regulamentos da área ambiental e de construção civil 3.º 1 do artigo 90 determinou que “todo o cidadão tem o direito de viver num ambiente equilibrado e o dever de o defender”. o artigo 90. integrar os objectivos 10 . singular ou colectiva. Sendo a constituição a “Lei mãe “ no ordenamento jurídico moçambicano. um dos dois pilares fundamentais do regime jurídicoconstitucional moçambicano de protecção do ambiente. representa.

2. e promover o ordenamento do território com vista a uma correcta localização das actividades e a um desenvolvimento socioeconómico equilibrado. nas restantes áreas dos conselhos ou circunscrições sujeitas a planos gerais de urbanização e nas zonas de interesse turístico legalmente definidas. Assim. A Constituição determinou ainda. à melhoria das condições de vida do povo. que a “a política económica do Estado é dirigida à construção das bases fundamentais do desenvolvimento. da estabilidade ecológica e dos direitos das gerações vindouras. Legislação sobre a actividade de Construção 3. entre os quais se destaca a valorização do trabalho. respectivamente.ambientais nas políticas sectoriais. ao reforço da soberania do Estado e à consolidação da unidade nacional. através da participação dos cidadãos. conforto e estética das edificações urbanas. Este Regulamento visa definir o ordenamento jurídico a que devem subordinarse as construções de forma a garantir e preservar as condições mínimas de segurança. Regulamento Geral de Edificações Urbanas O Regulamento Geral de Edificações Urbanas foi aprovado pelo Diploma Legislativo n. subordinar-se-á as disposições do presente regulamento a execução de construções novas. das sedes das circunscrições e das sedes das povoações oficialmente classificadas.º 1976 de 10 de Março. determina-se que a organização económica e social do Estado moçambicano visa a satisfação das necessidades essenciais da população e a promoção do bem-estar social. no artigo 96. as forças do mercado e iniciativa dos agentes económicos. igualmente previsto nos artigos 11 e 96.1.2. o Legislador Fundamental fez uma clara opção pelo princípio do desenvolvimento sustentável. garantir o aproveitamento racional dos recursos naturais com salvaguarda da sua capacidade de renovação. salubridade. o artigo 1 do presente Regulamento dispõe que nas áreas urbanas e suburbanas ou de expansão das sedes dos conselhos. Posto isto. Os artigos 107 e 108 são referentes à protecção do investimento nacional e estrangeiro. assentando num conjunto de princípios fundamentais. 11 . bem como da utilização eficiente dos recursos humanos e materiais”. 3. no artigo seguinte. promover a integração dos valores do ambiente nas políticas e programas educacionais. modificações. Para além disso.

Por sua vez.ampliações. nos termos do seu artigo 1. 3. Ainda nos termos do mesmo artigo. conforme estipula o parágrafo 3 do artigo acima citado ao determinar que “ os actos administrativos e os administradores de circunscrição fiscalizarão no acto de aprovação dos projectos bem como na fase de sua execução o cumprimento das disposições regulamentares a que devem subordinar-se sem necessidade de interferirem nos cálculos e na realização das obras e trabalhos que são da exclusiva responsabilidade dos técnicos que elaboram esses projectos e dirigem a sua construção. bem como a realização dos trabalhos que impliquem alteração da topografia do local. estes não tem poder de interferirem na realização das obras. o artigo 3 acrescenta que as obras referidas no artigo 1 não podem ser realizadas sem prévia licença dos corpos administrativo ou dos administradores da circunscrição. sustenta que o presente Regulamento contêm regras gerais aplicáveis a todas as construções de betão armado. Por sua vez o artigo 2 menciona que os projectos das obras de betão armado devem ser elaborados por engenheiros civis ou por agentes técnicos de engenharia civil e minas. e regras especiais. O presente Regulamento. Apesar da competência que cabe ao corpo administrativo ou dos administradores.º 25 948 de 16 de Outubro de 1935. ficando a elaboração dos projectos de estruturas de grande importância técnica ou económica atribuída aos engenheiros civis. consoante tais obras e trabalhos devem ser executados na área do Conselho ou da circunscrição. destinadas apenas às estruturas de edifício. conservações e demolições.º 47 723 que revogou o Decreto n. particularmente das destinadas a edifícios e obras análogas. 12 . consolidações.2. Regulamento de Estruturas de Betão Armado O Regulamento de Estrutura de Betão Armado foi aprovado pelo Decreto n.3. alterações. estabelece as regras a observar no projecto e na execução das estruturas de betão armado em geral e.

a qualificação a exigir ao autor do projecto. qual a formação mínima a exigir ao técnico que a vai dirigir. objectivo e funções encontram-se baixo conforme veremos. Os objectivos deste diploma nos termos do artigo 3 são os seguintes: a) Assegurar a integração das edificações nas exigências dos planos de ordenamento que regulam as suas zonas de implementação. Importa antes definir o conceito de obra particular nos termos do n°1 do artigo 1. ampliação.Quanto a competência para aprovação do uso de betão em projectos.º 2/2004. cabe a entidade oficial de acordo com o critério geral estabelecido no presente artigo. reconstrução. seja. são todas aquelas em que seus respectivos proprietários são pessoas diferentes dos órgãos da administração directa ou indirecta do Estado e das autarquias locais. Por sua vez. 13 . b) e que impliquem alteração da topografia dos terrenos. isto nos termos do artigo 6 do presente diploma. no seu n. alteração e demolição de edifícios. cujo objecto. O artigo 2 com a epígrafe de objecto. por agentes técnicos de engenharia civil e minas ou por outros técnicos de formação adequada. o artigo 4 diz que nenhuma obra de betão armado poderá ser executada sem que o respectivo projecto seja aprovado pelas entidades competentes do Estado ou dos corpos administrativos. Regime de Licenciamento de Obras Particulares Foi aprovado pelo Decreto n.3. na parte em que for empregue o material (betão) serão dirigidas tecnicamente por engenheiros civis. 3. Em caso de a obra ser parcial ou totalmente feita de betão armado.3.º 1 sustenta que estão sujeitas a licenciamento as obras particulares seguintes: a) de construção. Compete deste modo. estas terão o mesmo tratamento exposto no artigo 2 deste Regulamento. de 31 de Março o Regime de Licenciamento de Obras Particulares. a entidade oficial a quem caiba conceder licença para obra ou nela superintenda definir. em função da importância desta.

saneamento e outros. ouvido o Ministro que superintende a actividade. a sua apreciação pela autoridade licenciadora deverá incidir sobre a verificação da sua conformidade com as imposições do plano. 3. Salvo disposição em contrário. Após a verificação a autoridade licenciadora deverá decidir sobre o projecto no prazo máximo de sessenta dias a contar da data da recepção do requerimento. Art. válidos nos termos da lei. 7). Tratando-se o projecto em causa de arquitectura. O artigo 17 sustenta que o projecto de arquitectura pode ser delegado com base em qualquer dos seguintes fundamentos: • Desconformidade com o plano de pormenor ou com os instrumentos de planeamento territorial. bem como das demais exigências a que devem obedecer as obras particulares (Cfr. referidas neste diploma como autoridades licenciadas. 14 . d) Promover a qualidade das obras mediante a responsabilização dos profissionais envolvidos na sua concepção e execução. 2. bem como sobre os aspectos exteriores dos edifícios e sua inserção no ambiente urbano e na paisagem.b) Adequar as edificações aos condicionamentos impostos para o bom funcionamento das infra-estruturas de abastecimento de água. o licenciamento das obras particulares é da competência das autarquias locais ou das administrações de distrito. o direito à informação está patente neste diploma de onde sustenta que qualquer interessado tem o direito de ser informado pela autoridade licenciadora sobre os instrumentos de planeamento em vigor para determinada área. Importa referir que à luz do que acontece com outras legislações. c) Verificar a observância dos regulamentos e posturas sobre a construção. comerciais e de turismo fora da área de jurisdição das autarquias locais é da responsabilidade das administrações de distrito. A competência de licenciamento pelas administrações de distrito não inclui as áreas de jurisdição das autarquias locais. o licenciamento de grandes edificações industriais. No artigo 5 estão previstas as entidades com competência para licenciar e prevê o seguinte: 1. Sem prejuízo do que dispõe a legislação ambiental.

a estética das povoações ou a beleza das paisagens. • Se a pretensão constituir. de 18 de Agosto. A classificação das construções pretende criar um quadro de principais obras de construção. integradas e harmonizadas com as classificações internacionais. volumetria das edificações e outras prescrições expressamente previstas em regulamento. obras construídas e outras estatísticas da construção. Nos termos da presente resolução os projectos tem determinada classificação. • Existência de declaração de utilidade pública para efeitos de expropriação que abranja a área a licenciar.3. Classificação das Construções de Moçambique A Classificação das Construções de Moçambique foi aprovada pela Resolução n.º 1/2004. tendo como objectivos primordiais entre outros a organização de forma coordenada dos inquéritos correntes às licenças de construção. Ainda nos termos do n. nomeadamente com a classificação central de produtos das Nações Unidas e a classificação das construções Eurosat. 3. o pedido de aprovação do projecto pode ser diferido nos termos seguintes: • Na ausência de arruamentos e de proposta eficaz e de construção de infra-estruturas de abastecimento de água e saneamento.4. uma sobrecarga incompatível com as infraestruturas. comprovadamente. aplicação nos recenseamentos da habitação e outras obras de construção de engenharia civil. 15 . designadamente desconformidade com as cárceas dominantes. o projecto em questão classifica-se em edifícios residenciais designados àqueles em que pelo menos metade da área útil é utilizada para a habitação.º 2 deste artigo. Trabalhos susceptíveis de manifestamente afectarem o ambiente.• • Desrespeito por normas legais e regulamentares aplicáveis aos projectos.

5 Regulamento de Construção e Manutenção dos Dispositivos Técnicos de Acessibilidade. Este instrumento considera-se de bastante importância no seio da construção civil. Circulação e Utilização dos Sistemas de Serviços e Lugares Públicos a Pessoa Portadora de Deficiência Física ou de Mobilidade Condicionada Este Regulamento foi aprovado através do Decreto n. isto porque de certa maneira pretende tornar inclusivas todas as pessoas portadoras de deficiência. de remodelação ou ampliação de instalações. à construção é classificada de acordo com o método de cima para baixo. comercial. .Seguidamente. pelo facto de algumas instituições não estarem preparadas a responder suas necessidades.Identificar os diferentes fins da construção e determinar a sua importância relativa e específica em termos da área útil total. etc. Vezes sem conta tem sido comum presenciar-se cenas por vezes constrangedoras por parte de pessoas portadoras de deficiência. O presente Regulamento nos termos do artigo 2 aplica-se aos edifícios públicos em construção. aos projectos aprovados cujas obras de construção ainda não iniciaram. determina-se em primeiro a secção mais importante e a partir da secção determina-se a divisão. as construções são caracterizadas de acordo com a sua utilização específica. começando do nível mais agregado (secção) até o nível mais elementar (subclasse). ao proporciona-las acesso condigno aos diversos locais da sociedade. o projecto em questão por ser multifuncional (habitacional. 3. edifícios.3. 16 . isto é. aos projectos de novas construções.) deverá ser atribuída a uma classificação que corresponda a sua utilização principal. estabelecimentos ou outros lugares públicos.Assim.º 53/2008 de 30 de Dezembro que visa as pessoas portadoras de deficiência física ou mobilidade condicionada o gozo com segurança e autonomia dos serviços e lugares públicos destinados a uma pessoa normal. sendo determinada do seguinte modo: .

segurança e economia no geral. Nos termos do artigo 3. não acarretem impactos significativos para o ambiente. Considera-se licenciamento simplificado a emissão presencial de uma licença para o exercício de actividade económica nos balcões de atendimento único. Por sua vez. este diploma aplica-se também aos projectos de edifícios. estabelecimento e equipamento ou espaços de utilização pública como por exemplo os centros de convívios entre outros.3. O presente Diploma chama atenção a necessidade de se proporcionar desde passagens de peões.º 2/2008.Importa ainda acrescentar que pelo facto do projecto “Cidadela Matola” ser de âmbito multifuncional.00 a 20 000. de 12 de Março. b) Com multa de 2 000. 3. o artigo 5 chama atenção para as sanções aplicadas a construção de edifícios ou outras instalações de sistemas de serviços públicos sem os dispositivos técnicos previstos no presente regulamento sendo punidos da seguinte maneira: a) Com multa de 8 000.00 meticais na cidade de Maputo e nas cidades capitais de província.00 meticais nas outras povoações ou localidades. onde existam. nas administrações distritais e nos conselhos municipais. escadas e outros meios necessários que facilitem a deslocação de pessoas portadoras de deficiência nos projectos de construção. Regime de Licenciamento Simplificado das Actividades Económicas O regime de licenciamento simplificado das actividades económicas que. pela sua natureza. rampas. estão sujeitas ao licenciamento simplificado as actividades económicas integrantes entre outras na área de Construção que nos termos do artigo seguinte são isentas do estudo do impacto ambiental. foi aprovado pelo Decreto n. obedecendo as regras impostas para cada uma destas estruturas. saúde pública.6. 17 .

Por último. onde se encontra a construção. (2) a definição do regime jurídico geral das actividades de produção. para verificação do cumprimento da legislação geral e específica da actividade licenciada. A presente Lei tem como objectivos definir em relação à energia eléctrica: (1) a definição da política geral da organização do sector e gestão do fornecimento da energia eléctrica. estaleiros de materiais de construção de pequena dimensão. saneamento e energia) 3. Em matéria do ambiente. distribuição e comercialização da energia eléctrica no território da República de Moçambique. o sector privado um importante papel no desenvolvimento da rede eléctrica nacional. b) consultoria de construção civil. 3. a conservação e protecção do meio ambiente. obras hidráulicas. transporte. nomeadamente: a) actividade imobiliária. estão sujeitas a uma verificação à posteriori pelas entidades de fiscalização competentes.º 21/97.2.2. garantindo o equilíbrio ecológico. pontes. de 1 de Outubro aprova a Lei da Energia Eléctrica criada em assumpção que o desenvolvimento económico do país depende da existência e disponibilidade da energia eléctrica tendo para além do Estado. a alínea d) do artigo 5 sustenta que a política geral da organização do sector e gestão do fornecimento da energia eléctrica visa desenvolver a capacidade energética nacional e a rede de energia eléctrica de forma a impulsionar o desenvolvimento económico e social e assegurar o fornecimento da energia eléctrica para as necessidades dos consumidores. nos termos do artigo 5.1. Legislação referente aos projectos complementares (Águas. 18 .Os agentes económicos licenciados nos termos deste decreto. Lei de Energia Eléctrica e seus regulamentos A Lei n. bem como a sua importação e exportação para ou do território nacional e o regime de concessão de tais actividades. o artigo 6 menciona que o decreto se aplica às actividades económicas que se encontram no anexo 2 do presente diploma.

foi aprovado pelo Decreto n. um contrato de ligação com cada concessionário de produção e distribuição e qualquer consumidor que se quiser ligar ao seu sistema de transporte. assegurar que o concessionário tenha acesso livre e seguro ao local.2. prejudicar outras linhas de energia ou de telecomunicações ou causar danos as canalizações de água. manutenção e operação de instalações de produção. O n. posse. tendo como objecto a definição de normas referentes a planificação.2. financiamento e construção. bem assim as normas e os procedimentos relativos à gestão.º 42/2005.No artigo 31 faz outra alusão à componente ambiental ao salientar que no estabelecimento de instalações eléctricas deve-se escolher a implantação mais conveniente tendo em conta as preocupações ambientais e paisagísticas e os sistemas ecológicos atravessados. Para o presente Trabalho importa a parte relacionada com a distribuição da energia eléctrica em que o pedido de ligação deve ser dirigido ao concessionário de distribuição mediante o pagamento de um custo aplicável do estabelecimento de ligação.º 1 do artigo 13 sustenta que o concessionário de transporte celebrará com conhecimento do Gestor da Rede Nacional de Transporte de Energia Eléctrica. transporte e distribuição e comercialização de energia eléctrica. efectuar um depósito quando solicitado pelo concessionário entre outros. No âmbito da construção o mesmo artigo sustenta que as instalações eléctricas devem ser estabelecidas de modo a eliminar todo o perigo possível para as pessoas e acautelar danos aos bens materiais não devendo perturbar a livre e regular circulação nas vias públicas ou particulares. nem afectar a sua segurança. operação e desenvolvimento global da Rede Nacional de Transporte de Energia Eléctrica. 19 . de 29 de Novembro. 3. Regulamento de Normas Referentes à Rede Nacional de Energia Eléctrica O Regulamento que Estabelece Normas Referentes à Rede Nacional de Energia Eléctrica.

º 48/2007. de 22 de Outubro. por parte do Ministério da Energia. O processo de licenciamento para o estabelecimento das instalações eléctricas encontra-se regulado no capítulo III. Por seu turno. bem como de exploração ou utilização. que estabelece 10 categorias diferentes de instalações eléctricas. tendo como objecto. transporte. a construção dos edifícios destinados à produção de energia eléctrica ou a outra aplicação. o processo de licenciamento para a exploração ou utilização das instalações eléctricas encontra-se definido no capítulo IV.3 Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas O Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas foi aprovado pelo Decreto n. integrando os artigos 30 e seguintes. distribuição e utilização de energia eléctrica para qualquer fim ou serviço”. bem como em todas as instalações de qualquer categoria em que se utilize a energia eléctrica. O capítulo IX trata sobre os contadores e outros instrumentos para medidas eléctricas. Chamamos a atenção. O capítulo VII versa sobre as condições a que devem satisfazer o estabelecimento das instalações eléctricas e obrigações eléctricas e obrigações dos concessionários ou proprietários. Importa atender ao facto de o projecto da Cidadela da Matola dever ser categorizado à luz deste artigo. Importa atender ao artigo 3.2. segundo o qual “Todas as obras deverão ser construídas com materiais de boa qualidade e executadas segundo as regras de arte. ficarão sujeitas aos preceitos estabelecidos na legislação vigente relativa às construções civis”. por compra ou venda. é obrigatório o uso de contadores de qualquer 20 . bem como à fiscalização dos mesmos. nos termos dos artigos seguintes. compreendendo os artigos 10 e seguintes.3. para o disposto no artigo 44. transformação. nos termos do artigo 2. “fixar as normas a seguir nas concessões de licenças para o estabelecimento e exploração de instalações destinadas à produção. o que terá implicações para efeitos da eventualidade da necessidade de obtenção de uma licença de estabelecimento. em especial. “em todas as estações ou oficinas de produção e energia eléctrica para o consumo público ou particular. Segundo o n.º 1 do artigo 63.

quaisquer actividades que envolvam ou possam envolver perigo de contaminação ou degradação do domínio público hídrico. de 3 de Agosto. 3.º 1 do artigo 54. conforme veremos abaixo. torna-se indispensável criar mecanismos conducentes à sua distribuição ou fornecimento na medida das necessidades de cada um. Para que o uso da água pelos múltiplos interessados não prejudique as necessidades de alguns. Assim. tem já cerca de quase duas décadas de vigência. constituem actividades Interditas: a) Efectuar directa ou indirectamente despejos que contaminem as áreas. dejectos ou outras substâncias nas águas do domínio público fica dependente de autorização especial a conceder pelas administrações regionais de águas e do pagamento de uma taxa”. d) Exercer. Lei de Água A Lei n. salvo no caso em que o consumo se faça por avença”. Não obstante este instrumento legal ser anterior à Lei do Ambiente e a toda a legislação ambiental subsequente.4. 21 .dos tipos ou padrões que tenham obtido aprovação do Ministério da Energia. desperdícios ou quaisquer substancias que contaminem ou criem perigo de contaminação das águas. “toda a actividade susceptível de provocar a contaminação ou degradação do domínio público hídrico e em particular o despejo de águas residuais. A água é utilizada para diversos fins consoante as necessidades e as quantidades que cada utente entender. encontramos diversos artigos que permanecem actuais e podem constituir referência para o enquadramento da questão ambiental. a finalidade central da Lei de Águas.2. segundo o artigo 53.º 16/91. Segundo o respectivo Preâmbulo. c) Actuar sobre o meio físico ou biológico afecto à água de modo a degradá-lo ou criar perigo da sua degradação. vulgarmente conhecida como Lei de Águas. b) Acumular resíduos sólidos. está patente nos seguintes termos: “a importância dos recursos hídricos em todos os sectores da vida tem originado um aumento cada vez maior de necessidades da sua utilização”. nas zonas de protecção estabelecidas nos planos de ordenamento de águas. Por sua vez. segundo o n.

assegurar que os esgotos domésticos sejam conduzidos a instalações que garantam a depuração para cada caso exigível de acordo com as condições de eliminação final do efluente”. ° 15/2004. e servir de critério de licenciamento pela entidade licenciadora. “Os proprietários dos edifícios existentes ou a construírem talhões servidos por colector público de esgotos domésticos são obrigados a ligar as suas instalações sanitárias aos referidos colectores e a assegurar. nomeadamente poços e furos. caberá aos proprietários das edificações existentes ou a construir.5 Regulamento dos Sistemas Prediais da Distribuição da Água e Drenagem das Águas Residuais O Regulamento dos Sistemas Prediais da Distribuição da Água e Drenagem das águas residuais foi aprovado pelo Decreto n. que revogou os regulamentos existentes de 1943 e 1946 por se encontrarem desactualizados e desajustados para o contexto moçambicano. preservando-se a segurança. a salubridade e o conforto nos edifícios.º 1. Assim. 22 . o objecto do presente Diploma é a definir as condições técnicas a que deve obedecer a distribuição predial de água de modo a ser assegurado o seu bom fornecimento. o escoamento das águas pluviais que não possam ser infiltradas sem inconveniente”. Para o n. “As águas residuais não poderão ser evacuadas sem tratamento prévio quando. os sistemas prediais alimentados pela rede pública devem ser independentes de quaisquer sistemas de distribuição de água com outra origem. 3. segundo o qual.2. no estado bruto. por esse processo. de acordo com o artigo 61. Finalmente. nos termos do respectivo n.º 2. Este regulamento aplica-se aos novos sistemas prediais de distribuição de água e á remodelação e ampliação de sistemas existentes. possam afectar o bom funcionamento da rede pública de saneamento ou das instalações de depuração”. “quando o talhão se considerar como não servido por colector público e não se fizer a sua utilização.Importa igualmente atender ao disposto no artigo 60. de 15 de Julho. que versa sobre a obrigação de saneamento. Nos termos do artigo 6.

a desertificação. de 1 de Outubro. é obrigatória a existência de sistemas de combate a incêndios nos edifícios a construir.Como uma maneira de assegurar a saúde dos utentes das benfeitorias. O n° 2 do mesmo artigo salienta que o fornecimento de água potável aos aparelhos sanitários deve ser efectuado sem pôr em risco a sua potabilidade.º 1 do artigo 9 sustenta que “não é permitida. de modo a assegurar uma utilização sustentável dos recursos do país. refira-se. quanto à poluição. Compete ao Governo fixálos. assim como a prática de actividades que acelerem a erosão. Art. fora dos limites legalmente estabelecidos”. Lei n. 3. com vista à materialização de um sistema de desenvolvimento sustentável no País”. no território nacional. o legislador determinou no artigo 10 que não é permitida a ligação entre a rede predial de distribuição de água e as redes prediais de drenagem de águas residuais. sendo definidos como níveis admissíveis de concentração de poluentes prescritos por lei para os componentes ambientais com vista a adequá-los a determinado fim. remodelar ou ampliar de acordo com o disposto nos regulamentos de segurança contra incêndios aplicáveis (cf.º 20/97. impedindo a contaminação. o deflorestamento ou qualquer outra forma de degradação do ambiente. em primeiro lugar.15). quer por contacto. Estes limites são denominados. O n. 23 . dirigida à definição das “bases legais para uma utilização e gestão correctas do ambiente e seus componentes.1. a produção. o depósito no solo e no subsolo. Ambiente 3. à Lei do Ambiente.3. quer por aspiração de água residual em caso de depressão. Lei de Ambiente Quanto à legislação ambiental ordinária em vigor no País.3. de padrões de qualidade ambiental. o lançamento para a água ou para a atmosfera. de quaisquer substâncias tóxicas e poluidoras. Atendendo que os projectos modernos têm em conta a segurança de seus utentes.

pela sua grandeza.º 1. para o caso de implementação de actividades que. o legislador foi mais longe na materialização de prevenção de danos ambientais.º 45/2004. Já o artigo 16 com epígrafe de “avaliação do impacto ambiental”. qualitativa e quantitativa. possam vir a causar impactos ambientais significativos. de 29 de Setembro.º 2 do mesmo artigo acrescenta que os moldes da avaliação do impacto ambiental para cada caso. dos efeitos ambientais benéficos e perniciosos de uma actividade proposta.º 42/2008. são feitos de acordo com o regime a estabelecer pelo Governo.Com vista a acautelar estas situações. Nos termos do artigo 1 entende-se por avaliação do impacto ambiental como sendo um instrumento de gestão ambiental preventiva que consiste na identificação e análise prévia. neste caso o Regulamento sobre o Processo da Avaliação do Impacto Ambiental. assim como as demais formalidades. sustenta que o licenciamento e o registo das actividades que pela sua natureza. tendo sido objecto de alterações pontuais introduzidas pelo Decreto n.º 2 acrescenta que a emissão da licença ambiental é baseada numa avaliação de impacto ambiental da proposta de actividade e precede a emissão de quaisquer outras licenças legalmente exigidas para cada caso. 3. O artigo 15 da presente Lei. no contexto do princípio do desenvolvimento sustentável no país.3. sejam susceptíveis de provocar impactos significativos sobre o ambiente. localização ou dimensão. 24 . localização ou natureza. diz-nos que esta tem por base um estudo de impacto ambiental (EIA) a ser realizado por entidades credenciadas do Governo. no seu n. O seu n. conforme veremos abaixo. são indicados em legislação específica. por regulamento específico.2 Regulamento sobre o Processo da Avaliação do Impacto Ambiental (RAIA) O Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental foi aprovado pelo Decreto n. de 4 de Novembro. O n.

susceptíveis de causar impactos de média dimensão.As disposições contidas neste diploma aplicam-se a todas as actividades públicas ou privadas que directa ou indirectamente possam influir nas componentes ambientais. pesquisa e produção de petróleo. os proponentes deverão apresentar ao MICOA. e) Breve informação biofísica e socioeconómica da área. o processo de avaliação do impacto ambiental encontra-se estruturado em seis fases fundamentais: i. A pré-avaliação da actividade. A revisão técnica do estudo de impacto ambiental. vi. Nos termos do RAIA. A participação pública (incluindo a consulta e a audiência pública). Contudo. 25 . d) Enquadramento legal da actividade. que causam impactos ambientais diminutos e. Note-se que. v. ii. c) Justificativa da actividade. e que implicam apenas Estudo Ambiental Simplificado (EAS). nos termos do artigo 2. diferentemente das actividades de categoria B. como tal. excluem-se do presente diploma as actividades de prospecção. basta-lhes simplesmente a observância das normas constantes de directivas ambientais de boa gestão ambiental. b) Descrição da actividade. a nível local. com vista a dar início ao processo de AIA. Salientar que as actividades de categoria A. A decisão sobre a viabilidade ambiental. segundo o artigo 6 da RAIA. ou à respectiva Direcção Provincial de Coordenação da Acção Ambiental. estão sujeitas a Estudo de Impacto Ambiental (EIA). ou das actividades de categoria C. iii. a nível central. A instrução do processo junto do MICOA. gás e indústria extractiva de recursos minerais sendo estes regidos por regulamentação específicas. a seguinte documentação: a) Memória descritiva da actividade. aquelas que acarretam grandes impactos ambientais. iv. A elaboração do estudo de impacto ambiental.

O processo de avaliação do impacto ambiental culmina na emissão de uma licença ambiental. planta de tratamento ou outro lugar qualquer. EIA. águas ou outros líquidos tratados ou não que vão para um reservatório. água e solos. 3. Nos termos do artigo 2.3. e EAS. i) Ficha de Informação Ambiental Preliminar disponível na DNAIA e nas DPCA’s devidamente preenchida conforme o Anexo IV. h) Informação sobre as etapas de realização da AIA nomeadamente da elaboração e submissão dos TdR. enquanto “certificado confirmativo da viabilidade ambiental de uma actividade proposta emitido pelo Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental. o seu número propõe que a realização do AIA é uma obrigação da inteira responsabilidade do proponente da actividade. visando o controlo de níveis admissíveis de concentração de poluentes nos componentes ambientais. EPDA. de 2 de Junho. bacia. o Regulamento sobre Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes visa assegurar o controlo e fiscalização efectivos sobre a qualidade do ambiente e dos recursos naturais do país. o objecto deste Regulamento é o estabelecimento dos padrões de qualidade ambiental e de emissão de efluentes. os parâmetros fundamentais que o devem caracterizar para que este mantenha a sua capacidade de auto-depuração e não tenha impacto negativo significativo para a saúde pública e no equilíbrio ecológico são estabelecidos no Anexo I (cfr. através dos órgãos competentes para o efeito” Nos termos do artigo 12.3. No que tange a qualidade do ar. designadamente no ar. Entende-se por efluentes nos termos do presente Regulamento as águas residuais. Regulamento sobre Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes Aprovado pelo Decreto n.º 18/2004. 26 . Artigo 7). g) Informação sobre o ambiente da área de implementação da actividade.f) Uso actual da terra na área da actividade.

o depósito no solo e no subsolo.3. nos termos do artigo 4 compete ao MICOA: • Emitir e divulgar regras de cumprimento obrigatório sobre os procedimentos a observar no âmbito da gestão de resíduos perigosos. nos termos do artigo 11. consiste no estabelecimento de regras relativas a produção.4. serão aferidos em função da sua categoria (água para fins de consumo humano. tendo surgido da necessidade de definir os meios sobre o processo da gestão de resíduos no território nacional. 27 . Regulamento de Gestão de Resíduos O Regulamento de Gestão de Resíduos foi aprovado pelo Decreto n. águas para fins de piscicultura. assim como a prática de actividades poluidoras que aceleram a degradação do ambiente. quer este seja comum ou privado.Por sua vez. os parâmetros para definir a qualidade das águas de domínio público. • Realizar o licenciamento ambiental das instalações ou locais de armazenagem e/ou eliminação de resíduos perigosos. de 15 de Junho. O objecto deste diploma. Quanto às competências em matéria de controlo da qualidade ambiental cabe ao Ministério para Coordenação da Acção Ambiental fiscalizar o cumprimento das disposições constantes no presente regulamento. • Cadastrar entidades públicas ou privadas que manuseiam resíduos perigosos. nos termos do artigo 2. águas para fins recreativos e águas para fins de processamento de alimentos) tendo em consideração o objectivo último do seu uso.º 13/2006. No que diz respeito a competências em matéria de gestão de resíduos perigosos. água para fins agro-pecuários. com vista a prevenir ou minimizar os seus impactos negativos sobre a saúde e o ambiente. o lançamento para água ou para atmosfera. de quaisquer substâncias tóxicas e poluidoras. 3.

por outro. através dos instrumentos de ordenamento territorial. objectivos e direitos dos cidadãos consagrados na Constituição da República”. o mesmo artigo sustenta que o MICOA deve entre outros: • Emitir e divulgar regras de cumprimento obrigatório sobre os procedimentos a observar no âmbito da gestão de resíduos. a materialização. 28 .1. tratamento e depósito de resíduos sólidos.º 19/2007. a criação de um “quadro jurídico-legal do ordenamento do território. a LOT foi sem dúvida uma vitória por parte do ordenamento jurídico moçambicano. conforme veremos na sua definição abaixo. E. contínuo. Importa antes referir que depois do marco na aprovação da Lei de Terras.Quanto a gestão de resíduos não perigosos. em conformidade com os princípios. pois trata-se de um instrumento abrangente. que olha para o território como um todo (a componente terra. directivas e regras que visam garantir a organização do espaço nacional através de um processo dinâmico.4. Entende-se por ordenamento do território. por um lado. como “conjunto de princípios.4. recursos naturais. • Aprovar os processos para remoção. de 18 de Julho) tem por objecto. com vista à promoção do desenvolvimento sustentável”. o meio físico e os recursos naturais. Terras e ordenamento do território 3. o homem entre outros). a Política do Ordenamento Territorial”. Lei do Ordenamento do Território e respectivo Regulamento A Lei do Ordenamento do Território (Lei n. • Licenciar estabelecimentos que se dedicam á gestão de resíduos perigosos ou tóxicos. 3. incluindo os dos hospitais e os tóxicos. flexível e participativo na busca do equilíbrio entre o homem.

º 23/2008. “preservar o equilíbrio ecológico da qualidade e da fertilidade dos solos. Nos termos do artigo 37 do RLOT.Segundo o n. ° 2 do referido artigo. O Regulamento da Lei do Ordenamento do Território (RLOT) foi aprovado pelo Decreto n. administrativas. Em termos específicos. de 1 de Julho. das infra-estruturas. à promoção da qualidade de vida das pessoas. que estabelece as medidas e procedimentos regulamentares que assegurem a ocupação e utilização racional e sustentável dos recursos naturais. por outro. a defesa dos ecossistemas e dos habitats frágeis. e. dos recursos hídricos. se processe com a estrita observância da lei. das zonas ribeirinhas e da orla marítima. O ordenamento do território não se cinge simplesmente na protecção do ambiente. como é o caso da área de construção. para o nível autárquico constituem instrumentos de ordenamento do território os seguintes: 29 . por um lado. “o ordenamento do território visa assegurar a organização do espaço nacional e a utilização sustentável dos seus recursos naturais. à protecção e conservação do meio ambiente”. a valorização de diversos potenciais de cada região. Para o presente projecto importa chamar atenção para o ordenamento do território ao nível autárquico (neste caso a autarquia da Matola onde está implantado o projecto) e que se compadece em grande medida com ele. da pureza do ar. “optimizar a gestão dos recursos naturais para que o seu uso e aproveitamento bem como a defesa e a protecção do meio ambiente. 43 e 44 do RLOT. dos sistemas urbanos e a promoção da coesão nacional e segurança das populações. ° 1 do artigo 5. a nível autárquico. entre outros. das florestas. podendo ir mais longe. Assim nos termos do artigo 42. são estabelecidos programas. de acordo com as leis vigentes. segundo o n. pretende-se com o ordenamento do território. culturais e materiais favoráveis ao desenvolvimento social e económico do país. planos e projectos de desenvolvimento e regime de uso de solo urbano. compatibilizando as necessidades imediatas das pessoas e das comunidades locais com os objectivos de salvaguarda do ambiente”. observando as condições legais.

com especial atenção às zonas de ocupação espontânea como base sócio-espacial para elaboração do plano. caracterizando as fachadas dos edifícios e arranjos dos espaços livres. tendo em conta a ocupação actual. foi aprovada a Lei n. os equipamentos sociais. 3.3. sendo este um marco importante para a sociedade moçambicana e principalmente as comunidades locais. quer para novas áreas ou para áreas existentes. o uso e aproveitamento da terra é direito de todo povo moçambicano. definem as redes de transporte e comunicações. as características das redes de infra-estruturas e serviços. o traçado das vias de circulação. na medida em que legitima-as para que tenham poder bastante em caso de qualquer ameaça. as infra-estruturas e os equipamentos sociais existentes e a implantar e a sua integração na estrutura espacial regional. energia e saneamento. os parâmetros e as normas para sua utilização. Para a materialização deste direito constitucionalmente consagrado. dispondo sobre usos do solo e condições gerais de edificações.º 19/97 de 1 de Outubro mais conhecida como Lei de Terras. • Planos gerais e parciais de urbanização que estabelecem a estrutura e qualificam o solo urbano. tendo em consideração o equilíbrio entre os diversos usos e funções urbanas. Lei da Terra A Constituição da República de Moçambique sustenta que como meio universal de criação da riqueza e do bem-estar social.4. estabelecendo a concepção do espaço urbano.• Planos de estrutura urbana que estabelecem a organização especial da totalidade do território do município ou povoação. Esta lei que visa incentivar o uso e 30 . • Planos de pormenor que definem com pormenor a tipologia de ocupação de qualquer área específica do centro urbano.

no artigo 8. Estes planos de ordenamento das cidades. Esta Lei importa para o presente Estudo na medida em que prevê.º 60/2006. nas quais não é possível a atribuição de direitos de uso e aproveitamento da terra. tem a mesma classificação à luz do que acontece nos planos do ordenamento do território a nível autárquico.aproveitamento da terra de modo a que esse recurso seja valorizado e contribua para o desenvolvimento da economia nacional.4. 31 . mas tão-somente a emissão de licenças especiais para a prática de actividades determinadas. vilas e dos assentamentos humanos ou aglomerados populacionais. de 26 de Dezembro. seja. entende-se por solo urbano toda área compreendida dentro do perímetro dos municípios. tendo surgido da necessidade de regulamentar a Lei de Terras na parte respeitante ao regime de uso e aproveitamento da terra nas áreas de cidades e vilas. planos de estrutura urbana. plano geral e parcial de urbanização e planos de pormenor.4 Regulamento do Solo Urbano O Regulamento do Solo Urbano (RSU) foi aprovado pelo Decreto n. O artigo 4 por sua vez aborda acerca dos planos de ordenamento. Nos termos do artigo 1 do presente Regulamento. enquanto áreas de domínio público. 3. vilas e das povoações legalmente instituídas. zonas de protecção parcial. estabelecidos com base nos princípios e nas directivas do ordenamento do território. sendo estes documentos estratégicos informativos e ou normativos que têm como objectivo essencial a produção de espaços ou parcelas territoriais socialmente úteis.

e é responsável pela publicação da política nos domínios das obras públicas. Ministério das Obras Públicas e Habitação O Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH). edifícios públicos e outras.1. para concretização dos objectivos definidos no artigo anterior são funções do Ministério das Obras Públicas e Habitação. e) Promover o melhor aproveitamento dos recursos hídricos nacionais. nomeadamente vias de comunicação. d) Promover o desenvolvimento da indústria da construção. O artigo 2 plasma os objectivos deste Ministério dentre os quais temos: a) Construir e reabilitar obras públicas. garantindo a eficácia dos investimentos e assegurando a sua qualidade. obras hidráulicas. cujos objectivos. Nos termos do artigo 1 deste diploma. c) Promover a construção de infra-estruturas no âmbito do desenvolvimento urbano. as seguintes: 1. No domínio das Obras Públicas: a) Definir e dirigir a construção das obras públicas utilizando criteriosamente os recursos existentes.º 8/95. 32 . funções e competências foram aprovados através do Decreto Presidencial n. desenvolvendo iniciativas para reduzir os custos da construção e melhorar a qualidade das obras. é chamado à colação devido ao seu papel no domínio da construção. de acordo com os princípios. indústria da construção e recursos hídricos. urbanismo. b) Fomentar a construção de habitação. de 23 de Dezembro. habitação. Nos termos do artigo 3. o Ministério das Obras Públicas e Habitação é o Órgão Central do Aparelho do estado.CAPÍTULO IV: Instituições competentes em matéria de ambiente e de construção civil 4. objectivos e tarefas definidas pelo Governo.

f) Promover tecnologias que racionalizem e desenvolvem o uso intensivo da mão-deobra na execução das obras públicas. 3.b) Definir o regime de concepção. 33 . estabelecendo e operando para tal um sistema de informação adequado. b) Promover a inventariação e o balanço dos recursos e das necessidades de água a nível da bacia hidrográfica e nacional. g) Fomentar junto dos Ministérios e outras entidades a execução dos programas de urbanização e construção de habitação. e) Promover e assegurar a ampliação. e) Promover e apoiar programas de construção de habitação social. b) Assegurar a administração do Parque Imobiliário do Estado. melhoramento dos sistemas de abastecimento de água e saneamento e das obras hidráulicas no geral. d) Promover a criação e desenvolvimento de instituições vocacionadas para o financiamento da construção de habitação. f) Assegurar a execução das políticas estabelecidas para a ocupação do solo urbano. 2. manutenção e sinalização da rede de estradas classificadas. No domínio da Indústria de Construção: a) Fomentar o crescimento da indústria de construção promovendo a utilização de recursos locais e tecnologias apropriadas. No domínio da Habitação e do Urbanismo: a) Zelar pela aplicação da política de habitação. projectos e obras em áreas específicas. d) Propor a aprovação e aplicar as políticas de expansão. c) Participar na regulamentação da actividade Imobiliária. execução e supervisão de obras públicas e delegar competências a outras entidades para execução de estudos. c) Definir a tipologia das edificações do Estado e promover a execução de projectostipo.

Aprovar programas. Regulamentar a utilização da rede rodoviária e actualizar o cadastro e a classificação das estradas.º 78/2001. Estabelecer regulamentos e tecnologias a serem observados nos domínios da construção e manutenção de estradas. planos e projectos de construção de habitação promovidos pelo Estado. Regulamentar o uso dos recursos hídricos. 34 . aprovar os planos de urbanização e definir áreas de reserve para empreendimento público e de interesse social. Regulamentar a produção dos materiais de construção sob sua égide. de 23 de Maio. 5. 9. construção de obras hidráulicas e uso de materiais de construção. Inspeccionar obras públicas e particulares para verificar a sua conformidade com os regulamentos em vigor. 4. 8. de 23 de Dezembro. 2. Regulamentar o planeamento urbano. aprovado pelo Diploma Ministerial n. Aplicar e aprovar projectos de obras públicas e fiscalizá-las. foi aprovado o Estatuto Orgânico do Ministério das Obras Públicas e Habitação. 7. Através do Diploma Ministerial n. para o exercício das suas funções compete ao Ministério das Obras Públicas e Habitação. Regulamentar o regime da contratação de obras e procedimentos de fiscalização a serem seguidos. 10. 6. 3.º 217. construção civil.Nos termos do artigo 4. nomeadamente: 1. Importa ainda que se atenda ao Regulamento Interno da Direcção Nacional de Águas. Regulamentar a actividade dos empreiteiros de construção civil e de obras públicas.

Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental O Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) foi criado pelo Decreto Presidencial n. de modo a incluírem e observarem princípios ambientais nas suas actividades. assessora.º 2/94. Capacitar os diversos sectores. Nos termos do artigo 2 o MICOA tem dentre vários os seguintes objectivos: • • • Preparar políticas de desenvolvimento sustentável e a correspondente legislação. de 10 de Novembro.4. Manter a qualidade do ambiente e proceder à sua monitoria. através dos diferentes sectores e organismos. incluindo critérios e directrizes para avaliação do impacto ambiental das actividades de desenvolvimento. Quanto as funções do MICOA nos termos do artigo 3.2. de 21 de Dezembro. coordena. a promoção de incentivos na gestão ambiental e utilização dos recursos naturais.º 6/95. projectos e programas de trabalho. Sendo o MICOA órgão central do Aparelho do Estado. 35 . surge como forma de promover uma maior coordenação de todos os sectores de actividades e incentivar uma correcta planificação e utilização dos recursos naturais de país de forma duradoira e responsável. temos dentre várias as seguintes: No domínio da Coordenação: • Garantir. controla e incentiva uma correcta planificação e utilização dos recursos naturais do país. • Assegurar a preparação de planos físicos para o enquadramento do uso sustentável dos recursos naturais ao nível municipal e provincial. • Definir um quadro legal adequado a gestão ambiental. ela dirige a execução da política do ambiente. e coordenar a sua implementação pelos diferentes sectores. Os objectivos e funções do MICOA foram posteriormente definidos pelo Decreto Presidencial n.

Exercer controlo e fiscalização sobre as actividades económicas e sociais no que se refere á suas implicações ambientais. No domínio da avaliação: • • Proceder à avaliação ao impacto ambiental das actividades do sector. entre outros organismos. manteve a estrutura do MICOA em quatro direcções nacionais: • Direcção Nacional de Gestão Ambiental. • Direcção Nacional de Avaliação do Impacto Ambiental. Realizar auditorias e inspecções ambientais junto dos diferentes sectores. No domínio do controlo: • • Estabelecer mecanismos de controlo e aplicação dos dispositivos legais vigentes. 36 . aprovado pelo Diploma Ministerial n. Passamos a referir especialmente o papel das primeiras três direcções nacionais. que. de 5 de Agosto. de 16 de Dezembro. • Direcção Nacional de Planeamento e Ordenamento Territorial. ° 265/2009.No domínio da assessoria: • • Propor políticas e estratégias de desenvolvimento a seguir em matéria ambiental.º 16/2009. Um novo Estatuto Orgânico foi aprovado pela Resolução n. Emitir pareceres técnicos sobre projectos económicos e sociais com repercussões ambientais. • Direcção Nacional de Promoção Ambiental. Esta organização encontra-se igualmente prevista no Regulamento Interno do MICOA.

Promover e monitorizar a execução de instrumentos de gestão territorial a nível nacional.2. provincial.2.2. gestão sustentável das áreas sensíveis ou protegidas e a reabilitação de áreas degradadas. ° 1 do artigo 7 do Regulamento Interno do MICOA.1 Direcção Nacional de Gestão Ambiental O destaque para a Direcção Nacional de Gestão Ambiental. cujas funções se encontram previstas no artigo 12 do Regulamento Interno. visando em particular a conservação da biodiversidade. tem como funções. entre outras.2. à luz do n. distrital e das autarquias locais. as seguintes funções gerais: • • • Promover políticas. Estabelecer normas. 4. as seguintes: • • • • Propor políticas e legislação pertinentes ao ordenamento territorial. que. Promover programas globais e integrados de avaliação da qualidade do ar. água. possui. regulamentos e directrizes para as acções de ordenamento territorial. entre outras.4.2. planos e normas para o uso correcto dos componentes ambientais e de controlo da qualidade do ambiente. Promover acções de conservação ambiental. Participar nas acções de reassentamento das populações derivadas da implantação de projectos de desenvolvimento e da ocorrência de calamidades naturais. solos e outros componentes ambientais. Direcção Nacional de Planeamento e Ordenamento Territorial Esta Direcção Nacional. 37 .

instrumento não previsto na legislação do ordenamento territorial. 4.2. b) Programas de incentivos a actividades protectoras ou reconstituintes das condições ambientais. aprovar entre outros: a) Plano ambiental e zoneamento ecológico do município. de 18 de Fevereiro aprova o quadro jurídico-legal para a implementação das autarquias locais. o artigo 46 deste diploma sustenta que compete a Assembleia Municipal.º 2/97. 38 . mas também em relação à condução da chamada avaliação ambiental estratégica.3. mas que desempenha papel importante em matéria do ambiente. e que revelam o papel central deste organismo na direcção do processo de avaliação do impacto ambiental de actividades potencialmente degradadoras do ambiente. sem prejuízo dos interesses nacionais e da participação do Estado. Direcção Nacional de Avaliação do Impacto Ambiental Esta Direcção.4. saneamento básico e qualidade de vida como uma das partes integrante de atribuições das autarquias. No âmbito das suas atribuições de protecção ao meio ambiente. c) Programas de uso de energia alternativa.2. mediante a proposta do Conselho Municipal. na parte referente ao ambiente a alínea b) do artigo 2 designa o meio ambiente. cujas funções se encontram previstas no artigo 17 do Regulamento Interno.3. Entendendo-se neste caso por autarquias locais as pessoas colectivas públicas dotadas de órgãos representativos próprios que visam a prossecução dos interesses das populações respectivas. Conselho Municipal A Lei n. De entre as atribuições das autarquias locais respeitantes aos interesses próprios. comuns e específicos das populações respectivas.

• Conceder licenças para estabelecimento insalubres. construções ou edificações efectuadas por particulares. nos termos da lei. de acordo com a regulamentação autárquica específica. para a área de construção e ambiente temos as seguintes: • Conceder licenças para construção. Por sua vez. tratamento e depósito de resíduos sólidos. • Ordenar. ou beneficiação de construções que ameacem ruína ou constituam perigo para saúde e segurança das pessoas. em matéria de construção compete ao presidente do Conselho Municipal nos termos do artigo 62 o seguinte: • Conceder licenças para habitação ou para outra utilização de prédios construídos de novo ou que tenham sofrido grandes modificações. • Estabelecer manutenção de edifícios e a toponímia. • Embargar e ordenar a demolição de quaisquer obras. no artigo 56 está plasmado um leque de competências que cabem ao Concelho Municipal. por comissões apropriadas. após vistoria. a demolição total ou parcial. nos termos da lei. das condições da habitabilidade e de conformidade com o projecto aprovado. bem como aprovar os respectivos projectos. 39 . perigosos ou tóxicos. reedificação ou conservação.d) Processos para remoção. Por último. incómodos. incluindo os dos hospitais e os tóxicos. sem observância da lei. procedendo á verificação.

entre a preponente do projecto com MICOA. devendo esta ser privilegiada atendendo o leque de competências e funções destas instituições. estratégias. um quadro institucional competente para as duas áreas assim como legislação complementar assinalável (Lei e Regulamentos da Água. principalmente no que tange à implementação de projectos semelhantes ao “Cidadela da Matola” CAPÍTULO VI: RECOMENDAÇÕES Em termos de recomendações. este diploma no domínio da arquitectura moderna não se compadece em alguns pontos o que leva a crer que o mesmo necessita de uma revisão. acima de tudo é necessário que haja articulação inter-sectorial. particularmente a LOT e a Lei do ambiente. Energia. em algum momento mostra-se desajustado. • Domínio do quadro institucional pelo preponente do projecto sem dúvidas que constitui uma mais valia. indicam-se as seguintes: • Durante todo o processo da implementação do projecto “cidadela da Matola” que se tenha em atenção os instrumentos necessário para a adequada sustentabilidade e o tão almejado desenvolvimento que se pretende no país. 40 . muito sumariamente. planos. ou seja. Contudo não basta a riqueza do quadro legal. MOPH e Município. isto é. O quadro legal usado para o presente trabalho é de certa maneira rico. que foram sem dúvidas passos jurídicos importantes para o país com conteúdos pertinentes e necessários para a boa implementação do projecto em causa uma vez que o mesmo está largamente orientado a um desenvolvimento sustentável. Quanto ao quadro legal específico para área de construção. Ordenamento do Território) entre outros. Moçambique é um país afortunado em instrumentos de protecção ambiental assim como da construção civil. encontrando-se distribuídos desde políticas.CAPÍTULO V: CONCLUSÕES Conforme pudemos constatar ao longo do Trabalho. alguns instrumentos não acompanharam a evolução da sociedade como é o caso do Decreto n°47 723 em vigor desde 1967. regulamentos.

41 . há necessidade de um tratamento mais completo e cuidadoso.• Atendendo a vastidão e complexidade do quadro legal.

A & Impacto Lda.Cidadela da Matola Anexos ANEXO 4 – ÍNDICE DE OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA DA CIDADELA DA MATOLA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S. .

924 Ha ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO ROAD PORTION 0. 00 00 50. LOTE 7 SITE 7 PHASE 1B 1B FASE 50 EXISTING RADIO STATION ESTAÇÃO DE RÁDIO EXISTENTE 2. 50. 00 50 48.50 00 45.166 Ha COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 1. 00 41. 50 42. 00 40. SITE 19 GOVERNMENT OFFICES ESCRITÓRIOS GOVERNAMENTAIS 0.404 Ha ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA 0. 50 49. 50 44. 00 0. D A N A M A H A C H A TO SWAZILAND SENTIDO SUAZILÂNDIA TO SOUTH AFRICA SENTIDO ÁFRICA DO SUL CIDADELA DA MATOLA .ÍNDICES DE OCUPAÇÃO DO SOLO EXISTING ROAD ESTRADA EXISTENTE 00 PROPOSED NEW INTERSECTION HERE NOVO CRUZAMENTO PROPOSTO AQUI LOTE 3 SITE 3 PHASE 3B 3B FASE LOTE 22 SITE 22 ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 00 50 N 0 N 0 R T H R T E 30m . 50 EXISTING DUAL CARRIAGEWAY VIA DUPLA EXISTENTE GOVERNMENT OFFICES ESCRITÓRIOS GOVERNAMENTAIS 1. 42. 50 ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA ASSUMED CONTINUATION OF 30m WIDE SERVITUDE SUPOSTA CONTINUAÇÃO DE SERVIDÃO 30m 50 50. 52. FILLING STATION ESTAÇÃO DE SERVIÇO 0.325Ha 50 SAMORA MACHEL MEMORIAL MONUMENTO SAMORA MACHEL 30m WIDE SERVITUDE SERVIDÃO 30M EXTENÇÃO TO MAPUTO SENTIDO MAPUTO PROPOSED NEW LEFT IN / LEFT OUT HERE NOVA ENTRADA PELA ESQUERDA PROPOSTA / SAÍDA PELA ESQUERDA AQUI 00 46.098Ha 41.327 Ha 0.428Ha PORÇÃO DE ESTRADA HOTEL & CONFERENCE CENTRE HOTEL & CENTRO DE CONFERÊNCIAS 2.534 Ha PHASE 2E 2E FASE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 0. 48. 50.534 Ha LOTE 13 SITE 13 PHASE 2D 2D FASE ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA 41.482Ha ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO LOTE 10 SITE 10 PHASE 2A 2A FASE ROAD PORTION 0. 00 46. 45. 51. LANDSCAPED AREA 39.987 Ha LOTE 1 SITE 1 COMMERCIAL (SHOPPING CENTRE PHASE 2) COMERCIAL (CENTRO COMERCIAL 2ª FASE) 2.401 Ha LOTE 8 SITE 8 PHASE 1C 1C FASE PHASE 3E 3E FASE SPORTS CENTRE CENTRO DESPORTIVO 1. 44. 52. 30m 50 ROAD PORTION IN SERVITUDE 0. 00 00 52. 50 50 47.305 Ha PROPOSED NEW INTERSECTION HERE NOVO CRUZAMENTO PROPOSTO AQUI COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 0. 00 46. 50 50 47. ESTRADA 45.922 Ha.365 Ha GOVERNMENT OFFICES ESCRITÓRIOS GOVERNAMENTAIS 3. 43. SITE 21 PHASE 3G 3G FASE LOTE 19 PHASE 4B 4B FASE LOTE 2 SITE 2 PHASE 3A 3A FASE LOTE 23 SITE 23 PHASE 3F 3F FASE 5m WIDE LANDSCAPED ZONE 5m WIDE LANDSCAPED ZONE ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA 0. 00 44. NEW PARKING AREA INCLUDED HERE NOT SITE AREA LATIONS US CALCU O IN PREVIO 2. 45. 50 42.126Ha A V.748 Ha LOTE 9 SITE 9 PHASE 1D 1D FASE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 0. 50 51. 00 00 00 49. A B E L B A P T I S T E ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO PHASE 4A 4A FASE 51.117 Ha 5m WIDE LANDSCAPED ZONE LOTE 12 SITE 12 PHASE 2C 2C FASE TAXI RANK PRAÇA DE TAXIS ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO FUTURE PARKING AREA FUTURO ESTACIONAMENTO LOTE 16 SITE 16 PHASE 2G 2G FASE LOTE 15 SITE 15 PHASE 2F 2F FASE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS LOTE 14 SITE 14 0.179 Ha A V.841Ha LOTE 11 SITE 11 PHASE 2B 2B FASE PHASE 1A 1A FASE LOTE 17 SITE 17 PHASE 5 5 FASE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 1.394 Ha LOTE 18 SITE 18 5m WIDE LANDSCAPED ZONE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 1. 00 42.374 Ha LOTE 6 SITE 6 PHASE 6 6 FASE LOTE 4 SITE 4 PHASE 3C 3C FASE LOTE 5 SITE 5 PHASE 3D 3D FASE RESIDENTIAL RESIDENCIAL 4. 50 43. COMMERCIAL (SHOPPING CENTRE) COMERCIAL (CENTRO COMERCIAL) 12. 49. 00 49. 47.568Ha LANDSCAPED AREA ÁREA JARDINADA ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA 0. 00 50 43. 50 50 43.139 Ha VALUE RETAIL RETALHO VALORIZADO 0. 00 00 51. 50 44.588 Ha 0.075Ha PORÇÃO DE ESTRADA NO SERVIDÃO 50 47. VELHA 48.775 Ha LOTE 21 VALUE RETAIL RETALHO VALORIZADO 0.396 Ha 0. 00 E SERVITUD 30m WIDE EXTENÇÃO M 30 ÃO D SERVI 40.600Ha PORÇÃO DE ESTRADA 5m WIDE LANDSCAPED ZONE 1.767 Ha LOTE 20 SITE 20 PHASE 4C 4C FASE HOSPITAL 3. 50 46.043Ha TÁ INCLUID excl.481 Ha ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA MOTOR RETAIL RETALHO AUTOMÓVEL 1.servitude TE NÃO ES ACTUAL LO IOS LOS PRÉV EM CÁLCU 50 48.904Ha 5m WIDE LANDSCAPED ZONE LANDSCAPED AREA ÁREA JARDINADA 53.

Cidadela da Matola Anexos ANEXO 5 – PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA CIDADELA DA MATOLA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S. .A & Impacto Lda.

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Cidadela da Matola Anexos ANEXO 6 – RELATÓRIO DO ESTUDO DO TRÁFEGO AUTOMÓVEL E PEDONAL NA ÁREA DA CIDADELA DA MATOLA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S.A & Impacto Lda. .

..4 Figura 2: Vista parcial Av...........................................8 Figura 7: Estrada adjacente a EN2.....................................11 Figura 12: Paragem oposta a Cidadela.........................5 Figura 4: Avenida da Namaacha.................11 Figura 13: Paragem do “João Mateus”............................5 Figura 3: Avenida da Rádio............................. Do Zimbabwe...........................................................10 Figura 11: Paragem junto a Cidadela.......9 Figura 9: Serviços av............ Rádio............................................................................................................................................................................................................................................................. Namaacha.....................12 1 ...............................................................................................Lista de Figuras Figura 1: Área envolvente do projecto Cidadela da Matola..............5 Figura 5: EN2 Trecho Km 11 a Km.................5 Figura 6: Intercessões das vias relativas ao projecto......................................................................................................11 Figura 15: Paragem vazia na av.................................................................. do Zimbabwe...........................................11 Figura 14: Paragem do “Mabodjodjo”...............................................9 Figura 8: Rua Eusébio da Silva Ferreira............10 Figura 10: Vista av.....12 Figura 16: Paragem movimentada av........................................................................................................................................... Rádio.........................................................................................................................................................................................................................................................................................

.....1.........................................................1........2................24 2 ..................................................13 4...........22 5.............................................................................. 7......... Adopção de sinalização adequada ................................................................................................................................................Impactos no tráfego pedonal............................................................3........................9 4..............1..........18 4.............7................................... Implantação de pontes aéreas............... Gestão de tráfego como actividade continua ........1.............2....19 5..1........1................................. CONCLUSÃO ...............................Tráfego pedestre................................................... 2..22 5........2..22 5...Fase de construção ..............................................3 DESCRIÇÃO DE ENVOLVENTES DE PROJECTO ...........................4........17 4.........................................2....................................... MEDIDAS DE MITIGAÇÃO ........4 3...........Tráfego automóvel ..4 2..................................13 4....... CONDIÇÕES ACTUAIS DE TRÁFEGO...................2...............................................Requalificação das paragens ...................................5......................................6 3................................................................................................................................................................................Impactos no tráfego pedonal.............................................................................................1............. PREVISÃO DE IMPACTOS DE TRÁFEGO......................................................................................................................................... Requalificação do cruzamento entre a avenida da Rádio e a EN2 trecho Km 11 a Km 12....................................Vias adjacentes...........................................................................................................23 5........................21 5..........6.2..21 5.13 4.................Localização........................2.................16 4...........................................................6 3...................... Orientação do tráfego adestrito ao projecto e gestão de frotas ...................................Colocação de separador central ao longo da EN2 trecho Km 11 a Km 12...Impactos do tráfego automóvel......21 5...............................................Impactos no tráfego automóvel.ÍNDICE 1..............................Fase de operação ..........................................................23 6......................................4 2..........................................................2.... INTRODUÇÃO ..........................................1..........................24 BIBLIOGRAFIA .

INTRODUÇÃO O crescimento do fluxo de tráfego nas áreas urbanas das cidades Moçambicanas. pois delas depende o nível de acessibilidade de qualquer município. é o de proceder a uma avaliação mais detalhada dos impactos que questões presentes e futuras ligadas ao tráfego terão sobre o projecto da Cidadela da Matola e a identificação de medidas de mitigação para serem incluídas nas fases do desenho detalhado. Província de Maputo. localizada no Bairro Matola A. 3 . A Avaliação de tráfego deverá ser levada a cabo de acordo com a Legislação e Regulamentos do Southern African Transportation and Communications Comission. A análise das questões relacionadas com a rede viária e de transportes são fundamentais para o planeamento e ordenamento territorial. remete-nos à uma situação de análise e procura de estratégias para a resolução deste objecto. região ou país e. O principal objectivo desta estudo de tráfego. o respectivo desenvolvimento socioeconómico e cultural. por consequência. onde uma cobertura viária mais abrangente é uma prioridade. O objecto do presente estudo de tráfego é o perímetro viário de influência do projecto de construção da Cidadela da Matola. Cidade da Matola.1. construção e operação.

2. Figura 1: Área envolvente do projecto Cidadela da Matola 2. e por fim pela EN2 no trecho km 11 a km 12. avenida da Rádio a sul. respectivamente. ao longo da secção da EN2 (Figura 1).1. A fase de construção das infraestruturas está concebida para ocorrer em 6 fases. a cerca de 12 km a sul da cidade de Maputo. no Bairro Matola A. Cidade da Matola.Localização O projecto Cidadela da Matola situa-se no Sul de Moçambique. DESCRIÇÃO DE ENVOLVENTES DE PROJECTO 2. 4 .2. na província de Maputo. subdivididas por suas vez em subfases que são diversas entre si respectivamente.Vias adjacentes O projecto Cidadela da Matola é limitado na sua área pela avenida do Zimbabwe ex Abel Baptista a norte. avenida da Namaacha ex estrada velha da Matola a este.

A avenida da Rádio apresenta faixas de rodagem de 3. A EN2 no trecho km 11 a km 12.A avenida do Zimbabwe é essencialmente uma via de 2 2 faixas de rodagem com passeios central e laterais (figura 2). e bermas de 0.5 m cada. são revestidas em material betuminoso de uma forma geral.0 m e bermas de 0. a avenida do Zimbabwe e a avenida da Namaacha faixas de rodagem de 3. Figura 2: Vista parcial Av. é uma via de de 2 1 faixas de rodagem com passeio lateral (figura 5). tendo em termos geométricos a EN2 no trecho km 11 a km 12.5 m. A avenida da Rádio é uma via de 2 1 faixas de rodagem com passeios laterais (figura 3). Todas as vias acima citadas.5 m. do Zimbabwe Figura 3: Avenida da Rádio Figura 4: Avenida da Namaacha Figura 5: EN2 Trecho Km 11 a Km 12 5 . A avenida da Namaacha é uma via de 2 1 faixas de rodagem igualmente com passeios laterais (figura 4).

velocidade e densidade de tráfego respectivamente. existe um grande fluxo de camiões de carga. Velocidade A velocidade de fluxo de tráfego. nos períodos compreendidos entre as 7 e as 9 horas por um lado.3. as avenidas da Rádio. da Namaacha bem como a EN2 trecho Km 11 a Km 12. nas áreas adjacentes ao projecto cidadela da Matola. nomeadamente o volume. Em termos de tráfego. este é constituído na essência por transportes públicos colectivos.1. e em função da natureza da solicitação sobre a via. bem como automóveis ligeiros de serviço particular. e ocorre uma notória redução do fluxo de veículos ligeiros particulares. sendo o períodos intermitentes entre as horas de pico.Tráfego automóvel A aferição do comportamento e das condições actuais de tráfego. neste caso entre as 9 horas e as 12 horas por um lado. geralmente com os picos ao longo da manhã. consistiu em fazer um levantamento das variáveis de fluxo de tráfego. Por um lado. No período compreendido entre as 12 e 13 horas. sofre um comportamento heterogéneo ao longo do dia. as que maior velocidade de fluxo de tráfego se regista. ou seja. a solicitação é maioritariamente feita por veículos de transportes de passageiros. CONDIÇÕES ACTUAIS DE TRÁFEGO 3. semi-colectivos e transportes privados Volume Os volumes de tráfego variam consideravelmente ao longo do dia. devido a existência de grande número de viagens no trajecto casa/trabalho. e entre as 14 e as 16 horas por outro lado. nos períodos compreendidos entre as 17 e as 19 horas respectivamente. e da noite. nas de menor volume de tráfego. apresentam uma velocidade de circulação maior nas horas consideradas “mortas”. Nos períodos de pico de tráfego. 6 .

quer nas horas de pico. A densidade de tráfego é essencialmente elevada ao longo de todo o dia. e ao surgimento de congestionamentos.Por outro lado. os seus níveis de tráfego são bastante inferiores as demais contíguas ao projecto Cidadela da Matola. questões de densidade de tráfego são de uma forma geral importantes. Em relação a avenida do Zimbabwe. O cruzamento entre a EN2 e a avenida do Zimbabwe. mas é nos nós viários que o seu papel mais se faz sentir. a volumes maiores. Ao longo dos trechos de estrada que são adjacentes ao projecto cidadela da Matola. Densidade A densidade é um elemento de tráfego intimamente ligado ao volume. apresenta uma densidade que se pode ter por moderada a baixa ao longo do dia. caracteriza-se por uma densidade de pico nas horas de ponta. e por conseguinte as velocidades de fluxo não se alteram muito significativamente. ocorre uma solicitação que não se altera muito ao longo do dia. O cruzamento entre as avenidas do Zimbabwe e da Namaacha. e as velocidades de fluxo de trânsito são elevadas. em termos comparativos. 7 . em termos de tráfego. por esta avenida não oferecer neste momento ao longo da sua extensão serviços ou habitação. no cruzamento da avenida da Rádio com a EN2. essencialmente devido ao aumento do volume de veículos em circulação. bem como 17 e as 19 horas. bem como nas horas “mortas” existe uma densidade de tráfego elevada (figura 6). Em geral. e como tal o seu volume de tráfego é bastante reduzido de uma forma geral. registam uma queda nas velocidades de tráfego. mormente entre as 7 e as 9 horas. acompanhando as variações. vulgarmente tido por “João Mateus”. as horas de pico. correspondem densidades igualmente maiores. Em termos concretos. devido a ser essencialmente cruzamento interior. causada por questões ligadas ao traçado geométrico desta intercessão que propicia o estrangulamento do fluxo de trânsito e igualmente por não ter sinalização vertical luminosa. Neste nó viário. onde o fluxo de tráfego já chega com alguma dissolução.

a escassos metros do nó viário em questão. O cruzamento entre as avenidas da Rádio e Namaacha ainda que tenha uma sinalização vertical e horizontal em estado razoável. se compararmos com os nós de acesso ao interior da Matola. devido a implantação de uma nova zona comercial no Parque Municipal da Matola. Figura 6: Intercessões das vias relativas ao projecto 8 . relativos as vias adjacentes a área de projecto cruzamento entre a EN2 e a avenida do Zimbabwe é o que melhor de encontra sinalizado. um aumento progressivo de densidade está a ocorrer. contando com semáforos funcionais. representa de forma gráfica as condições actuais nos principais. A figura 6 a seguir mostrada. e demais sinalização vertical e horizontal em boas condições. apresenta sinalização luminosa que não está operacional de momento.É importante ressalvar que ainda que os níveis de densidade não sejam muito elevados no cruzamento entre as avenidas da Namaacha e da Rádio.

existe um pico nas manhãs e nos finais de tarde. ao longo de todo o dia. é a que regista um tráfego quase perene de pessoas pelas razões acima citadas.Tráfego pedestre A avaliação das condições em que ocorre o tráfego pedonal. de uma forma muito marcada. A EN2 trecho Km 11 a Km 12. mas por outro lado o uso dado pelos peões as paragens adjacentes a área de projecto. de uma forma geral.2. Alberto Nkutumula entre outras na zona nobre da cidade da Matola. e por tal razão regista um elevado fluxo de pessoas por um lado de e para as suas residências. consiste em procurar padrões de circulação dos transeuntes por um lado nas vias inerentes ao projecto. é onde temos um fluxo maior de pedestres. 9 . mas por outro a procura dos diversos serviços disponíveis. Eusébio da Silva Ferreira (figura 8). De entre as avenidas ligadas ao projecto Cidadela da Matola. A avenida da Rádio é por excelência caracterizada pela existência de serviços e habitação ao longo da sua extensão. mas muito particularmente em períodos de expediente. Ao longo da avenida da Rádio.3. A circulação ao longo desta via. é feita em via contígua e paralela sob tutela do Concelho Municipal da Matola e ao longo da berma direita no sentido sul (figura 7). mas também por ser via com ligação para avenidas como Mário Esteves Coluna. ainda que este pico não represente um aumento substancial em termos de volume de circulação de pessoas. apresenta em geral um tráfego pedestre baixo a moderado. Circulação nas vias A circulação de peões nas vias segue um padrão heterogéneo em função da via. Em termos de disposição horária.

Por se tratar de uma avenida sem serviços nem habitação. a via que regista tráfego pedonal de forma mais incipiente. dentro do perímetro do projecto Cidadela da Matola. Figura 9: Serviços Av. e nem em horas de ponta a situação muda. A avenida do Zimbabwe constitui. Namaacha Figura 10: Vista Av. (figura 10). Do Zimbabwe 10 . não servindo igualmente como rota formal de transportes públicos. O tráfego é essencialmente feito para o interior do bairro da Matola. por se tratar de uma zona com alguns serviços como supermercados e restaurantes (figura 9). através das vias que tem ligação com esta avenida. o tráfego de pedestre de pessoas não se faz sentir ao longo do dia.Figura 7: Estrada adjacente a EN2 Figura 8: Rua Eusébio da Silva Ferreira O tráfego pedestre ao longo da avenida da Namaacha é bastante reduzido. sendo excepção alguma concentração humana na região do cruzamento com a avenida da Rádio.

os semi-colectivos são os que mais solicitam as paragens. onde a má travessia ou seja. Em termos de natureza de transporte.Em torno da circulação pedestre ao longo das vias adjacentes ao projecto. Paragens A EN2 trecho Km 11 a Km 12 constitui a zona onde a questão das paragens é mais pungente. a avenida do Zimbabwe não está livre deste fenómeno. Ainda que registe um menor volume de tráfego pedonal. importa salientar uma questão que é relevante para todas as supracitadas avenidas. importa mencionar o surgimento de actividade comercial sazonal ao longo das vias. A colocação dos peões junto das paragens é em geral desordenada e sem respeitar a qualquer ordem de chegada ou destino. Figura 11: Paragem junto a Cidadela Figura 12: Paragem oposta a Cidadela 11 . travessia fora das áreas identificadas para o efeito periga a vida do transeuntes. As paragens sofrem maior pressão nas horas de ponta. onde se faz a concentração dos utentes dos transportes públicos colectivos e semi-colectivos. Este trecho apresenta 4 paragens (figuras 11 a 14). que entretanto não é em grau comparável ao ligado as paragens. Em termos de circulação nas vias. que é a má travessia de peões. Este fenómeno e por motivos ligados a maior volume e densidade de peões. da Namaacha e EN2 trecho Km 11 a Km 12. portanto nos inícios das manhãs e finais de tarde. é mais evidente nas avenidas da Rádio.

Figura 13: Paragem do “João Mateus” Figura 14: Paragem do “Mabodjodjo” A avenida da Rádio é em geral dotada de uma paragem no intervalo entre duas ruas consecutivas (figuras 15 e 16). é pouco visível a desorganização das pessoas. A solicitação das paragens nesta avenida é mais incidente nas horas de pico. Rádio 12 . Estas paragens são usadas basicamente por utentes dos serviços que se localizam na mesma avenida. Portanto. o tráfego de transportes público que se faz a estas avenidas faz as suas paragens em pontos diversos aos do projecto Cidadela da Matola. mas também por moradores das ruas interiores que vão dar a avenida da Rádio. Em torno das avenidas do Zimbabwe e da Namaacha. e portanto com menor densidade de pessoas. não apresentam nenhuma paragem formal ou informal que seja visível. pelo menos na área de projecto. Por se tratarem de paragens interiores. Figura 15: Paragem vazia na Av. por não constituírem rota formal dos transportes públicos. sendo menos solicitadas nos períodos mortos. Rádio Figura 16: Paragem movimentada Av.

para o interior da área de projecto. 13 . Em termos de tráfego. Por se tratar de fases ligadas a construção do empreendimento.1. a fase de construção vai criar condicionamentos de trânsito em dois sentidos. a expectativa e de que a natureza de veículos a circular na região do projecto seja na sua grande maioria constituído por camiões e veículos pesados. a primeira fase. A distribuição espacial das fases. através da alteração dos actuais padrões de volume.4. PREVISÃO DE IMPACTOS DE TRÁFEGO 4. implicará um aumento geral dos níveis de tráfego nos acessos bem como zonas envolventes do projecto. implicará um elevado incremento de volume de tráfego ao longo da avenida do Zimbabwe. o tráfego presente e futuro poderá impor restrições atinentes a concretização das diferentes fases do projecto. serão erguidas em 6 fases distintas entre si. que por sua vez serão divididas em sub-fases. é feita por forma a que ocorra uma ocupação gradual ampla do espaço. que comporta a construção do centro comercial bem como dos edifícios governamentais.Fase de construção A construção das infraestruturas atinentes ao projecto Cidadela da Matola.Impactos no tráfego automóvel A fase de construção. 4.1. por outro lado. densidade e velocidade. e por constituir caminho directo para o edifício do Supermercado que será a primeira infra-estrutura a ser erguida.1. por se tratar do acesso já existente. Assim sendo. Por um lado a construção do projecto vai condicionar o tráfego e regiões adjacentes. de acordo com conveniências estruturais e de projecto. Volume As diferentes fases do projecto fazem prever um crescimento a nível de volume de fluxo de tráfego.

Densidade A questão da densidade está intimamente ligada as variações de volume e aos nós viários.As fases seguintes. O cruzamento entre a EN2 e a avenida da Rádio é o que mais se destaca. Durante as fases de construção a perspectiva e de que haja um fluxo maior nos nós. o volume de tráfego registado no presente. poderá haver embaraço de trânsito nos 4 acessos previstos para a área de projecto. a segunda e terceiras portanto. residenciais bem como estação de serviços em áreas contíguas aos acessos da avenida da Rádio. Com os presentes níveis de volume. que não se quer fazer a EN2. colocará desafios ao projecto em termos de gestão de entradas e saídas de veículos na zona de projecto. mas também na avenida da Namaacha. segunda fase do supermercado. É de prever que durante a fase de construção por um lado haja um aumento na densidade de veículos na intercessão que poderá ter impacto directo sobre os cronogramas dos trabalhos no projecto e poderá ser factor potencializador de atrasos. O crescimento previsto a nível de volume vai igualmente impor uma maior densidade de tráfego. por outro lado é corredor privilegiado para o tráfego de e para Boane e Matola Norte. de construção de uma série de edifícios comerciais de escritório. por diversas razões. Por uma lado é um cruzamento de eleição para o escoamento do tráfego que vem do interior da Matola A. muito particularmente tráfego de veículos pesados 14 . Por outro lado. As demais fases. significarão um aumento excepcional no volume de tráfego nas supracitadas avenidas. constitui uma confluência de vias que poderão se mostrar vitais para o projecto. serão fases de implantação em área extensa e portanto. entre outros. bem como EN2 trecho Km 11 a Km 12 por um lado. mas muito particularmente pela sua geometria que impele ao crescimento da densidade. O cruzamento entre as avenidas da Rádio e da Namaacha. se comparadas com as demais fases. de retalho. não fazem prever um aumento de volume de tráfego excepcional. que incluem a construção de hotel. hospital. muito em especial nos nós viários. Este cruzamento nas actuais circunstâncias é objecto de elevada densidade de tráfego.

espera-se que as avenidas da Rádio e da Namaacha sejam as mais afectadas com a redução das velocidades de circulação a nível das vias interiores. poderá ocorrer um crescimento na densidade de tráfego neste nó. irá certamente nas condições actuais e futuras de tráfego. e uma incorrecta programação de actividades. mas é necessário tomar em atenção que os níveis de circulação de veículos de uma forma geral 15 . via exterior. igualmente causado pelos crescimentos de fluxo de tráfego. tendo em conta um possível crescimento na densidade e congestionamentos pode levar a incumprimentos nas actividades. as vias e nós adjacentes ao projecto não serão alheias as alterações nos padrões de tráfego que o projecto vai causar e no caso particular. Questões ligadas a velocidade têm essencialmente a ver com o ritmo em relação ao qual se faz o escoamento do tráfego. mas também é de prever a redução das velocidades de circulação na EN2 trecho Km 11 a Km 12. De igual modo. na densidade. por um lado.Nesta perspectiva e por de momento não se encontrar em pleno funcionamento a sinalização luminosa. nas circunstâncias actuais e com o previsto aumento do volume de veículos circulando ao longo desta via. Em termos de impacto sobre o projecto da velocidade de circulação actual nas vias. É nesse âmbito que de uma forma geral se espera a redução nas velocidades de circulação ao longo das vias ligadas ao projecto. No concernente a velocidade. ainda que uma redução em termos gerais das velocidades de circulação esteja prevista. Velocidade Com a alteração dos padrões de tráfego previstos na região. decorrente das fases do projecto. O fluxo de veículos ligados ao projecto. o que se espera é que as velocidades não tenham uma redução muito drástica devido ao seu reduzido nível de uso. que o crescimento de veículos associados ao projecto trará. De uma forma geral. as velocidades de circulação serão igualmente afectadas. criar algum embaraços. a expectativa e que seja causado algum embaraço nas horas de ponta de uma forma geral. é importante ressalvar que na avenida do Zimbabwe.

e o seu movimento será maior nas horas de ponta. é de prever uma solicitação maior dos passeios opostos aos passeios da área de projecto por um lado. mas também indirectamente ligados.estão em crescimento. irão ter consequências directas sobre o tráfego pedestre por um lado. Vias nobres como a avenida da Rádio bem como EN2 Km 11 a Km 12. não é de excluir uma drástica redução das velocidades de circulação nos demais períodos do dia e consequente impacto sobre o projecto.2. irão ter as suas repercussões no tráfego pedonal. mas também o tráfego pedonal.1.Impactos no tráfego pedonal O tráfego de pessoas não será alheio a este processo de construção do projecto Cidadela da Matola. deste modo. mas também o surgimento de focos de conflito entre os transeuntes e os veículos envolvidos no projecto. este pessoal será em grande escala operário. serão preferenciais para o sector informal e como tal. prevê-se. O projecto vai ser um grande aglutinador de pessoas e como tal. Por um lado prevê-se a circulação de pessoal ligado ao serviço do projecto. portanto as horas mais solícitas. 4. Circulação nas vias Prevê-se um incremento de tráfego pedonal circulando nas vias de uma forma geral. O aumento de pessoas irá dever-se a factores humanos directamente ligados ao projecto. As restrições que porventura irão ocorrer no tráfego automóvel. 16 . é de prever o aparecimento do sector informal a exercer a sua actividade em áreas contíguas ao projecto. em termos de tráfego pedonal pode-se fazer a previsão de que constarão entre as mais solicitadas e de uma forma crescente. assim sendo. e por se tratar de fase de construção. terá o seu impacto sobre a realização do projecto. As mudanças nos padrões de circulação de veículos.

ainda que devido a natureza interior destas vias. bem como o nível de serviço exigido as paragens. no caso as paragens situadas ao longo dos cruzamentos das avenidas da Rádio e Zimbabwe com a EN2 Km 11 a Km 12. não será homogénea ou igual em todas elas. que se pretende funcional a todos os níveis.2. por serem pontos de elevados índices de concentração humana. a sua solicitação em princípio não chegue aos níveis das vias exteriores. em especial nas paragens mais solicitadas. As paragens interiores. Está alteração em torno das paragens. 17 . As paragens. Por um lado. e como tal constituírem um ponto nevrálgico de intercessão. De uma forma geral. quer seja de carácter automóvel bem como pedonal. por estabelecerem uma ligação estratégica entre Matola Norte. Cidade de Maputo e distrito de Boane. deverão devido a sua localização imediata a área de desenvolvimento do projecto. É deste modo que é previsível um incremento do comércio informal nas paragens. 4. reordenamento esse. no cruzamento entre as avenidas da Rádio e da Namaacha. prevê-se também um crescimento em termos de solicitação. a previsão é de que a solicitação cresça. A conclusão dos trabalhos construtivos do projecto vai propiciar o reordenamento do tráfego.Fase de operação A fase de operação do projecto Cidadela da Matola significará desafios acrescidos a nível da gestão de tráfego. as paragens nos cruzamentos entre a EN2 e a avenida do Zimbabwe e avenida da Rádio e EN2.Paragens O aumento no fluxo de transeuntes na região do projecto. ser as mais solicitadas por um lado pelos utentes em geral. nas vias exteriores. vai em termos de tráfego pedonal trazer alguns desafios para as paragens. nomeadamente ao longo da Avenida da Rádio. são locais que o sector informal tende a privilegiar para desenvolver as suas actividades. mas principalmente por pessoal ligado ao projecto.

poderá ser aquele que em termos de densidade criará mais constrangimentos.2. dado que este cruzamento tem tráfego intenso e ordenado de forma pouco satisfatória. Com o crescimento da densidade. e por outro lado no acesso a implantar na avenida da Rádio. mas também será de natureza diversificada. vai impor desafios rigorosos a gestão de tráfego nas áreas adjacentes ao projecto por um lado. pelas suas características.1. O cruzamento entra a EN2 e a avenida da Rádio. trará em termos automóveis. A densidade deve ser levada em atenção pois a os acessos a Cidadela da Matola. Volume Em termos de volume. O que se pode conjecturar é o facto de que o projecto vai suscitar o aparecimento de uma nova zona vibrante.4. Poderá portanto. e como tal o volume de veículos que se dirigem a zona será crescente por um lado. mas também na relação do tráfego ligado a área de projecto com o tráfego comum corrente.Impactos do tráfego automóvel A fase de operação do projecto. terão pouca margem de distância em relação aos principais nós viários já largamente abordados. por uma lado ao acesso a implantar na EN2. é de prever um cenário de aparecimento de engarrafamentos de forma sistemática. O crescimento dos níveis de volume de tráfego automóvel. por um lado uma alteração na natureza dos veículos que se fazem a região e por outro provavelmente poder-se-á registar o pico em termos de variáveis de fluxo de tráfego. a questão da densidade será muito relevante e prevê-se que ela cresça. principalmente nos 4 nós de acesso a abrir que servirão de acesso a zona do projecto. se a gestão do tráfego não se der eficientemente. Densidade Na fase de operação do projecto. muito pelo facto de o projecto contemplar natureza diversa de ocupação do espaço. é de prever um aumento de volumes de tráfego em geral. ser factor contribuinte para obstruções de tráfego nos citados acessos a Cidadela da Matola. 18 . mas em particular nas horas consideradas de menor fluxo.

Impactos no tráfego pedonal A conclusão e operação do projecto irá alterar o cenário que se vive no presente em termos de uso e circulação das vias e equipamentos urbanos por parte dos transeuntes na região a que o projecto se encontra adstrito. em termos regulamentares. onde existe uma densidade maior de tráfego. em função das suas características geométricas que por hora privilegiam um rápido escoamento do fluxo de trânsito. As mudanças ocorrerão a nível de circulação do pedestre nas vias. a expectativa é de está avenida se manter com elevados níveis de velocidade de circulação. densidade e consequentemente a diminuição das velocidades de trânsito automóvel. de uma forma global.2.Velocidade As velocidades de circulação ao longo das vias adjacentes ao projecto. que é a que apresenta mais serviços entre todas que compõem o perímetro do projecto. Circulação nas vias E de prever um elevado crescimento nos índices de circulação nas vias adjacentes a área de projecto. Esta diminuição será mais evidente junto das intercessões. propiciarão incrementos de volumes de tráfego. A avenida da Rádio. em função da disposição dos edifícios. No caso específico da avenida do Zimbabwe.2. É possível. deverá ver os seus níveis de velocidade reduzirem de forma mais acutilante. por um lado os actuais serviços e por outro os demais ligados ao projecto. estão sujeitas as normas e legislação específica aplicável. Os níveis de serviço a que estará sujeita. devido ao aumento do volume de veículos. 4. bem como o acesso a Cidadela da Matola a ser implantado nesta via. fazer uma previsão da circulação pedestre nas vias. A previsão que se pode fazer é de diminuição das velocidades de circulação. bem como uso e funcionamento das paragens. 19 .

A avenida da Rádio. que se fazem transportar nos transportes públicos. é de prever o aparecimento de um mercado potencialmente rentável de transportes. corresponde ao centro comercial e a demais infraestruturas aglutinantes por excelência de pessoas. os que terão os seus postos de emprego na “Cidadela”. Paragens No âmbito de todo o crescimento previsto no tráfego pedonal e automóvel. dentro dos limites da área de projecto. devido a própria natureza nevrálgica desta importante via de ligação 20 . de forma continuada e ao longo de todo o dia. bem como o trecho da EN2 que com ela cruza. etc. durante o movimento casa/trabalho/escola. O problemas de má travessia de peões poderá ser persistente. terão as paragens como ponto de trânsito. A avenida da Namaacha por sua vez. É de esperar que as paragens que se localizam ao longo da EN2 sofram uma solicitação maior que as demais interiores. O projecto Cidadela da Matola.. sendo por isso necessário tomar medidas adequadas para solucionar. Assim sendo. a solicitação das paragens poderá encontrar um incremento. bem como extensão da EN2 que cruza com a referida avenida. Nesse âmbito. por ser uma zona de ocupação essencialmente habitacional. em termos de ocupação de solo no projecto. A avenida do Zimbabwe. parece lógico prever um elevado fluxo de pedestres nesta região. prevê a criação de muitos postos de trabalho e ser local de confluência de pessoas e investimentos. e como tal. é de prever que haverá incidência maior de circulação nestas vias em períodos de expediente ou de funcionamentos dos serviços. os que se dirigirão para lá a lazer. por se tratar de zonas onde serão implantados edifícios de natureza governamental e de escritórios de serviços. Os usuários dos serviços que a “Cidadela” oferecerá. poderá ter um pico no tráfego pedestre essencialmente nas horas de ponta. as paragens são os locais onde se dará a interface dos dois tipos de tráfego.

Estas medidas são indicadas para o proponente de projecto. algumas medidas são recomendadas para a fases de desenho. e por outro de gestão. camiões e demais veículos pesados. por forma a que se propiciem embaraços no tráfego por um lado. Orientação do tráfego adstrito ao projecto e gestão de frotas Recomenda-se a orientação dos veículos ligados ao projecto. É necessário que nas diferentes fases do projecto. 5. imediatamente. mas também melhorar impactos do projecto. a privilegiarem o acesso ao terreno do projecto situado na avenida do Zimbabwe.5. horizontal e luminosa adequada para disciplinar os fluxos de veículos e peões de uma forma geral. seja adoptada uma sinalização vertical. 5. MEDIDAS DE MITIGAÇÃO Na sequência dos impactos potenciais identificados e avaliados no capítulo anterior. para que se possam optimizar os impactos de tráfego automóvel e pedonal. dado que a citada avenida regista relativamente reduzidos níveis de tráfego automóvel. Recomenda-se que seja colocado em operação o grupo de semáforos existentes no cruzamento das avenidas da Rádio e da Namaacha. Adopção de sinalização adequada A sinalização é uma medida de carácter transversal a todas as fases do projecto. mormente nas fases primárias de construção. construção e fase de pós construção para reduzirem os impactos negativos potenciais.1. 21 . o tráfego seja regulado. nas diferentes fases de projecto. por forma a que já durante a fase relativa aos movimentos de terra. em termos de construção. As medidas são por um lado de carácter estrutural. mas também que tenha espaço para realizar as suas manobras com flexibilidade. desenhadores do projecto. o empreiteiro e para outras autoridades institucionais relacionadas.2. mas também para os projectistas.

22 . assim sendo. é de prever que piorem as condições de circulação neste nó. é proposta a sua requalificação. é importante ter em atenção a existência da Escola Primária Completa 30 de Janeiro.3. e em harmonia com os acessos a zona do projecto. Requalificação do cruzamento entre a avenida da Rádio e a EN2 trecho Km 11 a Km 12 É proposta a requalificação do referido nó. a avaliação da funcionalidade de uso de sinalização luminosa para regulação de fluxos de tráfego. deverá igualmente privilegiar o controle de velocidades de circulação dos veículos de projecto. ao longo da avenida da Namaacha. e portanto a travessia irregular de peões é indesejada. que durante todas as fases do projecto é susceptível de causar acidentes de viação. A fase de operação do projecto faz prever um elevado crescimento nos níveis de tráfego.Requalificação das paragens Em relação as paragens nas regiões envolventes do projecto. Esta requalificação poderá passar pela reabilitação e ampliação das paragens. 5.Neste processo de orientação de tráfego. distantes dos cruzamentos. ou deslocamento das paragens para locais mais apropriados. 5. A gestão de frotas. inertes em particular. e baldeamento de materiais. Nas condições actuais. para além de aspectos ligados a rotas preferenciais. por se tratar de uma intercessão com elevado carácter estratégico presente e futuro. propõe-se a revisão do traçado geométrico do nó. por forma a evitar o problema de má travessia de peões.4. 5. e com o previsto incremento nos níveis de fluxo de tráfego.Colocação de separador central ao longo da EN2 trecho Km 11 a Km 12 É recomendada a colocação de separador central de betão ou rede metálica ao longo do referido trecho.5. e portanto a circulação nesta via deverá ser digna de todas as cautelas. para que se adequem a natureza e dimensão do projecto Cidadela da Matola. de forma a reduzir impactos ligados ao ruído.

23 . Gestão de tráfego como actividade continua Por se tratar de questão sujeita a indicadores que escapam ao controle do proponente. Implantação de pontes aéreas É recomendada a implantação de pontes aéreas para a travessia de peões. que ao longo das diversas fases de construção e operacionalização do projecto sejam levados a cabo estudos para aferição das mudanças nos padrões de tráfego. ao longo das vias inerentes ao projecto. faz-se necessário garantir boas condições de travessia para os pedestres e de circulação para os veículos.6. por forma a que se possa proporcionar resposta adequada ao diversos desafios que porventura surjam. de uma forma geral. recomenda-se que a gestão de tráfego seja actividade contínua.7. por se tratar de uma via sujeita a larga solicitação quer automóvel. portanto. mas muito em particular ao longo da EN2 Trecho Km 11 a Km 12. 5. quer pedestre e.5.

Plano Director Municipal da Cidade da Matola. Maputo CMCM (2009). de modo que está efectivação do projecto seja igualmente uma oportunidade para estudo e resolução definitiva de constrangimentos estruturais de tráfego. Maputo Província. Instituto Superior de Transportes e Comunicações. (1991).Projecto de de requalificação do trecho da estrada nacional 2 Km 10 a Km 11. Khisty C. devido por um lado a questões exógenas que estão ligados a natureza do tráfego e seu comportamento. e as imposições que a suas efectivação vai colocar em termos de funcionamento de tráfego automóvel e pedonal. H. por forma a que surjam soluções construtivas e estruturantes. se o proponente do projecto e as autoridades reguladoras e responsáveis pela rede viária a que o projecto está ligado. Entretanto. An Introduction to Transportation Engineering. A. (2010). funcionarem de forma articulada. 24 . Maputo. PFC .. o projecto vai constituir uma oportunidade ímpar para a requalificação e reestruturação das vias e do equipamento urbano. BIBLIOGRAFIA SATCC (1998). J. Lall B. prepared by Division of roads and transports and technology. Poder-se-á criar um impacto positivo adicional. CSIR. mas por outro lado a questões endógenas. ligadas ao próprio projecto. CONCLUSÃO O projecto Cidadela da Matola terá um impacto muito positivo de uma forma global na Cidade da Matola. Em termos de tráfego. (1998). melhorando as condições de circulação e comodidade. M. é necessário ter em atenção que os desafios que se colocarão em termos de gestão de tráfego serão complexos e crescentes. Code of Practice for the Geometric Design of Trunk Roads. E. Paisagens e Regiões Naturais de Moçambique. MUHATE. K.6. In Anuário Económico de Moçambique. London Dos Muchangos. 7.

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