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Campus Virtual Memes - Guia Acadêmico Direito - Medicina Legal

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Guia acadêmico para a cadeira de Medicina Legal
Guia acadêmico para a cadeira de Medicina Legal

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11/30/2014

MEDICIna lEgal

Introdução
1. Noções de Polícia Técnica 1.1. Tipos de polícia: civil, militar, federal, rodoviária e técnica. 1.2. Especialidades médicas: clínicas, cirúrgicas e medicina legal. 1.3. Polícia Técnica: instituto de medicina legal, instituto de criminalística e instituto de identificação. 2. Definição: É uma especialidade médica que tem como finalidade realizar exames solicitados pela autoridade policial ou judicial. 3. Histórico 3.1. A Medicina Legal no mundo segundo a classificação de Tourdes a) Período Antigo; b) Período Romano; c) Período Médio; d) Período Canônico; e) Período Moderno ou Científico. 3.2. A Medicina no Brasil segundo a classificação de Oscar Freire a) Primeira Fase ou Fase Estrangeira; b) Segunda Fase ou Fase Souza Lima; c) Terceira Fase, Fase de Nacionalização ou Fase Nina Rodrigues. 4. Sinonímia: Medicina Forense, Medicina Jurídica, Patologia Forense, Bioscopia Forense, Medicina Criminal, Medicina Pública, Medicina Social, Medicina Política, Medicina Político-Forense, Jurisprudência Médica, Medicina Forense-Pericial, Medicina da Lei e Medicina da Justiça. 5. Classificação 5.1. Medicina Legal geral 5.1.1. Introdução: definição, histórico, sinonímia, classificação, relações, importância. 5.1.2. Perícias e peritos. 5.1.3. Documentos médico-legais. 5.2. Medicina Legal especial: antropologia médico-forense, traumatologia médico-forense, sexologia médico-forense, tanatologia médicoforense, genética médico-forense, psicopatologia médico-forense e toxicologia médico-forense. 6. Relações a) Ciências Médicas; b) Ciências Jurídicas; c) Ciências Naturais; d) Ciências Sociais. 7. Importância a) Médico; b) Juiz; c) Promotor; d) Policial; e) Perito Criminal.

me médico-legal. Quando é um médico especializado em Medicina Legal, recebe a denominação de perito oficial. Se na localidade não houver peritos oficiais, o exame poderá ser feito por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior, escolhidas, de preferência, entre as que tiverem habilitação técnica relacionada à natureza do exame. 3. Tipos de perícias: as perícias podem ser realizadas em pessoas, cadáveres, coisas ou objetos e em animais. 3.1. Perícias em pessoas a) Determinação da idade; b) Lesão corporal; c) Conjunção carnal; d) Exame de embriaguez; e) Exame psiquiátrico; f) Exame de paternidade e maternidade; g) Exame de atos libidinosos diversos da conjunção carnal; h) Exame de acidente de trabalho; i) Exame de abortamento. 3.2. Perícias em cadáveres a) Identificação; b) Determinação da “causa mortis”; c) Conjunção carnal; d) Exame de atos libidinosos diversos da conjunção carnal; e) Exame toxicológico; f) Exame de abortamento; g) Exame de infanticídio; h) Exumação. 3.3. Perícias em animais a) Lesão corporal; b) Determinação da “causa mortis”. 3.4. Perícias em coisas e em objetos: relacionadas a pessoa ou cadáver. Atualmente são feitas pelo perito criminalístico. Os exames retrodescritos são denominados exames de corpo de delito e são regulamentados pelos Códigos de Processo Penal e Processo Civil.
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crito a respeito de uma perícia. 2.6. Depoimento oral: pode ser feito em delegacia ou no Tribunal do Júri.
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Antropologia Forense
1. Definição: é o estudo dos processos utilizados na identificação. Identificação é a soma dos caracteres que individualizam uma pessoa. Tanto no cível quanto no criminal pode surgir dúvida quanto à identidade de uma pessoa. Cadáveres dão entrada no necrotério em avançado estado de putrefação ou totalmente esqueletizados. Ao nascer, a pessoa recebe um nome para identificála, que constitui, entretanto, um recurso precário, porque outros podem usar o mesmo nome ou utilizar pseudônimos. O método ideal de identificação é o que apresenta unicidade, classificabilidade e imutabilidade. 2. Divisão 2.1. Identificação médico-legal ou pericial; 2.2. Identificação policial ou judiciária. 3. Identificação médico-legal: é dividida em física, funcional e psíquica. 3.1. Identificação física 3.1.1. Espécie animal: os ossos, os dentes, o sangue, os pêlos, as unhas e garras, as penas. 3.1.2. Raça humana: levando-se em consideração a forma do crânio, o índice cefálico e o ângulo facial, Otto Lenghi dividiu a raça nos seguintes grupos étnicos: a) caucásico; b) mongólico; c) negróide; d) indiano; e) australóide. No Brasil, devido à miscigenação, temos os seguintes tipos raciais mistos: a) mamelucos; b) cafuzos; c) mulatos. 3.1.3. Sexo: no vivo pode ser determinado pelo sexo genético ou gonádico. No esqueleto pode-se utilizar a cromatina sexual ou o estudo anátomohistológico dos ossos. 3.1.4. Idade: leva-se em consideração a pele, pêlos, globo ocular, dentes, radiografia dos ossos e aparência. 3.1.5. Estatura: é medida a partir do ponto mais alto da cabeça até o contorno inferior do calcanhar. 3.1.6. Dentes: o exame é importante quando se trata de carbonizados. 3.1.7. Sinais individuais: malformações, sinais profissionais, tatuagem e cicatrizes. 3.1.8. DNA: de grande utilidade nos casos mais complexos. 3.2. Identificação médico-legal funcional: observam-se a atitude mímica, gestos, andar, funções sensoriais, voz e escrita. 3.3. Identificação médico-legal psíquica: pelo exame das funções cognitivas, traça-se um perfil psicológico e psiquiátrico do indivíduo. 4. Identificação policial ou judiciária 4.1. Processos antigos: consistiam na estigmatização dos criminosos com ferro em brasa, tatuagem, amputações.

Documentos Médico-Legais
1. Definição: instrumentos que registram as perícias. 2. Classificação: notificação, atestado médico, relatório, consulta, pareceres e depoimento oral. 2.1. Notificação: comunicação feita pelo médico à Secretária de Saúde quando o paciente apresentar: doenças infecto-contagiosas; doenças profissionais; acidentes do trabalho. 2.2. Atestado médico: é uma declaração por escrito afirmando que o paciente é portador de uma doença. 2.2.1. Atestado oficioso: é fornecido no consultório. 2.2.2. Atestado administrativo: é fornecido por junta médica. 2.2.3. Atestado judiciário: é fornecido à autoridade judicial ou policial. 2.2.4. Atestado falso: crime previsto no artigo 302 do CP. 2.3. Relatório médico-legal: é a descrição de uma perícia. Quando realizada por um perito não-oficial denomina-se auto; realizada por um perito oficial, denomina-se laudo. 2.3.1. Componentes do laudo: preâmbulo, histórico, descrição, discussão, conclusão e resposta aos quesitos. 2.4. Consulta médico-legal: é uma pergunta oral ou por escrito feita ao perito. 2.5. Parecer médico-legal: é uma crítica feita por es-

Perícia e Peritos
1. Definição: Perícia médico-legal é o exame feito pelo perito que tem como objetivo esclarecer um fato que seja de interesse da polícia ou da Justiça. 2. Perito: é o responsável pela realização do exa-

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4.2. Assinalamento sucinto: é uma descrição sumária feita pelos carcereiros. 4.3. Fotografia: divide-se em ordinária e sinaléplica. 4.4. Retrato falado ou Ident-Kit: inventado por Hugh C. Mac Donald em 1950, é usado por 600 organizações policiais. É feito por meio de desenhos dos traços fisionômicos. 4.5. Bertilonagem: inventada por Alfonse Bertillon em 1888, compreende o assinalamento antropométrico e o retrato falado. 4.6. Dactiloscopia: inventada por Juan Vucetich em 1891 e adotada no Brasil em 1963. Baseia-se no estudo das linhas e saliências papilares existentes nas polpas digitais, que apresentam um conjunto de linhas curvas denominadas sistema marginal, uma porção central chamada de núcleo e abaixo deste o sistema basilar. Os três sistemas se encontram formando um delta. A presença de um, ou dois, ou nenhum delta numa impressão digital estabelece os quatros tipos fundamentais do Sistema Dactiloscópico de Vucetich. 4.7. Verticilo: presença de dois deltas e um núcleo central. 4.8. Presilha externa: apresenta o delta à esquerda do observador. 4.9. Presilha interna: apresenta o delta à direita do observador. 4.10. Arco: é caracterizado pela ausência de deltas. O registro da fórmula dactiloscópica emprega convencionalmente letras maiúsculas (A, I, E, V) para os polegares e números (1, 2, 3, 4) para os demais dedos das mãos. Exemplos: a) verticilo V-4; b) Presilha externa E-3; c) Presilha interna I-2; d) Arco A-1. Obtem-se assim a fórmula dactiloscópica dos quatro tipos fundamentais, através de uma fração que tem como numerador a mão direita e denominador a mão esquerda, configurando a individualização dactiloscópica: I – 3322 / V – 3422.

4. Instrumentos cortantes: Apresentam uma borda cortante: navalha, lâmina de barbear, pedaço de vidro, bisturi etc. Produzem as feridas incisas com bordas e vertentes regulares, comprimento maior que a largura, com sangramento abundante, centro mais profundo que as extremidades, presença de cauda de escoriação e ausência de vestígios traumáticos em torno da lesão. 5. Instrumentos perfurocortantes: apresentam ponta perfurante e dois ou três gumes, classificados, por essa razão, em monocortantes, bicortantes e tricortantes. Exemplos: a faca peixeira, o punhal e a lima, respectivamente. Produzem as feridas perfuro-incisas, com bordas e vertentes regulares, forma de botoeira, bastante sangrante, e com ausência de vestígios traumáticos em torno da lesão. 6. Instrumentos cortocontundentes: apresentam borda cortante e peso suficiente para contundir, como, por exemplo, o facão, a enxada, o machado, a foice e a guilhotina. As feridas cortocontundentes são mutilantes, com sangramento abundante, comprimento maior que a largura, com bordas e vertentes irregulares e deixam vestígios traumáticos em torno da lesão. Produzem lesões específicas, denominadas decapitação, esgorjamento e degolamento. 7. Instrumentos contundentes: são elementos sólidos, líquidos ou gasosos com capacidade de contundir. Os instrumentos sólidos se dividem em lisos, rugosos e flexíveis. Produzem rubefação, ferida contusa, edema, equimose, hematoma, escoriação, bossa sanguínea, fratura, luxação e rotura de vísceras. 7.1. Rubefação: é uma lesão fugaz de coloração avermelhada, resultante da congestão vascular, produzida pela ação traumática de instrumento contundente. 7.2. Ferida contusa: tem forma irregular, bordas e vertentes irregulares, pouco sangrante, com pontes de tecido íntegro unindo as bordas da ferida e vestígios traumáticos em torno da lesão. 7.3. Edema traumático: é o aumento do líquido intercelular com distensão e elevação da pele. 7.4. Equimose: é uma mancha produzida pela rotura de capilares e extravasamento do sangue. Pode ser puntiforme, arredondada, plana e em faixa. Espectro equimótico: é a mudança de coloração da equimose no tempo: 1º dia: avermelhada; 2º e 3º dia: violácea; 4º a 6º dia: azulada; 6º ao 8º dia: esverdeada; 8º a 10º dia: amarelada. 8. Escoriação: é o deslocamento da camada córnea da epiderme produzido pela ação tangencial de instrumento contundente. Pode ser linear, circular, plana e de arrasto. 9. Bossa sanguínea: é um hematoma produzido na gálea aponeurótica durante a passagem pelo canal do parto. 10. Hematoma: subcutâneo, subgaleal e muscular. 10.1. Hematomas cerebrais: extradural, subdural e intraparenquimatoso. 11. Luxação: têmporo-mandibular, escápulo-umeral e coxo-femural. 12. Fraturas: incompleta, completa, interna, externa e cominutiva. 12.1. Fratura dos ossos da face: Le Fort I: atinge os ossos da fossa nasal; Le Fort II: atinge o maxilar e o zigomático; Le Fort III: atinge o zigomático e a órbita. 12.2. Fratura dos dentes: Ellis I: atinge o esmalte; Ellis II: atinge a dentina; e Ellis III: atinge a polpa.
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de fogo. 1.2. Objetivo: identificar a arma pelo exame do projétil ou da cápsula. 1.3. Estudo da arma: cabo, tambor ou pente, câmaras, gatilho, cão, percussor, cano alma, raias, sistema de miras. 1.4. Estudo do cartucho: estojo ou cápsula, pólvora, bucha, espoleta e projétil. 2. Classificação das armas de fogo 2.1. Quanto à alma do cano: armas de cano liso e armas raiadas. 2.2. Quanto à dimensão: curtas, longas, portáteis ou individuais, não-portáteis ou coletivas. 2.3. Quanto ao funcionamento: repetição, semiautomática e automática. 2.4. Quanto ao carregamento: antecarga e retrocarga. 2.5. Quanto ao calibre: real e nominal. 2.6. Quanto à velocidade do projétil: infra-sônica e supersônica. 2.7. Quanto ao uso: caça, defesa e esporte. 3. Ferida de entrada: forma arredondada ou ovalada, com bordas regulares e invertidas, presença de orlas ou zonas, e diâmetro menor. 3.1. Orlas ou zonas: contusão ou escoriação, enxugo, tatuagem, queimadura ou chamuscamento, esfumaçamento e equimótica. 4. Ferida de saída: forma irregular, com bordas irregulares e evertidas, ausência de orlas ou zonas, diâmetro maior. 5. Classificação dos tiros quanto ao trajeto: penetrante, transfixante e de raspão. 6. Classificação dos tiros quanto à distância: tiro a distância, curta distância ou queima-roupa, encostado e com a arma apoiada. Estudo dos sinais: Wergartner, Benassi e Bonnet.
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Traumatologia Forense
1. Definição: é a aplicação de conhecimentos de traumatologia à Medicina Legal. 2. Agentes Traumáticos: mecânicos, físicos, químicos e físico-químicos. 2.1. Agentes mecânicos: constituem as armas, que podem ser classificadas em: 2.1.1. Naturais: são os apêndices do corpo humano; 2.1.2. Eventuais ou ocasionais; 2.1.3. Propriamente ditas: são as armas brancas e armas de fogo. Os agentes mecânicos agem de modo ativo, passivo ou misto, através da flexão, extensão, torção, pressão, compressão e explosão. Os agentes mecânicos são denominados: perfurantes, cortantes, perfuro-cortantes, contundentes, perfuro-contundentes e corto-contundentes, os quais produzem as feridas puntiformes, incisas, perfuro-incisas, contusas, perfuro-contusas e corto-contusas, respectivamente. Os instrumentos contundentes produzem ainda: equimose, edema, escoriações, hematomas, luxação, fratura, rotura de vísceras e bossa sanguínea. 3. Instrumentos perfurantes: são instrumentos cilíndricos e pontiagudos, que produzem feridas puntiformes e são classificados em: 3.1. Pequeno calibre: agulha, prego, alfinete etc. 3.2. Médio calibre: caneta. 3.3. Grande calibre: estaca. As feridas puntiformes apresentam forma arredondada, de diâmetro menor que o do instrumento e pouco sangrantes. A sua gravidade depende da profundidade e da contaminação do instrumento.

Agentes Físicos

1. Classificação: temperatura, pressão atmosférica, eletricidade, radioatividade, luz e som. 1.1. Temperatura: a sua diminuição produz o frio que provoca queimaduras denominadas GELADURAS, assim classificadas: 1º grau (eritema); 2º grau (com formação de bolhas ou flictenas); e 3º grau (com formação de gangrena – Pé de Trincheira). 1.2. Calor: quando difuso, produz insolação e intermação; se local, produz as queimaduras classificadas em: 1º grau (eritema); 2º grau (bolhas ou flictenas); 3º grau (escarificação); e 4º grau ( carbonização, que pode ser total ou parcial). 1.3. Pressão atmosférica: mal dos mergulhadores e dos aviadores. 1.4. Eletricidade: natural, artificial, eletroplessão, fulguração, eletrocussão, fulminação e marca elétrica de Jellinek. 1.5. Radioatividade: produz queimaduras denominadas radiodermites, classificadas em 1º grau; 2º grau e 3º grau – úlcera de Roentgen. 1.6. Luz e som: estão relacionados à Medicina do Trabalho.

Agentes Físico-Químicos - Asfixiologia
1. Classificação: asfixia por gases, líquidos, sólidos, sufocação e por constrição do pescoço. 2. Sinais externos: cianose intensa dos lábios e das unhas, congestão da face, exoftalmia, protusão da língua, cogumelo de espuma e eliminação de fezes, urina e esperma.

Balística Forense
Considerações iniciais 1.1. Definição: é o estudo dos projéteis e das armas

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3. Sinais internos: equimoses puntiformes nas serosas, sangue fluido e vermelho-escuro, edema cerebral e pulmonar, congestão polivisceral. 4. Asfixia por gases: de combate, sufocantes, industriais e anestésicos. 5. Sufocação: ocorre impedimento à respiração. Pode ser direta, quando ocorre obstrução das vias aéreas; e indireta, se houver compressão da caixa torácica. 6. Asfixia por líquido – afogamento. Afogamento é a modalidade de asfixia que se caracteriza pela penetração de substâncias líquidas ou pastosas nas vias aéreas. Pode ocorrer em mares, piscinas, açudes, lagos, sanitários, pântanos e lamaçais. 6.1. Etiologia jurídica: homicídio, acidente e suicídio. 6.2. Classificação: afogado azul ou típico e afogado branco ou de Parrot. 6.3. Sinais externos: sinais de asfixia e destruição das partes moles. 6.4. Sinais internos: sinais de asfixia, manchas de Tardieu e de Paltauf, edema e congestão pulmonar e sangue fluido. 7. Asfixia por sólido – soterramento: é a modalidade de asfixia que se caracteriza pela penetração de meio sólido ou semi-sólido na árvore respiratória. 7.1. Etiologia jurídica: homicídio, acidente e suicídio (de difícil ocorrência). 8. Enforcamento: é a constrição do pescoço feita por um laço, tendo como força atuante o peso do próprio corpo. 8.1. Etiologia jurídica: suicídio, homicídio, acidente e execução judicial. 8.2. Classificação: completo e incompleto. 8.3. Sinais externos: sinais de asfixia e sulco geralmente incompleto, oblíquo, ascendente e único. 8.4. Sinais internos: sinais de asfixia; hemorragia cervical; fratura da coluna vertebral; fratura do osso hióide; sinal de Amussat; sinal de Fridberg. 8.5. Estudo do laço 8.5.1. nó fixo ou corrediço; 8.5.2. alça em situação lateral, anterior ou posterior. 8.5.3. classificação: mole, semi-rígido e rígido. 9. Estrangulamento: é a constrição do pescoço feita por um laço tracionado por qualquer força que não seja o peso da própria vítima. 9.1. Etiologia jurídica: homicídio, acidente e execução judicial. 9.2. Sinais externos: sinais de asfixia e sulco geralmente completo, transversal e de profundidade uniforme. 10. Esganadura: é a constrição do pescoço feita pelos membros superiores. 10.1. Etiologia jurídica: homicídio e acidente. 10.2. Sinais externos: sinais de asfixia e presença de marca ou estigmas ungueais no pescoço. 10.3. Sinais internos: sinais de asfixia.

chumbo; 2.2. Vegetais: estricnina, morfina; 2.3. Animais: leucomaínas, ptomaínas; 2.4. Gasosos: ácido cianídrico, óxido de carbono, dióxido de carbono; 2.5. Líquidos: cianeto de potássio; 2.6. Sólidos: anidrido arsênico; 2.7. Orgânicos sintéticos: medicamentos. 3. Critérios de diagnóstico do envenenamento: a) Histórico; b) Clínico; c) Anátomo-patológico; d) Físico-químico; e) Experimental ou farmacológico. 4. Vias de absorção: a) Cutânea; b) Oral; c) Parenteral; d) Mucosa. 5. Causas jurídicas: homicídio, suicídio, acidente, vício e crimes culposos.
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Agentes Bioquímicos
1. Considerações gerais: é uma palavra derivada do árabe “alkahl”, que significa essência. O álcool ou etanol resulta da atuação da levedura sobre os açúcares. 2. Repercussões do alcoolismo 2.1. Sociais: violência familiar, separações, absentismo e acidente de trabalho; 2.2. Médicas: licenças, tratamentos e internações; 2.3. Legais: homicídios, suicídios, acidentes, agressões e crimes sexuais. 3. Causas do alcoolismo: a) Hereditariedade; b) Costumes; c) Sócio-econômicas; d) Personalidade/temperamento. 4. Tipos de bebidas alcoólicas: 4.1. Fermentadas: vinho, cerveja, cidra; 4.2. Destiladas: aguardente, conhaque, uísque. 4.3. Alcoolizadas: vinho do porto, vinho madeira. 5. Concentração alcoólica a) Aguardente – 53% de álcool; b) Uísque e licores – 50%; c) Conhaque – 48%; d) Vinhos do porto/ madeira – 24%; e) Champagne – 15%; f) Vinho e mesa – 14%; g) Cerveja – 6%. 6. Fatores que influem na tolerância: peso, idade, hábito, estafa, sono, convalescença, ritmo de ingestão, absorção. 7. Fases da embriaguez normal 7.1. Fase subaguda, de excitação, eufórica (do ma-caco): pupilas dilatadas, taquicardia, taquipnéia, saltitante, loquaz, vivacidade, gracejador. 7.2. Fase aguda, de confusão, agitada, disfórica (do leão): período médico-legal, violento, brigão, agressivo, irritável, disartria, andar cambaleante, desorientação; 7.3. Fase de sono, comatosa (do porco): marcha cambaleante, pupilas dilatadas, esfíncteres relaxadas, sono profundo e inconsciência. 8. Embriaguez anormal ou patológica: a) Doentes ou deficientes mentais; b) Filhos de alcoolistas; c) Violenta e agressiva; d) Ciúme patológico; e) Delírios e alucinações; f) Convulsões. 9. Embriaguez e alcoolemia: a) Embriaguez subclínica: 0,40 a 0,80 g de álcool/ litro de sangue; b) Embriaguez clínica leve: 0,80 a 2,00 g; c) Embriaguez clínica moderada: 2,00 a 3,00 g; d) Embriaguez comatosa: 4,00 a 5,00 g; e) Dose mortal: acima de 5,00 g. 10. Alcoolismo crônico a) Psicose alcoólica; b) Depressão alcoólica; c) Psicose de Korsakow; d) Epilepsia alcoólica; e) “Delirium Tremens”; f) Demência alcoólica. 11. Responsabilidade penal (art. 28 do CP) 11.1. Embriaguez voluntária completa ou incom-pleta: imputável; 11.2. Embriaguez culposa completa ou incompleta: imputável; 11.3. Embriaguez acidental proveniente de caso fortuito: a) completa: inimputável; b) incompleta: a pena será atenuada. 11.4. Embriaguez acidental proveniente de força maior: a) completa: inimputável; b) incompleta: a pena será atenuada.

Drogas
1. Definição: Drogas tóxicas ou psicoativas são substâncias que agem sobre o sistema nervoso central modificando o comportamento ou produzindo a morte. Toxicomania ou toxicofilia, segundo a OMS, é um estado de intoxicação crônica ou periódica, prejudicial ao indivíduo e nociva à sociedade, decorrente do consumo repetido de determinada droga, seja ela natural ou sintética. 2. Características das toxicofilias 2.1. Compulsão: necessidade insaciável de consumo; 2.2. Tolerância: tendência de aumento progressivo da dosagem para obter o mesmo efeito; 2.3. Dependência: física ou psíquica, levando à crise de abstinência ante a privação da droga. 3. Farmacodependência ou dependência: de acordo com a OMS, é um estado psíquico - às vezes físico causado pela interação entre um organismo vivo e um fármaco; caracteriza-se por modificações no comportamento e outras reações que compreendem sempre um impulso irreprimível para tomar o fármaco, a fim de experimentar seus efeitos psíquicos e, às vezes, para evitar o mal-estar produzido pela privação. 3.1. Dependência psíquica: caracteriza-se pela compulsão em consumir a droga de maneira periódica ou contínua, quer para a obtenção de prazer, quer para alívio de um mal-estar. 3.2. Dependência física: caracteriza-se pelo aparecimento de transtornos de natureza física ou pela síndrome de abstinência, quando a droga não é consumida. 4. Classificação das drogas segundo Deley e Deniker 4.1. Psicolépticos: deprimem o sistema nervoso. Divi dem-se em hipnosedativos, tranqüilizantes e neurolépticos. 4.2. Psicoanalépticos: estimulam o sistema nervoso, como antidepressivos, anfetaminas, anorexígenos e cafeína; 4.3. Psidislépticos: produzem dissociação do psiquismo, levando a delírios e alucinações, como o álcool, cocaína, maconha, cactos e cogumelos. 5. Principais drogas 5.1. Barbitúricos: barbital, fenobarbital, tiopental; 5.2. Benzodiazepínicos: diazepam, bromazepam, flurmitrazepam; 5.3. Anfetaminas: anfetamina, dextroanfetamina, metanfetamina; 5.4. Outras: ecstasy, special k, GBH ou líquido x, ópio, morfina, heroína, cocaína, maconha, mescalina, LSD-25, esteróide ou anabolizantes, inalantes, tabaco, cafeína, poppers.
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Agentes Físico-Químicos - Asfixiologia
1. Toxicologia: é a ciência que estuda os venenos, as substâncias tóxicas e as drogas. Veneno é toda substância que, introduzida no organismo ou aplicada na sua parte externa, tenha a capacidade de alterar a sua saúde ou determinar a morte. 2. Classificação dos venenos 2.1. Minerais: sulfato de cobre, acetato de

Agentes Biodinâmicos

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1. Perturbações alimentares 1.1. Inanição ou desnutrição: acidental, criminosa, suicida; 1.2. Doenças carenciais: anemia, raquitismo, escorbuto, pelagra, beribéri, xeroftalmia. 1.3. Intoxicações alimentares: 1.3.1. Causadas pelas salmonelas e pelo “clostridium botulinum”; 1.3.2. Alimentos tóxicos: peixes, moluscos e cogumelos; 1.3.3. Anafilarcia alimentar: ovos, leite, carne e crustáceos. 2. Auto-intoxicação (ou intoxicações endógenas): causadas por substâncias que não são eliminadas. 3. Infecções: produzidas por vírus, fungos ou parasitas, através do delito de contágio. 3.1. Legislação 3.1.1. Art. 130 do CP: “Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado. Pena – 03 meses a 01 ano de detenção ou multa”. 3.1.2. Art. 131 do CP: “Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio. Pena – 01 a 04 anos de reclusão e multa”. 3.1.3. Art. 132 do CP: “Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente. Pena – 03 meses a 01 ano de detenção, se o fato não constitui crime mais grave”.

3.1.3. III – debilidade permanente de membro, sentido ou função. Quando se perde um órgão duplo (olho ou ouvido, por exemplo), restará caracteriza a debilidade. 3.1.4. IV – aceleração de parto. O termo correto seria antecipação do parto. A pena, nesses casos, será de reclusão de um a cinco anos. 3.2. § 2º: Se resulta: 3.2.1. I – incapacidade permanente para o trabalho. Exige-se, aqui, a permanência da incapacidade. O trabalho dever ser entendido como qualquer ocupação, de maneira genérica. Isso não impede o juiz de questionar o perito-médico acerca de incapacidades laborais específicas. 3.2.2. II – enfermidade incurável. Exemplos: AIDS, epilepsia, herpes etc. 3.2.3. III – perda ou inutilização de membro, sentido ou função; Perda significa amputação. 3.2.4. IV – deformidade permanente. Alteração na estética corporal. Exemplos: queimadura, cicatriz, paralisação facial etc. 3.2.5. V – aborto. O termo correto seria abortamento. A pena cominada nos casos acima é de reclusão de dois a oito anos. 3.3. § 3º: Se resulta morte e as circunstâncias evi­ denciam que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi­lo. Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos.

4. Hermafrodita verdadeiro com hábito feminino: tem as duas gônadas e características sexuais secundárias femininas. 5. Pseudo-hermafrodita masculino: possui testículos e órgãos genitais externos masculinos alterados ou órgãos genitais externos femininos com vagina em fundo de saco. 6. Pseudo-hermafrodita feminino: fenótipo ambíguo, órgãos genitais externos com grau variado, virilazação. Os órgãos genitais internos femininos e as gônadas são sempre ovários. 7. Tipos de sexo: sexo indiferenciado, sexo genético ou cromossomial, sexo gonadal, sexo da genitália externa, sexo da genitália interna, sexo psicossocial, sexo psicológico, sexo médico-legal, sexo jurídico. 8. Anomalias sexuais 8.1. Hiperestesia ou aumento do instinto sexual: a) temperamento vaginal; b) onanismo automático; c) erotismo: tendência abusiva dos atos sexuais; d) priapismo: ereção dolorosa e persistente do pênis, desacompanhada de desejo sexual; e) satiríase: excitação sexual masculina mórbida; f) ninfomania: desejo sexual insaciável da mulher; g) crises genitais momentâneas; h) exaltação decorrente de certos atos fisiológicos; i) auto-erotismo: impulso sexual espontâneo, que prescinde da participação do sexo oposto; j) erotografomania: gosto por escrever assuntos eróticos. 8.2. Diminuição do instinto sexual: a) anafrodisia: diminuição do instinto sexual no homem; b) frigidez: diminuição do apetite sexual na mulher; c) impotência: masculina e feminina; d) ausência congênita do apetite sexual; e) erotomania: modalidade de erotismo extremamente mórbida. 8.3. Formas relativas à qualidade: 8.3.1. Inversão: a) uranismo: forma de homossexualidade de maneira exclusiva; b) sodomia: prática de sexo anal; c) pederastia: prática viciosa do coito anal entre indivíduos do sexo masculino; d) tribadismo, lesbianismo, safismo: prática homossexual feminina; e) ambissexualidade: é a preferência sexual pelos dois sexos (gilete); f) narcisismo: é a admiração do próprio corpo, com indiferença para o sexo oposto; g) onanismo: é o impulso obsessivo à excitação dos órgãos genitais; h) topo inversão (coito ectópico): prática sexual por pessoas de sexo oposto em partes diversas do corpo (oral, anal, vestibular, axilar, intermamário etc.); i) felação: sucção do pênis por mulher; j) cunilíngua: sucção dos genitais femininos por homem; l) crono-inversão: atração sexual exclusiva pelo sexo oposto com grande diferença de idade; m) gerontofilia: atração sexual dos jovens por pessoas idosas; n) pedofilia: atração sexual de pessoas adultas por crianças; o) etno-inversão: acentuada preferência sexual por pessoas de raça diferente; p) cromo-inversão: atração sexual forte por pessoas de cor diferente; q) pigmalionismo: admiração exagerada e patológica por estátuas. 8.3.2. Desvio do instinto: a) sadismo: satisfação sexual realizada com o sofrimento da pessoa amada; b) masoquismo: é o prazer sexual obtido com o sofrimento físico e moral; c) sadomasoquismo: o prazer é obtido pela produção da dor no próprio indivíduo e no parceiro; d) ecatofilia: a relação sexual está ligada a coisas sujas; e) vampirismo: obsessão em sugar o sangue do parcei ro; f) riparofilia: atração sexual por mulheres desasseadas; g) necrofilia: prática sexual com cadáveres; h) coprolalia: excitação sexual consistente em proferir ou ouvir de alguém palavras obscenas; i) coprofagia: excitação sexual obtida com a ingestão de fezes do(a) parceiro(a); j) urolagnia: prazer sexual obtido ao se presenciar alguém em ato de micção ou em ouvir o ruído do jato urinário; l)

Sexologia Forense
1. Estudo do aparelho genital masculino: orifício externo da uretra; glande do pênis; corpos da glande; colo da glande; prepúcio e frênulo; corpos cavernosos; corpo esponjoso; bulbo do corpo esponjoso; esfíncter externo do ânus; uretra prostática membranosa e esponjosa; diafragma urogenital; testículo; ducto deferente; plexo pampiniforme; formação de espermatozóides. 2. Estudo do aparelho genital feminino: monte do pube; comissura anterior; clitóris; orifício externo da uretra; grandes lábios vaginais; pequenos lábios vaginais; orifício vaginal; hímen; vestíbulo; fossa mavicular; comissura posterior; ovário; tuba uterina; útero; cérvice ou colo do útero; endométrio; miométrio. 2.1. Estudo do hímen: 2.1.1. faces: externa ou vestibular e interna ou vaginal. 2.1.2. bordas: aderente e livre. 2.1.3. orlas: entalhes, chanfraduras, carúnculas mirtíformes. 2.1.4. consistência: membranosa, carnosa e elástica. 2.1.5. classificação: a) acomissurados: imperfurado; anular; semilunar; cordiforme; septado; cribiforme; b) comissurados: bilabiados; trilabiados; tetralabiados; multilabiados; c) atípicos: com apêndice pendinte; com apêndice saliente, ausente e fenestrado.

Lesões Corporais
1. Choque: é um estado de falência circulatória produzida por ameaça à vida. 1.1. Classificação 1.1.1. Choque hipovolêmico; 1.1.2. Choque cardiogênico; 1.1.3. Choque distributivo: séptico, anafilático, neurogênico. 1.2. Diagnóstico 1.2.1. Exame clínico: hipotensão arterial, pulsos periféricos imperceptíveis, palidez, cianose, sudorese, taquicardia, taquipnéia, apatia, agitação, desorientação, sonolência, obnufilação, torpor e perda de consciência; 1.2.2. Exames carboratoriais: acidose metabólica, hipocloremia, hiponatremia, hiperpotassemia; 1.2.3. Avaliação hemodinâmica.

Sexologia Forense
1. Classificação: leves, graves, gravíssimas e seguidas de morte. 2. Vias de fato: são agressões que não deixam lesões e estão tipificadas no art. 21 do Decreto-lei 3.688, de 03 de outubro de 1941. 3. Art. 129, CP: Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 3.1. § 1º: Se resulta: 3.1.1. I – incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. Aqui é necessário se fazer um exame complementar trinta dias após a lesão. Ocupações habituais vão além das profissionais. Englobam, também, hobbies, atividades esportivas, caseiras etc. 3.1.2. II – perigo de vida. Apenas certas lesões caracterizam o perigo de vida: traumatismo crânioencefálico, ferimentos penetrantes no crânio, tórax e abdômen causados por instrumentos perfurantes ou pérfuro-cortantes, queimaduras extensas, hemorragia interna, choque hipovolímico.

Diferenciação Sexual
1. Gônadas: testículo / espermatozóide; ovário / óvulo. 2. Canal de Muller / genitália feminina; canal de Wolf / genitália masculina. Canal deferente / tuba uterina. Próstata / glândula de Barthollin. Área da glande / glande do pênis e glande do clitóris. Saliência lateral / corpo do pênis e corpo do clitóris. Prega uretral, sulco urogenital; uretra é o canal vaginal. Tumefação lábioescrotal: bolsa escrotal ou escroto, grandes lábios va-ginais e pequenos lábios vaginais. 3. Hermafrodita verdadeiro com hábito masculino: tem as duas gônadas com características sexuais secundárias masculinas.

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urofagia: consiste no prazer de beber a urina do(a) parceiro(a); m) espermofagia: o prazer sexual consiste em ingerir o esperma; n) picacismo: prazer sexual em ingerir alimentos depois de colocá-los sobre a parte sexual do(a) parceiro(a); o) bestialismo: prática de atos libidinosos entre ser humano e animal; p) fetichismo: fixação da libido em certos objetos ou determinada parte do corpo alheio à esfera sexual normal; q) travestismo: desvio no qual o indivíduo se sente atraído pelas vestes do sexo oposto; r) sexo grupal: quando participam mais de três pessoas do ato sexual (“ménage a trois”, suruba, bacanal etc); s) troca interconjugal (swing) caracteriza-se pela realização do ato sexual entre vários casais; t) exibicionismo: necessidade que tem a pessoa de mostrar seus órgãos genitais; u) mixoscopia: prazer sexual em presenciar o coito de terceiros; v) fonocópula: é uma variação do ato sexual que consiste em conversas picantes ao telefone que levam os interlocutores à satisfação sexual; x) frotagem: prazer sexual em se esfregar em terceiros.
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da Lei 11.106/05. Parágrafo único: se a ofendida for menor de 18 e maior de 14 anos, a pena será de 2 a 4 anos de reclusão. 5. Corrupção de menores Art. 218 do CP: “Corromper ou facilitar a corrupção de pessoa maior de 14 anos e menor de 18 anos, com ela praticando ato de libidinagem, ou induzindo-a a praticálo ou presenciá-lo”. Pena: reclusão de um a quatro anos. Corromper significa perverter, depravar, viciar. Facilitar é favorecer, ajudar, auxiliar. Se a vítima não é maior de 14 anos, o crime consumado é de atentado violento ao pudor. 6. Ato obsceno Art. 233 do CP: “Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público”. Pena: detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa. O sujeito ativo pode ser qual-quer pessoa; o sujeito passivo é a coletividade. São considerados obscenos, desde que realizados em lugar público, ou aberto ou exposto ao público, a prática de atos sexuais e a exposição de órgãos genitais. 7. Assédio sexual Art. 216 do CP: “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendose o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”. Pena: detenção de 1 a 2 anos. Este artigo foi introduzido pela Lei 10.224, de 15/05/2001.

4.3. Mecânicos: sondas, agulhas, palitos, calor, eletricidade; 4.4. Cirúrgicos: cesariana, curetagem, fórceps, vácuo extrator; 4.5. Psíquicos: violência moral, ameaças, estresse. 5. Efeitos colaterais dos meios abortivos 5.1. Intoxicação, hemorragias, embolia pulmonar; 5.2. Lesões vaginais e uterinas; 5.3. Infecções: anexcites, endometrites, peritonites, septicemia, tétano pós-aborto. 6. Perícia 6.1. Na gestante: cloasma gravídico, colostro, loquios sero-sanguinolentos, tubérculos de Montegomery e rede de Haler. 6.2. Feto: determinar o meio abortivo e a “causa mortis”.

Infanticídio
1. Legislação: Art. 123 do CP: “Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após”. Pena: detenção de 2 a 6 anos. 2. Elementos do crime: 2.1. Feto nascente ou recém-nascido; 2.2. Vida extra-uterina; 2.3. Morte causada pela mãe sob a influência do estado puerperal. 3. Diagnóstico de vida extra-uterina: a) Docimásia hidrostático de Galeno; b) Docimásia óptica de Bouchut; c) Docimásia radiológica de Bordas; d) Docimásia estomacal de Breslau; e) Docimásia histológica de Balthazar. 4. Perícia na mãe: determinar se a mãe encontrase sob influência do estado puerperal ou se é portadora de doença ou deficiência mental. 5. Perícia no feto: diagnosticar se houve vida extra-uterina e determinar a “causa mortis”.

Crimes contra a Liberdade Sexual
1. Estupro 1.1. Previsão legal: art. 213 do CP. Pena: reclusão, de seis a dez anos, imposta pela Lei 8.072/90. Já o parágrafo único foi revogado pela Lei 9.281/96, o mesmo ocorrente em relação ao crime de atentado violento ao pudor; 1.2. Elementos do crime: 1.2.1. Constranger: coagir, obrigar, forçar, compelir; 1.2.2. Mulher: sem qualquer distinção (virgem ou não, prostituta, esposa etc); 1.2.3. Conjunção carnal: consiste na introdução, ainda que parcial, do pênis na vagina. 1.2.4. Violência: pode ser real, que é o efetivo desforço físico, ou presumida, que ocorrerá sempre que a vítima não for maior de 14 anos, for alienada ou débil mental e o agente conhecer tal circunstância ou quando não puder, por qualquer outra causa, oferecer resistência. 1.2.5. Grave ameaça: é a violência moral, a promessa de um mal capaz de vencer a resistência da vítima. 2. Atentado violento ao pudor 2.1. Previsão legal: art. 214 do CP. Pena: reclusão, de seis a dez anos; 2.2. Constranger: ver crime de estupro; 2.3. Alguém: ambos os sexos; 2.4. Violência ou grave ameaça: ver crime de estupro; 2.5. Ato libidinoso diverso da conjunção carnal: coito anal, sexo oral, beijo lascivo, masturbação etc. 3. Posse sexual mediante fraude Art. 215 do CP: “ter conjunção carnal com mulher, mediante fraude”. Pena: reclusão, de 1 a 3 anos. Parágrafo único: Se o crime é praticado contra mulher virgem, menor de 18 e maior de 14 anos, a pena é aumentada para reclusão de 2 a 6 anos. A redação do “caput” foi determinada pela Lei 11.106, de 28/03/2005, que retirou do texto o termo honesta. Fraude é uma maneira de enganar a vítima, levando-a a uma falsa percepção da realidade. Constitui, pois, um artifício, embuste ou ardil para obter a conjunção carnal. 4. Atentado ao pudor mediante fraude Art. 216 do CP: “Induzir alguém, mediante fraude, a praticar ou submeter-se à prática de ato libidinoso diverso da conjunção carnal”. Pena: reclusão, de 2 a 4 anos. A exemplo do crime anterior, o “caput” também teve a sua redação modificada por força

Abortamento
1. Definição: é a morte do feto em qualquer fase do ciclo gravídico. 2. Legislação 2.1. Traz duas figuras: o auto-aborto, que é o aborto provocado pela própria gestante, e o aborto provocado por terceiro, mas com o consentimento da gestante. Tais condutas serão apenadas com detenção de 1 a 3 anos. (Art. 124 do CP) 2.2. Consite na provocação do aborto sem o consentimento da gestante. Pena: reclusão de 3 a 10 anos. É a forma mais grafe de aborto. (Art. 125 do CP) 2.3. Aborto provocado por terceiro com o consentimento da gestante. Pena: reclusão de 1 a 4 anos. Se a gestante não é maior de 14 anos, é alienada ou débil mental, ou se o consentimento foi obtido mediante o emprego de violência, grave ameaça ou fraude, a pena será de reclusão de 3 a 10 anos. (Art. 126 do CP) 2.4. Forma qualificada. As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. (Art. 127 do CP) 2.5. Art. 128 do CP. Define as hipóteses de aborto legal, quando praticado por médico, a saber: a) se não há outro meio de salvar a vida da gestante (aborto necessário ou terapêutico); b) se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal (aborto sentimental, ético ou humanitário). 3. Classificação 3.1. Espontâneo: causas hormonais, ovulares, placentárias, uterinas, má-formações e infecções. 3.2. Provocado: a) terapêutico ou necessário: b) moral, sentimental, piedoso ou humanitário; c) abortamentos criminosos: eugênico, econômico e social. 4. Meios abortivos 4.1. Naturais: espirradeira, quebre-pedra, cabacinha, arruda; 4.2. Químicos: ocitócitos, prostaglandinas, cytotec;

Tanatologia
1. Definição: é o estudo da morte e dos sinais cadavéricos. 2. Classificação: tanatodiagnose, cronotanatognose, tanatoconservação, tanatolegislação, tanatoscopia ou tanatopsia. 3. Classificação dos fenômenos cadavéricos 3.1. Abióticos imediatos: inconsciência, insensibilidade, imobilidade, parada da respiração, parada da circulação, fácies hipocrática. 3.2. Abióticos consecutivos 3.2.1. Desidratação: a) perda de peso; b) pergaminhamento da pele; c) dessecação das mucosas; d) fenômenos oculares: d.1. perda da tensão do globo ocular; d.2. tela viscosa ou albuminosa; d.3. mancha de esclerótica – Sinal de Sommer e Larcher; d.4. turvação da córnea; d.5. ausência do reflexo córneo-palpebral; d.6. midríase paralítica. 3.2.2. Resfriamento: a) fatores intrínsecos: idade, constituição do corpo, “causa mortis”; b) fatores extrínsecos: as vestes, a umidade, arejamento, o local. 3.2.3. Rigidez: tem início depois de duas a três horas, sendo completa após oito horas. Desaparece depois de vinte e quatro horas, no início da putrefação. De acordo com a Lei de Nystem-Sommer, começa pela face, mandíbula, e nuca, seguindo-se

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os músculos do tronco, membros superiores e, por último, os membros inferiores. 3.2.4. Livores cadavéricos ou hipóstases: aparecem duas a três horas após a morte, têm tonalidade violácea e resultam da deposição de sangue nas partes de declive do cadáver por força da gravidade. Depois de 12 horas, as manchas ficarão fixadas. 3.3. Transformativos destrutivos 3.3.1. Autólise: início da decomposição, produzida pela liberação das enzimas intracelulares. 3.3.2. Putrefação: a) período cromático: caracterizado pela presença da mancha verde na fossa ilíaca direta; b) período gasoso: gases formados por bactérias infiltram-se nos tecidos; c) período coliquativo: atuação da fauna cadavérica promovendo a dissolução pútrida dos tecidos; d) período de esqueletização. 3.3.3. Fatores determinantes da putrefação: a) fatores intrínsecos: idade, constituição do corpo, “causa mortis”; b) fatores extrínsecos: vestes, umidade, temperatura, ventilação, condições do solo. 3.3.4. Maceração: ocorre quando o corpo fica imerso em líquidos: a) séptica: meio líquido contaminado; b) asséptica: ocorre na cavidade intra-uterina. 3.4. Transformativos conservadores 3.4.1. Mumificação: o ambiente seco interrompe a putrefação. A umidade do ar abaixo de 50º C inibe o crescimento das bactérias. 3.4.2. Saponificação ou adipocera: ocorre quando o corpo fica imerso em meio semilíquido, solo úmido ou argiloso. As gorduras do corpo reagem com as substâncias do solo e formam sabões que absorvem sais da água, transformando-se em sabões calcáreos, adquirindo o cadáver uma maior resistência. 3.4.3. Calcificação: ocorre em fetos retidos na cavidade abdominal, após gestação tubária seguida de rotura. Absorvem cálcio, adquirindo uma consistência pétrea, denominada litopédio. 3.4.4. Corificação: ocorre em cadáveres encenados em caixões metálicos hermeticamente fechados. 3.4.5. Congelação: ocorre em geleiras. 3.5. Tipos de morte: natural ou patológica, violenta (homicídio, suicídio, acidente), celular, histológica, orgâ nica, aparente, relativa, súbita, agônica, presumida, real. 3.6. Diagnóstico da morte 3.6.1. Métodos antigos: a) sinais vitais, prova do espelho, prova da vela, estímulos físicos. 3.6.2. Métodos modernos: a) critérios clínicos: arreatividade dolorosa e vegetativa, ausência de reflexos, teste de apnéia; b) critérios laboratoriais: eletrocardiograma, eletroencefalograma, tomografia cerebral, angiografia cerebral, ressonância magnética. 4. Cronotanatognose 4.1. Definição: é o estudo da determinação do tempo da morte, através dos fenômenos cadavéricos. 4.2. Resfriamento: nas primeiras 3 horas a temperatura diminui meio grau. A partir da quarta hora, a diminuição é de um grau por hora. 4.3. Perda de peso: a perda é de cerca de 8 g/ kg. 4.4. Livores cadavéricos: aparecem de 2 a 3 horas após a morte. A fixação ocorre em torno de 12 horas. 4.5. Rigidez cadavérica: começa pelos músculos da mandíbula, 2 a 3 horas após a morte. Em torno de 4 a 6 horas atinge os membros superiores, tornando-se completa a partir de 8 horas. Depois de 24 horas o corpo começa a ficar flácido. 4.6. Mancha verde abdominal: aparece na fossa ilíaca direta 24 horas após a morte. Em torno de 3 a 5 dias dissemina-se por todo o corpo.

4.7. Conteúdo estomacal: a digestão se leva em torno de 4 a 7 horas. 4.8. Fauna cadavérica a) Legião – dípteros – muscina stabulons (6 a 15 dias); b) Legião Lucila coesas (15 a 20 dias); c) Legião Dermester landarins (3 a 6 meses). 4.9. Calendário da morte a) cadáver quente, flácido e sem livores. Morte recente (em torno de 1 a 2 horas); b) cadáver com temperatura inferior a 37º C, rigidez da nuca e da mandíbula, começando a aparecer os livores (morte em torno de 2 a 3 horas); c) rigidez da nuca, mandíbula e dos membros superiores, livores acentuados (morte de 4 a 6 horas). d) rigidez generalizada, livores não-fixados (morte em torno de 8 horas); e) livores cadavéricos fixados (morte após 12 horas); f) aparecimento da mancha verde abdominal e início do desaparecimento da rigidez (morte após 24 horas); g) mancha verde se estendendo pelo corpo e flacidez generalizada (morte após 48 horas); h) extensão da mancha verde por todo o corpo (morte em torno de 3 a 5 dias); i) início da formação de gases (morte após 3 dias). A fase coliquativa tem início a partir do segundo mês; cor pardo-esverdeada e enfisema pútrido em torno de 4 a 6 meses; esqueletização (cadáver inumado) em torno de 2 a 3 anos; e destruição de ligamentos e cartilagens em torno de cinco anos. 5. Tanatoconservação 5.1. Congelação: realizada em câmara frigorífica. 5.2. Embalsamamento: em nosso Estado é feito com injeção de solução de formol a 20%, inoculado nas artérias femorais. 5.3. Mumificação: natural e artificial. 6. Tanatolegislação 6.1. Código Civil: 6.1.1. A existência da pessoa natural termina com a morte (Art. 6º); 6.1.2. Comoriência (Art. 8º); 6.1.3. A sociedade conjugal termina (Art. 1571); 6.1.4. Extingue-se o poder familiar (Art. 1635). 6.2. Código Penal 6.2.1. Extingue-se a punibilidade (Art. 107); 6.2.2. Crime de destruição, subtração ou ocultação de cadáver (Art. 211); 6.3. Código de Ética Médica: Artigos 6º, 44, 54, 66, 114, 115, 119 e 120. 6.4. Lei dos Transplantes: Lei 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, regulamentada pelo Decreto nº 2.268, de 30 de junho de 1997, e pela Lei 10.211, de 23 de março de 2001. 7. Tanatoscopia - autópsia - necropsia - necroscopia - necrotanoscopia: 7.1. Objetivos a) identificar o morto; b) determinar a causa médica da morte; c) determinar a causa jurídica da morte. 7.2. Autoridades competentes para solicitar: a) autoridade policial; b) autoridade judicial; c) autoridade sanitária; d) promotor de justiça. 7.3. Locais de necropsia: a) Instituto de Medicina Legal: mortes violentas e suspeitas; b) Hospitais: necropsias clínicas; c) Serviços de Verificação de Óbito – SVO: necropsias clínicas; d) Instituições de Ensino Superior - Faculdade de Medicina - Departamento de Patologia; e) Cemitérios. 7.4. Pessoal: médico legista, patologista, auxiliar de necropsia. 7.5. Instrumental: bisturi, faca, tesoura, pinça, balança, recipientes, serra, porta-agulha, agulha, fio de sutura, paquímetro, aventais, luvas, máscaras, óculos. 7.6. Do Exame Externo: a) descrição das vestes; b) sinais cadavéricos; c) estado geral e higiênico; d) idade, sexo, cor de pele, peso e estatura; e) elementos de identificação; f) descrição das lesões. 7.7. Do Exame Interno: a) exame das cavidades cranianas, torácica, abdominal, pélvica e raquidiana; b) exame dos órgãos e das vísce-

ras; c) exame do pescoço; d) colheita de material para exames laboratoriais; e) retirada de projéteis de arma de fogo; f) retirada de corpos estranhos. 7.8. Lesões intra­vitam e post­mortem: 7.8.1. Intra-vitam: a) escoriação (com crosta); b) retração dos tecidos; c) coagulação do sangue; d) reação inflamatória; e) embolias; f) consolidação óssea; g) queimadura (eritema). 7.8.2. Post-mortem: a) sem crosta; b) não há retração de tecidos; c) não há coagulação de sangue; d) não tem reação inflamatória; e) não ocorre embolias; f) não ocorre consolidação óssea; g) não tem queimadura. 7.9. Destino do cadáver: a) inumação simples; b) inunação pós-necropsia; c) inu-nação pós-embalsamento; d) utilização em estudo e pesquisa; e) cremação; f) destruição; g) imersão; h) ossários. 8. Exumação: 8.1. Definição: desenterrar o cadáver para atender a solicitação de autoridade. 8.2. Exumação administrativa: a) mudança da sepultura dentro de um mesmo cemitério; b) remoção do esqueleto para o ossário; c) retirada do cadáver para cremação; d) traslado para outro cemitério ou para o estrangeiro; e) troca de urna funerária; f) recuperação de jóias ou documentos. 8.3. Exumações judiciárias: a) inumação sem certidão de óbito; b) troca de cadáver em hospital; c) inumação de vítima de morte violenta sem necropsia prévia; d) dúvidas quanto à identidade do morto; e) necropsias incompletas, com erros, omissões ou contradições; f) erros na determinação da causa médica ou jurídica da morte.
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A coleção Guia Acadêmico é o ponto de partida dos estudos das disciplinas dos cursos de graduação, devendo ser complementada com o material disponível nos Links e com a leitura de livros didáticos. Medicina Legal – 3ª edição - 2009 Coordenadores:
Carlos Eduardo Brocanella Witter: Professor universitario e de cursos preparatorios ha mais de 10 nos, Especialista em Direito Empresarial; Mestre em Educacao e Semiotica Juridica; Membro da Associacao Brasileira para o progresso da Ciencia; Palestrante; Advogado e Autor

Autor: Jerônimo Rolim, Médico Legista, Mestre em Patologia, Especialista em Medicina Legal, Professor de Medicina Legal. A coleção Guia Acadêmico é uma publicação da Memes Tecnologia Educacional Ltda. São Paulo-SP. Endereço eletrônico: www.memesjuridico.com.br Todos os direitos reservados. É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, por qualquer meio ou processo, sem a expressa autorização do autor e da editora. A violação dos direitos autorais caracteriza crime, sem prejuízo das sanções civis cabíveis.

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