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~od

mog.8tLo

d& Clloelt4

EngenheiroAgJÕnol1lÓ

CRE~-M64215'/D

GUIA

PARA

IDENTIFICAÇÃO

DE

MINERAIS,

TOXIDEZ,

DISTúRBIOS

DEFICIÊNCIAS

FISIOLóGICOS,

.

PRAGAS

E

DOENÇAS

DO

CAFEEIRO

Roberto Antonio Thomaziello. João Alves de Toledo Filho. Edson Gil de Oliveira.

 

I.

DEFICI~NCIAS

MINERAIS

Um dos principais

problemas da cafeicultura

atual

é a nutrição

insuficiente

ou inadequada

dos cafeeiros.

Isso, aliado à existênciu

e também implantação de cafezais em terras já cultivadas por 10nKos anos, com baixa fertilidade e muitas vezes erodidas, além da utili- zação cada vez mais acentuada das terras sob vegetação de cerrado,

, T

onde o material de origem já pode ser pobre em diversos nutrientes,

tem contribuído

lavouras.

para

a baixa produtividade

de grande

número

de

A

principal

sintomas

foliares

manifestação

característicos

desses

para

problemas

nutricionais

cada

elemento

mineral.

são

Todavia, outros fatores,

que não

podem contribuir

para o aparecimento

a

real

carência

de nutrientes,

de sintomas foliares

de defi-

ciência.

Dentre eles destacamos o afogamento

do colo, lesão de

pelo calor, canela de geada, ataque de nematóides

e cochonilhas

colo

no

sistema radicular,

solos mal

drenados,

observados

com rigor

para

não se chegar

devendo,

por

a diagnósticos

isso,

serem

errados.

As deficiências mais freqüentes são nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, zinco, boro, cobre e ferro.

Sintoma

NITROG:8;NIO

É a deficiência

mais comum e freqüente

nos cafezais,

o prin-

cipal elemento limitante

da produção da maioria

de nossas lavouTnR.

·

Engenheiros-Agrônomos

do Projeto

Café, Programa

de Fltotecnln,

C.O.T.

7

CATI.

 

A

característica

do sintoma,

tanto

para

'folhas

novas

como

para folhas velhas, atingindo

o limbo

e

as

nervuras,

é

a

perda

erescente

da

cor

verde

típica

das

folhas,

que

vão

amarelecendo,

chegando inclusive a ficar folhas e seca de ramos.

quase

brancas.

Pode

haver

queda

de

,

 

---

-

Figura 1. Nitrogênio.

 
 

O nitrogênio

é extremamente

móvel na planta

e,

por

ocasião

da granação

e maturação

dos frutos,

essa

translocação

da

folha

para

o fruto

é acelerada,

sendo então

a época mais

propícia

para

o aparecimento

dos sintomas de deficiência.

 

Cm'reção

 

Deve-se evitar a carência de nitrogênio aplicando-se adubos

nitrogenados ao solo, em cobertura,

fim de reduzir perdas daH chuvas.

por lixiviação,

subdividindo

em 3 a

4 parcelas

a

dose

a e no período

total

A dose a

ser

aplicada

varia

em função de uma série de fatores:

Lipo de

solo, idade

da planta,

espaçamento

e carga

pendente.

De

modo j.\"('ral, para

cafeeiros

adultos,

150

a

200g

de

N

por

cova

rl'pl'I'H<,ntamuma boa adubação.

8

.

o

fornecimento

de

N

via

foliar

pode

ser

realizado

através

de pulverizações

com uréia

a

1-2 %'

Os adubos nitrogenados

para

aplicação

ao solo mais

recomen-

dados são:

sulfato

de amônio, nitrocálcio

e uréia.

Via foliar

reco-

mendil-se principalmente

a uréia.

 

Sintoma

FóSFORO

Embora a maioria de nossos solos apresente níveis muito baixos de fósforo, o cafeeiro normalmente não tem apresentado sintomas foliares de deficiência e também reações econômicas à aplicação

de grandes doses de adubos fosfatados. são relativamente exigentes em P.

As plantas

novas, todavia.

O fósforo

é bastante

translocável

e os sintomas de deficiência,

quando aparecem, se fazem notar nas folhas velhas. Surgem manchaM amareladas, que posteriormente passam a amarelo-violáceas e final.

mente

queda

violáceas

de folhas.

pod~ndo tomar

todo

o limbo foliar.

Pode

havCl'

 

. Figura 2. Fósforo.

Diversas

fases dos sintomas

da deficiência,

Correção

A fonte

de

P

mais

comum

e utilizada

na

aplicação

de

aduho

fosfatado

ao

solo

tem

sido

o Ruperfosfato

simples,

<)\1(' IIJU'I'HIHIIH

 

{)

I

IL vantagem de suprir o cafeeiro em enxofre (o superfosfato tem

12% de

S).

Outras

fontes

como o superfosfato

triplo,

fosfatos

naturais, DAP (diamoniofosfato) e MAP (manoamoniofosfato)

nas margens das mesmas, que posteriormente se coalescem, formando uma necrose marginal. Próximo à margem necrosada, contornando-a,

rmdcm também ser usadas. surge uma pequena faixa amarelada. A' parte central da folha fica com
rmdcm também ser usadas.
surge
uma
pequena
faixa
amarelada.
A' parte
central
da
folha
fica
com o tecido normal.
Para
cafeeiros
adultos
a
dose máxima
recomendada
chega
a
tlO-50g de P20ú por
cova.
A
aplicação
deve
ser
em
cobertura,
Esses sintomas
são observados
primeiramente
nas folhas
mais
podendo-se colocar a dose total em uma única vez, sem necessidade
de parcelamento,
visto
o
P
ter
pouca
mobilidade
no solo.
velhas, passando com a evolução da carência para as mais novas,
pois o potássio é bastante translocável. São notados principalmente
O P
pode ser
fornecido via
foliar,
sendo muito 'bem absorvido
por ocasião da granação
dos frutos,
devido à grande
translocação
por esse processo em concentrações
em torno
de
1,0 a
2,0%.
Como
desse elemento das folhas para os frutos. Deficiências acentuadas
fontes de elemento temos: MAP, DAP e superfosfato simples,
queda-de-folha,
seca de ramos
e chochamento
de
devendo-se dar preferência
ao MAP, visto apresentar
o P
na
forma
ocasionam, ainda;
frutos.
do íon prontamente absorvível que é o H2P04 e ter um pH de 3,9,
que
é
a
faixa
em que é melhor
absorvido
pela folha.
Correção
POTÁSSIO
Para
prevenção
e correção
da deficiência
de
K,
deve-se
fazer
Sintoma
aplicação ao solo de adubos potássicos, sendo o mais comum e utili-
zado o cloreto de potássio. O comportamento (mobilidade) do K no
É o segundo elemento na escala de importância
para o cafeeiro,
e
tura e parcelado em duas vezes.
solo é intermediário
entre
o N
P,
devendo
ser aplicado
em cober-
pois é exigido e exportado
em
grande
proporção.
.
~
Para
cafeeiros
adultos
as dosagens
variam
de
120
a
200g de
K20 por cova.
Saliente-se,
ainda,
que
a palh~
de café~ por
possuir
boa
quan-
tidade
de
K
(3,0%),
pode ser
uma das
fontes
do elemento
a
ser
usada.
CÁLCIO
Sintoma
É uma deficiência de constatação recente em cafezais, mas está
se tornando comum e fr~qÜente, principalmente em lavouras implan-
tadas em solos com vegetação de cerrado, isso porque esses solos
normalmente apresentam níveis bastante baixos desse elemento.
A característica
do sintoma
na folha
que caminha para o centro do limbo foliar
do cafeeiro.
é uma clorose marKinal
e ocorre nas folhas novas
A. carência
de cálcio provoca também
um mal desenvolvimento
Figura
3. Potássio.
do sistema radicular,
com
morte
de
radicelas,
predispondo
OR
cafeeiros a uma grande sensibilidade a seca.
Ocasiona ainda a mortu
Os sintomas
foliares
de carência
de potássio,
que se iniciam
poln ponta das folhas, aparecem
como pequenas pontuações
escuras
das
gemas
terminais
dos ramos plagiotrópicos e ortotrópicoR do
cefeeiro.

.

10

11

.

Figura 4. Cálcio.

Correção

(:

'\

Para

a prevenção

e correção

da deficiência

deve-se aplicar

o

calcário

dolomítico.

Toda vez

que

a

análise

de terra

revelar

teor

de

Ca

+

Mg abaixo

de 2,0 equivalente

miligrama

por

100ml de

calcário. 8010,para solos arenosos, e 3,0 para solos argilosos, deve ser aplicado

Quando

a quantidade

de calcário

a

ser colocada

vezes.

for

grande,

deve-se parcelar

a

dose em duas

ou três

MAGNÉSIO

 

Sintoma

A deficiência

de magnésio

é muito

freqüente

nos cafezais

e

0('01'1'('praticamente

em todos os tipos

de solo, sendo, todavia,

mais

iutl'tlHa nos solos com vegetação iut('UHa l1a terra roxa estruturada

de cerrado

e menos freqüente

O excesso de

e latossol roxo.

e

K

ua adubação eleva a relação K/Mg do solo, induzindo também a

('''!'llnda

<1(' M~.

12

 

É bastante

translocável

das folhas

mais

velhas

para

as

mais

novas

e para

os frutos.

Por

isso,

a

época em

que surge

com mais

freqüência

é por ocasião da granação

e maturação

dos frutos.

 

A característica

do sintoma é uma amarelecimento do limbo foliar

entre

as nervuras,

permanecendo

essas sempre

verdes.

N os casos

graves

de deficiência

pode haver

queda de folhas.

Figura

5. Magnésio.

Folha normal

(à direita)

e folhas deficientes

(à esquerda}

 

Correção

 
 

A correção ou prevenção mais recomendável é a aplicação

de

calcário

dolomítico,

que possui

um

teor

muito

bom em óxido

de

magnésio

(14

a

21 %).

A recomendação é idêntica à usada para o caso do cálcio.

Em casos de deficiências agudas e visando a uma correção maiH rápida da mesma, pode-se lançar mão da pulverização foliar com sulfato de magnésio em concentrações de 1,0 a 2,0%,

Sintoma

ZINCO

~ zndn pelos cafezais, 1<1001' da planta,

um

micronutriente

cuja

deficiência

ocorrer

está

podendo

desde os

bastante

primeiros

~encrnli.

anos

dI'

13

Figura7.

Zinco.

Folhas inferiores

deficientes

e

Zinco.

Cafeeiro

com deficiência

folhas superiores

correção.

normais,

surgidas

após

a

Figura

6

severa.

.,

'-.::'"

,'ff"'f'V~ 11.'0\-'-

14

J

,

Normalmente

os sintomas

ocorrem nas partes

em crescimento,

retardando o desenvolvimento vegetativo, pois os internódios ficam

curtos e as folhas pequenas, cloróticas, coriáceas, quebradiças c ásperas ao tato. As nervuras desenvolvem-se mais que o parênquima,

ficando

salientes,

e o tamanho

diminuto

da;s folhas

e' o seu

agrupa-

mento dão um aspecto típico, chamado de' roseta.

A frutificação

~

prejudicada, sendo diminuída e dando frutos muito pequenos. Em

condições de acentuada e seca de ponteiros.

deficiência, a planta

apresenta

cinturamento

Nos anos de grande

produção

a deficiência pode ser agravada,

pois o zinco transloca-se

facilmente

das folhas

para

os frutoR

do

mesmo ramo, aparecendo ramos carregados com sintomas de carência ao lado de ramos normais.

Correção

É realizada

pela aplicação de sulfato

de zinco em pulverizaçi-1o,

em concentrações variáveis de 0,6% a 1,9%. A aplicação do elemento no solo não tem obtido respostas favor4veis, não devendo, portanto, ser utilizado para correção.

Normalmente

duas

a

três

pulverizações

são suficientes

para

corrigir ou atenuar a deficiência, devendo ser realizadas no periodo

de plena vegetação do cafeeiro, de preferência entre os meses de novembro e fevereiro.

O uso de fungicidas cúpricos para controle da ferrugem

diminui

a absorção do zinco, quando aplicado conjuntamente. Nesses casos é necessário aumentar a concentração do sulfato de zinco usada na mistura, ou aplicá-lo isoladamente.

A adubação orgânica, em especial o esterco de galinha, tem um

grande

valor na prevenção

e correção .da deficiência

do zinco.

 

BORO

Sintoma

 

Juntamente

com o zinco,

o horo

é o micronutriente

de maior

significado

econômico para

o cafeeiro.

A característica

típica da deficiência é a morte das extremidadeR

 

em crescimento,

tanto

da parte

aérea

como do sistema

radicular.

Na parte

aérea ocorre

a morte

da gema apical,

que pode per.

manecer aderente ao ramo por certo tempo.

Logo abaixo da Kemn

morta há um superbrotamento de ramos em forma de leque ou

palmeta, sintoma inconfundível

e característico

da carência.

 
 

A morte

da gema apical

é devido

ao fato

de

o boro

ser

pouco

móvel, sendo, assim, pouco translocável IIR reKiõcR novas em crC!~cimento.

dos tecidos mais velhoR para

ICI

Figura 9. Bom. Fase intermediária da deficiência.

Boro. Sintoma

inicial da deficiência. Figura 8.

16

Figura 10. Bom.

Fase final da deficiência.

Os cafeeiros com deficiência de boro apresentam

grande sensi-

bilidade à seca, devido à morte de radicelas, com redução do sistema

radicular.

As folhas

novas apresentam-se

deformadas.

As

calagens

mesmo tempo dificultada.

ao

excessivas

diminuem

a

disponibilidade

que

na

falta

de

cálcio

a

absorção

de boro,

de boro

é

Correção

ou

Aplicações de bórax

ou ácido bórico em pulveri.zações foliares

no

solo.

Por

via foliar

os efeitos

são mais

rápidos,

porém

de

menor duração,

ao passo

que no

solo são mais

duradouros,

embora

também demorem mais a apresentar reação.

No solo, para lavouras

adultas,

as doses podem chegar

até

.

20

gramas de bórax por cova de café e por ano. Em pulverizaçõc!'l

recomenda-se o bórax a 0,5%.

O ácido bórico deve ser usado a 0,3%.

Para correções simultâneas

de

zinco

e

boro,

solução com sulfato

de zinco a

0,6%

misturar sulfato de zinco com bórax.

e ácido bórico

utiliza-se

uma

a 0,3%.

Nunca

Sintoma

COBRE

1!; uma

deficiência

romum Reu aparecimento

de constatação

rccente

em cafezaiH, H('Iulo

em RoloRcom ver;rctaçil.ode cerrado.

17

As

folhas

novas

tornam-se

deformadas

e

com

as

nervuras

Imlientes, ficando com aspecto de costelas, bastante onduladas. As

folhas mais velhas

apresentam

os bordos

levantados

e sofrem

um

encurvamento para baixo. Pode aparecer, ainda, quando a carência é muito acentuada, uma clorose ao longo da nervura central.

  • - solos com altos teores de manganês, do Fe;

que impede a absorção

  • - solos com pH alto em virtude

de calagem excessiva.

Os sintomas da carência o ferro ser pouco translocável

aparecem nas folhas mais novas, visto

e sempre em pares de folhas. As folhas

apresentam uma clorose do parênquima,

que

pode ter

gr:aus de

intensidade desde um verde-esmaecido até quase branco. Todavia, as nervuras permanecem com a cor verde normal, o que dá à folha um aspecto reticulado bastante visível e característico.

Essas folhas permanecem com seu tamanho normal.

 

I""' .

'

"

..

 

Figura

11. Cobre.

 

Correção

É efetuada

pela

aplicação

de

produtos

à

base

de

cobre,

como

Figura

12. Ferro.

oxicloreto

de

cobre,

óxido

cuproso,

sulfato

de

cobre,

em

concen-

Correção

 

trações

normalmente

a

0,5%.

 
 

Normalmente é uma deficiência transitória, não necessitando

 
 

FERRO

 

de correção. Apenas nos casos onde ocorreu cal agem excessiva,

poderia se tentar

a aplicação de adubos com maiores

possibilidadoH

Sintoma

de acidificação do solo, como o sulfato de amônio, para atenuar problema.

o

comum

seu

aparecimento,

embora

não

represente

11.

TOXIDEZ

 

to; bastante r)l"ohlt'mn econômico

para

a

cultura

do

café.

AR condiçõcH em que ocorre

são, principalmente:

 

Existem

inúmeras

constatações

de

toxidez

de

doterminadoH

 

t'm

Holofl rnROH, mnl

drenados,

sujeitos

ao

encharcamento;

 

nlementofl ou

produtos,

quo

se

manifestam

atravéfl

de

Hint.omnH

 

18

11)

bastante

típicos

e que podem

ser

observados

no sistema

radicular

Oll nas folhas.

 

Nos casos nutricionais,

ocorrem com maior freqüência com os

mlcronutrientes, que passam a níveis tóxicos com aplicações em püquena quantidade acima da realmente necessária. Com produtos, o uso inadequado de defensivos, como herbicidas e fungicidas, é o principal resp.onsável por tais sintomas.

Sintoma

TOXIDEZ

DE BORO

Manifesta-se quando o teor desse micronutriente na folha ultra- passa o limite de 200ppm e pode ocorrer devido a aplicações inade-

quadas desse elemento no solo ou em pulverização,

visto os limites

de tolerância

e toxidez serem muito próximos.

O sintoma

na folha são manchas

ou pontuações

amarelo-claras

e cloróticas, mais intensas nas pontas e margens podendo também atingir todo limbo foliar.

das folhas,

mas

TOXIDEZ

DE MANGANÊS

Sintoma

É um sintoma freqüente

em cafeeiros instalados

em terras

com

vegetação

de cerrado,

em solos ácidos

e naqueles

com problemas

de adensamento.

O

uso

constante

de adubos

com características

acidificantes (como o sulfato de amÔ11io,por exemplo) pode também elevar o teor do manganês, chegando a atingir níveis tóxicos na folha.

 

A manifestação

do sintoma

se dá pelo surgimento

de ramos

com

internódios

curtos,

folhas

pequenas

e

de

colóração

verde-

-amareladas.

 
 

Pigura 14. Manganês.

Ramo com toxidez (à direita).

(à esquerda)

e ramo normal

 

PigUfa 13. Boro. Folha normal

(à esquerda)

(à aireita).

e folhas com sintomas

de

toxidez

 

( '/II'/'('{'(I/I

SIIHP('IHI('I' aH aplicações

de

boro

ou

evitar

aplicações

inade-

AplicllçÍlo

de

calcál'io

dolomitico.

1'ambóm

a

AubRolnJ,t('m,

(\m

qlllldllH.

1'111"'" d('

ImloA ('0 JrIPIll'.LlldoR, pod('

cOlTiJfiI' o p,'oblema.

 

20

2\

baHtante típicos ou nas folhas.

e

que

podem ser

observados

no sistema

radicular

Nos casos nutricionais, ocorrem com maior freqüência com os l1'ucronutrientes, que passam a níveis tóxicos com aplicações em Iwquena quantidade acima da realmente necessária. Com produtos, o UHOinadequado de defensivos, como herbicidas e fungicidas, é o principal resp.onsável por tais sintomas.

Sintoma

TOXIDEZ

DE BORO

Manifesta-se quando o teor desse micronutriente na folha ultra- passa o limite de 200ppm e pode ocorrer devido a aplicações inade-

quadas desse elemento no solo ou em pulverização,

visto os limites

de tolerância

e toxidez serem muito próximos.

O sintoma

na folha são manchas

ou pontuações

amarelo-claras

e cloróticas, mais intensas nas pontas e margens podendo também atingir todo limbo foliar.

das folhas,

mas

TOXIDEZ

DE MANGANÊS

Sintoma

É um sintoma freqüente

em cafeeiros instalados

em terras

com

vegetação

de cerrado,

em solos ácidos

e naqueles

com problemas

de adensamento.

O

uso

constante

de adubos

com características

acidificantes (como o sulfato de amônio, por exemplo) pode também

elevar o teor do manganês, chegando a atingir folha.

níveis

tóxicos

na

A manifestação

do sintoma

se dá pelo surgimento

de ramos

com internódios

curtos,

folhas

pequenas

e

de

colóração

verde-

-amareladas.

Figura 13. Boro. Folha normal toxidez

(à esquerda)

(à aireita).

e folhas com sintomas

de

( '/11'/'/'<'(//1

SUllp('ndl'l'

11 1111dll

11.

aR aplicações

de

boro

ou

evitar

aplicações

inade-

Figura 14. Manganês.

Ramo com toxidez (à direita).

(à esquerda)

e ramo normal

( 'OI'I'/!Ç(/I)

A plicllção

de

calcÚl'io

dolomiUco.

'J'ambém

Il

RubRolI\J,wm,

('11"011dI'

RoloH ('oHllllu'.LadoR,

pode

(~orriJfi I' o

pl'oblema.

om

21

 

TOXIDEZ

DE COBRE

Sintoma

Tem sido constatada

em viveiros

devido à aplicação

repetida

de fungicidas

cúpricos.

O sintoma se manifesta

pela pobreza e morte

do sistema

radi-

cular, folhas um pouco cloróticas e retardamento das mudas.

no desenvolvimento

germinação

e as mudas oriundas

das sementes que germinam

apre-

sentam-se

com' folhas

estreitas

e alongadas,

semelhantes

ao

tipo

angustifolia ou ao café comumente chamado de café-macho. A toxidez provoca também um retardamento no desenvolvimento das mudas.

Figura 16. Mercúrio.

Figura 15. Cobre.

Mudas com desenvolvimento

normal

(à direita)

e com

. sintomas de toxidez (à esquerda).

 

Correção

Correção

Não

efetuar

tratamento

de sementes

com fungicidas

mercuriais.

Nas pulverizações

para

controle

de doenças

no viveiro,

inter-

calar o uso de fungicidas

cúpricos

com outros,

como os ditiocarba-

 

TOXIDEZ

DE

PCNB

(pentacloronitrobenzeno)

 

matos ou aqueles

à base

de zineb.

 

Se houver

constatação

de, toxidez,

suspender

a

aplicação

dos

Sintoma

cúpricos e irrigar

abundantemente

as mudas.

Ocorre em viveiros

pelo uso inadequado

de fungicidas

à baRt\

Sintoma

TOXIDEZ

DE MERCúRIO

 

111'PCNB (como o Brassicol, Terraclor, Semetol e outros), bastante utilizadoB e altamente eficientes no controle da rizoctonioso 0\1 "\'ornlmmento" das mudinhas.

 

A enraderiHtica

do sintoma

é

n

redução

dráBtica

do HiRtmnn

 

Pode ocorrer

em viveiros quando as sementes

de café

são tra-

"'111it-ular,

que

fica

com uma

bifurenção

típica,

afptnndo,

l'OIlH(~.

l.IulaH com

fungicidua

mercurinis.

Isso

provoca. um

prejuízo

na

qllt'nt.(IHwllte, o IIcRel1volvimcnto daR mudaR.

22

211

Figura 17. PCNB (pentacloronitrobenzeno)

Cor1'eçáo

Quando o solo ou a areia do germinador

é tratada

com produtos

à base de PCNB, deve-se observar

no mínimo

o intervalo

de uma

semana para

se fazer

a semeação

do café.

TOXIDEZ

DE HERBICIDA

Sintoma

O uso de doses inadequadas

de herbicidas

residuais

pode pro-

vocar sintomas

de toxidez que se manifestam

nas folhas principal-

mente por:

  • - 11.marelecimento parcial ou total do limbo foliar, com as folhas mostrando-se

também

deformadas;

- amarelecimento das secundárias,

e descoloração total da nervura

podendo afetar

parte

principal e

bem

do limbo foliar

prÓximo a eRRasnervur11.s.Há também uma deformação das

folhaR.

I'~m ('HROHexLremos pode ocorrer qU('II!.('p,'ojuizo (\a produçllO.

queda de folhas,

com conse-

24

Figura 18. Herbicida.

Figura

19. Hcrbicida

l

C01'reção

Uso correto

dos herbicidas

residuais,

principalmente

quanto

à

dosagem a ser empregada

e modo de aplicação.

 
 

lU.

DISTúRBIOS

FISIOLóGICOS

o

cafeeiro

pode ser

afetado

por

fatores

climáticos

diversos,

que provocam

principalmente por variações intensas de temperatura lesões ou alterações em suas diversa partes, resultando

em sintomas

bastante característicos e que de acordo com a intensidade podem

comprometer seriamente a cultura, como é o caso da canela de geada.

Outras

vezes sofre

alterações

fisiológicas

oriundas

de plantio

inadequado, como o afogamento do colo. Pode ainda

apresentar

outras alterações que não se enquadram em nenhum dos casos citados,

como por exemplo a variegação.

 

Para

facilidade

de expressão

e compreensão,

agrupamos

todos

esses sintomas

sob a denominação

de distúrbios

fisiológicos.

DESCOLORAÇÃO PELO

FRIO

Sintoma

São manchas

irregulares

e esbranquiçadas,

que ocorrem sempre

aos pares

de folhas,

e

em folhas

da mesma

idade,

seja

em ra1J!.os

da mesma planta

ou de plantas

diferentes.

Essas

manchas

podem

ir

desde pequenas

pontuações

brancas

ou

pequenos

filetes

próximo

às

margens

das

folhas,

até" atingir

totalmente

o

limbo foliar.

Essas

folhas

afetadas

são geralmente

menores que as demais, podendo ficar

pouco deformadas.

 

O esbranquiçamento

é devido à destruição

dos cloroplastos

por

temperaturas

sendo que as folhas

novas são

as

baixas, pouco acima de zero grau, mais sensíveis.

 

ESCALDADURA

PELO

CALOR

Sintoma

Condições de temperaturas

bastante

altas,

geralmente

aliadas

a flll 111dI' Üg-1l1I110 solo,

podem

provocar

uma

clorose

parcial

ou

lotal

da

folha.

d('vido

II destruição

dos

cloroplastos.

20

Figura 21.

Escaldadura

pelo calor.

Figura W.

Descoloração pelo friu,

?7

 

É

um

sintoma

bastante

característico,

sendo de ocorrência

comum

no período

de verão.

 

LESÃO DE

COLO PELO

CALOR

 

Sintoma

 
 

É uma lesão que ocorre

no caule de cafeeiros

novos, na altura

 

do colo, podendo ou não abranger

toda

a volta

da haste.

 

É ocasionada

pelo aquecimento

excessivo do colo da planta

e

do

solo ao

seu

redor,

em dias

de muito

calor.

A planta

com

o

problema apresenta sintomas foliares de deficiências nutricionais

induzidas

pela

circulação

de

seiva,

chegando

posteriormente,

inclusive à morte.

 

O seu aparecimento é mais comum em solos de textura arenosa.

(capim

seco,

palhas

diversas)

próxima

ao

tronco

dos

cafeeiro!!

()

que além

de diminuir

a temperatura

do

solo

retém

maior

umidad(~.

CANELA

DE GEADA

Sintoma

É uma lesão que ocorre

na haste

de cafeeiros

pelo ar

frio

que se acumula

próximo à superfície

novos, motivada do solo, causando

um estrangulamento

devido à morte

dos tecidos da casca.

 

A sua manifestação

se

em anos

de inverno

rigoroso,

com

ocorrência

de geada.

A região

estrangulada

situa-se

logo abaixo

da inserção

dos primeiros

ramos

do cafeeiro,

sendo que

a

CaHCI\

permanece

recobrindo

essa região

lesionada.

-----

y

Figura22.

L<,são de colo pelo calor,

(.'ontl'Olf>

N 1\14 1'(!J{liíl'/4Olldl'

podo ocorrer

com maior

11014I!OV0141'0d('I'I\0

"l'I" pl"()l(~J{ido8, colocando-se

freqüência,

uma

cobertura

os plan-

morta

Figura 23. Canela

de geada.

Detalhe da lesão do eaull'.

Os cafeeiros

novos são afetados

por serem

as plantas

dPHI)J'oviclI\H

de "saia",

o

que

não

acontece

em plantas

adultas.

Na

parte

aérea

os cafeeiros

pa8sam

a alwcHcnla,'

HintoltWH d ..

(1oficiÔ"daH

nulriclonai/4,

oca/4iolta<1o/4pela

d ,'('ulaçflO da

Hl'iVil.

211

-

Figura 24. Canela

de geada. Sintomas

na parte

aérea do cafeeiro

novo.

 

Controle

Geralmente,

a

planta

rebrota

abaixo

da

lesão,

podendo. essa

nova brotação, se bem conduzida, promover muitas vezes a recupe-

ração desses cafeeiros.

Isso

é mais

viável para

cafeeiros

acima

de

dois anos

de idade.

AFOGAMENTO

DO COLO

 

Sintoma

~

uma

anormalidade

também chamada de asfixia

do

caule.

Ocorre, principalmente,

em função do plantio fundo das mudas, c.om

conseqüente soterramento

do tronco do cafeeiro por terra

carregada

pal'llllS m(\ioR.
pal'llllS
m(\ioR.

c.ovas pelas águas das chuvas, implementos agrícolas e outros

Ofl <~lIfe('it.os. qUllndo descalços,

apresentam

na

parte

enterrada

do t.I'OIlC'Oum c'IIO/'me' <'III{,'ossllmento, como conseqüência de uma I'PII('l\o " C'HHIIIIHfixin. hWJUHivoemitjndo pequenas raizes nesse local.

:11I

Figura 25. Afogamento

do colo.

Na parte aérea os cafeeiros passam a exibir sintomas de defi- ciências nutricionais, ocasionadas por esse distúrbio fisiológico. Isso

tende a se intensificar

quando das primeiras

produções do cafeeiro,

podendo, inclusive provocar a morte de cafeeiros.

Controle

 

Realizar

o plantio

ao nível

do solo, .ou seja,

ajustar

o nível

da

terra

d.o saquinho plástic.o ao nível do sólo.

 

Nas

regiões

muito

sujeitas

a

vento,

onde pode-se

realizar

o

plantio

das mudas

para

sua melhor

proteçã.o em covas

um

pouco

mais fundas,

deve-se tomar

o cuidado de mantê-Ias

sempre

limpas,

livres

de

terra

que

possa

cobrir

parte

do

tronco

e

provocar

o

afogamento.

 

V ARIEGAÇÃO

 

É um sintoma que se manifesta

nas folhas do cafeeiro, podendo

surgir

e aparece

em

ou mais

um em poucas plantas.

ramos

da planta.

É bastante

eRporndico

. Trata-se

de uma an.omalia citoplllRmúticn, que

so Cllm('u'I'izll

por uma descoloração parcinl .ou total daR f.olhns,

111

 

Figura

26. Variegação.

IV.

PRAGAS

Diversas pragas

são encontradas

no cafeeiro, parasitando

o seu

sistema radicular,

o tronco, ramos, folhas e frutos,

com intensidade

de ataque

variável.

Como conseqüência desse patasitismo a planta

sofre

os mais

variados prej uízos, que vão desde um leve distúrbio

fisiológico até

a sua morte, sempre com reflexo negativo na sua produtividade.

 

Algumas

pragas

têm

ocorrido

sistematicamente,

transforman-

do-se em problemas

sérios

da

cultura,

enquanto

outras

aparecem

esporadicamente, em áreas isoladas. De qualquer forma sempre que ocorrer o ataque de uma praga torna-se necessário fazer o seu

controle, para evitar futuros de produção.

prejuízos

à planta

e conseqüente queda

A identificação

da praga

e o conhecimento

de suas principais

carncteristicas

são fundamentais

para

se conseguir

a máxima

efi-

ciôncin no seu controle.

 

NOHlecnpftulo ano analisadas

as pragas

que ocorrem com maior

fl'pqllí\nda na cullum

do café, agrupadas

conforme

os hábitos

em:

prnllaM daM rnfzoM, prnJ.(m~<ln parte aérea e pragas dos grãos

'11'lImzClnadOl~.

ma

 

PRAGAS

DO SISTEMA

RADICULAR

 

NEMATóIDES:

 

M

eloidogyne

exigua

(Goeldi, 1887)

Meloidogyne

cotteicola

(Lordello

& Zamith,

1960)

Melodogyne

incognita

(Kofoid

& White,

1919

-

Chitwood,

1949)

M

eloidogyne hapla

(Chitwood, 1949)

 

Pratylenchus brachyurus (Godfrey, 1929 - T. Goodey,

 

1951)

Pratylenchus cofteae (Zimmermann, 1898 - Goodey, 1951) Xiphinema brevicolle (Lordello & Costa, 1961)

Sintoma

Essa

praga

parasita

o sistema

radicular

dos cafeeiros,

provo-

cando

prejuízos

variáveis

de acordo

com a espécie

de nematóide

presente,

que variam

desde

distúrbios

no

seu

funcionamento

al{'

a destruição

das raízes.

.~

Figura 27. Cafezal

atacado

por nematóides.

Na

parle

aéren

ocorre

um

amnrelecimento

naR folhl\H, flinlomllH

J.(l'lloralizndoHde deficiêncinfl nulricionniR. mnis nccntundllmonlo do

:1:1

..

Pif:lIra

29. M. coffeícota.

..

Figura

28.

M. exígua.

Figura

30. M. incogníta.

zinco ~ nitrogênio,

e maior

sensibilidade

adversas, como a seca e o frio.

das

plantas

a

condiçõeH

Nos casos mais graves

ocorre acentuada

desfolha dos cafeeiros

e, posteriormente,

a

sua

morte.

 

O M eloidogyne exigua

é

o menos

severo

de todos,

e

se

carac-

teriza pela formação de galhas características nas raízes. O

Meloidogyne coffeicola e o Meloidogyne incognita

provocam engros-

sament.os e rachaduras

longitudinais

nas

raízes,

sendo

que

essl'

engrossamento é mais uniforme no MeZoidogyne coffeicola.

 

Os nematóides do gênero Pratylenchus

são ectoparasitas

mig-ra-

dores, tanto na fase adulta como na fase larval, e provocam sintomas

muito semelhantes aos causados pelo Meloidogyne incognita.

Importância econômica

 

l!; a principal

praga

da cafeicultura

brasileira.

Ocorre

em todl\s

..

I\A áreas

cafeeiras

do país.

Os prejuízos

causados

ao

sistema

radi.

('ulllr

se refletem

diretamente

no cafeeiro,

desde

a

simpll'A redllçi\o

1111pl'odutividade

at6

a

sua

morte.

O M doido!llIne

IUtllllt o o )( lphit/(~m(l. lJrc'/JÜ:oll(jsilo POII('.!)('Ornlllll4

0111

('li r('oi

rOA.

Disseminação

Emprego

de mudas contaminadas,

 

trânsito

de veículos e imple-

mentos de áreas contaminadas para áreas sadias, ação de enxurradas correndo de áreas contaminadas para áreas sadias.

Controle

Emprego

de mudas sadias

e seleção de áreas

para

plantio.

Processos

em experiência:

uso

de

torta

de mamona

e nema-

ticidas granulados sistêmicos (Temik 10G, Furadan 5G, Terracur 5G e Dacamox 5G) no solo, e emprego de variedades resistentes

para plantio direto ou como porta-enxerto.

COCHONILHAS DA RAIZ -

Dysmiccocus cryptus

(Hempel, 1918)

Sintomas

 

folhas,

poderá

Importância

econômica

Praga

cerrado.

de ocorrência

limitada,

mais

freqüente

em

áreas

de

A sucção contínua de seiva provoca quedas de produção, quando

a morte

das plantas.

não ocorre

 

Figura

32. Cochonilha-tl:

i7

 
 

Controle

 

"

-

. -

  • a) na época das águas:

 
 

..

-

 

Disyston 2,5G

(Dissulfoton)

-

200g/cova

 

Solvirex 5G (Dissulfoton)

-

100g/cova

 

Granutox 5G (Phorate) -

100g/cova

Furadan 5G (Carbofuran) - 30 a 40g/cova

 

T",p\,ill

1At1

(Al.1i("",1o.)

16g,/~="1l

Carbofuran

5G

(Carbofuran)

-

40g/cova

 
 

Pip;ur;t 31. Cafl'ciro

atacado

por Cochonilha-da-raiz.

Esses

produtos

devem ser

aplicados

no

solo, na

pro

 

NII" I'IlIZI!HUHcolÔniaH de cochonilhas

são recobertas

por criptas

jeção da copa dos cafeeiros,

u cerca

de

10 cm de

pro

fOl'lIlIIclII" pOI' 11m funKo, cuja

cor

vai

do amarelo

ao

cinza

escuro,

fundidade

c

com

intorvulo

mínimo

cIe 90

diaH d"

I'

111'111,,11111111

,,"

li

lI()clo"ldHclI'M

<lHS

raízos,

colheita;

 

:\8

:17

  • b) na época das secas:

Fosfina (Phostoxin)

-

3g/cova

 

As pastilhas

de fosfina

devem ser

fícios a 20-30 em de profundidade,

colocadas em ori-

tapados

posterior-

mente.

Em

ambos

os

casos

a

dose

recomendada

refere-se

a cafeeiros

adultos.

 

BESOURO 'MIGDOLUS -

Migdolus morretesi

(Lane,

1937)

Sintomas

O sintoma

característico

é o murchamento,

seca

e morte

de

plantas

novas;

em conseqüência disso observa-se

de falhas

na lavoura.

alta

percentagem

A maior

freqüência

de ataque

ocorre no período

de janeiro

a

março.

As larvas têm hábitos subterrâneos, -leitosa bem característica.

e possuem,coloração branco-

Figura 33. Migdolus.

I m.portância

econômica

P!"Ilg'1lde ocorrência

I'

11m

1401014 arcnOHOH.

esporádica,

mais' comum em áreas

de cerrado

I'I'oVOI'/l n mo!"!.1'dOR cafeeiros novos, cortando as suas raízes,

~ 110111"I'/llrtI ('oltlllrn da

('ultura

de

cana-de-nçúcar.

 

Controle

a)

controle

cultural:

 

evitar

plantio

em

áreas

onde

se

cultivou,

recentemente,

 

cana-de-açúcar.

Antes

do

plantio,

em

áreas

sujeitas

1\

praga,

fazer

aração

e gradeação

profundas,

para

expor

aR

larvas

ao

sol;

 
 

b)

controle

químico:

 

Thiodan

35

CE

(Endosulfan)

-

200m1/100

litros

de

águII

Gusathion

50 CE (Azimphos ethyl)

-

100ml!100 litros dI'

água Aplicar 5 litros da solução por cova.

 

I

 

CIGARRAS:

 
 

Quesada gigas (Oliv.) Quesada sodalis (Walker) Carineta fasciculata (Germar)

 

Fidicina pullata

(Berg.)

Fidicina

drewseni

(Stal)

Fidicina mannifera

(Fabricius)

 
 

Figura34. Fldicina drewseni.

 

Sintomas

As

plantaR

apreRcnlam-Re

clo!"6liI'IlH, dCl~folhlldllH <' muito

dl'lIl

 

litadas,

podendo

al~

oco rJ'<'I' 11 HIIII mo!"!.I'.

..

ali

Ao lado

dos troncos

dos cafeeiros

aparecem,

freqüente~ente,

os orifícios de saída das ninfas

da zona das raízes para

fora do solo.

Estão sendo desenvolvidas pesquisas para determinaçao de dosaR

e Carbofuran.

de Aldicarb

As doses referem-se

a cafeeiros adultos.

CUPINS -

Sintomas

Cornitermes spp.

As folhas

das

cafeeiros

amarelam

e

as

plantas

entram

em

declínio, podendo morrer

em casos de ataques

severos.

Ao redor

das raízes pode-se observar

 

a presença

das colôniaH

de cupins, com os ninhos característicos.

Figura 35. Ninfa de cigarra.

As larvas

se concentram

nos primeiros

30 cm de profundidade,

próxima

à

raiz

principal

das cafeeiras,

suganda

a seiva

da 'planta.

Importância

econômica

 

Praga

camum em tadas

as

áreas

cafeeiras

do Brasil,

embara

não

sej a de acarrência

generalizada.

 

O desvio de seiva provacada

pelas larvas

causa

quedas de pra-

duçãa,

e,

à marte.

 

se

nãa

far

devidamente

cantralada,

pade levar

a planta

 

Controle

Inseticidas

granuladas

sistêmicos no solo, incorporadas

a cerca

d{' 10 em de profundidade,

próximo aas troncos,

com umidade

sufi-

('II'III.I'para

absarçãa:

 

DiHYHton 2,5G

(Dissulfoton)

-

75

a 100g/cova

Holvi,'('x 5G (DiHsulfat.on) -

40 a 50g!cova

<:l'IIIIIIt.OXr,o (I'horntc)

- /)0 1175~!cova

d(l

 

Figura 36. Ataque

de cupins.

Importância

econômica

Praga de ocarrência esporádica, pouca importante

1\cnfokullurn.

Alimentam-se dali raizos dOR<:lLf(Joiros,pr.ovoeand.o uma rm\uçf\o

na eficiência

do ahsorçi\o d.o Histemn rndiculnr.

di

Con t1'ole

  • a) nas

covas

de plantio:

 

Aldrin

2,5ro

-

10g/cova

Heptacloro

5,0%

 

-

10g/cova

 
  • b) lavouras

em

instaladas,

em

irrigação:

Aldrin

40

PM

-

solução a 0,12ro

PRAGAS NA PARTE

AÉREA

BICHO-MINEIRO - Perileucoptera coffeella (Guerr. Menev. 1842)

Sintomas

 
 

As

lagartas

alimentam-se

do parênquima

existente

entre

as

duas

epidermes

das

folhas,'

deixando

áreas

vazias

denominadas

minas; as regiões destruídas

vão secando, ocorre

um aumento

pro-

g-ressivo das áreas atacadas, até provocar a queda das folhas.

---

FiKur3 37. Lesão c larva de bicho mineiro.

MI'I'IH10qllll ndo

n/lo (}C'orre a dcsfolha

1111111 1'C'dll~~flo1111('li plu'lclnll('

("111/1" IH.I"

prlll.f"

produtivll,

em

da

planta,

função

das

ela

apresenta

lesões

provo-

I"

Figura 38. Crisálida de bicho mineiro.

Importância econômica

É a

praga

mais disseminada

da cafeicultura,

causando

prejuizo

às lavouras

em todas

as regiões

cafeeiras

do pa;ís,

Em função dos danos causados às folhas, pode reduzir

a capll.

cidade produtiva

dos cafeeiros

até

cerca de 50ro,

Desfolhas ocorridas

na fase construtiva

dos cafeeiros

(outubro)

são muit'Ü mais prejudiciais à produção do que aquelas que ocorrem

na fase preparativa

Controle

(julho).

Pode ser

feito por

3 processos:

  • a) com intervalo

em pulverizações

de

foliares, no período de dezembro a maio, 30 dias:

BiàlÍl\.

se

o

(D;"LvtvplIV:;)

1,6 li. 1,1J llLrul'I/lm

Ethion

50 E (Ethion)

-

1,5 litros/ha 1,5 a 2,0 1itroH/ha

-

Lebaycid EM 50 (Fenthion)

Malatol 50 F, (Malllthion)

a,o 1it,'oH/ha

Gusathion

])jazi

nom

A (Azinphos ethil)

60

I'~

(I )jllzi 110m)

1,5 lilroH/hll

1,0

lilro/hll

Sumithion (Fenitrothion) - 1,5 litrosjha

Hostathion 40 E (Triazophos)

-

1,0 a 1,5 litrosjha

Perfekthion 50

(Dimethoate)

-

1,5 litrosjha

Cytrolane 25 E

(Mephosfolan) -

2,0 litrosjha

Biagro 50 S (Dimethoate)

-1,5litrosjha

A esses inseticidas pode ser adicionado um óleo emulsio-

nável, como a Triona B a 1,5 litrosjha, para maior eficiência

no controle da praga.

  • b) inseticidas granulados sistêmicos incorporados

ao

solo,

a

cerca de 10 cm de profundidade, na projeção da copa do

cafeeiro, com umidade suficiente

para

absorção e intervalo

mínimo

de

90 dias

da

colheita:

 

Disyston 2,5G

(Dissulfoton)

-

50 a 60g/cova

Solvirex

5G (Dissulfoton)

-

40gjcova

 

1?eB1il[19C ( \,ldiGiA.J.b) 16õ/\ vvd.

..

Furadan 5G (Carbofuran)

-

20 a 30g/cova

Granutox 5G (Phorate) - 35g/cova

Cytrolane

5G (:iY.1:ephosfolan)-

 

25g/cova

Dacamox 5G (Thiofanox) - 20gjcova

 

Carbofuran

5G (Carbofuran)

 

-

20 a 25g/cova

Deve ser feita

apenas

uma ou no máximo

duas aplicações

por

ano, no período

de outubro

a março.

As doses refe-

rem-se a cafeeiros adultos.

Alguns desses inseticidas

estão

ainda

em fase

de registro

para

uso

em café.

c)

pulverizações

:foliares com piretróides

sintéticos,

a inter-

valos de aproximadamente

a maio.

60 dias, no período de dezembro

Piredan

38,4 CE

(Permethrin)

 

-

130 a 160ml/ha

 

Pounce 38,4 CE

(Permethrin)

-

130 a 160ml/ha

Ambush

50 CE

(Permethrin)

-

100 a 125ml/ha

 

Decis EC 2,5% (Decamethrin) -

200ml/ha

Belmark

30

CE

(Fenvalerato)

-

166ml/ha

Sumicidin

20 CE

(Fenvalerato)

-

300 a 500ml/ha

 

AIKuns desses inseticidas

estão ainda

em fase

de registro

para

uso em café.

 

AR pulveri

:nções

para controle de bicho-mineiro, tanto com

IIIRotit'idnHfOHforados como com piretróides,

podem

ser

rl'i 111Mrol'll do J>{'riodoacima

lltlnjllm IIfvl'iH pl'ojudiciaiH

indicado, desde que os ataques

nos cafeeiros.

<t<t

BROCA DO CAFÉ -

Hypothenemus

hampei

(Ferrari,

1867)

Sintomas

Os grãos de café apresentam-se

perfurados,

destruídos

total ou

parcialmente

na parte interna.

 

Broca Figura do 39. café-adulto.

 

Os orifícios

de entrada

da praga

nos grãos

geralmente

loca-

lizam-se na região

da coroa.

A praga,

ao se alimentar,

abre

galerias

nos

grãos

de

café,

possibilitando

dos frutos.

a infecção por fungos, que provocam o apodrecimento

Importância econômica

Essa praga

está presente

em todas as áreas cafeeiras

do Rrasil,

principalmente

nas regiões mais

úmidas.

O ataque da broca provoca sensiveis prejuizos

li. produção. polo

apodrecimento de frutos, perda do poso, diminuição 111\rl'lIdn 11

aumento de g-ri'ioHcom dcfoitoH 111\elnHHificllÇilO, pl'ojudicnndo o tipo

do café produ ..

:ido.

1

-.

Figura 40. Grãos brocados.

Controle

a)

controle cultural:

colheita bem feita

e repasse da colheita;

b)

controle

químico

 

em pulverização:

Thiodan

35

CE

(Endosulfan)

-

1,5

a

2,0 litros/ha

 

Lindane

20

E

(Lindane)

-

2,0

a

2,5 litros/ha

 

Perfektan

(Lindane)

-

2,0

a

2,5 litros/ha

Jsolin (Lindane)

-