Você está na página 1de 24
Fundamentos de Esgrima Esgrima 1

Fundamentos de Esgrima

Esgrima
Esgrima
Fundamentos de Esgrima Armas de treino ÍNDICE 1.1 HISTÓRIA DA ESGRIMA, DA CRIAÇÃO À ATUALIDADE

Fundamentos de Esgrima

Armas de treino

Fundamentos de Esgrima Armas de treino ÍNDICE 1.1 HISTÓRIA DA ESGRIMA, DA CRIAÇÃO À ATUALIDADE 4

ÍNDICE

1.1

HISTÓRIA DA ESGRIMA, DA CRIAÇÃO À ATUALIDADE

4

1.1.1

INTRODUÇÃO

4

1.1.2

REVISÃO HISTÓRICA DA ESGRIMA

4

1.1.3

A ESGRIMA NO BRASIL

7

1.2
1.2

Fundamentos de Esgrima

Como funcionam os equipamentos de esgrima

1.3

1.4 Equipamentos de proteção

1.5 Competição

1.6 Vantagens da esgrima para Saúde Física e Mental

armas

8

8

8

10

12

Fundamentos de Esgrima 1.1 HISTÓRIA DA ESGRIMA, DA CRIAÇÃO À ATUALIDADE 1.1.1 INTRODUÇÃO Entende-se por

Fundamentos de Esgrima

1.1 HISTÓRIA DA ESGRIMA, DA CRIAÇÃO À ATUALIDADE

1.1.1 INTRODUÇÃO

Entende-se por esgrima como o combate em que são utilizadas armas brancas para atacar e defender-se. Inicialmente, era utilizado para caça e sobrevivência. Entretanto, com a evolução das armas e da humanidade, passou a se tornar arma de combate, sendo abolida somente com o surgimento das armas de fogo. Atualmente, existe apenas a esgrima esportiva, sendo esta dividida em três diferentes tipos de armas, a saber: espada, florete e sabre, representando os antigos armamentos utilizados em combate e treino.

Cada arma da esgrima possui sua regra, zona de pontuação e forma de toque, sendo que, na espada e no florete, o toque só pode ser de ponta e, no sabre, com a ponta, o corte e o contra- corte.A pista de esgrima possui 14 metros de comprimento e dois metros de largura; os pontos são indicados por duas lâmpadas que existem no aparelho marcador de toques, uma verde e outra vermelha, acendendo sempre do lado do atleta que realizou o toque, fazendo com que este receba um ponto.

Atualmente, as competições de esgrima são disputadas em duas fases: uma classificatória, onde os atletas são divididos em grupos e todos do grupo jogam entre si até um deles marcar cinco toques, no tempo máximo de três minutos; e uma eliminatória, que é disputada até quinze pontos, em três tempos de três minutos, com um minuto de repouso entre eles. O objetivo deste artigo é descrever a evolução histórica da Esgrima, desde o seu surgimento na pré-história até o esporte praticado nos dias atuais.

1.1.2 REVISÃO HISTÓRICA DA ESGRIMA

A origem da esgrima remonta a pré-história, quando o homem empregou, pela primeira vez, um

pedaço de madeira para se defender ou atacar, garantindo a sua sobrevivência. Todavia, só com

o surgimento dos metais foram criadas, de fato, as primeiras armas de combate, sendo, inicialmente, empregadas por chefes de grupos ou tribos.

A esgrima pode ser dividida em quatro períodos. No primeiro, da pré-história ao século XVI, estão

os primeiros relatos de esgrima em documentos egípcios, apresentando uma esgrima de impacto, onde eram utilizadas armas de percussão. Nesse período, os gregos também se utilizavam de armas muito parecidas com as dos egípcios, utilizando o metal para dar pancadas. As armas gregas vieram a influenciar as romanas, que eram de mesmo aspecto, porém mais curtas e largas. Inicialmente, seu uso era puramente guerreiro, porém, com o passar dos tempos, as armas ganharam também um aspecto circense, sendo utilizadas por gladiadores com a finalidade de entreter o povo. Nas arenas, os golpes ainda matavam por percussão, contudo, para tornar os combates mais rápidos, os gladiadores inventaram o golpe de ponta a cabeça.

Este foi o emprego dado às armas brancas por muito tempo, até que o já decadente Império Romano foi invadido pelos hunos, em 450 d.C., o que modificou o uso do armamento e iniciou o emprego do cavalo, com arqueiros constituindo a elite guerreira nos campos de batalha. O aparecimento destes arqueiros, oriundos da Ásia Central, deveu-se a uma tropa chamada Akva, palavra de onde se originou Cavalaria. Esta tropa fez com que o animal, chamado de equus pelos romanos, viesse a se chamar cavalo, e, a partir de então, as espadas e os cavalos passaram a

Fundamentos de Esgrima dominar os combates. Face à atuação dos hunos, surgiram as armaduras, extinguindo

Fundamentos de Esgrima

dominar os combates. Face à atuação dos hunos, surgiram as armaduras, extinguindo os arqueiros e aumentando, novamente, a importância das armas de percussão.

Enquanto a história era assim escrita na Europa, os árabes expandiam seus domínios liderados por Maomé e seus ensinamentos. Entre 661 e 750 d.C., eles dominaram a Península Ibérica e trouxeram consigo novas técnicas de forja e têmpera da lâmina, tornando-as mais leves e fortes, modificando, assim, o uso das armas no combate.O avanço dos árabes na Europa foi impedido por Charles Martelem, na Batalha de Poitiers, em 732 d.C. Após a batalha, sucederam-se inúmeros combates entre cristãos e sarracenos, porém sem nenhuma inovação na esgrima.

Nesta época, aparece o feudalismo na Europa e a escravidão é trocada pela servidão. Camponeses e senhores vivem em função dos castelos e a guerra muda de caráter.As lâminas se tornaram mais fortes e mais finas na extremidade, aumentando o uso da ponta. O golpe principal ainda era através de pancadas, mas o modo de combate começava a sofrer modificações. Em 1096, iniciam-se as cruzadas, que criaram inúmeras lendas e mitos, como a do Rei Ricardo Coração de Leão e do Rei Saladino, que mostravam a diferença da esgrima de força e armas pesadas de Ricardo Coração de Leão contra a sutileza da esgrima de Saladino. Neste período, os cavaleiros da Europa se adestravam em torneios conhecidos com justas, usavam armadura e protetores e introduziram a lança de guerra para o combate, que era mais longa e alcançava os inimigos a uma maior distância. No segundo período, que se deu do século XVI até meados do século XVIII, as armas se tornaram maiores e mais pesadas, a fim de aumentar o impacto dos golpes. Com isso, as armaduras tiveram que ser mais fortes e resistentes, tornando-se tão pesadas que o cavaleiro era incapaz de montar seu cavalo sem auxílio. Essas novas vestes de combate, mais uma vez, modificaram as guerras e confrontos da época. Os três séculos seguintes vieram a caracterizar bem esse novo período. Por volta de 1560, os exercícios entre cavaleiros eram bastante comuns, os senhores e seus súditos iam a outras vilas para torneios, que começavam pela manhã e terminavam ao pôr-do-sol. Eram seguidos por tratamento aos feridos e grandes festas e banquetes. Porém, essa era de justas e torneios chegou ao fim após a morte de Henrique II, da França, perante sua própria corte, tendo o próprio Papa proibido sua continuação. Daí em diante, não se veria mais lanças, espadas e cavalos nos campos de batalha.

Entretanto, dois outros fatores já estavam contribuindo para mudanças na esgrima em combate: o surgimento das armas de fogo portáteis, que feriam os cavaleiros através das couraças, e as novas espadas, com lâminas mais resistentes e ponta fina, que cortavam e feriam mortalmente em combate, através das articulações da armadura. Assim, as grandes espadas e as armaduras sairiam do cenário, dando lugar a rapiére e ao punhal, em lutas muito mais velozes. Para essa nova esgrima, criou-se um novo adestramento ao combate, treinando saltos sobre o cavalo, que antes não eram possíveis devido ao peso dos armamentos. O domínio do manejo e da fabricação de armas passou da Espanha, na Península Ibérica, para a Itália, onde surgiram os primeiros tratados e estudos de esgrima, que apesar de serem confusos, começaram a criar a sua base

Os primeiros tratados falavam sobre a posição de guarda, a esquiva, o golpe à face, bem como do uso da espada e do punhal para a defensiva. As espadas, nessa época, eram bastante longas e com a ponta perfurante, chamadas durindanas.

Os italianos vencem inúmeras dificuldades no início dessa supremacia. Foram feitos novos estudos sobre ataques de ponta, defesas com o punhal e com a capa, golpe ao pescoço e ao rosto, tendo o homem, enfim, descoberto que o golpe de ponta podia ser realizado a uma maior distância, sendo, portanto, mais seguro. Deste modo, começaram a ser difundidos todos os golpes da esgrima, apresentando soluções para a utilização do armamento em todos os tipos de situação, incluindo a retirada em caso de grande desvantagem.

Fundamentos de Esgrima Como o material de combate para essas novas situações foi muito modificado,

Fundamentos de Esgrima

Como o material de combate para essas novas situações foi muito modificado, deu-se fim à lança e ao escudo e começou-se a utilizar a espada e a adaga.

Por volta do século XVII, surgem as primeiras pistolas com capacidade para um ou dois cartuchos. Elas não fizeram o homem deixar a espada, pois, em caso de falha das armas de fogo, elas deveriam ser utilizadas, mas mudaram mais um pouco a face do combates. Nesse século, o domínio das espadas passa dos italianos para os franceses, surgindo aí uma rivalidade esgrimística que dura até os dias atuais.

Na França, surgiram as primeiras escolas de esgrima. As pistas eram desenhadas no chão, tendo sido criados novos golpes e escritos mais tratados, mudando, novamente, a técnica de combate na esgrima. A posição de guarda passou a ser abordada de uma nova forma: criou-se o golpe à perna do adversário, o a fundo, assim como o uso da mão desarmada no combate. Surge, também, nesse período, uma grande rivalidade entre a espada, cujo principal golpe era o de ponta, e o sabre, que o principal golpe era o de corte. Vários duelos foram realizados para se determinar o melhor armamento, mas nenhum resultado foi alcançado.

O material começou a evoluir, tornando a esgrima mais parecida com a dos dias atuais. Surgiram

as luvas, a máscara, os punhais, os coletes para os mestres, bem como os floretes, armas de

treinamento mais leves e com golpes não letais.

Com Luis XIV, a esgrima francesa chegou ao ápice. Surge o a fundo, já na sua concepção atual de ataque. Era o tempo dos mosqueteiros, que se tornaram muito mais famosos pelo uso de suas espadas do que de seus mosquetes. Os golpes com o uso das espadas e das adagas foram aperfeiçoados, bem como o jogo de pernas, passando a dar grande movimentação ao combate.Foram feitos estudos do uso da lanterna para cegar o adversário e dos ataques ao braço para, primeiro, ferir o adversário e, depois, matá-lo. Assim, entrou o século XVIII, com o início do uso racional das armas brancas, dando início à esgrima moderna. As lâminas

ficaram mais curtas e as defesas mais eficazes, os golpes passaram a ser de ponta e a utilização da perna se tornou muito complexa e eficaz nos deslocamentos. Com o surgimento dos duelos, a utilização da espada passou a ser meio de vida ou morte, aumentando em muito a quantidade de treinamentos. Para evitar ferimentos nos olhos, durante os treinos, nasceram as convenções de esgrima. Dois esgrimistas, por exemplo, não podiam atacar simultaneamente, isto é, se um deles atacasse, era necessário que o atacado se defendesse para poder atacar depois. Essas convenções são a origem das regras de sabre e florete da atualidade. Como a história sempre se repete, a nobreza começou a se matar através de inúmeros duelos, dizimando diversas cortes.Os duelos não eram restritos somente aos homens, as mulheres também duelavam pela sua honra. No final do século XVIII, iniciou-se o terceiro período da esgrima.La Bosiére criou a máscara, semelhante a dos dias atuais. A esgrima sofreu uma grande mudança nos seus treinamentos em escola, surgindo a frase d’armas, que é a troca sucessiva de golpes com velocidade, agora sem o risco de ferimento nos olhos, devido ao uso da máscara. Nessa época, apareceram as armas semi-automáticas que causaram o total desaparecimento de lanças, de espadas e de cavalos de guerra. A última carga de cavalaria da história, porém, foi a realizada pela Polônia contra os

blindados alemães na Segunda Guerra Mundial. Com todos esses acontecimentos, a esgrima perdeu sua característica bélica, ficando restrita ao caráter esportivo. Todavia, ainda persistiam os duelos, moda naquela época, mas que foramextintos no início do século XIX.Portanto, a ferida, que antes determinava o vencedor, foi substituída pelo árbitro, tornando necessário o toque com bastante nitidez e clareza de movimentos. Com isso, a esgrima se tornou mais acadêmica, sendo

a agilidade e a velocidade, fatores antes primordiais para a sobrevivência, relegadas a um

segundo plano, nessa nova esgrima de desporto, estática e sofisticada. Em 1896, a esgrima foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Atenas, sendo, até os dias atuais, esporte olímpico. Em 1913, surgiram as regras internacionais de esgrima, alcançando, enfim, seus objetivos atuais: a educação física e mental de seus praticantes.

Fundamentos de Esgrima Em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim, surgiu o primeiro aparelho elétrico

Fundamentos de Esgrima

Em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim, surgiu o primeiro aparelho elétrico de esgrima para a arma de espada, eliminando, dessa forma, a antiga votação dos juízes sobre a materialidade do

toque nessa arma. Assim, a forma estática de se praticar esgrima foi substituída por um modo dinâmico, com golpes velozes e fulminantes, sedimentados na grande preparação física, tornando

a esgrima, novamente, um esporte tipicamente agonístico.

1.1.3 A ESGRIMA NO BRASIL

No Brasil, a esgrima começou no período imperial, pois, enquanto o Brasil era colônia, além de não haver a presença de mestre d’armas no país, também não existia interesse dos colonizadores na prática do esporte. No período imperial, devido ao interesse de Dom Pedro II, a esgrima começou a surgir, principalmente, no emprego do sabre nos corpos de tropa. Em 1858, é estabelecida a esgrima regimentalmente para os cursos de Infantaria e Cavalaria da Escola Militar de Realengo, havendo, inclusive, a fundação de uma escola de esgrima no Batalhão de Caçadores de São Paulo. No final do século XIX, já no Brasil República, surge um movimento em prol da esgrima, na Praia Vermelha. Em 1906, por iniciativa do Coronel Pedro Dias de Campos, do Batalhão de Caçadores de São Paulo, é criado o Curso de Formação em Ginástica e Esgrima, que ficou a comando do Capitão

Balandie. Em 1909, é criado um curso de esgrima na Escola de Educação Física da Força Pública de São Paulo. Em 1922, é criado o Centro Militar de Educação Física, na Vila Militar, Rio de Janeiro, o que incentiva a vinda do mestre d’armas francês Lucien de Merignac e, também, a criação de um núcleo de esgrima no Colégio Militar do Rio de Janeiro, por parte de Valério Falcão, instrutor do estabelecimento.

O Exército Brasileiro contrata os serviços do mestre Gauthier, instrutor de esgrima da Escola

Joinville le Point, da França, para ministrar esgrima aos militares no Brasil. Em 1927, a Federação Paulista de Esgrima e a Federação Carioca de Esgrima se unem e criam a União Brasileira de Esgrima, com o apoio da Liga de Desportos do Exército e da Marinha.

A União Brasileira de Esgrima se filia à Federação Internacional de Esgrima, e, em 1936, o Brasil

participa dos Jogos Olímpicos de Berlim. Em 1937, é criado, pelo Exército, o Curso de Mestre

d’Armas, único do Brasil e que funciona até os dias de hoje, mantendo-se como o único do país. Após a participação brasileira nos Jogos de Berlim, a equipe de esgrima nunca deixou de participar de diversos eventos internacionais e de manter relações estreitas com a Escola de Educação Física do Exército, local onde atualmente é realizado o Curso de Mestre d’Armas.
CONCLUSÃO

A esgrima, além de esporte olímpico presente desde a primeira edição dos Jogos Olímpicos da

Era Moderna, é, também, um importante instrumento histórico da humanidade, pois existe desde

os primórdios e evoluiu junto com a arte da guerra e dos combates, até se tornar o esporte atual.

A esgrima moderna pode ser praticada por pessoas de qualquer faixa etária e de ambos os

gêneros, pois é dividida por categorias, perdendo totalmente seu significado bélico. De fato, é um

dos poucos esportes em que um idoso leva vantagem sobre uma pessoa jovem em razão de sua experiência.

Texto de: Escrito por Luiz Ribeiro dos Santos

Janeiro - RJ - Brasil. - Revista de Educação Física 2007

- Escola de Educação Física do Exército - Rio de

Fundamentos de Esgrima 1.2 Como funcionam os equipamentos de esgrima 1.3 armas ∑ florete ∑

Fundamentos de Esgrima

1.2 Como funcionam os equipamentos de esgrima

1.3 armas

florete

espada

sabre

1.4 Equipamentos de proteção

O equipamento de proteção para cada arma é o mesmo:

jaqueta branca acolchoada de manga comprida: a jaqueta é justa e forrada de kevlar, com colarinho alto e uma dobra externa, fechando do lado oposto da mão armada. Normalmente vai até abaixo da virilha; protetor de axilas: fica sob o braço da jaqueta que maneja a arma; protetor de seios: sintético, usado sob a roupa luva branca: a luva cobre cerca da metade do antebraço com proteção extra no dorso da mão que manuseia a arma para protegê-la. A outra mão não necessita usá-la; máscara de tela metálica: a máscara protege a cabeça. O rosto e possui uma aba acolchoada que cobre o pescoço. A máscara pode suportar até 1600 newtons de pressão, de acordo com a sua especificação; calças brancas: com meiões brancos ou calças até a altura do tornozelo; calçados para esgrima: os calçados oferecem suporte extra dentro da sola (opcional). Podem ser utilizados os mesmos para pratica de futebol de salão

oferecem suporte extra dentro da sola (opcional). Podem ser utilizados os mesmos para pratica de futebol
Fundamentos de Esgrima
Fundamentos de Esgrima
Fundamentos de Esgrima 9
Fundamentos de Esgrima O equipamento para um competidor: jaqueta, máscara, luva, florete elétrico e fio

Fundamentos de Esgrima

Fundamentos de Esgrima O equipamento para um competidor: jaqueta, máscara, luva, florete elétrico e fio de

O equipamento para um competidor: jaqueta, máscara, luva, florete elétrico e fio de corpo

1.5 Competição Os esgrimistas competem em espaço retangular que mede entre 1, 50 a 2,00 de largura por 14,00 de comprimento e mais 2,00 de recuo de cada lado final, popularmente chamada de pista. Cada esgrimista tem um fio ligado a ele, conectado a uma enroladeira em cada lado da pista. Cada fio é parte de uma enroladeira e está conectado ao marcador de pontos. O aparelho, por sua vez, fica sobre uma mesa na parte externa da metade da pista, junto aos mesários que anotam os pontos. O aparelho tem quatro luzes (1 branca e 1 colorida para cada esgrimista). Do outro lado da pista está o árbitro. Ele verifica se todo o equipamento está especificado, supervisiona o combate, inicia e pára a ação, dá a frase de armas da ação, marca pontos e penaliza as faltas. A partida de esgrima dura o total estipulado pelo tipo de campeonato, e é disputada até um competidor marcar os pontos necessários ou até o tempo acabar. Em caso de empate, a jogada continua até o desempate acontecer. Abaixo desenho da pista.

Fundamentos de Esgrima
Fundamentos de Esgrima

A - Mesário e Aparelho C - Linha de Centro G - Linha de Início de Combate E - Fim da Pista R - Recuo

Florete Mede cerca de 110 cm de comprimento e pesa menos que 0,5 kg. É uma arma de pontos, significando que apenas a ponta da lâmina pode marcar um toque válido. A área de ataque para o florete é o torso (a área coberta pela jaqueta metálica), e não inclui a máscara nem os braços. Qualquer toque efetuado fora da área válida (fora da jaqueta metálica) não é válido. O florete é também uma arma de "precedência, ou seja, se um esgrimista faz um movimento de ataque,o adversário tem que para-lo ou esquivar-se totalmente para poder tocar-lo. O ciclo continua até que o toque seja marcado;

tem que para-lo ou esquivar-se totalmente para poder tocar-lo. O ciclo continua até que o toque
tem que para-lo ou esquivar-se totalmente para poder tocar-lo. O ciclo continua até que o toque
Fundamentos de Esgrima Espada Tem uma lâmina mais rígida, um copo maior frontalmente do tamanho

Fundamentos de Esgrima

Espada Tem uma lâmina mais rígida, um copo maior frontalmente do tamanho da mão e é mais pesada (menos de 770 gr). Como o florete, a espada é uma arma de estocada, mas todo o corpo é um alvo válido. Não existe preferência de ataque para a espada

A pressão pela ponteira a ser exercida na espada deve ser superior a 750 gr, sendo que a

dinâmica das ações são totalmente diferentes, pois todo o corpo conta como área válida para toque, portanto valem toque nas pernas, braços, máscara e mão.

Sabre

É semelhante ao florete no comprimento e no peso mas tem no seu copo uma proteção lateral.

Trata-se de uma arma de ponta e corte; portanto, qualquer parte da lamina se realiza o toque. A área do alvo para um sabre da cintura para cima, incluindo a cabeça e os braços.

Sistema de pontuação sem fio (wireles) Embora o fio seja planejado para conduzir o avanço e a retração dos esgrimistas, ele restringe os movimentos durante a partida. Para o esgrimista que compete com um sistema de pontuação eletrônico pela primeira vez, a enroladeira pode ser uma desvantagem. Para deixar o esgrimista totalmente livre, um sistema de transmissão sem fio foi desenvolvido, sendo implantado aos poucos.

1.6 Vantagens da esgrima para Saúde Física e Mental

A esgrima é uma forma ideal de exercício cardiovascular, já que é uma atividade em ritmo

acelerado, que aumenta fluxo de oxigênio para o coração, pois é uma forma de realizar esses objetivos em uma maneira divertida e emocionante.

Entre os benefícios de todos os exercícios cardiovasculares, esgrima incluídos, são o aumento da energia, reduzir o colesterol, o reforço do coração e os pulmões, o aumento da função imunológica, e diminuição do risco de doença cardíaca . Esgrima também reduz o stress, e de forma segura e agradável.

Como em todos os exercícios aeróbicos, como também, esgrima queima calorias, ajudando os participantes a perder peso e manter seu peso ideal . Esgrima também ajuda a tonificar e definir o corpo. Estas melhorias físicas levam inevitavelmente a um aumento na auto-estima, um atributo fundamental da saúde mental e emocional.

Com as suas complexas manobras a esgrima também ajuda a desenvolver força muscular, flexibilidade e coordenação. As posições e os movimentos de esgrima deve ser preciso ser poderoso. o corpo deve ser flexível e forte Na esgrima, como em uma arte marcial, poder e precisão andam de mãos dadas.

Também não muito diferente de uma arte marcial, a esgrima é um exercício para a mente, o que requer extrema disciplina mental para realizar de forma adequada e bem. O estudo demonstrou que uma mente regularmente contestada é menos propenso a doenças degenerativas do cérebro.

O aspecto competitivo do cerco aumenta essa nitidez das mentes como aventura aos participantes para fora de pensar e auxiliar na tomada de decisões em frações de segundo. Como o corpo está se movendo, respondendo e reagindo, a mente deve estar sempre a pensar, e ainda, ao mesmo tempo, ser pensativo ainda. Desta forma, a esgrima é também muitas vezes comparado com o xadrez, em que os concorrentes devem ser sempre calmo, lúcido e planejamento várias jogadas de antecedência.

Fundamentos de Esgrima Por último, a esgrima é uma atividade social, que implica uma interação

Fundamentos de Esgrima

Por último, a esgrima é uma atividade social, que implica uma interação regular com outros povos. Apoio e incentivo a interação social é um componente essencial da saúde e bem-estar total.

A esgrima é uma forma profunda de exercício físico e mental, com benefícios que se estendem a todos os aspectos de uma vida saudável e feliz.

1.7 Glossário Esgrima Fundamentos de Esgrima ACÇÃO COMPOSTA: Acção executada em vários movimentos. ACÇÃO SIMPLES:

1.7 Glossário Esgrima

Fundamentos de Esgrima

ACÇÃO COMPOSTA: Acção executada em vários movimentos.

ACÇÃO SIMPLES: Acção executada em um único movimento, quer directo (na mesma linha), quer indirecto (numa outra linha).

ADVERSÁRIO: Esgrimista em situação de assalto. A FUNDO: Movimento usado para realizar um ataque.

AJUNTAMENTO: Posição na qual o esgrimista se encontra após ter esticado suas pernas e juntando os pés. O juntamento pode ser feito para trás ou para frente . É utilizado no cumprimento d'armas ou no fim da lição . Na contra ofensiva, por vezes , ele é combinado com um golpe de arresto.

ALTA: As linhas altas são a interna e a externa.

ALVO: Zona a atingir; relativamente á mão do adversário destingue-se uma zona alta e uma zona baixa.

ANÁLISE: Operação intelectual que consiste em decompor oralmente a frase d'armas para determinar qual dos dois esgrimistas é tocado.

ARBITRO: (Ou presidente); Director do combate.

ARRESTO: Acção contra-ofensiva simples . Contra-ataque bem-sucedido feito sobre uma acção de ataque de um adversário , antes de ele ter iniciado o último movimento.

ASSALTO: Face a face entre dois esgrimistas procurando tocar sem ser tocado.

ASSESSOR: Assistente do presidente do juri que vê os toques recebidos pelo atirador colocado de frente para si.

ATIRADOR: Esgrimista pronto a fazer ou fazendo assalto.

ATAQUE: Ação ofensiva inicial executada alongando o braço e com um movimento progressivo (a fundo,flecha, etc.) . Pode ser simples ou composto, "reforçado" por ações sobre o ferro adversário.

ATAQUE NO ATAQUE: Termo errado, utilizado em vez no contra-ataque.

ATAQUE COMPOSTO: O ataque é composto quando comporta uma ou mais fintas de ataque.

ATAQUE FALSO: Ataque simples ou composto , sem a intenção de tocar, destinado a fazer o adversário reagir para tirar partido de suas reações.

ATAQUE EM MARCHA: Dever-se-ia dizer :"Ataque por marcha e a fundo" ou "por marcha e flecha". Esta expressão decorre da cocisão de certos comandos um-dois em marcha , dobrar em marcha , em vez de : finta de desengajamento em marcha, engane as contras.

ATAQUE SIMPLES: Ação ofensiva, direta ou indireta , executada em um só tempo e coordenada com o a fundo , flecha ou marcha. Ele é direto quando executado na mesma linha , golpe direto ;

Fundamentos de Esgrima indireto quando executado de uma linha para outra, seja por baixo ou

Fundamentos de Esgrima

indireto quando executado de uma linha para outra, seja por baixo ou por cima da lâmina adversária ( corte , desengajamento ). AVANÇADAS: (E)(S) Termo que define toda parte situada à frente da cabeça e do tronco (mão, ante-braço, etc.).

BAIXA: As linhas baixas são a interna ( de dentro ) e externa ( de fora ).

BALANCEIRO: Extremidade metálica que permite ligar e equilibrar a arma.

BALESTRA: Conjunção de um salto à frente seguido de a fundo.

BANDEIROLA:Termo específico que define a acção ofensiva executada sobre a parte alta oposta ao braço armado.

BARRAGE: Desempate entre dois ou mais atiradores de uma poule.

BATIMENTO: Acção de bater a lâmina adversa.

BOTÃO: Extremidade da lâmina terminando por uma parte mais grossa no florete e espada, na lâmina do sabre é revirada sobre ela mesma . Nas armas elétricas , o botão é chamado cabeça de ponta . / A extremidade boleada ou achatada de uma lâmina de esgrima.

BRAÇO ARMADO: Braço portador da arma . Salvo em caso de ferimento constatado, o esgrimista não pode trocar a arma de mão no curso do mesmo match. (RP)

CABEÇA: (S) Parte do alvo constituido pela parte superior da máscara . Dá seu nome ao ataque executado na máscara.

"CAPUZ": O arco de circulo metálico que liga , reforçado , a conquilha à extremidade da empunhadura.

CAVAR: Atacar , responder , contra-atacar cavando , é executar uma ação ofensiva ou contra- ofensiva com um deslocamento exagerado da mão na linha onde termina esta ação.

CEDUTA: ( Parada cedendo ) Parada utilizada unicamente contra as ofensivas por tomadas de ferro (ataque , respostas) . Parar cedendo consiste em desviar para o outro lado a lâmina do adversário arrebatendo-a (sem perder o contato) para outra linha diferente daquela onde deveria terminar o ataque.

CHAMADA: Pancada sonora dada com o pé de frente no terreno e que precede ou acompanha os movimentos de ataque.

CHICOTEAR: (da lâmina) Movimento descrito pela parte flexível da extremi dade da lâmina , imediatamente após a parada adversária.

CIRCULAR: As paradas circulares são chamadas "contra" e tomam o nome da linha nas quais são executadas . As paradas semi-circulares eram putrora denominadas meio-contras ou meio- circulos.

COBRIR: (se) Garantir-se da ponta ou do corte adversário com ajuda da lâmina, da guarda , ou com um deslocamento do ante-braço ou braço.

COMBATE APROXIMADO: Situação de assalto na qual os esgrimistas ficam a curta distância sem contato corporal.

Fundamentos de Esgrima CONTRA: Parada onde a ponta descreve um movimento circular para buscar a

Fundamentos de Esgrima

CONTRA: Parada onde a ponta descreve um movimento circular para buscar a lâmina adversária para a linha oposta a linha ofensiva.

CONTRA-ARRESTO: (E) Contra-ataque executado sobre um contra-ataque adversário.

CONTRA-ATAQUE: Acção contra-ofensiva simples ou composta . Executado as vezes marchando ou recuando , esquivando , ou com meio a fundo.

CONTRA COUPÉ: Neologismo designado o escapar de uma mudança de engajamento do adversário , ou enganar de uma parada circular por um desengajamento.

CONTRA-DESENGAJAMENTO: Escapar de uma mudança de engajamento do adversário por um desengajamento.

CONTRA-OFENSIVA: Conjunto de ações executadas sobre a ofensiva adver sária.

CONTRA-RESPOSTA: Golpe executado após ter parado a resposta adversária . Ela pode ser simples , composta , por tomada de ferro , imediata ou a tempo perdido , executada estando a fundo , a pé firme , recuando , marchando , em flexa , ou com um deslocamento lateral . A segunda contra resposta é o golpe executado após ter parado a contra-resposta adversária.

CONTRA-TEMPO: Ação que consiste em neutralizar um contra-ataque adversário , por meio de uma parada e resposta, ou tomada de ferro.

CONVERSÃO: Ação de girar a mão , passar de supinação à pronação ou vice-versa , tanto na ofensiva ou na defensiva.

CONVITE: Gesto que consiste em se descobrir voluntariamente.

COQUILHA: Parte metálica circular e convexa destinada a proteger a mão.

CORPO A CORPO: Situação na qual os dois esgrimistas se encontram quando há um contato corporal , mesmo passageiro.

CORTE: (1) Ataque simples, passando a arma pela ponta adversária.Pode ser feito deslizando sobre a lâmina adversária . É executado na linha alta ou baixa.

CORTE: (2) Parte fina da lâmina ,oposta ao dorso, chamada também de talho.

CORTE: (Falso) O 1/3 superior da lâmina oposto ao corte,chamado também de contra-talho ou contra-corte.

CRUZAMENTO: Tomada de ferro onde apoderamos da lâmina adversária numa linha alta , para conduzi-la à linha baixa do mesmo lado . Ele pode ser executado de uma linha baixa à linha alta corrrespondente.

DEFENSIVA: Conjunto de ações destinadas a "bloquear" a ofensiva adversá ria , compreendendo:

paradas , esquivas , os deloscamentos , etc.

DENTRO: As linhas de dentro , alta e baixa.

DESCENTRAÇÃO: Descentragem do orifíco reservado à passagem da espiga da lâmina.

Fundamentos de Esgrima DESENGAJAMENTO: Acção ofensiva simples, que consiste em deixar a linha na qual

Fundamentos de Esgrima

DESENGAJAMENTO: Acção ofensiva simples, que consiste em deixar a linha na qual nos encontramos para tocar em outra. Começando na linha alta o desengajamento é feito por baixo da lâmina adversária; partindo da linha baixa, por cima.

DESENVOLVIMENTO: Extensão do braço armado seguido de a fundo.

DESLIZADA: Acção de deslizar o ferro adversário, alongando o braço para preparar e colocar um ataque.

DESLOCAMENTO: Movimento do atirador ao longo da pista.

DESTAQUE: Ataque simples feito com mudança de linha (pelo caminho mais curto), seguido de uma estocada directa.

DIAGONAL: (Parada) Parada feita de uma linha alta para a linha baixa oposta

DIRETA: (Parada) Parada executada sem sair da linha alta ou baixa com um deslocamento lateral de mão.

DISTÂNCIA: Intervalo que separa dois atiradores

DOBRAR: (F) (E) Ação de enganar a parada circular.

DOIGTÉ: Qualidade que permite dosear as contrações e relaxamento dos dedos sobre o punho da arma, de forma a manejá-la com maior agilidade e velocidade.

DUPLO: (Golpe) Chamamos de golpe duplo o fato dos dois esgrimistas se toca rem juntos . Eles são , no florete e sabre , considerados pela aplicação das convenções . Na espada , ambos são declarados tocados.

ELIMINAÇÃO DIRECTA: Fórmula de competição em que os atiradores são eliminados depois de uma derrota (duas derrotas se houver repescagem).

EM GUARDA: A posição básica de esgrima que permite a um esgrimista ata car ou defender conforme o caso .

EMPUNHADURA ANATÔMICA: Qualquer empunhadura especialmente mol dada com apoios colocados para tornar mais fácil o controle da arma.

ENGAJAMENTO: Situação de duas lâminas em contato . Engajar consiste em tomar contato com a lâmina adversária . O duplo engajamento é a sucessão de dois engajamentos ou de duas mudanças de engajamento.

ENGAJAMENTO: (Mudança de) Mudar de engajamento é engajar oposta aquela onde nós estavamos.

ENGANAR: Subtrair a lâmina à parada adversária.

ENVOVIMENTO: Tomada de ferro pela qual nos apoderamos do ferro adver sário em uma linha para conduzi-lo , sem abandonar o contato de lâminas , a esta mesma linha , por um movimento circular de ponta.

ÉPÉE: Espada.

Fundamentos de Esgrima ESCAPAR: Acção ofensiva ou contra-ofensiva consistindo em subtrair a lâmina à iniciativa

Fundamentos de Esgrima

ESCAPAR: Acção ofensiva ou contra-ofensiva consistindo em subtrair a lâmina à iniciativa adversária ( ataque ao ferro ou tomada de ferro ).

ESCAPAR COM CONTATO: (E) O ferro é deixado em contato com a lâmina adversária para, então , ser subtraído antes do fim da tomada de ferro. ESCORREGEMENTO: marcha com escorregamento ( sem fazer ruido ) ; pro gressão de todo o pé da frente sobre o solo sem deixa-lo.

ESPADA: Uma das três armas usadas na esgrima moderna; inspirada na tradi cional espada de duelo.

ESPIGA: Prolongamento da lâmina que permite a montagem da conquilha, do punho e do pomo.

ESTOCADA: Termo antigo designando um golpe executado pela ponta da arma

ESQUIVA: Modo de evitarmos um golpe pelo deslocamento rápido do corpo.

FACE: (S) (à direira , à esquerda) Alvo situado da cada lado da mascara.

FERRO: Sinônimo de lâmina.

FERRO: (Ausência de em contato.

)

Acção que consiste em deixar a lâmina adversária com a qual se estava

FERRO: (Ataques ao

pressão , e o forçamento.

)

Ação executadas sobre a lâmina adversária . Compre endem : a batida , a

FERRO: (Através do

atingem ao mesmo tempo o alvo e a arma. Quando atingem a superfície válida eles são validos.

)

Os golpes ditos "através do ferro"são golpes mal para dos , os quais

FERRO: (Tomadas de

podem ser combinadas com um golpe direto (ataque por toma da de ferro) ou seguidas de um ataque simples ou composto (preparação de ataque).Compreendem:a oposição, o cruzamento, o

ligamento e o envolvimeto.

Ações nas quais se apodera da lâmina adversária dominado-a; elas

)

FINTA: Simulação de uma acção ofensiva ou contra-ofensiva, destinada a tirar partido de uma reacção ( ou ausência de reacção ) do adversário.

FINTA EM TEMPO: (S) Termo italiano, sinônimo de contra-ataque composto.

FLANCO: Alvo situado sob o braço , armado do esgrimista.

FLECHA: (da lâmina) Curvatura regular da lâmina, autorizada nas três armas. No sabre , plano perpendicular aquele do corte.

FLECHA: Progressão ofensiva consistindo em um desequilíbrio do corpo para frente precedido de alongamento do braço e conjugado com uma explosão alternativa das pernas. / Ataque corrido , mais usado na espada e no sabre.

FLORETE: Uma das armas usadas na esgrima moderna; usada como arma de treino nos séculos XVII e XVIII.

FORA: As linhas de fora , alta e baixa.

FORÇAMENTO: Pressão prolongada,brusca e possante,executada deslizando o forte da lâmina.

Fundamentos de Esgrima FÓRMULA: Termo específico a esgrima que determina o desenrolar de uma competição

Fundamentos de Esgrima

FÓRMULA: Termo específico a esgrima que determina o desenrolar de uma competição . A fórmula pode ser: por poules, mista , com poules de 4, mista com repescagem , por eliminação direta com ou sem repescagem.

FORTE: Parte mais forte e espessa de uma lâmina,próxima ao copo (coquilha).

FORTE NO FRACO: Propriedade fundamental da defensiva , opor a parte forte da lâmina à parte fraca da lâmina adversária.

FRACA: Parte fina e flexível de uma lâmina.

FRASE D'ARMAS: Seqüência ininterrupta de ações ofensivas, defensivas e contra-ofensivas ao curso do combate.

GOLPE DIRETO: Ataque simples executado na linha a arma se encontra. É executado em linha aberta.

GOLPE DIRETO DE AUTORIDADE: Golpe direto executado na linha fecha da opondo o forte ao fraco.

GUARDA: Posição tomada pelo esgrimista mais favorável para estar pronto igualmente para a ofensiva , à defensiva ou à contra-ofensiva. Ponta alta ou baixa, porem sempre em direção ao alvo, a guarda pode ser curta ou longa , e sofrer modificações ao curso do combate, conforme a tática escolhida.

IMOBILIDADE: (Ataque da

)

Ataque lançado sobre um adversário, a partir de uma atitude imóvel.

"IN QUARTATA": Termo italiano - esquiva realizada escondendo a linha de Quarta e contra atacando.

INTENÇÃO: (Segunda) É chamada a ação pela qual procuramos induzir o adversário ao erro na sua orientação tática.

JULGAMENTO: (do toque) decisão do Presidente de Juri sobre a prioridade , a validade ou anulação do toque.

LADO ABERTO: Na posição de esgrima, o lado do corpo contrário ao da mão armada. LÂMINA:

Chapa delgada de metal,ou de outro material.A lâmina compreende três partes fucionais e a espiga - 1/3 fraco , 1/3 médio , 1/3 forte.

LIGAMENTO: Tomada de ferro aonde nos apoderamos da lâmina adversária para conduzi-la, progressivamente, de uma linha alta para a linha baixa oposta (ou vice-versa ).

LINHA: As linhas são porções do alvo consideradas em relação à lâmina do esgrimista.São quatro.

LINHA DE ENGAJAMENTO: A parte do alvo na qual a arma está engajada.

LINHAS ALTAS: Partes do corpo acima da mão armada, quando se está na posição de guarda.

LINHAS BAIXAS: Partes do corpo abaixo da mão armada, quando na posição de guarda.

LINHAS EXTERNAS: Partes do corpo correspondentes ao lado das costas de sua mão armada na posição de guarda.

Fundamentos de Esgrima LINHAS internas-esportes: Partes do corpo do lado da palma da mão armada

Fundamentos de Esgrima

LINHAS internas-esportes: Partes do corpo do lado da palma da mão armada na posição de guarda

MANGUETA - Alta: Alvo situado em cima do ante-braço armado.

MANGUETA - Baixa: Alvo situado em baixo do ante-braço armado.

MANGUETA - Externa: Alvo situado sobre à direita do ante-braço armado.

MANGUETA - Interna: Alvo situado sobre à esquerda do ante-braco armado.

MÃO: (F) Posição da mão na ofensiva . Outrora , a ofensiva era precisada em função da posição final da mão: dobrar em baixo - mão de segunda; desengaje, mão de sexta; etc.

MARCHA: A marcha é uma progressão do pé da frente , seguida de uma progressão do pé de trás.

MECANISMO: Conjunto de gestos adquiridos pela repetição do curso do ensinamento ou da pratica.

MEDIDA: Distância entre dois adversários quando em combate.

MEIO-CIRCULO: (F) (E) O meio-circulo é uma parada semi-circular que é feita partindo-se da posição de sexta ( ou terceira ) , levando a lâmina adversá ria para o alto. também chamada de sétima alta.

MEIA-VOLTA: Afastamento exterior do pé de trás que permite , por um deslocamento da superfície válida , evitar o golpe.

MUDA: (lição) Lição dada sem comando oral.

MUDE-BATA: Mudança de engajamento terminando por uma batida sobre a lâmina adversária.

MUDE-DESLIZA: Mudança de engajamento terminando por deslizada.

MUDE-FORCE: Mudança de engajamento terminando por forçamento.

MUDE-PRESSÃO: Mudança de engajamento terminando por pressão sobre a lâmina adversária.

OFENSIVA: Conjunto de ações destinadas a tocar o adversário.

OITAVA: (F) (E) Posição cobrindo a linha de fora , a ponta mais baixa que a mão colocada em supinação.

OPOSIÇÃO: Tomada de ferro na qual nos apoderamos da lâmina adversária, dominando-a progressivamente na mesma linha até o final da ofensiva.

OPOSIÇÃO: (Arresto por ataque.

)

Acção contra-ofensiva executada fechando a linha onde terminao

OPOSIÇÃO: (Parada de manutenção do contato.

)

Parada executada sem choque sobre a lâmina adver sária com

Fundamentos de Esgrima PARADA: Ação defensiva na qual o esgrimista desvia a arma do oponente.

Fundamentos de Esgrima

PARADA: Ação defensiva na qual o esgrimista desvia a arma do oponente. A parada dos golpes de ponta é a ação de se garantir de um golpe executado afastando com sua arma o ferro do oponente. A parada dos golpes de corte é a acção de bloquear com sua arma o ferro adversário . As paradas tomam os nomes das posições de esgrima onde são executadas . Quanto a execução podem ser tac, oposição ou cedendo.

PARADAS COMPOSTA ou MIXTA: Termo empregado por certos autores para definir uma sucessão de paradas usadas contra ações ofensivas compos tas.

PARADO:(Mal) (S) É dito que um golpe toca ao mesmo tempo o alvo e o ferro adversário . Sinônimo de "através do ferro"

PASSO DUPLO: (A frente) Movimento pelo qual avançamos sobre o oponente levando o pé de trás à frente do pé da frente.

PASSO DUPLO: (Atrás) Movimento pelo qual nos afastamos do adversário, levando o pé da frente atrás do pé de trás.

PÉ ELEVADO: (no) Enganar no pé elevado : expressão empregada para de signar um engane executado no final do a fundo.

PÉ FIRME: (a) Ataque a pé firme : termo erroneamente usado para designar um ataque efetuado com a fundo . Ao contrario , as paradas , as respostas , as contra-respostas podem ser executadas a pé firme, isto é , sem nenhum deslo camento dos pés.

PISTA: Parte delimitada do terreno na qual se desenvolve o combate.

PLASTRON: Vestimenta protetora a ser usada em competições sob a jaqueta. POMO:

Extremidade metálica que permite fixar o punho e equilibrar a arma. O acabamento mais grosso do punho de uma arma.

POSIÇÕES: (F) (E) As posições são as colocações que a mão pode tomar nas quatro linhas. Estas posições são em número de oito: quatro em supinação ( 4, 6, 7 e 8 ) e quatro em pronação (

1

,

2 ,

3 e 5 )

POSIÇÕES: (S) No sabre , as posições são em número de seis: prima , 2, 3, 4, 5 e sexta.

PREPARAÇÕES: Movimentos da lâmina , do corpo ou das pernas, que prece dem a situação que temos a intenção de criar . Assim , existem à ofensiva, à defensiva e à contra-ofensiva.

PRESIDENTE: Árbitro , juiz ou diretor de combate.

PRESSÃO: Apoio lateral executado sobre a lâmina adversária tendo antes tomado contato com ela.

PRIMA: (F) (E) Posição que fecha a linha baixa de dentro (interior).

PRIMA: (S) Posição , ou parada , fechando o lado esquerdo (linha de dentro), ponta mais baixa que a mão , corte voltado à esquerda.

PRIORIDADE: Regras restritivas ao contra-ataque no florete e no sabre.

PRONAÇÃO: Posição da mão armada com os dedos voltados para baixo - normalmente usada quando da defesa das partes baixas da guarda.

Fundamentos de Esgrima PUNHO: Parte de madeira , metal , matéria plástica , destinado a

Fundamentos de Esgrima

PUNHO: Parte de madeira , metal , matéria plástica , destinado a segurar a arma.

QUARTA: (F) (E) Posição cobrindo a linha de dentro (alta) , a ponta mais alta que a mão , colocada em supinação.

QUARTA: (S) Posição cobrindo o lado (linha interna) esquerdo, a ponta mais alta que a mão , corte voltado à esquerda , polegar para cima.

QUINTA: (F) (E) Posição que fecha a linha interna alta, mão em pronação, a ponta mais alta que a mão.

QUINTA: (S) Posição que cobre a cabeça e as espaduas , mão à direita, palma voltada para a frente , corte para o alto , a lâmina sensivelmente horizontal.

RECUO: Deslocamento para trás destinado a nos afastar do adversário.

REDOBRAMENTO: Segunda acção ofensiva, simples ou composta, precedida ou não de acção sobre o ferro , executado em a fundo ou em flecha , após um retorno em guarda.

REMISE: Acção ofensiva simples imediata que se segue a uma primeira acção, sem encolher o braço, depois de uma parada ou recuo do adversário, seja por responder tardiamante, indirectamente ou por acção composta.

REPETIÇÃO: Segunda acção ofensiva. Ela pode ser simples , ou composta ou precedida da acções sobre o ferro do adversário. Ela é executada , geralmente, sobre os adversários que não respondem.

REPRISE (de ataque): Nova acção executada depois de voltar à guarda.

RESPOSTA: Movimento feito por um esgrimista após ter parado com sucesso um ataque do adversário . Pode ser imediata ou a tempo perdido; simples (direta ou indireta) ou composta ; por tomada de ferro ou não ; executada a pé firme ou coordenada com um deslocamento.

RITMO: (Mudança de ações.

)

Variação (aceleração ou desaceleração) do tempo de execução das

SABRE: Uma das três armas usadas na esgrima moderna . Basicamente uma arma de corte e estocada para duelo , desenvolvida a partir de uma espada de cavalaria.

SALTO: Movimento que faz com o corpo e as pernas de um esgrimista sejam colocados a salvo do ataque do adversário.

SALTO ATRÁS: Tipo de salto terminando pela chegada simultânea dos dois pés ao solo.

SALTO À FRENTE: Tipo de salto à frente terminando pela chegada simultâ nea dos dois pés ao solo .

SANTELLI: (S) Mestre italiano que ensinou na Hungria,criador de um sistema defensivo chamado segundo sistema ( segunda , prima e quinta ).

SAUDAÇÃO: Gesto de civilidade feito no início e no fim de uma lição ou com bate. Este gesto pode ser endereçado ao adversário, ao diretor de combate, à asistência.

Fundamentos de Esgrima SEGUNDA: (F) (E) Posição que fecha a linha de fora (baixa) ,

Fundamentos de Esgrima

SEGUNDA: (F) (E) Posição que fecha a linha de fora (baixa) , com a mão em pronação e mais alta que a ponta.

SEGUNDA: (S) Posição que cobre o lado direito , tomada com a ponta mais baixa do que a mão , polegar à esquerda (para dentro) e o corte voltado para a direita (para fora).

SÉTIMA: (F) (E) Posição que cobre a linha de baixo (de dentro) , a ponta mais baixa que a mão (em supinação) . Sétima alta ou elevada (ver meio-círculo).

SEXTA: (F) (E) Posição cobrindo a linha de cima , ponta mais alta que a mão colocada em supinação . A guarda de sexta é considerada como a guarda tradi cional.

SIMULTÂNEAS: (Ações

)

Ações lançadas ao mesmo tempo pelo dois adver sários.

SUPERFICIE: (válida) Referente a teoria da esgrima de florete, de sabre e de espada. (veja descrição detalhadas das armas para maiores informações).

SUPINAÇÃO: Posição da mão armada com os dedos virados para cima - normalmente usada quando se está protegendo as partes altas da guarda.

"TAC": Parada de "tac", isto é, afastar a lâmina adversária com uma batida.

TEMPO: (de esgrima) O tempo é , duração de uma ação ofensiva simples . O tempo é e tem sido sempre uma das convenções essenciais da esgrima de florete e no sabre.

TEMPO: (Golpe de

)

Antigo termo substituido pela expressão "arresto por oposição".

TEMPO PERDIDO: (A

parada . Esta expressão é também empregada para a contra- resposta.

)

Se diz de uma resposta que não é executada imedia tamente após a

TERÇA: (F) (E) Posição que cobre a linha de cima e de fora, mao em pronação a ponta mais alta que a mão . A guarda de terça foi a unica usada até o fim do século XIX.

TERÇA: (S) Posição que cobre o lado direito , tomada com a ponta mais alta que a mão , o corte voltado para a direita , o polegar para cima.

TERÇO: Uma das três partes em que se divide a lâmina: primeiro terço junto à extremidade, segundo terço ou terço médio a meio, e terceiro terço junto do guarda-mão.

TOCAR: Atingir o adversário com a ponta ou com o corte de sua arma . Os combates são avaliados em toques dados e toques recebidos.

TOQUE NÃO VALIDO: Golpe que atinge o adversário fora da superfície válida para certo tipo de arma.

TOQUE VALIDO: Golpe executado sobre uma parte da superficie válida de acordo com as convenções determinadas para cada tipo de arma.

TOMADA DE FERRO: Acções nas quais se apodera da lâmina adversária dominado-a; elas podem ser combinadas com um golpe direto (ataque por toma da de ferro) ou seguidas de um ataque simples ou composto (preparação de ataque).Compreendem:a oposição, o cruzamento, o ligamento e o envolvimeto.

Fundamentos de Esgrima UM-DOIS: (F) (E) Enunciado abreviado de uma ação composta de uma finta

Fundamentos de Esgrima

UM-DOIS: (F) (E) Enunciado abreviado de uma ação composta de uma finta de desengajamento , seguida de enganar de uma parada direta.

UM-DOIS-TRÊS: (F) (E) Enunciado abreviado de uma acção composta de uma finta de desengajamento , seguida de enganar de duas paradas diretas.

VENTRE: (S) Parte baixa esquerda da superfície válida.

VOLTA: Giro completo