P. 1
“INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAS E PREDIAIS

“INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAS E PREDIAIS

|Views: 2.842|Likes:
Publicado porJúnior Cézari

More info:

Published by: Júnior Cézari on Sep 22, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/27/2014

pdf

text

original

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

SUGESTÃO PARA APOSTILA DA DISCIPLINA “INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS E PREDIAIS”

PARA O CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROF. FLAVIÖ HARÅ
COORD. GERAL DO PROGRAMA CIPMOI 52 ANOS FAZENDO A DIFERENÇA! CONHEÇA O PROGRAMA NO WWW.CIPMOI.ENG.UFMG.BR

2º SEMESTRE DE 2009

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

ÍNDICE
LEIS – DECRETOS – RESOLUÇÕES SOBRE ATUAÇÃO PROFISSIONAL _______ 3 a 17 MODELO DE ART DO CREA____________________________________________ 18 a 19 LEI 8078-90: CODIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR_______________________ 20 a 36 NR-10 - INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE____________________ 37 a 49 RESOLUÇÃO 1010 CONFEA____________________________________________ 50 a 60 NOTAS DE AULA 1 – SEGURANÇA ______________________________________ 61 A 68 DPS - DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTO ______________________ 69 a 71 EXERCÍCIO 1 – LEVANTAMENTO DE CARGAS E TIPO DE CONSUMIDOR______ 72 a 82 EXERCÍCIO 2 – COMANDOS (INTERRUPTORES) __________________________ 83 a 91 PORTARIA 19 DO INMETRO – PADRÃO DE TOMADAS______________________ 92 LEI N° 11.337 DE 26 DE JULHO DE 2006. (TERRA E TOMADAS) 93 EXERCÍCIO 3 – DIVISÃO DE CIRCUITOS _________________________________ 94 a 112 EXERCÍCIO 4 – DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES__________________ 113 a 126 PORTARIA 130 DO INMETRO – PADRÃO DE DISJUNTORES_________________ 127 EXERCÍCIO 5 – DIMENSIONAMENTO DOS DISJUNTORES E ELETRODUTOS___ 128 a 132 EXERCÍCIO 6 – DIMENSIONAMENTO DO ALIMENTADOR DIAGRAMA UNIFILAR_ 133 a 143 ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL BÁSICA – MÉTODO DOS LUMENS ________________ 144 a 163 LEVANTAMENTO DE MATERIAL DA OBRA________________________________ 164 a 173 ÍNDICE DAS TABELAS:
TABELA 1 TABELA 2 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 TABELA 8 TABELA 9 TABELA 10 TABELA 11 TABELA 12 TABELA 13 TIPO DE CONSUMIDOR SEGUNDO A CEMIG ________________________ EXEMPLOS DE CARGAS TUGs E TUEs _____________________________ EXEMPLOS DE AR CONDICIONADO ________________________________ LEGENDA – SIMBOLOGIA ________________________________________ FCT – FATOR DE CORREÇÃO DE TEMPERATURA AMBIENTE _________ FCNC – FATOR DE CORREÇÃO DE NO. CIRCUITOS NO ELETRODUTO _ CCC – IFIO CAPACIDADE-CRITÉRIO DE CONDUÇÃO DE CORRENTE ____ CQT – CRITÉRIO DE QUEDA DE TENSÃO ___________________________ DIÂMETRO MÉDIO DOS ELETRODUTOS ___________________________ ÁREA EXTERNA TOTAL MÉDIA DOS CONDUTORES _________________ F.D. (FATOR DE DEMANDA) PARA CARGAS DE LUZ E TUGs __________ F.D. (FATOR DE DEMANDA) PARA CARGAS DE TUE _________________ DISJUNTOR-PROTEÇÃO GERAL SEGUNDO A CEMIG ________________ PG 77 PG 78 PG 78 PG 88 PG 114 PG 114 PG 115 PG 118 PG 131 PG 131 PG 133 PG 134 PG 134

OUTRAS FIGURAS IMPORTANTES
LEGENDA DISJUNTOR SIMBOLOGIA SEGUNDO A ABNT __________________________________ PG 76 EXEMPLOS DE VALORES PADRONIZADOS_________________________ PG 129

2

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054
LEI Nº 6.496 - DE 7 DE DEZ 1977

Prof. Flaviö Harå

2/2009

Institui a "Anotação de Responsabilidade Técnica" na prestação de serviços de Engenharia, de Arquitetura e Agronomia; autoriza a criação, pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA, de uma Mútua de Assistência Profissional, e dá outras providências. O Presidente da República, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia fica sujeito à "Anotação de Responsabilidade Técnica" (ART). Art. 2º - A ART define para os efeitos legais os responsáveis técnicos pelo empreendimento de engenharia, arquitetura e agronomia. § 1º - A ART será efetuada pelo profissional ou pela empresa no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), de acordo com Resolução própria do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA). § 2º - O CONFEA fixará os critérios e os valores das taxas da ART "ad referendum" do Ministro do Trabalho. Art. 3º - A falta da ART sujeitará o profissional ou a empresa à multa prevista na alínea "a" do Art. 73 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, e demais cominações legais. Art. 4º - O CONFEA fica autorizado a criar, nas condições estabelecidas nesta Lei, uma Mútua de Assistência dos Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, sob sua fiscalização, registrados nos CREAs. § 1º - A Mútua, vinculada diretamente ao CONFEA, terá personalidade jurídica e patrimônio próprios, sede em Brasília e representações junto aos CREAs. § 2º - O Regimento da Mútua será submetido à aprovação do Ministro do Trabalho, pelo CONFEA. Art. 5º - A Mútua será administrada por uma Diretoria Executiva, composta de 5 (cinco) membros, sendo 3 (três) indicados pelo CONFEA e 2 (dois) pelos CREAs, na forma a ser fixada no Regimento. Art. 6º - O Regimento determinará as modalidades da indicação e as funções de cada membro da Diretoria Executiva, bem como o modo de substituição, em seus impedimentos e faltas, cabendo ao CONFEA a indicação do Diretor-Presidente e aos outros Diretores a escolha, entre si, dos ocupantes das demais funções. Art. 7º - Os mandatos da Diretoria Executiva terão duração de 3 (três) anos, sendo gratuito o exercício das funções correspondentes. Art. 8º - Os membros da Diretoria Executiva somente poderão ser destituídos por decisão do CONFEA, tomada em reunião secreta, especialmente convocada para esse fim, e por maioria de 2/3 (dois terços) dos membros do Plenário. Art. 9º - Os membros da Diretoria tomarão posse perante o CONFEA. Art. 10 - O patrimônio da Mútua será aplicado em títulos dos Governos Federal e Estaduais ou por eles garantidos, Carteiras de Poupança, garantidas pelo Banco Nacional da Habilitação (BNH), Obrigações do Tesouro Nacional, imóveis e outras aplicações facultadas por Lei para órgãos da mesma natureza. Parágrafo único - Para aquisição e alienação de imóveis, haverá prévia autorização do Ministro do trabalho. Art. 11 - Constituirão rendas da Mútua: I - 1/5 (um quinto) da taxa de ART; II - uma contribuição dos associados, cobrada anual ou parceladamente e recolhida, simultaneamente, com a devida aos CREAs;

III - doações, legados e quaisquer valores adventícios, bem como outras fontes de renda eventualmente instituídas em Lei; IV - outros rendimentos patrimoniais. § 1º - A inscrição do profissional na Mútua dar-se-á com o pagamento da primeira contribuição, quando será preenchida pelo profissional sua ficha de Cadastro Geral, e atualizada nos pagamentos subseqüentes, nos moldes a serem estabelecidos por Resolução do CONFEA. § 2º - A inscrição na Mútua é pessoal e independente de inscrição profissional e os benefícios só poderão ser pagos após decorrido 1 (um) ano do pagamento da primeira contribuição. Art. 12 - A Mútua, na forma do Regimento, e de acordo com suas disponibilidades, assegurará os seguintes benefícios e prestações: I - auxílios pecuniários, temporários e reembolsáveis, aos associados comprovadamente necessitados, por falta eventual de trabalho ou invalidez ocasional; II - pecúlio aos cônjuges supérstites e filhos menores associados; III - bolsas de estudo aos filhos de associados carentes de recursos ou a candidatos a escolas de Engenharia, de Arquitetura ou de Agronomia, nas mesmas condições de carência; IV - assistência médica, hospitalar e dentária, aos associados e seus dependentes, sem caráter obrigatório, desde que reembolsável, ainda que parcialmente; V - facilidade na aquisição, por parte dos inscritos, de equipamentos e livros úteis ou necessários ao desempenho de suas atividades profissionais; VI - auxílio funeral. § 1º - A Mútua poderá financiar, exclusivamente para seus associados, planos de férias no País e/ou de seguros de vida, acidentes ou outros, mediante contratação. § 2º - Visando à satisfação do mercado de trabalho e à racionalização dos benefícios contidos no item I deste artigo, a Mútua poderá manter serviços de colocação de mão-de-obra de profissionais, seus associados. § 3º - O valor pecuniário das prestações assistenciais variará até o limite máximo constante da tabela a ser aprovada pelo CONFEA, nunca superior à do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). § 4º - O auxílio mensal será concedido, em dinheiro, por períodos não superiores a 12 (doze) meses, desde que comprovada a evidente necessidade para a sobrevivência do associado ou de sua família. § 5º - As bolsas serão sempre reembolsáveis ao fim do curso, com juros e correção monetária, fixados pelo CONFEA. § 6º - A ajuda farmacêutica, sempre reembolsável, ainda que parcialmente, poderá ser concedida, em caráter excepcional, desde que comprovada a impossibilidade momentânea de o associado arcar com o ônus decorrente. § 7º - Os benefícios serão concedidos proporcionalmente às necessidades do assistido, e os pecúlios em razão das contribuições do associado. § 8º - A Mútua poderá estabelecer convênios com entidades previdenciárias, assistenciais, de seguro e outros facultados por Lei, para o atendimento do disposto neste Artigo. Art. 13 - Ao CONFEA incumbirá, na forma do Regimento: I - a supervisão do funcionamento da Mútua; II - a fiscalização e aprovação do Balanço, Balancete, Orçamento e da Prestação de Contas da Diretoria Executiva da Mútua; III - a elaboração e aprovação do Regimento da Mútua; IV - a indicação de 3 (três) membros da Diretoria Executiva; V - a fixação da remuneração do pessoal empregado pela Mútua; VI - a indicação do Diretor-Presidente da Mútua; VII - a fixação, no Regimento, da contribuição prevista no item II do Art. 11; VIII - a solução dos casos omissos ou das divergências na aplicação desta Lei. Art. 14 - Aos CREAs, e na forma do que for estabelecido no Regimento, incumbirá:

3

LEI Nº 8. Art.871. regida pelo Decreto nº 23. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. na forma a ser fixada pelo Regimento. para obtenção dos benefícios previstos nesta Lei. constituem em seu conjunto uma autarquia. de 11 DEZ 1933. legalmente habilitados. 3º . revogadas as disposições em contrário. FERNANDO COLLOR Presidente da República. Jarbas Passarinho. com efeito suspensivo. ao Ministro do Trabalho. § 1º .No caso de dissolução da Mútua. 8º deste Prieto 4 . 156º da Independência e 89º da República.995. legalmente habilitados. e terão a lotação que for determinada pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura serão constituídos de brasileiros natos ou naturalizados. ERNESTO GEISEL Arnaldo Publicada no D. Arquiteto e Engenheiro Agrônomo. regida pelo Decreto nº 23. de 24 DEZ 1966.recolher à Tesouraria da Mútua. de 11 DEZ 1933. e dá outras providências. de 11 DEZ 1933. 1º . 7 DEZ 1977. ressalvados os direitos dos associados. CONSIDERANDO que o Decreto-Lei nº 3.569. CONSIDERANDO que já se tornou imprescindível a solução de questões relativas aos técnicos de grau superior e médio. 3º . 20 . 2º . Arquitetura e Agronomia disporá. Art. mensalmente. apresentação de candidaturas e tudo o mais que se fizer necessário à realização dos pleitos. sobre os procedimentos Eleitorais referentes à organização e data das eleições.569. e do Decreto-Lei nº 3. Flaviö Harå 2/2009 I . O Presidente da República. ou do Ministro do Trabalho. ensejará a intervenção do CONFEA. CONSIDERANDO que a finalidade e organização dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura exigem novos moldes. de 24 DEZ 1966. c) três (3) conselheiros federais efetivos. que regula o exercício das profissões de Engenheiro. de arquiteto e de agrimensor. DE 27 JUN 1991 . 16 . 2º . 1º . de 11 DEZ 1933. Art.195. 16. e dá outras providências.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. solidariamente.569.U. na concessão de benefícios ou no funcionamento da Mútua. legalmente habilitados.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura e seus Conselhos Regionais.194. DE 26 JUN 1991 Altera a Lei nº 5. 19 . Art. escolhidos pelas Congregações de Escolas-Padrão federais. e um engenheiro-arquiteto ou arquiteto pela Faculdade Nacional de Arquitetura. podendo candidatar-se profissionais brasileiros habilitados de acordo com a Lei nº 5. quanto à necessidade de completar disposições. ao CONFEA.O CONFEA e os CREAs responderão. bem como as das associações de profissionais de Engenharia e de Arquitetura. O Presidente da República. Arquitetura e Agronomia serão eleitos pelo voto direto e secreto dos profissionais registrados e em dia com suas obrigações para com os citados Conselhos. quando se fizer necessária.O.ELE054 Prof.194. escolhidos em assembléia constituída por um delegado eleitor de cada Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. DECRETA: CAPÍTULO I . valores e obrigações serão assimilados pelo CONFEA. Parágrafo único .417. de arquiteto e de agrimensor. estrangeiros e nacionais. a arrecadação da taxa e contribuição prevista nos itens I e II do Art. usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição.De qualquer ato da Diretoria Executiva da Mútua caberá recurso. administração e fiscalização da Mútua caberá recurso. II .indicar os dois membros da Diretoria Executiva.De toda e qualquer decisão do CONFEA referente à organização.O Conselho Federal de Engenharia. esclarecer. oficiais ou reconhecidas pelo Governo. 15 . 8º deste Decreto-Lei e obedecerá à seguinte composição: a) Um presidente. em resolução. modificar ou revogar disposições do Decreto nº 23. na hipótese de sua insolvência.Na composição dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura será atendida a representação das escolas superiores de engenharia ou arquitetura existentes na Região. um engenheiro pela Escola de Minas e Metalurgia. Publicada no D.Qualquer irregularidade na arrecadação.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será constituído de brasileiros natos ou naturalizados. 11 da presente Lei. de acordo com o Art. e CONSIDERANDO o que representou o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.620. dirimir dúvidas e preencher omissões que a prática tem revelado na regulamentação do exercício das profissões de engenheiro. Art.Seção I . pelo déficit ou dívida da Mútua.U. CONSIDERANDO a conveniência de que sejam definidas pelas próprias classes interessadas através do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura as especializações da Engenharia e da Arquitetura. de 09 DEZ 1977 . DE 10 JAN DE 1946 (1) Dispõe sobre a regulamentação do exercício das profissões de ENGENHEIRO. seus bens. sendo cada um deles dotado de personalidade jurídica de direito público. Art. Art. nomeado pelo Presidente da República.995. DECRETO-LEI Nº 8. Arquitetura e Agronomia. 4º . dos CREAs e da própria Mútua poderão nela se inscrever. 17 . para restabelecer a normalidade.Pág. de acordo com o Art. b) seis (6) conselheiros federais efetivos e três (3) suplentes. 18 . Art. de 31 DEZ 1941. que se desenvolvem e se caracterizam com o progresso da técnica e da ciência. Art. dispondo sobre eleições diretas para Presidente dos Conselhos Federal e Regionais de Engenharia. com efeito suspensivo. prazos de desincompatibilização. de 31 DEZ 1941.Seção I . Art.O.Revogam-se as disposições em contrário. 8º deste Decreto-Lei. 2. Art.Os empregados do CONFEA. escolhido entre os nomes de lista tríplice organizada pelos membros do Conselho. contém disposições que devem ser modificadas ou revogadas.Dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura Art. Brasília.Pág. mediante condições estabelecidas no Regimento. sendo um engenheiro pela Escola Nacional de Engenharia. criados pelo Decreto nº 23. CONSIDERANDO que outras medidas de caráter geral e transitório devem ser adotadas para completar.569. de acordo com o Art.Os Presidentes dos Conselhos Federal e Regionais de Engenharia.Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

poderá ser feita. orçamentos.Aos profissionais diplomados de acordo com as exigências do Art. Parágrafo único . sem licença prévia. pareceres. o mandato. perante os Conselhos Regionais.Do exercício profissional Art. os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura poderão autorizar. fica. Art. julgados capazes pelos referidos Conselhos.569. será honorífico e durará três (3) anos. estadual ou municipal. sem a exigência da prova de revalidação do diploma. concedendo-lhes 5 .569.569. 10 . além da assinatura.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura concederá aos que se acharem nas condições deste artigo o certificado de serviço relevante. com as atribuições correspondentes aos seus cursos. perderá. embora com justificação.O número de Conselheiros será anualmente renovado pelo terço.347. Art. 6º . CAPÍTULO III . 17 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 18 . 16 .569. Parágrafo único . Art. em reunião de que participará um representante de cada Conselho Regional. somente é permitido a quem for portador da carteira de profissional expedida pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura.Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura estabelecerão o registro dos técnicos de grau médio formados pelas escolas técnicas da União ou equivalentes. a declaração do número da carteira do profissional diplomado e a menção explícita do título legal que possuir.O disposto neste Artigo somente será aplicado às regiões do país onde se verificar a escassez de profissionais diplomados. precedida do nome da empresa. Art. Parágrafo único . ou multas.Tornando-se necessário ao progresso da técnica. Art. de 11 DEZ 1933.569. da arte ou do País. 2º do Decreto-Lei nº 3. 7º . de 11 DEZ 1933. engenheiro químico e urbanista. arquitetura ou agrimensura. dando publicidade aos respectivos atos. 1º do Decreto nº 23. CAPÍTULO II . 6º do Decreto nº 23. cujos títulos não correspondam a nenhuma das especializações profissionais descritas no Capítulo VI do mesmo decreto.569. 4º . com as suas características. reconhecido idôneo pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.Aos portadores de carteiras de diplomados. passa a ter a seguinte redação: . é permitido o exercício efetivo da profissão. desde que o profissional efetue o pagamento da multa. junto aos técnicos contratados. anteriormente ao decreto supracitado. de 11 DEZ 1933.A todos os que apresentarem certificados de aprovação em exames realizados nas escolas a que se refere o Art. podendo ser renovadas ou revalidadas pelos Conselhos Regionais que as concederam. estiverem exercendo funções dessas especialidades.As firmas. desde que não tenham inscrito profissionais devidamente especializados. poderá a juízo do Conselho Regional respectivo substituir a prova do exercício da profissão mencionada neste Artigo.A escolha dos Conselheiros se efetuará separadamente em assembléias realizadas nos Conselhos Regionais. o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.O exercício da função de membros dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura. por determinação dos Conselhos Regionais.Os técnicos a quem for concedida a autorização aludida serão registrados nos respectivos Conselhos Regionais. 15 . Art. 1º do Decreto nº 23. procederá à revisão das atribuições profissionais. Parágrafo único . e suas atribuições cessarão automaticamente na data do término dos seus contratos de trabalho. Art.O mandato dos Conselheiros de Engenharia e Arquitetura. posteriormente tenham sido ou venham a ser criadas. na data da publicação do Decreto nº 23. assegurado o direito de participar de concurso para cargos de repartição federal. que passará a ser exercido em caráter efetivo pelo suplente que for sorteado. 19 . Parágrafo único . por delegados-eleitores das escolas interessadas e das associações de classe registradas no Conselho Regional respectivo. CAPÍTULO IV . de 11 DEZ 1933. profissionais brasileiros diplomados por escolas superiores ou técnicas. Art. é assegurado o direito ao exercício da profissão como diplomado. criados outros ou modificada a estrutura do ensino técnico superior. 12 . especializados em ramos ou atividades de Engenharia ou de Arquitetura. a requerimento de firmas. inclusive o dos Presidentes dos respectivos Conselhos. 14 . independentemente de requerimento do interessado. Flaviö Harå 2/2009 Decreto-Lei.As autorizações referidas serão válidas pelo período máximo de três anos. § 2º . laudos. especificações. de 11 DEZ 1933. públicas e particulares.Ao brasileiro diplomado por escola ou instituto técnico superior estrangeiro de engenharia. será concedida pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura autorização temporária para o exercício das atividades correspondentes às matérias de aplicação em cujo exame final foram aprovados. de 12 JUN 1941. automaticamente. Art. de 11 DEZ 1933. o contrato de técnicos de grau superior ou médio.O Conselheiro Federal ou Regional de Engenharia e Arquitetura que durante um ano faltar. e a critério do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. dentro dos limites de atribuições que o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura estabelecer. será garantida a continuação do exercício de tais funções. Art. Art. nacionais ou estrangeiros. engenheiro metalúrgico. 13 . ainda que tais cargos correspondam a ramos diferentes daqueles cujo exercício esteja garantido pelos seus títulos. em qualquer tempo. § 1º .A prova documentada do exercício da profissão de engenheiro ou de arquiteto. Art. Art. empresas ou instituições interessadas. em todo o território nacional. Parágrafo único . ou de organizações autárquicas ou paraestatais.Sendo modificados os cursos-padrão existentes. e deste Decreto-Lei. por cinco (5) anos consecutivos.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura consubstanciará as modificações introduzidas em resolução aprovada por maioria absoluta de votos. na forma do Decreto nº 23. a seis sessões consecutivas ou não. mediante anotação em sua carteira profissional. por espaço de tempo não inferior a dois terços do respectivo mandato. 8º . à data da regulamentação de novas especialidades da Engenharia e Arquitetura. de 11 DEZ 1933. instituição ou firma a que interessarem.569. conforme se trate de técnicos de grau superior ou médio. com as das suas Resoluções. será considerado serviço relevante.O pessoal a serviço do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura continuará sujeito ao disposto no Art. construtor naval. 2º do referido Decreto nº 23. 11 . 4º do mesmo decreto. verificada a escassez de profissionais habilitados e especializados.O exercício das profissões de engenheiro. quando habilitados.Aos não-diplomados que estiverem nas condições deste Artigo será aplicado o que dispõe o Art. ao exercício efetivo de qualquer especialização profissional. de 11 DEZ 1933.Dos técnicos de grau superior e médio Art. bem como a estabelecer as atribuições das profissões civis de engenheiro naval. 5º .Nos trabalhos gráficos. em segunda inscrição.Fica autorizado o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura a proceder à consolidação das atribuições referidas no capítulo IV do Decreto nº 23.O Art. 9º . em que houver incorrido. ou nas que. empresas ou instituições contratantes serão obrigadas a manter.A prova do exercício da profissão. até sessenta (60) dias após a conclusão do mandato.Das especializações Art. § 2º . § 3º . após curso regular e válido para o exercício da profissão no país onde se achar situada a referida escola ou instituto. arquiteto e agrimensor. engenheiro aeronáutico. tendo em vista os respectivos cursos. e que.569. termos de compromisso de vistorias e arbitramentos e demais atos judiciários ou administrativos é obrigatória. de que trata o Art.Aos profissionais diplomados de que trata o Decreto nº 23.ELE054 Prof. sociedade. quando quites com suas obrigações em relação ao respectivo Conselho Regional.

O pagamento da primeira anuidade das firmas. CAPÍTULO IX . de que tratam o Decreto nº 23.Enquanto não houver em número suficiente profissionais habilitados em determinada especialidade na forma deste Decreto-Lei.Ficam revogados o parágrafo único do Art. Parágrafo único . os nomes dos profissionais executantes.Disposições transitórias Art. de pequena área. poderão os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura permitir. 8º do Decreto nº 23. município ou distrito. 24 . CAPÍTULO VII . qualquer secção de um dos ramos da Engenharia ou da Arquitetura. tornando-se passíveis da multa de Cr$ 1. nem possuam arcabouços ou pisos de concreto armado. ou de outra contígua. 37 . sob qualquer modalidade. de 11 DEZ 1933. sem prejuízo do disposto no Art. Art.00 (quinhentos cruzeiros) as multas referidas na alínea "a" do Art. Art. de acordo com as necessidades de cada Região. estaduais e municipais e nas entidades paraestatais. certificado de habilitação para executar essas construções a pessoas idôneas ou a técnicos de grau médio diplomados por escolas técnicas.São fixadas em Cr$ 200. 33 . de 17 DEZ 1938. empresas. Art. especificando os seus departamentos. 29 . ou ao profissional responsável pela firma executora. CAPÍTULO V .Os Conselhos Regionais poderão conceder. ficam obrigadas a apresentar ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura a cuja jurisdição pertencerem o esquema de sua organização técnica. 32 . a execução de trabalhos previstos no Art. as construções residenciais. deverão constar da respectiva placa. Art. os Arts.00 (cinqüenta cruzeiros) por certidão referente à anotação de responsabilidade técnica ou de registro de firma. acompanhados da indicação da parte que lhes cabe.Dos auxiliares de engenheiro Art. 5º do Decreto nº 23. nos termos do Art. Engenheiro-Prático ou equivalentes.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura baixará as Resoluções que se tornarem necessárias para o cumprimento das disposições deste Decreto-Lei. CAPÍTULO VIII . sem prejuízo dos vencimentos e vantagens dos atuais possuidores de tais títulos. 20 . 28 . devendo as modificações necessárias ser executadas pelas autoridades competentes dentro do prazo de um ano. de 31 DEZ 1941.995. estaduais e municipais deverão fornecer. 7º e seu parágrafo desse Decreto.O pagamento da anuidade fora do prazo estabelecido terá o acréscimo de 20`% a título de mora. ficam obrigados ao pagamento de anuidade de Cr$ 50. b) Cr$ 50. de 31 DEZ 1941. 36 . de 11 DEZ 1933. da assistência técnica do engenheiro ou do arquiteto.00 (mil cruzeiros) o notário que houver lavrado a respectiva escritura e o oficial que houver efetuado o registro. Art. que se apure tenha resultado de incompreensão da Lei. de 11 DEZ 1933. Art. 20 e o Art.00 (duzentos cruzeiros) ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura a cuja jurisdição pertencerem. Art. os Conselhos Regionais procederão ao lançamento da sua dívida ativa nos moldes dos regulamentos fiscais vigentes. secções. § 3º .As firmas. de 11 DEZ 1933. de 11 DEZ 1933. 34 . Art. 5º do Decreto nº 23. e este DecretoLei. 22 .São nulos de pleno direito os contratos referentes a qualquer ramo da Engenharia ou da Arquitetura. ou tiverem a seu cargo alguma secção dessas profissões.Das multas e penalidades Art. as informações que possam concorrer para o exato cumprimento da legislação profissional do engenheiro. de 11 DEZ 1933.Sempre que a execução de uma obra ou de algumas de suas partes não couber diretamente ao autor do projeto.No primeiro ano de exercício da profissão.995. para melhor cumprimento deste Decreto-Lei e organização das indispensáveis resoluções. da Arquitetura ou da Agrimensura. em município ou distrito compreendido na sua jurisdição.Disposições gerais Art.As entidades a que se refere o Art. 7º do Decreto-Lei nº 3. 25 . pela de Auxiliar de Engenheiro. Art. que não constituam conjuntos residenciais. companhias ou organizações realizar-se-á por ocasião do respectivo registro. Art. ou tenham. 21 . Art. as denominações de Prático de Engenharia. companhias ou organizações que explorem quaisquer dos ramos da Engenharia. CAPÍTULO VI .569.Excetuam-se das exigências do Art. de 11 DEZ 1933.De acordo com a resolução aprovada na reunião do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura com os Presidentes e representantes dos Conselhos Regionais. por pessoas idôneas. poderão os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura relevar a penalidade respectiva. c) Cr$ 50.As autoridades federais.569. Art. 38 do Decreto nº 23.Das anuidades e taxas Art.569. esse pagamento é devido na ocasião de ser expedida a carteira profissional. isoladas.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . direção ou execução das obras respectivas. de 4 OUT 1945. 27 . e do pagamento das despesas de expediente que se tornarem devidas.00 (duzentos cruzeiros) a Cr$ 500. a juízo dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura.ELE054 Prof. quando firmados por entidade pública ou particular com pessoa física não-habilitada legalmente a exercer no País a profissão de engenheiro ou de arquiteto. correndo por conta deles a responsabilidade pela colocação da placa devida. 8º do Decreto nº 23. sendo-lhes extensivas as disposições do Decreto-Lei nº 960. de 11 DEZ 1933. bem como as de pequenos acréscimos em edifícios residenciais existentes. a título precário.569. quando solicitadas pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura. Parágrafo único .As contribuições fixadas nos artigos 21 e 22 serão pagas até 31 MAR de cada ano. com as respectivas atribuições. realizada nesta capital de 14 a 21 DEZ 1945. na sua composição. ou com pessoa jurídica não-habilitada legalmente a executar serviço de Engenharia ou de Arquitetura. 48 do Decreto nº 23.O Art. do arquiteto e do agrimensor. subsecções e serviços.569. empresas.Ficam substituídas em todo o território nacional. inclusive nas repartições federais. 30 .569. com um só pavimento. § 2º . pela infração do disposto no Art. 44 do Decreto nº 23.Tais contratos não poderão ser levados a registro.Os profissionais habilitados. Art.569. Flaviö Harå 2/2009 carteiras profissionais em que constarão as respectivas atribuições fixadas pelo Conselho Federal. sociedades.Os casos omissos verificados neste Decreto-Lei serão resolvidos pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. inclusive a elaboração de projeto. fica acrescido do seguinte parágrafo: Para o fim de que trata este Artigo. Parágrafo único .Os Auxiliares de Engenheiro serão registrados nos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura mediante prova de capacidade e terão suas atribuições limitadas a conduzir trabalhos projetados e dirigidos por profissionais legalmente habilitados. 6º.00 (cinqüenta cruzeiros) pela expedição ou substituição da carteira de profissional ou da carteira de autorização. ficam obrigadas a pagar a anuidade de Cr$ 200.Tratando-se de infração primária.000. 26 .Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura cobrarão as seguintes taxas: a) Cr$ 50.00 (cinqüenta cruzeiros) ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura a cuja jurisdição pertencerem. a título precário. 31 . § 1º . o exercício das funções do atual Presidente do Conselho Federal de 6 . 23 . 35 . bem como as que necessitem.569. e o Decreto-Lei nº 8036. da de seus títulos de habilitação e dos números de suas carteiras de profissional. 9º e 12 e seu parágrafo do Decreto-Lei nº 3. dentro das atribuições que fixarem.00 (cinqüenta cruzeiros) pela renovação anual das licenças precárias.

será permitido o exercício das profissões respectivas. contados da data da referida publicação. (1) Revogado tacitamente pela Lei nº 5. Arquitetura e Agrimensura. de 12 DEZ 1930. ou tenham sido ao tempo da conclusão dos seus respectivos cursos. o que preceituam o Art. dentro do prazo de seis meses.A substituição dos profissionais obriga a nova prova. poderão continuar a exercê-los.569. em todas as categorias.194/66 DECRETO FEDERAL Nº 23. exclusivamente. Carneiro de Mendonça Raul Leitão da Cunha Publicado no D. 38 . aos arquitetos.O exercício das profissões de engenheiro.Só poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e só terão valor jurídico os estudos. diplomados por escolas ou institutos estrangeiros de Engenharia. tiverem sido habilitados conforme o Decreto nº 3. § 1º . e o mandato dos Presidentes dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura terminará nas datas correspondentes aos períodos para os quais foram. ou os registraram consoante o disposto no Art. a critério do Conselho de Engenharia e Arquitetura. será igualmente permitido o exercício da respectiva profissão. d) àqueles que. salvo na parte relativa à revalidação. em todos os cargos. Arquitetura e Agrimensura. contados da data da publicação deste Decreto. que os encarregados da parte técnica são. tenham registrado seus diplomas até 18 JUN 1915.Os funcionários públicos a que se refere este artigo deverão. de 11 NOV 1930. que exerçam ou explorem. após curso regular e válido para o exercício da profissão em todo o país onde se acharem situados. Art.291.Revogam-se as disposições em contrário. será observado. vêm.Aos agrimensores que.Os funcionários públicos e os empregados particulares que.A União. bem como a de sua residência ou escritório. a título precário. 1º do Decreto nº 19. as funções e atos previstos neste Artigo a pessoas de idoneidade reconhecida.Não serão recebidos em juízo e nas repartições públicas federais. profissionais habilitados e registrados de acordo com este Decreto. de 7 JAN 1924. em geral. dentro dos limites das respectivas licenças e circunscrições. arquitetos-construtores. sociedade. entrando o presente Decreto-Lei em vigor na data de sua publicação. Art. provarem perante o órgão fiscalizador a que se refere o Art. Flaviö Harå 2/2009 Engenharia e Arquitetura fica mantido até 31 DEZ 1948. 9º . de ARQUITETO e de agrimensor. 22 da Lei nº 4. pareceres.O. Art. poderão ser permitidas. Arquitetura ou Agrimensura. e o respectivo regulamento. com as competentes licenças.793. e suas filiais. resolve subordinar o exercício das profissões de engenheiro. o nome ou firma do profissional legalmente responsável e a indicação de seu título de formatura. diplomados por escolas ou institutos técnicos superiores estrangeiros de Engenharia. escolhidos e eleitos. 7º . 18 que. Art. satisfazendo às condições da alínea c do Art. provarem perante o Conselho de Engenharia e Arquitetura que. em lugar bem visível ao público. 125º da Independência e 58º da República JOSÉ LINHARES R.Os profissionais de que trata este Artigo perderão o direito às licenças se deixarem de pagar os respectivos impostos durante um ano.Os indivíduos. projetos. companhias e empresas. perfeitamente legíveis. Art. no D. b) aos diplomados. instituição ou firma a que interessarem. Arquitetura ou Agrimensura. quaisquer trabalhos de engenharia. ser transferidos para outros cargos de iguais vencimentos e para os quais não seja exigida habilitação técnica. 2º .Seção I . tenham revalidado os seus diplomas. 4º . 5º . Arquitetura ou Agrimensura. oficiais. 1º e seu parágrafo único. arquitetura ou agrimensura. respectivamente: a) aos diplomados pelas escolas ou cursos de Engenharia.Com relação à nacionalidade dos profissionais a que este Artigo alude. plantas. Art. logo que haja vaga. Parágrafo único . a menção explícita do título do profissional que os subscrever. 10 JAN 1946. de 12 AGO 1931.A critério do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. firmas. de que forem autores profissionais habilitados de acordo com este Decreto. arquitetura ou agrimensura. Rio de Janeiro. Arquitetura ou Agrimensura. 1º.Pág. somente empregarão profissionais diplomados pelas escolas oficiais 7 . ou se cometerem erros técnicos ou atos desabonadores. aprovado pelo Decreto nº 20. só poderão executar os respectivos serviços depois de provarem. de modo bem legível. ou a seu cargo tiverem alguma secção dessas profissões. DE 24 JAN 1946 . Art. 1º . sem notas que os desabonem. o exercício das mesmas funções à data da publicação deste Decreto. por escolas nacionais de Engenharia. arquitetura ou agrimensura. a inscrição .Enquanto durarem as construções ou instalações de qualquer natureza. construtores e agrimensores que. os Estados e os Municípios.398. exerciam a profissão no Brasil e registrarem os seus diplomas dentro do prazo de seis meses.Dos profissionais de engenharia. oficializados. Parágrafo único . de 16 DEZ 1863. além da assinatura. em data anterior à respectiva oficialização ou equiparação às da União. de 9 OUT 1880. Parágrafo único . não diplomados. é obrigatória a afixação de uma placa. algum dos ramos de engenharia. 6º . mas não poderão ser promovidos nem removidos para outros cargos técnicos. provarem."Licenciado". de acordo com o Decreto nº 3. é obrigatória. associações. Art. estaduais ou municipais. até à data da publicação deste Decreto. equiparados aos da União ou sujeitos ao regime de inspeção do Ministério da Educação e Saúde Pública. quer particulares. deverá a placa conter mais. Art.Aos diplomados por escolas estrangeiras que. precedida do nome da empresa.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Nos trabalhos gráficos. respectivamente. ou que sejam. 197.482. laudos e atos judiciários ou administrativos. posto não satisfaçam as condições do Art.U. cujos diplomas hajam sido reconhecidos em virtude de Lei federal. Parágrafo único . por parte das entidades a que se refere este Artigo. com infração do que preceitua este Artigo. 3º e seu parágrafo único do Decreto nº 19. à data da publicação deste Decreto. Parágrafo único . § 2º . O Chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. na conformidade do Art.O. de arquiteto e de agrimensor às disposições seguintes: CAPÍTULO I . da União Federal. laudos e quaisquer outros trabalhos de Engenharia. contendo. sob qualquer forma. e enquanto em dado município não houver profissionais habilitados na forma deste Decreto. devidamente apurados pelo Conselho de Engenharia e Arquitetura.U DE 12 JAN 1946 e Ret. à data da referida publicação. serviços e trabalhos de Engenharia. sociedades. 3º .198. c) àqueles que. arquitetura e agrimensura Art. 8º .É garantido o exercício de suas funções. DE 11 DEZ 1933 (1) Regula o exercício das profissões de engenheiro. perante os Conselhos de Engenharia e Arquitetura.001. de arquiteto e de agrimensor será somente permitido. especificações. exercendo cargos para os quais se exijam conhecimentos de engenharia. orçamentos. de acordo com a legislação federal do ensino superior. quer públicos. Parágrafo único . mas licenciados pelos Estados e Distrito Federal.Quando o profissional não for diplomado. e as obras decorrentes desses trabalhos também só poderão ser executadas por profissionais habilitados na forma deste Decreto.ELE054 Prof.

Art. 16 . 12 . b) um terço das multas aplicadas pelos Conselhos Regionais. sendo um engenheiro pela da Escola Politécnica do Rio de Janeiro.Da Fiscalização ou equiparadas. 14 . Art. 13 . 25 . 21 . nos Estados e no Distrito Federal. registrada e visada no Conselho Regional respectivo. 17 . (6) 8 . a Arquitetura ou a Agrimensura. Parágrafo único .Na representação prevista na alínea "c" deste Artigo haverá. h) o número do registro no Conselho Regional respectivo. a qual conterá: a) seu nome por inteiro. 11 .São atribuições do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura: a) organizar o seu regimento interno. servirá de carteira de identificação e terá fé pública. c) seis engenheiros. 14 e parágrafo único. 1º e suas alíneas. ressalvadas unicamente as exceções nele previstas. diplomas. substituirá o diploma para os efeitos deste Decreto. Parágrafo único .A continuação do exercício da profissão.A todo profissional registrado de acordo com este Decreto será entregue uma carteira profissional. compete. estaduais ou municipais só receberão impostos relativos ao exercício profissional do engenheiro. modificando o que se tornar necessário.As autoridades federais. 24 .O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura fixará a composição dos Conselhos Regionais. finalmente. será anulado qualquer ato que se realize com infração deste artigo. 14. de que trata o Art. e podendo até anular o registro de qualquer profissional licenciado que não estiver de acordo com o presente decreto.O mandato dos membros do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será meramente honorífico e durará três anos. 22 . ou de suas licenças no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. um terço de engenheiros e um terço de engenheiros arquitetos ou arquitetos. a decisão suspensa. e a fará publicar no "Diário Oficial". Arquitetura ou Agrimensura. salvo o do representante do Governo Federal. Art. o Conselho mantiver. Parágrafo único .Ao presidente. pelo menos. contados do seu ato. quanto possível. Flaviö Harå 2/2009 CAPÍTULO III . 23 . após o prévio registro de seus títulos. f) publicar o relatório anual dos seus trabalhos. e promoverá a instalação. d) tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas nos Conselhos Regionais e dirimi-las. em que deverá figurar a relação de todos os profissionais registrados. Art.A carteira profissional. considerar-se-á como reincidência de infração deste Decreto. Art. Art. e) julgar em última instância os recursos de penalidades impostas pelos Conselhos Regionais. no Conselho Regional a que o novo local de seus trabalhos estiver sujeito. 18 organizará. pelo menos. numerada.ELE054 Prof. 20 . b) sua nacionalidade e naturalidade. em algum de seus ramos. b) aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais. i) sua fotografia de frente e impressão dactiloscópica (polegar). no prazo de quinze dias.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . c) examinar. e se. Art. se propuser ao exercício da Engenharia. a relação completa dos registros. b) três profissionais escolhidos pelas congregações de escolas padrões federais. 25 a 27. c) a data de seu nascimento.Os profissionais punidos por inobservância do artigo anterior não poderão obter o registro de que este trata. de tanto desses órgãos quantos forem julgados necessários para a melhor execução deste Decreto. (4) Parágrafo único . previamente registrados de acordo com o que dispõe este Decreto. Art.Constitui renda do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura o seguinte: (5) a) um terço da taxa da expedição de carteiras profissionais estabelecida no Art. considerando-se que há mudança desde que o profissional exerça qualquer das profissões na nova jurisdição por prazo maior de noventa dias.O Conselho Federal a que se refere o Art. c) doações. classificados pelas especialidades dos títulos e em ordem alfabética. e. placas. que será sempre o representante do Governo Federal. decidindo a respeito em última instância. da Arquitetura ou da Agrimensura. podendo a escolha fazer-se para novo triênio. a carteira profissional de que trata o Art.Um terço dos membros do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será anualmente renovado. sem provarem o pagamento das multas em que houverem incorrido.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será constituído de dez membros. mediante anúncios. de profissional legalmente habilitado e registrado de acordo com este Decreto. certificadosdiplomas e cartas no Ministério da Educação e Saúde Pública. brasileiros. g) a indicação da revalidação do título.Do registro e da carteira profissional Art. por dois terços de seus membros. podendo estender-se a mais de um Estado a ação de qualquer deles. j) sua assinatura. Art.Se o profissional registrado em qualquer dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura mudar de jurisdição. da data da reunião da assembléia. ou arquitetos. outro.Todo aquele que. a fim de manter a respectiva unidade de ação.A requerimento do Conselho de Engenharia e Arquitetura.Terá sua sede no Distrito Federal o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.Os profissionais a que se refere este Decreto só poderão exercer legalmente a Engenharia.A fiscalização do exercício da Engenharia. do arquiteto ou do agrimensor à vista da prova de que o interessado se acha devidamente registrado. habilitados de acordo com o Art. ser semelhante à sua. Art. da Arquitetura e da Agrimensura será exercida pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura e pelos Conselhos Regionais a que se referem os Arts. a suspensão de qualquer decisão que o mesmo tome e lhe pareça inconveniente. no segundo julgamento. 10 . um engenheiro arquiteto ou arquiteto pela da Escola Nacional de Belas Artes. Art. com as alterações havidas. d) subvenções dos Governos. cartões comerciais ou outros meios quaisquer. Art. fará visar. além da direção do Conselho.A expedição da carteira a que se refere o presente artigo fica sujeita à taxa de 30$000 (trinta mil-réis). que deve. 18 . anualmente. Art. sem o registro a que este Artigo alude. CAPÍTULO II .O ato da suspensão vigorará até novo julgamento do caso. também engenheiro. 14. 15 . Parágrafo único . fica sujeito às penalidades aplicáveis ao exercício ilegal da profissão. (2) Art. f) a natureza do título ou dos títulos de sua habilitação. ou de sindicato ou associação de Engenharia. e) a data em que foi diplomado ou licenciado. sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade. para o qual o presidente convocará segunda reunião. se não estiver devidamente registrado. d) a denominação da escola em que se formou ou da repartição local onde obteve licença para exercer a profissão. Parágrafo único . escolhidos em assembléia que se realizará no Distrito Federal e na qual tomará parte um representante de cada sociedade ou sindicato de classe que tenha adquirido personalidade jurídica seis meses antes. ao qual ficam subordinados os Conselhos Regionais. 19 . esta entrará em vigor imediatamente. Art. pela da Escola de Minas de Ouro Preto. se houver. e obedecerá à seguinte composição: (3) a) um membro designado pelo Governo Federal.

fiscalização e construção das obras peculiares ao saneamento urbano e rural. f) vistorias e arbitramentos relativos à matéria das alíneas anteriores. fábricas e oficinas. b) aprovação na Cadeira de "saneamento e arquitetura". h) a direção. para exercerem funções de Urbanismo ou de Engenheiro de Secções Técnicas destinadas a projetar grandes edifícios. Art. direção. f) representar ao Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura acerca de novas medidas necessárias para a regularização dos serviços e para a fiscalização do exercício das profissões indicadas na alínea c deste Artigo. fiscalização e construção das estradas de rodagem e de ferro. direção e fiscalização dos serviços de urbanismo. c) fiscalizar o exercício das profissões de engenheiro. direção. b) dois terços das multas aplicadas conforme a alínea c do artigo anterior. c) a direção. f) a direção. Rios e Canais. "b" e "c" deste Artigo. 29 . e) o estudo. g) expedir a carteira profissional prevista no Art.Somente engenheiros civis poderão exercer as funções a que se referem as alíneas "a". projeto. g) perícias e arbitramentos relativos à matéria de que tratam as alíneas anteriores. direção. g) o estudo. 14 e parágrafo único. rios e canais e das concernentes aos aeroportos. direção e fiscalização das obras de grande decoração arquitetônica.Das especializações profissionais Art. direção e fiscalização das obras de arquitetura paisagística. direção. i) assuntos de engenharia legal. nos assuntos correlacionados com as especificações das alíneas "a" a "i".A renda dos Conselhos Regionais será constituída do seguinte: (7) a) dois terços da taxa de Expedição de carteiras profissionais. em conexão com os mencionados nas alíneas "a" a "d" deste Artigo. b) a direção. direção e fiscalização dos serviços de urbanismo. i) assuntos de engenharia legal concernentes aos indicados nas alíneas "a" a "h" deste Artigo: j) vistorias e arbitramentos relativos à matéria das alíneas anteriores. c) o estudo. direção. com todas as suas obras complementares. fiscalização e construção das instalações que utilizem energia elétrica. fiscalização e construção de edifícios. direção. c) aprovação na Cadeira de "pontes e grandes estruturas metálicas e em concreto armado". h) o estudo. fiscalização e construção de obras de drenagem e irrigação.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . direção. e) o estudo. 30 . e) elaborar a proposta de seu regimento interno. 26 . relacionados com a sua especialidade. b) examinar reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das infrações do presente decreto. fiscalização e construção de obras concernentes às usinas elétricas e às redes de distribuição de eletricidade. encarregadas de projetar e executar obras-de-arte nas estradas de ferro e de rodagem. direção. direção. fiscalização e construção das obras que tenham caráter essencialmente artístico ou monumental. 9 . projeto.São da competência do engenheiro civil: a) trabalhos topográficos e geodésicos. d) o estudo. para exercerem as funções de Engenheiro de Portos. e) a direção. CAPÍTULO IV . projeto. decidindo a respeito. bem como enviando às autoridades competentes minuciosos e documentados relatórios sobre fatos que apurarem e cuja solução ou repressão não seja de sua alçada. f) a arquitetura legal.São atribuições dos Conselhos Regionais: a) examinar os requerimentos e processos de registro de licenças profissionais. d) publicar relatórios anuais de seus trabalhos e a relação dos profissionais registrados. d) subvenções dos Governos.São da competência do engenheiro industrial: a) trabalhos topográficos e geodésicos. j) a engenharia legal. c) o projeto. fiscalização e construção de obras de drenagem e irrigação. projeto. projeto.Consideram-se da atribuição do arquiteto ou engenheiro-arquiteto: a) estudo. k) perícias e arbitramento referentes à matéria das alíneas anteriores. fiscalização e construção de obras de estradas de rodagem e de ferro. Art. com todas as suas obras complementares. direção. para exercerem as funções de Engenheiro de Secções Técnicas. fiscalização e construção de edifícios. fiscalização e construção das obras de captação e abastecimento de água. g) o estudo.Consideram-se da atribuição do engenheiro mecânico eletricista: a) trabalhos topográficos e geodésicos. fiscalização e construção das obras destinadas ao aproveitamento de energia e dos trabalhos relativos às máquinas e fábricas. 32 . projeto. fiscalização e construção de obras de captação e abastecimento de água. direção e execução de obras relativas às usinas elétricas. c) o estudo. estabelecidas no Art. 14. i) projeto. para exercerem as funções de Engenheiro Sanitário. direção e execução das instalações de força motriz. f) o estudo. b) o estudo. Art. projeto. b) a direção. b) a direção.ELE054 Prof. fábricas e indústrias. g) a direção. direção e execução das instalações mecânicas e eletromecânicas. e) assuntos de engenharia legal. f) o estudo. projeto. projeto. fiscalização e construção das obras relativas a portos. fiscalização e construção das obras destinadas ao aprovuitamento de energia e dos trabalhos relativos às máquinas e fábricas.Os engenheiros civis diplomados segundo a Lei vigente deverão ter: a) aprovação na Cadeira de "portos de mar. nos assuntos mencionados nas alíneas "a" a "c" deste Artigo. submetendo-a à aprovação do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. projeto. 27 . fiscalização e construção de edifícios. fiscalização e construção de edifícios. Art. 31 . d) o projeto. projeto. Art. de arquiteto e de agrimensor. fiscalização e construção de edifícios. execução e exploração de instalações industriais. rios e canais". às redes de distribuição e às instalações que utilizem a energia elétrica. projeto. Parágrafo único . Flaviö Harå 2/2009 Art. direção e execução das instalações das oficinas. b) o estudo. c) doações. c) trabalhos de captação e distribuição da água. resolvendo como convier. Art. d) aprovação na Cadeira de "saneamento e arquitetura".São da competência do engenheiro eletricista: a) trabalhos topográficos e geodésicos. projeto. d) o estudo e projeto de organização e direção das obras de caráter tecnológico dos edifícios industriais. 28 . impedindo e punindo as infrações deste Decreto. projeto. h) o estudo. e) o projeto. d) trabalhos de drenagem e irrigação. d) a direção. h) admitir a colaboração das sociedades de classe nos casos relativos à matéria das alíneas anteriores. 33 .

d) construções rurais destinadas à moradia ou fins agrícolas. especificados no capítulo IV deste Decreto.Os engenheiros agrônomos. 38. direção e fiscalização de serviços da indústria metalúrgica. Art. Art.244 e 1. poderão continuar a exercê-los. 4º. ao profissional que. na forma da legislação vigente. ou agrônomos. quer do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura ou dos Conselhos Regionais. Art. execução. 20. traçado e locação das estradas. c) vistorias e arbitramentos relativos à matéria das alíneas anteriores.As penas de suspensão do exercício serão impostas: a) aos profissionais. depois de julgados. geodésicos e astronômicos. contra o infrator. em virtude de erros técnicos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 10. 1.Dos anteriores registros de títulos de profissionais. os quais ficam adestritos à revisão do Ministério da Educação e Saúde Pública. da arte ou do País. 134. c) multas de 200$ (duzentos mil réis) a 500$ (quinhentos mil réis) aos infratores de disposições não mencionadas nas alíneas "a" e "b" deste Artigo ou para os quais não haja indicação de penalidades em artigo ou alínea especial. 1.São considerados como exercendo ilegalmente a profissão e sujeitos à pena estabelecida na alínea "a" do Art. de minas e geógrafos que. pelo prazo de quinze dias a um mês. a penalidade será elevada ao dobro da anterior. § 3º . b) a pesquisa. execução. Art. constituem títulos de dívida líquida e certa. 148. 10 . serão sorteados. dentro do prazo de sessenta dias. consoante as alíneas "b" e "c" do Art. arquitetos. 17.242. federais ou estaduais. definitivamente. Art. por sentença passada em julgado.São solidariamente responsáveis pelo pagamento das multas os infratores e os indivíduos. constituirão o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. § 1º .Dos nove membros que. pela autoridade competente. 14. 48 . à data da publicação deste Decreto. o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura procederá à revisão das especializações profissionais. Art.No caso de reincidência na mesma infração. 42 . responsabilizadas pelos danos que a sua falta houver porventura causado ou venha a causar a terceiros. b) o estudo. 135. localização. diplomados pela Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária do Rio de Janeiro.As disposições do capítulo IV não se aplicam aos diplomados em época anterior à criação das respectivas especializações nos cursos das escolas federais consideradas padrões. c) o estudo. relacionados com a sua especialidade.Das multas impostas pelos Conselhos Regionais poderá. demonstrar incapacidade. consignadas nos Códigos Civil e Penal. serão cancelados os que este reputar irregulares ou ilegais e incorporados ao registro de que se ocupa o capítulo II deste Decreto os que considerar regulares e legais. associações. 46 . 47 . ser interposto recurso. projeto. a critério do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. na reunião inaugural.Disposições gerais Art.Os profissionais cujos títulos forem considerados regulares e legais consoante este Artigo ficam sujeitos também ao pagamento da taxa de 30$000 (trinta mil-réis). 41 . sem efeito suspensivo. e) avaliações e perícias relativas à matéria das alíneas anteriores. pelo prazo de seis meses a um ano. 43 . 37 . Art. relativa à expedição da carteira profissional de que trata o Art. 49 . e) suspensão de exercício.Os engenheiros civis. a 1:000$ (um conto de réis) aos infratores dos arts. contados da data da respectiva notificação. a critério do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura.243. Art. para o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.Aos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura fica cometido o encargo de dirimir quaisquer dúvidas suscitadas acerca das especializações de que trata o capítulo IV. 1º. 34 . Parágrafo único . efetuados nas Secretarias de Estado. firmas.As multas serão inicialmente aplicadas no grau máximo quando os infratores já tiverem sido condenados. companhias e empresas. após inquérito administrativo regular. b) irrigação e drenagem. estiverem desempenhando cargos. a quem compete decidir em última instância sobre o assunto. (8) b) multas de 500$ (quinhentos mil-réis) a 1:000$ (um conto de réis) aos profissionais. sociedades. quando se tratar de infração do Art. d) suspensão do exercício da profissão. CAPÍTULO V . quer de profissional ou associação de classe legalmente habilitados. com recurso para o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. 35 . também. 44 . a) os profissionais que.São da competência do engenheiro-geógrafo ou do geógrafo: a) trabalhos topográficos. d) o estudo. Parágrafo único . 40 . em virtude de violação dos arts. CAPÍTULO VI . § 2º . Art.Os autos de infração. direção e fiscalização de serviços de exploração de minas. cabendo cada prazo deste a um dos membros constante da primeira daquelas alíneas e a dois dos da segunda. 1. Art. 192 e 379 do Código Penal e dos arts. Flaviö Harå 2/2009 j) vistorias e arbitramentos concernentes à matéria das alíneas anteriores. os seis que deverão exercer o respectivo mandato por um ano ou por dois anos. em que os culpados hajam porventura incorrido. praticada dentro do prazo de dois anos. 8º e seus parágrafos e do Art. 38 . companhias. b) às autoridades judiciárias e administrativas. e) assuntos de engenharia legal. 50 . b) os profissionais licenciados e registrados que exercerem atos que não se enquadrem no limite de suas licenças. Art. às autoridades administrativas ou judiciárias que infringirem ou permitirem se infrinjam o Art.ELE054 Prof. deverão registrar os seus diplomas para os efeitos do Art. Art.245 do Código Civil.Tornando-se necessário ao progresso da técnica. instaurado por iniciativa própria ou a pedido. em ramos diferentes daquele cujo exercício seus títulos lhe asseguram. 45 . b) vistorias e arbitramentos relativos à agrimensura.Não se efetuando amigavelmente o pagamento das multas. serão estas cobradas por executivo fiscal. ou por escolas ou cursos equivalentes. e seu § único. com recurso suspensivo para o Conselho Federal. prospecção e valorização de jazidas minerais. realizarem atos que não se enquadrem nos de sua atribuição. industriais. 5º. c) estradas de rodagem de interesse local e destinadas a fins agrícolas. Art. 6º. sendo modificados os cursos padrões. Art. ou ainda. 39 .As penalidades estabelecidas neste capítulo não isentam de outras. pelos Conselhos Regionais. mecânico-eletricistas. 3º. e seu § único. para fins agrícolas. projeto. embora diplomados e registrados.Consideram-se da atribuição do engenheiro de minas: a) o estudo de geologia econômica e pesquisa de riquezas minerais.Aos diplomados de que este Artigo trata será permitido o exercício da profissão de agrimensor e a realização de projetos e obras concernentes ao seguinte: a) barragens em terra que não excedam a cinco metros de altura.As autoridades administrativas e judiciárias incursas na pena de suspensão serão. eletricistas.As penalidades aplicáveis por infração do presente decreto serão as seguintes: a) multas de 500$ (quinhentos mil-réis). Parágrafo único . sob o ponto de vista topográfico.Das penalidades Art. a cujo serviço se achem. propondo ao Governo as modificações convenientes. e 7º. e de 1:000$ (um conto de réis) a 5:000$ (cinco contos de réis) às firmas. ou funções. f) vistorias e arbitramentos concernentes à matéria das alíneas anteriores. 9º e demais disposições deste Decreto. desde que nelas só haja bueiros e pontilhões até cinco metros de vão. 36 . associações ou empresas e seus gerentes ou representantes legais. Art.Consideram-se da atribuição do agrimensor: a) trabalhos topográficos. sociedades.

ao possuidor de registro de Engenheiro de Segurança do Trabalho. CONSIDERANDO a conveniência e a necessidade de serem os documentos classificados e arquivados nos Conselhos Regionais. II .Revogam-se as disposições em contrário.620. 3º do Decreto-Lei nº 8. só será efetiva após o prazo de seis meses contados da data da publicação deste Decreto. 51 . 8º .194.O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho depende de registro no Ministério do Trabalho. 24 do Decreto-Lei nº 8.620. Art. em articulação com o Ministério do Trabalho. fixará os currículos básicos do curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e do Curso de Técnico de Segurança do Trabalho.ao portador de certificado de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho.As atividades dos Engenheiros e Arquitetos especializados em Engenharia de Segurança do Trabalho serão definidas pelo Conselho Federal de Engenharia. de 24 DEZ 1966. de modo a permitir separar o arquivo morto dos documentos realmente úteis. de 27 NOV 1985.O exercício da especialização de Engenheiros de Segurança do Trabalho é permitido. dentro de 180 (cento e oitenta) dias da extinção do curso referido no item anterior. 10 . 27 da Lei nº 5. § 2º . e dá outras providências.U.CREA. 5.ao portador de certificado de conclusão de curso de Técnico de Segurança do Trabalho ministrado no País em estabelecimento de ensino de 2º Grau. DE 23 JAN 1969 Autoriza os Conselhos Regionais de Engenharia.O. 2º do Decreto-Lei nº 8. (3) Alterado pelo Art. de 24 DEZ 1966 (2) Alterado pela letra "a"do Art. em caráter excepcional.A exigência do registro do diploma.Pág.O Ministério da Administração. Art. até 180 (cento e oitenta) dias da extinção do curso referido no item anterior.U de 15 DEZ 1933. previsto no item I do Art. Art.620.SSMT. Arquitetura e Agronomia . 52 .Até que os cursos previstos neste artigo entrem em funcionamento. 5º . realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho. III . de 8 de maio de 1968. § 1º . 1º e no item I do Art. permitindo o reaproveitamento de espaço e mantendo a garantia que devem receber os documentos de real valor. 26 do Decreto-Lei nº 8. exclusivamente: I .O Ministério da Educação. 5º do Decreto-Lei nº 3. O Conselho Federal de Engenharia. DE 9 ABR 1986 Regulamenta a Lei nº 7.O. JOSÉ SARNEY Presidente da República Almir Pazzianotto Pinto Publicado no D. no prazo de 60 (sessenta) dias após a fixação do respectivo currículo escolar pelo Ministério da Educação.ELE054 Prof. sancionando a Lei nº 5. ouvida a Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho . 11 . expedido pelo Ministério do Trabalho.Ficam revogadas as disposições em contrário. 112º da Independência e 45º da República.620.433.995. e tendo em vista o disposto no artigo 4º da Lei nº 7. exclusivamente: I . no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81. 5º do Decreto-Lei nº 8. Art. realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho.410.O. Rio de Janeiro. a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. 2º .ao possuidor de registro de Supervisor de Segurança do Trabalho. 2º.O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho é permitido. Flaviö Harå 2/2009 Art. 1º . na forma do artigo 3º. (8) Alterado em parte pelo Art. 3º .Seção I . 5º do Decreto-Lei nº 3.168. no prazo de 60 (sessenta) dias após a fixação dos currículos de que trata o artigo 3º pelo Ministério da Educação. item III. DECRETA: Art. Retificação Publicada no D. CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. o Ministro do Trabalho poderá autorizar. (5) Alterado pelo Art. da Constituição. CONSIDERANDO a necessidade de serem baixadas instruções que regulem o arquivamento e a conservação de documentos nos Conselhos Regionais. os quais deverão adaptar-se aos currículos aprovados pelo Ministério da Educação.530. Arquitetura e Agronomia a procederem à revisão dos seus arquivos. 7º . GETÚLIO VARGAS Joaquim Pedro Salgado Filho Washington Ferreira Pires Publicado no D. dentro de 120 (cento e vinte) dias. 9º .ao Engenheiro ou Arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. que tenham continuidade os cursos mencionados no parágrafo precedente. (6) Alterado pelo Art. no uso da atribuição que lhe confere a letra "f" do Art. 11 DEZ 1933.194.O exercício da atividade de Engenheiro e Arquiteto na especialidade de Engenharia de Segurança do Trabalho depende de registro no Conselho Regional de Engenharia. deu nova dimensão ao problema. por proposta do Ministério do Trabalho. 6º . Art.CONFEA. no prazo de 90 (noventa) dias a partir da vigência deste Decreto. expedido pelo Ministério do Trabalho. (7) Alterado pelo Art. 4º . Art. Art. Art.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . de 27 NOV 1985. Art. 53 . ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 175.O presente Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.995. (4) Alterado pelo Art.O funcionamento dos cursos referidos neste Artigo determinará a extinção dos cursos de que tratam o item II do artigo 1º e o item II do Art.410. Arquitetura e Agronomia . promoverá.U de 16 JAN 1933 (1) Revogado tacitamente pela Lei nº 5. 2º. DECRETO Nº 92. em nível de pós-graduação. II .620. CONSIDERANDO que o Governo Federal.ao portador de certificado de conclusão de curso de Supervisor de Segurança do Trabalho. estudos para a criação de categorias funcionais e os respectivos quadros do Grupo Engenharia e Segurança do Trabalho. Arquitetura e Agronomia. carta ou outro título. Art. Art. que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e ARQUITETOS em Engenharia de Segurança do Trabalho.As atividades de Técnico de Segurança do Trabalho serão definidas pelo Ministério do Trabalho. O Presidente da República. III . DE 10 ABR 1986 .

de 24 DEZ 1966. I .U. CONSIDERANDO que as letras "h" e "o" do artigo 34 da Lei nº 5.através de edital. nos Conselhos Regionais de Engenharia. 9º .Vencidos os prazos ou devolvidos os documentos. do Conselho Federal. parágrafo único do artigo 27 da Lei nº 5. O Conselho Federal de Engenharia. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 180.O.Revogam-se as disposições em contrário. título.194. devam ser conservados. 12 . 3º . CONSIDERANDO a necessidade de discriminar atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia.originários de consultas. dentro de 30 (trinta) dias. Art. certificado ou documento valioso cuja devolução não tenha sido pedida. 4º . usando das atribuições que lhe conferem as letras "d" e "f". disciplinar e manter atualizados os mesmos registros. 4º . autorizados a microfilmar os documentos de seu interesse. Rio de Janeiro.de registro de firmas. através de serviço próprio ou mediante locação. V . pedidos de certidão ou de documentos. 10 JUL 1969. de 24 DEZ 1966. inclusive a denominação da escola do diplomado. § 2º .Poderão ser incinerados processos.decorridos 5 (cinco) anos da decisão final ou do último despacho. DE 29 JUN 1973 Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da ENGENHARIA. Arquitetura e Agronomia. Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio. ou denominação da empresa.Se dos processos a incenerar constar algum diploma. autorizados. Art.Serão conservados em arquivo próprio as fichas de registro.Tratando-se de processos de infração. em Engenharia. de 24 DEZ 1966.194.Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Rio de Janeiro.Revogam-se as disposições em contrário.194. é suficiente a apresentação da prova da permanência definitiva no País.de registros de profissionais falecidos. Arquitetura e Agronomia. 3º .Ficam os Conselhos Regionais.U. CONSIDERANDO que o Conselho Federal de Educação já adotou entendimento de que. empresas ou sociedades arquivados por indeferimento. Arquitetura e Agronomia. Engº ALBERTO FRANCO FERREIRA DA COSTA Presidente Engº CELSO VASCONCELLOS PINHEIRO 2º Secretário Publicado no D. em termos genéricos. pela sua natureza. para fins da fiscalização de seu exercício profissional. este será conservado em arquivo especial de documentos não-reclamados.Ficam os Conselhos Regionais de Engenharia. indicando o ano e o número respectivo. não podem ser impedidos de exercer suas atividades profissionais no País. concedem atribuições aos Conselhos Regionais para examinarem os pedidos de registro. serão os processos incinerados. do arquiteto e do engenheiro agrônomo. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 218. 2º . Art. RESOLVE: Art. Art. 5º . Arquitetura e Agronomia. CONSIDERANDO que o Poder Judiciário tem reiteradamente decidido nesse sentido. por Convênios Culturais. de 24 DEZ 1966. II . no uso das atribuições que lhe confere a letra "f" do artigo 27 da Lei nº 5. II . 1º .O.de infração liquidados.433/68 e de sua regulamentação. curso e ano de formatura. de 17 MAIO 1968. Flaviö Harå 2/2009 O Conselho Federal de Engenharia.A devolução de documentos às famílias de profissionais já falecidos independerá de petição e far-se-á sem qualquer despesa. expedindo as carteiras profissionais e organizar. selecionando os documentos que. se for o caso. abandono ou baixa. III . capital. Art. data do registro e data do falecimento do profissional. 1º . nome do empresário ou dos sócios e do responsável técnico e data de sua extinção. 6º .Os Conselhos Regionais de Engenharia. 23 JAN 1969. a rever os arquivos de processos e a incinerá-los. 7º da Lei nº 5. Arquitetura e Agronomia procederão ao registro.A incineração de processos efetuar-se-á desde que I .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Art. DE 11 FEV 1969 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. obedecidos os princípios acauteladores constantes desta Resolução. Art. após lavrada ata com a indicação dos seus números de ordem. para o registro de diplomas dos formados por Convênios Culturais. a seu critério. IV . 2º . para habilitação profissional.ELE054 RESOLVE: Prof. de 26 AGO 1969 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. nome dos interessados. empresas ou sociedades extintas. se for o caso. firma ou sociedade. Arquitetura e Agronomia. nelas constando elementos indicados no Art. Arquitetura e Agronomia. Art. DE 10 JUL 1969 Dispõe sobre o registro dos diplomados por Convênios Culturais. Art. dos interessados.de registro de profissionais. o edital omitirá o nome dos interessados. Art.194/66 refere-se às atividades profissionais do engenheiro. 8º . sejam os interessados convidados a requerer.194. dos diplomados por Convênios Culturais. § 1º .A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação. e atendendo ao disposto na alínea "b" do artigo 6º e parágrafo único do artigo 84 da Lei nº 5. RESOLVE: Art.O registro deverá ser feito na forma da Resolução nº 168. CONSIDERANDO que o Art. Art. 3º e outros de identificação profissional. nos termos da Lei nº 5. firmas. CONSIDERANDO que os diplomados. 7º . ALBERTO FRANCO FERREIRA DA COSTA Presidente FELÍCIO LEMIESZEK 1º Secretário Publicada no D. a devolução dos documentos que os instruam.

Compete ao ENGENHEIRO ELETRICISTA ou ao ENGENHEIRO ELETRICISTA. seus serviços afins e correlatos. Art.Compete ao ENGENHEIRO CARTÓGRAFO ou ao ENGENHEIRO DE GEODÉSIA E TOPOGRAFIA ou ao ENGENHEIRO GEÓGRAFO: I . óleos.Execução de obra e serviço técnico. seus serviços afins e correlatos. ficam designadas as seguintes atividades: Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade 01 . 08 . 6º . referentes à geração. silvimetria e inventário florestal. arquitetura paisagística e de interiores. seus serviços afins e correlatos. seus serviços afins e correlatos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . alimentos.Compete ao ENGENHEIRO ELETRÔNICO ou ao ENGENHEIRO ELETRICISTA. parques e jardins.Vistoria. veículos automotores. referentes a materiais elétricos e eletrônicos.Padronização. melhoramento florestal.Compete ao ENGENHEIRO DE MINAS: I . lavra de minas. de abastecimento de água e de saneamento. perícia. 12 . Art. referentes a processos metalúrgicos. Art. 13 . referente a arruamentos. Atividade 13 . equipamentos mecânicos e eletro-mecânicos. geodésicos e aerofotogramétricos. tráfego e serviços de comunicação de transporte aéreo. biometria. laticínios. drenagem e irrigação.Compete ao ENGENHEIRO FLORESTAL: I . Atividade 17 . microbiologia agrícola. Atividade 15 . sistemas de refrigeração e de ar condicionado. melhoramento animal e vegetal. 5º . defesa sanitária. Flaviö Harå 2/2009 Art.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. materiais e máquinas elétricas. instalações industriais e mecânicas.Compete ao ENGENHEIRO AERONÁUTICO: I . 7º . seus serviços afins e correlatos. nutrição animal. Art. MODALIDADE ELETROTÉCNICA: I . captação de água subterrânea. máquinas em geral. referentes a engenharia rural. beneficiamento e conservação dos produtos animais e vegetais.Compete ao ENGENHEIRO AGRÔNOMO: I . planejamento físico. batimétricos. operação. mecanização na agricultura. Atividade 14 . construções para fins florestais e suas instalações complementares. processo de cultura e de utilização de solo.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. processos de utilização de solo e de floresta. pontes e grandes estruturas. barragens e diques. Art. mecanização na floresta. 14 . implementos agrícolas.Compete ao ENGENHEIRO CIVIL ou ao ENGENHEIRO DE FORTIFICAÇÃO e CONSTRUÇÃO: I . estradas. referentes a edificações.Compete ao ENGENHEIRO AGRIMENSOR: I . seus serviços afins e correlatos. implementos florestais.o desempenho das atividades 06 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução. Art. recursos naturais renováveis. sistemas de medição e controle elétricos. portos. referentes a engenharia rural. agrostologia. 8º . montagem. edafologia. urbano e regional.Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente às diferentes modalidades da Engenharia. tecnologia de transformação (açúcar. mensuração e controle de qualidade.o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução. equipamentos eletrônicos em geral. 2º . 1º . projeto e especificação. locação de: a) loteamentos.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. II .Supervisão. recursos naturais renováveis.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. construções para fins rurais e suas instalações complementares. equipamentos. Art.Ensino.Operação e manutenção de equipamento e instalação. 13 . de 23 JUN 1962. arbitramento. Atividade 11 . elaboração de cartas geográficas. 02 . 4º . fitotecnia e zootecnia. distribuição e utilização da energia elétrica. ecologia. seus serviços afins e correlatos. Atividade 10 .Execução de desenho técnico.076. química agrícola. sua tecnologia e sua industrialização. seus serviços afins e correlatos. assessoria e consultoria. planejamento. Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio.Desempenho de cargo e função técnica. seus serviços afins e correlatos. pesquisa. batimétricos. rios. canais. produtos metalúrgicos. beneficiamento de minérios. referentes a aeronaves. Atividade 16 . Art. sistemas de medição e controle elétrico e eletrônico. Art. 11 . 10 . vinhos e destilados). sistema de transportes. referentes a levantamentos topográficos. sistemas de comunicação e telecomunicações. geodésicos e aerofotogramétricos. pistas de rolamentos e aeroportos. agrometeorologia. irrigação e drenagem para fins agrícolas. instalações e equipamentos destinados à indústria metalúrgica. 06 . Art.Compete ao ENGENHEIRO GEÓLOGO ou GEÓLOGO: I . edafologia. 05 . referentes à prospecção e à pesquisa mineral.Condução de trabalho técnico. infra-estrutura aeronáutica. Art. ordenamento e manejo florestal. montagem e reparo.ELE054 Prof.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. seus serviços afins e correlatos. bromatologia e rações.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução.Compete ao ENGENHEIRO METALURGISTA ou ao ENGENHEIRO INDUSTRIAL E DE METALURGIA ou ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADE METALURGIA: I . motores e equipamentos.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução.o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução. coordenação e orientação técnica. ecologia. fertilizantes e corretivos.Assistência.Condução de equipe de instalação. amidos. ensaio e divulgação técnica.Compete ao ENGENHEIRO MECÂNICO ou ao ENGENHEIRO MECÂNICO E DE AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIRO MECÂNICO E DE ARMAMENTO ou ao ENGENHEIRO DE AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADE MECÂNICA: I . conjuntos arquitetônicos e monumentos. Atividade 09 .Execução de instalação. economia e crédito rural para fins florestais. Atividade 18 . Art. experimentação. seus serviços afins e correlatos. 3º . c) traçados de cidades. seus sistemas e seus componentes. local. irrigação e drenagem. máquinas. d) estradas. 03 .o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. economia rural e crédito rural. defesa sanitária florestal.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução.Produção técnica e especializada. climatologia. b) sistemas de saneamento. Atividade 12 . estradas e obras hidráulicas. instalações industriais e mecânicas relacionadas à modalidade. referente a levantamentos topográficos.Estudo de viabilidade técnico-econômica.Estudo. referentes a edificações. Art. laudo e parecer técnico. 04 . transmissão. referentes a processos mecânicos. análise. extensão. 07 . agropecuária.o desempenho das atividades de que trata a Lei nº 4. zimotecnia.Elaboração de orçamento. produtos florestais.Compete ao ARQUITETO OU ENGENHEIRO ARQUITETO: I . seus serviços afins e correlatos. operação. avaliação. 9º . MODALIDADE ELETRÔNICA ou ao ENGENHEIRO DE COMUNICAÇÃO: I .Fiscalização de obra e serviço técnico.Direção de obra e serviço técnico. reparo ou manutenção. sistemas de produção de transmissão e de utilização do calor.

67. produtos químicos.As condições em que se desenvolverá o acompanhamento da obra deverão ser tratadas previamente pelas partes interessadas. de 24 DEZ 1966. 82. referentes à indústria de alimentos.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. 24 . acondicionamento. 132. 76. RESOLVE: Art.as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1º desta Resolução.Compete ao ENGENHEIRO TÊXTIL: I .o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1º desta Resolução. 178. seus serviços afins e correlatos. 186. autores ou co-autores do projeto acompanhar a execução da obra.A inexistência de entendimento entre as partes interessadas exonera o autor. 58.Compete ao ENGENHEIRO SANITARISTA: I . Art. operação.àquele que ainda não estiver registrado. 139. aplicar-se-á.Compete ao ENGENHEIRO DE PETRÓLEO: I . 30. é reconhecida a competência resultante dos critérios em vigor antes da vigência desta Resolução. 145. Art. Art. no uso da atribuição que lhe confere a letra "f" do Art. obedecido neste caso.Compete ao ENGENHEIRO TECNÓLOGO DE ALIMENTOS: I . 185.as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1º desta Resolução. CONSIDERANDO que é direito do autor. referentes a embarcações e seus componentes.Compete ao ENGENHEIRO DE OPERAÇÃO: I . seus serviços afins e correlatos.Compete ao ENGENHEIRO NAVAL: I . Parágrafo único . II . Arquitetura e Agronomia. 21 . 16 . desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. transporte e industrialização do petróleo. avaliação e exploração de jazidas pretrolíferas. 111. Art. 71. diques e porta-batéis. consideradas em cada caso. 28 . 2º .o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução referentes a dimensionamento. 74. circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais. autores ou co-autores do projeto é assegurado o direito de acompanhar a execução da obra respectiva de Engenharia. é reconhecida a competência concedida em seu registro. 27 da Lei nº 5. quando diplomado. motores e equipamentos.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. de sua responsabilidade. o critério do item II deste artigo. 197.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. seus serviços afins e correlatos. 20 . 56.o desempenho das atividades 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução. instalações industriais e mecânicas relacionadas à modalidade.Nenhum profissional poderá desempenhar atividades além daquelas que lhe competem.Compete ao TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR ou TECNÓLOGO: I . 121. Art. Art.o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1º desta Resolução. Arquitetura ou Agronomia. Art. paisagismo e trânsito. 78. de modo que. captação e distribuição de água. DE 29 AGO 1974 Dispõe sobre o acompanhamento pelo autor. Parágrafo único . Prof. 49. 120. 135. controle de poluição. ou pelos autores ou co-autores. Parágrafo único . Art. 68. asseguram ao autor. desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. 79. máquinas.Ao autor. 72. de 31 JUL 1973 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. apenas. preservação. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 221. as disciplinas que contribuem para a graduação profissional. 1º . 89. referentes a controle sanitário do ambiente. o disposto no artigo 25 desta Resolução. transporte e abastecimento de produtos alimentares. 96.àquele que estiver registrado. pelas características de seu currículo escolar. possam ser emitidas declarações de que a mesma foi realizada de acordo com o projeto ou com as alterações aprovadas pelas partes interessadas. 124.Serão discriminadas no registro profissional as atividades constantes desta Resolução. Art. 27 . referentes à indústria têxtil. referentes à indústria química e petroquímica e de alimentos. salvo outras que lhe sejam acrescidas em curso de pós-graduação.Compete ao ENGENHEIRO QUÍMICO ou ao ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADE QUÍMICA: I . 81. autores ou co-autores do projeto. 55. 95. 59. 17 . 29 JUN 1973. 26.Compete ao URBANISTA: I .A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação.desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. 51. 130. quanto à fidelidade 14 .Revogam-se as Resoluções de nº 4. II . 26 . 25 . 208 e 212 e as demais disposições em contrário. Art.U. inclusive para permitir introdução de modificações. 53. de 10 NOV 1972. 15 . seus serviços afins e correlatos. com a ressalva do inciso I deste artigo. tratamento de água e instalações de tratamento de água industrial e de rejeitos industriais. desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. drenagem.Ao aluno matriculado até à data da presente Resolução. higiene e conforto de ambiente.O. 184. 147.ELE054 Prof. circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais. circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais. 199. CONSIDERANDO que o artigo 22 e seu parágrafo único da mencionada Lei. tratamento de água. Art.CLÓVIS GONÇALVES DOS SANTOS 1º Secretário Publicada no D. distribuição. 108. Flaviö Harå 2/2009 beneficiamento de minérios e abertura de vias subterrâneas. 19 . Art. 157.o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Compete ao TÉCNICO DE GRAU MÉDIO: I . Art. Art. autores ou co-autores do projeto o direito de acompanhar a execução da obra respectiva. seus serviços afins e correlatos.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. 23 . na mesma modalidade. seus serviços afins e correlatos. Arquitetura ou Agronomia. salvo se as resultantes desta Resolução forem mais amplas. referentes a desenvolvimento urbano e regional. II . FAUSTO AITA GAI Presidente Engº. seus serviços afins e correlatos. produtos têxteis. Art. 43.194. regulamentados pela Resolução nº 213. seus serviços afins e correlatos. tráfego e serviços de comunicação de transporte hidroviário.Ao já diplomado aplicar-se-á um dos seguintes critérios: I . 18 . 113. Rio de Janeiro. 22 . esgoto e resíduos. 57.as relacionadas nos números 07 a 12 do artigo 1º desta Resolução. II . do projeto de execução da obra respectiva de ENGENHARIA. 80. O Conselho Federal de Engenharia. a seu término.

Art. de 24 DEZ 1966. cabe a este Conselho regulamentar as atribuições dos graduados por estabelecimentos de ensino de Grau Médio. 1º . porém. no uso das atribuições que lhe confere a letra "f" do artigo 27 da Lei nº 5. Art.Para efeito de fiscalização do exercício profissional dos Técnicos de 2º Grau. Art. de 24 DEZ 1966.relatório elaborado pelo responsável técnico no qual comprove que vistoriou minuciosamente o empreendimento. 3º . de 22 AGO 1975 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. do Arquiteto e do Engenheiro-Agrônomo. em vista de sua escolarização de 2º Grau. 15 . 5º . CONSIDERANDO que tais trabalhos podem ameaçar a segurança pública. embora qualificados. nos quais conste o levantamento das etapas já efetuadas e das que serão executadas com a participação de responsável técnico. os trabalhos que estejam sendo ilegalmente realizados em sua jurisdição poderão ser regularizados. não excetuada.A presente resolução entra em vigor na data de sua publicação. não têm suas atividades regulamentadas. CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer normas para regularização de trabalhos de Engenharia. arquitetura e agronomia iniciados ou concluídos sem a participação efetiva de responsável técnico. ficando revogadas as disposições em contrário. Art.194. Arquitetura e Agronomia. FAUSTO AITA GAI Presidente Arq. FAUSTO AITA GAI Presidente Engº. de 24 DEZ 1966. se tornem necessárias a seu acompanhamento. Arquitetura e Agronomia. RESOLVE: Art. O Conselho Federal de Engenharia. iniciados ou eventualmente concluídos sem a participação efetiva de responsabilidade técnica por profissional devidamente habilitado. e a necessidade de discriminar as atividades pertinentes às diferentes habilitações desses profissionais. RESOLVE: Art. e as dos que. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 262. CONSIDERANDO que. Dispõe sobre as atribuições dos Técnicos de 2º grau. pela sua especialização.Constatada a existência de empreendimento de Engenharia. CONSIDERANDO que o recente surgimento de novas habilitações profissionais de 2º Grau impõe uma revisão nas normas de concessão das correspondentes atribuições.Para regularização do empreendimento no Conselho Regional. ainda que já em curso a medida judicial. O Conselho Federal de Engenharia. usando das atribuições que lhe conferem as letras "d" e "f" do Art. Arquitetura ou Agronomia. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 229. 27 JUN 1975.Cabe ao autor. 3) Aplicação das normas técnicas concernentes aos respectivos processos de trabalho. de acordo com as características da obra.U. II .U.A critério de cada Conselho Regional. Art. Flaviö Harå 2/2009 da execução da obra. CONSIDERANDO que Técnico de 2º Grau. pelo disposto no parágrafo único do Art. DE 28 JUL 1979. Art.194. II . Arquitetura e Agronomia. 3º . 84 da referida Lei.194. 1º . administrativa ou judicialmente. se encontra. Arquitetura e Agronomia. Prof. com o advento da Lei nº 5. o Conselho Regional da jurisdição deverá requerer. CONSIDERANDO que.As providências enunciadas nos artigos anteriores não isentam os intervenientes nos trabalhos sem participação do responsável técnico das cominações legais impostas pela Lei nº 5. deverá o interessado apresentar: I . nas áreas da ENGENHARIA. as atividades constantes do Art. HEITOR DE ASSUNPÇÃO S. Prof. de 11 AGO 1971.impedir o prosseguimento da obra ou serviço ou uso do que foi concluído. 2º . afetando o prestígio das profissões do Engenheiro. iniciado sem a participação efetiva de responsável técnico habilitado. 27 da Lei nº 5. CONSIDERANDO a conveniência de se deixarem bem explícitas as atribuições concedidas aos Técnicos de 2º Grau pelo Art. Arquitetura e Agronomia. Rio de Janeiro.A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação.O. ou equivalente. as medidas que visem a I .692.O. FILHO 1º Secretário Publicada no D. de 13 SET 1974 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. com a justificativa de que os trabalhos já concluídos apresentam condições técnicas para seu aproveitamento. que são caracterizadas por realizações de interesse social e humano. 5º . LUIZ CALHEIROS CRUZ 2º Secretário Publicada no D. 4º . é o profissional que. os Técnicos de Grau Médio passaram a ser denominados Técnicos de 2º Grau.averiguar as condições técnicas da obra ou serviços realizados.ELE054 Prof. 29 AGO 1974. Art. a responsabilidade quanto a erro técnico no projeto por eles elaborado. instalações e materiais. de 29 JUN 1973.Revogam-se as disposições em contrário. 5) Condução de trabalho técnico. autores ou co-autores do projeto a instituição de equipes que. 4º . 4) Levantamento de dados de natureza técnica. nas áreas de Engenharia. habilitado ao exercício de atividades intermediárias entre as que são privativas dos profissionais de nível superior nessas áreas. 2) Operação e/ou utilização de equipamentos. Rio de Janeiro. 24 da Resolução nº 218 ficam assim explicitadas: 1) Execução de trabalhos e serviços técnicos projetados e dirigidos por profissionais de nível superior.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . DE 27 JUN 1975 Dispõe sobre a regularização dos trabalhos de engenharia.os projetos respectivos. 24 da Resolução nº 218.

PROJETAR .7 .1 .6 . 17) Execução de desenho técnico. isto é.Técnico em Decoração 2.Técnico em Maquetaria 3 .Técnico em Mineração 8 . o exercício das atividades de 01 a 17 do artigo 1º desta Resolução.1 .3 .3 .METALURGIA 6. 13) Execução de instalação. comandar e essencialmente decidir.Técnico em Estruturas Navais 5. 8) Desempenho de cargo e função técnica circunscritos ao âmbito de sua habilitação.Técnico em Instrumentação 4. a solução de um problema.Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado 6 .2 .Significa examinar a correção entre o proposto e o executado.Significa buscar e formular.A nenhum Técnico de 2º Grau poderá ser concedida atribuição que não esteja em estrita concordância com sua formação profissional definida pelo seu currículo escolar e escolaridade.7 .É assegurada aos Técnicos de 2º Grau a competência para assumir a responsabilidade técnica por pessoa jurídica cujo objetivo social seja restrito às suas atribuições.Técnico em Mecânica de Precisão 5. bem como à adequada supervisão.CONDUZIR .Técnico em Geologia 7.5 .Técnico em Agrimensura Parágrafo único . materializar o que é decidido por si ou por outros. Art. 7) Treinamento de equipes de execução de obras e serviços técnicos. 2º . 4º .Para efeito de fiscalização e supervisão prevista neste artigo.Técnico em Geodésia e Cartografia 3. Art. Parágrafo único . discriminados no Art.1 . na área de Arquitetura.Técnico em Móveis e Esquadrias 5. 4 .EXECUTAR . montagem.Técnico em Cervejas e Refrigerantes 8.Técnico em Enologia 1. 2º. ao nível de sua habilitação.Técnico em Pecuária 1. 5 . também. através dos princípios técnicos e científicos.Visando à fiscalização de suas atividades.Técnico em Metalurgia 7 . 16 . na área de Agronomia. adequando aos recursos econômicos disponíveis as alternativas que conduzem à viabilidade da decisão.4 .8 .Técnico em Tecelagem 8. Flaviö Harå 2/2009 3.MECÂNICA 5.1 .9 . reparo ou manutenção.5 . Art. 9) Fiscalização da execução de serviços e de atividade de sua competência.Técnico em Leite e Derivados 1.Técnico em Eletrotécnica 4. 3º . 10) Organização de arquivos técnicos. 14) Prestação de assistência técnica.Técnico em Operações de Reatores 5.6 .Constituem atribuições dos Técnicos de 2º Grau.Técnico em Manutenção de Aeronaves 5.6 .6 . quem é obrigado a tomar decisões.Técnico em Alimentos 8.5 . conceituam-se: 1 . Art. circunscritas ao âmbito restrito de suas respectivas habilitações profissionais.6 .Técnico em Estradas 3.FISCALIZAR . 15) Elaboração de orçamentos relativos às atividades de sua competência. 2 .ARQUITETURA 2.7 .1 . o técnico em Edificações.AGRONOMIA 1.Técnico em Fiação 8.3 .Significa fazer executar por terceiros o que foi determinado por si ou por outros.Técnico em Calçados 5.4 . 12) Execução de serviços de manutenção de instalação e equipamentos.Técnico Têxtil 6) Condução de equipe de instalação.Técnico em Eletromecânica 4.Técnico em Edificações 3.2 .Técnico em Acabamento Têxtil 8. 3 .ELE054 Prof.Técnico em Saneamento 4 . na compra e venda de equipamentos e materiais.Técnico em Malharia 8.Significa realizar. 16) Execução de ensaios de rotina.Técnico em Meteorologia 1.2 .3 .Técnico em Artes Gráficas 5. o Técnico em Alimentos. operação. os Técnicos de 2º Grau ficam distribuídos pelas seguintes áreas de habilitação: 1 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . poderá ser considerado.4 .2 .DIRIGIR .1 . montagem e reparo. bem como. 11) Execução de trabalhos repetitivos de mensuração e controle de qualidade.Significa determinar. quem deve escolher o processo construtivo e especificar materiais em uma edificação está a dirigir.10 .8 .3 .8 .Técnico em Máquinas Navais 5.MINAS 7.Técnico em Telecomunicações 5 .Técnico em Açúcar e Álcool 1.2 .4 .CIVIL 3.1 . ou meio de consecução de um objetivo ou meta.4 .Técnico em Cerâmica 8.Técnico em Proteção Radiológica 4. 5º . Quem é levado a escolher entre opções.Técnico em Agricultura 1.Técnico em Hidrologia 3. por profissional de nível Superior.QUÍMICA 8.5 .1 .Técnico em Mecânica 5.2 .9 .2 . quando prevista nesta Resolução.Técnico em Carnes e Derivados 1.Técnico em Pesca 2 .ELETRICIDADE 4.Técnico em Agropecuária 1.5 .Técnico em Eletrônica 4.Para efeito de interpretação desta resolução.

após o exame do currículo escolar do registrado.Na eventualidade de virem a ser definidas novas habilitações profissionais a nível de 2º Grau. A Ética Profissional é o conjunto de princípios que regem a conduta funcional de uma determinada profissão. Art. fazer constar na sua carteira o(s) campo(s) de atuação do profissional. Parágrafo único .Inclusão de Novas Habilitações.Não cometer ou contribuir para que se cometam injustiças contra colegas. 3º .968/4. Art. tendo em vista a gravidade da falta e os casos de reincidência. 4.Exercer o trabalho profissional com lealdade. 7º .Aos Técnicos de Grau Médio referidos no artigo anterior. serão concedidas as atribuições consignadas nas normas vigentes anteriormente à publicação desta Resolução. no uso das atribuições que lhe confere a letra "f" do art. limitar seus pareceres às matérias específicas que tenham sido objeto da consulta. Flaviö Harå 2/2009 Art.Considerar a profissão como alto título de honra e não praticar nem permitir a prática de atos que comprometam a sua dignidade. 9º . Revoga a Resolução nº 250/77.U.ELE054 Prof. que criou o Código de Ética Profissional da categoria.969 Obs.692/71 e já registrados à data da entrada em vigor desta Resolução serão asseguradas as atribuições consignadas em seu registro.Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. do CONFEA. 5º . podem receber penas de advertência reservada ou de censura pública. de 06 SET 1979 . instalações e serviços de ENGENHARIA. 8º . 343 . CIVIL HARRY FREITAS BARCELLOS 1º Secretário Publicada no D. Res. da Arquitetura e da Agronomia.Para efeito do disposto neste artigo.Ter sempre em vista o bem-estar e o progresso funcional dos seus empregados ou subordinados e tratá-los com retidão. instalação ou serviço. de acordo com a Resolução no 205. 8º . Arquitetura e Agronomia. M INFRAÇÕES AO CÓDIGO DE ÉTICA Os profissionais que cometerem infrações enquadráveis no Código de Ética.O. serão concedidas as atribuições previstas nesta Resolução. já diplomados mas não registrados. que regula o tipo e uso de placas de identificação de exercício profissional em obras. Art.194/66.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Os infratores estão sujeitos a pagamento de multa prevista no Art. 16 da Lei 5. 4º . Art.O uso de placas de identificação do exercício profissional é obrigatório de acordo com o Art. a critério e julgamento das respectivas Câmaras Especializadas. 278 .194. deverá o CREA. quando Consultor. 6º . anotadas em sua Carteira de Identidade Profissional.Parte II . devendo. de validade nacional. Engº CIVIL E ELETROTÉCNICO INÁCIO DE LIMA FERREIRA Presidente Engº. dedicação e honestidade para com seus clientes e empregadores ou chefes. 11 . alínea "a". 28 JUL 1979. Art. Art.Aos Técnicos de Grau Médio diplomados anteriormente à vigência da Lei nº 5.As atribuições dos Técnicos de 2º Grau serão. 2º . de 09 AGO 1996. CONSIDERANDO que a colocação de placas previstas na Lei 5. Arquitetura ou Agronomia. 6º .Exercício Profissional Técnico Agrícola e Industrial. direta ou indiretamente.Fica revogada a Resolução nº 250. Art. 17 . Arquitetura e Agronomia. HENRIQUE LUDUVICE Presidente JOÃO ALBERTO FERNANDES BASTOS Vice-Presidente CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL São deveres dos profissionais da Engenharia. justiça e humanidade.Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial da União. de 16 de dezembro de 1977. visando a cumprí-la corretamente e colaborar para sua atualização e aperfeiçoamento.Seção I .Aos Técnicos de 2º Grau já diplomados. 1º . e com espírito de justiça e eqüidade para com os contratantes e empreiteiros. 1º . de 30 de setembro de 1. Art. 7º . 10 . M PROCESSO DE INFRAÇÃO AO CÓDIGO DE ÉTICA Os processos de infração ao Código de Ética são regulamentados pela Resolução no 401/95. 73. CONSIDERANDO que cabe ao profissional decidir sobre a forma de se identificar como RT pela obra.194/66 tem por finalidade a identificação dos responsáveis técnicos pela obra. possa prejudicar legítimos interesses de outros profissionais. de 24 de dezembro de 1966. Brasília.Atuar dentro da melhor técnica e do mais elevado espírito público.Págs. da Arquitetura e da Agronomia. RESOLVE: Art.Interessar-se pelo bem público e com tal finalidade contribuir com seus conhecimentos. 4º . o CONFEA baixará Resoluções visando ao estabelecimento das correspondentes atribuições.Colocar-se a par da legislação que rege o exercício profissional da Engenharia. por ocasião do seu registro. capacidade e experiência para melhor servir à humanidade.Não praticar qualquer ato que. 2º . 27 da Lei nº 5. registrados ou não. 3º . CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. instalação ou serviço de Engenharia.971. da Lei 5.Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais. O Conselho Federal de Engenharia. 9º .194/66. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 407.: Res.

Flaviö Harå 2/2009 18 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

Flaviö Harå 2/2009 19 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

Flaviö Harå 2/2009 LEI N.educação e informação de fornecedores e consumidores. IV . nos termos dos artigos 5º.1995).Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas. inciso XXXII(2).078. de 21. 7 da Lei n 9. em suplemento. saúde e segurança. c) pela presença do Estado no mercado de consumo. inclusive as de natureza bancária. o o 20 .9. 1º . (4) Publicada no Diário Oficial da União de 12. CAPÍTULO II DA POLÍTICA NACIONAL DE RELAÇÕES DE CONSUMO Art. DE 11 DE SETEMBRO DE 1990(1) Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. a proteção de seus interesses econômicos. bem como os entes despersonalizados. a melhoria de sua qualidade de vida. O que aconteceu com a promulgação da Lei.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . quanto aos seus direitos e deveres. móvel ou imóvel.1990. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. II . Art.Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. Art. com vistas à melhoria do mercado de consumo. material ou imaterial. que desenvolvem atividades de produção.reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. bem como a transferência e harmonia das relações de consumo.008. 3º . mediante remuneração. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. construção.3. atendidos os seguintes princípios(4): I . montagem. importação.A Política Nacional de Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores. § 2º . da Constituição Federal. § 1º . de ordem pública e interesse social. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. segurança. (3) Este artigo determina que a elaboração do Código de Defesa do Consumidor deveria ser realizada no prazo de 120 dias da promulgação da Constituição Federal.Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produtos ou serviço como destinatário final. 4º . de crédito e securitária. durabilidade e desempenho.ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta.Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo.3. ainda que indetermináveis. o respeito à sua dignidade. de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (artigo 170. e artigo 48 de suas Disposições Transitórias(3).1995 (Diário Oficial da União de 22. exportação. 2º .harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico. Este dispositivo trata da competência do Estado para promover a defesa do consumidor. 170.ELE054 Prof. criação. nacional ou estrangeira. (2) (1) Com alteração introduzida pelo art. Parágrafo único .º 8. III . sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores. transformação. inciso V. d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade. da Constituição Federal).O presente Código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor.Produto é qualquer bem. que haja intervindo nas relações de consumo. pública ou privada. financeira. pela via legal.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . composição.ELE054 Prof. coletivos ou difusos. individuais. entre outros: I .) X . V . 6º . II . VI . VIII . quando.a proteção da vida.estudo constante das modificações do mercado de consumo. assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo. no processo civil. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. inclusive com a inversão do ônus da prova.(Vetado. a critério do juiz. Parágrafo único . V .Tendo mais de um autor a ofensa.o acesso aos órgãos judiciários e administrativos. VII . IV .a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. Flaviö Harå 2/2009 V . métodos comerciais coercitivos ou desleais. VII .) § 2º . segundo as regras ordinárias de experiências.(Vetado.(Vetado. qualidade e preço. III . costumes e eqüidade.incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços. 5º . CAPÍTULO IV DA QUALIDADE DE PRODUTOS E SERVIÇOS.a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. coletivos e difusos. da legislação interna ordinária.a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes. II .a facilitação da defesa de seus direitos. VIII .a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo.manutenção de assistência jurídica. DA PREVENÇÃO E DA REPARAÇÃO DOS DANOS SEÇÃO I DA PROTEÇÃO À SAÚDE E SEGURANÇA 21 . administrativa e técnica aos necessitados.concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor. analogia. com especificação correta de quantidade. contará o Poder Público com os seguintes instrumentos. bem como sobre os riscos que apresentem. com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais. VI . no âmbito do Ministério Público.instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor.racionalização e melhoria dos serviços públicos. III .a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. que possam causar prejuízos aos consumidores.) CAPÍTULO III DOS DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR Art. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. IX . características. assegurada a proteção jurídica. Art. inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos.São direitos básicos do consumidor: I . Art. a seu favor.criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo. IV . 7º .criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo. individuais. § 1º .coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo. for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente.Os direitos previstos neste Código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário. integral e gratuita para o consumidor carente.Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo.

rádio e televisão. § 1º . construção. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes.o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.) SEÇÃO II DA RESPONSABILIDADE PELO FATO DO PRODUTO E DO SERVIÇO Art. II .Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores. segundo sua participação na causação do evento danoso.O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. nos termos do artigo anterior. e o importador respondem. § 3º . 10 . apresentação ou acondicionamento de seus produtos.sua apresentação. mediante anúncios publicitários. Art. II .a época em que foi fornecido. § 1º . pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto. § 1º . entre as quais: I .a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. 8º . pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços. manipulação. o produtor ou o importador não puderem ser identificados. produtor.O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar. § 2º . II .Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa. o construtor.o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam.Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I .que não colocou o produto no mercado. ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo. independentemente da existência de culpa. o construtor. Art. quando: I .O fabricante. independentemente da existência de culpa. tiver conhecimento da periculosidade que apresentem. 13 . Parágrafo único . II . levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. entre as quais: I . 22 . em qualquer hipótese. os Estados. o construtor. 11 . o produtor. Flaviö Harå 2/2009 Art.não conservar adequadamente os produtos perecíveis.O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar. III .O fornecedor de produtos e serviços que. III . a União.Em se tratando de produto industrial. a respeito da sua nocividade ou periculosidade. a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. 14 O fornecedor de serviços responde.Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores. deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores. de maneira ostensiva e adequada. § 3º .a época em que foi colocado em circulação. fórmulas. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. Art. construtor ou importador. 9º .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Art. posteriormente à sua introdução no mercado de consumo. às expensas do fornecedor do produto ou serviço.O fabricante. o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. Art. Parágrafo único . montagem.que embora haja colocado o produto no mercado.O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição. obrigando-se os fornecedores. nacional ou estrangeiro. o defeito inexiste. fabricação. através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto.ELE054 Prof.(Vetado.O comerciante é igualmente responsável.O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera.o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante. III . 12 .o modo de seu fornecimento. § 2º .o fabricante. III .

Art.a substituição do produto por outro da mesma espécie. 20 . § 1º . diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial. III .o abatimento proporcional do preço. a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto. monetariamente atualizada. seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente. II .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. sem os aludidos vícios. § 5º . marca ou modelo. mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço. corrompidos.a restituição imediata da quantia paga.Não sendo o vício sanado no prazo máximo de 30 (trinta) dias. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. assim como por aqueles decorrentes da disparidade. § 3º .o abatimento proporcional do preço. marca ou modelo diversos. o defeito inexiste. § 1º .Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que. IV . rotulagem ou de mensagem publicitária. nocivos à vida ou à saúde.Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1º deste artigo.Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor.a restituição imediata da quantia paga. da embalagem. em razão da extensão do vício.ELE054 Prof.(Vetado.a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.São impróprios ao uso e consumo: I . se revelem inadequados ao fim a que se destinam.O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I . alternativamente e à sua escolha: I . falsificados. fraudados.Aplica-se a este artigo o disposto no § 4º do artigo anterior. § 2º . III .O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1º deste artigo sempre que. monetariamente atualizada.os produtos que. pode o consumidor exigir. rotulagem ou mensagem publicitária. II .(Vetado. § 6º . não podendo ser inferior a 7 (sete) nem superior a 180 (cento e oitenta) dias. 19 . II . Art. III . perigosos ou.os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. § 2º .O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o 23 . exceto quando identificado claramente seu produtor. alternativamente e à sua escolha: I .O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. adulterados.os produtos deteriorados.O fornecedor imediato será responsável quando fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais. ainda. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. com as indicações constantes do recipiente.a substituição do produto por outro da mesma espécie. tendo prestado o serviço.No caso de fornecimento de produtos in natura. Art.) Art. alterados. II . SEÇÃO III DA RESPONSABILIDADE POR VÍCIO DO PRODUTO E DO SERVIÇO Art.complementação do peso ou medida. avariados. sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1º deste artigo. 16 . por meio de manifestação expressa do consumidor. podendo o consumidor exigir.Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior. § 4º . 18 . Flaviö Harå 2/2009 § 2º . distribuição ou apresentação. e não sendo possível a substituição do bem. em perfeitas condições de uso.A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. por qualquer motivo. Nos contratos de adesão.Para os efeitos desta Seção.) Art. 15 . § 4º . a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado. da embalagem.que. aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. § 3º . 17 . poderá haver substituição por outro de espécie. será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato.

A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados. todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas Seções anteriores. 27 . Art. 23 . § 1º . 28 . II . 26 .90 (noventa) dias.Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. contínuos.A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso. § 1º . Art. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária. II .Havendo mais de um responsável pela causação do dano.(Vetado. § 3º . quanto aos essenciais. construtor ou importador e o que realizou a incorporação. por si ou suas empresas.ELE054 Prof.Os órgãos públicos. Parágrafo único . tratando-se de fornecimento de serviço e de produto duráveis. § 2º .Prescreve em 5 (cinco) anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo. bem como aqueles que não atendam às normas regulamentares de prestabilidade.É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite. na forma prevista neste Código. por conta e risco do fornecedor. serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. § 2º .No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos. 24 . 22 . 21 . III .A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade.30 (trinta) dias. quanto a estes últimos. autorização em contrário do consumidor.) III . são obrigados a fornecer serviços adequados. eficientes. infração da lei.a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. Art. Art.Nos casos de descumprimento.) SEÇÃO V DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA Art.o abatimento proporcional do preço.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Art.a restituição imediata da quantia paga. alternativamente e à sua escolha: I .O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I .Tratando-se de vício oculto.(Vetado. podendo o consumidor exigir. iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. até seu encerramento. são responsáveis solidários seu fabricante.São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam. sem custo adicional e quando cabível. fato ou ato ilícito ou violação dos 24 . tratando-se de fornecimento de serviço e de produto não duráveis. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. Art. II .a instauração de inquérito civil. que deve ser transmitida de forma inequívoca. exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas Seções anteriores.Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço. SEÇÃO IV DA DECADÊNCIA E DA PRESCRIÇÃO Art.Obstam a decadência: I . salvo. § 2º . Parágrafo único . das obrigações referidas neste artigo. concessionárias. monetariamente atualizada. 25 . seguros e. excesso de poder. em detrimento do consumidor. § 1º .O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. total ou parcial.a reexecução dos serviços. ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante. vedada a exoneração contratual do fornecedor. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. Flaviö Harå 2/2009 valor. houver abuso de direito.

§ 4º .exigir o cumprimento forçado da obrigação. a publicidade discriminatória de qualquer natureza. 29 .Para os fins deste Capítulo e do seguinte. 32 . a que incite à violência. propriedades. preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. 30 . o consumidor poderá. estado de insolvência. técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. expostas às práticas nele previstas. garantia. 34 . Art. prazos de validade e origem. apresentação ou publicidade.As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste Código. quantidade. mesmo por omissão. se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da 25 . explore o medo ou a superstição. ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características. apresentação ou publicidade. qualidade. de alguma forma.É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. Art. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. composição. por qualquer outro modo. origem. quantidade. precisas. Parágrafo único . dentre outras. alternativamente e à sua livre escolha: I . SEÇÃO III DA PUBLICIDADE Art.A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas. a identifique como tal. Parágrafo único .(Vetado.Toda informação ou publicidade. 36 . III . fácil e imediatamente. os dados fáticos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . inteira ou parcialmente falsa.Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal. Art.O fornecedor. entre outros dados. com direito à restituição de quantia e eventualmente antecipada.Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. CAPÍTULO V DAS PRÁTICAS COMERCIAIS SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 31 . Art.As sociedades coligadas só responderão por culpa. Art. § 2º . características. manterá em seu poder. na publicidade de seus produtos ou serviços. ou. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores.rescindir o contrato. para informação dos legítimos interessados. § 3º . claras.É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário. suficientemente precisa. Flaviö Harå 2/2009 estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. nos termos da oferta.Cessadas a produção ou importação. monetariamente atualizada. veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados. II . deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem.As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste Código. 35 . § 1º . qualidade.É abusiva. na forma da lei.A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor. publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial. § 1º . bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza. 37 .Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta.) § 2º .ELE054 Prof. obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. e a perdas e danos.O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus propostos ou representantes autônomos. § 5º .aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente. Art. a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. 33 . SEÇÃO II DA OFERTA Art.Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. preço.

Deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério(8).O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina. tendo em vista sua idade.recusar a venda de bens ou prestação de serviços. VI . ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes. § 2º . não previstos no orçamento prévio.repassar informação depreciativa. o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes. 39 .Elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços(6).1994).O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros. saúde. § 1º . Flaviö Harå 2/2009 criança.7 da Lei n 9. na exata medida de suas disponibilidades de estoque. sem justa causa.1994 (Diário oficial da União de 13. Com redação dada pelo art. qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes.477.CONMETRO.884. ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais(5). contados de seu recebimento pelo consumidor. § 3º . VIII . de 11. XI . SEÇÃO IV DAS PRÁTICAS ABUSIVAS Art. diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento. ou. Parágrafo único .O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra.recusar atendimento às demandas dos consumidores. bem como as datas de início e término dos serviços. X .executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor.enviar ou entregar ao consumidor.ELE054 Prof. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia.Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor.3. de 21. III .1996).No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços. ainda. Art. não o fazendo.1996 (Diário Oficial da União de 2. II . a limites quantitativos.8.(Vetado.) Art. ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. conhecimento ou condição social.6. qualquer produto. a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. VII . § 4º . (5) 26 . (8) o o Com alteração dada pela art. equiparam-se às amostras grátis. o valor orçado terá validade pelo prazo de 10 (dez) dias. Normalização e Qualidade Industrial .condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço.87 da Lei no 8. 38 .Aplicar índice ou fórmula de reajuste diversos do legal ou contratualmente estabelecidos(7). bem como. dos materiais e equipamentos a serem empregados. XII . desrespeita valores ambientais.É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços: I . Art. 41 . para impingir-lhe seus produtos ou serviços.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .8.colocar. (7) Com redação dada pela medida provisória no 1. na hipótese prevista no inciso III. e.Uma vez aprovado pelo consumidor. IX .Salvo estipulação em contrário. os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de.exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. sem solicitação prévia.3. se normas específicas não existirem. responderem pela restituição da quantia recebida em excesso. de 1º.1995). referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos. as condições de pagamento. ou fornecer qualquer serviço.prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor. (6) Idem nota 5.008. V . de conformidade com os usos e costumes. 40 .1995 (Diário Oficial da União de 22. inexistindo obrigação de pagamento. IV . § 3º .6. no mercado de consumo.Para os efeitos deste Código.

sem prejuízo do disposto no artigo 86. registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores. Parágrafo único . Art.O consumidor. 45 . de imediato. nos termos do artigo 84 e parágrafos. por valor igual ao dobro ao que pagou em excesso. o desfazimento do negócio.É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado. 46 .O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. 48 . Art.Aplicam-se a este artigo. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. durante o prazo de reflexão. 49 . acrescido de correção monetária e juros legais. 43 . sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. 42 . à sua escolha.) CAPÍTULO VI DA PROTEÇÃO CONTRATUAL SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. a qualquer título. devendo divulgá-los pública e anualmente. terá acesso às informações existentes em cadastros. comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas. ficha. § 5º .Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. Flaviö Harå 2/2009 monetariamente atualizada. claros. no prazo de 5 (cinco) dias úteis.ELE054 Prof. 44 . Art. § 1º . recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor. Parágrafo único .Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo.O consumidor. não podendo conter informações negativas referentes a período superior a 5 (cinco) anos. 27 .Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores. os valores eventualmente pagos. Art. poderá exigir sua imediata correção. ensejando inclusive execução específica. especialmente por telefone ou a domicílio.Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos. § 4º . serão devolvidos.Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor. fichas. § 2º .As declarações de vontade constantes de escritos particulares. § 2º .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . no prazo de 07 (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.A abertura de cadastro. registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele. bem como sobre as suas respectivas fontes. devendo o arquivista. os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.Na cobrança de débitos. 47 . § 3º .Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros. salvo hipótese de engano justificável. § 1º . quando não solicitada por ele. o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo.(Vetado. podendo o consumidor exigir. pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito. Art. no que couber. monetariamente atualizados. SEÇÃO V DA COBRANÇA DE DÍVIDAS Art.As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. se não Ihes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo. não serão fornecidas.O consumidor pode desistir do contrato. SEÇÃO VI DOS BANCOS DE DADOS E CADASTROS DE CONSUMIDORES Art. as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do artigo 22 deste Código.

informá-lo prévia e adequadamente sobre: I .impossibilitem.ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence. XVI . direta ou indiretamente. de tal modo a ameaçar seu objeto ou o equilíbrio contratual. 52 .A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato. IV . VI .São nulas de pleno direito.montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros.permitam ao fornecedor. III . no ato do fornecimento.determinem a utilização compulsória de arbitragem. III . II .autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato.estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade. exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. 28 .O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer. X . com e sem financiamento.No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor.autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente.acréscimos legalmente previstos. 50 . considerando-se a natureza e conteúdo do contrato. o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional. de maneira adequada. Flaviö Harå 2/2009 Art.(Vetado. VII .estabeleçam obrigações consideradas iníquas. 51 .A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato. entre outras. devidamente preenchido pelo fornecedor. V . Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor-pessoa jurídica. § 1º . sem que igual direito Ihe seja conferido contra o fornecedor.possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias. entre outros casos. VIII . de instalação e uso de produto em linguagem didática.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . bem como a forma. III . embora obrigando o consumidor. Parágrafo único . IX . o fornecedor deverá.obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação. abusivas. devendo ser-lhe entregue. Art. apesar dos esforços de integração. após sua celebração. XIII . nos casos previstos neste Código. IV . variação do preço de maneira unilateral. SEÇÃO II DAS CLÁUSULAS ABUSIVAS Art.ELE054 Prof. V .Presume-se exagerada. a indenização poderá ser limitada.soma total a pagar. o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor.imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. com ilustrações.deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato. II .subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga.).É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste Código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes. exceto quando de sua ausência. XI .infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais. XII .) § 4º . sem que igual direito seja conferido ao consumidor. decorrer ônus excessivo a qualquer das partes. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: I . XIV . entre outros requisitos. acompanhado de manual de instrução. a vantagem que: I . em que consiste a mesma garantia. XV . II . que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada.número e periodicidade das prestações.(Vetado.se mostra excessivamente onerosa para o consumidor. § 3º . § 2º .estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor.transfiram responsabilidades a terceiros. em situações justificáveis.

56 . ressalvando-se o disposto no § 2º do artigo anterior.Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços. § 1º . III . mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos. 55 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo. § 4º . desde que alternativa. os Estados e o Distrito Federal.As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigação no seu termo não poderão ser superiores a 2% (dois por cento) do valor da prestação(9). distribuição e consumo de produtos e serviços. além da vantagem econômica auferida com a fruição. industrialização.1996. SEÇÃO III DOS CONTRATOS DE ADESÃO Art. estaduais.298. no interesse da preservação da vida. § 1º . baixarão normas relativas à produção. pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.) CAPÍTULO VII DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS Art. § 5º . II . § 2º .8.apreensão do produto.inutilização do produto. § 2º . sem prejuízo das de natureza civil. 54 . § 3º .) Art. publicada no Diário Oficial da União de 2.ELE054 Prof. prestem informações sobre questões de interesse do consumidor.(Vetado. penal e das definidas em normas específicas: I . revisão e atualização das normas referidas no § 1º.A União.As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque. em razão do inadimplemento.Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos em moeda corrente nacional.Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que.(Vetado.Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória. baixando as normas que se fizerem necessárias. total ou parcialmente.(Vetado.Os órgãos federais.Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações. em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa. § 2º .cassação do registro do produto junto ao órgão competente.É assegurada ao consumidor a liquidação antecipada do débito. de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor. sob pena de desobediência.Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis.A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato. consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que. industrialização. o o 29 . conforme o caso. § 1º . o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção. bem como nas alienações fiduciárias em garantia.multa.) § 3º .(Vetado. a compensação ou a restituição das parcelas quitadas. sendo obrigatória a participação dos consumidores e fornecedores.) § 2º .A União. de 1 . (9) Este dispositivo foi alterado pela Lei n 9. Flaviö Harå 2/2009 § 1º . sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. distribuição.Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis. permitindo sua imediata e fácil compreensão. IV . § 3º . os Estados. 53 . da saúde. resguardado o segredo industrial. § 3º . Art.proibição de fabricação do produto. da segurança.8. § 4º . do Distrito Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo manterão comissões permanentes para elaboração. cabendo a escolha ao consumidor. na forma deste artigo. terá descontada. os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo.As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas.1996. às seguintes sanções administrativas. V . da informação e do bemestar do consumidor.

§ 2º . ou fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos(10). nos invólucros.) § 3º . VII . mediante procedimento administrativo.1993).intervenção administrativa. de 6. § 1º . (11) o Com redação dada pela Lei n 8. § 1º .suspensão de fornecimento de produtos ou serviço.As penas de apreensão. assegurada ampla defesa. graduada de acordo com a gravidade da infração.As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa. Art.) Art. nos termos do artigo 36 e seus parágrafos.1993 (Diário Oficial da União de 8. de estabelecimento.A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença. 59 . sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais. de 24 de julho de 1985. § 2º . total ou parcial.Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. de suspensão do fornecimento de produto ou serviço.000 (três milhões) de vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (UFIR). 57 . espaço e horário. a interdição ou suspensão da atividade.A multa será em montante nunca inferior a 300 (trezentas) e não superior a 3. quando violar obrigação legal ou contratual. XI . mediante recomendações escritas ostensivas. freqüência e dimensão e preferencialmente no mesmo veículo.347. de interdição e de suspensão temporária da atividade. 62 .9.interdição.Se o crime é culposo: Pena . de inutilização de produtos.(Vetado. não haverá reincidência até o trânsito em julgado da sentença. no âmbito de sua atribuição. § 2º .1993 (Diário Oficial da União de 22.9. de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva. Art. de cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração.5. Art. X . revertendo para o Fundo de que trata a Lei nº 7. quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço.Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar.A pena de multa. inclusive por medida cautelar antecedente ou incidente de procedimento administrativo. assegurada ampla defesa.5.As penas de cassação de alvará de licença. 60 .Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste Código.Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos nas embalagens.suspensão temporária de atividade. 58 .A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva.A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público.imposição de contrapropaganda.A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma. quando o fornecedor reincidir na prática das (10) infrações de maior gravidade previstas neste Código e na legislação de consumo.revogação de concessão ou permissão de uso. a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor. 30 . de 21.(Vetado. recipientes ou publicidade: Pena .) TÍTULO II DAS INFRAÇÕES PENAIS Art.Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. podendo ser aplicadas cumulativamente. bem como a de intervenção administrativa serão aplicadas mediante procedimento administrativo.(Vetado. os valores cabíveis à União. 63 . Flaviö Harå 2/2009 VI . § 1º . Art.ELE054 Prof. local. as condutas tipificadas nos artigos seguintes. Com redação dada pela Lei no 8. sempre às expensas do infrator. de obra ou de atividade.656. 61 .cassação de licença do estabelecimento ou de atividade.1993).703. Art. VIII .000. sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. Parágrafo único . IX . de proibição de fabricação de produtos. XII . será aplicada mediante procedimento administrativo nos termos da lei. § 3º . Parágrafo único . ou índice equivalente que venha substituí-lo(11).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de penalidade administrativa.

Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo: Pena . incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor. os produtos nocivos ou perigosos. fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena . imediatamente quando determinado pela autoridade competente. qualidade. peças ou componentes de reposição usados. 77 . na forma deste artigo. sem autorização do consumidor: Pena . banco de dados. fichas e registros: Pena .Quem.quando cometidos: a) por servidor público. 75 . Art.São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste Código: I .Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 65 .Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros. interditadas ou não. durabilidade.Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. Art. de qualquer forma. característica.Deixar de organizar dados fáticos.Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 74 . exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas.A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em diasmulta.Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro.) Art. constrangimento físico ou moral. segurança. administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover. permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento. III .As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. oferta. bem como o diretor. Art. 67 . 68 . banco de dados. IV . quantidade. 72 . Art. ou omitir informação relevante sobre a natureza. desempenho.Executar serviço de alto grau de periculosidade.Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. na reparação de produtos.Empregar. ou por pessoa cuja condição econômicosocial seja manifestamente superior à da vítima. preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena . medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais.Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. injustificadamente.dissimular-se a natureza ilícita do procedimento. afirmações falsas.Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa.ocasionarem grave dano individual ou coletivo. 71 . § 1º .Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena . 66 . V . correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena 31 . Art. 70 .Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena .Se o crime é culposo: Pena . 76 .Detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano ou multa. II .serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade. Parágrafo único .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Art.Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança: Pena .(Vetado.) Art. de ameaça.(Vetado. Art. § 2º . Art. Art. Art.Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa. coação. na cobrança de dívidas. Parágrafo único . técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena .ELE054 Prof. 73 . a ridículo ou interfira com seu trabalho. de menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental. concorrer para os crimes referidos neste Código incide nas penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade.Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa. b) em detrimento de operário ou rurícola. 64 . Art. 69 . Parágrafo único . descanso ou lazer: Pena . Parágrafo único .Fazer afirmação falsa ou enganosa. contrariando determinação de autoridade competente: Pena .Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado. Flaviö Harå 2/2009 Art.Utilizar.serem praticados em operações que envolvam alimentos.

de notícia sobre os fatos e a condenação. Parágrafo único .1991.3. (14) o o Este índice foi criado pelo art. 32 .6.94 (Diário Oficial da União de 13. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano.No processo penal atinente aos crimes previstos neste Código. como assistentes do Ministério Público.Para os fins do art. Art. o juiz observará o disposto no artigo 60.A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente. tendo sido o o o extinto pelo art. a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade de seu valor mínimo. os transindividuais de natureza indivisível de que seja titular grupo. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica-base. os legitimados indicados no artigo 82.BTN. ou pela autoridade que presidir o inquérito. de 19. 79 . 83 . dispensada a autorização assemblear.008. Art.6.Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este Código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela. os Municípios e o Distrito Federal.A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I . TÍTULO III DA DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 3 da Lei n 8. nas infrações de que trata este Código. parágrafo único. às expensas do condenado.3. Parágrafo único .1989.(Vetado. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este Código. 80 .777. bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo. ou índice equivalente que venha substituí-lo(14). 78 . aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária.95).177. de 1 . são legitimados concorrentemente(15): I .O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo Juiz. 81.interesses ou direitos individuais homogêneos.000 (duzentas mil) vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional . 29 da Lei no 8.a interdição temporária de direitos. assim entendidos. II . Direta ou Indireta.(Vetado. Art. b) aumentada pelo Juiz até 20 (vinte) vezes. Na individualização desta multa. entre 100 (cem) e 200. 7º da Lei no 9. Ver art. Art.a União. II . assim entendidos os decorrentes de origem comum.6.3. os transindividuais. (12) (15) Com alteração introduzida pelo art. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.ELE054 Prof.Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu. será fixado pelo juiz. §1º. poderão intervir. Flaviö Harå 2/2009 privativa da liberdade cominada ao crime.) § 3º .a prestação de serviços à comunidade. ainda que sem personalidade jurídica. III . 81 .interesses ou direitos difusos. de natureza indivisível. § 1º . observado o disposto nos artigos 44 a 47 do Código Penal(13): I .O valor da fiança. se a denúncia não for oferecida no prazo legal.(Vetado.o Ministério Público. (13) Estes artigos tratam das penas restritivas de direitos. de 21.94).) Art. IV .95 (Diário Oficial da União de 22. 5 da Lei n 7. do Código Penal(12).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . para efeitos deste Código.) Este artigo trata do aumento da pena de multa em virtude da situação econômica do réu.a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência. nas ações previstas no artigo 91 e seguintes.interesses ou direitos coletivos. de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato.as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este Código. para efeitos deste Código. podem ser impostas.as entidades e órgãos da Administração Pública. os Estados. II .884. de 11. assim entendidos. 82 . III . cumulativa ou alternadamente.Além das penas privativas de liberdade e de multa. Parágrafo único . III . incisos III e IV. ou a título coletivo. § 2º .

honorários periciais e quaisquer outras despesas.A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da multa (artigo 287 do Código de Processo Civil)(16). 86 . 94 . 88 .Proposta a ação. em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores. 93 . facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. desfazimento de obra. a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes.008.(Vetado. vedada a denunciação da lide. 90 . parágrafo único. a tolerância de alguma atividade ou a prestação de fato que não possa ser realizada por terceiros. 89 . Art.(Vetado. remoção de coisas e pessoas. 85 . 7 da Lei n 9. 96 . a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. impedimento de atividade nociva. aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente.(Vetado. se não ajuizar a ação. § 1º . Art.347.Aplicam-se às ações previstas neste Título as normas do Código de Processo Civil e da Lei nº 7. 97 . Art. § 4º .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . § 2º . sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor. nem condenação da associação autora.O Ministério Público.) Art. Com alteração dada pelo art. fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados.A liquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas pela vítima e seus sucessores. Flaviö Harå 2/2009 Art. que objetive abstenção da prática de algum ato.3. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos.) Art. se for suficiente ou compatível com a obrigação. CAPÍTULO II DAS AÇÕES COLETIVAS PARA A DEFESA DE INTERESSES INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS Art. deste Código. (16) Art. Parágrafo único .) Art. custas e despesas processuais. assim como pelos legitimados de que trata o artigo 82.) (17) Este artigo trata da pena pecuniária decorrente do pedido do autor. citado o réu.Em caso de litigância de má-fé. tais como busca e apreensão.ELE054 Prof. atuará sempre como fiscal da lei. o Juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. º o 33 .Para a tutela específica ou para a obtenção do resultado prático equivalente.A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente.no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano. 91 .no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal. é competente para a causa a Justiça local: I . Art. independentemente de pedido do autor. emolumentos.3. é lícito ao Juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. Art. a condenação será genérica.(Vetado.95). de 21.Em caso de procedência do pedido. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. será publicado edital no órgão oficial.Nas ações coletivas de que trata este Código não haverá adiantamento de custas. quando de âmbito local. 95 . 92 .Ressalvada a competência da Justiça Federal.O Juiz poderá.Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. naquilo que não contrariar suas disposições. em honorário de advogados. de acordo com o disposto nos artigos seguintes(17). Parágrafo único . impor multa diária ao réu.95 (Diário Oficial da União de 22.(Vetado. Art. 87 . 82 poderão propor.) Art. 84 .Na hipótese do artigo 13. § 3º . II . § 5º . além de requisição de força policial. Parágrafo único .Os legitimados de que trata o art. na hipótese do § 3º ou na sentença.Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer. ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos.) Art. de 24 de junho de 1985. para os danos de âmbito nacional ou regional. salvo comprovada má-fé. poderá o Juiz determinar as medidas necessárias. inclusive no que respeita ao inquérito civil.(Vetado.

Decorrido o prazo de 1 (um) ano sem habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano. § 2º . a destinação da importância recolhida ao fundo criado pela Lei nº 7. Art. mas limitadamente ao grupo. § 1º . do grupo. Art.A execução poderá ser coletiva. II . 103 .a ação pode ser proposta no domicílio do autor. nos termos do inciso anterior.008. II . quando coletiva a execução. 102 . e de indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento danoso. de 24 de julho de 1985.da ação condenatória. para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores. Art. 99 . estas terão preferência no pagamento.95).95 (Diário Oficial da União de 22. de 24 de julho de 1985. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. Nesta hipótese. sendo promovida pelos legitimados de que trata o artigo 82. Flaviö Harå 2/2009 Art. III . na hipótese do inciso III do parágrafo único do artigo 81. valendo-se de nova prova. categoria ou classe.Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços.347.ELE054 Prof. Se o réu houver sido declarado falido.(Vetado.Os legitimados a agir na forma deste Código poderão propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir. de 21.ultra partes. ou a determinar alteração na composição.erga omnes. cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal. o 34 .erga omnes. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do artigo 80 do Código de Processo Civil.3. estrutura. poderão os legitimados do artigo 82 promover a liquidação e execução da indenização devida. no caso de execução individual.347. § 1º . quando se tratar da hipótese prevista no inciso II do parágrafo único do artigo 81. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil.3.É competente para a execução o Juízo: I . o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador.Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não prejudicarão interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade. 101 .Para efeito do disposto neste artigo.347. Com alteração dada pela Lei n 9. distribuição ou venda. divulgação.A execução coletiva far-se-á com base em certidão das sentenças de liquidação. CAPÍTULO III DAS AÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR DE PRODUTOS E SERVIÇOS Art. fórmula ou acondicionamento de produto.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste Título. da qual deverá constar a ocorrência ou não do trânsito em julgado. a sentença fará coisa julgada: I . salvo na hipótese de o patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente para responder pela integralidade das dívidas. ficará sustada enquanto pendentes de decisão de segundo grau as ações de indenização pelos danos individuais. abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiverem sido fixadas em sentença de liquidação. em caso afirmativo. o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade facultandose.) CAPÍTULO IV DA COISA JULGADA Art. em todo o Território Nacional. a produção. sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções(18). categoria ou classe. hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação. 98 .da liquidação da sentença ou da ação condenatória. § 1º . II .(Vetado. Parágrafo único .Em caso de concurso de créditos decorrentes de condenação prevista na Lei nº 7. salvo improcedência por insuficiência de provas.Nas ações coletivas de que trata este Código. serão observadas as seguintes normas: (18) I . Parágrafo único . 100 . de 24 de julho de 1985. exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador.) § 2º . apenas no caso de procedência do pedido. na hipótese do inciso I do parágrafo único do artigo 81.O produto da indenização devida reverterá para o Fundo criado pela Lei nº 7. com idêntico fundamento.

IV . IX . V . beneficiarão as vítimas e seus sucessores. o 35 . se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias. XI . previstas nos incisos I e II do parágrafo único do artigo 81. analisar. de 24 de julho de 1985.MJ. não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos.(Vetado.(Vetado. de 19.representar ao Ministério Público competente para fins de adoção de medidas processuais no âmbito de suas atribuições.Na hipótese prevista no inciso III.levar ao conhecimento dos órgãos competentes as infrações de ordem administrativa que violarem os interesses difusos. conscientizar e motivar o consumidor através dos diferentes meios de comunicação. quantidade e segurança de bens e serviços.). propor.As ações coletivas. nos termos da legislação vigente. propostas individualmente ou na forma prevista neste Código. os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual.92). denúncias ou sugestões apresentadas por entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado.desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades.2. coordenar e executar a política nacional de proteção ao consumidor. estaduais. elaborar. inclusive com recursos financeiros e outros programas especiais.). o Com alteração dada pelo Decreto n 761.solicitar o concurso de órgãos e entidades da União. da Secretaria Nacional de Direito Econômico . bem como auxiliar a fiscalização de preços. cabendo-lhe(19): I . de 19.93 (Diário Oficial da União de o 20. de 19. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. ou órgão federal que venha substituí-lo. VII . 105 . nos termos dos artigos 96 a 99. em caso de improcedência do pedido. 13 da Lei nº 7. o Departamento Nacional de Defesa do Consumidor poderá solicitar o concurso de órgãos e entidades de notória especialização técnicocientífica(20). do Distrito Federal e municipais e as entidades privadas de defesa do consumidor.2. abastecimento. não induzem litispendência para as ações individuais.O Departamento Nacional de Defesa do Consumidor.2.informar.11.(Vetado. 106 . II . se procedente o pedido.92 (Diário Oficial da União de 19. coletivos.planejar.Para a consecução de seus objetivos. X . VI . combinado com o art.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . XII .receber. § 4º .490.os órgãos federais. 104 .93). 107 . a formação de entidades de defesa do consumidor pela população e pelos órgãos públicos estaduais e municipais. mas.). § 3º .347. do Distrito Federal e Municípios.2. que poderão proceder à liquidação e à execução.solicitar à Polícia Judiciária a instauração de inquérito policial para a apreciação de delito contra os consumidores. ou individuais dos consumidores.Integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNDC . TÍTULO V DA CONVENÇÃO COLETIVA DE CONSUMO Art. é organismo de coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.incentivar. TÍTULO IV DO SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR Art. Parágrafo único .ELE054 Prof. avaliar e encaminhar consultas. XIII .As entidades civis de consumidores e as associações de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular.2. Estados. Art. Art.Os efeitos da coisa julgada de que cuida o artigo 16.93 (Diário Oficial da União de 20. (19) III .93) e pela Lei n 8. Flaviö Harå 2/2009 § 2º .Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória. VIII . por (20) Com alteração dada pelo Decreto n 761.prestar aos consumidores orientação permanente sobre seus direitos e garantias.

347. Brasília. à garantia e características de produtos e serviços. 169º da Independência e 102º da República. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido." Art. Flaviö Harå 2/2009 convenção escrita.Revogam-se as disposições em contrário.Em caso de litigância de má-fé.O § 3º do artigo 5º da Lei nº 7. § 6º . § 3º . honorários periciais e quaisquer outras despesas. Art.a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. mediante cominação. ou a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos". em honorários de advogado.347. de 24 de julho de 1985. emolumentos. 5º e 6º ao artigo 5º da Lei nº 7. passa a ter a seguinte redação: "§ 3º . 116 . no que for cabível. Fernando Collor de Mello Bernardo Cabral Zélia M. Art. os dispositivos do Título III da Lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor". de 24 de julho de 1985. 108 . sem que a associação autora Ihe promova a execução.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 118 . a proteção ao meio ambiente.O artigo 15 da Lei nº 7.) TÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. passa a ter a seguinte redação: "II . 15 .A convenção somente obrigará os filiados às entidades signatárias. 18. Art. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano.O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo Juiz.Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais. facultada igual iniciativa aos demais legitimados". de 24 de julho de 1985: "Art. não haverá adiantamento de custas. renumerando-se os seguintes: "Art. o seguinte dispositivo. relações de consumo que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao preço. histórico. a associação autora e os diferentes responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. 115 . passa a ter a seguinte redação: "Art. que terá eficácia de título executivo extrajudicial"." Art. Art.Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da sentença condenatória. do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. Art.Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada. à qualidade. de 24 de julho de 1985. Cardoso de Mello 36 . 17 .) Art. salvo comprovada má-fé. de 24 de julho de 1985. 113 . de 24 de julho de 1985: "§ 4º .A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do registro do instrumento no cartório de títulos e documentos. 119 .347. 21 . 11 de setembro de 1990.Dê-se a seguinte redação ao art. deverá fazê-lo o Ministério Público.Suprima-se o caput do artigo 17 da Lei nº 7. o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa. custas e despesas processuais".Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor que se desligar da entidade em data posterior ao registro do instrumento. § 1º . à quantidade. Art. de 24 de julho de 1985. passando o parágrafo único a constituir o caput. ao consumidor.O inciso II do artigo 5º da Lei nº 7.Acrescente-se à Lei nº 7.(Vetado. § 5º . bem como à reclamação e composição do conflito de consumo.inclua. com a seguinte redação: "Art. da Lei nº 7. 109 . coletivos e individuais. 114 . 112 . estético.Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos. 117 . 18 .Acrescente-se os seguintes §§ 4º.Nas ações de que trata esta lei. 111 .ELE054 Prof." Art. entre suas finalidades institucionais.Acrescente-se o seguinte inciso IV ao artigo 1º da Lei nº 7. § 2º .347. turístico e paisagístico. nem condenação da associação autora.Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União.347. 110 .347. Art. ao patrimônio artístico. de 24 de julho de 1985: "IV .347.Este Código entrará em vigor dentro de 180 (cento e oitenta) dias a contar de sua publicação.347.(Vetado.

012-6/I=4) a) descrição dos procedimentos para emergências. capacitação.5 As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência devem constituir prontuário com o conteúdo do item 10.0100/I=3) g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações.º 126. de 06/06/2005 – Seção 1) NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE 10.009-6/I=2) f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas. incluindo as etapas de projeto.004-5/I=4) a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde.1.014-2/I=3) 10. (210. operação.006-1/I=2) c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental.2. além do disposto no subitem 10.3 As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas de controle existentes.013-4/I=3) b) certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual.1 As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de Potência devem constituir prontuário contemplando as alíneas “a”.O. de 03/06/2005 (D. (210.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . de 07/12/2004 (D. contendo.2 Esta NR se aplica às fases de geração.2.º 598.0029/I=1) 10. mediante técnicas de análise de risco.008-8/I=2) e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção individual e coletiva. do item 10. aplicáveis conforme determina esta NR.005-3/I=3) b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos. cronogramas de adequações.ELE054 Prof. de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho.2. manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. da saúde e do meio ambiente do trabalho.2. Flaviö Harå 2/2009 NR – 10: Portaria n. na ausência ou omissão destas.5. “c”.1.003-7/I=3) 10. habilitação.2.2. no âmbito da preservação da segurança. (210. no mínimo: (210. distribuição e consumo. montagem.015-0/I=4) 37 . de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que.2.011-8/I=3) 10.2. “d” e “e”.OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO 10.007-0/I=2) d) documentação comprobatória da qualificação. construção.1 Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais.2 .4 e alíneas “a” e “b” do item 10.3. (210.U. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados. (210.1 Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa. contemplando as alíneas de “a” a “f”. 10. (210.4 Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e manter o Prontuário de Instalações Elétricas.MEDIDAS DE CONTROLE 10. direta ou indiretamente. observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e. (210. de 08/12/2004 – Seção 1) Ementas: Portaria n.U. (210. (210.0010/I=3) 10. (210.1. (210. (210.O.2. 10. transmissão. as normas internacionais cabíveis.4 e acrescentar ao prontuário os documentos a seguir listados: (210.5. 210.2.

ELE054 Prof.030-4/I=1) 38 .1 Na impossibilidade de implementação do estabelecido no subitem 10. na ausência desta.2.020-7/I=2) 10.2. prioritariamente.5 Sempre que for tecnicamente viável e necessário. tais como: comunicação.2. mediante procedimentos.2.9. de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.3 .7 Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado. respeitadas as definições de projetos. (210. devem ser adotados equipamentos de proteção individual específicos e adequados às atividades desenvolvidas.9.2.027-4/I=3) 10. o emprego de tensão de segurança.SEGURANÇA EM PROJETOS 10. a obrigatoriedade ou não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e a conexão à terra das partes condutoras não destinadas à condução da eletricidade.8 . quando da operação e da realização de serviços de construção e manutenção. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos.2.8.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades.021-5/I=2) 10.024-0/I=1) 10. (210.1 Nos trabalhos em instalações elétricas.1 É obrigatório que os projetos de instalações elétricas especifiquem dispositivos de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização. prioritariamente. (210.3. sistema de seccionamento automático de alimentação.8.3 O aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme regulamentação estabelecida pelos órgãos competentes e.9 . (210.8. (210. (210. em atendimento ao disposto na NR 6. (210.. na sua impossibilidade. (210.3. deve atender às Normas Internacionais vigentes. na medida do possível. inflamabilidade e influências eletromagnéticas.028-2/I=3) 10. devendo contemplar a condutibilidade. salvo quando o desenvolvimento tecnológico permitir compartilhamento.023-1/I=4) 10. (210.018-5/I=4) 10.019-3/I=3) 10.2 As medidas de proteção coletiva compreendem. tais como: isolação das partes vivas.2.025-8/I=3) 10. devem ser utilizadas outras medidas de proteção coletiva. medidas de proteção coletiva aplicáveis.029-0/I=3) 10.017-7/I=2) 10.8. para sinalização de advertência com indicação da condição operativa.3.1 Os circuitos elétricos com finalidades diferentes.2. (210.3.2.9. quanto ao dimensionamento e a localização de seus componentes e as influências externas.2.2 O projeto elétrico. (210. devem ser projetados dispositivos de seccionamento que incorporem recursos fixos de equipotencialização e aterramento do circuito seccionado.MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA 10. devendo permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviços em eletricidade.6 O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido atualizado pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa.022-3/I=4) 10. Flaviö Harå 2/2009 10. deve prever a instalação de dispositivo de seccionamento de ação simultânea. (210.3 O projeto de instalações elétricas deve considerar o espaço seguro. que permita a aplicação de impedimento de reenergização do circuito.8. (210. bloqueio do religamento automático.2.3. sinalização.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .2. (210.4 O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento. obstáculos.2. controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente. (210.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. às atividades a serem desenvolvidas.3. sinalização.3.MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 10. barreiras.016-9/I=3) 10.026-6/I=3) 10.1 Em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas. a desenergização elétrica conforme estabelece esta NR e.2.

037-1/I-1) e) precauções aplicáveis em face das influências externas.10 Os projetos devem assegurar que as instalações proporcionem aos trabalhadores iluminação adequada e uma posição de trabalho segura. (210. (210. queimaduras e outros riscos adicionais.3. (210. (210. conforme dispõe esta NR. de acordo com a NR 17 – Ergonomia. de acordo com a NR 17 – Ergonomia. compartimentos e invólucros de equipamentos e instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade. (210. de acordo com as regulamentações existentes e definições de projetos. desligado e Vermelho . (210.045-2/I=3) 10. (210. (210. e ser assinado por profissional legalmente habilitado.035-5/I-1) c) descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos.044-4/I=3) 10.3. (210. sendo expressamente proibido utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos. Flaviö Harå 2/2009 10. de controle.4 As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento e seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados periodicamente.034-7/I-1) b) indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (Verde – “D”. (210.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas destinadas ao controle dos riscos adicionais.041-0/I=2) 10.048-7/I=2) 39 .039-8/I-1) g) descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica. ampliadas. de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das tarefas. de intertravamento.ELE054 Prof.1 Os equipamentos. dos condutores e os próprios equipamentos e estruturas. incluindo dispositivos de manobra. dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas. confinamento.036-3/I-1) d) recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos componentes das instalações.3.SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO. das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e deve ser mantido atualizado. (210.4.8 O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho. de proteção. dispositivos e ferramentas elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente. fauna e flora e outros agravantes. MONTAGEM. e serem inspecionados e testados de acordo com as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes. definindo como tais indicações devem ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalações.5 Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação adequada e uma posição de trabalho segura. destinados à segurança das pessoas.9 O memorial descritivo do projeto deve conter. (210.3. poeira.0312/I=2) 10.033-9/I=2) 10. operadas.043-6/I=4) 10. campos elétricos e magnéticos. montadas. especialmente quanto a altura. (210.047-9/I=2) 10. os seguintes itens de segurança: a) especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos.4. (210. no mínim o. as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas. (210.046-0/I=3) 10.4.038-0/I-1) f) o princípio funcional dos dispositivos de proteção.1 As instalações elétricas devem ser construídas. ligado).4.4 . e serem supervisionadas por profissional autorizado. constantes do projeto. explosividade. (210.4. reformadas.040-1/I-1) 10.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . (210. preservandose as características de proteção.4.6 Todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento temporário.1 Os locais de serviços elétricos.3. OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 10. (210.4.“L”. umidade.3 Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos. adotando-se a sinalização de segurança. respeitadas as recomendações do fabricante e as influências externas. reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários.032-0/I=2) 10.3.042-8/I=4) 10.4.7 O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores autorizados.

10. substituídas.6.6.058-4/I=2) c) remoção do aterramento temporário. realizadas em baixa tensão. (210. (210. carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR.5.060-6/I=2) e) destravamento. e somente podem ser realizados por trabalhadores que atendam às condições de qualificação. (210.5. (210. (210.6. (210.062-2/I=3) 10.049-5/I=3). com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação. 10.2 podem ser alteradas.4. desde que seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado.051-7/I=2) c) constatação da ausência de tensão.6 .8 desta Norma.055-0/I=2) 10. (210.6. adequados para operação. se houver. e religação dos dispositivos de seccionamento. (210.0614/I=2) 10.1.6 e 10.1 Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho. mas com possibilidade de energização. da equipotencialização e das proteções adicionais.065-7/I=3) 10.057-6/I=2) b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização.5 .2 O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização.ELE054 Prof. (210. habilitação. (210.4 Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas.064-9/I=4) 10.6.6 Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de instalações elétricas devem atender à regulamentação estabelecida nos itens 10. (210. capacitação e autorização estabelecidas nesta NR.5.050-9/I=2) b) impedimento de reenergização.063-0/I=4) 10.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I.5. ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em perigo. obedecida a seqüência abaixo: a) seccionamento.1 As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 Volts em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.056-8/I=3) a) retirada das ferramentas. com currículo mínimo.1 Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de segurança para trabalhos com instalações elétricas energizadas. utensílios e equipamentos. autorizado e mediante justificativa técnica previamente formalizada. em função das peculiaridades de cada situação.2 As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos. por profissional legalmente habilitado.5.059-2/I=2) d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização.0541/I=2) f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.6. devendo ser reenergizada respeitando a seqüência de procedimentos abaixo: (210.066-5/I=2) 40 . (210.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.052-5/I=2) d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos.1 e 10. mediante os procedimentos apropriados. ampliadas ou eliminadas. Flaviö Harå 2/2009 10.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . devem atender ao que estabelece o disposto no item 10. (210. (210. por qualquer meio ou razão.3 Os serviços em instalações energizadas. 10. (210. (210. podem ser realizadas por qualquer pessoa não advertida.053-3/I=2) e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I).SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS 10. (210.7.5.1.SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS 10.

conforme procedimento de trabalho específico padronizado. (210.6 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser realizados quando houver procedimentos específicos.7. Flaviö Harå 2/2009 10. os procedimentos da empresa e na ausência desses. devem atender ao disposto no item 10. (210. desenvolvidas com circuitos desenergizados.7.1 devem receber treinamento de segurança. (210. ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes. assinada por superior responsável pela área.074-6/I=3) 10.8 .7.071-1/I=4) 10.8.6.070-3/I=4) 10.7. bem como aqueles envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de operação durante a realização do serviço. TRABALHADORES.077-0/I-4) 10. 10. somente pode ser realizado mediante ordem de serviço específica para data e local.3 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT.HABILITAÇÃO.0690/I=4) 10.075-4/I-4) 10.8 desta NR.7 .8. (210.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . bem como aquelas que interajam com o SEP. (210.6. (210.7.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.7. (210.7 A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos como zona de risco.2 Os trabalhadores de que trata o item 10. bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de Potência – SEP. anualmente.7. e respectivos procedimentos de trabalho. detalhados e assinados por profissional autorizado.067-3/I=3) 10. CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DOS 10. QUALIFICAÇÃO.5 O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando verificar situação ou condição de risco não prevista.1 Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificação da condição de desativação. (210.1 Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com alta tensão.ELE054 Prof. cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível.072-0/I=2) 10. estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao serviço. responsáveis pela execução do serviço.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. o superior imediato e a equipe. também conhecida como bloqueio. devem realizar uma avaliação prévia.7.068-1/I=2) 10. conforme Anexo I.7.TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSÃO (AT) 10.073-8/I=2) 10. específico em segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas proximidades.7. não podem ser realizados individualmente.078-9/I-4) 10. (210. somente pode ser realizada mediante a desativação. obedecendo-se as especificações do fabricante.7. dos conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito.9 Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT. (210.7.4 Sempre que inovações tecnológicas forem implementadas ou para a entrada em operações de novas instalações ou equipamentos elétricos devem ser previamente elaboradas análises de risco. destinados ao trabalho em alta tensão.8 Os equipamentos.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT. carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR. que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas controladas e de risco. com currículo mínimo. devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos. conforme Anexo I desta NR. (210. (210.076-2/I-4) 10. 41 . sistema ou equipamento.

7 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser submetidos à exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas. processos e organização do trabalho.0835/I=4) 10.8. peças.3 Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade estática devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica. conforme o item 10. conforme dispõe a NR 23 – Proteção Contra Incêndios. (210. (210. devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que permitam identificar e avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: (210.8.092-4/I=2) 10. dispositivos.8.093-2/I=2) 42 .8.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO 10.086-0/I=2) c) modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos. simultaneamente: a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.090-8/I=2) 10.8.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições.8.081-9/I=3) 10. com anuência formal da empresa.8.1 A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores capacitados ou qualificados e aos profissionais habilitados que tenham participado com avaliação e aproveitamento satisfatórios dos cursos constantes do ANEXO II desta NR. (210.1 As áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser dotadas de proteção contra incêndio e explosão.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento especifico de acordo com risco envolvido. (210.2 devem atender as necessidades da situação que o motivou. equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas devem ser avaliados quanto à sua conformidade.9.079-7/I=1) 10.4.1 A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela capacitação. Flaviö Harå 2/2009 10.8.2 Os materiais.8. 10.8.5 A empresa deve estabelecer sistema de identificação que permita a qualquer tempo conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador. no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.8.089-4/I=3) 10.8. (210.087-8/I=2) 10.8. “b” e “c” do item 10. (210.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os profissionais habilitados.3 A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem destinados ao atendimento das alíneas “a”. (210. realizado em conformidade com a NR 7 e registrado em seu prontuário médico. (210.088-6/I=1) 10.6 Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. (210.3.8. de acordo com o estabelecido no Anexo II desta NR. 10.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.9.9 Os trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações elétricas desenvolvidas em zona livre e na vizinhança da zona controlada.9.080-0/I=1) 10.8.8. 10.091-6/I=3) 10. e b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado. (210. por período superior a três meses. (210.8.085-1/I=2) b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade.084-3/I=2) a) troca de função ou mudança de empresa.8 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas.082-7/I=4) 10. (210. conforme define esta NR.8. (210.8.9 . (210.

8 A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a competência dos trabalhadores envolvidos.6 Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de exercer a supervisão e condução dos trabalhos. de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incêndio ou explosões. (210. padronizados.SESMT.5 A autorização referida no item 10. (210.8 desta NR.101-7/I=2) f) sinalização de impedimento de energização. passo a passo.095-9/I=4) 10.7 Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros. campo de aplicação.111-4/I=2) 10. sobrecorrentes.12 .109-2/I=2) 10. obedecendo ao disposto na NR-26 – Sinalização de Segurança. (210. (210.11. aprovadas por trabalhador autorizado.094-0/I=3) 10.2 Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço especificas. a data.107-6/I=2) 10.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .11.11. Flaviö Harå 2/2009 10. as situações a seguir: (210.PROCEDIMENTOS DE TRABALHO 10. base técnica.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão ser realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada.11 .10.9.3 Os procedimentos de trabalho devem conter.11.9. com descrição detalhada de cada tarefa.1 Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos. quando houver.102-5/I=2) g) identificação de equipamento ou circuito impedido. disposições gerais. no mínimo. o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados.096-7/I=3) a) identificação de circuitos elétricos. objetivo. conforme estabelece o item 10.11. devem ser adotados dispositivos de proteção. estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local.11. de vias públicas.5 ou supressão do agente de risco que determina a classificação da área. assinados por profissional que atenda ao que estabelece o item 10. o treinamento de segurança e saúde e a autorização de que trata o item 10.1 Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de segurança. (210. (210. contendo.SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA 43 .103-3/I=2) 10. previsto no Anexo II desta NR.ELE054 Prof.8 deve estar em conformidade com o treinamento ministrado.4 Os procedimentos de trabalho.11. (210. de forma a atender.104-1/I=3) 10. de veículos e de movimentação de cargas.8 devem ter a participação em todo processo de desenvolvimento do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho . no mínimo. (210. de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. aquecimentos ou outras condições anormais de operação. falhas de isolamento.099-1/I=2) d) delimitações de áreas. (210.10 . (210. devem realizar uma avaliação prévia. o tipo.105-0/I=2) 10.097-5/I=2) b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comandos.108-4/I=3) 10. (210.1106/I=2) 10. (210.SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 10. dentre outras. medidas de controle e orientações finais. (210.106-8/I=2) 10.100-9/I=2) e) sinalização de áreas de circulação. destinada à advertência e à identificação.11. como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões. competências e responsabilidades. (210. (210.0983/I=2) c) restrições e impedimentos de acesso. (210. (210. em conjunto com o responsável pela execução do serviço.

denúncia aos órgãos competentes.14.DISPOSIÇÕES FINAIS 10. Flaviö Harå 2/2009 10. Aterramento Elétrico Temporário: ligação elétrica efetiva confiável e adequada intencional à terra. 10. (210. ao responsável pela execução do serviço as situações que considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas.14 .13. quando cabível.3 A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequados às suas atividades. (210.14. (210.119-0/I=2) 10. à disposição das autoridades competentes.12.121-1/I=2) 10.1 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa. inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde. Área Classificada: local com potencialidade de ocorrência de atmosfera explosiva. (210. comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico.112-2/I=3) 10. sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas.6 Esta NR não é aplicável a instalações elétricas alimentadas por extrabaixa tensão.1173/I=4) 10.120-3/I=2) 10. (210. propor e adotar medidas preventivas e corretivas.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .13 – RESPONSABILIDADES 10.2 As empresas devem promover ações de controle de riscos originados por outrem em suas instalações elétricas e oferecer.116-5/I=3) 10.5 A documentação prevista nesta NR deve estar. que diligenciará as medidas cabíveis.4 Cabe aos trabalhadores: a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho.14. o MTE adotará as providências estabelecidas na NR 3.4 A documentação prevista nesta NR deve estar permanentemente à disposição dos trabalhadores que atuam em serviços e instalações elétricas.14. (210. GLOSSÁRIO 1.114-9/I=3) 10. entre fases ou entre fase e terra. 10.4 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar equipamentos de prevenção e combate a incêndio existentes nas instalações elétricas.13.13.2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados.118-1/I=4) 10.13. respeitadas as abrangências. (210.113-0/I=3) 10.3 Cabe à empresa. disponibilizando os meios para a sua aplicação.12.14. (210.115-7/I=3) 10. 3. permanentemente.3 Na ocorrência do não cumprimento das normas constantes nesta NR. instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados.1 As ações de emergência que envolvam as instalações ou serviços com eletricidade devem constar do plano de emergência da empresa. especialmente por meio de reanimação cardio-respiratória.ELE054 Prof.12. de imediato. limitações e interferências nas tarefas.14. 2. 10. destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervenção na instalação elétrica. na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações e serviços em eletricidade. de imediato. b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares.12. e c) comunicar. 44 . (210.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os riscos a que estão expostos. (210. Alta Tensão (AT): tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos contratantes e contratados envolvidos.

13. 20. Isolamento Elétrico: processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica. 21. poeira ou fibras. 14. avisar e advertir. direta ou indiretamente. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer contato com partes internas. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evitar os perigos da eletricidade. 22. 12. específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que. 18. entre fases ou entre fase e terra. 17. 45 . névoa. sob controle dos trabalhadores envolvidos nos serviços. possam afetar a segurança e a saúde no trabalho. Barreira: dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das instalações elétricas. na qual após a ignição a combustão se propaga. mas não impede o contato direto por ação deliberada. 6. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas. transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição. com a inclusão dos meios materiais e humanos. Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle. sob condições atmosféricas. Obstáculo: elemento que impede o contato acidental. 19. Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção de medidas de proteção para segurança das pessoas e desempenho dos componentes da instalação. 11. medidas de segurança e circunstâncias que impossibilitem sua realização. Tensão de Segurança: extra baixa tensão originada em uma fonte de segurança. 5. 27. Instalação Elétrica: conjunto das partes elétricas e não elétricas associadas e com características coordenadas entre si. 10. alertar. destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores. ou meio. fixo ou móvel de abrangência coletiva. Sinalização: procedimento padronizado destinado a orientar. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): dispositivo. sistema. 25. Impedimento de Reenergização: condição que garante a não energização do circuito através de recursos e procedimentos apropriados. Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco. por interposição de materiais isolantes. 7. além dos elétricos. Instalação Liberada para Serviços (BT/AT): aquela que garanta as condições de segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o início até o final dos trabalhos e liberação para uso. Procedimento: seqüência de operações a serem desenvolvidas para realização de um determinado trabalho. Prontuário: sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de informações pertinentes às instalações e aos trabalhadores. Sistema Elétrico: circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados a atingir um determinado objetivo. Atmosfera Explosiva: mistura com o ar. 26. vapor. 16. Extra-Baixa Tensão (EBT): tensão não superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua. de substâncias inflamáveis na forma de gás. 9. Baixa Tensão (BT): tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua. 24. 23.ELE054 Prof. usuários e terceiros. que são necessárias ao funcionamento de uma parte determinada de um sistema elétrico. Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração. Flaviö Harå 2/2009 4. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro ou barreira. entre fases ou entre fase e terra. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de uma atividade de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua segurança e saúde ou de outras pessoas. inclusive. 15. 8.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

um dispositivo de manobra fixo numa determinada posição. por meios mecânicos. Flaviö Harå 2/2009 28. Zona Controlada: entorno de parte condutora energizada. ferramentas ou equipamentos que manipule.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 30. controlada e livre. Trabalho em Proximidade: trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na zona controlada. ANEXO II ZONA DE RISCO E ZONA CONTROLADA Tabela de raios de delimitação de zonas de risco. 31. de forma a impedir uma operação não autorizada. cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados. Travamento: ação destinada a manter. acessível. de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão. de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão. representadas por materiais. ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensões condutoras. não segregada. não segregada. 29.ELE054 Prof. Zona de Risco: entorno de parte condutora energizada. 46 . cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados e com a adoção de técnicas e instrumentos apropriados de trabalho. acessível inclusive acidentalmente.

introdução à segurança com eletricidade. instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. CURSO BÁSICO – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE I . restrita a trabalhadores autorizados. controlada e livre Figura 2 .Para os trabalhadores autorizados: carga horária mínima – 40h: Programação Mínima: 1. SI = Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos dispositivos de segurança. temporário. Flaviö Harå 2/2009 Figura 1 . 4. ZL = Zona livre ZC = Zona controlada. de proteção. PE = Ponto da instalação energizado.Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. 3. 2. Medidas de Controle do Risco Elétrico: a) desenergização. mecanismos e efeitos. b) aterramento funcional (TN / TT / IT). b) arcos elétricos. com interposição de superfície de separação física adequada.Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. restrita a trabalhadores autorizados e com a adoção de técnicas. controlada e livre. c) campos eletromagnéticos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 47 . riscos em instalações e serviços com eletricidade: a) o choque elétrico. ANEXO III TREINAMENTO 1. Técnicas de Análise de Risco.ELE054 Prof. queimaduras e quedas. ZR = Zona de risco.

b) NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade). a) instalações desenergizadas. f) extra baixa tensão.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 7. CURSO COMPLEMENTAR – SEGURANÇA NO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP) E EM SUAS PROXIMIDADES. f) práticas. b) ambientes confinados. b) liberação para serviços. d) seccionamento automático da alimentação. e) técnicas para remoção e transporte de acidentados. i) obstáculos e anteparos. 12. do curso básico definido anteriormente. d) inspeções de áreas. 10. Acidentes de origem elétrica: a) causas diretas e indiretas. Equipamentos de proteção coletiva. 48 .ELE054 Prof. d) prática. Flaviö Harå 2/2009 c) equipotencialização. 9. 5. Riscos adicionais: a) altura. 2. j) isolamento das partes vivas. Proteção e combate a incêndios: a) noções básicas. 13. 11. b) medidas preventivas. c) métodos de extinção. g) barreiras e invólucros. k) isolação dupla ou reforçada. 8. serviços. Primeiros socorros: a) noções sobre lesões. Normas Técnicas Brasileiras – NBR da ABNT: NBR-5410. 15. É pré-requisito para freqüentar este curso complementar. capacitação e autorização. sendo obedecida a hierarquia no aperfeiçoamento técnico do trabalhador. b) discussão de casos. ferramental e equipamento. Equipamentos de proteção individual. 6) Regulamentações do MTE: a) NRs. m) separação elétrica. 14. c) aplicação de respiração artificial. Responsabilidades. b) priorização do atendimento. padrão de operação. d) umidade. e) dispositivos a corrente de fuga. c) sinalização. d) massagem cardíaca. ter participado. h) bloqueios e impedimentos. Carga horária mínima – 40h (*) Estes tópicos deverão ser desenvolvidos e dirigidos especificamente para as condições de trabalho características de cada ramo. Documentação de instalações elétricas. c) áreas classificadas. l) colocação fora de alcance. NBR 14039 e outras. de nível de tensão e de outras peculiaridades específicas ao tipo ou condição especial de atividade. Rotinas de trabalho – Procedimentos. e) condições atmosféricas. habilitação. com aproveitamento satisfatório. c) qualificação.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

I - Programação Mínima: 1. Organização do Sistema Elétrico de Potencia – SEP. 2. Organização do trabalho: a) programação e planejamento dos serviços; b) trabalho em equipe; c) prontuário e cadastro das instalações; d) métodos de trabalho; e e) comunicação. 3. Aspectos comportamentais. 4. Condições impeditivas para serviços. 5. Riscos típicos no SEP e sua prevenção (*): a) proximidade e contatos com partes energizadas; b) indução; c) descargas atmosféricas; d) estática; e) campos elétricos e magnéticos; f) comunicação e identificação; e g) trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais. 6. Técnicas de análise de Risco no S E P (*) 7. Procedimentos de trabalho – análise e discussão. (*) 8. Técnicas de trabalho sob tensão: (*) a) em linha viva; b) ao potencial; c) em áreas internas; d) trabalho a distância; e) trabalhos noturnos; e f) ambientes subterrâneos. 9. Equipamentos e ferramentas de trabalho (escolha, uso, conservação, verificação, ensaios) (*). 10. Sistemas de proteção coletiva (*). 11. Equipamentos de proteção individual (*). 12. Posturas e vestuários de trabalho (*). 13. Segurança com veículos e transporte de pessoas, materiais e equipamentos(*). 14. Sinalização e isolamento de áreas de trabalho(*). 15. Liberação de instalação para serviço e para operação e uso (*). 16. Treinamento em técnicas de remoção, atendimento, transporte de acidentados (*). 17. Acidentes típicos (*) – Análise, discussão, medidas de proteção. 18. Responsabilidades (*).

49

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

RESOLUÇÃO Nº 1.010, DE 22 DE AGOSTO DE 2005.
Dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercício profissional. O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA - Confea, no uso das atribuições que lhe confere a alínea "f" do art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro 1966, e Considerando a Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que regula o exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de engenheiro agrônomo; Considerando a Lei nº 4.076, de 23 de junho de 1962, que regula o exercício da profissão de geólogo; Considerando a Lei nº 6.664, de 26 de junho de 1979, que disciplina a profissão de geógrafo; Considerando a Lei nº 6.835, de 14 de outubro de 1980, que dispõe sobre o exercício da profissão de meteorologista; Considerando o Decreto nº 23.196, de 12 de outubro de 1933, que regula o exercício da profissão agronômica; Considerando o Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, que regula o exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor; Considerando o Decreto-Lei nº 8.620, de 10 de janeiro de 1946, que dispõe sobre a regulamentação do exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor, regida pelo Decreto nº 23.569, de 1933; Considerando a Lei nº 4.643, de 31 de maio de 1965, que determina a inclusão da especialização de engenheiro florestal na enumeração do art. 16 do Decreto-Lei nº 8.620, de 1946; Considerando a Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968, que dispõe sobre a profissão de técnico industrial e agrícola de nível médio; Considerando o Decreto nº 90.922, de 6 de fevereiro de 1985, que regulamenta a Lei nº 5.524, de 1968, modificado pelo Decreto nº 4.560, de 30 de dezembro de 2002; Considerando a Lei nº 7.410, de 27 de novembro de 1985, que dispõe sobre a especialização de engenheiros e arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho; Considerando o Decreto nº 92.530, de 9 de abril de 1986, que regulamenta a Lei nº 7.410, de 1985; Considerando a Lei nº 7.270, de 10 de dezembro de 1984, que apresenta disposições referentes ao exercício da atividade de perícia técnica; Considerando a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional; Considerando o Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004, que regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei nº 9.394, de 1996; Considerando a Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1985, que altera dispositivos da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, RESOLVE: Art. 1º Estabelecer normas, estruturadas dentro de uma concepção matricial, para a atribuição de títulos profissionais, atividades e competências no âmbito da atuação profissional, para efeito de fiscalização do exercício das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. Parágrafo único. As profissões inseridas no Sistema Confea/Crea são as de engenheiro, de arquiteto e urbanista, de engenheiro agrônomo, de geólogo, de geógrafo, de meteorologista, de tecnólogo e de técnico. CAPÍTULO I DAS ATRIBUIÇÕES DE TÍTULOS PROFISSIONAIS Art. 2º Para efeito da fiscalização do exercício das profissões objeto desta Resolução, são adotadas as seguintes definições: I – atribuição: ato geral de consignar direitos e responsabilidades dentro do ordenamento jurídico que rege a comunidade;

50

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

II - atribuição profissional: ato específico de consignar direitos e responsabilidades para o exercício da profissão, em reconhecimento de competências e habilidades derivadas de formação profissional obtida em cursos regulares; III - título profissional: título atribuído pelo Sistema Confea/Crea a portador de diploma expedido por instituições de ensino para egressos de cursos regulares, correlacionado com o(s) respectivo(s) campo(s) de atuação profissional, em função do perfil de formação do egresso, e do projeto pedagógico do curso; IV - atividade profissional: ação característica da profissão, exercida regularmente; V - campo de atuação profissional: área em que o profissional exerce sua profissão, em função de competências adquiridas na sua formação; VI – formação profissional: processo de aquisição de competências e habilidades para o exercício responsável da profissão; VII - competência profissional: capacidade de utilização de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários ao desempenho de atividades em campos profissionais específicos, obedecendo a padrões de qualidade e produtividade; VIII - modalidade profissional: conjunto de campos de atuação profissional da Engenharia correspondentes a formações básicas afins, estabelecido em termos genéricos pelo Confea; IX – categoria (ou grupo) profissional: cada uma das três profissões regulamentadas na Lei nº 5.194 de 1966; e X – curso regular: curso técnico ou de graduação reconhecido, de pós-graduação credenciado, ou de pósgraduação senso lato considerado válido, em consonância com as disposições legais que disciplinam o sistema educacional, e devidamente registrado no Sistema Confea/Crea. Art. 3º Para efeito da regulamentação da atribuição de títulos, atividades e competências para os diplomados no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea, consideram-se nesta Resolução os seguintes níveis de formação profissional, quando couber: I - técnico; II – graduação superior tecnológica; III – graduação superior plena; IV - pós-graduação no senso lato (especialização); e V - pós-graduação no senso estrito (mestrado ou doutorado). Art. 4º Será obedecida a seguinte sistematização para a atribuição de títulos profissionais e designações de especialistas, em correlação com os respectivos perfis e níveis de formação, e projetos pedagógicos dos cursos, no âmbito do respectivo campo de atuação profissional, de formação ou especialização: I - para o diplomado em curso de formação profissional técnica, será atribuído o título de técnico; II - para o diplomado em curso de graduação superior tecnológica, será atribuído o título de tecnólogo; III - para o diplomado em curso de graduação superior plena, será atribuído o título de engenheiro, de arquiteto e urbanista, de engenheiro agrônomo, de geólogo, de geógrafo ou de meteorologista, conforme a sua formação; IV - para o técnico ou tecnólogo portador de certificado de curso de especialização será acrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de especializado no âmbito do curso; V - para os profissionais mencionados nos incisos II e III do art. 3º desta Resolução, portadores de certificado de curso de formação profissional pós-graduada no senso lato, será acrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de especialista; VI - para o portador de certificado de curso de formação profissional pósgraduada no senso lato em Engenharia de Segurança do Trabalho, será acrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de engenheiro de segurança do trabalho; e VII - para os profissionais mencionados nos incisos II e III do art. 3º desta Resolução, diplomados em curso de formação profissional pós-graduada no senso estrito, será acrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de mestre ou doutor na respectiva área de concentração de seu mestrado ou doutorado.

51

laudo. desta Resolução. ao geólogo.ao técnico.Treinamento. Resoluções seu(s) respectivo(s) campo(s) profissional(ais). e Atividade 18 . Atividade 12 . orientação técnica. projeto. e as seguintes disposições: I .Execução de desenho técnico. 7º. desenvolvimento. Atividade 04 .Vistoria. Atividade 02 . mensuração. que poderão ser atribuídas de forma integral ou parcial. Atividade 13 . Parágrafo único.Execução de instalação. Atividade 16 . planejamento. Atividade 11 . perícia. ao engenheiro. auditoria. experimentação.Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental. reparo ou manutenção. mestre ou doutor só poderão ser acrescidas ao título profissional de graduados em nível superior previamente registrados no Sistema Confea/Crea. 9°. 10 e 11 e seus parágrafos. 5º Para efeito de fiscalização do exercício profissional dos diplomados no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. ao tecnólogo.Elaboração de orçamento.Fiscalização de obra ou serviço técnico. 6º Aos profissionais dos vários níveis de formação das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea é dada atribuição para o desempenho integral ou parcial das atividades estabelecidas no artigo anterior. parecer técnico.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . assessoria. operação. coordenação. ensino.Coleta de dados. atualizada periodicamente. e 52 . observadas as disposições gerais estabelecidas nos arts. e ao meteorologista compete o desempenho de atividades no(s) Confea – Conselho Federal de Engenharia. § 2º O título de engenheiro será obrigatoriamente acrescido de denominação que caracterize a sua formação profissional básica no âmbito do(s) respectivo(s) campo(s) de atuação profissional da categoria.ELE054 Prof. em todos os seus respectivos níveis de formação. em seu conjunto ou separadamente. análise. 8°. reparo ou manutenção. Atividade 08 . pesquisa. Atividade 03 . montagem. e com observância do disposto nos arts. desta Resolução: Atividade 01 . extensão. podendo abranger simultaneamente diferentes âmbitos de campos. a sistematização dos campos de atuação profissional estabelecida no Anexo II. Atividade 09 .Gestão.Execução de obra ou serviço técnico. Atividade 15 . controle de qualidade. estabelecida em resolução específica do Confea. arbitragem. observadas as disposições gerais e limitações estabelecidas nos arts. circunscritas ao âmbito do(s) respectivo(s) campo(s) profissional(ais).Produção técnica e especializada.Leis Decretos.Operação. 9°.Condução de equipe de instalação. Atividade 05 . 10 e 11 e seus parágrafos. ficam designadas as seguintes atividades. Atividade 06 . 8°. operação. montagem. monitoramento. consultoria. manutenção de equipamento ou instalação. 8°. Arquitetura e Agronomia LDR . 7º. § 3º As designações de especialista.Direção de obra ou serviço técnico.Condução de serviço técnico. 10 e 11 e seus parágrafos. ao geógrafo. circunscritos ao âmbito da sua respectiva formação e especialização profissional. avaliação. ao engenheiro agrônomo.Desempenho de cargo ou função técnica. 7º. ensaio. ao arquiteto e urbanista. Atividade 10 . divulgação técnica.Assistência. estudo. desta Resolução. supervisão.Padronização. Atividade 14 . Flaviö Harå 2/2009 § 1° Os títulos profissionais serão atribuídos em conformidade com a Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea. Art. Atividade 07 . especificação. 9°. CAPÍTULO II DAS ATRIBUIÇÕES PARA O DESEMPENHO DE ATIVIDADES NO ÂMBITO DAS COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Art. As definições das atividades referidas no caput deste artigo encontram-se no glossário constante do Anexo I desta Resolução. Atividade 17 .

com diploma de mestre ou doutor compete o desempenho de atividades estendidas ao âmbito das respectivas áreas de concentração do seu mestrado ou doutorado. a decisão caberá ao Plenário do Crea. § 2º No caso de não haver câmara especializada no âmbito do campo de atuação profissional do interessado. o procedimento dar-se-á como estabelecido no caput deste artigo.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 10 e 11 da Lei nº 5. ao engenheiro agrônomo. § 5º Nos casos previstos nos §§ 3º e 4º. deverá anotar as características da formação do profissional. mediante cursos comprovadamente regulares. § 2º A atribuição inicial de título profissional. atividades e competências decorrerá. Flaviö Harå 2/2009 II . atendendo ao que estabelecem os arts. e dependerão de análise e decisão favorável da(s) câmara(s) especializada(s) do Crea.ELE054 Prof. ao arquiteto e urbanista. ao geógrafo. em consonância com as respectivas diretrizes curriculares nacionais. e dependerá de decisão favorável da respectiva câmara especializada. ao geólogo. devendo haver decisão favorável da(s) câmara(s) especializada(s) envolvida(s). § 4º A extensão da atribuição inicial aos portadores de certificados de formação profissional adicional obtida no nível de formação pós-graduada no senso lato. e dependerá de decisão favorável das câmaras especializadas das modalidades envolvidas. ao meteorologista e ao tecnólogo. Art. atividades e competências para os diplomados nos respectivos níveis de formação. da análise do perfil profissional do diplomado. cursados após a diplomação. § 1º A extensão da atribuição inicial decorrerá da análise dos perfis da formação profissional adicional obtida formalmente. CAPÍTULO III DO REGISTRO DOS PROFISSIONAIS Seção I Da Atribuição Inicial Art. e II – no caso em que a extensão da atribuição inicial não se mantiver na mesma modalidade. 10.no caso em que a extensão da atribuição inicial se mantiver na mesma modalidade profissional. 7º A atribuição inicial de títulos profissionais.SIC. § 1º O registro dos profissionais no Crea e a respectiva atribuição inicial de título profissional. § 3º A extensão da atribuição inicial aos técnicos portadores de certificados de curso de especialização será considerada dentro dos mesmos critérios do caput deste artigo e seus incisos. de 1966. 8° O Crea. nos campos de atuação profissional abrangidos pelas diferentes profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. Art. será exigida a prévia comprovação do cumprimento das exigências estabelecidas pelo sistema educacional para a validade dos respectivos cursos.ao engenheiro. 9º A extensão da atribuição inicial fica restrita ao âmbito da mesma categoria profissional.194. com a correspondente atribuição inicial de título. expedidos por curso regular registrado no Sistema Confea/Crea. o procedimento dar-se-á como estabelecido no caput deste artigo. levando em consideração as disposições dos artigos anteriores e do Anexo II desta Resolução. será considerada dentro dos mesmos critérios do caput deste artigo e seus incisos. e a respectiva anotação no Sistema de Informações Confea/Crea . rigorosamente. 53 . correlacionada(s) com o respectivo âmbito do(s) campos(s) de atuação profissional. atividades e competências para o exercício profissional. atividades e competências na categoria profissional Engenharia. será efetuada mediante registro e expedição de carteira de identidade profissional no Crea. observadas as seguintes disposições: I . ou câmara inerente à extensão de atribuição pretendida. atividades e competências serão procedidos de acordo com critérios a serem estabelecidos pelo Confea para a padronização dos procedimentos. A extensão da atribuição inicial de título profissional. de seu currículo integralizado e do projeto pedagógico do curso regular. Seção II Da Extensão da Atribuição Inicial Art. em qualquer dos respectivos níveis de formação profissional será concedida pelo Crea em que o profissional requereu a extensão.

de 25 de agosto de 2006. constante do Anexo II. 192 a 205. Esta resolução entra em vigor a partir de 1° de julho de 2007. anteriormente à entrada em vigor desta Resolução. aprovados pela Resolução nº 1. do Plenário dos Creas e aprovação pelo Plenário do Confea com voto favorável de no mínimo dois terços do total de seus membros. desta Resolução. § 2º Para a atribuição inicial de títulos profissionais. páginas 337 a 342 e republicados no D. 12.016. atividades e competências. em conexão com os perfis profissionais. e deverá ser revista periodicamente. Anexos I e II publicados no D. atividades e competências para os profissionais diplomados no nível técnico e para os diplomados no nível superior em Geologia.O. pág. deverá apreciar e aprovar os Anexos I e II nela referidos. Ao profissional já diplomado aplicar-se-á um dos seguintes critérios: I – ao que estiver registrado será permitida a extensão da atribuição inicial de título profissional. estruturas curriculares e projetos pedagógicos.O. em Geografia e em Meteorologia prevalecerão as disposições estabelecidas nas respectivas legislações específicas. 11. atividades e competências será observada a sistematização dos campos de atuação profissional e dos níveis de formação profissional mencionados no art. no prazo de até cento e vinte dias a contar da data de publicação desta Resolução. Art. desta Resolução.U de 15 de dezembro de 2005 – Seção 1. 14. 16. 15. pág. Para a atribuição de títulos profissionais. de 1966.U de 30 de agosto de 2005 – Seção 1. com a decisão favorável das câmaras especializadas.ELE054 Seção III Prof. O Confea.194. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Eng. será concedida a atribuição inicial de título profissional. sendo-lhe permitida a extensão da mesma em conformidade com o estabelecido nos arts.O. 16. Art. 22 de agosto de 2005. apresentadas no Anexo II. (*) Brasília.O. Publicada no D. em conformidade com o estabelecido nos arts. em consonância com as diretrizes curriculares nacionais dos cursos que levem à diplomação ou concessão de certificados nos vários níveis profissionais. 9º e 10 e seus parágrafos. atividades e competências serão decididas pelo Confea em conformidade com o disposto no parágrafo único do art.U de 4 de setembro de 2006 – Seção 1 Pág. 9º e 10 e seus parágrafos. de 25 de agosto de 2006. atividades e competências. em conformidade com os critérios em vigor antes da vigência desta Resolução. 3º desta Resolução. e consideradas as especificidades de cada campo de atuação profissional e nível de formação das várias profissões integrantes do Sistema Confea/Crea. é permitida a opção pelo registro em conformidade com as disposições então vigentes. 2º e do § 4º do art. Wilson Lang Presidente Publicado no D. Art.U de 19 de dezembro de 2006 – Seção 1. 99 as Retificações do inciso X do art. (*) Nova redação dada pela Resolução nº 1. 13. no que couber. ou II – ao que ainda não estiver registrado. Flaviö Harå 2/2009 Da Sistematização dos Campos de Atuação Profissional Art.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . tem características que deverão ser consideradas. 27 da Lei nº 5. 10.O. Inclusão do Anexo III e nova redação do art. § 1º A sistematização mencionada no caput deste artigo. pág. Ao aluno matriculado em curso comprovadamente regular.U de 21 de setembro de 2005 – Seção 3. Art.016. 116 a 118 54 . 191 e 192 Publicada no D. Questões levantadas no âmbito dos Creas relativas a atribuições de títulos profissionais.

4° Para efeito da atribuição inicial de título. estabeleceu nova sistemática para a atribuição de títulos. de 22 de agosto de 2005. determinou que o estabelecimento dos critérios para a padronização dos procedimentos seria. de 5 de dezembro de 2003. 308. em função do recadastramento dos profissionais registrados nos Conselhos Regionais de Engenharia. 278. de 30 de junho de 2006. fica vedada a utilização das Resoluções nos 218. 310. de 31 de julho de 1991. Considerando que a Resolução nº 1. Art. 16. 16 da Resolução nº 1.010. Marcos Túlio de Melo Presidente Publicada no D. de 22 de setembro de 2000. 262. 15 e 19 da Resolução nº 1. expedido pelo Confea em. de 15 de junho de 1983.010. 288. Esta resolução entra em vigor a partir de 1° de julho de 2007. 241. pág. de 24 de dezembro de 1966. Atividades e Competências Profissionais.010. Art. 25 de agosto de 2006. atividades e competências profissionais ao egresso de curso regular. Civ.O. as atividades e as competências profissionais em função da análise da qualificação acadêmica do portador de diploma ou certificado. de 2005. ARQUITETURA E AGRONOMIA . Flaviö Harå 2/2009 RESOLUÇÃO N° 1. de 22 de agosto de 2005.194. passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. de 27 de maio de 1983. de 2005. no uso das atribuições que lhe confere o art. e dá outras providências. de 7 de dezembro de 1983. do art. de 9 de outubro de 1975. RESOLVE: Art. de 2005. 427. aprova os modelos e os critérios para expedição de carteira de identidade profissional e dá outras providências. de 27 de maio de 1978.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .010. trezentos e sessenta e cinco dias a partir da data da publicação da resolução.Confea. DE 25 DE AGOSTO DE 2006 Altera a redação dos arts. de 22 de agosto de 2005.ELE054 Prof. 2º O art. dispõe sobre o registro de profissionais. O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. de 23 de julho de 1986. 235. 447. Considerando que a Resolução nº 1.010. de 30 de junho de 2006 e demais normativos baixados pelo Confea que dispõem sobre atribuição profissional. de 27 de julho de 1990. alínea “f” da Lei nº 5. inclui o anexo III na Resolução nº 1. 116 e 118 55 . Eng. 15 e 19 da Resolução nº 1. e Considerando que a Resolução nº 1. 27. Brasília. de 26 de julho de 2006. de 28 de julho de 1979. 313.007. de 5 de março de 1999. de 26 de setembro de 1986. Considerando a necessidade de dilatação do prazo para entrada em vigor da Resolução nº 1. 492. 11. 16 da Resolução nº 1. de acordo com os procedimentos e os critérios estabelecidos em resolução específica.010. e 493. de 29 de junho de 1973. regulamentado pela Resolução nº 494. 345. 11. de 5 de dezembro de 2003. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 256. de 21 de março de 1986.” Art. Arquitetura e Agronomia – Creas.007.016.010. 279. passam a vigorar com a seguinte redação: “A câmara especializada competente atribuirá o título. o Regulamento para o Cadastramento das Instituições de Ensino e de seus Cursos e para a Atribuição de Títulos. de 22 de agosto de 2005. 3º Fica incluído como anexo III da Resolução nº 1. de 5 de dezembro de 2003. de 2005. 380. 1º Os arts. que nele tenha se matriculado posteriormente à data de entrada em vigor da Resolução nº 1. no máximo. de 31 de julho de 1976.007. de 17 de dezembro de 1993.” Art. de 4 de setembro de 2006 – Seção 1.U.010. obrigatoriamente. 359. atividades e competências profissionais aos portadores de diploma ou de certificado de conclusão de cursos regulares oferecidos pelas instituições de ensino no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea.

ATIVIDADES E COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Art. constante deste Regulamento.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . aprovadas pelos conselhos de educação ou instâncias competentes.indicação de seus atos constitutivos e regulatórios. DE 22 DE AGOSTO DE 2005. estrutura acadêmica com duração indicada em períodos letivos. A instituição de ensino deve atualizar seu cadastro institucional sempre que ocorram alterações nas informações acima indicadas. contendo os respectivos níveis. constante deste Regulamento. Flaviö Harå 2/2009 ANEXO III DA RESOLUÇÃO Nº 1. habilidades e atitudes pretendidas. os cursos de extensão e de atualização não são considerados cursos regulares. com indicação das competências. e para o cadastramento das instituições de ensino e dos cursos no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea.010. registrados nos órgãos oficiais. CAPÍTULO I DO CADASTRAMENTO INSTITUCIONAL Art. Seção II Do Cadastramento do Curso Art. turnos. de 2005. 4º O cadastramento individual de cada curso regular oferecido pela instituição de ensino deve ser formalizado por meio do preenchimento do Formulário B. § 2º O cadastramento institucional é constituído pelo cadastramento da instituição de ensino e pelo cadastramento individual de cada curso regular por ela oferecido. concepção.projeto pedagógico de cada um dos cursos relacionados. 11 e 56 da Lei nº 5. § 1º A finalidade do cadastramento institucional é proporcionar ao Crea informações indispensáveis ao processo de registro profissional dos egressos dos cursos regulares oferecidos pela instituição de ensino. instruído com as seguintes informações: I . 1° Este Regulamento estabelece critérios e procedimentos para a atribuição de títulos. e III . de 1966. 2º O cadastramento institucional é a inscrição da instituição de ensino que oferece cursos regulares no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea nos assentamentos do Crea em cuja circunscrição encontrar-se sua sede. § 3º Para efeito deste Regulamento. em atendimento ao disposto nos arts. de acordo com o disposto na Resolução nº 1.ELE054 Prof. bibliografia recomendada e título acadêmico concedido. objetivos e finalidades gerais e específicas. que atestem sua existência e capacidade jurídica de atuação.relação dos cursos regulares oferecidos nas áreas profissionais abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. atividades e competências profissionais aos portadores de diploma ou de certificado que tenham de proceder ao seu registro no Crea para exercer legalmente a profissão. 56 . instruído com as seguintes informações: I . Os critérios para atribuição de títulos.caracterização do perfil de formação padrão dos egressos de cada um dos cursos relacionados.194. 10.010. Parágrafo único. complementares e optativas com as respectivas cargas horárias. 3º O cadastramento da instituição de ensino deve ser formalizado por meio do preenchimento do Formulário A. REGULAMENTO PARA O CADASTRAMENTO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO E DE SEUS CURSOS E PARA A ATRIBUIÇÃO DE TÍTULOS. Parágrafo único. ementário das disciplinas e atividades acadêmicas obrigatórias. atividades e competências profissionais devem ser aplicados em estrita correspondência com as informações obtidas por meio do cadastramento de instituição de ensino e de seus cursos regulares no Sistema Confea/Crea. Seção I Do Cadastramento da Instituição de Ensino Art. e II . II – indicação de suas peças estatutárias ou regimentais. com indicação dos respectivos atos de reconhecimento expedidos pelo poder público e publicados na imprensa oficial. que informem sua categoria administrativa e sua estrutura acadêmica.

57 . O cadastramento institucional será efetivado após sua aprovação pelas câmaras especializadas competentes. A instituição de ensino deve atualizar o cadastro individual de cada curso sempre que ocorram alterações nas informações acima indicadas. Seção III Da Apreciação do Cadastramento Institucional Art. CAPÍTULO II DA ATRIBUIÇÃO DE TÍTULOS. pós-graduação lato senso e estrito senso. 8º A extensão da atribuição de títulos. o processo de cadastramento institucional da instituição de ensino será encaminhado às câmaras especializadas competentes para apreciação. § 1º Para efeito deste Regulamento. Parágrafo único. § 2º Para efeito da padronização da atribuição de título profissional e de designações adicionais. Parágrafo único. e da decisão deste. Seção II Da Atribuição de Atividades Profissionais Art.ELE054 Prof. 5º Apresentados os Formulários A e B devidamente instruídos. 9º A atribuição de títulos profissionais ou de suas designações adicionais será procedida pelas câmaras especializadas competentes após análise do perfil de formação do egresso de acordo com a Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea. A atribuição inicial de atividades profissionais ou sua extensão será procedida pelas câmaras especializadas competentes após análise do perfil de formação do egresso e deve ser circunscrita ao âmbito das competências a serem atribuídas nos respectivos campos de atuação profissional. 7º As câmaras especializadas competentes somente aprovarão o registro profissional de portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea após a conclusão dos procedimentos para atribuição de títulos. Parágrafo único. atividades e competências profissionais. em decorrência da aquisição de novas habilidades e competências no processo de educação profissional continuada. por meio da anotação de cursos de especialização. ao Plenário do Confea. Flaviö Harå 2/2009 Parágrafo único. 6º A atribuição inicial de títulos. em decorrência de aquisição de habilidades e competências complementares às adquiridas exclusivamente no âmbito do perfil de formação padrão do curso anotado no SIC. Da decisão proferida pelas câmaras especializadas o interessado pode interpor recurso ao Plenário do Crea. não é obrigatória a coincidência entre o título profissional a ser atribuído e o título acadêmico concedido no diploma expedido pela instituição de ensino. fica instituída a codificação constante da Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea. atividades e competências profissionais deve ser procedida pelas câmaras especializadas competentes no momento da apreciação do requerimento de registro profissional de portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. Art. ATIVIDADES E COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Art. aprovação pelo plenário do Crea e seu encaminhamento ao Confea para conhecimento e anotação das informações referentes à instituição de ensino e aos seus cursos regulares no Sistema de Informações Confea/Crea – SIC.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 10. Seção I Da Atribuição de Títulos Profissionais e de Designações de Especialidades Art. atividades e competências profissionais pode ser requerida pelo portador de diploma ou certificado de cursos regulares no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea nos seguintes casos: I – no momento de seu registro profissional no Crea.após seu registro profissional no Crea. Art. e II . O registro profissional de portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea é realizado de acordo com resolução específica.

CAPÍTULO III DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL Art. 13. modalidade ou campo de atuação.010. Para efeito da padronização da atribuição integral ou parcial de atividades profissionais.010. atividades e competências profissionais e sua extensão.010. de forma a compilar e compatibilizar entre si: I . prestadas pela instituição de ensino e anotadas no SIC. as câmaras especializadas decidem sobre processos de registro profissional ou de cadastramento institucional que tenham sido previamente instruídos pela CEAP. de 2005. Parágrafo único. Art.ELE054 Prof. § 1º A atribuição de competências iniciais ou sua extensão poderá ser interdisciplinar. As câmaras especializadas competentes manifestam-se sobre a atribuição inicial de título. atividades e competências profissionais deve ser realizada de forma homogênea para os egressos do mesmo curso que tenham cursado disciplinas com conteúdos comuns. O plenário do Crea pode instituir para auxiliar as câmaras especializadas comissão permanente denominada Comissão de Educação e Atribuição Profissional . fica instituída a codificação constante da tabela indicada no Anexo I da Resolução nº 1. portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. de 22 de agosto de 2005. constante deste Regulamento.as informações específicas de caráter individual. constantes da documentação apresentada pelo egresso ao requerer seu registro profissional no Crea. 12. Seção IV Do Perfil de Formação do Egresso Art. Art. Art.as informações de caráter geral do perfil de formação padrão dos egressos do curso. 14. A atribuição de títulos. A Comissão de Educação e Atribuição Profissional deve ser composta por um conselheiro regional de cada uma das categorias. a Comissão de Educação e Atribuição Profissional 58 . 17. de acordo com o perfil de formação padrão dos egressos do curso anotado no SIC. § 2º Para efeito da padronização da atribuição de competências para o exercício profissional. Parágrafo único. Seção III Da Atribuição de Competências Profissionais Art. abrangendo setores de campos de atuação profissional distintos. de 22 de agosto de 2005. Os integrantes da Comissão de Educação e Atribuição Profissional e os respectivos suplentes. No caso em que a Comissão de Educação e Atribuição Profissional for instituída no âmbito do Crea. 11. desde que estejam restritas ao âmbito da mesma categoria/grupo profissional. cujos conhecimentos sejam essenciais à análise de determinado processo de registro profissional ou de cadastramento institucional. Parágrafo único. A análise do perfil de formação do egresso tem por finalidade estabelecer a correspondência entre o currículo efetivamente cumprido e as atividades e os campos de atuação profissional estabelecidos pela Resolução nº 1. e II . são eleitos pelo Plenário do Crea. modalidades ou campos de atuação profissional com representação no Crea. Flaviö Harå 2/2009 Parágrafo único. escolhidos entre os conselheiros regionais titulares.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Caso o Crea não possua conselheiro regional de determinada categoria. 16. Art. A atribuição inicial de competências profissionais ou sua extensão será procedida pelas câmaras especializadas competentes após análise do perfil de formação do egresso e deve ser circunscrita ao âmbito dos conteúdos formativos adquiridos em seu curso regular. após a análise do perfil de formação do egresso. A análise do perfil de formação do egresso deve ser formalizada por meio do preenchimento do Formulário C.CEAP com a finalidade de instruir os processos de registro profissional e de cadastramento institucional. 15. fica instituída a codificação constante da tabela indicada no Anexo II da Resolução nº 1.

Art. de 2005.quando o profissional registrado requerer a extensão de título. na condição de convidado. A Comissão de Educação e Atribuição Profissional manifesta-se sobre assuntos de sua competência mediante ato administrativo da espécie relatório fundamentado. atividades 59 . e III . de 2005. 19. requerer a extensão das suas atribuições iniciais de acordo com os critérios estabelecidos neste Regulamento. 20. § 1º O relatório fundamentado deve ser encaminhado para apreciação das câmaras especializadas correspondentes aos campos de atuação profissional relacionados ao perfil de formação do egresso. determinando a realização de diligências necessárias. 18. requerer seu registro no Crea. Os critérios e os procedimentos para atribuição inicial de títulos. 22.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Compete à Comissão de Educação e Atribuição Profissional.ELE054 Prof. O Confea realizará periodicamente auditorias nos Creas. Art. citadas nesta resolução e das câmaras especializadas.elaborar seu regulamento.010. elaborando a análise do perfil de formação do egresso. Flaviö Harå 2/2009 pode ser assessorada por profissional ad hoc com reconhecida capacidade ou por especialista indicado por entidade de classe regional ou nacional. Art.010. modalidade ou campo de atuação do curso ou do egresso cujo processo esteja sob análise. ouvidas as comissões permanentes do Confea responsáveis pela atribuição de títulos. desde que registrado no Sistema Confea/Crea. a ser encaminhado ao Plenário do Crea para aprovação. atividades e competências profissionais ou sua extensão estabelecidos neste Regulamento serão adotados nos seguintes casos: I . posteriormente.010. Art. II – instruir os processos de registro profissional de acordo com os critérios e os procedimentos estabelecidos neste Regulamento. e que. e IV . que nele tenha se matriculado posteriormente à data de entrada em vigor da Resolução nº 1. em relação aos procedimentos estabelecidos neste Regulamento: I – instruir os processos de cadastramento de instituição de ensino e de seus cursos regulares. II – quando o portador de diploma ou certificado que ainda não tiver se registrado no Crea até a data de entrada em vigor da Resolução nº 1.quando o egresso de curso regular. após manifestação da comissão de educação e atribuição profissional dos Creas. Os casos omissos serão dirimidos pelo Plenário do Confea. 21. atividades ou competências profissionais de acordo com os critérios estabelecidos neste Regulamento. III . de acordo com os critérios e os procedimentos estabelecidos neste Regulamento. de 2005. optar pelo seu registro no Crea de acordo com os critérios estabelecidos neste Regulamento. CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES GERAIS Art. § 2º O relatório fundamentado deve ser emitido por profissional de mesmo nível de formação e da mesma categoria. que nele já estivesse matriculado anteriormente à data de entrada em vigor da Resolução nº 1.quando o egresso de curso regular. com o objetivo de verificar a homogeneidade na adoção dos critérios e dos procedimentos estabelecidos neste Regulamento. venha a se registrar de acordo com as disposições vigentes anteriormente à data acima mencionada.

CAMPOS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL DA MODALIDADE CIVIL 1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . DE 29 DE JUNHO DE 1973 Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia.1.010 DE 22 DE AGOSTO DE 2005 1.Nenhum profissional poderá desempenhar atividades além daquelas que lhe competem. na mesma modalidade.Compete ao ARQUITETO OU ENG. apenas.1. referentes a edificações.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução.00 Instalações 1. Arquitetura e Agronomia.1 Construção Civil 1. consideradas em cada caso. ANEXO II DA RESOLUÇÃO Nº 1.1. urbano e regional.13. pelas características de seu currículo escolar. ARQUITETO: I .1. local. as disciplinas que contribuem para a graduação profissional.01 Elétricas em Baixa Tensão para fins residenciais e comerciais de pequeno porte 1. Flaviö Harå 2/2009 RESOLUÇÃO Nº 218. conjuntos arquitetônicos e monumentos. CATEGORIA ENGENHARIA 1. Art. seus serviços afins e correlatos. salvo outras que lhe sejam acrescidas em curso de pósgraduação.1. Art.02 de Tubulações Telefônicas e Lógicas para fins residenciais e comerciais de pequeno porte 60 . planejamento físico.1 .1.1.ELE054 Prof. arquitetura paisagística e de interiores. 25 . 2º .12.13.

07 V a 0.10 V) POTENCIAIS DEVIDO À MEMBRANA E AOS ÍONS (Na+. ELETROCARDIOGRAMA ELETROENCEFALOGRAMA E ETC. POTENCIAL PASSA DE NEGATIVO A POSITIVO (DO POTENCIAL DE REPOUSO AO POTENCIAL DE AÇÃO) ESSAS VARIAÇÕES DE POTENCIAIS SÃO TRANSMITIDAS AOS TECIDOS E DIFUNDIDAS PELOS MEIOS CONDUTORES E MENSURÁVEIS EXTERNAMENTE POR ELETRODOS NA PELE.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . PARTE VIVA ⇒ CONDUTOR OU ELETRODO MASSA ⇒ CARCAÇA METÁLICA 1) CANO DE GÁS ELEMENTO ESTRANHO À INSTALAÇÃO 2) CANO DE ÁGUA 3) SOLO E PAREDES CONDUTORAS 61 . PRINCIPALMENTE) EXISTENTES DENTRO E FORA DA CÉLULA. CÉLULA ESTIMULADA ESTÍMULO – AGENTES DE NATUREZA MECÂNICA. Cl-. Flaviö Harå 2/2009 EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA SOBRE O CORPO HUMANO DEVIDO AO AUMENTO SUBSTANCIAL DAS APLICAÇÕES DA ELETRICIDADE EM TODOS OS CAMPOS. TÉRMICA. K+. QUÍMICA.ELE054 Prof. QUALQUER ATIVIDADE BIOLÓGICA VARIAÇÕES DE POTENCIAIS ELÉTRICOS É ACOMPANHADA POR CÉLULA EM REPOUSO POTENCIAL INTERNO NEGATIVO POTENCIAL EXTERNO POSITIVO ∆U=70mV a 100 mV (0. ETC. TEMOS UM CRESCIMENTO DOS RISCOS DE ACIDENTES POR CHOQUE ELÉTRICO. ELÉTRICA (MAIS IMPORTANTE).

DA INTENSIDADE DA CORRENTE. 7) DA CONDIÇÃO DE CONTATO 8) ZONA TEMPO x CORRENTE 62 . DAS CONDIÇÕES ORGÂNICAS.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . ESPÉCIE (CC OU CA) E FREQÜÊNCIA. ESTAS ALTERAÇÕES DEPENDEM: 1) 2) 3) 4) 5) 6) DO PERCURSO DA CORRENTE PELO CORPO. DA SUPERFÍCIE DE CONTATO. A CHAMADA CORRENTE DE CHOQUE. ATRAVÉS DO CORPO DE UMA PESSOA OU DE UM ANIMAL. Flaviö Harå 2/2009 CHOQUE ELÉTRICO: EFEITO PATOFISIOLÓGICO QUE RESULTA DA PASSAGEM DE UMA CORRENTE ELÉTRICA.ELE054 Prof. UMA CORRENTE ELÉTRICA “EXTERNA” SUPERPONDO-SE À PEQUENA CORRENTE FISIOLÓGICA “INTERNA” PODE CAUSAR ALTERAÇÕES NAS FUNÇÕES VITAIS. UMIDADE . DO TEMPO DE DURAÇÃO DESSA CORRENTE. PRESSÃO. TEMPERATURA.

ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 EFEITOS DA CC PARA FIBRILAÇÃO ICC = 2 A 4 ICA ICC = 3.75 ICA CAUSAS: CONTATO DIRETO OU CONTATO INDIRETO 63 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

0 mA (0. PARA CC SOMENTE ON/OFF 2.0005 A) INDEPENDENTE DO TEMPO PARA CC 2.5 mA (0. PARA CA 10 mA (0. A CURVA DE ATUAÇÃO DE UM DISPOSITIVO DR DE 30 MA. PARA CA 0.0020 A) 3. CAPAZ DE PROVOCAR FIBRILAÇÃO. ZONA TEMPO x CORRENTE CA ZONA 1 – GERALMENTE NENHUMA REAÇÃO ZONA 2 – GERALMENTE NENHUM EFEITO PATOFISIOLÓGICO PERIGOSO ZONA 3 – GERALMENTE NENHUM RISCO DE FIBRILAÇÃO ZONA 4 – RISCO DE FIBRILAÇÃO (PROBABILIDADE ACIMA DE 50%) ZONAS DE EFEITO DE 50/60 Hz SOBRE ADULTOS GRÁFICO DOS EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA NO CORPO HUMANO.ELE054 Prof. SOBREPOSTA AO GRÁFICO. Corrente = 0.LIMIAR DE LARGAR: VALOR MÁXIMO DE CORRENTE PARA QUAL UMA PESSOA SEGURANDO UM ELETRODO PODE AINDA LARGAR USANDO OS MÚSCULOS QUE ESTÃO TOMANDO CHOQUE.LIMIAR DE FIBRILAÇÃO VENTRICULAR: VALOR MÍNIMO DE CORRENTE QUE PASSA PELO CORPO HUMANO.LIMIAR DE PERCEPÇÃO: VALOR MÍNIMO DE CORRENTE CAPAZ DE PROVOCAR QUALQUER SENSAÇÃO NA PESSOA.010 A) INDEPENDENTE DO TEMPO PARA CC NÃO É DEFINIDO (SOMENTE ON/OFF) 4. Flaviö Harå 2/2009 EM FUNÇÃO DA PASSAGEM DA CORRENTE DEFINIMOS 4 LIMITES: 1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .5mA Reação Fisiológica 0.LIMIAR DE REAÇÃO: VALOR MÍNIMO DE CORRENTE CAPAZ DE PROVOCAR CONTRAÇÃO INVOLUNTÁRIA (TETANIZAÇÃO). DE ACORDO COM A IEC 60479.5mA até b Leve desconforto b para cima Dor intensa Acima c1 c1 a c2 paralisia 5% c2 a c3 50% Acima c3 Acima 50% 64 .

QUEIMADURAS: DESENVOLVIMENTO DE CALOR. DESTRUIÇÃO DOS CENTROS NERVOSOS. ROMPIMENTO DE ARTÉRIAS COM CONSEQÜENTE HEMORRAGIA.ELE054 Prof. SITUAÇÃO MAIS CRÍTICA NOS PONTOS DE ENTRADA E DE SAÍDA. 2- 3- 4- ATERRAMENTOS TENSÃO DE TOQUE 65 . KNICKERBOCKER CURVA C – FIBRILAÇÃO POSSÍVEL (ATÉ 50%) CURVA D – PROBABILIDADE DE FIBRILAÇÃO ACIMA DE 50% ZONAS DE EFEITO SOBRE ADULTOS SÃO 4 EFEITOS PRINCIPAIS DA CORRENTE ELÉTRICA: 1TETANIZAÇÃO: CONTRAÇÃO MUSCULAR SUSTENTADA POR ESTÍMULOS REPETIDOS EM INTERVALOS INFERIORES À DURAÇÃO DA CONTRAÇÃO MUSCULAR PRODUZIDA POR UM ÚNICO DESSES ESTÍMULOS. FIBRILAÇÃO CARDÍACA: FIBRILAÇÃO DO MÚSCULO DE UMA OU MAIS CÂMARAS DO CORAÇÃO. DESTRUIÇÃO DOS TECIDOS SUPERFICIAIS E PROFUNDOS (NECROSE). PERDA DE CONSCIÊNCIA E CONSEQÜENTE SUFOCAMENTO. QUANDO LIMITADA AOS VENTRÍCULOS (FIBRILAÇÃO VENTRICULAR). POR EFEITO JOULE. LEVANDO AO DISTÚRBIO DE ALGUMAS FUNÇÕES DO ÓRGÃO. LEVA À CIRCULAÇÃO INSUFICIENTE DE SANGUE E À FALHA DO CORAÇÃO.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 ZONA TEMPO x CORRENTE CC CURVA C E D – ENSAIO COM CÃES POR G. PARADA RESPIRATÓRIA: EFEITO QUE CAUSA A CONTRAÇÃO DOS MÚSCULOS LIGADOS À FUNÇÃO RESPIRATÓRIA E/OU UMA PARALISIA DOS CENTROS NERVOSOS QUE COMANDAM ESTA FUNÇÃO. LESÕES IRREVERSÍVEIS NOS TECIDOS CEREBRAIS. NO CORPO HUMANO.

Flaviö Harå 2/2009 DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES DE ATERRAMENTO DE ACORDO COM A NBR 5410 TENSÃO DE PASSO EQUIPOTENCIALIZAÇÃO: 66 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

Flaviö Harå 2/2009 67 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

Ver notas deste subitem. respectivamente. Dispositivos unipolares montados lado a lado.3) NOTAS: 1 Os conceitos e princípios da proteção contra choques elétricos aqui adotados são aqueles da IEC 61140. aos conceitos de “proteção contra contatos diretos” e de “proteção contra contatos indiretos” vigentes até a edição anterior desta Norma. não são considerados dispositivos multipolares.5 da NBR Proteção contra choques elétricos a) proteção básica (ver 3. NOTA: Isso significa que o dispositivo de proteção deve ser multipolar.2. Exemplos de proteção básica: Isolação básica ou separação básica.2) b) proteção supletiva (ver 3. Separação elétrica.2.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .. Flaviö Harå 2/2009 Proteção para garantir segurança 5410:2004) (De acordo com itens 5. quando o circuito for constituído de mais de uma fase.. Em cada edificação deve ser realizada uma eqüipotencialização principal (.1 e 9.) Proteção contra sobrecorrentes Todo circuito terminal deve ser protegido contra sobrecorrentes por dispositivo que assegure o seccionamento simultâneo de todos os condutores de fase. 2 Os conceitos de “proteção básica” e de “proteção supletiva” correspondem. Isolação suplementar.ELE054 Prof.) Todas as massas da instalação situadas em uma mesma edificação devem estar vinculadas à eqüipotencialização principal (. Exemplos de proteção supletiva: Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação. 3 4 Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção. DEFINIÇÃO MUNDIAL DO SIGNIFICADO DA PALAVRA “SEGURANÇA” SEGUNDO A ABNT ISO/IEC GUIA 2: “AUSÊNCIA DE RISCO INACEITÁVEL DE DANO” 68 .. Uso de barreira ou invólucro.. Limitação da tensão. apenas com suas alavancas de manobra acopladas.

devem ser providos DPS no mínimo no ponto de entrada ou de saída de cada linha.5) (vide item Uso e localização dos DPSs Nos casos em que for necessário o uso de DPS. NOTA Quando a edificação contiver mais de uma linha de energia externa. o seguintes critério: Quando o objetivo for a proteção contra sobretensões de origem atmosférica transmitidas pela linha externa de alimentação. eles serão dispostos no mínimo como mostra a figura 13.ELE054 Prof. Em seguida. de unidades consumidoras em edificações de uso individual atendidas pela rede pública de distribuição em baixa tensão. de desde que a caixa de medição não diste mais de 10 metros do ponto de entrada na edificação. 69 . como previsto em 5. bem como a proteção contra sobretensões de manobra. e nos casos em que esse uso for especificado.4.4. junto ao ponto de entrada da linha elétrica na edificação ou no quadro de distribuição principal.4.1.2. os DPS devem ser instalados junto ao ponto de entrada da linha na edificação ou no quadro de distribuição principal. tem-se as figura 01 e 02 que mostram um exemplo do dispositivo de proteção contra surto.2. NOTAS 1. admite-se que os DPS sejam dispostos junto à caixa de medição. página 131 da NBR 5410:2004. Flaviö Harå 2/2009 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO CONTRA SURTOS – DPS 6. a disposição dos DPS deve respeitar .1.2.1 da página 69.5.1. conforme exigido em 6. Excepcionalmente.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .3. desde que a barra PE aí usada para conexão do DPS seja interligada ao barramento de eqüipotencialização principal da edificação (BEP). localizado o mais próximo possível do ponto de entrada.3. o mais próximo possível do ponto de entrada.1. conforme indicado em 6. independentemente das considerações de 5.1. dentre outros. no caso de instalações existentes. 2.2.4. Ver definição de “ponto de entrada (na edificação)” no item 3.4. utilizado atualmente: Figura 01 Figura 02 Instalação do DPS no ponto de entrada ou no quadro de distribuição principal Quando os DPS forem instalados.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 Seleção dos DPS (ver item 6.5 1.5 0.ELE054 Prof.2. Esquema da página 131 Tabela 1 – Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação Tensão nominal da instalação (V) Sistemas trifásicos Sistemas monofásicos com neutro Tensão de impulso suportável requerida (kV) Categoria de produto Produto a ser utilizado em Produto a Produtos ser utilizado circuitos de Equipamentos especialmente na entrada de utilização distribuição e protegidos da instalação circuitos terminais Categoria de suportabilidade a impulsos IV III II I 120/208 127/220 115-230 120-240 127-254 4 2.3.8 Referente à tabela 31 da página 71 da NBR 5410:2004 70 .5.4 da página 132 da NBR 5410:2004).

4. ou “as built”). a documentação indicada em 6.1. composta por pessoal advertido ou qualificado (BA4 ou BA5. 6. conforme acordado previamente entre as partes. No caso de sistemas SELV. c) detalhes de montagem. devem ser atendidas as prescrições de 5.1 deve ser revisada e atualizada de forma a corresponder fielmente ao que foi executado (documentação “como construído”. d) memorial descritivo da instalação e) especificação dos componentes (descrição.8 Documentação da instalação 6. que deve conter. quando for o caso. fatores de demanda considerados. 71 . Nota: São exemplos de tais instalações as de unidades residenciais. de pequenos estabelecimentos comerciais.8.10 É vedada a aplicação de solda a estanho na terminação de condutores. os seguintes elementos: a) esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos circuitos e respectivas finalidades. d) recomendação explícita para que não sejam trocados.1. devem ser entregues acompanhadas de um manual do usuário.2. b) potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito terminal efetivamente disponível. As tomadas de uso residencial e análogo devem ser conforme ABNT NBR 6147 e ABNT NBR 14136.2 Após concluída a instalação. Em particular.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . e as tomadas de uso industrial devem ser conforme IEC 60309-1.8. no mínimo.8. 6. quando necessários. Essa marcação pode ser feita por placa ou adesivo. quando houver circuitos de tomadas com diferentes tensões. devem ser claramente marcadas com a tensão a elas provida. incluindo relação dos pontos alimentados. no caso de circuitos terminais. pelo executor ou por outro profissional.4. etc. Flaviö Harå 2/2009 6. que contenha. as tomadas fixas dos circuitos de tensão mais elevada.). regido em linguagem acessível a leigos. pelo menos. temperatura ambiente etc. tabela 18). no a) plantas.2. c) potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados como reserva.8. Nota: Esta atualização pode ser realizada pelo projetista.2 Devem ser tomados cuidados para prevenir conexões indevidas entre plugues e tomadas que não sejam compatíveis. quando aplicáveis. b) esquemas unifilares e outros.1 mínimo: A instalação deve ser executada a partir de projeto específico.3.3 As instalações para as quais não se prevê equipe permanente de operação. 6.1. para conectá-los a bornes ou terminais de dispositivos ou equipamentos elétricos. por tipos com características diferentes. queda de tensão.1. características nominais e normas que devem atender).5.ELE054 Prof. fixado no espelho da tomada.1.5.3.1 Todas as tomadas de corrente fixas das instalações devem ser do tipo com contato de aterramento (PE). f) parâmetros de projeto (correntes de curto-circuito. os dispositivos de proteção existentes no(s) quadro(s). 6.5.8.1. supervisão e/ou manutenção. 6. Não deve ser possível remover facilmente essa marcação.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

Roteiro para execução de projetos elétricos residenciais
Roteiro 1 – Exercício 1: _______________________________________73
- Previsão de cargas (NBR 5410 – OUT 2004) - Marcação na planta dos pontos de luz (NBR 5413 – ABR 1992) - Determinação do tipo de fornecimento (CEMIG ND – 5.1 – NOV 1990)

Roteiro 2 – Exercício 2: _______________________________________83
- Escolha e posicionamento dos comandos, de acordo com a NBR 6527/2000, das lâmpadas nos cômodos. - Marcação de eletrodutos com os condutores necessários para o comando das lâmpadas (NBR 5410 – OUT 2004)

Roteiro 3 – Exercício 3.1: (NBR 5410 – OUT 2004) ____________________94
- Escolha da localização do quadro de distribuição de circuitos (QDC) - Definição dos circuitos na Tabela de Circuitos (NBR 5410 – OUT 2004) - Numeração dos pontos de luz e interligação ao QDC dos circuitos de luz

Roteiro 3 – Exercício 3.2: (NBR 5410 – OUT 2004) ___________________102
- Marcação na planta dos pontos de tomadas (NBR 5410 – OUT 2004) - Numeração dos pontos de tomadas de acordo com os circuitos - Alimentação dos pontos de tomadas gerais (TUG) e específicas (TUE) e interligação ao QDC dos circuitos de tomadas

Roteiro 4 – Exercício 4.1: ____________________________________113
- Dimensionamento de condutores (NBR 6148 – 1997). Critério Capacidade de Corrente (CCC)

Roteiro 4 – Exercício 4.2: ____________________________________117
- Dimensionamento de condutores (NBR 6148 – 1997). Critério da Queda de Tensão (CQT)

Roteiro 5 – Exercício 5: ______________________________________128
- Dimensionamento da proteção dos circuitos (NBR – IEC 60947-2, NBR NM IEC 60898 / NBR – IEC 61009-1 – DR) - Dimensionamento dos eletrodutos (NBR 6150 – NOV 1980)

Roteiro 6 – Exercício 6: (NBR 5410 – OUT 2004) _____________________133
- Cálculo da demanda. - Dimensionamento do alimentador e da proteção geral - Diagrama unifilar e equilíbrio de cargas NBR 5410 – OUT 2004 - ENTRADA EM VIGOR EM : 31 / 03 / 2005.

72

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

EXERCÍCIO 1
1) Fazer o levantamento da carga de iluminação e tomadas por cômodo, de acordo com o critério sugerido pela norma NBR- 5410:2004, preenchendo o quadro de cargas instaladas, na planta; 2) Determinar a carga total de sua instalação, em kW; 3) Determinar o tipo de fornecimento (ver TABELA 1 – pg. 79); 4) Indicar na planta a localização dos pontos de luz com a simbologia adequada. As recomendações da norma NBR-5410 e da ND 5.1 e ND 5.2/CEMIG, que se aplicam a este exercício estão resumidas a seguir. 1- Carga mínima de iluminação Para se determinar as cargas de iluminação em unidades residenciais, pode ser utilizado o seguinte critério: como alternativa à aplicação da ABNT NBR 5413, conforme prescrito na alínea a) de 4.2.1.2.2 da página 13. Em cada cômodo ou dependência é recomendado ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto, comandados por interruptor. (Conforme item 9.5.2.1.2 da página 183). a) Em cômodos com área igual ou inferior a 6 m2, deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA; b) Em cômodos com área superior a 6 m2, deve ser prevista uma garga de 100 VA para os primeiros 6 m2, acrescido de 60 VA para cada aumento de 4 m2 inteiros.
• Os valores aqui apurados correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas. • O número de pontos de iluminação deve ser tal que, distribua uniformemente a iluminação geral, prevendo também pontos de iluminação para destaques específicos.

Notas:

2- Carga mínima para os pontos (caixas) de tomadas (ver TABELA 2 – PG. 80) Os pontos de tomadas são caracterizadas como sendo de uso geral (TUG’s) ou específicas (TUE’s). Conforme 6.5.3.1 pg 156 – ABNT 6147 e ABNT 14136. São chamadas de específicos todas os pontos de tomadas que alimentam carga cuja corrente nominal é superior a 10A. A carga deste ponto de tomada deve ser portanto, a de utilização ou seja, a do equipamento a ser utilizado naquele local. São destinadas à ligação de equipamentos fixos e estacionários. Conforme item 9.5.3.1 pg 184. Exemplos:

Figura 1.1 O projetista deve escolher o número, a localização e o tipo delas em função do lay-out de sua instalação e das necessidades do usuário, lembrando que elas devem estar no máximo a 1,50m do aparelho.

73

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

Os pontos de tomadas de uso geral (Conforme item 9.5.2.2 da 5410 pg 183): não se destinam à ligação de equipamentos específicos e nelas são sempre ligados aparelhos móveis ou aparelhos portáteis.

Figura 1.2

F São recomendadas por norma as seguintes quantidades de pontos de tomadas TUG’s
(Conforme item 9.5.2.2.1 da 5410 pg 183): a) Em banheiros pelo menos um ponto de tomada; atendidas as restrições de 9.1, para locais contendo banheira ou chuveiro; (Ver figura 1.3) b) Em cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos um ponto de tomada para cada 3,5 m (ou fração) de perímetro; c) Nos demais cômodos, um ponto de tomada para cada 5 m (ou fração) de perímetro, se a área for superior a 6 m2 ou apenas um ponto de tomada se a área for inferior a 6 m2; d) Em subsolos, sótãos, garagens e varandas (churrasqueira e circulação ) pelo menos um ponto de tomada.
1

F Devem ser atribuídas a estes pontos de tomadas as seguintes potências (Conforme item
9.5.2.2.2 da 5410 pg 184): e) Em banheiros, cozinhas, copas e áreas de serviço no mínimo 600VA por ponto tomada, até 3 pontos de tomadas e 100VA para cada uma dos excedentes; sempre considerando cada um dos ambientes separadamente; f) Nos demais cômodos 100VA por ponto de tomada.

1

ALÉM DA NORMA PARA A DISCIPLINA

74

Flaviö Harå 2/2009 Figura 1.ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .3 75 .

Para a interpretação de um projeto elétrico é essencial a utilização de símbolos. Flaviö Harå 2/2009 3.ELE054 Prof. Abaixo temos as caixas de embutir utilizadas em instalações elétricas: CAIXA 5x10x5 (2”X4”) CAIXA 10x10x5 (4”X4”) CAIXA P3 CAIXA P4 (PONTO DE LUZ NA DISCIPLINA) PONTO DE LUZ 76 . Existem aqueles normalizados que são apresentados: Como a simbologia normalizada pode eventualmente ser modificada é essencial a utilização de uma legenda em seu projeto.Simbologia.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Na disciplina o símbolo de terra será a letra “T” de cabeça para baixo.

Para o caso da CEMIG. todos os circuitos terão ligação fase-neutro. De acordo com a Norma ND 5. monofásica. 127V.4 Tipo D De posse de sua carga total calculada nos itens 1 e 2. Esta informação é muito importante para o próximo exercício. deveremos ter os circuitos de iluminação e tomadas de uso geral no menor valor de tensão. 127V. Para fornecimento tipo A. estão na tabela seguinte os tipos de fornecimento para instalações residenciais em região urbana em baixa tensão: TIPO A B D TABELA 1 FORNECIMENTO 1 fase + neutro (2 fios) TENSÃO DE 127 V 2 fases + neutro (3 fios) TENSÃO DE 127 V E 220 V 3 fases + neutro (4 fios) TENSÃO DE 127 V E 220 V CARGA INSTALADA ATÉ (£) 10 KW DE (>) 10 KW ATÉ (£) 15 KW DE (>) 15 KW ATÉ (£) 75 KW Tipo A Tipo B Figura 1. ou seja estes circuitos serão monofásicos. Para fornecimento tipo B e D. Flaviö Harå 2/2009 3– Determinação do tipo de consumidor ou tipo de fornecimento.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . podem ser ligadas em duas fases. de maior potência. 220V. As tomadas de uso específico.ELE054 Prof. determine quantas fases a sua residência receberá da concessionária local.1 da CEMIG. 77 . Deve ser feito de acordo com as instruções das normas da concessionária de energia que atende o local das instalações. são atendidos em baixa tensão aqueles consumidores que apresentarem carga (potência instalada) igual ou inferior a 75 kW.

TABELA 3 .potências médias de alguns aparelhos elétricos APARELHOS POTÊNCIA Aquecedor central de água 1500 a 4000 Aspirador de pó 300 a 800 Batedeira 100 a 400 Cafeteira 500 a 1000 Chuveiro 4400 a 6000 Centrífuga 200 Computador com impressora 450 Ebulidor 200 Espremedor de frutas 200 Exaustor 75 a 300 Ferro Elétrico 500 a 1500 Fogão Elétrico 3000 a 6000 Forno a resistência 2500 Forno de microondas 1500 Freezer 350 a 500 Geladeira duplex 500 Grill 1500 Lâmpada Incandescente 15 a 200 Lâmpada Fluorescente 15 a 65 Liquidificador 150 a 300 Máquina de costura 100 Máquina de lavar louças ∗ 2000 VA ou 1600W Máquina de lavar roupas 500 a 1000 Rádio 50 a 100 Secador de cabelo 300 a 2000 Secadora de roupas 2500 a 6000 Som 20 Televisão a cores 70 a 400 Torneira Elétrica 2000 a 4000 Torradeira 500 a 850 Ventilador 100 a 500 Vídeo Cassete 100 Todas as potências médias da tabela acima estão em W e possuem o FP =1 ou cos θ =1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 78 .Potências nominais dos condicionadores de ar tipo janela Capacidade Potência nominal BTU/h kcal/h W VA 8500 2125 1300 1550 10000 2500 1400 1650 12000 3000 1600 1900 14000 3500 1900 2100 Valores válidos para aparelhos até 12000 BTU/h ligados em 127V ou 220 V e para os aparelhos acima de 14000BTU/h ligados em 220V. Flaviö Harå 2/2009 TABELA 2 . exceto as marcadas com um asterisco.ELE054 Prof.

ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 79 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

onde está ilustrado o LayOut e em seguida a planta com todos os pontos de luz lançados.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 A seguir tem-se um exemplo de uma casa que será utilizada na apostila.ELE054 Prof. Figura 1.5 80 .

ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 Figura 1.6 81 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

tabela da planta. tabela 100 VA a soma de todos os pontos de luz tem que ser 100 VA). Se o QS tem na 1a. para cada cômodo. LUZ. 12. 5) arandela indicar a altura na legenda ( h = ?cm ). a soma de todos os pontos de luz deverá ser igual ao valor da 1a. 82 . TUE (podendo acrescentar até mais 3 além das 4 que estão na tabela).ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Preencher os campos: totais. SJ e CZ na Planta 1. 2. 7) Terminar como a figura 1. 3) Completar toda a primeira tabela segundo o mínimo da norma e orientações dada na aula teórica. 8) Cortar e dobrar a planta segundo a norma. 4) Alocar somente os pontos de luz na planta (tamanho ver legenda): 1. art. 3. TUG. tipo de consumidor.VIII. 2) Ver e ler toda a planta. 6) Como no exemplo abaixo. pelo menos dois pontos de luz no teto ou mais QS. art. 39 . nos demais pelo menos um ponto de luz no teto ou mais. pelo menos dois pontos de luz no teto ou mais SE. 14. independente de quantos pontos de luz existirem. SJ e CZ nas Plantas 2 e 3. Flaviö Harå 2/2009 Recomendações para a marcação dos pontos de luz na planta 1) Ler todo o exercício 01 da apostila. NBR 5410 . área total (cuidado com as unidades).6 da página 84. (ou seja Ex.Uso obrigatório em todo o território nacional conforme lei 8078/90. art. tensão. 2. 1. 4. 3.

2) Supor que. Conforme item 5.6. de acordo com a norma NBR 5413:1992 – Iluminância de Interiores.1. O RETORNO (condutor preto). na página 86.1 Os condutores deverão estar como os representados no lado de cima do eletroduto (como em negrito na figura acima). normalmente utilizados numa instalação elétrica residencial.ELE054 Prof. duplos. o neutro não é interrompido no comando “unipolar” (interruptor simples) Identificação dos condutores no eletroduto para facilitar a leitura da planta (DEVERÁ SER SEGUINDO NA DISCIPLINA) PADRÃO DE COR PARA FIAÇÃO Figura 2. 83 . “three-way” ou “four-way”. Conforme item 5.5.1.6. 2. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 2 1) Escolher de forma apropriada o comando das lâmpadas dos vários cômodos. 3. NOTAS: 1.2 pg 76 (não seccionar o neutro). mostrada no Tabela 4.1. Lançar na planta os eletrodutos com os condutores necessários para o comando das lâmpadas. Ele sempre deve ser ligado diretamente na base rosqueada da lâmpada.5.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . O padrão de cor utilizado na identificação dos condutores está descrito no item 6. Abaixo são mostrados os comandos.6.4 pg 159.5.5.2. e NBR 6527 – Interruptores para uso doméstico. Observar também as restrições do item 6.2 pg 159. em cada ponto de luz. Representando-o em planta com a simbologia adequada. 4. o condutor que vai do comando à lâmpada. onde se fizerem necessários.2 da página 76. deve portanto.6. Conforme item 6. temos disponível uma fase ou retorno e um neutro. prevendo comandos simples. O NEUTRO (condutor azul) não deve ser interrompido.5. A FASE (numa instalação é o condutor vermelho) é o condutor que deve ser interrompido para se comandar uma lâmpada. ser ligado no disco central da lâmpada.3 da NBR 5410:2004.

sendo comandado também de um único ponto (A). perto da porta. Figura 2.3 vemos representado um eletroduto contendo os condutores necessários ao comando simples de uma lâmpada. onde fixamos a lâmpada.5 Figura 2.Comando de uma ou mais lâmpadas de um único ponto: interruptor simples Na Figura 2.ELE054 Prof. Vemos que o condutor fase é interrompido no interruptor (que é instalado numa caixa retangular padronizada de 5x10cm ou 2x4”) e então retorna à lâmpada recebendo neste trajeto o nome de condutor retorno. Flaviö Harå 2/2009 1. Esta caixa é representada em planta. A caixa octogonal do teto. é mostrado na Figura 2.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .2 Figura 2.4.4: Diagrama esquemático em planta O diagrama esquemático em planta de um cômodo com um único ponto de luz no teto. também pode ser vista nesta figura.3 Figura 2. 84 . como na Figura 2.4.

8 85 .7 Figura 2.Comando separado de duas lâmpadas ou dois grupos de lâmpadas.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .6 Figura 2. Flaviö Harå 2/2009 2.9 Figura 2.ELE054 Prof. um para cada lâmpada ou grupo de lâmpadas. separadamente. de um mesmo ponto: interruptor duplo Neste tipo de comando temos dois interruptores simples numa mesma caixa 5x10cm ou 2x4”. esquema equivalente Figura 2. cada um comandando uma das duas lâmpadas. Temos então dois retornos.

etc. necessitamos do sistema “three-way”. cama da suite. Figura 2. Dizemos então: o sistema “three-way” possui dois interruptores “three-way”. o que é feito pelos retornos paralelos (vide figura abaixo). O neutro deve ser ligado na lâmpada.10 Nota: Tanto o sistema de comando como o interruptor possuem o mesmo nome: “threeway”. Neste tipo de comando precisamos interligar os interruptores. 86 .ELE054 Prof.).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . salões. Flaviö Harå 2/2009 3. a fase em um dos comandos e o retorno liga então o outro comando à lâmpada.Comando de uma lâmpada ou de um grupo de lâmpadas de dois pontos: sistema “THREE-WAY” Quando desejamos comandar uma ou mais lâmpadas de dois pontos diferentes (aplicações típicas: escadas.

Flaviö Harå 2/2009 4.ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . (n-2) intermediários. Caso queiramos comandar uma lâmpada de mais de três pontos distintos é necessário introduzirmos. intermediário. Observe que os 3 interruptores são interconectados pelos retornos paralelos. onde n=número de pontos de comando. O neutro vai diretamente para a lâmpada. O esquema equivalente pode ser visto abaixo.11 87 . FIGURA 2.Comando de uma lâmpada ou de um grupo de lâmpadas de três pontos:sistema “four-way” Este comando é constituído por 2 interruptores “three-way” e 1 chamado. a fase para um dos “three-way” e o retorno do outro “three-way” para a lâmpada.

.condutores retornos paralelos.condutor TERRA (ou proteção) no eletroduto A .condutor FASE no eletroduto com o número do circuito (n) . passando dentro de eletroduto com a identificação do comando (A) interruptor simples ou de uma seção interruptor duplo ou de duas seções interruptor triplo ou de três seções interruptor "three way" interruptores "four way" interruptor prumada com tomada na mesma interruptores no mesmo espelho Na Figura 2.12 está ilustrado um exemplo de como a planta deve ficar após esta tarefa: 88 .condutor NEUTRO no eletroduto A .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .condutor de RETORNO no eletroduto com a identificação do comando (A) .ELE054 Prof.eletroduto embutido na PAREDE de 25mm de diâmetro . Flaviö Harå 2/2009 TABELA 4 Abaixo listamos alguns símbolos normalizados pela NB-3 para a execução de um projeto elétrico residencial em baixa tensão.eletroduto embutido no TETO de 20mm de diâmetro φ 25 mm .eletroduto embutido no PISO de 25mm de diâmetro n .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.12 89 . Flaviö Harå 2/2009 Figura 2.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

Recomendações para este exercício: 1) Corrigir os erros anteriores se houver; 2) Ler o exercício 02 da apostila; 3) Ver e ler toda a planta e legendas; 4) Indicar com letras MAIÚSCULAS nos pontos de luz conforme legenda (evitar as letras “X” por causa do “three way” ou “four way”); e no eixo do mesmo lado do(s) símbolo(s) do(s) retorno(s); mesma letra significa que ligam e desligam sempre juntas; 5) Definir a posição (em planta) dos interruptores e colocar as letras (representa quais os pontos de luz que serão comandadas por esses interruptores); Obs.: O número de interruptores com a(s) mesma(s) letra(s) define se o comando será simples, three-way ou four-way ou conjugação entre eles (ou seja mesma letra mesmo comando). 6) Desenhar os eletrodutos em arco para facilitar a leitura da planta (perguntar!): 1. Interligar os pontos de luz e interruptores com o menor número de eletrodutos e menor caminho; 2. Indicar/desenhar o eletroduto de alimentação (com fase/neutro - 127V) apontando para região/cômodo da CZ ou AS, pois é provavelmente onde o QDC deverá ficar (por que na etapa 3); 3. Somente 01 eletroduto de alimentação por cômodo no ponto de luz do teto (do item anterior); 4. No máximo 06 eletrodutos por ponto de luz no teto; 7) Passar os condutores para que os interruptores funcionem; Seguindo os esquemas equivalentes: 1o ) Identifique a que ponto de luz pertencem os interruptores colocando as respectivas letras; o 2 ) desenhar/passar o condutor neutro até o(s) ponto(s) de luz; 3o ) desenhar o condutor fase até o interruptor e 4o ) desenhar o(s) condutor(es) retorno(s). 5o ) Identifique os condutores representados com os retornos – colocando as respectivas letras (nos retornos; pontos de luz e interruptores) de acordo com a legenda da planta (VER PG. 76, ou legenda na planta, ou Tabela 4 na pg 88); 8) Pelo menos um sistema “3-WAY” e um “4-WAY”. 9) EVITAR AO MÁXIMO repetir as letras para outros comandos. 10) NÃO CRUZAR os eletrodutos (são desenhados em arco, mas executados em linha reta). 11) Terminar conforme planta (fig 2.12) da página 89. 12) Planta não roda (letra, número e símbolos dos pontos de luz).

90

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

• Conforme item 6.5.5.2 da página 159 da NBR 5410-2004:
1. Os equipamentos de iluminação destinados a locais molhados ou úmidos devem ser

especialmente concebidos para tal uso, não permitindo que a água se acumule nos condutores, porta-lâmpadas ou outras partes elétricas.
2. Os equipamentos de iluminação devem ser firmemente fixados. Em particular, a

fixação de equipamentos de iluminação pendentes deve ser tal que: a. rotações repetidas no mesmo sentido não possam causar danos aos meios de sustentação; e b. a sustentação não recaia sobre os condutores de alimentação.
3. O contato lateral dos porta-lâmpadas com rosca deve ser ligado ao condutor neutro,

quando existente.

91

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR – MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO

Portaria n.º 019, de 16 de janeiro de 2004. (Plugues e Tomadas)
O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de suas atribuições, conferidas pela Lei nº 5.966, de 11 de dezembro de 1973, e tendo em vista o disposto no artigo 3º, da Lei nº 9.933, de 20 de dezembro de 1999; Considerando o disposto nas Portarias Inmetro n.º 136, de 04 de outubro de 2001, e n.º 134, de 15 de julho de 2002, que tratam, respectivamente, da certificação compulsória e da comercialização de plugues e tomadas; Considerando que ao regulamentar um segmento industrial é necessário visualizar a factibilidade do cumprimento do regulamento por todos os envolvidos na questão; Considerando a necessidade de zelar pela eficiência energética de dispositivos elétricos, de modo a minimizar desperdícios de energia por conta de deficiências de material, de contato elétrico, dentre outros; Considerando a necessidade de zelar pela segurança das instalações elétricas de baixa tensão, focos potenciais de incêndios e de diversos acidentes residenciais; Considerando a necessidade de regulamentar os segmentos da fabricação, importação e comercialização dos plugues e tomadas, para uso doméstico e análogo, para tensões de até 250V e corrente até 20A, de modo a estabelecer regras equânimes e de conhecimento público ; Considerando a existência, no mercado, de grande variedade de dispositivos elétricos residenciais de baixa tensão produzidos em desacordo com as normas técnicas, o que os tornam impróprios para o uso;

Considerando que os prazos estabelecidos para a regulamentação e para a entrada em vigor do padrão brasileiro de plugues e tomadas não atendem às necessidades dos fabricantes para a depreciação dos investimentos gastos nos ferramentais, resolve:
Art. 1º – A partir de 31 de dezembro de 2006, fabricantes e importadores de plugues e tomadas deverão oferecer estes produtos, à comercialização, em conformidade com os requisitos da norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 2º – A partir de 31 de dezembro de 2008, lojistas e varejistas de plugues e tomadas deverão comercializar estes produtos, ao consumidor final, em conformidade com a norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 3º – A partir de 01 de agosto de 2007, fabricantes e importadores de plugues, tomadas, cordões conectores e prolongadores, incorporados aos aparelhos elétricos, eletrônicos ou eletro-eletrônicos, deverão oferecer estes produtos, à comercialização, em conformidade com os requisitos exigidos pela norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 4º – A partir de 01 de agosto de 2007, fabricantes e importadores de plugues, tomadas, cordões conectores e prolongadores, para uso específico na manutenção e na reposição de aparelhos elétricos, eletrônicos ou eletro-eletrônicos, deverão comercializar estes produtos em conformidade com os requisitos impostos pela norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 5º – A partir de 31 de agosto de 2009, lojistas e varejistas de aparelhos elétricos, eletrônicos ou eletroeletrônicos, especificados nos artigos 3º e 4º desta Portaria, só deverão comercializar estes produtos se em conformidade com os requisitos da norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 6º Fica revogado o artigo 7º da Portaria Inmetro n.º 136, de 04 de outubro de 2001. Art. 7º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União. ARMANDO MARIANTE CARVALHO JUNIOR

92

Art.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof. dispor de condutor-terra de proteção e do respectivo adaptador macho tripolar. O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. bem como torna obrigatória a existência de condutor-terra de proteção nos aparelhos elétricos que especifica. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Luiz Fernando Furlan Márcio Fortes de Almeida 93 . Brasília. 26 de julho de 2006. deverão. Parágrafo único. Flaviö Harå 2/2009 LEI N° 11. bem como tomadas com o terceiro contato correspondente. 185° da Independência e 118° da República. O disposto neste artigo entra em vigor quinze meses após a publicação desta Lei. 1° As edificações cuja construção se inicie a partir da vigência desta Lei deverão obrigatoriamente possuir sistema de aterramento e instalações elétricas compatíveis com a utilização do condutor-terra de proteção.337. DE 26 DE JULHO DE 2006 Determina a obrigatoriedade de as edificações possuírem sistema de aterramento e instalações elétricas compatíveis com a utilização de condutor-terra de proteção. Art. 2° Os aparelhos elétricos com carcaça metálica e aqueles sensíveis a variações bruscas de tensão. produzidos ou comercializados no País. obrigatoriamente. 3° Esta Lei entra em vigor noventa dias após sua publicação.

um monofásico de 10A e um bifásico de 20A e o disjuntor diferencial residual (DR). 6) Interligar.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 2) Dividir a instalação elétrica (cargas de iluminação e tomadas) em circuitos e preencher o quadro de distribuição de circuitos na planta (similar ao ANEXO 1). respectivamente.Definição de circuitos: Chama-se circuito ao conjunto de equipamentos e condutores elétricos ligados ao mesmo dispositivo de proteção o disjuntor. Em residências ou apartamentos o quadro de distribuição deve ser instalado preferencialmente no centro de cargas. que pode ser definido como o ponto ou região onde se concentram as maiores potências. É nele que estão localizados os dispositivos de proteção dos circuitos. e DR bipolar (30 mA – 25A). trifásico (16A – curva C). Estes disjuntores são instalados no quadro de distribuição (QD) mostrado na figura 3.QD: Componente de uma instalação elétrica que recebe os condutores do quadro de medição e possui a finalidade de dividir a instalação elétrica em circuitos.ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 3 1) Escolher a localização mais adequada para o quadro de distribuição de circuitos. 2. 1 da Planta).1 são mostrados 3 disjuntores. Assim deve ser obtida uma razoável economia de condutores (menores comprimentos de condutores implicam em menores quedas de tensão e assim menores bitolas). 94 .1 – Disjuntores monofásico (10A – curva B). 1. 4) Indicar na planta a localização das tomadas NBR 14. visível e seguro. bifásico (20A – curva B). alimentar as tomadas gerais e específicas os vários circuitos ao QDC. em ambiente de serviço ou circulação. Figura 3. 5) Numerar as tomadas de acordo com os circuitos do ANEXO 4 (Ler NOTA no. como mostrado nas figuras abaixo. em local de fácil acesso.2 e também no anexo 1.136 NOV – 2002 com a simbologia adequada. Na figura 3. As indicações da norma NBR-5410 que se aplicam a este exercício são apresentadas a seguir. 3) Numerar os pontos de luz e fases conforme a legenda da planta e interligar os circuitos de luz ao QDC.Quadro de distribuição .

temos 2 barramentos o da direita o neutro (isolado) e da esquerda o terra em contato com o quadro. 7.5.2. 1As proteções dos circuitos de aquecimento ou condicionamento de ar de uma residência podem ser agrupadas no quadro de distribuição da instalação elétrica de modo geral ou num quadro separado (na disciplina será obrigatório todos os circuitos no mesmo quadro). toda a instalação fique desprovida de alimentação. de forma a proporcionar facilidade de inspeção. por ocasião de um defeito num circuito.2 – QD 1 Itens utilizados na disciplina 95 . 2. 1É recomendado prever os circuitos independentes para cada equipamento com corrente nominal superior a 10A (TUE) (Conforme item 9. 5.5. 1A mínima potência dos circuitos deve ser de aproximadamente 1270VA ( S = U * I => S = 127V * 10A).2 da 5410 pg 184). É obrigatório que sejam previstos circuitos independentes para as tomadas de uso geral das cozinhas.2 quadro de distribuição. 6. bem como evitar que.5.3.5.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . temos disjuntores monofásicos (127 V).3 da 5410 pg 184 e item 4.5 pg 18). E a potência máxima dos circuitos deve ser de aproximadamente 2540VA (S = U * I => S = 127V * 20A).2 da 5410 pg 114). Na parte superior do 2º. 3. Obrigatório ser previstos circuitos distintos para iluminação e tomadas (Conforme item 9. DR tetrapolares e relés/DPS. 4. Na figura 3. Na parte inferior do 1º. Cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro. bifásicos (220V).2. quando for Fase/Neutro (Conforme item 6.3. trifásicos. Qualquer instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos forem necessários.1 da 5410 pg 184) (na disciplina será obrigatório cada TUE em circuitos distintos).3. manutenção. temos 2 barramentos o de baixo o neutro (isolado) e de cima o terra em contato com o quadro Disjuntor 3Ø DR DISJUN Barra de Terra Proteção / Terra (PE) Barra de Neutro Figura 3.ELE054 Prof. área de serviço e copas – separadas entre si (Conforme item 9. Flaviö Harå 2/2009 Devem ser observadas as seguintes restrições para a divisão de circuitos em unidades residenciais: 1.6.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .3. onde vemos o diagrama esquemático de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B que possui 6 circuitos: 2 bifásicos (2 fases F1 e F2) e 4 monofásicos.Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar 96 .3 3 . como mostrado na figura 3.ELE054 Prof. Figura 3.Exemplos de algumas instalações elétricas Figura 3.4 . os circuitos devem ser distribuídos entre as fases de modo a assegurar o melhor equilíbrio nas mesmas (será tratado na etapa do exercício 6). Flaviö Harå 2/2009 Em instalações polifásicas (que recebem mais de uma fase da concessionária).

ELE054 Prof. 97 . e um disjuntor bifásico ou bipolar (220V).5 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .6 . e um disjuntor monofásico ou monopolar (127V). Flaviö Harå 2/2009 Figura 3.7 . Figura 3.Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar (127V).Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar Figura 3.Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar (127V).

13. 1 A mínima potência dos circuitos deve ser de aproximadamente 1270VA (S = U * I => S = 127V * 10A).2) 5.5. 1Não bifurcar os circuitos na saída do QDC (o mesmo circuito NÃO pode sair 2 ou mais vezes do QDC. Corrigir os erros anteriores se houver. ou seja. E a potência máxima dos circuitos deve ser de aproximadamente 2500VA (S = U * I => S = 127V * 20A).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Identifique a que circuitos pertencem os condutores fase e os pontos de luz representados em planta numerando-os. Evite que as caixas retangulares embutidas nas paredes se conectem com mais de 4 eletrodutos. 12. ETAPA 3. Tabela – Ver as legendas). 3. É obrigatório que sejam previstos circuitos independentes para as tomadas de uso geral das cozinhas. Completar a TABELA referente à DIVISÃO DE CIRCUITOS (mesma do pg seguinte) 8. Escrever na TABELA de circuitos onde cada TUE vai ficar (local / cômodo).2 da 5410 pg 184). Definir a melhor posição do QDC e desenhá-lo segundo a legenda da planta (para diminuir o efeito do CQT EX. 1Trace os eletrodutos procurando caminhos mais curtos evitando sempre que possível cruzamento de tubulações (na disciplina não cruzar em linha reta os eletrodutos) e também o menor caminho de cada ponto do circuito até o QDC. 4. sair somente em 1 duto do QDC e ao chegar em um ponto de luz ou caixa de passagem poderá ser feita a derivação do circuito – para aumentar o FCNC). Evite que as caixas octogonais do teto estejam interligadas a mais de 6 eletrodutos (tentar usar no máximo 5 eletrodutos nesta etapa 3. os circuitos de TUG separadas entre si (Conforme item 9. 11. 6. área de serviço e copas.1 1.3.ELE054 Prof. 98 . Dividir os circuitos de forma a facilitar a verificação e manutenção. 7. ou seja. Ler e ver TODA a planta e legendas. 2. de acordo com os números dos circuitos da TABELA DE CIRCUITOS na planta (2ª. Ler PG 94 -> 101. alocando em um mesmo circuito cômodos próximos com entradas/circulações próximas e/ou atividades/uso similares. #4. 9. 14. Flaviö Harå 2/2009 Recomendações para o traçado dos eletrodutos e para a representação dos condutores dos circuitos de iluminação. (PLT 2 entre 1100VA e 1300VA – para diminuir o efeito das 3 bitolas consecutivas).1) . 10.

Verificar se o circuito (fase/neutro) realmente saiu do QDC e passa em todos os eletrodutos até o ponto/cômodo que ele alimenta.ELE054 Prof.16 do ANEXO 2 da página 101. 16. Condutor terra chegando em todas as luminárias. Represente os condutores que passam em cada trecho do eletroduto utilizando a simbologia adequada (NBR 5444) ver as legendas na planta. 19. 17. Flaviö Harå 2/2009 15. Assim melhoramos o CQT (menor distância) e o FCNC (menor número de circuitos em um mesmo eletroduto). 18. Sair do QDC para o primeiro ponto de luz nesta direção será uma das melhores soluções. representado por este símbolo ). ou Tabela 4 na pg 88. 1 Itens utilizados na disciplina 99 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Na etapa 3. o 2 ) Achar o centro de carga do circuito (representado por este símbolo ). ou na pg 77. Como decidir a saída do circuito (para qual direção / Cômodo) e NÃO DEIXAR na planta: 1o ) Achar o centro geométrico do circuito (centro da figura formada pelos cômodos deste circuito. o 3 ) Na direção destes 2 centros (não neles).1 terminar a planta como na figura 3.

ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 ANEXO 1 .QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS 100 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Planta esquemático parcial (iluminação) de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B – Figura 3. Flaviö Harå 2/2009 ANEXO 2 .ELE054 Prof.16 Figura 3.16 101 .

5.2 da 5410 pg 157 é obrigatório identificar as tensões 220V nas placas dos pontos de tomada.2mm TOMADA NA PAREDE TERRA 10 A com Ø 4. basicamente resumida nos seguintes prazos para adequação – fabricantes e importadores: Ø De plugues 2P até 01-AGO-2007 (desmontáveis) e 01-JAN-2008 (não desmontáveis). Ø De tomadas fixas e móveis 3P a partir de 01-JAN-2009. Ø De plugues 3P até 01-JAN-2009.3 ± 0.05mm PLUG DE ENERGIA SEM/COM Resolução do CONMETRO no. será necessário a utilização de adaptador (segundo a NBR 14. Conforme item 6. 102 .05mm 20 A com Ø 4. as tomadas de uso residencial e análogo devem ser conforme ABNT NBR 6147 e ABNT NBR 14136. 10 A com Ø 4.2mm 20 A com Ø 5. Para a conexão de alguns aparelhos que ainda não estão com a configuração do plugue padrão.Alimentação de tomadas gerais e específicas Conforme item 6.1 da 5410 pg 156.ELE054 Prof.0 ± 0.3.0 ± 0. Ø De cordão de força para aparelhos elétricos e eletrônicos 2P e 3P a partir de 01JAN-2010.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .936 já publicada em abril de 2003).3.5.8 ± 0. Flaviö Harå 2/2009 4 . 11 de 16-JAN-2006.

1 .8 4. Flaviö Harå 2/2009 4.Ligação de tomadas monofásicas de uso geral (TUG’s) Figura 3.ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .2 .Ligação de tomadas monofásica e bifásica de uso específico (TUE’s) Figura 3.9 103 .

3. 5 A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente. sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas.. sirvam a pontos de utilização situados e cozinhas. devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal I?n igual ou inferior a 30 mA: a) os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro. a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às tomadas com corrente nominal de até 32 A. É obrigatório o uso do dispositivo DR (Conforme item 5. d) os circuitos que. NOTAS: 1 No que se referem a tomadas de corrente. Uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade – DR 5. Além dos casos especificados na seção 9. garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. 3 Admite-se a exclusão. áreas de serviço.5m. lavanderias.3.10) atuando não no valor da corrente que passa pelo corpo humano e sim limitando o tempo de percurso da corrente. em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens.1. áreas de serviço. 104 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Também existe o interruptor DR – atua somente com a fuga de corrente. dos pontos que alimentam aparelhos de iluminação posicionados a uma altura igual ou superior a 2. Flaviö Harå 2/2009 Como o sistema de proteção pessoal contra choques elétricos provocados por contatos direto ou indireto (ver figura 3. Campo de aplicação (. e) os circuitos que. garagens e.. na alínea d).3.).1. b) os circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. no geral. em locais de habitação.. NÃO atua com a sobre carga ou curto-circuito. Casos em que o uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade como proteção adicional é obrigatório. O DR abre mais rapidamente quanto maior for a corrente que atinge a pessoa.2 e 5. lavanderias. por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de circuitos. Existe um tipo de disjuntor chamado de “diferencial residual” ou DR. copascozinhas.2. em edificações não-residenciais. c) os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. Ele possui tanto o sistema do disjuntor comum.) as unidades residenciais como um todo (.2 da 5410 pg 49).1.ELE054 Prof.2. copas-cozinhas. e qualquer que seja o esquema de aterramento. que é de proteção do condutor contra sobrecarga e curto circuito quanto o dispositivo DR..2.

todo condutor de proteção deve passar exteriormente ao circuito magnético.2. o uso de condutor de proteção. observado o disposto em 6.5.1.ELE054 Prof. mas nenhum condutor de proteção.5 O circuito magnético dos dispositivos DR deve envolver todos os condutores vivos do circuito. TUG’s e TUE’s.2.5. 6. todo circuito deve dispor de condutor de proteção. inclusive o neutro.3. Como especificado em 5.3. sem uso de tomada de corrente. Flaviö Harå 2/2009 Todo circuito deve dispor de condutor de proteção.3. Aquecimento elétrico de água (9.2.2. 105 .4.6.5).4. Nota: O uso de dispositivos DR não dispensa.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .3) A conexão do aquecedor elétrico de água ao ponto de utilização deve ser direta.1.3.10 A seguir temos alguns exemplos de circuitos que devem ser protegidos com este tipo de disjuntor como: sistema de iluminárias externas com corpo de metal.1. em toda sua extensão. Figura 3. em toda sua extensão (ver também 6. Nota: Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito.3. em nenhuma hipótese.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.13 106 .11 Figura 3.12 3o Exemplo: Circuito de Tomada de Uso Específico (TUE) em 127V ou 220V Figura 3. Flaviö Harå 2/2009 1o Exemplo: Circuito de Iluminação em 127V ou 220V 2 Exemplo: Circuito de Tomada em 127V ou 220V o FIGURA 3.

ELE054 Prof.15 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Diagrama esquemático 3D de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B 107 .14 – Ponto de luz no teto e condutores num eletroduto Figura 3. Flaviö Harå 2/2009 Caixa octogonal Figura 3.

Flaviö Harå 2/2009 ANEXO 3 .17 108 .Planta esquemático parcial (luz e alocação tomadas) de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B – Figura 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .17 Figura 3.ELE054 Prof.

ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 ANEXO 4 .18 109 .Planta de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B – Figura 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .18 Figura 3.

9 Devem ser empregadas caixas: a) em todos os pontos da tubulação onde houver entrada ou saída de condutores. 2.1. 10) Evite trechos contínuos (sem interposição de caixas ou equipamentos) retilínios de tubulação maiores que 15m. devem ser rematados com buchas. 4) Deve-se ter pelo menos um ponto de tomada TUG por bancada (na PLT 1 a letra F fica assim – pelo menos em uma das bancadas na cozinha). lavanderias e locais análogos acima de cada bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente. Para isto é necessário seguir os critérios abaixo: 1.2. para atendimento do disposto em 6. quando for Fase/Neutro (Conforme item 6. 3) Ler e ver TODA a planta e legendas. Em banheiros. 6) 1Proibidos trechos de eletrodutos com mais de 4 circuitos. essa distância deve ser reduzida de 3m para cada curva de 900. 8) Em algumas situações é recomendável a utilização de eletrodutos embutidos no piso. 9) Rever páginas 98 e página 99.6 .1. ETAPA 3.ELE054 Prof.11. nestes casos. Todos os circuitos devem ser acompanhados de terra. no mesmo ponto ou em pontos distintos 3.2 terminar a planta como na figura 3. (Conforme nota 5.2. 5) Após a determinação do número de pontos de tomadas de uso geral devemos então localiza-las na planta.5 pg 150). sendo que nos trechos em curvas. Em cozinhas.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .3.4.18 do ANEXO 4 da página 109. copas. Flaviö Harå 2/2009 Recomendações para o traçado dos eletrodutos restantes e para a representação dos condutores dos circuitos de tomadas. 7) 1Terra comum: Somente 1 (um) terra por eletroduto.6 pg 37 e item 6. exceto nos pontos de transição de uma linha aberta para a linha em eletrodutos.b). áreas de serviço. 2) Ler PG 102 -> 112.2. 11) 1Na etapa 3.3. b) em todos os pontos de emenda ou de derivação de condutores. 6.1.2.6. 5) Cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro. próximo ao lavatório.2. os quais.1. c) sempre que for necessário segmentar a tubulação.1 da 5410 pg 114).2. As demais tomadas devem ser localizadas de acordo com o lay-out do cômodo ou deverão ser espaçadas tão uniformemente quanto possível.2 1) Corrigir os erros anteriores se hgouver.11. 1 Itens utilizados na disciplina 110 . para o atendimento de circuitos de tomadas baixas e médias.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .19 111 . olhal e cones Figura 3. Barras.ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 Conectores: Porcelana.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 112 .ELE054 Prof.

como por exemplo. e em conseqüência. 113 . Usando os critérios de capacidade de corrente (CCC) e de queda de tensão (CQT) 2) Dimensionar e lançar o(s) condutor(es) terra.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 4 1) Dimensionar os condutores (fio ou cabo) dos vários circuitos. com isolamento de PVC (cloreto de polivinila) ou de outros materiais previstos por normas.4 da pg 89 da 5410. até seção de #25mm2 possuem a mesma bitola. Quanto melhor as condições dos condutor dissipar o calor. Figura 4. maior poderá ser a corrente transportada por ele.Dimensionamento de condutores em instalações residenciais/prediais: Em circuitos monofásicos residenciais os condutores fase e neutro. O tipo de isolação determinará a temperatura máxima a que os condutores poderão ser submetidos em regime contínuo. na capacidade de condução de corrente elétrica dos mesmos. os condutores utilizados são de cobre.2. não propaga fogo.3. em sobrecarga ou em condição de curto-circuito. que é: Condutores unipolares em eletroduto embutido em alvenaria (tabela 33 da página 90 da NBR-5410 Out/2004). Conforme item 6. Para as novas configurações das tomadas residenciais utilizadas nacionalmente. Os condutores em geral são determinados pela NBR 5471. a) Condutores utilizados: Em instalações residenciais e/ou prediais convencionais. 1.ELE054 Prof. o EPR (borracha etileno-propileno). Já os condutores de EPR são regulamentados pela norma NBR 7286 que trata de fios condutores.1 Tipo de isolação PVC até 300 mm2 EPR Temperatura máxima em o serviço contínuo ( C) Temperatura máxima o em sobrecarga ( C) Temperatura máxima o em curto-circuito ( C) 70 90 100 130 160 250 Referente à tabela 35 da página 100 da NBR 5410:2004 b) Maneira de instalar – (Método construtivo B1) A maneira segundo a qual os condutores estarão instalados influenciará na capacidade de troca térmica entre os condutores e o ambiente. Os condutores de PVC seguem as normas NBR 7288 (cabo PVC) e NBR NM 247-3 (condutor isolado PVC) que abrangem cabos condutores. As indicações da NBR-5410 Out/2004 que se aplicam a este exercício são apresentadas a seguir. vide a portaria 19 do INMETRO no ano de 2004 pg 92 e a pg 93. Utilizaremos em nosso projeto a maneira mais usual em instalações residenciais/prediais.

65 0.ELE054 Prof. (Cada circuito terá o mesmo condutor em toda sua extensão). TABELA 5 Fator de correção FCT PVC EPR OU XLPE Temperatura(ºC) 10 15 20 25 30 35 40 1. Forma de agrupamento dos condutores TABELA 6 Número de circuitos ou de cabos multipolares FCNC 1 2 3 4 5 6 Tabela dos métodos de referência 1 Em feixe: ao ar livre ou Métodos de sobre superfície.fator de correção de temperatura FCNC .70 0.80 0.08 1.12 1.94 0. Flaviö Harå 2/2009 c) Para o dimensionamento dos condutores devemos proceder a dois critérios: c1) Critério da capacidade de corrente Primeiramente deve-se calcular a corrente em cada circuito e em seguida aplicar os fatores de correção.12 1. de forma a adequar cada caso específico às condições para as quais foram elaboradas as tabelas de condução de corrente. A corrente de projeto (IPROJ )será então: IPROJ = FCT x FCNC ICIRC FCT .96 0.04 0.57 AaF em conduto fechado Referente à tabela 42 da página 108 da NBR 5410:2004 Os fatores de agrupamento de circuitos (FCNC) e de temperatura (FCT) devem ser aplicados para se evitar um aquecimento excessivo dos fios quando se agruparem vários circuitos num mesmo eletroduto ou se a temperatura ambiente for diferente da especificada nas tabelas de capacidade de condução de corrente.00 0. FCT e FCNC.91 Referente à tabela 40 da página 106 da NBR 5410:2004 Ref.22 1.17 1.87 1. como se fossem circuitos monofásicos.06 1. tem-se: ICIRC = P U x cos ϕ (Ampere) ou ICIRC = S U (Ampere) Onde: ICIRCUITO = Corrente total da(s) Carga(s) ou do(s) equipamento(s) do mesmo circuito P = potência em Watts do circuito U = tensão em Volts do circuito S = potência em VA do circuito cosϕ = fator de potência = FP. 114 .00 0. embutidos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .fator de correção para grupo de circuitos num mesmo eletroduto Os fatores de correção de temperatura (sem levar em conta a radiação solar) e o fator de correção para grupo de circuitos num mesmo eletroduto são obtidos nas tabelas 5 e 6. quando necessário. São basicamente duas as correções: uma em função do número de circuitos dentro de um mesmo eletroduto e outra em função da temperatura ambiente.15 1.60 0. Para análise. Será necessário aplicar fatores de correção aos valores calculados de corrente de cada circuito. 1.

3 89.0 76.70 (TABELAS 5 e 6 pg.0 32. Flaviö Harå 2/2009 Quando temos uma corrente de projeto menor ou igual a 30% do valor da Tabela 7.3 36.0 101. método B1) referente a capacidade de condução de corrente de condutores e cabos de cobre com isolação de PVC. a temperatura ambiente é de 30o C. poderemos desconsiderar esse circuito para ser contabilizado no FCNC. 115 . Dimensione os condutores do circuito 7 pelo critério da corrente CCC.114) FCT (30OC) = 1.45 A = 29.0 41.0 x 0. levando a escolha de condutores de #4. pois ele não apresentará problema de aquecimento (entretanto ocupará espaço no eletrodutro). ICIRCUITO = ICIRCUITO = 4500 W 220 V x FP 4500 VA 220 V = 20.8 68.0 # 10.2 21.0 22.22 A Observe que houve um “acréscimo” de 43% na corrente do projeto devido ao agrupamento de circuitos no eletroduto.0 2 condutores 3 condutores 30% da carregados (*) Capacidade carregados (*) (Mono ou Bifásico) De condução (Trifásico) IFIO (A) 2 condutores (A) IFIO (A) 17.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .0 # 16. a corrente de projeto será (TABELAS 5 e 6 pg.0 30.0 57.0 (*)Conforme Tabela 36 da 54!0 pg 101.0 9. TABELA 7 BITOLA seção nominal (mm²) # 1.ELE054 Prof. 114) IPROJETO = 1. Observe que como o chuveiro é uma carga resistiva o FP = 1 (cosϕ =1). A seguir apresenta-se a Tabela 7 (Conforme Tabela 36 da 5410 pg 101.1 50.3 15.:CRITÉRIO DE CORRENTE CIRCUITO 7 (TOMADA CHUVEIRO) DA PÁGINA 109. EX.5 5.45A = 20.5 # 4.6 28.0 17.0 FCNC (3) = 0.5 mm2 como indicado pelo critério de corrente do circuito (TABELA 7 pg. considera-se condutor carregado aquele que efetivamente é percorrido pela corrente elétrica no funcionamento normal do circuito.0 # 6.45A Considerando que no primeiro ou segundo trecho deste circuito (que é o mais crítico em relação ao número de circuitos no mesmo eletroduto). temos 3 circuitos passando no mesmo eletroduto e ainda que. o eletroduto que sai do quadro de distribuição e vai para o ponto de luz no teto do dormitório 2.0 # 25.5 # 2.70 20. instalados em eletrodutos embutidos em alvenaria (apenas um circuito dentro do eletroduto) numa temperatura ambiente de 30o C. 115 – 2 condutores carregados).5 24.0 7.0 12.0mm2 e não a de #2. inclusive o neutro.

:CRITÉRIO DE CORRENTE CIRCUITO 3 (TOMADAS) DA PÁGINA 109. Considerando a temperatura ambiente é de 30o C.0 x 0. Flaviö Harå 2/2009 EX. 3) Ler as NOTAS. a corrente de projeto será: FCNC (3) = 0. inicie o exercício de CQT.1 1) Corrigir os erros anteriores se houver.0 x 0. ICIRCUITO = FCT (30OC) = 1. 2) Ler o exercício 04 da apostila até a pg 116. 116 . temos no máximo 3 circuitos carregados no trajeto deste circuito. que será corrigido sem descontar pontos. Analisando a tabela 7 da pág. resultados dos cálculos das correntes com apenas uma casa decimal.5 mm2. EX.65 (TABELAS 5 e 6 pg. assim para temperatura de 30o C temos: FCT (30OC) = 1. Analisando a tabela 7 da página 115. para 2 condutores carregados temos fio ou cabo de #2.0 FCNC (4) = 0.0 1600 VA = 12.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 5) FCNC (parâmetros na planta).:CRITÉRIO DE CORRENTE DO CIRCUITO 2 (ILUMINAÇÃO) DA PÁGINA 109.60 A 127 V Assim como no caso anterior.94 A = 6.65 3. 115. quando o circuito sai do quadro de distribuição temos 4 circuitos carregados no mesmo eletroduto.5 mm2. Recomendações: ETAPA 4. 114) IPROJETO = 1. 114) IPROJETO = 1.94 A 127 V Observe que para este caso. Sugestão: Caso termine esta etapa antes do final da aula.00 A A corrente de projeto foi aumentada em quase 43%.60 A = 18. ICIRCUITO = 500 VA = 3.70 (TABELAS 5 e 6 pg.70 12.06A Para este caso a corrente de projeto é cerca de 54% maior que a corrente de circuito. para 2 condutores carregados temos fio ou cabo de #1.ELE054 Prof. 4) Completar a segunda tabela da planta até a coluna de CCC (deixar a bitola=seção nominal pelo resultado dos cálculos do CCC).

Esta queda deve ser dividida entre o alimentador principal e os demais circuitos. Pela norma NBR-5410:2004. Entre o ponto de fornecimento de energia e o ponto de utilização ocorre uma queda de tensão nos condutores.7. como mostrado na figura a seguir. Flaviö Harå 2/2009 c2) Método de cálculo da queda de tensão (Sd = VA x m) Os equipamentos elétricos (eletrodomésticos. A queda de tensão percentual num circuito constituído pela fonte.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . podendo reduzir a sua vida útil. U = tensão da fonte de alimentação (220V ou 127V) Para circuitos monofásicos a dois condutores temos que: R=2x ρxd (Ω) A (Equação 2) onde: ρ = resistividade do cobre (Ω mm2 / m). com reduzida tolerância. Figura 4.2. Utilizaremos o método “VA x m” que é simples e produz uma boa aproximação para condutores de diâmetros pequenos como os usados em instalações residenciais/prediais.) são projetados para trabalharem a determinadas tensões. a carga e os condutores de alimentação. As quedas de tensão admissíveis são dadas em porcentagem da tensão nominal ou de entrada em relação ao padrão da concessionária. Estas quedas são função da distância entre a carga e o ponto de fornecimento. devido à resistência elétrica dos mesmos. chuveiros. para instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão. I = corrente que circula no condutor (A). a partir da rede de distribuição pública de baixa tensão. pode ser expressa por: ∆U(%) = RxI x 100 U (Equação 1) onde: R = resistência do condutor de alimentação (Ω). os equipamentos receberão uma tensão inferior aos valores nominais e isto é prejudicial ao seu desempenho. a queda admissível é de 4% (Conforme item 6.2 – (catálogo Pirelli) Para o dimensionamento dos condutores utilizando o critério de queda de tensão existem vários métodos de cálculo. A = área da seção transversal do condutor (mm2) e d = comprimento do condutor (m). É usualmente sugerido quedas iguais para o alimentador principal e os demais circuitos. etc.ELE054 Prof. Quando as quedas são elevadas. 117 .2 da 5410 pg 115).

podemos então construir a tabela a seguir.0 149.0 56.0 233.180 # 4.387 70. m Figura 4.152 # 25.720 # 16.0 93.60 V # 1.46 V UMÍNIMA NA CARGA = 215. utilizando a equação 5. podemos então.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .108 # 2.0 37. de acordo com Equação 5. TABELA 8 A x U2 x ∆U(%) 200 x ρ (VA*m) (Equação 5) Soma dos produtos Potência(VA) x comprimento(m) = Sd(VAm) BITOLA Valores para Sd MÁXIMO (VA*m) de 2% condutor UQUADRO = 127V UQUADRO = 220 V (mm²) UMÍNIMA NA CARGA = 124.288 # 6.677 449.032 42.129 168. Flaviö Harå 2/2009 E ainda se admitimos que S = U x I (Equação 3).ELE054 Prof.5 14.5 23. substituindo as duas últimas equações (2) e (3) na primeira (1) e demonstrar que: ∆U(%) = ρ x Logo: 200 x S x d A x U2 (Equação 4) Sxd= Para um condutor de resistividade ρ e área A e para uma queda máxima de tensão do quadro de distribuição à carga de 2%.419 112.3 118 .432 # 10.548 280.871 701.800 ρCOBRE = 1 58 Ω mm2 .

5 mm2 pois assim.8%.800 = →x= % → x = 1.8% 42.4 EX. pelo critério da queda de tensão CQT. 118 de SdMÁX (coluna de 220 V).3m do piso e o pé direito sendo de 2.4m.2 + 0. podemos calcular a nova queda máxima de tensão: 37. Logo. pois com este condutor a queda de tensão no chuveiro seria de 1.8)m = Sd = 4500VA x (8. Então pelo critério da queda de tensão encontramos que o condutor deve ser o de # 1.5 + 2. para este circuito podemos escolher o condutor de # 1. sendo a escala de 1:50.800VA x% 0.8m.5 Sd = 4500VA x (1.5 mm2. porém pelo critério da corrente o condutor encontrado é de # 2. 119 .02 * 37. 1) Calcule os condutores do circuito 7.8 + 1.:QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITO 7 (TOMADA CHUVEIRO) DA PÁGINA 109. ele atende aos dois critérios. Flaviö Harå 2/2009 Figura 4.800 VAm Assim.ELE054 Prof. o da corrente e o da queda de tensão.5 mm2 . Estando o QDC a 1. portanto menor que a máxima permitida.1 + 2.108VA 2% 42. o condutor utilizado neste circuito deve ser o de # 2.4)m = 37.108 Pela TABELA 8 – pg.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . temos que o comprimento dos condutores que alimentam o chuveiro é de 8. Figura 4.5 mm2 .

Abaixo temos representado o desenho esquemático do circuito 3.7+2.5) (Sd=12250VAm) 120 .7+2. O esquema não está em escala mas as distâncias dos vários trechos e as potências das cargas estão indicadas no desenho.5) + 100x1.7+2.5) (Sd = 10350 VAm) ou 600X2.7+2.6 A seguir são ilustradas todas as possibilidades para o cálculo dos condutores.6+2.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 EX.0+2.5) (Sd = 6220VAm) ou 5760VAm 100x(1.5) (Sd = 9750 VAm) ou 1300x2.7 + 200x(1.1) + 100x(2.7+0. 2) Dimensione os condutores do circuito 3.5+2. pelo critério da queda de tensão.2 + ou 420Vam 960VAm 100x(1.5) (Sd=12270VAm) ⇐ ou 100x(1.ELE054 Prof. sendo que existem várias possibilidades e deve ser levado em conta aquela que utiliza em seus cálculos maior potência e maior comprimento.1+2.5) (Sd = 6180 VAm) ou 100x(1.5) (Sd=12270VAm) ⇐ 300X3. 100x(2.9 (Sd=11960VAm) ou 1620VAm 100x(1.7 + 600x(1.:CRITÉRIO DE QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITO 3 (TOMADAS) DA PÁGINA 109.5) (Sd = 6210VAm) ou Sd = 1600x(1.1+1.9+2.5) (Sd = 10830 VAm) 3510VAm ou 100x(1. Figura 4.5+2.

ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .70m Enxerga / vê como Se fosse uma carga única (total pela frente) Novamente esse caminho de 2. Flaviö Harå 2/2009 A saída do QDC Enxerga / vê como Se fosse uma carga única (total pela frente) Esse caminho de 2.70m Enxerga / vê como Se fosse uma carga única (total pela frente) 121 .

para que o condutor atenda aos dois critérios será utilizado o condutor de # 2.02 *12. Flaviö Harå 2/2009 Analisando os resultados conclui-se que Sdmax é de 12270 VAm.7+2. 118 de SdMÁX (coluna de 127 V) vemos que devemos utilizar o condutor de # 1. este valor foi obtido da equação abaixo: Sd = [100VA x (1.75% 14. para este circuito encontramos que o condutor do circuito 3 deve ser o de # 2.7)m]+ [1300VA x (2.ELE054 Prof.032VA 2% 14.5 mm².5)m] + [300VA x (3. 122 .270 VAm 12. Assim.270VA x% 0.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .5 +2.032 Consultando a TABELA 8 pg.1)m] Sd = 12.7)m] + [1600VA x (1.270 = →x= % → x = 1. pelo critério de corrente.2)m] + [600VA x (2. menor portanto que a máxima permitida. Mas como foi calculado anteriormente.5 mm².75%.5mm2 pois teremos no ponto crítico uma queda de 1.

5 mm².7 Sd = 500VA x(1.5 mm². a seção dos condutores de fase.7)m + 1600VAm 100VA x (2.032 Consultando a TABELA 8 pg.2+1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .3+0.:CRITÉRIO DE QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITO 2 (ILUMINAÇÃO) DA PÁGINA 109.7+1. de iluminação Circ.5]+[100 x (3.5+1. de força* Seção mínima do condutor em mm2 (cobre) 1.260 = →x= % → x = 0.02 * 3. adota-se o condutor de maior seção.7+1.47% 14. d) Escolha da bitola dos condutores Uma vez verificados os dois critérios acima.5 2.2. e dos condutores vivos. em circuitos de corrente alternada. 118 de SdMÁX (coluna de 127 V) vemos que devemos utilizar o condutor de # 1. Flaviö Harå 2/2009 EX.5 Referente à tabela 47 da página 113 da NBR 5410:2004 *Os Circuitos de tomadas de corrente são considerados circuitos de força 123 . Figura 4. Os valores encontrados para o condutor do circuito 2 pelo critério da corrente e pelo critério da queda de tensão são amobos de # 1.5+1. do exemplo do Roteiro 3. em circuitos de corrente contínua. Portanto o condutor do circuito 2 deve ser o de # 1.5+1.032VA 2% 14. 3) Idem para o circuito 2.6 da página 113) que no caso de instalações residenciais. Devendo-se observar a seção mínima exigida pela NBR 5410:2004 (Conforme item 6.47%.4+1.ELE054 Prof. menor portanto que a máxima permitida. não deve ser inferior ao valor pertinente dado na tabela seguinte: Tipo de Linha Instalações fixas em geral Condutores e cabos isolados Utilização do circuito Circ.5)m (Sd = 2250VAm) ou [200 x 3.5mm2 pois teremos no ponto crítico uma queda de 0.3+1.7)] (Sd = 3260VAm) 700VAm 960VAm A nova queda máxima de tensão é: 3.260VA x% 0.0)m (Sd = 2080VAm) ou 100VA x (3.1+1.

deve-se adotar como seção reduzida do condutor neutro a mesma seção adotada para os condutores fase. Em ambos os casos o material metálico. f) Dimensionamento do condutor de proteção (terra) Aterramento é a ligação elétrica intencional com a terra. Alguém. Sub-item da alínea a) do item 6. Se a seção dos condutores de fase for menor ou igual a 25 mm2. Para maior entendimento é ilustrado abaixo duas situações. estabelecerá um caminho condutor fechado entre dois pontos sob potencial elétrico diferente. poderão colocá-las sob um potencial elétrico diferente do da terra. deve ter a mesma seção do condutor de fase. que são aplicáveis quando os condutores de fase e o condutor de neutro forem do mesmo metal. Sendo que num circuito bifásico ou trifásico com neutro. pode ser necessário um condutor neutro com seção superior à dos condutores de fase. a taxa de terceira harmônica e seus múltiplos for superior a 33%. Conforme 2º.2 da norma. o que ocasionará a circulação de corrente elétrica deste ponto à terra (veja figuras abaixo). Caso contrário tem-se os valores apresentados em seguida. É o que chamamos choque elétrico. em contato com a terra no instante em que tocar superfícies com potencial elétrico diferente do da terra. a primeira trata-se de um sistema aterrado enquanto a segunda trata-se de um sistema não aterrado.10.2.6.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . carcaça de um equipamento encontra-se energizado. o condutor neutro não pode ser comum a mais de um circuito e quando for circuito monofásico. em contato com superfícies condutoras. As instalações elétricas estão sujeitas a defeitos como falhas de isolamento de condutores ou partes energizadas que.8 sistemas aterrado Figura – 4. Referente à tabela 48 da página 115 da NBR 5410:2004.2. da NBR 5410:2004 e) Dimensionamento do condutor neutro De acordo com o item 6.2. Esta ligação visa propiciar um meio favorável e seguro ao percurso de correntes elétricas perigosas e indesejáveis. Flaviö Harå 2/2009 Em um eletroduto embutido em alvenaria deve existir somente condutores que estão contidos no intervalo de 3 bitolas normalizadas sucessivas. Figura – 4. página 119.9 sistema não aterrado 124 .ELE054 Prof.

até # 16mm². toda instalação elétrica predial deve possuir um sistema de aterramento. página 202 e 203 da NBR-5410:2004.3.1. f) armadura do concreto (ver nota). O aterramento também é deve fornecer um plano de referência estático e sem perturbações (terra).3.3. O esquema sugerido neste trabalho será o TN-S onde o condutor neutro e o condutor de proteção (terra) são separados ao longo da instalação e as massas (conjunto de partes metálicas não destinadas a conduzir corrente. Conforme a norma NBR 5410.2. 125 .4. A NBR-5410-2004 estabelece a necessidade de se instalar o fio TERRA e plugues e tomadas padrão atenderão esta EXIGÊNCIA.4. 11. 6. em toda sua extensão. b) tubulações de gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis.6.5 mm2 em cobre. Nota: Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito. enquanto num sistema não aterrado a corrente circulará através da pessoa. Sendo necessário que o condutor de proteção for construído do mesmo metal que os condutores de fase (Conforme item 6.2.4. Seção mínima do condutor de proteção Seção dos condutores de fase S mm2 Seção mín. observado o disposto em 6. se for provida de proteção contra danos mecânicos. incluindo as conexões às armaduras do concreto. Flaviö Harå 2/2009 Como pode ser observado. computador. mm2 S 16 áS 16 35 á S > 16 S > 35 S/2 Referente à tabela 58 da página 150 da NBR 5410:2004 6.337 de 26-JUL-2006 De acordo com a Tabela 58 página 150 da NBR 5410:2004. do circuito de maior bitola.3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . todo circuito deve dispor de condutor de proteção. em toda a sua extensão (ver também 6.4.1. 4 mm2 em cobre.2. em um sistema aterrado a pessoa em contato com a carcaça é protegida em um sistema aterrado.3. de tal modo que os equipamentos eletrônicos.1. A medição da resistência de aterramento é feita segundo a NBR 5410-2004 conforme o anexo J (normativo).3 da página 150).4 A seção de qualquer condutor de proteção que não faça parte do mesmo cabo ou não esteja contido no mesmo circuito fechado que os condutores de fase não deve ser inferior a: a) b) 2.1. eletricamente interligadas e isoladas das partes vivas) devem então ser conectadas ao condutor de proteção.3 Os seguintes elementos metálicos não são admitidos como condutor de proteção: a) tubulações de água. Todo circuito deve dispor de condutor de proteção.4. se não for provida de proteção contra danos mecânicos. em conformidade com a Lei no.1.5. Como especificado em 5.3. de proteção corresp. Nota: Nenhuma ligação visando equipotencialização ou aterramento. utiliza-se no condutor de proteção a mesma seção do condutor fase. do cond.ELE054 Prof. pode ser usada como alternativa aos condutores de proteção dos circuitos.5). possam funcionar satisfatoriamente tanto em baixas quanto em altas freqüências. g) estruturas e elementos metálicos da edificação (ver nota).

NUNCA troque seus disjuntores ou fusíveis por outros de maior corrente (maior amperagem) simplesmente. por outros de maior seção (bitola). a troca de um disjuntor ou fusível por outro de maior corrente requer. deve ser previsto espaço para ampliações futuras. os quadros de distribuição destinados a instalações residenciais e análogas devem ser entregues com a seguinte advertência: ADVERTÊNCIA 1. muito provavelmente. que a instalação elétrica apresenta anomalias internas. Da mesma forma. Flaviö Harå 2/2009 Nos quadros de distribuição.5. 126 . Esta advertência pode vir de fábrica ou ser provida no local. com base no número de circuitos com que o quadro for efetivamente equipado. Se os desligamentos forem freqüentes e. Desligamentos freqüentes são sinal de sobrecarga. conforme a tabela seguinte: Espaço para ampliações em quadros de distribuição Espaço mínimo destinado a Quantidade de circuitos reserva (em número de circuitos) efetivamente disponível N Até 6 2 7 a 12 3 13 a 30 4 N > 30 0. somente 3 com CQT (nestes casos escolher o maior entre as 2 bitolas na coluna BITOLA). desligando algum circuito ou a instalação inteira. antes de a instalação ser entregue ao usuário. Identificar cada um dos 3 cálculos desta forma qual tipo de circuito e o número dele: TUE – C?. principalmente. 7) Dimensionar o(s) condutor(es) de proteção – terra pg 124 e 125. a troca dos fios e cabos elétricos.10 da página 158. somente de um circuito de LUZ.ELE054 Prof. 2) Ler o restante exercício 04 da apostila. Por isso. 6) Completar toda a coluna de BITOLA em relação ao CCC. antes. A DESATIVAÇÃO OU REMOÇÃO DA CHAVE SIGNIFICA A ELIMINAÇÃO DE MEDIDA PROTETORA CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS E RISCO DE VIDA PARA OS USÚARIOS DA INSTALÇÃO.2 1) Corrigir os erros anteriores se houver. NUNCA desative ou remova a chave automática de proteção contra choques elétricos (dispositivo DR).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . isso significa. ETAPA 4. 2. um de TUG e um de TUE. e não deve ser facilmente removível. mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente.15 N NOTA A capacidade de reserva deve ser considerada no cálculo do alimentador do respectivo quadro de distribuição Referente à tabela 59 da página 157 da NBR 5410:2004 Conforme item 6. Quando um disjuntor ou fusível atua. nos demais circuitos que não possuem o cálculo do CQT copiar a coluna CCC para coluna BITOLA tomando cuidado com as observações pg 123 e 124. Como regra. que só podem ser identificadas e corrigidas por profissionais qualificados. se as tentativas de religar a chave não tiverem êxito. 5) Completar na coluna CQT somente os 3 circuitos que foram calculados. TUG – C? e LUZ – C? Onde a interrogação é o número do circuito. a causa pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito. 3) Ler as NOTAS. 4) Calcular as quedas de tensão de acordo com o CQT.4.

editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. no site www. editado pelo INMETRO. proposta de revisão do texto do Regulamento de Avaliação da Conformidade para Certificação dos Disjuntores. visando à consolidação do texto final. no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – SBAC. e Considerando a existência. Art. no uso de suas atribuições.933. bi.MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA. de grande variedade de dispositivos elétricos residenciais de baixa tensão.inmetro. NBR IEC 60947-2. importação comercialização dos disjuntores. industrializados em desacordo com as normas técnicas. NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL – INMETRO Portaria nº 130. no âmbito do SBAC. derrogando o parágrafo único do artigo 2º. NBR IEC 60898 ou NBR NM 60898. NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL . de medição e de distribuição. deverão estar de acordo com o Regulamento de Avaliação da Conformidade para Certificação dos Disjuntores. para que indiquem representantes nas discussões posteriores. 5º Informar que as críticas e sugestões a respeito da proposta deverão ser encaminhadas para o endereço abaixo: Instituto Nacional de Metrologia. a partir da data da publicação desta Portaria.Rio Comprido . a certificação compulsória dos disjuntores utilizados nos quadros de entrada. comumente conhecidos como minidisjuntores. quando iniciará a sua vigência.RJ FAX: (021) 2563.966. findo o prazo estipulado no artigo 4º desta Portaria. tri e tetrapolares para tensões até 415V (volt). de 11 de dezembro de 1973. 3º Disponibilizar. de 14 de fevereiro de 2005. JOÃO ALZIRO HERZ DA JORNADA Presidente do Inmetro 127 . Parágrafo Único – A certificação. respectivamente. foco de incêndios e de diversos acidentes residenciais. ou execuções mono. correntes nominais até 63A (ampère) e correntes de curtocircuito até 10kA (quilo-ampère). residenciais. às Normas Brasileiras NBR 5361. Art. no mercado. indicando conformidade. 4º Declarar aberto. ou E-mail: dipac@inmetro. da Portaria Inmetro nº 35. 2º Os disjuntores mencionados no artigo anterior deverão ostentar a identificação da certificação. de 20 de dezembro de 1999. (Disjuntores) O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA.Inmetro Diretoria da Qualidade – DQUAL Divisão de Avaliação da Conformidade – DIPAC Rua Santa Alexandrina 416 CEP 20261-232 . Considerando a necessidade de zelar pela segurança das instalações elétricas de baixa tensão. em conformidade com as Normas Brasileiras NBR 5361 e NBR IEC 60898. o prazo de 60 (sessenta) dias para que sejam apresentadas sugestões e críticas relativas ao Regulamento de Avaliação da Conformidade para Certificação dos Disjuntores. anteriormente mencionadas. Art. Considerando a necessidade de regulamentar os segmentos da fabricação.br Art. será admitida até 31 de dezembro de 2005.2834 . fato que torna desaconselhável a sua utilização. de 30 de junho de 2005.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Normalização e Qualidade Industrial . Flaviö Harå 2/2009 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO.gov. Art.INMETRO.gov.ELE054 Prof. o Inmetro se articulará com as entidades representativas do setor. que tenham manifestado interesse na matéria. As certificações. INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR . 7º Publicar esta Portaria no Diário Oficial da União. 6º Declarar que. 1º Fica mantida.br. resolve baixar as seguintes disposições: Art. e tendo em vista o disposto no artigo 3º da Lei nº 9. de que trata o caput deste artigo. de modo a estabelecer regras equânimes e de conhecimento público. Art. conferidas pela Lei nº 5.

ELE054 Prof. Os disjuntores termomagnéticos em caixa moldada.3. de animais domésticos e de bens.Dimensionamento da proteção dos circuitos A NBR 5410 estabelece prescrições fundamentais destinadas a garantir a segurança de pessoas. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 5 1) Dimensionar a proteção dos circuitos – os disjuntores NBR NM 60898:2004 2) Dimensionar os eletrodutos – diâmetro dos dutos NBR 6150 As indicações da norma NBR-5410 – 2004 que se aplicam a este exercício estão resumidas a seguir. para a proteção e manobra de circuitos de distribuição. Disjuntor monofásico Curva B 10A Disjuntor bifásico Curva B 20A Disjuntor trifásico Curva C 16A 128 . Elas podem ser pouco superiores à corrente nominal (correntes de sobrecarga) ou muito superior por ocasião de uma falta (correntes de curto-circuito). PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTES As sobrecorrentes são correntes elétricas cujos valores excedem o valor da corrente nominal ou valor de funcionamento normal do equipamento. e IEC 898 (aplicação residencial).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 1. geralmente de cor branca (também chamados de mini-disjuntores) são regulamentados pela norma NBR NM 60898:2004 aplicável para instalações domésticas e similares. Os disjuntores DR são regulamentados pela norma NBR IEC 61009 – 1.1 da página 62). montados em quadros de distribuição padronizados. possuem acionamento manual e são equipados com disparadores eletromagnéticos que atuam em caso de curto-circuito e disparadores térmicos que atuam em caso de sobrecarga. contra os perigos que possam resultar de utilização das instalações elétricas. portanto. para proteger os diversos circuitos contra eventuais sobrecargas ou curtos-circuitos. São usados. Em instalações residenciais utilizam-se normalmente disjuntores termomagnéticos em caixas moldadas ("quick-lag").3. De construção compacta (vide figura abaixo). (Conforme item 5.

(CATÁLOGO GE) FIGURA 1 PROTEÇÃO CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS É previsto um sistema de aterramento para a instalação onde todas as massas devem ser conectadas à terra (Ver exercício anterior). É obrigatória. Na prática todos os circuitos apresentam uma corrente de fuga.. O gráfico abaixo mostra a curva de disparo de um disjuntor que atende às rígidas exigências da norma IEC 898 (aplicação residencial).1 da 5410 pg 63 Onde o valor do IFIO encontra-se na TABELA 7 – pg 115. também. D1 = curva de atuação do disjuntor.32 .16 .. Onde: C = curva de suportabilidade térmica do condutor.10 .50 .40 . limitada a valores mínimos.25 .4. a utilização de dispositivos diferenciais de alta sensibilidade.70 . devido à inexistência real de isolação perfeita.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Podem ser dimensionados utilizando-se o seguinte critério: IFIO x (FCNC x FCT) á IDISJUNTOR á ICIRCUITO Conforme item 5.63 .3.20 .. O que o dispositivo diferencial faz é supervisionar a existência de corrente de fuga no circuito ao qual está conectado e atuar.80A. Flaviö Harå 2/2009 VALORES PADRONIZADOS PARA AS CORRENTES DE INTERRUPÇÃO: IDISJUNTOR : . 129 ..ELE054 Prof.13 .

11.1.2. Em instalações residenciais em locais molhados.8 As curvas.1 É vedado o uso.1.2-3). fora do controle da ação humana. Este é então o princípio fundamental dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas. 2. pois são fenômenos da natureza. por caixa ou extremidade de linha.5 Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados. produtos caracterizados por seus fabricantes como “mangueiras”. não devem resultar em redução das dimensões internas do eletroduto. quando originadas do dobramento do eletroduto. a princípio.ELE054 Prof. sem o uso de acessório específico.11.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . O projeto e a instalação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas não são objetivos de estudo nesta disciplina. por exemplo. um percurso seguro e um sistema de escoamento das descargas elétricas de origem atmosférica de forma a evitar ou reduzir os seus efeitos perigosos.2. é obrigatório a utilização de dispositivos diferenciais. qualquer que seja essa combinação (caixa-caixa.1. podem ser instaladas no máximo três curvas de 90° ou seu equivalente até no máximo 270°. trata-se então de procurar oferecer um ponto de captação. Estando a sua ocorrência. 6. caixaextremidade ou extremidade-extremidade). como eletroduto.2.1. em particular banheiros e piscinas. 6. constituindo portanto um único dispositivo. por exemplo. Quando temos 3 ou mais condutores no eletroduto. 6. Nota: Esta proibição inclui.2. Em nenhuma hipótese devem ser instaladas curvas com deflexão superior a 90°. Flaviö Harå 2/2009 provocando o seccionamento da alimentação do circuito.11. 6. PROTEÇÃO CONTRA SOBRETENSÃO Numa instalação residencial aa causas mais freqüente das sobretensões são os fenômenos atmosféricos. sempre que o valor desta corrente for superior a um valor preestabelecido.11.2 Nas instalações elétricas abrangidas por esta Norma só são admitidos eletrodutos não-propagantes de chama. de condutores de aterramento. as dimensões internas dos eletrodutos e os respectivos acessórios de ligação devem permitir instalar e retirar facilmente os condutores nele contidos. de produtos que não sejam expressamente apresentados e comercializados como tal. de um lado e de outro.2.Dimensionamento dos eletrodutos De acordo com a norma NBR 6150:1980 – Eletrodutos de PVC rígido – (Eletroduto flexível de seção circular. a proteção dos condutores contra sobrecargas e curto-circuitos e a proteção das pessoas contra choques.11. a taxa máxima de ocupação em relação à área de seção transversal do mesmo deve ser de 40%.7 Em cada trecho de tubulação delimitado. garante-se em um mesmo dispositivo. Corrugado de acordo com a IEC 60614. 130 . Portanto seu dimensionamento irá depender do número e da bitola dos condutores que estão contidos no eletroduto. Desta forma. 6. Nota: Isso não exclui o uso de eletrodutos para proteção mecânica.6 da 5410 pg 120. conforme o item 6.2.11. de PVC. A tendência dos raios é atingir a superfície da Terra. Comercialmente os dispositivos diferenciais são fornecidos em módulos acoplados elétrica e mecanicamente a disjuntores termomagnéticos. cabos unipolares ou cabos multipolares.1.1.

2 356.34 37. Flaviö Harå 2/2009 Figura 2 Calculada a área ocupada pelos condutores em cada eletroduto usando a equação abaixo pode-se escolher o eletroduto.d k2 n ∑ 4 k =1.3 593.4 25 (mm) ¾” 21.7 4 4. da Tigre.9 40% da área útil (mm2) 84.85 16.62 27.5 3.0 2.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . foi apresentado somente para fins de dedução! Abaixo transcrevemos dados de eletrodutos de PVC rígido.5 3.48 142.3 32 (mm) 1” 27.6 10 5. rosqueável. TABELA 9 Diâmetro nominal Diâmetro interno (*) (mm) 20 (mm) ½” 16.39 56.5 Área útil (mm2) 211. ou seja a área média de cada condutor ocupará: TABELA 10 CONDUTOR (mm2) diâmetro externo (mm) ΑCADA FIO = Σ π d2 (mm2) 4 1. Diâmetro externo dos condutores com os resultados dos cálculos da equação acima.5 7. 5 25 [mm2] onde: d = diâmetro externo (mm) k = bitola do condutor no eletroduto (mm2) n = número de condutores da bitola k O cálculo acima será PROIBIDO na disciplina. ÁREA TOTAL OCUPADA PELOS CONDUTORES = π .2 6 4.75 13.9 16 6.07 10.ELE054 Prof.75 131 .9 25 8.56 * Estes são os eletrodutos adaptáveis às caixas octogonais usadas em instalações elétricas residenciais.52 237.

0mm2.5mm2.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Recomendações: 1) Corrigir os erros anteriores se houver.85mm2) = A = 14. Assim pelo esquema temos 2 condutores de #1. determinar o que acontece com as combinações de número de condutores e bitolas igual(is) ou número menor de condutores com as mesmas bitolas. Flaviö Harå 2/2009 Exemplo: O eletroduto que liga o quadro de distribuição ao ponto de luz do quarto suíte da planta da pg 109.0 mm2. 2 condutores de #2.70mm2 = 63.34 mm2 é menor ou igual a 84.07mm2) + 2 x (10. ou seja que todas as combinações de bitolas da sua planta foram calculadas ou comparadas com o cálculo base. 4) Dimensionar os eletrodutos. 3) Dimensionar os disjuntores preenchendo o final da 2ª. supondo-se que os circuito 1 é de bitola #1. 132 .5mm2. Tabela (menos o disjuntor geral). poderemos dimensionar o diâmetro mínimo.5mm2 e φ 4.2mm para os condutores de #4.0 mm2 (circuito 7 fase e fase mais o terra).75mm2) + 3 x (13. pois 63. Pela TABELA 10 da pg 131. No total temos 7 condutores neste eletroduto: 4 fases. apresentando no mínimo 2 cálculos bases e no máximo 5. o 7 e o fio terra de bitola #4.ELE054 Prof.5 mm2 (circuito 1 fase e neutro). φ 3.14mm2 + 21. qualquer duto que estiver na planta a condição de ocupação dentro dele será apresentada por um dos cálculos explicitamente e/ou a partir de algum dos cálculos consigo deduzir a ocupação deste. que representa o máximo de 40% da área interna do duto de φ 20mm.7mm para os condutores de #2. 2) Ler o exercício 05 da apostila. teremos o esquema da figura abaixo. Observação: Nesta etapa o que deve ser verificado são as combinações de ocupação dos condutores. 2 neutros e 1 terra (são 3 circuitos => 6 condutores e o terra).5 mm2 (circuito 3 fase e neutro) e 3 condutores de #4. Para garantir que todos os dutos foram dimensionados. 5) Todas as plantas terão o cálculo do duto onde passam os 02 chuveiros.50mm2 + 27. utilizaremos o valor de φ 3. utilizaremos um eletroduto de PVC φ 20mm.34 mm2 Na planta PROIBIDO aparecer algum cálculo com (Pd2/4)! Consultando a TABELA 9 da pg 131.0mm de diâmetro externo para os condutores de #1. teremos: A = 2 x (7. Consultando a TABELA 10. o 3 de bitola #2.5mm2. NOTA: Cáculo base é aquele que você consegue por comparação.48 mm2. 6) Ler as NOTAS e as LEGENDAS da planta.

Portanto torna-se necessário o cálculo da carga demandada.60 0.68 0. as cargas devem ser distribuídas entre as fases de modo a assegurar o melhor equilíbrio possível. Em residências pequenas (pequena carga) o fator de demanda pode ser considerado igual a 100%. que representaria a potência que realmente seria utilizada simultaneamente.57 0. toda a carga instalada é utilizada simultaneamente.76 0.64 0. TABELA 11 C = ∑ Cargas de iluminação e TUG’s (LUZ + TUG) (Cargas em kVA) ∑ Cargas £ 1 F. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 6 1) DIMENSIONAR O ALIMENTADOR (PELA CARGA INSTALADA OU PELA DEMANDA) E A PROTEÇÃO GERAL DE SUA INSTALAÇÃO 2) FAZER O DIAGRAMA UNIFILAR GERAL DA INSTALAÇÃO E O EQUILÍBRIO DE FASES.ELE054 Prof.Estimativa de demanda Em instalações alimentadas por mais de uma fase. 1 .D (fator de demanda) (LUZ + TUG) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 < < < < < < < < < ∑ Cargas £ 2 ∑ Cargas £ 3 ∑ Cargas £ 4 ∑ Cargas £ 5 ∑ Cargas £ 6 ∑ Cargas £ 7 ∑ Cargas £ 8 ∑ Cargas £ 9 ∑ Cargas £ 10 ∑ Cargas > 10 0.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .72 0. ou seja.52 0.54 0.81 0. Para o cálculo da demanda: a) Somamos todas as cargas de iluminação e tomadas de uso geral e multiplicamos pelo fator de demanda.45 133 . Caso sua instalação tenha um fornecimento tipo D será necessário estimar a demanda. Uma forma de se calcular esta demanda é sugerida pela Cemig em seu “Manual da Distribuição para atendimento de consumidores em baixa tensão” que é transcrita abaixo. Em residências com carga instalada acima de 15kW (considerada elevada para a concessionária local) sabe-se que nem toda ela é utilizada simultaneamente. Define-se por fator de demanda o fator por que deve ser multiplicado a potência instalada para se obter a potência demandada.86 0.

para consumidores A e B utiliza-se a carga instalada (kW) mas já para consumidores tipo D. 2 . será necessário calcular a carga demandada (kVA). que indica a proteção geral (disjuntor) a ser usada no quadro de medição.Dimensionamento da proteção geral A seguir é mostrada parte da tabela extraída do “Manual da Distribuição para atendimento de consumidores em baixa tensão” da Cemig. Flaviö Harå 2/2009 TABELA 12 b) Para as cargas especiais o fator de demanda é dado em função do número de aparelhos de um mesmo tipo (independente da potência dos equipamentos).70 c) A carga demandada da instalação será a soma das parcelas acima.76 0. TABELA 13 FORNECIMENTO CARGA INSTALADA OU Carga demandada tipo faixa A1 A2 B --D1 D2 D D3 D4 D5 D6 De (>) --5 10 ----15 23 27 38 47 Até (£) 5 kW 10 kW 15 kW 15 kVA 23 kVA 27 kVA 38 kVA 47 kVA 57 kVA 2 2 3 4 4 4 4 4 4 1 1 2 3 3 3 3 3 3 40 70 60 40 60 70 100 120 150 No de fios No de fases Disjuntor (A) A 3 . (TUE) 1 2 3 4 5 1. Observe que. de acordo com a norma ND 5.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Para consumidores tipo D. o dimensionamento é feito com base na potência instalada em kW.1 – Cemig.84 0. Número de aparelhos F.92 0. o dimensionamento é feito com base na provável demanda de potência (kVA).00 0. utilizando os critérios da capacidade de corrente e o da queda de tensão. 134 .Dimensionamento do alimentador e da proteção geral O alimentador deve ser dimensionado da mesma forma como foram dimensionados os condutores dos circuitos. que pode ser estimada pelo projetista ou pela concessionária conforme ítem anterior.ELE054 Prof. Para consumidores tipos A e B.D.

167 de Proteção Geral.4500 VA .127 V . ⇒ PT(LUZ +TUG)DEMANDADA = 7400 VA x 0.torneira elétrica 21.92] + (1500 x 1) + (3500 x 1) = = (8280) + (1500 ) + (3500) = 13280 VA Pot. Uma vez dimensionados as proteções geral e individuais de cada circuito e os condutores (circuitos e alimentador). de levantamento de cargas e 2ª. 135 .127 V .chuveiro C3 . que será exemplificado abaixo. Da TABELA 11.iluminação C6 . Flaviö Harå 2/2009 4 . pg.4500 VA .400VA = Potência Total Instalada (deste exemplo => Tipo D) • DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO GERAL OU DISJUNTOR GERAL PT(LUZ +TUG) = C4 + C5 + C6 + C7 + C8 = = 1500 + 1300 + 1300 + 1300 + 2000 = 7400 VA Estes valores já estão somados na 1ª.0 (torneira elétrica) PT(TUE)DEMANDADA = [( C1 + C2 ) x 0.220 V .220 V .57 = 4218 VA Da TABELA 12 – pg.TAB de divisão dos circuitos da planta (no final das colunas LUZ e TUG).1500 VA .1300 VA .127 V .TAB.1300 VA .micro ondas C4 .92 (chuveiros).1300 VA .92] + ( C3 x 1 ) + ( C9 x 1 ) = = [(4500+4500) x 0.tomadas cozinha e área de serviço C9 .Diagrama Unifilar O diagrama unifilar dos quadros de distribuição e medição é fundamental para a perfeita compreensão do projeto de uma instalação elétrica. 1. 134 temos que o fator de demanda para aparelhos do mesmo tipo de uso serão: 0. podemos traçar o diagrama unifilar da instalação.220 V .tomadas C7 . Total DEMANDADA = PT(Ilu +TUG)DEMANDADA + PT(TUE)DEMANDADA = = 4218VA + 13280VA = 17498 VA Assim pela TABELA 13 – pg.57.3500 VA .127 V .127 V .0 (micro ondas) e 1.127 V .tomadas C8 . com as seguintes tensões e potências: C1 .iluminação C5 .2000 VA .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.chuveiro C2 .1500 VA . Exemplo: Dimensione o alimentador e faça o diagrama unifilar de uma instalação sabendo-se que possui 9 circuitos. esta instalação será do tipo D2 com disjuntor geral de 60 A trifásico.134 temos que o fator de demanda de iluminação e TUG será 0.

vide figura 6.1 que mostra a situação do lote na rua e a implantação da casa no mesmo. 115 Roteiro 4 – Critério de corrente – 3 condutores carregados) I FASE = PFASE VA = 46 A ⇒ # 10mm2 127 V Supondo um alimentador de 10m (comprimento TOTAL dos condutores.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 136 .1 – Planta de implantação e situação PFASE = PT(LUZ + TUG)DEMANDA + PT(TUE) DEMANDADA = 3 17498 VA 3 = 5833 VA (TABELA 7 – pg. (SERÁ UTILIZADO O MESMO COMPRIMENTO PARA O EXERCÍCIO NAS PLANTAS) ⇒ S d = PFASE x d = 5833 VA x 10 m = 58330 VAm (TABELA 8 – pg.ELE054 Prof. levando em cosideração subidas e descidas). 118 Roteiro 4 – Critério de queda de tensão em 127V) ⇒ # 10mm2 Logo o alimentador escolhido deve ser sempre o que for maior para garantir os 2 critérios ⇒ o de # 10mm2 . Flaviö Harå 2/2009 • CONTINUANDO COM O CÁLCULO DO ALIMENTADOR: Figura 6.

0 mm # 2.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .5 mm # 1.ELE054 Prof. = FASE A = FASE B = FASE C = 21400 VA 3 = 7134 VA por fase C1 C9 + C4 + C6 + = 6800 VA 2 2 C2 C1 + + C3 + C5 = 7300 VA 2 2 C2 C9 + C7 + C8 + = 7300 VA 2 2 137 . Ref.5 mm # 2. Pot.5 mm # 2.5 mm # 2.3 Deve-se dividir as cargas INSTALADAS o mais igualmente possível entre as fases: carga da fase A. B e C com valores em torno da potência de referencia.2 QDC # 4.5 mm # 1.400VA.0 mm # 4. Flaviö Harå 2/2009 • DIAGRAMA UNIFILAR DA INSTALAÇÃO Figura 6. Importante é que no final a DEMANDA média por fase fique bem equilibrada (valores bem próximos). Referência de equilíbrio das fases = Potência Instalada Número de fases Segundo o exemplo dado teremos que somando os 9 circuitos teremos uma potência instalada de 21.5 mm # 2.5 mm 2 2 2 2 2 2 2 2 2 Figura 6.

4 Recomendações: 1) Corrigir os erros anteriores se houver.0 OU MFASE 138 . Potência dos circuitos. os dispositivos de proteção existentes no(s) quadro(s). na disciplina adotaremos 10.1 mFASE =0.Na figura 6.1. 220 V: 02 fases.0m comprimento TOTAL dos condutores que alimentam a casa. composta por pessoal advertido ou qualificado (BA4 ou BA5.3 As instalações para as quais não se prevê equipe permanente de operação.0 e 1. Bitola de cada circuito. 3) Especificar os cálculos da demanda para dimensionar o disjuntor geral (completar a 2ª. Equilíbrio de fases. 2) Ler o exercício 06. devem ser entregues acompanhadas de um manual do usuário. d) recomendação explícita para que não sejam trocados. 3.4 tem-se uma vista de uma instalação elétrica. no caso de circuitos terminais. tabela 18). 3. quando for o caso. Disjuntor geral. desde o ramal de ligação até os circuitos terminal. 6. no mínimo. etc FIGURA 6. 2. 2. c) potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados como reserva. Diferença máxima do valor entre a maior fase e a menor fase das 3 fases: 10%. Nota: São exemplos de tais instalações as de unidades residenciais. 127 V: 01 fase. os seguintes elementos: a) esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos circuitos e respectivas finalidades. 5. de pequenos estabelecimentos comerciais. 4. CCC: considerar três condutores carregados. b) potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito terminal efetivamente disponível. que contenha. Flaviö Harå 2/2009 5 . Bitola do alimentador.ELE054 Prof. 2. 5) Completar o diagrama unifilar: 1. 6) Equilíbrio de fases: 1. CQT: considerar 127 V por fase. Disjuntores do QDC. tabela com o valor dele).8.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .9 e 1. supervisão e/ou manutenção. MFASE mFASE =1. regido em linguagem acessível a leigos. por tipos com características diferentes. incluindo relação dos pontos alimentados. 4) Alimentador: 1. 6.

4) O imóvel deverá conter placa com número predial. 5) A altura entre o ponto de entrega e o solo deve ser de no mínimo 5. . de fácil acesso.0 metros. dentro do lote. 9) A conexão do fio terra à haste de aterramento deverá ficar à vista para vistoria e posterior acabamento..0 metros. 2) A distância entre o padrão e a divisa do lote e ente o padrão e seu acesso é de no máximo 6. 10) Os eletrodutos deverão ser de ferro galvanizado ou pintado ou PVC rígido. devendo deslizar livremente dentro dos mesmos e ter comprimento adequado para a ligação. no máximo 30..1 da CEMIG de Novembro-1998: 1) O local do Padrão deve ser livre. obedecendo a numeração sequencial da rua. 12) A montagem do padrão deverá permitir a visualização do pingadouro a partir do solo. 139 .: cx 01. 11) As caixas de medição deverão ser numeradas nas partes internas e externas. 13) Informações complementares estão disponíveis nas Normas da CEMIG. não podendo ser instalado em escadas ou rampas.0 metros quando do mesmo lado do imóvel. cx 02. no mínimo 4. A seguir algumas figuras para melhor visualização de tipos de Padrões de Entrada mais comuns. Flaviö Harå 2/2009 6 – CONSTRUÇÃO DO PADRÃO DE ENTRADA DE ENERGIA Conforme folheto da CEMIG sobre Padrão de Entrada de Energia deverão ser observadas os seguintes pontos e a ND 5.. com furo para inspeção e ter a sua base concretada.ELE054 Prof. 3) A distância entre o poste da CEMIG e o ponto de entrega é de. Deverá ficar à vista do piso ao topo. 7) Os fios condutores não poderão ter emendas dentro dos eletrodutos. Ex.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .9 metros quando o poste da CEMIG estiver do outro lado da rua e de. 6) O cano poste do padrão não poderá conter emendas. 8) O condutor neutro deverá ter o isolamento na cor azul.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 1 da ND 5. 3 da ND 5.5 – Alturas mínimas do ramal de ligação ao solo (Fig.1 pg 8-3) 140 .ELE054 Prof.6 – Situação da Edificação para escolha do Padrão (Fig. Flaviö Harå 2/2009 FIGURA 6.1 pg 8-1) FIGURA 6.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .1 pg 9-6 e 9-1 respectivamente) 141 . Flaviö Harå 2/2009 FIGURA 6.7 – (Figuras da ND 5.ELE054 Prof.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .8 – (Figuras da ND 5.1 pg 9-2 e 9-3 respectivamente) 142 .ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 FIGURA 6.

ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 FIGURA 6.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .1 pg 9-4 e 9-19 respectivamente) 143 .9 – (Figuras da ND 5.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO DE CÁLCULO DE ILUMINAÇÃO GRANDEZAS E UNIDADES UTILIZADAS EM LUMINOTÉCNICA PROJETO DE ILUMINAMENTO DE UMA INSTALAÇÃO INTRODUÇÃO QUANTIDADE DE LUZ NÍVEIS MÍNIMOS DE ILUMINAMENTO RECOMENDÁVEIS A DISTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO O PLANO DE TRABALHO QUALIDADE DE LUZ OFUSCAMENTO RELAÇÕES DE BRILHO DIFUSÃO COR SISTEMAS DE ILUMINAMENTO INDIRETO SEMI-INDIRETO GERAL DIFUSO OU DIRETO-INDIRETO SEMIDIRETO DIRETO MÉTODOS DE ILUMINAÇÃO GERAL GERAL LOCALIZADO SUPLEMENTAR PROJETO DE ILUMINAMENTO DE INTERIORES .ELE054 Prof.“MÉTODO DOS LUMENS” DETERMINAÇÃO DO NÍVEL REQUERIDO DE ILUMINAMENTO ESCOLHA DAS LÂMPADAS E LUMINÁRIAS DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO (FU) ESTIMATIVA DO FATOR DE DEPRECIAÇÃO / CONSERVAÇÃO (FC) CÁLCULO DO NÚMERO DE LÂMPADAS E LUMINÁRIAS REQUERIDAS DETERMINAÇÃO DA DISPOSIÇÃO DAS LUMINÁRIAS 145 146 146 146 146 147 147 148 148 149 150 150 152 152 152 152 152 152 152 153 153 153 153 153 153 154 154 154 155 144 .

mais confortável e mais aconchegante. Flaviö Harå 2/2009 Luminotécnica Uma iluminação bem planejada permite criar um espaço mais produtivo. A unidade brasileira de iluminamento segundo a ABNT-NBR 5413 é o lux [lx = lumen/m2]. outra atravessa a superfície transmitindo-se ao outro lado. É normalmente dado em porcentagem e corresponde a um valor médio dentro de todo o espectro visível. 145 . A unidade de intensidade luminosa é a candela [cd]. Sua unidade é o nit [nit = cd/m2]. superficial de fluxo luminoso recebido. e uma terceira parte é absorvida pela própria superfície. • Fator de reflexão da luz ou refletância (R) → quando se ilumina uma superfície uma parte do fluxo luminoso que incide sobre a mesma é refletida. • Intensidade luminosa (I) → é a irradiação de luz em apenas uma direção. Portanto o fluxo luminoso incidente divide-se em três partes em uma dada proporção que depende da superfície sobre a qual incide.ELE054 Prof. • Eficiência luminosa (η) → é a relação entre o fluxo luminoso total emitido pela fonte e a potência por ela absorvida. É a medida do grau de ofuscamento. A unidade de fluxo é o lumen [lm]. transformando-se em calor. Sua unidade é portanto o lumen/watt [lm/W].Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . devendo ser programada no início do projeto. GRANDEZAS E UNIDADES UTILIZADAS EM LUMINOTÉCNICA • Fluxo luminoso (φ) → é a potência luminosa irradiada em todas as direções por uma fonte de luz. e não acrescentada no final. O fator de reflexão é a relação entre o fluxo refletido por uma superfície e o fluxo luminoso incidente sobre ela. • Iluminamento (E) → podemos definí-lo (em um ponto da superfície) como a densidade • Luminância (L) → é a razão entre a intensidade luminosa refletida por uma superfície e a sua área.

especialmente em termos de aparência externa. ou para decoração? Qual a tarefa visual naquela instalação ou para que atividades o espaço vai ser usado? Quais são as exigências arquitetônicas.24 Iluminamento de ruas 6-18 Luz do dia. se comparados com os encontrados na natureza. que devem sempre ser observadas. Níveis de iluminamento representativos Iluminamento (lux) Luz das estrelas 0. Tabela 1.002 Luz da lua 0.000-100. são baixos. Uma vez que gostos pessoais e opiniões variam. Na norma brasileira existem tabelas. Tal recomendação não é feita porque os níveis baixos sejam satisfatórios para a visão. níveis mínimos de iluminamento recomendados em escolas e ainda alguns níveis de iluminamento representativos. onde se incluem as tarefas visuais mais freqüentes e os índices mínimos de iluminamento recomendados.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 146 . de forma econômica e confortável. decorativas e/ou limitações construtivas? Quais considerações econômicas devem ser levadas em conta? As respostas a tais perguntas determinam a quantidade de luz necessária e os melhores meios para conseguí-la. NÍVEIS MÍNIMOS DE ILUMINAMENTO RECOMENDÁVEIS A título de exemplo mostramos nas tabelas 1 e 2 abaixo.000 Luz do dia. janelas voltadas para o norte 500-2. existem certas regras básicas. QUANTIDADE DE LUZ Um dos dados fundamentais para o projeto de iluminamento de uma instalação é a quantidade de luz necessária para se realizar bem uma certa tarefa.ELE054 Prof. Níveis mínimos de iluminamento recomendados em escolas Ambiente Iluminamento (lux) Corredor 100 Laboratórios 500 Oficina 500 Salas de desenho 500 Salão de reuniões 200 Salas de aula 300 Salas de estudos 300 Tabela 2.000 Diretamente expostos aos raios solares 50. Flaviö Harå 2/2009 PROJETO DE ILUMINAMENTO DE UMA INSTALAÇÃO INTRODUÇÃO O projeto de iluminamento de uma instalação deve se basear em uma série de questões: • • • • • Qual é a instalação a projetar? É uma iluminação para visão propriamente dita. mas sim devido a nossas limitações atuais com relação à capacidade para produzir níveis mais altos. na sombra em exteriores 1. É também importante distribuir/concentrar esta iluminação no plano de trabalho.500 Os níveis de iluminamento recomendados.000-10. para determinar a quantidade e a qualidade de luz adequadas.000 Iluminamento em oficinas 700-1.

como por exemplo nos casos de iluminação de destaque (luz que sobressai o que é especial).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . A DISTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO Assim como o nível de iluminamento. etc). Na maior parte das salas de festas. Na distribuição uniforme a relação entre o iluminamento máximo abaixo das luminárias e o mínimo em lugares situados entre duas delas. O PLANO DE TRABALHO É importante identificar o plano de trabalho. vertical ou inclinado (painéis de controle) ou se situar dentro da superfície de certos objetos muito grandes. Os fabricantes de luminárias fornecem as distâncias máximas entre elas para os diversos tipos que fabricam. para que a distribuição seja uniforme no ambiente. As luminárias com distribuição estreita da luz devem ser colocadas mais próximas para uma adequada distribuição de iluminação. Flaviö Harå 2/2009 Portanto as tabelas de níveis mínimos de iluminamento recomendados pela norma servem como guia para os valores que hoje em dia são acessíveis e práticos no estado atual da arte da iluminação. como ocorre em sessões de montagem de fábricas de aviões. por exemplo. máquinas. Tanto na iluminação geral (aquela que possibilita uma circulação fácil e segura e que define o espaço) como na iluminação de tarefas (ilumina áreas onde se trabalha) é geralmente recomendável que se coloquem luminárias de tal maneira que proporcionem uma iluminação razoavelmente uniforme sobre todo o ambiente. nunca deve ser maior que dois. a distribuição de iluminação deve ser determinada no projeto da instalação. que pode ser horizontal (mesas. É desejável 147 .ELE054 Prof. em função da altura de montagem. o contraste pela variação na iluminação. Em certas circunstâncias a iluminação uniforme pode não ser conveniente. devendo sempre que possível aproximar-se de um. ajuda a criar uma atmosfera atrativa.

refletores. para uma visão direta. as relações de brilho. Para as lâmpadas de luminância elevada que ficam dentro de ângulos inferiores. As características de luminância de algumas fontes luminosas são mostradas na tabela 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .000 Lâmpada de vapor de sódio 85 W 190. OFUSCAMENTO O conceito de ofuscamento está intimamente ligado ao brilho. deve-se protegê-las por globos difusores.000 Lâmpada fluorescente branca 100 W 7. mas o ofuscamento. mas das diferenças do brilho.ELE054 Prof. Os fatores para se levar em conta a qualidade do iluminamento são muitos e complexos. Luminâncias de fontes luminosas Luminâncias (nits) Fontes luminosas Filamento de lâmpada incandescente 1. (ii) Fadiga visual com menor rendimento no trabalho ou tarefa encomendada. Como é difícil dimensionar matematicamente os distintos elementos do ofuscamento. (iv) Brilho refletido por numa superfície metálica muito polida. a difusão e a cor. etc. Este fenômeno se apresenta quando no campo visual existem objetos ou fontes iluminadas com grandes diferenças de brilho. A qualidade.400. tão importante quanto a quantidade.000 Lâmpada fluorescente branca de 40 W 6. (iii) Dar um aspecto falso e prejudicial aos objetos excessivamente iluminados. um brilho produzido por reflexão especular. OS EFEITOS QUE O OFUSCAMENTO PRODUZ SÃO OS SEGUINTES: (i) Diminuição da percepção visual: O observador concentra involuntariamente sua atenção na direção do objeto brilhante e diminui a percepção no resto do campo visual. podem ser considerados os mais importantes. 148 .000 Lâmpadade vapor de mercúrio 200 W 1. é geralmente mais difícil de se conseguir. pode-se definir o ângulo mínimo de localização das mesmas como sendo o ângulo formado pela direção visual horizontal e a direção da visão ao foco luminoso. Este ângulo deve ser superior a 30°. Flaviö Harå 2/2009 que a seleção de luminárias. com sua respectiva distribuição luminosa. possa iluminar da melhor maneira o plano de trabalho. é o produzido por uma luminância de 7500 nits. QUALIDADE DE LUZ Em um projeto de iluminamento sabe-se que a quantidade de luz não assegura por si só uma boa iluminação.000. Tabela 3. tem-se estabelecido certos fatores determinantes: (i) O brilho excessivo de uma fonte luminosa (por exemplo a visão direta de uma lâmpada incandescente): O limite tolerável de brilho.000 (ii) Localizações inadequadas de fontes luminosas de brilho intenso ( próximas ao olho humano ou situadas no centro do campo visual): Para evitar o ofuscamento provocado pelas fontes próximas do olho humano. Não depende do brilho intrinsecamente considerado. (iii) Contrastes excessivos de luz e sombra no campo visual. ou seja.000. no sentido de reduzir seu limite de luminância até o limite admissível.

20 Pisos 20 . com acabamento áspero ( batido à Índice de Reflexão escova) ou liso Cor Negro Cinza claro Creme Alaranjado Azul Creme claro Branco Verde (%) liso áspero 8 7. Apesar de condições especiais requererem muitas exceções à regra geral. O ofuscamento refletido pode ser tão incômodo e prejudicial como o direto. o que deve ser evitado. (ii) Evitar o ofuscamento refletido. Refletâncias fora destes limites reduzirão provavelmente o conforto visual com a criação de ofuscamento ou de altos contrastes de brilho. Estudos do processo visual. pintadas a óleo. RELAÇÕES DE BRILHO Brilhos altos nas proximidades da superfície de trabalho tendem a distrair o olhar da tarefa. ou seja.). os mais satisfatórios. deve-se situar as fontes luminosas de tal modo que os raios refletidos não cheguem aos olhos do observador. aquele que é produzido sobre as superfícies refletoras (espelhos. Esta condição não é fácil de se conseguir. pode-se observar as seguintes recomendações: (i) Não colocar objetos brilhantes no campo visual do observador. para níveis médios de iluminamento. Tabela 6. Neste aspecto. superfícies metálicas. cristais. Flaviö Harå 2/2009 Para evitar o ofuscamento.95 Paredes 40 . os fatores de reflexão dados na tabela 5 são. (iii) Usar cores claras nos tetos e paredes para reduzir o contraste. tem demonstrado que a situação ideal para uma boa visão seria ter brilho igual nas proximidades e no alvo de trabalho.ELE054 Prof. Refletâncias para superfícies com revestimento de cal e areia (1:1).43 As tabelas 6 e 7 mostram os fatores de reflexão para diferentes materias de acabamento e a tabela 8 apresenta as refletâncias para várias cores. com o objetivo de que a imagem refletida fique fora do campo visual. As relações máximas de luminância no campo visual do observador não devem ultrapassar aquelas mostradas na tabela 4.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .6 43 39 * 44 51 46 46 58 * 68 68 75 45 * *não testados 149 . etc.45 Quadros Negros 15 . as lâmpadas e demais objetos luminosos com brilho excessivo. devem ficar ocultos aos olhos do observador. Tabela 5.60 Móveis 25 . Fatores de reflexão satisfatórios Fatores de Reflexão (%) Tetos 70 . de uma maneira geral. Tabela 4. Relações máximas de luminância no campo visual Local Relações de brilho Entre a tarefa e a superfície de trabalho 3:1 Entre a tarefa e o espaço circundante 10:1 Entre a fonte luminosa e o fundo 20:1 Em todo o campo visual 40:1 O fator de reflexão das paredes e teto é altamente importante para manter relações de brilho cômodas dentro do campo de visão. isto é.

Isto equivale a dizer que as variações na forma dos objetos se faz visível pelo contraste de brilhos existentes entre as regiões de sombra e as regiões submetidas à luz refletida. A cor de uma fonte pode ser importante na qualidade da iluminação para tarefas específicas.65 Plástico metalizado Ferro esmaltado 60 . com luminárias de grande superfície e baixo brilho. Fatores de reflexão para materiais diversos Material metálico Reflexão(%) Material metálico Aço inoxidável 55 .95 Imbuia Vidro 1. ser de cores claras. O grau da difusão desejável depende do trabalho a ser realizado. Este índice é um número abstrato. para que os objetos presentes no campo visual dêem uma sensação tridimensional. devemos utilizar fontes de luz de elevado índice de reprodução de cores. Para a realização de qualquer tarefa visual. variando de 0 a 100. Em escolas.90 Cedro Cerejeira 20 .85 50 .40 20 .85 Carvalho escuro envernizado Prata vaporizada 90 . pisos e móveis. nenhuma fonte de luz tem vantagem sobre outras do ponto de vista de cor. as demais cores não se destacam nitidamente umas das outras. Não existe portanto um fator de reflexão característico para cada tipo de cor. COR A cor da luz não tem efeito sobre a eficácia visual em tarefas comuns.40 Na tabela 8 verifica-se que em cada cor o fator de reflexão pode variar de maneira acentuada e que. A difusão é uma função do número e tamanho das fontes de luz que contribuem na iluminação do ponto desejado. Flaviö Harå 2/2009 Tabela7. Quando desejamos uma correta reprodução de cores.30 10 . é necessário a existência de sombras. tetos.ELE054 Prof. a luz perfeitamente difusa é o ideal.40 Pau-marfim Tabela 8.56 Reflexão(%) 75 . A tabela 9 indica índices de reprodução de cores de alguns tipos de lâmpadas e a tabela 10 qual a reprodução de cores desejada para algumas tarefas. A difusão se realiza com várias de fontes de luz.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .60 51 .96 Jacarandá Espelho de vidro 80 . devendo o acabamento das paredes. Entretanto.64 Cinza claro 44 .1.46 . com iluminação indireta ou parcialmente indireta no qual o teto e paredes se convertem em fontes secundárias.40 10 .78 Azul 15 . As luminárias fluorescentes proporcionam geralmente mais iluminação difusa que as incandescentes. O que se deseja é evitar as sombras acentuadas. Refletâncias dos vários tipos de cores Cor Reflexão(%) Vermelho 11 . 150 . que indica aproximadamente como o rendimento de cor de uma lâmpada se aproxima do de uma fonte ideal.49 Branco 63 . pois o principal requisito a ser cumprido é proporcionar uma boa visão. ou seja. DIFUSÃO A iluminação que resulta da luz procedente de várias direções se chama difusa. regiões de menor iluminação.90 Chapa de madeira nova Alumínio polido 65 .71 Alaranjado 46 .43 Verde 39 .30 20 .58 Cinza escuro 28 . com exceção do branco.

de fundição e laminação. trabalho mais pesado. Flaviö Harå 2/2009 Tabela 9. Escritórios.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . lojas. luz do dia ou branca de luxo 76 a 79 Vapor de mercúrio 47 Vapor de sódio 35 Tabela 10. Iluminação pública.ELE054 Prof. Índices mínimos de reprodução de cores Reprodução de cores desejadas Excelente Boa Razoável Nenhuma Índice 90 80 60 Exemplos de recintos Indústria têxtil. 151 . Índices de reprodução de cores (R) Tipo de lâmpada R Incandescente 100 Incandescente de halogênio 100 Fluorescente. de tintas e gráfica. indust. Corredores. escadas.

e apenas torna mais brilhante a área do teto ao redor da luminária.90 Direto 0 . mas a distribuição da luz produzida.10 90 . resultado da luz que vem diretamente da luminária. MÉTODOS DE ILUMINAÇÃO A iluminação produzida por cada um dos cinco sistemas de iluminamento pode ser ainda classificada com relação à distribuição de luz no plano de trabalho em: geral. tão eficaz como alguns dos outros. Este tipo de sistema de iluminamento não é. a ausência de sombras e de brilho o fazem frequentemente o mais recomendado para escolas. geral localizada e suplementar.100 0 . Tabela 11. GERAL DIFUSO OU DIRETO-INDIRETO O iluminamento existente no plano de trabalho vem diretamente da luminária. Existe também um componente indireto vindo das paredes dando também um caráter difuso à iluminação.60 Semidireto 10 . de acordo com a tabela 11. Estes sistemas são classificados de acordo com sua distribuição luminosa vertical. do tipo de tarefa a ser realizada e das condições de manutenção que se devam conseguir. A seleção do melhor tipo de luminária depende das características físicas da instalação. do ponto de vista puramente quantitativo. SEMIDIRETO O iluminamento que este sistema proporciona no plano de trabalho é. oficinas e outras aplicações similares. DIRETO Do ponto de vista quantitativo é o mais eficaz produtor de luz. 152 . fundamentalmente. Como os tetos têm um papel decisivo na reflexão da luz.100 INDIRETO Praticamente toda a luz efetiva no plano de trabalho é refletida do teto e em menor medida das paredes. já que não existe absorção de luz pelo teto e muito pouca pelas paredes.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .40 60 . Flaviö Harå 2/2009 SISTEMAS DE ILUMINAMENTO A iluminação de uma boa qualidade e adequada quantidade. São recomendados para locais muito altos ou quando se deseja iluminar uma área relativamente estreita. A porção de luz dirigida para o teto é pequena. Neste caso a cor e o estado das paredes influenciam na reflexão da luz.60 40 .90 10 . SEMI-INDIRETO Possui todas as vantagens do indireto porém é ligeiramente mais eficaz do ponto de vista quantitativo. pode ser obtida com qualquer dos vários sistemas de iluminamento. portanto. obtendo-se assim uma iluminação difusa. é importante que sejam tão claros quanto possível e que sejam mantidos em boas condições. melhorando o contraste de brilhos. Distribuição luminosa vertical dos diversos tipos de sistemas de iluminamento Sistema de Iluminamento Componente para Componente para cima(%) baixo(%) Indireto 90 .40 Geral difuso/direto-indireto 40 .ELE054 Prof.10 Semi-indireto 60 .

ou quando não se pode prever uma maior intensidade por nenhum outro método ou ainda quando se requer luz de qualidade dirigida para certas operações de inspeção. permitindo-se a metade da distância entre a parede e a primeira luminária. ESCOLHA DAS LÂMPADAS E LUMINÁRIAS Esta etapa depende de diversos fatores. semidireta e direta-indireta são as utilizadas para esta finalidade.). mediante uma formulação bastante simples. mediante uma combinação com a iluminação geral ou localizada. GERAL LOCALIZADO Neste tipo de iluminamento colocam-se luminárias aonde se necessitam altas intensidades de luz. domiciliar. SUPLEMENTAR Proporciona uma intensidade relativamente alta em pontos específicos de trabalho.“MÉTODO DOS LUMENS” O “Método dos Lumens” é um dos métodos utilizados para o cálculo do iluminamento de interiores. A relação entre a separação e a altura de montagem deve estar dentro de limites estabelecidos pelas características de distribuição luminosa das luminárias. tais como: objetivo da instalação (comercial. Flaviö Harå 2/2009 GERAL Uma distribuição luminosa uniforme em um ambiente é obtida mediante a colocação simétrica das luminárias. facilidade de manutenção. É frequentemente necessária quando se trata de tarefas visuais especiais. Para se usar este método na resolução de um problema de iluminamento geral.ELE054 Prof. Cada um dos fatores utilizados no cálculo deve ser adequadamente escolhido ou calculado. 153 . razões de decoração. A distância exata entre as luminárias é determinada pela divisão do comprimento da instalação pelo número de luminárias na fila. industrial. debaixo da luminária. As dimensões da instalação. Quanto mais aberta for esta distribuição. maior poderá ser a distância entre elas. para a obtenção de resultados corretos. etc. Por esta razão as luminárias indiretas podem ser montadas mais separadas do que as diretas. devem ser observados seis pontos fundamentais: DETERMINAÇÃO DO NÍVEL REQUERIDO DE ILUMINAMENTO Como visto anteriormente existem tabelas que relacionam níveis de iluminamento e tarefas visuais. concentra-se a maior parte da luz sobre uma área restrita. PROJETO DE ILUMINAMENTO DE INTERIORES . ou seja. Nos anexos 1 e 2. etc. fatores econômicos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Calcula-se o fluxo luminoso necessário para se produzir a luz desejada e em seguida determinase o tipo de lâmpada e o número delas por luminária para a geometria da instalação. As luminárias direta. são apresentados alguns tipos de lâmpadas e modelos de luminárias. Para esta etapa torna-se indispensável a consulta a catálogos de fabricantes. Com ele obtemos o nível médio em lux do iluminamento. a distribuição luminosa característica das luminárias utilizadas (fornecida pelo fabricante) e o nível de iluminamento desejado são fatores que determinam o projeto.

maior será a porcentagem de luz absorvida pelas paredes e mais baixo será o coeficiente de utilização.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Depende portanto das dimensões do local. ESTIMATIVA DO FATOR DE DEPRECIAÇÃO / CONSERVAÇÃO (FC) É importante no projeto de iluminamento se considerar o fator de conservação pois existem três elementos de conservação que são variáveis e que afetam a quantidade de luz obtida na instalação. as luminárias são limpas frequentemente e as lâmpadas são repostas pelo sistema de substituição em grupo Quando existem condições atmosféricas menos limpas. e a instalação tem uma conservação deficiente MËDIO RUIM CÁLCULO DO NÚMERO DE LÂMPADAS E LUMINÁRIAS REQUERIDAS E. como a seguir: O coeficiente de utilização pode então ser determinado em função do índice do local e pelas refletâncias dos teto e paredes da instalação (anexo 2). FU. da cor do teto.S Número de = Lâmpadas ϕ. em três condições bem definidas: Tabela de Fator de Conservação (FC) BOM Quando as condições atmosféricas são boas. que geralmente é um plano horizontal a 76 cm do solo. Em geral quanto mais alta e estreita for a instalação. que são: • perda na emissão luminosa da lâmpada • perda devido a acumulação de sujeira sobre a superfície refletora ou transmissora da luminária e sobre as próprias lâmpadas • perda de luz refletida devido a sujeira das paredes e tetos Os fabricantes de luminárias fornecem fatores de conservação para lâmpadas e luminárias. Resultados de índices do local são normalmente apresentados na literatura pertinente. FC onde: E= nível de iluminamento em lux ϕ=lumens por lâmpada FU= fator de utilização S= área da instalação em m2 FC= fator de conservação Numero de Lampadas Número de Luminárias = Lampadas por Luminarias 154 . Cada instalação se classifica em relação à sua forma.ELE054 Prof. em dez grupos. as luminárias não são limpas frequentemente e as lâmpadas só são repostas quando se queimam Quando as condições atmosféricas são bastante sujas. em tabelas. Flaviö Harå 2/2009 DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO (FU) O coeficiente de utilização relaciona o fluxo luminoso inicial emitido pela luminária (fluxo total) e o fluxo recebido no plano de trabalho (fluxo útil). cada um identificado por uma letra conhecida por “índice do local (IL)”. das paredes e do acabamento das luminárias.

Flaviö Harå 2/2009 DETERMINAÇÃO DA DISPOSIÇÃO DAS LUMINÁRIAS Normalmente os fabricantes de luminárias fornecem a relação entre o espaçamento máximo entre luminárias e a distância da luminária ao piso. para obter os níveis de iluminamento requeridos é necessário colocar as luminárias mais próximas uma das outras. do que as relações máximas determinam. 155 .ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Na maior parte dos casos.

Os outros dados serão fornecidos em sala de aula.5 x 15. dentro dos padrões de qualidade. Sabendose que a área da sala é de 142. Neste método.Lâmpadas Incandescentes Para Iluminação Geral Lumens 127 V 220 V 60 810 726 100 1500 1385 150 2385 2250 200 3420 3200 300 5580 4920 500 9700 8800 O fator de reflexão dos tetos e paredes é: 1) teto branco → 75% 2) teto claro → 50% 3) paredes brancas → 50% 4) paredes claras → 30% 5) paredes médias → 10 de Descarga Fluorescentes todas em 127 V Tipo Watts Bulbo Luz do Dia 15 (60cm) T-8 750 Convencional T-12 650 30 (120cm) T-8 1900 Universal 20 (60cm) 1000 40 (120cm) T-12 2550 H. Utilize o método dos lumens para determinar a carga de iluminação deste escritório.O.0m.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 85 (250cm) 5600 110 (350cm) 7800 Lumens Branca Fria Branca Morna Croma 50 870 650 2250 1150 3000 6650 9200 1150 3000 850 2150 - Watts Medida final da luminária em cm CR = BOA CT = BOM CR = RUIM CR = BOA CR = RUIM CT = ÓTIMO CT = BOM CT = BOM Sistema de Iluminação: =0 ≠0 ≠ 0 (-) SEMI ≠ 0 (+) SEMI DIRETA = 0 INDIRETA ≠0 ≠ 0 (+) DIRETA ≠ 0 (-) INDIRETA 156 . faça o projeto de iluminação. 1.5m2 (9.0m) e que o pé direito é de 3. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO PROPOSTO: Suponha que você vai montar um escritório de engenharia (E=300lux).ELE054 Prof. como visto anteriormente não leva em conta a incidência da luz natural.

ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 157 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 158 .

ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 159 .

ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 160 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 161 .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 162 .ELE054 Prof.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 163 .ELE054 Prof.

Flaviö Harå 2/2009 EXEMPLO DE UMA PLANTA COM O QS Para a entrega parcial do QS: o xerox (EM ESCALA) tamanho A4 como no exemplo abaixo (o QS centralizado).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof. 164 . a(s) bitola(s) do Terra(s) e detalhes. o xerox do diagrama unifilar. Para a entrega final: a planta passada a limpo com as medidas em cm escrita em vermelho.

NA SEQUÊNCIA. EXEMPLOS: SE UM DUTO VEM PELA PAREDE DO (1-QS) PARA ALIMENTAR UMA TOMADA NA (9-SE).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .00m. => ONDE (N) É O NÚMERO NO NOME DA PLANILHA. SE UM DUTO VEM PELO TETO DO (4-CC) PARA ALIMENTAR O PONTO DE LUZ DA (12GR).14. 2) NAS PLANIHAS DE No.1 A No. NÃO COLOCAR NADA NA COLUNA "CORREÇÃO" 3) QUANDO FOR ZERO COLOCAR O SINAL DE SUBTRAÇÃO ("MENOS") 4) NESTA PLANIHA SOMENTE NA COLUNA "QUANTIDADE" DO QDC 5) NÃO ALTERAR NENHUMA PROPRIEDADE DESTE ARQUIVO! 165 . SERÃO DESCRITOS NO CÔMODO (N) (SÓ ATÉ A LUVA DA CURVA SE FOR PELO TETO) INCLUSIVE AS LUVAS DOS ELETRODUTOS COM MAIS DE 3. PLANILHA DO EXCEL. 1) TODOS OS ELETRODUTOS QUE SAEM DE UM CÔMODO (N) E CHEGAM NO CÔMODO (N+1) OU SUPERIOR. NAS COLUNAS "QUANTIDADE". ESTE DUTO SERÁ DIMENSIONADO NO (1-QS).ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 ORIENTAÇÃO QUE ESTÁ NA 1ª. ESTE DUTO SERÁ DIMENSIONADO NO (4-CC).

10A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .25A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .25A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .20A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .CURVA B .00 R$ R$ 230.40A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .00 R$ R$ 5.90 R$ R$ 28.00 R$ R$ 6.CURVA B .CURVA B .16.77 DPS .CURVA B .00 R$ R$ 34.CURVA B .00 R$ R$ 230.6/1kV .20A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 29.CURVA B .CURVA B .00 R$ R$ 230.00 R$ R$ 80.70 Oc .00 R$ R$ 5.0mm2 R$ 2.00 R$ R$ 30.CURVA B .10.40A DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 40A CURVA C DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 60A CURVA C DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 70A CURVA C DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 100A CURVA C NBR – IEC 61009-1) R$ UNIDADE R$ TOTAL R$ 49.20A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .25A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V . AS DEMAIS SÃO NUMERADAS) D I S J U N T O R (NBR NM 60898 NBR – IEC 60947-2 MATERIAL QUADRO DE COMANDOS .00 R$ R$ 230.13A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .00 R$ R$ 32.00 R$ R$ 118.00 R$ R$ 230.25 ALIMENTADOR FIO DE COBRE PVC 0.CURVA B .DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTO 4kV R$ 74.16A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .CURVA B .00 R$ R$ 29.25.00 R$ R$ 5.70 Oc .10A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .43 R$ R$ 5.70 R$ R$ 52.70 Oc .ELE054 Prof.0mm2 R$ 6.00 R$ R$ 230.CURVA B .0mm2 R$ 4.CURVA B .CURVA B .00 R$ R$ 230.CURVA B .CURVA B .32A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .CURVA B .90 R$ R$ 29.CURVA B .32A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .16A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .6/1kV .CURVA B .20A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .00 R$ R$ 29.QDC QUANTID QUADRO DE COMANDOS DE 30 POSIÇÕES DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .95 TOTAL QDC = R$ TOTAL GERAL MÍNIMO= R$ Temos o alimentador constituído de 3 fases.CURVA B . Flaviö Harå 2/2009 PLANILHA TOTAL (1ª.00 R$ R$ 230.13A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 230. 1 neutro e 1 terra! O neutro será aterrado no BEP! 166 .00 R$ R$ R$ R$ R$ - ALIMENTADOR FIO DE COBRE PVC 0.CURVA B .90 R$ R$ 230.CURVA B .CURVA B .CURVA B .32A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .25A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 5.10A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .00 R$ R$ 5.CURVA B .00 R$ R$ 28.00 R$ R$ 230.CURVA B .10A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .6/1kV .32A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 230.CURVA B .CURVA B .40A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .85 ALIMENTADOR FIO DE COBRE PVC 0.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .CURVA B .13A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .16A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 230.16A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .40A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .13A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V . DO Excel DA ESQUERDA PARA À DIREITA.

Flaviö Harå 2/2009 MATERIAL PONTO DE LUZ NO TETO .CAIXA QUADRADA (10x10) CONEXÕES BUCHA 20 mm (1/2") BUCHA 25 mm (3/4") BUCHA 32 mm (1") ARRUELA 20 mm (1/2") ARRUELA 25 mm (3/4") ARRUELA 32 mm (1") UNID CAIXA CAIXA CAIXA CAIXA BUCHA BUCHA BUCHA ARRUELA ARRUELA ARRUELA QTD R$ TOTAL 2 R$ R$ R$ R$ 19 2 19 2 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 167 .ELE054 Prof.CAIXA OCTOGONAL CAIXA DE PASSAGEM NO TETO .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .CAIXA RETANGULAR (5x10) PONTO DE LUZ PAREDE .CAIXA OCTOGONAL PONTO DE LUZ PAREDE .

ELE054 Prof. somente contabilizar luva para eletrodutos “retos” com mais de 305cm. 168 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 CONEXÕES CURVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 90o 20 mm (1/2") CURVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 90o 25 mm (3/4") CURVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 90o 32 mm (1") LUVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA 20 mm (1/2") LUVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA 25 mm (3/4") LUVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA 32 mm (1") QTD CURVA 6 CURVA CURVA LUVA 16 LUVA LUVA - R$ R$ R$ R$ R$ R$ - Como o maior comprimento de eletroduto é de 300cm.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

MATERIAL I N T E R R U P T O R (NBR - 6527) CAIXA RETANGULAR (5x10) CAIXA QUADRADA (10x10) SIMPLES (250V-10A) DUPLO SIMPLES (250V-10A) TRIPLO SIMPLES (250V-10A) PARALELO (3 WAY) (250V-10A) INTERMEDIARIO (4 WAY) (250V-10A)

UNIDADE QTD CAIXA CAIXA INTER INTER INTER INTER INTERR 1 1 2 -

R$ R$ UNID. TOTAL R$ 1,51 R$ 2,53 R$ 3,60 R$ 6,29 R$ 11,05 R$ 5,14 R$ 14,72 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ -

169

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

T O M A D A (NBR - 14136) CAIXA RETANGULAR (5x10) CAIXA QUADRADA (10x10) 2P+T 250V / 10A 2P+T 250V / 20A

CAIXA CAIXA TOMADA TOMADA

4 5 -

R$ R$ R$ R$

1,51 2,53 7,63 7,63

R$ R$ R$ R$

-

A caixa 10x10cm (quadrada) com tomada já foi contabilizada no quantitativo dos interruptores.

170

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

Ex.:ESCREVER NA CÉLULA DA COLUNA QTD DA PLANILHA EM CENTÍMETROS ASSIM:

Todos os eletrodutos de Ø20mm com as descidas: =[(315+150)+(195+150)+(305)+(250+150+50+25)+(360)+(430)+(195+80)+ (185+250+280)]/100 (vai aparecer o resultado 33,70) Todos os eletrodutos de Ø50mm com as descidas: =[(180)]/100 (vai aparecer o resultado 1,80)
E L E T R O D U T O (NBR - 6150) PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 20 mm (1/2") PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 25 mm (3/4") PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 32 mm (1") METRO METRO METRO 33,70 R$ 1,80 R$ R$ 0,97 1,60 2,77 R$ R$ R$ -

171

FIO DE COBRE (PVC 750V .30 1.85 1.70oC) 4.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .0mm2 .FIO DE COBRE (PVC 750V .FIO DE COBRE (PVC 750V . R$ TOT R$ R$ R$ R$ 1.00 METRO METRO 9.70oC) 6.FIO DE COBRE (PVC 750V . Flaviö Harå 2/2009 ESCREVER NA CÉLULA DA COLUNA QTD DA PLANILHA ASSIM: 2 FASES C4 e C5 (220V) CADA UM TODOS SÃO DE 6.ELE054 Prof.30 1.0mm2 .0mm2 .3) .00) TERRA C4 e C5 COMUM: =[(315+150+30)+(430)]/100 (vai aparecer o resultado 9.7288 NBR NM 247 .25) UNID QTD R$ UNID.85 R$ R$ R$ R$ - MATERIAL C O N D U T O R (NBR .70oC) 6.25 172 .0mm2 METRO METRO 37.0mm : =[(4*(315+150+30))+(4*(430))]/100 (vai aparecer o resultado 37.70oC) 4.

5mm2: =[(195+30+150)+(250+30+150+50+30+25)+(360)+(180)+(195+30+80)+ (185+30+250+280)]/100 173 .5mm2: =[(2x(195+30+150))+(305)+(250+30+150+50+30+25)+(2x(360))+(2x(180))+ (185+30+250+280)]/100 RETORNOS C2 (127V) TODOS SÃO 2. e C7 (220V) TODOS SÃO 2.ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 ESCREVER NA CÉLULA DA COLUNA QTD DA PLANILHA ASSIM: FASES C7 e C2 (127V).5mm2: =[(2x(250+30+150))+(3x(180))+(3x(185+30+150))]/100 TERRA COMUM C7 e C2 (127V). e C7 (220V) TODOS SÃO 2.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .5mm2: =[(4x(195+30+150))+(305)+(2x(250+30+150))+(50+30+25)+(2x(360))+(2x(180))+ (2x(195+30+80))+(185+30+250+280)]/100 NEUTROS C7 e C2 (127V) TODOS SÃO 2.

Flaviö Harå 2/2009 228 .ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->