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CELEBRAÇÃO DA RECONCILIAÇÃO

* Explicação do sentido do Sacramento da Reconciliação


* Canto inicial

Celeb: A todos nós, chamados pelo Senhor Jesus para celebrar o mistério do
perdão de Deus, vos trago
uma boa notícia: Ele nos conhece a cada um pessoalmente, sabe nosso
nome e nos chama a colaborar com Ele na missão de construir um mundo
melhor.
O mundo está cheio de poços secos, fechados, entupidos de “coisas”. É
chegado o momento de tomarmos consciência de que há em nós um estilo,
uma maneira de ser que nos leva ao isolamen-to; fazemos parte do “País
dos Poços”; há um grande fôsso que nos separa uns dos outros.
Mas o Senhor vem ao nosso encontro e nos faz descobrir a Água Viva que
existe dentro de cada um. Água que nos plenifica; Água que nos leva a
viver a fraternidade, a comunhão, a partilha...
Texto bíblico: Jo 4

Celeb: Se estais dispostos a deixar que Jesus seja o Senhor de vossas vidas,
“deixai aqui vosso cântaro”.
(alguém conduz o cântaro para junto do altar)
Este é o nosso cântaro. É um cântaro feito de barro, o barro do egoísmo,
da comodidade, da inveja, da separação, da indiferença, do pecado...
É com este cântaro que procuramos matar nossa sede de felicidade, de
plenitude, de realização... mas não conseguimos, pois se trata de água
parada, morta.
O homem foi criado para o “mais”, para o infinito. Só Deus pode saciar
sua sede.
Leitura alternada do texto: “Sentado à beira do poço”

Celeb: Nosso Deus é uma Fonte viva, inesgotável, capaz de saciar a sede
sempre nova do ser humano.
Ele sabe que somos feitos de barro, frágeis e inconstantes. Nosso coração
está como terra sem água: sem vida, endurecido, frio...
Somente o perdão de um Deus tão próximo poderá nos renovar
interiormente, recriando-nos, fazendo-nos pessoas novas, capazes de
comunicar vida, esperança...
Como comunidade dirijamos nosso olhar Àquele que não nos abandona.
Confiantes, digamos:
Todos: “Dá-nos, Senhor, um coração puro!”
Celeb: - O que dá valor ao poço é a profundidade; muitas vezes vivemos na
superfície, com a única pre-
ocupação de acumular “coisas” que não nos plenificam. Perdão...
- A Água da Montanha está em nós; nem sempre a reconhecemos.
Perdão...
- A Água é a mesma para todos; ela é vida, capacidade de amar. O sentido
da vida está precisa-
mente em comunicar-se, em doar-se... Perdão pela nossa dificuldade de
viver a partilha.
- Nosso “eu profundo” é dinâmico, nos impulsiona para o “mais”: mais
vida, mais autenticidade,
maior compromisso, maior serviço... Água parada acaba apodrecendo.
Perdão...
- Em cada poço a Água adquire um sabor diferente. Perdão quando não
percebemos a originalida-
de nossa e dos outros.
- Pedidos espontâneos de perdão...
Celeb: Meu coração, Senhor, se sente insatisfeito. Busco a liberdade e o amor;
busco a verdade e a justiça,
e meu coração não te encontra.
Assim como o animal sedento busca a água cristalina, todo o meu ser
busca a Ti, meu Deus.
Meu coração tem sede de Ti, Deus vivo.
Tu tornarás a ser o manancial de minha vida. Tu serás, mesmo nas trevas,
a luz de meu rosto.
Caminharei de dia para Ti, buscando tua misericórdia. E de noite, quando
tudo parece morto, cantar-te-ei em meu coração como o Deus de minha
vida.
Dá-me serenidade; dá-me Tua paz. Que em meu coração haja harmonia,
unidade.
Não me deixes disperso e perdido. Salva-me, Senhor. Envia tua luz e tua
verdade: que elas me guiem e me conduzam a Ti, que és a Origem de
minha vida.
(bênção e aspersão da água tirada do poço)
(tempo para confissões e leitura do texto: “Ama-me como és!)