P. 1
Classificação Fiscal - Produtos Siderúrgicos

Classificação Fiscal - Produtos Siderúrgicos

|Views: 9.739|Likes:
Apresentação sobre classificação fiscal de produtos siderúrgicos
Apresentação sobre classificação fiscal de produtos siderúrgicos

More info:

Published by: Rinaldo Maciel de Freitas on Feb 28, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/14/2013

pdf

text

original

Sections

SINDISIDER – Sindicato Nacional das Empresas

Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos

Classificação Fiscal de Produtos Siderúrgicos
Novas Exigências – Novos Desafios

O Mundo Mudou!

Regras e Modelos de Comércio
Regras e Modelos de Comércio
Internacional

Cristovão Colombo nasceu
na Itália em 1.451. Partiu
para o mar em 1.491. Em
uma terceira viagem, no ano
de 1.498 descobriu a ilha de
Trinidad e também o
continente sul-americano. O
continente sul-americano. O
Navegador havia estimulado
nas autoridades da época a
idéia de um globo pequeno,
basicamente sólido, com
pouca superfície marítima.
Praticamente já seria o globo
todo conhecido.

Julio Verne, nasceu em 1828,
330 anos depois da descoberta
do continente sul-americano.
Neste tempo as autoridades já
haviam entendido que o globo
tinha um nome inadequado, na
medida em que vivíamos em
um mundo com três quartos de
um mundo com três quartos de
sua superfície coberta por
água. Verne escreveu os livros:
Viagem ao Centro da Terra
(1864), Da Terra à Lua (1865),
A Volta ao Mundo em 80 Dias
(1873). Histórias inimagináveis
para a sua época.

Aspectos Econômicos da

Classificação Fiscal

A troca de mercadorias entre os povos sempre foi
comum. No período em que os homens viviam em
comunidades restritas e de pouca comunicação,
comunidades restritas e de pouca comunicação,
tiravam da natureza os produtos de que tinham
necessidade. Com o desenvolvimento do artesanato
e da monocultura e em razão da desigual repartição
dos diversos produtos naturais, a troca comercial
mostrou-se pouco a pouco necessária.

O primeiro tipo de troca comercial
entre os povos, foi o escambo,
fórmula segundo a qual se trocam
diretamente gêneros e mercadorias

O Escambo:

diretamente gêneros e mercadorias
de necessidade comum.

Com o crescimento da comunicação entre os diversos
povos e a importância cada vez maior do comércio, o
modelo do escambo tornou-se ultrapassado. Não se admitia
mais a troca de mercadorias naquele modelo em virtude de
uma discussão sobre o verdadeiro valor de cada produto.

Sistema Monetário

Surge então a necessidade de um sistema de
equivalências, com base em um princípio de
unidades fixas. Neste sistema o valor da mercadoria
unidades fixas. Neste sistema o valor da mercadoria
é estimado, não somente para as operações
econômicas, mas, sobretudo para a regulamentação
de problemas jurídicos importantes e, todas as
espécies de produtos, matérias ou objetos utilitários
serviram nessa ocasião.

Sistema Econômico

Na Grécia pré-helênica, a primeira unidade de
escambo admitida foi o boi. A palavra “pecus”,
significa “gado”, “rebanho” e, a palavra pecúnia
corresponde a “ter bois”, portanto, indica "fortuna”,
“moeda”, “dinheiro”.
“moeda”, “dinheiro”.

Até aqui tratamos de um sistema rudimentar de
trocas conhecido como escambo e também de um
sistema econômico. A partir do padrão bimetálico
as mercadorias passam a ser trocadas em função
de seu “preço justo".

Preço Justo:

O preço justo é definido no contexto local conforme
lei de oferta e procura, considerando a existência de
concorrência. Deve ser acordado de forma
concorrência. Deve ser acordado de forma
participativa e dialogada e cobrir não apenas os
custos de produção mas permitir uma produção
social e sustentável. Garante um preço justo aos
produtores e compradores em respeito ao princípio
de igualdade.

Blocos Econômicos

Com a economia mundial
globalizada, o comércio
entre nações se dá pela
formação de blocos
econômicos, criados para
facilitar o comércio entre os
facilitar o comércio entre os
países membros. As
Características do comércio
global na economia de
mercado contemporâneo,
propiciada pelos blocos
econômicos, aperfeiçoam as
relações comerciais e
financeiras regulando a
concorrência comercial.

Necessidade de Classificação de Produtos

Com a pluralidade de
línguas e costumes no
mundo, surge a necessidade
mundo, surge a necessidade
de codificar os produtos, no
sentido de facilitar o
comércio internacional e
realizar análise estatísticas
de trocas de mercadorias.

Classificação Fiscal como Ciência

O interesse por uma nomenclatura de mercadorias não se
restringe ao século XX pois já era aplicada na antiguidade. Na
cidade de Palmira (oásis), no deserto da Síria, foi criado um
sistema de tarifação aduaneira. Caravanas de Damasco para
Bagdá paravam em Palmira que se tornou um centro de
Bagdá paravam em Palmira que se tornou um centro de
negócios das caravanas. Depois do tratado de paz em 20 a.C.,
entre Roma e a Parthia, grande império e potência dominante
no planalto iraniano a partir do século III a.C., e controlou a
Mesopotâmia de maneira intermitente entre 190 a.C., 224
d.C. A Parthia era o grande inimigo do Império Romano. O
imperador Adriano gostou de Palmira e permitiu o
nascimento da primeira tarifa aduaneira.

NCM – Código Fiscal ou Aduaneiro?

No Brasil, a classificação fiscal de mercadorias é
usada não rara as vezes, como um código fiscal para
quantificação do IPI, ocorre que a classificação de
mercadorias, antes de ser fiscal, é um código válido
para a totalidade das nações, prevalecendo para fins
de transações ou outras operações entre países. O
enquadramento de produtos obedece a regras
rígidas, e assim deve prevalecer, trazendo segurança
jurídica para as operações realizadas.

Destaque da NCM na NF-e

Os distribuidores e transformadores do aço já estavam obrigados a destacar
a NCM nas notas fiscais desde dezembro de 2008. O que o Ajuste Sinief 11,
de 25/09/2009 fez foi tornar obrigatório o destaque da NCM para as notas
fiscais modelo 1, a partir de 01/01/2010 e, o Ajuste Sinief 12, de
25/09/2009, entre outros, tornou obrigatória a impressão do protocolo de
Autorização de Uso da NF-e no DANFE, a partir de 01/01/2010.
Autorização de Uso da NF-e no DANFE, a partir de 01/01/2010.

Protocolo ICMS 68/2008: XIII - fabricantes de semi-acabados,
laminados planos ou longos, relaminados,
trefilados e perfilados de aço (01 de dezembro
de 2008)
;

XXVI - atacadistas de produtos siderúrgicos e
ferro gusa (01 de abril de 2009);

NCM: Nomenclatura Comum do Mercosul:

Com a formação do Mercosul, surge a necessidade
de uma nomenclatura unificada para ser utilizada
entre os Estados-Partes, com base no Sistema
Harmonizado SH de Bruxelas na Bélgica, que deu
origem ao Conselho de Cooperação Aduaneira –
origem ao Conselho de Cooperação Aduaneira –
CCA
, cuja principal função é o de atualizar
periodicamente a Nomenclatura Aduaneira. Este
comitê hoje é conhecido como OMA –
Organização Mundial de Alfândegas
, do qual o
Brasil é signatário, conforme Decreto Legislativo nº
71, de 11 de outubro de 1.988

Níveis Hierárquicos de Classificação

Portanto, sendo 14.000 itens, vamos no deter na
Seção XV, nos Capítulos 72 (Ferro Fundido, Ferro e Aço)
com 232 itens e, 73 (Obras de Ferro Fundido, Ferro ou Aço)
com 95 itens até a posição 7308 que nos interessam.
7208 3 9 9 0
7208 3 9 9 0

Sempre que o último número for 0 (zero), significa
que não houve subdivisão de item ou subitem.

Exemplo:

NCM 7210.49.10 (Produto Laminado Plano, de Aço não
Ligado, Galvanizado por banho a quente, de 0,41 mm de
espessura e 1200 mm de largura).

72: Capítulo (Ferro Fundido, Ferro e Aço);

7210: Posição (Produtos Laminados Planos de Ferro ou Aço
7210: Posição (Produtos Laminados Planos de Ferro ou Aço
não Ligados, de Largura igual ou Superior a 600 mm.,
Folheados, Chapeados ou Revestidos);

7210.4: Subposição simples (Galvanizado por outro processo);

7210.49: Subposição composta (Outros);

7210.49.10: item (De espessura Inferior a 4,75mm).

A Posição “outros”:

Não sendo possível enumerar e tipificar a
universalidade de produtos para inseri-los no Sistema
Harmonizado, esses vão para o último lugar na ordem
numérica da tabela, dentre as suscetíveis de
validamente se tomarem em consideração sendo
validamente se tomarem em consideração sendo
sempre esta posição classificada como “outros”. O
artigo 16 da Convenção do Sistema Harmonizado
permite ao Comitê de Nomenclatura apresentar
proposta de Emenda ao SH – Sistema Harmonizado
para a criação de novas nomenclaturas de classificação,
na medida em que são utilizados e trocados.

No Conselho de Cooperação Aduaneira – CCA funciona o
Comitê de Nomenclatura, cuja principal função é atualizar
periodicamente a Nomenclatura Aduaneira. Este comitê é
conhecido como OMA – Organização Mundial de
Alfândegas
, tradução do inglês WCO – World Customs
Alfândegas
, tradução do inglês WCO – World Customs
Organization
(www.wcoomd.org). O surgimento de novos
produtos, pelo avanços da ciência e da tecnologia, aliada à
capacidade humana de criação justifica a existência do
Comitê de Nomenclatura, sendo sua a prerrogativa de:

Objeto
Merceológico

Nicho da Nomenclatura Comum do Mercosul

Telhas e calhas em
aço revestido de

Subespécie: Telhas e calhas em aço revestido de zinco
ou galvalume, obtidas por conformação a frio, com e
sem pintura.
Espécie: telhas em Aço (item 7308.5)
Espécie: Telhas, calhas e elementos (item 7308.50)

aço revestido de
zinco ou zinco-
alumínio, obtidas por
conformação a frio.

Espécie: Telhas, calhas e elementos (item 7308.50)
Gênero: Estruturas para telhados, de ferro fundido,
ferro ou aço chapas, barras, perfis, tubos e
semelhantes, de ferro fundido, ferro ou aço, próprios
para construções.
Subfamília: Construções e suas partes, de ferro
fundido, ferro ou aço. (Subcapítulo V)
Família: “Obras de Ferro Fundido, Ferro ou Aço
(Capítulo 73)”.
Ordem: “Metais Comuns e suas Obras” (Seção XV).

Estrutura da NCM

Na estrutura da NCM encontramos:

- Seis Regras Gerais (RG) de Interpretação do Sistema
Harmonizado e uma Regra Geral Complementar (RGC);

- Notas de Seção, de Capítulo, de Posições e de Subposições;

- Lista de aproximadamente 14.000 códigos ordenados
exaustivamente e sistematicamente em Posições;
Subposições; itens e subitens agrupados em 21 Seções e 96
Capítulos.

Regras de Interpretação:

RGI 1:Os Títulos das Seções, Capítulos e Subcapítulos têm
apenas valor indicativo. Para os efeitos legais, a
Classificação é determinada pelos textos das
posições e das Notas de Seção e de Capítulo
e,
desde que não sejam contrárias aos textos das
referidas posições e notas, pelas regras seguintes.
referidas posições e notas, pelas regras seguintes.

A nomenclatura apresenta, sob uma forma sistemática, as
mercadorias que são objeto de comércio internacional. Essas
mercadorias são agrupadas em Seções, Capítulos,
Subcapítulos que receberam títulos os mais concisos possíveis,
indicando a categoria ou o tipo dos produtos. A Regra 1
começa, portanto, por determinar que os “títulos têm apenas
valor indicativo
”, não resultando nenhuma consequência.

RGI 2 Qualquer referência a um artigo em determinada posição
abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado, desde
que apresente, no estado em que se encontra, as características
essenciais do artigo completo ou acabado. Abrange
igualmente o artigo completo ou acabado, ou como tal
considerado nos termos das disposições precedentes, mesmo
que se apresente desmontado ou por montar.

O termo “artigo” acima empregado deve ser tomado como
mercadoria genérica”, pertencendo a gênero ou subgênero de algum
produto. “Incompleto” quando não se apresentar com todas as suas
partes constitutivas. “Inacabado” o produto completo, mas, faltar-lhe
algum detalhe de apresentação final que lhe dará ao funcionar, um
desempenho ótimo.

A segunda parte da Regra, classifica na mesma posição do artigo montado o
artigo completo ou acabado que se apresente desmontado ou por montar;
apresenta-se desta forma por necessidade ou conveniência de embalagem,
manipulação ou de transporte. Esta Regra aplica-se, também, ao artigo
incompleto ou inacabado
apresentado desmontado ou por montar, desde que
seja considerado como completo ou acabado
em virtude das disposições da
primeira parte desta Regra. Considera-se como artigo apresentado no estado
desmontado ou por montar, para a aplicação desta Regra, o artigo cujos
desmontado ou por montar, para a aplicação desta Regra, o artigo cujos
diferentes elementos destinam-se a ser montados, quer por meios de
parafusos, porcas, etc., quer por rebitagem ou soldagem, desde que se trate de
simples operações de montagem. Para este efeito, não se deve ter em conta a
complexidade do método da montagem. Todavia, os diferentes elementos não
podem receber qualquer trabalho adicional para complementar a sua
condição de produto acabado. Os elementos por montar de um artigo, em
número superior ao necessário para montagem de um artigo completo,
seguem seu regime próprio.

RGI 2-b Qualquer referência a uma matéria em
determinada posição diz respeito a essa matéria,
quer em estado puro, quer misturada ou
associada a outras matérias. Da mesmo forma,
qualquer referência a obras de uma matéria
determinada abrange as Obras constituídas
inteira ou parcialmente dessa matéria. A
Classificação destes produtos misturados ou
artigos compostos efetua-se conforme os
princípios enunciados na Regra 3.

RGI 3 Quando pareça que a mercadoria possa classificar-se em
duas ou mais posições por aplicação da Regra 2 B) ou
por qualquer outra razão, a classificação deve efetuar-se
da forma seguinte:
a) A posição mais específica prevalece sobre as mais
genéricas
. Todavia, quando duas ou mais posições se
genéricas. Todavia, quando duas ou mais posições se
refiram, cada uma delas, a apenas uma parte das
matérias constitutivas de um produto misturado ou de
um artigo composto, ou a apenas um dos componentes
de sortidos acondicionados para venda a retalho, tais
posições devem considerar-se, em relação a esses
produtos ou artigos, como igualmente específicas, ainda
que uma delas apresente uma descrição mais precisa ou
completa da mercadoria.

Tributário. IPI. Classificação dos produtos pela TIPI (tabela do imposto sobre
produtos industrializados) – prevalência da regra mais específica em tema de
incidência de imposto sobre produtos industrializados, havendo controvérsia
na correta aplicação das normas contidas na tabela de incidência do IPI, deve
prevalecer a regra de conteúdo específico, que prevê a classificação do
produto, segundo sua destinação, afastando-se a regra de caráter geral.
Apelação e remessa oficial desprovidas (Tribunal Regional Federal 1ª Região, TRF
100023117 de 06/12/1993
).
100023117 de 06/12/1993).

Tributário. IPI. Classificação do Produto. Alíquota. A regra de interpretação
adotada pela TIPI estabelece que a posição mais específica prevalece sobre a mais
genérica e os produtos que possam ser enquadrados em mais de uma posição
específica devam ser classificados pela sua característica essencial, além disso, em
função do caráter extrafiscal do IPI, impõe-se que o imposto seja seletivo em
função da essencialidade do produto, por isso, as embalagens plásticas produzidas
pela autora, para envasar alimentos, têm classificação 3923.90.9901 e alíquota
zero (TRF Apelação Cível: 9704393709/PR - 10/09/1998).

b) Os produtos misturados, as obras compostas de matérias
diferentes ou constituídas pela reunião de artigos
diferentes e as mercadorias apresentadas em sortidos
acondicionados para venda a retalho, cuja classificação
não se possa efetuar pela aplicação da Regra 3 A),
classificam-se pela matéria ou artigo que lhes confira a
classificam-se pela matéria ou artigo que lhes confira a
característica essencial, quando for possível realizar esta
determinação.

c) Nos casos em que as Regras 3 A) e 3 B) não permitam
efetuar a classificação, a mercadoria classifica-se na
posição situada em último lugar na ordem numérica
,
dentre as suscetíveis de validamente se tomarem em
consideração.

TRIBUTÁRIO. ADUANEIRO. IMPORTAÇÃO. AERONAVE. TURBOFAN.
CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. TABELA DE INCIDÊNCIA DO IPI - TIPI.
TAXIONOMIA. ENQUADRAMENTO. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA.
VERBA HONORÁRIA
. 1. Pode-se efetivamente falar numa categoria ampla de
aviões a turbina (ou turbojatos latu sensu) para cindi-los dos aviões a hélice (esta,
portanto, a 1ª classificação: avião a turbina de gases X avião a hélice). Por outro
lado, dentro daquele gênero (aviões a turbina de gases) visualizar-se suas três
principais modalidades (2ª classificação - turbojato ou jato puro, turbofan,
turboélice). (...) A tabela do IPI classifica as aeronaves, segundo o modo de
propulsão, em hélice, turboélice e turbojato, reservando a classificação "outros" aos
modelos que não se inserem em nenhuma das ditas especificações. 4. A máquina
deve guardar as características descritas na posição específica, sem comportar
outras qualificações, para nela encontrar abrigo. O modelo turbofan, embora
originado do turbojato, apresenta especificidades técnicas e com aquele não se
confunde, donde o enquadramento na posição "outros". (TRF4 – Tribunal Regional Federal da
QuartaRegião – Apelação – Processo nº 200071040025486 – PrimeiraTurma – Relator:Joel Ilan Paciornik – 07/10/2009
).

RGI 4 As mercadorias que não possam ser classificadas por aplicação
das regras acima enunciadas classificam-se na posição
correspondente aos artigos mais semelhantes.
RGI 5 Além das disposições precedentes, as mercadorias abaixo
mencionadas estão sujeitas às regras seguintes:
a) Os estojos para aparelhos fotográficos, para instrumentos
musicais, para armas, para instrumentos de desenho, para
musicais, para armas, para instrumentos de desenho, para
jóias e receptáculos semelhantes, especialmente fabricados
para conterem um artigo determinado ou um sortido, e
suscetíveis de um uso prolongado, quando apresentados com
os artigos a que se destinam, classificam-se com estes últimos,
desde que sejam do tipo normalmente vendido com tais
artigos. Esta regra, todavia, não diz respeito aos receptáculos
que confiram ao conjunto a sua característica essencial.

b) Sem prejuízo do disposto na regra 5 A), as embalagens
contendo mercadorias classificam-se com estas últimas
quando sejam do tipo normalmente utilizado para o seu
acondicionamento. Todavia, esta disposição não é
obrigatória quando as embalagens sejam claramente
suscetíveis de utilização repetida.

RGI 6 A classificação de mercadorias nas subposições de uma
mesma posição é determinada, para efeitos legais, pelos
textos dessas subposições e das notas de suposição
respectivas, assim como, mutatis mutandis, pelas regras
precedentes, entendendo-se que apenas são comparáveis
subposições do mesmo nível. Para os fins da presente regra,
as notas de seção e de capítulo são também aplicáveis, salvo
disposições em contrário.

Notas da Seção XV – Metais Comuns e suas Obras

3. Na Nomenclatura, consideram-se metais comuns: o ferro
fundido, o ferro e aço, cobre, níquel, alumínio, chumbo,
zinco, estanho, tungstênio (volfrâmio), molibdênio, tântalo,
magnésio, cobalto, bismuto, cádmio, titânio, zircônio,
antimônio, manganês, berílio, cromo, germânio, vanádio,
antimônio, manganês, berílio, cromo, germânio, vanádio,
gálio, háfnio (céltio), índio, nióbio (colômbio), rênio e o tálio.

Esta Seção engloba os metais comuns (mesmo quimicamente puros), e
respectivas obras, salvo, entre outras, as exclusões mencionadas no fim
da Nota Explicativa. Também compreende os metais no estado nativo
sem a respectiva ganga e os mates de cobre, níquel e cobalto. Os
minérios, incluídos os metais no estado nativo com a respectiva ganga,
incluem-se nas posições 26.01 a 26.17.

5. Regras das ligas (excluídas as ferroligas e as ligas-mães, definidas
nos Capítulos 72 e 74):

a) as ligas de metais comuns classificam-se com o metal que
predomine em peso sobre cada um dos outros componentes;

b) as ligas de metais comuns da presente Seção com elementos nela
não incluídos, classificam-se como ligas de metais comuns da
não incluídos, classificam-se como ligas de metais comuns da
presente Seção, desde que o peso total desses metais seja igual ou
superior ao dos outros elementos;

c) as misturas sinterizadas de pós metálicos, as misturas
heterogêneas íntimas obtidas por fusão (exceto ceramais
(“cermets”)) e os compostos intermetálicos seguem o regime das
ligas. * Ceramais: Trata-se de um produto contendo uma combinação
heterogênea microscópica de um componente metálico e de um componente cerâmico.

7. Regra dos artefatos compostos:

Salvo disposições em contrário resultantes dos
textos das posições, as obras de metais comuns
textos das posições, as obras de metais comuns
ou como tais consideradas, constituídas de dois
ou mais metais comuns, classificam-se na
posição das obras correspondentes do metal
predominante em peso sobre cada um dos outros
metais.

Para aplicação desta regra, consideram-se:
a)
o ferro fundido, o ferro e o aço, como
constituindo um só metal;

b) as ligas como constituídas, na totalidade de
b) as ligas como constituídas, na totalidade de
seu peso, pelo metal cujo regime seguem
por aplicação da Nota 5;

c) um ceramal (“cermet”) da posição 81.13,
como constituindo um só metal comum.

8. Na presente Seção consideram-se:

a) Desperdícios e resíduos: os desperdícios e
resíduos metálicos provenientes da fabricação ou
do trabalho mecânico de metais, bem como as
obras metálicas definitivamente inservíveis como
obras metálicas definitivamente inservíveis como
tais (sucata), em conseqüência de quebra, corte,
desgaste ou outro motivo.

b) Pós: os produtos que passem através de uma
peneira com abertura de malha de 1mm, em
proporção igual ou superior a 90%, em peso.

Notas do Capítulo 72 – Ferro Fundido – Ferro ou Aço

1. Neste Capítulo e, no que se refere às alíneas d), e) e f) da
presente Nota, na Nomenclatura, consideram-se:

a) Ferro fundido bruto: as ligas de ferro-carbono praticamente
insuscetíveis de deformação plástica, contendo, em peso, mais
insuscetíveis de deformação plástica, contendo, em peso, mais
de 2% de carbono e podendo ainda conter, em peso, um ou
mais elementos nas seguintes proporções:

- 10% ou menos de cromo
- 6% ou menos de manganês
- 3% ou menos de fósforo
- 8% ou menos de silício
- 10% ou menos, no total, de outros elementos.

c) Ferroligas as ligas em lingotes, linguados, massas ou formas
primárias semelhantes, em formas obtidas por vazamento
contínuo, em granalha ou em pó, mesmo aglomerados,
normalmente utilizadas, quer como produtos de adição na
preparação de outras ligas, quer como desoxidantes,
dessulfurantes ou em aplicações semelhantes em siderurgia e
geralmente insuscetíveis de deformação plástica, contendo, em
geralmente insuscetíveis de deformação plástica, contendo, em
peso, 4% ou mais de ferro e um ou mais elementos nas proporções
seguintes: - mais de 10% de cromo

- mais de 30% de manganês
- mais de 3% de fósforo
- mais de 8% de silício
- mais de 10%, no total, de outros elementos, exceto carbono, não
podendo, todavia, a percentagem de cobre exceder 10%.

d) Aço: as matérias ferrosas, excluídas as da posição
72.03 que, à exceção de certos tipos de aços produzidos
sob a forma de peças moldadas, sejam suscetíveis de
deformação plástica e contendo, em peso, 2% ou
menos de carbono. Todavia, os aços ao cromo podem
apresentar maior proporção de carbono.
apresentar maior proporção de carbono.
g) Desperdícios de ferro ou de aço, em lingotes: os
produtos grosseiramente fundidos sob a forma de
lingotes sem rebarbas, ou de linguados, que apresentem
evidentes imperfeições à superfície e que não
satisfaçam, relativamente à sua composição química,
às definições de ferro fundido bruto, ferro “spiegel”
(especular) ou ferroligas.

ij) Produtos semimanufaturados: os produtos maciços obtidos por
vazamento contínuo, mesmo submetidos a uma laminagem primária a
quente; e os outros produtos maciços simplesmente submetidos a
laminagem primária a quente ou simplesmente desbastados à forja ou
martelo, incluídos os esboços de perfis. Estes produtos não se
apresentam em rolos.

k) Produtos laminados planos: os produtos laminados, maciços, de seção
k) Produtos laminados planos: os produtos laminados, maciços, de seção
transversal retangular, que não satisfaçam à definição da Nota

1- ij) anterior:

- em rolos de espiras sobrepostas, ou
- não enrolados, de largura igual a pelo menos dez vezes a espessura, quando
esta for inferior a 4,75mm, ou de largura superior a 150mm ou a pelo menos
duas vezes a espessura, quando esta for igual ou superior a 4,75mm.

Os produtos que apresentem motivos em relevo provenientes
diretamente da laminagem (por exemplo: ranhuras, estrias,
gofragens, lágrimas, botões, losangos) e os que tenham sido
perfurados, ondulados, polidos, classificam-se como produtos
laminados planos, desde que aquelas operações não lhes
confiram as características de artefatos ou obras incluídos em
outras posições. Os produtos laminados planos, de quaisquer
formas (excluídas a quadrada ou retangular) e dimensões,
classificam-se como produtos de largura igual ou superior a 600
mm, desde que não tenham as características de artefatos ou
obras incluídos em outras posições.

l) Fio-máquina: os produtos laminados a quente,
apresentados em rolos irregulares, maciços, com seção
transversal em forma de círculo, de segmento circular,
oval, de quadrado, retângulo, triângulo ou de outros
polígonos convexos (incluídos os “círculos achatados” e
polígonos convexos (incluídos os “círculos achatados” e
os “retângulos modificados”, em que dois dos lados
opostos tenham a forma de arcos de círculo convexo e os
dois outros sejam retilíneos, iguais e paralelos). Estes
produtos podem apresentar-se dentados, com nervuras,
com sulcos (entalhes) ou com relevos, produzidos durante
a laminagem (vergalhões para concreto).

m) Barras: os produtos que não satisfaçam a qualquer das
definições constantes das alíneas ij), k) e l) acima, nem à de
fio, e cuja seção transversal, maciça e constante, tenha a
forma de círculo, de segmento circular, oval, de quadrado,
retângulo, triângulo ou de outros polígonos convexos
(incluídos os “círculos achatados” e os “retângulos
(incluídos os “círculos achatados” e os “retângulos
modificados”, em que dois dos lados opostos tenham a
forma de arcos de círculo convexo e os dois outros sejam
retilíneos, iguais e paralelos). Estes produtos podem:

- apresentar-se dentados, com nervuras, sulcos (entalhes)
ou com relevos, produzidos durante a laminagem
(vergalhões para concreto);
- ter sido submetidos a torção após a laminagem.

n) Perfis: os produtos de seção transversal maciça e
constante, que não satisfaçam a qualquer das
definições das alíneas ij), k), l) e m) acima, nem à de
fio.

O Capítulo 72 não abrange os produtos das posições
O Capítulo 72 não abrange os produtos das posições
73.01 e 73.02.

o) Fios: os produtos obtidos a frio, apresentados em
rolos, com qualquer forma de seção transversal maciça
e constante, que não satisfaçam à definição de
produtos laminados planos.

p) Barras ocas para perfuração: as barras ocas de qualquer seção,
próprias para fabricação de ferramentas de perfuração, cuja
maior dimensão exterior do corte transversal seja superior a
15mm mas não superior a 52mm, e, pelo menos, o dobro da
maior dimensão interior (parte oca). As barras ocas de ferro ou
maior dimensão interior (parte oca). As barras ocas de ferro ou
aço que não satisfaçam a esta definição classificam-se na
posição 73.04.

2 Os metais ferrosos folheados ou chapeados de metal
ferroso de composição diferente seguem o regime do
metal ferroso predominante em peso.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->