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Manual de Segurança e Boas Práticas INEM

Manual de Segurança e Boas Práticas INEM

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  • 3-Resumo Histórico
  • 4-Enquadramento Legal
  • 5-Meios Disponíveis
  • 1.1 – CONTAMINATES QUÍMICOS
  • 1.1.2 – Vias de entrada no organismo
  • 1.1.3 - Valores Limite de Exposição – VLE
  • 1.1.4 - Fichas toxicológicas e de segurança
  • 1.1.6 – Frases de risco e segurança
  • Iluminação:
  • Humidade:
  • Radiações ionizantes:
  • 1.3 - CONTAMINANTES BIOLÓGICOS
  • 1.3.1 - Vias de entrada no organismo
  • 1.3.2 - Classificação dos agentes biológicos
  • 1.3.3 – Medidas de prevenção e protecção dos riscos
  • 2.1- INCÊNDIOS EM HABITAÇÕES OU VIATURAS
  • 2.2.1 - Como se inicia um incêndio?
  • 2.2.2 - Tipos de incêndio
  • 2.2.3 - Extintores
  • 2.2.5 - Classificação dos extintores
  • 2.3- DERRAME COM PRODUTOS QUIMICOS
  • 2.4- MANUSEAMENTO DO OXIGÉNIO
  • 2.6- INTOXICAÇÃO POR MONOXIDO DE CARBONO – CO
  • 2.7.1 – ACTUAÇÃO durante a ocorrência de um sismo
  • 2.7.2 – ACTUAÇÃO depois da ocorrência de um sismo
  • 2.8 - NEVÕES
  • 2.10 – VIOLÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO
  • 2.10 – EVACUAÇÕES DE EMERGÊNCIA
  • 2.10.1 - Evacuação no edifício onde se encontra a base INEM
  • 2.10.2 – Evacuação em locais públicos
  • 2.10.3 - Evacuação em lares ou hospitais
  • 2.11 – ACIDENTES ELÉCTRICOS
  • 2.11.1 - Efeitos fisiológicos e físicos da corrente eléctrica
  • 2.11.2 - Tipos de contacto com a electricidade
  • 2.11.3 – Diversas formas de morrer electrocutados
  • 2.11.4 - A trajectória da corrente
  • 2.11.5 - Efeitos da corrente eléctrica sobre o corpo humano
  • 2.11.7 - As consequências de um acidente eléctrico
  • 2.11.8 – Factores responsáveis pelas lesões
  • 2.11.8.1 - A intensidade de corrente
  • 2.11.9 – Quadro eléctrico (Função)
  • 2.11.10 – Protecção dos circuitos
  • 2.11.11 – Protecção das pessoas
  • 2.11.13 - Considerações finais
  • 2.13 – SINALIZAÇÃO E PROTECÇÃO RODOVIÁRIA
  • 2.14 – IDENTIFICAÇÃO DE MATÉRIAS PERIGOSAS
  • CLASSE 1 – Matérias e objectos explosivos
  • CLASSE 2 – Gases
  • CLASSE 3 – Matérias líquidas inflamáveis
  • CLASSE 5 – Matérias comburentes
  • CLASSE 6 – Matérias Tóxicas
  • CLASSE 7 – Matérias Radioactivas
  • CLASSE 8 – Matérias corrosivas
  • CLASSE 9 – Matérias e objectos perigosos diversos
  • 2.15 – BIO-SEGURANÇA
  • 2.15.3 – Medidas de protecção individual básicas
  • 2.15.4.3 - Procedimento para retirar as luvas contaminadas
  • 2.16 – LIMPEZA E HIGIENE
  • 2.16.1 - Limpeza
  • 2.16.4 – Técnica de desinfecção para situações de derrame
  • 2.16.5 – Resíduos hospitalar
  • 2.16.5.1 - Classificação dos resíduos hospitalares
  • 2.16.5.2 - Caracterização por grupo de resíduos
  • 2.16.5.3 - Meios para a deposição dos resíduos
  • 2.16.5.4 - Transporte dos resíduos
  • 3.1 - Dimensão do Problema
  • 3.3 - Movimento manual de cargas
  • 3.5 - Regras de boas práticas
  • 3.7 - Lesões associadas às más posturas
  • 3.8 – Recomendação a adoptar pelo TAE
  • 3.9 – Figuras ilustrativas de boas práticas
  • 3.9.2 - Posturas correctas e erradas
  • 3.9.4 - Exercícios de relaxamento muscular
  • 3.10 - Características da carga do pré-hospitalar
  • 3.10.1 - Procedimento para a colocação do SACO 1 atrás das costas do TAE:
  • 3.10.2 - Configuração de transporte do material
  • 3.10.3 - Procedimento para elevação da maca do “chão” com 2 elementos
  • 6 - Apresentação e discussão dos resultados
  • 7 - Conclusão
  • 8-Referências Bibliográficas

Escola Superior de Tecnologia e Gestão Pós-Graduação em “Segurança e Higiene no Trabalho”

Ano Lectivo de 2009/2010

MANUAL de SEGURANÇA e BOAS PRÁTICAS para o profissional TAE do INEM

Rúben Daniel Matos Viana JUNHO 2010

Data de Recepção Responsável Avaliação Observações

Versão 1.2 – 05/AGO/2010

MANUAL de SEGURANÇA e BOAS PRÁTICAS para o profissional TAE do INEM

Rúben Daniel Matos Viana JUNHO 2010

Rúben Daniel Matos Viana é licenciado em Eng. mecânica pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto desde 2007. Em 2005 iniciou a sua actividade no INEM como Técnico de Ambulância de Emergência – TAE, sendo que finalizou a sua formação académica na modalidade de trabalhador/estudante. Começou por exercer funções na instituição, através das ambulâncias de suporte básico de vida (SBV) INEM sedeadas na zona metropolitana do Porto. Em Dezembro de 2008, após a criação dos meios SIV a nível nacional, foi transferido para o a base da ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) sedeada na cidade de Vila do Conde, onde se encontra a exercer funções como TAE até ao momento. Entre o ano 2000 e 2005 foi elemento do corpo activo dos Bombeiros Voluntários de Esposende. Começando por exercer a actividade na categoria de aspirante, ocupava o posto de bombeiro de 2ª Classe do quadro activo, quando pediu demissão por incompatibilidade a nível profissional. É formador de diversas entidades que ministram formação a empresas,

relativamente à temática dos primeiros socorros, higiene e segurança no trabalho (HST) e brigadas de incêndios.

O tema do estágio por mim escolhido permitiu que eu pudesse efectuar uma recolha de dados e informação exaustiva da actividade dos TAE´s. fazendo referência às possíveis lesões músculo esqueléticas que o TAE possa vir a desenvolver. promoveu no ano lectivo 2009/2010.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Resumo A elaboração deste manual surge na sequência. onde será abordado 16 situações reais onde é indicado ao TAE. em prol de um melhor conforto e segurança às vitimas assistidas. Com este estágio pretendi elaborar uma manual que permita elucidar muitos dos procedimentos de actuação inerentes à actividade exercida pelo TAE. O manual está dividido em três temas principais. sirva de complemento a toda a formação já ministrada pela instituição. durante o exercício das suas funções como elemento activo do sistema integrado de emergência médica nos meios INEM. que a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viana do Castelo – ESTG. fruto muitas das vezes da falta de cuidado aquando a manipulação de carga. na qual esta já se encontra na sua 6ª edição. Finalmente os Aspectos Ergonómicos será o último tema a ser abordado. sendo que o primeiro a ser abordado será a temática da Avaliação dos Riscos. Depois o segundo tema fala da temática da Gestão do Risco. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 1 Rúben Viana . fazendo referência aos tipos de risco que um trabalhador na generalidade pode estar sujeito no exercício da sua actividade. o melhor procedimento a tomar para que corra o mínimo de risco possível no decorrer da sua actuação. para que no futuro. do estágio que efectuei na viatura de suporte imediato de vida que o INEM tem sedeado na cidade de Vila do Conde. na qual também exerço funções profissionais como Técnico de Ambulância de Emergência – TAE. O estágio insere-se no último dos módulos. para que eu neste momento possa estar a apresentar um Manual de Segurança e Boas Práticas para os Profissionais TAE´s do INEM. da Pós-Graduação em Higiene e Segurança. para que os técnicos se possam orientar de forma a exercerem a sua actividade de uma maneira mais segura e profissional.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Índice 1 .1 – CONTAMINANTES QUÍMICOS 1. no papel de agente da protecção civil Comandante das Operações de Socorro Sistema de Gestão de Operações Desenvolvimento da cadeia de comando Síntese do exposto 22 23 24 24 25 25 26 1 – AVALIAÇÃO DOS RISCO 27 1 – Contaminantes 1.Enquadramento Legal 5 .1 – Evolução dos meios em território nacional 5.1.1 – Vias de entrada no organismo 1.3.Meios disponíveis 5.1.1.Introdução 2 .FDS 1.6 – Frases de risco e segurança 1.3.3 – Medidas de prevenção e protecção dos riscos 28 29 30 30 32 32 34 37 39 39 39 40 40 40 41 41 41 43 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 2 Rúben Viana .1.Resumo Histórico 4 .2 – Descrição da actividade 10 12 13 15 16 19 20 MANUAL DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS PARA OS PROFISSIONAIS TAE´s DO INEM Temáticas Gerais Abordadas no Manual Hierarquia da cadeia de comando Funções do INEM.1.Conceitos 1.2 – Vias de entrada no organismo 1.5 – Rotulagem de embalagem 1.2 – CONTAMINANTES FISICOS Iluminação Ruído Temperatura Humidade Radiações ionizantes 1.1.3 – CONTAMINANTES BIOLÓGICOS 1.4 – Fichas toxicológicas e de segurança . .1.VLE 1.3.3 – Valores Limites de exposição .Metodologia 3 .2 – Classificação dos agentes biológicos 1.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2 – GESTÃO DO RISCO 45 2.5 – Efeitos da corrente eléctrica sobre o corpo humano 2.11.Extintores 2.4.3 – DERRAME COM PRODUTOS QUIMICOS 2.2 – MANUSEAMENTO DE UM EXTINTOR 2.6 – O choque e suas consequências (acção directa) 2.10 – EVACUAÇÕES DE EMERGÊNCIA 2.SISMOS 2.2.12.2 – Tipos de contacto com a electricidade 2.12 – EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL – EPI 2.6 – INTOXICAÇÃO POR MONOXIDO DE CARBONO .11 – ACIDENTES ELÉCTRICOS 2.6.7.2 – Cuidados no seu manuseamento 2.10.2.4 .4 – A trajectória da corrente 2.11.3 – Evacuação em lares ou hospitais 2.3 – Actuação do TAE 2.1 – Efeito fisiológico e físicos da corrente eléctrica 2.8.10.NEVÕES 2.11.7 – As consequências de um acidente eléctrico 2.1 – EPI´s na área da segurança rodoviária 49 49 50 51 51 52 55 56 56 57 58 59 61 61 62 64 65 67 69 70 72 74 75 75 75 77 77 77 79 80 81 81 83 84 85 86 86 87 89 92 93 93 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 3 Rúben Viana .CO 2.1 – Algumas estatísticas 2.3 – Diversas formas de morrer electrocutado 2.4 – MANUSEAMENTO DO OXIGÉNIO 2.2.6.4.12 – Procedimentos de segurança na actuação do TAE 2.7.11.2 – Evacuação em locais públicos 2.11.10.1 – Perigo do enriquecimento com oxigénio 2.5 – Classificação dos extintores 2.9 – VIOLÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO 2.2 – Tipos de incêndio 2.11.1 – INCÊNDIOS EM HABITAÇÕES OU VIATURAS 47 2.11.11.10 – Protecção dos circuitos 2.5 – FUGA DE GÁS COMBUSTÍVEL 2.11.11 – Protecção das pessoas 2.11.1 – Actuação durante a ocorrência de um sismo 2.1 – Evacuação no edifício onde se encontra a base INEM 2.8 .2.11.2 – Actuação depois da ocorrência de um sismo 2.3 – Relato de casos reais potencialmente perigosos 2.11.2 – Mecanismos de acção do CO 2.9 – Quadro eléctrico (Função) 2.8 – Factores responsáveis pelas lesões 2.1 – Como se inicia um incêndio? 2.4.3 .7 .1 – A intensidade de corrente 2.6.11.2.Simbologia 2.13 – Considerações finais 2.11.

14.4.14. CASO Nº6 – Colisão entre dois veículos ligeiros numa via com 4 faixas de rodagem no mesmo sentido.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.12.15.14.3 – Procedimento para retirar as luvas contaminadas 2.5 – Várias tipologias para o transporte de matérias perigosas 2.16. CASO Nº5 – Colisão frontal entre um veículo ligeiro e uma moto numa EN ou EM.1 – Colocação dos EPI´s (Bata+máscara+luvas) 2.15.12.16 – LIMPEZA E HIGIENE 2.2 – EPI´s na área da Bio-segurança 2.7 – Tipos de lesões ocasionadas por produtos perigosos 2. CASO Nº2 – Colisão entre dois veículos numa auto-estrada ou via equiparada.5.Limpeza 147 148 150 153 153 154 156 157 158 158 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 4 Rúben Viana .14.15.15. CASO Nº3 – Colisão frontal de dois veículos num IP ou EN em que as viaturas ficam imobilizadas na berma.4 – Painel Laranja 2.13. CASO Nº8 – Accionamento para uma ocorrência num domicílio.14.15.3 – Considerações finais 2.13.14.13.13.3 – Sistema de classificação de riscos (por Classes) CLASSE 1 – Matérias e objectos explosivos CLASSE 2 – Gases CLASSE 3 – Matérias liquidas inflamáveis CLASSE 4 – Matérias sólidas inflamáveis (…) CLASSE 5 – Matérias comburentes CLASSE 6 – Matérias tóxicas CLASSE 7 – Matérias radioactivas CLASSE 8 – Matérias corrosivas CLASSE 9 – Matérias e objectos perigosos diversos 2.8 – Relato de um trágico acidente envolvendo equipas de socorro 117 121 122 123 124 125 126 126 127 128 128 129 130 131 132 133 134 138 141 145 146 2.15 – BIO-SEGURANÇA 2.1 – Razão da cor escolhida para os meios INEM 2.2 – Regras importantes de segurança 2.13.4 – Procedimento de colocação e remoção dos EPI´s 2.2 – Áreas de perigo e procedimento de aproximação 2.13 – SINALIZAÇÃO E PROTECÇÃO RODOVIÁRIA 2.15.1 .1 – Cálculo da área de aterragem em segurança 2.14.4.13. CASO Nº4 – Colisão frontal/lateral entre dois veículos numa EN ou EM sendo que as viaturas imobilizam-se numa das faixas de rodagem.3 – EPI´s usados no contacto directo com produtos perigosos 2.2 – Etiquetas de perigo 2.15.5.4 – Casos práticos de possíveis cenários no local da ocorrência CASO Nº1 – Colisão frontal de dois veículos numa EN em que as viaturas ficam imobilizadas quase a meio da via.4.2 – Procedimentos para a lavagem e desinfecção das mãos 2. CASO Nº7 – Atropelamento de um peão na passadeira.3 – Medidas de protecção individual básicas 2.5 – Evacuação via helicóptero 2.14 – IDENTIFICAÇÃO DAS MATÉRIAS PERIGOSAS 2.1 – Regulamentos 2.14.6 – Actuação do TAE (Sequência do atendimento) 2.1 – Precauções universais 2. 94 95 97 98 99 103 103 105 107 109 110 111 112 113 114 2.2 – Remoção dos EPI´s 2.13.

3 – Meios para a deposição dos resíduos 2.1 – Posturas a evitar 3.10.4 – Exercícios de relaxamento muscular 3.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.1 – Dimensão do problema 3.10.5. PRESEPT) 2.2 – Dados do INEM 3.3 – Movimento Manual de Carga 3.9.5 – Regras sobre a manipulação e transporte de resíduos 2.9 – Figuras ilustrativas de boas práticas 3.5 – Procedimentos para elevação da maca da “½ altura” c/ 2 elem.5.7 – Lesões associadas às más posturas 3.8 – Recomendação a adoptar pelo TAE 3.4 – Factores de risco resultantes do tipo 3.4 – Transporte dos resíduos 2.4 – Técnica de desinfecção para situações de derrame 2.16.16.10.10.9.Procedimento para a colocação do saco 1 atrás das costas do TAE 3.5 – Regras de boas práticas 3.5.3 – Procedimento de lavagem do pavimento 2.2 – Produtos desinfectantes (ANIOS DDSH.Conclusão 8 .16.16.6 – Contentor de armazenamento VS grupo de lixo 160 162 164 166 166 167 168 168 169 170 3 – ASPECTOS ERGONÓMICOS 3.2 – Caracterização por grupo de resíduos 2.16.Referências Bibliográficas APÊNDICES (Anexos do Manual) Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Oxigénio Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Presept Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Surfanios Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do ANIOS DDSH Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Álcool Etílico Lista de Frases de Risco Lista de Frases de Segurança Regras básicas na utilização de extintores Resumo das etiquetas de perigo associadas às diferentes classes das matérias perigosas 194 ANEXO1 ANEXO2 ANEXO3 ANEXO4 ANEXO5 ANEXO6 ANEXO7 ANEXO8 ANEXO9 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 5 Rúben Viana .4 – Procedimento para elevação da maca “do chão” c/ 4 elementos 3.5.16. SURFANIOS.16.9.9.10.5.5 – Resíduos hospitalares 2.1 – Classificação dos resíduos hospitalares 2.16.3 – Transferência de um paciente da cama para a cadeira 3.2 – Configuração do transporte do material 3.6 – Causa para as LME´s (Lesões Músculo Esqueléticas) 3.2 – Posturas correctas e erradas 3.10 – Característica da carga do pré-hospitalar 3. 172 172 173 174 175 177 178 179 180 181 182 182 182 184 185 186 187 188 188 188 190 191 192 6 – Apresentação e discussão dos resultados 7 .1 .16.5.16.3 – Procedimento para elevação da maca “do chão” c/ 2 elementos 3.

nº2) Imagem 33 – Ilustração da disposição dos meios de socorro presentes no teatro de operações no sinistro Imagem 34 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado esquerdo da imagem – ex. Imagem 28 – Chegada da ambulância e imobilização em modo de sinalização e protecção em auto-estrada (Exemplo nº1) Imagem 29 – Chegada da ambulância e imobilização em modo de sinalização e protecção em auto-estrada (Exemplo nº2) Imagem 30 – Ilustração da disposição dos meios de socorro presentes no teatro de operações em sinistros deste tipo. nº1) Imagem 32 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância (A ambulância chegou pelo lado direito – ex.º2) Imagem 38 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância no local do acidente Imagem 39 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância no local do acidente Imagem 40 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância quando arranja espaço para estacionar a viatura (exemplo nº1) Imagem 41 – Ilustração da posição de imobilização mais indicada para ambulância quando não tem espaço para estacionar (exemplo nº2) Imagem 42 – Ilustração da zona de aterragem Imagem 43 – Ilustração do valor de (D) no helicóptero Bell 412EP Imagem 44 – Exemplo do painel laranja identificando o material e os perigos associados Imagem 45 – Painel laranja indicativo de perigo de explosão Imagem 46 – Exemplo de etiquetas de perigo. nº2) Imagem 35 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado direito da imagem – ex. envolvendo substâncias radioactivas Imagem 53 – Exemplo de etiquetas de perigo. nº2) Imagem 36 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado cima da imagem – exemplo nº1) Imagem 37 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado esquerdo da imagem – ex. helicópteros Imagem 5 – Organograma resumo dos meios INEM Imagem 6 – Distribuição geográfica dos meios do INEM em Portugal continental.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Índice de Imagens Imagem 1 – Decreto-Lei n. envolvendo substâncias perigosas diversas Imagem 55 – Etiqueta indicando matéria transportada quente Imagem 56 – Placa laranja com Nº de perigo e nº ONU Imagem 57 – Forma de colocação dos painéis laranja e etiquetas em veículos cisterna Imagem 58 – Alguns tipos de contentores/cisternas utilizados no transporte de matérias perigosas. envolvendo substâncias corrosivas Imagem 54 – Exemplo de etiquetas de perigo.º 220/2007 de 29 de Maio Imagem 2 – Foto dos CODU e CODU-Mar Imagem 3 – Meios INEM: Mota. respectivamente. envolvendo gases Imagem 48 – Exemplo de etiquetas de perigo. VMER e Helicópteros. Imagem 63 – Tipos de lesões associadas às más posturas 15 16 17 17 18 19 33 33 34 37 51 51 65 66 77 78 78 80 83 85 105 105 105 107 107 107 109 109 109 110 110 111 111 112 113 114 114 119 120 124 126 127 128 128 129 130 131 132 132 133 133 134 137 138 142 150 157 176 179 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 6 Rúben Viana . ambulância recém-nascidos. envolvendo oxidantes e peróxidos orgânicos Imagem 51 – Exemplo de etiquetas de perigo. envolvendo substâncias explosivas Imagem 47 – Exemplo de etiquetas de perigo. Imagem 59 – Delimitação da zona de perigo Imagem 60 – Zona das mãos mal lavadas Imagem 61 – Procedimento para remoção das luvas contaminadas Imagem 62 – Indicação do peso máximo ideal mediante a posição da pessoa e da carga. envolvendo substâncias tóxicas e infectantes Imagem 52 – Exemplo de etiquetas de perigo. Imagem 31 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância (A ambulância chegou pelo lado esquerdo – ex. ambulâncias INEM. Imagem 7 – Informação presente num rótulo Imagem 8 – Exemplo de um rótulo de um produto químico Imagem 9 – Classificação das propriedades de perigo vs categoria do perigo Imagem 10 – Símbolos de perigo usados em rotulagem (Quadro resumo) Imagem 11 – Símbolo identificativo de um extintor Imagem 12 – Elementos base presentes num extintor Imagem 13 – Ilustração da escala de Richter Imagem 14 – Falhas e Placas tectónicas existentes em Portugal Imagem 15 e 16 – Imagem ilustrativa do contacto directo com a electricidade Imagem 17 e 18 – Imagem ilustrativa do contacto directo com a electricidade Imagem 19 e 20 – Imagem ilustrativa do contacto indirecto com a electricidade Imagem 21 – Imagem ilustrativa das possíveis trajectórias da corrente Imagem 22 e 23 – Ilustração do coração e do sistema circulatório Imagem 24 – Efeitos fisiológicos provocados pela intensidade de corrente Imagem 25 – A ambulância chega pelo lado esquerdo Imagem 26 – A ambulância chega pelo lado direito Imagem 27 – Ilustração do teatro de operações com todos os meios de emergência envolvidos no socorro. envolvendo líquidos inflamáveis Imagem 49 – Exemplo de etiquetas de sólidos inflamáveis Imagem 50 – Exemplo de etiquetas de perigo. ambulância SBV e SIV Imagem 4 – Meios INEM: VMER.

é visível a placa de sinalização cor-de-laranja avisando o transporte de matérias perigosas (…) Foto 58 – Veículo cisterna de transporte de refinados de petróleo Foto 59 – Traseira de um camião de transporte de botijas de gás. gel desinfectante e sabão liquido no interior da célula sanitária da ambulância Foto 78 e 79 – Ilustração para o correcto transporte na configuração 1 Foto 80 e 81 – Ilustração para o correcto transporte na configuração 2 47 54 57 58 73 86 86 87 87 95 96 97 98 99 100 102 102 107 109 113 117 118 121 123 129 130 131 132 134 139 140 140 141 141 141 144 145 146 153 153 187 187 Índice de Quadros Quadro 1 – Classes dos fogos e sua relação com o tipo de materiais Quadro 2 – Tipos de extintores vs aplicações vs restrições Quadro 3 – Eficácia do agente extintor perante a classe do fogo Quadro 4 – níveis de tensão existentes na rede eléctrica nacional Quadro 5 – Classes de matérias perigosas Quadro 6 – Código de identificação de perigo Quadro 7 – Regras de segurança para o manuseamento de produtos desinfectantes 50 53 54 84 126 135 157 Índice de Gráficos Gráfico 1 – Gráficos que demonstram a evolução dos meios INEM s terrestres profissionalizados desde 2001 até 2010 Gráfico 2 – Efeitos da inalação de monóxido de carbono em baixas concentrações no ar ambiente 19 64 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 7 Rúben Viana . Foto 21 e 22 – Fotos ilustrativa da má visibilidade quando se encontra nevoeiro Foto 23.2 e 3 – Incêndios urbanos e em viaturas Foto 4 – Foto de extintor presente no interior da ambulância Foto 5 e 6 – Fotos da localização das garrafas de oxigénio 20L e 3L no interior da ambulância SIV Fotos 7 e 8 – Acidentes com derrame de óleos Foto 9 e 10 – Foto que ilustra a tarefa incumbida aos populares de forma a criar uma cobertura protectora Foto 11 – Disjuntores magneto térmicos Foto 12 e 13 – Fusíveis Foto 14 – Disjuntor diferencial de 30mA Foto 15 – Disjuntor diferencial da EDP Fotos 16. Foto 34 – Ilustração real do tipo de acidente abordado neste caso. onde esteve envolvido uma viatura de transporte de matérias perigosas Foto 76 – Gel desinfectante MED + Foto 77 – Foto da disposição do papel de mãos. a uma vitima de atropelamento Foto 36 a 42 – Heli-transporte Primário a partir de locais não preparados Foto 43 – Transporte secundário a efectuar pelo helicóptero Foto 44 – Ilustração da área mínima de segurança para aterrar um helicóptero Foto 45 e 46 – Várias tipologias de armazenamento das matérias perigosas Foto 47 – Fusão de Termoplásticos Foto 48 e 49 – Exemplo de embalagens com fertilizantes Foto 50 – Exemplo de embalagens com pesticidas. Foto 35 – Actuação das equipas do INEM.24 e 25 – Ilustração da posição de protecção Foto 26 – Ilustração da não criação da distância mínima de 15 metros e do mau posicionamento da ambulância.17 e 18 . com autocarro que transportava alunos da universidade sénior de Castelo Branco em que morreram 17 pessoas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Índice de Fotos Foto 1. Foto 27 e 28 – Ilustração da direcção das rodas em terrenos com declive Foto 29 a 32 – Perigos provocados por desmoronamentos Foto 33 – Ilustração da má imobilização assumida pela viatura de socorro no local do sinistro.Vestimentas de protecção por níveis Foto 19 – Viatura NRBQ do INEM Foto 20 – Acidente na A23. é visível a placa de sinalização e a circulação com as luzes acesas Foto 60 – Incêndio na zona industrial de Vila do Conde em que a equipa de socorro pré-hospitalar foi a primeira a chegar ao local (2009) Foto 61 – Despiste de camião cisterna transportando ácido clorídrico Foto 62 – Acidente envolvendo viatura cisterna de transporte gás propano Fotos 63 e 64 – Acidentes graves envolvendo veículos de transporte de matérias perigosas Fotos 65 à 74 – Fotos de acidentes de veículos que transportam matérias perigosas Foto 75 – Foto do teatro de operações de socorro. Foto 51 e 52 – Instalações de um reactor nuclear Fotos 53 à 56 – Diferentes tipos de painel laranja Foto 57 – Camião de carga geral estacionado.

Organograma 2 – Lista dos riscos associados aos agentes químicos 28 29 Índice de Ilustração Ilustração 1 – Excerto do Decreto-Lei nº 134/2006 de 25 de Julho (SIOPS) Ilustração 2 – Procedimento a tomar em caso de incêndio num edifício 24 76 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 8 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Índice de Organogramas Organograma 1 – Resumo dos contaminantes a que os TAE´s se encontram potencialmente expostos.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Lista de siglas e acrónimos TAE ESTG INEM SIV SBV SNBPC SAV VMER CODU EN IP EM SIOPS DON CDOS DIOPS APC GPL EPI - Técnico de Ambulância de Emergência Escola Superior de Tecnologia e Gestão Instituto Nacional de Emergência Médica Suporte Imediato de Vida Suporte Básico de Vida Serviço Nacional Bombeiros e Protecção Civil Suporte Avançado de Vida Viatura Médica de Emergência e Reanimação Centro de Orientação de Doentes Urgentes Estrada Nacional Itinerário Principal Estrada Municipal Sistema Integrado de Operações e Protecção e Socorro Directiva Operacional Nacional Comando Distrital de Operações de Socorro Dispositivo Integrado das Operações de Protecção e Socorro Agentes da Protecção Civil Gás de Petróleo Liquefeito Equipamento de Protecção Individual _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 9 Rúben Viana .

que exercem funções na instituição. Por esse motivo quero dar o meu contributo para que o INEM possa fornecer a cada TAE recémformado. surge no meu ver. que exercem funções nas ambulâncias de SBV e SIV. para que possam estar devidamente capacitados para responder a todas as exigências que este tipo de actividade impõe. cerca de 633 (*). espalhados pelo país.6% do total de todos os elementos.Segundo os dados estatísticos de 2009 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 10 Rúben Viana . Quando os novos técnicos ficam habilitados para exercerem o socorro pré hospitalar. todos eles tiveram a indicação expressa aquando a sua formação. sendo que correspondem a 48. Dado a extensão verificada de actuação do próprio INEM.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1 – Introdução O tema do estágio. Por esta razão. coloco a questão. um manual onde conste toda essa informação que no meu ponto de vista é pertinente para que o técnico venha a ter uma melhor conduta profissional no futuro da sua actividade. porque o INEM continua a apresentar uma lacuna de formação de determinadas temáticas na instrução e preparação dos seus técnicos. uma necessidade formativa que o INEM ainda não implementou para a instrução de elementos que possam a vir desempenhar funções como TAE. além da formação específica na área do socorro pré-hospitalar. que só o devem fazer (actuar) quando existe condições de segurança no local. no sentido de puder vir a colmatar. quais são os verdadeiros conhecimentos que cada técnico possui que permita que este faça uma correcta avaliação e gestão do risco quando são chamados para intervir em determinada ocorrência? (*) . à variabilidade de acções e a multiplicidade de agentes envolvidos na emergência médica. sobre algumas das temáticas em falta que pretendo retratar. Muitos dos elementos admitidos para exercer funções como TAE. o técnico não possui mais nenhuma área de conhecimento ministrada pelo INEM. Escolhi este grupo específico dos profissionais da emergência pré-hospitalar para desenvolver o meu trabalho. por vezes com o auxílio dos seus colegas mais experientes. irei direccionar este manual especificamente aos profissionais TAE do INEM. por três razões. surgiu. Agora. Trata-se portanto de fazer cumprir escrupulosamente a primeira directriz do seu protocolo de actuação. ocorrem já no decorrer na sua actividade profissional. sendo que muito do conhecimento que irão a adquirir. A segunda razão. desfibrilhação automática externa (DAE) e do curso de condução defensiva. A primeira razão deve-se ao facto de esta ser a área profissional no INEM que apresenta mais número de efectivos. para o puderem consultar. não têm experiência de terreno na área da emergência pré-hospitalar. o manual terá um maior número de destinatários. Ora vejamos. do universo de 1302.

Qual é a formação que o INEM institui aos seus profissionais. Por fim. com este manual. de documentos de segurança no sentido de implementar a avaliação de riscos na instituição. de forma a sensibiliza-los para as possíveis lesões músculo esqueléticas que possam vir a desenvolver no decorrer da sua actividade? Deste modo considero imperativo que deva existir mais formação e informação nesta área. testar as competências adquiridas no curso em contexto de trabalho e dotar a instituição INEM. no trabalho de rua. para que todos os técnicos de ambulância de emergência desenvolvam a sua actividade no INEM com maior segurança.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Que eu tenha conhecimento não existe nenhuma formação instituída pelo INEM para sensibilizar os seus profissionais para as condições de segurança. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 11 Rúben Viana . pretendo também.

como por exemplo. que me auxiliou na elaboração dos temas da Gestão do Risco.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2 – Metodologia A metodologia adoptada para a elaboração do manual consistiu no tratamento da recolha de informação e dados durante o período de estágio. sismos. no incêndio em habitações ou viaturas. Também me servi dos conhecimentos adquiridos das diversas temáticas abordadas ao longo da Pós-Graduação em SHT. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 12 Rúben Viana . a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Nos acidentes eléctricos. tais como. foi consultado o site oficial da REN – Rede Eléctrica Nacional. foi realizada tendo por base a recolha e tratamento da informação retirada dos sites oficiais das várias entidades com responsabilidade no assunto. sendo que os primeiros 5 anos foram adquiridos em contexto de serviço voluntariado na corporação dos Bombeiros Voluntários de Esposende e os últimos 5 anos. na qual presenciei. como profissional de emergência pré-hospitalar. nos conhecimentos adquiridos ao longo de 10 anos de experiência na actividade do pré-hospitalar. já ao serviço do INEM. nevões. A informação introdutória e de desenvolvimento das diferentes temáticas. etc.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no início da sua criação. Com a 2ª Grande Guerra este conceito ganhou uma maior importância. propõe que prioritariamente se deveria levar o médico ao doente ao invés do tradicional transporte rápido do doente ao médico. cria-se o Serviço Nacional de Ambulâncias e posteriormente o Gabinete de Emergência Médica. Em termos de qualidade há uma especial preocupação para a certificação do INEM de acordo com as normas: . afirmou-se na sociedade portuguesa como organismo público responsável pelo auxílio de socorro à população em caso de acidente ou doença súbita.OSHA 18001/1999 (Sistemas de gestão da segurança e saúde no trabalho segundo referenciais normativos internacionais). Neste início da história da emergência médica os feridos eram evacuados para os hospitais de campanha onde eram prestados os primeiros socorros. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 13 Rúben Viana .ISO 14001/1999 (Sistema de Gestão Ambiental). onde são documentados os primeiros registos de intervenções. . reforma do próprio sistema de saúde e a certificação da qualidade. aquando da reformulação do sistema básico de saúde. No entanto no final da década de 30.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3-Resumo Histórico A emergência médica tem origem na época das guerras Napoleónicas. associados ao cirurgião Dominique Larrey nos campos de batalha. . a evolução científica e tecnológica. tendo a história rapidamente evoluído desde o ano de 1971 (ano da criação o Serviço Nacional de Ambulâncias através do Decreto Lei nº 511/71 de 22 de Novembro). Esta filosofia de abordagem aos doentes manteve-se até metade do séc XIX. o cirurgião Kirschener altera um pouco o próprio conceito de emergência médica pré-hospitalar.ISO 9001/2000 (Sistema de Gestão da Qualidade). a evolução das técnicas de emergência pré-hospitalar e de todos os dispositivos técnicos envolvidos em toda a cadeia de procedimentos de emergência médica indiciaram a evolução do INEM até ao seu estado actual. A evolução recente do INEM tem sido baseado em três grandes linhas orientadoras. realizando não só o socorro aos doentes como também o transporte do local da ocorrência para uma unidade Hospitalar sempre que necessário. O INEM surge no importante início dos anos 70.

► “Stay and Play” – Método de origem Francófona. ou seja numa primeira abordagem à vítima há uma preocupação com a estabilização da vítima e posteriormente o seu transporte para o hospital caso seja necessário. No nosso país o funcionamento baseia-se nos métodos do sistema francês SAMU de France (Sistéme Ambulatoire de Médicin Urgent). caracterizado por uma acção de resgate imediato do doente e transporte para o hospital. e que são: ► “Load and Go” ou “Scoop and Run” – Método de origem Americano. caracterizado pela estabilização do doente no terreno e posterior transporte para a unidade hospitalar. também identificados na evolução histórica. Actualmente a nível mundial existem dois modelos de acção em emergência médica préhospitalar.NP 4397/2001 (Sistemas de gestão da segurança e saúde no trabalho segundo referenciais normativos nacionais).Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 14 Rúben Viana .

bem como de aprofundamento da qualidade dos serviços de urgência/emergência prestados. este é feito pelo Decreto-lei nº 167/2003 de 29 de Julho.inem. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 15 Rúben Viana . ficando então responsável pela coordenação do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).pt. Imagem 1 – Decreto-Lei n. bem como uma lógica global de reforma do sistema de saúde. o qual possui neste novo modelo competências muito específicas das diversas áreas chave envolvidas na acção deste organismo. introduzindo uma nova filosofia de acção procurando actualizar esta área de acção médica em função das exigências da evolução científica e tecnológica.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 4-Enquadramento Legal Quanto ao enquadramento legal do INEM. em www. Com a aprovação deste diploma há a preocupação de tornar o INEM “numa estrutura adaptada à complexidade e responsabilidade da urgência/emergência primando pela eficácia e eficiência nas suas múltiplas vertentes”. pode ter acesso a uma panóplia de legislação envolvendo a actividade do INEM. Posteriormente através da Portaria nº 458-A/2004 (2ª série) é aprovado o regulamento da organização interna do INEM.º 220/2007 de 29 de Maio NOTA: No site do INEM. Este Decreto de Lei vem alterar a orgânica aprovada em 1981 através do Decreto-lei nº234/81.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 5-Meios Disponíveis Podemos tentar explicar a acção do INEM através da sua prática de contacto com o público.Verificação da situação pelo Médico regulador. computador e rádio. confirma o envio dos meios INEM e qual a unidade hospitalar que irá receber o doente.Atendimento da chamada pelos operadores do CODU. Lisboa e Faro.Accionamento dos meios INEM. 2º . Existem um na cidade do Porto. após confirmação do médico regulador a coordenação dos meios é garantido por um posto com telefone. o INEM possui 4 CODU em Portugal Continental. Coimbra. Imagem 2 – Foto dos CODU e CODU-Mar Para fazer face a todos os pedidos de emergência em todo o território nacional. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 16 Rúben Viana . percepção da situação em si e proposta de resposta para quem liga e simultaneamente accionamento dos meios INEM necessários. 3º . mais conhecido por CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgente) sendo que a sua principal função de triagem é desenvolvida em três momentos distintos: 1º . sendo que estes incorporam também os CODU-Mar. elucidando o leitor que todos os meios do INEM são accionados através de uma central de gestão da emergência médica.

Ambulância Recém Nascidos (Tripulada por TAE + Médico + Enfermeiro). ambulância recém-nascidos.Mota (Tripulada por um TAE).VMER (Tripulado por um Enfermeiro e um Médico).Helicóptero (Tripulado por Piloto e Co-piloto + Medico e Enfermeiro) Nota: Nos dois primeiros meios apenas é instituído o suporte básico de vida às vítimas. helicópteros _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 17 Rúben Viana . conforme a necessidade da situação: . ambulância SBV e SIV Imagem 4 – Meios INEM: VMER. . podendo estas ser de 6 tipos diferentes.Ambulância SBV (Tripulada por dois TAE´s) .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 A interacção entre o CODU e as vítimas é assegurada pelos meios/equipas operacionais.Ambulância SIV (Tripulada por um TAE e um Enfermeiro). Imagem 3 – Meios INEM: Mota. . . .

bem como o planeamento e coordenação das equipas em missões internacionais.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 5 – Organograma resumo dos meios INEM e não INEM Estes meios só são disponibilizados depois da autorização dos médicos reguladores do CODU. ● CIAV – Centro de Informação Anti-Venenos. tendo estes um papel essencialmente de gestores de meios e supervisão das decisões de accionamento dos meios. ● CIPSE – Centro de Intervenção e Planeamento para Situações de Excepção. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 18 Rúben Viana . sendo este o serviço que faz o acompanhamento psicológico do pessoal do INEM e uma das equipas operacionais em caso de catástrofe. este centro é o responsável como o nome indica pelas questões ligadas à intoxicação. tendo este centro as competências na área dos simulacros e a elaboração dos planos de emergência de eventos ou cenários excepcionais. Existem ainda outras estruturas especializadas na acção do INEM tais como: ● CAPIC – Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise.

1 – Evolução dos meios em território nacional Gráfico 1 – Gráficos que demonstram a evolução dos meios INEM s terrestres profissionalizados desde 2001 até 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 19 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 A acção no terreno do INEM está dependente de um conjunto de meios técnicos e humanos que possibilitam toda a dinâmica de socorro do nosso país. 5. note-se pela figura abaixo a distribuição geográfica dos meios INEM. ambulâncias INEM. respectivamente. VMER e Helicópteros. Desde a sua fundação a quantidade dos meios tem vindo a aumentar e a diversificar-se. assegurando uma cobertura de toda a área geográfica do país. Imagem 6 – Distribuição geográfica dos meios do INEM em Portugal continental.

desenvolvendo uma acção no terreno concertada com as indicações que lhes são dadas. pois estabilizar um doente em estado crítico implica uma luta contra o tempo. além dos meios com suporte avançado de vida (SAV). traduzindo-se essencialmente: 1ª . O trabalho destes tripulantes é desenvolvido essencialmente em 10 momentos distintos. 10ª .Regresso à base (status BASE). todo o trabalho é feito em equipa mesmo no caso da mota é importante o contacto com a equipa do CODU. 9ª .Reposição do material nas mochilas de 1ª intervenção do veículo e passagem a disponível (status DISPONIVEL) (*). Deve ser notificado o CODU de tal situação. 4ª . É impossível definir uma acção individual na cadeia iniciada aquando de um telefonema para o 112. 3ª .Avaliação e prestação de cuidados à(s) vitima(s) de doença súbita ou trauma.Accionamento para a ocorrência (status CAMINHO DO LOCAL). com 42 VMER e 5 helicópteros. Hoje. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 20 Rúben Viana .Descrição da actividade O facto de não existir informação sistematizada referente às técnicas de abordagem aos doentes em situação de emergência.Chegada ao local e preparação da intervenção (status LOCAL).De prontidão na base (status BASE). pode levar a uma complicada definição de risco para o tripulante. com a profissionalização de um número significativo de meios. 6ª . 7ª . há 28 ambulâncias SIV e 61 ambulâncias SBV. a evolução têm sido positiva.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 No plano qualitativo do panorama nacional da emergência pré-hospitalar. 2ª . a ambulância deve regressar à base em status INOP. 5. Estes profissionais têm não só o constrangimento temporal associado à sua tarefa. (*) – Se não for possível passar a disponível no hospital.2. profissionalizadas.Preenchimento de verbetes e outros documentos. 5ª . como também têm uma componente de trabalho em equipa muito marcado e ainda constrangimentos espaciais. 8ª .Preparação da (s) vitimas (s) para o transporte e passagem desta (s) para a ambulância.Chegada ao hospital e entrega da (s) vitima (s) à equipa de serviço (status HOSPITAL).Caminho do hospital – transporte (status CAMINHO DO HOSPITAL).

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 MANUAL de SEGURANÇA e BOAS PRÁTICAS para o profissional TAE do INEM. 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 21 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 TEMÁTICAS ABORDADAS NO MANUAL O manual para o profissional TAE do INEM está dividido nas seguintes temáticas: AVALIAÇÃO DOS RISCOS TEMÁTICAS ABORDADAS ASPECTOS ERGONÓMICOS GESTÃO do RISCO _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 22 Rúben Viana .

sabendo exactamente o lugar que ocupam no sistema integrado das operações de protecção e socorro (SIOPS).Empresa de Meios Aéreo (EMA).Estradas de Portugal. . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 23 Rúben Viana . IPTM. . .Instituto da água (INAG).Sapadores Florestais (SF). ANSR. .Instituto Nacional de Emergência Média (INEM). . . . REFER.Associações Humanitárias dos Bombeiros (AHB). . . .Direcção Geral da Autoridade Marítima (DGAM). . . . . afim de exercerem a sua actividade.Juntas de Freguesia.Instituto de Meteorologia (IM).Sistemas Nacionais de Busca e Salvamento Aéreo e Marítimo (SNBSAM).Policia Judiciária (PJ).Guarda Nacional Republicana (GNR). .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 HIERARQUIA DA CADEIA DE COMANDO Comandante das Operações de Socorro – COS A hierarquia da cadeia de comando preconizada para ocorrências que envolvem mais que um agente da protecção civil é infelizmente uma temática que para muitos dos TAE´s é de desconhecimento total.Instituto de Medicina Legal. .ANACOM.Forças Armadas (FA).Policia de Segurança Pública (PSP). As forças e meios de protecção civil consagrados na lei. Por esse motivo. ICNB.Câmaras Municipais.Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC). .Autoridade Nacional Florestal (AFN).Direcção-Geral de Saúde (DGS). é dado a conhecer nesta fase inicial do manual. são: . a hierarquia de comando a que todos se devem reger. . . INIR e outras entidades públicas e privadas).Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). .

Deste modo dá-se a conhecer a todos os TAE´s e restantes elementos profissionais do INEM. que se encontra consagrado em diploma constitucional. a triagem e evacuações primárias e secundárias. O INEM garante as missões solicitadas pelo CNOS. no papel de agente da Protecção Civil O INEM coordena todas as actividades de saúde em ambiente pré-hospitalar. a referenciação e transporte para as unidades de saúde adequadas. está preconizado em diploma legal a hierarquia de competências e funções que cada um dos agentes de protecção civil deve assegurar. O INEM articula-se. com o COS. Funções do INEM. Ilustração 1 – Excerto do Decreto-Lei nº 134/2006 de 25 de Julho (SIOPS) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 24 Rúben Viana . com vista à sua estabilização emocional e posterior referenciação para as entidades adequadas. que o chefe da primeira força de socorro a chegar ao local do sinistro assume de imediato a função de comando da operação de socorro (COS). com o CDOS e no local da ocorrência. de acordo com esta directiva. a nível nacional. a nível distrital. nº134/2006 e da DON – Directiva Operacional Nacional nº1/2009. com os planos de emergência de protecção civil dos respectivos escalões e das suas próprias disponibilidades. no cumprimento de todas as missões de apoio e assistência no âmbito desta directiva. Executa a triagem e o apoio psicológico a prestar às vítimas no local da ocorrência. com o CNOS. bem como a montagem de Postos Médicos Avançados (PMA). através do D.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Quando um incidente envolve mais de que um agente de socorro.L.

O Comandante de um Corpo de Bombeiros é o máximo responsável pelo Comando das Operações de Protecção e Socorro. tendo em vista a resolução adequada da situação. até à transferência do Comando para um responsável de escalão superior. A decisão do desenvolvimento da organização é da responsabilidade do Comandante das Operações de Socorro (COS). o chefe da primeira equipa a chegar ao local assume de imediato a função de COS. A evolução da situação pode levar ao aumento da complexidade da operação e consequentemente do teatro de operações. Desenvolvimento da cadeia de comando (a) O desenvolvimento da cadeia de comando acontecerá sem prejuízo. permitindo manter desde logo um sistema evolutivo de comando e controlo da operação. pelo que o processo de transferência da função de COS é de vital necessidade. e com base nas disponibilidades do momento. assumir essa função. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 25 Rúben Viana . Sempre que uma força de socorro das organizações integrantes do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS) seja accionada para uma ocorrência. de uma resposta hierarquicamente adequada. competindo a um elemento de Comando do Corpo de Bombeiros com a responsabilidade da área onde decorre o evento.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Sistema de Gestão das Operações O Sistema de Gestão das Operações é uma forma de organização de um teatro de operações. atribuições legais e capacidade técnica da entidade representada. e desenvolvese de uma forma modular. que é utilizada seja qual for a importância e o tipo de ocorrência. dando assim início à DON Nº1/2009/ANPC – organização mínima de um teatro de operações. A assunção da função de COS deve ter em conta as competências. coordenada e imediata à situação. O comando próprio de cada força deverá ser proporcional e adequado ao envolvimento de meios humanos e materiais empregues pela mesma. que a deverá utilizar sempre que os meios disponíveis do primeiro alarme e posteriormente do segundo alarme se mostrem insuficientes. na sua área de actuação. de modo a evitar desenvolvimentos catastróficos das ocorrências.

– Ao Comandante do Corpo de Bombeiros da área de actuação. – Ao Oficial Bombeiro mais graduado. procurando sempre que possível. assumem as funções de COS no seu espaço de jurisdição e em articulação estreita com os CDOS dos Distritos onde se inserem as respectivas capitanias dos portos. e sem que haja possíveis desentendimentos entre as equipas de socorro. um elemento da estrutura de comando operacional nacional da ANPC. se a situação o justificar ou por decisão do Comandante Operacional Nacional. sem prejuízo das competências nacionais da Protecção Civil. promover o diálogo entre equipas. para que todo socorro se processe da melhor forma. caso seja o primeiro meio a chegar ao teatro de operações ficará como COS no momento. – A nível inter-distrital poderá assumir o Comando. a responsabilidade da assumpção da função de Comandante das Operações de Socorro cabe por ordem crescente: – Ao Chefe da primeira equipa a chegar ao evento. se porventura chegar ao local o médico de uma VMER. (c) Na Faixa Litoral – Os Capitães dos Portos têm. deve-se a partir desse momento. competências de Protecção Civil na faixa litoral e nos espaços do Domínio Público Hídrico sob jurisdição da Autoridade Marítima Nacional. Deste modo. para que desta forma sejam ultrapassadas as possíveis divergências do melhor método para socorrer os sinistrados. Síntese do exposto Perante o exposto. – Ao Chefe do Grupo de Combate presente no teatro de operações. presente no teatro de operações. de 2 de Março. – Existindo sinergias que resultam da existência de um DIOPS com as valências diferenciadas dos vários APC.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 (b) Extrapolando o tipo de hierarquia para os meios INEM. A partir dessa altura deverá transferir essa função ao médico ou elemento dos bombeiros mais graduado chegado ao local. adoptar o procedimento que seja mais vantajoso para a integridade e saúde das vítimas. a função de COS pode ser assumida por um elemento da estrutura de comando operacional distrital da ANPC. sendo que o deixará de ser. nomeadamente a Autoridade Marítima. de acordo com o Decreto-Lei nº 44/2002. independentemente da sua titularidade. – A nível intermunicipal ou regional ou por decisão do Comandante Operacional Nacional. – Ao Médico da 1ª VMER a chegar ao teatro de operações (no caso da 1ª equipa a chegar ao evento ser composta por meios INEM SIV ou SBV). _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 26 Rúben Viana . no âmbito das competências que a lei lhes confere. ou uma equipa dos bombeiros locais. os Capitães dos Portos. fica preconizado que o elemento INEM na função de TAE. em situações de maior complexidade que o justifiquem.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Avaliação dos riscos Tema nº1 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 27 Rúben Viana .

os contaminantes a que o TAE está potencialmente expostos aquando o exercício das suas funções são: CONTAMINANTES QUIMICOS FISICOS BIOLÓGICOS Vias de entrada no organismo INALAÇÃO RUÍDO PELE VIBRAÇÕES INGESTÃO TEMPERATURA ILUMINAÇÃO HUMIDADE RADIAÇÕES IONIZANTES Organograma 1 – Resumo dos contaminantes a que os TAE´s se encontram potencialmente expostos. radiações. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 28 Rúben Viana . físicos. Na presença destas situações podem aparecer casos de doença profissional. quando a presença destes poluentes ultrapassa os valores a partir dos quais podem causar doenças profissionais. Sendo assim. originados pelas más condições de trabalho.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Tema 1 – AVALIAÇÃO DOS RISCOS 1 . ou seja. pretendendo com isso a avaliação e prevenção do risco de doença para a comunidade em geral. vibrações. dá-se no meio ambiente de trabalho. onde podem ocorrer varias situações de poluição. ou biológicos.CONTAMINANTES O meio ambiente de trabalho Estudar situações de poluição do meio ambiente. o TAE no fim deste módulo terá um maior leque de conhecimentos para que. como por exemplo. é aplicar métodos e normas que tem em atenção a protecção do meio ambiente. Grande parte da vivência diária do homem. no que se refere a poluentes químicos. ruído. poeiras e gases e vários tipos de poluentes biológicos. possa realizar uma rápida avaliação ao local de cada ocorrência de modo a identificarem possíveis riscos para o exercício das suas funções. Neste pressuposto.

ou de danos para o ambiente do local de trabalho. a armazenagem. incluindo a sua produção. RISCO: Combinação da probabilidade e da(s) consequência(s) da ocorrência de um determinado acontecimento perigoso. 1. o manuseamento. o transporte ou a eliminação e o tratamento. ou uma combinação deste. AGENTES QUIMICOS PERIGOSOS ACIDENTES DE TRABALHO DOENÇAS PROFISSIONAIS PROJECÇÕES SATURNISMO QUEIMADURAS ASBESTOSE INTOXICAÇÕES AGUDAS SILICOSE DERMATITES Organograma 2 – Lista dos riscos associados aos agentes químicos _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 29 Rúben Viana . ou a actividade que durante o seu decurso são produzidos agentes químicos. Considera-se que uma actividade envolve agentes químicos quando são utilizados ou se destinam a sê-lo.1 – CONTAMINATES QUÍMICOS O risco associado aos agentes químicos traduz-se na possibilidade de que o perigo potencial associado ao agente químico possa concretizar-se nas condições de utilização ou na exposição a esse mesmo agente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 PERIGO: Fonte ou situação com um potencial para o dano em termos de lesões ou ferimentos para o corpo humano ou de danos para a saúde.

e consequentemente procede à correcção. podem ser arrastadas pela corrente respiratória da inalação. Contaminante – Considera-se um contaminante um produto químico. fumos. As substâncias químicas não tem todas o mesmo potencial nefasto e o efeito tóxico que produz no organismo. sendo que se podem apresentar no ar ambiente em forma de poeira (gás ou vapor) ou de aerossóis (sólidos ou líquidos). Em termos gerais a higiene industrial ocupa-se com a identificação dos contaminantes.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1. etc. Contaminantes químicos – Os contaminantes químicos são constituídos por matéria inerte (não viva). vapores.1– Conceitos Higiene Industrial – Conjunto de metodologias não médicas que estuda e avalia as condições físicas. promove a sua medição e compara com os valores limite de referência. Dependente destes dois factores. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 30 Rúben Viana . 1. químicas e biológicas com o pressuposto da prevenção das doenças profissionais.2 – Vias de entrada no organismo As substâncias químicas presentes nos locais de trabalho podem penetrar no nosso organismo ou influenciar-nos de maneiras distintas: Por Inalação: Todas as substâncias químicas que se encontram na forma de gases.1. uma energia ou um microorganismo que presente num determinado meio. dependerá naturalmente da dose absorvida.1. fibras. Assenta fundamentalmente em técnicas e medidas que incidem sobre o ambiente de trabalho. classifica-se a intoxicação de aguda ou crónica. ambiental ou ocupacional pode afectar a saúde das pessoas. poeiras. mas também do tempo que se está sujeito a essa dose.. Qualquer substância química é capaz de produzir efeitos nefastos no organismo humano se este a absorver em quantidade suficiente.

comer ou beber no posto de trabalho. como fumar. . podem atravessa-la. após ter finalizado a assistência numa ocorrência. só sucederá duma forma voluntária ou associadas a práticas ou hábitos pouco higiénicos. percorrerão toda ou parte do percurso do aparelho respiratório podendo vir a produzir-se prejuízos diversos para a saúde. . oferece muito menor resistência à passagem do tóxico. até a danos irreversíveis em qualquer órgão derivado da substância tóxica ter sido transportada pelo sangue. assim como a proibição de fumar.Derramamento da carga em transporte de matérias perigosas(ex: Cloro. No entanto nas situações em que o contacto do indivíduo com a substância é contínuo e esta encontra-se sob forma de poeira. pode originar a ingestão da substância. Por ingestão: A ingestão de substâncias químicas durante o trabalho. Hipoclorito de Sódio) TIPO DE OCORRÊNCIAS . umas com mais facilidade que outras.Deficiente higienização das mãos. A facilidade com que uma substância é absorvida através da pele. Pelas mesmas vias.Derramamento da carga em transporte de matérias perigosas (ex: Cloro ) TIPO DE OCORRÊNCIAS . e chegar ao sangue donde se distribuem por todo o corpo. a pele cuja epiderme (capa externa da pele).Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Dependendo do tamanho e da forma das partículas. desde as simples irritações das mucosas do nariz e garganta. depende fundamentalmente das suas propriedades químicas (capacidade de se dissolver na água ou em gorduras) e do estado da própria pele. A higiene pessoal. Assim. por exemplo.Incêndios urbanos e rurais.Ideação suicida com GRAMOXONE. não está intacta ou onde existem erosões por efeito de alguns produtos de limpeza (de uso laboral ou doméstico). as substâncias químicas podem manifestar-se no organismo de forma diferente causando vários tipos de lesões. . Ácido Clorídrico. comer ou beber nos locais de trabalho. . Metano proveniente da fossa séptica) Pelo contacto com a pele: Todas as substâncias químicas que entram em contacto com a pele. TIPO DE OCORRÊNCIAS _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 31 Rúben Viana . minimizam a entrada do contaminante pela via digestiva.Intoxicações com substâncias químicas (ex: Tintas.

Controlo da exposição/protecção individual.pt/backFiles/prNP001796_2007. 5.Valores Limite de Exposição – VLE Os Valores Limite de Exposição registados na NP-1796 (*). A esta situação associa-se a variação das respostas individuais. A Ficha de Dados de Segurança fornece um conjunto de informações agrupadas por tópicos. 9. nomeadamente aqueles que apresentam susceptibilidade individual. são a transcrição para a normalização portuguesa dos TLV's americanos.Medidas de combate a incêndios. 2.º 732-A/96 de 11 de Dezembro obriga os fabricantes e ou importadores e fornecedores dos produtos assim classificados a fornecerem ao utilizador a designada ficha de dados de segurança. 7.1.Composição/informação sobre os componentes. (*) . mesmo a concentrações inferiores aos Valores Limite de Exposição.Primeiros socorros.3 .1.Manuseamento e armazenagem.Estabilidade e reactividade.4 . em que há a possibilidade de alguns trabalhadores poderem vir a sofrer alguns danos no contacto com certas substâncias.Identificação de perigos.pdf” _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 32 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1.Fichas toxicológicas e de segurança O combate aos riscos provenientes da utilização de substâncias químicas nos ambientes de trabalho inicia-se com a informação sobre essas substâncias. 8.Propriedades físicas e químicas. 3.Identificação da substância/preparação e da sociedade/empresa. abaixo destes valores julga-se que os trabalhadores podem expor-se sem risco.Medidas a tomarem em caso de fugas acidentais. proposto anualmente pelo American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH). 10. designadamente: 1. 6. 4. A Portaria n. Para permitir o acesso a essa mesma informação interessa conhecer a Ficha de Dados de Segurança (FDS). que transmite informações fundamentais sob o ponto de vista da segurança.Nota: Pode efectuar o “download” grátis da norma portuguesa (NP-1796) em: “www.ipq. Os VLE expressam concentrações no ar dos locais de trabalho de diversas substâncias. Sempre que se armazenem ou manipulem substâncias e/ou preparações perigosas. 1. é essencial estar informado sobre os principais riscos representados pela utilização desses produtos. cada um contendo a informação para o manuseamento seguro da substância.

12. 13. 14.Informação ecológica.Questões relativas à eliminação.Informação toxicológica. 15.Informação sobre regulamentação Imagem 7 – Informação presente num rótulo Imagem 8 – Exemplo de um rótulo de um produto químico _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 33 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 11.Informações relativas ao transporte.

desinfecção e esterilização. ● Óleos lubrificantes bem como outros produtos usados na manutenção da viatura e base.1. 1.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 9 – Classificação das propriedades de perigo vs categoria do perigo Em ambiente pré-hospitalar os agentes químicos largamente utilizados. as indicações de perigo das substâncias ou preparações perigosas. ● Soluções medicamentosas.5 – Rotulagem das embalagens As embalagens de substâncias e preparações perigosas colocadas no mercado devem possuir um rótulo com indicações que permitam uma fácil identificação dos riscos inerentes à utilização dos produtos e que mencione as medidas de prevenção a ter em conta. são: ● Agentes de limpeza. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 34 Rúben Viana . nomeadamente os símbolos de segurança fazendo referência ao seu significado.

inflamáveis em contacto com o ar a pressão normal.C. faísca e calor. ou • que. fricção. desenvolvem gases facilmente inflamáveis em quantidades perigosas. hidrogênio O Comburente Classificação: Substâncias e preparações: que podem aquecer e finalmente inflamar-se em contacto com o ar a uma temperatura normal sem fornecimento de energia. Classificação: o material pode acender ou facilitar a combustão. Classificação: Substâncias e preparações líquidas. • • Oxigênio Nitrato de potássio • Peróxido de Precaução: evitar o contato dele com materiais combustíveis.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Símbolo de segurança e nome Significado (Definição e Precaução) Exemplos Classificação: Estes produtos químicos causam destruição de tecidos vivos e/ou materiais inertes. água). em contacto com a água ou o ar húmido. combustíveis líquidos. ou • gasosas.C. ou • no estado líquido. • Nitroglicerina E Altamente explosivo Precaução: evitar batida. Precaução: Não inalar e evitar o contacto com a pele. cujo ponto de inflamação se situa entre 21 º.C e 55 º. que podem inflamar-se facilmente por uma breve acção de uma fonte de inflamação e que continuam a arder ou a consumir-se após o afastamento da fonte de inflamação. olhos e roupas. impedindo o combate ao fogo. cujo ponto de inflamação é inferior a 21 º. água). ou • sólidas. • • • • Benzeno Etanol Acetona F Facilmente inflamável Precaução: evitar contato com materias ignitivos (ar. empurrão. • Materiais altamente inflamáveis. • • • Hidrogênio Etino Éter etílico F+ Extremamente inflamável _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 35 Rúben Viana . Precaução: evitar contato com materias ignitivos (ar. gases inflamáveis. • • Ácido clorídrico Ácido fluorídrico C Corrosivo Classificação: Substâncias e preparações que podem explodir sob o efeito da chama ou que são mais sensíveis aos choques ou às fricções que o dinitrobenzeno.

agudos ou crónicos. e mesmo a morte. ingestão ou penetração cutânea.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Classificação: Substâncias e preparações que. não deve ser liberado em encanamentos. Precaução: todo o contato com o corpo humano deve ser evitado. assim como a inalação dessa substância. provoca gráves problemas de saúde e até mesmo morte. Classificação: Substâncias e preparações não corrosivas que. Classificação: após inalado. por inalação. Tratamentos especiais devem ser tomados! • • potássio Benzeno Cianureto de Lindan • N Perigoso para o ambiente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 36 Rúben Viana . podem provocar uma reacção inflamatória. Precaução: deve ser evitado o contato com o corpo humano. por inalação. podem implicar riscos de gravidade limitada. no solo ou no ambiente. prolongado ou repetido com a pele ou as mucosas. Classificação: Substâncias e preparações que. • • • Cloreto de bário Monóxido de Metanol carbono T Tóxico • • • Cianureto Trióxido de arsênio Nicotina T+ Muito tóxico • • Cloreto de cálcio Carbonato de sódio Xi Irritante • • • potássio Etanal Diclorometano Cloreto de Xn Nocivo Definição: A libertação dessa substância no meio ambiente pode provocar danos ao ecossistema a curto ou longo prazo Manuseio: devido ao seu risco em potencial. Precaução: gases não devem ser inalados e toque com a pele e olhos deve ser evitado. por contacto imediato. podem implicar riscos graves. Precaução: todo o contato com o corpo humano deve ser evitado. ingerido ou absorção através da pele. ingestão ou penetração cutânea.

Essas letras são seguidas de um número. referentes a riscos (R) específicos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 10 – Símbolos de perigo usados em rotulagem (Quadro resumo) 1. onde os números (precedidos pela letra R) são separados: ● Por um hífen (-). ● Por um traço oblíquo (/). cuja combinação indica uma única frase que possui o mesmo significado em diferentes idiomas.1. quando se trata de uma indicação combinada.6 – Frases de risco e segurança As frases de Risco e Segurança. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 37 Rúben Viana . reunindo numa só frase a menção aos riscos específicos. e frases de recomendações de prudência (frases S) indicadas pela letra S. Há ainda a possibilidade de combinações entre frases indicadoras de risco. também conhecidas como frases R/S. são um sistema de códigos de risco e frases para descrição de compostos químicos perigosos. S: 26-36-45 As frases correspondentes na língua portuguesa são: Riscos: R34: Provoca queimadura R37: Irritante para as vias respiratórias. As frases R/S consistem em frases indicadoras de riscos específicos (frases R). Exemplo: As frases R/S para o ácido clorídrico na forma gasosa (37%) é: R: 34-37 . quando se trata de indicações distintas. indicado pela letra R.

irritação para as vias respiratórias. consultar imediatamente o médico (se possível mostrar-lhe o rótulo) 1ª OBSERVAÇÃO: Hífens separam os números das frases de risco distintas e não devem ser confundidas com indicações de faixa de frases compreendidas. NOTA: A Lista de Frases de Perigo e de Segurança encontra-se nos anexos do manual _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 38 Rúben Viana . S45: Em caso de acidente ou de indisposição. vias aéreas e pele. Exemplo: R36/37/38 Irritante para os olhos. Exemplo: R34-37 Causa queimadura. lavar imediata e abundantemente com água e consultar um especialista. 2ª OBSERVAÇÃO: Barras indicam combinações de frases simples.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Segurança: S26: Em caso de contacto com os olhos. S36: Usar vestuário de protecção adequado.

No entanto nos locais de trabalho deve reproduzir fielmente o campo a ser observado pelo trabalhador. dão lugar a efeitos muito distintos entre si. a duração e a qualidade. temperatura. nem causar um efeito estroboscópio ou ser reflectida pelas superfícies onde incide de forma a evitar acidentes e entre outros efeitos reduzir a fadiga visual e consequentemente a geral.2 . radiações ionizantes e radiações não ionizantes e as vibrações. radiações ionizantes. De entre os factores que podem afectar a perda de audição estão as características do agente. devidas ás suas diferenças. radiação e condução. Assim. A temperatura nos locais de trabalho depende do tipo de actividade desenvolvida. e profissionais e doentes. Temperatura: A temperatura esta fortemente associado ao calor.CONTAMINATES FÍSICOS Tem origem em diferentes formas de energia que. Estas energias manifestam-se sobre a forma de ruído. o tipo de ruído que emite. Ruído: A ocorrência de danos na saúde dos profissionais do pré-hospitalar derivado aos altos níveis de ruídos ainda não foi confirmada. Dependendo da tarefa. geradas por fontes concretas. o nível de pressão sonora. vibrações. a iluminação. a iluminação tem uma intensidade recomendada que pode ser quantificada. No entanto ruídos perturbadores podem ocorrer em vários locais que podem colocar em risco a comunicação entre profissionais. térmicas ou electromagnéticas e. não deve incidir directamente nos olhos. O calor consiste numa forma de energia que se transmite de um corpo para outro através de processos de convenção.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1. Estas energias podem ser mecânicas. estes contaminantes podem afectar a saúde dos trabalhadores que estejam submetidos a elas. a temperatura e a humidade. As condições ambientais dos locais de trabalho associadas a factores de risco físico são o ruído. actividades sem exigências de movimentação ou esforço estão _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 39 Rúben Viana . Iluminação: As condições de iluminação nos locais de trabalho está directamente associada à produtividade.

As condições de humidade relativa. 2. e o acesso deve ser limitado e controlado pelos seus profissionais. As medidas de protecção são distintas. As áreas onde são utilizadas radiações devem ser sinalizadas. 3 . Humidade: Os locais de trabalho que apresentem humidade no tecto e paredes são mais susceptíveis de vir a desenvolver fungos traduzindo-se numa má qualidade do ar interior. As actividades que exigem movimentação e esforço as temperaturas associadas normalmente são mais baixas. sendo elas colectivas e individuais. beta e gama. A manutenção dos valores para a humidade relativa dentro dos parâmetros recomendados previne a formação de cargas electrostática nos locais de trabalho. nas instalações as protecções físicas devem ter protecção adequada à dose emitida. presentes no local de trabalho devem situar-se entre os 30% e os 70%.Permanecer à máxima distância possível da fonte de emissão.Permanecer o mínimo tempo possível próximo da fonte de emissão. consistindo em algumas delas em raios X. As radiações são usadas para efeitos de diagnóstico e de terapêutica. e ambientalmente através de medições periódicas ás instalações dos equipamentos. Radiações ionizantes: Forma de energia que ao interagir com a matéria tem a capacidade de a ionizar. Para além dos factores ligados à relação temperatura/humidade compreendem sintomas como a secura nasal e da pele entre outros sintomas.Fazer uso do efeito barreira para diminuir a dose recebida: uso de coletes e colarinho com protecção chumbinea.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 associadas temperaturas entre os 19°C e os 23°C. A protecção relativamente à fonte assenta essencialmente em 3 princípios básicos: 1. A exposição as radiações está sujeita a Valores Máximos Admissíveis e o controlo é efectuado individualmente através do uso de dosímetros individuais. partículas alfa. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 40 Rúben Viana .

. são os únicos meios de prevenir doenças e a ocorrência de acidentes que envolvam agentes biológicos.3 . são exemplos.3. sendo que o uso de equipamento de protecção individual. as formas vegetativas.2 . dos equipamentos utilizados no doentes e a base INEM. fungos. mas outras necessitam ser inoculadas com alguma frequência. ● Agente Biológico Grupo I Agente biológico cuja probabilidade de causar doenças no ser humano é baixa. as bactérias. microorganismos incluindo os geneticamente modificados. ao penetrar no homem originam o aparecimento de doenças do tipo infeccioso ou parasitário. uma vacina no corpo humano. . são susceptíveis de provocar infecções. as culturas e os endoparasitas humanos.1 . os esporos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1.3.Classificação dos agentes biológicos A classificação dos agentes biológicos. sendo que têm em consideração os riscos: . os vírus. A presença de agentes biológicos em meio pré-hospitalar não pode ser evitada. está legislada pelo decreto-lei nº84/87 de 16 de Abril. tais como. alergias ou intoxicações. as endotoxinas entre outros. 1. pele lesada e inoculação (*) 1. a limpeza da ambulância. aplicação de procedimentos seguros e o cumprimento das regras de higiene pelos profissionais. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 41 Rúben Viana .Para a comunidade. ● Agente Biológico Grupo II Agente biológico que pode causar doenças no ser humano e constituir um perigo para os (*) .A inoculação é o acto de introduzir. parasitas. Existem vacinas que apenas necessitam de uma inoculação.Para o manipulador. Os agentes biológicos.Vias de entrada no organismo Aparelho Respiratório: Inalação Aparelho Digestivo: Ingestão de alimentos ou água Pele e Mucosas: Contacto com a pele.CONTAMINANTES BIOLÓGICOS São organismos com um determinado ciclo de vida que. como por exemplo.E para o meio ambiente.

mesmo que existam meios eficazes de profilaxia ou tratamento. Legionella pneumophila Staphylococcus aureus ● Agente Biológico Grupo III Agente biológico que pode causar doenças graves no ser humano e constituir um risco grave para os trabalhadores sendo susceptível de se propagar na colectividade. e para o qual não existem. meios eficazes de profilaxia ou tratamento. Bacillus anthracis Salmonella typhi ● Agente Biológico Grupo IV Agente biológico que pode causar doenças graves no ser humano e constituir um risco grave para os trabalhadores. sendo susceptível de apresentar um elevado nível de propagação na colectividade. em regra.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 trabalhadores sendo escassa a probabilidade de se propagar na colectividade e para o qual existem. em regra meios eficazes de profilaxia ou tratamento. Vírus Ebola _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 42 Rúben Viana .

incidentes e emergência.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 43 Rúben Viana .Plano de Acção para: acidentes. Periódicos e Ocasionais C – A Formação e informação aos trabalhadores.3.Medidas de Engenharia.Medidas Organizacionais. B – Prevenção do tipo médica: . . . .Exames de Saúde de Admissão.Medidas Administrativas.3 – Medidas de prevenção e protecção dos riscos A – Prevenção do tipo técnica: .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Gestão do Risco Tema nº2 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 44 Rúben Viana .

Uma avaliação de riscos adequada inclui. Pelas razões enumeradas. Se o processo de avaliação de riscos. Contudo. a verificação da eficácia das medidas de segurança adoptadas. que altera a directiva 89/391/CEE. entre outros aspectos. independentemente da sua categoria ou dimensão. realizem avaliações regulares. não for bem conduzido ou não for de todo realizado. sendo o factor-chave para um local de trabalho saudável. é fundamental que todas as empresas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 45 Rúben Viana . Esta directiva foi transposta para a legislação nacional de cada Estado-Membro. Todos os anos. sendo que existem razões suficientemente válidas para tal. A legislação comunitária mais importante em matéria de avaliação de riscos é a Directiva 2007/30/CE. A avaliação de riscos é um processo dinâmico que permite às empresas e organizações implementarem uma política pró-activa de gestão dos riscos no local de trabalho. em detrimento de uma política reactiva. a garantia de que todos os riscos relevantes são tidos em consideração. que deverão ser tomados em consideração. o registo dos resultados da avaliação e a revisão da avaliação a intervalos regulares. É por este motivo que a avaliação de riscos é tão importante. nunca sejam postas em causa. serão enumeradas as instruções de actuação mais correctas. devido ás situações que possam ocorrer aquando a ida para um pedido de auxílio. podem colocar o TAE exposto ao risco sendo que em cada uma delas. vão ser abordadas variadíssimas temáticas cujo estas. para que a segurança do TAE e sua equipe juntamente com integridade da viatura de socorro.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Tema 2 – GESTÃO DO RISCO A avaliação e gestão de riscos constituem a base da abordagem comunitária para prevenir acidentes e problemas de saúde profissionais. e a abordagem da gestão da saúde e segurança. as medidas de prevenção adequadas não serão provavelmente identificadas ou aplicadas. milhões de pessoas na UE lesionam-se no local de trabalho ou sofrem de problemas de saúde graves relacionados com o trabalho. os Estados-Membros têm o direito de adoptar disposições mais rigorosas para proteger os seus trabalhadores. para que esta se mantenha actualizada. Neste capítulo.

4 .1 – Incêndio em habitações ou viaturas 2.15 – Bio-segurança 2.Manuseamento do oxigénio 2.16 – Limpeza e Higiene _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 46 Rúben Viana .11 – Acidentes eléctricos 2.5 .8 .10 – Evacuações de emergência 2.2 – Manuseamento de um extintor 2.Sismos 2.12 – Equipamento de protecção individual – EPI 2.13 – Sinalização e protecção rodoviária 2.14 – Identificação das matérias perigosas 2.9 – Violência no local de trabalho 2.3 – Derrame com produtos químicos 2.Nevões 2.7 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 As temáticas abordadas neste capítulo são as seguintes: 2.Fuga de gás combustível 2.6 – Intoxicação por monóxido de carbono – CO 2.

então. quando habilitado e sem correr riscos desnecessários. a Gravidade da situação. antes que ele tome proporções mais difíceis de controlar.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. a Produtos e equipamentos envolvidos. 2 . na habitação da vítima que vão ou está a socorrer.Se possível. tal como a deflagração de um incêndio. a Eventual existência de vítimas em zona muito próxima.2 e 3 – Incêndios urbanos e em viaturas O TAE. e que deste modo poderia colocar em perigo de vida iminente o profissional e as vítimas que está a socorrer nesse momento.INCÊNDIOS EM HABITAÇÕES OU VIATURAS Foto 1.1. 3 . Perante uma situação destas. e sem correr riscos desnecessários o TAE poderá seguir uma série de procedimentos de forma atenuar ou mesmo extinguir o incêndio. no exercício das suas funções.Manter a calma e não entrar em pânico.Accionar a botoneira de alarme mais próxima e contacte o CODU fornecendo toda a informação disponível. algumas das vezes poderá deparasse com situações inesperadas. Para isso. ou mesmo num veículo acidentado em plena via rodoviária. procure extinguir o foco de incêndio com os meios de 1ª intervenham existentes no local. se o TAE: SE DETECTAR um incêndio no interior de um edifício de habitação ou escritórios. a Eventual proximidade de pontos perigosos. nomeadamente: a Local. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 47 Rúben Viana . deve: 1 .

2.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 4 . Se não existir procure selar as frestas a volta das portas e janelas com o que tiver a mão: tecidos. aquando a sua chegada. OBSERVAÇÕES: ● Nunca abra uma porta fechada. não faça nada. ● Se ficar preso numa sala cheia de fumo: a Permaneça junto ao solo onde o ar é mais respirável. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 48 Rúben Viana . 4 . isto porque. ● Se alguém próximo de si estiver envolto em chamas. cubra-o com uma manta. Tente procurar saber junto do proprietário da viatura se porventura transportava no seu interior (mala) alguma garrafa pressurizada (ex: garrafa de ar comprimido para a prática de mergulho) ou uma garrafa de gás propano/butano. detenha-se. Isto poderá salva-lo de possíveis queimaduras.Evacue a zona. ou material pirotécnico. Procure confirmar também se o carro está equipado a GPL. gerou ainda pouca carga térmica). Esteja consciente que poderá ouvir estrondos derivado do rebentamento de pneus. etc. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: A deflagração de um incêndio numa viatura movida a gásoleo.Coloque possíveis vítimas em segurança. existem proprietário que não colocam o dístico no exterior da viatura a dar essa mesma indicação. explique sucintamente do que está a ser testemunha. a Procure sinalizar a sua presença. antes de verificar se ela esta quente. isto apagara as chamas e pode salvar-lhe a vida. Use a parte posterior da mão para evitar queimar-se na face palmar. ● Se a porta estiver quente. 5 . tente extingui-lo com o extintor que tem presente na ambulância. caso contrário. aSe houver fumos baixe-se e saia do local. e um corredor de emergência de forma a permitir o fácil acesso às viaturas dos bombeiros. Se CONSTACTAR um incêndio numa viatura: 1. atire-se ao chão e rebole-se.Contacte o CODU. 3 . cobertores. a Se possível abra uma janela.Se não conseguir extinguir o foco de incêndio: a Abandone imediatamente o local onde ocorreu o incêndio. a Não corra. ou da explosão do depósito de gasolina ou ainda mesmo o rebentamento do reservatório de GPL. criando uma zona de segurança de pelo menos 20 metros de diâmetro em volta da viatura. apagando as chamas. e solicite os bombeiros e autoridade no local. Depois transmita essa informação aos bombeiros aquando a sua chegada ao local.Mantenha a calma e não entrar em pânico. se necessário.Se o incêndio deflagrado na viatura estiver localizado e ainda for de poucas proporções (isto é. não é tão violento do que num a gasolina ou GPL. a gatinhar. ● Se as chamas se atearem ás suas roupas. procure outra saída de emergência.

Como se inicia um incêndio? As causas pelas quais um incêndio tem início são as mais variadas: • • • • • • • Comportamento inadequado como fumar ou foguear em locais em que tal é proibido. Corrente eléctrica (curto . A possibilidade de ocorrência de um incêndio deve ser tida em conta em todo o tipo de actividades. No caso de inalação excessiva destes podem ocorrer situações de desmaio. Como é sabido o fogo traz benefícios para todos mas dentro do controle do ser humano.MANUSEAMENTO DE UM EXTINTOR O local onde normalmente desenvolvemos as nossas tarefas profissionais acarreta. 2. Quando tal não acontece o resultado pode ser catastrófico. muitas vezes. Uma das formas de prevenção mais adequadas é a informação / formação sobre o conhecimento e utilização de um dos meios de extinção mais utilizados no combate a focos de incêndio. riscos para o nosso bem-estar. maiores serão o riscos de propagação de incêndio. Acidente rodoviário. os extintores. A prevenção torna-se a principal "arma" no combate a este tipo de riscos e perigos consequentes.1 .circuito) na habitação ou viatura. Fogo posto com ou sem intenção. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 49 Rúben Viana . IMPORTANTE: Quanto maior for o número de materiais combustíveis existentes.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.2. Um desses riscos é o risco de incêndio. intoxicação ou mesmo asfixia. Uns dos produtos resultantes do incêndio são os fumos e os gases libertados que são extremamente nocivos para a saúde. Fugas e propagação de gás.2. Manipulação de produtos químicos (inflamáveis) sem os cuidados necessários. Electricidade estática.

2 . Consequentemente o agente extintor necessário para apagar um determinado tipo de incêndio irá variar também. então. Segundo a Norma portuguesa EN 2 estes classificam-se em 4 classes de fogos diferentes consoante o material combustível.2.Tipos de incêndio Os fogos não são de facto todos do mesmo tipo. Devido ás suas características particulares dão origem a incêndios de características diferentes muitas vezes observáveis. Estes dependem do tipo de material que entra em combustão.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. De seguida é apresentado um quadro com as classes de fogos existentes: Quadro 1 – Classes dos fogos e sua relação com o tipo de materiais _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 50 Rúben Viana . em função da natureza do combustível. Uma das formas de classificar os incêndios é.

colocado no seu interior é projectado e dirigido sobre as chamas pela acção de uma pressão interna.4 – Simbologia Sinal identificativo A simbologia normalmente utilizada na identificação de um extintor é a seguinte: Imagem 11 – Símbolo identificativo de um extintor Rótulo de um extintor Imagem 12 – Elementos base presentes num extintor _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 51 Rúben Viana . Segundo a Norma Portuguesa . 2.1589 de 84 um extintor portátil é o "extintor concebido para ser transportado e utilizado manualmente e que. em condições de operacionalidade .2. sendo que o agente extintor.3 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.Extintores Os extintores são aparelhos com agente extintor. Os extintores que serão tratados neste documento serão os portáteis. tem uma massa inferior ou igual a 20 kg (L)”.2.

Os extintores podem ser classificados segundo quatro critérios: ● Mobilidade ● Modo de funcionamento ● Agente extintor ● Eficácia Visto este documento se destinar a fornecer uma informação / formação aos técnicos de ambulância de emergência .2. contido no extintor. Convém antes de tudo definir o que é um agente extintor: Agente extintor – “Produto ou conjunto de produtos contidos no extintor cuja acção provoca a extinção.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Classificação dos extintores segundo o agente extintor Como já foi anteriormente referido os fogos variam consoante o agente combustível.5 . terá de ser forçosamente diferente adequando-se ao tipo de material combustível existente passível de provocar um determinado tipo de fogo. Se as suas características são diferentes então o agente extintor.Classificação dos extintores No âmbito meramente formativo torna-se de grande importância a identificação do tipo de extintores e do agente extintor neles contido por parte de todos aqueles que tripulam viaturas dos meios INEM. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 52 Rúben Viana .” (NP 1589 / 84).TAE do INEM relativamente a extintores será dado mais importância a um dos critérios de classificação.

Quadro 2 – Tipos de extintores vs aplicações vs restrições _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 53 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Informação sobre extintores Consequentemente o tipo de extintores. assim como a sua utilização e restrições no uso. vai variar consoante o tipo de agente extintor nele contido como está representado no quadro 2.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 O quadro 3 apresenta os diferentes tipos de agentes extintores e a sua eficácia no combate às chamas dos diferentes tipos de fogos: Quadro3 – Eficácia do agente extintor perante a classe do fogo Legenda: MB – B– S– I– Muito Bom Bom Satisfaz Inadequado Este documento. juntamente com o Anexo 8 (Regras básicas na utilização de extintores) poderá ser uma óptima ajuda no reconhecimento do tipo de fogos e do tipo de extintor necessário a utilizar no combate as chamas. se lido com alguma atenção. Foto 4 – Foto de extintor presente no interior da ambulância _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 54 Rúben Viana . Lembre-se que um grande incêndio tem sempre o seu início num pequeno.

Evite o contacto com o vestuário ou a pele das pessoas vitimadas pelo acidente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. a Dimensão do derrame. a Eventual proximidade de pontos perigosos. tente limitar ou controlar o derrame de produto por qualquer meio expedito.Sem correr riscos desnecessários. mesmo em pequenas quantidades. deverão ser removidos e cuidadosamente lavados com água em abundância.Comunique ao CODU o facto pelo meio mais rápido. No caso do vestuário ser atingido por substâncias desta natureza. a Eventual existência de vitimas em zona muito próxima. mas não utilize serradura ou outro material absorvente combustível.DERRAME COM PRODUTOS QUIMICOS SE DETECTAR um derrame ou acidente grave com produtos químicos: 1. 2. a Produtos e equipamentos envolvidos.No caso da pele ser atingida lave de imediato com água em abundância. fornecendo toda a informação disponível. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 55 Rúben Viana . 4. nomeadamente: a Local.3. 3.

aumenta consideravelmente o risco de incêndio. incluindo ignifugantes. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 56 Rúben Viana . 2. com problemas respiratórios mas no entanto este pode ser tóxico a elevadas pressões parciais.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.1 . podem arder vigorosamente ou mesmo espontaneamente em ar enriquecido. Portanto os cilindros contento oxigénio devem ser protegidos do contacto com lubrificantes. uma vez que este satura o vestuário. Para mais informações.4.Perigos do enriquecimento com oxigénio O enriquecimento da atmosfera com oxigénio. Acender um cigarro pode causar a inflamação do vestuário. Óleos e gorduras na presença de oxigénio são particularmente perigosos. têm de arejar muito bem a roupa. Porque é que o oxigénio explode na presença de gorduras? O Oxigénio comprimido estando em contacto com gordura ou óleo oxida-se a uma taxa extremamente rápida. energia de ignição e tipo de ignição. As chamas são muito mais quentes e propagam-se a grande velocidade. Este permite fornecer oxigénio a 100% a uma vítima. consulte a ficha dados de segurança (FDS) do respectivo gás medicinal que se encontra no anexo 1 deste manual. O oxigénio é altamente explosivo. nomeadamente nos mergulhadores. Nunca devem ser utilizados na lubrificação de aparelhos de oxigénio ou de ar enriquecido. depende de: concentração. velocidade e extensão da reacção. Pessoas que estiveram expostas a uma atmosfera enriquecida com oxigénio. A ignição. temperatura e pressão das substâncias reactivas.MANUSEAMENTO DO OXIGÉNIO O gás medicinal mais amplamente utilizado em todo o mundo é o oxigénio. pois podem inflamar-se espontaneamente e arder com grande intensidade. sendo que não deve ser ministrado na proximidade de lume ou na presença de gorduras. ocorrendo uma reacção exotérmica (libertação calor) bastante acentuada sendo que então ocorre auto-ignição e pode explodir. Materiais que não ardem ao ar.4. mesmo por uma pequena percentagem.

Deste modo devem ter cuidados redobrados nos seguintes procedimentos: 1-Aquando a troca da bala grande. por vezes pode ocorrer o esquecimento do fecho da torneira de oxigénio da célula sanitária. Nas situações em que o débito utilizado de oxigénio à vítima é baixo. Possuem no seu interior 2 garrafas de 6 litros para uso portátil e 2 garrafas de 20 litros que abastecem o circuito interno da célula sanitária. de forma a evitar possíveis fugas de oxigénio pela rosca de aperto à bala. o ruído provocado pela saída de oxigénio do torneira também é baixo. durante a troca de alimentação de oxigénio da máscara da vítima. por uma outra cheia.2 – Cuidados no seu manuseamento As ambulâncias de SBV e SIV do INEM estão equipadas com dois tamanhos de garrafa de oxigénio. Foto 5 e 6 – Fotos da localização das garrafas de oxigénio 20L e 3L no interior da ambulância SIV Por vezes podem ocorrer fugas de oxigénio acidentais no decorrer da nossa actividade do pré-hospitalar. da torneira de O2 da célula sanitária para bala de oxigénio portátil. sendo que associado à preocupação inerentes ao _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 57 Rúben Viana . sendo que o TAE deverá prestar atenção a diversos pormenores de forma a eliminar essas fugas indesejáveis. deve-se ter o cuidado de verificar se o O-ring presente no manómetro de redução de pressão. 2-Quando se transfere a vítima da ambulância para o serviço de urgência de uma qualquer unidade de saúde.4. se encontra em bom estado de conservação.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.

o pormenor de fechar a torneira poderá ficar esquecido. e este pormenor poderá facilmente passar despercebido aos “olhos” do TAE sendo que este é um caso com uma alta probabilidade de ocorrer um acidente grave derivado da falta de cuidado com o manuseamento do oxigénio. Caso disso são os acidentes rodoviários em que a viatura sinistrada faz derrame de óleo do motor para a zona onde se processa o socorro à vítima. deve ser novamente salientado que o uso seguro de oxigénio apenas é possível se o profissional conhecer as suas propriedades e souber utilizá-las. o que importa é saber utilizá-las correctamente! _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 58 Rúben Viana . 2. desencadeando-se deste modo um incidente que poderá ter consequências bastantes graves para a vítima e também para os agente do socorro. Pede-se deste modo que todos os profissionais TAE redobrem os cuidados com o oxigénio em ocorrências envolvendo viaturas acidentadas. Em forma de conclusão. e esta cair junto a uma zona gordurosa. isto porque. Por este motivo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 acompanhamento da vítima para o interior da urgência. podendo o seu uso inapropriado originar acidentes. em certos momentos a vítima pode retirar a máscara de oxigénio sem darem por ela.4. por vezes em certas ocorrências não se apercebem do elevado risco que correm.3 – Relato de casos reais potencialmente perigosos Apesar de antemão o TAE à partida estar sensibilizado para os perigos do oxigénio em contacto com as gorduras e lume. pode-se dizer que o OXIGÉNIO não tem boas e más propriedades. Fotos 7 e 8 – Acidentes com derrame de óleos Nestas alturas devem redobrar os cuidados quanto à localização da máscara de oxigénio e a respectiva bala de oxigénio.

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2.5- FUGA DE GÁS COMBUSTIVEL

É cada vez maior o número de consumidores de gás combustível, para uso doméstico ou industrial. A sua utilização em segurança, contudo, exige o conhecimento e o cumprimento de algumas regras simples de segurança.

Os tipos de gases combustíveis mais amplamente utilizados são o gás natural, propano, butano e o acetileno. Tanto o gás canalizado como o de garrafa podem provocar asfixia e, quando misturados com o ar, dar origem a explosão ou incêndio.

As fugas de gás que ocorrem, para as quais o INEM pode vir a ser chamado a intervir através dos seus meios, quando vidas humanas são afectadas, só podem ter sido causadas devido a quatro factores: negligência, defeitos de material da canalização, ideação suicida ou tentativa de homicídio.

Quando os profissionais do INEM são chamados a intervir, muitas das vezes a informação transmitida ao CODU pelo pedido de socorro é por vezes escassa e pouco clara. Por esse motivo os profissionais do INEM quando se dirigem para o local da ocorrência, por vezes podem se deparar à chegada com uma situação causada por uma fuga de gás, numa habitação ou mesmo num edifício de serviços.

SEMPRE QUE SUSPEITE (ou tenha a certeza) da existência duma fuga de gás, e já se encontrar no interior da habitação a socorrer a vítima, ADOPTE os seguintes procedimentos de segurança:

1 - Não fume, não faça lume e apague quaisquer chamas.

2 - Não provoque faíscas ou incandescência de qualquer material.

3 - Não accione interruptores.

4 - Não ligue nem desligue os aparelhos eléctricos das tomadas.

5 - Se utilizar uma lanterna, ligue-a e desligue-a no exterior

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6 - Se possível, e sem correr riscos desnecessários, efectue o corte imediato do fornecimento de gás, fechando a válvula ou o redutor.

7 - Ventile o local, abrindo todas as portas e janelas, até que o cheiro desapareça completamente.

8 - Remova para o ar livre qualquer garrafa de gás com suspeita de fuga.

9 - Comunique o facto ao CODU, informando-o do que já efectuou.

10 - Se concluir que os procedimentos adoptados não foram suficiente para suprimir o gás do interior, comunique a situação ao CODU, para que accione os bombeiros ao local.

SE SENTIR O CHEIRO À ENTRADA DA HABITAÇÃO:

1 - Comunique o facto à central CODU, para que esta accione para o local uma equipa dos bombeiros, fornecendo toda a informação disponível, nomeadamente:

a Local; a Caracterização da fuga (se for visível pela entrada) a Produto envolvido (se for visível a olho nu); a Eventual existência de sinistrados ou de doentes em zona muito próxima; a Eventual proximidade de pontos perigosos.

2 - Faça uma avaliação das condições de segurança no local e afaste se possível todas as pessoas da zona num raio de 25 metros. (Se for necessário utilize a viatura para barrar o trânsito no local)

3 - Nunca coloque a sua vida em PERIGO.

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2.6- INTOXICAÇÃO POR MONOXIDO DE CARBONO – CO
O monóxido de carbono (CO) é um gás muito tóxico, inodoro, incolor e insípido sendo que se trata de um produto resultante de uma reacção de combustão (sobretudo da incompleta) de materiais que contenham carbono (madeira, gás doméstico, gasolina,....), que se mistura facilmente no ar ambiente de uma habitação, sem que as possíveis vítimas tenham consciência de estar expostas a uma atmosfera susceptível de provocar intoxicações e mesmo a morte. Este gás é muito apelidado pelos bombeiros como sendo o “assassino invisível”.

O risco aumenta com o tempo de exposição

Muitos aparelhos que usamos no dia-a-dia funcionam com base em combustíveis sólidos (lenhas, carvão), líquidos (petróleo, gasóleo) ou gasosos (gás natural, propano, butano ou GPL), cuja queima pode ser fonte de CO. Deverá, assim, ser prestada especial atenção ao funcionamento de quaisquer aparelhos que queimem combustíveis, instalados em espaços interiores, caso disso, as bases INEM ou as habitações das vítimas, sendo que os mais conhecidos são:

- Caldeiras (a lenha, carvão, gás e gasóleo) - Salamandras (a lenha ou carvão) - Esquentadores (a gás) - Aquecedores portáteis (a GPL, ou a petróleo) - Fogões (a lenha, carvão e gás) - Braseiras (a carvão) - Grupos electrogéneos e motores térmicos fixos (a gasolina ou a gasóleo) - Motores dos automóveis (em garagens)

2.6.1 - Estatísticas
A análise dos acidentes resultantes de intoxicações com o monóxido de carbono, efectuadas com base nos dados do sistema EHLASS / Sistema Europeu de Vigilância de Acidentes Domésticos e de Lazer, entre 1987 e 1999 mostra que a maioria dos acidentes/intoxicações por gás ou monóxido de carbono ocorrem no Outono/Inverno e têm a sua origem em equipamentos para aquecimento (p.ex salamandras e caldeiras) que, normalmente por esquecimento, são deixadas acesas durante a noite.
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A perigosidade destes acidentes reflecte-se no elevado número de hospitalizações e óbitos registados anualmente, com origem no monóxido de carbono (9% dos acidentes ocorridos por intoxicação / envenenamento). A taxa de letalidade (relação entre o número de óbitos e o número de vítimas) também é elevada: 5%. Os grupos mais susceptíveis aos efeitos do monóxido de carbono são as crianças, os idosos e as pessoas com doenças cardíacas, respiratórias ou anemia. Os trabalhadores de garagens e polícias de trânsito estão muito expostos, pois os automóveis libertam para a atmosfera elevadas quantidades de monóxido de carbono. Mas as nossas casas também podem ter problemas de acumulação de CO.

Em Portugal, há a salientar que entre 1995 e 2003, o número de mortes ocorridas por efeito tóxico de monóxido de carbono foi de 268, o que corresponde a quase 30 mortes por ano. Deste modo, cada um de nós deve contribuir para reduzir estes números tomando medidas simples e de elementar prudência para evitar a formação e acumulação de CO no interior das nossas casas e dos locais de trabalho.

2.6.2 – Mecanismo de acção do CO

Como actua?

Penetrando no organismo através da respiração, o monóxido de carbono entra com facilidade nos pulmões e no sangue, combinando-se com a hemoglobina e dificultando o transporte de oxigénio para os tecidos. O CO liga-se à hemoglobina (proteína que transporta o oxigénio no sangue) com uma força 230 a 270 vezes mais forte do que a do oxigénio. Isto faz com que a hemoglobina passe a transportar CO em vez de O2.

Existem dois tipos de intoxicação:

● A intoxicação crónica, cujos sintomas são dores de cabeça, náuseas, vómitos e cansaço, a qual se poderá desenvolver de forma lenta e afecta pessoas habitualmente expostas á concentrações elevadas de CO. Frequentemente os sintomas não são atribuídos de imediato ao CO, mas à ingestão de produtos alimentares ou outras causas e assim, só tardiamente, quando a mobilidade já é afectada e surgem problemas neurológicos, é que
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Nos casos de intoxicação ligeira a moderada é raro e o mais comum é a pele estar pálida.Hipertensão ou Hipotensão.Taquipneia (aumento da frequência respiratória). A restante anda a transportar CO. taquicardia.Coma (em casos extremos). É fatal? Sim. pois as vítimas não chegam a aperceber-se do risco em que incorreram. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Tradicionalmente descreve-se que as vítimas de intoxicação por CO ficam com uma cor rosada / vermelho cereja. que provoca vertigens.Olhos vermelhos. Isto é verdade apenas para casos gravíssimos e nas vítimas mortais.Agitação e confusão mental. ● A intoxicação aguda. o coma e mesmo a morte. . Na prática isto significa que apenas metade da nossa hemoglobina está a funcionar. desmaios e. ou mesmo todo um grupo de pessoas presentes na mesma sala de reunião ou de festa. Acontece frequentemente este tipo de intoxicação.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 as causas são identificadas pelo médico. fraqueza muscular. no limite. excepto (eventualmente) em esforços. .. Para concentrações superiores a 10% começam a surgir os primeiros sintomas.Sonolência e Cefaleias (dor de cabeça) são os primeiros sintomas. perturbações de comportamento.Taquicardia (aumento da frequência cardíaca). deve recorrer-se aos serviços de saúde. Se a concentração de Carboxihemoglobina (a ligação do CO à hemoglobina) for superior a 50% pode ser fatal. . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 63 Rúben Viana . distúrbios visuais. afectar vários membros da mesma família. .. . Sempre que houver suspeitas de intoxicação crónica. . De notar ainda que as vítimas frequentemente não se queixam de dispneia. Sinais e Sintomas: .

Se não o fizer na pior das situações corre o risco de perder os sentidos no caso de uma exposição prolongada. costuma indicar leituras aparentemente dentro das normais. Entre com a respiração contida. 4 .Peça ajuda diferenciada.3 . 2.Actuação do TAE: 1 . abrindo portas e janelas. 3 . Isto não é confiável pois estes aparelhos não distinguem a hemoglobina ligada ao oxigénio da hemoglobina ligada ao CO.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Gráfico 2 – Efeitos da inalação de monóxido de carbono em baixas concentrações no ar ambiente OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O oxímetro nestes casos. com elevação dos membros inferiores. 2 – Inicie a avaliação num sítio que considere seguro (sem fontes de produção de CO e bem arejado).Administre Oxigénio a 15L/min por máscara de alta concentração (mesmo a vítimas sem dispneia e com SpO2 normal) 5 – Avalie de sinais vitais e glicemia. 7 .Permeabilize a via aérea. se presente.6. (ver gráfico 2). se vitima inconsciente ou com diminuição do estado de consciência.Afaste a vítima da atmosfera tóxica e areje o local. 6 – Combata a hipotensão. e se necessário volte ao exterior para respirar fundo. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 64 Rúben Viana .

SISMOS O sismo é um fenómeno natural. o de 1755. Sabemos. contudo. Manter a calma e saber agir pode marcar a diferença. Portugal não tem actividades sísmicas elevadas. As catástrofes sísmicas parecem-nos sempre uma fenómeno distante.7. embora pouco frequentes. E também sabemos que mesmo as regiões sem historial sísmico podem ser afectadas por eventos graves muito distanciados no tempo entre si. Em Portugal continental os grandes sismos. Imagem 13 – Ilustração da escala de Richter _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 65 Rúben Viana . resultante de uma vibração mais ou menos violenta da crosta terrestre. Apesar de não se poder impedir ou prever os seus efeitos podem ser minimizados com comportamentos adequados. que os sismos continuarão a perturbar a humanidade e que ocorrerão com mais frequência em regiões onde já se verificaram no passado. mas a história ficou marcada por um dos maiores e devastadores terramotos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. num qualquer momento. até hoje não foi possível desenvolver qualquer método generalizado. que conduza à previsão da hora e do local onde ocorrerá um sismo. Apesar de muitos sismólogos se terem dedicado ultimamente à investigação da previsão de sismos. Mas essa possibilidade é bem real e pode atingir qualquer comunidade. têm afectado especialmente as regiões centrais e meridional do território.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 14– Falhas e Placas tectónicas existentes em Portugal _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 66 Rúben Viana .

o comportamento de cada pessoa é fundamental na minimização dos efeitos do sismo pois a maior parte dos acidentes pessoais resultam da queda de objectos e de destroços. tectos ou paredes. Assim conte que. vasos ou outros móveis. especialmente os de construção mais antiga. o perigo pode ser agravado pela falta de água devido à destruição das canalizações ou obstrução dos acessos impedindo a deslocação dos meios de socorro. grande número dos acidentes pode ser evitado. Os acidentes pessoais são normalmente causados por: colapso parcial dos edifícios tais como chaminés. Os sismos podem também provocar desprendimentos de terrenos e gerar grandes ondas nos oceanos. incêndios com origem em chaminés ou canalizações de gás destruídas. acções humanas resultantes do pânico.7.1 – ACTUAÇÃO durante a ocorrência de um sismo Tenha em atenção que o comportamento das pessoas em situações de grande emergência é significativamente diferente do seu comportamento em situações normais. muito contribui para minimizar os seus efeitos. Conhecendo perfeitamente algumas regras fundamentais que lhe serão fornecidas nesta página. espelhos ou outros objectos. 22 a 24 ficam paralisadas (não se movem e precisam ser ajudadas). este perigo é maior quando os vidros são provenientes de andares elevados de edifícios altos. derrube de candeeiros. 50 ficam apáticas e necessitam de ordens. quadros. Em todos estes casos. os tsunamis ou maremotos. 2. por cada 100 pessoas: 1 a 3 ficam totalmente descontroladas (têm comportamentos irracionais e potencialmente perigosos). durante uma catástrofe. a experiência tem demonstrado que uma actuação calma durante um sismo. estilhaços de vidros provenientes de janelas. derrube de linhas eléctricas. De facto. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 67 Rúben Viana . a protecção civil começa em si mesmo. estantes. Use livremente estas regras e divulgue-as como entender necessário isto porque. que podem ter efeitos catastróficos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Alguns edifícios podem desmoronar-se pela acção sísmica. varandas. durante um sismo é necessário agir com rapidez e com sangue frio. 25 não entram em pânico e podem tomar decisões pelo que podem tomar iniciativas de liderança e ajudar os outros. Por isso.

5 . sobretudo dos velhos.Afaste-se de janelas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Se no momento do SISMO estiver o interior de uma casa ou edifício: 1. tijolos. varandas ou chaminés.Se estiver num edifício alto. altos ou isolados que possam ruir a uma distância de. pela queda de objectos. longe dos edifícios. espelhos e chaminés. encoste-se a uma parede interior ou a um canto e proteja a cabeça e o pescoço.Elevadores. na fuga. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 68 Rúben Viana . 8 . não procure sair imediatamente pois as escadas podem estar cheias de pessoas em pânico e/ou haver troços de escada que ruíram. 2 . de preferência em paredesmestras. pelo menos. prateleiras ou outras estruturas ou objectos que possam cair.Não utilize o elevador pois a electricidade pode faltar e provocar a sua paragem.Permaneça calmo e preste atenção ao estuque. . .No meio das salas.Se tiver que abandonar o edifício faça-o cuidadosamente prestando atenção à possível queda de objectos.Se estiver num local amplo com muitas pessoas ou numa sala de espectáculos não se dirija para a saída pois muitas outras pessoas podem ter tido essa ideia. camas ou outras superfícies resistentes Locais mais perigoso . 4 . Procure com serenidade refúgio numa área aberta. .Abrigue-se rapidamente num local seguro. 7 .Debaixo de mesas.Cantos das salas.Junto a janelas.Normalmente é melhor não tentar sair de casa a fim de evitar o risco de ser atingido. Locais mais seguros . 6 . se não existir mobiliário sólido. no vão de uma porta interior firmemente alicerçada.Vãos de portas. por exemplo. debaixo de uma mesa pesada ou de uma secretária. . vidros. 3 . metade da sua altura.

Verifique se os seus vizinhos precisam de ajuda. como muros ou taludes. .2 – ACTUAÇÃO depois da ocorrência de um sismo Permaneça calmo. encostas. Se houver pessoas soterradas chame as equipas de resgate. 2. viadutos ou passagens subterrâneas. electricidade e água. verifique se há feridos nas imediações e. se vir que pode actuar por si. não corra nem vagueie pelas ruas. de preferência numa área aberta e permaneça dentro dele. Depois de um sismo pode ocorrer um tsunami (onda gigante). em caso afirmativo. especialmente as pessoas idosas e os deficientes. Não pare nem vá para pontes. cabos de electricidade ou de estruturas que possam desabar.7. retire os escombros cuidadosamente começando pelos de cima. Se sentir cheiro a gás dentro de casa abra as janelas e evacue as imediações por medida de segurança. Se ainda estiver dentro do edifício: . Dirija-se para um local aberto. longe de edifícios. . se conhecer a casa em questão. Se for a conduzir pare o veículo no lugar mais seguro possível. muros. Afaste-se das praias.Desligue assim que possível o gás. postes de electricidade.Não utilize fósforos. isqueiros ou qualquer outro instrumento de chama descoberta e não use interruptores de electricidade sem se ter assegurado primeiro que não há e que não houve fuga de gás. candeeiros de iluminação pública.Caso o local tenha ficado em condições de pré-colapso tente sair e ajudar os outros a sair com o maior cuidado possível. socorra-os.Pequenas faíscas quase imperceptíveis resultantes do uso de interruptores podem provocar a ignição do gás proveniente das canalizações quebradas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 69 Rúben Viana . Não tente remover pessoas seriamente feridas a não ser que elas estejam em perigo imediato. taludes. postes e cabos de alta tensão. . utilize antes uma lanterna eléctrica.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Se no momento do SISMO estiver no exterior: Se estiver na rua mantenha-se afastado dos edifícios altos.

frio intenso ou formação de gelo. quando a intempérie surgir. em caso de presença de neve e gelo na zona onde a ambulância transitará são: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 70 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Tenha sempre isso em consideração ao proteger-se! Os nevões só começam a ser um problema para as equipas de emergência do INEM quando estas têm que utilizar as vias rodoviárias para se deslocarem até ao local da ocorrência. Os nevões podem ter um forte impacto nos seres humanos. para transitar nas estradas quando ocorre um nevão prolongado e que possa dificultar a sua circulação nas vias rodoviárias. animais e plantas.NEVÕES A queda de neve ocorre quando os cristais de gelo não se fundem antes de chegarem ao solo. Os nevões podem estar associados a outros fenómenos meteorológicos. o quanto antes. Nestas circunstâncias conduzir a ambulância em estradas com gelo e neve torna-se um verdadeiro desafio. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Se na zona onde se encontra sedeado a base do meio INEM. houver historial de que a região no Inverno tenha sido assolada por vários nevões intensos e que tenha dificultado a circulação de viaturas nas estradas locais. no sentido de requisitar um par de correntes para colocar nos pneus na ambulância. sendo que em regra só ocorrem no período de inverno Quando a queda de neve se prolonga por um período de tempo relativamente longo e abrange uma área relativamente extensa estamos em presença de um nevão. em virtude da baixa temperatura atmosférica. deverá CONTACTAR a logística do INEM. Neste capítulo serão enumerados quais os procedimentos de segurança a ter em conta por parte do TAE. como ventos fortes. deverá avaliar se possui as condições de segurança necessárias para iniciar a marcha de emergência. Deste modo o TAE antes de iniciar a marcha.8 . ACTUAÇÃO DO TAE: Os PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA a tomar.

Comunicar ao CODU as alterações climatéricas existentes na zona onde se encontra sedeada a viatura INEM. evitando sempre as zonas com gelo na estrada. 6 . ficar imobilizado pelo nevão. destinando-se a dimensões de pneus específicas. Não adormeça.Procure avançar em cima de neve mais recente. sem o que são impossíveis de ajustar devidamente.Colocar as correntes de neve nas duas rodas de tracção da viatura. Não deixe que o fumo chegue ao interior da viatura.Se.Faça pequenos exercícios com os braços.Se estiver longe de uma povoação. Se ainda não possuem. A viatura servirá de barreira ao vento e os pneus actuarão como isolante. a sua situação.Resista à tentação de poupar tempo guiando mais depressa do que as condições meteorológicas e do piso o permitem. 2 . 3 .Mantenha o tubo de escape limpo de neve. bem como para os demais utentes da via. mantendo a velocidade reduzida e sem fazer movimentos bruscos na trajectória da viatura. 7 . De relembrar que as correntes de neve não são universais. devem solicitar com urgência à logística do INEM. deve manter a calma e permanecer dentro da viatura. Se a estrada não oferecer condições de segurança volte para trás. de forma a prevenir o CODU para o tempo acrescido de chegada ao local que poderá ocorrer se surgir uma chamada de pedido de socorro. 4 . ou rádio. 10 . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 71 Rúben Viana . 9 . contacte por telefone móvel.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 1 . pois poderá ficar intoxicado. pernas e dedos para manter a circulação sanguínea. com objectividade.Conduza cuidadosamente. durante a ocorrência.Se possível mantenha o rádio ligado para ouvir as informações meteorológicas ou de trânsito. 5 . convertendo-se elas próprias numa autêntico perigo para o veículo e respectivos ocupantes. em caso de trovoada. 11 . 8 .Não circule numa estrada onde não consiga visualizar os limites desta. para o CODU e exponha.

3 . 2 . de forma a não alimentar discussões paralelas. Neste capítulo pretendemos sensibilizar todos os TAE´s. demovendo-o a esquecer por momentos esse assunto. Neste tipo de situações quando chega ao local de ocorrência o TAE deve percepcionar o cenário instalado. Pode ocorrer também o caso de serem agredidos pelos familiares das vítimas justificando-se pela demora no socorro ao seu familiar. Perante uma situação de possível descontrole emocional das pessoas que nos rodeiam deveremos ter os seguintes procedimentos: 1 .Tentar manter a calma e serenidade. casos que se verificam quando se chega ao local da ocorrência para socorrer uma suposta vítima.Nunca comunicar em tom agressivo para os possíveis agressores. ou com alterações psicológicas. médicos.10 – VIOLÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO Os profissionais de emergência compartilham com enfermeiros. muitas das vezes associadas à ingestão de psicotrópicos.Tentar acalmar o agressor educadamente. 4 . que tentam agredir profissionais TAE que somente tinham a pretensão de os ajudar. pois a principal função do TAE seria a de socorrer.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. policias e professores o topo da listagem de ocupações profissionais vítimas de violência verbal e física. para a possibilidade de um dia durante a sua actividade profissional puderem vir a ser vítimas de agressão verbal ou física. explicando que foi chamado ao local para prestar socorro à vítima/ ou a si. e fornecer conselhos que lhes possam ser útil de forma a conseguir gerir e prevenir melhor a segurança da sua integridade física e psicológica. no entanto existem várias condutas que poderemos tomar de forma a apaziguar possíveis tentativas de agressão. O que em tempos passados não era uma preocupação. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 72 Rúben Viana . e não de ser socorrido. hoje tornou-se um problema difícil de lidar. ou mesmo doentes já referenciados por perturbações mentais. é sempre difícil de prever as reacções das pessoas. Neste tipo de episódios. ainda antes de sair da ambulância de forma a avaliar se existem reunidas as condições mínimas de segurança no local para socorrer as vítimas.Ignorar as agressões verbais provenientes de populares que se encontram junto ao local da ocorrência. e são confrontados por vezes com pessoas alcoolizadas.

Costume resultar na perfeição!!! Tarefas simples que podem incumbir os populares de executar num sinistro: . São transmitidos conhecimentos no controlo e domínio das articulações. estratégia e desarme de possíveis ameaças hostis. com objectividade. É necessário 2 ou 4 populares para executar este procedimento.Nunca recorrer à violência para tentar solucionar os problemas surgidos. Foto 9 e 10 – Foto que ilustra a tarefa incumbida aos populares de forma a criar uma cobertura protectora 5 . 7 . . sob o efeito de estupefacientes e outros tipos de perturbações. Durante essas formações. de modo a protegerem a vitima que se encontra no chão a receber assistência do técnico (s). cujas formações preparam os profissionais para actuar em situações de agressão. . 6 . sem que para isso seja preciso recorrer à violência física.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 NOTA: Um truque muito utilizado para os demover é interpelá-los no sentido de nos ajudar no socorro. equipas e formação táctica de controlo. alcoolizadas.Segurar no(s) soro(s) de perfusão. existe no mercado. a sua situação no sentido de solicita a autoridade com a máxima urgência ao local da ocorrência.Se a situação ficar fora de controlo. variadíssimas empresas especializadas em ministrar cursos de técnicas de imobilizações em ambientes hostis. treinam técnicas que permitem aos formandos realizar intervenções em que seja necessário imobilizar um indivíduo. onde envolva pessoas com perturbações mentais. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 73 Rúben Viana .Ajudar no levantamento em bloco da vítima para o plano duro. ligar de imediato para o CODU e exponha. torções.Se o conflito começar a ficar fora de controlo.Segurar na manta exotérmica (descartável ou reutilizável) de forma a criarem uma cobertura auxiliar temporária contra o sol ou chuva. abandonar o local e comunicar de imediato o sucedido ao CODU. tentando actuar sempre na prevenção. bem como a salvaguarda da sua integridade física em caso de ataques corporais. No entanto se o profissional pretender adquirir maiores conhecimentos e competências sobre a temática da protecção individual. Violência gera violência.

Seguir as instruções gerais de actuação indicadas nas plantas de emergência e cumpra as instruções transmitidas pelos elementos da equipa de evacuação. inundações. Nunca se dirija a pisos superiores.Saber interpretar correctamente a sinalização de emergência. mas desça. 7 . ou a aproximação de um furacão. fogo. bombardeio. os evacuados podem ser descontaminados antes de serem transportados para fora da área contaminada.Não correr pois uma queda irá obstruir o caminho de evacuação e provocar a queda e aglomeração de outras pessoas. se possível. 4 . Ao receber instruções no sentido duma evacuação de emergência o TAE deverá ter a seguinte linha orientadora para executar este procedimento da maneira mais eficiente: 1 . e faça-o com calma e sem pânico. 3 . com graves consequências.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Os exemplos vão desde a evacuação em pequena escala de um edifício devido a uma ameaça de bomba. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 74 Rúben Viana . acumulação de gases ocorridos: ● No edifício onde se encontra as instalações da base INEM.10 – EVACUAÇÕES DE EMERGÊNCIA As evacuações de emergência são consideradas como um movimento rápido e imediato das pessoas para longe da ameaça ou ocorrência real de um perigo. utilize um pano húmido para tapar o nariz e a boca.O abandono de um edifício em chamas deverá ser efectuado sempre pelas escadas descendentes.Manter a calma. 8 .Proceder de imediato à notificação do CODU do sucedido e abandonar o local se possível com o equipamento de socorro. 5 . Em situações que envolvem materiais perigosos ou possível contaminação. poderá ser necessário para socorrer as primeiras vítimas originárias do acontecimento que desencadeou a evacuação de emergência. ● Em edifícios comerciais ou habitacionais onde estejam a prestar socorro a uma determinada vítima (ex: shopping / prédio habitacional). até a retirada em grande escala de um distrito por causa de uma inundação. pois este.Utilizar sempre as escadas. a gatinhar e. 6 . se necessário. Os casos de procedimentos de evacuações que neste capítulo irão ser retratadas serão derivados a incêndios.Se houver fumos baixe-se e saia do local. ● Quando accionados para prestar auxílio na evacuação de algum lar ou hospital vitima de algum incêndio. 2 .

com tipificação por exemplo de shopping. ao ser accionados para prestar auxílio na evacuação de algum lar ou hospital. eventualmente perto de si. procurar saber quem é que se encontra ao comando das operações de evacuação para que este melhor coordene os meios disponíveis para a operação. reconhecendo quase intuitivamente o trajecto da saída de emergência. plantas de emergência do edifico.Evacuação em lares ou hospitais O TAE no exercício das suas funções. extintores e carretéis.1 . 2.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 9 . betoneiras. tenhamos um elemento que nos possa melhor orientar o sentido da fuga mais rápida do local onde nos encontramos. na medida de que o trajecto da saída de emergência duma base não é necessariamente a mesma de outra. Neste sentido o TAE´s residente que irá fazer o turno com o novo colega deverá dar a conhecer as instalações da base e do edifício onde esta está inserida. mas para os elementos TAE´s recém chegados ou que esporadicamente vem fazer um turno a uma outra base será mais complicado. 2.Ajude a tranquilizar as pessoas que. Com os TAE´s afectos à base são será grande o problema. deve aquando a sua chegada ao local. em direcção a zona de concentração local e tente criar de imediato uma zona de recepção de possíveis vítimas.Evacuação no edifício onde se encontra a base INEM As bases INEM espalhadas pelo território continental não se encontram todas no mesmo modelo de edifício. mostrando os pontos exactos das saídas com evacuação para a rua. 2. 10 .3 . para que numa situação de emergência o TAE tenham melhor percepção do sentido da fuga.10. só que há outras que se encontram mais no interior do edifício sendo o trajecto para a evacuação mais confuso. se as houver.2 – Evacuação em locais públicos No interior de edifícios comerciais. sendo que existe uma variedade imensa do tipo de bases.Não utilizar elevadores. 11 . Muitas das bases têm saída directa para a rua. para que numa necessidade de evacuação. devemos sempre que possível fazer-nos acompanhar por um elemento da segurança do edifício. o que facilita muita a evacuação de pessoas. tenham mais dificuldade em manter o domínio emocional ou em se deslocar.Dirija-se para o exterior das instalações.10. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 75 Rúben Viana .10.

Procedimento a tomar em caso de incêndio num edifício _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 76 Rúben Viana . Ilustração 2 . poderá dar autorização para se avançar para a evacuação das vítimas. Dessa forma só o comandante das operações no local.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Em qualquer um dos motivos já mencionados o corpo de bombeiros da região será também mobilizado para o local. que a partida será o elemento mais graduado dos bombeiros na local.

desde a fase imediatamente a seguir ao acidente até eventualmente à sua hospitalização.11.Efeitos fisiológicos e físicos da corrente eléctrica Introdução Electrocussão ou choque eléctrico é a situação provocada pela passagem da corrente eléctrica através do corpo. mostrando as razões essenciais que dão às lesões dos acidentados eléctricos um aspecto tão particular. a prevenção é a principal preocupação mas. Daremos alguma ênfase às lesões corporais pois da sua compreensão depende a qualidade dos socorros a fornecer. quanto melhor compreendem e conhecem o "como" e o "porquê" das acções de socorro imediatos.Tipos de contacto com a electricidade Os acidentes mais frequentes resultam de contactos: DIRECTOS E INDIRECTOS DIRECTOS: Se uma pessoa entra em contacto com uma parte activa de um elemento sob tensão. são a ela tanto mais sensíveis.11 – ACIDENTES ELÉCTRICOS 2.1 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.11. por negligência ou desrespeito das instruções de segurança diz-se que ficou submetida a um contacto directo Imagem 15 e 16 – Imagem ilustrativa do contacto directo com a electricidade _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 77 Rúben Viana . 2. A abordagem seguinte refere-se principalmente ao "porquê" dos socorros. Certamente.2 . os trabalhadores.

Imagem 19 e 20 – Imagem ilustrativa do contacto indirecto com a electricidade _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 78 Rúben Viana . Esta situação é a mais vulgar a nível da habitação e a sua prevenção deve revestir-se de cuidados especiais. o que pode agravar os seus efeitos. Esse contacto designa-se por contacto indirecto. a electrocussão é consequência de um defeito imprevisível e não da negligência da pessoa. por exemplo a um defeito de isolamento.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 17 e 18 – Imagem ilustrativa do contacto directo com a electricidade INDIRECTO: Se uma pessoa entra em contacto com um elemento que está acidentalmente sob tensão devido. isto porque normalmente ocorre sem o conhecimento do utilizador.

com esta colecção de 30 fotos que demonstram as mais diversas formas de ser electrocutado. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 79 Rúben Viana . Estas fotografias foram extraídas de um livro de 1930 de seu titulo Technisches.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.11.3 – Diversas formas de morrer electrocutados NOTA: Está no disponível no site www. “encontrado” no museu Elektroschutz em Viena.flickr.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.11. Imagem 21 – Imagem ilustrativa das possíveis trajectórias da corrente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 80 Rúben Viana . O perigo é função dos tipos de contacto de entrada e saída da corrente através do corpo humano. a posição dos contactos e a circulação da corrente através do corpo humano (imagem 21).4 . esquematicamente. para melhor sublinhar esta percentagem representámos. Os trabalhos conhecidos permitem definir a percentagem de corrente que atinge o coração em função de certos tipos de contacto.A trajectória da corrente Tem um papel importante no desencadeamento da fibrilhação.

Noutro plano.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. muito esquematicamente.6 . Estes efeitos traduzem-se por queimaduras electrotérmicas. os casos de electrocussão formam pois um grupo particular dentro do conjunto dos acidentes de origem eléctrica.Efeitos da corrente eléctrica sobre o corpo humano Admitido reservar o termo "electrocussão" apenas para os acidentes mortais de origem eléctrica e não se aplicando este termo às queimaduras eléctricas.O choque eléctrico e suas consequências (acção directa) A Fase Imediata A passagem de corrente eléctrica no corpo humano é susceptível de fornecer efeitos de importância e qualidade variáveis.5 . foram vítimas de uma violenta convulsão. outros. subentendendo-se que se trate aqui de corrente alternada. (este último acompanhando-se muitas vezes de "faíscas") podem pegar fogo ao vestuário e produzir queimaduras mistas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 81 Rúben Viana . num grau mais elevado. observadas desde os primeiros instantes (fase imediata) em dois grupos: • Indivíduos que não perderam a consciência Exceptuando os casos extremamente benignos (simples formigueiro). Pode-se.11. b) POR ACÇÃO INDIRECTA: o corpo não é atravessado pela corrente E a consequência dum arco eléctrico que se traduz por queimaduras por acção do calor. 2. com a frequência de 50 Hz: a) POR ACÇÃO DIRECTA: o corpo é atravessado pela corrente O corpo humano é sede dum certo número de efeitos fisiológicos agrupados sob a designação de "choque eléctrico e suas consequências". alguns indivíduos sentiram um "esticão".11. Tanto o arco como o contacto. classificar as vítimas de acidentes. o acidente eléctrico pode produzir-se de duas maneiras. pelo efeito de Joule. Também pode ser sede de efeitos físicos de aquecimento análogos aos que haveria com uma resistência metálica (lei de Joule).

particularmente). levando no pior das situações à paragem definitiva do coração". Se a vítima foi repelida à distância por uma contracção muscular violenta (em alta tensão. com todas as suas consequências. lesões profundas. Mas no caso mais frequente (em baixa tensão particularmente) a tetanização tem por efeitos fixar. a mão ao condutor e provocar. ela pode ser projectada ao solo e sofrer lesões traumáticas (avaliem-se as consequências quando a vítima. produzida pela corrente alternada. principalmente queimaduras no ponto de contacto.. • Indivíduos que perderam a consciência Fibrilhação cardíaca: A fibrilhação cardíaca ou. a "fibrilhação ventricular" é a contracção não sincrónica das fibras ou grupos de fibras que constituem os ventrículos cardíacos. o cérebro. deixam de ser irrigados e pode levar a perturbações graves. não está presa por um cinto ou pela corda de segurança). mais exactamente. Esta anarquia da contracção equivale a uma paragem funcional da bomba cardíaca. Características de fibrilhação Esta é desencadeada por intensidades muito mais fracas que as necessárias para provocar uma inibição bulbar. a vítima foi repelida violentamente pelo condutor sob tensão ou. "colar" de alguma maneira. irreversíveis. se a corrente não for cortada. Convulsão: No momento do contacto. pelo contrário.. trabalhando em altura. se dissipa mais ou menos rapidamente... Também pode haver riscos de queda. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 82 Rúben Viana . o próprio coração. É a "tetanização eléctrica". ficou incapaz de o largar. nota-se nas vítimas um verdadeiro estado de comoção que aliás. pelo facto de a vítima se soltar ou pelo reflexo de afastamento no momento do corte da corrente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Esticão: Conforme o esticão é mais ou menos forte. "Nestas condições. ao fim de alguns minutos. No homem é espontaneamente "irreversível" e responsável por uma grande parte dos casos em que a morte real se sucedeu à morte aparente.

É necessário. O tratamento não admite atrasos. actualmente há a tendência de considerar que qualquer acidente de origem eléctrica pode determinar um estado de "choque" susceptível por si só de provocar uma perda de consciência passageira.7 . a todo o custo. 2.11. qualquer atraso no começo da acção de reanimação. que ele seja posto em prática nos primeiros minutos que se seguem ao acidente e.Mau funcionamento renal (albuminúria. o acidente eléctrico provoca morte ou consequências definitivas de gravidade variável como por exemplo: . Por outro lado. neste domínio. um segundo conta muito.As consequências de um acidente eléctrico Imagem 22 e 23 – Ilustração do coração e do sistema circulatório Em certos casos. para que haja possibilidade de sucesso. A REGRA ABSOLUTA É: Aplicar sempre os tratamentos de reanimação em qualquer vítima inanimada em consequência de acidente eléctrico. EM DEFINITIVO.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Esta noção "de estado espontaneamente irreversível" que caracteriza a fibrilhação deve evitar. A reanimação deve começar no próprio local do acidente e continuar sem nenhuma interrupção mesmo no caso de evacuação eventual para um centro clínico. por exemplo) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 83 Rúben Viana .

A intensidade da corrente .Perturbações nervosas .O tempo de contacto .A trajectória da corrente .Perturbações cardiovasculares .11. Quadro 4 – níveis de tensão existentes na rede eléctrica nacional BT – Extra-Baixa Tensão (usada essencialmente para proteger as pessoas de acidentes eléctricos) BT – Baixa Tensão (usada principalmente na rede doméstica) AT – Alta Tensão (usada no consumo na actividade industrial e transporte da energia eléctrica) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 84 Rúben Viana .Perturbações oculares (catarata. perda de substância muscular e óssea).Perturbações auditivas (surdez parcial ou total) .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 . que é a mesma da rede eléctrica. conjuntivite) . mas estamos apenas a tratar de corrente alternada sinusoidal com a frequência de 50 Hz.A tensão aplicada .8 – Factores responsáveis pelas lesões Vimos antes.As consequências devidas às queimaduras electrotérmicas (amputação tornada necessária pela importância das queimaduras. 2.A resistência eléctrica do corpo humano (*) NOTA: A forma de onda e a frequência também têm influência. o essencial das lesões corporais que a corrente eléctrica pode provocar. Os factores responsáveis por essas lesões são eles (*): . em linhas gerais.

Desde Arsonval (Jaques Arséne d' Arsonval. Limiar de percepção: a partir de 1. à passagem da corrente). médico e físico francês autor de vários estudos sobre física biológica. 2. sem perigo. Criou o Laboratório de Física Biológica no Collège de France) que se sabe que "é a intensidade que mata". mais recentemente. Dessa forma apenas iremos abordar os dois primeiros factores causadores das lesões. a fibrilhação diminui consideravelmente se a intensidade da corrente ultrapassar 3A. duma maneira geral no organismo humano. foram quantificados os diferentes níveis ou "limites".Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Costuma-se associar o “estrago” que o choque pode causar com o nível de tensão. Limiar da contracção muscular: a partir de 9 mA. Limiar de uma inibição nervosa: a partir de 2 a 3 A. porém o correcto é que depende da intensidade da corrente eléctrica que atravessa o corpo da pessoa durante o choque e do caminho da corrente eléctrica pelo corpo. ou mais exactamente da densidade da corrente (intensidade por milímetro quadrado de superfície) é bem conhecido.8. a partir dos quais se manifesta a corrente eléctrica.11. Limiar da fibrilhação: a partir de 80 mA se a passagem da corrente atingir a região torácica durante um segundo.1 mA (sensação de picada. Mas. Paradoxalmente.1 . de "choque ligeiro". Imagem 24 – Efeitos fisiológicos provocados pela intensidade de corrente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 85 Rúben Viana .A intensidade de corrente O principal papel da intensidade.

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 86 Rúben Viana .. aquecer a nossa casa.11.11. lavar a roupa.Fusíveis Existem também os interruptores de corte geral existentes para fazer o corte parcial de circuitos do quadro eléctrico. jogar no computador. caso se pretenda interromper a energia apenas numa das zonas da casa. lavar a louça. evitando um sobreaquecimento dos condutores que pode originar um incêndio. O quadro eléctrico de uma habitação é onde estão ligados todos os circuitos eléctricos da própria habitação.9 – Quadro eléctrico (Função) O quadro eléctrico é a porta de entrada da energia eléctrica nas habitações ou edificio.Disjuntores magneto térmicos Foto 12 e 13 . Foto 11 . conservar-nos os alimentos. Ele constitui a interface entre a companhia fornecedora de electricidade e a casa. onde se serve dessa forma de energia para tudo e mais alguma coisa: iluminar as divisões da casa. etc.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. 2. tomadas e emergência) contra sobre intensidades (curto – circuitos ou sobrecargas) e para a protecção das pessoas contra contactos directos e indirectos. sendo que é como se fosse um “cérebro” ou seja é a partir de lá que sai as alimentações para todos os circuitos.10 – Protecção dos circuitos Para proteger os circuitos contra sobre intensidades (sobrecargas ou curto – circuitos) são usados disjuntores magneto térmicos ou fusíveis que interrompem automaticamente a passagem da corrente no circuito. É nos quadros eléctricos que se encontram os dispositivos para a protecção dos circuitos eléctricos (de iluminação. etc.

Imagine por exemplo que a sua máquina de lavar tem uma avaria e no seu interior se solta um fio com tensão que vai encostar-se ao invólucro metálico que a envolve. como já foi demonstrado.11 – Protecção das pessoas Se a corrente que circula pelo corpo humano ultrapassar alguns miliamperes haverá risco de electrocussão. isto porque o diferencial da EDP existente junto ao contador apenas tem uma sensibilidade de 500mA. Sensibilidade do diferencial: 30mA Foto 14 – Disjuntor diferencial de 30mA Disjuntor diferencial: O disjuntor diferencial.11. em alguns casos podem ser complementadas pela instalação de dispositivos diferenciais de alta sensibilidade (de 10 ou 30 mA). quando uma pessoa tocar na parte exterior da máquina apanhará um choque eléctrico que poderá ser perigoso. Botão de teste para o ensaio periódico do diferencial. Foto 15 – Disjuntor diferencial da EDP _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 87 Rúben Viana . situado à entrada das nossas habitações. É para evitar estas situações que se usa o disjuntor diferencial (ou o interruptor diferencial) no quadro eléctrico. porque dizem estes que acima dos 300mA começa a existir risco de segurança da protecção. Alavanca de comando de duas posições (Ligado/Desligado). segundo os peritos especializados na matéria. É obrigatório colocar um dispositivo deste com o mínimo de protecção de 300mA. Para protecção das pessoas contra os contactos directos o Regulamento de Segurança preconiza essencialmente medidas preventivas que. ao contrário dos outros disjuntores (“normais”) destina-se à protecção de pessoas. sendo que é insuficiente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Se nada for feito.

antes que alguém toque na parte metálica sob tensão e seja electrocutado.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Princípio De Funcionamento: Baseia-se na comparação entre duas correntes. isto é. O disjuntor só poderá ser rearmado quando a avaria estiver reparada. vai haver uma corrente de fuga. têm a sua carcaça ligada à terra. isto é. indicando que há defeito no circuito. Ao disjuntor diferencial são ligados a fase e o neutro. como a máquina de lavar em questão. actuando quando a diferença entre elas excede um determinado valor. aspecto que por vezes é descurado. a corrente que “entra” pela fase é igual à que “sai” pelo neutro e o disjuntor não actua pois a diferença entre estas duas correntes é nula. daqui se vê a necessidade de a instalação do nosso prédio ter um boa ligação à terra. dispara. Quando não há qualquer problema com a instalação. Caso haja uma avaria. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 88 Rúben Viana . parte da corrente que “entra” pela fase já não chega ao neutro (escoa-se pela terra pois todos os aparelhos. como a mencionada acima. sobretudo com a passagem dos anos) e o disjuntor ao detectar essa diferença actua.

antes de desligar a energia eléctrica. 6 . pressionando todas as patilhas para baixo.Caso o TAE encontre a vítima inconsciente detectando também a presença de água à sua volta ou mesmo se a vitima se encontrar em contacto com um condutor eléctrico. serão enumerados de seguida. caso existam.Previna a queda do sinistrado. ATENÇÃO: Em caso de dúvidas na identificação do interruptor de corte geral. afastando as pessoas desnecessárias do local. envolvendo energia eléctrica e proceder a uma rápida avaliação das condições de segurança. 5 . desligar todos os disjuntores e interruptores que encontrar no quadro eléctrico.Verificar se efectivamente se trata de um acidente com vítimas. e o TAE na presença deste deverá certificar-se que o interruptor da alimentação de energia eléctrica (da EDP) à casa foi devidamente desligado. de preferência os seus proprietários. 2 . 4 . mas… NO CASO DE BAIXA TENSÃO (50 a 1000 Volts): 1 . 3 . Sabemos que agora é cada vez mais difícil haver um acidente porque os regulamentos estão mais apertados.Se o acidente tiver ocorrido no interior ou exterior de uma habitação. se for caso disso.11.Procedimento de segurança nas actuações do TAE Com o propósito de minimizar os riscos de actuação pelo TAE. se mantenha. que vos indique a localização do quadro eléctrico geral. NÃO deve em caso algum tocar na vítima sem previamente ter desligado a corrente. os procedimentos a tomar em conta para assegurar em qualquer circunstância as condições de segurança necessárias para o desempenho das suas funções. pois a vítima poderá ter caído ou ter sido projectada (actuar em conformidade). sem tocar na vítima. de forma a salvaguardarem a vossa segurança. e alertando-as também do perigo de morte que estão sujeitos caso a sua presença no local. ATENÇÃO: Não utilize o interruptor do electrodoméstico ou aparelho.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Tenha perfeita consciência do procedimento que se está a levar a cabo. A causa do acidente pode ter sido uma avaria do próprio interruptor. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 89 Rúben Viana . solicitar a um elemento adulto que habite na casa.12 . na prestação de socorro às vítimas.Se existirem várias vítimas começar por identificar as inconscientes. resultantes de acidentes provocados pela corrente eléctrica.Considere sempre a possibilidade de traumatismo craniano e lesão da coluna cervical.

4 . 5 . pode ser necessário prever medidas no sentido de atenuar os efeitos de possível queda. para accionar a Empresa Distribuidora. e alerte-as dos possíveis perigos da sua presença no local. estar sem tensão.Se a vítima ficou suspensa nos condutores. 2 . caso existam. isto é.Verificar se efectivamente se trata de um acidente com vítimas. a REN (Rede Eléctrica Nacional) para que seja interrompida alimentação de energia naquela zona. ou a menos de 5 metros dele. afastando as pessoas desnecessárias do local. para se proceder ao socorro das vítimas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 NO CASO DE ALTA e MUITO ALTA TENSÃO (1000 a 400 000 Volts): 1 .É aconselhado socorrer o acidentado só quando tiver a certeza de que a linha foi colocada fora de serviço. 3 – Está proibido e é muitíssimo perigoso tocar em alguém que tenha sofrido uma descarga eléctrica e ainda esteja em contacto com um condutor sob tensão. envolvendo energia eléctrica de alta ou muito alta tensão e proceder a uma rápida avaliação das condições de segurança.Se o acidente tiver ocorrido com tensões elevadas (alta tensão) telefonar imediatamente ao CODU. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 90 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Comunicar urgentemente à REN para a correcta identificação das linhas de transporte de energia eléctrica envolvidas no incidente pelo número de telefone: Nº VERDE: 800 207 470 Transmitindo a seguinte informação: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 91 Rúben Viana .

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 92 Rúben Viana .A corrente de alta tensão provoca lesões mais graves mas a corrente doméstica também pode ser fatal. 4 .11. não a respeita. se atreve a brincar com ela.A corrente alterna pode provocar contracturas musculares (vítima não se consegue mexer) e impedindo-a de se soltar da fonte eléctrica e por isso aumentar o tempo de exposição.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. anteriormente. Poderá estar confrontado com uma pessoa que tenha sido electrocutada. sem que haja testemunhas para relatar o que se passou com a vítima. 2 .13 . e para quem a conhecendo.Seja bastante cauteloso quando encontrar vítimas inconscientes em casas de banho. 5 .A electricidade só é perigosa para quem não a conhecendo. 3 . devendo o seu socorro ser procedido em conformidade com tudo que já foi referido.Considerações finais 1 .A humidade reduz a resistência da pele e por isso pode fazer com que as consequências do choque sejam mais graves.

Polar INEM e colete reflector). Parka. são: NA ÁREA DA SEGURANÇA RODOVIÁRIA: Fardamento (Calça com reflectores. O uso deste tipo de equipamentos só deverá ser contemplado quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a actividade. Um equipamento de protecção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos.12 – EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL – EPI Os equipamentos de protecção individual (EPI´s) são quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada actividade. Os equipamentos de protecção individual que o INEM coloca ao dispor de todos os técnicos para assegurar a sua actividade na emergência pré-hospitalar. Calça com reflectores Pólo manga comprida com reflectores Parka impermeável com reflectores Colete INEM com reflectores Polar INEM com reflectores Pólo manga curta com reflectores _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 93 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.

Luvas cirúrgicas Bata Avental Máscara com filtro FFP3 Máscara simples Máscara com viseira Capas para os sapatos Touca descartável Óculos de protecção _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 94 Rúben Viana . óculos de protecção. avental.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Capacete de protecção em Kevlar Na área da BIO-SEGURANÇA: Luvas cirúrgicas. máscaras. bata.

Os EPI´s utilizados para efectuar o contacto directo com produtos perigosos é dividido da seguinte forma: Nível A: protecção máxima para vias aéreas. Fotos 16.EPI´s usados no contacto directo com produtos perigosos Todos os produtos perigosos exigem uma certa protecção para se entrar em contacto. mas menor protecção para a pele. o INEM dispõe de uma viatura preparada para actuar nesse tipo incidentes especiais. e o que se chama de vestimenta encapsulada. ou seja nenhum contacto com a substância. Nível C: protecção para pele e olhos com menor exigência para protecção de vias aéreas. Para ocorrências envolvendo pessoas feridas e produtos tóxicos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.17 e 18 .Vestimentas de protecção por níveis _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 95 Rúben Viana .3 . Nível B: protecção máxima para vias aéreas e olhos. Nível D: praticamente o uniforme de trabalho da equipe com protecção superficial dos olhos e vias aéreas. olhos e peles.12.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 19 – Viatura NRBQ do INEM Este veículo especial do tipo (NRBQ) é utilizado pelos profissionais do INEM em situações especiais e de excepção para busca e resgate de pessoas vítimas de ataque ou acidentes envolvendo materiais nucleares. biológicos e químicos. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 96 Rúben Viana . aparelhos de medição de qualidade do ar e detenção de gases químicos vitais. radiológicos. câmara de descontaminação. Está equipada com fatos de classe A.

estrada municipal. com autocarro que transportava alunos da universidade sénior de Castelo Branco em morreram 17 pessoas.13 – SINALIZAÇÃO E PROTECÇÃO RODOVIÁRIA O tratamento da vítima deve ser prioridade absoluta para a equipa INEM. 2007. poderão muitas das vezes se encontrar imobilizados em pleno eixo rodoviário. os intervenientes causadores do sinistro. no caso de a via estar obstruída com alguma viatura acidentada. O local poderá ser uma rua. nacional ou mesmo uma via rápida. para os perigos que pode estar potencialmente sujeito quando já se encontra no local da ocorrência a prestar assistência a uma qualquer vítima. Quando os técnicos do INEM são accionados para ir prestar socorro a um qualquer acidente de viação ou atropelamento. O objectivo deste capítulo será direccionado no sentido de sensibilizar o TAE. as velocidades praticadas pelas viaturas que nela transitam são muito elevadas. Se este tipo de incidentes ocorrer à noite e com a agravante de se encontrar nevoeiro cerrado. a visibilidade no local quanto à presença da equipa de socorro fica seriamente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 97 Rúben Viana . incluindo a equipa do meio INEM presente no local. tendo como consequência a necessidade de uma maior distância de imobilização. isto porque. no decorrer da prestação de auxílio ás vítimas sinistradas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. incorrerá à partida numa exposição acrescida ao perigo de atropelamento. sendo que se o meio INEM for o primeiro a chegar ao local. mas só deve ser iniciado após terem sido garantidas medidas de segurança para os intervenientes. È fácil de entender que as auto-estradas são de todas as vias rodoviárias as mais perigosas para se encontrar imobilizado com a ambulância em prestação de socorro. Foto 20 – Acidente na A23 em 5 Nov.

o que acarreta num gravíssimo problema de segurança para a permanecia da equipa no local. designadamente a nova cor "Ral 1016". na sequência dos compromissos assumidos no âmbito daquele Comité. A segurança do local deverá ser efectuada seguindo 4 directrizes: Estacionamento defensivo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 diminuída. adoptada a nível europeu para facilitar a identificação dos veículos de emergência. permitindo uma identificação muito mais rápida deste veículo prioritário. Círculos de trabalho. Foto 21 e 22 – Fotos ilustrativa da má visibilidade quando se encontra nevoeiro Neste pressuposto e de forma a controlarem o risco dos diversos perigos a que poderão estar sujeitos numa situação idêntica. Para efeitos do código de estrada. considera-se que a visibilidade é reduzida ou insuficiente sempre que o condutor não possa avistar a faixa de rodagem em toda a sua largura numa extensão de. 2.1 – Razão da cor escolhida para os meios INEM Os veículos de socorro do INEM. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 98 Rúben Viana . todos o TAE responsável pela condução da ambulância deverão respeitar religiosamente algumas regras de segurança.13. Avaliar se os meios são suficientes. pelo menos 50m. Reconhecimento e controle dos riscos. apresentam uma nova decoração recentemente adoptada. membros do Comité Europeu para a normalização já adaptaram ou estão em fase de adaptação das suas ambulâncias a esta cor. Diversos países comunitários. A escolha pela cor RAL 1016 possui uma explicação de natureza científica: estudos realizados provaram que o olho humano é particularmente sensível à cor Amarelo "RAL 1016".

À chegada ao local do sinistro. a viatura deve manter os médios. para fazer protecção à equipa no local onde se encontram a prestar auxilio às vítimas.13. pela utilização de todas as luzes sinalizadoras de emergência. de ficar forçosamente imobilizado por falta de energia na bateria para iniciar o arranque ao motor. em que exista imobilização das viaturas sinistradas no eixo da via. possa ser reposta toda a energia eléctrica retirada à bateria. quando estiver próximo ao local indicado _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 99 Rúben Viana . aquecimento e iluminação da célula sanitária. Foto 23. a indicação para direccionar os faróis dianteiros para o local do sinistro. de modo que. (3) . para proporcionar uma melhor visibilidade no caso de se tratar de uma ocorrência efectuada em período nocturno. corre o risco. (2) . Caso exista a necessidade prioritária da colocação da ambulância em modo de barreira de protecção para que a equipa de emergência tenha garantias de protecção no auxílio às vítimas sinistradas.Deixe o motor da ambulância sempre em funcionamento. piscas.2 – Regras Importantes de Segurança Assim é importante respeitar as seguintes regras: (1) .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. deixa de fazer sentido. Pode assim evitar possíveis atropelamentos ou abalroamento por parte de outras viaturas que circulam na mesma via.Nos acidentes ocorridos em auto-estradas ou via equiparadas. e sinais luminosos da viatura. dirigindo para o local do acidente os faróis dianteiros.Tenha sempre em consideração de que pode fazer-se valer da ambulância.24 e 25 – Ilustração da posição de protecção (4) . em certos modelos de ambulâncias. e sinais luminosos ligados. Se não o fizer.

deve de imediato. e não existir pessoas encarceradas.A distância mínima a que a ambulância deve se encontrar relativamente à viatura sinistrada é de 15 metros. utilize o triângulo da sua viatura de emergência. fazer uso das luzes avisadoras de perigo accionando deste modo os 4 piscas intermitentes. monitorizando constantemente o tráfego que circula atrás de si. lombas e túneis.A viatura de emergência deve imobilizar-se de forma bem visível e a uma distância que permita aos demais utentes da via tomar as precauções necessárias para evitar acidentes. Essa diminuição da velocidade. a colocação de triângulos de sinalização a pelo menos 50 metros do local da ocorrência. (7) . (5) . atrás de si.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 pelo CODU do referido sinistro e mal tenham contacto visual do acidente à sua frente. se considerar. de forma a alertar os restantes utentes da via que circulam atrás da sua viatura. Foto 26 – Ilustração da não criação da distância mínima de 15 metros e do mau posicionamento da ambulância. Em caso de se tratar de uma via secundária de pequenas dimensões. que procederam a uma súbita redução da velocidade provocada por um obstáculo imprevisto. Os locais considerados de fraca visibilidade. isto porque. No caso de ser a primeira equipa de socorro a chegar ao local do acidente. deste modo cria-se espaço suficiente em redor da viatura acidentada para que as equipas de socorro possam trabalhar e se for o caso. (6) . proceder também a um desencarceramento mais seguro das vítimas. para que desse modo diminua a probabilidade de ser abalroado por um condutor que venha mais distraído a conduzir. à sua frente. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 100 Rúben Viana . 100 metros em vias de alta velocidade ou antes das curvas. poderá adoptar-se a distância mínima de 5 metros entre a sua viatura e o veículo sinistrado. deverá ser efectuada.É da competência das forças de segurança e bombeiros. fazendo uso dos espelhos retrovisores para o efeito. são curvas. que irá aumentar a segurança no local.

muitas das vezes. que possui bastante material reflector. Comunique de imediato o CODU. pedindo apoio urgente à autoridade policial no local ou no caso de ausência desta.Os reflectores existentes na farda apoiam e muito a sinalização à noite e contribuem para o aumento da segurança das equipas de socorro na rua. dos agentes reguladores do trânsito. para o efeito. deve proceder de imediato à interrupção do trânsito. utilize a própria ambulância SBV ou SIV. a equipa nunca deverá efectuar o acesso em contra-mão ou paragem junto do separador central em sentido contrário. (9) . a forças de segurança nos dê garantias de que a circulação rodoviária tenha sido interrompida também no sentido contrário ao sinistro. Compete às forças de segurança orientar o trânsito para que a saída das ambulâncias não seja comprometida. produtos perigosos ou linhas eléctricas energizadas. no local. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 101 Rúben Viana . sem descorar nunca da auto-protecção. do que a segurança do local. afaste a ambulância no mínimo para uma distância de 40 metros. Esteja sempre alerta para essa possível falha. os agentes da autoridade tendem a ficar mais preocupados com os aspectos burocráticos que têm que resolver. relativamente ao local considerado.Logo que chegue uma viatura da PSP ou GNR ao local. sendo que à noite é imprescindível que façam uso da mesma. risco de incêndio.Na avaliação das condições de segurança ao local.A evacuação rápida de vítimas exige “corredores” de trânsito abertos.Nos acidentes em auto-estrada cujo o acesso no mesmo sentido seja muito demorado ou esteja bloqueado. O uso da farda reflectora é altamente aconselhável. a não ser que. (11) . (12) . a parker impermeável. na zona em volta da vítima ou viaturas sinistradas. sendo um exemplo disso. (10) .Em caso de perigo iminente de atropelamento. Se necessário sensibilize o agente regulador do trânsito para essa necessidade. no sentido de pedir apoio urgente dos bombeiros. (13) .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 (8) . isto porque. por circulação indevida de viaturas. se constatar que existe combustível espalhado em quantidade considerável. delegue a sinalização e segurança aos agentes da autoridade.

as equipas de emergência devem combinar encontrar-se. Foto 27 e 28 – Ilustração da direcção das rodas em terrenos com declive (16) . Neste tipo de situações nunca avance. presente no teatro das operações. as viaturas de emergência devem parar o mais junto da berma possível. num local seguro e afastado do trânsito. que num caso real será sempre o elemento mais graduado dos bombeiros. Perante isso. nas áreas das estações de serviço.Qualquer “rendez-vous” deverá ser realizado se possível.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 (14) . se tiverem a necessidade de imobilizar a ambulância num terreno com declive devem. parques de descanso. sem antes chegar os bombeiros e sem ter autorização expressa do comandante das operações de socorro. no caso da via rodoviária onde transitam se tratar de uma auto-estrada ou via equiparada. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 102 Rúben Viana . fogo.No local da ocorrência. (15) . ou nós de ligação. Nunca esquecer de accionar as luzes de sinalização de pré-perigo (quatro piscas). e desmoronamentos é importante comunicar de imediato ao CODU o sucedido para que desta maneira accionem o apoio dos bombeiros. para estas não interfiram com a normal circulação de viaturas nessa via rodoviária.Sempre que verifique perigo provocado por substâncias tóxicas. certificar-se que a viatura encontra-se devidamente travada sendo que também devem direccionar o sentido das rodas para o lado menos provável de puder vir atropelar vidas humanas em caso de falha mecânica dos travões. Caso isso não seja possível.

→ Fique sempre com a sua atenção voltada para o tráfego ● Proteja as vítimas e sua equipe: Sinalize. → Desloque-se somente em fila indiana. enquanto prestam o auxílio às vítimas. no local. Com estes casos práticos. afastado e protegido. ● Sinalize: o evento. atenção ao trânsito. fique de frente para o fluxo de trânsito. saia lentamente e cuidadosamente. siga as regras de segurança. isole. requisite apoio de se for necessário. 2. → Nunca fique entre a ambulância e a faixa de rodagem. pretende-se que o TAE interiorize os procedimentos básicos a ter em conta. quando não for possível. controle o evento.13. para assegurar a sinalização e segurança da tripulação e viatura. respeite as regras de segurança.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 29 a 32 – Perigos provocados por desmoronamentos 2. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 103 Rúben Viana . Abaixo de cada uma das figuras será feito um comentário para justificar a razão do posicionamento assumido à ambulância. → Desça sempre da viatura pelo lado sem tráfego.4 – Casos práticos de possíveis cenários no local de ocorrência Neste item será abordado 8 casos práticos de possíveis cenários que o TAE pode encontrar quando chega ao local do acidente de viação ou atropelamento. fique atento. Sempre que possível estacione fora da estrada. use EPI´s.3 – Considerações Finais ● Auto-protecção: → Seja visto.13.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASOS PRÁTICOS DE POSSIVEIS CENÁRIOS DE LOCAIS DA OCORRÊNCIA (Solidificação de Conhecimentos) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 104 Rúben Viana .

Quando a equipa INEM chega ao local deve de imediato tomar providências de forma a criar protecção a eles próprios e às vítimas sinistradas. de viaturas que circulam no sentido onde ela se encontra imobilizada. Imagem 25 . Depois a ambulância foi colocada atravessada na faixa de rodagem de forma a criar uma “parede” de protecção para prevenir o possível atropelamento da equipa de emergência.Ilustração do teatro de operações com todos os meios de emergência envolvidos no socorro.2) Imagem 27 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº1: Colisão frontal de dois veículos numa EN em que as viaturas ficam imobilizadas quase a meio da via. No exemplo nº1 e nº2 pode reparar que a ambulância foi imobilizada do lado da faixa onde as viaturas se encontram mais expostas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 105 Rúben Viana .1) Imagem 26 .A ambulância chega pelo lado esquerdo (ex.A ambulância chega pelo lado direito (ex. OBSERVAÇÃO: No caso prático nº1 ilustra-se o típico choque frontal em que as viaturas envolvidas acabam por ficar imobilizadas quase a meio da faixa de rodagem.

De frisar que enquanto houver necessidade de ir buscar material à célula sanitária da ambulância. para que se processar o socorro à vitima.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Colocando a viatura atravessada na via. Tirem partido dessa característica da viatura. aumentando deste modo o risco de um atropelamento. Aquando a chegada dos agentes da autoridade. De realçar que a ambulância além da vantagem em ter a cor amarela. para auxiliar no socorro. o seu acesso deve ser feito sempre que possível pela porta lateral. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 106 Rúben Viana . para que o risco de exposição ao perigo seja baixo. podem concluir que tem espaço suficiente para continuarem a sua marcha junto à berma criando inadvertidamente uma circulação de carros nessa zona. ganham na melhor das situações uma faixa de protecção com cerca de 6mt de comprimento. Se a viatura de desencarceramento ou alguma ambulância do corpo de bombeiros local for accionado para o sinistro. os condutores dos carros que circulam no sentido (esquerda para a direita). correspondente ao comprimento da viatura (VW Crafter). deve falar com o elemento mais graduado no local e transferir a função de COS para este. isto porque. ou outro agente de socorro. se concluir que aumenta a sua segurança e a das restantes pessoas. sendo que no caso dos bombeiros. mas é uma ideia errada para este caso. nesse caso não existe problema. como aliás já foi descrito no início deste capítulo. Caso contrario apenas tem 2mt de protecção correspondente à largura da ambulância. promova sempre que possível uma comunicação assertiva de articulação de esforços com a equipa dos bombeiros. Pode estar a pensar que a ambulância poderia estar mais centrada a meio da faixa de rodagem. encontra-se muito bem caracterizada possuindo bandas reflectoras que ajuda e muito a sua sinalização principalmente à noite pelos restantes automobilistas. para um melhor alinhamento dessa “parede” de protecção com as viaturas sinistradas. solicite o corte ou desvio do tráfego da zona do sinistro. ao retirar a maca pela traseira da viatura o TAE ficaria mais exposto aos carros que circulam nesse sentido. Se porventura a largura da estrada permitir que essa manobra se faça sem descurar do que foi dito. Além do mais. o que aumenta o risco de mais um acidente no local. no local. Não se esqueça que todo este cenário pode acontecer na pior das situações à noite e com fraca visibilidade.

Chegada da ambulância e imobilização em modo de sinalização e protecção estrada (Exemplo nº2) em auto- Foto 33 – Ilustração da má imobilização assumida pela viatura de socorro no local do sinistro.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº2: Colisão entre dois veículos numa auto-estrada ou via equiparada Imagem 28 .Chegada da ambulância e imobilização em modo de sinalização e protecção em auto-estrada (Exemplo nº1) Imagem 29 . _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 107 Rúben Viana . Imagem 30 – Ilustração da disposição dos meios de socorro presentes no teatro de operações em sinistros deste tipo.

em prol das portas traseiras mais expostas ao risco de abalroamento. mas sim pela porta contrária.2. Por esta ordem de ideias deve utilizar também a porta lateral da ambulância para se fazer aceder à célula sanitária. ligar de imediato para o CODU. o TAE que vêm a conduzir.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 OBSERVAÇÕES: Neste caso prático gostava de realçar que a prestação de socorro nestas situações. porque não deve ser deveras confortante. tem um risco bastante acrescido.100. No meu entender este é o caso prático com maior nível de risco na prestação de socorro nas vias de circulação automóvel. estar a socorrer alguma vitima. Deve fazer respeitar os procedimentos de segurança nº1. Aquando a chegada junto do sinistro.5. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 108 Rúben Viana .101 e 102. nunca em modo algum deverá sair do veículo pela porta do seu lado. Quando tiverem a necessidade de retirar a maca devem fazê-lo com o máximo de atenção ao trânsito. que se encontra mais protegida ao risco de atropelamento.9 e 11 descritos na página 99. e ao mesmo tempo estarem a circular a cerca de 2 metros de nós. após imobilizar a viatura de emergência. para solicitar com a máxima urgência a autoridade e a equipa de auxílio da concessionária da (auto-estrada ou SCUT) para o local. se for a primeira equipa no local.3. No exemplo nº1 e nº2.4. por vezes viaturas a +100Km/h.

Por isso como nos casos anteriores. Imagem 31 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância (A ambulância chegou pelo lado esquerdo – exemplo nº1) Imagem 32 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância (A ambulância chegou pelo lado direito – exemplo nº2) Foto 34 – Ilustração real do tipo de acidente abordado neste caso.Ilustração da disposição dos meios de socorro presentes no teatro de operações no sinistro OBSERVAÇÕES: Neste tipo de acidentes as viaturas envolvidas são projectadas para fora da via. que para socorrer em condições de segurança deveremos possuir em qualquer das situações uma zona de segurança. Os procedimentos básicos de segurança a ter em conta. tirem as devidas ilações. Não coloque a sua vida e a dos seus colegas em RISCO.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº3: Colisão frontal de dois veículos num IP ou EN em que as viaturas ficam imobilizadas na berma. De uns exemplos para os outros. Figura 33 . sendo que deveremos ter sempre em consideração. depois EU e só depois EU…! Não corra riscos desnecessários. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 109 Rúben Viana . são em todas as situações muito idênticos. primeiro deverá a sua segurança. Em qualquer das situações ilustradas deve procurar mentalizar-se que acima de tudo. Nunca se esqueça do slogan: “Primeiro EU. sem estar a correr riscos desnecessários. o TAE deverá posicionar a ambulância procurando obter uma zona de segurança para socorrer as vítimas.

onde a ambulância ficará melhor imobilizada. Imagem 34 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado esquerdo da imagem – exemplo nº2) Imagem 35 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado direito da imagem – exemplo nº2) OBSERVAÇÕES: Aquando a chegado ao local procure. O exemplo nº1 será dos dois. logo de imediato idealizar qual será a melhor posição a dispor à ambulância de forma a proteger a vossa actuação de socorro. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 110 Rúben Viana . pois protege-o do acesso à célula sanitária pela porta lateral e traseira da ambulância relativamente ao carros que circulam na faixa de rodagem onde a ambulância se encontra posicionada.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº4: Colisão frontal/lateral entre dois veículos numa EN ou EM em que as viaturas imobilizam-se numa das faixas de rodagem.

Se a viatura de socorro chegar pelo lado esquerdo da figura.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº5: Colisão frontal entre um veículo ligeiro e uma moto numa EN ou EM. a não ser que seja inviável por algum motivo. coloque ou mande colocar um triângulo de sinalização à entrada da curva. informe-o das graves consequência da sua não colocação. sendo que o motociclista à chegada da equipa de socorro se encontra prostrado no chão da via. Ter em atenção de nunca imobilizar a ambulância no interior de uma curva sem visibilidade. Imagem 36 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado cima da imagem – exemplonº1) Imagem 37 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância que chegou ao sinistro pelo lado esquerdo da imagem – exemplonº2) OBSERVAÇÕES: Neste caso prático ilustra-se a típica colisão entre uma viatura e uma mota. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 111 Rúben Viana . Se delegar essa função a um “mirone” que lhe inspire confiança. a melhor posição para colocar a ambulância será a descrita pela imagem 37. Para minimizar a situação. Se possível mais tarde aborde um outro mirone e peça para este verificar se existe algum triângulo à entrada da curva.

fica com uma maior zona segurança para poder prestar o socorro como deve ser. poderá utilizar as luzes laterais da ambulância para melhorar a iluminação no local onde ele se encontra deitado no chão. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 112 Rúben Viana . Se bloquear o fluxo de viaturas como está indicado na ilustração de cima. CASO PRÁTICO nº6: Colisão entre dois veículos ligeiros numa via com 4 faixas de rodagem no mesmo sentido. sem ter que se preocupar constantemente com o trânsito que fluí mesmo ao seu lado. deve solicitar ao CODU a autoridade policial ao local. Se for de noite. Nunca esqueça que está contra indicado ocorrer circulação de trânsito nas laterais mais próximas relativamente à direcção do acidente.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Se não existir a necessidade de desencarcerar nenhuma das vítimas. ajudando numa melhor prestação de cuidados de saúde às vítimas acidentadas. De realçar que em qualquer das situações já descritas até ao momento. a ambulância poderá ficar a 5 metros distanciada das viaturas sinistradas caso contrário aumente essa distância para 15 metros. Se a ambulância porventura chegar ao sinistro pela estrada de cima como ilustra a imagem 36. a ambulância poderá ficar posicionada de forma a proteger o motociclista que se encontra no chão. Imagem 38 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância no local do acidente OBSERVAÇÕES: Numa situação idêntica à ilustrada na imagem de cima. a ambulância deverá ser posicionada de forma a não permitir a circulação na faixa do acidente e na faixa junto ao passeio.

O procedimento de retirar a maca também não está posto em causa pela falta de segurança no local. Respeita as normas básicas de segurança na via pública. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 113 Rúben Viana . Da forma como está disposta a ambulância o TAE está completamente protegido do fluxo de trânsito que circula na faixa de rodagem onde se encontra a vitima. a uma vitima de atropelamento OBSERVAÇÕES: Numa situação deste tipo deveremos ter sempre uma preocupação com a nossa segurança e a da vítima.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº7: Atropelamento de um peão na passadeira Imagem 39 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância no local do acidente Foto 35 – Actuação das equipas do INEM.

deverá retratar a maior parte das ocorrência para a qual os profissionais do INEM. Trata-se portanto de um accionamento para uma morada de um domicílio qualquer em que a viatura de socorro num dos dois casos retratados tem lugar para estacionar e no outro não. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 114 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CASO PRÁTICO nº8: Accionamento para uma ocorrência num domicilio Imagem 40 – Ilustração da correcta posição de imobilização da ambulância quando arranja espaço para estacionar a viatura (exemplo nº1) Imagem 41 – Ilustração da posição de imobilização mais indicada para ambulância quando não tem espaço para estacionar (exemplo nº2) OBSERVAÇÕES: O caso prático descrito em cima. são chamados.

deve procurar subir o passeio para que a viatura fique mais resguardada possível. o técnico deverá procurar estacionar a ambulância no mesmo lado em que se encontra a habitação. Se estacionar como na posição 1. A posição 3 encontra-se contra indicada. A ambulância deverá ficar bem encostada aos carros se encontram estacionados junto ao passeio de forma a que quando os dois elementos saiam da ambulância pela porta do lado direito não pisem a via do sentido contrario. sendo que depois deve colocar a ambulância na via contrária ao sentido do fluxo do trânsito e estaciona a ambulância em 2º fila. Não se esqueça que a viatura (VW Crafter) é mais larga que a maioria das viaturas estacionadas. Ilustração do exemplo nº2: Quanto ao exemplo nº2 que ilustra a situação de a equipa não conseguir arranjar estacionamento para a viatura e ter que optar por estacionar em 2º fila. porque neste caso terá de atravessar a rua para ter acesso à habitação por várias vezes. Desta forma deve adoptar a posição 1 em prol da posição 3. de forma que o colega ao sair da ambulância não fique tão exposto ao fluxo de trânsito que circula de frente. e comentando a ilustração do exemplo nº1. Não se esqueça que quando carregado com o equipamento de socorro poderá ficar diminuída a sua destreza e facilidade de locomoção para atravessar a rua. a viatura quando chega ao domicilio. Na imobilização da ambulância na posição 1 o TAE chega à morada da habitação pelo lado esquerdo da imagem ilustrativa.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Ilustração do exemplo nº1: Perante isto. Além do mais não será de bom senso expor a vítima de tal forma que esta ainda tenha que esperar que o trânsito seja interrompido para que se consiga atravessar a rua com esta em cima da cadeira. devido a uma maior risco de exposição ao perigo. para faze-la chegar à ambulância. na maca ou mesmo a pé. tendo apenas o cuidado de deixar espaço suficiente na retaguarda de forma a se for o caso consiga retirar a maca da ambulância sem dificuldade. incluindo os máximos intermitentes accionados (para as ambulâncias que possuem). Não deve esquecer também de manter as luzes de emergência ligadas. deverá efectuar um estacionamento considerado normal. Quando pretender sair da viatura deverá faze-lo pela porta do seu colega. Se proporcionar estacionar como na posição 2. Os dois elementos devem entrar pela porta _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 115 Rúben Viana . o TAE que conduz a viatura deverá ter cuidados especiais nas diferentes posições de imobilização. A vítima deverá percorrer a menor distância possível até chegar à ambulância. porque a sua encontra-se demasiado exposta ao trânsito. Acciona as 4 piscas intermitentes.

Quando for necessário colocar a maca no exterior o TAE deverá ter um cuidado redobrado quando à dinâmica do fluxo do trânsito da via onde a ambulância se encontra parada. e a ambulância deve ficar disposta o mais junto da linha de separação do sentido do fluxo da via. sendo que o espelho lateral da ambulância deverá ficar em linha com a marcação da estrada (se esta existir no chão). Quanto à posição 2. esta ficou imobilizada em 2º fila. como no caso anterior não deve ser adoptada em nenhuma das situações. para ilustrar a dinâmica desta imobilização. caso contrário faça uma estimativa visual. Neste caso o condutor da ambulância deverá sair pela porta do lado direito e usar a porta lateral para aceder à célula sanitária para buscar o material de socorro. vai se supor que a ambulância neste caso chegou à morada da habitação pelo lado direito da imagem ilustrativa. A posição 3. A saída deverá ser por essa mesma porta. a não ser numa situação pontual e ou de excepção. sendo que como não foi encontrado lugar para estacionar. Deve ser accionado os quatro piscas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 lateral para buscar o material de socorro e devem sair pela porta de trás. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 116 Rúben Viana . mesmo em frente à habitação da vítima. para assim diminuir o risco de exposição ao fluxo de trânsito.

deverá apresentar. rios e linhas-férreas. paradas militares. para que este meio consiga chegar o mais rápido e mais perto ao local do sinistro.Evacuação via Helicóptero A evacuação via helicóptero de vítimas sinistradas necessita da disponibilização de uma área própria para aterragem em segurança.5 . cruzamentos. auto-estradas. Foto 36 a 42 – Heli-transporte Primário a partir de locais não preparados SEGURANÇA É importante que o TAE tenha conhecimento de quais são as condições mínimas de segurança. edifícios. terrenos baldios. LOCAL DE ATERRAGEM Neste capítulo será apenas abordado os locais de aterragem não preparados tais como: estradas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.13. campos de futebol. que um local de aterragem improvisada para um helicóptero. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 117 Rúben Viana .

suficientemente consistente para aguentar o peso do helicóptero. gruas. de acordo com o manual de voo do helicóptero utilizado. aproximar sempre pela frente 7 . árvores altas. Assim sendo. é exposto algumas regras fundamentais de segurança: 1 . candeeiros. lixo). 5 . antenas. 2 – A zona deve ter um diâmetro > 30 metros.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 O uso de helicópteros levanta questões muito sérias de segurança que deverão sempre ser cumpridas sob pena de se darem desagradáveis acidentes.O piso de aterragem. não deverá constituir ela mesmo um obstáculo. 6 .Não olhar para o helicóptero (com o motor em funcionamento) sem protecção ocular.Nunca abordar o helicóptero pela retaguarda. limpos e sem obstáculos na vizinhança (fios eléctricos. construções. e sem objectos soltos que o possam danificar ou inviabilizar a própria operação. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 118 Rúben Viana . A iluminação.Nunca abordar o helicóptero sem autorização do piloto comandante. e deve bloquear a estrada nos dois sentidos. é de pelo menos 30 metros. por causa das antenas de comunicação da ambulância e deve aproximar-se sempre pela frente do heli.Não fumar nem permitir que o façam. 3 . rum raio de 50 metros do helicóptero 4 . quando a partir do chão.O local deve estar bem iluminado (a partir do chão e/ou do helicóptero) de modo a permitir a sua identificação bem como de quaisquer obstruções.A ambulância deve ficar fora da área do rotor. na sua maioria fatais. Foto 43 – Transporte secundário a efectuar pelo helicóptero 8 . deverá ser o mais plano possível (inclinação <10º). A distância de segurança a que os elementos não autorizados a abordar o helicóptero devem permanecer.

Nas aterragens nocturnas a ambulância que espera o doente deve colocar-se fora do local e ligar as luzes rotativas até o heli se encontrar na fase final da aterragem para uma melhor identificação dos locais não preparados para voos nocturnos. 11 .Não andar com objectos soltos próximo do helicóptero quando este está em funcionamento. agarrar objectos soltos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 9 . pelo menos. sendo D a maior dimensão do helicóptero quando os rotores estão em funcionamento. Apertar casacos.Dar referências para a identificação do local e garantir com as forças Policiais/Bombeiros o isolamento do local. 13 . Nunca deixar objectos soltos nas proximidades do heli.A abordagem do TAE ao helicóptero será sempre pela região fronto-lateral e com o corpo curvado para baixo. (2DX2D). os locais não preparados para a aterragem/descolagem visual em operações de busca e salvamento devem cumprir com os seguintes requisitos mínimos: a área de aterragem deve possuir as dimensões mínimas iguais a.Quando possível. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 119 Rúben Viana . 12 . Imagem 42 – Ilustração da zona de aterragem 10 . A vítima e respectiva maca embarca/desembarca sempre pelo lado direito.

Evacuação: 2 vítimas Lotação: Piloto. Médico. Co-piloto.04 mt Ø 39 m Área mínima de aterragem: Ø 30 m Local das Bases: Hospital Pedro Hispano (Porto) Salemas (Loures) Local das Bases: Macedo de Cavaleiros (Norte) Santa Comba Dão (Centro) Loulé (Sul) Lotação: Piloto. Enfermeiro Cap.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Sendo assim o INEM dispõe de 5 aeronaves: 2 Helicópteros Biturbina Bell 412EP (D) = 17. Enfermeiro Cap. Co-piloto. Médico.13 mt Área mínima de aterragem: 3 Helicópteros Biturbina AgustaWestland AW109 (D)= 13. Evacuação: 1 vítima LOCALIZAÇÃO DOS HELICÓPTEROS INEM: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 120 Rúben Viana .

13 = 1174 m ² Área (Ø) = Pi x r ² 1174 = 3. a área é: 2D*2D= 2*17.13.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Identificação da cota (D) .Cálculo da área de aterragem em segurança Ø Área de aterragem Foto 44 – Ilustração da área mínima de segurança para aterrar um helicóptero Exemplo: .Para o Helicóptero BELL 412EP.5.13*2*17.14 x r ² raio =19.Exemplo Imagem 43 – Ilustração do valor de (D) no helicóptero Bell 412EP 2.33 m → D = ± 39 metros _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 121 Rúben Viana .1 .

2 – Áreas de perigo e procedimento de aproximação _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 122 Rúben Viana .13.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.5.

Sendo assim. neste capítulo. Devem ter consciência que existe também o risco de puderem vir a conduzir o resíduo químico proveniente de uma determinada fuga ou derrame para o interior da ambulância e hospital. eles são amplamente usados para facilitar a vida moderna com usos tão antagónicos quanto a medicina e a construção de armas nucleares. por meio de derrame. químico ou biológico.14 – IDENTIFICAÇÃO DE MATÉRIAS PERIGOSAS As matérias perigosas são produtos que devido à sua inflamabilidade. emissão. incêndio ou explosão podem provocar situações com efeitos negativos para o Homem. irá ser abordado a temática da identificação das matérias perigosas de modo a elucidar o TAE. para que possam agir em conformidade com os perigos surgidos no momento. tais como. Apesar do nome. aumentando assim o número potencial de vítimas. corrosibilidade ou radioactividade. Foto 45 e 46 – Várias tipologias de armazenamento das matérias perigosas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 123 Rúben Viana . os meios INEM. Os produtos perigosos transportados essencialmente pela via ferroviária e rodoviária. Em muitas das ocorrências a que são chamados a intervir.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. para os seus reais perigos e riscos de acidente. são normalmente os primeiros a chegar ao local. Deste modo é importante que o TAE tenha uma noção geral dos riscos que envolvem os produtos perigosos. acidentes rodoviários. sedeados próximos às zonas do incidente. Neste sentido poderão adoptar uma actuação preventiva de forma a garantirem a sua segurança e das vítimas que estão a socorrer no local no sinistro. podem ser do tipo radioactivo. "produto perigoso". ferroviários ou de trabalho. bem material e Ambiente. eco toxicidade.

Imagem 44 – Exemplo do painel laranja identificando o material e os perigos associados (*) – O documento pode ser consultado através do site: www. ainda devem ser consideradas as normas emanadas pelas seguintes organizações internacionais: OMI – Organização Marítima Internacional.14. através da adopção de regras de segurança bastante rigorosas. fluvial ou aérea.imtt. RPE – Regulamento Nacional do Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada. contempladas nos seguintes diplomas: ADR – Acordo Europeu relativo ao Transporte Internacional de Mercadorias Perigosas por Estrada (*). RID – Regulamento relativo ao Transporte Internacional Ferroviário de Mercadorias Perigosas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Para além disso. Os sistemas de classificação dos produtos perigosos são estabelecidos pelas organizações e regulamentos supracitados e são divididos em classes e subclasses. está sujeito a legislação adequada visando a protecção de pessoas e do ambiente.pt/sites/IMTT/Portugues/TransportesRodoviarios/TransporteMercadoriasPerigosas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 124 Rúben Viana . Cada produto recebe também uma codificação em 4 números facilmente visualizados em placas laranjas que contém também a classe e subclasse. marítimo.Regulamentos O transporte de matérias perigosas por via terrestre. IATA – International Air Transport Association (Associação Internacional de Transporte Aéreo).1.

→ Dar a conhecer a natureza do perigo e ser facilmente reconhecível face aos símbolos. de 11 Dezembro _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 125 Rúben Viana . cor e forma.2 . Uma garrafa: gases comprimidos não inflamáveis. Três meias luas sobre um circulo: substâncias infecciosas. (**) . Este sistema de etiquetagem baseia-se na classificação das mercadorias perigosas e têm a finalidade de: → Serem facilmente reconhecidas à distância pelo símbolo.Etiquetas de perigo As etiquetas de perigo indicativas dos riscos estão destinadas principalmente a ser colocadas sobre as mercadorias ou sobre as embalagens ou recipientes que as contenham (**).Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.14. Os líquidos gotejando dos tubos de ensaio sobre uma mão e uma placa de metal: perigo de corrosão. A caveira e as tíbias cruzadas: perigo de envenenamento. A chama: perigo de incêndio. Sete franjas verticais: substancias perigosas diversas. Uma cruz sobre uma espiga de trigo: substância nociva que deve colocar-se a distância dos alimentos. Outros símbolos complementares utilizados são: Uma chama sobre um circulo: comburentes/oxidantes.Conforme portaria 732-A/96. O trifólio esquematizado: perigo de radioactividade. Os símbolos principais são: A bomba: perigo de explosão.

são as mesmas agrupadas em classes. Imagem 45 – Painel laranja indicativo de perigo de explosão _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 126 Rúben Viana . são identificados pelo painel indicado na imagem 45. quando transportados. com a aproximação e contacto com uma fonte de energia externa. provocar uma libertação rápida e violenta de gases e calor (explosão).Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.3 – Sistema de classificação de riscos (por Classes) Com base no Regulamento Nacional do Transporte de Matérias Perigosas por Estrada (RPE) e de acordo com os perigos relativos a cada uma. Quadro 5 – Classes de matérias perigosas CLASSE 1 – Matérias e objectos explosivos São substâncias que tem capacidade para. São normalmente muito sensíveis a choques. Os explosivos. como está indicado no quadro 5.14. fricções e elevações de temperatura.

em condições normais de pressão e de temperatura (p atm de 1 atmosfera e 25 °C). que constituem a classe 1 de perigo. o azoto. Os gases são divididos nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 2.3 Subclasse 1. pelo facto de serem liquefeitos a temperaturas muito negativas.4 Subclasse 1.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 As matérias explosivas (não confundir com misturas explosivas). mas que toma a forma e ocupa a totalidade do volume do contentor ou espaço que o contem.2 Subclasse 1. o árgon e o anidrido carbónico são exemplos de gases que podem ser liquefeitos a essas temperaturas. podem causar queimaduras graves no caso de fugas ou derrames que atinjam o corpo humano.1 Subclasse 2. não tem forma nem volume. da ordem de -120 °C a -130 °C. O oxigénio.1 Subclasse 1. envolvendo substâncias explosivas CLASSE 2 – Gases O termo gás significa o estado físico de uma substância que.5 Subclasse 1.6 - Substâncias e artefactos com risco de explosão em massa Substâncias e artefactos com risco de projecção Substâncias e artefactos com risco predominante de fogo Substâncias e artefactos que não apresentam risco significante Substâncias pouco sensíveis Substâncias extremamente insensíveis Imagem 46 – Exemplo de etiquetas de perigo.3 Gases inflamáveis Gases comprimidos não tóxicos e não inflamáveis Gases tóxicos por inalação _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 127 Rúben Viana . Os gases designados por «gases criogénicos».2 Subclasse 2. são divididas nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 1.

fibras têxteis. envolvendo gases CLASSE 3 – Matérias líquidas inflamáveis Esta classe abrange os combustíveis líquidos em que o que arde são os vapores resultantes da sua evaporação em contacto com o ar.1 Subclasse 3. pesticidas. etc. líquidos inflamáveis CLASSE 4 – Matérias sólidas inflamáveis. Substâncias que. emitem gases inflamáveis. As matérias líquidas inflamáveis.2 Líquidos inflamáveis (ignição abaixo de 40°) Líquidos combustíveis (ignição entre 40° e 80°) Imagem 48 – Exemplo de etiqueta de perigo envolvendo. nomeadamente madeira e seus derivados. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 128 Rúben Viana . carvão. poeiras de várias origens. são divididas nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 3. borrachas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Imagem 47 – Exemplo de etiquetas de perigo. em contacto com a água. Existem várias matérias sólidas com características inflamáveis ou combustíveis. Substâncias passíveis de combustão espontânea. plásticos. formando misturas inflamáveis dentro dos limites de inflamabilidade/explosividade.

São exemplos destas substâncias os peróxidos e os nitratos.1 Subclasse 4. em contacto com a água. dos quais se destacam os utilizados como fertilizantes na agricultura. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 129 Rúben Viana . facilitando assim a ignição dos combustíveis e a intensificação da reacção de combustão. emitem gases inflamáveis Imagem 49 – Exemplo de etiquetas de perigo. envolvendo sólidos inflamáveis CLASSE 5 – Matérias comburentes As matérias comburentes.2 Subclasse 4.3 - Sólidos inflamáveis Substâncias Passíveis de Combustão Espontânea Substâncias que. têm como elemento constituinte das suas moléculas o oxigénio. também designadas por substâncias oxidantes.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 47 – Fusão de Termoplásticos A classe 4. é dividida nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 4.

no estado líquido (aerossóis e neblinas) e no estado gasoso (gases e vapores. ou até como produtos de combustão provenientes de um incêndio). fumo). dos olhos e pelas vias respiratórias.1 Subclasse 5. Penetram no organismo com maior facilidade através da pele. devido a ocorrência de um derrame. no estado sólido (poeiras.2 - Substâncias Oxidantes Peróxidos Orgânicos Imagem 50 – Exemplo de etiquetas de perigo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 48 e 49 – Exemplo de embalagens com fertilizantes As matérias comburentes são divididas nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 5. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 130 Rúben Viana . envolvendo oxidantes e peróxidos orgânicos CLASSE 6 – Matérias Tóxicas Estas substâncias podem aparecer em suspensão na atmosfera. fibras. As águas provenientes da extinção podem conter uma concentração elevada de substâncias tóxicas. tornando-se um risco grave para a vida e saúde das pessoas e para o ambiente.

constatando-se apenas a presença de matérias radioactivas em laboratórios e em detectores de incêndio iónicos. envolvendo substâncias tóxicas e infectantes CLASSE 7 – Matérias Radioactivas As matérias radioactivas. como os de urânio e plutónio. que incluem os combustíveis nucleares e os isótopos radioactivos. Não existem no nosso pais centrais nucleares.1 Subclasse 6. neste caso com níveis de radiação muito abaixo das margens de segurança.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 50 – Exemplo de embalagens com pesticidas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 131 Rúben Viana . emitem partículas e radiações capazes de produzir danos nas células.2 - Substâncias Tóxicas Substâncias Infectantes Imagem 51 – Exemplo de etiquetas de perigo. As matérias tóxicas são divididas nas seguintes subclasses de perigo: Subclasse 6.

nomeadamente olhos. Imagem 53 – Exemplo de etiqueta de perigo. pele e vias respiratórias.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 51 e 52 – Instalações de um reactor nuclear. envolvendo substâncias corrosivas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 132 Rúben Viana . Imagem 52 – Exemplo de etiquetas de perigo. Podem também causar danos ou destruir materiais e equipamentos. envolvendo substâncias radioactivas CLASSE 8 – Matérias corrosivas As substâncias corrosivas têm capacidade para causar destruição de tecidos vivos.

Imagem 54 – Exemplo de etiquetas de perigo. 250 mm e devem ser representados a vermelho como se indica a seguir: Imagem 55 – Etiqueta indicando matéria transportada quente _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 133 Rúben Viana . envolvendo substâncias perigosas diversas ● Etiqueta de perigo para as matérias transportadas a quente A etiqueta para as matérias transportadas a quente tem a forma triangular cujos lados medem. no mínimo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CLASSE 9 – Matérias e objectos perigosos diversos Esta classe abrange as matérias e objectos que representem um perigo distinto dos que são abrangidos pelas outras classes.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Imagem 56 – Placa laranja com Nº de perigo e Nº ONU Na parte superior do painel laranja figura o código de perigo. Esse código é composto por dois ou três dígitos e ás vezes precedido pela letra X. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 134 Rúben Viana . tem uma importância distinta. O dígito que está colocado em primeiro lugar indica-nos o risco principal da mercadoria transportada. com a finalidade de sinalizar as unidades de transporte de mercadorias perigosas. O segundo ou terceiro dígitos indicam os perigos secundários – (ver quadro 6).40x0. a partir de um código numérico de quatro dígitos. Para cada digito corresponde um significado diferente e. um código numérico que nos indica o risco da mercadoria transportada. segundo o seu lugar. Em cada embalagem ou recipiente deve figurar a designação oficial de transporte da mercadoria perigosa e o correspondente Nº ONU. segundo ou terceiro lugar). (primeiro. que constitui a identificação da matéria: o nº ONU.14.4 – Painel Laranja O painel laranja é uma placa rectangular onde figura o número de identificação da matéria (Nº ONU) e o número de identificação do perigo do produto transportado. Serve para facilitar a identificação de cada uma das substâncias perigosas. NUNCA figura no painel laranja. Existe 2 (duas) destas placas rectangulares de cor laranja nos veículos. sendo as suas dimensões de 0. Na parte inferior do painel existe então um número com quatro dígitos que é o “ bilhete de identidade” da matéria química transportada.30m de acordo com a imagem 56 abaixo indicada. NOTA IMPORTANTE: O primeiro dígito referente ao perigo principal de EXPLOSÃO (1). Esta encontra-se dividida horizontalmente por uma faixa e rebordo negro. uma na dianteira do veiculo e outra na retaguarda. A utilização do Nº ONU resolve o problema dos diferentes nomes técnicos que podem ter os produtos em cada idioma e evita de certa forma algumas interpretações menos claras devido ao uso de distintas denominações comerciais para um mesmo produto.

B – Com identificação do nº de perigo e nº ONU No quadro seguinte. resumem-se os códigos de identificação do perigo: Quadro 6 – Código de identificação dos diferentes perigos _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 135 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Fotos 53 à 56 – Diferentes tipos de painel laranja A – Simples.

resumem-se os códigos de identificação do perigo de alguns dos produtos perigosos que normalmente circulam pelas estradas Portuguesas: Distância Mínima de Segurança e Protecção Nº ONU Nome do Produto Químico .2 2.(Metanol) Tolueno Terebentina .1 2.1 2.2 2.1 2.(em metros) FOGO 1005 1013 1017 1073 1076 1077 1086 1090 1093 1114 1170 1198 1202 1203 1223 1230 1294 1299 1307 1547 1649 1744 1789 1791 1814 1824 1831 1846 1965 1966 1977 2014 2015 2031 2032 2055 2073 2187 2312 Amônia Anidra Dióxido de Carbono Cloro Oxigénio líquido refrigerado Fosgênio .(Formol) Gasóleo/Óleo Diesel Gasolinas Querosene .(Óleo de iluminação) Álcool metílico .(Cloreto de Carbonila) Propileno Cloreto de vinila .3 2.(Vinilbenzeno) Amoníaco em solução a + 35% Anidrido Carbónico Líquido Refrigerado Fenol Fundido 2.(Lexívia) Hidróxido de Sódio .1 8 8 3 2.(Soda Cáustica) Oleum .(Aguarrás) Xileno Anilina .3 2.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 No quadro seguinte.Aumente se necessário a distância de segurança na direcção do vento.(Lexívia forte) Hidróxido de Potássio .2 6.(Azoto) Peróxido de Hidrógenio 20-60% .(Aminobenzeno) Chumbo Tetrametilo Bromo Ácido Clorídrico Hipoclorito de Sódio .1 8 8 8 8 8 8 6.(Etanol) Formaldeído .1 2.3 2. Zona de isolamento inicial Direcção do vento Distância de isolamento inicial Zona de acção protectora ½ da distância na direcção do vento Zona de isolamento inicial Distância na direcção do vento Derrame ½ da distância na direcção do vento _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 136 Rúben Viana .1 6.(Água Oxigenada) Ácido Nítrico até 70% Ácido Nítrico a + 70% Estireno .(Cloroetileno) Acetona Acrilonitrila .(Sinónimo) Classe/Subclasse Tipo de Risco Nº Riscos Inicial para a área afectada .(Ácido SulfúricoFumegante) Tetracloreto de Carbono Gás Butano/Propano Comercial e GPL Hidrogênio Líquido Refrigerado Nitrogênio Líquido Refrigerado .1 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 6.(Cianeto de vinila) Benzeno Álcool etílico .(Água Oxigenada) Peróxido de Hidrógenio + 60% .1 Gás tóxico Gás não inflamável Gás tóxico Gás não inflamável Gás tóxico Gás inflamável Gás inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Liquido inflamável Tóxico Tóxico Corrosivo Corrosivo Corrosivo Corrosivo Corrosivo Corrosivo Tóxico Gás inflamável Gás inflamável Gás não inflamável Corrosiva Comburente Corrosivo Corrosivo Liquido inflamável Tóxico Gás não inflamável Tóxico 268 20 268 225 268 23 239 33 336 33 30 38 30 33 30 336 33 30 30 60 66 886 80 80 80 80 X886 60 23 223 22 85 559 80 885 39 268 22 68 1600 800 800 800 1600 1600 1600 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 800 1600 1600 800 800 800 800 1600 800 800 800 PEQUENO DERRAME 30 100 100 100 100 100 100 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 80 50 50 50 50 60 50 100 100 100 50 50 50 50 50 100 100 150 GRANDE DERRAME 150 100 600 500 500 800 800 300 50 (*) 300 300 50 (*) 300 300 300 50 (*) 300 300 300 50 (*) 50 (*) 300 300 50 (*) 50 (*) 50 (*) 300 50 (*) 800 800 100 100 50 (*) 150 150 300 100 (*) 100 150 (*) (*) .2 8 5.3 2.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 O painel laranja e as etiquetas de perigo são colocados em cisternas de transporte de acordo com a ilustração da seguinte imagem: Imagem 57 – Forma de colocação dos painéis laranja e etiquetas em veículos cisterna _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 137 Rúben Viana .

C – Corrosivos.Várias tipologias para o transporte de matérias perigosas Imagem 58 – Alguns tipos de contentores/cisternas utilizados no transporte de matérias perigosas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. D – Gases. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 138 Rúben Viana .14. A – Carga geral. B – Líquidos.5 .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Transporte de Matérias Perigosas Embaladas Ao contrário do que muita gente pensa. Quando transportadas em camiões frigoríficos ou de carga geral. pois podem ser colocados em paletes. as matérias perigosas estão normalmente embaladas em bidões de plástico (quando líquidas) e de metal (quando sólidas). para que os bidões não tombem. Foto 57 – Camião de carga geral estacionado. Os tractores estão equipados com dispositivos de corte geral de corrente. protecção térmica do motor. provocando fugas. no caso do rebentamento de um pneu. cumprindo todas as normas de segurança para o transporte dessas matérias. não são só os camiões cisterna que transportam mercadorias perigosas. amarrados com cintas em grupos de 2 ou 4 bidões e tendo entre si placas de esferovite para não roçarem uns nos outros. exigindo. portanto. sendo. Transporte de Matérias Perigosas em Cisternas O Transporte de Matérias Perigosas em cisternas apenas difere no tipo de veículo utilizado e em algumas características da sinalização. no entanto. em contentores e em camiões frigoríficos. caso de mercadorias cuja inflamabilidade é elevada e que precisam de ser transportados sob temperaturas controladas. de modo a evitar a libertação excessiva de calor do motor para a cisterna. Isto facilita o carregamento e descarregamento. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 139 Rúben Viana . Também são transportadas em camiões de carga geral (de lona). e sistemas eléctricos cuidadosamente isolados sendo que o risco de curtocircuito é muito menor neste tipo de veículos. especialmente concebidos para o efeito e cujas unidades de tracção (tractores) estão também elas adaptadas. Normalmente estes camiões possuem jantes de alumínio para. Neste tipo de transporte são utilizados camiões cisterna (tipo tanque). não ocorra faíscas provocadas pelo contacto da jante com o asfalto. um acondicionamento especial. é visível a placa de sinalização cor-de-laranja avisando o transporte de matérias perigosas no veículo.

Na circulação por estrada as medidas de segurança a aplicar são as mesmas dos veículos cisternas normais. podemos notar que o número 33 significa "matéria líquida muito inflamável (ponto de inflamação inferior a 23 °C)". no entanto. São também. Foto 59 – Traseira de um camião de transporte de botijas de gás. é o caso de materiais sólidos inorgânicos e potencialmente perigosos para o meio ambiente. Transporte de Matérias Perigosas em outros veículos Existem também contentores cisternas. por vezes. descarregados. raro devido às matérias envolvidas e o facto de ser transportada a granel. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 140 Rúben Viana . enquanto que o número 1203 significa "Transporte de Gasolina". Para o efeito a porta traseira da caixa é vedada e o topo tapado com uma lona para evitar a potencial queda de materiais. já que o contentor já se encontra devidamente sinalizado sendo apenas necessário proceder à devida sinalização do tractor.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 58 – Veículo cisterna de transporte de refinados de petróleo. NOTA: Prestando atenção à placa. Este tipo de transporte é. empilhados e transportados como contentores (caso disso as botijas de gás doméstico). é visível a placa de sinalização e a circulação com as luzes acesas. transportadas matérias perigosas a granel em camiões basculantes. que não são mais que tanques cilíndricos envolvidos por uma estrutura metálica em forma de paralelepípedo que permite a estes “tanques” serem carregados. o que envolve alguns riscos.

Identificação: Para identificar o produto é necessário aproximar-se do local da ocorrência.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Não entre em contacto com o produto para identifica-lo. Procure existência de chamas visíveis ou derrame de produto.14. O ideal é realizar a identificação com uma distância segura (100 metros). Foto 61 – Despiste de camião cisterna transportando ácido clorídrico Foto 62 – Acidente envolvendo viatura cisterna de transporte de gás propano _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 141 Rúben Viana .6 – Actuação do TAE Sequência do Atendimento Ao ser notificado para uma ocorrência envolvendo a presença de produtos perigosos é importante seguir uma sequência de actuação de forma a evitar atropelos e principalmente garantir a segurança da equipe e das vítimas. Foto 60 – Incêndio na zona industrial de Vila do Conde em que a equipa de socorro pré-hospitalar foi a primeira a chegar ao local (2009) 1 . se for necessária a aproximação. faça com os ventos nas costas.

. 3 . com objectividade. Imagem 59 – Delimitação da zona de perigo no teatro de operações _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 142 Rúben Viana . a situação.Produto transportado pelo veículo (ver painel laranja). e na transição entre a zona quente e morna que se monta o corredor para a descontaminação. morna (ou um) e fria (ou dois).Nº de vítimas e estado delas. da carga da viatura acidentada. mata. … etc. . comunique de imediato ao CODU.Isolamento e protecção: Identificado o produto.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2 – Passagem de dados ao CODU: Em caso de DERRAME OU INCÊNDIO. cruz vermelha. e exponha. A zona quente é o foco onde está localizado o produto até onde não seja possível mais ser contaminado por este. definindo a zona quente (ou zero). . exemplo disso. por si deparada. em caso de DERRAME ou INCÊNDIO o primeiro passo é realizar o isolamento do local. Na zona fria ficam todas as viaturas envolvidas na ocorrência.Zona do sinistro (Zona habitacional ou industrial. floresta.Estabilidade física do produto transportado (se existe derrame ou incêndio). autoridades policiais e o posto de comando. Deve existir também um isolamento físico para evitar que o público em geral se contamine. os meios INEM. Faça referência ao: . as ambulâncias dos bombeiros. A zona morna é o local de apoio directo ao pessoal operacional.

Foto 63 e 64 – Acidentes graves envolvendo veículos de transporte de matérias perigosas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 143 Rúben Viana . pois existe risco. (Ver quadro da página 136) TOMAR EM ATENÇÃO: Em derrames de produto químicos: Se não possui os EPI´s especiais para entrar em contacto com produtos tóxicos. ter atenção para a inclinação da via. Para as restantes Classes de materiais a distância é de 250 metros e aguarde por ajuda. nem coloque a sua vida em perigo. em nenhuma circunstância socorra as vítimas envolvidas no acidente. Em caso de derramamento. Não corra riscos desnecessários. Aguarde pela chegada das equipas de socorro diferenciadas (bombeiros). Sem correr riscos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 A equipa de socorro pré-hospitalar deverá recuar a sua posição até à zona fria ou zona de evacuação. sendo que para materiais da Classe 1. Em incêndio de produtos químicos e explosivos: Abandonar de imediato o local. iminente de uma explosão de grandes proporções. 5 e 7 a distância mínima será de 500 a 1000 metros. e se for necessário aumente a sua distância de segurança. tente avisar a população nas imediações do evento.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 65 Foto 66 Foto 67 Foto 68 Foto 69 Foto 70 Foto 71 Foto 72 Foto 73 Foto 74 Fotos 65 à 74 – Fotos de acidentes de veículos que transportam matérias perigosas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 144 Rúben Viana .

Absorção pela pele ou olhos.Por inalação do produto.14. .Tipos de lesões ocasionadas por produtos perigosos Basicamente os produtos perigosos podem lesionar o organismo humano das seguintes formas: . onde esteve envolvido uma viatura de transporte de matérias perigosas. ● Lesão mecânica: por ondas de choque. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 145 Rúben Viana .7 . ● Lesão química: alterando estrutura e função celular. Este contacto pode ocasionar os seguintes tipos de lesão: ● Lesão Térmica: pelo calor ou frio.Pela ingestão e por injecção ou inoculação. .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Foto 75 – Foto do teatro de operações de socorro. força de impacto ou explosão. ● Lesão radiológica. ● Asfixia: causando complicações respiratórias. 2. tecidos ou órgãos. ● Lesão etiológica ou contaminação por microorganismos.

"Cenas de pesadelo.blogspot. aproximadamente a 70 km de Bucareste. "Eu tentei chegar mais perto do local da explosão e eu ouvi pessoas gritando por ajuda. O motorista chamou os bombeiros aproximadamente às 5 h 50 min. dois jornalistas e outras oito pessoas que vieram para ajudar no resgate ou estavam nos seus veículos parados na estrada. uma chuva de metal veio na minha direcção. 24 de Maio de 2004. que estava no local. cidade distante 35 km do local do acidente. quando um ruído ensurdecedor foi ouvido. às 5 horas da manhã. Velocidade de explosão: 5270 m/s Fonte da Noticia: http://zonaderisco. incendiou-se e explodiu. iniciando um incêndio. Os moradores disseram que o céu ficou vermelho após a explosão. incluindo o chefe da polícia local e do comandante dos bombeiros. a carga do caminhão explodiu violentamente." disse o motorista." disse um policial que interveio depois da explosão. Toma Zahria. obstruindo a estrada.html _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 146 Rúben Viana .Relato de um trágico acidente envolvendo equipas de socorro Caminhão transportando fertilizante explode na Roménia Na madrugada de domingo. um caminhão que transportava nitrato de amónio tombou numa valeta lateral da estrada internacional nº 85." disse o motorista Mana Aurel. Roménia. A explosão foi ouvida em Buzau. sendo que o balanço total de vítimas foi de 18 pessoas.com/2008/10/caminho-com-fertilizante-explode-na. Cinco bombeiros.8 . morreram imediatamente.14.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Eu vi corpos despedaçados. e enquanto a equipe de bombeiros estava preparando o equipamento de extinção de incêndio. "Eu estava a quase 200 m de distância da cena da explosão e apesar disto. um caminhão carregado com 20t de fertilizante (Nitrato de Amônio Fertilizante – NH4NO3) tombou. logo que a polícia e os bombeiros chegaram ao local em Mihailesti. e uma nuvem de fumaça poderia ser vista a uma distância de 15 km. A explosão violenta destruiu as janelas de 16 residências e uma torre de transmissão de energia que interrompeu o fornecimento de energia na região. Dados técnicos do produto: Número ONU: 1942 Principais riscos associados: O seu aquecimento pode causar uma combustão ou explosão violenta. De acordo com o ministro do interior. A explosão criou uma cratera de 40 m de largura e 10 m de profundidade. A localidade de Mihailesti ficou isolada e os moradores ficaram chocados pelas cenas de pesadelo que viram.

contaminações e acidentes. por manusearem materiais orgânicos de pacientes portadores de patologias desconhecidas. Os profissionais devem ter uma postura preventiva. lavagem das mãos. tem que estar sempre atentos à possibilidade de virem a sofrer um acidente com material biológico contaminado. sendo que.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. mas não se deve confundir agilidade com pressa. muitas vezes. Para todos os trabalhadores da emergência pré-hospitalar. A vacinação não só aumentará a protecção individual como também promoverá a interrupção da disseminação de doenças infecciosas.15 – BIO-SEGURANÇA A agilidade é um dos principais requisitos para actuar na EPH (Emergência Pré-Hospitalar). entre outros. Todo profissional que actua na área do pré-hospitalar deve ser informado sobre os riscos e perigos do contágio biológico e deve ser-lhe ensinado como usar correctamente os equipamentos de protecção individual e de segurança. máscara. proteger-se contra estes riscos. principalmente. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 147 Rúben Viana . podendo ser fonte de transmissão de microorganismos para os profissionais e outras vítimas. contra a hepatite B e ter noção das reais possibilidades de adquirir doenças como HIV e hepatite B e C. Os cuidados que devem ser observados pelas equipes da EPH são semelhantes àqueles observados no atendimento intra-hospitalar: uso de luvas. Diante desta agilidade no atendimento. As situações de emergência exigem raciocínio rápido e preciso. mas esta preocupação deve ser tão importante quanto chegar ao local do acidente num tempo de resposta satisfatório. secreções e excreções e adopção de precauções padrão para todos os pacientes. O TAE deve ter o cuidado de se encontrar com o plano de vacinas em dia. toxinas. indicados para o manuseio de substâncias ou socorro a pessoas potencialmente transmissores de doenças infecciosas. considera-se risco biológico a probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos. microorganismos geneticamente modificados ou não. parasitas. acaba em segundo plano. independentemente. avental. A formação e a supervisão continuada são a essência de uma actuação segura. óculos. Os profissionais da emergência práhospitalar estão expostos a diversos riscos como infecções. uma actividade que exige decisões rápidas e acções precisas. treino e educação dos profissionais. Para um maior controlo da transmissão de microorganismos na EPH é necessário que haja vigilância epidemiológica. reconhecimento da importância de todos os fluidos corporais. culturas de células. de estarem ou não infectados. principalmente.

SIDA Tipo 1 (HIV 1) e Tipo2 (HIV 2) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 148 Rúben Viana . existe na legislação portuguesa um diploma legal. que estabelece as prescrições mínimas de protecção da segurança e da saúde dos trabalhadores contra os riscos ligados à exposição a agentes biológicos durante o trabalho. tais como: • • • • • • • • • sangue sêmen secreções vaginais o líquido sinovial o líquido amniótico líquor líquido pleural líquido peritoneal líquido pericárdico Patologias indicando precauções UNIVERSAIS: . todos os intervenientes do sistema estão potencialmente infectados. cuja a lista dos agentes biológicos classificados nos grupos 2. isto porque.3 e 4 encontra-se aprovado pela Portaria nº405/98.Hepatite A. As precauções universais devem ser praticados em qualquer ambiente onde o trabalhador esteja exposto a fluidos corporais.Precauções universais As precauções universais são um conjunto de medidas que devem ser observadas sistematicamente de forma a evitar a transmissão de doenças infecciosas. uma vez que não se sabe de antemão se o paciente está ou não com algum processo infeccioso. cuja esta já foi revista pela Portaria nº1035/98. São técnicas de controlo de infecção que foram recomendadas na sequência do surto de SIDA na década de 1980. Para regulamentar todo esta temática.1 . sangue ou outros fluidos orgânicos. de 16 de Abril). (Decreto-Lei nº84/97. B e C .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Os cuidados nunca são demais. de 15 de Dezembro. Devem ser cumpridas por todos os que contactem com doentes. de 11 de Julho.5.1. 2.

a gripe e a ● Doenças tosse convulsa). vulgarmente conhecida ● como "doença da vaca louca" na variante humana. a rubéola. a tuberculose). Precauções adicionais não são necessárias para infecções transmitidas pelo sangue. a cargo do ar (como por exemplo. além das precauções universais para os pacientes que são conhecidos ou suspeitos de terem uma doença infecciosa.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 As precauções adicionais são utilizados. de transmissão por gotículas (como por exemplo. Condições indicando precauções ADICIONAIS: Príon da doença. e varia dependendo do controle de infecção e necessidades daquele paciente. ● Doenças de transmissão. a menos que haja factores complicadores. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 149 Rúben Viana . como por exemplo. A transmissão por contacto directo ou indirecto com a pele seca (como por exemplo. a papeira. a ● colonização com MRSA) ou superfícies contaminadas. a de Creutzfeldt-Jakob.

permitindo. A eficácia na redução da flora transitória é idêntica ou superior. a remoção da sujidade e da maior parte da flora transitória das mãos reduzindo-a a níveis baixos que não constituam risco de transmissão.15. deste modo. Assim sendo. Em situações em que as mãos se encontrem visivelmente limpas pode optar-se pela utilização de um soluto alcoólico em vez de água e sabão. Foi comprovado que os solutos alcoólicos com emolientes apropriados são melhor tolerados pela pele do que as lavagens frequentes das mãos. Imagem 60 – Zona das mãos mal lavadas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 150 Rúben Viana . a lavagem das mãos é a principal medida de controlo das infecções.2 – Lavagem e desinfecção das mãos As mãos são o principal veículo de transmissão dos microrganismos de um indivíduo para outro.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.

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pelo que se recomenda o uso de máscara cirúrgica resistente aos fluidos e protecção ocular na abordagem e prestação de cuidados a estes doentes. deve ser reforçada a rotina da higiene das mãos.15. A transmissão através de gotículas pode ser prevenida pelo uso de métodos de barreira entre o doente e/ou os seus contactos próximos. como descrito anteriormente.15. lave-as com água e sabão durante 40 a 60 segundos. utilize uma solução anti-séptica de base alcoólica (durante 20 a 30 segundos).Procedimentos de colocação e remoção do EPI O EPI deve ser utilizado de acordo com o nível de cuidados a prestar.4 . programados ou de emergência. Se as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com matéria orgânica.3 – Medidas de protecção individual básicas Em todos os transportes de doentes. (principalmente naqueles com alteração do estado de consciência ou crianças pequenas. que não conseguem adoptar medidas de higiene respiratória) Os tripulantes das ambulâncias devem ser particularmente cuidadosos na colocação e remoção do EPI.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Localização do GEL DESINFECTANTE na célula sanitária: Foto 76 – Gel desinfectante MED + Foto 77 – Foto da disposição do papel de mãos. pois esta acção contínua é a medida mais importante na redução do risco da transmissão de pessoa para pessoa e da transmissão cruzada da infecção. 2. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 153 Rúben Viana . gel desinfectante e sabão liquido no interior da célula sanitária da ambulância 2. Nos restantes casos e se possível.

WHO Interim Guidelines". Colocar as luvas Uma medida muito importante é testar o ajuste facial da mascara. Reunir o material necessário.int/crs/resources/publications/WHO CD EPR 2007 6/en/index . O procedimento é semelhante com as necessárias adaptações. A – Como colocar o EPI: 1. mas atilhos. Assegurar a existência de um local onde depositar o material usado.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. 2. Disponivel em http://www. 4.html _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 154 Rúben Viana .15. Colocar protecção facial ou máscara e protecção ocular. Planear as áreas de colocação e remoção dos EPI. Colocar bata e ou avental. pela ordem e técnica descrita abaixo e sempre antes do contacto com o doente para que não sejam necessários ajustes durante a prestação de cuidados.1 . Adaptado de " Infection and control of epidemic and pandemic prone acute respiratory diseases in health care . de modo a estarem garantidas as condições de protecção.Colocação dos EPI´s (BATA + MÁSCARA + LUVAS) O EPI deve ser colocado correctamente. Chama-se atenção que algumas máscaras podem não ser ajustadas por elásticos. 3.4. que envolverão risco de contaminação.who.

Reajustar a máscara até que estas condições se cumpram. 3) Posicionar o elástico/atilho superior sobre a parte superior da cabeça e o elástico/atilho inferior sobre o pescoço. 4) Usando os dedos indicadores de ambas as mãos adaptar a peça metálica da parte nasal moldando-a ao nariz.who. 2) Posicionar a máscara sobre o queixo e com a parte nasal orientada para cima. 5) Verificar a correcta colocação da máscara da seguinte forma: Expiração vigorosa: Se a máscara estiver colocada de forma correcta deverá sentir pressão positiva dentro da máscara. Inspiração profunda: Se a máscara estiver colocada de forma correcta devera colapsar sobre a face.WHO Interim Guidelines". deixando pendentes as bandas elásticos/atilhos. por baixo das orelhas.html _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 155 Rúben Viana .int/crs/resources/publications/WHO CD EPR 2007 6/en/index. Disponivel em http://www.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 B – Como colocar e testar o ajuste da máscara: 1) Colocar a mascara na palma da mão com a parte nasal virada para a ponta dos dedos. Adaptado de "Infection and control of epidemic and pandemic prone acute respiratory diseases in health care .

4 .Remoção do EPI A remoção cuidadosa do EPI é muito importante na prevenção da contaminação do técnico.Remover protecção facial ou protecção ocular e máscara (obedecendo a esta ordem.int/crs/resources/Dublications/WHO CD EPR 2007 6/en/index.2 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. Como remover o EPI: 1 . Durante a manobra de remoção do EPI deve existir um cuidado adicional para evitar contaminação do próprio. dos outros e do ambiente. Todo o equipamento contaminado e retirado deve ser depositado em saco plástico. Disponivel em httD://www. 3 . O saco pode ser depositado no lixo normal.Proceder à higienização das mãos. Deve remover-se em primeiro lugar o equipamento mais contaminado.html _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 156 Rúben Viana .who.WHO Interim Guidelines".4. Deve ser efectuada de acordo com as normas abaixo indicadas e. tocando sempre nos elásticos/atilhos e nunca na parte da frente).Retirar bata ou avental e luvas enrolando-as para que a parte exposta fique para dentro. 2.15. Adaptado de " Infection and control of epidemic and pandemic prone acute respiratory diseases in health care . sempre que possível. Poderá ser necessário apoio para desapertar a bata. fechado antes da segunda higienização das mãos. sob a supervisão de outro.Proceder novamente à higienização das mãos.

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2.15.4.3 - Procedimento para retirar as luvas contaminadas

Imagem 61 – Procedimento para remoção das luvas contaminadas

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2.16 – LIMPEZA E HIGIENE
As ambulâncias podem ser classificadas como áreas críticas, onde a possibilidade de transmissão de várias doenças é alta pelo grande volume de procedimentos de risco e pela presença constante de sangue e secreções no interior das viaturas. Por isto, a sua limpeza e desinfecção são itens essenciais no controle de infecções préhospitalares. O protocolo de limpeza e desinfecção de ambulâncias do INEM recomenda que a limpeza geral da ambulância, deve ser efectuada retirando todos os equipamentos do seu interior, e seja realizada semanalmente ou de acordo com a necessidade. Diariamente deve ser realizada a limpeza parcial, que inclui pisos, paredes, bancadas e macas. Após cada regresso, deve ser feita a desinfecção da maca e dos demais materiais utilizados. O protocolo de limpeza e desinfecção implementado nos meios INEM, consiste em manter a viatura inoperante pelo tempo necessário (±1Hora), para que todo o seu interior, além dos equipamentos, fiquem isento de matéria orgânica que possa representar algum tipo de risco para o profissional ou para as vítimas que transportam nas ocorrências que efectuam. Devem lavar a célula sanitária e equipamentos com detergente recomendado ou lixívia (solução de hipoclorito de sódio a 1%), conforme o tipo de material/superficie em presença. Na lavagem da célula sanitária deve-se começar de cima para baixo e de dentro para fora. No fim deixar secar e arejar a célula sanitária e cabine. Para a lavagem devem ser utilizadas soluções, exclusivamente preparadas para o efeito e em balde próprio/designado, não as utilizando posteriormente noutros tipos de higienizações à posteriori. Panos de limpeza ou similares devem ser descartáveis. Se não o forem, devem ser lavados e desinfectados com surfanios ou lixívia. O material clínico utilizado e não descartável, deve ser lavado com água e sabão, seco e passado depois por álcool ou ANIOS DDSH.

2.16.1 - Limpeza
A limpeza consiste no processo de remoção da sujidade por meios químicos, mecânicos ou térmicos, efectuada à viatura (incluindo pavimento, janelas, tecto, equipamentos) num determinado período de tempo.

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DIFERENTES MEIOS DE LIMPEZA Neste âmbito, os meios de limpeza podem ser caracterizados da seguinte forma: . Meio químico – é proveniente da acção de produtos com propriedades de dissolução, dispersão e suspensão da sujidade. . Meio mecânico – é proveniente da acção obtida pelo acto de esfregar manualmente, no sentido de permitir remover a sujidade. . Meio térmico – é proveniente da acção do calor, o qual reduz a viscosidade da gordura, tornando-a mais fácil de remover. Sempre que a temperatura da água for alta e aplicada em tempo suficiente, ela também poderá ter, por si só, uma acção desinfectante ou esterilizante. Caso disso poderá ser a remoção no pavimento de óleo proveniente do cárter do motor da viatura acidentada. Assim, não se espera que diferentes superfícies (ex: paredes ou pavimento) recebam o mesmo meio/tipo de limpeza, mas sim que cada superfície seja limpa com a utilização do método e do produto mais adequado, com vista a prevenir a infecção associada aos cuidados de saúde. Por outro lado, uma mesma superfície poderá carecer de uma diferente frequência de limpeza, o que depende da sua utilização, facto que deverá ser considerado no processo de gestão e planeamento do serviço de limpeza.

A limpeza têm várias funções, que se podem sintetizar em duas vertentes distintas:
• Vertente microbiológica – consiste na remoção de grande parte dos microrganismos e da matéria orgânica que favorece a sobrevivência e proliferação desses

microrganismos, o que contribui para uma maior segurança dos doentes e profissionais; • Vertente não microbiológica – consiste em manter a aparência cuidada, restabelecer a função e evitar a deterioração das superfícies. FREQUÊNCIA DA LIMPEZA

De acordo com a abrangência e objectivos a atingir, podem estabelecer-se diferentes frequências de limpeza: • Limpeza corrente: é aquela que se realiza diariamente, e que inclui a limpeza e

a arrumação simplificadas.

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Limpeza semanal: Trata-se de uma limpeza mais completa e de fundo, que

contempla estruturas por vezes de difícil acesso e/ou limpeza, devendo por isso ser realizada pelo menos uma vez por semana.

Limpeza imediata: é aquela que é realizada quando ocorrem salpicos e/ou

derrames (ex: sangue ou outra matéria orgânica) em qualquer ocorrência para a qual sejam accionados.

2.16.2 – Produtos desinfectantes
Os desinfectantes são agentes químicos aplicados a superfícies inertes (ex:

equipamentos, utensílios, instrumentos, pavimentos entre outros) capazes de eliminar, destruir ou inactivar os microrganismos na forma vegetativa e parcialmente os esporos. A eficácia da desinfecção depende não só do produto utilizado (espectro de acção), como também das condições de armazenamento (ex: temperatura, humidade, luminosidade) e das suas condições de utilização (concentração/diluição, pH, tempo de contacto com a superfície, presença de matéria orgânica, entre outros). No que diz respeito à utilização dos desinfectantes, devem consideração as regras de segurança que constam no quadro abaixo. ser tomadas em

REGRAS DE SEGURANÇA:

Quadro 7 – Regras de segurança para o manuseamento de produtos desinfectantes

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Fungicida. Candida Alicans.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Os produtos químicos que o INEM coloca ao dispor do TAE. É compatível com todo o tipo de materiais. Acinetobacter baumanii. Anios DDSH é indicado para limpeza e desinfecção do interior das ambulâncias. nomeadamente do interior da ambulância. Hepatite B e BVDB – Virus modelo da Hepatite C. Produto fornecido em saqueta liquidas (20mL) uni dose que deverá ser diluída em 8L de água (Dose de emprego – 0. conforme a superfície a tratar. Não contém aldeídos. bem como de mesas operatórias. OBSERVAÇÃO: A ficha de dados de segurança do produto encontra-se em anexo _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 161 Rúben Viana . entre outros micro-organismos. Bactericida.25%). Não necessita enxaguamento. Não é corrosivo e está pronto a utilizar. Virucida e activo contra o Mycobacteruim Tuberculosis. Legionella. Produto Bactericida. próprio para a lavagem e desinfecção de todo o tipo de pavimentos. marquesas. Micobacterium tuberculosis e Legionella. HIV-I e HBV. Largo espectro anti microbiano. camas e todas as superfícies altas em meio hospitalar nos mais diversos serviços. cialíticas. o Anios DDSH permite uma pulverização directa ou indirecta. MRSA. para a limpeza e desinfecção da ambulância são: ► ANIOS DDSH – (Detergente/Desinfectante para superfícies elevadas) ► SURFANIOS – (Detergente/Desinfectante para superfícies/solos/pavimentos) ANIOS DDSH: É um detergente desinfectante de superfícies elevadas permitindo a limpeza e desinfecção das superfícies e dos dispositivos médicos numa só operação. não é tóxico e é biodegradável. O produto é fornecido em frascos de 750ml com pistola pulverizadora. Não contém aldeídos. OBSERVAÇÃO: A ficha de segurança do produto encontra-se em ANEXO SURFANIOS: É um detergente desinfectante líquido. Tempo de eficiência: entre 5 a 30 min segundo a eficácia microbiana requerida. transfers. carros de apoio. Com um efeito de espuma controlado. Virucida. Activo sobre Rotavirus (Papeira). Activo sobre MRSA e Acinetobacter Baumanii. Herpes Vírus. Produto não corrosivo (não contém agentes oxidantes) e biodegradável.

. Não respire o pó.Irritante para os olhos e aparelho respiratório. Tapar a embalagem entre utilizações . NOTA: A ficha de dados de segurança do produto encontra-se em anexo _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 162 Rúben Viana .Armazenar num local fresco e seco. fungos. Aplicar os grânulos abundantemente sobre o derramamento de modo a cobri-lo completamente.Em caso de contacto com os olhos lavar abundantemente com água e contactar um médico. Pode libertar gases perigosos (clorina). . AVISO Os grânulos desinfectantes Presept e a solução Presept tiram a cor a tecidos. Reagem com a água contida em fluidos derramados produzindo um agente desinfectante efectivo rápido e de largo espectro.Manter fora do alcance das crianças .Prejudicial se ingerido . Finalmente. ATENÇÃO! Não utilizar juntamente com outros produtos. não inalar os fumos. . . Instruções Usar luvas descartáveis.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 PRESEPT: Os grânulos desinfectantes Presept são grânulos desinfectantes efervescentes contento como ingredientes activo dicloroisocianurato de sódio.Se ingerido. Deixar actuar pelo menos 2 minutos e remover utilizando um pano descartável. Precauções: . vírus e esporos.Liberta gás tóxico em contacto com ácidos (URINA). contra bactérias vegetativas. procurar imediatamente um médico e mostrar-lhe esta embalagem. incluído carpetes.Em caso de incêndio e/ou explosão. limpar a superfície com um toalhete húmido descartável e descartar todo o material usado para incineração posterior.

sendo que não é possível cumprir o procedimento quanto à correcta percentagem da diluição. nem projecção de salpicos do produto desinfectante do balde para a farda. OBERVAÇÃO: Nunca adicionar o surfanios antes da água. para que não ocorra a formação em excesso de espuma. repita o 3º e 4º passo de forma a eliminar a sujidade da esfregona da última passagem. Evite deste modo a deposição da água contaminada nas sarjetas públicas.Adicionar o SURFANIOS uni dose de 20ml. isto porque.16.Quando finalizar a limpeza. 4.3 litros. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 163 Rúben Viana . para que a secagem do pavimento da ambulância não seja demasiado demorada. Deste modo o balde terá que ser cheio até que a superfície da água dentro no balde esteja a cerca de 4cm de distância da base inferior do espremedor que se encontra no interior do mesmo balde. OBERVAÇÃO: É importante que a esfregona esteja com o mínimo de água possível. 6. para o sistema de esgotos afectos ao edifício onde se encontra sedeado o meio INEM. 5.Mergulhar repetidamente a esfregona no balde e agitar em movimentos circulares. para que esta seja tratada numa ETAR à posteriori.Rejeitar a água do balde. OBERVAÇÃO: Deve colocar a água suja do balde no sistema de esgotos.3 .Procedimento de lavagem do pavimento Para a lavagem do pavimento da célula sanitária deve utilizar o desinfectante SURFANIOS. 7. 3. porque os seus afluentes são encaminhados directamente para os rios ou mar.Aplicar a esfregona no pavimento adoptando movimentos ondulantes e mantendo as franjas da esfregona abertas. o surfanios tem substâncias que são perigosas para o meio ambiente.Encher o balde com 8 litros de água. 8.Repetir o 3º e seguintes passos as vezes que achar necessário para realizar a limpeza e desinfecção do pavimento. 2.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. OBSERVAÇÂO: O balde fornecido pela logística têm apenas uma capacidade de ± 8.Espremer bem a esfregona. por causa do espremedor que ficará inundado com água. procedendo do modo que se segue: 1.

O procedimento relativo as situações de derrame implica que o profissional utilize equipamento de protecção individual adequado. Alerta-se que as luvas deverão ser retiradas de acordo com a técnica preconizada na imagem 61.16. Sempre que os produtos derramados se encontrem misturados com vidros partidos ou outro material cortante. Preconiza-se para o desinfectante a metodologia de desinfecção apresentada no quadro seguinte: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 164 Rúben Viana . deve utilizar-se uma pinça para os remover.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. no interior da célula sanitária a técnica de desinfecção implica que se utilize dicloroisocianurato de sódio (PRESEPT). deposita-los em contentor adequado para material corto perfurante e seguidamente efectuar de acordo com o procedimento recomendando.4 – Técnica de desinfecção para situações de derrame Nas situações de derrame.

situação de "derrame de fluidos orgânicos superiores a 30 cc". 3 e 4. alerta-se ao TAE que não deve utilizar directamente hipoclorito de sódio ou dicloroisocianurato de sódio (Presept). seguida de desinfecção e lavagem. que poderão ocasionar efeitos adversos na saúde do profissional que o está a utilizar. nos pontos 2. de acordo com o preconizado no quadro anterior. com a utilização de toalhetes absorventes e respectiva deposição dos toalhetes no contentor/saco de resíduos hospitalares do Grupo III. o procedimento correcto contempla numa primeira fase a remoção da urina. uma vez que possibilita a reacção entre o amoníaco contido na urina e o cloro existente nestes desinfectantes. libertando-se vapores irritantes e tóxicos de cloreto de amónio.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Relativamente aos salpicos/derrames de urina. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 165 Rúben Viana . no mesmo. Por este motivo.

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 166 Rúben Viana . Grupo IV – Resíduos Hospitalares específicos – Resíduos de vários tipos.1 . de acordo com as suas características devem ser separados na fonte e encaminhados para tratamento adequado e posterior eliminação. Grupo II – Resíduos Hospitalares não perigosos – Não sujeitos a tratamento especifico. bem como a facilitar a sua movimentação. Pelo despacho nº246/96 de 13 de Agosto os resíduos hospitalares classificam-se em 4 grupos que. 2.16. De acordo com o mesmo decreto considera-se: Tratamento: quaisquer processos manuais. e ainda as actividades de investigação relacionadas. químicos ou biológicos que alterem as características de resíduos de forma a reduzir o seu volume ou perigosidade. susceptíveis de incineração ou outro pré tratamento eficaz. valorização ou eliminação.16. de incineração obrigatória.Classificação dos resíduos hospitalares Grupo I – Resíduos Equiparados a Urbanos – Não apresentam exigências especiais no seu tratamento. são considerados resíduos hospitalares todos os resíduos produzidos em unidades de prestação de cuidados de saúde. em seres humanos ou em animais. podendo ser equiparados a urbanos. mecânicos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. permitindo posterior eliminação como resíduo urbano. Grupo III – Resíduos Hospitalares de Risco Biológico – Resíduos contaminados ou suspeitos de contaminação.5.5 – Resíduos hospitalar O que são Resíduos Hospitalares? De acordo com o Decreto-lei 239/97 de 9 de Setembro. prevenção e tratamento da doença. incluindo as actividades médicas de diagnóstico. físicos.

contaminadas ou com vestígios de sangue. instalações sanitárias. como agulha cateteres e todo o material invasivo. com excepção dos do Grupo IV Grupo III ● Resíduos que resultam da administração de sangue e derivados. ● Material ortopédico como talas. ● Material de protecção individual utilizado nos serviços gerais e de apoio. Grupo II ● Material ortopédico como talas.5. ● Sacos colectores de fluidos orgânicos e respectivos sistemas.2 . fetos e placentas. vestiários. ● Material cortantes e perfurante.16. Grupo IV ● Peças anatómicas identificáveis.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. ● Material de protecção individual utilizado em cuidados de saúde e serviços de apoio geral em que haja contacto com produtos contaminados (luvas. com excepção do utilizado na recolha de resíduos. quando não sujeitos a legislação especifica. gessos e ligaduras gessadas não contaminadas e sem vestígios de sangue. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 167 Rúben Viana . ● Produtos químicos e fármacos rejeitados. mascara.Caracterização por grupo de resíduos Grupo I ● Resíduos provenientes de serviços gerais. instalações da base. como. ● Embalagens vazias de medicamentos ou de outros produtos de uso clínico ou comum. etc. com excepção dos incluídos nos grupos III e IV. ● Sistemas utilizados na administração de soros e medicamentos. aventais e outros). ● Frasco de soros não contaminados. com excepção dos do Grupo IV. ● Fraldas e resguardos descartáveis não contaminados e sem vestígios de sangue. ● Fraldas e resguardos descartáveis contaminados ou com vestígios de sangue.

5. 2. Os sacos devem ser devidamente fechados e colocados em contentores resistentes.16.3 . Os resíduos do grupo IV (apenas os cortoperfurantes) são colocados no contentor rijo de cor amarela. estanques e de fecho hermético. ► Contentor de Cortantes e Perfurante: são colocados em contentores amarelos.Meios para a deposição dos resíduos Cada viatura possui um local próprio para a deposição dos lixos. que se encontra junto à pia no interior da célula sanitária. ► Sacos vermelhos: são colocados em contentores vermelhos. Para os Grupos I e II são utilizados contentores camarários. devidamente identificados dentro de uma saco branco.5. IV e cortantes e perfurantes existe um contentor com uma cor específica: ► Sacos Brancos: são colocados em contentores verdes.4 .Transporte dos resíduos A segurança no manuseamento e transporte dos resíduos inicia-se com a recolha dos sacos dos postos de geração. A zona destinada para a colocação temporária dos resíduos está dividida com dois baldes. Num deles podem ser colocado os resíduos do grupo I e II aplicando um saco negro e no outro balde são colocados os resíduos do grupo III.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. que pode variar de uma viatura para outra. Para cada um dos Grupos III. identificados como resíduos urbanos.16. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 168 Rúben Viana .

● Manipular ou transportar resíduos sem protecção individual e adequada a cada tarefa. ● Proceder a contentorização dos resíduos líquidos perigosos e encaminha-los para o destino adequado. sacos ou contentores. ● Alertar outros intervenientes sobre a existência dos resíduos. e se necessário avental e mascara.Regras sobre a manipulação e transporte de resíduos O que não deve fazer: ● Rejeitar resíduos de forma incontrolada sem conhecer a natureza da sua perigosidade.5 . ● Não descarregar na rede de saneamento resíduos líquidos perigosos. O que deve fazer: ● Sempre que tiver duvidas procurar informação sobre como fazer para rejeitar de forma segura e adequada os resíduos.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2. beber ou fumar durante a manipulação e transporte de resíduos.16. ● Identificar sempre os meios de transporte e armazenagem dos resíduos. ● Manter sempre limpo e arrumado os locais de armazenagem (mesmo que temporária) dos resíduos.5. ● Não comer. ● Abandonar resíduos. ● Durante a manipulação e transporte de resíduos usar sempre luvas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 169 Rúben Viana .

5.6 – Contentor de armazenamento VS grupo de lixo GRUPO CONTENTOR Grupo I e II – Equiparados a resíduos domésticos Destino: Aterro sanitário Grupo III – Resíduos infectados de risco biológico Destino: Auto clavagem e aterro sanitário Grupo IV – Resíduos perigosos de incineração obrigatória Destino: Incineração Grupo IV – Resíduos Tóxicos Destino: Incineração _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 170 Rúben Viana .16.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 2.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Aspectos Ergonómicos Tema nº3 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 171 Rúben Viana .

As principais fontes de risco decorrente do movimento manual dos doentes podem gerar efeitos semelhantes às patologias dos movimentos manuais de carga. o presente capítulo tem como principal objectivo informar e sensibilizar o TAE relativamente aos procedimentos básicos a serem cumpridos quando deslocam ou levantam vítimas. de forma a evitarem acidentes e consequentes lesões associadas. no entanto não há comparação possível. (*) Fonte: European inspection and communication campaign . interior de veículos automóveis. casas de banho. Por este motivo. no entanto contrariamente à acção em meio hospitalar o doente é deslocado desde o chão até à altura da cintura. 3. etc. As cargas transportadas. ► 50% das reformas antecipadas na Europa resultam de perturbações graves da coluna vertebral (*). Antes de se elevar a maca muitos procedimentos são realizados no local onde a vítima se encontra (ex: cama. Verifica-se então que a movimentação manual de doentes é feita em equipa de 2 (dois). pode não colaborar com o movimento e não tem o peso uniformemente distribuído pela superfície de contacto. correspondendo à elevação da maca no final das operações. apesar de poderem ter um efeito patológico semelhante a uma carga na indústria têm um factor de risco associado mais elevado.1 . pois a carga neste caso não tem uma pega bem definida. as acções em equipa são garantidas por dois indivíduos. ► Cerca de 15% das causas de incapacidade para o trabalho são relacionadas com lesões da coluna vertebral (*).Dimensão do Problema ► Na Europa.) cujo estes podem apresentar uma grande diversidade de cenários e constrangimentos à sua acção e manipulação. 24% dos trabalhadores queixam-se de dores de costas e 22% de dores musculares (*). diariamente. 2007 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 172 Rúben Viana . Este número pode variar se forem accionados meios suplementares para auxiliá-los.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Tema 3 – ASPECTOS ERGONOMICOS No caso específico da tripulação das ambulâncias INEM.

7% e 7% por tronco. pernas e mãos respectivamente. seguidos das entorses / distensões 28% com distribuições de igual valor pelo tronco 14% e mãos 14%. ► Provoca sofrimento. desde a nossa calçada Portuguesa. ► 30% dos trabalhadores sofrem de dores lombares.Dados do INEM Os acidentes que mais ocorrem são as contusões / esmagamento com 42% cuja distribuição é de 28%. aumentando a probabilidade de novas lesões 3. Contusões / esmagamento Incapacidade Entorses / distenções Incapacidade Tronco Pernas Mãos 28% 7% 7% 42% 25% 100% 100% 5% Tronco Pernas Mãos 14% 14% 0% 28% 50% 50% 0% 50% N=14 Fonte: INEM 2005 Estes factos ocorrem devido ás condições de realização desta actividade que é dotada de um enorme variabilidade.2 . pressões temporais e por parte dos familiares dos doentes. parece haver uma relação directa com a movimentação manual de cargas. as costas tornam-se mais vulneráveis. 2007). _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 173 Rúben Viana . Destes. pisos escorregadios e irregulares. quer à chuva ou ao sol. constituindo a queixa principal de problemas de saúde relacionados com o trabalho. interiores das ambulâncias. habitações degradadas.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ► A movimentação manual de cargas é considerada uma das principais causas das lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho (IGT. espaços confinados. ravinas. Esta variabilidade é característica da actividade dos TAE’s por esta ser exercida em diversos locais e diversos ambientes. incapacidade profissional e perda de remunerações ao trabalhador. elevados custos para os empregadores e para as economias nacionais (*). representando 70% dos acidentes reportados. ► Após a primeira lesão.

ajoelhar-se. no quadro da dimensão social do mercado interno”. sendo que essa carga também tem um factor desencadeante de lesões músculo esqueléticas associadas. como por exemplo. que. por um ou mais trabalhadores. alguns completamente dependentes e outros com grande dificuldade em se locomoverem. o TAE tem um desconhecimento total das consequências de tais movimentos. No entanto esta caracterização não refere nada especificamente sobre os doentes. presente no artigo 3º. esta lei aplica-se também neste contexto por força da própria definição. que define “ a movimentação manual de cargas como qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga. em função dos elementos de referência do risco. etc. classificando a carga em relação ao peso. que transpõe para a lei portuguesa as indicações da Directiva nº 90/269/CEE. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 174 Rúben Viana . comporte riscos para os mesmos. fazer a torção do tronco ao levantar ou levantar-se). os técnicos de ambulância de emergência têm que transportar todo material de socorro até à vítima. estando muito associadas a tarefas que envolvam força (a quantidade de esforço físico que é requerida em levantamento de grandes pesos).3 . que neste âmbito serão as referidas cargas. “relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde respeitantes à movimentação manual de cargas. Verifica-se a orientação para a identificação dos riscos por parte do empregador. alcançar qualquer coisa acima do ombro. equilíbrio. muito por culpa de uma ausente formação nesta área específica. é particularmente nos TAE’s que isto se reflecte pois estes têm de realizar frequentemente o manuseamento de pacientes. posturas desconfortáveis (posições que colocam stress na coluna. 3. nomeadamente na região dorso lombar”. devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis.Movimento manual de cargas Em Portugal esta temática encontra-se legislada no direito interno do país através do D. garantindo assim a melhoria da prevenção e protecção dos trabalhadores envolvidos nestas operações. Na maior parte das situações surgidas. pesando certamente mais que 30 kg para cada TAE.L. Apesar do tipo de carga ou as especificidades que esta possa ter. As dores na coluna são uma das queixas existentes que na sua maioria são consequência da adopção de posturas desconfortáveis com esforços elevados. volume.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Exposta esta situação e tendo conhecimento que as LME’s (Lesões músculo esqueléticas) constituem um risco para todos os profissionais que realizem tarefas de movimentação manual de cargas. nº 330/1993. Além do manuseamento e transporte dos pacientes.

a distância a que a carga tem de ser transportada e o tamanho da carga. Outra questão que deve ser salientada é a questão da análise dos riscos centrar-se exclusivamente à zona dorso lombar. ou utilizar meios mecânicos (mais informação em: www. esquecendo as patologias que podem ser desenvolvidas ao nível da cintura. por exemplo.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Relativamente às questões da avaliação do esforço físico exigido. Um bom indicador pode ser o modelo criado pelo HSE (Health and Safety Executive. Pode ser necessário diminuir os pesos. etc. parecem ter acertado em grande parte das situações desenvolvidas no manuseamento dos doentes.handlingloads. surgem as variáveis do contexto envolvente também referenciadas no D. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 175 Rúben Viana . mas também a frequência das tarefas. Para determinar o peso da carga que pode ser transportada sem causar efeitos indesejados na saúde. é aconselhável considerar não apenas o peso. esta pode constituir um sério risco para a saúde. do Reino Unido). nº330/93 que verificando que as condições de ambiente físico e climatérico são variáveis em função da estação do ano. o que pode originar mais facilmente lesões localizadas em outras zonas do corpo.4 . dividindo a carga. Neste caso específico dos TAE’s. 3.eu). se ultrapassar a capacidade humana. dado serem todos estes aspectos factores que podem influenciar a decisão do risco da acção. As disposições europeias não estipulam explicitamente os valores admissíveis do peso das cargas que podem ser transportadas em segurança. local da ocorrência. sendo que a amplitude dos movimentos no caso do INEM é potencialmente maior.Factores de risco resultantes do tipo de carga movimentada Peso excessivo da carga Se o peso de uma carga for excessivo. Acrescendo a gravidade da questão. ou seja. pois as condições de prestação de cuidados implicam quase a totalidade das acções descritas. relembra-se que o manuseamento manual de doentes inicia-se no local da ocorrência e este pode ser um espaço confinado ou o próprio chão. Nota-se então uma diferença relativamente à movimentação manual de doentes dentro dos hospitais. membros superiores e inferiores e também na coluna superior. estado dos pavimentos. estacionamentos em segunda fila.L.

principalmente devido ao esforço significativo nos discos e ligamentos intervertebrais. Também pode causar ao trabalhador a necessidade súbita de mudar a postura corporal ou de se mexer para manter o equilíbrio. Além disso. provocando nele um esforço significativo e irregular. Este está sujeito também aos factores ambientais (por exemplo. exigindo mais força. Carga difícil de manobrar A ausência de pegas pode revelar-se perigosa devido ao risco de a carga escorregar das mãos. muda o esforço do sistema músculo-esquelético. de 25 kg. resultantes da característica do ambiente de trabalho ou da carga. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 176 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Instabilidade da carga Uma carga instável pode deslocar-se à volta do tronco do trabalhador ou dobrar-se. a carga pode influenciar negativamente o sistema músculo-esquelético. Os discos e ligamentos intervertebrais são especialmente propensos a lesões quando a distância entre o tronco do operador e a carga é significativa. Se a carga for demasiado volumosa Se a carga for demasiado volumosa para ser correctamente transportada (o mais junto ao corpo possível) existe o risco de lesões músculo-esqueléticas. Imagem 62 – Indicação do peso máximo ideal mediante a posição da pessoa e da carga. Se o tamanho da carga não estiver adaptado à largura ou à altura das instalações e dos equipamentos através dos quais esta é transportada. por exemplo. Dependendo da posição da pessoa e da carga. Elaborado com a base nos dados HSE. Por isso será provavelmente necessária a diminuição da massa da carga em comparação com. se as arestas forem vivas e o conteúdo perigoso. As consequências relacionadas. à frequência do deslocamento e às predisposições individuais do trabalhador. podem também ocorrer outros ferimentos graves. existe um risco acrescido de colisão ou queda. com o risco de fadiga são óbvias. a indicada aqui como desejável.

Tipo de músculos e órgãos envolvidos na manipulação da carga. 3 . 2 . 2 . d) Exigências específicas de cada actividade em particular: 1 . 3 . b) Esforço físico exigido na tarefa: 1 .Intensidade das forças que é necessário exercer para vencer a resistência que a carga oferece. volume. etc.Constituição da carga (material.). 2 .Capacidade e condição física no momento.Sexo.5 . 2 .Idade. forma. 4 . é necessário ter em consideração os seguintes pontos: a) Características e tipo de carga que é necessário movimentar / transportar: 1 .Duração e frequência dos ciclos de trabalho. 3 .Localização da carga no contexto do espaço de trabalho.Frequência do número de elevações e outros movimentos efectuados.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3.Percurso e deslocamentos que os trabalhadores têm de percorrer.Intensidade (peso da carga).Regras de boas práticas No intuito de salvaguardar a segurança e saúde dos trabalhadores.Outras características individuais. 3 .Condições ambientais do local / espaço de trabalho onde é efectuada a movimentação das cargas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 177 Rúben Viana . c) Condições físicas dos trabalhadores: 1 .

9. 19 . caso as condições de trabalho não sejam as mais indicadas. 17 .Necessidade de movimentos de abaixamento ou elevação das cargas demasiado grandes. ter que transportar cargas entre diferentes pisos). 4 .Esforços com rotação da coluna. 11 . 5 .Inexistência de espaço suficiente para o trabalhador se movimentar juntamente com a carga. devido ao seu aspecto exterior e/ou à sua consistência. 6 .Tempo insuficiente de descanso fisiológico ou de recuperação quando se realizam tarefas que implicam esforços mais pesados.Realização de esforços que solicitem.: calçado com saltos altos.Ritmos de trabalho excessivo sem possibilidade de os trabalhadores efectuarem pequenas pausas.Movimentação de cargas a diversos níveis (ex. 14 .Carga susceptível.Ponto de apoio instáveis – (ex. 12 -Utilização de calçado inapropriado ex. 8 .Condições ambientais desfavoráveis (temperatura.Causas para as LME´s Como já foi referido.: existência de tapetes ou carpetes não fixadas ao chão).Posições semi-estáticas prolongadas em esforço. a coluna vertebral por períodos demasiadamente prolongados. a movimentação manual de cargas pode acarretar uma série de riscos e patologias para os trabalhadores. de tal modo que tenha que ser mantida ou manipulada a grande distância do tronco ou com flexão / torção do tronco. Para que se possa compreender melhor. 18 . humidade. 3 .Carga mal equilibrada ou com conteúdo sujeito a oscilações. 2 . 10 .Pavimento degradado com desníveis. de provocar lesões no trabalhador. 15 . as situações de perigo e risco associadas à movimentação manual de cargas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 178 Rúben Viana . apresentam-se a seguir. 16 .Carga muito pesada (inadequada às características fisiológicas do trabalhador) ou difícil de agarrar. alguns exemplos de más práticas: 1 . 13 .Movimentação da carga a alturas inapropriadas ou adoptando posturas incorrectas. nomeadamente em caso de choque ou balanceamento. velocidade do ar).6 .Carga mal posicionada. 7 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3.Esforços feito a frio.Carga demasiado pesada ou demasiado volumosa.

Isto conseguir-se-á através do equilíbrio entre as exigências das tarefas. Temporária. convém que seja alvo de correcção imediata. ou ainda. fisiológicas. Permanente ou Morte. Imagem 63 – Tipos de lesões associadas às más posturas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 179 Rúben Viana . alteração dos discos intervertebrais (Hérnias discais) incluindo fracturas vertebrais por sobre esforço. As lesões dorso lombares podem manifestar-se. A sua continuidade ao longo do tempo pode provocar sérias lesões nos trabalhadores atingidos.Lesões associadas às más posturas As lesões mais frequentes são as contusões. A correcção das referidas não conformidades deve pautar-se pela correcta aplicação dos vários princípios ergonómicos a fim de optimizar a compatibilidade entre o homem. Esse tipo de lesões pode vir a dar incapacidade: Parcial. Podem ocorrer em qualquer zona do corpo. mas as mais sensíveis são os membros superiores / inferiores e a zona dorso lombar. determinados tipos de acidentes ou incidentes. feridas. seja como lombalgia. cortes. cognitivas do homem. fracturas e sobretudo lesões músculo-esqueléticas. 3.7 .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 Caso alguma destas regras de más práticas seja identificada. as máquinas e o ambiente físico de trabalho. Total. das máquinas e as características anatómicas.

14 . Dobre as pernas pelos joelhos para se baixar na direcção da carga. 15 . tossir. sendo que os ombros devem se posicionar na direcção dos pés. 13 . esta deve servir como suporte. tais como transferes. colocando os pés afastados lateralmente e um mais à frente do que o outro. mantendo-o na posição vertical e procurar utilizar os membros inferiores como alavanca.Use a força das pernas para levantar a carga. 10 . respire fundo e prenda a respiração. 16 . Mantenha as costas direitas.Antes de pegar peso. Se a rotação for necessária. não houver nenhum inconveniente relativo ao possível agravamento do estado e saúde da vítima. 5 .Promova a autonomia do doente se. 4 . 12 .Suspender cargas iguais em cada uma das mãos (quando possível).Ter em consideração os pesos a suspender. como meio auxiliar. constituição física e sexo do trabalhador. 2 .Os braços devem estar posicionados junto ao corpo de uma forma descontraída.Os movimentos de torção do tronco em torno do corpo devem ser sempre evitados.Evitar esforços em que a carga esteja acima dos ombros ou demasiado afastada. ou mais pesadas coordenar em sintonia os esforços com o colega de equipa e se possível com populares.Evitar manuseamento de cargas não adequadas em termos de volume ou peso – de acordo o NIOSH (não superior a 23 kg). 8 . o trabalhador deve evitar rir. sendo a coluna apenas elemento estático de transmissão e nunca de articulação.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. 6 . deverá ser feita através da movimentação dos pés. 7 . 18 . pois causam tensões indesejáveis e cargas assimétricas nas vértebras.Usar técnicas adequadas em função do tipo e especificidade da carga – evitar a utilização do tronco como alavanca.Sempre que seja tecnicamente possível.Na elevação da carga.Para cargas de maior dimensão.8 – Recomendação a adoptar pelo TAE ABORDAGEM: Examinar a carga antes da a manipular → Planear a manipulação 1 . utilize as ajudas mecânicas. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 180 Rúben Viana .Aquando da movimentação e levantamento/abaixamento de cargas.Evitar ao máximo “dobrar” a coluna. falar ou efectuar outros movimentos bruscos. 9 . para a manipulação dos pacientes. procurar o melhor equilíbrio. conforme a idade.Sempre que possível trabalhar com os braços estendidos e com a carga junto ao corpo. 17 .Recolher o queixo e manter a cabeça direita ao fazer o levantamento. O aumento adicional de pressão no tórax diminui a pressão nos discos da coluna. 11 . 3 .As cargas transportadas devem ser suportadas pela coluna e membros inferiores.

proteja a sua coluna”) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 181 Rúben Viana . Sendo assim deve promover o exercício físico e o reforço muscular dos músculos que participam mais activa na movimentação de cargas.9 – Figuras ilustrativas de boas práticas (“Para manter uma boa qualidade de vida. será necessário ter sempre em consideração que o desempenho de todos trabalhadores. 3.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 É importante relembrar que apesar de todas estas recomendações. vai depender directamente da sua aptidão física e psíquica.

2 .9.9.Posturas correctas e erradas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 182 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3.Postura a evitar 3.1 .

3 – Transferência de um paciente da cama para a cadeira Procedimento para levantar da cama: • O membro inferior são deve ser colocado por baixo do membro afectado e as pernas são arrastadas até se encontrarem fora da cama (no caso de se tratar de paciente vitima de um AVC ). Travar a cadeira.9. • O familiar pode ajudar colocando uma mão no lado são do corpo e dando um impulso no levante. • O TAE roda e faz rodar o doente sobre o pé são. • Apoia-se sobre o braço “são” com a ajuda do cotovelo e mão de forma a ficar sentado. segurando-o pelas calças ou cinto. • O TAE coloca-se de frente para o doente. • Rodar o tronco para o lado são (levando o braço afectado sobre o corpo).Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. • O doente senta-se na cama com os pés assentes no chão. sentando-o na cadeira _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 183 Rúben Viana . • Ajuda o doente a levantar-se fazendo pressão com os seus joelhos nos dele e segurando-o pelo cinto/calças até ficar de pé ( o doente pode apoiar a mão do lado são na cadeira. para ajudar). • Trava os joelhos do doente com os seus joelhos. Transferência da cama para a cadeira de rodas: • Colocar a cadeira junto à cama num ângulo de 30º. Retirar pedal da cadeira do lado junto à cama.

Exercícios de relaxamento muscular A mobilização regular das articulações e grupos musculares mais solicitados na actividade. Sentado numa cadeira. para evitar desgaste músculoesquelético. Colocar as mãos nos ombros e flectir os braços para unir os cotovelos. Girar lentamente a cabeça.4 . cruzar os braços e flectir o corpo para baixo. De forma a proporcionar o relaxamento muscular deve: Colocar as mãos na região lombar e suavemente arquear para trás.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3.9. tem um efeito compensador da sobrecarga postural. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 184 Rúben Viana .

6 kg 4. a equipa SIV quando chega ao local da ocorrência para prestar socorro a um paciente no mínimo deverá fazer-se acompanhar do seguinte material: mochila 1. Peso do material de socorro (meio INEM-SIV): Mochila 1 (Via aérea): Mochila 2 (Trauma) : Aspirador : Monitor Argus Pro Life Care : Monitor Argus Pro Transport : Bala Oxigénio portátil (3L) : Bala Oxigénio fixa (20L) : Cadeira de Rodas 13. em passo acelerado. sendo que o limite máximo poderá situar-se na casa dos 150 kg. coloca-se a necessidade de o TAE adoptar uma forma correcta de transportar toda o material de socorro sem que para isso coloque a sua saúde em risco. monitor Argus Pro Life Care.1 kg 6 kg 34 kg 9. para que a coluna vertebral possa ficar menos exposta às sobrecarga e rotação inerente à colocação atrás das costas do referido saco. sendo que traduzindo toda esta carga em peso.4 KG Segundo directrizes elaboradas pelo departamento de emergência médica do INEM.3 kg TOTAL 86.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3.1 kg 9. perfaz um total de 30kg.5 kg. aspirador. até chegar à vitima. O profissional do INEM. concluiu-se que o peso médio para os homens é de 75. sendo que muitas das vezes pode encontrar escadas ou mesmo pavimentos em mau estado. a situação. por vezes têm que se deslocar dezenas de metros.Características da carga do pré-hospitalar Movimentação manual de pacientes (Peso Médio): Segundo um estudo epidemiológico relativo ao peso da população portuguesa efectuado em 2003.3 kg 5. Ora vejamos. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 185 Rúben Viana . Relativamente ao acondicionamento dos sacos na célula sanitária.9 kg e para as mulheres foi de 63. deve ficar preconizado que o SACO 1 (meios SIV) deverá ficar posicionado na parte de baixo.10 . num caso prático abordado no próximo item.02 kg 5. bala oxigénio portátil.

8): . o TAE deverá transportar o material de socorro nas seguintes configurações: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 186 Rúben Viana .Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. 5.Procedimento para a colocação do SACO 1 atrás das costas do TAE: SACO 2 SACO 1 1º Passo 2º Passo 3º Passo 4º Passo Nº da recomendação adoptada no procedimento (capítulo 3.1 .10.1. 9 e 15 5º Passo Deste modo e seguindo as recomendações de boa prática. já enumeradas em páginas anteriores. 6. 3. 2.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3. 3. o TAE deve adoptar as recomendações nº 1. 14 e 15 enumeradas no capítulo 3. 3. o TAE deve adoptar as recomendações nº 1.Configuração de transporte do material Configuração 1: mochila 1+ bala de oxigénio (3L) 13.2 .8 .10.12 e 15 enumeradas no capítulo 3.3 kg 5. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 187 Rúben Viana . 7.1kg Kg 6 Kg Foto 72 e 73 – Ilustração para o correcto transporte na configuração 1 (Foto frontal e lateral) OBSERVAÇÃO: No transporte do material de socorro na configuração 1. Configuração 2: Aspirador + Monitor Argus Pro Life Care 5. 7.8.6 Kg Foto 80 e 81 – Ilustração para o correcto transporte na configuração 2 (Foto frontal e lateral) OBSERVAÇÃO: No transporte do material de socorro na configuração 1.

9 e 13.3.7.8.10. 3. 3.7.8.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 3.10.4 .4.Procedimento para elevação da maca do “chão” com 4elementos 1º Passo 2º Passo OBSERVAÇÃO: Os elementos da equipa devem adoptar as recomendações nº: 2.Procedimento para elevação da maca do “chão” com 2 elementos 1º Passo 2º Passo OBSERVAÇÃO: Os elementos da equipa devem adoptar as recomendações nº: 2.6 .Procedimento de elevação da maca a” meia altura” com 2 elementos 1º Passo 2º Passo _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 188 Rúben Viana .3 .7.9 e 13.4.3.

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 FIM DO MANUAL _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 189 Rúben Viana .

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6 - Apresentação e discussão dos resultados
Após dar por terminado a elaboração deste manual, fiquei com a sensação que todo o esforço, dedicação e tempo dispendido para com o desenvolvimento deste trabalho não foram em vão. Todos os objectivos gerais traçados a que me propus inicialmente, para frequência do estágio curricular, foram alcançados. Quanto aos objectivos específicos, houve a necessidade de efectuar uma ligeira reestruturação de alguns deles, para que deste modo pudessem ficar melhores enquadrados nas temáticas que no meu entender, deveriam fazer parte deste manual. Durante a elaboração deste trabalho, procurei por diversas vezes tirar impressões com vários colegas, que já possuem bastante experiência nesta área de actividade, com o objectivo de elaborar um trabalho que fosse de encontro às temáticas mais pertinentes, ou seja, as que pudessem ser susceptíveis de criar algum tipo risco para a actividade do TAE. Realizei uma pesquisa exaustiva em diversos sites oficiais de entidades com provas dadas nas diversas temáticas abordadas. O assunto que mais dificuldade senti em obter alguma informação, foi o da “sinalização e protecção rodoviária”, inserido do tema Gestão de Risco, isto porque, em Portugal não existe legislação ou matéria sobre o assunto, sendo que apenas encontrei algumas referências em sites brasileiros. Procurei acima de tudo criar um manual de fácil leitura e acesso, procurando também abordar os assuntos que no meu entender o TAE aquando a sua leitura, se possa rever em algum dos cenários retratados, derivado de serviços de socorro anteriormente realizados.

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7 - Conclusão
Consegui elaborar o manual que idealizei para este trabalho, sendo que irei aguardar o feedback de todos os colegas TAE´s que o queiram ler e criticar. Espero ter ido de encontro às necessidades formativas que os TAE´s sentem falta, porque foi devido a eles e para eles que elaborei este manual. Dedico este manual a todos os TAE´s que, diariamente, socorrem as pessoas que precisam do seu auxílio, muitas das vezes, descurando da sua própria segurança em prol de um menor sofrimento e maior conforto da vítima.

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8-Referências Bibliográficas
(1) - INEM, IP – Manual de VMER, viatura de emergência e reanimação. Lisboa: INEM, 2002.

(2) - INEM, IP – Site oficial. Lisboa: INEM, 2010. Site oficial: www.inem.pt.

(3) - INEM, IP – Relatório anual de actividade de 2008. Lisboa: INEM, 2009.

(4) - ANPC, Autoridade Nacional de Protecção Civil – Prevenção e Protecção. Lisboa: ANPC, 2010. Site oficial: www.prociv.pt.

(5) - ENB, Escola Nacional de Bombeiros – Manual de Informação Inicial de Bombeiro, Capitulo IX, Matérias Perigosas. Sintra: ENB, 2010. Site oficial: www.enb.pt.

(6) - DEFESA CIVIL PARANÁ – Manual do Atendimento Pré-hospitalar – SIATE/CBPR, Matérias Perigosas. Curitiba/Brasil: Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná, 2008. Site oficial: www.defesacivil.pr.gov.br.

(7) - Linde Sogás, Lda – Conselhos de Segurança do Oxigénio. Lisboa: Linde, 2010. Site oficial: www.linde.pt.

(8) - BOLOGNIESI, S. – Manual de Procedimento de Emergência na rodovia. Nova Dutra, 2004.

(9) - COMISSÃO DE CONTROLO DA INFECÇÃO DA REGIÃO DE SAUDE DE LISBOA E VALE DO TEJO – Manual de procedimentos – A higienização das instalações dos centro de saúde no contexto da prevenção e controlo da infecção. Lisboa: ARSLVT I.P, Fevereiro 2009, Site oficial: www.arslvt.min-saude.pt.

(10) - ACT, Autoridade para as Condições de Trabalho – Movimentação Manual de cargas no sector dos cuidados de saúde. Lisboa: Campanha do CARIT, 2007, Site oficial: www.handlingloads.eu/pt.

(11) - ITG, Instituto Tecnológico do Gás – Informações sobre o monóxido de carbono. Lisboa: ITG, 2010, Site oficial: www.itg.pt.

(12) - INAC, Instituto Nacional de Aviação Civil – Operação de helicópteros civis em voos de busca e salvamento. Lisboa: INAC, 4 de Junho 1998, Circular nº12/98 de informação aeronáutica, Site oficial: www.inac.pt.

(13) - BELL HELICOPTER – Brochuras do helicóptero BELL 412EP. TEXAS/USA, Bell Helicopter Textron Inc, 2009, Site oficial: www.bellhelicopter.com.

(14)

-

AGUSTA

WESTLAND

-

Brochura

do

Heli

Augusta

AW109.

Italia:

Agusta,

2009,

Site

Oficial:

www.agustawestland.com.

(15) – MORAIS, BOUÇA – Apontamentos do módulo de Segurança no Trabalho, Riscos Eléctricos. Viana do Castelo, Outubro 2009.

(16) – ACT – Campanha europeia de inspecção e informação – “ Movimento Manual de Cargas 2008”, 2008, Site oficial: www.act.gov.pt
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APÊNDICES

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211 ANEXO 9 – Resumo das etiquetas de perigo associadas às diferentes classes das matérias perigosas Pág. 206 ANEXO 6 – Lista de Frases de Risco Pág. 207 ANEXO 7 – Lista de Frases de Segurança Pág. 195 ANEXO 4 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do ANIOS DDSH Pág. 194 ANEXO 3 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Surfanios Pág.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXOS DO MANUAL ANEXO 1 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Oxigénio Pág. 209 ANEXO 8 – Regras básicas na utilização de extintores Pág. 201 ANEXO 5 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Álcool Etílico Pág. 192 ANEXO 2 – Ficha dos Dados de Segurança (FDS) do Presept Pág. 217 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 194 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 1 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 195 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 196 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 2 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 197 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 3 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 198 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 199 Rúben Viana .

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_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 203 Rúben Viana

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 4 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 204 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 205 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 206 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 207 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 208 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 5 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 209 Rúben Viana .

R26 : Muito tóxico por inalação. R32 : Em contacto com ácidos liberta gases muito tóxicos. R29 : Em contacto com a água liberta gases tóxicos. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 210 Rúben Viana . R5 : Perigo de explosão sob a acção do calor. R20 : Nocivo por inalação.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 6 Lista de Frases de Risco. fogo ou outras fontes de ignição. R4 : Forma compostos metálicos explosivos muito sensíveis. R16 : Pode explodir quando misturado com substâncias comburentes. R9 : Pode explodir quando misturado com matérias combustíveis. R11 : Facilmente inflamável. R6 : Perigo de explosão com ou sem contacto com o ar. R22 : Nocivo por ingestão. R19 : Pode formar peróxidos explosivos. R21 : Nocivo em contacto com a pele. R27 : Muito tóxico em contacto com a pele. R17 : Espontaneamente inflamável ao ar. R25 : Tóxico por ingestão. R8 : Favorece a inflamação de matérias combustíveis. R10 : Inflamável. fogo ou outras fontes de ignição. R23 : Tóxico por inalação. R33 : Perigo de efeitos cumulativos. R12 : Extremamente inflamável. R2 : Risco de explosão por choque. R18 : Quando da utilização. R13 : Gás liquefeito extremamente inflamável. R28 : Muito tóxico por ingestão. R14 : Reage violentamente em contacto com a água. R3 : Grande risco de explosão por choque. R31 : Em contacto com ácidos liberta gases tóxicos. fricção. fricção. R30 : Pode tornar-se facilmente inflamável durante o uso. R15 : Em contacto com a água liberta gases muito inflamáveis. R24 : Tóxico em contacto com a pele. R7 : Pode provocar incêndio. R34 : Provoca queimaduras. formação possível de mistura vapor/ar inflamável/explosiva. atribuídas as substâncias e preparações perigosas: R1 : Explosivo no estado seco.

R54 : Tóxico para a flora. R39 : Perigo de efeitos irreversíveis muito graves. R49 : Pode causar cancro por inalação. R37 : Irritante para as vias respiratórias. R48 : Risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada. R60 : Pode comprometer a fertilidade.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 R35 : Provoca queimaduras graves. R45 : Pode causar cancro. R53 : Pode causar efeitos negativos a longo prazo no ambiente aquático. R44 : Risco de explosão se aquecido em ambiente fechado. R61 : Risco durante a gravidez com efeitos adversos na descendência. por exposição repetida. R41 : Risco de lesões oculares graves. por inalação dos vapores. R58 : Pode causar efeitos negativos a longo prazo no ambiente. R46 : Pode causar alterações genéticas hereditárias. R50 : Muito tóxico para os organismos aquáticos. R67 : Pode provocar sonolência e vertigens. R68 : Possibilidade de efeitos irreversíveis. R38 : Irritante para a pele. R57 : Tóxico para as abelhas. R64 : Pode causar danos às crianças alimentadas com leite materno. R47 : Pode causar defeitos ao feto. R36 : Irritante para os olhos. R66 : Pode provocar secura da pele ou fissuras. R63 : Possíveis riscos durante a gravidez com efeitos adversos na descendência. R55 : Tóxico para a fauna. R59 : Perigoso para a camada de ozono. R51 : Tóxico para os organismos aquáticos. R56 : Tóxico para os organismos do solo. R42 : Pode causar sensibilização por inalação. R40 : Possibilidade de efeitos cancerígenos. R62 : Possíveis riscos de comprometer a fertilidade. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 211 Rúben Viana . R43 : Pode causar sensibilização em contacto com a pele. R52 : Nocivo para os organismos aquáticos. R65 : Nocivo: pode causar danos nos pulmões se ingerido.

.. (materiais incompatíveis a indicar pelo fabricante) S15: Conservar longe do calor S16: Conservar longe de fontes de ignição . (gás inerte a especificar pelo fabricante) S7: Manter o recipiente bem fechado S8: Manter o recipiente ao abrigo da humidade S9: Manter o recipiente num lugar bem ventilado S10: Manter o conteúdo húmido S11: Evitar o contacto com o ar S12: Não fechar o recipiente hermeticamente S13: Manter longe de comida.Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 7 Lista de Frases de Segurança: Esta é uma lista das frases de segurança e seus respectivos significados que definem as precauções a tomar na utilização de certos reagentes: S1: Conservar bem trancado S2: Manter fora do alcance das crianças S3: Conservar em lugar fresco S4: Manter longe de lugares habitados S5: Conservar em.Não fumar S17: Manter longe de materiais combustíveis S18: Abrir manipular o recipiente com cautela S20: Não comer nem beber durante a utilização S21: Não fumar durante a utilização S22: Não respirar o pó S23: Não respirar o vapor/gás/fumo/aerossol S24: Evitar o contacto com a pele S25: Evitar o contacto com os olhos S26: Em caso de contacto com os olhos lavar imediata e abundantemente em água e chamar um especialista S27: Retirar imediatamente a roupa contaminada S28: Em caso de contacto com a pele lavar imediata e abundantemente com... (produto adequado a indicar pelo fabricante) S29: Não deitar os resíduos no esgoto S30: Nunca adicionar água ao produto S33: Evitar a acumulação de cargas electrostáticas _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 212 Rúben Viana ... bebidas incluindo os dos animais S14: Manter afastado de... (líquido apropriado a especificar pelo fabricante) S6: Conservar em .

.. (meios de extinção a especificar pelo fabricante.(e especificar pelo fabricante) S41: Em caso de incêndio e/ou explosão não respirar os fumos S42: Durante as fumigações/pulverizações... (a especificar pelo fabricante) S51: Usar unicamente em locais bem ventilados S52: Não usar sobre grandes superfícies em lugares habitados S53: Evitar a exposição – obter instruções especiais antes de usar S54: Obter autorização das autoridades de controlo de contaminação antes de despejar nas estações de tratamento de águas residuais S55: Utilizar as melhores técnicas de tratamento antes de despejar na rede de esgotos ou no meio aquático S56: Não despejar na rede de esgotos nem no meio aquático. Se a água aumentar os riscos acrescentar "Não utilizar água") S44: Em caso de indisposição consultar um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo do produto) S45: Em caso de acidente ou indisposição consultar imediatamente um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo do produto) S46: Em caso de ingestão consultar imediatamente um médico e mostrar o rótulo ou a embalagem S47: Conservar a uma temperatura inferior a .. Ter em atenção as instruções específicas das fichas de dados de Segurança S62: Em caso de ingestão não provocar o vómito: consultar imediatamente um médico e mostrar o rótulo ou a embalagem S63: Em caso de inalação acidental. Utilizar para o efeito um local apropriado para o tratamento dos resíduos S57: Utilizar um contentor adequado para evitar a contaminação do meio ambiente S58: Elimina-se como resíduo perigoso S59: Informar-se junto do fabricante de como reciclar e recuperar o produto S60: Elimina-se o produto e o recipiente como resíduos perigosos S61: Evitar a sua libertação para o meio ambiente.. usar equipamento respiratório adequado (denominação(ões) adequada(s) a especificar pelo fabricante S43: Em caso de incêndio usar. °C (a especificar pelo fabricante) S48: Conservar húmido com . lavar repetidamente a boca com água(apenas se a vítima estiver consciente) _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 213 Rúben Viana . (meio apropriado a especificar pelo fabricante)[4] S49: Conservar unicamente no recipiente de origem S50: Não misturar com ... remover a vítima da zona contaminada e mantê-la em repouso S64: Em caso de ingestão...Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 S34: Evitar choques e fricções S35: Eliminar os resíduos do produto e os seus recipientes com todas as precauções possíveis S36: Usar vestuário de protecção adequado S37: Usar luvas adequadas S38: Em caso de ventilação insuficiente usar equipamento respiratório adequado S39: Usar protecção adequada para os olhos/cara S40: Para limpar os solos e os objectos contaminados com este produto utilizar .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 8 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 214 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 215 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 ANEXO 9 Resumo das etiquetas de perigo associadas às diferentes classes das matérias perigosas: CLASSE1: CLASSE2: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 216 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CLASSE 3: CLASSE 4: CLASSE 5: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 217 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CLASSE 6: CLASSE 7: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 218 Rúben Viana .

Manual de Segurança e Boas Práticas para o profissional TAE do INEM | 2010 CLASSE 8: CLASSE 9: _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Pós-Graduação em Segurança e Higiene no Trabalho | Relatório de Estágio Página 219 Rúben Viana .

FIM dos ANEXOS .

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