PROVA PERICIAL INSALUBRIDADE E

PERICULOSIDADE

SUMÁRIO
I. II. III. IV. V. VI. VII. VIII. IX. X. XI. XII. XIII. XIV. XV. XVI. XVII. Prova Pericial ......................................................................................................................... 03 Lei nº 6.514, de 22 de Dezembro de 1977 ............................................................................. 08 Portaria nº 3.214, de 08 de junho de 1978 ............................................................................. 10 NR 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA ............................................. 11 NR 15 - Atividades e Operações Insalubres ........................................................................... 11 Graus de Insalubridade ........................................................................................................... 13 NR 16 - Atividades e Operações Perigosas ........................................................................... 14 Prazo Prescricional ................................................................................................................. 15 Perícia ..................................................................................................................................... 15 Perito ....................................................................................................................................... 16 Assistente Técnico .................................................................................................................. 17 Habilitação Profissional ........................................................................................................... 18 Perícia Judicial ........................................................................................................................ 19 Perícia Extra-Judicial .............................................................................................................. 20 Atribuições do Perito ............................................................................................................... 21 Substituição do Perito ............................................................................................................. 21 Agendamento da Perícia ........................................................................................................ 22

XVIII. Poderes do Perito e Assistentes Técnicos ............................................................................. 22 XIX. XX. XXI. XXII. Dolo ou Culpa do Perito ..........................................................................................................22 Honorários Periciais ................................................................................................................22 Perícia - Suborno ....................................................................................................................23 Quesitos ..................................................................................................................................24

XXIII. Laudo Técnico Pericial ............................................................................................................29 XXIV. Oitiva do Perito em Audiência .................................................................................................30 XXV. Procedimentos na Perícia Judicial ..........................................................................................31 XXVI. Orientações Jurisprudenciais da SDI-I (TST) .........................................................................33 XXVII. Referências Bibliográficas ......................................................................................................34
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I. PROVA PERICIAL
CPC

SEÇÃO VII

DA PROVA PERICIAL CPC: Código de Processo Civil. Art. 420: Art. 421: A prova pericial consiste em exame, vistoria ou avaliação. O Juiz nomeará o perito, fixando de imediato o prazo para entrega do laudo. § 1º Incumbe às partes, dentro em cinco (5) dias, contados da intimação do despacho de nomeação do perito: I. indicar o assistente técnico; II. apresentar quesitos. § 2º Quando a natureza do fato o permitir, a perícia poderá consistir apenas na inquirição pelo juiz do perito e dos assistentes, por ocasião da audiência de instrução e julgamento a respeito das coisas que houverem informalmente examinado ou avaliado. Art. 422: O perito cumprirá escrupulosamente o encargo que lhe foi cometido, independentemente de termo de compromisso. Os assistentes técnicos são de confiança da parte, não sujeitos a impedimento ou suspeição. O perito pode escusar-se (art. 146), ou ser recusado por impedimento ou suspeição (art. 138, III); ao aceitar a escusa ou julgar procedente a impugnação, o juiz nomeará novo perito. O perito pode ser substituído quando: I. carecer de conhecimento técnico ou científico; II. sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado. Parágrafo Único: No caso previsto no inciso II, o juiz comunicará a ocorrência à corporação profissional respectiva, podendo, ainda impor multa ao perito, fixada tendo em vista o valor da causa e o possível prejuízo decorrente do atraso no processo. Art. 425: Poderão as partes apresentar, durante a diligência, quesitos suplementares. Da juntada dos quesitos aos autos dará o escrivão ciência à parte contrária.

Art. 423:

Art. 424:

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solicitando documentos que estejam em poder de parte ou em repartições públicas. II. fotografias e outras quaisquer peças.455 de 24. Parágrafo Único: Os assistentes técnicos oferecerão seus pareceres no prazo comum de dez dias após a apresentação do laudo. Art. a realização de nova perícia. Se o perito. 426: Compete ao juiz: I. pelo menos vinte dias antes da audiência de instrução e julgamento. quando a matéria não lhe parecer suficientemente esclarecida. obtendo informações. Art.1992. Revogado pela Lei n. 435: A parte. quando intimados cinco (5) dias antes da audiência. ao qual se requisitar a perícia. o juiz poderá nomear mais de um perito e a parte indicar mais de um assistente técnico. formulando desde logo as perguntas.º 8. por uma vez. 429: Art. sob forma de quesitos. o juiz conceder-lhe-á. segundo o seu prudente arbítrio. que abranja mais de uma área de conhecimento especializado. O perito apresentará o laudo em cartório. por motivo justificado. na inicial e na contestação. apresentarem sobre as questões de fato pareceres técnicos ou documentos elucidativos que considerar suficientes. ouvindo testemunhas. não puder apresentar o laudo dentro do prazo. podem o perito e os assistentes técnicos utilizarse de todos os meios necessários. O juiz poderá determinar. prorrogação. independentemente de intimação. poderá proceder-se à nomeação de perito e indicação de assistentes técnicos no juízo. 432: Art. Parágrafo Único: O perito e o assistente técnico só estarão obrigados a prestar os esclarecimentos a que se refere este artigo. 436: O juiz não está adstrito ao laudo pericial. 431-B (*) Art. indeferir quesitos impertinentes. Tratando-se de perícia complexa. Art. Art.Art. 431-A (*) Art. 430: Art. desenhos. formular os que entender necessário ao esclarecimento da causa. 428: Art. Para o desempenho de sua função. bem como instruir o laudo com plantas. Quando a prova tiver de realizar-se por carta. 427: O juiz poderá dispensar prova pericial quando as partes. no prazo fixado pelo juiz. que desejar esclarecimento do perito e do assistente técnico. 433: Art. de ofício ou a requerimento da parte.08. 437: 4 . As partes terão ciência da data e local designado pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova. podendo formar sua convicção com outros elementos ou fatos provados nos autos. requererá ao juiz que mande intimá-lo a comparecer à audiência.

seja por empregado.Art. § 2º Argüida em juízo insalubridade ou periculosidade. registrados no Ministério do Trabalho. requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do Trabalho. nem a realização ex-offício da perícia. e. 5 . com o objetivo de caracterizar e classificar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas. 438: A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre que recaiu a primeira e destina-se a corrigir eventual omissão ou inexatidão dos resultados a que esta conduziu. A segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas para a primeira. cabendo ao juiz apreciar livremente o valor de uma e outra. de 27. onde não houver. o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo. far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho. 439: (*) Artigo incluído pela Lei n. seja por Sindicato em favor de grupo de associados.2001.CLT: A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade. segundo as normas do Ministério do Trabalho.12.358. 195: .º 10. Parágrafo Único: A segunda perícia não substitui a primeira. Art. § 1º É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste. § 3º O disposto nos parágrafos anteriores não prejudica a ação fiscalizadora do Ministério do Trabalho. PERÍCIA INSALUBRIDADE OU PERICULOSIDADE JUIZ NOMEIA PERITO ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO MÉDICO DO TRABALHO Art.

6 . e seu funcionamento determinará a extinção dos cursos de que trata o inciso II. ao possuidor de registro de Engenharia de Segurança do Trabalho. Parágrafo único: O curso previsto no inciso I deste artigo terá o currículo fixado pelo Conselho Federal de Educação.ART. “A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade. por proposta do Ministério do Trabalho.L.C. III. o CREA “Conselho Regional de Engenharia. Arquitetura e Agronomia. ao portador de certificado de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. após o registro no Ministério do Trabalho. segundo as normas do Ministério do Trabalho. realizado em caráter prioritário.410 DE 27/11/85 . pelo Ministério do Trabalho. em nível de pósgraduação. bem como da anuidade quitada. far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho. 195 . Assim. até a data fixada na regulamentação desta lei. 1º º O exercício da especialização de Engenheiro de Segurança do Trabalho será permitido exclusivamente: I.ART. após a regulamentação desta Lei. expedido pelo Ministério do Trabalho. LEI Nº 7. e o de Técnico de Segurança do Trabalho. Arquitetura e Agronomia”.410 DE 27/11/85 . 3º º O exercício da atividade de Engenheiros e Arquitetos na especialização de Engenharia de Segurança do Trabalho dependerá de registro em Conselho Regional de Engenharia.HABILITAÇÃO PROFISSIONA Quantita ART. (*) (*) O Engenheiro não tem mais seu registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. LEI Nº 7. portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho.T. ao Engenheiro ou Arquiteto. mas sim pelo órgão da classe. a prova de habilitação é feita pelo registro profissional com anotação de especialidade. II. registrados no Ministério do Trabalho”. a ser ministrado no País. na forma da regulamentação a ser expedida.

responderá pelos prejuízos que causar à parte. mediante certidão do órgão profissional em que estiverem inscritos. por dolo ou culpa. 423). respeitado o disposto no Capítulo VI. 145: Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico. o juiz será assistido por perito. 147: O perito que. pode. no prazo que lhe assina a lei. segundo o disposto no art. § 3º Nas localidades onde não houver profissionais qualificados que preencham os requisitos dos parágrafos anteriores. escusar-se do encargo alegando motivo legítimo. deste Código. § 1º Os peritos serão escolhidos entre profissionais de nível universitário. a funcionar em outras perícias e incorrerá na sanção que a lei penal estabelecer.6 . por dois (2) anos. contados da intimação ou do impedimento superveniente.º 3214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego).Atividades e Operações Insalubres . prestar informações inverídicas.CPC SEÇÃO II . a indicação dos peritos será de livre escolha do juiz. Parágrafo Único: A escusa será apresentada dentro de cinco dias.NR 15 . devidamente inscritos no órgão de classe competente. Art.Portaria n. Seção VII. ficará inabilitado. todavia. sob pena de se reputar renunciado o direito a alegá-la (art. 146: O perito tem o dever de cumprir o ofício. 421. empregando toda a sua diligência. Art. PERITO ESTAR DEVIDAMENTE HABILITADO UTILIZAR INSTRUMENTOS CALIBRADOS DESCREVER NO LAUDO A TÉCNICA E APARELHAGEM UTILIZADA (*) HONRAR O CARGO QUE LHE FOI CONFIADO (*) O Perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas (item 15. 7 . § 2º Os peritos comprovarão sua especialidade na matéria sobre que deverão opinar.DO PERITO Art.

com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. médio e mínimo. os limites de tolerância aos agentes agressivos. 192: O exercício de trabalho em condições insalubres. Art. segundo se classifiquem nos graus máximos. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. DE 22 DE DEZEMBRO DE 1977 º Altera o Capítulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho. prêmios ou participações nos lucros da empresa. 8 . comprovada a insalubridade. Art. Parágrafo Único: Caberá à Delegacias Regionais do Trabalho.Da Segurança e da Medicina do Trabalho . Capítulo V . acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. LEI Nº 6. 190: O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade. com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. relativo à Segurança e Medicina do Trabalho. notificar as empresas. meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.514. acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho. alergênicos ou incômodos.Das Atividades Insalubres ou Perigosas Art. Art. condições ou métodos de trabalho. Parágrafo Único: As normas referidas neste artigo incluirão medidas de proteção do organismo do trabalhador nas operações que produzem aerodispersóides tóxicos. irritantes. aquelas que.Seção XIII . 189: Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. 191: A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá: I. assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento). na forma deste artigo. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho. estipulando prazos para sua eliminação ou neutralização. por sua natureza. 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da região. 193: São consideradas atividades ou operações perigosas. por sua natureza ou métodos de trabalho.II. Art. § 1º O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações. II. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde.

Art. § 1º É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste. far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho. após a extinção do contrato de trabalho. Art. nos termos dessa Seção e das normas expedidas pelo Ministério do Trabalho. o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo. onde não houver. § 3º O disposto nos parágrafos anteriores não prejudica a ação fiscalizadora do Ministério do Trabalho. 196: Os efeitos pecuniários decorrentes do trabalho em condições de insalubridade ou periculosidade serão devidos a contar da data da inclusão da respectiva atividade nos quadros aprovados pelo Ministério do Trabalho. seja por empregado.§ 2º O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. seja por Sindicato em favor de grupo de associados. com o objetivo de caracterizar e classificar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas. e. registrados no Ministério do Trabalho. 195: A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade. Art. 11: O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve: Iem cinco anos para o trabalhador urbano. segundo as normas do Ministério do Trabalho. em dois anos. 194: O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminação do risco à sua saúde ou integridade física. II§ 1º 9 . respeitadas as normas do artigo 11. nem a realização ex-ofício da perícia. Art. § 2º Argüida em juízo insalubridade ou periculosidade. até o limite de dois anos após a extinção do contrato. o disposto neste artigo não se aplica às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social. para o trabalhador rural. requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do Trabalho.

DE 08 DE JUNHO DE 1978 º Aprova as Normas Regulamentadoras .Líquidos combustíveis e inflamáveis NR 21 .Máquinas e equipamentos NR 13 .Fiscalização e penalidades NR 29 .Segurança e saúde no trabalho na agricultura.NR .Fornos NR 15 .Segurança e saúde no trabalho portuário NR 30 .Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde NR 33 . silvicultura.Atividades e Operações perigosas NR 17 .Transporte.EPI Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional Edificações Programa de Prevenção de Riscos Ambientais NR 10 . movimentação.214.Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção NR 19 . exploração florestal e aqüicultura NR 32 .Segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados 10 . da Consolidação das Leis do Trabalho.Caldeiras e vasos de pressão NR 14 .Segurança e saúde ocupacional na mineração NR 23 .do Capítulo V do Título II.Resíduos industriais NR 26 .Registro profissional do técnico de segurança do trabalho no Ministério do Trabalho NR 28 .SESMT Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . armazenagem e manuseio de materiais NR 12 .Trabalho a céu aberto NR 22 .Ergonomia NR 18 . pecuária.Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho NR 25 .Instalações e Serviços em eletricidade NR 11 .Proteção contra incêndios NR 24 .CIPA Equipamento de Proteção Individual .Sinalização de segurança NR 27 . PORTARIA Nº 3.Segurança e saúde no trabalho aquaviário NR 31 . relativas à Segurança e Medicina do Trabalho NORMAS REGULAMENTADORAS NR 1 NR 2 NR 3 NR 4 NR 5 NR 6 NR 7 NR 8 NR 9 Disposições Gerais Inspeção Prévia Embargo ou Interdição Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho .Atividades e operações insalubres NR 16 .III.Explosivos NR 20 .

3. radiações não ionizantes. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição.6.1. durante a sua vida laboral.1.1. vírus. NR 9 . radiações ionizantes.1.3. Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho.2. fumos. de 23-11-1990). 8. Acima dos limites de tolerância previstos nos anexos n.1. 15.1. b) para o ruído. concentração ou intensidade e tempo de exposição.1. bem como o infra-som e ultra-som. temperaturas extremas. 9. a dose de 0.6.1. a concentração ou intensidade máxima ou mínima. V. item 6. 11 e 12. 9. tais como ruído. 5.1.1.751.5. químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que. 9 e 10. 15. 9. Consideram-se agentes físicos diversas formas de energia a que se possam estar expostos os trabalhadores. São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem: 15. NR 15 .5. 11 .5.ºs 6. a metade dos limites de exposição ocupacional considerados de acordo com a alínea “c” do subitem 9. gases ou vapores. são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.1. Para efeito desta NR consideram-se riscos ambientais os agentes físicos.PPRA 9. DO NÍVEL DE AÇÃO 9. para os fins desta Norma. conforme critério estabelecido na NR-15. compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória. a informação aos trabalhadores e o controle médico. 9. Deverão ser objeto de controle sistemático as situações que apresentem exposição ocupacional acima dos níveis de ação. parasitas.3. Consideram-se agentes químicos as substâncias.4. que não causará dano à saúde do trabalhador.1. pressões anormais.IV.3.5 (dose superior a 50%). Nas atividades mencionadas nos anexos n. Entende-se por Limite de Tolerância. Para os fins desta NR considera-se nível de ação o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição. ou que.5. possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. em função de sua natureza.2.5. constantes dos anexos n.PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS .1. entre outros.1.º 3. Anexo nº 1. 15. vibrações.6.ºs 7. pela natureza da atividade de exposição. (Revogado pela Portaria n. nas formas de poeiras. fungos. neblinas. protozoários.3.ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES 15. conforme indicado nas alíneas que seguem: a) para agentes químicos.ºs 1. 9. 15.13 e 14. névoas. bacilos. 2.3.5. Consideram-se agentes biológicos as bactérias.2. relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente.3.

º 3. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. para efeito de acréscimo salarial.3.6.2. a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste.1.4. 15. 12 .1.2. 15.5.5 não prejudica a ação fiscalizadora do MTb.4. será apenas considerado o de grau mais elevado. É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho. 40% (quarenta por cento).2. equivalente a: 15. A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo. O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através de avaliação pericial por órgão competente.1. A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: a) com a adoção de medida de ordem geral que conserve o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. b) com a utilização de equipamento de proteção individual. 15.5. 20% (vinte por cento). para insalubridade de grau mínimo. quando solicitado pela Justiça. 15. para insalubridade de grau médio. 15. 15. que comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador.1. sendo vedada a percepção cumulativa.4. 15.1.2. 15.4. comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho. o perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido. de acordo com os subitens do item anterior. 15.1.15. 15. nem a realização exoffício da perícia. nas localidades onde não houver perito.2. (*) Redação dada pela Portaria n. incidente sobre o salário mínimo da região. de 1º-071992. O exercício de trabalho em condições de insalubridade. fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização. com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre.6. O disposto no item 15. desde que comprovada a insalubridade. (*) Cabe a autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador. devidamente habilitado. através das DRT’s. assegura ao trabalhador a percepção de adicional.3. 10% (dez por cento). para insalubridade de grau máximo. 15.

Exposição ao calor com valores de I. 40% Atividades ou operações. 13 . Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no Quadro nº 1. Vibrações consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Trabalho sob condições hiperbáricas. tolerância fixados no Quadro nº 1.11. de 23. Radiações não ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Percentual 20% 20% 20% * 40% 40% 20% 20% 20% 20% Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de 10%.VI. Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. 20% e 40% * Revogado pela Portaria nº 3. superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros nºs 1 e 2. Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo nº 2.1990.T. 20% e 40%. Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo. consideradas 10%.G. Agentes biológicos.U. 20% e 40%. GRAUS DE INSALUBRIDADE Anexo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Atividades ou operações que exponham o trabalhador a: Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo nº 1 e no item 6 do mesmo Anexo. Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo.751. envolvendo agentes químicos. Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho.B.

12. 16. até o limite de 200 (duzentos) litros para os inflamáveis líquidos e 135 (cento e trinta e cinco) quilos para os inflamáveis gasosos liquefeitos. (*) Redação dada pela Portaria nº 25. sem os acréscimos resultantes de gratificações. 16. 16. Para os fins desta Norma Regulamentadora (NR) são consideradas atividades ou operações perigosas as executadas com explosivos sujeitos a: a) Degradação química ou autocatalítica. prêmios ou participação nos lucros da empresa.6. Para efeito desta Norma Regulamentadora (NR) considera-se líquido combustível todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70ºC (setenta graus centígrados) e inferior a 93.2. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento).VII. São consideradas atividades e operações perigosas as constantes dos Anexos números 1 e 2 desta Norma Regulamentadora (NR). faíscas. 14 .1. As quantidades de inflamáveis. fogo. NR 16 .3 não prejudica a ação fiscalizadora do Ministério do Trabalho. umidade. (*) Todas as áreas de risco previstas nesta NR devem ser delimitadas. 16. 16. sob responsabilidade do empregador. são consideradas em condições de periculosidade. tais como calor. O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido.6. choque e atritos. 16. em quaisquer vasilhames e a granel. 16. de 29.3ºC (noventa e três graus e três décimos de graus centígrados). fenômenos sísmicos. É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho. a realização de perícia em estabelecimento ou setor da empresa. com exclusão para o transporte em pequenas quantidades.ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS 16. b) Ação de agentes exteriores.2.8. através das Delegacias Regionais do Trabalho. com o objetivo de caracterizar e classificar ou delimitar atividade perigosa. nem a realização ex-officio da perícia.1.1.5.7. 16. contidas nos tanques de consumo próprio dos veículos não serão consideradas para efeito desta Norma.4. incidente sobre o salário. 16.1994. As operações de transporte de inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos. O disposto no item 16.3.

ademais. consagrado nos artigos 420 e seguinte. sem pretender nenhum efeito jurídico concreto com sua exposição.VIII. IX. A função da perícia é levar ao processo conhecimentos científicos ou práticos que o Juiz podia conhecer. A perícia contém. ao passo que o segundo pode desconhecer os fatos quando que lhe é outorgado o encargo já que é suficiente que tenha experiência técnica. em virtude de encargo judicial. porque é essencialmente um conceito ou ditame técnico.05/10/1988 Art. PRAZO PRESCRICIONAL CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL . até o limite de dois anos após a extinção do contrato. mas que não está obrigado a tanto. e não uma simples narração de suas percepções (no que também se distingue o testemunho.” As perícias judiciais no âmbito da saúde e segurança do trabalho ocorrem principalmente nas jurisdições contenciosas: 15 . Diferencia-se da declaração de ciência testemunhal. que conceitua como: “A prova pericial consiste em exame. inclusive quando é técnico). as características e a apreciação do fato. porque o perito expõe o que sabe por percepção e por dedução ou indução dos fatos sobre os quais versa seu ditame. ou sobre suas causas e efeitos. mediante a qual são ministrados ao Juiz argumentos cuja percepção ou cujo entendimento escapa das aptidões comuns das pessoas. artísticos ou científicos. uma operação valorativa. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.pelos quais é solicitado seu testemunho. especialmente qualificadas por seus conhecimentos técnicos. e sobre o que sabe de fatos futuros. PERÍCIA É uma atividade processual desenvolvida. que tem por objetivo o conhecimento que a testemunha possui dos fatos que existem no momento de declarar ou existiram antes. DIREITO BRASILEIRO No direito brasileiro a Perícia é um meio de prova. artístico ou científico do que o perito deduz sobre a existência. por pessoas distintas das partes do processo. além de outros que visem à melhoria de sua º condição social: XXIX ação. quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. ao passo que o perito conceitua também suas causas e os efeitos de tais fatos. e que são necessários para fundamentar a decisão. em virtude de suas deduções técnicas ou científicas e em que o primeiro geralmente adquiriu seu conhecimento antes de ser chamado como testemunha . A Perícia é uma declaração de ciência. do Código de Processo Civil. vistoria ou avaliação. artística ou científica necessários para iniciar a sua investigação e seu estudo.

a) cível: na qual estão afetos os litígios de natureza acidentária e responsabilidade civil.584 DE 26 DE JUNHO DE 1970 Dispõe sobre normas de Direito Processual do Trabalho. o escrivão. desde que a prova necessite de avaliação técnica. devidamente inscritos no órgão de classe competente. altera dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho. seção VII. sobre as quais persistem as dúvidas que dependem da atuação do perito para serem esclarecidas. danos estéticos decorrentes de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Art. além de outros. cujas atribuições são determinadas pelas normas de organização judiciária. o administrador e o intérprete. mediante certidão do órgão profissional em que estiverem inscritos.º LEI N. PERITO Perito é o técnico que assume o encargo judicial de proceder a verificação que exige o conhecimento especial. o juiz será assistido por perito.DOS AUXILIARES DA JUSTIÇA Art. 421. disciplina a concessão e prestação de assistência judiciária na Justiça do Trabalho. a indicação dos peritos será de livre escolha do Juiz. Nas localidades onde não houver profissionais qualificados que preencham os quesitos dos parágrafos anteriores.º 5. que fixará o prazo para entrega do laudo.CPC CAPÍTULO V . CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL . o depositário. deste Código. e dá outras providências. o oficial de justiça. dano moral. X. 3º Os exames periciais serão realizados por perito único designado pelo juiz.DO PERITO Art. Consubstancia as suas conclusões em um laudo. 139: São auxiliares do juízo.º § 3. Os peritos comprovarão sua especialidade na matéria sobre que deverão opinar. segundo o disposto no art. o perito. § 1. 16 . § 2. Para orientação de sua investigação as partes formulam quesitos. b) justiça do trabalho: que trata dos litígios entre empregados e empregadores. SEÇÃO II . 145: Quando a prova do fato depender do conhecimento técnico ou científico.º Os peritos serão escolhidos entre profissionais de nível universitário. que são perguntas sobre os aspectos mais importantes do caso. c) justiça criminal: embora com menor freqüência. respeitado o disposto no Capítulo VI.

passam a funcionar no assessoramento do perito. fixando de imediato o prazo para a entrega do laudo. 431-B Tratando-se de perícia complexa. II.º 8455 de 24. por isso. Parágrafo único: Os assistentes técnicos oferecerão seus pareceres no prazo comum de dez dias após a apresentação do laudo. independentemente de intimação”.Parágrafo Único: Permitir-se-á a cada parte a indicação de um assistente. 17 . 421: O juiz nomeará o perito. Sua função é assessorar o estudo e o laudo do perito. XI.” Art. 138 do CPC no sentido de só se configurarem impedimentos e suspeições em relação ao perito e não aos assistentes técnicos. sob pena de ser desentranhado dos autos. § 1º Incumbe às partes. cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo assinado para o perito. com o intuito de simplificar a produção da prova pericial. As partes podem valer-se de assistentes. pelo menos vinte dias antes da audiência de instrução e julgamento. contados da intimação do despacho de nomeação do perito: Iindicar o assistente técnico. Modificou-se o art. dentro de 5 (cinco) dias.apresentar quesitos. A indicação do Assistente Técnico está legalmente prevista no CPC: “Art.92 modificou dispositivos do CPC. auxiliando-o nessa função. no prazo fixado pelo juiz. para a assessoria e fiscalização do perito. indicados pelas partes. Os assistentes exercem uma função processual.8. ma medida em que. passando a ser exclusivamente colaborador da parte. “O perito apresentará o laudo em cartório.” O Assistente Técnico apresenta PARECER que deverá ser apresentado no prazo previsto no Art. não está sujeito a impedimentos e não presta compromisso. ASSISTENTE TÉCNICO É um consultor técnico da parte. o juiz poderá nomear mais de um perito e a parte indicar mais de um assistente técnico. não depende de aprovação do Juízo. que abranja mais de uma área de conhecimento especializado. A Lei n. 433 do CPC. Descaracterizou o assistente técnico como auxiliar do Juízo.

criou as especializações de Engenheiro de Segurança e Médico do Trabalho.º 3. cursos esses ministrados sob a supervisão da Fundacentro. determinou a lei fossem as perícias judiciais realizadas por engenheiro de segurança ou médico do trabalho. Arquitetura e Agronomia (CONFEA). Ao serviço de Segurança do Trabalho coube entre as suas atribuições “estudar assuntos de higiene do trabalho”. Por esse motivo. Os currículos desses cursos foram direcionados para capacitar engenheiros no estudo do ambiente de trabalho e os médicos no estudo de influências que esse ambiente projetasse no organismo do trabalhador. em se tratando de perícias judiciais. art.. passando as perícias de insalubridade e periculosidade a serem regulamentadas pelo Art. 209 da CLT. enfatizava mais as disciplinas de Noções de Epidemiologia e Doenças Profissionais. item 4. Saneamento do Meio e Ergonomia. O Conselho Federal de Engenharia. para transformá-lo em curso de pósgraduação.º 389 de 26. 4º. órgão do Ministério do Trabalho. Arquitetura e Agronomia no País. 195 da CLT. 4º .72. Psicologia do Trabalho e Toxicologia.1968. regulamentando as atribuições dos Serviços de Segurança e Medicina do Trabalho.07. e de Medicina do Trabalho. registrados no Ministério do Trabalho..11. foi promulgada a Lei 7.12. A condição “sine qua non” para o registro desses profissionais no Ministério do Trabalho era o de possuírem curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho em se tratando de engenheiros. que o de Medicina do Trabalho. Todavia. HABILITAÇÃO PROFISSIONAL A Portaria n. conseqüentemente. Em 27. assim como a delimitação das áreas de risco ou a avaliação da explosividade na atmosfera de trabalho. 18 . o curso de especialização de Engenharia de Segurança dava muito mais ênfase às disciplinas de Higiene do Trabalho. em se tratando de médicos.410. é claro quando em sua Resolução 325/87. Quando. com carga horária bem mais extensa e aprovado pelo Conselho Federal de Educação.85. químicos e biológicos que possam vir a afetar a saúde do trabalhador está no âmbito da Engenharia de Segurança. entidade que define as atribuições e atividades da Engenharia. coube entre suas atribuições o “levantamento de doenças profissionais”. As duas profissões interligam-se e completam-se na esfera da insalubridade e periculosidade. se trata de avaliar os reflexos desses agentes agressivos no organismo humano. não foi revogado o Decreto-lei n. apenas com cargas horárias diferenciadas. dispondo sobre a Especialização do Engenheiro de Segurança e ampliou o currículo do curso de especialização. entretanto. que. prescreve: “Art.XII. Partindo desse direcionamento.237.As atividades dos Engenheiros e Arquitetos na especialidade de Engenharia de Segurança do Trabalho são as seguintes: . por sua vez. e. ao Serviço de Medicina do Trabalho. O artigo retromencionado dispõe que a caracterização e classificação da insalubridade e periculosidade far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho. A análise do local de trabalho com incidência de agentes físicos. então se está no âmbito da Medicina do Trabalho. de 27. o art. embora todas essas disciplinas fossem comuns a ambos os cursos.

procurasse indicar aquele que. 19 . Consoante a Portaria n. letras “a” e “b” exibe a especificação da formação exigida para o Engenheiro de Segurança do Trabalho e o Médico do Trabalho: a) Engenheiro de Segurança do Trabalho Engenheiro ou arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. químicos e biológicos. está fora de qualquer dúvida que o ambiente onde se desenvolve a atividade laborativa é da responsabilidade da Engenharia de Segurança. Vistoriar. avaliar. ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em medicina. estabelece que a perícia será realizada por perito único designado pelo juiz. Portanto. Face à legislação pertinente e ao enfoque dado ao currículo do antigo curso de especialização e.parágrafo único). mais se adequasse ao caso “sub judice”. de 26/06/70. em nível de pós-graduação. seria oportuno que o magistrado. 195 da CLT preceitue que a caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade devam ser realizadas indistintamente por médico do trabalho ou engenheiro de segurança. requisitará a perícia ao órgão competente do MTE. operações e locais insalubres e perigosos”.584. Em se tratando de assistente técnico. reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica.4. A perícia. por sua formação e capacitação profissional. neste caso. embora o Art. o juiz nomeará perito habilitado (engenheiro do trabalho ou médico do trabalho) e. onde não houver. mais recentemente. em nível de pós-graduação. XIII. PERÍCIA JUDICIAL O parágrafo segundo do artigo 195 da CLT estabelece. radiação em geral e pressões anormais. b) Médico do Trabalho Médico portador de certificado de conclusão do curso de especialização em Medicina do Trabalho. indicado pelas partes. é regida pela lei processual trabalhista e subsidiariamente pelo Código de Processo Civil (art. emitir parecer. no item 4. caracterizando as atividades. tais como: poluentes atmosféricos. laudos técnicos e indicar medidas de controle sobre grau de exposição e agentes agressivos de riscos físicos. quando a insalubridade ou periculosidade for argüida perante a Justiça.º 3214 de 08 de junho de 1978.1. ao de pós-graduação. ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente. realizar perícias.4. o artigo 3º da Lei 5. ruídos. seria de bom alvitre que o advogado utilizasse realmente seus conhecimentos desde a formulação dos quesitos. ao nomear o perito de sua confiança. do Ministério da Educação. arbitrar. para que essa perícia cumpra a sua finalidade com maiores garantias de ser efetivamente bem realizada. que fixará o prazo de entrega do laudo. propiciando efetivamente a elucidação da causa. No processo trabalhista. calor. no que tange a NR 4. 8º CLT . pois o conhecimento técnico é sumamente importante para que esses sejam bem elaborados. que aprova as Normas Regulamentadoras em Segurança e Medicina do Trabalho.

CPC). 20 . Assim sendo. a perícia é imprescindível para a determinação da insalubridade e periculosidade tanto no aspecto legal (art. CLT) quanto no prejuízo que poderá trazer às partes. isto é. o sindicato e a empresa. embora o art. pareceres técnicos ou documentos elucidativos (art. mesmo fora da Justiça. entendemos que o Ministério do Trabalho deveria credenciar entidades. em seguida. estabeleça que o assistente técnico poderá apresentar parecer dez dias após a apresentação do laudo. ficaria prejudicada sua função de fiscalização do cumprimento das normas de Segurança e Medicina do Trabalho. também. O Parágrafo primeiro do artigo 195 da CLT estabelece que é facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste com o objetivo de caracterizar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas. submete o laudo à aprovação do órgão competente do MTb. muitas vezes. no entanto. Muitas vezes.No parágrafo único do referido artigo. parágrafo único. neste caso. Observa-se que a norma legal impõe a prova pericial como método obrigatório para a caracterização da insalubridade ou periculosidade. pois. PERÍCIA EXTRA-JUDICIAL O Artigo 195 da CLT estabelece que a caracterização e classificação da insalubridade e da periculosidade serão feitas através da perícia a cargo de médico do trabalho ou engenheiro do trabalho. através de acordo. No entanto. a lei processual trabalhista fixa mesmo prazo para os peritos. na inicial e na contestação. enquanto outros não. subsidiariamente o Código Processo Civil . Deve ser salientado que. Esses prazos. não se aplicando. quando a empresa faz a perícia ou contrata serviços de terceiros e. 433 do CPC.no qual o juiz poderá dispensar a prova pericial quando as partes. Essa prática também é recomendada para substituir a atribuição conferida ao Ministério do Trabalho pelo artigo 195 da CLT. Portanto. A lei. Portanto. Ocorre. empresas e profissionais da área para executar tal serviço. caso o Ministério do Trabalho atendesse a todas as solicitações de perícia. na prática. 427. fazem a perícia por intermédio de profissionais ou empresas escolhidos por eles. alguns aceitam o parecer do assistente fora do prazo dado ao perito oficial. a perícia a pedido do Ministério do Trabalho. a escolha do perito é de fundamental importância. fica estabelecido que as partes poderão indicar os assistentes técnicos. atribuiu ao Poder Executivo a competência para a realização da perícia. no caso. 195. XIV. dificilmente isso ocorre. cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo do perito oficial. apresentarem as questões de fato. devido ao enquadramento errôneo das funções/atividades insalubres ou perigosas. ficam a critério de cada juiz.

Art. III. 424: O perito pode ser substituído quando: I. 146). Art. 135. 422: O perito cumprirá escrupulosamente o encargo que lhe foi cometido.CPC Art. ao órgão do Ministério Público. § 2º Nos tribunais caberá ao relator processar e julgar o incidente. podendo. e.CPC SEÇÃO II . ao serventuário de Justiça. na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos. no prazo que lhe assina a lei. 423: O perito pode escusar-se (art. ou ser recusado por impedimento ou suspeição (art. sendo parte.XV. o juiz nomeará novo perito. sem motivo legítimo. não sujeitos a impedimento ou suspeição. ainda impor multa ao perito. ao intérprete. escusar-se do encargo alegando motivo legítimo. 138. empregando toda a sua diligência.DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO Art. § 1º A parte interessada deverá argüir o impedimento ou a suspeição. fixada tendo em vista o valor da causa e o possível prejuízo decorrente do atraso no processo. deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado. o juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão da causa. ou aceitar a escusa ou julgar procedente a impugnação. Art. todavia. facultando a prova quando necessária e julgando o pedido. em petição fundamentada e devidamente instruída. 21 . sob pena de se reputar renunciado o direito a alegá-la (art. 423). o juiz comunicará a ocorrência à corporação profissional respectiva. 146: O perito tem o dever de cumprir o ofício. Parágrafo Único: A escusa será apresentada dentro de cinco dias. V. nos casos previstos nos n. Os assistentes técnicos são de confiança da parte. carecer de conhecimento técnico ou científico. ao perito. III). quando não for parte. ATRIBUIÇÕES DO PERITO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL . independentemente de termo de compromisso. ouvindo o argüido no prazo de cinco (5) dias.ºs I a IV do art. contados da intimação ou do impedimento superveniente. SUBSTITUIÇÃO DO PERITO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL . pode. IV. XVI. II. Parágrafo Único: No caso previsto no inciso II. 138: Aplicam-se também os motivos de impedimento e de suspeição: II.

ART. fotografias e outras quaisquer peças”. podem o perito e os assistentes técnicos utilizar-se de todos os meios necessários. desenhos. quando necessária. XVIII. de 27 de dezembro de 2001 º Altera dispositivos da Lei n.TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão relativa ao objeto da perícia. ficará inabilitado.CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL Cada parte pagará a remuneração do assistente técnico que houver indicado. 431-A: As partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova. 33 .CPC . O numerário. 22 . será entregue ao perito após a apresentação do laudo. por dolo ou culpa. ouvindo testemunhas. 147 . por dois (2) anos.Código de Processo Civil. bem como instruir o laudo com plantas. de 11 de janeiro de 1973 . DOLO OU CULPA DO PERITO Art. AGENDAMENTO DA PERÍCIA Lei nº 10.358. recolhido em depósito bancário à ordem do juízo e com correção monetária.869. prestar informações inverídicas. 429 do CPC: “Para o desempenho de sua função. PODERES DO PERITO E ASSISTENTES TÉCNICOS Para a elaboração do seu trabalho. HONORÁRIOS PERICIAIS ENUNCIADO 236 DO TST . solicitando documentos que estejam em poder de parte ou em repartições públicas. facultada a sua liberação parcial. responderá pelos prejuízos que causar à parte. tanto o Perito quanto os Assistentes Técnicos podem utilizar-se do previsto no Art. ou pelo autor. a do perito será paga pela parte que houver requerido o exame.º 5. XX. Art. quando requerido por ambas as partes ou determinado de ofício pelo juiz.CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (CPC) O perito que. Parágrafo único: O juiz poderá determinar que a parte responsável pelo pagamento dos honorários do perito deposite em juízo o valor correspondente a essa remuneração. XIX. a funcionar em outras perícias e incorrerá na sansão que a lei penal estabelecer.XVII.

e multa. § 1. ainda que a oferta ou promessa não seja aceita: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. negar ou calar a verdade em depoimento. e multa. aplica-se a pena em dobro. § 2.B . salvo se beneficiária de justiça gratuita. tradutor. XXI. Pena: detenção. e multa. § 3. de 1 (um) a 3 (três) anos. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito. ou em juízo arbitral. oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer vantagem a testemunha. PERÍCIA .º O fato deixa de ser punível. como testemunha. para fazer afirmação falsa. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. Parágrafo único: Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal.SUBORNO FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA Art. 790 .CÓDIGO PENAL (CP) Fazer afirmação falsa. o estado de lugar. ainda que não iniciado. antes da sentença. Pena: reclusão. e multa.CLT A Responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia. 343 . 342 . perito. ou negar ou calar a verdade. Art. o agente se retrata ou declara a verdade. ou intérprete em processo judicial.CÓDIGO PENAL (CP) Inovar artificiosamente. perito. tradução ou interpretação.º As penas aumentam-se de um terço. 23 .CÓDIGO PENAL (CP) Dar. FRAUDE PROCESSUAL Art.º Se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal. se o crime é praticado mediante suborno. 347 . tradutor ou intérprete. as penas aplicam-se em dobro. Parágrafo único: Se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal. perícia. de coisa ou de pessoa. na pendência de processo civil ou administrativo.ART. policial ou administrativo. Pena: reclusão. se.

contados da intimação do despacho de nomeação do perito: I. Art. Se uma das partes não apresentar quesito no prazo definido pelo juiz. isto é.XXII. dentro de cinco (5) dias. Art. quesitos suplementares. 421 . após a devida observação dos fatos. a perícia poderá consistir apenas na inquirição pelo juiz do perito e dos assistentes. 425 . O QUESITO SUPLEMENTAR VEM SOMAR-SE AOS OUTROS JÁ EXISTENTES. nas quais aqueles deverão ser formulados antecipadamente pelas partes interessadas. Os quesitos serão sempre fornecidos por escrito. experiência ou estudos a que se procederam. e devem seguir uma seqüência lógica provocando respostas úteis a parte que os formulou. lançamos mão da afirmação de Moacyr Amaral Santos: “Quesitos são perguntas que se formulam aos peritos e pelas quais se delimita o campo da perícia.CPC O juiz nomeará o perito. que poderão ser fatais para as partes. São perguntas relativas aos fatos que constituem o objeto da perícia. seja o laudo apresentado pelo perito judicial. que são.indeferir quesitos impertinentes. MAS INCOMPLETOS.CPC Compete ao juiz: I. na verdade.CPC Poderão as partes apresentar. § 2º Quando a natureza do fato o permitir. não sendo aceitos verbalmente. QUESITOS Embora o ponto mais importante da prova pericial. § 1º Incumbe às partes. Art. não interessando os quesitos de ordem jurídica ou que não versem sobre o objetivo do solicitado. nem mesmo nas raras audiências em que o perito judicial é convocado. por suas conseqüências. Para resumir a importância dos quesitos. não poderá apresentar quesitos suplementares. os peritos desempenham a missão que lhes foi cometida”. falta de conhecimento ou outras causas de descuido. O QUESITO COMPLEMENTAR VEM SOMAR-SE AOS OUTROS JÁ EXISTENTES.formular os que entender necessários ao esclarecimento da causa. 24 .apresentar quesitos. Os quesitos formulados pelas partes e deferidos pelo juiz devem ser respondidos tecnicamente. fixando de imediato o prazo para a entrega do laudo. como lhes cumpre. II. 426 . das investigações. II. Respondendo-as. isto é. os chamados impertinentes. após a entrega do Laudo Técnico Pericial pelo Perito Judicial. Da juntada dos quesitos aos autos o escrivão dará ciência à parte contrária.indicar o assistente técnico. os provocadores das respostas e das omissões resultantes dos esquecimentos. MAS COMPLETOS. durante a diligência. não se pode esquecer da extrema importância dos quesitos formulados pelas partes.

laborou em condições insalubres justificando a sua conclusão. quanto à alínea “b” do ítem 15. Descreva o Sr. Perito as datas de admissão e demissão do reclamante. A reclamada forneceu E.2 .XXII.2. Perito se o reclamante laborava em RECINTO FECHADO ou a CÉU ABERTO. detalhadamente todas as atividades desenvolvidas pelo reclamante.P. Informe o Sr. informando ainda se o mesmo encontra-se devidamente calibrado. Perito. Informe o Sr. item 20. Informe o Sr. 02. Informe o Sr. XXII. do anexo nº 11. Perito qual o nível de ruído a que ficou exposto o reclamante. Caso positiva a resposta ao quesito anterior favor descrevê-los. Perito se o reclamante. Informe o Sr. bem como o nome e função dos acompanhantes.II da CLT. 12. Perito o nome. Perito qual a definição de LÍQUIDO INFLAMÁVEL segundo a Portaria nº 3214/78. 13. 07. Perito o dia da vistoria técnica. Descreva o Sr. Perito se o reclamante ficava exposto a agentes químicos constantes do quadro nº 1.1. Perito. É verdade que tanto o artigo 191 . Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho. 14. Descreva o Sr. 04. Perito os equipamentos de proteção individual que o empregado acima citado utilizava por ocasião da vistoria técnica. Informe o Sr. da Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho determinam que “A ELIMINAÇÃO OU NEUTRALIZAÇÃO DA INSALUBRIDADE DEVERÁ OCORRER COM A UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL”. 03. Informe o Sr.INSALUBRIDADE 01.QUESITOS . Descreva o Sr. 02. 05.1 da NR/15. o horário do início e término. 15. Informe o Sr. 08. NR/20. 03. 10.QUESITOS . Perito o instrumento de medição utilizado. registro e função do empregado visualizado como paradigma do reclamante.1 .I’s ao reclamante. Informe o Sr. Informe o Sr. Perito qual a função exercida pelo reclamante no período imprescrito. da NR/15. 06. Perito quais as FUNÇÕES (cargo) do reclamante durante o período imprescrito. 25 . Descreva o Sr. 04. detalhadamente o local de trabalho do reclamante. Informe o Sr. 11.4. Perito todas as ATIVIDADES DESENVOLVIDAS pelo reclamante.PERICULOSIDADE INFLAMÁVEIS 01. 09. Perito a jornada de trabalho do reclamante.

15 (quinze centímetros) de desnível. conforme recomendações da Norma Regulamentadora (NR/10). Perito se o reclamante laborava em CONDIÇÕES DE RISCO ACENTUADO. 09. As passagens e portas serão providas de soleiras ou rampas com pelo menos 0. Informe o Sr. bem como o PONTO DE FULGOR dos líquidos inflamáveis existentes. etc. c. f. e de maneira que facilite a limpeza e não provoque centelha por atrito de sapatos ou ferramentas. d. Caso positiva a resposta ao quesito anterior.3 . 13. informe o Sr.QUESITOS . do anexo nº 2. 02. 11. As paredes. fornecendo a energia gerada ao público? 26 . Perito se os líquidos inflamáveis estão ARMAZENADOS OU SENDO CONSUMIDOS durante toda a jornada de trabalho. Perito se o local de trabalho do reclamante é EXCLUSIVO PARA O ARMAZENAMENTO DE VASILHAMES QUE CONTENHAM INFLAMÁVEIS LÍQUIDOS. NR/20. e. Perito qual o NOME (QUÍMICO OU COMERCIAL). 07. da NR/16. Nas portas de acesso deverá estar de forma bem visível “INFLAMÁVEL” e “NÃO FUME”. item 20. Informe o Sr. Perito se o reclamante laborava em CONDIÇÕES DE PERICULOSIDADE. letras. XXII. Informe o Sr. portaria nº 3214/78 do Ministério do trabalho. Deverá ter sistema de combate a incêndio com extintores apropriados. Perito se o local possui todas as características descritas na portaria nº 3214/78. Caso positiva a resposta ao quesito anterior. informe o Sr. Perito se o reclamante EXERCIA ATIVIDADE PERIGOSA prevista no quadro do item 1.2. 14. Caso positiva a resposta ao quesito anterior. Perito se “O sistema elétrico de potência vai desde a fonte geradora até o ponto de entrega da energia na instalação de consumo”. Perito confirmar se “Um Sistema Elétrico de Potência consiste em três principais componentes: as estações geradoras. 12. as linhas de transmissão e os sistemas de distribuição”. Perito se o reclamante OPERAVA EM ÁREAS DE RISCO prevista no quadro do item 3. do anexo nº2 da NR/16. quadro. item. 03. Portaria nº 3214/78 do Ministério do trabalho. 15. próximo à porta de acesso. informe o Sr. Perito o QUE A RECLAMADA DEIXOU DE CUMPRIR PARA QUE O RISCO FICASSE ACENTUADO. 08.05. Caso positiva a resposta ao quesito anterior. pisos e tetos deverão ser construídos de material resistente ao fogo. indicar o exato texto legal (NR. ou valetas abertas e cobertas com grades de aço com escoamento para local seguro. Deverá ter instalações elétricas apropriadas a prova de explosão. anexo. Confirme o Sr.14. A reclamada é geradora de energia elétrica. Pode o Sr. conforme seguir: a. Informe o Sr. Informe o Sr. b. 10.PERICULOSIDADE ENERGIA ELÉTRICA 01. de preferência com ventilação natural. Deverá ser ventilada. Perito se EXISTEM LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS NO LOCAL DE TRABALHO DO RECLAMANTE. Informe o Sr.) da sua caracterização. Informe o Sr. 06.

o direito à percepção do adicional é exclusivamente suscetível às atividades constantes do quadro anexo do decreto. gratuitamente. 15. para gerar o direito ao adicional? 13. Perito se o reclamante ingressava de modo eventual em área de risco. Esclareça o Sr. qual a definição imposta para Sistema Elétrico (de Potência)? 06.º 93.º do Decreto n. uma situação de exposição contínua. Perito se no Quadro de Atividades/Área de Risco.º 5460/92 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (A. se o reclamante permanecia habitualmente em área de risco. informe o Sr..04. o exercício das atividades constantes do Quadro anexo. Considerando-se o determinado pelo artigo 2. Tomando-se por base a Norma Brasileira registrada NBR n. é exigido a permanência habitual em área de risco e. 11. transmissão e distribuição de energia elétrica? 08. indicandoas especificamente. do Decreto 93. Perito. de 20 de setembro de 1985.º do Decreto n. Quais os equipamentos de proteção individual fornecidos pela reclamada.412 de 14.412/86.412/86. Informe o Sr.412/86.º da Lei 7.) qual a definição imposta para Distribuição (de energia elétrica). A reclamada é distribuidora de energia elétrica ao público? 05.º 93. 10.369.86: “É exclusivamente suscetível de gerar direito à percepção da remuneração adicional de que trata o artigo 1. 07.B. Tendo-se por base o Decreto n.º 93.B. e o tempo dispendido em condição de periculosidade para gerar o direito ao adicional.º 93.N. Com base nas definições impostas pela NBR n.). De acordo com o novo dicionário Aurélio da Língua Portuguesa o termo “eventual” significa: “que depende de acontecimentos inserto”? 17. 16.”? 27 .10. sendo este proporcional ao tempo dispendido? 14.º 5460/92.º do Decreto n.T.N. e descrevendo-as..412 é exigido o ingresso intermitente em área de risco. concomitantemente.412/86? 18. anexo do decreto institui o Adicional de Periculosidade aqueles que desempenham suas atividades em Sistema Elétrico de Potência? 09.º 5460/92 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (A. Perito quais são as atividades em que desempenhava suas atribuições em Sistemas Elétricos de Potência? Relacionar as atividades consideradas. podemos entender que Sistema Elétrico de Potência (em sentido amplo) é o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração. Informe o Sr. executando ou aguardando ordens e em situação de exposição contínua. Conforme determina o artigo 2º.T. Considerando-se o determinado pelo item II do artigo 2. Perito se Sistema Elétrico de Potência é um Sistema de Consumo. esclareça o Sr. 12.º 93. merecedor do estudo segundo o Decreto n. Durante a jornada de trabalho do reclamante. Considerando-se determinado pelo item I do artigo 2. respondidos nos três quesitos anteriores. Tomando-se por base a Norma Brasileira registrada n.

º 93. explicita que: “As definições desta norma são também aplicáveis.º 09. o item 5 preconiza: “Atividades de treinamento em equipamentos ou instalações energizadas. explorados por concessionárias de serviços públicos de energia elétrica.10. aos sistemas e instalações elétricas de autoprodutores e de consumidores”? 26. indaga-se aos Ilustres Peritos qual a atividade determinada no Quadro de Atividades/Área de Risco. sob os pontos de vista de: a) geração de energia elétrica especialmente em usinas hidrelétricas e usinas termelétricas a vapor.10.412 de 14.86. O item 1.10..412/86 de 14. o item preconiza: “Atividades de inspeção.412 de 14. anexo do Decreto n..1986. unidades geradoras. d) planejamento dos sistemas.10. Operação e Manutenção de redes e linhas aéreas de alta e baixa tensões integrantes de Sistema Elétrico de Potência. No Quadro de Atividades/Área de Risco.3 da NBR 5460/92.19. 27.? 22. anexo do Decreto n. anexo do Decreto nr.1986.º 93. No Quadro de Atividades/Área de Risco. c) operação e manutenção dos sistemas. eletromecânicos e de segurança individual e coletiva em sistemas elétricos de potência de alta e baixa tensão”? 23.. O “OBJETIVO” da NBR 5460/92 explicita: “Esta norma define termos relacionados com sistemas elétricos de potência.? 20.412/86. energizadas”. 25.. Tendo em vista a resposta ao quesito n.10. o item 1 explicita: “As atividades de Construção. quando couberem. subestações e cabinas de distribuição em operações integrantes de sistema de potência. mas com possibilidade de energização acidental ou por falha operacional”? 24. medição e reparos em equipamentos e materiais elétricos.. anexo do Decreto n. energizados”.412 de 14.1986.412 de 14. o item 3 preconiza: “Atividades de construção e manutenção nas usinas.º 93. que indica o sistema de consumo como gerador do adicional de periculosidade. No Quadro de Atividades/Área de Risco.86. o item preconiza: “Atividades de construção.º 93. qual ou quais delas mencionam Sistema de Consumo em seu texto explícito? 28. eletrônicos. 93. de 07/12/2004.º 93. ou desenergizadas.? 21. operação e manutenção de redes e linhas subterrâneas de alta e baixa tensões integrantes de sistemas elétricos de potências. energizado”. e) proteção elétrica dos sistemas”. Informe o Sr. calibração. Perito qual a definição de Sistema Elétrico de Potência (SEP) segundo o item 26 do Glossário da portaria nº 598. 28 . do Decreto n. ensaios.. testes. b) transmissão e distribuição de energia elétrica. anexo do decreto n. No Quadro de Atividades/Área de Risco. Em todos os cinco (5) itens das atividades relacionadas no Quadro de Atividades/Área de Risco. No Quadro de Atividades/Área de Risco.

ainda. Já o perito. Para tanto.Metodologia de avaliação: A metodologia utilizada na avaliação deve ser descrita sucintamente no Laudo Técnico Pericial. faixas de leitura. pode recorrer à jurisprudência. 429 . tipo.Dentre os itens de um Laudo Técnico Pericial. Informe o Sr. direito comparado e outros. bem como os locais de trabalho com os respectivos agentes insalubres / perigosos presentes.Critério adotado: O perito deve mencionar a legislação. Todos os dados e elementos que o perito julgar importantes e possam contribuir efetivamente para o convencimento do juiz devem ser levantados. modelo. fundamentado e conclusivo. Caso positiva a resposta.Instrumentos utilizados: Todos os instrumentos utilizados nas medições devem ser especificados no Laudo Técnico Pericial. Na interpretação das leis e normas. equidade e outros princípios e normas gerais do Direito (principalmente o Direito do Trabalho) e. XXIII. LAUDO TÉCNICO PERICIAL O Laudo Técnico Pericial deve ser claro. 2. etc. em que se baseou para a elaboração da prova pericial (critério qualitativo e/ou quantitativo). certificado de calibração. de acordo com os usos e costumes e o Direito Comparado (art.11. lógica. a fundamentação dos pareceres é de suma importância. jurisprudência.311 de 29. objetivo. Informe o Sr. 30. Perito. 3. na interpretação das leis e normas. verificar documentos. na falta de disposições legais ou contratuais. normas. poderá utilizar-se de informações do pessoal das áreas. especialmente daquelas que determinam a avaliação qualitativa do agente.1989. deverá recorrer aos princípios e normas da Higiene Industrial e da Segurança e Medicina do Trabalho para o correto enquadramento da insalubridade.º 3. incluindo marca. favor justificar. ouvir testemunhas. de 07/12/2004. histórica. 8º da CLT). tais como: interpretação gramatical. O juiz. O mesmo deve ocorrer nas perícias fora da esfera da Justiça.CPC) 29 . Também poderá ser utilizada a metodologia prevista na Portaria n. etc. etc.Descrição da atividade e condições de exposição: O perito deve descrever detalhadamente as atividades desenvolvidas pelo reclamante. fabricante. Perito qual a definição de Impedimento de Reenergização segundo o item 14 do Glossário da Portaria nº 598. especialmente para os critérios qualitativos. (art. analogia. pode-se recorrer a técnicas existentes. 4. fazer fotografias. se o reclamante no exercício de suas atividades profissionais ficava exposto ao risco de energização acidental ou por falha operacional.29. 1.. A NR 15 e seus anexos estabelecem metodologia simplificada de avaliação. em sua decisão.

CPC: A parte. tabelas e gráficos necessários à compreensão do laudo. Em caso positivo. ainda. o perito deverá informar o item e subitem do Quadro anexo ao decreto n. croquis. 435 . o perito deve informar o seu grau (mínimo. 8. requererá ao juiz que mande intimá-lo a comparecer à audiência. 7. etc. OITIVA DO PERITO EM AUDIÊNCIA Art. médio ou máximo). que é variável de acordo com o agente insalubre. no sentido de facilitar seu julgamento e decisão.Periculosidade . de forma científica. o Laudo Técnico Pericial deverá ser bastante claro. 10. item. o perito deverá informar o devido amparo legal.10. 30 .86).Resposta aos quesitos formulados pelas partes: São de suma importância os quesitos formulados pelas partes.85 e Decreto 93. anexo.369 de 20.412 de 14. Mas não sabe. quadro. que os juízes decidem com base no Laudo Técnico Pericial. inflamar ou explodir.Dados obtidos: Todos os dados relativos aos locais de trabalho e a exposição do empregado devem ser especificados de forma objetiva e clara. Esses dados devem incluir resultados de avaliações quantitativas. A falta de subsídios científicos no laudo equivale a inexistência de prova. a menos que as mesmas tenham sido respondidas no corpo do laudo ou outros quesitos. NR.Grau de insalubridade: Quando constatada a insalubridade. deverá também ser mencionado o grau de insalubridade e/ou o embasamento legal para a caracterização da periculosidade.5. A perícia não pode ser apenas informativa. Deve fornecer elementos de crítica científica e jurídica. sob forma de quesitos.Periculosidade Energia Elétrica: A legislação sobre o assunto (Lei 7. se refere a “empregados do setor de energia elétrica” e o Quadro de Atividades / Áreas de Risco anexo ao Decreto citado se refere a “Sistemas Elétricos de Potência”. tempo de exposição. 9.09. objetivo e fundamentado.Deve-se salientar. por esse motivo. No caso da caracterização da periculosidade. certificados de análises químicas.412/86 em que houve o enquadramento legal.º 93. 6. No caso da caracterização da periculosidade. por isso ele nomeia um perito para que o instrua a respeito da matéria. o que o faz. Devem ser evitadas respostas lacônicas. formulando desde logo as perguntas. O perito deve estudá-los cuidadosamente antes de realizar a prova pericial e procurar respondê-los de maneira objetiva e fundamentada. XXIV.Conclusão pericial: Neste item o perito deverá explicitar claramente se a atividade analisada foi ou não considerada insalubre ou perigosa. áreas de risco.Inflamáveis: O juiz “a priori” sabe o que é um produto inflamável ou explosivo. que desejar esclarecimento do perito e do assistente técnico.

verificar se não há incompatibilidade e se realmente se encontram em condições de assumir o encargo e de realizar o trabalho. § 1º § 2º XXV. quando profissional. do prisma jurídico. 2. Art. 3. com registro nos órgãos fiscalizadores do exercício de suas profissões. quando intimados cinco (5) dias antes da audiência. incluindo a educação continuada ou por outros meios disponíveis. 31 . se houver. seguindo as normas legais vigentes e. o mais breve possível. pois o Julgador não está adstrito às conclusões do laudo pericial. interrogar os litigantes: Findo o interrogatório. quando possível antes de assumir o encargo. podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas. ex-offício. 848 . o fato técnico ou cientificamente apreciado por aqueles auxiliares.O Perito Judicial e os Assistentes Técnicos. considerar-se-ão equiparados e atuarão cientes de que é função soberana do Juiz avaliar. pelos mesmos. ou a requerimento de qualquer Juiz temporário.CLT: Os juízes e tribunais do trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas. ainda. 6. capacidade técnica e experiência profissional. sem prejuízo de posterior petição nesse sentido ao MM.A nomeação do Perito Judicial e a indicação do Assistente Técnico devem ser consideradas sempre. ouvidas as testemunhas. Juiz. seguir-se-à a instrução do processo.Na hipótese de escusa. reconhecida idoneidade moral. b) quando funcionando como Assistente Técnico: comunicar a parte que o indicou. antes ou depois de assumir o encargo. enquanto auxiliares da Justiça. devem o Perito Judicial e os Assistentes Técnicos: a) quando funcionando como Perito Judicial: dirigir petição ao Juiz. os peritos e os técnicos. prosseguindo a instrução com o seu representante. de preferência por escrito. a escusa. PROCEDIMENTOS NA PERÍCIA JUDICIAL 1. poderá qualquer dos litigantes retirar-se.É dever do Perito Judicial. que apreciará sem vinculação. justificando a escusa. dando-lhe a valorização que merecer.Parágrafo único: O perito e o assistente técnico só estarão obrigados a prestar os esclarecimentos a que se refere este artigo. justificando-a.A Perícia Judicial será exercida por profissionais legalmente habilitados. bem como dos Assistentes Técnicos. como distinção e reconhecimento de sua capacidade e honorabilidade e delas declinarão nos casos previstos no Código de Processo Civil. os preceitos constantes do Código de Ética de sua profissão. a seguir. Art. 765 . Serão.CLT: Terminada a defesa. o mais breve possível. honrar sua função. através de programas de capacitação. devem o Perito Judicial e os Assistentes Técnicos inteirar-se dos autos. 4.O requisito de reconhecida capacidade técnica ou científica inclui o empenho do Perito Judicial e dos Assistentes Técnicos em procurar manter-se permanentemente atualizados.Cientes da nomeação ou indicação e. requeridas. 5. podendo o presidente.

solicitando a juntada do mesmo aos autos do processo.O encaminhamento do laudo ao Juiz deve ser feito através de petição. registrando as horas trabalhadas.O trabalho pericial deve ser planejado e organizado. obtendo informações. hora e local para o início efetivo das diligências. 17. em linguagem adequada. 16. e. 429 . dia. 13.O Perito Judicial e os Assistentes Técnicos devem adotar os melhores critérios para expressar sua opinião de forma clara e categórica. nome de pessoas que os atenderam. 19. e estudando a matéria. 8. 32 . quando viável comprovadas e. devendo apresentar suas conclusões com toda a objetividade. 18. atendidos os prazos determinados. destinada à prova de fato que dependa de conhecimento técnico ou científico. evitando-se simples afirmativas ou negativas expressas por “sim”.Todos os quesitos devem receber respostas esclarecedoras e fundamentadas. desenhos. através de Termo de Diligência.O Perito Judicial e os Assistentes Técnicos inserem no seu laudo os fatos e atos examinados e estudados. documentos examinados. 11. desenhos.Admite-se assessoramento ao trabalho pericial. 20.A recusa da exibição de documentos ou qualquer dificuldade oposta ao bom andamento do trabalho pericial devem ser anotadas. incluindo os quesitos. fotografias e outros anexos. ouvindo testemunhas. com o objetivo de relativa padronização. fotografias e outras quaisquer peças. na elaboração do laudo. tendo presente que tais características e o estilo na confecção do laudo. para o desempenho da sua função devem utilizarse de todos os meios necessários. comunicadas ao Juiz.Na elaboração do Laudo. dados e particularidades de interesse para a perícia. bem como instruir o laudo com plantas. solicitando-os por escrito.O Perito Judicial deve familiariza-se com o processo. após a data e assinatura indicar o número do seu registro junto à sua categoria profissional (CRM ou CREA). (Art. bem como na preparação das respostas aos quesitos. comunicando-lhe tais dados com a necessária antecedência. de comum acordo com os Assistentes Técnicos. ou área em exame. 9. sempre que possível. definem e denunciam seu autor.7.Após a retirada e o exame dos autos.O laudo pericial é uma peça que se insere nos autos. plantas. mencionando-se. quando houver. devem o Perito Judicial e os Assistentes Técnicos relacionar os documentos e dados que necessitem.O Perito Judicial e os Assistentes Técnicos. o Perito Judicial deve entrar em contato com os Assistentes Técnicos para fixar. sejam transcritos na ordem de sua formulação.No início das diligências. mantendo sempre isenção e imparcialidade. 14. mediante petição. recomenda-se que os quesitos. 15. sempre que necessário. solicitando documentos que estejam em poder da parte ou em repartições públicas. retendo cópia da solicitação. “não” ou “vide laudo”. sendo indispensável sua participação em diligências. colhendo os dados e demais elementos que julgar necessário. revisão e responsabilidade do Perito Judicial ou dos Assistentes Técnicos. convindo que o Perito Judicial e os Assistentes Técnicos mantenham controle do tempo despendido. não fundados em simples suposições ou probabilidades. seguidos das respectivas respostas. 12. com o visto do representante legal da parte. fazendo “carga” (retirada) dos autos e examinado-os.O Perito Judicial e os Assistentes Técnicos devem revisar o laudo antes de subscrevê-lo. a juntada de documentos.CPC) 10. locais e datas das diligências. desde que sob controle.

O Perito Judicial e os Assistentes Técnicos. análises em laboratórios. CLT. 24. O Art. descrevendo em uma planilha todos os gastos para a elaboração do laudo. Deficiência de iluminamento. 103. fazendo-se respeitar e agindo sempre com seriedade e discrição. Base de cálculo. 153. o valor pretendido. Aplicável. Repouso semanal e feriados. Base de cálculo. Art. Válido. tais como: horas profissionais gastas.º 2. 5.º 3. 102. Engenheiro ou médico. aluguel de instrumentos científicos. Adicional de Insalubridade. Inflamáveis e/ou explosivos. Adicional de Insalubridade.21. 3.Respeitar-se-ão Perito Judicial e os Assistentes Técnicos mutuamente no exercício de suas atribuições. Adicional de Insalubridade. sendo-lhe vedado auferir honorários das partes. retiradas do mundo jurídico as normas ensejadoras do direito ao adicional de insalubridade por iluminamento insuficiente no local da prestação de serviço. na vigência do Decreto . cônscios de sua responsabilidade e distinção que lhes foi conferida com a nomeação ou indicação. Integração na remuneração. 195 da CLT não faz qualquer distinção entre o médico e o engenheiro para efeito de caracterização e classificação da insalubridade e periculosidade. 25. bastando para a elaboração do laudo seja o profissional devidamente qualificado. Perícia. Adicional de Insalubridade.Lei n. Adicional de insalubridade e periculosidade.91 foram.. Direito ao adicional integral.. Mesmo na vigência da CF/88: Salário Mínimo. inclusive observando o sigilo necessário do que apurar ou souber. Somente após 26. devem cumprir rigorosamente os prazos processuais e zelar pelas suas prerrogativas. não admitindo. Adicional de Insalubridade.. art. 23. 190. efetivamente. Ministério do Trabalho. integra a remuneração para todos os efeitos legais. XXVI. Necessidade de classificação da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho. 33 .02.351/87: Piso Nacional de Salários.751/90. Enquanto percebido o adicional de insalubridade. volume e complexidade do Laudo. Exposição permanente e intermitente. transporte. ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS DA SDI-I (TST) 2.O Perito Judicial e Assistentes Técnicos devem evitar qualquer interferência que possa constrangê-los no seu trabalho. não bastando a constatação por Laudo Pericial. O adicional de insalubridade porque calculado sobre o salário mínimo legal já remunera os dias de repouso semanal e feriados.O Perito Judicial deve receber seus honorários exclusivamente em Juízo. Limitação. em nenhuma hipótese. quaisquer que sejam e a qualquer título. subordinar sua apreciação a qualquer fato ou situação que possa comprometer sua independência intelectual e profissional. como previsto na Portaria n. 165. usando-as moderadamente e nos limites de sua função. etc. justificando assim. Adicional de Insalubridade. 22. 195 da CLT. Adicional de Periculosidade. comunicando ao órgão de fiscalização do exercício profissional respectivo (CRM ou CREA) quaisquer problemas nesse sentido para sua apreciação. 4. cabendo-lhes o dever de colaborar para o exercício profissional legítimo.Por ocasião da juntada do laudo deve o Perito Judicial apresentar uma estimativa de seus honorários.

899/81.170. 2 .Consolidação das Leis do Trabalho. XXVII. Sentido do termo “manipulação”. – São Paulo: Editora SENAC – São Paulo. Art. NR 15. Indevido. Em face da ausência de previsão legal. Antonio. o empregado não se encontra em condições de risco.Insalubridade e Periculosidade: manual de iniciação pericial/ Antonio Nunes Barbosa Filho. 174. CLT e NR 15 Mtb.º 3214 do Ministério do Trabalho. Adicional de Insalubridade. Perícia judicial em acidentes e doenças do trabalho / Primo A. ainda que constatadas por laudo pericial. 4 . mês a mês e enquanto o trabalho for executado sob essas condições. 1º da Lei n. aplicável a débitos resultantes de decisões judiciais. Para efeito de concessão de adicional de insalubridade não há distinção entre fabricação e manuseio de óleos minerais . Adicional de Insalubridade ou periculosidade. Armando Casimiro Costa. 1996. .Portaria n. Lixo urbano.º 6. indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador em atividade a céu aberto (Art. 2004. rev. Adicional de Periculosidade. 171. 198.BUONO NETO. da CF. Condenada ao pagamento do adicional de insalubridade ou periculosidade. Irany Ferreira. 34 . 173. Editor e Organizador) Normas Regulamentadoras Comentadas.São Paulo: Atlas. Anexo n. Óleos minerais.São Paulo: LTr. XXIX.São Paulo: Ltr. Elaine Arbex Buono . Rio de Janeiro. 6 . 2004. 204. Primo A. . Durante as horas de sobreaviso. Anexo 7). A limpeza em residências e escritórios e a respectiva coleta de lixo não podem ser consideradas atividades insalubres. a empresa deverá inserir. Giovanni Moraes de (Autor. 2002. Adicional de Insalubridade. Inserção em folha de pagamento.28° ed. que têm caráter alimentar. Antonio Nunes . Prescrição. 2001. 3 .BARBOSA FILHO. 3ª edição. Perícias Judiciais na medicina do trabalho/Antonio Buono Neto. . 172. Diferentemente da correção aplicada aos débitos trabalhistas. Melchiades Rodrigues Martins .BRANDIMILLER.2ª ed. o valor correspondente em folha de pagamento. Contagem do prazo. na Portaria do Ministério do Trabalho. porque não se encontram dentre as classificadas como lixo urbano. a atualização monetária dos honorários periciais é fixada pelo art. Adicional de Insalubridade. Honorários periciais. 195. razão pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. Raios solares. Horas de sobreaviso. Atualização monetária. Condenação.Constituição da República Federativa do Brasil (CF/88). 5 .º XIII. A prescrição qüinqüenal abrange os cinco anos anteriores ao ajuizamento da reclamatória e não aos cinco anos anteriores à data da extinção do contrato. ampla e atual. Brandimiller.ARAÚJO. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 . 7º. Indevido.

2002.Vade Mecum legal do perito de insalubridade e periculosidade/Cyntia Guimarães Tostes Malta. – São Paulo: LTr. Tuffi Messias .MALTA. 2002. Raúl Peragallo. Zung Che.Leila Nadim.5 X 22. 20 .Manual prático: como elaborar uma perícia de insalubridade e de Periculosidade/ Fernandes José Pereira.SALIBA. Jurisprudência/ Francisco Maia Neto – 4ª ed. . ZIDAN. 21 cm. – São Paulo: LTr. – Belo Horizonte: ERGO Editora.. José Aldo Peixoto.VIEIRA. FUNDACENTRO. 19 . FUNDACENTRO. Orlando Castello Filho. 2000. 248 p.] – Florianópolis: Mestra. il. Martin. periculosidade / Sebastião.0 cm. 16 . 14 ./ ETAL. . prática. 1998. 1988. – São Paulo: LTr. 35 . São Paulo: LTr. 8 . – 6 ed./ . 18 . Márcia Angelim Chaves Corrêa.As perícias na Justiça do Trabalho/José Luiz Ferreira Prunes. 1997. Riscos Físicos.WELLS ASTETE.1989.TORREIRA.7 . revista e atualizada – Belo Horizonte: Del Rey. 10 . São Paulo. Fernandes José . 428 p..São Paulo: Oboré Editorial. 2006 176p. . Sebastião Ivone . Clóvis C. Eduardo. reimpressão 2007. 9 . Cyntia Guimarães Tostes .PEREIRA. São Paulo.Insalubridade: Morte Lenta no Trabalho: a insalubridade no Brasil/ Antonio .5 cm. GIAMPAOLI.Insalubridade e periculosidade: aspectos técnicos e práticos/ Tuffi Messias Saliba. 1978.Manual prático de perícia civil /Zung Che Yee/ 2ª Ed/Curitiba: Juruá.PRUNES. atual. 15 .CORRÊA. – 2 ed. 17 . 260 p. técnicas e questões Polêmicas/ Sebastião Ivone Vieira. 13 .Manual de Segurança Industrial – Margus Publicações. “Insalubridade e Periculosidade: Aspectos”.Introdução à perícia judicial de insalubridade e periculosidade: legislação básica.5 X 21. 13. 2003.Guia prático do perito trabalhista: Aspectos legais. 11 . Casimiro Pereira Júnior. .José de Arruda Rebouças. 112 p. 2000.Belo Horizonte: Del Rey..SALGADO.Perícias judiciais de engenharia: doutrina prática. jurisprudência/José Aldo Peixoto Corrêa . Ivone Vieira [Coord.YEE. 2.. e ampl. rev.Manual do perito judicial: insalubridade. 1987. José Luiz Ferreira.MAIA NETO. 15. 240 p. Francisco .MANUAIS DE LEGISLAÇÃO ATLAS – Segurança e Medicina do Trabalho – Coordenação e supervisão da Equipe Atlas – 61ª Edição 2007. 12 .