P. 1
Resumo do diálogo "O Banquete" de Platão

Resumo do diálogo "O Banquete" de Platão

|Views: 3.214|Likes:
Publicado porGuilhermeBelcastro
Pequeno resumo sobre "O Banquete" de Platão.
Pequeno resumo sobre "O Banquete" de Platão.

More info:

Categories:Types, School Work
Published by: GuilhermeBelcastro on Aug 15, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/28/2013

pdf

text

original

Universidade Federal do Rio de Janeiro Faculdade de Letras Iniciação à pesquisa em Ciência da Literatura Professora Angélica Soares Aluno Guilherme

Belcastro Resumo do diálogo Banquete de Platão. O Banquete começa com a fala de Apolodoro, que é questionado por seu companheiro Glauco se comparecera ao banquete dado por Agatão em que foram proferidos vários discursos sobre o amor. Apolodoro explica que não compareceu, visto que tal reunião acontecera muito tempo atrás, mas que ficou sabendo dos seus pormenores por meio de Aristodemo, que lá estivera. Aristodemo lhe contara que fora convidado por Sócrates a ir ao banquete de Agatão ainda que sem convite. Sócrates convence o jovem a ir com um discurso de que (...)aos banquetes dos bons, os bons também comparecem sem convite. Ao chegar ao local do banquete, Aristodemo é recebido por Agatão, que logo pergunta por Sócrates. O jovem acompanhante de Sócrates se põe surpreso, pois até então, Sócrates o seguia. Agatão manda que procurem Sócrates para que este venha logo, mas descobre que ele (...) se havia acolhido ao pórtico da casa vizinha, onde se quedara imóvel e de pé . Aristodemo, então, aconselha que comece o banquete, pois Sócrates não gostava de ser incomodado nesses momentos. Então, começam a comer até que chega, não tão atrasado como de costume, Sócrates. Agatão o convida a sentar-se ao seu lado. Comeram, e então Pausânias iniciou os discursos pedindo para que não se excedessem na bebida, visto que no dia anterior houvera uma festa e a maioria dos ali presentes já havia se excedido. A proposta é bem aceita por todos os sete comensais, que decidem por beber apenas por passatempo . Em seguida, Erixímaco, um médico, começa seu discurso com palavras de outro presente no banquete, Fedro. Erixímaco lembra que sempre que se encontram, Fedro diz que todos os deuses foram cantados pelos poetas, mas que em relação a Eros, não foi produzido nada. O médico propõe, então, que os comensais profiram discursos em elogio a essa divindade e que comecem por Fedro, já que a ideia partiu dele. Os elogios a Eros começam então, e Fedro os abre dizendo por que tal divindade é tão admirável. Em seu ponto de vista, ela o é, antes de tudo, pelo nascimento. Eros teria nascido antes de todos os deuses, juntamente com a Terra. Fedro diz, então, que não há nada traz mais benefícios a um jovem do que um amante virtuoso, pois, dessa forma, quem ama buscará sempre o belo e a virtude para estar à altura do amado, por quem se tem um apreço enorme. Ele ainda cita o exemplo de Aquiles, que abre mão de uma vida longa e sem glórias por vingar a morte de seu amigo Pátroclo e, por isso, é enviado às ilhas dos Bem-aventurados. Em seguida, fala Pausânias, que afirma que há um problema no discurso de Fedro, visto que Eros não é único. Diz ele que Afrodite é dupla e, devido a sua íntima relação com Eros, este também terá de ser duplo. A primeira Afrodite seria provinda de Urano, sem mãe, e seria a celeste, enquanto a mais nova viria de Zeus e Dione, sendo essa a pandêmia

pulando a vez de Aristófanes. que era necessário dividir os seres andróginos.. vulgar e se afirma sem discrime. Por serem tão fortes e corajosos. Em seguida. de fato. manter sob vigilância severa as duas modalidades de amor. Com essa estratégia. Na seguinte passagem. a imagem de Eros é diretamente associada à criação artística: (. vem o anfitrião Agatão. Depois de Agatão. pois. Erixímaco pede a palavra. Assim. e não deixá-lo completamente fora do campo das virtudes. Erixímaco vê a necessidade de exaltar o corpo. Ficou decidido.. O amor oriundo da Afrodite pandemia é. o sentimento de incompletude. Pausânias também afirma em seu discurso que é vulgar aquele amante que dedica mais amor ao corpo do que à alma e que é preciso juntar o amor aos jovens. É dessa divisão que provém. decidiram atacar os deuses. Erixímaco ainda diz É preciso. Este. então. porém não conseguiu concluir da mesma forma. à prática das virtudes para que seja moralmente belo ceder o amado às instâncias do amigo. todos os que haviam discursado não enalteceram o deus. mas inclusive necessário. Ainda que até então estranho fosse às Musas. Este outro sexo era um ser formado de quatro braços. que reagiram e decidiram tomar providências para que isso não voltasse a acontecer. que ele foge da velhice. Sócrates consegue convencer Agatão de que Eros não é belo nem virtuoso. que com um simples toque. antigamente. visto que só se pode desejar o . e se atém à juventude. pois também é o mais jovem. que estava com soluços. que diz que até ali. O médico considera que Pausânias começou bem. Isso acontece. deixa poeta qualquer pessoa. na prática do amor vulgar. por conseguinte. opinião que contradiz o que dissera Fedro. Aristófanes já estava recuperado dos soluços e pôde. quatro pernas. então. é necessário que o indivíduo seja moderado. pois ninguém pode dar ou ensinar o que não sabe . Eram seres de extrema força e velocidade e podiam ser formado tanto de dois genitais iguais. favorecer o que for bom e saudável.ou vulgar. apenas almeja as coisas que assim são. que leva os humanos a buscar essa parte perdida de si. pos ambas em tudo estão presentes . Segundo ele. começa seu elogio dizendo que Eros se trata do mais belo e o melhor dos deuses. como praticante da medicina. proferir seu discurso. sendo esse o que apreciam os indivíduos de baixa extração enquanto os indivíduos voltados ao amor da Afrodite urânia são voltados apenas aos homens e não se afeiçoam a nenhum rapaz senão depois que este revela discernimento . falta apenas o discurso de Sócrates. Dando sequência aos discursos. duas faces opostas em uma única cabeça e dois órgãos genitais.) essa divindade é um poeta de tão extraordinária virtude. começa seu discurso desconstruindo o discurso logo anterior ao seu através de perguntas feitas ao anfitrião que as responde sem titubear e é levado a contradizer-se. Portanto. O eixo principal de seu elogio a Eros é quanto à natureza humana. Da mesma forma. assim na música como na medicina e em todas as coisas divinas. Essa é a melhor prova de que Eros é um excelente criador nos domínios da Música. feminino e andrógino. então. apenas congratularam-se com os homens pelos bens que lhe devem . não só belo. como diferentes. Após esse discurso. os seres humanos eram divididos em três sexos: masculino. Ele diz que da mesma forma que é belo se entregar ao amigo virtuoso. Eros pode estar associado à Afrodite celeste ou à vulgar. de forma que a colheita do prazer não descambe para a incontinência . pelo qual todos aguardam ansiosamente. para Aristófanes. é.

é possível que o jovem perceba que ama. que fora Diotima que o levara a essa conclusão. por fim. Uma beleza eterna. chega de surpresa Alcibíades. nem feio. foi dado um banquete em sua homenagem.que não é possuído. 1945. onde logo adormeceu. não pode ser um deus. Por nascer no mesmo dia que Afrodite e por ser amante das coisas belas. Sócrates deixa de lado a estratégia que vinha usando e começa a contar como ele fora introduzido a essas ideias. Diotima ainda acrescenta: Aquele que seguiu o caminho da iniciação amorosa de forma correta. não ser deus. Em seguida. . através da união do homem e da mulher.115 184. ignorante. então. na verdade. A esse banquete compareceu Poro. Diálogos. completamente embriagado e decide discursar em elogio a Sócrates muito mais do que a Eros. a beleza do corpo. não quer dizer ser mortal. descobre que mais que o corpo. ou segundo o corpo. como através da alma. Eros está sempre a meio caminho de tudo: não é rico. nascendo assim. passa a amar vários corpos belos. ao chegar ao fim perceberá subitamente uma beleza maravilhosa. não engendrada. Entretanto. pois é atingida pelos poetas. Jorge Paleikat. Trad. É um elo intermediário entre os deuses e os mortais . Sócrates explica. que por ali estava a mendigar. Pênia. Depois. Por conta dessa origem paradoxal.. tornou-se companheiro e servidor da deusa. Após o discurso de Sócrates. nem pobre. In: --. ou Recurso. p. Porto Alegre. belo. Diotima dá uma versão que explica a aproximação entre Eros e Afrodite. sábios e pelos criadores das leis. a alma virtuosa passa a ser amada e. Globo. é um meio de o ser humano atingir a tão desejada imortalidade. Referência Bibliográfica PLATÃO. portanto. um demônio. que se embebedou de néctar e saiu ao jardim de Zeus. Primeiramente. causa final de todos nossos esforços. por não ser nem belo. a partir de perguntas. Em seguida. o que importa é a beleza em si. a procriação através da alma é superior à do corpo. ama a beleza incorpórea. ou Pobreza. A sacerdotisa também considera que o amor é feito de fases. amase o corpo belo.. Eros. Banquete. Banquete. Segundo a sacerdotisa. decide aproveitar-se da situação e conceber um filho do recurso. amar é gerar na beleza. ou procriação. Da mesma forma que ele fez com Agatão. O meio de imortalizar o corpo seria a procriação da espécie. incorruptível e que não cresce nem decresce . ela o convence de que Eros. Ainda segundo Diotima. ou segundo o espírito . Mais tarde. nem sábio. nem virtuoso. Quanto ao nascimento. de forma que Eros é algo entre os dois. A geração. Fedro. Mênon. artistas. que pode ser atingida tanto através da procriação do corpo. no dia do nascimento de deusa. amantes do belo e das virtudes.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->