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Módulo III - O INDIVÍDUO E O GRUPOx

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Módulo III - PROCESSOS DE LIDERANÇA
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Módulo III

O INDIVÍDUO E O GRUPO
Ana Paula Amaral
Profª Coordenadora

CLASSIFICAÇÃO DOS GRUPOS
Existem diversas classificações, por exemplo: • Primários e Secundários • Os Primários podem ser:

- Pertença - Referência

Existem dois eixos que também nos permitem fazer uma classificação dos grupos: • Naturais – Artificiais • Momentâneos - Persistentes

CARACTERÍSTICAS DOS GRUPOS PRIMÁRIOS
1. Interacções

2. Emergência de normas 3. Objectivos colectivos comuns 4. Emergência de uma estrutura informal 5. Emoções e sentimentos colectivos 6. Inconsciente colectivo 7. Equilíbrio interno e externo

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
Comente a seguinte afirmação:

Grupo = Somatório de indivíduos

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
A afirmação anterior é falsa, dado que o grupo não resulta da soma de indivíduos, mas sim das interacções estabelecidas entre eles.

Grupo = Interacções entre indivíduos
O grupo é um todo com: - Vida própria - Opiniões - Reacções - Valores

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
Comente a seguinte afirmação:

A vida de grupo determina o que somos! determina a nossa individualidade!

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
A afirmação anterior é falsa, influencia, mas não determina em absoluto. A relação do indivíduo com o grupo é interactiva, existem influências recíprocas. O grupo age sobre o indivíduo, mas o indivíduo também age sobre o grupo. O indivíduo não é um mero produto dos grupos, do meio.

Não podemos esquecer a importância Da nossa personalidade! Das nossas motivações! Da nossa capacidade de reflectir!

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
Podemos escapar à influência dos grupos? Não! • • • • Temos diferentes comportamentos consoante o local, o grupo onde estamos; Existem determinados comportamentos originados pelo “ser grupal”; Adoptamos certos estereótipos sem nos darmos conta; Adoptamos as normas e valores do grupo.

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
O grupo que exerce maior influência sobre o indivíduo é aquele que num momento específico se torna determinante na sua vida.

Dinâmica de Grupo /Teoria de Campo de K. Lewin Espaço Psicológico: totalidade de factores psicológicos que afectam um indivíduo num determinado momento da sua vida.

Teoria de Campo de K. Lewin
Espaço de Vida
E F P S E P F S O espaço de vida do indivíduo varia topologicamente ao longo da sua existência.

Teoria de Campo de K. Lewin
O comportamento do indivíduo depende das mudanças que ocorrem nesse campo, no seu espaço de vida, num determinado momento da sua vida. O grupo também tem um espaço de vida Qualquer mudança no campo /espaço de vida de um grupo, por ele sentida como significativa, opera transformações importantes no grupo.

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
Pressão de conformidade (PC) Pressão para integrar os indivíduos do grupo entre si. A conformidade existe como uma exigência do grupo em relação a quem dele participa. Essa exigência unifica as condutas, opiniões, percepções, informações e ideias. • • Relaciona-se com a coesão do grupo Relaciona-se com a necessidade de segurança, característica do ser humano: - Necessidade de Aprovação - Necessidade de Certeza Pode ser limitativa da criatividade, da originalidade do indivíduo Varia inversamente à margem de tolerância do grupo

• •

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
Pressão de conformidade A não conformidade com o grupo é um risco erróneo. Temos 2 tipos de PC: 1. Pressão normativa: conformidade com as normas e padrões do grupo; 2. Pressão informacional: a informação considerada como verdadeira para o grupo. Variação da PC (todos os factores que reforçam a coesão, reforçam a PC): • Factores externos: hostilidade do meio ambiente; • Factores internos: um trabalho que motive o grupo e torne mais cooperante.

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
Estranhos, opositores e desajustados no grupo Apesar da PC exercida sobre os membros do grupo, podem existir reacções de não conformidade por parte de um elemento do grupo. Estranho – visitante que traz consigo determinadas intenções que o grupo procura perceber e às quais reagirá. As reacções do grupo quanto ao estranho dependem de vários factores: 1. O comportamento do indivíduo face aos valores, normas e padrões do grupo (acolhedor ou hostil); 2. As informações sobre os seus grupos de associação, o que põe em jogo alguns estereótipos, preconceitos, etc; 3. A evolução das ideias do grupo sobre as intenções do indivíduo. •

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
• Neófito Distingue-se do anterior, pois apesar de ser um estranho introduzido no grupo, foi chamado a fazer parte dele. Depois da análise feita pelo grupo, ele pode ser aceite ou rejeitado. O neófito em relação ao grupo – as suas atitudes variam com: • As condições da sua chegada; • O grau de discórdia entre os seus grupos anteriores e o novo (hábitos, linguagem, métodos de trabalho, opiniões); • O grau de ignorância dos padrões do grupo; • A sua maneira de ser, a sua capacidade de adaptação, o seu grau de aproximação; • As suas expectativas relativamente ao grupo.

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
O grupo em relação ao neófito Reacções do grupo: • No início são determinadas pelas condições de chegada do neófito (esperado ou imposto), por tudo aquilo que se diz a seu respeito (estereótipos e boatos antecipados), pelo grau de preparação do grupo à sua chegada; Numa fase intermédia, são determinadas pela própria pessoa do neófito, pelas suas respostas postas à prova; A reacção final compreende a sua aceitação ou rejeição (hostilidade, rejeição bode expiatório do grupo).

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
• O desajustado e o opositor

Em qualquer grupo existe um margem de tolerância ao desvio, i.é, afastamentos toleráveis de conduta em relação às normas e modelos do grupo. Um grupo primário em que exista uma grande PC e padrões rígidos, apresenta intolerância ao desvio. As reacções do grupo ao desvio dependem: 1. do grau de desvio em relação à margem tolerável; 2. Status pessoal do desajustado, antes de ser considerado como tal (o prestigio anterior pode neutralizar a revolta do grupo); 3. Riscos que o desajustado representa para o grupo.

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
• O desajustado e o opositor

Se o desajustado resistir à PC, o grupo pode eliminá-lo. Inúmeras palavras qualificam o desajustado não solidário: “traidor”, “renegado”, “ovelha negra”, … Com o opositor o processo é semelhante, porém existem grupos democráticos que o aceitam quando a sua atitude corresponde a um status (i. é, quando se espera dele, relativamente ao grupo, a contradição, a oposição).

COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E DE GRUPO
• O marginal

Marginal = à margem do grupo = à margem da lei “fora de” Distância moral do indivíduo relativamente aos valores, opiniões, normas de conduta do grupo. Distância espacial, quando o marginal não participa nas actividades do grupo. A marginalidade, porém, não exclui a adesão a outro grupo. Por exemplo, os “sem-abrigo” relativamente à sociedade são marginais, mas eles próprios formam grupos. O marginal integral caracteriza-se pela ausência de referência e pertença grupal.

VANTAGENS DE TRABALHAR EM GRUPO
• • • • • • • Divisão de tarefas Tomadas de decisão de maior risco Enriquecimento de decisões Poder e influência face ao exterior Maior rapidez e eficácia na concretização dos objectivos Segurança Criação de laços de amizade

DESVANTAGENS DE TRABALHAR EM GRUPO

• • •

Pensamento de grupo Transformação do “eu” em “nós” Tomadas de decisão empobrecidas

UM BOM PARTICIPANTE NO GRUPO DEVE:

• • • • •

Respeitar os outros Integrar-se no grupo Não perder a sua individualidade Não ser conformista Cooperar

BARREIRAS À COMUNICAÇÃO NO GRUPO

• • • •

Juízos de valor Pensar somente em si próprio Diferenças entre as pessoas (…)

O “MORAL” DE UM GRUPO

• •

Sentido de “nós” Sentimento de solidariedade - nível de eficácia do grupo - sentimento de pertença ao grupo

O moral reflecte:

Dois aspectos importantes e interligados: 1. Grau de satisfação das necessidades pessoais 2. Eficácia com que o grupo realiza os seus próprios objectivos

FACTORES QUE CONTRIBUEM PARA UM BOM “MORAL”
1. Bom funcionamento das relações afectivas interpessoais
▫ ▫ ▫ Maior coesão grupal Maior cooperação Maior performance grupal

2. Bom funcionamento das relações com a liderança
▫ ▫ Confiança no chefe Ausência de conflitos

3. Confiança na acessibilidade dos objectivos do grupo Os sucessos alcançados aumentam a confiança no grupo

FACTORES QUE CONTRIBUEM PARA UM BOM “MORAL”
4. Cooperação e espírito de participação
▫ ▫ Implicação pessoal no grupo Participação nas decisões

5. Tolerabilidade aos constrangimentos e pressões externas
▫ ▫ ▫ Maior coesão grupal Maior resistência a pressões externas Maior autonomia

3. Ambiente alegre e despreocupado

FACTORES QUE CONTRIBUEM PARA UM BOM “MORAL”
7. Maturidade do grupo e capacidade de reflexão dos membros

▫ ▫

Capacidade de reflectir sobre os objectivos e formas de participar nas decisões Maior resistência do grupo

FACTORES QUE AFECTAM O “MORAL” DO GRUPO
• • • • Conflitos entre sub-grupos Pressões externas Tensões internas Rivalidades de liderança

Formas de “desmoralizar” um grupo 1. Propagação de desconfiança entre os membros (traições, acusações, …); 2. Propagação de desconfiança relativamente à liderança (boatos sobre os chefes); 3. Difusão da falta de esperança em atingir os objectivos (multiplicidade de obstáculos);

FACTORES QUE AFECTAM O “MORAL” DO GRUPO

Formas de “desmoralizar” um grupo 4. Esforço de dissociação do grupo (criação de sub-grupos » conflitos); 5. Intensificação dos grupos de pressão sobre o grupo; 6. Perturbações das reuniões de grupo; 7. Difusão de falsas informações, rumores (utilização das crenças e valores do grupo, das suas dúvidas); Estes aspectos apesar de interligados, nem sempre coincidem.

O “MORAL” DO GRUPO

Considera-se que os grupos são motivados por duas categorias de necessidades: 1. Psicológicas – necessidades emocionais. Os indivíduos através do seu comportamento no grupo procuram satisfazer as suas necessidades pessoais. 2. Sociológicas Os indivíduos preocupam-se mais com as actividades do grupo relacionadas com o seu trabalho.

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