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AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS BARBOSA DU BOCAGE

Exma Senhora Ministra da Educação

C/ Conhecimento:

Senhor Presidente da República
Senhor Procurador-Geral da República
Assembleia da República
D.R.E.L.
Conselho Geral Transitório
Conselho Executivo
Conselho Pedagógico
Órgãos de Comunicação Social

Os Professores do Agrupamento Vertical de Escolas Barbosa du Bocage,
reunidos em 21 de Novembro de 2008, mostraram o seu veemente desagrado
face ao actual modelo de Avaliação de Desempenho, introduzido pelo Decreto
Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro, e subscrevem os motivos
enunciados pela Escola Secundária Infanta D. Maria, de Coimbra e pela Escola
Secundária de Bocage, de Setúbal, cujo teor se transcreve, com adaptações
pontuais.

1. A aplicação do modelo previsto no Decreto Regulamentar nº 2/2008 tem-
se revelado inexequível, por ser inviável praticá-lo segundo critérios de
rigor, imparcialidade e justiça, exigidos pelos Professores deste
Agrupamento.

2. O modelo de Avaliação do Pessoal Docente ora em vigor pauta-se pela
subjectividade dos seus parâmetros e, portanto, será passível, a todo o
tempo, de ser questionado, inclusive através de recurso aos tribunais.

3. O Decreto Regulamentar nº 2/2008 não tem em conta a complexidade
da profissão docente, que não é redutível a um modelo burocrático nem
cabe em grelhas e fichas pré-formatadas numa perspectiva
desmesuradamente quantitativa e redutora da verdadeira avaliação de
desempenho dos docentes.

4. O modelo previsto no Decreto Regulamentar nº 2/2008, pela sua
absurda complexidade, não é aceite pelos Professores, não se
traduzindo em qualquer mais-valia pessoal e/ou profissional.

5. O Decreto Regulamentar nº 2/2008 enuncia como objectivo melhorar a
qualidade da escola pública, pressuposto que não pode ser alcançado
devido ao clima de insustentável instabilidade e mal-estar resultante da
implementação do concurso para Professor Titular, concurso baseado
em parâmetros arbitrários e, por isso, injusto.

6. O Decreto Regulamentar nº 2/2008 impõe quotas para as menções de
“Excelente” e Muito Bom” e, com isso, desvirtua, logo à partida, qualquer

competências e investimento na carreira. naturalmente. a participação neste processo de Avaliação de Desempenho. apresentadas ontem. estando em desacordo com as recomendações do Conselho Científico para a Avaliação de Professores. 9. pela senhora Ministra da Educação. sem benefício correspondente para ninguém. havendo. As propostas de aparente simplificação do actual modelo de avaliação. quando é sabido que este critério apenas é aplicável às disciplinas que têm exame a nível nacional. consagrado no Artigo 13º da Constituição da República Portuguesa. 21 de Novembro de 2008 . correndo-se seriamente o risco de ficar relegado para um plano secundário o processo de ensino/aprendizagem. não entregando/ não reformulando/ não submetendo na aplicação informática os objectivos individuais. uma violação evidente do princípio da igualdade. 8. 7. 10. Setúbal. os Professores deste Agrupamento abaixo assinados. O Decreto Regulamentar nº 2/2008 implica um enorme acréscimo de trabalho burocrático para os docentes. considerando os professores deste Agrupamento que mecanismos como a inclusão directa do sucesso educativo dos alunos na avaliação dos docentes são incorrectos e injustos. O Decreto Regulamentar nº 2/2008 condiciona a avaliação do professor ao progresso dos resultados dos seus alunos. as incongruências e injustiças a ele inerentes. no futuro do país. Pelo exposto. Solicitam a substituição do modelo de avaliação apresentado pelo Ministério da Educação por um outro. dia 20 de Novembro. Não é aceitável que se estabeleça qualquer paralelo entre a avaliação interna e a avaliação externa. enquanto avaliados. pois não eliminam os erros. não são aceitáveis. perspectiva de os docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos. prevendo-se graves consequências nas novas gerações e. conhecimentos. por isso. justo e transparente. decidem suspender. capaz de contribuir para o fim que alegadamente persegue: uma Escola Pública de qualidade. exequível.