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Unidade I – Conceituação e Introdução Básica

A Transfiguração é uma disciplina muito importante para o conhecimento de um


bruxo. Dentre as inúmeras artes mágicas que existem atualmente, a Transfiguração é uma
das mais antigas do mundo. A arte transfiguratória consiste, basicamente, na transformação
da matéria, ou seja, na reorganização dos átomos permitindo a alteração de objetos em
seres e pessoas, e vice-versa. Também está dentro da Transfiguração o poder da
conjuração, do desaparecimento, do duplicamento e da ilusão. Estes ramos são carteados, a
principio, em dois grandes blocos de conhecimento. O primeiro bloco trata do campo das
transformações, que, como o próprio nome diz, versa sobre as mudanças que um corpo
(seja ele animado ou inanimado) sofre; e o segundo trata do campo da criação e
do desaparecimento, que permite o bruxo conjurar, desaparecer, duplicar e iludir objetos.

É importante ressaltar que estes dois campos estão limitados e submissos a determinadas
regras. Existem cinco principais exceções à Lei de Gamp, lei fundamental que rege os
elementos concretos, que nos diz respeito à Transfiguração:

– 1ª exceção: "a Comida"; ela pode ser convocada se a pessoa souber onde achá-la. Em
meio a isso a comida pode ser transformada e aumentada a sua quantidade; porém, não
pode ser produzida comida "do nada".

– 2ª exceção: "o Ouro e os Elementos Preciosos"; eles podem ser convocados se a pessoa
souber onde achá-los. Podem ser transformados, mas não podem ser duplicados, nem as
suas quantidades aumentadas, tão menos produzidos.

– 3ª exceção: "o Dinheiro"; seja ele em moeda ou em papel, possui a mesma propriedade
do ouro e dos elementos preciosos, mesmo que este dinheiro seja bruxo ou trouxa.

– 4ª exceção: "os Objetos Animados"; eles podem ser convocados se a pessoa souber onde
achá-los, podem ser transformados e criados (embora não sejam duradouros), mas não
desaparecidos (a menos que seu surgimento não seja de forma natural).

– 5ª exceção: "os Seres Humanos"; não se pode convocar uma pessoa, tão menos conjurar,
duplicar ou desaparecer. Podem ser transformados ou criados a partir de uma ilusão.

Dentro da transformação, novamente o meio acadêmico divide este gênero em dois outros
grupos: transformação pontual, que é todo e qualquer ato de realizar transformação em
objetos, animais e seres humanos através de uma única característica básica, seja ela
física ou organoléptica - o efeito final não altera todo o produto e sim apenas uma parte
dele; e a transformação bruta, que é todo e qualquer ato de realizar transfiguração em
objetos, animais e seres humanos. Em suma, são transformações que não se baseam em
apenas uma característica, mas sim num conjunto delas, tornando-as ainda mais
complexas.

A transformação pontual (ler com mais detalhe a Unidade II) pode ser entendida e praticada
através do conhecimento que se tem da propriedade dos objetos, dividida em três
substratos: propriedade organoléptica, propriedade física e propriedade química.
A transformação bruta (ler com mais detalhe a Unidade III) é aquela em que seus conceitos
estão diretamente ligados ao Quadro de Fases criados pelo bruxo Marvin, o Tenebroso, na
ocasião do Conselho de Magia Transfiguratória realizado em 1215, em Viena. Marvin
também foi o criador do Quadro de Classes, primordial a toda realização de transformação.
Ao unir os dois quadros, passando a se chamar Quadro de Classes e Fases, Marvin, o
Tenebroso, passou a ser conhecido como o pai da Teoria das Transformações.

– Classes: Dedicação; Concentração; Destreza; e Controle

– Fases: Transformação de Objeto Inanimado para Objeto Inanimado; Transformação de


Objeto Inanimado para Humanos ou Seres Vivos; Transformação de Humanos ou Seres
Vivos para Objetos Inanimados; Transformação de Humanos ou Seres Vivos para Humanos
ou Seres Vivos.

Conforme descrito acima, no campo da transformação existem quatro fases. Estas fases
crescem de acordo com o nível de dificuldade. As classes são os atos que antecedem
qualquer transformação, e todas elas devem estar bastante fixadas na mente do bruxo.
Podemos dizer que o bruxo precisa aprender primeiro as classes para depois entender o
funcionamento das fases. Se não tiverem dedicação, concentração, destreza e controle não
serão necessário dar-se ao trabalho de aprender o resto.

Aplica-se a estas fases os ramos da Animagia, da Objetomorfomagia e da Metamorfomagia,


que serão vistas com maiores detalhes logo a seguir.
Unidade II - Práticas Introdutórias de Transformação Pontual

Como visto anteriormente, a transformação pontual se designa a transformar características


únicas dos objetos (entende-se por objeto tudo que pode ser modificado, independente de
sua essência). Para que o bruxo transforme esta característica - ou propriedade -, é preciso
que haja a identificação correta, de acordo com o objetivo traçado. As principais
propriedades que conferem ao bruxo este poder são as propriedades organolépticas, as
físicas e as químicas.

Os estudos em Hogwarts, por serem mais simples, apenas dizem respeito às transformações
que se utilizam o conhecimento das propriedades organolépticas. Estas propriedades são
percebidas pelos cinco sentidos humanos. As principais propriedades deste conjunto são:

– Cor: a cor pode ser percebida pela visão. Nem toda matéria pode possuir cor, um exemplo
de matéria incolor é a água e um exemplo de matéria colorida é um balão voando no céu.
Para alterar a cor de um objeto é necessário que o bruxo balance duas vezes a varinha para
cima e uma para baixo, e depois dizer o radical "Colore" mais a cor desejada. Não se tem
informações a respeito do inventor deste feitiço, mas dizem ter surgido na Itália. Seu efeito
é permanente, portanto a alteração se dá um contra-feitiço ou com a reutilização do mesmo.

– Sabor: é a propriedade percebida com o paladar; as substâncias podem apresentar ou não


sabor como no caso da água pura. Para alterar o sabor de um objeto é necessário que o
bruxo balance duas vezes a varinha cortando o ar em sentido diagonal, e depois pronunciar
o radical "Sapore" mais o sabor desejado. Este feitiço só funciona em alimentos. Em caso
de não acerto do feitiço, o sabor do alimento se altera para algo próximo ao sabor de
meleca. A estrutura física do objeto não se altera, portanto é como chupar uma laranja,
porém com gosto de bolinho de arroz, por exemplo. Seu inventor foi o inglês Bonaverius
Strange. O efeito do feitiço é temporário, por isso, é considerado um feitiço mais doméstico
do que industrial.

– Odor: é a propriedade percebida com o olfato; uma substância pode ter cheiro (odorífera)
ou não (inodora). Para alterar o odor de um objeto é necessário que bruxo balance duas
vezes, no sentido horizontal, e contrariamente, como um movimento de vai-e-vem, e depois
pronunciar o radical "Odoreum" mais o odor desejado. Este feitiço funciona em tudo que
exale odor, mas seu efeito é temporário. Seu inventor, segundo dizem, foi a grande bruxa
Morgana.

– Brilho: brilho é a capacidade de um objeto refletir a luz, que também é percebida pela
visão. A madeira é um exemplo de uma substância de baixo brilho enquanto que os metais
possuem um alto brilho. Para alterar o brilho de um objeto é necessário que o bruxo faça o
desenho de um triangulo no ar com a varinha, e depois pronunciar "Fulgeo Maximus" para
um brilho maior e "Fulgeo Minimus" para um brilho menor.

Em todos tipos de transformação é necessário a assimilação das classes concentração,


dedicação, destreza e controle para que a ação se efetive.