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JOÃO ENRIQUE SIMÃO COSTA

FIBRA ALIMENTAR E O CÂNCER DE CÓLON

Monografia apresentada ao Departamento de


Ciência dos Alimentos da Universidade
Federal de Lavras, como parte das exigências
do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em
Nutrição, para obtenção do título de
especialização em Nutrição Humana e Saúde .

Orientador
Profa. Angelita Duarte Corrêa

LAVRAS
MINAS GERAIS - BRASIL
2003
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO...................................................................................... 2

2. REVISÃO DE LITERATURA............................................................. 3

2.1 Uma visão holística de alimentação ..........................................................4


2.2 Estudos em prol da fibra versus câncer de cólon ..................................... 6
2.3 Estudos não conclusivos sobre a eficácia entre fibra versus câncer de
cólon ........................................................................................................11

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................15

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................17

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1-INTRODUÇÃO

Nos últimos anos a fibra ganhou importância especial devido às

observações epidemiológicas e clínicas que relacionaram a ocorrência de certas

enfermidades a dietas pobres em fibras. Além disso, os mecanismos de ação

pelos quais as fibras normalizam a função gastrintestinal, prevenindo a

constipação, já foram definidos pelos pesquisadores. No entanto, os estudos da

mesma com relação a prevenção de câncer de cólon são controversos, não

havendo ainda um consenso da comunidade acadêmica.

O interesse que existe atualmente acerca da relação entre a ingestão da

fibra alimentar e o risco de contrair enfermidades originou-se nas observações de

dois médicos ingleses, Dr. Dennis Burkitt e Dr. Hugh Trowell que trabalharam

na década de 70 em estudos na África. Eles observaram que a dieta dos africanos

era baseada em alimentos ricos em fibras, cereais integrais, verduras, frutas e

legumes, e que as doenças gastrintestinais, tais como prisão de ventre,

diverticulite, hemorróidas e câncer de cólon eram praticamente inexistentes.

Essas investigações ganharam reforço também em estudos que

demonstraram o aumento dessas moléstias em países com intenso avanço

tecnológico, onde o consumo de alimentos de origem animal e alimentos

refinados superaram o consumo daqueles ricos em fibras. Nesses países, que

inclui o Brasil, o avanço das doenças crônico degenerativas é assustador.

Por todos esses motivos, fica cada vez mais claro que o retorno à dieta a

qual estamos geneticamente adaptados, que consiste em cerca de 85% de

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alimentos vegetais e apenas 15% de alimentos de origem animal, reduziria a

incidência de muitas enfermidades comuns em países desenvolvidos. Tal dieta

seria inevitavelmente rica em fibra proveniente de grãos integrais e de produtos à

base de farelo, frutas, verduras e leguminosas e, obviamente, seria muito mais

pobre em gorduras. Este tipo de dieta provocaria uma redução significativa na

incidência do câncer e das doenças cardiovasculares que, em conjunto,

respondem por cerca de 70 a 80% das mortes prematuras em sociedades

desenvolvidas.

Independentemente da controvérsia acima mencionada, enfatizar-se-á a

importância deste nutriente para nossa saúde e discutir-se-á os recentes estudos

em prol, e estudos não conclusivos da eficácia entre fibra versus câncer de cólon.

Esperando que as pessoas que leiam essa monografia, conscientizem-se

da importância de se aumentar à ingestão de fibra de forma que usufruam de

todos os benefícios proporcionados por ela.

2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1- Uma visão holística de alimentação

A alimentação correta é aquela que permite ao ser humano ter disposição

e saúde. O passo mais difícil em relação a boa alimentação é mudar nossos

hábitos, acostumados a ingerir de tudo indiscriminadamente. Com a

industrialização dos alimentos isto não é mais possível, pois os alimentos

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industrializados são controlados de modo a não permitir reações adversas

imediatas e perceptíveis do organismo, fazendo com que se acredite que se está

se alimentando corretamente. Entretanto, a conseqüência dessa alimentação é a

decadência, ao longo do tempo, do organismo como um todo minando seu

mecanismo de defesa e seu bom funcionamento.

É evidente que estes hábitos de consumo, que foram introduzidos

lentamente na história da humanidade, vem servir somente às industrias de

alimentos, às indústrias químicas, à indústria da propaganda, às indústrias de

embalagens, às farmácias, drogarias e indústrias de medicamentos, além das

grandes economias mundiais em detrimento da nossa real saúde. Acredita-se que

a medicina, ou a sua porção que prescreve medicamentos, envolvida neste jogo

de interesses, deixou a muito tempo de ser ciência e passou a ser marionete desse

esquema, sendo que os profissionais de saúde saem das escolas sem visão

holística do que é o ser humano e do que é saúde.

Uma alimentação pura, equilibrada, livre de agrotóxicos, baseada em

produtos integrais, orgânicos e selecionados é o mais importante recurso

terapêutico. O milagre que as essências alimentares operam continuamente

dentro de nossas células, alteram para sempre o seu destino e conseqüentemente

o nosso destino, com seus efeitos cumulativos. Os alimentos podem propiciar

saúde e vigor, ou podem nos tornar doentes. Nem sempre se pode controlar os

fatores que determinam a saúde, mas pode-se controlar o que se pensa e o que se

come.

Contreras (1993) afirma que os hábitos alimentares de uma população

constituem um fator determinante de seu estado de saúde e isso tem implicações

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econômicas e políticas. Os hábitos alimentares inadequados se relacionam com

numerosas enfermidades e mortalidades como, por exemplo, enfermidades

cardiovasculares, obesidade, osteoporose, anemia, cárie dental entre outras.

Os fatores que determinam a seleção dos alimentos que integram a dieta

de um indivíduo são de natureza complexa e não estão de todo definidos. No

entanto, pode-se assumir que a seleção de um alimento em detrimento de outro

tem haver com a disponibilidade e o acesso do indivíduo a esse alimento. O

Brasil é muito rico em vários segmentos, mas falta emprego, educação, etc que

está relacionado diretamente com a seleção, os hábitos alimentares visto que,

uma população sem educação não sabe distinguir o que é bom para ser ingerido

do que não é, e por conseguinte aquele que não consegue ter acesso ao estudo, ter

uma boa educação e instrução não consegue um bom emprego.

Além de todos esses problemas, tem-se a influência da mídia que na

maioria das vezes ao invés de ajudar, atrapalha divulgando, por exemplo, cadeias

de fast-food que sugerem um tipo de dieta rica em gordura e pobre em fibras e

vegetais.

Fatores alimentares e nutricionais tem sido amplamente associados a

distintas neoplasias estimando-se que uns 35% dos cânceres estariam

relacionados com ditos fatores.

2.2 Estudos em prol de fibra versus câncer de cólon

Sabe-se que a relação entra fibra e câncer de cólon iniciou-se a

partir das observações feitas por Burkitt (1973) na África e em contra

partida a hipótese lipídicas de Johnson & Southgate (1995) que vieram a

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decidir que as dietas ricas em alimentos que contém o material celular,

fibra, tinham uma ação protetora frente a uma série de enfermidades.

Pourchet-Campos (1998) atribui-se à fração insolúvel da fibra o aumento

do bolo fecal que garante o peristaltismo intestinal e evita a constipação,

anulando o risco do aparecimento de problemas que afetam o intestino grosso.

Pode-se afirmar que os indivíduos mais protegidos contra doenças que afetam o

intestino grosso são aqueles que apresentam o menor tempo de trânsito.

Blot (1993) avaliou os efeitos de suplementação de antioxidantes entre

29.584 residentes da zona rural do norte da China. Esses residentes foram

subdivididos ao acaso e todos os grupos subdivididos receberam diferentes

combinações de vitaminas e minerais. Um dos grupos recebeu suplementação

com beta-caroteno, vitamina E e selênio e este apresentou 10% menos de

mortalidade por acidente cérebro-vascular .

. Pode-se e deve-se passar a informação adiante de que o nosso alimento

é o nosso remédio. Não se precisa de suplementações quando se alimenta bem,

pois se pode encontrar a vitamina E do estudo acima, na cenoura, na batata-doce

e na carne. Quando ingerimos frutas e verduras além das fibras, estamos

ingerindo vitaminas e minerais.

A evidência mais clara da relação entre alimentação e câncer está

relacionada com o consumo de frutas e verduras. Em uma monografia o autor

conclui afirmando que o consumo de frutas e vegetais promovem um efeito

protetor frente a maioria dos cânceres (Hennekens, 1994).

Hennekens et al (1994), em estudos analíticos mostraram

associações inversas entre a ingesta, os níveis plasmáticos de

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antioxidantes e diversos tipos de cânceres. Patterson (1997) também

mostrou uma associação inversa (ver tabela).

TABELA: Estudos de casos-controle sobre alimentação e qualquer


tipo de câncer que mostram associações inversas, nulas ou positivas
com o consumo de diferentes tipos de frutas e verduras.

ESTUDOS

TOTAL INVERSO NULO POSITIVO

N N % N % N %

Verduras 74 59 80 6 8 9 12

Frutas 56 36 64 15 27 5 9

Verduras cruas 46 40 87 4 9 2 4

Crucíferas 55 38 69 9 16 8 15

Verduras allium 35 27 77 4 11 4 11

Verduras verdes 88 68 77 6 7 14 16

Tomates 51 36 71 5 10 10 20

Cítricos 41 27 66 8 20 6 15

Resumem-se os resultados de 217 estudos de casos de controle.


Os resultados incluem associações significativas e não-significativas.

Fonte: Patterson et al (1995)

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Os resultados de estudos epidemiológicos distintos sobre a relação entre
fibra versus câncer de cólon dão a grande maioria suporte a fibra. Entre os 13
estudos revisados em meta análise de Howe (1992), cinco mostram evidências
estreitas desta relação e somente um deles mostra um aumento da incidência de
câncer de cólon, associadas a ingestas elevadas de fibra. Em uma análise
combinada dos 13 estudos (Figura 1), as pessoas com ingestas de 27g/dia de fibra
apresentaram, metade de inibição ao câncer de cólon comparadas as pessoas com
ingestas baixas Howe (1992).

Disparidade

Quantidade de consumo de fibra 27 g/dia


Resultados de análise combinada de 13 estudos de casos e controle sobre a
relação entre fibra e câncer colo retal.
Fonte: Howe, 1992

Rubio (2002) faz um apanhado de vários estudos feitos e publicados

envolvendo a fibra não somente como agente protetor de certas doenças como o

câncer de cólon, mas sim como agente terapêutico em geral.

Rubio cita um estudo de controle de caso feito no Japão em que 265.118

pessoas com idade superior a 40 anos foram acompanhadas por 13 anos,

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mostrando que a incidência de morte por câncer de cólon diminuía à medida que

as pessoas ingeriam mais trigo e arroz.

Em outro estudo, também citado por Rubio, envolvendo 871 homens que

foram acompanhados por 10 anos, mostrou uma redução no índice de

mortalidade por câncer de cólon três vezes inferior àqueles que já haviam

apresentado a enfermidade.

Também é citado o trabalho feito pelas enfermeiras americanas que

acompanharam 88.751 mulheres com idade entre 34-59 anos ao longo de seis

anos em que a ingestão de fibra total se associou inversamente com a inibição de

câncer de cólon, porém está tendência não se mostrou significativa. Quando os

grupos de alimentos foram analisados, somente as frutas mostraram uma relação

inversa, mas também sem alcançar um número significativo. Estas observações

levaram a equipe a prolongar a pesquisa por mais 10 anos, para que pudessem

contar com mais casos de câncer de cólon. Contudo, a fibra não foi associada

com maior ou menor inibição em número de casos e observou-se a presença de

adenomas entre 27.530 mulheres que realizaram a coloscopia.

O mesmo grupo realizou um estudo entre fibras versus câncer de cólon

em 51.529 homens, com idades entre 40-75 anos, que foram acompanhados

durante seis anos no qual também não foi possível fazer uma relação entre o

consumo de fibras e a diminuição de risco da doença. O estudo também foi

prolongado por mais anos e desta vez associaram o consumo de fibras com a

redução de adenomas, em especial a fibra procedente de frutas. Somente a fibra

solúvel se associou com um menor risco de desenvolvimento de adenomas

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2.3 Estudos não conclusivos sobre a eficácia entre fibra versus câncer de

cólon.

Apesar de estudos apontarem a fibra como fator de prevenção contra

várias doenças, a crença de que ela possa prevenir câncer de cólon segue em

declínio e muitos dos estudos não são conclusivos.

Segundo Rubio, uma das limitações dos estudos é que não se dispõe de

dados sobre as formas de se preparar o alimento como o cozer, mastigação, etc.

que podem alterar as propriedades fisiológicas das fibras. Por outro lado a média

de ingesta de fibras pode ser tão pequena que torna-se difícil detectar diferenças.

Rubio lembra de que não se pode descartar que ingestões mais altas de

fibras trazem benefícios a inibição do câncer de cólon, citando os povos

escandinavos que tem uma dieta rica em fibras cerca de 35g/dia e tem-se

associado esta dieta a inibição de câncer de cólon. O estudo realizado pelas

enfermeiras foi de 4,8g/dia uma quantidade muito inferior à consumida pela

população escandinava.

Sharma (2001) em um estudo recente envolvendo 655 pacientes, com

história de desenvolvimentos de pólipos, os pesquisadores do Centro Europeu de

Prevenção ao Câncer atribuíram casualmente cálcio, suplementos de fibra e

placebos.

Após três anos, os pacientes fizeram coloscopia, um teste que inspeciona

o cólon e remove pólipos pré-cancerígenos. Os médicos descobriram que 29%

daquelas pessoas que tomavam 3,5 gramas de fibra solúvel diariamente

desenvolveram pelo menos um pólipo, comparado a somente 20% daquelas que

tomavam placebo.

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Schatzkin (2000) diz em um estudo que, o uso de fibras parece ser efetivo

na prevenção a longo prazo. Já Kritchevsky (1986) relata que uma dieta baixa em

gordura, rica em fibras e vegetais não influencia o risco de recorrência de

adenomas de cólon.

Segundo Byers (2000) o resultado de dois estudos realizados em treze

anos, intitulado “High-fiber diet does not reduce colon cancer risk” mostrou

afirma, que a cada ano 130.000 americanos são diagnosticados com câncer de

cólon, e 56.000 morrem dessa doença. Ele diz que há várias razões para ter-se

uma dieta alta em fibras, mas a prevenção de câncer de cólon certamente não é

uma delas.

Nesse estudo os médicos usaram adenomas de cólon, pólipos que podem

se transformar em tumores. No primeiro estudo, conduzido no Instituto Nacional

de Câncer os pesquisadores colocaram 958 pessoas com baixa dieta em gordura,

alta dieta em fibras, frutas e vegetais e outras 947 apenas receberam informações

em como comer mais saudavelmente e foram instruídas a continuar com a dieta

habitual. Todas essas pessoas tinham pelo menos um pólipo pré-cancerígeno

removido seis meses antes do estudo começar e, portanto tinham uma

possibilidade maior de desenvolver câncer de cólon. Após quatro anos, os

pesquisadores verificaram que o risco de desenvolvimento de pólipos era

virtualmente o mesmo nos dois grupos.

Alberts (2000) em um estudo no Centro de Câncer do Arizona verificou

resultados semelhantes, 719 pessoas ingeriram aproximadamente 50 gramas de

trigo integral todos os dias e outras 584 também comeram, mas bem menos, uns

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15 gramas. Coloscopia feita após três anos mostrou que o risco de

desenvolvimento de pólipos era virtualmente o mesmo nos dois grupos.

O autor expressou a preocupação de que três anos podem não ter sido o

suficiente para observar uma diferença nos dois grupos. Salientou que há outros

estudos feitos citando “The Nurses' Health Study and the Health Professionals”

que também não encontraram evidências de redução de risco de desenvolvimento

de câncer de cólon fazendo-se uso de fibra cereal. Entretanto, os pesquisadores

de seu grupo salientaram estar esperançosos que houvesse uma conexão entre

dieta alta em fibra e redução de câncer de cólon devido a resultado de estudos

fora do Estados Unidos que verificaram um número baixo de incidência de

câncer de cólon, em lugares onde as pessoas tem uma dieta desse tipo e uma alta

incidência em pessoas que tem uma dieta alta em gordura e baixa em fibras.

Hill (1999) reforça, que a fibra parece não ter ligação com a prevenção do

câncer de cólon. No entanto, afirma que não se deve descartar o prato de cereal

matutino, pois certamente as fibras ajudam a prevenir contra outras doenças.

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3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os estudos apresentam-se controversos. No entanto, a maioria dos

autores e especialistas dizem que não se deve desistir de fazer uma dieta rica em

fibra e baixa em gordura, pois esse tipo de dieta ainda é recomendado para

prevenção de várias doenças já comprovadas cientificamente como: doença de

coração, pressão alta, diabetes.

Com relação aos estudos realizados que não encontraram um resultado

satisfatório o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos diz que o câncer,

particularmente o de cólon, pode levar 15 anos para desenvolver e não se sabe o

efeito da dieta nos outros estágios do câncer.

Sabe-se que os dois tipos de fibras, solúveis e insolúveis, são ótimos

aliados da saúde em geral, e também bom para quem quer emagrecer ou manter o

peso. Em primeiro lugar, porque suas principais fontes são os alimentos de baixo

teor calórico, como verduras, frutas, legumes e cereais integrais. Em segundo

lugar, porque exigem mais mastigação, ajudando a comer devagar. E, por fim,

porque enchem o estômago, trazendo mais rapidamente a sensação de saciedade.

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O excesso de fibras, no entanto, pode causar gases e diarréia, além de prejudicar

a absorção de algumas vitaminas e sais minerais. Para que seus efeitos benéficos

apareçam, também é importante beber muita água, cerca de 2 litros por dia. Sem

ela, as fibras ressecam ainda mais a massa fecal, atrapalhando seu trânsito pelo

intestino.

Especialistas também dizem que a quantidade de fibras recomendada por

dia varia segundo a quantidade de calorias que a pessoa deve ingerir. Para um

adulto, varia de 20 a 35g. Existem no mercado suplementos de fibras, na forma

de biscoitos ou cereais matinais. Esses alimentos devem ser consumidos com

moderação, principalmente por quem já inclui vegetais e cereais integrais no

cardápio diário.

Como discutiu-se até aqui há vários bons motivos para manter uma dieta

rica em fibras, mesmo que os estudos sobre ela versus o câncer de cólon não

serem ainda conclusivos.

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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