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UMA FARSA
IA HIS'l'ôRIA DE UMA ASSEMBLÉIA!
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A proPOSlto do que tem sido a Federação Espirita llrasUclr.i
• seus diretores, deade o   ~ primeiros dias de sua existência, na
vanguarda dêsse grande movimento de propaganda espirita
por todo o vasto território nacional. que lhe valeu, com Ju•ttça.
o titulo de Casa Mt\ter do Espiritl•mo no Brasil, a co1neçar
!)CIO Marechal Ewerto11 Quadros alé o Dr. Ouillon Ribeiro. nê.o
há quem aponte o mais lnslg11lflca11tc desllse na vida ptibllcn
ou privada do tflo lhi.tres quão veneriwets cidadãos que diri-
giram no curso de tantos anos aquela respeitável instituição
Os mais recentes e que tivemos n ventura. de acompo
nM-los bem de perto, desde Leopoldo Clrne a Oulllon Ribeiro.
foram, não só figuras dos mais ·respeitáveis na vida social dn
metrópole, de moral Inatacável. como reais valores intelectual•
postos a serviço de uma grande causn.
rara êles, o J::vnngelho do Cristo à 1\17. cio Espiritismo, nlío
crn apenas o llvl'O exposto à venda e que se recomenda nos
Infelizes blllldos polo• sofrimentos e sedcnto.s de luz. Ni\o O
Evangelho foi sempre naquela casa o esl3lão de conduta para
todos êles, dentro e fora da F"dernqão
Hoje, a velha Casn de Bezerra de Menezes, de Bittencourt
Sampaio, de Ocmtnlnno Brasil, de Antonio Sayão, do l'al.n
Pamplona, de Manuel Qulntito e ele tnntos outros, está on·
trcgue à sanha de um ditador mJrim, homem ele altos negó-
cios e golpes baixos. Sim, porque a Federação que teve a llOnra
de ser chamada o Templo de Ismael, nil.o passa agora de uma
•lmples casa com<rclal, - "casa de ISracl", bem semelhante
a certos laboratórios de produtos farmacêuticos, onde é há
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UMA FARSA
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A prol)ÓSito do que tem sido a t'edernQilo Espírita l:lrasllclrn
e seus diretores, dcSde os primeiros dlus de sua existência, nn
vanguarda désse qrande movimento de propaganda espirita
1>0r todo o vasto território nacional. que lhe valeu, com justiça.
o titulo de Casa Mliter do Espiritismo no Brasil, a começar
1>elo Marechal Ewerton Quadros ai.é o Or. Guillon Ribeiro, não
há quem aponte o mais insignificante dcsllsc na vida p1\bllcn
uu privada ele tão lht•tres quão vencrlivels cidadãos que dlrl-
" iram no curso ele tantos anos aquela respeitável insLltulçflo.
Os mais recentes e que tivemos a ventura de acompa-
nhá-los bem de perto, desde Leopoldo Clrne a Oulllon Ribeiro,
foram, não só llguras das mais respeltâvels na vida social dn
metrópole, de moral Inatacável, como reais \•alores Intelectual•
postos a serviço de umn grande causa.
Para êles, o Evangelho do Cristo à luz do     n6o
crn apenas o livro cxpasto à venda e que se recomoncla nos
lnleU2es batidos p<>I08 sofrimentos e de luz. Não O
Evangelho !oi sempre naquela Casa o de conduta para
todos êles, dentro e fora da Fl!dernçào
Hoje, a velhn Casa de Bezerra de Menezes, de Bltt.encourt
S11mpaio, de Ocmlnlono Brasil, de An(<)nlo Sayão, de Pal.11
Pamplona, de Manuel Quintão e de tnntos outros, está en-
tl'cgue à sanha do um ditador mlr!m, homem ele altos ncgó·
cios e golpes baixos. Sim, porque a Federação que teve a honra
de ser chamada o Templo de Ismael, não passa agora de umn
$lmples casa comercial, - "casa de I.srael", bem semelhanl<'
a certos laboratórios de produtos farmacêuticos, onde é h!\·
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O dia 10 de dc: : mbro do
F 1.. n .. d•via se:· ct·nslderado o
dln quo 11,emo.< n
trls clc•onas de homrns acocorado:
<loloror.n.   R("n1 vonia.d1• p:'1i111·
dorc-ni, s.:1n qu·l.!<1u:-r 1-x•1·li•
p1Pno pnru que o Sr \\
abruptamente, n nlaL; n
ela aymnlação. pondo
cararttr!.-.· tca su9i ·111:.. de sua JX"
UM'A M)(Jf:Ml3Lli:IA. <iU UM/\ P'Mt'M
"'" dia 8 de de à
ir.os na Livraria da Ft'.'<iernçã.o o ro1
quato de So'J.."'· dl<Se·nos f:e quo v
(\llO.< da Federação, i>to r, O pr•
tNIP. à apreciação e aprov:.ção d 1
dlná1 ln. a • • oánado, dl,, li!, e•
já a cxruntna.c.lv hll
na Secretaria . .;r.cll;.·\lJt11.1do-no,:o m
novembro, dish!buldo dias c.nl•
um:\ nota a reSJA'lt.O
Nc,.,•e dia, em lncc
  verificar e Jul,;n.1 d:: vnlo:
dn$ lll'Opo>lM ao velho" F.st3tu:
ulnte, lls 17 horas e trinta
na1l'10, cc:m a eS.Cé\S..';('7. do l·
clpah pon'.os já reler
ltlf-·
ri
t\·a
de
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7 -
rt;\ R vontudc de i!S. Ext·1a . .. , o sr. da F. E. B.
Ao ctesr<'t'lllOs as da enquanto co11-
cont un1 ron!rade qur acabava de tl'anspor il so·
:olra da porta, o St'. Wuntull q\le logo npó.< chegava. velo
no no.s.w encontro, perguntando-nos se já tínhamo>
lido o projoto cios E>ta1utos. Nc.cs.i rc·;po: ta foi rápida e ln·
  .. rir:1. e por :-lnnl con1 inuito })f"sar, porque nf\,,
vemos onde u qne ju.-;1iílque Hllh\ reforn1a quase t-.1 ..
i;ilosa. contrn1lnndo o;, dlsµo: lh\'OS • MM. o
Sr. Wantull çonindo e bnl::ondo a voz. dl.•se-no<: "•Ü que
stá o d!'.' 'l<'Õrdo co1n o item séllmo. d'l 141 dn
l;rm"tiluiçã9. tctêmo.s dar :los Eslatut.l'.."s o caritei- de rtlt-
i;io.•ldade il Fedemr.âc". e. tentando Ju.stllkar suas rnzó 1
dl<;sc-nos mnls rp1e. Ido ao Catete, !lcnrn .>nbendo quo A
Intenção no clero cm fechar n Federação e dai n necessldQdc
urgente da reforma proPO•la.
No d!r. Imediato. sab. ,<10. /\s 1; horas e 1nh1\ltos. npó:, a
,lnat\lra do llvrn ele s\lbimo.-; no 2.
0
andar ond.
ve ini('to 3 reunião.
O Sr. 111\tonlo Wantuil de Freitas, as1>11mlndo a presidência.
convidou pnrn e secretátlos, c>s sóclos Rlrnrclo
Lo!)<'s oouvcla e At·P1·vulo Ocnotrc. Pedindo ao secro·
ta rio da sun • ;querda qu<' procedesse a leítur(I do ectital de con
vocação, :ilctnndo haver mimrro de sócloo sullclente, exialdo
P<'IOS Estatuto.• d .. oi.rou aberta a ;,çssão e Instalada a i\.s.\l'nl
bMa GPral
o sócio, t<ncnle Vítor Torqunto cte sousn. Interpela n mc·'n
c1unnto à tllroçíw da A'"cmbléln, de scórdo com o art. 2:1 clcu
• que diz:
o 1ltiml'ro lega!. de sócios, e1n primeiro ou
sei;undn ronCorme o no artigo 1111
- 9
ter!or, o presidente da F<deraçlln 11hnr
drclnrando-a legaln1cnt-O ln.stal:ul.i
gulda a sua direção ao pre$ldtnle qu,
qual convidará doL sócios 1n<4'nt
!<M'Undo secretãrlos". etc.
Mas, o Sr. Wantuil de Freitas qUl'. nãu 11rrc4lta11d<1
em si próprio, apesar de gozar da conlln11ç11 11i.•.,1utr1 d
os que o rodeiam e o fazem h1contllclo11Hhn·111
111odo contrárJo, ficou na direção do:> t 1 1 ·1u 111· 11·."1rc10
com o dispositivo achna. tra11scrito. porque'. .... 11n 1ilo h1r ilp;1z de
dolegnr n outren1 a presidência ctuqul L1 u • \'1Htu c1uc ró
6Lt" teria, con10 reahnente teve, a corniu•r11 1111 pnd Ir· '·'' r,ol\>t's
luo vlolentos; desde a capciosa COU\'ut .. u;t1u, n • c.•. illt.D•:ão
ni·bltrárlu da a.ssembléla: coisa. nlln•. nunen •:·.ta orAa·
nlzações dessa. natureza. Tudo, port-1n. e-,t.avl\ 111hri11·1nentc
preparado. Os dotados de melhor
beça baixa, •ilenciosos, e os apanll(uadoa
ns propostas engatilhadas. Com a col11bordç60 <lrment1
Inescrupulosos, surge a idéia de apruvaçll1>, ••rn llQ nwnw pro-
ceder a leitura dos trechos emendados, lllH ovanc11
lltgal, como tivemos oportunidade dc11101
Procedtda a leitura do edltaJ li · 1   r.io 1·:.!"1lra<':
Dli\rlo Ollcial de l.º-XIl-1949. qu1· i.l•irt <
rclorma. pleiteada o disposto 110 par.111 •fo 7
Con.stltutção, o Sr. Henrique sond(11 n11.1.11 11 ,.-- du "Re-
tormndor", pedindo a palavra, diz qur " 111r luil• ti• 1 ,.d1•riwúo
nf\o cun1p1·iu ta1nbé1n o artigo 35 dWI l •: 1 •lulu,, qt11· t
"Nen.humo. proposta qut• lnL,,_ 11
bãstca da SOciedade, ac•rf• 11ut11urthl...1. à
voto da assembléta. s··m lt•r lhh> • 111·
flJ'Mllllh''l\ÇáO
llJH•···lação e
1 "' publica-

-9-
çilo no órgão oflcinl, a fim de pennlUr que os a
estudrnt pn'vian1ente".
O Sr Wantull. 2am:ado. <!Pclarou que .>crio hnpossivel tal
publicação, diz•ndo ser muito gnnôe a despesa: ma.•, o que o
Sr. Sondrrmann queria e estava r<'clamnndo, é que se tivesse
!rito a publlcaçno das emendas no órgão ollclal o "Reforma-
dor", tnl romo fón feito em 19-M. em amblenlc mal• tnvoráv•I
no Sr. Frcltns. cuja reforma foi legalmente 11ubllcada no órgão
ollelal tifo maio.
De nada valeram os protestos do Sr. Sondcrmann. A pa-
lnvra lho Col cassada e o Sr. Wantull, at·bltrilrlo como sempr•.
lcnLn o prosseguimento dos trabalhos, solicitando ou mandando
que o •ecrctárlo tnlclassc a leitura dos e:.statutos.
Ante.> que tal acontecesse, pedimos a palavra, e, •m tom
protestando contra a alegação contida no edital de
ronvocac;l\o, provamo.<> a inexistência cle:-osa razão, dizendo que
os reformados em 4 de junho de 1044, na
da Constituição de 1937, só poderiam ser rerormados, "no todo
ou part.e, por dellberação da Assembléia Ocrnl. nunca, porém.
antes de dez anos, salvo exigência da Legislação ou
a pedido d• dois terços dos sócios quites da Sociedade", t.al como
determina o artigo 128 dos referidos Estatutos.
o arllqo 122, parágrafo 4.o, da Constltulçi'IO de 1937, cm
ruja' vlg6ncla se deram as emendas dos Eslatutos l4 de junho
de 19441, tliz que:
"' '.•,,,; • .... 1
" · ·"Todos os' individuo.• e conlissõcs rollglosn.s, po<lcni
exercer pública e livremente o seu culto, associando-se
para fim e adquirindo bens, observadas as dispo-
sições do direito comum, as cln ol'Clcm pú-
blica e do.5 bons costumes".
10
O arl. 141, parágrafo 7.0 da <:v1\\Utul•;
nada, a pnru, que trntn dos dlroll
lndlvldual3. S<>não. v•Jamos:
"'E" a liberdade dl- <' '
<;-a. e o u,.-re cxC"r ri1
salvo o dos que contr:»lnm a O'
coslumes. As as.sociações reli'
!Idade jurídica na form11 dn l•I rhl
Por mols poderosa qua seja ,..,tiH
lmnglnndn polo sr. Wantull, conhn 1 Vi ..
aniquilai' o propngandn espil'lta no li' 1:1
alcaaçüo, a ponto de ser preciso "°" ln1 >('I ,
vi•, uma 1·rfor ma cujo objetivo serl1, 110
l'1·1os ao Arórdo de 5 de outubro l!l4'
no\'embro,, que foi na re!lli<LtdP, ,, q
ProldPnte dn F E. B . como "''mos ct'
nc1n se fnlo\! na bttrlesc!l.
de 1949,
Ora. SC'ndo o parág1ato f .
0
, d•1
tll11lção, uma reprodução quase Ih 1 d(•
113, da C-OllStltUiÇão de rnJ4, 1! !'Ili f,,
as garnntlas asseguradas no 1
Co11stltulçno de 1937. não treplda1110.•
jUtlstns presentes, para que noo p1 oi\'
dClHlo n Diretoria da Fcdernçüo, :.rn.rntl,1
nossos p1·0Lestos ein n.(nn1•1 ü 110 11.
llegnl. violando M e.tqt11t 111 loi
rlosas.
O sr. Pereira da •·f:.-;;1.l•r;u1ça d•1 li
1 1 ;;( Oll
ntlrlo dl"
h ., 1 1a1
s

a r-
nto
C'Qfl-
r. nci1

-11-
f<t• U<iufdaçtii;, mas que é negociante c como tnl vt: tudo pelo
ln«lo vnntajn.<0 cio negódo. no intuito de bent a.1xlllar o .1migo.
um solpe ainda baixo, visando llquldnr o a:.stmto
é• se di<pensasse a :e1turn e cons.!quonte dl:<eu.;são da
n·,ntérla nova Introduzida no.s ktsatut03, apro\•nndi tudo
b:i.rlo1n.t1.tc no lnals flagrante a08 mul.s
('.S!aLut.irlos e a êtict\ soelrt.l; o v.·nutull FrPltns, tão
o sr. Pereira Marques, porque ambos se equivalem,
<111.u1clo   numa atitude verdadelramcntr il1'ultuos:\ o
dlznldndc do plennrio, morment.e aos que 1111 se oncontro.vam
prote.,tmido na lei: recusnndo rcmrecirr a palavra
nos adwrs:\1•los <1uc ,i pediam, pa1a a ctofcsn de Sl'U• dlroltos e a
romposturu dn Gnsn, s ubmeteu à aprovação a nolnndn proposta
PNch Morques, que foi aceita, apesar dos 1>1,otrstos de 0111•
l>ÓC'los que »C lcvnnt.nram e votaram co11Lrn.
A
SU<Jlf'llSO> o• trabalhos a fbr. de proceder-se " \'Olaçào, ve-
o ·.egulnte laia: as cédulas com • palavra APROVO.
rrnm dl'!rlbuldns J"'r um funcionário d:l enquanto as
que lruzlnm a palowa R!:.'PROVO, eram dlslrlbuldll• !)<'lo sócio
i;.-irn l•I dc.•lgnndo. llcando assim violado o c:tgllo do \'Olo; mas.
'-'Jdo rom vantage:11 para o sr. POis,
n1000, rucll seria ele controlar de ond1· e 11té anotar
O.'i nonie'5 dn.q sõrlos seus adversários .
TNmlunda a volnçiio, verificou-s,, qur 83 crnm
e 7 contra. iulguns se rctlr,\tam aulcs dn vo1.1çí10, prrlcrlndo,
rniê ·la a conthrnai· nssistinclo tais vlolênclas> . J'stnvn consu-
mada n rnrsa, mas. como remate, pam coroar 1anln lndlgnl·
cinde. o sócio sr. Manuel Bernardino !dlh.iOrnni.rios tet· ê'Sf
1 . voltando-se llarn o presidente, cndn vrz mnls pálido.
ntlo figurasse nn ala ra ei.ta altum Já redigida•
cnhum 1nntcsto ou ;ucnção de orndorC$ contrários ao
- 12 -
que ali se estava prallcando, alegando que. "'"ºª cacn
rlta não se pOdetla admitir oposição de tal nftllll•!%!1, "que o
E-'ital.utos foran1 apt·ovados, altâs. sen1 leitura, -1·111 dl.•l"Ul'.sf\O, e
cujas etnendas a ina1otla presente Ignorava Nàn oh· l t•on
t.lnuarmos a protestar contra ta.is vilantns, n '" 1
1
11•lt.. t n:•.
mulo e ainda mais palldo. solicitou ao scc1·etul'lo q111• 1n1w>'l11 <·
a leitura cta atu.. Já pronta e da quãl constava. 1pnl'cp11
1
1·1·11 t• r.:r..1J
o desejo>. no.do. 1nats, na.da 1nenos do que tiqullu cpu• o co1n-
parsa vinha de prop6r e o qua l, em lace dl\ nu r ·111111,1 ao
seu pt'Occdlmento, acha\'1\-se ntnda no direito d• <11 .... ,. que não
éramos espírito.. pelo rato de o estarmos contrariando na t>Xe-
cranda prop0.sta que, Infelizmente. foi ace1t11 '1'(•111ando·se pot
patente a farsa, o secretário que parecia. o romko da
Assembléia, preocupado com a redação du ali•, n iertlgtrn
qual Iria propor uquelc orador de última h0111
1
Refutando certo orador, o qual não s" 1·ouL1111n'u ,, i'u111 o.'>
nossos protestos, dl7.endo c1uo ta1nbé1n na Lt•u• 11 11111t 1 ' ' ' dt•rnm
fatos que estavan1 dcn1onstrando a   110 •  
respondemos que o tc1·111cnto é S<'mprc un1R   oUvldnde.
exaltação e vida; no pns.:;o que o que vo111lo rln Indo
oposto, e1·a a Incondicional, n o tex. u
A PALAVRA DO DR. UBALDO HAMAl,Jll!'lr.
Quando, no cnlor dn dlscuss5.o 1valr um r.--ul•lru 6 pat te.
êste epiWdio), rei>tavnmos os JllT.,tntca t\ 11rovnrcm
que a Direi-Orla não cst.nvn violando os 1n•n•ll f•· 1•••l•t11t11rlos,
npresent.ando como 1·nzã.0
1
pnl'a tnl tC'fonna, n J11tr.1ij1·11 l'o "i(•thno
i.lo artigo 141 da ConsULulçilo, levantou .,. u 111· 11 .1111 "!111•1" qne.
cm palavras que bem clf"rlncm o homc.,nt puntl,.r,H1o 1• qut' a.nbta
das nossas razões, disse que a convocaçirn rra "'• 11 1· q111· de-
pois, caso não nos contormnssemo: com o ato 11.1 a• •mbléln.
recorressemos ao Judiciário Mas, o qu• talava rt.1lm•nl1• na
,,,
s
13 -
puta da discussão, não era a legalidade <ia convocação e sim
a Ilegalidade da a.s.<embléla, visto que não havia. como chega-
mos " provar, qualquer allcraçi\o na legislação braslle!ra, que
desse motivo à reforma dos E;t.tiutos . Ent retanto, nqul del-
xnmos consignado o nosso o.g1·adeclmont-0 ao velho confrndc pol'
hnvor rcconheciclo. emboro. vcladtunente, nosso direito de p1·0-
contra um ato Ilegal du DL1·ctorla cta .Federnçi\o.
O ÚLTIMO ORADOR E UMA PROPOSTA BURLF.SC/\
Aprovada a ata e con.sun1ada a farsa ·iwantulllca." levan ...
à nossa frente um ele.lo.dão <k nome Albert-0 Antunes, alto
!unclonárlo doo Laboratórios Wantull \Wantull·Latté·Drum-
mond 1 . que, num arroubo de negativa, propós que a
Assembléia a.li reunida ctclcgasse ao seu presldent.. amplos po-·
ctcrcs para proceder ao registro e publicação dos Estatutos npro-
vnctos ! O fato provocou hilaridade, prlnclpnlmente da pnrie
contrária, e, com certeza tnmbém. sem que o percebessomos, da
pni'te dRqueles que permaneciam de cnbcça baixa e nll compa-
rccrram apenas pam votar, levando à urna ns cédulas do
... Wnntuil - APROVO.
O PRESIDENTE DA LIUA J:;SP!IUTA 00 BHASlL
O presidente da Liga. sr Aurlno souto, :>enllndo,
mrnl.C, o péso dp tamanha oprcs.>ão, exercida contra a minoria,
levantou-se para dizer que niio havia nenhum mal em conslg-
11nr-sc em at.a os protesto.; dos oradores que se lcvan\./lram
conirn a r.cforma que de ser consumada, reconhecendo
íl$Slm, a justeza dês.se cllrclto, cm todos os parlamentos e a"8cm·
blélas de qualquer natureza. O presidente, entretanto. não Jul-
ando de Igual modo, comldcrou encerrado o assunto.
F.slavamos estarrecido Jamais seriamos capaz de admll1r
-14-
tantft dCõ[açatez. da parle de um 11i-e&ldente da
pjrJta    
SEMPRE A BALDA
finda n romé<lia. outra cena extra <'3\avl\ IJ
\'Clllo e há muitos auos ndn.;i;irto ti> 1-:. li
llt'. Noguelr'1. t.otnado ele inon1(;·ntànco de 111:uro.4l!nis.
ao ('nc:ontro verberando o nos.i;o • •
plr:in1cnle prlo fn.to de não tern1os lido n. cornp;r•n cl1• 1•.-1prr:t11
110.<;:ia a umo. cena clC' dPscrédltn p1 11
1
:l J >ou1rh1a.
j:\ lllo pelos que prcLcnclrm a ll<il'l'llll•'I\ 11•1 K<1>I·
no a 1·asll .
A rio ,·clho confrade nfto Clt·ou "º' R cti
1
vttlu
!Xl<!l9: t'11'S, dia,, depois. sabiamos que o nnllgo co111pi nl
lid<'3 tvtU'lf;éHC':i.s. ffllando a outro confr:Ldc tôhrri o•
dn F E. B .. declarou que ulo
contra :l ('!posiç·ão, não conrorn1ando, t"ntrt
a m3nrira "dcbocltada" como nos portam03 na•1'
fim, a mc>uta arma êe que mAo·
qurllos nrl"st<» para aponuu· à policia 01 acu.5
tios, de con1unlsta.. Srrnprc" 1nr.5.111
OUTR!\. VEZ, PrREIRA MAB(1UI
Soubr1no5, co1n tristeza. que o ,1., 1· l
1
t:1r1ra J..1Ul'C(ll<''J •_·
  f\ cuc est:1vn dr plPl\11 1··1, 11 u.1 Jiossao:
  .. n1CStl1·} <JlH' c-si,.1vn11 111, rh1•l1:•; th•
lrt:tt,11Lo, foi o s1· . Pereira 1\farqur!'I flll'" 1u1 q11;1.1lrl.1dr d l'
çelro do $l". \Vantuil, .1 1nal. ltlllrt·nro l a
d::l nprov.u;ão, cnglobadan1entt", do rnnl('tln l'on:.! +l\t"' da r<'-
tormt\ do., Estaluto;í. nesse cum r\·ldente n101 li':
.S
- 15 -
O E.'SPíRITO DE PORCO
Un1 rujo no1ne não ::;ãbemos. no
:.ieirr. com um confrade. que. por sinal, 101 por nós represen-
tado Junlo li <'ssrmbléta. cor.tou-lhe que na reunião
•He um "Npi1lto de porco"', um sujeito oh"dado que lhes
dt rn multo lrah•lho; mas, por fim. haviam orado p?r élc e tudo
::u:·nb:lrn be1n.
Orn srn'"" O ·r.•pirito de porco" étamos nós, nn tola opl·
1· ''º daquele 1lustrc ele!tor cio dr. T.:itté. Mas. 11lt11nl, como se
Jl"<lNfa ld1·nllhcar. com um "e1oplrlto cio poreo···1
CC'tln1n<'nlf', tio n1t::.;n10 111nclo pelo ()Unl se ld••nuncn un1 c5ph·llo
llU'1ttn1H.:i; c:1111p:-tr:tndo os caracleri'-ltico'> do csph·it.o n1anlf<'O::-
t:1ntci, r.ont du ho1nen1 quando encarnado, e,   rtílndo,
con\o t)()(ll'rc1no1 concordar t.:orn a classiflcação de
porco''. qu::o. cun1 tnnta !;l'aça nos quer brindar i•:.:;c
cldo co11!rade?
O 5U!no é unl nnhnal qu:! não llf' põe em pé, rr.tninha n
quat10. olhancto pa;·a o chão. Que1n já n1anlfcst.cu. cfif' c:1-
bcçn e1gul1a, <>lhando rara cima, para o destino <la :'ed, -'\Ção
dcfrndcndo n dlgr.ldadc de uma velha 01gant1aráo, não J><'derh
ll."'r !>Ido unl "c1pirno de .. O porco" deveria
:r .. 1nltr'lf._1· .. ··c olhttndo pa.ra baixo, dr.:! olho;; Ut.o.s 11u chí\o, proª
rnndo &un lnfrrlor sub111!5'âo. E qt1<111tos ln o
pcrnt;t lH'Cl't.'\tn cnlado.s, olhando para. IJalxol ...
ronhr:-ce, no inf.erior, un1n "1.rc1p;\", nco111p:\·
nh•1nclo u 1nad1'h:hí1? O que é pois unla c«1·nclr1tdn? íl.cspondan1
"' l<Pirlln" ciur naquela "douta·· se
e 111 •ll<'nelo e cabi>bttixos, perml:lndo n l"Cdcrn.;llo Espirita
Btatllclrn fO!•t. nc"r dln. 10 de de palco de
t..imnnhl\ lama,
- 10 -
OUlLWN RIBEIRO t: MANUEL QUJNT,\O
\
Aos vinte e seis dias do mô.s de outubro de 10!3, de.encar-
nou o ihtsi.ro presidente dt\ Frdcrru;ão F"pirH.• Jlra•tlclra,
ctr . Lui7 Olimplo Guillon Ribch·o.
Foi, a partir desse dia, que os diretores da Cl\.a de Ismael
se perturbaram e nuuca mai ·, puderam pasi;os
pela trilha luminosa por ondr C« ·ninharam todo 1 1,e113 dlre·
!.ore.:;. rle:-::dc o n1arechal EYlCrlon Quadros. até úutLun Rlb<:lro.
Espiri ta reto e culto, profundnmrnte preocupad11 com u:, tra\M-
lhos da Dou! rlna e o desctno da Federação. G111llu11 s :nlindo
que o companheiro de sua absoluln confiança, 1·nvl'lhcclclo e Já
doent-0 ni\o poderia. sozinho, urcar com as re>110n >bllldades de
dirigir a f'ederação e seus dCJ>ar1amento•: lludldo P<'la
sua bOa fé, dizia ter cm Wantull de rrcitas as • espc·
ranças. Manuel Quin1ão, também. e ambOs re •·nt.>n.u-.un re-
dondamente.
Nfl. tnrtle do dia e1n que •   o clr <hllllon, reuni-
dos na F'cdernção os srs. WnnLuil, Rochn Cl.11 l'la e outros
elementos dn Diretoria. ent.no desrolcada ,1,, ,1·11 prc.•ld•nle.
mandaram lmedlatamcnu chamnr o sr nedcrlco pe-
dindo O ftr \Vantuil QUC O v ... nl lht- dl:tfr O 1notl\'O. pois.
necess..í.rlo sf'rltt o n1áxln10 cuidado. 11.uhn ao 1i·elho
companhrlro um ch0que talvc1 fatal , ao ,abfr ctn !nlcclmento
do ilu•tre nmlgo.
J\o chrgnr o sr. dls1cr<1n1-lhc rr<'ro.io:, dr "Ul'precn-
ctê .. 10. pl"CIVQCUndo-lhe um ('Jnocionnl. qu<.' o
da l"Cdei·nçllo havia falcc!clo
O velho cronista elo "CORREIO DA   can· ndo, t•.l'Ó•
ter galgado as e.•cadas dl\ Federação, talv•z ansl0$0 1--or 1<aber o
mollvo daquele in.,.perado convite, fo1 logo cercado por todo;
I T -
os presentes, enquanto o •t. Rocha lhe dav11 a lnfausta notícia
fm respo.•ta ao naluralt'lSlmo - "O que htí?" - do velho Fred.
Pois é, ". Flgnfr continua o s1-. Oa1·cla - nós o man-
dumos chamar parn comunicar o !nlechncnto do d1'. Oulllon.
"Oh!! , mas QUt' homem feliz! embOrn e me deixou
tlcar aqui! " O M. Hochn, reconserLando o espíri to, agora melo
perturbado com n flcugmn do F1 ed, dls,e-lhe da necrssldad•
de escolher o substituto, o que o sr FlijnCr achuva desnece:.
1·10. dizendo que o Qulntão conllnuorl11 nté o fim do mandato
todos no me.,.110 H mpo. e1wolvernm de tnl modo velho
Fred, que liste não leve dúvida em indicar o sr. A. Wantull
de Freitas para a presidtlncla da F. E. J3. Ji:ste o
objetivo: arrancar do F'igner as primeiras palavras. aponl nntio
o substituto do preMdcnte falecido, à revelia do vice-presldenU>
F..'l.ava o sr. Antonio Wantuil de Freitas com o seu "Impoluto"
nome Indicado pai a o alto posl-0 daquela Casa. onde ainda se
encontra cometendo tódn sorte de arbltrnriedndes. como lh•emo-<
oportunidade ele M'f\l11· nn última as.sembléla.
Dias depois, reunida a Diretoria, a llm de tratar do pre-
enchimento dn vaga delxacla pelo presidente descncarnado, o
'1'. Manuel Qulnti\o expondo o faro, perguntou n todos °'' pre-
•rntes. um a um, a quem se deveria Indicar. 'rodos, cada qunl
respondendo por sua vez. disseram que êlc, Quintão, er!t o ln
dlcado.
QUintão agradeceu a lodos, dizendo que não esperava
outra coisa daqueles companheiros, mas, nlegnndo a sua sene-
Lude e que melhor ncrla indicar um moço de maior pl'oj eçtlo
no melo social, que com mais destaquo pudesse representar
Federação, lembrou o dr. Ubaldo Ramalhete, declarando ser
êste o seu candidato
Emocionado. o dr Ramalhete. apresentou razões de ordem
pessoal, dlu.ndo ser para êle tarera Clemaslndamente pesada
- 18 -
e por isso, ngrndecenclo, pedin permi.'t:sii..o pnrn não nc··:·itai· a
responsabilidade do cargo. •I
Voltando itova. mente o sr . QulnLão a. lntcrpelnr us cumpa-
nheiros, a começar pelo s r. Rocha Garcia, ê:-;tC' . C'1n (<t ce do
que acabnva. de ouvir, quanto as recusas de e Rama-
lhete, e que já havia participado da primeira reunião. quando
Jnandarain, às pressas, chamar o Fred, no di a cln falf'c iincnto
do presidente, apontou entào, o sr. Wn11luil <iue h.:so jâ
esperava.
Quintão, dirigindo a reunião perg\1nt-0u no ... r Want uil
Freitas se eslava de acôt·do. ao que êle responct"u ([Ut ' hn, se
o Quin.t.ão o aj uctasse.
Na reunião da Assembléia Deliberativa, em 7 de " "vem!Jro
ele 1943, o fato foi novamente expcstú pelo •r . quin• pro-
cedendo da mesma forma que no dia em qu1• ""' ellsruUu nn
i·eunião de Diretoria; e unanhnement.c, Oli membro-: dnquc!c
órgão o apontaram à substituição do dr. G1tlllon lJllo en<ào
o que haviam dellbel'ado quanto a h1dlcação do :a· W;tnlull.
foi êste eleito para o cargo, que tanto ambicionava
A única voz altiva e quase profética, qur sr tez ouvir nesse
dia., rol a do professor Arnaldo Claro S. qut' votou
contra a eleição do sr. Wantuil para presidente dt\ F E. B .
e, nessa época, talvez que ainda agol'a, neste mesmo instante
em que estamos rabiscando êste relato, o pro!e•sor Arnaldo
nada saiba sôbre a 1:et·sonalidade do sr . f'reltnN, que tanto o
Incompatibiliza com o cargo que outros ocupnr;11n com tanto
biilho, mas que Arnaldo Intuitivamente pe1·ccblo e por Isso o
combatia.
o "grande homem" ele negócios escusos. como acliante
iremos demonstrnr, seria, como até hoje é o •ubsututo da-
quele que, em tôda a sua vida de cidadão Ilustre e respeitável,
Jamais cometera o mais lnslgnil'lcante desllse e honrou. com
· - 19 -
o >-eu nome limpo e ,·en• rávcl, $. Federação Espírita Brasileira.
Nesse dia. ante-s de encerrar a sessão. o sr. wantuil Jh.
eleito presidente da F. E. B .. pe<llu a palavra pa1a cteclarnr
que não haveria solução de continuidade no progran1a admi -
nistrativo e doutrJnãrto da Fedcl'r..<;ão. procurando êle seguir
a l rilha de Guillon Ribeiro. Pedia, entretanto. a todoo, que
cxcL·cesscm Uvre111ente o de crit ica a seus atos , pois es-
taria disposto a acataJ' todos os bo11s conselhos e seguir todo.r;
M bons propósitos .
Na. conforrnidacle do:; C$tntutos:, o presidente \Vantuil es-
colheu para redator-chefe e oecrebrio elo "Reformador", re>-
pectlva.ment•, os srs. Carlos Imbassahy e Indalicio :vrendcs
•"Reformador" de novembl'o de 1943, pág.na. 283>.
O sr. Wantuil sPbia Insinuar-se no esphito dos r elho'
companheiros. a ponto de conquistar-lhes aMoluta confiança.
Declarou, para mais reforçar essa confiança que, entre a
nrln1tnlstração do (Ir. Onillon f.l a sua. não   solução d.:!
co11ttnuldnde entrC'tanto, nesse 1ne.:;)nO dia, :uneaçou ao supe-
rintendente da Srr,·ctarla com mn iegime 111 ilitansta. implan-
tando ali o espírito do terror, fingmclo sempre serem tals de-
liberações emanadas da Dire<Oria. O nome de Carlos rm-
bassahy .figurou npenas corno rednror-chefe elo "Re.formador"
nos n,:1meros de nóvcmb1·0 e de2embro de 1043. sem que hou-
!\ publicação- de un1a noia, nlesn10 Jacónic..'l. a 1 espeito e
em sinal de acatamento ao valoroso escritor e erndito pole-
mista, que e Ca1 los Imlkíssahy. lll\'adindo as atribuiçôe> dos
den1ai:;. diretores. passou. dcs<ie logo. se1n dar a 1ncnor sat1s-
!ação ao vicc-pt'esidenle, a exautorar as funções dêsso com-
panhei-ro. rele,gando-0 a p:ano :).Ccundãrio.
Conspurcou as .\radicõas do "Grupo Ismael", Impondo-se
cotno seu presidente. pelo afnstsnnento do confrade que vi nha
substilulncto Pedro Richard há 2ll r<nos, inclicaclo pelos próprio.>
-20-
úulM do velho Grupo. corno os seus :\Ht.cccuort.·s.
Transformando a Federação em cas.'l comerdal, dtmlllu
o •Ul)CI intendente da Secretaria, como mals tarde
out1·os fw1clonártos, da Livraria e da. ollcinll.8 gráficas, ser-
  '1Js 'els do r:tabalho, com alcgaçõca de maus
patrões 011 lnqtili.ido: cs. como M> no dnquele
'femplo não e$tive...e in•crtto u sagrn<lo dlstku DEUS.
C,;RIS'l'O E CARIDADE.
Na eleição de 11 de ngo;to d1' 19 lG. un ela
rhnpn. pn1 l'.l renovaçào ou eleição dt\ Dlt·ctorla. o nomr de
Manuel Quintão, foi. com   oxcluldo. F ' t..wa o
''r. G . O. Mirlln mais à vontacle, atnstunclo o úllimo do$
grandes valores e mornls dn Cnsa <10 Ismael.
A PRECE DE E."!CERRllMENTO, JUDAS f·: A 1 HAIÇl\O
Vale npenn re<:ordar l<tmbém, outro episódio ocorrido na
frssào da Assembléia Dellberatlvn de 7 de nov<·mbro 1943,
por ocasião da e:,colha do subsUtuto do dr Oulllon Ribeiro.
Terminados os trabalhos. o novo presidente lei n prree de en-
cerramento Estava transfigurado, dl"'" o 110,io Informante.
De olhos fechados, mas. como quem olha pm,\ o Inllnlto.
emocionado, roufenho, talou: "Senhr l 1 ... " dl«w multa coisa,
palavras bonlLas e terminou: "Que cu niío .. cja pura esta
CMa e para a tua Doutrina, um segundo Jmlus". Preferindo.
Lalvoz ser Loyola ou Torqucimada, oo •eus próprios
romp11nhelros; aqueles mesmo' n quem pedlt1 que o njudassem.
ao ,,er elell.o.
O Relatório. escrito em estilo bOmbil•tlco. apresentado
/l .<sembléla Deliberativa cm 1947, rhclo de r clallt\Çõcs e sem
nlgnrl•mO•. é um atestado vivo dn.• mnldndcs que animam o
espírito do aventuri.iro, e. não >ab«mOs nlé onde chegaria e de
- :!!
qua· ilo 1.". c.1pai, raso !o.s..o:c êle honu.•nt de paS>ado
lilll\X>, ou. un1 CSJliritQ provadan1entc reg('n(; ;n.do. pondo a sua
ri:eonh<'<'lc!:; a de obras, exemp!Hl-
cando com nws o poslo que, Indevidamente ocupa.
"O problema do E.;plritlo::>o", diz e!e, <"Reformador" de
!eve1·ç1ro de IW8• ·é ele nnrnrr7:l puramente m1\lerlal: ne-
ce&'ltamos de livros. d:1s obras de Kardcc por todo
o Brasil li vem cumprindo hnpcrtclt.qmente cu\
lclrda, por tnlta de recursos cconôrnlcos. Se todo> ajudarem
na medida de ''"u' recursos. n Doutrina •e dlvulr.nn\ ampln-
111c11le " trnn•!orm•rá o Brasil mais ràp!dnmonlc 0111 "Pátria
elo Evangelho" .
Pela trnnscrlçiio de,«e pequcni.io trecho, ronch>hnos que
n preocupnçào do I. Pequrno. é a de procluzh' e vr.mter livro: ..
!'' o Industrial a serviço da produçáo materlnl do livro. porque.
para élc, o problema do é de natLrcza 11ura111cnte
material
Encher o Brasil de E\'a11gell1os lmprrssos, "é mais
ráptdamc11tc do Brasil a " Pátria do Erangclho". Importa,
para que o não seja praticado cm esplrlt.o e
l'Ndadc, polt. o que lhe Interessa. sobretudo, r vender llvros,
  o probie1na do qul. "é de na-
t?tre::a puranlcnlc tnatcr,al'' .
SOCllWADES COLIGAD1lS
ESl'IHlTISJ\10 E UMBMm 1 SMO
Sob a pttsldtncia de 111 . Qulnl;io, em 2A de outubro de
1?41, O SI', Alfrcclo d'A!eantarr. JJTOllUllelOU da ttlbuna da
  conferência profundamente documentada,
provnnrio r<>m 'ôlldo,, argument.os que Umbnndn ni\o é Espi-
22 -
rll!Nmo, cujo mibalho. mereceu, por parto do dr. Gulllo11 Rl-
publicação no "Re[ormador" de no\'Ptnbro dés.c;c nno
O sr. Want
1
.111. que a!lr1nou aos seu .... CQtnpanhElr<X-. em 7
ele;: noven1bro de J!l-13. que. cotn a sua asci:-nc;ão à curul prc-.i-
<i<·nclal da F. P.. B , em &ubsllluiçâo do dr Guillon M<> h ,.
''<'l'ln solução dr conl inuldndo 1 e que at<' i;ost:tva dC' ...,,..r chn-
discipulo de <.;ull!on i.   inalo d·"
IPl5, o pl3no do .. • convld<nco ao ,cio d.
J-·edcraçã.o, qut:- (·le {"hama dC' Cas1 ,_{ater do b
.s.Uetru, e não dn no Rra:til que r n certo, tt\dfls
1rgnnfiações cxh.L<'ntec;, dcsd1· a   E:-.pirlta elo Brn.,11 é
lOll e•. k$1'declstn, ntc> 'f1•1al.1'i "a[ro·r;lt1'1ltr"1 "
x11lns, rom a ... •1t1t\t;. n13is.   it:t1 b;\tur.1d
:\ in\•pnção dJ' co!l";"nrla.s, t:'ntr(lt.antC',
Ili. ilnr.diatsn1ent<" roh1na.c; de "\'ar. 2unrda'
clr: 1915 .
mb:i.-
11
qlJL\l Eº o sr:. A:-ilONlO WANTt;ll. m: FRJ:lfAH, l\TU:\t
l'!a;SJDE'ITl. DA i'EOl'ltl\CAQ ::sPl!Uí'.\ BRNSTI.El'lA
l'·lr,t prr.shlí'ntc dn. I'C'drrnção. n[\O i:c elege ()1111tqucr
ari·r(''"'i('iO ..   .... \bemo:· o qu'lnto cllfictl P\lllar <tl1'
l ocultar -.:un vercilllC'lrn 1>c·ri:;onnHcl:idc. ju-:.tapundo r•_n1
lrii.; , má.csear;.\ da CaC'2'.
o • de un' ,..r"'.nd.-
J•tirlvr n1nguótic(I, :i s.cu a figura central
cio ltnpr.r ;o ri1s[:CJ, don11· • do t-ll rtodu o últhnu I1n•><•r:trio:,
{l\lf nilr h: -·· ll'\ p . .:: '., (.11 gr;lndc rn1 quem 1n: 1 ln1-

\fussolJnJ t· fuadaàcr ·Jo .. _ -r:sr.-o dentln<.r.J.
to".ahncnte a 1 fl da l'ãtrh:. dr e ,·0:1r. a\líU"Q\ll7ad
<JUC' rst.ava. unul dr•s g-rancic:,, na<:Ges do continent"' f• uropeu.
- 23
'\ft;s;oJtn1 r ra douto ne1n santo.
.Hitler, •llnples pintor de paredes tornou-se o mais rcs·
p•ltodo dl'• dlt:i.dores de todos os tempos. Incendiou o Relcbs·
impo - .e ao po·:o como chefe de ESf...'\do e dirigiu a grande
l\1P1nanhR f\\(: n guelra que t ern1inou em 8 de 1nnlo de 1945.
a <lns lórça.s. c:onlrárias regimes dltnio1·iais.
E•11 2 •dr outuo10 de IQ45. a ditadura do Brasil Leve de cair.
aôa em Jeuç allcert•t s pelo triun!o dos nações aliadas. de
\ vit<\'IR 1>ar:!clpou a f'.E.B., l'lO é: a Fôrça Expedlcloná-
l3!a;llrl ra. F:mrctanto, só o r egime totalitt1.1·10 dR F. E. B.,
é, <lii Federação g,plrlia ErnMlelrn, continua de pé; mus,
C'o1no rcl hnperndorc.s e clitadorr.o;, na hora
Pr<:ei<ll t mbém o imp<':'\dor-mlrlm cln F. E. B, não est3rá
no podei 1>0r muito tempo mais. ram Isso, porém, é nec<!Mà-
[ :""' que o. A,.. "!llbléln DcJlltC'rativa o ccnht'ça. tal como é. e, níl
p··oxlm!\ eleição não mais o recondu?,\ n proldôncla da Fc·
cil"':·açdo. C'il-'>O volunt:irl:tn\ Cll le nà.c resolva êlc re11un-
rinr. rnitcs que a 1"'º t."Ja fo:·ç:-do. cnt beneficio do
no 13rMil .
\">m°" 1iols, dizer, cr.mciuinôo ê.,lc relato. quem é o atual
prcsiclcntc dn Federação • Brnsllcira.
Não   dcscrevcr1no-; f\ 6.rvorc i;oncalóglca do
ridadào Fil'lla.•, como l'tbento de dlsllnla familia mineira. Se
pcrmane--•••<' no tronco de lnlvez nem se
chama ,e Wan.uil; e dlplcmado que foi em química Industrial.
1'!11 ri1t .... 1110 e1n farn1ã .. teria

enveihectdo pobre no
lntol'lor cto F.Wtdo natal, <·linicando como qualquer boticário
eh rcça; '"º"· se honestamente o flzcMc como tnntos outros.
,.rcst?.1fa no B:n'il !l »allo<a contribuição do seu lrnbalho hon-
1 ado. tc:-i1 •• pre:vler A• ambições de>medldas de enceleirar
• P"'ºi ntais fãccl i, ,·isando a.'j n1elhores e
innic1cs - RIQUEZA.
- 21
O 'r. Antonio Wantuil de Frett.as !922. com 27 anos de
Idade, fazendo os seus primeiros ensaios de charlalanlce. ou.
o de 1926. com a idade de 31 anos. é o mc'lno cidadão de 1949,
com 54 anos, lntellgentemente bem vividos, porque. como
próprio o diz. em "CLINICA DE ARNON": "qualquer prollssãV
sem o "SAVOm \"IVRE", não produz louroo pecuniários". '
Quanlo a posição social por êle desfrutada. é hoje. mui·
tl!!Sllllo diferente: antes. niio era cspitltn e era pobre; hoje, ó 1
rsph'lta, presl<lcntc da maior Casa F:•ph'lt.\ do Bmsli e goza a
ventura do sólida forhma.
No comôço. era ape1H1s o Elixir dt• Mam<\o, manipulado
num laboratório subnrtiano, de ondt• o "1·rnnde industrial"
nnrtlu, en<alando os pl'imciros pns >Os para ijlórla. Hoje. os
Lobratórlo< Wantnil contam com três dCtCnlVI dr produtos e
lodos élcs recomendados em livros do clinica métllcn. que desde
1922 correm o territ-Orio nacional no cxcrcklo do mais desla-
vado charlatanismo, asslnR<lcis p0r supo.<to•, de nomes
arrevezado.,. como Kenlo Drummond e Arnon La•té
DR. KENIO DRU.\1MOlro
C'l•tcm é o "dr. Kenio Drnmmond" nutor d "NOTAS Mf:-
OJ<.; .. \::;·', !olhet-0 de quarenta e oito páglnM, com 34 edlçôe'
C.'1iOl<1dM? E' realmente um médico, ou lrnta-se de uma burla?
Qualquer bO!lcário do interior o conhece n.través de "NOTAS
Mi!;O!CAS". Dr . Kenio Orummond 6 médico; é o pseudô-
nimo de um charlatão. ruio obJeUvo é recomendar. por meio "
da lrnuclc, os produto> de mn própria lnd1'1;lrla. E' o pseudô-
nimo de Antonio wantull cie Frelt.as. Seu livro. "NO'l'AS MÉ·
DICAS", distribuído a mancheta, por todo o territ.ó1;0 na·
rlonal, de Norte a Sul. de Leste a O ...
0
tc ,e, de J>referéncia i:os
E-<tados centrais, visa. tão somentr, recomendar ªº' Incipientes
-25 -
elo Interior. os pt'Odutos doo Lab<>ratórlos Wantull.
Foi a 10 de .luttho de 1922, que no livro n.º 3. de
;iutornts dn Biblioteca Nacional, ã !olhth 99, 'ôb o n.
0
3.933.
com n pseudónimo de · Dr. Kenio Drumm11nd, Wnnlull Freitas
rl'\(lstrou o seu primeiro li\70, intitulado "NOTAS MBDICAS",
1:nra lndlcnr, como   médico fô.o;se, o.s seus lnúmcto.; produtos
as panacéias que lho deram fortuna.
T11l a dêssc livro, que au • ett!ções ou-
blram, Ml 10 auos, a 34 <mais edições que ns do E\'angelho
&>gundo o Esplrllismol, bastando para rrcomondii·lo uo.s
srs. Mé<llN1s, o número de edições e as cem e e:;co·
lhldas 1·ccellao de efelto reat diz o Pt1lor, com clllt" matlniftcas
rxtampa. do corpo humano.
rREÇO PELO CORREJO 2SOOO
Pedido.' em cai ta registrada com vt1lor declarado ao
Dr. KENIO DRUMMOND
Caixa Po.stal
Chamamos a atenção do leitor para o 11timcro da Caixa
l'MUll 21H6. que pnlrnce aos Laboratórlos Wantuli.
CLiNICA DE ARNO!>/
Poso11h11os um exemplar dêssc l11trtossnnto livro do
"dr. Amon Lati é" edição de 1932 (4.ª edição. mllhell'os>.
Em 1946. em gôzo de férias, resolvemos rever o torrão
natal - Rosário de Juiz de Fora - aquele recanto bucólico de
Minas Oernh qur mereceu uma das mais pâglnas do
26 -
livro ele memórias de Belmiro Braga - DIAS Ill<Xl E \'T-
\:IDOS.
Hóspede que de um arnlgo farmacéuUco, lniel1-
e honesto. :->ubcndo·nos e.spiritn. t·onrL·r l'!.óorc
doutrina. Não há quom. lnla11do de g •plriti•mo, em
parte rio Brasil. não .<e lcmi>1·e da Fedc"açúo l>;t>it·!Ln 13rnsi-
lc-lra, e. falando sóh1·c livros e autores pondo otn rrli•vo os ob"ª'
de f'rnnclsc:o C:indicto Xavier. quent
r-ra o  

da J;•rdcrnção. en1 .•o 'Ir outUon
1\lbeiro. a quen1 lnuito nd1uiravn.
Ao lhe pronunclnrnios o no1ne do sr r.ot.ómos
na contração 1nilS<"t11'.J.S facl;.ai._. d3QU("I'=' rosto nlcg··o ("
que alguma coi· :' 1hll   JX'Ja 1r.::ntr: o nosso
;un:go sen1 dtztr puJ('vra, au;inhou 11:1
p•:«\xln1n rtojs llvro:- <" voltou pt'\ra co!oc:i-los n 111r1a.
" Guedes. aqui élc l11I qu:i.l ê - \llll rh.ni lt:\o".
V• ri !lcdmos trntm-8c de "NOTAS .\iÉDICAS". do dr. Konio
IJrmnmnnd e CLiNICA DE 1\ftNON, elo dr. Arnon
Pcls bem, "CLINICA DE ARX0::-1", clr> <ir . .\r,1011 Lnttc. é
uuu·o livro de autorln e proprlcdMc de A Wantull, IJOb o
pscudõ11imo c!e Onutor Arnon Lalté, larm•clullco. brn.<!Mro
e rc•-idl"nte ne·;tn C\)mo o pruneiro, de.,·ldan1en«:
rl'KISlrndo rnb o n." 4631. cm 17 de março de
Eis o ptctarlo do autor :
· Publican<io <2.'fl<: lli:,·o, 11úo o faço conl a 7u·es:t,lÇ'do ele  
utll an lffr./i!r'l Couto ou ã3 sutnit!adC's nit:dh·o..; <lo
Pai'S. Quero qu.e eis ot .. ;.1raçõCs <le colegas <ln r:ra
scjctru anexadas as tttln11a.'f, .se é que poSs? di:cr 111eu 11.7.dlo
e aqui <t<.'Olri tnl litros fraraces-:1. t.:1Cut4ca e itol!r--
nos e ern coni a111lgcs y,.andc

-27 -
A t1ie.dtci1l!: dei.ror< a etrurvl<l na :;.
1
ta carrrira de acropla-
o e couti1tua n!l .5U« 11iarcha di: pregrtiça
1
brad:t;•11' df<lac·
-:te r1ue clifl.:-ll,ncrite • cr:contrarâo no
litTO. co111-;. ·"OC Qco11li!c1.:r tt torlos os trilbal/1ns (/!IC
1 'JClreculo 1Hli1nos <irz (lll"'S ,
alto J)rdf e r111rrr a ,
iutl1a obta. E:·:     • a pe1•tt <te 111inht1 Ott'\fL·
cdt1, 1r.1>t !('f(lr â q:t.ithc•lltu1 o 0•1
1
/!Jo f!C1l('ro."n f'JH(' urc JJrc-
lci:.:ios.rc.
Aqui fir•t ])ar/anta de pc.,.r,Ot'1J vrcparcido
A11w11 l.alté
C:Ll!·m;,\ DE ANl\UN" rum 11\ru S'1Í- !J<llt t• F'<'rlto r•r
.1111 qnnnko mou,trial e de laboratorlo de Jll'odul.O<
que l•1L', c<ano n1(:dico. rtron1cndn t•Jn r:-cu fO!.'n1uJ·\r1ll, co1no o
rni r:m "NOTAS MÉDICA$", de Kcnlo Drummonrl. no ex01·ciclo
1:c1.;.1I dn ntecliclna. Nc.5sc llvro. que un1n colclline,1 de rc-
niédicas en1 nú111('ru de 120, h::\ ·1 indicaçfl_:i t..1.e 'J'I pro·
d<>l> Laboratórios W•lntull
Nn lnl,odução do llvro. •esul<la estuco lacônico •t>l!l -
P,101, sóbi-e o cor!Jô humano. aparelho pul-
n\ôe:; e S.l5-len1a r.c:,·oso. o RU\Or $C r('vt=;:a o mais dos
t=-rt•úo..'i atê ho;e AJlrcsenta .. se aos olhos de rauen1
o ll' co1i10 i:xperin1entacio <'li11Jco. cAntando diVf'f''.\r, passaljt.:ltt
é•lc nnntadr;s ll\l .._un 1011 ..·1:: • ll'<'!Ctól'Jn de {\rg:ulo.
1•01· tim icprUncto 11111 cphc\dlo que o prccldenlA: d!\ l'. 10:. l.l.
1't:l'La vt:z eontnu aos .-.;cus c•<:nnprinhriros 1 por stual. co1n
L.u:a 1, dl:.!.:
senipre <le uu: lndirici.:10 ··pernó.itico" que r11t
dfu um rcmédt11 a/ .. CX:JslaCó. la1nenlando a iua
- 28 -
Othcfo-o. e, ali 11ie.s11ic· na far111cicla. uiandcl q:ie o prático ;hc
dé$se uni vidro de 10 gr3. co1n água e r.lltlr , , .': t ,
u 1erem tomadas na d4se de uma gota. nl11u11s ml'l1tto• antes
do ato. E rapaz curou-&e.' !
Tcr11il11ando, direi resumida111eute.- A 111cdlcft1t1. ronic tô<la
q11alq11er profl$&lio. sem o "SAV0/11 l'IVllt:". 11ão produz
·-louros pecunkirios".
O trecho acitnfl. tran--crito t.! o rrlruto fl1·l d;1qu,..,:e que, em
10 cio dC7.Cmbro de rn19. presidindo n n<rcmbléh du. Federacão,
•e 1·cvc!ou capaz de tõdas as bnlxczas.
Estudflndo as doenças rnals toinuu. <lt· ·idC' .ll>ces.sos atê
o• vómitos. por ordem altnbéllcn, o "dt'. i\mou Lntté". cuida-
dosamente, apÓ• c!cscrever os cnrnctcrlstlco.1 d1>-• cn!crmldac!es.
;"presento. umu receita, scrnpre,
da de um dos 37 preparados dos   • Wanl u!!: Elixir
de Maltlào. Drágeas Wantull. P1luls.s de Rollciil"io. Pa..tllha-'
Wantull. Tuil que "é exeele1ue para de fígado" e
m11llos outros. cada qual melhor para srrrm A!1H'a
nas páginas db.se "precioso prontuário", há uma Indicação dll-5
pr!nc!pals drogarias da Capital Fedem! c dos onde <ão
encontrado.• os seus produto...
Para mordedura de cobra, não se   ne1n no
uma "lmpat!a que o p0vo t.anto ncttdHa como infalível contra
o veneno dos Lerrive!s ofídios. E' que as slmpnl!as nuo se ma-
nipulam em !aborat.ór!os nem se vendem como dlx!r. p1iulas,
dn\gcns ou tinturas: mas. M\IJcmo" <tuc elos laborntór!os
" c!I'. i\tnon LaLtê'', saiu certa vez um c&poclrlco que .•e não nos
fnlhn amcmor!a, chamava->e "anl!ofiel!co", quem sabe se com
a pretensão de superar a mara vi 1 hosn to do Vcb 1
ArMll !
Dizem também que o "prole,,,,,, .. rete!la"a os p:o-
..,
-t
-29 -
dutos Tull: não sabemos, p0rém, qual a perccnUlgem 1pccu11ta1
combinada: mns o "e!!xlr de mamão" entrava, lnvarlàvelmcnte
rm tô<la' as pre.<criçõcs. Por muito tempo, o pobre med!un1
trnve3ttdo cm chorlatão ioi eomp3rsa de Arnon
A REFORMA DOS ESTATUTOS E O ACORDO f:.'ITRE A
FEDERAÇAO E A LIOA
Os E.>tatutos da reformado• em 19-14. por !nspi-
rnçilo do atual 1irc•idente, além de outras h1ovnçõc<, contra-
1·lnnclo o raráter unlversal!.sla ela Doutl'inn, cm sru artigo 36.
pnrágrnfo diz que: "Só poderá ser eleito pnrn o cnrgo de
Jll'•'S!del\te. ou exercer a presidência da Fcclcrnção. brasileiro
nnlO, mn!or ele trinta anos. matriculado como &ócio há mais de
olnco anos, e cujo passado. cm igual per!odo. Mela tenha que o
1ncompnt!b!!l7.c com a letra a do artigo 2.'
1
destes F,stntulos. Os
demais cnrgos dn Diretoria e do Conselho Fl•cnl •erão confe-
rido.< a brMlle!ros".
na burlesca reforma de 10 de dezembro de 1949.
ter.do como. a unificação do E>i..lrlt!smo baseada no
tão d1'cutldo acordo de 5 de outubro. transformado cm pomo de
dl.córdln. <> d!t,ctor <ia Federação promoveu prorundn e cr!ml-
no<n reforma dos velhos Estatutos. adapU\nelo-o.,, nno ao célebre
"pacto áureo da confraternizaçcío", mas, aos seus
))f"'fS{>nh1 O que ê mats doloroso é que a l"Xecrnnda rc-
!ormn lol v"ladn sob pressão de ttma assemblrla. <111uiro lncons-
clcnto, porque. em completà ignorância do que votaram, esta-
vam os que Ct'lm!nosamente fizeram os mn!s 1·ovo!tan1;es pro-
postas. como sejam • da aprovação sem lo!turn dl\S emendas e
depels, n outrn, tão vil quanto a pr!nto!rn, pnt'a não se con-
signar em ata os protestos feitos legalmente e a mrnsão dos
oradores cnntrlirios nos atos ditatoriais do celebérrimo
"dr. J.ntté".
- 30
Pdo que co;ilnr. do !Nnpo que nos
foi permitido a l'l'ltlr do artigo 13. "erHlcamos <1uc o de<'an-
t"'.do acõrdo não pls.SQu de di"ifnrst\dO p:irs.
1
.una reforina fu:1tlan1t>nlal, no tvrantt: :\ :-ili•:-
do<> bens Jn.H;v,:-ls dn ln;;titn1ção. agor.1  
A Jnâtlt')bra co1ucça, :'\ p;.a·ur dttS alter:u:t\º.M no
nrligo 26. Nos de 1 !)14, di7.: "art. 2fi, p:l ro l .º.
O núme10 de memh1·0· dr< • • rcrá e-levado
1o<pectivmnentc e 30. e 50. por dt!lbrrao;'I., <hl AW:·mbléia
Orral. quando o c()cfo_J contt1huir.tes • !ór de 3 000.
4.000 e 5.0ClO". •o n .metro atual é de vinte
O pre•lden•.- da Frd,•rnç3u que tem tido p<Jdcr absoluto, ll
ponto de pron10\-cr n. txt'Jusio de ell'.'n11 ,1•os r"'>ntMrlos •l sua
política. na • r·:·n:::i primeiro
g-ra!1de golpe. p.irn u i·rg\ltntc: ":lrt Z6
1
l>:\r:t!p·;\fo 1.0 . "O
l)(unero dt" 111('111bJ"O., dn Dc>llbtlAll·.a <q('il't\ clc· .. .'.1.ctO
t'<\'>pectiva1n.entc fl 30. •10 "" 50, por deHbt'rP.:,üo dn J\.;sr1nbléia
Oe1·aJ. qupndo o <lo• 1.vc10,, contribuinte, quil• · rui· dr 30.000,
40 _ ono e 50 000". i·:. j'."lnlul.i ll·•·t·1.10· nun1cn-
t!'ldo o nUr.1ero de 1ncn1br0:< da A1.Semb?&la Oelll)-.·r.itl\'A, de
i1gora ern di!ln!c, prun1ovrr .l a.tê a ou hl1>0t.:tn do::;
b<>ns da organltaçáo. podendo mesmo "'r ;.,<o effUvad<> <tté em
como r1n segredo eft:tl\'on tparf\ o sr \V!ln-
tull >, a reformn dos F,.lntutos.
Quanro ao consta11te do artlll'o 12d, é o 11egu1nt.e
nos alunls, lstc. é, nos de Ir44: "Os h<'ns Imóveis que
a possui ou a aúqulrll', só pod•rito 3er allena-
rlo• ou g1·Mados com hipoteca e antlcrc.,c por dellbrrnçi\o dJ
Gemi. Tombém não poderão sol' nhenaclos, nem
rtausulodas con1 ônus, !'ena autorização dNi:sa A'sr.mblêln., a:;
npullces da dí\'ldn pública pertencentes à
A reforma tenlad11 em 10 de dezembro de 191&. diz- "Art. 126.
"
-- Sl -
Oi bons que a Federação 1)()S.lnl ou venhn a adquirir poderão
ser allent.d<is ou gravados Nm hlpot.ka e antlcresc por .drH-
de DOIS TERÇOS DA SUA ASSEMBLl!:IA DELIBERA
TlVA. TRlnbé1n não cr nent
com ônus sem !gual 1iutorl1açlo da As.<embléln, ª' •pó!lccs de,
chvldn p1'1b!ica n Sociedade".
Aí trrnl)s o resultndo da t>ropostn Pereira Mnrques e o
QU.'.\nto valeu o de untn A!o;i.=;etnbléla. ,,·otu.ndo, C'll\ cur.1 ...
µlL·l:i. ignorância, n 1nnlsln11..da rc!orn1a.
Diz o Relatório de 1019, na p>lrte refcrentr n 1'e.rournrln ·
··os dt\ agora n1ultls ;lmo au-
mentados pOr sr ·>tender à fiscalização do Departa-
mento Edll.orlnl. e 'tão. npo.-ar disso. rlgoro,nmcme em
dia. Confol'mo vcrlflcarc·ls pelos documentos nprosen-
tados, não temos srni\o 11mo. únicn divldn r 11m único
credor, na lmpo1ti\ncln. de CtS 812.329.20. Nilo nos
lemo. p!'eO<:upado com ess:i divida, porq11e o credor não
no!-: cobra Juro$ elo cn1présthno
1
e !linda porque êlc
próprio nos vem dlitndo q11e não tem clr ser
pai:o".
Ora, afirma o ... . wantuil que o credor dc.ssa d".\'ldn não
cobrn juros e nem tein em rer pago. Quem as.-:hn dir
oin "seu Relatório, é o sr. A Wnntuil de Freltn•. presidente da
F1'tlcraç1io. O credor que com ti:e as;im se munlfesta, 6 o
"" Wnntuil de FreltM, e, com cencza, essas conversas entre o
!ll'esl dcnt• da Federação e o bonlss1mo credot', si'io tcstemu-
por pessoas de "g1·andc clcstaque nn vida social", como
'"Jnm: "drs. Antonio Wnnt11ll de Freitas. Amon Lnlté, Kcnl<>
::>rummond, Minhnus I Pequeno. o. Mirim. M. Carlos de Azo
\'l·do e 4uantos out!'o:-:- ·:o. :n.gt•t.:s que se dt:sdob1·arn da n1rsn\R.
-32-
e linlca pessoa ANTONIO WA!-<TUIL DE FREITAS
Vamos n.dn1ltlr Que credor tão bo11zln ho, n1a.<1 que ê
Antonio \Vantull do Frclta.<, cuja vida prcgressu nf•O pode ins-
pirar confiança a quem melhor o 1·csolvn de um mo-
mento para outro 1 por<1ue se traLa de um homem de negócios/.
cobrar a Federação o !\Ló mesmo exigir. pelos processos nrdi·
losos ele seus háblLos nllonnr ou gravar os ben• dn  
Não o poderá fnzor? Sim. pois, basta para Isso dol' terços dos
membros da ASscn1bléln Dcllberatíva.
Se em uma Assemblt'ln Geral .foi po:;;1\'cl n reforma cxe-
cranda de 10 de dezembro. quanto mais cm uma A«Sembléla
!
A própria reforn1n dos Estatutos scrâ feltn. dt-. :\gora en1
diante, por dellbemçã de doh terços da A.,.<eh1bMla Delibera-
Uva. Enfim. tóda< ns !'menctn.< introduzidas nos velhos Esta-
tutos por imposição elo sr. Anumio Preltns, fornm moldadas
pelo Sl$tema cllto.torlnl lmplanl.ado na Casa Malet· do Esplrl-
tl•mo no Brasil. hoje crnns!ormadn em "cnsa 111!1/rr do csPirt-
tiJ1110 bras-lletro". E por quem? por um cidadão qur viveu de
ardis que definem o êmulo de estello ou de onde se
originou o vocábulo E'lELIONATUS.
Reportando-no.s no rtnal do prefacio de •eu livro "CLt-
NICA DE ARNON". do "dr. Arnon Latté"'. encontramos esta
chave de ouro. que vale a pena transcrever no llnal relato:
"Propositalmente, não pedi a ninguém pnrn a minha
obra. Eu mesmo quero receber. a pena de mlnhl\ OU$lldla. sem
levar à guilhotina o nmlgo generoso que me pretncln.<se.
Aqui fico portnnt.o, ele pescoço preparado". 1nJ Amon
Lntté.
Aguardemos pois, que, de cutelo, venha honestamente a
Dellbettltlvn descarregar-lhe o golpe de miseri-
córdia.
33 -
UMA TOLA AMEAÇA
JO:::-tàvarnos escrc\'(1-ndo e Jú qunse ter1ni11ado o nosso tr!"\ ..
balho, quando resolvemos. por espir!to de leal cnmarndngem,
romunlcnr ao clr . Si'vlo Brito Sonres o que e.<tú.vamos I0.7.Cncio
roittrn ª" :ltitncte., tomadns pelo sr. Wantull, que nos o.
<''<CCl"Bnda reforma dos E•Lnrnt-Os, com uma fulmlno.nte n•scm-
bléla adredement-e preparada e com elementos afins que com
Ne colabOroram eia. maneira mais oudaci<>l'a que se poderia
lrnacin!\r
Ora, o dr Slh1o Brito Soares, lntoligen!c. e quo por vllrlas
ve1,(>s nos tem apiuadldo quando tomamos atitut.des contra o.<
con,,1mrcaclorcs da Doutrina, para nós, npesnr de !c,ou-
da. Federnção, de tó<la a con!lnnça e, Lendo
0•1\•lcto no toiefone um LrPcho do que escrevemos, não Mredl·
Lnriumos que tão afoltamcutc tóssc lcva1· ao conheelmonto ctc
3e11 c11c1e a noticia da nO''M J)(l'IÇiío de combate Iniciada no
ll$.<•111bléla de 10 ele de.,embro e que continuara, ape,a.r do•
pcsa.1es. pni.< acredltarnmos com muita sinceridade que o
dr. SIMo cumprls.w o que no.• havia Pf'Ometido, marcando um
lugar para o nosso encontro e consequente leitura d<'ste opús-
culo. Mas, tal não ocontrceu. pois no dia imediato telo!onnvam
pnra · casa. pedindo non10 drt rua e nún1ero da r1n
q11C• rPslcihnos, a fim cte nos mandarem uma carta. Dois dias
dc-pols. recebemos do l.º 'ecrNl\rlo da Federação a seguinte
<'t>hloln ameaçadora:
Ff:DERAÇt\O ESPiRITA BRASILEIRA
A vcnlda Passos, 30
Rio de Janoiro
BHASIL
-34 -
Rio de Janeiro. 3 de Janeiro de 10:;0.
E>ono. Confrade
Antonio Pereira Guedes
Av. 7 de   91
Marechal Hermes - Nesta
. Paz em Jesus - Mestre e senhor
Conlorme decisão unânime da Diretoria <ln r' E. B. e
<llnnto elas atitudes que o Confraclc vem tomando contra esta
Soeledndc. dentro mesmo da sun sédc, om palestra com outros
ronsóclos, vimos recomendar-lhe a iclturn do parágrafo 4.º. do
nit. 11, Cnp. II dos nossos F.stntutos, a llm de que não sejamos
obrigados a cumprir o que determina o seu art. 18, do mesmo
Capitulo, disPoslções estatutárias não atlnitldt\.8 pela reforma
realizada pela última Assembléia   nos 10 dias de De-
zembro de 1949.
Atenclosamento
Carlos Lomba,
1.0 Secret.'lrlo.
Além da palestra telefônica mnntlda com o Ilustre con-
frade SIMo Soares, tivemos também oportunidade de talar a
outt« confrades na séde da Federaçi'lo, cuja conversa, porque
não hnvla segredo, o filho do sr. Freitas ouviu. Em resposta a
carta do sr. Lomba, mnndnmo.,·lhc n seguinte:
Rio de Janeiro, 9 de Ja.nelro de 1050
Sl·. Carlos Lomba,!.º Secrct.'lrlo da F. 1!:. D.
A l'Pnlda Passos. 28 e 30
Ilustre co11!1"ade, Paz.
Recebi sua carta de 3 do corrente, que 1>a1>SO a
A atllude que tomei, não contra a Fcdcrnçiío. mas, princi·
-3S-
paimente, contrn a mã conduta de seu presidente, teve Inicio
na assembléia de 10 de dezembro último e que ainda n man-
lutando de cabeça erguida em defesa da rnstl!ulçdo e do
f:SphlUsmo, tão mnl representados por essa Dlre•.orln.
Quanto ns minhas atituldes ,espero serem JulgudM depois
da publlcnçi10 <lo meu op1isculo - "UMA FARSA", ou a Hlstó-
rln de umn Ass•mbléla. Ntle contarei es.,a triste hlst.órl:i, num
relnto completo cio lnmentâvel aconlecimr.nto.
O sr. Wa11tull sera apresentado ao· esplrltns, 1>rlnclpal-
mcte companheiros que ainda não o conhecem tal
como é, arrnncnndo·s•-lhc a máscara.
A omença que me faz a Diretoria, contida cm sun cart•.
quant-0 n nplknção do dispositivo constante do a1 t 18 dos Es·
tatutos, é qua;o tola: mas, se o fizerem da maneira capdosa
como de u;o do sr. Wantuil, baterei às portas da Justiça.
pll'ltcando o meu direito. • IJ
O   que fiz em to de dezembro, foi contra a \'folação
do.' artigos 23. 35 e 128 dos EStJ.tuto.s. Como podem aqueles
que não a lei, chamar a atenção de outrem para os
dlsPoSlt!vo,,; estatutários? Aclma de tOdM as leis, entretanto.
estão os preceitos morais. "Ai do homem Por quem vem o es
càudolo". Mnt. Cnp. XVIII V. 6.
A   a \'lolêncla, a arbitraricdndc, o nrdll, tudo
enfim. que tem por objetivo satisfazer os caprichos ele um ht-
·On<>, 1·01a rRo por terra. em face da verdade.
1 a) A. rcretra Guedes.
11 > NJ fnvé1 do ba.t.frmos à.s portas da Ju.sti('A comun1. ret0lven1os
nprtar. '-'J>Ornuuuuente. para a Dt·Hberl\tl10a.
-30 -
DUAS NO'l'lCIAS MENTIROSAS
No dia Imediato ao da assembléia (11 de   a Hora
Esplrlhmllsta Pinto de sousa noticiando o resultado da assem-
bléia rcalJzada no dln anterior, dizia que, tal como aconteeeu
na Liga E.spirtta do Brasil, cm a..'ISCmbléla idcnUca, tudo
correm multo bem. havendo por fim muitos abrnços, cspirit.o
de cordialidade etc .. só faltando dizer que o presidente Wantu!l. •
continuando a dirigir a "Orquestra", pediu nos presentes parti
cantar, à duas vozes, a Canção da Alegria
Outra noticia, também falsa, foi dada por "MUJ:IDO ES-
rtRITA", a cuja ctit·cção enviamos a seguinte carta:
Rio do Janeiro, 20 de dc?.ombro de 1949
Sr. Diretor de "MUNDO ESPtRITA''
S.'l.udaçõcs.
Tendo o "Mundo E:Splrita" du U do corrente. publicado na
p1·lmelm página uma noticia relativa ll Assembléia Geral reali-
zada na Federação Espirita Brnsiielrn, sábado t>. passado.
dln 10, dizendo que rornm Iniciados os debates em tõrno das
alterações ou acré>clmos a serem leitos no., Estatutos, e que
mPní;cstaram-se criticando o Acôrdo os sócios Pereira Guedes,
.SOnd••·numn e José Passos, aprco;so-mc a cleclarar que n refe-
rida nota não é verdadeira, pois, trahmdo-se de matéria publi-
cada em Jornal esplL'ita, mas que não cxprhne a verdade. ne-
ccs.sárlo se torna sejn a mesma retificada.
O que houve, foi o se:.utntc, cm slntcse:
- Declarada instalada a Assembléia, e, procedida a Jcttum
do edital de convocação, .os sócios Sondermann e Vltor d•
Sousa Interpelaram a mesa, reclamando o cumprimento
dlspos!Uvos estatutários constantes dos artigos 23 e 35. O pre-
-
•idcnto, entretanto, não levando em consideração tais recla-
mações, tonta prossrgutr os trabalhos com a leitura dos novo.s
Estatutos. Foi nessa ocasião que, llitorvlndo nos debates, ainda
cm t6rno da convocação. declarei, cm face do artigo 128 dos
Estatutos, que aquela Assembléla ern Ilegal, visto não ter ha-
vido qualquer alteração na legl•lação brn,llelra que justificasse
uma reforma, conforme publicara o edital. E, nessn altura
lancei um desM!o "º' Juristas presentes que me provassem o
contrario, defendendo n Diretoria da F E B.. i:ior mim
acmada de nrbitrárla.
Os juristas pcrn1ancceram em silêuclo e o sr Pereira
M'nrques propôs que to ... se a leitura e conscqueuc.c
dlscu"iio, aprovt111do. englobCldame11te, a matéria desconhe-
cida. A proposta rol aceita, o wantutl não concedeu a pala-
vra a mais nlngu6m, e os Estatutos toram aprovados, sem que
se tivesse conhedmento das emendas Celtas aos anteriore'
Estatutos.
NAo houve da matéria con.sltlnte da reforma, nilo
se ratou em Acõrdo, parecendo mesmo que Isso o que menos
htteressa no sr. wantull de Freitas.
Esta é a verdade. em tudo diferente do que consta da no-
Licla em apreço.
Orato pela retificação, e, ao Inteiro dispor do.• Ilustre«
ronfrndes de "Mundo Espirita", aqui fico .
Cal A Pereira G1ledt!.
A FEDER.AÇÃO
As grandes instltulçôt's de fundo rellglo.50 ou filo:;óf!co:
quat.squer que sejam, como a Igreja católica, o. maçonaria e
tantas outras, não deixan1 de aer as n1esmo.s. com as suas ca.-
rncter(sticas próp1·ins. contidas em seus progranu\.S rundamen-
- 38 -
tal>, .<e alguém que Por elas Lenham passado, não o fizeram no
cumprlmenw de b<>as ações, conforme os seus pro-
gramas ou regulamentos.
A b'cdcração Espirita s1·ns1Iclrn está, rigorvsamcnte dentro
de. tn condição.
i\ Doutrina que ela propaga e os nomes de seus presiden-
tes, bastam para recomendé.-la Íi admiração e respeito de
quantos a conhecem.
Ewerton Quadros. Bezerni de Menezes, Bltlencourt Sam-
paio, Antonio Salão, Leopoldo Clrne e outro.<, foram homens de
pensamento e de moral profunda; conduziram a grande nau
com os olhos lltos no futuro, sabendo de onde vinham, cada
qual com o seu passado Hmpido, deixando para ti·ás, desde a
mocidade, a fama de trabalhadores honestos .acumulando a
fortuna que a ferrugem não col\'lomc nem a rói Todos
êles, no exercício do cargo, tiveram pas.<;ado com garantia de
estabilidade, e ali se conduziram nobremente. com exemplos de
virtudes reais, Impondo-se po1 li<So à veneração da posteridade.
Se a n.tunl Diretoria, ao con11·á1·io das anteriores, não cons-
titui um bloco, evangel!camo11te harmônico. lnt<ltrrado na Dou-
trina, não imPorta; amanhã outros vitiío retomar as lições do
passado e a Casa Matcr do E3pirltlsmo no Brasil reviverá na
propaganda e na exemplificação da Doutrina
O HOMEM DE NEGóCIOS
Se o dono de um restaurante apt·esenta aos sous fregueses.
pratos tidos como de excelente qualidade,   com
arte e entusiasmo, mas não oo come; se o dono de um grande
laboratório de produtos rarmacêutlcos não se cansa de reco-
mendar cm seus anúncios e nn vasta literatura bulistica os
seus remédio• miraculosos, mas não os toma; enttm, se o pre-

\
.
. 1
-39-
•ide11tc de uma .'\OCiedade ou filosófica emprega n
maior parte do tempo em editar livros e mais livros, reco-
mntlnndo ao mundo inteiro que os !Oh seguindo os seus ensi-
namentos, mos, que êle próprio não 10, porque não se sento em
condlção de pô1· em prática a doutrintt que aconsellta, é evi-
dente, manttcstamentc clara 11 qualidade do homem de ne-
gócios.
Já consl<ien\vnmos encerrado o n.-.•unto dêste opú<culo.
quando nos chegou n carta de IG de janeiro, t.endo como a pri·
mrlra per signnt(trlo o sr. Carlos Lomba, 1.
0
secretário, que nos
transmitiu a rcsoluQfiO da Direto1'in, eliminando-nos do quadro
sorlal da Federnção.
Eis a carta condtnatórla do "dr. I<enlo Drummond", as:.1-
nada pelo primeiro secretário da Federação, dando dêsse modo,
carãt;ir de resolução da Dlrowrin, quando, na reali-
dade é ela uma decisão arbitrária o Insensata de quem na vida,
quer como lndust rlnl, negociante ou religioso espít'lta, nuo tem
relto outra coisa que não seja mostrnr-sc c11paz das mnlo1·c•
torpitudes; desde n publicação de sou primeiro livro com o
pseudônimo de "dl'. Kenio Drummond". em 1922, até hoje,
distribuindo aoo boticários de todo o Brastl o seu segundo livro
de i:línica, Intitulado "CLiITTCA DE ARNON", sob o pGeUdõ-
nlmo de "dr. Arnon Latté", Poi>. o exemplar que pQSSulmos nos
foi remetido polo próprio autor, em 1047, por sol!cltaçil.o de
um tarmaeêutlco amigo, de Juiz ele Porn:
FEDERAÇAO ESPtrITA BIASILEIRA
A venlda Passos, 30
Rio de Janeiro BRASIL
-40 -
Rio de Janeiro. 16 de Janeiro de JPSO
llmo. Sr.
Antonio Perrlra Guedes
Sampalu Ferraz. 33
Tljuca - o. t'.
saudações
Em resposta à carta que lhe dirigimos em 3 cio corrente
mês, recomendando-lhe fraternnlme1üc n leitura do pMá·
grafo 4 o do arttgo li dos nossos Estntulos, V S. houve por
bem dirigir-nos a 'Ua agressiva carta de 9. do
corrente.
Assim, diante dos termos dos 18 e 19 dos cit.adi>s Es-
tatutos, vimos comunlcar-lhe que a Diretoria, eh\ sua reunião
de 14. dêst.c 1nesmo 1nês
1
resolveu, por unanirrlidade, elilntnt\-lo
cio nosso quadro social. Como, porém, ao l'ecebe1· aquela noss2
carta, V. S. velo pagar as me1\.alldade:; do ano correntr. co-
locamos â sua disposição o pagamento antecipado que V. S.
efetuou espontaneamente ao nosso empregado.
Carlos Lomba
1.0 Secretãrlo
Agora o leitor, que é csph'!tn, ou mesmo que não o
seja, Já leu tudo quanto vimos de narrar, documentando o que
hã de mais flTBve em tôda essa ti;ste b!stórla, responda-nos.
por caridade: Onde está n agresslvldade cio nossa carta dirlslda
no 1.0 Secretário em resposta à sua ameaça de no.s expulsai' do
quadro social da velha e respeltt\vol Agremiação?
Onde a prova de que havíamos tomndo alltutctes contm a
Federnção, conforme diz a sua carta de 3 de Janeiro?
'
'
41 -
Dissemos que a Federação e o E.•plrlfümo estão mal re-
presentados pela atual Diret.orln e. a prova tivemo-la na Asi;em-
blóla de 10 ele dezembl'O. Continuamos afirmando que a Dire-
toria da Fede1'ação tem como presidenle um êmulo de cst.ellão;
um químico-lndustrtal que fabrica produtos rarmaeéuttcos e,
parn vonde-lo.s por intermédio de lnslplontes boticários, o faz
através da recomendação de pseudos mécllco, : "dr Kcnto
orummond" e "dr. Amon Lattê".
Dissemos que ap>'CS<>nlarlnmos o sr. Wanlu!I tal como é,
tlmndo-lhe a máscar" de espirita respeitável pal'a que todos o
vissem, na qualidade estupenda de negociante "honesto", ven-
ellxh· paregórtco como afrodislacol
Caso uves.semos sido agressivo, nilo seria prcferivel. assim
cPmo fazemos. sem máscara, de cabeça erguida, reconhecfvel
por todos. O"-fümindo, como da fato atl'umimru '1 responS!lbili-
dade do> nossos pró1>rlos ai.os? Ou ser!!\ melhor o anonimato, a
mentira. a rarsa, a Umldês do apresentar-se cm públJco, como
acontece ao.s que S<' escondem ardllosamente atrás de falsos
non1es?
Quanto ao final ela referid11 carta, sóbre o pagamento que
erctuamos no mesmo cita em que nos chegou às mãos a pri-
  epistola ''wantuillca.", não é verdade que o ftzessemos
J)l' lo fato do termos rncebldo a. referida ameaça, pois, sempre
o pagamento das   mensalJdades expont11nea-
mcnte e por antecipação de seis me$eS, mas, desta vC?., ao
sairmos da. repartlçào e, como sempre ao passarmos
pela Federação, efetuamos o pagamento e só à noite, ao che-
garmos em casa é que tivemos conhecimento do conle1\clo da
rarta de 3 de Janeiro.
Desatlamos a que nos provem o nosso dc.srcspetto nos dls-
ptl.,!Uvos e.tatutários. Justirteando assim o ato da nossa cxpul-
- 42
silo dn comui1idadc ,,ocial da Cn 'ª Mnter do Espiritismo no
BraMI, que hoje ostonln, apenas nl\ rnchada do 'l'cmplo o sa-
grado dislico - DEUS. CRfSTO E CARIDADE - porque, o alo
da cllmlnaçào de um •ócio que tem coragem de protestar con-
tra os que infringem os Estatutos para acomodá-los à sua pró-
pria vontade e lnterC--<11e; que se bate, principalmente fl<!la de-
lesa do património moral da in<mutçiio ameaçada de c<>ns-
purcaçií<> e vítima de Ignóbil arbltrarlcdade. só )l<ldci·la partir
umn dlrctorln moralmente falida, CMO seja realmenlc dela o
mon!tru<>so atentado
POderá alguém, com espírito de fals.'\ tolerância. acuS3.r-nos
de lnJt'lrtas ao Presidente da Fed.ração, pelo fato de termos
protestado contra os seus atos arbitrários, com a complacência
de uma assembléia Insensível e adrcdemcnte preparada?
Caluniar ou l'1JUrlar, eis o que não faríamos nunCA! Quem
é Incapaz de uma calmtta é incapaz ele uma injúria.
Se em momentos de exaltação tivéssemos maculado a honra
ou simplesmente ferido a s<lnslbilldade da mais humllde das
crlnturas fartamos, naturalmente crescer a n0<;.5a
exaltação voltando· nos à pessoa orendida hnplorando-lhe
pordll-O.
O que há ncsw caso, é uma reaçí\o salvadora provocada
)l<lr uma ação demolidora.
O espirlto beatíl!co da tolerância não )l<lderll chegar a
ponto do sacrificar, moralment.e, uma   como a Fe·
dera9ílo Espirita Brnsllelra, para aos caprichos de
quem não sentiu ainda a ação da Doutrina na sua própria re-
novação moral. Os que assim procederem estão des.servlndo a
causa pela qual deveriam trabalhai·, não com os olhos ritos no
problema material do Espiritismo, como pensa o endinheirado
presidente, mM, ao contrário. voltados para a do mais

43 -
sério dos problemas, quo ó Ct reforma espiritual do homem, evi-
tando, desso modo, a der,rndnçllo moral n que chegamos, ele
assistir, de)l()IS de tantos nnos, desde Ewerton Quadros a Oullion
Ribeiro, a Federação transformada em feudo ele um aventureiro
aeolh!tado 1>0r um grupelho de inconckntes
Emprestor dinheiro pnrn ampliar o departamento edllO-
rial, cognominado vaidosamente, Cidade dos Livros, e escrevei·
para o órgiio oficial ela Fcdoraçllo que o problema é, po1· mercê
de Deus, de natureza purnmente material, é Ignorar a finali-
dade do F.splrittsmo, Ju\tll!cnndo assim a obra do adventício.
Nào basta editar livtos para serem vendidos como se fossem
produtos de um laboratório que o 3eu próprio fabricante niio
os toma.

A Federação não )l<lde continuar sendo apenas uma em-
pré..a editorial. Ela terá que retomar o seu programa de nçlío
educacional; pregando, sobretudo pelo exemplo daqueles que
a orientaram no plano material sob a Inspiração dos noB-'!Os
malo1·es do plano espiritual; do contrário, t• derrocada do Es·
piritismo no Brasll começará. justamente pela maior lnstHul-
ção, como aconteceu ao CrlsUanlsmo no terceiro século. p(llc>.s
equívocos e desmandos da elerlz!a romana. mergulhada no lo-
daçal dos !nterêsses de ordem material e polltlco.
O E3plrltlsmo tem POr lema conduzir a humanlda
tuallzand<> o homem. l!:st-0 é o seu único prolJIOlna. de natureza
puramcnle moral.
O Evangelho, o grande livro, o maior livro, de indefinivel
interpretação, e que tem oferecido 1mimeros motivos para. as
grnndes divergências no <tio da ramllta cristã, deverá ser a
bússola. Qulo.dora dos nos.·O.> passos, sem apego entretanto, ao
-44 -
misticismo que fanatlia. trnnsfonnMdo tantas vezes um espf-
rlt-0 de aparência llOl'lllO.I em um santo ou num tirano: Fran-
cisco de Msis ou Inaclo de Loyo!a.
Vivei· como cidadão do mundo. nno qunlldade.<
de homem de bem els o lema cristão à lu2 do Esp!rllL"1nO
CARTA DE SOUSA DO PllADO r•i
Méu cnro Guedes:
LI o têu excelente trnbalho, em que tratas. por miúdos, da
vida pregré<.-;a Msse 1c!h1ado patife. que usa o nôme de An-
tónio de Uantull, S. J. a que alguns bõbos, e êle
mésn10, costumam antcpôr a abrevlaiura da palavra doutôr,
como se póde vêr, 11or exemplo, no "Coli rio Dr. Freltus" ...
Reahn•nte. é de cslnn·eeêr que unia tal personagm cstoht
dirigindo n ex-Casa Matcr do Espiritismo 110 Brasil, que, como
multo bom notaste. êlc transformou cm CMa do Esplri-
tlMno Brasileiro, mnnlrestando, ns.•im, Juntamente com a sua
fal ta de compreen<ão da Doutrina. o <êu sestro nacto11a/lsla, no
sentido pejorativo do t<-rmo: mais claramente. lntrduzlndo a
xenofobia no Esplrlstlsmo, criando preconceitos patrióticos
entre os   ...
E' • um dos motivos por que, como $abes. êu tenho es-
crito um longo trabalho, lntltUlado Alma• esterotlpada$ que
con<tltul a segunda parte do mêu livro .lltser<it:eis 1 - em que
desmascaro não só bilontra, mas também outros
"eonfrados". que, de hl\ muito, se teem o mais posst-
vel por não só o Evangelho, mas também e p1·lnolpnl-
me11tc, a Federação e o m·óprlo Espiritismo; e que só deixará
sêr publicado se o Sr. Uantull, S. J o os sêus c1lmplice.$
• R<\tpeoft.."lda a de a.utor.

45 -
e lacaios fóra" da Fcclcrn.ção, repondo cm vigôr os es-
tatutos que vigiam antes du escalada ctésse tartufo
à presidência da F"cdel'ação Espirita lclrn. para. depóh, se
verlflcar, enlão, o que mais havera a fazer ..
E' claro que aquêle, que '-<! não com gente
dc"5ll :aln não podem ent1ar c·m "pact.os de confratcr-
l'ização" "cspiritas", que explorando os
sêus somclhnntes, e que, por Isso, se j ulgam no direito do 1\11-
mllhar t\QuNcs c111e tl\·ernni escr(•pulo de emriquccêr da
!órma. Sào a reproducão ll•I dos do catolichmo;
e, se lh•s faltam as cdhtendru;, t.iem os o.1wls a suosmul-IM .
E tólnmcntr, que isto. aqui r o do
mundo, a pátria do por julgnr..in que pôde •i:r
Ptitrla elo E11«nrNlll-o um pnis onde tôdos o pl'egam, m11s 11111 ·
yrtém o pratica. além de qur a apre•enta1·cm-se os JMPl'.
ron10 so conv<'nclonou, ço1n o norte para. o zónlte. terian10L u1n
organismo com o ''coração" colocado nns pela allura
dos Joelho.' .. E nem vêem que. a sêr a .vâlrla o lugar onde se
nasce, w a Palestina p<ide chamar a sí · .. llonr.>, a não !n-
larmos do único país onde o Evangelho realmente pr
sem que ninguém se dô ao !l·abalho hipóerlta de o pregar ...
E..."5as côlsas. porém, em \ttna. cxpHca.ção: a
fanatismo de imbecis. e n .burrice do Sr António
s. J,, que andou t.<bR1ljando estupld-.r1cnte o dinheiro
eia com a publicação, qu.e nada t11t<reS'a à Doutrf1111
Espirita, para sêr di&\ributdo - quando pclry
ext.orquc dóis cruzeh'os e centavos -·
de um opi'1sculo intitulado c Brasil é o Co,.rt>ão do N1111clo.
mas, onde, além dess.a anrmnção, na capa. nada mais 5" cm·
contra que o afirme; e de outro com o titulo o Es;;iríll.w10 n<-
Brasü, que nntcs se deveria chamar Patriott.rno e Ru$tai11tw10.
R.euhncn.lc. cin unia carta que êssC' t:\l tufo escrcvêu ao
- 46-
Imba.•af, em 5 de Janeiro de ltl<M, dando-lhe o primeiro dos
dói• cõlces com que o mlmo.<cou - o que se emcontra
em méu Podêr, dêsde essa data. por mêu comen-
là-la devidamente no mêu aludido livro • o pro-
prietário do La.boratõrio uanl:tll. "Burro como "OU, não tenho
nutortdade para cmsinar qualquer côl•a no Imbassní ... " E não
se trata de uma que.stão de modéstia, como J>oderá pnrecêr -
nilo aquilo tó! um dos · rari•slmos rcbatc.j dn sua consciência.
.._!le é. um burro multo   o que,_ sqa dito ,
_n_ não têr éle b111·ro, ... -; )
do passagem, para o fim que collmnmdt nno é o que
lmp<>rtn.
Essa grande dose de bu1Tice re.<st1lta bem dêsscs dóis livros.
que, nprcscntando-se abusiva e como mé-
dico, e usando nômes suJl(ll;tos, copiou de lormulnrlos que
nndnm (X)l' ai, com receitas alopátlcns para n• dlvef'"' doenças.
Incluindo-lhes. de-permeio. cc:>m a velhncnrla que o caracte-
riza, os espec:ificos do La-OOrntérlo 1Jo11tut/, que é/e fabrica. 111<1$
tt<fo toma! ...
E' essa uma das suas Indignidades, que êu desejo que co-
nllêçns. para poderes acrescenta-la no tô11 formidável libelo:
<' ''OU !rAnscrevê-la de? mêu   "'n cujo frontispício se
1•mco11tra este pensamento mêu: "Olffciimcntc, emquanto éu
vlvêr, hli·dc morrêr alguém com rama de santo. l'cndo sido um
Ulllll/ha". , .
Um dia, cstávam<>.5 conversando, de-p6. ao fundo di\ Livra-
ria, o Sr. Uantuil e êu, quan(IO, a páginas tllntns. t'!ssc grande ' i:
i.esptrtln", inte1Ton1pcndo a me disso:
- Desculpe, Sousa do Prndo. quo éu me sente, mas não
posso estar de-pé, que me dão ve1·t1gc11'.
01\o·lhe vertigens prquc você quc"e - dlssémos-lhc
nó.s ; e, quem corre por não cansa ...
-(7 -
- Por gõsto? !
- Claro! Se você s.e trat.a.&o;c por llomcopnlla. não teria
nrtigcns; mas, \'OCê é tôdo alópata ...
Você está emganado ! Êu só tomo homeopatia
. Como?! 1 ! . . você não é dóno do "grande" Labo-
ratório Uanttttl, que fabrica. algumas de1ênM de e;>1>ecíflco..;,
ra "curnr" tódas as doenças?! .. .
o Sr. Uantull, S. J. riu sarcà.sliramcnlc, e re;>pondêu:
Orn, Sousn do Prado. . . mas, isso 6 bom pnrn os bôbo•
lo1nnre1n
1
e éu ganha.1· dinheiro . ..
Como vês, trátn-sc de um grande ptttrlota rto ENwgrllto;
tl1• um dos mais proemlne1'tes arlstócratas do coraçllo do
Mumlo ... MAS ... Por mais extrnordlnârlo que Isso pi\·
11 "cr, nlncln M mais, e melhor! E não to vou contar tudo: "'
prlncipal1 bandalheiras e demonstrações de bmrlcc. reservo-as
'"" n o mêu M!&erát>el.t!, em sua parte Alma& otertottpadas,
mie hei-de nmarrá-1<>, a êle e a outros, ao pelourhtho da mais
bJ«:ta lgnomlnla!
• episódio, a que êle se refere no pref:íclo de um dos
llvr<ll!, que co1ilo11, e publicou como se 16..'-'C médico, cm que
1iarc<:c um \'Clho. que lhe pediu um ulrodl··laco. e que êle diz
•curado" com elixir paregórico, está Incompleto. J;'.u lo vou
11·11rodu1lr. conforme lho ouvi contai-, na de vários dl-
d ór<' 1 dn Fc<lernção Esplríta Brasileira, cio si· Almcrlndo
e· . • Iro, do tmbnssai e do Sr. Amadêu santos. J;:ic o re!eriu.
''"" QlW iódus pudessem vêr até onde a "'ª csper -
h·· ·"ª· i l flr1nondo q uc. u 111 dia, fôra procura.do por u1n uvelho
10111", our abusado dos prazêrcs gcnéslcos, se encontrava.
rompletnmonte mas que, tendo feito Ullltl nova co11-
q•1•$la. clr que êlc, Uantull, lhe fornecêsse um 11fro<l1"faco.
Pó! núo - ierin respondido o no:;so "lil"ti·e <ioutôr" -·
'· n.110 ti unt   alemão. excelente para fim; mns
48
é multo caro, e só me uma quantidade tnsignlficante.
Por Isso, sÓ lho posso vendêr à razão de cinco ll\Jl reis a gôta.
E continuou, para nós:
- E' claro que o velho, a quem não rufiava dinheiro, acei-
tou lmedlatame!lte o negócio; e. vocês o que êu lhe
drl?. . . Bltrir paregórlco! . ..
Ora, conforme éu supônho que subes, n:1 fórmula do ell:r/r
/>«regórtco. além do ãcldo ben7.olco, e cio óleo essencial ele anis,
l'n•rn. Lambóm a cânfora e o extrncto cio ópio, que', ao contrário
do afrocllsíacos, são an:.rrodlslnros Por outt·as palavras: o
Sr. presidente da Casa Matcr do Espiritismo Brasnetro ga-
bou-1;e de Lêr vendido a um clicnto ludibriando-o, um me-
dicamento que produz efeito ao do que lhe pediram:
e de lhe t<lr extorquido alguma..   de mil reis, por um
remédio que, tempo, deveria custar. no mãxlmo. dez
l-0stões!
E' possh'el que êsses lngenuo1 mróes do "pacto áureo de
confraternização" julguem Isso multo col'sentáneo ao caracter
da pcssõa que dirige os destinos da CMa Mater do Espiritismo
BrUJl/eiro. 2u, porem, que supónho que nqullo deve •êr clas>i-
flado ladroagem e vlgartr.e, arho que um cavalheiro capáz
de tais proêzas não póde nem deve ocupar o cargo de presidente
da Casa. Mater do Es7nritls1110 110 Brasil, se não quisermos vêr
ele lõdo avacalhada a Doutrina que o Cristo deixou entrcvêr
nos sêus contenpcrâneos, Kardec codificou vint.e séculof-'
mais tcr·de.
Creio que tu achas a mêsma cOlsn; e. por ls.<o te mando
é•le mêu subsidio, para que. publicando-o junto com o que
r•ercvêste, possamos ambos fornccét· >• • P')uCos espiritas sin-
-49-
ceros e d•i bó.1-vontade, que ainda h:í por aí, os cl•menl.os ne-
re•sá1ios pnra. que façam àe cordas 1011 como atorrapuc. com
q11e do Templo a•quer6So rendllh<fol
E cm ültlnto ca.w, hmdêmos urn nõvo e verdadeiro Tem-
plo, onde se pQS.Sam agrupar, sem n6Jo, e sem receto de se con-
t11mlnnr, os que procuram procedêr de ac6rdo com aquilo que
1;1·c11:nm, rm .. vêz-de se razêrem émulos de Frei
Tomás ...
Um Al'tlllde abraço do têu
Sousa do Prado
5-1-950.
-60 -
OBRAS DO AUTOR:
VIII.NA DE CARVALHO - IL ~ e L   l,)Ubllcado
·rARTUFOS E CHARLATAF.S - em prcpnro
.'l!.M.ENARA - órgão Independente de orientação espirita. pu-
blicação mensal, a sair.
fl.. ~ t uh.a. ~ \t.t ~
Rua Sampaio Ferraz N.• 3:1
Tel. 48-0612
E.slldo dt Sá :-i i1o dt J.uidtt