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Rendimento do Ciclo Diesel em Motores

O documento contém as respostas de um aluno a 11 perguntas sobre motores térmicos. As respostas abordam tópicos como taxa de compressão, ciclos teóricos, alterações no motor Diesel, funções do pistão, vantagens de motores pluricilíndricos, enriquecimento a frio em carburadores e sistemas de injeção e ignição eletrônicos.

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O documento contém as respostas de um aluno a 11 perguntas sobre motores térmicos. As respostas abordam tópicos como taxa de compressão, ciclos teóricos, alterações no motor Diesel, funções do pistão, vantagens de motores pluricilíndricos, enriquecimento a frio em carburadores e sistemas de injeção e ignição eletrônicos.

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Exame de Mquinas Trmicas (1999/11/18) Motores

Henrique Neto N 15549



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1. Defina taxa de compresso.

R:
A taxa de compresso o quociente entre o volume total acima da cabea do pisto (quando
este se encontra no PMI) e o valor quando ele est no PMS, ou seja:

combusto de Cmara
Cilindro combusto de Cmara
Volume
Volume Volume
C T


+
= . .

2. Compare os rendimentos de dois ciclos tericos, um Otto e outro Diesel,
com o mesmo ponto inicial, mesma quantidade de calor fornecida e
mesma relao de compresso. Qual apresenta maior rendimento?
Justifique convenientemente.

R:
Antes de mais, convm referir que os ciclos tericos mencionados na questo so
respectivamente:
Volume Constante Otto;
Presso Constante Diesel.

Assim sendo, para o mesmo ponto inicial, mesma quantidade de calor fornecida e mesma
relao de compresso teremos:

Ciclo Otto: 1 2 3 4 1

Ciclo Diesel: 1 2 3 4 1

Daqui se conclui que o ciclo que apresenta
o maior rendimento o ciclo Diesel pois
aquele que apresenta a menor quantidade
de calor perdido.
O de pior rendimento o ciclo Otto.
2'
1
4
4'
Q
3
e
Q
2
p
3'
e
V
s
Q

Exame de Mquinas Trmicas (1999/11/18) Motores
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3. Desde a sua inveno que o motor Diesel apresentou melhor rendimento
que o a gasolina. Nos ltimos anos o motor Diesel est a ser alvo de
alteraes tendentes a aumentar ainda mais o seu rendimento. Refira
trs dessas alteraes.

R:
As trs alteraes so a injeco directa, o sistema de injeco Common Rail e a utilizao
dos turbocompressores.

4. Quais as funes da saia do pisto.

R:
O pisto composto por cabea e saia. A saia a parte inferior do pisto e serve para manter
o seu alinhamento no cilindro e para transferir calor para as paredes do mesmo.

5. Apresente 4 vantagens dos motores pluricilndricos em relao aos
monocilndricos.

R:
As vantagens dos motores pluricilndricos em relao aos monocilndricos so as seguintes:

So mais suaves;
No necessitam de um volante de inrcia de massa to elevada;
Lavagem do motor incompleta e perda de mistura no queimada pelo escape;
Tm maior longevidade.





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6. Num carburador convencional como se processa o enriquecimento a
frio?

R:
Quando o motor est frio necessrio enriquecer a mistura fechando a entrada do carburador
com uma vlvula limitadora de ar, tambm denominada por choke.
Com esta vlvula fechada a presso baixa consideravelmente ao nvel do venturi, aumentando
deste modo o caudal de gasolina.

7. Explique o funcionamento de um sistema electrnico digital de injeco,
incluindo a forma como os valores gravados na ROM do ECU so
escolhidos.

R:
As quantidades exactas de combustvel a injectar em diferentes condies de carga e
velocidade so determinadas com o motor no banco de ensaios e guardadas na memria do
controlador em forma de tabela de duas entradas.
Quando o motor est a trabalhar, os sensores que medem a carga do motor e a sua velocidade
enviam essa informao para o controlador electrnico (ECU Electronic Control Unit) que
os compara com os valores memorizados. Se estes coincidirem com um par de valores
previamente ensaiados, a quantidade a injectar ser lida directamente da memria (ROM
Read Only Memory) e a injeco decorrer normalmente.
Se por outro lado esse par de valores no coincidir com um par memorizado, ento ser
efectuada uma interpolao entre os valores memorizados mais prximos, calculando-se a
exacta massa de gasolina a injectar.





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8. Descreva as diferenas entre sistemas de ignio electrnicos analgicos
e digitais.

R:
Os sistemas de ignio analgica vieram resolver os tradicionais problemas com o desgaste
dos platinados do distribuidor. Estes sistemas possuem um transstor de elevada capacidade
de resposta e no tm elementos mveis. Existem dois sistemas deste tipo, um com platinados
e outro sem platinados.
Os sistemas de ignio electrnica digital permitem a utilizao optimizada do motor,
medindo em cada posio de velocidade e carga o avano ptimo da ignio e memorizando-
o num mapa semelhante ao utilizado na injeco electrnica digital.

9. A lavagem unidireccional usada em motores Diesel a 2 tempos apresenta
valores de relao de entrega superiores unidade (o volume de ar
fornecido por ciclo superior ao da cilindrada). Como possvel tal
acontecer?

R:
A lavagem de um motor consiste na ausncia de gases de escape no final da admisso, o que
nos motores a 2 tempos se reveste da maior importncia pois esta operao que dita a sua
maior ou menor eficincia.
A lavagem unidireccional efectuada somente com ar, no existindo portando qualquer perda
de combustvel pois parte do ar que admitido no cilindro descarregado pelo escape
aquando da lavagem.
Isto significa que para se eliminar a totalidade dos gases queimados do cilindro necessrio
fazer-se entrar no cilindro um volume de ar superior ao que nele caberia, sendo o excesso
eliminado pelo escape.





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10. Porque razo nos motores a dois tempos desenvolvidos para automveis
a injeco de gasolina directa (dentro do cilindro)?

R:
Os grandes inconvenientes no funcionamento dos motores a gasolina de dois tempos residem,
numa lavagem incompleta e na perda de mistura no queimada pelo escape. Para se resolver
estes inconvenientes, efectua-se a lavagem com ar e adiciona-se o combustvel depois da
janela de escape ter sido fechada, utilizando para o efeito a injeco directa de gasolina.

11. Explique por que razo a preparao de mistura do motor Diesel
deficiente e de que maneira se tem tentado resolver esse problema.

R:
A preparao da mistura do motor Diesel deficiente porque a injeco do combustvel tem
que ser feita na altura em que ocorre a combusto. Aquilo que se tem feito para minorar este
problema desenvolver o sistema de injeco do combustvel para que satisfaa os seguintes
requisitos:

Pulverizao: quanto mais pequenas forem as gotas de combustvel mais facilmente se
dar a combusto;

Penetrao: se todas as gotas tiverem as mesmas dimenses, a sua penetrao ser
semelhante;

Gradiente de Injeco: a combusto no se deve desenrolar em bloco sob pena do
gradiente de presso ser muito elevado;

Instante da Injeco: o incio da injeco de vital importncia para o desempenho do
motor;

Quantidade a Injectar: a carga do motor Diesel depende somente da massa de
combustvel injectado, uma vez que o ar no est restringido, exceptuando situaes como a
ralenti;

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