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PERFIL DAS FAMÍLIAS BENEFICIÁRIAS

ERRO!

INDICADOR NÃO DEFINIDO.

APRESENTAÇÃO

4

1) INTRODUÇÃO

6

2) CADÚNICO X PNAD: UMA BREVE COMPARAÇÃO QUE COMPROVA A BOA FOCALIZAÇÃO DO

PBF

8

Gráfico 2.1 – Domicílios PBF março 2007 e PNAD 2005, segundo Tipo de Iluminação dos Domicílios

9

Gráfico 2.2 – Domicílios PBF março 2007 e PNAD 2005, segundo Destino do Lixo no

10

Gráfico 2.3 – Pessoas PBF março 2007 e PNAD 2005, segundo Faixa Etária

11

Gráfico 2.4 – Pessoas PBF março 2007 e PNAD 2005, segundo a Raça/Cor

12

COMPARAÇÃO ENTRE AS FOLHAS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA DE SETEMBRO DE 2005 E DE MARÇO DE 2007

13

3) PERFIL DAS FAMÍLIAS BENEFICIÁRIAS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA EM SETEMBRO DE

2005 E EM MARÇO DE 2007

13

Gráfico 3.1 – Número de famílias PBF em setembro de 2005 e março 2007, por região

14

Tabela 3.1A – Número de famílias por tipo de localidade do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – setembro de 2005

15

Tabela 3.1B – Número de famílias por tipo de localidade do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – março de 2007

16

Tabela 3.2A – Número de famílias por tipo do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – setembro de 2005

17

Tabela 3.2B – Número de famílias por tipo do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – março de

18

Tabela 3.3A – Número de famílias por situação do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – setembro de 2005

19

Tabela 3.3B – Número de famílias por situação do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – março de 2007

20

Tabela 3.4A – Número de famílias por tipo de construção do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – setembro de

21

Tabela 3.4B – Número de famílias por tipo de construção do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – março de 2007

22

Tabela 3.5A – Número de famílias por tipo de iluminação do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – setembro de

23

Tabela 3.5B – Número de famílias por tipo de iluminação do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – março de 2007

24

Tabela 3.6A – Número de famílias por tipo de abastecimento de água do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – setembro de

25

Tabela 3.6B – Número de famílias por tipo de abastecimento de água do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – março de 2007

26

Tabela 3.7A – Número de famílias por tipo de tratamento de água do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – setembro de 2005

27

Tabela 3.7B – Número de famílias por tipo de tratamento de água do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – março de 2007

28

Tabela 3.8A – Número de famílias por tipo de escoamento sanitário do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades

da Federação - setembro de

Tabela 3.8B – Número de famílias por tipo de escoamento sanitário do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades

29

da Federação – março de 2007

30

Tabela 3.9 – Domicílios PBF março de 2007, segundo destino do lixo no domicílio - março de 2007

31

4) PERFIL DOS BENEFICIÁRIOS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA EM SETEMBRO DE 2005 EM MARÇO DE 2007

33

Gráfico 4.1 – Beneficiários PBF março de2007, segundo Faixa Etária

33

Gráfico 4.3 - Beneficiários PBF março de 2007, segundo

34

Gráfico 4.4 – Número de beneficiários PBF em setembro de 2005 e março 2007, por região

35

Tabela 4.1A - Número de pessoas por sexo: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de 2005

36

Tabela 4.1B - Número de beneficiários por sexo: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de 2007.

37

Tabela 4.2A - Número de beneficiários por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro

de

39

Tabela 4.2B - Número de beneficiários por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de

2007

40

Tabela 4.3A - Percentual de beneficiários por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de 2005

41

Tabela 4.3B - Percentual de beneficiários por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março

de

42

Tabela 4.4A - Número de beneficiários do sexo feminino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de

43

Tabela 4.4B - Número de beneficiários do sexo feminino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de 2007

44

Tabela 4.5A - Percentual de beneficiários do sexo feminino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de

45

Tabela 4.5B - Percentual de beneficiários do sexo feminino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de 2007

46

Tabela 4.6A - Número de beneficiários do sexo masculino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de

47

Tabela 4.6B - Número de beneficiários do sexo masculino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de 2007

48

Tabela 4.7A - Percentual de beneficiários do sexo masculino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da

Federação - setembro de

Tabela 4.7B - Percentual de beneficiários do sexo masculino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da

49

Federação - março de 2007

50

Tabela 4.8 - Beneficiários PBF segundo existência de algum tipo de deficiência - março de 2007

51

Tabela 4.9 - Número de beneficiários PBF segundo o tipo de escola que freqüenta - março de 2007

53

Tabela 4.10 - Número de beneficiários PBF segundo o tipo de escola que freqüenta - março de 2007

54

Tabela 4.11A - Número de Beneficiários PBF segundo o Tipo de Escola que freqüenta Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de

55

Tabela 4.11B - Percentual de Beneficiários PBF segundo o Tipo de Escola que freqüenta Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de

56

Tabela 4.12A - Número de Beneficiários PBF acima de dois anos de idade e que freqüenta escola segundo Grau de Instrução: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março 2007

57

Tabela 4.12B - Percentual de Beneficiários PBF acima de dois anos de idade e que freqüenta escola segundo

Grau de Instrução: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março 2007

5) PERFIL DOS RESPONSÁVEIS LEGAIS DAS FAMÍLIAS BENEFICIÁRIAS DO PROGRAMA BOLSA

58

FAMÍLIA EM SETEMBRO DE 2005 E MARÇO DE 2007

59

Gráfico 5.1 – Responsável Legal PBF março de 2007, segundo grau de

60

Tabela 5.0 - Responsável Legal PBF março de 2007, segundo posição na ocupação do responsável legal no domicílio

60

Tabela 5.1A - Número de responsáveis pela familia por sexo: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de 2005

61

Tabela 5.1B - Número de responsáveis pela familia por sexo: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de 2007

62

Tabela 5.2A - Número de responsáveis pela família por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de

63

Tabela 5.2B - Número de responsáveis pela família por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de 2007

64

Tabela 5.3A - Percentual de responsáveis pela família por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de

65

Tabela 5.3B - Percentual de responsáveis pela família por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de 2007

66

Tabela 5.4A - Número de responsáveis pela família do sexo masculino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de 2005

67

Tabela 5.4B - Número de responsáveis pela família do sexo masculino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de

68

Tabela 5.5A - Percentual de responsáveis pela família do sexo masculino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de 2005

69

Tabela 5.5B - Percentual de responsáveis pela família do sexo masculino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de

70

Tabela 5.6A - Número de responsáveis pela família do sexo feminino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de 2005

71

Tabela 5.6B - Número de responsáveis pela família do sexo feminino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de

72

Tabela 5.7A - Percentual de responsáveis pela família do sexo feminino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - setembro de 2005 Tabela 5.7B - Percentual de responsáveis pela família do sexo feminino por faixa etária: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março de Tabela 5.8A - Número de Responsáveis Legais beneficiários do PBF segundo Grau de Instrução: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março 2007 Tabela 5.8B - Percentual de Responsáveis Legais beneficiários do PBF segundo Grau de Instrução: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março 2007

Legais beneficiários do PBF segundo Grau de Instrução: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março
Legais beneficiários do PBF segundo Grau de Instrução: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março
Legais beneficiários do PBF segundo Grau de Instrução: Brasil, Regiões e Unidades da Federação - março

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APRESENTAÇÃO

Um dos objetivos do Governo Federal, em articulação com outras esferas de governo e com a sociedade, é erradicar a fome e a extrema pobreza e reduzir a desigualdade social no Brasil. Para isso, é fundamental identificar onde estão as famílias mais pobres, conhecer as características dessas famílias e dos indivíduos que as constituem e o tipo de demandas que precisam ser atendidas para conduzi-las a um padrão de vida digno, oferecendo condições para que possam ter seus direitos assegurados, desenvolver suas potencialidades e, sempre que possível, se auto-sustentar.

O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) é um instrumento fundamental para identificar as famílias mais pobres do país, para conhecer suas vulnerabilidades e potencialidades e para subsidiar a elaboração e implementação de políticas públicas destinadas a essas famílias. O CadÚnico pode contribuir, por meio das informações por ele disponibilizadas, para a construção e acompanhamento de políticas públicas que transformem a situação socioeconômica, reduzindo pobreza e desigualdade e promovendo uma maior eqüidade na sociedade brasileira.

É por meio do Cadastro Único que o Programa Bolsa Família identifica, concede benefícios e acompanha as famílias por ele atendidas. São 11,1 milhões de famílias ou 46 milhões de pessoas atendidas pelo Programa, selecionadas a partir do CadÚnico.

Este instrumento pode, além de permitir a concessão de benefícios do Bolsa Família, nortear o desenho e a implantação de políticas públicas, de responsabilidade de diferentes esferas de governo, voltadas para as famílias de baixa renda. Ao identificar características sócio-econômicas das famílias, possibilita caracterizar várias dimensões de pobreza e vulnerabilidade, para além do rendimento monetário. Permite ainda identificar, por meio de variáveis multidimensionais, as famílias mais vulneráveis, prioritárias para acompanhamento familiar, e aquelas que podem, segundo suas características, ser incluídas em programas complementares ao Programa Bolsa Família. O Cadastro Único é composto por três núcleos básicos de informações:

Identificação da pessoa (que geram o NIS das pessoas):

• nome completo

• nome da mãe

• data de nascimento

• município de nascimento

• algum documento de emissão nacional (CPF ou TE)

Identificação do endereço

Caracterização sócio-econômica:

• composição familiar (n°de pessoas, gestantes, idosos, portadores de deficiência)

• características do domicílio (n°de cômodos, tipo de construção, água, esgoto e lixo)

• qualificação escolar dos membros da família

• qualificação profissional e situação no mercado de trabalho

• rendimentos e despesas familiares (aluguel, transporte, alimentação e outros)

O documento Perfil das Famílias Beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF) é uma sistematização das informações sobre as famílias beneficiárias do PBF contidas no Cadastro Único para Programas Sociais, mais especificamente daquelas que caracterizam as famílias do ponto de vista sócio-econômico, e é dirigido a todos aqueles que têm interesse em conhecer tal perfil. Dentre estes, gestores do Programa e do Cadastro Único, membros de instituições de controle e acompanhamento do Bolsa Família, parceiros governamentais, técnicos do governo federal e de outras esferas de governo, pesquisadores, dentre outros.

Na primeira parte do documento são apresentados dados das famílias do PBF comparados com os dados das famílias mais pobres do país, identificadas pela PNAD, permitindo verificar a efetividade da focalização do público-alvo do PBF. Na segunda parte, são apresentadas as comparações dos dados das famílias do PBF em 2005 (data da primeira divulgação do perfil socioeconômico) com os dados das famílias beneficiárias em 2007 demonstrando que, ao longo de dois anos, o Programa Bolsa Família ampliou a sua abrangência, alcançando a meta de atendimento prevista desde a sua implementação.

1) INTRODUÇÃO

Em outubro de 2003 o Governo Federal lançou o Programa Bolsa Família (PBF), um programa de transferência condicionada de renda que beneficia famílias pobres e extremamente pobres.

A transferência de renda diretamente às famílias pobres é uma das dimensões do Programa Bolsa Família, importando ressaltar seus resultados, em especial aqueles já observados na redução da extrema pobreza e da desigualdade e na melhoria da condição nutricional das famílias beneficiárias. A segunda dimensão refere-se ao fortalecimento do direito de acesso das famílias pobres aos serviços de educação e de saúde, condicionalidades a serem cumpridas pelas famílias beneficiárias e responsabilidade do Poder Público em prover serviços, o que contribui para que essas famílias possam romper o ciclo intergeracional da pobreza. A terceira dimensão consiste na integração entre o Bolsa Família e outras políticas públicas, desenvolvidas por diferentes áreas do Governo Federal, pelos estados e municípios, visando o desenvolvimento de capacidades das famílias. Para isso, o Poder Público vem promovendo a convergência entre o PBF e políticas de capacitação para o trabalho, de aumento de escolaridade de jovens e adultos, de geração de trabalho e renda, de acesso a infra-estrutura, dentre outras, buscando atender às famílias pobres de forma intersetorial e complementar.

Estudos recentes apontam para a redução da pobreza e dos níveis de desigualdade no Brasil e para a importância do Programa Bolsa Família neste resultado 1 . O coeficiente de Gini, medida mais utilizada para mensurar desigualdade, passou de 0,593 em 2001 para 0,569 em 2004. Isto significa que a concentração de renda no País caiu 4% nesse período.

Conforme salienta Soares et al. (2006), os programas de transferência de renda têm um papel relevante na explicação da queda da desigualdade observada nessa década e, ainda, para a redução da pobreza observada. Sem o PBF que, segundo estes pesquisadores, contribuiu com 21% da queda do Coeficiente de Gini observada, os níveis de redução da pobreza e da desigualdade atingidos nos últimos anos dificilmente seriam possíveis dentro de um horizonte próximo. O estudo, ao comparar a renda dos 20% mais pobres com os 20% mais ricos, afirma que os mais pobres tiveram um crescimento médio da renda 20 pontos percentuais acima do observado para os mais ricos.

1 Veja, por exemplo, Soares et al. (2006); Cedeplar (2006) e Rocha (2005).

O público-alvo do Programa Bolsa Família são as famílias que se encontram na

faixa de renda mensal de até R$ 120,00 per capita, e que estão cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais. A meta de atendimento do Programa – 11,1 milhões de famílias, foi definida pelo Governo Federal com base em estimativa elaborada a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio de 2004.

Ao comparar alguns dados das famílias beneficiárias do PBF, extraídos do CadÚnico, com os dados da PNAD 2005, é possível demonstrar que a estratégia de identificação e cadastramento das famílias, realizada de forma compartilhada pelos municípios com apoio do Governo Federal, tem permitido que o Programa Bolsa Família alcance o contingente de famílias pobres estimado pela PNAD.

O presente documento também apresenta a comparação dos dados do CadÚnico

relativos às famílias beneficiárias do PBF identificadas nas folhas de pagamento de setembro de 2005 com as famílias constantes nas folhas de pagamento de março de 2007, analisando características das famílias, das pessoas e dos responsáveis legais. Esta comparação permite verificar a ampliação da meta de atendimento, no período entre 2005 (data da publicação do primeiro perfil socioeconômico dos beneficiários do PBF) e 2007, conforme previsto desde a implementação do Programa.

2) CADÚNICO X PNAD: uma breve comparação que comprova a boa focalização do PBF

Nesta seção é efetuada uma breve análise comparativa do perfil das 11,1 milhões de

famílias atendidas pelo Programa Bolsa Família e das 11,1 milhões de famílias mais pobres do

Brasil, segundo os dados da PNAD/2005, a partir de algumas variáveis selecionadas 2 . A

comparação mostra uma convergência significativa em relação a indicadores relevantes, o que

reforça avaliações de êxito do PBF em relação à sua focalização nas famílias mais pobres,

resultado similar a trabalhos realizados por diferentes instituições, como se verá a seguir.

As informações do perfil dos beneficiários do PBF foram obtidas por meio da

comparação dos dados dos beneficiários que estavam nas Folhas de Pagamento do Programa em

setembro de 2005 e em março de 2007 com as informações do CadÚnico correspondentes às

extrações que geraram as respectivas Folhas. A partir da informação do Número de Identificação

Social (NIS) do “Titular” da Folha foi identificado o “Responsável Legal” (RL) no CadÚnico.

As identificações dos domicílios e dos membros das famílias e de suas respectivas informações

cadastrais são efetuadas pelo Código Domiciliar.

Foram selecionadas na PNAD 2005 as 11,1 milhões de famílias mais pobres do Brasil.

Estas famílias são comparadas com as 11.071.446 famílias atendidas pelo PBF em março de

2007. Pode-se observar, em relação à maioria das variáveis brevemente comentadas aqui, que há

convergência significativa entre os dados do Cadastro Único e da PNAD.

2 Em relação à PNAD 2005, foram considerados como sendo de uma única família todas as pessoas residentes em um mesmo domicílio. Esta definição baseia-se na definição do Grupo de Trabalho Linha de Pobreza. Esse grupo, composto, entre outros por IPEA, IBGE, e MDS, afastou a possibilidade de se considerar cada um destes núcleos como uma família, pois avaliou que esta alternativa não corresponde às definições mais usuais de família utilizadas nas políticas sociais brasileiras. Ainda, em relação às informações de renda per capita, não foram considerados, no cômputo das rendas familiares, os rendimentos de empregados domésticos, parentes de empregados domésticos e dos pensionistas. Para o cálculo do número de pessoas na família, todos os moradores são contabilizados. Foram efetuados também procedimentos para imputação da renda não declarada (trabalho e outros rendimentos) onde se utilizou o rendimento médio correspondente aos indivíduos com rendimento pertencentes ao mesmo domínio geográfico-ocupacional com perfis demográfico e sócio-econômico semelhantes ao da pessoa sem resposta. Uma vez corrigidas as omissões de declarações, as rendas sofreram um aumento global de apenas 1,62% no total dos rendimentos domiciliares. Visando compatibilizar as informações da PNAD com o CadÚnico procedeu-se com a aplicação do procedimento de “expurgo” da renda proveniente dos programas de transferência condicionada de renda (Bolsa Família e programas remanescentes) da renda total das famílias. Este procedimento visa reconstituir a situação aproximada das famílias antes do recebimento do benefício, de acordo com critérios de avaliação de elegibilidade para o PBF. Para tanto, foram “expurgados” os valores típicos dos benefícios da categoria H (juros de caderneta de poupança e de outras aplicações, dividendos e outros rendimentos) da variável V1273 da PNAD. A partir dos dados corrigidos da PNAD/2005, foi selecionado um ponto de corte para a renda familiar per capita que propiciasse a seleção de um número de famílias próximo ao número de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família (11,1 milhões). Deste modo, foram consideradas para a construção do perfil PNAD as famílias com renda familiar per capita de até R$133,00.

As análises apresentadas a seguir foram realizadas com o objetivo de avaliar a comparabilidade entre as informações do Cadastro Único e da Pnad. O Gráfico 2.1 apresenta os percentuais de cobertura dos domicílios beneficiários do PBF e os domicílios mais pobres na PNAD, segundo o tipo de iluminação. Para efetuar a comparação foi necessário agregar três indicadores de tipo de iluminação no Cadastro Único: Relógio Próprio, Relógio Comunitário e Sem Relógio. Os dados mostram convergência, com uma menor cobertura dos domicílios PBF (87,8%) vis a vis os domicílios PNAD (92,2%).

Gráfico 2.1 – Domicílios PBF março 2007 e PNAD 2005, segundo Tipo de Iluminação dos Domicílios.

100,0 92,2 90,0 87,9 80,0 70,0 60,0 PBF 50,0 PNAD 40,0 30,0 20,0 10,0 6,9
100,0
92,2
90,0
87,9
80,0
70,0
60,0
PBF
50,0
PNAD
40,0
30,0
20,0
10,0
6,9
6,4
0,0
% válido de domicílios

ligado à rede elétrica

Óleo, querosene ou gás de botijão/ lampião e vela

Tipo de Iluminação

Fonte: Folha de Pagamentos do BFA – março de 2007. CadÚnico extraído em 31/01/2007. PNAD/IBGE 2005.

Também houve a necessidade de compatibilização das categorias da variável “destino do lixo”, como pode ser visto na Tabela 2.5, a seguir. Feita essa compatibilização, pode-se observar que 68,3% das famílias PNAD têm o lixo coletado, enquanto para as famílias PBF este percentual é de 66,1% (ver Gráfico 2.2). Este gráfico mostra ainda que 22,0% das famílias PBF enterram ou queimam o lixo, valor próximo aos 22,8% das famílias PNAD. Por outro lado, 8,3% das famílias PNAD jogam lixo em terreno baldio enquanto 10,7% das famílias PBF dão semelhante destino ao lixo doméstico.

Gráfico 2.2 – Domicílios PBF março 2007 e PNAD 2005, segundo Destino do Lixo no Domicílio.

80,0 70,0 68,3 66,3 60,0 50,0 PBF 40,0 PNAD 30,0 22,8 22,1 20,0 10,8 10,0
80,0
70,0
68,3
66,3
60,0
50,0
PBF
40,0
PNAD
30,0
22,8
22,1
20,0
10,8
10,0
8,3
0,0
Coletado
Enterrado ou queimado
Céu aberto/terreno baldio
% válido de domicílios

Destino do Lixo no Domicílio

Fonte: Folha de Pagamentos do BFA – março de 2007. CadÚnico extraído em 31/01/2007. PNAD/IBGE 2005.

As variáveis domiciliares descritas acima possuem uma forte influência da situação do domicílio (urbano ou rural). Como se sabe, os serviços de distribuição de energia, coleta de lixo e esgotamento são oferecidos de forma mais ampla nas áreas urbanas, mesmo para famílias pobres. Desta forma, caso os grupos de comparação (PBF e PNAD) apresentassem distribuição divergente nesta variável, os resultados das demais variáveis provavelmente estariam enviesados, o que não ocorreu. Na Tabela 3.6 (ver seção seguinte) pode-se observar que a distribuição das famílias nos meios urbano e rural, nos dois universos escolhidos para comparação, é praticamente igual (69,1% urbano e 30,9% rural para os domicílios do Cadastro Único e 69,4% e 30,6% para os domicílios PNAD).

A comparação do perfil etário dos indivíduos dos dois grupos mostra bastante semelhança, principalmente em relação aos grupos etários jovens e adultos (Gráfico 2.3). Já para os grupos etários 0 a 6 e 7 a 15 anos, os números mostram que a composição etária das famílias PBF é mais jovem que a das famílias PNAD. Dois fatores podem explicar esta diferença. Em primeiro lugar, o conceito de família utilizado pelo PBF não é igual ao conceito utilizado pela PNAD. Em segundo lugar, o PBF busca as famílias com crianças de 0 a 15 anos o que incentiva a priorização de famílias mais jovens. Assim, mesmo com o

processo de atualização cadastral, os dados indicam a existência de um legado de sobre enumeração do grupo etário 7 a 15 anos. Em relação ao grupo etário 0 a 6 anos, além do motivo apresentado anteriormente, soma-se o fato de o cadastro das famílias ter validade de até dois anos, sendo obrigatória a atualização após este prazo. Assim, é possível que o Cadastro não reflita uma parte das crianças de 0 a 2 anos de idade nascidas no período entre as atualizações cadastrais, embora a orientação aos municípios seja pela atualização permanente dos registros.

Gráfico 2.3 – Pessoas PBF março 2007 e PNAD 2005, segundo Faixa Etária.

35,0 30,3 30,0 25,7 25,0 20,0 19,3 19,1 PBF 16,7 PNAD 14,6 14,3 15,0 13,6
35,0
30,3
30,0
25,7
25,0
20,0
19,3
19,1
PBF
16,7
PNAD
14,6
14,3
15,0
13,6
11,9
10,2
10,0
7,6
6,9
5,0
3,4
3,3
1,7
1,4
0,0
0 A 6 anos
7 A 15 anos
16 A 24 anos
25 A 34 anos
35 A 44 anos
45 A 54 anos
55 A 64 anos
65 anos ou mais
% válido de pessoas

Faixa Etária

Fonte: Folha de Pagamentos do BFA – março de 2007. CadÚnico extraído em 31/01/2007. PNAD/IBGE 2005.

O Gráfico 2.4 mostra que os beneficiários do PBF, segundo raça/cor, apresentam perfis semelhantes às pessoas descritas na PNAD, na mesma faixa de renda. Das pessoas beneficiárias do PBF, 30,8%, 7,8% e 59,9% se declaram, respectivamente, brancos, pretos e pardos. Para as pessoas PNAD estes percentuais são, respectivamente: 31,5%, 7,0% e 61,5%.

Gráfico 2.4 – Pessoas PBF março 2007 e PNAD 2005, segundo a Raça/Cor.

70,0 61,1 59,9 60,0 50,0 40,0 PBF PNAD 31,5 30,8 30,0 20,0 10,0 8,3 7,0
70,0
61,1
59,9
60,0
50,0
40,0
PBF
PNAD
31,5
30,8
30,0
20,0
10,0
8,3
7,0
0,4
0,5
0,1
0,3
0,0
Branca
Negra
Parda
Amarela
Indígena
% válido de pessoas

Raça/Cor

Fonte: Folha de Pagamentos do BFA – março de 2007. CadÚnico extraído em 31/01/2007. PNAD/IBGE 2005.

COMPARAÇÃO ENTRE AS FOLHAS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA DE SETEMBRO DE 2005 E DE MARÇO DE 2007 Famílias, Pessoas e Responsáveis Legais Beneficiados pelo Programa Bolsa Família

3) Perfil das Famílias Beneficiárias do Programa Bolsa Família em setembro de 2005 e em março de 2007

Nesta seção são apresentados dados sobre as condições dos domicílios habitados pelas

famílias beneficiárias do PBF, abrangendo tipo de localidade em que o domicílio se encontra;

tipo de domicílio (casa, apartamento, cômodos ou outro tipo); situação do domicílio (próprio,

alugado, arrendado, cedido, invasão ou outra opção); tipo de material usado na construção do

domicílio; tipo de iluminação (relógio próprio, relógio comunitário, sem relógio, lampião, vela);

tipo de abastecimento de água (rede pública, poço ou nascente, carro pipa ou outro); tipo de

tratamento dado à água consumida (filtrada, fervida, clorada ou sem tratamento); tipo de

escoamento sanitário (rede pública, fossa rudimentar, fossa séptica, vala, céu aberto, ou outro); e,

por fim, destino dado ao lixo (coletado, enterrado, queimado, jogado a céu aberto, outro).

Pode-se perceber, conforme a Tabela 3.1, que a maioria dos beneficiários residem em

áreas urbanas, 69,2% em 2007. A região com maior proporção de beneficiários residindo em

áreas rurais é a Nordeste, com 40,4% das famílias. Já no Sudeste e no Centro-Oeste encontram-

se as menores proporções de beneficiários em zonas rurais: 17,7 e 15,1% respectivamente. Nota-

se, ainda, que entre os anos de 2005 e 2007 houve aumento da proporção de famílias

beneficiadas pelo PBF que residem em localidades urbanas. Enquanto havia 2.712.961 famílias

urbanas a mais que famílias rurais em 2005, em março de 2007 essa diferença subiu para

4.252.492. Esta diferença pode ser explicada pela priorização de expansão do PBF em

municípios da Região do Semi-Árido nos seus primeiros anos de existência.

Ao analisar as tabelas desta seção, fica evidente que a pobreza se apresenta de diferentes

formas em cada uma das regiões. Essas diferenças são estruturais, indicando que a transferência

de renda do PBF deve ser acompanhada de outras políticas públicas para reverter o caráter

estrutural e multidimensional da pobreza no Brasil. Nas Tabelas 3.6 e 3.8, que tratam do

abastecimento de água e do escoamento sanitário, observa-se a precariedade dos domicílios onde

residem famílias do PBF sistematizada nesse item. Em relação ao abastecimento de água, as

regiões Nordeste e Norte, com 58,2 e 45,6% das famílias beneficiadas com acesso à rede pública,

estão defasadas em relação ao restante do país. Nas demais regiões o acesso dos domicílios à

rede pública de água é superior a 70%. A Tabela 2.8 também demonstra precariedade na oferta

de infra-estrutura de escoamento sanitário no país. Apenas na região Sudeste as famílias beneficiadas têm acesso mais ampliado à rede pública de escoamento sanitário (67,3% em 2007). Nas outras regiões, esse percentual não ultrapassa os 37% (região Sul). O percentual mais baixo é o da região Norte, apenas 10,7%. Apesar do baixo acesso ao abastecimento de água por meio de rede pública e à rede pública de escoamento sanitário, houve melhora em todas as regiões

Observa-se que o abastecimento de água por rede pública atinge, atualmente,

entre 2005 e 2007

64,7% das famílias beneficiadas, contra 61,1% em 2005. Quanto ao acesso aos serviços de escoamento sanitário, o total do Brasil passou de 33,9% para 36,4% dentre as famílias beneficiárias do PBF Cabe ressaltar a melhoria na qualidade das informações do CadÚnico no período, que levaram a uma redução significativa das respostas “sem informação” – 314.493 em 2005 e 14.270 em 2007 (Tabelas 2.6 A e B).

A média brasileira de abastecimento de energia elétrica pela rede pública é alta, 76,7%, entretanto, ainda observam-se fortes diferenças regionais com a região Norte, por exemplo, apresentando 16,1 pontos percentuais abaixo da média nacional. Com relação ao destino do lixo, 66,2% dos domicílios atendidos pelo PBF têm seu lixo coletado, enquanto 20,5% é queimado.

Gráfico 3.1 – Número de famílias PBF em setembro de 2005 e março 2007, por
Gráfico 3.1 – Número de famílias PBF em setembro de 2005 e março 2007, por região.
6.000.000
5.520.378
5.000.000
4.000.000
3.766.343
Total 2005
2.882.097
3.000.000
Total 2007
2.067.050
2.000.000
1.047.142
1.023.616
1.000.000
840.529
616.309
598.213
343.131
0
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste

Fonte: Folha de Pagamentos do BFA – março de 2007. CadÚnico extraído em 31/01/2007. PNAD/IBGE 2005.

Tabela 3.1A – Número de famílias por tipo de localidade do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – setembro de 2005

Tipo de Localidade

Brasil, Regiões e Unidades da Federação

 

Total

Urbana

Rural

Sem Informação

Nº de Famílias

%

Nº de Famílias

%

Nº de Famílias

%

Nº de Famílias

%

Brasil

7.633.362

100,0

5.024.090

65,8

2.311.129

30,3

298.143

3,9

Norte

616.309

100,0

427.200

69,3

170.680

27,7

18.429

3,0

Rondônia

63.719

100,0

42.210

66,2

19.351

30,4

2.158

3,4

Acre

32.839

100,0

24.564

74,8

7.672

23,4

603

1,8

Amazonas

125.805

100,0

92.300

73,4

28.743

22,8

4.762

3,8

Roraima

15.716

100,0

13.139

83,6

1.827

11,6

750

4,8

Pará

300.843

100,0

197.485

65,6

96.244

32,0

7.114

2,4

Amapá

11.231

100,0

8.990

80,0

1.563

13,9

678

6,0

Tocantins

66.156

100,0

48.512

73,3

15.280

23,1

2.364

3,6

Nordeste

3.766.343

100,0

2.099.697

55,7

1.538.687

40,9

127.959

3,4

Maranhão

452.580

100,0

251.582

55,6

190.354

42,1

10.644

2,4

Piauí

248.852

100,0

124.621

50,1

114.126

45,9

10.105

4,1

Ceará Rio Grande do Norte Paraíba

653.662

100,0

339.188

51,9

292.902

44,8

21.572

3,3

214.130

100,0

130.371

60,9

77.339

36,1

6.420

3,0

302.716

100,0

172.673

57,0

119.093

39,3

10.950

3,6

Pernambuco

571.867

100,0

352.792

61,7

190.028

33,2

29.047

5,1

Alagoas

234.687

100,0

133.614

56,9

94.206

40,1

6.867

2,9

Sergipe

135.091

100,0

75.256

55,7

55.444

41,0

4.391

3,3

Bahia

952.758

100,0

519.600

54,5

405.195

42,5

27.963

2,9

Sudeste

2.067.050

100,0

1.620.929

78,4

358.442

17,3

87.679

4,2

Minas Gerais

872.064

100,0

605.565

69,4

228.918

26,3

37.581

4,3

Espírito Santo

144.780

100,0

98.824

68,3

37.289

25,8

8.667

6,0

Rio de Janeiro

271.971

100,0

235.462

86,6

30.865

11,3

5.644

2,1

São Paulo

778.235

100,0

681.078

87,5

61.370

7,9

35.787

4,6

Sul

840.529

100,0

597.041

71,0

192.275

22,9

51.213

6,1

Paraná

377.428

100,0

270.179

7,6

85.889

22,8

21.360

5,7

Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro-Oeste Mato Grosso do Sul Mato Grosso

120.154

100,0

76.895

64,0

34.862

29,0

8.397

7,0

342.947

100,0

249.967

72,9

71.524

20,9

21.456

6,3

343.131

100,0

279.223

81,4

51.045

14,9

12.863

3,7

68.089

100,0

56.219

82,6

10.134

14,9

1.736

2,5

102.584

100,0

78.422

76,4

19.758

19,3

4.404

4,3

Goiás

170.422

100,0

142.689

83,7

21.105

12,4

6.628

3,9

Distrito Federal

2.036

100,0

1.893

93,0

48

2,4

95

4,7

Fonte: SENARC/MDS Cadastro Único extraído em 31/07/2005 Folha: setembro de 2005

Tabela 3.1B – Número de famílias por tipo de localidade do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – março de 2007

Tipo de Localidade

Brasil, Regiões e Unidades da Federação

 

Total

Urbana

Rural

Sem Informação

Nº de Famílias

%

Nº de Famílias

%

Nº de Famílias

%

Nº de Famílias

%

Brasil

11.071.446

100,0

7.660.485

69,2

3.407.993

30,8

2.969

0,0

Norte

1.047.142

100,0

723.437

69,1

323.702

30,9

3

0,0

Rondônia

95.923

100,0

63.049

65,7

32.873

34,3

1

0,0

Acre

53.388

100,0

37.750

70,7

15.638

29,3

0

0,0

Amazonas

211.035

100,0

160.964

76,3

50.070

23,7

1

0,0

Roraima

30.938

100,0

23.782

76,9

7.156

23,1

0

0,0

Pará

520.162

100,0

333.873

64,2

186.288

35,8

1

0,0

Amapá

28.525

100,0

23.456

82,2

5.069

17,8

0

0,0

Tocantins

107.171

100,0

80.564

75,2

26.607

24,8

0

0,0

Nordeste

5.520.378

100,0

3.286.475

59,5

2.231.029

40,4

2.874

0,1

Maranhão

722.964

100,0

407.479

56,4

315.482

43,6

3

0,0

Piauí

369.028

100,0

201.236

54,5

167.791

45,5

1

0,0

Ceará Rio Grande do Norte Paraíba

890.062

100,0

499.651

56,1

390.405

43,9

6

0,0

303.681

100,0

199.041

65,5

104.639

34,5

1

0,0

414.827

100,0

255.470

61,6

159.355

38,4

2

0,0

Pernambuco

870.989

100,0

579.997

66,6

288.145

33,1

2.847

0,3

Alagoas

344.185

100,0

214.003

62,2

130.177

37,8

5

0,0

Sergipe

190.561

100,0

110.987

58,2

79.573

41,8

1

0,0

Bahia

1.414.081

100,0

818.611

57,9

595.463

42,1

7

0,0

Sudeste

2.882.097

100,0

2.373.310

82,3

508.702

17,7

85

0,0

Minas Gerais

1.121.906

100,0

812.150

72,4

309.688

27,6

68

0,0

Espírito Santo

192.038

100,0

137.485

71,6

54.549

28,4

4

0,0

Rio de Janeiro

453.339

100,0

401.819

88,6

51.520

11,4

0

0,0

São Paulo

1.114.814

100,0

1.021.855

91,7

92.946

8,3

13

0,0

Sul

1.023.616

100,0

769.206

75,1

254.404

24,9

6

0,0

Paraná

452.274

100,0

339.841

75,1

112.432

24,9

1

0,0

Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro-Oeste Mato Grosso do Sul Mato Grosso

140.058

100,0

95.209

68,0

44.849

32,0

0

0,0

431.284

100,0

334.156

77,5

97.123

22,5

5

0,0

598.213

100,0

508.057

84,9

90.155

15,1

1

0,0

114.648

100,0

94.342

82,3

20.305

17,7

1

0,0

136.806

100,0

107.674

78,7

29.132

21,3

0

0,0

Goiás

261.805

100,0

227.340

86,8

34.465

13,2

0

0,0

Distrito Federal

84.954

100,0

78.701

92,6

6.253

7,4

0

0,0

Fonte: SENARC/MDS Cadastro Único extraído em 31/01/2007 Folha de pagamentos do Bolsa Família - março de 2007

Tabela 3.2A – Número de famílias por tipo do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – setembro de 2005.

Tipo de Domicílio

Brasil, Regiões e Unidades da Federação

   

Sem

Total

Casa

Apartamento

Cômodos

Outro

Informação

Nº de

Nº de

Nº de

Nº de

Nº de

Nº de

 

Famílias

%

Famílias

%

Famílias

%

Famílias

%

Famílias

%

Famílias

%

Brasil

7.633.362

100,0

6.833.654

89,5

61.293

0,8

368.709

4,8

55.443

0,7

314.263

4,1

Norte

616.309

100,0

551.726

89,5

4.877

0,8

34.467

5,6

5.120

0,8

20.119

3,3

Rondônia

63.719

100,0

57.110

89,6

801

1,3

3.241

5,1

408

0,6

2.159

3,4

Acre

32.839

100,0

30.554

93,0

312

1,0

1.087

3,3

283

0,9

603

1,8

Amazonas

125.805

100,0

115.170

91,5

980

0,8

3.968

3,2

925

0,7

4.762

3,8

Roraima

15.716

100,0

14.225

90,5

81

0,5

426

2,7

231

1,5

753

4,8

Pará

300.843

100,0

265.389

88,2

2.303

0,8

21.721

7,2

2.631

0,9

8.799

2,9

Amapá

11.231

100,0

9.951

88,6

50

0,4

488

4,3

63

0,6

679

6,0

Tocantins

66.156

100,0

59.327

89,7

350

0,5

3.536

5,3

579

0,9

2.364

3,6

Nordeste

3.766.343

100,0

3.458.552

91,8

26.294

0,7

122.621

3,3

21.879

0,6

136.997

3,6

Maranhão

452.580

100,0

429.447

94,9

2.523

0,6

6.885

1,5

2.183

0,5

11.542

2,6

Piauí

248.852

100,0

233.430

93,8

1.456

0,6

2.890

1,2

952

0,4

10.124

4,1

Ceará Rio Grande do Norte Paraíba

653.662

100,0

601.296

92,0

6.324

1,0

18.411

2,8

2.701

0,4

24.930

3,8

214.130

100,0

198.707

92,8

923

0,4

6.723

3,1

1.353

0,6

6.424

3,0

302.716

100,0

277.706

91,7

1.954

0,6

10.351

3,4

1.702

0,6

11.003

3,6

Pernambuco

571.867

100,0

500.296

87,5

4.258

0,7

30.171

5,3

3.537

0,6

33.605

5,9

Alagoas

234.687

100,0

215.225

91,7

1.369

0,6

9.095

3,9

2.127

0,9

6.871

2,9

Sergipe

135.091

100,0

123.761

91,6

1.047

0,8

4.730

3,5

1.160

0,9

4.393

3,3

Bahia

952.758

100,0

878.684

92,2

6.440

0,7

33.365

3,5

6.164

0,6

28.105

2,9

Sudeste

2.067.050

100,0

1.783.104

86,3

21.917

1,1

151.904

7,3

17.833

0,9

92.292

4,5

Minas Gerais

872.064

100,0

749.674

86,0

6.028

0,7

70.530

8,1

7.681

0,9

38.151

4,4

Espírito Santo

144.780

100,0

123.203

85,1

1.475

1,0

9.695

6,7

899

0,6

9.508

6,6

Rio de Janeiro

271.971

100,0

228.203

83,9

4.946

1,8

28.028

10,3

2.593

1,0

8.201

3,0

São Paulo

778.235

100,0

682.024

87,6

9.468

1,2

43.651

5,6

6.660

0,9

36.432

4,7

Sul

840.529

100,0

757.718

90,1

6.580

0,8

19.439

2,3

5.175

0,6

51.617

6,1

Paraná

377.428

100,0

342.436

90,7

1.736

0,5

9.359

2,5

2.527

0,7

21.370

5,7

Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro-Oeste Mato Grosso

120.154

100,0

107.599

89,6

932

0,8

1.935

1,6

961

0,8

8.727

7,3

342.947

100,0

307.683

89,7

3.912

1,1

8.145

2,4

1.687

0,5

21.520

6,3

343.131

100,0

282.554

82,3

1.625

0,5

40.278

11,7

5.436

1,6

13.238

3,9

do

68.089

100,0

60.599

89,0

270

0,4

4.358

6,4

1.124

1,7

1.738

2,6

Sul

Mato Grosso

102.584

100,0

90.305

88,0

587

0,6

5.688

5,5

1.240

1,2

4.764

4,6

Goiás

170.422

100,0

130.760

76,7

745

0,4

29.306

17,2

2.970

1,7

6.641

3,9

Distrito Federal

2.036

100,0

890

43,7

23

1,0

926

45,5

102

5,0

95

4,7

Fonte: SENARC/MDS Cadastro Único extraído em 31/07/2005 Folha de pagamentos do Bolsa Família - setembro de 2005

Tabela 3.2B – Número de famílias por tipo do domicílio: Brasil, Regiões e Unidades da Federação – março de 2007.

 

Tipo de Domicílio

 

Brasil, Regiões e Unidades da Federação

 

Sem

Total

Casa

Apartamento

Cômodos

Outro

Informação

Nº de

Nº de

Nº de

Nº de

Nº de

Nº de

 

Famílias

%

Famílias

%

Famílias

%

Famílias

%

Famílias

%

Famílias

%

Brasil

11.071.446

100,0

10.302.530

93,1

89.482

0,8

584.619

5,3

80.589

0,7

14.226

0,1

Norte

1.047.142

100,0

966.106

92,3

7.991

0,8

62.951

6,0

8.704

0,8

1.390

0,1

Rondônia

95.923

100,0

89.594

93,4

1.209

1,3

4.508

4,7

610

0,6

2

0,0

Acre

53.388

100,0

50.417

94,4

664

1,2

1.905

3,6

402

0,8

0

0,0

Amazonas

211.035

100,0

195.964

92,9

1.475

0,7

11.976

5,7

1.619

0,8

1

0,0

Roraima

30.938

100,0

29.105

94,1

201

0,6

684

2,2

947

3,1

1

0,0

Pará

520.162

100,0

475.160

91,3

3.831

0,7

35.787

6,9

3.997

0,8

1.386

0,3

Amapá

28.525

100,0

27.117

95,1

195

0,7

1.008

3,5

205

0,7

0

0,0

Tocantins

107.171

100,0

98.750

92,1

415

0,4

7.082

6,6

924

0,9

0

0,0

Nordeste

5.520.378

100,0

5.261.237

95,3

35.625

0,6

183.780

3,3

29.983

0,5

9.752

0,2

Maranhão

722.964

100,0

703.715

97,3

3.705

0,5

11.247

1,6

3.222

0,4

1.075

0,1

Piauí

369.028

100,0

361.510

98,0

1.997

0,5

4.335

1,2

1.179

0,3

7

0,0

Ceará Rio Grande do Norte Paraíba

890.062

100,0

853.171

95,9

8.201

0,9

23.166

2,6

3.245

0,4

2.280

0,3

303.681

100,0

289.479

95,3

1.136

0,4

11.448

3,8

1.615

0,5

3

0,0

414.827

100,0

394.785

95,2

2.685

0,6

15.112

3,6

2.230

0,5

14

0,0

Pernambuco

870.989

100,0

804.946

92,4

6.031

0,7

48.904

5,6

4.805

0,6

6.302

0,7

Alagoas

344.185

100,0

323.406

94,0

1.652

0,5

15.870

4,6

3.252

0,9

6

0,0

Sergipe

190.561

100,0

182.678

95,9

1.019

0,5

5.444

2,9

1.418

0,7

2

0,0

Bahia

1.414.081

100,0

1.347.549

95,3

9.200

0,7

48.253

3,4

9.017

0,6

63

0,0

Sudeste

2.882.097

100,0

2.589.590

89,9

34.844

1,2

231.922

8,0

23.264

0,8

2.477

0,1

Minas Gerais

1.121.906

100,0

1.008.890

89,9

7.562

0,7

96.116

8,6

8.843

0,8

496

0,0

Espírito Santo

192.038

100,0

176.500

91,9

1.813

0,9

12.161

6,3

1.131

0,6

433

0,2

Rio de Janeiro

453.339

100,0

391.349

86,3

8.679

1,9

47.782

10,5

4.341

1,0

1.188

0,3

São Paulo

1.114.814

100,0

1.012.851

90,9

16.790

1,5

75.863

6,8

8.950

0,8

360

0,0

Sul

1.023.616

100,0

986.894

96,4

7.942

0,8

21.827

2,1

6.639

0,6

314

0,0

Paraná

452.274

100,0

436.735

96,6

2.029

0,4

10.335

2,3

3.168

0,7

7

0,0

Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro-Oeste Mato Grosso

140.058

100,0

135.308

96,6

1.047

0,7

2.271

1,6

1.163

0,8

268

0,2

431.284

100,0

414.851

96,2

4.866

1,1

9.220

2,1

2.307

0,5

39

0,0

598.213

100,0

498.702

83,4

3.080

0,5

84.139

14,1

11.999

2,0

292

0,0

do