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RC Campos atinge a difícil tarefa de comunicar um distópico que não vem da

imaginação, mas que se desenha desde a nossa realidade. Rejeitando uma
abordagem didascálica e uma estratégia explanatória, a videoperformance de
Campos urge aos espectadores repensarem sobre as dicotomias ambíguas que
permeiam a contemporaneidade, fazendo-nos andar por uma área liminal em
que somos forçados a questionar as esquinas de nossos paradigmas sociais. O
que mais impressiona da abordagem de RC Campos é a forma a qual cria uma
área inexplorada de reciprocidade onde somos convidados a explorar relações
inesperadas com a realidade e a maneira a qual nós lidamos com ela. Nós
estamos bastante contentes de introduzir nossos leitores a sua produção
artística refinada.

1) Olá RC Campos e bem vindo a ART Habens. Seu trabalho é marcado por
uma busca incessante de um ponto de convergência entre a síntese
entre realidade física e espaço digital, rejeitando qualquer aparente
dicotomia que vem da interpretação da realidade exterior como uma
manifestação de nosso processo perceptivo. Para atingir tal exploração
cativante, você toma vantagem do potencial expressivo de tecnologia
atual para criar instalações em múltiplos canais marcadas por uma
abordagem profundamente performativa. Você acha que tal simbiose e
a possibilidade de usar mídias diferentes é o único caminho para
conquistar alguns resultados, para expressar alguns conceitos?
Para mim há intensas afetividades envolvendo, atualmente de uma maneira peculiar,
as relações entre corpo, tecnologia, arte e ciência. Penso que o audiovisual e as mídias
que emergiram com a cultura digital se integraram a experiência corporal e social dos
sujeitos em uma diversidade de maneiras que ainda estão empilhadas na paisagem e
no espaço de redes fundamentalmente imagéticas. Tenho, então, um interesse estético
e teórico nas relações contemporâneas entre corpo, tecnologia e imagens de rede,
inspirado por abordagens de base etnográfica para conceitos ou metáforas tais como
corporificação, lugarificação (emplacement), ciberespaço, vídeoesfera, cyberscape,
pós-humanismo e animalismo. Minhas interpretações de tais conceitos/metáforas são
influenciadas pelos meios e resultados artísticos assim como meus meios e resultados
artísticos são influenciados por esses conceitos/metáforas. Existe uma alimentação
retroativa nessa relação, então.

2) Antes de começar a elaborar sobre sua produção, você gostaria de dizer
algo para nossos leitores sobre seu processo de criação? Em particular,
quais aspectos técnicos você foca principalmente em seu trabalho? E
quanta preparação e tempo você dedica para criar uma peça?
Eu não sei como medir o tempo que dedico para uma peça única, já que ela pode ser o
resultado rápido de um trabalho de longa data. Vivo recentemente um processo
vigoroso de criação de trabalhos, satisfazendo e misturando uma variedade diversa de
interesses que tenho pessoalmente, corporalmente/intelectualmente/imageticamente.
Esse momento é o resultado de alguns anos pesquisando e explorando esses
interesses separadamente, fragmentadamente. De repente, esses fragmentos se

procurar por espaços e lugares onde o audiovisual ocupa ou pode ocupar um aspecto interessante da contemporaneidade e também de meus interesses. Ao mesmo tempo. Ela é titulada Corpos militarmente fardados e armas de eletrochoque: uma reciclagem de vídeos do Youtube. 3) Agora vamos focar mais especificamente nos seus trabalhos: eu começaria com Corporificação Masculinista. tento dar foco a expressão de energia corporal no plano pictórico.be/cyMGSsqZjUc para terem uma ideia melhor. ler textos. Lá. já que a parte de vídeo da vídeoperformance é a boca da minha persona (Cyborg-Begger). se é uma videoperformance.juntaram e agora é como se muitas plantas estivessem crescendo rapidamente em um jardim. mas como uma ferramenta para experimentar com a linguagem audiovisual. Procuro corporificar. eu não irei me preocupar com cinematografia. retroativamente nessa pesquisa em que Teoria e instalação se alimentam a corporificação militar em rituais masoquistas é investigada na sua relação com espacialidade e produção de imagens na contemporaneidade. Se trabalho com uma videoperformance. citei e afirmei conexões diferentes entre masculinismo. espaço e masoquismo em um ritual militarizado de dor . imagem. livros e artigos em minhas áreas de interesse. enquanto gravo.com/131603476 ). tendo que lidar com questões que cada diferente lugar/locação fazem emergir para meu corpo e para a câmera que grava. Envozamento Feminino. ( https://vimeo. Enquanto isso. uma peça extremamente interessante de vídeoperformance que faz parte da série Futuro Mendigado e que nossos leitores já conheceram nas páginas introdutórias desse artigo: e eu sugeriria visitar https://youtu. trabalhei em uma pesquisa baseada em arte como TCC. Entretanto. você nos diria algo sobre a gênese desse projeto interessante? Qual foi sua inspiração inicial? Para graduar como Bacharel em Audiovisual e Novas Mìdias esse mês (Julho de 2015). já que eu não considero o vídeo em vídeoperformance como uma mera ferramenta para o registro da performance. está corporificada. afeições que reconheço nas imagens dos meus mash-ups e vídeos em múltiplas telas. lido com escolhas técnicas cinematográficas. Minha experiência com instalação é de vários meses pesquisando e planejando culminando em 2 dias para executar os planos. Meu processo agora envolve treinar meu corpo em movimentos animalescos e circenses. heteronormatividade. e eu posso focar na experiência corporal da minha persona e em como ela interage socialmente. Os aspectos técnicos que tenho focados são tanto teóricos quanto imagéticos e corporais.

Finalmente. integradas como parte dessa cultura masculinista e heteronormativa. Então escrevi cem páginas de texto e criei uma instalação que me fizeram sentir a necessidade de fazer esse mash-up chamado Corporificação Masculinista.. mas dando foco na presença de mulheres no Exército. coletivo e convencional) 4) Quando eu vim a conhecer Corporificação Masculinista. No processo de pesquisa para esse roteiro. explanatória e a hibridização dessas. Respondendo a essa questão agora. dei-me conta de quão curioso é que hajam diferentes camadas de criação nessa sequencia de trabalhos com o tema da corporificação militar. Agora nem sei se quero filmar isso algum dia. eu posso reconhecer o desejo de nos permitir estabelecer relações diretas. Parece. ser muito mais interessante criar esse tipo de trabalho do que gravar um filme narrativo mais convencional. eu corporifiquei essas imagens no corpo do Cyborg para contrastar a corporificação desse personagem (totalmente não militar e não masculinista. uma pesquisa aparte principalmente visual mas também textual. Envozamento Feminino. É a quarta camada de um processo de criação em arte e a terceira camada de criação em pesquisa científica. A presença de mulheres nesses vídeos ritualizados me fizeram sentir a necessidade de criar algo na mesma veia do meu TCC. Era necessário para mim ter mais consistência no que eu estava afirmando e em como as mulheres são incorporadas nessa cultura. Você diria que é um processo mais intuitivo ou sistemático? É tanto intuitivo quanto sistemático. Primeiramente.. Envozamento Feminino tem essa perspectiva . então. já que meu interesse (e até minha diversão) agora está mais dirigida a vídeoperformance e a instalação do que ao cinema. em vez de uma interioridade conceitual. Envozamento Feminino eu tentei relacionar toda a informação visual a um significado único. eu fiz uma vídeoperformance corporificando esse mash-up e esse é o trabalho sobre o qual estamos falando agora. O resultado de escrever o roteiro para um filme nunca gravado. apesar de que isso pode possivelmente ser legal também (mas muito mais custoso. encontrei vídeos de pessoas militares sendo eletrocutadas em um ritual masoquista por seus comparsas. criei um roteiro para um curta ficcional nunca gravado. cyborg e animalista) aos corpos de soldadas não-Ocidentais. Eu acho que Corporificação Masculinista. esquecendo minha necessidade de uma compreensão únivoca de seu conteúdo: em seus vídeos. a visualização de dados pode acontecer de três formas: exploratória. Em metodologia de pesquisa para pesquisa baseada em arte e para as Humanidades Digitais.com armas de eletrochoque. Fiz. Mas logo me dei conta de que eu tinha que me adequar ao ritmo visual sugerido pelo trabalho. editei um mash-up e depois que o personagem Cyborg-Mendig@ e a série Futuro Mendigado nasceram. pelo momento.

o que deveria ser em sua opinião o papel de um artista em nossas sociedades? Penso que a neutralidade é um mito tanto na Arte quanto na Ciência. mas a abertura à possibilidades de muitas maneiras de percepção é necessária ao uso que faço da linguagem audiovisual e corporal. mas eu não acho que não seja artístico sugerir ou indicar algumas. mas não com uma expectativa minha de direcionar as pessoas para apenas a minha interpretação das coisas. já que as sociedades modernas não permitem a el@s experimentarem suas potencialidades. para escolherem uma tela e escolherem uma camada de som ou um lugar no espaço para experimentar o trabalho. Então acho que trabalhos como Corporificação Masculinista. Alguns artistas e cientistas precisam diluir fronteiras . Nenhum corpo terá a mesma experiência. mas eu posso ir longe e dizer que pode ser considerado como uma reflexão sobre a perca de potencial considerando não só a divisão de gênero mas também talentos que são irremediavelmente perdidos. a arte e a experiência social possuem. Muitos artistas. Envozamento Feminino são uma experiência estética política contemporânea que pode (ou não) ser relacionada com muitos conhecimentos prévios que a ciência. Em narrativas cinematográficas clássicas. Então. você tem múltiplas telas e múltiplas camadas de som e cada subjetividade vai experimentar isso unicamente. orelhas e corpos livres para olharem para múltiplos pontos. o diretor de fotografia trabalha para direcionar o olho do espectador a um ponto específico e espera um retorno perceptivo coletivo generalizado. assim como certamente outros irão possivelmente expandir a forma que eu aprecio (ou não) meu próprio trabalho. Eu penso que fazer isso seria um ato político falho. Então sim. eu sei que minha abordagem é de criticismo. até mesmo com conteúdo verbal ou citações acadêmicas. nenhum olho estará olhando para o mesmo ponto ao mesmo tempo. Possibilidades estão abertas e eu não sou aquele que vai determinar elas. Eu estou trabalhando com uma linguagem audiovisual que objetiva deixar os olhos. como faço nesse trabalho.híbrida. desde John Heartfield a Michael Light e Thomas Hirschhorn expressam criticismo explícito nos seus trabalhos: você considera que seus trabalhos são políticos dessa maneira ou você busca manter uma abordagem neutra? Por sinal. de maneira que dados são curados e a ação é performatizada expressando uma estória possível ou é baseada em interesses conceituais pessoais. 5) Sua subversão efetiva do imaginário universal sobre instituições masculinas revela um intenso criticismo sociopolítico não só sobre desigualdade de gênero. Então as interpretações racionais e as relações seguirão a mesma lógica: cada um fará relações pessoais apesar de que eu certamente tenho as minhas e isso talvez ajude os outros a expandir a apreciação do trabalho. mas também com gamas de análise efetiva da marginalização de metade da população mundial: talvez a afirmação que segue soe como esticando demais o ponto.

permanecerá aberto ao instinto e ao acaso. já que todos os Mash-ups que estou corporificando estão sendo imagofagizados pelo Cyborg-Begger. Pedro Gonzales Rubio). o que é . em termos de linguagem e composição. Também afetarão corporalmente e narrativamente a série. fazendo elas se relacionarem com a linguagem das Novas Mìdias usando uma variedade de disposições de múltiplas telas. a bizarrice de seu tempo antes que todos ficassem tragicamente desapontados e desiludidos com imagens insuportáveis de fatos históricos. muitos desses ainda estão para ser descobertos e podem ser de variados modos e efeitos. Na verdade. El Vuelco del Cangrejo (2009. Eu não quero dizer que a Arte tem o dever específico de esclarecer a escuridão que o presente está preparando para o futuro. mas eu realmente admiro e agradeço pessoas como John Heartfield e aqueles que encontraram maneiras estéticas e políticas da e na mondernidade para expressar. penso que o instinto e o acaso são matérias de meu interesse. Oscar Ruiz Navia) ou La Libertad (Lisandro Alonso. 6) Outro trabalho interessante seu que impactou particularmente em mim e sobre o qual eu gostaria de gastar algumas palavras é titulado Malabares na Rua e na Colméia Pós-Nuclear. As pessoas ou equipes que esperam pressuposições de verdade e certeza em trabalhos criativos para que se sintam profissionais entre profissionais teriam trabalho ou desdém ao colaborar comigo. como uma reação. futuros trabalhos de performance e audiovisual. A Imagofagia é uma adaptação conceitual da Antropofagia. estou sempre esperando por sua energia para aumentar o potencial dos trabalhos. Você concebe tal composição de maneira instintiva ou você estrutura seu processo para atingir o equilíbrio certo? Eu estou principalmente em um processo instintivo que é um processo de sistematização que. Eu gosto da forma a qual o seu dinamismo interior estimula a psique do espectador e consequentemente trabalha tanto em um nível do subconsciente quanto do consciente.institucionais para dar as caras com questões contemporâneas efetivamente. Para mim nós estamos vivendo um momento decisivo e peculiar para todos os terráqueos e o fascínio tecnológico obscurece configurações bizarras de poder político e econômico. Envozamento Feminino quanto Malabares na Rua e na Colméia Pós-Nuclear são parte da série Futuro Mendigado. Me inspirei por essa abordagem sobre o instinto e o acaso como matéria para a criação devido a filmes tais como Alamar (2009. mesmo após sistematizado. Tanto Corporificação Masculinista. Planejo experienciar variações de performance e linguagem audiovisual. Existem múltiplos papéis que artistas podem atuar nesse cenário. As primeiras 12 vídeoperformances dessa série estão criando a base de Novas Mídias que afetarão. 2001).

Lá ela afirma que a tecnosciência. Eu não faço isso exatamente com o anthropo. transformando “nossos ambientes em mash-ups do digital e do análogo.. o pós-humanismo e suas forças correspondentes alteraram nossa orientação sobre o ambiente. 7) Eu gosto da maneira a qual sua linguagem visual vai além de qualquer dicotomia entre representação e imaginação. sua energia e redirecionar a meus próprios interesses. Thomas Demand uma vez declarou que “atualmente a arte não pode mais restar muito sobre estratégias simbólicas e tem que fornecer. Em seus vídeos você cria vídeos baseados no tempo que induzem os espectadores a se . a experiência e o humano. Outra coisa interessante que ela expressa em seu texto é a congruência entre performance e fenomenologia. gesto e continuidade. humanos e robôs. Isso acontece na ação de navegação através de redes tecnoscientíficas. ao invés disso. de caos e continuidade”.um tipo de clichê na arte brasileira o qual eu acabei não escapando. é reproduzido em seu texto a ideia de uma fenomenologia com um modelo holístico de organismo/ambiente “expandindo a ideia de noesis para além da consciência e enfatizando o relacionamento sobre a individualidade. Pode-se fazer uma boa relação entre a sua citação de Thomas Demans e minha citação de Shauna (conforme ela cita Ihde e Haraway). Descobri o seu artigo depois de começar essa série de trabalhos sobre a qual estamos falando aqui e o texto curiosamente expressa muitas coisas com as quais me identifico. a locação. e da Pele do Filme de Laura Marks (2000). você acha que um processo criativo pode ser desconectado da experiência direta? Eu acho que a relação entre cyborgs e fenomenologia conforme colocada em Fenomenologia Cyborg: Pesquisa Performativa em um Mundo Tecnoscientífico de Shauna Macdonald (2014) é interessante para que se pense sobre a experienciabilidade contemporânea e certamente expressa como vejo as relações entre minhas criações atuais e o processo criativo. mas com o corpo-imagem de animais. em um “desrespeito criativo” à fenomenologia. É legal que ela use a palavra mash-up para se referir a nossa realidade e que eu esteja usando mash-ups de vídeos para me referir a nossa realidade. urgindo aos espectadores que encontrem um fio de Ariadne capaz de os guiar a extrair não só um significado unívoco. d’A Imagem Corpórea de Macdougall (2005). atingindo assim a possibilidade de experiência não-humana”. mas a abordagem ciborguiana desloca o humanismo fenomenológico para o próprio questionamento desse. inspirado pelos manifestos Cyborg (1983) e Espécies de Companhia (2003) ambos de Haraway. Imagofaagia significa para mim a ação de interiorizar o corpo do outro para me apropriar de sua vibe. quando ambos focam em epistemologias do corpo e da experiência. Apontando para ideia de uma pós-fenomenologia. Sua abordagem parece dar uma permanência que vai além da natureza efêmera intrínseca ao idealismo distópico que você comunica: então tomaria essa ocasião para perguntar se na sua opinião a experiência pessoal é uma parte indispensável do processo criativo. 8) Por definição o video é ritmo e movimento. elementos narrativos psicológicos no próprio meio”. “organismo animal e humano e máquina” e entre “o físico e não físico”. diluindo as fronteiras entre “humano e animal”.

olhando para o fluir do tempo e eu ousaria dizer. mas com uma abordagem contemporânea. o corpo do espectador (audiência) e o corpo do realizador. analisar relações entre conceitualizações de deslocamento e instalações múltiplas-telas. multiplicidade e estranhamento. Localmente. Eu espero articular e/ou criar imagens que estimulam cognitivamente através do contraste. criando curtas e videofotografiasperformativas. Essa é uma abordagem espacial de montagem. antes de sair dessa interessante conversa eu gostaria de por uma questão sobre a natureza da relação com a sua audiência: em particular. conforme as imagens não seguem umas às outras no tempo. RC Campos. Não é algo totalmente novo e Manovich cita o geógrafo cultural Edward Soja quando ele argumenta que o erguer da História na segunda metade do século XIX coincidiu com o declínio da imaginação espacial e o modo espacial de análise social. em um processo criativo. você gostaria de dizer ao seus leitores algo sobre seus futuro projetos? Você vê seu trabalho evoluindo? Eu quero esse ano começar a experimentar minha abordagem de videoperformance e novas mídias em relação com a linguagem cinematográfica e fotográfica. deletando qualquer barreira entre as ideias que você questiona e a forma a qual nós percebemos elas. simbólica ou psicológica. Eu também espero ser aceito em algum lugar para fazer um Mestrado onde possa. você considera a questão da recepção da audiência como sendo um componente crucial de seu processo de decisões em termos de que tipo de linguagem para um contexto particular? Acho que minha consideração da recepção da audiência é mais corporal do que representacional. 9) A marca de seu trabalho é uma tentativa bem-sucedida de estabelecer um envolvimento direto com a sua audiência. Como você concebe o ritmo de seus trabalhos? A Linguagem das Novas Mìdias de Lev Manovich (2001) discute em dois tópicos o loop. Finalmente. . mas aparecem próximas umas das outras em um espaço de multiplicidade e coexistência. oferecendo aos espectadores a oportunidade de perceber de uma forma atemporal. Minha montagem é rítmica conforme colocado por Eisenstein.abandonarem à associações pessoais. ainda muito moderno. diferente do modo cinemático sequencial. a montagem espacial e as múltiplas telas como ferramentas da linguagem de novas mídias. A Arte Contemporânea e sua relação com “o fim da História da Arte” e a virada espacial pós-minimalista podem ser mais subversivas dessa lógica moderna do que o Cinema. dissonância. repensando o conceito de espaço de maneira estática: isso parece remover qualquer referência histórica da realidade sobre a qual você se refere. Então. 10) Obrigado pelo seu tempo e por compartilhar seus pensamentos. Conforme argumenta MacDougall (2005). as imagens corpóreas incluem a triangulação do corpo no filme (assunto). estarei fazendo performances ao vivo para instituições culturais e de arte e também para meu próprio processo de pesquisa independente.