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2594 Diário da República, 1.ª série — N.

º 104 — 30 de maio de 2017

2 — Aos trabalhadores a que se refere o número anterior n.os 41/2012, de 28 de agosto, e 25/2014, de 2 de maio,
continua a ser aplicável o regime decorrente do vínculo de passam a ter a seguinte redação:
emprego público de que sejam titulares à data da reafetação
decorrente da aplicação daquela disposição. «Artigo 1.º
3 — Os trabalhadores a que se referem os números [...]
anteriores podem optar pela celebração de um contrato
de trabalho com a entidade pública empresarial em causa, 1— .....................................
com a correspondente denúncia do respetivo contrato de 2 — O regime referido no número anterior abrange
trabalho em funções públicas. igualmente:
4 — O presente regime é ainda aplicável, com as devi- a) O reconhecimento das qualificações obtidas fora
das adaptações, aos trabalhadores das entidades públicas da União Europeia por nacional de Estado membro
empresariais e das empresas públicas que sejam titulares de através do reconhecimento subsequente de título de
um vínculo de emprego público, com contrato de trabalho formação já reconhecido noutro Estado membro com
em funções públicas. base em experiência profissional certificada de, pelo
5 — Para efeitos do número anterior os encargos com menos, três anos, nesse mesmo Estado membro, ou com
remunerações, indemnizações e outras prestações que se- base em reconhecimento inicial automático relativo às
jam legalmente previstas são suportadas pela entidade profissões a que se refere a secção III do capítulo III,
gestora da valorização profissional e reembolsados pela desde que observadas as condições aí estabelecidas;
empresa pública de origem do trabalhador. b) O regime de acesso parcial a uma profissão re-
gulamentada;
Lei n.º 26/2017 c) O reconhecimento de estágios profissionais reali-
de 30 de maio zados noutro Estado membro.

3 — O reconhecimento das qualificações profissio-
Facilita o reconhecimento das qualificações profissionais e diminui
os constrangimentos à livre circulação de pessoas, procedendo
nais permite ao titular exercer no território nacional a
à terceira alteração à Lei n.º 9/2009, de 4 de março, e transpondo profissão para a qual está qualificado no Estado membro
a Diretiva 2013/55/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de origem, nas mesmas condições que os profissionais
de 20 de novembro de 2013, que altera a Diretiva 2005/36/CE, que adquiriram as qualificações naquele território, no-
relativa ao reconhecimento das qualificações profissionais meadamente em regime de acesso parcial, ainda que,
e o Regulamento (UE) n.º 1024/2012, relativo à cooperação caso visem estabelecer-se no território nacional, não se
administrativa através do Sistema de Informação do Mercado tenham previamente estabelecido no Estado membro
Interno. de origem.
4— .....................................
A Assembleia da República decreta, nos termos da
5— .....................................
alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
6 — A presente lei é aplicável:
Artigo 1.º a) A nacional de Estado membro da União Europeia
e a nacional de Estado não membro da União Europeia
Objeto
que seja signatário do Acordo sobre o Espaço Econó-
1 — A presente lei procede à terceira alteração à Lei mico Europeu, nos termos da Decisão do Comité Misto
n.º 9/2009, de 4 de março (transpõe para a ordem jurídica do EEE n.º 142/2007, de 26 de outubro, que altera o
interna a Diretiva 2005/36/CE, do Parlamento Europeu e anexo VII («Reconhecimento mútuo de habilitações
do Conselho, de 7 de setembro, relativa ao reconhecimento profissionais») e o Protocolo n.º 37 do Acordo EEE;
das qualificações profissionais, e a Diretiva 2006/100/CE, b) A nacional de Estado membro que tenha efetu-
do Conselho, de 20 de novembro, que adapta determinadas ado um estágio profissional fora do Estado membro
diretivas no domínio da livre circulação de pessoas, em de origem.
virtude da adesão da Bulgária e da Roménia), alterada pelas
Leis n.os 41/2012, de 28 de agosto, e 25/2014, de 2 de maio. 7 — As referências à União Europeia constantes da
2 — A presente lei procede ainda à transposição para a presente lei devem entender-se como feitas também ao
ordem jurídica interna a Diretiva 2013/55/UE, do Parla- Espaço Económico Europeu.
mento Europeu e do Conselho, de 20 de novembro de 2013, 8 — A presente lei não é aplicável à profissão de
que altera a Diretiva 2005/36/CE, relativa ao reconheci- notário.
mento das qualificações profissionais e o Regulamento 9 — (Anterior n.º 8.)
(UE) n.º 1024/2012, relativo à cooperação administrativa
através do Sistema de Informação do Mercado Interno Artigo 2.º
(«Regulamento IMI»). [...]

Artigo 2.º .........................................

Alteração à Lei n.º 9/2009, de 4 de março
a) «Aprendizagem ao longo da vida» qualquer forma
de educação geral, de ensino e formação profissionais,
Os artigos 1.º, 2.º, 3.º, 5.º, 6.º, 9.º, 10.º, 11.º, 17.º, 18.º, de aprendizagem não formal e informal seguida ao
21.º, 22.º, 24.º, 28.º, 30.º, 31.º, 32.º, 34.º, 35.º, 37.º, 38.º, longo da vida, que permita melhorar os conhecimen-
40.º, 41.º, 42.º, 43.º, 44.º, 46.º, 47.º, 48.º, 49.º, 51.º e 52.º tos, aptidões e competências, incluindo a deontologia
da Lei n.º 9/2009, de 4 de março, alterada pelas Leis profissional;
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b) «Atividade profissional» a atividade lícita que o profissional legalmente estabelecido noutro Estado
constitua ocupação ou modo de vida de pessoa singu- membro para nele exercer a profissão em causa e, no
lar, desenvolvida em regime permanente, temporário caso de nem a profissão nem a formação conducente à
ou sazonal, a título principal, secundário ou acessório, profissão estarem regulamentadas no Estado membro
com subordinação ou autonomia, em exclusividade ou de estabelecimento, o profissional que neste a tenha
cumulação, e suscetível de integrar o conteúdo típico exercido durante pelo menos um ano no decurso dos
de uma profissão; 10 anos precedentes.
c) [Anterior alínea a).] 2— .....................................
d) «Carteira profissional europeia» certificado eletró- 3— .....................................
nico que comprova que o profissional cumpre todas as 4— .....................................
condições necessárias para prestar serviços num Estado
membro de acolhimento, a título temporário e ocasional, Artigo 5.º
ou que reconhece que o profissional é titular das qualifi- [...]
cações profissionais necessárias para efeitos de estabe-
lecimento num Estado membro de acolhimento; 1— .....................................
e) [Anterior alínea b).]
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
f) [Anterior alínea c).]
b) [Anterior alínea c).]
g) [Anterior alínea d).]
c) Relativamente aos casos referidos na parte final
h) [Anterior alínea e).]
do n.º 1 do artigo 3.º, qualquer meio de prova de que o
i) «Estágio profissional» um período de prática pro-
prestador de serviços exerceu a profissão em questão
fissional sob supervisão que constitui requisito de acesso
durante pelo menos um ano no decurso dos 10 anos
a uma profissão regulamentada e que tem lugar durante
precedentes;
ou após conclusão de uma formação conducente a um di-
d) No caso de profissão dos sectores da segurança,
ploma, sem prejuízo do disposto no n.º 4 do artigo 43.º;
da saúde, da prestação de cuidados à infância ou da
j) «Experiência profissional» o exercício efetivo e educação de menores, incluindo a educação pré-escolar,
lícito, a tempo inteiro ou a tempo parcial, da profissão certidão que ateste a inexistência de suspensão tem-
em causa num Estado membro; porária ou interdição para o exercício da profissão e,
k) [Anterior alínea g).] quando tal seja exigido a quem a exerça no território
l) «IMI» o Sistema de Informação do Mercado Interno nacional, certidão negativa do registo criminal referente
estabelecido pelo Regulamento (UE) n.º 1024/2012 do a condenações penais;
Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de outubro e) No caso de profissões com impacto na segurança
de 2012; de doentes, declaração sobre o conhecimento pelo re-
m) [Anterior alínea h).] querente da língua necessária ao exercício da profissão
n) «Prova de aptidão» um teste que incide sobre os no território nacional;
conhecimentos, as aptidões e as competências profissio- f) No caso das profissões que abranjam as atividades
nais do requerente, realizado ou reconhecido pela auto- referidas no artigo 13.º, certificado relativo à natureza e
ridade competente do Estado membro de acolhimento à duração da atividade emitido pela autoridade compe-
com o objetivo de avaliar a sua aptidão para exercer uma tente do Estado membro em que o prestador de serviços
profissão regulamentada em território nacional; se encontra estabelecido.
o) «QEQ» Quadro Europeu de Qualificações para a
aprendizagem ao longo da vida;
2 — A apresentação da declaração requerida pelo
p) «Quadro de formação comum» um conjunto co-
prestador de serviços nos termos do n.º 1 confere-lhe o
mum de conhecimentos, aptidões e competências míni-
direito de exercício dessa atividade em todo o território
mos necessários para o exercício de uma determinada
nacional.
profissão; 3 — A autoridade competente pode requerer a presta-
q) [Anterior alínea j).] ção de informações adicionais relativas às qualificações
r) «Razões imperiosas de interesse geral» razões profissionais do requerente, desde que se verifiquem os
reconhecidas como tal pela jurisprudência do Tribunal seguintes requisitos cumulativos:
de Justiça da União Europeia;
s) «Sistema Europeu de Transferência e Acumulação a) A profissão regulamentada tenha regimes diferen-
de Créditos» ou «créditos ECTS» sistema de créditos ciados em razão do território;
para o ensino superior utilizado no espaço europeu do b) A regulamentação seja aplicável a todos os cida-
ensino superior; dãos nacionais;
t) «Teste de formação comum» prova de aptidão c) As diferenças apresentadas sejam justificadas por
normalizada, disponível em todos os Estados membros razões imperiosas de interesse geral ligadas à saúde
participantes e reservada aos titulares de uma dada qua- pública ou à segurança dos beneficiários do serviço;
lificação profissional; d) A autoridade competente não disponha de outros
u) [Anterior alínea l).] meios para obter estas informações.
v) [Anterior alínea m)].
4 — (Anterior n.º 2.)
Artigo 3.º 5 — (Anterior n.º 3.)
6 — O membro do Governo responsável pela área
[...]
do emprego aprova, mediante portaria, o modelo de
1 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 4.º a 6.º, declaração prévia a que se refere o n.º 1, o qual deve
pode prestar livremente serviços no território nacional estar disponível nos centros de assistência e no balcão
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único eletrónico dos serviços em português, castelhano tação a ela anexa, acompanhado do comprovativo de
e inglês. pagamento da taxa eventualmente devida, como título
7 — (Anterior n.º 5.) profissional para todos os efeitos legais, caso este exista
8 — (Anterior n.º 6.) para a profissão em causa.
9 — (Anterior n.º 7.) 12 — A ausência de notificação da decisão final so-
10 — (Anterior n.º 8.) bre a pretensão dirigida à autoridade competente nos
prazos indicados nos n.os 3, 4, 5 e 6, tem o valor de
Artigo 6.º deferimento tácito.
13 — (Anterior n.º 7.)
[...]
1— ..................................... Artigo 9.º
2— .....................................
[...]
3 — Nos 30 dias seguintes à receção da declaração
prévia e da documentação a ela anexa, apresentadas 1 — Para efeitos de reconhecimento nos termos da
nos termos dos n.os 1, 3, 5, 7 e 8 do artigo anterior, a presente secção, em especial do disposto no artigo 10.º
autoridade competente informa o requerente, consoante e no n.º 5 do artigo 11.º, as qualificações profissionais
os casos: e os títulos que as comprovam são agrupados segundo
os seguintes níveis:
a) Da não conformidade das suas qualificações pro-
fissionais para a profissão regulamentada em causa; a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) Da verificação de divergência substancial entre b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
as suas qualificações profissionais e as exigidas para o c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
exercício da profissão regulamentada em causa;
i) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) Da permissão para o exercício da profissão regu-
ii) De formação regulamentada ou, no caso das pro-
lamentada.
fissões regulamentadas, de uma formação com uma
estrutura específica com as competências para além
4 — No caso de não ser possível cumprir o prazo pre-
das previstas na alínea b), que seja equivalente ao nível
visto no n.º 3, a autoridade competente deve informar o
de formação a que se refere a subalínea anterior e que,
requerente sobre os motivos do não cumprimento, dentro
conferindo um nível profissional comparável, prepare
do mesmo prazo.
o formando para um nível comparável de responsa-
5 — No caso do número anterior, a autoridade com-
bilidades e de funções, desde que esse diploma seja
petente tem 30 dias, a contar daquela notificação, para
acompanhado por um certificado do Estado membro
a resolução das dificuldades identificadas.
de origem;
6 — Findo o prazo previsto no número anterior para a
resolução das dificuldades identificadas, a autoridade com-
d) Diploma comprovativo de uma formação a nível
petente tem 60 dias para informar o requerente da decisão.
do ensino pós-secundário com duração mínima de três
7 — No caso da alínea b) do n.º 3, a autoridade com-
anos e não superior a quatro, ou um período equiva-
petente deve informar o requerente sobre os motivos de
lente a tempo parcial que pode, complementarmente,
divergência substancial e indicar alguma das seguintes
ser expresso através de um número equivalente de cré-
medidas, desde que justificada por critérios de estrita
ditos ECTS, ministrada em estabelecimento de ensino
necessidade, adequação e proporcionalidade:
superior ou outro estabelecimento que confira o mesmo
a) Prestar informações e apresentar comprovativos nível de formação e, se for o caso, da conclusão da
validados por autoridade competente sobre a experi- formação profissional exigida para além do ciclo de
ência profissional ou sobre conhecimentos, aptidões e estudos pós-secundários;
competências adquiridas através da aprendizagem ao e) Diploma comprovativo de um ciclo de estudos
longo da vida; pós-secundários de duração mínima de quatro anos,
b) Realizar prova de aptidão, quando a divergência ou um período equivalente a tempo parcial que pode,
possa prejudicar a saúde ou a segurança públicas e não complementarmente, ser expresso com um número
possa ser compensada por nenhuma das medidas pre- equivalente de créditos ECTS, em estabelecimento de
vistas na alínea anterior. ensino superior ou outro estabelecimento que confira o
mesmo nível de formação e, se for o caso, da conclusão
8 — O requerente deve cumprir a medida determi- da formação profissional exigida em complemento do
nada nos termos do número anterior no prazo de 30 dias, ciclo de estudos pós-secundários.
salvo justo impedimento devidamente comprovado.
9 — O requerente deve ser notificado da decisão no 2 — Considera-se equiparado a título comprovativo
prazo de 60 dias, a contar da data do cumprimento da de uma das qualificações referidas no número anterior
respetiva medida. incluindo, quanto ao nível em questão, qualquer título
10 — Nos casos em que as qualificações profissio- de formação ou conjunto de títulos de formação emitidos
nais tenham sido verificadas nos termos dos n.os 5 e 6, por autoridade competente de um Estado membro para
a prestação de serviços é efetuada com o título profis- atestar uma formação adquirida na União Europeia, a
sional utilizado no território nacional. tempo inteiro ou parcial, dentro ou fora de programas
11 — Caso a autoridade competente não se pronuncie formais, que seja reconhecida por esse Estado membro
nos prazos indicados nos n.os 3, 4, 5, 6 e 9, considera-se como de nível equivalente e que confira os mesmos
deferida a pretensão do requerente, valendo o compro- direitos ou idêntica preparação no que respeita ao exer-
vativo de receção da declaração prévia e da documen- cício de uma determinada profissão.
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Artigo 10.º 2 — Para efeitos do número anterior a autoridade
[...]
competente comunica ao requerente, com uma antece-
dência adequada, a lista das matérias cujo conhecimento
1 — Quando, no território nacional, o acesso ou é considerado essencial para exercer a profissão em
exercício de uma profissão regulamentada esteja su- território nacional, incluindo as regras deontológicas
bordinado à titularidade de determinadas qualificações que façam parte da formação exigida para o exercício
profissionais, a autoridade competente permite o acesso da profissão e que não estejam suficientemente abrangi-
e o exercício dessa profissão, nas mesmas condições em das por qualquer dos títulos de formação apresentados.
que é permitido aos cidadãos nacionais, ao requerente 3 — A prova de aptidão deve:
que possua a declaração de competência ou o título a) Ter em conta as qualificações profissionais do
de formação referidos no artigo anterior, emitidos por requerente no Estado membro de origem;
autoridade competente, que seja exigido por outro Es- b) Fixar o estatuto de que beneficia o requerente até
tado membro para aceder e exercer a mesma profissão à conclusão da prova.
no seu território.
2 — O acesso e exercício da profissão é também 4 — Para efeitos do n.º 1 e da alínea a) do n.º 9,
permitido ao requerente que tenha exercido a profissão considera-se «matérias substancialmente diferentes»
regulamentada a tempo inteiro durante um ano, ou um aquelas cujo conhecimentos, aptidões e competências
período de duração global equivalente a tempo par- adquiridas são essenciais ao exercício da profissão e
cial, no decurso dos 10 anos anteriores noutro Estado relativamente às quais a formação do requerente contém
membro que não a regulamente, desde que o requerente diferenças substanciais, em termos de conteúdo, em
possua alguma declaração de competência ou prova de relação à formação exigida pela legislação nacional.
qualificação profissional emitida por autoridade com- 5— .....................................
petente do mesmo Estado membro. 6— .....................................
3 — A experiência profissional de um ano referida 7 — A autoridade competente pode determinar, me-
no número anterior não é exigível quando as provas de diante decisão fundamentada, os casos em que, para uma
qualificações profissionais apresentadas pelo requerente determinada profissão, deve ser realizado estágio de
atestarem uma formação regulamentada. adaptação ou prova de aptidão quando o requerente seja:
4 — A autoridade competente deve reconhecer os
níveis de qualificações profissionais e os títulos com- a) Titular de uma qualificação profissional, nos
provativos obtidos noutro Estado membro, bem como termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 9.º, e solicite o
o certificado através do qual se ateste que a formação reconhecimento das suas qualificações profissionais
regulamentada ou formação profissional com uma es- nos casos em que a qualificação profissional nacional
exigida corresponda à prevista na alínea c) do n.º 1 do
trutura específica referida na subalínea ii) da alínea c)
referido artigo;
do n.º 1 do artigo 9.º é equivalente ao nível previsto
b) Titular de uma qualificação profissional, nos
na subalínea i) da alínea c) do n.º 1 do mesmo artigo. termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 9.º, e solicite o
5 — Sem prejuízo do disposto nos n.os 1 a 4 e no reconhecimento das suas qualificações profissionais
artigo seguinte, a autoridade competente pode recusar nos casos em que qualificação profissional exigida
o acesso à profissão e o seu exercício aos titulares de corresponda à prevista nas alíneas d) ou e) do n.º 1 do
uma declaração de competência classificada nos termos referido artigo.
da alínea a) do n.º 1 do artigo anterior, desde que a
qualificação profissional nacional exigida para exercer 8 — Quando o titular de uma qualificação profissio-
a profissão no território nacional seja classificada nos nal, prevista da alínea a) do n.º 1 do artigo 9.º, solicite
termos da alínea e) do referido artigo. o reconhecimento das suas qualificações profissionais
6 — (Anterior n.º 5.) nos casos em que a qualificação profissional nacional
exigida corresponda à prevista na alínea d) do n.º 1 do
Artigo 11.º referido artigo, a autoridade competente pode deter-
[...] minar a realização de estágio de adaptação e de prova
de aptidão.
1 — Sem prejuízo do disposto no artigo seguinte, a 9 — A decisão da autoridade competente deve:
autoridade competente decide sobre a necessidade do
requerente realizar um estágio de adaptação durante um a) Observar o princípio da proporcionalidade, aten-
período máximo de três anos ou uma prova de aptidão, dendo à suscetibilidade de compensação das matérias
como medida de compensação, nos seguintes casos: substancialmente diferentes através dos conhecimentos,
aptidões e competências adquiridas pelo requerente
a) Se a formação que o requerente recebeu abranger no decurso da sua experiência profissional ou da sua
matérias substancialmente diferentes das exigidas pela aprendizagem ao longo da vida, desde que certificados
legislação nacional para a profissão em causa; por uma autoridade competente de um Estado membro
b) Se, nos termos da legislação nacional, a profissão ou de um país terceiro;
regulamentada abranger uma ou várias atividades que b) Mencionar o nível de qualificação exigido no ter-
não tenham correspondência na mesma profissão no ritório nacional e o nível de qualificação profissional
Estado membro de origem e para o exercício das quais detido pelo requerente, de acordo com a classificação
seja necessária uma formação específica em relação a prevista no artigo 9.º;
matérias substancialmente diferentes das abrangidas c) Descrever as diferenças fundamentais e as razões
pela declaração de competência ou pelo título de for- pelas quais essas diferenças não podem ser compensadas
mação apresentados pelo requerente. pelos meios referidos na alínea a);
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d) Sendo esse o caso, determinar o período do estágio complementarmente, ser expressos sob a forma de cré-
de adaptação ou fixar a data da prova de aptidão, a qual ditos ECTS equivalentes, e consiste em 5500 horas de
deve realizar-se no prazo de seis meses a contar da data ensino teórico e prático, ministrados numa universidade
da decisão da autoridade competente. ou sob a orientação de uma universidade.
3— .....................................
10 — O disposto no n.º 6 aplica-se também aos casos 4— .....................................
em que o título de formação tenha sido obtido fora da
União Europeia, nos termos da parte final da alínea u) Artigo 22.º
do artigo 2.º [...]
11 — (Anterior n.º 8.)
1 — A admissão à formação médica especializada
Artigo 17.º depende da realização completa e com êxito do ciclo de
formação médica de base referido no artigo anterior, no
[...]
decurso do qual tenham sido adquiridos conhecimentos
1— ..................................... adequados de medicina de base.
2— ..................................... 2— .....................................
3— ..................................... 3— .....................................
4— ..................................... 4— .....................................
5— .....................................
6 — No caso de exploração de farmácias não sujeitas Artigo 24.º
a restrições territoriais, a autoridade competente não é [...]
obrigada a reconhecer os títulos de formação referidos
no ponto 6.2. do anexo II para a criação de novas far- 1— .....................................
mácias abertas ao público, considerando-se como tal 2— .....................................
as farmácias abertas há menos de três anos, a contar da 3— .....................................
data de entrada em vigor da presente lei. 4— .....................................
7 — O disposto no número anterior não é aplicável 5 — A autoridade competente deve reconhecer o tí-
aos farmacêuticos cujos títulos tenham sido reconhe- tulo de formação de médico especialista concedido em
cidos pela autoridade competente para outros efeitos e Itália, e enunciados nos pontos 1.2 e 1.3 do anexo II, a
que tenham exercido de forma efetiva e legítima a sua médicos que tenham iniciado a sua formação de espe-
atividade profissional durante pelo menos três anos cialização após 31 de dezembro de 1983 e antes de 1 de
consecutivos em território nacional, a contar da data janeiro de 1991, nos casos em que a formação em causa
de entrada em vigor da presente lei. não satisfaça todos os requisitos de formação estabe-
8 — (Anterior n.º 7.) lecidos no artigo 25.º, desde que a qualificação seja
9 — O exercício das profissões de médico, enfer- acompanhada de um certificado emitido pelas autori-
meiro responsável por cuidados gerais, dentista, parteira, dades italianas competentes, declarando que o médico
farmacêutico e médico veterinário depende de título em questão exerceu de forma efetiva e legítima, em
de formação referido, respetivamente, nos pontos 1.1, Itália, a atividade de médico especialista no domínio de
1.2, 1.4, 2.2, 3.2, 3.3, 4.2, 5.2 e 6.2 do anexo II, que especialização em causa durante, pelo menos, sete anos
comprove que o requerente adquiriu os conhecimentos, consecutivos, nos 10 anos que precederam a atribuição
as aptidões e as competências indicadas, consoante os do certificado.
casos, no n.º 4 do artigo 21.º, nos n.os 8 e 9 do artigo 28.º,
no n.º 4 do artigo 31.º, no n.º 4 do artigo 35.º, no n.º 5 Artigo 28.º
do artigo 37.º e no n.º 4 do artigo 41.º [...]
10 — (Revogado.)
1 — A admissão à formação de enfermeiro respon-
Artigo 18.º
sável por cuidados gerais depende de:
[...]
a) Uma formação escolar geral de 12 anos, com-
1— ..................................... provada por um diploma, certificado ou outro título
2 — Devem ser asseguradas educação e forma- emitido pelas autoridades ou organismos competentes
ção contínuas de modo a que os profissionais possam de um Estado membro, ou por um certificado compro-
atualizar os seus conhecimentos, aptidões e competên- vativo da aprovação em exame de admissão, de nível
cias e, dessa forma, manter-se a par dos progressos pro- equivalente, que dê acesso a universidades ou institu-
fissionais e assegurar um desempenho seguro e eficaz tos de ensino superior de um nível reconhecido como
da sua profissão. equivalente; ou
3 — As autoridades competentes devem comunicar b) Uma formação escolar geral de 10 anos, com-
à Comissão Europeia as medidas adotadas para cum- provada por um diploma, certificado ou outro título
primento do disposto no número anterior. emitido pelas autoridades ou organismos competentes
de um Estado membro, ou por um certificado compro-
Artigo 21.º vativo da aprovação em exame de admissão, de nível
equivalente, a escolas profissionais de enfermagem ou
[...]
a programas de formação profissional para profissionais
1— ..................................... de enfermagem.
2 — A formação médica de base compreende, no
total, pelo menos, cinco anos de estudos, que podem, 2— .....................................
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3 — A formação de enfermeiro responsável por cui- do número anterior, com vista a melhorar o desempenho
dados gerais compreende, pelo menos, três anos de es- profissional;
tudos, que pode, complementarmente, ser expressa com b) Competência para colaborar eficazmente com ou-
os créditos ECTS equivalentes, e que deve consistir em tros agentes do sector da saúde, incluindo a participação
4600 horas de ensino teórico e clínico, devendo o en- na formação prática de pessoal de saúde, com base nos
sino teórico constituir, pelo menos, um terço e o ensino conhecimentos e nas aptidões adquiridos nos termos
clínico, pelo menos, metade da duração mínima. das alíneas d) e e) do número anterior;
4— ..................................... c) Competência para capacitar pessoas, famílias e
5 — Para efeitos do disposto no presente artigo, grupos a adotar estilos de vida saudáveis e cuidados
entende-se por: pessoais, com base nos conhecimentos e aptidões adqui-
a) «Ensino teórico» a vertente da formação em en- ridos nos termos das alíneas a) e b) do número anterior;
fermagem através da qual o candidato a enfermeiro d) Competência para encetar de forma autónoma me-
adquire os conhecimentos, as aptidões e as competên- didas imediatas de suporte básico de vida e empreender
cias profissionais exigidas pelos n.os 8 e 9, sendo esta medidas em situações de crise e catástrofe;
formação ministrada pelo pessoal docente de cuidados e) Competência para, de forma autónoma, dar con-
de enfermagem, bem como por outras pessoas compe- selhos, instruções e apoio a pessoas que necessitem de
tentes, nas universidades, institutos de ensino superior cuidados e aos seus cuidadores;
de nível reconhecido como equivalente ou escolas de f) Competência para, de forma autónoma, garantir
enfermagem e através de programas de formação pro- a qualidade dos cuidados de enfermagem e avaliar os
fissional para profissionais de enfermagem; cuidados de enfermagem;
b) «Ensino clínico» a vertente da formação em en- g) Competência para, de forma transversal, comu-
fermagem através da qual o candidato a enfermeiro nicar profissionalmente e cooperar com outros profis-
aprende, no seio de uma equipa e em contacto direto com sionais de saúde;
um indivíduo, em bom estado de saúde ou doente, ou h) Competência para analisar a qualidade dos cui-
uma coletividade, a planear, dispensar e avaliar cuidados dados com vista a melhorar o seu próprio desempenho
de enfermagem globais, com base nos conhecimentos, profissional enquanto enfermeiro responsável por cui-
aptidões e competências adquiridas, aprendendo, de dados gerais.
igual modo, não só a trabalhar em equipa, mas também
a dirigi-la e a organizar os cuidados de enfermagem Artigo 30.º
globais, incluindo a educação para a saúde destinada a [...]
indivíduos e a pequenos grupos no seio de uma insti-
tuição de saúde ou da comunidade. 1— .....................................
2 — No que diz respeito aos títulos de formação de
6— ..................................... enfermeiro responsável por cuidados gerais obtidos na
7— ..................................... Polónia, a autoridade competente reconhece também os
8— ..................................... títulos de formação de enfermeiro concedidos na Polónia
a) Conhecimentos globais das ciências em que se a enfermeiros que tenham completado uma formação
baseiam os cuidados gerais de enfermagem, incluindo antes de 1 de maio de 2004 que não satisfaçam os requi-
conhecimentos suficientes do organismo, das funções sitos mínimos de formação estabelecidos no artigo 28.º,
fisiológicas e do comportamento das pessoas, em bom quando comprovados por um diploma de bacharelato
estado de saúde ou doentes, bem como das relações obtido com base no programa especial de atualização,
existentes entre o estado de saúde e o ambiente físico e previsto numa das seguintes disposições legais:
social do ser humano; a) Artigo 11.º da Lei de 20 de abril de 2004, que altera
b) Conhecimentos suficientes da natureza e da a lei sobre as profissões de enfermeiro e parteira e outros
deontologia da profissão e dos princípios gerais sobre atos jurídicos (Jornal Oficial da República da Polónia de
a saúde e respetivos cuidados; 2004, n.º 92, ponto 885, e de 2007, n.º 176, ponto 1237)
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e no regulamento do respetivo Ministério da Saúde, de
d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 de maio de 2004, sobre as condições detalhadas de
e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ensino ministrado a enfermeiros e parteiras que pos-
suam um certificado do ensino secundário (exame final
9 — Os títulos de formação de enfermeiro respon- «matura») e sejam diplomados por «liceus médicos»
sável por cuidados gerais comprovam que o profis- ou por escolas profissionais no domínio de medicina
sional em questão é capaz de aplicar, pelo menos, as que formem enfermeiros e parteiras (Jornal Oficial da
seguintes competências, independentemente do facto República da Polónia de 2004, n.º 110, ponto 1170, e
de a formação ter tido lugar numa universidade, numa de 2010, n.º 65, ponto 420);
instituição de ensino superior de nível reconhecido como b) N.º 3 do ponto 2 do artigo 52.º da Lei sobre as
equivalente ou numa escola profissional ou através de profissões de enfermeiro e parteira de 15 de julho de
um programa de formação profissional de enfermagem: 2011 (Jornal Oficial da República da Polónia de 2011,
a) Competência para diagnosticar com autonomia n.º 174, ponto 1039), e no Regulamento do Ministério
os cuidados de enfermagem necessários, usando os da Saúde, de 14 de junho de 2012, sobre as condições
conhecimentos teóricos e clínicos atuais, e para pla- detalhadas de cursos do ensino superior ministrados
near, organizar e ministrar cuidados de enfermagem, a enfermeiros e parteiras que possuam um certificado
ao tratar de doentes, com base nos conhecimentos e do ensino secundário (exame final «matura») e sejam
aptidões adquiridos nos termos das alíneas a), b) e c) diplomados de escolas secundárias ou pós-secundárias
2600 Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 30 de maio de 2017

de medicina que formem enfermeiros e parteiras (Jornal 3— .....................................
Oficial da República da Polónia de 2012, ponto 770). 4— .....................................
5— .....................................
3 — No caso de nacionais de Estados membros que 6— .....................................
tenham recebido a formação de enfermeiro responsável 7 — Nos casos em que os requerentes tenham ini-
por cuidados gerais na Roménia e cuja formação não ciado a sua formação até 18 de janeiro de 2016, os títulos
satisfaça os requisitos mínimos de formação estabeleci- de formação dos dentistas devem ser reconhecidos nos
dos no artigo 28.º, a autoridade competente reconhece termos do artigo 17.º
como sendo prova suficiente, desde que acompanhados 8 — Os títulos de formação de médico emitidos em
de um certificado que declare que esses nacionais de Espanha aos profissionais que tenham iniciado a sua
um Estado membro exerceram de forma efetiva e legal formação universitária de médico entre 1 de janeiro de
a atividade de enfermeiro responsável por cuidados 1986 e 31 de dezembro de 1997 devem ser reconheci-
gerais na Roménia, incluindo a total responsabilidade dos quando estejam acompanhados de um certificado
pelo planeamento, organização e prestação de cuida- emitido pelas autoridades competentes espanholas que
dos de enfermagem aos pacientes, durante um período ateste que:
de pelo menos três anos consecutivos, nos cinco anos
anteriores à data de emissão do certificado, os seguin- a) O profissional em questão concluiu com êxito pelo
tes títulos de formação de enfermeiro responsável por menos três anos de estudos, reconhecidos pelas autori-
cuidados gerais: dades competentes espanholas como sendo equivalentes
à formação referida no artigo 31.º;
a) «Certificat de competenţe profesionale de asistent b) O profissional em questão dedicou-se, em Es-
medical generalist» com estudos pós-secundários, ob- panha, de modo efetivo, lícito e a título principal, às
tido numa «şcoală postliceală», comprovando formação atividades referidas no artigo 33.º, durante, pelo menos,
iniciada antes de 1 de janeiro de 2007; três anos consecutivos no decurso dos cinco anos que
b) «Diplomă de absolvire de asistent medical gene- precederam a emissão do certificado;
ralist», com curso superior de curta duração, compro- c) O profissional em questão está autorizado a exercer,
vando formação iniciada antes de 1 de outubro de 2003; ou exerce já de modo efetivo, lícito e a título principal,
c) «Diplomlă de licenţlă de asistent medical gene- as atividades referidas no artigo 33.º, nas mesmas con-
ralist», com curso superior de longa duração, compro- dições que os detentores do título de formação relativo
vando formação iniciada antes de 1 de outubro de 2003. a Espanha constante do ponto 3.2 do anexo II.
Artigo 31.º
Artigo 35.º
[...]
[...]
1— .....................................
2 — A formação de base de dentista compreende um 1 — A formação de médico veterinário compreende
mínimo de cinco anos, que podem, complementarmente, um mínimo de cinco anos de estudos teóricos e práticos
ser expressos sob a forma de créditos ECTS equivalen- a tempo inteiro que podem, complementarmente, ser
tes e devem consistir em, pelo menos, 5000 horas de expressos sob a forma de créditos ECTS equivalentes,
formação teórica e prática a tempo inteiro ministrada ministrados numa universidade, num instituto superior
numa universidade ou instituto superior de nível equi- de nível equivalente ou sob a orientação de uma uni-
valente ou sob a orientação de uma universidade, que versidade, que correspondam, pelo menos, ao programa
correspondam, pelo menos, ao programa constante do constante do ponto 4.1 do anexo II.
ponto 3.1 do anexo II. 2 — (Revogado.)
3 — (Revogado.) 3— .....................................
4— ..................................... 4 — A formação de médico veterinário garante que
5— ..................................... o requerente adquiriu os seguintes conhecimentos e
competências:
Artigo 32.º a) Conhecimentos suficientes das ciências em que
[...] assentam as atividades de médico veterinário e da le-
gislação da União Europeia relativa à sua atividade;
1 — A admissão à formação de dentista especialista b) Conhecimento suficientes da estrutura, das fun-
depende da realização completa e com êxito da forma- ções, do comportamento e das necessidades fisiológicas
ção básica dos dentistas referida no artigo anterior ou da dos animais, bem como as aptidões e competências
posse dos documentos referidos nos artigos 19.º e 34.º necessárias para a sua criação, alimentação, bem-estar,
2— ..................................... reprodução e higiene em geral;
3— ..................................... c) As aptidões e competências clínicas, epidemio-
4 — (Revogado.) lógicas e analíticas necessárias para a prevenção, o
5— ..................................... diagnóstico e o tratamento das doenças dos animais,
incluindo anestesia, cirurgia assética e morte indolor,
Artigo 34.º quer individualmente quer em grupo, incluindo conhe-
cimentos específicos sobre as doenças que podem ser
[...]
transmitidas aos seres humanos;
1— ..................................... d) Conhecimentos, aptidões e competências sufi-
2— ..................................... cientes para exercer a medicina preventiva, incluindo
Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 30 de maio de 2017 2601

competências em matéria de tratamento de pedidos e automático previsto no artigo 17.º, se corresponderem
certificação; a um dos critérios seguintes:
e) Conhecimentos suficientes sobre a higiene e a tec-
a) Formação de parteira de, pelo menos, três anos
nologia envolvidas na produção, fabrico e colocação no
a tempo inteiro, que podem, complementarmente, ser
mercado dos produtos alimentares animais ou de origem
expressos sob a forma de créditos ECTS equivalentes,
animal destinados ao consumo humano, incluindo as
compreendendo, pelo menos, 4600 horas de formação
aptidões e competências necessárias para a compreensão
teórica e prática, das quais pelo menos um terço da
e explicação das boas práticas neste domínio;
duração mínima de formação clínica;
f) Os conhecimentos, aptidões e competências ne-
b) Formação de parteira de, pelo menos, dois anos
cessários para a utilização responsável e razoável dos
a tempo inteiro, que podem, complementarmente, ser
medicamentos veterinários com vista a tratar os animais
expressos sob a forma de créditos ECTS equivalentes,
e a garantir a segurança da cadeia alimentar e a proteção
compreendendo, pelo menos, 3600 horas, subordinada
do ambiente.
à posse de título de formação de enfermeiro responsável
por cuidados gerais referido no ponto 2.2 do anexo II;
Artigo 37.º
c) Formação de parteira de, pelo menos, 18 meses
[...] a tempo inteiro, que podem, complementarmente, ser
1— ..................................... expressos sob a forma de créditos ECTS equivalentes,
2— ..................................... compreendendo, pelo menos, 3000 horas, subordinada
3 — (Revogado.) à posse do título de formação de enfermeiro responsável
4 — O acesso à formação de parteira depende, con- por cuidados gerais constante do ponto 2.2 do anexo II,
seguida de prática profissional durante um ano e certi-
soante os casos, dos seguintes requisitos:
ficada nos termos do número seguinte;
a) No caso da alínea a) do n.º 1, conclusão pelo me- d) (Revogada.)
nos dos 12 primeiros anos da formação escolar geral
ou posse de um certificado comprovativo da aprovação 2— .....................................
em exame de admissão, de nível equivalente, às escolas
de parteiras; Artigo 40.º
b) No caso da alínea b) do n.º 1, posse de um dos
[...]
títulos de formação de enfermeiro responsável por cui-
dados gerais referidos no ponto 2.2 do anexo II. 1— .....................................
2— .....................................
5 — A formação de parteira garante que o reque- 3 — São reconhecidos automaticamente os títulos de
rente adquiriu os conhecimentos e as competências formação nos casos em que o requerente tenha iniciado
seguintes: a formação antes de 18 de janeiro de 2016 e o requisito
de admissão a essa formação corresponda a uma forma-
a) Conhecimentos pormenorizados das ciências em
ção escolar geral de dez anos ou nível equivalente para
que assentam as atividades de parteira, designadamente
a via I, prevista na alínea a) do n.º 1 do artigo 37.º, ou
obstetrícia e ginecologia;
tenha concluído uma formação de enfermeiro responsá-
b) Conhecimentos adequados de deontologia e da
vel por cuidados gerais comprovada por um dos títulos
legislação relevante para o exercício da profissão;
de formação referidos no ponto 2.2 do anexo II antes
c) Conhecimentos adequados dos conhecimentos
de iniciar uma formação de parteira inserida na via II,
médicos gerais, nomeadamente das funções biológicas,
prevista na alínea b) do n.º 1 do mesmo artigo.
anatomia e fisiologia, e da farmacologia no domínio
4 — Os títulos de formação de parteira, concedidos a
da obstetrícia e dos recém-nascidos, bem como co- quem tenha completado a formação antes de 1 de maio
nhecimentos da relação entre o estado de saúde e o de 2004, quando não satisfaçam os requisitos mínimos
ambiente físico e social do ser humano e do seu com- de formação previstos no artigo 37.º, são reconheci-
portamento; dos pela autoridade competente desde que sejam com-
d) Experiência clínica adequada obtida em estabeleci- provados por um diploma de bacharelato obtido num
mentos aprovados, que permita que a parteira, de forma programa especial de atualização previstos numa das
independente e sob a sua própria responsabilidade, na seguintes disposições:
medida necessária e excluindo as situações patológicas,
preste cuidados pré-natais, assista ao parto e às respe- a) Artigo 11.º da Lei de 20 de abril de 2004, que
tivas consequências em estabelecimentos aprovados, e altera a lei sobre as profissões de enfermeiro e parteira
supervisione o trabalho de parto e o parto, os cuidados e outros atos jurídicos (Jornal Oficial da República da
pós-parto e a reanimação neonatal até à chegada do Polónia de 2004, n.º 92, ponto 885, e de 2007, n.º 176,
médico; ponto 1237) e no regulamento do respetivo Ministério
e) Compreensão adequada da formação do pessoal de da Saúde, de 11 de maio de 2004, sobre as condições
saúde e experiência de colaboração com este pessoal. detalhadas de ensino ministrado a enfermeiros e partei-
ras que possuam um certificado do ensino secundário
Artigo 38.º (exame final — «matura») e sejam diplomados por «li-
ceus médicos» ou por escolas profissionais no domínio
[...]
de medicina que formem enfermeiros e parteiras (Jor-
1 — Os títulos de formação de parteira referidos no nal Oficial da República da Polónia de 2004, n.º 110,
ponto 5.2 do anexo II beneficiam do reconhecimento ponto 1170, e de 2010, n.º 65, ponto 420);
2602 Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 30 de maio de 2017

b) N.º 3 do ponto 3 do artigo 52.º da Lei sobre as 4— .....................................
profissões de enfermeiro e parteira, de 15 de julho de 5— .....................................
2011 (Jornal Oficial da República da Polónia de 2011,
n.º 174, ponto 1039), e no Regulamento do Ministério Artigo 43.º
da Saúde, de 14 de junho de 2012, sobre as condições [...]
detalhadas de cursos do ensino superior ministrados a
enfermeiros e parteiras que possuam um certificado do 1 — A formação de arquiteto compreende:
ensino secundário (exame final — «matura») e sejam a) Um total de, pelo menos, cinco anos de estudos a
diplomados de escolas secundárias ou pós-secundárias tempo inteiro numa universidade ou estabelecimento de
de medicina que formem enfermeiros e parteiras (Jornal ensino comparável, formação que deve ser comprovada
Oficial da República da Polónia de 2012, ponto 770). pela aprovação num exame de nível universitário; ou
b) Pelo menos quatro anos de estudos a tempo in-
5 — (Anterior n.º 4.) teiro numa universidade ou estabelecimento de ensino
comparável, formação que deve ser comprovada pela
Artigo 41.º aprovação num exame de nível universitário, acompa-
[...] nhados de um certificado comprovativo da realização
de um estágio profissional de dois anos, nos termos
1— ..................................... do n.º 4.
2 — O título de formação de farmacêutico atesta uma
formação de pelo menos cinco anos, que podem, com- 2 — A formação referida no número anterior deve
plementarmente, ser expressos sob a forma de créditos ter a arquitetura como elemento principal, mantendo
ECTS equivalentes, que, no mínimo, compreendam: o equilíbrio entre os aspetos teóricos e práticos e as-
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . segurando a aquisição dos seguintes conhecimentos,
b) No decurso ou no termo da formação teórica e aptidões e competências:
prática, 180 dias de estágio em farmácia aberta ao pú- a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
blico ou num hospital, neste caso sob a orientação do b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
respetivo serviço farmacêutico. c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3 — (Revogado.) e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4— ..................................... f) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
g) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Artigo 42.º h) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
[...] i) Conhecimento adequado dos problemas físicos e
das tecnologias, bem como da função dos edifícios, no
1— ..................................... sentido de os dotar de todos os elementos de conforto
2 — A autoridade competente assegura que o deten- interior e de proteção climática, no quadro do desen-
tor de um título de formação de farmacêutico, de nível volvimento sustentável;
universitário equivalente, que satisfaça as condições j) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
do artigo anterior, esteja habilitado, pelo menos, para l) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
o acesso e o exercício das atividades a seguir mencio-
nadas, sob reserva, sendo caso disso, da exigência de 3 — O número de anos de estudos universitários
experiência profissional complementar: referido nos números anteriores pode, além disso, ser
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . expresso com os créditos ECTS equivalentes.
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 — O estágio profissional a que se refere a alínea b)
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . do n.º 1 deve:
d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . a) Ser apenas realizado após a conclusão dos primei-
e) Aprovisionamento, preparação, controlo, armaze- ros três anos de estudos;
namento, distribuição e venda de medicamentos seguros, b) Fundar-se nos conhecimentos, aptidões e com-
eficazes e com a qualidade exigida nas farmácias abertas petências adquiridos no decurso dos estudos referidos
ao público; no n.º 2;
f) Preparação, ensaio, armazenamento e distribuição c) Ter a duração de pelo menos um ano;
de medicamentos seguros, eficazes e com a qualidade d) Ser efetuado em qualquer país, sob a orientação
exigida em hospitais; de uma pessoa ou entidade autorizada pela autoridade
g) Prestação de informação e aconselhamento sobre competente do Estado membro de origem;
medicamentos e produtos de saúde, incluindo a sua e) Ser avaliado pela autoridade competente do Estado
utilização apropriada; membro de origem.
h) Notificação às autoridades competentes de reações
adversas a produtos farmacêuticos; Artigo 44.º
i) Apoio personalizado a doentes que administram a
[...]
sua própria medicação;
j) Contribuição para campanhas de saúde pública 1 — Sem prejuízo do disposto no artigo anterior,
locais ou nacionais. é igualmente reconhecida como conforme com o ar-
tigo 17.º a formação no âmbito de programas sociais ou
3— ..................................... de estudos universitários a tempo parcial que satisfaça
Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 30 de maio de 2017 2603

as exigências definidas no n.º 2 do artigo anterior e que 2 — A autoridade competente pode impor um proce-
culmine com a aprovação num exame de arquitetura, dimento de controlo linguístico, proporcional à atividade
obtida por um profissional que trabalhe no domínio da a exercer, quando se verifique alguma das seguintes
arquitetura há pelo menos sete anos sob a orientação de circunstâncias:
um arquiteto ou de um gabinete de arquitetos.
2 — O exame referido no número anterior deve ser a) A profissão a exercer tenha impacto na segurança
de nível universitário e equivaler ao exame final referido dos doentes;
na alínea b) no n.º 1 do artigo anterior. b) Exista dúvida séria e concreta sobre a adequação
dos conhecimentos linguísticos do requerente às ativi-
Artigo 46.º dades profissionais que pretenda exercer.
[...] 3 — O procedimento de controlo só pode ter lugar
1— ..................................... após a emissão de uma carteira profissional europeia,
2— ..................................... nos termos do artigo 2.º-D, ou após o reconhecimento
3 — O disposto no n.º 1 é aplicável aos títulos de de uma qualificação profissional, consoante o caso.
formação constantes do anexo II, nos casos em que a for- 4 — Nos casos previstos no n.º 2, a autoridade com-
mação tenha começado antes de 18 de janeiro de 2016. petente pode solicitar ao requerente documentos com-
4 — (Anterior n.º 3.) provativos dos conhecimentos da língua portuguesa
5 — (Anterior n.º 4.) necessários para o exercício da atividade profissional,
6 — Para efeitos de acesso e exercício da profissão de devendo comunicar a sua decisão àquele no prazo pre-
arquiteto, deve ser atribuído o mesmo efeito dos títulos visto no n.º 3 do artigo 6.º ou no n.º 4 do artigo 47.º, sob
de formação emitidos por autoridade nacional compe- pena de se considerarem tacitamente comprovados os
tente ao seguinte título de formação: comprovativo da conhecimentos linguísticos do requerente.
formação de três anos ministrada pelas «Fachhochs- 5 — (Anterior n.º 3.)
chulen» na República Federal da Alemanha, existente 6 — (Anterior n.º 4.)
desde 5 de agosto de 1985, e iniciada antes de 17 de
janeiro de 2014, que satisfaça as exigências definidas Artigo 49.º
no n.º 2 do artigo 43.º e dê acesso, nesse Estado mem- [...]
bro, às atividades referidas no artigo 45.º com o título
profissional de «arquiteto», desde que completada por 1— .....................................
um período de experiência profissional de quatro anos 2— .....................................
na República Federal da Alemanha, comprovado por 3— .....................................
um certificado emitido pela autoridade competente em 4 — A reserva do uso do título profissional aos titu-
que esteja inscrito o arquiteto que pretender beneficiar lares das qualificações profissionais depende de prévia
deste regime. notificação do reconhecimento da associação ou or-
Artigo 47.º ganização à Comissão Europeia e aos outros Estados
membros, nos termos do artigo 52.º-G.
[...]
1— ..................................... Artigo 51.º
2— ..................................... [...]
3— .....................................
4— ..................................... 1 — As autoridades nacionais competentes para pro-
5— ..................................... ceder ao reconhecimento das qualificações profissionais
6— ..................................... são definidas em legislação sectorial, competindo ao
7 — Em caso de dúvida justificada, a autoridade membro do governo que tutela a atividade em causa
competente pode, através do IMI: disponibilizar informação atualizada sobre as autorida-
des competentes e respetivas profissões regulamentadas
a) Solicitar à autoridade competente do Estado mem- junto da entidade coordenadora para os efeitos previstos
bro em causa a confirmação da autenticidade de certifi- na presente lei.
cado ou título de formação emitido nesse Estado e a con- 2 — As autoridades referidas no número anterior
firmação de que o requerente satisfaz, no que respeita a devem:
qualquer das profissões contempladas na secção III do
presente capítulo, as condições mínimas de formação a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
estabelecidas, respetivamente, nos artigos 21.º, 22.º, b) Trocar com as autoridades homólogas dos outros
25.º, 28.º, 31.º, 32.º, 35.º, 37.º, 41.º e 43.º; Estados membros as informações pertinentes sobre cir-
b) Solicitar às autoridades competentes de outro Es- cunstâncias graves suscetíveis de ter consequências no
tado membro a confirmação de que o requerente não tem exercício de atividades profissionais abrangidas pela
o exercício da profissão proibido, suspenso ou restrin- presente lei, nomeadamente sobre sanções penais, con-
gido devido a violação grave de deveres profissionais traordenacionais, profissionais e disciplinares que proí-
ou condenação por ilícito penal no exercício de qualquer bam, suspendam ou restrinjam o exercício da profissão
uma das suas atividades profissionais. regulamentada, a licitude do estabelecimento ou a boa
conduta do requerente;
Artigo 48.º c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
d) Em caso de dúvida justificada, solicitar às autorida-
[...]
des competentes do Estado membro de estabelecimento
1— ..................................... todas as informações pertinentes respeitantes à licitude
2604 Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 30 de maio de 2017

do estabelecimento e à boa conduta do prestador de Artigo 3.º
serviços; Aditamento à Lei n.º 9/2009, de 4 de março
e) Caso decidam controlar as qualificações profissio-
nais do requerente, solicitar às autoridades competentes São aditados à Lei n.º 9/2009, de 4 de março, alte-
do Estado membro de estabelecimento as informações rada pelas Leis n.os 41/2012, de 28 de agosto, e 25/2014,
sobre os ciclos de formação que se revelem necessárias de 2 de maio, os artigos 2.º-A, 2.º-B, 2.º-C, 2.º-D, 2.º-E,
para determinar se existem diferenças substanciais pas- 2.º-F, 17.º-A, 46.º-A, 46.º-B, 50.º-A, 52.º-A, 52.º-B,
síveis de prejudicar a saúde ou a segurança públicas. 52.º-C, 52.º-D, 52.º-E, 52.º-F e 52.º-G, com a seguinte
redação:
3 — (Revogado.)
4— ..................................... «Artigo 2.º-A
5— .....................................
Carteira profissional europeia
6— .....................................
7 — Sem prejuízo dos números anteriores, no caso 1 — As autoridades competentes devem emitir uma
de profissões não regulamentadas no Estado membro carteira profissional europeia ao titular de uma qua-
de origem, os centros de assistência podem prestar as lificação profissional, desde que requerida por este,
informações referidas no n.º 2. em conformidade com os procedimentos previstos em
regulamento europeu.
Artigo 52.º 2 — Quando a carteira profissional europeia tenha
sido aprovada para determinada profissão, nos termos
Entidade coordenadora
de regulamento europeu referido no número anterior, o
1 — As autoridades nacionais competentes são co- titular de uma qualificação profissional pode requerer
ordenadas por uma entidade à qual compete: a sua emissão ou observar os procedimentos relativos
à livre prestação de serviços ou à liberdade de estabe-
a) Promover a aplicação uniforme da presente lei, lecimento.
reunindo, para o efeito, todas as informações úteis, 3 — O titular de uma carteira profissional europeia
nomeadamente as relativas às condições de acesso e tem os direitos conferidos pelos artigos 2.º-B a 2.º-E.
de exercício às profissões regulamentadas nos vários 4 — Caso o titular de uma qualificação profissional
Estados membros, podendo solicitar informações às au- pretenda, ao abrigo do regime de livre prestação de ser-
toridades nacionais competentes e emitir recomendações viços, prestar atividades diferentes das abrangidas pelo
sobre a interpretação e aplicação da mesma; artigo 6.º, a autoridade competente deve emitir a carteira
b) Examinar as propostas de quadros de formação profissional europeia, nos termos dos artigos 2.º-B e
comuns e de testes de formação comuns; 2.º-C.
c) Promover o intercâmbio de informações e das 5 — A carteira profissional europeia constitui decla-
melhores práticas para otimizar o desenvolvimento pro- ração relativa à primeira prestação de serviços, prevista
fissional contínuo nos Estados membros, bem como no artigo 6.º
sobre a aplicação de medidas de compensação previstas 6 — Caso o titular de uma qualificação profissio-
no artigo 11.º; nal pretenda estabelecer-se noutro Estado membro ao
d) Apresentar bienalmente à Comissão Europeia abrigo do regime de liberdade de estabelecimento ou
um relatório sobre o sistema de reconhecimento de prestar serviços nos termos do artigo 6.º, a autoridade
qualificações profissionais, o qual deve conter um en- competente do Estado membro de origem deve adotar
quadramento geral e informações sobre alterações dos todas as medidas preparatórias em relação ao processo
requisitos de acesso e exercício de profissões regula- individual do requerente criado no IMI, tal como pre-
mentadas, dados estatísticos sobre o número e os tipos visto nos artigos 2.º-B e 2.º-D.
de decisões tomadas pelas autoridades competentes, 7 — No caso previsto no número anterior, a carteira
incluindo os tipos de decisões sobre acesso parcial nos profissional europeia é emitida pela autoridade com-
termos do disposto no artigo 2.º-F, e uma descrição dos petente do Estado membro de acolhimento, nos termos
principais problemas decorrentes do funcionamento dos artigos 2.º-B e 2.º-D.
8 — No âmbito do regime de liberdade de estabeleci-
deste sistema.
mento, a emissão de uma carteira profissional europeia
não confere um direito automático ao exercício de uma
2 — Para efeitos do número anterior, as autoridades profissão específica quando esse exercício dependa de
competentes e os centros de assistência devem prestar requisitos de registo ou devam ser adaptados proce-
apoio e as informações solicitadas pela entidade coor- dimentos de controlo em território nacional antes da
denadora no prazo de 10 dias ou, no caso da alínea d), atribuição de uma carteira profissional europeia para
no prazo de 30 dias, a contar do pedido. essa profissão.
3— ..................................... 9 — As autoridades competentes são responsáveis
4 — (Revogado.) pelo tratamento dos processos do IMI e pela emissão
5 — (Revogado.) da carteira profissional europeia, as quais devem asse-
6 — A entidade coordenadora e os centros de assis- gurar uma apreciação imparcial, objetiva e oportuna
tência são serviços ou organismos da administração dos requerimentos dos interessados.
direta ou indireta do Estado designados por despacho do 10 — Sem prejuízo do disposto no número anterior,
Primeiro-Ministro, do membro do Governo responsável os centros de assistência referidos no artigo 52.º-D po-
pela área do emprego e, sendo caso disso, do membro dem também agir na qualidade de autoridades compe-
do Governo de que aqueles dependem.» tentes, nos termos de portaria a aprovar pelo membro do
Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 30 de maio de 2017 2605

Governo responsável pela área do emprego e formação Artigo 2.º-C
profissional. Carteira profissional europeia para a prestação
11 — As autoridades competentes e os centros de temporária e ocasional de serviços
assistência devem informar os cidadãos, independen- diferentes dos abrangidos pelo artigo 6.º
temente da sua nacionalidade, sobre o funcionamento 1 — Compete à autoridade competente:
e as vantagens da carteira profissional europeia, bem
como divulgar a lista de profissões às quais seja apli- a) Verificar o pedido e os documentos comprovativos
cável, através do Portal do Cidadão que se refere o constantes do processo do IMI;
artigo 52.º-B. b) Emitir a carteira profissional europeia para a pres-
12 — As taxas a suportar pelo requerente para a emis- tação temporária e ocasional de serviços diferentes dos
são da carteira profissional europeia são fixadas pela abrangidos pelo artigo 6.º;
autoridade competente respetiva e devem ser razoáveis, c) Transmitir imediatamente a carteira profissional
proporcionais e consentâneas com os custos suportados europeia, bem como as respetivas atualizações, à auto-
pela autoridade competente, de modo a promover o uso ridade competente de cada Estado membro de acolhi-
da carteira profissional europeia. mento indicado pelo requerente e informá-lo desse facto.

2 — Para efeitos da alínea b) do número anterior, a
Artigo 2.º-B carteira profissional europeia deve ser emitida no prazo
Requerimento de carteira profissional europeia
de 15 dias, a contar da receção do requerimento e dos
e criação de um processo no IMI documentos exigidos ou, nos casos dos n.os 3 e 4 do ar-
tigo anterior, da receção dos documentos e informações
1 — O requerimento de carteira profissional euro- em falta, sob pena de deferimento tácito.
peia, acompanhado dos documentos necessários, deve 3 — No caso de verificação prévia das qualificações,
ser apresentado por transmissão eletrónica de dados, prevista no artigo 6.º, a autoridade competente não pode
através do portal «A Sua Europa» (Your Europe), após exigir, durante os 18 meses seguintes, qualquer outra
criação de conta no Serviço de Autenticação da Co- declaração para além da carteira profissional europeia.
missão Europeia — ECAS (European Commission 4 — O titular de uma carteira profissional europeia
Authentication Service). pode, a todo o tempo, solicitar o alargamento da respe-
2 — A autoridade competente e os centros de assis- tiva validade a Estados membros diferentes dos men-
tência prestam ao requerente as informações e o auxí- cionados no seu requerimento.
lio necessários ao cumprimento do dever previsto no 5 — O titular de uma carteira profissional europeia
número anterior. deve informar a autoridade competente sobre:
3 — No prazo de cinco dias a contar do requerimento a) O prolongamento do prazo referido no n.º 3;
previsto no n.º 1, a autoridade competente deve informar b) A alteração da situação atestada no processo do
o requerente sobre a receção do requerimento e, em IMI que possa ser requerida pela autoridade competente.
caso de falta, incompletude, incorreção, insuficiência,
obscuridade ou imprecisão do requerimento ou dos 6 — A validade da carteira profissional europeia no
documentos necessários, deve notificá-lo para corrigir território nacional depende da manutenção do direito
as falhas identificadas no prazo de cinco dias. de exercer a profissão em território do Estado membro
4 — Em caso de justo impedimento, devidamente de origem.
comprovado e tempestivamente comunicado pelo re-
querente, a autoridade competente pode conceder um Artigo 2.º-D
prazo adicional de cinco dias.
Carteira profissional europeia para estabelecimento
5 — A requerimento do interessado ou da autoridade e para a prestação temporária
competente do Estado membro de acolhimento, a au- e ocasional de serviços nos termos do artigo 6.º
toridade competente deve emitir qualquer certificado
comprovativo exigido nos termos da Diretiva 2005/36/ 1 — A autoridade competente deve verificar a au-
CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 7 de tenticidade e a validade dos documentos constantes
do processo do IMI para efeitos de emissão de uma
setembro de 2005.
carteira profissional europeia para o estabelecimento
6 — Para efeitos do disposto no número anterior, a ou a prestação temporária ou ocasional de serviços nos
autoridade competente deve verificar se o requerente se termos do artigo 6.º
encontra legalmente estabelecido no território nacional 2 — A decisão final sobre a pretensão do requerente
e deve certificar no processo do IMI que os documentos deve ser tomada no prazo de 20 dias, a contar da rece-
necessários emitidos em Portugal são válidos. ção do requerimento e dos documentos exigidos ou,
7 — Em caso de dúvida fundada, a autoridade com- nos casos dos n.os 3 e 4 do artigo 2.º-B, da receção dos
petente deve consultar o organismo nacional emissor documentos e informações em falta, sob pena de defe-
do documento, com vista a confirmar a sua validade, rimento tácito.
e, caso este tenha sido emitido por outro Estado mem- 3 — A autoridade competente deve informar, ime-
bro, pode solicitar ao requerente cópias autenticadas do diatamente, a autoridade competente do Estado mem-
documento necessário. bro de acolhimento sobre o requerimento apresentado
8 — Em caso de novo requerimento, as autorida- e informa o requerente sobre esse facto e estado do
des competentes não devem solicitar a apresentação processo.
de documentos constantes do IMI que se mantenham 4 — Caso Portugal seja o país de acolhimento e nos
válidos. casos referidos nos artigos 13.º, 17.º, 46.º-A e 46.º-B,
2606 Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 30 de maio de 2017

a autoridade competente deve emitir uma carteira pro- e circulação de dados pessoais, proteção da privacidade
fissional europeia, nos termos do n.º 1, no prazo de um e segurança das comunicações eletrónicas.
mês a contar da data de receção do pedido transmitido 3 — O titular da carteira profissional europeia e as
pela autoridade competente do país de origem. autoridades competentes com acesso ao correspondente
5 — No caso previsto no artigo 6.º, compete à au- processo do IMI são imediatamente informados de
toridade competente emitir uma carteira profissional quaisquer atualizações, sem prejuízo das obrigações de
europeia ou, caso necessário, sujeitar o titular de uma alerta dos Estados membros previstas no artigo 52.º-A.
qualificação profissional a medidas de compensação, 4 — O dever de atualização da informação previsto
no prazo de dois meses a contar da receção do pedido no n.º 1 abrange exclusivamente os seguintes dados:
transmitido pela autoridade competente do Estado mem-
bro de origem. a) A identidade do profissional;
6 — Nas situações previstas nos números anteriores, b) A profissão em causa;
em caso de dúvida devidamente justificada, a autoridade c) A identificação da autoridade ou do tribunal na-
competente pode pedir à autoridade competente do Es- cional que adotou a decisão de proibição, suspensão
tado membro de origem informações complementares ou restrição;
ou a apresentação de cópia autenticada de documento. d) O âmbito da proibição, suspensão ou restrição;
7 — Caso a autoridade competente do Estado mem- e) O período de vigência da proibição, suspensão
bro de acolhimento solicite informações complemen- ou restrição.
tares ou a apresentação de cópia autenticada, a autori-
dade nacional competente deve fornecê-los no prazo 5 — O acesso às informações constantes do processo
de 15 dias, mantendo-se aplicáveis respetivamente os do IMI é apenas admitido às autoridades competentes.
prazos previstos nos n.os 4 e 5, sem prejuízo do disposto 6 — As autoridades competentes devem informar o
nos n.os 9 e 10. titular da carteira profissional europeia, a pedido deste,
8 — Se a autoridade competente nacional não rece- sobre o conteúdo do processo do IMI.
ber as informações necessárias que está autorizada a 7 — A carteira profissional europeia deve incluir ape-
exigir nos termos deste artigo, para efeitos de tomada nas as informações necessárias para certificar o direito
de uma decisão sobre a emissão da carteira profissional de exercer a profissão para a qual foi emitida, designa-
europeia, da autoridade competente do Estado membro damente o nome do titular, data e local de nascimento,
de origem ou do requerente, pode indeferir o pedido de profissão, qualificações formais e o regime aplicável,
emissão da carteira, por decisão fundamentada. autoridades competentes envolvidas, número da carteira,
9 — Os prazos referidos nos n.os 4 e 5 podem ser pror- elementos de segurança e referência a um documento
rogados em 15 dias por decisão fundamentada da auto- de identidade válido.
ridade competente para efeitos de emissão automática 8 — Salvo o disposto no número anterior, as informa-
da carteira profissional europeia, da qual o requerente ções relativas à experiência profissional adquirida pelo
deve ser notificado. titular da carteira profissional europeia ou às medidas
10 — A prorrogação prevista no número anterior de compensação devem estar apenas disponíveis no
pode ser renovada uma vez, desde que seja estritamente processo do IMI.
necessária, em particular por razões de ordem pública 9 — Os dados pessoais que figuram no processo do
ou de segurança dos beneficiários dos serviços. IMI podem ser tratados durante o período necessário
11 — Na ausência de decisão da autoridade compe- para efeitos do processo de reconhecimento, da situação
tente do Estado membro de acolhimento, dentro dos prevista no n.º 8 do artigo 2.º-B, de prova do reconhe-
prazos fixados nos n.os 4, 5, 9 e 10 ou de organização cimento ou da transmissão da declaração requerida no
da prova de aptidão nos termos do artigo 6.º, a carteira artigo 6.º
profissional europeia deve ser emitida e enviada auto- 10 — O titular de uma carteira profissional europeia
maticamente ao requerente através do IMI. tem o direito de, a qualquer momento e sem encargos,
12 — Os procedimentos referidos nos n.os 1 a 3 pre- solicitar a retificação de dados inexatos ou incompletos,
valecem sobre qualquer pedido de reconhecimento das ou a eliminação e bloqueio do respetivo processo do IMI.
qualificações profissionais previsto em lei especial do 11 — A autoridade competente deve informar o
Estado membro de acolhimento. requerente do direito referido no número anterior no
momento da emissão da carteira profissional europeia,
Artigo 2.º-E nomeadamente através de aviso automático no IMI, e,
posteriormente, de dois em dois anos.
Tratamento e acesso aos dados relativos 12 — Em caso de pedido de supressão de um pro-
à carteira profissional europeia
cesso do IMI ligado a uma carteira profissional europeia
1 — Com respeito pelo princípio da presunção de emitida para efeitos de estabelecimento ou de presta-
inocência, as autoridades competentes devem atualizar, ção temporária e ocasional de serviços nos termos do
de forma regular e atempada, o processo do IMI com artigo 6.º, as autoridades competentes concedem ao
informações relativas a sanções penais, contraordena- titular de qualificações profissionais um título que ateste
cionais e disciplinares que se reportem a uma proibição o reconhecimento das suas qualificações profissionais.
ou a uma restrição e que tenham consequências para 13 — As autoridades competentes são responsáveis
o exercício de atividades pelo titular de uma carteira pelo tratamento dos dados pessoais da carteira pro-
profissional europeia. fissional europeia e de todos os processos do IMI, na
2 — Para o efeito do disposto no número anterior, as aceção do artigo 2.º, alínea d), da Diretiva 95/46/CE do
autoridades competentes devem respeitar e fazer cumprir Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de outubro
as normas aplicáveis em matéria de proteção, tratamento de 1995, relativo à proteção das pessoas singulares no
Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 30 de maio de 2017 2607

que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à 7 — Os profissionais que beneficiem de um acesso
livre circulação desses dados. parcial devem fazer-lhe menção, no âmbito das suas
14 — A Comissão Europeia é responsável pelo tra- atividades profissionais, em todos os contratos, cor-
tamento dos dados pessoais da carteira profissional respondência, publicações, publicidade e, de um modo
europeia e de todos os processos do IMI, na aceção do geral, em toda a atividade externa em território nacio-
artigo 2.º, alínea d), do Regulamento (CE) n.º 45/2001 nal, bem como informar os beneficiários do serviço e
do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de dezem- prestar-lhes, em tempo útil, todas as informações que
bro de 2000, relativo à proteção das pessoas singulares sejam solicitadas.
no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais 8 — O presente artigo não se aplica aos profissionais
pelas instituições e pelos órgãos comunitários e à livre que beneficiem do reconhecimento automático das suas
circulação desses dados. qualificações profissionais, nos termos das secções II,
15 — Sem prejuízo do disposto nos n.os 5 e 6, os em- III e III-A do capítulo III.
pregadores, clientes, pacientes, autoridades públicas e
outros interessados podem solicitar à autoridade compe- Artigo 17.º-A
tente a verificação da autenticidade e da validade de uma
Procedimento de notificação
carteira profissional europeia que lhes seja apresentada
pelo respetivo titular, nos termos de procedimentos a 1 — As autoridades competentes devem notificar a
definir por regulamento europeu. Comissão Europeia das normas que vierem a ser ado-
tadas, independentemente da sua natureza ou fonte, em
Artigo 2.º-F matéria de emissão de títulos de formação nas profissões
abrangidas pela presente secção.
Acesso parcial
2 — No caso dos arquitetos, a notificação é também
1 — A autoridade competente pode conceder o acesso dirigida aos outros Estados membros.
parcial a uma profissão regulamentada no território na- 3 — A notificação referida nos números anteriores
cional, desde que se verifiquem as seguintes condições deve ser efetuada através do IMI e conter, nomeada-
cumulativas: mente, informação sobre a duração e conteúdo dos
programas de formação.
a) O requerente estiver plenamente qualificado para
exercer no Estado membro de origem a atividade pro-
Artigo 46.º-A
fissional para a qual é solicitado acesso parcial no ter-
ritório nacional; Quadro de formação comum
b) A existência de diferenças significativas entre a
1 — O quadro de formação comum não substitui
atividade profissional legalmente exercida no Estado
os programas nacionais de formação, a menos que um
membro de origem e a profissão regulamentada no ter-
Estado membro decida em contrário ao abrigo da le-
ritório nacional que implicaria exigir ao requerente,
gislação nacional.
a título de medidas compensatórias, a conclusão de
2 — Para efeitos de acesso e exercício de uma profis-
programa completo de educação e formação exigido no
são, a autoridade competente deve atribuir aos títulos de
território nacional para obter o pleno acesso à profissão
formação profissional adquiridos com base no quadro
regulamentada;
de formação comum o mesmo efeito dos títulos de for-
c) A atividade profissional poder ser objetivamente
mação emitidos em território nacional, desde que estes
separada das outras atividades abrangidas pela profissão
cumpram as seguintes condições:
regulamentada no território nacional.
a) Permita a deslocação de um maior número de
2 — Para os efeitos da alínea c) do número anterior, profissionais entre os Estados membros;
a autoridade competente deve ter em conta a suscetibi- b) A profissão a que o quadro de formação comum ou
lidade de a atividade profissional ser exercida de forma a formação conducente à profissão esteja regulamentada
autónoma no Estado membro de origem. em, pelo menos, um terço dos Estados membros;
3 — A autoridade competente pode indeferir o acesso c) O conjunto de conhecimentos, aptidões e com-
parcial por razões imperiosas de interesse geral, aten- petências combine os conhecimentos, aptidões e com-
dendo ao princípio da proporcionalidade. petências exigidos nos sistemas de educação e forma-
4 — Os pedidos para efeitos de estabelecimento em ção aplicáveis em, pelo menos, um terço dos Estados
Portugal são examinados de acordo com a secção I do membros, independentemente de terem sido adquiridos
capítulo III e os artigos 47.º e 49.º num curso de formação geral, num curso de formação
5 — Os pedidos para prestação de serviços tempo- profissional ou num curso de nível superior;
rários e ocasionais no território nacional relativos a d) Ter como base a estrutura de níveis do QEQ, tal
atividades profissionais com impacto na saúde e na como definidos no anexo II da Recomendação do Par-
segurança públicas são examinados nos termos do lamento Europeu e do Conselho de 23 de abril de 2008;
capítulo II. e) A profissão em causa não esteja abrangida por
6 — Sem prejuízo do disposto no n.º 7 do artigo 6.º nenhum outro quadro de formação comum, nem sujeita
e no n.º 3 do artigo 49.º, uma vez concedido o acesso ao reconhecimento automático, ao abrigo da secção III
parcial, a atividade profissional é exercida sob o título do capítulo III;
profissional do Estado membro de origem, sem pre- f) O quadro de formação comum seja elaborado após
juízo de a autoridade competente poder exigir a sua um processo regular e transparente, incluindo as partes
utilização em português, nomeadamente para tutela do interessadas dos Estados membros em que a profissão
consumidor. não esteja regulamentada;
2608 Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 30 de maio de 2017

g) Os requerentes sejam elegíveis para a obtenção regulamentada em pelo menos um terço dos Estados
da qualificação profissional ao abrigo do quadro de membros;
formação comum sem terem, previamente, de se tornar c) Seja elaborado após um processo regular e transpa-
membros ou de se inscrever numa organização profis- rente, incluindo os Estados membros em que a profissão
sional. não esteja regulamentada;
d) Os requerentes possam participar nos testes de
3 — As organizações profissionais representativas a formação comum e na organização prática dos mesmos
nível da União, bem como as organizações profissionais sem terem, previamente, de se tornar membros ou de se
ou autoridades competentes de, pelo menos, um terço inscrever numa organização profissional.
dos Estados membros podem propor à Comissão Euro-
peia quadros de formação comuns desde que preencham 2 — O disposto no número anterior não é aplicável
as condições previstas no número anterior. quando se verifique alguma das seguintes circunstâncias:
4 — O disposto no número anterior não é aplicável
a) A profissão não se encontrar regulamentada no
quando se verifique alguma das seguintes circunstâncias:
território nacional;
a) Inexistência, no território nacional, de instituições b) O conteúdo do teste de formação comum não re-
de ensino ou de formação que ministrem formação para duzir de forma satisfatória os graves riscos para a saúde
a profissão em causa; pública ou para a segurança dos destinatários dos ser-
b) A introdução do quadro de formação comum pro- viços, que são relevantes no seu território;
duzir um efeito negativo na organização dos sistemas c) O conteúdo do teste de formação comum tornar
nacionais de ensino e de formação profissional; o acesso à profissão significativamente menos atrativo
c) Existência de diferenças substanciais entre o qua- em comparação com os requisitos exigidos no território
dro de formação comum e a formação exigida no ter- nacional.
ritório nacional, de que resultam graves riscos para a
ordem, a segurança e a saúde públicas, a segurança dos 3 — As organizações profissionais de âmbito co-
beneficiários dos serviços ou a proteção do ambiente. munitário, bem como as organizações profissionais ou
autoridades competentes nacionais de, pelo menos, um
5 — O disposto neste artigo é igualmente aplicável terço dos Estados membros, podem propor à Comissão
às especializações de uma profissão, quando as mesmas Europeia testes de formação comuns que preencham as
digam respeito a atividades profissionais cujo acesso e condições previstas no número anterior.
exercício estejam regulamentados nos Estados mem- 4 — No prazo de seis meses a contar da entrada em
bros em que a profissão já é objeto de reconhecimento vigor do ato da Comissão Europeia relativo ao esta-
automático, nos termos da secção III do capítulo III, mas belecimento do teste de formação comum para uma
não a especialidade em causa. determinada profissão, as autoridades competentes co-
6 — No prazo de seis meses a contar da entrada em municam à Comissão Europeia e aos demais Estados
vigor do ato da Comissão Europeia relativo ao esta- membros as seguintes informações:
belecimento do quadro de formação comum para uma
a) As qualificações nacionais e, se for caso disso, os
determinada profissão, as autoridades competentes co-
títulos profissionais nacionais que respeitam o quadro
municam à Comissão Europeia e aos demais Estados
de formação comum;
membros as seguintes informações:
b) As situações abrangidas pelo n.º 2, devidamente
a) As qualificações nacionais e, se for caso disso, os justificadas.
títulos profissionais nacionais que respeitam o quadro
de formação comum; 5 — Caso a Comissão Europeia solicite esclareci-
b) As situações abrangidas pelo número anterior, mentos às informações previstas no número anterior,
devidamente justificadas. a autoridade competente deve responder num prazo de
90 dias a contar da data da receção desse pedido.
7 — Caso a Comissão Europeia solicite esclareci-
mentos às informações previstas no número anterior, Artigo 50.º-A
a autoridade competente deve responder num prazo de
Reconhecimento do estágio profissional
90 dias a contar da data da receção desse pedido.
1 — No caso de profissão regulamentada cujo acesso
Artigo 46.º-B dependa da conclusão de um estágio profissional, a
autoridade competente deve reconhecer o estágio profis-
Testes de formação comum
sional realizado noutro Estado membro, independente-
1 — A aprovação num teste de formação comum mente da nacionalidade do requerente e tendo em conta
realizado num Estado membro confere ao titular de uma a similitude das atividades desenvolvidas no estrangeiro
dada qualificação profissional o direito a exercer essa com a profissão regulamentada ou a verificação de es-
profissão em território nacional, nas mesmas condições pecial interesse do programa de estágio para o exercí-
que os titulares de qualificações profissionais obtidas cio da profissão regulamentada em território nacional.
no território nacional, desde que o teste de formação 2 — O reconhecimento do estágio profissional não
comum cumpra as seguintes condições: substitui os requisitos em vigor para aprovação num
exame tendo em vista o acesso à profissão em causa.
a) Permita a deslocação de um maior número de
3 — A legislação sectorial pode:
profissionais entre os Estados membros;
b) A profissão ou a formação conducente à profissão a) Definir o procedimento de reconhecimento do
a que o teste de formação comum diz respeito esteja estágio profissional efetuado noutro Estado membro
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ou país terceiro de acordo com os critérios definidos l) Profissionais que exerçam atividades relacionadas
no n.º 1; com a educação de menores, em especial de cuidados
b) Regular os direitos e deveres do patrono ou orien- à infância e à educação pré-escolar, sempre que o pro-
tador do estágio e do estagiário; fissional exerça uma profissão regulamentada nesse
c) Estabelecer um limite razoável à duração da parte Estado membro.
do estágio profissional que pode ser efetuada no es-
trangeiro. 3 — O mecanismo de alerta tem ainda lugar nos casos
de utilização ou aproveitamento de falsas qualificações
4 — As autoridades competentes devem promover a profissionais em processo de reconhecimento para o
divulgação das normas referidas nos números anteriores, acesso e exercício de uma profissão regulamentada
nomeadamente nos respetivos sítios da Internet. em território nacional, quando verificados por decisão
jurisdicional ou administrativa.
Artigo 52.º-A 4 — A autoridade competente deve informar, por
escrito, o profissional sobre a comunicação de um alerta
Mecanismo de alerta
e respetivo conteúdo, bem como sobre os meios de re-
1 — Quando o exercício, em território nacional, da ação ao seu dispor, em simultâneo com a comunicação
atividade ou conjunto de atividades que integram a referida no n.º 1.
profissão regulamentada tenha sido proibido ou restrin- 5 — Em caso de reclamação ou recurso apresentado
gido, definitiva ou temporariamente, ou suspenso por pelo profissional, a autoridade competente deve incluir
decisão jurisdicional ou administrativa, a autoridade essa menção no mecanismo de alerta.
nacional competente deve comunicar, no prazo de três 6 — A autoridade competente deve manter a informa-
dias a contar do respetivo conhecimento, às autoridades ção disponibilizada no mecanismo de alerta devidamente
competentes dos outros Estados, através do IMI, as atualizada e, em caso de revogação ou caducidade da
seguintes informações: proibição, suspensão ou restrição, deve eliminar o alerta,
no prazo de três dias a contar do seu conhecimento.
a) Identificação do profissional;
b) Profissão regulamentada em causa; Artigo 52.º-B
c) Identificação da autoridade ou do tribunal que
proferiu a decisão; Balcão único eletrónico
d) Âmbito e duração da proibição, suspensão ou
restrição aplicada, bem como de quaisquer alterações. 1 — As informações acerca do reconhecimento das
qualificações profissionais estão disponíveis no balcão
único eletrónico.
2 — O mecanismo de alerta referido no número an- 2 — O balcão único eletrónico deve conter, nomea-
terior é aplicável às seguintes profissões: damente, as seguintes informações:
a) Médico de clínica geral detentor de um dos tí- a) Lista de todas as profissões regulamentadas no
tulos de formação referidos nos pontos 1.1 e 1.4 do território nacional, incluindo os contactos das respetivas
anexo II; autoridades competentes e dos centros de assistência
b) Médico especialista detentor de um dos títulos referidos no artigo 52.º-D;
referidos no ponto 1.3 do anexo II; b) Lista das profissões abrangidas por uma carteira
c) Enfermeiro responsável por cuidados gerais deten- profissional europeia e informação sobre o procedi-
tor de um dos títulos de formação referidos no ponto 2.2 mento de emissão, os custos a suportar pelo requerente
do anexo II; e a autoridade competente para a sua emissão;
d) Dentista detentor de um dos títulos de formação c) Lista de todas as profissões abrangidas pelo ar-
referidos no ponto 3.2 do anexo II; tigo 6.º;
e) Dentista especialista detentor de um dos títulos de d) Lista dos ciclos de formação regulamentada e de
formação referidos no ponto 3.3 do anexo II; formação com uma estrutura específica a que se refere
f) Dentista especialista detentor de um dos títulos de a subalínea ii) da alínea c) do artigo 9.º;
formação referidos no ponto 4.2 do anexo II; e) Os requisitos e procedimentos referidos nos arti-
g) Parteira detentora de um dos títulos de formação gos 6.º e 47.º a 49.º para as profissões regulamentadas no
referidos no ponto 5.2 do anexo II; território nacional, incluindo todos os custos a suportar
h) Farmacêutico detentor de um dos títulos de for- e os documentos a apresentar pelos requerentes;
mação referidos no ponto 6.2 do anexo II; f) Meios de reação, administrativos ou judiciais, às
i) Titulares dos certificados que comprovem que o decisões das autoridades competentes;
titular concluiu uma formação que satisfaz os requisitos g) Meios eletrónicos de pagamento disponíveis atra-
mínimos previstos nos artigos 21.º, 22.º, 28.º, 31.º, 32.º, vés da Plataforma de Pagamentos da Administração
34.º, 37.º ou 41.º, respetivamente, mas que teve início Pública.
antes das datas de referência dos títulos de formação
constantes dos pontos 1.3, 1.4, 2.2, 3.2, 3.3, 4.2, 5.2 e 3 — As autoridades competentes devem fornecer as
6.2 do anexo II; informações previstas no número anterior e comunicar
j) Titulares de certificados dos direitos adquiridos quaisquer alterações às mesmas à entidade responsável
a que se referem os artigos 19.º, 24.º, 26.º, 30.º, 34.º pela administração do balcão único eletrónico no prazo
e 40.º; de 15 dias.
k) Outros profissionais que exerçam uma atividade 4 — As informações referidas no n.º 1 devem ser
que tenha impacto na segurança dos doentes, sempre prestadas de forma clara e exaustiva aos utilizadores,
que o profissional em causa exerça uma profissão re- ser de fácil acesso de modo remoto e por via eletrónica,
gulamentada nesse Estado membro; e manter-se atualizadas.
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5 — As autoridades competentes devem responder, 4 — Os centros de assistência informam a Comissão
no prazo de 10 dias, aos pedidos de informações soli- Europeia, a pedido desta, dos resultados dos casos que
citados pelos utilizadores do balcão único eletrónico. sejam por eles tratados no prazo de dois meses a contar
6 — Para efeitos do disposto no n.º 1 é utilizado o da data de receção do pedido.
«Portal do Cidadão».
Artigo 52.º-E
Artigo 52.º-C Base de dados europeia sobre profissões regulamentadas
Desmaterialização 1 — Sob supervisão da entidade coordenadora, as
1 — Todos os requisitos, procedimentos e forma- autoridades competentes devem comunicar à Comissão
lidades relativos às matérias abrangidas pela presente Europeia a informação sobre as respetivas profissões
lei devem ser cumpridos de modo remoto e por via regulamentadas, nomeadamente a atividade ou conjunto
eletrónica, através do sítio da Internet da autoridade de atividades abrangidas, a reserva de atividade, as
competente respetiva. formações regulamentadas, as formações profissionais
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior com uma estrutura específica, referida na subalínea ii)
e da existência de documentos eletrónicos, em caso de da alínea c) do artigo 9.º
dúvida fundada acerca do conteúdo ou autenticidade 2 — As autoridades competentes devem manter a
de cópia do documento apresentado por via eletrónica, informação referida no número anterior devidamente
as autoridades competentes podem solicitar posterior- atualizada.
mente a exibição do original ou cópia autenticada do 3 — Cabe às autoridades competentes comunicar
mesmo. à Comissão Europeia as profissões abrangidas pelo
artigo 6.º e apresentar a justificação da sua inclusão
3 — O disposto nos números anteriores não é apli-
nesse regime.
cável à realização de um estágio de adaptação ou uma
prova de aptidão. Artigo 52.º-F
4 — No âmbito da instrução dos procedimentos a
que se refere o n.º 1 podem ser utilizadas assinaturas Revisão periódica dos requisitos de acesso
eletrónicas, nomeadamente a do Cartão de Cidadão. e exercício de profissões
5 — Os prazos definidos no artigo 6.º e no artigo 47.º 1 — Os regimes de acesso e exercício de profissões
começam a correr na data em que o interessado apre- regulamentadas devem ser revistos periodicamente de
sentar o pedido ou um documento em falta. forma a garantir a igualdade de oportunidades, o di-
6 — A solicitação da exibição de documento original reito ao trabalho, o direito à liberdade de escolha de
ou cópia autenticada a que se refere o n.º 2 não é consi- profissão ou género de trabalho e a livre circulação de
derada como pedido de documento em falta. trabalhadores e prestadores de serviços, tendo em conta
7 — No caso em que a autoridade competente seja os princípios e regras previstos nos regimes de criação,
um serviço ou organismo da Administração Pública, organização e funcionamento das associações públicas
os cidadãos e agentes económicos são dispensados da profissionais e de acesso e exercício de profissões e de
apresentação dos documentos que já se encontrem na atividades profissionais.
posse daqueles, quando derem o seu consentimento para 2 — Sob supervisão da entidade coordenadora, as
que a entidade responsável pela prestação do serviço autoridades competentes devem comunicar à Comissão
proceda à sua obtenção. Europeia os requisitos de acesso e exercício de profis-
sões regulamentadas, bem como a sua modificação,
Artigo 52.º-D sempre acompanhada da respetiva justificação.
Centros de assistência Artigo 52.º-G
1 — Os centros de assistência, designados nos ter- Associações ou organizações profissionais
mos do n.º 6 do artigo 52.º, têm por missão prestar aos
cidadãos, bem como aos centros de assistência de outros Para efeitos de atualização da lista de associações
Estados membros, as informações necessárias em ma- ou organizações profissionais, a entidade coordenadora
téria de reconhecimento das qualificações profissionais deve informar a Comissão Europeia sobre as associações
previsto na presente lei, nomeadamente, sobre os regi- públicas profissionais nacionais e respetivas profissões
mes de acesso e exercício de profissões regulamentadas, reguladas.»
incluindo sobre matérias laborais, de segurança social Artigo 4.º
e deontológicas. Alterações sistemáticas à Lei n.º 9/2009, de 4 de março
2 — Os centros de assistência devem prestar todas as
informações solicitadas pelos interessados no exercício São introduzidas à Lei n.º 9/2009, de 4 de março, alte-
dos direitos que lhes são conferidos pela presente lei, rada pelas Leis n.os 41/2012, de 28 de agosto, e 25/2014,
em cooperação, se for caso disso, com as autoridades de 2 de maio, as seguintes alterações sistemáticas:
nacionais competentes e os centros de assistência de a) É aditada ao capítulo III a secção IV, com a epígrafe:
outros Estados membros. «Reconhecimento automático com base em princípios
3 — As autoridades competentes devem cooperar, de de formação comum», passando a atual secção IV a sec-
forma diligente, com os centros de assistência, nacionais ção V;
ou estrangeiros, e fornecer todas as informações rele- b) A epígrafe do capítulo V passa a ter a seguinte reda-
vantes sobre casos individuais aos centros de assistência ção: «Cooperação administrativa e responsabilidade pela
que as solicitem. execução perante os cidadãos».
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Artigo 5.º Artigo 2.º
Normas transitórias Âmbito de aplicação
No prazo de um mês a contar da entrada em vigor da 1 — A presente lei é aplicável aos cidadãos da União
presente lei devem ser: Europeia e aos membros das suas famílias, adiante desig-
nados «trabalhadores da União Europeia e membros das
a) Designados os centros de assistência, nos termos no suas famílias», no exercício da liberdade de circulação de
n.º 6 do artigo 52.º da Lei n.º 9/2009, de 4 de março, na trabalhadores, relativamente aos seguintes aspetos:
redação dada pela presente lei;
b) Comunicada à Comissão a informação prevista no a) Acesso ao emprego;
n.º 3 do artigo 18.º, nos n.os 1 a 3 do artigo 52.º-E e no b) Condições de emprego e de trabalho, nomeada-
n.º 2 do artigo 52.º-F da Lei n.º 9/2009, de 4 de março, na mente em matéria de remuneração, despedimento, saúde
redação dada pela presente lei. e segurança no trabalho e de reintegração ou reinserção
profissional, em caso de desemprego de trabalhadores da
Artigo 6.º União Europeia;
c) Acesso a benefícios sociais e fiscais;
Norma revogatória
d) Filiação em organizações sindicais e elegibilidade
São revogados o artigo 12.º, o n.º 10 do artigo 17.º, para órgãos representativos dos trabalhadores;
o n.º 2 do artigo 23.º, o n.º 3 do artigo 31.º, o n.º 4 do e) Acesso à educação, formação e qualificação;
artigo 32.º, o n.º 2 do artigo 35.º, o n.º 3 do artigo 37.º, f) Acesso à habitação;
a alínea d) do n.º 1 do artigo 38.º, o n.º 3 do artigo 41.º, g) Acesso ao ensino, à aprendizagem e formação pro-
o n.º 3 do artigo 51.º e os n.os 4 e 5 do artigo 52.º da Lei fissional para os filhos dos trabalhadores da União Eu-
n.º 9/2009, de 4 de março, alterada pelas Leis n.os 41/2012, ropeia;
de 28 de agosto, e 25/2014, de 2 de maio. h) Assistência disponibilizada pelos serviços de em-
prego.
Artigo 7.º
2 — Para efeitos da presente lei são considerados
Entrada em vigor
membros da família do trabalhador da União Europeia
A presente lei entra em vigor no primeiro dia útil do os familiares na aceção da alínea e) do artigo 2.º da Lei
mês seguinte ao da sua publicação. n.º 37/2006, de 9 de agosto.
Aprovada em 31 de março de 2017.
Artigo 3.º
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Legitimidade processual
Ferro Rodrigues.
As organizações cujo fim seja a defesa ou a promo-
Promulgada em 22 de maio de 2017. ção dos direitos e interesses dos trabalhadores da União
Publique-se. Europeia e dos membros das suas famílias, relativos ao
exercício da liberdade de circulação, nos aspetos referidos
O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA. no artigo anterior, têm legitimidade processual para intervir
Referendada em 24 de maio de 2017. em representação da pessoa interessada, desde que:
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa. a) Se inclua expressamente nas suas atribuições ou
nos seus objetivos estatutários a defesa dos interesses em
causa;
Lei n.º 27/2017 b) Estejam mandatadas pela pessoa interessada, nos
termos da lei.
de 30 de maio
Artigo 4.º
Aprova medidas para aplicação uniforme e execução prática do
Entidades competentes
direito de livre circulação dos trabalhadores, transpondo a
Diretiva 2014/54/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, 1 — Nos aspetos relativos ao âmbito de aplicação da
de 16 de abril de 2014. presente lei são competentes, em razão da matéria, para
A Assembleia da República decreta, nos termos da promover, analisar, monitorizar e apoiar a igualdade de
alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte: tratamento dos trabalhadores da União Europeia e mem-
bros das suas famílias, sem discriminação em razão da
Artigo 1.º nacionalidade, restrições ou entraves injustificados ao seu
direito à livre circulação, as seguintes entidades:
Objeto
a) O Instituto do Emprego e da Formação Profis-
A presente lei transpõe para a ordem jurídica interna a sional, I. P. (IEFP, I. P.), no acesso à formação, acesso ao
Diretiva 2014/54/UE, do Parlamento Europeu e do Con- emprego, incluindo a assistência disponibilizada pelos
selho, de 16 de abril de 2014, que estabelece medidas serviços de emprego, e reintegração ou reinserção profis-
que facilitam a aplicação uniforme e a execução prática sional, em caso de desemprego de trabalhadores da União
dos direitos conferidos pelo artigo 45.º do Tratado sobre Europeia;
o Funcionamento da União Europeia e pelos artigos 1.º a b) A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino
10.º do Regulamento (UE) n.º 492/2011, do Parlamento Profissional, I. P. (ANQEP, I. P.), e a Direção-Geral da
Europeu e do Conselho, de 5 de abril de 2011. Educação (DGE), no acesso à qualificação e ensino;