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EQUIPE DE ESTUDO E ARTE ENCONTRO DE MOCIDADES ESPÍRITAS DE PERNAMBUCO ANO XIV

EQUIPE DE ESTUDO E ARTE ENCONTRO DE MOCIDADES ESPÍRITAS DE PERNAMBUCO ANO XIV RECIFE 2016

RECIFE

2016

JUSTIFICATIVA

O espiritismo é assunto de fundamental importância para os jovens dentro das casas espíritas. Nota-se o jovem atuante em obras assistenciais e produções artísticas. Entendemos que também o conhecimento mais aprofundado da doutrina se faz necessário para consolidação das diversas atividades de uma mocidade.

Se identificou que duas mocidades integrantes do EME pediram por aprofundamentos sobre o que é o Espiritismo. Também foi notado o pedido dos participantes do EME em suas sugestões de temas para o evento, 04 sugestões nesta temática. Nossas observações também nos levaram a perceber a importância de esclarecimentos sobre o tema. Além do caráter comemorativo dos 160 anos de Espiritismo.

Objetivos Gerais:

Revisitar o tríplice aspecto do Espiritismo.

Refletir sobre a meta da Doutrina Espírita.

Contextualizar os ensinos espíritas com a atualidade.

Metodologia

Oficinas de Estudo&Arte integrado. Arena de debates Experiência do método científico ( ex. Uma pergunta é lançada às várias mocidades e depois no EME é realizada a análise ).

ESTRUTURA

03

Facilitadores por Oficinas, trabalhando com estudo e arte. Total: 18 facilitadores.

01

Apoio Geral para todas as oficinas: Adriana Pinto .

06

oficinas de Estudo e Arte ; trabalho integrado.

Oficinas de Estudo : trabalhar com dinâmicas artísticas. Oficinas de Arte: trabalhar com a pergunta : Como o espiritismo consola? Produzir uma apresentação multidisciplinar: envolver várias linguagens artísticas em uma só produção.

DESENVOLVIMENTO

As oficinas trabalharão com EIXOS. Assim delimitando o campo de ação do tema 160 anos do Espiritismo: Eu vos enviei o consolador

EIXO 1 : CIÊNCIA EIXO 2: FILOSOFIA EIXO 3: RELIGIÃO EIXO 4: CONCLUSÃO

Com fins metodológicos , o trabalho com os eixos será direcionado através de uma “Linha Didática”, partindo do eixo mais denso ao mais sutil, precedendo ao EIXO 1 uma breve apresentação do tríplice aspecto da Doutrina Espírita.

Eixo 1 ciência → Eixo 2 filosofia → Eixo 3 religião → Eixo 4 conclusão Cronologia EIXO 1 : CIÊNCIA --- Domingo manhã EIXO 2: FILOSOFIA – Domingo tarde EIXO 3: RELIGIÃO --- segunda manhã EIXO 4: CONCLUSÃO --- terça manhã- tarde

Integração de Estudo e Arte As oficinas deverão criar uma produção com diferentes modalidades de expressão artística integradas : ex: música junto a teatro. Para tanto, desde o primeiro dia os jovens terão a prática de expressões de arte e no momento oportuno definirão o que produzir, podendo ser apresentado ao público ou não. As produções devem responder a pergunta:

COMO O ESPIRITISMO CONSOLA?

EIXO 1 : CIÊNCIA --- Domingo manhã – Arte enquanto atividade integrada aos conteúdos Exemplo: Música composta com o resultado da aplicação do método indutivo EIXO 2: FILOSOFIA – Domingo tarde – Arte enquanto atividade integrada aos conteúdos Exemplo: Dramatização de um conto filosófico

EIXO 3: RELIGIÃO --- segunda manhã – Arte enquanto atividade integrada aos conteúdos, definição da produção a ser realizada Exemplo: Desenho da religião em minha vida EIXO 4: CONCLUSÃO --- terça manhã- tarde – Arte : ensaio da produção e apresentação

O trabalho em cada eixo, além da arte integrada a eles, deve seguir uma forma didática que contemple os conteúdos atitudinais, procedimentais e conceituais. Os Conteúdos comumente são atribuídos apenas a conceitos, história,ciência. Mas eles atuam em outras vertentes: precedimentos e atitudes. Nos Procedimentos encontramos o “modo” de lidar com o tema, a construção do ensino-aprendizagem. Nas Atitudes percebemos os

valores morais que serão estimulados no processo da oficina. E por fim, o mais difundido,

o Conteúdo que revelará as informações mais importantes sobre o tema. Segue alguns exemplos:

Conteúdos Procedimentais

* Eixo Ciência : experienciar o método científico aplicado por Kardec.

* Eixo Filosofia: discutir temas retirando a superficialidade das coisas

* Eixo Religião: ligar-se à Deus ( seja numa prece, numa canção, vibração no bem )

* Eixo Conclusão: identificar a incompletude de cada eixo em separado

Conteúdos Atitudinais

* Eixo Ciência: atitude investigativa

* Eixo Filosofia: atitude reflexiva, questionamentos sobre viver a vida, reflexão íntima

* Eixo Religião: atitude de ligação com Deus e reflexão moral

* Eixo Conclusão: atitude de integralidade dos eixos

Conteúdos Conceituais

* Eixo Ciência : conceito de ciência X ciência espírita

* Eixo Filosofia: conceito de filosofia X filosofia espírita

* Eixo Religião: conceito de religião X religião espírita

* Eixo Conclusão: conceito de integralidade X meta do espiritismo

OBS: sobre os Conteúdos: Não são separados na prática, no fazer do encontro educativo eles se integram.http://www.webartigos.com/artigos/os-conteudos-conceituais-

OS EIXOS

EIXO 1: ASPECTO CIENTÍFICO

Objetivos

Entender a universalidade dos ensinamentos dos espíritos como o cerne do aspecto

científico do Espiritismo no seu início

Analisar os meios como a ciência não espírita se apropria dos de ideias espiritualistas

Verificar como o aspecto científico da doutrina espírita contribui para o

desenvolvimento do aspecto filosófico e religioso

Entender como a Doutrina Espírita evolui pela universalidade dos ensinamentos dos

espíritos e pela aceitação das teorias científicas ampla e longamente aceitas

Compreender como o aspecto científico pode consolar a humanidade

Conteúdos a serem abordados

Universalidade dos ensinamentos dos espíritos: ontem [3,5] e hoje [3]

Contribuições do Espiritismo para o entendimento da Vida

Experiências de quase-morte [4]

Terapias de vidas passadas [6,11]

Lembranças inatas em crianças [7]

Psicografias em casos jurídicos [1,2]

Conteúdo extra

Transcomunicação instrumental [8,9,10]

Referências bibliográficas

[1] http://www.conjur.com.br/2007-jul-14/justica_aceita_cartas_psicografadas_absolver_reus [2] https://www.youtube.com/watch?v=n9NDhUA9VKs [3] Allan Kardec, A Gênese, Capítulo 1, tópicos 53 a 55, Instituto de Difusão Espírita, 2ª ed. 1992.

[11] http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/tvp.html

EIXO 2: ASPECTO FILOSÓFICO

Objetivos:

Entender o que é filosofia e filosofia espírita

Analisar como conhecemos

Compreender a importância da problematização

Identificar o Diálogo como base da filosofia espírita

Aprofundar a definição de Fé raciocinada

Entender as implicações morais das revelações espíritas

Verificar como o aspecto filosófico da doutrina espírita contribui para o

desenvolvimento do aspecto científico e religioso

Conteúdos a serem abordados:

Espiritismo

Conceitos de filosofia e filosofia espírita

A caverna de Platão

conceitos de alma, espírito, corpo .

compreensão global da realidade

global

Juventude

Eu tenho uma filosofia individual de viver?

Momentos de caverna na nossa vida

No dia-a dia temos consciência disso?

Meus conflitos numa compreensão

O

que é problematizar e

Para quê problematizar na minha vida ?

o

que é diálogo filosófico

A importância do diálogo na atualidade

o que é fé raciocinada minhas

Referências Bibliográficas:

Meu caminho de fé no espiritismo/ Crenças estão integradas em fé e razão?

Livro dos Espíritos – Allan Kardec

Introdução a filosofia espírita – Herculano Pires

Evangelho segundo o espiritismo – Allan Kardec

EIXO 3: ASPECTO RELIGIOSO

Objetivos

Verificar como o aspecto religioso da Doutrina Espírita contribui para o

desenvolvimento do aspecto científico e filosófico

Entender o aspecto religioso como uma ligação com Deus e com o próximo

Perceber a sua própria religiosidade

Conteúdos a serem abordados

Interpretação do Evangelho segundo o Espiritismo [2]

Identidade religiosa: movimento espírita e do praticante [1]

Razões para ser e se manter espírita [3]

Referências bibliográficas

[1] http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/religiao/objetivo-do-espiritismo.html [2] Allan Kardec, Evangelho Segundo o Espíritismo [3] Vida e Valores (A importância da vida religiosa)Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 187, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.Programa gravado em janeiro de 2009 Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 18.04.2010.Em 05.07.2010.

Texto de apoio sobre o aspecto religioso

Estar conectado a uma ordem cósmica é desejo de todo ser humano. Pouca gente

se dá conta de que religião advém do religare latino, significando re-ligar, A palavra

religião é etimologicamente validada na cultura judaico-cristã, pois deriva da idéia de que

Adão teria se desligado de Deus e seus descendentes deveriam reatar aquela ligação pela via da religião. Essa idéia passou a fazer parte do inconsciente humano na cultura ocidental. E o que nós verdadeiramente estaríamos desejando religar? A alma humana ao Criador. As religiões institucionalizadas se propõem a oportunizar essa divina conexão, mas como se dirigem ao coletivo, dificilmente seu adepto alcançará esse intento. Com o auxílio da religião formal, o indivíduo terá de constituir sua religião pessoal para que se sinta conectado ao divino. Esse caráter fundamental da religião interna do Ser foi o que levou Jesus Cristo a enunciar, num daqueles momentos luminosos de Sua passagem pela Terra que Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus. Parece quase óbvio que Jesus Cristo se referia ao fato de que, muitas vezes, estamos pronunciando o nome do Senhor de maneira hipócrita, da boca para fora. Então nem todos aqueles que dizem Senhor, Senhor estão tirando essas expressões da sua própria intimidade. Ele também expressou-se dizendo que a boca fala daquilo que está cheio o coração, daquilo que a alma se preenche. É muito importante que a religião seja um gesto, um ato, uma ação, muito mais do que palavras. É a partir disso que começamos a perceber que aquele pai devotado, dedicado, que transpira no trabalho de reeducação de seus filhos, aquela mãe dedicada, austera, firme, amorosa, que investe recursos para bem conduzir seus filhos, realiza atos religiosos. O profissional de saúde que se devota ao seu paciente, ao seu doente, que se interessa por ele verdadeiramente e não por quanto ele pagou faz valer o juramento de Hipócrates, de salvar vidas, independentemente de quanto ele tenha recebido ou mesmo sem ter recebido anda, está realizando um ato religioso.

Complexo explicar o que é religião quando se trata de algo de difícil tradução em palavras. A raiz da experiência religiosa pertence a uma instância psíquica que transcende o campo da consciência, cuja procedência se confunde com a geração do Espírito. O que se sente quando se vive uma experiência religiosa não pertence ao intelecto. Mais difícil ainda é querer escrever ou falar sobre a manifestação religiosa de outra pessoa. Com dificuldade, ou mesmo parcialmente, consegue-se falar a respeito da própria religião, isto é, do sentimento religioso que se tem. O que quer que lhe dê origem esconde-se no inconsciente humano, impulsionando-o para um encontro com a Vida, consigo mesmo e com a Divindade.

E por que religar? Nós viemos de Deus, criados por Seu amor. Logo, ligados a Ele como por um cordão umbilical simbólico e, a partir do momento em que Ele nos põe na

estrada da evolução temos necessidade de desenvolver nosso progresso às nossas próprias custas. É a partir daí que o uso do livre-arbítrio, bem ou mal, vai nos fazendo claudicar, tropeçar, caminhar mais rapidamente, mais lepidamente. E a nossa destinação, uma vez que saímos de Deus simples e ignorantes, será retornar a Deus conscientes, amadurecidos como um filho que sai de sua casa para estudar numa Universidade e volta formado, para colaborar no lar com a família.

Religarmo-nos a Deus é realizar, nos caminhos pelos quais trilhamos aqui na Terra, tudo que seja importante para que tenhamos uma vida mais alta, mais bela, mais clara e conduzamos conosco aqueles que nos são caros, aqueles que sejam os nossos dependentes afetivos porque, com a vida religiosa bem urdida, bem nutrida, bem arejada, conseguiremos gradativamente seguir através do caminho que nos leva à verdade em prol da vida porque foi Jesus que disse que fora dessa tríade, ninguém chegaria ao Pai, ao afirmar: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

A nossa vida religiosa é importante exatamente por isso, porque é uma realidade interna do ser. É uma verdade que se passa portas adentro de nossa alma e, quando pensamos em religião, nessa forma de nos religar a Deus, de voltar a Deus com nossos próprios esforços, vamos percebendo que encontraremos diversíssimas formas de voltar a Deus.

Cada vez que, no momento da grita, da cólera, do alvoroço algum de nós tenha uma palavra apaziguadora, uma palavra de harmonia, de tranquilização, este é um gesto religioso. Cada vez que, na intimidade da nossa casa, ou do templo ou em qualquer lugar em que estejamos, emitimos um pensamento de bem para alguém, desejamos bem a alguém, que seja feliz, que seja aprovado, que consiga o emprego, cada vez que pensamos coisas boas para alguém, esses são gestos religiosos. Jesus Cristo foi muito explícito: Faze a tua parte, que os céus te ajudarão. Não adianta frequentar diariamente qualquer templo, não adianta dizer palavras mágicas, sacramentais, se nossa intimidade não se transforma, se o nosso mundo interior não se renova, se não instalamos dentro de nós a verdadeira religião.

No item 24 do Livro dos Médiuns, Allan Kardec traz que o Espiritismo repousa sobre as bases fundamentais da religião e respeita todas as crenças; um de seus efeitos é incutir sentimentos religiosos nos que os não possuem e fortalece-los.

REFERENCIAS

Vida e Valores (A importância da vida religiosa)Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 187, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.Programa gravado em janeiro de 2009 Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 18.04.2010.Em 05.07.2010.

LIVRO DOS MEDIUNS

Adenáuer Novaes /Religião Pessoal – Salvador. Fundação.Lar Harmonia, 11/2007.

EIXO 4: CONCLUSÃO

Objetivos

Etapa 1

Entender a importância da integralidade do tríplice aspecto da doutrina espírita

Compreender como a integralidade dos aspectos influencia cada um

individualmente

Etapa 2

Perceber o Espiritismo de forma íntima e individual

Indicar o que é necessário buscar no espiritismo para consolar a si próprio

Conteúdos a serem abordados:

A integralidade do tríplice aspecto

Autoconhecimento no cerne da questão : como vivo o espiritismo?

Identificação do consolo que o espiritismo provoca individualmente e coletivamente

Ações espíritas e conduta espírita

Histórias reais da ação espírita consoladora

Este eixo trabalha uma culminância do tríplice aspecto em sua integralidade, também se

faz necessário aprofundar o espiritismo a nível pessoal do ser para dessa experiência

cultivar bases de confiança no espiritismo para consolo próprio de cada individualidade.

Referencias Bibliográficas

“Negar o tríplice aspecto do espiritismo é problemático”

http://www.ofrancopaladino.pro.br/mat516.htm

http://pt.slideshare.net/gespiritacristao1/aspecto-trplice-da-doutrina-esprita

Evangelho segundo o espiritismo – Allan Kardec

O que é o Espiritismo – Allan Kardec

CURIOSIDADES

ANEXOS

Kardec é apenas um codificador?

http://www.redeamigoespirita.com.br/group/artigosespiritas/forum/topics/por-que-nao-

chamo-mais-kardec-de-codficador

A filosofia espírita e momento atual brasileiro?

http://revistaespacoetica.com.br/2016/06/17/revisitando-kardec-no-momento-atual-

brasileiro-por-dora-incontri/

Movimento espírita tem resposta pra tudo?

https://doraincontri.com/2013/01/28/reflexoes-espiritas-sobre-a-tragedia-de-santa-maria/