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Turbinas a Gás, Vapor e Caldeiras

CALDEIRAS
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Profº: Anderson Flores


Turbinas a Gás, Vapor e Caldeiras

Objetivos
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Ao final desse capítulo, você poderá:

• Definir caldeira;

• Classificar as caldeiras segundo o tipo de


Combustível consumido;

• Identificar os diferentes tipos de caldeiras;

• Identificar os principais componentes das caldeiras.

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Introdução
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

De forma genérica, qualquer equipamento no qual


ocorra a vaporização de água é uma caldeira. Entretanto,
para nosso estudo, consideraremos a definição da NR-13
Caldeiras e Vasos de Pressão que descreve que as caldeiras
a vapor são “equipamentos destinados a produzir e acumular
vapor d’água ou outro fluido sob pressão superior à
atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia”.

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Princípio de Funcionamento
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

As caldeiras a vapor têm como princípio de funcionamento a troca


de energia térmica entre a massa de uma determinada substância na fase
líquida, com uma fonte de calor gerada por diferentes tipos de
agentes caloríficos denominados combustíveis, que podem agir de
forma individual ou combinada no fornecimento dessa energia.

Entre os fluidos utilizados na geração de vapor, a água é o mais


largamente utilizado nos processos termodinâmicos devido,
principalmente, à sua grande disponibilidade e não toxidez. Ela tem como
fatores determinantes a sua grande estabilidade, baixo custo e elevada
capacidade de transporte de calor com segurança, podendo exercer a
dupla função de gerar e acumular energia em forma de calor.
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Princípio de Funcionamento
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Entre as aplicações mais comuns do vapor d’água gerado nas


caldeiras estão:

•Agente produtor de trabalho por acionamento mecânico de turbo-


bombas, turbo-geradores, compressores, turbinas propulsoras,
máquinas alternativas, ventiladores etc;

•Aplicação direta em processos químicos e petroquímicos como


agente integrante de síntese, decomposições etc;

•Veículo de transporte e transferência de calor, dotado de elevada


capacidade térmica e flexibilidade; Profº: Anderson Flores
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Princípio de Funcionamento
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

•Agente de limpeza, umidificação, aquecimento etc;

•Agente de arraste em ejetores para produção de vácuo nos


condensadores das turbinas de condensação, torres de
destilação a vácuo etc;

•Servir como fluido abafador no combate ao fogo.

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Classificação das Caldeiras


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

De acordo com a NR-13 Caldeiras e Vasos de Pressão, as


caldeiras são classificadas em função da operação como:

Categoria A Caldeiras cuja pressão de operação é superior


a 1960 kPa (19,98 Kgf/cm²).

Categoria C Caldeiras cuja pressão de operação é igual ou


inferior a 588 kPa (5,99 Kgf/cm²).

Categoria B Caldeiras que não se enquadram nas


categorias anteriores. Profº: Anderson Flores
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Classificação das Caldeiras quanto ao Tipo
de Combustível
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Quanto ao tipo de combustível, as caldeiras podem ser classificadas em:

a) Caldeiras a combustível sólido:

b) Caldeiras a combustíveis líquidos:

c) Caldeiras a gás:

d) Caldeiras de recuperação:

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Classificação das Caldeiras quanto ao Tipo
de Combustível
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Quanto ao tipo de combustível, as caldeiras podem ser classificadas em:

a) Caldeiras a combustível sólido:


Usado, principalmente, nas grandes termoelétricas. Nos
Carvão
mineral Estados Unidos, 3/4 do carvão consumido é utilizado na
produção de vapor para geração de energia elétrica.
Carvão Atualmente está em desuso devido à elevação do
vegetal e
lenha custo e da falta de matéria-prima.

Usado nas indústrias de açúcar e álcool, aproveitando o resto

Bagaço da moagem da cana-de-açúcar como combustível. O vapor


de cana produzido é usado nas máquinas da usina, geradores e
aquecedores.
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Classificação das Caldeiras quanto ao Tipo
de Combustível
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

b) Caldeiras a combustíveis líquidos:

Nos combustíveis líquidos, temos o óleo cru, o fuel-oil e o óleo diesel


como os mais largamente utilizados nas mais variadas capacidades de carga de
cada caldeira.

O óleo cru e o fuel-oil necessitam de preaquecimento para alcançar a


viscosidade adequada de bombeio e, principalmente, para melhorar a pulverização
e a queima. Normalmente, o óleo diesel é usado em pequenas instalações,
sobretudo por não necessitar de aquecimento e por proporcionar uma combustão
mais limpa. Entretanto, o preço alto deste combustível vem tornando o uso simples
do óleo diesel incompatível com o custo/benefício. Por esta razão, as caldeiras de
grande porte, atualmente, já vêm preparadas de fábrica para queimar diversos tipos
de combustíveis, isolados ou simultaneamente.
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Classificação das Caldeiras quanto ao Tipo
de Combustível
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

c) Caldeiras a gás

São bastante usadas na indústria petrolífera, onde existe sobra


de gás natural. Ultimamente, em função das facilidades de suprimento
de gás natural de petróleo, do baixo custo desse combustível e da
grande preocupação com o meio ambiente, as grandes indústrias vem
optando também por este tipo de combustível.

Vale ressaltar que todas as caldeiras que usam combustível


líquido ou a gás podem usar dois ou mais tipos de combustíveis. Hoje
em dia já existem caldeiras preparadas para usar até 12 diferentes tipos
de combustíveis.
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Classificação das Caldeiras quanto ao Tipo
de Combustível
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

d) Caldeiras de recuperação:

Estas caldeiras não usam nenhum combustível como fonte


de aquecimento. Não possuem fornalha, portanto aproveitam a
energia térmica contida nos gases de descarga da combustão de
um motor diesel ou de uma turbina a gás para a geração do vapor
que é utilizado para aquecimento ou para geração de energia
elétrica. Este sistema é muito utilizado em usinas elétricas
combinadas nas quais o gerador principal é acionado por uma
turbina a gás e um outro gerador é acionado por uma turbina a
vapor.
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Tipos de Caldeiras
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Os tipos mais usuais de caldeiras são as caldeiras:

• Flamatubulares (ou Fogotubulares);

• Aquatubulares;

• Mistas (ou Combinadas);

• Elétricas.
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Caldeira Flamatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

As caldeiras flamatubulares, também chamadas


de fogotubulares, são aquelas nas quais os gases da
combustão (gases quentes) circulam pelo interior de
tubos, em torno dos quais existe água. Apresentam um
grande volume de água. Sua estrutura básica é
constituída de:

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Caldeira Flamatubular
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a) Cilindro externo - denominado corpo, cuja espessura de


parede determina a pressão de operação;

b) Feixe tubular - conjunto formado pelos tubos e espelhos,


montado internamente no cilindro. Propicia a troca térmica
entre a água e os gases quentes oriundos da câmara de
combustão ou da descarga de um motor diesel ou turbina a
gás;

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Caldeira Flamatubular
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c) Fornalha - espaço onde está localizado o queimador e no


qual se processa a combustão;

d) Caixa de fumaça - parte superior da caldeira onde os


gases de combustão são coletados antes de seguir para
atmosfera.
Essas caldeiras, de acordo com a sua configuração de
montagem, podem ser classificadas como caldeiras de tubos
verticais e caldeiras de tubos horizontais.
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Caldeira Flamatubular
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Caldeira Flamatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

As caldeiras flamatubulares de tubos horizontais


podem ser do tipo simples “passe” ou de múltiplos
“passes”. O significado de “passes” está relacionado ao
número de vezes que o fluxo de gases circula pelo interior
dos tubos, antes de sair para a atmosfera.

Elas geram somente vapor saturado ou, no máximo,


ligeiramente superaquecido e, normalmente, tem sua
capacidade de geração de vapor restrita a 65
toneladas/hora e pressão máxima de 20 bar.

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Caldeira Flamatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Apesar de ser mais compacta, de maior simplicidade


operacional e de custo relativamente baixo, passou a ser
utilizada apenas em instalações nas quais não é exigido um
vapor de melhor qualidade. Isto porque apresenta sérios
problemas de incrustação e depósito no lado dos
gases, além de baixa capacidade de geração e maior
dificuldade para manutenção. Além disso, a espessura da
parede do corpo cilíndrico aumenta proporcionalmente com a
pressão, o que a torna um investimento muito oneroso para
pressões de trabalho maiores.
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Caldeira Flamatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Embora a capacidade desse tipo de caldeira tenha sido


aumentada com a evolução do seu uso, a superfície de
contato continuava pequena, causando o baixo rendimento
térmico e a demora na produção de vapor.

Com a evolução da tecnologia, a necessidade de


caldeiras com maior rendimento e menor consumo aumentou.
Assim, os avanços nos desenhos e na sua concepção
tecnológica geraram novos tipos de caldeiras, permitindo a
produção de grandes quantidades de vapor. Profº: Anderson Flores
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Caldeira Aquatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Neste tipo de caldeira, a água circula pelo interior dos


tubos, enquanto o agente calorífico circula pela parte externa.

Essa caldeira possui maior área de absorção de calor,


maior capacidade de vaporização e rápida resposta às variações
de carga. Pela sua característica e economia, é hoje a mais
aplicada em grandes instalações e termoelétricas. Pode produzir
vapor em alta pressão e vapor superaquecido em alta
temperatura. Porém, por trabalhar com pequeno volume d’água,
necessita de um sistema de controle e alarme eficiente para sua
segurança operacional. Profº: Anderson Flores
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Caldeira Aquatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Em geral, os tubos são conectados entre dois ou


mais tubulões cilíndricos. O tubulão superior (também
chamado de tubulão de vapor) tem seu nível de água
controlado em cerca de 50%. O tubulão inferior (ou
tubulões), também chamado de tubulão d’água, trabalha
totalmente cheio de água.

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Caldeira Aquatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

A geração de vapor é feita através do aquecimento da água


no interior dos tubos pelo calor resultante da queima do
combustível no interior da fornalha. À medida que aumenta a
temperatura da água, forma-se a corrente natural de convecção
dando origem à formação do vapor d’água. Este vapor (saturado) é
acumulado no tubulão superior e daí distribuído para os diversos
utilitários ou para o superaquecedor, de acordo com a
característica de cada instalação. À medida que aumenta a
geração de vapor, diminui o nível da água no tubulão superior.
Para manter o nível de água no tubulão, a caldeira possui um
sistema de alimentação.
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Caldeira Aquatubular
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Observe, a seguir, um esquema de uma caldeira aquatubular com


duplo superaquecedor.

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Caldeira Aquatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

a) Circulação de água nas caldeiras aquatubulares:

Para um bom desempenho na absorção de calor


por parte da substância de trabalho, é necessário que
ocorra uma adequada circulação de água e vapor
através dos tubos que compõem o circuito de geração de
vapor. A circulação pode ocorrer naturalmente, isto é,
pela ação da gravidade, convecção, ou ainda por
circulação forçada pela ação de uma bomba.
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Caldeira Aquatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

• Circulação natural: O aquecimento dos tubos fervedores ou


tubos ascendentes (risers) forma bolhas de vapor que, por
conseguinte, faz com que o peso específico da mistura
água/vapor, nesses tubos, seja menor que nos tubos
descendentes pouco aquecidos (downcomers). Isto provoca
um aumento na pressão na extremidade inferior dos tubos de
descida, comprimindo a mistura água/vapor nos tubos
ascendentes, em direção ao tubulão superior, enquanto
nos tubos descendentes continuam a fluir somente água.

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Caldeira Aquatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

O ciclo de convecção promove a circulação de água


gerando a refrigeração dos tubos. Nos geradores de vapor de
circulação natural, a circulação muda com a variação de carga. O
aumento da circulação, decorrente do acréscimo da diferença de
densidade do fluido nos circuitos descendentes e ascendentes,
está relacionado com o aumento da carga da caldeira. Este
acréscimo traz como conseqüência uma elevação de perda de
carga nos circuitos devido ao aumento da vazão. Para compensar
esta perda, a seção transversal dos tubos descendentes são
maiores que a seção transversal dos tubos ascendentes.

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Caldeira Aquatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Toda caldeira é projetada para superar qualquer variação


brusca de carga ou variação na absorção de calor. Sua principal
finalidade é manter a circulação sempre num mesmo sentido (do
circuito descendente para o circuito ascendente).

Qualquer variação na taxa de perda de carga, superior à


normal, pode ser decorrente da formação acentuada de
incrustação/depósitos no interior dos tubos, influenciados pela variação
de carga ou uso operacional. Esses resíduos poderão também oferecer
um certo grau de resistência ao fluxo, diminuindo a refrigeração dos
tubos e trazendo como conseqüência um superaquecimento,
abaulamento e até a própria desintegração dos tubos.
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Caldeira Aquatubular
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Observe o esquema
representativo da
circulação natural
em uma caldeira
aquatubular:

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Caldeira Aquatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.
• Circulação forçada: Para superar as limitações impostas pelas caldeiras de
circulação natural, incluindo a necessidade de uso
de tubos descendentes e ascendentes com diâmetros diferentes,
podem ser instaladas bombas de circulação para comprimir a água
através dos tubos ascendentes. Estas bombas transportam uma
quantidade de vapor de 5 a 8 vezes maior que a quantidade de
água. Isso pode gerar velocidades muito elevadas que são capazes
de arrastar as bolhas de vapor também em sentido descendente.
Para a separação da mistura de vapor e água deve existir um
tubulão. Sendo a circulação independente da pressão, podese chegar mais
perto da pressão crítica do que com a circulação
natural, em virtude da pequena diferença de densidade entre a
água líquida e o vapor saturado. Profº: Anderson Flores
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Caldeira Aquatubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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VOCÊ SABIA?
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

A máquina a vapor foi inventada por Thomas


Newcomen, em 1712, para drenar a água das minas de
carvão na Inglaterra. O crédito pela invenção,
entretanto, é mais atribuído a James Watt porque, em
1763, ao introduzir uma inovação importante – um
condensador – ele tornou um equipamento obsoleto e
problemático em uma eficiente máquina geradora de
trabalho.
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Caldeira Mista ou Composta


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Este tipo de caldeira é uma combinação dos princípios


das duas caldeiras anteriores: flamatubular e aquatubular.

É constituída de uma estrutura cilíndrica vertical, na


qual existe uma câmara de combustão a óleo e uma seção
de gases de descarga provenientes de motores diesel ou
turbinas a gás. As seções de óleo e gás possuem uma
superfície tubular de aquecimento, apropriadas para
uma boa eficiência térmica e alta confiabilidade operacional.

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Caldeira Mista ou Composta


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Esse tipo de caldeira permite uma operação simultânea


entre o lado do gás de exaustão e o lado do óleo combustível,
quando necessário. Quando em operação apenas com os
gases de descarga, caso ocorra uma redução na pressão do
vapor ou um aumento brusco no consumo do vapor
produzido, a caldeira será capaz de suprir rapidamente a
demanda de vapor solicitada, com o acionamento automático
do sistema de queima de óleo combustível. É usada em
pequenas instalações, por sua baixa capacidade de geração
e pressão, além de não gerar vapor superaquecido.
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Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

É um equipamento mais simples e, em média,


mais barato que as caldeiras a combustão. Não
necessita de muito espaço para sua instalação e a
eficiência não varia muito com a carga. A temperatura
máxima gerada no equipamento é aproximadamente
superior à temperatura do vapor gerado.

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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Esta caldeira encontra no seu baixo preço inicial, no


menor espaço para instalação, na fácil automação e na geração
de uma energia limpa e com baixo nível de ruído, atrativos
significativos para sua implantação. O alto preço da energia
elétrica e o fato de somente produzir vapor saturado, contudo,
tornou-a inadequada para acionamento de equipamentos,
principalmente turbinas. Apesar dos problemas mencionados,
esta caldeira ainda é uma opção de uso, principalmente onde
haja bastante energia disponível e exista uma exigência maior de
controle por parte dos órgãos ambientais.
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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

As caldeiras elétricas são divididas nos


seguintes tipos:

• a Resistores;

• a Eletrodos.

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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

a) Caldeiras elétricas a resistores


Conhecidas, também, como caldeiras elétricas resistivas ou
caldeiras elétricas a resistências indiretas, são constituídas de um
vaso de pressão não sujeito à chama e de um conjunto de
resistências elétricas blindadas inseridas no vaso e que devem ser
mantidas submersas em água. O controle de produção de vapor
pode ser efetuado em patamares, através do ligamento ou
desligamento do conjunto de resistores. São equipamentos que
trabalham com baixa tensão e de pequeno tamanho e custo, o que
permite projetos de geração de vapor descentralizados (pequenas
caldeiras instaladas próximas dos equipamentos consumidores).
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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

b) Caldeiras elétricas a eletrodos

Caracterizam-se por possuírem, inseridos no vaso


de pressão, eletrodos metálicos isolados
eletricamente do mesmo. A corrente elétrica
circula através da água a ser vaporizada entre os
eletrodos e contra-eletrodos. A tensão de
alimentação pode variar de 220 volts a 20.000
volts.
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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

As limitações destas caldeiras não se resumem


somente ao projeto mecânico, mas, especialmente, ao
isolamento elétrico entre os eletrodos e o corpo da caldeira,
sendo o material isolante o fator agravante de
limitação, pois a porcelana dos isoladores não resiste a
pressões e temperaturas acima dos valores
correspondentes ao vapor saturado de 100 bar. As caldeiras
de eletrodos podem ser de eletrodos submersos (de baixa e
de alta tensão) e de jato d’água (ou eletrodos borrifados).
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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

• Caldeiras elétricas a eletrodos submersos de baixa


tensão – São equipamentos constituídos de um vaso de
pressão cilíndrico vertical possuindo uma cuba superior na qual
são inseridos os eletrodos, parcialmente submersos na água
contida na cuba. A saída do vapor é feita diretamente da parte
superior da cuba e a entrada da água é feita na parte inferior,
por intermédio da bomba de circulação. A produção de vapor é
função da quantidade de água no interior da cuba e,
conseqüentemente, do comprimento dos eletrodos imersos na
mesma.
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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

• Caldeiras elétricas a eletrodos submersos de alta


tensão –
São classificadas conforme os dois tipos
construtivos atualmente: as de eletrodos submersos em
cuba elevada e as de contra-eletrodos. As de cuba
elevada funcionam segundo o mesmo princípio das
caldeiras de eletrodos submersos de baixa tensão, mas
a cuba é isolada eletricamente dos demais elementos
da caldeira.
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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Nas caldeiras de contra-eletrodos, a corrente elétrica


circula entre os eletrodos e os contra-eletrodos que são
aterrados e fixados nos vasos de pressão. A produção de
vapor é controlada pelo posicionamento dos tubos de
material isolante (porcelana) que se interpõem entre
os eletrodos e os contra-eletrodos. Os tubos isolantes são
elevados ou abaixados por sistema mecânico/elétrico. A
água de circulação é injetada diretamente nas extremidades
dos eletrodos com a finalidade de resfriar.
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Caldeira Elétrica
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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

• Caldeiras elétricas a eletrodos borrifados - Neste tipo de


caldeira a água é transferida, por uma bomba de circulação,
da parte inferior do vaso de pressão para bicos espargidos ou
injetores, montados em um distribuidor cilíndrico, localizado
no centro do vaso. A água, ao atravessar os injetores, forma
jatos que se chocam com os eletrodos criando inúmeros
caminhos para a corrente elétrica circular entre os injetores
(neutro) e os eletrodos (fase). Esta circulação de corrente
provoca a vaporização da água.
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Caldeira Elétrica
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

A água não vaporizada entre o distribuidor central e os


eletrodos cai sobre os contra-eletrodos, onde parte dela ainda é
vaporizada. A produção de vapor é função da potência dissipada
ou diretamente proporcional à quantidade de água circulada e à
corrente elétrica. A quantidade de água será maior ou menor em
função do número de jatos que atingem os eletrodos. O número
de jatos é regulado por uma camisa cilíndrica (defletor) que
envolve o distribuidor central que contém os injetores. Conforme a
posição dessa camisa, maior ou menor é o número de jatos que
atingem os eletrodos
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Componentes de uma Caldeira


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

As caldeiras possuem 11 principais componentes, são eles:

• Tubulão superior ou tubulão de vapor

• Tubulão inferior ou tubulão d’água

• Feixe tubular

• Tubos geradores (bank tubes)

• Tubos de circulação (downcomers/risers)

• Tubos das paredes d’água (water wall tubes)

• Tubos da cortina d’água (suport tubes/screen tubes)


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Componentes de uma Caldeira


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

•Aparelhos de ramonagem (ou soprador de fuligem)


• Fornalha

• Refratários

• Queimador

• Válvulas de segurança

•Invólucro duplo

•Caixão de ar

•Indicadores de nível
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Tubulão Superior ou Tubulão de Vapor


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

O tubulão superior é o elemento da caldeira no qual a


água de alimentação é injetada e de onde é retirado o vapor.
A água, no interior desse componente, está em estado de
equilíbrio de pressão com o vapor produzido. No interior do
tubulão está localizado o tubo distribuidor de água de
alimentação e em alguns tipos de caldeiras, temos ainda:
secadores (dryers), chapas diafragmas ou perfuradas (swash
plate), dessuperaquecedor e outros acessórios.

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Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Neste tubulão interligam-se a maioria dos acessórios de


medição e controle, tais como: indicadores de nível, alarmes de
nível, válvulas de extração de superfície, de alimentação, de
comunicação de vapor, de água para análise, extração contínua,
injeção de produtos químicos e as válvulas de segurança, entre
outros.

Nele ocorre também a separação da mistura incipiente de


vapor e água, de forma a fornecer vapor o mais seco possível.

OBS: As caldeiras Flamatubulares não possuem tubulão de vapor ou tubulão d’ água.

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Tubulão Inferior ou Tubulão d’Água


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Localiza-se na parte inferior da caldeira, com água em todo o seu


volume. Geralmente construído com diâmetro menor que o tubulão de
vapor, tem duas finalidades principais:

• Distribuir água para todo o restante da caldeira para iniciar o


processo de geração de vapor;

• Atuar como concentrador de sólidos de densidade elevada,


eventualmente contidos na água de alimentação, os quais são extraídos
pela válvula de extração de fundo.

No interior desse tubulão de alguns tipos de caldeiras, são


instaladas redes para injeção de produtos químicos (normalmente isso
acontece no tubulão superior) e feixe do atemperador. Profº: Anderson Flores
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Tubulão Inferior ou Tubulão d’Água


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Esquema representando uma caldeira
com dois tubulões
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Feixe Tubular
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Conjunto de tubos e coletores que


interligam os tubulões superior e inferior e que
propicia a troca de calor entre a água circulante e
os gases quentes, oriundos da câmara de
combustão (fornalha) que são denominados: tubos
geradores (bank tubes), tubos de circulação
(downcomers/risers), tubos das paredes d'água
(water wall tubes) e tubos da cortina d’água
(screen tubes).
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Vista Geral do Feixe Tubular


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Tubos Geradores (Bank Tubes)


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

São tubos ligados diretamente aos tubulões


(superior e inferior), sem auxílio dos coletores, que
propiciam uma circulação constante da água
por convecção entre esses tubulões.
Normalmente, são mandrilados nos tubulões.

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Tubos do Bank (Tubos Geradores)


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Tubos de Circulação (downcomers/risers)
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

São tubos de maior diâmetro, cuja função


é manter uma circulação constante de água
entre tubulões e coletores. Por estarem
localizados fora da área de circulação dos
gases, muitas vezes são chamados de “tubos
frios”. Geralmente, são ligados diretamente aos
tubulões superior e inferior ou através dos
coletores.

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Tubos rises
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Tubos downcomers
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Tubos das Paredes d’Água (water wall tubes)
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

São tubos que estão interligados entre os tubulões


superior e inferior, através dos coletores, formando as
paredes frontal, fundo, lateral, teto e piso, as quais
delimitam o espaço vazio denominado fornalha. Esses
tubos fazem o fechamento da caldeira e podem ser
montados separados e encaixados em massa refratária ou
tijolo refratário, tangenciais, soldados entre si com ferros
redondos intercalados ou soldados entre si com auxílio de
aletas (meia aleta, diafragma ou aleta estabilizadora).
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Tubos da Parede Lateral da Fornalha


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Tubos da Parede Lateral do Bank


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Tubos da Parede Traseira


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Tubos da parede frontal da fornalha e
parede frontal do bank
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Tubos da cortina d’água (suport
tubes/screen tubes)
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

São tubos alinhados que interligam os tubulões


superior, inferior e coletor, de maneira a proteger o
superaquecedor. Através desses tubos, os gases da
combustão circulam em direção à chaminé. Os coletores
do feixe tubular possuem aberturas ovais com tampas (na
parte oposta aos tubos) chamadas “postigos”, cuja
finalidade é permitir a inspeção, bujonamento e
remandrilamento dos tubos, bem como a remoção de
resíduos ali depositados.
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Tubos Suportes
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Tubos Screen
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Fornalha
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Local da caldeira delimitado pelos tubos das paredes


d’água, onde estão montados os maçaricos e se processa a
combustão. Conseqüentemente, esta região fica submetida
a temperaturas elevadas e altas taxas de absorção de calor.
O piso é revestido por tijolos e cimento refratário com a
finalidade de proteger os tubos horizontais contra o risco da
vaporização no interior desses tubos, uma vez que isso
impediria a circulação da água na parte interna superior,
causando superaquecimento e possível queima dos tubos.

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Fornalha
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

No piso da fornalha existe um dreno, logo abaixo


do refratário, cuja função é manter a fornalha seca
durante as lavagens da caldeira, evitando o acúmulo de
resíduos corrosivos oriundos da lavagem. Tais resíduos
causam corrosão externa na parte inferior dos tubos.
Quando houver a lavagem da caldeira, o refratário deve
ser removido e o dreno aberto. Concluída a lavagem, o
dreno deve ser novamente fechado e o refratário na
região afetada é refeito.
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Fornalha
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

De acordo com a posição dos maçaricos, os principais tipos


de fornalha são:

a) Queima frontal: A mais usada principalmente para


queima com óleo combustível ou gás, por dificultar o
contato direto da chama com os tubos;

b) Queima tangencial: Aumenta a turbulência na fornalha


(maçaricos opostos);

c) Queima vertical: Permite um longo percurso da chama e


facilita a queima de combustíveis mais pesados.
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Refratários
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Os refratários e isolantes são materiais cerâmicos


usados sob a forma de tijolos ou concreto monolítico, para
proteger as partes pressurizadas da incidência de chama e
evitar perdas de energia térmica. Estes materiais são
capazes de trabalhar a uma temperatura de até 1.435°C
sem sofrer deformação.

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Refratários
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Normalmente, são usados duas classes de refratários:

a) Tijolos e concretos refratários: São duros, de alta


densidade e baixa permeabilidade. São usados para vedação
de gases e proteção contra incidência de chama;

b) Tijolos e concretos isolantes: São leves, de baixas


densidade e resistência mecânica. São usados para impedir a
troca térmica (isolantes térmicos).

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Refratário piso da fornalha e
corredor do superaquecedor
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Queimador
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

O queimador é um conjunto de equipamentos onde os três


elementos básicos da combustão interagem para produzir a queima
do combustível, gerando calor para o interior da fornalha. O ar
soprado por um ventilador de tiragem forçada passa pelo registro de
ar indo para o difusor, onde ao passar pelas aletas, ganha uma
turbulência, que facilita a mistura ar-combustível.

Os queimadores são compostos de registro de ar,


difusores e maçarico. É necessário ter atenção por ocasião da
troca dos difusores, pois existem difusores com fluxo para a direita e
para a esquerda.
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Refratários
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

O maçarico é composto de:

a) Cabeçote ou punho: É a parte de fixação do maçarico no


queimador,onde são introduzidos o combustível e o agente de
atomização;

b) Lança ou corpo: É a parte alongada do maçarico, através


do qual circulam o combustível e o agente de atomização até a
extremidade ou bico;

c) Bico: Localizado na parte final da lança, onde fica instalado


o pulverizador.
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Refratários
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Os queimadores atuam a partir do princípio da


atomização dos combustíveis.

A atomização pode ser definida como o processo de


pulverização do combustível em gotículas muito finas para
facilitar a queima.

A atomização em um queimador pode ser:

• Mecânica;
• A vapor;
• A ar. Profº: Anderson Flores
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Refratários
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Na atomização mecânica é utilizada a própria pressão do óleo,


porém este processo traz como desvantagem a necessidade de uma
pressão mínima de 7 kg/cm², o que resulta numa faixa muito estreita de
trabalho para o maçarico. A pressão máxima de trabalho do maçarico é
calculada de modo que a chama não queime diretamente sobre o fundo
da fornalha. Já a pressão mínima deve ser aquela que não apresenta
risco de má pulverização e falha de chama, com risco de apagamento
da caldeira e possível retrocesso. Para melhorar a pulverização do óleo
e aumentar o range de trabalho do maçarico, é utilizada a atomização
a vapor ou a ar. O ar é utilizado no início do acendimento da caldeira
quando ainda não existe vapor disponível.
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Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Turbinas a Gás, Vapor e Caldeiras

Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

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Aparelhos de Ramonagem (ou soprador de fuligem)


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Toda caldeira, ao queimar, principalmente combustível líquido,


gera resíduos (fuligem) que tendem a se depositar nas superfícies
externas dos tubos e partes internas da caldeira. Este depósito forma
camadas isolantes que dificultam a troca térmica, além de serem fontes
de corrosão, erosão e até de incêndio.

Para manter a performance e a integridade da caldeira são


instalados dispositivos mecânicos chamados ramonadores ou
sopradores de fuligem (soot blower). A função dos ramonadores é
remover a fuligem acumulada, fazendo a limpeza das superfícies de
absorção de calor. Os ramonadores podem ser: fixos, rotativos, retráteis
rotativos e basculantes retráteis. Profº: Anderson Flores
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Aparelhos de Ramonagem (ou soprador de fuligem)


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

a) Fixos: São constituídos por um tubo perfurado em toda sua


extensão e em diversas direções. Este ramonador só é aplicado nas
regiões nas quais os gases da combustão já estão mais frios, sob
pena de empeno da lança. Seu jato de vapor é unidirecional;

b) Rotativos: Possuem a mesma configuração do ramonador fixo,


porém a lança gira lentamente em torno de seu próprio eixo.
São montados na zona de convecção e em outras áreas nas quais
ocorre a troca de calor com temperaturas mais baixas. O jato de
vapor é direcionado em todas as direções num ângulo de 360°;
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Aparelhos de Ramonagem (ou soprador de fuligem)


Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

c) Retráteis rotativos: Este tipo de aparelho dispõe de apenas


um anel de furos, localizado na extremidade da lança. São
instalados nas zonas de altas temperaturas, incluindo o
superaquecedor. As lanças giram lentamente em torno de seu
próprio eixo ao mesmo tempo em que se deslocam no sentido
longitudinal, portanto a limpeza é feita em 360° e durante todo o
movimento de entrada e saída da lança;

d) Basculantes retráteis: São usados nos preaquecedores de ar


regenerativos. O movimento realizado é o de um semicírculo,
partindo da região mais quente para a região mais fria.
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Válvulas de Segurança
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

São dispositivos automáticos de alívio de pressão que garantem a


segurança operacional da caldeira, da instalação, da operação e dos
operadores. Todo gerador de vapor deve ter pelo menos uma válvula de
segurança instalada. Nas caldeiras de média e alta pressão, com
superaquecedor, são instaladas três válvulas de segurança sendo duas
no tubulão de vapor e uma na saída do superaquecedor. Nesses casos, o
ajuste da pressão de abertura da válvula de segurança do
superaquecedor tem que ser menor do que a pressão de ajuste das
válvulas de segurança do tubulão de vapor. Esta medida garante sempre
um fluxo real de vapor pelo superaquecedor, em qualquer condição de
elevação da pressão da caldeira, acima da pressão de operação.

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Válvulas de Segurança
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

As válvulas de segurança das caldeiras devem ser


lacradas para garantir a confiabilidade do
equipamento, o que ocorre após serem reguladas e
testadas nas pressões de abertura e fechamento,
conforme o projeto. Qualquer violação do lacre
resulta na retirada da válvula para novo ajuste em
bancada, gerando assim um novo teste de disparo
a quente, com a conseqüente parada da caldeira.

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Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Válvula de segurança
em corte

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Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Importante:

Os testes e manutenção das válvulas de


segurança estão sujeitos à NR 13 Caldeiras e Vasos de
Pressão, às recomendações do fabricante e às regras
das Sociedades Classificadoras.

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Invólucro Duplo
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Os invólucros duplos existem na maioria das


caldeiras. Trata-se do espaço entre as paredes d’água e a
parede externa, funcionando como isolador que evita a
entrada de ar externo para o interior da caldeira nas
caldeiras com pressão negativa na fornalha. Nas caldeiras
com pressão positiva na fornalha, evitam a saída dos gases
quentes da combustão para o exterior. Através do invólucro
duplo tem-se acesso aos coletores e postigos.

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Caixão de ar
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

É o espaço existente
na parede dos queimadores
que tem como função
acumular o ar proveniente
do duto de ventilação. Neste
espaço ficam os registros de
ar de cada queimador.

Importante:

O caixão de ar e o invólucro
duplo servem de isolante
entre a fornalha e o exterior,
dando melhores condições de
trabalho ao operador.
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Indicadores de Nível
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Toda caldeira a vapor deve possuir pelo menos dois dispositivos


para indicação de nível de água. Além disso, devem ter, também, dois
dispositivos de alarmes: um para nível alto e outro para nível baixo. Os
indicadores são instalados no tubulão superior, com diferença de altura
entre eles, para garantir uma maior faixa de visão do nível de água na
caldeira. Os indicadores de nível devem ser suficientemente iluminados
e estarem localizados no campo visual do operador. Como nas grandes
instalações isto se torna praticamente impossível, são instalados
também indicadores de nível à distância ou remoto, conjugados com
sistema de alarme, os quais são instalados no painel de comando da
caldeira e na sala de controle da unidade.
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Glossário
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Atemperador - trocador de calor em forma de serpentina, instalado no


tubulão d’água.
Bank tubes - tubos geradores.
Bar - derivado de Baro que em grego significa peso. Unidade de medida de
pressão equivalente a 100.000 unidades de PA. Corresponde à pressão de
cerca de 105 Newton por cada metro quadrado de superfície exercida ao nível
do mar.
Convecção - ciclo ascendente e descendente gerado por diferença de
densidade em um fluido devido a variação de temperatura.
Difusor - componente de diversos tipos de máquinas, incluindo queimadores
de caldeiras, que tem a função de difundir (espalhar) o ar oriundo dos
ventiladores de tiragem forçada para melhorar a mistura ar-combustível.
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Glossário
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Dryers - secadores.
Downcomer - tubo de descida.
Fornalha - espaço onde está localizado o queimador e no qual se
processa a combustão.
Mandrilado - o mesmo que expandido, com uso de ferramenta
denominada mandril.
Postigo - pequena porta.
Range - escala, faixa de trabalho ou operação.
Remandrilamento - o mesmo que expandir novamente.

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Glossário
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

Risers - tubos de subida.


Screen tubes - tubos da cortina d'água.
Soot blower - ramonadores ou sopradores de fuligem.
Swash plate - chapa diafragma ou perfurada.
Tiragem - fenômeno relacionado à pressão de circulação e fluxo dos gases
quentes
do interior de um forno para a atmosfera.
Water wall tubes - tubos das paredes d'água.

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Bibliografia
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

ARAÚJO, P. B. Fornos, Vasos de Expansão, Recuperadores de


Calor. Apostila Curso Básico de Água Quente. UN-BC/ST/EIS,
2000.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT.


Caldeiras e vasos de pressão, NR-13. 2005.

BRASIL. Ministério do Trabalho - Disponivel em:


<http://www.mte.gov.br/legislacao/
normas_regulamentadoras/nr_13.pdf>. Acesso em 14 out 2008.

GOMES, E. A. Tanques, Vasos e Torres. Apostila do Curso de


Formação e Operadores. Petrobras UN-EAL/ST/EI, 2005.

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Turbinas a Gás, Vapor e Caldeiras

Bibliografia
Capítulo 8 – Princípio de Funcionamento, Tipos e Componentes.

MOACIR, C.; PADILHA, C.; MARCOLINO, W. Equipamentos


Térmicos. Apostila do Curso Básico de Noções de Caldeiras.
Petrobras ST/EIS, 2006.

PETROBRAS. Fornos. Apostila do curso de formação de operadores.


E&P UNSEAL, 2005.

RODRIGUES, R. C.; HACKBART, F. S. Equipamentos Industriais:


Estática. Publicação
e co-edição entre SENAI e a PETROBRAS. 2003.

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