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ATITUDE, SONORIDADE, DISPUTAS SANGRENTAS: ANÁLISE DAS

REPRESENTAÇÕES DO PUNK NO CORREIO BRAZILIENSE


Moacir Oliveira Alcântara.

1. OBJETO DE PESQUISA

 MOVIMENTO PUNK – REPRESENTAÇÕES DO PUNK NO DISCURSO


MIDIÁTICO – JORNAL CORREIO BRAZILIENSE (2010-2014).

2. LOCAIS ONDE A PESQUISA ESTÁ SENDO DESENVOLVIDA

 D.A. PRESS – MEMÓRIA/CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DOS DIÁRIOS


ASSOCIADOS.
 ACERVO DIGITAL DA BIBLIOTECA NACIONAL (BNDIGITAL).

3. O QUE É PUNK?

 BREVE HISTÓRICO:
1. MUNDO: NY OU LONDRES?
2. BRASIL: PUNKS DE SÃO PAULO E PUNKS DO DF.
3. BRASÍLIA: TURMA DA COLINA, ABORTO ELÉTRICO, CAPITAL
INICIAL, LEGIÃO, URBANA, PLEBE RUDE;

 PRESSUPOSTOS COMPORTAMENTAIS, IDENTIDADE PUNK, ESTÉTICA


PUNK, ARTE PUNK, MÚSICA PUNK, MODA PUNK.

 RELAÇÃO DO PUNK COM ANARQUISMO E A NEGAÇÃO DA


AUTORIDADE
Em meio a tal multiplicidade de sentidos, o punk se desenvolverá como movimento
norteado por uma filosofia não-conformista e antiautoritária, como forma de
“colocar em xeque os modos de pensar predominantes” (O’HARA, 2005, p. 32-34).
Dessa maneira, emerge a concepção de que “os punks não têm respeito por
autoridade de qualquer espécie” (O’HARA, 2005, p. 34) e é essa inclinação à
insubordinação inerente ao punk que traduz a sua dimensão libertária ou anarquista.

4. PROBLEMÁTICA E JUSTIFICATIVA

 AS REPRESENTAÇÕES DISSEMINADAS NO DISCURSO DO JORNAL


CORREIO BRAZILIENSE REPRODUZEM ESTEREÓTIPOS E
ENGENDRAM MODOS DE SUBJETIVAÇÃO EM TORNO DO PUNK. ASSIM,
HÁ UM PROCESSO DE PRODUÇÃO DE UMA SUBJETIVIDADE PUNK QUE,
COMO BEM EXPÕE O’HARA (2005) NÃO FAZ IDEIA DOS CONCEITOS,
DAS FILOSOFIAS SOCIAIS E POLÍTICAS E DA DIVERSIDADE DO
MOVIMENTO PUNK.

 REPRESENTAÇÕES: PRODUÇÃO DE SENTIDO PELA LINGUAGEM


(HALL, 2016 – “CULTURA E REPRESENTAÇÃO); AS REPRESENTAÇÕES
PRODUZEM MODOS DE VER O MUNDO E DE VER OS SUEITOS, BEM
COMO DOS SUJEITOS DE VEREM A SI MESMOS.

 ESTEREÓTIPO: SEGUNDO STUART HALL, ESTEREÓTIPOS SÃO


“PRÁTICAS REPRESENTACIONAIS QUE PRODUZEM EFEITOS
ESSENCIALIZADORES, REDUCIONISTAS E NATURALIZADORES QUE
ENCERRAM AS PESSOAS A ALGUMAS POUCAS CARACTERÍSTICAS
SIMPLES E ESSENCIAIS QUE SÃO REPRESENTADAS COMO FIXAS POR
NATUREZA” (HALL, 2016 – “CULTURA E REPRESENTAÇÃO).

 MODOS DE SUBJETIVAÇÃO: SEGUNDO FOUCAULT (1984, “HISTÓRIA DA


SEXUALIDADE), O SUJEITO SE CONSTITUI SEGUNDO PRÁTICAS QUE
OCORREM SIMULTANEAMENTE EM DUAS DIREÇÕES: 1) AS FORMAS
COMO O SUJEITO APARECE COMO OBJETO DE UMA DETERMINADA
RELAÇÃO E DE CONHECIMENTO E 2) COMO O SUJEITO ÉTICO PRODUZ
A SI MESMO;

 MODOS DE SUBJETIVAÇÃO: TÊM CARÁTER CONSTRUÍDO, POLÍTICO E


SITUADO. É PRECISO HISTORICIZAR AS POSIÇÕES DO SUJEITO PUNK,
JÁ QUE OS MODOS DE SUBJETIVAÇÃO SÃO PERPASSADOS PELA
TENSÃO ENTRE ASSUMIR OU NEGAR A IDENTIDADE. ESSA TENSÃO É
SEMPRE SITUADA EM CONDIÇÕES ESPECÍFICAS DE POSSIBILIDADES.

5. METODOLOGIA

 O PERCURSO METODOLÓGICO DA PESQUISA É NORTEADO PELA


ABORDAGEM DISCURSIVA DAS REPRESENTAÇÕES. INSTRUMENTAL
TEÓRICO FOUCAULTIANO;

 A ABORDAGEM DISCURSIVA DAS REPRESENTAÇÕES RELACIONA


SABER E PODER, TANGENCIANDO AS FORMAS PELAS QUAIS O
DISCURSO OPERA COMO TECNOLOGIA SOCIAL, OU SEJA, COMO BEM
EXPLICA FOUCAULT, COMO DISPOSITIVOS DE CONSTRUÇÃO DOS
SUJEITOS.
 ENCARAMOS O DISCURSO MIDIÁTICO, NO CASO O DO JORNAL
CORREIO BRAZILIENSE, ENQUANTO TECNOLOGIA SOCIAL QUE
COLOCA EM FUNCIONAMENTO DISPOSITIVOS DE CONSTRUÇÃO DE
SUJEITOS. NO CASO DE MINHA PESQUISA, PENSA-SE O DISCURSO DO
VEÍCULO MIDIÁTICO EM QUESTÃO COMO TECNOLOGIA SOCIAL QUE
FABRICA UM TIPO DE SUBJETIVIDADE PUNK POR MEIO DE
REPRESENTAÇÕES QUE SÃO PARTE DESTES DISPOSITIVOS.

 ENUNCIADOS: SEGUNDO VEIGA-NETO, SÃO OS ENUNCIADOS QUE


INSCREVEM REPRESENTAÇÕES E ARTICULAM A PRODUÇÃO DE
SENTIDOS.

6. O JORNAL COMO FONTE DE PESQUISA EM HISTÓRIA

 A PESQUISA SUSCITA AINDA A DISCUSSÃO EM TORNO DO USO DE


FONTES MIDIÁTICAS EM HISTÓRIA, BEM COMO DE SUA RELEVÂNCIA:

Esse tipo de documento cuja natureza permite auferir, de algum modo, as percepções
individuais, de grupo ou institucionais em relação a um assunto em específico, assim como
delimitar certos alinhamentos ideológicos do veículo midiático analisado. Como bem
argumentado por Mariani, se valendo do subterfúgio de cumprir o seu papel informativo, “o
jornal permanece opinativo e interpretativo, constituindo sentidos, produzindo história”
(MARIANI, 2003, p. 33).