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Direito Administrativo - Prof.

Emerson Caetano

Aula 01 – 21/11/11
Direito Administrativo
I. Introdução ao Direito Administrativo

1. Noções Básicas de: Estado, Governo e Administração Pública.

Esquema 1: Resumo da Teoria Geral do Estado.


O comando do Poder é
exercido pelo:

No Brasil, Foi Governo  Poder Político  é a estrutura de comando dos 3 poderes.


dividido em 3:  Exercido pela “cúpula” de cada um dos poderes.
-Executivo;
Tem Cria Por meio de: Realiza o:
- Legislativo;
- Judiciário Atos
Poder Estado  Administração Pública(Poder Administrativo) Interesse Coletivo
Não tem existência material, e precisa
de uma estrutura para realizar as
Cada um abre mão de uma
parcela de seus poderes para
atividades.
X
um ser que vai controlar e
organizar. Meu Conflito de Meu
Interesses
Coletividade
A B
- Autocomposição

Pacto/Contrato Social

Coletivo Individual

Administração Particular

Supremacia do interesse coletivo Sobre o Individual

~1~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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1.1. Estado: É a pessoa jurídica de Direito Público interno e externo formada de maneira
indissociável pelo Povo, Território e Governo Soberano (Soberania).

Esquema 2 – Relações Jurídicas


Relação Jurídica
A B Relação Jurídica
Estado Você
- Ter Direitos
Sujeito de direito : e
Relação Jurídica
- Contrair obrigações Brasil Argentina

- Pessoas Naturais - Seres Humanos Vivos


Personalidade Jurídica
- Pessoa Jurídica

1.1.1.Poderes e funções essenciais do Estado

Funções Essenciais Poder Função Típica do Poder Função Atípica do Poder


Ato Legislativo
Legislar Legislativo Ato Administrativo
Art. 59 – CF
Administrar Executivo Ato Administrativo Ato Legislativo

Julgar Judiciário Ato Judicial Ato Administrativo

A separação das funções é clara (cada um tem sua função), mas não é rígida
uma vez que de maneira atípica um pode exercer a função do outro.

Conceito de Ato Administrativo

- Pelo Critério Subjetivo  é toda manifestação do Estado, independentemente de qual


função essencial está sendo exercida.

- Pelo Critério Objetivo  É somente aquele praticado no exercício da função


tipicamente administrativa, independentemente de qual dos 3 poderes o faz.

Obs.1:
O poder legislativo/judiciário praticam atos tipicamente administrativos?

Está certo, uma vez que a questão afirma que o ato é que é tipicamente
administrativo, então apesar do poder o exercer de maneira “atípica” o ato em si é
tipicamente administrativo.

1.2. Governo: é o conjunto de órgãos e agentes de cúpula em cada um dos três poderes do
Estado que exercem a função política ou de comando do Estado.

~2~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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 Ditar normas e diretrizes gerais para a coletividade;


 Dar ordens e tomar decisões políticas para a coletividade.
Em sentido
Amplo. 1.3. Administração Pública: São os órgãos, agentes e entidades hierarquicamente
Conjunto de subordinados à cúpula de direção e comando do Estado, que realizam e concretizam
órgãos, agentes o interesse público ou o coletivo da sociedade (o bem comum), sob o comando do
e entidades que governo.
desempenham Sentido Subjetivo (Formal ou Orgânico)
as funções do – são as pessoas jurídicas em si.
estado.

Estado, Governo e Administração estão


intimamente ligados, mas são “coisas” diferentes.
Em direito ao se definir
algo do ponto de vista
 Em sentido Objetivo (material ou funcional)  Toda objetivo, o foco da
atividade desempenhada pelo estado ou por quem o definição não está em
represente para satisfazer o interesse coletivo. quem faz, mas naquilo
É a própria atividade que é feito.
administrativa o Função tipicamente de administrar. Toda
atividade realizada para administrar os interesses coletivos.
Tudo que não seja julgar ou legislar, vai estar inclusa como
atividade administrativa e consequentemente como
administração em sentido objetivo.

~3~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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2. Conceito de Direito Administrativo: é o conjunto de normas e princípios que disciplinam e


regulamentam os órgãos, agentes, entidades, bens e serviços públicos, assim como, os
atos, poderes, processos e procedimentos administrativos do Estado.

Esquema 3 – Conceito de Direito Administrativo Ordenamento Jurídico 


Ordem jurídica interna.
Direito

Direito Público Direito Privado

- Interesse - Interesse
Coletivo; Individual;
- Desigualdade - Igualdade
entre as partes. entre as partes.
- -
Indisponibilidade Disponibilidade
de Interesses de interesses.

Interesse Coletivo Interesse Individual

Administração Particular
/Estado

Ordenamento Jurídico: é o conjunto de todas as leis ou normas jurídicas vigentes


em determinado Estado e momento.

3. Fontes de Direito Administrativo: Origem das normas jurídicas de Direito administrativo.

- Primária  Lei Art. 59 – CF

Fontes de
Dir. Administrativo - Jurisprudência
- Doutrina
- Secundárias
- Costumes

- Princípios gerais do Direito.

~4~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 02 – 23/11/11

3. Fontes de Direito Administrativo (continuação): Origem das normas jurídicas de Direito


administrativo.

- Primária  Lei Art. 59 – CF

Fontes de
Dir. Administrativo - Jurisprudência
- Doutrina
- Secundárias Não há hierarquia
- Costumes
- Princípios gerais do Direito.

3.1. Lei  é uma descrição textual abstrata de uma situação, coisa ou pessoa à qual se
confere um efeito jurídico.

3.2. Norma Jurídica  é um comando proibindo, impondo ou autorizando determinada


conduta.

O texto nunca vai ser a norma jurídica exata, ele ajuda a identificar a norma, permite a
identificação do comando, mas o texto nunca será exatamente igual ao comando.
Ex.:

“É proibido cachorro.”

3.3. Jurisprudência são as decisões, ou julgados, dos tribunais sobre uma mesma
questão e no mesmo sentido de forma reiterada. Somente

Ex.:
Resolução 598099 – STF  que trata do direito à nomeação aos aprovados
dentro do número de vagas.

Sumulas  são enunciados que resumem e consolidam orientações jurisprudenciais de um tribunal.

Obs.2:Em regra jurisprudência e súmulas não possuem caráter vinculante (obrigatório) exceto as
súmulas vinculantes do STF (súmula vinculante só do STF).

Qualquer tribunal pode formar jurisprudência e formular sumulas.


Toda a súmula é uma jurisprudência, mas nem toda jurisprudência é uma súmula.

Súmulas que não


Jurisprudência sejam vinculantes podem
coexistir mesmo tendo
Súmula conteúdos contraditórios,
Súmula vinculante isso é claro quando forem
de tribunais diferentes.

~5~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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3.4. Doutrina são os estudos, teses, teorias e trabalhos científicos produzidos pelos
estudiosos, pesquisadores ou doutrinadores em direito administrativo.

3.5. Costumes  são os usos e rotinas tão reiterados no âmbito da administração que
geram o sentimento de obrigatoriedade nos particulares e nos próprios servidores.

3.6. Princípios Gerais do Direito  são as premissas, ou valores, mais básicos ou


essenciais a existência harmônica da coletividade. Os princípios norteiam, a
elaboração, a interpretação e a aplicação das leis, assim como as condutas sociais.

 Viver honestamente;
 Dar a cada 1, o que é seu;
 Não causar prejuízo à ninguém;
 Supremacia do interesse público sobre o privado;
 Indisponibilidade do interesse público pela administração;
 Função social da propriedade;
Indicações de Livros
 Dignidade da pessoa humana;
- Gustavo Mello
 Vedação ao enriquecimento ilícito;
Knoplock  Direito
Administrativo;
Esquema 4: Vedação ao enriquecimento ilícito.
TJDFT
Nomeação B
60meses * 5mil  300mil
Ortiz

 Ninguém pode se beneficiar da própria torpeza, malícia ou Astúcia.

4. Regime jurídico administrativo da administração: Compreende todas as normas e


princípios jurídicos que regulamentam as relações jurídicas, em que a administração
pública seja uma das partes.

- Regime de Direito Público Regime jurídico administrativo.


Compreende as normas e princípios jurídicos que conferem a
administração prerrogativas especiais em relação aos particulares.

Regime Jurídico
Da administração

- Regime Jurídico de Direito Privado à que a Administração se submete


São as normas e regras de direito privado excepcionalmente usadas
pela administração em suas relações com os particulares.
Prerrogativas Especiais

4.1. Regime jurídico-administrativo O jurista Celso Antonio Bandeira de Melo é um dos


principais formuladores das teorias sobre o regime jurídico administrativo,
prevalecendo a tese de que esse regime é embasado, ou fundamentado, em dois
princípios essenciais:

a. Supremacia do interesse público sobre o privado;


b. Indisponibilidade do interesse público pela administração

~6~
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II. Organização Administrativa do Estado


(Administração Direta e Indireta)

1. Conceito de administração:

1.1. Em sentido Subjetivo , Orgânico ou Formal (quem faz)

É o conjunto de órgãos, agentes e entidades públicas que desempenham as atividades


tipicamente administrativas do Estado.

1.2. Em sentido Objetivo , Material ou Funcional (o que faz)

É toda atividade desempenhada pelo Estado ou por quem o represente, para realizar a
função estatal tipicamente administrativa (interesses coletivos).

Obs.3: Se não se fala o sentido à ser utilizado devo analisar sempre pelo sentido
subjetivo.

- Serviços Públicos

- Atividade de polícia Administrativa (poder de policia)


Atividade Administrativa
Do Estado - Fomento  é toda atividade do poder público, destinada à
financiar, incentivar, promover e subsidiar atividades
particulares ou individuais de relevante interesse coletivo.

- Intervenção do estado no domínio econômico.

~7~
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Aula 03 – 28/11/11

2. Princípios Básicos ou Constitucionais da Administração:

Expressos no Art. 37 – CF
egalidade

mpessoalidade
 Os princípios são premissas ou valores sociais que
Oralidade (não define) norteiam a elaboração, interpretação e aplicação
das leis, assim como a conduta e atuação da
administração e seus agentes;
ublicidade
 Esses princípios são expressos na CF, mas não
ficiência excluem outros previstos implicitamente.

Legalidade a administração
faz o que a lei permite.
Impessoalidade Não
discriminar arbitrariamente.
Moralidade Ética profissional +
costumes administrativos
Publicidade Transparência +
Diário Oficial.
Eficiência (E.C nº 19/08)
2.1. Legalidade  Velocidade, qualidade e economia.
Harmonia desses três fatores.
 Significa que a administração e seus agentes
somente podem fazer aquilo que a lei expressamente autoriza, permite ou
determina. (princípio da legalidade estrita/restrita);
 É pouco usual, mas pode-se afirmar também que da legalidade decorre-se o
princípio da restritividade;
 Dele decorre a presunção de legitimidade dos atos administrativos (“fé pública)

2.1.1.Princípio da Legalidade Aplicado aos Administrados/particulares Art. 5º, II, CF 


todo aquele que não esteja exercendo uma função pública naquela situação.

 Princípio da Legalidade ampla:

a. Os administrados podem fazer tudo o que a lei não proíbe. (autonomia da


vontade);
b. A administração/estado só pode criar obrigações e deveres para os
administrados por meio de lei;

♦ Supremacia da Lei;
♦ Reserva legal.

Obs.4: É vedada a criação de obrigação e deveres por mero ato administrativo, pois
isso depende sempre de lei.

~8~
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Esquema 5: Legalidade e presunção de legitimidade

 (Presunção) Conformidade
Legalidade a administração Presunção de Legitimidade com a lei
faz o que a lei permite. E
 (Presunção) Veracidade

Inversão no ônus da prova


para o destinatário do ato. Presunção Relativa

2.2. Impessoalidade 

 Significa que a administração e seus agentes devem atuar buscando a


realização única e exclusivamente da finalidade pública (bem comum), sendo
vedado atuar levando em consideração aspectos como amizade, inimizade, afeto,
desafeto, afinidade e outros subjetivismos.
 É uma decorrência da igualdade ou isonomia

Obs.5: O princípio da impessoalidade, não proíbe ou impede tratamento favorecido, à idosos,


gestantes,PNE, micro e pequena empresas. Desde que haja previsão
previsão expressa em lei.

 Imputação ao estado das responsabilidades pelos atos de seus agentes.

Obs.6: Art. 11. Lei 8429/92

2.3. Moralidade (administrativa) 

 Significa que a administração e seus agentes além de cumprir a lei devem


observar padrões éticos e morais de comportamento.
 Nem tudo que é legal será moral.
 Para cumprir a moralidade administrativa não basta observar a letra fria/seca
da lei.
Fazenda Ex.: o município “a” não tem uma estrada pavimentada até a rodovia, o prefeito
local atendendo os requisitos legais, faz a estrada em questão, mas observa-se
observa que
da rodovia ao município em linha reta seriam gasto um valor “x”, mas o prefeito
buscando atender à necessidade de sua fazenda que fica próximo ao município e
A próximo à rodovia, faz essa estrada em um curva passando em frente à sua
fazenda. A construção da estrada foi legal, mas não foi moral.
 Conceito jurídico indeterminado

É a noção social predominante do que é justo ou


Senso comum
injusto, certo ou errado, honesto ou desonesto.

Moral Imoral

~9~
Anot
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- Lealdade  ser fiel aos interesses e instituições públicas á que servir. É


honrar as justas expectativas criadas. É manter comportamento esperado.

Moralidade - Boa-Fé  ter comportamento pró-ativo no sentido de facilitar ou


Administrativa resguardar os direitos individuais dos particulares além de realizar o
interesse público

- Probidade administrativa  é o dever de honestidade, retidão de caráter,


lisura, decência, honradez, integridade moral e funcional.

Obs.7: A probidade administrativa é um conceito jurídico mais restrito que o conceito


de moralidade. Sendo que a probidade recebeu um tratamento próprio.

- Perda de função Pública;


Ato de Improbidade acarreta - Suspensão dos direitos políticos;
Art. 37, §4º - CF - Indisponibilidade de bens;
- Ressarcimento ao erário.

2.4. Publicidade 

 Significa que a administração e seus agentes devem divulgar ou permitir o


acesso ao conteúdo dos atos praticados exceto quando a lei conferir sigilo ao ato.
 É uma decorrência do dever de transparência;
 É pressuposto de controle da administração;
 É pressuposto ou condição de eficácia dos atos.

Esquema 6: Eficiência X Eficácia Conclusão da formação do ato.

Eficiência/Perfeição

Conformidade com a Lei


Validade

Plena produção de efeitos


Eficácia

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2.4.1.Publicidade ≠ Publicação  Divulgar o conteúdo do ato em meio ou impressa


oficial.

 A maioria esmagadora dos atos administrativos, não são publicados em diário


oficial porque a publicação somente será obrigatória quando a lei expressamente
determinar.

2.4.2.Fundamentos constitucionais para o sigilo dos atos:

 A CF/88 somente admite que uma lei confira sigilo à determinado ato nas
seguintes hipóteses:

a. Por motivo de segurança da sociedade e do Estado (segurança nacional) –


Art. 5º, XXXIII, CF

b. Para assegurar privacidade/intimidade e relevante interesse coletivo nas


investigações ou processos disciplinares e criminais – Art. 5º, LX, CF

2.4.3.Publicidade Governamental  ou propaganda governamental Art. 37, § 1º, CF .

 A publicidade de atos, serviços, programas e obras públicas feita pela


administração direta e indireta devem observar os seguintes critérios:

Descumprimento

- Educativa
a. Finalidade -Informativa Viola o princípio da
- Orientação Social publicidade ou
finalidade pública.

Descumprimento
- Nomes
b. É vedada a auto promoção
do agente mediante - Imagens
Viola o princípio da
divulgação indevida de
impessoalidade ou
- Símbolos
moralidade.
2.5. Eficiência  Significa que a administração e seus agentes devem otimizar, meios e
recursos visando a realização mais adequada do interesse coletivo.

 Pode ser compreendida em 2sentidos:

a. Como modo de organização e estruturação da administração pública;

b. Como modo de atuação dos agentes, que devem buscar os meios mais
adequados à melhor realização dos fins públicos.

 Melhor relação de custo versus beneficio;


 Utilização dos meios menos onerosos para alcançar os fins;
 Atuar com perfeição, rapidez, rendimento e presteza funcional;
 Atuar com celeridade/agilidade.

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Aula 04 – 05/12/11

2.6. Outros Princípios da Administração 

2.6.1.Continuidade (do serviço público)  Significa que, em regra, a prestação dos


serviços públicos não pode ser interrompida ou paralisada. Isso vale para os
serviços públicos prestados diretamente pela administração e para aqueles cuja
execução é delegada ou transferida a um particular (concessionários,
permissionários e autorizatários [ou autorizados] de serviço público).

 É uma decorrência do princípio da indisponibilidade do interesse público pela


administração.

2.6.1.1. Exceções à continuidade  Diante de algumas circunstâncias


excepcionais, admiti-se a interrupção na prestação do serviço, às quais são:

a. Por falta de pagamento pelo usuário do serviço;


b. Por falta de condições técnicas do usuário para continuar
recebendo a prestação do serviço;

Ex.:

Troca do sinal de transmissão de celular, quando da mudança


do sinal analógico para digital. Se o usuário não fizesse a troca do
aparelho para recebimento do novo tipo de transmissão, o serviço
era cortado por inadequação, uma vez que o sinal analógico
deixava de ser transmitido.

c. Para manutenção;
d. Caso fortuito ou força maior  acontecimento alheio à vontade
das partes, imprevisível, inevitável ou previsível, mas de
consequências incalculáveis, que acarretam a paralisação na
prestação do serviço;

Ex.:

Um “louco” joga um avião na estação de Furnas e BSB fica


sem condição de fornecimento de energia.

Ex.2:

Chuvas na baixada fluminense que deixaram uma cidade com


1metro e meio de água por 15dias, não permitem a coleta de lixo
na cidade.

Caso Fortuito  evento humano


Força Maior  evento natural

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Obs.8: Conforme jurisprudência do STJ , admite-se o corte no fornecimento de serviço


essencial por falta de pagamento, desde que haja previa notificação ao usuário.
Entretanto é proibido o corte no fornecimento, se o usuário comprovar previamente a
existência de circunstância que torna o serviço indispensável. Também não pode
cortar por falta de pagamento, quando isso for inviabilizar outro serviço público
essencial.

Ponto de Prova

(C) Conforme o STJ, pode-se cortar o fornecimento de serviço essencial por falta de
pagamento.
Comentário: Está correta, pode sim se cortar o fornecimento. Desde que haja
prévia notificação, mas pode sim ser cortado o fornecimento.

Obs.9: Conforme jurisprudência do STF , é possível restringir ou limitar, o exercício do


direito constitucional de greve por aplicação do principio da continuidade do serviço,
de maneira que pelo menos 30% dos servidores ou empregados devem permanecer
em atividade.
Obs.10: Conforme jurisprudência do STJ , é legitima a cobrança de tarifa mínima ou
assinatura básica.

2.6.2.Motivação  significa que os atos do poder público devem ser fundamentados


ou justificados de forma clara e coerente, mediante a explicitação dos
fundamentos de direito (legal) e dos fundamentos de fato.

- Dos fundamentos de Direito (Legal)

Motivação
(Explicitação)
- Dos fundamentos de fato.

Obs.11: A motivação é pressuposto ou condição de validade dos atos, exceto nas


seguintes hipóteses:

a. Quando a lei, expressamente, dispensar a motivação;

Ex.:
No caso de cargos em comissão onde a própria lei desobriga a
motivação com o trecho que diz “...os cargos em comissão são de livre
nomeação e exoneração...”

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b. Quando o ato ou decisão administrativo fizer mera referência à parecer de


consultoria jurídica, sem maiores esclarecimentos.
Ex.: Não trás a motivação ou
a lei de maneira expressa,
mas o parecer trás essa
Defiro “motivação”.
Pedido Parecer da
com base
de Consultoria
no
Remoção Jurídica parecer

c. Quando se tratar de ato interno, de mero expediente, sem conteúdo


decisório.
Ex.:
Colocar papel na impressora, trocar o tonner da impressora, etc.

2.6.3.Autocontrole ou autotutela (implícito no Art. 53, lei 9784/99 )  significa que a


própria administração deve rever e revisar seus próprios atos para anular os
ilegais, revogar os inconvenientes e inoportunos, e convalidar os que tiverem
vícios corrigíveis – sanáveis.
A administração Pública pode declarar
a nulidade dos seus próprios atos.
- Súmula 346/STF;

Fundamentos Atualmente Art. 53, Lei 9784/99

- Súmula 473/STF
Art. 53. A Administração deve anular seus
A administração pode anular seus próprios próprios atos, quando eivados de vício de
atos, quando eivados de vícios que os tornam legalidade, e pode revogá-los por motivo
ilegais, porque deles não se originam direitos; de conveniência ou oportunidade,
ou revogá-los, por motivo de conveniência ou respeitados os direitos adquiridos.
oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial.

Esquema 7: Coletividade/Interesse coletivo

ATDS
Interesse
Estado Adm
Coletivo

Segurança Pública

Coletividade

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2.6.4.Segurança Jurídica  significa que a administração e seus agentes, devem evitar


atos e condutas, que acarretem instabilidade nas relações jurídicas com os
particulares.

2.6.4.1. É vedada a aplicação retroativa de nova interpretação dada a uma lei;

Esquema 8: Proibição de retroatividade de interpretação de lei.

Interpretação Y
Lei
Interpretação X

2.6.4.2. Prescrição  perda da faculdade de agir ou exercer um direito sem


contudo perder o próprio direito, em razão do decurso do tempo (do prazo).

a. Prescreve em 5anos o direito de Ação judicial do Estado contra


particulares. Decreto Nº 20.910/32;

b. Prescreve em 5anos o dirieto de ação judicial do particular contra o


estado. Decreto Lei Nº 4597/42;

c. As ações de ressarcimento do Estado contra seus agentes são


imprescritíveis ( Art. 37, §5 – CF ).

d. A pretensão punitiva do Estado contra os servidores prescreve em


( Art.142, Lei 8112/90 )

• 180 dias  no caso de advertência; Contados do


• 2anos  no caso de suspensão; conhecimento
• 5anos  no caso de demissão. do fato.

2.6.4.3. Decadência  É a perda do próprio direito em razão do decurso do


prazo, sem que tenha sido exercido.

a. A administração decai do direito de anular seus próprios atos ilegais,


que produzem efeitos favoráveis aos administrados ou destinatários no
prazo de 5anos, contados da data de sua prática. Salvo quando a
ilegalidade resultar de má fé.

2.6.4.4. Preclusão administrativa  é a perda de uma oportunidade ou


exaurimento (esgotamento) de uma instância administrativa processual,
sem contudo afetar o direito discutido no processo.

2.6.5. Razoabilidade  significa que os agentes e autoridades competentes para atuar


devem ponderar os direitos e interesses envolvidos em cada situação concreta,
buscando encontrar os meios e soluções que garantam a maior efetividade
possível com o menor risco de lesão, para todos eles.
 Relacionada ao “bom senso”, ao padrão do homem médio.
 Está implícito na CF/88 e explícito no Art. 2º Lei 9784/99 .

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2.6.6.Proporcionalidade  é o dever de ponderar concretamente, os meios e os fins à


fim de aplicar a solução mais adequada e razoável ao caso concreto, observando-
se os seguintes critérios:

a. Necessidade/utilidade  consiste na verificação da necessidade de


Razoabilidade e intervenção do poder público na situação concreta, assim como,
proporcionalidade se verificar se existe alguma medida útil a ser adotada.
correlacionam, como se
fossem 2 lados de uma b. Adequação  consiste em fazer um levantamento hipotético das
mesma moeda, ou seja, não medidas administrativas cabíveis, juridicamente, e possíveis,
são a mesma coisa, mas faticamente,
estão co-relacionados.
c. Proporcionalidade em sentido estrito  é o juízo de escolha entre as
medidas cabíveis e possíveis de escolha, daquelas, mais adequada ao
caso concreto.

3. Estrutura Administrativa do Estado:


Esquema 9: Estrutura Administrativa do Estado
- Agentes Políticos;
- Agentes administrativos;
- Agentes Públicos - Agentes Honoríficos;
- Agentes Delegados;
- Agentes Credenciados
- Administração Direta
(Centralizada)
Estrutura Administrativa
do Estado. - Órgãos Públicos
União, Estados, D.F e
Municípios Capacidades Administrativas;
(Pessoas Jurídicas Criadas por Lei.
Políticas)
- Autarquias;
- Fundações Públicas; Pessoas Jurídicas
Capacidades Políticas; - Administração Indireta - Empresas Públicas; Administrativas
Criadas por Constituição. (Descentralizada) - Sociedades de Economia Mista; (Entidades).
- Consórcios Públicos.

União, Estados, D.F e Municípios: - Autoorganização  Capacidade de elaborar suas


próprias leis e constituições;
- Entes Federativos;
- Unidades Federativas; Capacidades políticas ou
- Autogoverno Capacidade de escolher ou eleger
- Unidades da Federação; constitucionais dos Entes
seus próprios representantes políticos;
- Entes Políticos; Federativos
- Entes Estatais; -Auto-administração Capacidade de gerir e
- Pessoas Jurídicas Políticas. administrar seus próprios bens, serviços e
interesses de forma autônoma.

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Obs.12: As pessoas jurídicas administrativas possuem capacidade exclusivamente


administrativa, ou seja, auto-administração ou autonomia administrativa.

Obs.13: As pessoas jurídicas políticas são criadas em sede constitucional, pela


constituição, ao passo que, as pessoas jurídicas administrativas, são criadas mediante
lei infraconstitucional.

~ 17 ~
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Aula 05 – 07/12/11

3. Estrutura Administrativa do Estado (continuação):


Esquema 10: Estrutura Administrativa do Estado II
- Agentes Políticos;
- Agentes administrativos;
- Agentes Públicos - Agentes Honoríficos;
- Agentes Delegados;
- Agentes Credenciados
- Administração Direta
(Centralizada)
Estrutura Administrativa
do Estado. - Órgãos Públicos
União, Estados, D.F e
Municípios
Capacidades Administrativas;
(Pessoas Jurídicas
Criadas por Lei.
Políticas)
- Autarquias;
- Fundações Públicas;
- Administração Indireta - Empresas Públicas; Pessoas Jurídicas
Capacidades Políticas;
(Descentralizada) - Sociedades de Economia Mista; Administrativas
Criadas por Constituição.
- Consórcios Públicos. (Entidades).

~ 18 ~
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Esquema 11: Administração Direta X Administração Indireta


Administração Direta Administração Indireta

 Conceito  é o Estado, (União, Estados, D.F e Municípios) com sua  Conceito  São as pessoas jurídicas administrativas (entidades) criadas por
respectiva estrutura orgânica (seus órgãos). um dos entes federativos para desempenhar de forma autônoma, parcela de
 Desconcentração  Fenômeno ou fato administrativo, por meio do qual suas competências.
uma pessoa jurídica integrante do Estado, cria seus órgãos para redistribuir  Descentralização  É o fenômeno ou fato administrativo por meio do qual
internamente parcela de suas competências. um ente federativo transfere parcelas de suas competências a uma entidade
♦ Criação de órgãos; autônoma criada para esse fim.
♦ (Re)Distribuição interna de Competências. ♦ Transferência de competências entre pessoas jurídicas distintas;
♦ Criação de pessoas jurídicas administrativas.
Obs.: A desconcentração também ocorre internamente nas Autarquias,
Fundações Públicas e Consórcios Públicos de Direito Público, que integram
a administração indireta.

DMTU União

Fundações
DFTRANS Autarquias
Públicas

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Esquema 12: Competências – CF/88


Empresas Públicas

Fundações Públicas
• • •
União Sociedades de
Economia Mista
Consórcios Públicos • •

Autarquias

3.1. Agentes Públicos: São todos aqueles investidos em mandato, cargo, função e
emprego público, mediante eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer
outra forma de investidura, ainda que transitoriamente e sem remuneração. ( Art. 2º,
Lei 8429/92 )

3.1.1. Agentes Políticos: são as pessoas físicas ou naturais, legitimamente investidas


em mandato eletivo ou cargo em função de cúpula, em cada um dos três
poderes do Estado.

3.1.1.1. Características Jurídicas 

a. Exercem função de Governo ou comando do Estado;


b. Sujeitam-se ao regime jurídico constitucional com prerrogativas
especiais;
c. Alguns deles respondem por crime de responsabilidade (crimes
políticos – Lei 1.079/50) e por isso, não respondem por improbidade
administrativa (Lei 8.429/92), conforme jurisprudência do S.T.F;

Ex.: Presidente da República, Ministro de Estado, Procurador Geral


da República (P.G.R), Ministro do S.T.F, Governador do Estado e
D.F.

3.1.1.2. Categorias de Agentes Políticos 

- Presidente da República / Governador / Prefeito /


Vices.
a. Mandatários - Senador
(Eleitos) - Deputados Federais / Estaduais / Distritais
- Vereador.
- Procurador da República;
- Juízes - Promotor de Justiça;
b. Concursados - Membros do M.P - Procurador do Trabalho;
(Investidura Técnica) - Defensor Público - Procurador Militar.

~ 20 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

c. Nomeados/Indicados 

 Ministros de tribunais
- STF -11 - TSE – 7
- STJ -33 - TCU – 9
- STM – 15

 Ministros de Estado;
 Secretários de governo estadual, distrital e municipal;
 Procurador Geral da República;
 Membros de missão diplomática permanente (embaixadores e
cônsules);
 os seis cidadãos que integram o conselho da república ( Art. 89,
VII – CF ).

3.1.2.Agentes Administrativos: Pessoas físicas ou naturais, legitimamente investidas


em cargo, função ou emprego público, hierarquicamente subordinados à cúpula
de governo.

3.1.2.1. Características Jurídicas 

a. Exercem função técnico-administrativa de execução;


b. Sujeitam-se ao regime jurídico infraconstitucional, com algumas
garantias constitucionais;
c. Não respondem por crime de responsabilidade (Lei 1.079/50), mas
respondem por improbidade administrativa (Lei 8.429/92).

3.1.2.2. Categorias de agentes administrativos 

a. Servidores públicos  estatutários  São agentes administrativos


de três tipos:

 Cargo Efetivo :

♣ Somente podem ser criados por lei e para serem instintos


também dependem de lei, exceto se estiverem vagos
(Art. 84, VI, “b” – CF);
♣ A investidura depende de concurso público (Art. 37, II –
CF);
♣ Os ocupantes sujeitam-se a estágio probatório e podem
adquirir estabilidade no serviço público (Art. 41 – CF ;
Art.s 20 e 21 – Lei 8.112/90);
♣ Sujeitam-se à regra constitucional de inacumulabilidade
de cargos, empregos e funções (Art. 37, XVI e XVII – CF);

 Cargo em Comissão :

♣ Somente podem ser criados por lei para as atividades de


chefia, direção e assessoramento (Art. 37, V – CF);
~ 21 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

♣ A investidura não depende de concurso público (Art. 37,


II – CF);
♣ Qualquer pessoa que preencha os requisitos mínimos
previstos em lei, pode exercer cargo em comissão,
independentemente de ser ocupante de cargo efetivo ou
não. Se o ocupante de cargo efetivo é nomeado para
cargo em comissão ficará afastado do exercício das
atribuições de seu cargo efetivo, mas não o perderá (Art.
37, V - CF; Art. 93 – Lei 8.112/90 );
♣ Quem ocupa exclusivamente cargo em comissão vincula-
se ao regime geral de previdência (INSS);
♣ Os ocupantes não se sujeitam à estagio probatório e não
podem adquirir estabilidade no serviço público.
♣ A CF/88 dispõe que a lei estabelecerá as condições de
investidura e os percentuais mínims de cargo em
comissão, que deverão ser destinados para quem já é
servidor de carreira (Art. 37, V, CF).

 Função de Confiança :

♣ Somente pode ser criada por lei, para as atividades de


chefia, direção e assessoramento (Art. 37, V, CF);
♣ Somente pode ser exercida por quem já é ocupante de
cargo efetivo (Art. 37, V, CF);
♣ A investidura não depende de concurso público – Livre
nomeação e exoneração;
♣ Não existe estagio probatório ou estabilidade em relação
à função de confiança.

Obs.14: O servidor em estágio probatório, pode ser investido em


cargo de comissão ou função de confiança. Entretanto, se eles
forem em outro órgão ou entidade, aquele que está em estagio
probatório, somente poderá ir se for para função de confiança,
cargo em comissão ou de natureza especial de nível DAS -
Direção e Assessoramento Superior - 4,5,6 ou equivalentes.
(Art. 93 e parágrafos – Lei 8.112/90)

b. Empregos públicos  celetistas

 A investidura depende de concurso público (Art. 37, II – CF);


 A investidura formaliza-se juridicamente mediante contrato de
trabalho;
 O ocupante não se submete á estagio probatório e não pode
adquire estabilidade;
 Vinculam-se ao regime geral de previdência (INSS);
 Sujeitam-se à regra constitucional da inacumulabilidade de
cargos empregos e funções (Art. 37, XVI e XVII – CF);

~ 22 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.15: A demissão ou dispensa, sem justa causa, depende de


processo administrativo em que se assegura ampla defesa e
contraditório, para garantir a observância dos princípios
constitucionais da moralidade e da impessoalidade.

c. Militares  ou servidores militares  (Art. 144 – CF) São agentes


especiais, submetidos à estatuto próprio com regime militarizado
de hierarquia rígida.

 Sujeitam-se a regra constitucional de inacumulabilidade de


cargos, empregos e funções (Art. 37, XVI e XVII – CF);
 A exigência de concurso para investidura no cargo de militar
decorre do estatuto próprio e não da constituição.

d. Temporários  ou servidores temporários  (Art. 37, IX – CF) A


CF/88 só admite contratação temporária em casos de necessidade
transitória do serviço decorrente de circunstância excepcional.

 Os temporários não ocupam cargo público, apenas


desempenham função;
 Em regra, é obrigatório o concurso público ou processo seletivo
de provas ou provas e títulos para contratação de temporários,
exceto no caso de comprovada urgência;
Próprio (Lei 8.745/93)
 Regime Jurídico ou
CLT
 Os temporários não se submetem à estagio probatório e não
adquirem estabilidade;
 Vinculam-se ao regime geral de previdência (INSS);

~ 23 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 06 – 12/12/11

3.1.3.Agentes Honoríficos: São Particulares (pessoas físicas) convocados ou


requisitados pelo poder público, para desempenhar relevante função cívica do
estado democrático.
“Munus” público

3.1.3.1. Características Jurídicas 

a. Caráter obrigatório ou impositivo;


b. Não ocupam cargo, apenas desempenham função;
c. Não depende de concurso público;
d. Em regra, sem remuneração;
e. São considerados particulares em colaboração com o poder público,
porque não integram a estrutura organizacional interna de um
órgão ou entidade pública;
f. Não conta tempo de contribuição para fins de aposentadoria, salvo
nos casos excepcionais em que os agentes honoríficos são
remunerados.

Ex.: mesários eleitorais, jurados em tribunal de júri, militares requisitados


ou conscritos (são remunerados), comissários de menores, conselheiros
tutelares (são remunerados), etc.

3.1.4.Agentes Delegados: São Pessoas físicas ou jurídicas, à quem o Estado transfere a


execução remunerada, de um serviço público com ou sem execução de obra para
ser prestado em benefício direto da coletividade. (Fundamento: Art. 175, CF)

Apresenta-se para a coletividade, buscando o


interesse da Coletividade.

3.1.4.1. Características Jurídicas 

a. Atuam em nome próprio e por sua conta e risco, para executar um


serviço público em beneficio da coletividade;
b. Eles se submetem à responsabilidade civil objetiva no tocante aos
danos causados a terceiros; (Art. 37, §6º, CF)
c. Em regra, a delegação do serviço depende de licitação prévia e em
alguns casos, faz-se concurso público para escolher o particular que
receberá a delegação;
d. Eles atuam, regidos predominantemente, por normas de direito
privado, que são parcialmente derrogadas por algumas normas de
direito público;
e. Eles são considerados, particulares em colaboração com o poder
público, porque não integram a estrutura organizacional interna da
administração.

Ex.: Concessionários, permissionários e autorizados de serviço público;


tabeliães de cartório extrajudicial (são os oficiais de registro e os notários –
Art. 236, §2º - CF); juiz de paz; tradutores e interpretes juramentados; etc.
~ 24 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

3.1.5.Agentes Credenciados: São particulares a quem o estado confere poderes para


praticar atos jurídicos específicos em nome dele.

Apresenta-se para a coletividade, buscando o


interesses da Pessoa Jurídica do Estado.

3.1.5.1. Características Jurídicas 

a. Tem caráter esporádico;


b. Atuam em benefício da pessoa jurídica estatal para representá-la;
c. Atuam em nome e sob a responsabilidade do Estado, mas por conta
própria;
d. É o estado, que responde pelos atos dos agentes credenciados;
e. Pode ser feita licitação para o credenciamento, como no caso de
profissionais, clinicas e hospitais privados para credenciamento do
SUS;
f. São considerados particulares em colaboração com o poder público,
porque não integram a estrutura organizacional interna dos órgãos
e entidades;

Ex.: Peritos credenciados; advogados contratados para desempenhar a


defesa do Estado em causa específica e excepcional; leiloeiros particulares,
contratados e credenciados pelo poder público; médicos e hospital
credenciados do SUS; clínicas e profissionais credenciados para exames do
DETRAN; centro de formação de condutores (auto-escolas);

Obs.16:
Gestor de negócio Público (Agente público “spont propria.”

É o particular que voluntariamente assume uma função pública, diante de


extrema necessidade oriunda de circunstância excepcional que torna materialmente
impossível desempenhar. O que legitima o particular transitoriamente desempenhar
essa função é a circunstância excepcional. Em casos como esse o poder público
responde pelos atos praticados, pelo particular, diretamente relacionados ao exercício
da função pública, por aplicação da teoria da aparência ou pelo principio da realidade.

Obs.17:
Funcionário Público.

Em direito administrativo, a expressão funcionário público terá o significado


conforme o contexto de cada questão da prova.

3.2. Órgão Público: Unidade de atuação, ou centro de competência integrante da


estrutura organizacional interna da administração direta e indireta, que atuam por
meio de seus agentes, cuja responsabilidade é imputada à pessoa jurídica a que
pertençam.

~ 25 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

3.2.1.Características jurídicas:

a. Não tem personalidade jurídica;


b. Não possuem patrimônio próprio;
c. Não respondem por seus atos;
d. Possuem ou são titulares de competência;

Obs.18: Alguns órgãos (independentes ou autônomos – não há


subordinação hierárquica) possuem capacidade ou
personalidade judiciária para defender em juízo prerrogativas
inerentes a sua competência específica.

Processo
Autor Réu
Judicial

 Em regra isso se aplica as casas legislativas;


 É correto afirmar que os órgãos podem ter capacidade ou personalidade
judiciária;
 Capacidade ou personalidade judiciária também pode ser denominada
capacidade processual.

3.2.2.Elementos integrantes dos órgãos:

a. Competência  é o conjunto de atribuições e responsabilidades,


conferidos por lei ou pela constituição;

 Congresso Nacional  Art. 49 – CF;


 Senado Federal  Art. 52 – CF;
 TCU  Art. 71 – CF;
 STF  Art. 102 – CF;
 STJ  Art. 105 – CF;
 Conselho Nacional de Justiça  Art. 103-B – CF;
 MPU  Art. 127 à 130 – CF;
 ***  Art. 130-A – CF;

b. Cargos  são as menores unidade de competências integrantes da


estrutura organizacional de um órgão;
c. Agentes  são as pessoas físicas que desempenham as atribuições
dos cargos e funções de um órgão;

3.2.3.Classificação dos órgãos: classificar é separar objeto ou elementos por suas


semelhanças ou diferenças,

~ 26 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

3.2.3.1. Quanto à posição Estatal:

Esquema 13: Classificação dos órgãos quanto à posição estatal.

Independentes

Autônomos
Órgãos

Superiores

Subalternos

 Independentes  são aqueles localizados na cúpula de cada um dos três


poderes de estado.
♣ Características:
 Não se subordinam hierarquicamente à nenhum outro órgão
ou autoridade;
 Eles exercem função política, de governo ou de comando das
funções estatais;

Ex.:
 Presidência da república – Executivo da União;
 Congresso Nacional, Câmara, Senado Federal – Legislativo da
União;
 STF, STJ, TSE, TST, STM – Judiciário da União;
 Governadoria – Executivo Estadual e D.F;
 Prefeitura – executivo municipal;
 Câmara municipal – legislativo municipal;
 Tribunal de justiça dos estados – judiciário estadual;
 Câmara legislativa – legislativo D.F;

Obs.19: Municípios, D.F e Territórios não tem poder judiciário


próprio;

Obs.20: Sempre que as questões de prova, atribuirem ao TCU,


MP, CNJ e CNMP a denominação de órgãos autonomos
entendam como correto, porque esse autônomo é no sentido de
não subordinado.

~ 27 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 07 – 12/12/11

3. Estrutura Administrativa do Estado (continuação):

3.2. Órgão Público (continuação):

3.2.3.Classificação dos órgãos (continuação):

3.2.3.1. Quanto à posição Estatal (continuação):

 Autônomos  são aqueles localizados imediatamente à baixo dos órgãos


independentes na estrutura organizacional do poder executivo. Do ponto de
vista funcional, eles possuem autonomia, técnica, financeira e administrativa.
Eles também exercem função política ou de governo.

Ex.:

 Ministérios;
 Secretárias de governo ou de estado, distritais e municipais;
 Secretárias especiais ligadas à presidência da república.

 Superiores  são aqueles imediatamente subordinados à um órgão


autônomo ao à um independente. Eles não possuem à mesma autonomia
funcional que os órgãos autônomos. Eles exercem função técnica de
execução.

Ex.:

 Secretárias Executivas ou Gerais;


 Coordenadorias Gerais;
 Divisões (“Divisão de homicídio”, “Divisão de seqüestro”, etc.);
 Procuradorias judiciais;
 Inspetorias Gerais (“inspetoria geral de policia do estado de São
Paulo”, etc.);
 Departamentos (“Departamento de Polícia Federal”,
“Departamento de Polícia Rodoviária Federal”, etc.).

Esquema 14: Órgãos Autônomos x Órgãos Superiores


Órgãos Autônomos na União
Órgãos Superiores na União/E/D.F/Munc.
Órgãos Autônomos no E/D.F/Mun. Secretárias especiais
ligadas à presidência:
Secretárias de Governo
≠ Ex.: AGU, CGU, Casa ≠ Secretárias executivas ou gerais.
Civil,GSI.

~ 28 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

 Subalternos  são órgãos ou unidades de atuação, integrantes do nível mais


baixo de hierarquia.

♣ Características:

 possuem função meramente executória;


 são sempre subordinados à um dos demais órgãos
Ex.:
 Seção e subseção;
 Núcleos;
 Setores (“Setor de claviculário – responsável pelas chaves de todas
as salas”);
 Almoxarifados;

3.2.3.2. Quanto à estrutura:

- Simples  São aqueles, que não se subdividem internamente em órgãos


ou unidades menores.
Órgãos
- Compostos  são aqueles que se subdividem internamente, em órgãos ou
unidades menores.

Esquema 15: órgãos simples e compostos.

Ministério da Fazenda

SRF STN PGFN Secomex

3.2.3.3. Quanto à Atuação funcional:

- Singulares (unipessoais)  São aqueles, que as decisões em nome do


órgãos, são tomadas pela manifestação de uma única autoridade superior.
Modelo presidencialista de decisões.
Ex.: Juiz, Promotores de justiça
Órgãos
- Colegiados (Pluripessoais)  são aqueles em que as decisões são
tomadas de forma democrática mediante votação de um grupo de agentes.

~ 29 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Ex.: casas legislativas, tribunais, J.A.R.I (junta administrativa de recursos de


infrações – DETRAN), CMN ou COPOMN.
3.2.4.Teorias sobre a natureza jurídica da relação entre o estado e seus agentes:

Esquema 16: Teorias sobre a natureza jurídica


Natureza Jurídica?

Estado Agentes Coletividade


PJ

a. Teoria do mandato  por essa teoria, os agentes públicos receberiam do


estado, mediante um instrumento ou contrato de mandato, poderes para
praticar atos jurídicos perante terceiros em nome do Estado.  Não
prevaleceu

Pois não explica como o primeiro agente recebeu os


poderes, uma vez que o Estado é um ser “imaginário” que não
pode falar ou escrever como ele passou poderes para o
primeiro agente?

b. Teoria da Representação  por essa teoria, os agentes públicos ao serem


investidos numa função do Estado, receberiam a incumbência de representá-
lo, perante terceiros na prática de atos jurídicos, suprindo a falta de
capacidade civil ou jurídica dele, como ocorre na tutela e na curatela.  Não
prevaleceu.

Toda pessoa jurídica já nasce com capacidade civil e essa


teoria trás a ideia de representação por falta de capacidade
do representado; como é o caso de crianças que perdem os
pais e adquirem fortuna, mas não podem controlar essas
“finanças” sem que haja um curador; e se o estado possui
capacidade civil, como ele será representado?

c. Teoria do órgão  (Fundada no princípio da imputação de vontade volitiva –


Criada pelo jurista alemão: Otto Gierke) por essa teoria os agentes públicos
ao serem legitimamente investidos em uma função do estado, passariam à
ser partes integrantes dele, de maneira que ao atuarem é o próprio estado
que o faz.

Obs.21: Essa teoria é um dos fundamentos da responsabilidade


cívil objetiva do Estado, porque explica como se pode imputar ao
Estado os atos decorrentes da manifestação de seus agentes;

~ 30 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.22:

Atividade Essencial de Estado  são as necessárias para o


estado funcionar. A atividade essencial, pode ou não ser típica de
estado;

Função típica de Estado  São aquelas que somente entes e


agentes públicos podem desempenhar.

Outorga  é a transfêrencia da titularidade e da execução.

- Em sentido amplo – transferir atribuições


Pode avocar (puxar de conferir uma faculdade à alguém.
volta) para si à Outorga
qualquer tempo, desde
que seja feita por lei. - Em sentido estrito – Transferir titularidade e
execução (só para autarquia).

Atividade Atípica de Estado  é aquela que tanto os


particulares, quanto o poder público podem desempenhar,
concomitantemente.

Delegação  é a transfêrencia apenas da execução de uma


competência ou serviço ficando a titularidade com o ente
federativo que criou a fundação.

~ 31 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

3.3. Autarquias x Fundações:


3.3.1.Diferenças:
Autarquias Fundações Públicas

 Conceito: São pessoas jurídicas administrativas (entidades) criadas pelo estado  Conceito: São pessoas jurídicas administrativas (entidades) criadas pelo estado
(U,E,D.F e M) para desempenhar, de forma autônoma, serviços públicos, consistentes em mediante a personificação de parcela de patrimônio de um ente federativo, que adquire
uma atividade típica de estado. autonomia para se auto gerir e desempenhar atividade atípica de estado.

 Serviço público personificado ou personalizado;  Patrimônio personificado ou personalizado;


 Decorrem do princípio da especialidade;  Decorrem do principio da especialidade;
 Decorrem da Descentralização.  Decorrem da descentralização;
 A transferência de competência, realiza-se mediante outorga ;  A transferência realiza-se mediante delegação (legal);
 Possuem autonomia gerencial, orçamentária, financeira, patrimonial e administrativa; Possuem autonomia gerencial, orçamentária, financeira, patrimonial e administrativa;
 Capacidade exclusivamente administrativa (autoadministração).  Capacidade exclusivamente administrativa (autoadministração);

Obs.23:Podem ser criadas autarquias, para desempenhar atividade atípica de estado.  Personalidade Jurídica:
Ex.: Colégio Pedro II, UFRJ, USP, UFMG, UFBA, UFAL. Privado (Fundações Governamentais) – Dir. Privado
(Sem prerrogativas Jurídicas)

 Personalidade Jurídica: Direito Público (PJ de Direito Público) – possuem prerrogativas Direito Fundações autárquicas – Dir. Privado
jurídicas nas relações com terceiros. Público ou
Autarquia Fundacional – Dir. Público
Obs.24:Prevalecem o entendimento, de que os territórios federais terão personalidade
jurídica de direito público com natureza de entidade autárquica ou autarquia Obs.26: Para o STF as fundações públicas de Direito Público são espécies de autarquias e
territorial, razão pela qual eles não poderão criar suas próprias entidades da por isso, possuem as mesmas prerrogativas jurídicas e são criadas da mesma forma
administração indireta, já que eles não são entes federativos. que as autarquias. Esses detalhes, não são cobrados pelas fundações “Xing Ling”
(CONSULPLAN, FGV, FCC, IADES, FUNIVERSA, CETRO e outras piores).
 Forma de Criação (Arts. 37, XIX, CF): São criadas por Lei (ordinária) específica.
Nascem com a simples vigência da lei específica destinada à sua criação.  Forma de Criação (Arts. 37, XIX, CF): São autorizadas por Lei (ordinária) específica.

Obs.25: Conforme jurisprudência do STF, é vedada a criação de autarquia  


Lei Ato administrativo Registro
interfederativa (autarquias de mais de um ou ente federativo). Apesar de se
parecerem, consórcio público não é uma espécie de autarquia, nem de empresa~ 32 ~ Autoriza Constitui Confere Existência
pública. Anotações de Lílian Batista Ribeiro
27
32 Obs. : Essa forma de criação só vale para as fundações públicas de direito privado. Em
regra, essa informação deve ser desconsiderada para as bancas “Xing Ling”
Aula 08 – 16/01/12 Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Autarquias (Continuação) Fundações Públicas (Continuação)

 Espécies ou modalidades de Autarquias: Obs.28: A CF/88 dispõe que, a União pode editar lei complementar estabelecendo ou
restringindo as áreas de atuação para as fundações públicas.
- Comuns
Autarquias - Fundacionais (Fundações Públicas de Dir. Público)
Lei Complementar Lei Ordinária Específica
- De Regime Especial (Agências Reguladoras.
Áreas de atuação Autorização para Criação.
- Educação; - LO1 + Ato Administrativo + Registro  Fundação 1.
- Saúde; - LO2 + Ato administrativo + Registro  Fundação 2.
- Cultura.

Não há ainda essa lei.


.
3.3.2.Semelhanças:

Semelhanças
 Características Jurídicas Comuns:

a. Respondem por seus próprios atos;


b. Elas possuem uma relação de coordenação ou vinculação com um órgão (ministério) supervisor da administração Direta (União, Estados, D.F e Municípios);
 Não relação de subordinação/Hierarquia entre elas e administração-direta.
c. Elas se sujeitam ao controle administrativo da administração direta (exercido pelo órgão supervisor à que estão vinculadas).
 Esse controle decorre do princípio da autotutela/autocontrole.
- Controle Finalístico;
 Esse controle denomina-se: - Supervisão superior (ou supervisão ministerial);
- Tutela;
- Controle Indireto.
 Esse controle é feito “de ofício” ou a requerimento do interessado.
d. Regime predominante de pessoal  Estatutário  exige concurso público – Art. 37, II, CF

Obs.29: É possível autarquia e fundações públicas com regime predominantemente celetista ou CLT. Além disso, as fundações públicas de direito
privado (Fundação Governamental) possui regime predominantemente celetista.
Obs.30: Sujeitam-se à regra constitucional da inacumulabilidade (art. 37, XVI
~ 33e XVII,
~ CF) de cargos, funções e empregos públicos.
Obs.31: Sujeitam-se ao teto remuneratório previsto na Constituição
Anotações(art. de 37, XI, CF).
Lílian Batista Ribeiro

33
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Semelhanças (continuação)
e. Obrigatoriedade de licitação  SIM – Art. 37, XXI, CF  Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação (Art. 25 – Lei 8.666/93) e dispensa de licitação (art. 17 e
24 – Lei 8.666/93).
f. Responsabilidade civil  OBJETIVA – Art. 37, § 6º, CF ;
 é a imputação da obrigação de indenizar os prejuízos/danos causados à outrem.

- Conduta (Ação, comissão ou omissão)


- Dano (Material, moral ou estético)
- Subjetiva – A vitima do dano tem que comprovar: - Nexo Causal (resultado único e exclusivo da conduta)
- Negligência
- Dolo ou Culpa - Imprudência
Responsabilidade Civil - Imperícia

- Conduta;
- Objetiva – A vítima tem que comprovar apenas - Dano;
- Nexo Causal (resultado único e exclusivo da conduta).

Obs.32: Prevalece na doutrina e na jurisprudência que, no caso de dano ou de omissão a responsabilização do estado, será na forma subjetiva.

Responsabilidade Civil.
Item – “A união pode ser responsabilizada civilmente pelos
danos que os agentes de suas autarquias causarem a
terceiros.”

Errado.
Autarquia
União INSS Emerson Caetano irá, em aula futura, demonstrar o motivo
Exercício da Função dessa resposta, mas o erro não é de regra geral e regra
Investidura no Cargo Particular específica é erro linguístico.
Dano

Obs.33: O ente federativo que criou a Autarquia ou a Fundação, não pode ser responsabilizado civilmente pelos danos que os agentes delas causarem
~ 34 ~ nos termos de lei extingui a autarquia ou fundação pública. Nessa
à terceiros no exercício de suas funções, salvo quando o próprio ente federativo,
exceção a responsabilização do ente federativo, denomina-se “subsidiária”.
Anotações de Lílian Batista Ribeiro

34
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Semelhanças (continuação)
g. Regime de bens  Direito Público  Bens impenhoráveis  Em razão disso elas pagam seus débitos, mediante regime de precatórios ou requisição de pequeno valor
ou contra os cofres públicos se o débito for de até 60salários mínimo. - Art. 100, CF ;
h. Não estão sujeitas à falência ou processo falimentar  Art. 2º, Lei 11.101/05 ;
i. Imunidade tributária recíproca  Art. 150, VI, “a” e Art. 150, §2º - CF ;
 A união, os Estados, DF e municípios não podem instituir e cobrar impostos , sobre o patrimônio, a renda e o serviço uns dos outros, incluindo suas autarquias e
fundações no tocante as suas finalidades específicas ou delas decorrentes.
j. Prerrogativas Processuais  ao atuarem como autora ou rés num processo judicial, as autarquias e fundações gozam das seguintes prerrogativas:

 Prazo em Dobro para recorrer das decisões judiciais e em quádruplo para contestar as ações judiciais ajuizadas contra elas  Art. 10, Lei 9.649/97 e
Art. 188 - CPC ;
 Intimação pessoal de todos os atos do processo na pessoa de seu procurador;
 Dispensa do recolhimento (pagamento) antecipado das custas e despesas do processo.

3.4. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista:


3.4.1.Semelhanças

 Conceito: São pessoas jurídicas administrativas (entidades) de direito privado criadas pelo Estado para prestar serviços públicos ou explorar
atividade econômica.

Art. 173 – CF  O estado não pode intervir diretamente na economia.

Obs.34: EP e SEM exploradoras de - Por imperativo de segurança Nacional.


atividade econômica, devem
observar as mesmas obrigações Exceções .
civis, comerciais, trabalhistas e
tributárias aplicadas aos
- Por relevante interesse coletivo.
particulares.

Obs.35: EP e SEM exploradoras de atividade economia não podem gozar de benefícios


fiscais que não sejam extensíveis às equiparadas no setor privado
~ 35 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 09 – 18/01/12

3.4. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista (continuação):


3.4.1.Semelhanças(continuação)

 Características Jurídicas (de Dir. Público) comuns:

a. Autonomia gerencial, orçamentária, financeira, patrimonial e


administrativa em relação ao ente federativo que a criou.

b. Possuem capacidade exclusivamente administrativa para desempenhar


atividade atípica de estado.

c. Sujeitam-se a um regime jurídico híbrido/misto  regido


predominantemente por normas de direito privado que são parcialmente
derrogadas por algumas normas de direito público.

d. Respondem por seus próprios atos.

e. Elas mantém uma relação jurídica de coordenação (ou vinculação com um


órgão supervisor da Administração Direta).

f. Sujeitam-se ao controle administrativo do ente federativo (administração


direta) que as criou.

- Controle Finalístico
 Esse controle denomina-se - Supervisor superior (ou ministerial)
- Tutela
- Controle Interno

 Esse controle decorre do princípio do autocontrole ou autotutela.

g. Regime predominante de pessoal  CLT  Exige concurso público –


Art. 37, II – CF .

Obs.36: Os dirigentes de empresa pública e sociedade de


economia mista (presidente, vice, diretores, membros do
conselho de administração e do conselho fiscal) não se
submetem às regras da CLT, porque não possuem vinculo de
subordinação. Eles também não são estatutários ocupantes de
cargo em comissão, apesar de serem investidos na função por
livre nomeação do chefe do poder executivo. Eles se sujeitam à
um regime contratual privado de trabalho ou prestação de
serviço, sem vinculo de subordinação, nos termos da Lei
6.404/76.

Obs.37: Se um empregado público de carreira é nomeado para a


função de dirigente de uma empresa pública ou Sociedade de
economia mista, perderá o vinculo de subordinação e em razão
disso seu contrato de trabalho celetista ficará suspenso

~ 36 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

enquanto permanecer na função – Súmula 269/TST. O tempo de


serviço, não será contado, apenas o de contribuição
previdenciária.

Obs.38: Sujeitam-se à regra constitucional de inacumulabilidade


de cargos, empregos e funções – Art. 37, XVI e XVII – CF.

Obs.39: Os dirigentes e empregados de Empresas Públicas ou


Sociedade de Economia Mista somente se submetem ao teto
remuneratório se a respectiva entidade em que trabalha recebe
recursos da União, Estados, D.F ou Município para pagamento
de pessoal ou de gastos em geral.

h. Obrigatoriedade de licitação  SIM  Art. 37, XXI, CF  Ressalvados


os casos de inexigibilidade de licitação (Art. 25, Lei 8.666/93) e Dispensa de
Licitação (Arts. 17 e 24, Lei 8.666/93).

Obs.40:

- Atividade Meio  Licitação Obrigatória.

Para contratações realizadas por


EP/SEM exploradoras de atividades
econômicas relativas à:

- Atividade Fim  Dispensa de Licitação.

Para não acarretar perda de


competitividade no mercado.

Obs.41:
- Estatuto (lei) próprios de licitação e contratação
para as exploradoras de atividade
econômica.  ainda não há.
Art. 173, §1º, III, CF.
A CF/88 autorizou o CN a editar:
- Estatuto (lei) Geral de licitação e contratação
para as Entes Públicos  Lei 8.666/93 e Lei 10.520/02.
Art. 22, XXVII, CF.

Obs.42: Como ainda não foi editado o Estatuto próprio de licitações e contratações, as
exploradoras de atividade econômica devem observar a lei geral de licitações e
contratações.

Obs.43: Conforme jurisprudência do STF, a PETROBRÁS não está obrigada à seguir as regras
licitatórias da Lei 8.666/93, porque legislação específica autorizou o PR a editar decreto
estabelecendo regulamento próprio de licitações e contratações para ela. Não usar essa
informação nas bancas “xing ling”.

~ 37 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

- Prestadoras de Serviço Público



Forma Objetiva  Art. 37, §6º - CF.

Basta provar o nexo causal
i. Responsabilidade Civil

- Exploradoras de atividade econômica.



Forma Subjetiva  Art. 173, §1º, II - CF.

Tem que provar Dolo ou Culpa

Obs.44: O Ente federativo que as criou não respondem pelos danos que os agentes dela
causarem à terceiros, salvo de forma subsidiária se elas forem extintas.

- Prestadoras de serviço Público



Direito Público.

Bens Impenhoráveis.

Em decorrência do principio da continuidade do serviço.
j. Regime de Bens
- Exploradora de Atividade Econômica

Direito Privado.

Bens penhoráveis.

k. Forma de criação (Art. 37, XIX, CF)  São autorizadas por Lei (ordinária)
específica.

Esquema 17: Forma de Criação Empresas Públicas e Sociedade de Economia Mista

Lei  Ato administrativo  Registro


Autoriza Constitui Confere Existência

l. Podem criar suas subsidiarias mediante autorização legislativa (genérica)


 Art. 37, XX, CF.

Esquema 18: Criação de Subsidiarias


BB – Cartões (PJ)
LO + A + R BB – Previdência (PJ)
União BB
BB Turismo (PJ)
(PJ)
SEM
Não integram a
administração
~ 38 ~ indireta
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

m. Não estão sujeitas à falência ou processo falimentar  Art. 2º, Lei


11.101/05.

Obs.45: Conforme jurisprudência do STJ as subsidiárias estão


sujeitas à falência.

n. Imunidade tributária recíproca  Art. 150, VI, “a”, CF.

Obs.46: Conforme jurisprudência do STF somente as prestadoras


de serviço gozam de imunidade tributária recíproca assim como
as autarquias.

3.4.2.Diferenças entre Empresas Públicas e Sociedade de Economia Mista:

Empresas Públicas Sociedade de Economia Mista

 Foro competente para ações judiciais.  Foro competente para ações judiciais.

- Federal Justiça Federal - Obs. 44 - Federal .


EP Justiça
- Estadual Estadual/DF
Estadual/DF/ Justiça
- - Obs.45 SEM
Municipal Estadual/DF
- D.F . Súmula 556/STF
Obs. 46 e 47
- Municipal
Obs.47: Com exceção das causas trabalhistas, eleitorais,
falimentares (não podem ter sua falência decretada,mas Obs.49: Com exceção das causas trabalhistas e eleitorais.
pode pedir a decretação de falência de outra empresa) e Obs.50: Se a união, uma de suas autarquias ou de suas
de acidente de trabalho. fundações públicas, intervier em processo judicial com
base em interesse jurídico legitimo, atrairá a
Obs.48: Com exceção das causas trabalhistas e eleitoral. competência da Justiça Federal – Sumula 517/STF.

 Forma jurídica/organizacional ou modelo societário –  Forma jurídica/organizacional ou modelo societário – só


Podem adotar qualquer forma jurídica (organizacional) podem adotar a forma de SA(Sociedade anônima, também
admitida em direito – Art. 5º, II, Decreto Lei 200/67. chamada de companhia) – Art. 5º, IV, Decreto Lei 200/67.

 Composição do capital Social – na empresa pública, a  Composição do capital Social – No mínimo, 50% + uma
totalidade (100%) do capital (cotas ou ações) deve pertencer ação ordinária do capital social com direito à voto em
a ente público (PJ integralmente do Estado). assembléia devem pertencer a ente público.

Nois LTDA

$50 $50 PJ
1 patrimônio 1 patrimônio
$100

~ 39 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 10 – 23/01/12 Responsabilidade


Civil Objetiva

Particular
Estado -Comissiva (Vitima)
Conduta
- Omissiva Dano
Paga e depois
responsabiliza o Agente
agente do ato.
Responsabilidade
Civil Subjetiva

3.5. Agências Executivas: EC 19/98  §8 , Art.37, CF .

Regulamentado pelos Arts. 51 e 52, Lei 9648/98

Contrato de Gestão

 Conceito é o ajuste ou acordo bilateral entre entes públicos, ou entre entes e


agentes, para ampliar a autonomia gerencial, orçamentária e financeira de um dos
contratantes.
Autonomia de Gestão

Quem pode firmar contrato

a) Órgão (Administração – Direta) Órgão (Administração - Direta);


b) Órgão (Administração – Direta) PJ da Administração Indireta;
c) Administração Agentes.

Obs.51:
Metas e Objetivos Propor/apresentar o plano ao respectivo
órgão ou ministério supervisor.
Autarquias Elaborar um plano
estratégico de reestruturação
Ou e desenvolvimento
Havendo um consenso em relação ao plano
institucional para melhorar a
Fundações Públicas será celebrado contrato de gestão por no
eficiência em andamento . mínimo 1ano. Obs.53: Obs.55:
Obs.52:

A desqualificação da agência executiva ocorre Imediatamente após o presidente da


automaticamente com o termino do contrato de gestão, república deverá editar um decreto
ou antes disso, por decreto do Presidente da República. qualificando a autarquia/fundação pública
Com a desqualificação elas voltam a ser simples como Agência executiva.
autarquias ou fundações públicas, sem qualificação. Obs.54: Obs.56:

~ 40 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.51: somente autarquia ou fundação pública de direito público, podem ser qualificadas como agências executivas.
Não é possível uma entidade autárquica ou fundacional já nascer como executiva.

Obs.52: O plano estratégico é requisito básico indispensável para se qualificar uma entidade como executiva.

Obs.53: O contrato de gestão marca o inicio do processo de qualificação de uma entidade como agência executiva. Ele,
também, é requisito indispensável para qualificação como executiva.

Obs.54: Ao ser qualificada como executiva a entidade não perde sua natureza de autarquia ou fundação. Portanto as
agências executivas integram a administração indireta.

Obs.55: Nem todo contrato de gestão celebrado, acarreta qualificação como agência executiva, exceto quando o
contrato for entre Autarquia e fundação e o respectivo órgão supervisor.

Obs.56: A maior autonomia de gestão é a principal característica que diferencia uma agência executiva de uma Autarquia
ou Fundação Pública (comum).

3.6. Agências Reguladoras: EC 19/98  §8 , Art.37, CF .

 Conceito: São Autarquias de Regime ou natureza especial criadas pelo estado


para fiscalizar, controlar e regulamentar a prestação de serviços públicos
descentralizados, ou não, e a exploração de atividade de relevante interesse
coletivo .

 Características Jurídicas do Regime Especial:

a) Exercem, predominantemente, poder de polícia (administrativa);


b) Possuem maior autonomia ou independência política em relação à
administração direta;
♦ Os dirigentes ou gestores delas exercem mandato com prazo fixo e
desconexo com o de presidente da república.
♦ Forma de investidura no mandato ou função  Por indicação do
Presidente da República com a aprovação por maioria do Senado
Federal após sabatina.
♦ Forma de perda do mandato ou função 
o Por termino do prazo do mandato;
o Por renuncia do dirigente;
o Por sentença judicial transitada em julgado;
o Por processo administrativo disciplinar, em que se assegure
ampla defesa e contraditório;
o À pedido do presidente da república com a aprovação por
maioria do Senado Federal;
o Por falecimento, desaparecimento ou incapacidade do
dirigente.
c) Possuem competência normativa (administrativa) para regulamentar
aspectos técnicos de cada setor regulado.

~ 41 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Esquema 19:
Antes das Reguladoras

Poder Legislativo Poder Executivo

- Política Nacional e
Inovar no ordenamento Jurídico Aplicar a Lei Competência diretrizes gerais de cada
Lei normativa para setor regulado. Presidente da
de Ofício.
regulamentar ou República
dispor sobre - Aspectos técnicos de cada
setor regulado.

Esquema 20:
Depois das Reguladoras

Poder Legislativo Poder Executivo

- Política Nacional e Presidente da


Inovar no ordenamento Jurídico Aplicar a Lei Competência diretrizes gerais de cada República
Lei normativa para setor regulado.
de Ofício.
regulamentar ou
dispor sobre - Aspectos técnicos de cada Agências
setor regulado. Reguladoras

~ 42 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

d) Elas são vinculadas (vinculação/coordenação) a um órgão supervisor da


administração direta.

♦ Sujeitam-se ao controle finalístico ou supervisão ministerial.

e) Possuem todas as características jurídicas de uma autarquia comum .


f) Preferencialmente a lei não deve prever o cabimento de recurso hierárquico
impróprio contra as decisões das agências reguladoras .

Esquema 21: Recurso Hierárquico Próprio


M.M.A Regra  Não pode haver recurso
Adm-Direta Exceção  Recurso Hierárquico Próprio
- A¹
Subordinação

-
-
- IBAMA
-
Adm-Indireta
-
A² Decisão - A¹
- Recurso Hierárquico -
Próprio -
-

-

3.7. Terceiro Setor: Paraestatais

Esquema 22:
Terceiro Setor
Paraestatais

Estado Privado/Iniciativa privada Privados sem fins lucrativos Economia Informal


1º Setor 2º Setor 3º Setor 4º Setor

♦ Coletivo; ♦ Individual; ♦ Coletivo; ♦ Atividades ilícitas


♦ Dir. Público. ♦ Dir. Privado. ♦ Dir. Privado. ♦ Atividades irregulares.

Espaço público de Gestão gerencial privada de serviços e


atividades de interesse coletivo.

Obs.57: Cuida-se de um regime jurídico hibrido


Repressão Regularização
predominantemente privado, que são parcialmente derrogadas
(Ilícito) (Irregular)
por normas de direito público.
Obs.58: A cooperação entre o poder público e entidades privadas
sem fins lucrativos, recebem a denominação de, publicização do O poder público atua em
3º setor ou privatização de serviços públicos, relação à elas buscando.
Obs.59: Admite-se a extinção de um órgão ou unidade
administrativa com a respectiva transferência de suas
atribuições para uma organização social que é~uma43 ~das
entidades privadas sem fins lucrativos
Anotaçõesintegrantes doBatista
de Lílian 3º Setor.
Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 11 – 25/01/12

3.7. Terceiro Setor (continuação): Paraestatais

 As entidades privadas sem fins lucrativos que entram em cooperação com o poder público classificam-se em uma das seguintes categorias:

 Serviços Sociais Autônomos – Sistemas “s”;


 Organizações Sociais – OS;
 Entidades de apoio a instituições de Ensino Superior ou Médico-Hospitalar Federais;
 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Coletivo - OSCIP

Características Jurídicas de Direito Público das Entidades Paraestatais Serviços Sociais


OS Entidades de Apoio OSCIP
Autônomos

- Devem prestar contas a tribunal de contas e outros órgãos de controle. SIM SIM SIM SIM

- Devem realizar licitação antes de suas contratações de obras, serviços e


SIM - Obs.56 SIM - Obs.57 NÃO SIM - Obs.57
compras.

- Devem realizar concurso ou processo seletivo para contratação de pessoal. SIM SIM NÃO NÃO

- Devem observar os princípios básicos da Administração - LIMPE SIM SIM SIM SIM

- Instrumento ou forma jurídica de cooperação entre o poder público e as Contrato de Gestão Convênio Termo de Parceria
Por Lei
paraestatais. Obs.58 Obs.59 Obs.60

Nascem na iniciativa privada e Já nascem para apoiar instituição


por meio de lei se tornam pública e só pode ser criada por
“parceiras” do Estado. dirigentes de instituições públicas.

~ 44 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.60: As entidades do Sistema “s” sujeitam-se à regra constitucional da obrigatoriedade


de licitação (Art. 37, XXI – C.F), mas não estão obrigadas à seguir as regras licitatórias e de
contratação da Lei 8.666/93 e da Lei 10.520/02, porque a legislação federal que o
regulamentou permitiu as entidades do serviço social autônomo elaboraram
regulamento próprio de licitação.
Obs.61: As organizações sociais e as OSCIP são obrigadas a licitar antes de suas
contratações, elas devem observar os princípios licitatórios, mas não necessariamente as
regras licitatórias previstas na lei de licitações.
Obs.62: Esse contrato não se confunde com o contrato de gestão previsto no artigo 37, §8º
da C.F, aqui o contrato destina-se a qualificar como organização social, uma entidade
privada sem fins lucrativos da área de saúde, cultura, ensino, pesquisa cientifica
desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, nos termos da Lei
9.637/98. Destina-se também à disciplinar o repasse de recursos e a cessão de bens e
pessoal do poder público para a O.S.
Obs.63: Convênio é um ajuste criado entre uma entidade do poder público (da área de
ensino superior ou médico hospitalar federal) uma fundação privada ou associação civil,
sem fins lucrativos (entidade de apoio), para dispor sobre o repasse de recurso e a cessão
de pessoal e de bens.
Obs.64: Termo de parceria é o ajuste firmado entre Poder Público e uma entidade privada
sem fins lucrativos, que já tenha sido qualificada como OSCIP pelo Ministro da Justiça, para
dispor sobre o repasse de recurso e a cessão de bens e pessoal.

 Mesmo após a cooperação com o Estado as entidades de cooperação não


integram a administração direta ou indireta.

~ 45 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

III. Atos administrativos

Esquema 23: Ato Jurídico X Ato Administrativo

Ato Jurídico

Ato
Administrativo

1. Conceito: É a manifestação unilateral de vontade do Estado ou de quem o represente,


submetida ao regime jurídico-administrativo e destinada à realizar função típica de
administrar , para produzir efeito jurídico relevante.

Obs.65: Nem todo ato da administração será necessariamente um ato administrativo


porque a administração pode praticar atos que não sejam regido pelo regime jurídico
administrativo. Mas todo ato administrativo será necessariamente um ato da
administração.
Obs.66: Os fatos administrativos, ou atos materiais, são meros acontecimentos - ou
realizações no âmbito da administração - não provenientes de vontade jurídica.
Ex.: Falecimento de um servidor, decadência e prescrição, demolir um prédio, rebocar
um veiculo,

~ 46 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

2. Elementos ou requisitos de validade do ato administrativo:

Esquema 24: Elementos ou requisitos de validade do ato administrativo

Controla - Sempre Poder Judiciário


Controla (Juiz)

mpetência
Controla Não Controla –
- Vinculados inalidade Apenas Excepcionalmente
Sempre vinculado (lei)
Não Controla –
Atos
rma Apenas Excepcionalmente
- Discricionários
- Vinculados (Lei)
otivo
Ou - Conveniência
objeto
- Discricionário Juízo de E Mérito Administrativo

- Oportunidade

Obs.67: Como exceção à regra o Poder Judiciário pode controlar a discricionariedade ou o mérito administrativo do ato quando extrapolar os parâmetros
de razoabilidade ou proporcionalidade.

~ 47 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Questão de Prova:

a) O judiciário pode controlar o mérito administrativo.  Errado


Nega a regra e afirma a exceção.

b) O judiciário não pode controlar o mérito administrativo.  Certa


Afirma a regra sem excluir a exceção.

c) O judiciário nunca pode controlar o mérito administrativo.  Errado


Nega a regra e a exceção.

d) O judiciário pode controlar o mérito administrativo quando extrapolar os


parâmetros de razoabilidade ou de proporcionalidade.  Certo
Afirma a regra e a exceção.

Resultado do ato = Finalidade


Se o ato é vinculado Motivo e Objeto são requisitos vinculados, já se o ato for
discricionário esses requisitos também serão discricionários.
Atos vinculados sempre

~ 48 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 12 – 30/01/12

2.1. Competência: é o conjunto de atribuições e responsabilidades conferidas por lei à


um agente ou autoridade(órgão).

 Sujeito ou autoridade competente;


 É um poder legal;
 Não se presume ela é sempre expressa em lei;
 É capacidade + legitimidade;
 A capacidade é a aptidão física e mental e por si só não é
suficiente para a competência, é necessário ainda a
legitimidade que é a posse ou ato de provimento derivado;
 Percebe-se assim que é necessário comprovar a capacidade e
ser empossado no cargo para se ter a competência do cargo.
Sendo assim eu posso afirmar que a capacidade por si só não te
dá competência.

Obs.68: Inobservância ou vício de competência, acarreta: Nulidade/Invalidação/Anulação do


ato.
Obs.69: Vicio de competência, admite convalidação . Se for um vício de competência quanto
à pessoa e se for competência privativa.

-Exclusiva – NÃO admite convalidação.


- Quanto à pessoa
- Privativa – Admite convalidação.
Vício de Competência
(incompetência)
- Quanto à matéria/material – NÃO admite convalidação.

2.2. Finalidade: é o interesse público que deve ser alcançado com a prática do ato
conforme determina a lei.

Obs.70: Inobservância ou vício de finalidade, acarreta:


Nulidade/Invalidação/Anulação do ato.
Obs.71: Vicio de finalidade NÃO admite convalidação.
Obs.72: Vicio ou desvio de finalidade necessariamente acarreta violação
ao principio da impessoalidade e também configura hipótese de abuso
de poder.

~ 49 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

2.3. Forma: é o meio de exteriorização do ato (vontade) administrativo. É o revestimento


do ato.

2.3.1.Espécies de forma:

 Escrita;
 Verbal;
 Gestual;
 Semafórica/Luminosa;
 Pictórica ou Simbólica;
 Sonora – sinal sonoro em semáforos para deficientes visuais;
 Eletrônica – declaração de imposto de renda à receita federal.

O silêncio da administração não pode ser considerado forma de manifestação de


vontade, positiva ou negativa ressalvando-se as hipóteses excepcionais em que a lei
atribui um efeito jurídico ao silêncio.

Obs.73: Inobservância da forma, acarreta: Nulidade/Invalidação/Anulação


do ato.
Obs.74: Em regra o vício de forma deve ser convalidado por aplicação do
principio da instrumentalidade das formas exceto nas seguintes hipóteses:
 Quando a lei expressamente determina que a forma é essencial à
validade do ato.
 Quando em razão do vício de forma o ato não alcançar a finalidade à
que se destina.
 Quando em razão do vício de forma o ato causar prejuízo à
administração ou a terceiros.
Obs.75: Para se desfazer um ato deve ser utilizada a mesma forma ou uma
forma mais complexa, salvo quando a lei dispuser de maneira diversa.

Esquema 25: Revogação/


Anulação
Ato1 Ato2

2.4. Motivo ou Causa: é o meio de exteriorização do ato (vontade) administrativo. É o


revestimento do ato.

Obs.76: Inobservância do motivo, acarreta: Nulidade/Invalidação/Anulação do ato.


Obs.77: Vício quanto ao motivo NÃO admite convalidação.
Obs.78: Motivo ≠ Motivação.
Motivo – é a coisa
Motivação – é explicitar a “coisa”

~ 50 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.79: Motivo ≠ Móvel –


Móvel - é a intenção do agente ao praticar o ato administrativo. Um desvio no
móvel afeta o elemento finalidade.
Obs.80: Por aplicação da Teoria dos motivos determinantes a validade de um ato
depende dos motivos apresentados. De maneira que se os motivos forem falsos
ou inexistentes , o ato será inválido , e se os motivos forem
condizentes com a realidade , o ato será válido .

 Por essa teoria a validade de um ato administrativo está vinculada aos


motivos apresentados, de maneira que, se os motivos forem falsos ou
inexistentes o ato deve ser invalidado ou anulado.
 Essa teoria aplica-se tanto à atos vinculados quanto aos
discricionários.
 Essa teoria impõe a invalidação ou anulação dos atos administrativos
que, apesar de a lei expressamente determinar que não é obrigatória a
motivação, o agente competente a faz com base em motivos falsos ou
inexistentes.
 Se pelo menos um dos motivos apresentados for condizente com a
realidade o ato não deverá ser invalidado por aplicação da teoria dos motivos
determinantes.
 Tanto o judiciário quanto a própria administração podem invalidar o
ato por aplicação da teoria dos motivos determinantes.
 Se os motivos apresentados não forem os mais adequados, o ato
deverá ser invalidado por aplicação da teoria dos motivos determinantes.

Esquema 26: Teoria dos motivos determinantes.

Motivo Ato Válido


Condizente com a realidade

Ato
Administrativo

Motivo Ato Inválido


Falso ou inexistente

Revogação/
Anulação
Exoneração motivada Contratação de
pela falta de recursos novo funcionário,
logo motivo falso
João para a exoneração
de João
Cargo em
Comissão

~ 51 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Esquema 27: Validade x Eficácia

Existência

Validade Eficacia

2.5. Objeto ou conteúdo:


conteúdo É aquilo que o ato dispõe, impõe ou determina sobre a
situação, coisa ou pessoa.

Esquema 28:

Multa Exoneração Demissão

Obrigação de Desligamento do Desligamento do


pagamento Cargo Cargo

Não são atos iguais, pois os motivos são


diferentes.

Obs.81: Inobservância ou vício quanto ao objeto , acarreta:


Nulidade/Invalidação/Anulação do ato.

Obs.82:Vício
Vício quanto ao objeto NÃO admite convalidação.

~ 52 ~
Anot
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

3. Atributos dos atos administrativos:


administrativos

resunção de legitimidade
utoexecutoriedade

mperatividade

xigibilidade

ipicidade

3.1. Presunção de legitimidade:


legitimidade Significa que todos os atos administrativos praticados
presumem-se
se em conformidade com a lei e verdadeiros até que se prove o contrário.

 É uma decorrência do princípio da legalidade;


 A administração não precisa comprovar a validade de seus atos
administrativos.

3.1.1.Decorrências da presunção de legitimidade.

a) O ato administrativo nasce pronto para produzir imediatamente seus efeitos,


ainda que seja argüida suas ilegalidade. “Efeitos imediatos”

Esquema 29:
Presunção de
Existência
Legitimidade

Validade

Eficácia

 Os atos administrativos gozam de imediata operatividade ;

b) Presunção relativa (presunção “Juris tantum”)

 O oposto dessa presunção é a presunção “Jure et de Juris” (presunção


absoluta)

~ 53 ~
Anot
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

c) Inversão do ônus da prova (para o destinatário do ato)

Esquema 30:

EU Você EU Administração
Dívida – quem diz Pagamento – Quem contesta o dito pela
prova quem diz prova administração prova.

Presume-se que o ato


- Presunção de administrativo praticado esteja
legalidade em conformidade com a lei, até
que se prove em contrário.
d) Presunção de e
legitimidade engloba

- Presunção de Presume-se verdadeiros os fatos


veracidade indicados pela administração
como motivo pela prática do ato .

e) Formação, validade e efeitos do ato.

Existência Validade Eficácia


Concluiu o ciclo ou
Está de acordo com a Está apto a produzir
etapas de sua O ato administrativo será:
lei? todos os seus efeitos?
formação?

Perfeito , válido, eficaz


SIM SIM SIM
Obs.78:

Perfeito, válido, ineficaz.


SIM SIM NÃO
Obs.79: “pendente”

SIM NÃO SIM Perfeito, invalido e eficaz.

SIM NÃO NÃO Perfeito, invalido e ineficaz.

NÃO - - Imperfeito ou inexistente

Perfeito não quer dizer que o ato é valido ou não,


mas que produz todos os seus efeitos.

~ 54 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.83: O ato com essas características possui exeqüibilidade e exigibilidade, ou seja a


administração pode dar-lhe cumprimento ou exigi-lo de forma indireta, na via
administrativa ou judicial.
Obs.84: Esse ato também é denominado pendente, em razão de circunstancias que
suspendem.
Obs.85: Todo ato administrativo, goza de presunção de legitimidade.

- Termo( ou termo inicial)  é o evento futuro e certo, sem


o qual o ato não produz seus plenos efeitos.

- Condição (ou condição suspensiva)  é o evento


Circunstâncias que suspendem a futuro e incerto sem o qual o ato não produz seus
eficácia do ato plenos efeitos. Também é condição de eficácia do ato a
publicidade (exceto ato sigiloso) e autorização aprovação,
homologação, ratificação, admissão, visto ou deferimento à
ser proferido por uma autoridade superior controladora.

- Modo  é um encargo de natureza contraprestacional,


que se impõem ao beneficiário do ato como requisito para a
continuidade de seus efeitos.

~ 55 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 13 – 01/02/12
3. Atributos dos atos administrativos (continuação):

3.2. Autoexecutoriedade: é a prerrogativa que administração tem de executar


diretamente (por seus próprios meios e agentes) os atos administrativos praticados,
independentemente de autorização judicial.

Execução Direta ≠ Efeitos Imediatos

Apesar dos efeitos jurídicos já estarem valendo, não há Os efeitos jurídicos já estão valendo.
como obrigar o pagamento da Multa, o agente não vai te Ex.: a multa de transito já produz efeitos, já pode entrar
procurar e arrancar o dinheiro da sua carteira. na justiça pra cobrar, suspender entrega de
documentação. Etc.

Obs.86: Nem todo ato goza de autoexecutoriedade. Ex. de atos sem autoexecutoriedade:
Multa, remoção de oficio, nomeação, permissão, autorização, alvará, licença, etc.

3.2.1.Fundamento ou pressuposto da autoexecutoriedade  somente quando o


interesse público tutelado ou protegido na norma jurídica estiver exposto a grave
e iminente risco de lesão, caso se faça necessária e nos exatos limites
(proporcionalidade) da necessidade.

Obs.87: Se a questão de prova utilizar a expressão executoriedade confira à ela o mesmo


significado de autoexecutoriedade.
Obs.88: Se a questão de prova afirmar que a autoexecutoriedade compreende a
executoriedade e a exigibilidade, marcar como correto.

I
3.3. mperatividade: é a prerrogativa que administração tem de usar a sua manifestação
unilateral de vontade, para impor obrigações e deveres nos termos de lei à
administrados ou a servidores.

Obs.89: Nem todo ato administrativo goza do atributo da imperatividade. Ex.:


autorização, permissão, alvará, licença, aprovação (ato que declara aprovação em
concurso), ratificação (confirmação).
Obs.90: A imperatividade é uma manifestação do poder extroverso (extroversão) do
estado.
Poder extroverso  é o poder do estado de interferir na esfera individual impondo-lhe,
obrigações ou deveres.
Obs.91: Todo ato auto-executável, necessariamente, será imperativo, mas o inverso não é
verdadeiro.

3.4. E xigibilidade: é a prerrogativa que administração tem de usar meios administrativos


indiretos para forçar o destinatário do ato à cumpri-lo por si mesmo.

~ 56 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.92: Todo ato tem exigibilidade.

3.5. Tipicidade: é a necessidade de adequação da vontade à ser manifestada pela


administração à uma tipologia ou molde de ato previsto em lei.

Obs.93: A maioria dos doutrinadores não incluem a tipicidade como um dos atributos,
mas se a questão de prova afirmar que ela é um do atributos dos atos, estará correta

4. Classificação dos atos administrativos:

Gerais (ou normativos)  São aqueles de natureza genérica e abstrata que dispõe
sobre uma determinada circunstância, com vistas à produzir efeito reiterados em
relação à todos aqueles que vieram à se enquadrar. Não é possível definir quem são e
quantos são os destinatários dos atos no momento em que ele é praticado.

4.1 Quanto aos Ex.: Decretos, resoluções, regulamentos, portarias, instruções normativas,
destinatários: regimento interno (exceto o regimento interno das casas legislativas, pois são
espécies de leis)

Individuais (ou concretos)  São aqueles destinados à produzir efeitos


individualizados, em relação à pessoas determinadas.

Ex.: Nomeação, multa, advertência, demissão, desapropriação.

De Império  São aqueles destinados à fazer valer o interesse coletivo sobre o


interesse individual. Eles decorrem do princípio da supremacia. Eles são manifestação
dos “Jus Imperii” do Estado.

Ex.: Suspensão, demissão, multa, remoção de oficio, cassação de alvará,


exoneração, .

De Gestão  São aqueles em que a vontade manifestada pelo poder público concilia-
4.2 Quanto ao se ou atende à um interesse individual do destinatário.
objeto:
Ex.: Autorização, permissão, concessão, alvará, licença, autorização de porte
de alma.

De expediente  São aqueles destinados a dar mero impulso às rotinas e


procedimentos internos da administração, sem conteúdo decisório.

Ex.: Carimbar, numerar, perfurar, autuar, apensar, etiquetar, rubricar,


registrar, protocolizar.

~ 57 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Declaratórios  São aqueles destinados a fazer prova de um direito ou de uma


situação jurídica pré-existente. Eles não criam, não modificam, nem extinguem
direitos ou situações jurídicas.

Ex.: Certidões, atestados, declarações em geral, apostila.

 Alienativos - São aqueles destinados a se desfazer de um


bem.
Ex.: Doação, venda, troca/permuta.

 Abdicativos - São aqueles destinados a abrir mão ou dispor


de um direito ou interesse. Obs.89:

Ex.: Perdão de dívida, anistia de multa, renuncia


administrativa.
4.3 Quanto ao Constitutivos  São aqueles
conteúdo/efeito: destinados a criar, modificar ou  Modificativos - São aqueles destinados a alterar uma
extinguir, direitos ou situações situação jurídica pré-existente.
jurídicas.
Ex.: Remoção, readaptação, promoção.

 Extintivos - São aqueles que impõem o fim de uma


situação ou relação jurídica.
Obs.94: Esses atos somente
podem ser praticados se houve Ex.: Demissão, exoneração.
prévia autorização legislativa
específica.  Desconstitutivos - Também chamado constitutivos
negativos. São aqueles destinados a desfazer uma situação
jurídica mediante concordância das partes.

Ex.: Exoneração à pedido do servidor.

Revogáveis  São aqueles que podem ser retirados do mundo jurídico da


administração, por motivo de conveniência e oportunidade. Somente atos
discricionários admitem revogação.

4.4 Quanto à Irrevogáveis  São aqueles que não podem ser retirados do mundo jurídico da
retratabilidade administração, por motivo de conveniência e oportunidade.
/Revogabilidade:
Ex.: Atos vinculados, atos inválidos, atos exauridos ou consumados (já
esgotaram os seus efeitos), atos enunciativos, atos que geram dirieto
adquirido, atos de um procedimento em relação ao qual já tenha ocorrido a
preclusão administrativa,atos complexos, atos compostos.

~ 58 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Precários  São aqueles que ao serem revogados, a qualquer tempo, não geram
direito a indenização para o particular beneficiário.

4.5 Quanto à Ex.: Autorizações e permissões.


precariedade:

Não Precários  São aqueles que ao serem desfeitos ou revogados geram direito a
indenização para o particular beneficiário.

Simples  São aqueles que se formam pela manifestação de um único órgão ou


4.6 Quanto à autoridade.
formação do ato ou
intervenção da Complexos
vontade:

Compostos

4.6.1 Atos complexos X Atos Compostos:

Atos Complexos Atos Compostos

 Conceito  são aqueles que se formam ou se aperfeiçoam  Conceito  são aqueles que se formam ou se aperfeiçoam
pela manifestação de mais de um órgão. pela manifestação de mais de um órgão, sendo uma vontade
 Exemplos: (ato) principal e a outra(o) instrumental (acessória).
 Exemplos:
a. Ato de admissão e de aposentadoria de pessoal que
se aperfeiçoam pela manifestação do ente de origem a. Nomeação do PGR ou qualquer outra nomeação que
com homologação e registro pelo TCU. É considerado exija indicação do Presidente da República com
ato complexo inclusive pela jurisprudência do TCU, do aprovação por maioria do Senado (exceto quando a
STJ e do STF. (art. 71, III, CF) indicação do presidente é feita com base em lista
tríplice porque daí, a nomeação será ato complexo).
b. Ato que resulta da manifestação do presidente da
república com visto ou deferimento por ministro de b. Ato de autorização para realizar licitação ou de
estado. declaração de dispensa ou inexigibilidade de licitação
que se aperfeiçoa com a homologação da autoridade
superior do órgão ou entidade licitante (art. 26, Lei
8.666/93).

Obs.95: Se a questão de prova afirmar que


existe hierarquia entre os dois órgãos que se
manifestaram para formar o ato, ele será
composto.

~ 59 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 14 – 06/02/12

5. Espécies de Atos administrativos

 Normativos;
 Ordinatórios;
 Enunciativos;
 Negociais;
 Punitivos.

5.1. Normativos:

São aqueles destinados a detalhar, esclarecer ou regulamentar a aplicação de


uma lei. Não possuem característica legislativa, não cria direitos ou obrigações, só
detalha o que a lei já determinou.
Ex.: Decreto, regulamento, resolução, instrução normativa, regimento interno
(exceto das casas legislativas, pois são espécies de leis - resolução).

Esquema 31: Pirâmide de hierarquia das leis.

C.F
Atos Primários
(Infraconstitucionais)
(Leis)
Atos Secundários (Infralegais)
(Atos Normativos)

Obs.96: Esses atos não podem inovar no ordenamento jurídico, ou seja, criar
obrigações e deveres não previstos numa lei anterior.

5.2. Ordinatórios;

São aqueles destinados a organizar, estruturar, escalonar e dispor sobre o


funcionamento da atividade administrativa do estado e o exercício das competências.

Ex.: Despacho, ordem de serviço, memorando, oficio, circular, aviso, instrução,


provimento, portaria.

~ 60 ~
Anot
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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5.3. Enunciativos;

São aqueles destinados a declarar uma situação jurídica pré-existente e emitir


um juízo técnico, de valor. Eles possuem conteúdo meramente opinativo que servem
de subsídio para uma decisão posterior, mas não possuem conteúdo decisório.

Ex.: Parecer, laudo técnico ou pericial, relatório técnico, nota técnica, certidão,
atestado.

5.4. Negociais;

São aqueles em que a vontade manifestada pelo poder público concilia-se com
um interesse individual do destinatário como se fosse um negócio jurídico.
Vontade unilateral, apesar de se parecer com vontade bilateral, já que a vontade
é unilateral, mas o efeito não se choca com a vontade do destinatário do ato, ou seja,
gera o efeito desejado pelo destinatário.

Ex.: autorização; permissão; concessão; expedição de alvará de licença de porte


de arma, passaporte, habilitação para dirigir; homologação; admissão; aprovação.

Ex. prático: Autorização do Nicolândia Center park, a vontade e o ato foram


unilaterais da administração, mas o ato atendeu o interesse público (aumentou as
opções de lazer) e atendeu o interesse individual (ter a autorização).

5.5. Punitivos;

São aqueles destinados a impor sanções administrativas à servidores ou à


administrados.

Ex.: Advertência, suspensão, demissão, destituição de cargo em comissão,


cassação de aposentadoria, embargo de obra, confisco (apreensão) de mercadoria,
multa.

Para servidores
Decorrente do poder disciplinar
Para Particulares

Punição

Decorrente do poder de Policia Só para particulares.

~ 61 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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6. Extinção ou Invalidação dos atos administrativos.

6.1. Formas de invalidação dos atos administrativos pela própria administração;

 Anulação; Esquema 32: Anulação/Revogação

 Revogação;
Anulação/
 Casacão; Revogação
 Caducidade;
 Contraposição A B

6.1.1.Anulação X Revogação

Aspectos Distintivos Anulação Revogação


Competência Administração (Obs.92) ou judiciário (Obs.93) Administração (Obs.94)

- Vinculado
Objeto Ato Inválido Ato Válido – Discricionário
- Discricionário

Motivo Ilegalidade/Ilegitimidade/Irregularidade (IN) Conveniência e (IN) Oportunidade


Liberdade da administração Poder – Dever ( obrigatória) (Obs.95) Poder (Facultativa) (Obs.96)
Efeitos “Ex Tunc” (Retroage) (Obs.97) “Ex Nunc” (Não Retroage)
98
Alcance Total (ou integral) (Obs. ) Total ou Parcial
99
Repristinação (Obs. ) Não Há. Não Há. (Obs.100)
Direito Adquirido (Obs.101) Não Há. Não Há. (Obs.102)

Obs.97: A própria administração que praticou o ato pode anulá-lo de oficio ou à


requerimento do interessado, por aplicação do princípio da auto-tutela (Art. 53,
Lei 9784/99). A administração decai do direito de anular seus próprios atos
ilegais, que produzam efeitos favoráveis para os administrados, no prazo de
cinco anos contados da data da prática do ato, salvo quando a ilegalidade
resultar de má-fé, como decorrência do princípio da segurança jurídica (Art. 54,
Lei 9784/99). Caso ocorra a decadência, estará configurada a convalidação
tácita.

Obs.98: O judiciário só pode rever e anular ato administrativo praticado por


outro poder, se for provocado mediante ação judicial, uma vez que ele não atua
de oficio em relação à outros poderes.

~ 62 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.99: Como exceção à regra, o judiciário pode revogar seus próprios atos
administrativos, por motivo de conveniência e oportunidade.

a. O judiciário Pode revogar atos administrativos; - Errado


Em regra não poderá.
b. O judiciário não pode revogar atos administrativos; - Certo
Em regra realmente não pode.
c. O judiciário nunca pode revogar atos administrativos; - Errado
Em regra não poderá, mas há exceção.
d. O judiciário pode revogar seus próprios atos administrativos por motivos de
conveniência e oportunidade. - Certo
Explicitou o momento em que pode revogar.

Esquema 33: Anulação X Revogação

Anulação

A B
O motivo da anulação é a invalidade do ato

Revogação

A B
O motivo da revogação é a inconveniência
ou inoportunidade do ato

Obs.100: A anulação tem natureza de ato vinculado.


Obs.101: O ato de revogação tem natureza discricionária.
Obs.102: Exceções aos efeitos Ex Tunc.
a. Não retroage para acarretar enriquecimento ilícito ou sem causa para a
administração: Anulação

TJDFT
Nomeação B
Ortiz 60x5mil  300mil.

~ 63 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Ex.: No caso do Ortiz e sua contratação ilícita no TJDFT, não há como


devolver a força de trabalho prestada, logo o ato é anulado, mas não retroage
para seus efeitos, uma vez que haveria enriquecimento ilícito da administração
por receber de volta o dinheiro pago por um trabalho prestado.

b. Não retroage para acarretar prejuízo para terceiros de boa-fé:


boa
c. Não retroage para desfazer efeitos que se forem desfeitos causará prejuízo
ainda maior para interesse coletivo.

Obs.103: Não se admite anulação parcial. Anulação é sempre total.

Ato Administrativo
Continua
Anulação
Valendo

Não Pode, tem-se


tem que anular tudo.

Obs.104: Repristinação  Ocorre quando a revogação de um ato


administrativo revogador, faz com que o primeiro ato revogado volte
automaticamente à produzir seus efeitos.

Obs.105: As revogações sucessivas somente geram repristinação se o último ato


revogador, expressamente, determinar que o último ato revogado
automaticamente volta a produzir seus efeitos.

Obs.106: Direito Adquirido  É o direito subjetivo que já ingressou no


patrimônio
atrimônio jurídico de uma pessoa, mas ainda não foi exercido ou gozado.

Obs.107: A revogação de um ato administrativo tem que de respeitar o direito já


adquiridos durante sua vigência. (Art. 53, Lei 9.784/99)
6.1.2.Cassação

É a retirada do ato administrativo pela administração em razão do


descumprimento pelo beneficiário do ato de normas/regras que deveriam
permanecer atendidas.
atendidas
Esquema 34: Cassação
Cassação

A B

Desatende
normas à ele
submetidas
~ 64 ~
Anot
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6.1.3.Caducidade

É a retirada do ato administrativo pela administração em razão de norma


jurídica (lei) superveniente que torna inadmissível situação anteriormente permitida.
Esquema 35: Caducidade

Verifica a possibilidade Concede autorização


em Lei. (Lei 1) com base na Lei 1.

A
Altera Administrador

Lei não anula ato, lei


anula lei. Ato B determina
Caducidade do ato A.
Surge a Lei 2 que altera
a Lei 1 não permitindo
mais o ato A.
B

Obs.108: Se o particular concessionário ou permissionário é flagrado descumprindo as regras de


prestação de serviço fixadas pelo poder concedente (administração), a concessão ou a permissão
do serviço deverá ser extinta por CADUCIDADE, porque o Art. 35, Lei 8.987/95 expressamente
determina que assim deve ser no caso de permissão e concessão.

6.1.4.Contraposição

É a retirada do ato administrativo pela administração em razão da prática de


outro ato, com base em competência diversa, que e contrapõe ao ato anterior.
Esquema 36: Contraposição
Contraposição

A Nomeação Exoneração B

Contraposição

Autorização de
A uso do Box 100 Extinção da B
da feira. Feira

~ 65 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

7. Convalidação.

É a prática de um ato administrativo para sanar (corrigir) vício sanável de um ato anterior.

Esquema 37: Convalida/ Sanar/ Suprimir


Convalida
Sanar/Suprimir

A B

Vício
Sanável

Obs.109: Somente alguns vícios de competência e de forma admitem


convalidação.

Esquema 38: Ato Administrativo Nulo e Anulável.


É aquele que contém vício Nulidade
Nulo insanável, incorrigível e portanto
Absoluta
não admite convalidação

Ato
Administrativo

É aquele que contém vício Nulidade


Anulável sanável ou corrigível e, Relativa
portanto, admite convalidação

Obs.110: O ato de convalidação tem natureza discricionária.


Obs.111: O ato de convalidação produz efeitos “ex-tunc”, ou seja retroage à data
da prática do ato.
Obs.112: Os efeitos do ato convalidado serão mantidos ou reservado.

~ 66 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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Aula 15 – 08/02/12
IV. Poderes Administrativos

1. Conceito: São prerrogativas administrativas conferidas por lei à administração para fazer
valer o interesse coletivo sobre o individual.

Esquema 39: Poder X Dever


Poder Dever

Prerrogativas Finalidade ou Interesse Público


Meio-Fim

Instrumentais

Obs.113: Os poderes administrativos não possuem fins em


si mesmos.

2. Uso do Poder: Somente podem ser exercidos nos exatos limites e finalidades previstos em
lei e sujeitam àquele que os detém ao cumprimento de alguns deveres.

2.1. Deveres decorrentes dos poderes administrativos: todo aquele investido em uma
função do Estado, tem poderes administrativos para exerce-lá, compreendido no
âmbito de suas atribuições e em razão deles passam à ter os seguintes deveres:

2.1.1.Dever de Agir – Significa que os agentes públicos estão obrigados à atuar sempre
que estiverem presentes os motivos legais para tanto.

2.1.2.Dever de Eficiência – Significa que além de agir, os agentes estão obrigados à


buscar os meios mais adequados a melhor realização dos fins públicos.

2.1.3.Dever de probidade – Significa que além de cumprir a lei os agentes públicos


estão obrigados a observar padrões éticos e morais de comportamento.

2.1.4.Dever de prestar contas – Todo aquele investido em uma função de Estado tem
poderes para agir, que lhe impõem o dever de dar transparência ao conteúdo de
seus atos especialmente mediante a prestação de contas.

~ 67 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

3. Abuso de Poder: É qualquer exercício de um poder administrativo que não seja nos exatos
limites e finalidades previstos em lei.

- Excesso de Poder – ocorre quando o agente ou autoridade


competente pratica ato exorbitando ou extrapolando os limites
dos poderes que a lei lhe conferiu.

Obs.109: Não necessariamente recaíra sobre a competência


poderá recair sobre o Objeto, mas apenas sobre um desses
dois, nunca sobre os demais (forma, finalidade ou motivo)

Abuso de Poder .
- Desvio de Finalidade (Desvio de Poder) – ocorre quando a
autoridade competente atua nos exatos limites do poder que
tem, mas busca alcançar finalidade diversa do interesse
público.
Ex.: Transferência de servidor não por necessidade da
administração, mas por motivos pessoais. Desafeto por
exemplo.
Ex.2: “Carteirada”

Obs.114: A omissão também pode configurar abuso de poder quando o agente ou


autoridade tinha o dever de agir e condições para fazê-lo, mas não o fez.
Obs.115: Usurpação de função pública  isso não configura hipótese de abuso de poder.

Ex.: Caso do seqüestro de Washington Olivetto


Obs.116: Silêncio da Administração  Ocorre quando a Administração não se manifesta
no prazo legal acerca de um pedido ou requerimento de um interessado.
O silêncio da administração não pode ser interpretado como forma de manifestação
positiva ou negativa de vontade, ou como ato deferimento ou indeferimento pela
administração, salvo quando a lei expressamente atribuir efeito jurídico ao silêncio.

4. Espécies de Poderes Administrativos:

 Hierárquico;
 Disciplinar;
 Regulamentar;
Obs.117: Não prevalece o entendimento de alguns doutrinadores, segundo
 Vinculado; o qual, vinculado e discricionário não seria espécie de poderes, em vez
 Discricionário; disso, seriam apenas formas obrigatórias ou facultativas de exercer os
outros poderes.

 De polícia.

~ 68 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

4.1. Poder Hierárquico: é a prerrogativa que a administração tem de organizar, estruturar,


escalonar e dispor sobre o funcionamento da atividade administrativa do Estado a
conduta dos agentes e o exercício das competências.

Esquema 40: Relações Funcionais de Subordinação e Coordenação


Subordinação  Relações de verticalidade.

Compreende as relações
funcionais de:
Coordenação  Relações horizontalidade.

 É o fundamento das relações entre o nível político de direção, o comando, e as


esferas administrativas inferiores que se realizam mediante atos concretos
normativos de caráter vinculante.

 Permite a distribuição da legitimidade democrática do governo nas várias


esferas administrativas do Estado.

 Dele decorre as ordens de serviço, revisão, fiscalização, controle, validação e


convalidação de atos, bem como, a delegação de competências e a avocação
de atribuições.

4.2. Poder Disciplinar: é a prerrogativa que a administração tem de apurar e punir


infrações disciplinares cometidas por:

a. Servidores Públicos  (pressupõe hierarquia);


Exemplos:

advertência, suspensão, - Particular e contratados para executar obras,


expulsão de um aluno de b. Particulares que por ato ou serviços ou fornecer Bens.
escola pública. contrato passaram a se
submeter à disciplina interna - Concessionários
Autuação pelo DFTRANS de da administração. - Delegatários de - Permissionários
ônibus sucateado fazendo serviços Públicos - Autorizados.
transporte público.

4.3. Poder Regulamentar: é a prerrogativa que a administração tem (principalmente o


poder executivo) de editar atos normativos para detalhar, esclarecer e regulamentar a
interpretação e a aplicação de uma lei

 Tanto o chefe do poder executivo como órgãos e autoridades


hierarquicamente abaixo dele podem exercer o poder regulamentar no
âmbito de suas competências.

~ 69 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

4.3.1.Limites ao exercício do Poder Regulamentar – Não pode inovar no ordenamento


jurídico (Não pode criar uma obrigação ou dever que já não estivesse previsto em
lei).

- Art. 5º, II, CF  princípio da legalidade

- Art. 84, IV, CF  a regulamentação é apenas para fiel


Fundamentos execução da lei.

- Art. 49, IV, CF  princípio da legalidade

- Art. 25, ADCT  princípio da legalidade

4.3.2.Decreto Autônomo – É o decreto regulamentar editado pelo chefe do poder


executivo que inova no ordenamento jurídico a revelia de uma lei.

A CF/88 não admite decreto autônomo, exceto nas seguintes hipóteses:

a. - Art. 84, VI, “a”, CF  para organizar e estruturar a administração


pública desde que não acarrete aumento de despesa orçamentária e
criação ou extinção de órgãos públicos;

b. - Art. 84, VI, “b”, CF  para extinguir cargos e funções públicas


quando vagos.

4.4. Poder Vinculado: É a prerrogativa que a administração tem de agir, mas também a
obrigação de fazê-lo. Sempre que estiverem presentes os motivos legais para tanto.
Obrigação/dever de agir .

 É exercido por meio de atos vinculados, razão para a qual não há margem
para conveniência e oportunidade (mérito administrativo).

4.5. Poder Discricionário: É a faculdade que a administração tem de agir, mas não está
obrigada à fazê-lo de determinado modo e em determinado momento, porque a lei
autoriza a realização de um juízo de conveniência e oportunidade para ponderar os
motivos e escolher o objeto mais adequado.

 É exercido por meio de atos discricionário.

4.6. Poder de Policia (administrativa): É a prerrogativa administrativa que o poder


público tem de restringir ou limitar atividades particulares ou uso de bem privados em
benefício do interesse coletivo.

4.6.1.Pressupostos ou fundamentos – Decorre da supremacia geral do Estado. Algumas


limitações dos direitos dos cidadãos decorrem do poder de policia.

~ 70 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

4.6.2.O poder de polícia compreende as seguintes atividades:

a. Legislação consiste no estabelecimento de normas e regras impondo


proibições ou restrições de caráter abstrato ao exercício de atividades
particulares e o uso de bens privados;

b. Consentimento  consiste na liberação ou autorização PRÉVIA para


Preventiva que uma atividade individual possa ser desempenhada legitimamente.

c. Fiscalização  Consiste na verificação da observância das restrições ou


proibições decorrentes do poder de polícia. Ex.: Vistoria, inspeção,
auditória, aferição, mensuração, pesagem, blitz.

d. Sanção  Consiste na aplicação de penalidades ou de medidas para


inibir ou interromper atividades que causem lesão ou exponham a risco
de lesão o interesse coletivo. Ex.: Multa, embargo de obra, interdição
de estabelecimento, evacuação de área de risco, cassação de alvará,
demolição, implosão, apreensão de mercadoria e produtos, confisco.

~ 71 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 16 – 13/02/12

4.6.3.Finalidades do Poder de Polícia:

a. Preventiva  consiste em evitar ou prevenir atividades que causem


lesão ou exponham a risco de lesão o interesse coletivo;

b. Repressiva  consiste em interromper ou fazer cessar atividades que


estejam causando lesão ou expondo a iminente risco de lesão o
interesse público;

4.6.4.Atributos do Poder de Polícia:

Esquema 41:
oercíbilidade

utoexecutoriedade

iscricionariedade

4.6.4.1. C oercibilidade  significa que os atos e medidas de policia


administrativa são impositivos e cogentes em relação aos particulares, ou
seja, os administrados devem se sujeitar à eles. Caso contrário a
administração pode se valer do uso da força pública, para garantir o
exercício do poder de polícia.

Esquema 42:

Imperatividade.

Impõe unilateralmente uma


obrigação ou dever ao destinatário
Ato1 (servidor ou particular)

Impõem unilateralmente uma


Coercibilidade obrigação ou dever ao destinatário
(só particular).
Ato2 
Uso da força no caso de
descumprimento por ele.

~ 72 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

4.6.4.2. A utoexecutoriedade  prerrogativa que a administração tem de


executar diretamente (por seus próprios meios e agentes) os atos e medidas
de policia administrativa, independentemente de autorização judicial
diante de grave e iminente risco de lesão ao interesse coletivo .

4.6.4.3. D iscricionariedade  é a faculdade que a administração tem de


realizar juízo de conveniência e oportunidade afim de ponderar os motivos
e escolher as medidas de policia administrativa mais adequada ao caso
concreto com base na razoabilidade e proporcionalidade.

Obs.118: Quando a lei expressamente determinar a medida de polícia à


ser adotada no caso concreto não haverá discricionariedade.

4.6.5.Limites ao exercício do poder de polícia:

4.6.5.1. Observância dos direitos fundamentais:

É possível restringir ou limitar direitos fundamentais mediante o


exercício do poder de polícia sem contudo violá-lo.

4.6.5.2. Observância dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade:

Não faz sentido, por exemplo, fechar um supermercado inteiro devido à


um único produto, de uma única marca e único lote, com prazo de validade
vencido.

4.6.5.3. Observância de outros limites previstos em lei:

Um exemplo prático é o Código de Transito. Um agente não pode


aplicar uma multa diferente do valor estipulado no Código Brasileiro de
Transito.

4.6.6.O poder de polícia incide sobre:

a. Bens;
b. Direitos/Interesses;
c. Atividades;
d. Liberdades (exceto de locomoção);

Obs.119: O poder de polícia não permite prisão, ou seja, não incide sobre pessoa porque somente pode
ser exercido em decorrência de um ilícito administrativo, ao passo que a prisão decorre de ilícito penal.

4.6.7.Delegação do Poder de Polícia: Não admite delegação especialmente para


particular .

Obs.120: Como exceção à regra a doutrina admite delegação do poder de polícia à particular em situações
excepcionalissímas, como por exemplo para capitães de navio e comandante de aeronave (no tocante a
atividade de fiscalização) – Somente considerar essa exceção se a questão de prova expressamente
mencioná-la.

~ 73 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.121: Conforme jurisprudência do STJ é possível delegar as atividades de consentimento e fiscalização


inerentes ao poder de polícia à Empresa Pública ou Sociedade de Economia Mista, que prestem serviços
públicos.

4.6.8. Poder de Polícia ≠ Polícia Judiciária :

Poder de Polícia Policia Judiciária

 Objetivo  restringir ou limitar atividades particulares Objetivo  Investigar e apurar indícios da


em beneficio do interesse coletivo; materialidade e da autoria de suposto crime com vistas a
 Objeto  Ilícito administrativo; uma condenação penal posterior;
 Competência  todo órgão ou autarquia que no  Objeto  Ilícito Penal;
âmbito de suas atribuições tenha poderes para restringir  Competência  Polícia Civil e Polícia Federal;
ou limitar atividades particulares.  Natureza 
 Natureza   Repressiva;
 Preventiva;
 Repressiva.

Obs.122: A Policia Civil exerce o poder de polícia quando faz revista em visitas a penitenciarias por
exemplo. A Policia Federal exerce o poder de polícia quando emite passaporte e controla entradas de
estrangeiros no país.

~ 74 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

V. Responsabilidade Civil do Estado


(Responsabilidade Extracontratual do Estado)

1. Conceito: É a imputação ao estado da obrigação de indenizar/reparar o dano/prejuízo


causado a terceiro por conduta (comissiva ou omissiva), licita ou ilícita , de um de seus
agentes no exercício de sua função ou em razão dela .

2. Responsabilidade civil do Estado adotada na CF/88:

A CF/88 adota a responsabilidade civil objetiva (fundada na teoria do risco


administrativo) Art. 37, §6º, – CF

 Conduta;
Requisitos para a responsabilização
do Estado. (Comprovar)  Dano;

 Nexo Causal.

2.1. Quem Responde Objetivamente:

2.1.1.Pessoas Jurídicas de Direito Público;

 EP/SEM Prestadoras de Serviço Público;

 Fundações Públicas de Direito Privado


2.1.2.Pessoas jurídicas de Direito
Privado Prestadoras de serviço Público.  OS e OSCIP  Prestadoras de Serviço Público;
Respondem
também de  Delegatários de  Concessionários; Serviço
maneira Serviço Público  Permissionários; Público.
subjetiva.  Autorizados.no

2.2. Causas de exclusão da Responsabilidade Civil Objetiva do Estado (adotada pelo


Brasil):

2.2.1.Culpa (conduta) exclusiva da vítima  culpa apenas da vítima.


Concorrente

A ação do Estado + a
123
Obs. : A culpa concorrente não exclui a responsabilidade ação da vítima geraram
do Estado, apenas atenua. o fato.

2.2.2.Culpa (conduta) exclusiva de terceiro culpa apenas de terceiro;


Concorrente
A ação do Estado + a
ação do terceiro
geraram o fato.
~ 75 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.124: A culpa concorrente não exclui a responsabilidade


do Estado, apenas atenua.

2.2.3.Caso Fortuito ou força maior  é o evento humano (alheio a vontade das partes)
ou da natureza imprevisível, inevitável ou previsível, mas de consequências
incalculáveis que podem romper o nexo de casualidade em algumas situações,
desde que a administração não tivesse o dever e condições para evitar o dano.

Obs.125: Nenhuma das causas de exclusão da responsabilidade civil do Estado será


aplicada no caso de dano causado à preso ou à quem esteja sobre a guarda ou tutela
do estado, porque nessas hipóteses o Estado assume a função de garante ou
garantidor.
Nesse caso não entram os policiais ou profissionais que prestam serviço de
risco à administração pública, pois nesse caso eles já recebem adicional para tanto.

Ex.: Bombeiros que estavam no helicóptero que caiu no P.sul.

Evento Humano

Evento da Natureza

~ 76 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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Aula 17 – 15/02/12

2.3. Responsabilidade Civil do Estado por dano decorrente de omissão:

Responsabilidade civil subjetiva conforme doutrina e STF .

Ex.:

Dano decorrente de buracos ou defeitos em vias públicas; Dano


decorrente de bala perdida; Dano decorrente de alagamentos, rompimento
de encostas ou inundações por falta ou falha do serviço de capitação de
águas pluviais; Dano decorrente de assalto ou roubo, em ônibus, metrô,
trem.

Obs.126: Para o STF no caso de roubos ou assaltos reiterados numa mesma localidade
e de conhecimento do poder público, que não toma providências, a responsabilidade
será na forma objetiva, por entender que nesse caso a omissão da administração
acarreta a causalidade direta do dano.

2.4. Responsabilidade Civil do Estado fundada na teoria do do risco integral :

 Basta comprovar o dano para imputar a responsabilidade civil;


 Não admite nenhuma das causas de exclusão da responsabilidade civil
objetiva do estado ;
 Somente no caso de dano decorrente de atividade radioativa Art. 21, XXIII,
“d” – CF ;
 Somente a união responde.

Obs.127:
CUIDADO!!!
As questões de prova costumam trazer uma situação qual de dano que não decorra
de atividade radioativa, porém pede para o candidato analisar como seria se
aplicasse à ela a teoria do risco integral.

2.5. Responsabilidade Civil dos Particulares Prestadores de Serviço Público (concessionários


e permissionários):

Esquema 43:
- Usuários

Responsabilidade civil Objetiva em Do serviço Público


e
relação a danos causados à: RE 591874/STF
- Não usuários

~ 77 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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2.6. Responsabilidade Civil do Estado por Dano decorrente de ato ou decisão judicial .

O Estado pode ser responsabilizado civilmente por dano decorrente por ato ou
decisão judicial, apenas nas seguintes hipóteses:

a. Art.5º, LXX, CF No caso de dano decorrente de erro na condenação


criminal ou prisão além do tempo. (Objetiva)

Ex.:
Caso do advogado que foi condenado pela morte da mulher que
desapareceu e após 6anos de cumprimento da pena a mulher apareceu
viva.

b. No caso de dano decorrente de ato ou decisão judicial praticado com Dolo,


Culpa ou Erro Grosseiro do Juiz. (Subjetiva)

Ex.:
Caso da árvore que caiu nos carros da 206. Foi realizada a solicitação
de derrubada da árvore, foi agendada a derrubada da árvore, mas um
morador entrou com uma liminar solicitando que fosse respeitado o
patrimônio histórico cultural da cidade e dessa forma a árvore não fosse
cortada. O juiz deferiu o pedido e a árvore, durante uma ventania, caiu nos
carros. Cada um arca com seu prejuízo já que não houve, dolo, culpa ou
erro grosseiro do juiz.

2.7. Responsabilidade Civil do Estado por Dano decorrente de Ato Legislativo .

Em regra o estado não responde por dano decorrente de ato legislativo exceto nas
seguintes hipóteses:

a. Quando a lei causadora do dano for declarada inconstitucional;


b. Quando o dano recorrer de uma lei de efeito concreto;

3. Ação Regressiva:

É a ação que o Estado tem contra o agente causador do dano para reaver dele aquilo
que foi condenada a indenizar a um particular.

3.1. Requisitos da Regressiva:

a. O estado já ter sido condenado, com o trânsito em julgado, a indenizar a


vitima ou já tenha reconhecido o debito administrativamente;

b. O estado tem de comprovar que o agente causador do dano agiu com dolo
ou culpa.

~ 78 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Esquema 44:
Responsabilidade
civil objetiva .

Estado Vítima

Regresso
Dolo ou culpa Agente
Subjetiva .

Obs.128: A vitima não pode cobrar diretamente do agente causador do dano ou


simultaneamente dele ou do estado. RE 327904/STF.

Obs.129: Prevalece o entendimento na doutrina e no STF que o Estado não pode


realizar a denunciação à lide em relação ao agente causador do dano. Entretanto o
STJ admite como sendo facultativa.

Esquema 45:
Responsabilidade
civil objetiva .

Estado Vítima

Regresso
Dolo ou culpa Agente
Subjetiva .

Denunciação à
Lide.

Ao puxar o “agente” para a denunciação à lide é o mesmo que chamá-lo


à ser co-réu.
A denunciação á lide permite a celeridade do processo assim sendo
assim ela permitiria que o juiz julgasse tanto a responsabilidade civil objetiva
do Estado para com a vítima e o regresso do Estado quanto ao Agente, essa
situação daria espaço para que o agente discuta Dolo ou Culpa, mas a
vitima, diante da responsabilidade objetiva, não precisa discutir Dolo ou
Culpa dessa forma um dos dois seria prejudicado em processo.

Obs.130: Prescreve em 5anos o direito que a vítima tem de ajuizar ação de indenização
contra o Estado. DL 4597/42 e Lei 9494/97.

~ 79 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.131: A ação regressiva tem natureza de ação de ressarcimento e por isso é


imprescritível. Art. 37, §5, CF.
Obs.132: O regresso do Estado contra o agente pode ser na via judicial ou
administrativa. Os descontos em folhas de pagamento para ressarcimento na via
administrativa dependem da concordância do agente porque não possui
Autoexecutoriedade, conforme interpretação dada pelo STJ ao Art. 46 da Lei
8.112/90.

Caiu a tese da imprescritibilidade de ação de ressarcimento. Observação


anotada em 20/06/2012 em aula do Emerson:

Prevalece a jurisprudência que o prazo prescricional do Estado para entrar


com ação regressiva contra o agente causador do dano também é de 5anos.

4. Reparação do Dano:

É o pagamento pecuniário para repor os danos materiais e recompensar pelos danos


morais e estéticos causados à vitima pela conduta danosa.
- Dano Jurídico  Consiste numa violação de norma ou princípio jurídico
contido no ordenamento jurídico pela conduta danosa.

- Dano Certo  Consiste na lesão à bem jurídico determinado ou


4.1. Dano indenizável :
determinável e que possa ser mensurado ou estimado.
(requisitos)
- Dano Especial  Consiste numa lesão ou transtorno que extrapole os limites
da normalidade cotidiana de cada tipo de atividade. “Meros transtornos ou
dissabores da vida cotidiana não configura dano moral.” (STJ)

- Dano Emergente  é aquilo que foi suprimido do patrimônio


da vitima em razão da conduta danosa.
- Dano Material e
- Lucro Cessante  é aquilo que a vitima, razoavelmente,
deixou de auferir em razão da conduta danosa.

- Dano Moral (estimado/arbitrado/recompensa)  é o sofrimento físico ou


psíquico suportado pela vitima assim como a angustia; a frustração; o desvalor
Dano. moral; o prejuízo à imagem, ao caráter e ao prestigio social. A fixação do valor
indenizatório levará em consideração à gravidade da conduta, a extensão do dano,
a duração do dano, a capacidade econômica da vítima e do agressor.

- Dano Estético (estimado/arbitrado/recompensa)  é a supressão de membro ou


características físicas estéticas da vitima. A fixação do valor indenizatório levará em
consideração a gravidade da conduta, a extensão do dano, a duração do dano, a
capacidade econômica da vítima e do agressor.

Obs.133: Admite-se a cumulação de indenização por dano material, moral e estético


decorrentes de uma mesma conduta. (Súmula 37 e 387/STJ)

~ 80 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 18 – 27/02/12
VI. Controle da Administração.

1. Conceito: É a atividade destinada a rever, revisar, fiscalizar e controlar os próprios atos e


condutas do poder público.

2. Formas de Controle:

2.1. De ofício  É aquele realizado por iniciativa própria, de um órgão ou autoridade da


administração, sem a necessidade de provocação ou requerimento do interessado.

2.2. A pedido ou provocação do interessado  É aquele realizado por iniciativa do


servidor ou administrado interessado

3. Objeto do Controle (o que será controlado?):

3.1. Legalidade (ou legitimidade)  é a verificação da conformidade do ato ou conduta


administrativa com as normas e princípios jurídicos do ordenamento.

Esquema 46:
PAD
Poder Disciplinar
Anular Demissão.
PRF Condutor
Poder de Controle
Polícia. STJ
Disciplinar

Sem Licenciamento Ao não executar a


 Multa; (Sim) apreensão do veiculo
Demissão  Apreensão do Veiculo o agente cometeu
(Não) abuso de poder por
omissão.

Mandato de
Segurança

- Conveniência
3.2. Mérito Administrativo e do ato ou conduta administrativo
(Verifica)
- Oportunidade
Obs.134: Em regra o poder judiciário não pode controlar os méritos dos atos
administrativos, salvo, quando o exercício da discricionariedade extrapolar os
parâmetros da razoabilidade e da proporcionalidade.

~ 81 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

4. Tipos de Controle:

4.1. Controle interno  é aquele realizado no âmbito de um mesmo poder do Estado,


ainda que em um órgão ou autoridade distintas.

Ex.: CNJ, CGU, CNMP, corregedoria.

4.2. Controle Externo é aquele realizado por um dos poderes do estado, em relação á
atos de outro poder.

 Pelo TCU;
 Pelo Congresso Nacional sobre o executivo;
 Pelo ministério público;
 Pelo judiciário sobre atos do Legislativo/Executivo

5. Momentos do Controle:

5.1. Controle Prévio  É aquele realizado antes do início dos efeitos de um ato.

5.2. Controle Concomitante  é aquele realizado durante o ciclo ou etapas de formação


do ato. ocorre nos atos complexos e compostos porque um dos órgãos já controla a
vontade manifestada por outro

Ex.: Controle pelo CCJ.

5.3. Controle Posterior (“a posteriori”)  É aquele realizado após o início da produção de
efeitos do ato administrativo.

Ex.: Revisão administrativa Art. 65, Lei 9.784/99 e Art. 174 da Lei 8.112/90 .
Anulação, revogação e convalidação de atos administrativos.

Obs.135: O poder judiciário pode realizar tanto o controle prévio quanto o controle
posterior de atos de outro poder. Art. 5º, XXXV, CF .

6. Espécies de Controle:

6.1. Controle promovido pela própria administração de ofício  a própria administração


pública por iniciativa própria e independentemente de requerimento do interessado
pode realizar um controle de seus atos e da conduta de seus agentes por uma das
seguintes maneiras:

6.1.1.Fiscalização hierárquica  é o controle direto que os órgãos e autoridades


realizam continuamente em relação aos atos e condutas dos subordinados.

~ 82 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

 Pressupõe relação de subordinação entre controlado e controlador;


 O próprio controlador pode anular, revogar ou convalidar, conforme o
caso, o ato do subordinado (controle direto);

Esquema 47:
MMA
A1

IBAMA

Subordinação A1

Subordinação

A2 A2

Adm. Direta Adm. Indireta

6.1.2.Supervisão Superior (ou supervisão ministerial)  é o controle finalístico e


indireto que o respectivo órgão supervisor realiza em relação à atos praticados
pela entidade da administração indireta à ele vinculada.

 Esse controle realiza-se entre entidades ou unidades sem relação de subordinação


entre si.
 Esse controle também denomina-se tutela.
 O órgão controlador não pode por si mesmo anular, revogar e convalidar o ato
praticado pela entidade da administração indireta, apenas pode recomendar a ela
que o faça.

Esquema 48:

MMA
A1

IBAMA

Subordinação A1

Subordinação

A2 A2

Adm. Direta Adm. Indireta

~ 83 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.136: Excepcionalmente, apenas nos casos em que a lei expressamente prever, caberá
recurso contra decisão da administração indireta para ser julgado pelo respectivo órgão
supervisor da administração direta.

(Recurso Hierárquico Impróprio)


MMA
A1
Recurso
IBAMA
Administrativo. Recurso
(Recurso Hierárquico Subordinação A1 Administrativo.
Próprio) (Recurso Hierárquico
Subordinação Próprio)

Decisão A2 A2 Decisão

Adm. Direta Adm. Indireta

6.2. Controle promovido pela própria administração mediante


provocação/requerimento  É o controle realizado pela administração, mas iniciado
por provocação do servidor ou administrado interessado na questão. A provocação do
controle realizar-se-á por um dos seguintes meios.

6.2.1.Direito de petição Art. 5º, XXXIV, CF  é o direito fundamental à todos


assegurado, independentemente do pagamento de taxas, de requerer o controle
da administração sobre atos ilegais ou abusivos.

6.2.2.Pedido de reconsideração  é o meio administrativo adequado para se requerer


à mesma autoridade que proferiu o ato ou decisão, seu reexame ou controle.
Art. 106, Lei 8.112/90 e Art.56, Lei 9.784/99 .

6.2.3.Recurso administrativo  é o meio administrativo adequado para se requerer a


um órgão ou autoridade hierarquicamente superior o reexame e controle de um
ato ou decisão proferida por subordinado. Art. 107, Lei 8.112/90 e Art.56 à 64,
Lei 9.784/99 .

6.2.4.Reclamação administrativa  é o meio administrativo adequado para se


provocar o controle de um serviço que não esteja sendo prestado
adequadamente.

~ 84 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

6.3. Controle promovido pelo poder legislativo 

Obs.138: Ao realizar o controle de um ato praticado por outro poder o legislativo em


nenhuma hipótese poderá anular, revogar ou convalidar o ato controlado.

6.3.1.Formas de realização do controle pelo legislativo em relação a atos da


administração.

a. Instauração de CPI/CPMI;
b. Convocação de autoridades para prestar informações e esclarecimentos
à cerca de questões de sua competência;
c. Requisição de documentos e informações à órgão e autoridades;
d. Apreciação ou tomada das contas do presidente da república
anualmente;
e. Autorização prévia para realizações de operações de crédito externas;
f. Apreciação das medidas provisórias editadas pelo chefe do poder
executivo;
g. Sustação dos efeitos de contratos administrativos julgados ilegais ou
irregulares pelo TCU;
h. Autorização prévia para decretação de estado de sítio;
i. Autorização prévia, mediante decreto legislativo para introduzir no
ordenamento jurídico interno tratados ou acordos internacionais
firmados pelo chefe de estado;
j. Controle patrimonial, orçamentário, financeiro, operacional e contábil da
gestão púbica, com o auxílio do TCU Art.70, CF .

6.3.2. Controle externo da Gestão pública pelo TCU.

 O TCU somente pode sustar ou suspender os efeitos de atos administrativos que


julgar ilegal ou irregular. Ele não poderá anulá-los, apenas recomendar ao órgão
ou autoridade que o praticou tal providência.
 Se julgar que um contrato administrativo é ilegal ou irregular , o TCU não poderá
anulá-lo nem sustar seus efeitos, , apenas deverá solicitar ao CN promovendo a
sustação.
 Durante a tramitação do processo de tomada de contas perante o TCU ele poderá
suspender cautelarmente os efeitos do ato ou contrato objeto do controle, desde
que haja comprovado risco de prejuízo ou lesão irreparável ou de difícil reparação
ao interesse público.
 É assegurada a ampla defesa e o contraditório nos processos perante o TCU
relativos à atos e contratos que beneficie o interessado, exceto no tocante a
apreciação da legalidade no tocante à ato de concessão inicial de aposentadoria,
reforma e pensão Súmula Vinculante Nº 03/STF .
 O TCU tem competência (poderes) para aplicar multa pecuniária, ao gestor ou
administrador público, proporcional ao prejuízo causado e a gravidade da conduta.

~ 85 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Essa multa tem natureza de título extra-judicial, que pode ser executado
judicialmente contra o patrimônio pessoal do agente público.

6.4. Controle promovido pelo poder judiciário 

Obs.139: O poder judiciário somente pode rever e controlar atos praticados por outro
poder se for provocado mediante ação judicial, porque ele não atua de oficio.

6.4.1.Meios de provocar o controle judicial de atos da administração  Qualquer ação


judicial cabível no caso concreto é meio adequado para que o interessado
provoque o controle do poder judiciário em relação a ato de outro poder ou do
próprio judiciário, especialmente as seguintes ações:

a. Habeas Corpus – para controlar violação à direito de ir e vir;


b. Habeas Data – para controlar recusa a acesso a informação ou a
retificação de informação personalíssima;
c. Mandato de Segurança – para controlar violação à direito liquido e certo
não amparado por habeas corpus ou habeas data;
d. Mandato de Injunção – para controlar omissão do poder público em
editar norma ou ato regulamentador, inviabilizando assim o exercício de
um direito assegurado constitucionalmente;
e. Ação popular – para controlar lesão aos cofres públicos, a Moralidade
administrativa, ao patrimônio histórico ou cultural e ao meio ambiente;
f. Ação de improbidade – para controlar e punir aqueles que praticaram
ato de improbidade;
g. Ação de anulação – para obter invalidação judicial de um ato
administrativo ilegal.

~ 86 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 19 – 05/03/12
VII. Improbidade Administrativa.
(Lei 8.429/92)

1. Conceito: Consiste na ação ou omissão dolosa ou culposa praticada por agente público ou
por terceiro que acarrete enriquecimento ilícito, lesão ao patrimônio público ou atentado
contra princípios da administração.
2. Âmbito de aplicação da Lei 8.429/92: Cuida-se de uma lei nacional com aplicação à
administração direta e indireta dos três poderes da União, Estados, DF e municípios,
incluindo as entidades controladas, as subsidiarias e também:

a. As entidades privadas para as quais o Estado concorreu ou concorre com até 50% do
capital de formação ou de seu gastos. Nesse caso, a responsabilização pelo
ressarcimento dos danos decorrentes por improbidade será até o limite percentual da
participação do estado.

b. As entidades privadas para as quais o estado concorreu ou concorre com mais de 50%
do capital de formação ou das despesas (dos custos). Nesse caso a responsabilização
pelos danos decorrentes de improbidade será do valor integral.

3. Quem está sujeito à responsabilização por improbidade: Servidor público (agente) ou não.

Obs.140: Para fins de improbidade considera-se agente público todo aquele que ocupe
mandato eletivo, cargo, função ou emprego público mediante eleição, nomeação,
designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura, ainda que
transitoriamente e sem remuneração. Art.2 º, Lei 8.429/92.

4. Princípios da administração explícitos na Lei 8.429/92:


Eficiência é aplicado na 8.429/92 por
força da CF, pois não está explicito
 Legalidade;
esse principio na lei citada, uma vez
 Impessoalidade;
que foi incluído na CF após a inserção
 Moralidade; da Lei em questão no mundo jurídico.
 Publicidade.

5. Ressarcimento do Dano: Ocorrendo lesão ao patrimônio público decorrente de


improbidade o servidor e o terceiro serão condenados ao ressarcimento integral do
prejuízo.
6. Perda de bens: no caso de enriquecimento ilícito o servidor e o terceiro beneficiário terão
decretada a perda dos bens e valores acrescidos indevidamente ao patrimônio em
decorrência da improbidade.
7. Indisponibilidade dos bens: no caso de enriquecimento ilícito ou de lesão ao patrimônio
público a autoridade administrativa responsável pela apuração poderá representar ao
ministério público para que este requeira judicialmente a decretação cautelar da
indisponibilidade dos bens do acusado.
Indisponibilidade é uma espécie de bloqueio, os
bens ainda são seus, mas não podem ser
vendidos ou utilizados.
~ 87 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

8. Responsabilidade dos sucessores: os sucessores ou herdeiros daquele que foi condenado


por improbidade somente responderá pelo ressarcimento ou a perda de bens até o limite
da herança transferida.
9. Espécies de atos de improbidade:

9.1. Atos que acarretam enriquecimento ilícito Art. 9 º, Lei 8.429/92  consiste em
auferir vantagem indevida direta ou indireta em decorrência da função pública. (Rol
aberto ou não exaustivo).
9.2. Atos que acarretam lesão ao patrimônio público Art. 10, Lei 8.429/92  consiste em
uma ação ou omissão, dolosa ou culposa, que ocasione perda, desvio, apropriação,
dilapidação ou malbaratamento de bens e haveres pertencentes ao poder público.
9.3. Atos que atentam contra princípios da administração Art. 11, Lei 8.429/92 
consiste em violação aos princípios da legalidade, impessoalidade e aos deveres de
imparcialidade, honestidade e lealdade às instituições públicas. (rol aberto ou não
exaustivo).

~ 88 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Penalidades cabíveis em razão de condenação por improbidade Lesão ao patrimônio


Enriquecimento Ilícito Atentado contra princípios
(Art. 12, Lei 8.429/92) Público
Perda da função pública SIM SIM SIM
(Obs.136)
Ressarcimento ao erário SIM SIM SIM
(Obs.136)
Perda de Bens acrescido indevidamente ao patrimônio do acusado. SIM SIM SIM
Suspensão dos Direitos Políticos De 8 a 10 anos De 5 a 8 anos De 3 a 5 anos
Até 3x o valor do acréscimo Até 2x o valor do dano Até 100x o valor da
Multa civil (Pecuniária)
patrimonial indevido ao patrimônio público remuneração do servidor
Proibição de licitar e contratar com a administração e de receber
Por 10 anos Por 5 anos Por 3 anos
subvenções, ajuda, financiamento e subsídio fiscal ou creditício.

Obs.141: Nesses dois, essa punição é obrigatória.


Obs.142: As penalidades podem ser cumuladas.
Obs.143: Ao fixar as penalidades o juiz levará em consideração a gravidade da conduta e a extensão do dano.
Obs.144: A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos somente se efetivam com o transito da sentença condenatório
por improbidade.
Obs.145: A condenação por improbidade independe:
a. Da ocorrência de dano;
b. Da aprovação ou rejeição das contas. Pelo órgão de controle interno ou pelo tribunal ou conselho de contas respectivo.

~ 89 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Obs.146: A pretensão punitiva do estado por ato de improbidade prescreve:

a. Em 5 anos contados do término do exercício do mandato eletivo, cargo em comissão


ou função de confiança.

Esquema 49:

Improbidade Deixou o cargo


5anos

12anos

b. No prazo previsto em legislação específica para demissão de ocupante de cargo


efetivo ou de emprego público.

Obs.147: Constitui crime a representação por improbidade contra quem se sabe ser inocente.
Pena de 6 a 10 meses de detenção.

Obs.148: A posse e o exercício em cargo público dependem de declaração dos bens que
compõem o patrimônio privado do servidor, à qual pode ser substituída por cópia da
declaração apresentada anualmente a receita federal do Brasil. A declaração deve ser
atualizada anualmente sob pena de demissão à bem do serviço público.

~ 90 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

VIII. Serviço Público.


(Lei 8.987/95)

1. Conceito: É a atividade desempenhada diretamente pelo Estado ou por particulares


mediante delegação estatal, para satisfazer uma necessidade de interesse da coletividade
ou do individuo sob o regime jurídico de direito público ou regime jurídico de direito
privado.

1.1. Sentido subjetivo  nesse sentido o foco do conceito está em que presta o serviço de
maneira que somente será serviço público a atividade desempenhada por órgãos,
agente e entidades do estado destinados a atender uma necessidade coletiva.

1.2. Sentido objetivo  nesse sentido o foco do conceito está na natureza da atividade
realizada, de maneira que somente será serviço público a atividade desempenhada
pelo poder público ou particulares diretamente destinada à atender uma necessidade
da coletividade.

1.3. Sentido Formal  nesse sentido o foco do conceito está no regime jurídico pelo qual a
atividade é desempenhada, de maneira que a atividade realizada sob o regime
jurídico administrativo (direito público) com vista as satisfazer o interesse da
coletividade.

~ 91 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Esquema 50: Serviço Público

Pressupõe autorização decorrente do


poder de polícia (não delegação)

De livre iniciativa dos Saúde – Art. 199, CF Tanto o poder público


particulares – serviço de E quanto os particulares
interesse público. Ensino – Art. 209, CF podem prestar

Serviço São aqueles prestados por


Direta qualquer órgão, a gente ou
entidade do Estado.
Público propriamente dito é
titularizado pelo poder Formas de prestação
público – Todos que não seja do serviço público
saúde e ensino.
São aqueles prestados por  Concessão;
Indireta particulares mediante  Permissão;
delegação por:  Autorização.

~ 92 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

2. Princípios ou critérios de prestação do serviço público Art. 6 º, § 1º, Lei 8.987/95 :

2.1. Generalidade  Os serviços públicos devem ser prestados de forma a atender


indistintamente o maior número de interessados possível;

 Os serviços públicos devem ser prestados igualmente a todos aqueles que


estiverem nas mesmas condições.

2.2. Atualidade  Significa que o serviço deve ser prestado acompanhando os processos
de modernização tecnológica e cientifica;

 A prestação do serviço deve acompanhar o crescimento populacional.

2.3. Continuidade do serviço  Significa que em regra a prestação do serviço não pode
ser interrompida ou paralisada;

2.4. Da Modicidade (das tarifas)  Significa que o valor cobrado pela prestação do
serviço não pode ser excessivo à ponto de restringir ou impedir o acesso;

 É permitido o valor diferenciado de tarifa ou mesmo isenção de cobrança em


determinadas situações.

2.5. Regularidade  Significa que a prestação de serviço deve manter continuamente


uma adequação e uma qualidade mínima.

2.6. Cortesia  Significa que o serviço deve ser prestado com respeito ao usuário, além de
educação gentileza, fineza no trato.

2.7. Segurança  A prestação de serviço deve sempre adotar meios e formas que
preservem e protejam a integridade física e a vida de usuários e não usuários do
serviço.

2.8. Eficiência  Significa que a prestação de serviço deve ser feita pelos meios, mais
adequados e menos onerosos visando à melhor satisfação do interessado.

3. Delegação de serviço público: é o ato ou contrato por meio do qual a administração


transfere ou faculta à um particular a execução de um serviço público.

3.1. Formas de delegação de serviço público:

3.1.1.Concessão;
3.1.2.Permissão; De serviço público
3.1.3.Autorização.

~ 93 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Concessão Permissão Autorização


 Conceito: É o contrato administrativo típico por  Conceito: É o contrato de adesão por meio do  Conceito: É o ato administrativo unilateral e
meio do qual a administração (poder público) qual a administração transfere à um particular precário por meio do qual a administração faculta à
transfere à um particular a execução de um serviço apenas a execução de um serviço público, sem um particular á realização de uma atividade de
público com ou sem execução de obra. execução de obra. Art. 40, Lei 8.987/95 interesse coletivo em proveito individual próprio.

 Características Jurídicas:  Características Jurídicas:  Características Jurídicas:

a. Sempre em beneficio da coletividade; a. Sempre em benefício da coletividade; a. Em benefício do próprio particular autorizado;
b. Sempre por prazo determinado; Obs.144: b. Sempre por prazo determinado; b. Com ou sem prazo determinado;
c. Basta autorização legislativa Genérica; c. Basta autorização legislativa genérica;
c. Depende de autorização legislativa específica;
d. Exige licitação em qualquer modalidade comum; d. Não exige licitação;
d. Exige licitação na modalidade concorrência;
e. Tem caráter precário; e. Tem caráter precário;
e. Não tem caráter precário *; f. Para pessoa física ou jurídica; f. Para pessoa física ou jurídica.
*tem que indenizar se for reincidido antes do
prazo sem culpa do contratado).
f. Para pessoa jurídica ou consórcio de
empresas.

Obs.149: Com exceção do serviço de energia elétrica e de administração de aeroportos porque lei específica autoriza o leilão.

~ 94 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

Aula 20 – 14/04/12
IX. Processo Administrativo Federal.
(Lei 9.784/99)

1. Conceito: É a sequência de atos administrativo coordenados entre si com vista à tomada


de decisão ou solução de uma questão.

2. Âmbito de aplicação da Lei 9.784/99: Aplica-se aos processos administrativos na


administração direta e indireta dos três poderes da união.

Obs.150: As normas dessa lei não se aplicam aos processos administrativos específicos.

Processo Administrativo Disciplinar – PAD;


Pode ser aplicado supletivamente, nas lacunas da Lei 8.112/90

Processo Administrativo Tributário – PAT.


Pode ser aplicado supletivamente, nas lacunas da Lei que trata do PAT.

3. Objetivo/ Finalidade da Lei: Estabelece “normas básicas” sobre Processo Administrativo na


Administração-Federal, com as seguintes finalidade:
a) Garantir a melhor realização dos fins públicos;
b) Assegurar o exercício dos Direitos pelos administrados.

4. Definições contidas na Lei

4.1. Órgão (Sem personalidade jurídica): É a unidade de atuação integrante da estrutura Cai em 65%
da administração direta e da estrutura da administração indireta. das provas!
4.2. Entidade (Com personalidade jurídica): É a unidade de atuação dotada de Atenção!!!
personalidade jurídica.
4.3. Autoridade: é o servidor ou agente público dotado do poder de decisão.

5. Princípios da Administração Explícitos na Lei 9.784/99 :

Segurança Jurídica Finalidade


Interesse Público Motivação
Contraditório – Art. 5º, LV, CF. Moralidade
Art. 37, CF .
Proporcionalidade Eficiência
Razoabilidade Legalidade
Ampla Defesa – Art. 5º, LV, CF.
6. Deveres dos administrados no Processo:

a) Expor os fatos conforme a verdade;


b) Atuar com Lealdade, Urbanidade e Boa-Fé;

~ 95 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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c) Não agir de modo Temerário. (o que quer ver o “circo pegar fogo”, forja
provas pra incriminar outro)
d) Esclarecer fatos e prestar informações quando solicitado;

7. Direitos dos administrados no Processo:

a) Ser tratado com respeito por servidores e autoridades que deverão facilitar o
exercício de seu direito e o cumprimento de suas obrigações;
b) Ter ciência da tramitação de processo de seu interesse, ter vistas dos autos,
Garante o princípio
obter cópia de documentos e conhecer das decisões proferidas;
da Ampla Defesa.
c) Apresentar provas e alegações que deverão ser levadas em consideração
antes da tomada de decisão;
d) Fazer-se representar, facultativamente, por advogado, salvo quando a lei
expressamente exigir a representação;

8. Fases do Processo Administrativo

8.1. Instauração  É a fase em que se dá inicio ao processo administrativo.

8.1.1. Formas de Instauração:

a) De ofício (Pela Administração);

b) A pedido do interessado  Em regra, o requerimento do interessado para


instauração do processo deve ser por escrito, mas pode ser feito oralmente
desde que seja reduzido à termo (quem ouve o pedido oralmente coloca por
escrito).

− Indicação do órgão ou autoridade à que se dirige;


− Identificação do interessado e de seu representante quando
houver;
 Requisitos de validade − Indicação do domicílio ou do local onde receberá as
do requerimento. comunicações do processo;
− O pedido com os fatos e fundamentos que o embasam;
− Data e assinatura.

Obs.151: A administração pode adotar modelos e formulários padronizados para agilizar os procedimentos.

8.1.2. Interessados ou Legitimados para o Processo (Art. 9º, Lei 9.784/99):

a) Pessoa física ou jurídica  que inicia o processo como titular do direito ou


interesse;
b) Terceiro Interessado  Aquele que mesmo não tendo iniciado o processo
como titular do direito ou interesse possa sofrer as consequências da decisão
à ser proferida;

~ 96 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
Direito Administrativo - Prof. Emerson Caetano

c) Sindicado, Associação de Classes, Cooperativa  Organização ou associação


representativa na defesa de interesses coletivos;
d) Associação e pessoa legitimamente constituída  na defesa de direitos e
interesses difusos;

Art. 59, Lei 9.784/99 trás também os legitimados para interpor recurso.
Esses legitimados são idênticos aos descritos no art. 9º.

Obs.152: O ministério público não pode atuar como interessado no processo .

8.1.3. Autoridade Perante a qual o processo deve ser instaurado: Salvo disposição
de lei em contrário o processo deve iniciar-se perante a autoridade menor
hierarquia com poderes para decidir. Essa regra tem as seguintes finalidades:

a) Permitir a recorribilidade;
b) Facilitar o acesso do interessado à autoridade competente para decidir;

8.1.4. Capacidade do interessado para atuar no processo: Exige-se idade mínima de


18anos como capacidade para atuar em processo, salvo disposição em contrária
de norma específica (emancipação do Art. 5º, Código Civil).

8.1.5. Impedimentos para atuar no processo:

a) O servidor ou autoridade que tiver interesse direto ou indireto na matéria;


b) Se o servidor/autoridade ou o cônjuge/companheiro atuou ou venha a atuar
como testemunha, perito ou representante do interessado;
c) Se o servidor ou autoridade estiver litigando judicial ou administrativamente
com o interessado no processo ou o cônjuge/companheiro dele;

Obs.153: Se o servidor impedido atuar no processo causará sua nulidade que pode
ser decretada mesmo após o termino do processo.

Obs.154: O servidor em situação de impedimento deve abster-se de praticar atos


no processo e comunicar o fato a autoridade competente sob pena de cometer
falta grave.

8.1.6. Suspeição para atuar no processo: São considerados suspeitos para atuar no
processo o servidor ou autoridade que mantenha:

a) Amizade intima; Com o interessado no processo, cônjuge/companheiro


ou ou parente e afim dele até o 3º grau civil.
b) Inimizade Notória

~ 97 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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Obs.155: Contra a decisão que indefere o pedido de suspeição cabe recurso


administrativo sem efeitos suspensivo.

Obs.156: A suspeição só pode ser alegada antes do termino do processo.

~ 98 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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8.2. Instrução  Consiste nas atividades de averiguar e comprovar os dados necessários ao esclarecimento dos fatos e as tomadas de decisões que
serão realizadas por impulso oficial (de ofício) ou à pedido do interessado.

8.2.1. Prazos do Processo Administrativo

Prazo Artigo Finalidade do Prazo Prorrogação do Prazo

Mínimo de 3 dias Úteis 26, §2º Prazo mínimo par a administração intimar o interessado antes de qualquer diligência no processo _

Prazo genérico para a administração praticar algum ato no processo para o qual a lei não preveja Até mai o dobro
5 Dias 24
prazo específico. (Até + 10 dias)

5 Dias 56, §1º Prazo para realizar o juízo de retratação e reconsiderar a decisão recorrida. _

Prazo para apresentar contrarrazões ao recurso administrativo interposto contra a decisão no


5 Dias Úteis 62 _
processo

10 Dias 44 Prazo para apresentação de alegações finais no processo antes da tomada de decisão _

10 Dias 59 Prazo para interposição de recurso administrativo contra decisão proferida no processo _

Por prazo que depende


Prazo para elaboração de parecer pelo órgão consultivo quando exigido antes da tomada de
15 Dias 42 da complexidade da
decisão no processo
questão.
Prazo para proferir a decisão de primeira instância no processo administrativo. (A contar do Uma única vez por
30 Dias 49
relatório final) igual período.
Prazo para julgamento do recurso administrativo interposto contra a decisão proferida no Uma única vez por
30 Dias’ 59, §1º
processo. igual período.

~ 99 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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8.2.2. Procedimento do processo administrativo:

Esquema 51: Procedimento do Processo Administrativo


Relatório Final
Instauração Ato genérico da Adm. Alegações Finais (Sem prazo previsto) Decisão

Diligências Elaboração de
Parecer
Prazo para decisão de 1ª Instância?
30 dias.

A diligência vai ocorrer na segunda-feira, não há feriado nos dias seguintes que antecedem a data da
diligência, a intimação do interessado deverá ser feita até o final do dia de trabalho da terça-feira
anterior à data da diligência.

Sex Sab Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom Seg
 - - - X X Diligência

A diligência vai ocorrer na segunda-feira, mas a quinta e a sexta-feira que antecedem a data da
diligência são datas com feriados pela semana santa, a intimação do interessado deverá ser feita até o
final do dia de trabalho sexta-feira da semana anterior à data do feriado.

Sex Sab Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom Seg
 X X - - - X X X X Diligência

8.2.2.1. Recurso: É o meio administrativo adequado para o interessado


impugnar a decisão proferida transferindo à um órgão ou autoridade
superior a reapreciação de uma questão já decidida por um subordinado.

 Prazo para interpor recurso: 10 dias;


 O recurso deve ser dirigido à mesma autoridade que proferiu a
decisão recorrida, à qual terá um prazo improrrogável de 5dias
para se retratar e reconsiderar sua decisão. Se reconsiderar o
recurso não será julgado e o processo será arquivado;
 Se não reconsiderar a autoridade que recebeu o recurso deverá
abrir prazo para contra-razões ao recurso. (no prazo
improrrogável de 5 dias Úteis);
 Após as contrarrazões os autos do processo serão encaminhados
para o órgão ou autoridade superior competente julgar, o qual
terá o prazo de 30dias para julgar (prazo prorrogável uma única
vez por igual período);

~ 100 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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Obs.157: A competência para julgar o recurso é indelegável. Art. 13, Lei 9.784/99.

Obs.158: Ao julgar o recurso a autoridade competente pode piorar ou agravar a


situação do recorrente admite-se a “reformatio in pejus” , por aplicação do
principio da verdade material.

 A lei determina que o recurso administrativo tramitará por no


máximo 3instâncias administrativas, portanto são cabíveis no
máximo 2recursos sucessivos em um mesmo processo;

8.2.2.2. Forma de contagem dos prazos no processo administrativo:

a) Prazo em dias  Excluísse o dia do inicio (o dia da ciência) e inclui-se o dia do


termino;
Esquema 52: Contagem do Prazo em dias:

Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom Seg


Conhecimento - Não conta X X X X X – Esse conta Vence aqui.

Obs.159: Se o vencimento do prazo recai sobre dia não útil ou que não houve
expediente normal prorroga-se para o primeiro dia útil subsequente.

Esquema 53: Contagem do Prazo em dias – Obs.159:

Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom Seg


Conhecimento - Não conta X X X X X Vence aqui.

b) Prazo em meses ou anos  Conta-se de data à data;

Ex.:
15/01/2011 – 3 meses – 15/04/2011

Obs.160: Se no mês do vencimento não houver o dia correspondente o


vencimento do prazo será no último dia útil do referido mês.
Ex.:
31/01/2011 – 3 meses – 29/04/2011  dia 30/04/2011 é um sábado.
Obs.161: Se no dia do vencimento não houve expediente normal ou não foi
útil prorroga-se para o primeiro dia útil subsequente.
Ex.:
30/01/2011 – 3 meses – 02/05/2011  dia 30/04/2011 é um sábado.

~ 101 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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Aula 21 – 16/04/12 - Extra


X. Resolução de Exercícios.

Fazendo Exercícios
Questão 17 – Pag. 3 – “Certo”.

Perda (ou suspensão) − Não pode propor ação popular;


Direitos Políticos − Não pode tomar posse em cargo público;
− Não possui sufrágio passivo (ser votado) e ativo (votar).

Questão 18 – Pag. 3 – “Errada”.


Questão 49 – Pag. 5 – “Errada”.
Questão 81 – Pag. 7 – “Errada”.
Questão 85 – Pag. 7 – “Errada”.
Questão 86 – Pag. 7 – “Errada”.
Questão 87 – Pag. 7 – “Errada”.
Obs.162: A desistência total do processo pode ser feita por escrito a qualquer tempo antes de
sua extinção.  Art. 51, Lei 9.784/99
 A desistência pode ser total ou parcial;
 A desistência total é causa de extinção do processo;
 A desistência de um interessado não se aplica aos outros;
 A administração pode ter interesse em prosseguir com o processo administrativo,
mesmo diante do pedido de desistência.

Questão 131 – Pag. 11 – “Errada”  Obs.97: – Capitulo de Atos administrativos.


Questão 192 – Pag. 13 – “Errada”.
A lei 9.784/99 só se aplica a união, mas se aplica a todos os poderes da
União.
Questão 193 – Pag. 13 – “Errada”.
Questão 194 – Pag. 13 – “Certa”  Ler Art. 53, Lei .784/99
Questão 210 – Pag. 15 – “Errada”.
Podem sim considerar. Art. 2º,§1º, I – Lei 9.784/99
Questão 211 – Pag. 15 – “Errada”.

Mesmo que o interessado não peça , só de haver a informação que há o documento a


administração deve procurar. Só o indicio obriga a administração a buscar os
documentos. Art. 37 e 29 (ou é 19 – ver direitinho) da Lei, 9.784/99

Questão 337 – Pag. 21 – “Certa”.  Art. 3º, III.


Questão 339 – Pag. 22 – “Errada”.  Art. 3º, IV.
Questão 390 – Pag. 24 – “Errada”.
Questão 391 – Pag. 24 – “Certa”.

~ 102 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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Questão 212 – Pag. 15 – “Certa”.


Órgão 01 Órgão 02

TCU – Determinação
Impugnação de anulação Anulação pelo órgão
Gratificação Pelo TCU de origem.

2/09/02 5/10/06 10/09/07 30/09/07

5 Anos

É ato complexo (A aposentadoria envolve 2 órgãos o que aposenta e o TCU) logo só conta o
prazo a partir da “finalização” do 2º órgão que identificou a irregularidade. Só conta à partir
da determinação do TCU.

Questão 435 – Pag. 26 – “Errada”.

Obs.163: A competência é irrenunciável e deve ser exercida pelo órgão ou autoridade à


quem foi conferida como própria. Entretanto um órgão ou autoridade pode delegar parte
de suas competências à outro órgão ou autoridade, subordinado ou de mesma
hierarquia, com base em critérios de índole técnica, social, econômica, territorial e
jurídica. Art. 12 – Lei 9.784/99.

Delegado Delegante
Órgão/Autoridade Órgão/Autoridade
Mesma Hierarquia

Delegante
Órgão/autoridade
Subordinada

 Em regra o delegante não responde pelos atos praticados pelo delegado no exercício
da competência transferida, salvo nas seguintes hipóteses:
a) Quando a delegação for ilegal (os dois respondem);
b) Quando o delegante homologar ou retificar o ato do delegado;
c) Não pode ser objeto de delegação as seguintes competências:
 Normativa, recursal, exclusiva

NO R EX
NORMATIVA RECURSAL EXCLUSIVA
Competência para editar atos Competência para É a que a lei proíbe a
normativos regulamentares de apreciar e julgar delegação.
uma lei recursos administrativos.

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Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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Questão 436 – Pag. 26 – “Certa”.

− Pressuposto: Questão de interesse geral.


Consulta Pública
− Finalidade: Manifestação de qualquer pessoa (sem debates)

− Pressuposto: Relevância da Matéria.


Audiência Pública
− Finalidade: Convidar pessoas específicas para debates sobre
o tema.

Questão 437 – Pag. 26 – “Errada”.  Art. 2º, §único, I – Lei 9.784/99

O que decaí é o direito de anular, o direito de revogar não.

Questão 509 – Pag. 30 – “Certa”.  Art. 26 - Lei 9.784/99


Questão 510 – Pag. 31 – “Errada”.

Competência recursal é indelegável. Art. 13 e Art. 12, § único – Lei 9.784/99

Questão 662 – Pag. 37 – “Certa”.

− Delegação
Decorrência do
E De competências
Poder hierárquico
− Avocação

Questão 03 – Pag. 03 – “Certa”.


Responsabilidade
civil

Estado Vítima

DANO

Regresso Agentes

Questão 116 – Pag. 09 – “Certa”.

Quando a grave e iminente perigo público o exercício do poder de polícia pode ser
aplicado sem o prévio contraditório e ampla defesa.

Questão 173 – Pag. 12 – “Errada”.  Obs.80:


Questão 203 – Pag. 14 – “Certa”.
Só súmula vinculante vincula e essa é a exceção, a regra é que súmulas e
jurisprudência não se vinculam

~ 104 ~
Anotações de Lílian Batista Ribeiro
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Questão 666 – Pag. 38 – “Errada”.

A publicação em meio oficial é só quando a lei determina e no caso de revogação não há


essa previsão . Art. 53, Lei 9.784/99
Obs.: A exceção é a revogação de delegação . essa tem que ser publica conforme Art. 14,
Lei 9.784/99
Questão 702 – Pag. 39 – “Errada”  é proibida.
Questão 1313 – Pag. 80 – “Errado”
Questão 09 – Pag. 03 – “Certa”
Questão 10 – Pag. 03 – “Errada”

Obs.164: Toda questão julgada pelo TCU pode ser impugnada ou impugnada. Mas as
questões julgadas pelo judiciário nunca podem ser revistas pelo TCU.

Questão 13 – Pag. 03 – “Errada”

A eficácia e a partir da publicação resumida em imprensa oficial.

Questão 15 – Pag. 03 – “Errada”


Aumento de carga tributária é caso de fato do príncipe, ou seja, pode ser
revisado.
Questão 19 – Pag. 96 – Letra “c”
Questão 296 – Pag. 128 – Letra “a”
Questão 27 – Pag. 97 – Letra “e”

− Regime de direito público (regime jurídico administrativo).


Regime Jurídico
da administração − Regime de Direito Privado.

Questão 01 – Pag. 94 – Letra “b”


Questão 09 – Pag. 95 – Letra “a”
Questão 1320 – Pag. 80 – “Errada”
Tem que ser territorial e jurídica também e além disso pode ser de mesma
hierarquia. Art. 12, Lei 9.784/99
Questão 20 – Pag. 96 – Letra “d”

Realizar concurso público é obrigação e não prerrogativa.

Questão 02 – Pag. 144 – “Certa”


Questão 712 – Pag. 40 – “Errada”  A eficiência está expressa na CF.
Questão 40 – Pag. 04 – “Errada”
Ato composto – Item 4.6.1 Capítulo III. Atos administrativos.
Quadro de ato composto

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Anotações de Lílian Batista Ribeiro