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Fundamentos de Economia

e-book

S. Nhabinde
nyabinde@gmail.com

2015

S. Nhabinde 1
Fundamentos de Economia para Faculdade de
Letras Ciências Sociais, Comunicação e Artes

S. Nhabinde 2
Unidade 1

Conceitos Básicos de Economia

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1. O Conceito de Economia

 Conceito com origem na Grécia

 Oikonomia = governo (nomos).

 Oikos (casa)

 Governo da casa

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Aristóteles
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• Extensão do conceito para a categoria de administração das
comunidade Doméstica.
Economia como Disciplina
 Séc. XVIII: A Origem da Riqueza das Nações de Adam Smith.

Adam Smith

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Pai da Economia como ciência

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Temas actuais estudado pela ciência Económica:
 Forma como os preços do trabalho, capital e terra são estabelecidos
na economia.
 Comportamento dos Mercados financeiros.
 Repartição do rendimento.
 Impacto das despesas públicas, impostos e défices orçamentais no
crescimento.
 Oscilações do desemprego e da produção.
 Estrutura do comércio entre países.
 Crescimento e desenvolvimento económico.

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Definição da Economia como Ciência
 Estudo da forma como as sociedades:
 Utilizam recursos escassos para produzir bens com valor.
 Distribuem esses bens entre os vários indivíduos.

Porquê estudar Economia:


 Necessidade de compreender como as suas ideias e aplicam às questões
centrais das sociedades humanas.
Razões da importância da Economia:
Escassez de recursos VS Necessidade de eficiência.

Escassez VS Eficiência: Temas gémeos da economia


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Conceito de escassez

 Os bens económicos têm uma oferta limitada. Mas,

 As necessidades humanas são ilimitadas.

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Conceito de Eficiência

 Utilização mais efectiva dos recursos da sociedade para


satisfação dos desejos e necessidades da população.

Quando é que a economia é eficiente? Quando o bem estar


económico de um indivíduo não pode aumentar sem prejudicar o
bem estar de outro individuo.
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 Necessidades: Sensações desagradáveis que têm de ser
atenuadas com o consumo de bens e serviços.
Tipo de necessidades segundo Maslow
 Fisiológicas: referentes à fome, sede, sono.
 Segurança: conforto e estabilidade de uma família um lar.
 Sociais: afeição de um amigo, convívio e associativismo, e ser
elemento participativo ou activo em eventos sociais.
 Estima: Desejo de ser reconhecido pelo grupo.
 Auto-realização: isto é ser mais do actualmente é ( possibilidade
de ser mais do que pode ser).

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 Necessidades humanas: São satisfeitas através do consumo de
bens.

 Bens: Tudo aquilo que serve para satisfazer as necessidades


humanas.

Classificação dos Bens: Bens Livres e Bens Económicos.

a. Bens Livres:

 Estão disponíveis na natureza.

 Não necessitam de esforço humano para o seu consumo.

Exemplo: ar, terra, água do mar, luz solar, paisagem e chuva.

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b. Bens Económicos: A sua utilização carece duma intervenção e
transformação humana.
 Exemplo: equipamentos/vestuário/tintas

Classificação dos bens económicos


 De consumo: Destinados à satisfação directa das necessidades do
homem.
 Exemplo: pão/arroz/farrinha de milho/manteiga.

 De capital: Destinados à produção de outro bens (são reincorporados


em novos produtos ou bens)

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Caracterização dos bens económicos
a. Sucedâneos/substitutos: Tendem a satisfazer a mesma necessidade ou seja na
ausência de um o outro pode servir e vice versa.
 Exemplos: sapato/sapatilha; camisa/camiset/arroz/papa.

b. Complementares: São utilizadas simultaneamente isto é não podem ser


utilizados separadamente.

 Exemplo: calçado/atadores ; automóvel/pneus; cháaçúcar.

c. Independentes: Não há relação directa entre os bens.

 Exemplo: cerveja/automóvel; arroz/vestuário

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Outras fontes da satisfação das necessidades humanas

i. Serviços: revestem-se de forma imaterial

Exemplo: fornecimento de energia eléctrica e água/consulta


médica/transporte

ii. Mercadorias/produtos:

 Bens económicos produzidos para serem vendidos no mercado.

 Passam pelo processo de compra e venda antes de serem consumidos.

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Características das mercadorias: 2 tipos de valores

 Valor de uso: Capacidade que a mercadoria/produto tem de


satisfazer as necessidades humanas e é válido para o consumo,

 Valor de troca: Propriedade que a mercadoria/produto tem de


ser aceite para ser câmbio com outras mercadorias,
nomeadamente o dinheiro.

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Essência da Economia

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1. Compreender a escassez.

2. Prescrever como deve a sociedade organizar-se para o uso


mais eficiente dos recurso.

 Noção da eficiência: Fronteira das possibilidas (FPP) duma


economia.

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Exemplo
Possibilidades de Produção Alternativas
Combinações Produção de Milho Produção de Cerveja
(Milhões de Toneladas) (Milhões de Toneladas
A
0 15
B
1 14
C
2 12
D
3 9
E
4 5
F
5 0

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Representar graficamente a FPP
Suposições extremas
1. Quantidade Máx de milho que a economia pode produzir:
5Mn de Tons se não produzir nenhuma cerveja.
2. Quantidade Máxima de cerveja que a economia pode produzir:
15 milhões de toneladas se não produzir nenhum milho.

Fronteira das Possibilidades Produtivas (FPP)


 Representa as quantidades máximas de produção que podem ser
obtidas por uma economia, dado o seu conhecimento tecnológico e a
quantidade de factores de produção disponíveis.
 É a lista de escolhas de bens e serviços disponíveis para a sociedade.

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Possibilidades intermédias
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 Se prescindirmos de algum milho podemos ter mais alguma
cerveja.

 Se prescindirmos de algumas cervejas podemos ter mais milho.


Pontos exteriores à fronteira. Ex: Ponto I
 Impraticáveis/inimagináveis/impossíveis

Pontos no interior da curva. Ex: Ponto U


 A economia não atingiu a eficiência produtiva= ineficiência

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Características da FPP:

1. Negativamente inclinada devido ao princípio da Economia


segundo o qual “não há almoços gratis.”

2. Côncava devido a lei dos custos relativos crescentes que diz


que: “a medida que vamos sacrificando um bem para produzir
outro, este vai custando cada vez mais unidades do primeiro.”

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Aplicação da FPP

1. Noção de Compensação: Trade Off.

2. Custo de Oportunidade.

3. Eficiência Produtiva

1. Noção de Compensação: Trade Off

 Conflito de escolhas ou de interesses

 Situação em que a tomada de decisão significa abrir mão de uma coisa


em função de outra.

 Situação em que quando um requisito melhora o outro piora

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Exemplo de Trade off: Escassez do tempo.
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 O tempo para desenvolver as várias actividades é limitado.
 Estudante de Geografia: Tem 10 horas para estudar para os
testes de Introdução a Economia e Hidrologia.
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 Se estudar só Hidrologia
↓↓↓
 Boa nota a Hidrologia, Má nota a Introdução a Economia vice-
versa.

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TPC

Considerar as classificações dos 2 testes como produto do


seu estudo, represente graficamente a FPP das suas
classificações dados os seus limitados recursos de tempo.

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2. Custo de Oportunidade
Exemplo
 Tomar a Decisão de ir estudar Introdução a Economia ou ir ao
cinema.
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 Tem de ponderar qual o custo da decisão em termos de
oportunidades perdidas.
↓↓↓
Se decidir estudar
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• Perde a oportunidade de ir ao cinema
↓↓
 O custo de oportunidade de ir estudar é ir ao cinema (É a
alternativa perdida)

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Qual é custo de oportunidade dessa decisão?

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 È a quantidade de milho que não se pode produzir

↓↓↓

 O custo de oportunidade de produzir mais a 3mil de tons de


cerveja é 1 mn de kg de milho.

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 Custo de Oportunidade: É o valor do bem, ou serviço, de que se


prescinde.
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3. Eficiência produtiva

 Há eficiência produtiva quando uma economia não pode


produzir mais do que um bem sem que produza menos de um
outro bem.

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 Situação em que a e economia está sobre a sua FPP.

Ineficiência = desaproveitamento de recursos

 Trabalhadores desocupados /Fábricas paralisadas/Terra


abandonada.

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Situações de ineficiência

 Depressões do ciclo económico: Grande Depressão dos anos 30.

 Alterações políticas ou revoluções:

 Anos 90: passagem das economias socialistas para as


economias do mercado

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Principais ramos da Economia

1. Microeconomia: Dedica-se a entidades individuais como os


mercados/ empresas/ famílias »»»»» inicia com Adam Smith

2. Macroeconomia: Dedica-se ao desempenho global da


economia »»» Inicia nos anos 30 com Keynes.

Objecto de Estudo da Economia


 Relações humanas denominadas económicas, avaliáveis em
moedas e tendo por fim um consumo.

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Economia vs Ciências Sociais

 Direito

 Sociologia

 Contabilidade e Auditoria

 História

 Geografia

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Metodologia da Economia

1. Observações das Estatísticas e de registos históricos;

2. Investigação história para fenómenos complexos como:

Impactos dos défices orçamentais/Causas das inflações.

3. Análises e teorias que permitem a generalizações abrangentes.

4. Econometria: aplicação de instrumentos estatísticos aos

problemas económicos.

5. Modelos Económicos

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Modelos económicos

 São compostos de diagramas e equações.

 São simplificadoras da realidade para melhorar a


compreensão da economia.

Primeiros modelos económicos

1. Diagrama do Fluxo Circular da Renda.

2. Fronteira das Possibilidades de Produção.

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Modelos em equações

Ex: Equação da participação nos sequestros Ou outras


actividades criminosas

Y= f(X1, X2, X3, X4, X5, X6, x7)

Onde

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Y = horas gastas nas actividades de sequestro.
X1 = Rendimento por uma hora gasta na actividade de sequestro.
X2= Rendimento por hora no emprego legal.
X3= Outros rendimentos fora da actividade sequestro ou emprego.
X4 = probabilidade de ser apanhado.
X5= Probabilidade de ser condenado se for apanhado.
X6= Sentença esperada se for apanhado.
X7= Idade.
 A partir desta função podemos usar a teoria económica para
prever o efeito que cada variável pode ter na actividade
criminosa.

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Exemplo 2
Formação no Trabalho Vs Produtividade
 Os economistas sabem que os trabalhadores são pagos em função
da sua produtividade. Esta simples razão conduz para um modelo
como o seguinte:
 Sal = f(educ, exper, cap)
Onde:
 sal =Salário por hora,
 Educ = anos de escolaridade,
 Exper = anos de experiência da força de trabalho,
 Cap = semanas gastas na capacitação técnica.

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Modelo Econométrico : Podemos usar o modelo económico do sequestro:
S = β0 + β1salf + β2Act + β3fp + β4fc + β5mc + β6I + u

Onde:

 S = frequência da a actividade criminal de sequestro.

 Salf = rendimento ganho pela actividade de sequestro.

 Act = outras fontes de rendimento.

 Fp = frequência de prisões por infracções

 fc= frequência de condenações;

 mc = média de anos de condenação.

 I= Idade;

 U= factores não observados


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Exemplo do trabalho Vs produtividade teremos o seguinte modelo
econométrico:

S=β0 + β1edu + β2exper + β3cap + u

Onde:

 u = factores tais como a incapacidade física, qualidade de


educação, background da família e inúmeros outros factores que
podem influenciar o salário da pessoa.

 Se estamos a interessados especificamente nos efeitos da


capacitação, β3 é o parâmetro que nos interessa

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As Principais falácias do raciocínio económico
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1. Falácia do pos hoc: Dedução da causalidade.
 Pelo facto de um acontecimento ocorrer antes de um outro, deduz-se
que o primeiro acontecimento é a causa do segundo.

2. Hipótese coeteris Paribus Tudo o resto constante: No desenvolvimento


duma lei que indica uma relação entre duas categorias económicas não se
pode esquecer que tudo o resto não altera e nem influencia esse fenómeno
( tudo o resto constante).

3. Falácia de Composição: Admitir que o que é verdade para uma parte


do sistema também é verdade para o conjunto.
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4. Erro nas soluções: As leis económicas tendo uma validade
geral, são consideradas válidas para o efeito da média e não para
cada situação específica.

5.Domínio sobre os conceito: Na definição dum conceito não se


pode fazer com recurso ao próprio conceito.
 Ex: Economia é uma ciência económica que estudos os
fenómenos económicos.

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Tautologia.
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Os Três Problemas da Economia
1. O Que produzir: Que tipo e quantidade de bens que devem
ser produzidos.

2. Como produzir: Com que recursos e tecnologia devem ser


produzidos os bens.

3. Para quem produzir: Quem vai usufruir dos bens produzidos?


De que modo é repartido o produto nacional entre as pessoas
e as famílias.

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Consequências da existência dos 3 problemas
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 Há necessidade das sociedades organizarem-se em sistemas

económicos alternativos.

Sistema económico:

 Forma de organização da sociedade para realizar as diversas

actividades para o bem individual e comum.

 Forma de organização da sociedade para responder aos três

problemas da economia.

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1. Sistemas económicos mais antigos

 Comunidade Primitiva.

 Esclavagismo.

 Feudalismo.

2. Sistemas contemporâneos

 Capitalismo = Economia do mercado.

 Socialista = Economia centralmente planificada.

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Economia Capitalista/ Economia do Mercado.

 As decisões mais importantes acerca da produção e do


consumo são tomadas pelos indivíduos e as empresas privadas
no mercado.

 Um sistema de preços de mercado, lucros, prejuízos e


incentivos determinam o quê, como e para quem produzir.

 As empresas produzem:

 As mercadorias que geram os maiores lucros (o quê),

 Com técnicas de produção que são menos dispendiosas (como).

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 o consumo é determinado pelas decisões individuais sobre
como despender os salários e os rendimentos do património
gerado pelo trabalho e pela propriedade desse património
(para quem)

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Economia socialista/ centralmente planificada
 O governo toma todas as decisões importantes acerca da
produção e da repartição.

 O governo possui a maior parte dos meios de produção (terra e


capital).

 O Estado possui e dirige a actividade das empresas na maior


parte dos ramos de actividade.

 O Estado é empregador da maioria dos trabalhadores e quem


dirige a sua actividade.

 O Estado decide como a produção da sociedade deve ser


dividida pelos diversos bensS. Nhabinde
e serviços. 43
Prática Real
 Não existem sistemas económicos puros: Todas as sociedades
são de economias mistas:

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Há elementos de mercado e elementos de Direcção central.

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Raciocínio sobre as questões económicas
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questões de facto Vs questões de juízo de valor
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Razões Porque os Economistas Divergem
 Questões de facto: Economia Positiva = descrevem os factos.
 Questões de juizo de valor: Economia Normativa = envolvem juízos de valor.

1. Economia positiva
 Porque razão os médicos ganham mais do que os porteiros?
 O comercio livre, faz aumentar ou diminuir os salários da maioria
dos moçambicanos?
 As questões podem ser resolvidas com recursos a análise de dados
empíricos
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2. Economia Normativa: Envolve preceitos éticos e juízos de valor.
 Deve ser exigido aos pobres que trabalhem para que possam receber ajuda
do governo?
 Deve o desemprego aumentar para assegurar a inflação.
 Devem os EUA penalizar a China devido a pirataria de livros e CD norte
americanos?
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• Não existem respostas certas ou erradas para estas questões porque eles
envolvem princípios éticos.
• As questões não podem ser resolvidos exclusivamente pela análise
económica.
• Apenas podem ser resolvidos através de debate e de decisões.

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Possibilidades tecnológicas da sociedade

 Situação da sociedade: Bens escassos em relação ás


necessidades ilimitadas.

 Consequências: A sociedade tem de Escolher:

 O que produzir: conjunto de bens potenciais.

 Como produzir: Técnicas de produção.

 Para quem: Quem deve consumir os bens.

 Formas como a sociedade responde as 3 questões: Escolha


das produções (output) e dos factores de produção (inputs).
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Factores de Produção: Bens ou serviços usados para produzir
outros bens e serviços.

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 Tecnologia: conjugação dos factores de produção para gerir as


produções.

 Produções: Bens ou serviços úteis que resultam do processo de


produção que podem ser: consumidos/usados numa produção
posterior.

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Categorias de Factores de Produção (Inputs)

1. Recursos Naturais

• Prática da agricultura

• Implantação de habitações/fábricas/estradas.

• Recursos energéticos.

• Recursos não energéticos (minérios de ferro, cobre ou areia).

• Recursos ambientais: ar puro, água potável.

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2. Trabalho: Tempo do trabalho humano gasto na produção:

 Trabalho nas fábricas/lavoura da terra/ensino/confecção de


alimentos.

 Factor de produção mais comum e o mais crucial para a


economia industrial avançada.

3. Capital: Bens duráveis de uma economia produzidos para a


produção de outros bens:

 Máquinas /estradas/ computadores/ martelos/ camiões/ altos


fornos/ automóveis/máquinas de lavar/edifícios

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Conceito de mercado.
 Sentido Restrito ou Corrente:
 Lugar de encontro entre compradores e vendedores de bens e serviços.
 Esse lugar tem um carácter permanente e inserido num certo contexto
geográfico.
 Exemplos de Moçambique: mercado de Xipamanine/Mercado de
Xiquelene/Bazar Central/Maputo Sopping Center, etc
 Sentido Lato ou económico: Forma de confronto entre os compradores e
vendedores que se realiza diariamente sem necessidade de se encontrarem
geograficamente.
 Ex: Mercado de petróleo/ mercado de títulos/mercado monetário-cambial
 O encontro entre compradores e vendedores visa determinar o preço e as
quantidades de equilíbrio do bem ou serviço.

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Adam Smith
 O mercado é um mecanismo de preços que funciona num ambiente automático
e impessoal (mão invisível)
 Responde as questões: o que produzir, como produizr, a que preço, como
repartir o rendimento.
 Características base do sistema de mercado: Existência de preço
Preço
 Valor de um bem em termos monetários.
 Condições em que os agentes económicos trocam as diferentes mercadorias.
 Servem de sinais para os produtores e consumidores:
↓↓↓
 Coordenada das decisões dos compradores e vendedores no mercado
↓↓↓
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 Preços mais elevados: tendem a reduzir as compras dos
consumidores e estimulam a produção.
 Preços mais baixos: estimulam o consumo/retraem a Produção.
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 Os preços são o pêndulo do mecanismo de mercado.

Equilíbrio de mercado
 Representa um Equilíbrio ente os diferentes compradores e
vendedores.
 Atinge-se com um preço de equilíbrio entre os compradores e
vendedores.

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Como os mercados resolvem os três problemas económicos

1. O Que produzir é determinado por:


 Votos monetários dos consumidores diariamente nas suas decisões
de compra.
 Lucros das empresas.
2. Como produzir é determinado por:
 Concorrência entre os diferentes produtores.
 Preços de concorrência.
 Maximização dos lucros.
 Custos mínimos.

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 Necessidade de adoptação de técnicas de produção mais eficientes.
3. Para quem produzir é determinado por:
 Procura e oferta nos mercados de factores.
Mercado de factores determina.
• Salários = Trabalho
• Rendas da terra = Terra
• Taxa de juros= Capital
• Lucros = Capital
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 São os preços dos factores de produção.
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Reis do mercado: Lucros + Prejuízos

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 Indutores da produção eficiente pelas empresas.

Propriedades notáveis duma economia do mercado


concorrencial: Concorrência Perfeita + Não existência de falhas
de mercado

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 Condições para os mercados extraírem tantos bens e serviços


úteis quanto os que forem possíveis.

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 Monopólios + Falhas de Mercado: Destruidores da eficiência da
mão invisível de Adam Smith.

Princípio da mão invisível de Adam Smith: Na procura egoísta do


seu benefício pessoal, todos os indivíduos são levados como que
por uma mão invisível a atingir o melhor beneficio comum.
↓↓↓
 A interferência governamental na livre concorrência é
prejudicial.

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