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Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinis-

mo; Taylor, taylorista.

LÍNGUA PORTUGUESA b) Em topônimos originários de outras línguas e


seus derivados.
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras
adotadas como unidades de medida de curso internacio-
ORTOGRAFIA OFICIAL nal.
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilo-
grama), km (quilômetro), Watt.
A ortografia se caracteriza por estabelecer pa- Emprego de X e Ch
drões para a forma escrita das palavras. Essa escrita está
relacionada tanto a critérios etimológicos (ligados à ori- Emprega-se o X:
gem das palavras) quanto fonológicos (ligados aos fone- 1) Após um ditongo.
mas representados). É importante compreender que a
ortografia é fruto de uma convenção. A forma de grafar Exemplos: caixa, frouxo, peixe
as palavras é produto de acordos ortográficos que envol-
vem os diversos países em que a língua portuguesa é ofi- Exceção: recauchutar e seus derivados
cial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, es- 2) Após a sílaba inicial “en”.
crever e consultar o dicionário sempre que houverdúvi-
da. Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
O Alfabeto Exceção: palavras iniciadas por “ch” que rece-
bem o prefixo “en-”
O alfabeto da língua portuguesa é formado por
26 letras. Cada letra apresenta uma forma minúscula e Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar
outra maiúscula. Veja: (de chiqueiro), encher e seus derivados (enchente, en-
chimento, preencher...)
3) Após a sílaba inicial “me-”.
a A (á) bB(bê)
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexi-
c C(cê) d D (dê) lhão Exceção: mecha
e E (é) f F(efe) 4) Em vocábulos de origem indígena ou africana
gG(gêouguê) h H(agá) e nas palavras inglesas aportuguesadas.

i I (i) j J(jota) Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife,


xampu
kK(cá) l L(ele)
5) Nas seguintes palavras:
mM(eme) n N(ene)
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa,
o O (ó) p P(pê) lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez,
xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, etc.
qQ(quê) r R(erre)
Emprega-se o dígrafo Ch:
sS(esse) t T(tê)
1) Nos seguintes vocábulos:
u U (u) v V(vê)
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque,
wW(dáblio) x X(xis)
chimarrão, chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada,
yY(ípsilon) z Z (zê) fantoche, ficha, flecha, mochila, pechincha, salsicha,
tchau, etc.
Para representar o fonema /j/ na forma escrita,
Observação: emprega-se também o ç, que repre- a grafia considerada correta é aquela que ocorre de acor-
senta o fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em deter- do com a origem da palavra. Veja os exemplos:
minadas palavras.
gesso: Origina-se do grego gypsos jipe: Origina-
Emprego das letras K, W e Y se do inglês jeep.
Utilizam-se nos seguintes casos: Emprega-se o G:
a) Em antropônimos originários de outras lín- 1)Nos substantivos terminados em -agem, -
guas e seus derivados. igem, -ugem Exemplos: barragem, miragem, viagem,
origem, ferrugem Exceção: pajem

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2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, - 4) Após ditongos Exemplos:
ígio, -ógio, -úgio Exemplos: estágio, privilégio, prestígio,
relógio, refúgio coisa, pouso, lousa, náusea

3) Nas palavras derivadas de outras que se gra- 5) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem co-
fam com g Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de mo em seus derivados
massagem),vertiginoso (de vertigem) Exemplos:
4) Nos seguintes vocábulos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse,
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, puséssemos quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera,
gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge, rabugen- quiséssemos repus, repusera, repusesse, repuséssemos
to, vagem. 6) Nos seguintes nomes próprios personativos:
Emprega-se o J: Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Re-
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou sende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás
-jear Exemplos: 7) Nos seguintes vocábulos:
arranjar: arranjo, arranje, arranjem despejar: abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cor-
despejo, despeje, despejem gorjear: gorjeie, gorjeiam, tesia, decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, mai-
gorjeando enferrujar: enferruje, enferrujem viajar: viajo, sena, mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio,
viaje, viajem presídio, querosene, raposa, surpresa, tesoura, usura, va-
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe so, vigésimo, visita, etc.
ou exótica Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, Emprega-se o Z:
manjericão, Moji
1) Nas palavras derivadas de outras que já apre-
3) Nas palavras derivadas de outras que já apre- sentam z no radical
sentam j
Exemplos:
Exemplos: laranja- laranjeira loja-lojista lison-
ja- lisonjeador nojo- nojeira cereja- cerejeira varejo- va- deslize- deslizar razão- razoável va-
rejista rijo- enrijecer jeito- ajeitar zio- esvaziar raiz- enraizar cruz-cruzeiro
4) Nos seguintes vocábulos: 2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substanti-
vos abstratosa partir de adjetivos
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito,
jejum, laje, traje, pegajento Exemplos: inválido- invalidez limpo-limpeza
macio- maciez rígido- rigidez frio- frieza no-
bre- nobreza pobre-pobreza surdo- surdez
Emprego das Letras S e Z Emprega-se o 3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização,
S: ao formar substantivos
1) Nas palavras derivadas de outras que já apre- Exemplos:
sentam s no radical
civilizar- civilização hospitalizar- hospitali-
Exemplos: zação colonizar- colonização realizar- realização
análise- analisar catálise-catalisador casa- casi-
nha, casebre liso- alisar
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha,
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem naciona- -zito, -zita Exemplos:
lidade, título ou origem
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozi-
Exemplos: to, avezita
burguês- burguesa inglês- inglesa chinês- 5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite,
chinesa milanês- milanesa azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, cica-
2) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, - triz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
oso e -osa Exemplos: 6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amo- distinção no contraste entre o S e o Z
rosa palmeirense gasoso- gasosa teimoso- tei- Exemplos:
mosa
cozer (cozinhar) e coser (costurar) prezar( ter
3) Nos sufixos gregos -ese, -isa, osa Exemplos: em consideração) e presar (prender) traz (forma do ver-
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdoti- bo trazer) e trás (parteposterior)
sa, glicose, metamorfose, virose

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Exemplos:
Observação: em muitas palavras, a letra X soa agredir- agressão demitir- demissão ce-
como Z. Veja os exemplos: exame exato exausto der- cessão discutir- discussão
exemplo existir exótico inexorável
progredir- progressão t r a n s mi ti r - tr a n s
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, mi s s ão exceder- excesso repercutir- repercussão
Ss, Xc, Xs
Existem diversas formas para a representação
do fonema /S/. Emprega-se o Xc e o Xs:

Observe: Em dígrafos que soam como Ss Exemplos:

Emprega-se o S: exceção, excêntrico, excedente, excepcional, ex-


sudar
Nos substantivos derivados de verbos termina-
dos em “andir”,”ender”, “verter” e “pelir” Observações sobre o uso da letra X

Exemplos: 1) O X pode representar os seguintes fonemas:

expandir- expansão pretender- pretensão /ch/ - xarope, vexame


verter- versão expelir- expulsão /cs/ - axila, nexo
estender- extensão suspender-susp /z/ - exame, exílio
e n s ã o converter - conversão repelir- repulsão
/ss/ - máximo, próximo
/s/ - texto, extenso
Emprega-se Ç:
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e Exemplos: excelente, excitar
“torcer” Exemplos:
Emprego das letras E e I
ater- atenção torcer- torção
Na língua falada, a distinção entre as vogais
deter- detenção distorcer-distorção manter- átonas /e/ e /i / pode não ser nítida. Observe:
manutenção contorcer- contorção

Emprega-se o E:
Emprega-se o X:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -
Em alguns casos, a letra X soa como Ss Exem- oar, -uar Exemplos:
plos:
magoar - magoe, magoes continuar- continue,
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, continues
sintaxe, texto, trouxe

2) Em palavras formadas com o prefixo ante-


Emprega-se Sc: Nos termos eruditos (antes, anterior) Exemplos: antebraço, antecipar
Exemplos:
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, 3) Nos seguintes vocábulos:
discente, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigena-
ção, miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcen- cadeado, confete, disenteria, empecilho, irre-
der, etc. quieto,mexerico, orquídea, etc.

Emprega-se Sç: Emprega-se o I :


Na conjugação de alguns verbos Exemplos: 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -
air, -oer, -uir Exemplos:
nascer- nasço, nasça crescer- cresço, cresça des-
cer- desço, desça cair- cai doer- dói influir- influi
2) Em palavras formadas com o prefixo anti-
(contra) Exemplos:
Emprega-se Ss:
Anticristo, antitetânico
Nos substantivos derivados de verbos termina-
dos em “gredir”, “mitir”, “ceder” e “cutir”

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3) Nos seguintes vocábulos: em qualquer lugar, ainda que seja no inferno, é estar no
Paraíso.”
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penici-
lina, privilégio, “Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa
do Brasil beija e balança, Estandarte que à luz do sol en-
cerra As promessas divinas da Esperança…” (Castro Al-
Emprego das letras O e U Emprega-se o ves)
O/U: Observações:
A oposição o/u é responsável pela diferença de - No início dos versos que não abrem período, é
significado de algumas palavras. Veja os exemplos: facultativo o uso da letra maiúscula.
comprimento (extensão) e cumprimento Por Exemplo:
(saudação, realização)
“Aqui, sim, no meu cantinho, vendo rir-me o
soar (emitir som) e suar (transpirar) candeeiro, gozo o bem de estar sozinho e esquecer o
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, cos- mundo inteiro.”
tume, moleque. - Depois de dois pontos, não se tratando de cita-
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, ção direta, usa- se letra minúscula.
Manuel, tábua Por Exemplo:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádi-
Emprego da letra H vas: ouro, incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)

Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem b) Nos antropônimos, reais ou fictícios. Exem-
valor fonético. Conservou-se apenas como símbolo, por plos:
força da etimologia e da tradição escrita. A palavra hoje, Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
por exemplo, grafa-se desta forma devido a sua origem
na forma latina hodie. c) Nos topônimos, reais ou fictícios. Exemplos:
Emprega-se o H: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
1) Inicial, quando etimológico d)Nos nomes mitológicos. Exemplos:
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio Dionísio, Netuno.
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, e)Nos nomes de festas e festividades. Exemplos:
nh Exemplos: flecha, telha, companhia
Natal, Páscoa, Ramadã.
3) Final e inicial, em certas interjeições Exem-
plos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. f) Em siglas, símbolos ouabreviaturas internaci-
onais. Exemplos:
4) Em compostos unidos por hífen, no início do
segundo elemento, se etimológico ONU, Sr., V. Ex.ª.

Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super- g) Nos nomes que designam altos conceitos reli-
homem, etc. giosos, políticos ou nacionalistas.

Observações: Exemplos:

1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado,
tradição. Note que nos substantivos derivados como bai- Nação, Pátria, União, etc.
ano, baianada ou baianinha ele não é utilizado. Observação: esses nomes escrevem-se com ini-
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não cial minúscula quando são empregados em sentido geral
possuem a letra “h” na sua composição. No entanto, seus ou indeterminado.
derivados eruditos sempre são grafados com h. Veja: Exemplo:
herbívoro, hispânico, hibernal.
Todos amam sua pátria.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Mi-
núsculas a) Nos nomes de logradouros públicos, templos
e edifícios. Exemplos:
1) Utiliza-se inicial maiúscula:
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade Igreja do
a) No começo de um período, verso ou citação Rosário ou igreja do Rosário Edifício Azevedo ou edifício
direta. Exemplos: Azevedo
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo

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2) Utiliza-se inicial minúscula: Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e li-
teraturas modernas
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos
correntes. Exemplos: História do Brasil ou história do Brasil Arquite-
tura ou arquitetura
carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
Emprego do Porquê
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias
da semana. Exemplos: Orações In-
terrogativas Exemplo:
janeiro, julho, dezembro, etc. segunda, sexta,
domingo, etc. primavera, verão, outono, inverno (pode ser subs- Por que devemos nos
PorQue tituído por: por preocupar com o meio
c) Nos pontos cardeais. qualmotivo, por ambiente?
qual razão)
Exemplos:
Exemplo:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste. Equivalendo a
Osmotivospor que não
“pelo qual”
respondeu sãodesconhecidos.
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroes-
Final de Exemplos:
te, sudeste, sudoeste. frases e seguidos Você ainda tem coragem de
Observação: quando empregados em sua forma de pontuação perguntar por quê?
absoluta, os pontos cardeais são grafados com letra mai- Por Quê Você não vai? Por quê?
úscula. Não sei por quê!
Exemplos:
Função de subs- Exemplos:
Nordeste (região do Brasil) Ocidente (europeu) tantivo
Oriente (asiático) Porquê Não é fácil encontrar o porquê de
–vem acompa- toda confusão.
Lembre-se: nhado de artigo
ou pronome Dê-me um porquê de sua
Depois de dois-pontos, não se tratando de cita- saída.
ção direta, usa- se letra minúscula.
Conjunção que Exemplos:
Exemplo: indica explica-
ção ou causa A situação agravou-se porque
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádi-
ninguém reclamou.
vas: ouro, incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) Porque
Ninguém mais o espera,porque
elesempre se atrasa.
Emprego FACULTATIVO de letra minús-
cula: Conjunção de Exemplos:Não julgues por-
Finalidade – que não te julguem.
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bi- equivale a “para
bliográfica. Exemplos: que”, “a fim de
que”.
Crime e Castigo ou Crime e castigo
1. Por que (pergunta)
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: vere-
das 2. Porque (resposta)
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do 3. Por quê (fim de frase: motivo)
tempo perdido
4. O Porquê (substantivo)
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem
como em nomes sagrados e que designam crençasreligio- Emprego de outras palavras
sas. Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”:
Exemplos: Não fazia coisa nenhuma senão criticar.

Governador Mário Covas ou governador Mário Se não: equivale a “se por acaso não”, em ora-
Covas Papa João Paulo II ou papa João Paulo II ções adverbiais condicionais: Se não houver homens ho-
nestos, o país não sairá desta situação crítica.
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo
senhor reitor Santa Maria ou santa Maria. Tampouco: advérbio, equivale a “também não”:
Não compareceu, tampouco apresentou qualquer justifi-
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cativa.
cursos e disciplinas.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontra-
Exemplos: mo-nos tão pouco esta semana.
Português ou português Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios.

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Traz - do verbo trazer. (E) mal ... por quê ... intuito
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vulto- 04. Assinale a alternativa que preenche, cor-
so aqui. reta e respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de
acordo com a norma-padrão.
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua
face está vultuosa e deformada. Além disso, certamente entre nós do
fenômeno da corrupção e das fraudes.
Questões
(A) a … concenso … acerca
01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já
virou até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipó- (B) há … consenso … acerca
teses sobre........................ praticar atividade físi-
ca..........................benefícios para a totalidade do corpo. (C) a … concenso … a cerca
Os resultados podem levar a novas terapias para reabili- (D) a … consenso … há cerca
tar músculos contundidos ou mesmo para
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre (E) há … consenço … a cerca
com o avanço da idade.
05. Assinale a alternativa cujas palavras se apre-
(Ciência Hoje, março de 2012) sentam flexionadas de acordo com a norma-padrão.
As lacunas do texto devem ser preenchidas, cor- (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
reta e respectivamente, com:
(B) Esses cidadões tinham autorização para por-
(A) porque … trás … previnir tar fuzis.
(B) porque … traz … previnir (C) Para autenticar as certidãos, procure o car-
tório local.
(C) porquê … tras … previnir
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos
(D) por que … traz … prevenir corrimãos.
(E) por quê … tráz … prevenir (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
02. Assinale a opção que completa corretamente
as lacunas da frase abaixo:
Respostas
Não sei o ________ela está com os olhos ver-
melhos, 01.D/02. B/03. D/4-B/5-D
(A) porquê / porque;
(B) por que / porque;
(C) porque / por que;
Interpretação de
(D) porquê / por quê; Texto
(E) por que / por quê.
A leitura é o meio mais importante para che-
garmos ao conhecimento, portanto, precisamos aprender
a ler e não apenas “passar os olhos sobre algum texto”.
03. Ler, na verdade, é dar sentido à vida e ao mundo, é do-
minar a riqueza de qualquer texto, seja literário, infor-
mativo, persuasivo, narrativo, possibilidades que se mis-
turam e as tornam infinitas. É preciso, para uma boa lei-
tura, exercitar-se na arte de pensar, de captar ideias, de
investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
primeiro, algumas definições importantes:
Texto

Considerando a ortografia e a acentuação da nor- O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade
ma- padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, cor- básica de organização e transmissão de ideias, conceitos
reta e respectivamente, preenchidas por: e informações de modo geral. Em sentido amplo, uma
escultura, um quadro, um símbolo, um sinal de trânsito,
(A) mal ... por que ... intuíto uma foto, um filme, uma novela de televisão também são
formas textuais.
(B) mau ... por que ... intuito
Interlocutor
(C) mau ... porque ... intuíto
É a pessoa a quem o texto se dirige.
(D) mal ... porque ... intuito

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Texto-modelo com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do código,
pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura inter-
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam pretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
três – você, uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso criar inferências. Para que você não sofra mais com a
todo mundo sente. Se sua amiga disser que não, está análise de textos, elaboramos algumas dicas para você
mentindo ou se enganando. seguir e tirar suas dúvidas.
Quem agüenta ver o namorado conversando Uma interpretação de texto competente depen-
todo animado com outra menina sem sentir uma ponti- de de inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de
nha de não-sei-o-quê? (…) contemplar alguns que se fazem essenciais para esse
É normal você querer o máximo de atenção do exercício. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos das
seu namorado, das suas amigas, dos seus pais. Eles são a minúcias presentes em um texto, achamos que apenas
parte mais importante da sua vida.” uma leitura já se faz suficiente, o que não é verdade. In-
terpretar demanda paciência e, por isso, sempre releia,
(Revista Capricho) pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos sur-
preendentes que não foram observados anteriormente.
Modelo de Perguntas Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode
1) Considerando o texto-modelo, é possível também retirar dele os tópicos frasais presentes em cada
identificar quem é o seu interlocutor preferencial? parágrafo,

Um leitor jovem. isso certamente auxiliará na apreensão do con-


teúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não estão
2) Quais são as informações (explícitas ou não) organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira
que permitem a você identificar o interlocutor preferen- aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fa-
cial do texto? zem necessários, estabelecendo uma relação hierárquica
do pensamento defendido, retomando ideias supracita-
Do contexto podemos extrair indícios do inter- das ou apresentando novos conceitos.
locutor preferencial do texto: uma jovem adolescente,
que pode ser acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fa-
que a revista Capricho tem como público-alvo preferen- to foram explicitadas pelo autor: os textos argumentati-
cial: meninas adolescentes. vos não costumam conceder espaço para divagações ou
hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. De-
A linguagem informal típica dos adolescentes. vemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que
você precise ficar preso na superfície do texto, mas é
DICAS PARA MELHORAR A INTERPRE-
fundamental que não criemos, à revelia do autor, suposi-
TAÇÃO DE TEXTOS
ções vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado certa-
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão mente incorre menos no risco de tornar-se um analfabe-
geral do assunto; to funcional e ler com atenção é um exercício que deve
ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não fará de nós leitores proficientes e sagazes. Agora que vo-
interrompa a leitura; cê já conhece nossas dicas, desejamos a você uma boa
leitura e bons estudos!
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler
o texto pelo menos duas vezes;
04) Inferir; Questões
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes preci-
sar;
O uso da bicicleta no Brasil
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias
sobre as do autor; A utilização da bicicleta como meio de locomo-
ção no Brasil ainda conta com poucos adeptos, em com-
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) pa- paração com países como Holanda e Inglaterra, por
ra melhor compreensão; exemplo, nos quais a bicicleta é um dos principais veícu-
los nas ruas. Apesar disso, cada vez mais pessoas come-
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunci-
çam a acreditar que a bicicleta é, numa comparação entre
ado de cada questão;
todos os meios de transporte, um dos que oferecem mais
09) O autor defende ideias e você deve percebê- vantagens.
las;
A bicicleta já pode ser comparada a carros, mo-
Não saber interpretar corretamente um texto tocicletas e a outros veículos que, por lei, devem andar na
pode gerar inúmeros problemas, afetando não só o de- via e jamais na calçada. Bicicletas, triciclos e outras vari-
senvolvimento profissional, mas também o desenvolvi- ações são todos considerados veículos, com direito de
mento pessoal. O mundo moderno cobra de nós inúme- circulação pelas ruas e prioridade sobre os automotores.
ras competências, uma delas é a proficiência na língua, e Alguns dos motivos pelos quais as pessoas ade-
isso não se refere apenas a uma boa comunicação verbal,
rem à bicicleta no dia a dia são: a valorização da susten-
mas também à capacidade de entender aquilo que está
tabilidade, pois as bikes não emitem gases nocivos ao
sendo lido. O analfabetismo funcional está relacionado

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ambiente, não consomem petróleo e produzem muito vidade arriscada e pouco salutar.
menos sucata de metais, plásticos e borracha; a diminui-
ção dos congestionamentos por excesso de veículos mo- 02. A partir da leitura, é correto concluir que
torizados, que atingem principalmente as grandes cida- um dos objetivos centrais do texto é
des; o favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercí- (A) informar o leitor sobre alguns direitos e de-
cio físico muito bom; e a economia no combustível, na veres do ciclista.
manutenção, no seguro e, claro, nos impostos.
(B) convencer o leitor de que circular em uma
No Brasil, está sendo implantado o sistema de bicicleta é mais seguro do que dirigir um carro.
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por
exemplo, o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da (C) mostrar que não há legislação acerca do uso
Prefeitura, em parceria com o sistema de Bicicletas da bicicleta no Brasil.
SAMBA, com quase um ano de operação. Depois de Rio
de Janeiro, São Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades (D) explicar de que maneira o uso da bicicleta
espalhadas pelo país aderirem a esse sistema, mais duas como meio de locomoção se consolidou no Brasil.
capitais já estão com o projeto pronto em 2013: Recife e (E) defender que, quando circular na calçada, o
Goiânia. A ideia do compartilhamento é semelhante em ciclista deve dar prioridade ao pedestre.
todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários devem
fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é R$ 03.Considere o cartum de Evandro Alves.
10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o siste-
ma durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modali- Afogado no Trânsito
dades. Em todas as cidades que já aderiram ao projeto,
as bicicletas estão espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de lo-
comoção não está consolidada em nossa sociedade. Mui-
tos ainda não sabem que a bicicleta já é considerada um
meio de transporte, ou desconhecem as leis que abran-
gem a bike. Na confusão de um trânsito caótico numa
cidade grande, carros, motocicletas, ônibus e, agora, bici-
cletas, misturam-se, causando, muitas vezes, discussões
e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ci-
clistas. A verdade é que, quando expostos nas vias públi-
cas, eles estão totalmente vulneráveis em cima de suas (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogs
bicicletas. Por isso é tão importante usar capacete e ou- pot.com.br)
tros itens de segurança. A maior parte dos motoristas de
carros, ônibus, motocicletas e caminhões desconhece as Considerando a relação entre o título e a ima-
leis que abrangem os direitos dos ciclistas. Mas muitos gem, é correto concluir que um dos temas diretamente
ciclistas também ignoram seus direitos e deveres. Al- explorados no cartum é
guém que resolve integrar a bike ao seu estilo de vida e
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias
usá-la como meio de locomoção precisa compreender públicas.
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários pa-
ra poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito (B) a má qualidade da pavimentação em algu-
Brasileiro, as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser mas ruas.
equipadas com campainha, sinalização noturna diantei-
ra, traseira, lateral e nos pedais, além de espelho retrovi- (C) a arbitrariedade na definição dos valores das
sor do lado esquerdo. multas.

(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.


Adaptado)
(E) o uso de novas tecnologias no transporte
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta público.
como meio de locomoção nas metrópoles brasileiras
04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
(A) decresce em comparação com Holanda e In-
glaterra devido à falta de regulamentação. Televisão

(B) vem se intensificando paulatinamente e tem


sido incentivado em várias cidades.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultiva-
do pela maioria dos moradores.
(D) é uma alternativa dispendiosa em compara-
ção com os demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma ati-

8
mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de
dirigir.
Como perito do Congresso em Psicologia do
Trânsito, o Dr. James acredita que a causa principal da
ira de trânsito não são os congestionamentos ou mais
motoristas nas ruas, e sim como nossa cultura visualiza a
direção agressiva. As crianças aprendem que as regras
normais em relação ao comportamento e à civilidade não
se aplicam quando dirigimos um carro. Elas podem ver
seus pais envolvidos em comportamentos de disputa ao
volante, mudando de faixa continuamente ou dirigindo
em alta velocidade, sempre com pressa para chegar ao
destino.
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogs Para complicar as coisas, por vários anos psicó-
pot.com.br. Adaptado) logos sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era
É correto concluir que, de acordo com o cartum, descarregar a frustração. Estudos mostram, no entanto,
que a descarga de frustrações não ajuda a aliviar a raiva.
(A) os tipos de entretenimento disponibilizados Em uma situação de ira de trânsito, a descarga de frus-
pelo livro ou pela TV são equivalentes. trações pode transformar um incidente em uma violenta
briga.
(B) o livro, em comparação com a TV, leva a
uma imaginação mais ativa. Com isso em mente, não é surpresa que brigas
violentas aconteçam algumas vezes. A maioria das pesso-
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televi- as está predisposta a apresentar um comportamento ir-
são é alguém que não sabe se distrair. racional quando dirige. Dr. James vai ainda além e afir-
(D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva ma que a maior parte das pessoas fica emocionalmente
quanto assistir a um programa de televisão. incapacitada quando dirige. O que deve ser feito, dizem
os psicólogos, é estar ciente de seu estado emocional e
(E) a televisão e o livro estimulam a imaginação fazer as escolhas corretas, mesmo quando estiver tentado
de modo idêntico, embora ler seja mais prazeroso. a agir só com a emoção.
(Jonathan Strickland. Disponível em:
http://carros.hsw.uol.com.br/ furia-no-transito1 .htm. Acesso
Leia o texto para responder às questões: Pro- em: 01.08.2013. Adaptado)
pensão à ira de trânsito
05- Tomando por base as informações contidas
Dirigir um carro é estressante, além de ineren- no texto, é correto afirmar que:
temente perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o moto-
rista mais seguro do mundo, existem muitas variáveis de (A) os comportamentos de disputa ao volante
risco no trânsito, como clima, acidentes de trânsito e acontecem à medida que os motoristas se envolvem em
obras nas ruas. decisões conscientes.

E com relação a todas as outras pessoas nas ru- (B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito
as? Algumas não são apenas maus motoristas, sem con- são causadas pela constante preocupação dos motoristas
dições de dirigir, mas também se engajam num compor- com o aspecto comunitário do ato de dirigir.
tamento de risco – algumas até agem especificamente ( C) para Dr. James, o grande número de carros
para irritar o outro motorista ou impedir que este chegue nas ruas é o principal motivo que provoca, nos motoris-
onde precisa. tas, uma direção agressiva.
Essa é a evolução de pensamento que alguém ( D) o ato de dirigir um carro envolve uma série
poderá ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, de experiências e atividades não só individuais como
levando um motorista a tomar decisões irracionais. também sociais.
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e ( E) dirigir mal pode estar associado à falta de
emocionante. Para muitos de nós, os carros são a exten- controle das emoções positivas por parte dos motoristas.
são de nossa personalidade e podem ser o bem mais vali-
oso que possuímos. Dirigir pode ser a expressão de liber-
dade para alguns, mas também é uma atividade que ten-
de a aumentar os níveis de estresse, mesmo que não te- Respostas
nhamos consciência disso no momento. 1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D)
Dirigir é também uma atividade comunitária.
Uma vez que entra no trânsito, você se junta a uma co-
munidade de outros motoristas, todos com seus objeti- BASES DA SEMÂNTICA E ES-
vos, medos e habilidades ao volante. Os psicólogos Leon TILISTÍCA
James e Diane Nahl dizem que um dos fatores da ira de
trânsito é a tendência de nos concentrarmos em nós

9
A semântica é o ramo da linguística que estu- sento)
da os significados e/ou sentido dos vocábulos da língua.
Do grego, a palavra semântica (semantiká) significa “si- • manga (roupa) -manga (fruta)
nal”. • boca (ofício do corpo humano) -boca (boca de
Sinonímia garrafas e objetos)

Estudo das palavras sinônimas, ou seja, aquelas Paronímia


que possuem significados parecidos ou semelhantes. Relação entre duas ou mais palavras com signi-
Exemplos: ficados distintos, mas que se parecem na pronúncia e es-
Garota e Menina: O sentido das palavras dá a crita. As palavras que se encaixam nessa regra recebem o
impressão de que falamos de uma pessoa jovem. nome de parônimos.

• A garota caminha pela calçada;


• A menina caminha pela calçada;
Palavras Parônimas
Recusou e Rejeitou: As duas formas dão a ideia
de algo que não queremos.
• Maria recusou o presente do amigo; absolver (perdoar, absorver (aspirar)
inocentar)
• Maria rejeitou o presente do amigo;
Antonímia
aprender (adquirir apreender (capturar)
Estudo das palavras que possuem significados conhecimento)
diferentes ou contrários.
Bom/Ruim ascensão (subir) ascensão (subir de cargo)
• É bom viajar de avião.
• É ruim viajar de avião. cavaleiro (aquele que cavalheiro (homem gentil)
Garota/Senhora cavalga)

• A menina viajou sozinha com a irmã.


comprimento (exten- cumprimento (saudação)
• A senhora viajou sozinha com a irmã.
são)
Homonímia
Esse termo da semântica aborda a relação de deferir (atender) diferir (divergir)
palavras que possuem significados distintos, mas com a
mesma estrutura fonológica e mesmos fonemas.
As palavras homônimas podem ser divididas delatar (denunciar) dilatar (ampliar)
em:
Homógrafas Heterofônicas: Palavras com descrição (escrever discrição (ser reservado)
grafia igual e pronúncia diferente. sobre algo)
• gosto (substantivo) -gosto (1º pessoa do singu-
lar do verbo gostar)
despensa (onde se dispensa (liberação)
Homófonas Heterográficas: Palavras com a guarda alimentos)
mesma pronúncia e escrita diferente.
• cessão (substantivo) -sessão (substantivo)
emigrar (sair do imigrar (entrar no país)
• cerrar (verbo) -serrar (verbo) país)
Homófonas Homográficas: Palavras com
escrita e pronúncia iguais.
estada (ficar em um estadia (ficar temporaria-
• verão (verbo) -verão (substantivo) lugar) mente em um local
• cedo (verbo) -cedo (advérbio)
Polissemia: É a capacidade que uma palavra flagrante (evidente) fragrante (perfumado)
tem de apresentar vários significados.
• banco (instituição financeira) -banco (as-

10
ênfase ao discurso:

Palavras Parônimas Figuras de som


a) aliteração: consiste na repetição ordenada de
mesmos sons consonantais.
imergir (afundar) emergir (vir à tona)
“Belos beijos bailavam bebendo breves brumas
boreais” (Luan Farigotini)
inflação (altos pre- infração (violar alguma re- b) assonância: consiste na repetição ordenada
ços) gra)
de sons vocálicos idênticos.
“Ó Formas alvas, brancas, Formas claras” (Cruz
peão (aquele que pião (brinquedo) e Sousa)
doma cavalos)
c) paronomásia: consiste na aproximação de pa-
lavras de sons parecidos, mas de significados distintos.
precedente (aquele procedente (algo com fun- “Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às
que vem antes) damento primícias” (Padre António Vieira)
Figuras de construção
ratificar (confirmar) retificar (corrigir) a) elipse: consiste na omissão de um termo fa-
cilmente identificável pelo contexto.

soar (produzir som) suar (transpirar “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.”
(omissão de havia)
b) zeugma: consiste na elipse de um termo que
tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal) já apareceu antes.
Ela come pizza; eu, carne. (omissão de como)
C) polissíndeto: consiste na repetição de conec-
ESTILÍSTICA tivos ligando termos da oração ou elementos do período.
Na Linguística, a Estilística corresponde a área “Longe do estéril turbilhão da rua,
encarregada de estudar os diferentes tipos de organiza-
ção das palavras ou das associações linguísticas que Beneditino, escreve! No aconchego
acontecem em determinados discursos (situações prag-
máticas), sejam escritas (linguagem escrita) ou faladas Do claustro, na paciência e no sossego,
(linguagem oral). Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!”
De fato, a Estilística examina o estilo dos textos, com calma sem sofrer” (Olavo Bilac)
sendo assim, uma ferramenta importante para os estudi-
osos da área literária, a partir da produção dos discursos d) inversão: consiste na mudança da ordem na-
dos escritores, os quais revelam estilos da linguagem. tural dos termos na frase.
Se por um lado, a Gramática preocupa-se com a “Do que a terra mais garrida / Teus risonhos,
norma culta da língua, a Estilística vem complementar os lindos campos têm mais flores” (Osório Duque Estrada,
estudos da linguagem, na medida em que enfoca na fun- em Hino Nacional Brasileiro)
ção expressiva dos discursos, através de recursos chama-
dos de “Recursos Estilísticos”. e) silepse: consiste na concordância não com o
que vem expresso, mas com o que se subentende, com o
Linguagem Denotativa e Conotativa que está implícito. A silepse pode ser:
Recursos da língua que enfocam em suas varia- • silepse de gênero
ções semânticas, segundo o contexto que são emprega-
das. Vossa Excelência está preocupado.

A linguagem denotativa apresenta a palavra uti- • silepse de número


lizada em seu sentido literal, original, real, objetivo, utili- Os Lusíadas glorificou nossa literatura.
zadas em jornais, artigos acadêmicos, dentre outros.
• silepse de pessoa
Já a linguagem conotativa (figurada) corres-
ponde às palavras empregadas de maneira subjetiva ou “O que me parece inexplicável é que os brasilei-
virtual, sendo muito utilizada nos textos literários. ros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que
se derrete na boca.”
Figuras de Linguagem
f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto
Recursos linguísticos que tem o intuito de dar na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma

11
determinada construção sintática e depois se opta por
outra.
a) metáfora: consiste em empregar um termo
“O homem, chamar-lhe mito não passa de ana- com significado diferente do habitual, com base numa
coluto” (Carlos Drummond de Andrade) . relação de similaridade entre o sentido próprio e o senti-
do figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação
g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja em que o conectivo comparativo fica subentendido.
finalidade é reforçar a mensagem.
“Meu coração é um balde despejado” (Fernando
“Ó mar salgado, quanto do teu sal Pessoa)
São lágrimas de Portugal” b) metonímia: como a metáfora, consiste numa
(Fernando Pessoa) transposição de significado, ou seja, uma palavra que
usualmente significa uma coisa passa a ser usada com
h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma outro significado. Todavia, a transposição de significados
palavra no início de versos ou frases. não é mais feita com base em traços de semelhança, co-
mo na metáfora. A metonímia explora sempre alguma
“ Amor é um fogo que arde sem se ver; relação lógica entre os termos. Observe:
É ferida que dói e não se sente; Sócrates tomou as mortes. (O efeito é a morte, a
É um contentamento descontente; causa é o veneno).

É dor que desatina sem doer” (Camões) c) catacrese: ocorre quando, por falta de um
termo específico para designar um conceito, torna-se ou-
Figuras de pensamento tro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo,
não mais se percebe que ele está sendo empregado em
a) antítese: consiste na aproximação de termos sentido figurado.
contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
O pé da mesa estava quebrado.
“Eu vi a cara da morte, e ela estava viva”. (Cazu-
za) d) antonomásia ou perífrase: consiste em subs-
tituir um nome por uma expressão que o identifique com
b) ironia: é a figura que apresenta um termo em facilidade:
sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crí-
tico ou humorístico. O Rei do Futebol (em vez de Pelé)

“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expres-
judiar de crianças.” são, sensações percebidas por diferentes órgãos do senti-
do.
c) eufemismo: consiste em substituir uma ex-
pressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se “Como era áspero o aroma daquela fruta exóti-
suavizar alguma afirmação desagradável. ca” (Giuliano Fratin)

Seu Jurandir partiu desta para uma melhor. (em Questões


vez de ele morreu)
01. (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO
d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia RIO DE JANEIRO – TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALI-
com finalidade enfática. ZADO EM BIBLIOTECONOMIA – FGV/2014 - adapta-
da). Ao dizer que os shoppings são “cidades”, o autor do
Estava morrendo de fome. (em vez de estava texto faz uso de um tipo de linguagem figurada denomi-
com muita fome) nada
e) prosopopeia ou personificação: consiste em (A) metonímia.
atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios
de seres animados. (B) eufemismo.

“Devagar as janelas olham…” (Carlos Drum- (C) hipérbole.


mond de Andrade)
(D) metáfora.
f) gradação ou clímax: é a apresentação de idei-
as em progressão ascendente (clímax) ou descendente (E) catacrese.
(anticlímax) 02. (PREFEITURA DE ARCOVERDE/PE -
“O primeiro milhão possuído excita, acirra, as- ADMINISTRADOR DE RECURSOS HUMANOS – CON-
sanha a gula do milionário.” (Olavo Bilac) PASS/2014) Identifique a figura de linguagem presente
na tira seguinte:
g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a
alguém (ou alguma coisa personificada). (A) metonímia

“Ó Leonor, não caias!” (B) prosopopeia

Figuras de palavras (C) hipérbole

12
(D) eufemismo 01. Resposta D
(E) onomatopeia A metáfora consiste em retirar uma palavra de
seu contexto convencional (denotativo) e transportá-la
03. (CASAL/AL - ADMINISTRADOR DE para um novo campo de significação (conotativa), por
REDE - COPEVE/ UFAL/2014) meio de uma comparação implícita, de uma similaridade
Está tão quente que dá para fritar um ovo no as- existente entre as duas.
falto. 02. Resposta D
O dito popular é, na maioria das vezes, uma fi- “Eufemismo = é o emprego de uma expressão
gura de linguagem. Entre as 14h30min e às 15h desta ter- mais suave, mais nobre ou menos agressiva, para comu-
ça-feira, horário do dia em que o calor é mais intenso, a nicar alguma coisa áspera, desagradável ou chocante”.
temperatura do asfalto, medida com um termômetro de No caso da tirinha, é utilizada a expressão “deram suas
contato, chegou a 65ºC. Para fritar um ovo, seria preciso vidas por nós” no lugar de “que morreram por nós”.
que o local alcançasse aproximadamente 90 ºC.
03. Resposta B
O texto cita que o dito popular “está tão quente
que dá para fritar um ovo no asfalto” expressa uma figura A expressão é um exagero! Ela serve apenas pa-
de linguagem. O autor do texto refere-se a qual figura de ra representar o calor excessivo que está fazendo. A figu-
linguagem? ra que é utilizada “mil vezes” (!) para atingir tal objetivo é
a hipérbole.
(A) Eufemismo.
04. Resposta D
(B) Hipérbole.
A alternativa que apresenta uma linguagem me-
(C) Paradoxo. tafórica (figurada) é a que emprega o termo “novelo” fora
(D) Metonímia. de seu contexto habitual (novelo de lã, por exemplo), re-
presentando, aqui, um emaranhado, um monte, vários
(E) Hipérbato. dons.
04. (SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLI- 05. Resposta B
CA/PI – ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – UESPI/2014).
A linguagem por meio da qual interagimos no nosso dia a Repetição de ideia = pleonasmo (essa dor doeu).
dia pode revestir- se de nuances as mais diversas: pode
apresentar-se em sentido literal, figurado, metafórico. A
opção em cujo trecho utilizou-se linguagem metafórica é ACENTUAÇÃO GRÁFICA
(A) O equilíbrio ou desequilíbrio depende do
ambiente familiar. Acentuação
(B) Temos medo de sair às ruas. A acentuação é um dos requisitos que perfazem
(C) Nestes dias começamos a ter medo também as regras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta
dentro dos shoppings. se compõe de algumas particularidades, às quais deve-
mos estar atentos, procurando estabelecer uma relação
(D) Somos esse novelo de dons. de familiaridade e, consequentemente, colocando-as em
prática na linguagem escrita.
(E) As notícias da imprensa nos dão medo em
geral. Regras básicas – Acentuação tônica
05. (SECRETARIA DE ESTADO DE DEFE- A acentuação tônica implica na intensidade com
SA SOCIAL/MG – AGENTE DE SEGURANÇA SOCIOE- que são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que
DUCATIVO – IBFC/2014) No verso “Essa dor doeu mais se dá de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba
forte”, pode-se perceber a presença de uma figura de lin- tônica. As demais, como são pronunciadas com menos
guagem denominada: intensidade, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são
classificadas como:
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai
sobre a última sílaba.
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
(A) ironia
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tôni-
(B) pleonasmo ca se evidencia na penúltima sílaba.
(C) comparação Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passí-
vel
(D) metonímia
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba
Respostas

13
tônica se evidencia na antepenúltima sílaba. respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – Paroxítonas:
ônibus
Acentuam-se as palavras paroxítonas termina-
Como podemos observar, mediante todos os das em:- i, is
exemplos mencionados, os vocábulos possuem mais de
uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com táxi – lápis – júri
uma sílaba somente: são os chamados monossílabos, - us, um, uns
que, quando pronunciados, apresentam certa diferencia-
ção quanto à intensidade. vírus – álbuns – fórum
Tal diferenciação só é percebida quando os pro- - l, n, r, x, ps
nunciamos em uma dada sequência de palavras. Assim
como podemos observar no exemplo a seguir: automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps

“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei - ã, ãs, ão, ãos
de cor”. ímã – ímãs – órfão – órgãos
Os monossílabos em destaque classificam-se - Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para
como tônicos; os demais, como átonos (que, em, de). quê? Repare que essa palavra apresenta as terminações
Os Acentos Gráficos das paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui in-
clua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, memorização!
“i”, “u” e sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas le-
tras representam as vogais tônicas de palavras como - ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido
Amapá, caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” ou não de “s”.
indica, além da tonicidade, timbre aberto. água – pônei – mágoa – jóquei
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos) Regras especiais:
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( di-
“a”, “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: tongos abertos), que antes eram acentuados, perderam o
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs acento de acordo com a nova regra, mas desde que este-
jam em palavras paroxítonas.
acento grave (`) – indica a fusão da preposição
“a” com artigos e pronomes. Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em
uma palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda
Ex.: à – às – àquelas – àqueles são acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o
acento. Ex.:
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi to-
talmente abolido das palavras. Há uma exceção: é utili- Antes Agora
zado em palavras derivadas de nomes próprios estran-
geiros. assembléia assembleia

Ex.: mülleriano (de Müller) idéia ideia

til (~) – indica que as letras “a” e “o” represen- jibóia jiboia
tam vogais nasais. apóia (verbo apoiar) apoia
Ex.: coração – melão – órgão – ímã Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos,
Regras fundamentais: acompanhados ou não de “s”, haverá acento:

Palavras oxítonas: Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís

Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: Observação importante:


“a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos,
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s) formando hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.:

Essa regra também é aplicada aos seguintes ca- Antes Agora


sos: bocaiúva bocaiuva
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, feiúra feiura
“o”, seguidos ou não de “s”.
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee”
Ex.: pá – pé – dó – há foi abolido.
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tô- Ex.:
nicos, seguidas de lo, la, los, las.

14
Antes Agora do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira
crêem creem pessoa do singular do presente do indicativo). Ex:
vôo voo Ela pode fazer isso agora.
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São Elvis não pôde participar porque sua mão não
os verbos que, no plural, dobram o “e”, mas que não re- deixou...
cebem mais acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferen-
Repare: ciar da preposição por.
1-) O menino crê em você - Quando, na frase, der para substituir o “por”
Os meninos creem em você. por “colocar”, então estaremos trabalhando com um ver-
bo, portanto: “pôr”; nos outros casos, “por” preposição.
2-) Elza lê bem! Ex:
Todas leem bem! Faço isso por você.
3-) Espero que ele dê o recado à sala. Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Esperamos que os dados deem efeito! Questões
4-) Rubens vê tudo! Eles veem tudo! 01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
- Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! A) Tem a última sílaba como tônica.
Eles vêm à tarde! B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
D) Não tem sílaba tônica.
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
02. Assinale a alternativa correta. A palavra fa-
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se liu contém um:
estiverem seguidas do dígrafo nh:
A) hiato
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
B) dígrafo
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se
vierem precedidas de vogal idêntica: C) ditongo decrescente

xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba D) ditongo crescente

As formas verbais que possuíam o acento tônico 03. Em “O resultado da experiência foi, literal-
na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido mente, aterrador.” a palavra destacada encontra-se acen-
de “e” ou “i” não serão mais acentuadas. Ex.: tuada pelo mesmo motivo que:

Antes Depois A) túnel

apazigúe (apaziguar) apazigue B) voluntário

argúi (arguir) argui C) até

Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira D) insólito


pessoa do plural de: E) rótulos
ele tem – eles têm 04.ssinale a alternativa correta.
ele vem – eles vêm (verbo vir) A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por
A regra prevalece também para os verbos con- serem paroxítonas terminadas em ditongo.
ter, obter, reter, deter, abster. B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respecti-
ele contém – eles contêm ele obtém – eles ob- vamente, encontro consonantal e hiato.
têm ele retém – eles retêm C) Em “erros derivam do mesmo recurso men-
ele convém – eles convêm tal” as palavras grifadas são paroxítonas.

Não se acentuam mais as palavras homógrafas D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando”
que antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras as partes destacadas são dígrafos.
semelhantes (regra do acento diferencial). Apenas em E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-
algumas exceções, como: va”, “p-si-có- lo-ga” e “a-ci-o-na”.
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular

15
05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCE- - nas palavras derivadas de uma primitiva gra-
TO: fada com s.
A) saúde análise: analisar, analisado
B) cooperar pesquisa: pesquisar, pesquisado.
C) ruim Emprego do z
D) creem Emprega-se a letra z nos seguintes casos:
E) pouco - nos sufixos -ez e -eza, usados para formar
substantivos abstratos derivados de adjetivos.
Respostas
rigidez (rígido), riqueza (rico).
1-B / 2-C / 3-B / 4-A / 5-E
- nas palavras derivadas de uma primitiva gra-
fada com z.

EMPREGOS DE LETRAS cruz: cruzeiro, cruzada.


E DIVISÃO SILÁBICA deslize: deslizar, deslizante.

Emprego do h Emprego dos sufixos –ar e –izar.

O h é uma letra que se mantém em algumas pa- Emprega-se o sufixo –ar nos verbos derivados
lavras em decorrência da etimologia ou da tradição escri- de palavras cujo radical contém –s, caso contrário, em-
ta do nosso idioma. Algumas regras, quanto ao seu em- prega-se –izar.
prego devem ser observadas:
análise – analisar eterno –
a) Emprega-se o h quando a etimologia ou a eternizar
tradição escrita do nosso idioma assim determina.
Emprego das letras e e i.
homem, higiene, honra, hoje, herói.
Algumas formas dos verbos terminados em –
b) Emprega-se o h no final de algumas interjei- oar e –uar grafam-se com e.
ções.
perdoem (perdoar), continue (continu-
Oh! Ah! ar).

c) No interior dos vocábulos não se usa h, exce- Algumas formas dos verbos terminados em –
to: air, -oer e –uir grafam-se com i.

- nos vocábulos compostos em que o segundo atrai (atrair), dói (doer), possui (possuir).
elemento com h se une por hífen ao primeiro.
Emprego do x e ch.
super-homem, pré-história.
Emprega-se a letra x nos seguintes casos:
- quando ele faz parte dos dígrafos ch, lh, nh.
- depois de ditongo: caixa, peixe, trouxa.
Passarinho, palha, chuva.
- depois de sílaba inicial en-: enxurrada, enxa-
Emprego do s queca (exceções: encher, encharcar, enchumaçar e seus
derivados).
Emprega-se a letra s:
- depois de me- inicial: mexer, mexilhão (exce-
- nos sufixos -ês, -esa e –isa, usados na forma- ção: mecha e seus derivados).
ção de palavras que indicam nacionalidade, profissão,
estado social, títulos honoríficos. - palavras de origem indígena e africana: xavan-
te, xangô.
Chinês, chinesa, burguês, burguesa, poetisa.
Emprego do g ou j
- nos sufixos –oso e –osa (qua significa “cheio
de”), usados na formação de adjetivos. Emprega-se a letra g

delicioso, gelatinosa. - nas terminações –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -


úgio: prestígio, refúgio.
- depois de ditongos.
- nas terminações –agem, -igem, -ugem: gara-
coisa, maisena, Neusa. gem, ferrugem.
- nas formas dos verbos pôr e querer e seus Emprega-se a letra j em palavras de origem in-
compostos. dígena e africana: pajé, canjica, jirau.
puser, repusesse, quis, quisemos.

16
Emprego de s, c, ç, sc, ss. Qui-nhão / qu, nh = dígrafos inseparáveis.
- verbos grafados com ced originam substanti- Gui-sa-do / gu = dígrafo inseparável.
vos e adjetivos grafados com cess.
Separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs:
ceder – cessão.
Ex. Ex-ces-so / xc, ss = dígrafos separáveis.
conceder - concessão.
Flo-res-cer / sc = dígrafo separável.
retroceder - retrocesso.
Car-ro-ça / rr = dígrafo separável.
Exceção: exceder - exceção.
Des-ço / sç = dígrafo separável.
- nos verbos grafados com nd originam substan-
tivos e adjetivos grafados com ns. Separam-se os encontros consonantais impuros:
Encontros consonantais impuros, ou disjuntos, são con-
ascender – ascensão soantes em sílabas diferentes.
expandir – expansão Ex. Es-co-la
pretender – pretensão. E-ner-gi-a
- verbos grafados com ter originam substantivos Res-to
grafados com tenção.
Separam-se as vogais idênticas e os grupos con-
deter – detenção sonantais cc e cç: Lembre-se de que há autores que clas-
sificam ee e uu como sinérese, ou seja, aceitam como hia-
conter – contenção. to ou como ditongo essas vogais idênticas.
Ex. Ca-a-tin-ga
DIVISÃO SILÁBICA Re-es-tru-tu-rar
A divisão silábica deve ser feita a partir da sole- Ni-i-lis-mo
tração, ou seja, dando o som total das letras que formam
cada sílaba, cada uma de uma vez. Vô-o
Usa-se o hífen para marcar a separação silábica. Du-un-vi-ra-to
Normas para a divisão silábica: Prefixos terminados em consoante: Ligados a
palavras iniciadas por consoante: Cada consoante fica em
Não se separam os ditongos e tritongos uma sílaba, pois haverá a formação de encontro conso-
Como ditongo é o encontro de uma vogal com nantal impuro.
uma semivogal na mesma sílaba, e tritongo, o encontro Ex. Des-te-mi-do
de uma vogal com duas semivogais também na mesma
sílaba, é evidente que eles não se separam silabicamente. Trans-pa-ren-te
Por exemplo:
Hi-per-mer-ca-do
Ex. Au-las / au = ditongo decrescente oral.
Sub-ter-râ-neo
Guar-da / ua = ditongo crescente oral.
Ligados a palavras iniciadas por vogal : A con-
A-güei / uei = tritongo oral. soante do prefixo ligar-se-á à vogal da palavra.
Separam-se as vogais dos hiatos Ex. Su-ben-ten-di-do
Como hiato é o encontro de duas vogais em sí- Tran-sal-pi-no
labas diferentes, obviamente as vogais se separam sila-
bicamente. Cuidado, porém, com a sinérese ee e uu, con- Hi-pe-ra-mi-go
formeestudamos em encontros vocálicos. Por exemplo: Su-bal-ter-no
Ex. Pi-a-da / ia = hiato Translineação
Ca-ir / ai = hiato Translineação é a mudança, na escrita, de uma
Ci-ú-me / iú = hiato linha para outra, ficando parte da palavra no final da li-
nha superior e parte no início da linha inferior.
Com-pre-en-der ou com-preen-der
Regras para a translineação
(sinérese)
a) Não se deve deixar apenas uma letra perten-
Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu: cente a uma palavra no início ou no final de linha. Por
exemplo: em translineações são inadequadas as separa-
Ex. Cho-ca-lho / ch, lh = dígrafos inseparáveis. ções: "pesso-a

17
samambai-
a 2) Assinale a alternativa em que a palavra não
tem suas sílabas separadas corretamente:
a
a) ni-i-lis-mo
-meixa",
b) oc-ci-pi-tal
e
c) in-te-lec-ção
-tíope",
d) se-cre-ta-ria
"ortografi-
e) côns-cio
a
3) A letra em que todas as palavras apresentam
b) Não se deve, em final ou início de linha, separação silábica correta é:
quando a separação for efetuada, deixar formar-se pala-
vra estranha ao contexto. Por exemplo: em translinea- a) ex-ci-tar, me-ia, trans-por-te
ções são inadequadas as separações: "presi-
b) rit-mo, am-bí-guo, ex-ce-len-te
dente
c) pro-fes-sor, ins-tru-ção, a-vi-ã-o
"samam-
d) dig-no, cre-sci-men-to, eu-ro-pe-u
baia
e) ab-rup-to, sub-li-nhar, sub-li-me
quero
4) Aponte o único conjunto onde há erro de di-
-sene", visão silábica:
"fa- a) cir-cui-to, sa-guão, dig-ni-da-de.
lavam b) cir-cuns-pec-to, trans-cen-der, dis-tan-ci-ar.
para c) con-vic-to, tungs-tê-nio, rit-mo
-guaia". d) ins-tru-í-do, pas-sa-ri-nho, ar-ma-ri-a.
c) Na translineação de palavras com hífen, se a e) co-o-pe-ra-ti-va, , trans-al-pi-no, bi-sa-vô.
partição coincide com o fim de um dos elementos, não se
deve repetir o hífen na linha seguinte. Por exemplo: 5) Levando-se em conta a partição de palavras
em final de linha, assinale a letra que não contenha erro:
pombo-
a) Foi um jogo com muito equilí-brio.
correio
b) Sua cadu-cidade levou-o à miséria.
e não
c) O carrasco esperava o réu no cada-falso.
pombo-
d) O bandido embrenhou-se no cafe-zal.
-correio
e) Espero que ele se sai-a bem.
.
6) Assinale a seqüência em que todas as pala-
EXERCÍCIOS vras estão partidas corretamente:
1) Dadas as palavras: a) trans-a-tlân-ti-co, fi-el, sub-ro-gar
1) Dis-en-te-ri-a b) bis-a-vô, du-e-lo, fo-ga-réu
2) Trans-por-te c) sub-lin-gual, bis-ne-to, de-ses-pe-rar
3) Sub-es-ti-mar d) des-li-gar, sub-ju-gar, sub-scre-ver
constatamos que a separação silábica está certa: e) cis-an-di-no, es-pé-cie, a-teu.
a) apenas em 1. 7) Assinale a letra certa, quanto à divisão silábi-
ca:
b) apenas em 2.
a) assa-ssi-na-do
c) apenas em 3.
b) a-brup-to
d) em todas as palavras.
c) caó-ti-co
e) em duas palavras.
d) fi-lo-so-fi-a

18
e) si-gno - o fonema sê: texto
8) Aponte o erro, quanto ao número de sílabas e - o fonema zê: exibir
de fonemas:
- o fonema chê: enxame
a) conseguiu = 3 sílabas, 7 fonemas.
- o grupo de sons ks: táxi
b) lentilha = 3 sílabas, 6 fonemas.
4) O número de letras nem sempre coincide
c) cheirinho = 3 sílabas, 7 fonemas. com o número de fonemas.
d) construir = 2 sílabas, 9 fonemas. Exemplos:
e) sintaxe = 3 sílabas, 6 fonemas. tóxico fonemas:/t/ó/k/s/i/c/o/letras:t ó x i c o
Respostas 1234567 123456
1) a,2) d,3) b,4) e,5) e,6) c,7) d,8) d galho fonemas:/g/a/lh/o/letras: g a l h o
12 3 4 12345

FONÉTICA E FONOLOGIA 5) As letras m e n, em determinadas palavras,


não representam fonemas. Observe os exemplos:
compra
A palavra fonologia é formada pelos elementos
gregos fono ("som, voz") e log, logia ("estudo", "conhe- conta
cimento"). Significa literalmente "estudo dos sons" ou
"estudo dos sons da voz". Nessas palavras, m e n indicam a nasalização
das vogais que as antecedem.
O homem, ao falar, emite sons. Cada indivíduo
tem uma maneira própria de realizar esses sons no ato da Veja ainda:
fala. Essas particularidades na pronúncia de cada falante nave: o /n/ é um fonema;
são estudadas pela fonética.
dança: o n não é um fonema; o fonema é /ã/,
Dá-se o nome de fonema ao menor elemento representado na escrita pelas letras a e n.
sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado
entre as palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os fo- 6) A letra h, ao iniciar uma palavra, não repre-
nemas que marcam a distinção entre os pares de pala- senta fonema. Exemplos:
vras:
hoje fonemas:ho / j / e / letras: h o j e
amor - ator
1 2 3 1234
morro - corro
Veja a seguir como são classificados os fonemas
vento - cento da língua portuguesa.
Cada segmento sonoro se refere a um dado da Vogais
língua portuguesa que está em sua memória: a imagem
acústica que você, como falante de português, guarda de As vogais são os fonemas sonoros produzidos
cada um deles. É essa imagem acústica, esse referencial por uma corrente de ar que passa livremente pela boca.
de padrão sonoro, que constitui o fonema. Os fonemas Em nossa língua, desempenham o papel de núcleo das
formam os significantes dos signos linguísticos. Geral- sílabas.
mente, aparecem representados entre barras. Assim:
Assim, isso significa que em toda sílaba há ne-
/m/, /b/, /a/, /v/, etc.
cessariamente uma única vogal.
Fonema e letra
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou en-
1) O fonema não deve ser confundido com a le- treaberta. As vogais podem ser:
tra. Na língua escrita, representamos os fonemas por
a) Orais: quando o ar sai apenas pela boca. Por
meio de sinais chamados letras. Portanto, letra é a repre-
exemplo:
sentação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por exem-
plo, a letra s representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na pa- /a/, /e/, /i/, /o/, /u/.
lavra brasa, a letra s representa o fonema /z/ (lê-se zê).
b) Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fos-
2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser repre- sas nasais. Por exemplo:
sentado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso do
fonema /z/, que pode ser representado pelas letras z, s, x. /ã/: fã, canto, tampa
Exemplos: zebra,casamento,exílio
/ /: dente, tempero
3) Em alguns casos, a mesma letra pode repre-
/ /: lindo, mim
sentar mais de um fonema. A letra x, por exemplo, pode
representar: /õ/ bonde, tombo

19
/ / nunca, algum vogais. Exemplos:
c) Átonas: pronunciadas com menor intensida- /b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc.
de. Por exemplo: até, bola
ENCONTRO VOCÁLICOS
d) Tônicas: pronunciadas com maior intensida-
de. Por exemplo: até, bola Os encontros vocálicos são agrupamentos de
vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias.
Quanto ao timbre, as vogais podem ser:
É importante reconhecê-los para dividir corre-
Abertas tamente os vocábulos em sílabas.
Exemplos: pé, lata, pó Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tri-
tongo e o hiato.
Fechadas
Ditongo
Exemplos: mês, luta, amor
É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
das palavras.
a) Crescente: quando a semivogal vem antes da
Exemplos: dedo, ave, gente vogal. Por exemplo: sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
Quanto à zona de articulação: b) Decrescente: quando a vogal vem antes da
Anteriores ou palatais - A língua eleva-se em di- semivogal. Por exemplo: pai (a = vogal, i = semivogal)
reção ao palato duro (céu da boca). c) Oral: quando o ar sai apenas pela boca.
Exemplos: é, ê, i Exemplos: pai, série

Posteriores ou velares - A língua eleva-se em di- d) Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fos-
reção ao palato mole (véu palatino). sas nasais.Por exemplo: mãe

Exemplos: ó, ô, u Tritongo

Médias - A língua fica baixa, quase em repouso. É a sequência formada por uma semivogal, uma
vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem, numa só
Por exemplo: a sílaba. Pode ser oral ou nasal. Exemplos:
Semivogais Paraguai - Tritongo oral
Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são quão - Tritongo nasal
vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando
com ela uma só emissão de voz (uma sílaba). Nesse caso, Hiato
esses fonemas são chamados de semivogais. A diferença É a sequência de duas vogais numa mesma pa-
fundamental entre vogais e semivogais está no fato de lavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que
que estas últimas não desempenham o papel de núcleo nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Por exemplo:
silábico.
saída (sa-í-da)
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas
sílabas: pa-pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que poesia (po-e-si-a)
se destaca é o a. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico i
não é tão forte quanto ele. É a semivogal. Saiba que:

Outros exemplos: saudade, história, série. - Na terminação -em em palavras como nin-
guém, também, porém e na terminação -am em palavras
Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer re- como amaram, falaram ocorrem ditongos nasais decres-
presentados na escrita por "e", "o" ou "m". centes.
Veja: - É tradicional considerar hiato o encontro entre
uma semivogal e uma vogal ou entre uma vogal e uma
pães / pãis semivogal que pertencem a sílabas diferentes, como em
mão / mãu/ ge-lei-a, io-iô.

cem /c i/ ENCONTRO CONSONOTAL

Consoantes O agrupamento de duas ou mais consoantes,


sem vogal intermediária, recebe o nome de encontro
Para a produção das consoantes, a corrente de consonantal. Existem basicamente dois tipos:
ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar
pela cavidade bucal. Isso faz com que as consoantes se- - os que resultam do contato consoante + lou r e
jam verdadeiros "ruídos", incapazes de atuar como nú- ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no,
cleos silábicos. Seu nome provém justamente desse fato, a-tle-ta, cri-se...
pois, em português, sempre consoam ("soam com") as

20
- os que resultam do contato de duas consoantes
pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta... in lindo

Há ainda grupos consonantais que surgem no õ om tombo


início dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu,
gno-mo, psi-có-lo-go... on tonto

Dígrafos um chumbo

De maneira geral, cada fonema é representado, un corcunda


na escrita, por apenas uma letra. Por exemplo:
Observação:
lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras.
"Gu" e "qu" são dígrafos somente quando, se-
Há, no entanto, fonemas que são representados, guidos de "e" ou "i", representam os fonemas /g/ e /k/:
na escrita, por duas letras. Por exemplo: guitarra, aquilo. Nesses casos, a letra "u" não correspon-
de a nenhum fonema. Em algumas palavras, no entanto,
bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras. o "u" representa um fonema semivogal ou vogal (aguen-
tar, linguiça, aquífero...) Nesse caso, "gu" e "qu" não são
Na palavra acima, para representar o fonema dígrafos. Também não há dígrafos quando são seguidos
|xe| foram utilizadas duas letras: o c e o h. de "a" ou "o" (quase, averiguo).
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são
usadas para representar um único fonema (di = dois +
grafo = letra). Em nossa língua, há um número razoável
de dígrafos que convém conhecer. Podemos agrupá-los PONTUAÇÃO
em dois tipos: consonantais e vocálicos.
Os sinais de pontuação são recursos de lingua-
Dígrafos consonantais gem empregados na língua escrita edesempenham a fun-
ção de demarcadores de unidades e de sinalizadores de
Letras Fonemas Exemplos
limitesde estruturas sintáticas nos textos escritos. Assim,
lh lhe telhado os sinais de pontuação cumprem o papel dos recursos
prosódicos, utilizados na fala para darmos ritmo, entoa-
nh nhe marinheiro ção e pausas e indicarmos os limites sintáticos e unida-
des de sentido.
ch xe chave
Como na fala temos o contato direto com nossos
Re (no interior da interlocutores, contamos também com nossos gestos pa-
rr carro
palavra) ra tentar deixar claro aquilo que queremos dizer. Na es-
crita, porém, são os sinais de pontuação que garantem a
se (no interior da coesão e a coerência interna dos textos, bem como os
ss passo
palavra) efeitos de sentidos dos enunciados.
que (seguido Vejamos, a seguir, quais são os sinais de pontu-
qu queijo, quiabo
de e e i) ação que nos auxiliam nos processos de escrita:
gue (seguido Ponto ( . )
gu guerra, guia
de e e i)
a) Indicar o final de uma frase declarativa:
sc se crescer
• Gosto de sorvete de goiaba.
sç se desço
b) Separar períodos:
xc se exceção
• Fica mais um tempo. Ainda é cedo.
c) Abreviar palavras:
Dígrafos vocálicos
• Av. (Avenida)
Registram-se na representação das vogais na-
sais. • V. Ex.ª (Vossa Excelência)

Fonemas Letras Exemplos • p. (página)


• Dr. (doutor)
ã am tampa
Dois-pontos ( : )
an canto
a) Iniciar fala de personagens:
em templo
• O aluno respondeu:
en lenda
– Parta agora!
im limpo

21
b) Antes de apostos ou orações apositivas, enu- • Quantos anos você tem?
merações ou sequência de palavras que explicam e/ou
resumem ideias anteriores. b) Às vezes, aparece com o ponto de exclamação
para enfatizar o enunciado:
• Esse é o problema dos caixas eletrônicos: não
tem ninguém para auxiliar os mais idosos. • Não brinca, é sério?!

•Anote o número do protocolo: 4254654258. Vírgula ( , )

c) Antes de citação direta: De todos os sinais de pontuação, a vírgula é


aquele que desempenha o maior número de funções. Ela
•Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor é utilizada para marcar uma pausa do enunciado e tem a
não seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito finalidade de nos indicar que os termos por ela separa-
enquanto dure.” dos, apesar de participarem da mesma fraseou oração,
não formam uma unidade sintática. Por outro lado,
Reticências ( ... ) quando há uma relação sintática entre termos da oração,
a) Indicar dúvidas ou hesitação: não se pode separá-los por meio de vírgula.

• Sabe... andei pensando em uma coisa... mas Antes de explicarmos quais são os casos em que
não é nada demais. devemos utilizar a vírgula, vamos explicar primeiro os
casos em que NÃO devemos usar a vírgula para separar
b) Interromper uma frase incompleta sintatica- os seguintes termos:
mente:
a) Sujeito de Predicado;
• Quem sabe se tentar mais tarde...
b) Objeto de Verbo;
c) Concluir uma frase gramaticalmente incom-
pleta com a intenção de estender a reflexão: c) Adjunto adnominal de nome;

• “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, d) Complemento nominal de nome;
tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - e) Predicativo do objeto do objeto;
José de Alencar)
f) Oração principal da Subordinada substantiva
d) Suprimir palavras em uma transcrição: (desde que esta não seja apositiva nem apareça na ordem
•“Quando penso em você (...) menos a felicida- inversa).
de.” (Canteiros - Raimundo Fagner) Casos em que devemos utilizar a vírgula:
Parênteses ( ) A vírgula no interior da oração
a) Isolar palavras, frases intercaladas de caráter a) Utilizada com o objetivo de separar o vocati-
explicativo, datas e também podem substituir a vírgula vo:
ou o travessão:
• Ana, traga os relatórios.
• Manuel Bandeira não pôde comparecer à Se-
mana de Arte Moderna (1922). • O tempo, meus amigos, é o que nos confortará.
• "Uma manhã lá no Cajapió (Joca lembrava-se b) Utilizada com o objetivo de separar apostos:
como se fora na véspera), acordara depois duma grande
tormenta no fim do verão.” (O milagre das chuvas no • Valdirene, minha prima de Natal, ligou para
Nordeste- Graça Aranha) mim ontem.

Ponto de Exclamação ( ! ) • Caio, o aluno do terceiro ano B, faltou à aula.

a) Após vocativo c) Utilizada com o objetivo de separar o adjunto


adverbial antecipado ou intercalado:
• Ana, boa tarde!
• Quando chegar do trabalho, procurarei por vo-
b) Final de frases imperativas: cê.
• Cale-se! • Os políticos, muitas vezes, são mentirosos.
c) Após interjeição: d) Utilizada com o objetivo de separar elemen-
tos de uma enumeração:
• Ufa! Que alívio!
• Estamos contratando assistentes, analistas, es-
d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, tagiários.
expressivo:
• Traga picolé de uva, groselha, morango, coco.
• Que pena!
e) Utilizada com o objetivo de isolar expressões
Ponto de Interrogação ( ? ) explicativas:
a) Em perguntas diretas: • Quero o meu suco com gelo e açúcar, ou me-

22
lhor, somente gelo. (desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se estive-
rem antepostas à oração principal:
f) Utilizada com o objetivo de separar conjun-
ções intercaladas: • "No momento em que o tigre se lançava, cur-
vou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o
• Não explicaram, porém, o porquê de tantas gancho." (O selvagem - José de Alencar)
faltas.
d) Para separar as orações intercaladas:
g) Utilizada com o objetivo de separar o com-
plemento pleonástico antecipado: • "– Senhor, disse o velho, tenho grandes con-
tentamentos em estar plantando-a...”
• A ele, nada mais abala.
e) Para separar as orações substantivas antepos-
h) Utilizada com o objetivo de isolar o nome do tas à principal:
lugar na indicação de datas:
•Quando sai o resultado, ainda não sei.
• Goiânia, 01 de novembro de 2016.
Ponto e vírgula ( ; )
i) Utilizada com o objetivo de separar termos
coordenados assindéticos: a) Utilizamos ponto e vírgula para separar os
itens de uma sequência de outros itens:
• É pau, é pedra, é o fim do caminho.
• Antes de iniciar a escrita de um texto, o autor
j) Utilizada com o objetivo de marcar a omissão deve fazer-se as seguintes perguntas:
de um termo:
I- O que dizer;
• Ele gosta de fazer academia, e eu, de comer.
(omissão do verbo gostar) II- A quem dizer;
Casos em que se usa a vírgula antes da conjun- III- Como dizer;
ção e:
IV- Por que dizer;
1) Utilizamos a vírgula quando as orações coor-
denadas possuem sujeitos diferentes: V- Quais objetivos pretendo alcançar com este
texto?
• Os banqueiros estão cada vez mais ricos, e o
povo, cada vez mais pobre. b) Utilizamos ponto e vírgula para separar ora-
ções coordenadas muito extensas ou orações coordena-
2) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” das nas quais já se tenha utilizado a vírgula:
repete-se com o objetivo de enfatizaralguma ideia (polis-
síndeto): •“O rosto de tez amarelenta e feições inexpressi-
vas, numa quietude apática, era pronunciadamente vul-
• E eu canto, e eu danço, e bebo, e me jogo nos tuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a
blocos de carnaval. bronquite crônica de que sofria desde moço se foi trans-
formando em opressora asma cardíaca; os lábios grossos,
3) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” o inferior um tanto tenso." (O Visconde de Inhomerim -
assume valores distintos que não retratam sentido de Visconde de Taunay)
adição (adversidade, consequência, por exemplo):
Travessão ( — )
• Chorou muito, e ainda não conseguiu superar
a distância. a) Utilizamos o travessão para iniciar a fala de
um personagem no discurso direto:
A vírgula entre orações
A mãe perguntou ao filho:
A vírgula é utilizada entre orações nas seguintes
situações: • — Já lavou o rosto e escovou os dentes?
a) Para separar as orações subordinadas adjeti- b) Utilizamos o travessão para indicar mudança
vas explicativas: do interlocutor nos diálogos:
•Meu filho, de quem só guardo boas lembran- • — Filho, você já fez a sua lição de casa?
ças, deixou-nos em fevereiro de 2000.
• — Não se preocupe, mãe, já está tudo pronto.
b) Para separar as orações coordenadas sindéti-
cas e assindéticas, com exceção das orações iniciadas pe- c) Utilizamos o travessão para unir grupos de
la conjunção “e”: palavras que indicam itinerários:

• Cheguei em casa, tomei um banho, fiz um san- • Disseram-me que não existe mais asfalto na
duíche e fui direto ao supermercado. rodovia Belém—Brasília.

• Estudei muito, mas não consegui ser aprova- d) Utilizamos o travessão também para substi-
da. tuir a vírgula em expressões ou frases explicativas:

c) Para separar orações subordinadas adverbiais • Pelé — o rei do futebol — anunciou sua apo-

23
sentadoria.
Preposições Artigos
Aspas ( “ ” )
- o, os
As aspas são utilizadas com as seguintes finali-
dades: a ao, aos
de do, dos
a) Isolar palavras ou expressões que fogem à
norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, em no, nos
neologismos, arcaísmos e expressões populares: por (per) pelo, pelos
• A aula do professor foi “irada”. a, as um, uns uma, umas
• Ele me pediu um “feedback” da resposta do à, às - -
cliente. da, das dum, duns duma, du-
b) Indicar uma citação direta: mas
na, nas num, nuns numa,
• “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às numas
pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz e re- pela, pelas - -
fiz a mala”. (O prazer de viajar - Eça de Queirós)
FIQUE ATENTO! Artigos Indefinidos: determinam os subs-
tantivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por
Caso haja necessidade de destacar um termo exemplo: Eu matei um animal.
que já está inserido em uma sentença destacada por as-
pas, esse termo deve ser destacado com marcação sim- Combinação dos Artigos
ples ('), não dupla (").
É muito presente a combinação dos artigos de-
VEJA AGORA ALGUMAS OBSERVAÇÕES finidos e indefinidos com preposições. Este quadro apre-
RELEVANTES: senta a forma assumida por essas combinações:

Dispensam o uso da vírgula os termos coorde- As formas à e às indicam a fusão da preposição


nados ligados pelas conjunções e, ou, nem. a com o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é
conhecida por crase.
Observe:
Constatemos as circunstâncias em que os arti-
• Preferiram os sorvetes de creme, uva e moran- gos se manifestam: Considera-se obrigatório o uso do ar-
go. tigo depois do numeral “ambos”:
• Não gosto nem desgosto. Ambos os garotos decidiram participar das
olimpíadas.
• Não sei se prefiro Minas Gerais ou Goiás.
Nomes próprios indicativos de lugar admitem o
Caso os termos coordenados ligados pelas con- uso do artigo, outros não:
junções e, ou, nem aparecerem repetidos, com a finalida-
de de enfatizar a expressão, o uso da vírgula é, nesse ca- São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
so, obrigatório.
Quando indicado no singular, o artigo definido
Observe: pode indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o
homem.
• Não gosto nem do pai, nem do filho, nem do
cachorro, nem do gato dele. No caso de nomes próprios personativos, deno-
tando a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultati-
vo o uso do artigo:
MORFOLOGIA: Classes O Pedro é o xodó da família.
e emprego de palavras No caso de os nomes próprios personativos es-
tarem no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os
Artigo Maias, os Incas, Os Astecas...
Artigo é a palavra que, vindo antes de um subs- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido
tantivo, indica se ele está sendo empregado de maneira todo(a) para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso
definida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao dele (o artigo), o pronome assume a noção de qualquer.
mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala
Classificação dos Artigos toda)
Artigos Definidos: determinam os substanti- Toda classe possui alunos interessados e desin-
vos de maneira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu ma- teressados. (qualquer classe)
tei o animal.
Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo
é facultativo: Adoro o meu vestido longo. Adoro meu ves-

24
tido longo. O Antônio comunicou-se com o João.
A utilização do artigo indefinido pode indicar O professor João Ribeiro está doente.
uma ideia de aproximação numérica:
Os Lusíadas são um poema épico
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
3-Assinale a alternativa em que o uso do artigo
O artigo também é usado para substantivar pa- está substantivando uma palavra.
lavras oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o
porquê de tudo isso. A liberdade vai marcar a poesia social de Castro
Alves.
Nunca deve ser usado artigo depois do pronome
relativo cujo (e flexões). Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as
entrelinhas.
Este é o homem cujo amigo desapareceu. Este é
o autor cuja obra conheço. A navalha ia e vinha no couro esticado.

Não se deve usar artigo antes das palavras casa Haroldo ficou encantado com o andar de baila-
(no sentido de lar, moradia) e terra (no sentido de chão do de Joana.
firme), a menos que venham especificadas. Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
Eles estavam em casa. 4-Assinale a alternativa em que há erro:
Eles estavam na casa dos amigos. O anúncio foi publicado em O Estado São Paulo.
Os marinheiros permaneceram em terra. Está na hora de os trabalhadores saírem.
Os marinheiros permanecem na terra dos Todas as pessoas receberam a notícia.
anões.
Não conhecia nenhum episódio dos Lusíadas.
Não se emprega artigo antes dos pronomes de
tratamento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona. Avisei a Simone de que não haveria a reunião.
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua
Senhoria.
5-Em que alternativa o termo grifado indica
Não se une com preposição o artigo que faz par- aproximação?
te do nome de revistas, jornais, obras literárias.
Ao visitar uma cidade desconhecida, vibrava.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
Tinha, na época, uns dezoito anos.
Morfossintaxe
Ao aproximar de uma garota bonita, seus olhos
Para definir o que é artigo é preciso mencionar brilhavam.
suas relações com o substantivo. Assim, nas orações da
língua portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto Não havia um só homem corajoso naquela guer-
adnominal do substantivo a que se refere. Tal função in- ra.
depende da função exercida pelo substantivo: Uns diziam que ela sabia tudo, outros que não.
A existência é uma poesia. Uma existência é a 6-Em uma destas frases, o artigo definido está
poesia. empregado erradamente. Em qual?
Questões A velha Roma está sendo modernizada.
1-Determine o caso em que o artigo tem valor A “Paraíba” é uma bela fragata.
qualificativo:
Não reconheço agora a Lisboa de meu tempo.
Estes são os candidatos que lhe falei.
O gato escaldado tem medo de água fria.
Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
O Havre é um porto de muito movimento.
Certeza e exatidão, estas qualidades não as te-
nho. 7-O trecho: “Os acrobatas, até que tentam, mas
só têm umas bolas murchas”, possui:
Os problemas que o afligem não me deixam
descuidado. dois artigos definidos e um indefinido.
Muito é a procura; pouca é a oferta. um artigo definido e um indefinido.
2-(ESAN-SP) Em qual dos casos o artigo denota somente artigos definidos.
familiaridade?
somente artigos indefinidos.
O Amazonas é um rio imenso.
não tem artigos.
D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.

25
8-Assinale a alternativa em que um(uma) é usa- 7-) Os acrobatas, até que tentam, mas só têm
do como artigo indefinido e não como numeral: umas bolas murchas.Artigo definido e indefinido, respec-
tivamente.
Um pássaro na mão vale mais do que dois vo-
ando. 8-) A única alternativa que apresenta “um” co-
mo artigo indefinido é a B; nas demais, numeral.
O homem ali não é um maluco.
9-) Não é correto fazer a contração da preposi-
Ele ficou parado no cinema, segurando o chapéu ção com o artigo, já que este faz parte do nome do jornal.
com uma das mãos. Além de que, semanticamente, entende-se que a notícia
Camila preparou uma salada maravilhosa. foi lida quando o leitor estava NO Estado de São Paulo.

9-Assinale a alternativa em que há erro. 10-) “Dó” é substantivo de gênero masculino,


portanto, requer artigo “o”: um dó.
Li a noticia no Estado de S. Paulo.
Li a noticia em O Estado de S. Paulo.
Conjunção
Essa notícia, eu a vi em A Gazeta.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas
Vi essa notícia em A Gazeta. orações ou dois termos semelhantes de uma mesma ora-
ção. Por exemplo:
Foi em O Estado de S. Paulo que li a notícia.
A menina segurou a boneca e mostrou quando
10. Assinale a palavra cujo gênero está indevi- viu as amiguinhas.
damente indicado pelo artigo.
Deste exemplo podem ser retiradas três infor-
a cal mações:
a dinamite 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou
o suéter 3-) viu as amiguinhas

o champanhe Cada informação está estruturada em torno de


um verbo:
a dó
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase
três orações:

Respostas 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª ora-


ção: e mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
1-B / 2-C / 3-D / 4-D / 5-B / 6-D / 7-B / 8-B / 9-
A / 10-E A segunda oração liga-se à primeira por meio do
“e”, e a terceira oração liga-se à segunda por meio do
Comentários “quando”. As palavras “e” e “quando” ligam, portanto,
orações.
1-) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supe-
ra! Entende-se que ele não qualquer médico, mas O mé- Observe: Gosto de natação e de futebol.
dico!
Nessa frase as expressões de natação, de futebol
2-) O Antônio comunicou-se com o João. são partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a pa-
lavra “e” está ligando termos de uma mesma oração.
Segundo a regra: Emprega-se o artigo definido
antes de nomes de pessoas quando são usados no trato Conjunção é a palavra invariável que liga duas
familiar para indicar afetividade. orações ou dois termos semelhantes de uma mesma ora-
ção.
3-) Haroldo ficou encantado com o andar de
bailado de Joana. Morfossintaxe da Conjunção
Andar é verbo, mas nesse caso, por estar ante- As conjunções, a exemplo das preposições, não
cedida do artigo “o”, pertence à classe gramatical: subs- exercem propriamente uma função sintática: são conec-
tantivo. tivos.
4-) Não conhecia nenhum episódio de Os Lusía- Classificação - Conjunções Coordenati-
das. vas- Conjunções Subordinativas
5) Tinha, na época, uns dezoito anos. = aproxi- Conjunções coordenativas
madamente
Dividem-se em:
6-) “Gato escaldado tem medo de água fria.”
ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
O uso do artigo definido “reduziria” o ditado a Ex. Gosto de cantar e de dançar.
um gato específico.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não

26
só...mas também, não só...como também. Principais conjunções consecutivas: que (após
“tal”, “tanto”, “tão”, “tamanho”).
ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias,
de oposição, de compensação. Falou tanto que ficou rouco.
Ex. Estudei, mas não entendi nada. FINAIS
Principais conjunções adversativas: mas, po- Expressam ideia de finalidade, objetivo.
rém, contudo, todavia, no entanto, entretanto.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternân-
cia. Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho. Principais conjunções finais: para que, a fim de
que, porque
Principais conjunções alternativas: Ou...ou,
ora...ora, quer... quer, já...já. (=para que),

CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às PROPORCIONAIS


orações. Ex. Principais conjunções proporcionais: à medida
Estudei muito, por isso mereço passar. que, quanto mais, ao passo que, à proporção que.

Principais conjunções conclusivas: logo, por is- À medida que as horas passavam, mais sono ele
so, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, as- tinha.
sim. TEMPORAIS
EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou Principais conjunções temporais: quando, en-
razão. Ex. É melhor colocar o casaco porque está fazendo quanto, logo que.
muito frio lá fora.
Quando eu sair, vou passar na locadora.
Principais conjunções explicativas: que, porque,
pois (antes do verbo), porquanto. Importante:Diferença entre orações causais e
explicativas
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
Quando estudamos Orações Subordinadas Ad-
CAUSAIS verbiais (OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmen-
Principais conjunções causais: porque, visto te nos deparamos com a dúvida de como distinguir uma
que, já que, uma vez que, como (= porque). oração causal de uma explicativa. Veja os exemplos:

Ele não fez o trabalho porque não tem livro. 1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você
pode ser atropelado”:
COMPARATIVAS
Temos uma CS Explicativa, que indica uma jus-
Principais conjunções comparativas: que, do tificativa ou
que, tão...como, mais...do que, menos...do que.
uma explicação do fato expresso na oração ante-
Ela fala mais que um papagaio. rior.
CONCESSIVAS As orações são coordenadas e, por isso, inde-
pendentes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre
Principais conjunções concessivas: embora, as orações que vêm marcadas por vírgula.
ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
Indicam uma concessão, admitem uma contra-
dição, um fato inesperado. Traz em si uma ideia de “ape- b) Outra dica é, quando a oração que antecede a
sar de”. OC (Oração Coordenada) vier com verbo no modo impe-
rativo, ela será explicativa.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (=
apesar de estar cansada) Façam silêncio, que estou falando. (façam= ver-
bo imperativo)
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em
CONFORMATIVAS outra cidade porque não havia cemitério no local.”
Principais conjunções conformativas: como, se- Temos uma OSA Causal, já que a oração subor-
gundo, conforme, consoante dinada (parte destacada) mostra a causa da ação expres-
Cada um colhe conforme semeia. sa pelo verbo da oração principal. Outra forma de
reconhecê- la é colocá-la no início do período, introduzi-
Expressam uma ideiade acordo, concordância, da pela conjunção como - o que não ocorre com a CS
conformidade. Explicativa. Como não havia cemitério no local, precisa-
vam enterrar os mortos em outra cidade.
CONSECUTIVAS
As orações são subordinadas e, por isso, total-
Expressam uma ideia de consequência. mente dependentes uma da outra.

27
Questões causal na primeira ocorrência.
(Administrador – FCC). Leia o texto a seguir. 3-(Analista de Procuradoria – FCC). Leia o texto
a seguir.
A música alcançou uma onipresença avassala-
dora em nosso mundo: milhões de horas de sua história Participação
estão disponíveis em disco; rios de melodia digital cor-
rem na internet; aparelhos de mp3 com 40 mil canções Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Fer-
podem ser colocados no bolso. No entanto, a música não reira Gullar aborda o tema de uma divisão muito presen-
é mais algo que fazemos nós mesmos, ou até que obser- te em cada um de nós: a que ocorre entre o nosso mundo
vamos outras pessoas fazerem diante de nós. interior e a nossa atuação junto aos outros, nosso papel
na ordem coletiva. A divisão não é simples: costuma-se
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, ver como antagônicas essas duas “partes” de nós, nas
uma arte sem rosto. Quando caminhamos pela cidade quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos da
num dia comum, nossos ouvidos registram música em nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de
quase todos os momentos − pedaços de hip-hop vazando um interesse pessoal e o cumprimento de um dever éti-
dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, o sinal do co? Como poeta e militante político, Ferreira Gullar dei-
celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de xou-se atrair tanto pela expressão das paixões mais ínti-
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado ime- mas quanto pela atuação de um convicto socialista. Em
diato de um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, seu poema, o diálogo entre as duas partes é desenvolvido
como se dava no passado. de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfi- Mas no último momento do poema deparamo-
co, em1877, existe gente que avalia o que a gravação fez nos com esta estrofe:
em favor e desfavor da arte da música. Inevitavelmente, a
conversa descambou para os extremos retóricos. No “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma
campo oposto ao dos que diziam que a tecnologia acaba- questão de vida ou morte − será arte?”
ria com a música estão os utópicos, que alegam que a O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de
tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, le- uma parte na outra, ou seja, da interação de ambas, nu-
vando a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam ma espécie de espelhamento. Isso ocorreria quando o in-
os utópicos, as sinfonias de Beethoven só podiam ser ou- divíduo conciliasse verdadeiramente a instância pessoal
vidas em salas de concerto selecionadas. Agora, as grava- e os interesses de uma comunidade; quando deixasse de
ções levam a mensagem de Beethoven aos confins do haver contradição entre a razão particular e a coletiva.
planeta, convocando a multidão saudada na “Ode à ale- Pergunta-se o poeta se não seria arte esse tipo de inte-
gria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould, depois de gração. Realmente, com muita frequência a arte se mos-
afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu que tra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como
dentro de um século o concerto público desapareceria no nossa identidade social.
éter eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultu-
ra musical. Nesse sentido, traduzir uma parte na outra par-
te significaria vencer a parcialidade e chegar a uma au-
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro
Maia Soares.São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
têntica participação, de sentido altamente político. O po-
ema de Gullar deixa-nos essa hipótese provocadora, for-
No entanto, a música não é mais algo que faze- mulada com um ar de convicção.
mos nós mesmos, ou até que observamos outras pessoas
fazerem diante de nós. (Belarmino Tavares, inédito)

1-Considerando-se o contexto, é INCORRETO Os seguintes fatos, referidos no texto, travam


afirmar que o elemento grifado pode ser substituído por: entre si uma relação de causa e efeito:

Porém. ser poeta e militante político / confronto entre


subjetividade e atuação social
Contudo.
ser poeta e militante político / divisão perma-
Todavia. nente em
Entretanto. cada um de nós ser movido pelas paixões / es-
posar teses socialistas
Conquanto.
fazer arte / obliterar uma questão de vida ou
2-(Escrevente TJ SP – Vunesp) Observando as morte
ocorrências da palavra “como” em – Como fomos pro-
gramados para ver o mundo como um lugar ameaçador… participar ativamente da política / formular hi-
– é correto afirmar que se trata de conjunção póteses com ar de convicção

comparativa nas duas ocorrências. 4-(Agente de Apoio Operacional – VUNESP).


Leia o texto a seguir.
conformativa nas duas ocorrências.
Temos o poder da escolha
comparativa na primeira ocorrência.
causal na segunda ocorrência.

28
Os consumidores são assediados pelo marketing sar o bafômetro não vai mais impedir o processo crimi-
a todo momento para comprarem além do que necessi- nal... – introduz ideia de conformidade, assinale a alter-
tam, mas somente eles podem decidir o que vão ou não nativa que apresenta a frase corretamente reescrita, e
comprar. É como se abrissem em nós uma “caixa de ne- com seu sentido inalterado.
cessidades”, mas só nós temos o poder da escolha.
A fim de que para especialistas, recusar o bafô-
Cada vez mais precisamos do consumo consci- metro não vai mais impedir o processo criminal...
ente. Será que paramos para pensar de onde vem o pro-
duto que estamos consumindo e se os valores da empresa A menos que para especialistas, recusar o bafô-
são os mesmos em que acreditamos? A competitividade metro não vai mais impedir o processo criminal...
entre as empresas exige que elas evoluam para serem op- De acordo com especialistas, recusar o bafôme-
ções para o consumidor. Nos anos 60, saber fabricar tro não vai mais impedir o processo criminal...
qualquer coisa era o suficiente para ter uma empresa.
Nos anos 70, era preciso saber fazer com qualidade e al- Apesar de que para especialistas, recusar o ba-
tos índices de produção. Já no ano 2000, a preocupação fômetro não vai mais impedir o processo criminal...
era fazer melhor ou diferente da concorrência e as em-
presas passaram a atuar com responsabilidade socioam- Desde que para especialistas, recusar o bafôme-
biental. tro não vai mais impedir o processo criminal...

O consumidor tem de aprender a dizer não 7-(Agente Policial – Vunesp) Considerando que
quando a sua relação com a empresa não for boa. Se não o termo em destaque em – Esse valor é dobrado caso o
for boa, deve comprar o produto em outro lugar. Os ci- motorista seja reincidente em um ano. – estabelece rela-
dadãos não têm ideia do poder que possuem. ção de condição entre as orações, assinale a alternativa
que apresenta o trecho corretamente reescrito, e com seu
É importante, ainda, entender nossa relação sentido inalterado.
com a empresa ou produto que vamos eleger. Temos uma
expectativa, um envolvimento e aceitação e a preferência Porque o motorista é reincidente em um ano,
dependerá das ações que aprovamos ou não nas empre- esse valor é dobrado.
sas, pois podemos mudar de ideia. Como o motorista é reincidente em um ano, es-
Há muito a ser feito. Uma pesquisa mostrou que se valor é dobrado.
55,4% das pessoas acreditam no consumo consciente, Conforme o motorista for reincidente em um
mas essas mesmas pessoas admitem que já compraram ano, esse valor é dobrado.
produto pirata. Temos de refletir sobre isso para mudar
nossas atitudes. Se o motorista for reincidente em um ano, esse
valor é dobrado.
(Jornal da Tarde 24.04.2007. Adaptado)
À medida que o motorista é reincidente em um
No trecho – Temos de refletir sobre isso para ano, esse valor é dobrado.
mudar nossas atitudes. –, a palavra destacada apresenta
sentido de 8-Em – O projeto “Começar de Novo” busca
sensibilizar entidades públicas e privadas para promover
tempo. a ressocialização dos presos... – o termo em destaque es-
modo. tabelece uma relação de

origem. causa.

assunto. tempo.

finalidade. lugar.

5- (Escrevente TJ SP –Vunesp) No período – A finalidade.


pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua modo.
metodologia leva em conta não só o desemprego aberto
(quem está procurando trabalho), como também o oculto 9-(Agente de Promotoria – Assessoria – VU-
(pessoas que desistiram de procurar ou estão em postos NESP). Leia o texto a seguir.
precários). –, os termos em destaque estabelecem entre
as orações relação de Barreira da língua

alternância. A barreira da língua e dos regionalismos parece


um mero detalhe em meio a tantas outras questões mais
oposição. sérias já levantadas, como a falta de remédios, de equi-
pes e de infraestrutura, mas não é.
causa.
Como é possível estabelecer uma relação médi-
adição. co-paciente, um diagnóstico correto, se o médico não
explicação. compreende o paciente e vice-versa?

6-(Agente Policial – Vunesp) Considerando que Sim, essa dificuldade já existe no Brasil mesmo
o termo em destaque em – Segundo especialistas, recu- com médicos e pacientes falando português, mas ela só

29
tende a piorar com o “portunhol” que se vislumbra pela termo em destaque pode ser corretamente substituído
frente. por:
O ministro da Saúde já disse que isso não será Por isso.
problema, que é mais fácil treinar um médico em portu-
guês do que ficar esperando sete ou oito anos até um Portanto.
médico brasileiro ser formado. Pois.
Experiências internacionais, porém, mostram Porquanto.
que não é tão fácil assim. Na Alemanha, mesmo com a
exigência da proficiência na língua, um estudo constatou Porém.
atraso de diagnósticos pelo fato de o médico estrangeiro
não conseguir entender direito os sintomas de pacientes.
Além disso, há queixa dos profissionais alemães, Respostas
que se sentem sobrecarregados por terem de atuar como 1-E / 2-E / 3-A / 4-E / 5-D / 6-C / 7-D / 8-D / 9-
intérpretes dos colegas de fora. A / 10-E
Nada contra a vinda dos estrangeiros, desde que Comentários
estejam aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, porém, se
três semanas de treinamento, como aventou o ministro, é 1-) Conquanto é uma conjunção concessiva –
tempo suficiente para isso. abre uma exceção à regra. Portanto, a troca correta é por
uma outra conjunção adversativa.
(Cláudia Collucci, Barreira da língua. Folha de
S.Paulo, 03.07.2013.Adaptado) 2-) Como fomos programados para ver o mundo
como um lugar ameaçador…
Considere o parágrafo final do texto:
Causal na primeira ocorrência e comparativa na
Nada contra a vinda dos estrangeiros, desde que segunda.
estejam aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, porém, se
três semanas de treinamento, como aventou o ministro, é 3-) ser poeta e militante político / confronto en-
tempo suficiente para isso. tre subjetividade e atuação social.
Mantendo-se os sentidos originais, ele está cor- O fato de ser poeta e militante político gera con-
retamente reescrito de acordo com a norma- - fronto entre seu lado subjetivo e racional.
padrão em:
4-) Temos de refletir sobre isso para mudar nos-
Nada contra a vinda dos estrangeiros, se estive- sas atitudes.
rem aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, no entanto:
três semanas de treinamento, como aventou o ministro, é Apresenta a finalidade da reflexão. Devemos re-
suficiente para isso? fletir para quê?

Nada contra a vinda dos estrangeiros, caso estão 5-) Uma junção, soma de ideias. Há a presença
aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, todavia: três se- de conjunções aditivas.
manas de treinamento, como aventou o ministro, são su-
6-) De acordo com especialistas, recusar o ba-
ficiente para isso?
fômetro não vai mais impedir o processo criminal...
Nada contra a vinda dos estrangeiros, quando
Apresenta a mesma ideia que a do enunciado –
estarão aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, portanto:
além de ser a mais coerente.
três semanas de treinamento, como aventou o ministro,
são suficientes para isso? 7-) Esse valor é dobrado caso o motorista seja
reincidente em um ano. – estabelece relação de condição,
Nada contra a vinda dos estrangeiros, mas esta-
portanto devemos utilizar uma conjunção condicional:
riam aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, apesar disso:
SE.
três semanas de treinamento, como aventou o ministro, é
suficiente para isso. Se o motorista for reincidente em um ano, esse
valor é dobrado.
Nada contra a vinda dos estrangeiros, pois esta-
rão aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, por conseguin- 8-) A finalidade da sensibilização.
te: três semanas de treinamento, como aventou o minis-
tro, são suficiente para isso.
9-) A) Nada contra a vinda dos estrangeiros, se
estiverem aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, no en-
10. (Agente Policial - Vunesp) Considere o tre- tanto: três semanas de treinamento, como aventou o mi-
cho: – Leve para casa – ponderou meu conselheiro, como nistro, é suficiente para isso?
quem diz: – É sua. Mas acrescentou: – procure direito e
o endereço aparece. = correta

Sem que seja alterado o sentido do texto e de O único item que não altere o que foi dito no
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o enunciado.

30
10-) Porém = conjunção adversativa. la(s)
Preposição + Pronomes De + ele(s) = dele(s)
Preposição De + ela(s) = dela(s) De + este(s) = deste(s) De
+ esta(s) = desta(s) De + esse(s) = desse(s) De + essa(s)
Preposição é uma palavra invariável que serve = dessa(s)
para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acon-
tece, normalmente há uma subordinação do segundo De + aquele(s) = daquele(s) De + aquela(s) =
termo em relação ao primeiro. As preposições são muito daquela(s) De + isto = disto
importantes na estrutura da língua, pois estabelecem a
coesão textual e possuem valores semânticos indispensá- De + isso = disso
veis para a compreensão do texto. De + aquilo = daquilo De + aqui = daqui
Tipos de Preposição De + aí = daí De + ali = dali
Preposições essenciais: palavras que atuam ex- De + outro = doutro(s) De + outra = doutra(s)
clusivamente como preposições. Em + este(s) = neste(s) Em + esta(s) = nesta(s) Em + es-
A, ante, perante, após, até, com, contra, de, des- se(s) = nesse(s)
de, em, entre,para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, Em + aquele(s) = naquele(s) Em + aquela(s) =
dentro de, para com. naquela(s) Em + isto = nisto
Preposições acidentais: palavras de outras Em + isso = nisso
classes gramaticais que podem atuar como preposições.
Em + aquilo = naquilo
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo,
segundo, senão, visto. A + aquele(s) = àquele(s) A + aquela(s) = àque-
la(s) A + aquilo = àquilo
Locuções prepositivas: duas ou mais palavras
valendo como uma preposição, sendo que a última pala- Dicas sobre preposição
vra é uma delas.
O “a” pode funcionar como preposição, prono-
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a me pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los?
respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em
frente a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um
causa de, por cima de, por trás de. substantivo. Ele servirá para determiná-lo como um
substantivo singular e feminino.
A preposição, como já foi dito, é invariável. No
entanto pode unir-se a outras palavras e assim estabele- A dona da casa não quis nos atender.
cer concordância em gênero ou em número. Ex: por + o Como posso fazer a Joana concordar comigo?
= pelo por + a = pela
Quando é preposição, além de ser invariável, li-
Vale ressaltar que essa concordância não é ca- ga dois termos e estabelece relação de subordinação en-
racterística da preposição, mas das palavras às quais ela tre eles.
se une.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Esse processo de junção de uma preposição com
outra palavra pode se dar a partir de dois processos: Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade
para procurar um tratamento adequado.
Combinação: A preposição não sofre alteração.
Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupan-
preposição a + artigos definidos o, os do o lugar e/ ou a função de um substantivo.
a + o = ao
Temos Maria como parte da família. / A temos
preposição a + advérbio onde a + onde = aonde como parte da família

Contração: Quando a preposição sofre altera- Creio que conhecemos nossa mãe melhor que
ção. Preposição + Artigos ninguém. / Creio que a conhecemos melhor que nin-
guém.
De + o(s) = do(s)
De + a(s) = da(s) De + um = dum De + uns =
duns De + uma = duma Algumas relações semânticas estabelecidas por
meio das preposições:
De + umas = dumas Em + o(s) = no(s)
Destino = Irei para casa.
Em + a(s) = na(s) Em + um = num Em + uma =
numa Em + uns = nuns Modo = Chegou em casa aos gritos.

Em + umas = numas Lugar = Vou ficar em casa;

A + à(s) = à(s) Por + o = pelo(s) Por + a = pe- Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.

31
Tempo = A prova vai começar em dois minutos. Causa = boas mudanças no comportamento dos presos. “Tem
Ela faleceu de derrame cerebral. surtido um efeito positivo por eles se tornarem uma refe-
rência positiva dentro da unidade, já que cumprem me-
Fim ou finalidade = Vou ao médico para come- lhor as regras, respeitam o próximo e pensam melhor nas
çar o tratamento. suas ações, refletem antes de tomar uma atitude”.
Instrumento = Escreveu a lápis. Embora a Sejus não monitore os egressos que
Posse = Não posso doar as roupas da mamãe. ganham a liberdade, para saber se mantêm o hábito do
xadrez, João Carlos já faz planos. “Eu incentivo não só os
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é mui- colegas, mas também minha família. Sou casado e tenho
to bom. Companhia = Estarei com ele amanhã. três filhos. Já passei para a minha família: xadrez, quan-
do eu sair para a rua, todo mundo vai ter que aprender
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado. porque vai rolar até o torneio familiar”.
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco. Origem =
Nós somos do Nordeste, e você? “Medidas de promoção de educação e que pos-
sibilitem que o egresso saia melhor do que entrou são
Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume. muito importantes. Nós não temos pena de morte ou pri-
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso. são perpétua no Brasil. O preso tem data para entrar e
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista. data para sair, então ele tem que sair sem retornar para o
crime”, analisa o presidente do Conselho Estadual de Di-
reitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
Questões
(Disponívelem: www. inapbra-
(Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – sil.com.br/en/noticias/xadrez-que- liberta-estrategia-
concentracao-e-reeducacao/6/noticias.Acesso em: 18.08.2012.
VUNESP). Leia o texto a seguir.
Adaptado)
“Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e
reeducação
1-No trecho –... xadrez, quando eu sair para a
João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três
rua, todo mundo vai ter que aprender porque vai rolar
anos e dois meses por assalto. Fransley Lapavani Silva
até o torneio familiar.– o termo em destaque expressa
está há sete anos preso por homicídio. Os dois têm 30
relação de:
anos. Além dos muros, grades, cadeados e detectores de
metal, eles têm outros pontos em comum: tabuleiros e espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília
peças de xadrez. para falar do projeto “Xadrez que liberta”.
O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de inclusão, como em – O xadrez mudou até o nos-
uma válvula de escape para as horas de tédio, tornou-se so modo de falar.
uma metáfora para o que pretendem fazer quando esti-
verem em liberdade. finalidade, como em – Precisamos treinar até
junho para termos mais chances de vencer o torneio de
“Quando vocêvai jogar uma partida dexadrez, xadrez.
temque pensar duas, três vezes antes. Se você movimenta
uma peça errada, pode perder uma peça de muito valor movimento, como em – Só de chegar até aqui já
ou tomar um xeque-mate, instantaneamente. Se eu for estou muito feliz, porque eu não esperava.
para a rua e movimentar a peça errada, eu posso perder
tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo
uma peça muito importante na minha vida, como eu
conseguir a revisão da minha pena.(Agente de Vigilância
perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema maior
e Recepção – VUNESP)
é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
2-Considere o trecho a seguir.
O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil
internos em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É O metrô paulistano, quem a banda recebe
o projeto “Xadrez que liberta”. Duas vezes por semana, apoio, garante o espaço para ensaios e os equipamentos;
os presos podem praticar a atividade sob a orientação de e a estabilidade no emprego, vantagem que muitos
servidores da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Na trabalhadores sonham, é o que leva os integrantes do
próxima sexta-feira, será realizado o primeiro torneio grupo a permanecerem na instituição.
fora dos presídios desde que o projeto foi implantado.
Vinte e oito internos de 14 unidades participam da dispu- As preposições que preenchem o trecho, correta,
ta, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são:
não é o mais importante.
a ...com
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, por-
que eu não esperava. A vitória não é tudo. Eu espero al- de ...com
cançar outras coisas devido ao xadrez, como ser olhado de ...a
com outros olhos, como estou sendo olhado de forma di-
ferente aqui no presídio devido ao bom comportamento”. com ...a
Segundo a coordenadora do projeto, Francyany para ...de
Cândido Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado

32
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar,
no
3-(Agente Policial – Vunesp). Assinale a alter-
nativa cuja preposição em destaque expressa ideia de fi- assento do ônibus, com uma bolsa preta de se-
nalidade. nhora.
Além disso, aumenta a punição administrativa, Era razoável, e diante da testemunha abri a bol-
de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. sa, não sem experimentar a sensação de violar uma inti-
midade.
... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu
que o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios Hesitei: constrangia-me abrir a bolsa de uma
para comprovar o crime. desconhecida ausente; nada haveria nela que me dissesse
respeito.
“... Ele é encaminhado para a delegacia para o
perito fazer o exame clínico”... ...e sei de um polonês que achou um piano na
praia do Leblon.
Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio
Munhoz Soares, um dos que devem julgar casos envol- Mas eu não estava preparado para achar uma
vendo pessoas embriagadas ao volante, a mudança “é um bolsa, e
avanço”.
comuniquei a descoberta ao passageiro mais
Para advogados, a lei aumenta o poder da auto- próximo
ridade policial de dizer quem está embriagado...

8-Assinale a alternativa em que ocorre combi-


4-(Agente Policial - VUNESP). Em – Jamais em nação de uma preposição com um pronome demonstra-
minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo tivo:
um objeto qualquer, o termo em destaque introduz ideia
de Estou na mesma situação.

tempo. Neste momento, encerramos nossas transmis-


sões.
lugar.
Daqui não saio.
modo.
Ando só pela vida.
posse.
Acordei num lugar estranho.
direção.
9-(Papiloscopista Policial – Vunesp) Conside-
rando as regras de regência verbal, assinale a alternativa
que completa, correta e respectivamente, as lacunas da
5-Na frase - As duas sobrinhas quase desmaiam frase.
de enjoo... - a preposição de, destacada, tem sentido de
A ONG Anjos do Verão colabora trabalho
causa. do Corpo de Bombeiros, empenhando-se encontrar cri-
tempo. anças perdidas.

assunto. do ... sobre

lugar. com o ... para

posse. no ... ante


o ... entre

6-No trecho: “(O Rio) não se industrializou, dei- pelo ... de


xou explodir a questão social, fermentada por mais de 10- Assinale a alternativa em que a norma culta
dois milhões de favelados, e inchou, à exaustão, uma não aceita a contração da preposição de:
máquina administrativa que não funciona...”, a preposi-
ção a (que está contraída com o artigo a) traduz uma re- Aos prantos, despedi-me dela.
lação de:
Está na hora da criança dormir.
A) fim B) causa C) concessão D) limite E)
modo Falava das colegas em público.
Retirei os livros das prateleiras para limpá-los.

7-(Agente Policial – Vunesp) Assinale a alterna- O local da chacina estava interditado.


tiva em que o termo em destaque expressa circunstância
de posse.
Respostas

33
8-) A) Estou na mesma situação. (+ artigo)
1-B / 2-B / 3-B / 4-B / 5-A / 6-E / 7-C / 8-B / 9- Daqui não saio. (+advérbio)
B / 10-B
Ando só pela vida. (+advérbio)
Acordei num lugar estranho (+artigo)
Comentários
9-) A ONG Anjos do Verão colabora com o
trabalho do Corpo de Bombeiros, empenhando-se para
encontrar crianças perdidas.
1-) xadrez, quando eu sair para a rua, todo
mundo vai ter que aprender porque vai rolar até o tor- 10-) A) Aos prantos, despedi-me dela. (ela = ob-
neio familiar.– o termo em destaque expressa relação de jeto)
inclusão: rolará, inclusive, o torneio familiar.
Falava das colegas em público. (elas = objeto)
2-) O metrô paulistano, de quem a banda recebe
apoio, garante o espaço para ensaios e os equipamentos; Retirei os livros das prateleiras para limpá-los.
e a estabilidade no emprego, vantagem com que muitos (=artigo)
trabalhadores sonham, é o que leva os integrantes do O local da chacina estava interditado. (=artigo)
grupo a permanecerem na instituição. As preposições
que preenchem o trecho, correta,respectivamente e de É incorreto contrair a preposição de com o arti-
acordo com a norma-padrão, são: go que inicia o sujeito de um verbo, bem como com o
pronome ele(s), ela(s), quando estes funcionarem como
sujeito de uma oração.
3-)(A) Além disso, aumenta a punição adminis-
trativa, de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. = preço
Pronome
“... Ele é encaminhado para a delegacia para o
perito fazer o exame clínico”... = lugar Pronome é a palavra que se usa em lugar do
nome, ou a ele se refere, ou ainda, que acompanha o no-
Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Mu- me qualificando-o de alguma forma.
nhoz Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo
pessoas embriagadas ao volante, a mudança “é um avan- A moça era mesmo bonita. Ela morava nos
ço”. = posse meus sonhos!
Para advogados, a lei aumenta o poder da auto- [substituição do nome]
ridade policial de dizer quem está embriagado = posse
A moça que morava nos meus sonhos era mes-
4-) Jamais em minha vida achei na rua ou em mo bonita!
qualquer parte do globo um objeto qualquer. –, o termo
em destaque introduz ideia de lugar. [referência ao nome]

5-) As duas sobrinhas quase desmaiam de en- Essa moça morava nos meus sonhos! [qualifica-
joo... - a preposição de, destacada, tem sentido de causa ção do nome]
(do desmaio). Grande parte dos pronomes não possuem signi-
6-) “(O Rio) não se industrializou, deixou explo- ficados fixos, isto é, essas palavras só adquirem significa-
dir a questão social, fermentada por mais de dois milhões ção dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar
de favelados, e inchou, à exaustão, uma máquina admi- a referência exata daquilo que está sendo colocado por
nistrativa que não funciona...”, a preposição a (que está meio dos pronomes no ato da comunicação. Com exceção
contraída com o artigo a) traduz uma relação de modo dos pronomes interrogativos e indefinidos, os demais
(=exaustivamente). pronomes têm por função principal apontar para as pes-
soas do discurso ou a elas se relacionar, indicando-lhes
7-)Por isso, grande foi a minha emoção ao depa- sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude dessa
rar, no característica, os pronomes apresentam uma forma espe-
cífica para cada pessoa do discurso.
assento do ônibus, com uma bolsa preta de se-
nhora. = lugar Minha carteira estava vazia quando eu fui assal-
tada. [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que
Era razoável, e diante da testemunha abri a bol- fala] Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
sa, não sem experimentar a sensação de violar uma inti- [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
midade. = lugar A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
... e sei de um polonês que achou um piano na [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de
praia do Leblon. =assunto quem se fala]
Mas eu não estava preparado para achar uma
bolsa, e comuniquei a descoberta ao passageiro mais
próximo. = finalidade Em termos morfológicos, os pronomes são pala-
vras variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em

34
número (singular ou plural). Assim, espera-se que a refe- pronome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque
rência através do pronome seja coerente em termos de as próprias formas verbais marcam, através de suas de-
gênero e número (fenômeno da concordância) com o seu sinências, as pessoas do verbo indicadas pelo pronome
objeto, mesmo quando este se apresenta ausente no reto.
enunciado.
Fizemos boa viagem. (Nós)
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfi-
le da nossa escola neste ano. Pronome Oblíquo

[nossa: pronome que qualifica “escola” = con- Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que,
cordância na sentença, exerce a função de complemento verbal (ob-
jeto direto ou indireto) ou complemento nominal.
adequada]
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
[neste: pronome que determina “ano” = concor-
dância adequada] Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma
forma variante do pronome pessoal do caso reto. Essa
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = variação indica a função diversa que eles desempenham
concordância inadequada] na oração: pronome reto marca o sujeito da oração; pro-
nome oblíquo marca o complemento da oração.
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, pos-
sessivos, demonstrativos, indefinidos, relativos e interro- Os pronomes oblíquos sofrem variação de
gativos. acordo com a acentuação tônica que possuem, podendo
ser átonos ou tônicos.
Pronomes Pessoais
Pronome Oblíquo Átono
São aqueles que substituem os substantivos, in-
dicando diretamente as pessoas do discurso. Quem fala São chamados átonos os pronomes oblíquos que
ou escreve assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os não são precedidos de preposição. Possuem acentuação
pronomes “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a tônica fraca.
quem se dirige e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer
referência à pessoa ou às pessoas de quem fala. Ele me deu um presente.

Os pronomes pessoais variam de acordo com as O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim
funções que exercem nas orações, podendo ser do caso configurado:
reto ou do caso oblíquo. 1ª pessoa do singular (eu): me
Pronome Reto 2ª pessoa do singular (tu): te
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
sentença, exerce a função de sujeito ou predicativo do
sujeito. 1ª pessoa do plural (nós): nos
Nós lhe ofertamos flores. 2ª pessoa do plural (vós): vos
Os pronomes retos apresentam flexão de núme- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
ro, gênero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa úl-
tima a principal flexão, uma vez que marca a pessoa do
discurso. Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é Observações:
assim configurado:
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já
1ª pessoa do singular: eu se apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união
2ª pessoa do singular: tu entre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”.
Por acompanhar diretamente uma preposição, o prono-
3ª pessoa do singular: ele, ela me “lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na
oração.
1ª pessoa do plural: nós
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser
2ª pessoa do plural: vós objetos diretos como objetos indiretos.
3ª pessoa do plural: eles, elas Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente
Atenção: esses pronomes não costumam ser como objetos diretos.
usados como complementos verbais na língua-padrão. Saiba que:
Frases como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”,
“Trouxeram eu até aqui”, comuns na língua oral cotidia- Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem
na, devem ser evitadas na língua formal escrita ou falada. combinar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem
Na língua formal, devem ser usados os pronomes oblí- a formas como mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho,
quos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- la, no-las, vo-lo, vo-los,
praça”, “Trouxeram-me até aqui”. vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas nos exemplos
que seguem:
Obs.: frequentemente observamos a omissão do

35
- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novi- pronome, deverá ser do caso reto.
dade a vocês?
Trouxeram vários vestidos para eu experimen-
- Sim, entreguei-to ainda há pouco. - tar. Não vá sem eu mandar.
Não, no-la contaram.
A combinação da preposição “com” e alguns
No português do Brasil, essas combinações não pronomes originou as formas especiais comigo, contigo,
são usadas; até mesmo na língua literária atual, seu em- consigo, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tô-
prego é muito raro. nicos frequentemente exercem a função de adjunto ad-
verbial de companhia.
Atenção:
Ele carregava o documento consigo.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas espe-
ciais depois de certas terminações verbais. Quando o As formas “conosco” e “convosco” são substituí-
verbo termina em -z,-s ou -r, o pronome assume a forma das por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pes-
lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação ver- soais são reforçados por palavras como outros, mesmos,
bal é suprimida.Por exemplo: fiz + o = fi-lo próprios, todos, ambos ou algum numeral.
fazei + o = fazei-os dizer + a = dizê-la Você terá de viajar com nós todos.
Quando o verbo termina em som nasal, o pro- Estávamos com vós outros quando chegaram as
nome assume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo: más notícias. Ele disse que iria com nós três.
viram + o: viram-no repõe + os = repõe-nos re- Pronome Reflexivo
tém + a: retém-na tem + as = tem-nas
São pronomes pessoais oblíquos que, embora
Pronome Oblíquo Tônico funcionem como objetos direto ou indireto, referem-se
ao sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e re-
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre cebe a ação expressa pelo verbo.
precedidos por preposições, em geral as preposições a,
para, de e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos O quadro dos pronomes reflexivos é assim con-
exercem a função de objeto indireto da oração. Possuem figurado:
acentuação tônica forte.
1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é as-
sim configurado: Eu não me vanglorio disso.

1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo Olhei para mim no espelho e não gostei do que
vi.
2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
2ª pessoa do singular (tu): te, ti. Assim tu te
3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela prejudicas.
1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco Conhece a ti mesmo.
2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
Guilherme já se preparou.
3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
Ela deu a si um presente.
Observe que as únicas formas próprias do pro-
nome tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda pes- Antônio conversou consigo mesmo.
soa (ti). As demais repetem a forma do pronome pessoal
do caso reto. 1ª pessoa do plural (nós): nos.

As preposições essenciais introduzem sempre Lavamo-nos no rio.


pronomes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do 2ª pessoa do plural (vós): vos.
caso reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso
da língua formal, os pronomes costumam ser usados des- Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
ta forma:
3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
Não há mais nada entre mim e ti. Eles se conheceram.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e Elas deram a si um dia de folga.
ela. Não há nenhuma acusação contra mim.
A Segunda Pessoa Indireta
Não vá sem mim.
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-
Atenção: se quando utilizamos pronomes que, apesar de indica-
rem nosso interlocutor ( portanto, a segunda pessoa),
Há construções em que a preposição, apesar de utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chama-
surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir dos pronomes de tratamento, que podem ser observados
uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o no quadro seguinte:
verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um

36
Pronomes de Tratamento uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Observações: Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-
ei nos teus cabelos. (errado)
Vossa Majestade V. M. Vossa Majestade
Imperial V. M. I. Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-
ei nos seus cabelos. (correto)
Vossa Santidade V. S.
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-
Vossa Senhoria V. S.ª (s) ei nos teus cabelos. (correto)
Vossa Onipotência V. O. Pronomes Possessivos
Vossa Alteza V. A. prín- São palavras que, ao indicarem a pessoa grama-
cipes, duques Vossa Eminência V. Ema.(s) tical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de
cardeais algo (coisa possuída).
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sa- Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pes-
cerdotes e bispos Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas soa do singular) Observe o quadro:
autoridades e oficiais-generais Número Pessoa Pronome
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) singular primeira meu(s), minha(s)
reitores de universidades reis e rainhas Impera-
dores Papa tratamento cerimonioso Deus singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
Também são pronomes de tratamento o senhor,
a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são plural primeira nosso(s), nossa(s)
empregados no tratamento cerimonioso; “você” e “vo- plural segunda vosso(s), vossa(s)
cês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamen-
te empregados no português do Brasil; em algumas regi- plural terceira seu(s), sua(s)
ões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco em-
pregada. Já a forma vós tem uso restrito à linguagem li- 1 - A forma “seu” não é um possessivo quando
túrgica, ultraformal ou literária. resultar da alteração fonética da palavra senhor.
Observações: Muito obrigado, seu José.
Vossa Excelência X Sua Excelência: os prono- 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indi-
mes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empre- cam posse.
gados em relação à pessoa com quem falamos.
Podem ter outros empregos, como:
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça
a este encontro. a) indicar afetividade.

Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito Não faça isso, minha filha.
da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Note que: A forma do possessivo depende da
Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com pessoa gramatical a que se refere; o gênero e o número
propriedade. concordam com o objeto possuído.
Os pronomes de tratamento representam uma Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele
forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocuto- momento difícil.
res. Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência,
por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que indicar cálculo aproximado.
esse deputado supostamente tem para poder ocupar o
cargo que ocupa. Ele já deve ter seus 40 anos.

3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento atribuir valor indefinido ao substantivo.


dirijam- se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser fei- Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito
ta com a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes pos- dela.
sessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação
a eles devem ficar na 3ª pessoa. Em frases onde se usam pronomes de tratamen-
to, o pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas
promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconheci- Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
dos.
Referindo-se a mais de um substantivo, o pos-
Uniformidade de Tratamento: quando escreve- sessivo concorda com o mais próximo.
mos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar,
ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhida ini- Trouxe-me seus livros e anotações.
cialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar
Em algumas construções, os pronomes pessoais
alguém de “você”, não poderemos usar “te” ou “teu”. O

37
oblíquos átonos assumem valor de possessivo. ontem.
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus próprio(s), própria(s):
passos.)
Os próprios alunos resolveram o problema.
Pronomes Demonstrativos
semelhante(s):
Os pronomes demonstrativos são utilizados pa-
ra explicitar a posição de uma certa palavra em relação a Não compre semelhante livro.
outras ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em tal, tais: Tal era a solução para o problema. Note
termos de espaço, no tempo ou discurso. que:
No espaço: Não raro os demonstrativos aparecem na frase,
Compro este carro (aqui). O pronome este indi- em construções redundantes, com finalidade expressiva,
ca que o carro está perto da pessoa que fala. para salientar algum termo anterior. Por exemplo:

Compro esse carro (aí). O pronome esse indica Manuela, essa é que dera em cheio casando com
que o carro está perto da pessoa com quem falo, ou afas- o José Afonso.
tado da pessoa que fala. Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz sorte!
que o carro está afastado da pessoa que fala e daquela O pronome demonstrativo neutro ou pode re-
com quem falo. presentar um termo ou o conteúdo de uma oração intei-
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao ra, caso em que aparece, geralmente, como objeto direto,
vivo quanto por meio de correspondência, que é uma predicativo ou aposto.
modalidade escrita de fala), são particularmente impor- O casamento seria um desastre. Todos o pres-
tantes o este e o esse - o primeiro localiza os seres em re- sentiam.
lação ao emissor; o segundo, em relação ao destinatário.
Trocá-los pode causar ambiguidade. Para evitar a repetição de um verbo anterior-
mente expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de verbo fazer, chamado, então, verbo vicário (= que substi-
solicitar informaçõessobreoconcursovestibular.(trata-se tui, que faz as vezes de).
da universidade destinatária).
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o
Reafirmamos a disposição desta universidade fizesse.
em participar no próximo Encontro de Jovens. (trata-se
da universidade que envia a mensagem). Em frases como a seguinte, este se refere à pes-
soa mencionada em último lugar; aquele, à mencionada
No tempo: em primeiro lugar.
Este ano está sendo bom para nós. O pronome O referido deputado e o Dr. Alcides eram ami-
este se refere ao ano presente. gos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este
Esse ano que passou foi razoável. O pronome solteiro, aquele casado]
esse se refere a um passado próximo. O pronome demonstrativo tal pode ter conota-
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome ção irônica.
aquele está se referindo a um passado distante. A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Os pronomes demonstrativos podem ser variá- Pode ocorrer a contração das preposições a, de,
veis ou invariáveis, observe: em com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste,
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aque- desta, disso, nisso, no, etc.
le(s), aquela(s). Invariáveis: isto, isso, aquilo. Não acreditei no que estava vendo. (no = naqui-
Também aparecem como pronomes demonstra- lo)
tivos: Pronomes Indefinidos
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o São palavras que se referem à terceira pessoa do
“que” e puderem ser substituídos por aquele(s), aque- discurso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expres-
la(s), aquilo. sando quantidade indeterminada.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas
disseste.) recém- plantadas.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é Não é difícil perceber que “alguém” indica uma
aquela que te indiquei.) pessoa de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto)
mesmo(s), mesma(s): de forma imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indi-
car um ser humano que seguramente existe, mas cuja
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram identidade é desconhecida ou não se quer revelar.

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Classificam-se em: Certas pessoas conseguem perceber sutilezas:
não são pessoas quaisquer.
Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o
lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres na Pronomes Relativos
frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano,
nada, ninguém, outrem, quem, tudo. São aqueles que representam nomes já mencio-
nados anteriormente e com os quais se relacionam. In-
Algo o incomoda? Quem avisa amigo é. troduzem as orações subordinadas adjetivas.
Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um O racismo é um sistema que afirma a superiori-
ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quanti- dade de um grupo racial sobre outros.
dade aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
(afirma a superioridade de um grupo racial so-
Cada povo tem seus costumes. bre outros = oração subordinada adjetiva).
Certas pessoas exercem várias profissões. O pronome relativo “que” refere-se à palavra
“sistema” e introduz uma oração subordinada. Diz-se que
Note que: Ora são pronomes indefinidos subs- a palavra “sistema” é antecedente do pronome relativo
tantivos, ora pronomes indefinidos adjetivos: que.
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, O antecedente do pronome relativo pode ser o
muitos), demais, mais, menos, muito(s), muita(s), ne- pronome demonstrativo o, a, os, as.
nhum, nenhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pou-
co(s), pouca(s), qualquer, quaisquer, qual, que, quan- Não sei o que você está querendo dizer.
to(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), to-
da(s), um, uns, uma(s), vários, várias. Às vezes, o antecedente do pronome relativo
não vem expresso.
Menos palavras e mais ações. Alguns se conten-
tam pouco. Quem casa, quer casa.

Os pronomes indefinidos po- Observe:


dem ser divididos em variáveis e invariáveis. Ob- Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo,
serve: quanto, os quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, quais, cujas, quantas.
vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, mui- Pronomes relativos invariáveis = quem, que,
ta, pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quais- onde.
quer, alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos, vários,
tantos, outros, quantos, algumas, nenhumas, todas, mui- Note que:
tas, poucas, várias, tantas, outras, quantas. Invariáveis =
alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,cada. O pronome “que” é o relativo de mais largo em-
prego, sendo por isso chamado relativo universal. Pode
São locuções pronominais indefinidas: cada ser substituído por o qual, a qual, os quais, as quais,
qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quando seu antecedente for um substantivo.
quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele
(que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou ou- O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o
tro, uma ou outra, etc. qual)

Cada um escolheu o vinho desejado. A cantora que acabou de se apresentar é péssi-


ma. (= a qual) Os trabalhos que eu fiz referem-se à cor-
Indefinidos Sistemáticos rupção. (= os quais) As cantoras que se apresentaram
eram péssimas. (= as quais)
Ao observar atentamente os pronomes indefini-
dos, percebemos que existem alguns grupos que criam O qual, os quais, a qual e as quais são exclusi-
oposição de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, vamente pronomes relativos: por isso, são utilizados di-
que têm sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, daticamente para verificar se palavras como “que”,
que têm sentido negativo; todo/tudo, que indicam uma “quem”, “onde” (que podem ter várias classificações) são
totalidade afirmativa, e nenhum/ nada, que indicam uma pronomes relativos. Todos eles são usados com referên-
totalidade negativa; alguém/ninguém, que se referem à cia à pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de
pessoa, e algo/nada, que se referem à coisa; certo, que determinadas preposições:
particulariza, e qualquer, que generaliza.
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de mi-
Essas oposições de sentido são muito importan- nha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de “que”,
tes na construção de frases e textos coerentes, pois delas neste caso, geraria ambiguidade.)
muitas vezes dependem a solidez e a consistência dos ar-
gumentos expostos. Observe nas frases seguintes a força
que os pronomes indefinidos destacados imprimem às Essas são as conclusões sobre as quais pairam
afirmações de que fazem parte: muitas dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de
Nada do que tem sido feito produziu qualquer sobre.)
resultado prático. precedido de preposição.

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É um professor a quem muito deve- devia ajudá-lo
mos. (preposição)
O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa
“Onde”, como pronome relativo, sempre possui que, e se refere a uma oração.
antecedente e só pode ser utilizado na indicação Na primeira oração os pronomes pessoais “eu”
de lugar. e “ele”
A casa onde morava foi assaltada. Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poe-
ta, que era a sua vocação natural.
Na indicação de tempo, deve-se empregar
quando ou em que. O pronome “cujo” não concorda com o seu ante-
cedente, mas com o consequente. Equivale a do qual, da
Sinto saudades da época em que (quando) mo- qual, dos quais, das quais.
rávamos no exterior.
Este é o caderno cujas folhas estão rasga-
Podem ser utilizadas como pronomes relativos das. (antecedente) (consequente)
as palavras: - como (= pelo qual)
“Quanto” é pronome relativo quando tem por
Não me parece correto o modo como você agiu antecedente um pronome indefinido: tanto (ou varia-
semana passada. ções) e tudo:
- quando (= em que) Emprestei tantos quantos foram neces-
Bons eram os tempos quando podíamos jogar sários.(antecedente)
videogame. Ele fez tudo quanto havia falado. (antece-
Os pronomes relativos permitem reunir duas dente)
orações O pronome “quem” se refere a pessoas e vem
numa só frase. sempre exercem função de sujeito, logo, são pertencentes
ao caso reto. Já na segunda oração, observamos o pro-
O futebol é um esporte. nome “lhe” exercendo função de complemento, e, conse-
quentemente, é do caso oblíquo. Os pronomes pessoais
O povo gosta muito deste esporte. indicam as pessoas do discurso,o pronome oblíquo “lhe”,
O futebol é um esporte de que o povo gosta mui- da segunda oração, aponta para a segunda pessoa do sin-
to. gular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar.... Aju-
dar quem? Você (lhe).
Numa série de orações adjetivas coordenadas,
Importante: Em observação à segunda oração, o
pode ocorrer a elipse do relativo “que”.
emprego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do
A sala estava cheia de gente que conversava, verbo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo
(que) ria, (que) fumava. pode estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o
verbo principal (no caso “ajudar”) estiver no infinitivo ou
Pronomes Interrogativos gerúndio.
São usados na formulação de perguntas, sejam Eu desejo lhe perguntar algo. Eu estou pergun-
elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes inde- tando-lhe algo.
finidos, referem- se à 3ª pessoa do discurso de modo im-
preciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e Os pronomes pessoais oblíquos podem ser áto-
variações), quanto (e variações). nos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de pre-
posição, diferentemente dos segundos que são sempre
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almo- precedidos de preposição.
ço.
Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das que eu estava fazendo.
bonecas preferes.
Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para
Quantos passageiros desembarcaram? / Per- mim o que eu estava fazendo.
gunte quantos passageiros desembarcaram.
Substantivo
Sobre os pronomes:
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome.
O pronome pessoal é do caso reto quando tem Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis,
função de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e
oblíquo quando desempenha função de complemento. fenômenos, os substantivos também nomeiam:
Vamos entender, primeiramente, como o pronome pes-
soal surge na frase e que função exerce. Observe as ora- -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
ções:
-sentimentos: raiva, amor...
Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
-estados: alegria, tristeza...
Maria foi embora para casa, pois não sabia se

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-qualidades: honestidade, sinceridade... Substantivo Abstrato: é aquele que designa se-
res que dependem de outros para se manifestar ou exis-
-ações: corrida, pescaria... tir.
Morfossintaxe do substantivo Pense bem: a beleza não existe por si só, não
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo pode ser observada. Só podemos observar a beleza numa
em geral exerce funções diretamente relacionadas com o pessoa ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro
verbo: atua como núcleo do sujeito, dos complementos ser para se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um
verbais (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva. substantivo abstrato.
Pode ainda funcionar como núcleo do complemento no- Os substantivos abstratos designam estados,
minal ou do aposto, como núcleo do predicativo do sujei- qualidades, ações e sentimentos dos seres, dos quais po-
to ou do objeto ou como núcleo do vocativo. Também en- dem ser abstraídos, e sem os quais não podem existir.
contramos substantivos como núcleos de adjuntos ad-
nominais e de adjuntos adverbiais - quando essas fun- vida (estado), rapidez (qualidade), viagem
ções são desempenhadas por grupos de palavras. (ação), saudade(sentimento).
Classificação dos Substantivos - Substantivos Coletivos
Substantivos Comuns e Próprios Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abe-
lha, outra abelha, mais outra abelha.
Observe a definição:
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas ca- abelhas. Ele vinha pela estrada e foi picado por um en-
sas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, xame.
toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma
cidade (em oposição aos bairros). Note que, no primeiro caso, para indicar plural,
foi necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas abelha, mais outra abelha...
casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será
chamada cidade. Isso significa que a palavra cidade é um No segundo caso, utilizaram-se duas palavras
substantivo comum. no plural.
Substantivo Comum é aquele que designa os se- No terceiro caso, empregou-se um substantivo
res de uma mesma espécie de forma genérica. no singular (enxame) para designar um conjunto de se-
res da mesma espécie (abelhas).
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona. O substantivo enxame é um substantivo coleti-
vo.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser
da espécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substanti- Substantivo Coletivo: é o substantivo comum
vo Próprio: é aquele que designa os seres de uma mesma que, mesmo estando no singular, designa um conjunto
espécie de forma particular. de seres da mesma espécie.
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. Formação dos Substantivos Substantivos Sim-
ples e Compostos Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em
- Substantivos Concretos e Abstratos gotas sobre a terra.
LÂMPADA MALA O substantivo chuva é formado por um único
elemento ou radical. É um substantivo simples.

Os substantivos lâmpada e mala designam seres Substantivo Simples: é aquele formado por um
com existência própria, que são independentes de outros único elemento.
seres. São assim, substantivos concretos. Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá,
Substantivo Concreto: é aquele que designa o etc. Veja agora: O substantivo guarda-chuva é formado
ser que existe, independentemente de outros seres. por dois elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é
composto.
Obs.: os substantivos concretos designam seres
do mundo real e do mundo imaginário. Substantivo Composto: é aquele formado por
dois ou mais elementos.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira,
cobra, Brasília,etc. Outros exemplos: beija-flor, passatempo.

Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, Substantivos Primitivos e Derivados


fantasma, etc. Observe agora: Meu limão meu limoeiro, meu pé de jacarandá...
Beleza exposta
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visu- O substantivo limão é primitivo, pois não se ori-
al. O substantivo beleza designa uma qualidade. ginou de nenhum outro dentro de língua portuguesa.

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Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sin-
de nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. toma, o teorema.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se origi- Existem certos substantivos que, variando de
nou a partir da palavra limão. gênero, variam em seu significado.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação
de outra palavra. emissora) o capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Flexão dos substantivos Formação do Feminino dos Substantivos Bifor-
mes
O substantivo é uma classe variável. A palavra é
variável quando sofre flexão (variação). A palavra meni- Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
no, por exemplo, pode sofrer variações para indicar: aluno - aluna
Plural: meninos Feminino: menina Aumentati- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -
vo: meninão Diminutivo: menininho a ao masculino.
Flexão de Gênero freguês - freguesa
Gênero é a propriedade que as palavras têm de Substantivos terminados em -ão: fazem o femi-
indicar sexo real ou fictício dos seres. Na língua nino de três formas:
portuguesa, há dois gêneros: masculino e feminino. Per-
tencem ao gênero masculino os substantivos que podem troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja estes títu- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
los de filmes:
troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
O velho e o mar
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão
Um Natal inesquecível Os reis da praia – sultana Substantivos terminados em -or: acrescenta-se
Pertencem ao gênero feminino os substantivos -a ao masculino = doutor – doutora
que podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
A história sem fim Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
Uma cidade sem passado As tartarugas ninjas cônsul - consulesa abade - abadessa poeta
Substantivos Biformes e Substantivos Unifor- - poetisa
mes Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar duque - duquesa co nd e - c o nd e s s a
nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra profeta - profetisa
está relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas
formas, uma para o masculino e outra para o feminino. Substantivos que formam o feminino trocando o
Observe: gato – gata, homem mulher, poeta – poetisa, -e final
prefeito - prefeita
por -a:
Substantivos Uniformes: são aqueles que apre-
sentam uma única forma, que serve tanto para o mascu- elefante - elefanta
lino quanto para o feminino. Classificam-se em: Substantivos que têm radicais diferentes no
Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos. masculino e no feminino:

a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho bode – cabra boi - vaca
e o jacaré fêmea. Substantivos que formam o feminino de manei-
Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam ra especial, isto é, não seguem nenhuma das regras ante-
pessoas. riores:

a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o czar – czarina réu - ré


gênio, o ídolo, o indivíduo. Formação do Feminino dos Substantivos Uni-
Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das formes
pessoas por meio do artigo. - Epicenos:
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
e a artista.
Não é possível saber o sexo do jacaré em ques-
tão. Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas
Saiba que: uma forma para indicar o masculino e o feminino.

Substantivos de origem grega terminados em Alguns nomes de animais apresentam uma só


ema ou oma, são masculinos. forma para designar os dois sexos. Esses substantivos são
chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando

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houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se o tapa
palavras macho e fêmea.
o eclipse
A cobra macho picou o marinheiro.
o lança-perfume
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
o dó (pena)
Sobrecomuns:
o sanduíche
Entregue as crianças à natureza.
o clarinete
A palavra crianças refere-se tanto a seres do se-
xo masculino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse o champanha
caso, nem o artigo nem um possível adjetivo permitem o sósia
identificar o sexo dos seres a que se refere a palavra. Ve-
ja: o maracajá
A criança chorona chamava-se João. A criança o clã
chorona chamava-se Maria. Outros substantivos sobre-
comuns: o hosana

a criatura = João é uma boa criatura. Maria é o herpes


uma boa criatura. o pijama
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o suéter
cônjuge de Marcela faleceu
o soprano
Comuns de Dois Gêneros:
o proclama
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
o pernoite
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma
mulher? o púbis
É impossível saber apenas pelo título da notícia, Femininos a dinamite a áspide
uma vez que a palavra motorista é um substantivo uni-
forme. O restante da notícia informa-nos de que se trata a derme a hélice a alcíone a filoxera
de um homem.
a clâmide a omoplata
A distinção de gênero pode ser feita através da
a cataplasma a pane
análise do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o
substantivo. a mascote a gênese a entorse a libido
o colega - a colega a cal
o imigrante - a imigrante um jovem - uma jo- a faringe
vem artista famoso - artista famosa repórter francês - re-
pórter francesa a cólera (doença)

A palavra personagem é usada indistintamente a ubá (canoa)


nos dois gêneros.
São geralmente masculinos os substantivos de
Entre os escritores modernos nota-se acentuada origem grega terminados em -ma:
preferência pelo masculino:
o grama (peso)
O menino descobriu nas nuvens os personagens
o quilograma
dos contos de carochinha.
o plasma
Com referência a mulher, deve-se preferir o fe-
minino: o apostema
O problema está nas mulheres de mais idade, o diagrama
que não aceitam a personagem.
o epigrama
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a
criar uma personagem. o telefonema
Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) o estratagema
modelo fotográfico Ana Belmonte.
o dilema
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
o teorema
Masculinos
o apotegma

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o trema o cura (pároco)
o eczema a cura (ato de curar)
o edema o estepe (pneu sobressalente)
o magma a estepe (vasta planície de vegetação)
o anátema o guia (pessoa que guia outras)
o estigma a guia (documento, pena grande das asas das
aves)
o axioma
o grama (unidade de peso) a grama (relva)
o tracoma
o caixa (funcionário da caixa)
o hematoma
a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma,
etc. o lente (professor)
Gênero dos Nomes de Cidades: a lente (vidro de aumento)
Com raras exceções, nomes de cidades são fe- o moral (ânimo)
mininos.
a moral (honestidade, bons costumes, ética)
A histórica Ouro Preto. A dinâmica São Paulo.
o nascente (lado onde nasce o Sol) a nascente (a
A acolhedora Porto Alegre. Uma Londres imen- fonte)
sa e triste.
o maria-fumaça (trem como locomotiva a va-
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o por) a maria-fumaça (locomotiva movida a vapor)
Havre.
o pala (poncho)
Gênero e Significação:
a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa-
Muitos substantivos têm uma significação no ro)
masculino e outra no feminino.
o rádio (aparelho receptor) a rádio (estação
Observe: emissora)
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, in- o voga (remador)
dica os movimentos que se deve realizar em conjunto; o
que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando a voga (moda, popularidade)
um bastão)
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um li- Flexão de Número do Substantivo
mite ou proibição de trânsito)
Em português, há dois números gramaticais: o
o cabeça (chefe) singular, que indica um ser ou um grupo de seres, e o
a cabeça (parte do corpo) plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
característica do plural é o “s” final.
o cisma (separação religiosa, dissidência)
Plural dos Substantivos Simples
a cisma (ato de cismar, desconfiança) o cinza (a
cor cinzenta) Os substantivos terminados em vogal, ditongo
oral e “n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
a cinza (resíduos de combustão)
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens
o capital (dinheiro) a capital (cidade) (sem acento, no plural).
o coma (perda dos sentidos) a coma (cabeleira) Exceção: cânon - cânones.
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) Os substantivos terminados em “m” fazem o
plural em “ns”.
a coral (cobra venenosa)
homem - homens.
Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o
o crisma (óleo sagrado, usado na administração plural pelo acréscimo de “es”.
da crisma e
revólver – revólveres raiz - raízes
de outros sacramentos)
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
a crisma (sacramento da confirmação)

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Os substantivos terminados em al, el, ol, ul fle- roupas palavra invariável + palavra variável = alto-
xionam-se falante e alto-falantes
no plural, trocando o “l” por “is”. palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e
reco-recos
quintal - quintais caracol – caracóishotel
- hotéis Flexiona-se somente o primeiro elemento,
quando formados de:
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
substantivo + preposição clara + substantivo =
Os substantivos terminados em “il” fazem o plu- água-de- colônia e águas-de-colônia
ral de duas maneiras:
substantivo + preposição oculta + substantivo =
Quando oxítonos, em “is”: canil - canis cavalo- vapor e cavalos-vapor
Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. substantivo + substantivo que funciona como
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou
duas maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). o tipo do termo anterior.

Os substantivos terminados em “s” fazem o plu- palavra-chave - palavras-chave bomba-relógio -


ral de duas maneiras: bombas-relógio notícia-bomba - notícias-bomba

Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante homem-rã - homens-rã


o acréscimo Permanecem invariáveis, quando formados de:
de “es”: ás – ases / retrós - retroses verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora

Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e


invariáveis: os saca-rolhas

o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. Casos Especiais

Os substantivos terminados em “ao” fazem o o louva-a-deus e os louva-a-deus


plural de três maneiras. o bem-te-vi e os bem-te-vis
substituindo o -ão por -ões: ação - ações o bem-me-quer e os bem-me-queres
substituindo o -ão por -ães: cão - cães o joão-ninguém e os joões-ninguém.
substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos Plural das Palavras Substantivadas
Os substantivos terminados em “x” ficam inva- As palavras substantivadas, isto é, palavras de
riáveis: o outras classes gramaticais usadas como substantivo,
látex - os látex. apresentam, no plural, as flexões próprias dos substanti-
vos.
Plural dos Substantivos Compostos
Pese bem os prós e os contras.
A formação do plural dos substantivos compos-
tos depende da forma como são grafados, do tipo de pa- O aluno errou na prova dos noves.
lavras que formam o composto e da relação que estabele- Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
cem entre si. Aqueles que são grafados sem hífen com-
portam-se como os substantivos simples: Obs.: numerais substantivados terminados em
“s” ou “z” não variam no plural.
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
pontapé e pontapés malmequer e malmequeres Nas provas mensais consegui muitos seis e al-
guns dez.
O plural dos substantivos compostos cujos ele-
mentos são ligados por hífen costuma provocar muitas Plural dos Diminutivos
dúvidas e discussões. Algumas orientações são dadas a
seguir: Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o
“s” final e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
Flexionam-se os dois elementos, quando forma-
dos de: substantivo + substantivo = couve-flor e couves- pãe(s) + zinhos = pãezinhos animai(s) + zinhos
flores substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores- = animaizinhos botõe(s) + zinhos = botõezinhos cha-
perfeitos adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis- péu(s) + zinhos = chapeuzinhos farói(s) + zinhos = faroi-
homens numeral + substantivo = quinta-feira e quintas- zinhos tren(s) + zinhos = trenzinhos colhere(s) + zinhas
feiras = colherezinhas flore(s) + zinhas = florezinhas mão(s) +
zinhas = mãozinhas papéi(s) + zinhos = papeizinhos nu-
Flexiona-se somente o segundo elemento, ven(s) + zinhas = nuvenzinhas funi(s) + zinhos = funizi-
quando formados de: nhos túnei(s) + zinhos = tuneizinhos pai(s) + zinhos =
paizinhos
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-

45
pé(s) + zinhos = pezinhos pé(s) + zitos = pe- bem (virtude) e bens (riquezas)
zitos
honra (probidade, bom nome) e honras (home-
Plural dos Nomes Próprios Personativos nagem, títulos)
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pes- Usamos às vezes, os substantivos no singular,
soas sempre que a terminação preste-se à flexão. mas com sentido de plural:
Os Napoleões também são derrotados. As Ra- Aqui morreu muito negro.
quéis e Esteres.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em
Plural dos Substantivos Estrangeiros capelas improvisadas.
Substantivos ainda não aportuguesados devem Flexão de Grau do Substantivo
ser escritos como na língua original, acrescentando -se
“s” (exceto quando terminam em “s” ou “z”). Grau é a propriedade que as palavras têm de
exprimir as variações de tamanho dos seres. Classifica-se
os shows os shorts os jazz em:
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de Grau Normal - Indica um ser de tamanho con-
acordo com siderado normal. Por exemplo: casa
as regras de nossa língua: Grau Aumentativo - Indica o aumento do tama-
nho do ser.
os clubes os chopes
Classifica-se em:
os jipes os esportes
Analítico = o substantivo é acompanhado de um
as toaletes os bibelôs adjetivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
os garçons os réquiens Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo
Observe o exemplo: indicador de aumento. Por exemplo: casarão.

Este jogador faz gols toda vez que joga. Grau Diminutivo - Indica a diminuição do ta-
manho do ser.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
Pode ser:
Plural com Mudança de Timbre
Analítico = substantivo acompanhado de um
Certos substantivos formam o plural com mu- adjetivo que indica pequenez. Por exemplo: casa peque-
dança de timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É na.
um fato fonético chamado metafonia (plural metafônico).
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo
Singular Plural Singular Plural indicador de diminuição. Por exemplo: casinha.
corpo (ô) esforço fogo forno fosso imposto olho
corpos (ó) esforços fogos fornos fossos impostos
olhos osso (ô) ovo poço porto posto rogo tijolo ossos Questões
(ó) ovos poços portos postos rogos tijolos
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almo- 1- (Escrevente TJ SP Vunesp) A flexão de núme-
ços, bolsos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, ro do termo “preços-sombra” também ocorre com o plu-
soros, etc. ral de
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de reco-reco.
carne), de
guarda-costa.
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
guarda-noturno.
Particularidades sobre o Número dos Substanti-
vos célula-tronco.
Há substantivos que só se usam no singular: sem-vergonha.
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
Outros só no plural: 2- (Escrevente TJ SP Vunesp) Assinale a alter-
nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acor-
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espa- do com a norma- padrão.
das/os paus (naipes de baralho), as fezes.
Os tabeliãos devem preparar o documento.
Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente
do singular: Esses cidadões tinham autorização para portar
fuzis.

46
Para autenticar as certidãos, procure o cartório I, III, II, IV.
local.
III, I, IV, II.
Ao descer e subir escadas, segure-se nos corri-
mãos. 7-Indique a alternativa que apresenta erro na
formação do plural:
Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Os boias-frias participaram da manifestação na
3- Indique a alternativa em que a flexão do estrada.
substantivo está
Colocaram tanto alpiste, que o quintal ficou
errada: cheio de beija-flores.
A) Catalães. B) Cidadãos. C) Vulcães. D) Corri- Aqueles pães de ló estavam deliciosos.
mões.
Os abaixos-assinados foram entregues ao dire-
4- Assinale o par de vocábulos que fazem o plu- tor.
ral da mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”:
8-Das palavras abaixo, faz plural como “assom-
vulcão, abaixo-assinado; brações”
irmão, salário-família; perdão.
questão, manga-rosa; bênção.
bênção, papel-moeda; alemão.
razão, guarda-chuva. cristão.
5-Sabendo-se que há substantivos que no mas- capitão.
culino têm um significado e no feminino têm outro, dife-
rente, marque a alternativa em que há um substantivo 9-Entre os substantivos selecionados nas al-
que não corresponde ao seu significado: ternativas a seguir, há apenas um que pertence ao gênero
masculino. Indique-o:
O capital = dinheiro;
A) alface B) omoplata C) comichão D)
A capital = cidade principal; lança-perfume
O grama = unidade de medida; A grama = vege- 10-Assinale a frase correta quanto ao emprego
tação rasteira; do gênero dos substantivos.
O rádio = aparelho transmissor; A rádio = esta- A perda das esperanças provocou uma profunda
ção geradora; dó na personagem.
O cabeça = o chefe; O advogado não deu o ênfase necessário às mi-
lhares de solicitações.
A cabeça = parte do corpo;
Ele vestiu o pijama e sentou-se para beber uma
A cura = o médico. O cura = ato de curar. champanha gelada.
6-Correlacione os substantivos com os respecti- O omelete e o couve foram acompanhados por
vos coletivos, e indique a alternativa correta: doses do melhor aguardente.
I- Bispos. O beliche não coube na quitinete recém-
II- Cães de caça. comprada pelos estudantes.

III -Vadios. Respostas

IV -Papéis. 1-D / 2-D / 3-C / 4-C / 5-E / 6-A / 7-D / 8-A /


9-D / 10-E
Comentários
( ) Resma.
1-) Flexiona-se somente o primeiro elemento,
( ) Concílio. quando formado de substantivo + substantivo que funci-
ona como determinante do primeiro, ou seja, especifica a
( ) Corja. função ou o tipo do termo anterior. = células-
( ) Matilha. tronco
2-)Os tabeliãos devem preparar o documento.
= tabeliães
IV, I, III, II.
Esses cidadões tinham autorização para portar
III, I, II, IV. fuzis. = cidadãos

47
Para autenticar as certidãos, procure o cartório de ou característica do ser e se relaciona com o substan-
local. =certidões tivo.
Cuidado com os degrais, que são perigosos! Ao analisarmos a palavra bondoso, por exem-
=degraus plo, percebemos que, além de expressar uma qualidade,
ela pode ser colocada ao lado de um substantivo: homem
3-) Vulcões bondoso, moça bondosa, pessoa bondosa.
4-) Assinale o par de vocábulos que fazem o plu- Já com a palavra bondade, embora expresse
ral da mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”: uma qualidade, não acontece o mesmo; não faz sentido
Balões / canetas-tinteiro dizer: homem bondade, moça bondade, pessoa bondade.

vulcões, abaixo-assinados; Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substan-


tivo.
irmãos, salários-família;
Morfossintaxe do Adjetivo:
bênçãos, papéis-moeda;
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas
razões, guarda-chuvas. (função dentro de uma oração) relativas aos substanti-
vos, atuando como adjunto adnominal ou como predica-
5-) o cura: sacerdote a cura: ato ou efeito de tivo (do sujeito ou do objeto).
curar
Adjetivo Pátrio
6-)- Bispos.
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do
- Cães de caça. III -Vadios. ser. Observe alguns deles:
IV -Papéis. Estados e cidades brasileiros:
( ) Resma = papéis IV
( ) Concílio. = bispos I Alagoas alagoano
( ) Corja. = vadios III Amapá amapaense
( ) Matilha. = cães de caça II Aracaju aracajuano ou aracajuense
7-) Os abaixo-assinados foram entregues ao di- Amazonas amazonense ou baré
retor. 8-)
Belo Horizonte belo-horizontino
bênçãos.
Brasília brasiliense
alemães.
Cabo Frio cabo-friense
cristãos.
Campinas campineiro ou campinense
capitães.
Adjetivo Pátrio Composto
Na formação do adjetivo pátrio composto, o
9-) a alface primeiro elemento aparece na forma reduzida e, nor-
a omoplata malmente, erudita. Observe alguns exemplos:

a comichão África afro- / Por exemplo: Cultura afro-


americana
o lança-perfume
Alemanha germano- ou teuto- / Por exem-
plo: Competições teuto-inglesas

10-)A perda das esperanças provocou um pro- América américo- / Por exemplo: Com-
fundo dó na personagem. panhia américo- africana

O advogado não deu a ênfase necessário às mi- Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampa-
lhares de solicitações. mentos belgo- franceses

Ele vestiu o pijama e sentou-se para beber um China sino- / Por exemplo: Acordos sino-
champanha gelado. japoneses

A omelete e a couve foram acompanhadas por Espanha hispano- / Por exemplo: Merca-
doses da melhor aguardente. do hispano- português

Adjetivo Europa euro- / Por exemplo: Negocia-


ções euro- americanas
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualida-
Françafranco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões

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franco-italianas Motos vinho (mas: motos verdes) Paredes mus-
go (mas: paredes brancas).
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-
romanos Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras Adjetivo Composto
anglo- portuguesas
É aquele formado por dois ou mais elementos.
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo- Normalmente, esses elementos são ligados por hífen.
portuguesa Apenas o último elemento concorda com o substantivo a
que se refere; os demais ficam na forma masculina, sin-
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo- gular. Caso um dos elementos que formam o adjetivo
brasileiras composto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos composto ficará invariável. Por exemplo: a palavra rosa é
luso-brasileiros originalmente um substantivo, porém, se estiver qualifi-
cando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se
Flexão dos adjetivos ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo
composto; como é um substantivo adjetivado, o adjetivo
O adjetivo varia em gênero, número e grau. composto inteiro ficará invariável. Por exemplo:
Gênero dos Adjetivos Camisas rosa-claro. Ternos rosa-claro. Olhos
Os adjetivos concordam com o substantivo a verde-claros.
que se referem (masculino e feminino). De forma seme- Calças azul-escuras e camisas verde-mar. Te-
lhante aos substantivos, classificam-se em: lhados marrom-café e paredes verde-claras.
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o Observe
masculino e outra para o feminino.
Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual-
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sem-
judia. pre invariáveis.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-
no feminino somente o último elemento. vermelha têm os dois elementos flexionados.
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça Grau do Adjetivo
norte- americana.
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar
Exceção: surdo-mudo e surda-muda. a intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do
Uniformes - têm uma só forma tanto para o adjetivo: o comparativo e o superlativo.
masculino como Comparativo
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e Nesse grau, comparam-se a mesma característi-
mulher feliz. ca atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais carac-
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invari- terísticas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode
ável no feminino. Por exemplo: conflito político-social e ser de igualdade, de superioridade ou de inferioridade.
desavença político-social. Observe os exemplos abaixo:

Número dos Adjetivos Sou tão alto como você. = Comparativo de


Igualdade No comparativo de igualdade, o segundo
Plural dos adjetivos simples termo da comparação é introduzido pelas palavras co-
mo, quanto ou quão.
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de
acordo com as regras estabelecidas para a flexão numéri- Sou mais alto (do) que você. = Comparati-
ca dos substantivos vo de Superioridade Analítico

simples. No comparativo de superioridade analítico, en-


tre os dois substantivos comparados, um tem qualidade
Por exemplo: mau e maus feliz e felizes ruim e superior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a
ruins boa e boas “mais...do que” ou “mais...que”.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo
exerça função de substantivo, ficará invariável, ou seja, de Superioridade Sintético
se a palavra que estiver qualificando um elemento for,
originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma Alguns adjetivos possuem, para o comparativo
primitiva. Exemplo: a palavra cinza é originalmente um de superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim.
substantivo; porém, se estiver qualificando um elemento,
funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. Lo- São eles: bom-melhor
go: camisas cinza, ternos cinza. pequeno-menor mau-pior
Veja outros exemplos:

49
alto-superior grande-maior baixo-inferior meio dos advérbios muito, extremamente, excepcional-
mente, etc., antepostos ao adjetivo.
Observe que:
O superlativo absoluto sintético apresenta-se
As formas menor e pior sãocomparativos desu- sob duas formas : uma erudita, de origem latina, outra
perioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, popular, de origem vernácula. A forma erudita é consti-
respectivamente. tuída pelo radical do adjetivo latino + um dos sufixos -
Bom, mau, grande e pequeno têm formas sinté- íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facíli-
ticas (melhor, pior, maior e menor), porém, em compa- mo, paupérrimo.
rações feitas entre duas qualidades de um mesmo ele- A forma popular é constituída do radical do ad-
mento, deve-se usar as formas analíticas mais bom, mais jetivo português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssi-
mau, mais grande e mais pequeno. mo.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Em vezdossuperlativos normais seriíssimo, pre-
Comparação de dois elementos. cariíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem
Pedro é mais grande que pequeno - comparação atual, as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo,
de duas qualidades de um mesmo elemento. sem o desagradável hiato i-í.

Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de Questões


Inferioridade Sou menos passivo (do) que tolerante. 1-(Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária –
Superlativo VUNESP). Leia o texto a seguir.

O superlativo expressa qualidades num grau Violência epidêmica


muito elevado ou em grau máximo. O grau superlativo A violência urbana é uma enfermidade contagi-
pode ser absoluto ou relativo e apresenta as seguintes osa. Embora possa acometer indivíduos vulneráveis em
modalidades: todas as classes sociais, é nos bairros pobres que ela ad-
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualida- quire características epidêmicas.
de de um ser é intensificada, sem relação com outros se- A prevalência varia de um país para outro e en-
res. Apresenta-se nas formas: tre as cidades de um mesmo país, mas, como regra, co-
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio meça nos grandes centros urbanos e se dissemina pelo
de palavras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por interior.
exemplo: O secretário é muito inteligente. As estratégias que as sociedades adotam para
Sintética: a intensificação se faz por meio do combater a violência variam muito e a prevenção das
acréscimo de sufixos. causas evoluiu muito pouco no decorrer do século 20, ao
contrário dos avanços ocorridos no campo das infecções,
Por exemplo: câncer, diabetes e outras enfermidades.
O secretário é inteligentíssimo. Observe alguns A agressividade impulsiva é consequência de
superlativos sintéticos: perturbações nos mecanismos biológicos de controle
emocional. Tendências agressivas surgem em indivíduos
com dificuldades adaptativas que os tornam desprepara-
benéfico beneficentíssimo dos para lidar com as frustrações de seus desejos.

bom boníssimo ou ótimo A violência é uma doença. Os mais vulneráveis


são os que tiveram a personalidade formada num ambi-
comum comuníssimo ente desfavorável ao desenvolvimento psicológico pleno.

cruel crudelíssimo A revisão de estudos científicos permite identifi-


car três fatores principais na formação das personalida-
difícil dificílimo des com maior inclinação ao comportamento violento:
doce dulcíssimo Crianças que apanharam, foram vítimas de abu-
sos, humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de
fácil facílimo
vida.
fiel fidelíssimo
Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral
de um ser é intensificada em relação a um conjunto de e não lhes impuseram limites de disciplina.
seres. Essa relação pode ser:
Associação com grupos de jovens portadores de
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala. comportamento antissocial.
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
Na periferia dascidades brasileiras vivem mi-
Note bem: lhões decrianças que se enquadram nessas três condições
de risco. Associados à falta de acesso aos recursos mate-
O superlativo absoluto analítico é expresso por riais, à desigualdade social, esses fatores de risco criam o

50
caldo de cultura que alimenta a violência crescente nas Superamigo/ paupérrimo;
cidades.
Muito amigo/ Bastante pobre
Na falta de outra alternativa, damos à crimina-
lidade a resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é 4-Na frase: “Trata-se de um artista originalíssi-
passageiro: o criminoso fica impedido de delinquir ape- mo”, o adjetivo grifado encontra-se no grau:
nas enquanto estiver preso. comparativo de superioridade.
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços superlativo absoluto sintético.
familiares e sociais e dificilmente encontrará quem lhe
dê emprego. Ao mesmo tempo, na prisão, terá criado no- superlativo relativo de superioridade.
vas amizades e conexões mais sólidas com o mundo do
crime. comparativo de igualdade.

Construir cadeias custa caro; administrá-las, superlativo absoluto analítico.


mais ainda. Obrigados a optar por uma repressão policial 5-Aponte a alternativa em que o superlativo do
mais ativa, aumentaremos o número de prisioneiros. As adjetivo está incorreto:
cadeias continuarão superlotadas.
Meu tio está elegantíssimo.
Seria mais sensato investir em educação, para
prevenir a criminalidade e tratar os que ingressaram ne- Joana, ela é minha amicíssima.
la.
Esta panela está cheissíssima de água.
Na verdade, não existe solução mágica a curto
prazo. Precisamos de uma divisão de renda menos bru- A prova foi facílima.
tal, motivar os policiais a executar sua função com digni-
6-Indique nas alternativas a seguir o adjetivo
dade, criar leis que acabem com a impunidade dos cri-
incorreto da locução adjetiva em negrito:
minosos bem-sucedidos e construir cadeias novas para
substituir as velhas. mulher muito magra = macérrima
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer pessoa muito amiga = amicíssima
medidas preventivas para que os pais evitem ter filhos
que não serão capazes de criar, cabe a nós a responsabi- pessoa muito inimiga = inimicíssimo
lidade de integrá-los na sociedade por meio da educação
atitude muito benéfica = beneficientíssima
formal de bom nível, das práticas esportivas e da oportu-
nidade de desenvolvimento artístico. 7-Ele era tão pequeno que recebeu o apelido de
miúdo”. A palavra miúdo possui, no grau superlativo ab-
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9
soluto sintético, duas formas. Uma delas é miudíssimo
mar.2002. Adaptado)
(regular) e a outra, irregular, é:
Em – características epidêmicas –, o adjetivo
minutíssimo
epidêmicas corresponde a – características de epidemias.
miudinitíssimo
Assinale a alternativa em que, da mesma forma,
o adjetivo em destaque corresponde, corretamente, à ex- midunitíssimo
pressão indicada.
miduníssimo
água fluvial – água da chuva.
8- Quantos adjetivos existem na frase “Essa lan-
produção aurífera – produção de ouro.vida ru- chonete é famosa na cidade?”
pestre – vida do campo.
A)1.
notícias brasileiras – notícias de Brasília.
B)2.
costela bovina – costela de porco.
C)3.
2-Não se pluraliza os adjetivos compostos abai-
xo, exceto: D)4.

azul-celeste E)5.

azul-pavão 9-Indique a alternativa incorreta quanto à cor-


respondência entre a locução adjetiva e o adjetivo equi-
surda-muda valente:
branco-gelo de pele = cutâneo
3-Assinale a única alternativa em que os adjeti- de professor = docente
vos não estão no grau superlativo absoluto sintético:
de face = facial
Arquimilionário/ ultraconservador;
de lua = lunático
Supremo/ ínfimo;

51
10.O plural correto da expressão: “alemão ca- pode apresentar os seguintes elementos:
paz” é:
Radical: é a parte invariável, que expressa o sig-
alemãos capazes nificado essencial do verbo. Por exemplo:
alemões capazes fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
alemães capazes Tema: é o radical seguido da vogal temática que
indica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
os alemão capaz fala-r
Respostas São três as conjugações:
1ª - Vogal Temática - A - (falar) 2ª - Vogal Te-
1-B / 2-C / 3-D / 4-B / 5-C / 6-D / 7-A / 8-A / 9- mática - E - (vender) 3ª - Vogal Temática - I - (partir)
D / 10-C Desinência modo-temporal: é o elemento que
Comentários designa o tempo e o modo do verbo.

1-fluvial – do rio Por exemplo:

correta falávamos ( indica o pretérito imperfeito do in-


dicativo.) falasse ( indica o pretérito imperfeito do sub-
brasileiras – do brasil juntivo.)
vida campestre Desinência número-pessoal: é o elemento que
designa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número
suína (singular ou plural).
Surdas-mudas falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) falavam
D) estão no superlativo absoluto analítico (indica a 3ª pessoa do plural.)

originalíssimo – grau superlativo absoluto sin- Observação: o verbo pôr, assim como seus deri-
tético 5- C) Esta panela está cheissíssima de água. vados (compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª con-
jugação, pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A
O correto é cheíssima. vogal “e”, apesar de haver desaparecido do infinitivo, re-
vela-se em algumas formas do verbo: põe, pões, põem,
D) atitude muito benéfica = beneficientíssima O etc.
correto é beneficentíssima (sem o “i” em cien)
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
minutíssimo é a forma correta.
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a es-
“Essa lanchonete é famosa na cidade?” Essa – trutura dos verbos com o conceito de acentuação tônica,
pronome percebemos com facilidade que nas formas rizotônicas, o
acento tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam,
Lanchonete – substantivo É – verbo
nutro, por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento
Famosa – adjetivo na – preposição cidade – tônico não cai no radical, mas sim na terminação verbal:
substantivo opinei, aprenderão, nutriríamos.

De lua – lunar Classificação dos Verbos

Alemães capazes Classificam-se em:


Regulares: são aqueles que possuem as desinên-
cias normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca
Verbo alterações no radical.
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em Por exemplo: canto cantei cantarei can-
pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre tava cantasse
outros processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno
(chover); ocorrência (nascer); desejo (querer). Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca al-
terações no radical ou nas desinências.
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e
não os seus possíveis significados. Observe que palavras Por exemplo: faço fiz farei fizesse
como corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito
Defectivos: são aqueles que não apresentam
próximo ao de alguns verbos mencionados acima; não
conjugação completa. Classificam-se em impessoais,
apresentam, porém, todas as possibilidades de flexão que
unipessoais e pessoais.
esses verbos possuem.
Impessoais: são os verbos que não têm sujeito.
Estrutura das Formas Verbais
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular.
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal Os principais verbos impessoais são: haver, quando si-
nônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em

52
orações temporais). Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Exis-
tiam) Houve duas guerras mundiais. (Houve = Acontece- fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo,
ram) Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) seguidos da conjunção que.
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) fazer, ser e
estar (quando indicam tempo) Faz invernos rigorosos no Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que
Sul do Brasil. deixei de fumar.)

Era primavera quando a conheci. Estava frio Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que
naquele dia. não vejo Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)

Todos os verbos que indicam fenômenos da na- Obs.: todos os sujeitos apontados são oracio-
tureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trove- nais.
jar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se cons- Pessoais: não apresentam algumas flexões por
trói, “Amanheci mal- humorado”, usa-se o verbo “ama- motivos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
nhecer” em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal,
empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal verbo falir. Este verbo teria como formas do
para ser pessoal. presente do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do
verbo falar - o que provavelmente causaria problemas de
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: interpretação em certos contextos.
eu) Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) verbo computar. Este verbo teria comoformasdo
presente do indicativo computo, computas, computa -
São impessoais, ainda: formas de sonoridade considerada ofensiva por alguns
o verbo passar (seguido de preposição), indi- ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não im-
cando tempo. Ex.: Já passa das seis. pedem o uso efetivo de formas verbais repudiadas por
alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo
os verbos bastar e chegar, seguidos da preposi- computar, que, com o desenvolvimento e a popularização
ção de,indicando suficiência. Ex.: da informática, tem sido conjugado em todos os tempos,
modos e pessoas.
Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
Abundantes: são aqueles que possuem mais de
os verbos estar e ficar em orações tais como Está uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenô-
bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem meno costuma ocorrer no particípio, em que, além das
referência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as
ainda, nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, chamadas formas curtas (particípio irregular). Observe:
tornando-se, tais verbos, então, pessoais.
o verbo deu + para da língua popular, equiva-
lente de “ser possível”. Por exemplo:
Infinitivo Particípio regu- Particípio irregu-
Não deu para chegar mais cedo. Dá para me ar- lar lar
rumar uns trocados?
Anexar Anexado Anexo
Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito,
conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e Dispersar Dispersado Disperso
do plural.
Eleger Elegido Eleito
A fruta amadureceu.
Envolver Envolvido Envolto
As frutas amadureceram.
Imprimir Imprimido Impresso
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados
como verbos pessoais na linguagem figurada: Matar Matado Morto

Teu irmão amadureceu bastante. Morrer Morrido Morto

Entre os unipessoais estão os verbos que signifi- Pegar Pegado Pego


cam vozes de animais; eis alguns:
Soltar Soltado Solto
bramar: tigre bramir: crocodilo cacarejar: gali-
nha coaxar: sapo cricrilar: grilo
Os principais verbos unipessoais são: Anômalos: são aqueles que incluem mais de um
radical em sua conjugação.
cumprir, importar, convir, doer, aprazer, pa-
recer, ser (preciso, necessário, etc.). Por exemplo:

Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: traba-


lharmos bastante.)

53
quando ele for, quando nós formos, quando vós fordes,
Ir Pôr Ser Saber quando eles forem.
vou ponho sou sei Futuro Composto: tiver sido.
vais pus és sabes SER - Modo Imperativo
ides pôs fui soube Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos
nós, sede vós, sejam eles.
fui foste punha foste saiba
seja Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele,
não sejamos nós, não sejais vós, não sejam eles.
Auxiliares
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por
São aqueles que entram na formação dos tem-
ser ele, por sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
pos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso nu- SER - Formas Nominais
ma das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particí-
pio. Formas Nominais Infinitivo: ser Gerúndio: sen-
do Particípio: sido Infinitivo Pessoal : ser eu, seres
Vou espantar as moscas. tu, ser ele, sermos nós, serdes vós, serem eles.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo) ESTAR - Modo Indicativo
Está chegando a hora do deba- Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós esta-
te. (verbo auxiliar) (verbo principal no ge- mos, vós estais,eles estão.
rúndio)
Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estava, nós estávamos, vós estáveis, eles estavam.
estar, ter e haver.
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estives-
Conjugação dos Verbos Auxiliares SER - te, ele esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estive-
Modo Indicativo ram.
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
sois, eles são.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estive-
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós ra, tu estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós esti-
éramos, vós éreis, eles eram. véreis, eles estiveram.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha es-
foi, nós fomos, vós fostes, eles foram. tado Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás,
ele estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.
Futuro do Presente Composto: terei estado.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele
fora, nós fôramos, vós fôreis, eles foram. Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu esta-
rias, ele estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estari-
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha si-
am.
do.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias,
ele seria, ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam. Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele
esteja, que nós estejamos, que vós estejais, que eles este-
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
jam.
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será,
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu esti-
nós seremos, vós sereis, eles serão.
vesses, se ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós esti-
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido. vésseis, se eles estivessem.

SER - Modo Subjuntivo Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse


estado
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja,
que nós sejamos, que vós sejais, que eles sejam. Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu
estiveres, quando ele estiver, quando nós estivermos,
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se quando vós estiverdes, quando eles estiverem.
ele fosse,se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
Futuro Composto: Tiver estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse
sido. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, este-
jamos nós, estai vós, estejam eles.
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores,

54
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja
ele, não estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Modo Imperativo
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu,
por estar ele, por estarmos nós, por estardes vós, por es- Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós,
tarem eles. havei vós,hajam eles.

Formas Nominais Infinitivo: estar Gerúndio: es- Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele,
tando Particípio: estado não hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles.

ESTAR - Formas Nominais Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu,
por haver ele, por havermos nós, por haverdes vós, por
Infinitivo Impessoal: estar haverem eles.
Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estar- HAVER - Formas Nominais
mos, estardes, estarem.
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, ha-
Gerúndio: estando vermos, haverdes, haverem.
Particípio: estado Infinitivo Pessoal: haver Gerúndio: havendo
Particípio: havido
HAVER - Modo Indicativo
TER - Modo Indicativo
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos,
vós haveis, eles hão. Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos,
vós tendes,eles têm.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele ha-
via, nós havíamos, vós havíeis, eles haviam. Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele ti-
nha, nós tínhamos, vós tínheis, eles tinham.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houves-
te, ele houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houve- Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele
ram. teve, nós tivemos, vós tivestes, eles tiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido. Pretérito Perfeito Composto: tenho tido.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houve- Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera,
ra, tu houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvé- tu tiveras, ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tive-
reis, eles houveram. ram.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha ti-
havido. do.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu ha- Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás,
verás, ele haverá, nós haveremos, vós havereis, eles have- ele terá, nós teremos, vós tereis, eles terão.
rão.
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Presente Composto: terei havido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias,
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu ha- ele teria,nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
verias, ele haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles
haveriam. Futuro do Pretérito composto: teria tido.

Futuro do Pretérito Composto: teria havido. TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo Modo Subjuntivo

Modo Subjuntivo Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele


tenha, que nós tenhamos, que vós tenhais, que eles te-
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, nham.
que nós hajamos, que vós hajais, que eles hajam.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses,
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu hou- se ele tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles
vesses, se ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós hou- tivessem. Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse
vésseis, se eles houvessem. tido. Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando
ele tiver,quando nós tivermos, quando vós tiverdes,
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse quando eles tiverem.
havido.
Futuro Composto: tiver tido.
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu
houveres, quando ele houver, quando nós houvermos, Modo Imperativo
quando vós houverdes, quando eles houverem.
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, te-
Futuro Composto: tiver havido. nhamos nós, tende vós, tenham eles.

55
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha Dá-se o nome de modo às várias formas assu-
ele, não tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. midas pelo verbo na expressão de um fato. Em Portu-
guês, existem três modos:
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por
ter ele, por termos nós, por terdes vós, por terem eles. Indicativo - indica uma certeza, uma realidade.
Por exemplo: Eu sempre estudo.
Pronominais: São aqueles verbos que se conju-
gam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibili-
vos, se, na mesma pessoa do sujeito, expressando refle- dade. Por exemplo: Talvez eu estude amanhã.
xibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçan-
do a ideia já implícita no próprio sentido do verbo (refle- Imperativo - indica uma ordem, um pedido.
xivos essenciais). Veja: Por exemplo: Estuda agora, menino.

1. Essenciais: são aqueles que sempre se conju- Formas Nominais


gam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. Além desses três modos, o verbo apresenta ain-
São poucos: abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, da formas que podem exercer funções de nomes (subs-
dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais tantivo, adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas
essenciais a reflexibilidade já está implícita no radical do formas nominais. Observe:
verbo. Por exemplo:
a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação
Arrependi-me de ter estado lá. do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e
A ideia é de que a pessoa representada pelo su- função de substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vi-
jeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai da é luta)
sobre ela mesma, pois não recebe ação transitiva ne- É indispensável combater a corrupção. (= com-
nhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é ape- bate à)
nas uma partícula integrante do verbo, já que, pelo uso,
sempre é conjugada com o verbo. Diz- se que o pronome O infinitivo impessoal pode apresentar-se no
apenas serve de reforço da ideia reflexiva expressa pelo presente (forma simples) ou no passado (forma compos-
radical do próprio verbo. ta). Por exemplo: É preciso ler este livro.
Veja uma conjugação pronominal essencial Era preciso ter lido este livro.
(verbo e respectivos pronomes):
b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado
Eu me arrependo Tu te arrependes Ele se arre- às três pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singu-
pende...Nós nos arrependemos Vós vos arrependeis Eles lar, não apresenta desinências, assumindo a mesma for-
se arrependem ma do impessoal; nas demais, flexiona- -se da seguin-
te maneira:
2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos di-
retos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o 2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.:
objeto representado por pronome oblíquo da mesma teres(tu)
pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai
sobre ele mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos 1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:
ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados termos (nós)
com os pronomes mencionados, formando o que se cha- 2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:
ma voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava. terdes (vós)
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexi- 3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem
va pode ser exercida também sobre outra pessoa. Por (eles)
exemplo: Maria penteou-me.
Por exemplo:
Observações:
Foste elogiado por teres alcançado uma boa co-
Por fazerem parte integrante do verbo, os pro- locação.
nomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não pos-
suem função sintática. c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como
adjetivo ou advérbio. Por exemplo:
Há verbos que também são acompanhados de
pronomes oblíquos átonos, mas que não são essencial- Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (fun-
mente pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos ção de advérbio)
reflexivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na
pessoa idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (fun-
ção adjetivo) Na forma simples, o gerúndio expressa uma
Por exemplo: ação em curso; na forma composta, uma ação concluída.
Por exemplo: Trabalhando, aprenderás o valor do di-
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular nheiro.
me (objeto direto) - 1ª pessoa do singular
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinhei-
Modos Verbais
ro.

56
d) Particípio: quando não é empregado na for- para o exame.
mação dos tempos compostos, o particípio indica geral-
mente o resultado de uma ação terminada, flexionando- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passa-
se em gênero, número e grau. Por exemplo: do, mas posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu
esperava que ele vencesse o jogo.
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas
Quando o particípio exprime somente estado, construções em que se expressa a ideia de condição ou
sem nenhuma relação temporal, assume verdadeiramen- desejo. Por exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria
te a função de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: do campeonato.
Ela foi a aluna escolhida para representar a es- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fa-
cola. to totalmente terminado num momento passado. Por
exemplo: Embora tenha estudado bastante, não passou
Tempos Verbais no teste.
Tomando-se como referência o momento em Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato
que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em que pode ocorrer num momento futuro em relação ao
diversos tempos. Veja: atual. Por exemplo: Quando ele vier à loja, levará as en-
Tempos do Indicativo comendas.

Presente - Expressa um fato atual. Por Obs.: o futuro do presente é também usado em
exemplo: Eu estudo neste colégio. frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo:
Se ele vier à loja, levará as encomendas.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorri-
do num momento anterior ao atual, mas que não foi Futuro do Presente (composto) - Enuncia um
completamente terminado. Por exemplo: Ele estudava as fato posterior ao momento atual mas já terminado antes
lições quando foi interrompido. de outro fato futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído
do hospital, nós o visitaremos.
Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato
ocorrido num momento anterior ao atual e que foi total- Presente do Indicativo
mente terminado. Por exemplo: Ele estudou as lições on- 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação /
tem à noite. Desinência
Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fa- pessoal
to que teve início no passado e que pode se prolongar até
o momento atual. Por exemplo: Tenho estudado muito CANTAR VENDER PARTIR
para os exames.
cantO vendO partO O
Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato
ocorrido antes de outro fato já terminado. Por exemplo: cantaS vendeS parteS S
Ele já tinha estudado as lições quando os amigos chega- canta vende parte
ram. (forma composta) Ele já estudara as lições quando cantaMOS vendeMOS partiMOS
os amigos chegaram. (forma simples) cantaIS vendeIS partIS IS
Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato cantaM vendeM parteM M
que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao Pretérito Perfeito do Indicativo
momento atual. Por exemplo: Ele estudará as lições
amanhã. 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação /
Desinência
Futuro do Presente (composto) - Enuncia um
fato que deve ocorrer posteriormente a um momento pessoal
atual, mas já terminado antes de outro fato futuro. Por
exemplo: Antes de bater o sinal, os alunos já terão termi- CANTAR VENDER PARTIR
nado o teste. canteI vendI partI
cantaSTE vendeSTE partiSTE
Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato cantoU vendeU partiU
que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato
passado. Por exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria
nas férias. Presente do Subjuntivo

Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um Para se formar o presente do subjuntivo, substi-


fato que poderia ter ocorrido posteriormente a um de- tui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do
terminado fato passado. Por exemplo: Se eu tivesse ga- presente do indicativo pela desinência -E (nos verbos de
nho esse dinheiro, teria viajado nas férias. 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e
3ª conjugação).
Tempos do Subjuntivo
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conju. /
Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no
momento atual. Por exemplo: É conveniente que estudes Des.Temp./ Des.temp./Des. pessoal

57
1ª conj. 2ª/3ª conj. cantar eis vender eis partir eis
CANTAR VENDER PARTIR cantar ão vender ão partir ão
cantE vendA partA E A
cantES vendAS partAS E A
cantE vendA partA E A Futuro do Pretérito do Indicativo
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
cantEIS vendAIS partAIS E CANTAR VENDER PARTIR
cantem vendAM partAM E cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimi- cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
na-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pre- cantarIAM venderIAM partirIAM
térito perfeito, obtendo-se, assim, o tema desse tempo. CANTAR VENDER PARTIR
Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE cantaSSE vendeSSE partiSSE
mais a desinência de número e pessoa correspondente. cantaSSES vendeSSES partiSSES
cantaSSE vendeSSE partiSSE
1ª conj. 2ª conj.3ª conj. Des. temporal Desin. cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos
pessoal cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS
1ª /2ª e 3ª conj. cantaSSE vendeSSEM partiSSEM

cantaRAM vendeRAM partiRAM


Futuro do Subjuntivo

Pretérito mais-que-perfeito Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. perfeito, obtendo- se, assim, o tema desse tempo. Acres-
/Desin. Pessoal centa-se a esse tema a desinência temporal -R mais a de-
sinência de número e pessoa correspondente.
1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR - 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temporal
Cantara vendeRA partiRA /Desin. pessoal
cantaRAS vendeRAS partiRAS
cantara vendeRA partiRA 1ª / 2ª e 3ª conj.
cantáRAMOS vendêramos partíRAMOS CANTAR VENDER PARTIR
cantáREIS vendêREIS partíREIS Cantar vendeR partiR
cantaram vendeRAM partiram cantaRES vendeRES partiRES
cantar vendeR partiR
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS
Pretérito Imperfeito do Indicativo cantaRDES vendeRDES partiRDES
cantaREM vendeREM PartiREM
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR Imperativo
cantAVA vendIA partIA Imperativo Afirmativo
cantAVAS vendIAS partAS Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se
do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a
CantAVA vendIA partIA segunda pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final.
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do
subjuntivo. Veja:
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm.
cantAVAM vendIAM partIAM Pres. do Subjuntivo
Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você
Futuro do Presente do Indicativo
Que ele cante Nós cantamos Cantemos nós
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Que nós cantemos Vós cantais CantAI vós
CANTAR VENDER PARTIR Que vós canteis Eles cantam Cantem vocês
Que eles cantem
cantar ei vender ei partir ei
Imperativo Negativo
cantar ás vender ás partir ás
Para se formar o imperativo negativo, basta an-
cantar á vender á partir á tecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.
cantar emos vender emos partir emos Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo

58
Que eu cante --- contínua.
Que tu cantes Não cantes tu hipotética.
Que ele cante Não cante você futura.
Que nós cantemos Não cantemos nós 3-(Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer este-
reotipar, mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas
Que vós canteis Não canteis vós interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da
Que eles cantem Não cantem eles pergunta “débito ou crédito?”.
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem senti-
do de:
Observações:
No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª
pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma considerar ao acaso, sem premeditação.
ordem, pedido ou conselho só se aplicam diretamente à aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido
pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se vo- dela.
cê/vocês.
adotar como referência de qualidade.
O verbo SER, no imperativo, faz excepcional-
mente: sê (tu),sede (vós). julgar de acordo com normas legais.
Infinitivo Impessoal classificar segundo ideias preconcebidas.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação 4-(Escrevente TJ SP Vunesp) Assinale a alterna-
CANTAR VENDER PARTIR tiva contendo a frase do texto na qual a expressão verbal
destacada exprime possibilidade.
Infinitivo Pessoal
... o cientista Theodor Nelson sonhava com um
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação sistema capaz de disponibilizar um grande número de
CANTAR VENDER PARTIR obras literárias...
Cantar vender partir Funcionando como um imenso sistema de in-
cantarES venderES partirES formação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um
enorme arquivo virtual.
cantar vender partir
Isso acarreta uma textualidade que funciona por
cantarMOS venderMOS partirMOS associação, e não mais por sequências fixas previamente
estabelecidas.
cantarDES venderDES partirDES
Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse
cantarEM venderEM partirEM conceito está ligado a uma nova concepção de textuali-
Questões dade...

1-(Agente Policia Vunesp) Considere o trecho a Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para dis-
seguir. É comum que objetos esquecidos em locais públi- ponibilizar toda a literatura do mundo...
cos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as 5-(Analista – Arquitetura – FCC). Está adequa-
pessoas a atenção voltada para seus pertences, conser- da a correlação entre tempos e modos verbais na frase:
vando-os junto ao corpo. Assinale a alternativa que pre-
enche, correta e respectivamente, as lacunas do texto. Os que levariam a vida pensando apenas nos va-
lores absolutos talvez façam melhor se pensassem no en-
sejam … mantesse canto dos pequenos bons momentos.
sejam … mantivessem Há até quem queira saber quem fosse o maior
sejam … mantém bandido entre os que recebessem destaque nos popula-
rescos programas da TV.
seja … mantivessem
Não admira que os leitores de Manuel Bandeira
seja … mantêm gostam tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não
tenha aspirações a ser metafísica.
2-(Escrevente TJ SP Vunesp) Na frase –… os ní-
veis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas Se os adeptos da fama a qualquer custo levarem
sucessivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em des- em conta nossa condição de mortais, não precisariam
taque expressa ação preocupar-se com os degraus da notoriedade.

concluída. Quanto mais aproveitássemos o que houvesse


de grande nos momentos felizes, menos precisaríamos
atemporal. nos preocupar com conquistas superlativas.

59
6-(Escrevente TJ SP Vunesp) Assinale a alterna- 10. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária
tiva em que todos os verbos estão empregados de acordo – VUNESP).
com a norma- padrão.
Leia as frases a seguir.
Enviaram o texto, para que o revíssemos antes
da impressão definitiva. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços
de madeira no animal.
Não haverá prova do crime se o réu se manter
em silêncio. Existiam muitos ferimentos no boi.

Vão pagar horas-extras aos que se disporem a Havia muita gente assustando o boi numa ave-
trabalhar no feriado. nida movimentada.

Ficarão surpresos quando o verem com a toga... Substituindo-se o verbo Haver pelo verbo Exis-
tir e este pelo verbo Haver, nas frases, têm-se, respecti-
Se você quer a promoção, é necessário que a re- vamente:
quera a seu superior.
Existia – Haviam – Existiam
7-(Papiloscopista Policial Vunesp) Assinale a al-
ternativa que substitui, corretamente e sem alterar o sen- Existiam – Havia – Existiam
tido da frase, a expressão destacada em – Se a criança se Existiam – Haviam – Existiam
perder, quem encontrá-la verá na pulseira instruções pa-
ra que envie uma mensagem eletrônica ao grupo ou aci- Existiam – Havia – Existia
one o código na internet.
Existia – Havia – Existia
Caso a criança se havia perdido…
Respostas
Caso a criança perdeu…
1-B / 2-C / 3-E / 4-B / 5-E / 6-A / 7-C / 8-B / 9-
Caso a criança se perca… C / 10-D
Caso a criança estivera perdida… Comentários
Caso a criança se perda… 1-) É comum que objetos sejam esquecidos em
locais públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser
8-(Agente de Apoio Operacional – VUNESP). evitados se as pessoas mantivessem a atenção voltada
Assinale a alternativa em que o verbo destacado está no para seus pertences, conservando-os junto ao corpo.
tempo futuro.
2-) os níveis de pessoas sem emprego estão
s consumidores são assediados pelo marketing apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a
… locução verbal em destaque expressa ação contínua
… somente eles podem decidir se irão ou não (=não concluída)
comprar. 3-) Sem querer estereotipar, mas já estereoti-
É como se abrissem em nós uma “caixa de ne- pando: trata- se de um ser cujas interações sociais termi-
cessidades” nam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédi-
to?”.
… de onde vem o produto…?
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem senti-
Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… do de classificar segundo ideias preconcebidas.
9-(Papiloscopista Policial – VUNESP). Assinale 4-) (B) Funcionando como um imenso sistema
a alternativa em que a concordância das formas verbais de informação e arquivamento, o hipertexto deveria ser
destacadas se dá em conformidade com a norma-padrão um enorme arquivo virtual. = verbo no futuro do pretéri-
da língua. to
Chegou, para ajudar a família, vários amigos e 5-)Os que levam a vida pensando apenas nos va-
vizinhos. lores absolutos talvez fariam melhor se pensassem no
encanto dos pequenos bons momentos.
Haviam várias hipóteses acerca do que poderia
ter acontecido com a criança. Há até quem queira saber quem é o maior ban-
dido entre os que recebem destaque nos popularescos
Fazia horas que a criança tinha saído e os pais já programas da TV.
estavam preocupados.
Não admira que os leitores de Manuel Bandeira
Era duas horas da tarde, quando a criança foi gostem tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não
encontrada. tem aspirações a ser metafísica.
Existia várias maneiras de voltar para casa, mas Se os adeptos da fama a qualquer custo levas-
a criança se perdeu mesmo assim. sem em conta nossa condição de mortais, não precisari-
am preocupar-se com os degraus da notoriedade.

60
Para quem se diz distantemente alheio a esse
assunto, você está até bem informado.
6-)Não haverá prova do crime se o réu se man-
tiver em silêncio. Temos o advérbio “distantemente” que modifica
o adjetivo alheio, representando uma qualidade, caracte-
Vão pagar horas-extras aos que se dispuserem a rística.
trabalhar no feriado.
O artista canta muito mal.
Ficarão surpresos quando o virem com a toga...
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito”
Se você quiser a promoção, é necessário que a modifica outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os
requeira a seu superior. exemplos pudemos verificar que se tratava de somente
7-) Caso a criança se perca… (perda = substanti- uma palavra funcionando como advérbio. No entanto, ele
vo: Houve uma grande perda salarial...) pode estar demarcado por mais de uma palavra, que
mesmo assim não deixará de ocupar tal função. Temos aí
8-)A) Os consumidores são assediados pelo o que chamamos de locução adverbial, representada por
marketing … = presente algumas expressões, tais como: às vezes, sem dúvida,
frente a frente, de modo algum, entre outras.
É como se abrissem em nós uma “caixa de ne-
cessidades”… Mediante tais postulados, afirma-se que, de-
pendendo das circunstâncias expressas pelos advérbios,
= pretérito do Subjuntivo eles se classificam em distintas categorias, uma vez ex-
… de onde vem o produto…? = presente pressas por:

Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar,
=pretérito perfeito às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escon-
didas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa manei-
9-)Chegaram, para ajudar a família, vários ami- ra, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em
gos e vizinhos. vão, e a maior parte dos que terminam em -mente: cal-
mamente, tristemente, propositadamente, pacientemen-
Havia várias hipóteses acerca do que poderia ter te, amorosamente, docemente, escandalosamente, bon-
dosamente, generosamente
acontecido com a criança.
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão,
Eram duas horas da tarde, quando a criança foi
menos, em excesso, bastante, pouco, mais, menos, dema-
encontrada.
siado, quanto, quão, tanto, que(equivale a quão), tudo,
Existiam várias maneiras de voltar para casa, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo.
mas a criança se perdeu mesmo assim.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde
10-)Havia onze pessoas jogando pedras e peda- outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antiga-
ços de madeira no animal. mente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, ago-
ra, sempre, já, enfim, afinal, breve, constantemente, en-
Existiam muitos ferimentos no boi. trementes, imediatamente, primeiramente, provisoria-
mente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de
Havia muita gente assustando o boi numa ave-
manhã, de repente, de vez em quando, de quando em
nida movimentada.
quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em
Haver – sentido de existir= invariável, impesso- breve, hoje em dia
al; existir = variável. Portanto, temos:
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora,
– Existiam onze pessoas... acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde,
perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defron-
– Havia muitos ferimentos... III – Existia muita te, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém,
gente... embaixo, externamente, a distância, à distância de, de
longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado,
Advérbio em volta
O advérbio, assim como muitas outras palavras de negação : Não, nem, nunca, jamais, de mo-
existentes na Língua Portuguesa, advém de outras lín- do algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito ne-
guas. Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” in- nhum
dica a ideia de proximidade, contiguidade.
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente,
Essa proximidade faz referência ao processo provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo,
verbal, no sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as quem sabe
circunstâncias em que esse processo se desenvolve.
de afirmação: Sim, certamente, realmente,
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no decerto, efetivamente, certo, decididamente, realmente,
sentido de caracterizar os processos expressos por ele. deveras, indubitavelmente
Contudo, ele não é modificador exclusivo desta classe
(verbos), pois também modifica o adjetivo e até outro
advérbio. Seguem alguns exemplos:

61
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Por-
senão, somente,simplesmente, só, unicamente; tuguês. Volume Único)
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamen- No primeiro e segundo quadrinhos, estão em
te, também; destaque dois advérbios: AÍ e ainda.
de ordem: Depois, primeiramente, ultima- Considerando que advérbio é a palavra que
mente; modifica um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo,
expressando a circunstância em que determinado fato
de designação: Eis; ocorre, assinale a alternativa que classifica, correta e
de interrogação: onde? (lugar), como? (mo- respectivamente, as circunstâncias expressas por eles.
do), quando? (tempo), por quê?(causa), quanto? (preço- Lugar e negação.
eintensidade), para quê? (finalidade)
Lugar e tempo.
Locução adverbial
Modo e afirmação.
É reunião de duas ou mais palavras com valor
de advérbio. Exemplo: Tempo e tempo.
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) Maria Intensidade e dúvida.
saiu à tarde. (indicando tempo)
2-(Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP).
Há locuções adverbiais que possuem advérbios Leia o texto a seguir.
correspondentes.
Impunidade é motor de nova onda de agressões
Exemplo:
Repetidos episódios de violência têm sido noti-
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressada- ciados nas últimas semanas. Dois que chamam a atenção,
mente. pela banalidade com que foram cometidos, estão gerando
ainda uma série de repercussões.
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e
de modo são flexionados, sendo que os demais são todos Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o bra-
invariáveis. A única flexão propriamente dita que existe ço da estudante de direito R.D., 19, em plena balada,
na categoria dos advérbios é a de grau: porque ela teria recusado um beijo. O suposto agressor já
responde a uma ação penal, por agressão, movida por
Superlativo: aumenta a intensidade. sua ex-mulher.
Exemplos: longe - longíssimo, pouco - pouquíssi-
mo, inconstitucionalmente - inconstitucionalissimamen- No mesmo final de semana, dois amigos que sa-
te, etc; íam de uma boate em São Paulo também foram atacados
por dois jovens que estavam na mesma balada, e um dos
Diminutivo: diminui a intensidade. agredidos teve a perna fraturada. Esses dois jovens teri-
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, am tentado se aproximar, sem sucesso, de duas garotas
devagar - devagarinho, que eram amigas dos rapazes que saíam da boate. Um
dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou de um
Questões engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao cair no
chão.
1- (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária
– VUNESP). Leia os quadrinhos para responder a ques- Curiosamente, também é possível achar um
tão. blog que diz que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem
e que seu braço se quebrou ao cair no chão.
Em ambos os casos, as câmeras dos estabeleci-
mentos felizmente comprovam os acontecimentos, e tes-
temunhas vão ajudar a polícia na investigação.
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente
ande se quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo?
As agressões devem ser rigorosamente apuradas e, se
houver culpados, que eles sejam julgados e condenados.
A impunidade é um dos motores da onda de vio-
lência que temos visto. O machismo e o preconceito são
outros. O perfil impulsivo de alguns jovens (amplificado
pela bebida e por outras substâncias) completa o meca-
nismo que gera agressões. Sem interferir nesses elemen-
tos, a situação não vai mudar.
Maior rigor da justiça, educação para a convi-
vência com o outro, aumento da tolerância à própria
frustração e melhor controle sobre os impulsos (é normal

62
levar um “não”, gente!) são alguns dos caminhos. primir as leis da física.
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) Releia os trechos apresentados a seguir.
Assinale a alternativa cuja expressão em desta- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitá-
que apresenta circunstância adverbial de modo. goras podiam simplesmente escolher carreiras nas
quais os números não encontravam muito espaço... (1.º
Repetidos episódios de violência (...) estão ge- parágrafo)
rando ainda uma série de repercussões.
Já a cultura científica, que muitos ainda tratam
...quebrou o braço da estudante de direito R. D.,
com uma ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fun-
19, em plena balada… damental...(3.º parágrafo)
Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, Os advérbios em destaque nos trechos expres-
sem sucesso, de duas amigas…
sam, correta e respectivamente, circunstâncias de
Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não afirmação e de intensidade.
passou de um engano...
modo e de tempo.
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente
ande se quebrando por aí… modo e de lugar.
3 -(Agente Educacional – VUNESP). Leia o tex- lugar e de tempo.
to a seguir.
intensidade e de negação.
Cultura matemática
4- (Analista Administrativo – VUNESP). Leia o
Hélio Schwartsman texto para responder às questões
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando Mais denso, menos trânsito
que o ensino de matemática no Brasil não anda bem. A
pergunta é: podemos viver sem dominar o básico da ma- Henrique Meirelles
temática? Durante muito tempo, a resposta foi sim.
As grandes cidades brasileiras estão congestio-
Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras po-
nadas e em processo de deterioração agudizado pelo
diam simplesmente escolher carreiras nas quais os nú-
crescimento econômico da última década. Existem defi-
meros não encontravam muito espaço, como direito, jor-
ciências evidentes em infraestrutura, mas é importante
nalismo, as humanidades e até a medicina de antigamen-
também considerar e estudar em profundidade o plane-
te.
jamento urbano.
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos
Muitas grandes cidades adotaram uma aborda-
meios universitários, é considerado aceitável que um in-
gem de desconcentração, incentivando a criação de di-
telectual se vanglorie de ter passado raspando em física e
versos centros urbanos, na visão de que isso levaria a
de ignorar o beabá da estatística. Mas ai de quem admitir
uma maior facilidade de deslocamento.
nunca ter lido Joyce ou dizer que não gosta de Mozart.
Sobre ele recairão olhares tão recriminadores quanto so- Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de di-
bre o sujeito que assoa o nariz na manga da camisa. versos centros e o aumento das distâncias multiplicam o
número de viagens, dificultando o escasso investimento
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como qua-
em transporte coletivo e aumentando a necessidade do
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
transporte individual.
nossa vida prática. Já a cultura científica, que muitos
ainda tratam com uma ponta de desprezo, torna-se cada Se olharmos Los Angeles como a região que le-
vez mais fundamental, mesmo para quem não pretende vou a desconcentração ao extremo, ficam claras as con-
ser engenheiro ou seguir carreiras técnicas. sequências. Numa região rica como a Califórnia, com
enorme investimento viário, temos engarrafamentos gi-
Como sobreviver à era do crédito farto sem sa-
gantescos que viraram característica da cidade.
ber calcular as armadilhas que uma taxa de juros pode
esconder? Hoje, é difícil até posicionar-se de forma raci- Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles
onal sobre políticas públicas sem assimilar toda a nume- com elevado adensamento e predominância do transpor-
ralha que idealmente as informa. te coletivo, como mostram Manhattan, Tóquio e algumas
novas áreas urbanas chinesas.
Conhecimentos rudimentares de estatística são
pré-requisito para compreender as novas pesquisas que Apesar da desconcentração e do aumento da ex-
trazem informações relevantes para nossa saúde e bem- tensão urbana verificados no Brasil, é importante desen-
estar. volver e adensar ainda mais os diversos centros já exis-
tentes com investimentos no transporte coletivo.
A matemática está no centro de algumas das
mais intrigantes especulações cosmológicas da atualida- O centro histórico de São Paulo é demonstração
de. Se as equações da mecânica quântica indicam que inequívoca do que não deve ser feito. É a região da cidade
existem universos paralelos, isso basta para que acredi- mais bem servida de transporte coletivo, com infraestru-
temos neles? Ou, no rastro de Eugene Wigner, podemos tura de telecomunicação, água, eletricidade etc. Conta
nos perguntar por que a matemática é tão eficaz para ex- ainda com equipamentos de importância cultural e histó-

63
rica que dão identidade aos aglomerados urbanos. Seria
natural que, como em outras grandes cidades, o centro
de São Paulo fosse a região mais adensada da metrópole. 8-Assinale a alternativa em que o elemento des-
Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento gradual tacado NÃO é um adjunto adverbial.
do centro, com deslocamento das atividades para diver- “...ameaçou até se acorrentar à porta da embai-
sas regiões da cidade. xada brasileira em Roma.”
É fundamental que essa visão de adensamento “...decidida na semana passada por Tarso Gen-
com uso abundante de transporte coletivo seja recupera- ro...”.
da para que possamos reverter esse processo de uso cada
vez mais intenso do transporte individual devorando es- “Hoje Mutti vive com identidade trocada e em
paços viários que não têm a capacidade de absorver a lugar não sabido.”
crescente frota de automóveis, fruto não só do novo aces-
so da população ao automóvel mas também da necessi- “A concessão de refúgio político ao italiano Ce-
dade de maior número de viagens em função da distância sare Battisti, decidida...”.
cada vez maior entre os destinos da população. “...decida se é o caso de reabrir o processo e jul-
(Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adaptado) gá-lo novamente?”

Em – … mas é importante também considerar e 9-Em todas as alternativas há dois advérbios,


estudar em profundidade o planejamento urbano. –, a exceto em:
expressão em destaque é empregada na oração para indi- Ele permaneceu muito calado.
car circunstância de
Amanhã, não iremos ao cinema.
lugar.
O menino, ontem, cantou desafinadamente.
causa.
Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo.
origem.
Ela falou calma e sabiamente.
modo.
10. Assinale a frase em que meio funciona como
finalidade. advérbio:
Só quero meio quilo.
5-(UFC) A opção em que há um advérbio ex- Achei-o meio triste.
primindo circunstância de tempo é:
Descobri o meio de acertar.
Possivelmente viajarei para São Paulo.
Parou no meio da rua.
Maria tinha aproximadamente 15 anos.
Comprou um metro e meio de tecido.
As tarefas foram executadas concomitantemen-
te. Respostas
Os resultados chegaram demasiadamente atra- 1-B / 2-C / 3-B / 4-D / 5-C / 6-C / 7-C / 8-D / 9-
sados. A / 10-B
6- Indique a alternativa que completa a frase a Comentários
seguir, respectivamente, com as circunstâncias de inten-
sidade e de modo. Após o telefonema, o motorista par- 1) AÍ = LUGAR AINDA = TEMPO
tiu...
2-) a-) ainda = tempo
às 18 h com o veículo.
em plena balada = lugar
rapidamente ao meio-dia.
sem sucesso = modo
bastante alerta.
não = negação.
apressadamente com o caminhão.
por aí = lugar
agora calmamente.
3-) Simplesmente = modo / ainda = tempo
7- Em qual das alternativas abaixo o adjunto
4-) em profundidade = profundamente = advér-
adverbial expressa o sentido de instrumento:
bio de modo
Viajou de trem.
5-) concomitantemente = Diz-se do que aconte-
Tânia foi almoçar com seus primos. ce,desenvolve-se ou é expresso ao mesmo tempo com ou-
tra(s) coisa(s); simultâneo.
Cortou-se com o alicate.
Chorou de dor.

64
6-) A alternativa deve começar com advérbio palavra (ou um conjunto de palavras - locução interjeti-
que expresse INTENSIDADE. Vá por eliminação: va) que poderia ser colocada em termos de uma senten-
ça.
às 18h = tempo
Veja os exemplos:
rapidamente = modo
Bravo! Bis!
bastante= intensidade
bravo e bis: interjeição / sentença (sugestão):
apressadamente = modo «Foi muito
agora = tempo bom! Repitam!»
7-)Viajou de trem. = meio Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
Tânia foi almoçar com seus primos. = compa- ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está
nhia doendo!” ou “Estou com dor!”
Cortou-se com o alicate. = instrumento A interjeição é um recurso da linguagem afetiva,
Chorou de dor. = causa em que não há uma ideia organizada de maneira lógica,
como são as sentenças da língua, mas sim a manifestação
8-) “A concessão de refúgio político ao italiano de um suspiro, um estado da alma decorrente de uma
Cesare Battisti, decidida...”. = complemento nominal situação particular, um momento ou um contexto especí-
fico. Exemplos:
9-):Ele permaneceu muito calado.
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
Amanhã, não iremos ao cinema.
ah: expressão de um estado emotivo = interjei-
O menino, ontem, cantou desafinadamente. ção
Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo. Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
Ela falou calma e sabiamente. ( Nesse caso, su- hum: expressão de um pensamento súbito = in-
bentende- se calmamente. È a maneira correta de se es- terjeição
crever quando utilizarmos dois advérbios de modo: o
primeiro é escrito sem o sufixo “mente”, deixando este O significado das interjeições está vinculado à
apenas no segundo elemento. Por exemplo: “Apresentou- maneira como elas são proferidas. Desse modo, o tom da
se breve e pausadamente.”) fala é que dita o sentido que a expressão vai adquirir em
cada contexto de enunciação. Exemplos:
10-)Só quero meio quilo. = numeral
Psiu!
Achei-o meio triste. = um pouco (advérbio)
contexto: alguém pronunciando essa expressão
Descobri o meio de acertar. = substantivo na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te
Parou no meio da rua. = numeral chamando! Ei, espere!”

Comprou um metro e meio de tecido. = numeral Psiu!


contexto: alguém pronunciando essa expressão
em um hospital; significado da interjeição (sugestão):
Interjeição “Por favor, faça silêncio!”

Interjeição é a palavra invariável que exprime Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! puxa:
emoções, sensações, estados de espírito, ou que procura interjeição; tom da fala: euforia Puxa! Hoje não foi meu
agir sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo com- dia de sorte! puxa: interjeição; tom da fala: decepção
portamento sem que, para isso, seja necessário fazer uso
de estruturas linguísticas mais elaboradas. Observe o As interjeições cumprem, normalmente, duas
exemplo: funções:

Droga! Preste atenção quando eu estou falando! Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo
alegria, tristeza, dor, etc.
No exemplo acima, o interlocutor está muito
bravo. Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Você faz o que no Brasil?

Ele poderia terdito:- Estou com muita raiva de- Eu? Eu negocio com madeiras. Ah, deve ser
você! Mas usou simplesmente uma palavra. Ele empre- muito interessante.
gou a interjeição Droga! Sintetizar uma frase apelativa
As sentenças da língua costumam se organizar Cuidado! Saia da minha frente.
de forma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus ele-
mentos e os distribui em posições adequadas a cada um As interjeições podem ser formadas por:
deles. As interjeições, por outro lado, são uma espécie de
“palavra-frase”, ou seja, há uma ideia expressa por uma simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.

65
palavras: Oba!, Olá!, Claro! específico, algumas interjeições sofrem variação em grau.
Deve-se ter claro, neste caso, que não se trata de um pro-
grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu cesso natural dessa classe de palavra, mas tão só uma va-
Deus!, Ora bolas! riação que a linguagem afetiva permite. Exemplos: oizi-
A ideia expressa pela interjeição depende mui- nho, bravíssimo, até loguinho.
tas vezes da entonação com que é pronunciada; por isso, Locução Interjetiva
pode ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sen-
tido. Por exemplo: Ocorre quando duas ou mais palavras formam
uma expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia
de contrariedade) Oh! Que bom te encontrar. (ideia Ora bolas! Quem me dera! Virgem Maria! Meu
de alegria) Deus!
Classificação das Interjeições Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus! Alto
lá!
Comumente, as interjeições expressam sentido
de: Muito bem!
Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Observações:
Sentido!, Atenção!, Olha!, Alerta!
As interjeições são como frases resumidas, sin-
Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô! téticas. Por exemplo:
Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva! Ué! = Eu não esperava por essa! Perdão! = Pe-
ço-lhe que me desculpe.
Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
Além do contexto, o que caracteriza a interjeição
Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Co- é o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras
ragem!, Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! classes gramaticais podem aparecer como interjeições.
Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoia- Viva! Basta! (Verbos)
do!, Viva!, Boa!
Fora! Francamente! (Advérbios)
Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!,
Hã-hã! A interjeição pode ser considerada uma “pala-
vra-frase” porque sozinha pode constituir uma mensa-
Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, gem.
Ih!, Livra!, Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Che-
ga!, Basta!, Ora! Socorro!
Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Ajudem-me!
Oxalá!
Silêncio!
Desculpa: Perdão!
Fique quieto!
Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pe-
na!, Ah!, Oh!,Eh! Há, também, as interjeições onomatopaicas ou
imitativas, que exprimem ruídos e vozes.
Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o
quê!, Hum!, Epa!, Ora! Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba!
Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Pu-
xa!, Céus!, Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó”
Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz! com a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, ale-
gria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” ex-
Impaciência ou Contrariedade: Hum!, clamativo e não a fazemos depois do “ó” vocativo.
Hem!, Irra!, Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bi-
Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade! lac) Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
Saudação, Chamamento ou Invocação: Na linguagem afetiva, certas interjeições, origi-
Salve!, Viva!, Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, nadas de palavras de outras classes, podem aparecer fle-
Socorro!, Valha-me, Deus! xionadas no diminutivo ou no superlativo.
Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Interjeições, leitura e produção de textos. Usa-
Oh! das com muita frequência na língua falada informal,
quando empregadas na língua escrita, as interjeições cos-
Saiba que: As interjeições são palavras invariá- tumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquia-
veis, isto é, não sofrem variação em gênero, número e lidade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar tra-
grau como os nomes, nem de número, pessoa, tempo, ços pessoais do falante como a escassez de vocabulário, o
modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto, em uso

66
temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem lhão, trilhão, variam em número: milhões, bilhões, tri-
geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos lhões. Os demais cardinais são invariáveis.
diálogos - que comumente se faz uso das interjeições
com o objetivo de caracterizar personagens e, também, Os numerais ordinais variam em gênero e nú-
graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza mero: primeiro segundo milésimo
sintética e conteúdo mais emocional do que racional fa- primeira segunda milésima
zem das interjeições presença constante nos textos publi-
citários. primeiros segundos milésimos
Numeral primeiras segundas milésimas
Numeral é a palavra que indica os seres em Os numerais multiplicativos são invariáveis
termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos se- quando atuam em funções substantivas:
res ou os situa em determinada sequência.
Fizeram odobrodoesforçoeconseguiramo triplo
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há deprodução.
pouco. [quatro: numeral = atributo numérico de “ingres-
so”] Eu quero café duplo, e você? Quando atuam em funções adjetivas, esses
numerais flexionam-se em gênero e número:
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
Teve de tomar doses triplas do medicamento.
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
Os numerais fracionários flexionam-se em gê-
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na se- nero e número. Observe: um terço/dois terços, uma terça
quência de“fila”] parte/duas terças partes
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, Os numerais coletivos flexionam-se em número.
o que os números indicam em relação aos seres. Assim, Veja: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milhei-
quando a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, ros.
etc.) não se trata de numerais, mas sim de algarismos.
É comum na linguagem coloquial a indicação de
Além dos numerais mais conhecidos, já que re- grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especiali-
fletem a ideia expressa pelos números, existem mais al- zação de sentido. É o que ocorre em frases como:
gumas palavras consideradas numerais porque denotam
quantidade, proporção ou ordenação. São alguns exem- “Me empresta duzentinho...”
plos: década, dúzia, par, ambos(as), novena. É artigo de primeiríssima qualidade!
Classificação dos Numerais O time está arriscado por ter caído na segundo-
Cardinais: indicam contagem, medida. É o nú- na. (= segunda divisão de futebol)
mero básico: um, dois, cem mil, etc. Emprego dos Numerais
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser nu- *Para designar papas, reis, imperadores, séculos
ma série dada: primeiro, segundo, centésimo, etc. e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordi-
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou nais até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o
seja, a divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc. numeral venha depois do substantivo:

Multiplicativos: expressam ideia de multiplica- Ordinais Cardinais


ção dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
aumentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Leitura dos Numerais Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Separando os números em centenas, de trás pa- Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
ra frente, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de
centenas e, no início, também de dezenas ou unidades. Canto IX (nono) João XXIII (vinte e
Entre esses conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam- três)
se pela conjunção “e”.
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, se- se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
tecentos e vinte e seis.
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez) Artigo 9.°
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e (nono) Artigo 21 (vinte e um)
vinte.
*Ambos/ambas são considerados numerais.
Flexão dos numerais Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as
duas”) e são largamente empregados para retomar pares
Os numerais cardinais que variam em gênero de seres aos quais já se fez referência.
são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de
duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; qua- Pedro e João parecem ter finalmente percebido
trocentos/quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bi- a importância da solidariedade. Ambos agora participam

67
das atividades comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada en- 3- Os ordinais referentes aos números 80, 300,
fática. 700 e 90 são, respectivamente
Atualmente, seu uso indica afetação, artificia- octagésimo, trecentésimo, septingenté-
lismo. sirno, nongentésimo
octogésimo, trecentésimo, septingentésimo,
nonagésimo
octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo,
nonagésimo
octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, non-
gentésimo
4-(Contador – IESES) “Em maio, um abaixo-
assinado, para que o parlamento extinga a lei ortográfica,
tomou a 82ª Feira do Livro de Lisboa.” O numeral ordi-
nal destacado está corretamente escrito na alternativa:
Oitogésima segunda.
Octogésima segunda.
Oitagésima segunda.
Octagésima segunda.
5-Marque o emprego incorreto do numeral:
século III (três)
página 102 (cento e dois)
80º (octogésimo)
capítulo XI (onze)
X tomo (décimo)

6-Triplo e tríplice são numerais:


multiplicativo o primeiro e ordinal o segundo
Questões
ambos ordinais
1-Na frase “Nessa carteira só há duas notas de
cinco reais” temos exemplos de numerais: ambos cardinais

ordinais; ambos multiplicativos.

cardinais; 7- Indique a grafia e leitura corretas do seguinte


numeral
fracionários;
cardinal: 3.726.
romanos;
Três mil, setecentos e vinte e seis.
Nenhuma das alternativas.
Três mil, e setecentos e vinte e seis.
2-Aponte a alternativa em que os numerais es-
tão bem empregados. Três mil e setecentos e vinte e seis.

Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primei- Três mil, setecentos, vinte, seis.
ro.
8- Em todas as frases abaixo, os numerais foram
Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo. corretamente empregados, exceto em:

Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo O artigo vinte e cinco deste código foi revogado.
primeiro.
Seu depoimento foi transcrito na página duzen-
Antes do artigo dez vem o artigo nono. tos e vinte e dois.

O artigo vigésimo segundo foi revogado. Ainda o capítulo sétimo desta obra.

68
Este terremoto ocorreu no século dez antes de duas últimas vírgulas pela conjunção “e”
Cristo.
8-) Este terremoto ocorreu no século décimo
9- Em todas as frases abaixo, a palavra grifada é antes de Cristo.
um numeral, exceto em:
9-) Ontem à tarde, um rapaz procurou por você?
Ele só leu um livro este semestre. = artigoindefinido
Não é preciso mais que uma pessoa para fazer 10-) Ele é o duodécimo colocado. = (posição 12)
este serviço.
Ontem à tarde, um rapaz procurou por você?
Você quer uma ou mais caixas deste produto?
Estrutura e formação das
palavras
10.Assinale o caso em que não haja expressão
numérica de sentido indefinido: Observe as seguintes palavras:
Ele é o duodécimo colocado. escol-a
Quer que veja este filme pela milésima vez? escol-ar
“Na guerra os meus dedos dispararam mil mor- escol-arização escol-arizar
tes”.
sub-escol-arização
“A vida tem uma só entrada; a saída é por cem
portas”. Percebemos que há um elemento comum a to-
das elas: a forma escol-. Além disso, em todas há elemen-
N.D.A. tos destacáveis, responsáveis por algum detalhe de signi-
ficação. Compare, por exemplo, escola e escolar: partindo
Respostas
de escola, formou-se escolar pelo acréscimo do elemento
1-B / 2-D / 3-B / 4-B / 5-A / 6-A / 7-A / 8-D / 9- destacável: ar.
C / 10-A
Por meio desse trabalho de comparação entre as
Comentários diversas palavras que selecionamos, podemos depreen-
der a existência de diferentes elementos formadores. Ca-
1-) Nessa carteira só há duas notas de cinco re- da um desses elementos formadores é uma unidade mí-
ais = numerais cardinais nima de significação, um elemento significativo inde-
componível, a que damos o nome de morfema.
2-)Ao papa Paulo Sexto sucedeu João Paulo
Primeiro. Classificação dos morfemas:
Após o parágrafo nono virá o parágrafo dez. Radical
Depois do capítulo sexto, li o capítulo onze. Há um morfema comum a todas as palavras que
estamos analisando: escol-.
Antes do artigo dez vem o artigo nono. = correta
É esse morfema comum – o radical – que faz
O artigo vinte e dois foi revogado. com que as consideremos palavras de uma mesma famí-
3-) 80 (octogésimo), 300 (trecentésimo ou tri- lia de significação – os cognatos. O radical é a parte da
centésimo), 700 (septingentésimo) 90 (nonagésimo) 4-) palavra responsável por sua significação principal.
82ª Feira = Octogésima segunda. Afixos
5-)século III (terceiro)
Como vimos, o acréscimo do morfema – ar -
página 102 (cento e dois) cria uma nova palavra a partir de escola. De maneira
semelhante, o acréscimo dos morfemas sub e arização à
80º (octogésimo) forma escol criou subescolarização. Esses morfemas re-
cebem o nome de afixos.
capítulo XI (onze)
Quando são colocados antes do radical, como
X tomo (décimo) acontece com sub, os afixos recebem o nome de prefixos.
6-) triplo e tríplice = ambos são numerais mul- Quando, como arização, surgem depois do radical os afi-
tiplicativos xos são chamados de sufixos.

7-)Três mil, e setecentos e vinte e seis. = retirar Prefixos e sufixos, além de operar mudança de
o “e” classe gramatical, são capazes de introduzir modificações
de significado no radical a que são acrescentados.
Três mil e setecentos e vinte e seis. = faltou a
vírgula; retirar o “e” Desinências

Três mil, setecentos, vinte, seis. = substituir as Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se
formas como amava, amavas, amava, amávamos, amá-

69
veis, amavam. Essas modificações ocorrem à medida que mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados
o verbo vai sendo flexionado em número (singular e plu- em vogais tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo)
ral) e pessoa (primeira, segunda ou terceira). Também não apresentam vogal temática.
ocorrem se modificarmos o tempo e o modo do verbo
(amava, amara, amasse, por exemplo). Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que ca-
racterizam três grupos de verbos a que se dá o nome de
Podemos concluir, assim, que existem morfe- conjugações. Assim, os verbos cuja vogal temática é -a
mas que indicam as flexões das palavras. Esses morfe- pertencem à primeira conjugação; aqueles cuja vogal te-
mas sempre surgem no fim das palavras variáveis e rece- mática é -e pertencem à segunda conjugação e os que
bem o nome de desinências. Há desinências nominais e têm vogal temática -i pertencem à terceira conjugação.
desinências verbais.
primeira conjug. segunda conjug. Terceira con-
Desinências nominais: indicam o gênero e o jug.
número dos nomes. Para a indicação de gênero, o portu- govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra
guês costuma opor as desinências -o/-a: garoto/garota;
menino/menina. atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse
realiz-a-sse mex-e-rá ag-i-mos
Para a indicação de número, costuma-se utilizar
o morfema –s, que indica o plural em oposição à ausên- Vogal ou consoante de ligação
cia de morfema, que indica o singular: garoto/garotos;
garota/garotas; menino/meninos; menina/meninas. As vogais ou consoantes de ligação são morfe-
mas que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para fa-
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a cilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma determi-
desinência de plural assume a forma -es: mar/mares; re- nada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligação na
vólver/revólveres; cruz/cruzes. palavra escolaridade: o - i - entre os sufixos -ar- e -dade
facilita a emissão vocal da palavra. Outros exemplos: ga-
Desinências verbais: em nossa língua, as desi- sômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, cha-
nências verbais pertencem a dois tipos distintos. Há leira, tricota.
aqueles que indicam o modo e o tempo (desinências mo-
do-temporais) e aquelas que indicam o número e a pes- Processos de formação de palavras:
soa dos verbos (desinência número- pessoais):
1-) Composição
cant-á-va-mos cant-á-sse-is
Haverá composição quando se juntarem dois ou
cant: radical cant: radical mais radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de
composição; justaposição e aglutinação.
-á-: vogal temática
1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos
-á-: vogal temática que formam o composto são postos lado a lado, ou seja,
-va-:desinência modo-temporal(caracteriza justapostos: Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira,
o pretérito imperfeito do indicativo) girassol.

-sse-:desinência modo-temporal (caracteriza o 1.2-) Aglutinação: ocorre quando os elementos


pretérito imperfeito do subjuntivo) que formam o composto se aglutinam e pelo menos um
deles perde sua integridade sonora: Aguardente (água +
-mos:desinência número-pessoal (caracteriza a ardente), planalto (plano + alto), pernalta (perna + alta),
primeira pessoa do plural) vinagre (vinho + acre)
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a Derivação por acréscimo de afixos
segunda pessoa do plural)
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas
Vogal temática (derivadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva.
A derivação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética.
Observe que, entre o radical cant- e as desinên-
cias verbais, surge sempre o morfema –a. 1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é ob-
tida por acréscimo de prefixo.
Esse morfema, que liga o radical às desinências,
é chamado de vogal temática. Sua função é ligar-se ao In------ --feliz des----------leal
radical, constituindo o chamado tema. É ao tema (radical
+ vogal temática) que se acrescentam as desinências. Prefixo radical prefixo radical
Tanto os verbos como os nomes apresentam vogais temá- 2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obti-
ticas. da por acréscimo de sufixo.
Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, Feliz---- mente leal------dade
quando átonas finais, como em mesa, artista, busca, per-
da, escola, triste, base, combate. Nesses casos, não pode- Radical sufixo radical sufixo
ríamos pensar que essas terminações são desinências in-
dicadoras de gênero, pois a mesa, escola, por exemplo, 3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo
não sofrem esse tipo de flexão. É a essas vogais temáticas acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo (não posso reti-
que se liga a desinência indicadora de plural: rar o prefixo nem o sufixo que estão ligados ao radical,
pois a palavra não “existiria”). Por parassíntese formam-

70
se principalmente verbos. Questões
En-- -----trist- ----ecer ilegalidade.
Prefixo radical sufixo cidadania.
en----- ---tard--- --ecer 1-Assinale a letra em que as palavras são forma-
das por derivação regressiva, derivação parassintética e
prefixo radical sufixo composição por aglutinação, respectivamente.
Outros tipos de derivação neurose, infelizmente, pseudônimo;
Há dois casos em que a palavra derivada é for- ajuste, aguardente, arco-íris;
mada sem que haja a presença de afixos. São eles: a deri-
vação regressiva e a derivação imprópria. amostra, alinhar, girassol;
1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida corte, emudecer, outrora;
por redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na
formação de substantivos derivados de verbos. Exemplo: pesca, deslealdade, vinagre.
A pesca está proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar) 2-Na frase “Ele tem um quê especial como ges-
2-) Derivação imprópria: a palavra nova (deri- tor”, o processo de formação da palavra destacada cha-
vada) é obtida pela mudança de categoria gramatical da ma-se:
palavra primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, A)composição B)justaposição C)aglutinação
mas tão somente na classe gramatical. D)derivação imprópria
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo 3-Brasília comemorou seu aniversário com uma
porquê deriva da conjunção porque) superfesta. A cinquentona planejada por Lúcio Costa é
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou- hoje uma metrópole que oferece alta qualidade de vida.
se, aqui,substantivo) exemplificam, respectivamente, casos de forma-
Outros processos de formação de palavras: ção de palavras por

Hibridismo: é a palavra formada com elementos


oriundos de línguas diferentes. Assinale a opção em que todas as palavras se
automóvel (auto: grego; móvel: latim) formam pelo mesmo processo:

sociologia (socio: latim; logia: grego) ajoelhar / antebraço / assinatura

sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: atraso / embarque / pesca


grego) o jota / o sim / o tropeço
Abreviação vocabular, cujo traço peculiar mani- entrega / estupidez / sobreviver
festa- se por meio da eliminação de um segmento de uma
palavra no intuito de se obter uma forma mais reduzida, antepor / exportação / sanguessuga
geralmente aquelas mais longas. Vejamos alguns exem-
plos: 5- A palavra “aguardente” formou-se por:

metropolitano – metrô extraordinário – extra hibridismo


otorrinolaringologista – otorrino telefone – fone aglutinação
pneumático – pneu justaposição
Onomatopeia: Consiste em criar palavras, ten- parassíntese
tando imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por
exemplo: zum- zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, derivação regressiva
blá-blá-blá.
6-Que item contém somente palavras formadas
Siglas: As siglas são formadas pela combinação por justaposição?
das letras iniciais de uma sequência de palavras que
constitui um nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasi- desagradável - complemente
leiro de Geografia e Estatística); IPTU (Imposto Predial,
vaga-lume - pé-de-cabra
Territorial e Urbano).
encruzilhada - estremeceu
As siglas escrevem-se com todas as letras mai-
úsculas, a não ser que haja mais de três letras e a sigla supersticiosa - valiosas
seja pronunciável sílaba por sílaba. Por exemplo: Uni-
camp, Petrobras. desatarraxou - estremeceu

71
“Sarampo” é: estão apenas “postas” uma ao lado da outra, justaposi-
ção).
forma primitiva
4-) formado por derivação regressiva = a pala-
formado por derivação parassintética vra primitiva é sarampão!
formado por derivação regressiva 5-) ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer =
formado por derivação imprópria nenhuma delas pode ter o prefixo ou o sufixo retirados,
pois elas só têm significado com ambos, juntos, ligados a
formado por onomatopeia elas.
7- As palavras são formadas através de deriva- (Tardecer? Noitecer? Tristecer? Entarde?)
ção parassintética em
6-) infelizmente = derivação prefixal e sufixal –
A)infelizmente, desleal, boteco, barraco. existe infeliz e felizmente, portanto não é caso de deriva-
B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer. ção parassintética. O outro vocábulo que também apre-
senta tal formação é ilegalidade (ilegal e legalidade).
C)caça, pesca, choro, combate.
7-) corte, emudecer, outrora
D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer.
Cortar / emudecer (não posso retirar nem o pre-
08.(Escrevente TJ SP –Vunesp/2011) Leia o fixo Nemo sufixo) / outra hora.
trecho.
8- Ele tem um quê especial como gestor.
Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infe-
lizmente, sem o tratamento e a destinação corretos,… Dentre suas várias classificações (pronome, in-
terjeição, conjunção), nessa frase o “que” pertence à clas-
9-Assinale a alternativa que contém uma pala- se do substantivo, pois vem precedido de um artigo.
vra formada pelo mesmo processo do termo destacado. Quando alteramos a classe gramatical de uma palavra
infiel. sem realizar nenhuma mudança na palavra, dá-se o no-
me de derivação imprópria (não é a classe gramatical
democracia. “própria” dela. Outro exemplo: olhar é verbo, mas em
“Seu olhar mexe comigo”, temos um substantivo)).
lobisomem.
9-) superfesta” e “cinquentona
A)hibridismo e neologismo.
= super + festa (prefixação) / cinquenta + ona
B)justaposição e aglutinação. (sufixação)
C)composição e derivação. 10-) A)limpeza... B)baronesa...
D)prefixação e sufixação. C)despesa...
E)conversão e regressão.
10.Quero acordar sem tristeza.
Vozes do Verbo
O sufixo eza, usado na palavra em destaque na
oração acima completará corretamente a grafia de:
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo
A)limp... verbo para indicar se o sujeito gramatical é agente ou pa-
ciente da ação.
B)baron...
São três as vozes verbais:
C)desp...
a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pra-
D)nenhuma das alternativas anteriores
tica a ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
Respostas
Ele fez o trabalho.
1. (B) / 2. (B) / 3. (B) / 4. (C) / 5. (B) / 6.
sujeito agente ação objeto (paciente)
(D) / 7. (D) /
b) Passiva: quando o sujeito é paciente, rece-
8. (D) / 9. (D) / 10. (A)
bendo a ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
Comentários
O trabalho foi feito por ele.
1-) atraso / embarque / pesca = formadas pelo
sujeito paciente ação agente da pas-
processo de derivação regressiva
siva
2-) água + ardente = aguardente ( aglutinação)
c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo
3-) vaga-lume - pé-de-cabra = não houve altera- tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
ção em nenhuma delas (nem acréscimo, nem redução, Por exemplo:

72
O menino feriu-se. Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz
passiva sintética.
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do ver-
bo com a noção de reciprocidade. Por exemplo: Curiosidade
Os lutadores feriram-se. (um ao outro) A palavra passivo possui a mesma raiz latina de
paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacionam
A voz passiva pode ser formada por dois proces- com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o
sos: analítico e sintético. significado de voz passiva como sendo a voz que expressa
1- Voz Passiva Analítica a ação sofrida pelo sujeito.

Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + Na voz passiva temos dois elementos que nem
particípio do verbo principal. Por exemplo: sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e AGENTE DA
PASSIVA.
A escola será pintada.
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
O trabalho é feito por ele.
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alte-
Obs. : o agente da passiva geralmente é acom- rar substancialmente o sentido da frase. Por exemplo:
panhado da preposição por, mas pode ocorrer a constru-
ção com a preposição de. Por exemplo: Gutenberg inventou a imprensa (Voz
Ativa)
A casa ficou cercada de soldados.
Sujeito da Ativa Objeto Direto
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva
não esteja explícito na frase. Por exemplo: A imprensa foi inventada por Gutenberg
(Voz Passiva)
A exposição será aberta amanhã.
Sujeito da Passiva Agente da
- A variação temporal é indicada pelo verbo au- Passiva
xiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a
transformação das frases seguintes: Observe que o objeto direto será o sujeito da
passiva, o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o
Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indica- verbo ativo assumirá a forma passiva, conservando o
tivo) mesmo tempo.
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito Observe mais exemplos:
do indicativo)
Os mestres têm constantemente aconselhado os
Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) alunos.
O trabalho é feito por ele. (presente do indicati- Os alunos têm sido constantemente aconselha-
vo) dos pelos mestres.
Ele fará o trabalho. (futuro do presente) Eu o acompanharei.
O trabalho será feito por ele. (futuro do presen- Ele será acompanhado por mim.
te)
Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeter-
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER minado, não haverá complemento agente na passiva. Por
assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da exemplo:
voz ativa. Observe a transformação da frase seguinte:
Prejudicaram-me.
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
Fui prejudicado.
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerún-
dio) Saiba que:

Obs.: é menos frequente a construção da voz 1) Aos verbos que não são ativos nem passivos
passiva analítica com outros verbos que podem eventu- ou reflexivos, são chamados neutros. Por exemplo:
almente funcionar como auxiliares. Por exemplo: O vinho é bom.
A moça ficou marcada pela doença. Aqui chove muito.
2- Voz Passiva Sintética 2) Há formas passivas com sentido ativo. Por
A voz passiva sintética ou pronominal constrói- exemplo:
se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apas- É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
sivador SE. Por exemplo:
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha
Abriram-se as inscrições para o concurso. nascido.)
Destruiu-se o velho prédio da escola. És um homem lido e viajado. (= que leu e via-

73
jou) que era esperado, porém não aconteceu.
3) Inversamente, usamos formas ativas com Exemplo: Pensei que cantaria bem, mas não
sentido passivo. Por exemplo: consegui.
Há coisas difíceis de entender. (= serem enten- São três os modos verbais:
didas)
Chama-se de modo verbal às várias formas as-
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado) sumidas pelo verbo na expressão de um fato. São três os
modos verbais: indicativo, subjuntivo e imperativo.
4) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se
(no sentido cirúrgico) e vacinar-se são considerados pas- Indicativo - Expressa uma realidade, algo dado
sivos, logo o sujeito é paciente. Por exemplo: como certo.
Chamo-me Luís. Exemplo: Eu ando pela calçada.
Batizei-me na Igreja do Carmo. Subjuntivo - Expressa algo duvidoso, hipotético.
Operou-se de hérnia. Exemplo: Talvez eu ande pela calçada.
Vacinaram-se contra a gripe. Imperativo - Expressa uma ordem, pedido ou
conselho.
Exemplo: Anda pela calçada, rapaz!
EMPREGO DO TEMPO E
MODOS VERBAIS
REGÊNCIA NOMINAL E
Verbo é a palavra que indica ação, praticada ou
VERBAL
sofrida pelo sujeito, estado ou qualidade do sujeito e
também fenômeno da natureza. Entenda como é o em-
prego dos tempos e modos verbais. Regência Verbal e Nominal
O tempo verbal indica se o verbo expressa algo Dá-se o nome de regência à relação de subordi-
que já aconteceu, que acontece no momento da fala ou nação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus
que ainda irá acontecer. São três os tempos verbais: pre- complementos. Ocupa-se em estabelecer relações entre
sente, passado, (pretérito) e futuro mas possui variações. as palavras, criando frases não ambíguas, que expressem
efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas e
Os tempos verbais e suas variações: claras.
Presente (canto) – Acontecimento no momento Regência Verbal
que se fala.
Termo Regente: VERBO
Exemplo: Eu canto bem!
A regência verbal estuda a relação que se esta-
Pretérito perfeito (cantei) – Acontecimento
belece entre os verbos e os termos que os complementam
pontual, ocorrido em um momento anterior ao que se (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (ad-
fala. juntos adverbiais).
Exemplo: Um dia cantei muito bem! O estudo da regência verbal permite-nos ampli-
Pretérito imperfeito (cantava) – Acontecimento ar nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunida-
contínuo, ocorrido em um intervalo de tempo anterior ao de de conhecermos as diversas significações que um ver-
que se fala. bo pode assumir com a simples mudança ou retirada de
uma preposição.
Exemplo: Eu cantava muito bem!
Observe:
Pretérito mais-que-perfeito (cantara) – Contras-
ta um acontecimento no passado ocorrido anteriormente A mãe agrada o filho. -> agradar significa acari-
a outro fato também anterior ao momento que se fala. ciar, contentar.

Exemplo: Quando ela chegou cantando bem A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “cau-
percebi que eu cantara mal! sar agrado ou prazer”, satisfazer.

Futuro do presente (cantarei) – Algo que possi- Logo, conclui-se que “agradar alguém” é dife-
velmente acontecerá em um momento posterior ao que rente de “agradar a alguém”.
se fala. Saiba que:
Exemplo: Com bastante treino e esforço um dia O conhecimento do uso adequado das preposi-
cantarei bem! ções é um dos aspectos fundamentais do estudo da re-
Futuro do pretérito (cantaria) – Acontecimento gência verbal (e também nominal). As preposições são

74
capazes de modificar completamente o sentido do que se Amam aquele rapaz. / Amam-no.
está sendo dito. Veja os exemplos:
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Cheguei ao metrô. Cheguei no metrô.
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham es-
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; ses verbos para indicar posse (caso em que atuam como
no segundo caso, é o meio de transporte por mim utiliza- adjuntos adnominais).
do. A oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a
fim de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão cul- Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
to da língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram
existirem divergências entre a regência coloquial, cotidi- sua carreira)
ana de alguns verbos, e a regência culta.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau
Para estudar a regência verbal, agruparemos os humor)
verbos de acordo com sua transitividade. A transitivida-
de, porém, não é um fato absoluto: um mesmo verbo po- Verbos Transitivos Indiretos
de atuar de diferentes formas em frases distintas.
Os verbos transitivos indiretos são complemen-
Verbos Intransitivos tados por objetos indiretos. Isso significa que esses ver-
bos exigem uma preposição para o estabelecimento da
Os verbos intransitivos não possuem comple- relação de regência. Os pronomes pessoais do caso oblí-
mento. É importante, no entanto, destacar alguns deta- quo de terceira pessoa que podem atuar como objetos
lhes relativos aos adjuntos adverbiais que costumam indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas.
acompanhá-los. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como comple-
Chegar, Ir mentos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos
indiretos que não representam pessoas, usam-se prono-
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos mes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lu-
adverbiais de lugar. Na língua culta, as preposições gar dos pronomes átonos lhe, lhes.
usadas para indicar destino ou direção são: a, para.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Fui ao teatro.
Consistir - Tem complemento introduzido pela
Adjunto Adverbial de Lugar preposição “em”.
Ricardo foi para a Espanha. A modernidade verdadeira consiste em direitos
iguais para todos.
Adjunto Adverbial de Lugar
Obedecer e Desobedecer - Possuem seus com-
Comparecer plementos introduzidos pela preposição “a”.
O adjunto adverbial de lugar pode ser in- Devemos obedecer aos nossos princípios e ide-
troduzido por em ou a. ais. Eles desobedeceram às leis do trânsito.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para Responder - Tem complemento introduzido pe-
ver o último jogo. la preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para
Verbos Transitivos Diretos indicar “a quem” ou “ao que” se responde.

Os verbos transitivos diretos são complemen- Respondi ao meu patrão. Respondemos às per-
tados por objetos diretos. Isso significa que não exigem guntas. Respondeu-lhe à altura.
preposição para o estabelecimento da relação de regên- Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo
cia. Ao empregar esses verbos, devemos lembrar que os indireto quando exprime aquilo a que se responde, admi-
pronomes oblíquos o, a, os, as atuam como objetos dire- te voz passiva analítica. Veja:
tos. Esses pronomes podem assumir as formas lo, los, la,
las (após formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou O questionário foi respondido corretamente.
no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando comple- Todas as perguntas foram respondidas satisfa-
mentos verbais, objetos indiretos. toriamente.

São verbos transitivos diretos, dentre outros: Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus com-
abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, plementos introduzidos pela preposição “com”.
acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, ampa- Antipatizo com aquela apresentadora.
rar, auxiliar, castigar, condenar, conhecer, conser-
var,convidar, defender, eleger, estimar, humilhar, namo- Simpatizo com os que condenam os políticos
rar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socor- que governam para uma minoria privilegiada.
rer, suportar, ver, visitar.
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Na língua culta, esses verbos funcionam exata-
mente como o verbo amar: Amo aquele rapaz. / Amo-o. Os verbos transitivos diretos e indiretos são
Amo aquela moça. / Amo-a. acompanhados de um objeto direto e um indireto. Mere-
cem destaque, nesse grupo:

75
va
Agradecer, Perdoar e Pagar Objetiva Direta
São verbos que apresentam objeto direto Saiba que:
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pes-
soas. Veja os exemplos: A construção “pedir para”, muito comum na lin-
guagem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na
Agradeço aos ouvintes a audiência. língua culta. No entanto, é considerada correta quando a
palavra licença estiver subentendida.
Objeto Indireto Objeto Direto
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado em casa.
ao pecador.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” in-
Obj. Direto Objeto Indireto troduz uma oração subordinada adverbial final reduzida
Paguei o débito ao cobrador. de infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).

Objeto Direto Objeto Indireto A construção “dizer para”, também muito usada
popularmente, é igualmente considerada incorreta.
O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser
feito com particular cuidado. Observe: Preferir

Agradeci o presente. / Agradeci-o. Agradeço a Na língua culta, esse verbo deve apresentar ob-
você. / Agradeço-lhe. Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. jeto indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exem-
plo:
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. Paguei mi-
nhas contas. / Paguei-as. Paguei aos meus credores. / Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ide-
Paguei-lhes. ais. Prefiro trem a ônibus.

Informar Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser


usado sem termos intensificadores, tais como: muito, an-
Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e tes, mil vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é
objeto indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. dada pelo prefixo existente no próprio verbo (pre).
Informe os novos preços aos clientes. Mudança de Transitividade versus Mu-
dança de Significado
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre
os novos preços) Há verbos que, de acordo com a mudança de
transitividade, apresentam mudança de significado. O
Na utilização de pronomes como complemen- conhecimento das diferentes regências desses verbos é
tos, veja as construções: um recurso linguístico muito importante, pois além de
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os no- permitir a correta interpretação de passagens escritas,
vos preços. oferece possibilidades expressivas a quem fala ou escre-
ve. Dentre os principais, estão:
Informe-os dos novos preços. / Informe-os de-
les. (ou sobre eles) AGRADAR

Obs.: a mesma regência do verbo informar é Agradar é transitivo direto no sentido de fazer
usada para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cien- carinhos, acariciar.
tificar, prevenir. Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre
Comparar o agrada quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o
Quando seguido de dois objetos, esse verbo ad-
mite as preposições “a” ou “com” para introduzir o com- gato. / Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.
plemento indireto. Agradar é transitivo indireto no sentido de cau-
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de sar agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege comple-
uma criança. mento introduzido pela preposição “a”.

Pedir O cantor não agradou aos presentes. O cantor


não lhes agradou.
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geral-
mente na forma de oração subordinada substantiva) e ASPIRAR
indireto de pessoa. Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver,
Pedi-lhe favores. Objeto Indireto Obje- inspirar (o ar), inalar.
to Direto Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
Pedi-lhe que mantivesse em silêncio. Aspirar é transitivo indireto no sentido de dese-
Objeto Indireto Oração Subordinada Substanti- jar, ter como ambição.

76
Aspirávamos a melhores condições de vida. Obs.: a Gramática Normativa condena as cons-
(Aspirávamos a elas) truções que atribuem ao verbo “custar” um sujeito repre-
sentado por pessoa.
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar”
não é pessoa, mas coisa, não se usam as formas prono- Observe o exemplo abaixo:
minais átonas “lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a
ele (s)”, “ a ela (s)”. Veja o exemplo: Custei para entender o problema.

Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspira- Forma correta: Custou-me entender o proble-
vam a ela) ma.

ASSISTIR IMPLICAR

Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, Como transitivo direto, esse verbo tem dois sen-
prestar assistência a, auxiliar. Por Exemplo: tidos: dar a entender, fazer supor, pressupor

As empresas de saúde negam-se a assistir os Suas atitudes implicavam um firme propósito.


idosos. As empresas de saúde negam-se a assisti-los. Ter como consequência, trazer como conse-
Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, quência, acarretar, provocar
presenciar, estar presente, caber, pertencer. Liberdade de escolha implica amadurecimento
Exemplos: político de um povo.

Assistimos ao documentário. Não assisti às úl- Como transitivo direto e indireto, significa
timas sessões. Essa lei assiste ao inquilino. comprometer, envolver

Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “as- Implicaram aquele jornalista em questões eco-
sistir” é intransitivo, sendo acompanhado de adjunto ad- nômicas.
verbial de lugar introduzido pela preposição “em”. Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância,
Assistimos numa conturbada cidade. é transitivo indireto e rege com preposição “com”.

CHAMAR Implicava com quem não trabalhasse ardua-


mente.
Chamar é transitivo direto no sentido de convo-
car, solicitar a atenção ou a presença de. PROCEDER

Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, Proceder é intransitivo no sentido de ser deci-
vá chamá-la. Chamei você várias vezes. / Chamei-o vá- sivo, ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, com-
rias vezes. portar-se, agir. Nessa segunda acepção, vem sempre
acompanhado de adjunto adverbial de modo.
Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere pre- As afirmações da testemunha procediam, não
dicativo preposicionado ou não. havia como refutá-las.

A torcida chamou o jogador mercenário. A tor- Você procede muito mal.


cida chamou ao jogador mercenário. Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a
A torcida chamou o jogador de mercenário. A preposição” de”) e fazer, executar (rege complemento in-
torcida chamou ao jogador de mercenário. troduzido pela preposição “a”) é transitivo indireto.

CUSTAR O avião procede de Maceió. Procedeu-se aos


exames.
Custar é intransitivo no sentido de ter determi-
nado valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto ad- O delegado procederá ao inquérito.
verbial. QUERER
Frutas e verduras não deveriam custar muito. Querer é transitivo direto no sentido de desejar,
No sentido de ser difícil, penoso, pode ser in- ter vontade de, cobiçar.
transitivo ou transitivo indireto. Querem melhor atendimento. Queremos um pa-
Muito custa viver tão longe da família. ís melhor.

Verbo Oração Subordinada Substantiva Subje- Querer é transitivo indireto no sentido de ter
tiva Intransitivo Reduzida de Infinitivo afeição, estimar, amar.

Custa-me (a mim) crer que tomou realmente Quero muito aos meus amigos. Ele quer bem à
aquela atitude. Objeto Oração Subordinada Substanti- linda menina.
va Subjetiva Indireto Reduzida de Infinitivo Despede-se o filho que muito lhe quer.

77
VISAR em Sensível a Curioso de, por Insensível a Sito em, Des-
contente com Liberal com Suspeito de Desejoso de Natu-
Como transitivo direto, apresenta os sentidos de ral de,Vazio de,
mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
Advérbios
O homem visou o alvo.
Longe de Perto de
O gerente não quis visar o cheque.
Obs.: os advérbios terminados em -mente ten-
No sentido de ter em vista, ter como meta, ter dem a seguir o regime dos adjetivos de que são forma-
como objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição dos: paralela a; paralelamente a; relativa a; relativamen-
“a”. te a.
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Questões
Prometeram tomar medidas que visassem ao 1-(Administrador – FCC – 2013-adap.).... a que
bem-estar público. ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências ...
Regência Nominal O verbo que exige o mesmo tipo de complemen-
É o nome da relação existente entre um nome to que o grifado acima está empregado em:
(substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos ...astros que ficam tão distantes ...
por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por
uma preposição. No estudo da regência nominal, é preci- ...que a astronomia é uma das ciências ...
so levar em conta que vários nomes apresentam exata-
mente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Co- ...que nos proporcionou um espírito ...
nhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, co- ...cuja importância ninguém ignora ...
nhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exem-
plo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos ...onde seu corpo não passa de um ponto obscu-
regem complementos introduzidos pela preposição ro ...
«a”.Veja:
02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC –
Obedecer a algo/ a alguém. Obediente a algo/ a 2013-adap.).
alguém.
... pediu ao delegado do bairro que desse um jei-
Apresentamos a seguir vários nomes acom- to nos filhos do sueco.
panhados da preposição ou preposições que os regem.
Observe-os atentamente e procure, sempre que possível, O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de
associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja re- complementos que o grifado acima está empregado em:
gência você conhece. ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO...
Substantivos ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
Admiração a, por Devoção a, para, com, por ...compareceu em companhia da mulher à dele-
Medo a, de gacia...
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
Atentado a, contra
O delegado apenas olhou-a espantado com o
Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por atrevimento.
Bacharel em Horror a 03. (Agente de Defensoria Pública – FCC –
Proeminência sobre Capacidade de, para Impa- 2013-adap.).
ciência com,Respeito a, com, para com, por ... constava simplesmente de uma vareta que-
Adjetivos brada em partes desiguais...

Acessível a Diferente de Necessário a Acostu- O verbo que exige o mesmo tipo de complemen-
mado a, com Entendido em Nocivo a to que o grifado acima está empregado em:

Afável com, para com Equivalente a Paralelo a Em campos extensos, chegavam em alguns ca-
sos a extremos de sutileza.
Agradável a Escasso de Parco em, de Alheio a,
de Essencial a, para Passível de Análogo a ...eram comumente assinalados a golpes de ma-
chado nos troncos mais robustos.
Fácil de Preferível a, Ansioso de, para, por Faná-
tico por Prejudicial a, Apto a, para Favorável a Prestes a Os toscos desenhos e os nomes estropiados de-
Ávido de Generoso com Propício a Benéfico a Grato a, sorientam, não raro, quem...
por Próximo a Capaz de, para Hábil em, Relacionado Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de ca-
com Compatível com Habituado a Relativo a, Contempo- minho na serra de Tunuí...
râneo a, de Idêntico a, Satisfeito com, de, em, por Contí-
guo a,Impróprio para Semelhante a Contrário a Indeciso ...em que tão bem se revelam suas afinidades

78
com o gentio,mestre e colaborador... Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam
rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que
4- (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). o avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é
... para lidar com as múltiplas vertentes da justi- um exemplo!, do que em outros.
ça... Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra-
O verbo que exige o mesmo tipo de complemen- pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
to que o da frase acima se encontra em: avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
exemplo, do que em outros.
A palavra direito, em português, vem de direc-
tum, do verbo latino dirigere... Não há dúvida de que as mulheres ampliam ra-
pidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o
...o Direito tem uma complexa função de gestão avanço seja mais notável em alguns países – o Brasil é
das sociedades... um exemplo – do que em outros.
...o de que o Direito [...] esteja permeado e regu- Não há dúvida que as mulheres ampliam rapi-
lado pela justiça. damente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o
avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um
Essa problematicidade não afasta a força das exemplo) do que em outros.
aspirações da justiça...
7-(Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013).
Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o Assinale a alternativa correta quanto à regência dos ter-
sentimento de justiça. mos em destaque.
5-Leia a tira a seguir. Ele tentava convencer duas senhoras a assumir
a responsabilidade pelo problema.
A menina tinha o receio a levar uma bronca por
ter se perdido.
A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho
de um índio na porta do prédio.
A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se
perdido de sua família.
A família toda se organizou para realizar a pro-
cura à garotinha.
8- (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013).
Assinale a alternativa que completa, correta e respecti-
vamente, as lacunas do texto, de acordo com as regras de
regência.
Os estudos quais a pesquisadora se reportou já
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
Considerando as regras de regência da norma- corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
padrão da língua portuguesa, a frase do primeiro qua-
drinho está corretamente reescrita, e sem alteração de A pesquisa faz um alerta influência ne-
sentido, em: gativa que a mídia
Ter amigos ajuda contra o combate pela depres- pode exercer sobre os jovens.
são.
dos … na
Ter amigos ajuda o combate sob a depressão.
nos … entre a
Ter amigos ajuda do combate com a depressão.
aos … para a
Ter amigos ajuda ao combate na depressão.
sobre os … pela
Ter amigos ajuda no combate à depressão.
pelos … sob a
6- (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a
alternativa em que o período, adaptado da revista Pes- 9- (Analista em Planejamento, Orçamento e Fi-
quisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à re- nanças Públicas – VUNESP – 2013). Considerando a
gência nominal e à pontuação. norma-padrão da língua, assinale a alternativa em que os
trechos destacados estão corretos quanto à regência, ver-
Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapi- bal ou nominal.
damente, seu espaço na carreira científica ainda que o
avanço seja mais notável em alguns países, o Brasil é um O prédio que o taxista mostrou dispunha de
exemplo, do que em outros. mais de dez mil tomadas.
O autor fez conjecturas sob a possibilidade de

79
haver um homem que estaria ouvindo as notas de um =transitivo direto
oboé.
3-) ... constava simplesmente de uma vareta
Centenas de trabalhadores estão empenhados quebrada em partes desiguais...
de criar logotipos e negociar.
Constar = verbo intransitivo
O taxista levou o autor a indagar no número de
tomadas do edifício. ...eram comumente assinalados a golpes de ma-
chado nos troncos mais robustos. =ligação
A corrida com o taxista possibilitou que o autor
reparasse a um prédio na marginal. Os toscos desenhos e os nomes estropiados de-
sorientam,
10. (Assistente de Informática II – VUNESP –
2013). Assinale a alternativa que substitui a expressão não raro, quem... =transitivo direto
destacada na frase, conforme as regras de regência da Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de ca-
norma-padrão da língua e sem alteração de sentido. minho na serra de Tunuí... = transitivo direto
Muitas organizações lutaram a favor da igual- ...em que tão bem se revelam suas afinidades
dade de direitos dos trabalhadores domésticos. com o
da gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto
na 4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da
pela justiça...

sob a Lidar = transitivo intransitivo

sobre a ...o Direito tem uma complexa função de gestão


das sociedades... =transitivo direto
Respostas
...o de que o Direito [...] esteja permeado e regu-
1-D / 2-D / 3-A / 4-A / 5-E / 6-D / 7-A / 8-C / lado pela justiça. =ligação
9-A / 10-C
Essa problematicidade não afasta a força das
Comentários aspirações da justiça... =transitivo direto e indireto
1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o
das outras ciências ... sentimento de justiça. =transitivo direto
Facilitar – verbo transitivo direto 5-) Considerando as regras de regência da nor-
ma-padrão da língua portuguesa, a frase do primeiro
...astros que ficam tão distantes ... = verbo de li- quadrinho está corretamente reescrita, e sem alteração
gação de sentido, em:
...que a astronomia é uma das ciências ... = Ter amigos ajuda no combate à depressão.
verbo de ligação
6-) A correção do item deve respeitar as regras
...que nos proporcionou um espírito ... = verbo de pontuação também. Assinalei apenas os desvios quan-
transitivo direto e indireto to à regência (pontuação encontra-se em tópico específi-
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obs- co)
curo = verbo transitivo indireto Não há dúvida de que as mulheres ampliam,
2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um Não há dúvida de que (erros quanto à pontu-
jeito nos filhos ação)
do sueco. Não há dúvida de que as mulheres, (er-
Pedir = verbo transitivo direto e indireto ros quanto à pontuação)

...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = (E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam
transitivo direto rapidamente, seu espaço na carreira científica, ainda que,
o avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é
...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo um exemplo) do que em outros.
de ligação
7-)A menina tinha o receio de levar uma bronca
...compareceu em companhia da mulher à dele- por ter se perdido.
gacia...
A garota tinha apenas a lembrança do desenho
=verbo intransitivo de um índio na porta do prédio.
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o A menina não tinha orgulho do fato de ter se
atrevimento. perdido de sua família.

80
A família toda se organizou para realizar a pro- - Nocasodeocoletivo aparecer seguidode adjunto
cura pela garotinha. adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular
ou poderá ir para o plural: Uma multidão de pessoas saiu
8-) Os estudos aos quais a pesquisadora se re- aos gritos.
portou já assinalavam uma relação entre os distúrbios da
imagem corporal e a exposição a imagens idealizadas pe- Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
la mídia.
Quando o sujeito é representado por expressões
A pesquisa faz um alerta para a influência nega- partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte
tiva que a mídia pode exercer sobre os jovens. de, a metade de, uma porção de, entre outras”, o verbo
tanto pode concordar com o núcleo dessas expressões
9-) B) O autor fez conjecturas sobre a possibili- quanto com o substantivo que a segue: A maioria dos
dade de haver um homem que estaria ouvindo as notas alunos resolveu ficar. A maioria dos alunos resolveram
de um oboé. ficar.
C) Centenas de trabalhadores estão empenha- No caso de o sujeito ser representado por ex-
dos em criar logotipos e negociar. pressões aproximativas, representadas por “cerca de,
D) O taxista levou o autor a indagar sobre o perto de”, o verbo concorda com o substantivo determi-
número de tomadas do edifício. nado por elas: Cerca de vinte candidatos se inscreveram
no concurso de piadas.
E) A corrida com o taxista possibilitou que o au-
tor reparasse em um prédio na marginal. Em casos em que o sujeito é representado pela
expressão “mais de um”, o verbo permanece no singu-
10-) Muitas organizações lutarampela lar: Mais de um candidato se inscreveu no concurso de
igualdade de direitos dos trabalhadores domésti- piadas.
cos.
Observação:
No caso da referida expressão aparecer repetida
CONCORDANCIA NOMINAL E ou associada a um verbo que exprime reciprocidade, o
VERBAL verbo, necessariamente, deverá permanecer no plural:
Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram
Concordância Verbal na campanha de doação de alimentos.

Ao falarmos sobre a concordância verbal, esta- Mais de um formando se abraçaram durante as


mos nos referindo à relação de dependência estabelecida solenidades de formatura.
entre um termo e outro mediante um contexto oracional. Quando o sujeito for composto da expressão
Desta feita, os agentes principais desse processo são re- “um dos que”, o verbo permanecerá no plural: Esse joga-
presentados pelo sujeito, que no caso funciona como su- dor foi um dos que atuaram na Copa América.
bordinante; e o verbo, o qual desempenha a função de
subordinado. Em casos relativos à concordância com locuções
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de
Dessa forma, temos que a concordância verbal vós, quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se ne-
caracteriza- se pela adaptação do verbo, tendo em vista cessário nos atermos a duas questões básicas:
os quesitos “número e pessoa” em relação ao sujeito.
Exemplificando, temos: O aluno chegou No caso de o primeiro pronome estar expresso
no plural, o verbo poderá com ele concordar, como pode-
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pes- rá também concordar com o pronome pessoal: Alguns de
soa do singular, pois faz referência a um sujeito, assim nós o receberemos./ Alguns de nós o receberão.
também expresso (ele). Como poderíamos também dizer:
os alunos chegaram atrasados. Quando o primeiro pronome da locução estiver
expresso no singular, o verbo permanecerá, também, no
Temos aí o que podemos chamar de princípio singular: Algum de nós o receberá.
básico. Contudo, a intenção a que se presta o artigo em
evidência é eleger as principais ocorrências voltadas para No caso de o sujeito aparecer representado pelo
os casos de sujeito simples e para os de sujeito composto. pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pes-
Dessa forma, vejamos: soa do singular ou poderá concordar com o antecedente
desse pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade
Casos referentes a sujeito simples para ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade pa-
Em caso de sujeito simples, o verbo concorda ra ela.
com o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atra- Em casos nos quais o sujeito aparece realçado
sado. pela palavra “que”, o verbo deverá concordar com o ter-
Nos casos referentes a sujeito representado por mo que antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pes- que tomamos as decisões. / Em casa sou eu que decido
soa do singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos. tudo.

Observação: No caso de o sujeito aparecer representado por


expressões que indicam porcentagens, o verbo concorda-

81
rá com o numeral ou com o substantivo a que se refere
essa porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a
decisão da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a deci- Casos relativos a sujeito composto de palavras
são. sinônimas ou ordenado por elementos em gradação, o
verbo poderá permanecer no singular ou ir para o plural:
Observações: Minha vitória, minha conquista, minha premiação são
frutos de meu esforço./ Minha vitória, minha conquista,
Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de minha premiação é fruto de meu esforço.
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral:
Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários. Concordância Nominal
Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá Concordância nominal é que o ajuste que faze-
no singular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão mos aos demais termos da oração para que concordem
da diretoria. em gênero e número com o substantivo. Teremos que al-
terar, portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pro-
Em casos em que o numeral estiver acompa- nome. Além disso, temos também o verbo, que se flexio-
nhado de determinantes no plural, o verbo permanecerá nará à sua maneira.
no plural: Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão
da diretoria. Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o
pronome concordam em gênero e número com o subs-
Nos casos em que o sujeito estiver representado tantivo.
por pronomes de tratamento,o verbodeveráseremprega-
do na terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas - A pequena criança é uma gracinha.
Majestades gostaram das homenagens. Vossa Majestade
agradeceu o convite. O garoto que encontrei era muito gentil e sim-
pático.
Casos relativos a sujeito representado por subs-
tantivo próprio no plural se encontram relacionados a Casos especiais: Veremos alguns casos que fo-
alguns aspectos que os determinam: gem à regra geral mostrada acima.

Diante de nomes de obras no plural, seguidos Um adjetivo após vários substantivos


do verbo ser, este permanece no singular, contanto que o - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai
predicativo também esteja no singular: Memórias pós- para o plural
tumas de Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis.
ou concorda com o substantivo mais próximo.
Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo
também permanece no plural: Os Estados Unidos são Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
uma potência mundial.
Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
Casos em que o artigo figura no singular ou em
que ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Es- - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
tados Unidos é uma potência mundial. plural masculino ou concorda com o substantivo mais
próximo.
Casos referentes a sujeito composto
Ela tem pai e mãe louros.
Nos casos relativos a sujeito composto de pes-
soas gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plu- Ela tem pai e mãe loura.
ral, estando relacionado a dois pressupostos básicos: - Adjetivo funciona como predicativo: vai obri-
Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá so- gatoriamente para o plural.
bre as demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. O homem e o menino estavam perdidos.
Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá O homem e sua esposa estiveram hospedados
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois pri- aqui.
mos. Tu e ele são primos.
Um adjetivo anteposto a vários substantivos
Nos casos em que o sujeito composto aparecer
anteposto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e - Adjetivo anteposto normalmente concorda
seus dois filhos compareceram ao evento. com o mais próximo.
No caso em que o sujeito aparecer posposto ao Comi delicioso almoço e sobremesa.
verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo
ou permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai Provei deliciosa fruta e suco.
e seus dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus
- Adjetivo anteposto funcionando como predica-
dois filhos.
tivo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Nos casos relacionados a sujeito simples, porém
Estavam feridos o pai e os filhos.
com mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no
singular: Meu esposo e grande companheiro merece toda Estava ferido o pai e os filhos.
a felicidade do mundo.

82
Um substantivo e mais de um adjetivo ou.
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. Menos, alerta
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 2-
coloca o substantivo no plural. 1- Em todas as ocasiões são invariáveis.

Falava fluentemente as línguas inglesa e espa- Preciso de menos comida para


nhola. perder peso.

Pronomes de tratamento Estamos alerta para com suas chamadas.

1 - sempre concordam com a 3ª pessoa. Tal Qual

Vossa Santidade esteve no Brasil. 1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual”


concorda com o consequente.
Anexo, incluso, próprio, obrigado
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
1 - Concordam com o substantivo a que se refe-
rem. Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.

As cartas estão anexas. Possível

A bebida está inclusa. Precisamos de nomes 1- Quando vem acompanhado de “mais”, “me-
próprios. Obrigado, disse o rapaz. nos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que prece-
de as expressões.
Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
A mais possível das alternativas é a que você ex-
1 - Após essas expressões o substantivo fica pôs. Os melhores cargos possíveis estão neste setor da
sempre no singular e o adjetivo no plural. empresa. As piores situações possíveis são encontradas
nas favelas da cidade.
Renato advogou um e outro
caso fáceis. Meio
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. Como advérbio: invariável.
É bom, é necessário, é proibido Estou meio (um pouco) insegura.
1- Essas expressões não variam se o sujeito não Como numeral: segue a regra geral.
vier precedido de artigo ou outro determinante.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
Canja é bom. / A canja é
boa. É necessário sua presença. / É necessária a sua Só
presença. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. apenas, somente (advérbio): invariável.
/ A entrada é proibida.
Só consegui comprar uma passagem.
Muito, pouco, caro
sozinho (adjetivo): variável.
Como adjetivos: seguem a regra geral.
Estiveram sós durante horas.
Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros. SIGNIFICADO DAS PALAVRAS:
SINTONIMOS, ANTONI-
Como advérbios: são invariáveis.
MOS,CONOTAÇÃO,DENOTAÇÃO
Comi muito durante a viagem. Pouco lutei, por
isso perdi a batalha. Comprei caro os sapatos.
Mesmo, bastante Significação das palavras:
Como advérbios: invariáveis Denotação e Conotação ( sentido Próprio (de-
notativo) e sentido figurado (conotativo)
Preciso mesmo da sua ajuda.
Antônimo e Sinônimo
Fiquei bastante contente com a proposta de
emprego. Homônimos e Parônimos
Como pronomes: seguem a regra geral. Ambiguidades
Seus argumentos foram bastantes para me con- Polissemia
vencer.
Sentido próprio e figurado das palavras
Os mesmos argumentos que eu usei, você copi-
Hiperonímia e hiponímia

83
Denotação e Conotação A contribuição greco-latina é responsável pela
existência de numerosos pares de sinônimos:
Denotação
adversário e antagonista;
Uma palavra é usada no sentido denotativo
(próprio ou literal) quando apresenta seu significado ori- translúcido e diáfano;
ginal, independentemente do contexto frásico em que
aparece. Quando se refere ao seu significado mais objeti- semicírculo e hemiciclo;
vo e comum, aquele imediatamente reconhecido e muitas contraveneno e antídoto;
vezes associado ao primeiro significado que aparece nos
dicionários, sendo o significado mais literal da palavra. moral e ética;
A denotação tem como finalidade informar o re- colóquio e diálogo;
ceptor da mensagem de forma clara e objetiva, assumin-
do assim um caráter prático e utilitário. É utilizada em transformação e metamorfose;
textos informativos, como jornais, regulamentos, manu- oposição e antítese.
ais de instrução, bulas de medicamentos, textos científi-
cos, entre outros. ANTONÍMIA: É a relação entre palavras de
significado oposto
Exemplos:
Outras palavras, ainda, possuem significados
O elefante é um mamífero. completamente divergentes, de forma que um se opõe ao
Já li esta página do livro. outro, ou nega-lhe o significado. Estas palavras são cha-
madas de antônimos.
A empregada limpou a casa.
Ex: direita / esquerda, preto / branco, alto /
Conotação baixo, gordo / magro.
Uma palavra é usada no sentido conotativo (fi- Desta forma, ANTÔNIMOS são palavras que
gurado) quando apresenta diferentes significados, sujei- opõem-se no seu significado.
tos a diferentes interpretações, dependendo do contexto
frásico em que aparece. Quando se refere a sentidos, as- Observação: A antonímia pode originar-se de
sociações e ideias que vão além do sentido original da um prefixo de sentido oposto ou negativo:
palavra, ampliando sua significação mediante a circuns- bendizer e maldizer;
tância em que a mesma é utilizada, assumindo um senti-
do figurado e simbólico. simpático e antipático;
A conotação tem como finalidade provocar sen- progredir e regredir;
timentos no receptor da mensagem, através da expressi-
vidade e afetividade que transmite. É utilizada princi- concórdia e discórdia;
palmente numa linguagem poética e na literatura, mas
ativo e inativo;
também ocorre em conversas cotidianas, em letras de
música, em anúncios publicitários, entre outros. esperar e desesperar;
Exemplos: comunista e anti¬comunista;
Você é o meu sol! simétrico e assimétrico.
Minha vida é um mar de tristezas. Para ver uma videoaula clique aqui
Você tem um coração de pedra! Fonte: atividades educativas
Para aprofundar mais sobre denotação e cono- Homônimos e Parônimos
tação.
Homônimos são palavras com escrita ou pro-
Antônimo e Sinônimo núncia iguais, com significado (sentido) diferente.
Conhecer o significado das palavras é importan- – A manga está uma delícia.
te, pois só assim o falante ou escritor será capaz de sele-
cionar a palavra certa para construir a sua mensagem. – A manga da camisa ficou perfeita.

Por esta razão, é importante conhecer fatos lin- – O político foi cassado por corrupção.
guísticos como: sinonímia e antonímia.
– O lobo foi caçado por bandidos.
SINONÍMIA (sinônimos): palavras que possu-
Tipos de homônimos: homógrafos, homófonos e
em significados iguais ou semelhantes.
homônimos perfeitos.
ANTONÍMIA (antônimos): palavras que possu-
Homógrafos – mesma grafia e som diferente.
em significados diferentes.
– Eu começo a trabalhar em breve.
Sendo assim, SINÔNIMOS são palavras que
possuem significados semelhantes.

84
– O começo do filme foi ótimo. e, na maioria das vezes, costumam ocorrer por descuido,
ou ainda por desconhecimento das regras por parte do
Homófonos – grafia diferente e mesmo som. emissor. O uso da ambiguidade pode resultar na má in-
– A cela do presídio está lotada. terpretação da mensagem, ocasionando múltiplos senti-
dos. É importante lembrar que toda comunicação estabe-
– A sela do cavalo está velha. lece uma finalidade, uma intenção para com o interlocu-
tor, e para que isso ocorra, a mensagem tem de estar cla-
Homônimos perfeitos – mesma grafia e som. ra, precisa e coerente.
– Vou pegar dinheiro no banco. A inadequação ou a má colocação de elementos
– O banco da praça quebrou. como pronomes, adjuntos adverbiais, expressões e mes-
mo enunciados inteiros podem acarretar duplo sentido,
Acender – colocar fogo comprometendo a clareza do texto. Na publicidade ob-
servamos o uso e o abuso da linguagem plurissignifican-
Ascender – subir te, por meio dos trocadilhos e jogos de palavras, procu-
rando chamar a atenção do interlocutor para a mensa-
Aço – metal
gem. Caso o autor não se julgue preparado para utilizar
Asso – verbo assar conjugado corretamente a ambiguidade, é preferível uma linguagem
mais objetiva, com vocábulos ou expressões que sejam
Censo – recenseamento mais adequadas às finalidades requeridas.
Senso – julgar Os tipos comuns de ambiguidade, como vício de
linguagem são:
Parônimos são palavras com escrita e pronún-
cia parecidas, mas com significado (sentido) diferente. Uso indevido de pronomes possessivos
– O homem fez uma bela descrição da mulher. A mãe pediu à filha que arrumasse o seu quarto.
– Use a sua discrição, Paulo. Qual quarto? o da mãe ou da filha? Para evitar
ambiguidade:
Amoral – nem contrário e nem conforme a mo-
ral A mãe pediu à filha que arrumasse o próprio
quarto.
Imoral – contrário à moral
Outro exemplo:
Arrear – pôr arreios
Vi o João andando com seu carro.
Arriar – colocar no chão
O carro em questão pode ser do próprio João,
Comprimento – extensão, grandeza e tamanho
ou da pessoa a quem a mensagem foi dirigida.
Cumprimento – saudação
Vi o João andando com o carro dele.
Descrição – falar sobre
Colocação inadequada das palavras
Descriminar – inocentar
A criança feliz foi ao parque.
Emergir – mostra-se
A criança ficou feliz ao chegar no parque, ou es-
Imergir – mergulhar tava assim antes?

Ambiguidades Feliz, a criança foi ao parque.

Ambiguidade ou anfibologia é o nome dado, Uso de forma indistinta entre o pronome relati-
dentro da linguística na língua portuguesa, à duplicidade vo e a conjunção integrante
de sentidos, onde alguns termos, expressões, sentenças
A estudante falou com o garoto que estudava
apresentam mais de uma acepção ou entendimento pos-
enfermagem.
sível. Em outras palavras, ocorre quando, por falta de
clareza, há duplicidade de sentido da frase. Apesar de ser Quem estuda enfermagem, a estudante ou o ga-
um recurso aceitável dentro da linguagem poética ou li- roto?
terária, deve ser na maioria das vezes, evitado em cons-
truções textuais de caráter técnico, informativo, ou A estudante de enfermagem falou com o garoto;
pragmático.
Ou A estudante falou com o garoto do curso de
A palavra tem origem no latim “ambiguitas”, enfermagem;
que possui significado similar ao vocábulo no português:
Uso indevido de formas nominais
incerteza, equívoco. Ao contrário das figuras de lingua-
gem, que são ferramentas à disposição do usuário da lín- A moça reconheceu a amiga frequentando a
gua, e que dão realce e beleza às mensagens emitidas, a academia.
ambiguidade é colocada no grupo das espécies de vícios
de linguagem. Os vícios de linguagem são palavras ou Quem estava na academia? a moça ou a amiga?
construções que vão de encontro às normas gramaticais,

85
A moça reconheceu a amiga que estava frequen- exército brasileiro.
tando a academia.
Na África do Sul, o Cabo da Boa esperança é co-
ou nhecido pelo nome: Cabo das Tormentas.
A moça, na academia, reconheceu a amiga. A palavra “cabo“, também é uma palavra polis-
sêmica uma vez que possui vários significados.
Fonte: Infoescola
Logo, no exemplo 1, o termo refere-se ao objeto
Polissemia: que compõe a vassoura.
Polissemia é um conceito da área da linguísti- No exemplo 2, a palavra significa livrar-se de al-
ca com origem no termo grego polysemos, que significa go que o incomoda.
“algo que tem muitos significados”. Uma palavra polis-
sêmica é uma palavra que reúne vários significados. No exemplo 3, absorve o conceito de “patente,
posto militar”.
A palavra “vela” é um dos exemplos de polisse-
mia. Ela pode significar a vela de um barco; a vela feita Por fim, no exemplo 4 o termo é utilizado para
de cera que serve para iluminar ou pode ser a conjugação indicar o “acidente geográfico”.
do verbo velar, que significa estar vigilante. As diferentes
variantes de significado podem depender da afinidade Hiperonímia e hiponímia
etimológica do vocábulo em causa, do seu uso metafórico A hiperonímia indica uma relação hierárquica
e, em última instância, do contexto em que se insere, on- de significado que uma palavra superior estabelece com
de, na prática, o termo fica monossêmico, assegurando uma palavra inferior. O hiperônimo é uma palavra hie-
desta forma a comunicação. rarquicamente superior porque apresenta um sentido
A polissemia constitui uma propriedade básica mais abrangente que engloba o sentido do hipônimo,
das unidades léxicas e um elemento estrutural da lingua- uma palavra hierarquicamente inferior, com sentido
gem. O oposto da polissemia é a monossemia, onde uma mais restrito.
palavra assume só um significado. A hiponímia indica, assim, essa mesma relação
Exemplo 1 hierárquica de significado. Foca-se, no entanto, na pers-
pectiva da palavra hierarquicamente inferior – hipôni-
A letra da música do Chico Buarque é incrível. mo, que, a nível semântico, pode ser incluída numa clas-
se superior que abrange o seu significado – hiperônimo.
A letra daquele aluno é inteligível
País é hiperônimo de Brasil.
Meu nome começa com a letra D.
Mamífero é hiperônimo de cavalo.
Logo, constatamos que a palavra “letra” é um
termo polissêmico, visto que abarca significados distin- Jogo é hiperônimo de xadrez.
tos dependendo de sua utilização.
Brasil é hipônimo de país.
Assim, no exemplo 1, a palavra é utilizada como
“música, canção”. No 2 significa “caligrafia”. Já no exem- Cavalo é hipônimo de mamífero.
plo 3 indica a “letra do alfabeto”. Xadrez é hipônimo de jogo.
Exemplo 2 Os hiperônimos:
Estava uma fila enorme no banco por causa do Apresentam um sentido abrangente;
dia do pagamento dos trabalhadores.
Transmitem a ideia de um todo;
Joana sentou no banco da praça para terminar
de ler seu livro. Representam as características genéricas de
uma classe;
Se você não tiver dinheiro, eu banco nossa via-
gem ao exterior. Permitem a formação de subclasses associadas a
elas.
No exemplo acima, podemos constatar que o
termo “banco” corresponde a uma palavra polissêmica. Os hipônimos:
Assim, dependendo do contexto, a mesma pala- Apresentam um sentido restrito;
vra pode significar: instituição financeira (exemplo 1);
assento (exemplo 2) e arcar com as despesas, pagar Transmitem a ideia de um item ou uma parte de
(exemplo 3). um todo;

Exemplo 3 Representam as características específicas de


uma subclasse;
O cabo da vassoura quebrou no dia da faxina.
Permitem a associação a uma classe superior
Preciso dar cabo de toda essa bagunça. mais abrangente.
Seguiu a carreira militar e, atualmente é cabo do Exemplos de hiperônimos e hipônimos

86
Hiperônimo Hipônimos Conheço a aluna.
Cor- verde, azul, amarelo, vermelho, branco,… Refiro-me à aluna.
Fruta- maçã, banana, manga, abacaxi, jaca,… No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto
(conhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a
Veículo- carro, automóvel, moto, bicicleta, ôni- crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é
bus,… transitivo indireto (referir-se a algo ou a alguém) e exige
esporte-natação, futebol, patinação, atletismo, a preposição “a”. Portanto, a crase é possível, desde que o
esgrima,… termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino
“a” ou um dos pronomes já especificados.
animalcobra, onça, cachorro, urubu, urso,…
Veja os principais casos em que a crase
flor rosa, margarida, malmequer, hortênsia, NÃO ocorre:
orquídea,…
1-) diante de substantivos masculinos:
eletrodoméstico,geladeira, batedeira, liquidifi-
cador, aspirador, ferro,… Andamos a cavalo. Fomos a pé.

ferramenta-martelo, serrote, alicate, enxada, Passou a camisa a ferro. Fazer o exercício a lá-
chave de fenda,… pis.

ave-papagaio, gaivota, bem-te-vi, arara, coru- Compramos os móveis a prazo.


ja,… 2-) diante de verbos no infinitivo:
Uso de hiperônimos e hipônimos A criança começou a falar. Ela não tem nada a
O uso de hiperônimos e hipônimos é essencial dizer.
para a construção de uma boa coesão lexical num texto. Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a”
Os hiperônimos e hipônimos atuam como um recurso dos exemplos acima é apenas preposição, logo não ocor-
coesivo lexical que permite a abordagem de um tema evi- rerá crase.
tando repetições vocabulares.
3-) diante da maioria dos pronomes e das ex-
Além disso, desempenham uma função anafóri- pressões de tratamento, com exceção das formas senho-
ca no texto, fazendo referência a uma informação previ- ra, senhorita e dona:
amente mencionada sem a repetir, através do uso de
substantivos genéricos e específicos. Diga a ela que não estarei em casa amanhã. En-
treguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discur-
CRASE so de ontem. Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns
minutos.

A palavra crase é de origem grega e significa Os poucos casos em que ocorre crase diante dos
«fusão»,«mistura». Na língua portuguesa, é o nome que pronomes podem ser identificados pelo método: troque a
se dá à «junção» de duas vogais idênticas. É de grande palavra feminina por uma masculina, caso na nova cons-
importância a crase da preposição “a” com o artigo femi- trução surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
nino “a” (s), com o “a” inicial dos pronomes aquele(s), Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao
aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a qual (as mesmo indivíduo.) Informei o ocorrido à senhora. (In-
quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para formei o ocorrido ao senhor.) Peça à própria Cláudia pa-
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depen- ra sair mais cedo. (Peça ao próprio Cláudio para sair
de da compreensão da fusão das duas vogais. É funda- mais cedo.)
mental também, para o entendimento da crase, dominar
a regência dos verbos e nomes que exigem a preposição 4-) diante de numerais cardinais:
“a”. Aprender a usar a crase, portanto, consiste em
aprender a verificar a ocorrência simultânea de uma pre- Chegou a duzentos o número de feridos Daqui a
posição e um artigo ou pronome. uma semana começa o campeonato.

Observe: Casos em que a crase SEMPRE ocorre:

Vou a + a igreja. Vou à igreja. 1-) diante de palavras femininas:

No exemplo acima, temos a ocorrência da Amanhã iremos à festa de aniversário de minha


preposição “a”, exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a colega. Sempre vamos à praia no verão.
ocorrência do artigo “a” que está determinando o subs- Ela disse à irmã o que havia escutado pelos cor-
tantivo feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das redores. Sou grata à população.
duas vogais e elas se unem, a união delas é indicada pelo
acento grave. Observe os outros exemplos: Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefo-

87
ne. especificado, ocorrerá crase. Veja:
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de Retornarei à São Paulo dos
“à moda de” (mesmo que a expressão moda de fique su- bandeirantes. = mesmo que, pela regrinha
bentendida): acima, seja a do “VOLTO DE” Irei à Salvador de Jorge
Amado.
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. Usava
sapatos à (moda de) Luís XV. Crase diante dos Pronomes Demonstra-
tivos Aquele (s), Aquela (s), Aquilo
Estava com vontade de comer frango à (moda
de) passarinho. O menino resolveu vestir-se à (moda de) Haverá crase diante desses pronomes sempre
Fidel Castro. que o termo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
3-) na indicação de horas: Acordei às sete horas Refiro-me a + aquele atent
da manhã. Elas chegaram às dez horas. ado.
Preposição Pronome
Foram dormir à meia-noite.
O termo regente do exemplo acima é o verbo
4-) em locuções adverbiais, prepositivas e con-
transitivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e
juntivas de que participam palavras femininas. Por
exige preposição, portanto, ocorre a crase. Observe este
exemplo:
outro exemplo:
Aluguei aquela casa.
à tarde às ocultas às pressas à medida que
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo)
à noite às claras às escondidas à força e não exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse
à vontade à beça à larga à escuta caso.
às avessas à revelia à exceção de à imitação de Veja outros exemplos:
à esquerda às turras às vezes à chave Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
à direita à procura à deriva à toa Quero agradecer àqueles que me socorreram. Refiro-me
àquilo que aconteceu com seu pai. Não obedecerei àquele
à proporção
à luz à sombra de à frente de sujeito.
que
à semelhança Assisti àquele filme três vezes.
de às ordens à beira de
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse. Comprei aquela cane-
ta.
Crase diante de Nomes de Lugar Crase com os Pronomes Relativos A Qual,
As Quais
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposi-
ção do artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, A ocorrência da crase com os pronomes relati-
de modo que diante deles haverá crase, desde que o ter- vos a qual e as quais depende do verbo. Se o verbo que
mo regente exija a preposição “a”. Para saber se um no- rege esses pronomes exigir a preposição «a», haverá cra-
me de lugar admite ou não a anteposição do artigo femi- se. É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos
nino “a”, deve-se substituir o termo regente por um ver- utilizando a substituição do termo regido feminino por
bo que peça a preposição “de” ou “em”. A ocorrência da um termo regido masculino.
contração “da” ou “na” prova que esse nome de lugar
aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo:

Por exemplo: A igreja à qual me refiro fica no centro da cida-


de.
Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na
[em+a] França.) O monumento ao qual me refiro fica no centro
da cidade
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Gré-
cia.) Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) Caso surja a forma ao com a troca do termo,
ocorrerá a crase.
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou
em Porto Alegre.) Veja outros exemplos:

- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, São normas às quais todos os alunos devem
crase HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?” obedecer. Esta foi a conclusão à qual ele chegou.

Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. Várias alunas às quais ele fez perguntas não
souberam responder nenhuma das questões.
Vou à praia. = Volto da praia.
A sessão à qual assisti estava vazia.
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver

88
Crase com o Pronome Demonstrativo “a” Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o
cartão ao Roberto.
A ocorrência da crase com o pronome
demonstrativo “a” também pode ser detectada através da 2-) diante de pronome possessivo feminino:
substituição do termo regente feminino por um termo
regido masculino. Observação: é facultativo o uso da crase diante
de pronomes possessivos femininos porque é facultativo
Veja: o uso do artigo. Observe:
Minha revolta é ligada à do meu país. Meu luto Minha avó tem setenta anos. Minha irmã
é ligado ao do meu país. está esperando por você.
As orações são semelhantes às de antes. Os A minha avó tem setenta anos. A mi-
exemplos são semelhantes aos de antes. Suas perguntas nha irmã está esperando por você.
são superiores às dele.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino dian-
Seus argumentos são superiores aos dele. Sua te de pronomes possessivos femininos, então podemos
blusa é idêntica à de minha colega. Seu casaco é idêntico escrever as frases abaixo das seguintes formas:
ao de minha colega.
Cedi o lugar a minha avó.Cedi o lugar a meu
avô. Cedi o lugar à minha avó.Cedi o lugar ao meu avô.
A Palavra Distância 3-) depois da preposição até:
Se a palavra distância estiver especificada, de- Fui até a praia. Ou Fui até à praia.
terminada, a crase deve ocorrer. Por exemplo:
Acompanhe-o até a porta.ou Acompanhe-o até à
Sua casa fica à distância de 100 Km daqui. (A porta.
palavra está determinada)
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
Todos devem ficar à distância de 50 metros do A palestra vai até às cinco horas da tarde.
palco. (A palavra está especificada.)
Questões
Se a palavra distância não estiver especificada, a
crase não pode ocorrer. 01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Bra-
sil, as discussões sobre drogas parecem limitar-se aspec-
Por exemplo: tos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas conse-
quências estivessem em legalismos, tecnicalidades e esta-
Os militares ficaram a distância. Gostava de fo- tísticas criminais. Raro ler respeito envolvendo questões
tografar a distância. Ensinou a distância. de saúde pública como programas de esclarecimento e
Dizem que aquele médico cura a distância. prevenção, de tratamento para dependentes e de reinte-
Reconheci o menino a distância. gração desses vida. Quantos de nós sabemos o nome de
um médico ou clínica quem tentar encaminhar um dro-
Observação: por motivo de clareza, para evitar gado da nossa própria família?
ambiguidade, pode-se usar a crase.
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de
Veja: S.Paulo, 17.09.2012. Adaptado)

Gostava de fotografar à distância. Ensinou à dis- As lacunas do texto devem ser preenchidas, cor-
tância. reta e respectivamente, com:
(A) aos…à… a…a
Dizem que aquele médico cura à distância. (B) aos…a… à…a
(C) a… a… à…à
Casos em que a ocorrência da crase é FACUL- (D) à… à… à…à
TATIVA (E) a… a… a…a
1-) diante de nomes próprios femininos: 02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC –
Observação: é facultativo o uso da crase diante 2013).Leia o texto a seguir.
de nomes próprios femininos porque é facultativo o uso Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e me-
do artigo. Observe: drosa, correu______ cartomante para consultá-la sobre
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vimos
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. que____ cartomante restituiu- lhe___ confiança, e que
o rapaz repreendeu-a por ter feito o que fez.
Como podemos constatar, é facultativo o uso do
artigo feminino diante de nomes próprios femininos, en- (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias.
Rio de Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
tão podemos escrever as frases abaixo das seguintes for-
mas: Preenchem corretamente as lacunas da frase
acima, na ordem dada:
Entreguei o cartão a Paula.Entreguei o cartão a
Roberto. à–a–a

89
a–a–à 5- (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária
– VUNESP – 2013). O Instituto Nacional de Administra-
à–a–à ção Prisional (INAP) também desenvolve atividades lúdi-
à–à–a cas de apoio ressocialização do indivíduo preso, com o
objetivo de prepará-lo para o retorno sociedade. Dessa
a–à–à forma, quando em liberdade, ele estará capacitado ter
uma profissão e uma vida digna.
03 “Nesta oportunidade, volto referir-me pro-
blemas já expostos V. Sª alguns dias”. Assinale a alternativa que preenche, correta e
respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a
à - àqueles - a - há norma- padrão da língua portuguesa.
a - àqueles - a - há à…à…à
a - aqueles - à - a a…a…à
à - àqueles - a - a a…à…à
a - aqueles - à - há à … à ... a
04.(Agente Técnico – FCC – 2013). Leia o texto a…à…a
a seguir.
6- O Ministro informou que iria resistir pres-
Comunicação sões contrárias modificações relativas aquisição da
O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: casa própria.
quer ter um autor ao vivo, em carne e osso. Quando este às - àquelas _ à
morre, há uma queda de popularidade em termos de
venda. Ou, quando teatrólogo, em termos de espetáculo. as - aquelas - a
Um exemplo: G. B. Shaw. E, entre nós, o suave fantasma
de Cecília Meireles recém está se materializando, tantos às àquelas - a
anos depois. às - aquelas - à
Isto apenas vem provar que a leitura é um re- as - àquelas - à
médio para a solidão em que vive cada um de nós neste
formigueiro. Claro que não me estou referindo a essa 7- (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária
vulgar comunicação festiva e efervescente. – VUNESP – 2013-adap)
Porque o autor escreve, antes de tudo, para ex- O acento indicativo de crase está corretamente
pressar-se. Sua comunicação com o leitor decorre uni- empregado em:
camente daí. Por afinidades. É como, na vida, se faz um
amigo. Tendências agressivas começam à ser relacio-
nadas com as dificuldades para lidar com as frustrações
E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar de seus desejos.
cada formiga num formigueiro, cada ovelha num reba-
nho − para que sejamos humanos e não uma infinidade A agressividade impulsiva deve-se à perturba-
de xerox infinitamente reproduzidos uns dos outros. ções nos mecanismos biológicos de controle emocional.

Mas acontece que há também autores xerox, A violência urbana é comparada à uma enfer-
que nos invadem com aqueles seus best-sellers... midade.

Será tudo isto uma causa ou um efeito? Condições de risco aliadas à exemplo de impu-
nidade alimentam a violência crescente nas cidades.
Tristes interrogações para se fazerem num
mundo que já foi civilizado.(Mário Quintana. Poesia Um ambiente desfavorável à formação da per-
completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1. ed., 2005. p. sonalidade atinge os mais vulneráveis.
654) 8- (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP
Claro que não me estou referindo a essa vulgar – 2013).
comunicação festiva e efervescente. O sinal indicativo de crase está correto em:
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa
de crase se o segmento grifado for substituído por: na área de biotecnologia.
leitura apressada e sem profundidade. Os pais não podem ser omissos e devem se de-
cada um de nós neste formigueiro. dicar à educação dos filhos.

exemplo de obras publicadas recentemente. Nossa síndica dedica-se integralmente à conser-


var as instalações do prédio.
uma comunicação festiva e virtual.
O bombeiro deve dedicar sua atenção à qual-
respeito de autores reconhecidos pelo público. quer detalhe que envolva a segurança das pessoas.

90
É função da política é dedicar-se à todo proble- a respeito de autores reconhecidos pelo público.
ma que comprometa o bem-estar do cidadão. (palavra masculina)
9- (Agente Educacional – VUNESP – 2013). As- 5-) O Instituto Nacional de Administração Pri-
sinale a alternativa em que a sequência da frase a seguir sional (INAP) também desenvolve atividades lúdicas de
traz o uso correto do acento indicativo de crase, de acor- apoio à ressocialização do indivíduo preso, com o objeti-
do com a norma- padrão da língua portuguesa. vo de prepará- lo para o retorno à sociedade. Dessa for-
ma, quando em liberdade, ele estará capacitado a ter
Um bom conhecimento de matemática é indis- uma profissão e uma vida digna.
pensável
Apoio a ? Regência nominal pede preposição;
à todo e qualquer estudante.
retorno a? regência nominal pede preposição;
à estudantes de nível superior.
antes de verbo no infinitivo não há crase.
à quem pretende carreiras no campo de exatas.
6-) O Ministro informou que iria resistir _às
à construção do saber nas mais diversas áreas.
Pressões Acordei. Olhei em volta. Não reconheci
à uma boa formação profissional. onde estava.
Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
Respostas contrárias àquelas_ modificações relativas à_
1-B / 2-A / 3-B / 4-A / 5-D / 6-A / 7-E / 8-B / 9- aquisição da casa própria.
D/ resistir a? regência verbal pede preposição;
Comentários contrária a? regência nominal pede preposição;
1-)limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou polici- relativas a? regência nominal pede preposição.
ais.
7-)Tendências agressivas começam à ser relaci-
Raro ler a respeito (antes de palavra mas- onadas com as dificuldades para lidar com as frustrações
culina não há crase) de reintegração desses_à_ vida. de seus desejos. (antes de verbo no infinitivo não há cra-
(reintegrar a + a vida = à) o nome de um médico se)
ou clínica a_quem tentar encaminhar um drogado da
nossa própria família? ( antes de pronome indefini- A agressividade impulsiva deve-se à perturba-
do/relativo) ções nos mecanismos biológicos de controle emocional.
(se o “a” está no singular e antecede palavra no plural,
2-) correu _à (= para a ) cartomante para con- não há crase)
sultá-la sobre a verdadeira causa do procedimento de
Camilo. Vimos que _a cartomante (objeto dire- A violência urbana é comparada à uma enfer-
to)restituiu-lhe a confiança (objeto direto), e que o rapaz midade.(artigo indefinido)
repreendeu-a por ter feito o que fez.
Condições de risco aliadas à exemplo de impu-
3-) “Nesta oportunidade, volto _a_ referir-me nidade alimentam a violência crescente nas cidades. (pa-
àqueles problemas já expostos a _ V. Sª _há_ alguns di- lavra masculina)
as”.
Um ambiente desfavorável à formação da per-
a referir = antes de verbo no infinito não há cra- sonalidade atinge os mais vulneráveis. = correta (regên-
se; cia nominal: desfavorável a?)
quem faz referência, faz referência A algo ou A 8-)Este cientista tem se dedicado à uma pesqui-
alguém ( a regência do verbo pede preposição) sa na área de biotecnologia. (artigo indefinido)
antes de pronome de tratamento não há crase Os pais não podem ser omissos e devem se de-
(exceção à dicar à educação dos filhos. = correta (regência verbal:
dedicar a )
senhora, que admite artigo);
Nossa síndica dedica-se integralmente à conser-
há no sentido de tempo passado. var as instalações do prédio. (verbo no infinitivo)
4-) Claro que não me estou referindo à leitura O bombeiro deve dedicar sua atenção à qual-
apressada e sem profundidade. quer detalhe que envolva a segurança das pessoas. (pro-
a cada um de nós neste formigueiro. (antes de nome indefinido)
pronome indefinido) É função da política é dedicar-se à todo proble-
a exemplo de obras publicadas recentemente. ma que comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome
(palavra masculina) indefinido)

a uma comunicação festiva e virtual. (artigo in-


definido)

91
9-)Um bom conhecimento de matemática é in- Por Exemplo:
dispensável à construção do saber nas mais diversas
áreas. Fui ao mercado e comprei os produtos que
estavam faltando.
à todo e qualquer estudante. (pronome indefi-
nido) Oração Coordenada (1) Oração Coordenada (2)
(Com relação à 1ª.) e Oração Principal (Com relação à
à estudantes de nível superior. (“a” no singular 3ª.) Oração Subordinada (3)
antes de palavra no plural)
É desse tipo de período que iremos falar agora:
à quem pretende carreiras no campo de exatas. o Período Composto por Coordenação.
(pronome
Quanto à classificação das orações coor-
indefinido/relativo) denadas, temos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e
Coordenadas Sindéticas.
E) à uma boa formação profissional. (artigo in-
definido) Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são
ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas jus-
ANÁLISE SINTÁTICA: tapostas.
COORDENAÇÃO E SU- Coordenadas Sindéticas
BORDINAÇÃO
Ao contrário da anterior, são orações coordena-
das entre si, mas que são ligadas através de uma conjun-
ção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de
Quando um período é simples, a oração de que é oração uma classificação. As orações coordenadas sindé-
constituído recebe o nome de oração absoluta. Por ticas são classificadas em cinco tipos: aditivas, adversati-
exemplo: vas, alternativas, conclusivas e explicativas.
A menina comprou chocolate. Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas
principais conjunções são: e, nem, não só... mas também,
Quando um período é composto, ele pode apre-
não só... como, assim... como.
sentar os seguintes esquemas de formação:
- Não só cantei como também dancei.
a) Composto por Coordenação: ocorre
quando é constituído apenas de orações independentes, Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
coordenadas entre si, mas sem nenhuma dependência
sintática. Comprei o protetor solar e fui à praia.

Por Exemplo: Saímos de manhã e voltamos à Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas:


noite. suas principais conjunções são: mas, contudo, todavia,
entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
b) Composto por Subordinação: ocorre
quando é constituído de um conjunto de pelo menos du- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bas-
as orações, em que uma delas (Subordinada) depende tante.
sintaticamente da outra (Principal).
Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos
Por Exemplo: dançando.

Não fui à aula porque estava doente. Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim
fui à praia.
Oração Principal Oração Subordinada
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas:
c) Misto: quando é constituído de orações co- suas principais conjunções são: ou... ou; ora...ora;
ordenadas e subordinadas. quer...quer; seja... seja.
Por Exemplo: Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzea-
dor.
Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias
Fui à escola e busquei minha irmã que
carreiras diferentes.
estava esperando.
Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei
Oração Coordenada Oração Coordenada
no quarto.
Oração Subordinada
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas:
Obs.: qualquer oração (coordenada ou subordi-
suas principais conjunções são: logo, portanto, por fim,
nada) será ao mesmo tempo principal, se houver outra
por conseguinte, consequentemente, pois (posposto ao
que dela dependa.
verbo)
Passei no vestibular, portanto irei comemorar.

92
Conclui o meu projeto, logo posso descansar. nossa vida prática. Já a cultura científica, que muitos
ainda tratam com uma ponta de desprezo, torna-se cada
Tomou muito sol, consequentemente ficou ado- vez mais fundamental, mesmo para quem não pretende
entada. ser engenheiro ou seguir carreiras técnicas.
A situação é delicada; devemos, pois, agir Como sobreviver à era do crédito farto sem sa-
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: ber calcular as armadilhas que uma taxa de juros pode
suas principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na esconder? Hoje, é difícil até posicionar-se de forma raci-
verdade, pois (anteposto ao verbo). onal sobre políticas públicas sem assimilar toda a nume-
ralha que idealmente as informa. Conhecimentos rudi-
Só passei na prova porque me esforcei por mui- mentares de estatística são pré-requisito para compreen-
to tempo. der as novas pesquisas que trazem informações relevan-
tes para nossa saúde e bem-estar.
Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
A matemática está no centro de algumas das
Não fui à praia, pois queria descansar durante o mais intrigantes especulações cosmológicas da atualida-
Domingo. de. Se as equações da mecânica quântica indicam que
Questões existem universos paralelos, isso basta para que acredi-
temos neles? Ou, no rastro de Eugene Wigner, podemos
1-A oração “Não se verificou, todavia, uma nos perguntar por que a matemática é tão eficaz para ex-
transplantação integral de gosto e de estilo” tem valor: primir as leis da física.

conclusivo (Folha de S.Paulo. 06.04.2013. Adaptado)


adversativo Releia o seguinte trecho do 3.º parágrafo do tex-
to:
concessivo
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como qua-
explicativo se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
nossa vida prática.
alternativo
Sem que haja alteração de sentido, e de acordo
2-“Estudamos, logo deveremos passar nos exa-
com a norma- padrão da língua portuguesa, ao se substi-
mes”. A oração em destaque é:
tuir o termo em destaque, o trecho estará corretamente
coordenada explicativa reescrito em:

coordenada adversativa Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como


quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
coordenada aditiva para nossa vida prática.
coordenada conclusiva Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
coordenada assindética
para nossa vida prática.
3-(Agente Educacional – VUNESP – 2013). Leia
Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como
o texto a seguir.
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
Cultura matemática para nossa vida prática.

Hélio Schwartsman Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como


quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando para nossa vida prática.
que o ensino de matemática no Brasil não anda bem. A
pergunta é: podemos viver sem dominar o básico da ma- Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como qua-
temática? Durante muito tempo, a resposta foi sim. se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras po- nossa vida prática.
diam simplesmente escolher carreiras nas quais os nú- 4-(Analista Administrativo – VUNESP – 2013).
meros não encontravam muito espaço, como direito, jor-
Leia o texto a seguir.
nalismo, as humanidades e até a medicina de antigamen-
te. Mais denso, menos trânsito
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos Henrique Meirelles
meios universitários, é considerado aceitável que um in-
telectual se vanglorie de ter passado raspando em física e As grandes cidades brasileiras estão congestio-
de ignorar o beabá da estatística. Mas ai de quem admitir nadas e em processo de deterioração agudizado pelo
nunca ter lido Joyce ou dizer que não gosta de Mozart. crescimento econômico da última década. Existem defi-
Sobre ele recairão olhares tão recriminadores quanto so- ciências evidentes em infraestrutura, mas é importante
bre o sujeito que assoa o nariz na manga da camisa. também considerar e estudar em profundidade o plane-
jamento urbano.
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como qua-
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para Muitas grandes cidades adotaram uma aborda-

93
gem de desconcentração, incentivando a criação de di- Coordenada sindética aditiva.
versos centros urbanos, na visão de que isso levaria a
uma maior facilidade de deslocamento. Coordenada sindética alternativa.

Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de di- Coordenada sindética conclusiva.
versos centros e o aumento das distâncias multiplicam o Coordenada sindética explicativa.
número de viagens, dificultando o escasso investimento
em transporte coletivo e aumentando a necessidade do 6-A frase abaixo em que o conectivo E tem valor
transporte individual. adversativo é:
Se olharmos Los Angeles como a região que le- A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”.
vou a desconcentração ao extremo, ficam claras as con-
sequências. Numa região rica como a Califórnia, com B )“O que vemos na esquina E nos sinais de
enorme investimento viário, temos engarrafamentos gi- trânsito...”.
gantescos que viraram característica da cidade. “..adultos submetem crianças E adolescentes à
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles tarefa de pedir esmola”.
com elevado adensamento e predominância do transpor- “Quem dá esmola nas ruas contribui para a ma-
te coletivo, como mostram Manhattan, Tóquio e algumas
nutenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da
novas áreas urbanas chinesas. sociedade”.
Apesar da desconcentração e do aumento da ex- “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de
tensão urbana verificados no Brasil, é importante desen- dinheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer,
volver e adensar ainda mais os diversos centros já exis- cultura, acesso à saúde E à educação”.
tentes com investimentos no transporte coletivo.
7-Assinale a alternativa em que o sentido da
O centro histórico de São Paulo é demonstração conjunção sublinhada está corretamente indicado entre
inequívoca do que não deve ser feito. É a região da cidade parênteses.
mais bem servida de transporte coletivo, com infraestru-
tura de telecomunicação, água, eletricidade etc. Conta Meu primo formou-se em Direito, porém não
ainda com equipamentos de importância cultural e histó- pretende trabalhar como advogado. (explicação)
rica que dão identidade aos aglomerados urbanos. Seria
natural que, como em outras grandes cidades, o centro Não fui ao cinema nem assisti ao jogo. (adição)
de São Paulo fosse a região mais adensada da metrópole.
Você está preparado para a prova; por isso, não
Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento gradual
se preocupe. (oposição)
do centro, com deslocamento das atividades para diver-
sas regiões da cidade. Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será
amanhã. (alternância)
É fundamental que essa visão de adensamento
com uso abundante de transporte coletivo seja recupera- Os meninos deviam correr para casa ou apanha-
da para que possamos reverter esse processo de uso cada riam toda a chuva. (conclusão)
vez mais intenso do transporte individual devorando es-
paços viários que não têm a capacidade de absorver a 8-Analise sintaticamente as duas orações desta-
crescente frota de automóveis, fruto não só do novo aces- cadas no texto “O assaltante pulou o muro, mas não pe-
so da população ao automóvel mas também da necessi- netrou na casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir,
dade de maior número de viagens em função da distância classifique-as, respectivamente, como coordenadas:
cada vez maior entre os destinos da população.
adversativa e aditiva.
(Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adaptado)
explicativa e aditiva.
Em – ...fruto não só do novo acesso da popula-
adversativa e alternativa.
ção ao automóvel mas também da necessidade de maior
número de viagens... –, os termos em destaque estabele- aditiva e alternativa.
cem relação de
9-Um livro de receita é um bom presente por-
explicação. que ajuda as pessoas que não sabem cozinhar.
oposição. A palavra porque pode ser substituída, sem alte-
ração de sentido, por
alternância.
A) entretanto. B) então. C) assim. D) pois. E)
conclusão.
porém.
adição.
10- Na oração “PEDRO NÃO JOGA E NEM AS-
5-Analise a oração destacada: Não se desespere, SISTE”, temos a presença de uma oração coordenada que
que estaremos a seu lado sempre. pode ser classificada em:

Marque a opção correta quanto à sua classifica- Coordenada assindética;


ção:
Coordenada assindética aditiva;

94
Coordenada sindética alternativa; Você está preparado para a prova; por isso, não
se preocupe. (oposição) = conclusão
Coordenada sindética aditiva.
Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será
Respostas amanhã. (alternância) = explicativa
Os meninos deviam correr para casa ou apanha-
1-B / 2-E / 3-D / 4-E / 5-D / 6-A / 7-B / 8-A / 9- riam toda a chuva. (conclusão) = alternativa
D / 10-D 8-)mas não penetrou na casa = conjunção ad-
Comentários versativa

1-) “Não se verificou, todavia, uma transplanta- - nem assustou seus habitantes = conjunção adi-
ção integral de gosto e de estilo” = conjunção adversati- tiva
va, portanto: oração coordenada sindética adversativa 9-) Um livro de receita é um bom presente por-
2-) Estudamos, logo deveremos passar nos que ajuda as pessoas que não sabem cozinhar.
exames = a oração em destaque não é introduzida por = conjunção explicativa: pois
conjunção, então: coordenada assindética
10-) E NEM ASSISTE= conjunção aditiva (ideia
3-) Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = con- de adição, soma de fatos) = Coordenada sindética aditi-
junção (e ideia) adversativa va.
Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como Período composto por subordinação
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
para nossa vida prática. = conclusiva Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Mora-
es:
Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância “Eu sinto que em meu gesto existe o teu
para nossa vida prática. = conformativa gesto.” Oração Principal Oração Subordinada
Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como Observe que na oração subordinada temos o
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância verbo “existe”, que está conjugado na terceira pessoa do
para nossa vida prática. = conclusiva singular do presente do indicativo. As orações subordi-
nadas que apresentam verbo em qualquer dos tempos
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como finitos (tempos do modo do indicativo, subjuntivo e im-
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância perativo), são chamadas de orações desenvolvidas ou ex-
para nossa vida prática. = explicativa plícitas.
Dica: conjunção pois como explicativa = dá para Podemos modificar o período acima. Veja:
eu substituir por porque; como conclusiva: substituo por
portanto. Eu sinto existir em meu gesto o teu ges-
to.. Oração Principal Oração Subordinada
4-) fruto não só do novo acesso da população ao
automóvel mas também da necessidade de maior núme- A análise das orações continua sendo a mesma:
ro de viagens... estabelecem relação de adição de ideias, “Eu sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a
de fatos oração subordinada “existir em meu gesto o teu gesto”.
Note que a oração subordinada apresenta agora verbo no
5-) Não se desespere, que estaremos a seu lado infinitivo. Além disso, a conjunção “que”, conectivo que
sempre.= conjunção explicativa (= porque) - coordenada unia as duas orações, desapareceu. As orações subordi-
sindética explicativa nadas cujo verbo surge numa das formas nominais (infi-
6-)A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. = nitivo - flexionado ou não -, gerúndio ou particípio) cha-
mas não ajuda (ideia contrária) mamos orações reduzidas ou implícitas.

B )“O que vemos na esquina E nos sinais de Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas
trânsito...”. = adição por conjunções nem pronomes relativos. Podem ser,
eventualmente, introduzidas por preposição.
“..adultos submetem crianças E adolescentes à
tarefa de pedir esmola”. = adição Período Composto por Subordinação

“Quem dá esmola nas ruas contribui para a ma- Observe os termos destacados em cada uma
nutenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da destas orações: Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
sociedade”. = adição Todos querem sua participação. (objeto direto)
“A vida dessas pessoas é marcada pela falta de Não pude sair por causa da chuva. (adjunto ad-
dinheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, verbial de causa)
cultura, acesso à saúde E à educação”. = adição
Veja, agora, como podemos transformar esses
7-)A) Meu primo formou-se em Direito, porém termos em orações com a mesma função sintática:
não pretende trabalhar como advogado. (explicação) =
adversativa Vi uma cena / que me entristeceu. (oração su-

95
bordinada com função de adjunto adnominal) Embora não possuísse informações seguras,
ainda assim arriscou uma opinião.
Todos querem / que você participe. (oração su-
bordinada com função de objeto direto) Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mes-
mo quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos
Não pude sair / porque estava chovendo. (ora- critiquem.
ção subordinada com função de adjunto adverbial de
causa) Por mais que gritasse, não me ouviram.
Em todos esses períodos, a segunda oração - Conformativas: Expressam a conformidade de
exerce uma certa função sintática em relação à primeira, um fato com outro. Conjunções: conforme, como
sendo, portanto, subordinada a ela. Quando um período (=conforme), segundo.
é constituído de pelo menos um conjunto de duas ora-
ções em que uma delas (a subordinada) depende sintati- O trabalho foi feito / conforme havíamos plane-
camente da outra (principal), ele é classificado como pe- jado.
ríodo composto por subordinação. As orações subordi- OP OSA Conformativa
nadas são classificadas de acordo com a função que exer-
cem: adverbiais, substantivas e adjetivas. O homem age conforme pensa.
Orações Subordinadas Adverbiais Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são
aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da O jornal, como sabemos, é um grande veículo de
oração principal (OP). São classificadas de acordo com a informação.
conjunção subordinativa que as introduz:
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado tempo ao que foi expresso na oração principal. Conjun-
na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= ções: quando, assim que, logo que, enquanto, sempre
porque), pois que, visto que. que, depois que, mal (=assim que).
Não fui à escola / porque fiquei doente. Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
OP OSA Causal OP OSA Temporal
O tambor soa porque é oco. Formiga, quando quer se perder, cria asas.
Como não me atendessem, repreendi-os seve- “Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as ca-
ramente. Como ele estava armado, ninguém ousou rea- sas se esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
gir. “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo
de Sousa) “Quando os tiranos caem, os povos se levan-
tam.” (Marquês de Maricá)
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condi-
ção para a ocorrência do que foi enunciado na principal. Enquanto foi rico, todos o procuravam.
Conjunções: se, contanto que, a menos que, a não ser -Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do
que, desde que. que foi enunciado na oração principal. Conjunções: para
Irei à sua casa / se não chover. OP OSA que, a fim de que, porque (=para que), que.
Condicional Abri a porta do salão / para que todos pudessem
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos entrar.
ofensores. OP OSA Final
Se o conhecesses, não o condenarias. “O futuro se nos oculta para que nós o imagi-
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos nemos.” (Marquês de Maricá)
Drummond de Andrade) Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse me-
A cápsula do satélite será recuperada, caso a ex- lhor. “Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis)
periência tenha êxito. (que =para que)

- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrá- “Instara muito comigo não deixasse de frequen-
rio ao da oração principal, sem, no entanto, impedir sua tar as recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não
realização. Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se deixasse = para que não deixasse)
bem que, por mais que, mesmo que. - Consecutivas: Expressam a consequência do
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. que foi enunciado na oração principal. Conjunções: por-
que, que, como (= porque), pois que, visto que.
OP OSA Concessiva
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou
posto que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmen- OP OSA Consecutiva
te.

96
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endu- OP OSS Subjetiva
recidos. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os
olhos.” (José J. Veiga) A oração subjetiva geralmente vem:

De tal sorte a cidade crescera que não a reco- - depois de um verbo de ligação + predicativo,
nhecia mais. em construções do tipo é bom, é útil, é certo, é conveni-
ente, etc. Ex.: É certo que ele voltará amanhã.
As notícias de casa eram boas, de maneira que
pude prolongar minha viagem. - depois de expressões na voz passiva, como sa-
be-se, conta- se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da
- Comparativas: Expressam ideia de compara- cidade.
ção com referência à oração principal. Conjunções: co-
mo, assim como, tal como, (tão)... como, tanto como, tal - depois de verbos como convir, cumprir, cons-
qual, que (combinado com menos ou mais). tar, urgir, ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do
singular e seguidos das conjunções que ou se. Ex.: Con-
Ela é bonita / como a mãe. vém que todos participem da reunião.
OP OSA Comparativa É necessário que você colabore. (= Sua colabo-
ração é necessária.)
A preguiça gasta a vida como a ferrugem con-
some o ferro.” (Marquês de Maricá) Parece que a situação melhorou. Aconteceu que
não o encontrei em casa. Importa que saibas isso bem.
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai
o ferro. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como - Oração Subordinada Substantiva Completiva
vieram. Nominal: É aquela que exerce a função de complemento
nominal de um termo da oração principal. Observe: Es-
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se tou convencido de sua inocência. (complemento nomi-
abriu à luz daquele olhar. nal)
Obs.: As orações comparativas nem sempre Estou convencido / de que ele é inocente. OP
apresentam claramente o verbo, como no exemplo aci- OSS Completiva Nominal
ma, em que está subentendido o verbo ser (como a mãe
é). Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável
à prisão dele.)
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se re-
laciona proporcionalmente ao que foi enunciado na prin- Estava ansioso por que voltasses. Sê grato a
cipal. Conjunções: à medida que, à proporção que, ao quem te ensina.
passo que, quanto mais, quanto menos.
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria
Quanto mais reclamava / menos atenção rece- tão cedo.” (Graciliano Ramos)
bia. OSA Proporcional OP
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa:
À medida que se vive, mais se aprende. É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da
oração principal, vindo sempre depois do verbo ser. Ob-
À proporção que avançávamos, as casas iam ra- serve: O importante é sua felicidade. (predicativo)
reando.
O importante é / que você seja feliz.
O valor do salário, ao passo que os preços so-
bem, vai diminuindo. OP OSS Predicativa
Orações Subordinadas Substantivas Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a
chuva.) Minha esperança era que ele desistisse.
As orações subordinadas substantivas (OSS) são
aquelas que, num período, exercem funções sintáticas Meu maior desejo agora é que me deixem em
próprias de substantivos, geralmente são introduzidas paz. Não sou quem você pensa.
pelas conjunções integrantes que e se. Elas podem ser:
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Di- aquela que exerce a função de aposto de um termo da
reta: É aquela que exerce a função de objeto direto do oração principal. Observe: Ele tinha um sonho: a união
verbo da oração principal. Observe: O grupo quer a sua de todos em benefício do país. (aposto)
ajuda. (objeto direto)
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em
O grupo quer / que você ajude. benefício do país.
OP OSS Objetiva Direta O mestre exigia que todos estivessem presen-
tes. (= O mestre exigia a presença de todos.)
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É
aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração Mariana esperou que o marido voltasse. Nin-
principal. Observe: É importante sua colaboração. (sujei- guém pode dizer: Desta água não beberei. O fiscal verifi-
to) cou se tudo estava em ordem.
É importante / que você colabore.

97
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva In- - Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restri-
direta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do tivas quando restringem ou especificam o sentido da pa-
verbo da oração principal. Observe: Necessito de sua lavra a que se referem. Exemplo:
ajuda. (objeto indireto)
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º
Necessito / de que você me ajude. OP OSS lugar.
Objetiva Indireta
OP OSA Restritiva
Não me oponho a que você viaje. (= Não me
oponho à sua viagem.) Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar
especifica o sentido do substantivo cantor, indicando que
Aconselha-o a que trabalhe mais. Daremos o o público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele
prêmio a quem o merecer. Lembre-se de que a vida é que ganhou o 1º lugar.
breve.
Pedra que rola não cria limo.
Apositiva
Os animais que se alimentam de carne chamam-
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só de- se carnívoros.
sejo uma coisa: a sua felicidade)
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. páginas escreveram.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o pres- “Há saudades que a gente nunca esquece.” (Ole-
ságio disto: de que virias a morrer...” (Osmã Lins) gário Mariano)
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz al- - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São ex-
gum motivo oculto?” (Machado de Assis) plicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à
palavra a que se referem, esclarecendo um pouco mais
As orações apositivas vêm geralmente antecedi- seu sentido, mas sem restringi-lo ou especificá-lo. Exem-
das de dois- pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, plo:
intercaladas à oração principal. Exemplo: Seu desejo,
que o filho recuperasse a saúde, tornou-se realidade. O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, /
lançou um novo livro.
Observação: Além das conjunções integrantes
que e se, as orações substantivas podem ser introduzidas OP OSA Explicativa OP
por outros conectivos, tais como quando, como, quanto,
etc. Exemplos: Deus, que é nosso pai, nos salvará.

Não sei quando ele chegou. Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.

Diga-me como resolver esse problema. Ele tem amor às plantas, que cultiva com cari-
nho. Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assal-
Orações Subordinadas Adjetivas tado.
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) Orações Reduzidas
exercem a função de adjunto adnominal de algum termo
da oração principal. Observe como podemos transformar Observe que as orações subordinadas eram
um adjunto adnominal em oração subordinada adjetiva: sempre introduzidas por uma conjunção ou pronome re-
lativo e apresentavam o verbo numa forma do indicativo
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adno- ou do subjuntivo. Além desse tipo de orações subordina-
minal) das há outras que se apresentam com o verbo numa das
formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio).
Desejamos uma paz / que dure. (oração subor- Exemplos:
dinada adjetiva)
- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de
Precisando de ajuda, telefone-me. inglês. (infinitivo)
Se precisar de ajuda, / telefone-me. OSA Condi- - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
cional
- Acabado o treino, os jogadores foram para o
Precisando de ajuda: oração subordinada ad- vestiário. (particípio)
verbial condicional, reduzida de gerúndio.
As orações subordinadas que apresentam o ver-
Acabado o treino, os jogadores foram para o bo numa das formas nominais são chamadas de reduzi-
vestiário. das.Para classificar a oração que está sob a forma reduzi-
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram da, devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo:
para o vestiário. colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado
ao sentido e passamos o verbo para uma forma do indi-
As orações subordinadas adjetivas são sempre cativo ou subjuntivo, conforme o caso. A oração reduzida
introduzidas por um pronome relativo (que , qual, cujo, terá a mesma classificação da oração desenvolvida.
quem, etc.) e podem ser classificadas em:

98
Ao entrar na escola, encontrei o professor de in- Questões
glês.
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de
Quando entrei na escola, / encontrei o professor que estava para ser mãe”, a oração destacada é:
de inglês.
(A) subordinada substantiva objetiva indireta
OSA Temporal
(B) subordinada substantiva completiva nomi-
Ao entrar na escola: oração subordinada adver- nal
bial temporal, reduzida de infinitivo.
(C) subordinada substantiva predicativa
OSA Temporal
(D) coordenada sindética conclusiva
Acabado o treino: oração subordinada adverbial
temporal, reduzida de particípio. (E) coordenada sindética explicativa

Observações: 02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude


inventada. Há reconstituição de uma cena como ela devia
- Há orações reduzidas que permitem mais de ter sido na realidade.” A oração sublinhada é:
um tipo de desenvolvimento. Há casos também de ora-
ções reduzidas fixas, isto é, orações reduzidas que não (A) adverbial conformativa
são passíveis de desenvolvimento. Exemplo: Tenho von- (B) adjetiva
tade de visitar essa cidade.
(C) adverbial consecutiva
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não
constituem orações reduzidas quando fazem parte de (D) adverbial proporcional
uma locução verbal. Exemplos:
(E) adverbial causal
Preciso terminar este exercício. Ele está jantan-
do na sala. 03.“Esses produtos podem ser encontrados nos
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com caracte-
Essa casa foi construída por meu pai. rísticas adaptadas às dificuldades para mastigar e para
engolir dos mais velhos, e preparados para se encaixar
- Uma oração coordenada também pode vir sob em seus hábitos de consumo”. O segmento “para se en-
a forma reduzida. Exemplo: caixar” pode ter sua forma verbal reduzida adequada-
O homem fechou a porta, saindo depressa de mente desenvolvida em
casa. (A) para se encaixarem.
O homem fechou a porta e saiu depressa de ca- (B) para seu encaixotamento.
sa. (oração coordenada sindética aditiva)
(C) para que se encaixassem.
Saindo depressa de casa: oração coordenada re-
duzida de gerúndio. (D) para que se encaixem.
Qual é a diferença entre as orações coordenadas (E) para que se encaixariam
explicativas e as orações subordinadas causais, já que
ambas podem ser iniciadas por que e porque? Às vezes Respostas
não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas e 01. B\02. A\03. D\04. E\05. B
causais, mas como o próprio nome indica, as causais
sempre trazem a causa de algo que se revela na oração
principal, que traz o efeito.
Note-se também que há pausa (vírgula, na escri- FÍGURAS DE LINGUAGEM
ta) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é,
muitas vezes, imperativa, o que não acontece com a ora- Figuras de linguagem
ção adverbial causal. Essa noção de causa e efeito não São recursos que tornam as mensagens que
existe no período composto por coordenação. Exemplo: emitimos mais expressivas. Subdividem-se em figuras de
Rosa chorou porque levou uma surra. Está claro que a som, figuras de palavras, figuras de pensamento e figuras
oração iniciada pela conjunção é causal, visto que a surra de construção.
foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito.
Classificação das figuras de linguagem
Rosa chorou, porque seus olhos estão verme-
lhos. O período agora é composto por coordenação, pois Observe:
a oração iniciada pela conjunção traz a explicação daqui-
lo que se revelou na coordena anterior. Não existe aí re- 1) Fernanda acordou às sete horas, Renata às
lação de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa esta- nove horas, Paula às dez e meia.
rem vermelhos não é causa de ela ter chorado. 2) "Quando Deus fecha uma porta, abre uma ja-
Ela fala / como falaria / se entendesse doassun- nela."
to. OP OSA Comparativa OSA Condicional 3) Seus olhos eram luzes brilhantes.

99
Nos exemplos acima, temos três tipos distintos lhantes. Essa é a verdadeira metáfora.
de figuras de linguagem:
Observe outros exemplos:
Exemplo 1: há o uso de uma construção sintéti-
ca ao deixar subentendido, na segunda e na terceira fra- 1) "Meu pensamento é um rio subterrâneo."
se, um termo citado anteriormente - o verbo acordar. (Fernando Pessoa)
Repare que a segunda e a última frase do primeiro exem- Nesse caso, a metáfora é possível na medida em
plo devem ser entendidas da seguinte forma: "Renata que o poeta estabelece relações de semelhança entre um
acordou às nove horas, Paula acordou às dez e meia. rio subterrâneo e seu pensamento (pode estar relacio-
Dessa forma, temos uma figura de construção ou de sin- nando a fluidez, a profundidade, a inatingibilidade, etc.).
taxe.
2) Minha alma é uma estrada de terra que leva a
Exemplo 2: a ideia principal do ditado reside lugar algum.
num jogo conceitual entre as palavras fechae abre, que
possuem significados opostos. Temos, assim, uma figura Uma estrada de terra que leva a lugar algum é,
de pensamento. na frase acima, uma metáfora. Por trás do uso dessa ex-
pressão que indica uma alma rústica e abandonada (e
Exemplo 3: a força expressiva da frase está na angustiadamente inútil), há uma comparação subenten-
associação entre os elementos olhos e luzes brilhantes. dida: Minha alma é tão rústica, abandonada (e inútil)
Essa associação nos permite uma transferência de signi- quanto uma estrada de terra que leva a lugar algum.
ficados a ponto de usarmos "olhos" por "luzes brilhan-
tes". Temos, então, uma figura de palavra. Metonímia
Figura de palavra A metonímia consiste em empregar um termo
no lugar de outro, havendo entre ambos estreita afinida-
A figura de palavra consiste na substituição de de ou relação de sentido. Observe os exemplos abaixo:
uma palavra por outra, isto é, no emprego figurado, sim-
bólico, seja por uma relação muito próxima (contiguida- 1 - Autor pela obra:
de), seja por uma associação, uma comparação, uma si-
milaridade. Esses dois conceitos básicos - contiguidade e Gosto de ler Machado de Assis. (= Gosto de ler a
similaridade - permitem-nos reconhecer dois tipos de obra literária de Machado de Assis.)
figuras de palavras: a metáfora e a metonímia. 2 - Inventor pelo invento:
Metáfora Édson ilumina o mundo. (= As lâmpadasilumi-
A metáfora consiste em utilizar uma palavra ou nam o mundo.)
uma expressão em lugar de outra, sem que haja uma re- 3 - Símbolo pelo objeto simbolizado:
lação real, mas em virtude da circunstância de que o nos-
so espírito as associa e depreende entre elas certas seme- Não te afastes da cruz. (= Não te afastes da reli-
lhanças. gião.)
É importante notar que a metáfora tem um ca- 4 - Lugar pelo produto do lugar:
ráter subjetivo e momentâneo; se a metáfora se cristali-
zar, deixará de ser metáfora e passará a ser catacrese (é o Fumei um saboroso havana. (= Fumei um sabo-
que ocorre, por exemplo, com "pé de alface", "perna da roso charuto.)
mesa", "braço da cadeira").
5 - Efeito pela causa:
Obs.: toda metáfora é uma espécie de compara-
Sócrates bebeu a morte. (= Sócrates tomou ve-
ção implícita, em que o elemento comparativo não apa-
neno.)
rece.
6 - Causa pelo efeito:
Observe a gradação no processo metafórico
abaixo: Moro no campo e como do meu trabalho. (=
Moro no campo e como o alimento que produzo.)
Seus olhos são como luzes brilhantes.
7 - Continente pelo conteúdo:
O exemplo acima mostra uma comparação evi-
dente, através do emprego da palavra como. Bebeu o cálice todo. (= Bebeu todo o líquido que
estava no cálice.)
Observe agora:
8 - Instrumento pela pessoa que utiliza:
Seus olhos são luzes brilhantes.
Os microfones foram atrás dos jogadores. (= Os
Nesse exemplo não há mais uma comparação
repórteres foram atrás dos jogadores.)
(note a ausência da partícula comparativa), e sim um sí-
mile, ou seja, qualidade do que é semelhante. 9 - Parte pelo todo:
Por fim, no exemplo: Várias pernas passavam apressadamente. (=
Várias pessoas passavam apressadamente.)
As luzes brilhantes olhavam-me.
Há substituição da palavra olhos por luzes bri-

100
10 - Gênero pela espécie: Exemplos:
Os mortais pensam e sofrem nesse mundo. (= Um grito áspero revelava tudo o que sentia. (gri-
Os homens pensam e sofrem nesse mundo.) to = auditivo; áspero = tátil)
11 - Singular pelo plural: No silêncio negro do seu quarto, aguardava os
acontecimentos. (silêncio = auditivo; negro = visual)
A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por
seus direitos. (= As mulheres foram chamadas, não ape- Figuras de pensamento
nas uma mulher.)
Dentre as figuras de pensamento, as mais co-
12 - Marca pelo produto: muns são:
Minha filha adora danone. (= Minha filha adora Antítese
o iogurte que é da marca danone.)
Consiste na utilização de dois termos que con-
13 - Espécie pelo indivíduo: trastam entre si. Ocorre quando há uma aproximação de
palavras ou expressões de sentidos opostos.
O homem foi à Lua. (= Alguns astronautas fo-
ram à Lua.) O contraste que se estabelece serve, essencial-
mente, para dar uma ênfase aos conceitos envolvidos que
14 - Símbolo pela coisa simbolizada: não se conseguiria com a exposição isolada dos mesmos.
A balança penderá para teu lado. (= A justiça fi- Observe os exemplos:
cará do teu lado.) "O mito é o nada que é tudo." (Fernando Pes-
Catacrese soa)

Trata-se de uma metáfora que, dado seu uso O corpo é grande e a alma é pequena.
contínuo, cristalizou-se. A catacrese costuma ocorrer "Quando um muro separa, uma ponte une."
quando, por falta de um termo específico para designar
um conceito, toma-se outro "emprestado". "Desceu aos pântanos com os tapires; subiu aos
Andes com os condores." (Castro Alves)
Assim, passamos a empregar algumas palavras
fora de seu sentido original. Exemplos: Felicidade e tristeza tomaram conta de sua al-
ma.
"asa da xícara"
Paradoxo
"maçã do rosto"
Consiste numa proposição aparentemente ab-
"braço da cadeira" surda, resultante da união de ideias contraditórias. Veja
"batata da perna" o exemplo:

"pé da mesa" Na reunião, o funcionário afirmou que o operá-


rio quanto mais trabalha mais tem dificuldades econômi-
"coroa do abacaxi" cas.
Perífrase Eufemismo
Trata-se de uma expressão que designa um ser Consiste em empregar uma expressão mais sua-
através de alguma de suas características ou atributos, ou ve, mais nobre ou menos agressiva, para comunicar al-
de um fato que o celebrizou. Veja o exemplo: guma coisa áspera, desagradável ou chocante. Exemplos:
A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) conti- Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao
nua atraindo visitantes do mundo todo. Senhor. (= morreu)
Obs.: quando a perífrase indica uma pessoa, re- O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= rou-
cebe o nome de antonomásia. bou)
Exemplos: Fernando faltou com a verdade. (= mentiu)
O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a vida Ironia
praticando o bem.
Consiste em dizer o contrário do que se preten-
O Poeta dos Escravos (= Castro Alves) morreu de ou em satirizar, questionar certo tipo de pensamento
muito jovem. com a intenção de ridicularizá-lo, ou ainda em ressaltar
algum aspecto passível de crítica.
O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas
canções. A ironia deve ser muito bem construída para
que cumpra a sua finalidade; mal construída, pode pas-
Sinestesia sar uma ideia exatamente oposta à desejada pelo emis-
Consiste em mesclar, numa mesma expressão, sor. Veja os exemplos abaixo:
as sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. Como você foi bem na última prova, não tirou

101
nem a nota mínima! O objetivo do narrador é mostrar a expressivi-
dade dos olhos de Joana. Para chegar a esse detalhe, ele
Parece um anjinho aquele menino, briga com se refere ao céu, à terra, às pessoas e, finalmente, a Joana
todos que estão por perto. e seus olhos.
Hipérbole Nota-se que o pensamento foi expresso em or-
É a expressão intencionalmente exagerada com dem decrescente de intensidade. Outros exemplos:
o intuito de realçar uma ideia. Exemplos: "Vive só para mim, só para a minha vida, só pa-
Faria isso milhões de vezes se fosse preciso. ra meu amor". (Olavo Bilac)

"Rios te correrão dos olhos, se chorares." (Olavo "O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadure-
Bilac) ceu, colheu-se." (Padre Antônio Vieira)

Prosopopeia ou personificação Figuras de construção ou sintáticas

Consiste em atribuir ações ou qualidades de se- As figuras de construção ocorrem quando dese-
res animados a seres inanimados, ou características hu- jamos atribuir maior expressividade ao significado. As-
manas a seres não humanos. sim, a lógica da frase é substituída pela maior expressivi-
dade que se dá ao sentido.
Observe os exemplos:
Elipse
As pedras andam vagarosamente.
Consiste na omissão de um ou mais termos nu-
O livro é um mudo que fala, um surdo que ouve, ma oração que podem ser facilmente identificados, tanto
um cego que guia. por elementos gramaticais presentes na própria oração,
quanto pelo contexto. Exemplos:
A floresta gesticulava nervosamente diante da
serra. 1) A cada um o que é seu. (Deve se dar a cada
um o que é seu.)
O vento fazia promessas suaves a quem o escu-
tasse. 2) Tenho duas filhas, um filho e amo todos da
mesma maneira. (Nesse exemplo, as desinências verbais
Chora, violão. de tenho e amo permitem-nos a identificação do sujeito
Apóstrofe em elipse "eu".)

Consiste na "invocação" de alguém ou de algu- 3) Regina estava atrasada. Preferiu ir direto pa-
ma coisa personificada, de acordo com o objetivo do dis- ra o trabalho. (Ela, Regina, preferiu ir direto para o tra-
curso que pode ser poético, sagrado ou profano. balho, pois estava atrasada.)

Caracteriza-se pelo chamamento do receptor da 4) As rosas florescem em maio, as margaridas


mensagem, seja ele imaginário ou não. A introdução da em agosto. (As margaridas florescem em agosto.)
apóstrofe interrompe a linha de pensamento do discurso, Zeugma
destacando-se assim a entidade a que se dirige e a ideia
que se pretende pôr em evidência com tal invocação. Zeugma é uma forma de elipse. Ocorre quando é
feita a omissão de um termo já mencionado anterior-
Realiza-se por meio do vocativo. Exemplos: mente. Exemplos:
Moça, que fazes aí parada? Ele gosta de geografia; eu, de português.
"Pai Nosso, que estais no céu..." Na casa dela só havia móveis antigos; na minha,
"Liberdade, Liberdade, só móveis modernos.
Ela gosta de natação; eu, de vôlei.
Abre as asas sobre nós,
Das lutas, na tempestade, No céu há estrelas; na terra, você.

Dá que ouçamos tua voz..." (Osório Duque Es- Silepse


trada) A silepse é a concordância que se faz com o ter-
Gradação mo que não está expresso no texto, mas sim com a ideia
que ele representa. É uma concordância anormal, psico-
Consiste em dispor as ideias por meio de pala- lógica, espiritual, latente, porque se faz com um termo
vras, sinônimas ou não, em ordem crescente ou decres- oculto, facilmente subentendido. Há três tipos de silepse:
cente. de gênero, número e pessoa.

Quando a progressão é ascendente, temos o Silepse de gênero


clímax; quando é descendente, o anticlímax. Observe es-
te exemplo: Os gêneros são masculino e feminino. Ocorre a
silepse de gênero quando a concordância se faz com a
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais ideia que o termo comporta. Exemplos:
Joana com seus olhos claros e brincalhões...

102
1) A bonita Porto Velho sofreu mais uma vez Recordado esse conceito, podemos definir as
com o calor intenso. duas figuras de construção:
Nesse caso, o adjetivo bonita não está concor- Polissíndeto
dando com o termo Porto Velho, que gramaticalmente
pertence ao gênero masculino, mas com a ideia contida É uma figura caracterizada pela repetição enfá-
no termo (a cidade de Porto Velho). tica dos conectivos. Observe os exemplos:

2) Vossa excelência está preocupado. "Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre, vacila e
grita, luta e ensanguenta, e rola, e tomba, e se espedaça, e
Nesse exemplo, o adjetivo preocupado concorda morre." (Olavo Bilac)
com o sexo da pessoa, que nesse caso é masculino, e não
com o termo Vossa excelência. "Deus criou o sol e a lua e as estrelas. E fez o
homem e deu-lhe inteligência e fê-lo chefe da natureza."
Silepse de número
Assíndeto
Os números são singular e plural. A silepse de
número ocorre quando o verbo da oração não concorda É uma figura caracterizada pela ausência, pela
gramaticalmente com o sujeito da oração, mas com a omissão das conjunções coordenativas, resultando no
ideia que nele está contida. Exemplos: uso de orações coordenadas assindéticas.Exemplos:

A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da Tens casa, tens roupa, tens amor, tens família.
cidade de Salvador. "Vim, vi, venci." (Júlio César)
Como vai a turma? Estão bem? Pleonasmo
O povo corria por todos os lados e gritavam Consiste na repetição de um termo ou ideia,
muito alto. com as mesmas palavras ou não. A finalidade do pleo-
Note que nos exemplos acima, os verbos anda- nasmo é realçar a ideia, torná-la mais expressiva. Veja
ram, estão e gritavam não concordam gramaticalmente este exemplo:
com os sujeitos das orações (que se encontram no singu- O problema da violência, é necessário resolvê-lo
lar, procissão, turma e povo, respectivamente), mas com logo.
a ideia de pluralidade que neles está contida. Procissão,
turma e povo dão a ideia de muita gente, por isso que os Nesta oração, os termos "o problema da violên-
verbos estão no plural. cia" e "lo" exercem a mesma função sintática: objeto di-
reto. Assim, temos um pleonasmo do objeto direto, sen-
Silepse de pessoa do o pronome "lo" classsificado como objeto direto pleo-
Três são as pessoas gramaticais: a primeira, a nástico. Outro exemplo:
segunda e a terceira. A silepse de pessoa ocorre quando Aos funcionários, não lhes interessam tais me-
há um desvio de concordância. O verbo, mais uma vez, didas.
não concordacom o sujeito da oração, mas sim com a
pessoa que está inscrita no sujeito. Exemplos: Aos funcionários, lhes = Objeto Indireto
O que não compreendo é como os brasileiros Nesse caso, há um pleonasmo do objeto indire-
persistamos em aceitar essa situação. to, e o pronome "lhes" exerce a função de objeto indireto
pleonástico. Exemplos:
Os agricultores temos orgulho de nosso traba-
lho. "Vi, claramente visto, o lumo vivo." (Luís de
Camões)
"Dizem que os cariocas somos poucos dados aos
jardins públicos." (Machado de Assis) "Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas
de Portugal." (Fernando Pessoa)
Observe que os verbos persistamos, temos e
somos não concordam gramaticalmente com os seus su- "E rir meu riso." (Vinícius de Moraes)
jeitos (brasileiros, agricultores e cariocas que estão na
terceira pessoa), mas com a ideia que neles está contida "O bicho não era um cão,
(nós, os brasileiros, os agricultores e os cariocas). Não era um gato,
Polissíndeto / Assíndeto Não era um rato.
Para estudarmos essas duas figuras de constru- O bicho, meu Deus, era um homem." (Manuel
ção, é necessário recordar um conceito estudado em sin- Bandeira)
taxe sobre período composto.
Observação: o pleonasmo só tem razão de ser
No período composto por coordenação, pode- quando confere mais vigor à frase; caso contrário, torna-
mos ter orações sindéticas ou assindéticas. se um pleonasmo vicioso. Exemplos:
A oração coordenada ligada por uma conjunção Vi aquela cena com meus próprios olhos.
(conectivo) é sindética; a oração que não apresenta co-
nectivo é assindética. Vamos subir para cima.

103
Anáfora Dos meus problemas cuido eu! (Na ordem dire-
ta seria: Eu cuido dos meus problemas.)
É a repetição de uma ou mais palavras no início
de várias frases, criando assim, um efeito de reforço e de Figuras de som
coerência.
Aliteração
Pela repetição, a palavra ou expressão em causa
é posta em destaque, permitindo ao escritor valorizar de- Consiste na repetição de consoantes como re-
terminado elemento textual. curso para intensificação do ritmo ou como efeito sonoro
significativo. Exemplos:
Os termos anafóricos podem muitas vezes ser
substituídos por pronomes relativos. Assim, observe o Três pratos de trigo para três tigres tristes.
exemplo abaixo: O rato roeu a roupa do rei de Roma.
Encontrei um amigo ontem. Ele disse-me que te "Vozes veladas, veludosas vozes,
conhecia.
Volúpias dos violões, vozes veladas
O termo ele é um termo anafórico, já que se re-
fere a um amigo anteriormente referido. Observe outro Vagam nos velhos vórtices velozes
exemplo:
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." Cruz e
"Se você gritasse Souza (Aliteração em "v")
Se você gemesse, Assonância
Se você tocasse Consiste na repetição ordenada de sons vocáli-
cos idênticos. Exemplos:
a valsa vienense
"Sou um mulato nato no sentido lato
Se você dormisse,
mulato democrático do litoral."
Se você cansasse,
Onomatopeia
Se você morresse...
Ocorre quando se tentam reproduzir na forma
Mas você não morre, de palavras os sons da realidade.
Você é duro José!" (Carlos Drummond de An- Exemplos:
drade)
Os sinos faziam blem, blem, blem, blem.
Anacoluto
Miau, miau. (Som emitido pelo gato)
Consiste na mudança da construção sintática
no meio da frase, ficando alguns termos desligados do Tic-tac, tic-tac fazia o relógio da sala de jantar.
resto do período. Veja o exemplo:
Cócórócócó, fez o galo às seis da manhã.
Esses alunos da escola, não se pode duvidar de-
les. Vícios de linguagem

A expressão "esses alunos da escola" deveria Ao contrário das figuras de linguagem, que re-
exercer a função de sujeito. No entanto, há uma inter- presentam realce e beleza às mensagens emitidas, os ví-
rupção da frase e essa expressão fica à parte, não exer- cios de linguagem são palavras ou construções que vão
cendo nenhuma função sintática. O anacoluto também é de encontro às normas gramaticais.
chamado de "frase quebrada", pois corresponde a uma Os vícios de linguagem costumam ocorrer por
interrupção na sequência lógica do pensamento. Exem- descuido, ou ainda por desconhecimento das regras por
plos: parte do emissor. Observe a seguir.
O Alexandre, as coisas não lhe estão indo muito Pleonasmo vicioso ou redundância
bem.
Diferentemente do pleonasmo tradicional, tem-
A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergo-
se pleonasmo vicioso quando há repetição desnecessária
nha. (Camilo Castelo Branco) de uma informação na frase. Exemplos:
Obs.: o anacoluto deve ser usado com finalida- Entrei para dentro de casa quando começou a
de expressiva em casos muito especiais. Em geral, deve- anoitecer.
se evitá-lo.
Hoje fizeram-me uma surpresa inesperada.
Hipérbato / Inversão
Encontraremos outra alternativa para esse pro-
É a inversão da estrutura frásica, isto é, a inver- blema.
são da ordem direta dos termos da oração. Exemplos:
Observação: o pleonasmo é considerado vício de
São como cristais as palavras. (Na ordem direta linguagem quando usado desnecessariamente, no entan-
seria: As palavras são como cristais.)

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to, quando usado para reforçar a mensagem, constitui Ambiguidade ou anfibologia
uma figura de linguagem.
Ocorre quando, por falta de clareza, há duplici-
Barbarismo dade de sentido da frase. Exemplos:
É o desvio da norma que ocorre nos seguintes Ana disse à amiga que seu namorado havia che-
níveis: gado. (O namorado é de Ana ou da amiga?)
1) Pronúncia O pai falou com o filho caído no chão. (Quem
estava caído no chão? Pai ou filho?)
a) Silabada: erro na pronúncia do acento tônico.
Por exemplo: Cacofonia
Solicitei à cliente sua rúbrica. (rubrica) Ocorre quando a junção de duas ou mais pala-
vras na frase provoca som desagradável ou palavra in-
b) Cacoépia: erro na pronúncia dos fonemas. conveniente. Exemplos:
Por exemplo:
Uma mão lava outra. (mamão)
Estou com poblemas a resolver. (problemas)
Vi ela na esquina. (viela)
c) Cacografia: erro na grafia ou na flexão de uma
palavra. Exemplos: Dei um beijo na boca dela. (cadela)
Eu advinhei quem ganharia o concurso. (adivi- Eco
nhei) O segurança deteu aquele homem. (deteve)
Ocorre quando há palavras na frase com termi-
2) Morfologia nações iguais ou semelhantes, provocando dissonância.
Por exemplo:
Exemplos:
A divulgação da promoção não causou comoção
Se eu ir aí, vou me atrasar. (for) na população.
Sou a aluna mais maior da turma. (maior) Hiato
3) Semântica Ocorre quando há uma sequência de vogais,
Por exemplo: provocando dissonância. Exemplos:

José comprimentou seu vizinho ao sair de casa. Eu a amo.


(cumprimentou) Ou eu ou a outra ganhará o concurso.
4) Estrangeirismos Colisão
Considera-se barbarismo o emprego desneces- Ocorre quando há repetição de consoantes
sário de palavras estrangeiras, ou seja, quando já existe iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Por
palavra ou expressão correspondente na língua. exemplo:
Exemplos: Sua saia sujou.
O show é hoje! (espetáculo)
Vamos tomar um drink? (drinque)
SINTAXE DO PERÍODO
Solecismo SIMPLES PERIODO
É o desvio de sintaxe, podendo ocorrer nos se- COMPOSTO
guintes níveis:
Período
1) Concordância
Período é a frase constituída de uma ou mais
Por exemplo: orações, formando um todo, com sentido completo. O
Haviam muitos alunos naquela sala. (Havia) período pode ser simples ou composto.

2) Regência Período Simples

Por exemplo: É aquele constituído por apenas uma oração,


que recebe o nome de oração absoluta.
Eu assisti o filme em casa. (ao)
Exemplos:
3) Colocação
O amor é eterno.
Por exemplo:
As plantas necessitam de cuidados especiais.
Dancei tanto na festa que não aguentei-me em
pé. (não me aguentei em pé) Quero aquelas rosas.

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O tempo é o melhor remédio.
Período Composto
É aquele constituído por duas ou mais orações.
Exemplos:
Quando você partiu minha vida ficou sem ale-
grias.
Quero aquelas flores para presentear minha
mãe.
Vou gritar para todos ouvirem que estou saben-
do o que acontece ao anoitecer.
Cheguei, jantei e fui dormir.
Saiba que:
Como toda oração está centrada num verbo ou
numa locução verbal, a maneira prática de saber quantas
orações existem num período é contar os verbos ou locu-
ções verbais.
Objetivos da análise sintática
A análise sintática tem como objetivo examinar
a estrutura de um período e das orações que compõem
um período.
Estrutura de um período
Observe:
Conhecemos mais pessoas quando estamos via-
jando.
Ao analisarmos a estrutura do período acima, é
possível identificar duas orações: Conhecemos mais pes-
soas e quando estamos viajando.

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