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ÍNDICE
1. Apresentação-------------------------------------------------------------------------------------------- 03
2. Breve História da Saúde Pública no Brasil e a Criação do SUS--------------------------------- 04
3. Constituição Federal (Art. 196 ao 200)------------------------------------------------------------- 05
4. Lei orgânica 8.080/90---------------------------------------------------------------------------------- 14
5. Lei orgânica 8.142/90---------------------------------------------------------------------------------- 61
6. Pacto pela Saúde 2006--------------------------------------------------------------------------------- 68
7. Decreto de Lei 7.508/11------------------------------------------------------------------------------- 137
8. Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória----------------------------------------- 156
9. Exercícios Complementares-------------------------------------------------------------------------- 165

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Apresentação

É com grande satisfação que apresento a Apostila SUS para Concursos 2018: um jeito
diferente de estudar legislação.
Após um ano e meio esse projeto saiu do papel e valeu muito a pena, pois foi pensando em
você estudante e profissional da saúde que desenvolvi a Apostila SUS para Concursos. A Nova
Versão 2018 está totalmente revisada e atualizada. Tudo para facilitar a vida de vocês quando o
assunto é Legislação do SUS.
O conhecimento da legislação do SUS sempre foi muito cobrado nos concursos públicos,
porém muitos candidatos não estão familiarizados com esse assunto, que não é muito abordado no
período de graduação, apresentando dificuldades tanto para estudar quanto para realizar a prova.
Lembro-me do meu primeiro concurso público, tinha que estudar legislação do SUS, as mais
variadas leis, decretos e normas, simplesmente me vi perdido sem saber por onde começar. Então
depois de fazer alguns concursos acabei desenvolvendo um método para estudar legislação, o qual
consistia em não somente ler a lei seca do SUS, mas tentar compreender, para isso resolvia muitas
questões e procurava resumir alguns pontos mais importantes das leis que eu lia. Após começar a
estudar dessa maneira, meu desempenho nessa matéria aumentou muito e consequentemente passei a
obter melhores resultados nos concursos que prestava.
Já no meu primeiro concurso gabaritei a matéria de legislação do SUS e passei em primeiro
lugar. Alcancei meu objetivo: obter um cargo público em minha área de atuação.
Resolvi então desenvolver esta Apostila em PDF atendendo alguns pedidos de colegas. O
propósito dessa Apostila é descomplicar esse assunto tão temido pelos candidatos da área da saúde,
deixando o estudo mais leve e dinâmico, ele é um aliado para aqueles que desejam obter o sonhado
cargo público.
Aqui as principais leis serão comentadas para poder facilitar a compreensão dos candidatos que
se preparam para as mais variadas provas, você não irá apenas ler toda a legislação de saúde pública
que o edital solicitou, mas terá a possibilidade de realmente entender todo o processo de
funcionamento do sistema de saúde público brasileiro.
A Apostila traz ainda exercícios resolvidos de concursos anteriores abordando os principais
assuntos de cada lei e, no final, um simuladão com 300 exercícios complementares para o candidato
por a prova o conteúdo aprendido.

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“Cada fracasso ensina ao homem algo


que ele precisava aprender.”
Charles Dickens

Breve História Sobre a Saúde Pública no Brasil

O surgimento do SUS não se deu da noite para o dia. Levou tempo para que chegássemos ao
sistema de saúde pública que temos hoje e, durante esse processo de transformação da saúde
pública brasileira, algumas datas foram marcos históricos, como por exemplo o ano de 1953,
ano em que foi criado o Ministério da Saúde.

Inicialmente as ações realizadas pelo MS eram oferecidas aos indigentes, ou seja, aqueles que
não eram trabalhadores formais e que, portanto, não eram acobertados pelo Instituto Nacional
de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). As ações do MS eram basicamente; de
promoção (Educação em Saúde), de prevenção de doenças (ex.:Vacinação) e, em poucos casos,
prestava assistência médico-hospitalar.

O INAMPS foi criado em 1974 pelo regime militar partindo do antigo Instituto Nacional de
Previdência Social (INPS) que o hoje é o INSS. O INAMPS prestava atendimento médico aos
trabalhadores de carteira assinada, ou seja, aos que contribuíam com a previdência e
funcionava em conjunto com o INPS. A maior parte dos serviços prestados pelo INAMPS era
ofertada pela iniciativa privada. Nessa época os médicos passam a ganhar muito devido ao
aumento da demanda e ao perfil dos serviços voltados apenas para a cura das doenças, o cuidar
da doença e não da saúde. Como os serviços eram prestados pelas instituições privadas e eles
ganhavam por procedimentos, quanto mais doença, melhor.

No início dos anos 70 ocorre o movimento de reforma sanitária, pela oposição ao regime militar.
Já no fim dos anos 70 a previdência social entra em crise, período também que se observa um
enfraquecimento do regime militar. Isso tudo leva o governo a realizar aberturas para que
houvesse uma discussão sobre propostas de mudanças no sistema de saúde da época.

Embora houvesse tido essa abertura política, foi somente quando o regime militar “caiu” que
realmente tivemos mudanças significativas na saúde pública. Já em 1986, um ano após a queda
do regime, ocorreu a VIII Conferência Nacional de Saúde e essa se configura de grande
importância nessa cronologia da saúde, sendo considerado um “divisor de águas”, pois nesse
momento é que surge a ideia de um sistema único de saúde, pelo menos começou a partir daí a
ter essa ideia de um sistema que fosse universal, descentralizado e que fosse dever do estado
administrar o mesmo. A VIII conferência ainda foi de grande importância pelo fato de formar
bases para a seção “da saúde” na Constituição Federal que em 1988 cria o Sistema Único de
Saúde – SUS.

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Antes da criação do SUS, porém, tivemos em 1987 a criação do SUDS – Sistema Unificado e
Descentralizado de Saúde, e que teve princípios norteadores muito próximos do que
encontramos posteriormente na lei 8080 de 1990, que é a lei orgânica da saúde e regulamentou
a criação do SUS. Vale ressaltar que por mais próximo que sejam os princípios dos SUDS e do
SUS eles diferem em alguns aspectos.

Por fim, em 1988, nasce o Sistema Único de Saúde – SUS que foi criado pela Constituição
Federal e posteriormente, em 1990, regulamentado pela Lei Orgânica da Saúde 8.080 e pela Lei
8.142 que deram as bases para o funcionamento desse novo sistema. Levou algum tempo,
porém, para que o SUS entrasse em funcionamento completo, essa transição para esse novo
modelo de saúde pública teve fim somente em 1993 quando INAMPS foi completamente extinto.

Constituição Federal de 1988 (Artigos 196 ao 200)

A Constituição Federal e seus artigos 196 ao 200 está presente em praticamente todos os
concursos da saúde que cobram Legislação do SUS, isso porque, como vimos
anteriormente, foi a partir da CF de 1988 que surgiu o Sistema Único da Saúde – SUS,
sendo este regulamentado pelas leis 8.080/90 e 8.142/90 que também são muito
cobradas nos concursos e serão estudadas ao longo da Apostila.
Os últimos anos foram de grande importância para boa parte da Legislação do SUS, pois
várias mudanças e atualizações foram observadas. A CF de 88 não escapou, e abaixo
você terá todas as atualizações que ocorreram.
Iremos estudar aqui artigo por artigo, mas o que tem caído mais nas provas referente à
CF são os artigos 196, que simplesmente “cria” o SUS, e o 198 que apresenta algumas
diretrizes desse novo sistema.
Já lei 8080 e 8142 irão explicitar melhor o que está fundamentado nesses 5 artigos da CF,
essas leis irão trazer sobre a organização, funcionamento, princípios e diretrizes, papéis
de cada ente federativo e muito mais. Não podemos esquecer também do Pacto pela
Saúde, que traz algumas mudanças, e do Decreto de lei 7508, que regulamenta a Lei
8080 e é de muita importância para a Saúde, além de ser a nova vedete dos concursos.
Todos esses temas, e mais alguns, serão vistos no decorrer da Apostila SUS para
Concursos.

Bons estudos!

Seção II
DA SAÚDE

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante


políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção,
proteção e recuperação.

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O artigo 196 como citado anteriormente cria enfim o SUS, que vinha sendo proposto
desde a VIII conferência da saúde de 1986.
O estado de bem-estar social ou “Welfare state” foi um modelo político-econômico que
surgiu basicamente após a segunda guerra mundial principalmente na Europa. Esse
conceito determinava que o estado fosse o responsável por garantir o direito à população
de educação, saúde, habitação, renda e etc. Foi baseado nesse conceito que
observamos o disposto no artigo 196 que define como dever do estado de garantir as
ações e serviços de saúde de forma universal e igualitária.
Devemos lembrar, porém, que o dever do estado não exclui o dever das pessoas, da
família, das empresas e da sociedade.
O artigo ainda determina que esse direito à saúde seja garantido mediante as políticas
sociais e econômicas, que o acesso as ações e serviços seja Universal (para todos) e
Igualitário (igual para todos, sem discriminação ou privilégios) e ainda que essas ações e
serviços seja Integral (passando pelos vários níveis de complexidade, desde a promoção
até a recuperação da saúde do usuário).

Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao


Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e
controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e,
também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

O poder público é conjunto dos órgãos que têm autoridade para realizar o trabalho do
estado como, por exemplo, a Defensoria Pública ou o Ministério Público.
São de relevância pública as atividades consideradas essenciais ou prioritárias à
comunidade, e a saúde é uma delas. Esse artigo, portanto, basicamente define que cabe
ao Estado, através dos poderes públicos, regular, fiscalizar e controlar as ações e os
serviços de saúde sejam eles públicos ou privados (através de terceiros), pois ambos são
considerados de relevância pública.
Resumindo, cabe ao estado regular, fiscalizar e controlar as ações e os serviços de
saúde para que seja assegurado o Direito à Saúde que é determinado no art. 196.

Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e
hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes:

I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo;

II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem


prejuízo dos serviços assistenciais;

III - participação da comunidade.

O artigo 198 da CF apresenta para gente 3 diretrizes que irão organizar o SUS, esse
artigo, e seus três incisos, costuma cair bastante nas provas de concursos da saúde e
confunde um pouco os candidatos, isso porque na lei 8080 que iremos estudar em
seguida, temos em seu Art. 7o, os princípios e diretrizes do SUS que englobam as
diretrizes que estão presentes no Art. 198. Porém não podemos confundir o que está

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disposto na lei 8080 com o que está disposto na CF.


Você deve prestar atenção no enunciado da questão, se a mesma se referir à CF,
então você logo saberá que estamos falando de apenas 3 diretrizes do SUS
(Descentralização, Atendimento integral e Participação da Comunidade). Já a lei 8080
traz além dessas 3, outras diretrizes e princípios do SUS, os quais estudaremos mais
tarde.

A Descentralização é entendida como uma redistribuição das responsabilidades às


ações e serviços de saúde entre os níveis de governo. Não ficando somente a União,
através do Ministério da Saúde (direção única da União), responsável por garantir a
saúde a todos.
Há uma redistribuição dessa responsabilidade para os Estados, Distrito Federal e
Municípios, através das secretarias estaduais de saúde (direção única dos Estados e
DF) e secretarias municipais de saúde (direção única do município).

O Atendimento Integral é uma diretriz que determina que o SUS deve garantir a
integralidade das ações e serviços de saúde ( promoção, proteção e recuperação). O
inciso II do art.198 completa ainda dizendo que se deve ter uma maior prioridade para
as ações preventivas (promoção) sem prejuízo das ações assistenciais (proteção e
recuperação).

Por último, a Participação da Comunidade é outra diretriz apresentada pela CF em


seu art.198 e que será mais bem estudada na lei 8142.

Outro ponto que devemos prestar atenção em relação ao Art. 198 e em relação a
muitos outros artigos presentes na matéria de legislação do SUS, é o fato das bancas
organizadoras gostarem de trocar alguns termos presente em tal artigo, com o intuito
de confundir o candidato. No art. 198, por exemplo, é comum encontrarmos questões
que trocam os termos “descentralização” “direção única”, “atividades preventivas” e
“serviços assistenciais”. Estes são apenas exemplos do que você pode encontrar nas
provas, porém a banca pode trocar outros termos, mudando o sentido do artigo e/ou
incisos tornando-os errados.

Exercício resolvido

1 - Analise as afirmativas abaixo e depois marque a alternativa correta.

No art. 198 da Constituição Federal de 1988 foram estabelecidos os princípios


básicos para criação e organização do Sistema Único de Saúde (SUS),
determinando diretrizes constituídas pelos seguintes itens:

I - atendimento integral, com prioridade para as atividades dos serviços


assistenciais;
II - participação da comunidade ao nível complementar;
III - descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
IV - atendimento especializado e participativo.

a) Apenas a I está correta.


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b) A I e IV estão corretas.
c) Apenas a III está correta.
d) A II e IV estão corretas.
e) A I e III estão corretas.

Resolução: Com base na leitura do art. 198 e seus respectivos incisos, concluímos
que a única proposição correta da questão acima é a III, pois está de acordo com o
exposto no inciso I desse mesmo artigo – “descentralização, com direção única em
cada esfera de governo;”. As demais proposições estão incorretas, pois na proposição
I - as prioridades são para as atividades preventivas e não “dos serviços assistenciais”.
Na proposição II – a participação da comunidade não é somente “ao nível
complementar” e a proposição IV não está presente no art. 198. Gabarito: C.

§ 1º. O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195, com
recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, além de outras fontes. (Parágrafo único renumerado para §
1º pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

§ 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente,


em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de
percentuais calculados sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não


podendo ser inferior a 15% (quinze por cento); (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 86, de 2015)

II - no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos


impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159,
inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos
respectivos Municípios; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

III - no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos


impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159,
inciso I, alínea b e § 3º.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

§ 3º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos,
estabelecerá: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2º; (Redação dada pela


Emenda Constitucional nº 86, de 2015)

II - os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos


Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus
respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades
regionais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

III - as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde


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nas esferas federal, estadual, distrital e municipal; (Incluído pela Emenda


Constitucional nº 29, de 2000)

IV - (revogado). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)

Esses 3 (três ) parágrafos tratam de um assunto muito importante para a saúde


pública, que é o financiamento do SUS. Os parágrafos como podem observar, foram
incluídos pela Emenda Constitucional (EC) nº 29 e, mais recentemente, pela Emenda
Constitucional (EC) nº 86 de 2015.

A EC29 foi uma importante conquista da sociedade para a consolidação do SUS, ao


passo que, ela estabeleceu a vinculação de recursos nas três esferas de governo para
um processo de financiamento mais estável. Estabeleceu ainda os percentuais
mínimos que devem ser aplicados na saúde por cada esfera de governo, embora a
participação da união ainda estivesse confusa. Com a Emenda Constitucional nº 86
porém, essa participação por parte da união ficou mais clara ao se determinar um
percentual não inferior a 15% de investimento na saúde.

A EC 29 foi regulamentada posteriormente pela Lei Complementar 141 de 13 de janeiro


de 2012. Essa LC regulamentou o § 3º do art. 198 da CF e teve como objetivos; definir
o que são gastos com saúde, esclarecendo quais as ações e serviços que podem e
não podem ser financiadas com os recursos da saúde, dispor sobre os valores mínimos
a serem aplicados anualmente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, além
de outras providências.

Para entender melhor sobre a Lei Complementar 141, leia os dois artigos abaixo que
estão disponíveis no Blog SUS para Concursos:

A Lei Complementar 141: Um ano depois – Por Lenir Santos

Questão Comentada de Legislação do SUS – Lei Complementar 141/12

Ou ainda, se preferir, baixe o documento (Lei Complementar 141) que também está
disponível para download no Blog SUS para Concursos. Clique AQUI para ser
direcionado a página de downloads do Blog, onde você encontra além da Versão
Grátis da Apostila SUS para Concursos, outros documentos para download.

Exercício resolvido

2 - O financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma responsabilidade


comum dos seguintes setores:

a) Da iniciativa privada, da União e dos Estados.


b) Da iniciativa privada, dos Municípios, da União e dos Estados.
c) Dos Municípios, da União, dos Estados e do Distrito Federal.
d) Apenas dos Estados e da União.
e) Apenas da União e do Distrito Federal.

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Resolução: O artigo da CF que trata do financiamento do SUS é o art. 198 e,


observando o seu § 2º, temos como responsabilidade dos Municípios, Estados,
Distrito Federal e União à aplicação de recursos em ações e serviços públicos de
saúde. Gabarito: C

§ 4º Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes


comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por meio de processo
seletivo público, de acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições e
requisitos específicos para sua atuação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 51,
de 2006)

§ 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional nacional,
as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de agente
comunitário de saúde e agente de combate às endemias, competindo à União, nos
termos da lei, prestar assistência financeira complementar aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios, para o cumprimento do referido piso salarial. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 63, de 2010)

§ 6º Além das hipóteses previstas no § 1º do art. 41 e no § 4º do art. 169 da


Constituição Federal, o servidor que exerça funções equivalentes às de agente
comunitário de saúde ou de agente de combate às endemias poderá perder o cargo em
caso de descumprimento dos requisitos específicos, fixados em lei, para o seu
exercício. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 51, de 2006)

Já os §§ 4º, 5º e 6º do art. 198 foram acrescentados pela Emenda Constitucional nº


51 de 2006 e 63 de 2010, e, basicamente regulariza os vínculos de trabalho dos Agentes
Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE). A
Emenda Constitucional 51 de 2006 sofria muitas críticas por “tirar” a autonomia dos entes
federativos no momento que impõe aos gestores locais do sistema único de saúde a
admissão de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por
meio de processo seletivo público e determina em seu § 5º o regime jurídico e a
regulamentação das atividades desses profissionais. Porém, com a Lei nº 11.350 de 05
de outubro de 2006 e a Emenda Constitucional 63 de 2010, a atividade dessa classe
profissional foi regulamentada, definindo melhor sobre o que a Lei disporá e quais as
competências de cada entes federativos.
O ministério da saúde (união) era, anteriormente, o único responsável pelo
financiamento dessa política, ou seja, o responsável pelo pagamento desses dois
profissionais. Porém, alteração recente de 2014, definiu que a união prestará assistência
financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o
cumprimento do piso salarial dessa classe social, e, o valor da assistência financeira
complementar da União foi em 95% (noventa e cinco por cento) do piso salarial.
O parágrafo 6º ainda determina que o servidor que exercer as funções que são
desses agentes poderá perder o cargo. O MS ainda determina que caso os agentes não
cumprirem suas funções, como determinado em lei, perderá o cargo por justa causa.

Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

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§ 1º - As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema


único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou
convênio, tendo preferência às entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.

A iniciativa privada pode participar de forma complementar do SUS, seja ela composta
por instituições com fins lucrativos ou não. São exemplos de instituições privadas: Santa
Casa, hospitais particulares, clínicas, laboratórios e etc. As instituições privadas
filantrópicas e sem fins lucrativos (ex.: as santas casas de misericórdia) terão
preferência para participar do SUS.
A participação da iniciativa privada que trata o art. 199 e seu § 1º, obedecerá às diretrizes
do SUS e ocorrerá mediante contratos (geralmente firmados com instituições
privadas com fins lucrativos) e convênios (firmados com instituições filantrópicas e
sem fins lucrativos).

§ 2º - É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às


instituições privadas com fins lucrativos.

Esse parágrafo nada mais diz que a instituição privada que possui fins lucrativos e que
participa de forma complementar ao SUS, NÃO pode receber recursos públicos de forma
direta, em outras palavras, essa instituição NÃO pode receber recursos antes de efetuar
um procedimento. Ela somente receberá o pagamento após efetuar o procedimento,
enviando uma espécie de “conta” para o SUS que então paga a instituição privada pelo
serviço prestado.

§ 3º - É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais


estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.

Alguns casos previstos em lei são apresentados na recente inclusão pela Lei 13.097 de
2015 de uma nova redação para o Art. 23 da Lei 8080. Esse artigo lista algumas situações
em que a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros é permitida
na assistência à saúde no País. (Vide Art. 23 da Lei 8080 – Comentado)

Exercício resolvido

3 - Segundo a Constituição Federal de 1988 (seção referente à saúde), a


destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições
privadas com fins lucrativos é:

a) permitida de forma irrestrita;


b) permitida de forma restrita;
c) permitida, desde que a instituição comprovadamente necessite do auxilio Ou da
subvenção para prestar seus serviços;
d) proibida;
e) permitida, desde que o Poder legislativo solicite.

Resolução: Em uma análise do art. 199 e seus §§ encontramos no § 2º que “É vedada


(Proibida) a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições
privadas com fins lucrativos.” Gabarito: D

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§ 4º - A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de


órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e
tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus
derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização.

O parágrafo § 4º da CF não costuma ser cobrado nas provas de concursos da área da


saúde. Todavia conhecimento nunca é demais, portanto se quiser se aprofundar melhor no
assunto tratado pelo § 4º, recomendo a leitura da lei que regulamentou esse §, a Lei no
10.205, de 21 de Março de 2001.

Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos
termos da lei:

O artigo 200 trata de um assunto que iremos rever na lei 8080 (as atribuições do SUS),
mesmo que aqui as atribuições sejam um pouco diferentes das que encontraremos na
lei 8080. Como eu disse anteriormente, a lei 8080 irá detalhar/ explicitar melhor o que
está contido nos art. 196 ao 200 da constituição. No inciso II desse art. 200, por
exemplo, encontramos como atribuição do SUS a execução das ações de vigilância
sanitária e epidemiológica, além das ações de saúde do trabalhador. No art. 6 o
encontramos novamente como atribuição do SUS a execução dessas ações, com a
diferença que lá encontraremos o conceito (o que são) dessas ações.

I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a


saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos,
hemoderivados e outros insumos;

Como podemos perceber o SUS é responsável pela produção de medicamentos,


equipamentos, imunobiológicos (vacinas), hemoderivados (tudo que é
relacionado ao sangue) e outros insumos (outras substâncias que são importantes
para a produção desses medicamentos).

II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de


saúde do trabalhador;

O inciso II como disse acima, apenas traz para gente que é atribuído ao SUS à
execução das ações de vigilância sanitária e epidemiológica, além das ações de
saúde do trabalhador. Somente na lei 8080 é que iremos encontrar detalhadamente
o que são essas ações.

III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;

Esse inciso nada mais diz que o SUS deverá exigir que o profissional que atua no
sistema deve ter formação na área que está atuando, seja habilitado e passe por
um processo seletivo para que possa trabalhar no SUS.

IV - participar da formulação da política e da execução das ações de


saneamento básico;
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Compete ao SUS participar, portanto, na execução das ações de


saneamento básico, que se refere aos serviços de água e esgotos, coleta
de lixo, controle de pragas enfim, todas as ações que envolvem o
saneamento básico cabem ao SUS (formulação e execução dessas
ações).

V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico


e tecnológico e a INOVAÇÃO; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 85, de 2015)

A área de pesquisa em saúde, de desenvolvimento tecnológico é muito


importante para o SUS e o sistema atuará dessa forma, baseado nos
resultados dessas pesquisas agregando melhorias nos serviços
prestados. Atenção ao novo termo adicionado pela Emenda
Constitucional 85 – “a inovação”.

VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor


nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano;

A vigilância nutricional e sanitária são atribuições dadas aos SUS e irão


atuar também na inspeção e fiscalização de alimentos e bebidas (todo
tipo de bebida, seja água, leite ou até mesmo bebida alcoólica). Por
exemplo, nesses casos recentes de adulteração do leite, cabe aos
órgãos de vigilância sanitária inspecionar esses alimentos.

VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização


de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;

Produtos psicoativos (medicamentos controlados), substâncias tóxicas e


radioativas (substâncias que precisam de certo controle quanto à
utilização, ao manuseio, transporte e produção, pois podem causar
danos para os envolvidos nesse processo).

VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

A proteção do meio ambiente e a saúde do trabalhador serão mais bem estudadas na


lei 8080 que explicita melhor esse assunto.

Exercício resolvido

4 - Conforme o dispositivo da nova Constituição Federativa do Brasil - Art. 200 -


qual das alternativas abaixo NÃO é competência do Sistema Único de saúde?

a) Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde


do trabalhador.
b) Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico e
a inovação.
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c) Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde.


d) Estimular e garantir exclusividade à participação de iniciativa privada na
assistência à saúde.
e) Colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

Resolução: Ao analisarmos o art. 200 da CF, encontramos em seus incisos II, III, V e
VIII os expostos nas respectivas alternativas – A, B, C e E, logo, a alternativa D –
“Estimular e garantir exclusividade à participação de iniciativa privada na assistência
à saúde” – não só está errada como também se apresenta como um “absurdo”, uma
vez que quando falamos do SUS, falamos de serviço público de saúde e a
participação da iniciativa privada ocorrerá sempre de forma complementar, nunca
exclusiva. Gabarito: D

Lei nº 8.080
de 19 de Setembro de 1990.

Essa é a lei campeã de provas. Pode ter certeza que na sua irá cair sobre a lei orgânica
da saúde nº 8080, isso porque essa lei regulamenta o SUS, criado na Constituição
Federal de 88, como vimos anteriormente.
Alguns artigos que são mais cobrados nos concursos serão destacados em amarelo.
Porém deixo claro que toda a lei; seus artigos, incisos e parágrafos devem ser estudados.

Dispõe sobre as condições para a promoção,


proteção e recuperação da saúde, a organização e o
funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras
providências.

O Presidente da República, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu


sanciono a seguinte lei:

Disposição Preliminar

Art. 1º - Esta Lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde,
executados, isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas
naturais ou jurídicas de direito público ou privado.

Como disse acima, a lei 8080 regulamenta o Sistema Único de Saúde. E nesse art. 1º
podemos observar a regulamentação em todo o território nacional das ações e serviços
de saúde que serão executados pelo SUS.

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15

TÍTULO I

Das Disposições Gerais

Art. 2º - A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as


condições indispensáveis ao seu pleno exercício.

§ 1º - O dever do Estado de garantir a saúde consiste na reformulação e execução de


políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros
agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e
igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.

§ 2º - O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da


sociedade.

Esse artigo, principalmente em seu parágrafo 1o, basicamente reproduz o disposto no


artigo 196 da Constituição de 88, onde é determinado o dever do estado perante a
população brasileira: garantir a saúde a todos de forma universal e igualitária (todas as
pessoas têm direito ao atendimento independente de cor, religião, raça, local de
moradia, situação de emprego ou renda). É possível observar também que as ações e
os serviços, ofertados pelo SUS, devem ser voltados ao mesmo tempo para a prevenção
e a cura (promoção, proteção e recuperação), respeitando o princípio da integralidade.
Já o § 2º, diz que o dever do estado em executar as ações e serviços em saúde não
exclui a responsabilidade das pessoas, da família, das empresas e da sociedade. Se há
uma campanha de vacinação, contra o H1N1, por exemplo, o estado é o responsável por
garantir a vacinação para mim e para toda sociedade e EU sou o responsável por ir até o
posto de saúde que está disponibilizando essa vacina e tomá-la. Eu sou responsável pela
minha saúde também, assim como a família, as empresas e toda a sociedade.

Art. 3º Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo


a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o
saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física,
o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. (Redação dada pela Lei
nº 12.864, de 2013)

Parágrafo Único. Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto
no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-
estar físico, mental e social.

Como o próprio nome já diz, fatores determinantes e condicionantes são os fatores que
irão determinar e condicionar a saúde da população (São fatores que determinam os
níveis de saúde e dão condições para que haja saúde). Logo, os fatores como a
alimentação, a moradia, o saneamento básico, e os demais fatores do art. 3º irão ser
base para podermos avaliar em que condição está à saúde dessa população. Se uma
população possui todos esses fatores determinantes e condicionantes, então essa
população terá um nível de saúde maior e consequentemente, como traz o artigo, isso
representará uma organização social e econômica mais elevada.
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16

O parágrafo único desse artigo reafirma a nova definição de saúde feita pela
Organização Mundial da Saúde (OMS): “Saúde é um estado de completo bem-estar
físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças”.
Obs.: Esse é um artigo que cai muito nos concursos da saúde e quase sempre
observamos alterações de alguns termos desse artigo. Estude, portanto, todos os fatores
determinantes e condicionantes que estão presentes nele, pois é muito comum a banca
retirar algum desses fatores ou até mesmo “inventar um novo”.

Exercício resolvido

5. De acordo com a Lei nº 8080/90, analise as proposições abaixo.

I- a saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a


moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o
transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais: os níveis de saúde da
população expressam a organização social e econômica do País.
II- o dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas
econômicas e assistencialistas que visem à redução de riscos de doenças e de outros
agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso da população carente
às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.
III- Não é permitida a participação da iniciativa privada no SUS.

É correto o que se afirma em:

a) I e II apenas b) II apenas c) I apenas d) III apenas e) I, II e


III

Resolução: O § 1º do art. 2º da lei nº 8080/90 diz que é dever do estado garantir a saúde
através da formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução
de riscos (...) e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e
igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação... etc.
(o termo correto, portanto, seria “sociais” e não “assistencialistas” e o acesso às ações e
aos serviços é “universal e igualitário” e não assegurado exclusivamente a “população
carente” como traz a proposição II). O § 2º do art. 4º afirma que a iniciativa privada poderá
participar do sistema único de saúde - SUS, em caráter complementar, logo a
propoposição III está incorreta, pois afirma o inverso do que está contido na lei. Gabarito:
C.

TÍTULO II
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17

Do Sistema Único de Saúde


Disposição Preliminar

Art. 4º - O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por orgãos e instituições


públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das
fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde-SUS.

§ 1º - Estão incluídas no disposto neste artigo as instituições públicas federais, estaduais


e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos
inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para a saúde.

§ 2º - A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde-SUS, em caráter


complementar.

Os orgãos e instituições que trata o art. 4º são: Unidades básicas de saúde, hospitais
públicos, ambulatórios, fundações e institutos, ou seja, são todos aqueles órgãos da
administração direta e indireta responsáveis por garantir a oferta das ações e serviços em
saúde.

O Instituto Butantã é um exemplo de fundação mantida pelo poder público, de que trata o
artigo.

Iniciativa privada: Uma clínica privada de odontologia, fisioterapia ou qualquer outro


prestador de serviços na área da saúde, por exemplo, pode participar do SUS de forma
complementar, atendendo seus pacientes através do sistema. É também setor privado as
entidades filantrópicas (Ex.: Santas Casas de Misericórdia), as quais têm prioridade de
participação complementar no SUS.

Atenção: O § 2º do art. 4º é muito explorado pelas bancas examinadoras e geralmente é


apresentado com sentido inverso numa tentativa de confundir o candidato, como visto na
questão resolvida acima.

Obs.: O texto do § 2º é o mesmo que podemos encontrar no Art. 199 da Constituição


Federal, que também traz sobre a participação complementar da iniciativa privada no
SUS.

CAPÍTULO I

Dos Objetivos e Atribuições

Art. 5º - Dos objetivos do Sistema Único de Saúde-SUS :

I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde;

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Os fatores condicionantes e determinantes da saúde são aqueles que vimos no Art.


3o da presente lei (a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente,
o trabalho e etc.) e é objetivo do SUS identificá-los e divulgá-los utilizando dos meios
necessários para que isso ocorra.

II - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e


social, a observância do disposto no §1º do artigo 2º desta Lei;

Essas políticas de saúde são, por exemplo, as políticas de saúde da mulher, saúde do
trabalhador, saúde do idoso, além de muitas outras, e é objetivo do SUS a formulação
dessas políticas para que haja de fato essas ações, cumprindo com o disposto no §1º do
artigo 2º.

III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e


recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das
atividades preventivas.

O inciso III desse artigo se refere à Integralidade. A Integralidade é um objetivo do


SUS.
Integralidade é também um dos princípios dos SUS, o qual diz que: o indivíduo deve ser
visto como um ser humano integral e, portanto é direito dele ter um atendimento integrado
das ações e serviços de saúde (promoção, proteção e recuperação) da saúde.

Atenção: As bancas de concursos podem algumas vezes trazer o termo integralidade


no inciso III, no lugar de “promoção, proteção e recuperação da saúde”. Isso está correto,
ou seja, pode haver sim essa troca dos termos, uma vez que, como vimos, as ações de
promoção, proteção e recuperação da saúde definem o conceito de Integralidade.

Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde-SUS:

I - a execução de ações:

a) de vigilância sanitária;
b) de vigilância epidemiológica;
c) de saúde do trabalhador; e
d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.

Se você reparar, o art. 6o dessa lei é muito parecido ao art. 200 da Constituição, que
estudamos anteriormente. E ainda se você se recorda, eu disse no art. 200 da CF que no
art. 6o da lei 8080 estudariamos o conceito das ações de vigilância sanitária, epidemiológica
e de saúde do trabalhador, e é exatamente isso que difere os dois artigos. Aqui no art. 6 o,
encontraremos três parágrafos que irão explicitar/conceituar melhor essas ações. O resto
que está contido nesse artigo é exatamente o que vimos no art. 200 da CF, portanto, não
irei me atentar muito a esses incisos.

II - a participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento


básico;

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III - a ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde;

IV - a vigilância nutricional e orientação alimentar;

V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho;

VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros


insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção;

VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a


saúde;

VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas, para consumo humano;

IX - participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e


utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;

X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico e


tecnológico;

XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados.

Exercício resolvido

6. De acordo com a Lei nº. 8080/90 são objetivos do Sistema Único de Saúde

I. execução de ações de merenda escolar e do Programa Bolsa Família.


II. identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde.
III. execução de ações de vigilância sanitária; vigilância epidemiológica; saúde do
trabalhador; assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)


A) I, II B) II, III C) III D) I E) I, III

Resolução: Apenas as proposições II e III estão corretas de acordo com o inciso I art. 5º e
o inciso I do art. 6º. A proposição I está incorreta pois não é objetivo do SUS a “execução
de ações de merenda escolar e do Programa Bolsa Família.” Gabarito: B.

Exercicio resolvido

7. Acerca dos objetivos e atribuições do SUS, de acordo com a Lei nº8.080/90, analise.

I. Identificar e divulgar os fatores condicionantes e determinantes da saúde.


II. E xecutar ações de assistência terapêutica integral.
III. Fiscalizar e inspecionar alimentos e bebidas para consumo humano.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

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A) I B) II C) I, II D) II, III E) I, II, III

Resolução: Todas as proposições apresentadas estão corretas como pode-se observar no


inciso I do art. 5º (I), no inciso I do art. 6º (II) e no inciso VIII do art. 6º (III) desta lei.
Gabarito: E.

§ 1º - Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de eliminar,


diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do
meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de
interesse da saúde, abrangendo:

I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a


saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e

II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com


a saúde.

O § 1º traz a conceituação das ações de vigilância sanitária (O que é Vigilância


Sanitária?). Esse parágrafo explicita o que é essa vigilância, que, como vimos, é uma
atribuição do SUS.
Agora, o que você precisa prestar mais atenção em relação aos conceitos de vigilância
sanitária e epidemiológica são em algumas palavras “chaves”, alguns termos que as
bancas gostam muito de trocar ou retirar do texto desses parágrafos. Comumente o que
temos observado é que a banca transcreve o § 1º, no caso da vigilância sanitária, ou o §
2º, no caso da vigilância epidemiológica e retira algum termo ou troca por outro termo, ou
ainda pede para completar o texto do parágrafo, como podemos perceber na questão
abaixo.

Exercício resolvido

8. “Entende-se por um conjunto de ações capaz de ,


diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas decorrentes do meio
ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da
saúde.” (Lei nº 8.080/90 – art. 6º, 1º§) Assinale a alternativa que completa correta e
sequencialmente a afirmativa anterior.

A) assistência à saúde / analisar / sanitários


B) vigilância epidemiológica / controlar / agravados
C) vigilância sanitária / eliminar / sanitários
D) vigilância sanitária / controlar / imunobiológicos
E) vigilância epidemiológica / eliminar / sociais

Resolução: Conforme o § 1º do art. 6º os termos que completam a afirmativa do


enunciado são: “vigilância sanitaria”, “eliminar” e “sanitários”. Gabarito: C.

Portanto deixo aqui as 5 palavras que você deve gravar quando o assunto é vigilância
sanitária, pois são as que mais sofrem alterações nas questões: “eliminar”, “diminuir”,
“prevenir”, “intervir” e “sanitários”.
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§ 2º - Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que


proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos
fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade
de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.

Em relação ao conceito de vigilância epidemiológica, seguimos o mesmo raciocínio,


você deve ler e entender esse conceito expresso no § 2º, mas assim como no § 1º (da
vigilância sanitária), aqui temos algumas palavras “chaves” que você deve guardar
quando falamos de Vigilância Epidemiológica, quais são: “conhecimento”, “detecção”,
“prevenção”, “individual” e “coletiva”.
Atenção: Vale lembrar também que as bancas às vezes misturam ou colocam
palavras que conceituam a vigilância sanitária no lugar do texto da vigilância
epidemiológica e vice-versa.

§ 3º - Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei, um conjunto de


atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância
sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa a
recuperação e a reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e
agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo:

A saúde do trabalhador não é um tema muito explorado pelas bancas, isso vai depender,
é claro, da especialidade para que você vá concorrer. Existem muitos concursos para
especialistas em saúde no trabalho e nesses concursos com certeza será cobrado mais
esse assunto. Porém de um modo geral, os concursos da saúde não cobram muito.

O que você deve focar aqui é em algumas palavras, que, como nos § 1º e § 2º (da
vigilância sanitária e epidemiológica), são palavras “chaves” e costumam ser alvo das
bancas organizadoras, seja para alterar ou mesmo tirar palavras do texto da lei. As
palavras que você precisa ter em mente são: “promoção”, “proteção”, “recuperação”
(Integralidade) e também mais uma palavra nova que entra no contexto de saúde do
trabalhador que é a “reabilitação”.

Resumindo, a saúde do trabalhador compreende todas as ações que competem ao SUS,


não excluindo a responsabilidade das empresas, dos sindicatos e dos próprios
trabalhadores, e que envolvem desde ações de prevenção (promoção e proteção da
saúde do trabalhador) como as ações assistencialistas/curativas (recuperação e
reabilitação). Todo ambiente de trabalho apresenta riscos à saúde do trabalhador,
alguns mais outros menos, os incisos abaixo compreendem todas as ações que visam,
como disse acima, “prevenir e curar” os trabalhadores que estão submetidos a esses
riscos e agravos advindos das condições de trabalho e necessita de uma atuação não
somente do SUS.

I - assistência ao trabalhador vítima de acidente de trabalho ou portador de doença


profissional e do trabalho;

II - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde-SUS, em

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estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde


existentes no processo de trabalho;

III - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde - SUS, da


normatização, fiscalização e controle das condições de produção, extração,
armazenamento, transporte, distribuição e manuseio de substâncias, de produtos, de
máquinas e de equipamentos que apresentem riscos à saúde do trabalhador;

IV - avaliação do impacto que as tecnologias provocam á saúde;

V - informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e a empresas sobre


os riscos de acidente de trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como os
resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão,
periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional;

VI - participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de saúde do


trabalhador nas instituições e empresas públicas e privadas;

VII - revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no processo de trabalho,


tendo na sua elaboração, a colaboração das entidades sindicais; e

VIII - a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a


interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo o ambiente de trabalho, quando
houver exposição a risco iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores.

Exercício resolvido

9. Analise as alternativas abaixo que discorrem sobre a abrangência da saúde


do trabalhador nos termos da Lei 8080/1990:
I. Assistência ao trabalhador vítima de acidentes de trabalho ou portador de doença
profissional e do trabalho.
II. Participação, no âmbito da competência do SUS, em estudos, pesquisas,
avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no
processo de trabalho.
III. Revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no processo de
trabalho, tendo na sua elaboração a colaboração das entidades sindicais.
IV. Avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) alternativa(s):

A) I e II B) III e IV C) I, III e IV D) I, II, III e IV E) II,


III e IV

Resolução: Todas as proposições estão corretas, como se pode observar nos incisos I, II,
IV e VII do art. 6º, § 3º. Gabarito: D.

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CAPÍTULO II

Dos Princípios e Diretrizes

O artigo 7º trata de um assunto muito cobrado nos concursos da área da saúde. Eu


sempre digo que o candidato deve estudar toda a legislação, mas sabemos também que
alguns artigos são mais cobrados do que outros e esse é o caso do art. 7º que é
disparado o artigo mais cobrado da lei 8080. Ele irá tratar dos princípios e diretrizes que
regem o SUS. Vale lembrar, assim como o próprio artigo define, que estão incluídas aqui
as diretrizes previstas no artigo 198 da CF.

Vamos a ele!

Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou


conveniados que integram o Sistema Único de Saúde - SUS são desenvolvidos de
acordo com as diretrizes previstas no artigo 198 da Constituição Federal,
obedecendo ainda aos seguintes princípios:

I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência;

Entende-se por universalidade o princípio de que todas as pessoas têm direito ao


atendimento independente de cor, religião, raça, local de moradia, situação de emprego
ou renda e em todos os níveis de assistência, os quais compreendem as ações de
promoção, proteção e recuperação da saúde (da menor à maior complexidade).

II - integralidade de assistência, entendida como um conjunto articulado e contínuo das


ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso
em todos os níveis de complexidade do sistema;

O conceito de integralidade como vimos anteriormente é um dos princípios dos SUS no


qual o indivíduo deve ser visto como um ser humano integral e, portanto, é direito dele ter
um atendimento integrado, ou seja, as ações que visam à promoção, proteção e
recuperação de sua saúde são indivisíveis.

III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;

O inciso III na mais é do que a garantia do SUS à autonomia do usuário sobre sua
saúde. Ele tem o direito, por exemplo, de recusar um procedimento cirúrgico uma vez que
o SUS não pode tirar essa autonomia do usuário em responder pela sua integridade física
e moral.

IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer


espécie;

Antigamente existiam os “indigentes” que eram os/as brasileiros não incluídos no mercado
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formal de trabalho e que, portanto, não usufruíam dos mesmos direitos de assistência.
Depois da constituição federal de 1988, deixa de existir essa desigualdade e todos
passam a ter os mesmos direitos em relação à assistência à saúde. Sem preconceitos ou
privilégios.

V - direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde;

Todo usuário do SUS tem o direito de informação a respeito de sua saúde. E essa
informação usualmente está contida em prontuários das instituições, esse prontuário
pertence ao usuário mais deve ficar na instituição de saúde. Estudaremos também no
Pacto pela Saúde esse direito do cidadão à informação.

VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e


sua utilização pelo usuário;

O inciso VI determina que o SUS deve informar os serviços que estão disponíveis aos
usuários. O usuário tem o direito de saber quais serviços são ofertados a ele em
determinado posto de saúde ou quaisquer instituição ligada ao SUS.

VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação


de recursos e a orientação programática;

A importância da vigilância epidemiológica é destacada no inciso VII o qual determina


que o SUS utilize as informações obtidas pela epidemiologia para ordenar as ações e
serviços, estabelecer prioridades e ainda definir onde é necessário maior investimento
para que tais ações ocorram.

VIII - participação da comunidade;

É também um princípio muito cobrado pelas bancas e será mais explorado na lei 8.142/90
que aborda melhor o assunto. Por ora é importante saber que é um princípio organizativo,
assim como a descentralização, regionalização, hierarquização…etc.

IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de


governo:

a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios;


b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde;

A descentralização é também um princípio, porém diz respeito à organização do sitema


e, é entendida como uma redistibuição das responsabilidades às ações e serviços de
saúde entre os níveis de governo, aquilo que cabe ao município (atenção básica) será
executado por ele, porém as ações e serviços de média e alta complexidade já não
são responsabilidades do município, que descentraliza essas ações para o estado,
o qual é o responsável pela média e alta complexidade.

Há também uma redefinição das atribuições dos níveis de governo, com um nítido reforço
do poder municipal sobre a saúde – a este processo dá-se o nome de municipalização
(mais próximo do cidadão - melhor efetividade). Além dessa ênfase na

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descentralização dos serviços para os municípios, estes devem atuar de forma


regionalizada e hierarquizada.

Regionalização e a hierarquização também são princípios organizativos que estão,


portanto, ligados ao funcionamento/organização do sistema único de sáude.

A regionalização é entendida como uma articulação e mobilização municipal que leva em


consideração características geográficas, fluxo de demanda, perfil epidemiológico, oferta
de serviços e, acima de tudo, a vontade política expressa pelos diversos municípios de se
consorciar ou estabelecer qualquer outra relação de caráter cooperativo (NOB93),
favorecendo as ações de vigilância sanitária, epidemiológica, além de outras ações em
todos os níveis de complexidade.

A hierarquização diz respeito aos níveis de atenção. O acesso da população à rede se


dá através do nível primário de atenção, que resolve 80% dos problemas (unidade básica
de saúde – responsabilidade dos Municípios), os problemas que não forem resolvidos
neste nível deverão ser referenciados (descentralizados) para os serviços de maior
complexidade. O nível secundário (responsabilidade dos Estados) são os Centros de
Especialidades e resolvem 15% dos problemas de saúde e por ultimo no nível terciário
estão os hospitais de referência e resolvem os 5% restantes dos problemas de saúde.

X - integração, em nível executivo, das ações de saúde, meio ambiente e saneamento


básico;

Essa integração é importante uma vez que, como vimos, a saúde possui diversos fatores
determinantes e condicionantes e entre eles estão às ações de meio ambiente e
saneamento básico, que devem estar, portanto, integrada a essas ações em saúde.

XI - conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União,


dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na prestação de serviços de
assistência à saúde da população;

O inciso XI apenas reafirma a responsabilidade por parte das 3 esferas de governo na


prestação de serviços de assistência à saúde, cabendo a todos eles a responsabilidade
pelos recursos necessários (financeiros, tecnológicos...) para que possa haver a
prestação adequada.

XII – capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e


XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para
fins idênticos.

Os incisos XII e XIII tratam do princípio organizativo referente resolubilidade, o qual


está muito ligado à questão da qualidade de serviços que o sistema oferece. A
resolubilidade é o serviço de saúde ter a capacidade de resolver os problemas de saúde
da população. Cada ente (municípios, estados e união) com a sua responsabilidade deve
ter a capacidade resolutiva dos serviços que oferece. Já em relação à duplicidade de
meios para fins idênticos nada mais é do que evitar gastos sem a real necessidade. Por
exemplo, contratar mais profissionais do que é necessário em um determinado setor
sendo que em outro há falta. Ou seja, há uma duplicidade das ações em serviços sem
que haja necessidade, e isso deve ser evitado pelo sistema.

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XIV – organização de atendimento público específico e especializado para mulheres


e vítimas de violência doméstica em geral, que garanta, entre outros, atendimento,
acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas reparadoras, em conformidade com
a Lei nº 12.845, de 1º de agosto de 2013. (Redação dada pela Lei nº 13.427, de 2017)

A Lei nº 13.427, de 2017, vem para alterar e inserir entre os princípios do SUS, o
princípio da organização de atendimento público específico e especializado para
mulheres e vítimas de violência doméstica em geral em conformidade com Lei nº 12.845,
de 1º de agosto de 2013 que dispõe sobre a obrigatoriedade do atendimento de pessoas
em situação de violência sexual. Enquanto, porém, a Lei 12.845 de 2013 trata apenas da
questões de violência sexual e a Lei 13.427 de 2017 é mais abrangente e trata de todo
tipo de violência doméstica à mulheres e demais vítimas.

Exercício resolvido

10. Analise alguns princípios do SUS estabelecidos em Lei Federal:

I. Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.


II. Integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e
serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos
os níveis de complexidade do sistema.
III. Igualdade de assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie.
IV. Participação da comunidade.

Estão corretos apenas os itens:

A) I, II, III B) II, III, IV C) I, II, III, IV D) I, III, IV

Resolução: Todas as proposições estão corretas, como se pode observar nos incisos
I,II,IV e VIII do art. 7º.

É importante ressaltar que os princípios aqui abordados são também diretrizes, ao contrário
do que vemos na constituição federal que apresenta apenas 3 diretrizes do sistema.
Portanto fique atento e analise o que a banca está cobrando, se estiver pedindo a CF,
então você deve lembrar-se das 3 diretrizes que o art. 198 da CF apresenta:
Descentralização, integralidade e participação da comunidade. Porém se a banca
cobrar o art. 7º da lei 8080 então você deve ter em mente os 13 princípios, que também
são diretrizes desse sistema.

CAPÍTULO III

Da Organização, da Direção e da Gestão

Art. 8º - As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde-SUS,


seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão
organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade
crescente.

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O art. 8º deixa claro que tanto o sistema público de saúde como a INICIATIVA
PRIVADA devem oferecer as ações e serviços de saúde organizados de forma
regionalizada e hierarquizada em todos os níveis de assistência e de forma crescente.

Art. 9º - A direção do Sistema Único de Saúde-SUS é única, de acordo com o inciso I


do artigo 198 da Constituição Federal, sendo exercida em cada esfera de governo pelos
seguintes orgãos:

I - no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde;

II - no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva secretaria de saúde ou


órgão equivalente; e

III - no âmbito dos Municípios, pela respectiva secretaria de saúde ou órgão


equivalente.

O art 9º da lei 8080 faz menção ao art 198 da CF, que, como vimos em seu inciso I, define
como diretriz do sistema a “descentralização com direção única em cada esfera de
governo”.
Como traz o art 9º dessa lei, no âmbito da união quem dirige o SUS é o Ministério da
Saúde, no âmbito dos estados e DF são as respectivas secretarias de saúde e no âmbito
dos municípios as secretarias (municipais) de saúde.

Art. 10º - Os Municípios poderão constituir consórcios para desenvolver, em


conjunto, as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam.

§ 1º - Aplica-se aos consórcios administrativos intermunicipais o princípio da


direção única e os respectivos atos constitutivos disporão sobre sua observância.

§ 2º - No nível municipal, o Sistema Único de Saúde-SUS poderá organizar-se


em distritos de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas
para a cobertura total das ações de saúde.

Essa articulação por parte dos municípios constituindo consórcios e organizando-se em


distritos é para que haja o cumprimento do princípio de integralidade das ações, uma vez
que, ao firmar essas “parcerias” entre os municípios o usuário passa a ter maior cobertura
das ações e serviços de saúde e assim esses distritos cumprem com a integralidade de
assistência.

O consórcio que é firmado entre os municípios tem a participação do estado onde estão
localizados esses municípios constituindo-se os distritos que basicamente caracteriza por
uma região de municípios que ofertam serviços para as populações visinhas além da sua
própria população (serviços de média e alta complexidade, que são responsabilidades do
estado e que alguns municípios não conseguem ofertar).
Essa articulação entre os municípios se dá quando um determinado município A presta

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um serviço que o município B não presta e, portanto, atende os usuários do município B,


porém o município B presta um serviço que o município A, por sua vez, não presta e
acaba então atendendo os pacientes do município A para esse serviço. Essa troca de
serviços entre os municípios é o que constituem os distritos. O estado participa
destinando os recursos necessários para que esses consórcios e distritos funcionem e
haja assim cobertura total para os usuários.

Esse conceito é muito semelhante ao que veremos no Decreto de lei 7508 que trata das
Regiões de Saúde, com a diferença de que as regiões de saúde podem ser constituídas
entre estados também, o que não é observado aqui, pois fica bem claro no art. 10º da lei
8080 que a articulação é somente entre os municípios.
Portanto se falamos da lei 8080 temos articulações intermunicipais e se falamos do
decreto 7508 temos articulações intermunicipais e interestaduais.

Exercícios resolvido

11. A Lei Orgânica da Saúde, em seu capítulo III, prevê que:

a) O SUS, no nível municipal, poderá organizar-se em distritos para integrar e articular


recursos visando à cobertura total.
b) A direção do SUS, no âmbito da União, será exercida pelo Ministério do Trabalho e
do Emprego.
c) A direção do SUS, na esfera estadual, de acordo com a Constituição Federal será
exercida pela Secretaria Estadual de Saúde, excluindo-se o Distrito Federal.
d) As comissões intersetoriais integradas por entidades representativas da sociedade
civil serão criadas no nível estadual.
e) As ações executadas pelo SUS serão organizadas de forma regionalizada, em
níveis de complexidade decrescente.

Resolução: Conforme § 2º do art. 10º: o sistema único de saúde, no nível


municipal, poderá organizer-se em distritos de forma a integrar e articular recursos,
técnicas e práticas voltadas para a cobertura total das ações de saúde. Gabarito: A

12. “Aplica-se aos consórcios administrativos intermunicipais o princípio da


_______________ e os respectivos atos constitutivos disporão sobre sua
observância.” (§1º artigo 10, Lei nº.8080/1990)

Para completar o parágrafo citado de acordo com a Lei Federal nº. 8080/1990,
deve-se marcar como correta a alternativa:

A) isonomia B) direção conjunta C) direção única D) hierarquia E) assistência

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Resolução: De acordo com o §1º desta lei, o termo que completa a afirmação é
“direção única”.
Gabarito: C.

Art.11º(VETADO)

Art. 12º - Serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional, subordinadas ao


Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos ministérios e órgãos competentes e por
entidades representativas da sociedade civil.

Parágrafo único - As comissões intersetoriais terão a finalidade de articular políticas e


programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas
no âmbito do Sistema Único de Saúde-SUS.

O artigo 12º cria então as comissões intersetoriais que responde ao CNS –


Ministério da saúde e tem por principal papel de articular e ajudar na implementação de
políticas e programas que são de interesse a saúde e que ainda não estão sendo
ofertados pelo SUS em determinada região.

Art. 13º - A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões intersetoriais,
abrangerá, em especial, as seguintes atividades:

I - alimentação e nutrição;
II - saneamento e meio ambiente;
III - Vigilância Sanitária e farmacoepidemiologia;
IV - recursos humanos;
V - ciência e tecnologia; e
VI - saúde do trabalhador.

As comissões intersetoriais devem verificar se os municípios oferecem essas políticas e


programas presentes nos incisos do art. 13o, caso não ofereçam então as comissões irão
juntamente com o município implementar. Lembrando que as comissões intersetoriais
devem responder ao Conselho Nacional de Saúde. Essa é uma maneira para que haja
controle/fiscalização por parte do Ministério da Saúde no que está sendo realmente
ofertado pelos municípios.

Exercício resolvido

13. Nos termos da lei 8.080/90 - a articulação das políticas e programas, a cargo das
comissões intersetoriais, abrangerá, em especial, as seguintes atividades, entre outras,
EXCETO:

a) alimentação e nutrição
b) saneamento e meio ambiente
c) cuidados com a família
d) saúde do trabalhador

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Resolução: De acordo com o art. 13º “cuidados com a família” não faz parte das
atividades a cargo das comissões intersetoriais. Gabarito: C.

Art. 14º. Deverão ser criadas comissões permanentes de integração entre os serviços
de saúde e as instituições de ensino profissional e superior.

Parágrafo único - Cada uma dessas comissões terá por finalidade propor prioridades,
métodos e estratégias para a formação e educação continuada dos recursos humanos
do Sistema Único de Saúde-SUS, na esfera correspondente, assim como em relação à
pesquisa e à cooperação técnica entre essas instituições.

O art. 14 º define que ao servidor que ingressar no sistema único de saúde é garantida a
formação e educação continuada, ou seja, o SUS irá instituir essas comissões que irão
incentivar e garantir a educação continuada do profissional que trabalha no SUS. Por
exemplo, são comuns instituições que fazem essa parceria com o SUS dar desconto em
cursos para os funcionários que atuam no sistema, seja uma pós ou até mesmo uma
graduação.

Art. 14-A. As Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite são reconhecidas como


foros de negociação e pactuação entre gestores, quanto aos aspectos operacionais do
Sistema Único de Saúde (SUS). (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).
Parágrafo único. A atuação das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite terá por
objetivo: (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).
I - decidir sobre os aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão
compartilhada do SUS, em conformidade com a definição da política consubstanciada em
planos de saúde, aprovados pelos conselhos de saúde; (Incluído pela Lei nº 12.466, de
2011).
II - definir diretrizes, de âmbito nacional, regional e intermunicipal, a respeito da
organização das redes de ações e serviços de saúde, principalmente no tocante à sua
governança institucional e à integração das ações e serviços dos entes federados; (Incluído
pela Lei nº 12.466, de 2011).
III - fixar diretrizes sobre as regiões de saúde, distrito sanitário, integração de
territórios, referência e contrarreferência e demais aspectos vinculados à integração das
ações e serviços de saúde entre os entes federados. (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).
Os artigos 14-A e 14-B foram incluídos recentemente à lei 8080 pela lei 12.466 de 2011. A
CIB e a CIT foram criadas pela NOB 93 e esse assunto tem sido cobrado nos concursos
mais recentes da saúde.
CIB significa Comissão Intergestores Bipartite e é composta por gestores estaduais
(Secretários estaduais de saúde – Ses) e por gestores municipais (Conselho dos
secretários municipais de saúde – Cosems).
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CIT significa Comissão Intergestores Tripartite e é composta pelo gestor nacional


(Ministério da Saúde - MS), por gestores estaduais (Conselho nacional de secretários de
saúde – Conass) e por gestores municipais (Conselho nacional de secretários municipais
de saúde – Conasems).
O objetivo dessas comissões é integrar e articular políticas e programas necessárias à
saúde pública, como observarmos mais detalhadamente nos incisos do art. 14-A.
Quando essas políticas e programas são de interesse dos gestores municipais e estaduais,
então elas devem ser pactuadas nas CIBs e caso seja de interesse nacional serão
pactuadas pela CIT.
Fique atento: Os órgãos representantes dos entes estaduais e municipais que compõe a
CIB e a CIT são diferentes porque a CIB representa um colegiado em âmbito estadual
(SES + COSEMS) enquanto a CIT é tratada em âmbito nacional (MS + CONASS +
CONASEMS).
Art. 14-B. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho
Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) são reconhecidos como
entidades representativas dos entes estaduais e municipais para tratar de matérias
referentes à saúde e declarados de utilidade pública e de relevante função social, na forma
do regulamento. (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).
Como dito acima, tanto o Conass como o Conasems são as entidades que irão
representar os estados e municípios, respectivamente, em âmbito nacional, ou seja, na
CIT.
§ 1o O Conass e o Conasems receberão recursos do orçamento geral da União por
meio do Fundo Nacional de Saúde, para auxiliar no custeio de suas despesas
institucionais, podendo ainda celebrar convênios com a União. (Incluído pela Lei nº 12.466,
de 2011).
§ 2o Os Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) são reconhecidos
como entidades que representam os entes municipais, no âmbito estadual, para tratar de
matérias referentes à saúde, desde que vinculados institucionalmente ao Conasems, na
forma que dispuserem seus estatutos. (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).
Já o Cosems que também foi explicado acima será a entidade representativa dos
municiípios em âmbito estadual, ou seja, na CIB.

Exercício resolvido

14. De acordo, com a Lei 8.080/90 - serão criadas ___________ de âmbito nacional,
subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos Ministérios e órgãos
competentes e por entidades representativas da sociedade civil, com a finalidade de
articular políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não
compreendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

a) comissões intersetoriais b) conselhos de saúde c) conselhos especiais d) comissões


setorizadas

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Resolução: O termo que completa a afirmativa é “comissões intersetoriais”, como se pode


observar no art. 12º da presente lei. Gabarito: A.

15. Segundo o Art. 14-B da Lei federal 8.080/90:

I - Os Secretários Estaduais de Saúde (Ses) e o Conselho de Secretarias Municipais de


Saúde (Cosems) são reconhecidos como entidades representativas dos entes estaduais e
municipais para tratar de matérias referentes à saúde e declarados de utilidade pública e
de relevante função social, na forma do regulamento.

II - O Conass e o Conasems receberão recursos do orçamento geral da União por meio do


Fundo Nacional de Saúde, para auxiliar no custeio de suas despesas institucionais, salvo
nos casos de convênios com a União.

III - Os Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) são reconhecidos como


entidades que representam os entes municipais, no âmbito estadual, para tratar de
matérias referentes à saúde, desde que vinculados institucionalmente ao Conasems, na
forma que dispuserem seus estatutos.

Assinale a alternativa que contenha somente as(a) proposições(ão) corretas(a):

A) I e III somente B) I somente C) I e II somente D) III somente E) Todas estão


corretas.

Resolução: Analisando o art. 14-B da lei 8080 podemos concluir que apenas a proposição
III está correta, pois está de acordo com o contido no § 2o do art. 14-B. Na proposição I
encontramos a troca dos termos “Conass” e “Conasems”, que são os termos corretos,
pelos termos “Ses” e “Cosems”, tornando a proposição incorreta. Já a proposição II muda o
sentido do § 1o, ao passo que conclui que tanto o Conass quanto o Conasems NÃO
poderão receber fundos da união caso estes celebrem convênios com a mesma. Essa
afirmação está incorreta uma vez que o § 1o , na verdade, afirma que o Conass e o
Conasems além de poder receber os recursos provenientes da união PODERÃO firmar
convênios com a mesma. Gabarito: D

CAPÍTULO IV
Da Competência e das Atribuições

Diferente de outros assuntos dessa lei, esse capítulo apresenta as funções/deveres das
esferas federal, estadual, municipal e do distrito federal, não é um assunto que exige
muitos comentários como, por exemplo, os princípios do SUS, abordados anteriormente.
Aqui a dica é ler o máximo possível sobre as competências e atribuições de cada esfera de
governo e, resolver o maior número de questões que puder, pois o tema é bastante
abordado pelas bancas organizadoras dos concursos e exige certa memorização
(“decoreba”) por parte do candidato. Coloquei no e-book o máximo de questões de
concursos anteriores referentes ao assunto.
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SEÇÃO I
das Atribuições Comuns

Art. 15º A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios exercerão, em seu âmbito
administrativo, as seguintes atribuições:

I - definição das instâncias e mecanismos de controle, avaliação e fiscalização das


ações e serviços de saúde;

II - administração dos recursos orçamentários e financeiros destinados, em cada ano,


à saúde;

III - acompanhamento, avaliação e divulgação do nível de saúde da população e das


condições ambientais;

IV - organização e coordenação do sistema de informação em saúde;

V - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade e


parâmetros de custos que caracterizam a assistência à saúde;

VI - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade para


promoção da saúde do trabalhador;

VII - participação de formulação da política e da execução das ações de saneamento


básico e colaboração na proteção e recuperação do meio ambiente;

VIII - elaboração e atualização periódica do plano de saúde;

IX - participação na formulação e na execução da política de formação e


desenvolvimento de recursos humanos para a saúde;

X - elaboração da proposta orçamentária do Sistema Único de Saúde-SUS, de


conformidade com o plano de saúde;

XI - elaboração de normas para regular as atividades de serviços privados de saúde,


tendo em vista a sua relevância pública;

XII - realização de operações externas de natureza financeira de interesse da saúde,


autorizadas pelo Senado Federal;

XIII - para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes


de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias,
a autoridade competente da esfera administrativa correspondente poderá requisitar
bens e serviços, tanto de pessoas naturais como jurídicas, sendo-lhes assegurada justa
indenização;

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XIV - implementar o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados;

XV - propor a celebração de convênios, acordos e protocolos internacionais relativos a


saúde, saneamento e o meio ambiente;

XVI - elaborar normas técnico-científicas de promoção, proteção e recuperação da


saúde;

XVII - promover articulação com os órgãos de fiscalização do exercício profissional, e


outras entidades representativas da sociedade civil, para a definição e controle
dos padões éticos para a pesquisa, ações e serviços de saúde;

XVIII - promover a articulação da política e dos planos de saúde;

XIX - realizar pesquisas e estudos na área de saúde;

XX - definir as instâncias e mecanismos de controle e fiscalização inerentes ao poder da


polícia sanitária;

XXI - fomentar, coordenar e executar programas e projetos estratégicos e de


atendimento emergencial.

Exercício resolvido

16. Com base na Lei nº 8080/90, artigo 15, a União, os Estados, o DF e os


Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições:

I- administração dos recurso orçamentários e financeiros destinados, a cada seis meses, à


saúde
II- acompanhamento, avaliação e divulgação do nível de saúde da população e das
condições ambientais
III- elaboração de normas para regular as atividades de serviços privados de saúde, tendo
em vista a sua relevância pública
IV- definir as instâncias e mecanismos de controle e avaliação inerentes ao poder de
polícia sanitária

É correto o que está contido em:

a) I e II apenas b) II e III apenas c) I e III apenas d) III e IV apenas e) I, II, III


e IV

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Resolução: De acordo com o art. 15º estão totalmente corretas apenas às proposições II e
III como é observado nos incisos III e XI respectivamente, e ocorrem erros nas proposições
I ( termo correto “a cada ano” e não “a cada seis meses” – inciso II) e IV ( “fiscalização” ao
invés de “avaliação” – inciso XX). Gabarito: B.

SEÇÃO II

Da Competência

Art. 16. À direção nacional do Sistema Único de Saúde-SUS compete:

I - formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição;

II - participar na formulação e na implementação das políticas:

a) de controle das agressões ao meio ambiente;


b) de saneamento básico; e
c) relativas às condições e aos ambientes de trabalho;

III - definir e coordenar os sistemas:

a) de redes integradas de assistência de alta complexidade;


b) de rede de laboratórios de saúde pública;
c) de vigilância epidemiológica; e
d) de vigilância sanitária.

IV - participar da definição de normas e mecanismos de controle, com órgãos afins, de


agravos sobre o meio ambiente, ou deles decorrentes, que tenham repercussão
na saúde humana;

V - participar da definição de normas, critérios e padrões para controle das condições e


dos ambientes de trabalho e coordenar a política de saúde do trabalhador;

VI - coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica;

VII - estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e


fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados, Distrito Federal
e Municípios;

VIII - estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle da qualidade sanitária


de produtos, substâncias e serviços de consumo e uso humano;

IX - promover a articulação com os órgãos educacionais e de fiscalização do exercício

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profissional, bem como com entidades representativas de formação de recursos


humanos na área de saúde;

X - formular, avaliar, elaborar normas e participar na execução da política nacional e


produção de insumos e equipamentos para a saúde, em articulação com os
demais órgãos governamentais;

XI - identificar os serviços estaduais e municipais de referência nacional para o


estabelecimento de padrões técnicos de assistência à saúde;

XII - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a


saúde;

XIII - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios para o aperfeiçoamento da sua atuação institucional.

XIV - elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde-SUS e
os serviços privados contratados de assistência à saúde;

XV - promover a descentralização, para as Unidades Federadas e para os Municípios,


dos serviços e ações de saúde, respectivamente, de abrangência estadual e
municipal;

XVI - normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue,


Componentes e Derivados;

XVII - acompanhar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde, respeitadas as


competências Estaduais e Municipais;

XVIII - elaborar o planejamento estratégico nacional no âmbito do SUS em cooperação


técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal;

XIX - estabelecer o Sistema Nacional de Auditoria e coordenar a avaliação técnica e


financeira do SUS, em todo o território nacional, em cooperação técnica com os
Estados, Municípios e Distrito Federal.

Parágrafo único. A União poderá executar ações de vigilância epidemiológica e


sanitária em circunstâncias especiais, como na ocorrência de agravos inusitados à
saúde, que possam escapar do controle da direção estadual do Sistema Único de
Saúde-SUS ou que representam risco de disseminação nacional.

Exercício resolvido

17. Leia o trecho abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que preenche correta e
respectivamente as lacunas.

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De acordo com a Lei nº 8080/90, compete à direção nacional do SUS -----, -----, -----
normas e participar na execução da política nacional e produção de insumos e
equipamentos para a saúde, em articulação com os demais órgãos governamentais.

a) fiscalizar/ analisar/ executar


b) fiscalizar/ elaborar/ executar
c) fiscalizar/ formular/ avaliar
d) formular/ avaliar/ elaborar
e) fiscalizar/ identificar/ avaliar

Resolução: Os termos que preenchem as lacunas da afirmativa são: “formular”, “avaliar” e


“elaborar”, como observado no inciso X do art. 16º. Gabarito: D.

Exercício resolvido

18. À direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) compete, EXCETO:

A) Acompanhar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde, respeitadas as


competências estaduais e municipais.
B) Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde.
C) Gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros.
D) Formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição.
E) Estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle da qualidade sanitária de
produtos, substâncias e serviços de consumo e uso humano.

Resolução: Não compete à direção nacional do SUS “gerir laboratórios públicos de saúde
e hemocentros” as demais alternativas estão corretas, como pode-se observar nos incisos
XVII, XII, I e VIII do art. 16º. Gabarito: C.

Art. 17. - À direção estadual do Sistema Único de Saúde-SUS compete:

Dica: O Art. 17 diz respeito às responsabilidades do Estado no SUS e, se você reparar,


irá encontrar muitas vezes as palavras; “complementar”, “suplementar” e
“supletivamente”, isso porque é o município quem executa as ações, podendo claro o
estado executar também, mas na maioria das vezes atuará de forma complementar ou
suplementar às ações dos municípios. Esta é apenas uma dica para facilitar o seu estudo,
portanto, se na prova você encontrar as palavras “complementar”, “suplementar” e
“supletivamente”, irá saber que está se referindo as responsabilidades do Estado.

I - promover a descentralização, para os Municípios, dos serviços e das ações de


saúde;

II - acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de

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Saúde-SUS.

III - prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar supletivamente ações
e serviços de saúde;

IV - coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços:

a) de vigilância epidemiológica;
b) de vigilância sanitária;
c) de alimentação e nutrição; e
d) de saúde do trabalhador;

V - participar, junto com órgãos afins, do controle dos agravos do meio ambiente que
tenham repercussão na saúde humana;

VI - participar da formulação da política e da execução de ações de saneamento


básico;

VII - participar das ações de controle e avaliação das condições e dos ambientes de
trabalho;

VIII - em caráter suplementar formular, executar, acompanhar e avaliar a política de


insumos e equipamentos para a saúde;

IX - identificar estabelecimentos hospitalares de referência e gerir sistemas públicos de


alta complexidade, de referência estadual e regional;

X - coordenar a rede estadual de laboratórios de saúde pública e hemocentros e gerir as


unidades que permaneçam em sua organização administrativa;

XI - estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e a avaliação das


ações e serviços de saúde;

XII - formular normas estabelecer padrões, em caráter suplementar, de procedimentos


de controle de qualidade para produtos e substâncias de consumo humano;

XIII - colaborar com a União na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e


fronteiras;

XIV - acompanhar, avaliar e divulgar os indicadores de morbidade e mortalidade no


âmbito da unidade federada.

Exercício resolvido

19. Não é competência da direção estadual do SUS:

A) Identificar estabelecimentos hospitalares de referência e gerir sistemas públicos de


baixa e média complexidade, de referência municipal e regional;

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B) Coordenar a rede estadual de laboratórios de saúde pública e hemocentros, e gerir as


unidades que permaneçam em sua organização administrativa;
C) Estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e avaliação das ações e
serviços de saúde;
D) Formular normas e estabelecer padrões, em caráter suplementar, de procedimentos
de controle de qualidade para produtos e substâncias de consumo humano;

Resolução: Baseado no art. 17 que dispõe sobre as competências da esfera estadual,


conclui–se que somente a alternativa A está incorreta, pois houve troca de alguns
termos. Se analisarmos o inciso IX do art. 17 encontramos como competência do
estado, além de “identificar estabelecimentos hospitalares de referência”, a
gestão de sistemas públicos de “alta complexidade” e de referência “estadual” e
regional. Gabarito: A

Art. 18. À direção municipal do Sistema Único de Saúde-SUS, compete:

Dica: Já o Art. 18 diz respeito às responsabilidades do Município no SUS e, a palavra


chave aqui é: “executar” e “execução”. Como dissemos acima, o município é o principal
promotor das ações e serviços ofertados pelo SUS, por isso ele é quem mais ira
“executar” essas ações. Infelizmente você deve tentar lembrar bem das
responsabilidades de cada ente federativo, mas não é fácil decorar estes artigos e essa
“pancada”, portanto a dica das palavras é apenas para tentar facilitar o estudo de vocês e
fazer com que na hora da prova você lembre e saiba discriminar a responsabilidade de
cada ente que a questão possa cobrar.

I - planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e


executar os serviços públicos de saúde;

II - participar do planejamento, programação e organização da rede regionalizada e


hierarquizada do Sistema Único de Saúde-SUS, em articulação com sua direção
estadual;

III - participar da execução, controle e avaliação das ações referentes às condições e


aos ambientes de trabalho;

IV - executar serviços:

a) de vigilância epidemiológica;

b) de vigilância sanitária;

c) de alimentação e nutrição;

d) de saneamento básico; e

e) de saúde do trabalhador;

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V - dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e equipamentos para a


saúde;

VI - colaborar na fiscalização das agressões ao meio ambiente, que tenham


repercussão sobre a saúde humana, e atuar, junto aos órgãos municipais, estaduais e
federais competentes, para controlá-las;

VII - formar consórcios administrativos intermunicipais;

VIII - gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros;

IX - colaborar com a União e com os Estados na execução da vigilância sanitária de


portos, aeroportos e fronteiras;

X - observado o disposto no artigo 26 desta lei, celebrar contratos e convênios com


entidades prestadoras de serviços privados de saúde, bem como controlar e
avaliar sua execução;

XI - controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde:

XII - normatizar complementarmente as ações e serviços públicos de saúde no seu


âmbito de atuação.

Exercício resolvido
20. Quanto à competência da direção municipal do sistema de saúde (SUS) regida
pela Lei n° 8.080/90, considere as seguintes atribuições:

I. Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar


os serviços públicos de saúde.

II. Participar do planejamento, programação e organização da rede nacional e


independente do Sistema Único de Saúde (SUS), em articulação com sua direção estadual.

III. Acompanhar o processo de licitação para definir a gestão de laboratórios públicos de


saúde e hemocentros.

IV. Executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras independentemente da


União e dos Estados.

É(são) da competência da direção municipal do Sistema Único de Saúde (SUS):

A) Somente III.
B) Somente I.
C) Somente I e II.
D) Somente II e IV.
E) Somente III e IV.

Resolução: O artigo que trata das competências da direção municipal é o art. 18, como

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vimos acima, e, em seu inciso I traz:


I - “Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e
executar os serviços públicos de saúde”.

Ou seja, exatamente o contido na proposição I da questão. As demais proposições estão


erradas, pois a porposição II só estaria correta se trouxesse os termos “rede regionalizada
e hierarquizada” e não os termos “nacional e independente”. Já a proposição III é
incorreta, pois, já é uma competência do município gerir laboratórios públicos de saúde e
hemocentros não devendo este “acompanhar aprocesso de licitação para a gestão”. E por
último a proposição IV também está errada, pois, na verdade, o município colabora com a
união e o estado na execução da vigilância sanitária dos portos e aeroportos. Gabarito: B

Art.19. Ao Distrito Federal competem às atribuições reservadas aos Estados e aos


Municípios.

Como o próprio art. 19 define, são responsabilidades do Distrito Federal às atribuições


reservadas aos estados e municípios, ou seja, as responsabilidades do Distrito Federal é
todo o contido nos artigos 17 e 18.

CAPÍTULO V
Do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena
(Incluído pela Lei nº 9.836, de 1999)
Assim como o capítulo V, os capítulos VI, VII e VIII fazem parte da versão atualizada da lei
orgânica da saúde 8.080/90
Art. 19-A. As ações e serviços de saúde voltados para o atendimento das populações
indígenas, em todo o território nacional, coletiva ou individualmente, obedecerão ao
disposto nesta Lei. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

Art. 19-B. É instituído um Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, componente do


Sistema Único de Saúde – SUS, criado e definido por esta Lei, e pela Lei no 8.142, de 28
de dezembro de 1990, com o qual funcionará em perfeita
integração. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

Art. 19-C. Caberá à União, com seus recursos próprios, financiar o Subsistema de
Atenção à Saúde Indígena. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

Vale ressaltar, porém, que os Estados, Municípios e Distrito Federal poderão também
participar desse subsistema e consequentemente financiá-lo, como podemos ver no Art.
19-E.
Art. 19-D. O SUS promoverá a articulação do Subsistema instituído por esta Lei com
os órgãos responsáveis pela Política Indígena do
País. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

Art. 19-E. Os Estados, Municípios, outras instituições governamentais e não-


governamentais poderão atuar complementarmente no custeio e execução das
ações. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1
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Art. 19-F. Dever-se-á obrigatoriamente levar em consideração a realidade local e as


especificidades da cultura dos povos indígenas e o modelo a ser adotado para a atenção à
saúde indígena, que se deve pautar por uma abordagem diferenciada e global,
contemplando os aspectos de assistência à saúde, saneamento básico, nutrição,
habitação, meio ambiente, demarcação de terras, educação sanitária e integração
institucional. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

Art. 19-G. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena deverá ser, como o SUS,
descentralizado, hierarquizado e
regionalizado.http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

§ 1o O Subsistema de que trata o caput deste artigo terá como base os Distritos
Sanitários Especiais Indígenas. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

§ 2o O SUS servirá de retaguarda e referência ao Subsistema de Atenção à Saúde


Indígena, devendo, para isso, ocorrer adaptações na estrutura e organização do SUS nas
regiões onde residem as populações indígenas, para propiciar essa integração e o
atendimento necessário em todos os níveis, sem
discriminações. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

§ 3o As populações indígenas devem ter acesso garantido ao SUS, em âmbito local,


regional e de centros especializados, de acordo com suas necessidades, compreendendo a
atenção primária, secundária e terciária à
saúde. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

Art.19-H. As populações indígenas terão direito a participar dos organismos


colegiados de formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde, tais
como o Conselho Nacional de Saúde e os Conselhos Estaduais e Municipais de
Saúde, quando for o caso. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9836.htm - art1

Exercício resolvido
21. De acordo com o Capítulo V – Do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, da
Lei nº 8.080/90 atualizada, é INCORRETO afirmar que:

A) caberá à União, com seus recursos próprios, financiar o Subsistema de Atenção à


Saúde Indígena.

B) apenas as instituições não governamentais poderão atuar completamente no custeio e


execução das ações.

C) o Sistema Único de Saúde (SUS) promoverá a articulação do Subsistema instituído por


esta Lei com os órgãos responsáveis pela Política Indígena do País.

D) o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena deverá ser, como o SUS, descentralizado,


hierarquizado e regionalizado.

E) as populações indígenas devem ter acesso garantido ao SUS, em âmbito local, regional
e de centros especializados, de acordo com suas necessidades, compreendendo a atenção
primária, secundária e terciária à saúde.

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Resolução: Segundo o Capítulo V em seu Art. 19-B: Os Estados, Municípios, outras


instituições governamentais e não-governamentais poderão atuar complementarmente no
custeio e execução das ações, logo, a proposição incorreta da questão é a contida na
alternativa B. Gabarito: B.

CAPÍTULO VI
DO SUBSISTEMA DE ATENDIMENTO E INTERNAÇÃO DOMICILIAR
(Incluído pela Lei nº 10.424, de 2002)
Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm direito ao atendimento e internação
domiciliar desde que o médico recomende os cuidados no lar, para isso foram criadas
algumas leis que regulamentam esse procedimento (“famoso” Home-care), dentre essas
leis foi criada a lei nº 10.424, de 2002, a principal entre elas.
Art. 19-I. São estabelecidos, no âmbito do Sistema Único de Saúde, o atendimento
domiciliar e a internação domiciliar. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10424.htm - art1

§ 1o Na modalidade de assistência de atendimento e internação domiciliares incluem-


se, principalmente, os procedimentos médicos, de enfermagem, fisioterapêuticos,
psicológicos e de assistência social, entre outros necessários ao cuidado integral dos
pacientes em seu domicílio. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10424.htm - art1

§ 2o O atendimento e a internação domiciliares serão realizados por equipes


multidisciplinares que atuarão nos níveis da medicina preventiva, terapêutica e
reabilitadora. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10424.htm - art1

§ 3o O atendimento e a internação domiciliares só poderão ser realizados por


indicação médica, com expressa concordância do paciente e de sua família.

Exercício resolvido
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10424.htm - art1
22. A respeito do Subsistema de Atendimento e Internação Domiciliar, julgue os itens
abaixo:

I - O atendimento e a internação domiciliares atuarão nos níveis de medicina preventiva,


terapêutica e reabilitadora.

II - O atendimento e a internação domiciliares só poderão ser realizados por indicação


médica, não sendo necessária a concordância do paciente e de sua família.

III - O atendimento e a internação domiciliares serão realizados por equipes


multiprofissionais.

Está (ão) correta (s):

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(A) I, II e III.

(B) I, apenas.

(C) I e III, apenas.

(D) II, apenas.

(E) III, apenas.

Resolução: Ao analisarmos o Art. 19-I em seus parágrafos § 2o e § 3º, concluimos que a


única proposição errada é a II, pois o paciente e sua família devem concordar com o
procedimento domiciliar, como é possível ver no § 3º do artigo em questão. Gabarito: C.

CAPÍTULO VII
DO SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DURANTE O TRABALHO DE PARTO,
PARTO E PÓS-PARTO IMEDIATO
(Incluído pela Lei nº 11.108, de 2005)
O Objetivo dessa lei foi de garantir as parturientes o direito à presença de um
acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do
Sistema Único de Saúde - SUS.
Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da rede própria ou
conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1 (um)
acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto
imediato. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm - art1

§ 1o O acompanhante de que trata o caput deste artigo será indicado pela


parturiente. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm - art1

§ 2o As ações destinadas a viabilizar o pleno exercício dos direitos de que trata este
artigo constarão do regulamento da lei, a ser elaborado pelo órgão competente do Poder
Executivo. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm - art1

Art. 19-L. (VETADO) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm -


art1

CAPÍTULO VIII
DA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA E DA INCORPORAÇÃO DE

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TECNOLOGIA EM SAÚDE
(Incluído pela Lei nº 12.401, de 2011)
Estudaremos mais detalhadamente o assunto abordado neste capítulo no DL 7508, pois o
mesmo aborda e explicita melhor este conteúdo.

Leia mais: Lei 12401 de 2011 - Inclusão de Medicamentos e Procedimentos Terapêuticos


no SUS http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/magistral/582-lei-12301-2011-medicamentos-
procedimentos-sus.html - ixzz2KcqoHNML

Art. 19-M. A assistência terapêutica integral a que se refere à alínea d do inciso I do


art. 6o consiste em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

I - dispensação de medicamentos e produtos de interesse para a saúde, cuja


prescrição esteja em conformidade com as diretrizes terapêuticas definidas em protocolo
clínico para a doença ou o agravo à saúde a ser tratado ou, na falta do protocolo, em
conformidade com o disposto no art. 19-P;
II - oferta de procedimentos terapêuticos, em regime domiciliar, ambulatorial e
hospitalar, constantes de tabelas elaboradas pelo gestor federal do Sistema Único de
Saúde - SUS, realizados no território nacional por serviço próprio, conveniado ou
contratado.
Art. 19-N. Para os efeitos do disposto no art. 19-M, são adotadas as seguintes
definições:
I - produtos de interesse para a saúde: órteses, próteses, bolsas coletoras e
equipamentos médicos;
II - protocolo clínico e diretriz terapêutica: documento que estabelece critérios para o
diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os
medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; as posologias
recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação
dos resultados terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do
SUS. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

Art. 19-O. Os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas deverão estabelecer os


medicamentos ou produtos necessários nas diferentes fases evolutivas da doença ou do
agravo à saúde de que tratam, bem como aqueles indicados em casos de perda de eficácia
e de surgimento de intolerância ou reação adversa relevante, provocadas pelo
medicamento, produto ou procedimento de primeira
escolha. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

Parágrafo único. Em qualquer caso, os medicamentos ou produtos de que trata


o caput deste artigo serão aqueles avaliados quanto à sua eficácia, segurança, efetividade
e custo-efetividade para as diferentes fases evolutivas da doença ou do agravo à saúde de
que trata o protocolo. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

Art. 19-P. Na falta de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica, a dispensação será


realizada: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

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I - com base nas relações de medicamentos instituídas pelo gestor federal do SUS,
observadas as competências estabelecidas nesta Lei, e a responsabilidade pelo
fornecimento será pactuada na Comissão Intergestores
Tripartite; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

II - no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, de forma suplementar, com base


nas relações de medicamentos instituídas pelos gestores estaduais do SUS, e a
responsabilidade pelo fornecimento será pactuada na Comissão Intergestores
Bipartite; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

III - no âmbito de cada Município, de forma suplementar, com base nas relações de
medicamentos instituídas pelos gestores municipais do SUS, e a responsabilidade pelo
fornecimento será pactuada no Conselho Municipal de
Saúde. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

Art. 19-Q. A incorporação, a exclusão ou a alteração pelo SUS de novos


medicamentos, produtos e procedimentos, bem como a constituição ou a alteração de
protocolo clínico ou de diretriz terapêutica, são atribuições do Ministério da Saúde,
assessorado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no
SUS. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

§ 1o A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, cuja composição


e regimento são definidos em regulamento, contará com a participação de 1 (um)
representante indicado pelo Conselho Nacional de Saúde e de 1 (um) representante,
especialista na área, indicado pelo Conselho Federal de
Medicina. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

§ 2o O relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS


levará em consideração, necessariamente: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

I - as evidências científicas sobre a eficácia, a acurácia, a efetividade e a segurança


do medicamento, produto ou procedimento objeto do processo, acatadas pelo órgão
competente para o registro ou a autorização de
uso; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

II - a avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação às


tecnologias já incorporadas, inclusive no que se refere aos atendimentos domiciliar,
ambulatorial ou hospitalar, quando cabível. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

Art. 19-R. A incorporação, a exclusão e a alteração a que se refere o art. 19-Q serão
efetuadas mediante a instauração de processo administrativo, a ser concluído em prazo
não superior a 180 (cento e oitenta) dias, contado da data em que foi protocolado o pedido,
admitida a sua prorrogação por 90 (noventa) dias corridos, quando as circunstâncias
exigirem. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

§ 1o O processo de que trata o caput deste artigo observará, no que couber, o


disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, e as seguintes determinações
especiais: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

I - apresentação pelo interessado dos documentos e, se cabível, das amostras de


produtos, na forma do regulamento, com informações necessárias para o atendimento do
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47

disposto no § 2o do art. 19-Q; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-


2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

II - (VETADO); http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

III - realização de consulta pública que inclua a divulgação do parecer emitido pela
Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no
SUS; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

IV - realização de audiência pública, antes da tomada de decisão, se a relevância da


matéria justificar o evento. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm
- art1

§ 2o (VETADO). http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

Art. 19-S. (VETADO). http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm


- art1

Art. 19-T. São vedados, em todas as esferas de gestão do


SUS: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

I - o pagamento, o ressarcimento ou o reembolso de medicamento, produto e


procedimento clínico ou cirúrgico experimental, ou de uso não autorizado pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

II - a dispensação, o pagamento, o ressarcimento ou o reembolso de medicamento e


produto, nacional ou importado, sem registro na ANVISA.
Art. 19-U. A responsabilidade financeira pelo fornecimento de medicamentos,
produtos de interesse para a saúde ou procedimentos de que trata este Capítulo será
pactuada na Comissão Intergestores
Tripartite. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12401.htm - art1

TÍTULO III

Dos Serviços Privados de Assistência à Saúde

CAPÍTULO I

Do Funcionamento
Como abordado anteriormente e, ainda mais nesse título III, o sistema único de saúde
poderá recorrer à iniciativa privada para complementar a assistência oferecida
quando suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a assistência à
saúde.

Os serviços privados, como vimos no art. 20 desse capítulo, constituem: Profissionais


liberais, legalmente habilitados (ex.: Um profissional da fisioterapia que presta serviço em
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uma clínica), e de pessoas jurídicas (Ex.: Hospital particular, entidades filantrópicas e etc.).

Três aspectos importantes, e que caem muito em provas, sobre a participação


complementar na assistência à saúde dos serviços privados são:

1. Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de cobertura


assistencial serão estabelecidos pela direção nacional do SUS. (art. 26)
2. Os serviços contratados submeter-se-ão às normas técnicas e administrativas e aos
princípios e diretrizes do SUS. (art. 26 § 2º)
3. Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços
contratados é vedado exercer cargo de chefia ou função de confiança no SUS. (art.
26 § 4º)

Art. 20. Os serviços privados de assistência à saúde caracterizam-se pela atuação, por
iniciativa própria, de profissionais liberais, legalmente habilitados, e de pessoas jurídicas
e de direito privado na promoção, proteção e recuperação da saúde.

Art. 21. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

Esse artigo reproduz o exposto no art. 199 da CF de 88 sobre a participação da iniciativa


privada na assistência a saúde.

Art. 22. Na prestação de serviços privados de assistência à saúde, serão observados


os princípios éticos e as normas expedidas pelo órgão de direção do Sistema Único
de Saúde-SUS quanto às condições para seu funcionamento.

Já o art. 22, assim como o art. 26 que veremos abaixo, define que depois de firmado o
contrato entre o SUS e a instituição privada, esta deve obedecer aos princípios éticos e
as normas expedidas pelo órgão de direção do SUS, no que diz respeito ao seu
funcionamento. Em outras palavras significa dizer que, a iniciativa privada deve atuar
como se fosse o próprio SUS atuando, ou seja, deve prestar toda a assistência que esse
paciente receberia no SUS. Quando o setor privado atua complementarmente, as regras
que regem seu funcionamento passam ser as mesmas do SUS e não as regras da
instituição privada.

Art. 23. É permitida a participação direta ou indireta, inclusive controle, de


empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde nos seguintes
casos: (Redação dada pela Lei nº 13.097, de 2015)
Podemos concluir com o novo caput do Art. 23 que a grande mudança que essa
alteração trouxe foi em relação a participação da Iniciativa Privada. Fica claro no próprio
caput e nos incisos a seguir, sobretudo o inciso II, que a alteração veio para “facilitar” a
atuação da Iniciativa Privada na assistência à saúde.
I - doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações
Unidas, de entidades de cooperação técnica e de financiamento e empréstimos; (Incluído
pela Lei nº 13.097, de 2015)

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O inciso primeiro nada mais é que uma parte do que já estava previsto no caput da
antiga redação do Art. 23, ou seja, aqui nada é alterado. Permanece igual.
II - pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar ou explorar: (Incluído pela
Lei nº 13.097, de 2015)
a) hospital geral, inclusive filantrópico, hospital especializado, policlínica, clínica geral
e clínica especializada; e (Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015)
b) ações e pesquisas de planejamento familiar; (Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015)
Já o inciso II se apresenta como a verdadeira novidade dessa alteração do Art. 23, ao
passo que inclui na sua redação o que comentamos acima: A participação mais acentuada
da Iniciativa Privada é vista nesse inciso, o que anteriormente podemos dizer que era
VETADO, hoje com essa nova redação é PERMITIDO.
III - serviços de saúde mantidos, sem finalidade lucrativa, por empresas, para
atendimento de seus empregados e dependentes, sem qualquer ônus para a seguridade
social; e (Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015)
O inciso III também é uma repetição da antiga redação que já previa no seu § 2º esses
tipos de serviços de saúde, permitindo assim a participação direta ou indireta de empresas
ou de capitais estrangeiros nesses casos.
IV - demais casos previstos em legislação específica. (Incluído pela Lei nº 13.097, de
2015)
Por fim, o inciso IV deixa a possibilidades de novos casos em que é permitida a
participação direta ou indireta de empresas ou de capitais estrangeiros na assistência à
saúde, desde que esses novos casos sejam apresentados por legislação específica.

Exercícios resolvidos
23. “A assistência à saúde é livre à iniciativa ______________.” (Artigo 21 Lei Federal
n° 8080/1990) Assinale a alternativa que completa corretamente o artigo citado:

A) pública B) privada C) liberal D) lucrativa

Resolução: O termo que completa corretamente o artigo 21° é “privada”, como visto
anteriormente.
Gabarito: B.

24. Do funcionamento dos serviços privados de assistência à saúde, de acordo com a


Lei nº 8.080/90, Título III, capítulo I, é INCORRETO afirmar que:

A) a assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

B) caracterizam-se pela atuação de profissionais liberais legalmente habilitados.

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C) é vetada a participação de pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar ou


explorar ações e pesquisas de planejamento familiar.

D) os princípios éticos serão observados na prestação desses serviços privados.

E) não haverá ônus para a seguridade social os serviços de saúde mantidos por
empresas sem finalidade lucrativa, para atendimento de seus empregados e
dependentes.

Resolução: De acordo com o art 23 º: “é permitida a participação direta ou indireta ,


inclusive controle, de empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde nos
seguintes casos...” e observando o disposto no inciso II e a alínea b desse mesmo artigo:

Inciso II: pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar ou explorar:


Alínea b: ações e pesquisas de planejamento familiar.

Concluímos, portanto, que a alternativa INCORRETA é a C, pois é como vimos nesse caso
é PERMITIDA e não VETADA a participação direta ou indireta , inclusive controle, de
empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde.

Gabarito: C.

CAPÍTULO II

Da Participação Complementar

Art. 24. Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura
assistencial à população de uma determinada área, o Sistema Único de Saúde-SUS
poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada.

Parágrafo único. A participação complementar dos serviços privados será


formalizada mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as normas de
direito público.

Art. 25. Na hipótese do artigo anterior, as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos
terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde-SUS.

Já os artigos 24 e 25 repetem o que encontramos também no art. 199 da CF, mais


precisamente em seu § 1º. Em resumo esses artigos dizem respeito à participação
complementar da iniciativa privada que será formalizada mediante contratos ou
convênios e da preferência das entidades filantrópicas e sem fins lucrativos para
participar do SUS.

Art. 26. Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de


cobertura assistencial serão estabelecidos pela direção nacional do Sistema Único
de Saúde-SUS, aprovados no Conselho Nacional de Saúde.

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§ 1º Na fixação dos critérios, valores, formas de reajuste e de pagamento da


remuneração, aludida neste artigo, a direção nacional do Sistema Único de Saúde-SUS,
deverá fundamentar seu ato em demonstrativo econômico-financeiro que garanta a
efetiva qualidade dos serviços contratados.

§ 2º Os serviços contratados submeter-se-ão às normas técnicas e administrativas


e aos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde-SUS, mantido o equilíbrio
econômico e financeiro do contrato.

O art. 26 e seus parágrafos dizem respeito à Tabela SUS, que é uma tabela com os
valores de tudo que é o fertado pelo SUS, desde o mais simples ao mais complexo
procedimento. Essa tabela é definida pelo Ministério da Saúde (MS) e aprovada pelo
Conselho Nacional de Saúde. A iniciativa privada deve, portanto, seguir essa tabela como
critério e valores para a remuneração de serviços e semonte o MS pode alterá-la.

§ 3º (VETADO)

§ 4º Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços


contratados é VEDADO exercer cargo de chefia ou função de confiança no Sistema
Único de Saúde-SUS.

O § 4º deixa claro que:

Um profissional que possui uma clinica ou hospital particular com contrato com o
SUS não poderá exercer cargo de chefia ou função de confiança no SUS, salvo nos
casos em que o estabelecimento particular não tenha contrato firmado com o SUS.

Exercício resolvido

25. Assinale a alternativa incorreta:

A) A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

B) É permitida a participação direta ou indireta, inclusive controle, de empresas ou


de capital estrangeiro na assistência à saúde nos casos definidos por lei.

C) Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de


cobertura assistencial serão estabelecidos pela direção nacional do SUS,
aprovados no Conselho Nacional de Saúde.

D) Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura


assistencial à população de uma determinada área, o SUS poderá recorrer aos
serviços ofertados pela iniciativa pública.

E) N.R.A.

Resolução: De acordo com o art. 24: “quando as suas disponibilidades forem

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insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população de uma


determinada área, o SUS poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa
privada.” Logo a alternativa incorreta é a D, pois trás o termo “iniciativa pública.”
Gabarito: D.

TÍTULO IV

Dos Recursos Humanos

Art. 27. A política de recursos humanos na área de saúde será formalizada e executada,
articuladamente, pelas diferentes esferas de governo, em cumprimento dos seguintes
objetivos:

A política de recursos humanos foi estabelecida pelo art. 200 da CF, essa política como
vimos, determina que o profissional tenha a formação adequada e passe por processo
seletivo para poder ingressar no SUS. Uma vez ingresso ao sistema, o profissional
participará desse sistema de recursos humanos, sendo definido que haja um constante e
permanente aperfeiçoamento desses profissionais. Essa política será executada e
articulada entre todas as esferas de governo.

I - organização de um sistema de formação de recursos humanos em todos os níveis


de ensino, inclusive de pós-graduação, além da elaboração de programas de
permanente aperfeiçoamento de pessoal;

II - (VETADO)

III - (VETADO)

IV - valorização da dedicação exclusiva aos serviços do Sistema Único de Saúde-SUS.

O inciso IV diz respeito do profissional que opta por se dedicar profissionalmente de forma
exclusiva ao SUS, ou seja, trabalhando somente no SUS. Comumente ele terá sua carga
horária aumentada e deverá trabalhar somente para o SUS, como consequência e obterá
um aumento em seus vencimentos.

Parágrafo único. Os serviços públicos que integram o Sistema Único de Saúde-SUS


constituem campo de prática para ensino e pesquisa, mediante normas específicas,
elaboradas conjuntamente com o sistema educacional.

Lembra quando você estava ainda na faculdade se formando e teve que passar pelos
estágios obrigatórios? Aqueles estágios que você realizou, geralmente, no último ano da
faculdade é exatamente o que parágrafo único desse artigo aborda. Os serviços públicos
que integram o SUS constituem prática para ensino e pesquisa, mediante normas
específicas elaboradas conjuntamente com o sistema educacional (No exemplo em
questão seria a sua faculdade).

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Art. 28. Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do Sistema


Único de Saúde-SUS, só poderão ser exercidos em regime de tempo integral.

§ 1º Os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou empregos poderão


exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do Sistema Único de Saúde-
SUS.

§ 2º O disposto no parágrafo anterior aplica-se também aos servidores em regime de


tempo integral, com exceção dos ocupantes de cargos ou função de chefia, direção ou
assessoramento.

Esse artigo e seus parágrafos abordam as condições de trabalho dos servidores no que diz
respeito à carga horária e localização de trabalho, ou seja, define, por exemplo, que os
servidores que exercerem funções de chefia, direção e assessoramento deverão trabalhar
em regime de tempo integral e não poderão exercer suas atividades em mais de um
estabelecimento do SUS com diferentes tipos de função entre si. Já os demais servidores
que acumulam legalmente dois cargos ou empregos poderão exercer suas atividades em
mais de um estabelecimento.

Exercício resolvido

26. Sobre os recursos humanos, de acordo com o Título IV da Lei nº 8.080/90,


analise.

I. A política de recursos humanos na área de saúde será formalizada e executada,


articuladamente, pelas diferentes esferas do governo.
II. Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS), só poderão ser exercidos em regime de tempo integral.
III. Os servidores que legalmente acumulam dois cargos deverão exercer suas atividades
em um único estabelecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

A) I B) II C) III D) I, II E) I, II, III

Resolução: Observando os art. 27 e 28 conclui-se que as proposições I e II estão corretas


porém analisando o § 1º do art. 28, podemos perceber que os servidores que legalmente
acumulam dois cargos poderão exercer suas atividades em mais de um estabelecimento
do SUS, portanto a proposição III está incorreta. Gabarito: D.

Art. 29. (VETADO)

Art. 30. As especializações na forma de treinamento em serviço sob supervisão


serão regulamentadas por comissão nacional, instituída de acordo com o artigo 12
desta lei, garantida a participação das entidades profissionais correspondentes.

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O art. 30 diz respeito à forma de treinamento em serviço sob supervisão, ou seja,


voltamos ao parágrafo único do art. 27 onde falamos sobre os estágios. Você deve se
lembrar que eles eram supervisionados pelo profissional da área, geralmente seu
professor também. E é isso que o art. 30 basicamente diz: esses estágios (forma de
treinamento em serviço) devem ser supervisionados e serão regulamentados por
comissão nacional, garantida a participação das entidades profissionais.

TÍTULO V

Do Financiamento

Esse assunto será mais bem discutido na lei 8.142/90, porém alguns aspectos são
importantes e cai muito nas provas de concurso, é o caso do artigo 35, sobre os critérios
que são estabelecidos para transferência de valores aos estados, distrito federal e
municípios. Estude todos os capítulos do título V, mas dê maior ênfase ao art. 35.

CAPÍTULO I

Dos Recursos

Art. 31. O orçamento da Seguridade Social destinará ao Sistema Único de Saúde-


SUS, de acordo com a receita estimada, os recursos necessários à realização de
suas finalidades, previstos em propostas elaborada pela sua direção nacional,
com a participação dos órgãos de previdência social e da assistência social, tendo
em vista as metas e prioridades estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Define que a seguridade a previdência e a assistência social participarão contribuindo


ao sistema, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na Lei de Diretrizes
Orçamentárias.

Art. 32. São considerados de outras fontes os recursos provenientes de:

I - (VETADO)

II - serviços que possam ser prestados sem prejuízo da assistência à saúde;

III - ajuda, contribuições, doações e donativos;

IV - alienações patrimoniais e rendimentos de capital;

V - taxas, multas, emolumentos e preços públicos arrecadados no âmbito do Sistema


Único de Saúde-SUS; e

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VI - rendas eventuais, inclusive comerciais e industriais.

§ 1º Ao sistema Único de Saúde-SUS caberá metade da receita de que trata o inciso I


deste artigo, apurada mensalmente, a qual será destinada à recuperação de viciados.

§ 2º As receitas geradas no âmbito do Sistema Único de Saúde-SUS serão creditadas


diretamente em contas especiais, movimentadas pela sua direção, na esfera de poder
onde forem arrecadadas.

§ 3º As ações de saneamento, que venham a ser executadas supletivamente pelo


Sistema Único de Saúde-SUS, serão financiadas por recursos tarifários específicos e
outros da União, Estados, Distrito Federal, Municípios e, em particular, do Sistema
Financeiro da Habitação-SFH.

§ 4º (VETADO)

§ 5º As atividades de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico em saúde


serão co-financiadas pelo Sistema Único de Saúde-SUS, pelas universidades e pelo
orçamento fiscal, além de recursos de instituições de fomento e financiamento ou de
origem externa e receita próprias das instituições executoras.

§ 6º (VETADO)

CAPÍTULO II

Da Gestão Financeira

Art. 33. Os recursos financeiros do Sistema Único de Saúde-SUS serão depositados em


conta especial, em cada esfera de sua atuação, e movimentados sob fiscalização dos
respectivos conselhos de saúde.

§ 1º Na esfera federal, os recursos financeiros, originários do orçamento da


Seguridade Social, de outros orçamentos da União, além de outras fontes, serão
administrados pelo Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional de Saúde.

§ 2º (VETADO)

§ 3º (VETADO)

§ 4º - O Ministério da Saúde acompanhará através de seu sistema de auditoria a


conformidade à programação aprovada da aplicação dos recursos repassados a Estados
e Municípios; constatada a malversação, desvio ou não aplicação dos recursos, caberá
ao Ministério da Saúde aplicar as medidas previstas em lei.

O art. 33 cria os Fundos de Saúde, que são contas especiais, onde será depositado os
recursos financeiros do SUS, ou seja, na esfera federal teremos o Fundo Nacional de
Saúde, administrado pelo Ministério da Saúde, já os estados e municípios também terão

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que ter esse fundo para que possam receber essas transferências e movimentações
financeiras (transferências fundo a fundo – abordada no art. 35). O § 4º dispõe ainda, que
o MS acompanhará e fiscalizará através do seu sistema de auditoria as movimentações
desses recursos, e, constatada a malversão, descio ou não aplicação dos recursos,
caberá ao MS aplicar as medidas previstas em lei.

Art. 34. As autoridades responsáveis pela distribuição da receita efetivamente


arrecadada transferirão automaticamente ao Fundo Nacional de Saúde-FNS, observado
o critério do parágrafo único deste artigo, os recursos financeiros correspondentes às
dotações consignadas no orçamento da Seguridade Social, a projetos e atividades a
serem executados no âmbito do Sistema Único de Saúde-SUS.

Parágrafo único. Na distribuição dos recursos financeiros da Seguridade Social será


observada a mesma proporção da despesa prevista de cada área, do orçamento da
Seguridade social.

Exercício resolvido

27. O controle social do orçamento da saúde está previsto na legislação do SUS, sendo
que é de responsabilidade______________________ acompanhar a aplicação desse
orçamento, deliberando e fiscalizando.

a) do Ministério Público

b) dos Conselhos de Saúde

c) da Secretária Municipal

d) da Assistente Social

Resolução: Analisando o art. 33, pode-se observar que a responsabilidade da fiscalização


dos recursos financeiros é dos respectivos conselhos de saúde. Gabarito: B.

Art. 35. Para o estabelecimento de valores a serem transferidos a Estados, Distrito


Federal e Municípios, será utilizada a combinação dos seguintes critérios, segundo
análise técnica de programas e projetos:

O art. 35 da lei 8080 é um artigo muito cobrado nas provas de concursos. Portanto,
atenção a esse artigo!

Ele determina e estabele os critérios que serão utilizados pelo Fundo Nacional de Saúde
(FNS) para o repasse regular e automático de recursos aos estados, distrito federal e
municípios.

I - perfil demográfico da região;

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Esse é o critério do número de habitantes, teoricamente um município com mais


habitantes receberia um montante financeiro maior, porém como o art. 35 deixa claro,
será utilizada a combinação dos critérios presentes nos sete incisos para determinar os
valores de repasse a cada ente federativo.

II - perfil epidemiológico da população a ser coberta;

Esse é o critério que avalia o número de casos de doenças de uma determinada região,
regiões com altos índices de doenças e agravos recebem mais recursos.
III - características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área;

Já esse critério se refere à quantidade e a qualidade dos serviços ofertados. Será feita,
portanto, uma avaliação dos serviços que cada ente oferta aos seus usuários e, baseado
nisso, será a realizado o repasse.
IV - desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior;

V - níveis de participação do setor saúde nos orçamentos estaduais e municipais;

Os incisos IV e V são dois critérios que avaliam o montante que cada ente
federativo tem investido no setor saúde, deste montante entra a quantia do
orçamento/arrecadação que o ente investe na saúde. Quem investe mais, recebe
mais!

VI - previsão do plano qüinqüenal de investimentos da rede;

O critério do inciso VI se refere ao disposto no art. 198 da Constituição Federal


de 88, mais especificamente dos seu parágrafo terceiro que estabeleu uma lei
complementar que seria reavaliada pelo menos a cada cinco anos. Logo esse
critério avalia se o ente federativo está realizando/reavaliando esse plano
quinquenal de investimentos na saúde.

VII - ressarcimento do atendimento a serviços prestados para outras esferas de governo.

O último critério se refere ao ressarcimento de fundos gastos por serviços prestados


por outras esferas. Exemplo: Município A enviou seu paciente para o Município B, que o
atendeu, logo o município A deve pagar/ressarcir o município B pelo serviço prestado.

§1º Metade dos recursos destinados a Estados e Municípios será distribuída


segundo o quociente de sua divisão pelo número de habitantes, independentemente de
qualquer procedimento prévio. (REVOGADO pela Lei Complementar 141/12)

Esse parágrafo não está mais presente na lei 8080, ao passo que o mesmo foi
revogado pela Lei Complementar 141. Com essa revogação os estados e municípios
devem apresentar agora todos os critérios para receberem os recursos do FNS, visto que
antes da revogação havia um repasse de 50% dos recursos baseado apenas no perfil
demográfico da região (repasse per capita). Após a revogação o Ministério da Saúde
envia todo o fundo para o ente federativo (100%), porém ele deve informar todos os
critérios necessários e não somente o perfil demográfico.

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§ 2º Nos casos de Estados e Municípios sujeitos a notório processo de migração, os


critérios demográficos mencionados nesta lei serão ponderados por outros indicadores
de crescimento populacional, em especial o número de eleitores registrados.

O perfil demográfico de um Estado ou município pode alterar muito com o passar dos
anos, sobretudo nos estados e municípios sujeitos a notório precesso de migração, como
o parágrafo define. Serão avaliados outros indicadores para determinar corretamente o
perfil demográfico da região, em especial usa-se o valor do número de eleitores
registrados.

Exercício resolvido

28. Para o estabelecimento de valores a serem transferidos aos Estados, Distrito


Federal e Municípios pelo SUS, será utilizada a combinação dos seguintes critérios,
segundo análise técnica de programas e projetos:

A) Perfil demográfico da região e perfil epidemiológico da população a ser coberta;

B) Características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área;

C) Desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior;

D) Todas as alternativas estão corretas.

Resolução: De acordo com o art 35 º incisos I, II, III e IV todas as afirmativas da


questão estão corretas. Gabarito: D.

§ 3º VETADO)

§ 4º VETADO)

§ 5º VETADO)

§ 6º O disposto no parágrafo anterior não prejudica a atuação dos órgãos de controle


interno e externo e nem a aplicação de penalidades previstas em lei em caso de
irregularidades verificadas na gestão dos recursos transferidos.

CAPÍTULO III

Do Planejamento e do Orçamento

Art. 36. O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde-SUS será


ascendente, do nível local até o federal, ouvidos seus órgãos deliberativos,
compatibilizando-se as necessidades da política de saúde com a disponibilidade de
recursos em planos de saúde dos Municípios, dos Estados, do Distrito Federal e da

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União.

§ 1º Os planos de saúde serão a base das atividades e programações de cada nível


de direção do Sistema Único de Saúde-SUS e seu financiamento será previsto na
respectiva proposta orçamentária.

§ 2º É vedada a transferência de recursos para o financiamento de ações não


previstas nos planos de saúde , exceto em situações emergenciais ou de calamidade
pública, na área de saúde.

O art. 36 e seus parágrafos definem que o processo de planejamento e orçamento do


SUS será ascendente, ou seja, dos municípios até a união (reforçando o poder do
município que está mais próximo da população). Define ainda, que as atividades e
programações de cada ente e o financiamento dessas, serão baseadas nos planos de
saúde e, por último, veda a transferência de recursos para financiar ações de saúde não
previstas nos planos de saúde, salvo nos casos de emergência e calamidade pública.

Art. 37. O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes a serem observadas na


elaboração dos planos de saúde, em função das características epidemiológicas e da
organização dos serviços em cada jurisdição administrativa.

Art. 38. Não será permitida a destinação de subvenções e auxílios a instituições


prestadoras de serviços de saúde com finalidade lucrativa.

O art. 38 é uma repetição do que vimos na CF de 88 e mesmo na lei 8080, em seus


artigos 20,21,22 (Do financiamento).

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art.39. (VETADO)

§1º (VETADO)

§2º (VETADO)

§3º (VETADO)

§4º (VETADO)

§ 5º A cessão de uso dos imóveis de propriedade do INAMPS para órgãos integrantes


do Sistema Único de Saúde-SUS será feita de modo a preservá-los como patrimônio da
Seguridade Social.

§ 6º Os imóveis de que trata o parágrafo anterior serão inventariados com todos os


acessórios, equipamentos e outros bens imóveis e ficarão disponíveis para utilização
pelo órgão de direção municipal do Sistema Único de Saúde-SUS, ou eventualmente,
pelo estadual, em cuja circunscrição administrativa se encontrem, mediante simples
termo de recebimento.

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§ 7º (VETADO)

§ 8º O acesso aos serviços de informática e base de dados, mantidos pelo Ministério


da Saúde e pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, será assegurado às
Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde ou órgãos congêneres, como suporte ao
processo de gestão, de forma a permitir a gerência informatizada das contas e a
disseminação de estatísticas sanitárias e epidemiológicas médico-hospitalares.

Esse parágrafo se refere à utilização, por parte dos gestores, dos sistemas de
informação que irão nortear os planejamentos futuros.
Art.40. (VETADO)
Art. 41. As ações desenvolvidas pela Fundação das Pioneiras Sociais e pelo
Instituto Nacional do Câncer, supervisionadas pela direção nacional do Sistema Único
de Saúde- SUS, permanecerão como referencial de prestação de serviços,
formação de recursos humanos e para transferência de tecnologia.

Art.42. (VETADO)

Art. 43. A gratuidade das ações e serviços de saúde fica preservada nos serviços
públicos e privados contratados , ressalvando-se as cláusulas dos contratos ou
convênios estabelecidos com as entidades privadas.

No caso do paciente ser transferido pelo SUS para um serviço privado, fica preservada a
gratuidade das ações e serviços prestadas, não sendo necessário esse paciente arcar
com os gastos, que na verdade serão repassados pelo SUS ao setor privado que ofertou o
serviço.

Art.44 e seus parágrafos (VETADOS)

Art. 45. Os serviços de saúde dos hospitais universitários e de ensino integram-se ao


Sistema Único de Saúde-SUS, mediante convênio, preservada a sua autonomia
administrativa, em relação ao patrimônio, aos recursos humanos e financeiros, ensino,
pesquisa e extensão, dos limites conferidos pelas instituições a que estejam vinculados.

§1º Os serviços de saúde de sistemas estaduais e municipais de previdência social


deverão integrar-se à direção correspondente do Sistema Único de Saúde-SUS,
conforme seu âmbito de atuação, bem como quaisquer outros órgãos e serviços de
saúde.

§2º Em tempo de paz e havendo interesse recíproco, os serviços de saúde das Forças
Armadas poderão integrar-se ao Sistema Único de Saúde-SUS, conforme se dispuser
em convênio que, para esse fim, for firmado.

Art. 46. O Sistema Único de Saúde-SUS estabelecerá mecanismos de incentivo à


participação do setor privado no investimento em ciência e tecnologia e estimulará
a transferência de tecnologia das Universidades e institutos de pesquisa aos serviços
de saúde nos Estados, Distrito Federal e Municípios, e às empresas nacionais.

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Art. 47. O Ministério da Saúde, em articulação com os níveis estaduais e


municipais do Sistema Único de Saúde-SUS organizará, no prazo de 2(dois)
anos, um sistema nacional de informações em saúde, integrado em todo o
território nacional, abrangendo questões epidemiológicas e de prestação de
serviços.

Art. 48. (VETADO)

Art. 49. (VETADO)

Art. 50. Os convênios entre a União, os Estados e os Municípios, celebrados para a


implantação dos sistemas unificados e descentralizados de saúde, ficarão rescindidos
à proporção que seu objeto for sendo absorvido pelo Sistema Único de Saúde-SUS.

Em outras palavras, quando o SUS conseguir prestar os serviços que outrora era
necessária ajuda dos conveniados, o SUS rescindirá esses convênios.

Art. 51. (VETADO)

Art. 52. Sem prejuízo de outras sanções cabíveis, constitui crime de emprego irregular de
verbas ou rendas públicas (Código Penal, artigo 315) a utilização de recursos financeiros
do Sistema Único de Saúde-SUS em finalidades diversas das previstas nesta lei.

Art. 53. (VETADO)

Art. 53-A. Na qualidade de ações e serviços de saúde, as atividades de apoio à


assistência à saúde são aquelas desenvolvidas pelos laboratórios de genética humana,
produção e fornecimento de medicamentos e produtos para saúde, laboratórios de
análises clínicas, anatomia patológica e de diagnóstico por imagem e são livres à
participação direta ou indireta de empresas ou de capitais estrangeiros.(Incluído pela Lei
nº 13.097, de 2015)
Essa é uma inclusão recente na Lei 8080 dada pela Lei 13.097 de 2015 que alterou
também o art. 23 dessa Lei e assim como aquele apresenta também como “novidade” um
“reforço”, sobretudo, da participação da inciativa privada na assistência à saúde no País.

Art. 54. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 55. São revogadas a Lei nº 2.312, de 3 de setembro de 1954; a Lei nº 6.229, de 17
de julho de 1975, e demais disposições em contrário.
Brasília, 19 de setembro de 1990.

LEI N° 8.142, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1990

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Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão


do Sistema Único de Saúde (SUS} e sobre as transferências
intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e
dá outras providências.

Essa lei, tão importante quanto a lei n° 8.080/90 também se apresenta com certa
frequência nas provas de concursos da área da saúde. Podemos dizer que a lei 8142 e
seus 7 artigos é uma complementação da lei n° 8.080/90.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1° O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n° 8.080, de 19 de setembro
de 1990, contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder
Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas:

I - a Conferência de Saúde; e

II - o Conselho de Saúde.

§ 1° A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro anos com a representação dos


vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a
formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder
Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde.

Dica: As bancas organizadoras gostam muito de cobrar o § 1° fazendo aquelas


mudanças/trocas de alguns termos. É muito comum, por exemplo, encontrarmos provas
que colocam a seguinte proposição: “A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada dois
anos” ou então; “... convocada pelo Poder Legislativo...”. Portanto, fique atento a algumas
palavras chaves presente nos parágrafos desse art. 1°.

§ 2° O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado


composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de
saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política
de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e
financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente
constituído em cada esfera do governo.

Assim como no § 1°, percebemos que as bancas também costumam mudar/trocar alguns
termos para confundir o candidato no § 2°. Antes da lei 8142 os Conselhos de Saúde eram
em caráter “Convocado” e “Consultivo”, hoje, porém (após a lei 8142) sabemos que os
Conselhos de Saúde tem caráter “Permanente” e “Deliberativo”, ou seja, outrora o que
era um órgão que existia somente quando convocado e prestava serviço de
aconselhamento para problemas específicos, passa agora a ser um órgão permanente
(definitivo) e que possui forte influência nas decisões e soluções de problemáticas
envolvidas com a Saúde, norteando o poder executivo quanto as melhores ações a serem
realizadas.

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Sabendo dessa mudança da atuação dos Conselhos de Saúde, as bancas de concursos


exploram bastante o assunto. É bastante comum encontramos nas provas as seguintes
proposições que retomam esses termos que já foram alterados pela lei 8142, no intuito de
confundir os candidatos.

Exemplo: “O Conselho de Saúde, em caráter permanente e “consultivo...” ou ainda “... em


caráter convocado e não deliberativo...”.

§ 3° O Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS e o Conselho Nacional de


Secretários Municipais de Saúde - CONASEMS terão representação no Conselho Nacional
de Saúde.

§4° A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências será paritária
em relação ao conjunto dos demais segmentos.

Em relação à composição dos Conselhos e Conferências, os usuários do SUS, que são a


população em geral, são compostos pela soma dos demais representantes do órgão
colegiado, ou seja, a metade (50%). Os outros 50% será composto pelos profissionais da
saúde, representantes do governo e prestadores de serviços.

A resolução n° 453 acabou definindo essa composição da seguinte forma:

Os usuários serão compostos pela soma dos demais representantes (50%) e os outros
50% será composto pelos profissionais da saúde (25% de representatividade),
representantes do governo e prestadores de serviços (Juntos compõem os 25%
restantes). Ou seja, houve um nítido reforço do poder de decisão dos profissionais de
saúde que acabam por defender muitas das ideologias dos usuários do SUS e isso garante
maior força deliberativa para criação de novas políticas por parte desses representantes
que outrora encontravam dificuldades.

§ 5° As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua organização e


normas de funcionamento definidas em regimento próprio, aprovadas pelo
respectivo conselho.
Exercício resolvido

29. Analise as afirmativas referentes à Lei nº 8.142/90 e marque V para as


verdadeiras e F para as falsas.

( ) A conferência de saúde reunir-se-á a cada quatro anos para avaliar a situação de saúde.

( ) O Conselho de Saúde atua na formulação de estratégias e no controle da execução da


política de saúde.

( ) As conferências de saúde e os Conselhos de Saúde terão normas de funcionamento


definidas em regimento único, aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde.

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A sequência está correta em


A) V, V, V B) V, V, F C) F, F, F D) F, V, F E) V, F, V

Resolução: A primeira afirmativa é verdadeira, pois confirma o contido no § 1° do art. 1°, a


segunda afirmativa também é verdadeira como é observado no § 2° desse mesmo artigo,
já a última afirmativa está incorreta, pois há uma alteração dos termos presentes no § 5°
do art. 1°. As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua organização e
normas de funcionamento definidas em regimento PRÓPRIO e não ÚNICO, e serão
aprovadas pelo Respectivo Conselho e não somente pelo Conselho Nacional de
Saúde.

Gabarito: B.

Art. 2° Os recursos do Fundo Nacional de Saúde - FNS serão alocados como:


I - despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, seus órgãos e entidades, da
administração direta e indireta;

II - investimentos previstos em lei orçamentária, de iniciativa do Poder Legislativo e


aprovados pelo Congresso Nacional;

III - investimentos previstos no Plano Quinquenal do Ministério da Saúde;


IV - cobertura das ações e serviços de saúde a serem implementados pelos Municípios,
Estados e Distrito Federal.
Parágrafo único. Os recursos referidos no inciso IV deste artigo destinar-se-ão a
investimentos na rede de serviços, à cobertura assistencial ambulatorial e hospitalar e às
demais ações de saúde.

Basicamente este art. 2° define para o que serve o dinheiro do Fundo Nacional de Saúde.
É importante lê-lo mais do que uma vez, pois é um tema muito abordado nas provas e
muitas vezes seus incisos aparecem com pequenas alterações de palavras. Portanto por
mais chato que seja, tente ler bastante e resolva bastantes questões. Ao resolver diversas
questões sobre determinado assunto você acaba gravando o assunto de forma mais leve e
indireta.

Exercício resolvido

30. Os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS), segundo a Lei nº 8.142/90,


serão alocados como, EXCETO:

A) Despesas de custeio e de capital do Conselho de Saúde, seus órgãos e entidades, da


administração direta e indireta.

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65

B) Investimentos previstos em lei orçamentária, de iniciativa do Poder Legislativo e


aprovados pelo Congresso Nacional.

C) Investimentos previstos no Plano Quinquenal do Ministério da Saúde.

D) Cobertura das ações e serviços de saúde a serem implementados pelos


Municípios, Estados e Distrito Federal.

E) Os recursos referentes aos serviços de saúde dos Municípios destinar-se-ão a


investimentos na rede de serviços, à cobertura assistencial ambulatorial e hospitalar.

Resolução: Conforme observado no art. 2° desta lei, a alternativa incorreta é a


alternativa A, pois apresenta um termo incorreto: “conselho de saúde” ao invés de
“ministério da saúde” que é o termo contido no art. 2°. Gabarito: A.

Art. 3° Os recursos referidos no inciso IV do art. 2° desta lei serão repassados de forma
regular e automática para os Municípios, Estados e Distrito Federal, de acordo com os
critérios previstos no art. 35 da Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990.

Se preferir você pode voltar a Lei 8080 e conferir o art. 35 e seus comentários.

Art. 35. Lei n° 8.080 - Para o estabelecimento de valores a serem transferidos a Estados,
Distrito Federal e Municípios, será utilizada a combinação dos seguintes critérios, segundo
análise técnica de programas e projetos:

I - perfil demográfico da região;


II - perfil epidemiológico da população a ser coberta;
III - características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na
área;
IV - desempenho técnico, econômico e financeiro no período
anterior;
V - níveis de participação do setor saúde nos orçamentos estaduais e
municipais;
VI - previsão do plano quinquenal de investimentos da rede;
VII - ressarcimento do atendimento a serviços prestados para outras esferas de governo.

§1º Metade dos recursos destinados a Estados e Municípios será distribuída segundo o
quociente de sua divisão pelo número de habitantes, independentemente de qualquer
procedimento prévio.

§ 2º Nos casos de Estados e Municípios sujeitos a notório processo de migração, os


critérios demográficos mencionados nesta lei serão ponderados por outros indicadores de
crescimento populacional, em especial o número de eleitores registrados.
§ 6º O disposto no parágrafo anterior não prejudica a atuação dos órgãos de controle
interno e externo e nem a aplicação de penalidades previstas em lei em caso de
irregularidades verificadas na gestão dos recursos transferidos.

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§ 1° Enquanto não for regulamentada a aplicação dos critérios previstos no art. 35 da Lei n°
8.080, de 19 de setembro de 1990, será utilizado, para o repasse de recursos,
exclusivamente o critério estabelecido no § 1° do mesmo artigo.

Esse parágrafo acaba sendo revogado ao passo que ele faz menção ao § 1° do art. 35 que
fora revogado pela Lei Complementar 141/12.

Trecho retirado da Lei 8080 §1º do art. 35:

- Metade dos recursos destinados a Estados e Municípios será distribuída segundo


o quociente de sua divisão pelo número de habitantes, independentemente de qualquer
procedimento prévio. (REVOGADO pela Lei Complementar 141/12)

Esse parágrafo não está mais presente na lei 8080, ao passo que o mesmo foi
revogado pela Lei Complementar 141. Com essa revogação os estados e municípios
devem apresentar agora todos os critérios para receberem os recursos do FNS, visto que
antes da revogação havia um repasse de 50% dos recursos baseado apenas no perfil
demográfico da região (repasse per capita). Após a revogação o Ministério da Saúde
envia todo o fundo para o ente federativo (100%), porém ele deve informar todos os
critérios necessários e não somente o perfil demográfico.

§ 2° Os recursos referidos neste artigo serão destinados, pelo menos setenta por cento
(70%), aos Municípios, afetando-se o restante aos Estados.

§ 3° Os Municípios poderão estabelecer consórcio para execução de ações e serviços de


saúde, remanejando, entre si, parcelas de recursos previstos no inciso IV do art. 2° desta
lei.

Como previsto no Art. 10 da Lei 8080, foi definido que os municípios poderão constituir
consórcios para desenvolver, em conjunto, as ações e os serviços de saúde que lhes
correspondam. O Fundo Nacional de Saúde remaneja os recursos, diretamente da união
aos municípios que realizam as ações e serviços de outros municípios ou do estado.

Exercício resolvido

31. Leia o trecho abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que preenche


corretamente a lacuna.

De acordo com a Lei nº 8142/90, os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão
destinados, pelo menos -----, aos Municípios, afetando-se o restante aos Estados.

a) cinquenta por cento


b) vinte por cento
c) quarenta e cinco por cento

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d) trinta por cento


e) setenta por cento

Resolução: Ao observar o § 2° do art. 3° dessa lei, concluimos que 70% é o montante


destinado aos municípios. Gabarito: E.

Art. 4° Para receberem os recursos, de que trata o art. 3° desta lei, os Municípios, os
Estados e o Distrito Federal deverão contar com:

I - Fundo de Saúde;

II - Conselho de Saúde, com composição paritária de acordo com o Decreto n° 99.438, de 7


de agosto de 1990;
III - plano de saúde;

IV - relatórios de gestão que permitam o controle de que trata o § 4° do art. 33 da Lei


n°8.080, de 19 de setembro de 1990;

Trecho da lei 8080 - § 4º art. 33: O Ministério da Saúde acompanhará através de seu
sistema de auditoria a conformidade à programação aprovada da aplicação dos recursos
repassados a Estados e Municípios; constatada a malversação, desvio ou não aplicação
dos recursos, caberá ao Ministério da Saúde aplicar as medidas previstas em lei.

V - contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento;

VI - Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários - PCCS, previsto o


prazo de dois anos para sua implantação.

Parágrafo único. O não atendimento pelos Municípios, ou pelos Estados, ou pelo Distrito
Federal, dos requisitos estabelecidos neste artigo, implicará em que os recursos
concernentes sejam administrados, respectivamente, pelos Estados ou pela União.

Exercício resolvido

32. A lei federal n° 8.142/90 estabelece que os municípios devem se organizar para
receber repasse de recursos financeiros. Para tanto, os municípios deverão contar
com:

A) Conselho municipal de saúde e Sindicato de trabalhadores em saúde.


B) Conselho municipal de saúde e fundo municipal de saúde.
C) Conferência municipal de saúde e Gestão compartilhada.
D) Consórcio municipal de saúde e Conferência municipal de saúde.
E) Relatório de gestão e Gestão compartilhada

Resolução: Analisando o Art. 4° concluímos que os municípios deverão contar com


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conselho municipal de saúde e fundo municipal de saúde, incisos II e I do art. 4°,


respectivamente. Gabarito: B.

Art. 5° É o Ministério da Saúde, mediante portaria do Ministro de Estado, autorizado a


estabelecer condições para aplicação desta lei.

Art. 6° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7° Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 28 de dezembro de 1990; 169° da Independência e 102° da República.


FERNANDO COLLOR

PORTARIA Nº 399/GM DE 22 DE FEVEREIRO DE 2006.

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Divulga o Pacto pela Saúde 2006 – Consolidação do SUS e


aprova as Diretrizes Operacionais do Referido Pacto.

Começaremos agora o estudo do Pacto pela Saúde 2006, conteúdo que costuma ser
bastante cobrado pelas bancas de concurso, mas que vem perdendo espaço para
questões referentes ao Decreto de Lei 7508 de 2011, que estudaremos após o Pacto.

O Decreto alterou alguns pontos do Pacto pela Saúde, sobretudo em relação à


Gestão do SUS. Porém iremos ver isso mais tarde!

Em relação ao Pacto pela Saúde 2006, quando pensamos em Concurso Público


devemos nos atentar para alguns aspectos mais relevantes que as bancas costumam
cobrar com mais frequência:

O Pacto pela Saúde 2006 aborda três componentes:

1- Pacto pela Vida;


2- Pacto em Defesa do SUS; e
3- Pacto de Gestão do SUS.

Esse documento trás dois anexos, dos quais, o Anexo I apenas divulga o Pacto pela
Vida 2006 e nos fala sobre o que o Pacto irá tratar em seus três componentes, ou seja,
suas prioridades (Pacto pela Vida, Pacto em Defesa do SUS e Pacto de Gestão do
SUS). Esse anexo não é tão cobrado pelas bancas, uma vez que ele apenas faz uma
“introdução” ao pacto.

Já o Anexo II é muito cobrado pelas bancas de concurso, isso porque esse anexo irá
dispor sobre as Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde nas três dimensões, ou
seja, definirá o funcionamento, a organização, as ações e serviços e as metas de cada
prioridade pré-definida.

Portanto, dê maior ênfase em seu estudo ao Anexo II do Pacto. Como tenho feito nas
leis anteriores, as partes mais relevantes serão destacadas em Amarelo.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, INTERINO, no uso de suas atribuições, e

Considerando o disposto no art. 198 da Constituição Federal de 1988, que estabelece


as ações e serviços públicos que integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
constituem o Sistema Único de Saúde - SUS;

Considerando o art. 7º da Lei nº 8080/90 dos princípios e diretrizes do SUS de


universalidade do acesso, integralidade da atenção e descentralização político-
administrativa com direção única em cada esfera de governo;

Considerando a necessidade de qualificar e implementar o processo de


descentralização, organização e gestão do SUS à luz da evolução do processo de
pactuação intergestores;

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Considerando a necessidade do aprimoramento do processo de pactuação


intergestores objetivando a qualificação, o aperfeiçoamento e a definição das
responsabilidades sanitárias e de gestão entre os entes federados no âmbito do SUS;

Considerando a necessidade de definição de compromisso entre os gestores do SUS


em torno de prioridades que apresentem impacto sobre a situação de saúde da população
brasileira;

Considerando o compromisso com a consolidação e o avanço do processo de


Reforma Sanitária Brasileira, explicitada na defesa dos princípios do SUS;

Considerando a aprovação das Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde em 2006


– Consolidação do SUS na reunião da Comissão Intergestores Tripartite realizada no dia
26 de janeiro de 2006; e

Considerando a aprovação das Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde em 2006


– Consolidação do SUS, na reunião do Conselho Nacional de Saúde realizada no dia 9 de
fevereiro de 2006,

R E S O L V E:

Art. 1º Dar divulgação ao Pacto pela Saúde 2006 – Consolidação do SUS, na


forma do Anexo I a esta portaria.

O art. 1º reforça aquilo que disse acima; o Anexo I irá divulgar o nosso Pacto pela
Saúde 2006.

Art 2º Aprovar as Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde em 2006 –


Consolidação do SUS com seus três componentes: Pactos Pela Vida, em Defesa do SUS
e de Gestão, na forma do Anexo II a esta Portaria.

Já o Anexo II, como também dito acima, irá dispor sobre as Diretrizes Operacionais
do Pacto pela Saúde em 2006 em seus três componentes: Pactos Pela Vida, em Defesa
do SUS e de Gestão.

Art. 3º Ficam mantidas, até a assinatura do Termo de Compromisso de Gestão


constante nas Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde 2006, as mesmas prerrogativas
e responsabilidades dos municípios e estados que estão habilitados em Gestão Plena do
Sistema, conforme estabelecido na Norma Operacional Básica - NOB SUS 01/96 e na
Norma Operacional da Assistência à Saúde - NOAS SUS 2002.

Veremos no presente documento, que o Pacto pela Saúde definiu o Termo de


Compromisso de Gestão – TCG. O TCG é um documento de formalização do Pacto pela
Saúde nas suas dimensões: Pela Vida e de Gestão. Estudaremos mais detalhadamente,
sobre o TCG, mais a frente.

O que é mais importante destacar no art. 3º é que enquanto não houver a assinatura
do TCG por parte dos gestores e a aprovação do respectivo Conselho de Saúde, será
mantida as prerrogativas do processo de habilitação para estados e municípios, conforme

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estabelecido na NOB SUS 01/96 e na NOAS SUS 2002. Após assinatura do TCG fica
extinto esse processo de habilitação.

Nota: O Decreto 7508 de 2011, que veremos após o estudo do Pacto pela Saúde,
substituiu o TCG pelo Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAPS).

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

JOSÉ AGENOR ÁLVARES DA SILVA

Anexo I

PACTO PELA SAÚDE 2006


Consolidação do SUS

Antes de apresentar o Pacto pela Saúde 2006 e as prioridades de cada um dos seus
três componentes, o Anexo I discorre um pouco a cerca da história do SUS até o ano de
2006 (data do documento) e deixa clara a importância da construção desse Pacto para o
SUS.

O Sistema Único de Saúde - SUS é uma política pública que acaba de completar uma
década e meia de existência. Nesses poucos anos, foi construído no Brasil, um sólido
sistema de saúde que presta bons serviços à população brasileira.

O SUS tem uma rede de mais de 63 mil unidades ambulatoriais e de cerca de 6 mil
unidades hospitalares, com mais de 440 mil leitos. Sua produção anual é aproximadamente
de 12 milhões de internações hospitalares; 1 bilhão de procedimentos de atenção primária
à saúde; 150 milhões de consultas médicas; 2 milhões de partos; 300 milhões de exames
laboratoriais; 132 milhões de atendimentos de alta complexidade e 14 mil transplantes de
órgãos. Além de ser o segundo país do mundo em número de transplantes, o Brasil é
reconhecido internacionalmente pelo seu progresso no atendimento universal às Doenças
Sexualmente Transmissíveis/AIDS, na implementação do Programa Nacional de
Imunização e no atendimento relativo à Atenção Básica. O SUS é avaliado positivamente
pelos que o utilizam rotineiramente e está presente em todo território nacional.

Ao longo de sua história houve muitos avanços e também desafios permanentes a


superar. Isso tem exigido, dos gestores do SUS, um movimento constante de mudanças,
pela via das reformas incrementais. Contudo, esse modelo parece ter se esgotado, de um
lado, pela dificuldade de imporem-se normas gerais a um país tão grande e desigual; de
outro, pela sua fixação em conteúdos normativos de caráter técnico-processual, tratados,
em geral, com detalhamento excessivo e enorme complexidade.

Na perspectiva de superar as dificuldades apontadas, os gestores do SUS assumem


o compromisso público da construção do PACTO PELA SAÚDE 2006, que será
anualmente revisado, com base nos princípios constitucionais do SUS, ênfase nas

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necessidades de saúde da população e que implicará o exercício simultâneo de definição


de prioridades articuladas e integradas nos três componentes: Pacto pela Vida, Pacto em
Defesa do SUS e Pacto de Gestão do SUS.

Estas prioridades são expressas em objetivos e metas no Termo de Compromisso


de Gestão e estão detalhadas no documento Diretrizes Operacionais do Pacto pela
Saúde 2006

A partir de agora será apresentado cada um dos três componentes do Pacto pela
Saúde 2006 e suas prioridades, porém volto a afirmar que esse anexo apenas apresenta e
consolida o Pacto pela Saúde e as prioridades de cada componente que o compõe.
Estudaremos mais detalhadamente no Anexo II cada ponto aqui apresentado.

Uma boa leitura desse anexo será o suficiente para compreensão dos principais
pontos que serão vistos no Anexo II.

As partes mais importantes estão destacadas.

I – O PACTO PELA VIDA:

O Pacto pela Vida está constituído por um conjunto de compromissos sanitários,


expressos em objetivos de processos e resultados e derivados da análise da
situação de saúde do País e das prioridades definidas pelos governos federal,
estaduais e municipais.

Significa uma ação prioritária no campo da saúde que deverá ser executada
com foco em resultados e com a explicitação inequívoca dos compromissos
orçamentários e financeiros para o alcance desses resultados.

As prioridades do PACTO PELA VIDA e seus objetivos para 2006 são:

1- SAÚDE DO IDOSO:
Implantar a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, buscando a atenção
integral.

2- CÂNCER DE COLO DE ÚTERO E DE MAMA:


Contribuir para a redução da mortalidade por câncer de colo do útero e de mama.

3- MORTALIDADE INFANTIL E MATERNA:


Reduzir a mortalidade materna, infantil neonatal, infantil por doença diarréica e por
pneumonias.

4- DOENÇAS EMERGENTES E ENDEMIAS, COM ÊNFASE NA DENGUE,


HANSENÍASE, TUBERCULOSE, MALÁRIA E INFLUENZA:
Fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde às doenças emergentes e
endemias.

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5- PROMOÇÃO DA SAÚDE:
Elaborar e implantar a Política Nacional de Promoção da Saúde, com ênfase na
adoção de hábitos saudáveis por parte da população brasileira, de forma a internalizar a
responsabilidade individual da prática de atividade física regular alimentação saudável e
combate ao tabagismo.

6- ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE:


Consolidar e qualificar a estratégia da Saúde da Família como modelo de atenção
básica à saúde e como centro ordenador das redes de atenção à saúde do SUS.

Exercício Resolvido

33. As prioridades do PACTO PELA VIDA e seus objetivos são, EXCETO:

A) Contribuir para a redução da mortalidade por câncer de colo do útero e de mama

B) Reduzir a mortalidade materna, infantil neonatal, infantil por doença diarreica e por
pneumonias.

C) Fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde às doenças emergentes e


endemias.

D) Implantar a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, a partir da aquisição de


serviços especializados em atendimento geriátrico, casas abrigos, em parcerias com as
organizações não governamentais.

Resolução: É objetivo da prioridade - “Saúde do Idoso” (Pacto pela Vida) -


Implantar a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, buscando a atenção integral.
Logo, a alternativa D está errada por apresentar um conteúdo diferente do disposto no
presente Pacto. Gabarito: D

II – O PACTO EM DEFESA DO SUS:

O Pacto em Defesa do SUS envolve ações concretas e articuladas pelas três


instâncias federativas no sentido de reforçar o SUS como política de Estado mais do
que política de governos; e de defender, vigorosamente, os princípios basilares
dessa política pública, inscritos na Constituição Federal.

A concretização desse Pacto passa por um movimento de repolitização da saúde,


com uma clara estratégia de mobilização social envolvendo o conjunto da sociedade
brasileira, extrapolando os limites do setor e vinculada ao processo de instituição da saúde
como direito de cidadania, tendo o financiamento público da saúde como um dos pontos
centrais.

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As prioridades do Pacto em Defesa do SUS são:

1- IMPLEMENTAR UM PROJETO PERMANENTE DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL


COM A FINALIDADE DE:

Mostrar a saúde como direito de cidadania e o SUS como sistema público


universal garantidor desses direitos;

Alcançar, no curto prazo, a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, pelo


Congresso Nacional;

Garantir, no longo prazo, o incremento dos recursos orçamentários e financeiros para


a saúde.

Aprovar o orçamento do SUS, composto pelos orçamentos das três esferas de


gestão, explicitando o compromisso de cada uma delas.

2- ELABORAR E DIVULGAR A CARTA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS DO SUS

III – O PACTO DE GESTÃO DO SUS

O Pacto de Gestão estabelece as responsabilidades claras de cada ente


federado de forma a diminuir as competências concorrentes e a tornar mais claro
quem deve fazer o quê, contribuindo, assim, para o fortalecimento da gestão
compartilhada e solidária do SUS.

Esse Pacto parte de uma constatação indiscutível: o Brasil é um país continental e


com muitas diferenças e iniquidades regionais. Mais do que definir diretrizes nacionais
é necessário avançar na regionalização e descentralização do SUS, a partir de uma
unidade de princípios e uma diversidade operativa que respeite as singularidades
regionais.

Esse Pacto radicaliza a descentralização de atribuições do Ministério da Saúde


para os estados, e para os municípios, promovendo um choque de descentralização,
acompanhado da desburocratização dos processos normativos. Reforça a territorialização
da saúde como base para organização dos sistemas, estruturando as regiões sanitárias e
instituindo colegiados de gestão regional.

Reitera a importância da participação e do controle social com o compromisso


de apoio à sua qualificação.

Explicita as diretrizes para o sistema de financiamento público tripartite: busca


critérios de alocação equitativa dos recursos; reforça os mecanismos de transferência

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fundo a fundo entre gestores; integra em grandes blocos o financiamento federal e


estabelece relações contratuais entre os entes federativos.

As prioridades do Pacto de Gestão são:

1- DEFINIR DE FORMA INEQUÍVOCA A RESPONSABILIDADE SANITÁRIA DE


CADA INSTÂNCIA GESTORA DO SUS: federal, estadual e municipal, superando
o atual processo de habilitação.

2- ESTABELECER AS DIRETRIZES PARA A GESTÃO DO SUS, com ênfase na


Descentralização; Regionalização; Financiamento; Programação Pactuada e
Integrada; Regulação; Participação e Controle Social; Planejamento; Gestão do
Trabalho e Educação na Saúde.

Exercício Resolvido

34. Uma das prioridades do Pacto de Gestão, conforme definido na Portaria /


GM Nº 399, de 22/02/2006, é estabelecer as diretrizes para a gestão do SUS,
com ênfase:

A) na descentralização e na regionalização

B) na educação na saúde e na escola sindical

C) no planejamento centrado no gestor e na regionalização

D) no planejamento centrado no gestor e no planejamento estratégico

Resolução: A banca quer saber qual a ênfase dada nessa prioridade do Pacto de
Gestão. Se observarmos, podemos concluir que há ênfase na: Descentralização;
Regionalização; Financiamento; Programação Pactuada e Integrada;
Regulação; Participação e Controle Social; Planejamento; Gestão do Trabalho
e Educação na Saúde. Logo, podemos inferir que a única alternativa correta é a
alternativa A, pois as demais apresentam outros termos que não são ênfases dessa
prioridade do Pacto de Gestão. Gabarito: A.

35. O Pacto pela Saúde 2006:

A) pretende reduzir as mortalidades materna, infantil neonatal e infantil por causas


externas.

B) estabelece como sua maior prioridade expandir a Atenção Básica e reduzir os


recursos em assistência médica de média e alta complexidade.

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C) estabelece como sua meta prioritária aumentar os contratos com a iniciativa


privada, para impedir que a mortalidade por doenças crônico-degenerativas
evolua.

D) pretende consolidar e qualificar a Estratégia Saúde da Família (ESF) como


modelo de Atenção Básica à saúde e como centro ordenador das redes de
Atenção à Saúde do SUS.

Resolução: Analisando as 6 prioridades do Pacto pela Vida, temos como sexta


prioridade a “Atenção Básica à Saúde” que é definida exatamente na nossa
Alternativa D, o que faz dela nossa alternativa correta. Gabarito: D

Este PACTO PELA SAÚDE 2006 aprovado pelos gestores do SUS na reunião da
Comissão Intergestores Tripartite do dia 26 de janeiro de 2006, é abaixo assinado pelo
Ministro da Saúde, o Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS
e o Presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde - CONASEMS e
será operacionalizado por meio do documento de Diretrizes Operacionais do Pacto pela
Saúde 2006.

Ministério Conselho Conselho


da Saúde Nacional de Nacional de
Secretários Secretários
de Saúde Municipais de
CONASS Saúde
CONASEMS

Anexo II

DIRETRIZES OPERACIONAIS DO PACTO PELA SAÚDE EM 2006 – CONSOLIDAÇÃO


DO SUS

Transcorridas quase duas décadas do processo de institucionalização do Sistema


Único de Saúde, a sua implantação e implementação evoluíram muito, especialmente em
relação aos processos de descentralização e municipalização das ações e serviços de
saúde. O processo de descentralização ampliou o contato do Sistema com a realidade
social, política e administrativa do país e com suas especificidades regionais, tornando-se
mais complexo e colocando os gestores a frente de desafios que busquem superar a
fragmentação das políticas e programas de saúde através da organização de uma rede
regionalizada e hierarquizada de ações e serviços e da qualificação da gestão.

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77

Frente a esta necessidade, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de


Secretários de Saúde - CONASS e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de
Saúde - CONASEMS, pactuaram responsabilidades entre os três gestores do SUS, no
campo da gestão do Sistema e da atenção à saúde. O documento a seguir contempla o
pacto firmado entre os três gestores do SUS a partir de uma unidade de princípios que,
guardando coerência com a diversidade operativa, respeita as diferenças loco-regionais,
agrega os pactos anteriormente existentes, reforça a organização das regiões sanitárias
instituindo mecanismos de cogestão e planejamento regional, fortalece os espaços e
mecanismos de controle social, qualifica o acesso da população a atenção integral à
saúde, redefine os instrumentos de regulação, programação e avaliação, valoriza a macro
função de cooperação técnica entre os gestores e propõe um financiamento tripartite que
estimula critérios de equidade nas transferências fundo a fundo.

A implantação desse Pacto, nas suas três dimensões - Pacto pela Vida, Pacto de
Gestão e Pacto em Defesa do SUS - possibilita a efetivação de acordos entre as três
esferas de gestão do SUS para a reforma de aspectos institucionais vigentes, promovendo
inovações nos processos e instrumentos de gestão que visam alcançar maior efetividade,
eficiência e qualidade de suas respostas e ao mesmo tempo, redefine responsabilidades
coletivas por resultados sanitários em função das necessidades de saúde da população e
na busca da equidade social.

I – PACTO PELA VIDA

O Pacto pela Vida é o compromisso entre os gestores do SUS em torno de


prioridades que apresentam impacto sobre a situação de saúde da população
brasileira.

A definição de prioridades deve ser estabelecida através de metas nacionais,


estaduais, regionais ou municipais. Prioridades estaduais ou regionais podem ser
agregadas às prioridades nacionais, conforme pactuação local.

Os estados/região/município devem pactuar as ações necessárias para o


alcance das metas e dos objetivos propostos.

São SEIS as prioridades pactuadas:

1- Saúde do idoso;

2- Controle do câncer de colo de útero e de mama;

3- Redução da mortalidade infantil e materna;

4- Fortalecimento da capacidade de respostas às doenças emergentes e endemias,


com ênfase na dengue, hanseníase, tuberculose, malária e influenza;

5- Promoção da Saúde;

6- Fortalecimento da Atenção Básica.

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78

A – SAÚDE DO IDOSO

Para efeitos desse Pacto será considerada idosa a pessoa com 60 ANOS ou
mais.

A pessoa idosa é aquela que possui 65 anos ou mais, certo?


Sim, porém quando falamos sobre o Pacto pela Saúde a pessoa idosa é a pessoa
com 60 ANOS ou mais.

1 - O trabalho nesta área deve seguir as seguintes diretrizes:

Promoção do envelhecimento ativo e saudável;

Promoção em saúde diz respeito às ações de informação e educação em saúde.


Provocando uma mudança no conceito antigo de envelhecimento, e,
consequentemente mostrando e educando essa população idosa a fim de que
possam viver de forma mais ativa e mais saudável.

Atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa;

Todos têm o direito à atenção integral em saúde (Ações de promoção, proteção e


recuperação). O idoso não é diferente, ele também tem esse direito, e essa atenção
deve ser voltada a suas necessidades.

Estímulo às ações intersetoriais, visando à integralidade da atenção;

Como dito acima, todos os usuários, assim como os idosos, têm o direito à atenção
integral, e o Pacto pela Vida pactuou que para que seja cumprida essa integralidade
da atenção à pessoa idosa, haja estímulo às ações intersetoriais, ou seja, que haja a
união dos vários setores de saúde com o objetivo de se alcançar a integralidade,
evitar duplicidade de meios para fins idênticos e consequentemente tornar essa
prestação de serviço mais acessível e eficiente para essa pessoa idosa.

A implantação de serviços de atenção domiciliar;

Fica determinado, portanto, através dessa diretriz, que o idoso possa ser atendido em
seu domicílio. Muitas cidades já contam com esse serviço, sobretudo quando falamos
do Programa Saúde da Família, que é um exemplo claro dessa aproximação do
profissional de saúde na atenção a pessoa idosa.

O acolhimento preferencial em unidades de saúde, respeitado o critério de risco;

Os idosos como todos sabem possuem preferência no atendimento de vários


serviços, nas unidades de saúde não é diferente, porém devemos considerar o critério
de risco, ou seja, qual paciente possui uma gravidade maior. Se houver um paciente
não idoso e que possui um caso mais grave do que um idoso, certamente esse
paciente com maior gravidade será atendido primeiro. Fica claro, portanto, que o

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idoso terá sim o acolhimento preferencial, mas nos casos em que todos os pacientes
que estão ali para ser atendidos possuem o mesmo critério de risco.

Provimento de recursos capazes de assegurar qualidade da atenção à saúde da


pessoa idosa;

Fortalecimento da participação social;

Os usuários do SUS e, entre eles, os idosos, podem participar mais diretamente da


gestão do SUS, através dos conselhos de saúde como vimos na lei 8142. Essa
participação dos idosos faz se importante uma vez que sé possível criar políticas de
saúde para favorecer essa classe.

Formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na área de


saúde da pessoa idosa;

Essa diretriz deixa clara a importância da educação e formação dos profissionais de


saúde que atuarão com a saúde do idoso. O SUS determina e garante que haja essa
formação adequada uma vez que estamos falando de uma população diferenciada e
que deve receber um atendimento diferenciado.

Divulgação e informação sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa para


profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS;

Durante o estudo de Legislação do SUS até aqui, você deve ter ouvido muito a
respeito do direito dos usuários a informação, tanto de novas políticas como sobre
sua saúde. Aqui não é diferente, essa diretriz fala da Política Nacional de Saúde da
Pessoa Idosa, e é direito dos usuários, profissionais de saúde e gestores do SUS ter
o conhecimento sobre ela.

Promoção de cooperação nacional e internacional das experiências na atenção à


saúde da pessoa idosa;

Tudo aquilo que já foi feito em relação à saúde da pessoa idosa e que tem
funcionado, seja em um estado ou mesmo em outro país, pode ser usado para
melhorias dessa atenção à saúde da pessoa idosa. Ou seja, buscar através da
experiência de outros, serviços e ações que realmente podem trazer benefícios para
essa política.

Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas.

O SUS estimula o desenvolvimento de estudos e pesquisas na área da saúde do


idoso para que haja então melhorias nessa política nacional e consequentemente
melhorias das ações e serviços prestados para essa população.

2 - Ações estratégicas:

O Pacto ainda instituiu algumas Ações estratégicas que devem ser cumpridas
quando falamos de Saúde do Idoso, porém nada muito diferente do que vimos acima. São
elas:

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Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa - Instrumento de cidadania com informações


relevantes sobre a saúde da pessoa idosa, possibilitando um melhor acompanhamento por
parte dos profissionais de saúde.

Manual de Atenção Básica e Saúde para a Pessoa Idosa - Para indução de ações
de saúde, tendo por referência as diretrizes contidas na Política Nacional de Saúde da
Pessoa Idosa.

Programa de Educação Permanente à Distância - Implementar programa de


educação permanente na área do envelhecimento e saúde do idoso, voltado para
profissionais que trabalham na rede de atenção básica em saúde, contemplando os
conteúdos específicos das repercussões do processo de envelhecimento populacional para
a saúde individual e para a gestão dos serviços de saúde.

Acolhimento - Reorganizar o processo de acolhimento à pessoa idosa nas unidades


de saúde, como uma das estratégias de enfrentamento das dificuldades atuais de acesso.

Assistência Farmacêutica - Desenvolver ações que visem qualificar a dispensação e


o acesso da população idosa.

Atenção Diferenciada na Internação - Instituir avaliação geriátrica global realizada


por equipe multidisciplinar, a toda pessoa idosa internada em hospital que tenha aderido ao
Programa de Atenção Domiciliar.

Atenção domiciliar – Instituir esta modalidade de prestação de serviços ao idoso,


valorizando o efeito favorável do ambiente familiar no processo de recuperação de
pacientes e os benefícios adicionais para o cidadão e o sistema de saúde.

As três prioridades a seguir, definidas pelo Pacto pela Vida, também são assuntos
muito cobrados nos concursos quando falamos de Pacto pela Saúde. Essas três
prioridades se destacam pelo fato de determinar alguns percentuais em seus “objetivos e
metas” pactuadas.
Fique atento, portanto, e estude com atenção redobrada essa parte, uma vez que as
bancas gostam de questões com números, pois sabem que a maioria dos candidatos tem
dificuldade.

Exercício Resolvido

36. Em relação aos objetivos pactuados para a saúde do idoso, de acordo com a Portaria
nº 399/06 - Pacto pela Saúde 2006, marque V para verdadeiro ou F para falso e, em
seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) Promoção do envelhecimento consciente.


( ) Atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa.
( ) A implantação de serviços de atenção domiciliar.
( )Promoção da cooperação nacional e internacional das experiências na atenção à saúde
da pessoa idosa.

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A) FFVV
B) VFFV
C) VFVF
D) FVVV
E) VVFF

Resolução: Como o próprio Pacto pela Vida determina, o trabalho na área da Saúde do
Idoso deve obedecer a algumas diretrizes. Analisando essas diretrizes encontramos logo
na primeira diretriz o seguinte: “Promoção do envelhecimento ativo e saudável”,
diferente do que encontramos na primeira assertiva da questão, ou seja, FALSA. As
demais assertivas são VERDADEIRAS, pois todas são diretrizes da Saúde do Idoso.
Gabarito: D

B– CONTROLE DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO E DE MAMA:

1 - Objetivos e metas para o Controle do Câncer de Colo de Útero:

Cobertura de 80% para o exame preventivo do câncer do colo de útero, conforme


protocolo, em 2006.

O exame preventivo a que se refere o exposto acima é o Papa Nicolau. Esse é um


exame que detecta câncer do colo uterino e, conforme determinou esse Pacto, deve haver
uma cobertura de 80% nesse tipo de exame no ano de 2006 (Ano da publicação do Pacto).

Incentivo da realização da cirurgia de alta freqüência técnica que utiliza um


instrumental especial para a retirada de lesões ou parte do colo uterino comprometidas
(com lesões intra-epiteliais de alto grau) com menor dano possível, que pode ser realizada
em ambulatório, com pagamento diferenciado, em 2006.

O Ministério da Saúde irá incentivar para que seja realizada, quando possível, cirurgia
de alta frequência de retirada de lesões ou partes do colo uterino comprometidas. Quando
realizadas em um ambulatório, esse procedimento terá um pagamento diferenciado.

Em relação aos percentuais a dica é tentar decorar mesmo, infelizmente.

Então, resumindo:

80% é a cobertura que o Papanicolau (Exame preventivo do câncer do colo do


útero) deverá atingir em 2006, conforme o Pacto.

2 – Metas para o Controle do Câncer de mama:

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Aqui mais dois percentuais são apresentados, e muitas vezes nas provas as bancas
trocam esses valores, de modo que aquele percentual que é do Câncer de Mama eles
colocam como se fosse do Colo do Útero e vice-versa.

Ampliar para 60% a cobertura de mamografia, conforme protocolo.

Realizar a punção em 100% dos casos necessários, conforme protocolo.

O Pacto pela Vida definiu, portanto, que haja ampliação para 60% da cobertura do
exame de mamografia, que é o exame preventivo para o câncer de mama e, definiu ainda,
nos casos que houver necessidade, ou seja, nos caso que for detectado algum
caroço/nódulo, a realização de punção (cobrindo 100% desses casos).

C – REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA E INFANTIL:

Sobre a Redução da Mortalidade Materna e Infantil, o primeiro percentual que você


deve memorizar é 5%. E esses 5% equivalerão à redução das duas mortalidades,
tanto da mortalidade infantil como a materna.

1 - Objetivos e metas para a redução da mortalidade infantil:

Reduzir a mortalidade neonatal em 5%, em 2006.

Reduzir em 50% os óbitos por doença diarreica e 20% por pneumonia, em 2006.

Além da redução de 5% da mortalidade infantil, o Pacto determinou ainda, como


objetivo e metas para a redução da mortalidade infantil, uma diminuição de 50% das
mortes por diarreia e 20% das mortes por pneumonias.

Apoiar a elaboração de propostas de intervenção para a qualificação da atenção as


doenças prevalentes.

Criação de comitês de vigilância do óbito em 80% dos municípios com população


acima de 80.000 habitantes, em 2006.

Fica estabelecido que 80% dos municípios com mais de 80 mil habitantes criem
Comitês de Vigilância de Óbito, que são comitês formados para controle das causas das
mortes: definir como ocorrem as mortes, determinar quais são as mais prevalentes e etc.

2 - Objetivos e metas para a redução da mortalidade materna:

Reduzir em 5% a razão de mortalidade materna, em 2006.

Como dissemos acima, 5% também é o percentual de redução pactuado para a


mortalidade materna, assim como na redução da mortalidade infantil.

Garantir insumos e medicamentos para tratamento das síndromes hipertensivas no


parto.

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Qualificar os pontos de distribuição de sangue para que atendam as necessidades


das maternidades e outros locais de parto.

Define também como objetivos e metas, a garantia de insumos e medicamentos para


tratamento das síndromes hipertensivas no parto, como por exemplo, a famosa pré-
eclâmpsia e em relação à distribuição de sangue para que atendam as necessidades das
maternidades e outros locais de parto.

D – FORTALECIMENTO DA CAPACIDADE DE RESPOSTAS ÀS DOENÇAS


EMERGENTES E ENDEMIAS, COM ÊNFASE NA DENGUE, HANSENIASE,
TUBERCULOSE, MALARIA E INFLUENZA.

Nessa parte veremos sobre cinco doenças de caráter emergentes e/ou endêmicas
e seus objetivos e metas para controle das mesmas.
Inicialmente você deve guardar o nome dessas cinco doenças, que são: DENGUE,
HANSENIASE, TUBERCULOSE, MALARIA E INFLUENZA.

1 - Objetivos e metas para o Controle da DENGUE:

Plano de Contingência para atenção aos pacientes, elaborado e implantado nos


municípios prioritários, em 2006;

Reduzir a menos de 1% a infestação predial por Aedes aegypti em 30% dos


municípios prioritários ate 2006;

Municípios prioritários são os municípios endêmicos, ou seja, os municípios que


possuem maior incidência de dengue. O Pacto estabeleceu que houvesse redução para
menos de 1% da infestação por Aedes aegypti (Mosquito da dengue) em 30% desses
municípios prioritários e não de todos os municípios.

2 - Meta para a Eliminação da HANSENÍASE:

Atingir o patamar de eliminação enquanto problema de saúde pública, ou seja,


menos de 1 caso por 10.000 habitantes em todos os municípios prioritários, em 2006.
Algo a ser destacado aqui é que em todas as outras doenças que estamos estudando
nessa parte, o Pacto define o CONTROLE das mesmas, exceto na Hanseníase que o
Pacto define a ELIMINAÇÃO da doença em todos os municípios prioritários.

3 - Metas para o Controle da TUBERCULOSE:

Atingir pelo menos 85% de cura de casos novos de tuberculose bacilífera


diagnosticados a cada ano;

O trecho “85% de cura de casos novos de tuberculose” foi destacado acima, pois
as bancas podem querer generalizar os casos de tuberculose, quando na verdade busca-
se 85% de cura somente dos casos novos de tuberculose. Atente também para a
porcentagem que por vezes pode vir alterada em sua prova. Lembre-se: são 85% de
casos novos de tuberculose a cada ano.

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4 – Meta para o Controle da MALÁRIA:

Reduzir em 15% a Incidência Parasitária Anual, na região da Amazônia Legal, em


2006;

A Amazônia Legal é uma região com alta incidência de casos de Malária. O


Pacto determinou como meta, uma redução de 15% dessa incidência parasitária
anual.

5 – Objetivo para o controle da INFLUENZA:

Implantar plano de contingência, unidades sentinelas e o sistema de informação -


SIVEP-GRIPE, em 2006.

Ou seja, o Pacto determina a implantação do controle, vigilância e


monitoramento da influenza, com o plano de contingência, as unidades sentinelas e o
SIVEP-GRIPE que é um sistema de informação da vigilância epidemiológica para os casos
de gripe.

Exercício Resolvido

37. O Pacto pela Vida priorizou algumas metas a serem atingidas, segundo as
modalidades instituídas pelo pacto. São algumas dessas metas, EXCETO:
a) Cobertura de 80% para o exame preventivo do câncer de colo do útero, conforme
protocolo, em 2006.
b) Reduzir em 50% os óbitos por doença diarréica e 20% por pneumonia, em 2006.

c) Reduzir para menos de 1% a infestação predial por Aedes aegypti em 30% dos
municípios prioritários até 2006.

d) Atingir o patamar de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública, ou


seja, menos de 1 caso por 10.000 habitantes em todos os municípios prioritários, em
2006.

e) Atingir pelo menos 95% de cura de casos novos de tuberculose bacilífera


diagnosticados a cada ano.

Resolução: Para resolvermos essa questão devemos nos lembrar das metas de cada
prioridade definida pelo Pacto pela Vida, entre elas: Controle do Câncer do Colo do
Útero e da Mama, Redução da Mortalidade Materna e Infantil e Fortalecimento da
Capacidade de Respostas às Doenças Emergentes e Endêmicas. Analisando cada
uma das alternativas, podemos concluir que a Alternativa E está errada, pois a Meta para o
Controle da Tuberculose é atingir pelo menos 85% de cura de casos novos de tuberculose
bacilífira diagnosticadas a cada ano e não 95%. Gabarito: E

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38. São metas e objetivos do Pacto pela Vida, como resposta às doenças emergentes
e endêmicas.

I- Atingir 85% de cura de casos novos de tuberculose bacilífera diagnosticada a


cada ano.
II- Atingir o patamar de menos de 1 caso por 10.000 habitantes, para a hanseníase,
em todos os municípios definidos como prioritários no ano de 2006.
III- Eliminação da malária, na região da Amazônia Legal, no ano de 2006.
IV- Eliminação da infestação do Aedes aegypti, nos municípios definidos como
prioritários para o ano de 2006.

São CORRETAS as afirmativas:

a) I e II, somente.
b) I e III, somente.
c) II e IV, somente
d) I, II, III e IV.

Resolução: Analisando as metas para o Fortalecimento da Capacidade de Respostas


às Doenças Emergentes e Endêmicas, concluímos que apenas as assertivas I e II estão
CORRETAS. A assertiva III está incorreta, pois a meta para o Controle da Malária é
reduzir em 15% a Incidência Parasitária Anual, na região da Amazônia Legal e a
assertiva IV está incorreta, pois a meta para o Controle da Dengue é reduzir a menos de
1% a infestação predial por Aedes aegypti em 30% dos municípios prioritários.
Gabarito: A

E – PROMOÇÃO DA SAÚDE

1 - Objetivos:

Elaborar e implementar uma Política de Promoção da Saúde, de responsabilidade


dos três gestores;

Enfatizar a mudança de comportamento da população brasileira de forma a


internalizar a responsabilidade individual da prática de atividade física regular,
alimentação adequada e saudável e combate ao tabagismo;

Articular e promover os diversos programas de promoção de atividade física já


existentes e apoiar a criação de outros;

Promover medidas concretas pelo hábito da alimentação saudável;

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Elaborar e pactuar a Política Nacional de Promoção da Saúde que contemple as


especificidades próprias dos estados e municípios devendo iniciar sua implementação em
2006;

Em relação à Promoção da Saúde você deve se lembrar dos seguintes termos:


“Atividade física regular”, “alimentação adequada e saudável” e “combate ao
tabagismo”. Esses são os três pilares de atuação e principais objetivos da Promoção da
Saúde. Se você encontrar algum desses termos em sua prova, certamente você poderá
associá-lo a essa política.
Devemos lembrar também que essa política veio para mudar o comportamento da
população, deixando clara a responsabilidade das pessoas por sua própria saúde (as
pessoas devem estar interessadas em praticar uma atividade física, estabelecer uma
alimentação mais saudável e não fazer uso de tabaco). Essa responsabilidade das pessoas
por sua saúde nos faz lembrar o § 2º do art. 2º da lei 8080/90 que vimos lá atrás:

- § 2º - O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da


sociedade.

F – FORTALECIMENTO DA ATENÇÃO BÁSICA

1 – Objetivos:

Assumir a Estratégia de Saúde da Família como estratégia prioritária para o


fortalecimento da atenção básica, devendo seu desenvolvimento considerar as
diferenças loco-regionais.

Desenvolver ações de qualificação dos profissionais da atenção básica por meio de


estratégias de educação permanente e de oferta de cursos de especialização e residência
multiprofissional e em medicina da família.

O Pacto estabelece a Estratégia de Saúde da Família – ESF, também conhecido


como Programa Saúde da Família – PSF, como prioridade para o fortalecimento da
Atenção Básica.

Um dos objetivos gerais do PSF, segundo próprio caderno do programa é:


Contribuir para a reorientação do modelo assistencial a partir da atenção básica, em
conformidade com os princípios do Sistema Único de Saúde, imprimindo uma nova
dinâmica de atuação nas unidades básicas de saúde, com definição de responsabilidades
entre os serviços de saúde e a população.

Uma das diferenças do PSF em relação aos demais serviços assistenciais oferecidos
pelo SUS é que o PSF trabalha com a integralidade das ações ao mesmo tempo
(promoção, proteção e recuperação). Para isso é necessário profissionais qualificados, e
essa qualificação é um dos objetivos do fortalecimento da Atenção Básica.

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Consolidar e qualificar a estratégia de saúde da família nos pequenos e médios


municípios.

Ampliar e qualificar a estratégia de saúde da família nos grandes centros urbanos.

Garantir a infraestrutura necessária ao funcionamento das Unidades Básicas de


Saúde, dotando-as de recursos materiais, equipamentos e insumos suficientes para o
conjunto de ações propostas para esses serviços.

Como dissemos o PSF trabalha com a integralidade das ações e consequentemente


com uma complexidade maior, e, para que consiga cumprir essa integralidade e
complexidade é preciso consolidar e ampliar esse programa nos municípios brasileiros,
além de garantir a infraestrutura necessária ao funcionamento das Unidades Básicas de
Saúde - UBS

Garantir o financiamento da Atenção Básica como responsabilidade das três


esferas de gestão do SUS.

Como vimos lá na Lei 8080, o financiamento das ações de saúde é de


responsabilidade das três esferas de governo.

Aprimorar a inserção dos profissionais da Atenção Básica nas redes locais de saúde,
por meio de vínculos de trabalho que favoreçam o provimento e fixação dos profissionais.

Nada mais é do que incentivar esses profissionais, seja por melhores remunerações
ou por benefícios, a aderir a Atenção Básica/PSF.

Implantar o processo de monitoramento e avaliação da Atenção Básica nas três


esferas de governo, com vistas à qualificação da gestão descentralizada.

Na Apostila não iremos ver sobre os Sistemas de Informação do SUS, e quando ele
expõe a necessidade da implantação do monitoramento e avaliação da Atenção Básica ele
está se referindo ao SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica, esse sistema irá
monitorar e avaliar o que está sendo prestado pela Atenção Básica e assim como os outros
sistemas de informação, busca-se através deles entender melhor tal serviço/programa e
obter melhorias da gestão.

Apoiar diferentes modos de organização e fortalecimento da Atenção Básica que


considere os princípios da Estratégia de Saúde da Família, respeitando as especificidades
loco-regionais.

O Brasil é um país de muitas diferenças e partindo do pressuposto de que se devem


respeitar as diferenças de cada região, fica bem claro que a Atenção Básica será
organizada de forma a se ajustar a essas especificidades loco-regionais.

II - PACTO EM DEFESA DO SUS

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Não menos importante que o Pacto pela Vida, embora caia menos que este, temos o
Pacto em Defesa do SUS que, basicamente, se refere às ações em conjunto dos vários
atores envolvidos neste Pacto (Gestores, profissionais da saúde, usuários...) que
buscam assegurar o Sistema Único de Saúde como política pública, defendendo os
princípios do SUS estabelecidos na Constituição Federal.
O Pacto em Defesa do SUS irá tratar de alguns aspectos importantes como a
Participação Social (Promoção da Cidadania), Financiamento e sobre a Carta dos
Direitos dos Usuários do SUS.

A – DIRETRIZES:

1 - O trabalho dos gestores das três esferas de governo e dos outros atores
envolvidos dentro deste Pacto deve considerar as seguintes diretrizes:

Expressar os compromissos entre os gestores do SUS com a consolidação da


Reforma Sanitária Brasileira, explicitada na defesa dos princípios do Sistema Único de
Saúde estabelecidos na Constituição Federal.

Desenvolver e articular ações, no seu âmbito de competência e em conjunto com os


demais gestores, que visem qualificar e assegurar o Sistema Único de Saúde como
política pública.

2 - O Pacto em Defesa do SUS deve se firmar através de iniciativas que


busquem:

A repolitização da saúde, como um movimento que retoma a Reforma Sanitária


Brasileira aproximando-a dos desafios atuais do SUS;

A Promoção da Cidadania como estratégia de mobilização social tendo a questão da


saúde como um direito;

A garantia de financiamento de acordo com as necessidades do Sistema;

3 – Ações do Pacto em Defesa do SUS:

As ações do Pacto em Defesa do SUS devem contemplar:

Articulação e apoio à mobilização social pela promoção e desenvolvimento da


cidadania, tendo a questão da saúde como um direito;

Estabelecimento de diálogo com a sociedade, além dos limites institucionais do


SUS;

Ampliação e fortalecimento das relações com os movimentos sociais, em


especial os que lutam pelos direitos da saúde e cidadania;

O Pacto em Defesa do SUS, na questão da promoção da cidadania, retoma o


conceito do princípio de participação social (CF de 88 e Lei 8080), verificamos aqui a busca
pela aproximação da sociedade na gestão do SUS (estabelecimento de diálogo e
ampliação e fortalecimento das relações com os movimentos sociais).

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Elaboração e publicação da Carta dos Direitos dos Usuários do SUS;

Essa Carta define alguns Princípios básicos de cidadania e os direitos do cidadão


assegurando o ingresso digno ao SUS.
Clique no link para ser redirecionado ao Blog SUS para Concursos e ler mais a
respeito dessa Carta: http://goo.gl/8qMu4i

Regulamentação da EC nº 29 pelo Congresso Nacional, com aprovação do PL nº


01/03, já aprovado e aprimorado em três comissões da Câmara dos Deputados;

Aprovação do orçamento do SUS, composto pelos orçamentos das três esferas


de gestão, explicitando o compromisso de cada uma delas em ações e serviços de saúde
de acordo com a Constituição Federal.

Já em relação ao Financiamento, o Pacto em Defesa do SUS define o compromisso e


responsabilidade de cada esfera no financiamento do sistema e fala ainda sobre a
regulamentação da Emenda Constitucional - EC 29.
Nós estudamos lá na Constituição Federal no Art. 198 e seus parágrafos,
sobretudo no § 3º sobre o financiamento do SUS, cujo texto foi incluído na CF pela EC 29.
A EC 29 definiu alguns percentuais mínimos para cada ente federativo aplicar na saúde,
porém não definiu valores. Os valores só foram definidos com sua regulamentação, que o
ocorreu através da publicação da Lei Complementar 141 de 2012. Também comentamos
sobre a LC 141 na CF, e basicamente seu conceito é expresso nesse pequeno trecho
retirado do comentário que fizemos sobre a LC 141 na CF:

“Essa LC regulamentou o § 3º do art. 198 da CF e teve como objetivos; definir o que


são gastos com saúde, esclarecendo quais as ações e serviços que podem e não
podem ser financiadas com os recursos da saúde, dispor sobre os valores mínimos a
serem aplicados anualmente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, além
de outras providências.”

Mais recentemente a Emenda Constitucional nº 86 de 2015 definiu a participação por


parte da união ao se determinar um percentual não inferior a 15% de investimento na
saúde em a relação receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro.

Sobre os percentuais mínimos que cada ente deve aplicar na saúde, foi estabelecido
pela LC 141 o seguinte:

União – Deverá aplicar o valor aplicado no ano anterior mais a variação do PIB.

Estados – Deverão aplicar 12% da arrecadação.

Municípios – Deverão aplicar 15% da arrecadação.

E, segundo a Emenda Constitucional nº 86 de 2015:

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União – Deverá aplicar valor não inferior a 15% sobre a receita corrente líquida do
respectivo exercício financeiro.

III - PACTO DE GESTÃO

Logo no início do estudo sobre o Pacto pela Saúde 2006 havia dito que o Decreto
7508 de 2011, que estudaremos a seguir, alterou alguns pontos do Pacto pela Saúde,
sobretudo aqueles que se referem à Gestão do SUS, devido a isso encontrarão no estudo
do Pacto de Gestão assuntos que serão abordados novamente no Decreto 7508.
Portanto, apesar de extenso, esse Pacto irá abordar muitos conceitos que já vimos e
conceitos que serão estudados a frente. Serão destacadas as partes mais importantes
desse pacto, porém aquelas que se repetem no Decreto serão mais bem exploradas no
mesmo.

Estabelece Diretrizes para a gestão do sistema nos aspectos da:

Descentralização;
Regionalização;
Financiamento;
Planejamento;
Programação Pactuada e Integrada – PPI;
Regulação;
Participação Social e Gestão do Trabalho; e
Educação na Saúde.

DIRETRIZES PARA A GESTÃO DO SUS

Premissas da descentralização

Buscando aprofundar o processo de descentralização, com ênfase numa


descentralização compartilhada, são fixadas as seguintes premissas, que devem
orientar este processo:

Cabe ao Ministério da Saúde à proposição de políticas, participação no


cofinanciamento, cooperação técnica, avaliação, regulação, controle e fiscalização, além da
mediação de conflitos;

Descentralização dos processos administrativos relativos à gestão para as


Comissões Intergestores Bipartite;

Como vimos anteriormente na Lei 8080 e veremos novamente no Decreto 7508, as


Comissões Intergestores foram criadas pela NOB 93 e são divididas em:

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CIB - significa Comissão Intergestores Bipartite e é composta por gestores


estaduais (Secretários estaduais de saúde – Ses) e por gestores municipais (Conselho
dos secretários municipais de saúde – Cosems).
CIT - significa Comissão Intergestores Tripartite e é composta pelo gestor nacional
(Ministério da Saúde - MS), por gestores estaduais (Conselho nacional de secretários
de saúde – Conass) e por gestores municipais (Conselho nacional de secretários
municipais de saúde – Conasems).
Estudaremos ainda no Decreto 7508 a CIR – Comissão Intergestores Regional,
está vinculada a SES e deve observar as diretrizes da CIB.
As Comissões Intergestores Bipartite são instâncias de pactuação e deliberação
para a realização dos pactos intraestaduais e a definição de modelos organizacionais,
a partir de diretrizes e normas pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite;

As deliberações das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite devem ser


por consenso;

A Comissão Intergestores Tripartite e o Ministério da Saúde promoverão e apoiarão


processo de qualificação permanente para as Comissões Intergestores Bipartite;

O detalhamento deste processo, no que se refere à descentralização de ações


realizadas hoje pelo Ministério da Saúde, será objeto de portaria específica.

Regionalização:

A Regionalização é uma diretriz do Sistema Único de Saúde e um eixo estruturante


do Pacto de Gestão e deve orientar a descentralização das ações e serviços de saúde e
os processos de negociação e pactuação entre os gestores.

A Regionalização veio para orientar a descentralização e buscar a integralidade e


equidade das ações e serviços de saúde, para isso, no processo da Regionalização, são
delimitadas áreas – Regiões de Saúde – que são territórios compostos por municípios e
podendo ser intermunicipais ou interestaduais.

Os principais instrumentos de planejamento da Regionalização, detalhados no


corpo deste documento, são:

O Plano Diretor de Regionalização – PDR;


O Plano Diretor de Investimento – PDI; e
A Programação Pactuada e Integrada da Atenção em Saúde – PPI.

O PDR deverá expressar o desenho final do processo de identificação e


reconhecimento das regiões de saúde, em suas diferentes formas, em cada estado e no
Distrito Federal, objetivando a garantia do acesso, a promoção da equidade, a garantia
da integralidade da atenção, a qualificação do processo de descentralização e a
racionalização de gastos e otimização de recursos.

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Para auxiliar na função de coordenação do processo de regionalização, o PDR deverá


conter os desenhos das redes regionalizadas de atenção à saúde, organizadas dentro dos
territórios das regiões e macrorregiões de saúde, em articulação com o processo da
Programação Pactuada Integrada.

O PDI deve expressar os recursos de investimentos para atender as necessidades


pactuadas no processo de planejamento regional e estadual. No âmbito regional deve
refletir as necessidades para se alcançar a suficiência na atenção básica e parte da
média complexidade da assistência, conforme desenho regional e na macrorregião no
que se refere à alta complexidade. Deve contemplar também as necessidades da área da
vigilância em saúde e ser desenvolvido de forma articulada com o processo da PPI e do
PDR.

2.1- Objetivos da Regionalização:

Garantir acesso, resolutividade e qualidade às ações e serviços de saúde cuja


complexidade e contingente populacional transcenda a escala local/municipal;

Garantir o direito à saúde, reduzir desigualdades sociais e territoriais e promover a


equidade, ampliando a visão nacional dos problemas, associada à capacidade de
diagnóstico e decisão loco-regional, que possibilite os meios adequados para a redução
das desigualdades no acesso às ações e serviços de saúde existentes no país;

Garantir a integralidade na atenção a saúde, ampliando o conceito de cuidado à


saúde no processo de reordenamento das ações de promoção, prevenção, tratamento e
reabilitação com garantia de acesso a todos os níveis de complexidade do sistema;

Potencializar o processo de descentralização, fortalecendo estados e municípios para


exercerem papel de gestores e para que as demandas dos diferentes interesses loco-
regionais possam ser organizadas e expressadas na região;

Racionalizar os gastos e otimizar os recursos, possibilitando ganho em escala nas


ações e serviços de saúde de abrangência regional.

- Regiões de Saúde

As Regiões de Saúde são recortes territoriais inseridos em um espaço geográfico


contínuo, identificadas pelos gestores municipais e estaduais a partir de identidades
culturais, econômicas e sociais, de redes de comunicação e infraestrutura de transportes
compartilhados do território;

A Região de Saúde deve organizar a rede de ações e serviços de saúde a fim de


assegurar o cumprimento dos princípios constitucionais de universalidade do acesso,
equidade e integralidade do cuidado;

A organização da Região de Saúde deve favorecer a ação cooperativa e solidária


entre os gestores e o fortalecimento do controle social;

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Para a constituição de uma rede de atenção à saúde regionalizada em uma


determinada região, é necessário a pactuação entre todos os gestores envolvidos, do
conjunto de responsabilidades não compartilhadas e das ações complementares;

O conjunto de responsabilidades não compartilhadas se refere à atenção básica e às


ações básicas de vigilância em saúde, que deverão ser assumidas por cada município;

As ações complementares e os meios necessários para viabilizá-las deverão ser


compartilhados e integrados a fim de garantir a resolutividade e a integralidade de acesso;

Os estados e a união devem apoiar os municípios para que estes assumam o


conjunto de responsabilidades;

O corte no nível assistencial para delimitação de uma Região de Saúde deve


estabelecer critérios que propiciem certo grau de resolutividade àquele território, como
suficiência em atenção básica e parte da média complexidade;

Quando a suficiência em atenção básica e parte da média complexidade não forem


alcançadas deverá ser considerada no planejamento regional a estratégia para o seu
estabelecimento, junto com a definição dos investimentos, quando necessário;

O planejamento regional deve considerar os parâmetros de incorporação tecnológica


que compatibilizem economia de escala com equidade no acesso;

Para garantir a atenção na alta complexidade e em parte da média, as Regiões


devem pactuar entre si arranjos inter-regionais, com agregação de mais de uma Região em
uma macrorregião;

O ponto de corte da média complexidade que deve estar na Região ou na


macrorregião deve ser pactuado na CIB, a partir da realidade de cada estado. Em alguns
estados com mais adensamento tecnológico, a alta complexidade pode estar contemplada
dentro de uma Região.

As regiões podem ter os seguintes formatos:

Regiões intraestaduais, compostas por mais de um município, dentro de um mesmo


estado;

Regiões Intramunicipais, organizadas dentro de um mesmo município de grande


extensão territorial e densidade populacional;

Regiões Interestaduais, conformadas a partir de municípios limítrofes em diferentes


estados;

Regiões Fronteiriças, conformadas a partir de municípios limítrofes com países


vizinhos.

Nos casos de regiões fronteiriças o Ministério da Saúde deve envidar esforços no


sentido de promover articulação entre os países e órgãos envolvidos, na perspectiva de
implementação do sistema de saúde e consequente organização da atenção nos

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municípios fronteiriços, coordenando e fomentando a constituição dessas Regiões e


participando do colegiado de gestão regional.

- Mecanismos de Gestão Regional

Para qualificar o processo de regionalização, buscando a garantia e o aprimoramento


dos princípios do SUS, os gestores de saúde da Região deverão constituir um espaço
permanente de pactuação e cogestão solidária e cooperativa através de um Colegiado de
Gestão Regional. A denominação e o funcionamento do Colegiado devem ser acordados
na CIB;

O Colegiado de Gestão Regional se constitui num espaço de decisão através da


identificação, definição de prioridades e de pactuação de soluções para a organização de
uma rede regional de ações e serviços de atenção à saúde, integrada e resolutiva;

O Colegiado deve ser formado pelos gestores municipais de saúde do conjunto de


municípios e por representantes do(s) gestor(es) estadual(ais), sendo as suas decisões
sempre por consenso, pressupondo o envolvimento e comprometimento do conjunto de
gestores com os compromissos pactuados.

Nos casos onde as CIB regionais estão constituídas por representação e não for
possível a imediata incorporação de todos os municípios da Região de Saúde deve ser
pactuado um cronograma de adequação, no menor prazo possível, para a inclusão de
todos os municípios nos respectivos colegiados regionais.

O Colegiado deve instituir processo de planejamento regional, que defina as


prioridades, as responsabilidades de cada ente, as bases para a programação pactuada
integrada da atenção a saúde, o desenho do processo regulatório, as estratégias de
qualificação do controle social, as linhas de investimento e o apoio para o processo de
planejamento local.

O planejamento regional, mais que uma exigência formal, deverá expressar as


responsabilidades dos gestores com a saúde da população do território e o conjunto de
objetivos e ações que contribuirão para a garantia do acesso e da integralidade da atenção,
devendo as prioridades e responsabilidades definidas regionalmente estar refletidas no
plano de saúde de cada município e do estado;

Os colegiados de gestão regional deverão ser apoiados através de câmaras técnicas


permanentes que subsidiarão com informações e análises relevantes.

- Etapas do Processo de Construção da Regionalização

- Critérios para a composição da Região de Saúde, expressa no PDR:

Contiguidade entre os municípios;

Respeito à identidade expressa no cotidiano social, econômico e cultural;


Existência de infraestrutura de transportes e de redes de comunicação, que permita o
trânsito das pessoas entre os municípios;

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Existência de fluxos assistenciais que devem ser alterados, se necessário, para a


organização da rede de atenção à saúde;

Considerar a rede de ações e serviços de saúde, onde:

Todos os municípios se responsabilizam pela atenção básica e pelas ações básicas


de vigilância em saúde;

O desenho da região propicia relativo grau de resolutividade àquele território, como a


suficiência em Atenção Básica e parte da Média Complexidade.

A suficiência está estabelecida ou a estratégia para alcançá-la está explicitada no


planejamento regional, contendo, se necessário, a definição dos investimentos.

O desenho considera os parâmetros de incorporação tecnológica que compatibilizem


economia de escala com equidade no acesso.

O desenho garante a integralidade da atenção e para isso as Regiões devem pactuar


entre si arranjos inter-regionais, se necessário com agregação de mais de uma região em
uma macrorregião; o ponto de corte de média e alta-complexidade na região ou na
macroregião deve ser pactuado na CIB, a partir da realidade de cada estado.

- Constituição, Organização e Funcionamento do Colegiado de Gestão Regional:

A constituição do colegiado de gestão regional deve assegurar a presença de todos


os gestores de saúde dos municípios que compõem a Região e da representação estadual.

Nas CIB regionais constituídas por representação, quando não for possível a imediata
incorporação de todos os gestores de saúde dos municípios da Região de saúde, deve ser
pactuado um cronograma de adequação, com o menor prazo possível, para a inclusão de
todos os gestores nos respectivos colegiados de gestão regionais;

Constituir uma estrutura de apoio ao colegiado, através de câmara técnica e


eventualmente, grupos de trabalho formados com técnicos dos municípios e do estado;

Estabelecer uma agenda regular de reuniões;

O funcionamento do Colegiado deve ser organizado de modo a exercer as


funções de:

Instituir um processo dinâmico de planejamento regional;

Atualizar e acompanhar a programação pactuada integrada de atenção em saúde;

Desenhar o processo regulatório, com definição de fluxos e protocolos;

Priorizar linhas de investimento;

Estimular estratégias de qualificação do controle social;

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Apoiar o processo de planejamento local;

Constituir um processo dinâmico de avaliação e monitoramento regional;

- Reconhecimento das Regiões

As Regiões Intramunicipais deverão ser reconhecidas como tal, não precisando ser
homologadas pelas Comissões Intergestores.

As Regiões Intraestaduais deverão ser reconhecidas nas Comissões Intergestores


Bipartite e encaminhadas para conhecimento e acompanhamento do MS.

As Regiões Interestaduais deverão ser reconhecidas nas respectivas Comissões


Intergestores Bipartite e encaminhadas para homologação da Comissão Intergestores
Tripartite.

As Regiões Fronteiriças deverão ser reconhecidas nas respectivas Comissões


Intergestores Bipartite e encaminhadas para homologação na Comissão Intergestores
Tripartite.

O desenho das Regiões intra e interestaduais deve ser submetida a aprovação pelos
respectivos Conselhos Estaduais de Saúde.

3 - Financiamento do Sistema Único de Saúde

Já estudamos anteriormente na lei 8080 sobre as bases do Financiamento do SUS.


O financiamento é responsabilidade das três esferas de governo e as transferências de
recursos entre os gestores se dará por Repasse fundo a fundo, que, como vimos na lei
8080, é feito através dos Fundos de Saúde que são contas especiais, onde são
depositados os recursos financeiros do SUS e o repasse dos recursos é regular e
automático aos estados, distrito federal e municípios.
Para relembrar o assunto de Financiamento do SUS recomendo que leia os artigos
33, 34 e 35 da Lei 8080.

3.1 - São princípios gerais do financiamento para o Sistema Único de Saúde:

Responsabilidade das três esferas de gestão – União, Estados e Municípios pelo


financiamento do Sistema Único de Saúde;

Redução das iniquidades macrorregionais, estaduais e regionais, a ser contemplada


na metodologia de alocação de recursos, considerando também as dimensões étnico-racial
e social;

Repasse fundo a fundo, definido como modalidade preferencial de transferência de


recursos entre os gestores;

Financiamento de custeio com recursos federais constituído, organizados e


transferidos em blocos de recursos;

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O uso dos recursos federais para o custeio fica restrito a cada bloco, atendendo as
especificidades previstas nos mesmos, conforme regulamentação específica;

As bases de cálculo que formam cada Bloco e os montantes financeiros destinados


para os Estados, Municípios e Distrito Federal devem compor memórias de cálculo, para
fins de histórico e monitoramento.

- Os blocos de financiamento para o custeio são:

Atenção básica
Atenção de média e alta complexidade
Vigilância em Saúde
Assistência Farmacêutica
Gestão do SUS

a) Bloco de financiamento para a Atenção Básica

Em relação ao Bloco de financiamento da Atenção Básica este foi dividido em dois


componentes:

O Piso da Atenção Básica – PAB, também conhecido como PAB Fixo; e

O Piso da Atenção Básica Variável – PAB Variável.

PAB Fixo - custeio de ações de atenção básica à saúde;

PAB Variável - custeio de estratégias específicas desenvolvidas no âmbito da


Atenção Básica em Saúde. Ex.: Programa Saúde da Família, Agentes Comunitários de
Saúde.

O financiamento da Atenção Básica é de responsabilidade das três esferas de


gestão do SUS, sendo que os recursos federais comporão o Bloco Financeiro da
Atenção Básica dividido em dois componentes: Piso da Atenção Básica e Piso da
Atenção Básica Variável e seus valores serão estabelecidos em Portaria específica, com
memórias de cálculo anexas.

O Piso de Atenção Básica - PAB consiste em um montante de recursos financeiros,


que agregam as estratégias destinadas ao custeio de ações de atenção básica à saúde;

Os recursos financeiros do PAB serão transferidos mensalmente, de forma


regular e automática, do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde dos
Municípios e do Distrito Federal.

O Piso da Atenção Básica Variável - PAB Variável consiste em um montante


financeiro destinado ao custeio de estratégias específicas desenvolvidas no âmbito da
Atenção Básica em Saúde.

O PAB Variável passa a ser composto pelo financiamento das seguintes


estratégias:

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Saúde da Família; (Programa Saúde da Família ou Estratégia Saúde da Família)


Agentes Comunitários de Saúde;
Saúde Bucal;
Compensação de especificidades regionais
Fator de incentivo da Atenção Básica aos Povos Indígenas
Incentivo à Saúde no Sistema Penitenciário

Os recursos do PAB Variável serão transferidos ao Município que aderir e


implementar as estratégias específicas a que se destina e a utilização desses
recursos deve estar definida no Plano Municipal de Saúde;

O PAB Variável da Assistência Farmacêutica e da Vigilância em Saúde passam a


compor os seus Blocos de Financiamento respectivos.

Compensação de Especificidades Regionais é um montante financeiro igual a 5% do


valor mínimo do PAB fixo multiplicado pela população do Estado, para que as CIBs definam
a utilização do recurso de acordo com as especificidades estaduais, podendo incluir
sazonalidade, migrações, dificuldade de fixação de profissionais, IDH, indicadores de
resultados. Os critérios definidos devem ser informados ao plenário da CIT.

b) Bloco de financiamento para a Atenção de Média e Alta Complexidade

Os recursos correspondentes ao financiamento dos procedimentos relativos à média


e alta complexidade em saúde compõem o Limite Financeiro da Média e Alta
Complexidade Ambulatorial e Hospitalar do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios.

Os recursos destinados ao custeio dos procedimentos pagos atualmente através do


Fundo de Ações Estratégicas e Compensação – FAEC serão incorporados ao Limite
Financeiro de cada Estado, Município e do Distrito Federal, conforme pactuação entre os
gestores.

O Fundo de Ações Estratégicas e Compensação – FAEC se destina, assim, ao


custeio de procedimentos, conforme detalhado a seguir:

Procedimentos regulados pela CNRAC – Central Nacional de Regulação da Alta


Complexidade;

Transplantes;

Ações Estratégicas Emergenciais, de caráter temporário, implementadas com prazo


pré-definido;

Novos procedimentos: cobertura financeira de aproximadamente seis meses, quando


da inclusão de novos procedimentos, sem correlação à tabela vigente, até a formação de
série histórica para a devida agregação ao MAC.

c) Bloco de financiamento para a Vigilância em Saúde

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Os recursos financeiros correspondentes às ações de Vigilância em Saúde comporão


o Limite Financeiro de Vigilância em Saúde dos Estados, Municípios e do Distrito Federal e
representam o agrupamento das ações da Vigilância Epidemiológica, Ambiental e
Sanitária;

O Limite Financeiro da Vigilância em Saúde é composto por dois componentes: da


Vigilância Epidemiológica e Ambiental em Saúde e o componente da Vigilância Sanitária
em Saúde;

O financiamento para as ações de vigilância sanitária deve consolidar a reversão do


modelo de pagamento por procedimento, oferecendo cobertura para o custeio de ações
coletivas visando garantir o controle de riscos sanitários inerentes ao objeto de ação,
avançando em ações de regulação, controle e avaliação de produtos e serviços associados
ao conjunto das atividades.

O Limite Financeiro de Vigilância em Saúde será transferido em parcelas mensais e o


valor da transferência mensal para cada um dos Estados, Municípios e Distrito Federal,
bem como o Limite Financeiro respectivo será estabelecido em Portaria específica e
detalhará os diferentes componentes que o formam, com memórias de cálculo anexas.

Comporão ainda, o bloco do financiamento da Vigilância em Saúde – Sub-bloco


Vigilância Epidemiológica, os recursos que se destinam às seguintes finalidades,
com repasses específicos:

Fortalecimento da Gestão da Vigilância em Saúde em Estados e Municípios


(VIGISUS II)

Campanhas de Vacinação

Incentivo do Programa DST/AIDS

Os recursos alocados tratados pela Portaria MS/GM nº 1349/2002, deverão ser


incorporados ao Limite Financeiro de Vigilância em Saúde do Município quando o mesmo
comprovar a efetiva contratação dos agentes de campo.

No Componente da Vigilância Sanitária, os recursos do Termo de Ajuste e Metas –


TAM, destinados e não transferidos aos estados e municípios, nos casos de existência de
saldo superior a 40% dos recursos repassados no período de um semestre, constituem um
Fundo de Compensação em VISA, administrado pela ANVISA e destinado ao
financiamento de gestão e descentralização da Vigilância Sanitária.

Em Estados onde o valor per cápita que compõe o TAM não atinge o teto
orçamentário mínimo daquele Estado, a União assegurará recurso financeiro para compor
o Piso Estadual de Vigilância Sanitária – PEVISA.

d) Bloco de financiamento para a Assistência Farmacêutica

A Assistência Farmacêutica será financiada pelos três gestores do SUS devendo


agregar a aquisição de medicamentos e insumos e a organização das ações de assistência
farmacêutica necessárias, de acordo com a organização de serviços de saúde.

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O Bloco de financiamento da Assistência Farmacêutica se organiza em


três componentes: Básico, Estratégico e Medicamentos de Dispensação Excepcional.
O Componente Básico da Assistência Farmacêutica consiste em financiamento para
ações de assistência farmacêutica na atenção básica em saúde e para agravos e
programas de saúde específicos, inseridos na rede de cuidados da atenção básica, sendo
de responsabilidade dos três gestores do SUS.

O Componente Básico é composto de uma Parte Fixa e de uma Parte Variável,


sendo:

Parte Fixa: valor com base per capita para ações de assistência farmacêutica para a
Atenção Básica, transferido Municípios, Distrito Federal e Estados, conforme pactuação
nas CIB e com contrapartida financeira dos estados e dos municípios.

Parte Variável: valor com base per capita para ações de assistência farmacêutica
dos Programas de Hipertensão e Diabetes, exceto insulina; Asma e Rinite; Saúde Mental;
Saúde da Mulher; Alimentação e Nutrição e Combate ao Tabagismo.

A parte variável do Componente Básico será transferida ao município ou estado,


conforme pactuação na CIB, à medida que este implementa e organiza os serviços
previstos pelos Programas específicos.

O Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica consiste em financiamento


para ações de assistência farmacêutica de programas estratégicos.

O financiamento e o fornecimento de medicamentos, produtos e insumos para os


Programas Estratégicos são de responsabilidade do Ministério da Saúde e reúne:

Controle de Endemias: Tuberculose, Hanseníase, Malária e Leischmaniose, Chagas


e outras doenças endêmicas de abrangência nacional ou regional;

Programa de DST/AIDS (anti-retrovirais);


Programa Nacional do Sangue e Hemoderivados;
Imunobiológicos;
Insulina;

O Componente Medicamentos de Dispensação Excepcional consiste em


financiamento para aquisição e distribuição de medicamentos de dispensação excepcional,
para tratamento de patologias que compõem o Grupo 36 – Medicamentos da Tabela
Descritiva do SIA/SUS.

A responsabilidade pelo financiamento e aquisição dos medicamentos de


dispensação excepcional é do Ministério da Saúde e dos Estados, conforme pactuação e a
dispensação, responsabilidade do Estado.

O Ministério da Saúde repassará aos Estados, mensalmente, valores financeiros


apurados em encontro de contas trimestrais, de acordo com as informações encaminhadas
pelos Estados, com base nas emissões das Autorizações para Pagamento de Alto Custo –
APAC.

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101

O Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional será readequado


através de pactuação entre os gestores do SUS, das diretrizes para definição de política
para medicamentos de dispensação excepcional.

As Diretrizes a serem pactuadas na CIT, deverão nortear-se pelas seguintes


proposições:

Definição de critérios para inclusão e exclusão de medicamentos e CID na Tabela de


Procedimentos, com base nos protocolos clínicos e nas diretrizes terapêuticas.

Definição de percentual para o co-financiamento entre gestor federal e gestor


estadual;

Revisão periódica de valores da tabela;

Forma de aquisição e execução financeira, considerando-se os princípios da


descentralização e economia de escala.

e) Bloco de financiamento para a Gestão do Sistema Único de Saúde

O financiamento para a gestão destina-se ao custeio de ações específicas


relacionadas com a organização dos serviços de saúde, acesso da população e aplicação
dos recursos financeiros do SUS.

O financiamento deverá apoiar iniciativas de fortalecimento da gestão, sendo


composto pelos seguintes sub-blocos:

Regulação, controle, avaliação e auditoria


Planejamento e Orçamento
Programação
Regionalização
Participação e Controle Social
Gestão do Trabalho
Educação em Saúde
Incentivo à Implementação de políticas específicas

Os recursos referentes a este Bloco serão transferidos fundo a fundo e


regulamentados por portaria específica.

- Financiamento para Investimentos

Os recursos financeiros de investimento devem ser alocados com vistas á superação


das desigualdades de acesso e à garantia da integralidade da atenção à saúde.

Os investimentos deverão priorizar a recuperação, a re-adequação e a expansão da


rede física de saúde e a constituição dos espaços de regulação.

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Os projetos de investimento apresentados para o Ministério da Saúde deverão ser


aprovados nos respectivos Conselhos de Saúde e na CIB, devendo refletir uma prioridade
regional.

São eixos prioritários para aplicação de recursos de investimentos:

Estímulo à Regionalização - Deverão ser priorizados projetos de investimentos que


fortaleçam a regionalização do SUS, com base nas estratégicas nacionais e estaduais,
considerando os PDI (Plano de Desenvolvimento Integrado) atualizados, o mapeamento
atualizado da distribuição e oferta de serviços de saúde em cada espaço regional e
parâmetros de incorporação tecnológica que compatibilizem economia de escala e de
escopo com eqüidade no acesso.

Investimentos para a Atenção Básica - recursos para investimentos na rede básica de


serviços, destinados conforme disponibilidade orçamentária, transferidos fundo a fundo
para municípios que apresentarem projetos selecionados de acordo com critérios
pactuados na Comissão Intergestores Tripartite.

4 – Planejamento no SUS

4.1 – O trabalho com o Planejamento no SUS deve seguir as seguintes


diretrizes:

Sobre o Planejamento no SUS, fica determinado que cada esfera de gestão poderá
realizar seu planejamento (conforme suas necessidades), porém o mesmo deve ser
desenvolvido de forma articulada, integrada e solidária entre as três esferas,
respeitando sempre as diferenças, peculiaridades e necessidades de cada região e de
cada ente federativo. O planejamento de um determinado município ou região A nem
sempre será o mesmo que do município ou região B, pois as
necessidades/peculiaridades de cada um são diferentes. A participação social também é
parte integrante desse sistema de planejamento que compreende ainda o monitoramento
e avaliação do SUS.

O processo de planejamento no âmbito do SUS deve ser desenvolvido de forma


articulada, integrada e solidária entre as três esferas de gestão. Essa forma de
atuação representará o Sistema de Planejamento do Sistema Único de Saúde baseado
nas responsabilidades de cada esfera de gestão, com definição de objetivos e conferindo
direcionalidade ao processo de gestão do SUS, compreendendo nesse sistema o
monitoramento e avaliação.

Este sistema de planejamento pressupõe que cada esfera de gestão realize o


seu planejamento, articulando-se de forma a fortalecer e consolidar os objetivos e
diretrizes do SUS, contemplando as peculiaridades, necessidades e realidades de saúde
locorregionais.

Como parte integrante do ciclo de gestão, o sistema de planejamento buscará, de


forma tripartite, a pactuação de bases funcionais do planejamento, monitoramento e
avaliação do SUS, bem como promoverá a participação social e a integração intra e
intersetorial, considerando os determinantes e condicionantes de saúde.

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No cumprimento da responsabilidade de coordenar o processo de planejamento se


levará em conta as diversidades existentes nas três esferas de governo, de modo a
contribuir para a consolidação do SUS e para a resolubilidade e qualidade, tanto da sua
gestão, quanto das ações e serviços prestados à população brasileira.

4.2 - Objetivos do Sistema de Planejamento do SUS:

Sobre os Objetivos e os Pontos de Pactuação do Sistema de Planejamento não


há muito que comentar, é basicamente o reflexo das diretrizes dispostas acima. Não é um
tema que cai muito nas provas, ainda mais após a publicação do Decreto 7508, porém isso
não é justificativa para você não ler. Leia sim, pois todo conhecimento que você obter
poderá fazer a diferença na sua prova.

Pactuar diretrizes gerais para o processo de planejamento no âmbito do SUS e o


elenco dos instrumentos a serem adotados pelas três esferas de gestão;

Formular metodologias e modelos básicos dos instrumentos de planejamento,


monitoramento e avaliação que traduzam as diretrizes do SUS, com capacidade de
adaptação às particularidades de cada esfera administrativa;

Promover a análise e a formulação de propostas destinadas a adequar o arcabouço


legal no tocante ao planejamento no SUS;

Implementar e difundir uma cultura de planejamento que integre e qualifique as ações


do SUS entre as três esferas de governo e subsidiar a tomada de decisão por parte de
seus gestores;

Desenvolver e implementar uma rede de cooperação entre os três entes federados,


que permita um amplo compartilhamento de informações e experiências;

Promover a institucionalização e fortalecer as áreas de planejamento no âmbito do


SUS, nas três esferas de governo, com vistas a legitimá-lo como instrumento estratégico de
gestão do SUS;

Apoiar e participar da avaliação periódica relativa à situação de saúde da população e


ao funcionamento do SUS, provendo os gestores de informações que permitam o seu
aperfeiçoamento e ou redirecionamento;

Promover a capacitação contínua dos profissionais que atuam no contexto do


planejamento no SUS;

Promover a eficiência dos processos compartilhados de planejamento e a eficácia dos


resultados, bem como da participação social nestes processos;

Promover a integração do processo de planejamento e orçamento no âmbito do SUS,


bem como a sua intersetorialidade, de forma articulada com as diversas etapas do ciclo de
planejamento;

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Monitorar e avaliar o processo de planejamento, as ações implementadas e os


resultados alcançados, de modo a fortalecer o planejamento e a contribuir para a
transparência do processo de gestão do SUS.

4.3 - Pontos de pactuação priorizados para o Planejamento

Considerando a conceituação, caracterização e objetivos preconizados para o


sistema de planejamento do SUS, configuram-se como pontos essenciais de
pactuação:

Adoção das necessidades de saúde da população como critério para o processo de


planejamento no âmbito do SUS;

Integração dos instrumentos de planejamento, tanto no contexto de cada esfera de


gestão, quanto do SUS como um todo;

Institucionalização e fortalecimento do Sistema de Planejamento do SUS, com adoção


do processo planejamento, neste incluído o monitoramento e a avaliação, como
instrumento estratégico de gestão do SUS;

Revisão e adoção de um elenco de instrumentos de planejamento – tais como planos,


relatórios, programações – a serem adotados pelas três esferas de gestão, com adequação
dos instrumentos legais do SUS no tocante a este processo e instrumentos dele
resultantes;

Cooperação entre as três esferas de gestão para o fortalecimento e a equidade no


processo de planejamento no SUS.

Programação Pactuada e Integrada da Atenção em Saúde – PPI

Refere-se ao processo de definição das ações de saúde a serem ofertadas em cada


território garantindo a população à cobertura dos serviços de média e alta complexidade,
além disso, norteia os repasses de recursos financeiros, segundo pactuações das
comissões intergestores.
A PPI deve expressar os compromissos assumidos pelos Planos de Saúde de cada
esfera de gestão e ser revisada periodicamente ou sempre que necessário.

A PPI é um processo que visa definir a programação das ações de saúde em cada
território e nortear a alocação dos recursos financeiros para saúde a partir de critérios e
parâmetros pactuados entre os gestores.

A PPI deve explicitar os pactos de referencia entre municípios, gerando a parcela de


recursos destinados à própria população e à população referenciada.

As principais diretrizes norteadoras do processo de programação pactuada são:

A programação deve estar inserida no processo de planejamento e deve considerar


as prioridades definidas nos planos de saúde em cada esfera de gestão;

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Os gestores estaduais e municipais possuem flexibilidade na definição de parâmetros


e prioridades que irão orientar a programação, ressalvados os parâmetros pactuados
nacional e estadualmente.

A programação é realizada prioritariamente, por áreas de atuação a partir das ações


básicas de saúde para compor o rol de ações de maior complexidade;

A tabela unificada de procedimentos deve orientar a programação das ações


que não estão organizadas por áreas de atuação, considerando seus níveis de
agregação, para formar as aberturas programáticas;

A programação da assistência devera buscar a integração com a programação da


vigilância em saúde;

Os recursos financeiros das três esferas de governo devem ser visualizados na


programação.

O processo de programação deve contribuir para a garantia de acesso aos serviços


de saúde, subsidiando o processo regulatório da assistência;

A programação deve ser realizada a cada gestão, revisada periodicamente e


sempre que necessário, em decorrência de alterações de fluxo no atendimento ao
usuário; de oferta de serviços; na tabela de procedimentos; e no teto financeiro, dentre
outras.

A programação pactuada e integrada deve subsidiar a programação física financeira


dos estabelecimentos de saúde.

A programação pactuada e integrada deve guardar relação com o desenho da


regionalização naquele estado.

Regulação da Atenção à Saúde e Regulação Assistencial

Em relação à Regulação é muito comum ser cobrada em concursos específicos,


como o concurso do Ministério da Saúde por exemplo. Não temos visto em concursos de
menor expressão ser cobrado esse assunto, porém nada impede que uma prefeitura venha
cobrar sobre isso em determinado momento. É um assunto muito importante e vale a pena
estudá-lo com certa atenção.

Para efeitos destas diretrizes, serão adotados os seguintes conceitos:

Regulação da Atenção à Saúde - tem como objeto a produção de todas as ações


diretas e finais de atenção à saúde, dirigida aos prestadores de serviços de saúde, públicos
e privados. As ações da Regulação da Atenção à Saúde compreendem a Contratação, a
Regulação do Acesso à Assistência ou Regulação Assistencial, o Controle Assistencial, a
Avaliação da Atenção à Saúde, a Auditoria Assistencial e as regulamentações da Vigilância
Epidemiológica e Sanitária.

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Contratação - o conjunto de atos que envolvem desde a habilitação dos


serviços/prestadores até a formalização do contrato na sua forma jurídica.

Regulação do Acesso à Assistência ou Regulação Assistencial - conjunto de


relações, saberes, tecnologias e ações que intermedeiam a demanda dos usuários por
serviços de saúde e o acesso a estes.

Complexos Reguladores - uma das estratégias de Regulação Assistencial,


consistindo na articulação e integração de Centrais de Atenção Pré-hospitalar e Urgências,
Centrais de Internação, Centrais de Consultas e Exames, Protocolos Assistenciais com a
contratação, controle assistencial e avaliação, assim como com outras funções da gestão
como programação e regionalização. Os complexos reguladores podem ter abrangência
intra-municipal, municipal, micro ou macro regional, estadual ou nacional, devendo esta
abrangência e respectiva gestão, serem pactuadas em processo democrático e solidário,
entre as três esferas de gestão do SUS.

Auditoria Assistencial ou clínica – processo regular que visa aferir e induzir


qualidade do atendimento amparada em procedimentos, protocolos e instruções de
trabalho normatizados e pactuados. Deve acompanhar e analisar criticamente os históricos
clínicos com vistas a verificar a execução dos procedimentos e realçar as não
conformidades.

Como princípios orientadores do processo de regulação, fica estabelecido que:

Cada prestador responde apenas a um gestor;

A regulação dos prestadores de serviços deve ser preferencialmente do município


conforme desenho da rede da assistência pactuado na CIB, observado o Termo de
Compromisso de Gestão do Pacto e os seguintes princípios:

No Decreto 7508, que estudaremos a seguir, iremos discutir a respeito do Contrato


Organizativo da Ação Pública em Saúde, esse Contrato veio para substituir o Termo de
Compromisso de Gestão (TCG) apresentado pelo Pacto pela Saúde 2006.
Apesar disso, vale a pena tecermos alguns comentários referentes ao TCG.

O Termo de Compromisso de Gestão (TCG) é um acordo entre as três esferas de


governo que se comprometem em cumprir com aquilo que foi pactuado e deve obedecer
aos seguintes princípios:

- da descentralização, municipalização e comando único;

Refere-se à descentralização com direção única em cada esfera de governo com


reforço do poder municipal.

- da busca da escala adequada e da qualidade;

Fica definido o compromisso dos gestores em oferecer serviços adequados e de


qualidade à população.

- considerar a complexidade da rede de serviços locais;

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107

- considerar a efetiva capacidade de regulação;


- considerar o desenho da rede estadual da assistência;

O Planejamento da Saúde deve ser norteado pela complexidade da rede de serviços


de cada região (o que cada região ou município pode oferecer) e deve haver ainda uma
efetiva regulação e fiscalização do que está sendo prestado.

- a primazia do interesse e da satisfação do usuário do SUS.

Um dos princípios mais importante desse Pacto e firmado no Termo de Compromisso


de Gestão é a questão da satisfação do usuário do SUS. Frequentemente são realizadas
pesquisas para avaliar o grau de satisfação desses usuários e isso além de fortalecer a
participação social norteia o sistema em busca de melhorias na oferta das ações e
serviços prestados. Estudaremos ainda nessa Apostila, sobre a Política Nacional de
Humanização que também retoma esse assunto de satisfação dos usuários e define a
importância de um atendimento mais acolhedor e humanizado.

A regulação das referencias intermunicipais é responsabilidade do gestor estadual,


expressa na coordenação do processo de construção da programação pactuada e
integrada da atenção em saúde, do processo de regionalização, do desenho das redes;

A operação dos complexos reguladores no que se refere a referencia intermunicipal


deve ser pactuada na CIB, podendo ser operada nos seguintes modos:

Pelo gestor estadual que se relacionará com a central municipal que faz a gestão do
prestador.

Pelo gestor estadual que se relacionará diretamente com o prestador quando este
estiver sob gestão estadual.

Pelo gestor municipal com cogestão do estado e representação dos municípios da


região;

Modelos que diferem do item ‘d’ acima devem ser pactuados pela CIB e homologados
na CIT.

São metas para este Pacto, no prazo de um ano:

Contratualização de todos os prestadores de serviço;

Colocação de todos os leitos e serviços ambulatoriais contratualizados sob regulação;

Extinção do pagamento dos serviços dos profissionais médicos por meio do código 7.

Participação e Controle Social

A participação social no SUS é um princípio doutrinário e está assegurado na


Constituição e nas Leis Orgânicas da Saúde (8080/90 e 8142/90), e é parte fundamental
deste pacto.

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Essa parte sobre a Participação e Controle Social é bem tranquila, pois, assim
como disposto acima, já estudamos na Constituição e nas Leis Orgânicas da Saúde
(8080/90 e 8142/90), uma vez que esse princípio está assegurado por essas leis.
O papel do Pacto em relação à Participação Social, portanto, é de estimular e apoiar
a participação da população com o objetivo de fortalecer esse processo.

7.1 - As ações que devem ser desenvolvidas para fortalecer o processo de


participação social, dentro deste pacto são:

Apoiar os conselhos de saúde, as conferências de saúde e os movimentos


sociais que atuam no campo da saúde, com vistas ao seu fortalecimento para que os
mesmos possam exercer plenamente os seus papéis;

Apoiar o processo de formação dos conselheiros;

Estimular a participação e avaliação dos cidadãos nos serviços de saúde;

Apoiar os processos de educação popular em saúde, para ampliar e qualificar a


participação social no SUS;

Apoiar a implantação e implementação de ouvidorias nos estados e municípios,


com vistas ao fortalecimento da gestão estratégica do SUS;

Apoiar o processo de mobilização social e institucional em defesa do SUS e na


discussão do pacto;

8. Gestão do Trabalho

8.1 - As diretrizes para a Gestão do Trabalho no SUS são as seguintes:

Sobre a Gestão do Trabalho no SUS, ficou determinado que cada ente federativo
terá autonomia em relação a contratação e manutenção dos trabalhadores de saúde.
Lembrando que as contratações serão baseadas no planejamento na saúde de cada ente.

Define ainda a busca pela valorização do trabalho e dos trabalhadores da saúde,


a humanização das relações de trabalho, bem como a importância das estruturas de
recursos humanos que as secretárias de saúde devem criar e fortalecer.

A política de recursos humanos para o SUS é um eixo estruturante e deve buscar


a valorização do trabalho e dos trabalhadores de saúde, o tratamento dos conflitos, a
humanização das relações de trabalho;

Estados, Municípios e União são entes autônomos para suprir suas


necessidades de manutenção e expansão dos seus próprios quadros de trabalhadores de
saúde;

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O Ministério da Saúde deve formular diretrizes de cooperação técnica para a


gestão do trabalho no SUS;

Desenvolver, pelas três esferas de gestão, estudos quanto às estratégias e


financiamento tripartite de política de reposição da força de trabalho descentralizada;

As Diretrizes para Planos de Cargos e Carreira do SUS devem ser um instrumento


que visa regular as relações de trabalho e o desenvolvimento do trabalhador, bem como a
consolidação da carreira como instrumento estratégico para a política de recursos
humanos no Sistema;

Promover relações de trabalho que obedeçam a exigências do princípio de legalidade


da ação do Estado e de proteção dos direitos associados ao trabalho;

Desenvolver ações voltadas para a adoção de vínculos de trabalho que


garantam os direitos sociais e previdenciários dos trabalhadores de saúde,
promovendo ações de adequação de vínculos, onde for necessário, nas três esferas de
governo, com o apoio técnico e financeiro aos Municípios, pelos Estados e União, conforme
legislação vigente;

Os atores sociais envolvidos no desejo de consolidação dos SUS atuarão


solidariamente na busca do cumprimento deste item, observadas as responsabilidades
legais de cada segmento;

Estimular processos de negociação entre gestores e trabalhadores através da


instalação de Mesas de Negociação junto às esferas de gestão estaduais e municipais do
SUS;

As Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde devem envidar esforços para a


criação ou fortalecimento de estruturas de Recursos Humanos, objetivando cumprir
um papel indutor de mudanças, tanto no campo da gestão do trabalho, quanto no
campo da educação na saúde;

8.2 - Serão priorizados os seguintes componentes na estruturação da Gestão do


Trabalho no SUS:

Estruturação da Gestão do Trabalho no SUS - Esse componente trata das


necessidades exigidas para a estruturação da área de Gestão do Trabalho integrado pelos
seguintes eixos: base jurídico-legal; atribuições específicas; estrutura e dimensionamento
organizacional e estrutura física e equipamentos. Serão priorizados para este Componente,
Estados, Capitais, Distrito Federal e nos Municípios com mais de 500 empregos públicos,
desde que possuam ou venham a criar setores de Gestão do Trabalho e da Educação nas
secretarias estaduais e municipais de saúde;

Capacitação de Recursos Humanos para a Gestão do Trabalho no SUS - Esse


componente trata da qualificação dos gestores e técnicos na perspectiva do fortalecimento
da gestão do trabalho em saúde. Estão previstos, para seu desenvolvimento, a elaboração
de material didático e a realização de oficinas, cursos presenciais ou à distância, por meio
das estruturas formadoras existentes;

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Sistema Gerencial de Informações - Esse componente propõe proceder à análise


de sistemas de informação existentes e desenvolver componentes de otimização e
implantação de sistema informatizado que subsidie a tomada de decisão na área de
Gestão do Trabalho.

9. Educação na Saúde

9.1 – A - As diretrizes para o trabalho na Educação na Saúde são:

Sobre a Educação na Saúde e a Política Nacional de Educação Permanente em


Saúde, nós não iremos nos aprofundar muito. Essa Apostila é voltada para os principais
assuntos, os que mais caem nas provas da saúde e esse não é um tema muito cobrado
nos concursos. Se seu edital cobra a Política Nacional de Educação Permanente,
aconselharia você procurar material sobre esse assunto, e eu estarei à disposição para te
ajudar quanto a isso, basta enviar um e-mail para: contato@susconcursos.com.br

Bom, sobre essa parte do Pacto você deve ter mente que quando falamos em
Educação na Saúde no âmbito do SUS estamos nos referindo à Formação e
Educação desses trabalhadores de saúde e quando falamos em Educação
Permanente quer dizer que o SUS irá permitir, implementar e apoiar os trabalhadores
para continuar estudando e se qualificando, seja fazendo uma pós, uma graduação ou
algum outro curso dando ênfase as necessidades do SUS que é onde este profissional está
inserido.

As diretrizes que norteiam essa politica são:

Avançar na implementação da Política Nacional de Educação Permanente por


meio da compreensão dos conceitos de formação e educação permanente para adequá-los
às distintas lógicas e especificidades;

Considerar a educação permanente parte essencial de uma política de formação


e desenvolvimento dos trabalhadores para a qualificação do SUS e que comporta a
adoção de diferentes metodologias e técnicas de ensino-aprendizagem inovadoras, entre
outras coisas;

Considerar a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde uma


estratégia do SUS para a formação e o desenvolvimento de trabalhadores para o
setor, tendo como orientação os princípios da educação permanente;

Assumir o compromisso de discutir e avaliar os processos e desdobramentos da


implementação da Política Nacional de Educação Permanente para ajustes necessários,
atualizando-a conforme as experiências de implementação, assegurando a inserção dos
municípios e estados neste processo;

Buscar a revisão da normatização vigente que institui a Política Nacional de Educação


Permanente em Saúde, contemplando a consequente e efetiva descentralização das

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atividades de planejamento, monitoramento, avaliação e execução orçamentária da


Educação Permanente para o trabalho no SUS;

Centrar, o planejamento, programação e acompanhamento das atividades educativas


e consequentes alocações de recursos na lógica de fortalecimento e qualificação do SUS e
atendimento das necessidades sociais em saúde;

Considerar que a proposição de ações para formação e desenvolvimento dos


profissionais de saúde para atender às necessidades do SUS deve ser produto de
cooperação técnica, articulação e diálogo entre os gestores das três esferas de
governo, as instituições de ensino, os serviços e controle social e podem contemplar
ações no campo da formação e do trabalho.

B - RESPONSABILIDADE SANITÁRIA

Daqui até o fim desse documento teremos apenas uma relação de responsabilidades
e atribuições de cada ente federativo (Município, Distrito Federal, Estado e União). Não irei
comentar a respeito dessa parte do Pacto uma vez que é basicamente decoreba, não é
uma parte muito cobrada nos concursos da saúde. Na verdade se eu fosse escalar as
partes mais importantes desse Pacto pela Saúde que estudamos, eu definiria da seguinte
forma as partes que você deve estudar mais:

1 – O Pacto pela Vida – Muito cobrado e você deve ter atenção quanto os
percentuais que estão nesse pacto. Se possível volte e reveja o assunto.

2 – O Pacto em Defesa do SUS – Principalmente as partes que tratam da


Participação Social, Financiamento e da Carta dos Direitos dos Usuários.

3 – O Pacto de Gestão – Essa parte eu coloco em último lugar, pois como havia dito
é menos explorada pelos concursos da saúde, embora você deva dar atenção para alguns
aspectos que alguns concursos costumam cobrar, são eles: Regionalização (PDR, PDI.
PPI), Financiamento, Planejamento da Saúde e sobre o Termo de Compromisso de
Gestão. Os demais assuntos podem ser cobrados sim, mas geralmente são temas mais
explorados por concursos específicos, como já havia citado o do Ministério da Saúde.

Abaixo seguem, portanto, as responsabilidades e atribuições de cada ente federativo


no que se refere à gestão do SUS. As partes mais relevantes serão destacadas.

Este capítulo define as Responsabilidades Sanitárias e atribuições do Município, do


Distrito Federal, do Estado e da União. A gestão do Sistema Único de Saúde é construída
de forma solidária e cooperada, com apoio mútuo através de compromissos assumidos nas
Comissões Intergestores Bipartite (CIB) e Tripartite (CIT).

Algumas responsabilidades atribuídas aos municípios devem ser assumidas por todos
os municípios. As outras responsabilidades serão atribuídas de acordo com o pactuado
e/ou com a complexidade da rede de serviços localizada no território municipal.

No que se refere às responsabilidades atribuídas aos estados devem ser assumidas


por todos eles.

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Com relação à gestão dos prestadores de serviço fica mantida a normatização


estabelecida na NOAS SUS 01/2002. As referências na NOAS SUS 01/2002 às condições
de gestão de estados e municípios ficam substituídas pelas situações pactuadas no
respectivo Termo de Compromisso de Gestão.

RESPONSABILIDADES GERAIS DA GESTÃO DO SUS

– MUNICÍPIOS

Todo município é responsável pela integralidade da atenção à saúde da sua


população, exercendo essa responsabilidade de forma solidária com o estado e a união;

Todo município deve:

garantir a integralidade das ações de saúde prestadas de forma interdisciplinar, por


meio da abordagem integral e contínua do indivíduo no seu contexto familiar, social e do
trabalho; englobando atividades de promoção da saúde, prevenção de riscos, danos e
agravos; ações de assistência, assegurando o acesso ao atendimento às urgências;

promover a eqüidade na atenção à saúde, considerando as diferenças individuais e


de grupos populacionais, por meio da adequação da oferta às necessidades como princípio
de justiça social, e ampliação do acesso de populações em situação de desigualdade,
respeitadas as diversidades locais;

participar do financiamento tripartite do Sistema Único de Saúde;

assumir a gestão e executar as ações de atenção básica, incluindo as ações de


promoção e proteção, no seu território;

assumir integralmente a gerência de toda a rede pública de serviços de atenção


básica, englobando as unidades próprias e as transferidas pelo estado ou pela união;

com apoio dos estados, identificar as necessidades da população do seu território,


fazer um reconhecimento das iniqüidades, oportunidades e recursos;

desenvolver, a partir da identificação das necessidades, um processo de


planejamento, regulação, programação pactuada e integrada da atenção à saúde,
monitoramento e avaliação;

formular e implementar políticas para áreas prioritárias, conforme definido nas


diferentes instâncias de pactuação;

organizar o acesso a serviços de saúde resolutivos e de qualidade na atenção básica,


viabilizando o planejamento, a programação pactuada e integrada da atenção à saúde e a
atenção à saúde no seu território, explicitando a responsabilidade, o compromisso e o
vínculo do serviço e equipe de saúde com a população do seu território, desenhando a
rede de atenção e promovendo a humanização do atendimento;

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organizar e pactuar o acesso a ações e serviços de atenção especializada a partir das


necessidades da atenção básica, configurando a rede de atenção, por meio dos processos
de integração e articulação dos serviços de atenção básica com os demais níveis do
sistema, com base no processo da programação pactuada e integrada da atenção à saúde;

pactuar e fazer o acompanhamento da referência da atenção que ocorre fora do seu


território, em cooperação com o estado, Distrito Federal e com os demais municípios
envolvidos no âmbito regional e estadual, conforme a programação pactuada e integrada
da atenção à saúde;

garantir estas referências de acordo com a programação pactuada e integrada da


atenção à saúde, quando dispõe de serviços de referência intermunicipal;

garantir a estrutura física necessária para a realização das ações de atenção básica,
de acordo com as normas técnicas vigentes;

promover a estruturação da assistência farmacêutica e garantir, em conjunto com as


demais esferas de governo, o acesso da população aos medicamentos cuja dispensação
esteja sob sua responsabilidade, promovendo seu uso racional, observadas as normas
vigentes e pactuações estabelecidas;

assumir a gestão e execução das ações de vigilância em saúde realizadas no âmbito


local, compreendendo as ações de vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental, de
acordo com as normas vigentes e pactuações estabelecidas;

elaborar, pactuar e implantar a política de promoção da saúde, considerando as


diretrizes estabelecidas no âmbito nacional.

– ESTADOS

Responder, solidariamente com municípios, Distrito Federal e união, pela


integralidade da atenção à saúde da população;

Participar do financiamento tripartite do Sistema Único de Saúde;

Formular e implementar políticas para áreas prioritárias, conforme definido nas


diferentes instâncias de pactuação;

Coordenar, acompanhar e avaliar, no âmbito estadual, a implementação dos Pactos


Pela Vida e de Gestão e seu Termo de Compromisso;

Apoiar técnica e financeiramente os municípios, para que estes assumam


integralmente sua responsabilidade de gestor da atenção à saúde dos seus munícipes;

Apoiar técnica, política e financeiramente a gestão da atenção básica nos municípios,


considerando os cenários epidemiológicos, as necessidades de saúde e a articulação
regional, fazendo um reconhecimento das iniquidades, oportunidades e recursos;

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Fazer reconhecimento das necessidades da população no âmbito estadual e cooperar


técnica e financeiramente com os municípios, para que possam fazer o mesmo nos seus
territórios;

Desenvolver, a partir da identificação das necessidades, um processo de


planejamento, regulação, programação pactuada e integrada da atenção à saúde,
monitoramento e avaliação;

Coordenar o processo de configuração do desenho da rede de atenção, nas relações


intermunicipais, com a participação dos municípios da região;

Organizar e pactuar com os municípios, o processo de referência intermunicipal das


ações e serviços de média e alta complexidade a partir da atenção básica, de acordo com
a programação pactuada e integrada da atenção à saúde;

Realizar o acompanhamento e a avaliação da atenção básica no âmbito do território


estadual;

Apoiar técnica e financeiramente os municípios para que garantam a estrutura física


necessária para a realização das ações de atenção básica;

Promover a estruturação da assistência farmacêutica e garantir, em conjunto com as


demais esferas de governo, o acesso da população aos medicamentos cuja dispensação
esteja sob sua responsabilidade, fomentando seu uso racional e observando as normas
vigentes e pactuações estabelecidas;

Coordenar e executar e as ações de vigilância em saúde, compreendendo as ações


de média e alta complexidade desta área, de acordo com as normas vigentes e pactuações
estabelecidas;

Assumir transitoriamente, quando necessário, a execução das ações de vigilância em


saúde no município, comprometendo-se em cooperar para que o município assuma, no
menor prazo possível, sua responsabilidade;

Executar algumas ações de vigilância em saúde, em caráter permanente, mediante


acordo bipartite e conforme normatização específica;

Supervisionar as ações de prevenção e controle da vigilância em saúde, coordenando


aquelas que exigem ação articulada e simultânea entre os municípios;

Apoiar técnica e financeiramente os municípios para que executem com qualidade as


ações de vigilância em saúde, compreendendo as ações de vigilância epidemiológica,
sanitária e ambiental, de acordo com as normas vigentes e pactuações estabelecidas;

Elaborar, pactuar e implantar a política de promoção da saúde, considerando as


diretrizes estabelecidas no âmbito nacional;

Coordenar, normatizar e gerir os laboratórios de saúde pública;

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Assumir a gestão e a gerência de unidades públicas de hemonúcleos / hemocentros e


elaborar normas complementares para a organização e funcionamento desta rede de
serviço.

– DISTRITO FEDERAL

Responder, solidariamente com a união, pela integralidade da atenção à saúde da


população;

Garantir a integralidade das ações de saúde prestadas de forma interdisciplinar, por


meio da abordagem integral e contínua do indivíduo no seu contexto familiar, social e do
trabalho; englobando atividades de promoção da saúde, prevenção de riscos, danos e
agravos; ações de assistência, assegurando o acesso ao atendimento às urgências;

Promover a eqüidade na atenção à saúde, considerando as diferenças individuais e


de grupos populacionais, por meio da adequação da oferta às necessidades como princípio
de justiça social, e ampliação do acesso de populações em situação de desigualdade,
respeitadas as diversidades locais;

Participar do financiamento tripartite do Sistema Único de Saúde;

Coordenar, acompanhar e avaliar, no âmbito estadual, a implementação dos Pactos


Pela Vida e de Gestão e seu Termo de Compromisso de Gestão;

Assumir a gestão e executar as ações de atenção básica, incluindo as ações de


promoção e proteção, no seu território;

Assumir integralmente a gerência de toda a rede pública de serviços de atenção


básica, englobando as unidades próprias e as transferidas pela união;

Garantir a estrutura física necessária para a realização das ações de atenção básica,
de acordo com as normas técnicas vigentes;

Realizar o acompanhamento e a avaliação da atenção básica no âmbito do seu


território;

Identificar as necessidades da população do seu território, fazer um reconhecimento


das iniqüidades, oportunidades e recursos;

Desenvolver, a partir da identificação das necessidades, um processo de


planejamento, regulação, programação pactuada e integrada da atenção à saúde,
monitoramento e avaliação;

Formular e implementar políticas para áreas prioritárias, conforme definido nas


instâncias de pactuação;

Organizar o acesso a serviços de saúde resolutivos e de qualidade na atenção


básica, viabilizando o planejamento, a programação pactuada e integrada da atenção à
saúde e a atenção à saúde no seu território, explicitando a responsabilidade, o

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compromisso e o vínculo do serviço e equipe de saúde com a população do seu território,


desenhando a rede de atenção e promovendo a humanização do atendimento;

Organizar e pactuar o acesso a ações e serviços de atenção especializada a partir


das necessidades da atenção básica, configurando a rede de atenção, por meio dos
processos de integração e articulação dos serviços de atenção básica com os demais
níveis do sistema, com base no processo da programação pactuada e integrada da
atenção à saúde;

Pactuar e fazer o acompanhamento da referência da atenção que ocorre fora do seu


território, em cooperação com os estados envolvidos no âmbito regional, conforme a
programação pactuada e integrada da atenção à saúde;

Promover a estruturação da assistência farmacêutica e garantir, em conjunto com a


união, o acesso da população aos medicamentos cuja dispensação esteja sob sua
responsabilidade, fomentando seu uso racional e observando as normas vigentes e
pactuações estabelecidas;

Garantir o acesso de serviços de referência de acordo com a programação pactuada


e integrada da atenção à saúde;

Elaborar, pactuar e implantar a política de promoção da saúde, considerando as


diretrizes estabelecidas no âmbito nacional;

Assumir a gestão e execução das ações de vigilância em saúde realizadas no âmbito


do seu território, compreendendo as ações de vigilância epidemiológica, sanitária e
ambiental, de acordo com as normas vigentes e pactuações estabelecidas;

Executar e coordenar as ações de vigilância em saúde, compreendendo as ações de


média e alta complexidade desta área, de acordo com as normas vigentes e pactuações
estabelecidas;

Coordenar, normatizar e gerir os laboratórios de saúde pública;

Assumir a gestão e a gerência de unidades públicas de hemonúcleos / hemocentros e


elaborar normas complementares para a organização e funcionamento desta rede de
serviço.

– UNIÃO

Responder, solidariamente com os municípios, o Distrito Federal e os estados, pela


integralidade da atenção à saúde da população;

Participar do financiamento tripartite do Sistema Único de Saúde;

Formular e implementar políticas para áreas prioritárias, conforme definido nas


diferentes instâncias de pactuação;

Coordenar e acompanhar, no âmbito nacional, a pactuação e avaliação do Pacto de


Gestão e Pacto pela Vida e seu Termo de Compromisso;

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Apoiar o Distrito Federal, os estados e conjuntamente com estes, os municípios, para


que assumam integralmente as suas responsabilidades de gestores da atenção à saúde;

Apoiar financeiramente o Distrito Federal e os municípios, em conjunto com os


estados, para que garantam a estrutura física necessária para a realização das ações de
atenção básica;

Prestar cooperação técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos


municípios para o aperfeiçoamento das suas atuações institucionais na gestão da atenção
básica;

Exercer de forma pactuada as funções de normatização e de coordenação no que se


refere à gestão nacional da atenção básica no SUS;

Identificar, em articulação com os estados, Distrito Federal e municípios, as


necessidades da população para o âmbito nacional, fazendo um reconhecimento das
iniqüidades, oportunidades e recursos; e cooperar técnica e financeiramente com os
gestores, para que façam o mesmo nos seus territórios;

Desenvolver, a partir da identificação de necessidades, um processo de


planejamento, regulação, programação pactuada e integrada da atenção à saúde,
monitoramento e avaliação;

Promover a estruturação da assistência farmacêutica e garantir, em conjunto com as


demais esferas de governo, o acesso da população aos medicamentos que estejam sob
sua responsabilidade, fomentando seu uso racional, observadas as normas vigentes e
pactuações estabelecidas;

Definir e pactuar as diretrizes para a organização das ações e serviços de média e


alta complexidade, a partir da atenção básica;

Coordenar e executar as ações de vigilância em saúde, compreendendo as ações de


média e alta complexidade desta área, de acordo com as normas vigentes e pactuações
estabelecidas;

Coordenar, nacionalmente, as ações de prevenção e controle da vigilância em saúde


que exijam ação articulada e simultânea entre os estados, Distrito Federal e municípios;

Proceder investigação complementar ou conjunta com os demais gestores do SUS


em situação de risco sanitário;

Apoiar e coordenar os laboratórios de saúde pública – Rede Nacional de laboratórios


de saúde Pública/RNLSP - nos aspectos relativos à vigilância em saúde;
Assumir transitoriamente, quando necessário, a execução das ações de vigilância em
saúde nos estados, Distrito Federal e municípios, comprometendo-se em cooperar para
que assumam, no menor prazo possível, suas responsabilidades;

Apoiar técnica e financeiramente os estados, o Distrito Federal e os municípios para


que executem com qualidade as ações de vigilância em saúde, compreendendo as ações

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de vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental, de acordo com as normas vigentes e


pactuações estabelecidas;

Elaborar, pactuar e implementar a política de promoção da saúde.

RESPONSABILIDADES NA REGIONALIZAÇÃO

– MUNICÍPIOS

Todo município deve:

contribuir para a constituição e fortalecimento do processo de regionalização solidária


e cooperativa, assumindo os compromissos pactuados;

participar da constituição da regionalização, disponibilizando de forma cooperativa os


recursos humanos, tecnológicos e financeiros, conforme pactuação estabelecida;

participar dos colegiados de gestão regionais, cumprindo suas obrigações técnicas e


financeiras. Nas CIB regionais constituídas por representação, quando não for possível a
imediata incorporação de todos os gestores de saúde dos municípios da região de saúde,
deve-se pactuar um cronograma de adequação, no menor prazo possível, para a inclusão
de todos os municípios nos respectivos colegiados de gestão regionais.

participar dos projetos prioritários das regiões de saúde, conforme definido no plano
municipal de saúde, no plano diretor de regionalização, no planejamento regional e no
plano regional de investimento;

A responsabilidade a seguir será atribuída de acordo com o pactuado e/ou com a


complexidade da rede de serviços localizada no território municipal.

Executar as ações de referência regional sob sua responsabilidade em conformidade


com a programação pactuada e integrada da atenção à saúde acordada nos colegiados de
gestão regionais.

– ESTADOS

Contribuir para a constituição e fortalecimento do processo de regionalização solidária


e cooperativa, assumindo os compromissos pactuados;

Coordenar a regionalização em seu território, propondo e pactuando diretrizes e


normas gerais sobre a regionalização, observando as normas vigentes e pactuações na
CIB;

Coordenar o processo de organização, reconhecimento e atualização das regiões de


saúde, conformando o plano diretor de regionalização;

Participar da constituição da regionalização, disponibilizando de forma cooperativa os


recursos humanos, tecnológicos e financeiros, conforme pactuação estabelecida;

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119

Apoiar técnica e financeiramente as regiões de saúde, promovendo a eqüidade inter-


regional;

Participar dos colegiados de gestão regional, cumprindo suas obrigações técnicas e


financeiras;

Participar dos projetos prioritários das regiões de saúde, conforme definido no plano
estadual de saúde, no plano diretor de regionalização, no planejamento regional e no plano
regional de investimento.

– DISTRITO FEDERAL

Contribuir para a constituição e fortalecimento do processo de regionalização solidária


e cooperativa, assumindo os compromissos pactuados;

Coordenar o processo de organização, reconhecimento e atualização das regiões de


saúde, conformando o plano diretor de regionalização;

Apoiar técnica e financeiramente as regiões de saúde, promovendo a eqüidade inter-


regional;

Participar dos colegiados de gestão regional, cumprindo suas obrigações técnicas e


financeiras, conforme pactuação estabelecida;

Participar dos projetos prioritários das regiões de saúde, conforme definido no plano
estadual de saúde, no plano diretor de regionalização, no planejamento regional e no plano
regional de investimento;

Propor e pactuar diretrizes e normas gerais sobre a regionalização, observando as


normas vigentes, participando da sua constituição, disponibilizando de forma cooperativa
os recursos humanos, tecnológicos e financeiros, conforme pactuação estabelecida.

– UNIÃO

Contribuir para a constituição e fortalecimento do processo de regionalização solidária


e cooperativa, assumindo os compromissos pactuados;

Coordenar o processo de regionalização no âmbito nacional, propondo e pactuando


diretrizes e normas gerais sobre a regionalização, observando as normas vigentes e
pactuações na CIT;

Cooperar técnica e financeiramente com as regiões de saúde, por meio dos estados
e/ou municípios, priorizando as regiões mais vulneráveis, promovendo a eqüidade inter-
regional e interestadual;

Apoiar e participar da constituição da regionalização, disponibilizando de forma


cooperativa os recursos humanos, tecnológicos e financeiros, conforme pactuação
estabelecida;

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120

Fomentar a constituição das regiões de saúde fronteiriças, participando do


funcionamento de seus colegiados de gestão regionais.

– RESPONSABILIDADES NO PLANEJAMENTO E PROGRAMAÇÃO

– MUNICÍPIOS

Todo município deve:

formular, gerenciar, implementar e avaliar o processo permanente de planejamento


participativo e integrado, de base local e ascendente, orientado por problemas e
necessidades em saúde, com a constituição de ações para a promoção, a proteção, a
recuperação e a reabilitação em saúde, construindo nesse processo o plano de saúde e
submetendo-o à aprovação do Conselho de Saúde correspondente;

formular, no plano municipal de saúde, a política municipal de atenção em saúde,


incluindo ações intersetoriais voltadas para a promoção da saúde;

elaborar relatório de gestão anual, a ser apresentado e submetido à aprovação do


Conselho de Saúde correspondente;

operar os sistemas de informação referentes à atenção básica, conforme normas do


Ministério da Saúde, e alimentar regularmente os bancos de dados nacionais, assumindo a
responsabilidade pela gestão, no nível local, dos sistemas de informação: Sistema de
Informação sobre Agravos de Notificação – SINAN, Sistema de Informação do Programa
Nacional de Imunizações - SI-PNI, Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos –
SINASC, Sistema de Informação Ambulatorial - SIA e Cadastro Nacional de
Estabelecimentos e Profissionais de Saúde – CNES; e quando couber, os sistemas:
Sistema de Informação Hospitalar – SIH e Sistema de Informação sobre Mortalidade – SIM,
bem como de outros sistemas que venham a ser introduzidos;

assumir a responsabilidade pela coordenação e execução das atividades de


informação, educação e comunicação, no âmbito local;

elaborar a programação da atenção à saúde, incluída a assistência e vigilância em


saúde, em conformidade com o plano municipal de saúde, no âmbito da Programação
Pactuada e Integrada da Atenção à Saúde;

A responsabilidade a seguir será atribuída de acordo com o pactuado e/ou com a


complexidade da rede de serviços localizada no território municipal

Gerir os sistemas de informação epidemiológica e sanitária, bem como assegurar a


divulgação de informações e análises.

– ESTADOS

Formular, gerenciar, implementar e avaliar o processo permanente de planejamento


participativo e integrado, de base local e ascendente, orientado por problemas e

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121

necessidades em saúde, com a constituição de ações para a promoção, a proteção, a


recuperação e a reabilitação em saúde, construindo nesse processo o plano estadual de
saúde, submetendo-o à aprovação do Conselho Estadual de Saúde;

Formular, no plano estadual de saúde, e pactuar no âmbito da Comissão


Intergestores Bipartite - CIB, a política estadual de atenção em saúde, incluindo ações
intersetoriais voltadas para a promoção da saúde;

Elaborar relatório de gestão anual, a ser apresentado e submetido à aprovação do


Conselho Estadual de Saúde;

Coordenar, acompanhar e apoiar os municípios na elaboração da programação


pactuada e integrada da atenção à saúde, no âmbito estadual, regional e interestadual;

Apoiar, acompanhar, consolidar e operar quando couber, no âmbito estadual e


regional, a alimentação dos sistemas de informação, conforme normas do Ministério da
Saúde;

Operar os sistemas de informação epidemiológica e sanitária de sua competência,


bem como assegurar a divulgação de informações e análises e apoiar os municípios
naqueles de responsabilidade municipal.

– DISTRITO FEDERAL

Formular, gerenciar, implementar e avaliar o processo permanente de planejamento


participativo e integrado, de base local e ascendente, orientado por problemas e
necessidades em saúde, com a constituição de ações para a promoção, a proteção, a
recuperação e a reabilitação em saúde, construindo nesse processo o plano estadual de
saúde, submetendo-o à aprovação do Conselho de Saúde do Distrito Federal;

Formular, no plano estadual de saúde, a política estadual de atenção em saúde,


incluindo ações intersetoriais voltadas para a promoção da saúde;

Elaborar relatório de gestão anual, a ser apresentado e submetido à aprovação do


Conselho Estadual de Saúde;

Operar os sistemas de informação epidemiológica e sanitária de sua competência,


bem como assegurar a divulgação de informações e análises;

Operar os sistemas de informação referentes à atenção básica, conforme normas do


Ministério da Saúde, e alimentar regularmente os bancos de dados nacionais, assumindo a
responsabilidade pela gestão, no nível local, dos sistemas de informação: Sistema de
Informação sobre Agravos de Notificação – SINAN, Sistema de Informação do Programa
Nacional de Imunizações - SI-PNI, Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos –
SINASC, Sistema de Informação Ambulatorial - SIA e Cadastro Nacional de
Estabelecimentos e Profissionais de Saúde – CNES; Sistema de Informação Hospitalar –
SIH e Sistema de Informação sobre Mortalidade – SIM, bem como de outros sistemas que
venham a ser introduzidos;

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122

Assumir a responsabilidade pela coordenação e execução das atividades de


informação, educação e comunicação, no âmbito do seu território;

Elaborar a programação da atenção à saúde, incluída a assistência e vigilância em


saúde, em conformidade com o plano estadual l de saúde, no âmbito da Programação
Pactuada e Integrada da Atenção à Saúde.

– UNIÃO

Formular, gerenciar, implementar e avaliar o processo permanente de planejamento


participativo e integrado, de base local e ascendente, orientado por problemas e
necessidades em saúde, com a constituição de ações para a promoção, a proteção, a
recuperação e a reabilitação em saúde, construindo nesse processo o plano nacional de
saúde, submetendo-o à aprovação do Conselho Nacional de Saúde;

Formular, no plano nacional de saúde, e pactuar no âmbito da Comissão


Intergestores Tripartite – CIT, a política nacional de atenção em saúde, incluindo ações
intersetoriais voltadas para a promoção da saúde;

Elaborar relatório de gestão anual, a ser apresentado e submetido à aprovação do


Conselho Nacional de Saúde;

Formular, pactuar no âmbito a CIT e aprovar no Conselho Nacional de Saúde, a


política nacional de atenção à saúde dos povos indígenas e executá-la, conforme
pactuação com Estados e Municípios, por meio da Fundação Nacional de Saúde –
FUNASA;

Coordenar, acompanhar e apoiar os municípios, os estados e Distrito Federal na


elaboração da programação pactuada e integrada da atenção em saúde, no âmbito
nacional;

Gerenciar, manter, e elaborar quando necessário, no âmbito nacional, os sistemas de


informação, conforme normas vigentes e pactuações estabelecidas, incluindo aqueles
sistemas que garantam a solicitação e autorização de procedimentos, o processamento da
produção e preparação para a realização de pagamentos;

Desenvolver e gerenciar sistemas de informação epidemiológica e sanitária, bem


como assegurar a divulgação de informações e análises.

RESPONSABILIDADES NA REGULAÇÃO, CONTROLE, AVALIAÇÃO E


AUDITORIA

4.1- MUNICÍPIOS

Todo município deve:

monitorar e fiscalizar a aplicação dos recursos financeiros provenientes de


transferência regular e automática (fundo a fundo) e por convênios;

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123

realizar a identificação dos usuários do SUS, com vistas à vinculação de clientela e à


sistematização da oferta dos serviços;

monitorar e avaliar as ações de vigilância em saúde, realizadas em seu território, por


intermédio de indicadores de desempenho, envolvendo aspectos epidemiológicos e
operacionais;

manter atualizado o Sistema Nacional de Cadastro de Estabelecimentos e


Profissionais de Saúde no seu território, segundo normas do Ministério da Saúde;

adotar protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, em consonância com os


protocolos e diretrizes nacionais e estaduais;

adotar protocolos de regulação de acesso, em consonância com os protocolos e


diretrizes nacionais, estaduais e regionais;

controlar a referência a ser realizada em outros municípios, de acordo com a


programação pactuada e integrada da atenção à saúde, procedendo à solicitação e/ou
autorização prévia, quando couber;

As responsabilidades a seguir serão atribuídas de acordo com o pactuado e/ou com a


complexidade da rede de serviços localizada no território municipal

Definir a programação físico-financeira por estabelecimento de saúde; observar as


normas vigentes de solicitação e autorização dos procedimentos hospitalares e
ambulatoriais; processar a produção dos estabelecimentos de saúde próprios e contratados
e realizar o pagamento dos prestadores de serviços;

Operar o complexo regulador dos serviços presentes no seu território, de acordo com
a pactuação estabelecida, realizando a co-gestão com o Estado e outros Municípios, das
referências intermunicipais.

Executar o controle do acesso do seu munícipe aos leitos disponíveis, às consultas,


terapias e exames especializados, disponíveis no seu território, que pode ser feito por meio
de centrais de regulação;

Planejar e executar a regulação médica da atenção pré-hospitalar às urgências,


conforme normas vigentes e pactuações estabelecidas;

Elaborar contratos com os prestadores de acordo com a política nacional de


contratação de serviços de saúde e em conformidade com o planejamento e a
programação pactuada e integrada da atenção à saúde;

Monitorar e fiscalizar os contratos e convênios com prestadores contratados e


conveniados, bem como das unidades públicas;

Monitorar e fiscalizar a execução dos procedimentos realizados em cada


estabelecimento por meio das ações de controle e avaliação hospitalar e ambulatorial;

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124

Monitorar e fiscalizar e o cumprimento dos critérios nacionais, estaduais e municipais


de credenciamento de serviços;

Implementar a avaliação das ações de saúde nos estabelecimentos de saúde, por


meio de análise de dados e indicadores e verificação de padrões de conformidade;

Implementar a auditoria sobre toda a produção de serviços de saúde, públicos e


privados, sob sua gestão, tomando como referência as ações previstas no plano municipal
de saúde e em articulação com as ações de controle, avaliação e regulação assistencial;

Realizar auditoria assistencial da produção de serviços de saúde, públicos e privados,


sob sua gestão;

Elaborar normas técnicas, complementares às das esferas estadual e federal, para o


seu território.

– ESTADOS

Elaborar as normas técnicas complementares à da esfera federal, para o seu


território;

Monitorar a aplicação dos recursos financeiros recebidos por meio de transferência


regular e automática (fundo a fundo) e por convênios;

Monitorar e fiscalizar a aplicação dos recursos financeiros transferidos aos fundos


municipais;

Monitorar o cumprimento pelos municípios: dos planos de saúde, dos relatórios de


gestão, da operação dos fundos de saúde, indicadores e metas do pacto de gestão, da
constituição dos serviços de regulação, controle avaliação e auditoria e da participação na
programação pactuada e integrada da atenção à saúde;

Apoiar a identificação dos usuários do SUS no âmbito estadual, com vistas à


vinculação de clientela e à sistematização da oferta dos serviços;

Manter atualizado o cadastramento no Sistema Nacional de Cadastro de


Estabelecimentos e Profissionais de Saúde, bem como coordenar e cooperar com os
municípios nesta atividade;

Elaborar e pactuar protocolos clínicos e de regulação de acesso, no âmbito estadual,


em consonância com os protocolos e diretrizes nacionais, apoiando os Municípios na
implementação dos mesmos;

Controlar a referência a ser realizada em outros estados, de acordo com a


programação pactuada e integrada da atenção à saúde, procedendo a solicitação e/ou
autorização prévia, quando couber;

Operar a central de regulação estadual, para as referências interestaduais pactuadas,


em articulação com as centrais de regulação municipais;

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125

Coordenar e apoiar a implementação da regulação da atenção pré-hospitalar às


urgências de acordo com a regionalização e conforme normas vigentes e pactuações
estabelecidas;

Estimular e apoiar a implantação dos complexos reguladores municipais;

Participar da co-gestão dos complexos reguladores municipais, no que se refere às


referências intermunicipais;

Operar os complexos reguladores no que se refere no que se refere à referencia


intermunicipal, conforme pactuação;

Monitorar a implementação e operacionalização das centrais de regulação;

Cooperar tecnicamente com os municípios para a qualificação das atividades de


cadastramento, contratação, controle, avaliação, auditoria e pagamento aos prestadores
dos serviços localizados no território municipal e vinculados ao SUS;

Monitorar e fiscalizar contratos e convênios com prestadores contratados e


conveniados, bem como das unidades públicas;

Elaborar contratos com os prestadores de acordo com a política nacional de


contratação de serviços de saúde, em conformidade com o planejamento e a programação
da atenção;

Credenciar os serviços de acordo com as normas vigentes e com a regionalização e


coordenar este processo em relação aos municípios;

Fiscalizar e monitorar o cumprimento dos critérios estaduais e nacionais de


credenciamento de serviços pelos prestadores;

Monitorar o cumprimento, pelos municípios, das programações físico-financeira


definidas na programação pactuada e integrada da atenção à saúde;

Fiscalizar e monitorar o cumprimento, pelos municípios, das normas de solicitação e


autorização das internações e dos procedimentos ambulatoriais especializados;

Estabelecer e monitorar a programação físico-financeira dos estabelecimentos de


saúde sob sua gestão; observar as normas vigentes de solicitação e autorização dos
procedimentos hospitalares e ambulatoriais, monitorando e fiscalizando a sua execução por
meio de ações de controle, avaliação e auditoria; processar a produção dos
estabelecimentos de saúde próprios e contratados e realizar o pagamento dos prestadores
de serviços;

Monitorar e avaliar o funcionamento dos Consórcios Intermunicipais de Saúde;

Monitorar e avaliar o desempenho das redes regionais hierarquizadas estaduais;

Implementar avaliação das ações de saúde nos estabelecimentos, por meio de


análise de dados e indicadores e verificação de padrões de conformidade;

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126

Monitorar e avaliar as ações de vigilância em saúde, realizadas pelos municípios e


pelo gestor estadual;

Supervisionar a rede de laboratórios públicos e privados que realizam análises de


interesse da saúde pública;

Elaborar normas complementares para a avaliação tecnológica em saúde;

Avaliar e auditar os sistemas de saúde municipais de saúde;

Implementar auditoria sobre toda a produção de serviços de saúde, pública e privada,


sob sua gestão e em articulação com as ações de controle, avaliação e regulação
assistencial;

Realizar auditoria assistencial da produção de serviços de saúde, públicos e privados,


sob sua gestão.

– DISTRITO FEDERAL

Elaborar as normas técnicas complementares à da esfera federal, para o seu


território;

Monitorar a aplicação dos recursos financeiros recebidos por meio de transferência


regular e automática (fundo a fundo) e por convênios;

Realizar a identificação dos usuários do SUS no âmbito do Distrito Federal, com


vistas à vinculação de clientela e à sistematização da oferta dos serviços;

Manter atualizado o cadastramento no Sistema Nacional de Cadastro de


Estabelecimentos e Profissionais de Saúde no seu território, segundo normas do Ministério
da Saúde;

Monitorar e avaliar as ações de vigilância em saúde, realizadas em seu território, por


intermédio de indicadores de desempenho, envolvendo aspectos epidemiológicos e
operacionais;

Elaborar e implantar protocolos clínicos, terapêuticos e de regulação de acesso, no


âmbito do Distrito Federal, em consonância com os protocolos e diretrizes nacionais;

Controlar a referência a ser realizada em outros estados, de acordo com a


programação pactuada e integrada da atenção à saúde, procedendo a solicitação e/ou
autorização prévia;

Operar a central de regulação do Distrito Federal, para as referências interestaduais


pactuadas, em articulação com as centrais de regulação estaduais e municipais;

Implantar e operar o complexo regulador dos serviços presentes no seu território, de


acordo com a pactuação estabelecida;

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127

Coordenar e apoiar a implementação da regulação da atenção pré-hospitalar às


urgências de acordo com a regionalização e conforme normas vigentes e pactuações
estabelecidas;

Executar o controle do acesso do seu usuário aos leitos disponíveis, às consultas,


terapias e exames especializados, disponíveis no seu território, que pode ser feito por meio
de centrais de regulação;

Definir a programação físico-financeira por estabelecimento de saúde; observar as


normas vigentes de solicitação e autorização dos procedimentos hospitalares e
ambulatoriais; processar a produção dos estabelecimentos de saúde próprios e contratados
e realizar o pagamento dos prestadores de serviços;

Monitorar e fiscalizar contratos e convênios com prestadores contratados e


conveniados, bem como das unidades públicas;

Elaborar contratos com os prestadores de acordo com a política nacional de


contratação de serviços de saúde, em conformidade com o planejamento e a programação
da atenção;

Credenciar os serviços de acordo com as normas vigentes e com a regionalização;

Monitorar e avaliar o funcionamento dos Consórcios de Saúde;

Monitorar e avaliar o desempenho das redes regionais hierarquizadas;

Implementar avaliação das ações de saúde nos estabelecimentos, por meio de


análise de dados e indicadores e verificação de padrões de conformidade;

Monitorar e fiscalizar a execução dos procedimentos realizados em cada


estabelecimento por meio das ações de controle e avaliação hospitalar e ambulatorial;

Supervisionar a rede de laboratórios públicos e privados que realizam análises de


interesse da saúde pública;

Elaborar normas complementares para a avaliação tecnológica em saúde;

Implementar auditoria sobre toda a produção de serviços de saúde, pública e privada,


em articulação com as ações de controle, avaliação e regulação assistencial.

– UNIÃO

Cooperar tecnicamente com os estados, o Distrito Federal e os municípios para a


qualificação das atividades de cadastramento, contratação, regulação, controle, avaliação,
auditoria e pagamento aos prestadores dos serviços vinculados ao SUS;

Monitorar e fiscalizar a aplicação dos recursos financeiros transferidos fundo a fundo


e por convênio aos fundos de saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;

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128

Monitorar o cumprimento pelos estados, Distrito Federal e municípios dos planos de


saúde, dos relatórios de gestão, da operação dos fundos de saúde, dos pactos de
indicadores e metas, da constituição dos serviços de regulação, controle avaliação e
auditoria e da realização da programação pactuada e integrada da atenção à saúde;

Coordenar, no âmbito nacional, a estratégia de identificação dos usuários do SUS;

Coordenar e cooperar com os estados, o Distrito Federal e os municípios no processo


de cadastramento de Estabelecimentos e Profissionais de Saúde;

Definir e pactuar a política nacional de contratação de serviços de saúde;

Propor e pactuar os critérios de credenciamento dos serviços de saúde;

Propor e pactuar as normas de solicitação e autorização das internações e dos


procedimentos ambulatoriais especializados, de acordo com as Políticas de Atenção
Especializada;

Elaborar, pactuar e manter as tabelas de procedimentos enquanto padrão nacional de


utilização dos mesmos e de seus preços;

Estruturar a política nacional de regulação da atenção à saúde, conforme pactuação


na CIT, contemplando apoio financeiro, tecnológico e de educação permanente;

Estimular e apoiar a implantação dos complexos reguladores;

Cooperar na implantação e implementação dos complexos reguladores;

Coordenar e monitorar a implementação e operacionalização das centrais de


regulação interestaduais, garantindo o acesso às referências pactuadas;

Coordenar a construção de protocolos clínicos e de regulação de acesso nacionais,


em parceria com os estados, o Distrito Federal e os municípios, apoiando–os na utilização
dos mesmos;

Acompanhar, monitorar e avaliar a atenção básica, nas demais esferas de gestão,


respeitadas as competências estaduais, municipais e do Distrito Federal;

Monitorar e avaliar as ações de vigilância em saúde, realizadas pelos municípios,


Distrito Federal, estados e pelo gestor federal, incluindo a permanente avaliação dos
sistemas de vigilância epidemiológica e ambiental em saúde;

Normatizar, definir fluxos técnico-operacionais e supervisionar a rede de laboratórios


públicos e privados que realizam análises de interesse em saúde pública;

Avaliar o desempenho das redes regionais e de referências interestaduais;

Responsabilizar-se pela avaliação tecnológica em saúde;

Avaliar e auditar os sistemas de saúde estaduais e municipais.

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5 – RESPONSABILIDADES NA GESTÃO DO TRABALHO

5.1 – MUNICÍPIOS

Todo município deve:

promover e desenvolver políticas de gestão do trabalho, considerando os princípios


da humanização, da participação e da democratização das relações de trabalho;

adotar vínculos de trabalho que garantam os direitos sociais e previdenciários dos


trabalhadores de saúde na sua esfera de gestão e de serviços, promovendo ações de
adequação de vínculos, onde for necessário, conforme legislação vigente;

As responsabilidades a seguir serão atribuídas de acordo com o pactuado e/ou com a


complexidade da rede de serviços localizada no território municipal;

Estabelecer, sempre que possível, espaços de negociação permanente entre


trabalhadores e gestores;

Desenvolver estudos e propor estratégias e financiamento tripartite com vistas à


adoção de política referente aos recursos humanos descentralizados;

Considerar as diretrizes nacionais para Planos de Carreiras, Cargos e Salários para o


SUS – PCCS/SUS, quando da elaboração, implementação e/ou reformulação de Planos de
Cargos e Salários no âmbito da gestão local;

Implementar e pactuar diretrizes para políticas de educação e gestão do trabalho que


favoreçam o provimento e a fixação de trabalhadores de saúde, no âmbito municipal,
notadamente em regiões onde a restrição de oferta afeta diretamente a implantação de
ações estratégicas para a atenção básica.

5.2 – ESTADOS

Promover e desenvolver políticas de gestão do trabalho, considerando os princípios


da humanização, da participação e da democratização das relações de trabalho;

Desenvolver estudos e propor estratégias e financiamento tripartite com vistas à


adoção de política referente aos recursos humanos descentralizados;

Promover espaços de negociação permanente entre trabalhadores e gestores, no


âmbito estadual e regional;

Adotar vínculos de trabalho que garantam os direitos sociais e previdenciários dos


trabalhadores de saúde na sua esfera de gestão e de serviços, promovendo ações de
adequação de vínculos, onde for necessário, conforme legislação vigente e apoiando
técnica e financeiramente os municípios na mesma direção;

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Considerar as diretrizes nacionais para Planos de Carreiras, Cargos e Salários para o


SUS – PCCS/SUS, quando da elaboração, implementação e/ou reformulação de Planos de
Cargos e Salários no âmbito da gestão estadual;

Propor e pactuar diretrizes para políticas de educação e gestão do trabalho que


favoreçam o provimento e a fixação de trabalhadores de saúde, no âmbito estadual,
notadamente em regiões onde a restrição de oferta afeta diretamente a implantação de
ações estratégicas para a atenção básica.

5.3 – DISTRITO FEDERAL

Desenvolver estudos quanto às estratégias e financiamento tripartite de política de


reposição da força de trabalho descentralizada;

Implementar espaços de negociação permanente entre trabalhadores e gestores, no


âmbito do Distrito Federal e regional;

Adotar vínculos de trabalho que garantam os direitos sociais e previdenciários dos


trabalhadores de saúde na sua esfera de gestão e de serviços, promovendo ações de
adequação de vínculos, onde for necessário, conforme legislação vigente;

Considerar as diretrizes nacionais para Planos de Carreiras, Cargos e Salários para o


SUS – PCCS/SUS, quando da elaboração, implementação e/ou reformulação de Planos de
Cargos e Salários no âmbito da gestão do Distrito Federal;

Propor e pactuar diretrizes para políticas de educação e de gestão do trabalho que


favoreçam o provimento e a fixação de trabalhadores de saúde, no âmbito do Distrito
Federal, notadamente em regiões onde a restrição de oferta afeta diretamente a
implantação de ações estratégicas para a atenção básica.

5.4 – UNIÃO

Promover, desenvolver e pactuar políticas de gestão do trabalho considerando os


princípios da humanização, da participação e da democratização das relações de trabalho,
apoiando os gestores estaduais e municipais na implementação das mesmas;

Desenvolver estudos e propor estratégias e financiamento tripartite com vistas à


adoção de políticas referentes à força de trabalho descentralizada;

Fortalecer a Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS como um espaço de


negociação entre trabalhadores e gestores e contribuir para o desenvolvimento de espaços
de negociação no âmbito estadual, regional e/ou municipal;

Adotar vínculos de trabalho que garantam os direitos sociais e previdenciários dos


trabalhadores de saúde na sua esfera de gestão e de serviços, promovendo ações de
adequação de vínculos, onde for necessário, conforme legislação vigente e apoiando
técnica e financeiramente os estados e municípios na mesma direção;

Formular, propor, pactuar e implementar as Diretrizes Nacionais para Planos de


Carreiras, Cargos e Salários no âmbito do Sistema Único de Saúde – PCCS/SUS;

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131

Propor e pactuar diretrizes para políticas de educação e de gestão do trabalho que


favoreçam o provimento e a fixação de trabalhadores de saúde, no âmbito nacional,
notadamente em regiões onde a restrição de oferta afeta diretamente a implantação de
ações estratégicas para a atenção básica.

RESPONSABILIDADES NA EDUCAÇÃO NA SAÚDE

6.1 – MUNICÍPIOS

Todo município deve:

formular e promover a gestão da educação permanente em saúde e processos


relativos à mesma, orientados pela integralidade da atenção à saúde, criando quando for o
caso, estruturas de coordenação e de execução da política de formação e
desenvolvimento, participando no seu financiamento;

promover diretamente ou em cooperação com o estado, com os municípios da sua


região e com a união, processos conjuntos de educação permanente em saúde;

apoiar e promover a aproximação dos movimentos de educação popular em saúde na


formação dos profissionais de saúde, em consonância com as necessidades sociais em
saúde;

incentivar junto à rede de ensino, no âmbito municipal, a realização de ações


educativas e de conhecimento do SUS;

As responsabilidades a seguir serão atribuídas de acordo com o pactuado e/ou com a


complexidade da rede de serviços localizada no território municipal;

Articular e cooperar com a construção e implementação de iniciativas políticas e


práticas para a mudança na graduação das profissões de saúde, de acordo com as
diretrizes do SUS;

Promover e articular junto às Escolas Técnicas de Saúde uma nova orientação para a
formação de profissionais técnicos para o SUS, diversificando os campos de
aprendizagem;

6.2 – ESTADOS

Formular, promover e apoiar a gestão da educação permanente em saúde e


processos relativos à mesma no âmbito estadual;

Promover a integração de todos os processos de capacitação e desenvolvimento de


recursos humanos à política de educação permanente, no âmbito da gestão estadual do
SUS;

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132

Apoiar e fortalecer a articulação com os municípios e entre os mesmos, para os


processos de educação e desenvolvimento de trabalhadores para o SUS;

Articular o processo de vinculação dos municípios às referências para o seu processo


de formação e desenvolvimento;

Articular e participar das políticas regulatórias e de indução de mudanças no campo


da graduação e da especialização das profissões de saúde;

Articular e pactuar com o Sistema Estadual de Educação, processos de formação de


acordo com as necessidades do SUS, cooperando com os demais gestores, para
processos na mesma direção;

Desenvolver ações e estruturas formais de educação técnica em saúde com


capacidade de execução descentralizada no âmbito estadual;

6.3 – DISTRITO FEDERAL

Formular e promover a gestão da educação permanente em saúde e processos


relativos à mesma, orientados pela integralidade da atenção à saúde, criando quando for o
caso, estruturas de coordenação e de execução da política de formação e
desenvolvimento, participando no seu financiamento;

Promover a integração de todos os processos de capacitação e desenvolvimento de


recursos humanos à política de educação permanente;

Articular e participar das políticas regulatórias e de indução de mudanças no campo


da graduação e da especialização das profissões de saúde;

Articular e cooperar com a construção e implementação de iniciativas políticas e


práticas para a mudança na graduação das profissões de saúde, de acordo com as
diretrizes do SUS;

Articular e pactuar com o Sistema Estadual de Educação, processos de formação de


acordo com as necessidades do SUS, cooperando com os demais gestores, para
processos na mesma direção;

Desenvolver ações e estruturas formais de educação técnica em saúde com


capacidade de execução descentralizada no âmbito do Distrito Federal;

Promover e articular junto às Escolas Técnicas de Saúde uma nova orientação para a
formação de profissionais técnicos para o SUS, diversificando os campos de
aprendizagem;

Apoiar e promover a aproximação dos movimentos de educação popular em saúde da


formação dos profissionais de saúde, em consonância com as necessidades sociais em
saúde;

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133

Incentivar, junto à rede de ensino, a realização de ações educativas e de


conhecimento do SUS;

6.4 – UNIÃO

Formular, promover e pactuar políticas de educação permanente em saúde, apoiando


técnica e financeiramente estados e municípios no desenvolvimento das mesmas;

Promover a integração de todos os processos de capacitação e desenvolvimento de


recursos humanos à política de educação permanente, no âmbito da gestão nacional do
SUS;

Propor e pactuar políticas regulatórias no campo da graduação e da especialização


das profissões de saúde;

Articular e propor políticas de indução de mudanças na graduação das profissões de


saúde;

Propor e pactuar com o sistema federal de educação, processos de formação de


acordo com as necessidades do SUS, articulando os demais gestores na mesma direção;

RESPONSABILIDADES NA PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL

7.1 – MUNICÍPIOS

Todo município deve:

apoiar o processo de mobilização social e institucional em defesa do SUS;

prover as condições materiais, técnicas e administrativas necessárias ao


funcionamento do Conselho Municipal de Saúde, que deverá ser organizado em
conformidade com a legislação vigente;

organizar e prover as condições necessárias à realização de Conferências Municipais


de Saúde;

estimular o processo de discussão e controle social no espaço regional;

apoiar o processo de formação dos conselheiros de saúde;

promover ações de informação e conhecimento acerca do SUS, junto à população em


geral;

Apoiar os processos de educação popular em saúde, com vistas ao fortalecimento da


participação social do SUS;

A responsabilidade a seguir será atribuída de acordo com o pactuado e/ou com a


complexidade da rede de serviços localizada no território municipal;

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134

Implementar ouvidoria municipal com vistas ao fortalecimento da gestão estratégica


do SUS, conforme diretrizes nacionais.

7.2 – ESTADOS

Apoiar o processo de mobilização social e institucional em defesa do SUS;

Prover as condições materiais, técnicas e administrativas necessárias ao


funcionamento do Conselho Estadual de Saúde, que deverá ser organizado em
conformidade com a legislação vigente;

Organizar e prover as condições necessárias à realização de Conferências Estaduais


de Saúde;

Estimular o processo de discussão e controle social no espaço regional;

Apoiar o processo de formação dos conselheiros de saúde;

Promover ações de informação e conhecimento acerca do SUS, junto à população em


geral;

Apoiar os processos de educação popular em saúde, com vistas ao fortalecimento da


participação social do SUS;

Implementar ouvidoria estadual, com vistas ao fortalecimento da gestão estratégica


do SUS, conforme diretrizes nacionais.

7.3 – DISTRITO FEDERAL

Apoiar o processo de mobilização social e institucional em defesa do SUS;

Prover as condições materiais, técnicas e administrativas necessárias ao


funcionamento do Conselho Estadual de Saúde, que deverá ser organizado em
conformidade com a legislação vigente;

Organizar e prover as condições necessárias à realização de Conferências Estaduais


de Saúde;

Estimular o processo de discussão e controle social no espaço regional;

Apoiar o processo de formação dos conselheiros de saúde;

Promover ações de informação e conhecimento acerca do SUS, junto à população em


geral;

Apoiar os processos de educação popular em saúde, com vistas ao fortalecimento da


participação social do SUS;

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135

Implementar ouvidoria estadual, com vistas ao fortalecimento da gestão estratégica


do SUS, conforme diretrizes nacionais

7.4 – UNIÃO

Apoiar o processo de mobilização social e institucional em defesa do SUS;

Prover as condições materiais, técnicas e administrativas necessárias ao


funcionamento do Conselho Nacional de Saúde, que deverá ser organizado em
conformidade com a legislação vigente;

Organizar e prover as condições necessárias à realização de Conferências Nacionais


de Saúde;

Apoiar o processo de formação dos conselheiros de saúde;

Promover ações de informação e conhecimento acerca do SUS, junto à população em


geral;

Apoiar os processos de educação popular em saúde, com vistas ao fortalecimento da


participação social do SUS;

Apoiar o fortalecimento dos movimentos sociais, aproximando-os da organização das


práticas da saúde e com as instâncias de controle social da saúde;

Formular e pactuar a política nacional de ouvidoria e implementar o componente


nacional, com vistas ao fortalecimento da gestão estratégica do SUS.

V - IMPLANTAÇÃO E MONITORAMENTO DOS PACTOS PELA VIDA E DE


GESTÃO

A - PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO

Para a implantação destes Pactos ficam acordados os seguintes pontos:

A implantação dos Pactos pela Vida e de Gestão, enseja uma revisão normativa em
várias áreas que serão regulamentadas em portarias específicas, pactuadas na CIT.

Fica definido o Termo de Compromisso de Gestão, Federal, Estadual, do DF e


Municipal, como o documento de formalização deste Pacto nas suas dimensões Pela Vida
e de Gestão.

O Termo de Compromisso de Gestão, a ser regulamentado em normatização


específica, contém as metas e objetivos do Pacto pela Vida, referidas no item I deste
documento; as responsabilidades e atribuições de cada gestor, constantes do item III e os
indicadores de monitoramento.

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136

Os Termos de Compromisso de Gestão devem ser aprovados nos respectivos


Conselhos de Saúde.

Nos Termos de Compromisso de Gestão Estadual e Municipal, podem ser


acrescentadas as metas municipais, regionais e estaduais, conforme pactuação;

Anualmente, no mês de março, devem ser revistas as metas, os objetivos e os


indicadores do Termo de Compromisso de Gestão.

O Termo de Compromisso de Gestão substitui o atual processo de habilitação,


conforme detalhamento em portaria específica.

Fica extinto o processo de habilitação para estados e municípios, conforme


estabelecido na NOB SUS 01/– 96 e na NOAS SUS 2002.

Ficam mantidas, até a assinatura do Termo de Compromisso de Gestão


constante nas Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde 2006, as mesmas
prerrogativas e responsabilidades dos municípios e estados que estão habilitados
em Gestão Plena do Sistema, conforme estabelecido na Norma Operacional Básica -
NOB SUS 01/96 e na Norma Operacional da Assistência à Saúde - NOAS SUS 2002.

B - PROCESSO DE MONITORAMENTO

O processo de monitoramento dos Pactos deve seguir as seguintes diretrizes:

Ser um processo permanente, de cada ente com relação ao seu próprio âmbito, dos
estados com relação aos municípios do seu território, dos municípios com relação ao
estado, dos municípios e estado com relação à União e da união com relação aos estados,
municípios e Distrito Federal;

Ser orientado pelos indicadores, objetivos, metas e responsabilidades que compõem


o respectivo Termo de Compromisso de Gestão;

Estabelecer um processo de monitoramento dos cronogramas pactuados nas


situações onde o município, estado e DF não tenham condições de assumir plenamente
suas responsabilidades no momento da assinatura do Termo de Compromisso de Gestão;

Desenvolver ações de apoio para a qualificação do processo de gestão.

A operacionalização do processo de monitoramento deve ser objeto de


regulamentação específica em cada esfera de governo, considerando as pactuações
realizadas.

VI - DIREÇÃO E ARTICULAÇÃO DO SUS

A direção do SUS, em cada esfera de governo, é composta pelo órgão setorial do


poder executivo e pelo respectivo Conselho de Saúde, nos termos das Leis Nº 8.080/90 e
Nº 8.142/1990.

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137

O processo de articulação entre os gestores, nos diferentes níveis do Sistema, ocorre,


preferencialmente, em dois colegiados de negociação: a Comissão Intergestores Tripartite -
CIT e a Comissão Intergestores Bipartite - CIB, que pactuarão sobre a organização, direção
e gestão da saúde.

A CIT é composta, paritariamente, por representação do Ministério da Saúde, do


Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS e do Conselho Nacional de
Secretários Municipais de Saúde – CONASEMS, sendo um espaço tripartite para a
elaboração de propostas para a implantação e operacionalização do SUS.

A CIB, composta igualmente de forma paritária, é integrada por representação da


Secretaria Estadual de Saúde (SES) e do Conselho Estadual de Secretários Municipais de
Saúde (COSEMS) ou órgão equivalente é a instância privilegiada de negociação e decisão
quanto aos aspectos operacionais do SUS. Um dos representantes dos municípios é,
necessariamente, o Secretário de Saúde da Capital. Como parte do processo de
constituição das regiões de saúde devem ser constituídos Colegiados de Gestão
Regionais.

A definição sobre o número de membros de cada CIB deve considerar as diferentes


situações de cada estado, como número de municípios, número de regiões de saúde,
buscando a maior representatividade possível.

As decisões da CIB e CIT serão tomadas sempre por consenso.

As conclusões das negociações pactuadas na CIT e na CIB serão formalizadas em


ato próprio do gestor respectivo.

As decisões das Comissões Intergestores que versarem sobre matéria da esfera de


competência dos Conselhos de Saúde deverão ser submetidas à apreciação do Conselho
respectivo.

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138

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011

Regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a


organização do Sistema Único de Saúde-SUS, o planejamento da saúde, a
assistência à saúde e a articulação interfederativa, e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso
IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 8.080, 19 de setembro de 1990,
DECRETA :

Antes de você começar a ler sobre o Decreto 7508 gostaria de dizer os principais pontos
do decreto que são mais cobrados pelas bancas de concursos e que, portanto, você deve
estudar mais.
É claro que você deve dar atenção e ler o Decreto integralmente, mas as partes mais
importantes do Decreto são referentes às “Regiões de Saúde”, “Contrato Organizativo
da Ação Pública da Saúde”, “Portas de Entrada”, “Planejamento da Saúde”,
“RENASES” e “RENAME”.

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Este Decreto regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor
sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a
assistência à saúde e a articulação interfederativa.

Foram 21 anos até que o Decreto 7508 pudesse regulamentar uma Lei tão importante
como a lei orgânica da saúde. Porém o atraso da regulamentação da lei 8080 trouxe, por
outro lado, uma maturidade, uma vez que com esses 21 anos todos passaram a conhecer
melhor o Sistema Único de Saúde e assim pode-se publicar um decreto que abrangesse os
principais pontos que fundamentavam a lei 8080.

Art. 2º Para efeito deste Decreto, considera-se:

I - Região de Saúde - espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de


Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e
de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade
de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde;

A publicação do Decreto 7508 trouxe várias mudanças positivas ao SUS, entre as mais
importantes está à criação das “Regiões de Saúde”. A lei 8080 já preconizava que o
SUS devia ser organizado de forma regionalizada e hierarquizada. Dessa forma, o
decreto 7508 cria as regiões, regionalizando a atenção à saúde e integrando os entes
federativos. Com a criação dessas regiões o Estado, que antes parecia ser apenas um
espectador/fiscalizador do sistema, passa a ser mais participativo no SUS ao passo que o
Decreto define melhor o papel desse ente federativo.

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139

II - Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde - acordo de colaboração firmado


entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de
saúde na rede regionalizada e hierarquizada, com definição de responsabilidades,
indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de desempenho, recursos financeiros
que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua execução e demais
elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de saúde;

O Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAPS) é uma das novidades


apresentadas pelo Decreto e vem para substituir o Termo de Compromisso de Gestão
(TCG) definido pelo Pacto pela Saúde 2006. O COAPS define as responsabilidades de
cada ente, quais as metas, como será avaliado e com quais recursos serão realizados os
serviços de saúde, tudo isso com uma maior segurança jurídica, coisa que o TCG não
fazia.
Esse contrato traz ainda uma maior transparência ao SUS ao passo que aproxima o
usuário/população do sistema. Está entre os objetivos dos contratos essa participação
direta do usuário, ouvindo as opiniões, integrando o usuário ao sistema e permitindo essa
fiscalização por parte da população, constituindo-se uma importante ferramenta do
controle social.

III - Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS;

Anteriormente ao decreto havia apenas a Atenção Básica como Porta de Entrada do


usuário no SUS, mas a partir do decreto outros serviços de atendimento passam a ser
considerados portas de entrada, como é o caso das Urgências e Emergências. Veremos
mais sobre as portas de entrada no art.9 º do presente decreto.

IV - Comissões Intergestores - instâncias de pactuação consensual entre os entes


federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS ;

Esse inciso retoma o conceito que vimos lá no art. 14-B da lei 8080. As comissões
intergestores foram criadas pela NOB 93.
CIB significa Comissão Intergestores Bipartite e é composta por gestores estaduais
(Secretários estaduais de saúde – Ses) e por gestores municipais (Conselho dos
secretários municipais de saúde – Cosems).
CIT significa Comissão Intergestores Tripartite e é composta pelo gestor nacional
(Ministério da Saúde - MS), por gestores estaduais (Conselho nacional de secretários
de saúde – Conass) e por gestores municipais (Conselho nacional de secretários
municipais de saúde – Conasems).
O objetivo dessas comissões é integrar e articular políticas e programas necessárias à
saúde pública. (Você pode ler mais a respeito no art. 14-B da lei 8080).

V - Mapa da Saúde - descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de


ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-se a
capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir dos
indicadores de saúde do sistema;

Com o Mapa da Saúde o SUS passa a ser regulado a partir das necessidades de saúde
da população e não somente pelo financiamento do sistema. Isso orienta o sistema
para se alcançar as metas de saúde cobradas pelo COAPS. É óbvio que um

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140

financiamento mais “fortalecido” e o papel de cada ente bem definido, fará com que sejam
alcançadas essas metas, porém elas devem ser pautadas com base nas necessidades de
saúde da população e é isso que o Mapa da Saúde procura modificar.

Lembrando que a questão do financiamento não é tratada aqui e sim pela regulamentação
da Emenda 29 pela Lei complementar 141 que ocorreu posterior a publicação desse
Decreto.
VI - Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em
níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da
assistência à saúde;

Ou seja, é o conjunto das ações que buscam garantir a promoção, proteção e


recuperação da saúde dos usuários (Integralidade) indo da menor a maior
complexidade.

VII - Serviços Especiais de Acesso Aberto - serviços de saúde específicos para o


atendimento da pessoa que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita de
atendimento especial; e

São serviços de saúde ofertados pelo sistema em casos específicos e que necessitam de
um atendimento diferenciado. Geralmente são aqueles casos que não tem uma incidência
muito grande e não ocorre com a população em geral.

VIII - Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica - documento que estabelece: critérios para o
diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os
medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; as posologias
recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação
dos resultados terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do SUS.

Exercício Resolvido

39. A Lei n° 8.080/90 foi regulamentada recentemente pelo Decreto nº 7.508, de 28 de junho de
2011.

Esse decreto dispõe, entre outras coisas, sobre a organização do Sistema Único de Saúde – SUS –, o
planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. Com base nisso,
responda à questãos abaixo:

“O conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a


finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde”, refere-se à(ao):

A) serviço especial de acesso aberto.

B) rede de atenção à saúde.

C) protocolo clínico e diretriz terapêutica.

D) mapa de saúde.

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141

E) porta de entrada.

Resolução: Conforme o art. 2º desse Decreto, em seu inciso VI:


Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de
complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde;
Portanto,
Gabarito: B

CAPÍTULO II

DA ORGANIZAÇÃO DO SUS

Art. 3º O SUS é constituído pela conjugação das ações e serviços de promoção,


proteção e recuperação da saúde executados pelos entes federativos, de forma direta ou
indireta, mediante a participação complementar da iniciativa privada, sendo organizado
de forma regionalizada e hierarquizada.

A partir de agora você irá perceber que muitos conceitos presentes no Decreto foram
vistos na Lei 8080 e na própria Constituição Federal de 88, como é o caso deste art. 3º.

Seção I

Das Regiões de Saúde

Art. 4º As Regiões de Saúde serão instituídas pelo Estado, em articulação com os


Municípios, respeitadas as diretrizes gerais pactuadas na Comissão Intergestores
Tripartite - CIT a que se refere o inciso I do art. 30.

O SUS como já sabemos é organizado de forma regionalizada e hierarquizada, porém


essa regionalização das ações e serviços não era de fato exercida por uma falta de
participação mais efetiva do Estado. Nesse artigo 4º podemos perceber a maior
participação que o decreto determina ao Estado, uma vez que não poderiam existir as
regiões de saúde, sem a participação do estado em integração/articulação com os
municípios.

§ 1º Poderão ser instituídas Regiões de Saúde interestaduais, compostas por


Municípios limítrofes, por ato conjunto dos respectivos Estados em articulação com os
Municípios.

Basicamente, portanto, as regiões de saúde são várias cidades ou ESTADOS


circunvizinhos que se unem para prestação dos serviços de saúde para determinada
população, de modo que cada um tem suas responsabilidades, como firmado através do
Contrato Organizativo, mas aquelas cidades ou estados que não são capazes de ofertar
tais serviços recorrem à ajuda de outras cidades ou estados que ofertam esse serviço de
saúde ao usuário.

§ 2º A instituição de Regiões de Saúde situadas em áreas de fronteira com outros países


deverá respeitar as normas que regem as relações internacionais.

Art. 5º Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e
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142

serviços de:

I - atenção primária;

II - urgência e emergência;

III - atenção psicossocial;

IV - atenção ambulatorial especializada e hospitalar; e

V - vigilância em saúde.

Parágrafo único. A instituição das Regiões de Saúde observará cronograma pactuado


nas Comissões Intergestores.

O art. 5º define, portanto, que a Região de Saúde deve ofertar todos os serviços
enumerados em seus incisos para ser considerada uma Região de Saúde, e deve
abranger toda a complexidade de ações, como podemos observar: Atenção Primária
(menor complexidade) até Atenção Ambulatorial Especializada e Hospitalar (Maior
complexidade).

Art. 6º As Regiões de Saúde serão referência para as transferências de recursos entre os


entes federativos.

Ou seja, as Regiões de Saúde serão prioridades para as transferências de recursos, uma


vez que ofertam muito mais serviços.

Art. 7º As Redes de Atenção à Saúde estarão compreendidas no âmbito de uma Região


de Saúde, ou de várias delas, em consonância com diretrizes pactuadas nas Comissões
Intergestores.

Parágrafo único. Os entes federativos definirão os seguintes elementos em relação às


Regiões de Saúde:

I - seus limites geográficos;

II - população usuária das ações e serviços;

III - rol de ações e serviços que serão ofertados; e

IV - respectivas responsabilidades, critérios de acessibilidade e escala para conformação


dos serviços.

Outro ganho do SUS com as regiões de saúde é que o sistema acaba conseguindo
cumprir melhor o princípio da integralidade de serviços e ações de saúde à população,
isso, como já falamos antes, se houver uma maior participação do Estado e a questão da
gestão compartilhada entre os entes. Cada um passa a ter um determinado papel na
região de saúde e assim pode-se cumprir a integralidade das ações de serviços (Ações
de promoção, proteção e recuperação).

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Exercício Resolvido

40. O Decreto n° 7.508, de 28 de junho de 2011, define região de saúde como o espaço
geográfico contínuo constituído por agrupamentos de municípios limítrofes, delimitado a
partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e
infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o
planejamento e a execução de ações e serviços de saúde. Em relação às regiões de
saúde é correto afirmar que:

A) para ser instituída a Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e serviços de
atenção primária e de urgência e emergência.

B) a instituição das Regiões de Saúde observará cronograma pactuado pelos Conselhos


de Saúde

C) as Regiões de Saúde serão referência para as transferências de recursos entre os entes


federativos

D) as Redes de Atenção à Saúde estarão compreendidas no âmbito de uma Região de


Saúde, ou de várias delas, em consonância com diretrizes pactuadas nas Conferências de
Saúde.

Resolução: O enunciado da questão reproduz o Inciso I do Art. 2o do Capítulo I do


Decreto, porém para resolvermos essa questão devemos recorrer ao Capítulo II que
explicita melhor o conceito de Regiões de Saúde. Analisando os Art. 5º, 6º e 7º
podemos chegar a alternativa correta da questão. No Art. 5º observamos que as ações e
serviços de saúde vão além da atenção primária e de urgência e emergência, logo a
alternativa A está errada. Na alternativa B e D pode-se notar que o termo “Conselhos de
Saúde” e “Conferências de Saúde” foram erroneamente empregados visto que, o
termo correto é “Comissões Intergestores” (Parágrafo único Art. 5º e Art. 7º). Portanto
a alternativa correta é a letra C, como podemos verificar no Art. 6º do decreto.
Gabarito: C

Seção II

Da Hierarquização

Art. 8º O acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde se inicia


pelas Portas de Entrada do SUS e se completa na rede regionalizada e hierarquizada, de
acordo com a complexidade do serviço.

Art. 9º São Portas de Entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à
Saúde os serviços:

I - de atenção primária;
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II - de atenção de urgência e emergência;

III - de atenção psicossocial; e

IV - especiais de acesso aberto.

Parágrafo Único - Mediante justificativa técnica e de acordo com o pactuado nas


Comissões Intergestores, os entes federativos poderão criar novas Portas de
Entrada às ações e serviços de saúde, considerando as características da Região
de Saúde.

Como disse acima, no art. 9º são definidas as portas de entrada do usuário ao SUS, ou
seja, quais os serviços que realizam o primeiro atendimento desse usuário. As bancas
gostam de cobrar esse assunto, analisando se o candidato conhece quais são as portas de
entrada estabelecidas pelo decreto. Muita atenção, portanto, a esses quatro incisos e ao
parágrafo único do art. 9º.

Exercício Resolvido

41. São considerados portas de entrada do SUS os seguintes serviços, EXCETO:

A) atenção primária.

B) atenção de urgência e emergência.

C) de apoio diagnóstico.

D) atenção psicossocial.

E) especiais de acesso aberto.

Resolução: O art. 9º desse decreto é o artigo que trata das Portas de Entrada do SUS e, analisando
esse artigo podemos perceber que o único serviço que NÃO é considerado porta de entrada ao
sistema é o contido na alternativa C (de apoio diagnóstico).

Gabarito: C

Art. 10. Os serviços de atenção hospitalar e os ambulatoriais especializados, entre outros


de maior complexidade e densidade tecnológica, serão referenciados pelas Portas de
Entrada de que trata o art. 9º

Ou seja, a partir das portas de entradas os usuários serão referenciados para os serviços
de maior complexidade.

Art. 11. O acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde será ordenado
pela atenção primária e deve ser fundado na avaliação da gravidade do risco individual e
coletivo e no critério cronológico, observadas as especificidades previstas para pessoas
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com proteção especial, conforme legislação vigente.

A partir do Decreto 7508 a Atenção Primária (Básica) passa a ordenar os demais serviços
do SUS. Esse foi um importante ganho para o SUS uma vez que, a maior ênfase aos
serviços de atenção básica traz um Modelo de ações em saúde mais Preventivo
economizando recursos, uma vez que muitos procedimentos podem ser resolvidos pela
atenção básica/primária.
O Decreto procura buscar então, uma atenção básica mais organizada e eficiente para que
possa oferecer esses serviços ao cidadão.

Parágrafo único. A população indígena contará com regramentos diferenciados de


acesso, compatíveis com suas especificidades e com a necessidade de assistência integral
à sua saúde, de acordo com disposições do Ministério da Saúde.

O parágrafo único retoma o disposto no Capítulo V da lei 8080 (Do Subsistema de


Atenção à Saúde Indígena) e deixa claro que o modelo a ser adotado para a atenção à
saúde indígena, deve ser pautado por uma abordagem diferenciada, como vimos na lei
8080 a partir do art. 19-A.

Art. 12. Ao usuário será assegurada a continuidade do cuidado em saúde, em todas as


suas modalidades, nos serviços, hospitais e em outras unidades integrantes da rede de
atenção da respectiva região.

Parágrafo único. As Comissões Intergestores pactuarão as regras de continuidade do


acesso às ações e aos serviços de saúde na respectiva área de atuação.

Significa que uma vez que o usuário começou a ser tratado no SUS ele tem assegurado o
direito da continuidade desses serviços em quaisquer modalidades, seja qual for a
complexidade. Em outras palavras fica assegurada para esse usuário a totalidade das
ações/a integralidade das ações.

Art. 13. Para assegurar ao usuário o acesso universal, igualitário e ordenado às ações e
serviços de saúde do SUS, caberá aos entes federativos, além de outras atribuições que
venham a ser pactuadas pelas Comissões Intergestores:

O art. 13 se refere às atribuições dos entes federativos, além das pactuadas pelas
Comissões Intergestores e que asseguram os direitos dos usuários quanto a sua saúde.

I - garantir a transparência, a integralidade e a equidade no acesso às ações e aos serviços


de saúde;

Este é uma das atribuições dos entes federativos, que diz respeito à garantia da
transparência das ações e serviços de saúde ofertados, além da integralidade (ações de
promoção, proteção e recuperação) e da equidade que são as ações de saúde baseadas
nas necessidades da população, com o objetivo de diminuir as desigualdades do sistema.

“Se o SUS oferecesse exatamente o mesmo atendimento para todas as pessoas, da


mesma maneira, em todos os lugares, estaria provavelmente oferecendo coisas
desnecessárias para alguns, deixando de atender às necessidades de outros, mantendo as
desigualdades” (Ministério da Saúde, 2000).

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Por isso a Equidade baseia-se nas necessidades de cada um.

II - orientar e ordenar os fluxos das ações e dos serviços de saúde;

Diz respeito ao planejamento correto das ações e dos serviços ofertados pelo SUS aos
usuários.

III - monitorar o acesso às ações e aos serviços de saúde; e

O inciso III é a atribuição do poder de polícia, de fiscalização por parte de cada ente
federativo para averiguar se realmente as ações estão sendo ofertadas corretamente.

IV - ofertar regionalmente as ações e os serviços de saúde.

A ideia da regionalização é facilitar e garantir o acesso a todos os usuários. Por isso o


inciso IV determina aos entes federativos que haja oferta regional das ações e serviços.

Art. 14. O Ministério da Saúde disporá sobre critérios, diretrizes, procedimentos e demais
medidas que auxiliem os entes federativos no cumprimento das atribuições previstas no
art. 13.

CAPÍTULO III

DO PLANEJAMENTO DA SAÚDE

Art. 15. O processo de planejamento da saúde será ascendente e integrado, do nível


local até o federal, ouvidos os respectivos Conselhos de Saúde, compatibilizando-se as
necessidades das políticas de saúde com a disponibilidade de recursos financeiros.

§ 1º O planejamento da saúde é obrigatório para os entes públicos e será indutor de


políticas para a iniciativa privada.

§ 2º A compatibilização de que trata o caput será efetuada no âmbito dos planos de


saúde, os quais serão resultado do planejamento integrado dos entes federativos, e
deverão conter metas de saúde.

§ 3º O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes a serem observadas na


elaboração dos planos de saúde, de acordo com as características epidemiológicas e da
organização de serviços nos entes federativos e nas Regiões de Saúde.

O art. 15 do presente Decreto retoma o assunto do planejamento da saúde que


estudamos no Capítulo III da lei 8080. Assim como na lei 8080, observamos que o
planejamento será ascendente e integrado, ou seja, do nível local até o federal. O
decreto determina ainda que o planejamento da saúde é obrigatório para os entes
públicos e será indutor de políticas para a iniciativa privada. O art. 15 ainda fala que os
planos de saúde são resultados do planejamento integrado dos entes e devem conter as

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metas de saúde.

Vale lembrar que tanto o processo de financiamento quanto de organização do sistema


serão norteados pelos planos de saúde.

Art. 16. No planejamento devem ser considerados os serviços e as ações prestados pela
iniciativa privada, de forma complementar ou não ao SUS, os quais deverão compor os
Mapas da Saúde regional, estadual e nacional.

Art. 17. O Mapa da Saúde será utilizado na identificação das necessidades de saúde e
orientará o planejamento integrado dos entes federativos, contribuindo para o
estabelecimento de metas de saúde.

Como vimos no inciso V do art. 2º do presente decreto, o Mapa da Saúde passa a ser
regulado a partir das necessidades de saúde da população e não somente pelo
financiamento do sistema. Através do mapa também, será feito o planejamento de
saúde integrado entre os entes federativos alcançando-se assim as metas de saúde.

Art. 18. O planejamento da saúde em âmbito estadual deve ser realizado de maneira
regionalizada, a partir das necessidades dos Municípios, considerando o estabelecimento
de metas de saúde.

Art. 19. Compete à Comissão Intergestores Bipartite - CIB de que trata o inciso II do
art. 30 pactuar as etapas do processo e os prazos do planejamento municipal em
consonância com os planejamentos estadual e nacional.

Se o planejamento é municipal, a pactuação será na CIB, pois trata-se de uma pactuação


entre município e estado, respeitando é claro o pactuado também na CIT.

CAPÍTULO IV

DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE

Art. 20. A integralidade da assistência à saúde se inicia e se completa na Rede de


Atenção à Saúde, mediante referenciamento do usuário na rede regional e interestadual,
conforme pactuado nas Comissões Intergestores.

Seção I

Da Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde - RENASES

Essa é outra novidade que o Decreto 7508 trouxe para o Sistema Único de Saúde e, diz
respeito, ao conjunto de todas as ações e serviços prestados pelos SUS aos
usuários. Cabe ao Ministério da Saúde dispor sobre essa relação em âmbito nacional e
observado o que foi acordado na Comissão Intergestores Tripartite. Um dos pontos mais
importantes em relação à RENASES, quando falamos de concurso, é que o parágrafo
único do art. 22 determina que a cada DOIS ANOS o MS consolide e publique as
atualizações dessa relação.

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Ainda fica definido que os entes federativos irão pactuar nas respectivas Comissões
Intergestores a responsabilidade de cada um em relação ao constante na RENASES e que
tanto os Estados como os Municípios ou Distrito Federal poderão adotar relações
específicas, cabendo a eles o financiamento das ações e serviços dessa relação
específica.

Art. 21. A Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde - RENASES compreende todas
as ações e serviços que o SUS oferece ao usuário para atendimento da integralidade da
assistência à saúde.

Art. 22. O Ministério da Saúde disporá sobre a RENASES em âmbito nacional,


observadas as diretrizes pactuadas pela CIT.

Parágrafo único. A cada DOIS ANOS, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as


atualizações da RENASES.

Art. 23. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios pactuarão nas


respectivas Comissões Intergestores as suas responsabilidades em relação ao rol de
ações e serviços constantes da RENASES.

Art. 24. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar relações


específicas e complementares de ações e serviços de saúde, em consonância com a
RENASES, respeitadas as responsabilidades dos entes pelo seu financiamento, de
acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores.

Exercício resolvido

42. Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde - RENASES - compreende todas as ações e
serviços que o SUS oferece ao usuário para atendimento da integralidade da assistência à
saúde. Para garantir a integralidade da assistência, compete ao Ministério da Saúde:

A) Determinar a relação de ações e serviços constantes da RENASES

B) Consolidar e publicar as atualizações da RENASES, a cada 4 anos

C) Dispor sobre a RENASES em âmbito nacional, observadas as diretrizes pactuadas pela CIT

D) Financiar todas as ações e serviços de saúde de acordo com o pactuado nas Comissões
Intergestores.

Resolução: O tema RENASES contido nesse Decreto é de muita importância e vem caindo cada vez
com mais frequência nos concursos da saúde. A questão acima possui certa dificuldade e exige do
candidato atenção. Particularmente não gosto de questões que exigem “decoreba” do candidato,
porém são essas questões que vão derrubar mais e vão fazer a diferença no seu concurso. Enfim, para
resolver essa questão você teria que ter uma noção do que trata os artigos 21, 22, 23 e 24 da seção I
do Decreto (RENASES). Deveria também saber que as atualizações dessa relação se dá a cada 2

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149

anos e não 4 como afirma a questão. Sabendo isso você certamente identificaria a alternativa C, por
eliminação, como a correta.

Gabarito: C

Seção II

Da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – RENAME

Observamos os mesmos princípios em relação à seção II que trata do RENAME –


Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. O MS é responsável por dispor sobre
essa relação e sobre os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas em âmbito
nacional, observadas as diretrizes pactuadas pela CIT.

No caso da RENAME, porém, está será acompanhada do Formulário Terapêutico


Nacional – FTN.

O MS consolidará e publicará as atualizações da RENAME, do respectivo FTN e dos


Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas a cada DOIS ANOS.

Fica definido ainda que os entes federativos possam adotar relações específicas e
complementares de medicamentos, em consonância com a RENAME, lembrando que
os mesmo passam a ser responsáveis por essas relações.

Art. 25. A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - RENAME compreende a


seleção e a padronização de medicamentos indicados para atendimento de doenças ou
de agravos no âmbito do SUS.

Parágrafo único. A RENAME será acompanhada do Formulário Terapêutico Nacional -


FTN que subsidiará a prescrição, a dispensação e o uso dos seus medicamentos.

Art. 26. O Ministério da Saúde é o órgão competente para dispor sobre a RENAME e
os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas em âmbito nacional, observadas
as diretrizes pactuadas pela CIT.

Parágrafo único. A cada DOIS ANOS, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as


atualizações da RENAME, do respectivo FTN e dos Protocolos Clínicos e Diretrizes
Terapêuticas.

Art. 27. O Estado, o Distrito Federal e o Município poderão adotar relações específicas e
complementares de medicamentos, em consonância com a RENAME, respeitadas as
responsabilidades dos entes pelo financiamento de medicamentos, de acordo com o
pactuado nas Comissões Intergestores.

Ainda sobre a RENAME, temos:

Art. 28. O acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica pressupõe,


cumulativamente:

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150

I - estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde do SUS;

II - ter o medicamento sido prescrito por profissional de saúde, no exercício regular de


suas funções no SUS;

III - estar a prescrição em conformidade com a RENAME e os Protocolos Clínicos e


Diretrizes Terapêuticas ou com a relação específica complementar estadual, distrital ou
municipal de medicamentos; e

IV - ter a dispensação ocorrido em unidades indicadas pela direção do SUS.

F) 1º Os entes federativos poderão ampliar o acesso do usuário à assistência


farmacêutica, desde que questões de saúde pública o justifiquem.

G) 2º O Ministério da Saúde poderá estabelecer regras diferenciadas de acesso a


medicamentos de caráter especializado.

Art. 29. A RENAME e a relação específica complementar estadual, distrital ou municipal


de medicamentos somente poderão conter produtos com registro na Agência Nacional de
Vigilância Sanitária - ANVISA.

Os artigos 28 e 29 dispõem sobre algumas regras estipuladas pelo Ministério da Saúde


(MS) em relação à RENAME, como forma de controle e fiscalização dessa assistência
farmacêutica prestada aos usuários.

Por se tratar de medicamentos de alto custo, o MS estabeleceu o que está disposto


nos incisos do art. 28 e, para o usuário poder usufruir desse serviço, deve respeitar o
contido nesses incisos.
Essa é uma forma de controlar o acesso dos usuários a esse tipo de serviço, já que o
mesmo, como dito antes, é composto por medicamentos de alto custo.

Fica claro ainda, que todos os produtos que estão contidos na RENAME deve ter registro
na ANVISA.

CAPÍTULO V

DA ARTICULAÇÃO INTERFEDERATIVA

Seção I

Das Comissões Intergestores

Art. 30. As Comissões Intergestores pactuarão a organização e o funcionamento das


ações e serviços de saúde integrados em redes de atenção à saúde, sendo:

I - a CIT, no âmbito da União, vinculada ao Ministério da Saúde para efeitos


administrativos e operacionais;

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151

II - a CIB, no âmbito do Estado, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde para


efeitos administrativos e operacionais; e

III - a Comissão Intergestores Regional - CIR, no âmbito regional, vinculada à


Secretaria Estadual de Saúde (SES) para efeitos administrativos e operacionais,
devendo observar as diretrizes da CIB.

Mais uma novidade do Decreto foi o aparecimento da CIR – Comissão Intergestores


Regional, que está vinculada a SES e deve observar as diretrizes da CIB. Essa
comissão é uma forma de aproximação dos problemas, com a CIR observam-se mais
de perto quais as necessidades da população ajudando nas aprovações de novas
políticas pela CIB ou CIT.

Art. 31. Nas Comissões Intergestores, os gestores públicos de saúde poderão ser
representados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS, pelo
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde - CONASEMS e pelo Conselho
Estadual de Secretarias Municipais de Saúde - COSEMS.

Art. 32. As Comissões Intergestores pactuarão:

I - aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão compartilhada do SUS,


de acordo com a definição da política de saúde dos entes federativos, consubstanciada
nos seus planos de saúde, aprovados pelos respectivos conselhos de saúde;

II - diretrizes gerais sobre Regiões de Saúde, integração de limites geográficos, referência


e contra referência e demais aspectos vinculados à integração das ações e serviços de
saúde entre os entes federativos;

III - diretrizes de âmbito nacional, estadual, regional e interestadual, a respeito da


organização das redes de atenção à saúde, principalmente no tocante à gestão
institucional e à integração das ações e serviços dos entes federativos;

IV - responsabilidades dos entes federativos na Rede de Atenção à Saúde, de acordo


com o seu porte demográfico e seu desenvolvimento econômico-financeiro,
estabelecendo as responsabilidades individuais e as solidárias; e

V - referências das regiões intraestaduais e interestaduais de atenção à saúde para o


atendimento da integralidade da assistência.

Ficam estabelecidas no art. 32 as responsabilidades em conjunto das esferas de governo,


pactuando desde aspectos operacionais, financeiros, as diretrizes (Sobre as Regiões de
Saúde e Redes de Atenção à Saúde) além de outras responsabilidades pactuadas pelas
Comissões Intergestores entre os entes federativos.

Parágrafo único. Serão de competência EXCLUSIVA da CIT a pactuação:

I - das diretrizes gerais para a composição da RENASES;

II - dos critérios para o planejamento integrado das ações e serviços de saúde da Região
de Saúde, em razão do compartilhamento da gestão; e

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III - das diretrizes nacionais, do financiamento e das questões operacionais das Regiões
de Saúde situadas em fronteiras com outros países, respeitadas, em todos os casos, as
normas que regem as relações internacionais.

O parágrafo único desse artigo dispõe sobre as competências exclusivas da CIT (Incisos
I, II e III). Lembrando que, quando falamos de CIT, estamos falando em Âmbito
Nacional, por isso destaquei as palavras “gerais” e “nacionais” por expressarem esse
sentido de todo. Diretrizes gerais/nacionais são as diretrizes que irá valer para todos os
entes. – CIT.

Seção II

Do Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde

Art. 33. O acordo de colaboração entre os entes federativos para a organização da rede
interfederativa de atenção à saúde será firmado por meio de Contrato Organizativo da
Ação Pública da Saúde.

Art. 34. O objeto do Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde é a organização e a


integração das ações e dos serviços de saúde, sob a responsabilidade dos entes
federativos em uma Região de Saúde, com a finalidade de garantir a integralidade da
assistência aos usuários.

Parágrafo único. O Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde resultará da


integração dos planos de saúde dos entes federativos na Rede de Atenção à Saúde,
tendo como fundamento as pactuações estabelecidas pela CIT.

Art. 35. O Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde definirá as responsabilidades


individuais e solidárias dos entes federativos com relação às ações e serviços de saúde, os
indicadores e as metas de saúde, os critérios de avaliação de desempenho, os recursos
financeiros que serão disponibilizados, a forma de controle e fiscalização da sua execução
e demais elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de
saúde.

§ 1º O Ministério da Saúde definirá indicadores nacionais de garantia de acesso às ações


e aos serviços de saúde no âmbito do SUS, a partir de diretrizes estabelecidas pelo Plano
Nacional de Saúde.

§ 2º O desempenho aferido a partir dos indicadores nacionais de garantia de acesso


servirá como parâmetro para avaliação do desempenho da prestação das ações e dos
serviços definidos no Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde em todas as
Regiões de Saúde, considerando-se as especificidades municipais, regionais e estaduais.

Art. 36. O Contrato Organizativo da Ação Pública de Saúde conterá as seguintes


disposições essenciais:

Lembrando: O conceito do Contrato organizativo da Ação Pública de Saúde é a pactuação


entre as esferas de governo onde ficaram estabelecidas as responsabilidades de cada ente

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153

federativo e as diretrizes para o funcionamento e organização do sistema. O contrato e o


próprio Decreto ainda deixa claro que pode haver atuação solidária, ou seja, conjunta dos
entes federativos e outras partes envolvidas na oferta das ações e serviços de saúde.

Os incisos que se seguem são as disposições firmadas no Contrato.

I - identificação das necessidades de saúde locais e regionais;

II - oferta de ações e serviços de vigilância em saúde, promoção, proteção e


recuperação da saúde em âmbito regional e interregional;

III - responsabilidades assumidas pelos entes federativos perante a população no


processo de regionalização, as quais serão estabelecidas de forma individualizada, de
acordo com o perfil, a organização e a capacidade de prestação das ações e dos serviços
de cada ente federativo da Região de Saúde;

IV - indicadores e metas de saúde;

Como uma orientação para o Mapa da Saúde esses indicadores e metas são referente aos
índices de mortalidade, letalidade, numero de nascidos vivos e etc. Além das estratégias e
metas traçadas.

V - estratégias para a melhoria das ações e serviços de saúde;

Participação solidária. Envolvendo os entes federativos, um ajudando o outro para que haja
melhorias nas ações e serviços.

VI - critérios de avaliação dos resultados e forma de monitoramento permanente;

Diz respeito à participação da população, avaliando, fiscalizando e opinando sobre o que é


oferecido pelo SUS e sobre o que está firmado nesse contrato.

VII - adequação das ações e dos serviços dos entes federativos em relação às
atualizações realizadas na RENASES;

VIII - investimentos na rede de serviços e as respectivas responsabilidades; e

IX - recursos financeiros que serão disponibilizados por cada um dos partícipes para sua
execução.

Parágrafo único. O Ministério da Saúde poderá instituir formas de incentivo ao


cumprimento das metas de saúde e à melhoria das ações e serviços de saúde.

É uma forma encontrada pelo MS para incentivar os entes federativos a cumprir o


estabelecido no Contrato Organizativo.

Art. 37. O Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde observará as seguintes


diretrizes básicas para fins de garantia da gestão participativa:

I - estabelecimento de estratégias que incorporem a avaliação do usuário das ações e

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154

dos serviços, como ferramenta de sua melhoria;

II - apuração permanente das necessidades e interesses do usuário; e

III - publicidade dos direitos e deveres do usuário na saúde em todas as unidades de


saúde do SUS, inclusive nas unidades privadas que dele participem de forma
complementar.

Mais uma vez encontramos aqui a respeito da participação do usuário na gestão. Ficou
estabelecido, portanto, no art. 37 que o Contrato Organizativo observará algumas
diretrizes onde fica estabelecida a incorporação das avaliações dos usuários em relação
às ações e serviços prestados pelo sistema. O usuário irá avaliar e os entes federativos
irão ouvir esses usuários a fim de se buscar melhorias. Ainda fica estabelecida à diretriz
que determina a transparência em relação aos direitos e deveres dos usuários (A Carta
dos Direitos e Deveres dos Usuários que foi estabelecida pelo Pacto pela Saúde
2006, como vimos anteriormente), devendo esta, estar presente em todas as unidades de
saúde do SUS.

Art. 38. A humanização do atendimento do usuário será fator determinante para o


estabelecimento das metas de saúde previstas no Contrato Organizativo de Ação Pública
de Saúde.

É de conhecimento de todos que o atendimento no SUS deve ser humanizado e isso é


fator determinante para o estabelecimento das metas de saúde previstas no Contrato
Organizativo. Deixando claro que o usuário tem um papel importante para dizer quais
serviços são humanizados a partir da avaliação que é feita com os mesmos.

Art. 39. As normas de elaboração e fluxos do Contrato Organizativo de Ação Pública de


Saúde serão pactuados pelo CIT, cabendo à Secretaria de Saúde Estadual coordenar a
sua implementação.

Art. 40. O Sistema Nacional de Auditoria e Avaliação do SUS, por meio de serviço
especializado, fará o controle e a fiscalização do Contrato Organizativo de Ação
Pública da Saúde.

1o O Relatório de Gestão a que se refere o inciso IV do art. 4o da Lei no 8.142, de 28 de


dezembro de 1990, conterá seção específica relativa aos compromissos assumidos no
âmbito do Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde.

§ 2º O disposto neste artigo será implementado em conformidade com as demais formas


de controle e fiscalização previstas em Lei.

Art. 41. Aos partícipes caberá monitorar e avaliar a execução do Contrato Organizativo
de Ação Pública de Saúde, em relação ao cumprimento das metas estabelecidas, ao seu
desempenho e à aplicação dos recursos disponibilizados.

Parágrafo único. Os partícipes incluirão dados sobre o Contrato Organizativo de Ação


Pública de Saúde no sistema de informações em saúde organizado pelo Ministério da
Saúde e os encaminhará ao respectivo Conselho de Saúde para monitoramento.

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O Sistema Nacional de Auditoria e Avaliação será o responsável pelo controle e


fiscalização do Contrato Organizativo de Ação Pública em Saúde, ficando os demais
partícipes a responsabilidade do monitoramento e avaliação do que está sendo executado
pelo Contrato, ou seja, se o mesmo está caminhando segundo tudo aquilo que foi firmado
entre os entes federativos. Lembrando que o Contrato é muito mais seguro em termos
jurídicos do que o Termo de Gestão que vimos lá no Pacto pela Saúde, uma vez que a
fiscalização sobre o cumprimento do que foi firmado no contrato é muito maior e mais
rígida.

CAPÍTULO VI

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 42. Sem prejuízo das outras providências legais, o Ministério da Saúde informará aos
órgãos de controle interno e externo:

I - o descumprimento injustificado de responsabilidades na prestação de ações e


serviços de saúde e de outras obrigações previstas neste Decreto;

II - a não apresentação do Relatório de Gestão a que se refere o inciso IV do art. 4º da Lei


nº 8.142,
de 1990;

III - a não aplicação, malversação ou desvio de recursos financeiros; e

IV - outros atos de natureza ilícita de que tiver conhecimento.

Art. 43. A primeira RENASES é a somatória de todas as ações e serviços de saúde que
na data da publicação deste Decreto são ofertados pelo SUS à população, por meio dos
entes federados, de forma direta ou indireta.

Quer dizer que a primeira RENASES é a somatória das ações e serviços que a mesma
estabeleceu mais os serviços oferecidos pelo SUS antes da publicação desse Decreto.
A partir de segunda RENASES as ações e serviços serão somente o estabelecido nessa
nova RENASES, que, como vimos será atualizada a cada dois anos.

Art. 44. O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes de que trata o § 3º do


art. 15 no prazo de cento e oitenta dias a partir da publicação deste Decreto.

Art. 45. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 28 de junho de 2011; 190º da Independência e 123º da República.

DILMA ROUSSEFF

Alexandre Rocha Santos Padilha

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Ministério da Saúde
Gabinete do Ministro

PORTARIA NO- 204, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2016

Define a Lista Nacional


de Notificação
Compulsória de
doenças, agravos e
eventos de saúde
pública nos serviços
de saúde públicos e
privados em todo o
território nacional, nos
termos do anexo, e dá
outras providências.

O conhecimento das Doenças de notificação compulsória vem sendo exigido


cada vez mais pelos editais dos concursos da saúde, portanto dê uma atenção
para esse anexo da Apostila. Essa lista nacional é a mais recente divulgada
em 2016 pelo Ministério da Saúde.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, INTERINO, no uso das atribuições que


lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e

Considerando a Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que dispõe sobre a


organização das ações de Vigilância Epidemiológica, sobre o Programa
Nacional de Imunizações, estabelece normas relativas à notificação
compulsória de doenças, e dá outras providências;

Considerando o art. 10, incisos VI a IX, da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de


1977, que configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as
sanções respectivas, e dá outras providências;

Considerando a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o

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157

Estatuto da Criança e do Adolescente;

Considerando a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre as


condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização
e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências;

Considerando a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o


Estatuto do Idoso, alterada pela Lei nº 12.461, de 26 de julho de 2011, que
determina a notificação compulsória dos atos de violência praticados contra o
idoso atendido em estabelecimentos de saúde públicos ou privados;

Considerando a Lei nº 10.778, de 24 de novembro de 2003, que estabelece a


notificação compulsória, no território nacional, do caso de violência contra a
mulher que for atendida em serviços de saúde, públicos ou privados;

Considerando a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, que regula o


acesso às informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º
do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei nº 8.112,
de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei nº 11.111, de 5 de maio de 2005, e
dispositivos da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências;

Considerando o Decreto Legislativo nº 395, publicado no Diário do Senado


Federal em 13 de março de 2009, que aprova o texto revisado do Regulamento
Sanitário Internacional, acordado na 58ª Assembleia Geral da Organização
Mundial de Saúde, em 23 de maio de 2005;

Considerando o Decreto nº 7.616, de 17 de novembro de 2011, que dispõe


sobre a declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional
(ESPIN) e institui a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS); e

Considerando a necessidade de padronizar os procedimentos normativos


relacionados à notificação compulsória no âmbito do Sistema Único de Saúde
(SUS), resolve:

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS

Art. 1º Esta Portaria define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de


doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e
privados em todo o território nacional, nos termos do anexo.

Art. 2º Para fins de notificação compulsória de importância nacional,


serão considerados os seguintes conceitos:

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I - agravo: qualquer dano à integridade física ou mental do indivíduo,


provocado por circunstâncias nocivas, tais como acidentes, intoxicações por
substâncias químicas, abuso de drogas ou lesões decorrentes de violências
interpessoais, como agressões e maus tratos, e lesão autoprovocada;

II - autoridades de saúde: o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde


dos Estados, Distrito Federal e Municípios, responsáveis pela vigilância em
saúde em cada esfera de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS);

III - doença: enfermidade ou estado clínico, independente de origem ou fonte,


que represente ou possa representar um dano significativo para os seres
humanos;

IV - epizootia: doença ou morte de animal ou de grupo de animais que possa


apresentar riscos à saúde pública;

V - evento de saúde pública (ESP): situação que pode constituir potencial


ameaça à saúde pública, como a ocorrência de surto ou epidemia, doença ou
agravo de causa desconhecida, alteração no padrão clínicoepidemiológico das
doenças conhecidas, considerando o potencial de disseminação, a magnitude,
a gravidade, a severidade, a transcendência e a vulnerabilidade, bem como
epizootias ou agravos decorrentes de desastres ou acidentes;

VI - notificação compulsória: comunicação obrigatória à autoridade de saúde,


realizada pelos médicos, profissionais de saúde ou responsáveis pelos
estabelecimentos de saúde, públicos ou privados, sobre a ocorrência de
suspeita ou confirmação de doença, agravo ou evento de saúde pública,
descritos no anexo, podendo ser imediata ou semanal;

VII - notificação compulsória imediata (NCI): notificação compulsória


realizada em até 24 (vinte e quatro) horas, a partir do conhecimento da
ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública, pelo meio de
comunicação mais rápido disponível;

VIII - notificação compulsória semanal (NCS): notificação compulsória


realizada em até 7 (sete) dias, a partir do conhecimento da ocorrência de
doença ou agravo;

IX - notificação compulsória negativa: comunicação semanal realizada pelo


responsável pelo estabelecimento de saúde à autoridade de saúde, informando
que na semana epidemiológica não foi identificado nenhuma doença, agravo
ou evento de saúde pública constante da Lista de Notificação Compulsória; e

X - vigilância sentinela: modelo de vigilância realizada a partir de


estabelecimento de saúde estratégico para a vigilância de morbidade,

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mortalidade ou agentes etiológicos de interesse para a saúde pública, com


participação facultativa, segundo norma técnica específica estabelecida pela
Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS).

CAPÍTULO II

DA NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA

Art. 3º A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros


profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de
saúde, que prestam assistência ao paciente, em conformidade com o art. 8º da
Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975.

§ 1º A notificação compulsória será realizada diante da suspeita ou confirmação


de doença ou agravo, de acordo com o estabelecido no anexo, observando-se,
também, as normas técnicas estabelecidas pela SVS/MS.

§ 2º A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de


notificação compulsória à autoridade de saúde competente também será
realizada pelos responsáveis por estabelecimentos públicos ou privados
educacionais, de cuidado coletivo, além de serviços de hemoterapia, unidades
laboratoriais e instituições de pesquisa.

§ 3º A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de


notificação compulsória pode ser realizada à autoridade de saúde por qualquer
cidadão que deles tenha conhecimento.

Art. 4º A notificação compulsória imediata deve ser realizada pelo profissional


de saúde ou responsável pelo serviço assistencial que prestar o primeiro
atendimento ao paciente, em até 24 (vinte e quatro) horas desse atendimento,
pelo meio mais rápido disponível.

Parágrafo único. A autoridade de saúde que receber a notificação compulsória


imediata deverá informa-la, em até 24 (vinte e quatro) horas desse
recebimento, às demais esferas de gestão do SUS, o conhecimento de
qualquer uma das doenças ou agravos constantes no anexo.

Art. 5º A notificação compulsória semanal será feita à Secretaria de Saúde do


Município do local de atendimento do paciente com suspeita ou confirmação de
doença ou agravo de notificação compulsória.

Parágrafo único. No Distrito Federal, a notificação será feita à Secretaria de


Saúde do Distrito Federal.

Art. 6º A notificação compulsória, independente da forma como realizada,

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também será registrada em sistema de informação em saúde e seguirá o fluxo


de compartilhamento entre as esferas de gestão do SUS estabelecido pela
SVS/MS.

CAPÍTULO III

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 7º As autoridades de saúde garantirão o sigilo das informações pessoais


integrantes da notificação compulsória que estejam sob sua responsabilidade.

Art. 8º As autoridades de saúde garantirão a divulgação atualizada dos dados


públicos da notificação compulsória para profissionais de saúde, órgãos de
controle social e população em geral.

Art. 9º A SVS/MS e as Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e


dos Municípios divulgarão, em endereço eletrônico oficial, o número de
telefone, fax, endereço de e-mail institucional ou formulário para notificação
compulsória.

Art. 10. A SVS/MS publicará normas técnicas complementares relativas aos


fluxos, prazos, instrumentos, definições de casos suspeitos e confirmados,
funcionamento dos sistemas de informação em saúde e demais diretrizes
técnicas para o cumprimento e operacionalização desta Portaria, no prazo de
até 90 (noventa) dias, contados a partir da sua publicação.

Art. 11. A relação das doenças e agravos monitorados por meio


da estratégia de vigilância em unidades sentinelas e suas
diretrizes constarão em ato específico do Ministro de Estado da
Saúde.

Art. 12. A relação das epizootias e suas diretrizes de notificação constarão em


ato específico do Ministro de Estado da Saúde.

Art. 13. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 14. Fica revogada a Portaria nº 1.271/GM/MS, de 06 de junho de 2014,


publicada no Diário Oficial da União, nº 108, Seção 1, do dia 09 de junho de
2014, p. 37.

JOSÉ AGENOR ÁLVARES DA SILVA

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ANEXO

Lista Nacional de Notificação Compulsória

Nº DOENÇA OU AGRAVO Periodicidade de notificação


(Ordem alfabética)
Imediata (até 24 horas) para* Semanal
*

MS SES SMS

1 a. Acidente de trabalho com exposição a material biológico X

b. Acidente de trabalho: grave, fatal e em crianças e adolescentes X

2 Acidente por animal peçonhento X

3 Acidente por animal potencialmente transmissor da raiva X


4 Botulismo X X X
5 Cólera X X X
6 Coqueluche X X
7 a. Dengue - Casos X
b. Dengue - Óbitos X X X
8 Difteria X X
9 Doença de Chagas Aguda X X
10 Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) X
11 a. Doença Invasiva por "Haemophilus Influenza" X X

b. Doença Meningocócica e outras meningites X X

12 Doenças com suspeita de disseminação intencional: X X X


Antraz pneumônico Tularemia Varíola

13 Doenças febris hemorrágicas emergentes/reemergentes: X X X


Arenavírus
Ebola
Marburg
14 a. Doença aguda pelo vírus Zika X

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b. Doença aguda pelo vírus Zika em gestante X X

c. Óbito com suspeita de doença pelo vírus Zika X X X


15 Esquistossomose X
16 Evento de Saúde Pública (ESP) que se constitua ameaça à saúde X X X
pública (ver definição no Art. 2º desta portaria)

17 Eventos adversos graves ou óbitos pós-vacinação X X X

18 Febre Amarela X X X

19 a. Febre de Chikungunya X

b. Febre de Chikungunya em áreas sem transmissão X X X

c. Óbito com suspeita de Febre de Chikungunya X X X

20 Febre do Nilo Ocidental e outras arboviroses de importância em X X X


saúde pública

21 Febre Maculosa e outras Riquetisioses X X X

22 Febre Tifoide X X

23 Hanseníase X
24 Hantavirose X X X

5 Hepatites virais X

26 HIV/AIDS - Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana ou X


Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
27 Infecção pelo HIV em gestante, parturiente ou puérpera e X
Criança exposta ao risco de transmissão vertical do HIV
28 Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) X

29 Influenza humana produzida por novo subtipo viral X X X

30 Intoxicação Exógena (por substâncias químicas, incluindo X


agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados)

31 Leishmaniose Tegumentar Americana X

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32 Leishmaniose Visceral X

33 Leptospirose X
34 a. Malária na região amazônica X

b. Malária na região extra Amazônica X X X

35 Óbito: X
Infantil
Materno

36 Poliomielite por poliovirus selvagem X X X

37 Peste X X X

38 Raiva humana X X X

39 Síndrome da Rubéola Congênita X X X

40 Doenças Exantemáticas: X X X
Sarampo
Rubéola

41 Sífilis: X
Adquirida
Congênita
Em gestante

42 Síndrome da Paralisia Flácida Aguda X X X

43 Síndrome Respiratória Aguda Grave associada a Coronavírus X X X


SARS-CoV
MERS- CoV

44 Tétano: X
Acidental
Neonatal

45 Toxoplasmose gestacional e congênita X

46 Tuberculose X

47 Varicela - caso grave internado ou óbito X X

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48 a. Violência doméstica e/ou outras violências X

b. Violência sexual e tentativa de suicídio X

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Exercícios Complementares

01 - São objetivos do Pacto Pela Saúde, EXCETO:

a) Respeito às diferenças loco-regionais.

b) Eliminação dos pactos anteriormente existentes.

c) Reforço à organização de regiões sanitárias.

d) Fortalecimento dos espaços e mecanismos de controle social.

02 - São princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) que constam na Lei


8080/90:

a) centralização, universalidade e integralidade.

b) hierarquização, centralização e integralidade.

c) universalidade, igualdade e integralidade.


d) universalidade, participação popular e autonomia.
e) integralidade, participação popular e autonomia.

03 - Assinale a alternativa que se relaciona ao Decreto 7508/2011.

a) Cria o Programa de Avaliação para Melhoria de Qualidade do SUS (PMAQ-SUS).

b) Institui o Piso da Atenção Básica (PAB).

c) Defere os investimentos da Emenda Constitucional 29 (EC-29).

d) Regulamenta a Lei Orgânica de Saúde 8080/90.

e) Estabelece as diretrizes da Estratégia Saúde da Família.

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04 - A Lei nº 8.080/90, no seu capítulo III, dispõe sobre a articulação das políticas e
programas de saúde e as principais atividades a serem desenvolvidas pelo Sistema
Único de Saúde, a cargo das comissões intersetoriais. Sobre o disposto na lei,
considere as seguintes atividades:
I. Alimentação e nutrição
II. Biodiversidade
III. Segurança
IV. Ciência e tecnologia

Cumprem ao Sistema Único de Saúde:


a) Somente I.
b) Somente II.
c) Somente III e IV.
d) Somente II e III.
e) Somente I e IV.

05 - Em relação à Promoção da Saúde, é correto afirmar:

a) Supõe a instituição de uma nova ordem governativa, seja do setor saúde, da


cidade ou do país, com uma tecnologia de gestão simplificada, setorial e
centralizada, que permita o desenvolvimento econômico e social sustentável.

b) Deve pautar-se nas ações de saúde, nas quais os aspectos assistenciais


assumem relevância, para o alívio de problemas decorrentes de múltiplas causas.

c) Incentiva formas de participação direta dos cidadãos no planejamento, na


execução e na avaliação de seus projetos, fortalecendo as práticas individualistas
e medicalizantes.

d) Visa à construção de espaços de vida mais eqüitativos o que implica analisar


os territórios onde as pessoas habitam, detectar os grupos humanos em situação
de exclusão e dirigir as políticas públicas de modo a discriminá-los positivamente.

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06 - O Decreto Nº. 7508/2011 regulamentou a Lei 8080/90, dispondo sobre a


organização do SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a
articulação interfederativa. Dentre as definições abaixo, assinale a
INCORRETA.

a) Regulamenta as Portas de Entrada do SUS, definindo-as como os serviços de


atenção primária, de atenção de urgência e emergência, de atenção psicossocial
e especiais de acesso aberto.

b) Cria a Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde – RENASES que


compreenderá todas as ações e serviços que o SUS oferecerá ao usuário para
atendimento da integralidade da assistência à saúde.

c) Define o Mapa da Saúde que será utilizado para a identificação das


necessidades de saúde e deverá ser composto por serviços e ações de saúde
prestados pela iniciativa privada, de forma complementar ou não ao SUS.

d) Define Regiões de Saúde como espaço geográfico contínuo ou não,


constituído de municípios que definem formar entre si uma Rede de Atenção à
Saúde.

e) As Regiões de Saúde devem conter, no mínimo, ações e serviços de saúde de


atenção primária, atenção psicossocial, urgência e emergência, atenção
especializada ambulatorial e hospitalar e vigilância em saúde.

07 - Os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), definidos pela Lei


8.080/90, são:

a) descentralização, hierarquização e regionalização.

b) universalidade, igualdade e direito à informação.

c) universalidade, integralidade e eqüidade.

d) universalidade, regionalização e autonomia da comunidade.

08 - Com relação às disposições da Lei n° 8.080/90 referentes à Saúde do


Trabalhador, assinale a alternativa correta.
a) O Sistema Único de Saúde não se responsabiliza pela informação ao trabalhador,
à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre os riscos de acidentes de
trabalho, doença profissional e do trabalho, ficando essas informações a cargo das

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instituições privadas.

b) A partir da homologação dessa lei, a avaliação do impacto que as novas


tecnologias provocam à saúde ficaram a cargo do Ministério da Ciência e Tecnologia e
suas representações estaduais.
c) A direção municipal do Sistema Único de Saúde deve indicar a entidade sindical
responsável pela revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no
processo de trabalho.
d) As políticas de saúde do trabalhador incluem a responsabilidade na
formação dos recursos humanos, promovendo cursos de reciclagem e garantindo sua
satisfação no trabalho.
e) Devem ser desenvolvidas atividades voltadas à recuperação e reabilitação
da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições
de trabalho.

09 - Quanto à competência da direção municipal do sistema de saúde (SUS)


regida pela Lei n° 8.080/90, considere as seguintes atribuições:

I. Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e


executar os serviços públicos de saúde.
II. Participar do planejamento, programação e organização da rede nacional e
independente do Sistema Único de Saúde (SUS), em articulação com sua direção
estadual.
III. Acompanhar o processo de licitação para definir a gestão de laboratórios
públicos de saúde e hemocentros.
IV. Executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras independentemente
da União e dos Estados.

É(são) da competência da direção municipal do Sistema Único de Saúde (SUS):


a) Somente III.
b) Somente I.
c) Somente I e II.
d) Somente II e IV.
e) Somente III e IV.

10 - Considere as seguintes afirmativas, relacionadas à participação da iniciativa


privada na assistência à saúde, conforme as disposições da Lei nº 8080/90:
I. As entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos terão preferência para participar

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do Sistema Único de Saúde.


II. Os princípios éticos e as normas que regem o seu funcionamento devem
ser submetidos à apreciação pelo órgão de direção do Sistema Único de Saúde.
III. Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de cobertura
assistencial serão estabelecidos mediante negociação das tabelas praticadas,
visando atingir uma média de valores de mercado.
IV. Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços
contratados é vetado exercer cargo de chefia ou função de confiança no Sistema
Único de Saúde.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente a afirmativa I é verdadeira.

b) Somente a afirmativa III é verdadeira.


c) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
f) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.

11 - O Ministério da Saúde prevê, para a gestão financeira do SUS, a integração


das funções de planejar, orçar, executar, acompanhar, fiscalizar e avaliar. Para o
Planejamento, os elementos fundamentais são:
a) Fundo de Saúde, Conselho de Saúde, Plano de Saúde e Programação Pactuada
Integrada (PPI).
b) Fundo de Saúde, Plano de Saúde, Relatório de Gestão e Orçamento Participativo.
c) Agenda de Saúde, Plano de Saúde, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Orçamento
Participativo.
d) Plano de Saúde, Plano Plurianual (PPA), Agenda de Saúde e Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO).

12 - Ao avaliar o impacto de uma determinada intervenção, um determinado


procedimento ou um serviço sobre uma população, é importante considerar sua
capacidade de produzir o efeito esperado, com custos mínimos. Para esse tipo
de avaliação, utiliza-se indicador de:
A) eficiência em saúde.
B) efetividade em saúde.
C) eficácia em saúde.
D) efetiva eficácia.

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13 - De acordo com os princípios da Constituição Federal de 1988, o Sistema


Único de Saúde (SUS) deve ser:
A) centralizado, e com a garantia da equidade do financiamento entre as regiões.
B) centralizado, mas com cooperação dos três níveis de governo.
C) descentralizado, com direção única, em nível federal.
D) descentralizado, com direção única em cada esfera de governo.

14 - A Constituição Federal de 1988 preconiza que, quando for necessário, o


contrato de serviços de saúde fora da rede própria do SUS deverá priorizar as:
A) entidades filantrópicas e as entidades privadas.
B) entidades filantrópicas e sem fins lucrativos.
C) instituições hospitalares privadas e as fundações.
D) fundações e os hospitais-escola.

15 - De acordo com o Decreto nº 7.508/11, os entes federativos definirão os


seguintes elementos em relação às Regiões de Saúde:
I. seus limites geográficos.
II. população usuária das ações e serviços.
III. rol de ações e serviços que serão ofertados.
IV. respectivas responsabilidades, critérios de acessibilidade e escala para
conformação dos serviços.
É correto o que está contido em:
A) I e II, apenas.
B) I e IV, apenas.
C) II e III, apenas.
D) I, II, III e IV.
E) II, apenas.

16 - O Programa Saúde da Família (PSF) é considerado atualmente como uma


estratégia para induzir mudanças no modelo assistencial e no próprio sistema.
São características dessa estratégia:
A) caráter substitutivo; territorialização, com adscrição de clientela; trabalho em equipe
multiprofissional; integralidade das ações.
B) caráter complementar ao modelo hospitalocêntrico; trabalho em equipe ampliada;
ênfase em programas especiais e em ações educativas.
C) ênfase na atenção básica simplificada, com recursos tecnológicos e financeiros de
baixo custo; seletividade de grupos especiais; trabalho em equipe multicêntrica.
D) ênfase em programas especiais; trabalho em equipe ampliada; territorialização da
assistência especializada; ações preventivas.

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17 - Com relação às disposições da Lei n° 8.080/90, considere as seguintes


afirmativas:

I. A vigilância sanitária engloba um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou


prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio
ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse
da saúde.
II. À direção estadual do Sistema Único de Saúde compete participar do controle dos
agravos do meio ambiente que tenham repercussão na saúde humana.
III. Nos estados, o Sistema Único de Saúde organiza-se em distritos.
IV. A assistência terapêutica integral, incluindo medicamentos, não está prevista no
Sistema Único de Saúde.

Assinale a alternativa correta.


a) Somente a afirmativa I é verdadeira.
b) Somente a afirmativa IV é verdadeira.
c) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras
e) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.

18 - À direção municipal do Sistema Único de Saúde, conforme a Lei n° 8080/90,


compete:
a) executar as ações de vigilância sanitária em relação às fronteiras internacionais.

b) planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e serviços de saúde, como gerir


e executar os serviços públicos de saúde.
c) planejar, executar e gerir os laboratórios de análises de produtos farmacológicos e
os hemocentros.
d) participar e gerir a programação de serviços de saúde no âmbito estadual.
e) programar e coordenar as campanhas estaduais de vacinação.

19 - No que se refere à Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde –


RENASES – analise as afirmativas abaixo.
I. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão adotar relações

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específicas e complementares de ações e serviços de saúde.


II. A cada três anos, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as atualizações da
RENASES.
III. A RENASES compreende todas as ações e serviços que o SUS oferece ao usuário
para atendimento da integralidade da assistência à saúde.
Conforme análise, assinale a opção correta.
a) Somente a afirmativa I está correta.
b) Somente a afirmativa II está correta.
c) Somente a afirmativa III está correta.
d) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
e) Somente as afirmativas II e III estão corretas.

20 - Assinale a alternativa correta a respeito da lei 8142:

a) Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e sobre as


transferências inter- governamentais de recursos financeiros na área da saúde.
b) Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a
organização e o funcionamento dos serviços correspondentes.
c) Dispõe sobre licitação e contratos da Administração.
d) Da nova redação ao artigo 177 da Constituição Federal, alterando e inserindo
parágrafos.

21 - Considerando o que dispõe a Constituição Federal e a Lei Orgânica da


Saúde, o custeio das ações e serviços de saúde é de responsabilidade:

a) Dos consórcios intersetoriais.

b) Do governo federal.

c) Das três esferas de governo.

d) Dos hospitais universitários.

e) Das Comissões Intergestoras da Saúde.

22 - A respeito da organização, da direção e da gestão do Sistema Único de


Saúde (SUS), pode-se afirmar que:

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a) A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é centralizada, de acordo com o


inciso I do art. 198 da Constituição Federal, sendo exercida em uma única esfera
de governo;

b) Os municípios poderão constituir consórcios para desenvolver em conjunto as


ações e os serviços de saúde que lhes correspondam;

c) No nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS) organiza-se em distritos


de forma a distribuir e segregar seus recursos, técnicas e práticas voltadas para a
cobertura total das ações de saúde em cada distrito individualmente;

d) A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é exercida no âmbito da União


pelo Distrito Federal;

e) As ações e serviços de saúde executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS)


não podem ter a participação complementar da iniciativa privada, pois são
organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade
crescente.

23 - As ações e os serviços públicos de saúde e os serviços privados,


contratados ou conveniados, que integram o Sistema Único de Saúde (SUS)
são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no artigo 198 da
Constituição Federal, obedecendo ainda ao seguinte princípio:

a) Universalidade de acesso aos serviços de saúde, exceto nas ações que exijam
uma maior complexidade, posto que nem todos os municípios possuem as
mesmas condições.

b) Integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo


das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para
cada caso, em todos os níveis de complexidade do sistema.

c) Divulgação de informações quanto à utilização dos serviços de saúde pelo


usuário, através de correspondências ou outros meios de comunicação.

d) Utilização de dados demográficos para o estabelecimento de prioridades, a


alocação de recursos e a orientação programática.

e) Participação da comunidade nas ações ligadas apenas à elaboração do Plano


de Saúde, sem, contudo, ter caráter deliberativo.

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24 - Existe uma proposta de estimular a atividade comunitária junto aos


serviços de saúde na condução do SUS, que está implícita na Lei Federal
8.142/90 e que tem como objetivo:

a) Economizar gastos com recursos humanos.

b) Incrementar a participação e controle social.

c) Economizar gastos com infra-estrutura de saneamento.


d) Disciplinar, controlar e reprimir a população.
e) N.R.A.

25 - A Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990:

a) Trata da definição das competências e das atribuições das três esferas de


governo e do funcionamento e da participação complementar dos serviços
privados de assistência à saúde.

b) Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de


Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos
financeiros na área de saúde.

c) Dispõe sobre o processo de trabalho das equipes de atenção básica.

d) Dispõe sobre o Estatuto do Idoso.

26 - O Decreto n. 7.508, de 28/06/2011, “[...] Regulamenta a Lei n. 8.080, de 19


de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de
Saúde (SUS), o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação
Interfederativa, e dá outras providências”.

Sobre as Regiões de Saúde, assinale a alternativa INCORRETA.

A) Serão instituídas pelo Estado, em articulação com os Municípios, de acordo


com as diretrizes pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite.

B) O conjunto de ações e serviços ofertados pelas Regiões de Saúde são


definidos pelos entes federativos.

C) Ações e serviços de Vigilância em Saúde não compõem as Regiões de Saúde.

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D) A instituição de Regiões de Saúde situadas em áreas de fronteira com outros


países deverá respeitar as normas que regem as relações internacionais.

27 - Analise as seguintes afirmativas e assinale a alternativa INCORRETA.

A) Portas de entrada do SUS são entendidas como serviços de atendimento


inicial à saúde do usuário no SUS.

B) Os serviços especiais de acesso aberto são considerados portas de entrada


às ações e serviços de saúde ofertados pelas Redes de Atenção à Saúde.

C) A população indígena está submetida às mesmas regras que a população


em geral, em relação ao acesso às ações e serviços de saúde, incluindo as
necessidades de assistência integral à sua saúde.

D) As Redes de Atenção à Saúde são entendidas como um conjunto de ações


e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com
a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde.

28 - Com relação às disposições da Lei n° 8.080/90, considere as seguintes


afirmativas:

I. A alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a


renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais são
fatores determinantes e condicionantes do estado de saúde de uma população.
II. As ações previstas em lei devem ser praticadas pela iniciativa pública, ficando
vetada a participação da iniciativa privada em qualquer instância.
III. A saúde é um direito fundamental do ser humano, e é um dever das pessoas,
da família, das empresas e da sociedade prover as condições indispensáveis ao seu
pleno exercício.
IV. O Estado deve garantir a saúde a partir da execução de políticas econômicas e
sociais que visem a redução de riscos de doenças.

Assinale a alternativa correta.


a) Somente a afirmativa II é verdadeira.
b) Somente a afirmativa III é verdadeira.
c) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras

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29 - Qual dos princípios abaixo NÃO faz parte da Lei Orgânica de Saúde nº
8.080/90?

a) Integralidade.
b) Universalidade.
c) Igualdade.
d) Centralização.
e) Direito à informação, das pessoas assistidas, sobre sua saúde.

30 - O Pacto 2006, assinado em 26/01/2006 e publicado em 23/02/2006, Portaria


GM/MS nO 399/06, subdivide-se em, EXCETO:
a) Pacto Pela Democratização do SUS.
b) Pacto de Gestão SUS.
c) Pacto Pela Saúde.
d) Pacto em Defesa SUS.

31 - De acordo com os objetivos do Pacto Pela Vida (em 2006), é correto afirmar,
EXCETO:
a) Ampliar para 60% a cobertura de mamografia, conforme protocolo.
b) Cobertura de 50% para o exame preventivo do câncer do colo do útero, conforme
protocolo, em 2006.
c) Realizar a punção em 100% dos casos necessários, conforme protocolo.
d) Reduzir a mortalidade neonatal em 5%, em 2006.

32 - Nos termos da Constituição Federal de 1988, as ações e serviços


públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes, entre outras:

a) Centralização da direção em cada esfera de governo

b) Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas

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c) Participação do município

d) Participação dos servidores públicos

33 - De acordo com a Constituição Federal de 1988, ao sistema único de


saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei, EXCETO:

a) Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de


saúde do trabalhador.

b) Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde.

c) Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e


tecnológico.

d) Fiscalizar a qualidade dos alimentos e gorduras, bem como bebidas alcoólicas


para consumo hospitalar.

34 - Com relação aos objetivos das políticas de recursos humanos do Sistema


Único de Saúde, de acordo com o disposto na Lei n° 8.080/90, considere as
seguintes afirmativas:

I. Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do Sistema


Único de Saúde, só poderão ser exercidos em regime de tempo integral.
II. Prevê a organização de um sistema de formação de recursos humanos em
todos os níveis de ensino, inclusive de pós-graduação, além da elaboração de
programas de permanente aperfeiçoamento de pessoal.
III. Prevê que os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou empregos não
poderão exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do Sistema Único de
Saúde.
IV. Dispõe sobre a extinção gradativa da dedicação exclusiva nos serviços do Sistema
Único de Saúde.

Assinale a alternativa correta.


a) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
b) Somente a afirmativa I é verdadeira.
c) Somente a afirmativa III é verdadeira.
d) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.

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35 - A direção do SUS é exercida no âmbito da União pelo(a):

a) Secretaria de Saúde.
b) Congresso Federal.
c) Ministério da Saúde.
d) Presidente da República.

36 - Tem por finalidade propor prioridades, métodos e estratégias para a


formação e educação continuada dos recursos humanos do SUS, assim como
em relação à pesquisa e à cooperação técnica entre essas instituições (ensino
profissional e superior). Trata-se de(a):

a) Comissões permanentes de integração entre serviços de saúde e instituições de


ensino.

b) Comissões intersetoriais de integração entre serviços de saúde e instituições de


ensino.

c) Comissões interestaduais de integração entre serviços de saúde e instituições de


ensino.

d) Comissões intermunicipais de integração entre serviços de saúde e instituições de


ensino.

37 - São atribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios,


exceto:

a) Implementar o Sistema Nacional de sangue, componentes e derivados.


b) Realizar pesquisas e estudos na área de saúde.
c) Elaboração e atualização periódica dos planos de saúde.

d) Controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde.

38 - À direção nacional do SUS compete, exceto:

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a) Formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição.


b) Formar consórcios administrativos intermunicipais.
c) Coordenar e participar na execução da vigilância epidemiológica.
d) Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a
saúde.

39 - Assinale a alternativa incorreta:

a) A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.


b) É autorizada a participação direta ou indiretamente de empresas ou de capitais
estrangeiros na assistência à saúde.
c) Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de
cobertura assistencial serão estabelecidos pela direção nacional do SUS, aprovados
no Conselho Nacional de Saúde.
d) Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura
assistencial à população de uma determinada área, o SUS poderá recorrer aos
serviços ofertados pela iniciativa privada.

40 - Leia as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.


a) Comissões Intergestores referem-se às instâncias de pactuação consensual entre os
entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS.
b) A Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde (RENASES) compreende todas
as ações e serviços que o SUS oferece ao usuário para atendimento da
integralidade da assistência à saúde.
c) A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) compreende a seleção
e a padronização de medicamentos indicados para atendimento de doenças ou de
agravos no âmbito do SUS.

d) A RENAME e a relação específica complementar estadual, distrital ou municipal de


medicamentos podem conter produtos sem registro na Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA).

41 - Analise as seguintes afirmativas sobre o Contrato Organizativo da Ação


Pública da Saúde.
I. Refere-se a um acordo de colaboração, firmado entre entes federativos com a
finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e
hierarquizada.

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II. Tem como finalidade garantir a integralidade da assistência aos usuários.


III. Suas normas e fluxos serão pactuados pela Comissão Intergestores Tripartite,
cabendo à Secretaria de Saúde Estadual coordenar a sua implementação.
A análise permite concluir que:
A) todas as afirmativas estão corretas.
B) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
C) apenas a afirmativas III está correta.
D) apenas a afirmativa II está correta.

42 - O Pacto pela Saúde 2006:


A) pretende reduzir as mortalidades materna, infantil neonatal e infantil por causas
externas.
B) estabelece como sua maior prioridade expandir a Atenção Básica e reduzir os
recursos em assistência médica de média e alta complexidade.
C) estabelece como sua meta prioritária aumentar os contratos com a iniciativa privada,
para impedir que a mortalidade por doenças crônico-degenerativas evolua.
D) pretende consolidar e qualificar a Estratégia Saúde da Família (ESF) como modelo
de
Atenção Básica à saúde e como centro ordenador das redes de Atenção à Saúde do
SUS.

43 - Em relação à organização do SUS é incorreto afirmar:


a) O detalhamento das diretrizes e das modalidades operacionais previstas para esse
sistema foram regulamentadas pelas leis 8080 de 1990 e 8142 de 1991 conhecidas
como Lei Orgânica da Saúde (LOS).
b) Pode-se dividir as esferas de atendimento como terciária, secundária e primária
correspondendo à esfera terciária os chamados centros de saúde (a saúde em nível de
distritos).
c) Possui como objetivo a universalização da assistência, ou seja, busca o
combate à pobreza e principalmente a exclusão social.
e) Está organizado ao nível das três esferas governamentais como serviço público de
saúde (federal, estadual e municipal) competindo a cada esfera sua organização ao
seu nível, ou seja, à esfera federal compete a formulação de políticas nacionais, à
estadual, políticas estaduais de saúde e à municipal, políticas municipais de
saúde.

4 4 - Em relação à articulação entre o setor público de saúde e o setor


privado de saúde pode-se afirmar que:

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a) Dentre os dois segmentos do setor privado, o lucrativo e o não lucrativo, o setor


lucrativo é o que mais se articula ao SUS por meio de contratos para a prestação de
serviços.
b) Não há qualquer tipo de articulação entre estes sistemas, uma vez que
funcionam de maneira completamente independente.
c) O segmento não lucrativo do setor privado abrange instituições filantrópicas, tais
como as Santas Casas de Misericórdia, sendo que boa parte delas vinculam-se ao
SUS por meio de contratos para prestação de serviços.
d) O segmento lucrativo tem como sua parcela mais expressiva o chamado sistema
supletivo de assistência médica abarcando apenas as cooperativas médicas e os
planos de administração.

45 - Com o Pacto pela Gestão do SUS, o sistema de saúde passa a ter o


financiamento do seu custeio, com recursos federais, através dos seguintes
blocos de recursos:
A) Atenção Básica, Atenção de Média e Alta Complexidade, Vigilância em Saúde,
Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS.
B) Saúde Bucal, Atenção Básica, Saúde Mental, Saúde Materno-Infantil, Urgências.
C) Assistência Farmacêutica, Vigilância em Saúde, Saúde Mental, Saúde do Idoso.

D) Atenção Básica, Saúde Mental, Saúde Indígena, Atenção de Média e Alta


Complexidade,
Gestão do SUS.

46 - De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, a saúde é um:


A) direito de todos, garantido por políticas sociais e econômicas.
B) completo bem-estar físico, psíquico e social, não apenas a ausência de doenças.
C) direito do consumidor, assegurado pela regulamentação do mercado.
D) dever do Estado, que deve garanti-la através do financiamento da assistência
médica.

47 - A ideia de criar um novo sistema de saúde, estratégia central do movimento


pela Reforma Sanitária Brasileira, fundamentou-se num diagnóstico e numa
avaliação do setor saúde que revelou as seguintes características:
A) federalização da gestão; interiorização da medicina, com extensão universal da
cobertura; grandes investimentos em hospitais filantrópicos; ausência de avaliação;

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centralidade na atenção primária.


B) centralização; baixos investimentos na atenção médica; distribuição regional dos
recursos; baixa cobertura assistencial e baixa eficácia.
C) centralização dos recursos e da gestão; fragmentação e duplicação das ações;
privatização; modelo de assistência centrada na assistência médica individual, curativa,
especializada e hospitalar, com altos custos e baixa efetividade.
D) descentralização; aparecimento de novas doenças epidêmicas; ausência de
médicos e medicamentos; baixos investimentos na assistência médica e baixa
efetividade.

48 - No Brasil, o financiamento da saúde tem se caracterizado por baixos níveis


de investimentos. Isso resulta em dificuldades para o processo de
regionalização, que implica a constituição de polos de referência de redes
assistenciais. Sobre o financiamento da saúde é correto afirmar que:
A) As desigualdades regionais brasileiras favorecem o financiamento da saúde no
Brasil e impedem os investimentos dos municípios na saúde, tornando estes mais
dependentes da iniciativa privada.
B) Os baixos investimentos em Atenção Básica e em Assistência Farmacêutica
impedem a constituição de polos de referência, o que gera dependência do setor
privado e de recursos do Ministério da Saúde.
C) A constituição de consórcios intermunicipais impede a constituição de polos de
referência, aumentando o consumo por atenção médica e tornando os municípios
dependentes da política partidária.
D) Os baixos investimentos em promoção da saúde e na assistência de Média e de
Alta Complexidade impedem a constituição desses polos e aumenta a dependência
dos municípios em relação às capitais dos estados e ao setor privado contratado.

49 - Sobre as Comissões Intergestores, é CORRETO afirmar que:


A) As Comissões Intergestores estão organizadas em quatro instâncias, a saber:
Comissão Intergestores Tripartite (CIT); Comissão Intergestores Bipartite (CIB);
Comissão Intergestores Regional (CIR) e a Comissão Intergestores Intermunicipal
de Saúde (CIM).
B) Nas Comissões Intergestores, os gestores públicos de saúde poderão ser
representados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), pelo
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e pelo
Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS).
C) Compete à CIT, CIB e CIR a pactuação dos critérios para o planejamento integrado
das ações e serviços de saúde da Região de Saúde.

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D) Para efeitos administrativos e operacionais, a Comissão Intergestores Regional


(CIR), está vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, do município sede da área
de referência, devendo observar as diretrizes da CIB.

5 0 - Os estabelecimentos assistenciais que compõem a rede de serviços de


saúde – estatais e privados – são usualmente classificados em postos de
saúde, centros de saúde, unidades mistas, policlínicas, prontos-socorros e
hospitais. Assinale a alternativa que melhor correlaciona o estabelecimento e sua
função:

a) Centro de saúde: presta assistência à saúde de determinada população


valendo-se de procedimentos mais simplificados, praticamente sem incorporações de
equipamentos.
b) Policlínica: tipo de serviço que apresenta atendimento ambulatorial especializado
concentrando-se nas cidades de médio e grande porte e nas regiões economicamente
mais desenvolvidas, atua no nível da atenção secundária na modalidade ambulatorial.
c) Pronto-socorro: estabelecimento voltado para a assistência médica em regime de
internação.

d) Hospital: estabelecimento com pequena incorporação de tecnologias, atua no nível


primário de atenção.

51 - São consideradas Doenças de Notificação Compulsória, EXCETO:

a) Sarampo.
b) Tuberculose.
c) Sífilis tardia.
d) Síndrome de Imunodeficiência adquirida.

52 - Reunir-se-á a cada quatro anos com a representação de vários segmentos


sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação
da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder
Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde. Trata-se:
a) Conselho Nacional de Secretários de Saúde.
b) Conferencia de Saúde.
c) Conselho de Saúde.
d) Ministério da Saúde.

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53 - A portaria 399 de 22/02/2006 que divulga o Pacto pela Saúde 2006 -


Consolidação do SUS e aprova as diretrizes operacionais do referido pacto,
estabelece como prioridade:
a) O Pacto pela Vida, o Pacto em Defesa do SUS e o Pacto de Gestão do SUS.
b) Exclusivamente o Pacto pela Vida.
c) Exclusivamente o Pacto em Defesa do SUS.
d) Exclusivamente o Pacto de Gestão do SUS.
e) Exclusivamente o Pacto em Defesa da Gestão Ampliada e Compartilhada do SUS.

54 - O controle social na saúde é um direito conquistado pela Constituição


Federal de 1988, mais precisamente do princípio "participação popular", e são
garantidas duas instâncias formais, que são também espaço de luta: os
conselhos e conferências de saúde. Assinale a opção correta a partir dos itens
abaixo.

I. Os conselhos de saúde são instâncias colegiadas de caráter provisório,


essencialmente consultivos.
II. Os conselhos de saúde são instâncias colegiadas de caráter permanente e
deliberativo.
III. As conferências de saúde tem como objetivo avaliar e propor diretrizes para a
política de saúde nas três esferas de governo.
Verifica-se que a opção correta é:
a) Apenas os itens II e III são verdadeiros
b) Apenas os itens I e III são verdadeiros
c) Apenas os itens I e II são verdadeiros
d) Apenas os itens I e III são falsos
e) Todos são verdadeiros

55 - Em 2006, foi instituído o Pacto pela Vida, que nos traz metas e objetivos a
serem alcançados pelos gestores municipais e estaduais de saúde. Nesse pacto
foram instituídos seis prioridades a serem seguidas. Qual dessas prioridades
NÃO faz parte do Pacto pela Vida?
a) Saúde do Idoso.
b) Saúde do Trabalhador.
c) Promoção da Saúde.
d) Controle do Câncer de Colo do Útero e Mama.
e) Fortalecimento da Atenção Básica.

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56 - A realização das funções de controle e avaliação em saúde devem ser feitas:

a) Pela Presidência da República;


b) Por todos os níveis do sistema de saúde;
c) Pelo órgão específico do Ministério da Saúde;
d) Pelos governos estaduais;
e) Pelos conselhos comunitários.

57 - Os profissionais de saúde, responsáveis por organizações e


estabelecimentos públicos e particulares de saúde e ensino, são obrigados
a comunicar aos gestores do SUS a ocorrência de casos suspeitos ou
confirmados de doenças de notificação compulsória e imediata. NÃO está
incluído como doença e agravo de notificação imediata, caso suspeito ou
confirmado de:

a) Febre amarela.
b) Herpes.
c) Botulismo.
d) Cólera.
e) Raiva humana.

58 - A Lei nº 8.080/90 regulamenta os dispositivos da Constituição Federal


referentes à Saúde no Estado brasileiro, dispondo, portanto, sobre as
condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a
organização e o funcionamento dos serviços de Saúde.

Dessa forma, com base nessa Lei, é correto afirmar:

a) O Sistema Único de Saúde - SUS - é constituído por um conjunto de ações e


serviços de Saúde prestados apenas por órgãos e instituições públicas, sejam
elas federais, estaduais ou municipais.

b) A direção do Sistema Único de Saúde - SUS - é única em cada esfera de


governo, sendo, portanto, exercida em nível da União, pelo Presidente do Senado
Federal, em nível do Estado, pelo Presidente da Assembleia Legislativa e em
nível do município, pelo Presidente da Câmara de Vereadores.

c) As ações de Saúde, no âmbito do SUS, são gratuitas nos serviços públicos,


enquanto, nos serviços privados contratados pelo SUS, são ofertadas aos
usuários mediante pagamento de taxas.

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d) É objetivo do SUS executar ações de promoção, proteção e recuperação da


saúde, priorizando as ações de caráter curativo.

e) Constitui campo de atuação do SUS a execução de ações de Vigilância


Sanitária, Vigilância Epidemiológica e de Saúde do Trabalhador.

59 - Sobre a organização das ações de vigilância epidemiológica, cabe ao


Ministério da Saúde coordenar e controlar doenças transmissíveis,
orientando acerca de:

I. Atendimento de agravos coletivos à saúde.


II. Programa de imunizações.
III. Aplicação da notificação compulsória.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) alternativa(s):

a) I, II
b) III
c) II, III
d) II
e) I, II, III

60 - “A constituição de consórcios para prestação de serviços na área de


saúde, poderá ser feita pelo(s)_________________.” Assinale a alternativa
que completa corretamente a afirmativa anterior:

a) Ministério da Saúde
b) Municípios
c) Hospitais
d) Órgãos colegiados
e) N.R.A.

61 - Dentre as várias atribuições, e nos termos da Constituição Federal,


identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas com relação ao
que compete ao Sistema Único de Saúde.

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( ) Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse


para a saúde.
( ) Participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos,
hemoderivados e outros insumos.
( ) Propor ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como executar
as ações de saneamento básico.
( ) Formar e regulamentar a formação de recursos humanos na área de
saúde.
( ) Fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor
nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.

a) V – F – V –F – V
b) F–V–F–V–F
c) V–V–F–V–F
d) V–V–F–F–V
e) F–V–V–V–F

62 - O artigo 198 da Constituição Federal define o Sistema Único de Saúde –


SUS, constituído por uma rede regionalizada e hierarquizada, integrada por ações
e serviços públicos de saúde.

Assinale a alternativa CORRETA, sobre as diretrizes que organizam o SUS.

a) Participação da comunidade
b) Atendimento integral, com prioridade para os serviços assistenciais, sem
prejuízo das atividades preventivas
c) Atendimento equitativo, com prioridade aos mais necessitados
d) Descentralização, com direção compartilhada em cada esfera de governo
e) Regionalização, com verticalidade gerencial e adstrição de clientela

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63 - Assinale a alternativa CORRETA, considerando a legislação que trata da


participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde.

A( ) As Conferências de Saúde são instâncias colegiadas, nas quais os vários


segmentos sociais participam dos processos deliberativos da Política de Saúde,
sendo convocadas a cada quatro anos pelo poder legislativo.

B( ) As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde têm sua organização


e normas de funcionamento definidas pelo poder legislativo, homologadas pelo
poder executivo.

C( ) As Conferências de Saúde são órgãos colegiados, em caráter permanente


e deliberativo, criadas para manter a participação paritária dos usuários do SUS.

D( ) Os Conselhos de Saúde são instâncias colegiadas do SUS, concebidos


para atuar na formulação de estratégias e controle de campanhas de saúde.

E( ) Os Conselhos de Saúde são órgãos colegiados, em caráter permanente e


deliberativo, compostos por representantes do governo, prestadores de serviço,
profissionais de saúde e usuários.

64 - A Lei Orgânica do SUS estabeleceu a criação de comissões intersetoriais de


âmbito nacional, subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, com a finalidade
de articular políticas e programas de interesse para a saúde.

Assinale a alternativa que apresente CORRETAMENTE três das seis atividades


das comissões intersetoriais, previstas nessa Lei.

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A( ) Alimentação e nutrição; recursos humanos; humanização


B( ) Ciência e tecnologia; humanização e alimentação; nutrição
C( ) Alimentação e nutrição; saneamento e meio ambiente; ciência e
tecnologia
D( ) Saneamento e meio ambiente; participação da comunidade; recursos
humanos
E( ) Humanização; saneamento e meio ambiente; participação da comunidade

65 - O Sistema Único de Saúde (SUS) obedece a um conjunto de princípios que


compõem sua filosofia.

Assinale a alternativa CORRETA, considerando os princípios de organização do


SUS.

A( ) Participação da comunidade significa que todo e qualquer cidadão tem


direito de acesso aos serviços públicos de saúde.
B( ) Hierarquização significa a organização dos serviços de saúde em nível de
complexidade disponível no âmbito municipal.
C( ) Resolubilidade significa a capacidade de resolução dos serviços, em todos
os níveis de assistência.
D( ) Descentralização significa a exigência de um rápido impacto coletivo na
saúde do município.
E( ) Complementaridade do setor privado significa o provimento de exames
complementares sofisticados para um bom diagnóstico de saúde.

66 - O processo histórico de construção do Sistema Único de Saúde culminou


com sua regulamentação em 1990, através da Lei Orgânica da Saúde.
Considerando os fatos da trajetória de construção do SUS, e o ano do
acontecimento deles, numere a coluna da direita, que trata dos fatos históricos,
segundo a coluna da esquerda, que identifica os anos correspondentes a esses
fatos.

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Ano Fato histórico

I. 1941 VIII Conferência Nacional da Saúde.

II. 1953 Criação do Ministério da Saúde.

III. 1984 Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde.

IV. 1986 I Conferência Nacional de Saúde.

V. 1987 Ações Integradas de Saúde.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.

A( ) III, I, V, II, IV
B( ) IV, II, V, I, III
C( ) V, I, IV, II, III
D( ) IV, I, III, II, V
E( ) IV, I, V, II, III

67 - O financiamento tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das


diretrizes para a gestão do SUS, cujos princípios gerais estão definidos no Pacto
pela Saúde 2006.

Identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as alternativas relacionadas aos


princípios gerais do sistema de financiamento do SUS.

( ) O repasse fundo a fundo foi definido como modalidade preferencial de


transferência de recursos entre os gestores.
( ) Os blocos de financiamento definidos para o custeio das ações e serviços
de saúde são três: Atenção Básica; Vigilância em Saúde; Assistência
Farmacêutica.

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( ) Os recursos financeiros do Piso de Atenção Básica - PAB serão transferidos


mensalmente, de forma regular e automática, do Fundo Nacional de Saúde aos
Fundos de Saúde dos Municípios e do Distrito Federal.
( ) O fator de incentivo da Atenção Básica aos povos indígenas e o incentivo à
saúde no sistema penitenciário integram a lista de estratégias de financiamento
que compõem o Piso de Atenção Básica Variável.
( ) No bloco de financiamento para a Vigilância em Saúde, os recursos
financeiros correspondentes representam o agrupamento das ações da Vigilância
Epidemiológica, Sanitária, Nutricional e Social.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.

A( ) V–F–V–V–F
B( ) V–F–V–F–V
C( ) F–V–F–V–V
D( ) F–F–V–F–F
E( ) F–V–V–F–F

68 - O Pacto pela Saúde é um compromisso público, assumido pelos gestores do


Sistema Único de Saúde - SUS, com o propósito de estabelecer ajustes e acordos
em torno de prioridades e responsabilidades sanitárias e de gestão entre os entes
federados.

Assinale a alternativa CORRETA, considerando os termos do Pacto pela Saúde


definidos na Portaria no 399/GM/2006.

A( ) O Pacto em Defesa do SUS envolve ações simples e objetivas, no sentido


de reforçar o SUS como política de governo e de defender os princípios da ética e
da bioética, inscritos na Constituição Federal.
B( ) O Pacto pela Saúde representa um exercício simultâneo de definição de
prioridades articuladas e integradas nos três componentes: Pacto pela Vida,
Pacto em Defesa do SUS e Pacto de Gestão do SUS.

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C( ) O Pacto de Gestão estabelece diretrizes para a gestão do SUS, com


ênfase na articulação intersetorial; nos objetivos e resultados dos indicadores
pactuados, bem como nos compromissos orçamentários e financeiros para o
alcance desses resultados.
D( ) O Pacto pela Saúde tem previstas revisões mensais, com ênfase na
definição de prioridades específicas dos gestores em cada esfera, que serão
expressas em objetivos e metas no Termo de Compromisso de Gestão.
E( ) O Pacto em defesa do SUS propõe consolidar e qualificar o programa da
Saúde da Família como o modelo de atenção à saúde do SUS, configurando esse
modelo em um sistema facilitador das redes de saúde.

69 - O Pacto pela Vida, uma das dimensões do Pacto pela Saúde (Portaria n o
399/2006), representa o compromisso entre os gestores do SUS em torno de
prioridades que apresentam impacto sobre a situação de saúde da população
brasileira.

Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE três prioridades


estabelecidas no Pacto pela Vida.

A( ) Saúde da criança; saúde do adolescente; saúde do idoso


B( ) Saúde da criança, saúde da mulher, saúde indígena
C( ) Promoção da saúde; controle do câncer de colo de útero e de mama;
saúde indígena
D( ) Promoção da saúde; atenção básica à saúde; saúde do idoso
E( ) Saúde da mulher, saúde do adolescente, saúde do idoso

70 - São consideradas Doenças de Notificação Compulsória, EXCETO:

e) Sarampo.
f) Tuberculose.
g) Sífilis tardia.
h) Síndrome de Imunodeficiência adquirida.

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71 - Em relação à participação da comunidade no SUS, pode-se afirmar que a


legislação vigente:

a) Prevê a participação somente dos usuários do SUS.


b) Prevê somente a participação dos usuários do SUS e dos representantes dos
poderes públicos.
c) Não contempla a representação dos profissionais de saúde.
d) Determina que os Conselhos de Saúde constituam a instância de participação da
comunidade.

72 - Fazem parte do segmento lucrativo do setor privado de saúde, exceto:

a) Medicina de grupo.

b) Cooperativas médicas.
c) Planos de administração.

d) Instituições originalmente organizadas pelas diversas comunidades de imigrantes.

73 - Segundo a Lei nº 8080/90, que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS), a


participação da iniciativa privada na assistência à saúde é:
a ) Livre;

b) Obrigatória;

c) Minoritária;

d) Prioritária;

e) Proibida.

74 - São competências do Sistema Único de Saúde:

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I- Colaborar na proteção do meio ambiente, incluindo o ambiente do


trabalho.
II- Participar do controle e fiscalização da produção, transporte,
armazenamento, utilização de substâncias e produtos psicoativos,
tóxicos e radioativos.
III- Fiscalizar a formação de recursos humanos na área de saúde.
IV- Executar ações de vigilância sanitária e epidemiológica.

São CORRETAS as afirmativas:

a) I, II e IV, somente.
b) I, II e III, somente.
c) II, III e IV, somente.
d) I, II, III e IV.

75 - Baseado na Constituição Federal de 1988, é correto afirmar, EXCETO:

a) A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

b) É permitida a participação direta ou indireta, inclusive controle, de empresas


ou de capital estrangeiro na assistência à saúde nos casos definidos por lei.

c) As instituições privadas poderão participar de forma complementar no


Sistema Único de Saúde, mediante contrato de direito público ou convênio.

d) O Sistema Único de Saúde poderá destinar recursos públicos, sob forma de


auxílio e subvenções, às instituições privadas lucrativas, quando houver risco de
falência.

76 - Para financiamento do Sistema Único de Saúde, deverão ser utilizadas as


combinações dos critérios abaixo:

I- Perfil demográfico da região.

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II- Perfil epidemiológico da população a ser coberta.


III- Características qualitativas e quantitativas da rede de saúde da área.
IV- Níveis de participação do setor saúde nos orçamentos estaduais e
municipais.

São CORRETAS as afirmativas:

a) I, II, III e IV.


b) I e III, somente.
c) I, II e III, somente.
d) II, III e IV, somente.

77 - São prioridades do Pacto em Defesa do Sistema Único de Saúde – SUS:

I- Mostrar a saúde como direito de cidadania.


II- Garantir, no longo prazo, o incremento de recursos orçamentários e
financeiros para a saúde.
III- Aprovar o orçamento do SUS, explicitando o compromisso das três
esferas de gestão - União, Estado e Município.
IV- Elaborar e divulgar a carta dos direitos dos usuários do SUS.

São CORRETAS as afirmativas:

a) I e II, somente.
b) II e III, somente.
c) II, III e IV, somente.
d) I, II, III e IV.

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78 - São prioridades do Pacto de Gestão do Sistema Único de Saúde – SUS:

I- Definição da responsabilidade sanitária de cada instância gestora -


federal, estadual e municipal.
II- Gestão do sistema exclusivamente pelo município.
III- Ênfase na Programação Pactuada e Integrada (PPI).
IV- A participação e controle social.

São CORRETAS as afirmativas:

a) I, II, III e IV.


b) I, III e IV, somente.
c) I, II e IV, somente.
d) III e IV, somente.

79 - São prioridades e objetivos do Pacto pela Vida, estabelecidos pela Portaria


Ministerial nº 399/06, EXCETO:

a) Contribuir para a redução da mortalidade por câncer de colo de útero e


mama.
b) Reduzir a mortalidade materna, infantil neonatal, infantil por doença
diarréica e por pneumonia.
c) Aumentar o orçamento para a saúde.
d) Implantar a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa.

80 - É uma instância colegiada do Sistema Único de Saúde:


a) Ministério da Saúde;
b) Fundo Municipal de Saúde;
c) Conferência de Saúde;

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d) Secretaria de Assistência à Saúde;

e) Secretaria de Vigilância à Saúde.

81 - Segundo a Lei nº 8142/90, que dispõe sobre a participação da comunidade na


gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), a Conferência de Saúde deve reunir-se a
cada:
a) Ano;
b) Dois anos;

c) Três anos;

d) Quatro anos;

e) Cinco anos.

82 - Segundo a Lei nº 8080/90, constitui um critério para o estabelecimento de


valores a serem transferidos a estados, Distrito Federal e municípios:
a) Participação paritária dos usuários no conselho de saúde;
b) Prioridade para o atendimento hospitalar;
c) Desempenho técnico, econômico e financeiro no período atual;
d) Eficiência na arrecadação de impostos;
e) Perfil epidemiológico da população a ser coberta.

83 - O Pacto pela Vida, em relação à Saúde do Idoso, tem por diretrizes,


EXCETO:

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a) Promoção do envelhecimento ativo e saudável.


b) Ampliação de serviços de atenção hospitalar.
c) Atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa.
d) O acolhimento preferencial em unidade de saúde, respeitando o critério de
risco.

84 - São metas e objetivos do Pacto pela Vida, como resposta às doenças


emergentes e endêmicas.

V- Atingir 85% de cura de casos novos de tuberculose bacilífera


diagnosticada a cada ano.
VI- Atingir o patamar de menos de 1 caso por 10.000 habitantes, para a
hanseníase, em todos os municípios definidos como prioritários no
ano de 2006.
VII- Eliminação da malária, na região da Amazônia Legal, no ano de
2006.
VIII- Eliminação da infestação do Aedes aegypti, nos municípios definidos
como prioritários para o ano de 2006.

São CORRETAS as afirmativas:

e) I e II, somente.
f) I e III, somente.
g) II e IV, somente
h) I, II, III e IV.

85 - São diretrizes gerais do processo de Programação Pactuada e Integrada –


PPI – da Assistência, EXCETO:

a) Ser coordenado pelo gestor estadual, e os resultados deverão ser


aprovados pela Comissão Intergestora Bipartite – CIB.

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b) Integrar o processo geral de planejamento em saúde de cada esfera de


governo, coerente com os respectivos planos estadual e municipal de saúde.

c) Seguir os parâmetros assistenciais para programação definidos pelo


Ministério da Saúde.

d) Ser orientado pelo diagnóstico dos principais problemas de saúde, como


base para a definição das prioridades.

86 - Sobre a Atenção Hospitalar no Sistema Único de Saúde, é correto afirmar,


EXCETO:

a) A valorização das unidades hospitalares resulta no isolamento destas em


relação ao sistema de saúde no que se refere ao dimensionamento e adequação
da sua oferta de serviços.

b) A rede hospitalar brasileira apresenta-se heterogênea do ponto de vista da


incorporação tecnológica e complexidade de serviços, com concentração de
recursos e de pessoal em complexos hospitalares nas cidades de médio e grande
portes.

c) Na distribuição das unidades hospitalares, há desequilíbrio regional, com


favorecimento das regiões Sul e Sudeste.

d) Historicamente, o modelo hospitalocêntrico de organização da saúde


propicia uma abordagem ampla dos problemas sanitários do Brasil.

87 - São eixos orientadores da atenção hospitalar no Sistema Único de Saúde:

I- Descentralização e Regionalização.
II- Democratização da Gestão.
III- Inserção da Unidade Hospitalar na rede de assistência à Saúde.
IV- Humanização da assistência.

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São CORRETAS as afirmativas:

a) I, II, III e IV.


b) I, II e III, somente.
c) I, II e IV, somente.
d) II, III e IV, somente.

88 - NÃO se inclui entre os objetivos do Sistema Único de Saúde:


a) Identificação dos fatores determinantes da saúde;
b) Formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico
e social, a redução de riscos de doenças e de outros agravos;
c) Assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e
recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das
atividades preventivas;
d) Divulgação dos fatores determinantes da saúde;

e) Participação prioritária da iniciativa privada na assistência à saúde.

89 - Compete à direção estadual do Sistema Único de Saúde coordenar e, em caráter


complementar à União e aos municípios, executar ações e serviços de:

I - Vigilância Epidemiológica.
II - Atendimento ambulatorial na atenção básica.
III - Controle de Zoonoses.
IV - Sangue, hemocomponentes e hemoderivados.

São CORRETAS as afirmativas:

a) I, III e IV
b) I, II e IV
c) I, II e III
d) I, II, III e IV

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201

90 - De acordo com a distribuição das atribuições a cada uma das três esferas de
governo, dispostas nos artigos 16, 17 e 18 da Lei Federal nº 8.080/90, a opção correta é:

a) A vigilância sanitária dos portos, aeroportos e fronteiras é realizada


exclusivamente pelo governo Federal;

b) O Ministério da Saúde deve executar as ações de controle da água e dos


alimentos;
c) Os municípios devem formular as políticas e ações no que tange à vigilância
sanitária, epidemiológica e ambiental;
d) Os municípios devem formar consórcios administrativos intermunicipais;
e) A administração dos recursos orçamentários e financeiros destinados, em
cada ano, à saúde é dever da esfera municipal, exclusivamente.

91 - De acordo com a Lei nº 8.080 no artigo 13º que tange a organização, direção e
gestão do Sistema Único de Saúde é correto afirmar que a articulação das políticas
e programas, a cargo das comissões intersetoriais, abrange em especial as
seguintes atividades:

I.Alimentação e nutrição.
II. Saneamento e meio ambiente.
III. Vigilância Sanitária e farmacoepidemiologia.
IV. Recursos humanos.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e II

b) I, II e III

c) I, III e IV

d) II, III e IV

e) I, II, III e IV

92 - São diretrizes operacionais para estruturação do Sistema de Regulação no


SUS, EXCETO:

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202

a) Articular e integrar as ações de regulação da atenção à saúde com as


demais funções da gestão como planejamento, financiamento, orçamento e
programação.

b) Criar nos municípios o Serviço de Controle e Avaliação e o Serviço de


Auditoria.

c) Utilizar a Ouvidoria como canal privilegiado de interlocução individual com o


usuário.

d) Integrar a Regulação com as ações de fiscalização e controle da Vigilância


Sanitária.

93 - Sobre a Regulação em Saúde, analise as afirmativas abaixo:

I- Efetua a vigilância do cumprimento das regulamentações do sistema


de saúde.
II- Define os rumos da produção de bens e serviços de saúde.
III- Deve ser exercida por cada esfera de governo – federal, estadual e
municipal.
IV- Atua sobre o acesso dos usuários à assistência nos diversos níveis
de complexidade.

São CORRETAS apenas as afirmativas:

a) I, e II.
b) I, II e III.
c) I, II e IV.
d) I, III e IV.

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203

94 - São atividades e ações em saúde do trabalhador, de responsabilidade do


Sistema Único de Saúde:

I- Avaliar o impacto de novas tecnologias sobre a saúde.


II- Desenvolver estudos que permitam estabelecer diagnósticos de
saúde nos ambientes de trabalho e definir estratégias de
intervenção.
III- Organizar a assistência dos trabalhadores acidentados e com
doenças decorrentes do trabalho.
IV- Proceder à revisão periódica da listagem oficial de doenças
originadas no processo de trabalho.

São CORRETAS as afirmativas:

a) I, II, III e IV.


b) I e II, somente.
c) II e III, somente.
d) I, II e III, somente.

95 - Segundo a Lei 8080/90, Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de


Saúde - SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a
presença, Junto à parturiente de:

a) 1 (um) acompanhante apenas durante o período pós-parto imediato.

b) 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-


parto imediato.

c) 2 (dois) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-


parto imediato, desde de que seja da área de saúde.

d) 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-


parto imediato, desde de que seja da área de saúde.

e) 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto e pós-parto


imediato apenas.

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204

96 - No Campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), está incluída a


execução das ações abaixo apresentadas, EXCETO:

a) Vigilância Epidemiológica;

b) Saúde do Trabalhador;

c) Assistência terapêutica parcial, inclusive nutricional;

d) Assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.

97 - Sobre a lei 8.080/90 é correto afirmar:

a) O dever do estado em relação a saúde não exclui o das pessoas, da família,


das empresas e da sociedade.

b) Os níveis de saúde da população não expressam a organização social e


econômica do país.

c) O estado não tem o dever de garantir às pessoas e à coletividade condições de


bem-estar físico, social e mental.

d) O nível de prestação de serviços de saúde deve corresponder ao nível de


renda do contribuinte.

98 - Entende-se por saúde do trabalhador, para fins da Lei nº 8.080/90, um


conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância
epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos
trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos
trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de
trabalho, abrangendo, dentre outras, a:

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205

a) Assistência ao trabalhador vítima de acidentes de trabalho, desde que o


acidente ocorra nas dependências do local de trabalho, ou portador de doença
profissional e do trabalho.

b) Participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS),


em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à
saúde existentes no processo de trabalho.

c) Participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS), da


fiscalização e controle das condições de produção, extração e armazenamento de
substâncias, de produtos, de máquinas e de equipamentos que apresentam riscos
à saúde do trabalhador.

d) Informação ao trabalhador e às empresas sobre os riscos de acidentes de


trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como os resultados de
fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos
e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional.

e) Garantia os trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de


máquina, de setor de serviço ou de todo ambiente de trabalho, quando houver
exposição a risco iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores.

99 - No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) estabelece como


competência nacional:

a) Descentralização para os municípios dos serviços e das ações de saúde.

b) Coordenação da rede estadual de laboratórios de saúde pública e


hemocentros.

c) Vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras.

d) Execução dos serviços de vigilância epidemiológica e de saúde do trabalhador.

e) Formação de consórcios administrativos intermunicipais.

100 - Sobre as características do Sistema Único de Saúde (SUS), analise as


afirmativas a seguir:

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206

I- universalidade significa que o SUS deve atender a todos, sem distinções ou


restrições, oferecendo toda a atenção necessária, sem qualquer custo.

II- equidade significa que todo cidadão deve ser tratado igualmente pelo SUS,
independente de sua condição econômica, de classe social, credo, cor e condição
de vida em geral.

III- o controle social trata-se de um processo considerado regulador da cidadania


cuja ação deve se restringir à contínua vigilância da burocracia estatal.

IV- integralidade da assistência entende-se como um conjunto articulado e


contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos,
exigido para cada caso, em todos os níveis de complexidade.

V- descentralização político-administrativa com direção única em cada esfera de


governo.

Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s).

a) I, II, III

b) I, II, IV

c) I, IV, V

d) II, III, V

e) III, IV, V

101 - Quanto à competência da direção municipal do sistema de saúde


(SUS) regida pela Lei n° 8.080/90, considere as seguintes atribuições:

I. Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde


e gerir e executar os serviços públicos de saúde.

II. Participar do planejamento, programação e organização da rede


nacional e independente do Sistema Único de Saúde (SUS), em
articulação com sua direção estadual.

III. Acompanhar o processo de licitação para definir a gestão de


laboratórios públicos de saúde e hemocentros.

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207

IV. Executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras


independentemente da União e dos Estados.

É(são) da competência da direção municipal do Sistema Único de Saúde


(SUS):

a) Somente III.
b) Somente I.
c) Somente I e II.
d) Somente II e IV.
e) Somente III e IV.

102 - Quanto aos “critérios e valores para a remuneração de serviços e os


parâmetros de cobertura assistencial” pode-se dizer:

I - Na fixação dos critérios, valores, formas de reajuste e de pagamento da


remuneração aludida no artigo 26 da Lei 8.080/90, a direção nacional do Sistema
Único de Saúde (SUS) deverá fundamentar seu ato em demonstrativo econômico-
financeiro que garanta a efetiva qualidade de execução dos serviços contratados.

II - Os serviços contratados submeter-se-ão às normas técnicas e administrativas


e aos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), mantido o
equilíbrio.

III - Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços


contratados é permitido exercer cargo de chefia ou função de confiança no
Sistema Único de Saúde (SUS).

a) apenas I e II estão corretas

b) apenas I e III estão corretas

c) apenas II e III estão corretas

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208

d) todas estão corretas

e) N.R.A.

103 - As disposições legais sobre Conselhos de Saúde e Conferências de


Saúde estabelecem que suas organizações e normas de funcionamento
deverão ser definidas através de: (Lei Federal nº. 8142/1990)

a) Editais públicos.

b) Leis Complementares.

c) Publicações oficiais em diários do executivo.

d) Regimento próprio aprovado pelo respectivo Conselho.

e) Atas registradas em Cartórios.

104 - Nas alternativas abaixo coloque V para verdadeiras e F para falsas:

( ) As entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos terão preferência para


participar do SUS.
( ) Quando as disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura
assistencial a população de uma determinada área, o SUS poderá recorrer aos
serviços ofertados pela iniciativa privada.
( ) Os serviços públicos que integram o SUS constituem campo de prática para
ensino e pesquisa, mediante normas específicas, elaboradas conjuntamente
com o sistema educacional.

A seqüência está correta em:

a) F, F, F b) V, V, V c) F, V, V d) F, V, F e) V, V, F

105 - O SUS estabelece como competência estadual:

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209

a) Estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle da qualidade


sanitária de produtos, substâncias e serviços de consumo e uso humano.

b) Formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição.

c) Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde, gerir


e executar os serviços públicos de saúde.

d) Promover a descentralização, para os Municípios, dos serviços e das ações


de saúde.

e) Todas as respostas anteriores estão corretas.

106 - Na área da saúde, segundo o disposto na Lei Federal 8080 de


19/09/1990, compete à Direção Municipal do Sistema SUS:

a) Executar serviços de Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária, de


alimentação e nutrição, de saneamento básico e de saúde do trabalhador.

b) Descentralizar, todos os serviços de imunização para instituições privadas.

c) Acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do SUS.

d) Coordenar em nível regional e, em caráter complementar, executar ações e


serviços de Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária.

107 - A Lei nº 8.142 de 28/12/1990 estabelece alguns prazos para


realização de eventos importantes, tais como:

1. Conferência de Saúde – a cada quatro anos.


2. Conselho de Saúde – caráter permanente.
3. Conselho Nacional de Secretários de Saúde – (CONASS) a cada dois anos.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) alternativa(s):

a) 1

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b) 1e3
c) 3
d) 1e2
e) Todas estão corretas.

108 - Considere os itens a seguir.

I. Conselho Intermunicipal de Saúde.


II. Conselho Municipal de Saúde.
III. Conferência Municipal de Saúde.

Que item(itens) corresponde(m) a instância(s) colegiada(s) do SUS,


segundo a Lei nº 8.142 de 28/12/1990?

a) Somente I, II e III.

b) Somente I e II.

c) Somente I e III.

d) Somente II e III.

e) Somente II.

109 - A Constituição Brasileira de 1988 aprovou a criação de um Sistema


Único de Saúde – SUS. Com base nos princípios do SUS, analise as
seguintes afirmativas.

I. Deve-se assegurar a universalização do atendimento à população e a


integralidade das ações.
II. Deve-se garantir o atendimento especializado e a atenção a pacientes
carentes.
III. Deve haver um conceito ampliado de saúde considerando seus
determinantes sociais.
IV. Deve-se garantir a saúde como um direito de todos e um dever do Estado.

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211

V. Deve-se estabelecer a descentralização e o atendimento básico das


necessidades de pacientes especiais.

Constituem princípios do SUS:

a) Somente as afirmativas II, III, IV.

b) Somente as afirmativas I, III, IV.

c) Somente as afirmativas II, IV, V.

d) Somente a afirmativa IV.

e) Somente a afirmativa I.

110 - Qual o setor prioritário a ser contratado quando os serviços


próprios do SUS forem insuficientes?

a) Serviço de associações profissionais.

b) Serviço de saúde suplementar.

c) Serviço filantrópico.

d) Serviço em cooperativas.

e) Serviço de atenção terciária.

111 - Que competência NÃO faz parte da direção municipal do SUS?

a) Planejar os serviços de saúde.

b) Reorganizar os serviços de saúde.

c) Controlar e avaliar as ações e serviços de saúde.

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d) Controlar o Conselho Municipal de Saúde.

e) Executar e gerir os serviços de saúde.

112 - Que ações NÃO estão incluídas no campo de atuação do SUS?

a) Ações de vigilância sanitária.

b) Ações de vigilância epidemiológica.

c) Ações de saúde do trabalhador.

d) Ações de terapêutica integral, incluindo farmacêutica.

e) Ações em parceria com a saúde suplementar.

113 - Entende-se por ação em saúde do trabalhador no SUS, dentre


outras,

a) A assistência ao trabalhador vítima de acidente do trabalho ou portador de


doença profissional e do trabalho do setor privado, somente.

b) A informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical sobre


riscos de acidentes do trabalho, mas não sobre o resultado de fiscalizações.

c) A participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de


saúde do trabalhador nas instituições privadas, somente.

d) A garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente


a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo o ambiente de
trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a vida ou saúde dos
trabalhadores.

e) A avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde somente dos


trabalhadores da indústria.

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114 - Analise os itens abaixo e indique (V) para os itens verdadeiros ou (F)
para os itens falsos, assinalando a alternativa correta.

I - Os serviços públicos que integram o SUS constituem campo de prática para


ensino e pesquisa.
II - Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do
SUS, só poderão ser exercidas em regime de tempo parcial.
III - Os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou empregos poderão
exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do SUS.

a) V, V, F

b) V, F, F

c) F, V, F

d) F, V, V

e) V, F, V

115 - A forma de representação dos usuários do SUS no Conselho


Municipal de Saúde, conforme determina a Lei Federal nº. 8142/1990, será:

a) Dependente.

b) Tripartite.

c) Paritária.

d) Individualizada.

e) Indicada.

116 - Ao SUS compete realizar na esfera municipal:

a) Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e


gerir e executar os serviços públicos de saúde.

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214

b) Colaborar com a União e os Estados na execução de atividades para a


preservação do meio ambiente.

c) Dar execução, no âmbito federal, à política de insumos e equipamentos para


a saúde.

d) Manter interferências com a união e os Estados na execução da vigilância


sanitária portuária, aeroportuárias e das fronteiras da América latina
(Mercosul).

e) Acompanhar e intervir na União e Estados dentro do SUS.

117 - Como instrumento importante da vigilância sanitária, a notificação


compulsória deve ocorrer, no caso das seguintes doenças:

a) Leptospirose e hanseníase.

b) Endocardite e cardiopatia.

c) Herpes e coqueluche.

d) Blastomicose e pneumonia.

e) Diabetes e difteria.

118 - A diretriz do Sistema Único de Saúde que está relacionada com a


municipalização dos hospitais federais é:

a) Universalidade;

b) Descentralização;

c) Equidade;

d) Integralidade;

e) Hierarquização.

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119 - A quem cabe a coordenação do processo de programação da


assistência à saúde em âmbito nacional?

a) União Federal.

b) Ministério da Saúde.

c) Secretaria Municipal de Saúde.

d) Secretaria Estadual de Saúde.

120 - Os recursos financeiros dos SUS serão depositados em conta


especial, em cada esfera de sua atuação e movimentados sob
fiscalização:

a) Do Poder Executivo Federal.

b) Do Poder Judiciário Federal.

c) Do Conselho Estadual.

d) Do Conselho de Saúde.

e) Das Universidades Federais de Saúde.

121 - Nos termos da lei 8080/90, as ações e serviços públicos de saúde


nela citada, seguem as orientações e diretrizes previstas na Constituição
Federal 1988, obedecendo aos seguintes princípios, entre outros:

I. igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de


qualquer espécie.
II. divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a
sua utilização pelo usuário.
III. utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a
alocação de recursos e a orientação programática.
IV. participação da comunidade.

Assinale a opção correta:

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a) Apenas IV está correta

b) Apenas III está incorreta

c) Apenas I e IV estão corretas

d) Todas as alternativas estão corretas

122 - Faz parte do SUS um subsistema de Atenção à Saúde Indígena que


deve:

a) ser custeado exclusivamente pela União, com seus recursos próprios.

b) ser centralizado, hierarquizado e regionalizado, tal como o SUS.

c) adotar um modelo de atenção à saúde pautado por uma abordagem


diferenciada e global.

d) selecionar as populações indígenas a serem atendidas.

e) servir de retaguarda e referência ao SUS nas regiões onde residem as


populações indígenas.

123 - Em relação aos recursos humanos que atuam no SUS são feitas as
afirmações a seguir.

I - Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, só poderão ser


exercidos em regime de tempo integral.
II - Os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou empregos somente
poderão exercer suas atividades em um único estabelecimento do SUS.
III - Somente poderão exercer suas atividades em mais de um estabelecimento
do SUS os ocupantes de cargos ou funções de chefia, direção ou
assessoramento.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões):

a) I, apenas,

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b) II, apenas.

c) I e III, apenas.

d) II e III, apenas.

e) I, II e III.

124 - Indique abaixo, qual dos profissionais é usualmente obrigado a


informar às autoridades sanitárias competentes, casos de doenças de
notificação compulsória:

a) Médico.

b) Dentista.

c) Enfermeiro.

d) Diretor de hospital.

e) Todas as alternativas anteriores respondem corretamente o enunciado.

125 - A fim de receber recursos para cobertura das ações e serviços de saúde,
a Prefeitura Municipal deverá contar com, EXCETO:

a) Fundo de Saúde.

b) Conselho de Saúde.

c) Plano de Saúde e Relatório de Gestão.

d) Plano Quinquenal do Ministério da Saúde.

e) Contrapartida de recursos previstos no orçamento municipal.

126 - A Carta dos Direitos do Usuário da Saúde do Ministério da Saúde


considera a importância do fortalecimento do SUS como política pública e

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apresenta diversos princípios. O segundo princípio assegura ao cidadão


“tratamento adequado e efetivo para seu problema.” Nas afirmativas
abaixo, marque V para a garantia verdadeira e F para a garantia falsa:

( ) Registro no prontuário sem identificação do profissional a fim de resguardar


nomes e manter o sigilo da atuação.
( ) Informações sobre seu estado de saúde, extensivas a seus familiares de
maneira clara, objetiva e respeitosa.
( ) Atendimento com presteza, tecnologia apropriada e condições de trabalho
adequadas para os profissionais da saúde.
( ) Encaminhamento para outras unidades de saúde observando o resumo da
história clínica, a evolução do tratamento e
o motivo do encaminhamento para a unidade referenciada.

A sequência está correta em:

a) V, V, V, V
b) V, V, V, F
c) F, V, V, V
d) F, F, V, V
e) F, V, F, V

127 - A execução de ações de saúde do trabalhador, segundo a


Constituição Federal do Brasil, é de competência:

a) Do Ministério da Previdência Social.

b) Do SUS.

c) Do Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador.

d) Da Comissão designada pelo Programa Nacional de Combate


às Endemias e Doenças Crônicas (PNCEDC).

e) Da Coordenação Técnica de Ações Coletivas do Conselho


Estadual de Saúde.

128 - O Conselho Municipal de Saúde é um órgão:

a) Apenas normativo.

b) Apenas deliberativo.

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c) Apenas executivo.

d) Normativo e executivo.

e) Normativo e deliberativo.

129 - Assinale, entre as doenças citadas, a que não está presente na Lista de
Notificação Compulsória Imediata:

a) Tuberculose.

b) Febre amarela.

c) Peste.

d) Botulismo.

e) Sarampo.

130 - O processo de descentralização dos serviços e ações de saúde,


por meio da direção nacional do SUS, ocorre na sequência:

a) Municípios e Estados.

b) Estados e Distrito Federal.

c) Distrito Federal e Estados.

d) Municípios e Distrito Federal.

e) Estados e Municípios.

131 - As Comissões Intergestoras são instâncias de pactuação


consensual entre os entes federativos para definição das regras da
gestão compartilhada do SUS. Em relação às Comissões Intergestoras, é
correto afirmar que:

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A) A CIT, no âmbito da União, está vinculada à Secretaria Estadual de Saúde


para efeitos administrativos e operacionais.

B) A CIB, no âmbito do Estado, está vinculada à Secretaria Municipal de Saúde


para efeitos administrativos e operacionais.

C) À CIB compete exclusivamente a pactuação dos critérios para o


planejamento integrado das ações e serviços de saúde da Região de Saúde,
em razão do compartilhamento da gestão.

D) As Comissões Integestoras pactuarão as diretrizes gerais sobre Regiões de


Saúde, integração de limites geográficos, referência e contrarreferência e
demais aspectos vinculados à integração das ações e serviços de saúde entre
os entes federativos.

132 - Atenção primária, urgência e emergência e vigilância em saúde são


serviços que fazem parte dos requisitos mínimos para que seja instituído
um(a):

A) região de saúde.

B) área de saúde.

C) rede de atenção à saúde.

D) núcleo de saúde.

E) serviço especial de saúde.

133 - Sobre a Lei no 8.080 de 19 de setembro de 1990 é correto afirmar


que esta:

A) Regula a política de gestão do trabalho na saúde, instituindo o Assistente


Social como profissional da saúde.

B) Foi sancionada no Governo Sarney, com vetos em itens importantes


referentes às formas de financiamento da Política de Saúde.

C) Estabelece um modelo hierarquizado de Assistência à Saúde, fundado nos


princípios de integralidade da assistência, participação da comunidade e

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descentralização dos serviços para os municípios, definindo o Programa de


Saúde da Família como centro ordenador das redes de atenção à saúde.

D) Regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde,


executados, isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual,
por pessoas naturais ou jurídicas de direito público ou privado. (v)

E) Define a política de desenvolvimento científico e tecnológico na saúde, com


ênfase na realização de pesquisas para incremento do Sistema Único da
Saúde (SUS).

134 - O Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, tem o importante papel


de regular a estrutura organizativa do SUS, o planejamento de saúde, a
assistência à saúde e a articulação interfederativa,

entre outros aspectos, necessários à sua consolidação e melhoria


permanente. Com base nesse decreto, responda às questões abaixo::

As Redes de Atenção à Saúde estarão compreendidas no âmbito de uma


Região de Saúde, ou de várias delas, em consonância com diretrizes
pactuadas:

A) nos Conselhos de Saúde.

B) nas Comissões de Integração.

C) no Ministério da Saúde.

D) nas Comissões Intergestores.

E) nas Fundações de Saúde.

135 - Os serviços de saúde específicos para o atendimento da pessoa


que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita de atendimento
especial, são chamados de:

A) serviços especiais de acesso aberto.

B) portas de entrada aos serviços do SUS.

C) atendimento de média complexidade.

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D) diretrizes terapêuticas.

E) serviços de atendimento ocupacional.

136 - No que se refere à Relação Nacional de Medicamentos Essenciais –


RENAME –, é correto afirmar:

A) O Conselho Nacional de Farmácia é o órgão competente para dispor sobre


a RENAME, os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas em âmbito
nacional.

B) O Ministério da Saúde poderá estabelecer regras diferenciadas de acesso a


medicamentos de caráter especializado.

C) Os entes federativos não poderão ampliar o acesso do usuário à assistência


farmacêutica, além do que foi estabelecido.

D) As atualizações da RENAME deverão ser realizadas pelo Conselhos


Regionais de Farmácia a cada dois anos.

E) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão adotar relações


específicas e complementares de medicamentos.

137 - O Mapa da Saúde é a descrição geográfica da distribuição de


recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e
pela iniciativa privada, considerando-se a capacidade instalada existente,
os investimentos e o desempenho aferido a partir dos indicadores de
saúde do sistema, devendo ser utilizado:

A) na identificação das necessidades de saúde, orientando o planejamento


integrado dos entes federativos e contribuindo para o estabelecimento de
metas de saúde.

B) para definir as responsabilidades individuais e solidárias dos entes


federativos com relação às ações e serviços de saúde, aos indicadores e às
metas de saúde.

C) como referência e contrarreferência e nos demais aspectos vinculados à


integração das ações e serviços de saúde entre os entes federativos.

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D) na organização e integração das ações e dos serviços de saúde, sob a


responsabilidade dos entes federativos em uma Região de Saúde.

E) como fator determinante para o estabelecimento das metas de saúde


previstas no Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde.

138 - O Decreto 7508/2011 versa sobre as seguintes matérias, exceto:

a) planejamento da saúde

b) assistência à saúde

c) articulação interfederativa

d) regulamentação da Lei 8080/90

e) ampliação do campo de atuação do SUS

139 - O espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de


Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais,
econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de
transportes compartilhados segundo o Decreto 7508/2011 constitui:

a) porta de entrada

b) mapa da saúde

c) região de saúde

d) região fitossanitária

e) região metropolitana

140 - O Decreto 7508/2011 apresenta uma série de conceitos sobre a


organização da saúde. Indique a alternativa que NAO corresponde a

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224

conceito contido naquele diploma legal:

a) Comissões Intergestores

b) Mapa da Saúde

c) Rede de Atenção à Saúde

d) Serviços Especiais de Acesso Aberto

e) plano de saúde

141- Assinale a alternativa que não diz respeito à organização do SUS:

a) promoção, proteção e recuperação da saúde

b) organizado de forma centralizada e hierarquizada

c) executado por todos os entes federativos

d) participação complementar da iniciativa privada

e) organizado de forma regionalizada e hierarquizada

142 - Para ser criada uma região de saúde são necessárias ações e
serviços mínimos de saúde. Assinale a alternativa que não corresponde a
essa exigência:

a) relação específica e complementar de medicamentos

b) urgência e emergência;

c) atenção psicossocial;

d) atenção ambulatorial especializada e hospitalar; e) vigilância em saúde.

143 - Todas as ações e serviços que o SUS oferece ao usuário para


atendimento da integralidade da assistência à saúde, segundo o Decreto
7508/2011 é chamado de:

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225

a) RENASES

b) RENAME

c) FINAME

d) Plano de Saúde

e) Protocolo Clínico

144 - Segundo o Decreto 7508/2011, as regras diferenciadas de acesso a


medicamentos de caráter especializado são fixadas pelo (a):

a) Comissão intergestores tripartite

b) Comissão intergestores bipartite

c) Ministro da Saúde

d) Secretário Estadual de Saúde

e) Conselho Nacional de Saúde

145 - São Portas de Entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes
de Atenção à Saúde os serviços, exceto:

a) atenção primária

b) atenção de urgência e emergência

c) atenção psicossocial

d) especiais de acesso aberto.

e) atenção referenciada

146 - O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes a serem


observadas na elaboração dos planos de saúde, de acordo com as

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226

características epidemiológicas e da organização de serviços nos entes


federativos e nas Regiões de Saúde. Segundo o regulamento do SUS, o
prazo para ser adotada essa providência após a publicação do Decreto
7508/2011 será de:

a) 60 dias

b) 360 dias

c) 90 dias

d) 180 dias

e) 30 dias

147 - Assinale a alternativa correta sobre o acesso universal e igualitário à


assistência farmacêutica:

a) usuário assistido por ações e serviços de saúde do SUS.

b) ter o medicamento sido prescrito por agente de saúde.

c) vedada prescrição de medicamento de relação específica e complementar


de natureza estadual, distrital ou municipal de medicamentos.

d) dispensação em unidades indicadas pelo Conselho Nacional de Saúde.

e) medicamento sempre relacionado em protocolo clínico nacional.

148 - De acordo com o Decreto Presidencial 7508, são portas de entrada


às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde os
serviços:

I. de atenção hospitalar;

II. de atenção de urgência e emergência;

III. de atenção psicossocial;

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227

IV. de atenção primária;

V. ambulatórios especializados;

VI. especiais de acesso aberto.

Quais estão corretos?

a) Apenas I, II, IV e V.

b) Apenas I, II, IV e VI.

c) Apenas II, III, IV e VI.

d) Apenas II, IV, V e VI.

e) Apenas III, IV, V e VI.

149 - Assinale a afirmativa correta referente às prerrogativas do


planejamento do SUS, dispostos no Decreto 7508:

a) O processo de planejamento da saúde será descendente e integrado, do


nível local até o federal, ouvidos os respectivos Conselhos de Saúde,
compatibilizando-se as necessidades das políticas de saúde com a
disponibilidade de recursos financeiros.

b) No planejamento devem ser considerados os serviços e as ações prestados


pela iniciativa privada, de forma complementar ou não ao SUS, os quais
deverão compor os Mapas da Saúde regional, estadual e nacional.

c) O planejamento da saúde nos municípios deve ser executado pelo Ministério


da Saúde, cabendo aos gestores e conselhos municipais monitorar os
indicadores de saúde anualmente.

d) O planejamento da saúde em âmbito estadual deve ser realizado de maneira


regionalizada, a partir das necessidades de saúde apontadas pelas Secretarias
Estaduais de Saúde, considerando o estabelecimento de metas de saúde.

e) O planejamento da saúde é obrigatório para os entes públicos e privados.

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150 - Conforme Decreto 7508, o acesso universal e igualitário à


assistência farmacêutica pressupõe, cumulativamente:

I. Estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde do SUS.

II. Ter o ambiente específico nos serviços para a orientação sobre o uso de
medicamentos.

III. Estar a prescrição em conformidade com a RENAME e os Protocolos


Clínicos e Diretrizes Terapêuticas ou com a relação específica complementar
estadual, distrital ou municipal de medicamentos.

IV. Estar o usuário em acompanhamento integral por ações e serviços do SUS;

V. Ter a dispensação ocorrido em unidades indicadas pela direção do SUS;

VI. Ter o medicamento sido prescrito por profissional de saúde, no exercício


regular de suas funções no SUS;

Quais estão corretos?

a) Apenas I, II, III, V.

b) Apenas I, III, IV e V.

c) Apenas II, IV, V, VI.

d) Apenas I, III, V e VI

e) Apenas I, II, IV, VI.

151 - Assinale a alternativa correta sobre a participação da comunidade


na gestão do SUS, de acordo com o disposto na lei nº8142, de dezembro
de 1990.

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a) As Conferências de Saúde devem reunir-se a cada dois anos, com a


representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde
e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos \níveis
correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por
esta ou pelo Conselho de Saúde.

b) Os Conselhos de Saúde tem caráter consultivo e são órgãos colegiados


compostos por representantes do governo, prestadores de serviço,
profissionais de saúde e usuários.

c) A representação dos trabalhadores nos Conselhos de Saúde e Conferências


será norteadora para a composição dos demais segmentos.

d) Os conselhos de Saúde devem atuar na formulação de estratégias e no


controle da execução da política de saúde na instância correspondente,
inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão
homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do
governo.

e) O Sistema Único de Saúde (SUS) conta, em cada esfera de governo, com


os Conselhos de Saúde como únicas instâncias colegiadas de gestão.

152 - São pré-requisitos para o recebimento de recursos para o SUS, de


que trata a Lei Orgânica da Saúde 8142, Municípios, Estados e Distrito
Federal devem contar com:

a) Conselho de saúde paritário, Plano de carreira e ouvidoria.

b) Conselho de saúde paritário, Plano de saúde e Relatórios de gestão.

c) Relatórios de gestão, estrutura de gestão constituída e Plano de Saúde.

d) Contrapartidas de recursos, Sistema de Auditoria e Fundo de Saúde.

e) Conselho de saúde paritário, Ouvidoria, e Sistema de Auditoria.

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153 - Considerando a lei nº 8080, de 19 de setembro de 1990, assinale a


alternativa INCORRETA.

a) A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo à sociedade


prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.

b) O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução


de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e
de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso
universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e
recuperação.

c) A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a


alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a
renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços
essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e
econômica do País.

d) O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da


sociedade.

e) A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS), em


caráter complementar.

154 - NÃO está incluída no campo de atuação do Sistema Único de Saúde


(SUS), conforme define a Lei 8080/90:

a) A coordenação de projetos para a melhoria do saneamento em regiões,


considerando condições de saúde de populações vulneráveis.

b) A formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos


e outros insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção.

c) A fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo


humano.

d) A ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde.

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e) A participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda


e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos.

155 - De acordo com a Lei Complementar 141, constitui despesa com


ações e serviços públicos de saúde, para fins de apuração dos
percentuais mínimos de que trata esta Lei Complementar, aquela
decorrente de:

a) Obras de infraestrutura, ainda que realizadas para beneficiar direta ou


indiretamente a rede de saúde.

b) Pagamento de aposentadorias e pensões, inclusive dos servidores da


saúde.

c) Ações de apoio administrativo realizadas pelas instituições públicas do SUS


e imprescindíveis à execução das ações e serviços públicos de saúde.

d) Saneamento básico, inclusive quanto às ações financiadas e mantidas com


recursos provenientes de taxas, tarifas ou preços públicos instituídos para essa
finalidade.

e) Preservação e correção do meio ambiente, realizadas pelos órgãos de meio


ambiente dos entes da Federação ou por entidades não governamentais.

156 - A ideia de criar um novo sistema de saúde, estratégia central do


movimento pela Reforma Sanitária Brasileira fundamentou-se num
diagnóstico e numa avaliação do setor saúde que revelou as seguintes
características:

A) federalização da gestão; interiorização da medicina, com extensão universal


da cobertura; grandes investimentos em hospitais filantrópicos; ausência de
avaliação; centralidade na atenção primária.

B) centralização; baixos investimentos na atenção médica; distribuição regional


dos recursos; baixa cobertura assistencial e baixa eficácia.

C) centralização dos recursos e da gestão; fragmentação e duplicação das


ações; privatização; modelo de assistência centrada na assistência médica

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individual, curativa, especializada e hospitalar, com altos custos e baixa


efetividade.

D) descentralização; aparecimento de novas doenças epidêmicas; ausência de


médicos e medicamentos; baixos investimentos na assistência médica e baixa
efetividade.

157 - De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, a saúde é um:

A) direito de todos, garantido por políticas sociais e econômicas.


B) completo bem-estar físico, psíquico e social, não apenas a ausência de
doenças.
C) direito do consumidor, assegurado pela regulamentação do mercado.
D) dever do Estado, que deve garanti-la através do financiamento da
assistência médica.

158 - De acordo com os princípios da Constituição Federal de 1988, o


Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser:

A) centralizado, e com a garantia da equidade do financiamento entre as


regiões.
B) centralizado, mas com cooperação dos três níveis de governo.
C) descentralizado, com direção única, em nível federal.
D) descentralizado, com direção única em cada esfera de governo.

159 - A Constituição Federal de 1988 preconiza que, quando for


necessário, o contrato de serviços de saúde fora da rede própria do SUS
deverá priorizar as:

A) entidades filantrópicas e as entidades privadas.


B) entidades filantrópicas e sem fins lucrativos.
C) instituições hospitalares privadas e as fundações.
D) fundações e os hospitais-escola.

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160 - O Programa Saúde da Família (PSF) é considerado atualmente como


uma estratégia para induzir mudanças no modelo assistencial e no
próprio sistema.

São características dessa estratégia:

A) caráter substitutivo; territorialização, com adscrição de clientela; trabalho em


equipe multiprofissional; integralidade das ações.

B) caráter complementar ao modelo hospitalocêntrico; trabalho em equipe


ampliada; ênfase em programas especiais e em ações educativas.

C) ênfase na atenção básica simplificada, com recursos tecnológicos e


financeiros de baixo custo; seletividade de grupos especiais; trabalho em
equipe multicêntrica.

D) ênfase em programas especiais; trabalho em equipe ampliada;


territorialização da assistência especializada; ações preventivas.

161 - O Ministério da Saúde prevê, para a gestão financeira do SUS, a


integração das funções de planejar, orçar, executar, acompanhar,
fiscalizar e avaliar.

Para o Planejamento, os elementos fundamentais são:

A) Fundo de Saúde, Conselho de Saúde, Plano de Saúde e Programação


Pactuada Integrada (PPI).

B) Fundo de Saúde, Plano de Saúde, Relatório de Gestão e Orçamento


Participativo.

C) Agenda de Saúde, Plano de Saúde, Lei de Diretrizes Orçamentárias e


Orçamento Participativo.

D) Plano de Saúde, Plano Plurianual (PPA), Agenda de Saúde e Lei de


Diretrizes Orçamentárias (LDO).

162 - O Pacto pela Saúde 2006:

A) Pretende reduzir as mortalidades materna, infantil neonatal e infantil por


causas externas.

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B) Estabelece como sua maior prioridade expandir a Atenção Básica e reduzir


os recursos em assistência médica de média e alta complexidade.

C) Estabelece como sua meta prioritária aumentar os contratos com a iniciativa


privada, para impedir que a mortalidade por doenças crônico-degenerativas
evolua.

D) Pretende consolidar e qualificar a Estratégia Saúde da Família (ESF) como


modelo de Atenção Básica à saúde e como centro ordenador das redes de
Atenção à Saúde do SUS.

163 - Os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), definidos pela Lei


8.080/90, são:

A) descentralização, hierarquização e regionalização.


B) universalidade, igualdade e direito à informação.
C) universalidade, integralidade e equidade.
D) universalidade, regionalização e autonomia da comunidade.

164 - Com o Pacto pela Gestão do SUS, o sistema de saúde passa a ter o
financiamento do seu custeio, com recursos federais, através dos
seguintes blocos de recursos:

A) Atenção Básica, Atenção de Média e Alta Complexidade, Vigilância em


Saúde, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS.

B) Saúde Bucal, Atenção Básica, Saúde Mental, Saúde Materno-Infantil,


Urgências.

C) Assistência Farmacêutica, Vigilância em Saúde, Saúde Mental, Saúde do


Idoso.
D) Atenção Básica, Saúde Mental, Saúde Indígena, Atenção de Média e Alta
Complexidade, Gestão do SUS.

165 - Ao avaliar o impacto de uma determinada intervenção, um


determinado procedimento ou um serviço sobre uma população, é
importante considerar sua capacidade de produzir o efeito esperado, com
custos mínimos. Para esse tipo de avaliação, utiliza-se indicador de:

A) eficiência em saúde.
B) efetividade em saúde.

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C) eficácia em saúde.
D) efetiva eficácia.

166 - No Brasil, o financiamento da saúde tem se caracterizado por baixos


níveis de investimentos. Isso resulta em dificuldades para o processo de
regionalização, que implica a constituição de polos de referência de redes
assistenciais.

Sobre o financiamento da saúde é correto afirmar que:

A) As desigualdades regionais brasileiras favorecem o financiamento da saúde


no Brasil e impedem os investimentos dos municípios na saúde, tornando estes
mais dependentes da iniciativa privada.

B) Os baixos investimentos em Atenção Básica e em Assistência Farmacêutica


impedem a constituição de polos de referência, o que gera dependência do
setor privado e de recursos do Ministério da Saúde.

C) A constituição de consórcios intermunicipais impede a constituição de polos


de referência, aumentando o consumo por atenção médica e tornando os
municípios dependentes da política partidária.

D) Os baixos investimentos em promoção da saúde e na assistência de Média


e de Alta Complexidade impedem a constituição desses polos e aumenta a
dependência dos municípios em relação às capitais dos estados e ao setor
privado contratado.

167 - Em relação às doenças de notificação compulsória, é correto afirmar


que os casos suspeitos devem ser notificados:

A) apenas após confirmação laboratorial.


B) independentemente de haver confirmação laboratorial.
C) apenas após confirmação laboratorial, se se tratar de doença rara.
D) independentemente de haver confirmação laboratorial, se se tratar de
doença rara.

168 - Considere as seguintes afirmativas, relacionadas à educação em


saúde.

I Deve considerar a identidade cultural da população a que se dirige.

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II Deve procurar transformar atitudes e comportamentos do sujeito, no sentido


de promover a vida.
III Deve restringir-se a informar sobre agravos ou problemas de saúde de uma
população.
IV Deve valorizar a doença e o consumo dos meios de diagnóstico e de
tratamento.

A opção em que todas as afirmativas estão corretas é:

A) I e II. B) I e IV. C) I, II e IV. D) I, II e III.

169 - A disposição sobre as condições para a promoção, proteção e


recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes do SUS, se dá através da Lei n° 8.080 de 19/09/1990.

Através dela temos a regulamentação das ações e serviços de saúde em todo


o território nacional.

Segundo o enunciado é CORRETO afirmar que:

a) A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o município


prover as condições ao seu exercício.

b) A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS),


como qualquer outra instituição de saúde.

c) A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, somente os


presentes neste artigo, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio
ambiente e o trabalho.

d) As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados


ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são
desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no Art.198 da
Constituição Federal.

e) O dever do Estado exclui o das pessoas, da família, das empresas e da


sociedade, devendo somente o Estado prover saúde a população.

170 - Para a implantação do Programa de Saúde da Família, é necessária a


implementação de toda uma infraestrutura e de recursos adequados ao

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seu funcionamento. Sendo exigida a existência de equipe


multiprofissional responsável por, no máximo, 4.000 habitantes, sendo a
média recomendada de 3.000 habitantes, com jornada de trabalho de 40
horas semanais para todos os seus integrantes. Para tanto, está
INCORRETO dizer:

a) Cada equipe de PSF deverá conter no máximo 12 agentes comunitários de


saúde.

b) Deverá cada agente comunitário ser responsável por 750 pessoas em sua
área.

c) Dentro da área para o atendimento das equipes de saúde da família, deve


existir no mínimo uma unidade básica de saúde, que atenda as necessidades
da população 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana.

d) No mínimo deve conter agentes comunitários para cobrir 100% da


população cadastrada.

e) Deve garantir fluxos de referência e contra referência aos serviços


especializados, de apoio diagnóstico e terapêutico, ambulatorial e hospitalar.

171 - Segundo os objetivos e atribuições do SUS, temos:

I – Vigilância Epidemiológica.
II – Vigilância Sanitária.
III – Saúde do Trabalhador.
IV – Vigilância Nutricional e orientação alimentar
V – Assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.

É CORRETO afirmar:

a) Todos os itens estão corretos.


b) Somente os itens I, III e V estão corretos.
c) Somente os itens IV e V estão corretos.
d) Somente o item IV está incorreto.
e) Todos os itens estão incorretos.

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172 - As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede


regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único e
organizado de acordo com as seguintes diretrizes:

I – Descentralização, com direção única em cada esfera de governo.


II – Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem
prejuízo dos serviços assistenciais.
III – Participação da comunidade.
IV – Equidade e Universalização.
V – Atendimento Humanitário.

Analise os itens acima e assinale a resposta CORRETA:

a) Todos os itens estão corretos.


b) Somente o item III está incorreto.
c) Somente os itens III e V estão incorretos.
d) Somente os itens III, IV e V estão corretos.
e) Somente os itens IV e V estão incorretos.

173 - A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante


políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e
de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços
para sua promoção, proteção e recuperação. Qual documento nos traz
esse direito:
a) Constituição Federal.
b) Lei n° 8.142.
c) Portaria 648 – Aprova a Política de atenção Básica.
d) Declaração Universal dos Direitos Humanos.
e) Carta da ONU – Organização das Nações Unidas.

174 - Em 2006, foi instituído o Pacto pela Vida, que nos traz metas e
objetivos a serem alcançados pelos gestores municipais e estaduais de
saúde. Nesse pacto foram instituídos seis prioridades a serem seguidas.
Qual dessas prioridades NÃO faz parte do Pacto pela Vida?

a) Saúde do Idoso.
b) Saúde do Trabalhador.
c) Promoção da Saúde.
d) Controle do Câncer de Colo do Útero e Mama.
e) Fortalecimento da Atenção Básica.

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175 - O pacto pela Vida priorizou algumas metas a serem atingidas,


segundo as modalidades instituídas pelo pacto. São algumas dessas
metas, EXCETO:

a) Cobertura de 80% para o exame preventivo do câncer de colo do útero,


conforme protocolo, em 2006.

b) Reduzir em 50% os óbitos por doença diarreica e 20% por pneumonia, em


2006.

c) Reduzir para menos de 1% a infestação predial por Aedes aegypti em 30%


dos municípios prioritários até 2006.

d) Atingir o patamar de eliminação da hanseníase como problema de saúde


pública, ou seja, menos de 1 caso por 10.000 habitantes em todos os
municípios prioritários, em 2006.

e) Atingir pelo menos 95% de cura de casos novos de tuberculose bacilífera


diagnosticados a cada ano.

176 - A Participação Social no SUS é um princípio doutrinário e está


assegurado na Constituição e nas Leis Orgânicas da Saúde (nº 8.080/90 e
nº 8.142/90), e é parte fundamental do pacto pela vida. Existem algumas
ações que devem ser desenvolvidas para fortalecer o processo de
participação social dentro deste pacto. Uma delas é:

a) Incrementar os processos de educação popular, para ampliar e qualificar a


participação social no SUS.

b) Reavaliar a participação dos cidadãos nos serviços de saúde.

c) Apoiar os processos de educação popular na saúde, para ampliar e


qualificar a participação social no SUS.

d) Desencorajar a implantação e implementação de ouvidorias nos municípios


e estados, com vistas ao fortalecimento da gestão estratégica do SUS.

e) Valorizar o processo institucional em defesa do SUS e na discussão do


pacto, com passeatas, discussão e mobilização social.

177 - O objetivo dos Conselhos de Saúde é contribuir para a gestão dos


princípios do SUS, EXCETO:

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a) A união dos conselhos bipartite e tripartite para recebimento, dos demais


órgãos da gestão, de todas as informações necessárias ao cumprimento das
atribuições legais do Conselho de Saúde, em relações de parceria e
sinergismo.

b) Prioridades das intervenções (ofertas de serviços) de promoção, proteção e


recuperação da saúde da coletividade e de grupos de riscos.

c) Formulação de diretrizes e estratégias das intervenções do SUS (oferta de


serviços), levando em conta a relação custo-benefício.

d) Formulação de diretrizes e estratégias para o processo de planejamento,


compromissos de metas, orçamentação e execução orçamentária.

e) Situação de saúde da população sob o ângulo dos riscos sociais e


epidemiológicos, dos direitos de cidadania dos grupos populacionais e de cada
indivíduo.

178 - Entre as ações de natureza eminentemente protetoras da saúde,


encontram-se as medidas de vigilância epidemiológica, medidas essas
vinculadas à(a):

I. Identificação, registro e controle da ocorrência de doenças.


II. Vacinações, saneamento básico, vigilância sanitária de alimentos, do meio
ambiente e de medicamentos.
III. Adequação do ambiente de trabalho e orientações específicas de cunho
genético ou sexual.

Está(ão) CORRETO(S):

A) I e III, apenas.
B) II e III, apenas.
C) I e II, apenas.
D) I, apenas.
E) I, II e III.

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179 - A lei 8080/90 não inclui entre os princípios e diretrizes do Sistema


Único de Saúde:

A) Ênfase na descentralização dos serviços para os municípios.

B) Utilização da estratificação de risco como estratégia para a Atenção de


Urgência e Emergência.

C) Regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde.

D) Conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da


União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na prestação de
serviços de assistência à saúde da população.

180 - A lei 8080/1990 NÃO incluiu no campo de atuação do Sistema Único


de Saúde-SUS:

A) A vigilância nutricional e orientação alimentar.


B) A ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde.
C) A participação na formulação da política e na execução de ações de
combate à fome e distribuição de renda.
D) A colaboração na proteção do meio ambiente.

181 - Segundo o Decreto de Lei nº 7.508, a descrição geográfica da


distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde
ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-se a
capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido
a partir dos indicadores de saúde do sistema é a definição de:

A) Pactuação Integrada em Saúde.


B) Rede hierarquizada em Saúde.
C) Rede de Atenção à Saúde.
D) Mapa da Saúde.

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182 - As Comissões Intergestoras são instâncias de


pactuação consensual entre os entes federativos para definição das
regras da gestão compartilhada do SUS. Em relação às Comissões
Intergestoras, é correto afirmar que:

A) A CIT, no âmbito da União, está vinculada à Secretaria Estadual de


Saúde para efeitos administrativos e operacionais.

B) A CIB, no âmbito do Estado, está vinculada à Secretaria Municipal de


Saúde para efeitos administrativos e operacionais.

C) À CIB compete exclusivamente a pactuação dos critérios para o


planejamento integrado das ações e serviços de saúde da Região de Saúde,
em razão do compartilhamento da gestão.

D) As Comissões Integestoras pactuarão as diretrizes gerais sobre Regiões


de Saúde, integração de limites geográficos, referência e contrarreferência e
demais aspectos vinculados à integração das ações e serviços de saúde entre
os entes federativos.

183 - Em relação aos princípios constitucionais do SUS, marque a opção


CORRETA.

A) O princípio da UNIVERSALIDADE considera a saúde como um “direito de


todos e dever do Estado” se colocando como um direito fundamental de todo e
qualquer cidadão, sendo considerado até mesmo cláusula pétrea ou seja, não
pode ser retirada da Constituição em nenhuma hipótese, por constituir um
direito e garantia individual.

B) O princípio da EQUIDADE confere ao Estado o dever do “atendimento


integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos
serviços assistenciais” em relação ao acesso que todo e qualquer cidadão tem
direito.

C) A INTEGRALIDADE está relacionada com o mandamento constitucional de


que “saúde é direito de todos”, previsto no artigo 196 da Constituição. Busca-se

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aqui preservar o postulado da isonomia, visto que a própria Constituição, em


Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, artigo 5º, institui que “todos são
iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

D) Segundo o princípio da PARTICIPAÇÃO SOCIAL o Sistema Único de Saúde


está presente nos três entes federativos - União, Estados, Distrito Federal e
Municípios - de forma que, o que é da alçada de abrangência nacional será de
responsabilidade do Governo Federal, o que está relacionado à competência
de um Estado deve estar sob responsabilidade do Governo Estadual, e a
mesma definição ocorre com um Município.

E) Segundo o princípio de DESCENTRALIZAÇÃO, está prevista no artigo 198,


inciso III, a “participação da comunidade” nas ações e serviços públicos de
saúde, atuando na formulação e no controle da execução destes.

184 - De acordo com a Constituição Federal de 88, analise as afirmações a


seguir assinalando (V) para as VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS:

( ) São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder


Público dispor, nos termos da Lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e
controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e,
também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

( ) A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas


sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua
promoção, proteção e recuperação.

( ) A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

( ) As instituições privadas não poderão participar de forma complementar do


Sistema Único de saúde, segundo diretrizes deste, nem mediante contrato de
direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as
sem fins lucrativos.

Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.

A) V – V – V – V.

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B) V – V – V – F.
C) F – F – V – F.
D) F – F – F – V.
E) F – F – F – F.

185 - Conforme a lei 8142/90, os recursos do Fundo Nacional de Saúde


(FNS) serão alocados como:

I. Despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, seus órgãos e


entidades, da administração direta e indireta;

II. Investimentos previstos em lei orçamentária, de iniciativa do Poder


Legislativo e aprovados pelo Congresso Nacional;

III. Investimentos previstos no Plano Quinquenal do Ministério da Saúde;

IV. Cobertura das ações e serviços de saúde a serem implementados pelos


Municípios, Estados e Distrito Federal.

Está CORRETO apenas o que se afirma em:

A) I, II, III e IV.


B) II, III e IV.
C) I, II e III.
D) III e IV.
E) I, III e IV.

186 - O SUS foi desenvolvido em razão do artigo 198 da Constituição


Federal, com base nos seguintes princípios, exceto:

a) Universalidade

b) Igualdade

c) Participação da comunidade

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d) Regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde

e) Capacidade econômica dos municípios.

187 - As ações e serviços de saúde do SUS:

a) são executadas diretamente por ele, obrigatoriamente;

b) têm participação prioritária da iniciativa privada;

c) são organizados de forma centralizada, não regionalizada;

d) têm organização hierarquizada em níveis de complexidade crescente;

e) só podem ser executados através da iniciativa privada.

188 - São dispositivos da Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde - SUS


(Lei 8080/90), EXCETO:

a) a saúde é um direito fundamental do ser humano;

b) é dever do Estado garantir a saúde através da formulação de políticas que


visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos;

c) é dever do Estado assegurar acesso universal e igualitário às ações e aos


serviços de saúde para sua promoção, proteção e recuperação;

d) o dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da


sociedade; e) a iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde
(SUS), em caráter prioritário.

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189 - A responsabilidade do Poder Público em relação à saúde:

a) é exclusiva;
b) é privativa;
c) é concorrente;
d) não exclui o papel da família, da comunidade e dos próprios indivíduos;
e) exclui o papel da sociedade.

190 - A saúde é um direito de todos e um dever do Estado, desenvolvido


através de uma política social e econômica que vise acima de tudo as
ações e serviços para a sua:

a) proteção e recuperação;
b) promoção e recuperação;
c) promoção, proteção e recuperação;
d) regionalização, proteção e recuperação;
e) promoção, prevenção e centralização.

191 - É correto afirmar que a direção do Sistema Único de Saúde será


exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos:

a) Presidência da República, Governo do Estado e Prefeitura Municipal;


b) Ministério da Saúde, Secretaria do Estado de Saúde e Secretaria Municipal
de Saúde;
c) Conselho Nacional de Saúde, Conselho Estadual de Saúde e Conselho
Municipal de Saúde;
d) Ministério do Trabalho e Previdência Social, Secretaria do Estado da Saúde
e Secretaria Municipalde Trabalho e Ação Social.

192 - É correto afirmar:

a) os Estados poderão constituir convênios;


b) não existe direção única no SUS;
c) em nível municipal admite-se sua organização em comarcas;
d) os municípios podem constituir consórcios.

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193 - Não é parte integrante obrigatória das ações de atenção à saúde


dentro da política setorial de saúde:

a) Intervenções ambientais;
b) Comunicação;
c) Educação;
d) Privatização.

194 - São princípios e diretrizes do SUS, exceto

a) Integralidade da assistência, entendida como um conjunto articulado e


contínuo de ações eserviços.
b) Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios
para os mesmos fins.
c) Capacidade de resolução dos serviços somente ao nível federal.
d) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de
assistência

195 – “Um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a


detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores de terminantes
e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de
recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou
agravos.”

Esta é a definição de:

a) Vigilância Epidemiológica.

b) Saúde Integral.

c) Sistema Único de Saúde.

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d) Vigilância Sanitária

196 - Assinale a afirmativa errada em relação aos princípios ou diretrizes


do SUS, definidas pela Lei Orgânica da Saúde:

a) descentralização dos serviços para os municípios com direção única em


cada esfera do governo;
b) integralidade da assistência à saúde, incorporando ações e serviços
individuais e coletivos,preventivos e curativos;
c) liberdade da iniciativa privada para prestar assistência técnica à saúde;
d) saúde como direito de todos e dever do Estado;
e) universalidade do acesso ao sistema, com atendimento preferencial à
população de baixa renda.

197 - Pela Constituição Federal, é competência do Sistema Único de


Saúde (SUS), executar ações de:

a) construção de moradias;

b) distribuição de alimentos;

c) formação de recursos humanos;

d) recuperação do meio ambiente;

e) saneamento básico.

198 - Na Constituição Federal, a saúde é compreendida como:

a) ausência de dor;

b) um dever do Estado em preservá-la, através de atenção médica;

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c) um direito do cidadão em adquiri-la no mercado;

d) um direito garantido por políticas sociais e econômicas;

e) um dever do cidadão em preservá-la como um bem privado.

199 - Segundo a Lei Orgânica da Saúde, de setembro de 1990, que dispõe


sobre o Sistema Único de Saúde, não é da competência do nível
municipal:

a) executar serviços de vigilância epidemiológica;

b) gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros;

c) normatizar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras;

d) controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde;

e) planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde.

200 - A Emenda Constitucional (EC) 29, regulamentada pela Lei


Complementar n.º 141, de 16 de janeiro de 2012, atribui percentuais
mínimos de investimento nos níveis federal, estadual e municipal, nas
seguintes proporções:

a) 15% da receita de cada esfera de governo.

b) 30% da receita do governo federal, 20% do estadual, 20% do Distrito


Federal e 10% do municipal.

c) a União aplica o valor de, no mínimo, 15% de sua receita; os estados e o


Distrito Federal, no mínimo, 12% de sua receita, e os municípios, no mínimo,
15%.

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d) 10% da receita do governo federal, 20% do estadual, 20% do Distrito


Federal e 30% do municipal.

e) a União aplica 30% do Produto Interno Bruto (PIB), os estados e o Distrito


Federal, 12% de sua receita, e os municípios, 15%.

201 - Com base na Portaria no 1.271, de 6 de junho de 2014, que define a


Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos
de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o
território nacional, é correto afirmar que:

(A) a comunicação dos agravos de notificação compulsória também deve ser


realizada pelos responsáveis por estabelecimentos privados educacionais e
instituições de pesquisa.

(B) o registro dos agravos de notificação compulsória deve ser feito


prioritariamente pelos médicos.

(C) a notificação compulsória imediata deve ser feita até 12 horas após a
confirmação diagnóstica do agravo.

(D) só são de notificação obrigatória os casos de dengue que levem à morte.

(E) os acidentes de trabalho graves, fatais e em crianças e adolescentes são


de notificação semanal.

202 – Conjunto de estratégias para alcançar a qualificação da atenção e


da gestão em saúde no SUS, estabelece-se como a construção/ativação
de atitudes ético-estético- -políticas em sintonia com um projeto de co-
responsabilidade e qualificação dos vínculos interprofissionais e entre
estes e os usuários na produção de saúde. Entre suas prioridades está a
redução das filas e do tempo de espera por atendimento nos serviços de
saúde e a garantia da gestão participativa. O trecho apresentado define:

(A) o Controle Social.


(B) a Política de Humanização.

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(C) as Redes de Atenção à Saúde.


(D) a Política Nacional de Educação Permanente.
(E) o Pacto pela Vida e em Defesa do SUS.

203 - Conforme a lei 141/2012, no que se refere à Transparência e


Visibilidade da Gestão da Saúde, a transparência e a visibilidade serão
asseguradas mediante

(A) incentivo à participação popular e realização de audiências públicas,


durante o processo de elaboração e discussão do plano de saúde.

(B) investimento e participação popular, realização de audiências públicas,


durante o processo de elaboração e discussão do plano de saúde.

(C) incentivo à participação popular e realização de audiências públicas,


durante o processo de elaboração e discussão do plano de saúde e vigilância
sanitária.

(D) investimento e participação popular, realização de audiências restritas,


durante o processo de elaboração e discussão do plano de saúde e vigilância
sanitária.

(E) incentivo à participação popular e realização de audiências privadas,


durante o processo de elaboração e discussão do plano de saúde.

204 - O Sistema Único de Saúde tem três esferas de atuação: federal,


estadual e municipal. Quais são as atribuições do nível federal?

(A) O nível federal tem, principalmente, as atribuições de refazer, avaliar e


vetar políticas; normalizar ações; prestar cooperação técnica aos municípios,
ao Distrito Federal; e controlar e avaliar as ações e os serviços, respeitadas as
competências dos demais níveis.

(B) O nível federal tem, principalmente, as atribuições de formular, avaliar e


apoiar políticas; normalizar ações; prestar cooperação técnica aos Estados, ao

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Distrito Federal e municípios; e controlar e avaliar as ações e os serviços,


respeitadas as competências dos demais níveis.

(C) O nível federal tem, principalmente, as atribuições de formular, avaliar e


normatizar políticas; efetuar ações; prestar cooperação técnica aos Estados, ao
Distrito Federal e municípios; e controlar e avaliar as ações e os serviços,
respeitadas as competências dos demais níveis.

(D) O nível federal tem, principalmente, as atribuições de formular, avaliar e


apoiar políticas; normalizar ações; prestar serviço aos municípios, ao Distrito
Federal, governo e prefeituras; e controlar, avaliar as ações e os serviços,
respeitadas as competências dos demais níveis.

(E) O nível federal tem, a princípio, as atribuições de refazer, avaliar e vetar


políticas; normalizar ações; prestar cooperação técnica à União, ao Distrito
Federal e municípios; e controlar e avaliar as ações e os serviços, respeitadas
as competências dos demais níveis.

205 - Segundo a lei 8080/90, Título II, o Sistema Único de Saúde


compreende

(A) o conjunto de ações e serviços de saúde e educação, prestados por órgãos


e instituições públicas federais, estaduais, da Administração direta e indireta e
das fundações mantidas pelo Poder Público.

(B) o conjunto de ações e serviços de saúde privada, prestados por órgãos e


instituições privadas, da Administração direta e indireta e das fundações
mantidas pelo Poder Privado.

(C) o conjunto de ações e serviços de saúde e vigilância sanitária, prestados


por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da
Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Privado.

(D) o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e


instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e
indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.

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(E) o conjunto de ações e serviços de prevenção e saúde, prestados por


órgãos e instituições públicas federais, estaduais, da Administração direta e
indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.

206 - Acerca da organização administrativa e operacional do Sistema


Único de Saúde, assinale a alternativa correta.

(A) Caberá aos Estados, com seus recursos próprios, financiar o Subsistema
de Atenção à Saúde Indígena.

(B) O processo de planejamento e orçamento do SUS será ascendente, do


nível local até o federal.

(C) À direção municipal do SUS, compete definir e coordenar os sistemas de


redes integradas de assistência de alta complexidade.

(D) É competência exclusiva da União elaborar normas técnico-científicas de


promoção, proteção e recuperação da saúde.

(E) As receitas geradas no âmbito do Sistema Único de Saúde serão


creditadas em contas gerais, movimentadas junto dos recursos livres na esfera
de poder onde forem arrecadadas.

207 - No tocante às disposições da Constituição Federal acerca da


organização do Sistema Único de Saúde, assinale a alternativa correta.

(A) A Lei federal disporá sobre o piso salarial profissional nacional das
atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias,
competindo aos Estados, nos termos da lei, prestar assistência financeira
complementar aos Municípios, para o cumprimento do referido piso salarial.

(B) As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e


hierarquizada e constituem um sistema único.

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(C) A definição dos critérios de transferência de recursos para o Sistema Único


de Saúde da União para os Municípios, e dos Estados para os Municípios,
independe da contrapartida de recursos, por força de lei.

(D) É vedada a instituição, ainda que por lei, de outras fontes destinadas a
garantir a manutenção ou expansão da seguridade social que não aquelas
oriundas de contribuições sociais constitucionais.

(E) Ao Sistema Único de Saúde, compete, além de outras atribuições, nos


termos da lei, a cobertura previdenciária dos eventos de doença, invalidez,
morte e idade avançada

208 - Em relação à normativa nacional de gestão de recursos e despesas


com saúde, assinale a alternativa correta.

(A) Serão consideradas despesas com ações e serviços públicos de saúde,


para aferição dos índices mínimos de investimento, as referentes a obras de
infraestrutura realizadas para beneficiar direta ou indiretamente a rede de
saúde.

(B) Os planos e metas municipais de saúde constituirão a base para o plano e


metas nacionais, que promoverão a equidade interestadual.

(C) Constituem despesas com ações e serviços públicos de saúde, para fins de
apuração dos percentuais mínimos, aquelas decorrentes de pagamento de
aposentadorias e pensões.

(D) São consideradas despesas com ações e serviços públicos de saúde as


referentes a ações de apoio administrativo realizadas pelas instituições
públicas do SUS e imprescindíveis à execução das ações e serviços públicos
de saúde.

(E) Os Municípios e o Distrito Federal aplicarão anualmente, em ações e


serviços públicos de saúde, no mínimo, 8% (oito por cento) de suas receitas
tributárias.

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209 - Em relação ao Pacto pela Saúde, assinale a alternativa correta.

(A) A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa é o manual para indução de ações


de saúde, tendo por referência as diretrizes contidas na Política Nacional de
Saúde da Pessoa Idosa.

(B) As metas, os objetivos e os indicadores do Termo de Compromisso de


Gestão serão revistos anualmente, no mês de dezembro.

(C) A centralização é uma diretriz do Sistema Único de Saúde e um eixo


estruturante do Pacto de Gestão.

(D) O Bloco de financiamento da Assistência Farmacêutica se organiza


exclusivamente em dois componentes: Estratégico e Medicamentos de
Dispensação Excepcional.

(E) O repasse fundo a fundo é a modalidade preferencial de transferência de


recursos entre os gestores.
210 - O Decreto nº 7.508/2011 institui o regulamento de organização do
Sistema Único de Saúde. Em relação às suas disposições, assinale a
alternativa correta.

(A) O planejamento da saúde é obrigatório para a iniciativa privada e será


indutor de políticas para os entes públicos.

(B) O Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde é o documento que


estabelece critérios para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde e o
tratamento preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados,
quando couber.

(C) A Rede de Atenção à Saúde é a descrição geográfica da distribuição de


recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela
iniciativa privada.

(D) O acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica pressupõe ter o


medicamento sido prescrito por profissional de saúde do SUS.

(E) As Regiões de Saúde serão instituídas pela União, em articulação com os


Estados.

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211 - Sobre as atribuições da direção municipal do SUS, previstas na Lei


nº 8.080/90, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) Executar serviços de vigilância sanitária.


( ) Estabelecer normas para a vigilância sanitária de portos, aeroportos e
fronteiras.
( ) Formar consórcios administrativos intermunicipais.

As afirmativas são, respectivamente,

(A) V, F e F.
(B) V, F e V.
(C) F, F e V.
(D) F, V e F.
(E) V, V e V.

212- O SUS conta com alguns instrumentos de planejamento que devem


ser elaborados e usados pelos gestores como orientação para a execução
das ações de saúde.
Assinale a opção que indica o instrumento que concretiza o processo de
definição e programação das ações de saúde em cada município e norteia
a alocação dos recursos financeiros para saúde.

(A) Lei Orçamentária Anual


(B) Plano Diretor de Regionalização
(C) Lei de Diretrizes Orçamentárias
(D) Plano de Saúde
(E) Programação Pactuada Integrada

213 - As opções a seguir apresentam, segundo a Lei nº 8.142/90,


condições para o repasse regular e automático de recursos do Fundo
Nacional de Saúde para a cobertura das ações e serviços de saúde aos
Municípios, à exceção de uma. Assinale-a.

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(A) Existência de Fundo de Saúde

(B) Existência de Conselho de Saúde

(C) Apresentação de plano de saúde

(D) Celebração de convênio entre os órgãos executivos

(E) Contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento

214 - As ações e serviços de saúde executados pelo SUS são organizados


de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade
crescente. Relacione cada nível de atenção à saúde ao respectivo tipo de
estabelecimento de saúde.

1. Atenção básica
2. Atenção secundária
3. Atenção terciária

( ) Hospital
( ) Centro de Saúde
( ) Policlínica

Assinale a opção que indica a relação correta, de cima para baixo.

(A) 3 – 1 – 2
(B) 2 – 3 – 1
(C) 2 – 1 – 3
(D) 1 – 2 – 3
(E) 3 – 2 – 1

215 - O repasse da União para as ações da atenção básica nos municípios


(Piso da Atenção Básica – PAB) apresenta um componente fixo e outro
variável, existente quando o município desenvolve determinadas

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estratégias. As opções a seguir apresentam estratégias financiadas com


recursos do PAB variável, à exceção de uma. Assinale-a.

(A) Agentes Comunitários de Saúde.


(B) Núcleo de Apoio à Saúde da Família.
(C) Medicamentos Excepcionais.
(D) Saúde Bucal.
(E) Saúde da Família.

216 - A lei 8080/1990 NÃO incluiu no campo de atuação do Sistema Único


de Saúde-SUS:

a) A participação na formulação da política e na execução de ações de


combate à fome e distribuição de renda.

b) A ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde.

c) A vigilância nutricional e orientação alimentar.

d) A colaboração na proteção do meio ambiente.

217 - Segundo o Decreto Presidencial nº 7.508, de 28 de junho de 2011, a


descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e
serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada,
considerando-se a capacidade instalada existente, os investimentos e o
desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema é a
definição de

a) Pactuação Integrada em Saúde.


b) Rede hierarquizada em Saúde.
c) Rede de Atenção à Saúde.
d) Mapa da Saúde.

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218 - Considerando a lei 8142/1990, analise os itens abaixo e a seguir


assinale a alternativa correta:

I. A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada 2 (dois) anos com a


representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde
e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis
correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente,
pelo Conselho de Saúde.

II. O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão


colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço,
profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no
controle da execução da política de saúde na instância correspondente,
inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão
homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do
governo.

III. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS e o Conselho


Nacional de Secretários Municipais de Saúde CONASEMS terão representação
no Conselho Nacional de Saúde. A representação dos usuários nestes
conselhos será definida pelos próprios conselhos.

IV. A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências de


Saúde será paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos.

V. As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua organização


e normas de funcionamento definidas em regimento próprio provados pelas
respectivas secretarias municipais, estaduais ou Ministério da Saúde.

a) I,II,III, IV e V estão corretas.


b) Apenas II e IV estão corretas
c) Apenas I,II,IV e V estão corretas.
d) Apenas II, IV e V estão corretas.

219 - De acordo com a Lei 8.080 de 19 de setembro de 1990, o “Conjunto


articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos,

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individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de


complexidade do sistema” refere-se à:

a) Igualdade da assistência.
b) Universalidade de acesso.
c) Regionalização das ações e serviços.
d) Hierarquização da assistência.
e) Integralidade de assistência.

220 - O artigo 198 da Constituição define que as ações e serviços


públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
devem constituir um sistema único. Fazem parte destas ações, as
diretrizes abaixo, exceto:

a) Descentralização, com direção única em cada esfera de governo.

b) Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem


prejuízo dos serviços assistenciais.

c) Participação da comunidade.

d) Atendimento ambulatorial com prioridade aos serviços sociais.

e) Todas as alternativas estão corretas.

221 - São princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS),


previstos no artigo 198 da Constituição Federal de 1988 e na Lei nº
8.080/1990, exceto:

a) Universalidade.
b) Solidariedade.
c) Integralidade.
d) Equidade.

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e) Direito a informação.

222 - Para promover o acesso universal e igualitário, foi criado o Sistema


Único de Saúde – SUS, conforme indicado no artigo 198 da Constituição
Federal. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado
de acordo com as seguintes diretrizes, exceto:

a) Descentralização, com direção única em cada esfera de governo.

b) Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem


prejuízo dos serviços assistenciais.

c) Centralização com exclusão, sem prejuízos dos serviços sociais.

d) Todas as alternativas estão corretas.

223 - Dos objetivos e atribuições estão incluídas ainda no campo de


atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), a execução de ações de,
exceto:

a) De vigilância e auditoria contábil.


b) De vigilância sanitária.
c) De vigilância epidemiológica.
d) De saúde do trabalhador.
e) De assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.

224 - O Sistema Único de Saúde (SUS) se baseia em alguns preceitos


constitucionais, norteando-se por alguns princípios e diretrizes, que
estão corretamente descritos abaixo. EXCETO:

A. Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de


assistência.

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B. Integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo


das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos
para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema.

C. Centralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de


governo.

D. Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de


qualquer espécie.

E. Participação da comunidade.

225 - A Lei que “Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e


recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes e dá outras providências”.

A. Lei 8.080/90.
B. Lei Orgânica da Saúde.
C. Lei 8.142/90.
D. Lei 8.746/90.
E. Lei 9.782/99

226 - A Constituição Brasileira de 1988 – Título VIII, em seu Capítulo II - Da


Seguridade Social em sua Seção II - Da Saúde e Art. 198. Afirma que as
ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e
hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com
as seguintes diretrizes. Marque a opção CORRETA.

I - Centralização, com direção única em cada esfera de governo.


II - Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem
prejuízo dos serviços assistenciais.

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III - Participação da comunidade.

A. Somente a afirmativa I está correta.


B. Somente a afirmativa II está correta.
C. Somente a afirmativa III está correta.
D. Somente a afirmativa I está incorreta.
E. Todas as afirmativas estão corretas.

227 - Sobre o Sistema Único de Saúde, de acordo com a lei 8080, analise
as afirmativas abaixo como sendo Verdadeiras (V) ou Falsas (F):

( ) A execução de ações de vigilância sanitária está incluída no campo de


atuação do Sistema Único de Saúde (SUS).

( ) O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde


(SUS) será descendente, do nível federal até o local.

( ) Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do


Sistema Único de Saúde-SUS, só poderão ser exercidos em regime de tempo
integral.

( ) Será permitida a destinação de subvenções e auxílios a instituições


prestadoras de serviços de saúde com finalidade lucrativa.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de cima para


baixo:

a) V, F, V, F.
b) F, V, F, V.
c) V, V, F, F.
d) F, F, V, V.

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228 - De acordo com a Lei 8080/90, sobre o Sistema Único de Saúde


(SUS), é INCORRETO afirmar que:

a) A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover


as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.

b) As receitas geradas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) serão


creditadas diretamente em contas especiais, movimentadas pela sua direção,
na esfera de poder onde forem arrecadadas.

c) A identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da


saúde é um dos objetivos do Sistema Único de Saúde.

d) O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde


(SUS) será descendente, do nível federal até o local.

229 - Sobre o campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) analise


as afirmativas a seguir.

I. Inclui a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do


trabalho.
II. Inclui o financiamento dos hospitais públicos em todo Território Nacional.
III. Inclui a formulação e a execução da política de sangue e seus derivados.

Assinale:

(A) se somente a afirmativa I estiver correta.


(B) se somente a afirmativa III estiver correta.
(C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
(D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

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265

230 - De acordo com a Lei Orgânica da Saúde, as ações e os serviços


executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja diretamente ou
mediante participação complementar da iniciativa privada, serão
organizados

(A) de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade


crescente.

(B) sob a primazia das diretrizes da iniciativa privada.

(C) descentralizadamente, respeitando-se as instâncias de controle social.

(D) de acordo com legislação específica de cada esfera governamental –


federal, estadual ou municipal.

(E) centralizadamente, com direção geral do Ministério da Saúde.

231 - A participação da comunidade no SUS acontece nos municípios, por


meio de canais institucionalizados. São eles:

I. Conferências Municipais de Saúde.


II. Conselhos Municipais de Saúde.
III. Comissões locais de Saúde.

Está(ão) CORRETA(S) as afirmativas.

A) I e II apenas.
B) II apenas.
C) I, II e III.
D) I e III apenas.

232 - A Lei Complementar nº 141 de 2012, dispõe sobre os valores


mínimos a serem aplicados anualmente pela União, Estados, Distrito
Federal e Municípios em ações e serviços públicos de saúde, estabelece
os critérios de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as

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266

normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas


três esferas de governo.

Sobre a aplicação dos recursos a serem investidos no SUS, é


INCORRETO afirmar que:

A) Devem ser destinadas as ações e aos serviços públicos de saúde de acesso


universal, igualitário e gratuito.

B) Devem estar em conformidade com os objetivos e metas explicitados nos


planos de saúde de cada ente da Federação.

C) Devem ser de responsabilidade específica do setor da saúde, podendo ser


aplicados em despesas relacionadas a outras políticas públicas que atuem
sobre determinantes sociais e econômicos, incidentes sobre as condições de
saúde da população.

D) Devem ser financiadas com recursos dos fundos de saúde, as despesas


com ações e serviços públicos de saúde realizados pela União, pelos Estados,
pelo Distrito Federal e pelos Municípios.

233 - O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto objetivamente pela


atenção primária e por serviços de média e alta complexidade. Em relação
à gestão do SUS, é INCORRETO afirmar que:

A) O gestor municipal deve garantir que a população sob sua responsabilidade


tenha acesso à atenção primária.

B) Os serviços especializados (de média e alta complexidade) são de


responsabilidade do Município quando estes estiverem disponíveis em seu
território, caso contrário, são de responsabilidade do Estado ou da União.

C) A atenção primária em saúde é um conjunto de ações que se desenvolvem


por meio de práticas gerenciais, dirigida à população de territórios delimitados,
pelas quais a equipe assume responsabilidades sanitárias.

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267

D) O programa saúde da família é a estratégia eleita pelo Ministério da Saúde


para reorganização da atenção primária no país, realizada por uma equipe
compos

234 - De acordo com o Decreto nº 7.508 de 28/06/2011, considera-se


Região de Saúde

(A) o espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios


limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e
de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com
a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações
e serviços de saúde.

(B) o espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios


limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e
de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com
a finalidade de interagir entre os Estados, Municípios e a União.

(C) todo o território Nacional, sem delimitação de identidades culturais,


econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de
transportes compartilhados.

(D) o espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios


limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e
de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com
a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações
e serviços administrativos.

(E) o espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios


limítrofes, sem delimitação de identidades culturais, econômicas e sociais e de
redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a
finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e
serviços financeiros.

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235 - A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única, sendo exercida


em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos:

(A) no âmbito da União, pelo Ministério da Previdência, no âmbito dos Estados


e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente
e, no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão
equivalente.

(B) no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde, no âmbito dos Estados e do


Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Desenvolvimento e Cidadania ou
órgão equivalente; e, no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de
Saúde ou órgão equivalente.

(C) no âmbito da União, pelo Fundo Nacional de Saúde, no âmbito dos Estados
e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente
e no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão
equivalente.

(D) no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde, no âmbito dos Estados e do


Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente e,
no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão
equivalente.

(E) no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde, no âmbito dos Estados e do


Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente e,
no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Desenvolvimento e
Cidadania ou órgão equivalente.

236 - Quem poderia se beneficiar da assistência à saúde desenvolvida


pelo INAMPS, antes da criação do SUS?

(A) Apenas os trabalhadores informais, sem “carteira assinada”, e seus


dependentes, ou seja, não tinha o caráter universal.

(B) Todos os trabalhadores tanto da economia formal como os informais e seus


dependentes, ou seja, tinha o caráter universal.

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(C) Apenas os funcionários públicos da União e seus dependentes, ou seja,


não tinha o caráter universal.

(D) Apenas os trabalhadores da economia formal, com “carteira assinada”, e


seus dependentes, ou seja, não tinha o caráter universal.

(E) A toda população indiscriminadamente, demonstrando assim o caráter


universal da assistência.

237 - Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo,


ações e serviços de

(A) atenção primária, atenção psicossocial, atenção ambulatorial especializada


e hospitalar e vigilância sanitária.

(B) urgência e emergência, atenção psicossocial, vigilância sanitária e atenção


ambulatorial especializada e hospitalar.

(C) atenção primária, urgência e emergência, atenção epidemiológica, atenção


ambulatorial especializada e hospitalar e vigilância em saúde.

(D) vigilância sanitária, atenção primária, urgência e emergência, atenção


psicossocial, atenção ambulatorial especializada e hospitalar.

(E) atenção primária, urgência e emergência, atenção psicossocial, atenção


ambulatorial especializada e hospitalar e vigilância em saúde.

238 - O acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica


pressupõe, cumulativamente:

(A) estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde do SUS, ter o
medicamento sido prescrito por profissional de saúde, no exercício regular de
suas funções no SUS, estar a prescrição em conformidade com a RENAME e

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os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas ou com a relação específica


complementar estadual, distrital ou municipal de medicamentos e ter a
dispensação ocorrido em unidades indicadas pela direção do SUS.

(B) estar a prescrição em conformidade com a RENAME e os Protocolos


Clínicos e Diretrizes Terapêuticas ou com a relação específica complementar
estadual, distrital ou municipal de medicamentos, porém devido ao acesso
universal e igualitário os medicamentos poderão ser prescritos por todos e
quaisquer médicos no exercício regular da profissão e atingindo a toda a
população.

(C) o usuário, devido ao acesso universal e igualitário, não necessita estar


assistido por ações e serviços de saúde do SUS, porém o medicamento deverá
ter sido prescrito por profissional de saúde, no exercício regular de suas
funções no SUS, estar a prescrição em conformidade com a RENAME e os
Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas ou com a relação específica
complementar estadual, distrital ou municipal de medicamentos e ter a
dispensação ocorrido em unidades indicadas pela direção do SUS.

(D) estar a prescrição em conformidade com a RENAME e os Protocolos


Clínicos e Diretrizes Terapêuticas ou com a relação específica complementar
apenas no âmbito distrital, de medicamentos e ter a dispensação ocorrido em
unidades indicadas pela direção do SUS, devendo estar, o usuário, assistido
por ações e serviços de saúde do SUS.

(E) estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde do SUS, porém,
devido ao acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica, a
prescrição da medicação não necessita dos Protocolos Clínicos e seguir as
Diretrizes Terapêuticas.

239 - A Constituição Federal de 1988 estabeleceu de forma relevante uma


seção sobre a saúde. Qual das alternativas a seguir faz parte dessa
seção?

(A) A ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o
bem-estar e a justiça sociais.

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(B) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em


regime de colaboração seus sistemas de saúde.

(C) A saúde, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e


incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.

(D) São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder


Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e
controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e,
também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

(E) Os programas suplementares de alimentação e assistência a saúde serão


financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros
recursos orçamentários.

240 - Compete ao SUS prestar assistência às pessoas, por intermédio de


ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização
integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas. Qual das
alternativas a seguir NÃO se enquadra nessas ações?

(A) Realizar ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de


saúde do trabalhador.

(B) Realizar proteção à maternidade, especialmente à gestante.

(C) Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde.

(D) Participar da formulação da política e da execução das ações de


saneamento básico.

(E) Fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor


nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano.

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241 - O que é a Comissão Intergestores Tripartites do SUS?

(A) Instância de articulação e pactuação na esfera federal que atua na direção


nacional do SUS, integrada por gestores do SUS das três esferas de governo.

(B) Comissão de gestores municipais, estaduais e federais que se encarregam


dos planos estaduais, regionais e de regionalização das ações e serviços
propostos pelos Colegiados de Gestão Regional.

(C) Um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da


sociedade destinada a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e
à assistência social.
(D) Gestão compartilhada nos âmbitos federal e estadual, com direção única
em cada esfera de governo.

(E) Espaços estaduais de articulação e pactuação política que objetivam


orientar, regulamentar e avaliar os aspectos operacionais do processo de
descentralização das ações de saúde.

242 - A Assistência Farmacêutica faz parte das políticas e dos programas


de saúde do SUS. Assinale a alternativa que trata dos princípios dessa
assistência.

(A) Política pública norteadora para a formulação de políticas setoriais, entre as


quais destacam-se as políticas de medicamentos, não garantindo a
intersetorialidade inerente ao sistema de saúde do país (SUS) e cuja
implantação envolve o setor público de atenção à saúde.

(B) Controle do avanço científico e tecnológico em relação à produção de


medicamentos.

(C) Manutenção de serviços de assistência farmacêutica na rede privada de


saúde, nos diferentes níveis de atenção, considerando a necessária articulação
e a observância das prioridades regionais definidas nas instâncias gestoras do
SUS.

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(D) Parte integrante da Política Nacional de Saúde, envolvendo um conjunto de


ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde e garantindo os
princípios da universalidade, integralidade e equidade.

(E) Política de capacitação e formação de profissionais na área farmacêutica,


visando auxiliar a divulgação do uso correto dos medicamentos em atenção à
saúde da família.

243 - O Programa da Saúde da Família (PSF) foi apresentado como


proposta de reorientação do modelo assistencial desenvolvido a partir da
Atenção Básica. A estratégia do PSF foi iniciada em 1991. Neste cenário
foi implantado qual programa de saúde?

(A) Programa de agentes comunitários de saúde.

(B) Programa viva leite.


(C) Programa assistencial à saúde
.
(D) Programa voltado à saúde da criança.

(E) Programa de internação domiciliar.

244 - Segundo o Decreto nº 7.508/11, para assegurar ao usuário o acesso


universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde do Sistema
Único de Saúde (SUS), caberá aos entes federativos, além de outras
atribuições que venham a ser pactuadas pelas Comissões Intergestores:

I - Garantir a transparência, a integralidade e a equidade no acesso às ações e


aos serviços de saúde.

II - Orientar e ordenar os fluxos das ações e dos serviços de saúde.

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III - Monitorar o acesso às ações e aos serviços de saúde.

IV - Ofertar regionalmente as ações e os serviços de saúde.

Estão CORRETOS:

a) Somente os itens I e II.


b) Somente os itens III e IV.
c) Somente os itens I, II e IV.
d) Todos os itens.

245 - Em conformidade com a Lei nº 8.080/90 - SUS, constitui o SUS:

a) Algumas ações prestadas por órgãos e instituições públicas federais da


Administração Direta e das fundações mantidas pelo Poder Público.

b) O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e


instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração Direta
e Indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.

c) As ações e serviços de saúde, prestados unicamente por órgãos e


instituições públicas estaduais.

d) O conjunto de serviços de saúde, prestados unicamente por instituições


públicas municipais, da Administração Direta e Indireta e das fundações
mantidas pelo Poder Público.

246 - De acordo com a Portaria nº 1.271/14, a respeito da notificação


compulsória, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e,
após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

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(---) A notificação compulsória é obrigatória para os médicos e outros


profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de
saúde que prestam assistência ao paciente.

(---) A notificação compulsória, independentemente da forma como for


realizada, também será registrada em sistema de informação em saúde e
seguirá o fluxo de compartilhamento entre as esferas de gestão do SUS
estabelecido pela SVS/MS.

a) C - C.
b) C - E.
c) E - C.
d) E - E.

247 - Em 2006, o governo criou e divulgou uma portaria sobre o Pacto


pela Saúde. Assinale a alternativa que se refere ao Pacto pela Vida.

(A) Expressa os compromissos entre os gestores do sistema, de repolitizar a


saúde com a consolidação da Reforma Sanitária Brasileira.

(B) Compõe um conjunto de compromissos sanitários considerados prioritários,


expressos em objetivos de processos e resultados que apresentam impacto
sobre a situação de saúde da população.

(C) Estabelece diretrizes para o sistema, valorizando o fortalecimento da


gestão compartilhada e solidária.

(D) Cria o Núcleo de Apoio à Saúde da Família e regula a sua composição.

(E) Estabelece diretrizes para o sistema, valorizando o fortalecimento da


gestão compartilhada e solidária, cria o Núcleo de Apoio à Saúde da Família e
regula a sua composição.

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248 - De acordo com o Decreto nº 7.508/11, sobre a organização do SUS,


analisar os itens abaixo:

I - O SUS é constituído pela conjugação das ações e serviços de promoção,


proteção e recuperação da saúde executados pelos entes federativos, de forma
direta ou indireta, mediante a participação complementar da iniciativa privada,
sendo organizado de forma regionalizada e hierarquizada.

II - As Regiões de Saúde serão referência para as transferências de recursos


entre os entes federativos.

III - As Redes de Atenção à Saúde estarão compreendidas somente no âmbito


do Distrito Federal.

Estão CORRETOS:

a) Somente os itens I e II.


b) Somente os itens II e III.
c) Somente os itens I e III.
d) Todos os itens.

249 - Em conformidade com o Decreto nº 7.508/11, marcar C para as


afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que
apresenta a sequência CORRETA:

(---) A Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde - RENASES


compreende todas as ações e serviços que o SUS oferece ao usuário para
atendimento da integralidade da assistência à saúde.

(---) A cada 4 anos, o Ministério Público consolidará e publicará as atualizações


da RENASES.

(---) Somente os Estados pactuarão nas respectivas Comissões Intergestores


as suas responsabilidades em relação ao rol de ações e serviços constantes da
RENASES.

a) E - E - C.

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b) C - C - C.
c) C - E - E.
d) E - C - C.

250 - Segundo a Lei nº 8.080/90 - SUS, à direção municipal do SUS


compete:

a) Participar do planejamento, programação e organização da rede


regionalizada e hierarquizada do SUS, em articulação com sua direção
estadual.

b) Promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações


de saúde.

c) Estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e


fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados, Distrito
Federal e Municípios.

d) Prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e


aos Municípios para o aperfeiçoamento da sua atuação institucional.

251 – Sobre a participação da comunidade no Sistema Único de Saúde


(SUS), assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) A Lei n. 8.080, de 1990, preconiza duas instâncias colegiadas para o


exercício da participação da comunidade: as conferências e os conselhos de
saúde.

( ) Os conselhos de saúde são colegiados de caráter permanente e


deliberativo, formados em cada esfera de governo por profissionais de saúde,
prestadores de serviços e usuários.

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( ) As conferências de saúde têm como objetivo principal a definição de


diretrizes gerais para a política de saúde em determinada esfera de governo.

( ) Há, recentemente, a recomendação de que as conferências municipais de


saúde sejam bianuais e que as estaduais, à semelhança das nacionais, sejam
realizadas a cada quatro anos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência de letras CORRETA.

A) (V) (F) (V) (F)

B) (F) (V) (V) (V)

C) (F) (V) (F) (V)

D) (V) (F) (F) (V)

252 - Em referência ao Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a


afirmativa INCORRETA.

A) As atribuições de cada esfera de governo no desenvolvimento das funções


de competência do Poder Executivo na saúde estão previstas na Lei n.
8.080/90.

B) O Pacto pela Saúde contempla acordo firmado entre os gestores do SUS


em suas três dimensões: pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão.

C) A Lei n. 8.142/90 apresenta as bases da descentralização dos serviços de


saúde no Brasil.

D) O processo de descentralização em saúde predominante no Brasil é do tipo


político administrativo, envolvendo a transferência da gestão de serviços, de
poder decisório, da responsabilidade sobre prestadores do SUS e de recursos
financeiros.

253 – Os recursos do Fundo Nacional de Saúde, de acordo com a Lei nº


8.142/90, alocados como cobertura das ações e serviços de saúde a

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serem implementados pelos Municípios, Estados e Distrito Federal,


devem ter destinação mínima aos Municípios de:

A) 30% (trinta por cento).

B) 50% (cinquenta por cento).

C) 60% (sessenta por cento).

D) 70%(setenta por cento).

254 - Com base na Lei no 8.142/1990, art. 2º, inciso I, afirma-se que:

A) Recursos do Fundo Nacional de Saúde serão alocados como despesas de


custeio e de capital do Ministério da Saúde, seus órgãos e entidades, da
administração direta e indireta.

B) Conselho de Saúde é uma instância colegiada de caráter provisório que se


reúne a cada quatro anos.

C) Recursos do Fundo Nacional de Saúde serão alocados como cobertura das


ações e serviços de saúde a serem implementados pelo Ministro da
Previdência.

D) Recursos do Fundo Nacional de Saúde serão alocados como investimentos


previstos no Plano Quinquenal do Ministério do Planejamento.

255 – O que corresponde o princípio da universalidade da atenção à


saúde?

A) Igualdade na assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de


qualquer espécie.

B) Prevenção da autonomia das pessoas na defesa da sua integridade física e


moral.

C) Participação da comunidade no controle do Sistema de Saúde.

D) Acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência facultados


a todas as pessoas, independentes de sua classe, preferência, atributos,
categorias ou qualquer outra condição.

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256 – Sobre a participação das instituições privadas de forma


complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), analise as questões e
marque a alternativa correta.

I) O SUS poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada, quando
as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura
assistencial à população de uma determinada área.

II) A participação complementar dos serviços privados será formalizada


mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as normas de direito
público.

III) As entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos terão preferência para


participar do SUS.

IV) Os serviços contratados submeter-se-ão às normas técnicas e


administrativas e aos princípios e diretrizes do SUS, mantido o equilíbrio
econômico e financeiro do contrato.

V) Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços


contratados é permitido exercer cargo de chefia ou função de confiança no
SUS.

A) Todas as alternativas estão corretas

B) As alternativas I,II,III e IV estão corretas

C) As alternativas I,IV e V estão corretas

D) Apenas a questão V está correta

257 – De acordo com a Lei nº 8.142 de 28/12/1990, o Sistema Único de


Saúde (SUS), contará em cada esfera do governo com as seguintes
instâncias colegiadas: Conferência de Saúde e Conselho de Saúde. A
conferência de Saúde deverá reunir-se:

A) A cada 02 anos contando com a representação dos usuários nos Conselhos


de Saúde e Conferências.

B) Semestralmente com a presença de Secretários de Saúde e dos Conselhos;

C) Anualmente, contando com a participação de vários membros da sociedade;

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D) A cada 04 anos com a representação de vários segmentos sociais,


convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo
Conselho de Saúde;

258 – A Lei nº 8.080/1990, estabeleceu a criação de comissões


intersetoriais de âmbito nacional, subordinadas ao Conselho Nacional de
Saúde com a finalidade de articular políticas e programas de interesse
para a saúde. Assinale a alternativa que apresente CORRETAMENTE três
das seis atividades das comissões intersetoriais, previstas nessa Lei.

A) Alimentação e nutrição; saneamento e meio ambiente; ciência e tecnologia.

B) Alimentação e nutrição; recursos humanos; humanização.

C) Ciência e tecnologia; humanização e alimentação; nutrição.

D) Humanização; saneamento e meio ambiente; participação da comunidade.

259 – De acordo com a Lei Orgânica da Saúde, Lei nº 8.080/1990, na Seção


II, das competências de cada esfera de governo, compete à direção
municipal do Sistema Único de Saúde (SUS):

A) Definir as redes integradas de assistência de alta complexidade.

B) Estabelecer normas em caráter suplementar para o controle e avaliação.

C) Identificar estabelecimentos hospitalares de referência.

D) Formar consórcios administrativos intermunicipais.

260 – Em relação à Lei Orgânica da Saúde, Lei nº 8.080/1990, marque a


alternativa correta:

I - todos os prestadores de serviços estão subordinados a essa lei e não só os


integrantes do SUS.

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II - essa dispõe sobre as condições para a promoção, prestação e recuperação


da saúde.

III - ela regula a participação da comunidade no SUS, assegurando a existência


de instâncias colegiadas como conferências e conselhos de saúde nos três
níveis de governo.

A alternativa CORRETA é:

A) Somente II está correta.

B) Somente I e II estão corretas.

C) Somente II e III estão corretas.

D) I, II e III estão corretas.

261 – Dentre as diretrizes a que se referem o artigo “As ações e serviços


públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes...”. citado segundo a Constituição Federal de 1988 em seu titulo
VIII, capítulo II, seção II, art. 198, encontram-se, EXCETO:

(A) Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem


prejuízo dos serviços assistenciais.

(B) Descentralização, com direção única, em cada esfera de governo.

(C) É vedada a destinação de recursos públicos para subvenções às


instituições privadas sem fins lucrativos.

(D) Participação da comunidade.

262 – Segundo a Constituição Federal de 1988, é CORRETO afirmar:

(A) A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas


sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença.

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(B) As instituições privadas não poderão participar de forma complementar do


Sistema Único de Saúde, segundo diretrizes, tendo preferência as entidades
filantrópicas e as sem fins lucrativos.

(C) O Sistema Único de Saúde (SUS) será financiado exclusivamente com


recursos do orçamento de seguridade social da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios.

(D) Os gestores locais do Sistema Único de Saúde não poderão admitir


agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias por meio de
processo seletivo público.

263 – Sobre a Lei 8.142, de 28 de Dezembro de 1990, é correto afirmar,


EXCETO:

(A) A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada 4 anos com a representação


exclusiva dos gestores, para avaliar a situação de saúde.

(B) Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de


Saúde.

(C) Dispõe sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros


na área da saúde e dá outras providências.

(D) O SUS contará em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do
Poder Legislativo, com as duas instâncias colegiadas.

264 – Sobre a Lei n. 8.080, de 19 de Setembro de 1990, NÃO é correto


afirmar:

(A) Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da


saúde.

(B) Foi decretada pelo Congresso Nacional.

(C) Foi sancionada pelo Presidente da República em exercício na época.

(D) Não dispõe sobre a organização e o funcionamento dos serviços de saúde.

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284

265 – De acordo com a Lei nº 8.142, de 28/12/90, a Conferência de Saúde


reúne-se periodicamente com a representação dos vários segmentos
sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a
formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada
pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho
de Saúde. Qual a periodicidade das reuniões?

A) Anuais

B) A cada 2 anos

C) A cada 3 anos

D) A cada 4 anos

266 – De acordo com a Lei 8.080/90, é competência da direção estadual do


Sistema Único de Saúde, EXCETO:

A) Promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações


de saúde.

B) Acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único


de Saúde (SUS).

C) Elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde


(SUS) e os serviços privados contratados de assistência à saúde.

D) Prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar supletivamente


ações e serviços de saúde.

267 – Segundo Lei 8.080/90, propor a celebração de convênios, acordos e


protocolos internacionais relativos à saúde, saneamento e meio ambiente,
em âmbito administrativo, é atribuição de:

A) Somente União e Estados.

B) Somente Estados, Distrito Federal e Municípios.

C) União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

D) Somente Estados.

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285

268 – São objetivos do Sistema Único de Saúde (SUS) segundo Lei


8.080/90, EXCETO:

A) A identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da


saúde.

B) Controlar qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos,


exceto sangue e hemoderivados, e de equipamentos para saúde por meio de
instituições públicas federais, estaduais e municipais.

C) A assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e


recuperação da saúde.

D) A realização integrada das ações assistenciais e atividades preventivas.

269 – Fazem parte dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde


(SUS), EXCETO:

A) Concentração dos serviços nos Estados, diminuindo a participação dos


municípios.

B) Integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e


saneamento básico.

C) Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a


alocação de recursos e a orientação programática.

D) Hierarquização da rede de serviços de saúde.

270 – É campo de atuação do SUS:

1. Assistência sanitária e epidemiológica, bem como à saúde do trabalhador.

2. Assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.

3. Controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente


com a saúde.

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286

A) Todas as afirmativas.

B) Apenas afirmativas 1 e 2.

C) Apenas afirmativas 1 e 3.

D) Nenhuma das afirmativas.

271 – Segundo Lei nº 8.142, de 28/12/90, podem contar com recursos do


Fundo de Saúde:

A) Somente os municípios

B) Somente os estados

C) Os Municípios, os Estados e o Distrito Federal

D) Nenhuma das alternativas

272 – Correspondem as ações e serviços públicos de saúde e os serviços


privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de
Saúde (SUS), EXCETO:

A. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a


sua utilização pelo usuário.

B. Igualdade da assistência à saúde, com prioridade para gestantes, idosos e


lactentes.

C. Integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e


saneamento básico.

D. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência.

E. Organização de atendimento público específico e especializado para


mulheres e vítimas de violência doméstica em geral, que garanta, entre outros,
atendimento, acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas reparadoras.

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287

273 – As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede


regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado
de acordo com as seguintes diretrizes, EXCETO:

A) Descentralização, com direção única em cada esfera de governo.

B) Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem


prejuízo dos serviços assistenciais.

C) Políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de


outros agravos.

D) Participação da comunidade.

274 – Sobre o artigo 199 da constituição federal que discorre sobre a


participação da iniciativa privada na saúde, responda verdadeiro (V) ou
falso (F) e assinale a alternativa que traz a sequência CORRETA:

(__) É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções


às instituições privadas com fins lucrativos;

(__) As instituições privadas poderão participar de forma complementar do


sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito
público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins
lucrativos;

(__) É livre a participação direta ou indireta de empresas ou capitais


estrangeiros na assistência à saúde no País.

A) V – V – F.

B) V – F – F.

C) F – F – V.

D) F – V – V.

275 – Segundo a lei orgânica de saúde, os níveis de saúde expressam a


organização social e econômica do País, tendo a saúde como:

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288

A) Garantia às pessoas e à coletividade de condições de bem-estar físico,


mental e social.

B) Determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o


saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a
atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços
essenciais.

C) Assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e


recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e
das atividades preventivas.

D) Um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à


saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da
produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da
saúde.

276 - Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei, um


conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância
epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde
dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da
saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das
condições de trabalho, abrangendo:

I - Participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS),


em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à
saúde existentes no processo de trabalho.

II - O controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou


indiretamente com a saúde.

III - Avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde. Está correto o


que se afirma em:

A) I e II, apenas.

B) I e III, apenas.

C) II e III, apenas.

D) I, II e III.

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289

277 – Dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS é


incorreto afirmar:

A) Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física


e moral.

B) Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde.

C) Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a


alocação de recursos e a orientação programática.

D) Organização e coordenação do sistema de informação de saúde.

278 – As Redes de Atenção à Saúde estarão compreendidas no âmbito de


uma Região de Saúde, ou de várias delas, em consonância com diretrizes
pactuadas em:

A) Comissões Intergestores.

B) Comissões de Atenção Básica.

C) Rede de Atenção Psicossocial.

D) Redes Intersetoriais de Saúde.

279 – Sobre as disposições preliminares descritas no decreto 7508/11,


associe as definições trazidas na tabela a seguir e assinale a alternativa
que traz a sequência CORRETA:

Espaço geográfico contínuo constituído por


agrupamentos de Municípios limítrofes, delimitado a
partir de identidades culturais, econômicas e sociais e
1 Região de X de redes de comunicação e infraestrutura de
Saúde transportes compartilhados, com a finalidade de
integrar a organização, o planejamento e a execução
de ações e serviços de saúde

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290

2 Mapa da Y Conjunto de ações e serviços de saúde articulados


Saúde em níveis de complexidade crescente, com a
finalidade de garantir a integralidade da assistência à
saúde

3 Rede de Z Descrição geográfica da distribuição de recursos


Atenção à humanos e de ações e serviços de saúde ofertados
Saúde pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-se a
capacidade instalada existente, os investimentos e o
desempenho aferido a partir dos indicadores de
saúde do sistema

A) 1 – Z; 2 – X; 3 – Y.

B) 1 – Z; 2 – Y; 3 – X.

C) 1 – X; 2 – Z; 3 – Y.

D) 1 – X; 2 – Y; 3 – Z.

280 – As Comissões intergestores pactuarão:

I - Das diretrizes nacionais, do financiamento e das questões operacionais das


Regiões de Saúde situadas em fronteiras com outros países, respeitadas, em
todos os casos, as normas que regem as relações internacionais.

II - Diretrizes de âmbito nacional, estadual, regional e interestadual, a respeito


da organização das redes de atenção à saúde, principalmente no tocante à
gestão institucional e à integração das ações e serviços dos entes federativos.

III - Aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão


compartilhada do SUS, de acordo com a definição da política de saúde dos
entes federativos, consubstanciada nos seus planos de saúde, aprovados
pelos respectivos conselhos de saúde.

Está correto o que se afirma em:

A) I e II, apenas.

B) I e III, apenas.

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291

C) II e III, apenas.

D) I, II e III.

281 – A 8º Conferência Nacional de Saúde em 1986 foi o marco da criação


do Sistema Único de Saúde e do modelo assistencial vigente no Brasil
atual e teve como abordagem central “Saúde como direito, reformulação
do Sistema Nacional de Saúde e financiamento do setor”. Considere os
itens a seguir sobre os temas abordados na 8º Conferência Nacional de
Saúde:

I - Explicita as diretrizes para a reorganização do Sistema Único de Saúde, que


efetivamente represente a construção de um novo arcabouço institucional.

II - Constituição de um novo Conselho Nacional de Saúde, composto por


representantes dos ministérios da área social; governos estaduais e
municipais; entidades civis de caráter nacional, com atribuição principal de
orientar o desenvolvimento e avaliar o Sistema Único de Saúde, incluindo
definição de políticas, orçamento e ações.

III - Propõe a criação de comissões intergestores bipartite, em nível estadual, e


tripartite, em nível federal, para tomada de decisões.

IV - Garantia de participação da sociedade na formulação da política e no


planejamento, gestão, execução e avaliação das ações de saúde.

Está correto o que se afirma em:

a) I, II e III, apenas.

b) I, II e IV, apenas.

c) II, III e IV, apenas.

d) I, II, III e IV.

282 – Os Conselhos de Saúde não são órgãos responsáveis pela gestão


ou execução de serviços e, por isso, não têm responsabilidade direta

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292

sobre a prestação dos serviços de saúde. Essa tarefa é incumbida ao


poder público nas três esferas governamentais. Podemos afirmar então,
que um Conselho de Saúde deve ser um órgão:

a) Acadêmico, não permanente e deliberativo.

b) Acadêmico, não permanente e não deliberativo.

c) Colegiado, flexível e não deliberativo.

d) Colegiado, permanente e deliberativo.

283 – O Pacto pela Vida está constituído por um conjunto de


compromissos sanitários, expressos em objetivos de processos e
resultados e derivados da análise da situação de saúde do País e das
prioridades definidas pelos governos federal, estaduais e municipais. São
prioridades do Pacto pela Vida com relação à Atenção Básica à Saúde:

a) Contribuir para a redução da mortalidade por câncer de colo do útero e de


mama.

b) Reduzir a mortalidade materna, infantil neonatal, infantil por doença diarréica


e por pneumonias.

c) Elaborar e implantar a Política Nacional de Promoção da Saúde, com ênfase


na adoção de hábitos saudáveis por parte da população brasileira, de forma a
internalizar a responsabilidade individual da prática de atividade física regular
alimentação saudável e combate ao tabagismo.

d) Consolidar e qualificar a estratégia da Saúde da Família como modelo de


atenção básica à saúde e como centro ordenador das redes de atenção à
saúde do SUS.

284 – Notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença


ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde
ou qualquer cidadão, para fins de adoção de medidas de interven- ção
pertinentes. São doenças de notificação compulsória imediata:

a. ( ) HIV, hepatites, exavirose.

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293

b. ( ) Raiva humana, cólera e botulismo.

c. ( ) Cólera, leptospirose e hepatite viral.

d. ( ) Malária, doença de Chagas e hepatite A.

e. ( ) Hepatites virais, anemia falciforme e coqueluche.

285 – De acordo com as Leis que regulamentam o Sistema Único de


Saúde, no 8.080/90 e no 8.142/90, é correto afirmar:

a. ( ) A iniciativa privada poderá participar do SUS em caráter substitutivo nas


localidades em que há carência de serviços públicos e condi- ções para o
pagamento por desembolso.

b. ( ) A direção do SUS é estadual, sendo exercida por diferentes órgãos,


dependendo da esfera de governo.

c. ( ) Em cada esfera de governo, o SUS contará comissões de avaliação


interna e externa, respeitando a paridade.

d. ( ) As ações e os serviços de saúde, executados pelo SUS, serão


organizados de forma descentralizada e regionalizada.

e. ( ) O financiamento da saúde se dará de forma pactuada em cada região


geográfica, respeitando o princípio da razoabilidade.

286 – Segundo a Lei no 8.142, de 28 de dezembro de 1990, o Sistema


Único de Saúde (SUS) contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo
das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias
colegiadas:

a. ( ) Conferência de Saúde e Conselho de Saúde.

b. ( ) Fórum municipal e estadual de saúde pública.

c. ( ) Conferências de Saúde e Conselho dos Secretários Municipais.

d. ( ) Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho de


Saúde Pública.

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294

e. ( ) Comissão Intergestora Bipartite e Conselho Municipal de Saúde.

287 – De acordo com a Constituição Federal, sobre o Sistema Único de


Saúde (SUS), é INCORRETO afirmar que:

A) O atendimento integral, com prioridade para as atividades curativas é um de


seus princípios.

B) A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

C) É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais


estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.

D) Ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos


termos da lei, ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde.

288 – Sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), analise as afirmativas


abaixo:

I. A execução de ações de vigilância sanitária está incluída no campo de


atuação do Sistema Único de Saúde (SUS).

II. A participação da comunidade é um dos seus princípios.

III. Os Estados poderão constituir consórcios para desenvolver, em conjunto, as


ações e os serviços de saúde que lhes correspondam.

Estão CORRETAS as afirmativas:

A) I e II.

B) II e III.

C) I e III.

D) I, II e III.

289 – De acordo com a Lei 8142/90, marque a alternativa CORRETA:

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295

A) A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) é uma das instâncias colegiadas


do Sistema Único de Saúde (SUS).

B) A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências de


Saúde será paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos.

C) O Conselho de Saúde com a representação dos vários segmentos sociais.

D) As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua organização


e normas de funcionamento definidas em lei ordinária.

290 – Analise as afirmativas abaixo, de acordo com a Lei 8080/90:

1- Os recursos financeiros do Sistema Único de Saúde-SUS serão depositados


em conta especial, em cada esfera de sua atuação, e movimentados sob
fiscalização do Ministério da Saúde.

2- Em tempo de paz e havendo interesse recíproco, os serviços de saúde das


Forças Armadas poderão integrar-se ao Sistema Único de Saúde-SUS,
conforme se dispuser em convênio que, para esse fim, for firmado.

3- Constitui o Sistema Único de Saúde-SUS, o conjunto de ações e serviços de


saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e
municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo
Poder Público.

O número de afirmativas CORRETAS é:

A) Zero.

B) Uma.

C) Duas.

D) Três.

291 – De acordo com a Lei 8080/90, analise as afirmativas abaixo:

1- A assistência à saúde é vedada à iniciativa privada.

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296

2- Os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou empregos poderão


exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do Sistema Único de
Saúde-SUS.

3- Não será permitida a destinação de subvenções e auxílios a instituições


prestadoras de serviços de saúde com finalidade lucrativa.

Estão CORRETAS as afirmativas:

A) 1 e 2.

B) 2 e 3.

C) 1 e 3.

D) 1, 2 e 3.

292 – De acordo com a Lei 8080/90, é CORRETO afirmar que:

A) Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do


Sistema Único de Saúde-(SUS), só poderão ser exercidos em regime de tempo
integral.

B) A direção do Sistema Único de Saúde, no âmbito dos Municípios, é exercida


pelo Conselho Municipal de Saúde.

C) O dever do Estado de garantir a saúde exclui o das pessoas, da família, das


empresas e da sociedade.

D) A fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas, para consumo


humano não está incluído no campo de atuação do Sistema Único de Saúde
(SUS).

293 – As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados


contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde
(SUS) obedecem aos seguintes princípios, EXCETO:

A) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de


assistência.

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297

B) Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física


e moral.

C) Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência

D) Centralização político-administrativa.

294 – De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil:


Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo
ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação,
Assinale a alternativa CORRETA:

a) descentralização, com direção única em cada esfera de governo.

b) atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem


prejuízo dos serviços assistenciais.

c) fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou


através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

d) Nenhuma das alternativas.

295 – Conforme a Constituição da República Federativa do Brasil: Art.


199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. Referente a esse
artigo é vedada:

a) destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições


privadas com fins lucrativos; a participação direta ou indireta de empresas ou
capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos
em lei.

b) a formação de recursos humanos na área de saúde; participar de forma


complementar do sistema único de saúde.

c) participação da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos,


hemoderivados e outros insumos; fiscalização, avaliação e controle das
despesas com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal.

d) Nenhuma das alternativas.

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298

296 – Em conformidade com o Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011:


Complete a lacuna do Art. 17. O --------- -------------- será utilizado na
identificação das necessidades de saúde e orientará o planejamento
integrado dos entes federativos, contribuindo para o estabelecimento de
metas de saúde.

a) Protocolo Clínico

b) Mapa da Saúde

c) Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde

d) Nenhuma das alternativas.

297 – Com base no Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011: Art. 25. A


Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – RENAME compreende:

a) a prescrição, a dispensação e o uso dos seus medicamentos.

b) financiamento de medicamentos, de acordo com o pactuado nas Comissões


Intergestores.

c) a seleção e a padronização de medicamentos indicados para atendimento


de doenças ou de agravos no âmbito do SUS.

d) Nenhuma das alternativas.

298 – Com base na Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990: Art. 12. Serão
criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional, subordinadas ao
Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos Ministérios e órgãos
competentes e por entidades representativas da sociedade civil.
Parágrafo único. As comissões intersetoriais:

a) poderão organizar-se em distritos de forma a integrar e articular recursos,


técnicas e práticas voltadas para a cobertura total das ações de saúde.

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299

b) terão a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a


saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no âmbito do Sistema
Único de Saúde (SUS).

c) poderão constituir um conjunto as ações e serviços de saúde que lhes


correspondam.

d) Nenhuma das alternativas.

299 – Mediante a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990: Art. 14-B. O


Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho
Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems):

a) são reconhecidos como entidades que representam os entes municipais, no


âmbito estadual, para tratar de matérias referentes à saúde, desde que
vinculados institucionalmente na forma que dispuserem seus estatutos.

b) são reconhecidos como entidades representativas dos entes estaduais e


municipais para tratar de matérias referentes à saúde e declarados de utilidade
pública e de relevante função social, na forma do regulamento.

c) são reconhecidos como entidades representativas representam os entes


municipais, no âmbito estadual e entes estaduais no âmbito federal referentes
à saúde na integração das ações e serviços dos entes federados.

d) Nenhuma das alternativas.

300 – As Redes de Atenção à Saúde constituem-se em arranjos


organizativos formados por ações e serviços de saúde com diferentes
configurações tecnológicas e missões assistenciais, articulados de forma
complementar e com base territorial. Dentre seus diversos atributos,
destacam-se, EXCETO:

A) serviço de urgência e emergência como principal porta de entrada do


sistema de saúde.

B) a atenção básica estruturada como primeiro ponto de atenção.

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300

C) a atenção básica como principal porta de entrada do sistema de saúde.

D) equipe multidisciplinar que cobre toda a população, integrando,


coordenando o cuidado e atendendo às suas necessidades de saúde.

Gabarito

01 – B
02 – C
03 – D
04 – E
05 – D
06 – D
07 – C
08 – E
09 – B
10 – D
11 – D
12 – A
13 – D
14 – B
15 – D
16 – A
17 – E
18 – B
19 – C
20 – A
21 – C
22 – B
23 – B
24 – B
25 – B
26 – C
27 – C
28 – C
29 – D
30 – A
31 – B
32 – B

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301

33 – D
34 – A
35 – C
36 – A
37 – D
38 – B
39 – B
40 – D
41 – A
42 – D
43 – B
44 – C
45 – A
46 – A
47 – C
48 – D
49 – B
50 – B
51 – C
52 – B
53 – A
54 – A
55 – B
56 – B
57 – B
58 – E
59 – E
60 – B
61 – D
62 – A
63 – E
64 – C
65 – C
66 – B
67 – A
68 – B
69 – D
70 – C
71 – D
72 – D
73 – A
74 – A
75 – D
76 – A
77 – D

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302

78 – B
79 – C
80 – C
81 – D
82 – E
83 – B
84 – A
85 – C
86 – D
87 – A
88 – E
89 – A
90 – D
91 – E
92 – B
93 – D
94 – A
95 – B
96 – C
97 – A
98 – B
99 – C
100 – C
101 – B
102 – A
103 – D
104 – B
105 – D
106 – A
107 – D
108 – D
109 – B
110 – C
111 – D
112 – E
113 – D
114 – E
115 – C
116 – A
117 – A
118 – B
119 – B
120 – D
121 – D
122 – C

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303

123 – A
124 – E
125 – D
126 – C
127 – B
128 – E
129 – A
130 – E
131 – D
132 – A
133 – D
134 – D
135 – A
136 – B
137 – A
138 – E
139 – C
140 – E
141 – B
142 – A
143 – A
144 – C
145 – E
146 – D
147 – A
148 – C
149 – B
150 – D
151 – D
152 – B
153 – A
154 – A
155 – C
156 – C
157 – A
158 – D
159 – B
160 – A
161 – D
162 – D
163 – C
164 – A
165 – A
166 – D
167 – B

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304

168 – A
169 – D
170 – C
171 – A
172 – E
173 – A
174 – B
175 – E
176 – C
177 – A
178 – D
179 – B
180 – C
181 – D
182 – D
183 – A
184 – B
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