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Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias

2ª PARTE

Livro: “O Sistema Solar” de Arthur Powell


Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias

Na primeira parte do nosso estudo aprendemos sobre o campo (os


planos e lugares) em que se dá a evolução da vida.
Nesta segunda parte, veremos como as correntes de vida chegam ao
campo, já preparado, e o método pelo qual tais correntes evoluem passando
pelos vários níveis de crescimento.
O presente estudo será apresentado na seguinte sequência:
 O Logos Solar e os Logos Planetários;
 As correntes da vida;
 As metas das sete cadeias terrestres;
 Dias do juízo final;
 Involução e Evolução;
 Características da Primeira, Segunda e Terceira Cadeias;
 Raças e sub-raças; (na 3ª parte deste estudo)
 Lista de livros utilizados pelo autor.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – O Logos Solar e os Logos Planetários

Vimos anteriormente que o nosso sistema solar é composto de 10


Esquemas de Evolução.
O Logos Solar se manifesta através destes 10 Esquemas, ou seja, do
sistema solar. Cada partícula existente no sistema solar é parte dos Seus
veículos (ou seja, parte Dele, do Logos) .
Assim toda a matéria física do Sistema Solar constitui o Seu corpo
físico; toda matéria astral do Sistema Solar constitui o Seu corpo astral; toda
matéria mental do Sistema Solar constitui o Seu corpo mental e assim por
diante.
Antes que o sistema solar fosse levado a manifestar-se, o Logos
formou-lhe todo o esquema em Sua mente, e, ao fazê-lo, fê-lo existir
simultaneamente em Seu plano mental. Imaginou-o assim, não só como é
agora, mas como foi em cada momento do passado e como será em cada
momento do futuro. Considerou o que pretende que faça cada uma das
Cadeias Planetárias, desde as menores minúcias, no tipo de homem para cada
raça-raiz , sub-raça, e assim por diante. (p. 46)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – O Logos Solar e os Logos Planetários

Do Logos Solar provém toda a vida nas


sucessivas Emanações: a Primeira
Emanação (provém do Seu Terceiro
Aspecto) dá aos átomos previamente
existentes o poder de se agruparem nos
elementos químicos; quando, numa fase
posterior, os reinos da natureza já estão
estabelecidos, chega a Segunda Emanação
do Seu Segundo Aspecto, que forma as
almas grupais de mine-rais, vegetais e
animais (“a descida do princípio de Cristo na
matéria, condi-ção indispensável à nossa
existência”) e, por fim, no reino humano, o
próprio ego é a manifestação da Terceira
Emanação, que provém do Seu Primeiro
Aspecto, o Pai eterno e amoroso (p. 46).

Diagrama extraído de: LEADBEATER,


C. W. A gnose cristã.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – O Logos Solar e os Logos Planetários

De cada esquema evolutivo se encarrega um Manu ou


Logos Planetário (p. 47).
Esses 7 Logos subsidiários, grandes entidades individuais,
são, ao mesmo tempo, aspectos do Logos Solar, centros de força,
ou chakrams, por assim dizer, de Seu corpo. Toda evolução que d’Ele
procede se faz através de um ou de outro d’Eles.

Na imagem ao lado vemos que cada centro de


força tem Sua localização especial, ou foco
maior, dentro do corpo do Sol, e um foco
menor sempre exterior ao Sol. A posição do
foco menor é indicada por um planeta físico.
Nota-se que cada elipse tem tanto relação
direta com o Sol (foco maior), como com o
planeta especial governado pelo Logos
Planetário. Lembram a imagem de pétalas (ou
de um lótus). Os globos parecem estar
separados, mas na verdade há uma conexão
entre eles.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

As Correntes da Vida
Como um grande estabelecimento de ensino que
engloba a educação desde o “berçário, maternal e
pré-escola até o curso universitário” mais avançado,
as correntes de vida trazem os estudantes, que após cursarem uma
sequência de séries ou etapas, obtêm
seus certificados e saem ao mundo para cumprir as funções que
seus interesses e qualificações os permitem. Passam pelos reinos
da natureza, raças e sub-raças
da humanidade até alcançar os níveis sobre-humanos
de consecução ou realização. (p. 51)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

Na literatura teosófica a expressão “ondas de vida” tem sido


empregada em três sentidos:

Primeiro. Para representar as três grandes Emanações da Vida Divina, desde


as três Pessoas da Trindade, por meio das quais o sistema solar veio à
existência e pelas quais ela é nutrida e sustentada.

Segundo. Para descrever os impulsos sucessivos, ou correntes de vida, pelos


quais se forma a Segunda Emanação. É o que neste livro estamos chamando
de correntes de vida ou correntes vitais.

Terceiro. Para significar a transferência da vida de um planeta de uma


cadeia para outro planeta, no curso das diferentes rondas. (p. 51-52)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

Há sete reinos principais de vida que evoluem juntos


através do nosso Esquema terrestre:
 O Primeiro Reino Elemental
 O Segundo Reino Elemental
 O Terceiro Reino Elemental
 O Reino Mineral
 O Reino Vegetal
 O Reino Animal
 O Reino Humano
Os sete reinos são manifestações ou expressões da mesma vida,
a vida única do Logos, que se manifesta na Segunda Emanação.
Esta Segunda Emanação aparece numa série de ondas
sucessivas, como ondas do mar. (p. 52)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

Que são os Reinos Elementais? Os Elementais, ou espíritos menores da natureza,


respondem instintivamente aos impulsos dos seres maiores da natureza, que são
os Devas. Pensava-se que fossem criaturas realmente vivas, muito semelhantes ao
ser humano na forma, e que habitavam seus próprios mundos, invisíveis para
muitas pessoas porque os sentidos subdesenvolvidos do homem eram, e ainda
são hoje, incapazes de funcionar para além das limitações dos elementos mais
densos. Correspondem aos três reinos pré-minerais do arco evolutivo
descendente. (Mini-glossário teosófico).
Tanto os Devas (entidades angélicas) quanto os elementais (entidades que
organizam as coisas inanimadas) e os espíritos da natureza (os Gnomos, Ondinas,
Silfos e Salamandras), ajudam na construção das formas na natureza e progridem
no mundo astral e mental. (Internet)
Essência elemental e o pensamento humano: Essa matéria se amolda muito
facilmente à influência do pensamento humano. Todo impulso que brote do corpo
mental ou do corpo astral, cria imediatamente uma espécie de veículo
temporário, que se reveste dessa matéria vitalizada. Assim, um pensamento ou
um impulso se converte durante determinado tempo numa espécie de entidade
vivente. (LEADBEATER & BESANT. Formas de Pensamento)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

Os três primeiros dos sete reinos estão no arco descendente da


evolução, isto é, a vida neles se funde cada vez mais
profundamente na matéria.
O Primeiro Reino Elemental não desce abaixo do plano mental
superior; o Segundo Reino Elemental não desce abaixo do plano
mental inferior; e o Terceiro Reino Elemental desce somente até o
plano astral. (p. 53)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

O Reino Mineral representa o ponto de retorno,


de onde a vida chega ao ponto mais baixo de sua descida
à matéria, e começa a ascender outra vez através dos planos.
Este fenômeno de descida à materialidade e reascensão
à espiritualidade é recorrente de muitas maneiras .
Os Reinos Vegetal, Animal e Humano se ocupam definidamente de
elevar-se através dos planos. (p.53)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

Como todos os reinos de vida ascendem para o


próximo reino na cadeia seguinte, poderia surgir uma brecha no
Primeiro Reino Elemental quando este passasse para o Segundo
Reino Elemental.
Na verdade esta brecha é completada por uma
corrente vital inteiramente nova, que emana do Logos,
e assim cria um novo Primeiro Reino Elemental.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

Da Segunda Emanação sete destas correntes são espalhadas,


derramadas na primeira cadeia de nosso Esquema. Cada corrente
animará um reino durante um período-cadeia completo,
ingressando no reino superior seguinte na próxima cadeia.
Observação: é necessário tornar-se apto para ingressar no reino que
o sucede na escala do progresso. (p. 53)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

A vida que agora se expressa em


nossa humanidade atual surgiu
através do Reino Animal na
terceira cadeia (lunar), através
do Reino Vegetal, na segunda
cadeia e através do Reino
Mineral na primeira cadeia.
Portanto, deve ter atravessado os
três Reinos Elementais em
algumas cadeias anteriores, em
algum Esquema anterior. (sobre
qual Cadeia anterior seria, não
temos nenhum conhecimento
direto).
(p. 54-55)

A única corrente vital que corre através da totalidade dos sete reinos
do nosso Esquema da sete cadeias é a que ingressou na primeira cadeia como
o Primeiro Reino Elemental (N◦ 7 no Diagrama). (p. 56)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida

Estas considerações nos


mostram que, ao passo que o
nosso Esquema de Evolução é
completo e mais ou menos auto-
suficiente, (...) ainda assim ele
forma um, em uma grande série
de sucessivos esquemas. O
sistema solar como um todo
segue o princípio geral que
vemos operando em outras
partes e outras direções, e não é
senão uma encarnação em série
gigantesca. (p. 56)

O significado das sete linhas radiantes do Diagrama, encabeçando


o Reino Humano, é que as entidades humanas saem do Reino Humano ingressando no
sobre-humano, ao longo de um de sete possíveis
caminhos de progresso futuro. (p. 55)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As correntes da vida
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

As metas das sete cadeias terrestres

Para cada cadeia há um conjunto de metas a ser alcançado pelas entidades


humanas. As metas variam de acordo com o desenvolvimento da respectiva cadeia.
Atingir a meta pode ser comparado com a aprovação em um exame, ao final do
curso de um estabelecimento educativo. Para completar a analogia, devemos conceber
certa classe de estudantes que são aprovados na universidade depois de somente um ano
de instrução. Estes alcançarão certo nível educativo, pois o mundo necessita de todos os
tipos de trabalhadores, e podem ser considerados qualificados para cumprir certos graus de
tarefas no mundo externo. Ao término do segundo ano de instrução, ingressa outro grupo
de estudantes: evidentemente serão capazes de alcançar um nível superior ao alcançado
por aqueles que estudaram apenas um ano e, por conseguinte, se qualificaram para cobrir
postos de maior responsabilidade no mundo externo. De modo parecido, depois de três
anos na universidade, ingressa um terceiro grupo de estudantes, novamente em um nível
superior, havendo se qualificado para postos de maior responsabilidade ainda, que
necessitam mais conhecimento e experiência. (p. 61)
Imagine-se o processo prolongado por sete anos, até ser aprovado o sétimo
grupo de estudantes, que terá alcançado um nível altíssimo, tendo aprendido talvez
praticamente tudo o que a universidade poderia ensinar-lhe.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

A universidade é então fechada por um longo período de férias: ou talvez seja


mais apropriado dizer que foi fechada, demolida e o grupo de professores dispensado.
Os estudantes que não passaram de ano, reiniciarão sua educação em alguma
universidade futura com um novo grupo de professores e um conjunto inteiramente
novo de edifícios. Voltando desta analogia às nossas sete cadeias de nosso Esquema, as
metas, ou exames classificatórios de aprovação, são as seguintes:

Para a Primeira Cadeia. A Primeira Iniciação.


Para a Segunda Cadeia. A Terceira Iniciação.
Para a Terceira Cadeia. A Quarta Iniciação (a de Arhat).
Para a Quarta Cadeia. A Quinta Iniciação (a de Adepto Asekha).

Não há informação definida relativa às metas dispostas para as cadeias


quinta, sexta e sétima. Podemos, no entanto, nos permitir umas poucas especulações. É
conhecido que, enquanto nas etapas iniciais de evolução o progresso é quase
inconcebivelmente lento, como medimos o tempo, e nas etapas posteriores se torna
inacreditavelmente rápido. Observação: a quarta cadeia parece comportar tanto
progresso quanto as três primeiras cadeias. (p. 62)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

No diagrama, as sete cadeias estão


dispostas concentricamente; a primeira é
a mais interior; a sétima, a mais exterior.
A onda vital que passa em torno das
cadeias, entra na primeira cadeia e passa
como que girando em volta dos globos e
logo, de modo muito parecido a uma
pedra lançada com força com algum
instrumento que dá voltas, projeta a
humanidade mais avançada para
cima, para o nível da Primeira Iniciação.
(p. 64)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

O remanescente da onda vital entra na


segunda cadeia, gira ao redor dos seus
globos e, fazendo isso, se forma um
círculo que atinge uma velocidade
maior, precisamente como aconteceria a
uma pedra que fosse impulsionada a girar
em um círculo mais amplo; esta
velocidade maior lhe permite projetar sua
humanidade muito avançada até um nível
superior, a saber, o da Terceira Iniciação.
De modo parecido ocorre com cada uma
das cadeias sucessivas; a velocidade da
evolução se torna cada vez maior à medida
que se ampliam os círculos, até que o
sétimo circuito possa projetar seus
membros mais avançados até um nível
elevadíssimo, porém desconhecido até o
momento. (p. 65)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

Vimos que, ao completar o nível estabelecido para a humanidade em qualquer


cadeia, a entidade começa sua evolução sobre-humana, e para ela se abrem sete
caminhos, dos quais pode-se escolher um. Os sete caminhos são:
1. Entrar no Nirvana, para tornar-se, em algum mundo futuro, um Avatar,
ou Encarnação divina. Isto às vezes se chama “tomar as vestes
Dharmakáya”; o Dharmakáya não conserva nada debaixo da Mônada.
2. Entrar no “Período Espiritual”, um caminho que inclui “tomar as vestes
Sambhogakaya”; ele então retém sua manifestação como um triplo
espírito e pode provavelmente mostrar-se em um Augoeides (= corpo
luminoso) temporário.
3. Pode “tomar as vestes Nirmanakaya”, retendo seu corpo causal e todos os
seus átomos permanentes.
4. Seguir sendo membro da Hierarquia Oculta.
5. Passar à cadeia seguinte, para ajudar a construir suas formas.
6. Unir-se à evolução dévica.
7. Unir-se ao “Estado Maior” do Logos. (p. 65)

Outros detalhes sobre os sete caminhos podem ser encontrados na


obra “O Corpo Causal”, de Arthur E. Powell, p. 321.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

Os graus de consecução:

Há um fator modificador importante que influencia “na aprovação dos


estudantes” que irão mudar para outra cadeia, conforme falamos anteriormente:
Praticamente se trata de uma experiência universal que, em cada grupo de
estudantes, ocorre que há uma reduzida minoria que irá disparar à frente dos demais,
devido a uma capacidade excepcional ou a uma dedicação pessoal mais fervorosa a seus
estudos. Esta classe é a que obtém as distinções ou que passa com honra.
Depois deles vem a grande maioria de estudantes que consegue passar nos
exames obtendo uma graduação simples.
Depois destes novamente vem outro grupo, minoria, que são os remanescentes
da turma. Estes estudantes por causa de sua capacidade menor ou por sua falta de esmero
e aplicação, não chegam a obter aprovação e por isso terão que regressar à universidade
por mais outro período, ou parte deste, a fim de assegurar sua graduação. (p. 66).
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

Exatamente a mesma coisa acontece com cada uma das correntes vitais de cada
reino. Sempre há uma pequena minoria adiante do resto, que alcançará a meta antes do
tempo indicado. Logo segue a grande maioria de entidades que cumprem com a tarefa
fixada e alcançam o nível requerido no tempo estabelecido. Depois daqueles vêm os
remanescentes, outra minoria, ainda que maior que a primeira minoria, que permanece
onde estava por falhar em obter o nível requerido.
O diagrama ao lado ilustra o processo: São apresentados três
reinos A, B e C, e dos períodos I e II. Do reino B, no período I,
uma pequena minoria dispara à frente do resto, alcança a meta
fixada e ingressa no reino A no mesmo período.
Uma grande massa do reino B entra no reino A no período II,
de uma maneira rotineira. O resto do reino B, uma minoria
maior que a primeira minoria, não chega a se qualificar para o
reino A, de modo que segue no reino B no período II. Mas,
tendo já alguma experiência no reino B (enquanto o resto do
reino B, no período II, chegou recentemente do reino C,
período I, e somente começará a evoluir no reino B) esta
minoria pode chegar à frente no período II. (p. 67)

Tradução: Graus de Consecução


Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

Pode se explicar assim: tomemos por exemplo, o reino vegetal da cadeia I.


A parte retardatária deste reino entra na cadeia II, e ali dirige a evolução do reino
vegetal. A massa do reino vegetal passa da cadeia I dentro do reino animal na cadeia II.
Uma reduzida minoria do reino vegetal da cadeia I consegue alcançar o nível dos
animais na cadeia I, e portanto se une ao reino animal na cadeia I.
No reino animal da cadeia II, o processo se repete. Os animais retardatários se unem
ao reino animal na cadeia III e dirigem esse reino. A
massa se torna humana na cadeia III; a pequena
vanguarda se une ao reino humano na cadeia II.
Na cadeia III os humanos retardatários retomam sua
evolução humana na cadeia IV, onde dirigem a
humanidade daquela cadeia.
A massa de entidades humanas alcança sua meta na
cadeia III e segue para outros campos de evolução e de
serviço, junto a uma ou outra das sete linhas ascendentes
à frente do reino. Uma pequena minoria consegue
adiantar-se do resto, podendo escolher entre as sete
linhas radiadas da pequena espiral que emergem da
cabeça de cada reino. (p. 68)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

Podemos mencionar aqui um principio importante, que afeta o progresso das


diversas correntes vitais e suas inumeráveis subdivisões: a regra geral consiste em que quem
alcançou o nível mais elevado possível em qualquer cadeia, ronda, globo ou raça, não renasce
no princípio da cadeia, ronda, globo, ou raça seguintes. As etapas primeiras são sempre para
as entidades da retaguarda (as remanescentes), as mais jovens, e somente quando estas
atravessam uma boa parte da evolução e começam a se aproximar dos níveis daqueles que
fizeram melhor, esses outros descem à encarnação e juntam-se a eles uma vez mais. (p. 68)
Isso quer dizer que quase a primeira metade, ou quase, de qualquer período
evolutivo seja raça, globo, ronda ou cadeia, parece consagrar-se a trazer todos os que estavam
na retaguarda para mais próximo do nível daqueles que se saíram melhor. Logo, estes últimos
- que enquanto isso descansavam no mundo mental, ou devachanico - descem à encarnação
junto com os demais, e todos avançam juntos por seu caminho de progresso.
Por exemplo, os mais desenvolvidos da terceira cadeia ou cadeia lunar não entram
na Primeira Ronda da quarta Cadeia ou Cadeia Terrestre, mas vêm somente na metade da
quarta ronda. Assim mesmo, os egos que encarnam na primeira Raça-Raiz de um planeta são
os que não progrediram mais adiante da metade da evolução do planeta precedente. Fazendo
uma analogia: os estudantes mais atrasados retornam a seus colégios, depois de suas férias,
antes dos estudantes mais adiantados. Uma vez feito isso, os estudantes mais adiantados
regressam aos seus colégios, e todos juntos retomam seus estudos. (p. 69)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

A Ronda Interior:
Vimos que cada globo de uma cadeia se torna, a seu tempo, plenamente ativo; em
seguida, entra num período de obscurecimento (pralaia), enquanto o globo seguinte, pela
ordem, se torna plenamente ativo por algum tempo. (p. 75)
O Diagrama XXII mostra que, enquanto o globo D recebe a maior atenção do Logos, os
outros 6 globos recebem apenas um minúsculo raio de Sua radiação, estando num momento
de obscurecimento parcial, mas não completo.
Como a passagem da onda vital de um globo para outro se
dá de forma gradativa, ainda existem representantes ou núcleos
de todos os reinos de vida, que servem pelo menos a três
propósitos: (p. 76)
I. Evitam a necessidade de recriar as formas para os reinos
da vida que ocupam durante os períodos seguintes de plena
atividade. Fornecem, assim, a semente da qual se
desenvolverão as formas quando a atenção do Logos se dirigir
uma vez mais ao planeta que será o seu foco na próxima ronda.
II. Servem como campos evolutivos para as entidades que
ficaram para trás dos seus companheiros.
III. Servem como conservatórios para certas entidades que
realizam um progresso rápido fora do comum.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – As metas das cadeias

Mas o que acontece às entidades que ficaram para trás?

As entidades que não conseguem realizar integralmente o que delas se


esperava, permanecem no mesmo globo e continuam trabalhando com firmeza no núcleo
restante. Como “perderam” uma ronda, as humanas caem numa classe inferior de mônadas.
Acontece com a essência mineral que falha em alcançar o reino vegetal, vida vegetal que falha
em alcançar o reino animal, animais que falham para tornarem-se individualizados como seres
humanos. Ficarão meio que adormecidos, mas não totalmente sem consciência do que estiver
ocorrendo ao seu redor, aguardando o início de uma próxima ronda. (p. 78-80)
Pode ocorrer também que, mediante um impulso extraordinário, de vez em quando
algumas consigam se apressar e alcançar a onda vital de que se apartaram. Mais
freqüentemente, entretanto, elas continuarão para trás, até que sejam alcançadas pela onda
vital em sua viagem seguinte ao redor dos globos.
Outra função consiste em capacitar certas entidades para que realizem um progresso
rápido incomum. Sob certas condições de forte desejo de avanço, uma entidade que se esforça
com excepcional vigor para melhorar-se, pode separar-se da grande massa de seus congêneres
deste planeta, passando-a as Autoridades à Ronda Interior propriamente dita; então toma sua
encarnação seguinte, não na Terra mas entre a limitada população de Mercúrio. Ficará lá pelo
tempo normal da encarnação numa Raça-raiz da Terra e depois irá para o globo astral
F, continuando normalmente a partir de então.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Dias do juízo final

Dias do juízo final:

Há muitas lendas sobre um “último julgamento”, no qual o futuro destino dos


homens será decidido. Por trás destas lendas há mentiras que ocultam uma importante
verdade, ainda que lamentavelmente a doentia imaginação dos monges medievais distorceu a
ideia perfeitamente simples e racional da suspensão eónica dentro da ideia da “condenação
eterna”.
Voltando à analogia com o funcionamento de uma escola: um professor de uma
classe sabe que precisa, no trabalho de um ano, preparar seus alunos para certo exame. Ele faz
o seu plano de aula, atribuindo partes apropriadas das tarefas a cada prazo e mês do ano. Mas
como os alunos são de diversas idades e capacidade, alguns aprendem com rapidez e realizam
um progresso rápido, enquanto outros ficam para trás. Além disso, entram alunos novos
constantemente, alguns deles com um nível mínimo de conhecimentos.
Quase na metade do ano, o professor revendo sua posição, decide não admitir mais
novos alunos na classe. Faz isso porque, sabendo o que é necessário para o exame, ele percebe
a impossibilidade de qualquer novo aluno ante certo nível básico, fazer progresso suficiente
para ser capaz de passar no exame ao final do ano. Um pouco mais tarde no ano, o professor
faz uma nova avaliação de seus alunos e prevê que, enquanto alguns de seus estudantes serão
aprovados com segurança, a perspectiva dos demais é duvidosa, e que há outros que
certamente serão reprovados. (p. 81)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Dias do juízo final

Então, com muita razão, lhes diria a estes últimos, seus discípulos menos
adiantados: – Chegamos agora a uma etapa na qual o trabalho desta classe é inútil para vocês.
É possível que não possam alcançar, mesmo com esforço, o nível necessário a tempo do
exame. O ensino muito avançado, que devem os demais receber agora, seria inteiramente
inapropriado para vocês, e como não podem o compreender, não somente desperdiçariam seu
próprio tempo como também seriam um estorvo para o resto da classe. Portanto, será melhor
para vocês que passem para a classe imediatamente inferior, se aperfeiçoem nas lições
preliminares, ainda não aprendidas de todo e regressem a este nível com a classe do ano que
vem, quando estarão seguros de ser aprovados. (p. 82)
Aqui temos exemplos do que ocorreu e ocorrerá em nossa cadeia terrestre. Na
metade da quarta ronda, salvo alguns casos excepcionais, a “porta estava fechada” para que os
animais entrassem no reino humano; a razão era que, se lhes tivesse sido permitido entrar
nesta última etapa da cadeia, lhes seria impossível continuar evoluindo junto com uma
humanidade que estaria muito adiantada dos demais.
E logo, na metade da nossa ronda seguinte, a quinta, ocorrerá a grande “separação”,
quando entidades humanas, que não estão suficientemente adiantadas para progredir com os
demais, serão deixados de lado e passarão a uma condição de suspensão, até que uma futura
cadeia proporcione a eles oportunidades adequadas para que continuem sua evolução.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Dias do juízo final

Os fracassos:

A maioria destes indivíduos falhou por ser muito jovem, embora fossem muito
velhos para permanecer na classe logo abaixo - o reino animal. Eles tiveram a experiência de
passar pela primeira parte da cadeia, e portanto poderão na próxima cadeia assumir sua
evolução facilmente e, além disso, poderão ajudar seus companheiros menos adiantados. Pois
que, estes que “fracassam” por serem demasiado jovens, está claro que não têm culpa alguma.
Porém, há outra classe numerosa que poderia ter se imposto mediante determinado esforço
mas fracassou por falta deste esforço: corresponde aos alunos que fracassam não por serem
demasiado jovens, mas demasiado preguiçosos para cumprir seu trabalho. Seu destino é o
mesmo que o dos demais mas, enquanto aqueles não tiveram culpa porque trabalharam da
melhor forma possível, estes outros são culpados exatamente porque não trabalharam da
melhor forma possível. Levarão consigo um legado de karma desagradável, do qual estará
livre a primeira classe. As exortações de Cristo foram dirigidas à classe de homens que não
realizam esforço suficiente, isto é, homens que tiveram oportunidade e capacidade de triunfo
mas não realizaram os esforços necessários. (p. 82-83)
Essas pessoas necessitam de mais treinamento e devem tê-lo, ainda que isso
signifique muitas vidas - muitas das quais podem ser de terríveis sofrimentos. Mas esse é o
único modo de poder alcançar o nível que lhes é destinado e ao que chegarão certamente no
seu devido tempo.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Dias do juízo final

Com o objetivo de “salvar” tanta gente


quanto possível desse sofrimento
adicional, o Cristo disse a Seus
discípulos:
“Ide ao mundo e prega o evangelho
a toda criatura; quem crer e for
batizado, será salvo, mas quem não
crê, será condenado”. Pois o batismo
e seus ritos correspondentes em outras
religiões, são o signo da consagração
da vida ao serviço da Irmandade e o
homem que capta a verdade e por
conseguinte,
dirige seu rosto na direção certa, com
certeza estará entre os “salvos” ou
“seguros” que escaparão da
condenação na quinta ronda. (p. 83)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Dias do juízo final

É claro que a “crença” a que isso se refere não se relaciona apenas aos homens que aceitam o
Cristianismo ou a Teosofia. Não tem a menor importância qual seja a sua religião, desde que
aspirem a vida espiritual na medida em que se posicionem claramente do lado do bem e contra
todo mal, e trabalhem desinteressadamente para frente e para cima de modo não egoísta.

Calcula-se que a proporção preparada para continuar nesta cadeia será de três quintos da
população total do atual reino humano, enquanto o restante dois quintos estarão suspensos.

A quantidade total do atual reino humano é estimada em uns 60 bilhões; é claro, este número
inclui não somente a população física mas a que está nos planos astral e demais planos. Daí que
aproximadamente 36 bilhões seguirão com a cadeia enquanto 24 bilhões serão suspensos.

Após esta grande “separação”, os contornos se adaptarão especialmente para o rápido progresso
dos egos mais avançados e, portanto serão totalmente inapropriados para as entidades de uma
etapa evolutiva muito inferior. Outra razão importante do porque é necessária a “separação”
correspondente a quinta ronda, é que as raças humanas posteriores estarão em mais íntimo
contato com os Adeptos e os grandes devas do que ocorre agora. Portanto, lhes será necessário se
manterem em um estado impressionável, em prontidão para receber e responder às influências
emanadas. Isto, por sua vez, requer que vivam uma vida pacífica e contemplativa, que com
certeza seria impossível se caíssem, todavia, no mundo, raças selvagens que atacassem e
matassem um homem em estado de contemplação. (p. 84-85)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Dias do juízo final

“DIAS DO JUÍZO” OU SEPARAÇÕES:

A ordem Ocorre no meio Rejeitando os inaptos As entidades retomarão sua


da (do)... para o resto ... evolução ...
Primeira (rondas) Quinta ronda ... da cadeia na cadeia seguinte
Segunda (períodos-globais) Quinto Período Global ... da ronda na ronda seguinte
Terceira (raças-raízes) Quinta Raça-raiz ... do período-global no período-global seguinte
Quarta (sub-raças) Quinta sub-raça ... da raça-raíz na raça-raiz seguinte

A ideia subjacente de todo o processo consiste em que, em qualquer período dado, a


quantidade de entidades que são aptas para continuar até o fim desse período é apreciavelmente
reduzida por sucessivas aplicações dos Dias do Juízo dos quatro graus; daí que o número de
entidades que podem completar toda a cadeia seja muito menor em relação ao número dos que
ingressaram na cadeia em seu começo. Na metade da quinta ronda se reduz de 100 por cento a 60
por cento; sobre esta redução haverá outras reduções devido à aplicação das separações das Ordens
Segunda, Terceira e Quarta. O dia do juízo da Cadeia Lunar se afirma que ocorreu na sexta ronda,
no quarto globo - na Lua. Segundo nossa regra, isto deveria ter ocorrido na quinta ronda. (p. 91)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Dias do juízo final

Portanto, pode ser que nossa regra generalizada esteja incorreta; ou pode ter existido
algo excepcional neste caso; ou, possivelmente, o Dia do Juízo seja um processo que se estenda
sobre um período considerável, e talvez esta tenha sido a parte final daquele, ocorrendo uma
ronda total depois de seu começo. Seja como for, mediante a guerra foi exterminada toda uma
raça de selvagens, incapazes de avançar mais na Cadeia Lunar, não havendo mais corpos
adequados para o seu estado inferior de evolução. À medida que morriam, não foram renascidos,
mas passaram a uma condição de sono. Também outro fato, foi o de que na sétima ronda da
Cadeia Lunar de cada globo se desprenderam os habitantes para os quais as condições dos globos
seguintes não eram apropriadas, permanecendo em repouso até que a próxima cadeia estivesse
pronta para que eles retomassem sua evolução. Outra aparente exceção à regra geral é que, na
primeira cadeia, não foram observados fracassos surgindo desta evolução. (p. 93)
Outra explicação, que alguns estudiosos podem preferir, está nesta tabela:

Numero da cadeia Dia do Juízo/ dia do Julgamento


I Nada/ zero
II ronda no. 7
III ronda no. 6
IV ronda no. 5
V ronda no. 4
VI ronda no. 3
VII ronda no. 2
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Involução e Evolução

Involução e Evolução:

Através de todas as fases do nosso Sistema há um princípio fundamental que se


repete uma e outra vez em muitos níveis diferentes. Compreende os sete grandes estádios
(fases) da Involução e da Evolução, durante os quais o Espírito desce à Matéria: a Vida sofre
involução* na Forma; o quarto estádio é o do conflito entre Espírito e Matéria, entre Vida e
Forma. Nos três estádios remanescentes o Espírito ascende: a vida evolve através da Forma e
a partir dela.
Durante a descida do Espírito verifica-se
não só uma tendência para maior
materialidade, pois o Espírito se envolve na
Matéria a fim de aprender a receber
impressões através dela, mas também uma
tendência à diferenciação; a corrente da
Vida Divina divide-se e subdivide-se numa
quantidade sempre crescente de
correntezinhas e unidades da consciência.
(p. 95 -96)
* A involução também é conhecida como a
queda do homem.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Involução e Evolução

Durante a sua descida pode-se imaginar o Espírito flutuando sobre a Matéria,


transmitindo-lhe qualidades, dando-lhe poderes e atributos. O quarto estádio está só; tendo
recebido ou adquirido vários poderes e atributos, a Matéria estabelece múltiplas relações com
o Espírito informante. É o grande choque do universo, o tremendo conflito entre o Espírito e a
Matéria, a batalha de Kurukshetra, das vastas hostes dos dois exércitos contrários, segundo a
descrição do processo pelas escrituras hindus. (p. 95)

Para saber mais sobre Espírito


e Matéria, sugerimos:
- Bhagavad Gita (a obra);
- O site:
http://gita.vraja.net
(ver capítulo 10);
- Autocultura à Luz do
Ocultismo, I.K. Taimni (caps.
1 e 2);
- A Ciência do Yoga, , I.K.
Taimni (explica como a
mônada deverá fazer, para
voltar à “vida eterna”).
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Involução e Evolução

A princípio o Espírito é suplantado e a Matéria vence. A seguir, vem o ponto de


equilíbrio, quando nenhum dos dois tem vantagem sobre o outro. Depois, lentamente, o
Espírito começa a triunfar sobre a Matéria, e está pronto para subir através dos três estádios
que completam os sete. (p. 95-96)
Nas três últimas fases, o Espírito organiza a Matéria que ele dominou e a quem deu
alma, submete-a aos seus propósitos, afeiçoa-a para a sua própria expressão, de modo que a
Matéria pode se tornar o meio pelo qual se põem de manifesto e ativos todos os poderes do
Espírito, assumindo a forma do veículo perfeito de que o Espírito necessita para manifestar-se
plenamente.
Durante a última parte do arco ascendente, quando se cumpriu finalmente a
diferenciação mediante a divisão da Vida Divina em entidades humanas separadas, a tendência
é a unidade, bem como uma maior espiritualidade. Neste estágio, tendo aprendido
perfeitamente como receber impressões a partir da matéria e como expressar-se através dela, e
tendo acordado seus poderes latentes, APRENDE como usar estes poderes corretamente a
serviço da Divindade, ou Logos.
Segundo Annie Besant: “O homem é uma Inteligência espiritual que se revestiu de carne com o
objetivo de ganhar experiência em mundos abaixo do espiritual, a fim de poder conhecê-los e governá-los, e, em
épocas posteriores, tomar seu lugar nas Hierarquias criativas e dirigentes do universo”. Assim, diz, o homem
precisa involuir para a matéria, para atrair para si próprio a matéria de todos os mundos - o espiritual, o intelectual,
o emocional e o físico. Lentamente, deverá tentar compreender as mudanças nele próprio - as agitadoras,
estonteantes, confusas mudanças (vibrações) que vêm e vão sem a interferência da sua vontade, para então
desenredar tudo isso, colocando cada coisa em sua própria origem. Ou seja terá de organizar a matéria que mais
lhe convém (O ENIGMA DA VIDA).
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Involução e Evolução

Os três pares de Globos A e G, B e F, C e E, em qualquer Cadeia, são aliados


próximos; mas um pode ser considerado o esboço grosseiro e o outro como um quadro
acabado. (p. 97)
O primeiro globo, Globo A, pode ser considerado como a raiz ou semente da
Cadeia; o último globo, o Globo G, como a flor ou fruto da Cadeia; daí que às vezes o Globo
A seja citado como o mundo-raiz; o Globo G, de modo parecido, às vezes é denominado o
mundo-semente porque, ainda que produza o fruto ou produto final de sua própria cadeia,
assim mesmo provê a semente para a Cadeia seguinte.
As formas evoluem nos três primeiros globos de
uma Cadeia; no quarto globo se une o abismo entre
as formas e os espíritos e as formas ganham alma;
nos três últimos globos, os espíritos tomam as
formas como desejarem. O Globo A de uma Cadeia
é às vezes também chamado de globo arquetípico,
porque contém os arquétipos (os modelos) das
formas a serem produzidas na ronda.
No Quarto Globo, da Quarta Cadeia na Quarta
Ronda se dará o ponto do combate maior (o
Kurukshetra planetário).
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Características da Primeira, Segunda e Terceira Cadeias:

A primeira cadeia: As formas são tênues, sutis, cambiantes; a matéria é da


“substância com que são feitos os sonhos". Difícil distinguir as rondas sucessivas; parecem
desvanecer-se uma na outra. O progresso é muito lento, recordando o Satya Yuga das
Escrituras hindus, onde uma vida dura muitos milhares de anos sem muitas alterações. As
entidades se desenvolvem muito lentamente, enquanto os raios de luz magnetizada as atingem.
Lembra uma gestação, é como o crescimento dentro de um ovo, pois esta cadeia pode ser
considerada como a matriz dos mundos futuros, mundos que depois nascem em matéria mais
densa. Esta é a razão por que esta cadeia, se chame a Cadeia Arquetípica. Nós humanos
agora, estávamos no reino mineral nesta primeira cadeia. Embora todos os graus de egos
existam na primeira cadeia, a ausência de níveis mais baixos de matéria (como a astral e a
física) faz uma notável diferença
no método evolucionário. Aqui
tudo não apenas começa, mas
também progride "acima", sem
que haja "abaixo", nem
formas, e sim centros
vitais, seres vivos sem formas
estáveis. Não existe terra
sólida, tudo é mutável. (Cap.
XX)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Os reinos vegetal e mineral são compostos por meros pensamentos, com as


Mônadas como que flutuando sobre eles. Os pensamentos-forma são modelos na Mente do
Governante das sete Cadeias, produtos de Sua meditação. Neles e através deles, as
Mônadas, que adquiriram átomos permanentes em algum Esquema prévio, se tornam
vagamente conscientes. Esta consciência é vaga, mas há diferenças nela. O grau mais baixo
dificilmente poderia chamar-se consciência; a vida nos pensamentos-forma parece o que agora
chamaríamos terra, rochas, pedras, estas pouco conscientes de algo, exceto de alguma pressão.
No grau seguinte, correspondente ao que agora chamamos metais, o sentido da pressão é mais
forte e a resistência a ela é um pouco mais definida. Quando esta reação subconsciente ocorre
em diversas direções, forma-se o modelo pensamento de um cristal. Os "pensamentos" dos
minerais, como seria de esperar, não são imóveis, e sim móveis; assim, uma colina se inclinará
ou oscilará, ou modificará sua forma (conforme a sua percepção de resistência, frustração, etc.
em sua expressão).
As Mônadas anexas aos
cristais não entram na segunda
cadeia nas formas inferiores de
vida vegetal, mas nas formas
superiores; depois entram na
terceira cadeia (a Cadeia Lunar)
em seu ponto médio como
mamíferos. (Cap. XX)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

O nível de realização fixado para a humanidade da primeira cadeia foi o da


primeira Iniciação. Os que chegaram a este nível entraram em um ou outro dos sete
Caminhos; um destes (o quinto) leva a trabalhar na segunda cadeia como construtores das
formas de sua humanidade (a primeira Hierarquia Criadora do Esquema Terrestre). A esses
construtores H. P. Blavatsky chamou de Asuras, que significa literalmente "seres viventes".
Depois o termo se reduziu aos seres viventes em que se desenvolveu o intelecto, mas não a
emoção. Estes Asuras, que atuaram na segunda cadeia como Barhishads, serviram também na
terceira cadeia como Agnisvattas. (Cap. XX)
As entidades que evoluíram na primeira cadeia, sem ainda chegar à primeira
Iniciação, entraram na segunda cadeia para sua própria evolução ulterior em seu ponto mais
central, e conduziram a sua humanidade. Pelo que conhecemos, não houve ninguém que tenha
sido descartado como "fracasso", isto é, não houve o Dia do Juízo de Primeira Ordem.

O principal interesse da
cadeia parece ser a evolução
dos Devas que vivem
habitualmente nesses níveis
elevados; as evoluções
inferiores parecem ter
desempenhado
um papel subsidiário.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Os hindus chamam a Primeira Cadeia de o


primeiro corpo de Brahma, o corpo da
Escuridão ou da Noite. (p. 133)
Brahma é aquele que procede de Brahman,
assim temos:

Brahman = O princípio supremo e


incognoscível do universo. O Absoluto
impessoal. Existência ou Deus.

Brahmâ = a personificação temporal do


poder criador de Brahman. Existe
periodicamente apenas no período de
manifestação do mundo, desaparecendo depois
e retornando a Brahman. Brahmâ, juntamente
com Vishnu e Shiva, que formam a Trimûrti ou
Trindade hindu. A Trindade na Teosofia
corresponde ao Primeiro Logos (Atma),
Segundo Logos (Budhi) e Terceiro Logos
(Manas). Este Terceiro Logos (que é Brahmâ)
corresponde à imagem ao lado: é a Mente
Universal, na qual existe o arquétipo de todas
as coisas. (Glossário Teosófico)
Grande Arquiteto do Universo
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

A segunda cadeia: em sua primeira ronda, predominavam grandes nuvens de


matéria. Na ronda seguinte se tornaram mais densas, mais brilhantes e coloridas, mais
responsivas às vibrações que as modelaram em formas, embora seja difícil dizer se estas
formas eram vegetais ou animais. Assim, as coisas com a aparência de vegetais se deslocavam
com a liberdade de animais, ainda que aparentemente com pouca sensação, se é que havia. Por
não estarem fixados à matéria física (a matéria mais densa aqui é a astral), os vegetais eram
muito móveis. A matéria mental inferior e a astral formavam os corpos dos Devas.
Incidentalmente, átomos permanentes de minerais, vegetais e até de animais se arraigaram nos
corpos dos Devas; com isso, cresceram e evoluíram. Os Devas pareciam não ter particular
interesse neles, assim como nós não nos interessamos pela evolução dos micróbios em nossos
corpos físicos. A humanidade da cadeia vivia em estreito contato com os Devas, que ainda
dominavam o campo evolutivo; os Kama e Rupa Devas influíam fortemente (embora
não
intencionalmente) na evo-lução
humana. Nós, humanos,
estivemos no reino vegetal na
segunda cadeia. Nessa vida
vegetal havia uma tênue cons-
ciência das energias do entorno.
(Cap. XXI)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Alguns vegetais procuraram usar muitas das forças com que entraram em contato, e
em sua consciência germinal “achavam” que tudo o que os circundava existia só para eles.
Outros se voltaram para uma direção que os atraía, e ficaram frustrados e vagamente
ressentidos. Ao término da cadeia, os vegetais mais desenvolvidos evidenciavam escassa
mentalidade, de fato uma mediana inteligência infantil, reconhecendo a existência dos animais
externos, gostando da vizinhança de alguns e afastando-se de outros (anseios de
coesão/união).
O nível de realização estabelecido para a humanidade da segunda cadeia foi o da
Terceira Iniciação. Seus "êxitos" foram os Agnisvatta Pitris, alguns dos quais se converteram
na Sexta Hierarquia Criadora* e tiveram a ver com a evolução intelectual dos homens na
quarta cadeia (a terrestre). Na sétima ronda da segunda cadeia foi descartada da sua
humanidade uma grande quantidade como "fracassos", já que estavam muito atrasados
para achar suas formas ade-
quadas e continuar na segunda
cadeia. Depois se-guiram na
terceira cadeia como homens. A
parte adiantada do reino animal
se individualizou na segun-da
cadeia, iniciando sua evolução
humana na ter-ceira cadeia.
* Ver "O Corpo Causal", pág. 40
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Estes (do reino animal) atravessaram os reinos inferiores muito rapidamente e se


humanizaram. Em seguida dirigiram a evolução da terceira cadeia para os "fracassos" e
depois, aqueles que tiveram êxito completo, ingressaram sucessivamente e se converteram em
líderes.
Os mais desenvolvidos do reino vegetal da segunda cadeia entraram no reino
animal da terceira cadeia, como mamíferos, na quarta ronda. Os demais ingressaram na
primeira ronda, como animais de tipos inferiores.
A terceira cadeia ou cadeia lunar: essa Cadeia desceu uma etapa na materialidade
(ver globos abaixo). O globo médio (D), foi cenário da máxima atividade da cadeia. Hoje, a
nossa Lua é o que restou da desintegração da sua parte exterior. O nível fixado para a
humanidade da Cadeia Lunar era o do Arhat, ou Quarta Iniciação. Os"êxitos" são conhecidos
como Barhishad Pitris.
Pouco se sabe das primeiras cinco rondas, salvo com respeito ao reino animal, e
por isso nos limitaremos a ele. (Cap. XXII)
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

A crista desta particular corrente vital ingressa na cadeia lunar como mamíferos em
seu ponto médio, aparecendo no Globo D (a Lua) na quarta ronda. Estes mamíferos são
criaturas curiosas, pequenas, porém extraordinariamente ativas. As mais avançadas tinham
forma simiesca e davam enormes saltos. São a princípio de pele escamosa que depois se torna
semelhante à das rãs. Em seguida os tipos muito avançados desenvolvem cerdas que formam
uma pele muito tosca e dura. O ar era bem distinto de nossa atual atmosfera: pesado e sufocante.
Os pequenos mamíferos tinham corpos longos e patas curtas, uma mescla de doninha, mangusto
e cachorro do mato, com uma cauda curta. Tinham olhos vermelhos, podendo ver na escuridão
de suas covas; ao sair das covas, se alçavam sobre as patas traseiras, formando um tripé com sua
cauda curta e forte. Eram medianamente inteligentes, e as relações entre eles e os homens, ao
menos em parte, parecem mais amistosas do que as atualmente observadas entre os animais
selvagens e os homens na Terra. Não eram domesticados, mas não fugiam quando
os homens deles se acer-
cavam, exceto quando próxi-mos
a homens selvagens que os
caçavam para se alimen-
tar, quando não encon-travam
carne humana. Depois desta
primeira etapa se convertem em
criaturas que vivem muito nas
árvores, com patas dotadas
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

de uma saliência como um polegar, similar ao esporão de um galo. Em comunidades humanas


vivem habitualmente animais simiescos mais desen-volvidos que estes, que servem aos homens
de diversos modos e estão fortemente apegados a eles. São domesticados, atuam como
guardiães das propriedades e companheiros de brincadeiras das crianças, desenvolvendo intenso
afeto para com seus amos humanos. Entre eles estão os que depois se conhecem como: Heracles
que, ao salvar a vida de seu amo, se individualiza através da Vontade; Sírio, que, mediante a
inteligência alimentada pelo amor, se individualiza através do Intelecto; Alción e Mizar
que, mediante a devoção unidirecional, se individualizam através da Sabedoria. Estes são
exemplos dos três meios "corretos" de individualização. Vão se individualizar no globo D, na
quarta ronda e nos Globos E, F e G desenvolvem corpos humanos astrais e mentais; o corpo
causal, ainda que plenamente formado, revela pouco crescimento. Têm três Rondas de
desenvolvi-mento como seres humanos, depois, abandonam a Cadeia Lunar na metade da sé-
tima ronda. Neste grupo estão as
entidades conheci-das como
Marte e Mercúrio, que depois
serão o Manu e o
Bodhisattva, respectivamen-
te, da Sexta Raça-Raiz na Terra.
Eles, e provavelmente muitos
outros, se convertem em Mestres
na Cadeia Terrestre.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Ainda na terceira cadeia, na quinta ronda, entre os animais avançados que viviam em
contato com os seres humanos primitivos, há um grupo de especial interesse, porque se
individualiza por um dos meios "equivocados": através da intensa vaidade que estimula a
faculdade imitativa para um grau anormal, causando uma forte sensação de separação, até que o
esforço para diferenciar-se dos demais reclama uma resposta dos níveis superiores e forma-se o
ego. Foi-lhes permitido individualizar-se, aparentemente porque se houvessem continuado
como animais, teriam piorado ao invés de melhorar. Eram bastante inteligentes a seu
modo, porém quase não tinham outra qualidade além do orgulho. Formam o que se conhece
como o grupo alaranjado, porque seus corpos causais revelam pouca cor além de um ligeiro
matiz alaranjado. Somavam pouco mais de dois milhões. (na sexta ronda vão continuar no
globo D)
Outro conjunto de animais se individualiza através da admiração pelos seres
humanos com os quais entram em contato e procuram imitar. Não há forte amor nem desejo de
serviço, mas muito anseio de aprender e grande presteza para obedecer. Quando se
individualizam, através do crescimento da inteligência, o intelecto está pronto para submeter-se
à disciplina, para cooperar, para ver as vantagens do esforço unido e a necessidade da
obediência. Introduzem em sua existência este sentido de cooperação para seu próprio beneficio
no futuro. Formam o que se conhece como o grupo amarelo, porque seus corpos causais
mostram um amarelo claro, brilhante e dourado. Somavam menos de três milhões.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Havia um terceiro grupo, o rosado, que somava mais de três milhões, e presume-se
que se individualizaram através do afeto.
Um quarto grupo se individualizou através do temor que estimulou a mente para o
descobrimento de diversos modos de escapar da crueldade. Em outros casos, os animais se
individualizaram através de um intenso desejo de infligir dor, como se produzisse um sentido de
poder sobre os demais. Esse grupo se conhece como o grupo do temor e do poder.
Parece que no Plano existiram apenas as três classes corretas de individualização,
causadas por um eflúvio do alto e por uma força proveniente de baixo; os meios "equivocados"
foram produzidos pelas más ações humanas.
Na civilização superior da quinta ronda houve muitas comunidades dispersas pelo
globo que levavam vidas claramente primitivas. Algumas eram boas, ainda que pouco
desenvolvidas, e lutavam vigorosamente quando eram atacadas, enquanto outras eram selvagens
e estavam em contínua guerra, aparentemente pelo mero desejo de derramar sangue e por
crueldade. Além dessas diversas comunidades, algumas grandes, outras pequenas, algumas
nômades, outras pastoris, houve pessoas altamente civilizadas que viviam em cidades,
dedicadas ao comércio e regidas por governos estáveis. Não pareciam ser o que chamaríamos
uma nação mas haviam cidades, com vilas dispersas, formavam Estados e estes celebravam
convênios recíprocos relativos ao comércio, à defesa mútua, etc. Os bairros eram separados
conforme a classe: as superiores moravam em casas com cúpulas e terraços, tendo escadas
esculpidas nas rochas; os mais pobres viviam fora dos muros durante o dia, e à noite se
abrigavam em covas ou câmaras, cavadas na rocha.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

A cúpula mais alta tinha uma espécie de rede de balanço pendurada no centro, e este
era o quarto de oração. Parece que quem rezava não devia tocar o solo durante a oração. Esta
era evidentemente a humanidade suprema da Lua; atingiram o nível de Arhat, a meta fixada
para a terceira cadeia, e depois se converteram em Senhores da Lua. Já estava civilizada e sabia
escrever.
Na sexta ronda da Cadeia Lunar, os animais se individualizaram como homens
primitivos mas não selvagens e brutos. Não eram bonitos, tinham pêlo áspero, lábios grossos e
nariz largo na base. Viviam em uma ilha com pouca comida. No continente viviam os selvagens
canibais. Estes lutavam, matavam e causavam pavor aos homens não selvagens (os ilhéus) que
eram pacíficos. Neste grupo encontramos Heracles, Sirius, Alcyone e Mizar, que se
individualizaram de maneira correta. Havia um líder (humano mais evoluído), que ensinou o
povo a usar o fogo para cozinhar, a cultivar o solo e a cozinhar ervas. Seu nome era Mercúrio*.
Marte se juntou a ele depois, ao ser ferido em uma batalha. Uma cidade foi construída, com
casas bonitas, grandes e com lojas. Havia animais domesticados, alguns usados para montaria.
O ano durava o que dura hoje na Terra. Os renascimentos eram rápidos, reencarnando pouco
tempo após a morte. Os insetos eram gigantes. Os vegetais eram semi-animais, alguns com
reações agressivas (carnívoras). Em certo período, houve falta de “esposas” e as mulheres
chegaram a ter vários maridos ao mesmo tempo. Como a brutalidade entre os selvagens
continuava, chegando o período do juízo final, seres superiores ordenaram a eliminação dos
mesmos pelo Governante da cidade. Os ilhéus então puderam se mudar para o continente.
(Cap. XXIII)
*Ver Cap. 4 de BESANT&LEADBEATER, Homem: de Onde, Como e para Onde? 1913.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Os selvagens passaram a um estado de sono, aguardando para encarnar em outro


momento. Muitos corpos de tipo similarmente baixo foram destruídos por catástrofes sísmicas
que devastaram todos os distritos. Desta maneira diminuiu muito a população do globo,
empurrando para adiante o mais rapidamente possível os que foram poupados, preparando-os
para a evolução na próxima cadeia, a Cadeia Terrestre. Toda a tribo parcialmente civilizada por
Mercúrio procurou escapar da extinção, enquanto na cidade, Heracles e Sírio, e os parentes e
dependentes de Marte e Mercúrio também puderam deslizar-se apenas sobre a linha divisória,
em virtude do apego a seus líderes.
Os humanos do grupo alaranjado (da vaidade) nasceu nesta ronda no meio urbano e
chegaram a formar comunidades, mas elas se desfizeram porque ninguém obedecia, cada um
queria mandar. Como tornaram-se cada vez mais individualistas, nutrindo desprezo pelos
demais, vida após vida, acabaram tendo menos sentimentos para com os demais, e fisicamente
tenderam para a assexualidade, o corpo mental se fortaleceu de um modo indesejável, com
aparência de concha cada vez mais acentuada, cerrando-se para os demais e o corpo astral se
encolheu até atrofiar-se. (serão os Senhores do Rosto Sombrio, na Atlântida)
O grupo amarelo, individualizado na quinta ronda por admiração, era dócil e
educado; tendia em sua maioria a integrar-se às populações da cidade; formaram a princípio a
melhor classe de obreiros, elevando-se através da classe média para a superior, desenvolvendo
inteligência até um nível muito considerável. Estavam livres do orgulho excessivo, de modo
que suas auras, como se mencionou antes, não eram alaranjadas, mas claras, brilhantes, de um
amarelo dourado.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Uma vez completada a sexta ronda, começaram os preparativos necessários para as


excepcionais condições da sétima e última ronda, durante a qual todos os habitantes e grande
parte da substância da Cadeia Lunar deviam transferir-se à cadeia seguinte, a da Terra. (Cap.
XXIV)
A sétima ronda de uma cadeia difere das rondas precedentes, porque quando a
corrente vital deixa um determinado globo e passa ao globo que lhe segue em ordem, o globo
vacante entra em inatividade, no curso para a desintegração.
Como foram os preparativos para as mudanças?
O Manu, claramente insatisfeito com as pessoas de matiz alaranjado, que
conseguiram matar de fome de tal maneira os germes de seus corpos astrais, que faz por eles o
melhor que pode excluindo-os da cadeia (ficam no reino entre cadeias).
O grupo amarelo, junto com o resto dos habitantes, passou ao Globo B (mental
inferior) e com eles estiveram alguns que haviam chegado ao nível de Arhat no Globo A, o nível
designado à cadeia anterior; estes se converteram em Adeptos no Globo B. As entidades do
grupo amarelo foram segregadas do Globo B, porque não nutriram suficientemente o aspecto
emocional de suas naturezas para possibilitar a formação de um corpo astral medianamente
desenvolvido no Globo C (astral). Sua complacência em obedecer lhes é de utilidade, de modo
que na Atlântida os encontraremos como sacerdotes dos Templos Brancos, formando
gradualmente os corpos astrais de um tipo bom.
Os grupos alaranjado e amarelo entram na Cadeia Terrestre em sua quarta ronda,
estando demasiado avançados para participar das primeiras rondas.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

No Globo D (a Lua) as coisas se tornaram muito diferentes, pois quando se


aproximava o período da morte do globo, a imensa maioria dos habitantes e a maioria dos
animais abandonaram a cadeia e ingressaram no Nirvana lunar, para esperar serem transferidos à
Cadeia Terrestre quando esta estivesse pronta para eles. De maneira que se deixou apenas uma
pequeníssima população para que continuasse sua evolução nos três globos restantes: E, F e G.
O grupo de egos que estivemos seguindo em especial, conhecido como o grupo dos
Servidores revela sinais de clara melhora no Globo D. O corpo causal está bem definido, a
inteligência mais desenvolvida, e o afeto para com os superiores aprofundado e intensificado.
Em vez de uma paixão, agora se converteu em uma emoção firme, e é sua característica mais
clara. No futuro, será sua característica através da longa série de encarnações que os espera na
Cadeia Terrestre, quando realizarão muito trabalho de pioneirismo. Desde a vida na Lua seus
vínculos intergrupais enquanto egos se fortaleceram. Assim se dispuseram a realizar o que lhes
fosse solicitado e a marchar para onde fossem enviados. Distinguem-se por um leve eflúvio da
vida superior, que produz uma pequena expansão de um fio de matéria búdica que conecta os
átomos permanentes búdicos e mentais, tornando-o um pouco mais amplo em cima do que
embaixo, como um funilzinho estreito. Outras pessoas, muito mais inteligentes que eles, não
demonstram isto, pois existe uma conexão com o desejo germinal de servir, ausente de algum
modo nas pessoas avançadas intelectualmente.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Alguns dos que têm corpos causais primitivos do tipo "linear" passam ao Globo E
(astral) para outra evolução e se convertem em "cestarias", unindo-se dessa maneira à classe que
estava acima deles. De modo parecido, algumas cestarias passam aos Globos E, F e G, e ali
formam o corpo causal completo, de modo que se unem à classe que está acima deles. Estes
globos parecem ter sido utilizados como uma espécie de impulsores de culturas especiais para
capacitá-las a chegar ao Caminho, ou alcançar o Arhatado, as quais embora estivessem próximas
disso não poderiam cumpri-lo no Globo D, e para capacitar alguns que se aproximavam de uma
etapa superior a entrar nela. Estes planetas eram centros, mais que globos. Sua população era
pequena, como vimos, posto que o grosso dos habitantes (humanos e animais) foi transferido
para o reino intercatenário.
Os transferidos do Globo E consistiam de alguns que já estavam no Caminho,
convertendo-se ali em Arhats, em algumas "cestarias" que completaram o corpo causal, e
algumas "linhas" que se haviam convertido em cestarias. Quando estes abandonaram o Globo E,
o resto, composto pelos que estavam abaixo do nível do Arhat, que podiam resistir à pressão de
outro empurrão, foi levado ao Globo F (mental inferior). Entre estes estavam as grandes
entidades que depois se converteram no Senhor Gautama Buda e o Senhor Maitreya. Haviam
sido segregados da sétima ronda da segunda cadeia, não podendo resistir ao processo impulsor
nos Globos E, F e G dessa cadeia. Entraram na Cadeia Lunar no Globo D na quarta ronda como
homens primitivos, e no Globo F formularam seu voto de converter-se em Buda.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

Os produtos da Cadeia Lunar: ( Cap. XXV)


OS ÊXITOS PLENOS DA CADEIA: OS ARHATS.
OS HOMENS LUNARES DE PRIMEIRA ORDEM (divididos em cinco graus)
Ex.: Homens no Caminho ou próximos dele, Profissionais liberais, Profissionais diversos,
Clérigos, Forças Armadas, Intelectuais e Artistas, entre outros.
OS HOMENS LUNARES DE SEGUNDA ORDEM (corpo causal de cestaria):
Podem ser descritos em geral como bem intencionados, porém, usualmente bitolados.
Respeitável, em geral não faz nada que conte nem para o bem nem para o mal. Pode permanecer
em um nível de monotonia durante muitas vidas, guiando-se sempre pelo cânone do que supõe
que os demais pensarão dele. Burguesia.
OS HOMENS-ANIMAL LUNARES (corpos causais lineares):
São os obreiros especializados do mundo, pertencentes ao proletariado, porém representantes da
melhor classe deste; os homens decididos e de bom caráter, respeitáveis e confiáveis. Classe
trabalhadora.
OS ANIMAIS LUNARES DE PRIMEIRA CLASSE: Trabalhadores não especializados, em
geral bem intencionados, mas descuidados e imprevidentes. Alguns tipos de índios e tribos
africanas e americanas.
OS ANIMAIS LUNARES DE SEGUNDA CLASSE: são os vadios, os ociosos, os bêbados dos
centros urbanos.
OS ANIMAIS LUNARES DE TERCEIRA CLASSE: Selvagens brutais e criminosos.
OS VEGETAIS LUNARES: O nosso reino animal.
OS MINERAIS LUNARES: O nosso reino vegetal.
OS REINOS ELEMENTAIS LUNARES III, II E I: O nosso reino mineral.
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias
Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias – Características das Cadeias

CONTINUA ... NA 3ª PARTE, COM AS RAÇAS E SUB-RAÇAS.