Você está na página 1de 6

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA

Alex da Silva Lima

Como se aprende?

Currais Novos - RN
2018

Artigo cientifico apresentado ao componente curricular Psicologia da Educação do Curso de Pedagogia EAD da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).a Antônia Costa de Andrade Prof.a Rossana Kess Brito de Souza Pinheiro Prof. Prof. como requisitos necessários para obtenção de parte da nota da Unidade 2.Alex da Silva Lima Como se aprende? . Emanuela Carla Medeiros Queiros Currais Novos .RN 2018 .

além do jogo simbólico. nos USA. Nesse período as ações são motivadas pelos reflexos. de forma contraditória aos interesses previstos. o movimento dos olhos. ele [Piaget] nunca participou diretamente nem coordenou uma pesquisa com objetivos pedagógicos". por exemplo. o universo que circunda a criança é conquistado mediante a percepção e os movimentos (como a sucção. por exemplo Período pré-operatório a criança tem o domínio da linguagem e da representação do mundo por meio de símbolos. na Europa e no Brasil. Para a compreensão de como se aprende foram considerados os Estágios de desenvolvimento segundo Piaget. veio a se tornar uma das mais importantes diretrizes no campo da aprendizagem escolar. a imitação e o animismo. A criança agora é capaz de relatar fatos passados e pensar futuras. instintos e as primeiras emoções. inclusive. Para tanto foi considerando os pressupostos teóricos do desenvolvimento cognitivo da criança e da adolescência de Jean Piaget. A teoria psicogenética de Piaget não tinha como objetivo principal propor uma teoria de aprendizagem. para Piaget. para ele o conhecimento é construindo continuamente. A esse respeito. a criança já possui uma inteligência chamada de inteligência motora ou inteligência prática. Coll (1992:172) faz a seguinte observação: "ao que se sabe. conjunto + reações particulares. 2 Como se aprende? O trabalho foi formado como atividade da disciplina Psicologia da Educação do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). é o que marca a passagem do período sensório-motor para o pré- operatório. portanto. mecanismos hereditários. este estão presentes durante toda as nossas vidas. apresentam idades médias variáveis. Não obstante esse fato. O período- sensório – motor surge no nascimento e vai até a aquisição da linguagem. incapacidade de a criança aceitar um ponto de vista diferente do seu. refletindo sobre como se dá a aprendizagem humana. o modelo piagetiano. curiosamente. . Características dos estágios de desenvolvimento: ordem de sucessão constante. Nessa fase também está presente o egocentrismo.

ao atingir esta fase. A fase da adolescência é marcada pela consolidação da autonomia. o indivíduo adquire a sua forma final de equilíbrio. Existe.próprios e de outras pessoas . não há necessidade de existir objetos visto que pode existir hipóteses. fase complexa de elaboração da própria imagem. existe um desejo de ser aceito em determinados grupos sociais os quais pode lhes influenciares. 3 Período operatório concreto vai até o fim da infância e surgimento da adolescência. visto que o adolescente vive conflitos. é onde surge o início da reflexão. como a ocorrida na fase anterior das operações concretas. ocorre a passagem do pensamento formal. nessa fase. que corresponde ao período da adolescência até chagar a vida adulta. isto é. De fato. ele adquire autonomia. logo é possível perceber como os fatores sociais e culturais têm um papel importante na construção da prática educativa. fase da aceitação. a partir do ápice adquirido na adolescência. O . O adolescente já é capaz de desenvolver habilidades de formular abstratos. uma dependência cada vez menor de objetos e fantasias para considerar problemas e situações. Deseja libertar-se do adulto. Além de interiorizar a ação vivida. no entanto existe uma dependência daquele com este. ou seja ela vai se construído e quanto mais capacidade de crítica e de reflexão mais autonomia ele tem. é uma fase muito difícil. Período operacional formal destaque para a capacidade de abstração. como no período anterior. Logo é importante o conhecimento do desenvolvimento cognitivo do nessa fase em vários níveis da teoria piagetiana dentro do período das operações formais. assim como o ambiente familiar e a cultura social do seu tempo. Nesta fase conforme o indivíduo evolui.e de integrá-los de modo lógico e coerente. ou seja. Há uma busca por novas referências na construção de sua imagem. De acordo com a tese piagetiana. neste período o egocentrismo intelectual e social (incapacidade de se colocar no ponto de vista de outros) que caracteriza a fase anterior dá lugar à emergência da capacidade da criança de estabelecer relações e coordenar pontos de vista diferentes . abstrato. Isso não quer dizer que ocorra uma estagnação das funções cognitivas. o adolescente é capaz de distanciar-se do mundo empírico. sem necessitar de manipulação ou referências concretas. o adolescente realiza as operações no plano das ideias. ele consegue alcançar o padrão intelectual que persistirá durante a idade adulta.

os quais tem o poder de mudar o pensamento dos adolescentes. a maneira como o ser humano é acompanhado em seu desenvolvimento. baseada principalmente no processo de acomodação e assimilação. pois a sociedade fornece signos já acabados. leva o adolescente a descobrir nonas aprendizagens. Dado o exposto é possível compreender que o desenvolvimento do ser humano é uma evolução gradativa. o aprendizado começa logo cedo ainda nos primeiros dias de vida e vai evoluído gradativamente até seu amadurecimento. o acompanhamento dos pais e o interesse do indivíduo pelo aprendizado. . fase da adolescência onde o indivíduo adquire a sua forma final de equilíbrio que consiste no padrão intelectual que persistirá durante a idade adulta. 4 meio externo. porém não significa dizer que exista uma estagnação das funções cognitivas. Ou seja. os fatores sociais. Porém é consenso que ao nascermos em um meio social que atua sobre nós da mesma maneira que o meio físico.

In: COLL. Porto Alegre: Artmed. 2ª Edição. César et all. ón. 2004. 2004. Volume 1. 5 REFERÊNCIAS Mario Carretero e José Antonio Le . In: COLL. Desenvolvimento psicológico e educação.Do pensamento formal à mudança conceitual na adolescência. Mario Carretero e José Antonio Le . Tradução de Daisy Vaz de Moraes. . 2ª Edição. Porto Alegre: Artmed.Desenvolvimento intelectual e processos cognitivos entre os dois e so seis anos-. Volume 1. ón. César et all. Tradução de Daisy Vaz de Moraes. Desenvolvimento psicológico e educação.