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Regina Maria Sigolo Bernardinelli

Vetores e
Geometria Analítica

Adaptada por Antonio Fernando Silveira Alves


APRESENTAÇÃO

É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Vetores e Geometria
Analítica, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmi-
co e autônomo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às)
alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina.
A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidis-
ciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e e-mail.
Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: www.unisa.br,
a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso,
bem como acesso a redes de informação e documentação.
Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suple-
mento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para
uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal.
A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar!

Unisa Digital
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.................................................................................................................................................5
1 VETORES NO R3.........................................................................................................................................7
1.1 O Ponto no R3.....................................................................................................................................................................7
1.2 Segmentos Orientados Equipolentes.......................................................................................................................9
1.3 Vetor.................................................................................................................................................................................... 10
1.4 Adição de Vetores.......................................................................................................................................................... 11
1.5 Produto de Vetor por um Escalar............................................................................................................................. 15
1.6 Segmentos Orientados em Coordenadas............................................................................................................ 19
1.7 Vetor em Coordenadas................................................................................................................................................ 21
1.8 Geometria Dinâmica.................................................................................................................................................... 26
1.9 Resumo do Capítulo..................................................................................................................................................... 27
1.10 Atividades Propostas................................................................................................................................................. 28

2 PRODUTOS ENTRE VETORES....................................................................................................... 31


2.1 Produto Escalar ou Produto Interno....................................................................................................................... 31
2.2 Produto Vetorial ou Produto Externo..................................................................................................................... 39
2.3 Produto Misto................................................................................................................................................................. 44
2.4 Resumo do Capítulo..................................................................................................................................................... 49
2.5 Atividades Propostas.................................................................................................................................................... 50

3 RETAS E PLANOS NO R3................................................................................................................... 53


3.1 Sistema de Coordenadas............................................................................................................................................ 53
3.2 A Reta no R3...................................................................................................................................................................... 55
3.3 O Plano no R3................................................................................................................................................................... 59
3.4 Posição Relativa.............................................................................................................................................................. 67
3.5 Resumo do Capítulo..................................................................................................................................................... 86
3.6 Atividades Propostas.................................................................................................................................................... 86

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................................ 89
RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS...................................... 91
REFERÊNCIAS............................................................................................................................................ 125
APÊNDICE.................................................................................................................................................... 127
INTRODUÇÃO

Prezado(a) aluno(a), esta apostila compreende o conteúdo do módulo VII e reúne os principais tó-
picos da disciplina VETORES e GEOMETRIA ANALÍTICA, de forma condensada e objetiva, com a finali-
dade de orientar você, aluno(a) do ENSINO A DISTÂNCIA (EaD), no desenvolvimento do conteúdo desta
disciplina. É, portanto, um guia indispensável para acompanhar com sucesso as aulas WEB e SATÉLITE.
A disciplina VETORES e GEOMETRIA ANALÍTICA tem por objetivo fornecer a você subsídios que o
auxiliem nas demais disciplinas do curso de ENGENHARIA AMBIENTAL/PRODUÇÃO.
Saliento, ainda, a importância dos conceitos abordados no Capítulo 1, com o estudo dos vetores
no R³, como aplicação na disciplina FÍSICA, e a importância dos Capítulos 1 e 2 no estudo da disciplina
ÁLGEBRA LINEAR, que você terá a oportunidade de estudar nos Módulos mais avançados do seu curso
de ENGENHARIA AMBIENTAL/PRODUÇÃO.
A Geometria, bem como toda a ciência, pode ser estudada através de diferentes métodos, ou seja,
um mesmo tópico geométrico pode ser abordado sob diversos enfoques ou pontos de vista. Assim, de
acordo com o método utilizado, diferentes nomes são atribuídos às disciplinas de Geometria, como, por
exemplo:

ƒƒ Geometria Axiomática (ou de Posição): é o estudo da Geometria, que devemos a Euclides,


feito por meio da ligação entre axiomas, definições e teoremas, reunidos em seus “Elementos”
(cerca de 300 a.C.);
ƒƒ Geometria Descritiva: é o estudo da Geometria, devido a Gaspard Monge (1746-1818), que
consiste em considerar as projeções dos entes geométricos sobre dois planos fixados, para,
através dessas projeções, tirar conclusões sobre esses entes geométricos;
ƒƒ Geometria Analítica: é o estudo da Geometria pelo método cartesiano, o qual devemos a René
Descartes (1596-1650), que associa equações aos entes geométricos e no qual, através do estu-
do dessas equações, feito com o auxílio da Álgebra, tiramos conclusões a respeito desses entes
geométricos.

Observe que cada método utiliza uma ferramenta básica para o estudo da Geometria. Assim é que,
para estudarmos a Geometria Axiomática, utilizamos a Lógica; para o desenvolvimento da Geometria
Descritiva, a ferramenta utilizada é o Desenho; e, para o estudo da Geometria Analítica, lançamos mão da
Álgebra Elementar, bem como da Álgebra Vetorial.
O estudo da Álgebra Vetorial, feito nos capítulos iniciais desta apostila, servirá de apoio para o ca-
pítulo que aborda o tema Retas e Planos no R3, para possibilitar a você, caro(a) aluno(a), uma aplicação
imediata dos conceitos apresentados no Cálculo Vetorial, fazendo um importante elo entre esses concei-
tos.
Você irá perceber, ao estudar esta apostila, que determinar um plano, por exemplo, do ponto de
vista da Geometria Analítica, significa determinar sua equação e, para isso, os conceitos de produto
vetorial e produto misto, vistos no Cálculo Vetorial, serão amplamente aplicados.

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Durante o desenvolvimento desta disciplina, estaremos sempre abordando os conceitos sob duas
formas de registro: o Registro Algébrico, representado por meio de expressões matemáticas, e o Regis-
tro Geométrico, efetuado por meio das representações geométricas ou gráficas dos entes matemáticos
estudados.
A apostila ainda apresenta vários exemplos e atividades propostas, com as devidas resoluções indi-
cadas e comentadas no final da apostila.
Vários dessas atividades se encontram resolvidas e minuciosamente explicadas nas aulas WEB e
também serão resolvidas nas aulas SATÉLITE, sendo extremamente importante que você assista às aulas,
pois estas o(a) auxiliarão na resolução dos demais exercícios e das atividades propostas no decorrer do
módulo.
Para que o ciclo da aprendizagem se feche harmoniosamente, é necessário que você não deixe as
dúvidas se acumularem e usufrua das ferramentas disponíveis para perguntas e respostas, tais como os
Fóruns de Dúvidas, o Correio e a Sala de Bate-Papo.
Também fique atento(a) ao Mural e ao Material de Apoio, pois, através do primeiro, me comunicarei
com você e, através do segundo, disponibilizarei o resumo das aulas Satélite, a resolução das atividades
não eletrônicas e qualquer outro tipo de material pertinente e interessante.
Desejo a você um ótimo Módulo, com a seguinte frase do filósofo francês Charles de Montes-
quieu: “É preciso estudar muito para saber um pouco.”
Estou à disposição para o que se fizer necessário. Não deixe de se comunicar. Aguardo seu contato.

Regina Maria Sigolo Bernardinelli

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1 VETORES NO R3


9(725(6125

1.1 O Ponto no

R3
23RQWRQR5 

Sistema cartesiano ortogonal
Sistema Cartesiano Ortogonal

Prezado(a) aluno(a), certamente você já conhece o sistema de eixos coordenados, no qual
representamos pontos, retas, gráficos de funções, entre outros, também chamado Plano Cartesiano.
No entanto, seu conhecimento deve estar restrito ao sistema de duas coordenadas, no qual
trabalhamos com dois eixos apenas: o eixo horizontal, denominado eixo x, e o eixo vertical,
denominado eixo y. Esse sistema é utilizado quando queremos representar os entes matemáticos em
duas dimensões, sendo chamado de R2. Porém, nesta disciplina, iremos aprofundar os estudos sobre
esses entes matemáticos e iremos utilizar a representação em três dimensões, ou seja, no espaço, que
chamaremos de R3. Para tanto, será necessário utilizar três coordenadas (x, y, z) e, consequentemente,
três eixos coordenados: o eixo x, o eixo das abscissas; o eixo y, o eixo das ordenadas; e o eixo z, o eixo
das cotas.
Para compreender melhor como será essa representação com três eixos, observe o canto de
uma parede qualquer e relacione com a figura a seguir. Abrindo mão do rigor matemático, podemos
dizer que tanto o eixo x quanto o eixo y seriam equivalentes ao rodapé, que definem o chão, e o eixo z
seria equivalente à linha vertical que está entre as duas paredes que formam esse canto que você está
observando.
Vamos às definições matemáticas.
Consideremos três eixos concorrentes num ponto O e perpendiculares dois a dois,
determinando, assim, o espaço R3, conforme mostra a figura a seguir.

'LFLRQiULRDicionário
3HUSHQGLFXODULGDGH RX
Perpendicularidade (ou RUWRJRQDOLGDGH 
ortogonalidade): HP JHRPHWULD
em geometria, p D
é a expressão que H[SUHVVmR
indica TXH(retas
que dois objetos LQGLFD TXH se
ou planos) GRLV
interceptam, formando um ângulo reto, ou seja, um ângulo de 90º. Logo, podemos dizer que duas retas são perpendi-
REMHWRV UHWDVRXSODQRV VHLQWHUFHSWDPIRUPDQGRXPkQJXORUHWRRXVHMDXPkQJXORGHž
culares se o ângulo formado entre elas for um ângulo de 90º.
/RJRSRGHPRVGL]HU TXH GXDVUHWDVVmR SHUSHQGLFXODUHVVH R kQJXORIRUPDGRHQWUH HODV IRU
XPkQJXORGHž
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Regina Maria Sigolo Bernardinelli


 ]


 3

 3





3

2 \
 3

[




Dado um ponto P do espaço, sejam P1, P2 e P3 as suas projeções, respectivamente, sobre os eixos
x, y e z; e sejam xP, yP e zP, respectivamente, as medidas algébricas dos segmentos orientados

23  23 H 23 .

Desse modo, fica associado ao ponto P o terno ordenado (xP, yP, zP), que são as coordenadas de P
em relação ao sistema cartesiano ortogonal Oxyz.

Notação: P (xP, yP, zP) ou P = (xP, yP, zP), em que:


ƒ xP = 23 = abscissa de P – eixo x = eixo das abscissas;

ƒ yP = 23 = ordenada de P – eixo y = eixo das ordenadas;

ƒ zP = 23 = cota de P – eixo z = eixo das cotas.


Oxyz = sistema cartesiano ortogonal.
O = (0, 0, 0) = origem do sistema cartesiano.

A todo terno ordenado (a, b, c) do R3, corresponde um único ponto P do espaço, tal que a = xP, b
= yP e c = zP.

6HJPHQWRV2ULHQWDGRV(TXLSROHQWHV

8 Definição
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A todo terno ordenado (a, b, c) do R3, corresponde um único ponto P do espaço, tal que a = xP, b
Vetores e Geometria Analítica
= y P e c = zP.

1.2 Segmentos Orientados Equipolentes
6HJPHQWRV2ULHQWDGRV(TXLSROHQWHV

Definição


Dois segmentos orientados $% H &' são equipolentes e indica-se $% a &' quando uma das
três afirmações for verificada:

1. A = B e C = D, isto é, os segmentos orientados são nulos;

2. $% H &' são colineares e é possível deslizar &' sobre essa reta, fazendo com que C
coincida com A e D coincida com B;
3. A figura obtida ao ligarmos os pontos A, B, D, C, nessa ordem, é um paralelogramo.
 
  & '



$ %


Podemos então dizer que dois segmentos orientados são equipolentes quando possuem
mesmo módulo (comprimento), mesma direção e mesmo sentido.

Relação
Relação de
de equivalência
Equivalência

A equipolência é uma relação de equivalência, pois satisfaz as seguintes propriedades:



a) Reflexividade: todo segmento orientado do espaço é equipolente a si mesmo;

    $% a $% 

b) Simetria: se o segmento orientado $% é equipolente ao segmento orientado &' , então &'

é equipolente a $% ;


   VH $% a &' Ÿ &' a $% 



9
c) Transitividade: se oUnisa | Educação
segmento a Distância
orientado $% é| www.unisa.br
equipolente ao segmento orientado &' e se
   VH $% a &' Ÿ &' a $% 

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   VH $% a &' Ÿ &' a $% 
c) Transitividade: se o segmento orientado $% é equipolente ao segmento orientado &' e se
 c) Transitividade: se o segmento orientado $% é equipolente ao segmento orientado &' e se
&' é equipolente ao segmento orientado () , então $% é equipolente a () .
Transitividade:
&' éc)equipolente se o segmento
ao segmento orientado
orientado $% é$%
() , então equipolente ao segmento
é equipolente a () . orientado &' e se

&' é equipolente ao segmento orientado () , então $% é equipolente a () .
   VH $% a &' H &' a () Ÿ $% a () 
   VH $% a &' H &' a () Ÿ $% a () 

   VH $% a &' H &' a () Ÿ $% a () 
9HWRU
9HWRU

1.3 Vetor
9HWRU
Definição
Definição


Definição
Inicialmente, vamos abordar este tema por meio da sua representação Geométrica. Nos tópicos
Inicialmente, vamos abordar este tema por meio da sua representação Geométrica. Nos tópicos
seguintes, iremos estudar esses mesmos conceitos por meio da sua representação Algébrica.
seguintes, iremos
Inicialmente,estudar esses mesmos conceitos por meio darepresentação
sua representação Algébrica.
Vetor é umavamos
classeabordar este tema
de equivalência porsegmentos
de meio da sua Geométrica.
orientados equipolentes, ou Nos
seja,tópicos
é um
Vetoriremos
seguintes, é uma classeesses
estudar de equivalência
mesmos de segmentos
conceitos orientados
por meio da equipolentes,
sua representação ou seja, é um
Algébrica.
conjunto de segmentos orientados equipolentes.
conjunto de segmentos
Vetor orientados
é uma classe equipolentes.
de equivalência de segmentos orientados equipolentes, ou seja, é um
Assim, o vetor determinado por um segmento orientado $% é o conjunto de todos os
Assim,
conjunto o vetor determinado
de segmentos por um segmento orientado $% é o conjunto de todos os
orientados equipolentes.
segmentos orientados do espaço que são equipolentes ao segmento orientado $% .
Assim,orientados
segmentos o vetor determinado
do espaço quepor
são um
equipolentes segmento $%
segmentoaoorientado é o conjunto
orientado $% . de todos os
O segmento orientado $% é um representante do vetor $% , que também pode ser indicado
segmentos orientados
O segmento do espaço
orientado $% que
é umsão equipolentesdo
representante aovetor
segmento
$% , orientado
que também$% pode
. ser indicado
por $% ou por qualquer letra minúscula, com uma flecha em cima, como, por exemplo, Y .
O segmento
por $% ou por qualquer letra $%
orientado é um representante
minúscula, do em
com uma flecha vetor $%como,
cima, , que por
também podeY ser
exemplo, . indicado
 

por $% ou por qualquer letra minúscula, com uma flecha em cima, como, por exemplo, Y .
$WHQomR
$WHQomR

2EVHUYHTXHHPERUDXVHPRVDPHVPDQRWDomRSDUDUHSUHVHQWDUYHWRUHVHJPHQWRRULHQWDGR
2EVHUYHTXHHPERUDXVHPRVDPHVPDQRWDomRSDUDUHSUHVHQWDUYHWRUHVHJPHQWRRULHQWDGR
$WHQomR Atenção
QmRSRGHPRVHPKLSyWHVHDOJXPDFRQIXQGLUHVVHVGRLVHQWHVPDWHPiWLFRVSRLVHQTXDQWRR
QmRSRGHPRVHPKLSyWHVHDOJXPDFRQIXQGLUHVVHVGRLVHQWHVPDWHPiWLFRVSRLVHQTXDQWRR
2EVHUYHTXHHPERUDXVHPRVDPHVPDQRWDomRSDUDUHSUHVHQWDUYHWRUHVHJPHQWRRULHQWDGR
VHJPHQWR
ObserveRULHQWDGR
que, embora p XP aFRQMXQWR
usemos GHpara
mesma notação SRQWRV R YHWRU
representar p XP FRQMXQWR
vetor e segmento GHpodemos
orientado, não VHJPHQWRV
em
VHJPHQWR RULHQWDGR p XP FRQMXQWR GH SRQWRV R YHWRU p XP FRQMXQWR GH VHJPHQWRV
hipótese alguma confundir esses dois entes matemáticos, pois, enquanto o segmento
QmRSRGHPRVHPKLSyWHVHDOJXPDFRQIXQGLUHVVHVGRLVHQWHVPDWHPiWLFRVSRLVHQTXDQWRR
orientado é um conjunto de
RULHQWDGRV
pontos, o vetor é um conjunto de segmentos orientados.
RULHQWDGRVRULHQWDGR p XP FRQMXQWR GH SRQWRV R YHWRU p XP FRQMXQWR GH VHJPHQWRV
VHJPHQWR


RULHQWDGRV
Na figura, os segmentos orientados $% , &' , ..., são equipolentes e, por esse motivo,
 Na figura, os segmentos orientados $% , &' , ..., são equipolentes e, por esse motivo,
representam o mesmo vetor Y .
Na figura,
representam vetor Y . orientados $% , &' , ..., são equipolentes e, por esse motivo,
os segmentos
o mesmo

representam o mesmo vetor Y .

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Vetores e Geometria Analítica




 &O $% Y  (
 &O $% Y  (
 '
 % '
 %

 1
 1


 &
 $ &
 $

  0
  0


 
 
Assim, um mesmo vetor pode ser representado por uma infinidade de segmentos orientados
Assim, um mesmo vetor pode ser representado por uma infinidade de segmentos orientados
distintos, pois, se $% é um segmento orientado e P é um ponto qualquer do espaço, então existe um
distintos, pois, se $% é um segmento orientado e P é um ponto qualquer do espaço, então existe um
único segmento orientado 34 , com origem em P, tal que 34 ~ $% . Logo, o vetor $% tem
único segmento orientado 34 , com origem em P, tal que 34 ~ $% . Logo, o vetor $% tem
exatamente um representante em cada ponto do espaço.
exatamente um representante em cada ponto do espaço.


$GLomRGH9HWRUHV
1.4 Adição de Vetores
$GLomRGH9HWRUHV


Sejam dois vetores X e Y . Vamos definir o vetor soma desses vetores, indicado por X + Y .
Sejam dois vetores X e Y . Vamos definir o vetor soma desses vetores, indicado por X + Y .
Seja $% um representante de X . Com origem em B, existe um único representante %& do
Seja $% um representante de X . Com origem em B, existe um único representante %& do
vetor Y . Definimos o vetor X + Y como sendo o vetor cujo representante é o segmento orientado
vetor Y . Definimos o vetor X + Y como sendo o vetor cujo representante é o segmento orientado
$& .
$& .


Adição de vetores – Regra do triângulo
Adição
Adição de Vetores
vetores –- Regra
Regrado
doTriângulo
triângulo


 
  X
 X Y
 Y


 %
 %
 Y
 X
 X Y

 $ &
 $ &
 X Y
 X Y


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  9HULILTXHTXHQHVWDVLWXDomRDRULJHPGRYHWRU Y FRLQFLGHFRPDH[WUHPLGDGHGRYHWRU

X  1HVVHAtenção
FDVR SDUD UHSUHVHQWDUPRV R YHWRU UHVXOWDQWH GD VRPD HQWUH RV YHWRUHV X  H Y 

EDVWDWUDoDUPRVRYHWRU TXH³IHFKDUi´RWULkQJXOR$%&
X  Yimportantes
Nessa situação, temos dois pontos a observar:

• Verifique que, nesta situação, a origem do vetor v coincide com a extremidade do vetor u . Nesse caso, para
  9HULILTXHWDPEpPTXHRYHWRU X  Y SRVVXLVHXLQtFLRFRLQFLGLQGRFRPRLQtFLRGRYHWRU
representarmos o vetor resultante da soma entre os vetores u e v , basta traçarmos o vetor u + v , que “fechará”
X HDVXDH[WUHPLGDGHFRLQFLGLQGRFRPDH[WUHPLGDGHGRYHWRU
o triângulo ABC; Y 
 • Verifique também que o vetor u + v possui seu início coincidindo com o início do vetor u e a sua extre-
(VVH p midade
XP DVSHFWR LPSRUWDQWHD
coincidindo VHU REVHUYDGR
com a extremidade do vetor vSDUD
. TXH VH HIHWXH FRUUHWDPHQWH D VRPD GH
GRLV YHWRUHV
Esse é um TXDQGR XP YHWRU
aspecto importante a serSRVVXL Dpara
observado VXD RULJHP
que se efetueFRLQFLGLQGR
corretamente aFRP
soma D
de H[WUHPLGDGH GRum
dois vetores, quando RXWUR
vetor possui a sua origem coincidindo com a extremidade do outro vetor. Essa regra é conhecida como Regra do
YHWRU(VVDUHJUDpFRQKHFLGDFRPR5HJUDGR7ULkQJXORSDUDDVRPDGHYHWRUHV
Triângulo para a soma de vetores.


Adição de Vetores
vetores -–Regra
Regrado
doParalelogramo
paralelogramo

  %
 X X


X Y '
$

 Y
Y
 &



 Atenção
$WHQomR
Observe, agora, as diferenças em relação ao exemplo anterior:
2EVHUYHDJRUDDVGLIHUHQoDVHPUHODomRDRH[HPSORDQWHULRU
• Verifique que, neste exemplo, os vetores u e v possuem um ponto em comum, como no anterior, porém
agora esse ponto representa a origem dos dois vetores. Nesse caso, para representarmos o vetor resultante

da soma entre os vetores u e v , é necessário traçar dois vetores auxiliares e paralelos aos vetores u e v , for-
mando, assim, o paralelogramo ABCD. O vetor u + v resultante da soma entre os vetores u e v será a diagonal
maior do paralelogramo ABCD;

• Verifique também que, nesta situação, o vetor u + v resultante da soma entre os vetores u e v possui a
origem coincidindo com a origem dos vetores u e v.

Esse é um aspecto importante a ser observado para que se efetue corretamente a soma de dois vetores, quando os
vetores possuem a sua origem coincidindo. Essa regra é conhecida como Regra do Paralelogramo para a soma
de vetores.
Veja mais exemplos e maiores detalhes sobre a soma de vetores sob a perspectiva geométrica nas aulas web, dispo-
níveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

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Vetores e Geometria Analítica

Propriedades da adição de vetores
Propriedades da Adição de Vetores


a) Comutativa: X + Y = Y + X , quaisquer que sejam os vetores X e Y ;


 %

 X X Y
Y

XY Y X &
 $



 '



XY Y X




X $% '&

Y %& $'

$%  %& $& ½°
¾Ÿ XY Y  X 
$'  '& $& °¿


b) Associativa: X + ( Y + Z ) = ( X + Y ) + Z , quaisquer que sejam X , Y e Z ;

  % YZ
 X
Y X Z
Y
 X  Y 
$ &


Z
 X  Y  Z X  Y  Z
'


 X  Y  Z X  Y  Z 


c) Elemento Neutro: já vimos que um ponto A qualquer do espaço pode ser considerado um
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segmento orientado $$ , com origem A e extremidade A (segmento nulo). Assim, todos os
 X  Y  Z X  Y  Z 
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c) Elemento Neutro: já vimos que um ponto A qualquer do espaço pode ser considerado um

segmento orientado $$ , com origem A e extremidade A (segmento nulo). Assim, todos os


segmentos nulos do espaço são equipolentes entre si e, desse modo, o conjunto de todos os

segmentos nulos do espaço é um vetor, indicado por  , que recebe o nome de vetor nulo. Então, se

X é um vetor qualquer, temos:




 X  X    X 




d) Simétrico: a cada vetor X , é associado um vetor - X , chamado simétrico ou oposto de X , do

seguinte modo: se X $% , então  X %$ . Como, $%  %$ $$ , temos que:




 X  X  H X  X 



O vetor - X é o único vetor que satisfaz a igualdade anterior, qualquer que seja X .

Diferença (Subtração)
(subtração) de Vetores
vetores


Sejam dois vetores, X e Y . Vamos definir o vetor diferença desses vetores.

O vetor diferença Z = X  Y é a soma de X com o oposto de Y .




Z X  Y 
 

Seja $% um representante de X . Com origem em B, existe um único representante %' do

vetor  Y . Definimos o vetor Z = X  Y como o vetor cujo representante é o segmento orientado

$' .


 

X
 Y

 '
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Y
Z X  Y 
Vetores e Geometria Analítica
 

Seja $% um representante de X . Com origem em B, existe um único representante %' do

vetor  Y . Definimos o vetor Z = X  Y como o vetor cujo representante é o segmento orientado

$' .


 

X
 Y

 '

Y

%
 X  Y 
 X Y


$ &

X  Y 




3URGXWRGH9HWRUSRUXP(VFDODU
 1.5 Produto de Vetor por um Escalar


'LFLRQiULR

(VFDODUTXDOTXHUQ~PHURUHDO6XDUHSUHVHQWDomRVHUiIHLWDSRUPHLRGHOHWUDVPLQ~VFXODVGR
Dicionário
DOIDEHWRJUHJR
 
Escalar: qualquer número real. Sua representação será feita por meio de letras minúsculas do alfabeto grego.

Definição


Seja Į um número real e Y um vetor.

Vamos definir o vetor ĮY .




1. Se Į = 0 ou Y  , por definição temos: ĮY ;

2. Se Į z  H Y z  , seja $% um representante do vetor Y .




O vetor ĮY é definido como


Unisa o vetor aque
| Educação tem como
Distância representante o segmento orientado $& ,15
| www.unisa.br
2. Se Į z  H Y z  , seja $% um representante do vetor Y .
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O vetor ĮY é definido como o vetor que tem como representante o segmento orientado $& ,

cujo comprimento é | Į | vezes o comprimento de $% , situa-se sobre a reta que contém $% e, se Į >

0, tem o mesmo sentido que $% e, se Į < 0, tem sentido contrário ao de $% .



 &

 %

%
 ;
Į ! ;
 $
Į 
 $
 &


Propriedades do
do Produto
produtode
deVetor
vetorpor
porEscalares
escalares


Quaisquer que sejam os escalares Į H ȕ e quaisquer que sejam os vetores X e Y , valem as


seguintes propriedades:


a) Į  ȕ Y ĮY  ȕY 

b) Į X  Y ĮX  ĮY 

c) Į ȕY Į ȕ Y 

d)  Y Y H   Y   Y

Exemplos

1. Todos os quadriláteros da figura dada são paralelogramos. B é ponto médio de $& , D é ponto

médio de $* . Escreva $+ $) H +& , em função de D H E



  * + ,


' ( )

E

 $ D % &



16
Unisade
Este exercício é uma aplicação | Educação a Distância
adição de vetores. |Perceba,
www.unisa.br
por exemplo, que o vetor $+

Vetores e Geometria Analítica


Este exercício é uma aplicação de adição de vetores. Perceba, por exemplo, que o vetor $+
pode ser escrito de várias formas como soma de outros vetores:


$+ $*  *+   $+ $'  '(  (+   $+ $%  %&  &)  ),  ,+ 



Além dessas, ainda existem várias outras formas. Entretanto, o que queremos mostrar é o
conceito de adição de vetores. Considerando, por exemplo, o segundo modo escrito, temos que o

primeiro vetor da soma $' tem sua origem sempre coincidindo com a origem do vetor $+ (ponto
A), assim como o segundo vetor deve ter origem no ponto D, que é a extremidade do primeiro; assim
sucessivamente, vamos “emendando” os vetores (no ponto que um termina, começa o outro) até
fecharmos o caminho, com a extremidade do último vetor coincidindo com a extremidade do vetor

$+ (ponto H). Então, teremos:



$+ $*  *+ ( $* = 2b, pois D é ponto médio de $* e *+ D , pois ABHG é paralelogramo).

Ficando então:


$+ E  D 


$) $&  &) ( $& D , pois B é ponto médio de $& &) E SRLV $&)' p paralelogramo).
Então, fica:


$) D  E 


+& +,  ,& Ÿ +& +,  &, Ÿ +& +,  $* 




+& D  E 


 
2. Na figura a seguir, $% [ $' \ H %&  [  \ . Escreva os vetores $& H '& , em função de
 

[ H GH \ .


 &

 ' 17
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Regina Maria Sigolo Bernardinelli

 
2. Na figura a seguir, $% [ $' \ H %&  [  \ . Escreva os vetores $& H '& , em função de
 

[ H GH \ .


 &

 '

 %

 $


$& $%  %&  '& '$  $%  %&



  '&  $'  $%  %&
$& [   [  \
   
  
   '& \  [   [  \
$& [ [ \  
  
 
  '& \  [  [ \
$& [ \  
 
 
 '& [  \
  

3. Os pontos A, B, C, D, E e F são os vértices de um hexágono regular de centro O. Demonstre que:

$%  $&  $'  $(  $)  $2 . (Lembrete: todo hexágono regular pode ser inscrito numa
circunferência de centro O e raio r)


 ) (



 $ ; '
 2

 
% &




Vamos escrever cada um dos vetores $% $& $' $( $) como soma de outros vetores, em

18que apareça o vetor $2 .


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Vetores e Geometria Analítica


Vamos escrever cada um dos vetores $% $& $' $( $) como soma de outros vetores, em

que apareça o vetor $2 .




$% $2  2%

$& $2  2&

$' $2  2' 

$( $2  2(

$) $2  2)
 
Somando membro a membro, obtemos:


$%  $&  $'  $(  $)  $2  2%  2&  2'  2(  2) 




Observe que: 2%  2( , 2&  2) e 2' $2 (por se tratar de um hexágono regular, todos


esses vetores possuem o mesmo módulo e são colineares dois a dois, apresentando, portanto, a

mesma direção e sentidos opostos).

Assim,
Assim, ficamos
ficamos com:
com:

$%  $&
$%   $'
$&   $(
$'   $)
$(  $) 
 $2  2(
$2   2)
2(   $2
2)   2(
$2   2)
2(  2) ,, que,
que, cancelando
cancelando os
os vetores
vetores
opostos,
opostos, finalmente
finalmente resulta
resulta no
no que
que queríamos
queríamos demonstrar:
demonstrar:


$%  $&
$%   $'
$&   $(
$'   $)
$(  $)  $2 
 $2


1.6 Segmentos Orientados em Coordenadas
6HJPHQWRV2ULHQWDGRVHP&RRUGHQDGDV
6HJPHQWRV2ULHQWDGRVHP&RRUGHQDGDV

Prezado(a) aluno(a),
Prezado(a) aluno(a), nos
nos tópicos
tópicos seguintes,
seguintes, iremos
iremos rever
rever os
os temas
temas abordados,
abordados, porém
porém sob
sob aa
perspectiva algébrica,
perspectiva algébrica, ou
ou seja,
seja, com
com aa sua
sua representação
representação feita
feita por
por meio
meio de
de sentenças
sentenças matemáticas.
matemáticas.
Seja o
Seja o espaço R33,, cujos
espaço R cujos elementos
elementos são
são ternas
ternas ordenadas
ordenadas (x,
(x, y,
y, z),
z), em
em que
que x,
x, y,
y, zz são
são números
números reais.
reais.

Já vimos
vimos que,
que, aa todo
todo terno
terno ordenado
ordenado (x,
(x, y,
y, z)
z) do
do R
R3,, corresponde
3
corresponde um
um único
único ponto
ponto P
P do
do espaço
espaço de
de
coordenadas cartesianas
coordenadas cartesianas (x,
(x, y,
y, z),
z), que
que indicamos
indicamos por
por P
P== (x,
(x, y,
y, z).
z).

Desse
Desse modo,
modo, o
o segmento orientado $%
segmento orientado $% ,, com
com origem
origem A
A== (x
(xAA ,, yyAA ,, zzAA)) e
e extremidade
extremidade B
B== (x
(xBB ,, yyBB ,,
zzBB),), tem
tem coordenadas
coordenadas xx =
= xxBB –– xxAA ,, yy =
= yyBB –– yyAA e
e zz =
= zzBB –– zzAA..
19
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m
oenadas
coordenadas
x = xB$%
orientado – x,A=, yxB=–origem
com yxBAque,
–, y A=eayAztodo
B=– yz(xBAAterno
–e, zyA=
. ,zordenado
zBA–) ezAextremidade
. B =R3(x, corresponde
B , yB ,
artesianas (x, y,Já z),vimos
que indicamos por P =A (x, y, z). (x, y, z) do um único ponto P do espaço de
, y = yB –Regina
yA e z Maria
coordenadas= zB –Sigolo . Bernardinelli(x, y, z), que indicamos por P = (x, y, z).
zAcartesianas
odo, o segmento orientado $% , com origem A = (xA , yA , zA) e extremidade B = (xB , yB ,
–A
o: $%= (x,
Notação: = By,$%
–z)A =Desse
(x,
B –y,Az)= (x, y, z)
nadas x = xB – xA , y = modo, = zB – zA. orientado $% , com origem A = (xA , yA , zA) e extremidade B = (xB , yB ,
yB – yA eozsegmento
– By,
x, %$=z)(x,
= Ay,z%$
–Bz)),BtemA coordenadas
= (x, –y,Bz)= (x, y, z) x = xB – xA , y = yB – yA e z = zB – zA.
, y, z) 
: $% = B – A = (x, y, z)
Notação: $% = B – A = (x, y, z)
%$ = A – B = (x, y, z)
mR
%$ = A – B = (x, y, z)
TXH
PRV
3RGHPRVPHGLDQWH
GL]HU TXH
GL]HUD GHILQLomR
PHGLDQWH
TXH H[SOLFLWDGD
PHGLDQWH
D GHILQLomR SDUD
D GHILQLomR
H[SOLFLWDGDGHILQLUPRV
H[SOLFLWDGD DV FRRUGHQDGDV
SDUD GHILQLUPRV
SDUD GHILQLUPRV
DV FRRUGHQDGDV
DV FRRUGHQDGDV

QWDGR
PHGLDQWH
HJXLPHQWR $%DRULHQWDGR
QWR RULHQWDGR EDVWD
$% VXEWUDLUPRV
GHILQLomR H[SOLFLWDGD
EDVWD
$%  EDVWD DV
SDUD
VXEWUDLUPRV FRRUGHQDGDV
GHILQLUPRV
VXEWUDLUPRV DVGR
DV FRRUGHQDGDV
DV SRQWR
FRRUGHQDGDVGR%SRQWR
FRRUGHQDGDV SHODV
GR SRQWR
% SHODV % SHODV
 Atenção
$
HQDGDVGRSRQWR$
GRSRQWR$
$%  EDVWD VXEWUDLUPRV DV FRRUGHQDGDV GR SRQWR % SHODV
$WHQomR
RV GL]HU
SDUD LVVRTXH PHGLDQWH
Podemos
GHYHPRV D que,
dizer GHILQLomR
FRQVLGHUDU mediante H[SOLFLWDGD
a definição
R VHQWLGR SDUD GHILQLUPRV
explicitada, para DV as
definirmos FRRUGHQDGDV
coordenadas do seguimento orientado
YH2EVHUYH
TXH SDUD
 TXH LVVR
SDUD GHYHPRV
3RGHPRV LVVRGL]HU
GHYHPRV
FRQVLGHUDU RGR
FRQVLGHUDU
TXH PHGLDQWH
VHJPHQWR
VHQWLGR
DRGHILQLomR
VHQWLGR 6H
GR VHJPHQWR
GRRVHJPHQWR
VHJPHQWR
6H R
H[SOLFLWDGD VHJPHQWR
6HGHILQLUPRV
SDUD R VHJPHQWR DV FRRUGHQDGDV
WR RULHQWDGR $%  EDVWD
, basta VXEWUDLUPRV
subtrairmos DV
as coordenadas
R$HH[WUHPLGDGHQRSRQWR%DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR FRRUGHQDGDV
do GR
ponto B pelas coordenadas SRQWR %
do ponto
$% VHUmR SHODV
A.
VR GHYHPRV FRQVLGHUDU R VHQWLGR GR VHJPHQWR
PQRSRQWR$HH[WUHPLGDGHQRSRQWR%DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR
LRULJHPQRSRQWR$HH[WUHPLGDGHQRSRQWR%DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR
Observe que, para isso, devemos considerar 6H Rdo
o sentido VHJPHQWR
segmento. $% VHUmR$% VHUmR
GR
GRSRQWR$ VHJXLPHQWR RULHQWDGR $%  EDVWD VXEWUDLUPRV DVSeFRRUGHQDGDV
o segmento possuiGRorigem no ponto
SRQWR % ASHODV
e
±$
SRU%±$
H[WUHPLGDGHQRSRQWR%DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR
extremidade no ponto B, as coordenadas do segmento $% VHUmR
FRRUGHQDGDVGRSRQWR$ serão dadas por B – A.
H TXH SDUD LVVR GHYHPRV FRQVLGHUDU R VHQWLGR GR VHJPHQWR 6H R VHJPHQWR
U3DUD
DV FRRUGHQDGDV
GHWHUPLQDUGHWHUPLQDU GRFRRUGHQDGDV
VHJPHQWR %$GR VHQWLGR FRQWUiULR DR GH $%  RXDR
 DV FRRUGHQDGDV
DV
2EVHUYH
Para determinar asGR
TXH VHJPHQWR
SDUD LVVR
coordenadas VHJPHQWR
do %$  VHQWLGR
GHYHPRV
segmento %$  (sentido
VHQWLGR
FRQWUiULR
FRQVLGHUDU RFRQWUiULR
DR
aoGH
VHQWLGR
contrário de GR GH
 RX
), ou seja, 
$%VHJPHQWR
$% RX
6Hem
origem RBVHJPHQWR
e extre-
QRSRQWR$HH[WUHPLGDGHQRSRQWR%DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR
 6HQGRDVVLPSRGHPRVDILUPDUTXHDVFRRUGHQDGDVGHXPVHJPHQWRRULHQWDGRVHPSUH $% VHUmR
[WUHPLGDGHHP$DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR
RRUGHQDGDV midade
GR em A, as coordenadas
VHJPHQWR %$  VHQWLGRdo segmento
RULJHPHP%HH[WUHPLGDGHHP$DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR
HP%HH[WUHPLGDGHHP$DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR FRQWUiULR %$DR VHUmRGDGDVSRU$±
serão
GHdadas
%$ porRX
 A – B.VHUmRGDGDVSRU$±
$%VHUmRGDGDVSRU$±
%$
$ SRVVXLRULJHPQRSRQWR$HH[WUHPLGDGHQRSRQWR%DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR VHUmR
$% pela
VHUmRSendo assim, podemos
GHWHUPLQDGDV afirmar
SHOD que as coordenadas
VXEWUDomR de um segmento
GDV FRRUGHQDGDV GRorientado sempreSHODV
SRQWR ILQDO serão determinadas
FRRUGHQDGDV GR
subtração das coordenadas do ponto%$
GDGDVSRU%±$
GDGHHP$DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR finalVHUmRGDGDVSRU$±
pelas coordenadas do ponto inicial.
HWHUPLQDU DV FRRUGHQDGDV GR VHJPHQWR %$  VHQWLGR FRQWUiULR DR GH $%  RX
SRQWRLQLFLDO
 3DUD GHWHUPLQDU DV FRRUGHQDGDV GR VHJPHQWR %$  VHQWLGR FRQWUiULR DR GH $%  RX
P%HH[WUHPLGDGHHP$DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR %$ VHUmRGDGDVSRU$±
VHMDRULJHPHP%HH[WUHPLGDGHHP$DVFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR
Exemplo %$ VHUmRGDGDVSRU$±
%

1. Dados, em R3, os pontos A = (–1, 2, –1) e B = (3, – 2, 5), determine as coordenadas dos segmentos

orientados $% e %$ .

$% = (3 – (–1), –2 – 2, 5 – (–1)) %$ = (–1 – 3, 2 – (–2), –1 – 5)

$% = (4, – 4, 6) %$ = (– 4, 4, – 6)

Note que $% e %$ são segmentos de sentidos opostos, logo as suas coordenadas possuem o
mesmo valor numérico, porém sinais opostos.

Segmentos Orientados
Segmentos orientados Equipolentes
equipolentes em
em Coordenadas
coordenadas


Dois segmentos orientados, $% e &' , são equipolentes se têm as mesmas coordenadas


cartesianas.
Sejam A = (xA , yA , zA), B = (xB , yB , zB), C = (xC , yC , zC) e D = (xD , yD , zD).

­[  [ ['  [ &
° % $
°
$% a &' œ ®\%  \ $ \'  \ & 
20 °
Unisa | Educação
°] a Distância | www.unisa.br
¯ %  ] $ ]'  ] &
Dois segmentos orientados, $% e &' , são equipolentes se têm as mesmas coordenadas
Vetores e Geometria Analítica
cartesianas.
Sejam A = (xA , yA , zA), B = (xB , yB , zB), C = (xC , yC , zC) e D = (xD , yD , zD).

­[  [ ['  [ &
° % $
°
$% a &' œ ®\%  \ $ \'  \ & 
°
°]  ] ]'  ] &
¯ % $


Exemplo

1. Dados, em R3, os pontos A = (2, –1, 0), B = (–2, 3, 2), C = (4, 1, 1) e D = (0, 5, 3), verifique se os

segmentos orientados $% e &' são equipolentes.

Temos que: $% = (– 4, 4, 2) e &' = (– 4, 4, 2)

? $% a &' .


 1.7 Vetor em Coordenadas


9HWRUHP&RRUGHQDGDV

Definição

Vetor é o conjunto de todos os segmentos orientados que têm as mesmas coordenadas.

Exemplo

1. Sejam os pares de pontos do R3:

A1 = (–1, 2, 0) e B1 = (2, 3, 2)
A2 = (– 3, 4, –1) e B = (0, 5, 1)
A3 = (2, –1, 4) e B3 = (5, 0, 6)
---------------------------------------
An = (0, 0, 0) e Bn = (3, 1, 2)


A cada um desses pares, associamos os segmentos orientados $% $ %   $ %  !  $ Q%Q ,

cujas coordenadas são:




$%    ½
° 21
$ %     ° Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
°°
cujas coordenadas são:
Regina Maria Sigolo Bernardinelli


$%    ½
°
$ %     °
°°
$ %    ¾ &O $% Y    
        °
°
$ Q%Q    °
°¿




%
 %
 %Q
%

&O $%   Y    

$
 $

$Q
 $


O conjunto dos segmentos orientados $% $ %   $ %  !  $ Q%Q forma uma classe de

equivalência de segmentos orientados equipolentes, pois todos são segmentos orientados que

possuem as mesmas coordenadas. Essa classe de equivalência define o vetor Cl ( $% ) = Y , de

coordenadas (3, 1, 2), denotado por: Y = (3, 1, 2).

Qualquer um dos segmentos orientados anteriores representa o mesmo vetor Y e basta

qualquer um deles para que o vetor Y fique perfeitamente determinado.


O conjunto de todos os vetores do espaço R3 é denotado por V3, sendo conveniente observar a
distinção entre o conjunto R3, que é o conjunto de todos os ternos ordenados de números reais, e o
conjunto V3, que é o conjunto de todos os vetores do espaço R3.
Todos os representantes de um vetor têm, por definição, as mesmas coordenadas, que são as
coordenadas do vetor.

Assim, se A = (xA , yA , zA) e B = (xB , yB , zB), as coordenadas do vetor Y são: x = xB – xA; y = yB – yA; z
= zB – zA.

Notação: Y = $% = B – A = (x, y, z)

Y = %$ = A – B = (x, y, z)

22 $WHQomR
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
 3HUFHED TXH DQDORJDPHQWH FRPR GHWHUPLQDPRV DV FRRUGHQDGDV GH XP VHJXLPHQWR
AA==(x,
(x,y,y,z)z) Y = %$ = A – B = (x, y, z)
$WHQomR $WHQomR Y = %$ = A – B = (x, y
Vetores e Geometria Analítica
BB==(x,
(x,y,y,z)z)    3HUFHED TXH DQDORJD
R  3HUFHED TXH DQDORJDPHQWH FRPR GHWHUPLQDPRV DV FRRUGHQDGDV GH XP
HED TXH DQDORJDPHQWH FRPR $WHQomR
GHWHUPLQDPRV DV FRRUGHQDGDV GH XP VHJXLPHQWR $WHQomR
3HUFHED TXH DQDORJDPHQWH AtençãoFRPR GHWHUPLQDPRV
RULHQWDGR $%  IDUHPRV DV FRRUGHQDGDV
SDUD GHWHUPLQDU GH XP RULHQWDGR
VHJXLPHQWR
DV FRRUGHQDGDV GR$%  IDUHPRV
YHWRU SDUD
Y   $%  R
 3HUFHED TXH DQDORJDPHQWH
%  IDUHPRV SDUD GHWHUPLQDU DV FRRUGHQDGDV GR YHWRU Y   $%  RX VHMD EDVWD FRPR GHWHUPLQDPRV
 DV
3HUFHED FRRUGHQDGDV
TXH GH
DQDORJDPHQWH XP
GR $%  IDUHPRV SDUD GHWHUPLQDU DV FRRUGHQDGDV GR YHWRU Y   $%  RX VHMD EDVWD
VXEWUDLUPRVDVFRRUGHQDGDVGRSRQWR%SHODVFRRUGHQDGDVGRSRQWR$ VXEWUDLUPRVDVFRRUGHQDGDV
JDPHQWH
JDPHQWHFRPR FRPR GHWHUPLQDPRV
GHWHUPLQDPRV
Perceba
DV
DVFRRUGHQDGDV
que, analogamente FRRUGHQDGDV
RULHQWDGR
como$%
VDVFRRUGHQDGDVGRSRQWR%SHODVFRRUGHQDGDVGRSRQWR$
determinamos
GH
 IDUHPRVGHXP XP
as
VHJXLPHQWR
VHJXLPHQWR
SDUD GHWHUPLQDU
coordenadas DV FRRUGHQDGDV
RULHQWDGR
de um seguimento 
orientado $% GR YHWRU
,faremos   $%
paraYSDUD
IDUHPRV  R
GHWHU
PRVDVFRRUGHQDGDVGRSRQWR%SHODVFRRUGHQDGDVGRSRQWR$

D
UDGHWHUPLQDU
GHWHUPLQDUDV DVFRRUGHQDGDV
FRRUGHQDGDV
determinar VXEWUDLUPRVDVFRRUGHQDGDVGRSRQWR%SHODVFRRUGHQDGDVGRSRQWR$
GR
as coordenadas vetor YY  =  $%
GRYHWRU
YHWRU
do $%, ou
RX
RX VHMD
VHMD
seja, EDVWD
EDVWD as coordenadas
basta subtrairmos VXEWUDLUPRVDVFRRUGHQDGDVGRSRQ
   Y   $%  %±$  do ponto
 B pelascoor- Y   $% 
denadas do ponto A.
 Y   $%  %±$ 
VGRSRQWR%SHODVFRRUGHQDGDVGRSRQWR$
VGRSRQWR%SHODVFRRUGHQDGDVGRSRQWR$ 
 Y   $%  %±$    
   Y =  $%  =%±$    Y   $%  %±$
B – A.
 'DPHVPDIRUPDGHWHUPLQDPRVDVFRRUGHQDGDVGRYHWRU 'DPHVPDIRUPDGHWH
Y   %$  VHQWLG
%  %±$
%±$ 
PHVPDIRUPDGHWHUPLQDPRVDVFRRUGHQDGDVGRYHWRU  
Y   %$  VHQWLGRFRQWUiULRDR 
'DPHVPDIRUPDGHWHUPLQDPRVDVFRRUGHQDGDVGRYHWRU
Da mesma forma, determinamos as coordenadas do vetor Y  = %$  VHQWLGRFRQWUiULRDR
GH $% $VFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR (sentido de $% ). $VFRRUGHQDGDVGR
contrário aoGH
%$ VHUmRGDGDVSRU As coordena-
das do segmento %$ VHUmRGDGDVSRU
'DPHVPDIRUPDGHWHUPLQDPRVDVFRRUGHQDGDVGRYHWRU  Y   %$  VHQWLG
FRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR
$VFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR 
serão dadas
%$
por:
VHUmRGDGDVSRU
     'DPHVPDIRUPDGHWHUPLQD
   

WHUPLQDPRVDVFRRUGHQDGDVGRYHWRU
HWHUPLQDPRVDVFRRUGHQDGDVGRYHWRU
   YY   %$
%$ VHQWLGRFRQWUiULRDR
 VHQWLGRFRQWUiULRDR %$ VHUmRGDGDVSRU
GH $% $VFRRUGHQDGDVGRVHJPHQWR GH $% $VFRRUGHQDGDVGRVHJPH
      Y  =  %$  =$±%
A – B.   Y   %$ 
RVHJPHQWR
RVHJPHQWR Y  %$ %$VHUmRGDGDVSRU
%$ 
VHUmRGDGDVSRU     


 $±%
Y   %$  $±%     

    Y   %$  $±%    Y   %$  $±%

Observações
$  $±%
$±%   

  

3 3
1) Existe uma correspondência
 biunívoca entre o espaço R e o conjunto
  V de vetores, que

associa a cada ponto P = (x, y, z) de R 3 um vetor Y = (x, y, z); 
 
2) Existe um e somente um representante de um vetor dado, ligado a um ponto dado.

Igualdade de
Igualdade vetores
de Vetores

Dois vetores são iguais se possuem as mesmas coordenadas.

Se Y [  \ ] H Y  [   \   ]  , então:

Y Y  œ [ [   \ \   ] ] 


Adição de vetores
Adição Vetores

Sejam os vetores Y [  \ ] H Y  [   \   ]  , em V3.

Y  Y 
A soma é o vetor definido por:


Y  Y  [  [   \  \   ]  ]  


Observe, caro(a) aluno(a), que, para realizarmos a adição entre dois vetores Y  H Y  , basta23
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
Y
Regina Maria Sigolo Bernardinelli
Sejam os vetores [  \ ] H Y  [   \   ]  , em V3.

Y  Y 
A soma é o vetor definido por:


Y  Y  [  [   \  \   ]  ]  


Observe, caro(a) aluno(a), que, para realizarmos a adição entre dois vetores Y  H Y  , basta

somarmos a coordenada x de um vetor com a coordenada x do outro vetor, somarmos a coordenada


y de um vetor com a coordenada y do outro vetor e somarmos a coordenada z de um vetor com a
coordenada z do outro vetor.

Exemplo


X    H Y      FDOFXOH X  Y .
1) Dados
 XY           

XY    


Multiplicação por
Multiplicação por um
um Escalar
escalar

Sejam o vetor Y e Ȝ , um escalar (um número real), tal que Y [ \ ]  9  H Ȝ  ƒ .

Definimos a multiplicação de Ȝ por Y como o produto Ȝ Y , obtendo como resultado o vetor:

Ȝ Y Ȝ [ Ȝ \ Ȝ ] .

Observe que, para realizarmos essa operação, basta multiplicarmos cada coordenada do vetor Y
pelo número real Ȝ .

Exemplos


1) Dados Ȝ  H Y    , calcule Ȝ Y .

Ȝ Y = 5 (–2, 1, 3) Ÿ Ȝ Y   

2) Dados X       Y     H Ȝ  FDOFXOH Ȝ X  Y .

Ȝ X  Y = 3 (3, –2, 1) Ÿ Ȝ X  Y    

24
Unisa Y| Educação
3) Determine as coordenadas do vetor a Distância
= 3 (1, 0, 1) | www.unisa.br
– 4 (0, 1, 1) – 3 (1, –1, 0).
Não é possível criar objetos a partir de códigos de campo de edição..
Vetores e Geometria Analítica

Exemplos


1. Dados Ȝ HY    , calcule Ȝ Y .

Ȝ Y = 5 (–2, 1, 3) Ÿ Ȝ Y   

2. Dados X       Y     H Ȝ  FDOFXOH Ȝ X  Y .

Ȝ X  Y = 3 (3, –2, 1) Ÿ Ȝ X  Y    

3. Determine as coordenadas do vetor Y = 3 (1, 0, 1) – 4 (0, 1, 1) – 3 (1, –1, 0).



Y = os
4) Dados (3, vetores
0, 3) + (0,X –=4,(–1, (– 3,e3,Y0)= (–3, 2, 5), determine um vetor [  9  , tal que: X = 2 Y + 5
– 4)4,+–15)

[ . Seja [ = (x, y, z). Então, temos:


4) Dados os vetores X = (–1, 4, –15) e Y = (–3, 2, 5), determine um vetor [  9  , tal que: X = 2 Y + 5

[ . Seja [ 4,
(–1, = –15)
(x, y, z).
= 2Então,
(– 3, 2,temos:
5) + 5 (x, y, z)

(–1, 4, –15) = 2
(–(–6 3, 2, 5)4 + 55y,
+ 5x, (x,10
y, +z)5z)

(–1,
­[4, –15)
 =(– 6 + 5x,­[
4 + 5y,
Ÿ 10 [+ 5z)

° °
®\    Ÿ ®\  Ÿ \  ? [    
°]    °]  Ÿ ] 
¯­[    ¯­[  Ÿ [ 
° °
 ®\    Ÿ ®\  Ÿ \  ? [    
°]    °]  Ÿ ] 
5) Dado¯ um paralelogramo¯ ABCD, se M e N são pontos médios de $% H &' , respectivamente, então

ANCM é um paralelogramo.
5) Dado um paralelogramo ABCD, se M e N são pontos médios de $% H &' , respectivamente, então

ANCM é um paralelogramo.

 % &

 0
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 ­$1 0&
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Prove que ANCM é um paralelogramo œ Provar ®

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Prove que ANCM é um paralelogramo œ Provar ®
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$1 $0  0&  &1Unisa
Ÿ $1 | Educação
$%  a0&
Distância
 &'| www.unisa.br
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Regina
 Maria Sigolo Bernardinelli

   
$1 $0  0&  &1 Ÿ $1 $%  0&  &' Ÿ $1 $%  0&  '& 
   

 
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Como ABCD é um paralelogramo Ÿ $% '&   $1 0&


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Como ABCD é um paralelogramo 
 
 

Ÿ $% '& Ÿ $% '& Ÿ $0 '&
 Como ABCD é um paralelogramo   

 
Ÿ '1 1& '& Ÿ
Como N é ponto médio de &' 
 $0 1& .
Ÿ '1 1& '& Ÿ
 Como N é ponto médio de &'  $0 1& .

 Logo, ANCM é um paralelogramo.


 Logo, ANCM é um paralelogramo.
*HRPHWULD'LQkPLFD
1.8 Geometria Dinâmica
*HRPHWULD'LQkPLFD
 
 
Prezado(a) aluno(a), você já ouviu falar de softwares educacionais? Já utilizou algum software
Prezado(a)
matemático? aluno(a),
Existem vocêsoftwares
diversos falar de softwares
já ouviu matemáticos educacionais?
que foram Já utilizou
desenvolvidos com algum software
a finalidade de
matemático?
auxiliá-lo(la) aExistem diversos
compreender softwares
melhor todosmatemáticos que
os conceitos foram desenvolvidos
matemáticos com a finalidade
que você estudará de
nesta e em
auxiliá-lo(la) a compreender
outras disciplinas melhor
do seu curso todos os conceitos
de Engenharia matemáticos que
de Produção/Ambiental. você estudará
Há softwares nesta
que o(a) e em
auxiliam
outras disciplinas
na construção de do seu curso
gráficos de Engenharia
de funções de Produção/Ambiental.
e também Há softwares
na construção de figuras que Muitos
geométricas. o(a) auxiliam
deles
na
sãoconstrução
softwares dedeuso
gráficos de funções
livre. Entre e também
os softwares na construção
desenvolvidos para ode figuras
ensino degeométricas. Muitos
Geometria, temos deles
o Cabri
são softwares
Géomètre de uso livre. Entre os softwares
(http://www.cabri.com.br) desenvolvidos
e o Geogebra. Esta épara
umaoárea
ensino de Geometria,
chamada temos
Geometria o Cabri
Dinâmica.
Géomètre (http://www.cabri.com.br)
Com uma simples busca na internet, evocê
o Geogebra.
encontraráEsta é uma
esses área chamada
e demais softwares Geometria Dinâmica.
que poderão auxiliá-
lo(la).uma simples busca na internet, você encontrará esses e demais softwares que poderão auxiliá-
Com
lo(la).


6DLEDPDLV
6DLEDPDLV
2 *HRJHEUD p XP VRIWZDUH GH XVR OLYUH GHVHQYROYLGR SHOR ,QVWLWXWR ,QWHUQDFLRQDO *HRJHEUD
2 *HRJHEUD
TXH p XPD
FRQWD FRP VRIWZDUH GH XVRGH
FRQWULEXLomR OLYUH GHVHQYROYLGR
GLYHUVRV SDtVHVSHOR ,QVWLWXWR
SDUD ,QWHUQDFLRQDO
R VHX *HRJHEUD
GHVHQYROYLPHQWR H
TXH FRQWD FRP D 9RFr
DSHUIHLoRDPHQWR FRQWULEXLomR
SRGH GHVDEHU
GLYHUVRV SDtVHV
PDLV D SDUD R VHX YLVLWDQGR
UHVSHLWR GHVHQYROYLPHQWR H
R VLWH
DSHUIHLoRDPHQWR 9RFr SRGH FRP
KWWSZZZJHRJHEUDRUJFPVSWB%5 VDEHU PDLVHPD
D YHUVmR UHVSHLWR
SRUWXJXrV YLVLWDQGR
1HVVH VLWH YRFrRSRGHUi
VLWH
KWWSZZZJHRJHEUDRUJFPVSWB%5 FRP D YHUVmR HP SRUWXJXrV 1HVVH VLWH YRFr SRGHUi
HIHWXDURGRZQORDG GRVR IWZDUHQD YHUVmRHP' GXDVGLPHQV}HV HGRVWXWRULDLVTXHVHUmR
HIHWXDURGRZQORDG GRVR IWZDUHQD
~WHLV SDUD YRFr DSUHQGHU YHUVmRHP' GXDVGLPHQV}HV HGRVWXWRULDLVTXHVHUmR
D XWLOL]iOR 7DPEpP H[LVWH XP IyUXP FRP G~YLGDV H DWLYLGDGHV
~WHLV SDUD YRFr DSUHQGHU D XWLOL]iOR 7DPEpP H[LVWH XP IyUXP FRP G~YLGDV H DWLYLGDGHV
GHVHQYROYLGDV
GHVHQYROYLGDV
3DUDDDSOLFDomRHPQRVVDGLVFLSOLQDYRFrQHFHVVLWDUiHIHWXDURGRZQORDGGDYHUVmREHWDTXH
3DUDDDSOLFDomRHPQRVVDGLVFLSOLQDYRFrQHFHVVLWDUiHIHWXDURGRZQORDGGDYHUVmREHWDTXH
26DLQGDHVWiHPGHVHQYROYLPHQWRHTXHSRVVLELOLWDDXWLOL]DomRHP'9RFrSRGHREWHUDYHUVmR
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
DLQGDHVWiHPGHVHQYROYLPHQWRHTXHSRVVLELOLWDDXWLOL]DomRHP'9RFrSRGHREWHUDYHUVmR
EHWDQROLQNKWWSZZZJHRJHEUDRUJZHEVWDUWJHRJHEUDMQOS
Vetores e Geometria Analítica

Saiba mais

 O Geogebra é um software de uso livre, desenvolvido pelo Instituto Internacional Geogebra, que conta com a contri-
buição de diversos países para o seu desenvolvimento e aperfeiçoamento. Você pode saber mais a respeito visitando
3DUDDDSOLFDomRHPQRVVDGLVFLSOLQDYRFrQHFHVVLWDUiHIHWXDURGRZQORDGGDYHUVmREHWDTXH
o site http://www.geogebra.org/cms/pt_BR, com a versão em português. Nesse site, você poderá efetuar o download
do software na versão em 2D (duas dimensões) e dos tutoriais que serão úteis para você aprender a utilizá-lo. Também
DLQGDHVWiHPGHVHQYROYLPHQWRHTXHSRVVLELOLWDDXWLOL]DomRHP'9RFrSRGHREWHUDYHUVmR
existe um fórum com dúvidas e atividades desenvolvidas.
Para a aplicação em nossa disciplina, você necessitará efetuar o download da versão beta, que ainda está em desen-
EHWDQROLQNKWWSZZZJHRJHEUDRUJZHEVWDUWJHRJHEUDMQOS
volvimento e que possibilita a utilização em 3D. Você pode obter a versão beta no link: http://www.geogebra.org/
eQHFHVViULRDLQVWDODomRGR-DYDYHUVmRSDUDURGDURDUTXLYR'FXMRGRZQORDGSRGHVHU
webstart/5.0/geogebra-50.jnlp.
IHLWRQROLQNKWWSZZZMDYDFRPSWB%5GRZQORDGZLQGRZVB[SLMVS"ORFDOH
É necessário a instalação do Java, versão 5, para rodar o arquivo 3D, cujo download pode ser feitoSWB%5
no link: http://www.
java.com/pt_BR/download/windows_xpi.jsp?locale=pt_BR.
$SyV R GRZQORDG GD YHUVmR EHWD H GR -DYD FOLTXH QR DUTXLYR SDUD UHDOL]DU D LQVWDODomR 2
Após o download da versão beta e do Java, clique no arquivo para realizar a instalação. O software abrirá dentro de
VRIWZDUHDEULUiGHQWURGHSRXFRVLQVWDQWHV
poucos instantes.
3DUDXWLOL]DUDMDQHOD'FOLTXHHPH[LELUHVHOHFLRQHDRSomRMDQHOD'
Para utilizar a janela 3D, clique em exibir e selecione a opção janela 3D.
2 DFHVVR
O acesso aosDRV WXWRULDLV
tutoriais Htambém
e fóruns IyUXQVpode
WDPEpP SRGH
ser efetuado VHU na
clicando HIHWXDGR FOLFDQGR
pasta ajuda QD SDVWD DMXGD GR
do software.
VRIWZDUH


1.9 Resumo do Capítulo
5HVXPRGR&DStWXOR

Prezado(a) aluno(a), neste capítulo, estudamos os principais conceitos e definições a respeito de
vetores e também aprendemos como efetuar algumas operações entre vetores, como a adição,
subtração, multiplicação de um vetor por um escalar e as condições para a igualdade entre dois
vetores. Esses temas foram abordados sob duas perspectivas: a Geométrica e a Algébrica.
É importante que, neste momento, alguns pontos estejam bem claros para você. Vamos reforçar
esses conceitos.
Sob a perspectiva Geométrica, dizemos que dois vetores serão iguais se, e somente se,
possuírem o mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo sentido. Sob a perspectiva Algébrica,
dizemos que dois vetores são iguais se as suas coordenadas forem iguais.
Ao somarmos/subtrairmos um vetor com outro vetor, obteremos como resultado outro vetor,
que será representado pelas coordenadas (x, y, z). Um erro muito comum, nessa etapa inicial, é obter
como resultado da adição/subtração entre vetores um número real.
Verifique que, sob a perspectiva Geométrica, temos duas possibilidades de realizar a
adição/subtração entre dois vetores. O que diferencia uma situação da outra é a origem dos vetores
envolvidos. Iremos utilizar a regra do Triângulo ou do Paralelogramo. Já sob a perspectiva Algébrica,
basta somarmos cada uma das coordenadas de um vetor com as respectivas coordenadas do outro
vetor.
Ao multiplicarmos um vetor por um escalar (um número real qualquer), o resultado também
será um vetor. Um erro muito comum, nessa etapa inicial, é obter como resultado da multiplicação de
um vetor por um escalar um número real.
Dependendo do valor do escalar utilizado, poderá ocorrer uma das situações:

27
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Regina Maria Sigolo Bernardinelli


 ƒ Se o escalar for um número positivo e maior que 1, ao efetuarmos a multiplicação,
Se o escalar
ƒ estaremos for um número
aumentando positivo
o módulo e maior que
(o comprimento, 1, ao efetuarmos
a medida) a multiplicação,
do vetor, permanecendo o
estaremos aumentando o módulo (o comprimento, a medida) do vetor, permanecendo o
mesmo sentido. Assim, se efetuarmos 2 Y , estaremos dobrando o módulo do vetor Y e
mesmo sentido. Assim, se efetuarmos 2 Y , estaremos dobrando o módulo do vetor Y e
este terá o mesmo sentido do vetor Y . As suas coordenadas (x,y,z) também serão
por 2; sentido do vetor Y . As suas coordenadas (x,y,z) também serão
este terá o mesmo
multiplicadas
ƒ multiplicadas
Se o escalar por
for 2;
um número positivo compreendido entre 0 e 1, ao efetuarmos a
ƒ Se o escalar for
multiplicação, um número
estaremos positivoo compreendido
diminuindo entre 0 e a1,medida)
módulo (o comprimento, ao efetuarmos
do vetor,a
multiplicação, estaremos diminuindo o módulo (o comprimento,
 a medida) do vetor,
permanecendo o mesmo sentido. Assim, se efetuarmos Y , estaremos dividindo por


permanecendo o mesmo sentido. Assim, se efetuarmos Y , estaremos dividindo por

dois o módulo do vetor Y e este terá o mesmo sentido do vetor Y . As suas coordenadas
dois otambém
(x,y,z) módulo serão
do vetor Y e este
divididas 2; o mesmo sentido do vetor Y . As suas coordenadas
porterá
(x,y,z)
ƒ Se o também serão
escalar for umdivididas
númeropor 2;
negativo, as condições serão as mesmas explicitadas
ƒ Se o escalar for um número negativo, as condições serão as mesmas explicitadas
anteriormente, porém o vetor resultante terá sentido oposto ao do vetor Y .
 anteriormente, porém o vetor resultante terá sentido oposto ao do vetor Y .
 Atente também às propriedades pertinentes a essas operações entre vetores, que serão muito
Atente
úteis na também
resolução dos às propriedades
exercícios pertinentes
e facilitarão a essas
muito os operações
cálculos a serementre vetores, que serão muito
realizados.
úteis na resolução
Espero dos exercícios
que você e facilitarão muito
tenha compreendido bem osostemas
cálculos a serem realizados.
abordados neste momento, que serão de
Espero
extrema que você para
importância tenhaoscompreendido bem os temas
próximos capítulos. abordados
Maiores detalhesneste
serãomomento, quenas
abordados serão de
aulas
extrema importância
presencias e nas aulas epara os próximos
atividades virtuais. capítulos. Maiores detalhes serão abordados nas aulas
presencias e nas
No caso de aulas e atividades
dúvidas, não deixevirtuais.
de entrar em contato!
No casoagora,
Vamos, de dúvidas,
avaliarnão deixe
a sua de entrar em A
aprendizagem. contato!
seguir, propomos alguns exercícios referentes aos
Vamos,
conceitos agora, avaliar a sua aprendizagem. A seguir, propomos alguns exercícios referentes aos
estudados.
conceitos estudados.

$7,9,'$'(63523267$6
1.10 Atividades Propostas
$7,9,'$'(63523267$6

1. Em um triângulo ABC, o ponto M é tal que  %0  0& . Escreva o vetor $0 em função dos
1. Em um triângulo ABC, o ponto M é tal que  %0  0& . Escreva o vetor $0 em função dos
vetores $% H $& .
vetores $% H $& .

2. É dado o triângulo ABC e o ponto X sobre a reta AB, tal que ;%  ;$ . Sejam $% E H $& F:
2. É dado o triângulo ABC e o ponto X sobre a reta AB, tal que ;%  ;$ . Sejam $% E H $& F:
a) Determine o vetor &; em função de E e F .
a) Determine o vetor &; em função de E e F .
b) Seja M o ponto médio de &; , escreva %0 em função de E e F .
b) Seja M o ponto médio de &; , escreva %0 em função de E e F .

28
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Vetores e Geometria Analítica

3. A, B, C e D são vértices consecutivos de um quadrilátero plano qualquer. M é tal que &0  0% ; N

é o ponto médio de &' . Em função de E = $% , F = $& e G $' , pede-se:

a) $0 .

b) $1 . 
3. A, B, C e D são vértices consecutivos de um quadrilátero plano qualquer. M é tal que &0  0% ; N
c) 01 .
é o ponto médio de &' . Em função de E = $% , F = $& e G $' , pede-se:

a) $0 .
4. No triângulo ABC, os segmentos $3 34 45 H 5% têm o mesmo comprimento.
b) $1 .
a) Escrevac) &4
01 .
em função de &$ H &% .

b) Escreva &4 em função de &3 H &5 .


4. No triângulo ABC, os segmentos $3 34 45 H 5% têm o mesmo comprimento.
c) Escreva &4 em função de &$ H &5 .
a) Escreva &4 em função de &$ H &% .

b) Escreva &4 em função de &3 H &5 .
 
c) Escreva &4 em função de &$ H &5 . &


 

&
 
 

 
 $ 3 4 5 %


  $ 3 4 5 %
 

5. Seja ABC um triângulo qualquer com medianas $' %( H &) . Demonstre que $'  %(  &)  .
5. Seja ABC um triângulo qualquer com medianas $' %( H &) . Demonstre que $'  %(  &)  .

6. Dados 6.$% D  %& E H &' F , determine, em função de D  E H F , os vetores $; H ); , sabendo


Dados $% D  %& E H &' F , determine, em função de D  E H F , os vetores $; H ); , sabendo
 
que (; que (%
(; . (% .
 


 
  ( '

( '
  ;
  ;
 

 ) &


$) % &


$ %
29
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Regina Maria Sigolo Bernardinelli

7. Calcule as coordenadas dos vetores:

a) X = (1, 2, 1) + (0, 1, 1)

 
b) Y = (5, 0, 1) – 6 (0, , -1)
 
 
c) Z = (5, 0, -4) - (1, 2, 1) + (1, -1, 1)
 

8. Calcule as coordenadas do vetor [  9  , tal que: 2 [ + 3 (2, 1, 0) =  .

9. Ache as coordenadas do vetor [ , sabendo que:


   
 [   >    @    
   


10. Determine os vetores [ e \ pertencentes a V3 que verificam o sistema:

­[   \   
°
®
°̄\   [    

11. Dados os vetores X = (3, 2, 1), Y = (-4, -3, 1) e Z = (2, 1, 1), determine os escalares Į ȕ Ȗ , tal que

ĮXȕ Y  Ȗ Z    .


12. Sejam A, B, C e D quatro pontos de R3 e M e N os pontos médios dos segmentos $& H %' .

Determine a soma: 6 $%  $'  &%  &' em função de 01 .

13. Dado o tetraedro OABC, em que 2$ D 2% E 2& F e M é o ponto médio do lado %& ,
13. Dado o tetraedro OABC, em que 2$ D 2% E 2& F e M é o ponto médio do lado %& ,

$0 em
determine o vetordetermine função
o vetor $0 emde D de
função E HD EFH. F .

 

&
  

& 0
 F
 E 0%
  2 F
 %
 E

D
  2


 $
 
 D

30
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2 PRODUTOS ENTRE VETORES

352'8726(175(9(725(6

352'8726(175(9(725(6
352'8726(175(9(725(6


 Prezado(a) aluno(a), neste capítulo, você irá aprender a efetuar o produto entre vetores. Esse
Prezado(a) aluno(a), neste capítulo, você irá aprender a efetuar o produto entre vetores. Esse
tema Prezado(a)
poderia seraluno(a),
discutido neste capítulo,àsvocê
juntamente irá aprender
demais operaçõesa efetuar o produto
estudadas entreanterior,
no capítulo vetores. mas,
Esse
tema poderia ser discutido juntamente às demais operações estudadas no capítulo anterior, mas,
tema
como poderia
você poderá ser discutido
observar ao juntamente
longo deste às capítulo,
demais operações
existem trêsestudadas no capítulo
tipos de produtos entreanterior,
vetoresmas,
que
como você poderá observar ao longo deste capítulo, existem três tipos de produtos entre vetores que
como
serão você poderá Esses
abordados. observar ao longo
produtos nosdeste capítulo, existem
possibilitam três algo
determinar tipos mais
de produtos
do queentre vetores que
simplesmente o
serão abordados. Esses produtos nos possibilitam determinar algo mais do que simplesmente o
serão abordados.
resultado Esses produtos
dessas operações entre nos possibilitam
os vetores. determinar algo
As interpretações mais do do
geométricas que simplesmente
resultado entre oso
resultado dessas operações entre os vetores. As interpretações geométricas do resultado entre os
resultado
diferentes dessas
tipos deoperações
produto entre entrevetores
os vetores.e suasAsaplicações
interpretações
serão geométricas do resultado
muito importantes entre de
para cálculos os
diferentes tipos de produto entre vetores e suas aplicações serão muito importantes para cálculos de
diferentes tipos de
áreas e volumes de produto
alguns entes entregeométricos.
vetores e suas aplicações serão muito importantes para cálculos de
áreas e volumes de alguns entes geométricos.
áreas Neste
e volumes de alguns
capítulo, serão entes geométricos.
abordados: o Produto Escalar, o Produto Vetorial e o Produto Misto.
Neste capítulo, serão abordados: o Produto Escalar, o Produto Vetorial e o Produto Misto.
Neste capítulo,
Curioso(a) para serão
aprenderabordados:
mais umopoucoProduto Escalar,
e ver o Produtodos
as aplicações Vetorial e o Produto
produtos Misto.
entre vetores?
Curioso(a) para aprender mais um pouco e ver as aplicações dos produtos entre vetores?
Curioso(a)
Vamos iniciar para comaprender
o Produto maisEscalar.
um pouco e ver as aplicações dos produtos entre vetores?
Vamos iniciar com o Produto Escalar.
 Vamos iniciar com o Produto Escalar.

3URGXWR(VFDODURX3URGXWR,QWHUQR
2.1 Produto Escalar ou Produto Interno
3URGXWR(VFDODURX3URGXWR,QWHUQR
3URGXWR(VFDODURX3URGXWR,QWHUQR



O produto escalar entre dois vetores é uma operação que associa, a cada par de vetores X , Y de
O produto escalar entre dois vetores é uma operação que associa, a cada par de vetores X , Y de
V3, umOnúmero
produtoreal,escalar entre dois
indicado por: vetores é uma operação que associa, a cada par de vetores X , Y de
V3, um número real, indicado por:
3
 , um número real, indicado por:
V


$WHQomR
$WHQomR Atenção
$WHQomR
1RWDomR X  Y ±OrVH³ X HVFDODU Y ´
1RWDomR X  Y u±OrVH³
Notação: “ uHVFDODU
. v – lê-se: X escalar v ”.Y ´
1RWDomR X  Y ±OrVH³ X HVFDODU Y ´
2XWUD1RWDomR
Outra Notação:X< uY, v!>.
2XWUD1RWDomR X  Y !
2XWUD1RWDomR
  X  Y !
 
 
Antes de definirmos o produto escalar, precisamos da definição de ângulo entre dois vetores e
Antes de definirmos o produto escalar, precisamos da definição de ângulo entre dois vetores e
módulo Antes de definirmosde
ou comprimento o produto
um vetor,escalar, precisamos
que veremos da definição de ângulo entre dois vetores e
a seguir.
módulo ou comprimento de um vetor, que veremos a seguir.
módulo ou comprimento de um vetor, que veremos a seguir.

Ângulo entre dois vetores


Ângulo entre dois vetores
Ângulo
 entre dois vetores

 O ângulo ș , também indicado por ( X Y ), entre dois vetores não nulos X e Y é definido como o
O ângulo ș , também indicado por ( X Y ), entre dois vetores não nulos X e Y é definido como o
O entre
ângulo ânguloseus também indicado por ( X Y ), entre dois vetores não nulos X
ș , representantes. e Y é definido como o
ângulo entre seus representantes.
ângulo entre seus representantes.
Sejam $% e $& os representantes dos vetores X e Y , o ângulo ș entre X e Y é, por definição,31
Unisa | Educaçãodos
Sejam $% e $& os representantes a Distância
vetores X| www.unisa.br
e Y , o ângulo ș entre X e Y é, por definição,
Sejam $% e $& os representantes dos vetores X e Y , o ângulo ș entre X e Y é, por definição,
módulo ou comprimento de um vetor, que veremos a seguir.
Regina Maria Sigolo Bernardinelli

Ângulo entre
Ângulo entre dois
dois Vetores
vetores


O ângulo ș , também indicado por ( X Y ), entre dois vetores não nulos X e Y é definido como o
ângulo entre seus representantes.

Sejam $% e $& os representantes dos vetores X e Y , o ângulo ș entre X e Y é, por definição,

o menor ângulo segundo o qual $% deve girar para se tornar colinear com $& e é tal que
q d ș d q .


 

 Y
 &
 ș
 X $ %




Módulo ou Norma Comprimento de
norma ou comprimento de um Vetor
vetor


Seja um segmento orientado não nulo $% , que chamaremos de segmento unitário. Um vetor

X , cujo representante é o segmento orientado $% , recebe o nome de vetor unitário.

Dado o vetor Y , seja X um vetor, unitário e colinear com Y . Então, existe W  ƒ , tal que Y = t X .

'LFLRQiULR
&ROLQHDU
ƒ (WLPRORJLDGHFROLQHDU&R
Dicionário PHVPD/LQHDU OLQKD
ƒ *HRPHWULDGL]VHGRVSRQWRVTXHHVWmRVLWXDGRVVREUHXPDPHVPDOLQKDUHWD
 Colinear:
• Etimologia: de co + linear; Co = mesma; Linear = linha;
Chama-se
• Geometria: módulo
diz-se dos ou norma
pontos ou, ainda,
que estão situadoscomprimento Y , reta.
delinha
sobre uma mesma indicado por | Y | ou || Y ||, o módulo

desse número real t. Logo, | Y | = | t |.



$WHQomR
2PyGXORGHXPYHWRUpGHWHUPLQDGRSRU


_ X _  [  \  ] 


32
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
ƒ (WLPRORJLDGHFROLQHDU&R PHVPD/LQHDU OLQKD
ƒ (WLPRORJLDGHFROLQHDU&R
ƒ PHVPD/LQHDU OLQKD
*HRPHWULDGL]VHGRVSRQWRVTXHHVWmRVLWXDGRVVREUHXPDPHVPDOLQKDUHWD
Vetores e Geometria Analítica
ƒ *HRPHWULDGL]VHGRVSRQWRVTXHHVWmRVLWXDGRVVREUHXPDPHVPDOLQKDUHWD


Chama-se módulo ou norma ou, ainda, comprimento de Y , indicado por | Y | ou || Y ||, o módulo
Chama-se módulo ou norma ou, ainda, comprimento de Y , indicado por | Y | ou || Y ||, o módulo
desse número real t. Logo, | Y | = | t |.
desse número real t. Logo, | Y | = | t |.


$WHQomR Atenção
$WHQomR
2PyGXORGHXPYHWRUpGHWHUPLQDGRSRU
2PyGXORGHXPYHWRUpGHWHUPLQDGRSRU
O módulo de um vetor é determinado por:


_ X _  [  \2  ]2  2
_ X _  | u[|=  \x1 +]y1 + z1


Da definição, temos que um vetor é unitário se, e somente se, seu módulo for igual a 1.
Da definição, temos que um vetor é unitário se, e somente se, seu módulo for igual a 1.

Chama-se versor Y de um vetor X o vetor unitário paralelo a X e de mesmo sentido que X ,

X
definido por: Y = .
X



Propriedades

Quaisquer que sejam o vetor Y e o escalar x, temos:

1) | Y | t 0 e | Y | = 0 œ Y =  ;

2) |x Y | = | x | | Y | .

Definição
Definição de
de produto escalar
Produto Escalar

Prezado(a) aluno(a), podemos determinar o produto escalar entre dois vetores de duas formas.
Vamos iniciar verificando como determinar o produto escalar entre dois vetores quando possuirmos
as coordenadas dos vetores.

$WHQomR
Atenção
'HILQLomR
Definição:

X   [
6HMDPSejam u =\
(x1,]
y1, z H
1
) e vY = (x
 [
2
, y2\
, z2) ]  YHWRUHVTXDLVTXHUGH9
vetores 2SURGXWRHVFDODUHQWUH
quaisquer de V3. O produto escalar . vH Y 
entre u e v é dado por: u X
= x1 x2 + y1 y2 + z1 z2.
pGDGRSRU X  Y  [[ \\] ]

 

Caso não sejam fornecidas as coordenadas dos vetores X e Y , podemos determinar o produto
33
escalar da seguinte forma: Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
pGDGRSRU X  Y  [[ \\] ]
Regina Maria Sigolo Bernardinelli
 

Caso não sejam fornecidas as coordenadas dos vetores X e Y , podemos determinar o produto
escalar da seguinte forma:

Sejam X e Y vetores não nulos e ș o ângulo formado entre X e Y .

Define-se o produto escalar de X por Y como:

X˜Y _ X _ _ Y _ FRV ș  q d ș d q 

Se X =  ou Y =  , então X . Y = 0.


Propriedades

Quaisquer que sejam os vetores X , Y , Z de V3 e qualquer que seja o escalar Į , valem as


seguintes propriedades:


1) Comutativa ou simétrica: X . Y = Y . X ;

2) Homogeneidade: Į X  Y Į X  Y X  Į Y  X z  Y z  Į  ƒ ;

3) Distributividade: Z  X  Y Z X Z Y .

Essas propriedades também se verificam se um dos vetores for o vetor nulo e se o escalar for o
número 0 (zero).

X Y 

 X  Y NX  Y X  
NY Ÿ   Y X .
 

 
Temos também que:

X  X _ X _ _ X _ FRVq _ X _ u  _ X _


Notação: X . X = X 2

Interpretação geométrica do produto escalar

Ortogonalidade entre vetores

34
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
$WHQomR
 
Vetores e Geometria Analítica
 
Temos também que:

X  X _ X _ _ X _ FRVq _ X _ u  _ X _


Notação: X . X = X 2

Geométrica do
Interpretação geométrica do produto
Produto escalar
Escalar

Ortogonalidade entre
Ortogonalidade entrevetores
vetores

$WHQomR Atenção

'L]HPRVTXHRYHWRU X pSHUSHQGLFXODURXRUWRJRQDODR YHWRU Y HLQGLFDVH X A Y TXDQGRR
'L]HPRVTXHRYHWRU X pSHUSHQGLFXODURXRUWRJRQDODRYHWRU Y HLQGLFDVH X A Y TXDQGRR
Dizemos que o vetor u é perpendicular ou ortogonal ao vetor v e indica-se: u ⊥ v , quando o produto escalar
SURGXWRHVFDODUHQWUH X H Y IRULJXDOD]HUR
entre u e v for igualXaH
SURGXWRHVFDODUHQWUH Y IRULJXDOD]HUR
zero.
6H X H
SeY
6H X H YuIRUHPYHWRUHVQmRQXORVHQWmR
IRUHPYHWRUHVQmRQXORVHQWmR
X= 0YY⇔
e v forem vetores não nulos, então: u . v X  
èœ
  =  ș  ž
œ90º.
 ș  ž


De acordo
De acordo com
com essa
essa definição,
definição, oo vetor nulo ((  )) éé perpendicular
vetor nulo perpendicular aa todos
todos os
os vetores
vetores do
do espaço
espaço ee éé
o único
o vetor que
único vetor que goza
goza dessa
dessa propriedade.
propriedade.

Projeção ortogonal
Projeção ortogonal dede
umum vetor
vetor sobre
sobre outrooutro
vetor vetor

 

Y Y
 Y  Ȝ X YȜ X ș
ș

 X X
Ȝ X Ȝ X

Ȝ ! Ȝ  
 6HMDPGRLVYHWRUHV X H Y GH9FRP X  z  


Seja ș o ângulo entre X e Y .

Vamos determinar a projeção ortogonal do vetor Y sobre o vetor X , que é um vetor colinear

com X , da forma Ȝ X . Para tanto, vamos determinar o escalar Ȝ .

2EVHUYHTXHRVYHWRUHV Y  Ȝ X H X VmRSHUSHQGLFXODUHVHSRUWDQWR Y  Ȝ X  X   Ÿ  Y  X  Ȝ X 

X Y
 Ÿ  Ȝ 
_ X _
 35
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$WHQomR
X Y
 Ÿ  Ȝ 

_ X _ Bernardinelli
Regina Maria Sigolo

$WHQomR Atenção
2YHWRU Ȝ X SURMHomRRUWRJRQDOGRYHWRU Y VREUHRYHWRU X LQGLFDGRSRU SURM Y pGDGRSRU
X

XY
   SURM Y ȜX X
X _ X _



 
Se X for um
Portanto, o comprimento = 1 Ÿ Ȝdo Xvetor
| X |projeção
vetor unitário,da  Y e oY comprimento , se Xprojeção
sobre o vetordoX vetor Ȝ Xéserá:
é unitário, igual ao
Portanto,
módulo

o comprimento
Portanto,
do produto _da
o comprimento
escalar
_ SURM Ydo Ȝ Xprojeção
_ vetor _Y da _do
_ Ȝ projeção
pelo_ vetor . Yvetor
X  vetor
YX_ do sobre
Y osobre , se XX ,éseunitário,
vetoro Xvetor é igualéao
X é unitário, igual ao
Portanto, o comprimento
X vetor Y sobre
da projeção doPortanto, o vetor X ,da
o comprimento X é unitário,
se projeção Y sobre
é igual
do vetor ao

módulo do produto escalar do vetor Y pelo vetor
módulo do produto escalar do vetor Y pelo vetor X . X .
módulo do produto escalar do vetor Y pelo vetor X
módulo do. produto escalar do vetor Y pelo vetor X .
 Portanto,
 o comprimento da projeção do vetor Y sobre o vetor X , se X é unitário, é igual ao
 

módulo do produto escalar do vetor Y pelo vetor X .
 
Medida do ângulo entre dois vetores

Medida
Medida doângulo
do
Medidaângulo entre
doentre
ângulo doisdois vetores
vetores
entre dois vetores
Medida do ângulo entre dois vetores Medida do ângulo entre dois vetores
$WHQomR

 
$WHQomR
Medida RkQJXORHQWUHGRLVYHWRUHV$PHGLGDGRkQJXOR
6HMD ș$WHQomR Atenção
do ângulo entre dois vetores ș pGDGDSHODH[SUHVVmR
$WHQomR $WHQomR
 RkQJXORHQWUHGRLVYHWRUHV$PHGLGDGRkQJXOR
6HMD ș6HMD ș RkQJXORHQWUHGRLVYHWRUHV$PHGLGDGRkQJXOR ș pGDGDSHODH[SUHVVmR
ș pGDGDSHODH[SUHVVmR
Seja ș RkQJXORHQWUHGRLVYHWRUHV$PHGLGDGRkQJXOR
6HMD 6HMD ș RkQJXORHQWUHGRLVYHWRUHV$PHGLGDGRkQJXOR
o ângulo entre dois vetores. A medida do ângulo ș pGDGDSHODH[SUHVVmR
é dada pela expressão: ș p

$WHQomR  XY
    FRV ș  
_ XX__ YY _X  Y
6HMD ș RkQJXORHQWUHGRLVYHWRUHV$PHGLGDGRkQJXOR ș pGDGDSHODH[SUHVVmR
 
  FRV ș FRV ș X  Y  XY
    FRV _șX _ _ Y_ X_ _ _ Y _    FRV ș 
_X__ Y _ _X__ Y _
XY
   FRV ș 
Exemplos _X__ Y _
Exemplos
Exemplos
Exemplos Exemplos
1. Prove que: ( X + Y )2 = X 2 + 2 X . Y + Y 2.
Exemplos
1. Prove Prove( Xque:
1. que: + Y()X2 =+XY2)+
2 2 X 2. Y + Y 2.
= X + 2 X . Y + Y 2.
1. Prove que: ( X + Y ) = X 2 + 2 X . Y + Y 2. 1. Prove que: ( X + Y )2 = X 2 + 2 X . Y + Y 2.
2

( X + Y )2 = ( X + Y ).( X + Y ) = X . ( X + Y ) + Y . ( X + Y ) = X . X + X . Y + Y . X + Y . Y =
1. Prove que:
(=X X 2( X=X++
+2 Y+()X (. XYY)+
2)2 Y XX2+++Y2).(
=Y=().( YX)X.=Y+X+Y. (Y)X=2.+X Y. ()X++Y Y. ()X+ +Y Y. ()X=+X Y. X) =+ XX..XY ++ XY ..YX ++ YY..XY += Y . Y =
2 2X
+
( X + Y ) = ( X + Y ).( X + Y ) = X . ( X + Y ) +( XY .+( XY +
2
)2 =Y () X= +
X .YX).(+XX+. YY+) =Y X. X. (+X Y+. YY )=+ Y . ( X + Y ) = X
= X +=2 XX . Y+ 2+ XY. Y + Y
2 2 2 2

= X2 + 2 X.Y + Y2 = X2 + 2 X.Y + Y2
X + Y )2 = ( X + Y ).( X + Y ) = X . ( X + Y ) + Y . ( X + Y ) = X . X + X . Y + Y . X + Y . Y =
(Portanto:
Portanto:
= X 2 +Portanto:
2 X.Y + Y2
Portanto: Portanto:
X  Y   X  X  Y  Y 
Portanto: X  Y X XY  
  Y XY Y  Y 
  XX
X  Y   X  X  Y  Y 

X  Y   X  X  Y  Y 

2. Deixo como exercício para você demonstrar que:


X  Y   X  X  Y  Y 
2. Deixo
a)2.(como
X - Y )exercício
Deixo como
2
- 2 para
X . Y você
= X 2 exercício Y 2 demonstrar
+para que: que:
você demonstrar
36 2. Deixo como exercício para você demonstrar 2. Deixo
que:como exercício para você demonstrar que:
a) ((XX -+a)
b) X=X-XY-2)Y-2 2=
YY)(2).( ) XXX.2Y2- -2+YXY2.2Unisa
= Y + Y2
| Educação a Distância | www.unisa.br
a) ( X - Y )2 = X 2 - 2 X . Y + Y 2 a) ( X - Y )2 = X 2 - 2 X . Y + Y 2
Vetores e Geometria Analítica

2. Deixo como exercício para você demonstrar que:

a) ( X - Y )2 = X 2 - 2 X . Y + Y 2

b) ( X + Y ).( X - Y ) = X 2 - Y 2

Prezado(a) aluno(a), envie suas resoluções ao seu professor e compartilhe-as com seus

companheiros de disciplina, postando-as no fórum de discussões!


3. Calcule o módulo do vetor Y = (-1, 2, -2).

|Y| =             

4. Determine o módulo (comprimento) da projeção do vetor Y = (-1, 2, -4) sobre o vetor Z = (2, -1, 2).

§YZ·
SURM Y ¨ ¸Z 
Z ¨ _ Z _ ¸
© ¹

Calculando o produto escalar entre os vetores Y e Z :

Y . Z = (-1, 2, -4) . (2, -1, 2) = -2 -2 -8 = -12 (2)

Calculando o valor de | Z |2:

| Z |2 = 22 + (-1)2 + 22 = 4 + 1 + 4 = 9 (3)

Substituindo (2) e (3) em (1), temos:

§YZ· §   · 
SURM Y ¨ ¸Z
Z ¨ _ Z _ ¸ = SURM Z Y ¨
©  ¹
¸     

   
© ¹

   
SURM Y               u 
Z    


5. Determine o ângulo ș entre os vetores X = (3, 2, 0) e Y = (2, 1, 1).

37
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
XY
FRV ș 
SURM Y            u 
Z    
Regina Maria Sigolo Bernardinelli

5) Determine o ângulo ș entre os vetores X = (3, 2, 0) e Y = (2, 1, 1).

XY
FRV ș 
_X__ Y _

Calculando X . Y

X . Y = (3, 2, 0).(2, 1, 1) = 6 + 2 + 0 = 8 (2)

Calculando | X | e | Y |

|X| =          

|Y| =           

Substituindo (2), (3) e (4) em (1), temos:

 
FRV ș
  

Perceba que, nesse momento, não encontramos a medida do ângulo ș , mas sim o valor do
cosseno desse ângulo.
Nesse momento, devemos utilizar nossos conhecimentos sobre trigonometria e verificar: Qual é

FRV ș

o ângulo cujo ?
  
FRV ș ?ș DUF FRV
   

Com o auxílio de uma calculadora científica, você poderá verificar a medida do ângulo ș .
Confira isso!

6) Os vetores D e E formam um ângulo Į = 30º. Calcule o ângulo ș = ( X , Y ) se X = D + E e Y = D -

E , sabendo que: | D | =  e | E | = 1.

XY
38 FRV ș (1)
_X__ Y _ Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
Confira isso!
Vetores e Geometria Analítica

6) Os vetores D e E formam um ângulo Į = 30º. Calcule o ângulo ș = ( X , Y ) se X = D + E e Y = D -

E , sabendo que: | D | =  e | E | = 1.

XY
FRV ș (1)
_X__ Y _


Į = 30º Ÿ FRV Į FRV q


DE  DE 
FRV Į Ÿ Ÿ DE (2)
_ D __E _   u 

X . Y = ( D + E ) . ( D - E ) = D 2 - E 2 = | D |2 - | E |2 = 3 – 1 = 2 (3)

| X |2 = X 2 = ( D + E ) 2 = D 2 + 2 D . E + E 2 = | D |2 + 2 D . E + | E |2 = 3 + 2 u +1=3+3+1= 7


Ÿ_X_  (4)


 1=3+3+1=7
|| X 2
=X
X ||2 =
2
= (( D
X2 = +E
D +
2
=D
E ))2 = D2 +
2
+2 D .. E
2D +E
E + = || D
E2 =
2
D ||2 +
2
+22D
D .. E + || E
E + E ||2 =
2
=33+
+22u
u + +1=3+3+1=7



Ÿ __ X
Ÿ X __ 
 (4)
(4)


|| YY ||22 = = (( D
= YY 2 = D -- E = D
E ))2 = 2D
D 2 -- 2 D .. E
E++E
E2= = || D 2D
D ||2 -- 2 D .. E
E++ || E
E ||2 =
=3 2u
3 -- 2 u +1
+1 =
2 2 2 2 2 2
=


3
3 –– 3
3 +1
+1 =
=1 Ÿ __ YY __ 
1Ÿ  (5)
(5)

Substituindo
Substituindo (3),
(3), (4)
(4) ee (5)
(5) em
em (1),
(1), temos:
temos:
X
X  YY 
 
 

FRV
FRV ș
ș ?ș
? ș DUF
DUF FRV
FRV
__ X
X __ __ YY __ 
uu
 
 



2.2 Produto Vetorial ou Produto Externo
3URGXWR9HWRULDORX3URGXWR([WHUQR
3URGXWR9HWRULDORX3URGXWR([WHUQR


O
O produto
produto vetorial
vetorial de
de dois
dois vetores
vetores éé uma
uma operação
operação que
que associa,
associa, aa cada
cada par
par de vetores X
de vetores X ,, YY de
de

V3,, um
V um vetor,
vetor, indicado por X
indicado por Xšš YY ,, que
que se lê: ““ X
se lê: vetorial YY ”.
X vetorial
3
”.
Outra Notação: X
Outra Notação: X xx YY
 
Definição
Definição de
de produto
produto vetorial
vetorial

$WHQomR
$WHQomR
39
 6HMDP Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br 
X   [
6HMDP X  [ \]
\ ] H Y   [\
 H Y   [ \]
] YHWRUHVTXDLVTXHUGH9 
 YHWRUHVTXDLVTXHUGH9 
Outra Notação: X x Y
Regina Maria Sigolo Bernardinelli
 
Definição de
de Produto
produtoVetorial
vetorial

$WHQomR Atenção

 6HMDP X   [\] H Y   [\] YHWRUHVTXDLVTXHUGH9


Sejam u = ( x1, y1, z1 ) e v = ( x2, y2, z2 ) vetores quaisquer de V3.


 produto vetorial u ∧ vXpode


O2SURGXWRYHWRULDO ser obtido pelo determinante simbólico:
š Y SRGHVHUREWLGRSHORGHWHUPLQDQWHVLPEyOLFR

L M N
Xi š Yj k[ \ ] 
u∧v = x1 y1 z[ 
1
\ ]
x2 y2 z2

6DLEDPDLV
 $RFDOFXODUPRVXPGHWHUPLQDQWHREWHUHPRVFRPRUHVXOWDGRXPQ~PHURUHDO
 3DUDHIHWXDURFiOFXORGHGHWHUPLQDQWHVQHFHVVLWDPRVWHUPDWUL]HVTXDGUDGDVRXVHMD
Saiba mais
PDWUL]HVTXHSRVVXDPQ~PHURGHOLQKDVLJXDODRQ~PHURGHFROXQDV
 3RUHVVHVPRWLYRVFKDPDPRVDH[SUHVVmRDQWHULRUTXHVHUiXWLOL]DGDSDUDGHWHUPLQDUR
SURGXWR YHWRULDO
Ao calcularmos HQWUH GRLVobteremos
um determinante, YHWRUHVcomoGHresultado
³GHWHUPLQDQWH VLPEyOLFR´ SRLV FRPR YLPRV DR
um número real.
HIHWXDUPRVRSURGXWRYHWRULDOHQFRQWUDUHPRVXPYHWRUHQmRXPQ~PHURUHDO
Para efetuar o cálculo de determinantes, necessitamos ter matrizes quadradas, ou seja, matrizes que possuam número
de linhas igual ao número de colunas.
 Por esses
1RWH TXH DR PRQWDUPRV R ³GHWHUPLQDQWH´ FRP DV FRRUGHQDGDV GRV YHWRUHV X  H Y 
motivos, chamamos a expressão anterior, que será utilizada para determinar o produto vetorial entre dois
WHUtDPRV XP GHWHUPLQDQWH
vetores, de “determinante FRP
simbólico”, pois,GXDV
como OLQKDV
vimos, aoH WUrV FROXQDV
efetuarmos o produto'HVVD
vetorial, IRUPD SDUDum
encontraremos WHUPRV
vetor e XPD
PDWUL]
não um TXDGUDGD
número real.H VHU SRVVtYHO FDOFXODU R GHWHUPLQDQWH ³FRPSOHWDPRV´ D SULPHLUD OLQKD GR
GHWHUPLQDQWHFRPRVYHWRUHVXQLWiULRV  M H N  dos vetores u e v , teríamos um determinante com
Note que, ao montarmos o “determinante” com asL coordenadas
 duas([LVWHPDOJXPDVPDQHLUDVGHFDOFXODURGHWHUPLQDQWHGHXPDPDWUL][8PDGDVPDLV
linhas e três colunas. Dessa forma, para termos uma matriz quadrada e ser possível calcular o determinante, “com-
XWLOL]DGDVpFRQKHFLGDFRPR5HJUDGH6DUUXVTXH YRFrGHYHWHUHVWXGDGRGXUDQWHR(QVLQR
pletamos” a primeira linha do determinante com os vetores unitários i , j e k .
0pGLR
Existem algumas maneiras de calcular o determinante de uma matriz 3x3. Uma das mais utilizadas é conhecida como
Regra)DoDXPDSHVTXLVDSDUDUHOHPEUDURFiOFXORGHGHWHUPLQDQWHVGHRUGHP[
de Sarrus, que você deve ter estudado durante o Ensino Médio.
9RFrWDPEpPHQFRQWUDUiPDLRUHVGHWDOKHVVREUHHVWHWHPDQDV$XODV:HEHQDV$XODV
Faça uma pesquisa para relembrar o cálculo de determinantes de ordem 3x3.
DR9LYR
Você também encontrará maiores detalhes sobre este tema nas Aulas Web e nas Aulas ao Vivo.


Propriedades

Quaisquer que sejam os vetores X , Y e Z de V3 e qualquer que seja o escalar Į , valem as


seguintes propriedades:


1. Associativa para a multiplicação por um escalar: Į X š Y X š Į Y Į X š Y

2. Distributiva à esquerda e à direita em relação à adição:

X š(Y + Z) = X š Y + X š Z

(X + Y ) š Z = X š Z + Y š Z

3. Anticomutativa: X š Y =  Y š X

40
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3) Anticomutativa: X š Y =  Y š X Vetores e Geometria Analítica


Condição de
Condições decolinearidade
Colinearidadeentre
entredois
doisvetores
Vetores

Condição de colinearidade entre dois vetores
Sejam os vetores X e Y de V3 e ș o ângulo formado entre X e Y .

Sejam os vetores X e Y de V3 e ș o ângulo formado entre X e Y .
$WHQomR

 
$WHQomR Atenção
'RLVYHWRUHV X H Y VmRFROLQHDUHVVHHVRPHQWHVH X  š  Y    
 
 Dois vetores u e v são colineares se, e somente se, u ∧ v = 0 .
'RLVYHWRUHV X H Y VmRFROLQHDUHVVHHVRPHQWHVH X  š  Y    
Se X e Y não são colineares, então X š Y é o vetor que satisfaz as seguintes condições:


Se X e não são colineares, então X š Y é o vetor que satisfaz as seguintes condições:
1. | X š YY | = | X | | Y | sen ș , q d ș d  q;
1) | X š Y | = | X | | Y | sen ș , q d ș d q ;
2. O vetor X š Y é ortogonal a X e a Y .
š Y |X= š sen ș , q ad Xș eda
2)
1) O
| Xvetor | X |Y| Yé |ortogonal Y .q;


 2) O vetor X š Y é ortogonal a X e a Y .




Exemplos


Dados X e Y , calcule X š Y :

1. X = (1, -1, 2) e Y = (3, -1, -1)

L M N
XšY=       L     M     N    
  

2. X = (3, 2, -1) e Y = (1, -1, -1)

L M N
XšY=       
  


Interpretação geométrica do produto vetorial



 &

XšY
 41
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Regina Maria Sigolo Bernardinelli

Interpretação geométrica do produto vetorial
Interpretação Geométrica do Produto Vetorial



 &

XšY


2

+ ș
 X Y
K

$ %



'


Observe o paralelogramo OADB da figura anterior.

A área desse paralelogramo é dada por: A = | X | x h (1).


Do triângulo OHB, retângulo em H, temos que:
 
K
VHQ ș Ÿ K _ Y _ u VHQ ș (2)
_Y_

Substituindo (2) em (1), temos:

A = | X | x _ Y _ u VHQ ș Ÿ $ _XšY_

 
Atenção
$WHQomR
 A Área de um paralelogramo cujos lados são os vetores u e v , é dada por:
 $ÈUHDGHXPSDUDOHORJUDPRFXMRVODGRVVmRRVYHWRUHV X H Y pGDGDSRU
A Paralelogramo = | u ∧ v |
$ 3DUDOHORJUDPR _ X š Y _ 
Observe que, se dividirmos um paralelogramo ao meio, por uma de suas diagonais, formaremos dois triângulos.

 Sendo assim, podemos concluir que a Área de um triângulo cujos lados são os vetores u e v é dada por:
 2EVHUYH TXH VH GLYLGLUPRV XP SDUDOHORJUDPR
| u ∧ vDR
| PHLR SRU XPD GH VXDV GLDJRQDLV
A Triângulo =
IRUPDUHPRVGRLVWULkQJXORV 2
 6HQGRDVVLPSRGHPRVFRQFOXLUTXHDÈUHDGHXPWULkQJXORFXMRVODGRVVmRRVYHWRUHV

42 X H Y pGDGDSRU
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Vetores e Geometria Analítica

Exemplos


1. Dados os vetores Y  = (1, 0, 5) e Y  = (-3, 0, 2), calcule um vetor unitário X ortogonal aos vetores

Y e Y  .

L M N
X A Y H X A Y Ÿ X Į Y š Y  Ÿ X Į    ŸX Į    
  

­ 
°Į   Ÿ
°
 °
| X | = 1 Ÿ _ Į _    Ÿ  _ Į _  Ÿ _ Į _ Ÿ ® RX
 °
° 
°¯Į  Ÿ


ŸX      Ÿ X   

RX RX

ŸX     Ÿ X    



2. Dados os vetores X = (0, 1, 2) e Y = (3, -2, 1), determine o vetor Z paralelo ao plano xOz, tal que Y

= X š Z.

Seja Z = (x, y, z)

Z __ [2] Ÿ Z A M Ÿ Z  M  Ÿ [ \ ]     Ÿ\ ŸZ [  ]

L M N ­] 
°
Y=X š Z Ÿ        Ÿ ] [  [     Ÿ ®[  Ÿ [ 
[  ] ° [  Ÿ [ 
¯

Logo, Z    .

3. Calcule a área do triângulo de vértices: A = (2, 1, 3), B = (6, 4, 1), C = (-6, -2, 6).

 %

43
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Logo, Z    .
Regina Maria Sigolo Bernardinelli

3. Calcule a área do triângulo de vértices: A = (2, 1, 3), B = (6, 4, 1), C = (-6, -2, 6).

 %


$ &

A
A área
área do
do triângulo
triângulo é
é igual
igual àà metade
metade da
da área
área do
do paralelogramo.
paralelogramo.


$%
$%     
   HH $&
$&   
   


 $% š $&
$
$ SDUDO $%
$% š
š $&
$& Ÿ
Ÿ $
$ WUL $% š $&
SDUDO WUL 

LL MM NN
$% š $&
$% š $& 
 
    
 
 

  
    

$% š $&
$% š $& 
   
   
 


 .
Portanto, $
Portanto, $ WUL
WUL  .



2.3 Produto Misto
3URGXWR0LVWR
3URGXWR0LVWR

Prezado(a) aluno(a),
Prezado(a) neste último
aluno(a), neste último tema
tema deste
deste capítulo, você vai
capítulo, você vai aprender
aprender o Produto Misto,
o Produto Misto, que
que é
é
calculado
calculado envolvendo
envolvendo três
três vetores X ,, YY e
vetores X eZZ ..
Podemos
Podemos dizer
dizer que,
que, como
como oo próprio
próprio nome
nome diz,
diz, o
o Produto
Produto Misto
Misto é
é aa junção
junção do
do Produto
Produto Escalar
Escalar
com
com oo Produto
Produto Vetorial.
Vetorial.
Pronto(a)
Pronto(a) para
para mais
mais esta
esta jornada?
jornada?
Vamos
Vamos aprender
aprender como
como calcular
calcular o
o Produto
Produto Misto.
Misto.

Definição
Definição

$WHQomR
$WHQomR
 

 6HMDPWUrVYHWRUHV
6HMDPWUrVYHWRUHV X
X YY Z
Z99   
44
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
 &KDPDVHSURGXWRPLVWRGRVYHWRUHV
&KDPDVHSURGXWRPLVWRGRVYHWRUHV X X 
 YY H Z WRPDGRVQHVVDRUGHPDH[SUHVVmR
H Z WRPDGRVQHVVDRUGHPDH[SUHVVmR
Vamos aprender como calcular o Produto Misto.
Vetores e Geometria Analítica

Definição

$WHQomR Atenção

 
Sejam três vetores, u, v, w ∈ V 3 .
 6HMDPWUrVYHWRUHV X Y Z  9   
Chama-se produto misto dos vetores u , v e w , tomados nessa ordem, a expressão: u . ( v ∧ w ) .

 &KDPDVHSURGXWRPLVWRGRVYHWRUHV X  Y H Z WRPDGRVQHVVDRUGHPDH[SUHVVmR
 Notação: v ∧
[ u , v , w ] ou Xu. (  [
6HMDPRVYHWRUHV w\). ]  Y   [\ ] H Z   [ \]  TXDLVTXHUGH92
Z os vetores u = (x1, y1, z1), v = (x2, y2, z2) e w = (x3, y3, z3) quaisquer de V3. O produto misto [ u , v , w ] =
X  Y šSejam
SURGXWRPLVWR> X  Y  Z @  X  Y š Z SRGHVHUREWLGRSHORGHWHUPLQDQWH
. ( v ∧ w ) , pode
u1RWDomR> X  Yser
 obtido
Z @RXpelo
X  determinante:
Y š Z 

[ \ ]
x1 y1 z1 [ \ ] 
x2 y2 z2 [ \ ]
x3 y3 z3


 2EVHUYHTXHRSURGXWRPLVWRGHWUrVYHWRUHVX  Y H Z pXPHVFDODU


u , v e w é um escalar.
Observe que o produto misto de três vetores
 

Exemplos


Dados os vetores X = (-2, 1, 2), Y = (1, -1, 1) e Z = (1, 1, 1), calcule:

a) [ X , Y , Z ]; b) [ Z , X , Y ]; c) [ Y , X , Z ] .

  
a) [ X , Y , Z ] =      u   u    u   
  

  
b) [ Z , X , Y ]=     u   u   u       
  

  
c) [ Y , X , Z ] =     u   u   u       
  


Observe que, quando variamos a posição de dois vetores (item c), o resultado do Produto Misto
permanece o mesmo, porém com sinal oposto. Se alterarmos a posição de três vetores, o resultado
45
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
não se altera (item b).
  
Regina Maria Sigolo Bernardinelli

Observe que, quando variamos a posição de dois vetores (item c), o resultado do Produto Misto
permanece o mesmo, porém com sinal oposto. Se alterarmos a posição de três vetores, o resultado
não se altera (item b).
Com base nos exemplos anteriores, podemos determinar:

1) Se permutarmos dois dos três vetores X , Y , Z , o produto misto muda de sinal.

[X,Y,Z] = - [X,Z, Y]
 [ X, Y, Z ] = - [ Y,X, Z ]

2) Efetuando uma permutação cíclica dos três vetores X , Y , Z , o produto misto não se altera.

[ X, Y, Z ] = [ Y, Z ,X] = [ Z ,X, Y]

XY š Z Y š Z  X½°
Observação: ¾Ÿ Y  Z šX Y š Z X
XY š Z Y  Z š X°¿



Interpretação Geométrica
geométrica do produto
Produto Misto
misto

A partir de um ponto O qualquer do espaço, vamos construir um paralelepípedo de arestas

2$ X 2% Y 2& Z.


 
 YšZ

  + $
 X
K
ș &

Z

2 %
 Y

Seja ș o ângulo formado entre X e Y š Z .

Seja K SURM X.
Yš Z

Vamos calcular _ >X Y Z @ _ _ X  Y š Z _ _ X _ _ Y š Z _ _ FRV ș _ (1)


46
Unisa |em
Mas, no triângulo OAH, retângulo Educação a Distância
H, temos que: | www.unisa.br
Seja K SURM X. Vetores e Geometria Analítica
Yš Z

Vamos calcular _ >X Y Z @ _ _ X  Y š Z _ _ X _ _ Y š Z _ _ FRV ș _ (1)


Mas, no triângulo OAH, retângulo em H, temos que:

_K_
| cos ș | = Ÿ _ K _ _ X _ _ FRV ș _ (2)
_X_

__ YY š
šZZ __ $
$ 3DUDO (3)
3DUDO (3)

 
Substituindo
Substituindo (2)
(2) e
e (3)
(3) em
em (1),
(1), temos:
temos:

__ >>X
X YY Z
Z @@ __ $
$ 3DUDO u _ K _ 9 3DUDOHOHStSHGR
3DUDO u _ K _ 9 3DUDOHOHStSHGR


$WHQomR
$WHQomR Atenção
 3RUWDQWR
3RUWDQWR FRQFOXtPRV
FRQFOXtPRV TXH
TXH R
R PyGXOR
PyGXOR GR
GR SURGXWR
SURGXWR PLVWR X  YY  Z
PLVWR >> X Z @
@ p
p LJXDO
LJXDO DR
DR YROXPH
YROXPH GR
GR
Portanto, concluímos que o módulo do produto misto[ u
SDUDOHOHStSHGRFXMDVDUHVWDVVmRRVYHWRUHV ,v,w ] é igual ao volume do paralelepípedo cujas arestas
SDUDOHOHStSHGRFXMDVDUHVWDVVmRRVYHWRUHV X X  YY H Z 
H Z 
são os vetores u , v e w .


9
93DUDOHOHSt _ >X Y Z @@ __ 
VParalelepí
3DUDOHOHSt
SHGR
SHGR
pedo
=_ >|X[uY,vZ
, w] |
 

Condição de
Condição de Coplanaridade
coplanaridade entre
coplanaridade entre três
três Vetores
três vetores
vetores

Decorre da
Decorre da interpretação
interpretação geométrica
geométrica do
do produto
produto misto
misto que:
que:

a) Três
a) vetores X
Três vetores X ,, YY ee Z são coplanares
Z são coplanares se,
se, e
e somente
somente se,
se, o
o produto
produto misto
misto entre
entre eles
eles for
for igual
igual aa
zero;
zero;

X 
X  YY  Z
Z VmRFRSODQDUHV œ >
VmRFRSODQDUHV œ X  YY  Z
> X Z @
@ 



 Dicionário
&DL[DGH'LFLRQiULR
&DL[DGH'LFLRQiULR
Coplanares: Co + planar. Pertencem ao mesmo plano. Existe um plano que contém os três vetores.
&RSODQDUHV
&RSODQDUHV &R
&R  SODQDU
SODQDU 3HUWHQFHP
3HUWHQFHP DR
DR PHVPR
PHVPR SODQR
SODQR ([LVWH
([LVWH XP
XP SODQR
SODQR TXH
TXH FRQWpP
FRQWpP RV
RV WUrV
WUrV
YHWRUHV
YHWRUHV



b) Se [[ X
b) Se Z ]] z
X ,, YY ,, Z z 0,
0, concluímos
concluímos que
que os vetores X
os vetores X ,, YY ee Z
Z não
não são
são coplanares,
coplanares, pois
pois o
o produto
produto47
misto Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
misto entre
entre eles
eles é é diferente
diferente dede zero.
zero.

Regina Maria Sigolo Bernardinelli


b) Se [ X , Y , Z ] z 0, concluímos que os vetores X , Y e Z não são coplanares, pois o produto



misto entre
 eles é diferente de zero.


X  Y  Z QmRVmRFRSODQDUHV œ > X  Y  Z @ z 
Propriedades


Propriedades1. Qualquer que seja Erro! Não é possível criar objetos a partir de códigos de campo de
edição., temos:
[Erro! Não é possível criar objetos a partir de códigos de campo de edição.Erro! Não é
1) Qualquer que seja Ȝ  ƒ , temos:
possível criar objetos a partir de códigos de campo de edição., Y , Z ] = [ X ,Erro! Não é possível
[ Ȝ X , Y , Z ] = [X , Ȝ Y , Z ] = [X , Y , Ȝ Z ] = Ȝ [ X , Y , Z ]
criar objetos a partir de códigos de campo de edição. Y , Z ] = [ X , Y ,Erro! Não é possível criar

objetos a partir de códigos de campo de edição. Z ] = Erro! Não é possível criar objetos a partir

2) [ X
de
X   Y Z @ >X Y Z @  >X  XYYZZ@
códigos de campo de edição.[ , , ]

X Y  Y  Z @ >X Y Z @  >X  Y   Z @


[
2. [Erro! Não é possível criar objetos a partir de códigos de campo de edição.
X Y Z [Erro!
 Z Não
@ >X
é possível
Y Z  @ criar
>X objetos
Y Z  @ a partir de códigos de campo de edição.
[
[Erro! Não é possível criar objetos a partir de códigos de campo de edição.
 
ExemploExemplo

1. Determine
1) Determine o volume
o volume do tetraedro
do tetraedro ABCD,
ABCD, cujosvértices
cujos vértices são:
são:AA= =
(1,(1,
1, -1), B = (2,
1, -1), B =2, (2,
-1), 2,
C =-1),
(3, 1,
C -1), D 1, -1),
= (3,
= (2, 3, 1).
D = (2, 3, 1).


&DL[DGH'LFLRQiULR
&DL[DGH'LFLRQiULR
7HWUDHGURpXPSROLHGURFRPSRVWRSRUTXDWURIDFHVWULDQJXODUHVWUrVGHODVHQFRQWUDQGRVHHP
7HWUDHGURpXPSROLHGURFRPSRVWRSRUTXDWURIDFHVWULDQJXODUHVWUrVGHODVHQFRQWUDQGRVHHP
FDGDYpUWLFH2WHWUDHGURUHJXODUpXPVyOLGRSODW{QLFRILJXUDJHRPpWULFDHVSDFLDOIRUPDGDSRU
TXDWURWULkQJXORVHTXLOiWHURV WULkQJXORVTXHSRVVXHPODGRVFRPPHGLGDVLJXDLV 
FDGDYpUWLFH2WHWUDHGURUHJXODUpXPVyOLGRSODW{QLFRILJXUDJHRPpWULFDHVSDFLDOIRUPDGDSRU
Dicionário

TXDWURWULkQJXORVHTXLOiWHURV WULkQJXORVTXHSRVVXHPODGRVFRPPHGLGDVLJXDLV 
Tetraedro:
 é um poliedro composto por quatro faces triangulares, três delas encontrando-se em cada vértice. O tetrae-
 dro regular é um sólido platônico, figura geométrica espacial formada por quatro triângulos equiláteros (triângulos que

possuem lados com medidas iguais).


  
%
 

  
%
'


$ &

'

 $ &

 
48
Unisa |um
Observe que podemos preencher Educação a Distância
paralelepípedo com| www.unisa.br
seis tetraedros.
$ &

Vetores e Geometria Analítica
 
 
Observe que podemos preencher um paralelepípedo com seis tetraedros.
Observe que que:
Logo, temos podemos preencher um paralelepípedo com seis tetraedros.
Logo, temos que:

 
97HWUDHGUR  9 3DUDOHOHStSHGR
 
97HWUDHGUR   93DUDOHOHStSHGR
 Resolvendo o exercício proposto, temos: 
Resolvendo o exercício proposto, temos:

$& = (2, 0, 0), $' = (1, 2, 2), $% = (1, 1, 0)


$& = (2, 0, 0), $' = (1, 2, 2), $% = (1, 1, 0)

  
       
VT =  | [ $& , $' , $% ] | =        
VT =  | [ $& , $' , $% ] | =        
       
  


Saiba mais
6DLEDPDLV
6DLEDPDLV

Só são considerados sólidos platônicos os poliedros que são formados por polígonos regulares, ou seja, todos os po-
 lígonos6y VmR FRQVLGHUDGRV VyOLGRV SODW{QLFRV RV SROLHGURV TXH VmR IRUPDGRV SRU SROtJRQRV
 6ydaVmR
UHJXODUHV
face devem
RX VHMD
possuir a mesma
FRQVLGHUDGRV
WRGRV RV
medida
VyOLGRV
SROtJRQRV
e o mesmo RV
SODW{QLFRV
GD IDFH
formato.
SROLHGURV
GHYHP TXH VmR
SRVVXLU IRUPDGRV SRU
HSROtJRQRV
Existem somente cinco sólidos platônicos: o Tetraedro Regular, o Hexaedro Regular, D PHVPD
o Octaedro PHGLGD
Regular, R PHVPR
o Dodecaedro
UHJXODUHV
IRUPDWR RX VHMD WRGRV
Regular e o Icosaedro Regular. RV SROtJRQRV GD IDFH GHYHP SRVVXLU D PHVPD PHGLGD H R PHVPR
IRUPDWR
 Para ([LVWHPVRPHQWHFLQFRVyOLGRVSODW{QLFRVR7HWUDHGUR5HJXODUR+H[DHGUR5HJXODUR
aprofundar mais seus conhecimentos sobre geometria, acesse o site: http://www.uff.br/cdme/platonicos/platoni-
 cos-html/solidos-platonicos-br.html.
([LVWHPVRPHQWHFLQFRVyOLGRVSODW{QLFRVR7HWUDHGUR5HJXODUR+H[DHGUR 5HJXODUR
2FWDHGUR5HJXODUR'RGHFDHGUR5HJXODUHR,FRVDHGUR5HJXODU
2FWDHGUR5HJXODUR'RGHFDHGUR5HJXODUHR,FRVDHGUR5HJXODU
3DUD DSURIXQGDU PDLV VHXV FRQKHFLPHQWRV VREUH JHRPHWULD DFHVVH R VLWH
3DUD DSURIXQGDU PDLV VHXV FRQKHFLPHQWRV VREUH JHRPHWULD DFHVVH R VLWH
KWWSZZZXIIEUFGPHSODWRQLFRVSODWRQLFRVKWPOVROLGRVSODWRQLFRVEUKWPO
KWWSZZZXIIEUFGPHSODWRQLFRVSODWRQLFRVKWPOVR OLGRVSODWRQLFRVEUKWPO


 2.4 Resumo do Capítulo
5HVXPRGR&DStWXOR
5HVXPRGR&DStWXOR


Prezado(a) aluno(a), você está prestes a superar mais uma etapa desta disciplina.
Prezado(a) aluno(a), você está prestes a superar mais uma etapa desta disciplina.
No entanto, alguns pontos importantes devem estar bem definidos neste momento.
No entanto, alguns pontos importantes devem estar bem definidos neste momento.
Neste capítulo, você aprendeu a calcular os produtos entre vetores.
Neste capítulo, você aprendeu a calcular os produtos entre vetores.
Sobre o produto escalar, é importante saber que o seu resultado sempre será um escalar, ou
Sobre o produto escalar, é importante saber que o seu resultado sempre será um escalar, ou
seja, um número, como o próprio nome diz. Para calculá-lo, basta efetuar a multiplicação do valor da
seja, um número, como o próprio nome diz. Para calculá-lo, basta efetuar a multiplicação do valor da
coordenada x de um vetor pelo valor da coordenada x do outro vetor e somar ao resultado da
coordenada x de um vetor pelo valor da coordenada x do outro vetor e somar ao resultado da
multiplicação do valor da coordenada y de um vetor pelo valor da coordenada y do outro vetor e, por
multiplicação do valor da coordenada y de um vetor pelo valor da coordenada y do outro vetor e, por
último, somar ao resultado da multiplicação do valor da coordenada z de um vetor pelo valor da
último, somar ao resultado da multiplicação do valor da coordenada z de um vetor pelo valor da
coordenada zz do
coordenada outro vetor.
do outro vetor.
Outro ponto importante a ser destacado no produto escalar é a condição de ortogonalidade
Outro ponto importante a ser destacado no produto escalar é a condição de ortogonalidade
entre dois vetores. Dois vetores serão ortogonais ou perpendiculares se, e somente se, o resultado do
entre dois vetores. Dois vetores serão ortogonais ou perpendiculares se, e somente se, o resultado do
produto escalar entre eles for igual a zero.
produto escalar entre eles for igual a zero.
Sobre o Produto Vetorial entre dois vetores, é importante saber que o resultado sempre será um
Sobre o Produto Vetorial entre dois vetores, é importante saber que o resultado sempre será um49
vetor, como o próprio nome Unisa | Educação
diz. a Distância
Para calculá-lo, basta| www.unisa.br
efetuar o cálculo do determinante entre as
vetor, como o próprio nome diz. Para calculá-lo, basta efetuar o cálculo do determinante entre as
Outro ponto importante a ser destacado no produto escalar é a condição de ortogonalidade
entre dois vetores. Dois vetores serão ortogonais ou perpendiculares se, e somente se, o resultado do
Regina Maria Sigolo Bernardinelli
entre dois vetores. Dois vetores serão ortogonais ou perpendiculares se, e somente se, o resultado do
produto escalar entre eles for igual a zero.
produto escalar entre eles for igual a zero.
Sobre o Produto Vetorial entre dois vetores, é importante saber que o resultado sempre será um
Sobre o Produto Vetorial entre dois vetores, é importante saber que o resultado sempre será um
vetor, como o próprio nome diz. Para calculá-lo, basta efetuar o cálculo do determinante entre as
vetor, como o próprio nome diz. Para calculá-lo, basta efetuar o cálculo do determinante entre as
coordenadas dos dois vetores, não esquecendo que, na primeira linha do determinante, devem ser
coordenadas dos dois vetores, não esquecendo que, na primeira linha do determinante, devem ser
colocados os vetores unitários L , M e N . Lembre-se ainda de que o módulo do produto vetorial entre
colocados os vetores unitários L , M e N . Lembre-se ainda de que o módulo do produto vetorial entre
dois vetores nos fornece a área do paralelogramo formado por esses dois vetores e que, para
dois vetores nos fornece a área do paralelogramo formado por esses dois vetores e que, para
determinarmos a área de um triângulo determinado por dois vetores, basta dividirmos o módulo do
determinarmos a área de um triângulo determinado por dois vetores, basta dividirmos o módulo do
produto vetorial por dois.
produto vetorial por dois.
Sobre o Produto Misto entre três vetores, é importante saber que o seu resultado também será
Sobre o Produto Misto entre três vetores, é importante saber que o seu resultado também será
um escalar, ou seja, um número, pois, como o próprio nome diz, o produto misto é a junção do
um escalar, ou seja, um número, pois, como o próprio nome diz, o produto misto é a junção do
produto vetorial com o produto escalar. Primeiramente, realizamos o produto vetorial entre dois
produto vetorial com o produto escalar. Primeiramente, realizamos o produto vetorial entre dois
vetores, o que nos resultará em um vetor, e, por último, determinamos o produto escalar entre esse
vetores, o que nos resultará em um vetor, e, por último, determinamos o produto escalar entre esse
vetor com o vetor que não utilizamos no cálculo do produto vetorial. Isso, por si só, nos garante que o
vetor com o vetor que não utilizamos no cálculo do produto vetorial. Isso, por si só, nos garante que o
resultado do produto misto será um número.
resultado do produto misto será um número.
Também podemos calcular o Produto Misto por meio do determinante de ordem 3x3,
Também podemos calcular o Produto Misto por meio do determinante de ordem 3x3,
utilizando, para isso, as coordenadas dos três vetores. Para facilitar o cálculo, você pode utilizar a
utilizando, para isso, as coordenadas dos três vetores. Para facilitar o cálculo, você pode utilizar a
Regra de Sarrus. Atente muito aos sinais durante a multiplicação das coordenadas. A maioria dos erros
Regra de Sarrus. Atente muito aos sinais durante a multiplicação das coordenadas. A maioria dos erros
ocorre nesse procedimento.
ocorre nesse procedimento.
E finalizando, destacamos também que o módulo do Produto Misto entre três vetores nos
E finalizando, destacamos também que o módulo do Produto Misto entre três vetores nos
fornece o volume do paralelepípedo formado por esses três vetores, caso esses três vetores não sejam
fornece o volume do paralelepípedo formado por esses três vetores, caso esses três vetores não sejam
coplanares (Produto Misto diferente de zero).
coplanares (Produto Misto diferente de zero).
Agora que você já relembrou os conceitos estudados neste capítulo, que tal testar a sua
Agora que você já relembrou os conceitos estudados neste capítulo, que tal testar a sua
aprendizagem? Resolva os exercícios propostos a seguir.
aprendizagem? Resolva os exercícios propostos a seguir.
No caso de dúvidas, não deixe de entrar em contato com seu professor via fórum ou correio
No caso de dúvidas, não deixe de entrar em contato com seu professor via fórum ou correio
eletrônico.
eletrônico.
Bom estudo!
 Bom estudo!

$WLYLGDGHV3URSRVWDV
2.5 Atividades Propostas
$WLYLGDGHV3URSRVWDV

1. Dados X = (3, -1, 5) e Y = (1, 2, -3), determine um vetor Z , ortogonal ao eixo Ox, tal que Z . X = 9 e
1. Dados X = (3, -1, 5) e Y = (1, 2, -3), determine um vetor Z , ortogonal ao eixo Ox, tal que Z . X = 9 e
Z . Y = 4.
Z . Y = 4.

50
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
Vetores e Geometria Analítica

2. Dados X = (2, 1, -3) e Y = (1, 2, 1), seja Z = X + Ȝ Y . Determine Ȝ para que Z e X sejam
ortogonais.

3. Dado X = (1, -3, 1), determine um vetor Y , ortogonal ao eixo Oy, tal que | X š Y | =  e X . Y =
5.


4. Dados os vetores X = (1, -1, 0), Y = (0, 0, 2) e Z = (2, -3, 0), determine o vetor [ , paralelo a Z e que

satisfaz a condição [ š X = Y .

5. Dados os vetores X = (1, -1, 0) e Y = (2, 1, 3), determine um vetor Z , sabendo que Z é ortogonal a

X e a Y , | Z | =  e o ângulo formado por Z com o eixo Oy é agudo.

6. Os vetores D e E formam um ângulo de 60º. Sabendo que | D | = 5 e | E | = 8, calcule | D + E |, | D -

E |, D . E e | D š E |.


7. Numa base ortonormal positiva, temos: $% = (3, 1, -2), $& = (0, 2, -1) e $' = (1, 1, 1).
a) Calcule o volume do paralelepípedo determinado por esses vetores.
b) Calcule a área do triângulo BCD.
c) Calcule a distância do ponto A ao plano BCD.
d) Calcule a distância de B à reta CD.


8. Dados 2$ D = (1, 1, 0), 2% E = (0, 1, 1) e 2& F = (2, 1, 0), dê um vetor 23 [ , tal que,
simultaneamente:

a) [ é coplanar com D š E e E š F ;

b) [ é ortogonal a D + F .



51
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3 RETAS E PLANOS NO R3

5(7$6(3/$126125
5(7$6(3/$126125


Prezado(a) aluno(a), neste capítulo, você irá aprender a determinar as equações que
Prezado(a) aluno(a), neste capítulo, você irá aprender a determinar as equações que
representam retas, as equações dos planos, bem como verificar as posições que as interseções entre
representam retas, as equações dos planos, bem como verificar as posições que as interseções entre
retas e retas, entre retas e planos e entre planos e planos podem ocorrer.
retas e retas, entre retas e planos e entre planos e planos podem ocorrer.
Para iniciar, vamos definir o sistema de coordenadas.
Para iniciar, vamos definir o sistema de coordenadas.


6LVWHPDGH&RRUGHQDGDV
3.1 Sistema de Coordenadas
6LVWHPDGH&RRUGHQDGDV


Seja O um ponto de R3 e B = { L M N } uma base ortonormal positiva de V3.
Seja O um ponto de R3 e B = { L M N } uma base ortonormal positiva de V3.
Ao par (O, B), que também pode ser indicado por (O, L M N ), damos o nome de sistema
Ao par (O, B), que também pode ser indicado por (O, L M N ), damos o nome de sistema
ortogonal de coordenadas em R3.
ortogonal de coordenadas em R3.
O ponto O é a origem do sistema e os eixos concorrentes em O e que têm os sentidos dos
O ponto O é a origem do sistema e os eixos concorrentes em O e que têm os sentidos dos
vetores L M N denominam-se, respectivamente, eixo das abscissas (indicado por Ox ou, simplesmente,
vetores L M N denominam-se, respectivamente, eixo das abscissas (indicado por Ox ou, simplesmente,
x), eixo das ordenadas (indicado por Oy ou, simplesmente, y) e eixo das cotas (indicado por Oz ou,
x), eixo das ordenadas (indicado por Oy ou, simplesmente, y) e eixo das cotas (indicado por Oz ou,
simplesmente, z), sendo chamados de eixos coordenados. O plano que contém os eixos x e y recebe
simplesmente, z), sendo chamados de eixos coordenados. O plano que contém os eixos x e y recebe
o nome de plano xy; o plano que contém os eixos y e z é chamado de plano yz; o plano xz é aquele
o nome de plano xy; o plano que contém os eixos y e z é chamado de plano yz; o plano xz é aquele
que contém os eixos x e z; esses três planos recebem o nome de planos coordenados.
que contém os eixos x e z; esses três planos recebem o nome de planos coordenados.



 
 ]
 
 ]



 Y  3  [\] 
 N  Y  3  [\] 
 N  M
 2 M
 L  2 \
 L  \



 [
 [



A cada ponto P do espaço, corresponde um único segmento orientado 23 , com origem em O,53
Unisa | corresponde
A cada ponto P do espaço, Educação a Distância
um único | www.unisa.br
segmento orientado 23 , com origem em O,
[

Regina Maria Sigolo Bernardinelli


A cada ponto P do espaço, corresponde um único segmento orientado 23 , com origem em O,

que, por sua vez, determina um único vetor Y 23 , que é escrito de maneira única como

combinação linear dos vetores L M N , do seguinte modo: Y [ L  \ M  ] N . Desse modo, a cada ponto

P do espaço, corresponde um único terno ordenado (x, y, z) de números reais, que são as coordenadas
cartesianas de P no sistema de coordenadas ortogonal (O, B). Reciprocamente, a cada terno ordenado

(x, y, z) de números reais, corresponde um único ponto P do espaço, tal que 23 [ L \ M]N .
Assim, podemos representar os pontos do espaço por ternos ordenados de números reais e escrever P
= (x, y, z) ou, ainda, P (x, y, z).
Desse modo, sejam A = (x1, y1, z1) e B = (x2, y2, z2) dois pontos de R3. Quais são as coordenadas do

vetor $% ?

Observe que $% pode ser escrito do seguinte modo:

$% $2  2%  2$  2% 2%  2$ [   \   ]   [  \  ]  [   [  \   \  ]   ] 

Portanto, $% = (x2 – x1, y2 – y1, z2 – z1).




 
]
 %

 $
N

2
L M \



[



$5HWDQR5

Um dos axiomas da Geometria Euclidiana afirma que dois pontos distintos determinam uma
única reta.

6DLEDPDLV
54
6LJQLILFDGRGH$[LRPD Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
 3ULQFtSLRHYLGHQWHSRUVLPHVPRSDUWLFXODUPHQWHHPPDWHPiWLFD2PDWHPiWLFRJUHJR(XFOLGHV
[

Vetores e Geometria Analítica


3.2 A Reta no

R3
$5HWDQR5 

Um dos axiomas da Geometria Euclidiana afirma que dois pontos distintos determinam uma
única reta.

Saiba mais
6DLEDPDLV
Significado de Axioma
6LJQLILFDGRGH$[LRPD
 Princípio evidente por si mesmo, particularmente em matemática. O matemático grego Euclides definiu o axioma
 como3ULQFtSLRHYLGHQWHSRUVLPHVPRSDUWLFXODUPHQWHHPPDWHPiWLFD2PDWHPiWLFRJUHJR(XFOLGHV
uma noção comum, ou seja, uma afirmação geral aceita sem discussão. Um exemplo de axioma é: “a parte é
1DOyJLFDWUDGLFLRQDOXPD[LRPDRXSRVWXODGRpXPDVHQWHQoDRXSURSRVLomRTXHQmRpSURYDGD
menor
GHILQLX Rque o todo”FRPR
D[LRPD
RX GHPRQVWUDGD H(http://www.dicio.com.br/axioma/).
XPD QRomR yEYLD
p FRQVLGHUDGD FRPXP RXRX
XPVHMD XPD DILUPDomR
FRQVHQVR JHUDO DFHLWD
LQLFLDO QHFHVViULR VHP
SDUD D GLVFXVVmR
FRQVWUXomR8P
RX
Na lógica tradicional, um axioma ou postulado é uma sentença ou proposição que
H[HPSORGHD[LRPDp³DSDUWHpPHQRUTXHRWRGR´ KWWSZZZGLFLRFRPEUD[LRPD 
DFHLWDomRGHXPDWHRULD não é provada ou demonstrada eé
 considerada óbvia ou um consenso inicial necessário para a construção ou aceitação de uma teoria.
3RUHVVDUD]mRpDFHLWRFRPRYHUGDGHHVHUYHFRPRSRQWRLQLFLDOSDUDGHGXomRHLQIHUrQFLDVGH
Por essa razão, é aceito como verdade e serve como ponto inicial para dedução e inferências de outras verdades (de-
RXWUDVYHUGDGHV GHSHQGHQWHVGHWHRULD 
pendentes de teoria).
 1DPDWHPiWLFDXPD[LRPDpXPDKLSyWHVHLQLFLDOGRTXDORXWURVHQXQFLDGRVVmRORJLFDPHQWH
Na matemática, um axioma é uma hipótese inicial, do qual outros enunciados são logicamente derivados. Pode ser
GHULYDGRV 3RGH VHU XPD VHQWHQoD XPD SURSRVLomR XP HQXQFLDGR RX XPD UHJUD TXH SHUPLWH D
uma sentença, uma proposição, um enunciado ou uma regra que permite a construção de um sistema formal.
FRQVWUXomRGHXPVLVWHPDIRUPDO
Diferentemente de teoremas, axiomas não podem ser derivados por princípios de dedução nem são de-
 'LIHUHQWHPHQWH GH WHRUHPDV D[LRPDVQmR SRGHP VHU GHULYDGRV SRU SULQFtSLRV GH GHGXomR
monstráveis por derivações formais, simplesmente porque eles são hipóteses iniciais, isto é, não há mais
QHPVmRGHPRQVWUiYHLVSRUGHULYDo}HVIRUPDLVVLPSOHVPHQWHSRUTXHHOHVVmRKLSyWHVHVLQLFLDLVLVWRp
nada a partir do que eles seguem logicamente (em caso contrário, eles seriam chamados teoremas). Em
QmRKiPDLVQDGDDSDUWLUGRTXHHOHVVHJXHPORJLFDPHQWH HPFDVRFRQWUiULRHOHVVHULDPFKDPDGRV
muitos contextos, “axioma”, “postulado” e “hipótese” são usados como sinônimos.
WHRUHPDV (PPXLWRVFRQWH[WRV³D[LRPD´³SRVWXODGR´H³KLSyWHVH´VmRXVDGRVFRPRVLQ{QLPRV 


Sejam, então, dois pontos distintos A = (x1, y1, z1) e B = (x2, y2, z2) de R3. Esses dois pontos
determinam uma reta r.

Um ponto P = (x, y, z) pertence à reta r se, e somente se, os vetores $3 e $% forem linearmente

dependentes (LD) ou, ainda, se $3 e $% são paralelos.

Logo, um ponto P pertence à reta r se, e somente se, existir um escalar Ȝ , tal que $3 Ȝ $% .

Como $3 $2  23 , temos: $2  23 Ȝ $% , que nos fornece a

Equação Vetorial da Reta r: 23 2$  Ȝ $% , Ȝ  5

Que também pode ser escrita da seguinte forma:


U3 $ Ȝ $%  Ȝ  5   


Observe que dado Ȝ  5 , (1) nos dá um ponto P de r e, dado P  r, existe Ȝ  5 , tal que (1) se
verifica.
55
Unisa
Fazendo $% = Y ( Y z | Educação
 , pois A z B),apodemos
Distância escrever
| www.unisa.br
(1) do seguinte modo:
Regina Maria Sigolo Bernardinelli

Observe que dado Ȝ  5 , (1) nos dá um ponto P de r e, dado P  r, existe Ȝ  5 , tal que (1) se
verifica.

Fazendo $% = Y ( Y z  , pois A z B), podemos escrever (1) do seguinte modo:


 
$WHQomR Atenção
(TXDomRYHWRULDOGDUHWD
Equação vetorial da reta

U3
r: P $
=A+ Ȝ λY 
v ,Ȝ 
λ∈   
5R (1)



Assim, defini-se reta:


Definição de Reta

Reta determinada por um ponto A e um vetor Y z  é o conjunto dos pontos P

de R33 que satisfazem a relação: $3 ȜY œ3 $  Ȝ Y Ȝ  5 .


Simbolicamente, escrevemos:

$WHQomR Atenção
(TXDomRYHWRULDOGDUHWD
Equação vetorial da reta

 3 /P = A + λ v, λ ∈ R }
Ur ^3
= {P∈
5R 3 $  Ȝ Y Ȝ  5 `




O vetor Y é chamado vetor diretor da reta r.


Logo, uma reta fica bem definida, isto é, bem determinada, quando dela conhecemos um ponto
e a direção que é dada pelo vetor diretor.

Considerando um sistema de coordenadas (O, L M N ), a equação vetorial da reta r, fica:

[ L \ M]N [ L  \ M  ] N  Ȝ [   [ L  Ȝ \   \ M  Ȝ ]   ] N

[ L \ M] N >[   Ȝ [   [ @ L  >\   Ȝ \   \ @ M  >]  Ȝ ]   ] @ N


Fazendo: x22 – x11 = a, y22 – y11 = b, z22 – z11 = c, temos:

56 [ L \ M] N [  Ȝ D L Unisa
\ | ȜEducação
E M  ]aDistância
Ȝ F N | www.unisa.br
[ L \ M] N >[   Ȝ [   [ @ L  >\   Ȝ \   \ @ M  >]  Ȝ ]   ] @ N
Vetores e Geometria Analítica

Fazendo: x2 – x1 = a, y2 – y1 = b, z2 – z1 = c, temos:

[ L \ M] N [  Ȝ D L  \  Ȝ E M  ]  Ȝ F N

 Pela unicidade das coordenadas de um vetor em relação a uma base, temos:


(TXDo}HV3DUDPpWULFDVGD5HWD
 Atenção

(TXDo}HV3DUDPpWULFDVGD5HWDU
(TXDo}HV3DUDPpWULFDVGD5HWD
$WHQomR
PpWULFDVGD5HWD ­[ [  Ȝ D
Equações Paramétricas da Reta 
°
(TXDo}HV3DUDPpWULFDVGD5HWDU
°
  U  ®\ \ParamétricasȜE Ȝda 5   
(TXDo}HV3DUDPpWULFDVGD5HWDU Equações ­[ [  Ȝ D Reta r
 ° ° 
­[ [  Ȝ D
 °]°x =] x1 + Ȝ λF a
°  U ¯ ®\ \   Ȝ E Ȝ  5   

°
 U  ®\ \   Ȝ E r : °y = y 1 + λ b
Ȝ  5    (λ ∈ R) (2) 
 6HHP  WLYHUPRVD
° z E z°¯HF
] ]zRXVHMDDEF
ȜF z SRGHPRVWLUDURYDORUGH Ȝ 
°] ]  Ȝ F z = z + λ c 
GHFDGDHTXDomRREWHQGR
¯   1
 6HHP  WLYHUPRVD z E z HF  z RXVHMDDEF z SRGHPRVWLUDURYDORUGH Ȝ 
az ≠ 0, b ≠ 0 e c ≠ 0,Ȝou seja, [  a.b.c ≠\0,podemos
[ \ ]  ] o valor de de cada equação, obtendo:
 WLYHUPRVD z
Se E
em HF
(2)ztivermos
GHFDGDHTXDomRREWHQGR RXVHMDDEF z SRGHPRVWLUDURYDORUGH
 tirar  Ȝ
D E F
REWHQGR
 [  [  \  \  ]  ]
Ȝ 
[  [  \  \  ]  ] D E F
Ȝ
(TXDomR1RUPDORX6LPpWULFDGD5HWD 
 D E F
Equação Normal ou Simétrica  da Reta
(TXDomR1RUPDORX6LPpWULFDGD5HWDU
(TXDomR1RUPDORX6LPpWULFDGD5HWD
Equação Normal [  [  ou \ Simétrica
\  ]  ] da Reta r
ORX6LPpWULFDGD5HWD   U  xD− x   
yE− y 1 zF− z 1
(TXDomR1RUPDORX6LPpWULFDGD5HWDU
 r: 1
= = (3)
(TXDomR1RUPDORX6LPpWULFDGD5HWDU [ a[  \ b\  ] c]  
 U    
  U  [  [  \  \  ]  ]    D E F
D E F 

 
Reflita e responda
Responda

Reflita e responda
a 1. Fixado um sistema de coordenadas, existe uma reta da qual (2) são equações paramétricas. É a
reta que passa pelo ponto (x1, y1, z1), que é paralela ao vetor (a, b, c). Se fixarmos outro sistema de
1. Fixado um sistema de coordenadas, existe uma reta da qual (2) são equações paramétricas. É a
coordenadas
sistema de coordenadas, e mantivermos o mesmo
existe uma reta da qual sistema de equações
(2) são equações (2), este representará
paramétricas. Éa a mesma reta no
reta que passa pelo ponto (x1, y1, z1), que é paralela ao vetor (a, b, c). Se fixarmos outro sistema de
lo ponto espaço?
(x1, y1, z1(Tente
), que exemplificar
é paralela aosua resposta
vetor (a, b, com
c). Seuma figura).outro sistema de
fixarmos
coordenadas e mantivermos o mesmo sistema de equações (2), este representará a mesma reta no
2. Para uma
antivermos o mesmo mesma
sistema reta, as equações
de equações (2), este do tipo (1) e (2)a são
representará mesmadeterminadas
reta no de modo único, isto é, só
espaço? (Tente exemplificar sua resposta com uma figura).
emplificarexiste uma equação
sua resposta com uma de cada tipo representando uma mesma reta?
figura).
2. Para uma mesma reta, as equações do tipo (1) e (2) são determinadas de modo único, isto é, só
 as equações do tipo (1) e (2) são determinadas de modo único, isto é, só
mesma reta,
existe uma equação de cada tipo representando uma mesma reta?
Observação: Para os exemplos e exercícios que veremos no decorrer desta apostila,
o de cada tipo representando uma mesma reta?

consideraremos fixado um sistema de coordenadas (O, L M N ).
Observação: Para os exemplos e exercícios que veremos no decorrer desta apostila,
: Para os  exemplos e exercícios que veremos no decorrer desta apostila,
consideraremos fixado um sistema de coordenadas (O, L M N ).
ado um sistema de coordenadas (O, L M N ).
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Exemplos

1. Escreva as equações vetorial, paramétricas e normais da reta r que passa pelos pontos P1 = (5, -4, 2)
e P2 = (3, 1, 6).

A reta r fica bem determinada, por exemplo, pelo ponto P1 = (5, -4, 2) e pelo vetor diretor

Y 33    .

Equação Vetorial: P = P1 + Ȝ Y Ÿ r: (x, y, z) = (5, -4, 2) + Ȝ (-2, 5, 4), Ȝ  R

­[   Ȝ
°
(TXDo}HV 3DUDPpWULF DV  U  ®\   Ȝ Ȝ  5
°]   Ȝ
¯

[ \ ]


Equações Normais: r:
  

2. Escreva as equações paramétricas e simétricas da reta r que passa pelo ponto P1 = (1, -2, 5) e cuja

direção é dada pelo vetor diretor X = (2, 1, -3).

[  \ ]
Equações Normais: r:
  
­[    Ȝ
°
Equações Paramétricas: r: ®\   Ȝ Ȝ  5
°]    Ȝ
¯


Condição de
Condições dealinhamento
Alinhamentode
detrês
trêspontos
Pontos

Sejam A = (x1, y1, z1), B = (x2, y2, z2) e C = (x3, y3, z3) três pontos de R3, com A z B. A condição
necessária e suficiente para que C pertença à reta determinada por A e B é:

$& Ȝ $% Ȝ 5

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Exemplo

Exemplo
1. Verifique se os pontos P1 = (-1, -2, 1), P2 = (1, 1, 5) e P3 = (3, 4, 9) estão alinhados.
1. Verifique se os pontos P1 = (-1, -2, 1), P2 = (1, 1, 5) e P3 = (3, 4, 9) estão alinhados.

Vamos determinar os vetores 33 H 33 : 33    H 33    .


Vamos determinar os vetores 33 H 33 : 33    H 33    .
Logo, existe Ȝ   5 , tal que: 33 =  33 .
Logo, existe
Portanto, Ȝ   estão
os pontos que: 33 ou
5 , tal alinhados = são
33colineares.

.

Portanto, os pontos estão alinhados ou são colineares.


Observação: Outra forma de resolver este exercício é determinar, por exemplo, as equações
Observação:
paramétricas da retaOutra
r que forma
passa pelos pontoseste
de resolver P1 e Pexercício
2 e verificar se o ponto Ppor
é determinar, 3 pertence à reta
exemplo, as r.equações
paramétricas
A reta da reta
r fica r que
bem passa pelos por
determinada, pontos P1 e P2pelo
exemplo, e verificar
pontose P1o=ponto
(-1, -2,P1)
3 pertence à retadiretor
e pelo vetor r. Y =

33 A reta
 r fica
  bemasdeterminada,
, tendo por exemplo,
seguintes equações pelo ponto P1 = (-1, -2, 1) e pelo vetor diretor Y =
paramétricas:
33    , tendo as seguintes equações paramétricas:

­[    Ȝ
°
U  ®­\[ 

   ȜȜ
°]    Ȝ
U  ¯®\    Ȝ
°]    Ȝ
¯

­    Ȝ Ÿ NJ 
°
Substituindo P3 em r, temos: U  ®­ 
 Ÿ NJNJ 
  ȜȜ Ÿ
°    Ȝ Ÿ NJ 
Substituindo P3 em r, temos: U  ¯®    Ȝ Ÿ NJ 
°    Ȝ Ÿ NJ 
¯
Como, das três equações do sistema, tiramos o mesmo valor de Ȝ , temos que P3  r. Logo, os
pontos das três equações do sistema, tiramos o mesmo valor de Ȝ , temos que P3  r. Logo, os
são colineares.
Como,
pontos são colineares.

23ODQRQR5
 
3.3 O Plano no R3
23ODQRQR5
 Um dos axiomas da Geometria Espacial afirma que três pontos não colineares determinam um
únicoUm
plano.
dos axiomas da Geometria Espacial afirma que três pontos não colineares determinam um
únicoSejam,
plano. então, três pontos não colineares A = (x1, y1, z1), B = (x2, y2, z2) e C = (x3, y3, z3) de R3, esses
três pontos
Sejam,determinam nãoʌcolineares
um plano
então, três pontos . A = (x1, y1, z1), B = (x2, y2, z2) e C = (x3, y3, z3) de R3, esses
três pontos determinam
Um ponto P = (x, y,um plano ʌ .ao plano ʌ se, e somente se, os vetores $3 , $% e $& forem
z) pertence
Um ponto
linearmente P = (x, y, z)ou
dependentes, pertence
seja, $3aoé plano ʌ se, e somente
uma combinação se, os
linear dos $%$3
vetores
vetores $%. e $& forem
e ,$&
linearmente dependentes, ou seja, $3 é uma combinação linear dos vetores $% e $& .

59
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Regina Maria Sigolo Bernardinelli
 Logo, um ponto P pertence a um plano ʌ se, e somente se, existirem escalares Ȝ e ȝ , tal
 Logo, um ponto P pertence a um plano ʌ se, e somente se, existirem escalares Ȝ e ȝ , tal
que $3 Logo,Ȝ $% ȝ $& .P pertence a um plano ʌ se, e somente se, existirem escalares Ȝ e ȝ , tal
um ponto
que $3 Ȝ $%  ȝ $& .
que $3 Como Ȝ $%
$3  ȝ$2 $&. 23 , temos: $2  23 Ȝ $%  ȝ $& , que nos fornece a
 Como $3 $2  23 , temos: $2  23 Ȝ $%  ȝ $& , que nos fornece a
Como $3 $2  23 , temos: $2  23 Ȝ $%  ȝ $& , que nos fornece a
 4XHWDPEpPSRGHVHUHVFULWDGDVHJXLQWHIRUPD
 Equação Vetorial do Plano ʌ : 23 2$  Ȝ $%  ȝ $& Ȝ ȝ  5
 4XHWDPEpPSRGHVHUHVFULWDGDVHJXLQWHIRUPD
 Equação Vetorial do Plano ʌ : 23 2$  Ȝ $%  ȝ $& Ȝ ȝ  5
4XHWDPEpPSRGHVHUHVFULWDGDVHJXLQWHIRUPD
 Equação Vetorial
 do Plano ʌ : 23 2$  Ȝ $%  ȝ $& Ȝ ȝ  5

 ʌ  3 $  Ȝ $%  ȝ $& Ȝ ȝ  5   
 ʌ  3 $  Ȝ $%  ȝ $& Ȝ ȝ  5    
 ʌ  3 $  Ȝ $%  ȝ $& Ȝ ȝ  5    

 Observe que, dado um par ordenado ( Ȝ ȝ ) de números reais, (1) nos dá um ponto P de ʌ e,

dadoObserve que, dado
P  ʌ , existe um par umordenado
par ordenado ( Ȝ números
( Ȝ ȝ ) de ȝ ) de números reais,
reais, tal que (1)
(1) dá um ponto P de ʌ e,
nosverifica.
Observe que, dado um par ordenado ( Ȝ ȝ ) de números reais, (1) se
nos dá um ponto P de ʌ e,
dado P  ʌ , existe um par ordenado ( Ȝ ȝ ) de números reais, tal que (1) se verifica.
dado P Fazendo $% =um
 ʌ , existe $&
X epar = Y ( X e( ȜY ȝL.) de
ordenado I.), podemos escrever
números reais, (1) do
tal que (1)seguinte modo:
se verifica.
 Fazendo $% = X e $& = Y ( X e Y L. I.), podemos escrever (1) do seguinte modo:
Fazendo $% = X e $& = Y ( X e Y L. I.), podemos escrever (1) do seguinte modo:
$WHQomR

$WHQomR

$WHQomR Atenção
(TXDomR9HWRULDOGR3ODQR ʌ 

(TXDomR9HWRULDOGR3ODQR
Equação Vetorial do Plano ʌ 
(TXDomR9HWRULDOGR3ODQR ʌ ʌ   3 $  Ȝ X  ȝ Y Ȝ ȝ  5   

 ʌ  3 $  Ȝ X  ȝ Y Ȝ ȝ  5    
π : P = A + λ u + μ v, λ, μ ∈ R (1)
ʌ  3 $  Ȝ X  ȝ Y Ȝ ȝ  5    
 


 Assim, defini-se plano:

 Assim, defini-se plano:
Assim, defini-se plano:

 Definição de Plano

 Plano determinado por Definição um ponto de e por dois vetores X e Y é o
A Plano
 Definição de Plano relação:
 conjunto
Plano dos pontospor
determinado P deum R que
3
ponto satisfazem
A e poradois vetores X e Y é o
 
Plano
conjunto determinado
dos pontos por P deum R3 queponto dois vetores X e Y é o
A e pora relação:
satisfazem

conjunto dos$3 pontosȜ XPdeȝ YR œ que3 satisfazem
$  Ȝ X  aȝ relação:
3
 Y Ȝ ȝ  5 
 
 $3 Ȝ X  ȝ Y œ 3 $  Ȝ X  ȝ Y Ȝ ȝ  5 
 $3 Ȝ X  ȝ Y œ 3 $  Ȝ X  ȝ Y Ȝ ȝ  5 
 Simbolicamente, escrevemos:

 Simbolicamente, escrevemos:
Simbolicamente, escrevemos:

 ʌ  ^3  53 $ Ȝ X  ȝ Y  Ȝ ȝ  5 `
 ʌ  ^3  53 $ Ȝ X  ȝ Y  Ȝ ȝ  5 `
 ʌ  ^3  5 3 $ Ȝ X  ȝ Y  Ȝ ȝ  5 `



 Os vetores X e Y são chamados vetores diretores do plano ʌ .
Os vetores X e Y são chamados vetores diretores do plano ʌ .
Os vetores X e Y são chamados vetores diretores do plano ʌ .

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 Logo, um plano fica bem definido, isto é, bem determinado, quandoVetores dele econhecemos um
Geometria Analítica

ponto e duas direções não paralelas, que são dadas pelos vetores diretores.
Logo, um plano fica bem definido, isto é, bem determinado, quando dele conhecemos um
Considerando um sistema de coordenadas (O, L M N ), a equação vetorial do plano ʌ , fica:
ponto e duas direções não paralelas, que são dadas pelos vetores diretores.
Logo, um ponto P pertence a um plano ʌ se, e somente se, existirem escalares Ȝ e ȝ , tal
Considerando um sistema de coordenadas (O, L M N ), a equação vetorial do plano ʌ , fica:
[ L $3
que \ M  Ȝ] $%
N [ȝ L  \ M  ]  N  Ȝ [   [  L  Ȝ \   \  M  Ȝ ]   ]  N  ȝ [   [  L 
 $& .

ȝ \   \  M  ȝ ]   ]  N
M  ] $3
[ L  \Como N [ $2 L  \ 23 N  Ȝ [$2
M  ], temos: 
 [ 23

L  ȜȜ \$%
\ȝ $&M  Ȝ, que
]  nos
]  fornece
N  ȝ [a  [  L 
 [ L  \ M  ] N ȝ>[ \  Ȝ [   [   ȝ [   [  @ L  >\   Ȝ \   \   ȝ \   \  @ M 
  \  M  ȝ ]   ]  N

 >]   Ȝ ]   ]   ȝ ]   ]  @ N
4XHWDPEpPSRGHVHUHVFULWDGDVHJXLQWHIRUPD
[ L  \ M  ] N >[Equação

 Ȝ [ Vetorial
 [   ȝdo [Plano

 [  @ʌL : 23
>\   Ȝ2$ \ Ȝ\$% 
ȝȝ \$&

\  @
ȜMȝ 5

>]   Ȝ ]   ]   ȝ ]   ]  @ N
Fazendo: x2 – x1 = a1, y2 – y1 = b1, z2 – z1 = c1 e x3 – x1 = a2, y3 – y1 = b2, z3 – z1 = c2, temos:
ʌ  3 $  Ȝ $%  ȝ $& Ȝ ȝ  5   

Fazendo: x2 – x1 = a1, y2 – y1 = b1, z2 – z1 = c1 e x3 – x1 = a2, y3 – y1 = b2, z3 – z1 = c2, temos:

[ L  \ M  ] N [   Ȝ D   ȝ D  L  \   Ȝ E   ȝ E  M  ]   Ȝ F   ȝ F  N
Observe que, dado um par ordenado ( Ȝ ȝ ) de números reais, (1) nos dá um ponto P de ʌ e,
[ L  \P 
dado Mʌ ] N, existe
[  umȜ Dpar ȝ D  L  \ ( Ȝ
  ordenado  Ȝȝ E ȝ E  M  ]reais,
  números
) de  
Ȝ tal
F  que
 ȝ F(1) N
 se verifica.
Pela unicidade das coordenadas de um vetor em relação a uma base, temos:
 Fazendo $% = X e $& = Y ( X e Y L. I.), podemos escrever (1) do seguinte modo:
Pela unicidade das coordenadas de um vetor em relação a uma base, temos:
$WHQomR


(TXDo}HV3DUDPpWULFDVGR3ODQR
$WHQomR ʌ 
$WHQomR Atenção
 
(TXDo}HV3DUDPpWULFDVGR3ODQR (TXDo}HV3DUDPpWULFDVGR3ODQR
ʌ  ʌ 
(TXDomR9HWRULDOGR3ODQR
Equações Paramétricas do­Plano [ [ʌ 
: Ȝ D   ȝ D 
 °
ʌ  ®\(TXDo}HV3DUDPpWULFDVGR3ODQR
\   Ȝ E  Paramétricas NJ  ȝ  5   

Equações ȝ E do Planoʌ   π
°­][ ][  ʌȜȜFD3  ȝ $ D Ȝ X  ȝ Y Ȝ ȝ  5
ȝ Fμa
¯° x = x 1 + λ a 1 + 2 
ʌ  ®\ \   Ȝ E   ȝ E  NJ  ȝ  5    
π : y = y 1 + λ b 1 + μ b 2 ( λ , μ ∈ R) (2)
  °] ]  Ȝ F  ȝ F
¯ z = z + λ c + μ c
 1 1 2

 

 Assim, defini-se plano:

Podemos também usar o produto misto entre vetores para obter uma condição necessária e


suficiente para que um ponto P pertença a um plano ʌ .
Podemos também usar o produto misto Definição
entre vetores de Plano para obter uma condição necessária e
Já vimos anteriormente que um ponto P = (x, y, z) pertence ao plano ʌ determinado pelos
suficiente para que um Plano
pontodeterminado
P pertença por a umum plano ponto ʌ . A e por dois vetores X e Y é o
pontos não colineares A = (x1,dos
conjunto y1, pontos
z1), B = P(xde 2 , yR
2 ,3
z
que
2 ) e C = (x
satisfazem
3 , y3 , z
a 3 ) de R
relação:3
se, e somente se, os vetores
Já vimos anteriormente
 que um ponto P = (x, y, z) pertence ao plano ʌ determinado pelos
$3 , $% e $& forem linearmente dependentes (LD), ou seja, [ $3 , $%3 , $& ] = 0 Ÿ [ $3 , X , Y ] = 0,

pontos não colineares A = (x1, y1$3 , z1), BȜ=X(x 2ȝ, yY2,œ z2)3e C $= (xȜ3, Xy3, ȝ z3)Yde Ȝ
R ȝse,5 e somente se, os vetores
com $3 = (x – x1, y – y1, z – z1), X = (a1, b1, c1) e Y = (a2, b2, c2).
$3 , $% e $& forem linearmente dependentes (LD), ou seja, [ $3 , $% , $& ] = 0 Ÿ [ $3 , X , Y ] = 0,
Desenvolvendo esse produto misto, teremos:
com $3 =Simbolicamente,
(x – x1, y – y1, z – zescrevemos:
1), X = (a1, b1, c1) e Y = (a2, b2, c2).

Desenvolvendo esse produto misto, teremos:

  ʌ  ^3  53 $ Ȝ X  ȝ Y  Ȝ ȝ  5 `





Os vetores X e Y são chamados vetores diretores do plano ʌ . 61


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$&$3
$3 , $% eque Ȝ $%
forem  ȝ $& . dependentes (LD), ou seja, [ $3 , $% , $& ] = 0 Ÿ [ $3 , X , Y ] = 0,
linearmente
Regina Maria Sigolo Bernardinelli
com $3 = (x – xComo
1, y – y$3 1), X=
1, z – z$2 23(a1,, temos: Y =(a23
b1, c1) e $2 2, b2, cȜ2).$%  ȝ $& , que nos fornece a

Desenvolvendo
 esse produto misto, teremos:

 [  [  \  \  4XHWDPEpPSRGHVHUHVFULWDGDVHJXLQWHIRUPD
]  ] 
Equação Vetorial do Plano ʌ : 23 2$  Ȝ $%  ȝ $& Ȝ ȝ  5
D  E  F   Ÿ [  [  EF   F E   \  \  DF   F D  
D  E  F 

]  ]ʌ


 D
3E $ E ȜD $%


 ȝ $& Ȝ ȝ  5   


Chamando: a = b11c22 – c11b22 ; b = -a11c22 + c11a22 ; c = a11b22 – b11a22, teremos:
Observe que, dado um par ordenado ( Ȝ ȝ ) de números reais, (1) nos dá um ponto P de ʌ
dado P  ʌ , existe um par ordenado ( Ȝ ȝ ) de números reais, tal que (1) se verifica.
(x – x11) a + (y – y11) b + (z – z11) c = 0, que, desenvolvendo, fica:
Fazendo $% = X e $& = Y ( X e Y L. I.), podemos escrever (1) do seguinte modo:
a x + b y + c z – (ax11 + by11 + cz11) = 0 e, finalmente, fazendo d = – (ax11 + by11 + cz11), teremos:


$WHQomR
$WHQomR Atenção

(TXDomR&DUWHVLDQDRX*HUDOGR3ODQR ʌ 
(TXDomR9HWRULDOGR3ODQR
Equação Cartesiana ou Geral do Plano ʌ :


 ʌ  3 $  Ȝʌ
X ȝ Y Ȝ ȝ  5      
(TXDomR&DUWHVLDQDRX*HUDOGR3ODQR D[E\F]G
Equação Cartesiana ou Geral do Plano π : a x + b y + c z + d =  0 (3) 
 
 
A equaçãoAssim,
(3) também plano: o nome de equação normal do plano ʌ , pois decorre da
defini-serecebe
definição de
 vetor normal a um plano.
 
 Definição de Plano

Plano determinadoVetor
por Normal
um ponto A e por dois vetores X e Y é o
  Um vetorconjunto
Q z  édos pontos P deou
perpendicular R3 que satisfazem
normal a relação:
a um plano ʌ se, e
  
somente se, Q for perpendicular
$3 Ȝ X  ȝ aY todos
œ 3 os $ vetores
 Ȝ X  ȝque
Y possuam
Ȝ ȝ  5 
 
representantes em ʌ .
 
 Simbolicamente, escrevemos:
Da definição
 de produto misto, sabemos que:

 ʌ  ^3  53 $ Ȝ X  ȝ Y  Ȝ ȝ  5 `


[ $3 , X , Y ] = $3 . X š Y


Os de
Da definição vetores X evetorial,
produto Y são chamados
sabemos vetores diretores
que o vetor obtidodo
doplano ʌ . vetorial de X por Y é,
produto

simultaneamente, perpendicular ou ortogonal a X e Y .

Chamando Q = X š Y , vamos calcular suas coordenadas em relação ao sistema de

coordenadas (O, L M N ):

62
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Da definição de produto vetorial, sabemos que o vetor obtido do produto vetorial de X por Y é,
Vetores e Geometria Analítica
simultaneamente, perpendicular ou ortogonal a X e Y .

Chamando Q = X š Y , vamos calcular suas coordenadas em relação ao sistema de



coordenadas (O, L M N ):


L M N

Q XšY D E F  EF   F E  L  DF   F D  M  DE   ED  N , em que:
DL EM FN
 Q XšY D E F  EF   F E  L  DF   F D  M  DE   ED  N , em que:
Logo, um ponto P pertence a um plano ʌ se, e somente se, existirem escalares Ȝ e ȝ , tal
D E F 
que $3b1cȜ2 –$%
c1b2 ȝ= $&
a ; -.a1c2 + c1a2 = b ; a1b2 – b1a2 = c.

b1c2 –$3
Como c1b2 =$2
a ; - a23 c1a2 = b$2
, temos:
1c2 + b223
; a1 – b1a2Ȝ=$%
c.  ȝ $& , que nos fornece a
Portanto, da definição de vetor normal, Q = X š Y = D L  E M  F N é um vetor normal ao plano

 ʌ , definido pelo
Portanto, daponto A = (x
definição de1, y1, z1) e pelos vetores diretores X = (a1, b1, c1) e Y = (a2, b2, c2).
4XHWDPEpPSRGHVHUHVFULWDGDVHJXLQWHIRUPD
vetor normal, Q = X2$š Y Ȝ=$% D LȝE $&
M  F N Ȝ
éȝum vetor normal ao plano
Equação Vetorial do Plano ʌ : 23 5
 Logo, um ponto P = (x, y, z) pertence ao plano ʌ se, e somente se, o vetor $3 for perpendicular
ʌ , definido pelo ponto A = (x1, y1, z1) e pelos vetores diretores X = (a1, b1, c1) e Y = (a2, b2, c2).

ou ortogonal ao vetor Q .  5   se, o vetor $3 for perpendicular
Logo, um ponto P = (x, y,ʌz) 3 $  Ȝ ao
pertence $%plano
 ȝ $&
ʌ se,Ȝeȝsomente

Sabemos que: $3 A Q œ $3  Q  . Efetuando esse produto escalar, temos:
ou ortogonal ao vetor Q .

Observe
Sabemos que,
que:dado$3 umA Q par
œ $3 ordenado ( Ȝ ȝ ) de números
 Q  . Efetuando reais,escalar,
esse produto dá um ponto P de ʌ e,
(1) nostemos:
(x – x1, y – y1, z – z1) . (a, b, c) = 0
dado P  ʌ , existe um par ordenado ( Ȝ ȝ ) de números reais, tal que (1) se verifica.
a (x – x1) + b (y – y1) + c (z – z1) = 0
(x – x1, y $%
Fazendo – y1,=z X– ze1)$&
. (a, =
b, Yc) (=X0e Y L. I.), podemos escrever (1) do seguinte modo:
a x + b y + c z – (a x1 + b y1 + c z1) = 0, chamando d = – (a x1 + b y1 + c z1), temos:
 a (x – x1) + b (y – y1) + c (z – z1) = 0

$WHQomR a x + b y + c z – (a x1 + b y1 + c z1) = 0, chamando d = – (a x1 + b y1 + c z1), temos:
$WHQomR Atenção

(TXDomR1RUPDOGR3ODQR ʌ 
$WHQomR
(TXDomR9HWRULDOGR3ODQR
Equação Normal do Plano ʌ :

(TXDomR1RUPDOGR3ODQR (TXDomR1RUPDOGR3ODQR
 ʌ  ʌ D[E\F]G 
ʌ  3 $  Ȝ X  ȝ Y Ȝ ȝ  5    

 Equação Normal do Planoʌπ
(TXDomR1RUPDOGR3ODQR : a x + b y + c z + d 
D[E\F]G =0



 Assim, um ponto P = (x, y, z) pertence ao plano ʌ se, e somente se, suas coordenadas

satisfizerem à equação
Assim, defini-se anterior.
plano:
Assim, um ponto P = (x, y, z) pertence ao plano ʌ se, e somente se, suas coordenadas
 Observe que a equação normal obtida é idêntica à equação (3) e que a, b, e c, coeficientes
satisfizerem à equação anterior.
 respectivamente de x, y e z, são as coordenadas do vetor Q , normal ao plano ʌ .
Observe que a equação normal Definição obtida é idêntica
de Plano à equação (3) e que a, b, e c, coeficientes
 Desse modo, podemos também dizer que um plano fica bem definido, isto é, bem determinado,
respectivamente Plano
de x, determinado por um ponto
y e z, são as coordenadas doAvetor
e porQ , dois vetores
normal X eʌY. é o
ao plano
 quando dele conhecemos
conjunto dosum pontos
ponto P edeuma
R que
3
satisfazem
direção normal,a relação:
que é dada pelo vetor normal ao plano.
 Desse modo,
 podemos também dizer que um plano fica bem definido, isto é, bem determinado,
$3 pontoȜ X eȝuma Y œdireção
3 $ normal,
Ȝ X  ȝ que
Y éȜdada  vetor normal ao plano.
ȝ  5pelo
 quando dele conhecemos um
 

 Simbolicamente, escrevemos:
 63
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 ʌ  ^3  53 $ Ȝ X  ȝ Y  Ȝ ȝ  5 `
Regina Maria Sigolo Bernardinelli

Plano Bem
Plano bem Determinado
determinado

Q

 Y
ȝY

$ 3  [\]  ou 3  [\] 

Ȝ X
 ʌ ʌ
$
X

­$ ­°$
 ° ʌ®
ʌ  ®X °̄Q
 °
 ¯Y


Exemplos

1. Escreva as equações vetorial, paramétricas e cartesiana do plano ʌ que passa pelos pontos P1 = (1,
0, 1), P2 = (0, 1, 1) e P3 = (1, 2, 1).

O plano ʌ fica bem determinado, por exemplo, pelo ponto P1 = (1, 0, 1) e pelos vetores

diretores X 33    H Y 33    .

Equação Vetorial: P = P1 + Ȝ X  ȝ Y

ʌ : (x, y, z) = (1, 0, 1) + Ȝ (-1, 1, 0) + ȝ (0, 2, 0), ( Ȝ , ȝ  R)

­[   Ȝ
°
(TXDo}HV 3DUDPpWULF DV  ʌ  ®\ Ȝ   ȝ ( Ȝ , ȝ  R)
°] 
¯

Equação Cartesiana: P = (x, y, z)  ʌ œ >33 X Y @ 

[  \ ] 
ʌ      Ÿ ʌ  [       \     ]      
  
ʌ  ]    Ÿ ʌ  ]  

64
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Vetores e Geometria Analítica

2. Escreva a equação cartesiana do plano que contém o ponto P = (1, -1, 2) e é perpendicular ao vetor

Q = (2, -3, 1).

A equação cartesiana do plano ʌ é da forma: a x + b y + c z + d = 0, em que a, b e c são as


coordenadas do vetor normal ao plano. Então, fica: ʌ : 2 x – 3 y + z + d = 0
O ponto P = (1, -1, 2) pertence ao plano ʌ , logo suas coordenadas satisfazem a equação do
plano, isto é: 2 (1) – 3 (-1) + 2 + d = 0 Ÿ 2 + 3 + 2 + d = 0 Ÿ d = -7.
Portanto, ʌ : 2 x – 3 y + z – 7 = 0.

3. Determine a equação geral do plano que passa pelo ponto P0 = (1, 2, 1) e é paralelo aos vetores

D L MN H E L MN.

Se o plano é paralelo aos vetores D H E , então, no plano, existem representantes desses


vetores.

Um ponto P = (x, y, z) pertence a esse plano se, e somente se, >33 D E@ .

[  \   ] 
ʌ     Ÿ [       \       ]      
  
ʌ   [    \    ]    Ÿ ʌ   [   \  ]    Ÿ ʌ[ \ ] 

Outra maneira de resolvermos este exercício é determinando o vetor normal ao plano. Então,
temos:

L M N
Q     L   M  N   
  

?ʌ: - x + 3 y + z + d = 0

3  ʌ Ÿ        G  Ÿ       G ŸG 

? ʌ: - x + 3 y + z – 6 = 0 Ÿ ʌ: x – 3 y – z + 6 = 0

65
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Regina Maria Sigolo Bernardinelli

Condição de
Condição de Coplanaridade
coplanaridade de
de quatro
quatro Pontos
pontos

Sejam A = (x1, y1, z1), B = (x2, y2, z2), C = (x3, y3, z3) e D = (x4, y4, z4) quatro pontos de R3, com A,
B e C não colineares e, consequentemente, determinando um único plano ʌ . A condição necessária e
suficiente para que D pertença ao plano ʌ é:

> $% $& $'@ 


Exemplo

1. Verifique se todos os pontos P1 = ( 1, 0, 1 ), P2 = ( 0, 1, 1 ), P3 = ( 1, 2, 1 ) e P4 = (-1, 4, 1) são coplanares.

Vamos determinar os vetores 33  33 H 33 

33     33    H 33    .

  
>33  33  33 @                  .
  

Portanto, os quatro pontos são coplanares.



Observação: Outra forma de resolvermos este exercício é determinarmos, por exemplo, a
equação cartesiana do plano ʌ , bem definido pelo ponto P1 = (1, 0, 1) e pelos vetores diretores

33    H 33    , e verificarmos se o ponto P4 = (-1, 4, 1) pertence a esse plano.

Seja um ponto genérico P = (x, y, z) pertencente a ʌ

[  \ ] 
ʌ  >33 33  33 @  Ÿ ʌ     Ÿ
  

ʌ  [       \     ]      Ÿ ʌ   ]    Ÿ ʌ  ]  
 


66
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Vetores e Geometria Analítica

Substituindo as coordenadas de P4 na equação cartesiana do plano ʌ , temos:

1–1=0
0 = 0 (V)

Portanto, como as coordenadas de P4 satisfazem a equação cartesiana do plano ʌ , segue que o


ponto P4 pertence ao plano ʌ . Logo, os quatro pontos são coplanares.

Saiba mais
6DLEDPDLV
 *HRPHWULDVLJQLILFD³PHGLGDGDWHUUD´
Geometria significa “medida da terra”.
$ JHRPHWULD
A geometria é uma áreapdaXPD iUHDque
matemática GDtem
PDWHPiWLFD
fundamental TXH WHP em
importância IXQGDPHQWDO LPSRUWkQFLD
nosso cotidiano. A partir dela, foiHP QRVVR
possí-
vel estudar as formas de tudo o que compõe o universo.
FRWLGLDQR$SDUWLUGHODIRLSRVVtYHOHVWXGDUDVIRUPDVGHWXGRRTXHFRPS}HRXQLYHUVR
O estudo dessa geometria teve início com Euclides, que escreveu mais de uma dezena de obras, uma delas denomi-
nada “OS ELEMENTOS”, que possuía treze volumes, sendo que cada volume tratava de um assunto específico. Essa obra
 trazia,2HVWXGRGHVVDJHRPHWULDWHYHLQtFLRFRP(XFOLGHVTXHHVFUHYHXPDLVGHXPDGH]HQD
em sua essência, toda a geometria que conhecemos hoje e que chamamos de geometria euclidiana.
Mas, por volta de 1820, um grande matemático da época, chamado Gauss, começou a se interessar
GHREUDVXPDGHODVGHQRPLQDGD³26(/(0(1726´TXHSRVVXtDWUH]H pela existência de
YROXPHVVHQGRTXH
uma geometria que não fosse a de Euclides. A geometria de Euclides é aplicada em superfícies planas e essa teoria não
FDGD YROXPH
poderia WUDWDYD
ser aplicada GH XP
a superfícies DVVXQWR HVSHFtILFR (VVD REUD WUD]LD HP VXD HVVrQFLD WRGD D
curvas.
Por exemplo, a soma dos ângulos internos de um triângulo é 180º, em uma superfície plana, mas não podemos afirmar
JHRPHWULDTXHFRQKHFHPRVKRMHHTXHFKDPDPRVGHJHRPHWULDHXFOLGLDQD
isso se a superfície em que se encontra esse triângulo for curva.
Após algumas investigações, surgiram novas descobertas. Deu-se, então, a necessidade de se estabelecer uma nova
 geometria,
0DVSRUYROWDGHXPJUDQGHPDWHPiWLFRGDpSRFDFKDPDGR*DXVVFRPHoRXD
em que fosse possível resolver esse tipo de questão.
Com isso, Gauss concluiu que uma geometria diferente da de Euclides era possível, mas não divulgou suas ideias. Em
VHLQWHUHVVDUSHODH[LVWrQFLDGHXPDJHRPHWULDTXHQmRIRVVHDGH(XFOLGHV$JHRPHWULDGH
1829, Lobachevsky e, em 1832, Johann Bolyai publicaram seus trabalhos sobre uma nova geometria.
(XFOLGHVpDSOLFDGDHPVXSHUItFLHVSODQDVHHVVDWHRULDQmRSRGHULDVHUDSOLFDGDDVXSHUItFLHV
Outros grandes matemáticos, à época, dedicaram-se aos estudos dessa nova geometria, originando o nascimento das
chamadas geometrias não euclidianas.
FXUYDV
A geometria não euclidiana se divide em vários segmentos. Temos, por exemplo, a geometria fractal, a geometria pro-
 jetiva,3RU
a geometria esférica e a hiperbólica.
H[HPSOR D VRPD GRV kQJXORV LQWHUQRV GH XP WULkQJXORp ž HP XPD VXSHUItFLH
Pesquise a respeito das geometrias não euclidianas. Você descobrirá assuntos fascinantes!
SODQD PDV QmR SRGHPRV DILUPDU LVVR VH D VXSHUItFLH HP TXH VH HQFRQWUD HVVH WULkQJXOR IRU
FXUYD
 $SyV DOJXPDV LQYHVWLJDo}HV VXUJLUDP QRYDV GHVFREHUWDV 'HXVH HQWmR D

QHFHVVLGDGHGHVHHVWDEHOHFHUXPDQRYDJHRPHWULDHPTXHIRVVHSRVVtYHOUHVROYHUHVVHWLSR
3.4 Posição Relativa
3RVLomR5HODWLYD
GHTXHVWmR
 &RP LVVR *DXVV FRQFOXLX TXH XPD JHRPHWULD GLIHUHQWH GD GH (XFOLGHV HUD SRVVtYHO
PDVQmRGLYXOJRXVXDVLGHLDV(P/REDFKHYVN\HHP-RKDQQ%RO\DLSXEOLFDUDP
Fixado um sistema ortogonal de coordenadas (O, L M N ), vamos estudar as posições relativas de:
VHXVWUDEDOKRVVREUHXPDQRYDJHRPHWULD


Reta 2XWURV
reta
e Reta JUDQGHV PDWHPiWLFRV j pSRFD GHGLFDUDPVH DRV HVWXGRV GHVVD QRYD
JHRPHWULDRULJLQDQGRRQDVFLPHQWRGDVFKDPDGDVJHRPHWULDVQmRHXFOLGLDQDV
 Em$ RJHRPHWULD
3 QmR
, duas retas r eHXFOLGLDQD
s podem serVHcoplanares
GLYLGH HP(situadas
YiULRV VHJPHQWRV
num mesmo7HPRV SRUreversas
plano) ou H[HPSOR D
(não
JHRPHWULDIUDFWDODJHRPHWULDSURMHWLYDDJHRPHWULDHVIpULFDHDKLSHUEyOLFD
existe um plano que contenha ambas).
 3HVTXLVH D UHVSHLWR GDV JHRPHWULDV QmR HXFOLGLDQDV 9RFr GHVFREULUi DVVXQWRV
Se r e s forem coplanares, ainda poderão ser concorrentes (quando têm um único ponto em
IDVFLQDQWHV
comum) ou paralelas.
No caso de r e s serem paralelas, ainda podem ser distintas (nenhum ponto em comum) ou
coincidentes (todos os pontos em comum ou uma só reta). 67
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Se r eous paralelas.
comum) forem coplanares, ainda poderão ser concorrentes (quando têm um único ponto em
Regina Maria Sigolo Bernardinelli
comum)No
oucaso de r e s serem paralelas, ainda podem ser distintas (nenhum ponto em comum) ou
paralelas.
coincidentes
No caso de(todos
r e sosserem
pontosparalelas,
em comum ou uma
ainda só reta).
podem ser distintas (nenhum ponto em comum) ou

coincidentes (todos os pontos em comum ou uma só reta).
 
 $WHQomR Atenção
3RVLo}HVUHODWLYDVHQWUHGXDVUHWDV
$WHQomR
Posições relativas entre duas retas
3RVLo}HVUHODWLYDVHQWUHGXDVUHWDV




 
Vamos ver, agora, como expressar analiticamente as posições relativas entre duas retas, no R3.

Para tanto, sejam r definida por um ponto A e um vetor diretor X , r: (A, X ), e s definida por um

ponto B e um vetor diretor Y , s: (B, Y ).

(1): X __ Y œ X Į Y Į  5

(2): X __ Y œ X Į Y Į  5 e $  V RX %  U  RX VHMD $% ȕ X RX $% Ȗ Y

(3): X z Į Y H >X Y $%@ 

(4): >X Y $%@ z 



Exemplos

1. Estude a posição relativa das retas:

68
­[  Ȝ Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
° [ \ ]
(4): >X Y $%@ z 
Vetores e Geometria Analítica

Exemplos

1. Estude a posição relativa das retas:

­[  Ȝ
° [ \ ]
U  ®\  Ȝ   e V
°]   
¯ Ȝ

r: ( X = (3, -2, 1), A = (-2, 1, 0)) s: ( Y = (6, -4, 2), B = (4, -4, 0))

Observe que Y = 2 X = 2 (3, -2, 1) = (6, -4, 2). Logo, r || s.


Devemos, agora, verificar se são coincidentes ou distintas. Para isso, vamos substituir, por
exemplo, o ponto A de r na equação da reta s.

    
A em s: Ÿ    ) ? $  V .
   

Logo, as retas r e s são paralelas distintas.



2. Estude a posição relativa das retas:

­[  Ȝ ­[    ȝ
° °
U  ®\  Ȝ e V  ®\    ȝ
 °] °]
¯ Ȝ ¯   ȝ


r: (A = (2, 4, 0), X = (3, 5, 2)) s: (B = (-1, -1, -2), Y = (2, 4, 1))

  
Observe que X e Y não são paralelos, pois, z z (coordenadas não múltiplas).
  
Logo, as retas r e s não são paralelas.

Vamos, agora, verificar o produto misto entre os vetores X , Y e $% = (-3, -5, -2).

  
>X Y $%@     , pois a 1ª linha é igual a (-1) x 3ª linha.
  

Portanto, as retas r e s são coplanares e, pelo fato de não serem paralelas, sabemos que são69
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concorrentes.
  
Regina Maria Sigolo Bernardinelli

Portanto, as retas r e s são coplanares e, pelo fato de não serem paralelas, sabemos que são
concorrentes.
Vamos determinar as coordenadas do ponto P = (x, y, z), interseção das duas retas. Temos, então:

­3  U Ÿ 3    Ȝ    Ȝ  Ȝ
°
^3` UˆVŸ ® H
°3  V Ÿ 3    ȝ     ȝ    ȝ
¯

Como em R3, fixado um sistema de coordenadas, a cada termo ordenado de números reais
corresponde um único ponto, temos que:

   Ȝ    Ȝ  Ȝ    ȝ     ȝ    ȝ

­   Ȝ    ȝ 
°°
®   Ȝ    ȝ 
°
°¯ Ȝ   ȝ Ÿ ȝ  Ȝ   VXEVWLWXLQGRHP  YHP 

 Ȝ     Ȝ   Ÿ    Ȝ    Ȝ   Ÿ Ȝ  ? ȝ 

Observe que Ȝ  H ȝ  satisfazem a equação (2) do sistema de equações.


Portanto, P é dado por: P = (-1, -1, -2).


 Estude a posição relativa das retas:
3.

[  \ ] [ \ ] 


U e V
     

r: (A = (1, 2, 3), X = (2, 3, 4)) e s: (B = (3, 4, 1), Y = (4, 2, 1))

  
Observe que X e Y não são paralelos, pois, z z (coordenadas não múltiplas).
  

Logo, as retas r e s não são paralelas.

Vamos, agora, verificar o produto misto entre os vetores X , Y e $% = (2, 2, -2).

  
70 >X Y $%@    Unisa
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       z 
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Vetores e Geometria Analítica
Logo, as retas r e s não são paralelas.

Vamos, agora, verificar o produto misto entre os vetores X , Y e $% = (2, 2, -2).

  
>X Y $%@                        z 
  

Portanto, os vetores X , Y e $% são LI e as retas r e s são reversas.




4. Estude a posição relativa das retas:

r: X = (1, 2, 3) + Ȝ (0, 1, 3), Ȝ  R e s: X = (1, 3, 6) + ȝ (0, 2, 6), ȝ  R

r: (A = (1, 2, 3), X = (0, 1, 3)) e s: (B = (1, 3, 6), Y = (0, 2, 6))

Observe que Y = 2 X = 2 (0, 1, 3) = (0, 2, 6). Logo, r || s.


Devemos, agora, verificar se são coincidentes ou distintas. Para isso, vamos substituir, por
exemplo, o ponto A de r na equação da reta s.

(1, 2, 3) = (1, 3, 6) + ȝ (0, 2, 6) Ÿ (1, 2, 3) = (1, 3 + 2 ȝ , 6 + 6 ȝ ) Ÿ



­
° 
°
° 
®    ȝ Ÿ  ȝ  Ÿ ȝ  ?$  V.
° 
° 
°    ȝ Ÿ  ȝ  Ÿ ȝ 
¯ 

Portanto, as retas r e s são paralelas coincidentes.




Plano e plano

Em R3, dois planos ʌ 1 e ʌ 2 podem ser concorrentes ou paralelos.


Se forem concorrentes, sua interseção será uma reta.
Se ʌ 1 e ʌ 2 forem paralelos, poderão ser paralelos distintos (interseção vazia) ou paralelos
coincidentes (um único plano). 71
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 Plano e plano
Plano e plano
Plano e Plano
Em R3, dois planos ʌ 1 e ʌ 2 podem ser concorrentes ou paralelos.
Em
SeRforem
3
, dois planos ʌ 1 e ʌsua
concorrentes, 2 podem ser concorrentes
interseção ou paralelos.
será uma reta.
SeSe ʌ 1 concorrentes,
forem e ʌ 2 forem paralelos,
sua interseção será uma
poderão reta.
ser paralelos distintos (interseção vazia) ou paralelos
Se ʌ 1 e (um
coincidentes ʌ 2 único
foremplano).
paralelos, poderão ser paralelos distintos (interseção vazia) ou paralelos

coincidentes (um único plano).
 $WHQomR
Atenção
3RVLo}HVUHODWLYDVHQWUHGRLVSODQRV
$WHQomR
 Posições relativas entre dois planos
3RVLo}HVUHODWLYDVHQWUHGRLVSODQRV





 
 


72
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Vamos ver, agora, como expressar analiticamente as posições relativas entre dois planos, no R3.
Para tanto, sejam as equações cartesianas dos planos ʌ 1 e ʌ 2:

ʌ 1: a1 x + b1 y + c1 z + d1 = 0 e ʌ 2: a2 x + b2 y + c2 z + d2 = 0, em que

Q 1 = (a1, b1, c1) é o vetor normal do plano ʌ 1 e Q 2 = (a2, b2, c2) é o vetor normal do plano ʌ 2.

­D Į D
°
(1): Q 1 || Q 2 Ÿ Q Į Q  Ÿ ®E  Į E H G z Į G 
°F Į F
¯ 

­D  Į D
°E Į E
°
(2): Q 1 || Q 2 Ÿ Q Į Q Ÿ ® 
°F  Į F
°¯G Į G

(3): Q z Į Q  e, sendo Y o vetor diretor da reta r = ʌ 1 ŀ ʌ 2, temos que Y || Q š Q  .

Nesse caso, as equações da reta r são da forma:

­D [  E  \  F  ]  G 
U®  , recebendo o nome de equações da reta r na forma geral.
¯D  [  E  \  F  ]  G  

Exemplos


1. Os planos ʌ 1: x + 2 y + 3 z + 5 = 0 e ʌ 2: 2 x + 4 y + 6 z + 7 = 0 são paralelos distintos, pois Q 2 = (2, 4,

6) = 2 (1, 2, 3) = 2 Q 1 e 7 z 2 x 5 = 10.

   
Também podemos fazer: z .
   

2. Os planos ʌ 1: x + 3 y + 6 z + 5 = 0 e ʌ 2: 2 x + 6 y + 12 z + 10 = 0 são paralelos coincidentes, pois, Q 2

= (2, 6, 12) = 2 (1, 3, 6) = 2 Q 1 e 10 = 2 x 5.

   
Também podemos fazer: .
   


73
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3. Determine as equações simétricas da reta r, interseção dos planos ʌ 1: x - 2 y + z - 5 = 0 e ʌ 2: 2 x - y
+ 3 z - 1 = 0.

­[   \  ]   
A reta r está dada na forma geral: U  ®
¯ [  \   ]   

O vetor diretor Y da reta r é obtido pelo produto vetorial entre os vetores normais dos planos

ʌ 1 e ʌ 2, respectivamente, Q 1 = (1, -2, 1) e Q 2 = (2, -1, 3), com Q z Į Q  .

L M N
Y     L  M   N    
  

Para que a reta r fique bem definida, devemos determinar um ponto P dessa reta, que pertence
simultaneamente aos planos ʌ 1 e ʌ 2. Para isso, temos que resolver o sistema de equações:

­[   \  ]   
®
¯ [  \   ]   

Como se trata de um sistema de duas equações e três incógnitas, para resolvê-lo, atribuímos um
valor real para uma das incógnitas e determinamos as outras duas em função desse valor atribuído.
Temos, então, por exemplo, para z = 0:

­[   \  u  ­  [   \  
® Ÿ®
¯ [  \  ¯ [  \  

De (1) + (2), vem: 3 y = -9 Ÿ y = -3. Substituindo em x – 2 y = 5, temos:

x + 6 = 5 Ÿ x = -1.

Logo, um ponto P da reta r é: P = (-1, -3, 0).

74
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Portanto a reta r fica bem determinada pelo ponto P = (-1, -3, 0) e pelo vetor diretor Erro! Não é
Portanto a reta r fica bem determinada pelo ponto P = (-1, -3, 0) e pelo vetor diretor Y = (-5, -1,
possível criar objetos a partir de códigos de campo de edição. = (-5, -1, 3), podendo ser escrita na
[  \   ]
forma simétrica como: Erro! Não é possívelUcriar

 objetos
  a partir
 . de códigos de campo de edição..
3), podendo ser escrita na forma simétrica como:


 

Reta eReta
Reta e e plano
plano
Plano
 

Em R3Em R3,reta
, uma e umr plano
umar reta e um plano ʌ podem
ʌ podem ser paralelos
ser paralelos ou concorrentes.
ou concorrentes.
Se forem
Se forem concorrentes,
concorrentes, sua interseção
sua interseção seráponto,
será um um ponto, denominado
denominado traço
traço da reta comrocom
dar reta o plano
plano
ʌ. ʌ.
Se forem
Se forem paralelos,
paralelos, pode pode ocorrer
ocorrer que r que r é estritamente
é estritamente paralela
paralela a ʌ (interseção
a ʌ (interseção entre entre
eles éeles é vazia,
vazia,
isto é,isto é, nenhum
nenhum pontoponto em comum)
em comum) ou rcontida
ou r está em ʌem
está contida ʌ (interseção
(interseção entre entre
eles éeles é a própria
a própria reta, isto
reta, isto
é, todos os pontos
é, todos da retadapertencem
os pontos ao plano).
reta pertencem ao plano).
 
$WHQomR
$WHQomR
Atenção
3RVLo}HVUHODWLYDVHQWUHUHWDHSODQR
3RVLo}HVUHODWLYDVHQWUHUHWDHSODQR
Posições relativas entre reta e plano




75
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Vamos ver, agora, como expressar analiticamente as posições relativas entre reta e plano, no R3.
Consideremos, então, uma reta r, definida por um ponto A = (x1, y1, z1) e por um vetor diretor

Y N P Q , Y z  , e um plano ʌ de equação cartesiana a x + b y + c z + d = 0, em que Q D E F


é o vetor normal do plano ʌ .

­°Y  Q  Ÿ N P Q  D E F  Ÿ D N  E P  F Q  H
(1): ®
°̄$  ʌ Ÿ D [   E \   F ]   G z 

­°Y  Q  Ÿ N P Q  D E F  Ÿ D N  E P  F Q  H
(2): ®
°̄$  ʌ Ÿ D [   E \   F ]   G 

(3): Y  Q z  Ÿ N P Q  D E F z  Ÿ D N  E P  F Q z 

Exemplos

­[    Ȝ
°
1. Estude a posição relativa da reta U  ®\    Ȝ com o plano ʌ : 4 x – 3 y – 6 z + 3 = 0.
°]    Ȝ
¯

Vamos efetuar o produto escalar entre o vetor diretor da reta, Y = (3, -4, 4), e o vetor normal do

plano, Q = (4, -3, -6).

Y . Q = (3, -4, 4) . (4, -3, -6) = 12 + 12 – 24 = 0, o que indica que a reta r é paralela ao plano ʌ .
Vamos verificar se a reta está contida no plano. Então, substituímos na equação do plano o
ponto A = (1, -2, 5), pertencente à reta.

4 + 6 – 30 + 3 = -17 z 0

Portanto, o ponto A não pertence ao plano, o que indica que a reta r é estritamente paralela ao
plano ʌ .

­[    Ȝ
°
2. Estude a posição relativa da reta U  ®\    Ȝ com o plano ʌ : x + y – 2 z – 2 = 0.
°]    Ȝ
¯

Vamos efetuar o produto escalar entre o vetor diretor da reta, Y = (2, 4, 3), e o vetor normal do

plano, Q = (1, 1, -2).

76
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Y . Q = (2, 4, 3) . (1, 1, -2) = 2 + 4 – 6 = 0, o que indica que a reta r é paralela ao plano ʌ .
Vamos verificar se a reta está contida no plano.
Então, substituímos na equação do plano o ponto A = (-1, 5, 1), pertencente à reta.

-1 + 5 – 2 – 2 = 0

Portanto, o ponto A pertence ao plano, o que indica que a reta r está contida no plano ʌ .

­[  Ȝ
°
3. Estude a posição relativa da reta U  ®\  Ȝ   com o plano ʌ : 3 x – 2 y + 8 z + 40 = 0.
°]  Ȝ  
¯

Vamos efetuar o produto escalar entre o vetor diretor da reta, Y = (2, 3, -2), e o vetor normal do

plano, Q = (3, -2, 8).

Y . Q = (2, 3, -2) . (3, -2, 8) = 6 – 6 – 16 = -16 z 0 , o que indica que a reta r é concorrente com o
plano ʌ .
Então, vamos agora determinar o ponto T, traço da reta r no plano ʌ , ou seja, o ponto de
interseção da reta r com o plano ʌ .

­7  U Ÿ 7  Ȝ    Ȝ     Ȝ  
U ˆʌ ^7`Ÿ®
¯7  ʌ Ÿ   Ȝ      Ȝ      Ȝ      

Desenvolvendo (2), temos: 6 NJ - 6 – 6 NJ - 10 – 16 NJ + 8 + 40 = 0


- 16 NJ + 32 = 0
NJ = 2 ? T = (2, 11, -3)

Observações:
Observações:

1. Retas Ortogonais: duas retas, r e s, são ortogonais quando seus vetores diretores são
ortogonais.
Notação: r A s

Sejam as retas r: (A, X ), com X = (k1, m1, n1), e s: (B, Y ), com Y = (k2, m2, n2).


77
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 U A V œ X  Y   œ NNPPQQ 
 

Observe que retas ortogonais são um caso particular de retas reversas (4).

2. Retas Perpendiculares: duas retas, r e s, são perpendiculares se são ortogonais e coplanares.
Notação: r A s

Sejam as retas r: (A, X ), com X = (k1, m1, n1) e A = (x1, y1, z1), e s: (B, Y ), com Y = (k2, m2, n2) e B =
(x2, y2, z2).


U A V œ X  Y  H> $%  X  Y @  œ NNPPQQ H
 
 [   [  \   \  ]   ]
 N P Q 
N P Q




Observe que retas perpendiculares são um caso particular de retas concorrentes (3).

 
 V

 V
 6Ɣ U Ɣ
 3
U
 ʌ
ʌ 
 UԷ ʌ HVԷ ʌ 
 UHVSHUSHQGLFXODUHV
ʌ 

UԷ ʌ HVԷ ʌ 
 UHVRUWRJRQDLV





78
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3. Reta Perpendicular a um Plano

Sabemos, da Geometria Espacial, que uma reta é perpendicular a um plano quando é
perpendicular ou ortogonal a duas retas concorrentes desse plano.
Vamos ver, agora, como expressar analiticamente essa condição.
Sejam as retas concorrentes s e t, contidas num plano ʌ , e a reta r perpendicular ou ortogonal a
s e a t e, consequentemente, perpendicular a ʌ .

A reta s fica bem definida por um ponto B e um vetor diretor Y  , s: (B, Y  ), a reta t fica bem

definida por um ponto C e um vetor diretor Y  , t: (C, Y  ), e a reta r fica bem definida por um ponto A

e um vetor diretor Y , r: (A, Y ). Seja ainda Q D E F z  , o vetor normal do plano ʌ .





 U U
Q Q
 Y
Y

Y   V Y   V

 Y  Y 
ʌ W ʌ W


URUWRJRQDODVHDW USHUSHQGLFXODUDVHDW
  

­Y
° 
Da definição de produto vetorial, sabemos que Y  š Y  A ®
°Y
¯ 

Portanto, qualquer vetor simultaneamente ortogonal a Y  e Y  será paralelo a Y  š Y  .

Logo, Y __ Y  š Y  Ÿ Y Ȝ  Y  š Y  (1)


Q __ Y  š Y  Ÿ Q Ȝ  Y š Y  Ÿ Y š Y  Q (2)
Ȝ

Ȝ
De (1) e (2) temos que: Y QŸY Ȝ Q Ÿ Y __ Q
Ȝ

79
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Simbolicamente, escrevemos:


  U A ʌ œ Y __ Q Ÿ N P Q Ȝ D E F 



Observe que a perpendicularidade entre reta e plano é um caso particular de reta e plano
concorrentes (3).

4. Planos Perpendiculares

Sabemos, da Geometria Espacial, que dois planos são perpendiculares quando um deles contém
uma reta perpendicular ao outro.
Vamos ver, agora, como expressar analiticamente essa condição.

Sejam Q = (a1, b1, c1) e Q  = (a2, b2, c2), Q z  H Q  z  , vetores normais, respectivamente, dos

planos ʌ  H ʌ  e Y z  o vetor diretor da reta r, contida no plano ʌ  e perpendicular ao plano ʌ  .

Do fato de r Է ʌ  , temos que: Q A Y (1).

Do fato de r A ʌ  , temos que: Y || Q  (2).

De (1) e (2), temos que Q A Q  .

Logo, ʌ  é perpendicular a ʌ  se, e somente se, Q for ortogonal a Q  .


Simbolicamente, escrevemos:


ʌ  A ʌ  œ Q A Q  œ Q  Q   Ÿ D E  F   D   E   F   Ÿ D D   E E   F F  


 

ʌ 

Q  Q 

 ʌ 
 Y
U



80
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Observe que planos perpendiculares são um caso particular de planos concorrentes (3).

Exemplos

1. Escreva as equações normais da reta r que passa pelo ponto P = (1, 0, 1) e é perpendicular à reta s: 2
x – 1 = 3 y = 4 z +1.

Inicialmente, vamos transformar as equações da reta s na forma normal:

 
[ ]
 \  , de onde tiramos que s passa pelo ponto B = (  , 0, -  ) e tem vetor
V
    
  
  
diretor X   .
  

­   
° N P Q        
°
°   
°
U A V Ÿ Y X  H >3% X Y @ Ÿ®  
°   
 
°   
° N P Q
°
¯
N P Q
(1):   Ÿ NPQ  (3)
  
         
(2):  Q  P  P  N Ÿ Q P P N Ÿ
         
  
 Q P N  Ÿ N PQ  
  
 
2 x (3) + 3 x (4): 27 k -10 m = 0 Ÿ N P HP   PPQ Ÿ
 
  
 P   P   Q  Ÿ  Q  P Ÿ Q  P ? Y P P  P
  

Para m = 27, um vetor diretor é: Y = (10, 27, -56).


[  \ ] 
Logo, r tem equações normais: U  .
   

81
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2. Determine uma equação cartesiana do plano que passa pelo ponto A = (2, 1, 0) e é perpendicular
aos planos ʌ  : x + 2 y – 3 z + 2 = 0 e ʌ  : 2 x – y + 4 z – 1 = 0.

Queremos determinar um plano ʌ , tal que:

­$    ˭

˭° ˭
ʌ® A 
°ʌ A ʌ
¯ 

Analisando as condições que o problema nos fornece, temos:

ʌ A ʌ  Ÿ Q A Q (1)

ʌ A ʌ  Ÿ Q A Q  (2)

De (1) e (2) temos que Q __ Q š Q  Ÿ Q Į Q š Q  , podendo então adotar

Q Q š Q  Į  .

L M N
Q š Q      L   M   N       Ÿ Q     
  

Portanto, uma equação cartesiana do plano ʌ é dada por: ʌ : x – 2 y – z + d = 0.


Para determinarmos o termo independente d, usamos o fato de que A  ʌ e, portanto, suas
coordenadas satisfazem a equação do plano ʌ .
Então, substituindo essas coordenadas na equação do plano, temos:

2–2–0+d=0 Ÿ d=0
? ʌ[ \] 

Observe que, se tivéssemos usado Q Į       Į      , poderíamos dividir a


equação cartesiana do plano por  Į , obtendo, assim, a equação encontrada como resposta.


82
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­[ Ȝ
°
3. Dados o plano ʌ : x + 2 y – 3 z + 3 = 0 e a reta U  ®\    Ȝ :
°] 
¯
a) Determine a interseção da reta com o plano.
b) Determine a projeção ortogonal do ponto A = (0, 5, 1) sobre o plano.
c) Determine as equações normais da reta r’, simétrica de r em relação ao plano.

Identificando os elementos da reta e do plano, temos:

r: (A = (0, 5, 1), Y = (1, -3, 0)) ʌ : ( Q = (1, 2, -3))

Observe que: Y . Q = (1, -3, 0) . (1, 2, -3) = 1 – 6 = -5 z 0, o que comprova que r e ʌ são
concorrentes.

­7  U Ÿ 7 NJ     Ȝ
°
a) r ˆ ʌ = { T } Ÿ ®7  ʌ Ÿ Ȝ      Ȝ      
° Ȝ     Ȝ      Ÿ  Ȝ  Ÿ Ȝ 
¯

Portanto, T = (2, -1, 1).





 U
W
  $ Q


ș
7 0
 V
ș
 ʌ

$¶

 U¶




83
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b) Pela figura anterior, notamos que a projeção ortogonal do ponto A  r sobre o plano ʌ é o
ponto M, interseção da reta t com o plano ʌ . A reta t é uma reta passando por A, perpendicular a ʌ .

Logo, um vetor diretor da reta t é o vetor Q = (1, 2, -3), normal ao plano ʌ .

Portanto, a reta t fica bem definida pelo ponto A = (0, 5, 1) e pelo vetor diretor Q = (1, 2, -3),
tendo as seguintes equações paramétricas:

­[ Ȝ
°
W  ®\    Ȝ
°]    Ȝ
¯

­
°0  W Ÿ 0 O    O    Ȝ
°
°
0 W ˆ ʌ Ÿ ®0  ʌ Ÿ Ȝ      Ȝ      Ȝ   
°
° 
°¯ Ȝ     Ȝ     Ȝ    Ÿ  Ȝ  Ÿ Ȝ 


  
Portanto, M =    .
  

NOTAS:
1. A projeção ortogonal de um ponto sobre um plano ou sobre uma reta é feita sempre por
uma reta traçada pelo ponto, perpendicularmente ao plano ou à reta sobre o qual queremos
projetar;
2. A projeção ortogonal de uma reta sobre um plano é feita por um plano traçado pela reta,
perpendicularmente ao plano sobre o qual queremos projetar. A projeção ortogonal de uma reta
sobre um plano também pode ser obtida através da projeção ortogonal de dois pontos distintos
dessa reta sobre o plano (utilizando a explicação da Nota 1).

c) Pela figura anterior, notamos que a reta r’, simétrica de r em relação a ʌ , passa pelo ponto T,
interseção de r com ʌ , e pelo ponto A’, simétrico do ponto A em relação a ʌ . Se A’ é simétrico de A

em relação a ʌ , então M é o ponto médio do segmento $$


.
Aplicando as coordenadas do ponto médio de um segmento em R3, temos:




84
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interseção de r com ʌ , e pelo ponto A’, simétrico do ponto A em relação a ʌ . Se A’ é simétrico de A
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em relação a ʌ , então M é o ponto médio do segmento $$
.
Aplicando as coordenadas do ponto médio de um segmento em R3, temos:


 [ $  [ $
   [ $

[0 Ÿ Ÿ [ $

   

\ $  \ $
   \ $
 
\0 Ÿ Ÿ \ $
  Ÿ \ $

    
] $  ] $
   ] $
 
]0 Ÿ Ÿ ] $
  Ÿ ] $

    

  
Portanto, A’ =    .
  
Logo, a reta r’ fica bem definida, por exemplo, pelo ponto T = (2, -1, 1) e pelo vetor diretor
   
7$
      , observando-se que pode ser usado o vetor
   

Y
   , paralelo a 7$
. Logo, a reta r’ é dada por:

[ \  ] 
U
 .
   

NOTAS:
1. O simétrico A’ de um ponto A, em relação a um plano ou a uma reta, é o ponto que se
encontra à mesma distância que A está desse plano ou dessa reta. Sendo assim, o ponto M, projeção
ortogonal de A sobre o plano ou sobre a reta, será o ponto médio do segmento AA’, pois,

_ $0 _ _ 0$
_ ;
2. Chama-se ângulo que uma reta não paralela a um plano faz com o plano o ângulo agudo
entre a reta e sua projeção ortogonal sobre o plano. Se a reta for paralela ao plano, o ângulo entre ela
e o plano mede 0º. Se a reta for perpendicular ao plano, o ângulo entre ela e o plano mede 90º;
3. Dada uma reta r, concorrente com um plano, mas não perpendicular a esse plano, a reta
simétrica de r em relação ao plano é aquela que faz com o plano ângulo igual ao que r faz com esse
mesmo plano.







85
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5HVXPRGR&DStWXOR

3.5 Resumo do Capítulo
5HVXPRGR&DStWXOR


 Prezado(a) aluno(a), neste capítulo, você aprendeu a determinar as equações que representam
retas, Prezado(a)
as equaçõesaluno(a), neste bem
dos planos, capítulo,
como você aprendeu
verificar a determinar
as posições as equações
das interseções que retas
entre representam
e retas,
retas, retas
entre as equações
e planos dos planos,
e entre bem
planos como verificar as posições das interseções entre retas e retas,
e planos.
entre Verifique
retas e planos e entre planos
que muitos e planos.
conceitos vistos nos capítulos iniciais foram necessários para demonstrar
Verifique
as posições que
entre muitos
retas conceitos
e planos, vistosconceitos
bem como nos capítulos iniciais
básicos foram necessários para demonstrar
de Geometria.
as posições entre retas
Procuramos e planos,
compor bem como
este capítulo comconceitos básicos depara
diversos exemplos Geometria.
facilitar a sua compreensão. Caso
Procuramos
persista compor
alguma dúvida, este
não capítulo
deixe com diversos
de contatar exemplos
seu professor para facilitar
via fórum a suaeletrônico.
ou correio compreensão. Caso
persista alguma dúvida,
Esperamos que, aonão deixe desta
término de contatar seuvocê
apostila, professor
tenhavia fórum ou correio
aprofundado eletrônico.
seus conhecimentos sobre
Esperamos
Vetores que, aoAnalítica
e Geometria término edesta apostila,
tenha você tenha
conseguido aprofundado
desenvolver comseus conhecimentos
satisfação sobre
as atividades
Vetores e Geometria Analítica e tenha conseguido desenvolver com satisfação as atividades
propostas.
propostas.
Na sequência, você poderá observar as resoluções comentadas de todas as atividades propostas
nesta Na sequência, você poderá observar as resoluções comentadas de todas as atividades propostas
apostila.
nesta Outros
apostila.exercícios sobre os temas aqui abordados foram discutidos e propostos nas Aulas Web e
Outros
nas Aulas ao exercícios
Vivo, bemsobre
comoosnatemas aqui abordados
ferramenta foram
Material de discutidos
Apoio, sempre eprocurando
propostos nas Aulas aWeb
oferecer e
você
nas
umaAulas ao Vivo, bem
aprendizagem como na ferramenta Material de Apoio, sempre procurando oferecer a você
consistente.
uma aprendizagem consistente.
Lembre-se de que você não está sozinho(a) nesta jornada! Aguardamos seu contato.
 Lembre-se de que você não está sozinho(a) nesta jornada! Aguardamos seu contato.

$WLYLGDGHV3URSRVWDV
3.6 Atividades Propostas
$WLYLGDGHV3URSRVWDV
 Escreva as equações paramétricas da reta r que passa pelos pontos P1 = (1, -2, 1) e P2 = (3, 0, -1).
1.
1. Escreva as equações paramétricas da reta r que passa pelos pontos P1 = (1, -2, 1) e P2 = (3, 0, -1).

2. Escreva as equações normais da reta r que passa pelos pontos P1 = (3, 0, -1) e P2 = (1, -3, 0).
2. Escreva as equações normais da reta r que passa pelos pontos P1 = (3, 0, -1) e P2 = (1, -3, 0).

3. Escreva as equações paramétricas da reta r que passa pelo ponto P = (1, -1, 2) e tem por vetor
3. Escreva as equações paramétricas da reta r que passa pelo ponto P = (1, -1, 2) e tem por vetor
diretor X  L   M   N .
diretor X L MN.

4. Ache os pontos da reta dada por A = (-3, 3, -2) e B = (6, -3, 1), que tem uma coordenada nula.
4. Ache os pontos da reta dada por A = (-3, 3, -2) e B = (6, -3, 1), que tem uma coordenada nula.

5. Dados os vértices A = (1, 0, -1), B = (2, 1, 0) e C = (2, 1, 2) de um triângulo ABC, determine as


5. Dados os
equações vértices A da
paramétricas = (1, 0, -1), relativa
mediana B = (2, ao
1, vértice
0) e C A.
= (2, 1, 2) de um triângulo ABC, determine as
equações paramétricas da mediana relativa ao vértice A.

86
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6. Escreva a equação cartesiana do plano ʌ que passa pelo ponto P1 = (3, 1, 2) e cuja direção é dada

pelos vetores diretores X     H X      .

7. Escreva a equação cartesiana do plano determinado pelos pontos P1 = (1, 1, 1), P2 = (2, -2, 2) e P3 = (-
1, 1, 1).




87
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Espero que a leitura desta apostila o(a) auxilie no acompanhamento das aulas Web e Satélite e seja
um marco inicial do aprendizado da disciplina Geometria Analítica, estimulando-o(a) a buscar novas
leituras e abordagens do tema aqui tratado, para o enriquecimento de sua formação matemática e apri-
moramento profissional.

89
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RESPOSTAS COMENTADAS DAS
 ATIVIDADES PROPOSTAS
5(63267$6&20(17$'$6'$6$7,9,'$'(63523267$6

CAPÍTULO 1

1.
Temos que:

 %0  0& Multiplicando a igualdade “em cruz”, temos:

%0 0&
 

E pelo desenho temos que: %0  %&


%& %$$&

Temos que escrever o vetor $0 em função de $% e $& .

Logo, devemos encaminhar as igualdades anteriores, tentando relacionar com os vetores $% e

$& .
Pela soma de vetores, podemos escrever que:

$0 $%%0 , mas %0  %& . Então, substituindo:


$0 $% %& , mas %& %$$& . Substituindo novamente:


$0 $% %$$& , lembrando que %$ $% e efetuando a distributiva, temos que:

  
$0 $% $% $& . Efetuando a soma $% $% temos que:
  
 
$0  $% $&
 
 91
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2.

E

a)

&; &$  $;

&;  $&  $%


&; F E


&;  EF

b)

%0 %$  $&  &0

%0  $%  $&  &;

 
%0 EF  F  E
 
 
%0 EF  F E
 
 
%0 E EF  F
 
 
%0 E F
 








92
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3.

G F

E
a)

$0 ;

$0 $%  %0
 
&0 0% 
$0 $%  %& * &RQIRUPHHQXQFLDGR


/RJR %0 %& 
 
$0 $%  %$ $&

 
$0 $%  %$  $&
 
 
$0 $%  $%  $&
 
 
$0 E  E  F
 
 
$0 E  F (fatorando e colocando em evidência, temos)
 

$0 E F


b) $1 ;

$1 $'  '1

$1 $'  '& (N é ponto médio de DC)


$1 $'  '$  $&

 
$1 $'  '$  $&
 
 
$1 G G F
 
 
$1 G F
 

93
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$1 G  F


$1 F  G


c)

01 .

01 0&  &1
 
01 %&  &'
 
 
01 %$  $&  &$  $'
 
   
01  $%  $&  $&  $'
   
   
01  E F F G
   

 E  F  F  G
01


 E  F  G
01


01 E  F  G


4.

&

$ 3 4 5 %

a) Podemos determinar o vetor &4 de duas formas:

1ª ) &4 &$  $4 e 2ª) &4 &%  %4

94
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Efetuando a soma dessas duas relações, temos:

­&4 &$  $4
°
®
°̄&4 &%  %4
________________________ Aqui temos o vetor nulo  , em virtude

&4 &$  &%   de $4 e %4 serem vetores opostos.


Observe no desenho!

Isolando o 1º termo, temos:

&$  &%
&4


&4 &$  &%


b) Podemos determinar o vetor &4 de duas formas:

1ª ) &4 &3  34 e 2ª) &4 &5  54

Efetuando a soma dessas duas relações, temos:

­&4 &3  34
°
®
°̄&4 &5  54
________________________
Aqui temos o vetor nulo  , em virtude

de 34 e 54 serem vetores opostos.


&4 &3  &5  
Observe no desenho!

Isolando o 1º termo, temos:

&3  &5
&4


&4 &3  &5



95
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c)

&4 &$  $4

&4 &$  $5 Mas temos que $5 $&  &5 . Logo:


&4 &$  $&  &5

 
&4 &$  &$  &5
 
  
&4 &$  &5 . Colocando em evidência, temos:
  

&4 &$  &5


5.

Obs.: Mediana de um triângulo é o segmento que une o ponto médio de um lado do triângulo
ao vértice oposto a esse lado. Num triângulo qualquer, existem três medianas.

Iniciamos a resolução escrevendo os vetores solicitados no enunciado como a soma de outros


vetores.

Assim, os vetores $' %( H &) podem ser escritos da forma:

$' $%  %'

%( %$  $(

&) &$  $)

Somando as três equações, temos:

96
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­$' $%  %'
°
°
 ®%( %$  $(
°
°&) &$  $)
¯
_______________________________________________

$'  %(  &) %'  $(  &$  $) Obs.: $%  %$  , pois são vetores opostos.

  
Observando o desenho, podemos afirmar ainda que: %' %& , $( $& , $) $% , pois
  
as medianas dividem o lado do triângulo em sua metade.
Substituindo essas relações nos termos do lado esquerdo da igualdade

$'  %(  &) %'  $(  &$  $) , temos:

$'  %(  &) %'  $(  &$  $)


  
$'  %(  &) %&  $&  $&  $% Obs.: &$  $& (vetores opostos)
  
  
$'  %(  &) $%  %&  $& Colocando em evidência os vetores $% H %&
  
 
$'  %(  &) $%  %&  $& Mas $%  %& $& . Veja no desenho!
 
 
$'  %(  &) $&  $&
 

$'  %(  &) 

6.



 ( '

;



 ) &

$ %



97
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ƒ $;
Podemos escrever o vetor $; como: $; $%  %;
 
Mas %; %( , pois, conforme enunciado, (; (% , então podemos afirmar que
 

%; %( .


Substituindo a relação %; %( na expressão $; $%  %; , temos:


$; $%  %;

$; $%  %( Mas %( %&  &'  '( , logo:



$; $%  %&  &'  '(


De acordo com o enunciado, temos que $% D  %& E H &' F . Substituindo essas



igualdades na expressão $; $%  %&  &'  '( , temos:


$; D E  F  D Efetuando a distributiva:

  
$; D E F D Efetuando as respectivas adições, temos:
  

  
$; D E F
  


ƒ );
Podemos escrever o vetor ); como: ); )(  (; .

Mas, conforme enunciado, (; (% .


Substituindo a relação (; (% na expressão ); )(  (; , temos:


); )(  (;

); )(  (% Mas (% ('  '&  &% , logo:


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); )(  ('  '&  &%



); F D  F  E Efetuando a distributiva, temos:

  
); F D F E Efetuando as respectivas adições, temos:
  
  
); D  E F
  


7.
a)

X        Efetuando a distributiva, temos:

 
X      
 
Efetuando a soma de vetores em coordenadas, temos:
 
X        Efetuando as respectivas adições e MMC, temos:
 
 
X  
 

b)
 
Y         
 
  
Y       
  
  
Y       
  
  
Y   
  





99
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c)
 
Z             
 
    
Z              
    
    
Z           
    
               
Z  
  
  
Z    
  

8.

[       Efetuando a distributiva, temos:

[     

[      O vetor  tem coordenadas   

A subtração de vetores é a soma com o vetor oposto. Assim, temos:

[        

[    
   
[

  
[    
  

[    


9. Efetuando as distributivas e as respectivas adições, temos:
   
 [   >    @    
   
      
[   >   @   
      
      
[    
      

100
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[     
      
      
[        
      
      
[      
      
       
[   
  
    
[   
  
   
  
[  



    
[   
  
      
[     ˜ 
    
 
[     
 

10. Multiplicar a 1ª equação por 2 e efetuar a soma com a 2ª equação:

­ [   \   
°
®
°̄\   [    
________________________________

\   
  
\

  
\  
  

Para determinar as coordenadas do vetor [ , devemos substituir as coordenadas encontradas do


  
vetor \   , substituindo na 2ª equação \   [     . Assim, temos:
  

\ [    

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   [    
  
  
 [        
  
  
 [         
  
  
 [   
  
  
  
[   

  
  
[   

   
[    
   
  
[    
  


11.
D     E      J       Efetuando a distributiva, temos:
D  D  D   E   E  E  J  J  J    Efetuando a adição das coordenadas, temos:
D   E  J  D  E  J  D  E  J   

Da igualdade anterior, podemos aplicar o conceito de igualdade de vetores, que nos dá o


seguinte sistema:

­D   E  J 
°°
 ®D  E  J 
°
°¯D  E  J 


Resolvendo o sistema:
Relacionando as duas últimas equações, multiplicando a terceira equação por -1 e efetuando a
adição das duas equações, temos:


102
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­°D  E  J 
®
°̄ D  E  J 
________________________

D  E 
D E

Substituindo D E na 2ª equação do sistema inicial, temos:


D  E  J 
  E  E  J 
E  E  J 
E  J 
J  E

Substituindo D E e J  E na 1ª equação do sistema inicial, temos:


D   E  J 
  E   E   E 
E   E  E 
E   E 
 E 

E 

E 

Substituindo E  em D E , temos:
D E
D 
D 

Substituindo E  em J  E , temos:
J  E
J  
J 

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Logo, D , E e J 

12.


6 $%  $'  &%  &'
Podemos escrever $% Podemos escrever $' Podemos escrever &% Podemos escrever &'
como: como: como: como:

$% $0  01  1% $' $0  01  1' &% &0  01  1% &' &0  01  1'


Assim, temos:

6 $%  $'  &%  &'

6 $0  01  1%  $0  01  1'  &0  01  1%  &0  01  1'


Efetuando a soma, temos:

6 $0  1%  1'  &0  01

Observe que $0 e 1% são segmentos opostos, logo a sua soma é nula.

Observe que 1' e &0 são segmentos opostos, logo a sua soma é nula.
Disso decorre que:

6 $0  1%  1'  &0  01

6 01






104
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13.

 
&

0
 F
%
 E
 2


D


 $



$0 $&  &0

$0 $&  &%


$0 $2  2&  &2  2%


$0 D  F  F  E

 
$0 D  F  F  E
 
 
$0 D  E  F
 

$0 D  E  F



CAPÍTULO 2


1. Para que o vetor Z seja ortogonal ao eixo Ox as suas coordenadas devem ser: Z A 2[ Ÿ

Z  \  ]
Temos ainda que:

ƒ Z  X 

105
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Pela definição de produto escalar, segue que:

Z X 

 \  ]      
    \    ]   
 \  ] 
\  ] 

ƒ Z  Y 
Pela definição de produto escalar, segue que:

Z Y 

 \  ]      
\  ] 

De acordo com as igualdades obtidas, podemos definir o sistema a seguir:

­° \   ] 
®
°̄  \   ] 

Multiplicando a 1ª equação por 2 e efetuando a adição, temos:

­°  \   ] 
®
°̄  \   ] 
___________________________

] 

]



Substituindo ] na 2ª equação do sistema inicial, temos:

\  ] 

 \   


106
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\  


\  

  
\


\


\

 
Assim, o vetor Z  \  ] é definido como Z  
 


2. Para que os vetores Z e X sejam ortogonais, deve ocorrer: Z  X .


Inicialmente, vamos determinar a outra condição do exercício:

Z X  OY

Z      O   

Z      O   O  O

Z   O    O    O

Retornando Às condições do exercício, temos que:

Z X  mas Z   O     O     O e X = (2, 1, -3). Logo:

Z X 
  O     O     O      

Utilizando o conceito de produto escalar, temos:


  O       O      O   
   O    O    O 
O   
O  




107
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3. Para que o vetor Y seja ortogonal ao eixo Oy, as suas coordenadas devem ser: Y A 2\ Ÿ

Y [   ]
Temos ainda que:

X . Y = 5.
     [   ] 
[    ] 
[   ]

Logo, Y [   ] Ÿ Y   ]   ] (*)

Temos ainda que o produto vetorial entre X e Y é | X š Y | = 


Determinando o produto vetorial, temos:

L M N L M
     Ÿ   ]    ]    ]
 ]  ]  ] 

Assim, temos: | X š Y | = 


Utilizando a definição de módulo de um vetor, temos:

 ]      ]      ]  

Para eliminar as raízes de ambos os lados da igualdade, vamos elevar os dois membros ao
quadrado:
§¨
©
 ]      ]      ]  ·¸
¹

 

Aplicando as propriedades de radiciação, temos:

 ]      ]      ]  

]     ]   ]      ]   ] 


 ]   ]    y

] ]  

108
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A equação anterior tem como solução: ]  H ] .

Voltando em (*)

Inicialmente, tínhamos definido que Y   ]   ] .

Como determinamos ]  H ]  , isso nos leva a:

S  ]  ŸY      Ÿ Y   

S  ]  ŸY      Ÿ Y   

4. Para [  Z é necessário que ocorra:

[ DZ

[ D    

[  D   D  

Temos ainda que:

[ š X = Y.
 D   D   š       

Resolvendo o produto vetorial anterior, temos:

L M N L M
D  D  D  D   
    

D N   L   M   L   M   D N   
L   M  D N   
D 

Como [  D   D   e D  , temos que:

[  D   D  

[        

[    


109
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5.
­Z A X
°
Temos que ® Ÿ Z  X š Y Ÿ Z D X š Y (*)
°̄Z A Y

Calculando o produto vetorial X š Y

L M N
      
  

Voltando a (*), temos:

Z D X š Y

Z D    

Z  D    D   D

Temos que Z  e que Z  D    D   D .

Utilizando a definição de módulo de um vetor, temos:


  
 D   D  D 

Para eliminar as raízes de ambos os lados da igualdade, vamos elevar os dois membros ao
quadrado:
§¨
©
 D 
  D 
 D  ·¸
¹

 
  
 D   D  D 
  
D  D  D 

 D 

 
D

­D  Ÿ Z    
 °
D  Ÿ ®
°̄D  Ÿ Z     

Qual dos dois vetores anteriores é a solução do exercício?

110
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Precisamos verificar qual deles forma um ângulo agudo com o eixo Oy, conforme enunciado do
exercício.
Essa condição nos leva a concluir que: cos θ>0
Temos que as coordenadas do eixo Oy são   
Verificando se o ângulo é agudo ou obtuso:

Z    
FRV 4 !
Z    

O resultado da expressão nos dirá qual dos dois vetores Z forma um ângulo agudo com o eixo
Oy. Mas não precisamos fazer o cálculo utilizando a expressão inteira. Basta observar que o
denominador da expressão sempre será um valor positivo, pois está em módulo.

Logo, basta analisar e substituir os valores de Z apenas no numerador da expressão.

Z    
!
Z    

Então:

Z     Ÿ           !  Ÿ FRV 4 !  Ÿ 4 p DJXGR

Z     Ÿ                   Ÿ FRV 4   Ÿ 4 p REWXVR

?Z     











111
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6.

ƒ D  E " ƒ D  E " 

   D  E D  E  FRV ž 
D  E D  E    D  E  FRV ž

 § · 
D  E          ¨  ¸  D  E    
© ¹ 

D  E 
      D  E  


D  E  
ƒ D š E "
D  E  
D š E D  E VHQ ž 


ƒ D  E " D š E    

   
D  E D  E    D  E  FRV ž D š E   

 § ·
D  E          ¨ ¸ 
© ¹ D š E    

D  E       



D  E  

D  E  

D  E  









112
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7.


 
a) O volume do paralelepípedo determinado pelos vetores é dado pelo módulo do produto misto
entre esses vetores.
Para determinar o produto misto entre três vetores, basta calcular o determinante formado pelas
coordenadas desses vetores, como segue:

9S > $% $& $' @


    
9S > $% $& $' @     
    

9S      

9S 

9S 


b)

&% š &'
$' %&'


Precisamos, inicialmente, determinar cada termo da expressão anterior:

ƒ &%
&% &$  $%

&%         

&%     

113
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ƒ &'
&' &$  $'

&'        

&'    

ƒ &% š &'
L M N L M
&% š &'    
    

&% š &'      

ƒ &% š &'

  
&% š &'     

&% š &'     

&% š &' 


Voltando à definição:

&% š &'
$'%&'



$' %&'


c) Ao determinar a distância entre o ponto A e o plano BCD, formamos um tetraedro.
A menor distância entre o ponto A e o plano BCD é uma reta que forma 90º com o plano BCD.
Isso nos dá a altura.

Temos que, o volume do tetraedro é dado por: 97 $  K , em que $% é a área do
 %
$' %&' e h é a altura que queremos determinar.

Temos também que:

114
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97 9
 3

Relacionando essas duas expressões, temos:



97 9 93 Determinado no item a
 3

97  

97 

Substituindo os valores encontrados anteriormente, temos:



97 $ K
 %

 
  K h é o valor que queremos determinar
 
   K


K , racionalizando temos:


 
K 
 

  
K , simplificando:

 
K


d) Observe que B é um dos vértices do triângulo BCD.
Determinar a distância de B à reta CD significa determinar a altura do triângulo BCD relativa ao
lado CD e o vértice B.

115
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$'  E  K , em que b é a base do triângulo, dado pela medida do segmento '& .


Determinando a medida de '& :

As coordenadas de '& foram determinadas no início do exercício.

&'    
  
E '&     

E '&     

E '& 

 
Voltando a $'  E  K . Temos que $' eE  . Logo:
 

$'  E  K


 
   K
 

 
   K
 
   K


K , racionalizando:


 
K 
 


K , fatorando 372, temos:


  
K


 
K



K




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8.

a) [ é coplanar com D š E e E š F .

Determinar, inicialmente, D š E e E š F .

L M N L M
D š E     Ÿ L  N   M    
   

L M N L M
E š F     Ÿ L   N   M     
   

Demonstrar que [ é coplanar com D š E e E š F equivale a demonstrar que [ pode ser

escrito como uma combinação linear de D š E e E š F .

Como temos D š E     e E š F      , basta determinar:

[ D      E      Ÿ D  D  D   E  E   E

[ D  E   D   E  D   E (*) ver item b

Temos que D  E (ver final do item b). Logo, substituindo na expressão anterior:

[ D  E D   E D   E

[  E  E E   E  E   E

[   E   E    E 


b) [ é ortogonal a D + F .

Para [ ser ortogonal a D + F , deve ocorrer [  D  F  , ou seja, o produto escalar entre


os vetores deve ser igual a zero.

[  D  F 

[         

[     

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No item a, antes de finalizarmos o exercício, concluímos que

[ D  E   D   E  D   E . Observar em (*) no item a.

Substituindo [ D  E   D   E  D   E em [      , temos:

[     
D  E   D   E  D   E     

Aplicando o conceito de produto escalar, temos:


D   E   D   E   
DE 
D E


CAPÍTULO 3

1. Vimos que uma reta é bem definida quando conhecemos um ponto e a direção que é dada pelo
vetor diretor.
Inicialmente, vamos calcular o vetor diretor:

Y 33 3  3

Y 33         

Y 33     

Logo:
­[ [  O D
°
U  ®\ [  J E O  5 ,
°] [  J F
¯

Em que [  [  H [  são as coordenadas de um dos pontos dados e a, b e c são as coordenadas

do vetor diretor encontrado.


Assim, temos:

118
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­[   O
°
U  ®\   O O  5
°]   O
¯
Observe que, para definir as equações paramétricas, utilizamos as coordenadas do ponto P1, mas
poderíamos também ter utilizado as coordenadas do ponto P2.

2. As equações simétricas derivam das equações paramétricas. Então, inicialmente, iremos proceder
como no exercício anterior.
Inicialmente, vamos calcular o vetor diretor:

Y 33 3  3

Y 33         

Y 33     

Logo:
­[ [  O D
°
U  ®\ [  J E O  5 ,
°] [  J F
¯

Assim, temos:

­[   O
°
U  ®\   O O  5
°]   O
¯

Temos que as equações simétricas são dadas por


[  [ \  \ ]  ]
U
D E F

Então:
[ \ ]  
U
  
[ \ ] 
U
  



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3. X  L   M   N , então X pode ser escrito em coordenadas como: X    

­[   O
°
U  ®\    O O  5
°]   O
¯

4. Inicialmente, vamos calcular o vetor diretor:

Y $% %$

Y $%          

Y $%     ou Y      

Dessa forma, as equações paramétricas da reta são:

­[   O
°
U  ®\   O O  5
°]   O
¯

Para x = 0, temos:

­[   O
°
3  \  ] em U  ®\   O O  5
°]   O
¯

Substituindo a coordenada x = 0 na primeira equação paramétrica, temos:

­   O Ÿ  O Ÿ O 
°
U  ®\   O
°]   O
¯

Substituindo O   nas equações y e z, temos:

­   O Ÿ
°
U  ®\   O Ÿ \       Ÿ \   Ÿ \ 
°]   O Ÿ ]      Ÿ ]   Ÿ ] 
¯

Logo, 3  \  ]
3    

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Para y = 0, temos:

­[   O
°
4 [   ] em U  ®\   O O  5
°]   O
¯

Substituindo a coordenada y = 0 na segunda equação paramétrica, temos:

­[   O
° 
U  ®   O Ÿ  O Ÿ O 
° 
¯]   O


Substituindo O  nas equações x e z, temos:

§ ·     
[   O Ÿ [    ¨ ¸ Ÿ [   Ÿ [ Ÿ [
© ¹   

§ ·     
]   O Ÿ ]    ¨  ¸ Ÿ ]   Ÿ ] Ÿ ] 
© ¹   

Logo, 4 [   ]
 
4   
 

Para z = 0, temos:

­[   O
°
7 [  \   em U  ®\   O O  5
°]   O
¯

Substituindo a coordenada z = 0 na terceira equação paramétrica, temos:

­[   O
°
U  ®\   O
°   O Ÿ  O Ÿ O 
¯

Substituindo O   nas equações x e y, temos:

121
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[   O Ÿ [       Ÿ [    Ÿ [ 

\   O Ÿ \        Ÿ \    Ÿ \  

/RJR 7 [ \   
7     

2VSRQWRVSURFXUDGRVVmR
 
3      4    H 7     
 

5.




Temos que M é o ponto médio de %& (mediana divide o segmento em duas partes iguais).
Definindo as coordenadas de M:
% &          
0 Ÿ 0 Ÿ 0 Ÿ 0   
  

Temos os seguintes dados:


­$    
P  ®
¯0   

Determinando o vetor diretor:

Y $0 0 $

Y $0        

Y $0   




122
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Definindo as equações paramétricas da mediana m:

­[   O
°
P  ®\   O O  5
°]    O
¯

­[   O
°
P  ®\ O O  5
°]    O
¯

6. A equação cartesiana ou equação geral do plano tem a forma:
S  D [ E \ F ]  G  . É isso que devemos obter como resposta!

Além disso, temos que:

Equação cartesiana: P = (x, y, z)  › œ 33 X Y > @ 

Determinando 33 , em que P é um ponto qualquer da forma P = (x, y, z)

33 3  3

33 [ \ ]    

33 [   \   ]  

>
Calculando 33 X Y @ 

[   \  ]   [   \ 
     
    

 ]        [       \    [    \        ]   
 ]    [    \    [    \    ]   
 [  \  ]   

Multiplicando tudo por (-1), temos:


S  [  \  ]   





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7.









O Plano S fica bem determinado quando conhecemos as coordenadas de um ponto que
pertence a esse plano e as coordenadas dos dois vetores diretores, que são determinados pelas
coordenadas dos outros dois pontos pertencentes ao mesmo plano.

Vamos então, inicialmente, determinar as coordenadas dos vetores diretores X e Y .

X 3  3 Y 3  3

X         Y        

X     Y    

Equação cartesiana: P = (x, y, z)  › œ 33 X Y > @ 

Determinando 33 , em que P é um ponto qualquer da forma P = (x, y, z)

33 3  3

33 [ \ ]    

33 [   \   ]  

>
Calculando 33 X Y @ 

[  \  ]  [  \ 
     
    

     ]          \         
 ]    \   
  \  ]   

Simplificando a expressão, dividindo os coeficientes por 2 e multiplicando tudo por (-1), temos:
S  \ ]  

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REFERÊNCIAS

CAMARGO, J. O. M. Cálculo vetorial. São Paulo: Renascença, 1946.

EFIMOV, N. Curso breve de geometria analítica. Tradução de Emiliano Aparício Bernardo. Moscou:
Editorial Mir, 1969.

FEITOSA, M. O. Cálculo vetorial e geometria analítica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1976.

IEZZI, G. Fundamentos de matemática elementar 7: geometria analítica. 4. ed. São Paulo: Atual, 1993.

LIMA, R. B. Elementos de geometria analítica. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1969.

______. Elementos de álgebra vetorial. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974.

MACHADO, A. S. Matemática, temas e metas 5: geometria analítica e polinômios. São Paulo: Atual,
1986.

MELLO, D. A.; WATANABE, R. G. Vetores e geometria analítica – exercícios. [S.l.]: DAG, 1985.

OLIVEIRA, I. C.; BOULOS, P. Geometria analítica. [S.l.: s.n.], 1978. 1 v.

SANTOS, N. M. Vetores e matrizes. 2. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1975.

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APÊNDICE

Referências dos Exercícios

MELLO, D. A.; WATANABE, R. G. Vetores e geometria analítica – exercícios. [S.l.]: DAG, 1985.

Capítulo 1

ƒƒ 1, 2 – p. 1
ƒƒ 3, 4 – p. 2
ƒƒ 5, 12 – p. 4
ƒƒ 6 – p. 5
ƒƒ 11 – p. 13

Capítulo 3

ƒƒ 1, 2 – p. 21
ƒƒ 3, 4, – p. 30
ƒƒ 5 – p. 31
ƒƒ 6 – p. 32
ƒƒ 7, 8 – p. 33

LIMA, R. B. Elementos de álgebra vetorial. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974.

Capítulo 1

ƒƒ 7 – p. 14
ƒƒ 8, 9, 10 – p. 15
ƒƒ 13 – p. 16

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Regina Maria Sigolo Bernardinelli

Capítulo 2

ƒƒ 1, 2, 3, 4, 5 – p. 31
ƒƒ 6 – p. 32
ƒƒ 7, 8 – p. 42

LIMA, R. B. Elementos de geometria analítica. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1969.

Capítulo 3

ƒƒ 1, 2, 3 – p. 30
ƒƒ 4, 5 – p. 31
ƒƒ 6, 7 – p. 61

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