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Aula 05

Raciocínio-Lógico Matemático p/ EBSERH - 2016 (todos os cargos)

Professor: Marcos Piñon


AULA 05: Raciocínio lógico-matemático:
equivalência e implicação lógica

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SUMÁRIO PÁGINA
1. Implicação lógica 1
2. Equivalência lógica 2
3. Questões comentadas nesta aula 46
4. Gabaritos 55

1 - Implicação Lógica

Dizemos que uma proposição “A” implica em outra “B”, se “B” é verdadeira todas as
vezes que “A” é verdadeira. Assim, em nenhuma linha da tabela-verdade de “A” e
“B” aparece VF, ou seja, não temos simultaneamente o “A” verdadeiro e o “B” falso.
Usamos para a implicação o símbolo “ ”. Vamos ver um exemplo:

p (p v q)

p q pvq
V V V
V F V
F V V
F F F

Podemos dizer que p (p v q), pois sempre que o “p” é verdadeiro, “p v q” também
é verdadeiro.

Devemos notar que uma proposição “A” implica numa proposição “B”, sempre
que a condicional “A B” for verdadeira.

Das possíveis implicações, a mais importante para concurso é a propriedade


transitiva:

(p q) (q r) p r

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p q r p q q r (p q) (q r) p r
V V V V V V V
V V F V F F F
V F V F V F V
V F F F V F F
F V V V V V V
F V F V F F V
F F V V V V V
F F F V V V V

2 - Equivalência Lógica

Dizemos que duas proposições são equivalentes se elas forem formadas pelas
mesmas proposições simples e suas tabelas-verdade forem iguais. Ou seja, pra
os mesmos valores lógicos de suas proposições simples, seus valores
resultantes serão sempre os mesmos. Usamos para a equivalência o símbolo " ".
Vamos ver um exemplo:

A proposição “~p v q” e a proposição “p q”:

p q ~p ~p v q p q
V V F V V
V F F F F
F V V V V
F F V V V

Podemos dizer que (~p v q) (p q), pois as suas tabelas verdade são iguais,
conforme mostrado acima.

Devemos notar que uma proposição “A” é equivalente à proposição “B”, sempre
que a bicondicional “A B” for verdadeira.

Negação de proposições compostas

Algumas das principais equivalências são aquelas que negam as proposições


compostas.

Já vimos o operador “~” (negação) utilizado numa proposição simples. Veremos,


agora, o que ocorre se negarmos uma proposição composta. O resultado
dependerá da estrutura dessa proposição.

Negação da conjunção: ~(p q)

Para realizar a negação de uma conjunção, executaremos 3 passos:

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1- Negamos o “p”
2- Negamos o “q”
3- Substituímos o “e” pelo “ou”

Portanto, a negação de (p q) é (~p v ~q). Podemos dizer então que:

~(p q) ~p v ~q

Não iremos demonstrar aqui, como chegamos a este resultado. Basta saber que
a tabela-verdade da proposição composta e de sua negação devem ser opostas,
ou seja, sempre que uma for verdadeira, a outra deverá ser falsa e sempre que
uma for falsa a outra deverá ser verdadeira.

p q ~p ~q p q ~(p q) ~p v ~q
V V F F V F F
V F F V F V V
F V V F F V V
F F V V F V V

Negação da disjunção: ~(p v q)

Para realizar a negação de uma disjunção, executaremos, também, 3 passos:

1- Negamos o “p”
2- Negamos o “q”
3- Substituímos o “ou” pelo “e”

Portanto, a negação de (p v q) é (~p ~q). Podemos dizer então que:

~(p v q) ~p ~q

Da mesma forma que a conjunção, vamos apenas demonstrar a tabela-verdade:

p q ~p ~q pvq ~(p v q) ~p ~q
V V F F V F F
V F F V V F F
F V V F V F F
F F V V F V V

Negação da condicional: ~(p q)

Para realizar a negação de uma condicional, executaremos, mais uma vez, 3


passos:

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1- Mantemos o “p”
2- Negamos o “q”
3- Substituímos o “se ... então...” pelo “e”

Portanto, a negação de (p q) é (p ~q). Podemos dizer então que:

~(p q) p ~q

Vamos, mais uma vez, apenas demonstrar a tabela-verdade:

p q ~p ~q p q ~(p q) p ~q
V V F F V F F
V F F V F V V
F V V F V F F
F F V V V F F

Negação da bicondicional: ~(p q)

Na negação da bicondicional (p q), que como vimos acima, é o mesmo que (p q)


(q p), faremos o que já aprendemos para a negação da conjunção e da
condicional. Vejamos:

1- Chamamos “p q” de k
2- Chamamos “q p” de j

Teremos então uma conjunção: k j

Para negar uma conjunção, já vimos que devemos negar as proposições e trocar
o operador “e” por “ou”. Assim:

~(k j) = ~k v ~j

Retornando os valores de k e j, temos:

~(p q) v ~(q p)

Substituindo, agora, o que aprendemos para a negação da condicional, temos:

~(p q) v ~(q p) = (p ~q) v (q ~p)

Portanto, a negação de (p q) é (p ~q) v (q ~p).

~(p q) (p ~q) v (q ~p)

Vamos, mais uma vez, apenas demonstrar a tabela-verdade:

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p q ~p ~q p q ~(p q) (p ~q) (q ~p) (p ~q) v (q ~p)
V V F F V F F F F
V F F V F V V F V
F V V F F V F V V
F F V V V F F F F

Vamos a algumas questões!

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01 - (PROMINP – 2010 / CESGRANRIO) A negação de p ~q é

(A) p q
(B) ~p q
(C) p v q
(D) p ~q
(E) p q

Solução:

Devemos saber que a negação de uma condicional A B é dada por:

~(A B) = A ~B

Ou seja, mantemos o primeiro termo (A), substituímos a condicional ( ) por uma


conjunção ( ), e negamos o segundo termo (B)

Assim, a negação de p ~q é dada por:

~(p ~q) = p ~(~q) ~(p


~q) = p q

Resposta letra E.

02 - (CITEPE – 2009 / CESGRANRIO) A negação da proposição composta


“Janaína é irmã de Mariana e Mariana não é filha única” é

(A) se Janaína é irmã de Mariana, então Mariana é filha única.


(B) se Janaína não é irmã de Mariana, então Mariana não é filha única.
(C) se Janaína não é irmã de Mariana, então Mariana é filha única.
(D) Janaína é irmã de Mariana e Mariana é filha única.
(E) Janaína não é irmã de Mariana ou Mariana é filha única.

Solução:

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Passando a proposição “Janaína é irmã de Mariana e Mariana não é filha única”
para a linguagem simbólica, temos:
p ~q
Janaína é irmã de Mariana e Mariana não é filha única

Portanto, devemos negar uma proposição composta do tipo A B (uma


conjunção). Sabemos que a negação dessa conjunção é dada por:

~(A B) = ~A v ~B

Assim, a negação de p ~q é dada por:

~(p ~q) = ~p v ~(~q)

que é o mesmo que

~(p ~q) = ~p v q

Assim, temos:

p: “Janaína é irmã de Mariana.”


q: “Mariana é filha única.”
e
~p: “Janaína não é irmã de Mariana.”
~q: “Mariana não é filha única.”

Por fim,

~p v q = “Janaína não é irmã de Mariana ou Mariana é filha única”

Resposta letra E.

03 - (COREN/SC – 2013 / AOCP) A negação da proposição “Ana gosta do


campo e Márcia gosta do litoral” é

(A) Ana não gosta do campo ou Márcia não gosta do litoral.


(B) Ana não gosta do campo e Márcia não gosta do litoral.
(C) Se Ana não gosta do campo, então Márcia não gosta do litoral.
(D) Se Márcia não gosta do litoral, então Ana não gosta do campo.
(E) Ana não gosta do campo se, e somente se, Márcia não gosta do litoral.

Solução:

Começamos passando a proposição do enunciado para a linguagem simbólica:

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p q
“Ana gosta do campo e Márcia gosta do litoral”

p: Ana gosta do campo


q: Márcia gosta do litoral

Assim, temos uma conjunção:

p q: Ana gosta do campo e Márcia gosta do litoral

Sabemos que a negação da conjunção é dada por:

~(p q) = ~p v ~q

Assim, temos:

~p: Ana não gosta do campo


~q: Márcia não gosta do litoral

Com isso, temos:

~p v ~q: Ana não gosta do campo ou Márcia não gosta do litoral

Resposta letra A.

04 - (Pref. de Camaçari – 2014 / AOCP) Qual é a alternativa que apresenta a


negação da proposição:

“Gosto de pipoca e gosto de chocolate”

(A) “Gosto de pipoca e não gosto de chocolate”


(B) “Não gosto de pipoca e gosto de chocolate”
(C) “Não gosto de pipoca e chocolate”
(D) “Não gosto de pipoca e não gosto de chocolate”
(E) “Não gosto de pipoca ou não gosto de chocolate”

Solução:

Essa questão é bem parecida com a anterior. Mais uma vez, começamos
passando a proposição do enunciado para a linguagem simbólica:
p q
“Gosto de pipoca e gosto de chocolate”

p: Gosto de pipoca
q: Gosto de chocolate

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Assim, temos uma conjunção:

p q: Gosto de pipoca e gosto de chocolate

Sabemos que a negação da conjunção é dada por:

~(p q) = ~p v ~q

Assim, temos:

~p: Não Gosto de pipoca


~q: Não Gosto de chocolate

Com isso, temos:

~p v ~q: Não gosto de pipoca ou não gosto de chocolate

Resposta letra E.

05 - (EBSERH – UFPB – 2014 / AOCP) Qual é a negação de “Marta é casada


e Luiza é solteira”?

(A) Marta não é casada e Luiza é solteira.


(B) Luiza é solteira se Marta é casada.
(C) Marta não é casada ou Luiza não é solteira.
(D) Marta não é casada e Luiza não é solteira.
(E) Marta é casada e Luiza não é solteira.

Solução:

Temos aqui mais uma questão semelhante. Passando a proposição do


enunciado para a linguagem simbólica, temos:
p q
“Marta é casada e Luiza é solteira”

p: Marta é casada
q: Luiza é solteira

Assim, novamente uma conjunção:

p q: Marta é casada e Luiza é solteira

Sabemos que a negação da conjunção é dada por:

~(p q) = ~p v ~q

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Assim, temos:

~p: Marta não é casada


~q: Luiza não é solteira

Com isso, temos:

~p v ~q: Marta não é casada ou Luiza não é solteira

Resposta letra C.

06 - (EBSERH – UFS – 2014 / AOCP) Assinale a alternativa que apresenta a


negação da proposição:

“Mauro gosta de rock ou João gosta de samba”.

(A) Mauro gosta de rock ou João não gosta de rock.


(B) Mauro gosta de rock se João não gosta de samba.
(C) Mauro não gosta de rock ou João não gosta de samba.
(D) Mauro não gosta de rock se, e somente se João não gosta de samba.
(E) Mauro não gosta de rock e João não gosta de samba.

Solução:

Novamente, começamos passando a proposição do enunciado para a linguagem


simbólica:
p v q
“Mauro gosta de rock ou João gosta de samba”

p: Mauro gosta de rock


q: João gosta de samba

Assim, temos uma disjunção:

p v q: Mauro gosta de rock ou João gosta de samba

Sabemos que a negação da disjunção é dada por:

~(p v q) = ~p ~q

Assim, temos:

~p: Mauro não gosta de rock


~q: João não gosta de samba

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Com isso, temos:

~p ~q: Mauro não gosta de rock e João não gosta de samba

Resposta letra E.

07 - (EBSERH – UFC – 2014 / AOCP) Dizer que não é verdade que “Joana
gosta de filmes e Jair gosta de pipoca doce” é logicamente equivalente a
dizer que é verdade que

(A) Joana não gosta de filmes se Jair gostar de pipoca doce.


(B) Joana gosta de filmes e Jair não gosta de pipoca doce.
(C) Joana não gosta de filmes e Jair gosta de pipoca doce.
(D) Joana não gosta de filmes e Jair não gosta de pipoca doce.
(E) Joana não gosta de filmes ou Jair não gosta de pipoca doce.

Solução:

Nessa questão, devemos entender que ao afirmar “Não é verdade que ...”,
estamos negando o que vem logo em seguida. Assim, devemos encontrar entre
as alternativas da questão uma proposição equivalente à negação de “Joana
gosta de filmes e Jair gosta de pipoca doce”. Assim, temos:

p q
“Joana gosta de filmes e Jair gosta de pipoca doce”

p: Joana gosta de filmes


q: Jair gosta de pipoca doce

Assim, temos aqui uma conjunção:

p q: Joana gosta de filmes e Jair gosta de pipoca doce

Sabemos que a negação da conjunção é dada por:

~(p q) = ~p v ~q

Assim, temos:

~p: Joana não gosta de filmes ~q:


Jair não gosta de pipoca doce

Com isso, temos:

~p v ~q: Joana não gosta de filmes ou Jair não gosta de pipoca doce

Resposta letra E.

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08 - (EBSERH – UFMT – 2014 / AOCP) Dizer que não é verdade que “Camila
é estudante e Gabriela é professora” é logicamente equivalente a dizer que

(A) Camila não é estudante ou Gabriela não é professora.


(B) Camila não é estudante ou Gabriela é professora.
(C) Camila é estudante ou Gabriela não é professora.
(D) Camila não é estudante e Gabriela não é professora.
(E) Camila é estudante e Gabriela não é professora.

Solução:

Essa questão é bem parecida com a anterior. Devemos encontrar uma proposição
equivalente à negação de “Camila é estudante e Gabriela é professora”. Vejamos:

p q
“Camila é estudante e Gabriela é professora”

p: Camila é estudante
q: Gabriela é professora

Assim, temos aqui uma conjunção:

p q: Camila é estudante e Gabriela é professora

Sabemos que a negação da conjunção é dada por:

~(p q) = ~p v ~q

Assim, temos:

~p: Camila não é estudante


~q: Gabriela não é professora

Com isso, temos:

~p v ~q: Camila não é estudante ou Gabriela não é professora

Resposta letra A.

09 - (ATA/MF – 2014 / ESAF) A negação da proposição “se Paulo trabalha


oito horas por dia, então ele é servidor público” é logicamente equivalente
à proposição:

(A) Paulo trabalha oito horas por dia ou é servidor público.


(B) Paulo trabalha oito horas por dia e não é servidor público.

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(C) Paulo trabalha oito horas por dia e é servidor público.
(D) Se Paulo não trabalha oito horas por dia, então não é servidor público.
(E) Se Paulo é servidor público, então ele não trabalha oito horas por dia.

Solução:

Começamos passando a proposição do enunciado para a linguagem simbólica:

“se Paulo trabalha oito horas por dia, então ele é servidor público”

p: Paulo trabalha oito horas por dia


q: Paulo é servidor público

p q: Se Paulo trabalha oito horas por dia, então ele é servidor

público Vimos que a negação da condicional é dada por:

~(p q) = p ~q

Assim, temos:

p ~q: Paulo trabalha oito horas por dia e NÃO é servidor público

Resposta letra B.

10 - (STN – 2013 / ESAF) A negação da proposição “se Curitiba é a capital


do Brasil, então Santos é a capital do Paraná” é logicamente equivalente à
proposição:

(A) Curitiba não é a capital do Brasil e Santos não é a capital do Paraná.


(B) Curitiba não é a capital do Brasil ou Santos não é a capital do Paraná.
(C) Curitiba é a capital do Brasil e Santos não é a capital do Paraná.
(D) Se Curitiba não é a capital do Brasil, então Santos não é a capital do
Paraná.
(E) Curitiba é a capital do Brasil ou Santos não é a capital do Paraná.

Solução:

Começamos passando a proposição do enunciado para a linguagem simbólica:

“se Curitiba é a capital do Brasil, então Santos é a capital do Paraná”

p: Curitiba é a capital do Brasil


q: Santos é a capital do Paraná

p q: Se Curitiba é a capital do Brasil, então Santos é a capital do Paraná

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Vimos que a negação da condicional é dada por:

~(p q) = p ~q

Assim, temos:

p ~q: Curitiba é a capital do Brasil e Santos NÃO é a capital do Paraná

Resposta letra C.

11 - (ATRFB – 2012 / ESAF) A negação da proposição “se Paulo estuda,


então Marta é atleta” é logicamente equivalente à proposição

(A) Paulo não estuda e Marta não é atleta.


(B) Paulo estuda e Marta não é atleta.
(C) Paulo estuda ou Marta não é atleta.
(D) se Paulo não estuda, então Marta não é atleta.
(E) Paulo não estuda ou Marta não é atleta.

Solução:

Mais uma vez, começamos passando a proposição do enunciado para a


linguagem simbólica:

Se Paulo estuda, então Marta é atleta

p: Paulo estuda
q: Marta é atleta

p q: Se Paulo estuda, então Marta é atleta

Vimos que a negação de uma condicional é dada por:

~(p q) = p ~q

Assim, temos:

p ~q: Paulo estuda e Marta NÃO é atleta

Resposta letra B.

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Voltando para a teroria...

Mais Equivalências

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Lei Associativa

(A B) C A (B C) (A v B) v
C A v (B v C)

Essa propriedade, que vale apenas para a conjunção e para a disjunção, pode
ser verificada por meio da tabela-verdade. Vamos demonstrar a propriedade
para a conjunção:

A B C A B (A B) C B C A (B C)
V V V V V V V
V V F V F F F
V F V F F F F
V F F F F F F
F V V F F V F
F V F F F F F
F F V F F F F
F F F F F F F

O mesmo pode ser verificado para a disjunção (tente em casa!).

Lei Distributiva

A (B v C) (A B) v (A C)
A v (B C) (A v B) (A v C)

Mais uma vez, a propriedade só vale para a conjunção e para a disjunção.


Vamos demonstrar, por meio da tabela-verdade:

A B C B v C A (B v C) A B A C (A B) v (A C)
V V V V V V V V
V V F V V V F V
V F V V V F V V
V F F F F F F F
F V V V F F F F
F V F V F F F F
F F V V F F F F
F F F F F F F F

Dupla Negação

~(~A) A

Essa é bem intuitiva. Vamos direto para a tabela-verdade:

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A ~A ~(~A)
V F V
F V F

Equivalências da Condicional

~A A A

Vamos direto para a tabela-verdade:

A ~A ~A A
V F V
F V F

A B ~A v B
A B ~B ~A

Essas são as equivalências mais importantes. Vamos demonstrar as duas com


uma única tabela-verdade:

A B ~A ~B A B ~A v B ~B ~A
V V F F V V V
V F F V F F F
F V V F V V V
F F V V V V V

Equivalências da Bicondicional

A B (A B) (B A)
A B (A B) v (~A ~B)

Para concluir, as duas últimas equivalências:

A B A B B A A B (A B) (B A)
V V V V V V
V F F V F F
F V V F F F
F F V V V V

A B ~A ~B A B ~A ~B A B (A B) v (~A ~B)
V V F F V F V V
V F F V F F F F
F V V F F F F F
F F V V F V V V

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Agora, para fixar, vamos listar todas as equivalências citadas acima:

(A B) C A (B C) (A v B) v
C A v (B v C)
A (B v C) (A B) v (A C)
A v (B C) (A v B) (A v C) ~(~A)
A
~A A A
A B ~A v B
A B ~B ~A
A B (A B) (B A)
A B (A B) v (~A ~B)

Não é preciso decorar essas equivalências, pois todas elas podem ser
demonstradas a qualquer momento. No entanto, na medida em que formos
resolvendo as questões, iremos perceber que elas podem ser muito úteis. Com o
tempo, algumas dessas equivalências serão decoradas por você naturalmente.
Isso fará com que você ganhe tempo na hora da prova.

Vamos às questões!!!

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12 - (Agente Fiscal de Rendas/SP – 2006 / FCC) Se p e q são proposições,


então a proposição p (~q) é equivalente a

(A) ~(q ~p)


(B) ~(p v q)
(C) ~(p ~q)
(D) ~(p q)
(E) ~q ~p

Solução:

Nessa questão, podemos simplesmente construir a tabela-verdade de todas as


alternativas e compará-las com a tabela verdade da proposição do enunciado.
Outra forma de resolver é tentar simplificar as proposições das alternativas
tentando encontrar a proposição do enunciado. Vejamos:

(A) ~(q ~p)

A negação dessa condicional é dada por:

~(q ~p) = q ~(~p) = q p = p q (que é diferente da proposição do enunciado). Item


errado

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(B) ~(p v q)

A negação dessa disjunção é dada por:

~(p v q) = ~p ~q (que é diferente da proposição do enunciado). Item errado.

(C) ~(p ~q)

A negação dessa condicional é dada por:

~(p ~q) = p ~(~q) = p q (que é diferente da proposição do enunciado). Item


errado.

(D) ~(p q)

A negação dessa condicional é dada por:

~(p q) = p ~q (que é igual à proposição do enunciado). Item correto.

(E) ~q ~p

Nessa última alternativa, já temos a condicional resultante. Sabemos que uma


condicional qualquer só possui um possível valor lógico falso, enquanto que uma
conjunção só possui um possível valor lógico verdadeiro. Logo, essas
proposições não podem ser equivalentes. Item errado.

Resposta letra D.

13 - (PROMINP – 2010 / CESGRANRIO) Assinale a alternativa que apresenta


uma proposição logicamente equivalente a ~p q.

(A) p q
(B) p ~q
(C) q ~p
(D) ~q p
(E) ~q ~p

Solução:

Devemos lembrar que duas proposições são ditas equivalentes quando elas
possuem a mesma tabela-verdade, ou seja, os mesmos valores lógicos. Assim,
para resolver esta questão basta construir a tabela verdade de cada uma das
alternativas e comparar com a tabela-verdade de ~p q:

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p q ~p ~p q
V V F V
V F F V
F V V V
F F V F

Comparando com as alternativas, temos:

(A) p q

p q ~p p q ~p q
V V F V V
V F F F V
F V V V V
F F V V F

Item errado, pois as tabelas-verdade não são iguais.

(B) p ~q

p q ~p ~q p ~q ~p q
V V F F F V
V F F V V V
F V V F V V
F F V V V F

Item errado, pois as tabelas-verdade não são iguais.

(C) q ~p

p q ~p q ~p ~p q
V V F F V
V F F V V
F V V V V
F F V V F

Item errado, pois as tabelas-verdade não são iguais.

(D) ~q p

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p q ~p ~q ~q p ~p q
V V F F V V
V F F V V V
F V V F V V
F F V V F F

Item correto, pois suas tabelas-verdade são iguais. Essa é a resposta.

(E) ~q ~p

p q ~p ~q ~q ~p ~p q
V V F F V V
V F F V F V
F V V F V V
F F V V V F

Item errado, pois as tabelas-verdade não são iguais.

Uma outra forma de resolver esta questão é você se lembrar desta equivalência:

p q = ~q ~p (uma condicional é equivalente a sua contrapositiva)

Assim, fazendo o mesmo para ~p q:

~p q = ~q ~(~p)

que é o mesmo que:

~p q = ~q p

Resposta letra D.

14 - (Agente Fiscal de Rendas/SP – 2006 / FCC) Das proposições abaixo, a


única que é logicamente e equivalente a p q é

(A) q ~p
(B) ~(q p)
(C) ~q ~p
(D) ~q p
(E) ~p ~q

Solução:

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Nessa questão, da mesma forma que fizemos na questão anterior, poderíamos
simplesmente construir as tabelas-verdade das alternativas e compará-las com a
tabela-verdade da proposição do enunciado. Outra forma de resolver é
simplesmente lembrar a principal equivalência da condicional:

p q ~q ~p

Aconselho decorar essa equivalência, pois ela pode ser muito útil na prova.
Nessa questão, por exemplo, você não perderia mais do que um minuto para
resolvê-la se tivesse decorado essa equivalência.

Resposta letra C.

15 - (TCE/MG – 2007 / FCC) São dadas as seguintes proposições:

(1) Se Jaime trabalha no Tribunal de Contas, então ele é eficiente.


(2) Se Jaime não trabalha no Tribunal de Contas, então ele não é eficiente.
(3) Não é verdade que, Jaime trabalha no Tribunal de Contas e não é
eficiente.
(4) Jaime é eficiente ou não trabalha no Tribunal de Contas.

É correto afirmar que são logicamente equivalentes apenas as proposições


de números

(A) 2 e 4
(B) 2 e 3
(C) 2, 3 e 4
(D) 1, 2 e 3
(E) 1, 3 e 4

Solução:

Nessa questão, vamos começar passando as quatro proposições para a


linguagem simbólica:

(1) Se Jaime trabalha no Tribunal de Contas, então ele é eficiente.

p: Jaime trabalha no Tribunal de Contas


q: Jaime é eficiente

Assim, a proposição 1 fica:

(1) p q

(2) Se Jaime não trabalha no Tribunal de Contas, então ele não é eficiente.

(2) ~p ~q

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(3) Não é verdade que, Jaime trabalha no Tribunal de Contas e não é
eficiente.

(3) ~(p ~q)

(4) Jaime é eficiente ou não trabalha no Tribunal de Contas.

(2) q v ~p

Bom, agora nos resta verificar quais são as proposições equivalentes. Para isso,
vou construir um “tabelão-verdade”:

(1) (2) (3) (4)


p q ~p ~q p ~q p q ~p ~q ~(p ~q) q v ~p
V V F F F V V V V
V F F V V F V F F
F V V F F V F V V
F F V V F V V V V

Portanto, são equivalentes as proposições 1, 3 e 4.

Resposta letra E.

16 - (Agente Fiscal de Rendas/SP – 2006 / FCC) Dentre as alternativas


abaixo, assinale a correta.

(A) A proposição "Se está quente, ele usa camiseta", é logicamente


equivalente à proposição "Não está quente e ele usa camiseta".
(B) A proposição "Se a Terra é quadrada então a Lua é triangular"é falsa.
(C) A proposição ~(p q) e (~p v ~q) não são logicamente equivalentes.
(D) A negação da proposição "Ele faz caminhada se, e somente se, o tempo
está bom", é a proposição "Ele não faz caminhada se, e somente se, o tempo
não está bom".
(E) A proposição ~[p v ~(p q)] é logicamente falsa.

Solução:

Nessa questão, vamos analisar cada alternativa:

(A) A proposição "Se está quente, ele usa camiseta", é logicamente


equivalente à proposição "Não está quente e ele usa camiseta".

Vamos começar passando as duas proposições para a linguagem simbólica:

p: está quente
q: ele usa camiseta

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p q: Se está quente, ele usa camiseta ~p
q: Não está quente e ele usa camiseta

Construindo a tabela-verdade dessas duas proposições, temos:

p q ~p p q ~p q
V V F V F
V F F F F
F V V V V
F F V V F

Logo, as duas proposições não são logicamente equivalentes. Item errado.

(B) A proposição "Se a Terra é quadrada então a Lua é triangular" é falsa.

Podemos perceber que temos nesse item uma condicional. Passando para a
linguagem simbólica, temos:

p: a Terra é quadrada
q: a Lua é triangular

p q: Se a Terra é quadrada então a Lua é triangular

Ora, sabemos que a Terra não é quadrada e sabemos que a Lua não é
triangular, portanto, tanto o “p” quanto o “q” são falsos. Assim:

p q
F F=V

Logo, o item está errado.

(C) As proposições ~(p q) e (~p v ~q) não são logicamente equivalentes.

Podemos perceber que a proposição ~(p q) é a negação de uma conjunção, que


é dada por:

~(p q) = ~p v ~q

Logo, ~(p q) é equivalente a (~p v ~q). Item errado.

(D) A negação da proposição "Ele faz caminhada se, e somente se, o tempo
está bom", é a proposição "Ele não faz caminhada se, e somente se, o
tempo não está bom".

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Passando a proposição "Ele faz caminhada se, e somente se, o tempo está
bom" para a linguagem simbólica, temos:

p: Ele faz caminhada


q: O tempo está bom

p q: Ele faz caminhada se, e somente se, o tempo está bom

Vimos que a negação da bicondicional é dada por:

~(p q) (p ~q) v (q ~p)

Voltando, agora, para a linguagem corrente, temos:

(p ~q): Ele faz caminhada e o tempo não está bom


(q ~p): O tempo está bom e ele não faz caminhada

(p ~q) v (q ~p): Ele faz caminhada e o tempo não está bom ou o tempo está bom
e ele não faz caminhada

Logo, o item está errado.

(E) A proposição ~[p v ~(p q)] é logicamente falsa.

Vamos construir a tabela-verdade dessa proposição e verificar se realmente ela


é logicamente falsa:

p q p q ~(p q) p v ~(p q) ~[p v ~(p q)]


V V V F V F
V F F V V F
F V F V V F
F F F V V F

Podemos perceber que a proposição ~[p v ~(p q)] é logicamente falsa. Item
correto.

Resposta letra E.

17 - (TRT 9ª Região – 2004 / FCC) Em uma declaração ao tribunal, o


acusado de um crime diz:

“No dia do crime, não fui a lugar nenhum. Quando ouvi a campainha e
percebi que era o vendedor, eu disse a ele:

− hoje não compro nada.

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Isso posto, não tenho nada a declarar sobre o crime.”

Embora a dupla negação seja utilizada com certa frequência na língua


portuguesa como um reforço da negação, do ponto de vista puramente
lógico, ela equivale a uma afirmação. Então, do ponto de vista lógico, o
acusado afirmou, em relação ao dia do crime, que

(A) não foi a lugar algum, não comprou coisa alguma do vendedor e não
tem coisas a declarar sobre o crime.
(B) não foi a lugar algum, comprou alguma coisa do vendedor e tem coisas
a declarar sobre o crime.
(C) foi a algum lugar, comprou alguma coisa do vendedor e tem coisas a
declarar sobre o crime.
(D) foi a algum lugar, não comprou coisa alguma do vendedor e não tem
coisas a declarar sobre o crime.
(E) foi a algum lugar, comprou alguma coisa do vendedor e não tem coisas
a declarar sobre o crime.

Solução:

Bom, temos três declarações do acusado:

não fui a lugar nenhum


não compro nada
não tenho nada a declarar sobre o crime

Perceba que as três declarações apresentam dupla negação.

Na primeira afirmativa, o correto seria falar que “não fui a lugar algum”, mas
quando se fala “não fui a lugar nenhum” há uma dupla negação, o “não ir” e o
“nenhum lugar”.

Na segunda afirmativa, o correto seria falar que “não compro algo”, mas quando
se fala “não compro nada” há uma dupla negação, o “não comprar” e o “nenhum
objeto”.

Na terceira afirmativa, o correto seria falar que “não tenho algo a declarar ...”,
mas quando se fala “não tenho nada a declarar ...” há uma dupla negação, o
“não ter” e o “nenhuma coisa a declarar”.

Resposta letra C.

18 - (PROMINP – 2010 / CESGRANRIO) Qual, dentre as proposições abaixo,


é uma proposição logicamente equivalente a ~p ~q ?

(A) p q
(B) p ~q

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(C) q ~p
(D) q p
(E) ~q ~p

Solução:

Mais uma questão semelhante ao que já vimos anteriormente. Devemos saber


qual das alternativas é logicamente equivalente ~p ~q. Para isso, como fizemos
lá em cima, podemos construir as tabelas-verdade e compará-las, ou,
simplesmente, lembrar que uma condicional A B é equivalente à sua
contrapositiva ~B ~A. Assim, temos:

A B = ~B ~A

Da mesma forma,

~p ~q = ~(~q) ~(~p)

ou seja,

~p ~q = q p

Resposta letra D.

19 - (Assembleia Legislativa/SP – 2010 / FCC) Durante uma sessão no


plenário da Assembleia Legislativa, o presidente da mesa fez a seguinte
declaração, dirigindo-se às galerias da casa:

“Se as manifestações desrespeitosas não forem interrompidas, então eu


não darei início à votação”.

Esta declaração é logicamente equivalente à afirmação

(A) se o presidente da mesa deu início à votação, então as manifestações


desrespeitosas foram interrompidas.
(B) se o presidente da mesa não deu início à votação, então as
manifestações desrespeitosas não foram interrompidas.
(C) se as manifestações desrespeitosas forem interrompidas, então o
presidente da mesa dará início à votação.
(D) se as manifestações desrespeitosas continuarem, então o presidente
da mesa começará a votação.
(E) se as manifestações desrespeitosas não continuarem, então o
presidente da mesa não começará a votação.

Solução:

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Bom, devemos verificar qual das alternativas é equivalente à frase do presidente
da mesa. Lembremos que duas proposições lógicas são ditas equivalentes se
elas forem formadas pelas mesmas proposições simples e suas tabelas-verdade
forem iguais. Nessa questão, vamos passar todas as proposições para a
linguagem simbólica e construir suas tabelas-verdade para compará-las.

“Se as manifestações desrespeitosas não forem interrompidas, então eu


não darei início à votação”.

p: as manifestações desrespeitosas não forem interrompidas


q: eu não darei início à votação

p q: Se as manifestações desrespeitosas não forem interrompidas, então eu não


darei início à votação

p q p q
V V V
V F F
F V V
F F V

Agora, vamos checar cada alternativa:


~q ~p
(A) se o presidente da mesa deu início à votação, então as manifestações
desrespeitosas foram interrompidas.

~q ~p

p q ~p ~q p q ~q ~p
V V F F V V
V F F V F F
F V V F V V
F F V V V V

Portanto, as tabelas-verdade de p q e de ~q ~p são iguais. Item correto.

q p
(B) se o presidente da mesa não deu início à votação, então as
manifestações desrespeitosas não foram interrompidas.

q p

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p q p q q p
V V V V
V F F V
F V V F
F F V V

Portanto, as tabelas-verdade de p q e de q p não são iguais. Item errado.

~p ~q
(C) se as manifestações desrespeitosas forem interrompidas, então o
presidente da mesa dará início à votação.

~p ~q

p q ~p ~q p q ~p ~q
V V F F V V
V F F V F V
F V V F V F
F F V V V V

Portanto, as tabelas-verdade de p q e de ~p ~q não são iguais. Item errado.

p ~q
(D) se as manifestações desrespeitosas continuarem, então o presidente da
mesa começará a votação.

p ~q
p q ~q p q p ~q
V V F V F
V F V F V
F V F V V
F F V V V

Portanto, as tabelas-verdade de p q e de p ~q não são iguais. Item errado.

~p q
(E) se as manifestações desrespeitosas não continuarem, então o
presidente da mesa não começará a votação.

p ~q

p q ~p p q ~p q
V V F V V
V F F F V
F V V V V
F F V V F

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Portanto, as tabelas-verdade de p q e de ~p q não são iguais. Item errado.

Resposta letra A.

20 - (TRF 3ª Região – 2007 / FCC) Se Lucia é pintora, então ela é feliz.


Portanto:

(A) Se Lucia não é feliz, então ela não é pintora.


(B) Se Lucia é feliz, então ela é pintora.
(C) Se Lucia é feliz, então ela não é pintora.
(D) Se Lucia não é pintora, então ela é feliz.
(E) Se Lucia é pintora, então ela não é feliz.

Solução:

Bom, o que essa questão está querendo é que encontremos uma proposição
equivalente ao enunciado. Podemos fazer da mesma forma que a questão
anterior, ou podemos lembrar da equivalência da condicional e ir direto para a
resposta. Vou utilizar o segundo método na resolução dessa questão. Assim,
vamos começar passando o enunciado para a linguagem simbólica:

Se Lucia é pintora, então ela é feliz

p: Lúcia é pintora
q: Lúcia é feliz

p q: Se Lucia é pintora, então ela é feliz

Devemos lembrar que uma equivalência da condicional é dada por:

p q ~q ~p

Assim:

~p: Lúcia não é pintora


~q: Lúcia não é feliz

~q ~p: Se Lúcia não é feliz então ela não é pintora

Resposta letra A.

21 - (TRT 9ª Região – 2004 / FCC) Um economista deu a seguinte declaração


em uma entrevista: “Se os juros bancários são altos, então a inflação é
baixa”. Uma proposição logicamente equivalente à do economista é:

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(A) se a inflação não é baixa, então os juros bancários não são altos.
(B) se a inflação é alta, então os juros bancários são altos.
(C) se os juros bancários não são altos, então a inflação não é baixa.
(D) os juros bancários são baixos e a inflação é baixa.
(E) ou os juros bancários, ou a inflação é baixa.

Solução:

Mais uma questão bastante parecida. Vamos encontrar a equivalência:

Se os juros bancários são altos, então a inflação é baixa

p: os juros bancários são altos


q: a inflação é baixa

p q: Se os juros bancários são altos, então a inflação é

baixa Lembrando aquela equivalência da condicional:

p q ~q ~p

~p: os juros bancários não são


altos ~q: a inflação não é baixa

~q ~p: Se a inflação não é baixa, então os juros bancários não são altos.

Resposta letra A.

22 - (ANA – 2012 / Cetro) Dizer que “X é azul ou Y não é vermelho” é


logicamente equivalente a dizer que

(A) Se X é azul, então Y não é vermelho


(B) X é azul se e somente se Y não é vermelho
(C) Se X não é azul, então Y é vermelho
(D) Se Y é vermelho, então X é azul
(E) X não é azul e Y é vermelho

Solução:

Bom, nessa questão, devemos verificar qual a alternativa que apresenta uma
proposição equivalente ao enunciado. Vejamos:

p: X é azul
q: Y é vermelho

p v ~q: X é azul ou Y não é vermelho

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p q ~q p v ~q
V V F V
V F V V
F V F F
F F V V

Agora, vamos checar cada alternativa:

(A) Se X é azul, então Y não é vermelho (p ~q)

p q ~q p ~q p v ~q
V V F F V
V F V V V
F V F V F
F F V V V

Não são equivalentes.

(B) X é azul se e somente se Y não é vermelho (p ~q)

p q ~q p ~q p v ~q
V V F F V
V F V V V
F V F V F
F F V F V

Não são equivalentes.

(C) Se X não é azul, então Y é vermelho (~p q)

p q ~p ~q ~p q p v ~q
V V F F V V
V F F V V V
F V V F V F
F F V V F V

Não são equivalentes.

(D) Se Y é vermelho, então X é azul (q p)

p q ~q q p p v ~q
V V F V V
V F V V V
F V F F F
F F V V V

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Portanto, as duas proposições são equivalentes. Essa é a resposta.

(E) X não é azul e Y é vermelho (~p q)

p q ~p ~q ~p q p v ~q
V V F F F V
V F F V F V
F V V F V F
F F V V F V

Não são equivalentes.

Portanto, resposta letra D.

23 - (ANA – 2012 / Cetro) Se Viviane não dança, Márcia não canta. Logo,

(A) Viviane dançar é condição suficiente para Márcia cantar


(B) Viviane não dançar é condição necessária para Márcia não cantar
(C) Viviane dançar é condição necessária para Márcia cantar
(D) Viviane não dançar é condição suficiente para Márcia cantar
(E) Viviane dançar é condição necessária para Márcia não cantar

Solução:

Nessa questão, temos o seguinte:

p: Viviane dança
q: Márcia canta

Assim, podemos representar a proposição da seguinte forma:

~p ~q: Se Viviane não dança, Márcia não canta

Sabemos que numa condicional A B, o A é a condição suficiente para B e o B é a


condição necessária para A. Não temos nenhuma alternativa que diga que
“Viviane não dançar é condição suficiente para Márcia não cantar” ou que
diga que “Márcia não cantar é condição necessária para Viviane não
dançar”. Assim, substituindo a proposição da equação por uma proposição
equivalente, temos:

~p ~q = q p

q p: Se Márcia canta, Viviane dança

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Com isso, podemos concluir que “Márcia cantar é condição suficiente para
Viviane dançar” ou que “Viviane dançar é condição necessária para Márcia
cantar”.

Portanto, resposta letra C.

24 - (Mtur – 2014 / ESAF) A proposição “se Catarina é turista, então Paulo é


estudante” é logicamente equivalente a

(A) Catarina não é turista ou Paulo não é estudante.


(B) Catarina é turista e Paulo não é estudante.
(C) Se Paulo não é estudante, então Catarina não é turista.
(D) Catarina não é turista e Paulo não é estudante.
(E) Se Catarina não é turista, então Paulo não é estudante.

Solução:

Nessa questão, vamos começar passando a proposição do enunciado para a


linguagem simbólica:

“se Catarina é turista, então Paulo é estudante”

p: Catarina é turista
q: Paulo é estudante

p q: Se Catarina é turista, então Paulo é estudante

Bom, poderíamos agora construir a tabela verdade desta condicional e de todas


as alternativas da questão e compará-las, encontrando assim a proposição
equivalente. Outro caminho seria lembrar da equivalência da condicional:

p q = ~q ~p

Assim, vamos verificar se existe alguma alternativa que expressa esta


equivalência:

~q ~p: Se Paulo NÃO é estudante, então Catarina NÃO é turista

Resposta letra C.

25 - (CGU – 2012 / ESAF) Seja D um conjunto de pontos da reta. Sejam K, F


e L categorias possíveis para classificar D. Uma expressão que equivale
logicamente à afirmação “D é K se e somente se D é F e D é L” é:

(A) Se D é F ou D é L, então D é K e, se D não é K, então D não é F e D não é


L.

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(B) Se D é F e D é L, então D é K e, se D não é K, então D não é F ou D não é
L.
(C) D não é F e D não é L se e somente se D não é K.
(D) Se D é K, então D é F e D é L e, se D não é K, então D não é F ou D não é
L.
(E) D é K se e somente se D é F ou D é L.

Solução:

Essa questão parece bastante confusa, mas vamos iluminar nossas idéias da
seguinte forma. Vamos batizar as proposições:

p: D é K
q: D é F
r: D é L

Assim, devemos encontrar entre as alternativas uma proposição equivalente a:

p (q r)

Sabemos que numa bicondicional qualquer, temos a seguinte equivalência:

p q = (p q) (q p)

Assim, temos:

p (q r) = [p (q r)] [(q r) p]

Sabemos também que há a seguinte equivalência na condicional:

p q = ~q ~p

Assim, temos:

[p (q r)] [(q r) p] = [p (q r)] [~p ~(q r)]

realizando a negação da conjunção, temos:

[p (q r)] [~p ~(q r)] = [p (q r)] [~p (~q v ~r)]

Agora, resta passarmos esta proposição destacada em azul para a linguagem


corrente:

[p (q r)] [~p (~q v ~r)]: Se D é K, então D é F e D é L e, se D não é K, então D


não é F ou D não é L

Resposta letra D.

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26 - (AFRFB – 2012 / ESAF) A afirmação “A menina tem olhos azuis ou o
menino é loiro” tem como sentença logicamente equivalente:

(A) se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis.


(B) se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro.
(C) se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro.
(D) não é verdade que se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro.
(E) não é verdade que se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis.

Solução:

Passando a proposição do enunciado para a linguagem simbólica, temos:

A menina tem olhos azuis ou o menino é loiro

p: A menina tem olhos azuis


q: O menino é loiro

p v q: A menina tem olhos azuis ou o menino é

loiro Vimos acima a seguinte equivalência:

p q = ~p v q

Chamando o “~p” de k, temos:

~k q=kvq

Assim, podemos encontrar a equivalência de p v q, que seria ~p q:

~p q: Se a menina NÃO tem olhos azuis, então o menino é loiro.

Resposta letra C.

27 - (SUDECO – 2013 / FUNCAB) Dizer que “Augusto é agente administrativo


ou Simone não é supervisora” é logicamente equivalente a dizer que:

(A) Augusto não é agente administrativo e Simone é supervisora.


(B) Se Simone é supervisora, então Augusto é agente administrativo.
(C) Se Augusto não é agente administrativo, então Simone é supervisora.
(D) Se Augusto é agente administrativo, então Simone não é supervisora.
(E) Augusto é agente administrativo se e somente se Simone não é
supervisora.

Solução:

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Nessa questão, devemos encontrar uma proposição equivalente a “Augusto é
agente administrativo ou Simone não é supervisora”. Para isso, vamos começar
passando a proposição para a linguagem simbólica:

“Augusto é agente administrativo ou Simone não é supervisora”

A: Augusto é agente administrativo


B: Simone é supervisora

A v ~B: Augusto é agente administrativo ou Simone não é supervisora

Uma forma de resolver a questão, é construir a tabela-verdade da proposição do


enunciado e compará-la com a tabela-verdade de cada alternativa:

(A) Augusto não é agente administrativo e Simone é supervisora.

~A B

A) Enunciado
A B ~A ~B ~A B A v ~B
V V F F F V
V F F V F V
F V V F V F
F F V V F V

Portanto, como os valores lógicos das duas proposições são diferentes,


podemos concluir que está alternativa está errada.

(B) Se Simone é supervisora, então Augusto é agente administrativo.

B A

B) Enunciado
A B ~B B A A v ~B
V V F V V
V F V V V
F V F F F
F F V V V

Portanto, como os valores lógicos das duas proposições são iguais, podemos
concluir que está alternativa está correta.

Já encontramos a resposta, mas vamos checar as outras alternativas:

(C) Se Augusto não é agente administrativo, então Simone é supervisora.

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~A B

C) Enunciado
A B ~A ~B ~A B A v ~B
V V F F V V
V F F V V V
F V V F V F
F F V V F V

Portanto, como os valores lógicos das duas proposições são diferentes,


podemos concluir que está alternativa está errada.

(D) Se Augusto é agente administrativo, então Simone não é supervisora.

A ~B

D) Enunciado
A B ~B A ~B A v ~B
V V F F V
V F V V V
F V F V F
F F V V V

Portanto, como os valores lógicos das duas proposições são diferentes,


podemos concluir que está alternativa está errada.

(E) Augusto é agente administrativo se e somente se Simone não é


supervisora.

A ~B

E) Enunciado
A B ~B A ~B A v ~B
V V F F V
V F V V V
F V F V F
F F V F V

Portanto, como os valores lógicos das duas proposições são diferentes,


podemos concluir que está alternativa está errada.

Resposta letra B.

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28 - (EBSERH - UFPR - 2015 / IBFC) A frase “Carlos não passou no
vestibular, então vai estudar numa faculdade particular”, equivale,
logicamente, à frase:

(A) Carlos não passou no vestibular e vai estudar numa faculdade particular.
(B) Carlos passou no vestibular ou vai estudar numa faculdade particular.
(C) Se Carlos passou no vestibular, então não vai estudar numa faculdade
particular.
(D) Carlos passou no vestibular e não vai estudar numa faculdade particular.
(E) Carlos não passou no vestibular ou vai estudar numa faculdade
particular.

Solução:

Passando a frase do enunciado para a linguagem simbólica, temos:

A: Carlos não passou no vestibular


B: Carlos vai estudar numa faculdade particular

A B: Carlos não passou no vestibular, então vai estudar numa faculdade


particular.

Aqui nós podemos passar todas as alternativas para a linguagem simbólica, e


checar qual delas é equivalente a A B, ou então, nós podemos nos lembrar da
seguinte equivalência:

A B ~A v B

Assim, temos:

~A: Carlos passou no vestibular

~A v B: Carlos passou no vestibular ou vai estudar numa faculdade particular.

Resposta letra B.

29 - (EBSERH - UFPR - 2015 / IBFC) A frase “Se a Terra é um planeta, então


não emite luz” é equivalente a frase:

(A) A Terra é um planeta e não emite luz


(B) A Terra não é um planeta ou não emite luz
(C) A Terra é um planeta ou não emite luz
(D) A Terra não é um planeta e não emite luz

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(E) A Terra é um planeta ou emite luz

Solução:

Essa questão é semelhante à anterior. Passando a proposição do enunciado


para a linguagem simbólica, temos:

A: A Terra é um planeta
B: A Terra não emite luz

A B: Se a Terra é um planeta, então não emite luz.

Podemos ver aqui a mesma equivalência:

A B ~A v B

Assim, temos o seguinte:

~A: A Terra não é um planeta

~A v B: A Terra não é um planeta ou não emite luz

Resposta letra B.

30 - (EBSERH - UFJF - 2015 / AOCP) A proposição p q é equivalente a

(A) ~p ~q.
(B) ~p v q.
(C) ~q p.
(D) q p.
(E) ~p q.

Solução:

Essa questão é direta. Bastava que nos lembrássemos da seguinte equivalência:

A B ~A v B

Se não nos lembrássemos dela, poderíamos construir a tabela-verdade de todas


as proposições até encontrarmos a proposição equivalente.

Resposta letra B.

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31 - (EBSERH - UFJF - 2015 / AOCP) A proposição ~(p v q) é equivalente a

(A) ~p v ~q.
(B) ~p v q.
(C) ~q p.
(D) q p.
(E) ~p ~q.

Solução:

Agora queremos a negação da disjunção. Sabemos que essa negação é dada por:

~(p v q) = ~p ~q

Resposta letra E.

32 - (EBSERH - UFSCAR - 2015 / AOCP) Sabendo que a proposição “Pedro


gosta ou Pedro some” é falsa, então

(A) “Pedro gosta e Pedro some”.


(B) “Pedro gosta e Pedro não some”.
(C) “Pedro não gosta e Pedro some”.
(D) “Pedro não gosta e Pedro não some”.
(E) “Pedro some e Pedro gosta”.

Solução:

Sabendo que uma proposição é falsa, podemos concluir que sua negação
é verdadeira. Assim, passando a proposição do enunciado para a
linguagem simbólica, temos:

A: Pedro gosta
B: Pedro some

A v B: Pedro gosta ou Pedro some

Lembrando a negação da disjunção, temos:

~(A v B) = ~A ~B

~A: Pedro não gosta


~B: Pedro não some

~A ~B: Pedro não gosta e Pedro não some

Resposta letra D.

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33 - (EBSERH - UFG - 2015 / AOCP) A proposição “JOÃO SOBE OU MARIA
DESCE” é falsa. Então,

(A) “João não sobe e Maria não desce”.


(B) “João desce então Maria desce”.
(C) “Maria desce se, e somente se, Maria sobe”.
(D) “João sobe e desce”.
(E) “Alguém, entre eles, sobe”.

Solução:

Essa questão é semelhante à anterior. Sabendo que “JOÃO SOBE OU MARIA


DESCE” é falsa, podemos concluir que sua negação é verdadeira. Assim, temos:

A: João sobe
B: Maria desce

A v B: João sobe ou Maria desce

Lembrando a negação da disjunção, temos:

~(A v B) = ~A ~B

~A: João não sobe


~B: Maria não desce

~A ~B: João não sobe e Maria não desce

Resposta letra A.

34 - (EBSERH - UFG - 2015 / AOCP) Sabendo que a proposição “João está


feliz e João passou no concurso” é falsa, é correto afirmar que

(A) “João não está feliz ou João não passou no concurso”.


(B) “João está feliz”.
(C) “João passou no concurso”.
(D) “Se João está feliz, então João passa”.
(E) “Se João passa, então João está feliz”.

Solução:

Mais uma questão parecida. Sabendo que a proposição “João está feliz e João
passou no concurso” é falsa, concluímos que sua negação é verdadeira. Assim,
temos:

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A: João está feliz
B: João passou no concurso

A B: João está feliz e João passou no concurso.

Lembrando a negação da conjunção, temos:

~(A B) = ~A v ~B

~A: João não está feliz


~B: João não passou no concurso

~A v ~B: João não está feliz ou João não passou no concurso

Resposta letra A.

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Vimos, até agora, as proposições do tipo “se Marcos ... então Pedro ...” ou então
“(A v B) C”. Ocorre que as proposições também podem aparecer na forma de
expressões matemáticas, por exemplo: “Se X > 0 então X R”. E então, se eu
pedir para vocês me falarem a negação dessa proposição, como fica? Calma, que
eu explico!

É bem simples, da mesma forma que fizemos quando tínhamos as sentenças na


linguagem corrente, faremos para as expressões matemáticas: passaremos tudo
para a linguagem simbólica. Vamos ao nosso exemplo:

Proposição: Se X > 0 então X R (lê-se “se X é maior do que zero, então a raiz
quadrada de X pertence ao conjunto dos números reais”)

Batizando as proposições simples, temos:

A: X > 0
B: X R

Assim, estamos diante de uma proposição A B. Para encontrar o resultado da


negação dessa proposição, fazemos:

~(A B) = A ~B

O “A” continua o mesmo, resta saber qual é a negação do “B” ( X R). Como
você negaria essa proposição se ela lhe fosse apresentada na linguagem corrente?
Isso mesmo: “a raiz quadrada de X não pertence ao conjunto dos números reais”.
Agora é só escrever isso na forma de uma expressão matemática:

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~B: X R”

Assim, a negação de “Se X > 0 então X R” é dado por:

X>0e X R

Não é simples? Pois é, o que pode dificultar é você não se lembrar desses
símbolos utilizados na matemática. Vou apresentar uma tabela para ajudar vocês
a se lembrarem.

Símbolo da
Símbolo Significado Significado
Negação
= Igual Diferente
> Maior que ≤ Menor ou igual que
< Menor que ≥ Maior ou igual que
Pertence Não pertence
Está contido Não está contido

Vamos às questões!

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

35 - (Agente Fiscal de Rendas/SP – 2006 / FCC) Considere as afirmações


abaixo.

I. O número de linhas de uma tabela-verdade é sempre um número par.


II. A proposição "(10 < 10 ) (8 – 3 = 6)" é falsa.
III. Se p e q são proposições, então a proposição "(p q) v (~q)" é uma
tautologia.

É verdade o que se afirma APENAS em

(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) I e III.

Solução:

Nessa questão, devemos analisar se as proposições são verdadeiras ou falsas.


Vamos analisar cada uma:

I. O número de linhas de uma tabela-verdade é sempre um número par.

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n
Vimos que o número de linhas de uma tabela-verdade é dado por 2 , onde n é a
n
quantidade de variáveis (proposições simples). Ora, 2 sempre será um número
par, pois como teremos pelo menos uma variável, n sempre será maior do que
n
zero e, assim, 2 sempre será um número par:
1
Para n = 1, 2 = 2
2
Para n = 2, 2 = 4
3
Para n = 3, 2 = 8
...

Assim, essa proposição é verdadeira.

II. A proposição "(10 < 10 ) (8 – 3 = 6)" é falsa.

Sabemos que 10 é maior do que raiz de 10 e sabemos que 8 – 3 = 5. Logo:

(10 < 10 ) é falso


(8 – 3 = 6) é falso

(10 < 10 ) (8 – 3 = 6) F
F=V

Assim, essa proposição é falsa.

III. Se p e q são proposições, então a proposição "(p q) v (~q)" é uma


tautologia.

Vamos construir a tabela-verdade e verificar se "(p q) v (~q)" é uma tautologia:

p q ~q p q (p q) v (~q)
V V F V V
V F V F V
F V F V V
F F V V V

Portanto, a proposição "(p q) v (~q)" é uma tautologia, e essa proposição é


verdadeira.

Resposta letra E.

36 - (PROMINP – 2010 / CESGRANRIO) A negação da proposição “x é


positivo e y é ímpar” é

(A) x é negativo e y é par.

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(B) x é negativo ou y é par.
(C) x é negativo ou y não é ímpar.
(D) x não é positivo e y é par.
(E) x não é positivo ou y é par.

Solução:

Bom, nessa questão devemos negar a proposição “x é positivo e y é ímpar”.


Podemos perceber que estamos diante de uma conjunção. Vejamos:
A B
x é positivo e y é ímpar

A: x é positivo
B: y é impar

Devemos lembrar que a negação de uma conjunção A B é dada por ~A v ~B.


Assim, temos:

~A: x não é positivo


~B: y não é impar

Portanto, ~A v ~B é dado por:

~A v ~B
x não é positivo ou y não é ímpar

Olhando rapidamente para as alternativas, podemos perceber que não há


nenhuma literalmente igual a “x não é positivo ou y não é ímpar”. Vamos, então,
analisar cada alternativa com mais calma:

(A) x é negativo e y é par.

Essa alternativa está errada, pois o conectivo utilizado foi o “e” e não o “ou”.
Item errado.

(B) x é negativo ou y é par.

Podemos perceber que o conectivo está correto (ou). Agora, resta comparar se
“x não é positivo” é o mesmo que “x é negativo” e se “y não é ímpar” é o mesmo
que “y é par”.

“x não é positivo” X “x é negativo”

Dizer que um número não é positivo não é o mesmo que dizer que um número é
negativo, pois, a título de exemplo, o zero não é positivo e também não é
negativo. Portanto, item errado.

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(C) x é negativo ou y não é ímpar.

Da mesma forma que o item “B”, podemos perceber que este item está errado,
pois, dizer que um número não é positivo não é o mesmo que dizer que um
número é negativo. Item errado.

(D) x não é positivo e y é par.

Essa alternativa está errada, pois o conectivo utilizado foi o “e” e não o “ou”.
Item errado.

(E) x não é positivo ou y é par.

Só restou esse item. Comparando “x não é positivo ou y é par” com “x não é


positivo ou y não é ímpar”, temos que a única diferença é saber se dizer que
“y é par” é o mesmo que dizer que “y não é ímpar”.

“y é par” X “y não é ímpar”

Para números inteiros, dizer que um número é par é o mesmo que dizer que ele
não é ímpar, pois o zero é considerado par. Portanto, este item está correto.

Resposta letra E.

37 - (SEBRAE – 2008 / CESPE) A negação da proposição “2 + 5 = 9” é a


proposição “2 + 5 = 7”.

Solução:

Bom, essa questão é bem direta: Devemos saber a negação de uma expressão
matemática “2 + 5 = 9”. Para entendermos melhor a negação dessa proposição,
vamos escrevê-la em linguagem corrente “dois mais cinco é igual a nove”. Como
negamos esta afirmação? Isso mesmo, “dois mais cinco não é igual a nove”.
Voltando para o formato matemático, e lembrando que dizer que algo “não é
igual” é o mesmo que dizer que algo “é diferente”, temos:

A: “2 + 5 = 9”
~A: “2 + 5 9”.

Portanto, a questão está errada.

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3 - Questões comentadas nesta aula

01 - (PROMINP – 2010 / CESGRANRIO) A negação de p ~q é

(A) p q
(B) ~p q
(C) p v q
(D) p ~q
(E) p q

02 - (CITEPE – 2009 / CESGRANRIO) A negação da proposição composta


“Janaína é irmã de Mariana e Mariana não é filha única” é

(A) se Janaína é irmã de Mariana, então Mariana é filha única.


(B) se Janaína não é irmã de Mariana, então Mariana não é filha única.
(C) se Janaína não é irmã de Mariana, então Mariana é filha única.
(D) Janaína é irmã de Mariana e Mariana é filha única.
(E) Janaína não é irmã de Mariana ou Mariana é filha única.

03 - (COREN/SC – 2013 / AOCP) A negação da proposição “Ana gosta do


campo e Márcia gosta do litoral” é

(A) Ana não gosta do campo ou Márcia não gosta do litoral.


(B) Ana não gosta do campo e Márcia não gosta do litoral.
(C) Se Ana não gosta do campo, então Márcia não gosta do litoral.
(D) Se Márcia não gosta do litoral, então Ana não gosta do campo.
(E) Ana não gosta do campo se, e somente se, Márcia não gosta do litoral.

04 - (Pref. de Camaçari – 2014 / AOCP) Qual é a alternativa que apresenta a


negação da proposição:

“Gosto de pipoca e gosto de chocolate”

(A) “Gosto de pipoca e não gosto de chocolate”


(B) “Não gosto de pipoca e gosto de chocolate”
(C) “Não gosto de pipoca e chocolate”
(D) “Não gosto de pipoca e não gosto de chocolate”
(E) “Não gosto de pipoca ou não gosto de chocolate”

05 - (EBSERH – UFPB – 2014 / AOCP) Qual é a negação de “Marta é casada e


Luiza é solteira”?

(A) Marta não é casada e Luiza é solteira.

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(B) Luiza é solteira se Marta é casada.
(C) Marta não é casada ou Luiza não é solteira.
(D) Marta não é casada e Luiza não é solteira.
(E) Marta é casada e Luiza não é solteira.

06 - (EBSERH – UFS – 2014 / AOCP) Assinale a alternativa que apresenta a


negação da proposição:

“Mauro gosta de rock ou João gosta de samba”.

(A) Mauro gosta de rock ou João não gosta de rock.


(B) Mauro gosta de rock se João não gosta de samba.
(C) Mauro não gosta de rock ou João não gosta de samba.
(D) Mauro não gosta de rock se, e somente se João não gosta de samba.
(E) Mauro não gosta de rock e João não gosta de samba.

07 - (EBSERH – UFC – 2014 / AOCP) Dizer que não é verdade que “Joana
gosta de filmes e Jair gosta de pipoca doce” é logicamente equivalente a dizer
que é verdade que

(A) Joana não gosta de filmes se Jair gostar de pipoca doce.


(B) Joana gosta de filmes e Jair não gosta de pipoca doce.
(C) Joana não gosta de filmes e Jair gosta de pipoca doce.
(D) Joana não gosta de filmes e Jair não gosta de pipoca doce.
(E) Joana não gosta de filmes ou Jair não gosta de pipoca doce.

08 - (EBSERH – UFMT – 2014 / AOCP) Dizer que não é verdade que “Camila é
estudante e Gabriela é professora” é logicamente equivalente a dizer que

(A) Camila não é estudante ou Gabriela não é professora.


(B) Camila não é estudante ou Gabriela é professora.
(C) Camila é estudante ou Gabriela não é professora.
(D) Camila não é estudante e Gabriela não é professora.
(E) Camila é estudante e Gabriela não é professora.

09 - (ATA/MF – 2014 / ESAF) A negação da proposição “se Paulo trabalha oito


horas por dia, então ele é servidor público” é logicamente equivalente à
proposição:

(A) Paulo trabalha oito horas por dia ou é servidor público.


(B) Paulo trabalha oito horas por dia e não é servidor público.
(C) Paulo trabalha oito horas por dia e é servidor público.
(D) Se Paulo não trabalha oito horas por dia, então não é servidor público.
(E) Se Paulo é servidor público, então ele não trabalha oito horas por dia.

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10 - (STN – 2013 / ESAF) A negação da proposição “se Curitiba é a capital do
Brasil, então Santos é a capital do Paraná” é logicamente equivalente à
proposição:

(A) Curitiba não é a capital do Brasil e Santos não é a capital do Paraná.


(B) Curitiba não é a capital do Brasil ou Santos não é a capital do Paraná.
(C) Curitiba é a capital do Brasil e Santos não é a capital do Paraná.
(D) Se Curitiba não é a capital do Brasil, então Santos não é a capital do Paraná.
(E) Curitiba é a capital do Brasil ou Santos não é a capital do Paraná.

11 - (ATRFB – 2012 / ESAF) A negação da proposição “se Paulo estuda, então


Marta é atleta” é logicamente equivalente à proposição

(A) Paulo não estuda e Marta não é atleta.


(B) Paulo estuda e Marta não é atleta.
(C) Paulo estuda ou Marta não é atleta.
(D) se Paulo não estuda, então Marta não é atleta.
(E) Paulo não estuda ou Marta não é atleta.

12 - (Agente Fiscal de Rendas/SP – 2006 / FCC) Se p e q são proposições,


então a proposição p (~q) é equivalente a

(A) ~(q ~p)


(B) ~(p v q)
(C) ~(p ~q)
(D) ~(p q)
(E) ~q ~p

13 - (PROMINP – 2010 / CESGRANRIO) Assinale a alternativa que apresenta


uma proposição logicamente equivalente a ~p q.

(A) p q
(B) p ~q
(C) q ~p
(D) ~q p
(E) ~q ~p

14 - (Agente Fiscal de Rendas/SP – 2006 / FCC) Das proposições abaixo, a


única que é logicamente e equivalente a p q é

(A) q ~p

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(B) ~(q p)
(C) ~q ~p
(D) ~q p
(E) ~p ~q

15 - (TCE/MG – 2007 / FCC) São dadas as seguintes proposições:

(1) Se Jaime trabalha no Tribunal de Contas, então ele é eficiente.


(2) Se Jaime não trabalha no Tribunal de Contas, então ele não é eficiente.
(3) Não é verdade que, Jaime trabalha no Tribunal de Contas e não é eficiente.
(4) Jaime é eficiente ou não trabalha no Tribunal de Contas.

É correto afirmar que são logicamente equivalentes apenas as proposições de


números

(A) 2 e 4
(B) 2 e 3
(C) 2, 3 e 4
(D) 1, 2 e 3
(E) 1, 3 e 4

16 - (Agente Fiscal de Rendas/SP – 2006 / FCC) Dentre as alternativas abaixo,


assinale a correta.

(A) A proposição "Se está quente, ele usa camiseta", é logicamente equivalente
à proposição "Não está quente e ele usa camiseta".
(B) A proposição "Se a Terra é quadrada então a Lua é triangular" é falsa.
(C) A proposição ~(p q) e (~p v ~q) não são logicamente equivalentes.
(D) A negação da proposição "Ele faz caminhada se, e somente se, o tempo está
bom", é a proposição "Ele não faz caminhada se, e somente se, o tempo não está
bom".
(E) A proposição ~[p v ~(p q)] é logicamente falsa.

17 - (TRT 9ª Região – 2004 / FCC) Em uma declaração ao tribunal, o acusado de


um crime diz:

“No dia do crime, não fui a lugar nenhum. Quando ouvi a campainha e percebi
que era o vendedor, eu disse a ele:

− hoje não compro nada.

Isso posto, não tenho nada a declarar sobre o crime.”

Embora a dupla negação seja utilizada com certa frequência na língua portuguesa
como um reforço da negação, do ponto de vista puramente lógico, ela equivale a

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uma afirmação. Então, do ponto de vista lógico, o acusado afirmou, em relação
ao dia do crime, que

(A) não foi a lugar algum, não comprou coisa alguma do vendedor e não tem
coisas a declarar sobre o crime.
(B) não foi a lugar algum, comprou alguma coisa do vendedor e tem coisas a
declarar sobre o crime.
(C) foi a algum lugar, comprou alguma coisa do vendedor e tem coisas a declarar
sobre o crime.
(D) foi a algum lugar, não comprou coisa alguma do vendedor e não tem coisas a
declarar sobre o crime.
(E) foi a algum lugar, comprou alguma coisa do vendedor e não tem coisas a
declarar sobre o crime.

18 - (PROMINP – 2010 / CESGRANRIO) Qual, dentre as proposições abaixo, é


uma proposição logicamente equivalente a ~p ~q ?

(A) p q
(B) p ~q
(C) q ~p
(D) q p
(E) ~q ~p

19 - (Assembleia Legislativa/SP – 2010 / FCC) Durante uma sessão no plenário


da Assembleia Legislativa, o presidente da mesa fez a seguinte declaração,
dirigindo-se às galerias da casa:

“Se as manifestações desrespeitosas não forem interrompidas, então eu não


darei início à votação”.

Esta declaração é logicamente equivalente à afirmação

(A) se o presidente da mesa deu início à votação, então as manifestações


desrespeitosas foram interrompidas.
(B) se o presidente da mesa não deu início à votação, então as manifestações
desrespeitosas não foram interrompidas.
(C) se as manifestações desrespeitosas forem interrompidas, então o presidente
da mesa dará início à votação.
(D) se as manifestações desrespeitosas continuarem, então o presidente da
mesa começará a votação.
(E) se as manifestações desrespeitosas não continuarem, então o presidente da
mesa não começará a votação.

20 - (TRF 3ª Região – 2007 / FCC) Se Lucia é pintora, então ela é feliz. Portanto:

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(A) Se Lucia não é feliz, então ela não é pintora.
(B) Se Lucia é feliz, então ela é pintora.
(C) Se Lucia é feliz, então ela não é pintora.
(D) Se Lucia não é pintora, então ela é feliz.
(E) Se Lucia é pintora, então ela não é feliz.

21 - (TRT 9ª Região – 2004 / FCC) Um economista deu a seguinte declaração


em uma entrevista: “Se os juros bancários são altos, então a inflação é baixa”.
Uma proposição logicamente equivalente à do economista é:

(A) se a inflação não é baixa, então os juros bancários não são altos.
(B) se a inflação é alta, então os juros bancários são altos.
(C) se os juros bancários não são altos, então a inflação não é baixa.
(D) os juros bancários são baixos e a inflação é baixa.
(E) ou os juros bancários, ou a inflação é baixa.

22 - (ANA – 2012 / Cetro) Dizer que “X é azul ou Y não é vermelho” é


logicamente equivalente a dizer que

(A) Se X é azul, então Y não é vermelho


(B) X é azul se e somente se Y não é vermelho
(C) Se X não é azul, então Y é vermelho
(D) Se Y é vermelho, então X é azul
(E) X não é azul e Y é vermelho

23 - (ANA – 2012 / Cetro) Se Viviane não dança, Márcia não canta. Logo,

(A) Viviane dançar é condição suficiente para Márcia cantar


(B) Viviane não dançar é condição necessária para Márcia não cantar
(C) Viviane dançar é condição necessária para Márcia cantar
(D) Viviane não dançar é condição suficiente para Márcia cantar
(E) Viviane dançar é condição necessária para Márcia não cantar

24 - (Mtur – 2014 / ESAF) A proposição “se Catarina é turista, então Paulo é


estudante” é logicamente equivalente a

(A) Catarina não é turista ou Paulo não é estudante.


(B) Catarina é turista e Paulo não é estudante.
(C) Se Paulo não é estudante, então Catarina não é turista.
(D) Catarina não é turista e Paulo não é estudante.
(E) Se Catarina não é turista, então Paulo não é estudante.

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25 - (CGU – 2012 / ESAF) Seja D um conjunto de pontos da reta. Sejam K, F e L
categorias possíveis para classificar D. Uma expressão que equivale
logicamente à afirmação “D é K se e somente se D é F e D é L” é:

(A) Se D é F ou D é L, então D é K e, se D não é K, então D não é F e D não é L.


(B) Se D é F e D é L, então D é K e, se D não é K, então D não é F ou D não é L.
(C) D não é F e D não é L se e somente se D não é K.
(D) Se D é K, então D é F e D é L e, se D não é K, então D não é F ou D não é L.
(E) D é K se e somente se D é F ou D é L.

26 - (AFRFB – 2012 / ESAF) A afirmação “A menina tem olhos azuis ou o


menino é loiro” tem como sentença logicamente equivalente:

(A) se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis.


(B) se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro.
(C) se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro.
(D) não é verdade que se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro.
(E) não é verdade que se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis.

27 - (SUDECO – 2013 / FUNCAB) Dizer que “Augusto é agente administrativo ou


Simone não é supervisora” é logicamente equivalente a dizer que:

(A) Augusto não é agente administrativo e Simone é supervisora.


(B) Se Simone é supervisora, então Augusto é agente administrativo.
(C) Se Augusto não é agente administrativo, então Simone é supervisora.
(D) Se Augusto é agente administrativo, então Simone não é supervisora.
(E) Augusto é agente administrativo se e somente se Simone não é supervisora.

28 - (EBSERH - UFPR - 2015 / IBFC) A frase “Carlos não passou no vestibular,


então vai estudar numa faculdade particular”, equivale, logicamente, à frase:

(A) Carlos não passou no vestibular e vai estudar numa faculdade particular.
(B) Carlos passou no vestibular ou vai estudar numa faculdade particular.
(C) Se Carlos passou no vestibular, então não vai estudar numa faculdade
particular.
(D) Carlos passou no vestibular e não vai estudar numa faculdade particular.
(E) Carlos não passou no vestibular ou vai estudar numa faculdade particular.

29 - (EBSERH - UFPR - 2015 / IBFC) A frase “Se a Terra é um planeta, então


não emite luz” é equivalente a frase:

(A) A Terra é um planeta e não emite luz


(B) A Terra não é um planeta ou não emite luz
(C) A Terra é um planeta ou não emite luz

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(D) A Terra não é um planeta e não emite luz
(E) A Terra é um planeta ou emite luz

30 - (EBSERH - UFJF - 2015 / AOCP) A proposição p q é equivalente a

(A) ~p ~q.
(B) ~p v q.
(C) ~q p.
(D) q p.
(E) ~p q.

31 - (EBSERH - UFJF - 2015 / AOCP) A proposição ~(p v q) é equivalente a

(A) ~p v ~q.
(B) ~p v q.
(C) ~q p.
(D) q p.
(E) ~p ~q.

32 - (EBSERH - UFSCAR - 2015 / AOCP) Sabendo que a proposição “Pedro


gosta ou Pedro some” é falsa, então

(A) “Pedro gosta e Pedro some”.


(B) “Pedro gosta e Pedro não some”.
(C) “Pedro não gosta e Pedro some”.
(D) “Pedro não gosta e Pedro não some”.
(E) “Pedro some e Pedro gosta”.

33 - (EBSERH - UFG - 2015 / AOCP) A proposição “JOÃO SOBE OU MARIA


DESCE” é falsa. Então,

(A) “João não sobe e Maria não desce”.


(B) “João desce então Maria desce”.
(C) “Maria desce se, e somente se, Maria sobe”.
(D) “João sobe e desce”.
(E) “Alguém, entre eles, sobe”.

34 - (EBSERH - UFG - 2015 / AOCP) Sabendo que a proposição “João está feliz
e João passou no concurso” é falsa, é correto afirmar que

(A) “João não está feliz ou João não passou no concurso”.


(B) “João está feliz”.
(C) “João passou no concurso”.

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(D) “Se João está feliz, então João passa”.
(E) “Se João passa, então João está feliz”.

35 - (Agente Fiscal de Rendas/SP – 2006 / FCC) Considere as afirmações abaixo.

I. O número de linhas de uma tabela-verdade é sempre um número par.


II. A proposição "(10 < 10 ) (8 – 3 = 6)" é falsa.
III. Se p e q são proposições, então a proposição "(p q) v (~q)" é uma tautologia.

É verdade o que se afirma APENAS em

(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) I e III.

36 - (PROMINP – 2010 / CESGRANRIO) A negação da proposição “x é positivo


e y é ímpar” é

(A) x é negativo e y é par.


(B) x é negativo ou y é par.
(C) x é negativo ou y não é ímpar.
(D) x não é positivo e y é par.
(E) x não é positivo ou y é par.

37 - (SEBRAE – 2008 / CESPE) A negação da proposição “2 + 5 = 9” é a


proposição “2 + 5 = 7”.

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4 - Gabaritos

01 - E
02 - E
03 - A
04 - E
05 - C
06 - E
07 - E
08 - A
09 - B
10 - C
11 - B
12 - D
13 - D
14 - C
15 - E
16 - E
17 - C
18 - D
19 - A
20 - A
21 - A
22 - D
23 - C
24 - C
25 - D
26 - C
27 - B
28 - B
29 - B
30 - B
31 - E
32 - D
33 - A
34 - A
35 - E
36 - E
37 - E

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