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SISTEMA SOLAR

SISTEMA SOLAR
1. Definição
O sistema solar é formado por um conjunto de planetas, satélites naturais, milhares de asteroides e cometas
que se ligam ao Sol, girando em seu entorno. Ele é mantido em sua orbita natural devido ao fato do Sol ter
uma massa milhares de vezes maior que dos demais corpos, gerando assim uma força gravitacional. O
sistema solar também é composto por uma grande quantidade de gases e poeiras interplanetárias. O Sistema
Solar situa-se na Via Láctea.
2. Formação do Sistema Solar
A formação do Sistema Solar remonta há aproximadamente 4,6 bilhões de anos. De acordo com astrônomos,
o Sistema Solar foi formado a partir de uma mesma nuvem de poeira e gás. Esta nuvem é conhecida como
Nebulosa Solar Primitiva. Em algum momento ocorreu um colapso desta nuvem, provocando o fim do seu
equilíbrio gravitacional e gerando sua contração. Foi a partir dai que teve início a formação do Sistema Solar.
No centro desta nuvem formou-se o Sol, enas regiões mais distantes, com temperaturas menores formaram-
se os planetas.
3. Sol
O Sol é nossa estrela, fornecendo luz e calor ao sistema, é uma estrela média, e responde por
aproximadamente 99.8% da massa do sistema solar. Situa-se a 8 minutos luz da Terra. É composto
essencialmente de hidrogênio e hélio. A fusão nuclear de hidrogênio é a responsável pela geração de energia
em nossa estrela, gerando uma temperatura na superfície solar de 6000 º C.
4. Os planetas
No sistema solar existem oito planetas: Mercúrio, Terra, Marte, Júpiter,Vênus, Saturno, Urano e Netuno, que
descrevem órbitas elípticas, isto é, órbitas que parecem circunferências. Até agosto de 2006, Plutão era
considerado um planeta, porem, a União Astronômica Internacional mudou os critérios para a definição de
um planeta. Como Plutão é pequeno em relação aos outros, passou a ser considerado um planeta anão ou
planetoide.
Muitos destes planetas podemos visualizar a noite a olho nú ou com a ajuda de um telescópio. Os planetas,
ao contrário das estrelas, não possuem luz própria e só podem ser vistos graças a luz que refletem do Sol. Ao
redor dos planetas, gravitam 67 satélites, dentre eles a Lua (satélite natural do nosso planeta), que gravita ao
redor no planeta Terra.
Os planetas podem ser divididos em duas classes: os terrestres, Mercúrio, Vênus, terra e Marte, devido a sua
crosta terrestre. Os Jupiterianos ou gasosos, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, são gasosos, bem maiores que
os terrestres, daí serem também chamados de gigantes gasosos.
5. Satélites
Na Astronomia, satélite natural é um corpo celeste que se movimenta ao redor de um planeta graças a força
gravitacional. Por exemplo, a força gravitacional da Terra mantém a Lua girando em torno do nosso planeta.
Os satélites artificiais são objetos construídos pelos seres humanos. O primeiro satélite artificial foi lançado
no espaço em 1957. Atualmente há vários satélites artificiais ao redor da Terra.
O termo “lua” pode ser usado como sinônimo de satélite natural dos diferentes planetas.

6. Os asteroides
Nas órbitas de Marte e Júpiter, localizam-se grande parte dos asteroides que variam de tamanho, podendo
ser até mesmo minúsculos. Os asteroides são compostos de blocos de rocha, diferente dos cometas que são
formados por poeira cósmica e gelo.
7. Os cometas
Um cometa é o corpo menor do sistema solar, semelhante a um asteroide, possui uma parte sólida, o núcleo,
composto por rochas, gelo e poeira e têm dimensões variadas (podendo ter alguns quilômetros de diâmetro).
Geralmente estão distantes do Sol e, nesse caso, não são visíveis. Eles podem se tornar visíveis à medida
que, na sua longa trajetória, se aproximam do Sol sublimando o gelo do núcleo e liberando gás e poeira para
formar a cauda e a “cabeleira” em volta do núcleo. O mais conhecido dele é o Halley, que regularmente passa
pelo nosso Sistema Solar. De 76 em 76 anos, em média, ele é visível da Terra.
Historiadores e paleontólogos acreditam que foi a queda de um cometa em nosso planeta que ocasionou a
extinção dos dinossauros na Terra há milhões de anos. A preocupação ainda existe, pois muitos deles passam
perto da órbita terrestre. O impacto de um cometa, de grandes proporções, poderia provocar danos
incalculáveis ao nosso planeta.

Movimentos da Terra

Embora os cientistas conheçam quatro movimentos diferentes da Terra, dois são os mais importantes: rotação
e translação, cujas consequências estão relacionadas com o dia-a-dia dos seres vivos.

Rotação

É o giro que a Terra realiza em torno de seu eixo imaginário, de oeste para leste, à velocidade de l 666 km/h,
aproximadamente, na altura do Equador. Se tomada como referência a posição do Sol, esse movimento dura
24 horas e é denominado dia solar (passagem do Sol por um meridiano duas vezes consecutivas). Se o
referencial for outra estrela ou astro fora do nosso sistema, a duração é de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos
e denomina-se dia sideral (passagem de um astro qualquer por um mesmo meridiano duas vezes
consecutivas).”

Consequências importantes do movimento de rotação: Sucessão dos dias e das noites. Interferência na
circulação atmosférica e nas correntes marítimas. Achatamento dos polos e dilatação da região equatorial.
Com base na rotação terrestre, foram criados os fusos horários.

Translação

Translação é o movimento que a Terra executa ao redor do Sol, em uma órbita elíptica, percorrendo aproxi-
madamente 930 milhões de quilômetros. A velocidade média do movimento de translação é de 29,7 km/s
(196 800 km/h) e dura 365 dias, 5horas, 48 minutos e 48 segundos. Esse período é denominado ano sideral.
O período de 365 dias é denominado ano civil. O ajuste entre os dois, acrescentando-se um dia em fevereiro
a cada quatro anos, totaliza 366 dias e chama-se(ano bissexto.

A distância entre a Terra e o Sol é variável durante o ano, em razão do movimento de translação. No dia 8
de julho, ocorre o afélio (152 milhões de quilômetros) e no dia 31 de dezembro, o periélio (147 milhões de
quilômetros).

Consequências do movimento de translação


• Estações do ano, em função das diferentes posições da Terra em relação ao Sol.
• Desigualdade na distribuição de luz e calor, durante o ano.
• Duração desigual dos dias e das noites, conforme a época do ano, com exceção da região equatorial,
e ocorrência dos solstícios e equinócios.

Estações do ano

A Terra ocupa, durante o ano, diferentes posições em relação ao Sol por causa da inclinação do eixo terrestre
(obliquidade da eclíptica) e do movimento de translação. Isso é o que origina os solstícios e equinócios.

Equinócios e solstícios

Entende-se por equinócios os períodos do ano em que os hemisférios Norte e Sul são iluminados igualmente
(situações l e 3 do esquema), o que ocorre nos dias 21 de março e 23 de setembro, quando a duração do dia
e da noite é a mesma, ou seja, 12 horas. Nos equinócios, o raio solar atinge perpendicularmente a linha do
Equador (zênite). Depois dos equinócios, os dias e as noites começam a encurtar-se, no Hemisfério Norte, e
a alongar-se, no Hemisfério Sul (e vice-versa), até que ocorram os solstícios, quando as diferenças de
luminosidade entre o dia e a noite atingem o máximo.

No dia 21 de junho, no Hemisfério Norte, ocorre o solstício de verão, quando o dia atinge o máximo de
duração, e, no Hemisfério Sul, acontece a noite mais longa do ano, o solstício de inverno (situação 2 do
esquema). No dia 21 de dezembro, essa situação se inverte em relação aos hemisférios. Isso significa que o
Sol atinge o zênite no Trópico de Capricórnio, e o solstício de verão no Hemisfério Sul (situação 4 do
esquema).
Uma observação importante é que o eixo de rotação da Terra não é perpendicular ao plano de órbita, apresen-
tando uma inclinação de 23°27’30” em relação à eclíptica. Essa inclinação é denominada obliquidade da
eclíptica.

Precessão dos equinócios

O movimento cíclico dos equinócios, variando a inclinação do eixo terrestre, com duração aproximada de 26
000 anos, recebe o nome de precessão dos equinócios.

Orientação e coordenadas geográficas

Meios de orientação

Ao observar o movimento aparente do Sol, constatou-se que ele sempre aparece de um lado (nascente, leste
ou oriente) e desaparece do outro lado (poente, oeste ou ocidente). Daí a palavra orientação, ou seja, procurar
o oriente: lugar onde o Sol “nasce”. Também a Estrela Polar serve de orientação no Hemisfério Norte e a
constelação do Cruzeiro do Sul indica o Polo Sul da Terra.

Além dessas formas naturais, existem meios artificiais de orientação. O mais tradicional é a bússola, aparelho
constituído por uma agulha magnética, apoiada em um eixo, que gira sobre um círculo graduado (rosa-dos-
ventos), no qual se encontram representados todos os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. A agulha
da bússola não aponta exatamente o norte geográfico, mas sim o sul magnético, com desvio de alguns graus.
O ângulo formado por esses dois pontos é a declinação magnética.

São quatro os pontos cardeais: norte (N), sul (S), leste (E ou L) e oeste (W ou O). Também os pontos cola-
terais são quatro: nordeste (NE), sudeste (SE), sudoeste (SÓ ou SW) e noroeste (NO ou NW). Entre os pontos
cardeais e colaterais, existem oito pontos subcolaterais: nor-nordeste (NNE), es-nordeste (ENE), es-sudeste
(ESE), su-sudeste (SSE), su-sudoeste (SSW), oes-sudo-este (WSW), oes-noroeste (WNW) e nor-noroeste
(NNW).

Apesar de ter sido inventada pelos chineses há milênios, a bússola ainda é muito utilizada pelas pequenas
embarcações. Nos grandes navios e aeronaves já se utilizam modernos processos de orientação, espe-
cialmente o sistema de rádio e outros instrumentos, como radares, GPS e computadores, todos de grande
precisão e eficiência. O GPS (Global Positioning Sistem) é um sistema que fornece a localização, dando as
coordenadas geográficas e a altitude de um lugar a partir de sinais emitidos por satélites artificiais que giram
em torno da Terra.

Pontos cardeais, colaterais e subcolaterais

Os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais são essenciais para que o homem possa orientar-se de forma
adequada.

Na sequência, são relacionados os adjetivos correspondentes aos nomes dos pontos cardeais:
• norte – setentrional ou boreal;
• sul – meridional ou austral;
• leste – oriental ou nascente;
• oeste – ocidental ou poente.

Linhas imaginárias

A fim de facilitar a localização dos vários pontos da superfície terrestre, foram traçados círculos imaginários
ao redor da circunferência terrestre. Algumas dessas linhas atravessam a Terra em sua maior extensão. São
os círculos máximos, como é o caso do Equador e dos meridianos (considerando-se o meridiano e o seu anti
meridiano). Outras linhas, denominadas paralelos, percorrem distâncias menores. São os círculos menores.

Paralelos

Paralelos são círculos menores, traçados paralelamente à Linha do Equador, por meio dos quais determina-
se a latitude de um lugar. Ao norte e ao sul da Linha do Equador (0° de latitude), existem 180 paralelos, 90
ao norte e 90 ao sul. Alguns paralelos têm nome especial: Trópico de Câncer e Círculo Polar Ártico, ao norte
do Equador; Trópico de Capricórnio e Círculo Polar Antártico, ao sul do Equador.

Meridianos

Meridianos são linhas traçadas de polo a polo e, por meio delas, determina-se a longitude de um lugar.
Existem 360 meridianos, 180 a leste e 180 a oeste. O de Greenwich, na Inglaterra, considerado o meridiano
inicial (0° de longitude) e o seu anti meridiano dividem a Terra em dois hemisférios (metades da esfera
terrestre): Hemisfério Ocidental (oeste) e Hemisfério Oriental (leste).

Equador

É o círculo máximo que dista igualmente (90°) de ambos os polos, dividindo também a Terra em dois
hemisférios: Hemisfério Norte (boreal ou setentrional) e Hemisfério Sul (austral ou meridional).